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LULA ANUNCIA ALCKMIN COMO VICE + TERRAS RARAS BRASILEIRAS + TRUMP PENSA EM COMO ENCERRAR GUERRA

01 de abril de 20262h17min
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Flow News #038

Participantes neste episódio3
I

Igor 3K

HostComediante
C

Carlos Tramontina

Co-hostJornalista
F

Felipe Moura Brasil

Co-hostJornalista
Assuntos6
  • Alckmin Vice de LulaGeraldo Alckmin · Conselhos de Lula
  • Histórico de polarização presidencial brasileiraFlávio Bolsonaro · Conselhos de Lula
  • Dívida Pública BrasilRonaldo Caiado · Fernando Haddad · Tarcísio de Freitas
  • Técnicas de entrevista e coletiva de imprensaDelfim Neto · João Dória
  • Críticas ao Governo LulaConselhos de Lula
  • Terras raras brasileirasFlávio Bolsonaro
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Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e a mesa está completa hoje. Carlos Tramontina aqui do meu lado. Estou aqui. E tem o Felipe Moura Brasil ali também. Salve, salve, Igor Tramontina e o grande público do Flow News. É, meu irmão. Hoje tem um... Eu estava pensando aqui, pô, está meio devagar a pauta de hoje e tal. Está nada. Mas o Felipe está animado.

Tá alegre. Eu acho que a notícia mais feliz que tem pra gente comentar hoje é o Alckmin que aceitou participar da chapa do Lula. Igor, olha, estas são as razões pelas quais eu vou ficar. Em primeiro lugar, em segundo, o Alckmin faz assim.

Toda vez. Você começa a entrevistar o Alckmin, quando você faz uma pergunta dura e você acha que você botou ele na parede... Dá pra fazer, Pramontina, dá pra fazer. Dá pra fazer. Aí ele fala assim, o meu pai falava o seguinte... Aí ele conta uma historinha.

ele conta uma historinha lá em Pindamonhangaba tinha um vendedor de sorvete que dizia sempre isso que você fica ouvindo e tá querendo a resposta pra aquela pergunta que você achou que ia botar ele na parede aí ele conta uma história de Pindamonhangaba com aquele jeito dele e depois ele vem em primeiro lugar depois e não responde não responde não responde

Isso daí acontece bastante com... Você acha que isso daí é coisa de político experiente, cara? Não sei. Porque às vezes os caras me perguntam quem foi o cara mais liso que já veio aqui no Flow. E eu respondo... Na ocasião ele era um político, que é o Dória, mas ele não é um político experiente de carreira como os que a gente tá, como o Alckmin, né? Mas o Dória é liso pra cacete também. Eu lembro de fazer a mesma pergunta pra ele três vezes. E ele respondeu quatro coisas diferentes. E ele apanha sorrindo.

Você bate nele e ele... Ele não muda, ele não fica bravo. Eu estava só perguntando um troço x que eu não lembro mais. Qual foi o cara mais difícil que você já entrevistou? Difícil? Não é difícil, não. Eles tentam dar umas voltas. Não sei quem dava mais voltas. Sabe quem foi para mim? Delfim Neto. Primeiro porque eu não sou economista.

Segundo, porque o meu conhecimento em economia é de alguém que lê sobre esse assunto, só. Mas isso me permite ter um grau de conhecimento até a página 3. E aí, algumas vezes, ao longo da minha carreira, me mandaram entrevistar do Eufi Neto. Cara, eu era jantado todas as vezes, porque eu achava que eu fazia uma pergunta que estava bem formulada e tal, mas que dominava o processo e os números. Era ele. E aí o cara dava uma volta, metia os números ali no meio, fazia toda uma organização na fala.

E eu ficava olhando feito um bobo, porque eu não tinha como contra-argumentar o cara. Sempre foi assim. É, por isso que quando eu... Vamos lembrar, para ter uma mais jovem, que o Delphi Neto, foi um economista muito importante na história.

se a gente botar os economistas brasileiros ele foi muito importante formador de muita gente e ele foi ministro o todo poderoso da economia brasileira durante um bom período no governo militar e depois disso que terminou a ditadura ele foi ser conselheiro do Lula era chamado pelo Lula para dar seus pitacos

E uma curiosidade, formou uma das mais valiosas bibliotecas de livros de economia que ele doou agora para a Universidade de São Paulo. E são milhares e milhares de livros sobre economia. Tem de tudo. É uma coisa valiosíssima e de muita qualidade intelectual, de muito conteúdo. Ele morreu há pouco tempo, né? Dois anos? É por aí. Por aí, mais ou menos isso.

Eu estou me lembrando de um episódio engraçado que está registrado em vídeo, num programa de humor barra jornalismo, em que a gente estava fazendo a sabatina com os candidatos à presidência de 2018. E aí entrevistei todos eles, menos o Haddad, que a equipe não quis que eu participasse do programa. Ficou com medo, hein?

não precisa ter medo de mim eu entrevisto numa boa, quem sabe dessa vez, né mas a Marina Silva é, eu não contei pra ninguém mas depois a equipe do programa revelou então hoje eu posso ironizar também mas a Marina Silva era um momento em que o Lula tava

Era 2018, o Lula está preso. E a Marina Silva tinha um discurso, ela era candidata, ela não era ministra do Lula ainda. Ela tinha um discurso de apontar a corrupção do PT e a corrupção do PSDB. Mas era um discurso genérico, ela não falava assim do Lula.

Ela não acusava o Lula de ser corrupto, ela não dizia na mesma frase que o Lula cometeu crimes, etc. No momento em que ele estava na cadeia, condenado em segunda instância, quando a jurisprudência do STF autorizava a prisão após condenação em segunda instância. E aí eu fui na pergunta, tentando cercar a Marinha, para ver se ela falava sobre o Lula. Mas a corrupção é de quem? E tem um vídeo que circula até hoje nas redes sociais, assim sou eu.

Tentando levar a Marina a ser mais específica naquela alegação dela. Mas ela vai ensabuando de todas as maneiras para apontar a corrupção do partido. Mas sem querer dizer... Aí o máximo que eu consegui arrancar dela... Mas eu falei, mas o Lula está condenado. Então, em segunda instância, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, etc. Então, isso é corrupção? É corrupção do Lula? Sabe, umas coisas assim. E ela falou, é corrupção.

Mas ela não bota o Lula na mesma frase da corrupção. Entendeu? Mas é parte do trabalho, de entrevistador, você vê até onde vai a posição do candidato. No meu caso ali, cara, quando eu converso, por exemplo, com o presidente, quando teve lá em 2022 o presidente da República,

ou qualquer político, pra ser sincero. O meu trabalho é... Eu tento conversar com um cara ali, entendeu? E eu torço pra quem tá assistindo ali perceber que, porra, eu perguntei a mesma coisa três vezes. Se bem que tem uns caras, até hoje tem uns caras, que falam assim, porra, eu aí...

É mesmo, e os caras lá do Capão Redondo não sabem o que é andar de jet ski, porque quando eu fui perguntar pro Bolsonaro de reforma qualquer coisa, fui perguntar de reforma, reforma trabalhista, reforma da Previdência, acho que era a reforma da Previdência, ele falou, não, mas no meu governo a gente baixou aí o imposto do jet ski, hoje dá pra você tirar uma carteira pra dirigir jet ski e aí faz assim, aí eu fiquei, caralho, ele falou, falou, falou.

Pô, presidente, mas é que os caras lá no Capão Redondo não querem saber de jet kill. O cara quer saber do imposto do shampoo, porra. Aí volta, entendeu? Porque é isso que você falou. O cara, e aqui eu falei do Bolsonaro, mas serve para os políticos. Serve para políticos em geral. Os caras são treinados para dizer só o que ele quer. Tem todo o media training. E tem algumas técnicas jornalísticas, mas eu não vou revelar aqui.

De você quebrar o media training do candidato. Na hora da corrida eleitoral, eles vêm com um discurso pronto. Eu acho muito importante que os jornalistas e entrevistadores de verdade deem uma quebrada ali. Porque você vê em todas as entrevistas, você vê no programa eleitoral, na rede social, ele cria uma alegação. Às vezes, o candidato político, ele não tem uma explicação convincente sobre algum episódio. É um esqueleto no armário que ele traz.

Mas ele cria uma narrativa que é a enrolação. Tem esses pontos aqui de desgaste e tal, o cara só vai enrolar. Ele nunca vai dar uma declaração convincente. Você tem que fazer o cara ir até o ponto que é o ponto da crítica, que é o elemento que provoca um desgaste, que é o elemento que mostra uma conduta imoral dele, uma atitude passada que é repugnante ou uma omissão em determinado caso específico. Mas ele faz de tudo para encobrir aquele ponto.

É isso que o Tramontina falou, cara, começa a dar a maior volta, falar da infância. Então, se você não for lá naquele ponto, ele vai passar direto. Ele está doido para você desistir e passar para a próxima pergunta. Ah, mas tem uma questão também, que muitas vezes a gente, nós, que já apanhamos bastante, já fizemos muita pergunta nessa vida, né? A gente já sabe que determinados assuntos dificilmente vão trazer luz. A resposta vai trazer luz. Mas aí o importante é você fazer uma pergunta bem formulada.

E deixar a pergunta no ar, porque mesmo que o cara não responda, quem está do outro lado, quem está em casa, quem está ouvindo, quem está assistindo, eu falo assim, ele perguntou outra coisa, ele não está respondendo, o cara não está respondendo. Algumas vezes dá para você dar essa exprimida, mas como? Desculpa, mas como? Explica melhor, que eu não entendi, por favor.

Mas tem um determinado limite, a partir do qual você também não pode ficar repetido dez vezes a mesma coisa, senão quem está doutor vai falar assim você vai continuar com essa conversa? Muda de assunto já, porque o cara não respondeu. Aí vira debate eleitoral, ou investigação policial e tal, e qualquer entrevista você acaba tendo um tempo definido.

Então o cara é meio treinado para isso. Você vai tocar naquele assunto, ele vai enrolar. Eventualmente você vai confrontar mais um pouquinho, tentar espremer ali. Ele vai enrolar mais um pouquinho e vai ter que mudar de assunto, porque senão não consegue abordar todos os assuntos. Mas aí é a questão do espectador ver. Ah, ele respondeu? Ele não respondeu? Mas o entrevistador tem que fazer esse papel. E tem uma coisa que as pessoas têm que perceber, né, Felipe? É que entrevista não é um horário eleitoral gratuito.

E nem é publicidade. A função do entrevistador, o repórter, é trazer informação. E informação é sempre uma coisa nova. Eu não quero saber da coisa velha. A coisa velha já é conhecida. Ninguém liga a TV, ninguém assiste um podcast pra ouvir as mesmas coisas. Que é novidade.

Que é se informar, que é um novo conteúdo, né? Então as pessoas têm que entender que bom, mas esse jornalista também só fica... Não é, cara. A função é trazer coisa nova e trazer informação, não é fazer publicidade. Porque quando o político quer fazer publicidade, ele pega o dinheiro do contribuinte, contrata uma agência e faz uma campanha publicitária falando que ele é o máximo. A gente vê isso todo dia. Ao jornalista cabe outra coisa.

Total. E, claro, assim, só para concluir, tem vários tipos de entrevistas. Uma coisa é fora do período eleitoral, você vai fazer uma entrevista sobre o parlamentar, que eventualmente está investigando alguma autoridade numa CPI para ele contar alguma coisa. Isso é uma coisa. Outra coisa é uma sabatina na época de campanha em que você tem que confrontar o político com o histórico dele.

Claro que você pode manter uma postura sempre de tentar fazer o papel do advogado diabo, mas são momentos diferentes em que a incisividade pode mudar um pouquinho.

Tudo isso na nossa conversa por causa do Alckmin. Começamos a filosofar sobre o jornalismo. Primeiro, jornalismo. Segundamente, na verdade, a gente estava falando também sobre o cenário eleitoral que está se formando, cada vez mais definido. Então, a gente começa falando do Alckmin que...

surpreendendo o total de zero pessoas, vem de novo como vice do Lula. Mas a gente tem uma definição do PSD, que está optando, no fim das contas, por Ronaldo Caiado. Então está confirmada hoje a pré-candidatura do governador de Goiás, que é o Ronaldo Caiado.

Um comentário rápido sobre o Alckmin. Eu acho que o Lula quer manter, obviamente, a chapa de 2022, que foi vitoriosa em cima do Jair Bolsonaro. A concorrência é o Flávio Bolsonaro. Então, a disputa é similar, tem alguns elementos diferentes, obviamente. Mas ele mantém a chapa vencedora. E por que que...

ele se acostumou com o Alckmin, gostou dessa possibilidade. Porque o Alckmin traz esse verniz de somos uma frente ampla, embora o PT tenha demonstrado no governo e sempre tenha demonstrado.

que isso é um pouco de conversa fiada, para não dizer muito, quando o PT tem interesse em alguma coisa, tenta puxar para o próprio partido, não entrega muito, só entrega quando precisa aprovar alguma coisa como moeda de troca, faz esse toma lá da cá.

E o Lula, além desse verniz de frente ampla que o Alckmin empresta, além da força que o Alckmin ainda tem, mesmo que com desgaste no eleitorado mais à direita, no Estado de São Paulo, que é o colégio eleitoral mais importante, o Lula não quer um vice que o ameace.

E o Alckmin, nesse papel de picolé de chuchu, ele encarna muito bem essa figura. Ele se mostrou absolutamente dócil, absolutamente sabujo do Lula ao longo de todos esses anos no governo. Gostou de ter essa boquinha depois já de uma carreira que não apontava uma viabilidade para uma eleição majoritária. O Alckmin foi muito mal na última corrida presidencial. Então, vamos lá.

Então ele não oferece qualquer tipo de perigo e ainda traz algum tipo de verniz para o Lula. Me parece que é uma escolha natural. O vice é sempre um problema para o titular, porque ele é uma sombra e ele normalmente tem a sua ambição política.

E ele assume aquela cadeira que já é subalterna, já é um número dois. Mas é um número dois que, de preferência, não fala não. É um número dois que fica na sua, fazendo umas coisinhas menores ali. No caso do Alckmin, ele assumiu o ministério.

que é um ministério importante, mas o Alckmin não teve uma relevância nesse governo. Você nunca viu o Alckmin assumindo grandes projetos. Teve manifestações. Agora, na crise com os Estados Unidos, ele teve, pelo menos é o que foi dito, e aparentemente foi, ele liderou.

um grupo de pessoas que foi negociar lá com o governo americano. Mas ele nunca realmente ameaçou e sempre existe não só essa ambição do que é vice, mas muitas vezes tem os acordos. Olha, então tá bom, eu vou para a tua chapa, eu ia concorrer diretamente com você, contra você, mas eu vou para a tua chapa para ser vice e depois na próxima eleição você vaza e você me lança como o candidato.

no caso do Alckmin isso nunca existiu e ele compôs ali com o Lula e realmente nunca incomodou o Lula, nunca atrapalhou o Lula, nunca teve ambições maiores a não ser ficar no lugarzinho dele ali de vice, que tá bom o lugar ali, onde está que tem aí o dele, todas as... E ainda tem mais um elemento, Tramontina, é que o Alckmin topa fazer coisas para as quais o Lula não tem a menor paciência o menor saco E aí

como, por exemplo, conversar com o pessoal do agronegócio que rejeita o próprio Lula. Como ir após... Isso o Lula até demonstrou historicamente ter paciência, mas seria um desgaste para ele e o Alckmin assumiu esse papel, de ir para a posse do presidente eleito do Irã. Quando o Alckmin sentou do lado de quatro líderes terroristas que eu identifiquei, peguei a imagem do vídeo da transmissão iraniana.

E aí eu vi que o Alckmin sentou do lado desses quatro, fui lá verificar se eram mesmo aquelas pessoas que eu imaginava e eram. E aí vi que eram os quatro. Peguei a imagem, dei um print e escrevi o nome de cada um e o grupo de cada um. Não tinha o líder do Hamas? Era o Ismail Ranier, que era o líder do Hamas, que foi eliminado inteira.

