RONALDO CAIADO - Flow News #055
Pré-candidato à Presidência da República
- Outras frentes de combate ao crimeExperiência de Goiás em segurança · Enfrentamento ao narcotráfico e facções · Proposta de Ministério da Segurança · Ameaças e segurança pessoal de governadores · Mexicanização do crime organizado no Brasil
- Corruption message in politicsEscândalo do INSS · Presunção de inocência para candidatos · Imoralidade vs. Ilegalidade · Papel do eleitor na escolha · Crise moral e desobediência civil
- Atuação de Lucia na políticaMovimentação de Flávio Bolsonaro sobre tarifas · Provocação a Trump por Lula · Crítica à mediocridade política · Polarização e voto por ódio · Candidatura de Ronaldo Caiado
- Infraestrutura e desenvolvimento regionalComparativo China e Índia · Potencial de terras raras e nióbio · Destruição da Embrapa e Proálcool pelo PT · Autossuficiência em minerais e fertilizantes
- Críticas às Gestões AnterioresLula 4 como Dilma 2 · Populismo e endividamento · Gestão da pandemia pelo governo Bolsonaro · Ministérios técnicos vs. políticos
- Sistema internacional e geopolíticaItamaraty e diplomacia brasileira · Acordos com Estados Unidos e China · BRICS e Mercosul · Papel do Brasil no cenário mundial
- PrivatizaçõesPrivatização de Petrobras e Correios · Papel do Banco do Brasil e Caixa Econômica · Participação público-privada · Saneamento básico e investimento privado
- O que é Sucesso para um MédicoFratura de coluna e tetraplegia · Cirurgia de coluna e lesões medulares · Motivação para a carreira política · Enfrentamento ao MST
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor. Hoje eu vou conversar com governador e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado. Obrigado por vir aí mais uma vez, cara.
Momento importante, hein? Hoje matérias aí as mais quentes hoje. Aqui vocês sabem, aqui no Flow, Igor não perdoa.
É, eu vou ter que pegar no teu pé aqui em algum momento aí. Mas é bom, tem um monte de assunto para a gente falar. Dá, se quiser, dá até para a gente falar de Brasil eliminado da Copa do Mundo, mas é que eu acho que não vai dar tempo. É bom, ó, você que tá assistindo aí, quiser participar desse programa em algum momento aí, quer mandar uma mensagem para a gente, tem uma pergunta específica para o Caiado, tem aqui o QR code para você, tem o link na descrição também.
Você vai mandar, eu vou ver aqui, e as perguntas forem pertinentes a gente dá play, e aí a gente, sei lá, comenta. Aqui ao vivo, tá bom? Então, bom, para começar, Caiado, vamos, vamos começar falando de coisas que estão no noticiário, e a gente vai acabar derivando disso daqui um monte de coisa, como a situação política do Brasil e o que a gente espera das eleições. Mas bom, se a gente for falar de coisas que estão no noticiário recentemente, a gente tem de cara o Flávio Bolsonaro falando coisas como, pô, o Não taxa agora não, Trump, taxa depois.
E uma movimentação de ir para os Estados Unidos e tal. Lembrando que o Flávio Bolsonaro é um pré-candidato também à presidência da República, né? E que, bom, eu queria ouvir qual que, como é que você lê esse movimento, porque a gente tá falando de uma galera que num primeiro momento, não necessariamente o Flávio falou, mas ele amplificou uma mensagem de celebração a um tarifação num primeiro momento, né? Então Então agora a gente tem uma posição diferente, né?
A gente tem, ou pelo menos um pouquinho, um pequeno ajuste no discurso. Mas eu queria entender como que tu pensa, qual a leitura que você faz desse, do que tá acontecendo, desse movimento deles agora.
Bom, primeiro, é um momento extremamente infeliz. Raciocina bem, como é que tá a jogada nisso? Como é que as cartas estão sendo distribuídas neste cenário de 4 de outubro. O que que foi que o Lula percebeu? Ora, se eu provocar o Trump bastante, eu vou ter a chance, como aconteceu com o candidato no Canadá e na Austrália, e de cobrar a tese, da falsa tese que ele fala de soberania, que já entregou o Brasil para os bandidos, para os corruptos, PCC, para o Comando Vermelho, para as facções.
Mas aí ele se veste na credencial e fala, não, mas eu estou enfrentando o Trump. E lógico que toda tarifação ela tem que ser duramente contestada por nós, duramente, até por um fato muito simples, na balança comercial os Estados Unidos é superavitário. Bom, aí vamos para o lado do Flávio, aí o Flávio vai, tá certo, e redige um texto, um documento, aonde ele pede um prazo para que este processo de tarifação dos nossos produtos seja adiado.
Aí você para e pensa: vem cá, onde é que tá o Brasil nisso aí? Raciocina bem. Um quer provocar o Trump para ter o benefício de ir na soberania, o outro Entrega de bandeja um documento assinado dizendo o seguinte: olha, não tarife até a eleição. Gente, pelo amor de Deus, onde é que tá o raciocínio de um candidato à presidência da República representar o país? Quer dizer, olha, não admito essas penalidades que vocês querem nos impor neste momento, tá certo?
Nós saberemos refutar todas elas. Nós temos uma condição aqui de resgatar o Itamaraty, a chancelaria brasileira, nós estamos preparados para um bom debate, tá certo? Não é simplesmente você ficar numa tese de provocação e de outro de ajoelhamento. Então você tem que entender que o que precisa neste momento é alguém que defenda o Brasil, tá certo? É a briga que eu gosto dela, a briga que eu gosto dela, eu gosto do debate. Então é uma briga que eu gosto porque é uma briga com consequências à população brasileira.
Você não pode brincar com Pix, você não pode brincar hoje. E não é só essa, veja bem, nós hoje estamos expostos, nós estamos como a Geni hoje, o Brasil tá igual a Geni, tá certo? Então tá tomando porrada aqui dos Estados Unidos. Neste momento, a Europa ameaça dia 3 de setembro bloquear 100% das importações de carne bovina, aves, ovos e mel. E a China falou, olha, a partir de agora, mais 55% para importação de carne bovina. Então nós estamos apanhando de todos os lados.
Agora, no lugar que dói, que é no, por exemplo, no agro, né?
Sim, sem dúvida. Aquilo que é o sustentáculo da balança comercial brasileira, só foi superado agora pelo petróleo, mas durante todo esse tempo foi o que deu todo esse saldo positivo para nós, foi exatamente setor. Então, Igor, veja onde é que tá o conteúdo, onde é que está o preparo, onde é que tá a condição do candidato ter a estatura de um presidente da República. Aí ele completa: não, aí estaremos aproximando o Brasil da China, estaremos afastando os Estados Unidos.
Um presidente da República, ele tem que ter o Itamaraty para negociar com todos. Eu não posso chegar na presidência da República, identificar: não, esse aqui é meu maior exportador. Dizer: não, mas agora eu sou Eu tô vetado porque ideologicamente eu não concordo. Isso é outro assunto. O assunto de posição política ideológica não vamos tratar aqui no Brasil. O mercado, ele tem que ser internacional. Então, se eu tiver fazendo isso, eu vou jogar o Brasil na China.
Se eu fizer fazendo aquilo, eu tô jogando o Brasil na mão dos Estados Unidos. Que mediocridade é essa? Então, você que— nós que tivemos uma chancelaria que é o Itamaraty como sendo a grande referência do Brasil, a grande capacidade de debater, de construir consensos hoje na diplomacia, nós estamos vendo essa mediocridade. E o pior de tudo é que também o assessoramento do presidente da República criou-se uma idolatria a essa tese socializante no país, tá certo?
E que acha que tem que enfrentar todo mundo que tem um processo aí instalado de livre iniciativa. É uma loucura. O Brasil é o grande prejudicado e os dois saem reprovados nesse embate. O pior, o mais grave de tudo é que o cidadão brasileiro tá vendo ali, ó, vem cá, mas e eu tô sendo representado por quem?
Um quer eleição, a reeleição dele, o outro quer também eleição dele, E o Brasil, que se, né, a gente tá vivendo uma situação que é, se a gente for parar e analisar friamente, a gente vive uma situação que a única coisa que sustenta é a nossa, os nossos, e aqui eu vou falar, vai parecer que eu tô puxando teu saco, mas não é o caso que eu tô dizendo. A gente tem dois avatares que estão em primeiro e segundo nas pesquisas eleitorais para as eleições desse ano, e eles se sustentam, é, na minha opinião, opinião muito mais na polarização do que nas próprias ideias.
Então a gente vê comumente as pessoas ligadas aos dois lados. Por exemplo, uma pessoa ligada ao PT, é comum vê-la, ou mais à esquerda, é comum vê-la dizendo: eu voto em qualquer um que não seja o Bolsonaro, ou vou votar no PT para não eleger o Bolsonaro. Ou um cara que, sei lá, ele é um deputado do mais à direita, ele diz: tem que votar no Bolsonaro, porque se você não votar no Bolsonaro você estará elegendo o Lula, o que é essencialmente uma mentira.
É isso, isso na minha opinião, além de novo, é o Brasil perde, mas a própria, a essência da democracia se esvai também. Porque assim, a ideia do primeiro turno, a gente já falou isso aqui algumas vezes nesse programa, a ideia do primeiro turno é você votar em quem mais tá alinhado com quem mais representa. Você não tem que votar no primeiro turno porque senão o Lula ganha ou senão o Bolsonaro ganha. Vota no— para não votar no caiado, vota, sei lá, no Zezinho, vota em qualquer um, porque não em qualquer um, mas em quem te representa.
A ideia de votar com ódio na primeira, no primeiro turno, ela não entende, não entra muito na minha cabeça, porque se eu não quero que o Lula ganhe, é só eu não votar nele, né, na minha cabeça. Mas o que que tu acha?
Mas olha, essa formulação sua ela é muito importante, até porque eu tô falando aqui num universo que a grande parte não me conhece. Muito obrigado aí por essa chance de conversar com esse universo aí de milhões e milhões de pessoas que na maioria das vezes, olha, eu fiquei por Goiás como governador, fui deputado federal, senador e tal, mas às vezes as pessoas não, não, não, não, também não me acompanharam. E é lógico, eu fiquei esse período todo à frente do meu estado como governador.
Mas você coloca uma situação que vale a pena uma provocaçãozinha. Veja lá, quando você faz aqui que você pergunta para todo mundo, o que que ele fala? Não, eu quero um presidente da República honesto, eu quero um candidato a presidente da República que traga amanhã a condição de resgatar a segurança pública, poder ter autoridade moral para assumir a cadeira, que venha combater a corrupção. Você, bom, aí de repente você vai para escolha e aí os dois estão em primeiro lugar.
Aí você fala, bom, e agora? Vem cá, e agora deixa eu puxar um pouco aqui para mim, né? Vem cá, são 40 anos de vida pública, 40 anos de vida pública. Então, o Caiado não tá no petrolão, não tá no mensalão, não tá no INSS, não tá no Master, não tá escandaleira nenhuma, não tá em nenhum escândalo, não tá em crescimento de patrimônio, não tá enriquecimento ilícito. Pô, 40 anos de vida pública que nunca teve um processo que realmente me atingisse do ponto de vista moral, tá certo?
E a vida toda como deputado que fui, senador que fui e como governador que fui, sempre tive posições claras. Nunca fui daquele político, tá, que a gente chama de folha de bananeira, o vento para cá e vai para lá. Não, sempre tive coerência na vida, sempre governei seriedade. Então eu fico perguntando o que você colocou aí. Quer dizer que agora é um jogo de revanche ou é uma eleição para eleger um presidente da República que tem estatura?
O que tá aí, 5 vezes o PT já foi eleito. Veja o que ele roubou. Além de tudo, ele roubou o futuro dessa juventude que tá nos acompanhando aí, porque o Brasil atrasou em tudo. O jovem hoje está querendo ir para um consulado aí para buscar chance de ir para outro país, primeiro lugar. Segundo lugar, um país que não tem a menor dimensão da importância que ele tem porque não tem alguém com a competência sentado à presidência da República.
