VAZAMENTOS DE MENSAGENS EXPÕE VORCARO E FLÁVIO BOLSONARO - Flow News #049
Flow News #049
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e hoje aqui comigo Felipe Moura Brasil.
Tudo bom, cara? Salve, salve, Igor! Tudo ótimo, melhor do que você.
Bom, claramente assim, só de olhar dá para ver mesmo que tá melhor que eu. Mas, cara, a gente tava aqui falando antes aqui no videozinho lá de soltar nas redes sociais pra chamar pro programa que... Bom, vamos falar hoje da pauta infinita, né? Temos aqui... Hoje teve mais um vazamento de mensagens de Daniel Vorcaro sobre coisas ligadas ao filme do Bolsonaro, da Cos, né? E mensagens que demonstram ali uma certa vontade, assim, intensa de fazer andar o filme, né?
Porque direcionar recursos para isso. Na verdade, ficou bem claro na mensagem é que havia ali uma intenção de dar importância mesmo, de ser um pagamento que tinha que ser feito, né?
Exatamente. Ele falou que esse é o mais importante disparado, esse no caso o aporte, quer dizer, o aporte do Daniel Vorcaro no filme Dark Horse era o mais importante aporte naquele momento entre todos que o Vorcaro tava fazendo. É uma conversa com o Fabiano Zetel que é um empresário e pastor, que é o cunhado do Vôrcaro, e era o operador, aquele que realizava os pagamentos do Vôrcaro, com a intenção que ele tinha de obter boa vontade das autoridades para tudo que o interessava, interessava a ele.
E ele tava falando ali de um valor de R$55 milhões e meio que o Zé Téo tinha que pagar. Aí tem determinado momento que o Zé Téo até pergunta assim: o valor do aporte do filme é para somar ou é para deixar de fazer alguns pagamentos e tal. E aí ele fala, soma, então eram 55 milhões e meio que ele já tinha que pagar para outras coisas, e mais o valor do aporte para o filme que foi solicitado. Foram solicitados 134 milhões de reais e chegaram a ser pagos 61 milhões de reais.
É mais de 10 milhões de dólares ali que tava envolvido, são 24 milhões de dólares no total. Nos valores da época dava R$134, é isso mesmo? E aí você tem várias parcelas que foram pagas ao longo do ano de 2025. Essa conversa é de janeiro de 2025. E aí o Flávio tava cobrando do Tiago Miranda, que é um publicitário que intermediou essa negociação do Daniel Vorkaro com Flávio Bolsonaro, e o Tiago Miranda foi e repassou a mensagem do Flávio, um print, para o Vorkaro, e eles mostram na reportagem todas essas mensagens.
E a gente sabe que depois, só para lembrar, em novembro de 2025, na véspera da prisão do Vorkar, o Flávio tinha mandado áudio cobrando novos pagamentos. Então ele ficou cobrando ao longo de 2025 inteiro. E obviamente em 2025 já se tinha um monte de suspeita a respeito do Vorkar que resultaram em investigações. E antes do áudio de novembro, as investigações já estavam até abertas. Então tem muito elemento para falar disso, porque assim, só antecipando aqui no spoiler, que eu sei que você tá introduzindo o programa, Mas o que é importante dessa mensagem específica é o seguinte: era importante para o Vorkaro esse aporte. E nesse período...
Isso é uma coisa interessante mesmo.
É, e nesse período, porque você pergunta: o que o Vorkaro queria tanto? Por que era tão importante para ele? Coincidentemente, e todo mundo é convidado no Brasil a acreditar naquele monte de coincidências, né? Aquelas coisas que acontecem ao mesmo tempo. Não, mas não tem nada a ver, rapaz. Ele estava recebendo aportes bilionários do Rio Previdência. Que é o Fundo de Previdência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Então é um fundo que gere as contribuições previdenciárias e paga aposentados, pensionistas, eventualmente faz investimento para você ter o dinheiro ali para esse fluxo.
É mais ou menos na mesma janela de tempo?
É exatamente na mesma janela, porque—
Interessantíssimo, isso aí esclarece, quer dizer, mostra um outro ângulo assim interessantíssimo.
Exato, é um conjunto de indícios que obviamente merecem um aprofundamento da investigação para você ver se você consegue elementos de corroboração de que tudo tava misturado. Talvez esses elementos só surjam com colaborações premiadas, porque talvez você dependa de depoimentos específicos. Talvez não consiga uma prova documental de que Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro pudessem estar articulando. Tô dizendo que estavam, mas tô dizendo que todos esses indícios juntos, quando a gente vê, cheiram muito mal.
Porque o Cláudio Castro, de acordo com a decisão recente do André Mendonça no STF, ele instrumentalizou o Rio Previdência, trocou a cúpula E as pessoas que ele botou lá na presidência, na direção e tal, etc., começaram a abrir o caminho para fazer os aportes para o Banco Master imediatamente. Botou o cara novo, no primeiro dia ele já abre o credenciamento e tal, daqui a pouco tá passando bilhões. E esses aportes começaram— Felipe, pô, pois é, cara, lá para isso, cara.
Aí esses aportes começaram em outubro de 2023, foram aportados ali mais de R$1 bilhão até julho de 2024. Na verdade, R$970 milhões de reais foi aquele primeiro aporte do Rio Previdência no Master. Ao todo, R$970 milhões de reais. Aí em julho de 24 teve uma mudança regulatória lá que esse caminho ficou ruim para o Rio Previdência fazer o aporte, que era um caminho de investimento em letras financeiras, que é de alto risco porque não tá coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito, do FGC.
Aí fechou essa porteira, mesmo assim o Rio Previdência arrumou outra. Então fez um caminho ali por fundos estruturados, etc., um outro caminho financeiro, mas continuou aportando dinheiro. E aí foram mais R$2,1 bilhões de julho de 24 até outubro de 25. E a gente está falando de uma conversa em janeiro de 25. Portanto, em janeiro de 2025, já tinha mais de 1 bilhão do Rio Previdência aportado no master. E estava tendo uma quantidade de parcelas de operações para resultar num aporte de mais de R$2 bilhões.