Porque justamente foi a posse do presidente eleito horas depois da posse. Isso. Numa ação de inteligência incrível, espetacular. Porque quando ele ia para Teheran, ele ficava sempre no mesmo quarto, na mesma posada. E aí aparentemente, porque quando você tem uma eliminação desse tipo, ninguém assume. Mas se acredita que foi a inteligência israelense que estava por trás.

E eles descobriram isso, mapearam e conseguiram deixar explosivos, detonadores, explosivos para se detonar à distância, quando ele estivesse lá. E conseguiram fazer isso. Um dos idealizadores do massacre de 7 de outubro de 2023 em território israelense cometido pelo Hamas. Então você tinha ele como líder do Hamas, você tinha o líder da jihad islâmica, você tinha um outro líder, os dois grupos terroristas da faixa de Gaza.

Ao sul de Israel, você tinha um líder dos Houthis, grupo do Iêmen, que também ataca Israel, lá de baixo, ali é de baixo da Arábia Saudita. E você tinha um líder do Hezbollah, que ataca Israel pelo norte do país, ali no sul do Líbano, um grupo terrorista libanês. E o Alckmin estava sentado lá de todos eles. E o Geraldo Alckmin ali, representando o governo Lula. Exatamente.

o sujeito que está disposto a fazer esse tipo de coisa, que vice que vai ser melhor para o Lula do que ele? Existe um papel claro, definido para um vice-presidente aqui no Brasil? Existe, por exemplo, nos Estados Unidos, lá o vice-presidente tem um papel definido, ele faz, ele tem essa função A, B e C. Aqui no Brasil, qual que é a função definida de um vice-presidente da República?

Não encheu o saco. É, a decoração. É aparecer na foto na urna eletrônica pra dar algum tipo de verniz que o titular não tem. Assim, falando sério, é... Ele substitui o presidente. Isso, quando o presidente está viajando. Ou com algum problema de saúde. Então, mas um vice-presidente americano, por exemplo... Ou empichado, né?

ele tem funções mesmo ele é o cara que negocia com não sei quem, ele é o cara que faz um tipo específico de viagem não sei o que aqui não, aqui é meio isso, quando o presidente está fora ele é o presidente tem um papel de representatividade mas o Alckmin acabou não sendo só vice-presidente ele acabou sendo ministro nessa parte de indústria, comércio que me parece ser uma parte que ele gosta ele gosta de falar dessas coisas

A dona Ruth Cardoso, mulher do Fernando Henrique Cardoso, sociólogo que foi presidente da República do Brasil, também lá atrás, a dona Ruth falando uma vez do quanto existe de puxar saquismo dentro do governo. E ela citou uma vez o seguinte, eu acho que está num livro dela, inclusive, se você...

Se você um dia passar num salão, um daqueles grandes salões que existem dentro dos palácios, Palácio Alvorada, Palácio do Planalto, Palácio não sei o quê, e olhar para o teto e falar assim, nossa, mas uma vaca ficaria muito bem nesse lugar aqui. No dia seguinte, tenha certeza que ao entrar ali, você vai encontrar uma vaca pendurada. Ou seja, tem toda essa enturragem. O político perde o exercício de...

botar a mão em maçaneta. Tem sempre alguém para abrir a porta para ele. Tem sempre alguém para fazer esse tipo sabujo de trabalho. Aliás, eu me lembro, vou fazer mais um parênteses aqui, hoje é o dia. Estou adorando os parênteses. Vocês perderam nos bastidores. Aqueles chamados capinhas que ficam atrás dos ministros do STF. Foi neles que eu pensei quando você falou. Capinhas. A função deles, eles ficam com aquela capinha curta, ridícula.

A função deles é servir o café, dar água e levar os livros e os processos que os ministros falam. Olha, eu quero processo tal, processo tal. Os livros tais, tais, tais. Que servem só para também decorar. Porque ninguém pega livro nenhum na hora do julgamento. Eles já levam o voto pronto.

E os capinhas ganham uma grana boa pra você puxar saco. O cara é o Capinha. Capinha, esse é o apelido. Capinha. Qual será o nome pra valer do capinha? Não sei. Não sei. Você sabe? É, um servidor que tá lá ganhando o seu dinheirinho. Acho que o pior é que os ministros do STF...

que já tendem a soberba, que já tendem a arrogância em razão do poder que a caneta tem, a mais poderosa da república e por mais tempo, a escolha que gera um efeito mais duradouro geralmente por parte de um presidente da república, eles com toda essa adolação, com toda essa mordomia, com toda essa regalia, eles começam não só a achar, mas a ter certeza que são deuses.

A ponto de citar frases de Jesus Cristo para reagir aos seus críticos, como fez outro dia Gilmar Mente em sessão plenária. Eles não sabem o que dizem, eles não sabem. Pois é, eles parecem ter certeza. Eu não digo se achar, né? Eles têm aquela piada, né? Não acham, têm certeza. Então, a sensação que a gente tem é de uma onipotência absoluta e toda...

Todo esse glamour leva a essa onipotência ser turbinada. Mas voltando ao Alckmin, o Alckmin teve um resultado muito ruim na última eleição, no qual ele disputou o cargo executivo. Porque no segundo turno ele teve menos votos do que no primeiro.

então eu não sei hoje ele traz todo esse verniz, não posso chamar de glamour, mas esse verniz de centro de cara que não tem nada a ver com PT que ele agrega e tal, mas eu não sei o quanto ele consegue agregar de voto no estado de São Paulo para a candidatura Lula

Pois é, mas eu acho que o Lula está querendo qualquer coisa que dê para ele algum tipo de voto em São Paulo. Botou o Haddad para concorrer de novo com o Tarcísio de Freitas em São Paulo. O Tarcísio é uma força política favorita nesse momento, embora o Haddad esteja aparecendo razoavelmente bem nas pesquisas. Então, eu acho que é mais uma tentativa de...

frear o avanço do bolsonarismo no estado de São Paulo. É isso. Vamos passar para o Ronaldo Caiá? Vamos. Falar em bolsonarismo. Acho incrível que a gente tenha falado tanto tempo sobre o Geraldo Alves. Não, peraí que aí sobrou um pouco o Haddad também, que aceita, pelo visto, pelo bem do PT, uma candidatura meio suicida, não é? Porque ele já disputou com o Tarcísio antes, e agora o Tarcísio está mais forte.

Não está do que estava quando eles disputaram o governo? Vamos ver conforme a corrida eleitoral avançar, porque quando você é governo, melhor eventualmente que sejam, políticas públicas, não estou fazendo juízo sobre o governo específico, mas você vira vidraço, porque a sua gestão é que está em discussão nos debates eleitorais na TV, etc. Então tem muita coisa a ser apontada e tem que ver como ele vai se defender. Mas o Haddad perdeu três eleições seguidas.

em São Paulo, seja para a prefeitura, seja para o governo do Estado, mas ele se prestar a esse papel de novo, mesmo que assim exista alguma chance, mostra como o Lula manda e essas pessoas no entorno fazem, como elas estão dispostas a tudo. E como ele ganhou um cargo de ministro...

mesmo tendo perdido uma eleição, ele sabe, e acho que isso faz parte do acordo, inclusive, para ele se candidatar, que se ele perder, ele vai ter alguma outra boquinha, seja num eventual governo do Lula, caso o Lula ganhe a eleição, seja em algum braço do partido, em algum estado.

Então ele tem uma segurança de que remunerado ele vai continuar sendo por bastante tempo. Porque muitas vezes as pessoas analisam a política e esquecem que os políticos são cidadãos que querem ter uma boquinha, querem ter um emprego para ter um salário todo mês.

Então ele se presta esse papel para, mesmo perdendo, não perder de muito em São Paulo. Porque não é só a eleição estadual que está em jogo. Ele perdendo de pouco para o Tarcísio, mas conseguindo trazer votos para o Lula na campanha nacional, para o Lula o Haddad já terá feito um papel.

A gente não pode esquecer que na disputa do Haddad com o Bolsonaro, o Haddad ganhou na capital e perdeu no Estado. E o Lula precisava de um palanque, um palanque forte. E ele considera que o Haddad, mesmo com essas circunstâncias de já ter perdido eleições anteriores, ele se constitui num palanque forte. Aí ele tenta juntar também um pouco a força e a imagem da Simone Temer.

E da Marina, que talvez sejam candidatas ao Senado. Exatamente. Está reforçando o time em São Paulo. Reforçando o time em São Paulo com todo esse objetivo. Mesmo que perca, que seja de pouco. Exatamente. E nós estamos falando tudo... Quando a gente fala...

E tudo isso que a gente fala aqui é sempre em função do hoje. Certo? Porque amanhã eu não sei, daqui a alguns meses também não sei, e quando começar a campanha eu sei menos ainda. E todas essas pessoas, é bom deixar claro, elas estão altamente desgastadas no campo da direita.

Simone Tebet, que tinha uma candidatura alternativa, e o Lula virou governo, foi para o governo, virou aliada do Lula, assim como a Marina Silva, no Senado a Soraya Tronik, de quem eu vim falando nos últimos dias. Tem várias pessoas que tinham uma postura, um posicionamento com uma retórica política, etc., mais independente, mesmo que como a Marina, historicamente ligada à esquerda.

que se juntaram ao Lula. Mas o que se busca numa eleição polarizada? É o eleitor ao centro, é o eleitor independente, é o eleitor moderado, é o eleitor que não tem posicionamento ideológico, tem a multiplicidade de perfis, mas são esses eleitores que são decisivos na hora da eleição. Então eles estão botando todo o time que não é PT raiz para tentar trazer voto para o Lula.

Pois é, e trazer essa galera do centro pro Lula, vocês acham que é um esforço mais forte trazer pro lado do Lula ou pro lado do Flávio Bolsonaro, a galera do centro? Então acho que esse cara considera... Porque assim, esse cara provavelmente vota mais por amor ou por repulsa, na opinião de vocês. Eu acho que é repulsa. Eu acho que um cara desse, o voto acaba decidido pelo menos pior.

na visão de quem está votando na hora do voto. Então, vocês acham que esse menos pior hoje está mais para que lado? Se tu fosse chutar. Eu fiquei ouvindo e fiquei lendo tudo que se escreveu e falou hoje sobre a candidatura Caiado, que no primeiro momento foi assim, mas é mais do mesmo. Ou seja, ele é um cara de direita, é um cara conservador.

Mas aí depois eu vi outras análises que diriam que talvez ele pudesse ser algo novo, no sentido de que ele poderia ser herdeiro de votos de pessoas que não querem alguém da família Bolsonaro e não querem Lula. Perfeito, faz sentido. Eu não quero Lula, mas também não quero ninguém da família Bolsonaro. E se o cara for... E aí ele pega os votos da direita...

E quem sabe algo mais e eventualmente se viabilize? Não sei. Mas eu achei interessante essa avaliação porque quando eu vi as notícias de que o Kassab, que é o dono do partido, que escolhe essa história, Kassab fala publicamente, não, o PSD se reuniu, não sei o quê. O Kassab decide. O Kassab decide. E aí ele olhou o Eduardo Leite.

E falou, o Eduardo Leite é a novidade, pode ser a novidade, pode se vender como a novidade, mas ele não é viável eleitoralmente na visão do Kassab.

E aí o Caiado é um cara durão, é um cara que fala grosso, um cara que tem experiência, sete anos como governador, foi deputado federal várias vezes, é um cara que encara uma discussão de uma outra maneira, encara de uma outra forma, num debate, numa entrevista, ele tem argumentos, né? E aí ele escolheu o Caiado. Eu achei interessante essa avaliação de que...

eventualmente ele pode até ser uma alternativa ao Flávio Bolsonaro. E aí a tua pergunta, eu acho que fica mais difícil nessa altura pro Bolsonaro, pro Flávio, conquistar esses votos se o Caiado se viabilizar.

se o Kassab tiver certo e na percepção que ele acha que a população vai ter do Caiado. Porque se o cara for olhar o histórico do Caiado, o que ele vai encontrar, o Filipão? Bom, recentemente ele vai encontrar o estado de Goiás bem feliz com o Caiado, não é? Se a gente for falar dos números da aprovação do Caiado, o Caiado também é um cara bastante ligado ao mundo agro.

então tem aí uma força diferente um outro componente agora, o Caiado tem bons números na economia primeiramente o Caiado tem bons números na economia de Ueás o Caiado tem bons números na questão da segurança

Ele fez cair muitos números da violência e da criminalidade. E ele tem um discurso lá, ele tem essa ligação com o agro. Então, tudo isso eu acho que acaba compondo essa alternativa escolhida pelo Kassab.

Um dos pontos principais é o combate à criminalidade. Ele ter o que apresentar como gestor, como governador de Estado nessa seara. Tem uma taxa de aprovação alta. O Eduardo Leite é um nome que é mais foco de debate no Rio Grande do Sul. Tem críticos, etc. O Caiado tem uma maioria bastante consolidada.

E é alguém, historicamente, num campo mais à direita que enfrentou o Lula na eleição de 1989. Quer dizer, ele pode, se ele quisesse bater de frente com o Flávio Bolsonaro, mesmo de uma maneira sem bater exatamente de frente, dizer que já combate o petismo há muito tempo, que já enfrenta o Lula há décadas, desde a década de 80.

Então, assim, ele tem um repertório, ele tem o que apresentar. O problema é que ele ficou muito alinhado ao bolsonarismo. Ele faz parte dessa leva de governadores, Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ratinho Júnior, que estavam esperando a família Bolsonaro, do ponto de vista eleitoral, cair de maduro.

Com a prisão do Bolsonaro, com a impossibilidade do Eduardo, que ficou lá nos Estados Unidos, alvo de processo. Não estavam contando muito com uma candidatura do Flávio escolhida pelo Jair Bolsonaro. Eu sempre falei que a família Bolsonaro não ia largar o osso, que ela ia obstaculizar o crescimento de uma alternativa de oposição.

que ela não entregaria de bandeja, que no mínimo ia querer um vice, mas que tinha ainda o Flávio. É claro que o Carlos Bolsonaro é alguém mais local, que foi vereador no Rio de Janeiro, não tinha tanta projeção nacional como um senador, embora sempre estivesse lá por trás das estratégias digitais. Foi concorrer a uma vaga por Santa Catarina, que é um estado onde o bolsonarismo tem mais força. Não entendi nada de Santa Catarina, outro dia escreveu errado o Balneário de Camboriú.

Num story na rede social. Está sendo criticado lá por uma parte da população. Mas o Flávio já tem toda essa articulação política porque ele é uma figura do centrão. O Bolsonaro tem horror que se fale isso porque eles se iludem que a família Bolsonaro é a verdadeira direita, etc.

o Bolsonaro é tradição do Centrão, o próprio Bolsonaro falou isso, eu sou do Centrão. Na campanha ele dizia, nós não somos Centrão, nós não somos esquerda, porque isso, porque aquilo. Chegou no governo, quando foi questionado, falou, eu sou do Centrão, e deu uma risadinha, como quem enganou boa parte do eleitorado a respeito desse tema. E a postura do Flávio sempre foi a postura do acordão, do conchavo, da articulação de bastidor, sempre teve esse perfil.

que não é moderação. Eu faço toda uma análise aí, conceitual, que no Brasil me parece que esses conceitos são utilizados de uma maneira completamente equivocada. E eu costumo dizer o seguinte, porque muita gente aponta todo o bolsonarismo, todo o campo da direita, é claro que você pode discutir aspectos específicos.

Mas tem muita gente que milita no campo da esquerda, que aponta tudo que está à sua direita como extremista. E como houve a trama golpista e 8 do 1, com invasão, com depredação e tal. Então todo mundo virou golpista. E aí vem uma figura querendo posar de moderado. E eu falo o quê? O oposto do golpe de Estado não é o conchavo.

Existe uma outra coisa, que é uma política em que você tem posições claras, que você age de acordo com o seu discurso, que não é o caso, muitas vezes, de integrantes da família Bolsonaro. O Flávio dá o voto e depois ele critica a pauta em que ele votou. Ele fez isso na semana passada.