Então você sabe hoje que se você votar, com todo respeito, tá certo? Todo cidadão tem o direito de fazer a sua campanha, mas se você votar hoje no Flávio para ir para um segundo turno, Você tá exatamente reelegendo o Lula, porque é exatamente a candidatura que ele construiu, é a que ele quer. Agora, se a pessoa quiser um debate, e aí sim vocês vão promover um debate, aí sim. Por quê? Porque o divisor de águas vai ser moral. Ah, ele tá sujo, o outro também tá sujo, então se essa discussão é da sujeira, então vai continuar a mesma coisa.
Agora não. Ah, mas e aí? Mas não, eu tenho história, eu tenho vida, eu tenho gestão, eu tenho participação no Congresso Nacional, eu tenho autoridade moral para sentar ali e poder ficar, não é no discurso e nem no papel, não, entregar o que eu entreguei em Goiás. Vai ver lá se bandido, se ele se cria em Goiás, vai ver lá, vai lá andar qualquer hora do dia e da noite, seu celular, com o carro vidro aberto, larga onde você quiser, Vai para onde for, vai lá ver se tem bandido lá dentro hoje para ficar incomodando você.
Vai montar sua empresa, vai realmente morar no bairro, vai pegar ônibus 4 horas da manhã, vai poder montar sua feira de madrugada, vai abrir sua panificadora, vai ver se você vive a vida ou não vive a vida. Por quê? Porque você precisa governar pelo exemplo de vida. Você não chega para polícia e polícia não vai bater continência para você porque você é governador, não. Que ninguém sabe mais da vida dos outros do que a polícia, viu, Igor?
Ninguém. Então, aqueles caras que chegam lá, na verdade, para sentar na cadeira lá, aí daqui a pouco chega o comandante-chefe lá, ou o cara lá, e fala: vem cá, é verdade que o senhor passou por essas coisas aqui? Aí o governador já fica todo sem espaço. Para você enfrentar o crime, você tem que ter coragem pessoal e autoridade moral. Se você não tiver, Você não corrige. E outra coisa que é grave hoje, para você ter uma ideia, eu quero discutir isso aqui com muitas pessoas que estão nos ouvindo antes de você até me perguntar.
Não sei nem se você ia me perguntar. Anteontem, uma promotora recorreu, fez um encaminhamento à Justiça de Goiás dizendo: olha, o Caiado está utilizando aí uma quantidade excessiva de policiais para sua segurança pessoal e que isso aí tem que ser assaltado, porque isso não pode, por isso e por aquilo. Igor, vou dizer com toda tranquilidade, hoje os governadores não enfrentam o crime, muitos por falta de coragem, outros porque exatamente são cúmplices do processo de corrupção implantada por eles ou financiada por eles nas campanhas eleitorais.
E a grande maioria raciocina o seguinte: eu vou ser governador, Vou enfrentar o narcotráfico, vou enfrentar o PCC e o Comando Vermelho, fazer igual eu fiz em Goiás. Penitenciária de faccionado não tem visita íntima, não tem audiência sigilosa com advogado. Faccionado lá só conversa com Deus, porque ali é fechado mesmo. Ele não manda matar ninguém do lado de fora. Acabou a hierarquia dele de ser o todo-poderoso. E a partir daí nós desarticulamos, desmembramos todas as facções no estado, porque penitenciária é para cumprir pena.
Então nessa hora o governador vai dizer, mas eu acabo meu mandato agora, e aí eu e minha família vamos ficar expostos a isso. Aquilo que aconteceu aqui em São Paulo, um diretor da Polícia Civil, né, que realmente enfrentou o narcotráfico aqui, Tiraram todo o apoio para ele de segurança, chacinaram ele, executaram ele barbaramente com tiro de fuzil ali, com várias rajadas de fuzil. É isso que eles querem. Então vem um juiz e diz lá o seguinte: olha, este uso de segurança tem que ser repensado.
Tem que ser repensado? Quem é ele para poder analisar o risco Tá certo? Em uma campanha eleitoral com o enfrentamento que nós fizemos. Quem tem essa capacidade de calcular isso é exatamente a Secretaria da área militar do governo e a Polícia Federal. Então quem tem que atestar isso não é o achismo de achar contra e aí sim me fragilizar, fragilizar meus familiares para amanhã o quê? O cidadão não querer mais. Eu lhe pergunto, Igor, você gostaria de andar com 4 pessoas atrás de você?
Não, senhor, não mesmo.
Não mesmo. Agora, você acha que isso é mordomia?
Olha, eu realmente fico pensando qual que é o argumento de chamar isso de mordomia, porque para mim não parece.
Mas você tá com sua vida em risco, você enfrentou o bandidagem. Você declara claramente que você vai enfrentar. Por que é que os outros não fizeram? A lei não é a mesma? Por que é que os outros governadores não fizeram o mesmo que eu fiz? Então, quando você quer governar e você quer enfrentar, você resolve o problema. Agora, se você quiser ficar passando pano, ah, não sei o quê, quem sabe, talvez, é, isso é perigoso, olha, eu tenho que perguntar o A, eu tenho que perguntar para o B, não.
Eu sou governador, eu exerci o meu mandato e eu, né, aí eu vou, não, eu fiz, tá lá no estado. Agora vem o juiz e diz, olha, isto aqui tem que reavaliar. Quem é ele para reavaliar? Quem é ele? Quer dizer, o atestado de risco que você corre numa campanha é exatamente diante daquelas ameaças que eu sofri, que foram gravadas Tá certo? Que foram muitas vezes também identificadas pessoas em relação a ameaças que foram feitas à minha pessoa.
Ora, e de repente, ah não, isso aí é uma improbidade administrativa. Presta atenção, eu sou um homem que tem 40 anos, nunca ninguém teve coragem de falar para mim improbidade administrativa, que eu sou um homem que leva minha vida com aquilo que eu tenho e sustento minha família com meu patrimônio. Agora, você já ouviu dizer para mim que eu, por ter segurança, ter enfrentado bandido e tá numa campanha, primeira vez que um ex-governador do estado sai candidato à presidência da República, andando o Brasil todo, nas áreas mais conflituosas onde eles comandam toda a segurança, querer vir dizer para mim: não, isto aí é uma mordomia que está sendo dada.
Quer dizer, veja bem, é por isso que as facções estão tomando conta do Brasil, Igor.
E segurança pública aí vai ser um tema muito importante.
E hoje você pode saber que o Brasil não vai ser uma Venezuela, o Brasil vai ser o México, porque o crime organizado tomaram conta da economia de mercado, eles já tomaram conta hoje das grandes áreas do país, não só territorial. Amazônia é 100% deles hoje. Eles têm mais de 300 prefeitos eleitos, eles têm o controle dos rios, dos aeroportos, é o maior hub hoje, tá certo, de desova de cocaína no mundo hoje e outras drogas também, tá certo.
Lá você tem PCC, o Comando Vermelho, as facções mexicanas, venezuelanas e colombianas. Ali passou a ser a grande estrutura. Isto aí é que faz com que o Brasil hoje venha a perder essa credibilidade internacional.
Isso é trabalho para quanto tempo, Caiado?
Eu vou decretar no primeiro dia meu, que é dia 5 de janeiro, vou decretar terrorismo, tá certo? Para todos os faccionados. Porque como é que eu vou enfrentar na Amazônia brasileira com a Polícia da Amazônia? Eu preciso ter o Exército, Aeronáutica, Marinha, e vou construir junto aos 10 países limítrofes com o país, com o Brasil, uma polícia igual na Europa. Na Europa você tem uma polícia que ela age naquilo que a Constituição Brasileira também determina hoje, ou seja, crime, lavagem de dinheiro, contrabando de armas e narcotráfico são crimes federais.
E no entanto, o governo lava as mãos e deixa nas costas do governador. Além disso, eu vou criar uma estrutura de uma polícia que ela seja ali transnacional, Para que ela possa entrar nos países limítrofes, tá certo, numa ação como nós construímos no Centro-Oeste brasileiro. Ou seja, a minha tropa, por exemplo, ela entra dentro do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, ela entra dentro de Minas, ela entra dentro de Brasília. Então nós temos esse grande acordo.
Então quando nós estamos numa ação, nós estamos numa ação conjunta. E é por isso que nesses 7 anos de governo eu nunca tive um assalto a banco.
Então, como é que— vamos lá, eu tô eleito rapidinho, me ajuda aqui só entender o processo de tornar Goiás nesse lugar mais seguro que você tá dizendo. Vamos lá, tu entra com essa ideia, e aí por que que ninguém fez antes? Porque ninguém fez antes, cara. Qual que— vamos lá, o que que dá para replicar da experiência que tu teve lá em Goiás no Brasil? Porque aqui a gente tá falando de uma outra ordem de grandeza.
E você já viu que eu já tratei também de um assunto dizendo assim, olha, vai ter uma força de segurança que ela será transnacional, tá certo? É um primeiro momento. Aí uma ação de um presidente, ou vai, reúne com os demais presidentes limítrofes, discute esse cenário todo. E nós temos um clima favorável para isso, que tá faltando só o Brasil para nós acabarmos de cercar tudo aí com a vitória da centro-direita, na verdade. Então você vê que nós estamos sendo rodeados aí com vitórias sucessivas e com isso eu tenho certeza absoluta da nossa.
Então seria um ato. O segundo ato é você poder dar condições para que os estados possam cumprir aquilo que é função do governo federal. Por exemplo, eu tenho um gasto, eu tive um gasto enorme em Goiás de R$17 bilhões, enquanto o governo federal me repassou R$980 milhões. Ou seja, menos de 5%. Então, com isso, construímos penitenciárias. E aí é o ponto-chave: você, ao você construir uma penitenciária de segurança máxima— você tem uma ideia?
Vou até cortar aqui no meio um pouquinho. Teve um escritório de advocacia aqui de São Paulo, eu tinha um faccionado lá preso. Aí, daqui a pouco, meu secretário de segurança pública chega e diz: Governador, aqui tem um pedido para transferir esse faccionado para o presídio de segurança pública, segurança máxima do governo federal. Eu falei, não, senhor, ele é meu, vai cumprir pena aqui, não vou entregar ele para lá não. Você vê a rigidez do meu sistema, tá certo?
Então você constrói penitenciária, você tem isolamento de 8 a 8 pessoas, não tem rebelião, você tem todo um sistema de monitoramento ambiental. Você tem um scanner corporal, não tem uma arma lá dentro, você não vai achar um telefone lá dentro. Antes em Goiás teve aí várias televisões filmaram, era aluguel de motel lá, tinha quarto de motel lá, cocaína para todo mundo, até granada acharam, armamento pesado. Os cara só morava na cadeia, morava na cadeia.
E aí é que as pessoas não entendem, aí ele é o cara que tá na cadeia O governador tem que dar segurança a ele, e aí ele vai lá, faz um encontro íntimo. Olha, manda matar aquele cara ali porque ele tá me incomodando aqui. Manda matar lá a mulher dele, manda matar o filho dele. Então, quer dizer, o policial penal ali acuado, sabendo que ele tá mandando mensagem lá fora, como é que ele vai reagir a isso tudo? Então ele vai ter que se adaptar a isso.
Para ele sobreviver. Então, quando você quebra essa condição, aí você desarticula totalmente as cabeças pensantes do processo. E aí você vai desbaratando uma a uma, pá, pá, pá, pá. Aí você vai desarticulando tudo. Aí você tem que imaginar que não é uma coisa só. Você tem a equipe que é de roubo a banco, outro que é de roubo a carro forte, o outro que é de roubo à propriedade rural, o outro que é de especializado em roubar carga, outro especializado em roubar combustível, então você tem um outro em joias, então você tem uma ramificação muito grande de especializados nessa área.
E aí eu formei mil homens na inteligência, que eu vou apoiar todos os governadores, integra-se as forças, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Científica. E aí você passa a ter dentro de uma sala como essa aqui todo mundo sabendo o que realmente ali está acontecendo, interligado todos nós aqui. E aí o ataque é organizado para que a gente possa abortar ou antecipar esse processo.
Não é que não tiveram tentativa, só de banco 12 tentativas de assalto, não conseguiram nenhuma, tá entendendo? Então esse é o fato. Você vai me perguntar como fazer isso de forma ampliada. É fazer repasse aos governos, é fazer as construções das penitenciárias, é montar um sistema de inteligência. Olha, para você ter uma ideia, Goiás hoje é o estado mais desenvolvido em inteligência artificial. Hoje você já tem a referência mundial.
