BRUNO BOCK - Flow #620
Teorias da conspiração do futebol. Venderam a Copa?
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com Bruno Bock, com quem já tô conversando há um tempão.
Pô, Igor, estamos aqui mais uma vez, obrigado pelo convite.
E vamos falar de várias coisas hoje, dá para a gente falar de teorias malucas da Copa do Mundo, de ET, de abdução.
A gente tava falando agora de peixes-espada que atravessam surfistas, assistir, ver o código da Matrix através do laser, experiências com LSD e desenvolvimento da mente. Expansão consciencial. Que essas paradas tu manja factualmente assim, de forma empírica, ou tu, ou tu, como é que chama, que a gente fala, você não é professor de inglês, como é que chama o negócio quando você fala que não é um negócio que não é real? É supostamente, entendeu? Supostamente a gente vai falar muita coisa.
O homem sábio aprende com a experiência dos outros, né? É, não sei. Então vamos começar falando do seguinte, cara. Vamos começar falando do seguinte, cara. Tu falou que tu deu uma, que pô, até deu uma olhada aqui nas teorias de que da conspiração que os cara tem na Copa e tal.
E bom, eu já tenho uma conclusão já. A de 98, vamos conversar sobre ela, não é uma teoria de conspiração.
Vamos lá, a de 98 que a gente tá falando é na final da Copa do Mundo. Talvez você não tava vivo, todo mundo, mas na final da Copa do Mundo de 98, vamos lá, tava tudo certo, era um Brasil e França, isso, né? Era a Copa da França.
Você tava assistindo? Eu tava, eu também, eu lembro. Foi uma das grandes decepções assim.
E eu lembro que era uma Copa que o Ronaldo, ele tava, porra, engolindo, meu irmão.
O maluco tava exatamente, exatamente.
E aí chegou, chegamos na final Na final, pouco tempo antes, sai a notícia que o Ronaldo passou mal e que ele não ia jogar a final da Copa do Mundo. Aquilo abalou profundamente, pelo menos todos os torcedores que estavam próximos. A sensação que eu lembro, eu tinha nessa época, eu tinha 12 anos, é isso?
Eu devia ter, eu tinha 13 anos, 14, 15, eu tinha 13 anos.
A gente tem idade parecida. Tinha 13 anos. E aí todo mundo em volta, caralho, mas fodeu, o Ronaldo não vai jogar a final, porra, fodeu, fodeu. E aí daqui a pouco o Ronaldo joga a final, né? E a gente toma de 3 a 0 da França na final da Copa do Mundo. 3 a 0 na final da Copa do Mundo, cara.
Eu lembro assim de ter sido uma decepção, porque era exatamente, era um time lá que a gente tava na época detonando. E aí ele no último momento Eu lembro bem, cara, porque nem todo mundo tava vivendo aquele momento. A gente pode falar de outras Copas, mas essa eu lembro que começou a escalar a história. Era assim, porque era ao vivo que tava rolando, né? Puta, aconteceu alguma coisa com o Ronaldo no hotel.
Ninguém sabia direito o que aconteceu com o Ronaldo no hotel.
Ninguém sabia direito. E aí as notícias começaram a vir meio tipo, não pode ser um negócio. Tanto que, por exemplo, a história oficial de que ele teve um ataque epilético, ela foi meio que apareceu depois. No momento ninguém sabia o que aconteceu e era algo muito estranho. Né, o cara ter na última hora tido alguma coisa. Depois, quando eles entraram em jogo, eu lembro muito bem disso, cara. Eles pareciam que estavam anestesiados, como se eles tivessem entrado, por exemplo, antes, né, tivessem antes lá dentro do vestiário trocado uma ideia, todo mundo, sobre algo muito punk.
E aí ficou todo mundo muito abalado, e aí aconteceu o que aconteceu. E Eu acho que a gente pode falar, né, não só das conspirações, mas falar sobre o futebol em si, né? Como ele, a FIFA, o futebol, a Copa tem um histórico, cara, não só de conspirações, mas a Copa é um projeto de marketing político. Ele é um negócio muito maior que o futebol, né? A galera não tem noção disso, tipo.
Mas, mas com certeza, a gente só da gente ver esse movimento de Copas com mais jogos, Copas em mais países, cara, a próxima Copa ela vai ser em continentes. Então a primeira etapa dela acontece aqui na América do Sul e depois ela vai para Europa lá, não sei o quê, né?
Dá para faturar o dobro, parece um negócio. É assim que— não, e é muito louco porque se você pensar, né, quando a Copa acontece no país, você pega o mundo inteiro. Tipo, pensa só que é o maior projeto de mídia do mundo. Eu não consigo pensar alguma coisa maior, né? Você vai pegar e vai o mundo inteiro parar e olhar para um jogo de futebol. Quanto de mídia gera isso? Quanto de benefício gera para o país que sediou? Então eu acho que existe essa, essa troca, né?
Pô, você quer ser então um dos países que vai fazer parte da Copa? Você vai lá uma década antes, você entra na, se inscreve. Aí seu país tem que fazer um monte de coisa, tem que construir um estádio, tem que fazer o trem daqui até o São Paulo, aquele que liga o aeroporto no outro, que nunca ficou pronto. Tem que ter, né? A gente aqui, a conspiração é foda, né? A gente fez aquele estádio da Amazônia para um jogo, ou seja, Tem que todo mundo ganhar dinheiro, cara.
Essa que é a verdade. Então é uma junção para todo mundo ganhar dinheiro. As marcas entram de uma forma violenta, se você imaginar. E se você imaginar quanto que as marcas investem para estar dentro da Copa e quanto que elas perdem, as marcas que estão patrocinando um certo país, quando o país sai da Copa. Então, por exemplo, a gente, cara, dá para ver que era uma máquina de dinheiro que vai aumentando, né, vai aumentando a tensão até o final da Copa, e que agora, putz, o Brasil tá fora.
Então muitas marcas vão perder Com certeza não vai ter mais a propaganda da Brahma com o Ronaldo e o celote. Se tiver, tem que mudar, né? Eu espero que eles tenham feito uma outra versão. E fazem, né?
Você tá ligado. Às vezes fazem. Eu fico imaginando, cara, o próprio Fantástico que aparece depois do jogo. Cara, tem que fazer a versão que ganhou e a versão que não ganhou, cara. Isso é uma loucura, né, do jornalismo. Mas enfim, se você então pegar só essa questão da marca, isso tem muito a ver com a Copa de 98, né? Quando a gente tinha Nike investindo ali um dinheiro fenomenal, né, onde ela tinha um contrato com Ronaldinho que ele tinha que jogar o tempo inteiro.
Tinha isso, é, isso é real, né, tem, tem, tinha todo um esquema. Então o poder dessa marca dentro desse ecossistema, ele é muito grande, né. Então eu acho que isso tem muito a ver com, com isso que rolou nessa Copa. Ninguém sabe exatamente. Tem uma coisa muito estranha da Copa de 98, que quando é assim, parece os astronautas que voltaram da Lua, cara. Ah, muito bom fazer essa comparação, cara, porque tipo eles têm a mesma versão da história, todos meio tristes assim, mas a versão é idêntica.
Não tem uma, ah, o outro contou um pouco diferente. Parece que é uma versão combinada, né, que ele caiu no chão. Aí o que que faz? Ninguém sabe. Todo mundo ficou chocado porque ele tava tendo uma convulsão. Eu não sei, cara, não é tão chocante uma convulsão, é? Eu tenho várias pessoas que têm, assim, talvez o cara mais importante do mundo naquele momento, mas assim, tudo bem, teve a convulsão. E aí, a partir daquele momento, então começou o que vai fazer que ele ficou abobalhado.
Então tem a história de que ele acorda e ele não sabe que ele teve a convulsão. E aí todo mundo se reúne. E aí, mano, como é que a gente vai falar para ele que ele não vai jogar, que ele teve convulsão?
Então tem essa história. Ele parecia bem para jogar, segundo a história, né?
A história oficial, ele fala que ele tava bem para jogar, mas aí você vê que tá todo mundo abalado ali. O Edmundo quer botar todo mundo para correr porque dizem que a galera não sabia. Né, o outro time não sabia, o Edmundo não sabia, o técnico, nem todo mundo, segundo a teoria da conspiração, nem todo mundo foi comprado. Porque a história real, né, real, a história oficial é a da convulsão. A teoria da conspiração é que pode ter existido uma influência de uma, ó, supostamente de uma marca.
Então é o que fala na internet, que a Nike talvez, ou alguém teria feito uma grande, uma grande conspiração, uma grande proposta falando: Brasil, você vai perder agora porque é muito importante para França economicamente. Tudo que foi discutido politicamente praticamente era o momento da França ganhar essa Copa e levar esse mérito. Esse, e tudo que acontece depois, tudo que quando você ganha a Copa, a gente sabe, né, o país pega aquilo e leva aquilo a ficar, né, dá muito dinheiro aquilo, dá muita, ganhar uma Copa do Mundo é muita visibilidade, muita coisa acontece, acontece no país.
Incrível que no Brasil foi meio que ao contrário, né, a gente teve uma super expectativa e aí um monte de estádio, superfaturamento. Não sei se você lembra, você lembra nessa época, né? Todo mundo na internet metendo pau, não tinha essa polarização que hoje tem, tá ligado? Era diferente, a gente tava todo mundo assim puto da vida, era um momento de manifestação. Enfim, o que acontece? Então vamos dizer que uma marca, tá? Eu adoro teoria da conspiração, que uma marca entra, porque é muito parecido quando a gente fala de suprimir segredos extraterrestres, você tem que pagar muita gente, muito mais que 22, digamos assim. Então eu acredito que é possível suprimir segredos Nesse nível.
Mas vender uma Copa do Mundo, imagina o cara, imagina o cara que tá assim, caralho, vendi uma Copa do Mundo. A Copa do Mundo é o evento que tu descreveu, todo mundo para para ver, meu irmão. A gente é o país do futebol, tá? Antes da gente virar os cara que fica brigando, não sei o quê, a gente era, a gente falava de futebol o tempo inteiro, né? Vender uma Copa do Mundo, meu irmão, Acho que esse é o crime mais vagabundo. Ficaria mais puto com isso do que vender segredo militar, cara. Cara, eu também acho.
Mas assim, existe um histórico muito grande nos jogos de venda de resultado e a gente não começou a falar da bet ainda, né? No sentido de, cara, sempre existiu manipulação. Você tá ligado da teoria das bolas frias? Não. Putz, isso é muito louco, cara. A teoria das bolas frias, ela foi comprovada. Esse é qualquer homem em São Paulo Esses dias aí, falei que não, que absurdo, né? Teoria das bolas frias é homem sai para pegar iFood de cueca.
Mó frio que tá aqui, maluco. Mas desculpa, teoria das bolas frias.
Teoria das bolas frias, inclusive o cara que foi afastado da FIFA lá, eu não lembro o nome dele, ele comprovou que ele já usou essa técnica em outros jogos. Ou seja, cara, o negócio é muito suspeito. Que que você faz na hora de decidir as chaves e de pegar as bolas?
Alguém vai enfiar a mão na caixa para pegar a bola.
Aí eles esfriam, eles deixam no gelo algumas bolas, e o cara então consegue dividir de quem é de repente times fracos e times fortes, cara.
Porra, isso é, pô, isso não é nem muito difícil, né, cara?
Porra, isso não é nada difícil. Mas por que que não é igual bingo, que cai a bolinha, tem que alguém enfiar a mão ali? Não, beleza, é tipo Faustão que jogava as cartas para cima e alguém pega, né? Tava no bolso, tô brincando, dos caras, supostamente. Mas assim, então vamos lá, supostamente Obviamente uma marca poderia ter feito um contrato. Aí a gente vai várias coisas, tá ligado? Como que um jogador chega no nível do cara, o cara que sai da favela, o caralho, e chega no ponto de alguém chegar para você e falar: não, agora você vai ter que jogar mal.
O cara entraria numa depressão, o cara eu acho que pararia de jogar, muita gente, tá ligado? Também acho. Mas nesse caso tava envolvendo um contrato da Nike de tipo assim 25 milhões naquela época, a gente tá falando de muito dinheiro. E aí dizem os teóricos muito da conspiração que então cada jogador teria recebido uma grana E nem todo mundo pode ser pago também. Aí que tá a questão de não deixar a coisa tão revelada. Você pega, compra algumas pessoas importantes, como no caso o Ronaldo, né?
Porque é muito louco também você pensar, Ronaldo, é tudo, é, né? Estamos falando aqui supostamente, é que ele nunca mais teve uma convulsão, né? Ele toma remédio para epilepsia. E assim, é muito louco porque falaram na época, outras pessoas falaram, depois a verdade vai ser dita. Eu lembro disso, eu era teórico da conspiração com 15 anos, tá ligado? E eu falei, cara, um dia isso vai, a gente vai saber o que aconteceu, é óbvio.
Talvez esses caras vão contar um dia quando eles tiverem velho, que porra que aconteceu, moleque.
Mas se tiver envolvido qualquer coisa que tenha a ver, essa é uma das coisas que eu acho que não adianta, adianta, é legal a gente conversar e tal, mas é pouco produtivo porque ninguém, esses caras, esse é o segredo que vai para o túmulo. Por quê? Porque é destruição da memória, é do cara, né? Porque se você é de qualquer um, de qualquer um, qualquer um Imagina, é um cara até de menos expressão que, que sei lá, que fez alguma coisa nesse sentido em qualquer momento.
Meu irmão, tu vendeu a Copa do Mundo. Então assim, esse eu acho realmente que é esse, se for verdade, qualquer coisa perto disso daí vai para o túmulo todo mundo, porque se chegou até aqui ninguém falou, né?
Existe também uma teoria de que é uma história bem fútil no sentido de alguém pode ter visto alguém na cama com alguém. Você já ouviu essa teoria? Não, não. Ah, vamos dizer supostamente que eu vou jogar um grande jogo, e aí, cara, puta, um dia antes eu pego minha mulher com o meu melhor amigo, tô na cama, tô chutando, tá ligado? Cara, como é que fica a cabeça do cara? Mesmo assim eu acho que seria pouco para um atleta de Copa do Mundo ainda, entendeu?
É o que você fala, quem sabe o que é uma Copa do Mundo? Tudo que rola, ainda assim eu poderia ver minha mina com, que eu não ia me abalar de jogar um jogo. Mas sei lá, entendeu? Não sei.
Mas a gente também tá aqui falando da perspectiva de brasileiro, sei lá, que agora a gente já tá 20 e tantos anos sem ganhar uma Copa do Mundo, né? Lembrando, a gente tinha acabado de ser campeão do mundo, a gente foi campeão.
E aí dizem que prometeram para gente uma queriam sediar no Brasil a próxima Copa, as próximas duas, né? E não rolou, foi um pouco depois. E prometeram também que a gente ganharia depois. Ou seja, foi um combinado. Já que é tudo combinado, então essa você perde, a próxima você ganha. Mesmo assim, os jogadores não garantem que eles vão estar na próxima. Então é um combinado que é muito difícil de garantir. Mas tudo bem.
Mas é que tal, e se a parada for esse aqui viajando, tá viajando, é, se for um combinado meio maior que os jogadores, maior que a seleção em si, e mais um combinado maior, sabe? Aí eu já acho que pode fazer sentido ainda.
Ninguém sabe, eles são manipulados. Por exemplo, a teoria de que o médico teria aplicado no joelho do Ronaldo um pouco mais de xilocaína, e ela faz, como é que chama, uma, ela entra a xilocaína no organismo, e se você olhar na bula, ela tem ataque, dá uma convulsão. Ou seja, e o médico fala que não, mas ele já morreu. Mas então existe a teoria, isso é muito louco, né? Aí eu vou falar uma parada que aí deixa mais assustador. Se a gente volta volta para Copa de 70.
Aí a parada, só que eu fiquei sabendo, eu não tava, né, galera acha que eu sou velho, mas nem tanto, que, né, cara, tem nem cabelo branco, pô.
Então eu pinto, não, tô brincando.
Aí o que acontece, no meio da ditadura a gente tava tendo a Copa e era muito importante o Brasil naquele momento ganhar. Muita gente vai falar, porra, Boxe, você tá viajando, porque tinha o melhor time da época, tá ligado? Era os melhores caras da época. Mesmo assim existe uma teoria muito louca Eu não lembro qual time, eu acho que era a Holanda, não, ou a— eu não lembro, mas é um time desse da Europa, o bom, que eles estavam, que o goleiro foi envenenado, cara.
Caralho! Tipo nas quartas, coisa assim, quando foi jogar com o Brasil. Então existe histórias disso, do goleiro ter sido envenenado. Ninguém tem certeza, mas cara, eles ficaram com intoxicação um dia antes.
Então é uma coisa muito louca isso. Eu não, eu tenho pouca informação sobre as Copas anteriores, sabe? Sabe, é, vi alguma, vi alguns jogos da seleção que tinha o Zico, tá ligado? Mas não sei lá, não vi o Pelé jogar, eu não fui procurar.
Até porque, por exemplo, a Copa de 70 foi a primeira vez que uma Copa foi transmitida colorida. Ninguém tinha ainda, o galera ouvia pelo rádio, é difícil ver mesmo os jogos, né? Ainda mais interior.
Mas ó, a gente tá falando aqui de uma, de um evento que é a coroação de do maior esporte, do esporte mais popular do mundo, né? Futebol, esporte mais popular do mundo.
Eu acho que sim, acho que sim.
Os cara na China gosta de futebol, então acho que sim, né? Tudo bem que os cara na Índia gosta de outra coisa.
Não, o foda é que depois você fica sabendo que é outro esporte, que é a bocha. Como assim? A Índia inteira joga bocha, a China inteira joga bocha. Ah, mas aí, pô, deve ser o futebol, para o nosso mundo é o futebol, tá?
E aí Tem uma organização que é a FIFA, que ela lá atrás ela começou a olhar para essa porra, vamos organizar, vamos fazer funcionar, não sei o quê. E aí chegou num ponto que ficou popular para cacete. As seleções, é diferente de um prêmio que ninguém liga.
Não, o jogo ficou bom e depois ficou ruim. É o jogo, né? Eu não tô falando do jogo de videogame.
O jogo ficou bom e depois ficou ruim.
Mas depois ela foi acusada de lavagem de dinheiro. Exato, exato.
Mas assim, veja, chegou até aqui, teve que percorrer o caminho de formar tudo, tá ligado? Teve que, teve que ter também as, formar um ambiente para todas as seleções almejarem aquilo. Não é uma competição qualquer a Copa do Mundo, né? Então quando chega, quando chega na hora que começa a dar certo para caralho, aí que é agora que a gente tá vivendo, aí fodeu, né?
O maior negócio de mídia, vira o maior negócio de mídia. A gente vê o que que é, cara.
Tu viu o que que o Maradona falou sobre a Copa, sobre essa Copa agora que ela acontece nos Estados Unidos, no México e no Canadá, né? Ele falou, cara, ó, os americanos, por eles o futebol é dividido em 4 tempos para eles poder colocar mais marca, mais comercial. Os canadenses, o que que ele falou? Os canadenses deve ser bom jogador de hóquei. E os mexicanos, ele deu uma zoada nos mexicanos, mas eu não lembro o que que ele falou.
Para dizer que, pô, caralho, para quê que eu— olha esse evento, virou, virou marca, virou mídia. No entanto, eu entendo, porque, porra, a FIFA, os cara caminharam um longo período carregando. Eu não sei, na verdade, eu só estou supondo.
Não, eu sei, mas é que o negócio de mídia fica maior do que tudo, né? Eu acho que o negócio de mídia fica maior que o negócio de futebol. E vamos falar agora, e o negócio de aposta, puta, isso fica muito grande, fica muito sinistro, isso muda, muda o futebol, cara. O negócio de aposta, isso, aposta popularizada, né? Que aposta popularizada, os cara já apostaram. É, não, aposta, aposta num nível da gente mudar a cultura do brasileiro.
Ai, eu aceito também, do brasileiro que gosta de futebol. Porque você assistia, imagina assim, a gente assistiu o jogo querendo gol. Agora, se eu aposto para, sei lá, para falta, para 5 escanteios, e tem alguma coisa que eu vou torcer mais do que o gol, porque você lógico que quer torcer pelo seu, pelo que dê dinheiro para você. E aí você fala assim, a Copa nunca vai ser vendida. Cara, ela foi ver as bets. Se você pensar o que Cara, o que tá virando, a gente tá vendendo, cara, o jogo.