No total foram R$3,7 bilhões. Então assim, quando você vê a mensagem do cara dizendo: esse aqui tem que parar, esse tem que dar. Olha, é possível que pelo menos na cabeça, não vou fazer acusação ainda que demanda investigação, mas na cabeça do Forcai agradar o Flávio Bolsonaro, que é do mesmo partido do Cláudio Castro, que é aliado do Cláudio Castro, agradar a família Bolsonaro tinha dois motivos básicos. O Flávio é senador, podia votar causas de interesse dele no Senado Federal, e o PL, o Flávio, são parceiros do Cláudio Castro, do governo do rico, ele tava, que tava injetando bilhões de reais no negócio dele.
Então assim, os esquemas, esquece as pessoas, esquece esse caso específico, como são os esquemas de corrupção. Esquemas de corrupção na esfera público-privada, nessa relação público-privada, em geral o empresário que compra favores e influência daquelas pessoas que estão dentro do Estado brasileiro, ele quer receber uma bolada, seja de contrato público, seja de investimento, etc. E aí, em troca desse favorecimento por órgãos instrumentalizados, empresas estatais, ele dá um pouco.
Então o cara recebe 3,7 bilhões e o que são 61 milhões? Cara, olha só, são 3... Vamos falar por extenso, né? 3 bilhões e 700 milhões de reais. 61 milhões de reais não é nem 100 milhões. Então você tem aí 37 vezes, você sabe? O cara dá 61 milhões ou 134, que provavelmente ele daria se não tivesse sido preso, Nada, né? O cara tá faturando muito mais. Então é preciso investigar essa hipótese, porque é uma hipótese que ela é lógica, seja qual for o envolvido.
No mínimo é curioso toda essa, toda essa, assim, ele queria muito que esse pagamento não falhasse. Ele deixou isso muito claro, né? Essa, sei lá, essa intenção do Vorkar de manter esse pagamento em dia é muito curiosa, no mínimo. Né?
Exato. E é igual a intenção que ele demonstrou por meio de mensagens também com Fabiano Zetel, é de realizar os pagamentos para o Resort Itaiaia lá da família do Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele foi perguntar para o Zetel: vem cá, tá tendo pagamento? Tá fazendo e tal, não sei o quê. Aí o Zetel: não, ainda não fez esse último, mas já fiz aquele e tal, não sei o quê. Ele: pô, porque da última vez me deu um puta trabalho.
Parecia que ele tava sendo pressionado por alguém de fora. Quem será, hein? Quem será que tava pressionando o Boccard para fazer aporte no resort, tá?
Será?
E aí, e aí o Zé Teufalo assim: não, pera aí, tem esse pagamento aqui de 15 milhões, tem esse aqui de 20 milhões, no total dá 35 milhões de reais. E o Boccard: não, faz, faz, autorizou, ordenou o pagamento, mas tava cobrando, tipo: isso aqui é muito importante, senão me dá um puta problema. E aí Basicamente o mesmo tom, né, quando você diz assim, esse é disparate, tipo, os outros você pode até deixar para amanhã, para depois, tem que fazer todos, mas esse aqui é mais importante disparar. Que coisa, hein?
Pois é, cara. E a gente, tu acha, Felipe, que a gente tá em alguma medida mais próximo de uma, de uma delação premiada do Volcaro, cara?
Olha, não dá para a gente ter certeza porque é um bandido, né, o sujeito criminoso, um gangster. Por tudo que apareceu, evidentemente ainda não tem uma condenação final, mas tudo que tá sendo apontado pelas autoridades a respeito dele e todas as provas que já vieram a público, etc., já permitem uma conclusão sobre a natureza, sobre a índole, sobre os métodos. E quando o sujeito se envolve com muita gente muito poderosa Ele, durante o processo de colaboração premiada, ele fica jogando um pouco.
É claro que ele tá sob risco, mas assim, esse risco no Brasil tem que ser sempre relativizado, porque tem muita gente da casta interessada em melar essas investigações, interessada em que haja uma investigação, um milésimo de boca, né, para não dizer nem meia-boca, é uma delação, uma colaboração premiada. Então assim, me parece que ele fala algumas coisas para testar o cenário e tal, para ver se vão avançar com a homologação da colaboração dele.
E me parece que tenta aliviar as pessoas do topo do sistema, da casta do sistema, querendo em troca desse alívio voltar a ser o dono do banco master. A retomar, retomar o comando da instituição financeira. Ele propôs isso, saíram as notícias aí a respeito das declarações, etc. Então assim, o cara, ele tá querendo voltar para o jogo, entende? Então assim, me parece que na cabeça dele é uma espécie de escambo. Eu não entrego gente lá da alta cúpula, vou ficar aqui nem dizendo quem, né? Tudo supostamente, né?
Sim, importante, com todo respeito da Tamásima Vênia.
Pois é. Então assim, eu não entrego, olha, diz não, nem sabia, nem sabia que o resort era do Toffoli. Chegou a alegar isso aí nas propostas e tal para sentir o terreno, né? E vocês me deixam retomar o comando da instituição financeira, fica tudo, você quer, eu entrego algum bagrinho, algum peixe pequeno aqui e tal. Mas o que que acontece? Existe uma Polícia Federal no meio do caminho, a Procuradoria-Geral da República, comandada pelo Paulo Gonê, amigo íntimo e ex-sócio do Gilmar Mendes, do STF, amigo do Alexandre de Moraes, Essa a gente tem uma desconfiança maior.
Agora, tem gente séria na Polícia Federal, sempre tem pressão política. Essas coisas não são excludentes. Tem pressão política de cima. O diretor da PF é sempre indicado pelo governo, é o Andrei Rodrigues, foi indicado na época do Flávio Dino como Ministro da Justiça, com aval do Lula, obviamente. Viajou com Lula aí em turnê internacional. Sempre tem algum tipo de pressão política. Mas você tem gente séria, você tem núcleos ali que atravessam vários governos, que fazem investigações sérias.