Aí, para combate ao crime em Goiás, é um resultado espetacular. Desenvolvida lá, é uma plataforma construída lá E que hoje nós chegamos a mais de 90% de bons resultados, tá certo? Isso faz com que uma região mais violenta, que era o entorno de Brasília, se transformou hoje num lugar tranquilo que você anda, você circula. É que o pessoal fala assim, mas por que, Cátia, que você fala que é o estado mais seguro do Brasil? Por quê?
Você subjetivamente você falou que é o mais seguro do Brasil por um motivo só, porque ninguém revoga lei de mercado, né? Nem de mercado nem da gravidade. O PT de vez em quando tenta revogá-la, mas não adianta.
Então o que que acontece?
Aonde o seguro é mais barato no Brasil. O Estado de Goiás faz seguro de acidente de carro, ele não faz seguro de roubo, ele não faz seguro de carga transitando dentro do estado, certo? Então você vem com os batedor até chegar na divisa de Goiás, dali os batedores volta, a carga atravessa a Goiás, quando vai entrar na Bahia os batedor entra de novo para acompanhar. Então tudo isso você diminui o custo, você diminui a qualidade, melhora a qualidade de vida Você diminui o risco das pessoas e ao mesmo tempo você passa a pacificar o Brasil.
Igor, não se governa sem segurança plena. Segurança, ela é condição de governabilidade. O Estado de Goiás explodiu em termos de investimento, cresce o dobro do Brasil hoje, é um estado que cada vez você vê avançar em tudo. E aí, além da parte econômica, é a parte social. Eu queria que você me desse um tempinho para ir concatenando a ideia da área social, tá?
É isso tudo que tu falou sobre a segurança pública aí é interessante porque é um tema que vai com certeza fazer muita diferença no debate público. Você falou que muita gente vai fazer escolha pelo ponto de vista moral. Eu concordo, eu acho que esse daí talvez seja a primeira motivação ou deveria ser a primeira motivação, mas com certeza segurança pública vai ser uma parada importante também nisso tudo. E é interessante ouvir você falar sobre isso.
É, e só para ver se eu entendi, parte do que você falou aí tem a ver com uma criação de uma espécie de uma espécie de agência que coordena tudo isso, todas essas ações pelo Brasil, ou não?
Vai ter um Ministério da Segurança.
Entendi.
Vai ter um ministério. Agora veja bem, eu respeitarei e governarei com os governadores e governadoras por um motivo só. Não adianta você falar, vou mandar a Guarda Nacional lá no Rio de Janeiro, não sabe nem andar lá. O que você precisa é fazer algo que você motive a sua tropa, que você cada vez mais sinalize com recursos cada vez mais sofisticados, com a maior sofisticação de todo o tipo de armamento, de drones, tá certo, de helicóptero.
Essa estrutura toda ela tem que ser montada pelo governo federal e oferecida aos estados. Nós temos hoje como contratar satélites que eu dou conta de identificar até na sombra de prédio. Então veja bem o nível hoje que nós temos de tecnologia hoje. E de repente você tá vendo o crime organizado usar essa tecnologia para soltar granada em cima dos policiais militares do Rio de Janeiro, mandaram para fazer curso ali na guerra da Rússia com a Ucrânia.
Então veja bem a que ponto nós estamos chegando. Agora lhe pergunto: você conhece alguma democracia no mundo que alguém ande lá no interior da França, da Bélgica e da Alemanha, com um fuzil na mão ali e determinando território de comando dele. E você acha, Igor, agora cá para nós, você acha eu, com a minha experiência de vida que eu tenho, com a minha história de vida, eu chegando na presidência da República, você sabe que, olha, eu vou quebrar esse sistema Numa rapidez que você não acredita.
Eu já ouvi isso antes, Caiado.
Não, de ninguém. Você já ouviu, você tem que, antes de você ouvir, você tem que perguntar quem fez. Não adianta você perguntar só. Você perguntar que o cidadão vai fazer é uma coisa. Agora você tá perguntando para alguém que fez. Diferente. Eu não tô aqui no papel lhe dizendo uma coisa aqui no seu programa. Vá para dentro de Goiás, passe lá o fim de semana inteiro, vá para o show lá do Gusttavo Lima, sai 4 horas da manhã, vai comer um sanduíche na rua, tá certo?
Vai ficar sentado no banco a hora que você quiser, vai andar com seu carro ali para onde você desejar, que você vai ver a diferença da vida, o que que é, tá certo? Vai, pessoa, você não sabe do maior. A segurança é interessante, Igor, que o que ela chega para gente é um sentimento de gratidão das pessoas mais pobres, das mais pobres. Eu ando em torno de Brasília, as pessoas chegam a mim e falam: Governador, graças a Deus, Governador, Nossa Senhora, eu vou contar para o senhor uma coisa, não sabia mais onde é que eu botava meu celular, apanhava todo dia, saía 4 horas da manhã para pegar o ônibus.
Eu não posso abrir minha panificadora, eu não posso levar meu filho, enfim, a pessoa, eu não posso passear com meu filho na praça, eu não posso botar uma cadeira do lado de fora e ficar conversando com a minha amiga aqui, como eu fazia antigamente. Agora a pessoa pode tudo, tem hora que a pessoa não acredita que isso é possível. O negócio chegou a tal ponto que um dia eu ia dar uma entrevista aqui em São Paulo, falaram para mim assim, olha, desculpa, porque a jornalista que ele entrevistar, ela vinha de bicicleta, aí roubaram a bicicleta dela, roubaram também a bolsa dela, e ela teve que ir lá para delegacia para fazer o boletim de ocorrência.
Aí tinha um jornalista do lado, disse, mas também, poxa, deu mole, porra. Aí eu fiquei pensando, calma, virei para o cara, falei, pera aí, cara, Mas você acha que a pessoa poder andar, a pessoa não pode andar de bicicleta, não pode ter a sua sacola, não tá ali com seu laptop, ela não pode ter o seu celular porque ela tá dando mole e porque o bandido é que vai mandar do jeito que você tem que andar? Pera aí, rapaz, não existe essas coisas.
Então você tá enganado. Comigo a coisa é diferente, o buraco é mais embaixo e as pessoas sabem que tudo aquilo que eu disse, eu enfrentei muitas dificuldades, Vou ampliar poderes aos estados, vou deixar com que eles legislem também, que muitos crimes acontecem lá em Goiás, mas não acontece lá no Amazonas, ou não acontece lá no Rio Grande do Sul.
Isso é tecnicamente viável?
Sim, 100% viável. Eu vou lhe dar um exemplo direto. Por exemplo, os estados como São Paulo e Goiás, por exemplo, tem muita cana. O que que as facções fazem? Vamos queimar os canaviais. E nós estabilizamos a economia daquela usina e nós vamos lá amanhã apresentar uma possibilidade de sermos sócios dele, certo? Entendi. Então você tem o incêndio criminoso, que nessa época começam a lastrar fogo em todos os canaviais para comprometer a renda da usina e botar em risco a usina.
Então o que acontece? Olha, nas situações como essa de incêndio criminoso, certo, o cidadão não tem direito amanhã a pagar uma caução e sair. Ah, mas isso não consta na Constituição brasileira. Foi, mas o problema é do Estado. Até uma lei ser aprovada no Congresso Nacional, meu amigo, eles já quebraram todas as usinas hoje no Brasil, da mesma maneira que estão fazendo hoje com o posto de gasolina.
Fazendo hoje com lixo, com transporte urbano, com supermercados, já estão se enfiando na economia formal.
Lógico, é isto aí que eu tenho falado. Hoje, ele é— hoje o Brasil não vai para uma venezuelização, o Brasil vai para mexicanização. Sou o primeiro a dizer isso, estou dizendo isso há quase um ano. O sistema do narcotráfico no Brasil é ir para mexicanização. E eles vão dentro das regras democráticas, pousando de honestos ali, com toda a liturgia do cargo, assumindo o poder no Executivo, no Legislativo, no Judiciário, em todos os órgãos independentes, e comandando a economia do país.
E pousando de democratas. Não, eu tô ganhando eleição na urna. Esse é o caminho que o Brasil tá indo.
A Itália fez um bom trabalho para remover também os mafiosos do sistema, né?
Sem dúvida. E eu me lembro bem, tinha um general lá que comandava a reação à Brigada Vermelha lá, tá certo? Ele dizia o seguinte: mas como o senhor tá entrando aí e essa situação toda de enfrentamento com esses terroristas aí, ele disse, é exatamente isso. Numa guerra nós temos código de ética, os terroristas não têm código de ética. Por isso é que a minha tropa tá autorizada a atirar. Isto é um enfrentamento com o que tem de pior, porque realmente são pessoas que não têm amor ao próximo e muito menos têm a coragem do enfrentamento direto.
Chacinam pessoas para intimidar a rua, o povoado ou a cidade. E é isso é que eles fizeram, e é isso que eles fazem hoje no cidadão. Hoje, que agora você viu aqui na Pavuna, no Rio de Janeiro, dois grandes imóveis, tá certo, 800 apartamentos. Comando Vermelho chegou e disse: olha, agora aqui ninguém é dono mais, todo mundo tem que pagar R$300 de aluguel. Você já pensou bem, Igor, o caiado presidente da República, na hora dessa, cidadão gravar um negócio desse?
Rapaz, como se diz no interior de Goiás, dá uma inducadinha nesse cara aqui. No termo assim, inducadinha nele.
Como é que é uma inducadinha nele? Manda os cara lá?
Uma inducadinha no cidadão dele, que nunca mais na vida vai ter ousadia de ir lá Tá certo? É fazer essa ameaça para as pessoas que estão trabalhando. Você vê as pessoas que— teve um empresário do Rio que mudou lá para Goiás, isso é meio engraçado. Eu não posso ter telefone, um iPhone. Eu tenho esse telefone Pebazinho aqui, ó, tá vendo? E aí eu ligo para minha mulher e mando ela passar um Pix do telefone que ela tem em casa, porque se eu tiver aqui, o cara mete um revólver na minha cabeça, manda eu passar aqui Pix, me acaba.
Então veja a que ponto nós estamos chegando. Então esse é um dos pequenos detalhes dessa barbárie que se instalou no Brasil hoje, onde você vê 50 milhões de brasileiros subjugados ao narcotráfico, escravizados pelo narcotráfico. Cara, você tá falando, tem uma propaganda, eu vi, eu assisti, tive oportunidade de assistir, tem uma série na Netflix chamada Psica. Vale a pena, as pessoas. Psica. Eu perguntei, eu procurei saber o que que é isso.
Psica, isso é um termo usado na Amazônia que é maldição. Se você vê hoje as atrocidades com as jovens de 12 anos de idade, eles fazem com essas meninas, a prática do feminicídio, da barbárie. Essas crianças são— ah não, o chefe quer aquela ali, vai lá, pega na casa do cara, leva. Tá certo? Quer dizer, você vê isso aí no Morro do Borel, Morro do Alemão, você vê isso aí no interior da Bahia, do Ceará, Fortaleza, Salvador. As famílias hoje sendo amedrontadas e sendo os filhos usados dessa maneira.
E além do mais, é o que eu falo, quando eu recebi o estado, isso é um dado gravíssimo, eu tinha 1.073 jovens no socioeducativo condenados, julgados por crime, 90% no narcotráfico. Eu entreguei o governo com 198 jovens.
E qual foi? O que que aconteceu aí? Porque assim, a grande verdade, Caiada, é que a gente quer justamente entender se isso é, esses números aí, a gente, isso é replicável. Porque, porque assim, Quando a gente fala do Brasil, o Brasil além de tudo ele tem tantas diferenças culturais mesmo assim. As pessoas do Nordeste falam diferente, elas falam diferente das pessoas do Sul, por exemplo.