Eu acho que a gente vai ter que voltar atrás em algum momento com essa porra de bet, cara, porque tá fodendo, cara. Eu tenho a teoria da conspiração, cara. O momento para se hidratar é o momento para apostar. Acabou, velho. Chegaram assim, ó, não tem como os cara apostar no meio do jogo. Por quê? Porque estão assistindo o jogo. A gente tem que parar 10 minutinhos para os cara fazer aposta, reformar as odds. Como não, velho? Se hidratar, mano.
Quem tá pensando na hidratação dos cara? Não é possível, velho. Eu sou conspiratório?
Bom, se a gente for levar em consideração, a gente tava em Doha na Copa do Mundo de 2022 e lá tinha pausa para hidratação?
Acho que não. Os cara não tavam parando para se hidratar. Começou, né? Olha só que coincidência, foi nesse ano que as bets faturaram Zilhões, trilhões. E a gente tá falando, esse negócio de bet é foda, porque pode falar, será, das streamings do Cazé, a porra toda que teve. A gente fala disso porque, mano, os caras abraçaram, né, cara, as bets. Então, tipo, qual que é o teu problema com bet? Meu problema com bet, cara, é que eu acho que ela fode a população, a população mais carente.
Eu já cheguei a me aproximar de bet, eu cheguei a fazer uma parceria lá no começo Eu preciso falar isso, cara, porque eu pensei assim, cara, eu criei o projeto, eu falei, eu faço o bolão do Oscar. Imagina se fosse numa casa de apostas, os caras têm tudo lá e a gente poderia fazer o bolão, uma brincadeira. A nossa ideia era não envolver dinheiro, era só uma plataforma para fazer o bolão. E aí, se alguém quisesse depois apostar, não tinha contrato de ganhar dinheiro sobre ninguém.
Eu nem sabia que isso era possível. Ganhei mal para caralho e os caras ainda nem quiseram me pagar o total. Foi uma merda. Muito antes da treta, foi 2017, 16. Eu botei um bonezinho, eu fiz uma coisinha para me aproximar.
Nem tinha mercado de influência, cara.
Não, na verdade não tinha essa discussão sobre as bets, cara. Era uma loucura, a gente não tinha, ninguém discutia, a gente não sabia exatamente o que que era.
Qual bet que era, tu lembra?
Era, tem que falar o nome do filho da mãe?
Não precisa. Mas olha, tem uma, tem uma bet que acho que tá no Cazé também, é que tá na internet há muito tempo já, meu irmão. Os cara tão aí há muito tempo. Muito antes de alguém precisar falar deles. Então eles já ganham dinheiro sem precisar necessariamente manipular jogo e o caralho. Por quê? Porque eles não são, vamos lá, eles estão ganhando dinheiro há muito tempo antes de terem sim a possibilidade e o poder de manipular esse jogo.
Mas a gente tá falando hoje de, cara, antes da legislação, a gente tava falando de 2000 casas. Não tô dizendo que não manipula jogo, pelo amor de Deus, mas quem manipula Porque senão os cara fica, não, mas talvez quem manipule o jogo são os apostadores. Você imagina, existe alguma regra que família de jogador não pode apostar?
Não, eu acho que sim, mas eu não sei.
Primo e cunhado? Não, tô falando sério, velho.
Cunhado do juiz, cara. Mas isso daí é só, mas tá bom. Aí, e o amigo da minha prima que é o meu laranja?
Não, mas ele, mas ele é isso, porque alguém tem informação privilegiada. Lembra aquela coisa, o cara vai, o cara vai invadir o campo, quanto custa? Aí a gente paga um cara para invadir o campo. Então existe essa questão que não pode. Eu também não acho que as bets influenciam nos resultados, mas eu acho que a loucura dos apostadores, porra, cara, fazem muita coisa. Galera tá preocupada em outra questão e não mais no gol. Mas o que que eu fico preocupado?
Depois que veio, explodiu todos os escândalos, o Brasil tá com um puta problema, cara, até o varejo, por causa da grana. Essa grana é drenada da galera vulnerável, não é eu e você que destrói. Eu conheço poucos amigos que Mas tenho que se perderam em jogo, foram até para clínica. Mas é a galera mais pobre que vai no tigrinho, velho. Tigrinho assim, ô galera, vocês estão muito burro.
É, nem é aposta isso, é cassino.
Mas para mim, cara, é a mesma coisa, porque todo cara de aposta também tem, todo cassino também tem aposta de algoritmo dentro. Ou seja, por quê? Porque o cassino tem o slot. O slot é aquela brincadeira que você entra e que teoricamente antigamente não tinha algoritmo, mas elas foram essas máquinas ficando algoritmizadas coisas, ao ponto de há 10 anos atrás, quando eu fui no cassino, já tinha uma câmera em cada slot. Ela reconhece, ela reconhece quando o cara sai e entra um novo, e aí ela premia você para depois te tirar.
Mas a Coca-Cola, a Coca-Cola não precisa ser gostosa? Então as coisas não precisam ser, as coisas elas precisam, como é que as pessoas ganham dinheiro? Elas ganham dinheiro convencendo as outras pessoas a gastar dinheiro com elas, né? É assim que a gente, é assim que qualquer coisa ganha dinheiro, né? Então é, não tô defendendo a bet pela bet. O que eu tô defendendo é o problema central da bet, na minha opinião, não é o cara que se perde no jogo, é para onde que é, o que que se faz com o dinheiro que vai para bet.
Porque quando a gente tem, quando a gente tem um sistema que o dinheiro do mais vulnerável escoa para fora do país Aí é foda, porque imagina se isso fosse taxado pesado.
E, e, mas não querem. Era para ser taxado 15%, mas a gente tem vereadores, a gente tem um pessoal que é pró-BET.
Ou então só não manda o dinheiro para fora nunca mais.
Mas a questão não é mandar o dinheiro para fora, mas você mandar para uma puta elite que deixa o dinheiro guardado a 15% rendendo sem nenhum, nenhuma, ou seja, esse dinheiro não vai, esse dinheiro ia para o mercado. Mas esse dinheiro ia para o Natal.
É justamente esse o ponto, não é eliminar a bet porque não adianta.
Então aí os cara do Kazé mete, mete odd no meio do jogo, ou seja, vai despirocando o dinheiro, compra todo mundo, cara. Você tem uma ideia, cara, um cliente paga 10, uma bet paga 200. Então vai comprando. Eu vejo os influenciadores hoje fazendo bet, eu falo, caralho, vendeu a alma. Mas eu também, mas eu também tava viajando. Não, não, calma, mas eu também não julgo tanto Porque eu assisto a Globo e os cara é tão bancado, tá todo mundo bancado pelas bets.
Tu é um cara do mundo do bem-estar.
Eu não faço propaganda de cigarro, eu não gosto de fazer de bebida. Você não pode fazer isso, mas se tivesse uma propaganda de alguma coisa, eu não faria. Não faria de bebida se pagasse.
Eu não faço tu não querer fazer um troço que não pode.
Não, eu faço cair um negócio quando não me oferecer 30 milhões. Mas se liga, tá bom, mas eu não gosto, eu sou contra, eu não faria. E fico puto quando as pessoas fazem, eu fico puto porque quem faz, quem faz, a maioria a gente é o Fiuk, é o rap, é os cara que não é a Virgínia. Que porra é essa, cara? É um desfile de quem é menos ético, mas quem é mais bosta.
Não é o caso do Cazé, é a falsa simetria aqui. Não é o caso do Cazé. Eu concordo que assim, é, não pegou mal e que a Globo influiu essa parada também, né? Influenciadores que, como alguns que você citou, que fizeram, foram investigados e o caralho, e eles estavam e fizeram ao longo do tempo Lavagem de dinheiro que rolou, porra. Era um story de um tigrinho falando que tá bugada a plataforma, dizendo que o cara vai ganhar dinheiro sem— isso aqui eu não tô nem citando a possibilidade daquela plataforma em si ser golpe.
Aquela primeira antiga que pagava os moleque de game, os moleque para falar com criança, velho. Ah, mano, é tudo muito horrível, horrível, horrível, horrível, horrível, horrível, horrível.
Eu acredito que existe um jeito de fazer propaganda de bet. Bet, que é 60% do tempo, meu irmão, eu tô falando que não é para tu ganhar dinheiro. Mas por que que a gente vai trazer bet para o Brasil? Já tá, tu não tem essa escolha, já tá. Não tem vou trazer para o Brasil. Se proibir hoje, as pessoas vão continuar jogando e vai ser pior, porque aí que o dinheiro vai todo para fora mesmo. Porque agora as pessoas já sabem que existe, irmão.
Não, mas uma coisa é você tá o tempo inteiro sendo bombardeado pela publicidade, outra é você saber que existe, a gente começar. Ó, eu não vi uma propaganda do governo governo, uma propaganda.
Você já viu de cigarro nos últimos 5 anos? Não, não vi.
Mas calma, mas eu não vi uma do governo contra, ó, Cyborg de Pará. Você vai para Las Vegas, você vai para Las Vegas, você entra em Las Vegas, você cata um negocinho Cyborg de Pará. Teve uma das bets que começou a bet.
Para mim, irmão, o problema não é o problema, o problema é o que que a gente faz com essa coisa.
Tão preocupado com a cannabis e tão enfiando a bet. Não é possível, Igor. Não dá, cara. Desculpa. Assim, o brasileiro, se ele precisa de alguma coisa não é de bet, é vamos trazer escola 24 horas. Não, cara, isso é surreal, velho, porque eu saio com o Uber, veio me trazer aqui, falou que você—
e você não tem poder nenhum sobre a realidade.
Mas a gente pode proibir, a gente pode adiantar. Não, os cara vai jogar usando VPN, mas não vai ser minha conta. Proibida? Eu não, eu acesso, velho. Tivesse, ó, eu sou a favor da maconha ser legalizada, não sou a favor de propaganda de maconha, tá bom?
Não sou a favor, tá bom? Mas ela é factualmente proibida. Quantas pessoas você conhece que fuma maconha da melhor qualidade?
Tá, a maconha ela também é um remédio, tá? Bet também é um remédio, cara. Não, bet é só bosta. Você tá desviando do ponto. Você conhece alguém que ganhou dinheiro? Proibido deixa de existir. Eu vou fazer uma pergunta: quantas pessoas você conhece que já ganhou dinheiro com bet? Esse não é o ponto. Não, é um ponto legal de perguntar. Quantas pessoas você conhece? Nenhuma. Eu nunca disse isso, inclusive.
Toda vez que eu falo você botar dinheiro na— eu nunca ganhei dinheiro jogando King of Fighters. Mas eu joguei para caralho ao longo da minha vida.
Se arrepende de ter enfiado dinheiro naquela porra? Não, nenhum pentelho. Eu fiquei foda, mas é um jogo de videogame, vai jogar tigrinho, não é jogo de videogame total. Mas o ponto é, eu sou a favor também de game.
Quando eu falo para as pessoas é que existe uma diferença clara, que dá para você ficar bom no jogo, no The King of Fighters.
Eu não acho que dá para você ficar bom na banca. Se as pessoas tivessem viciadas, por exemplo, na roleta, a gente teria uma turma que ia ganhar maior. No, por exemplo, as pessoas estão viciadas em jogar pôquer, cara, ainda assim tem um pouco, mas não é um jogo de, não tem nada a ver. Também é um pouco de azar, não, cara, tem também estratégia, mas também tem sorte. Nas bets também você joga pôquer.
Eu não consigo ganhar de uma amostragem, se a gente pegar uma amostragem legal, eu não consigo ganhar de um cara que joga pôquer.
E você pode entrar na bet e jogar pôquer. Ô cara, eu posso falar, eu falo de propriedade, velho, eu já joguei bet, velho, é que eu não posso contar a minha experiência com bet, não é legal, não é saudável, não é legal. Mas eu já me enfiei pra caralho.
Tá, então tu tá contando a tua experiência pessoal, irmão, que não é experiência de todo mundo, pô.
Mas eu não quero falar porque eu já ganhei com bet. Tudo bem, cara. Eu já perdi com bet. Mas eu já ganhei.
Situa o problema da mesada pela tua experiência.
Eu já ganhei dinheiro. Não, eu poderia defender a bet. Eu já ganhei dinheiro com bet de acordar minha mina 3 da manhã e falar, a gente vai pra Miami amanhã, brother. Não estou zoando. Não, tá, mas ele perdeu tudo porque ninguém ganha dinheiro com bet. Mas eu não jogo tigrinho. Mas assim, não é essa a questão. O tigrinho A pessoa precisa entender que é um algoritmo feito para te tirar dinheiro.
Eu conheço, por exemplo, pessoas que são programadores de jogos, tá ligado?
São programadores de jogos. E aí ele falou, a gente conversando disso, ele falou, ó, Boc, é, você vai ter ali, você por exemplo ganhou R$5.000, você quando entra, o seu usuário é -5, irmão. Olá, -5, tudo bem? Bem-vindo à bet. Depois que ele tirar, o objetivo agora do algoritmo é tirar 5 de você. Então, exemplo, você vai entrar numa roleta que tem minha sorte, não sei o que lá, Quem que é o cara que deve mais para casa? Esse cara.
Então é neles que eles vão trabalhar. Então, um exemplo, você vai jogar numa roleta, você vai jogar aquela técnica que chama— tô te entendendo— é uma técnica do Martingale. Então você conhece Martingale? Martingale foi proibido em cassino. Ah, sim, conheço. Você vai jogar preto e vermelho, é uma técnica. Inventaram o zero na roleta por causa de, inclusive, de Martingale, que dava para ganhar dinheiro. Então você vai fazer martingale, ou seja, você vai trabalhar com preto e vermelho em uma técnica, cara, bem complexa, onde se você fica 4, 5 horas jogando, pode ser que você consiga ganhar no martingale.
No cassino tradicional, então eu fui para Las Vegas, eu tô fazendo essa técnica em preto e vermelho.
Ela é possível, mas depende da sorte do algoritmo, mano.
Cacete, só para vocês entenderem, no cassino de Las Vegas eu tô lá fazendo martingale, mais moleque, demora horas, tô lá 4, 5 horas, bebida de graça, Cara, joguei com $20, $300, eu, cara, comprei um PlayStation. PlayStation, eu tava assim, velho, olhando pro Croupier e falando PlayStation, bêbado. Ganhei mais um PlayStation, eu tava com $1.000 naquela época, era muita grana. Sim, eu e minha mina assim despirocado já. Aí simplesmente o cara aperta um botão, o Croupier, vem um brother vestido de CIA que tem no café, sei lá de quem, de polícia, ele cochicha no ouvido e cai na próxima rodada 9 vezes o 9 vezes o vermelho, 8 vezes o vermelho, que é uma probabilidade muito difícil.
Mas galera, é 50/50 toda vez, entendeu? Mas assim, é, vem, cara, vem e destrói o cara do martingale. Então quando você entra numa roleta e você é o -5 e tem outro cara devendo 50, é neles que eles vão atacar. Mas se você aí tem um monte de gente devendo menos e você vai testar um martingale, vai cair 8 vermelho para você, porque eles vão pegar o seu. Então, e se você trocar de casa de aposta, o CPF tá o mesmo. E eu conversando com o cara que é programador, ele falou, cara, eu já fiz um robô de martingale que ficava em 5 casas de aposta falando quando cai 4 vezes o vermelho, 5 vezes o vermelho, e você é banido.
Então no cassino caiu 5 vezes, mas antes de cair 5 vezes me ofereceram sair da mesa por um jantar. Vocês querem sair da mesa? Eu não tava entendendo o que que era. Depois que eu entendi, puta, você fica metendo a técnica, os caras ficam te convidando a se retirar.
Então é interessante. E o que você tá dizendo é que no aplicativo do bagulho lá, não é, tem mais a ver com algoritmo, que é só algoritmo.
Então no cassino, o que eu quero dizer assim, no cassino existe denúncias supostamente de existir manipulação, como o cara ter falado com um cara, um policial lá, o cara ia cair 8 vezes o vermelho na hora que eles conversaram. Isso foi muito louco. Então existe isso, falam, puta, a roleta tem um ímã. Agora, no cassino que rola em Malta, irmão, que é uma empresa que vende para outra, que não sei o quê, você acha que não pode ser?
Galera, também supostamente você acha que nas ilegais não pode ter manipulação, já que tá ligado, tipo, é um negócio mesmo esquisito. Então assim, eu não confio. Se é um jogo limpo, dá para ganhar. Eu fui na roleta do cruzeiro. Ah, essa eu adoro, velho, porque aí não tem muita manipulação, é uns slot velho ali, dá para ganhar, tá ligado? Só que normalmente tem o quê? Tem limite de aposta para você não rapelar os cara. Você vai jogar lá no cassino, tá ligado?
Que tem uns cara muito viciado. Eu tenho uns, eu entendo que tem uns cara que olha para qualquer um desses jogos aí e ele pensa, não, eu sou bom em roleta. Tirando essa, vou te explicar o que acontece. Mas enfim, é psicológico. Eu entendo que, eu entendo, eu entendo. Agora, você vira um dobrador de ar, dobrador de jogo.
Você, ó, o que acontece é o pensamento místico. Isso é muito foda, todo mundo vai passar por isso, porra. Eu pesquisei para caralho porque eu tenho família de viciado, cara. Você vai ganhar uma vez no jogo, você vai ganhar outra vez no jogo, e aí você vai começar a achar que você entendeu o jogo. Isso que eu tô te falando é, muita gente vai falar, é paia, até você perder. É isso, você ganhou, só quando você olhar aqui, quando eu perdi mais do que ganhei, provavelmente.
Mas você começa a achar que você Você tem alguma coisa, velho, que você consegue, mano. É uma loucura isso. E eu vou te falar, cara, que aconteceu comigo. Mas tu não é ateu, porra? Foda-se, com dinheiro você começa a acreditar. Fala, mano, primeiro pensamento que vem: eu vou parar de trabalhar. É óbvio, você ganha, vamos dizer, o cara, todo mundo tá ligado, 70% do Brasil tá jogando. Você ganha R$1.000 num dia, você faz a conta: 1.000 vezes 30, 30.
Vou pedir demissão amanhã, já era, vou jogar essa porra. Eu zerei, zerei, zerei, zerei, zerei. Não posso contar para contar para ninguém, não posso contar para ninguém, não posso contar para ninguém, caralho, como é que eu vou ganhar dinheiro? Contar para ninguém. Aí sente essa fita, isso, e você fica com essa impressão. E cara, é muito louco, eu tava jogando duas vezes, eu tô jogando na porra da roleta, o meu dedo bateu num número e caiu o número.
Eu sem querer bati o dedo no número e caiu. Qual que é a chance? Eu começo a achar que eu tô com Exu 7 comigo. Não tô zoando, porque Deus não tá no jogo, cara. Vamos conversar, certeza, vamos conversar sobre isso.
Tu acha que o Brasil ia perder para Noruega? Exatamente. Esse cara é Odin, meu irmão. Exatamente.
Então temos uma questão, não, temos uma questão aí dos dois, tem os seus, tá torcendo, né, tá pedindo para Deus trabalhar. Então Deus fala, foda-se o jogo, vai ser aleatório essa merda.
Imagina qual seria, imagina a final do Campeonato Baiano, quem merece ganhar?
Porra, meu irmão, tá maluco? Não, não dá.
Então acho que Deus não se mete nisso aí não.
Mas então o que eu fui falar, que o jogo, o jogo não tem essa questão de Deus não. Mas por que a gente tava falando isso? Por causa do assim, porque quando você tá jogando, e aí eu comecei a sentir que eu tenho poder. Nossa, velho, eu tô com o bicho aqui comigo, eu tenho, eu tenho a parada. Quem ganha no bicho sabe, o cara sonha e ganha. Então você começa a achar isso, aí você fudeu, velho. Aí você começa a colocar dinheiro. E aí quando você, o cara, a banca te arranca tudo, você vai entrar numas de, vamos dizer, você tinha R$25 mil, você ganhou R$20 mil, você jogando você já tá planejando, cara, suas férias, você já pagou as dívidas, Você tá num êxtase, cara, fodido, e de repente faz zero.
Aí você vai de eu tinha 25 mil para agora eu já perdi os 5 que eu coloquei, então eu tô menos 5. Aí você fala, não, brother, não tem como, mano, eu vou ter que ganhar essa porra, tá ligado? Eu tenho 5, vamos lá, mano, se eu jogar até uns 15 mil eu consigo. Aí você mamou, aí você mamou, velho. Aí os cara vão fazer você deitar no chão, você beijar o pé dos cara, velho. Eles fazem isso, cara, eles fazem você beijar o pé dos cara.
Aí você fala, não, eu vou para outra casa de aposta, é seu CPF, cara, vai beijar. Vai beijar. Aí eu já ganhei uma grana na casa de aposta, pagou, esquece. Você é foda se fizer isso. Então eu ganhei uma grana, mano. Quando eu ganhei 25 pau, sabe o que eu fiz? Eu sou muito louco, velho. Eu peguei a mina que trabalha na minha casa, que depois queria me processar, falei para ela: ó, R$6.000 para você. Ela começou a chorar: por quê, Bruninho?