A gente lê, eu leio em 20 anos de trabalho jornalístico um monte de relatório da Polícia Federal. Tem muito relatório minucioso, muito bem feito, sabe? Você vê, cara, gente competente, qualificada. E olha, teia financeira é um negócio bastante complicado. Fundo de cotista único que manda dinheiro para outro fundo, que manda para empresa, que repassa para fulano. Você tem que entender daqueles mecanismos. E tem gente qualificada na Polícia Federal.
E tem muita, muita gente que sabe que o mecanismo envolveu muita gente poderosa. Então o pessoal faz uma resistência. Qual é o meu receio desde o começo? É que eles, assim, o Vorkar ofereceu primeiro entregar R$40 bilhões. Aí a PF acha que tem, que ele tem pelo menos R$60 bilhões para integrar, para entregar. É, então o cara faz uma proposta tentando, né, esses 20 bilhões aqui não vou contar porque depois eu sou aliviado, depois eu consigo meter a mão de volta nesse dinheiro, retomo o comando da instituição, continuo sendo bilionário, aliviei umas pessoas que vão ser gratas eternamente para mim e tal.
Aí tá, aí a PF não aceitou, a PGR continua a negociar, agora parece que a PF voltou para negociação. O meu receio assim, tá, 'Ah, a proposta inicial não deu e tal, mas poxa, conseguimos arrancar dele os 60 bilhões.' Então ele concorda, tá bom, 60 bilhões de reais, e não entrega ninguém, é só dinheiro para voltar e tal. E eu não gosto disso, eu não gosto da falta de responsabilização e punição. Não gosto, por exemplo, quando a PGR fecha acordo sobre casos de rachadinha, como fez com André Janones, como fez com outros deputados parlamentares federais, faz um acordo aí, você confessa, uma confissão meio meia-boca, né, porque o Janones fala uma coisa ali na hora do processo, aí na rede social ele fala: não, nunca falei.
E depois o cara ganha um direito de mentir, né, de ter um discurso político que ele quiser, e acaba não sendo processado por isso. E pô, o cara tá desviando dinheiro público para uso próprio, essas pessoas têm que ser responsabilizadas, punidas. Não é só devolver o dinheiro, sabe? Devia tomar um chazinho de cadeia, pelo menos. Concordo total. Não dá para admitir que o político que tá lá para oferecer políticas públicas de interesse do país, ele fique desviando dinheiro público, aí se ele é descoberto, tá bom, devolvo. Então vale a pena tentar.
Vale a pena tentar.
Do ponto de vista maquiavélico, do ponto de vista criminoso, vale a pena tentar. Se colar, colou. Se não colar, ok, tá aqui o dinheiro, tá? Nem queria, pô.
Pô, me pegaram aí, desculpa, hein.
Desculpa. Não dá, funcionalismo fantasma, esse tipo de coisa, você é uma espécie diferente de suborno, quer dizer, você fala assim pro assessor: "É, eu te deixo ficar no cargo desde que você me dê o seu salário." Aliás, a imprensa muitas vezes usa o verbo errado, usa o verbo devolver. A pessoa não tá devolvendo, porque o dinheiro não é do parlamentar, não é do titular da pasta, não é do operador do esquema, que eventualmente é um outro assessor, às vezes é o chefe de gabinete.
Dinheiro não é deles, dinheiro é do povo brasileiro que pagou os seus impostos. Aí você tem o dinheiro do Estado na administração pública para remunerar assessores que teoricamente prestam um trabalho legislativo, que é elaboração de relatório, de lei, proposta de lei. Você ajuda o parlamentar a elaborar tudo aquilo. Se o parlamentar ficasse parado elaborando tudo aquilo, ele não conseguiria fazer um monte de outras coisas. Ok, existe uma legitimidade para existir assessor, não tanto quantas existem no Brasil, que é uma coisa meio inédita no mundo, né?
Mas eu acho errado, repito, que essas pessoas só devolvam dinheiro e não sejam punidas e responsabilizadas.
Total, concordo também. E esse, de novo assim, caindo isso sobre o Flávio, pensando na candidatura dele, cara, as coisas vão se complicando, especialmente porque Vem também aí uma ameaça de taxação do Trump, né? Começa a ter umas conversas esquisitas, mas, cara, o Flávio tá derretendo de certa forma na candidatura dele mais à direita, não tá? O que tu acha?
Cara, Igor, o problema de estabelecer uma conclusão tão categórica assim é que existe muita sujeira do outro lado. É verdade. Esse é o problema que o Brasil vive, porque aí fica um se limpando na sujeira do outro, como eu costumo dizer. Um usando a lama do outro como sabonete para si próprio. E isso é o que há de mais, não só repugnante do ponto de vista moral e desolador do ponto de vista do cenário político do país, mas de, vamos dizer assim, moralmente corruptor, corrompe a moral das pessoas.
Porque quando o cidadão ele aceita a corrupção de um lado, a sujeira de um lado, o peculato, o esquema, a ganância que a pessoa tem, independentemente das regras, etc., porque do outro lado tem a pessoa que ele não gosta, tem um grupo que ele não gosta mais e tal, bom, aí já há uma corrupção moral interna que o indivíduo precisa se policiar. Aí as pessoas falam: "Ah, mas isso é um discurso moralista e tal, não sei o quê." Porque aí você tem outras palavras que soam mal, né?
E que são utilizadas para passar pano, na verdade. Até às vezes lá na cúpula do poder dizem: "Ah, isso é um moralismo, é o último refúgio dos canales." Aí parafraseiam aquela frase do patriotismo, que é o último refúgio dos canales. Mas o que acontece? Se você baixar o sarrafo moral, para as pessoas que ocupam cargos na administração pública, vão entrar na administração pública só pessoas— e morar— pessoas antiéticas, pessoas que têm uma tendência, dado o seu histórico, a desviar recurso público, a utilizar determinadas brechas para o seu interesse particular e não para o interesse público.