Ele deu voto a favor do projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo. Aí depois ele falou que aquilo era uma armadilha para ele, e que está errado, e que não sei o quê e tal. Outro dia ele esperou que houvesse o mínimo de assinaturas para uma CPI que investigasse Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Aí depois ele disse também que era uma armadilha para ele, como se ele fosse o centro do mundo, e que a CPI é ilegal. Se é ilegal, por que assinou?

aliás quando ele assinou já tinha o número mínimo necessário para aprovação da CPI que são 27, ele foi o 29 eu apontei isso ali, assim que saiu o nome dele na lista na rede social e o que eu apontei ali depois virou a premissa de uma pergunta que ele teve que responder numa emissora de TV e foi quando ele deu esse piti

isso é o Alessandro Vieira que está querendo me desgastar ele não demonstra ter uma habilidade uma serenidade de quem tem um discurso condizente com a sua prática

Então, assim, repito, moderação é você não ser radical, você analisar as questões conforme os elementos se apresentam, você refletir sobre essas questões, tem essa paixão e esse ódio de determinadas bolhas.

Não é você sabotar a investigação de ministro do Supremo, porque você está contando com o voto do ministro do Supremo para blindar inquéritos sobre rachadinha. Então, assim, é uma figura que sempre transitou nesse centrão e foi complacente com vários ministros do STF. Aliás, a indicação do Cristiano Zanin, advogado pessoal do Lula na Lava Jato,

foi para o STF indicado pelo Lula, passou pela sabatina no Senato, e o Flávio Bolsonaro estava vendo, ao vir, destaquei esse trecho, joguei na rede social, depois a imprensa veio atrás, assim como aconteceu com o caso do Alckmin lá no Irã, e mostrei que o Flávio exaltou.

O garantismo do Cristiano Zanin durante a sabatina dele. Isso é louvável na sua indicação? Você é garantista? É que o Flávio vinha de ser alvo de investigações sobre um histórico de funcionalismo fantasma em gabinete.

E as investigações foram brecadas por essas alegações que sempre existem, que os petistas, o pessoal do Centrão, que agora o Centrão do STF, utilizam, de que houve o acesso irregular e tal. Não é que não havia fantasma no gabinete.

Então ele gosta do garantismo, mas a postura para a rede social, a postura para a bolha, é a postura de combate à criminalidade, que aí fica um combate à corrupção meio que subentendido, mas não é de combate à corrupção.

A família Bolsonaro ajudou a sabotar não só a Lava Toga, como a Lava Jato. E não é só no discurso, porque aí você pensa, não, eles estão distorcendo o contexto que o Jair Bolsonaro disse que acabou com a Lava Jato, porque não havia corrupção no governo. Não, o Bolsonaro escolheu Augusto Ares, Procurador-Geral da República, que extinguiu oficialmente, tem um documento, o modelo de força-tarefa da Lava Jato. Não é só discurso, foi o PGR indicado por ele que extinguiu a força-tarefa da Lava Jato.

Então, é preciso colocar as coisas nos seus devidos lugares. O Ronaldo Caiado, qual é o problema que eu avalio em todas essas possibilidades fora de lulismo versus bolsonarismo? É que não houve ao longo dos anos.

uma construção do discurso alternativo, de um discurso diferente. Então, quando você é candidato, mas você é aliado do outro, que já tem uma imagem mais consolidada, porque o pai foi presidente, porque teve quatro anos de máquina pública na mão, com todos os propagandistas, muitos dos quais querem voltar a ter as boquinhas que tiveram antes e tal.

Fica difícil haver uma identidade clara para o eleitorado. Você fica parecendo uma escada para o outro. É claro que, como o Tramontina falou, se o Flávio... Eu estou acrescentando aqui o comentário do Tramontina, a hipótese de o Flávio se enrolar demais. De ele ser desmoralizado num debate. As pessoas que o conhecem falam que ele... Brincam até falando assim, que se ele for apertado para valer, ele chora.

Pois é, ele já desmaiou em debate. Ele já desmaiou em debate. Porque ele não tem vivência e experiência no confronto duro. No confronto para valer e no confronto onde a exposição é brutal. Hoje ele trafega muito tranquilamente, porque ele faz as declarações dele, concede entrevistas e ele fala exatamente o que ele quer e tal. Mas...

Mas vai ser muito treinado para fazer isso. É o que eu estava falando, media training. Não vou subestimar, é só a capacidade de repetir aquilo que vai ser exaustivamente ensaiado. Agora, eu tinha tempo para lembrar uma frase do Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, que diz o seguinte, mas na eleição de 2022, o Bolsonaro era governo, por isso ele era a vidraça.

Agora o Lula é o Vitoras. Exatamente, é o ponto onde eu ia chegar. E aí vai ter Flávio Bolsonaro sentando por rede, Caiado sentando pau, você vai ter Romeu Zema, você vai ter Renan da missão, só aí já são quatro.

É pancadaria pesada. Exatamente. Então, eu vejo o Gilberto Cassar colocando o Ronaldo Caiado para evitar desgaste do partido, para blindar o partido também de acusação de que virou esquerdista, porque esse discurso ao centro não conseguiu.

ainda se consolidar na sociedade. Então ele preferiu um candidato à direita que leve algumas bandeiras sem desgastar o partido e consiga ajudar na formação de uma bancada muito forte do PSD no Congresso Nacional, lembrando que é isso que traz dinheiro, que é uma coisa que muita gente, mais uma vez, repita, perde de vista no debate político. Então o fundo eleitoral...

O fundão eleitoral, o fundo partidário, são esses dois fundos, mas você tem uma proporcionalidade em relação ao tamanho da bancada. Então, na última eleição, por exemplo, o PL fez a maior bancada com 99 deputados federais. Aí ganhou a maior fatia do fundo.

eleitoral, do fundo partidário. Alguns bilhões. São bilhões de reais. Exato, para a lojinha, que é o partido. Então ele quer isso. Não, mas o problema é o Bolsa Família, porra. Desculpa, continua, vai. Pois é, e todos eles, petistas e bolsonaristas, como eu apontei, em todas as ocasiões, porque foram vários aumentos, votaram pelo aumento do fundão eleitoral, pelo aumento do fundo partidário. Isso eles não contam para você nas bolhas. São dois be...

bilhões de reais. Sabe os propagandistas de cada lado que ficam gritando, fazendo a propaganda de Deloitte, nós contra eles. Não contam pra vocês que eles votam juntos no Congresso, petistas e bolsonaristas pelo aumento do fundão, que é gasto do seu dinheiro, pagador de imposto. Mas aí, então assim, o PSD do Gilberto Kassab tem essa tentativa de formar uma grande bancada. O Caiado, ele tem mais chance presidencial.

se o Flávio se desgastar muito, se enrolar muito, porque a base eleitoral do Caiado é uma interseção com o bolsonarismo. Então, se ele sair criticando o Flávio Bolsonaro, ele pode perder apoio na sua base e entendo que ele tema isso, mas não legitima essa postura. Eu critico todos esses que não ousaram criticar o bolsonarismo ao longo de todos esses anos.

E a gente não pode se esquecer de que se o Caiado não chegar ao segundo turno, aí vamos negociar o apoio. Claro, até o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Se alguém que é um exímio negociante para esse tipo de coisa, se chama Gilberto Kassab.

Que é um cara capaz de ter três ministérios do governo Lula e uma secretaria. Deixou a secretaria do governo Tarciso agora, né? Na semana passada. Mas ficou com um pé aqui e um pé lá. Durante todo esse tempo, pouca gente consegue isso aí, né? Rapaz, então se o Caiado não chega no segundo turno...

Não tem problema, nós vamos conversar e politicamente vamos definir o engajamento em favor de uma candidatura que vai disputar o segundo turno. Não estou falando em dinheiro, não estou falando em negócio desse tipo de coisa, estou falando em ideias, conceitos, tá? Porque é isso que eles dizem. É, perfeito. Apoiamos porque estamos na mesma batida, pensamos da mesma maneira. Tá bom.

Mas assim, só para falar do outro lado, o Lula, como falei em todos os programas que eu participei aqui ao longo do verão, inclusive, ele tem um desgaste muito grande, não só pelo tempo enorme que ele já está aí fazendo as mesmas promessas, são até engraçados os vídeos de compilação que o pessoal faz na rede social, porque na eleição de...

89, as outras, 2002, 2006, 2010 defendendo Dilma, 2014 defendendo Dilma, 2018 ele estava preso, veio Haddad, 2022, ele faz as mesmas promessas com as mesmas bravatas e o Brasil nunca é a maravilha que existe no mundo fantástico da propaganda petista.

Nunca é, nunca se tornou, embora muitos propagandistas busquem fazer parecer que é. Então tem um desgaste natural com o tempo, tem um agravamento nesse desgaste com a idade. O Lula está dando um monte de material para a campanha mostrar que ele tem uma tendência Joe Biden nesse momento, porque a quantidade de atos falhos. Outro dia falou do Brasil como um exemplo do crime organizado.

Foi algo nesse sentido, que era para falar do combate ao crime organizado, supostamente acabou entregando de bandeja essa cena cômica para a oposição ironizar. Olha, é verdade, o Brasil está dominado pelo crime organizado e o presidente dessa vez está sendo sincerão aqui. Olha, nisso até eu concordo com o Lula e tal. São vários, fora as vezes em que ele vai se referir a Janja e se refere a Marisa Letícia. Mas...

Tem esses dois pontos de desgaste muito grandes, que são da falta do combate à criminalidade por parte dos governos do PT. A criminalidade está aí no país inteiro, com territórios dominados pelas facções criminosas armadas. E você vê um comportamento muito leniente dos petistas de uma maneira geral. A corrupção...

Você tem roubo de aposentados nesse governo, escândalo máster que também respinga, embora bata em todo mundo. No petismo, o Lulinha que voltou a ser foco de investigações, no caso do INSS, que era sempre falado que voltaria a acontecer esse tipo de escândalo que faz parte da história do PT, como Mensalão, Petrolão, Sangue Sul, Aloprados e etc.

E você tem a questão do consumo das famílias, do custo de vida que está alto, do endividamento das famílias. E o endividamento das famílias está preocupando muito o Lula, porque aí é a população sentindo no bolso e mesmo uma parte da base eleitoral dele.

Então, assim, são três elementos de desgaste e fora o desgaste do tempo e da idade. Então, assim, é um momento muito bom para uma oposição firme, incisiva, sem esqueleto no armário, que não é o caso de alguns candidatos, aproveitar. O problema é perder esse eleitorado que decide.

Tem um fenômeno aí que eu tento entender, tento compreender por que ele não cola. O Caiado tem bons números na economia, mas será que o eleitor vai...

Perceber isso como sendo uma característica de um governo que aparentemente nesse aspecto foi eficiente. Segundo, você pega os números do governo Lula, houve aumento da média salarial, você teve um aumento real de salário mínimo, você tem uma saída de 26 milhões de pessoas no mapa da fome, você tem mais uma outra coisa importante, a inflação, que está baixa.

Mas, eu falei aqui já também há bastante tempo, que o que ia decidir era o bolso do consumidor. Então, é difícil ao cidadão se apoiar nisso se a hora que ele vai ao supermercado está mais caro hoje do que estava ontem. E se o dinheiro continua curto.

Isso o endividamento é grande. E se a taxa de juros é enorme, taxa de juros de todo tipo, desde o cartão, no rotativo, na cobrança de qualquer empréstimo que a pessoa faça, e aí cai tudo no colo do governo. Cai tudo no colo do governo. E a percepção das pessoas, as pessoas não têm essa percepção de que isso melhorou, aquilo melhorou e tal. Então eu fico pensando até se o Ronaldo Caiado seria realmente beneficiado por alguns números na economia.

favoráveis a ele, se ele conseguiria sair desta bolha de Goiás e expandir um pouco isso para o restante do país, porque o que a gente está vendo no governo Lula é que ele não consegue fazer. Tem o Vale Gás também, que ele vai aumentar agora por causa da guerra, vai aumentar uma isenção para o gás. O Vale Gás não pegou.

Eles foram lá, levaram o bujão, fizeram toda a cena da propaganda eleitoral. A isenção do imposto de riranda para quem ganha até 5 mil reais também não provocou nenhuma reação que a população tenha dito. Eles contam bastante com isso. É porque são medidas de maquiagem de uma maneira geral e várias dessas bandeiras que você apontou são contestáveis do ponto de vista argumentativo. E certamente os opositores serão preparados para contestar.

essas propagandas que o petismo faz na área econômica, mas você tem outros dados que mostram que as famílias estão preocupadas, que não estão sentindo esse efeito maravilhoso. Você falou aí inflação, mas a inflação é muitas vezes controlada pelo aumento da taxa de juros do Banco Central em razão da irresponsabilidade fiscal do governo. Aí você vê o mercado apontando a trajetória da dívida, é um cenário de insustentabilidade do ponto de vista...

fiscal, econômico, que não gera o crescimento porque os deveres de casa, estruturais, as reformas não são feitas. Por isso, aliás, que tem muitos economistas defendendo agora a candidatura do Eduardo Leite, porque não se alinham ao bolsonarismo, porque perceberam que, mesmo com o Paulo Guedes, que tem um histórico liberal, não se conseguiu grande avanço da agenda de desestatização ou de liberalismo econômico ao longo do governo Bolsonaro e queriam alguém que fosse capaz.

de levar a economia do país para um lugar melhor, sem tantas amarras políticas. Mas, então, tem muitos pontos de desgaste para o lulismo, só que ele também tem muitos elementos para apontar do outro lado.

Mas é um cenário que, ao meu ver, vai afastar muito o eleitor de centro, eleitor moderado, eleitor independente, se não surgirem alternativas. Então, se falou isso muito na eleição passada, e eu repito agora, o índice de abstenção...

Ele tende a ser muito alto, novamente, se forem para o segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro. Vamos ver se alguém consegue. Mas qual é o problema? Você falou, mas se o Ronaldo Caiado crescer e tal. É que não houve um esforço de tornar qualquer um desses governadores mais conhecidos nacionalmente.

Ao longo dos últimos anos, ao longo dos últimos meses. Eles precisam, numa velocidade muito grande, se tornar um candidato viável. O que é se tornar um candidato viável? É você chegar ali por volta dos 20%.

Então tem lá Lula, 30%, 27%, esses candidatos que ficam primeiro e segundo, eles ficam ali mais à frente, no primeiro turno, porque os números são mais altos quando você confronta só dois candidatos num cenário de segundo turno. Mas você precisa mostrar que um candidato que está em terceiro lugar está crescendo, ele pode alcançar. Quando você tem um movimento desse muito claro nas pesquisas, aparecendo aquele eleitor que está escolhendo um candidato só pela regência ou outro,

mas ele também, na verdade, rejeita algumas pautas, comportamentos e tal desse candidato que ele está escolhendo para tentar barrar o outro, ele fala assim, não, peraí, então eu posso votar nesse terceiro aqui? Então, peraí, eu vou mudar. Aí você acaba tirando esse voto útil e gerando um voto mais por alinhamento nesse terceiro candidato. Mas se ele não mostra, em poucos meses, alguma viabilidade, fica complicado, se fica distante, quer dizer, 30, 27 e 4, 5.

O cara larga. É o que aconteceu com o Geraldo Alckmin, inclusive, se não me engano, em 2018. Candidatos que... Até Ciro Gomes. Você vai desidratando porque o sujeito não acredita que você tenha viabilidade. Você não consegue crescer, você fica num teto. E, desgraçadamente, ninguém fala do país.

Você está falando do candidato? A gente está falando. A gente está falando de criminalidade, de corrupção, de questão econômica. Você estava falando assim, mas ele não se viabilizou até o momento, falando do Caiado. Mas também quando você olha o Flávio, quando você olha o Lula, fala assim, mas que país nós teremos a partir do ano que vem? Que país nós queremos ter? Que é uma coisa que a gente pergunta há 10, 15, 20, 30 anos. E eles chegam aí, ninguém apresenta ideias para o país.