Falei: eu ganhei no jogo, não é de Deus essa porra. Filha da puta, queria me processar depois. Nem botou na contabilidade lá do advogado dela que eu dei o dinheiro para ela do jogo. Tudo bem. Esse dinheiro era do diabo. Exatamente. Não, eu também não cobrei. É, vai ver que fodeu a vida dela. Mas assim, eu entendo, cara, mas assim, ó, brasileiro fodido, sem grana, aí fala assim: ah, eu jogo um pouquinho aqui, R$20, eu posso tirar o dinheiro da balada.
Seria perfeito se não tivesse um algoritmo te roubando, seria perfeito se a casa não ganhasse o tempo inteiro. Eu também acho.
Aí eu discordo, porque assim, eu acho que toda mentalidade de eu vou entrar num jogo de que um jogo, ele é um jogo, e eu não sou campeão do mundo, nem dá para ser. Tu não consegue nem melhorar nesse jogo. Ele tecnicamente, assim, se fosse no mundo real, ele era regido por sorte majoritariamente. No mundo digital, ele é regido por um algoritmo. No fim, ele tem que ser muito burro, né? Ele tipo, é quase certo que esse jogo, ele é, ele não é de sorte, ele é certo, ele é registrado. Então como eu vou entrar nesse jogo achando que eu vou ganhar dinheiro?
Brasil é 10 milhões de Manuel Gomes, velho.
Tudo bem, então eu, e assim, tá ligado, mas a gente, se a gente continuar, os cara tão achando que Tigrinho é cassino, ô filha da puta. Mas se a gente continuar nessa de deixar os cara dentro de uma jaula e a gente vai lá todo dia botar comida e água, e aí trabalhei direitinho, toma aqui esse dinheiro para comprar as paradas, mas ó, não sai da jaula. Esse cara vai ser um merda para todos sempre.
Mas a gente tem que ir no presídio dar veneno para os cara. Vamos no presídio, vamos fazer um jogo no presídio, uma bet. E aí quem ganhar a bet tem mais prioridade.
Você que é cristão, que Deus falou assim para Adão e Eva: não come essa porra desse fruto. Ele não falou assim, mas ele falou: não come o fruto, que esse é o fruto do conhecimento, e tu não quer essa parada, não vai lá. Mas ele não botou uma jaula.
Mas tá sendo patrocinado por bet? Calma aí, cara.
A bet é o porra do fruto, filha da puta.
Ah, ela é o fruto?
É. Aí o cara foi lá. O conhecimento, caralho. Não, é porque eu sou uma analogia de merda.
Tá, tá. Não, não, mas eu quero saber. Mas o ponto é o. É a cobra, né, o bet? Vamos falar sério. É a bet que eu acho que é a cobra. É a cobra, é a cobra, é a cobra.
Enfim, o ponto é um ser humano, ele a gente não vai sair É interessante para as pessoas que estão no poder que a gente continue estúpido, concorda? Isso. Quem sabe? Porque o que que mantém as pessoas que estão no poder no poder? Pessoas estúpidas votando neles pelas razões estúpidas.
Cara, e todo lobby que esses caras fazem, além das votações que fazem com que tudo seja uma firma.
Então vamos dizer que eu sou o presidente do Brasil, e eu não preciso dar nome porque serve para qualquer um. Eu sou presidente do Brasil, como é que eu vou manter no poder? Com as pessoas acreditando que eu sou bonzinho, caralho. Você, por exemplo, calma, como Michel Temer.
Você, por exemplo, faz uma parceria ali, Berasbets, e eles, cara, dão para você, como é que eu posso dizer, incentivo para deixar o negócio, o caixa do país, dos poderosos, muito grande, cara. Só que ele é drenado dos menores, porque assim, se o cara gasta, o cara ganha um salário mínimo. Não, qual que é o ponto?
Que a Betnacional, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa. Aí tá aqui o presidente. O presidente, ele precisa que as pessoas sejam estúpidas. Estúpidas, porque quanto mais esclarecidas as pessoas, melhores elas vão, elas vão pensar melhor sobre as coisas, elas podem, e elas não vão cair na retórica do eu sou melhor que ele porque ele é do mal, que essa é a retórica que tá ganhando agora. É tipo, ninguém sabe o que que os caras querem.
Aí, aí, se essas pessoas se tornarem esclarecidas, eu vou me foder. Eu quero que elas se mantenham estúpidas. Para eu mantê-las estúpidas, é uma das melhores ferramentas, é eu mantê-las numa jaulinha entre muitas aspas, porque é uma merda, mas de ouro. Porque assim, ah, eu mando uma grana, eu impeço o cara de usar qualquer coisa, impeço o cara de fazer decisão merda na vida dele. O cara não, ele não pode errar, ele não pode.
A favor das armas serem liberadas?
Eu não agora, mas sim, eu acho que a gente precisa fazer uma porra de coisa antes.
Porque eu também, a besta, quando a gente for um país de primeiro mundo, pode liberar.
Mas justamente porque a gente tá, a gente tá numa posição, é porque a Bom, é porque a gente tá numa posição que a gente, a gente tentou proteger todo mundo tanto tempo com essas proibições que as pessoas não conseguem mais nem fazer escolhas ruins, tá ligado? Mas, cara, isso é um absurdo.
E aí, e aí, por que, cara? Porque você tá querendo justificar isso, que é uma escolha ruim, como tirar a liberdade da pessoa. A gente precisa da educação. Vamos dar livro para esses caras então, se a gente quer dar liberdade. Sim, mas bet não, mano.
Mas é porque tem escolha, já existe.
Agora a gente precisa remediar. Sim, mas por exemplo, ópio. A guerra do ópio, mano, destruiu o país. A gente pode deixar a bet destruir o nosso país, cara, como uma droga, como um crack.
Não, mas não, mas não, mas não, mas o que eu quero dizer para você, Bock, é que assim, se liberarem o crack, é, mas com um monte de regra, é diferente de fingir que o crack não existe, porque o crack existe e ele está destruindo vidas. Então não tô falando que a gente tem que liberar o crack, eu tô dizendo que se no mundo que a gente tivesse louco e a gente chegasse a essa conclusão, tem o potencial de ter um fim diferente. Porque qual o fim que a gente tá tendo com ele proibido?
O fim que a gente tá tendo com ele proibido é esse que a gente tá vivendo agora, né, cara? Com gente para caralho na rua aí, não sei o quê. Com a bet é a mesma coisa, porque a bet existe. Então assim, as pessoas, elas, agora que elas já viram que existe, elas vão jogar. Então a gente proibir e fingir que não existe resolve um pouquinho, não vai resolver, né? Então como é que a gente tem muitos outros jeitos de lidar com isso? Que é regula direito, proíbe a publicidade, pode ser proibir a publicidade, qualquer coisa.
Porque você concorda? Ó, vamos dizer, no lugar que tem mais atenção da humanidade, que é o jogo da Copa, tem 6 bets, 10. Ou seja, cara, é muito fácil os caras que têm muito dinheiro roubar sua atenção, fazer a próxima geração ser apaixonada por jogos. Aí a gente jogava Counter-Strike, os caras jogam tigrinho.
Vamos entrar então agora numa outra teoria da conspiração informação aqui porque eu não tenho informação sobre isso, tá bom? Mas eu tenho suposições sobre o caso das Betcas, ZTV e Globo, tá? Suposições. Eu já vi a Globo indo para cima de pessoas, tá? Ela vai com tudo. Isso eu também. Não é, eu nem acho que seja inclusive uma ordem direta de alguém. É que a Globo é uma instituição tão antiga, uma concessão estatal que já tá aí há décadas, e trabalhar na Globo no fim das contas aqui no Brasil acaba sendo uma um certo preço, que ela se protege sozinha. Eu acho que isso é uma possibilidade.
Mas é Game of Thrones nos bastidores dos grandes negócios.
Perfeito. Independente disso, a gente tem, a gente tá vivendo uma situação que tem o Kazé que tá transmitindo a Copa do Mundo na internet de graça, vários jogos que a Globo não tem, inclusive, e que é uma operação que eu imagino que você saiba que é cara. Isso, né? Né?
Tá bom, que só acontece a partir do momento que eles são comprados pela Live Mode. Ou seja, quando a gente pensa, cara, porque é muito louco essa, que não começou em 2026, isso não, mas só porque foi lá em 2022. Quem sou eu para falar mal de um produtor de conteúdo? Eu só tô dizendo porque quando eu comecei com Pipocando, achavam que eram dois moleques com uma câmera fazendo. É o que eu quero dizer, que eu também não julgo o, mas era dois moleque com a câmera, isso, mas se transformou num negócio gigante.
Então eu não julgo. O que eu acho assim, se a Globo pode fazer fazer. Se tá todo mundo fazendo, todas as mídias, o Galvão Bueno, mano, a galera foda, cara, os influenciadores que não tem estrutura, que cuida da própria empresa, a gente não vai fazer. Só que, cara, assim, quem não vai? Quem vai se propor a ser contra isso, não ser comprado? Porque para molecada, cara, elas precisam de uma referência. Então assim, eu prefiro não fazer.
Até hoje eu prefiro não fazer Copa do Mundo na internet.
Não, não, eu prefiro que se não tiver a Bet, ah, velho, outra marca vai pagar. Não vai, viado.
Assim, tu sabe que não é assim. Ó, o mercado mudou.
Não, eu entendo. Se uma bet chegasse para mim e falasse assim, ó, velho, você vai fazer a transmissão do Oscar se você falar de bet, eu acho que a primeira coisa que eu ia fazer é consultar o público. O que que vocês acham, mano?
A gente faz uma transmissão, mas uma Copa do Mundo não é uma transmissão do Oscar. Para mim é. Na Copa, a aposta esportiva é muito sobre futebol.
Eu sei, tá ligado? Eu sei, eu sei, cara. Eu acho assim, não dá para acusar os pequenos de algo que os grandes estão se lambuzando. Não acho. Então assim, cara, por mais que eu veja e acho, puta, que merda que o cara tá fazendo, mano, só cada um sabe das suas contas, tá ligado? Tipo, eu não topei também porque quando eu fiz é isso, cara, o contrato é esquisito. Eu achei tudo esquisito, tá ligado? Eu não curti nada, não curti a relação.
E assim, tem também a máxima que, pô, tu ganha o dinheiro que os outros perdem.
Isso para mim é Satanás na Terra, irmão.
Sim, eu não tô, eu duvidava disso, tô dizendo Ó, então deixa eu te falar a minha parte, que eu já tive algumas bets aqui, tá bom? Eu já saí de uma porque ela, eu tinha que falar que as pessoas ganham, e eu saí por causa disso. 2020, finalzinho de 2022, foi uma reunião de merda inclusive, é um puta problema. E a gente, a gente no meio de uma puta crise, não quero mais fazer essa porra porque eu não quero ficar falando para minha galera que se eles botar dinheiro aí vai ganhar.
Eu passei por isso, tá ligado?
Então aí, aí a gente começou a fazer acordos que previam que eu ia falar a verdade. Pode olhar, todas as vezes que eu ia falar de aposta esportiva, não é um jeito de ganhar dinheiro, você não vai ganhar.
Eu acho que isso é super importante, né? Isso é o mínimo, é o mínimo, esse é o mínimo do mínimo do mínimo do mínimo do mínimo do mínimo. Não existe, não existe doses seguras com essa substância. É isso aí.
Então, cara, eu posso te dizer que eu nunca vi, nunca ajudei a fechar um contrato que era pago com as perdas. Eu não, e eu também não estou dizendo que não existe.
Não, eu não é que eu tenho certeza, eu vi, eu conversei com pessoas, esse contrato foi provado porque existe uma CPI. Esse contrato sobre a perda existe. Eu achei que não existia, velho.
Isso é um, é isso daí, vai isso, esse tipo de contrato que vai fazer o cara falar a plataforma tá bugada, vai lá botar o dinheiro. Aí fodeu numa plataforma que muitas vezes nem é uma plataforma, ou não era, porque a gente tem algum, hoje a gente tem uma regulaçãozinha, mas antes era uma plataforma que era golpe. As pessoas, e tem gente se investigado por causa dessa porra.
Não, os cara não paga, a casa de aposta, o meu amigo falou, você só recebeu o seu dinheiro porque você é o Eles não iam te pagar, eles iam te dar mó caldo, velho, ia te pedir tudo. Calma, tem algumas casas, tem casas de apostas, tem casas de apostas que pagam, mas aí você entra numa lá, você não sabe se ela é legal, se ela não é. Ou seja, é uma merda, né? Você tem que confiar muito na casa de aposta.
No fim das contas, sim. No fim das contas, sim.
Mas eu tô dizendo isso, calma, não é porque não é uma questão, é uma questão assim, cara, vou te falar geral, tá? Como que uma pessoa, eu acho normal ver essa parada. Os influenciadores querem ser ricos para comprar um Porsche. É isso, cara. Eu fico constrangido. Então a gente vê hoje os grandes empresários brasileiros mostrando seus carros na garagem. É ridículo. Eu acho ridículo. Eu acho isso pobre, tá ligado? Porque que que o moleque da quebrada tá vendo hoje em dia, mano?
Quando a gente fazia o YouTube, era, cara, eu quero ter uma empresa, eu vou empreender. Não, eu quero ter 5 carros. Esse eu comprei, esse eu não sei. Não tem um projeto social, velho. Velho, não tem uma porra de um projeto. Por quê? Porque ninguém se preocupa. Porque o rico é um cafona, cara. Exatamente, é um puta de um cafona. E aí o cara, quando ele ganha dinheiro, ele quer mostrar para todo mundo que ele venceu na vida. Isso é um trauma meio besta.
Você vê que o rico lá, ele só quer mostrar isso. Aí tipo, ele não é verdade, ele não quer— não vou falar nomes, mas assim, você vê caras que saem da quebrada e não tem um projeto para quebrada, velho. O cara sai, o cara saiu, não tem um projeto, velho. Luciano Huck tem, lembra, muito foda aquele projeto dele, o Instituto Criar. Muita gente passou por lá. Eu fico pensando assim, cara, quanto custa botar a galera o dia inteiro na escola?
O cara sai da escola do governo. Isso é muito importante. Eu trabalhei em ONG assim, tá ligado, que você saía da esquerda. Igual de ONG, cara, eu gosto das que dão certo, sei lá. Não sei se eu sou de esquerda, acho que eu sou meio de centro, entendeu? Eu sou de esquerda caqui. Depois a gente conversa sobre isso. Eu sou maconheiro de direita, as pessoas não vão me entender. Mas assim, cara, eu vi o quanto era importante o moleque sair da escola numa caixinha sem querer. Não, não, a internet faz isso o dia inteiro.
É, mas eu não sou, não sou, não tenho internet. Eu sei, mas eu não quero ser esse cara.
Sim, mas eu trabalhei na ONG, vi quanto é importante o moleque sair da escola e ir para uma parada profissionalizante que cuide do moleque, porque a mãe dele é fodida, porque tem muito problema de droga, muita coisa, e ele vai ficar na rua. Então ele tem que ir para esse lugar. Quem tem muita grana Essa galera que ganhou grana rápido nunca viu, eu acho que isso tem. Eu brinco, cara, tem gente que nunca viu pobre, velho, tá ligado?
Esses caras que ficam mostrando carro nunca viu pobre. Porque se você vai numa comunidade, se você começa, como é que você faz? Como é que você dorme? Assim, não sei, velho. Eu tenho uma cabeça diferente, tá ligado? Eu fui criado assim, bem comunista. Por isso que eu dividi minha empresa, porra, tudo só me fodi. Porque eu tenho sensibilidade, tá ligado, cara? Uma mínima. Então eu lembro até hoje, cara, quando, puta, meu ex-sócio comprou um puta carro, velho, eu fiquei mal, velho.
Velho. Eu falei, irmão, agora como é que a gente vai falar para os funcionários que não dá para pagar o cara? Não, mas qual que é o problema? Qual que é o problema? Que, mano, todo mundo ganha 2, 3 conto, velho. E aí, tipo, não dá para botar todo mundo na mesma filosofia de vamos detonar, vamos destruir, se no final do ano é carro, é Disney, é não sei o que lá, e a galera pagando a conta. É lógico que não é capitalismo, é assim que funciona.
Mas, cara, a gente no dia a dia sabe como é que funciona a cabeça das pessoas e como é que é o dia a dia. Então O cara tá mostrando o carro dele. Então as pessoas hoje elas querem ser influenciadora para ter um carro na garagem, para mostrar que todo mundo, para que elas venceram na vida, virou, é isso, é uma competição bosta que ninguém liga mais. Se o cara tá fodido ou não, ninguém liga mais se a galera tá, se as pessoas estão saindo de uma, de uma realidade muito ruim e sem chance nenhuma de entrar na nossa realidade, tá ligado?
É só que assim, aí beleza, quando a gente vai mexer nessa parada aí, cara, a gente tem que, a bet afeta esses caras, é só porque é isso que é importante falar, a bet afeta pessoas vulneráveis, 90%.
Não é que a nossa Faria Lima está na bet, não. A Faria Lima, se a gente pegasse os caras de bet e ensinasse a investir, investir a criptomoeda, mercado de risco, bolsa, sei lá, 70% dos americanos investem na bolsa, no Brasil é 5%. Aí isso é jogo, é da hora. O cara gosta de jogo, então vai investir. E aí tem lá, por exemplo, você faz uma alavancagem, você faz uma coisa mais arriscada, dá o tesão do jogo Mas você consegue ganhar. Só que quem vai ensinar isso para as pessoas, velho?
Aí você tá dizendo justamente a solução que eu acredito para o problema das bets.
Não é levar para o mercado financeiro as pessoas, é educar as pessoas. Mas não dá para educar para o cara ganhar dinheiro com a bet. Se educar a pessoa, ele para de jogar. Mas exatamente por isso que não vão educar. Exatamente. Então para de roubar. Então a bet, ela veio aqui para defender a deseducação, porque quanto mais educação, mais gente vai jogar, e tá tudo certo. Na verdade, o Brasil, ele é um grande país para as bets porque a gente tem um povo que ainda não tem, que ainda tá muito fácil de cair nessas coisas.
Então é um lugar incrível para bet, é um lugar incrível para golpe, ele é um lugar incrível para ganhar lucros incríveis, para trazer produto merda. Pô, você pega às vezes a TV por assinatura, é a última tecnologia que saiu agora e manda para cá, porque a galera aqui tá ligada.
Justamente, como resolve esse problema? É proibindo a bet? Não, educando.
Exato. E dividindo a renda da melhor forma que der, que dá, tá ligado? Ver os nossos empresários fodões mostrando os carrões, e aí você vai fazer um coach para ter, mano, onde estão os caras, pessoas que são de verdade nessa parada, velho, tá ligado? O Ariel Favilli, ah, velho, mó vergonha, cara. Ah, não é mó vergonha? É mó vergonha. Se pelo menos alguém fosse para Saint-Tropez, se pelo menos alguém fosse curtir uma coisa, ah não, eu vou, não sei, é tudo muito É muito tosco, velho, tá ligado?
Eu não tô falando isso que eu também sou assim. Eu também vim de uma realidade que não era mó da hora. Hoje a minha realidade foi ajudar, inclusive depois que eu cresci, meus pais. Mas eu tenho vergonha na cara, velho. Ó, por que que um— porque eu comprei meu carro, eu nunca mostrei, Igor. Eu tenho vergonha.
Eu mostro porque no meu caso é com ganho. A galera do flow gosta de consumir.
Sabe o que falam do Vilela? Ah, o cara não faz isso aqui, mas tá comprando um carro. É isso que vão falar, tá ligado? Pô, mas tá tá, né? Que que o Monroi fala lá? Ah, tá comprando um carrão. Não serve para nada fazer isso, velho. É jogo velho esse, é jogo perdido, tá ligado?
Comprar isso, eu acho que as coisas elas são muito mais complexas que isso, tá? Também acho. Também para começar, por que que tu acha que um moleque aceita fazer um tigrinho para ir para internet para, porra, perseguir uma vida que no fim ele não quer? É só no fim, cara. Eu sei que é utópico, eu sei que isso daqui repetir a mesma coisa. Mas, cara, é verdade, no fim, no fundo, no fundo, no fundo mesmo, se as pessoas só fizessem melhores decisões, elas não— a gente não tinha um monte de problema que a gente tem agora.
Os países mais envolvidos, que são em geral sociedades mais antigas que a nossa, vamos lá, a gente for falar das sociedades europeias, sociedades que já estão aí há muito mais tempo, muita treta tiveram, né?