Estão sendo expulsos no Ceará, estão sendo expulsos das cidades. E por que que isso pode ser aplicado? Porque se você não corrigir aqueles que são hoje os indivíduos que não— quais são os ídolos do Brasil? É o Oruan, é o MC Pose, é o cara que sai com fuzil, enfrenta a polícia, sai uma decisão judicial totalmente irresponsável, solta, e ele sai carregado pelos jovens na porta da penitenciária. Qual é o exemplo que você tá dando para esses jovens que moram nesses lugares?
Na hora que você quebra isso Ele sai do crime e vai procurar estudar. Mas aí é outra coisa. Eu não governei apenas na segurança pública. Eu sou, fui professor, tá certo? Eu assumi a educação de Goiás. Eu sou o primeiro lugar no IDEB no Brasil na educação básica. Eu sou o primeiro lugar hoje de menor número de evasão escolar. Eu sou o primeiro lugar na prova de redação do ENEM em português, tá certo? Hoje é o estado que tem a melhor alfabetização na idade certa.
Criança no segundo ano do ensino fundamental sabe ler, escrever e interpretar. Você que foi professor, certo, sabe o que que é uma sala de aula antigamente, que o colégio era placa de concreto com 40 graus ali dentro e que o aluno tava ouvindo aquilo que não queria ouvir e tava desinteressado. E vendo que o cara que tem a melhor moto, a namorada mais bonita e mais dinheiro é o que tá comandando a venda da cocaína ou da maconha no bairro.
Então investi pesado nos meus colégios, R$8,5 bilhões. Reformei meus colégios, construí colégio tudo um padrão de excelência, alimentação digna para os alunos, laboratório de física, química, biologia, informática, robótica na maioria deles. Instalamos um nível de homenagear e ao mesmo tempo gratificar esses alunos que se destacam, os colégios que se destacam. E rapidamente nós saímos de Goiás e fomos para o primeiro lugar no Brasil.
Então, meu amigo, bati São Paulo, Paraná, Espírito Santo, tudo isso. Hoje nós somos o primeiro lugar no IDEB. Então você tira o bandido que é o comandante do bairro, você melhora, melhora não, eleva o nível da educação. Porque você como professor sabe como você dava aula aqui há tempo e como você ia dar uma aula hoje. Então o jovem hoje tá ansioso, né? Hoje o jovem, hoje no 9º ano do ensino fundamental em Goiás, ele já recebe um Chromebook do Google.
É bom isso daí, com certeza é um método que ajuda o cara a não ficar se dispersando da aula, porque é muito mais conectado com a realidade dele, né?
Não é verdade? E você vai aplicando tudo isso. A professora faltou à aula, entra no mesmo momento, tá certo? O centro de controle da secretaria imediatamente com a aula à distância. Acompanhado por uma pessoa para esclarecer as dúvidas no local. Ou seja, a ausência do professor não derrubou a aula. Então, isso tudo você vai tendo motivação. O colégio que tem as melhores notas tem um percentual maior de repasse de investimento.
O aluno que tirou nota 1000 no ENEM, tá certo? Desculpa, no IDEB, ele recebe R$10.000. A professora também. Então, se ele recebe de R$980 a R$999, ele recebe R$5.000. Então, ao mesmo tempo, você profissionaliza isso aí. O Sistema S brasileiro entrou em parceria comigo e nós estamos profissionalizando os jovens no ensino médio. Então ele já sai dali, é como mecânico ou na área de internet ou na área de programação ou enfim. Na área de venda, cada hora ele faz um curso profissionalizante.
Então você vai tirando ele da mão do narcotráfico e vai transferindo ele para sua condição de poder sobreviver com a condição profissionalizante e com a educação que tem. Então essa é a somatória que vai mostrando. Você desenvolve o estado economicamente, Goiás hoje tem o dobro, cresce o dobro do Brasil, Brasil cresce 2,4%, nós crescemos 4,5%. Quase o dobro. E no entanto você tem uma educação que é o primeiro lugar do Brasil. Então você vai nivelando as coisas e você vai tirando o jovem do crime e colocando ele no trabalho.
Ó, tem uma pergunta aqui que o Davi mandou para você que é interessante, que tem, vai falar um pouco mais sobre geopolítica. Mandou uma mensagem pelo Pix: Caiado no seu governo, quais serão os alinhamentos geopolíticos do Brasil E quais alinhamentos o senhor não irá tolerar para a nossa nação?
Qual o nosso papel na geopolítica mundial?
Você falou um pouco aí sobre o Itamaraty, sobre como a gente já foi assim reconhecido pela, pelos nossos diplomatas e tal, e como tu gostaria de retomar isso. Mas é, tá aí a pergunta do cara.
Saudado Rio Branco, sem dúvida alguma. Mas veja, são dois momentos quando você discute. Quando você entra na política no sentido de debater com outros países, você tem que ter aquilo que eu aleguei aqui inicialmente: uma chancelaria, um corpo da diplomacia que sejam pessoas, primeiro, que sejam capacitados. Igual a um Oswaldo Aranha, que construiu um acordo que é reconhecido mundialmente na crise maior que existia entre árabes e judeus.
Então você tem que ter pessoas que saibam negociar. Aí você tem que ter outra visão. Qual é a visão que você tem? A visão de mercado. Nessa hora, os seus embaixadores Eles têm que ter uma noção de como eu vou ampliar e quantos adidos eu terei que ter para poder ampliar o meu mercado, para eu não ficar em risco amanhã de colapsar a condição minha daquilo que eu tenho de produção de excedente. Então, isso é um primeiro, essa é uma primeira discussão.
A segunda discussão é saber como você vai se comportar naquilo que o Brasil já faz parte. Vamos buscar o BRICS como exemplo aí para você, né? E depois vamos buscar o Mercosul e depois o acordo aí com, depois de 25 anos, com a União Europeia. Então, quando você tem o BRICS, você tem um comparativo, você tem o Brasil, você tem a Rússia, você tem a Índia, você tem a África do Sul. Tudo bem, então você tem um BRICS aqui dentro. Se você buscar a economia brasileira 30 anos atrás, a participação nossa no PIB mundial, você vai ver que tava acima da Índia, tava acima da China.
Então, o que que você fez? Da mesma maneira que a China, como também Singapura, como também a Coreia do Sul, eles voltaram para si estruturaram a sua parte educacional, de pesquisa, de inovação, de tecnologia, a mediocridade brasileira governada pelo PT durante 20 anos, ela perdeu essa condição de competição internacional. Ela não é mais um player importante porque ela é vendedora de comodities, e nós somos importadores de tecnologia.
Vai vender milhões de toneladas para comprar um chipzinho da NVIDIA, ou senão a tecnologia implantada em um trator que é base nossa, que nós nunca desenvolvemos o nosso, nem o nosso caminhão, nem a nossa caminhonete, e nunca tivemos conta de sermos competitivos, o que a China hoje e também a Ásia hoje domina no mundo todo, que é a capacidade do conhecimento. Para você ter uma ideia, posso dizer mais: o Brasil não precisa do Estreito de Ormuz.
Mas sabe por quê? Porque nós temos um presidente que não sabe nada do Brasil, governa na mediocridade, ele governa da maneira mais rasteira que tem. Ele não sabe do potencial que tem o país. Olha, eu, governador do estado, em 7 anos, você tem uma ideia, eu sou o único estado no Brasil que tem um marco regulatório da inteligência artificial. O Brasil não tem até hoje. Todos elogiam que é aquilo que é código aberto e faz com que a gente avance cada vez mais.
Mas você ficou preocupado com a lei, com o marco regulatório? Não. Em 2019, eu injetei R$12 milhões na Universidade Federal, fiz um convênio com eles, busquei as boas cabeças e criamos o Centro de Excelência em Inteligência Artificial em 2019. E pedi a eles: eu quero que vocês criem um curso de inteligência artificial e, ao mesmo tempo, a esse investimento que eu tenho, eu quero uma contrapartida que vocês vão buscar R$50 milhões em contratos.
Passado um ano, o primeiro estado a ter uma faculdade, ter o curso de inteligência artificial na Universidade Federal, a segunda mais demandada no Brasil hoje com a maior nota do ENEM. E ao mesmo tempo eles me responderam com 500 milhões de contratos feitos. Hoje o SEIA atende mais de 150 milhões de brasileiros. Deles. Você acessou o iFood, plataforma deles. Você foi no Itaú, plataforma deles. Na seguradora, plataforma dele. Você foi na Natura, plataforma dele.
Você foi no Positivo, plataforma deles. Então, veja bem, o Brasil, a mediocridade é tamanha. Como é que você vai sentar hoje numa mesa de negociação, se o MED dizendo, olha, eu tenho extensão territorial, Eu posso ser agricultável, eu amanhã tenho o país que tem o maior volume de água doce do mundo, eu sou o país que tem as melhores riquezas minerais. E daí? Você continua vendendo pau Brasil como a época de colônia. É isso que você tá fazendo.
A mediocridade do governo. Mas eu não parei aí. Quando ninguém falava em terras raras pesadas em Goiás, Eu apoiei e desenvolvi a exploração de terras raras pesadas, que é sem dúvida a joia da coroa. Hoje só nós temos no hemisfério ocidental, fora a China. Quem é que tem hoje no mundo?
Nós.
Como é que você vai sair da parte hoje de retirar a a terras raras, tá certo? Esse composto, você tem que separar esses minerais, depois você tem que transformar esses minerais em ligas e depois você chega ao ímã. Isso é a cadeia final. Isso é o máximo hoje que a China hoje comanda tudo isso e que ela tomou a frente de tudo que é o mais moderno, porque são com esses minerais críticos que eles conseguem avançar em turbina de eólica, em ressonância magnética, em armas de precisão, na produção também hoje de construção de ímãs, baterias, semicondutores, tudo isso com esse metal, tudo isso com esse material.
A China disse para o Japão: você tá muito alegre, então vou cortar toda a sua condição, tá certo? Os americanos: eu vou vender por cota. E o Brasil não sabe o que tem.
A gente não sabe lidar.
O Brasil não sabe. Um presidente da República— o dia que eu falei que eu fiz um memorando de entendimento com os americanos e com os japoneses, aí o Lula sai: o Caiado quer entregar o Brasil para as terras raras para os americanos. Olha a mediocridade! Veja bem, o convênio é para eu poder, ao invés de eu vender terra bruta, a $70 a tonelada, e eu vou comprar, vamos dizer, o nióbio, desculpa, o disprósio, o térbio, tá certo? Eu vou comprar esses minerais aqui por $1.000 o quilo daquilo que eu vendi a $70 a tonelada.
O acordo que eu fiz foi para que nós pudéssemos ter no estado a separação. Eu não tô nem na parte ainda de querer construir liga, tá certo? E nem fazer a parte final de semicondutores, de baterias, não. É pelo menos a parte inicial nossa, separar a matéria-prima, transferência de tecnologia para nós. Para nós não ficar vendendo matéria bruta. Agora, você sabe que além disso o Brasil tem as maiores reservas fora da China, mas em relação à China, o concentrado por tonelada em terras raras pesadas é maior do que na China.
A nossa é mais fácil de ser explorada e a concentração é maior do que da China. Só em Goiás eu já tenho uma mina produzindo desde 2023, tem outra que tá sendo explorada, que vai começar a exploração agora, que é tida como uma mina global pelo seu potencial. E nós temos mais duas outras que já estão identificadas, mas não estão em exploração. Então, só Goiás hoje temos hoje um potencial para atender o Brasil e, sem dúvida nenhuma, a esse mundo, hemisfério ocidental, em produção de terras raras pesadas.
Isso é uma boa, isso seria uma, entre aspas aqui, uma nova fonte, ou até a nossa chance de embarcar nessa nova indústria, né, que de inteligência artificial, de tecnologias. Porque tem várias outras, isso aqui eu já, é uma coisa que a gente já pensa aqui há um tempo, que é o Brasil perdeu o trem, perdeu vários trens, né, perdeu vários trens. É, e tamo indo aí, aí a gente tava olhando para o trem da energia, tamo olhando para o trem da energia renovável, que o Brasil tem vento, tem sol, tem água, tem tudo.
E tem, mas tem isso daí, tem um, e tem também um outro lugar que é onde tá, onde estão os jogos, onde estão jogando os bilionários e as big techs, que é justamente esse jogo de tecnologia que tem a ver com terra rara, que tem a ver com com a nova indústria. E a gente tem tudo para ficar de fora de novo, hein, Caiado?