E aí está todo mundo querendo ser candidato, todo mundo quer ser presidente da República e ninguém fala do país. Porque, por favor, né? Tem uma ideia, Tramontinho, sabe qual é? A do Lula é, não sou o Bolsonaro. E a do Flávio Bolsonaro é, não sou o Lula. Essa é a grande aula. E aí vem o Caiado, a primeira medida que ele vai fazer, ele vai anistiar...

todos os condenados do 8 de janeiro, desculpe, isso não é projeto para o país, mesmo porque, vamos nos lembrar, Flávio também fala isso, Flávio Bolsonaro, eu não posso dizer que é Flávio, é Flávio Bolsonaro, cada um tem a sua história.

também o Flávio Bolsonaro fala que vai anistiar todos os condenados do 8 de janeiro. O Supremo Tribunal Federal tem um entendimento já consolidado que em casos de condenação por atentados, como é a tipificação? Por crimes contra o Estado Democrático de Direito. Crime contra o Estado Democrático de Direito, neste caso, não cabe anistia. Ou seja, imediatamente os partidos de esquerda iriam entrar no Supremo Tribunal Federal.

E o Supremo vai considerar inconstitucional qualquer anistia a condenado a esse tipo de crime. Independentemente se a pena foi alta, se foi baixa, independentemente. É um fato esse, né? Mas eu fico olhando, cara, eu falo assim, todo mundo disputando a boquinha da presidência. E ninguém fala de Brasil. Nem o presidente fala, ó, eu vou apresentar agora em abril o meu projeto de governo.

Posso acreditar? Posso gostar? Posso não gostar? Flávio Bolsonaro, né? Vou apresentar meu projeto de governo. Aí eu... Mas não é porque na prática todo mundo faz a mesma coisa e continua fazendo mais ou menos o que mantém eles no poder. Mais ou menos a mesma coisa desde um tempão já, não é? Tipo, vamos lá. A galera achou que... Ah, não pode, não pode. 22. Se o PT voltar, o Brasil vira Venezuela, né?

Porra, o Lula teve todas as oportunidades do mundo pra transformar essa porra em Venezuela quando ele tava lá no poder com aprovação e o quê? 90%.

né? Então, porra, se alguém achava que o PT ia fazer uma guinada socialista no Brasil, a oportunidade já foi e os caras não fizeram, mané. Então, então é mais ou menos, eu vejo que é mais ou menos a mesma coisa, tá? Só muda o discurso, vamos lá, é que se eu falar A, a galera que gosta de A, vota em mim, mas o que eu vou fazer quando chegar lá? Eu vou fazer C, a mesma coisa que o cara que tá falando B. O cara que tá falando B, ele chega lá e vai fazer C também.

o cara que fala A e o cara que fala B, os dois vão fazer C, tá ligado? É a sensação que eu tenho, tá ligado? Adorei a matemática, fantástico. Essas variáveis aí de Igor Coetho. É uma bobageada esse negócio, porque você tem uma técnica, que você aponta um futuro terrível, tenebroso, que vai ser gerado pela vitória do seu adversário, e você usa isso como a sua grande cartada para conseguir um voto pela rejeição ao outro lado.

Só que essas narrativas não fazem muito sentido. E eu costumo brincar, ironizar, que já é grave o Brasil ser Brasil. O Brasil não precisa ser Venezuela para ser um Estado de uma configuração grave, ruim, danosa, com autoritarismo. Não é o mesmo tipo de regime.

É que as pessoas veem, ah, mas é a ditadura da toga, ah, mas o governo está alinhado ao STF, ah, mas não sei o quê. Mas não é a mesma coisa. Na Venezuela você tem uma verticalização. Você tem um ditador de fato, que comanda os três poderes.

que tem a aliança com as forças militares, que não é a configuração de um governo alinhado com o STF. O que você tem no Brasil, que eu chamo de República dos Campos, é uma casta. Então, na Venezuela, você tem um regime mais vertical.

mais próximo do que houve nas ditaduras latino-americanas de décadas atrás. No Brasil atual, você tem uma casta mais horizontal, você tem várias pessoas diferentes que têm muito poder, que fazem escambos entre si, que eventualmente se pressionam, se chantageam.

para conseguir aquilo que eles querem, para fazer um grande acordão. Quando todo mundo está atingido por investigação, escândalo e tal, aí juntos varrem a sujeira para debaixo do tapete. Você tem elementos de autoritarismo, inclusive no momento em que eles estão acuados por investigação de corrupção. Aí se tornam mais autoritários. Mas é uma espécie de regime diferente e que não tem muito, nesse momento, um horizonte de acabar. Seja com o Lula, seja com o Flávio Bolsonaro.

porque essas pessoas tiveram atitudes muito parecidas. Os dois foram investigados, o Lula chegou a ser preso, o Flávio não, mas houve toda uma operação abafa em relação ao histórico de funcionalismo fantasma da família. Eu cobri muito isso, tem um monte de artigos sobre todos os detalhes a respeito dessas manobras, e por essas alegações de irregularidade aqui e ali, se varreu toda a sujeira para debaixo do tapete. Mas são pessoas que querem ter poder nessa casta.

Eles não têm um histórico de condutas, de defesa retórica e de atitude de transformar o Brasil numa república mais funcional, com uma verdadeira independência entre os poderes, com uma verdadeira separação entre os poderes. O Flávio foi ser advogado com causa no Supremo.

depois que o pai dele colocou o Cássio Nunes Marques lá. Tem um caso que eu mostrei outro dia no meu programa, que o Jornal Globo fez uma reportagem, inclusive, tempos atrás, de uma ação envolvendo um banco, que a pessoa estava com o voto contrário do Cássio Nunes Marques, contratou o Flávio Bolsonaro como advogado, o Cássio Nunes Marques mudou o voto, claro que ele deu uma alegação técnica, depois foi questionado, não, mas é porque veio uma nova informação, etc.

É isso que a gente está criticando no escândalo master. Não estou dizendo que é exatamente a mesma coisa, mas eu estou dizendo que lobby judicial, você contratar pessoas que são ligadas ao magistrado, é o que está em discussão nesse momento. E o Flávio, como advogado, foi contratado por alguém que tinha interesse que o Cássio Nunes Marques mudasse de voto.

Então, qual é a perspectiva de mudança dessa casta quando você vê pessoas que querem ter uma casta para chamar de sua? Você não vê essa defesa histórica de uma república que não seja a do escambo. O que você vê é a tentativa de ter braços no judiciário, de ter braços na mídia, de ter braços na academia, na elite financeira, econômica do país, etc.

Você falou... E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026.

Você falou em Operação Abafa, na questão das denúncias de funcionário fantasma no gabinete do Flávio Bolsonaro. A gente não pode esquecer, cara, também a Operação Abafa que foi utilizada na história do dinheiro vivo para comprar a loja de chocolate. Nossa, mas... A loja de chocolate...

Eu anotei essa semana. 1.512 depósitos em dinheiro vivo. 63 depósitos no valor de 1.500 reais. 63 depósitos no valor de 2.000 reais. 74 depósitos no valor de 3.000 reais.

Tudo exato, toda vez 3 mil reais. Isso é um cara... Tem tudo, eu cobri isso tudo em todos os detalhes. E depois isso tudo acaba. Como se não tivesse acontecido nada. Como o petrolão. Nós não estamos aqui para passar a mão na cabeça de ninguém, mas como o petrolão acaba e o Toffoli anula.

uma decisão monocrática que não foi a plenária até hoje ele anula o pagamento a prorrogação da CPM do INSS foi autorizado pelo André Mendonça jogou pro plenário, julgada rapidinho derrubaram a prorrogação porque atingiu atingiu Lulinha, tinha uma intercessão com o Banco Macho, então atinge Toffoli e Moraes atinge o centrão do congresso que é Davi Alcolumbre, a sua turma e tal

foram julgar rapidinho a decisão monocrática. A do Toffoli, de anular a prova de Odebrecht, da JIF e tal, tá lá, anulou as provas e as multas do maior esquema transnacional de corrupção da história humana. E não foi julgado em plenário até hoje. Os caras confessaram o crime.

Isso, confessaram. Os caras confessaram o crime. Marcelo Debrecht, Joaquim Batista. Os caras, as grandes custodias, confessaram o crime, foram condenados, e aí fizeram um acordo e foram multados, eles deveriam devolver para o governo, devolver para a população brasileira bilhões de reais. O Toffoli foi lá e, numa canetada, cancelou tudo isso.

É isso que nos preocupa. É isso que nos traz aqui para ficar falando, falando, falando. E é a nossa expectativa de um país melhor, um país onde essas coisas não aconteçam, cara. Porque é um escândalo. É um escândalo atrás do outro. Um escândalo total. Já cansou, cara, desse monte de escândalo? Calma, a gente ainda está... Enquanto vivermos no Brasil, teremos.

E um dos problemas de dois polos com candidatos que têm esqueletos no armário é que as acusações de corrupção, elas de certa forma se neutralizam. É claro que alguém pode contar uma história melhor do que o outro, pode argumentar melhor do que o outro, pode apontar o escândalo maior do outro lado.

e obviamente você tem uma visão mais consolidada pelo tempo que o PT passou no poder, pela quantidade dos escândalos, que os escândalos de corrupção deles são muito maiores. Mas o Flávio, ele também vai ter que responder em debate eleitoral se os outros candidatos forem espertos sobre questões específicas da história dos funcionários fantasmas. Porque uma coisa é você falar numa entrevista coletiva e tal, uma resposta genérica do Media Training. Outra coisa é...

coisa é você responder sobre fulano com nome e sobrenome que não estava lá. Eu li toda a denúncia contra o Flávio Bolsonaro. Foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que tinha um grupo de combate à corrupção chamado GAEC, como líder de uma organização criminosa que desviou 6 milhões de reais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A LERJ, ele diz que não foi denunciado, é uma coisa bárbara, ele foi, tem a denúncia.

O documento, o Fabrício Queiroz foi denunciado e os funcionários fantasmas do gabinete foram denunciados. Eles fizeram um mapeamento, pegaram os celulares dos funcionários fantasmas para mostrar que aquelas pessoas nunca estavam no gabinete. Algumas pessoas, para quem é do Rio de Janeiro conhece, moravam em Resende, que fica a horas do Rio, e trabalhavam lá em Resende ou às vezes até numa cidade vizinha, para o outro lado. Não tinha como estar na alerje todos os dias.

Então, tudo aquilo passou por um escrutínio muito grande. Você tinha tabelas ali com o dinheiro que foi usado para pagar as mensalidades das escolares, das filhas do Flávio, das duas. Tabela mês a mês da escola em que elas estudavam no Rio de Janeiro. Você tinha ali parte que estava sendo usada para financiamento de imóvel. Você tinha parte que estava sendo usada para plano de saúde do casal.

Você tinha todo o detalhe, uma investigação minuciosa. Eu leio investigação há 20 anos, li todas as do Petrolão, muitas minuciosas e tal. E é preciso que esses candidatos respondam a elementos específicos. Jornalistas precisam perguntar, os outros candidatos precisam perguntar. E, obviamente, quando você tem um escândalo do outro lado, o cara vai fugir.

da pergunta específica e vai apontar o escanto, quem é você pra falar de corrupção e tal. E ninguém tende a responder em detalhes. O Lula ele nunca responde em detalhes sobre Odebrecht e tal. Ele fala a mentira que inventaram da Lava Jato. Ou ele fala, foi o Sérgio Moro, foi o Deltan Dallain. Porque eu sempre digo é muito mais fácil você criar antipatia

por alguns indivíduos específicos, falando sobre os 3G, sobre o alinhamento político, que teve até anos depois, etc., do que você refutar provas específicas. O Lula não entra no detalhe. Imagina se o Lula vai espontaneamente falar, por exemplo, da reunião que ele teve com o Renato Duque, diretor.

de uma das áreas da Petrobras, no hangar de um aeroporto em São Paulo, depois que ele virou alvo de investigações para saber se havia alguma coisa contra e de acordo com o depoimento do Renato Duque, para que não houvesse. E tem a foto do encontro dos dois. O Lula foi num lugar...

que não era lugar, vamos dizer assim, com testemunhas, com a imprensa no encontro da agenda oficial, ele foi encontrar o sujeito investigado que estava num esquema de corrupção na Petrobras para saber, vem cá, vai comprometer e tal.

O Renato Duque, aliás, o melhor depoimento do Petrolão é do Renato Duque, que eu já citei aqui no programa, da origem do Petrolão, que ele tinha um esquema ali com quatro empresas e veio a ordem do petismo, de acordo com o relato dele, para que ampliasse, para cobrar propina de todas as outras que era para pagar dívidas eleitorais do partido.

O Brasil já teve várias oportunidades nas últimas eleições e teria agora de ir nesses pontos mais específicos. Só que quando você tem esqueleto do armário dos dois lados, a tendência é o que aconteceu na Bahia. É o acordão para fazer a disputa ideológica. Vamos falar de redução da maioridade penal, de aborto, drogas e não sei. Houve notícia nos últimos dias, só para terminar.

Do acordo entre a CM Neto, da União Brasil, e Jacques Wagner, do PT. Jacques Wagner candidato ao Senado novamente. A CM Neto candidato ao governo do Estado. Ele que foi prefeito de Salvador. Fizeram um acordão para não falar do Master na campanha. Cara, isso é suco de Brasil. Porque os dois foram atingidos pelo escândalo Master. Os dois. A CM é o cara que apareceu bem...

moreno na época da eleição. Lembra dessa? Que ele apareceu assim bem... Bronzeamento artificial. Bronzeamento artificial. Lembra dessa história? Caralho. E ele recebeu uma grana. Ele recebeu uma grana e disse que foi porque prestou consultoria. Aliás, o que tem de gente que prestou consultoria para o Banco Master, né? É incrível. Rapaz, no Brasil inteiro tem político que ele recebeu milhões.

Por consultoria, consultoria em marketing, consultoria em não sei o que, consultoria jurídica, consultoria tributária. E tudo muito bem pago. A empresa da mulher do... Esposa do Moraes. Do Moraes foi fazer uma consultoria variada, inclusive para fazer o código de ética.

para o Banco Master, né? E milhões. Cheio de erro, né? Porque ela disse que revisou, aí está cheio de erro lá. Acho maneiro como é que é? É, tem a confissão. Você não deve impedir. É maravilhoso esse trecho. Eu vi isso daí, é. É, tem lá. Você deve e você não deve, né? Duas coluninhas, assim, bem didáticas. Parece caderno escolar de criança ou aquelas colunas de jornal, nota 10 e nota 0. Tem você deve, aí você não deve. Aí você não deve. Você deve fazer isso ou você não deve fazer aquilo?

Aí o você não deve impedir notícias fraudulentas, inverídicas, não me lembro qual é o termo exato, mas é nesse sentido, e negociações fraudulentas.

Então, assim, às vezes isso confunde as pessoas, mas quando você é pago com 130 milhões de reais para revisar, você não pode se confundir. Quando você tem dois negativos, né? Você tem o não e o impedir. Aí você fala, ué, peraí, o que isso está querendo dizer? Aí você tem que parar e pensar um pouquinho. Peraí, se você não deve impedir, significa que você deve deixar. Então, assim, o sentido da frase é você deve deixar fake news, você deve deixar e você deve deixar ter fraudes.

Aí eu ironizei, né? Vou repetir aqui a ironia, né? Que o Daniel Vorcaro pode falar, ó. Paguei aí caro pra esposa de um ministro do Supremo Tribunal, pra me dizer como é que era pra se comportar. Pra estabelecer o código de ética da minha empresa. Ela revisou o negócio e deixou lá escrito que eu devia deixar fake news, que eu devia deixar fraude. Eu fiz a fraude e tal, qualquer coisa, a culpa não é minha. Tá no código de ética. Paguei caro por ele. Quer dizer, é grotesco.