Passaram por muita coisa, eles se fuderam acima de tudo, Eles se fuderam muito.
Então, cara, o que que foi Revolução Industrial? Era criança trabalhando, era vagabundo se fodendo, se fodendo para aprender.
Península Ibérica, cara, eu fui no museu assim, nos últimos 300 anos aqueles caras não pararam de brigar, velho.
A gente não tem, a gente não tem o estofo cultural que esses cara tem, porque inclusive a gente não deixa a gente mesmo ter. A gente fica dizendo para nós mesmo que a gente não pode aprender a lidar com a realidade.
A gente é pré-adolescente como uma sociedade, e aí você vai dar uma bet para um pré-adolescente? Gente, para o adulto, entendeu? Na Noruega, no Canadá, a bet vai lá, tá na televisão, foda-se, o salário mínimo é R$6.000.
Mas como amadurece? Como é que amadurece? Educação. É só deixar o tempo passar que amadurece?
Não, não, você bota o cara na escola no segundo turno. Não tô zoando, tem que dar chance para galera, cara.
É uma, é uma situação, porque para resolver o problema da bet a gente proíbe a bet. Eu acho que hoje, hoje, factualmente hoje, hoje a gente tá falando de educação, a gente tá falando de resultado décadas. Aí você tá bom, mas hoje, hoje, meu irmão, hoje você pega e regula essa porra direito. Primeiro, não tem que— as empresas têm que— o dinheiro tem que ficar no Brasil com regras claras. Ó, parte do lucro aí, da taxa, o caralho que a gente vai cobrar, é para cuidar do cara que se fodeu, não sei o quê.
Isso é do caralho. Então assim, ó, é 30% de imposto, não 15 que sugeriu, 30. Por quê? 15% vai ser de imposto, 5% é para recuperação das pessoas e para criar centro de tratamento, que o negócio é pesado, tá? O cara se mata, velho, depois que ele perdeu tudo. Eu tenho um brother que tem um pano na agência, que atendia o cliente de bet comigo, e que tentou se matar e foi internado por causa de bet. Então tem que ter isso. Os outros 10% é pra projeto social, velho.
Aí a gente vai falar, legal, a bet é do caralho. Então o céu, sei lá, qualquer porra assim, mano, vai ser tudo por bet.
É bet, o cara tá defendendo bet agora, não tô te entendendo, cara.
Isso com 15% de 243 bilhões que ela fez. Mas assim, você vai pegar o dinheiro, né? A gente tá pegando dinheiro do cara que não tem grana. Pô, eu sei, cara, porque assim, ó, eu quando eu tô trabalhando com telecomunicação, com TV por assinatura, eu tô brigando pelos R$150 do cara para assinar a TV. Quando eu tô trabalhando com cinema, eu tô, mano, batalhando pelos R$60 do cara para assistir o filme, tá ligado? Tudo isso foi comido pela Bete.
Perfeito. O cinema tá com dificuldade, a loja tá com dificuldade. E por quê? Vou te falar um bagulho mais sinistro. É verdade. É verdade. Se a gente comparar com droga, o Reels é cocaína, o YouTube é a maconha. Porque o YouTube não vicia, você assiste, você vê com seus amigos, ele é de boa, ele ensina, ele pode até te curar.
Calma, olha só, não fumei maconha, gente, assistam YouTube.
Se você for usar maconha, no caso é numa questão médica, filosófica, não, não, médica, que é liberado no Brasil, é médico, é o óleo. E aí agora, se você falar, por exemplo, do Reels, o Reels é cocaína, que é uma parada que a pessoa fica, você põe pra mim, que a pessoa vai, pode deixar de comer, ela pode vender uma televisão em casa, ela vai mexer com o seu.
Mas eu não tô dizendo que ela, que não farma.
Não, não, calma, deixa eu te explicar.
É o vídeo curto que você tá propondo, um remédio que não funciona.
O vídeo curto mexe com a cabeça da galera, altera a química cerebral igual uma droga, é uma merda, né? Por quê? Porque ele te dá um prazer rápido Uma recompensa rápida, muito parecida com cassino, uma dopamina instantânea, mano. Adorável mundo novo. Quando o cara chega no limite aqui da dopamina e você sai da cocaína, você vai para o crack, que é o jogo, velho. Pensa nessa evolução, cara. É verdade, ó, ouve só, é verdade que acontece comigo.
Eu tô no Rio, eu tô— não é real, deixa eu te explicar. Eu tô no Rio lá sentindo um bagulho, fui de 6 horas no Rio, velho, eu não aguento mais ver a mesma coisa. Aí eu abro a porra do meu aplicativo de bet, aí, irmão, Aí eu tenho sensação gostosa na véia. Aí é craque, velho. Aí eu posso perder tudo. Aí é uma sensação já muito mais foda que o do real, tá ligado? E às vezes, quando você tá muito viciado nessa porra, todos os seus receptores de dopamina tão fodidos, que acontece isso com rede social, tudo, é o jogo que vai te satisfazer, cara.
Você para de sentir tesão com a porra toda, mas com o jogo você abre uma cervejinha e você joga, velho. E o bagulho é gostoso, tá ligado? É gostoso, velho. Você tá botando sua vida em risco ali, é gostoso, velho.
Eu entendo. Se as pessoas conseguissem fazer isso com educação, a gente não teria tantos problemas assim. Tipo, continuaria tendo, porque sempre tem pessoas que são doentes. Se elas não fossem viciadas em jogo, elas seriam viciadas em outras coisas.
Las Vegas só tem, só tem velho nos cassinos. Se você pegar um lugar, põe nos Estados Unidos, que juntou mais os cassinos num lugar, e você vê quem é o público que fica nos cassinos, é um monte de velhinha.
Não é jovens engajados, tipo assim, puta, são pessoas mais educadas.
Não, são pessoas que não tem nada para fazer, a velhinha.
Mas ela também, ela perde no cassino.
Não, perde no cassino? Lá dá para perder, pode perder até no bingo.
Mas pessoas vulneráveis, claro que dá para perder. Mas assim, você acha que a maioria da população perde a casa lá em Las Vegas?
Não, porque existe várias regras. Ou seja, você não perde a casa assim, você não perde a casa no primeiro, no slot, tá ligado? Existem várias questões. Você não vai, você só vai para uma mesa maior quando você tá numa mesa menor. E nos Estados Unidos, a gente tá falando de um lugar muito mais próspero, salário mínimo é muito maior. Se você perder sua casa, você compra outra, cortando grama, mas não necessariamente. Mas é muito diferente.
Vamos falar assim, porra, eu tenho uma ideia: vamos levar a Bet para África. O que que você acha? Não é do caralho pegar umas comunidades lá bem pequenas que tem celular e a gente, mano, fazer os cara, o pessoal apostar? Eu acho que ia vingar. Não, talvez vingasse, porque vicia. Mas se vingasse, o que que você acha?
Sim, somos super poderosos, tá ligado? Melhor a realidade de quem a gente tá falando, porque inclusive o meu ponto de vista é totalmente inviabilizado porque eu não conheço.
Não, não, gente fodida e vulnerável.
Quando tu fala nisso, assim, a primeira coisa que eu penso é uma porra de uma savana.
Então vamos levar para um país fodido e vulnerável, Bet. É isso que pensam do Brasil, cara. É isso que estão pensando da gente. Vamos levar para aquele país fodido e vulnerável que, mano, tem muita gente lá, velho, que vai entrar essa porra também.
Como é que é a situação das bets no Haiti? Também não sei, eu acho improvável que não tenha.
Eu acho que elas estão em todo lugar, né? Mas aí você fala de uma população também que tem menos acesso a celular, menos acesso à internet. Agora acho que tá todo mundo com mais acesso, mas o Brasil é a isca perfeita, né?
Temos níveis de fodidos, cara, tão bem mais fodido.
Tem uns que ainda bet não dá para chegar porque o cara não tá conseguindo ter acesso ao app, vai, tudo bem. Mas aí, cara, vai muito mais profundo. Eu quando fui numa comunidade de coreanos Tá ligado, que era um lugar que eles estavam trabalhando e eu dormi lá um dia. À noite eles faziam uma roleta com vários maços de cigarro e todos os coreanos ficaram jogando uma roleta improvisada que eles inventavam com dinheiro. Tipo, o jogo faz muito parte da cultura dos caras, no nível que assim, se juntar nós três aqui, a gente vai jogar, tá ligado? Tipo, vai apostar, entendeu?
Uma porrinhazinha, porra. Tu nunca apostou porra nenhuma com ninguém jogando? Tu nunca apostou quem perder paga no fliperama? De aposta desde sempre, pô. É que assim, eu concordo contigo, tem jogos em jogos, mas eu não acho que a solução no fim das contas seja proibir. Eu acho que tem várias outras maneiras. É que no Brasil inclusive a gente tá acostumado a colocar band-aid nas coisas. Então a gente sabe que para resolver o problema, a solução é A e ela dói.
Então a gente precisa, por exemplo, de uma reforma tributária séria, a gente precisa de uma reforma da Previdência séria, a gente precisa precisa de uma reforma política séria, a gente precisa de uma porrada de coisas, uma reforma judiciária séria de como a gente escolhe a maneira como entra o ministro de lá, porque o jeito de hoje tá falido, né? A gente não escolhe, por exemplo, o Messias foi recusado por questões políticas e os outros são aceitos por questões políticas. Essas sabatinas não são sérias.
Imagina os lobbies que não acontece. Exatamente.
Então aí, como é que a gente pensa em resolver esse problema? A gente não pensa em na raiz. A gente acolhe um band-aid. Agora, sei lá, por exemplo, um exemplo só: agora não pode mais ficar mais de quem entrar gente com menos de 40 anos, por exemplo, seria. Isso não resolve o problema, né? No caso das bets, é proibir as bets.
Isso proibir gente menor de 18 já é, né? Ou não?
Então, mas pelo amor de Deus, né? Como é que um cara com menor de 18 ele tem o notório saber Tá ligado?
Óbvio, mas é que essas pessoas estão jogando, todo mundo tem celular, cara, é uma loucura, né? Isso, isso, assim, tô falando do acesso de tipo, puta, como regulamentar o jogo num país fodido que o cara tá gastando Bolsa Família para jogar? O cara tá gastando Bolsa Família para jogar, velho. Tipo assim, a gente pega e a gente dá um auxílio social que tem um custo, caralho, e depois a gente libera a bet para o cara gastar. Tipo, a gente tinha feito uma coisa que você não pode gastar o Bolsa Família na bet, né?
A gente meio que fez isso, fez isso, né?
Ó, que bom. É, mas não adianta nada, porque não adianta nada, porque você faz um esquema.
Mas esse é o meu ponto, não adianta nada porque os cara vão fazer. Não, mas adianta, adianta, adianta.
A gente não pode desacreditar, por exemplo, no poder da publicidade, da comunicação, da nossa influência, que não é proibir a parada. Eu fico constrangido de fazer porque eu acredito no poder da nossa influência.
E usando o poder, tipo, eu acho que o Luciano Huck fazendo, fazendo, eu falo, você não vai ganhar dinheiro se você tá ouvindo a minha boca Você vai se divertir. É que nem a véia no cassino em Las Vegas, ela não tinha nada para ela fazer em casa, ela foi ali, pô, gastar $5, e ela pretende ficar ali a tarde inteira. Ela não pretende sair dali com $1.000, ela pretende sair com zero. E é assim que tu tem que ver a parada.
Então quando ouvir da minha boca vai ser assim, jogo e mídia é um puta negócio, e isso é antigo. Então Sílvio Santos com Telecena É verdade, cara, perfeito, tá ligado? Você tem um sorteio, todo mundo sonha para isso, compra um negócio, é um banco ali, né? Um puta esquema legal. Não tô dizendo que não é legal, não, é o jogo com a televisão. E isso vai evoluindo a ponto de você ter o Fantasia, a ponto de você ter o Liga e Liga Aqui Ninguém Liga, qual que é o número que não— ou seja, um monte de mini golpes ligados com o jogo, tá ligado?
Tipo aquele de tu ligar para televisão Ah, isso aí já também não pega só pobre, claro, só pessoa muito carente. Isso que é triste, tá ligado? Tipo, por que que pega os pobres? Porque o carente não sonha facinho de ganhar dinheiro. Ninguém educou o cara, ele não teve nem tempo de pensar que ele vai ficar rico jogando. Ele já é rico. Só pega pobre porque quem é rico não precisa ficar mais rico, não vai ser seduzido por um dinheiro fácil.
Senão tava todos ricos, tava em Las Vegas jogando. Se o jogo fosse super legal, tava todo mundo com uma casa em Las Vegas. E não em Orlando. A Disney é muito mais legal.
Ninguém precisou me falar que dá merda tu jogar no cassino, porque quando eu era moleque eu ia botar dinheiro na roleta nas festas juninas, que era R$2, botava R$2, era, sei lá, era uma roletona. O cara, lembra que tinha lá o Magnate? Só perdia. Então eu, pô, caralho, isso aqui é quando tiver sobrando uma merreca, vamos ver se eu ganho um dinheiro para eu jogar outra ficha no flip.
Então eu não tenho, não tem a menor possibilidade Cara, eu presenciei de eu estar no cassino jogando, tá ligado, na roleta, e ver gente tipo no nível craqueiro. Então, por exemplo, o cara tava lá jogando, tentando ganhar, cara boa assim jogando. Aí vinha a mulher dele com os filhos: meu amor, vamos, sai! Não, não sai, não sai. Aí a mulher uma hora conseguiu arrancar o cara, eles sentaram para comer. Enquanto eles pediam a comida, o cara vinha correndo, fazia o jogo, volta, mano.
E assim, ó, a parada mexe que nesse dia do PlayStation que eu te falei, do cassino, a gente perdeu tudo, né? Aí eu e minha mulher ficamos tristes, pegamos elevador em silêncio, subimos elevador para o quarto. Chegamos no quarto, eu virei para ela, eu falei: você tá pensando a mesma coisa que eu? Ela falou: o quê? Eu falei: cara, eu tô pensando que quando você for dormir eu vou descer para jogar. Ela falou: eu também. Eu falei: olha como essa porra mexe com a gente.
Você também? Eu falei: também. Eu falei: eu tô quieto no elevador pensando assim, mano, eu vou deixar ela dormir, vou lá recuperar essa grana. Ela falou: tô com isso na cabeça. Falei: essa merda é o diabo, cara. Você fica, não é melhor tu ir se tratar do que falar para baixo? Não sou eu, não sou eu, cara, é você também. O poder da vez, a gente for junto e você ganhar duas vezes, você fica maluco. Então você é imune? Não, nem maluco, cara. Esse papo é doido. Você acha que adulto não se fode em cassino? Quem ganhou?
Quem que você conhece que ganhou? Mas ninguém.
Ah, então zero pessoas. As crianças jogam, então é só adulto que se fode.
O público, mas ó, esse eu tenho, eu tenho a capacidade cognitiva de olhar para essa porra e falar: eu não vou ganhar, pô.
Você já é rico.
Calma aí, cara.
Vamos dizer que o cassino— não, não é. Aí tá bom, você tem a— o que que você falou? Você tem a crença que você não vai ganhar, mas é que normalmente no começo você é premiado. Então você vai ter que jogar e ser premiado, né? Então é isso que eu tô dizendo, você no começo é premiado, você vai mudar de ideia quando você ganhar. Se até agora você só teve a experiência de perder, tá certo.
Já tive experiência de ganhar também, mas é que eu não vou É, o erro tá na intenção, tá ligado? Se tu chega na intenção, eu vou só me divertir, ganhar ou perder foda-se, porque você tá só se divertindo. É diferente de jogar uma ranked no Dota. Eu também acho, quando tu vai jogar uma ranked no Dota que tu quer, tu tem que ganhar, ali é foda, ali é craque. Que eu imagino, não tô fazendo a comparação aqui porque eu não tenho tempo, dinheiro, destrói a vida do cara.
Mas aqui, quando eu vou com a intenção de ganhar, se eu não ganhar, fodeu, porque eu, porque, ó, não, quando eu vou com a intenção de ganhar, se eu ganhar eu quero ganhar de novo, e se eu perder eu quero ganhar. Então a intenção fode. Agora, quando, como é que eu jogo Dota hoje em dia? Eu vou para, eu jogo turbo. Se ganhar, foda-se. Perder, foda-se.
Eu acho que esse é o jeito certo. Toda vez que eu ia jogar pôquer, alguma coisa assim, eu pegava lá R$100 para perder e foda-se. Isso, como se eu ia gastar, eu ia gastar, eu ia gastar um tempo, eu tô comprando diversão, isso, eu ia gastar no rolê. Eu ia gastar no rolê. Mas aí, quando aí você bota R$100 e aí você ganhou 3 pau, aí você começa a fazer conta, aí você já chama sua mulher: mulher, amor, a gente vai para Porto Seguro, compra aí não sei o quê.
Eu não, velho, o dinheiro não, o dinheiro fode a cabeça das pessoas. Não seja inocente, cara.
Existe um ditado velho para caralho: o que vem fácil, isso que acontece com o que vem fácil, putz, constrói patrimônio.
Não, que vem fácil vai fácil.
Então Tu ganhou, tu botou 800 conto, ganhou 3 conto, gasta em puta, sei lá, meu irmão, rasga essa porra.
Não dá, porque o cassino vai te arrancar, o cassino vai te arrancar.
Dá para tia lá da porra do que trabalha lá na tua casa.
Quantas pessoas você conhece que fez isso? Só eu tô te contando essa experiência, mas eu tô dizendo que ninguém ganha.
Então o ponto é justamente esse, o ponto é não é proibindo, é dizendo para as pessoas o mundo real, descrevendo para as pessoas o mundo real com educação, com, sei lá, com ação do governo dizendo Ó, o que acontece quando você joga achando que você vai ganhar.
É, é, mas a gente tem tanta coisa para se preocupar.
Perfeito, tem muita coisa para se preocupar.
A gente tem que se preocupar com a bet, que é um bagulho de, com certeza, de milhões.
É que é uma pena que não adianta proibir.
Esse é meu ponto. Eu acho uma pena que isso não tenha um jeito.
A pena mesmo é que é mó tempão.
Não, não, mas tudo bem. Odeio, cara. O mais importante, porque eu tive, pô, minha família, meu tio perdeu tudo, fodeu com bet, cara. É assim, todo mundo, muita gente, essas digitais modernas, não, de bingo, de aposta, de de cassino clandestino, ele fugia para ir. E cara, e assim, familiares de bisavô que o cara meio perdeu o terreno, o cara foi se tratar. Não, porque é muito difícil o tratamento, mas o tratamento para aposta é super difícil. Você ouviu falar de casa?
É igual o tratamento de crack, é muito difícil.
Ninguém nem fala sobre isso. Talvez se a gente começar a falar sobre isso, começar, as pessoas vão se abrir para tratamento. Eu tenho um brother que tentou se matar. Por quê? Porque a esposa não sabia que ele tava devendo uma puta grana, ninguém sabia. O cara entra numa dívida, uma vergonha do caralho.
Entendo, entendo, mano, é pesado.
Mas eu tô dizendo Isso porque, cara, tem tanta coisa para a gente cuidar aqui. A mesma coisa que a gente tá falando das armas, lembra que eu falei, cara, mais uma coisa para ter que se preocupar? E quando o Bolsonaro começou a liberar as armas, eu inclusive, vários amigos começamos a ir em clube de tiro. Eu comecei, eu adoro, né, cara? Eu sempre joguei Counter-Strike. Quando eu fui dar um tiro de verdade, parecia um airsoft com fogos de artifício.
Eu amei aquela porra. Every day has side quests: taxes, laundry, birthdays. And just when you're leveling up, you have to book a doctor. The insurance portal crashes. They put you on hold. Your doctor doesn't take your plan. Game over. We see you. So we made booking a doctor easy. Download Zocdoc. Search by specialty, insurance, and availability. Book instantly. No cheat codes required. Find a doctor you love with Zocdoc. Porra, tá ligado? Eu amei, velho.
Eu fui o melhor atirador combatente no meu ano. Eu tenho um diplominha até hoje no quartel.
Então a gente A gente foi, puta exemplo, você foi treinado, educado, sei lá como os cara falam, desde moleque adestrado, adestrado que arma é legal, velho. A criança pega, na nossa época eu tinha 11 anos de idade e eu tinha uma arma de bolinha que era uma Beretta ultra realista que eu andava, tipo um simulacro, era, todo mundo trazia do Paraguai, você lembra? Então assim, eu nasci com arma, todo jogo é arma. Aí quando você fica mais velho você quer arma.