Olha, mas veja bem, exatamente no que você colocou aqui. E um presidente da República, ele, a pergunta dele foi sobre qual é a nossa condição no cenário internacional, tá certo? Veja, eu não preciso, repito aqui, do Estreito de Ormuz. Você sabe que só o Brasil produz nióbio no mundo? Quase tem uns 10% aí que algum outro lugar tem. 90% hoje é do Brasil. Então vamos diminuir essa produção aqui de nióbio? Vamos concentrar a tecnologia tudo aqui em terras raras?
Então você senta à mesa de negociação: vem cá, meu amigo, você quer me tarifar por quê? Eu tenho condições de avançar. Agora eu quero contrapartida. Eu sou aliado na ciência, você colocou, ou seja, e você colocou bem, nós perdemos a globalização, nós perdemos a capacidade de sermos competitivos com geração de energia. Você tem uma ideia? No começo do meu governo eu importei ônibus elétrico da China. E hoje você vai me perguntar o que é que eu fiz.
Nós desenvolvemos biometano, produzimos biometano que é 60% mais sustentável do que o ônibus elétrico com bateria. É, vamos dizer, do ponto de vista de sustentabilidade, é o combustível que menos agride, tá certo, o ambiente. E de repente cada um com seu potencial. Eu não vou disputar com o Nordeste em eólica. Tá bom, mas eu vou disputar com ele em biomassa, eu vou discutir com ele em hídrica, tá bom? Então eu tenho condições de desenvolver o combustível que ele é do ponto de vista sustentável com a base daquilo que eu, a produção minha do meu estado.
E o Brasil, por que que não faz isso? Não, mas o Brasil desenvolveu ali as placas. Vem cá, desenvolveu a placa solar? Não, você comprou a placa solar dos asiáticos, você simplesmente colocou ela aqui, mas a tecnologia é deles, tá certo? E de repente você induziu muita gente a produzir energia lá no Nordeste brasileiro e, no entanto, você não construiu a rede de transmissão e você teve que desativar todas essas fontes, senão você ia ter apagão por excesso de energia na sua rede.
Então veja bem a loucura do Brasil. Mas para terminar essa pergunta, dizer com toda tranquilidade: eu saberei sentar à mesa como um presidente da República, com a liturgia própria de um presidente da República, com conhecimento das prerrogativas do Brasil, Jamais admitirei nenhuma agressão àquilo que é para nós, faz parte do que nós acreditamos, que é o nosso território, tá certo? A soberania, a soberania brasileira, no meu governo, não será atacada por nenhum país e nem pelos traficantes, nem pelos narcotraficantes e nem pelos corruptos.
Eu vou resgatar todo o território brasileiro, eu vou reconquistar todo o território brasileiro, seja no Rio de Janeiro, seja em Salvador, seja no Ceará, seja no Rio Grande do Norte, seja onde tiver, eu entrarei com todas as forças que tem e aquela estrutura constitucional que tem a previsão para isso, de resgate e recuperação do território nacional. A partir daí, desenvolverei o apoio na educação e saberei sentar à mesa de negociação com tudo isso que nós temos hoje, que muito bem o Igor falou, e nós deixamos tudo passar.
Tudo passar, os países que não têm a tecnologia nossa, você vê uma ilhazinha de Singapura dando um show e vendendo material para o Brasil hoje. Você vê uma Coreia hoje do Sul aí, nem se fala na China. Eu agora fui para a Índia, é um negócio maravilhoso o que eles estão desenvolvendo. Já eu, por exemplo, Convênios na área de saúde. Em Goiás nós estamos fazendo com a Índia. Essa é a busca, é. Eles desenvolveram.
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Plataforma muito mais fácil de serem aplicada, um custo muito menor e também com procedimentos cirúrgicos hoje com resultados ainda excelentes e com preço dez vezes menor do que as tecnologias aplicadas hoje, seja pelos americanos, seja pelos chineses. Então eles estão avançando numa velocidade. Então, o acordo internacional não é o acordo de você brigar. Você briga por aquilo que você acha que é relevante, você briga por aquilo que é importante.
Eu brigo pela segurança, eu brigo pela saúde, eu brigo pela educação, eu brigo pela emancipação das pessoas, eu brigo pela soberania nacional. É isso é que eu brigo. Eu brigo pelo que interessa. Essa é a briga que eu entro nela, é de corpo inteiro, que é aquilo que eu tenho orgulho. De ser brasileiro e poder cada vez mais representar com dignidade meu povo. E essa discussão, você botando o Caiado na mesa de negociação, você vai ver que, olha, no bom debate, no conteúdo, nas riquezas nacionais, no avanço da ciência, no avanço da pesquisa, nós vamos recuperar esses 20 anos que o PT nos roubou de futuro.
E aí, Caiado, uma coisa que ficou bem clara para mim aí nessa tua última Bom, na nossa conversa é, cara, a gente tá há muito tempo sem um presidente com postura de presidente, ó. E a gente entende aqui, tudo bem que o Flávio ainda não foi presidente da República, mas ele representa o clã Bolsonaro, né, que já esteve no poder também. Tu conseguiria me dizer, na tua opinião, o Lula talvez seja mais, tem uma amostragem maior porque ele ficou mais tempo, mas Qual que tu diria que foi, que foram os principais erros desses, das gestões, ou o principal erro na tua opinião dessas gestões, dessas duas gestões antagonistas que estão disputando mais uma vez, né, de novo?
Bom, primeiro, porque todos nós estamos assistindo aí, repito aqui, eu não sou economista, mas sou estudioso. Nós estamos vivendo um O Lula 4 vai ser uma Dilma 2, tá claro. Como é que com essa taxa de juros você vai viver? Vocês estão, tá todo mundo quebrando, não é só o setor rural que tá quebrando, é uma família, todo mundo. Ninguém aguenta mais essa taxa de juros, ninguém suporta mais esse, esse crédito aí que tá sendo repassado como desenrola hoje, com 80% da população endividada.
É o que eu falo, mas seu Lula, você não contou aí quem é que foi que enrolou o povo? Foi você que enrolou, Lula, você que meteu aí, estimulou o cidadão a tirar um empréstimo, mete um juro nele aí de 10% real ao ano. Isso não existe no mundo nada parecido, não existe, não tem economia que sobreviva a tudo isso. Então o que acontece é o seguinte: o Lula foi eleito, tá certo? E nessa tese populista, demagógica, de querer falar que eu vou acabar com a fome no Brasil, com a pobreza, tem 20 anos, 20 anos num país que é superavitário.
Em produção, ele não deu conta de acabar com a fome porque nunca quis acabar com a fome. Ele sempre quis manter esse sistema, tá certo, cada vez mais impeditivo do crescimento do jovem. Ele transformou o programa social numa bola de neve, porque se ele emancipasse a criança com a boa educação— e é o que eu quero perguntar para ele, Lula: quais são seus indicadores na educação? Quais são seus indicadores na segurança pública? Quais são os seus indicadores na saúde?
Você só fala, você não aplica isso. Tá aqui o que eu fiz como governador, veja os meus indicadores quais são. Então, dentro dessa tese que nós estamos aqui evoluindo, o raciocínio, primeiro, o populismo cresceu na América Latina e o Brasil foi junto. Depois, em 2018, nós ganhamos as eleições, Bolsonaro ganhou a eleição. Cara, você com o governo na mão, tendo condições de superar tudo isso, de você perder eleição para o Lula de novo.
É um governo que, assim, me permita dizer a minha opinião, era um governo que de fato, tudo bem, passou, teve uma pandemia no meio, que na minha opinião foi inclusive onde ele perdeu, porque a gestão da pandemia ali foi talvez o maior problema de todos do governo do Bolsonaro. Mas é interessante porque a gente tá falando de uma candidatura que chega falando que era diferente, que era contra o sistema, não sei o quê, um ministério técnico.
Que no começo me pegou esse papo do ministério técnico também, até porque eu entendia menos e eu não sabia que aquelas posições são, na verdade, elas precisam ser políticas no fim das contas. Tudo bem, então aí, então eu quero ouvir a tua opinião sobre isso. Porque, porque o que aconteceu foi o Bolsonaro, ele, ele voltou atrás nessa ideia que era uma ideia muito central do, do plano, ou do que ele tava dizendo que ia fazer no governo, que era ministérios técnicos.
E a gente começa a ter então aquela, uma, entre aspas, aqui uma invasão. E tudo isso para dizer que, puta, o cara é eleito no momento que o movimento tá todo fluxo a favor e não rolou, manja?
Exato.
Bom, mas aí por que que tu acha então que dá para fazer uma coisa só?
É o que você colocou, Igor. Você, para sentar aquela cadeira, você precisa de ter um grau de conhecimento, você precisa saber que você tá falando em nome de 215 milhões de brasileiros, você tem que entender que a cadeira tem uma liturgia própria, você tem que entender que você tem que ter autoridade moral. Para fazer isso, ele tinha. Mas na verdade, o que que aconteceu? Ele entregava o governo. Então você não governa brigando toda hora, você governa construindo soluções.
Você tem que chamar o presidente do Supremo, presidente da Câmara, presidente do Senado, do TCU, dizer para ele: olha, o programa que foi eleito foi o meu. Agora, eu sou uma pessoa que eu estudo todo dia. Eu acompanho todo dia. Quando eu fui governador, o meu secretário não era indicado por ninguém, era indicado por mim. E a meta dele é o seguinte: ou você me entrega segurança, eu te demito, ou você me entrega educação, eu te demito, ou você entrega saúde, eu te demito, ou você entrega a parte minha aqui de infraestrutura, eu te demito.
As coisas são assim como na economia de mercado. Você tem tarefa para fazer, eu não vou lhe desautorizar, vou lhe dar carta branca e quero que você me traga resultado. E assim eu colecionei vários primeiros lugares no Brasil em várias áreas do governo. Então, esta hora, mas a derrota do Bolsonaro não é o pior. O pior são as consequências que vieram com a derrota dele. Porque aí, meu amigo, esse PT voltou, mas ele voltou mesmo ali chutando o balde.
Ou seja, olha, Foda-se, eles voltaram enormes. Sim, e aí eles voltaram para realmente falar, ó, não tem problema, nós não vamos perder a próxima eleição. E ele tá governando só com o objetivo de próxima eleição, ele não tá preocupado com cidadão. A taxa de juro que tá aí, ele não tá preocupado hora nenhuma com endividamento do Brasil.
Quer dizer, eu sabia que ia cair a taxinha das blusinhas, eu sabia. Não que ninguém me falou, é porque era óbvio. Quem tivesse olhando ia saber que ia cair a taxinha das blusinhas.
Era Então agora mais uma medida populista. Aí eu vou mudar totalmente, porque agora eu vou dar só 2 meses e não vou ouvir todas as pessoas numa discussão maior do que que nós podemos construir numa nova metodologia de horas trabalhadas, tá certo? Quer dizer, então agora isso tem que acontecer para ser aplicado aqui 2 meses. Agora eu quero brigar com Trump E porque isso me dá resultado, tá certo? Agora eu vou pagar o desenrola, mas eu vou pagar o desenrola com FGTS do cidadão, que é a poupança dele, que eu tô pagando para idiota, que foi o Lula que botou essa idiotagem que tá aí.
E eu sei que aquilo que tá no orçamento para 2027, o governo não tem como governar com orçamento que tem, porque já extrapolou e muito os gastos que estão ali previstos dentro do orçamento. Então Esse é o país na onde a gente vive.
É nessa bola que tu quer pular, meu irmão?
É nessa bola, porque quanto pior, melhor. Que nessa hora que você sabe que ela tá nessa situação aí, na deriva completamente como ela tá hoje, que é um Dilma 2 de novo repetindo com esse Lula 4, é que a gente precisa de ter exemplo de vida, autoridade moral e coragem para assumir isso aí. Agora chegou o ponto principal dessa conversa minha com você. Eu quero saber o seguinte: por que que alguém que tá envolvido em problema, vai se candidatar a presidente da República.
Mas isso não é incomum aqui, né, cara? Isso tem toda hora.