Tem aqui umas mensagens que os caras estão mandando pra gente Escuta essa daqui Essa daqui a gente estava falando há pouco tempo Faz um tempinho já na verdade Fala rapaziada do Flor, beleza? Bom, vamos lá Eu acho que a gente está cansado já De tentar escolher um lado E está na hora de a gente escolher uma opção Realmente decente Eu não faço campanha pra ninguém

Mas eu acho que a gente não tem que escolher entre o menos errado e alguém que realmente faça a diferença e mude o nosso futuro, porque não tem como a gente continuar desse jeito, não. Vocês acham que tem alguém que se encaixa nisso que ele está falando? O que a gente tem de opções hoje? A opção que tem mais diferentinha é o Renan. E mesmo assim, mas ele não tem o...

O que precisa, né? Para disputar com esses caras para valer. Renan Santos, do Missão.

se eu não me engano na última pesquisa ele estava com 4,5% como agora ele ficou meio sozinho porque ainda não foi medida a candidatura o Ronaldo Caio estava aparecendo mal nas pesquisas, mas agora como candidato mais consolidado num partido grande ainda não tem um tempo suficiente para medir se vai ter algum tipo de arranque, mas ele nessas últimas pesquisas, o Renan Santo nos últimos dias, estava aparecendo ali em terceiro então

com quase 5%, alguma coisa em torno desse número. O que para um partido recém-criado é algo significativo. Porque 5%, a gente está no final de março. Se você conseguir uma trajetória de crescimento, é você ter 6% na próxima, depois 6%, aí começa a aparecer mais, aí dá um saltinho para 10%. Mas não é fácil.

crescer como uma alternativa em meio a dois polos já consolidados e que já tiveram toda a máquina pública na mão. O que pesa contra a candidatura do Renan Santos é o fato de ele não ter sido prefeito, não ter sido governador, não ter tido a máquina pública na mão também, tem uma parte que é da experiência, de gestão.

e tem uma parte que é da propaganda, da máquina. Então você tem ali flancos para serem explorados pelos adversários, embora uma candidatura assim de uma pessoa relativamente mais jovem, claro que ele não é um garoto, é uma pessoa ali por volta dos 40 anos.

mas tende a ser ignorada não vou entrar na discussão é uma coisa dos candidatos que estão mais acima do que vem de baixo no Miatins eles tentam não entrar na briga, não cair nas armadilhas que um candidato mais franco atirador tenta colocar, mas as vezes

Se o sujeito tem a oportunidade de aparecer em um debate, começa a falar coisas que ninguém está falando, começa a gerar repercussão, vídeo na rede social, corte, meme, etc. Você acaba tendo que responder. Cada vez que um desses responde para o Renan, é o momento que ele ganha maior projeção. É assim que o Pablo Marçal cresceu no primeiro turno em São Paulo, mas depois, com tantos escândalos nas costas e outras coisas que ele acabava fazendo, acabou tendo desgaste final. Não foi para o segundo turno. Foram Ricardo Nunes e Guilherme Bolso.

Então, é esse cenário. Mas é o Renan Santos, como eu disse aqui da última vez, dos candidatos que já estão em jogo, o único que critica os dois lados com incisividade. Isso é um fato, não é uma questão de opinião ou de análise. O Ronaldo Caiado não tem um histórico recente de criticar o bolsonarismo, de bater de frente. Tanto que, como o Tramontina apontou...

Ele foi dar o discurso, o primeiro discurso dele como candidato do PSD. Já tinha sido pré-candidato da União Brasil, mas tinha tretas internas do partido, foi para o PSD e agora é candidato pelo PSD. Primeiro discurso, o cara diz, a primeira coisa que eu vou fazer no governo é anixiar o Bolsonaro e os seus seguidores, que era quem estava lá invadindo o prédio, depredando no 8 de janeiro de 2023.

o sujeito fica muito alinhado, quer dizer, o cara vai dar o primeiro discurso como candidato, vai dizer a primeira coisa que ele vai fazer no governo é uma bandeira de um outro candidato. Mesmo que as pessoas concordem com isso, se há de convir que isso não cria uma identidade própria. Você parece realmente ser uma escada, ser um aliado, ser alguém que vai ajudar a combater o outro lado. É legítimo, claro, mas é legítimo.

Não tem essa identidade. Então o Renan Santos, com o MBL, com o Kim Kataguiri, com essas figuras que estão aí desde o movimento pelo impeachment da Dilma Rousseff, está tentando criar uma comunidade virtual, está conseguindo. Você tem uma adesão no público jovem, grande. Eu acho importante que haja movimentos à direita que atinjam a juventude, que consigam ter aderência na juventude, porque a esquerda sempre foi buscar a juventude.

E encanta com aquela promessa do mundo utópico, a promessa socialista. Isso que a gente vê nos Estados Unidos também, com o Bernie Sanders, com uma ala mais radical do Partido Democrata americano. É importante que haja outras forças ali tentando capturar a juventude com uma linguagem mais jovem, mais zoeira, mais dinâmica. Esses vídeos editados na rede social, eles estão produzindo, estão conseguindo fazer. E o governo até mostrou-se...

De certa forma, preocupado com a repercussão dos vídeos do partido A Missão, do Renan. Um alcance desses vídeos e um alcance e a penetração junto a um eleitorado bem mais jovem. Que é ser mais reativo a esse tipo de manifestação e tudo mais.

O Bolsonaro foi muito eficiente na eleição dele, usando as redes sociais. A esquerda não sabia como fazer, não soube como reagir a isso. Depois aprendeu um pouco, mas o MBL tem como um dos seus pilares, uma das suas manifestações mais fortes é utilizar a rede social voltada para...

para atingir uma população que não é essa população de mais idade e tudo mais. Tu acha que essa estratégia dos dois primeiros colocados, o Flávio e o Lula, que é uma estratégia antiga, já se usa essa estratégia há muito tempo, de fingir que o cara que está ali incomodando não existe.

Não vai ficando cada vez mais difícil de sustentar isso, especialmente com um candidato como o Renan, que vem da internet e, assim, como o Tramonto falou, a direita, de certa forma, sabe usar a internet melhor que a esquerda. Isso a gente excluindo o MBL e a omissão desse Papa. Olhando assim, o Bolsonaro, o Nicolas, por exemplo, é muito melhor nas redes sociais que a Erika Hilton, por exemplo.

Mas o Missão, o MBL, o Renan, eles vêm desse lugar. Então eles também são nativos dessa porra. Então não... É um perigo enfrentá-los nesse campo, mas é importante também. Senão é abandonar completamente. Se o cara pega o Haddad...

e coloque em São Paulo para disputar um estado importante como São Paulo, me parece que a internet tem que ser tratada como um estado importante também, veja. Tem muita gente que só acompanha esse tipo de assunto pela internet. E o cara forma as opiniões dele por meio da internet. Abandonar esse campo...

Pode não ser decisivo agora, mas tem grande chance de ser decisivo. Começou uma novela aqui. Vocês arrumaram ele. Nada como uma transmissão alguma. E uma novela religiosa. Você não é um homem de fé. Por isso, sem que a gente pedisse, entrou aí. Entrou aí uma imagem. Aproveitando para ilustrar isso que eu estou falando, eu vou aproveitar e dar play numa mensagem que é exatamente isso que eu estou falando. Ateus mandou uma mensagem pelo Pix.

Ah, mas vai sair na live? Então tá bom, vai lá. Eu pensei que era pra gente comentar a novela. Não, a mensagem do Matheus dizendo Renan tá em terceiro lugar. O que falta pra ele se consolidar? Olha, tudo isso que eu falei aqui faz sentido?

Faz, faz sentido. Tem dois elementos aí a serem apontados. O primeiro é que é muito importante para catapultar uma candidatura alternativa ter a possibilidade de participar de um debate eleitoral que vai ser transmitido e que vai atrair a atenção de muita gente. Então tem muita gente aqui que está assistindo ao programa e tal, que são pessoas que se ligam.

Mesmo que seja semanalmente, é claro que tem outros que assistem programas diários, jornalísticos, etc. Mas o grosso da população brasileira não é ligada diariamente na política. Então o evento debate eleitoral entre candidatos próximos, num período próximo da eleição, é um evento que traz uma comoção nacional muito grande em que pessoas aparecem ali e podem furar bolhas.

Porque na rede social, e essa é outra parte da questão, existem bolhas. Você fala, o Lula não pode ignorar o Renan. Ele vai tentar fazer o quê? Conquistar o público jovem da internet sem bater boca com o Renan Santos na internet. Claro que tem alguns ativistas petistas que vão ali tentar minar o crescimento do MBL.

Mas num debate, se tiver a oportunidade de ter o tete-a-tete de um candidato como o Renan, ele consegue furar uma bolha, que na rede social às vezes não consegue. Você está falando para o mesmo segmento. Você consegue às vezes crescer um pouquinho e tal, mas você não consegue entrar no segmento adversário. Você não consegue puxar alguém que está naquela bolha, mas não é o fanático.

É alguém que poderia sair daquela bolha se tivesse um argumento mais persuasivo. Então existe uma preocupação que já foi noticiada, como o Tramontino falou, dos estrategistas petistas com esse crescimento do Renan Santos na juventude, porque os petistas estão disputando voto a voto.

uma eleição polarizada, a projeção no segundo turno está dando empate técnico, às vezes até empate numérico. Então, assim, 1% de um segmento jovem da sociedade, de 16 a 24 anos, que é a fatia que o MBL tem força, é muito importante. Agora, eu não sei como é que vai ser a questão dos debates esse ano, porque eu fiquei pensando nessa semana, desde ontem, depois da indicação.

do anúncio formal de que Caiado é candidato pelo PSD, eu fiquei pensando, será que o Lula vai ao debate? Enfrentar quatro caras que vão sentar o porrete nele o tempo todo. Ao mesmo tempo, você fica... Eu me perguntei assim, Mal, mas também se não for, ele vai ser chamado de fujão. Ou a cadeira vai ficar vazia. Aí é uma questão de você calcular danos. Eu perco mais, indo.

ou perco mais me ausentando. Eu me lembro que no debate que nós fizemos há dois anos na Prefeitura de São Paulo, o prefeito de São Paulo tomou pancada o tempo todo. O tempo todo. Especialmente do Pablo Marçal. Ele apanhou o tempo todo. E não adiantava ele falar qualquer coisa.

Porque vinha pancada em seguida. Do mesmo jeito que ele respondia, vinha uma nova crítica, vinha uma nova questão delicada, uma questão pesada e tudo mais. Ele era colocado na parede o tempo todo. Como é que vai ser esse ano? Ah, posso começar essa daí? O que eu acho? O que você acha? A gente deixa, Igor. Tá bom, muito obrigado. O tempo é esse. Ó, ó, ó, o que eu acho?

Eu acho que essa do Ricardo Nunes e a do Lula, primeiramente, são duas figuras muito diferentes, em momentos muito diferentes da própria carreira política. O Lula está indo para a última eleição da vida dele. Ele não tem outra eleição na vida do Lula. Essa é a última.

de uma carreira que ela é uma carreira política bem digna de um filme, vamos combinar. O Lula tem... Goste dele ou não, ele constrói a história dele no começo, ele disputa eleições importantes, tem a narrativa que a Globo teria ajudado ao impedir de chegar à presidência. O cara é preso, o cara sai da cadeia e é eleito de novo. E agora estamos indo para uma última eleição que...

Se ele perde, na minha opinião, assim, coloca um...

com todo respeito aqui às palavras, mas coloca uma gotinha de merda em cima de toda a carreira dele. Entendeu? O que poderia ser uma série... Com todo respeito. Porque assim, se ele ganha essa, se ele ganha essa disputando, indo nas paradas, provando que ele tá bem da cabeça, inclusive, que é uma questão, não é? Os caras achando que ele tá Bidenizando, né? Como ele prova que ele não tá Bidenizando? Ué, tu não é o Lula? Esculacha os outros no debate, porra. Tu não é terceiro? Tu não quer ser presidente pela quarta vez?

porra, vai no debate lá, mostra que tu é o Lula porra, com todo respeito, entendeu então assim, na minha opinião se eu fosse o Lula e porra, quem é mais experiente que o Lula, no Brasil fazendo isso que ele tá fazendo

Do ponto de vista de quantidade de tempo de participações em debates eleitorais, ele é o que tá há mais tempo participando, enfrentou. Em situações semelhantes... Eu pulava dentro pra ser... Se for pra perder, pra perder é heróico. Eu pulava dentro. Mas em situações... Porque é a última, irmão. Acabou, pô. Como é que tu vai coroar a tua carreira? Ou tu vai embora agora pra não ter que passar por isso e tu sai como vencedor porque tu sai, pô, presidente da república e valeu, valeu, família, não quero mais não.

E não é isso que vai rolar, né? Porque ele quer tentar de novo. É um puta risco. É, ele sabe que ele tem que ir em algum debate. É o que ele tenta fazer nas últimas eleições, que ele tem tentado diminuir o número de debates. Houve ocasião em que ele não foi, porque a pancadaria seria muito grande, como também Fernando Henrique não foi em primeiro turno. A própria Jair Bolsonaro, né? Que tinha, evidentemente, a alegação de saúde, depois da facada, mas houve muitos questionamentos. No caso do Bolsonaro, depois da facada, ele estava eleito.

Entendeu? Quando ele recebe a facada, eu não conheço ninguém, é que eu não conversei contigo sobre isso, mas todas as pessoas que eu converso é assim, levou a facada, tá eleito. Levou a facada, tá eleito, irmão, a gente já sabia. Quando eu vi que ele levou a facada, eu tava eleito. Agora ele não precisa mais fazer porra nenhuma, porque agora ele já conseguiu o papo do... Agora ele é um mártir, agora o cara, pô, sofreu uma cirurgia, tem que andar com uma sacola de bosta, entendeu? Porra. O que eu contesto nesse discurso é que...

principalmente no campo da esquerda, você tem uma alegação aí de que ele ganhou só por causa disso. Não é. E, na verdade, ele estava bem eleitoralmente, bem pontuado. Ele não tinha sofrido um desgaste enorme com as participações anteriores no debate. A Marina Silva foi para cima dele num debate. Ele não perdeu muitos pontos nas pesquisas eleitorais.

Então, assim, ficou esse episódio, ele embaçou um pouco.

o fenômeno eleitoral de Jair Bolsonaro naquele ano de 2018. Que a gente poderia fazer uma análise histórica, eu já fiz muitas vezes, ele foi favorecido por uma confluência de fatores a despeito das atitudes históricas dele. Perfeito. E que deu a ele essa aura de direita, etc. Mas ele manda mal nos debates. A facada meio que salvou ele, que ele podia ter usado essa desculpa.

blindou ele de novas críticas, etc. Mas não quer dizer necessariamente que ele perderia se não houvesse a faca. É muito fácil você falar, porque a gente não vai ter a prova real nunca. É uma circunstância que não aconteceu.

Mas é um discurso que é conveniente para a esquerda. Não, ele ganhou por causa da facada. Ele iria perder, ele iria ficar exposto, nós iríamos criticar ele, nós somos melhores e tal, mas o povo se comoveu. Então, assim, tem uma conveniência nesse discurso. Não foi o que eu quis dizer, mas estou entendendo.

Não é que eu elimine a hipótese de que a facada favoreceu, de que eventualmente ele perderia, mas é que eu não elimino a outra hipótese, de que ele estava competitivo e ele podia ganhar mesmo sem facada. Eu digo isso tudo só para a gente perceber que o Lula não ir a um debate agora é diferente do Bolsonaro não ir a um debate em 22. Em 22? Não, em 18.

18, exatamente eu acho que o Lula vai ter que ir em debate se continuar uma situação detectada pelas pesquisas de pare duro quando está o pare duro o sujeito tem que ir ele está disputando ponto a ponto ele precisa ter mais um pontinho ele precisa ganhar e assim, o Flávio tem um histórico de desmaiar em debate e o Lula tem um histórico de três eleições vencidas e aí a mensagem a mensagem a mensagem

Então, se o sujeito não for, significa uma amarelada muito grande. Porra, meu irmão, nem faz sentido tu não ir, porra. Eu tudo respeito, porra. Exatamente. Mas ele sempre reclama que tem muito debate, que as empresas de comunicação deveriam fazer um pool e fazer dois debates. O problema do pool é que, na minha opinião... Ele não quer ficar exposto muito tempo, é isso.

