ROBINSON FARINAZZO [ARTE DA GUERRA] - Flow #581
O Brasil está preparado para a 3ª guerra mundial?
- Impacto geopolítico da guerraConflito Irã e Estados Unidos · Análise militar do Irã · Impacto da guerra na economia · Tecnologia militar e drones · Relações internacionais e petróleo
- Indústria de Defesa BrasilVibraes e mísseis · Importância da indústria de defesa
- Democracia Brasileira - Desconfiança InstitucionalCorrupção e política · Futuro do Brasil
- Relações Brasil-ChinaModelo de desenvolvimento · Comparação com o Brasil
- Relações Israel-EUAAnálise do conflito · Perspectivas futuras
E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026. Esse é o Flore.
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor. E hoje eu vou conversar com o Robinson Farinazio, cara. Já faz um tempo que a galera pede pra rolar isso daqui. E que bom, cara. Nós vamos falar de guerra, hein, Robinson? Fala o que você quiser aí, cara. Tem que ser bacana pra você. Tem que ser um podcast muito bom. É, a bola que tá chegando aí já vão dando like. Se inscrevam aí. Dá o super chat. Vamos ajudando aí, gente.
Tu entende uma coisa ou outra De exército De guerra Tu trouxe aqui umas coisinhas Também, esse daqui é o que? Esse é o B2 Eles usaram O Trump disse que destruiu O bunker iraquiano com o B2 Com as bombas do RGBU 57 do B2 E agora a pessoa vai fazer tudo de novo Então a gente sabe que ele mentiu
E aí a gente vai mesmo falar sobre guerra. Vamos falar um pouco sobre a história do Robinson. Como é que ele veio parar entendendo tanto de avião sendo um fuzileiro naval. Ó, deixa eu te dar uma dica. Vou dar um boi pra você. Se você falar Robinson, ninguém sabe quem que é. Chama de quem, então? É Farinazo. Tá bom, então. Ninguém mais sabia. Quem é esse Robinson? Porque ele tá entrevistando ele. Farinazo. Isso é o quê? Isso é italiano?
Você é italiano. Ele falou que ia trazer o Farinaz agora para o hospital de Robson. Porque esse eu não quero ver, não. Vou embora. Não, pô. Tua cara é inconfundível. Não, mas não é. Eu sou um cara... O pessoal acha, Igor. Que a gente está lá no canal da Expo. Mas eu sou um cara bem-humorado, tranquilo, pra caramba. É um assunto pesado, o assunto que eu trabalho. Mas eu procuro levar com uma leveza muito grande e humanidade no assunto.
Porque a gente está falando de vidas humanas, cara. Verdade. Dos dois, lá está morrendo gente do quanto é lado. Bastante gente.
Bom, se você quiser participar desse programa aí, você pode mandar aí o teu LivePix. Tem aqui o QR Code. Tem o link aí na descrição também. A gente vai ouvir a tua mensagem aqui no final do programa. Você pode mandar, inclusive, com a tua própria voz também. É até melhor, tá bom? O que mais? É basicamente isso. Eu queria mandar um salve também para o nosso patrocinador de hoje, que é a hashtag de quem falarei já já, tá bom? E, Robinson, cara...
A gente está vendo lá essa última guerra que está chamando mais atenção, que dá para dizer que é Estados Unidos e Israel contra o Irã ali. Que foi uma coisa que teve uma guerra lá dos 12 dias, algumas coisas aconteceram já.
Cara, todo mundo imaginou que fosse ser uma guerra que fosse ser resolvida rápida, que nem foi resolvido lá o problema, entre aspas, da Venezuela. O cara entrou, tirou o Maduro e foi embora. Achou que algo parecido ia acontecer no Irã, mas quem entende sabia que isso não ia ser bem assim.
A gente está vendo uma guerra que já está se arrastando mais do que seria, entre aspas, saudável ou aceitável, porque a gente já está olhando para uma crise de petróleo e tudo mais.
A gente já viu o Irã responder atacando bases americanas dentro de países que não Estados Unidos e nem Israel, como lá no Catar. E a gente está vendo o Irã mais, não sei, preparado para o que está acontecendo, do que se esperava, de certa forma. Cara, qual é a análise que você faz do que aconteceu até agora?
Irã faz guerra há 2.500 anos. Eles enfrentaram Napoleão, Alexandre, enfrentaram Alexandre o Grande, enfrentaram Timur, foram invadidos por árabes, brigaram com os russos no Cáucaso por 170 anos, foram invadidos por turcos, lutaram com afegãos, lutaram com britânicos. Você pode pensar, oito anos contra Saddam Hussein. Quer dizer...
É uma gente que enfrentaram os gregos nas Termópilas, enfrentaram os gregos, os atenienses espartanos. Essa gente é do ramo. Então, assim, Igor...
Porque, vê bem, eu falo sempre pro pessoal, a turma confunde análise com militância. Eu faço análise militar. Então, pra mim, cara, eu tenho que explicar pro público como é que tá a situação do combate. Agora, você sabe como é que é o Fla-Flu. Sim. O Fla-Flu que vira isso daí. O Irã vem se preparando há anos pra isso.
Eu estava conversando o outro dia com o pessoal do governo iraniano e a turma que faz esses drones... Deixa eu mostrar aqui para o pessoal. Esse aqui? Isso, é. Deixa eu mostrar. Isso aqui é um shaheed. Na verdade, esse aqui é um gueran russo, mas o shaheed é a mesma coisa. A pessoa que faz isso aqui é um molecada de 30 anos de idade, cara. É um pessoal bom dessa geração Z que está aí. Uma cabeça super aberta, inventiva para caramba. Então, assim, as soluções militares que o Irã está apresentando...
contra os Estados Unidos, que tem equipamento da época da Guerra Fria, da Guerra do Golfo, são extremamente inovadoras. Antes de ontem, eles destruíram um avião de 540 milhões de dólares. Deram uma sarambada num Boeing que estava na pista lá na Árua Saudita, rachou o avião no meio. E um avião de 540 milhões, é um avião raro. Os Estados Unidos só tem 14 ou 16 daqueles aviões, com radares sofisticados aí. E assim, ninguém esperava. Foi a primeira vez na história que um avião daquilo lá foi destruído.
Então, assim, pra gente que estuda o Irã, que vem acompanhando já há anos, né? Há décadas aí, não é surpresa. A dúvida nossa, nós tínhamos todos analistas, todos, tinha uma dúvida. O que a China e a Rússia vão fazer? Isso. A gente não sabia disso. Olha, o que a gente sabia? O Irã sozinho não pode ir com os Estados Unidos. Ainda não sabe o que a China e a Rússia vão fazer. A gente só desconfia. Desconfia. A gente só desconfia. Porque, vamos ser sinceros, Igor.
Você é um cara antenado. A pontaria do Irã melhorou bastante nesses oito meses, né? Preciso explicar o que é que eu desenho. É verdade. No entanto, uma entrada da Rússia ou da China formal, uma ajuda formal já está mais distante da gente imaginar. Não, nós não vamos fazer isso. Exato. Principalmente a China. Principalmente a China. Você quer ver uma coisa? Quem está pagando o pato é a Rússia. Todo mundo fala, a Rússia... Mas eu acho que o chinês está ajudando muito mais e você não vai ver.
Porque esse é o negócio que eu observei. O Irã, depois da Guerra dos Doze Dias, eles trocaram o sistema deles de GPS. Eles usavam o GPS americano, que é esse que você usa no teu carro. Muito bem. Tiraram, falaram, o sistema GPS aqui, o americano pode bloquear o sinal, a gente vai se ferrar. Então, eles adotaram o sistema do GLONASS russo e do BEIDU chinês. Eles fizeram isso daí.
Só que, em paralelo a isso, os drones do Irã e os mísseis usam sistemas de leitura do solo e comparação com inteligência artificial e sistemas inerciais que são fabricados na China. Aí o que a gente notou?
A pontaria dos caras melhorou pra caramba. Você achar um avião raro no meio do deserto, a 800 quilômetros das tuas bases, pô, tu tem uma pontaria boa pra caramba. Deu no meio do avião. Você vê as fotos? Deixa eu ver. Como é que é o nome do avião? É E3 Sentry. Se quiser eu mando pra ele aí. Tá bom, então manda. Eu vou mandar pra ele aí. Aí o que acontece?
Eu tenho aqui, eu tenho separado essas fotos aqui. Esse avião é um avião que você falou que os americanos têm pouco, entre 14 e 16. Sim. Por quê? Porque a gente não sabe exatamente quantos são ou sei lá. E aí tu também disse que nunca um desses foi destruído. Não. Essa foi a primeira vez.
É, basicamente, é uma fuselagem do Boeing 707, que a gente coloca uma antena, né? Ele tem um radar, um radar pesa, que já não é um radar tão moderno assim. Peraí que eu vou mandar aqui pro pessoal, que eu tô com as três fotos aqui. É a vassalha. Já pegou? Tá. E esse avião tava a 800 quilômetros do Irã, cara. Tava estacionado no solo.
Os caras deram no meio. Mandei também aí, vai, pra duplicar. 800 quilômetros. E aí, pegou no meio do avião. Você falou, mano, é possível que... Olha lá, ó. Entendi. No meio. Não tem mais, eu mandei três pra vocês aí, tá? Tem uma que mostra bem aí. Aqui, esse prato que você tá vendo, essa estrutura preta, era o radar deles aí. O radar de busca. Esse avião, ele é usado, ele tava sendo preparado, imagino, pra fazer o quê? Pra sobrevoar o Irã.
Então, aí é outro problema. Não, não sobrevoa. Pouca gente tá sobrevoando o Irã. Aí, ó, olha que acertado, cara. Nossa senhora, mandou pro espaço. A lambada que foi. O lance é o seguinte, aí que tem outro problema que o Irã criou, cara. Os primeiros dias da guerra.
Os americanos posicionaram, tinham posicionado há anos já, principalmente no Bahrein, no Qatar, na Arábia Saudita também, no Kuwait, vários radares de longo alcance, radares de banda X, de uma cobertura bastante ampla. O que esses radares fazem? Eles dão alerta míssil. Tem mais de 3 a 5 mil quilômetros de alcance. Então, tudo que o Irã lançava de míssil, ou a Rússia lançava no sul, esses radares sabiam.
Por exemplo, quando era um ataque israelense, eles enviavam o sinal para Israel. Israel já sabia para onde apontar as baterias dos Patriots. A primeira coisa que o Irã fez foi destruir esse radar. Tinha um radar desse que custa um bilhão de dólares.
Quando eles acabaram com todos esses radares, o que o americano falou? Isso foi naquele ataque que eles fizeram em retaliação logo depois de serem atacados pela... Exatamente. Primeira coisa que eles fizeram foi esse radar. Entendi. Não é isso que... O que circula é... Os caras do Irã retaliaram bases americanas em países ali do Golfo. Sim, foi isso. Mas eles escolheram bem os alvos. Entendi. Escolheram o que tinha de mais caro.
que é o radar, e é mais importante. Quando eles destruíram esses radares, eles cegaram os comandos americanos em todo o Oriente Médio. Aí o que eles precisaram fazer? Não, traz os E3 Sentry e agora estão trazendo os E2 Hokkaido, a Marinha de São Paulo, que tem um radarzinho mais moderno que o E3.
Só que assim, Igor, são vários problemas. Porque quando você começa a se apoiar em avião, você tem que ter uma pista longa. É uma verdade, você tem que ter uma pista. Você tem fadiga da tripulação.
você tem uma série de problemas aí, esse avião pode ser derrubado, ou pode ser atingido no solo, como foi esse caso. Então, assim, o Irã criou um problema muito grande que tudo que o japonês tentou fazer em Pearl Harbor em 1941, o Irã conseguiu fazer em alguns dias no Golfo. Foi um negócio assim, cara, na boa, a gente olha assim, esse do radar, eu acho que teve encomenda do russo aí, porque esse radar atrapalha as operações na Ucrânia. Entendi. Então, foi um negócio assim...
foi do ponto de vista militar e veja bem, você que tá assistindo aqui não é questão de torcer de um lado pro outro foi brilhante, cara foi o que Israel fez na Guerra dos Seis Dias de 67 o que Israel fez de brilhante na guerra? Israel destruiu toda a aviação dos sírios e dos egípcios no solo
Eles acabaram com a aviação, depois, naquela época era assim. Você acaba com a aviação, os blindados e os paraquedidos podem avançar, você não tem problema. Só que o que o Irã fez hoje em dia? Essas notícias que você vê na televisão, ah, porque os Estados Unidos destruiu a marinha do Irã. Mas não é a marinha que conta hoje em dia, cara? O que conta é isso aqui, o que conta é drone e míssil. Hoje você não precisa ter uma força aérea. A Ucrânia quase não tem força aérea, a Ucrânia não tem marinha.
No entanto, ela varreu toda a frota russa para o leste do Mar Negro. Hoje em dia não conta, mas eu tenho uma marinha de não sei quantos navios. A marinha americana está afastada do Irã. O porta-aviões Gerald Ford estava no Mar Vermelho. Dizem que teve um incêndio na lavanderia. Sabe onde ele está hoje? A 3 mil quilômetros ali na Croácia, antiga Iugoslávia.
Então olha o poderio dos mísseis, cara. O mundo mudou e é dessa turma que tá aqui, essa que é a verdade. É da geração Z, é um outro tipo de guerra. E como é que isso tá sendo tão... É isso que tá segurando a onda da Ucrânia, por exemplo, contra a Rússia. Sim. Não é?
É isso o dinheiro que eles colocam lá também, porque guerra é dinheiro. Sim, é... Mas há uma... Como é que os caras mais da geração antiga... Acho que a gente falou quando estava gravando a chamada. Que os caras mais antigos das outras gerações, Boomer e geração X, eles estão tendo dificuldade em se adaptar...
entender, na real, essa guerra que está acontecendo agora. Né? Mas precisa de uma adaptação, porque, como tu disse, agora é só drone, agora é só coisas que, inclusive, eu vejo as imagens da guerra lá na Ucrânia, do drone que vem e explode um cara, eu fico, caraca!
Entendi, agora é isso que está acontecendo. E tem, no caso do Irã, os caras esperam que os Estados Unidos vão tentar chegar com superioridade aérea, porque é isso que eles fazem de uma forma geral também, não é? Então quando você já sabe, inclusive, como é que o cara vai vir, isso não te ajuda também?
Olha só, você tem que olhar o seguinte, isso a televisão também não fala. A maior parte dos disparos de mísseis dos americanos e dos israelenses sobre o Irã é tecnologia stand-off. O que é tecnologia stand-off? Você vem com a aeronave fora do alcance radar e você lança um míssel, uma bomba guiada, de maneira que esse avião aqui não está ameaçado pelo sistema de radar que guia os mísseis.
Só que o problema é outro. Teve um caso aí, aí foi outra coisa. Os Estados Unidos tinham um avião, o F-35 seria um avião invisível. Só que o Irã, tanto o Irã, quanto a Ucrânia, quanto a Rússia, os três, eles estão usando a técnica da emboscada. Como é que funciona essa técnica da emboscada? Você usa muito pouco radar, você sabe as rotas de fuga das aeronaves, você usa muito pouco, pouca iluminação de radar para não ser pego por mísseis antirradiação. Você sabe a direção.
dessas aeronaves, e você dispara um míssil guiado por calor. Você sabe que o avião já tá ali. Então, você dispara um míssil guiado por calor. Porque, Igor, o míssil guiado por radar, como ele emite pulso, você sabe no avião, no avião militar, que você tá sendo trecado. Aí você toma as suas medidas. O míssil guiado por calor, não. Ele não te diz nada. Você não sabe nada. A hora que você menos espera, ele bate no teu motor e você já era. Foi isso que aconteceu com o jato F-35. Então, assim...
É o que eu falo pra você. Essa garotada, esses engenheiros novos do Irã e da Ucrânia, esses caras estão fazendo o diabo. E eu acho que isso vai ter que mudar completamente a mentalidade das Forças Armadas. Porque hoje em dia faz mais estrago. Na minha época de tenente era o bombadão da academia e tal. Hoje não, cara. É o garoto aí, o nerd com um celularzinho e um tablet que esse cara dirige um drone. E aí? Um drone se imobiliza uma companhia no campo de batalha.
é uma nova era e assim o jeito de lidar com isso é fazendo vamos lá é como se fosse, dá pra gente imaginar isso como se fosse um pedra, papel e tesouro um pouco mais complexo se a gente tem infantaria
a força aérea, assim, a superioridade aérea ganha da infantaria, né? Aí só que tem um outro dispositivo que ganha do aéreo, que tem um outro dispositivo que ganha desse. E aí o drone parece ser o mais coringa de todos. É isso que tá acontecendo agora? É, mas... O que ganha do drone?
O que ganha é você conseguir colocar mais munição exatamente naquele ponto do campo de batalha. Mas o problema não é esse, Igor. O problema é que todas as bases americanas estão vigiadas por satélite. O diferencial do Irã, que é um diferencial que nós não temos no Brasil, o Irã tem mais capacidade que todas as forças aéreas da América Latina. O diferencial é satélite, cara. Com o satélite você sobrevoo uma base, você sabe quantos aviões tem lá. Então, o que está mudando com o Irã? Primeiro.
cobertura satélite russa e chinesa. Eles sabem onde é que está a marinha e sabem onde estão os aviões. E a segunda coisa é que, provavelmente, a China forneceu radares Y-8 para o Irã. São radares de longo alcance capazes de detectar aeronaves invisíveis. Então, o que acontece com isso? A aviação, tanto Estados Unidos como Israel, está tendo que usar essa técnica que eu te falei, que é do stand-off. Então, você não consegue...
se aproximar efetivamente. Aí você fala, ah, mas eles atingiram a casa do Kamenei. Sim, meu amigo, mas essas armas stand-off, elas têm um alcance grande. Aí qual é o outro problema que a gente tem aí? Você sabe qual é o tamanho do Irã? Além disso, o território do Irã é todo acidentado. Todo acidentado. E outro, o Irã é um quinto do território brasileiro. Cara, essa coisa que eu vejo, os caras falando, ah, nós já destruímos um terço das armas do Irã. Isso é uma fantasia, cara.
Isso é uma fantasia, num país montanhoso daquele lá, um milhão e meio de quilômetros, cinco vezes o tamanho do Vietnã. Cinco vezes. O americano ficou dez anos no Vietnã, não conseguiu desentocar os caras de lá. O Vietnã não tinha um décimo da engenharia que o Irã tem. Então, eu acho uma fantasia muito grande, que é para enganar o público, na minha opinião, e é um engano perigoso, você dizer, ah, nós destruímos um terço das armas do Irã. Como é que você sabe, cara? O país é enorme. Outra coisa.
O governo Biden tirou os americanos do Afeganistão. Hoje o Afeganistão faria falta para os Estados Unidos. Você tem aquele mapa aí? Tem, tá aí. Quer ver? No mapa eu mostro para vocês. Olha lá, está vendo ali o Afeganistão bem a leste ali? Ali, Herata, ali Afeganistão. Estou vendo. Se os americanos tivessem as bases do Afeganistão, eles poderiam atacar o leste do Irã. Como não tem mais, todos os ataques têm que vir de oeste. Agora, o Igor, é engraçado, né?