Mas vem cá, no momento de crise como essa, no Supremo, no Legislativo, no Executivo, concordo que não deveria, a população toda desencantada, tá certo? Porque a única coisa que um candidato a presidente da República não podia recorrer é a presunção de inocência. Que é direito de todos nós brasileiros, mas o candidato a presidente não devia ter o direito de ter a presunção da inocência.
Um comentário rápido, tem coisa que não é ilegal, mas é imoral.
Lógico que é imoral. A pessoa que tá envolvida devia ter o bom tempo, você vê, olha, eu não vou poder governar com a austeridade que se precisa neste momento para dar um freio de arrumação em tudo isso que tá aí dentro instalado. Ou você estabelece, tá certo, um regime presidencialista no Brasil hoje, ou essa esculhambação que você tá assistindo. Você não sabe quem é presidente, quem é legislador, quem é o judiciário, você não sabe de nada.
Cada um se interfere na ação do outro. O governo federal, o presidente da República, para poder proteger o filho, ele mesmo, e ao mesmo tempo, tá certo, seus parentes, o que que ele faz? Libera cada vez mais emenda daquilo que é do orçamento do governo federal, tá certo? Faz acordos ali para não ser denunciado. Agora hoje saiu uma nova notícia, hoje disse que o ministro do Supremo, o André Mendonça, pediu também que realmente trabalhassem lá sobre todos aqueles telefones lá que foram presos no INSS, né, no escândalo do INSS.
E a resposta do diretor foi que não tem policiais suficientes para fazer isso agora.
Então, isso é uma das coisas mais esquisitas, porque assim, se a gente for parar, a gente falou, a gente falou um pouco de segurança pública, né, a gente falou pouco também de Polícia Federal, que é uma força importantíssima no Brasil. Mas neste momento específico, eu sou Polícia Federal desde criancinha. Por quê? Porque a gente tá falando de um dos maiores escândalos que a gente já viu nesse país aqui. Toda hora a gente fala isso, né?
Toda hora a gente tem escândalo grande, mas esse escândalo é gigantesco assim, comparável, na minha opinião humilde, opinião incomparável com Petrolão, né? É claro que ele é de uma natureza diferente, tem várias características diferentes, mas o O barulho é. E assim, nesse escândalo, a quem interessa fazer andar a investigação? Com todo respeito, não me parece interessar a classe política que essa investigação ande. E eu vou além, não me parece interessar a outras camadas do poder brasileiro que essa investigação continue.
Até porque até agora eu não vi nenhum, não encontrei um advogado capaz de me dizer que o tal contrato da Doutora Viviane era um contrato que de fato fazia sentido, de quase poderia chegar a R$130 milhões se fosse concluído, né? Que ela entregou, que ela mandou, pelo que eu vi na imprensa, que ela teria mandado a ele pessoalmente pelo WhatsApp. Então, como ninguém me explicou ainda como é que isso é possível, um contrato daquele ali.
Então esse tipo de ponto de contato desse escândalo me mostra que não tem ninguém interessado em fazer andar isso daí, tá? Me parece, sendo brasileiro há 41 anos, que é o que eu tenho de idade, eu fico, pô, eu acho que aqui os cara, quem o máximo quem tá querendo fazer andar essa é a Polícia Federal. Então um salve aqui para Polícia Federal, força e coragem, porque eu, eu imagino a pressão vir de todos os lados, sabe? É Eu não sei a tua posição sobre isso, mas o, o, o, a CPI, acho que você tinha que incluir nos aplausos seus o André Mendonça.
A coragem, eu preciso ver um pouco mais do ministro André Mendonça para formar uma, para defendê-lo.
Mas eu posso dizer que hoje, diante da posição que ele assumiu ali dentro hoje, e com as dificuldades que ele vem enfrentando, eu posso dizer que ele é merecedor hoje do reconhecimento do Brasil. Então, quando você fala que todos não querem, mas você tem que saber que ele não pode generalizar, com certeza, porque existem pessoas de bem na vida pública, com certeza. E é por isso que me anima tá na política. Se eu sair de um estado quebrado, endividado, Fui eleito com 52% dos votos no primeiro turno e sai do estado com 88% de aprovação.
Isso mostra que a boa política, Igor, ela tem bons resultados e a população reconhece. Agora, se você imaginar que hoje aquilo que nós estamos assistindo no Brasil, que você acaba de relatar aqui, se isso for prevalecer, você tá dando um atestado embaixo que nós vamos ser o México.
Perfeito, com certeza.
Então assim, se as autoridades se calarem, se as autoridades se acovardarem diante disso hoje, e se elas já estão envolvidas, estão nos postos de comando, como é que nós vamos fazer? Qual é a solução para o brasileiro? Então É algo que nós precisamos de insurgir contra isso e mostrar a quem tá nos acompanhando agora que a eleição, como disse você no início desse debate, não é uma eleição de que, olha, eu não gosto do Bolsonaro, eu voto no Lula, não gosto do Lula, eu voto no Bolsonaro.
Não é isso. Você vai escolher um médico para operar seu filho? Vai. Aí você vai operar um médico porque o CRM dele é número 22? Ou porque o CRM dele é número 13, ou você vai escolher um médico que tem competência e capacidade de operar seu filho?
Deixa eu fazer um pequeno comentário, ó. Se eu sou, se eu tenho que escolher um médico para operar minha filha, eu com certeza não vou escolher o médico que eu não odeio. Como assim? Eu não vou, eu não, eu quero qualquer médico que não seja esse, ou eu vou escolher esse médico porque eu odeio aquele. Não é assim que eu escolho, eu escolho o melhor para mim.
Né? Melhor que você tá entregando sua filha, que é seu maior tesouro. Aí o eleitor vai para urna, fala assim: eu não gosto do Bolsonaro, eu voto no Lula. Não gosto do Lula, eu voto no Bolsonaro. Pô, mas que que é isso, rapaz?
Deixa que eu falo para você. Porra, mas que merda!
Exatamente, eu cortei aqui.
Deixa que eu falo.
Mas na verdade, ô Igor, é exatamente isso. Quer dizer, quer dizer que quando a gente tem uma vida que a gente briga por situações de resgate, de enfrentamento, de seriedade. Poxa, já deram 5 mandatos para o PT, já deram mandato para o PL, será possível que não tem chance? E perdeu a eleição. Eu ganhei a primeira no segundo turno, ganhei a reeleição no primeiro turno e vou eleger meu governador no primeiro turno. Então é por quê? Porque tem serviço prestado e credibilidade moral dentro do meu estado.
Eu preciso dizer que isso é incomum.
É incomum.
Eu preciso dizer que isso é incomum.
Ele nunca teve em Goiás, nunca se elegeu em 2 mandatos no primeiro turno, tá certo? E o nosso vice-governador é um candidato em condições hoje, com todas as pesquisas, de chance de ser eleito também no primeiro turno. Então, é isso que eu falo, não pode ser uma eleição de jogo de revanche. É isso que você colocou, não pode ser isso. É que nós estamos falando, você vai escolher um médico Poxa, eu vou ver quem é que tem ali, quais são os resultados, quantas ele já operou, quanto é que foi.
Ele é um cara experiente mesmo, os resultados são positivos, ele é um sujeito que sabe realmente aquilo e se complicar a cirurgia ele tá preparado para outra alternativa. Ou ele é um médico que só sabe operar dentro de uma técnica, ele é uma pessoa que tem uma capacidade abrangente de poder socorrer em outras intercorrências que possam acontecer. Então é isso que se procura, é por isso que a gente coloca o nome, que eu coloco o meu nome como pré-candidato, é com esse objetivo, não é outro senão ter a coragem de enfrentar a política diante desse caos que está aí instalado.
E este momento É o momento, nós chegamos num ponto que você colocou, ó, o máximo é não ter um escândalo maior do que esse no mundo. Esse aí bateu todos, bateu o Petrolão, bateu o Mensalão, tá certo? Bateu, comecei a imaginar, roubar de aposentado. Aí você fica pensando na sua vida, roubar de aposentado, o cara tá tirando R$10 do pobre coitado que tá ali recebendo aquilo.
Você tem que tomar, com todo respeito, tem que levar a tapa na cara de costa de mão assim, roubar de aposentado, mano.
Ou senão, como nós falamos em Goiânia, bater de cinto do lado da fivela, aí é mais doído um pouquinho, tá certo? Então é isso aí que é, porque o tapa é humilhante, porra, dá uma inducadinha nesse pessoal, isso é importante, viu? Então é, o Igor, você precisa de entender que se nós não tivermos alguém para realmente botar rumo nesse Brasil, tiver coragem para sentar naquela cadeira e dizer, meu amigo, o jogo não é esse mais, e não tiver condição de chamar os poderes todos e, olha, eu fui eleito com esse programa, não vou desviar um milímetro dele e vou entregar ele.
É, meu amigo, você pode saber que a recuperação de um país poderoso igual ao nosso, nós vamos entrar aí numa capacidade de resultado rapidamente, rapidamente. Olha, eu mandei, nós estamos fazendo contratação agora de uma empresa, ela tem um sistema de radar que ela vai fazer o estado de Goiás agora todo. Eu vou, eu vou ter o mapeamento mineral de Goiás até 400 metros de profundidade. Quais são os minérios que eu tenho no meu estado, a mais do que eu já sei?
E vou buscar todo o meu potencial aquífero que eu tenho em Goiás para saber qual a minha capacidade de poder ampliar a minha área de irrigação. Você não tem isso no Brasil, cara. O presidente não sabe o que é isso. Ele descobriu terras raras o dia que eu fiz o memorando com os Estados Unidos. O que que é isso, rapaz? Nunca viu uma tabela periódica na vida, não sabe nada do negócio. E é um presidente de uma potência dessa. Aí o cara fica, a mesma historinha dele, é jogar um contra o outro.
Ah, é o trabalhador contra empresário, é o Nordeste contra o Sul, é o rico contra o pobre. Essa é a politicozinha rasteira, medíocre. Cidadão desse, gente, 20 anos estão no poder e nós estamos atrasados. Aquela pergunta anterior da nossa visão internacional, qual visão hoje? É resgatar o Brasil, trazer o Brasil para um patamar de ser visto não como, ó, você é fornecedor aí de commodities, tudo bem, tal coisa. Eu tô lhe vendendo aqui é chip, tô lhe vendendo aqui o máximo da tecnologia para você ter que me transferir ali 100 toneladas de terras raras brutas, 100 toneladas de nióbio bruto, 100 toneladas de soja aí bruta, e aí sim eu vou te alimentando com essa parte hoje, que é o que concentra riqueza no mundo, aonde nós estamos vendo esses países crescendo.
É impressionante, os alunos do curso de inteligência artificial, eles estão com salário de R$10.000, R$12.000 já no terceiro ano da faculdade. Então você tem uma demanda enorme hoje de programador, de pessoas que tenham conhecimento nessa área, porque esse é o último desafio nosso, é o último. Se nós perdermos esse daí, se nós ficarmos para trás, aí você tem toda razão, vai ter mal. Porque esse é algo que nós não sabemos o limite da inteligência artificial.
O Brasil não tem nem legislação hoje, marco regulatório para inteligência artificial. Ele não tem um desenvolvimento hoje na área de mineração no Brasil, que são os grandes potenciais que nós temos de disputa. Agora há pouco eu tava vendo um trabalho que os chineses agora soltaram que em 10 anos, digo, 10 anos, estão recuperando terras salinas, salinizadas. Terra que você tem sal não produz nada. Estão recuperando terras salinizadas e querem chegar a 750 milhões de toneladas de grãos daqui 10 anos.
E vão fazer, e vão fazer. E o Brasil produz 350 milhões de toneladas. Com território deste, 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados. Tá certo que nós não temos aqui área de deserto, não tem área de terremoto, você não tem área de vulcão, você não tem nada, você tem um clima tropical em condições de poder fazer com isso aqui. Lógico, nós não temos, nós hoje não temos mais a tecnologia porque o governo PT destruiu a Embrapa, destruiu os pesquisadores que fizeram essa revolução da agropecuária. Foram todos dizimados no governo do PT, foram todos para fora.
Muito bem, muito bem. A Embrapa sempre muito elogiada, mas muito elogiada.