E isso prende o Brasil em escândalos. Então não se tem tantos escândalos sucessivos nos mesmos grupos sem você ter lideranças, sem você ter lideranças que no mínimo, no mínimo, são complacentes. Elas têm uma flexibilidade moral assim do homem de borracha, sabe? Pra aceitar um monte de imoralidade em torno, pra aceitar aqueles aliados que sabe que são bandidos, etc. Pra fazer negociato, tomar lá dá cá com gente da pior espécie.
E a ideia, é o que eu sempre falo, de que não vamos contar aqui com o meu bandido favorito, com meu malvado favorito e tal, que o Brasil vai dar certo. A ideia de que o Brasil vai se desenvolver com pessoas desse nível moral é a ideia mais absurda que pode passar pela cabeça de milhões de brasileiros. Mas quando você fica com desgaste muito lado e com uma projeção muito grande do outro, as pessoas só veem aquela liderança e aquele grupo como o grupo ou a liderança capazes de derrotar o outro lado.
Então eu tava até refletindo hoje, depois a gente pode falar mais a respeito disso, que quando você vê o discurso dessa suposta oposição, é um discurso assim, é que é o discurso bolsonarista, mas que é adotado também por Ronaldo Caiado, por Romeu Zema, é o discurso assim: derrotar o PT é o nosso maior objetivo.
Sim, aí não é incomum ouvir isso, não?
Não, pois é, isso é uma questão especificamente eleitoral, mas para o país eu entendo perfeitamente. Estou há 20 anos de trabalho cobrindo minuciosamente todos os escândalos petistas, apontando uma série de elementos que inclusive contribuíram para o impeachment da Dilma, prisão do Lula. Fui contra a revogação, a mudança da jurisprudência que derrubou a prisão após condenação em segunda instância, acabou soltando Lula. Então, por mim, tava preso, tava condenado até hoje.
Agora, o objetivo do país, o objetivo do cidadão, se ele é só tirar um grupo político, o que que tá fora dessa equação? É o que que a gente vai botar no lugar, o que que é preciso para que o Brasil seja melhor do que é sob esse grupo político. Então Em primeiro lugar, você precisa de pessoas melhores, pessoas melhores do ponto de vista ético, moral, curricular, administrativo, que tenha atributos para que o Brasil, que o país se desenvolva.
Mas você tira tudo isso, você pensar no slogan especificamente, o slogan é: "Precisamos derrotar, esse é o nosso maior objetivo." Então as pessoas esquecem todo o resto. E o que que acontece? Eventualmente você tem um governo que é feito por pessoas ou por grupos que, pelas suas atitudes, vão acabar fortalecendo de novo esse grupo que se quis derrotar. Foi isso que aconteceu. Então, em 2018, veja aí, Bolsonaro teve uma série de fatores, super compreendo a ascensão política do Bolsonaro, acompanhei tudo minuciosamente, contrariando as análises eleitorais da imprensa e tal, que apontavam chances mais altas de fulano, beltrano, etc.
Sempre apontei as chances altas. Jair Bolsonaro, você tinha uma safra de políticos muito molenga, muito frouxa, muito próxima do petismo. Geraldo Alckmin e Marina Silva eram candidatos, hoje estão no governo Lula. Então houve motivos para o Jair Bolsonaro chegar lá, mas o fato de ele ser quem é, de ele ter as condutas que ele tem, de ele aloprar em determinados momentos delicados, etc., gerou um desgaste muito grande para esse grupo, que facilitou a volta do Lula para o poder, fora a sabotagem do combate à corrupção, que também Facilitou quando o Flávio ficou pendurado por investigação de rachadinha.
Eles integraram o que eu chamei de Frente Ampla pela Impunidade e contribuíram para a fritura da Lava Jato, que beneficiou o Lula. Então, voltando para o ponto, sabe por que eu tô dizendo isso? Para ilustrar bem, porque o Nicolas Ferreira, com perdão de me estender, ele deu uma entrevista hoje e acabou sendo patrulhado ali nas redes sociais por bolsonaristas, principalmente pelos porta-vozes EAD do Eduardo Bolsonaro, mas pelos propagandistas do Flávio também.
Porque ele falou assim, apelido aí sozinho, cara, sozinho, e pega, né? Muita gente repete. Ele falou assim: a gente precisa avaliar quem é o candidato que tem mais chance de derrotar o Lula no segundo turno, porque derrotar o PT é o nosso objetivo maior. Quer dizer, o Nicolas, ele tem um pé no bolsonarismo e o outro também, mas tentando manter entreaberta uma possível porta de saída para o futuro. Então, em vez de fazer o discurso do porta-voz do Eduardo, do Flávio, que estão ali nas redes sociais, pessoal sabe quem é, né?
Alguns moram fora do Brasil e tal. Ele faz um discurso de precisamos analisar quem tem mais chance. Esse é um discurso meramente eleitoral, assim, quem tem mais chance de derrotar o Lula. Então, se for o sujeito mesmo com todo esse esqueleto no armário aqui e tal, se é para derrotar o Lula, tá valendo, né? Ele nem entra na questão moral, administrativa, curricular, de realizações e tal, etc. Mesmo assim, ele é patrulhado pelo bolsonarismo, porque a família Bolsonaro não admite outra alternativa que não aquela que foi escolhida pelo Jair Bolsonaro.
Mesmo que as pesquisas apontem, eventualmente, algumas já chegaram a apontar, mas mesmo que venham a apontar, vamos dizer assim, É que algum outro candidato, Caiado, Zema ou Renan, que são os três aí que estão correndo por fora, tenha maiores chances na projeção de segundo turno. Então assim, a família Bolsonaro sempre priorizou a si própria, né? Ela prega a união da direita, mas em torno dela. Se for em torno de qualquer outra pessoa, não prega, né?