Porque as invasões que deram certo no Irã geralmente vieram de leste. Ou seja... Foi uma lambança e tanto saí do Afeganistão. Do ponto de vista militar, parece que sim, né? É, porque aqui o oeste dele é muito montanhoso. Você tem a cadeia dos agros ali. Os agros, agros, não sei. Então é muito montanhoso. Então assim, cara...
Eu vou falar pra você. Não é impossível fazer, mas, camarada, é um pesadelo. Tô jogando limpo com você, é um pesadelo. Não tô dizendo que é impossível. Eu acho que não existe nada impossível em termos militares. Mas eu tô falando de um país que é um quinto do tamanho do Brasil e 90 milhões de habitantes. Cara, eu acho meio irresponsável essa guerra aí. Agora...
Paciência, né? Mas o Irã, ele tem também, além de tudo, um poder sobre o Estreito de Hormuz, que gera, além de tudo, uma pressão econômica no mundo.
quando ele está sob esse tipo de ameaça. Isso é um incômodo para a China, isso é um incômodo para os Estados Unidos, isso é um incômodo para a Europa, para um monte de gente. E o Irã não parece ter, como a gente conversou aqui, ele parece estar se preparando para alguma coisa desse tipo já há muito tempo. Eu imagino, cara, o Irã está o quê? Desde a década de 80 que os caras estão falando que o Irã está enriquecendo o urânio, não é?
É, mas o lance é o seguinte, como é que é a história do urânio?
O falecido Ayatollah Kamenei era contra armas nucleares. Então tem uma fatua dele, que é um édito islâmico, um decreto religioso, proibindo a fabricação de armas nucleares. O que eu acho uma burrice muito grande. Eles deveriam ter feito. Porque, Igor, a gente tem que falar a verdade do Kamenei. Vou desagradar os dois lados agora. Para quem gosta do Kamenei, ele era péssimo estrategista. Para quem não gosta do Kamenei, ele era um pacifista. A verdade é essa. Para quem gosta do Kamenei...
Péssimo estrategista. Para quem não gosta dele, gente, desculpa dizer, mas ele era um pacifista. Ele tinha uma posição assim muito... Ele alijou muitos dos falcões do Irã, inclusive o Ahmadinejad. Agora mataram o general Tansiri, que era o comandante da marinha no Golfo Pérsico. E o Tansiri era um dos falcões do Irã. Mas na época do Khamenei, o Khamenei não era governante, ele ficou afastado. Então, assim, matar o Khamenei foi burrice.
Era o cara que não queria armas nucleares, que aceitava negociar com os Estados Unidos. Agora entrou uma galera que não quer mais isso aí. E que vai e falou, vamos pra cabeça. Então, pessoal, a realidade do Irã não é conhecida no Brasil. Porque outro dia eu estava sendo entrevistado na televisão. Eu acredito.
Pessoal, o Irã é uma ditadura. Camarado, olha só, a Árabia Saudita não tem eleições, o Oman não tem eleições, o Iêmen não tem eleições, o Emirado dos Árabes não tem eleições, o Doha, o Qatar não tem eleições, o Iraque tem. O Jordânia não tem eleições, o único país aí que tem eleição é o Irã.
Ah, a situação das mulheres. Vai ver a situação das mulheres da Arábia Saudita. No Irã você tem mulher engenheira, você tem mulher no parlamento, você tem mulher na universidade. Na Arábia Saudita agora que as mulheres começaram a dirigir. Então assim, cara, é uma propaganda vagabunda. Não é bem por isso que não é bem essa a questão. O que os caras estão indo fazer lá é outra coisa. É petróleo.
É o bom e velho petróleo. Mas aí a gente entra numa situação complicada. Porque você quer ver o negócio? O Trump, ele fala, nós não temos que nos preocupar porque nós somos autossuficientes em petróleo. De fato, é uma verdade. Só que o Igor, para pra pensar o seguinte. A exploração de petróleo nos Estados Unidos é privada. Você acha que eu sou explorador de petróleo, eu tenho um posto de petróleo, que eu vou vender a preços baratos no mercado?
Eu não vou, vou vender a preço internacional. Então se subir lá fora, você saiba aqui dentro também.
Ninguém faz caridade. Você vai fazer caridade com petróleo? Então, eu estou jogando uns lances que dá uns cortes foda para vocês aí, que a gente sabe como é que funciona. Mas ninguém vai fazer caridade com petróleo. Ninguém faz. Então, essa é uma falácia do Trump. Ah, nós somos autossuficientes, a gente não tem que se preocupar com a guerra. Tem sim, porque são preços internacionais. Olha, eu vou te contar outro negócio.
Eu acompanho muito. Apesar de ser um canal militar, o Arte da Guerra, a gente acompanha a economia porque a guerra trabalha para a economia. Então, todos os dias eu olho o preço do petróleo. Antes mesmo de entrar no ar, eu estava olhando o preço do barril Brent. O que o Trump fazia? Todo domingo, ele contava o Balorota. Para acalmar o mercado, o preço descia todo. Esse domingo, ele não conseguiu. O mercado abriu a 115. Por que isso? Porque estão esgotando as opções.
E assim, abriu a 115, o Brent, nos contratos futuros, porque diz que na prática você já está pagando 150 dólares o barril. Então, velho, a gente não viu bater, mas vai bater aqui no Brasil essa crise. Isso vai bater no mundo inteiro. Então, era um problema assim, olha...
O Irã, o trauma com os Estados Unidos começa no governo Carter. O Carter tomou uma sarambada ali quando ele tentou liberar a embaixada. Aí você tem Carter, Reagan 1, Reagan 2, Bush Pai. Depois vem Clinton 1, Clinton 2. Aí depois você vem Bush 1, Bush 2. Obama 1, Obama 2. Trump.
Trump 1, Biden, e agora Trump 2. Quer dizer, eu somei aqui uns 13 mandatos, ninguém se meteu nisso. Por que não se meteram? Porque era uma caixa de marimbondo, agora o Trump vai fazer isso aí. Vai ficar complicado.
Estou te falando, 13 mandatos até agora, ninguém quis fazer nada. Agora ele acha que os outros estão errados. E ele está certo. E qual é a perspectiva dos supostos aliados do Irã-China e Rússia? Porque a crise do petróleo, uma crise do petróleo também os afeta. E o Irã...
Eles não podem perder o Irã. Essa é a verdade. Do ponto de vista geopolítico, eles não podem perder o Irã. Mas eles também... A Rússia já está investida numa guerra. E a China domina de outra maneira. A China faz negócios.
põe dinheiro, a China é outra história qual que é a perspectiva deles? Farinaz, eu ia chamar de Robson de novo não, chama se você quiser quem que é esse Robson que ele está falando aí? deixa eu te falar uma coisa Igor, é fácil entender a Rússia estava vendendo barril de petróleo descontado a 55 dólares ela está vendendo a 100 agora você acha que ela está triste? não está
Então, é o caso do chinês. Cara, a China está muito estocada de petróleo. Eles têm muitos tanques de estoque de petróleo. A reserva estratégica de petróleo da China é grande. E eles estão comprando petróleo da Rússia. Para a Rússia foi um bom negócio, por quê?
É o que eu te falei, eles vendiam petróleo descontado. A Índia era cliente da Rússia. Olha a burrice dos caras. Comprava petróleo a 55 dólares. Aí o Narendra Modi fez um acordo para os Estados Unidos para parar de comprar petróleo da Rússia. Estava comprando a 55, parou de comprar. Veio a guerra, precisou voltar a comprar. Aí o Rússio falou, é, mas sabe o que acontece? É que agora eu não posso fazer aquele frecinho para você. Você saiu, agora você voltou e você tem que comprar, porque não tem de quem comprar.
Essa é uma situação. Aí vai vendo a extrema burrice. Sabe o que o Trump precisou fazer? Tirar as sanções do Irã para o Irã vender petróleo. Ele está em guerra com o Irã, mas ele precisou tirar as sanções. Por quê? Para inundar o mercado de petróleo e tentar segurar os preços. Então olha a burrice disso, cara. A mesma coisa, você está brigando com o teu vizinho e você está dando dinheiro para ele.
Igor, não faz sentido essa coisa. Você está vendo? É assim os problemas. Eu critico muito os Estados Unidos, o pessoal fica puto comigo. Mas olha só, eu mostrei para você a situação do Afeganistão. Vai ver na história. Os caras entraram no Afeganistão, tiraram o Talibã. Gastaram 4 trilhões de dólares, saíram de lá para o Talibã voltar.
O Talibã está de volta. Aí saíram do Afeganistão para começar a guerra da Ucrânia. O Afeganistão agora faz falta para eles. Você poderia atacar o leste do Irã. Agora eles estão com essa guerra da Ucrânia.
patrocinando a Ucrânia, mas precisaram liberar dinheiro para o russo com essa questão do petróleo. Estão em guerra com o Irã e tiraram as sanções para poder vender. Quer dizer, você acha que tem uma estratégia consistente desses caras? Cara, você é o empresário. Você sabe que para crescer você tem que ter uma estratégia consistente. Você não pode ficar dando idas e voltas, uma hora você vai quebrar, cara.
Que tudo é dinheiro. Tudo que você vai fazer em termos de mudança é dinheiro. Quer dizer, eles fazem muita bobagem, cara. Não é uma estratégia consistente. Cada presidente quer uma coisa. Os caras não pensaram direito, eles não entendiam o que era o Irã. Qual que tu achou o principal erro ali?
Olha, é o seguinte. Vou te contar como é que o Irã chegou nisso. Em 1953, tinha um presidente, um primeiro-ministro chamado Mohamed Mossadegh. E esse cara era um nacionalista. O que ele fez? Nacionalizou o petróleo do Irã. Olha, a partir de agora, as empresas saem a British Petroleum, sai Shell, sai todo mundo. Que nem fez na Venezuela também. Exatamente. Bom, o que eles fizeram? Derrubaram o Mossadegh. Ele ficou em prisão domiciliar até morrer. Aí, instalaram o chá.
Em 79, o chá cai. Provavelmente por pressões americanas.
Aí entra o quê? Os ayatollahs. Mas calma aí. O Shah cai provavelmente por pressões americanas e não faz muito sentido porque eles não eram aliados. Mais ou menos. Ali já tinha um certo descontentamento do Shah com relação a políticas americanas com Israel, Arábia Saudita, etc. E o Shah também tinha um problema, né Igor? Ele tava muito doente, né? E o Shah também não era... Pelo que eu li, cara, você sabe muito mais que eu, tá?
Mas pelo que eu li, o Shah ele não era também meio filha da puta, meio sanguinário, não era?
Ele era, mas ele era um cara que quis... Ele era, olha, a polícia secreta do Shavak, tem um museu dela até hoje lá, ela barbarizava, cara. Mas barbarizava mesmo, são torturas horríveis. Mas ele modernizou o Irã, eles estavam modernizando, tá? A planta petrolífera, as forças armadas do Irã, que eram as mais modernas do Oriente Médio na época, mais que Israel, inclusive.
Só que aquela história, né? Havia um descontentamento muito grande. Teve, acho que em 67, a festa da coroação dele. Em bilhões de dólares, uma festa assim, faraônica. E a população estava descontente. E houve, provavelmente, apoio de serviços de inteligência estrangeiros para derrubar o chá. Só que o que ninguém podia contar é que ia acender o Comeine, né? Que é o antecessor do Camenei.
que era de uma visão teocrática. E o Irã virou o grande satã para os americanos. No fim, é sempre petróleo. No fim, é sempre petróleo. Porque a verdade do Irã é o seguinte...
Se você for olhar a situação de direitos humanos e de costumes sociais, o Irã é uma sociedade muito mais liberal que a Arábia Saudita. Se você pegar, que eu não pôs as fotos aqui, teu vídeo vai cair. Mas se você procurar enforcamentos na Arábia Saudita, você vai achar fotos de guindastes. Sabe aqueles guindastes como são? Guindastes ganha de um... ...
malandro balançando ali, cara. Tinha um cara que fotografou, ele tava andando, ele filmou o cara balançando no guindaste. Os enforcamentos são em guindaste e em praça pública. Isso é a Arábia Saudita. Que ninguém fala. Por quê? Porque aliada dos Estados Unidos. Então, assim, cara, é muito... Falar que os Estados Unidos não gostam de... de...
líderes absolutistas, que os Estados Unidos não gostam de ditadores, não é bem isso. Se você der o que ele quer, ele... É, não é bem isso. Exatamente. Então vamos lá. Por que que ele era puto com o Maduro? Porque o Maduro era comunista? A gente sabe que o Trump é bem mais pragmático que isso, né? Sim. Ele foi lá fazer outra coisa. Me parece, eu que não sou analista, mas me parece que ele foi lá atrapalhar a China. Foi, né? Foi sim.
e me parece que o movimento no Irã também é para atrapalhar a China, é menos sobre o Irã e mais sobre a China, isso eu não sou analista. Não, mas é verdade, você tem razão só que eu acho o seguinte Igor, é o que eu te falei a dúvida que a gente tinha é a China e a Rússia porque eles camuflaram até o último minuto na boa, se eu fizesse essa entrevista 40 dias atrás, você ia perguntar para mim, você acha que a China vai apoiar? Eu falo, não sei mas, você acha que a China vai apoiar?
Eu não sei. Hoje eu tenho certeza que eles estão apoiando. Porque essa coisa de falar o estoque de mísseis do Irã tá acabando, para com isso, cara. Você lembra em 2022, todo mundo falava a Rússia tá ficando sem munição. Eu fui um dos primeiros a falar, vocês tão malucos, cara. Vocês tão doidos de achar um país que tem fábrica de munição no país inteiro aí, vai parar. Quer dizer...
Eu acho que a China e a Rússia estão ajudando muito. Porque não custa nada, cara. O chinês fabrica um drone desse aqui, ele pinta em caracteres farcí lá. Foi fabricado no Irã. E você estava me contando antes de começar também que isso daí não tem muito padrão, porque é construído meio que com as peças que tem e vem do mundo inteiro. Então tem peça do Japão, tem peça da Índia, tem peça da China, sei lá de onde.
E tu também estava falando que se a gente pega um... a gente dá umas coisas pros engenheiros lá, eles tiram uma arma. Tiram porque é um pessoal assim. Primeiro, olha só. Tem um livro chamado Os Iranianos. É de um brasileiro, um iraniano que trabalha na Folha de São Paulo. Esqueci o nome dele. O livro é maravilhoso. O Irã sempre foi uma sociedade de engenheiros. Sempre. Desde a época do Cherst, dessa turma toda aí.
Se você procurar, você vai achar as cidades subterrâneas do Irã. Como eles extraíam a água do deserto, essa coisa toda aí. Sempre foi uma sociedade de engenheiros e eles têm orgulho disso. De ter construído um sistema de ar-condicionado da época do Alexandre. Eles têm orgulho da capacidade dos engenheiros. O Irã, todo ano, ele forma mais engenheiros que o Brasil. Só que lá o engenheiro não vai dirigir Uber, não. Ele vai trabalhar com engenharia. Então, assim, Igor, os caras tiram leite de pedra, velho.
Eles pegaram, por exemplo, quando teve a guerra com o Iraque, que foi Israel. Israel ajudou muito o Irã nessa guerra, mas muito mesmo. O país que mais ajudou o Irã foi Israel. Olha como é que a vida é louca. Olha como é que a política é louca. E eles recebiam mísseis dos Estados Unidos via Israel. Eles pegaram esses mísseis, começaram a adaptar.
já já eles fabricavam os mísseis ali. Mísseis que o americano achava que era coisa do outro mundo. Capturavam, por exemplo, às vezes o Hezbollah capturava um mísseis israelense no Líbano, eles mandavam para Teranda, ali a pouco você viu um mísseis iraniano com tecnologia israelense. Os caras são muito bons.
Não dá pra subestimar isso aí. E aí esses drones aí, podendo ser construído, eles são muito baratos de construir, no fim das contas, né? Em torno de 20 mil dólares. 20 a 50 mil. Destruindo um avião de 580 milhões? 540 milhões de dólares. 540 milhões de dólares. É porque não tem o que fazer. O problema do drone é o seguinte, cara. Esse aqui é grande, né? Depois, se você quiser, mostra o vídeo lá pro pessoal que eu filmei um drone desse aí. Mas você tem drone...
do tamanho dessa biela aí, ele entra voando aqui dentro, cara. Você põe uma granada nele, pronto. Você mata todo mundo. Eu vi um drone outro dia na Ucrânia que ele entrou dentro de uma oficina de tanques, buscando um mecânico lá para matar. É uma arma diabólica, cara. Mas é a realidade do nosso tempo. É a realidade do nosso tempo. Você para para pensar uma coisa? Assim, raciocinando em termos militares. Você pega um avião de caça,
Ele custa aí entre 60 e 100 milhões de dólares, dependendo dos acessórios que você vai colocar nele. Aí, esse avião, no peso dele, uma parte é combustível de ir e de volta.
Outra parte é o habitáculo do piloto, que ele tem que ter sistema de gestão, sistema de geração de oxigênio, aviônicos, etc. Quer dizer, muito do peso dele, num armamento, são subsistemas. E precisa de uma pista de dois quilômetros para decolar. Quando você tem um drone, primeiro que você não tem piloto.
Ah, não tem o piloto, então vamos pôr carga. Bota munição ou bota combustível. Segundo que o drone, ele só vai, ele não volta. Não precisa usar o combustível para ir de volta. Ele só vai, ele decola, vai lá, destrói e não volta nunca mais. E se você perde um avião de caça, você tem o piloto que vai lá na CNN, a mãe, o pai, o papagaio, o cachorro, todo mundo reclamar para o presidente que quer resgatar o cara. O drone não, o drone não tem pai nem mãe.
E o preço de um avião de 80 milhões de dólares, quantos drones você compra? Ou quantos mísseis? Então, assim...
Cara, a matemática hoje, os caras de aviação, vou odiar o que eu vou falar, mas a matemática está favorecendo drone míssil, que é a guerra que o Irã está fazendo. Faz todo sentido. E você acha que a gente vai evoluir para um mundo que tem muito mais drone do que avião, por exemplo, do ponto de vista militar? A tendência é essa, né? Porque quanto tempo você leva para formar um piloto de caça, cara? Pois é. Quatro, cinco, seis anos. O operador de drone está pronto. Eu estou vendo uns dois aqui, ó.
Mas é uma verdade. É uma verdade. Com um tabletzinho, o cara aprende ali como decola ele e tal. Vai perder um outro, mas aquele é barato. Não sei o quê, mil reais, dois mil reais. Então, a equação está favorecendo essas novas armas. Por isso que eu falei, a guerra da geração Z.
É assim, eu vou fazer 60 anos aí, mas eu não fico preso a conceitos que foram da minha formação militar. Eu já entendi o que está acontecendo. Mas isso é porque você também está olhando com uma mente... Olha, um cara de quase 60 anos, para criar conteúdo na internet, para ter na cabeça... Pô, vou criar conteúdo na internet. A maioria dos caras que estão perto de tu, eu imagino, dá mais militar, pô.
Eu vou pra internet, é o caralho, porra. Eu sou bigode grosso, porra. Vou pra internet onde só tem moleque. Então isso quer dizer que o teu perfil de estar conectado com as novas tecnologias te coloca mesmo numa posição de estar aberto a entender o que está acontecendo. Porque o cara... É muito provável que o cara... Que o general de quatro estrelas lá ele está olhando isso, tentando encaixar o que ele está vendo na filosofia antiga dele. Sim. Não!
tentando, não vendo que a filosofia antiga dele não serve mais.