Eu entendo que você não quer ficar exposto muito tempo, mas com todo respeito, foda-se o que tu quer, irmão. É a gente que vai votar. Como é que tu quer que a gente te contrate para o posto, um dos postos mais importantes da empresa Brasil, entre aspas, e tu não quer me falar qual é? Porque assim, agora eu não sei qual é o plano de governo. Então vamos colocar aqui...

algumas opções, assim, ver os caras perguntar humanamente, assim, com, sabe, olho no olho, um pro outro, pra gente colocar à prova as ideias, se é que há alguma, né? Então, é, essa é a pior desculpa, meu irmão, não quero desgaste, porra! Pelo amor de Deus, cara, não quero... Tá convocado pro debate. Faz sentido, faz sentido do ponto de vista eleitoral, mas...

todo respeito. Mas e a humbridade, mané? Não é não? Mas e a ética? Como é que tu... Tu não quer ser o presidente de nós aqui, da parada? Com todo respeito. Mesma coisa... Coloca a mão na consciência, irmão.

né? É, são, devia haver regras mais rígidas pra isso, talvez, né? Mas é que nem tudo também tem que obedecer a regras, tem questões de moralidade. As regras também são ruins dos debates, né? As regras ingessam, limitam, e você tem que, você é obrigado a fazer algumas coisas num debate que muitas vezes você não gostaria, você gostaria de chamar os caras que tem representatividade, que tenha...

que tenham força, que tenham importância. E aí você tem que chamar o Padre Kelman. Tem muitos candidatos a Padre Kelman nesse ano. Soraya Tronik. Eu acho que tem a frase... Aquelas discussões sobre ir para o inferno. E quem falou que ele era o padre de Festas Unidas. Você quer acabar com a fábrica de memes que faz a alegria da corrida eleitoral, Tramonti?

Mas olha, eu ia falar alguma coisa, mas já esqueci também. Que merda. Eu tava falando do Lula. Não, mas é o processo seletivo. Na sua analogia, era isso que eu ia falar. Pra ser presidente da República, você tem que passar por um processo seletivo que envolve debates eleitorais com os outros candidatos pra que a população possa ver o confronto de ideias, de argumentos. Cara, porque tá ganhando, não quero.

É, ah, não quer, tô na frente. Pois é, é ridículo. Você não pode faltar ao processo seletivo e virar o CEO de uma empresa, né? Pelo menos em tese. A menos você tem um pistolão. Então, é... Então, é... É fundamental que eles compareçam. É isso aí. Em que eles faltaram...

não houve uma reação forte das pessoas, lamentavelmente, você não foi ao debate. Talvez esse ano, pelas circunstâncias, talvez esse ano, porque você tem alguns candidatos bastante conhecidos, tem posições diferentes e tal, isso seja uma... E também porque a eleição será muito ali, voto a voto, mano a mano.

talvez isso contribua para que as pessoas assumam suas posições e participem dos debates mas vamos ver, vamos ver eu fico olhando, fico aguardando deixa eu só aproveitar notícias que acabaram de sair nessa pauta que um dos pontos de desgaste do Lula nessa corrida eleitoral

é a proximidade com o STF. Ele andou tentando se descolar, mas ao mesmo tempo precisava ficar junto para se blindar das investigações que estavam atingindo o Lulinha. E houve esse acordão aí do centrão do STF, com o centrão do Congresso, com o governo Lula para frear as CPIs. E agora saiu a notícia que Alexandre de Moraes e mulher pegaram voos em aeronaves particulares de empresa de Vorcaro.

Saiu com esse título no Estadão e saiu agora no Metrópolis com o título Alexandre de Moraes voou oito vezes em jatos de empresas de Vorcário. Quer dizer... Não, mas ele não sabia, porra. Qual é? Ele não sabia. Quer dizer, o alto também está dando... O Moraes continua sendo atingido em desdobramentos do escândalo máster e o Lula teve reunião secreta, inclusive com o Moraes outro dia, no começo de março.

depois que saíram as mensagens, vazaram as mensagens do Vorcário em troca com o Moraes, de acordo com o jornal Globo. E houve essa reunião secreta e já havia plantação de notícias por parte do Lula dizendo que ele ia ficar do lado do Moraes.

Então, assim, está um do lado do outro e estão atingidos por investigação. Estou falando que é mais um fator de desgaste para a campanha e que pode ser usado pelos demais candidatos. Só que aí você tem outros candidatos que também têm rabo preso, né? O Flávio... Aliado o Ciro Nogueira, que também está atingido no escândalo Mastro, etc. O escritório da Viviane, mulher do ministro Alexandre Moraes, divulgou uma nota dizendo assim...

que o escritório contrata diversos serviços de táxi aéreo, que entre os que já foram contratados em algum momento, está o da empresa Prime Aviation. Em nenhum dos voos e aeronaves da Prime Aviation, em que viajaram integrantes do escritório, estiveram presentes Daniel Vocar ou Fabiano Zeta.

Ah, tá. São só empresas deles, mas eles não estavam. Mas é tudo uma grande coincidência. De que o Morais trocava mensagem, de que ela tinha contrato com ele, de que pessoas ligadas usavam aeronaves. Você tem que... Você não pode ligar os pontos no Brasil. São coisas absolutamente isoladas. Toda vez é uma puta coincidência. E você tem o Procurador-Geral da República e sócio do Gilmar, o Paulo Gonê, pra ficar lá dormindo. Alguém sabe se ele já acordou?

Porque a imprensa está investigando o que deveria ser a investigação da PGR. Mas não, é como se... É tudo uma grande coincidência, é tudo um grande conluio contra os ministros, o Supremo Tribunal Federal. Você citou que o Bolsonaro botou o Aras como procurador-geral da República. Então, nós estamos falando também do...

Paulo Gonê, que é hoje procurador. E não vamos nos esquecer de Geraldo Brindeiro. O engavetador geral. No governo Fernando Henrique Cardoso, que recebeu apelido de engavetador mor da República. Tudo que chegava pra ele, ele abriu uma gaveta.

guardava lá e aquela ação, aquela discussão, aquela investigação iria dormir. Hoje não dá mais com as redes sociais. E ainda não tinha os memes que são maravilhosos do PGR jogando paciência no computador dele fazendo aquela revista em porta de evento. Pode passar. Um sujeito que nem é em revista. Vai lá, vai lá, vai lá.

Essa é a Procuradoria-Geral da República. É mais um órgão de fiscalização e controle que é instrumentalizado politicamente. E o Gilmar demonstrou, às vésperas da indicação do Paulo Gonê, que o Lula só estava na presidência da República graças ao enfrentamento que o STF fez da Lava Jato, mostrando que, olha...

te ajudei aí, hein? E aí, por coincidência, o Lula foi e indicou o ex-sócio dele, mesmo com a desconfiança de setores do PT, em relação a uma pessoa ligada ao Gilmar Mim, porque o PT sempre quer alguém ligado ao partido. Só que o Lula tinha essa gratidão em relação à blindagem que ele obteve no Supremo Tribunal Federal contra o avanço da Lava Jato.

Então, assim, a mesma coisa. Jair Bolsonaro indicou o Augusto Ares, fora da lista tríplice da categoria, que você tem uma eleição interna, para quem não sabe, no Ministério Público. Se elegem três nomes, quer dizer, os integrantes daquele órgão, do Ministério Público, elegem as três pessoas que eles consideram as melhores.

Augusto Ares não estava, ele estava lá no fundo do Ministério Público, nunca seria alçado a um cargo de poder pelas suas qualificações. Ele foi porque é uma dessas pessoas que topam a subordinação política para conseguir uma ascensão profissional, etc. E blindou a família Bolsonaro toda, em várias frentes.

mas ao mesmo tempo blindou o sistema contra o avanço da Lava Jato. Então a blindagem bolsonarista era um preço módico do sistema a pagar pela blindagem do próprio sistema que Augusto Ares participava.

Então, o que eu ia dizer é que o Bolsonaro escolheu o Arias depois do avanço da investigação sobre o Flávio Bolsonaro. Quando ele percebeu que ele não podia contar com o Sérgio Moro, naquele momento, agora pode, como aliado político lá no Paraná e na eleição de 2022 contra o Lula. Mas naquele momento que o Sérgio Moro era ministro da Justiça e Segurança Pública,

O Moro não se dispôs a blindar ninguém e a responder por um diretor-geral da PF como Alexandre Ramagem, que era aliado da família Bolsonaro. Quando o Bolsonaro trocava mensagem com ele, insatisfeito com o avanço de investigações, etc., acabou saindo do governo. Então, o Bolsonaro percebeu que não podia contar com o Moro, foi escolher o Ars. Esse aqui...

Esse aqui é dos nossos, como o Cássio Nunes Marques, no STF, apadrinhado pelo Ciro Nogueira, que é conterrâneo no Piauí, pelo Flávio Bolsonaro e pelo Frederico Wassev, que é advogado, que já foi também alvo de investigação, advogado do Jair e do Flávio. Isso é famoso. Não foi aí que encontrou a casa dele com o Axaro Queiroz?

Isso, na casa dele, no sítio em Atibaia, onde tudo acontece no país. Por que tudo em Atibaia? Tudo incrível. Pois é. A gente não pode esquecer que hoje o Lula mandou para o Senado a mensagem indicando o Jorge Messias para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal. Que é para ter blindagem por mais 30, 40 anos. Exatamente, porque aí compõe mais o povo. Eu acho que só podia indicar para os STF os caras com 70 anos. Pelo menos.

ele só fica 5 e o Cássio Luiz Marques ele ajudou a blindar o Flávio foi posto no STF pra isso e fez isso quando chegou lá, foram votos do Gilmar aliado também da família Bolsonaro que vocifera contra o Moraes mas tem até mensagem do Jair pro Eduardo, não critique o Gilmar esqueça qualquer crítica ao Gilmar

Então, assim, foram votos do Cássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, né? Todos unidos ali nesse grande acordão do sistema contra o avanço de investigações. O Flávio foi atingido por um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, a Operação Furna da Onça. Então, ele foi blindado. E o Cássio Nunes Marques agora, esse primeiro indicado do Bolsonaro ao STF, votou contra a prorrogação da CPMI do INSS. Foram oito votos no STF contra eles e só dois a favor.

Foi o André Mendonça, que foi o segundo indicado pelo Bolsonaro, quando o Bolsonaro já não precisava blindar mais o Flávio. Então, o primeiro era aquele que, não, esse aqui topa tudo, esse vai blindar e tal, o Cássio Nunes Marques foi colocado lá. Depois veio o André Mendonça, que blindou um deputado federal bolsonarista, o Silas Câmara, que era considerado o ombro amigo dele, que apoiou a candidatura dele.

Foi um momento absolutamente de manobra para a blindagem, como tentou blindar o Cláudio Castro agora no julgamento no Rio de Janeiro. Mas pelo menos está avançando com as investigações sobre a INSS, Caso Master em outras frentes.

Mas, repito, também é alguém que pode manobrar a qualquer momento pela blindagem. Mas, repito, foram oito votos no STF contra a prorrogação da CPMI do INSS no momento em que atingiria, que estava atingindo cada vez mais o Lulinha, com o caminho do dinheiro todo chegando até ele.

E o Cássio Nunes Marques, indicado pelo Jair Bolsonaro, votou contra a prorrogação. Só o Luiz Fux votou junto com o André Mendonça. Os outros oito ministros, inclusive Fachin e Carmem Luz, votaram contra. Contra a prorrogação. É, sendo que o Cássio Nunes Marques é um desses Tramontina, cujo filho tem escritório de advocacia... Em Brasília. É, pois é. Que foi subcontratado por um escritório...

Foi remunerado pela consultoria Que foi contratada pelo Master Que foi contratado pelo Master em São Paulo Para realizar trabalhos em Brasília Ainda é aliado do Ciro Nogueira Que propôs a emenda Master Mas é coincidência, cara Pois é, tudo uma grande coincidência Aí o cara vota contra o Havan

Essa é a república, cara. Mas você vê, esses dois lados aí, lulismo e bolsonarismo, tem... Aliás, cada filho, hein? Tem tentáculos nisso. O Lulinho é um problema desde sempre, né? Nos outros governos Lula, você já teve toda aquela conversa de que ele, de repente, do nada, ia abrir uma empresa...

grandes empresas chegavam e se tornavam sócias dele, botando milhões de reais. O Lula alterava a legislação para, coincidentemente, ajudar nos negócios do filho. É uma coisa incrível. E o Lulinha estava viajando no avião com o careca do INSS, que era o lobista que fazia a intermediação no esquema de roubo dos aposentados, entre o INSS e as associações. Eram por empresas dele que eram pagas a propina.

de acordo com as acusações, nas investigações, para os familiares dos membros da cúpula do INSS, membros escolhidos pelo governo Lula, na gestão do Ministério da Previdência e do Carlos Lupe, que é do PDT, mas foi colocado Lupe pelo Lu. Se o cara fosse brabo mesmo, ele deixava rolar a investigação, né?

Pois é, exatamente. Se o filho meu fez alguma coisa errada, Bolsonaro falou a mesma coisa. Se o filho meu fez alguma coisa errada, tem que responder. Mas está lá a base blindando, está lá operando em Brasília para blindar, está lá prometendo cargo ao ministro do STJ, estou falando aqui dos dois lados, do Lulismo e do Bolsonaro. Então eles falam uma coisa, mas fazem outra completamente diferente. Mas o que a gente estava falando? Eu já me perdi.

Ah, do Lulim. Eu falei do Lobby. Seguindo aqui o Tramontina, que é a questão do lobby. O sujeito estava, portanto, tendo passagem paga pelo careca do INSS, teve viagem de luxo para a Finlândia paga pela Roberta Lucindia, que é uma lobista que também era financiada pelo careca do INSS. Então você tem o dinheiro que sai do careca do INSS, passa pela Roberta Lucindia, chega no Lulim. Caminho do dinheiro, delineado pela CPMI do INSS.

O que são essas pessoas? É Lulinha, Guido Mântega, que tinha contrato lá com o Banco Master também. É tudo lobby. Quer dizer, o sujeito acaba ganhando alguma coisa porque ele é filho do presidente. O outro, porque é ex-ministro, porque é capaz de abrir a porta do governo para o empresário banqueiro, suposto banqueiro, ter uma reunião com o presidente da república. Então, essas pessoas, em torno de alguém que tem muito poder, elas faturam porque elas têm o acesso.

e sob a moldura da consultoria. O cara paga um milhão de reais por mês para o Guido Mantega para ter a consultoria. O Guido Mantega, o cara que gerou uma crise econômica imensa no país, botou um milhão de pessoas na rua pelo impeachment da Dilma Rousseff. O filho 04. Lembra que o filho 04 do Bolsonaro também esteve durante um período aí?

Acusado que tinha uma empresa... Investigada. Foi investigado. Se noticiou que tinha uma empresa que forneceu... O Renan. O Renan. Uma empresa que forneceu para ele coisas. Ele foi intermediário. Também foi coisas tipo de lobby e tal. E se falou muito.

há algum tempo disso. Porque é muito dinheiro, cara. É muito dinheiro. Esses supostos banqueiros, ou banqueiros de fato, elite do mercado financeiro, elite econômica, grandes empresários com redes, às vezes multinacionais, eles têm muito dinheiro. E às vezes o sujeito quer um acesso.

É o presidente, é alguém que comanda uma bancada no Congresso Nacional, que tem condição de reunir 150 votos de parlamentares para aprovar uma medida legislativa que vai beneficiar o negócio daquele empresário.

Entende? Então o cara vai lá e oferece uma fortuna. E hoje em dia você tem todos esses mecanismos. O cara não precisa levar a mochila de dinheiro e entregar para o político. O cara contrata o escritório do filho. O cara financia, patrocina um veículo de comunicação ligado ao político. Patrocina a militância. Contrata influência para falar bem. Contrata influência para falar bem.