Aí você imagina a geração mais nova, cresce com joguinho, cresce, mano, é os moleque pira nisso, mas tudo bem. Depois eu fiquei mais velho. E aí um dia eu tava, fui consertar meu carro. Você vê como influencia essas leis, essas coisas, cara. Totalmente contra arma, nunca dei um tiro, pacifista. Botei para consertar meu carro. Quanto tempo demora? 4 horas. O que eu vou fazer? Saí, olhei para um lado, clube de tiro. Deixa eu dar uma olhada.
Então entrei, eu saí sócio, já comprei uma arma com 5 fuzis, amigo dos caras, porque aquilo lá era muito legal, muito divertido. Fiz curso, fiz vários cursos. Eu nunca faria isso se não tivesse os clubes, se não fosse incentivado. Vários amigos compraram também arma, galera entrou nessa puta nóia, tá ligado?
Tu já matou alguém?
Então imagina. Não, não, você tem uma ideia, eu não tenho nem munição, que eu não tenho coragem. E eu vou contar uma história, só ridículo, né? Era na pandemia, eu peguei minha arma, fui lá no clube de tiro. Bom, vou comprar uma arma assim, era tão assim, ó, promoção, entra no clube de tiro, 10 aulas e ganha uma arma. Eu quero uma arma! Arma. Que que tem de arma? Tem arma colorida. Eu quero arma colorida. Deixa eu ver as armas coloridas.
É rosa, é pink, é a Taurus Color, mano. Eu quero uma, eu quero uma roxa dessa igual de anime, tá ligado? Não, beleza. Passou um ano para chegar a arma. Nossa, ansiedade, velho, tá ligado, mano? Já saía na padaria assim, tá, vou sair com essa porra, mano, louco, pirando. Beleza, quando eu chego a minha arma, eu sou daltônico, tá? Eu abro o pacote Gente, não percebi nada. Achei arma estranha, tô no estande de tiro atirando, os cara policial do meu lado.
Aí, Boc, por que que você catou arma rosa, velho? Os cara me mandaram arma rosa sem querer, tá ligado? E aí eu não consegui perceber. E aí já tinha usado? Já tinha usado, não tava para trocar. Uma arma assim, mano, rosa, tipo da Barbie, velho. Aí tá eu lá em casa sem nada para fazer, falando, mano, eu nunca nunca vou atirar com essa porra, sou um cara super pacífico. Eu vou pintar essa arma para parecer um prop, tá ligado? Eu vou usar nos meus vídeos.
Aí eu desmontei ela, peguei uma tinta, comecei a pintar. Eu acabei com a minha arma, tá ligado? Tipo, e aí eu fui no clube de tiro depois com ela saindo tinta. O cara, maluco, você pintou sua arma, velho? Falei, mano, arma é da minha mulher, velho, tá ligado? Se eu tinha uma arma rosa dessa, tu meteu essa, eu tomo um tiro. O cara, é, mano, é isso mesmo, velho. Eu não posso arriscar aí onde eu moro, tá ligado? Se eu aponto magma rosa, eu morro na hora.
Que que eu vou explicar que eu pintei magma de rosa? Acabou, meu sonho de— Açaí de que cor agora? Prateada com amarela. Eu fiz um negócio ninja muito louco ali.
Feio pra caralho. Mas ela atira legal?
Ela mata, né, cara? É feito pra isso.
Mas assim, não quis dizer, a tinta mudou alguma coisa?
Não, não mudou, né, cara? Mas eu estraguei a arma Cara, quem compra tem um puta preço, mas vou te falar, eu vou devolver, vou dar, não tenho, não tenho apreço. Foi uma piração do momento onde tava todo assim, puta, abriu um kart, todo mundo falando de kart, todo mundo falando de patins, agora todo mundo falando de bet, cara. Isso mexe com todo mundo, tá ligado? Todo mundo tá na mesma experiência, ainda mais com internet. Então é isso, eu acho que vai ter bet em cada esquina.
Vamos abrir uns cassinos, cara, eu também vou abrir uns cassinos. Aí você tá lá de bobeira, você entra num cassino.
Ó, vou te falar, A maioria das pessoas hoje em dia, ela, sobre esse lance das bets, você pode ver. Quando foi a última vez que você, não bet, mas que você apontou um QR code para uma live, de fato se inscreveu no bagulho? Faz tempo, né? Ou faz tempo ou nunca fez, né? Aquelas paradas que estão ali, aqueles anúncios ali, eles são em geral da casa de bet, mas para tu lembrar quando tu for apostar. Isso, isso, isso, né? Então é até interessante que tem 3, 4, né, no mesmo lugar. Que louco, né, mano?
Eu acho interessante, eu acho interessante também, né? Para não ser loucura, né?
Isso eu tô dizendo isso para te dizer que já tá tão na cultura que o cara é só agora uma questão de escolher onde é. O cara vai onde ele tem uma percepção de maior vantagem.
Tá ligado onde ele confia mais, né? Tem essa história de onde confiar, passar seu dinheiro lá.
Tem 6 propagandas de 6 das principais do Brasil, tem um que tem mais de, deve ter por aí. Você vai escolher a que tá te dando maior ou alguma vantagem. Aí quais são as partes horríveis? Você tem razão, eu também acho que é bem provável que a pausa para hidratação tem alguma coisa a ver. Não é provável? É bem assim, é coisa americanos pensariam nisso, porque quem pensaria na hidratação dos jogadores? Não tô dizendo que lá não tá um Miami, não faz um calor do caralho, mas nunca teve, nunca teve, tirando aqui no Brasil quando é o jogo é meio-dia, né?
Mas ó, exato, mas se fosse, mas se fosse antes das bets, eu ia falar, puta, é alguém que pagou, né? Parece Red Bull que vai, esse momento poderia ser um momento que A marca tinha essa pressão, né, nas últimas Copas, muito grande. Esse agora, agora tá mudando, né, cara, tá mudando o jeito que as pessoas olham o jogo, o jeito que as pessoas apostam. É assim, quem sou eu também, né, galera, tá, para falar aqui? Eu só tô dando minha opinião, cada um tem sua opinião, cada um que jogue.
Eu tô falando isso por preocupação com a comunidade, com geral, galera. É o que você falou, eu não sou idiota, não vou perder todo meu dinheiro numa bet, mas, cara, eu acho uma parada questionável.
E os ET não vieram buscar o Vini Júnior e o Neymar, né, cara?
Porra, por causa da bet, cara. Não, eu acho que apostaram mais que ele não viria. Não, mas que ódio é essa, né, cara? Quanto tava para o ET aparecer? Isso não é interessante?
Uma pessoa que fala que vai vir um ET, vai vir, vai vir um, vai ter abdução na Copa do Mundo, né, numa das principais seleções da Copa do Mundo, é É, vamos lá, um cara que fala, eu posso virar para você e falar assim, ô, Bock, a Inglaterra vai ser a campeã dessa Copa do Mundo. Existe uma chance? Existe uma chance, existe, porque a Inglaterra está disputando a Copa do Mundo, então pode acontecer um monte de coisa e a Inglaterra ser campeã do mundo.
Legal, legal. Então eu falar isso não é tão absurdo, porque existe uma chance grande. Eu posso até ficar de o visionário, ou então o povo que escolhe, que prevê qual que é a seleção que vai ganhar. Agora, é completamente diferente eu meter para tu, meu irmão, vai vir um alien e vai abduzir o Vini Júnior, Neymar, na qual, no jogo do Brasil. Qual é a odd?
Então você vê como as pessoas não sabem jogar, tá ligado? Como é que ela apostou nisso? Porra, mano, ela apostou a credibilidade dela, a carreira dela, numa odd que tava muito alta. Por isso que eu fui na voadora no Mike Leão. Velho, porque qual que era a chance de ser? Fala para mim, eu que pesquiso 80 anos de ufologia e é bem na hora do Mike Leon que o bagulho vai ser real. Eu falei, mas não, relaxa, galera, relaxa, nenhuma chance. Qual que é a odd dessa porra? Não tem como, cara, tá ligado? Não tem.
E aí, nessa ideia, cara, vamos lá, é comum essas pessoas que fazem algumas revelações assim absurdas como essa terem uma boa desculpa, tipo tipo, não, eles mandaram uma mensagem aqui, ó, não tiveram que adiar, ou qualquer coisa assim, né?
Bom, mas eu acho que existe gente que vai no Twitter um tempo antes, planta um tweet de tipo assim, por exemplo, ela poderia ter falado, isso já aconteceu, é feito vários vídeos de resultados, e aí quando sai o que sai ela apaga os outros, tá ligado? E aí dá para fazer uma coisa assim, mas é que hoje a internet tá muito ligeira, é muito difícil enganar a galera nesse nível. Mas essa história de que os ETs vão aparecer, isso já rolou muitas vezes, já juntou muita gente, é uma puta comoção.
A galera ficou preocupada mesmo que os ETs iam descer. Sério? Não, do mundo da ufologia, a galera é louca, né? Mas uma coisa para mim é muito óbvia: quando alguém bota uma data, não vai acontecer porra nenhuma. Não tem data. Alguém botou uma data, vai dar merda, tá ligado?
Então, por que alguém revelaria uma data que, cara, De novo, de novo, olha o absurdo. São ETs abduzindo o Neymar e o Vini Júnior.
E o Vini Júnior faria mais sentido a Virgínia. Não, por uma questão de DNA, eu acho às vezes que eles querem pegar para fazer uma raça humana nova, porque eles querem aprimorar o DNA, porque ele é feio. Eu acho ele feio, Neymar e o Vini. A Virgínia é mais bonita, é uma questão de gosto.
Porra, eu levo aí, se for por isso, eu levaria os três.
Luciano Zafira, aquele da Xuxa, que é bonitão. Pô, a gente vai repovoar a humanidade. Qual que é o estilo que eu vou pegar? Uns cara bonito? Ah não, tem que ter diversidade. Verdade. Não, mas é só um casal. Não, mas eles vão levar os dois. Você acha que eles vão levar para ele jogar futebol no outro planeta? Eu acho que eles vão repovoar um planeta. Eles vão fazer—
não vai que tá precisando da raça lá, gostou do futebol, viu a FIFA, viu a Copa do Mundo, falou: caralho, porra, a gente tem que ter essa porra, meu irmão, nosso planeta. Aí vem aqui, leva o Vini Júnior, Neymar, e tira deles ali o que faz deles fora.
Fazer isso de Acre, essa é uma puta história maravilhosa. Leva eles, isso é Arthur C. Clarke, leva para outro planeta.
Eu levaria muito Neymar e o Vini Jr.
para não só ensinar futebol, mas para eles repovoarem esse novo planeta. Seria uma história legal, tô falando de ficção científica.
Mas aí você curte ficção científica? Tem que levar pelo menos duas fêmeas, né? Por isso que eu tava falando de levar umas meninas.
Mas não, mas aí depende também da como vai funcionar essa hibridização, né?
Porque existe— ah, tu tava pensando em usar as fêmeas dos ET?
Não, eles vão levar lá para fazer uma— que normalmente a história dos ETs tá ligada com hibridização, as histórias das abduções, tudo. Então tô brincando, né?
Eu gosto muito mais daquela, daquele papo que tu falou, que são os caras que vêm do futuro, que é o que tá rolando.
Você viu, muita gente respondeu isso e falou sobre isso, né? De que os ETs são a gente do futuro que voltam em algum momento para consertar os timelines deles, né? Porque foi aquilo que eu falei, que eu acho que é o mais louco. Quando você pensa, os ETs estão abduzindo as pessoas para fazer experiência? Não, eles estão cagando para gente. Eles estão abduzindo as pessoas para salvar a humanidade deles, a humanidade, para salvar a realidade deles de um possível colapso com as bets.
E com, levam as vacas de vez em quando, né? Tá faltando comida lá, os cara quer comer picanha, porra, cara.
O que não, que eu acho Existe uma teoria de que esses seres, por exemplo os Greys, eles têm uma boca muito pequena. Você pode ver, né, eles não se alimentam de comida, eles se alimentam de fluido, que é o que as pessoas falam. E quando você pega esses casos de chupa-cabra dos animais, é muito louco, porque o animal ele aparece totalmente sem sangue, muitas vezes com corte preciso, limpo, como se fosse feito com alguma marca, e como se alguém tivesse tirado com um canudinho o fluido dos animais. Então talvez seja, eles estão comendo mesmo.
E outra, quando você pega, fazer o quê com a picanha?
Eles podiam preparar, né, um churrasco, né?
Porra, meu irmão, tu vai levar uma vaca inteira para tu chupar o sangue?
Ah não, esse é no futuro, gente.
No futuro não vai ter picanha. Mas os Greys não somos nós, somos os Greys, não são, não são tipo uns robôs, uns drones.
Tem dois tipos de Greys, tem os Greys altos. Vocês querem ir para viagem? Claro, vamos para viagem!
Vamos lá, Tinker Rebel, como diria Daniel Lopes.
Vai, tem os Greys altos e os Greys baixos. São 43 raças de extraterrestres, de seres que interagem com a humanidade. Inclusive descobriram agora seres plasmáticos, luzes, plasma. Descobriram?
Calma aí, Boa, quem descobriram? Descobriram meus amigos, tá?
Sei lá, cara, eu te mando os arquivos. Mas assim, existem 43 raças. Eu não tô pegando no teu pé não, eu sei, eu sei, é possível, é É importante você me trocar, senão parece que eu tô inventando.
É, não, e você não tá inventando. Não, não, eu sei que tu leu em algum lugar.
Não, por exemplo, o Paul Reailler, o primeiro-ministro canadense, todos esses caras vieram à tona e falaram de 43 raças. Isso não foi agora, faz alguns anos que estariam interagindo com a humanidade. Então, por exemplo, os Greys, os Greys altos, eles são os seres extraterrestres que somos nós em uma timeline do futuro. Eles mandam para fazer experimentos os Greys pequenos, que são como robôs biológicos. Ah, tá, biológicos, sem vontade.
Não, não é drone, é uma inteligência artificial muito avançada. Imagina, pô, uma inteligência artificial muito avançada, Star Wars, o robozinho, e ele é um exploratório, ele conversa, ele tem que se alimentar, ele é um robô biológico. A gente é teoricamente robô biológico, eles conseguiram fazer um robô biológico. Existe também a teoria de que esse robô biológico ele é guiado à distância, estilo Avatar. O próprio Gray também existe essa teoria que ele pode ser comandado à distância.
Mas se você pensar que a gente no futuro entrou para dentro do planeta em uma em um certo timeline, que é muito mais seguro viver dentro do planeta, não em terra oca, mas em cavidades. A gente não tem mais sol, então nossa pele foi mudando, ficando cinza, os olhos foi ficando maiores e com uma capacidade de enxergar no escuro. A gente parou de se reproduzir, o ser humano não se reproduz mais, então tem a tecnologia de reprodução, mas não sapeca ninguém.
Por isso que eles estão vindo aqui. Não, você falou tudo, os cara não come carne, os cara não sapeca, os cara não tem sentimento. Eles perderam a capacidade de sentir de tantas— dizem que também o corpo, né, dessa civilização foi indo para o caralho através de muitas guerras, de problemas atômicos. É o que dizem, né? Então a gente foi fodendo o corpo, isso em milhões de anos. É muito louco isso a gente pensar, não é rápido. Putz, é uma civilização de todos os timelines possíveis, porque essas são as teorias mais possíveis de que hoje existe os multiversos, né?
Então, de todos os timelines de futuro e de possibilidades do nosso futuro, teve uma que a gente se enfiou embaixo dos planetas. Outras, outras várias acabou. E nessa, numa dessa, eles sobreviveram. O corpo humano se mutou e eles voltam no tempo então para pegar o nosso DNA, para misturar com deles e para tentar então ter corpos mais desenvolvidos e menos, como é que eu posso dizer?
Então faz favor para mim, descobre para mim aí quanto tempo, em quanto tempo o Sol vai exterminar a humanidade.
Ah, bilhão de anos.
Acho que é bilhão, né? Bilhão, é bilhão, é bilhão. E aí, então, esses cara, vamos lá, ó, se você consegue voltar no tempo, a gente sabe que voltando 5 bilhões de anos para a humanidade, não, né?
Quem tiver aí, bilhões, meu irmão.
A gente tem o quê? A gente tem quanto tempo de história? Esses cara que estão nesse futurão aí descobriram como voltar no tempo. A gente já teve essa discussão, mas isso, voltar no tempo deve ser uma das tecnologias mais insanas que tu consegue. Para, deve precisar de energia para caralho, deve precisar de uma porrada de coisa que nos indicaria, caso seja assim, que caso sejam esses os ETs, nós do futuro, que os cara tem uma puta tecnologia foda. Possivelmente já nem estão mais só na Terra.
Exatamente. E assim, é muito louco porque quando você fala que eles são ultraterrestres, eles na verdade vivem em uma outra realidade realidade, uma outra dimensão que é paralela, intercruzada com a nossa. Mas acontece no futuro? Acontece no futuro. Então assim, teoricamente, futuro, presente, passado acontece ao mesmo tempo, né? E essa, e essas realidades interagem. Toda vez você faz uma escolha, você pula para uma realidade que é dessa escolha que você fez, sabe?
Então assim, se você volta no tempo, você abre outra possibilidade. A questão é muito louca porque ele volta no tempo. O Einstein não precisa estar errado para isso daí ser Eu acho que, eu acho que não precisa estar errado, mas é, precisa existir uma outra teoria, né, que seja talvez que debata a questão de que se você viajar na velocidade da luz ou viajar acima da velocidade da luz não é possível, né. Então assim, alguma partícula, não, não é possível, não é possível.
Mas assim, cara, realmente a gente discutir sobre uma tecnologia, chegar na velocidade da luz se você for uma partícula, mas a gente discutir uma tecnologia de milhares de anos é um negócio que Tipo, é muito complexo, né?
Uma regra do universo, né?
A menos, não, uma regra da física, né? Da física, da física clássica, falando assim, quebrar as regras da física clássica.
Bom, sim, isso a gente supõe com tudo que a gente aprendeu até agora, que não existe nada que viaja mais rápido que a luz, né? A gente descobriu até agora que viajar próximo da velocidade da luz tem efeito conceitos que tem a ver com o observador, com a passagem do tempo, né? Então, se você— o tempo, ele é medido pelo movimento, né? Tudo isso a gente sabe que uma partícula, para viajar, uma partícula não viaja na velocidade da luz.
Ela pode viajar, ela tem um limite, né, do quão próximo da velocidade da luz ela pode. Isso, essas são regras duras, como a gravidade, que são regras duras. Elas não, elas pelo menos a princípio, tudo que a gente observou, mas a gente não pode, elas são constantes.
Não, então, mas a gente não pode tentar ser humilde no sentido de falar não dá para compreender, como se você, como se você tirar um peixe da água e mostrar farinha-lima, não vai, entendeu? Não tem chance de compreender nada, nada. Porque eu acho que tem a ver com isso, né, com essa questão. E é muito louco, depois tenta achar.
É porque assim, ó, rapidinho, ó, Einstein disse que o espaço e o tempo estão juntos, é espaço-tempo. Se o espaço e tempo tão juntos, voltar no tempo é voltar no espaço, tá ligado? Então Einstein precisa estar errado para os ETs serem ultraterrestres e viverem numa dimensão que acontece isso ao mesmo tempo.
A gente precisa descobrir ainda como que eles fariam isso. Existe teorias de como a propulsão deles é antigravitacional, ou seja, existe— eu posso estar falando uma puta merda, eu também não, mas eu acho que você tá falando um negócio totalmente realista. Tipo, é como a gente fala de energia, que energia que existe a mais do que as energias que já existem? A energia atômica forte, a fraca, a elétrica. Será que quando você vai colocar tudo isso, não existe isso, uma outra energia espiritual saía em todas as contas, ou seria outra física?
Então sim, eu acho que a gente vai esbarrar nisso. Mas quando a gente fala de uma tecnologia de milhares de anos, a gente também tem que pensar com essa cabeça de, tá, como que isso pode ser feito, né? Porque assim, é muito louco quando você— existe uma gravação de rádio de 1990, 80, Depois procura rádio gravação ultraterrestres. É um cara que liga para o programa Coast to Coast de rádio americano. Ele tá chorando na gravação.
Essa gravação é clássica da ufologia. E ele fala assim: olha, cara, eu vou ser triangulado e vão descobrir onde eu tô. Ele tremendo de medo, chorando, fala: mas eu preciso falar para vocês, os ETs não são o que vocês pensam que são. Eles são ultraterrestres, eles não são extraterrestres. Eles estão, eles, eles estão na nossa mente. Eles estão, negócio muito apavorante essa ligação de rádio. O cara do coast to coast fala, tá bom, onde você tá?