Mas sabe o que acontece também, Igor? A gente assim, a gente molda você, eu acho que a gente é produtivo, o Artigar nem se compara com o Flow. Mas ao mesmo tempo que a gente molda a cabeça do público, o público também molda a nossa cabeça, né? É verdade. Porque o nosso público lá é na faixa de 35 anos, a gente é muito mais nova do que eu. E eu recebo esses inputs, e eu tô ouvindo os caras, e eu tô começando a entender. Então assim, cara, não tem como brigar com isso daí, com essa nova realidade. Olha, na época que eu era tenente, Eu acho.
Como é que funcionava um ataque de infantaria? Você reunia uma companhia, numa ravina ali, num barranquinho, aí tirava a mochila, ficava só capacete, fuzil, granada, cantil, e ia pra cima dos caras. Aquele monte de homem que você vê em filme. Aquele monte de gente. Você não faz mais isso hoje.
Porque se você colocar um monte de... Aquela massa humana, mesmo que seja de noite, um drone com câmera termal vai achar esses caras e vai matar todo mundo. Então a guerra de quê? Quatro caras aqui. Você vê nos vídeos. Eu estava falando outro dia para um chefe que eu tive, que hoje é o almirante. Eu falei, chefe, hoje é a guerra do sargento e do cabo.
Antes era a guerra do capitão e do major e do tenente. Hoje é a guerra do sargento e do cabo. É quatro caras ali que entram, vão se disfarçando, que vai ficar mais difícil do drone achar. E um deles mesmo operando o drone. Acabou. Aquela coisa que a gente via de massa humana é outra guerra. Então não é mais uma guerra de grandes embates. Não, de jeito nenhum. Porque não dá. Então também não é uma guerra de grandes exércitos.
É, você teria, assim, você aposta no Exército Grande se o teu inimigo tiver também. Mas o que acontece é o seguinte, Igor, vamos supor que antigamente, que na Guerra do Vietnã uma companhia patrulhasse, uma companhia só mais ou menos 100 homens, você patrulhasse uma área de 1km de extensão. Você faz isso com drone hoje. E outro problema que nós estamos enfrentando.
As linhas de abastecimento têm que ser mais protegidas. Porque você tem um soldado lá na linha de frente, você vai enviar um caminhão com comida para ele, o drone está buscando. Na hora que ele vê um caminhão, ele vai sentar o cacete, cara. É um alvo de oportunidade. E o russo hoje em dia, eles usam os drones.
de fibra ótica. E você não consegue jamear esses... Esse aqui você até consegue jamear se ele tiver sinal GPS. Jamear basicamente é fazer com que ele perca o controle, ele não saber exatamente onde é que ele tá. Exatamente. Você emite um sinal mais forte na mesma frequência, né? É um ruído mais forte naquela frequência. Ele perde a comunicação com o satélite, ele cai ou ele vai pra uma base, ele vai fazer alguma coisa, mas não vai fazer o que você quer. Então, assim, essa é uma guerra assim, ó. Gato e rato, velho.
É gato errado. O problema desse com a fibra ótica é que ele passa a ter um alcance limitado. Pô, mas já tem fibra ótica de 50 quilômetros, cara. Por incrível que pareça. Eu imagino o que é o carretel dessa fibra ótica pra ir pra 50 quilômetros. Já tem isso. É mole. Cara, eles imaginam coisas.
que a gente não consegue os caras... Sabe quem é que vai ganhar essa guerra? Aí, ó, você aí que é ucraniano, vou te dar a dica agora. Vai lá na Rocinha, tá ligado? Mais ou menos na época, assim, do, o quê? Férias escolares, tá ligado? Que vai ter os Amigos da Pipa, tá ligado? Que os malucos cortam fininho, né? Não pega eles pra cortar lá a fibra ódica dos drones e já era.
como é que impede passa a ser a limitação desse drone da fibra ótica, passa a ser o alcance porque não sei lá, o que o cara vai ficar olhando pra esperar passar o drone pra tentar cortar não, não tem como esse daí não tem o que fazer o que eles estão fazendo hoje em dia é colocar rede na estrada você olha assim estrada toda coberta por redes pra evitar e mesmo assim, Igor é o seguinte
Quando o cara fala pra mim, ah, mas a Rússia tá lutando há quatro anos na Ucrânia e não sai do lugar. Não é que não sai do lugar. Se você botar uma companhia pra tomar uma cidade, você vai morrer. Vai morrer todo mundo. Então é aquela guerra. Quatro caras vão lá, tomam uma casa. Ah, pegamos essa casa aqui. Dali a pouco eu tomo a casa do outro. Leva um mês, dois, três, um ano pra você tomar uma cidade. É uma guerra lenta. Porque se você expor o pessoal, você vai morrer, cara. O drone mudou tudo, né? É. Isso é interessantíssimo. Mas, ó.
Eu imagino qual a sua resposta, mas assim mesmo. Por que a Rússia, não era só a Rússia estourar uma bomba braba mesmo lá em Kiev? Estourar uma bomba atômica lá em Kiev?
Não, eles não vão fazer isso. Muito difícil. Eu estive na Rússia no ano passado. Eu andei muito por lá. Fui lá para visitar campo de batalha. Mas eu conversava muito com os rússios. Eu fui em maio do ano passado. Na parada da vitória. 80 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial. Vi os tanques. Você só não chega onde o Putin está na Praça Vermelha. Mas eu vi muita coisa lá.
É muito legal. O país é muito bonito. Pra quem é assim, Igor? Porque o meu... Não é turismo. É um trabalho profissional pra filmar campo de batalha pra ver e entender as guerras deles, né? Mas o que acontece? Você conversa com o russo, uma boa parte tem parentes na Ucrânia. Mas não é pouca gente, não, cara. É muita gente que tem parentes na Ucrânia. Meu tio mora lá. Ou eu morei lá. Então, é...
Não dá pra pesar muito a mão, entendeu? É meio que atacar eles mesmos, de certa forma. Exatamente. Quase todo mundo que eu conversei tem... Eu saí pra jantar com um casal de russos amigo meu e a gente tava conversando sobre isso, né? Ele falou, o que vocês... Ele falou, ó, eu tenho parente lá, né, cara? Então é muito difícil.
Não é a guerra que a gente imagina, não. É uma realidade muito mais complexa, multifacetada. E eu acho que o russo quer... Você falou, o que ele quer? Ele quer fazer o que ele fez na Chechênia. Que assim que acabar a guerra, integrar aquilo, fazer uma integração mesmo. Porque você quer ver um negócio que pouca gente sabe? O Zelensky aprendeu a falar ucraniano com 30 anos de idade. Sabe qual é a língua dele? É russo.
Ninguém fala, a imprensa não fala isso daí. Pode procurar que você vai achar. Pode procurar que você vai achar. Ele foi aprender a falar ucraniano com 30 anos de idade, cara. Não é o que o pessoal fala, Igor. Que nem é a história do Irã. Ah, o Irã... Ah, essas redes aí, ó. Não é o que o pessoal fala. A realidade do mundo... E a gente só... Eu acho que a gente... Você tem filhos? Tenho dois. Que idade? Doze, treze e onze. Então, cara, a gente só vai deixar o mundo melhor pra essas crianças se a gente entender como é que ele funciona.
Não adianta, o pessoal quer esse flaflua, não, porque isso aqui é o certo e isso é errado. Camarada, vai com calma.
Olha a situação, tenta entender o que está acontecendo. Porque senão, o que vai acontecer? Igor, eu sou mais velho que você. Eu acho que a minha geração errou pra caralho. Eu falo isso. O trabalho que eu faço, que é um trabalho de esclarecer o público, e eu procuro ser muito honesto com as pessoas nessas análises, é para que a geração dos teus filhos entendam como é que o mundo funciona e possam transformar ele. Porque se você não entender como é que o mundo funciona, você vai achar que está transformando e está piorando ele. Sim.
Então, é bem essas realidades. Irã, Ucrânia, é muito multifacetado. Mas ali também, a gente for pensar... A gente estava falando da Rússia e Ucrânia. A Rússia e Ucrânia é um caso interessante. Todas as questões são interessantes. Mas nesse caso, a gente tem o Putin querendo um objetivo específico territorial mesmo, de um acesso.
Num país que já fez parte da União Soviética. Então, como você estava dizendo, a galera ali tem relações familiares. Muita, muito mesmo. Agora, lá no Irã, com Israel... Quando eu falo Israel, eu já estou imaginando aqui, acoplando Estados Unidos também. Ali é muito mais complicado, me parece. Porque... Vamos lá.
Da mesma forma que a gente falou que a China e a Rússia não podem perder o Irã, os Estados Unidos também não podem perder Israel. E Israel, se ele for invadido, é uma tragédia para eles. É uma guerra existencial para Israel. É uma guerra existencial para Israel. É uma questão que a gente pode... Ela existe... São povos muito antigos. Sim.
E essa tem menos chance de acabar de um jeito... Essa é uma guerra que, além de se estender há muito tempo, ela vai existir para sempre, de certa forma, não vai? Porque é uma rixa entre povos. São povos daquela região que já estão brigando há milhares de anos. Olha, Igor, eu vou te dizer como é que eu vejo Israel. Porque aqui no Brasil é difícil analisar porque tem muita paixão de um lado e de outro.
E também outra coisa, só um outro parênteses, de fato, muita paixão de um lado e de outro, e a gente acha que sabe o que está acontecendo lá, porque a informação chega enviesada. Então, até hoje, dos dois lados, até hoje eu não sei se quem estourou lá no começo...
Quando o Hamas ataca Israel. Eu não sei quem estourou o hospital. Eu não sei se foi um míssil errado do Hamas que caiu. Não sei se foi realmente Israel que atacou. Porque cada hora um fala um troço. E até hoje cada um fala um troço. Então eu não sei. Primeira vítima da guerra é a verdade. Mas eu acho assim, cara. Olha só.
Eu vejo muito o radicalismo. O pessoal tem que acabar com os palestinos, o outro tem que acabar com os judeus. Eu acho que não, cara, que eles têm que conviver. Você não pode varrer nove milhões de judeus para o mar. Não é assim que a vida funciona. Eu não vejo a coisa... Eu acho que tem que ser uma solução de dois estados. Perfeito. Agora é duro, Igor. Essa é a pior guerra para você analisar essa porra. Porque eu tomo pedrada dos dois lados. Dos dois lados. O que eu acho que acontece...
Na minha opinião, no momento atual, o Bibi foi longe demais. Porque ele já tinha tido... Olha, a situação estava cômoda para o Netanyahu. Ele derrubou o Assad na Síria. O Hezbollah ficou numa situação difícil com a linha logística. Ele conseguiu um acordo com o Hamas patrocinado pelos Estados Unidos.
e Gaza deu uma serenada é uma verdade então é o seguinte, o Netanyahu era um bom estrategista ele estava conseguindo muita coisa e outra, camarada, com os perrengues que ele tem que você sabe que está todo cagado na justiça e esse cara sobreviveu esse tempo todo, ele é um mestre da sobrevivência eu brinco muito lá com o pessoal do Arte da Guerra não subestima o Netanyahu
O nome é o mestre. Você pode gostar ou não, mas o maluco está fazendo as movimentações que estão colocando. Ele joga bem. Só que é aquela história, né, Igor? É o melhor jogador que perde pênalti em Copa do Mundo, né? Então eu acho que ele errou. Porque o que ele pensou? Olha, tem gente que fala que o Netanyahu chantageou o Trump. Eu duvido. Duvido que ele chantageou o Trump. Ele ganhou o Trump na conversa.
Que tipo de alavanca ele teria pra conseguir... Não, o pessoal fala que é o Epstein. Tem essas teorias aí. Que o escândalo... Eu não acredito nessas merdas todas. Eu acho que tem o escândalo. É uma sacanagem. É uma tremenda de uma putaria. Mas eu acho que...
O Netanyahu convenceu o Trump através da maneira mais fácil, que é massageando o ego do Trump. Ele deve falar, presidente, o senhor é divino, maravilhoso, o melhor 47º presidente da história dos Estados Unidos, seu cabelo laranja. E o Trump foi na onda dele. Agora, eu só não entendo, eu não consigo entender, juro para você, eu não consigo entender.
Como um cara esperto como Netanyahu, uma raposa como ele, foi entrar nesse buraco, porque o Irã, todo mundo sabia do problema do Irã. Olha, eu vi um oficial do Mossad, o Rami Igra, ele é israelense.
E os relíquios têm uma maneira muito boa de analisar as crises. Eles são muito bons nisso. Mas bons mesmo. Tem um pessoal ali no Mossad excelente. E ele falou uma coisa que é verdade. Ele falou, não vai ter como subjugar o Irã. Porque é uma campanha aérea. Você vai ter que ter boots on the ground. Ele disse, não vai poder ter boots on the ground no Irã. Então, assim, é o que eu falei pra você. É exatamente um bom jogador que perde pênalti em Copa do Mundo. Ele fez uma campanha boa.
conseguiu resolver uma porrada de perrengue nos Estados Unidos, do Israel, agora vamos para cima do Irã. Mesma coisa o Trump. Mas essa sentada, essa acalmada, essa amenizada que teve lá em Gaza, as coisas mais tranquilas com o Irã, tecnicamente negociando com os Estados Unidos antes do ataque, essa acalmada...
Meio que a vida... Isso aqui sou eu imaginando também, tá? A vida volta ao normal ali em Israel. Tava voltando. A vida voltando ao normal ali em Israel começa a ficar perigoso pro Netanyahu pessoalmente. Então, o atuacílio faz sentido. Porque começa as coisas... Voltando ao normal, a gente começa a... Vamos, então, julgar isso aqui? Ah, lembra que tem que ter eleição, essas coisas?
E aí qual que é a melhor maneira de pausar isso tudo de novo? Outra guerra. Outra guerra. É, faz sentido o que você está falando. Eu acho também que é isso por aí. Porque o Netanyahu só não foi para a cadeia, porque o Trump fez uma pressão muito grande em cima da Suprema Corte de Israel. Ele estava para aí quando acabou a guerra. Só que o Trump fez uma pressão muito grande. Quem manda? A gente, assim, o dinheiro que vai para Israel vem dos Estados Unidos, se ele fechar a torneira, o país para.
Então, isso que você falou faz sentido. Agora, ele entrou num problema complicado, né, cara? Sim, complicadíssimo, né? Porque antes era um problema só de Israel, agora é um problema do mundo, velho. Hoje mesmo eu tava vendo que Bangladesh pediu pro Fundo Monetário Internacional pra suspender algumas sanções do Irã, porque eles vão quebrar. Eu vou te contar uma história engraçada. Nós estamos pra fazer uma viagem pro Vietnã esse ano.
A gente vai fazer uma viagem, o pessoal já tá começando a montar a viagem pra... ...
como sempre, para visitar campo de batalha. Tu vai com a galera? Vão a galera. Quando estiver pronto, eu até te mando depois as coisas todas aí. Aí eu estava no consulado da China semana passada, a gente foi ter um evento lá de mídia, e eu encontrei um amigo meu chinês, quando eu falei para ele que ia para o Vietnã, eu falei, cuidado que não vai ter luz lá. E o chinês brincando, porque a situação do petróleo, que o Vietnã é dependente.
A gente espera que resolva até o final do ano, mas eles são completamente independentes do Golfo Pérsico. Vietnã, Indonésia, esses países todos aí vão ficar numa situação difícil, cara. Pois é, isso tudo desencadeado por conta de, me parece, até que haja uma segunda análise muito mais fundamentada, um capricho, de certa forma, do Netanyahu de se manter, de se proteger.
Pode ser, pode não ser, pode ser pressão dos Estados Unidos também em cima do Netanyahu, porque a gente sabe que os Estados Unidos... Não sei em que... Pois é, me ajuda aí. Em que medida um Irã sob ataque prejudica, do ponto de vista energético, a China? Porque essa poderia ser... Quando a gente vê o Trump sacando o Maduro da Venezuela e, de certa forma, tomando as rédeas de como funciona ali,
Não me parece um movimento pra... Você tava falando que os Estados Unidos falam que é autossuficiente com petróleo. De fato é, mas com empresa particular, não sei o quê. Mas aqui me parecia... Cara, olha, esse petróleo aqui...
vai para a China. Se a gente começa a atrapalhar esse fluxo aqui, a gente começa a atrapalhar o fluxo de petróleo da China. Se a gente vai lá para o Irã e o Irã também vende petróleo para a China, a China precisa se reorganizar. Então a China agora, como você disse, já está fazendo o negócio, além de ter grandes reservas, também está comprando da Rússia. E do Irã. E um petroleiro chinês pode passar em Urbú.
Tá autorizado. Então, qual foi o... Então, não foi isso. Não era isso. Quer dizer, se era isso que os Estados Unidos queriam, eles fizeram uma puta merda. Mas eu ia falar isso. Ainda bem que é você que tá falando, né? Ainda bem que se eu falo, vão dizer que é a torcida. Mas era esse o objetivo dos Estados Unidos? O que a gente sabe do ponto de fato? Porque uma coisa que a gente tá acostumado a ver é os Estados Unidos se movimentando.
Por conta de petróleo, né? Isso é o que a gente vê historicamente. Então dá pra gente inferir que dessa vez é petróleo de novo. É petróleo de novo. E aí então foram burros. Porque deu errado. Você tem razão, mas eu tenho que explicar o motivo, vai. Não tem aquele ditado, o uso do cachimbo deixa a boca torta? Sim. Foi fácil na Venezuela, Igor. Porque teve suborno. Teve suborno. É verdade, faz sentido.
Foi fácil. Então, o que o pessoal chegou para ele? Porque, vou ser sincero, cara, quando você é presidente da República, não chega tudo para você. Aquele pessoal da enturragem ali só passa aquilo que você quer ver. É uma verdade. É uma verdade.
só chega aquilo que o cara gosta. Então alguém deve ter chegado para ele e vendeu aqueles planos maravilhosos. Não, vai ser que nem a Venezuela, vai ser 47 segundos, e não sei o que, e não é, cara. Olha, eu vou te contar uma história. Aconteceu em 90 na Guerra do Golfo, contra o Saddam Hussein. Acho que era o rei Fadi da Arábia Saudita, não lembro bem, acho que era o Fadi.
eles estavam naquela de negociar com o Saddam. O Saddam invadiu o Kuwait, não vamos negociar para ele sair de lá. Os árabes são assim. Ainda mais árabes do Golfo, eles são assim, eles são mais comerciantes e tal. O rei não queria a guerra.