Mesmo que essa pessoa apareça com mais chances. Então mesmo que for para perder do Lula, pelo menos eles vão ficar evitando o crescimento de novas lideranças, porque eles querem ser os líderes do campo supostamente antipetista.
Foi o que aconteceu na escolha do Flávio Bolsonaro, né? Você lembra que a gente conversava bastante sobre: será que eles vão depositar esse capital político em algum outro lugar? Não fizeram, mantiveram na família. Exatamente. Se acredita, então, eu acredito que caso haja algum tipo de de mudança, é, provavelmente será ainda dentro desse núcleo familiar, né? Já se fala o nome da Michelle aí em alguma medida também.
Não, exatamente, você fala em nome da Michelle porque nem se cogita que a família Bolsonaro vai admitir não ser cabeça de chapa. Só que a Michelle tem uma treta enorme com os filhos, e filho é sangue, né? Esposa pode se divorciar e tal. É, então eles não têm tanta confiança assim, nem Jair Bolsonaro, nem os filhos, para que a Michelle assuma o protagonismo total. Ela pode estar ali, ela pode ajudar, ela pode— segunda categoria, de certa forma, é, ela pode ajudar a reduzir o desgaste no eleitorado feminino, ela pode ajudar o seu discurso evangélico a ganhar maior penetração, mais maior capilaridade, mas eles não querem colocá-la no controle porque Eles temem perder o controle, eles são controladores, assim como Lula nesse ponto, do ponto do controle político sobre o seu campo, o seu suposto campo ideológico. Eu localizo a família Bolsonaro no centrão.
Imagina só assim um futuro distópico, que Michele Bolsonaro é então escolhida para substituir o Flávio, ganha as eleições e ela de fato desembarca. Seria um pesadelo, né, cara?
É um pesadelo para eles. Olha, olha, Igor, eu não vou dizer que essa hipótese não existe, ela existe, mas assim, para ela existir, o Flávio tem que derreter muito, sabe? Eles têm que sentir que não tem outra alternativa, que olha, entubando, tapando o nariz, eles vão falar: não, bota a Michelle aí, porque senão vai ser, vai ser o Caiado, vai ser o Zema, vai ser o Renan, vai ser outra pessoa. "Menos piora, Michele, pelo menos, pai, tenta aí manter a gente e tal, não sei o quê." Mas é isso, eles querem estar sempre por cima.
Então não se faz, só para concluir a amarração, não se faz muito esse debate sobre o que vai se colocar no lugar do PT. E o que se colocou da última vez ajudou a trazer o PT de volta. É claro que você tem massa de Manaus que não reconhece essa obviedade, mas aí também, enfim. É a bolha, acha que é tudo culpa do Alexandre de Moraes e tal. Não teve nada que foi culpa da família Bolsonaro, etc. É de uma ingenuidade atroz.
Assim, se me perguntassem, eu diria que, putz, se tivesse tido uma condução diferente da pandemia, tudo poderia ser diferente. Porque seria meio tradicional, inclusive, reeleição de um presidente, né?
Exatamente, é tradicional. Mas o que acontece é que isso, que se a gente fala desse jeito parece algo pontual, não é algo pontual. É justamente o motivo pelo qual é muito arriscado apostar todas as fichas numa liderança assim, porque ele é aloprado. Então assim, aloprar na pandemia, no momento sério, no momento de morte de centenas de milhares, de brasileiros, como aconteceu em outros países. Várias lideranças tiveram postura, com postura para lidar com o momento tão sensível e tal, a despeito de todas as discussões do Fla-Flu, se deve ou não fazer isso, fazer aquilo.
Mas voltando, fui fazer um parêntese. Não, assim, é que a aloprada na pandemia faz parte da personalidade de Jair Bolsonaro. Ela não foi algo isolado. Bolsonaro sempre aloprou em diversos campos. Ele sempre faltou com a sensibilidade para questões mais delicadas mesmo, etc. Sempre colocou os seus interesses próprios acima do interesse da nação. Sempre teve muito cuidado com as pessoas do seu grupo próximo. Aliás, até escrevi um artigo uma vez falando dessa questão de personalidade, que isso foi o que o grande José Osvaldo de Meira Pena, um grande intelectual que foi diplomata, foi embaixador, foi autor de grandes livros, ele descreveu como a emoção erótica do brasileiro.
Emoção erótica é um conceito extraordinário porque ele fala, é claro que são esses traços que são definidos muitas vezes por estudos antropológicos, sociológicos e tal, e soam generalizantes para as pessoas que têm certa fobia à generalização, mas são alguns traços culturais que os estudiosos percebem em determinados povos. É óbvio que ao tomar consciência desses traços você pode superá-los. Não quer dizer que você é fadado a ser assim, que todos os brasileiros são assim, mas existe um traço comum.
Opa, pera aí, deixa eu pensar, será que eu sou assim e tal? E aí você evolui, você se conscientiza, isso faz parte da vida intelectual. Então o que ele descreveu é que muitos brasileiros, eles têm um vínculo muito grande com as pessoas que são unidas a ele de sangue, são as pessoas do seu grupo. Então é a família próxima, os amigos mais próximos, talvez no máximo os colegas mais O resto que se dane, entende? Então isso está descrito na própria literatura, vamos dizer assim, brasileira teórica.
E acho que a família Bolsonaro tem vários exemplos de pessoas assim, com essa emoção erótica, no sentido de que eles se preocupam muito com eles próprios, mas o resto do país e tal, o resto do povo, se tiver passando problema, Então assim, o Bolsonaro, a preocupação primordial dele na época da pandemia era assim, não era a preocupação da economia para gerar empregos e não prejudicar a vida das pessoas. Ele tava com uma preocupação eleitoral porque ele sabia que a economia precisava trazer bons índices para ele se reeleger.