Não, tô sendo triangulado. O pai desliga, ele chorando na rádio. E é muito louco porque isso ficou na história da ufologia, de um cara que ligou para rádio falando que os seres eram ultraterrestres e depois ele morreu de rir. Não, não, assim, quando você ouve essa voz antes da internet, é um negócio muito louco porque é apavorante o cara falando.
E aí depois vem até hoje, encontra coast to coast, é, põe ultraterrestre, exatamente.
Pô, porque assim, vamos achar, exatamente.
Mas a gente consegue dizer para vocês como encontrar.
Um cara desesperado falando para rádio que eles são ultraterrestres, né? E o que eles estariam interagindo com a gente de uma forma que a gente não imagina, tá ligado? Daí de um jeito que a gente ainda não conseguia compreender naquela época, nos anos 80, 90.
Como tudo isso vai convergindo em uma teoria não necessariamente exclui a outra. Quer dizer, algumas teorias não necessariamente excluem as outras. Por exemplo, É, tem uma galera falando que o que a gente chama de mundo espiritual, demônios, anjos, não sei o quê, são na real a mesma coisa que a gente chama de extraterrestre, não sei o quê que pode ser. E aí é espírito, se encontra, né, o jeito de influenciar o ultraterrestre, essas coisas não se excluem, sabe qual é, elas podem ser verdade tudo ao mesmo tempo.
Sim, total. Especialmente porque a gente não entende porra nenhuma de como funciona.
Mas existe aí, é muito louco isso, né? Porque quando isso acontece, existe meio que uma agenda, né, de que isso vai acontecer, de que os seres extraterrestres vão chegar, e de que a gente, os comandantes do mundo, vão usar essa história para unir as pessoas e transformar a gente num governo único. Ou seja, vamos nos unir porque a gente tem uma ameaça terrestre, a gente precisa se unir. Então é muito louco porque essa chegada dessa essa notícia, né, dizem que também vai ser um, vai ser usada dentro de uma agenda de manipulação.
Eles não vão vir libertar a gente, né? Isso é muito louco, isso tem a ver com os demônios. Tem um livro do Arthur C. Clarke que eu acho que é O Final da Infância. Eu falo isso que é muito louco. Quando eu fui começar a ler os sci-fi, cara, a ufologia é uma mistura dos sci-fi antigos, tá ligado? Porque, cara, o Arthur C. Clarke escrevia em 1946. Toda essa piração, cara, que a gente fica imaginando hoje, ele imaginava com uma, mas com assim uma precisão muito louca, né?
E esse livro ele fala que os extraterrestres chegam aqui, só que eles são iguais os demônios, eles têm aparência de demônio. Então eles precisam se infiltrar na cultura pop para a gente acostumar com eles, para eles aparecerem. Ou seja, cara, é muito louca essa história, porque a gente já pensou sobre isso antes e poderia fazer sentido. É quase cômico, né? Será que esses caras— nem só isso, mas será como apareceu agora uma vida de plasma?
Então vamos imaginar que você, quando entra num jogo, num Counter-Strike, você pode entrar, quando você morre você pode ser um, como é que chama É um ghostzinho espectador.
Exatamente.
Então você imagina que você pode ser ghost deste mundo, né, quando você não tá aqui. Então existem pessoas que estão aqui, existem esses ghosts que são consciências, por exemplo, em plasma. E essas consciências, quando elas vão se comunicar com você, elas podem se transformar no que quiser, igual sou, né. Ela faz uma projeção tecnológica de alguma coisa. Então ela vai te aparecer com alguma coisa que você não tem medo. Putz, você acredita em santo?
Ela vai vir como um santo, vai vir como Jesus branco de cabelo longo, longo, porque é o que você acredita. E do mesmo jeito que esses seres podem aparecer como que você mais tem medo, porque não é muito estranho? Que assim, ó, porque como que é os demônios? Demônio é um bichão com pau desse tamanho, com chifre, bem parecido com animal. Ou seja, que que a gente sempre teve medo? Ser comido? Não tô brincando, de animal. É tudo simbólico, mas de bicho, tipo, os demônios parece o nosso maior, parece o bicho-papão.
Eu vou dar risada, você parece um demônio com cara de bicho-papão para mim. Cacete, velho. Você gosta? Não, você gosta?
Ele sai no meio das sombras, 3 horas da manhã, mas ele acordou do outro lado, ele sai.
Mas você acha que o demônio tem um fetiche de se transformar no medo mais profundo do ser humano, velho? Ele não tem um formato mais legal que ele gosta de ser? Ele gosta de ser demônio?
Olha, não gosta. Você sabe o que que ele gosta, cara?
Eu acho que o nosso corpo, ele é o templo das sensações. É droga, é bet, é não sei o quê lá Ser demônio deve ser uma merda, porque assim, ó, o lagarto não pensa direito, o lagarto tem toda uma questão, eles não têm sangue quente. Então imaginar que os demônios são demônios porque eles são seres muito evoluídos e escolheram ser demônios com aquele formato, eles podiam ser humano, eles podiam ser a Cinderela, mas eles escolheram ser demônios.
Vou me matar aqui, mas tudo bem, porque ser uma serpente que precisa tomar sol para ficar quente, por isso deve morar no inferno. Caralho, moleque!
Moleque, que doideira! Porque assim, eu acho que eu me perdi em algum momento aí nisso que tu falou.
Por que que o demônio tem chifre? Por que que o demônio tem uma cara aterrorizante muitas vezes? Ou essas coisas dos, né, não, vamos dizer assim, a gente tem medo do quê? Você tem medo de bicho?
Você tem medo de morte? Então o demônio tem cara de caveira.
Por que que o demônio tem cara de caveira? Quando você vai, sabe do que que ele se alimenta?
A gente viaja, tá, viagem, ó, a gente não sabe. A gente, vamos lá, se a gente tá falando desse tipo de coisa, a gente também precisa falar de energia, a gente precisa falar de vibração, a gente precisa falar, é, precisa admitir que existe um mundo não tangível, né? E que a gente emite energia e tudo mais, e que a consciência emerge de uma coisa que a gente não entende direito. Talvez não são só choquinhos no cérebro. Legal, né?
Então imagina que existe um ser que ele se alimenta de uma energia X, e a energia X que ele se alimenta especificamente daquele ser ali é, sei lá, desespero, medo, qualquer alguma coisa, ele vai, para que que ele vai parecer bonitinho?
Ah, então você acredita? Não, não, eu tô levantando suposições. Essa é a teoria daquela animação da Disney, da Pixar, Monstros, que é maravilhoso, que tá bom, eles são então demônios para te assustar. Mas assim, mas quando você estuda Goethe ou as pessoas que invocam demônios, não, elas têm, normalmente não tem, eu acho que não, né? Você tem que se acostumar com a cara do bicho acho, e deve ter uma ótima explicação porque que eles têm essa, essa cara feia.
Mas eu acho que na nossa realidade, cara, assim, pensa só, cara, que não só o planeta Terra, mas tudo que é tangível, universo, é uma realidade, é um videogame, é um game. E para entrar nesse game só tem um jeito que a gente conhece, que é nascendo. E é uma merda, é difícil para caralho. Você tem que virar uma criança, você perde a memória, você não consegue ter um planejamento, entrar nesse game e concluir, porque você chega lá, você perde a memória, você nasci, seus pais te traumatizam, você vai para outro caminho.
Então deve ser muito difícil entrar de outro jeito aqui, deve ter que ter uma tecnologia muito foda, porque as manifestações são raras, né? Você pede um conselho, não aparece um ser e te dá um conselho, por mais que ele seja o cara mais evoluído. Você ouve as pessoas falarem isso, mas é difícil. Você é cristão? Você já ouviu uma vez Jesus falando com você? Alguma? Que as pessoas têm essa— eu tô falando isso porque as pessoas têm essa, essa, esse depoimento aí.
Um momento é pouco, para mim, tá? Assim, eu acredito em Jesus Cristo, mas eu acho que não me define, tá ligado? Eu não sou um cara que segue precisamente a doutrina cristã, tá? Mas assim, se ser cristão é achar que Jesus existiu e que ele fazia umas paradas, então eu acredito nisso, tá ligado?
Mas eu não sou cristão. Não, mas acho que acreditar em Cristo é o maior mestre de todos. Mas é cristão, não? Acho que isso é cristão. Tá bom, é diferente de ser católico, né? Tipo, porque tem várias religiões cristãs.
Tipo, tá bom, mas eu acho Shiva muito foda, o dançarino cósmico, tá ligado? Eu acho muito foda, eu acho que ele é a mesma coisa que—
mas você sente que Jesus te libertou de algum jeito?
Eu acho que Jesus é o dançarino cósmico, tá ligado? Eu acho que é isso, é, não é Jesus, ele é, ele é uma casca do—
mas você nunca sentiu uma parada que você falou, mano, já, pô, não, você falou assim, cara, em qualquer lugar eu posso estar, eu posso estar no presídio que se eu sentir essa porra eu nunca vou estar, eu vou estar bem, sempre. Já sentiu uma parada assim? Porque eu acho que as pessoas, elas ligam muito isso a Jesus Cristo, né? Pô, assim, você sentiu uma sensação de conforto dentro de você que é alcançada em qualquer momento? Você alcançou essa tecnologia de alcançar essa sensação que a gente chama isso muitas vezes de Jesus, de Reino de Deus?
E aí você pode estar na maior merda na sua vida que você vai alcançar essa porra.
Eu não acho que é. Eu acho que isso as pessoas colocam entre aspas a culpa em Jesus, de Jesus estar ali, ele te conforta, não sei o quê. Eu acho que a principal— eu acho que, cara, dá para você alcançar isso daí sem ser cristão, por exemplo. Um estoico diria isso daí que você acabou de dizer, né? Qual a melhor maneira de lidar com isso? É aceita a sua condição e joga com as cartas que a vida te deu, né? Um estoico diria isso. Portanto, ele encontraria a paz numa prisão, né? Sim.
Mas a culpa, eu acho que a gente sacou que a culpa é uma parada que bloqueia o seu potencial de encontrar essa sensação. Vamos fazer uma analogia, vamos chamar que a sensação mais gostosa que você tinha sentido da sua da vida, não a de tomar um sorvete, mas essa interna que você falou, me preenchi, puta que pariu, seria o reino de Deus. Reino de Deus é essa sensação foda. E talvez antigamente era mais fácil todo mundo tá se sentindo bem, né?
A gente foi fazendo um monte de coisa, aumentando nosso potencial de pensar, e a gente foi se afastando mais do reino de Deus. Então uma viagem assim, os animais estão dentro do reino de Deus, felizes o tempo inteiro, com essa sensação maravilhosa o tempo inteiro. Então quando vem Jesus Cristo, na minha opinião, perdão. E ele traz uma metáfora muito foda sobre o perdão, que é: se você não perdoar, você não entra no reino de Deus, né?
Mais fácil entrar um camelo, passar uma agulha, do que um rico. Porque quando você, por exemplo, você pega uma pessoa que matou alguém, essa pessoa pode, normal, né, sentir uma culpa de que ela nunca mais vai entrar no reino de Deus. Ela se sente excluída. A culpa faz com que ela nunca mais sinta essa sensação dentro dela de que tá tudo bem, porque ela se sente se sente culpada, tá ligado? E aí quando você vai, por exemplo, é uma técnica, né?
Você vai no padre, ele fala: eu te abençoo, eu te tiro a culpa porque Jesus recebeu todas as culpas. Imagina, você é um cara que matou mó galera, que teve que fazer um monte de bosta na sua vida, mas você se arrependeu, velho. Você é outra pessoa. E aí tipo vem uma religião e fala: cara, não tem problema, você pode agora entrar no reino de Deus. Que acontece? Você se sente bem de novo, mano. Precisa alguém vir falar isso, tá ligado?
Então tipo, eu acho que é um conhecimento muito foda de que sem o perdão você não se sente foda bem de novo. Porque quando você fala de céu e inferno. Que que é o céu ou inferno? É um lugar bom e lugar ruim. Mas que que é um lugar bom e lugar ruim se você tem um lugar dentro de você de acolhimento que você tá sempre se sentindo bem? Se até na cadeia você se sente bem, então o inferno e o céu são condições de pensamento, não são— esse eu tiver bem zaço no inferno, eu dou risada, não pega nada, a não ser que tivesse sentido dor ali, tá?
Mas tem gente ainda que supera a dor. O que eu quero dizer é que o céu e inferno são sensações. Você se sentiu miserável, você sentir que tá na merda, isso é inferno, tá ligado? Você perder a capacidade de encontrar com essa parada, tá ligado?
Eu acho que, eu acho que sim. Eu acho que a gente tem um, a gente foca muito em descrições literais das coisas, né? Então vamos lá, existe paraíso? Existe inferno? Existe vida após a morte? Existe essas coisas aí, cara? Eu jogo com as cartas que eu não tem. Então, qual que é a melhor maneira de, qual que é o melhor jeito de lidar com a realidade, na minha opinião? Eu vou, eu sei que se existe vida eterna ou não, eu acho que, eu espero que sim, tudo para mim faz sentido que exista e tudo mais.
Não exato, não necessariamente uma vida, eu não acho que eu vou ser eu depois que eu morrer, tá ligado? Mas eu acho que tem alguma coisa. Por que que eu acho isso? Sei lá, porque eu vejo umas coisas se ligando e umas coisas que acontecem que a única explicação possível na minha cabeça que é tudo a mesma coisa. Então, sei lá, vai todo mundo chegar no mesmo lugar em algum momento, tá ligado? Então, a rédea do catolicismo é pouco para explicar a realidade, na minha opinião.
A rédea do budismo e a do, sei lá, qualquer religião é pouco para explicar a realidade, porque ela é, ninguém é todo mundo tentando explicar a mesma coisa com palavras diferentes, tá ali.
Porque se você for olhar, é isso, existe essa teoria de que todas as religiões falam da mesma coisa.
Não, mas assim, eu não sou nenhum especialista, mas me parece toda vez tá todo mundo falando da mesma coisa. Tipo, tem na porta do CERN lá uma estátua do dançarino de Shiva, né, o dançarino cósmico dançando, não sei o quê, perdido lá. É que ele, ele, você vai ver da onde vem isso aí, essa transcendência, ela vem do mesmo lugar que todos os outros.
Mas as religiões abrâmicas, né, tem tudo o mesmo tronco, é a mesma história. Mas eu acho que também sempre serviu como controle mental populacional. Mas mais do que isso, psicologia, cara. Para mim, a Bíblia é um puta livro sobre o dualismo humano e falando de psicologia. Quando você começa a olhar aqui, não tinha psicologia, não tinha manual para se sentir bem, e a galera sentia mal. Era uma, cara, eram muitas, muitas questões que a gente hoje não olha tão racionalmente.
E aí você falar para o cara aquele do sobre o perdão, que qualquer, você sabia que pode fazer qualquer merda que eu te perdoo. Isso era revolucionário. Quando você vai assistir o filme do Scorsese onde ele mostra o cristianismo indo para o Japão, por exemplo, que eu acho muito louco, era muito mais difícil você— isso é muito louco— era muito mais difícil você controlar o cara quando ele era cristão, porque ele sabia que se ele se doasse, se ele se sacrificasse, ele ganhava uma vida melhor. Então ele se sacrificava. Me mata, foda-se, não tô nem aí.
Inclusive, num gosto, eu acho que a gente estragou toda a ideia no fim das contas. Porque, ó, que nem quando tu fala assim, ó, e agora eu vou voltar para o lance da bet, quando tu fala assim, ó, porra, isso aqui, meu irmão, destruiu a minha família, isso não pode existir porque eu não quero que isso destrua a família de outras pessoas. Muda, é isso aqui, meu irmão, salvou eu e a minha família, todas as pessoas do mundo precisam conhecer isso aqui que me salvou.
São duas visões absolutamente enviesadas pelo ego que tem um feito para frente em outras sociedades, tá ligado? Porque por mais que Jesus tenha dito: ide pregar a todas as pessoas, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, será que ele queria dizer com guerra?
Não, ele era extremamente pacifista. Mas o Igor, o que eu tô falando é uma coisa muito interessante. Você não conhece ninguém que ganhou dinheiro com bet, e eu não conheço ninguém que consegue fazer o mínimo igual Jesus Cristo. Ninguém. Só assim, puta, você não é cristão, bom, que puta. Não, eu, eu eu nem sei se é real ou não, mas eu adoro toda filosofia e adoraria que todo mundo fosse, tivesse essa filosofia cristã, que é uma filosofia pacifista, que é uma filosofia de perdão.
Mas, cara, nem o cristão mais cristão tá fazendo mais assim nada, porque se tivesse fazendo, estaria em evidência, estaria bombando.
Precisa considerar também que as pessoas não têm o mesmo nível de clareza Mas a gente é humano.
Eu aprendi que quando você vê alguém se declamando bom, ela guarda alguma coisa. Então quando a gente procura a pessoa perfeita, o Jesus Cristo, o cara que representa tudo que a gente acredita que é bom, ele guarda um lado obscuro. Você não acha? Eu hoje em dia, depois de mais maduro, de ter me fodido muito na minha vida, eu não acredito mais em mestre, tá ligado? Que antes eu acreditava. Existe uma referência no mundo que é possível a gente usar para a gente aprender a viver melhor.
Cara, quem tá se mostrando gostosão— por isso que eu não falo de projeto social que eu faço, eu acho que as pessoas também não fazem, porque é meio que tipo tá na cara que essas pessoas nunca são de verdade. Então até se aparecer um cara sendo igual Jesus Cristo, vai ter uma bad patrocinando. Tipo assim, o Luciano Huck falando de familião, você fala: é Jesus Cristo, é o cara, velho, que chegou lá na mídia, é o cara mais influente do país que tá dando, tá dando casa para as pessoas, velho.
É isso, é muita bondade, tá Tá ligado? Ou seja, tá todo mundo procurando, velho, quem é esse cara que vai atuar desse jeito. E ninguém faz, velho, ninguém brinca, ninguém doa sua vida para tentar dar o exemplo, para tentar, não é verdade?
Justamente nessa linha que é aí que mora o problema, inclusive.
Eu sou otário de ter dividido a empresa, lembra, com meus boyfriends na internet? Eu sou otário de ter tomado um golpe, porque no Brasil você é otário se você fora. Foi legal, você dividiu, otário. Converso para caralho isso, cara, em casa. Tipo, mano, qual é o papel na sociedade de um cara bonzinho? Um cara bonzinho não serve para ser chefe, um cara bonzinho não serve para ser líder, ele não serve para ser— fala uma coisa, serve para ser porra nenhuma.
Para ser padre, para ser Jesus Cristo, quanto ganha? Nada. Quanto fatura Jesus Cristo? Ninguém quer ser, entendeu? Concorda? Não tem mérito em ser uma pessoa boazinha na sociedade. Agora, se você comprar um Porsche, tem, sabe?
Mas então, o que você tá falando é justamente—
o ponto é justamente É exatamente isso.
Qual, vamos lá, o problema de tudo no fim das contas, vamos lá, a gente tá falando de religião, a gente começou falando de religião. Problema da religião não é o Deus, não é nem a doutrina, é o ser humano. Porque o cara olha para aquela porra, ele imprime, ele olha para aquela doutrina, aqueles ensinamentos, ele imprime naquilo a própria experiência. E se ele for influente, meu irmão, é aquilo que é verdade, é a experiência dele total sobre a doutrina.
Então Então é o que os, o que se fala não é nem, não é nem, não tá nem alinhado com a doutrina. O ser humano, o ego já corrompeu. Então agora o meu é melhor que o seu. Se o meu é melhor que o seu e eu sou bom, o que que eu tenho que fazer? Eu tenho que ir aí te dizer que o meu é melhor que o teu.
Isso tem muito, né? O cara entra numa religião e acha que tá assim, tem que ensinar todo mundo.
Acontece na política, é o cara que olha e fala assim, porra, Ah, Bete me fodeu, então você não pode jogar. Não, mané, é outra coisa. A gente precisa, a gente precisa te proteger de se foder de outra maneira. Não é te, não é imprimindo a minha experiência em você, na minha opinião.
Eu também acho, por isso que eu acho que é diferente quando você fala de uma pessoa ou quando você fala do que é melhor para a sociedade, quando a gente fala de política, cara. Se for falar de pessoa, eu não me importo que você jogue. Eu nunca te proibiria de jogar, e nem meus amigos. O cara que se fodeu lá tinha grana também, não tem problema. Problema. Quando você fala de sociedade, quem tem a missão de ser político, de cuidar da sociedade, tem que pensar no que é melhor para todo mundo.
Então, olha, tem que ter essa visão. Isso é muito louco, mas eles não pensam. É, quando eu falei com o Richard, o Richard, é que tu tá também com a visão meio sonhadora, porque assim, os cara não pensam.