O que o Serviço de Inteligência americano fez? Eles falsificaram fotos de satélite, mostrando as tropas do Saddam avançando para a Arábia Saudita. Isso nunca aconteceu. As fotos eram falsas. Mostraram as fotos para o rei. O rei autorizou a entrada de tropas americanas. Meio milhão de soldados. Então, eu acho que é a mesma coisa. O Bibi ou a assessoria do Trump deve ter vendido para ele relatórios errados.
e agora ele está com o embrolho na mão eu estava vendo hoje antes de vir para cá a CNN falou, ele tem um abacaxi que não tem saída, como é que você vai fazer para sair? liberar o Hormuz em termos navais uma das operações mais complexas que existem só foi tentado até hoje uma vez na história foi em Galípoli, na Turquia em 1916 o ministro da marinha britânica era o Churchill e deu errado, ficaram nove meses tentando e deu errado não, não, não
Perderam uma porrada de navio, uma porrada de soldado. Tem até um filme do Mel Gibson, Galípoli. O filme que a complexidade ali é muito bem defendido ou é difícil mesmo do ponto de vista, sei lá, das estruturas da natureza. É um corredor polonês. Tem um corredor polonês, você vai passar uns caras andando porrada. O Strait tem uns 80 quilômetros de largura, 40, 80 quilômetros. Não sei bem, não lembro agora, porque varia, né? Mas o Irã, com aquele monte de míssil, vai passar um navio ali e eles vão atacar você, cara.
O navio está no ponto mais estreito. Porque você não passa. Não é todo estreito que é navegável. Tem o local da profundidade, do calado, etc. Você vai passar ali e os caras vão te acertar. Porque tem uma coisa, Igor, que poucos analistas ocidentais se pegaram ainda. Eu fiz um vídeo falando disso. O Irã não apareceu nem um míssel de cruzeiro do Irã ainda. Só míssel balixo.
Ou seja, o Irã só usou metade do arsenal dele. Míssel de cruzeiro, pra você entender, é fácil. Você nunca vai esquecer isso aqui. Míssel balístico, trajetória balística, faz esse arco. Míssel de cruzeiro, voa reto.
Só que para ataque a navio, o míssil de cruzeiro é melhor. Ele é mais lento, mas a solução, como o navio é um alvo móvel, a solução final, a guiagem terminal do míssil de cruzeiro é mais precisa. Então, para atacar navios, você tem que usar míssil de cruzeiro. E nós não sabemos, há dúvidas sobre isso.
ninguém concorda nenhum dos lados, todos os analistas internacionais tem essa dúvida tem gente que fala que o Irã tem capacidade de guiagem terminal para míssel balístico e outros dizem que não, nós não sabemos se a China ou a Rússia cedeu essa tecnologia para eles, é uma tecnologia muito específica então assim provavelmente eles usariam mísseis de cruzeiro para atacar esses navios não apareceu nenhum até agora se não apareceu é porque eles estão guardados esperando alguém
que não apareceu nenhum. Teve alguns casos aí, esporádicos, mas deve ter usado. Se usou muito, não usou mais que 50, 100. Por que tu acha que eles estão escondendo, entre aspas, essas armas? Exatamente, porque é do do Estreito e da Maria Americana.
Porque eu achei estranho isso. Comecei a olhar e falei, mas eu vou plantar os ataques. Esse aqui foi míssil balístico, esse aqui foi drone, esse balístico, esse drone. Cadê os mísseis de cruzeiro? Aí no dia seguinte que eu fiz esse vídeo, teve um ataque contra um navio ali, usaram alguns mísseis, mas é uma quantidade mínima. E esses mísseis são muito precisos. São uma precisão muito grande.
Em relação aos drones, eles são muito mais caros também que os drones, eu imagino. O míssil é mais caro. Mas a destrutividade do míssil é maior, né? Você leva uma cacetada de um míssil aí. Tem uma cena, cara, que foi muito engraçada. Publicaram na CNN semana passada, em Israel. Eu achei uma loucura. Falei, esse gato tinha uma rua de Israel, calma. E o vídeo, vocês acham aí na internet.
E o gato passando. De repente, o gato corre, cara. Aí eu contei. Eu assisti várias vezes e contei. 15 segundos depois, caiu um negócio do carro dar uma pirueta no ar. Eu falei, meu amigo, de onde esse gato saiu, cara? Caralho, o gato conhecido de areia. Eu falei, o gato do Mossad, esse gato aí, cara. É, tá na internet, você acha aí, gato fugindo do drone. É um negócio de louco, cara.
Lá no Irã, quando teve a guerra de 12 dias, entre aspas, você estava me falando que um desse aqui... É, uma esquadrilha de B2.
Eles invadiram o espaço aéreo iraniano e soltaram aquele míssel antibanque. Não, é uma bomba. É uma bomba. É uma bomba. É uma bomba. É uma bomba 57. Que é... Acho que é a GBU 57. É uma bomba que ela... De forma leiga, ela cava e explode, não é? É porque ela é muito pesada, não é isso? Exatamente. Ela entra... Profunda. Entra profundamente e explode lá embaixo.
E ali eles disseram que tinham destruído a ameaça iraniana, alguma coisa assim, né? Não era verdade? Ou... Veja, eles mentiram? Ou eles... O Irã que foi eficiente em esconder que não destruíram porra nenhuma?
Ou eles mentiram naquela época ou estão mentindo agora. Porque se destruíram mesmo o programa nuclear do Irã, então não era para estar atacando agora. Se estão atacando agora é porque não destruíram daquela vez. Então ou mentiram antes ou mentiram depois. Vou ser sincero para você.
Nós reunimos lá no canal alguns engenheiros, o vídeo está até no ar, alguns engenheiros de estruturas. Fizemos uma reunião eu com dois engenheiros de estruturas para discutir esse assunto. A conclusão que se chegou é que dado o tipo de rocha...
E o tipo de cimento que o Irã usa, o Irã tem um cimento ultra, o H qualquer coisa assim, que eles usam lá, que provavelmente não foi destruído. Entendi. É que provavelmente não foi destruído. Por que houve o ataque americano? Porque Israel tinha o mesmo problema que tem hoje, eles estavam ficando sem míssia de defesa. E aí o Trump precisou entrar nessa daí. Com esses...
Então, se esse cenário do Irã está enriquecendo urânio, por exemplo, em uma base muito protegida por conta do terreno, por conta das tecnologias como cimento e tudo mais, e nem um míssil como esse antibanker, míssil não, bomba, antibanker, consegue resolver o problema, tem que precisar de quê? Precisa de 007? Como é que faz? Tem que invadir o país.
O Saddam já tentou, não deu ruim pro Saddam. Então meio que... Não, porque o Igor, olha só, o Irã tá fazendo... Eles fazem túneis desde a época do Alexandre. Então, cara, os caras estão acostumando... Guerra de túnel, velho, não tem solução. Você vê, o Gaza durou três anos. Três anos. O Vietcong...
Eles tinham um complexo de túneis perto de Saigon, Saigon que hoje é roxime, é muito difícil de combater em túnel, cara. E esses túneis do Irã são obra-prima de engenharia. Assim, o problema, Igor, que a gente tem é que a imprensa criou no imaginário popular uma visão tão deturpada do Irã que a gente não consegue entender aquilo. Aquilo é uma sociedade dos melhores engenheiros do mundo. O chinês...
Olha, cara, não subestima chinês, russo, iraniano, quando se trata... Chinês e russo com engenharia... Chinês e iraniano com engenharia e russo com física. Não subestima esses caras. Eu estive na muralha da China...
Eu estava olhando lá para... Estava eu e o Rodrigão lá do Três Irmãos. A gente estava olhando aquilo e eu falei para ele, falou, Rodrigo, quem faz um negócio desse aqui faz qualquer coisa. Porque aquilo tem dois mil e poucos anos. Então, não tem coisa que a tecnologia não resolve. Nós juntamos engenheiros mesmo, gente especializada em estrutura. Aí ficamos debatendo aí uma semana, o pessoal fez gráfico, o vídeo está no ar. Provavelmente não destruíram.
Mas aí agora o Irã, sob cerco... O Irã se prepara, como a gente já falou, para um embate com os Estados Unidos há muito tempo. O Irã agora... Você acha que o Irã está saboreando, de certa forma, o dano que ele causa aos americanos, ao Ocidente? Ou o Irã também está mais afim mesmo de acabar essa guerra o mais rápido possível?
Eu acho que eles não vão acabar a guerra sem extrair concessões. É a visão que eu tenho. Porque o Irã está sofrendo com a guerra. Está sofrendo. Mas vamos colocar as coisas em termos de números, porque é difícil você brigar com números. O território do Irã é 66% maior que o da Ucrânia. A população do Irã é três vezes a população da Ucrânia. A Rússia está enfrentando a Ucrânia há quatro anos.
E a Rússia está bem ali do lado, tem várias outras... Está do lado, não tem... A Ucrânia é um país sem montanha, sabia disso, né? Ele só tem montanha nos Cárpatos, no sul. Então, na área de operações da Rússia, não tem montanha. O único obstáculo é o de Dnieper, o Rio de Dnieper. Então, assim, já está há quatro anos. Se o Irã aguentar há quatro anos, os Estados Unidos derrete, cara. A presta da gasolina... Você tem as midi-terms agora em novembro. E se essa guerra for até novembro?
Você já parou pra pensar? Se for até novembro, como é que vai ficar o Trump ali? E outro, o problema não é nem o Trump, é o Partido Republicano que tá pensando o seguinte, olha, esse cara vai passar, mas a gente vai se ferrar nessa brincadeira. Então assim, Igor, eu olho as coisas de uma forma muito pragmática, né? Não sabemos quanto tempo vai durar o Irã. Porque, você quer ver um negócio? Ontem a gente tava discutindo isso daí numa live também.
O Tadikstão, que é um país vizinho ali do Irã, próximo ali, tem fábricas de... Não sei se é vizinho, mas eu sei que é próximo. Tem fábrica de drone. Muito, muito drone. E a gente acha que eles estão passando drone para o Irã também. Então aquilo não vai acabar, cara. É que nem um formigueiro que você acha que é só aquele coisinho, mas o negócio...
Às vezes tem quilômetros. Entendi. E aí, caraca, então assim, é muito complexo mesmo. Parece um puta erro mesmo que os americanos cometeram aí, hein? É soberba, né, cara? A melhor maneira de sair dessa daí é uma saída...
de cavaleiro, né? Acho que a melhor maneira é parecer, pelo menos, que chegou num acordo e tentar vender essa narrativa ao chegar em algum acordo. Deixa eu te contar uma história engraçada. Eu gosto de contar essas piadas aí, porque isso é verdade. Eu vou te contar a verdade. Tinha um deputado americano chamado George Aiken. Esse cara já morreu. Morreu há pouco tempo. Morreu muito velho. Quase 100 anos. E ele é deputado na época da guerra de Vietnã.
Alguém chegou pra ele e contou a história de Vietnã. Falou, deputado, é o seguinte.
Tá morrendo americano pra caramba nessa guerra. Em 1968 morreram 16 mil americanos no Vietnã. Tá morrendo americano pra caramba. A gente não sabe o que vai fazer. Ele falou, cara, é fácil. Declara a vitória e vamos embora. Essa frase ficou famosa, Igor. É do George Eichmann. Declare a vitória e vamos embora. O problema do Trump é que ele quer declarar a vitória. Mas ninguém vai acreditar, cara.
Como é que você vai declarar vitória se os caras estão segurando a música? E ainda por cima, é verdade.
E hoje fica mais difícil ainda. O Trump é bastante habilidoso em usar as redes sociais, inclusive, e as tecnologias de comunicação que a gente tem hoje, para tentar emplacar as próprias narrativas. E como a gente estava conversando antes, veio funcionando no papo do petróleo, contando a mentira. Ele gosta de atacar no fim de semana. É, que é para o mercado abrir em marcha na segunda-feira. Então as ações dele, inclusive militares, são calculadas em como funciona o...
A bolsa, pelo menos. É, ele quer segurar os mercados. Quer segurar os mercados. É, Igor, mas o problema é o seguinte, ele é muito bom em narrativa, mas quem vai abastecer o carro vai perceber que a coisa não está bem assim, né? Mas ele consegue segurar, ele conseguiria segurar o preço da gasolina para o cara na bomba lá no posto?
com o dinheiro mesmo estando todo enrolado na dívida pública e tudo mais? Provavelmente sim, né? A gente viu aqui em 2022, em 2022, a gente viu aqui, por exemplo, nas eleições para presidente, que o Bolsonaro, na época, deu uma segurada nos impostos, meio que forçou os estados a segurarem a onda nos impostos dos combustíveis também.
Alguma manobra pode ser possível ali do ponto de vista político para segurar ali dentro. Olha, cara, o governo faz muita coisa, mas não faz tudo. Eles já estão fazendo algumas manobras. Porque, por exemplo, quer ver o negócio? Tem uma lei americana do século XIX, esqueci o nome dela agora.
que os navios, o comércio entre portos americanos só pode ser feito por navios fabricados nos Estados Unidos. Olha a coisa, olha como é que é. A lei do século XIX não aboliram.
O que está acontecendo? Começa a faltar gás nos Estados Unidos, porque você não tinha navio, só navio americano para atender os... Eles quase não fabricam mais navios para atender o consumo interno. Ele precisou suspender essa lei por 60 dias para que navios estrangeiros abastecessem os portos com gás e outros tipos de mercadorias. Então, há um limite, porque ele pode fazer.
Há um limite, porque ele pode fazer. A situação americana já não estava muito boa. Está bastante complicado, né, Igor? Você quer ver uma coisa? A gente tem visto, você entrevista muita gente, você é um cara que tem podcast, você é sempre bem informado, você recebe todo tipo de informação. Passa todo tipo de gente aqui. Todas as disciplinas.
Você sabe que a situação nos Estados Unidos está ficando complicada de uns anos para cá. É uma realidade. O pessoal não quer entender, mas tem mais de 400 mil sem teto lá dentro. Para um país rico que nem aquele ali, é complicado. Então, assim, eu não sei até quando ele vai conseguir fazer isso daí. E você viu esse fim de semana as manifestações.
É difícil, eu não posso cravar para você, seria uma irresponsabilidade com você e com o seu público, que nos depositam a confiança, nos recebem aqui, Deus chegar e falar, vai acontecer isso, vai acontecer aquilo. Mas não está numa situação boa. Ele começou uma guerra, porque começar uma guerra, até um orangotango começa. Você bota um orangotango lá na presidência, acabar com ela é um pouquinho mais complicado.
Você acha que... Vamos lá. É complicado mesmo? Ou pode ser que vire uma questão de ego aqui? Porque, vamos lá. Com certeza existe a percepção internacional dos países. Com certeza. Agora, existe também o ego dos seus líderes.
Então, será que existiria um caminho humano, eu vou chamar, de terminar essa guerra daí antes dela ficar uma coisa meio incontrolável a ponto de atrapalhar mesmo pra valer? Porque você acha isso possível? Ou você acha que os líderes de Estado jamais seriam capazes de... Pô, tá, fiz merda aqui, senta aqui, vamos trocar uma ideia e consertar?
Vou te contar um negócio. Em 2014, ou 2016, lembro bem, é 2014, o Barack Obama assinou um tratado com o Irã chamado DCPOA, que era o Tratado de Limitação do Enriquecimento de Urânio do Irã. Muito bem. O Trump fez campanha descendo a lenha nesse tratado. Aí em 2018, na presidência, ele rasgou o tratado. Aí o Irã falou, bom, não tem mais tratado, eu vou enriquecer do jeito que eu quiser agora. O Trump rasgou.
Entra o Biden em 2020. O Biden ficou quatro anos negociando com o Irã para conseguir esse tratado. Não conseguiu. Quatro anos. O Irã enrolou eles. Aí o Trump voltou e falou que ele queria o tratado agora. O tratado que ele rasgou. E aí o Irã enrolou, enrolou e começou a guerra.
Então, assim, a situação do Trump, você quer entender, é bem fácil. Eu vou explicar, você vai entender. Sabe aquelas ocorrências do corpo de bombeiro que o gatinho subiu na árvore, o bombeiro tem que vir para tirar ele, o gato não sabe descer? O Trump subiu numa árvore que ele não sabe descer. Porque, Igor, o problema é o seguinte, você pode até dizer, ganhei, estou saindo. Se o Irã continuar lá em Ormuz, ninguém vai acreditar em você. Eles estão cobrando 2 milhões de dólares por cada petroleiro.
e só passa o país que eles deixarem. Então está passando Índia, está passando China, acho que agora vai passar Indonésia também, não sei mais qual país, brasileiro deve passar lá também. Então assim, quem é que vai acreditar, cara? Porque, por exemplo, como é que acabou a guerra do Vietnã? O Nixon foi eleito com a promessa de acabar com a guerra, ele acabou. O que ele fez? Foi um acordo mais...
Ele falou, olha, eu tenho 500 pilotos americanos prisioneiros em Hanóis. Você liberta essa porra e eu paro a minha intervenção. O Vietnã está bom, está excelente para mim. Você liberta essa porra e você vai fazer um cessar-fogo. Ele falou, não, só pode deixar que eu vou fazer um cessar-fogo. Fica tranquilo. Dois anos depois eles varreram o Vietnã do Sul.
Varreiro, simplesmente varreiro. Entregou os pilôs e falou, você quer pôr levar esses caras que estão comendo meu arroz aqui, pode levar essa porra pra você. E o Nixon vendeu como se fosse uma vitória e tal. Mas todo mundo sabia que eles perderam. Eu fiz um vídeo uma vez, né, sobre um fantasma da guerra do Vietnã, que os Estados Unidos... Qual era o lema do Nixon? Paz com honra.
Ele não conseguiu nem a paz e saiu desonrado. Então, Igor, eu vou te falar uma coisa. A coisa mais difícil da vida é acabar com uma guerra. Tô te falando em termos pragmáticos, tá? Qual que é um bom exemplo de uma guerra finalizada, Farinazo? Tu tem alguma... Tirando aquelas que o oponente foi totalmente destruído, eu tô falando que guerras que chegaram ao fim por meio de um acordo. Teve alguma que foi legal ou sempre é uma merda?
Manteve, é a própria Chechênia, cara. A Rússia fez duas guerras com a Chechênia, o Putin venceu a segunda, mas no dia seguinte, acabou a guerra, eles já entraram com engenharia, com investimento, com caminhão, reconstruíram a Chechênia, está lutando do lado da Rússia hoje na guerra da Ucrânia.
É a primeira coisa que eles fizeram. Acabou, acabou, acabou. Quem perdeu, tá, perdão pra todo mundo aí. Agora vamos com obra, cara. Vamos com obra, investimento, vamos reconstruir prédio, abre avenida aqui e tal. Acabou, cara, o país se integrou. Hoje os chechenos estão entre os combatentes mais ferozes ao lado da Rússia, cara. Então, Igor, o que acontece? A gente chama de pai justa.
A paz que o Trump quer é a paz dos cemitérios. Eu vou bombardear o Irã até acabar. Não vai funcionar, cara. É o que eu te falei. O Rami Igra, do Mossad, ele falou. Não tem como sem o boots on the ground, cara. E esses caras, Igor? Israel tem uns analistas muito bons. Aí vão dizer agora que eu sou sionista, tá? Mas eles têm uns analistas bons. É uma verdade. É um pessoal que dá de 10 a 0 nos Estados Unidos. Em termos de análise mesmo. Falar para você, olha, cara.
Essa coisa aqui não adianta. Esse negócio é cinza, não é verde. É cinza. São os caras bons. E ele falou, sem o Boots Underground, não tem como. Agora, Boots Underground do Irã, você pode pôr de 200 a 500 mil soldados, cara. Da onde o Trump vai tirar isso aí? Que jeito? O americano não quer servir. Sabe qual é a idade limite para o exército americano hoje? 42 anos de idade. Porque ninguém quer servir.