A revolução, sabe quando a Embrapa foi criada? No governo militar de 1975, se não me engano. Sabe quando foi feito Proalco? 1975. Você nunca mais teve um projeto estruturante no Brasil. Um projeto para você visar o seguinte: olha, eu vou ser autossuficiente em minerais. Eu tenho as maiores minas de potássio e o Brasil compra de fora. Eu tenho, eu reinjeto milhões de metros cúbicos de gás por dia e compro ureia e compro amônia e fertilizantes nitrogenados.
Eu tenho todo esse potencial de fósforo também para poder construir aqui meus fosfatados e compro de fora. Eu sou um grande importador de tudo que é em termos de tecnologia, tirando aquilo que é o potencial que foi Embrapa, também a Embraer, tá certo, que hoje foram, são referências no mundo, mas que se nós não avançarmos Não vamos perder espaço, cada vez mais.
E quando a gente fala de projeto estruturante, a gente tá falando de algo que ele vai promover transformações, ele vai ter, ele vai, os resultados serão colhidos num futuro. E por que estruturante? Porque, como assim, existe indústria automobilística brasileira? Existiu, mas não existe, não existe, não existe. Então vamos, então como seria um projeto estruturante? Vamos Vamos, vamos, todo assim, a gente pega aqui as nossas universidades, pega a nossa força, nossa massa cinzenta, e a gente aplica em fazer um carro sensacional com motor próprio, com construção própria, com engenharia, com tudo brasileiro.
E aí daqui a 10 anos, a partir desse projeto, a gente tem um trator, a gente tem um trem, sei lá o que que a gente tem, não dá para— essa é a parada. Os estruturantes, eles vão além, vão além. Eles não são para tapar um buraquinho e não são para uma gestão, e não são para uma gestão.
É um projeto que vai no decorrer do tempo se consolidando e vai dando um diferencial, que é o que realmente transforma.
Porque o resto é botar Band-Aid, né?
Em 2013 eu fiz uma viagem à China. Aí eu fui para lá em 2013, aí eu pensei que ia comer. Pô, será que eu vou pegar aquele pessoal da época do Mao Tsé-Tung, aquelas bicicletas todas enferrujadas, aqueles uniformes tudo e tal, né? Cheguei lá, era Ferrari, Porsche, era só carro novo e tal. Mas você ainda via Pequim ainda, uma cidade feia ainda, com aquelas usinas de carvão, tá certo? É ainda muito poluído, você andando de máscara e tal, foi pela poluição, né?
Aí fomos para Xangai, andando em Shenzhen e tal coisa, aí eu vi o quanto eles estavam desenvolvendo, né? Aí é quando eu assumi o governo, meu secretário falava assim: bom, governador, tem um congresso tal na Europa. Falei: não, agora é o seguinte, agora todo secretário meu agora só vai para China. Tem negócio de viajar para outro lugar, vocês vão para China que é para vocês entenderem como é que é, que a gente precisa dar um salto nisso aí.
Aí eu voltei lá em 2023, 10 anos depois. Aí a hora que eu voltei agora Meu amigo Igor, eu falei, Gema, não pode, cara. Aquilo que eu vi há 10 anos atrás, eles mostrando para mim um planejamento de uma cidade daqui 50 anos, construindo um posto avançado, um porto avançado de água profunda em 3 anos e meio, com quase 30 km mar adentro. Com ali aqueles portos ali, você não via ali quase que ninguém. Impressionante aqueles navios todos atracados, só guincho robotizado descendo a carga, subindo a carga e tal coisa.
Eu tenho um amigo muito brincalhão, virou para mim: poxa, cara, isso aí não é porto, cara. Como é que não é porto, Marquinhos? Ah, cara, pelo amor de Deus, não tem ninguém de bermuda, de chinelo, não tem ninguém jogando, não tem ninguém distribuindo vendendo cocaína aqui, não tem ninguém jogando baralho, não tem ninguém apostando no bicho aqui. Essa merda não é, não é Porto. Então, quer dizer, aí eu saí de lá, cheguei de volta e tinha ido para Índia também.
Falei, agora todo mundo só vai para Índia. Mas se você viu que eles avançaram hoje, inteligência artificial, em tecnologia, em satélite, coisa na Lua, né? Então, cara, você viu? Aí é isso que você vê. Então nós estamos perdendo hoje Para Índia. Tá certo que a condição social da Índia é muito precária ainda, mas tá aí uma parceria de nós alimentarmos aqui e lá e fazermos parceria com ela de tecnologia e inovação deles. Eles estão muito à frente de nós.
E o Brasil tá só aquela coisa, ó, só perdendo. Tá igual como se diz em Goiás, é rabo de cavalo, só cresce para baixo. Aí não, né?
Não é?
Aí não.
Ó, várias da galera mandou várias perguntas aqui. Mas quase todas elas a gente já falou ao longo do programa aqui. Tem uma que nem tanto, que o Felipe Galindo mandou, que ele tá perguntando aqui diretamente, ó: você irá privatizar Banco do Brasil, Petrobras, Correios e outras? Pois é, cara, eu ainda não conversamos ainda sobre o que tu pensa sobre privatização, especialmente dessas aqui, vai, que o amigo cita nominalmente: Banco do Brasil, Petrobras, Correios.
Bom, primeiro lugar é que isso é uma proposta. Você já identificou aqui todos os que vão ganhar, né? Todos que vão comprar. Você vai botar para Topway para ser vendida agora neste momento? Só tem a China que vai comprar. Você vai vender o Banco do Brasil? Eles vão comprar também. Quem mais que você quer vender? Não é assim, calma lá. Nem tão rápido que pareça provocação, nem tão devagar também que pareça covardia. Então, vamos no ritmo aqui, vamos governar o país, não vamos com essa tese não.
Vamos entender os pontos que a Petrobras está criando complicações ao país desenvolver, como por exemplo na parte de gás natural, na parte de produção de nitrogenados. Na condição de bloqueio hoje de poços, tá certo, profundos, tá certo, que hoje a Petrobras, dentro dessa legislação que a Dilma aprovou à época e que nós lutamos muito para derrotá-la, ele faz a primeira opção. Não, eu tenho ali no pré-sal um poço para ser explorado, mas eu tenho interesse.
Então você tem interesse e deixa aquilo como reserva e não explora, tá certo? Aí a faixa equatorial, Também não se resolve. A Guiana tá buscando tudo lá de fora. Então não é assim, não é privatizar num todo, é você ver as áreas que são ali que estão prejudicando o desenvolvimento e a participação público-privada. Esse é que a gente tem que fazer. Vamos nessa tese simplista: aí eu vou vender a Petrobras. Não é assim, calma lá. Você sabe que a Petrobras também é reconhecida no mundo todo com exploração em ali, ali de águas profundas, né, de águas profundas.
Você sabe que ele é top do top no mundo. Então não é essa coisa, eu vou desmanchar. Aí em relação aos Correios, tem toda razão, tem toda razão. Você não tem por que os Correios hoje mostrando essa incapacidade toda, que realmente no governo anterior, até no governo Bolsonaro, ele foi superavitário. Tá certo? E hoje já tá dando R$8,5 bilhões, e é por trimestre de prejuízo. Essa é uma grande realidade. Uma, rever o que que seria amanhã uma política da Caixa Econômica, quais são os resultados que ela obtém hoje, sendo que você precisa de uma política de habitação no país, que ainda é uma das grandes demandas que você tem.
Então essa tese é aquelas tipo assim, daquelas, eu sou muito cauteloso porque eu governo Sabendo que eu tenho as situações que eu tenho que atender no Brasil e que eu não posso passar tudo para iniciativa privada, porque a iniciativa privada não tem obrigação de fazer o social. Quem tem que chegar com crédito lá na ponta, quem tem que fazer chegar o saneamento básico em muitos lugares, vamos fazer nosso plano de saneamento básico, vamos.
Mas todo mundo só tá interessado na cidade grande. Quando chega a cidadezinha lá no canto do estado, o cara não quer ir lá fazer tarifa de água nem de esgoto lá, porque sabe que não vai ter. Aí é a hora que você tem que ter o estado para fazê-la. Então, essa coisa de nem tanto ao céu nem tanto à terra é o equilíbrio, é o bom senso, é a experiência de governar e a experiência de saber o seguinte: você não pode estar governando um país com vários Brasis.
Você tem que melhorar o IDH. Você tem que melhorar a qualidade de vida. Quando eu cheguei ao governo, eu montei um índice de desenvolvimento da carência das famílias goianas e fui procurar isso. A iniciativa privada não teria por que fazer isso, tá certo? Ela tem que ter perspectiva de lucro também e ela precisa, e nós precisamos dela, por quê? Porque sem ela nós não investiremos em infraestrutura, são fundamentais. Mas não é dizendo de uma hora para outra, ah, vou vender tudo.
Não, essa tese, tá certo, não se sustenta. Ela é— não adianta você tá blefando numa situação que você não vai cumprir quando você chega no governo.
Ó, tem uma outra, essa daqui é curiosa, hein? Isso aqui vamos ver a tua habilidade de sabonetar, Caiado. Ó, você acha o Flávio corrupto? Sim ou não? Não fuja da pergunta igual você fez com a pergunta do Moraes.
Alguém mandou aqui, tô fugindo da pergunta. Ele pergunta: você tem os dados consistentes para fazer juízo de valor e rotular a pessoa de corrupto? Você tem elas? Bom, você pode dizer. Agora, nós temos elas comprovadas até agora ou tá sendo aberto o processo? Essa que é a realidade. Agora, qual é a intenção que eu quero repassar a você? Eu já disse aqui no programa, ele não deveria ser candidato à presidência da República, porque qualquer candidato à presidência da República não tem direito à presunção da inocência.
Não basta, é diferente. Você não pode prejulgar a pessoa, tá certo? Você tem que ter a comprovação daquilo que é dito contra a pessoa. Mas para ser candidato a presidente da República, ele não deveria ser candidato diante da situação onde não devia valer para ninguém a presunção da inocência. Ou seja, se tem alguma situação que está lhe vinculando a algum caso de corrupção, de desvio de comportamento, de condição que você não tem estatura ética para poder disputar o cargo, você deveria ser afastado.
E quem deve julgar isso é exatamente o eleitor. Agora eu posso dizer o seguinte: se ele for para o segundo turno, o Lula tá reeleito.
Boa! É, eu também acho que a gente precisa, as pessoas precisam entender que você fala, você simplesmente chegar e falar assim, esse cara é corrupto, isso pode ser crime e eu posso ir preso ou qualquer coisa assim, né? Então a verdade é, você aí que tá vendo tudo que tá acontecendo, que tá ouvindo, que tá se informando, que tá entendendo tudo, ou que tá buscando entender o que tá acontecendo, é você que tem que tirar sua conclusão aí, meu irmão.
No fim das contas, né, é o voto seu, você que vai definir isso aí. Agora você vai ter que decidir. Dia 4 de outubro você vai ver, depois vai dar para o dia 25 de outubro, o segundo turno. E aí você vai dizer o que que você vai querer do Brasil nos próximos 4 anos, né? Depois não adianta chorar, meu filho, porque aí vai chorar onde mãe não escuta, porque aí vai ser 4 anos taca, taca, taca, que você vai levar para valer. E vendo o Brasil nessa situação de juro alto e tudo mais, não liga não, ô Caiado, com todo respeito, eu acho que a gente não liga não.
A gente tá tomando taca mó tempão aí e os cara ainda tá nessa, maluco.
Porra, tem umas, essa polarização não é possível que isso vai continuar. Eu sou otimista nesse momento, sabe por quê? Porque eu acho o seguinte, não demos conta ainda de ter aquele movimento de vai, pá, você sabe do estouro da boiada, estouro da boiada, e passa por cima de curral, de cerca, de quem tiver pela frente. Eu acho que esse estouro ele vai acontecer.
Você não acha que a gente teve um embrião dele em 2012, 13, quando a gente teve as passeatas e tal, que foi quando derrubou a Dilma e tudo mais, que a galera que começou um papo de o gigante acordou, e a gente pelo menos, a gente pelo menos teve uma tentativa da classe política de se apossar desse movimento. Eles no começo não conseguiram muito, mas depois foram acabando conseguindo, né?