E aí ele meteu na cabeça que tudo era uma grande conspiração para tirá-lo do poder e tal, para atrapalhar os índices econômicos, porque a economia muitas vezes é o que decide e tal. E começou a aloprar. Então assim, não é isolado. É como a Carla Zambelli perseguir alguém armado na rua. Pode ser um evento exótico, mas não é isolado. É porque você tem aquele discurso de vamos pegar em armas mesmo. E olha assim, eu nunca, nunca fui do lado da esquerda histérica em relação a qualquer discussão sobre desarmamento, armamento, etc.
Mas uma coisa é você contestar determinadas alegações e você estabelecer certos critérios para que não seja tão rigorosa assim a política de desarmamento, ou para que haja alguma flexibilidade para que determinadas pessoas de determinados segmentos tenham posse de arma, ou eventualmente até o porte de arma, mas sob diversos critérios rigorosos e tal. Outra coisa é você defender o armamentismo deliberado, sem nuance nenhum. E o populismo é, por definição, eliminação das nuances, seja o populismo à esquerda, seja o populismo com essa retórica.
Direitista mesmo que não com a prática. Então Jair Bolsonaro tava lá: tem armas porque senão vai virar uma ditadura e a gente tem que não sei o quê. A Carla Zambelli pega arma quando ela é hostilizada na rua. O Roberto Jefferson fez coisa parecida e tal. Então assim, tudo remete e desgasta aquele grupo porque tem uma base no histórico de discurso, no histórico de atitude, nessa falta de senso das proporções, de senso das nuances, que você pode defender determinadas coisas Mas tem que tomar cuidado para não ser irresponsável nem estúpido.
E essa fronteira é muito tênue. As pessoas com a mente binária, que só tem dois neurônios, né, que é o contra e o a favor, elas não pegam essas nuances, essas proporções. Então, se você fala das nuances, para ela você tá no extremo oposto, entendeu? Porque ela só entende contra ou a favor. E ela não entende, que é algo que boa parte dos bolsonaristas ainda não entendeu, que existem segmentos da sociedade que não pensa como eles, independentemente de onde eu, você estejamos nesses segmentos.
O que interessa assim é que existem outras pessoas no mundo, e no caso de um político, ele precisa do voto dessas pessoas, certo? Então, se ele se comportar de determinadas maneiras, por mais que você encontre alegações que justifiquem esse comportamento dentro da sua bolha, mas fora dela Esse comportamento muitas vezes vai soar injustificado. Então tem determinadas condutas, como a do Bolsonaro na pandemia, que faz ele perder o eleitorado moderado, eleitorado que não é petista, não é comunista, não é socialista, não é globalista e tal, não sei o quê.
É apenas o eleitorado que quer sentir que existe um político que tá pelo menos preocupado com as pessoas, que ele não tá fazendo piadinha naquele momento, que ele não tá ironizando, que enfim É, tá buscando soluções efetivamente, não só alegar depois que buscou e tal, mas com discurso que condiz com a prática, sempre, sempre diante de momentos importantes. Mas enfim, tudo isso era para dizer que precisamos pensar em quem vai entrar no lugar do PT para que não aconteça tudo isso de novo, entende?
E cada conduta dessa, aí o Elo convocado, que voltando a pauta do programa ou agora essas questões de tarifácio, etc., que a gente pode detalhar mais. Tudo isso desgasta. Mas aí você falou, Flávio tá desgastado e tal. Eu digo, olha, não é exatamente assim, porque a sujeira lulista ela segura o Flávio num certo patamar alto.
Mas tem alguma sujeira lulista em alta agora, tão em alta quanto essa?
Exatamente. E isso é uma questão que muitas vezes desempata o jogo numa corrida eleitoral. É quem tá com algum escândalo em alta no momento. Pode ser que em outubro você tenha outro escândalo que já seja maior do que o desgaste que o escândalo do Voo Orquídea esteja causando agora para campanha do Flávio Bolsonaro.
Mas é bom, recentemente do INSS, né?
Exatamente, recentemente do INSS, que desgastou Lula durante meses. Foram meses de CPI. Agora repito o que eu falei no programa passado, que a gente passa uns dias, umas semanas cobrindo o escândalo mais, envolvimento do Vô Carlos com o Flávio.
Os cara acha que tu esqueceu.
O cara acha que tu não fez nada nunca, né? O cara tá lá no sofá, tô há 20 anos aqui, meu filho, falando no microfone, em mais de 10 veículos, na TV, no rádio e tal, denunciando um monte de político de todas as áreas, autoridade mais poderosa de um lado, de outro e de cima, não sei se vocês me entendem. Tendo o microfone tirado, patrulhado, sendo alvo de retaliação em bastidores, etc., por apontar sujeira de todo mundo, né? Só que a gente precisa esmiuçar, esclarecer certos escândalos quando eles acontecem.
Foi o que eu fiz na época do Petrolão, foi o que eu fiz na época de todos esses escândalos. Roubo dos aposentados, nossa, cobertura diária. CPI, vídeo da CPI, oposição dizendo isso, a testemunha, meses, meses. Mas aí nessa hora os bolsonaristas não falam. "É, tá falando muito do Bolsonaro, tem que falar do Lula", né? Nessa hora são os lulistas que falam. "Tá falando só do Lula e tal, tem que falar do Bolsonaro". Agora o escândalo Flávio Borcardo: "Tá falando só do Bolsonaro, tem que falar do Lula". Cada um tem o seu escândalo.
Calma, vai chegar a sua vez.
E vai chegar a sua vez. Aquilo que eu falei do escritor argentino Jorge Luis Borges, eu falo sucessivamente porque a linguagem, ué, não dá para falar todos na mesma frase ao mesmo tempo, né? Minha linguagem não é 3D, né? Que eu falo aqui, tem uma parte saindo sobre o escândalo do Lula, outra sobre o escândalo do Flávio Bolsonaro, e o cara tá ouvindo com cada cada vídeo, cada escândalo, né? A gente pode desenvolver, aprimorar essa técnica, mas ainda não tá tão elaborada assim.
Porra, pensou, moleque? Imagina isso em 2x e dá por cima.