42 anos. 42. Porque o cara vai servir, ou ele é viciado em drogas, ou ele tá gordo, ou ele tem uma doença, ou ele é ladrão de toca-fita. Mas os caras não são... Os veteranos são respeitados na sociedade americana, não são? Mais ou menos, né? Tem muitos veteranos sem teto hoje. Porque tem uma coisa que ninguém fala, que é o TEPT. Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Muita gente fica doido, cara.
Teve um caso na Inglaterra, é triste até te contar isso aí, foi o seguinte, o cara era um herói do Serviço Especial da Inglaterra, herói mesmo das Forças Especiais. Quando teve terroristas do Baluquistão sequestrar a embaixada iraniana em Londres, a Margaret Thatcher autorizou a invasão da embaixada. Esse cara foi um dos caras que esteve lá, que invadiu e matou os terroristas. Depois ele lutou, o cara era foda pra caralho. Sabe como esse cara terminou a vida? Virou pedófilo.
é o transtorno de estresse pós-traumático. A cabeça do cara... Então tem muito veterano americano em situação de... sem teto. Nos últimos 20 anos teve mais de 140 mil suicídios de veteranos. Então é um problema que ninguém fala. O problema de veterano é seríssimo.
Bom, se a gente for pensar que a guerra está evoluindo para esse tipo de arma, os drones, isso daí é um outro problema que é resolvido também. Porque, de fato, quando a gente faz guerra há muito tempo, como espécie. Sim. O ser humano é violento. Mas para poder parar, mas na escala que a gente está fazendo agora, com o foco que a gente está fazendo agora, com a...
Com a quantidade que a gente tem, por exemplo, nos Estados Unidos de veteranos, tu consegue ver e olhar na passagem do tempo qual que é o impacto da guerra décadas depois que a guerra já acabou. Em quem estava na guerra também. Isso que você está falando, que é o TPT. Sim, TPT. É um problema complicado nos Estados Unidos. Porque você sabe que... Vou te dar um outro exemplo.
tem uma companhia, olha só como é que as coisas são situação social americana tem uma companhia sul-coreana chamada Rama então o Trump fez uma pressão muito grande no governo da Coreia do Sul pra Rama vir pros Estados Unidos porque o americano tem um problema agora de fabricação de navio, que a indústria americana tá quebrada, o Reagan quebrou a indústria naval dos Estados Unidos, porque ele tirou os subsídios e essa Rama se instalou na Filadélfia, eles pretendem então o que a Rama tá fazendo?
Estão trazendo máquinas, vão robotizar o estaleiro e estão formando mão de obra. Aí eu estava vendo uma reportagem de um canal que eu acho fantástico, que é o Sixty Minutes Americano, um canal maravilhoso. Eu gosto muito deles, das análises deles. E aí eles entrevistaram, olha só, a moça era babá.
Babá. E agora ela vai trabalhar no estaleiro. De babá, ela tá fazendo solda. Trabalha no estaleiro, o pior que você pode imaginar, cara. É barulhento, é quente pra caralho no verão, é gelado no inverno, é perigosíssimo, porque você lida com estruturas pesadas. Aí a moça foi entrevistar ela, né? Não, e aí, tal, você era babá, é? E agora você vai trabalhar como soldadora? Não, vou trabalhar como soldadora, tal. E qual é o seu principal incentivo? Eles pagam plano de saúde.
Tá bom pra você? Isso é os Estados Unidos hoje, que é o seu quadro social americano. É o país que gasta um trilhão de dólares com uma guerra inútil, que nem essa daí, e a média do americano não tem plano de saúde. Ó, eu vou falar, você vai duvidar de mim, é o direito seu, seu público também, mas você pesquisa na internet. Todos os anos, de um a dois milhões de americanos cruzam a fronteira do México pra fazer tratamento dentário, porque o dentista no México é mais barato.
Você não vai acreditar em mim? Eu sei disso, não tem problema. Depois você entra, olha. Você vai achar isso aí. Ó, os Estados Unidos, cara, será que o Trump, será que os Estados Unidos não estavam numa posição que eles não têm outra escolha a não ser fazer uns movimentos mais arriscados que passam, por exemplo, por uma guerra, mesmo que, assim, com um objetivo que qualquer que seja aqui, vamos imaginar, escolhendo um, atrapalhar a China. Por quê? Porque o tamanho da dívida interna americana é brutal.
Eles precisam resolver... Vamos lá, com essa dívida gigantesca...
Eu fico imaginando que, bom, tem algumas coisas que não podem ser perdidas. Porque perder, por exemplo, a moeda do mundo acaba de acabar o país. E eu imagino que tem alguns outros pedacinhos, alguns outros aspectos como esse, que ao perder, como perder a...
uma certa liderança do ponto de vista geopolítico pra China poderia fazer com que os problemas dos Estados Unidos colapsassem sobre eles mesmos e me parece que é isso chutando total me parece que é isso que guia os movimentos dos americanos no planeta hoje em dia você tem razão, o problema não é esse não é isso
Tudo que você está falando, você está certo. O raciocínio é esse. Só que para a média dos americanos, para essa moça, essa babaca que foi trabalhar no estaleiro da Filadélfia, não vai mudar, Igor. O problema do americano hoje, qual que é? É que essa indústria militar que você está vendo é concentradora de renda. Sim, sim, é verdade.
É uma puta de uma concentradora de renda. Você tira ali, você tira dos benefícios sociais e joga na defesa. Porque, Igor, tem um outro problema que ninguém fala. Um destroyer americano custa de 3 a 7 vezes o preço do destroyer chinês, graças ao Reagan que fez cagada. Então, qual é o problema? O raciocínio que você está falando está certo. O raciocínio, a ideia geral é essa. Só que a concentração de renda vai continuar piorando nos Estados Unidos, cara.
Porque esse dinheiro vai ser todo canalizado para Wall Street. Olha, Washington é uma cidade com 6 mil lobistas. O setor da economia americana que mais emprega lobista é a agricultura. O segundo é a defesa, cara. Como é que a coisa funciona nos Estados Unidos?
o cara chegou e foi veterano do Afeganistão. Major John Jones voltou do Afeganistão. O Jones ganhou aquelas medalhas bonitas. Jones, você não quer ser deputado? Eu quero, mas eu não tenho dinheiro. Não foi isso que eu perguntei. Você quer ser deputado? Eu quero. Então tá bom, nós vamos pagar a tua campanha. E a campanha é milionária. Só que você lembra de quem te colocou lá. Aí Jones é deputado. Major Jones.
deputado. Aí a Rachel Lockheed chegam com a conta, ó, Jones, é o seguinte, nós estamos com esse projeto aqui parado, cara. Esse projeto aqui tem que andar, pelo amor de Deus, faz uma emenda aí pra essa porra andar, e o Jones faz, cara. 13% dos congressistas americanos são militares. É gente que nem eu, cara, que ganha pouco. Como é que esse cara chegou lá? Então, Igor...
Aí o pessoal vem dizer pra mim, os Estados Unidos não tem corrupção. Para, é o país mais corrupto do mundo, meu amigo. Eu te mostro. É só depende do que você chama de corrupção. Exatamente, a corrupção não é institucionalizada. Porque o que esse cara vai fazer? Qual é o problema? Eu vou te explicar o problema. O Reagan cortou os subsídios da indústria naval americana em 81. Ele cortou. Só que ele não combinou com os sul-coreanos e com os chineses. Ele não combinou.
a China continua subsidiando. Hoje o navio chinês é muito mais barato que o navio americano, porque tem subsídio e as indústrias americanas que perderam o subsídio faliram. Então, como é que funciona a coisa na China? A mesma indústria que faz um petroleiro, ela faz um destroyer. Quando ela não está fazendo petroleiro, ela está fazendo destroyer, fragata, etc. A indústria dos Estados Unidos não, cara. Ela não faz mais petroleiro, ela só faz fragata. Então, ela tem que cobrar do governo. Ela tem que chegar e falar, cara...
Ah, mas essa fragata está muito cara. Sim, mas eu só faço isso. Se eu cobrar mais barato, eu vou ter que mandar gente embora do estaleiro. É assim que a coisa funciona lá. Então é uma máquina que funciona para si mesmo, cara.
E ele é concentradora de renda. E agora já era, né? Agora não tem mais o que fazer. Agora é lidar com essa escolha. Exatamente. O que o Trump está fazendo é uma pressão para a Coreia do Sul fabricar navios nos Estados Unidos. Tudo bem, então eles estão trazendo. Beleza. No meio da rama que você falou. Sim, mas eu vou te fazer uma pergunta. Será que o trabalhador americano tem a mesma produtividade do sul-coreano?
Será que o trabalhador americano tem, inclusive, a mesma... Eles vão precisar levar um monte de sul-coreano no começo, pelo menos. Vão, já estão... Aí entra a cereja do bolo. O que o Ice fez esses dias? Bah, não, cara. Não, não. Ele fez, ele fez. Os sul-coreanos estavam lá ensinando os americanos. O Ice foi lá, meteu a corrente em todo mundo, levou para o campo de detenção. Sério? Eu te dou a reportagem, cara. Se eu duvidar, eu te dou a reportagem. Cara, é uma loucura, é uma loucura.
Eu não tô brincando, cara. Eu mostro pra você a reportagem. Eu tava vendo isso ontem. O Trump parece que... Tem algumas coisas que acontecem sob o Trump que parecem vindas diretamente do programa dos Trapalhões, né? Mas, Igor, olha só. Você vai visitar a China agora e você vai ver muita coisa lá, né? Eu tava na sede da Kita. O chinês falou uma coisa que é uma grande verdade. Nenhuma fortuna atravessa mais que três gerações.
Quando acaba a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos eram os países mais ricos do mundo. O Franklin Delano Roosevelt, que criou essa classe média, fez bons investimentos, construiu represas, ferrovias, rodovias, ele entregou uma classe média riquíssima, a maior do planeta. Todo mundo queria ser americano, essa que é a verdade. Aí vai, você tem o Roosevelt, Truman, Eisenhower, até Eisenhower a coisa foi bem.
Agora tem um cara que ninguém fala mal dele, porque ele é uma tragédia, a morte dele, que é o Kennedy. O Kennedy começou a cagar os Estados Unidos, porque o envolvimento americano, o Vietnã, começa no Kennedy. Aí vem o Kennedy, morre, vem o Johnson. Em 1968, os Estados Unidos gastavam 9,6% do PIB com a guerra. Então, o problema todo...
O problema todo de empobrecimento americano começa lá nos anos 60. Mas aí esse investimento todo na indústria de defesa e na guerra também coloca os Estados Unidos na posição de polícia do mundo, numa posição percebida.
que também não pode ser deixada de fora da análise, né? Então pode ser... Concordo, assim, faz todo sentido. Esse dinheiro, se estivesse em outro lugar, as pessoas poderiam ser mais felizes, mais ricas, mais um monte de coisa, né? Mas e a posição de polícia que eles experimentam? Polícia não, a posição de os mais poderosos... É a polícia mesmo, é a polícia do mundo. Eles se vêm assim. Sim, tudo bem, mas é porque talvez... Aqui eu estou chutando, mas... Você está certo.
Ó, sou os Estados Unidos, tá? O país, sou os Estados Unidos. Pô, acabou a Segunda Guerra, tá todo mundo devastado, fodido, eu sou o paizão. Eu que mando agora, eu mando dinheiro pra Europa, eu mando dinheiro pra não sei o quê, eu reconstruo as coisas, eu sou o paizão, todo mundo compra de mim, eu que mando.
À medida que as coisas vão voltando, né? As coisas vão voltando ao normal, me parece que eu, os Estados Unidos aqui, porra, os caras estão começando a duvidar da minha posição de fodão. Então eu vou estourar aqueles caras, vou estourar aqueles, e aí agora 10% do meu dinheiro, que era pra minha galera ficar suave, eu tenho que investir na minha imagem de fodão. Me parece. É isso aí. Só tem um problema. Você só esqueceu de... Você tá...
Ficou reto no teu raciocínio. Você só esqueceu de falar uma coisa. Isso deu certo, cara. Isso deu certo por 70 anos. Só que agora tem em China, né?
O que a China estava fazendo nessa época? A China estava pequenininha, crescendo. A China veio no Brasil e entendeu o que a gente estava fazendo também. Eles vieram. Muito do modelo de desenvolvimento chinês foi copiado do Brasil. O Brasil era a China dos anos 70, Igor. O Brasil era a China dos anos 70. Essa que é a verdade. Em 1973, nós crescemos 11%. Era crescimento chinês.
Eu lembro de uma reportagem, acho que... Não sei se foi do Bill Zaitung. O jornal alemão falava Brasil continua sendo um motor de crescimento. Nós éramos a China dos anos 70. Olha, tem uma... Isso é interessante. Deixa eu te fazer uma provocação. Pode falar? Ó, ó. É uma... Seguinte. O Brasil, o milagre brasileiro, ele se dá na ditadura. Sim. Sem dúvida. Legal. É...
Na China, não estou dizendo que é uma ditadura, mas na China os caras sabem quem vai estar no poder daqui a 30 anos. A menos que haja uma revolução, que provavelmente não vai rolar, a vida está muito melhor na China do que estava, então provavelmente não vai rolar, eles sabem quem vai estar no poder daqui a 30 anos. Então vamos chamar, do jeito menos pejorativo possível, de uma ditadura, porque a gente sabe quem vai estar no poder.
Não vai ser o Xi Jinping, mas vai ser alguém do partido. Alguém do partido que tem a mesma cabeça. Isso, é. Então, assim...
A falta da alternância de poder, ou mais ainda, a mão de ferro é o que faz um país sair do subdesenvolvido para o desenvolvido, isso é perigoso. É perigosíssimo. Porque eu não estou, inclusive, fazendo nenhum tipo de...
de apologia, nada disso não, não, não, não, não, não é estranho é curioso porque vieram aprendendo uma ditadura né e a gente tá crescendo pra caralho, quando a gente vira uma outra coisa começa a ter uma estrutura e um sistema que favorece, ó, não dá ideia não mas eu tô maluco não, você tem errado, mas peraí, deixa eu te explicar uma coisa
Você tem razão nisso, mas deixa eu te falar um negócio. Em 1820, o PIB chinês era seis vezes o PIB da Inglaterra e 20 vezes o PIB dos Estados Unidos, camarada. Em 1820, o que acabou com a China foi a Guerra do Opa. Duas guerras do Opa arrebentaram com a China. E que era a rainha da época, era a vitória? Era a vitória. Acertei, então. Então, você tem uma compreensão, é exatamente essa compreensão. Mas o problema são os detalhes.
O problema são os detalhes. Porque o que acontece? Você vai visitar a China, você vai entender o que eu tô te falando. O negócio que eu sempre faço, toda vez que eu viajo pra fora, eu procuro pegar o jornal impresso do país. No hotel, eles dão um jornal de graça, às vezes eu compro na banca, não tem problema. Você pega o jornal chinês. Ah, como eu vou entender, meu irmão? Hoje você tem essa porra aqui, tu consegue ler qualquer merda.
Não, mas às vezes tem coisa diferente no impresso. Você quer ver uma coisa? Análise de Israel? Não, não, não. O que eu quero dizer é, eu tiro uma foto e mando traduzir. É o que eu quero dizer. Também, né? Porque eu gosto que às vezes eu mostro pro pessoal lá no canal.
Mas dá uma olhada. Mas tu tem que saber o que está escrito. Não, mas é em inglês. Ah, tá. Era jornal inglês. Tá bom. Mas vai vendo a história. Qual é a diferença? Você pega um jornal chinês, você só vê notícia de projeto lá, meu camarada. China vai aumentar o comércio com o Vietnã. China fortalece relações com o Brasil. Você abre um jornal brasileiro, o que tem? É só escândalo. E você acha que o escândalo vai melhorar a tua vida? Eu vou te explicar, não vai.
Você quer ver uma coisa? Em 1954, Getúlio é obrigado a se matar. Quem pressionou ele foi imprensos militares.
Aí o Getúlio vinha num projeto desenvolvimentista, foi criada a Petrobras, criada a Eletrobras, todas as bases para aquilo que o Juscelino fez depois foram criadas no governo Getúlio. Aí o Getúlio se mata. Muito bem. Começa o período do Juscelino. Brasília, estradas, Volkswagen, usinas hidrelétricas. O Brasil entrou num período legal. Bom, em 1964, o governo democrático é derrubado.
Entra o período militar, que também foi um período desenvolvimentista. Não vamos negar isso aí. Total, total. Total. Muito bem. O regime militar cai em 85. Aí zera tudo de novo. Nova República zera tudo de novo. Aí vem a Lava Jato em 2013. Zera tudo de novo. Acabou uma porrada em luz. Igor, desculpa dizer. Nós estamos arriscando a passar para os teus filhos um país que acha que vai resolver as coisas se destruindo a cada 20 anos.
Na China isso não acontece. Eles falam uma coisa que é uma verdade. E não estou defendendo o modelo chinês porque não serve para o Brasil. Mas eles falam uma coisa que é uma verdade. Vocês mudam o governo a cada quatro anos e nada muda. A gente nunca muda o governo, mas as coisas estão mudando o tempo todo. Vou te dar um exemplo. Isso eu vi, isso ninguém me contou. Eu estive na China e o Felipe Durante estava lá. A gente conversou muito, saiu todo mundo para almoçar. Trocar ideia, né? Vamos fazer compra em Hong Kong.
E aí eu falei, como é que tá? Cara, em vez de ir pra Miami fazer compra, ele vai pra Hong Kong. Não, não, depois... Foi a última, né? Foi a última viagem. Eu tava louco pra achar uns... Porque eu tenho um simulador de voo lá em casa. Eu queria achar umas peças, achei barato pra caralho lá. E aí, a gente saiu trocando muita ideia, conversamos muito e tal. Eu gosto de ouvir as pessoas, né? Tem uma história em Hong Kong que é engraçada pra caralho.
Deixa eu te contar, depois eu volto pra essa daí. Que foi o seguinte, cara. Igor, eu deixei de comprar as coisas na China.
Por quê? Porque eu não gosto de ficar carregando peso. Eu odeio carregar peso. É vício da infantaria. Eu odeio carregar peso. Passei 30 anos na Marinha, 20 anos na Marinha carregando peso, não quero mais carregar essa merda. Falei, eu vou deixar pra comprar tudo em Hong Kong, que é a última parada. E aí eu queria comprar uma estátua do Mao Zedong pra mim. Porra, caralho, cara.
Pô, Henrique, eu cheguei na mulher na loja. A senhora tem estátua do Mao Tse Tung. A mulher só faltou me bater. A mulher só faltou me bater. Me dá porrada. Aí eu falei, ela não curtiu muito o Mao Tse Tung, não. Olha essa caneca aqui, ó. Tá, é o Bolsonaro. É o Bolsonaro de Tse Tung. Bolsonaro de Tse Tung. Mas tem umas histórias do Mao, uma hora eu vou contar pra vocês. Mas olha só.
Aí a gente saiu pra conversar, todo mundo, o pessoal dos irmãos, o Felipe Durante, trocamos muita ideia e tal. Aí o Durante falou o seguinte, que um dos descontentamentos do povo chinês era a falta de creche. E por quê? Tem uma justificativa pra isso. Porque durante anos a China tem a política do filho único. Como era um filho só, era a alegria dos avós, quem é que tomava conta do menino dos avós? Quando acabou a política do filho único, o cara tem dois filhos hoje.