A gente não votou em pessoas que pensam que a gente—
é outro mundo. Quando você pensa o que é bom para uma pessoa, que é bom para a sociedade, é outra coisa. O biólogo tava me falando isso. Biólogo e veterinário, qual que é diferença. Veterinário cuida do indivíduo, biólogo pensa na população. Então, para o biólogo, é melhor você matar os javalis, que eles estão fodendo todo mundo. O veterinário vai cuidar da patinha. Você vê um javali manco, não importa se ele é predador, se ele é, entendeu? Agora, o biólogo pensa no que é melhor para a sociedade.
Quem que é o biólogo na política brasileira então? Fala para mim aí.
Deveriam ser todos, mas não é nenhum. Claro, por isso, imagina, tá cada um, cada um puxando para o seu clã. Por isso são todos ricos, milionários.
Assim, eles pensam em grupo. Nós nos grupos deles.
Então vamos lá, o PT pensa no PT, isso, o PL pensa no PL, claro, como esse grupo pode se beneficiar sendo dono de uma empresa maravilhosa que é o Brasil.
E aí o que acontece? Ninguém pensa em ninguém, é tudo narrativa. Então o cara que quer dizer que o cara que quer proibir a bet, ele nem quer proibir a bet, ele só quer essa narrativa para ele, para votarem nele, para quem pensa assim votar nele, ele nem quer de verdade.
E porque os empresários, eles com toda a estrutura política. Então, cara, é normal. Até nos Estados Unidos, em todo lugar tem lobby. Você coloca o cara para dentro do país e você vai ter que trocar favor para o resto da vida com esses caras, entendeu? E vai, e muitas outras coisas também. Favorece a lavagem de dinheiro, que é muito fácil fazer lavagem de dinheiro porque você não tem muito controle do negócio. Ou seja, não é verdade, cara?
Bet é o melhor. Não tô acusando ninguém, mas é o melhor jeito de lavar dinheiro. Tanto que a gente tá vendo agora quanta merda ligada com bet. E a bet quebrou nosso mercado, quebrou o meu mercado. Ela foi uma das responsáveis pelo apagão da publicidade com os influenciadores, porque queimar dos influenciadores, mano, tudo isso é verdade. Então é muito difícil eu ser a favor, porque eu queria que a Coca-Cola tivesse anunciando quanto a igual a bet.
Mas você não consegue impedir o fato da bet existir. Agora, se você virar para mim e fala assim, cara, a gente tem que regular essa porra, e aqui a gente discute até se é para caralho, aí para lá, entendeu?
Eles vão lá para Europa e outros vão. É sério, regular, sai fora daqui, velho, tá maluco? Você é a favor que leve bet para Colômbia? Colômbia. Eu não sou a favor de levar para lugar assim, não pode ser.
Eu acho que tu não tem escolha, é aí que tá. Tudo bem, foda-se o que tu acha, eles vão para porra da Colômbia.
Deixar de dar minha opinião, entendeu? Porque pode ter gente que vai ouvir.
Não adianta tu entrar numa de proibir, porque não adianta.
Eu entendi, não adianta. Então o que tem que fazer, se você quiser mudar, é porque o dinheiro é tão grande dessa porra que não tem mais como tirar. Ela se ligou de um jeito com o crime organizado, com lavagem. Isso não vai sair, não vai sair.
Mas as bancas são velhas, ó, sem dizer nomes.
E assim, você pode chamar o jogo do bicho antigo, o carnaval.
Da onde que tu acha que vem os dinheiro de umas bet aí? Será que é de umas bancas que já existe há dezenas de anos?
Nunca foi no celular, entendeu, Igor? É foda. Você sabe, você sabe, ó, eu quando estudava na escola, eu via a fila dos tiozinho jogando tigrinho analógico. Você lembra do tigrinho analógico? Era os caça-nico de Época, Copa 98, e os cara fazia fila. Quem era? Os bêbados que ficava lá jogando viciado naquela porra, velho. E você dentro da máquina, tudo, a galera tá ligado, você programava quanto que era, claro, tudo bonitinho, tá ligado? Então, mano, é um negócio meio sinistro.
Aqueles cara tava ali achando que ia ganhar dinheiro, ele estava só botando o troco da cerveja, tá viciado na sensação, sempre com a esperança. Ou seja, não é esperança, ele tá pagando para se divertir, cara.
Ele não é que tá falando como o cara tá, mas não, mas é que a diversão parte do princípio de que você pode ganhar alguma coisa com isso. Então você fica lá sonhando, brinquedo Eu tô dizendo, é mais do que isso, é que os tiozinhos ficavam viciados naquela porra, mas o cara precisa sair da casa dele, precisa se trocar, tipo assim, não é tão fácil quanto o cara cagando fazendo, né? Mas isso, então tipo, e se fizesse muita fila no bar chamava atenção, ou seja, não era tão— imagina hoje num bar se tivesse um caça-níquel e uma fila da quantidade de pessoas que aposta, a fila desse a volta no quarteirão, a gente ia sentir incomodado.
Casa Lotérica, Casa Lotérica é um bagulho que tem muita história, conspiração. Se você pegar os ganhadores da lotérica, tem gente que já ganhou mais de uma vez.
E de conspiração, tem empresa disso, pô. Os cara sabe, tem um jeito de fazer as paradas para você conseguir ganhar mais vezes do que perder, ou ganhar mais do que perder, né? Tem uns cara que são empresa disso.
Então assim, jogo sempre foi um lugar interessante para fazer lavagem de dinheiro, tudo. Não sei, cara, eu assim, pô, se a gente vai discutir o que é bom, que é ruim, tem tanta coisa foda para a gente falar o que dá para fazer no país que eu não daria um segundo para falar sobre bet, entendeu? Tipo, se eu pudesse escolher entre qualquer marca e bet, eu nunca faria que eu faria. Eu parei meu canal, eu poderia ter continuado o canal com uma bet, tá ligado? Eu preferi parar.
Exatamente. Então isso daí é uma outra, é um outro problema da falta de regulamentação, que a bet de fato canibalizou uma parte grande do mercado publicitário. Então tinha 100, vamos dizer que tinha 100, aí agora tinha 100 e não tinha bet. Aí agora 35 é de bet, mas não tem 135, continua tendo 100, é que agora 35 é de bet. Então a gente não consegue consegue, não é muito difícil, é muito difícil desviar a Kazé TV, por exemplo, de conseguir fazer a parada sem.
Ah, mas cara, você acha que é o Kazé que ganha? Vou dar um exemplo.
Eu, se fosse, é o que eu acho, eu acho que eles, eu acho que boa parte do dinheiro vai para, vai para produção. É claro que eles ganham dinheiro.
Não, eu acho que eles nem são os caras que são os a favores. Eu acho que quem compra a empresa, por exemplo, supostamente, eu imagino uma live mode, alguém vem, compra e já traz o cliente. Aí assim, já vamos transformar no negócio.
Pensando que tu tá viajando, quer dizer, tu tá considerando a live mode de 2026, cara.
Eu tô considerando que quando uma empresa vira um negócio, não é mais um cara no quarto, você nem pode escolher mais. É sua equipe, é seu sócio, é o seu, tá ligado?
Mas é que a live mode 2026 é completamente diferente da live mode 2022. Então, então o O que acontece, é lá em 2000, isso aqui de novo tirando supostamente também, supostamente vieram, eu já sei de onde eles vieram, caralho, sei como é que eles foram parar lá, eu sei como é que, como é que uma outra empresa investiu na Livemore. Então eu vejo essas paradas e eu suponho, ninguém me contou, eu suponho que foi assim que as coisas foram caminhando, tá. É, não é, ninguém escolheu fazer.
Como que você vai fazer conteúdo de esporte sem se envolver com bet?
Não dá, né? Especialmente porque agora uma bela fatia do mercado que tava, que estava em, que esse dinheiro tava com outras marcas, está na bet. E agora, e a bet é o fit perfeito para esse tipo de conteúdo.
Então é muito complexo. E eu acho que, eu acho que a bet dentro de conteúdo esportivo ao vivo é bem menos prejudicial, entendeu? Do que aparecer em qualquer lugar, do que o influenciador que eu amo, do que não sei, pô, tem que ser um ambiente específico.
De novo, assim, parece menos risco. Eu tô o tempo inteiro aqui falando de uma, e defendendo mesmo, mas você tá sendo medido, né?
Eu tô falando algo aqui porque eu ouço mais em rede social do que eu vejo a realidade.
Mas eu não tô, eu não tô nem defendendo o casé em si, porque assim, eu acho que tem jeitos melhores, mais éticos de fazer a publicidade da parada, tá ligado? Mas eu não consigo bater no Cazé por conta da bet, porque eu sei que é esse dinheiro que tá viabilizando a parada. Porque, meu irmão, o outro cara que tá fazendo é a Globo, que tem concessão. A gente esquece que tem concessão pública há décadas. Tipo, eles nem precisam do dinheiro da bet, porque a gente com os impostos já paga a eles para transmitir a Copa do Mundo.
Mas a própria Globo, cara, o que dizem é que se não fosse as bets, eles também estavam fodidos.
Possivelmente. Por quê? Porque o dinheiro da cerveja, o dinheiro de não sei o quê, o caralho, foi tomado. Os caras chegaram e pegaram. Agora tem um pedaço que é deles, entendeu? E tem, e tem, e essas coisas, elas não são tão simples. Tipo, não chegou dinheiro, não é que esse dinheiro novo que chegou ele canibalizou dinheiro, né?
Ele canibalizou porque as pessoas estão gastando esse dinheiro, né? Porque ele vem das pessoas que gastariam em outra coisa. É foda você falar uma coisa do marketing da empresa, puta, é uma coisa.
E é por isso que a solução não é simples, tá ligado? Por isso que eu não acho que a solução é proibir. Não vai adiantar, eu não acho que vai adiantar.
Eu acho que se tira os caras e proíbe, sobra espaço de mídia e os anunciantes vão começando a voltar.
Vai começando a voltar a Pepsi, vai começando a voltar Coca, mais barato do que antes, porque o dinheiro, o fato das pessoas não estarem comprando, por exemplo, no Atacadão, ou seja, não fazendo menos compras, ou gastando menos dinheiro com Beto Carreiro, que elas gastaram com bet, ou gastando menos dinheiro com, sei lá, meu irmão, qualquer coisa, qualquer coisa. Esse dinheiro, mesmo você proibindo as bets, vai continuar em boa medida indo para as bets. Não acho, porque não acho que as bets desaparecem.
Não, não, mas eu acho que uma coisa é isso, aplicativo, Copa, todo mundo falando, a molecada, todo mundo lavado, tá falando em mexer em publicidade, acabou essa porra. Ainda vão jogar ilegalmente legalmente, puta, mas quem joga ilegalmente é um exemplo. Acabou a parada de vamos liberar as armas, eu nunca mais fui no clube de tiro. Meus amigos também esqueceu, passou, era só uma moda. A bet, se for embora agora rápido, puta, cara, era uma moda.
Que merda que a gente fez, você viu? Eu posso, meu carro bater aqui também daqui uma semana, entendeu? Explodir meu carro. E vocês vão saber, eu nunca me mataria porque eu tô falando isso, porque envolve muito dinheiro, né, cara? Quem sou eu para falar isso, né? Mas quero que aquelas pessoas sejam muito felizes explorando os países subdesenvolvidos, mas eu não posso achar isso Legal, tá ligado? Tipo, porque eu não faria, tá ligado?
É só por isso, eu não faria, entendeu? Então assim, ah, mas porra, dá para ficar medindo todo mundo por mim? Não dá também, eu já desisti disso. Não, é que eu acho que eu não faria, eu não dormiria tranquilo. Eu vejo um cara, eu falo, ó, o Betinho, ó, o Betinho, que é o que anunciou bet. E aí, Betinho? E eu vejo que as pessoas que andam comigo falam, eu não tenho respeito por influenciador que faz bet. Muita gente que assim, meus fãs, coisa assim, puta, eu não tenho respeito.
Eu vejo o cara da televisão lá, milionário, apresentador de televisão, no bet, betinho. E outra coisa, eu tenho feito agora muita campanha, né, de publicidade. Todas vêm assim: você já fez bet? Faz quanto tempo? Todas as marcas sérias perguntam antes: você já fez bet? Duvido. Te mostro os orçamentos de marca grande. Que o nome é MGM Bet, velho. Não faz no influenciador, sabe por quê?
Os cara tão, os cara tão se participando.
Tem outras marcas que não fazem comigo, tá legal.
Mas essas marcas vão mudar sua percepção. Por quê? Porque não tem— não, tu acha que a MGM bet rouba os outros?
Não, não é por isso. Você lá, não, não, não, não, não, não, pera aí, pera aí, deixa eu te explicar. Claro, claro que não. O que acontece é que como tem essa toda essa história de bet, tudo, os influenciadores que anunciam bet são percebidos de uma forma diferente pelo público, e as marcas não querem se aliar.
Então marcas grandes, tipo McDonald's, Unilever, com a marca em si, o que ela faz, tem a ver com a percepção pública do influenciador.
Faz a marca, é, não posso me aliar com alguém que faz anúncio de bet, que vai, e que vai, e vai vir aqui no flow ter uma discussão.
Ou seja, mas isso vai acabar, porque assim, a gente tá vendo na Copa do Mundo, sei lá, uma marca foda do lado da bet.
Isso não pode acabar na medida que você não vai ter mais muita gente que não faz bet, ou isso aí vai virar, né, tipo assim, não tem mais, não faz mais sentido, tá ligado? Mas é que eu vejo isso realmente, eu vejo essa preocupação, porque existe a bet feita dentro do esporte, como o Cazé faz, que eu acho que isso não interfere. Agora, tipo, como é que você fez bet? Que tipo de bet? Muita, muita marca não vai queria saber, você fez bet?
Obrigado. Eu tô passando por isso, te mostro, cara, que loucura que é isso. É, eu acho isso, cara, uma guerra que só a gente perde, porque você tá fodido, influenciador tá fodido, aceita uma proposta, não julgo, de novo tô falando, não julgo. E aí outra marca não quer trabalhar com ele, mano, o que que vocês querem fazer? Por isso tá implodindo esse mercado, creator economy tá implodindo, cara.
Calma, não tá implodindo, mas você tem razão, você tem toda razão, você tem toda razão. Eu tenho certeza que o cara trazer. Você acha que a creator economy não tá explodindo?
Não acho, não acho que ela vai, tá evoluindo.
Acho que ela vai para outro lugar. Eu acho que a gente tá, é que a gente não sabe o que que tá acontecendo. Assim, as pessoas, por exemplo, ela vai para outro lugar. Tem que acabar essa porra desse programa porque eu tenho coisa para fazer, mas é que a discussão tá na minha cabeça. Eu volto. Eu sei que, eu sei, por exemplo, que a Claro em algum momento entrou no mercado de games, só que eles não sabiam o que era o mercado de games.
Para ele, alguém chegou um cara, porque eles não, ninguém perguntou para ninguém. Chegou um cara e falou assim, ó, mercado de games, ó, fiz um pesquisa aqui, ó, é lá no LoL, porque tem gente para caralho jogando LoL, CBLOL tá funcionando, não sei o quê, tá o dinheiro no bagulho. O mercado de games é o LoL? Não, lá no mercado, lá os cara do LoL é os cara do LoL. Mercado de games é, porra, é o cara que gosta de jogar no celular, o cara que compra uma paradinha ali, o cara ele tá vendo outra, é outra parada, não é aqui.
Deu ruim, quando deu ruim, mercado de games economias não funciona. Eu lembro. Então isso tá falando que tá implodindo. Não, é só os caras que não estão entendendo. Mas a gente fluiu, o creator economy em mercados mais desenvolvidos como Estados Unidos, meu irmão, ela é outra, tipo, vai chegar lá. Porque eu acho que vai chegar lá porque a gente tá num momento, vivendo um momento aqui no Brasil que parece muito um momento passado desse mercado desenvolvido.
Mas a gente nunca chegou nos preços que os americanos pagam por publicidade.
Calma, a gente vai chegar.
20 anos, a gente eu comecei a diminuir o valor de publicidade, começou, o Joe Rogan já tava fazendo há 10 anos, tá?
Quando o Flow começou, Joe Rogan tava fazendo há 10 anos. Então o meu mercado tá pelo menos 10 anos defasado, tá ligado? E eu acho que defasado, e eu acho que não é o mercado, eu acho que defasa mais rápido do que se aproxima.
Mas o mercado de podcast não é o mercado, eu sei que não. Ah não, a galera não se forma para fazer podcast, eu sei que não, não é verdade? Você sabe a dificuldade que é para pegar comercial? Imagina que você chega para uma moleque da faculdade e fala, ô, você pode fazer faculdade para fazer um podcast, para pegar publicidade e ganhar dinheiro. Você sabe que não vai fazer, não vai conseguir.
Justamente porque isso não quer dizer que o mercado tem por isso, quer dizer que a gente não, não quer dizer, explora.
Não, há 6 anos atrás podia, há 8 anos atrás podia. Há 8 anos atrás eu ia nas faculdades com orgulho, falava, eu tô ficando rico, você abre um canal no YouTube, você fica rico também. Muita gente, números, pessoas. Porque, Igor, existiu, existe e existiu um chegou ali aonde falaram: tem muito poder para os influenciadores, não é interessante para ninguém. A Globo tava desesperada, os canais tradicionais, a TV por assinatura, todo mundo desesperado.
Felipe Neto metendo o pau, um negócio super imaturo. O que que aconteceu? Migramos conscientemente, né, feito pelas grandes big techs, para um outro modelo das redes sociais onde a gente tirou da mão do influenciador o poder. O vídeo curto acabou, destruiu o ecossistema onde a gente tinha poder. Então Hoje quem tem, quem retém a maior parte da publicidade, o TikTok é um monstro. Como é que ele pega? Ele pega uma publicidade e não é mais por influencer, ele abre para você no meio de qualquer vídeo.
Tiraram a gente do negócio. O YouTube vende os 30 segundos dele, nem vende mais influencer, nunca vendeu, nunca se importou, nunca vendeu direito. Ou seja, a gente sempre foi um problema. Estamos dando voz para uma molecada, estamos dando voz para o povo. E aí, o que que fizeram? Mudaram as regras e acabou a voz do povo. Agora. Agora é bet, agora é vídeo curto, agora 3 segundos é retenção. O Monark, o sei lá quem, o outro foi.
Ou seja, acabou voz mais plural. E aí, de novo falando sobre aí, como Nicoleles afirma, é um projeto de controle. Antes você ia no Google, antes você criava sua própria empresa. Agora, cara, tá virando um negócio muito mais difícil ganhar dinheiro no YouTube, muito mais difícil conseguir uma marca. Que aconteceu com as marcas? Por que que todo mundo se encolheu? Você falou, eles estão indo para lugar. Foram para o TikTok, foram para mídia tradicional, voltou para caralho, foram para mídias alternativas, nunca mais pediram orçamento de conteúdo.
Criadores realmente profissionais você conhece? Ah, uma cacetada. Não conhece uma cacetada? Não conhece? Se caber aqui, imagina.
Quer que eu fale quantos? Vamos lá. Rato, Rato, você, o— tô chutando assim, vou falar, mano, posso falar tantos, velho. Vamos, que eu trabalhava, o Gable, o Rolandinho, Tadinho, o produtor de conteúdo, o Gusang. Vamos lá, outra área, vai, os moleque de finanças. Vamos falar do Richard Rasmussen, o outro biólogo que eu adoro. Quem mais é produtor? Produtor de games é o Panterinha. O Pantera faz live de streaming.
Eu conheço agora, quantos desses realmente jogam jogo grande?
Jogam? O que que é jogo?
Jogo grande é o jogo da Kazé TV, a fazer uma história diferente. Ninguém, ninguém.
Então, meu irmão, porque que eu tava conversando da gente fazer coisa junto? Porque Hoje é verdade, a sua percepção, não conhecem o como funciona de verdade. A sua percepção, eu acho que ela não é exatamente a mais transparente. Por quê, Igor? Porque hoje você é a bolacha mais gostosa do mercado. Não sou a segunda bolacha mais gostosa. Você tá entendendo? Calma, deixa eu— não, tem a bolacha mais gostosa dos podcasts. Você fala flow, cliente assim hoje.
Antigamente eu não precisava fazer nada numa reunião, eu ia lá sem abrir um projeto vendia coisa. Hoje, cara, a oferta é tão grande que eu preciso criar uma dança, fazer um vídeo para convencer o cara a me dar uma publi. Então tá, o que aconteceu nesse mercado que enxugou? Hoje quem ganha dinheiro são só os grandes, cara. Então hoje, para eu abrir uma reunião, eu falo que eu sou Flow, todo mundo conhece. Qualquer outra coisa, não tem dinheiro para nada mais do que isso, nada mais do que o certo, do que o garantido.