É assim, né? Sai por um lado aqui a análise do escândalo bolsonarista, por outro que tá falando dos dois escândalos. Mas por que que não tá falando do escândalo do Zema?
Sempre vai ter o próximo, né? No caso aqui também tem para a gente aqui uma Uma coisinha sobre o Ciro Nogueira também, né, que ficou hospedado por 13 dias nos Alpes franceses. Já foi aos Alpes franceses?
Os Alpes franceses, eu fui ali da Suíça, perto da França.
Será que foi aqui onde os cara tava lá?
Não, França, é que eu pousei na Suíça, mas é ali na França, aí você volta, né, porque fica mais perto o aeroporto de Zurique. Fui esquiar lá. Caralho, que maneiro! É bacana, lá é bacana.
Dá pra ver que eu não tenho muitas habilidades, né, com esse tipo de coisa.
É, cara, quem tá com esse desempenho no patinete é perigoso pegar um ski.
Porra, no patinete é melhor não pegar um ski não. Mas o senador Ciro Nogueira, ele ficou 13 dias lá nos Alpes franceses durante o mês de janeiro do ano passado, com as despesas pagas por quem? Por Carlos. Acertou, miserável.
Do Banco do Brasil. Tem a fotinha deles abraçados?
Cara, não sei se tem a fotinha, Vitão. Acho que tem, vamos ver se eu acho aqui.
É, a informação é muito fofa, gente. Nossa, é uma fraternidade, um negócio incrível, Igor, com ele. Não, cara, mas o som vai pegar aí, daqui a pouco a gente bota.
Pode ser coisa assim, não é, não é ninguém pegando no pé dele não, cara.
É engraçado que o Lula essa semana, antes desse discurso que ele deu hoje, acho que foi o discurso que ele deu ontem, ontem, ele tava atacando a Lava Jato pela milésima vez e tal, que é o que ele sempre faz para tentar limpar a própria biografia, como se o discurso a limpasse, né? E aí falou que a Lava Jato foi a maior mentira e tal, não sei o quê. E no mesmo dia, essa fotinha aqui deles abraçadinho, é essa aí, ó, tá vendo? Não parece uma estação de esqui no fundo, que são aquelas Alpes maravilhosas, né?
Deixa eu fazer aqui um negocinho, abrir numa nova guia.
E o Ciro Nogueira, no mesmo dia que o Lula tá falando essas coisas, ele foi alvo ali do Carfe, que tá cobrando dele propina de envolvimento com construtora que foi apontado pela Lava Jato. Então assim, a Lava Jato ela foi desmantelada por esse, eu não posso chamar de conluio, mas eles podem, né, mas por essa grande articulação que envolveu ministros do STF, do Centrão político do lulismo, políticos do lulismo, do bolsonarismo, do velho tucanato, etc.
Mas embora os ministros do STF tenham blindado o Ciro Nogueira em diversas denúncias por lá, Gilmar Mendes, Cássio Nunes Marques, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, essa turma toda, o CARF agora tá cobrando do Ciro Nogueira por provas que foram trazidas à tona pela Lava Jato. E ele tá envolvido em novo escândalo com o Daniel Vorcari, que pagava as suas despesas, que fazia repasse mensais por meio de uma empresa dele para uma empresa do circo, a lojinha de motos, né?
E fala assim: não, não, loja de moto é normal, pessoal bota muito dinheiro mesmo vivo aqui para alugar os equipamentos. As alegações são bizarras. E agora tá aí, e ele apresentou no Senado Federal a Emenda Master, que era aquela que aumentava o valor de cobertura do FGC, 250 mil para 1 milhão de reais, que teria quadruplicado, sextuplicado, de acordo com os próprios interlocutores aí do Vorkar, o rombo, né? Ele imaginava, na verdade, não, ele imaginava sextuplicar o faturamento, o rombo ficaria no mínimo 4 vezes maior, embora ele pudesse talvez enganar ainda mais investidores que acreditariam que teriam mais garantias de investimento e seriam provavelmente roubados.
Nenhuma esperança de uma CPI do Banco Master, cara? Uma CPMI do Banco Master?
Cara, é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que acaba com essa esperança. Ele é aliado do Centrão do STF, que também não quer.
O que dá pra gente fazer, mano? Olha isso aqui que tá acontecendo embaixo da nossa cara, meu irmão. Não quer CPI, CPMI, fosse fazer alguma coisa. Quer dizer, pelo menos é Pelo menos é alguma coisa que a gente tá falando sobre, né? Seria, mas vai, cara.
O Davi Alcolumbre, ele foi quem indicou o Josildo Gomes, presidente da Amprev, que é o equivalente do Rio Previdência lá no Amapá. Então, o fundo de previdência dos servidores do Amapá. E esse fundo, assim como o Rio Previdência fez um aporte bilionário, hoje a gente sabe foi de R$3,7 bilhões, O do Amapá, obviamente não é um coração financeiro como é o Rio de Janeiro, fez de R$400 milhões de reais. Parece até pouco perto disso, mas é uma fortuna, né, no master.
Então essa investigação resvalou aí no Davi Alcolumbre, e há relatos aí de conversas do Alcolumbre com o governo Lula, de, né, é justamente por essa ascendência do governo sobre a Polícia Federal, de todos quererem ser blindados, né? Mas houve rusgas aí, levaram ao Davi Alcolumbre atuar contra a indicação do Jorge Messias, feita pelo Lula, para o STF. Mas o Davi Alcolumbre não quer a CPI do Magister porque pode atingi-lo, e ele é aliado do centrão do STF, que também não quer porque atinge diretamente o centrão do STF, né? Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, essa turma.
Então, basicamente, podemos dormir tranquilo que não vai rolar.