Então, começou, o chinês começou a ter um problema lá, que era o seguinte, mesmo com a política de não precisa mais ser filho, ninguém queria ter filho. Aí o governo começa a fazer campanha e a coisa não anda, não anda, não anda, e fizeram uma pesquisa, por que você não quer ter filho? É porque eu não tenho onde pôr, eu não tenho onde deixar criança quando eu vou trabalhar. Aí o governo entendeu que creche era um problema, muita reclamação.
Eu tive semana passada no consulado chinês, no lançamento do novo plano quinquenal deles, Eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, Eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, Eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, Eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, Eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião, eu tive sua opinião,
E tá lá as creches.
O que a gente faz parecido com isso, Farinaz? Ó, isso que você tá me falando, olha o que eu entendi. Ó, porra, eu sou chinês, eu sou a China. Cara, ó, estamos tendo pouco chinês, hein? A gente tava com chinês pra caralho e agora estamos com pouco chinês. Tem que melhorar essa porra aí. Vamos lá, pode fazer mais chinês aí e vambora. Demorou. Ih, rapaz, os caras não estão fazendo chinês, mas eu quero que eles façam mais chinês. Qual que tá sendo o problema?
Não tá tendo... os caras não tem onde deixar. Então, eu não vou responder um problema. Eu vou criar uma condição...
Pra que algo caminhe pro que eu tô planejando. Aqui no Brasil, a sensação que eu tenho é a gente tem um problema e responde. A gente tem um problema e responde. E às vezes, de um jeito meio merda, que a gente vai construindo em cima da areia pra caralho e quando dá merda...
A gente, em vez de consertar a fundação, a gente conserta aqui a cereja. Tira aqui a cereja e coloca a outra. Em vez de a gente consertar a fundação. Um exemplo rápido pra ilustrar o que eu tô falando. Tá tendo problema Banco Master com os caras do STF. Porra, o problema é que os caras do STF lá, mané, só saem com 75 anos, porra. Não, tem que ser outro jeito. Não, cara. O problema é que...
Não tem que ter o notório saber jurídico. O problema é que a sabatina é uma merda. O problema é a fundação. Você está tentando colocar a culpa aqui nessa cereja, mas o problema é a fundação. A gente faz isso o tempo inteiro aqui no Brasil. Que é reagir. O que você está falando que os caras estão fazendo na China, ou fizeram, ou estão fazendo na China, estão fazendo. Você disse que você viu o plano.
É criar condições pra que a coisa caminhe pro lugar que eu imagino que é o melhor de todos, né? Sim. Aqui a gente não faz essa porra, né?
Mas é que, Igor, qual é o problema que a gente tem no Brasil? Você não tem formação de quadros, né? Porque o Partido Comunista da China, que tem mais de 100 anos, forma quadros. Então, é o que você falou, daqui a 30 anos você sabe quem vai estar no poder na China. Porque se não for o Xi Jinping, lógico que não vai ser daqui a 30 anos, ele morreu. Mas é alguém no Partido Comunista com a mesma cabeça, que a gente não forma quadros, camarada.
Olha, o PT era um grande formador de quadros. Você concorda ou não concorda? Eu não vou entrar nessas coisas aí, gente, porque a minha torcida é pelo Brasil. Não é por partido A ou partido B. Eu converso com todo mundo numa boa, troco ideia com todo mundo e não esquenta a cabeça. A gente quer deixar um país melhor para os teus filhos, porque a minha geração já era, velho. Agora, eu penso assim, a gente não forma quadro. A minha também.
Não, você é mais novo que eu. A gente tá meio esmagado nessa porra, né? Mas continua aí. Tá, mas se a gente não começar agora a desenhar um projeto pra essa molecada, o que vai ser, cara? E o que eles vão pensar da gente? Entendeu? Então, eu acho que a gente precisava ter um planejamento estratégico pra algumas vezes. Mas não tem, porque o problema todo que a gente vê é isso. A cada 20 anos a gente destrói o país que é construir de novo. Olha, você quer ver uma coisa?
Eu não sei se você acompanha, eu não é da tua área, mas eu vou até falar aqui porque é um problema de interesse nacional. Tinha uma empresa brasileira que fabricava mísseis, fabricava não, fabrica mísseis e foguetes, que é a Vibrais. A Vibrais estava numa situação falimentar. Então nós fizemos uma mega, super, hiper, blaster campanha de eu ficar rouco, eu e o pessoal do sindicato dos metalúrgicos lá, para a Vibrais não quebrar, porque tinha 1.400 funcionários há três anos sem receber.
É a única, é a maior indústria de mísseis e foguetes do hemisfério sul do planeta, a gente está deixando quebrar.
Aí fizemos uma puta campanha e tal, agora estão levantando a Vibrais. Semana passada ela começou a sair do buraco aí. Porra, legal. Pô, caramba, foi uma puta de uma luta. Então o que nós fizemos agora? Nós fizemos uma baixa assinada. O canal Fala Sério fez uma baixa assinada.
para o Ministério da Defesa conceder uma medalha para o sindicato da Vibrais. Aí eu falo, mas o que isso muda? Muda tudo, cara. Porque quando você pega o Ministério da Defesa e coloca ele junto com o sindicato, você está amarrando os interesses.
Então, daqui a três anos, eu sei que essa empresa não vai estar quebrada, porque a gente perdeu em GES e está quase para perder a Vibrais, cara. O país fica indefeso sem esses foguetes e mísseis. Então, Igor, eu acho assim, o que a gente precisa fazer... Agora, você quer ver uma coisa? Eu estou em grupos de militares e eu falo, gente, vamos assinar isso aqui, vamos assinar esse negócio, não custa nada, é de graça, é só entra lá e bota a tua assinatura. Em vez de ficar publicando isso daí, esse palhaço tem que ficar lá.
Aquela história, Lula, Bolsonaro, Bolsonaro, Lula. Cara, não tem nada contra um e contra o outro. Pra mim, o presidente que... Eu tenho um monte de coisa contra um e contra o outro, mas assim, eu entendo o que você está dizendo. Não é a favor de um e nem de outro. Camarada, eu trabalho pelo Brasil. Seja quem for o presidente amanhã, se ele chegar pra mim, o Robson, você tem um plano pra defesa? Você pode me ajudar? Eu vou sentar e vou ajudar, cara.
eu vou sentar e vou ajudar, um dos caras que mais ajudou a gente eu sou do PDT, um dos caras que mais ajudou a gente nesse projeto da Vibras é o Boulos, que é do PSOL então, eu converso muito com o Luiz Felipe, que é da direita é da bancada do Bolsonaro e pô, é um cara que me ajudou pra caramba também então, eu procuro conversar com todo mundo agora, a gente não tem isso, cara não tem plano, o Igor, a gente precisa parar pelo amor de Deus, vocês que estão me ouvindo a cada 20 anos, destruir o Brasil cara
Não dá mais, na China não tem. Igor, eu fui dar uma palestra. Você acha que esse escândalo do Banco Master tem o potencial de atrapalhar o Brasil de novo? Opa, não tenho a menor dúvida disso. Vamos falar um pouquinho disso? Olha, eu vou te falar de corrupção.
Vou te falar de corrupção. A empresa mais corrupta do mundo chama-se Lockheed Martin. Se você duvidar, que é a fabricante do F-35, se você duvidar, você entra na internet e procura aí. Lockheed Scandals. Você vai achar bilhões de escândalos da Lockheed, com mortes, inclusive. Na Alemanha morreram mais de 200 pilotos por causa da Lockheed. Pergunto. O governo americano fechou a Lockheed?
Não, porque para eles, é melhor fazer o seguinte, olha só, cara, resolve teus problemas, você vai pagar uma multa, você vai assinar um acordo de ajuste de conduta aí, mas você não pode fechar. Aqui não, cara, não fecha a empresa, acaba com a empresa. Nós tínhamos uma indústria fantástica de mísseis no Brasil, chamado Mectron. Graças a Lava Jata, Mectron...
A Lava Jato matou... Porque a Mectron era da Odebrecht. Quando a Lava Jato entrou... O resultado prático da Lava Jato, o Igor, foi uma porrada de funcionário de estaleiro que perdeu emprego. A verdade é essa. Então, se você quer uma coisa, o Lacerda...
na época que ele fazia a campanha, o Lacerda cresceu, a campanha é anticorrupção. Ele falava que o Juscelino Kubitschek tinha a sétima maior fortuna do mundo. Era um puta de uma fake news. O Kubitschek vivia de empréstimo, cara. A verdade é essa, o Kubitschek vivia de empréstimo. Então...
essa coisa, cara. Com isso, o Lacerda ajudou a colocar os militares no poder, depois ele foi perseguido, foi pra cadeia, os militares botaram ele na cadeia, ele ajudou a dar o golpe, depois ele foi pra cadeia. Aí ele viu a cagada que ele fez na vida dele. No final da vida ele se reconciliou com o Juscelino, se reconciliou com o Jango. Os três tiveram mortes suspeitas. Esse ano vai fazer 50 anos da morte deles aí. Os três morreram no espaço de seis meses. Ele ajudou a colocar os militares no poder,
Aí vem, o Jango morre, uma morte hipersuspeita no Uruguai. Juscelino num acidente que ninguém consegue explicar. Acidente de quê? De carro. Ninguém conseguiu explicar como aquele ônibus bateu nele. E o Lacerda morreu de gripe numa clínica em Botafogo.
cara, você tira as conclusões. O que que ele acabou fazendo pelo Brasil? Jogar o país numa ditadura? Essa que é a verdade. Atrasar todo o processo democrático do Brasil, porque a gente fala hoje ah, os partidos estão uma bagunça. Ô meu camarada, mas até 64, bem ou mal,
Você tinha partidos, você tinha nomes da política que foram podados, cara. O Juscelino provavelmente seria o presidente de novo em 65. 65, mais um ciclo de crescimento. Igor, eu estou te falando essas coisas pelo seguinte. Eu falo sempre que eu sou um militar da Guerra Fria. Fui formado na Guerra Fria. Alguns dos militares que fizeram 1964 foram meus instrutores no exército. E o que essa gente falava, porque quando acabou... E aí
Quando o Brasil estava democratizando, pegaram uma boa parte desses militares e foram escondendo os caras. Não podiam mais deixar em tropa. Então, eles colocavam nas escolas. E muitos desses caras falavam para a gente, olha, cara, foi um erro. A gente atrapalhou em muita coisa o país. Muitos desses caras tinham essa visão. No final da vida já, no final da carreira, falaram, olha, aquilo não deu certo.
Então, acho que é o seguinte, Igor, que a gente não pode destruir o país a cada 20 anos. A lição, para mim, que fica é essa daí. Porque você não vai acabar com a corrupção, cara. Isso é uma fantasia. A gente fala em corrupção, mas aí ninguém quer auditar a dívida pública. 50,46% do orçamento brasileiro vai pagar banco, cara. E ninguém fala nada, né?
É, bom, realmente sim. Realmente. Isso é uma das paradas mais esquisitas que a gente... Tem várias coisas esquisitas no Brasil. Por outro lado, concordo contigo, que assim, a gente não vai ter nunca acabar com a corrupção a menos que a gente chegasse num ponto que o ser humano médio é Madre Teresa de Calcutá. Então não vai rolar, beleza. Mas a gente também... Duas coisas que a gente precisa aprender, me parece, o brasileiro. A parar de defender o errado que tá do teu time,
e a outra é de certa forma admitir quando o outro lado está certo também, então o que eu quero dizer com isso? eu não quero viver num mundo que eu não quero viver num país que o cara que manda o cara que é a figura que eu lembro quando eu penso em justiça quando eu faço assim pensa aí Igor eu não quero viver num país
No sistema de justiça do Brasil, tem uma cara. Eu penso nessa cara. Eu não posso ter essa cara envolvida num escândalo de dinheiro. Não é opinião política. Não é, ah, esse cara julgou um outro e eu não gostei do jeito que ele julgou. Ou, amei o jeito que ele julgou. Não é disso que eu tô falando. Eu tô falando de, é dinheiro, meu irmão. Vem um cara e te comprou com dinheiro pra caralho. Esse cara não pode estar ali naquela posição.
Sim, Igor, mas o problema todo que eu vejo é o seguinte, né? É o imobilismo que isso cria.
Porque a cada 10 anos, praticamente, a gente não elege um presidente da República, a gente elege um delegado de polícia, né? Porque o cara, se ele sobe naquela história e eu vou acabar com a corrupção, você sabe que não vai. É uma verdade. O problema é o otário que acredita que ele vai acabar com a corrupção. Eu não tô nem dizendo que eu quero que... Então, então, destrói esse TF. Não, não, não, não. Saca esse maluco aqui, ó. Esse maluco aqui não serve. Ah, não, mas é injusto. Então, julga. Não, acontece isso comigo.
Antes de saber se eu tô fudido mesmo, eu já tô fudido. Olha só, qual é o problema? A gente não vota em quem tem projeto, a gente vota no barulho. É verdade. Quando você vota num cara que só faz barulho, nos quatro anos que ele tiver, ele vai te devolver barulho. Você votou num cara que só faz barulho. Você não tá votando num cara que tem projeto.
Então fica difícil, porque o que muda um país, cara, são os projetos. Essa aqui é uma verdade. A gente fez um projeto para nacionalizar a Vibraes. Eu acho que isso cutucou muita gente para lá e para cá. O Mouros fez esse projeto, a gente ajudou a redigir. Cutucou muita gente para lá e para cá. O fato é que a Vibraes está se salvando. E a gente não podia perder essa empresa. Essa aqui é uma verdade. Se não o teu filho, quando tiver 18 anos, pode ser convocado para uma guerra que a gente nem míssil tem para ele.
Então é isso que a gente está fazendo. Nós estamos pensando no futuro das pessoas. Isso é projeto.
projeto. Agora o cara vota em que? No cara do barulho. Aí paciência, meu amigo. Você vai receber barulho. Você tá votando no cara do barulho, nada contra. O direito é garantido. Só que ele vai te devolver o barulho. Não, várias coisas contra, irmão. Se você tá votando no cara do barulho é porque tu não pensou direito. Então a única coisa que tu tem... Ó, vai votar? Não é botar um número ali, irmão. Tem que pensar, porra.
Se não, a gente se coloca toda hora na posição que a gente tem que escolher. Pelo menos é o que você fala aí. Não, eu votei em A porque eu não queria B. Pô, toda hora? Porra. Mas é que tá. Vamos falar do sistema chinês, né? Como é que a coisa funciona? O partido filtra, né, Igor? Então, por exemplo, você quer ver um negócio? O pessoal fala que não tem liberdade de religião na China. Tem. Eu visitei uma igreja batista, eu fui num templo budista. Ela tava lotada, cara. Mas lotada mesmo. Mas muitos sheiks não conseguem andar.
tem sinagoga, tem tudo que você pode pensar. A diferença é o seguinte, você quer a tua religião? Vai lá, cara. Vai lá na igreja, faz teu culto. Você quer ser candidato? Não. Você entra pro partido.
Agora aqui não, as pessoas confundem as coisas. Você não sabe mais onde acaba a religião e onde começa a política. Não sabe, cara. Hoje em dia nós já estamos nesse ponto. Eu também acho, eu também acho o problema sério. Aí mistura as coisas, camarada. O filtro lá é muito grande. Porque você para pra pensar, um cara que nem o Xi Jinping, pra ele chegar lá, pra ele chegar onde ele chegou...
uma briga de força, cara. O Xi Jinping chega ao poder bem maduro já, não é? É, você vai chegar lá com uns 60 e poucos anos no mínimo. Mas o problema não é esse. Não, e antes disso ele é formado desde quê? Desde os 20? Ah, é essa faixa. Você entra no partido e chega na universidade. E não é que você entra no partido, você bate lá, ou eu quero ser do partido. Não, cara. Você vai passar por uma série de provas. Acontece que pra ele ser...
ele ser o secretário-geral do partido, ele foi governador de várias províncias, né? Então você tem que ser aprovado na província. Aqui é o seguinte, Zé das Candongas, Zé das Candongas é contra o banheiro, não sei o que, blá blá blá blá. Dali a pouco, Zé das Candongas é governador, meu amigo.
Lá não. Você vai ser prefeito primeiro. Se você for um bom prefeito, você vai tentar outros cargos. Se você já pisar na bola como prefeito, você vai ficar por aí mesmo, cara. O negocio já vai te jantar por aí mesmo. Então, assim, Igor, eu me pergunto na seguinte... Por exemplo, o Fantástico fez uma matéria esse fim de semana. Não sei se você observou aí desse pessoal que está assaltando o carro no centro agora. Que a mania agora, você que está assistindo aí, cuidado com...
Com o celular, porque os caras estão... O cara arrebenta o vídeo e já pega o teu celular. Cara, a gente andou por tudo quanto é canto na China. É inimaginável na cabeça do chinês uma coisa dessa. Então, às vezes, eu me pergunto. Vem cá, cara. Quem é que está vivendo melhor? Você que está elegendo o Zezinho das Candongas? Ou ele ali que, pô... Sabe que o governante dele só vai chegar lá se tiver uma aprovação? Então, isso leva a gente para uma discussão interessante também, que é...
Tem muita gente que pensa, primeiro, que o contrário de democracia é, sei lá, ditadura. A verdade é que...
democracia é um sistema de governo e uma ditadura é outro sistema de governo e, sei lá, deve ter algum outro sistema de governo e por aí vai. São sistemas de governo para começar não necessariamente um o contrário do outro. Para começar, né? Legal. A ideia de que a gente é capaz, a ilusão que a gente tem algum tipo de controle de...
como é que a gente vai escolher, como o nosso país se desenvolve ou como ele vai ser governado, é o que sustenta a ideia de democracia. Eu não estou falando contra a democracia. O que eu estou falando é o que a gente vive no Brasil é uma ilusão de democracia. Porque...
quando a gente vota, não sei o que, mas primeiro que a gente vota errado, segundo que o sistema é feito pra meio que os caras... A vontade do povo, ela não é necessariamente respeitada. Ela é truncada. O sistema é feito de um jeito estranho. Em contrapartida, a gente tem ela na China...
um sistema que ele é muito mais fixo, aquilo que a gente tava falando. A gente sabe quem vai tá, se tudo continuar normal, a gente sabe quem vai tá no poder daqui a 30 anos. Não, a pessoa, mas a persona. Exatamente. Isso cria a possibilidade do cara que tá, do Xi Jinping, fazer um plano que vai dar fruto daqui a 30 anos, porque ele não tá preocupado em ganhar a eleição.
Ele não está preocupado em convencer o cara que o melhor caminho para a China é o que o partido dele está pensando, que é o oposto do que acontece. E, nesse caso, sim. É o oposto do que acontece aqui. No mandato do Bolsonaro, um ano ele ficou para descobrir que não dava para fazer o que ele queria fazer. Chamou o Centrão. Né? Aí, logo depois, vem escândalo de Flávio Bolsonaro e Covid.
e aí o governo dele vira se salvar, ou salvar o campo, se não o PT volta. Então, não é avançar o país, é...