Mas se apoderou, o PL ganhou em 2018, o povo deu. Agora você pensou, se der para mim, você acha que o PT é opção no Brasil nos próximos 100 anos? Olha aqui outra conversa minha com você, Igor. Você acha que o Caiado, presidente da República, o PT vai ser opção nos próximos 100 anos no Brasil. Não vai, porque na hora que você governa entregando, que você governa com transparência, com responsabilidade de gasto público, meu amigo, ninguém quer saber.
O PT não consegue lançar candidato a governo em Goiás até hoje. Por quê? Porque não tem espaço, tá certo? Essa é a verdade. Então a Quando você me perguntou qual a causa mais grave da derrota do Bolsonaro, não foi apenas perder a eleição, foi a desestabilização que trouxe na economia brasileira e a situação que nós estamos chegando em consequência, tá certo, de uma não habilidade em poder governar o país e ser insensível naquele momento que as pessoas estavam morrendo.
De um COVID em que ele, ao invés de, como um ser humano, tá certo, se colocar na defesa da vida, ele simplesmente resolveu fazer aquele comportamento que foi repudiado pela população. E tá aí hoje, voltou um PT da vida. Olha as consequências gravíssimas para economia do país, para frustração de todas essas pessoas. Agora, eu posso dizer, fique satisfeito, Se o Caiado ganhar eleição, o PT não será alternativa de poder pelos próximos 100 anos no Brasil, tá certo?
Isso é que eu quero deixar muito marcado aqui nessa entrevista aqui do Flow com meu amigo Igor.
Ô Caiado, muito obrigado pela moral, muito obrigado pela tua presença, obrigado por vir aí. E bom, essa é tua câmera, e esse momento aí tu pode falar o que tu quiser.
Vai lá. Bom, O que eu quero dizer aqui é uma reflexão de quem tem uma experiência de vida. São muitos anos hoje na medicina, 50 anos na medicina. Me dediquei a fazer uma medicina séria, me especializei. E quero até contar um casinho, se você me autoriza aqui.
Por favor, por favor.
Portanto que às vezes os momentos mudam a vida da gente. Eu estava ainda no meu 6º ano da faculdade de medicina e dando plantão lá no Miguel Couto, no Rio de Janeiro. Eu me formei lá. E aí eu era muito fomeiro. Estudei exatamente na medicina e cirurgia, na medicina e cirurgia. Aí ali na Frey Caneca ali Aí eu tava dando plantão num domingo, mas o doente que estava do lado não era doente meu, era doente de um amigo meu, mas era um jovem, devia ser mais ou menos aqui uns 16 anos de idade.
E é muito comum no Rio de Janeiro, era muito comum que as pessoas vinham do interior, ia tomar banho de praia, e normalmente ele tinha aquelas caixotes, né, que a onda que quebra de uma vez e o cara sai capotando dentro d'água.
Exatamente.
Só que na hora dele capotar, ele bateu a cabeça, fraturou a coluna. Fraturou a coluna alta, tá certo? Então ficou tetraplégico, tetraplégico, só mexia com os olhos e com a boca, tá certo? E aí, aquele tempo, você fazia um mecanismo que era de tracionar, você fazia uma perfuração na calota craniana e botava uma tração, e a pessoa ficava deitada com aquela tração para você ver se você conseguia reduzir aquela fratura da coluna cervical. E aquilo era dias e dias para ver se você tinha algum resultado positivo.
Como é que o cara sendo esticado assim pela cabeça?
Pela cabeça, tá, aquele cravo na cabeça e sendo ali com peso. Aí eu virei para ele, falei assim, e aí, você tudo bem? Igor, esse menino devia ter uns 16 a 17 Ele virou para mim assim, com aquela voz assim difícil de falar, porque eu tava sem intercostal, só respirando com diafragma assim. O senhor não tem mais nada para me dizer? Só perguntar se eu estou bem, me vendo desse jeito que eu tô passando aqui? O senhor não tem, o senhor não é médico?
E só isso o senhor vem me perguntar? O senhor não tem mais nada para me propor? Tem uma semana que eu tô aqui. Rapaz, eu fiquei olhando para aquele menino assim, falei, rapaz, eu vou me especializar em cirurgia da coluna. E daquele dia fiz minha residência, depois fui para França, fiz minha especialização. Não é que nós conseguimos recuperar a lesão medular, já tentamos muito, até com células-tronco, estão evoluindo hoje com algumas outras drogas.
Mas ela não começa, pelo menos você entra no centro cirúrgico, opera, fixa aquela parte toda, retira aquela parte de compressão toda, e você repõe aquelas vértebras no lugar. E a pessoa, pelo menos mesmo tetraplégica, ela não vai ficar naquela situação que ela fica ali. Ela tem escara, insuficiência renal, tá certo? Ali ela passa a ter uma condição de septicemia, exposta a vulnerabilidade, perda de resistência e tudo mais. Bom, então com isso você pelo menos imediatamente você opera e tal.
São cirurgias complexas, mas que depois você pega a pessoa, manipula, pega ele, dá o banho nele, volta, bota ele na cadeira, tá entendendo? Bota apenas um colar cervical no pescoço. Então você tira a pessoa daquela condição de sub-humano, tá certo? Que ele é largado ali. Então eu falo a você o seguinte, são certas coisas que que movem a gente. São certos momentos da vida que a gente toma uma decisão de poder deixar aquela posição cômoda e poder enfrentar um desafio que ainda não conseguimos chegar ao final.
Reconheço e atesto isso. Nós precisamos evoluir mais ainda. E um dia, se Deus quiser, nós recuperaremos essa área que para nós ainda é o grande desafio hoje, são as lesões medulares. Mas junto a isso também era comédico especialista, era ver o Brasil naquela época tomada pelo MST, aonde aquela época eu sempre guardei uma tradição muito forte minha, que eu gosto, eu gosto de uma música sertaneja, eu gosto de uma mula bem arrumada assim, eu gosto de uma cavalgada, eu gosto das paixões assim que você sabe que você é mais de praia, então realmente em Goiás eu não tinha.
Agora artista brasileiro vivo então, Caiado, vai falar algum sertanejo aí.
Não, Gustavo Lima que tá dominando. Goiano aí tudo. Ele é um mineiro que virou goiano e é muito amigo meu. E agora há pouco nós fizemos uma cavalgada lá. Legal, legal. Agora nós vamos fazer um em Barretos até lá o Hospital do Câncer. Vai ser um momento lindo também agora no começo de agosto. Nós vamos fazer essa cavalgada lá com ele. E aí, o que que acontece? Então você vê que quando eu cheguei e vi de repente aquele movimento para invadir terra, queimar as propriedades, aquela destruição toda.
Poxa, eu era um médico formado, minha vida toda vivendo bem, tranquilamente, com minha família e minhas condições de vida. Mas naquela hora também eu acoplei a minha luta com reação de apoio à iniciativa privada, ao produtor rural. Fui candidato em 89 à presidência da República, com 39 anos de idade.
89?
89.
Tu era amigo do Lula nessa época?
Rapaz, era o meu maior enfrentamento. Você lembra que eu meti o cheque da Lubeca na cara dele? Lembrar eu não lembro, mas eu fiquei É o chefe da Lubeck aqui, ó, cara. É você aí com seu cavalo branco. Falei, pois é, meu cavalo branco come nos meus pastos, Lula, e você come no pasto da Lubeck. Ó a propina que você recebeu aqui. Aquilo, o mundo desabou no debate. Bom, mas aí o que que acontece, tá certo? É algo que você vai fazendo pela vida e vai mostrando uma coerência de vida, que é o bom gratificante.
Porque naquela época ninguém defendia o produtor rural. E hoje é um reconhecimento mundial do potencial do setor rural hoje. Então, quando você briga por aquilo que você acredita, você é uma pessoa que estuda, que se dedica em fazer com seriedade, as coisas dão resultado. E é isso que me motiva hoje, depois desses anos todos de experiência como deputado federal, senador, governador de Goiás. Gente, eu passei por todos os degraus.
Tá certo? E hoje eu me sinto exatamente em condições de poder mostrar o que eu construí no decorrer da minha vida e a condição minha de ser candidato e de governar esse país. Eu tenho a certeza absoluta que eu não vou desonrar o voto de vocês. Vocês vão me dar um voto consciente e vocês vão saber que vão valer a pena. Gente, é o que eu peço, essa chance, que sem dúvida nenhuma é o momento mais importante diante de uma crise avassaladora que o Brasil passa.
E não é apenas uma crise econômica, é uma crise moral. É uma crise hoje em que os poderes hoje estão totalmente assim desvinculados da vida do cidadão. Eles estão totalmente desacreditados da sociedade. E ou nós vamos caminhar para um lado de resgate, ou senão nós correremos o risco também de uma desobediência civil. Que na hora que você vê situações como essas no Supremo e na política envolvida em tudo quanto é escândalo, em tudo quanto é corrupção, de enriquecimento ilícito, e dá-se uma decisão amanhã que a sociedade não concorda com ela, esse aí pode ser o estopim de uma desobediência civil que aí sim bota em risco a democracia brasileira.
Bom, Caiado, mais uma vez muito obrigado pela tua presença, pela moral. Ó, vocês aí seguem o Caiado, a gente vai deixar tudo aqui no comentário fixado para você que tiver tiver assistindo no YouTube encontrar com facilidade, com clique só, tá bom? E aqui no Discord dá para você também sugerir novos convidados aí e novos temas. Já segue, já se inscreve aqui no canal também, vira membro do Flow aí, que a gente vai continuar fazendo esse tipo de, continuar trazendo e levantando essas conversas, esses debates aqui no Flow News para vocês, tá bom?
Ó, fica aí que a gente vai mandar vocês aqui agora para um outro conteúdo que a gente fez também, que é um Executive Talk com Yuri da Insider, que eu tenho certeza que tu vai se amarrar nesse papo também. Caiado, mais uma vez obrigado, valeu mesmo pela tua presença.
Quero voltar aqui como presidente.
Amém, amém, amém.
Obrigado.
Bom, boa sorte aí para você. E bom, é a segunda vez que eu escuto isso, cara. Vocês não costumam cumprir a promessa de vocês. O Lula disse que ia voltar aqui quando ele—
mas eu quero chegar com você, meu amigo, aqui. Já pensou subindo aqui esse degrau aqui?
Porque eu já sei Eu já sei que tem que encher a casa de segurança, eu já sei que os cara vem 3 dias antes para ver aqui se não tem roupa.
Mas não vai ser bom a gente sentar aqui e ter esse papo assim?
Eu acho que é bastante interessante trocar uma ideia com o presidente em exercício.
Conversando assim desse jeito, você coloca, tá ruim aqui, isso aqui você não consertou ainda, eu vou falar para você, você tem razão, eu tenho que fazer isso aqui primeiro, me dê esse prazo para eu chegar lá. Eu tô tendo isso. Eu acho que na hora que um presidente ele puder saber a importância da cadeira da presidência, mas ter humildade de receber a crítica e ao mesmo tempo de dar satisfação pelos seus atos, ele passa a ter mais tranquilidade no seu dia a dia.
Ele governa com mais paz, com mais tranquilidade, com a consciência mais tranquila. Já ficar se omitindo do debate, falar a verdade, né? Fala a verdade de uma forma geral assim, que as coisas Não dei conta disso aí, perdi nessa votação, vou para segunda, tá certo? Vou para terceira. Eu sou um homem que sou um democrata na essência, sou um homem que respeita a decisão da urna, nunca responsabilizei urna por derrota, tá certo? Sou um homem preparado para jogar o jogo dentro das regras democráticas.
Agora, trabalho duro. E aí sim, meu amigo, você tem que estar dentro daquele estilo, daquilo que o povo votou, que é o nosso projeto. E aí nós vamos fazer esse Brasil mudar sua história totalmente. Muito obrigado, Igor.
Obrigado pela moral mais uma vez. Vocês que assistiram, muito obrigado de novo. Segue o caiado e a gente se vê depois, tá bom, bicho? Tchau. Turns out that's very illegal. so there goes my big idea for the commercial. Give it a try at mintmobile.com/switch.
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