Você tem muitos esquemas em que você está beneficiando indiretamente aquela autoridade da qual você quer alguma medida que seja benéfica, que te renda lucro, seja benéfica para os seus negócios. E se você tem órgãos de fiscalização e controle de tribunais instrumentalizados politicamente, fazendo vista grossa para tudo isso, fingindo que é tudo uma coincidência...

Não, o cara deu dinheiro aqui, mas não quer dizer que ele estava subordando o sujeito que fez uma medida que de fato o beneficiou ali. Essas duas coisas são coincidentes. Então, assim, você precisa ter instrumentos legais e humanos...

Para falar assim, não, não dá para aceitar que isso seja coincidência. Você precisa mostrar que, olha, não pode ser assim. O magistrado não pode ter uma família que recebe uma fortuna e ele está lá zelando pelo cliente do familiar dele. Ele não pode estar tomando uísque, cara, num coquetel em Londres.

financiado por um banqueiro que tem interesse numa causa no Supremo. Ele não pode dar palestra num evento bancado por empresários que tem causa que ele vai julgar. Ou os seus colegas. Mas isso tudo, foi sendo afrouxado, gerando essa promiscuidade. E o Brasil fica preso nesse ciclo de escândalo.

Como é que a gente pode admitir uma porra dessa, meu irmão? Pode, cara. Então, mas veja, mas a gente tanto... É pior do que a gente admitir. O cara, ele se defende, tá ligado? O cara acha que dá certo e que a gente tem que achar bonito ele fazer essa porra. E é isso que me pega. Caralho, como tu é cara de pau a ponto de tentar me convencer que isso aí que tu tá fazendo é legal pra nós. Pô, tá brincando, cara?

Porra, todo respeito. Recentemente, pela primeira vez, houve uma desistência de dois ministros do STF, um deles foi o Alderay Mendonça, que iria participar de um evento, desses eventos estranhos que a gente fala aqui, vai lá para o exterior para falar de Brasil para brasileiro. E aí se descobriu que o principal patrocinador a mensagem do CNB. O CNB é a mensagem do CNB. O CNB é a mensagem do CNB. O CNB é a mensagem do CNB. O CNB é a mensagem do CNB. O CNB é a mensagem do CNB. O CNB é mensagem do CNB. O CNB é mensagem do CNB.

deste evento, na Alemanha, era um dos maiores escritórios de advocacia aqui do Brasil, que tem muitas causas no Supremo Tribunal Federal.

E aí o André Mendonça e o outro ministro, que eu não sei qual era, não me lembro agora, isso tem dois, três meses, decidiu não participar desse evento, ia fazer a palestra principal, decidiu não participar. André Mendonça? Exatamente porque o escritório que patrocinava o evento tinha casos... Espera um pouquinho, deixa esfriar, na cara de pau é foda, irmão. Deixa passar um pouquinho assim, que tá feião, tá pegando mal, daqui a pouco a gente esquece e daí tu volta.

É exatamente isso, Liga, porque foi o momento da desistência do André Mendonça de participar desse evento, foi justamente um momento de pressão da imprensa e da sociedade contra o Dias Toffoli ser mantido na relatoria do Escândalo Master. Aí a relatoria passou para o André Mendonça e, por acaso, já tinha aquele evento marcado. Ele falou, cara, se eu for agora, vão achar que eu sou igual ao Toffoli, né? Matou na perca, né? É, ele tentou estabelecer o mínimo de contraste naquele momento de muita pressão. Agora, se eles varrerem tudo para debaixo do tapete, é capaz...

pouco volta tudo ao normal, esse normal, entre aspas, que eles criaram. E você falou uma coisa, você falou assim, não, é pior, eles defendem isso, né? Que eles possam fazer isso tudo e tal. E é ainda mais grave do que isso, porque eles não só defendem, como eles atacam as pessoas que criticam, as pessoas que defendem investigação ou as pessoas que fazem investigação a respeito disso.

E aí você vê aquela sessão plenária no STF, como aconteceu nessa votação, nesse julgamento sobre a prorrogação ou não da CPMI e do INSS, em que eles ficam acusando todo mundo e não esclarecem os pontos pelos quais eles estão sendo criticados.

E com uma hipocrisia imensa, porque eles acusam os outros daquilo que eles fazem. Ah, eles querem uma investigação sem prazo determinado, que não é verdade, porque CPI tem prazo, e prorrogação de CPI também tem prazo. Mas, ah, querem uma investigação sem prazo. Não, isso é o Supremo que faz no Enquete das Filias. Isso está aberto há sete anos.

Ah, eles querem votar requerimentos em bloco. Isso o Poder Judiciário faz. E nunca foi problema, as CPIs sempre fizeram. E eles mentem, dizem que tem que ter uma fundamentação específica. Cara, a votação em bloco é uma coisa, é aprovação dos requerimentos. Só que cada requerimento tem uma fundamentação específica. Quer dizer, a votação em bloco não significa que não tem a fundamentação para um pedido de quebra de sigilo, por exemplo. Tem lá a fundamentação. Mas eles simplesmente...

como magistrado, com uma carita muito forte na mão, o cara pode dizer, não é suficiente, não fundamentou, está equiparado ao juiz, então tem que fundamentar tecnicamente. É a mesma coisa que acontecia na Lava Jato quando tinha elemento de corroboração, de colaboração premiada, e eles diziam que não tem.

magistrado, tem a caneta forte na mão, ele pode anular a investigação, ele fala, não tem elemento, só tem o depoimento de colaboração premiada, aí sabe o que acontecia muitas vezes na segunda turma? O Luiz Edson Fachin falava tem sim, tá aqui, o elemento de corroboração foi mostrado nesse ponto, aí o Gilmar fala, não tem, o Lewandowski, não tem, aí vinha um Dias Toffoli ou um outro pra desempatar, ah é, acho que não tem não, pronto cara, você vai ripar debaixo da pele, mesmo que tenha.

Mesmo que tenha. É esse cenário que o Brasil vive. Tem pessoas que, dependendo da vontade delas e da conveniência, decidem o que quiserem. E quando o STF rejeita as críticas, rejeita com uma... Não posso nem dizer que é um argumento, porque é uma afirmação falaciosa e mentirosa. Ah, eles estão tentando atingir...

Os judiciários estão tentando denegrir a imagem do judiciário. Não, nós estamos só cobrando esclarecimento sobre fatos. Tem fatos, gostaríamos que os senhores esclarecessem os fatos. Só isso. Só isso. Aí chegam lá na coisa... Não falam de ser preso, nada disso. Aqueles discursos, papapá, papapá. Estão tentando atingir. Como o próprio Fachin, em notas ou em manifestações, que ele tornou públicas, foi por esse caminho.

que não é verdadeiro, que não é verdadeiro e que a gente não pode aceitar.

Eu aponto desde 2019, tem um artigo meu sobre uma censura naquela época, o truque de você fazer qualquer verdade ou crítica, mas às vezes é simplesmente uma informação comprometedora sobre um indivíduo que é ministro do STF, é você fazer isso parecer um ataque às instituições. O Toffoli começou isso em 2019.

Quando veio à tona o apelido dele na Odebrecht, o amigo do amigo do meu pai, que já foi noticiado até pela imprensa internacional, The Friend of My Father's Friend. Ele tem essa fama internacional. Fantástico. E ele usou esse método, que foi...

endossado, que foi utilizado pelos demais ministros do Centrão do STF ao longo desses últimos sete anos. Então, qualquer informação comprometedora a respeito deles é um ataque às instituições e isso legitima, no raciocínio deles, na alegação deles, na narrativa deles, que eles instaurem um processo.

driblando o sistema acusatório brasileiro, driblando o Ministério Público Federal, com o Poder Judiciário agindo de ofício, que era o que alguns deles, como o Toffoli, inclusive diziam em Sabatina, que o Judiciário não pode fazer. E eles retalhiam essas pessoas. É o que aconteceu no Maranhão agora.

Você tem um jornalista que mostrou que a família do Flávio Dinho estava utilizando um veículo oficial, que custa caro, aos cofres públicos, um veículo de mais de 400 mil reais e tal, fora gasolinhos, gastos diários, etc., que é fornecido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Por que a família de um ministro do STS está utilizando um veículo fornecido pelo Tribunal de Justiça do Estado, que é a origem política dele, que foi governador e tal?

uma informação de interesse público. Aí o Moraes vai e usa a sua condição de relator geral da República no inquérito das fake news. O caso cai na mão dele por causa disso. E ele manda fazer uma busca e apreensão no endereço do jornalista.

que parece ser uma tentativa de encontrar quem é o servidor que estava passando para o jornalista a informação. Então, assim, você, por um mecanismo ilegal, você viola o sigilo da fonte que é protegido pela Constituição, para encontrar alguém que está incomodando o Flávio Dino lá, para ele eventualmente retaliar. É isso que parece, né?

Muito grave. Por isso que eu combati na raiz o inquérito das feitas, ao contrário da família Bolsonaro, porque o Flávio estava precisando do voto do Dias Toffoli no Supremo, como teve na paralisação, uma decisão mais do que voto, monocrática, no recesso judiciário em 2019, julho de 2019, para paralisar a investigação de Rachadinha. Estava querendo o voto do Gilmar, como teve na segunda turma, eu já falei nesse programa, que concedeu a ele o foro privilegiado retroativo.

E aí fizeram vista grossa, censurou a matéria, mas já voltou ao ar e tal. Então, agora vamos tocar o barco. Foi o que Jair Bolsonaro falou, num café da manhã, com um jornalista em Brasil. Estava num café da manhã e saiu depois. Matéria com a declaração dele. E eles não deram bola para a abertura do inquérito das fake news. Eles só começaram a reclamar um ano depois, quando o bolsonarismo foi atingido.

numa operação absurda, abusiva, do Alexandre de Moraes, que, por causa de conversas privadas num grupo de WhatsApp de empresários bolsonaristas, conversas que tinham sido reveladas por um repórter que estava no Metrópolis naquela ocasião, hoje não está,

E com base simplesmente na matéria, o Moraes determinou busca e apreensão, devassa na vida dos empresários, porque eles falaram em golpe ali. Ah, num cenário de fulano contra fulano na eleição presidencial, ah, prefiro um golpe. Alguém falou uma coisa assim? Então, os empresários bolsões estão tramando um golpe de Estado, é preciso ver o que eles têm na residência, eles têm armas. De repente o cara tem um tanque no armário guardado e ninguém sabia. De repente na gaveta de cueca, você tem ali toda uma frota militar.

Era uma decisão absurda, mas foi só a partir daí que o Bolsonaro aí me falou peraí, isso é um absurdo o inquérito das fake news, mas quando houve a CPI o movimento pela CPI da Lava Toga, cujo objeto era investigar a Dias Toffoli pela abertura do inquérito das fake news eles sabotaram, é tudo documentado, não estou falando nada que seja nem sequer uma

uma análise, etc. Faço as minhas críticas, mas o que eu estou reportando aqui são os fatos documentados. Tem todo o testemunho do Major Olímpio, da Selma Ruda, da própria Soraya Trunin. Depois se alinhou ao Lulima, bem depois. Era aliada do bolsonarismo e ali que rachou. Eu acho que o mínimo que a gente tem que fazer mesmo, assim, como vocês estão assistindo esse programa aqui...

O mínimo que a gente tinha que fazer era todo mundo ir lá mandar um salve nos amigos pra perguntar que porra é essa. Vamos escolher. O de hoje é o seguinte, ó. Manda lá pro Alexandre de Moraes, pergunta assim, ô Alexandre.

Qual é desse contrato da tua mulher que até agora eu não entendi? Só isso. Assim, não é? Não quero que... Eu tinha uma frase curta. Qual é? Qual que é desse contrato da tua mulher? Com ela ou com você? Termina assim. Data máxima vênia. Isso. Esqueça no Google aí. Respeitosamente. Isso, assim.

Na moral. Na moral. Porque a gente não quer... Não tô falando que tu tem que ser preso. Não tô falando nada disso, não, irmão. Eu só queria entender legal da onde é... Assim, por...

O que vale para uma empresa, para um banco, pagar para um escritório de advocacia ligado a um ministro da STF quase 4 milhões por mês? O que será, Igor? O que será? E aí, para eu não ficar pensando merda aqui... O Felipe está pensando merda, está vendo? A gente não quer que o Felipe pense... Você está pensando merda, Felipe. Eu creio na multiplicidade das coincidências da República.

Mas as pessoas que não creem gostariam de saber, pô. E assim, é só isso. É só isso. Odino, esse bagulho aí dos teus caras aí usando o carro oficial aí é maneiro? Ah, não é ilegal. Tá, tá bom. Mas é ético. Não é a mesma coisa que usar o dinheiro da residência funcional pra comer gente? Não é mais ou menos? Não é crime.

Mas é ético. Tem um monte, assim. Tem um montão, assim. Tem um montão. Que nem esse que o Tramonto tá falando aqui. Que o queridíssimo, esqueci o nome dele, não quis ir porque ia pegar mal. É isso mesmo, porra. Não dá pra tu ir numa palestra lá fora, bancada pelos caras. Porra, claro que pega mal, porra. Precisa ser um gênio? Pelo amor de Deus, porra. Então vai lá.

Pergunta lá pro Alexandre Morar qual era esse bagulho aí do contrato da mulher dele aí. Só isso. Ninguém quer que ele vá preso, nem nada. A gente só quer saber qual é a data máxima vênia. Aliás, eu resgatei, acho que eu já falei aqui, mas eu vou repetir que tem um aspecto interessante, que é a postura do Congresso Nacional, às vezes, de omissão em relação a determinadas mudanças que são a raiz dos problemas que vão estourar depois.

Então eu resgatei o vídeo da sessão do Conselho Nacional de Justiça, está lá no meu canal de YouTube, em que o Ricardo Lewandowski era o presidente do CNJ, que é uma função acumulada pelo presidente do STF, ele era presidente do STF, então estava presidindo o CNJ naquele momento. E naquele momento eles ampliaram...

a interpretação do conceito de magistério para caber palestras dadas em eventos bancados por bancos ou outras empresas privadas. Porque antes, a compreensão de magistério, quer dizer, no meu dicionário não mudou, mas mudou no dicionário deles.

significava dar aulas, efetivamente, em uma instituição de ensino ou algo, pelo menos, parecido. Não num coquetel com whisky Macallan patrocinado por empresários com causas no tribunal em que você atua. Esse aí, nem pro bono, tá ligado? Tu não pode nem pensar em ir, pô.

Então, os conselheiros, e aí lá no meu vídeo eu mostrei toda a história daqueles conselheiros, os vínculos deles, tinha saído uma reportagem sobre eles terem dado palestra, patrocinada por uma empresa interessada em causas na corte deles, etc. Veio um requerimento, então o CNJ julgou e tal. E eles aproveitavam para passar pano para todo mundo e para abrir esse flanco gigantesco.

para os magistrados faturarem nesses eventos nacionais e internacionais. Então, tornaram esse conceito de magistério que estava previsto na Constituição e previsto na lei orgânica da magistratura nacional, um conceito elástico, onde cabia palestra. E aí o Lewandowski, naquele momento, ele tem a atitude mais cara de pau, assim, da...

da história do CNJ, talvez. A concorrência é grande. Talvez eu esteja exagerando, porque houve retaliação também. A juíza de segunda instância da Lava Jato foi um caso que eu acompanhei muito, que é uma coisa horrorosa. E o próprio Barroso contestou na época. Mas só um parê. Naquele momento, o Lewandowski, ele fala assim...

Aliás, eles estavam tornando o conceito de magistério mais elástico, mas o Lampandócio não estava satisfeito só com isso, ele queria algo mais. Ele fala assim, vocês retiraram, desde que eu vi esse texto, dessa mudança que eles estavam fazendo ali, tinha um item ali que era a obrigação do magistrado revelar o cachê da palestra no evento. Vocês retiraram essa obrigação?