Eu quero ficar aqui no poder, porra. Isso é... Como isso pode ser bom? Mas é que tá... Olha, você quer ver o negócio? Vou te dizer o que é a nossa democracia, você vai entender. Fulano mora na favela... Vamos supor, favela da Coreia do Rio de Janeiro. Não sei quem é que tá doando lá agora, se é o CV, se é o terceiro... Mas sei lá. Mas é sinistro pra caralho.
É isso aí. Então, o fulano ele pode... Ele pode votar pra vereador, pra prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, governador, presidente da república. Que maravilha, cara.
Não, ele manda na própria vida, porra. É, ele pode votar pra todo mundo. Ele só não pode visitar um parente dele que mora na área do terceiro comando se ele vai morrer. Então, cara, eu te pergunto. Mas tá lá achando que ele manda. Ele acha que ele manda. Ele pode? Ah, eu posso protestar? Pode, cara. Você vai protestar à vontade. Ninguém vai ouvir você. Ninguém liga pra você. Porque, na verdade, Igor, o que que se quer? Qual é o objetivo final de quem tá ganhando dinheiro no Brasil?
E nos Estados Unidos também. O objetivo final é o seguinte, o governo tem que ser fraco. O governo tem que ser uma coisa que eu possa manipular. É verdade, faz sentido. Eu posso manipular. O capital precisa que o governo não seja tão forte assim. Exatamente. Então, se você tem um governo de direita, o que você vai fazer? Esse governo é fascista.
Todo dia, cara. Imprensa é todo dia. O governo é fascista. Você tem um governo de esquerda, pô, esse governo é corrupto. Todo dia, pá, pá, pá, pá, governo corrupto. Você vai ter um governo fraco, você tira o que você quer. Aí você consegue a Selic que você quer. Você tá entendendo? Você consegue aí os contratos que você precisa, por exemplo, que banco tira aí, ninguém audita a dívida pública. Você faz o que você quiser, cara. Aparece os escândalos do Banco Master da Vida, você faz o que você quiser porque o governo é fraco.
E a imprensa colabora pra isso. Se você pegar, ó. Morte do Getúlio. Vai ver onde é que a imprensa tava contra ele. 64. A imprensa apoiou. Pra caralho.
Não teríamos tido golpe militar de 1964 que não fosse a imprensa. É uma verdade. Pode procurar o jornal. Você não precisa acreditar em mim, cara. Por favor, não acredite em mim. Você que está me assistindo, pega o jornal daquela época. Vai ver os editoriais do Estadão, da Folha. Você vai ver onde é que esse pessoal estava. Então, cara, para a imprensa interessa isso. É um outro poder. Na verdade, o poder é loteado.
O governo hoje, qualquer governo que você colocar, ele vai dividir o poder. Com o Congresso, com o STF, com o Banco Central, com a imprensa, com o ONGs, com os militares. O último que você tem ali é o povo. Mas acima de todos esses estão os bancos. Tá, lógico. É o maior dos poderes. Ô Igor, eu fui aqui no Brasil. Isso nos Estados Unidos também. Eu vou te contar um exemplo. Você vai entender o que eu tô te falando. Lembra quando teve a crise da subprimes em 2008? Muito bem.
Tinha uma porrada. Foi esse daí que chegou aqui uma marolinha, segundo o Lula, né? É, a gente até que sentiu... O negócio lá foi pavoroso. Eu vou te contar, você vai entender. O Banco Master, perto do problema da subprimes americana, é uma dívida de bar, cara. É uma dívida de boteco.
O que aconteceu? Chegaram para o presidente Bush na época e falaram, presidente, vai ter uma quebradeira geral dos bancos. Se fosse um negócio honesto, ele ia virar e falar, deixa quebrar essa merda toda. Sabe o que eles fizeram? Movimentaram mais de um trilhão de dólares para os bancos. Foi a maior transferência de renda do setor público para o setor privado da história da humanidade. Foi a crise da subprima. Você pode procurar que você vai achar. Tem documentários disso maravilhosos.
Então, o que acontece? Nessa brincadeira, esse dinheiro que saiu de lá, quando você vê esse dinheiro que saiu do governo e foi para os bancos, você começa a entender a babaca que vai trabalhar no estaleiro porque tem plano de saúde, cara. A situação social dos Estados Unidos, Igor, é muito ruim. É esse caso que eu te falei da subprime, é esse caso que eu te falei dos escândalos dos arsenais e da Lockheed, etc. Então, assim, é num...
patamar muito maior do que acontece no Brasil. Mas o mecanismo é o mesmo. Você tem que ter um governo fraco que você pode manipular. Qual é a diferença da China? Vou te dar um exemplo agora. Sabe aquele cara, o Jack Chan? Que ele é dono do Alibaba. Ele criou o Alibaba, essa coisa toda. Eu não sei se você sabe a coisa de uns três anos atrás, dois, três anos. Ele sumiu. Ficou aí uns quatro meses sumido. Por quê? Ele ficou bilionário e ele achou que ele podia ira.
O partido chamou ele e falou, meu filho, vamos lembrá-lo quem é que te colocou aí? Ele nunca mais falou em política.
Porque lá é essa coisa. Você quer ter o dinheiro? Você tenha, cara. O dinheiro que você quiser, isso não tem problema. Enriquecer é glorioso, como já disse o camarada Deng. Só que você não se mete na política. A política é pro partido. Então lá banqueiro não se cria. Lá líder religioso não se cria. Lá os militares não se criam. Há pouco tempo atrás o Xi fez. Eu tava na China. Ele fez uma limpa no exército ali. Porque o pessoal quis se meter em política. Política é pro partido. Aí a coisa funciona, Igor.
Porque senão fica um negócio que, vai lá, o militar que é a parte dele, o banco que é a parte dele, a imprensa que é a parte dele, o empresariado que é a parte dele, o que sobra pra andar de baixo?
É essa coisa, é assim que a coisa funciona lá não, cara. Você quer ver o negócio? Vou te dar um outro exemplo. Vamos visitar a sede da Bia... Nossa, você me soa um cara que gosta de uma ditadura enfarinada. Não, vão dizer isso daí. Mas é que do ponto de vista pragmático, olhando, faz sentido. Porque se eu que mando... E se o cara que manda for um cara que quer o bem do país, do Estado, da China, por exemplo, o grupo, no caso, o partido...
Então, beleza. Então, meio que esse é o caminho que tem que seguir mesmo. Oi, Igor, você quer ver um negócio? Nós vamos visitar a sede da BID. A BID tem mais de um milhão de funcionários. A sede é lá em Shenzhen. Mais de um milhão de funcionários e 70 mil patentes. Você falou, pô, as ações da BID devem bombar. Aí o chinês falou, não, se você comprar ações da BID, você vai ter prejuízo. Porque ela não dá dividendos. Ela é obrigada a reinvestir na empresa.
Entendeu? Porque o dividendo é transferência de renda também, né, velho? Quem tem dinheiro para comprar é ação, aquela minoria. Então você cobra do andar de baixo e traz os dividendos para os acionistas. É assim que a coisa funciona, cara. A regra do jogo, a regra do jogo que nós estamos jogando, e eu estou te falando o seguinte, cara, a gente que é produtor de conteúdo, nós estamos no lado até que legal da coisa. Não é tão ruim.
Mas para quem está no andar de baixo, o cara só vai se ferrar, meu amigo. Ele só vai se ferrar, porque tudo é feito para drenar esse cara. Se entrar um governo neoliberal no Brasil, pode crer, vão mexer na sua aposentadoria. É isso, é assim que o jogo funciona.
Tem jeito de não mexer na aposentadoria pela forma como a aposentadoria, como a Previdência é construída no Brasil? Ela não já foi construída para explodir no futuro mesmo? Igor, a população está envelhecendo no mundo inteiro. A questão toda não é essa. É o dinheiro que é drenado do Estado, que não tem nada a ver com Previdência. Aí tá bom, aí tudo bem. Todas essas coisas que eu falei para você. Tudo bem, aí eu estou com o tio.
E vão jogar a conta na Previdência, que é mais fácil eu andar de baixo. Estou entendendo, estou entendendo. Eu estou entendendo.
É o andar de baixo, que é quem não tem condição de se articular pra fazer as coisas. Porque eu tô fazendo todo esse discurso que eu falo aqui é pro andar de baixo. O cara não vai entender, vai dizer que você é comunista, é aquele monte de bobagem lá. Mas eu tô entendendo. Então, peraí, ó. Eu tava tendo essa conversa, na real, outro dia com os caras. Que os caras estavam falando de... Bolsa Família. Ou qualquer outro nome que, né, muda de vez em quando. É...
Não, mas o Bolsa Família, cara, é muito prejuízo pro Brasil, não sei o que. Porra, meu irmão, e lá o orçamento secreto? Exatamente. Então assim, com o dinheiro do orçamento secreto, se não tivesse o dinheiro do orçamento secreto, a gente, inclusive, podia dar uma bombada no Bolsa Família.
Deixa eu te contar uma história engraçada. Você vai entender como é que o jogo funciona. É estranho, porque eu falando isso aqui, eu pareço meio petista também. É, tem todo o meu tipo aí. Não, mas a gente... Vou fazer uma arminha aqui que é pra contrabalancear. Você tá vendo como é que é a troca de ideias, cara? Como a gente acaba esclarecendo tanta coisa. E que a gente chega em pontos como... Deixa eu te contar uma história engraçada.
Eu tava conversando com um cara uma vez e ele tava reclamando da conta de luz. É um cara bem de vida pra caralho. Reclamando da tarifa social.
de luz, né? Não, porque essa tarifa social é uma injustiça, porque aí eu sou obrigado a pagar mais alto na minha conta de luz, porque não tinha que ter tarifa social pobre que não paga a conta de luz, né? Porque isso não tinha que existir. Então eu falei, deixa eu fazer uma pergunta pra você. Quanto é que você ganhou em dividendos da Semigro ano passado?
explicado, cara. Vai ver, analisa quanto que vai pra tarifa social e quanto que vai pra dividendos acionistas, cara. Todo, Igor, todo mecanismo é feito pra beneficiar o andar de cima. É uma verdade, não tem como, cara. Não tem como. Por que que a coisa funciona assim? Porque ele é mais articulado. Ele é mais articulado, ele tem mais visão. O que ele faz pra andar de baixo? Ele chega, ó, você vai fazer o seguinte, cara. A briga agora é pela sandália havaiana.
Aí ele gera aquele calor. O andar de baixo desesperado. Lembra daquela briga da sandália havaiana que teve aí? Enquanto os caras estão brigando pela sandália havaiana, os caras vão aprovando todas essas coisas, que é onde vai o dinheiro mesmo, cara.
É onde vai a grana. Aí a prova pendura e calha, a prova orçamento secreto, a prova não vai ter auditoria da dívida pública e por aí vai. O sistema é esse daí. O político está ali só para chancelar isso aí. O sistema é muito maior do que as pessoas pensam. Igor, para para pensar.
Se a gente vendesse as nossas riquezas aí fora, no valor que elas devem, quanto que a gente não teria? Você viu, nós vamos pagar caro pelo diesel, a gente podia ter diesel no Brasil, era só montar refinaria. A gente está numa merda aí com fertilizante, era só montar a fábrica de fertilizantes no Brasil.
Então tudo isso é feito para... Pô, cara, infelizmente não tem projeto de país, fica isso aí. A diferença é que quando você vai para uma China, quando você vai para uma Rússia, é que você vê isso, tem um projeto, né? Não que você não tenha um andar de cima lá que não tire o seu proveito. Tem. Principalmente na Rússia tem muito. Mas, meu amigo, sobra alguma coisa para o pessoal de baixo, né?
E sobrar alguma coisa pro pessoal de baixo é o suficiente? Assim, não tinha que dar uma... Melhorar a vida do andar de baixo não tinha que ser, de certa forma, prioridade? Porque não é até inteligente fazer isso? Porque, na minha opinião, um dos principais desperdícios que a gente faz como sociedade no Brasil é o desperdício de capital humano. Sim. Porque a gente... Pessoas deixam de existir...
E essas pessoas poderiam ser os nossos engenheiros. Com esse Leonardo da Vinci, que a gente está matando de fome aí, cara. É disso que eu estou falando. Eu sei. Então, assim, nesse sentido, não era até inteligente investir no capital humano que a gente está deixando se perder? Era, né? Do ponto de vista capitalista, a gente não ganha mais dinheiro ao investir no nosso capital humano que a gente está matando?
Me parece que sim. Mas uma boa parte do andar de cima não se julga brasileiro. Tem gente que tem três ou quatro passaportes aí. Tem gente que tem três ou quatro passaportes. Você quer ver o negócio? Vamos voltar no caso chinês. Como é que o chinês olha para o Partido Comunista?
eles quase não falam no partido. É uma verdade. Os gente quase não fala em política. Não é muito uma questão, porque a vida deles meio que está com o partido. Ele quer ganhar dinheiro, cara. Olha, você quer ver o negócio de contar outra história engraçada? A gente foi visitar a Praça da Paz Celestial, estava 10 graus a base de zero em Pequim, tinha acabado de nevar.
Aí tá, o ônibus chegou lá, a gente parou uns 200 metros da praça, o ônibus para e você vai andando até a Praça da País Celeste. É bonito lá, coisa maravilhosa. Cara, o ônibus acabou de parar. A rua coberta de neve. O ônibus acabou de parar e encostou a motocicleta, malandro. E assim, a motocicleta chinesa do inverno, eles têm um edredom que cobre a moto toda.
sabe? O edredom é engraçado, cobre você e a moto. O edredom que é desenhado pra cobrir você e a moto. Às vezes você vê a mulher, aquela nevasca, a mulher com o bebê lá dirigindo a moto e ele tá tocando a vida dele. Aí o cara parou a moto à frente do ônibus e ele desceu. Ele tinha de tudo que você pode pensar. Ele tinha fone de ouvido, ele tinha boné, ele tinha de tudo. O chinês tá preocupado com isso. Te vender, cara. Ele quer te vender. É uma verdade. Ele quer vender as coisas pra você.
Mas por que eu estou falando isso daí? Como é que o chinês encara o Partido Comunista? Para eles é mais uma dinastia. Eles tiveram uma porrada de dinastia ao longo da história deles. E o partido sabe o seguinte. Olha, eu sou uma dinastia que não pode errar com o público. Com essa sociedade. Se eu errar, eu vou cair. Eles sabem disso. E cai mesmo. E cai mesmo. Mas é aí que está. Por isso que eu falei para você. Eu te contei esse negócio da creche.
Aí o Felipe Durante, ele estava contando uma coisa lá, que ele foi fazer um tratamento, não sei se foi uma verruga, não lembro mais, ele contou umas histórias legais da China. E ele estava falando o seguinte, falou, ó, eu fui lá, fiz o tratamento, aí veio a conta para mim, R$19. Aí eu estava conversando com a minha professora de chinês, ela achou até caro. Aí, do outro lado, você tem um Jamil Chad, que ele foi tratar de uma pedra de rino nos Estados Unidos, ele tinha um seguro, estava tudo certo, R$48 mil.
Pô, cara, tem algo errado. Os Estados Unidos, se você não tiver um plano de saúde, você tá fudido. Então, assim, velho, o que a gente fala pra você? O sistema chinês não serve pro Brasil. De jeito nenhum. Você que tá me ouvindo, não serve. Mas a gente tem que olhar pros caras. Porque algumas coisas estão funcionando lá. Então a gente tem que olhar e falar, pô, cara, mas...
a gente vai ter que fazer umas mudanças, porque do jeito que tá, não vai dar, cara. Eu penso assim, pros teus filhos, vai ser um país mais difícil.
Eu espero que você esteja enganado, mas aqui é só no campo do... Queria que você estivesse enganado e que acontecesse alguma coisa muito louca e que o mundo ficasse melhor para as minhas filhas. Mas eu acho que você está certo. Não, eu acho assim... Igor, a gente está caminhando para uma mudança, tá? Quando estourou a guerra da Ucrânia, eu estava no ar, estava eu, o Albert, que é o meu colega do Velho General, que eu mando um abraço para ele, e o Rayan, o Rayan lá do Redcast. Ele não tinha o Redcast ainda, se não me engano.
E a gente estava no ar e a gente falou, isso aqui é o último dia da ordem hegemônica americana. E foi mesmo. Começou a mudar tudo depois da guerra da Ucrânia. A guerra da Ucrânia foi para a nossa era, a nova queda de Constantinopla, porque o eixo econômico começou a mudar tudo. Então, eu acho que a gente vai ter uma mudança muito grande.
só que o problema do Brasil qual que é, outro dia eu vi um cara falando, porque eu não quero ser dominado pela China, o problema todo não é esse, tanto faz, se é Estados Unidos, se é China, a gente não tem plano, qual é o plano?
Se não for dominar pela China, vai ser pelos Estados Unidos. Vai ser dominar pelo menos. Eu acho que o chinês vai ser outra pegada. Não vai ser essa mão de ferro do americano, não. O chinês vai querer fazer comércio. É um negócio que você vai ver lá. Você vai lembrar do que eu te falei. É assim, em Pequim, principalmente. É de te puxar pelo braço, cara. É assim. Te puxa pelo braço pra você comprar. E você não pode aceitar o primeiro preço.
Não aceita, finge que vai embora, faz qualquer coisa. Eles são fodas. Mas é outra visão de mundo, né, cara? Mas tu não conseguiu comprar tua estatua do mal de ser tu. Não, eu não consegui porque eu dei mole, cara. Boa, mulher. Cara, a mulher ficou brava comigo, bicho. Que tamanho de estatua tu queria? Eu queria uma estatueta, sim. Eu tenho uma coleção lá. Eu tenho uma coleção Soldadinho de Chumbo em casa que é enorme. Então, todo lugar que eu vou, eu procuro isso daí. Mas eu não achei na China, eu não achei. Na Rússia é o que mais tem.
Mas eu falei, pô, eu não tinha comprado na Argentina, eu ia ter comprado em Pequim, essa porra. A mulher brigou comigo lá em Hong Kong, você tem que ver, eles não gostam muito do mal, não. Mas, ó, aí que tá, viu? Você que tá assistindo, Hong Kong é uma puta de uma lavanderia de dinheiro, cara. Não, mas é... Lá é em Hong Kong e a gente sabe, inclusive, que eles não gostam mesmo do mal, né? Não, mas deixa eu te contar uma história engraçada de Hong Kong. Nós saímos pra fazer umas compras na noite, a gente tava em 10 brasileiros.
E aí, o pessoal queria comprar fone, porque Hong Kong é o seguinte, começa acho que 9 horas da manhã e meia-noite tá tudo aberto ainda. Então é legal pra caralho. Aí a gente queria comprar os negócios, deu umas 10 e meia, bateu fome. Vamos comer alguma coisa? Vamos. Eu descobri uma padaria legal, que eu passei ontem, mas não entrei. Tem uma padaria legal aqui numa rua que eu já tinha guardado. Vamos passar lá, ver se a gente come.
Tinha uma coisa bacana, vamos jantar lá, vamos. Aí foi todo mundo. Chegamos lá, não aceitava cartão.
Não aceitava... O Alipay chinês nem pense. Não aceitava nada, só dinheiro. Falei, puta, que lavanderia que essa merda é, hein? Foda, velho. Esquisito mesmo, né? Não, mas você vai ver. É outra diferença que você vê. Você anda em Beijing, que é uma coisa do outro mundo. Você vê aquela porrada de bicicleta. Uma porrada que eu digo quarteirões e quarteirões de bicicletas. Uma do lado da outra. Você não vê um cadeado. Em Hong Kong, todo lugar que você pode tem cadeado na bicicleta.