Então assim, eu consegui, eu consigo vender Flow, eu consigo vender qualquer outra coisa secundária o cara já fica mais difícil, entendeu? Então você, se você não tiver sua marca, a gente tá falando de outros podcasts gigantes que vendem publi por uns R$5.000, entendeu? É, então esse que eu vejo a realidade, porque eles não são profissionais. Não, cara, porque as agências não dão mole para ninguém, cara. Agência, cara, não constrói fidelidade com fornecedor, entendeu?
Então tipo, não existe isso, pô. Um cliente de 10 anos eu tive com cliente, não com agência.
Tem vários pontos aí que eu discordo de você de de forma empírica.
Mas a gente, mas talvez que você é gostoso.
Não, foi que tu não tá. Então, se a gente precisar conversar mesmo, tá ligado? Porque assim, eu sei umas outras coisas de forma empírica, é que eu não posso ficar falando aqui, mas eu não, falta de profissionalismo para encarar o mercado, não necessariamente visão. A tua percepção tá equivocada, tá ligado? Eu não sei por quê, provavelmente porque justamente porque tu teve uma relação muito longa com os clientes que que você teve, tá ligado? Agora, o dia a dia é diferente.
Mas eu fiz um mapeamento de 80 pessoas que falam de cinema, 80 pessoas, cara. Quem mais fatura ali? Peter e Nerd, CPM. Segundo, a gente, cara, porque só o meu Oscar custa 1 milhão. Então eu tô falando de um mercado onde eu não tenho referência. Cadê o Igor do meu mercado? Quem é o gostosão do meu mercado? Nem tem, cara, nem tem. A gente tava conversando. Então assim, é que eu tô falando, você amanhã se fizer um canal de ET, a gente vai vender.
Se eu fizer, o cara vai ser muito mais difícil. E antes não era. Hoje a gente tem, vamos dizer, Insider. Antes era qualquer loja de camiseta, era C&A, era Renner. Eu fazia coleção de, era tudo.
A gente era considerando que os cara tem medo de perder o emprego.
Quem? O CMO. Claro, o YouTube ele é muito transparente. Vamos falar mal do seu produto no YouTube, podem xingar. Você sabe como é difícil vender YouTube?
Você faz Isso, ó, vamos falar aqui para a gente terminar, né, porque eu tenho que fazer outro programa daqui a pouco. Que horas são, Vitão? São 3:20, mas tamo aí há quanto tempo? Vamos para caralho, mas calma, eu gosto de falar e você também, e como a gente é amigo, um consegue ficar interrompendo o outro e a gente fala para caralho. Vamos lá, o cara que— vamos falar de um caso que é público, tá bom? E eu não quero atacar ninguém com isso, é só um caso que é público que teve uma repercussão enorme, tá bom?
O Felipe Neto foi lá no podcast, e foi a bicha que levou, tá bom? Eu lembro, eu lembro, porque foi, foi, imagina, o Felipe Neto, que é o cara que fala de política na internet, ele chega no lugar e ele não fala de política, não sei o quê, foi uma puta merda, foi estranho. E aí a bicha, ou bicho, ficou puto, deu uma merda do caralho aquela porra ali, não sei o quê. Cara, você acha que vendeu um biz a menos?
Se eu acho que vendeu um biz a menos, talvez, talvez, porque eu acredito no potencial da comunicação informação. Eu acredito que quando você vai no mercado, você compra, a comercial faz diferença?
Faz. Se alguém fala merda, faz. Sabendo dessa treta aí no Brasil, vamos lá, 1 milhão de pessoas, 2 milhões de pessoas, mas você quer dizer que não são 210 milhões de pessoas que existem no Brasil? Então as tretas que parecem enormes, elas são minúsculas. Mas o CMO do BIS, por exemplo, eu, eu Eu tenho certeza que ele ficou com o cu na mão. Claro, tenho certeza.
Claro, não acabava comigo.
Olha o tamanhinho da parada, olha o tamanhinho da parada.
Mas faz diferença. Não, mas não dá para subestimar. Pessoal começa uma campanha contra a Biz, começa a boicotar a Biz. Não, de todo mundo. A internet junta todo mundo. Que que é internet, ô seu viado?
É os cara do Twitter, 10 caras, é 1 milhão de caras no Twitter.
Não, hoje em dia não é mais assim. Hoje em dia todo mundo tem um celular, cara. O negócio, quando todo mundo tem celular, portanto todo mundo engaja.
Mas sacanagem, eu gosto de Biz, eu não vou comprar um bicho que o Felipe Neto foi no podcast.
Mas você viu a merda que deu com a Jaguar, com filme, dá merda com a Budweiser. A gente tem cases que sim diminuem, os caras boicotam.
Isso, mas aí é falsimetria de novo. Não, não, eu acho que a Jaguar foi por um caminho completamente diferente, cara. Os cara mudaram a porra.
Mas eu acho que não dá para subestimar nosso trabalho, no potencial que ele tem de influência. Mas calma, no sentido do Bis, por exemplo, eu tava com campanha, eu já trabalhei com eles. E de novo, por que que o Felipe Neto vendia tanto mesmo sendo um cara completamente controverso, subversivo, porque ele é o mais gostoso do mercado, cara. Porque tem a ver com agência de publicidade, gosta do pop. Vocês agora são o pop, o Felipe era o pop.
Eu sei porque eu ia, sempre fui nas reuniões, era muito fácil vender o Felipe porque todo mundo conhecia, porque a filha do cara conhece. Até esse momento do Bis, mas quando, até esse momento do Bis, porque mudou, irmão. Eu sei, não era o momento que o Felipe não pegava muita publicidade, os caras estavam tentando forçar a barra dele pegar. Então assim, era muito fácil chegar para uma agência e vender ele, porque as pessoas elas estão assim: aqui é o mais legal, aqui é esse, é garantido, é, eu não vou ter problema.
Tá bom, então é esse, sabe assim. Ah, você é de nicho, vamos entrar então num podcast menor. Cara, eu tenho outros produtores de conteúdo, Paulinha, a Paulinha que trabalha comigo, fez o Pipocando, elas têm lá o Totalmente Canceladas, tem tanta gente investindo em conteúdo. A Mari Moon investindo com a Tite, investindo em conteúdo bom, velho, não paga a conta, cara, não é um mercado, tá ligado? Então por que que eu fico triste?
Chorar, não vai se adaptar. A gente tem que brigar por regularizar. Porque posso te falar uma coisa? Por que que essa putaria? Por que que no cliente todo mundo ganha 13º, 14º? É, cara, trabalhar com cliente, com as empresas, é 13º, é 14º, é hora extra paga, chega 6 horas o cliente desliga o celular. Com agência não tem carteira, não tem time. Por que que é assim? Por que que não? Eu, se eu soubesse, eu tenho estudado para trabalhar na Unilever, na Coca-Cola, Coca-Cola e não nessas outras empresas que fornecem, são escangalhadas, velho, são escangalhadas.
Que que sobra para produtora? A produtora que atende a agência é escangalhada do escangalhado, que parece que estão jogando ração para o animal, velho. Quando eu trabalho com os caras, você tá ligado, é ração para bicho. Por que que não é igual as grandes empresas? Por que que o cliente paga hora extra e a gente não tá nem aí e a gente só se fode, a gente entuba tudo? Então eu queria que esse mercado fosse regularizado, eu queria regulamentado, eu queria que tipo fosse a televisão, quando fizeram uma regulamentação naquela PL 117, onde era obrigado colocar conteúdo nacional, o meu Pipocando foi pro ar.
Se não tivesse uma lei dessa, as televisões ficariam comprando enlatados. Então é isso que eu tô dizendo, que leis de proteção para mídia. A gente tem que ter uma lei de proteção para o nosso negócio, tá ligado? Porque senão a gente, a gente é o quê? A gente é muito ingrato. Ninguém quer o influencer, cara, tá ligado? Ninguém quer o cara, ninguém quer alguém que fala a verdade. Aí a gente começa a ser eliminado Tá ligado? A Globo fez lá o esquema dela, o Cazé tá bombando, beleza.
Mas é isso, a chance do Cazé ser, como é que eu posso dizer, cancelado, como ele quase foi agora, é muito maior do que a Globo. A Globo pode falar de MGM, pode falar do que quiser. A Globo fez uma matéria no Fantástico falando mal da bet dos influencers e no final era assinado por uma bet que no final terminou o Fantástico, é uma bet. A Globo pode, quem não pode é os influencers. É, que merda, que merda. Então por isso a gente precisa falar, precisa regulamentar, precisa, porque senão não tem mercado, velho.
Aí os moleque se forma na faculdade, porra, antigamente era do caralho, né? Podia fazer canal, podia não sei o quê lá, pô, todo mundo podia entrar e falar, é isso que eu quero, eu quero, eu quero ter um Pipocando, eu quero ter um Flow, tá ligando?
É, não dá mais não. Então em 2026 mudou, agora qualquer um pode fazer conteúdo. Você abre o YouTube em qualquer outra rede rede social e coloca na página inicial lá, tu vai ter uma enxurrada de conteúdo, de que todo mundo cria conteúdo. Hoje tu tem gente com 15 milhões, 20 milhões de inscritos, ou seja, pessoas no YouTube, tem 20 milhões de pessoas clicaram no botão se inscrever e tu nem sabe que existem. E eu tô falando de brasileiros, existem essas pessoas.
E esse é o jogo, irmão. Então agora ou eu faço uma thumbnail que vai chamar atenção do cara, ou então eu vou mamar, ou eu não tenho Mudou o jogo, mudou o jogo. Então assim, eu tô jogando o jogo. O que que eu vou fazer? Eu vou brigar? Eu vou ter— o que que eu posso fazer? Eu posso tentar falar com o Bock, falar com os cara, que a gente se organizar e a gente ter uma voz e a gente conseguir falar em algum momento e mudar o cenário atual, que é basicamente o Felipe Neto sendo a voz dos influenciadores, né?
Ele que fala parte do grupo lá dos cara lá. É mesmo? É que eu parei de seguir ele. Eu também não tenho certeza disso que eu tô falando, mas foi por algum tempo. E é, ou a gente se junta e a gente é um grupo de pessoas, de criadores de conteúdo, que estão falando o que que a gente imagina que é melhor para gente. Só que aqui tem um problema, a gente não vai conseguir se juntar.
Então, mas, mas em mercados que estão fodidos, a galera se junta.
Mas a gente não vai conseguir, mas a gente tá todo mundo se juntando.
Não tá, eu te falei que o Peter falou para eu produzir para o canal dele. O Vilela tá chamando os outros, a galera tá começando a se juntar. Ah, porque o dinheiro tá muito jogado. Não, você acha que eu tô chegando errado?
As pessoas, os cara tão fazendo isso para se adequar ao jogo. Isso não é para, não é para mudar o jogo.
Não, não, não, as pessoas se juntam para se adequar, porque tá muito mais, tem mais oferta, tem menos oferta, então a gente precisa se juntar. Então é, agora imagina que eu vou, se tivesse bombando podcast, o meu tava dando dinheiro com um monte de marca também, porque tá, eu consigo 50 mil views, 100 mil views, eu não consigo engajar o cara quando eu falo de pipocando. Ah, pipocando é antigo, passou. Quer o novo? Aí eu falo inteligência artificial, é isso, é isso.
Ó, tenho dinheiro, tô, cheque. Mas é que, aí, tô, cheque, entendeu? E era assim. YouTube, tá, o cheque. Inteligência artificial, galera, é assim que tá rolando, não tô zoando.
Tem mensagem pra gente, Vitão? Eu até esqueci de falar das mensagens, cara. Vamos ver aqui, tu mandou pra mim no Zap, eu imagino. Né? Tá bom. É, meu amigo, boa, que o mundo é complexo. Olha aqui, o Nicolas Coiado mandou: salve, salve, família! Eu imagino que vocês dois tenham visto Ozark. Como na série, a manipulação psicológica é apenas um dos fatores que fazem as bets lucrarem. A matemática e estatística já garantem lucro por si só.
É verdade, concordo contigo. E sim, assistir Ozark é muito foda. Quem não assistiu ainda deveria dedicar esse tempo para sua própria para não só entretenimento, mas isso.
Mas acho que isso que ele falou é legal, cara, que não é o algoritmo só que vai te roubar. Porque o cara vai falar, não, então vou ganhar dinheiro com qualquer outra coisa. O cassino, a probabilidade é feita para o cassino sempre ganhar.
Os cara aperfeiçoaram isso por muito tempo.
Isso, a própria roleta, ela ganhou o número zero. Ela não tinha o zero, né, ela tinha só até os 70, sei lá. Ela ganhou o número zero para diminuir a chance das pessoas ganharem. E tem roleta que tem 0-0. Então eles vão fazer uma matemática para te vencer. 0-0? É, tem 0-0.
Caralho. Bom, o Rafa mandou: precisamos falar do Predict Market, as bets limpinhas vestidas de investimento inteligente e que patrocinam até a própria FIFA e a Copa do Mundo. E aqui não tem algoritmo, é essencialmente diferente, não é?
É que eu acho que o brasileiro confunde, não confunde investimento.
Imagina isso, as bets começando a ser Prospect Marketing, não, não, é o marketing de predição. Que assim, ó, eu tenho, eu combino contigo aqui, eu aposto com você, tá? Eu aposto contigo que a Inglaterra vai ser campeã da Copa do Mundo e eu aposto R$1.000 contigo. Tu aposta que a França, tá bom? Aí agora eu quero, eu tô vendo aqui que a França vai ganhar a Copa do Mundo, então eu vou vender para a Galera, a aposta que eu fiz contigo por um preço menor.
E aí tem uma galera que compra isso aqui, no fim das contas eu posso até ganhar dinheiro, mas não tem a ver com algoritmo tecnicamente, tá ligado?
Disfarçado de investimento, mas é como se você tivesse uma carteira de dívida que você vendesse seus papéis de dívida para outro banco, que é o que fazem, né?
Isso é, se eu tiver entendido direito, tá bom?
Imagina alguma coisa assim, tá? Você consegue reduzir o seu prejuízo vendendo essa, esse seu, essa sua aposta.
Pode ser que as pessoas lucrem também, né?
Pode ser, né?
É por valor bosta. Pelo fato de não ser algoritmo, o preço já é essencialmente diferente.
Normalmente em ações essas cargas compram no volume, né? Então o cara vai pegar essa dívida, só que ele vai comprar baratinho no volume, aí ele vai ganhar, alguns vão ganhar em algum momento, né?
Então não tenho certeza assim, não consigo pôr minha mão no fogo se isso é legal do ponto de vista, não sei se é ético ou se é moral, entendeu?
Porque eu acho que tem esse problema só de tentar de alguma forma disfarçar a bet de fintech, no sentido, para o público começar a confundir o que é investimento. Isso tem que tomar cuidado, de você entrar no seu banco, no Itaú, e aí tem investimento, aí tem os tipos de investimento com mais risco, e tem uma bet. Tipo, porra, não dá, tá ligado? Até porque quando você vai falar, por exemplo, em mercado aquele de micromovimentos, né, ele também é bet, sabe?
Aquilo que você baixa um aplicativo achando que tá fazendo investimento e você escolhe se sobe ou desce de opção. É opção. Opção, porra, é bet. É sim, é bet. E o banco tem um puta cuidado para oferecer opção para qualquer pessoa, senão o cara pode se foder.
E ó, para finalizar aqui, cara, se eu pudesse viver num mundo que as bets não descarregavam o mundo de dinheiro que elas descarregam nas pessoas, é que elas não podem fazer publicidade ou qualquer coisa assim, a gente estaria tendo um outro tipo de discussão, tá? É Mas a gente não pode escolher isso. Tipo, eu queria muito, o que eu quero dizer, eu queria muito que o Cazé pudesse fazer Coca-Cola, outra marca. Queria muito, eu tenho certeza que ele queria, tá ligado? Eu tenho certeza, pô.
Mas não dá dentro do sistema você crescer sem.
Agora, agora imagina, você tá agora, você agora se coloca no lugar, vamos dizer, do Cazé romantizado, que É ele que escolhe, tá bom? O Cazé é criador de conteúdo.
Porra, eu, caralho, meu irmão, ele fala, tô fora dessa merda.
Agora assim, esquece dinheiro, tá bom? Imagina o cara que eu idealizado, claro, cara que ama futebol.
Claro, você vai, pô, eu vou, eu vou transmitir a Copa do Mundo. É o que eu falei, se falasse do Oscar, você vai transmitir o Oscar, eu ia falar, puta que pariu, uma puta escolha, meu irmão.
E assim, entendeu? É complicado. Não tô falando para defender, eu acho que todo mundo tem um preço.
Pensa só, eu tenho certeza que todo mundo Tudo tem um preço.
O sonho, assim, as pessoas têm um preço até para realizar o próprio sonho ou para se manter fazendo o que elas acreditam.
Mas é uma sociedade distópica, né, onde você tenha que realmente fazer coisas que você não acredita para manter uma merda, né. Eu acho que é assim mesmo, a maioria das pessoas são assim.
Eu acredito.
Bom, muito obrigado por vir aí, cara. Porra, muito legal, cara.
Obrigado por conversar contigo, porque tu é maluco, mano.
Eu não me acho, né, eu não me acho. Eu acho que eu sou normal.
Eu tô doido para— eu queria saber muito, depois eu perguntar para o Vitão, o que que as pessoas acharam. Tem mais gente que gosta de bet ou que não gosta de bet no chat?
Pergunta absurda! Você tá— você que tá vivendo numa bolha, como é que tem mais gente que gosta do que não gosta? Ninguém ganhou bet. Cadê o grupo de Zap dos que ganharam?
Eu quero deixar claro que a maioria das pessoas sabe que é ruim, mas não sabe.
Ó, a bet podia— o que que a bet podia fazer? Junta as pessoas que ganham dinheiro com Bet, faz uma comunidade que são os influenciadores e divulga eles. É que não tem, entendeu?
Não tem isso.
E eu concordo, assim, tudo que tu falou, eu concordo. Mas o pôquer, eu não quero, é. Mas o pôquer é diferente. O pôquer, quando você ganha, os cara pagam avião para te levar no cassino para jogar, para competir.
Assim, né? Não é um jogo esportivo. Pôquer é, é.
O que eu quero dizer, que é exatamente, é um mercado onde você já entrou perdendo. Bom, mas independente dependente dessa história. Obrigado, cara, por me chamar, que eu acho muito legal. As pessoas me contam e falam, mano, você e o Igor, que tem uma ideia legal para caralho, parece dois brother. Que bom, que bom, que bom, que bom. Eu acho muito legal. E, cara, eu posso falar para o pessoal que quiser aprender IA, entrar no meu curso?
Fala aí, pô. Se você quiser aprender a produzir profissionalmente vídeo, né, com IA, entrar nesse mundo da inteligência artificial, cursodoboc.com.br. Curso do Boc, facinho, né?
Então a gente vai deixar aqui na descrição, a gente vai deixar no comentário fixado fixado maneiras de você encontrar o Bock na internet além do link do curso dele, tá bom? E você aí já, pô, que não é inscrito no canal, se inscreve no canal, tá bom? Dá o like nesse vídeo, clássico playbook do YouTuber, né? Não faço diferença, muita diferença hoje em dia, mas pô, se inscreve aí, dá um like aí porque a gente fica feliz. Comenta aí, pô, Bock é maluco, só para a gente saber que você chegou até aqui.
E bom, entra no Discord para você sugerir novos convidados, novos temas. Vira membro do canal, que em vez de tu colocar R$8 na bet, vira membro do canal.
Exatamente, pô, você podia ajudar um monte de YouTuber em vez de ficar gastando na bet. Já é um jeito muito melhor. Vamos inventar junto uma, tipo uma bet, só que ela drena o dinheiro ao contrário, ela tira dos vorcários e manda para o público pobre de um jeito assim. Isso ia ser foda. Não, os vorcários ricos estão viciados nessa merda, cara. É um negócio que aí tá levando para os mais pobres. Isso seria assim, minha utopia comunista, seria muito legal.
É que a gente teria que precisar É igual piada.
Eu gosto de zoar opressor e não oprimido, tá bom? Tá bom, boa. Então eu gosto de zoar quem tem condição para pagar terapia, aí eu faço bullying, entendeu? É um bom, é uma boa escolha.
Ó, é isso, a gente volta já já, vai ter outro flow hoje, mas é isso. Muito obrigado pela moral, um beijo para vocês e até mais. Busquem conhecimento, busquem conhecimento.