Então, porque eu considero que isso pode gerar um problema num país pobre como o Brasil, para a segurança do magistrado, revelar, cachê, etc. E isso também faz parte da intimidade. Sem brincadeira.

que é assim, na maior cara de pau, que ele mete a cartada da segurança do magistrado, de que o país é pobre, de que, sei lá, se fosse revelado o cachê, ele seria assaltado na rua. O cara que anda com um monte de segurança lá em Castelada, em Brasília e tal. O cara mandou essa que era a intimidade do magistrado, o cachê da palestra que ele ganha no evento.

patrocinado por empresas que têm interesse nas decisões dele. E aí o relator do caso fala, não, retirei e tal, olha aqui, o texto ficou assim, só tem que revelar o local e o evento e tal, não tem que revelar o cachê. E a partir daquele momento, o magistrado podia dar palestra, receber uma fortuna e nós não ficamos, sabe, nós povo, sociedade, não fica sabendo quanto o cara recebeu.

E recentemente o Alexandre de Moraes fez uma manifestação pública, porque havia naquele momento, há alguns meses, uma pressão muito grande por causa dessas palestras, e ele tornou público. Mas agora o juiz não pode nem dar palestras, não pode nem dar aulas. Exatamente. Como se nós estivéssemos falando...

De aula em universidade ou de algo desse tipo. Nós estamos falando de palestras muito bem remuneradas, contratos no exterior para falar para brasileiros no exterior sobre coisas do Brasil.

contratados por pessoas que muitas vezes têm interesse em determinados resultados da Corte Suprema. Isso é eticamente escandaloso. Exatamente. E naquela decisão do CNJ, houve uma canetada legislativa. O CNJ não pode legislar. O CNJ regulamenta.

o que vale para os magistrados, quais são os procedimentos, etc., mas com amparo na legislação. Ele não muda o conceito que está previsto na Constituição, nem sequer numa lei como a Lomã, a lei ordinária, a lei da magistratura nacional. E o que aconteceu? O Congresso Nacional se omitiu.

Você tinha ali um deputado que falou uma coisa e tá, não, vou recorrer, vou fazer uma coisa. Ninguém deu bola, ficou assim. Aí, anos depois, estouram todos os escândalos em razão da promiscuidade dos magistrados com elite econômica do país. Então, assim, muitos parlamentares...

desde aquela época, eles estão mais preocupados em fazer discurso para o seu segmento da sociedade, para as suas bolhas. É claro que isso foi em 2016, já existia a internet. Estava crescendo esse mecanismo de bolha, de político ficar o dia inteiro na rede social e tal. Hoje em dia isso é ainda maior, mas já existia.

Então tem muito político, principalmente senador, deputado federal, que fica lá fazendo videozinho e postagem na rede social e não faz o que precisa fazer, que é a fiscalização, que é a atividade legislativa. Se tem alguém que está legislando em lugar dele que está lá para isso, ele tem que reagir, tem que impedir, tem que entrar com um projeto. Ah, estão tentando fazer uma interpretação indevida aqui da Constituição. Peraí, vamos fazer uma PEC.

fazer uma proposta de emenda à Constituição para esclarecer ainda mais o que na nossa visão já estava esclarecido, mas se eles acham que não, então vamos reforçar que o conceito de magistério significa aula, instituição de ensino, etc. Mas não, eles vão deixando. Outro dia eu falei disso porque o Léo Lins foi condenado em primeira instância a oito anos de prisão. Aí eu fui rastrear a tramitação legislativa para ver quem tinha votado a favor da lei que a juíza de primeira instância usou para condenar o humorista.

Pode discordar, não gostar da piada, mas era humorista fazendo um show de humor num teatro fechado com público pagante. Público que foi pra lá pra ouvir o humor. E pra ouvir o Léo Lins com aquele tipo de humor que ele faz. Exatamente. Felizmente, com muita pressão nossa, da imprensa e de uma parte da sociedade, a decisão foi derrubada na segunda instância. Mas houve margem...

na medida legislativa aprovada no Congresso Nacional para que a juíza de primeira instância decretasse a prisão de um humorista. Fui lá ver quem tinha votado a favor e quem tinha votado a favor. A esquerda lulista e o bolsonarismo. Todo mundo a favor. Tem lá o registro, eu mostrei na matéria, botei o link, peguei o print dos votos, da orientação, mostrei a tramitação.

Aí falam, não, porque tinha gente que estava deturpando, não estava mostrando todas as nuances. Não, mas o texto não era assim na Câmara? Aí eu mostrei como era na Câmara, como ficou no Senado e o que aconteceu depois, na votação final na Câmara, quando houve orientação do governo Bolsonaro, orientação do PL, tudo a favor e orientação dos Lulis, da esquerda. Uma dessas pautas conjunto. Eles não falam isso nas bolhas, tá? Você precisa acompanhar o trabalho de jornalistas independentes para saber o que eles fazem juntos.

Aí alguns fizeram postagem na rede social, não, vou propor uma lei para mudar essa lei. Depois o escândalo passou, não propuseram nada, não mudaram nada. A lei continua lá. Algum juiz a qualquer momento pode dar uma canetada aí contra a liberdade de expressão, de humor, e vai passar. Por quê? Porque congressista não está lá. Alguns poucos, raras exceções agora, por exemplo, Alessandro Vieira, que ficam debruçados nesses avanços de outros poderes, de outros órgãos.

O sujeito fica na rede social e muita massa de manobra da população, não passa o pano para o eleitorado, acredita só em discurso, em retórico, não vai ver a prática. A prática é essa. Ou é de sabotagem de investigação, ou é de omissão diante dos abusos alheios. Aí depois reclama. O sujeito fica calado lá na abertura do enquete das fake news, depois está usando a enquete de fake news, abuso, abuso, abuso. Aí vai reclamar para o Trump. Ah, Trump, estão cometendo abuso aqui e tal. Mas cadê o seu dever de casa?

O trabalho legislativo, você tinha o cargo pra fazer isso? Perfeito. É brincadeira. E quer que eu passe pano, né? Fica puto não, cara. Respira, porra. Eu tenho que manter, todo mundo tem que manter a sua capacidade de se indignar. Boa. E eu mantenho. Você não pode perder a capacidade de se indignar.

Agora, tudo bem, melhor a gente parar por aqui. Ah, não, ah, não. Tu não cansa não, cara? Terceiro programa. Terceiro programa, pô. Parabéns, acho que estamos durando. Olha aí. Estamos aí, sobrevivendo. É o meu terceiro Flow News e é o meu terceiro programa no dia de hoje, que eu já fiz outras duas transmissões e tal. Mas eu tô aqui, amigo. Quer falar da guerra também? Quer falar das terras raras que você tinha botado na pauta? Tem, tem mesmo, tem mesmo. Tá querendo dormir? Não vou deixar não, cara.

Então tá, então... É mentira, cara. Ó, Flávio... Faz o que você quiser. Sim, mas de fato a gente tinha colocado aqui terras raras que o Flávio Bolsonaro deu uma declaração...

muito curiosa sobre entregar as terras raras para os Estados Unidos. Eu estou maluco? Ele falou meio isso. Tem tudo a ver com o que eu falei agora. Você vai lá falar com o trânsito. Isso, tem tudo a ver. Fala aí, Tramontinha. O Caiado, na semana passada, assinou um acordo de cooperação, que é o início de um...

de uma tratativa mais séria com o representante do governo americano, que trata dessa questão de pesquisas ou de mineração desse material de altíssimo valor agregado, que são as terras raras. E o Caiado assinou lá um documento que diz que ele vai acertar lá para os americanos virem retirar terras raras aqui.

Caiado ou Flávio? Caiado. É mesmo? Caiado, em Goiás. Aí ele se esquece de que, logicamente, todo governador tem poder e direito e responsabilidade de propor negócios para os seus estados. Mas existem algumas coisas em que o estado é subordinado a uma questão federal. Então, isso é inconstitucional, porque quem trata das terras...

Deste tipo, com base na legislação, é a União. Aí ele fez todo um barulho lá com os americanos. Não, mas quando ele foi eleito, porra. Entendeu? Então, está todo mundo de olho nas terras raras. Como se fosse a casa da mãe Joana.

Mas será que a gente já desenvolveu, inclusive, a tecnologia pra processar essa porra? Importante também, né? O que a gente vai fazer com as terras de arras? Vamos dizer que a gente consegue tirar a minera? Hoje já tem isso. Sim, mas assim, o principal... Os caras que fazem isso com maestria não estão na China. Ah, sim. Você tira as terras raras daqui e leva pra fora. E manda pra China. E vende e depois a gente importa tudo. Se a gente soubesse fazer as coisas aqui também com elas, né?

É, porque os processos, né? A distração, é tudo muito complexo. Áreas extensas, às vezes, você aproveita pouco. São elementos ali da tabela periódica que são muito importantes para a indústria tecnológica, para...

carro elétrico, painel solar semicondutor, essas coisas todas aí. Eu nunca aprendi tabela periódica. E o Brasil... Os caras cantavam musiquinha, né, cara? Um desastre. É bom você saber que, sei lá, cu é cobre. Espiada da quinta série B. Não, é de cu pra um porra, aqui é cobre, pô.

E o Brasil é a maior concentração de terras raras depois da China. Então o Flávio chega lá e fala, já que vocês têm problemas com a China, vocês podem contar com a gente para fornecer as terras raras e tal. E faz uma declaração um tanto leviana sobre esse...

esse ponto e levanta uma bola para a esquerda cortar. Está vendendo o país para os Estados Unidos, está querendo entregar tudo para o Trump e tal, não está pensando nos nossos interesses. É o vendilhão da pátria, como já rotulou a Glaise Hoffman na rede social. Então, a família Bolsonaro tem essas atitudes um tanto inconsequentes, essas declarações não muito pensadas.

Ele poderia formular essas questões de uma maneira mais completa, para não dar qualquer margem de que está querendo simplesmente agradar o Trump e não fazer um negócio para o interesse do Brasil.

sei lá, se é para trazer investimento americano, bom, que se faça um investimento aqui, que se gere emprego para os brasileiros também. Você tem todo um discurso que pode ser feito de uma maneira mais consistente.

E até mais fácil de digerir e difícil do teu oponente usar contra você. Porque o que ele fez aqui, aparentemente, é toma aqui essa arma aí e lhe dá uns tiros. E ao mesmo tempo em que ele estava cobrando uma fiscalização da eleição nesse ano por parte dos Estados Unidos.

Que aí volta um pouquinho para esse discurso mais para a base bolsonarista. E desconfiança do sistema eleitoral brasileiro. De novo, desconfiança do sistema eleitoral brasileiro. O sujeito é candidato de novo. Num partido que elegeu a maior bancada de deputados federais pelo mesmo sistema eletrônico. Mas não, o problema foi na urna, só no segundo turno e só na eleição presidencial, porque é onde perdeu.

Mas em todas as outras que ganhou, aí não tem problema no sistema eletrônico. Quando a família toda se elegeu durante tanto tempo, nunca houve problema na mesma urna, né? Ah, mas é que sabe como é que é essas coincidências aí, né, cara? Sempre muito complexo. Felipe, muito obrigado pela moral. Obrigado a você, Igor. Sempre um prazer, uma alegria. Naço!

Felipe, como é que os caras te acham nas redes sociais aí? Obrigado. Levantou a bola pro merchan. Meu canal é youtube.com barra Felipe Moura Brasil, que é o endereço pra você colocar no navegador direto. Vou repetir, youtube.com barra Felipe Moura Brasil. Mas se você botar na busca do YouTube, você bota Felipe Moura Brasil Canal. E aí clica ali no Ver Canal. Porque se botar só meu nome, vai aparecer 20 anos de vídeo aí, um monte de veículo.

Mas no canal é o que eu estou fazendo agora. Faço um programa diário, segunda a sexta, análise dos fatos, segundas e sextas ao meio-dia, no meu da semana, terça, quarta e quinta, às 18h. Os cortes ficam disponíveis na aba vídeos, as íntegras ficam disponíveis na aba ao vivo. Faço esse programa aqui toda terça, às 20h, 20 e pouquinho, Flow News. E faço também na... É.

Hoje a gente conta? Quem a gente esperou hoje, Tramontina? Hoje nós ficamos conversando aqui sem nenhuma importância porque determinada pessoa não chegava. Muito importante. Eu passei a gostar mais e admirar mais o Tramontina em razão de tudo que ele me contou sobre a trajetória e as escolhas que ele fez. Isso é tudo planejado, é para vocês se conhecerem melhor. Gerar intimidade entre os participantes.

E faço também as terças-feiras, a minha super terça, na Stand With Us Brasil, o canal deles, o podcast Levante com o Caio Blinder e o Samuel Feld, que é muito legal, um resumão analítico do cenário internacional. Hoje não deu tempo de falar da guerra, mas se você entrar lá no episódio, a gente fala de um mês da guerra e tudo mais.

Brasil não tem como, Brasil, realmente, bem que tu falou no começo, achei que a gente não ia ter pauta pra porra nenhuma hoje, toma aí, ó, duas horas e quinze, ficou faltando tempo. É, várias reflexões aí sobre a corrida eleitoral, vamos ver como é que ela vai se desdobrar. E tu, Tramon, tu quer falar alguma coisa? Vou contar uma historinha que eu ouvi. Sabe que o Trump teve uma conversa de homem pra homem com o espelho. Ele olhou pro espelho e falou assim,

Papo reto. Ou dá ou desce, seu puto. Ele ficou de pensar. Esse é o resumo da guerra. Pronto. Falamos tudo na guerra. E esse caderninho, você tem um desse? Cara, esse daí... Escrito a caneta com anotações, reflexões. Aqui tem coisas aqui. Grandes ideias. Tem coisas que eu trago pra falar. Algumas coisas eu falo, outras eu não falo.

Boa, isso daí vai ficar pra mim Do testamento, não vai? Eu quero esse caderninho aí, porra Esse caderninho vai valer ouro um dia Aqui eu vou te contar Obrigado pela moral Vocês que assistiram aí, muito obrigado pela moral também, tá bom? Comenta aqui o que vocês acharam Deixa aqui também pra gente saber Quais assuntos que vocês acham Que a gente falou pouco, devia falar mais E coisas que vocês curtiram e não curtiram Só pra gente saber, pra gente construir cada vez melhor O programa, tá bom?

Tem um assunto que está chegando que eu quero comentar aqui com vocês e eu estou louco para ver as análises de vocês. Isso se chama Copa do Mundo. Está chegando Copa do Mundo. A gente vai ter que ter aqui um pouquinho de Copa do Mundo no Fluminense. Vai ter que ter. Deixa eu te falar o que está acontecendo nesse momento aqui no Brasil e Croácia.

O Brasil estava ganhando de 1x0, a Croácia meteu um gol, devia ser uns 39, 38 do segundo tempo, e aí quando deu a partida de novo, quando começou a partida de novo, o Hendrik, me parece, sofreu um pênalti.

Mas é um amistoso, né? Daí for. Foi o Hendrick mesmo que sofreu o pênalti. É o último antes da convocação final. A gente não disse o que estava acontecendo, que é para ninguém lembrar e continuar aqui assistindo ao programa. Mas agora a gente já pode dizer que está acabando. Então, o que está acontecendo agora, família, é os caras estão se preparando para bater o pênalti. O Brasil está se preparando para bater o pênalti. E falta, sei lá, cinco minutos para acabar o jogo.

Então espera a cobrança do pênalti antes de encerrar o programa. Narra aí a cobrança de pênalti, Igor. O juiz tá conversando. Será que o senhor narra da merda? O juiz com cabelo de jogador caro. Não sei, desculpa, eu não quero incentivar qualquer problema pra empresa. Tá o juiz aqui com o seu cabelo... É só não mostrar a imagem. Ah, não, foi pro VAR, agora ele falou que foi mesmo, é pênalti mesmo. Entendi.

Vai ter o... Família, vai lá, não quero narrar não. Vai ter o pênalti. É isso, um beijo pra vocês. Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ.

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