Tem que pensar um pouquinho. Hong Kong, você anda pelas praças, você vê coisas que você não vê na China. Mendigo. Sem teto. Prostituição. A gente estava passando, filmando o negócio. Daqui a pouco você vê as meninas só entrando nas casas. Porque não queria ser filmada. Então, assim, Igor, quando o cara fala China, eu falo, qual China você fala? Tem um monte, né?
São 56 nacionalidades, 56 línguas. Dá pra fazer um... Você vai voltar lá, na boa, você vai lembrar do que eu te falei. Você vai falar, o Robson não falou pra mim nem metade do que era isso. Eu não tô dizendo que é o paraíso, não. Mas esses caras estão achando o caminho deles e nós não achamos o nosso ainda.
Ah, claramente a gente não achou o nosso ainda. Tem pergunta pra nós aí, Vitão? Antes de ir pras perguntas, no entanto, deixa eu falar pra vocês aqui da Hashtag Treinamentos. Eu não sei se você já ouviu falar, mas a Hashtag Treinamentos, cara, é uma das maiores empresas aí de capacitação da América Latina, especialmente se a gente tá falando de mercado de trabalho, tá bom? Então, você tá pensando aí, pô, quero dar uma melhorada, quero um...
uma promoção, quero mudar de emprego, ou quero aprender um hobby, cara, lá é o melhor lugar para você fazer isso, e você vai aprender a lidar com inteligência artificial, com Python, com Power BI, e aqui, inteligência artificial não é pegar, abrir o chat IPT e, sei lá, trocar ideia, não.
Qual que é a melhor ferramenta para você fazer alguma coisa específica? Como é que você pode usar esse momento da inteligência artificial para o seu próprio benefício dentro do seu trabalho, qualquer que seja com o que você trabalha? A hashtag treinamento está aí para te ajudar.
E, cara, aqui no QR Code, no link da descrição, você vai encontrar lá o acesso para a comunidade impressionadora. Mas o mais legal de tudo é que se você usar o cupom FLOW, cara, você vai ganhar um descontaço nesse link aqui que está no QR Code ou então aqui na descrição. E a comunidade impressionadora é onde você vai encontrar todos os cursos.
É o mais completo da hashtag treinamentos, tá bom? Então não perde essa oportunidade não de investir em você mesmo e alcançar um patamar diferente aí na tua carreira, tá bom? Então o QR Code está aí, o link aí na descrição. Vai lá que eu tenho certeza que tu vai se amarrar, tá bom? Vitão, dá-lhe aí nas mensagens para nós. Renan mandou uma mensagem pelo Pix.
Boa noite, amigos. Comandante, você pode falar sobre o caso do Oton Luiz Pinheiro e o projeto nuclear brasileiro. Forte abraço a todos.
Obrigado pela pergunta, Renan. O caso do Almirante Otto é mais uma tragédia criada pela Lava Jato. O Otto é um almirante da manhã brasileira, pra quem não sabe é um vice-almirante, que é um almirante de três estrelas, né? Ele é engenheiro naval e é um gênio, assim, em engenharia nuclear, né? E ele foi perseguido pela Lava Jato, foi preso. Ah, eu li sobre esse cara já, meu irmão. É uma pessoa que valeria um dia se entrevistar, cara.
Ele tá bastante idoso aí, mas é uma pessoa que valeria entrevistar. Você vê o que que a Lava Jato fez com o Brasil, cara.
Ela só destruiu, a gente não acabou com a corrupção, essa aqui é a verdade. A gente atrasou o país em décadas, perdemos a nossa indústria naval, essa aqui é a verdade. A construção civil sofreu bastante. E o centrão tá aí, tá tudo aí, nada... Não, agora teve um grande pacto. Lembra que os caras estavam falando de fazer um grande pacto pra... Sim. Como é, Otto? Otto Luiz Pinheiro. Otto. É. Eu já li sobre esse cara mesmo. Otto Luiz Pinheiro.
É triste tudo o que acontece, mas é assim, a mensagem que eu queria deixar pra essa nova geração, né? Vocês não podem ficar destruindo o país a cada 20 anos, gente. Vocês têm que ajeitar um... acertar um caminho de convivência. Essa que é a verdade. Não pode ser mais essa coisa aí. Nós não vamos chegar em lugar nenhum, cara. Dessa forma. Próximo aí, Vitão Dali.
O Tambeidun mandou uma mensagem pelo Pix Farinazo e os 100 tanques que foram churrascados no sul do Libamo é uma grande perda. 100 tanques? É, ele deve estar falando dos tanques israelenses que foram... A gente não sabe se é tudo isso, gente. Nós não sabemos se é tudo isso. Eu estou muito... Olha, pessoal, deixa eu explicar uma coisa para você. No meu trabalho de analista, eu tenho quase 45 anos nessa área aí, né? Passei minha vida inteira, a vida adulta nisso aí. E tem gente que fala... Eu vou deixar.
Se é pró isso, pró aquilo. Não, cara, eu faço análise. Eu já desci o cacete na Rússia várias vezes. Desci o cacete na Ucrânia. Desci o cacete em Israel. Agora mesmo desci o cacete no Cameneia. Vai ficar puto da vida comigo aí. Porque o nosso trabalho é analisar. Eu não acredito em todo vídeo. Por exemplo, quando o pessoal da inteligência lá do Arte da Guerra mandou para mim as fotos desse evento que eu mostrei. Eu não acreditei.
Aquilo era... Sério? Não. Eu não acredito nessa porra. Isso é IA. Isso é IA. Eu não acredito. Isso é que começou a pipocar tudo quanto é lado. Porque aí você olha a mídia indiana, a mídia americana, a mídia russa. Todo mundo falando. Então é verdade. Aqui não sai nada? Não, saiu. Porque o Igor... Cara, deixa eu te falar.
Sabe o que é uma coisa assim? É quase uma explosão. Isso nunca tinha acontecido. Perfeito, entendi. Nunca. Eu não acreditei. É o que eu falei. Eu tenho 40 e poucos anos na área. Eu falei, eu não acredito nessa merda, cara. Eu tô entendendo. E eu sou cético pra caralho. Sou muito sério. Muito difícil de trabalhar. Muito cético. Pela formação naval que eu tive. Então eu sou muito cético com isso. E não tenho medo de falar aquilo que eu penso, não. Eu já falei várias vezes que a Rússia fez merda pra caralho na Ucrânia.
A Alcântara fez merda pra caralho nessa guerra também. E eu sempre denuncio as merdas. Falo, ó, isso aqui tá errado. E o cara confunde, acha que é a torcida. Paciência. Eu acho, assim, em termos de Brasil, pra vocês entenderem. O Brasil precisa torcer pra uma mudança de ordem mundial. A verdade é essa, porque essa ordem não nos favorece. Agora, a gente não tá preparado pra ordem nenhuma que vem aí.
A verdade é essa. Mas tudo bem. Que merda. Agora eu fiquei mais triste. Não, mas não é, cara. Por isso que a gente está aqui. Eu sei que o teu canal aí é o mais relevante do Brasil. É muito importante eu falar essas coisas. Eu sei que tem muita gente que não vai entender o que eu estou falando. Mas é necessário criar um projeto para o Brasil. E vocês têm que se unir. Vocês têm que unir o país. É isso que a gente prega. Agora, eu não acredito muito nesses vídeos, entendeu?
O que eu acho que está acontecendo? Eu acho que o exército israelense... É isso.
Ele errou a mão com o Hezbollah, assim como eu como analista errei também. Eu achei que o Hezbollah estava nas cordas e não estava. Então, assim, podem ter sido destruído toda essa quantidade de tanques israelenses? Pode. Eu não duvido disso. Em 2006, Israel sofreu um debacle contra o Hezbollah no Líbano. Mas eu não sei como é que estão as coisas agora. Vai levar um tempo. Mas na minha opinião, guerrear com o Hezbollah é mau negócio.
Por quê? Porque eles conhecem melhor o território Porque é uma força de uma agressividade Muito grande, muito engenhosa E agora eles mudaram Depois que mataram o Hassan Nasrallah Eles mudaram a organização Então o Hezbollah hoje é célula Não tem mais aquele comando É mais difícil ainda de lidar É, porque ele ficou Lembra aquela história dos pagers? Eu achava que tinha Eu acho que foi bem
Acabado com os caras. Todo mundo achava, Igor. Todo mundo. Todo mundo com quem eu conversei achava a mesma coisa. Inclusive eu. E os caras surpreenderam, cara. Tem gente que diz que é o serviço secreto turco que tá ajudando eles. Eu não duvido. Porque no Oriente Bédio... Pois é, né?
Mas é, então assim, eu acho que pode ter acontecido, né? Só pra responder a pergunta, de terem sido destruídos 100 tanques israelenses, mas eu não acredito em vídeo, eu sou muito cético, eu geralmente preciso de 3, 4 confirmações. Esses tanques que teriam sido destruídos, os israelenses, eles...
São fracos contra as tecnologias que está tendo hoje? Tipo, ele sofre um dano significativo ao ser atacado por um drone desses? Sofre, porque quando a gente projetou os tanques há 40, 50 anos atrás, não existia drone. Porque, na verdade, Igor, a grande revolução, ninguém fala dela, não é o drone, é o microchip. É verdade?
O que mudou tudo foi o microchip. Você tem uma televisão hoje muito mais avançada, tem uma batedeira de bolo mais avançada que a sua esposa tem. Tudo é em função desses semicondutores que são maravilhosos, que fazem coisas, porque o drone, a guerra de drone não é de hoje.
Pouca gente sabe, mas o irmão do Kennedy, o Joseph Kennedy Jr., que era para ter sido presidente dos Estados Unidos, ele morreu num teste drone na Segunda Guerra Mundial, em 1942. Era para ele ter sido presidente, não era para ter sido o John. O John era o segundo. O John era o playboyzão da turma. O Kennedy sempre gostou de um rabo de saia, pessoal. Eu não sei se ele estava mais preocupado em ser presidente e correr atrás das moças. Mas o presidente era para ter sido o Joseph. Ele morre num acidente.
testando um sistema de drones lá na Segunda Guerra Mundial e os americanos perderam mil drones na Guerra do Vietnã. Só que o drone naquela época era o negócio do tamanho dessa sala. Entendi. Então, o que mudou hoje? Você tem um microchip que favorece não só drones, mas outras armas também, né? Entendi. Então, pode ter sido. Pode ter sido essa quantidade, mas eu olho assim com uma certa... Vamos esperar. Vamos ver a próxima vez que vamos falar sobre isso.
É, porque eu acho assim, cara, é o que eu te falei, pô, faz 40 anos que eu trabalho com isso, cara, e eu tomo muito cuidado com reputação, muito cuidado mesmo, e não errar, e ser bastante honesto. Muita gente que vai no canal não gosta, mas eu falei, você não gosta, por que você tá sempre aqui, tá todo dia nessa porra? Aí eu já vi gente falando, não, cara, eu não gosto de fazer análise, mas eu sei que tu é um cara muito, muito, assim...
Pelo menos acredita no que você tá falando. Vai tomar cuidado pra não falar merda. É, me retrata quando é o caso e tal. E a gente tá muito cuidado com isso. Justo. E é assim que constrói mesmo. Tem mais? Então vai.
A Clovin mandou uma mensagem pelo Pix. Comandante, comenta um pouco sobre a Vibras e se você acha se o Brasil deve ter, saber fazer, uma bomba atômica e se você acha que vai dar ruim com o exercito americano aqui no Paraguai, Argentina. Tá, pô, um monte de coisa. Não, começa pelo Vibras. A Vibras. A Vibras, que eu preciso muito mijar.
Vai lá. Olha só, gente. A Vibraes, eu já falei um pouquinho, vou falar de novo. A Vibraes é a maior indústria de mísseis do hemisfério sul do planeta. Por que ela não pode quebrar? Porque se a Vibraes quebrar hoje, são 60 anos fazendo essa tecnologia. 60 anos. Se ela quebrar, a gente não vai fazer outra noite pro dia. E nós vamos precisar da Vibraes. Eu não tenho a menor dúvida disso. Então, assim, a minha luta...
pela Vibras, é uma luta pessoal, eu me empenhei muito nisso, estive em Brasília diversas vezes, duas pessoas que eu tenho que agradecer muito, um é o Hélio Gonçalves, que é o presidente dos sindicatos metalúrgicos lá de São José, ele toda acompanheirada lá do sindicato, e outro é o deputado Guilherme Boulos, que agora é ministro, o Boulos nos ajudou bastante, a gente teve um encontro aqui em São Paulo.
E ele perguntou o que eu precisava para a Vibras. Eu falei, deputado, eu preciso, na época ele era deputado, eu preciso de um projeto de lei. Ele falou, você rediz. Eu falei, vou fazer a redação e mando para a sua assessoria. Então, o Boulos ajudou bastante. A Vibras é muito importante. A gente não pode perder ela. Então, eu vou mandar depois aqui para o pessoal da redação do Boulos, se vocês puderem divulgar o abaixo assinado, eu agradeço. Não custa nada.
E a outra coisa da bomba atômica. Vamos lá, o Brasil precisa de bomba atômica, gente. Eu não tenho a menor dúvida disso. O Brasil precisa de bomba atômica. O país que não tem bomba atômica não é respeitado. Eu já falei aqui que, na minha opinião, o Khamenei era um péssimo estrategista, em virtude de ele não ter deixado o Irã ter a sua bomba nuclear. A verdade é essa daí. Se ele tivesse deixado, talvez o Irã não precisasse.
precisasse tratar dessa guerra aí. Agora, gente, situação do exército americano invadiu o Brasil. Vou dizer uma coisa para vocês. O Brasil, não sei se existe essa palavra que eu vou dizer para vocês, mas ele é ininvadível. Por que isso? Porque é um país que tem uma profundidade estratégica muito grande. O país é muito grande.
assim, você precisa de um exército enorme para invadir isso. Como é que você faz para dobrar um país que nem o Brasil? Você ataca as linhas de comunicação marítima. Então, a fraqueza do Brasil está no mar. Se você atacar o nosso comércio marítimo, a gente não consegue exportar a nossa soja, importar nossos fertilizantes e importar eletroeletrônicos. Então, a fraqueza maior do Brasil...
Ela está no mar. Não estou falando isso porque eu sou militar da Marinha, não. Eu estou falando porque é a realidade estratégica. Inclusive, graças a Deus, uma notícia que eu tive essa semana, que eu fiquei muito feliz semana passada, é que a Marinha está se atentando agora nas linhas de comunicação marítima. Então, vocês têm que olhar para o mar. É uma verdade. Porque tudo que vem do mar. Por que alguém atacaria o Brasil? Porque ele é aliado de alguma culpa? Porque assim, veja, eu entendo. O Brasil, do ponto de vista...
territorial, foda, né? Mas a gente não arruma problema com ninguém, a gente é amigo de todo mundo, né? Mas a gente tem dinheiro, né? A gente tem recursos, né?
Ah, não, mas a gente é gente boa, pô. Não precisa de... Você entende? A gente não precisa de bomba atômica. Eu entendi. A gente é suavinho, pô. Vai ser meu. Chega embora e joga uma bola, pô. Fazer um churrasco. A gente tem, assim, uma das maiores reservas de minerais estratégicos do mundo, né? Então, assim, o país é presa. É uma verdade. A gente, inclusive, de fato, estamos falando das terras raras? Sim. Tá.
A gente tem tecnologia aqui, Farinazo, pra processar e transformar essa porra no imã? Só a China. Nem os Estados Unidos tem. Ninguém tem. Só pra você ter uma base. Eu vou te contar uma... Pra resumir. Um jato F-35, de última geração dos Estados Unidos, ele usa 400 quilos de terras raras processadas. Ou seja, na verdade, a indústria de defesa dos Estados Unidos tá na mão do chinês.
O chinês viu o seguinte, olha, precisa processar, precisa. Quem é que está processando? Ninguém. Vamos fazer essa coisa? Vamos. Eles têm bons engenheiros, fizeram. É um processo difícil, é um processo que agride o meio ambiente, mas o chinês domina com maestria. Uma das suspeitas que a gente tem agora é que vai ficar difícil o americano repor esses bíceps porque o chinês fechou a torneirinha. Entendi. É, meu irmão, é um xadrez muito doido isso daí, né?
Bom, tem assunto pra gente conversar muitas vezes aí, Farinaz. Obrigado por vir aí, cara. É só chamar que a gente vem. Eu agradeço o convite aqui. A gente sabe que vocês têm uma cabeça aberta aí. Eu penso, gente, eu só queria dizer duas coisas pra vocês. Quem puder assinar o Abaixo Assinado da Vibraza, eu não tô ganhando nada com isso. E o cara fala, você vai ganhar uma coisa. A Vibraza tá falida, como é que ela vai me pagar? Para com isso, cara.
E outra coisa que eu digo, vamos unir o Brasil, cara. Senão, vamos chegar no lugar nenhum. Onde é que encontra o Abaixo Assinado da Vibraza no teu perfil do Instagram?
Não, tem no Twitter, mas eu vou mandar aqui. Depois, se vocês puderem ajudar a gente, pessoal. A gente coloca aqui na descrição. Não custa nada. Ninguém vai pagar nada para isso. Não vamos tirar seu dinheiro. Não é disso. É que nós estamos com 12 mil assinaturas. E eu prometi, quando bater 30 mil, nós vamos levar para a presidência da República.
sensacional, então cara, assina aí se tiver alinhado com o que você acredita assina aí o abaixo assinado pra sal, isso, pra vibrar que a gente vai colocar aqui na descrição pra você Robson, como é que as pessoas te acham no Farinazo, como é que as pessoas te acham nas redes sociais
canal Arte da Guerra. Fácil, né? Canal Arte da Guerra. Agora já surgiu um monte aí, tem um menino que já criou a maravilha da Arte da Guerra. Olha aí, o pessoal faz perfil falso e faz cortes. Eu não dou bola, cara, porque o que é falado ali no canal é sempre um canal pobre. Você nunca viu falar... Eu fiz mais de nove mil vídeos e nunca falei mal do Brasil, cara. Então, assim, é um canal...
É que procura trazer esperança, a gente briga, sacaneia muito o chapéu de alumínio e tal. Mas a gente quer deixar um legado, né? Então, quem quiser entrar lá no canal, você sempre vai ter uma mensagem positiva pro Brasil ali, cara. Canal Horte da Guerra. É isso. Tamo aí. Obrigado pelo convite. A gente vai deixar aqui no comentário fixado pra vocês acharem facinho, com um clique só, tá bom?
Não esquece de dar o like e compartilhar esse vídeo, é sempre importante. E vira membro, cara, porque a gente tá soltando vídeo aí todos os dias aí pros nossos membros aí. A gente fez primeiro. E, pô, custa menos de R$8, cara, nem pra comprar uma seda, né? Então, vira membro aí e, bom, é isso. Robson, muito obrigado. Farinazo, muito obrigado pela moral. Valeu. Eu que agradeço o convite. E vocês que assistiram, muito obrigado também. A gente se vê depois, tá bom? Um beijo. Tchau.
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