Mas só um detalhe, que é, Brasil é bizarro, né? Há pedidos, até agora sem decisão correspondente, no Supremo Tribunal Federal, estão na gaveta, do Cássio Nunes Marques há mais tempo, e outro na gaveta do próprio André Mendonça, sobre CPI ou CPMI, que M é de mista, né, que envolve deputados e senadores. CPI pode ser comissão parlamentar de inquérito numa só casa, ou deputados federais ou de senadores, ou pode ser misto. E tem dois pedidos aí com dois ministros.
Alguns senadores, como Eduardo Girão, ficam lá pressionando, dizendo que tem que ter. O Flávio só veio a dizer depois, quando ele ficou desgastado, e aí tinha que afetar desprendimento. Mas passou meses sem dizer nada, e eu tava apontando: Flávio não tá dizendo nada, Flávio não tá dizendo nada, Flávio não tá dizendo nada. Aí vem a relação com o Vaucard, áudio pro Vaucard, mensagem pro Vaucard, visita pro Vaucard, contornando ele eletrônico.
'Não, tem que ter CPI.' É tudo muito ridículo, né? E tem gente que acredita. Mas a CPI do Mágico, que você tava perguntando, cara, tá nessa situação. Houve um acordão lá no Congresso para que ela não avançasse. Não há interesse dos ministros do Supremo. E apesar de haver uma jurisprudência pela abertura da CPI no Senado, que na CPI da pandemia houve a decisão do Barroso de ordenar abertura porque havia sido preenchido a série de requisitos necessários.
Nesse caso foram preenchidos, você tem o mínimo de assinatura, você tem isso e aquilo, mas não tem a CPI porque não interessa ninguém. E que se dane a coerência para essa turma, né?
Cara, isso é uma das coisas que mais, sei lá, tira—
eu fico, não vou dizer que tira a esperança, mas que dá um tédio, dá enorme, né?
Cara, é um, assim, A chance do troço andar para valer mesmo, do jeito que deveria ser, é pequena mesmo. Isso que é verdade, infelizmente.
É, a gente, a esperança hoje é, vou dizer, toda a Polícia Federal, mas são policiais federais, é mesmo, é que eles consigam avançar nas investigações, que eles superem os obstáculos e as pressões políticas, que eles não permitam uma delação meia-boca do Daniel Vôrcaro. E claro, que a imprensa continue, pelo menos os setores que têm sido vigilantes no caso do escândalo Master, como nós aqui, continue vigilante, continue trazendo informação.
Há um receio que já foi inclusive noticiado até na TV da casta do sistema, né, não vamos aqui fulanizar, de que eles podem fazer como na Lava Jato, de usar qualquer coisinha ali para declarar nulidade processual e varrer toda essa sujeira para debaixo do tapete, ninguém ser punido, etc. Mas sabe o que que eles temem? Eles temem que se eles fizerem isso, que é o mesmo método que eu tô apontando aqui desde o começo, que, olha, eles fizeram lá atrás por causa dos acertos, não por causa de— eles pegam alguma coisa para desmantelar porque atingia eles.
Agora atinge de novo e eles recorrem ao mesmo método. E claro, como conseguiram demonizar, eles falam: não pode ter uma nova Lava Jato e tal. Mas é a mesma coisa, mesma coisa. É o medo deles, olha só, é que policiais federais acabem vazando para imprensa algo comprometedor a respeito deles se eles desmantelarem tudo. E aí pode vir à tona coisa que eles não querem que venha à tona. Então você precisa de toda essa articulação. O cara Tem muita gente lá na casta do sistema que quer impedir o avanço das investigações, mas tem o receio de que acabe vazando e prejudicando.
Assim, a preocupação número 1 dessa gente sempre é não ser preso, certo? Então assim, se vazar algo muito comprometedor e tal, mas eles tiverem que escolher entre não ser preso e só vazar, mas aí eles já anularam tudo e que se dane, mesmo que haja um monte de pressão, vamos continuar lá no poder, vão acabar escolhendo Mas eles conseguiram uma maneira de controlar tudo. E, cara, é esse tipo de articulação, de raciocínio maquiavélico que rola enquanto as coisas vão se arrastando, né?
Eles esperam agora, por exemplo, só para concluir, a expectativa é o quê? Começar a Copa do Mundo, amigo. Eles fizeram de tudo para enrolar até começar a Copa do Mundo. Pronto, aí o Brasil se distrai completamente. Claro, todo mundo quer acompanhar a Copa do Mundo, noticiário fica na Copa do Mundo, você não tem mais esse foco destaque na home de todos os portais sobre cada elemento da investigação e tal. Eles querem que chegue Copa do Mundo, que aí já emenda depois com a corrida eleitoral e tal.
Lá na frente já esfriou, ninguém lembra mais, pessoal tem que trabalhar e tal. Pronto, aí vai varrendo para debaixo do tapete. Lava Jato foi um pouco assim, vai limpando, vai matando os pedacinhos, né?
E no fim elimina todo o trabalho que eu queria mandar um salve, inclusive aí força para galera da polícia. Tá ligado? É que esses caras, sabe, eles estão, eles estão no meio de um, de ninguém quer que eles façam o trabalho deles, né? Exatamente, meio político. Essa que é a verdade. Então, exatamente, Polícia Federal aí, vambora, hein?
Tomara que haja pessoas realmente, eu sei que há, eu sei que há, que eu acompanho. E a gente manda esse recado aí que o Igor mandou: a gente quer que vocês façam o melhor papel possível de policial federal. E isso envolve muitas vezes superar os obstáculos, as pressões, etc. Tomara que o pessoal lá consiga. Eu torço muito para que eles façam um trabalho sério.
E esse papo de sobretaxa aí, cara, que o Trump, que o Lula inclusive culpou o Bolsonaro de ter rolado, é isso daí. Bom, tem aí o depoimento do Lula. Vamos dar uma olhada no que ele falou? Chapeuzinho dele está ali demais. Dito isso, só pra você lembrar, ele hoje foi dizer que não falou nada. Ele falou, ele foi pedir arrego, foi dar porra de Trump. Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar a eleição e Trump não deixa, prejudica o Lula.
Calma aí, calma aí, calma aí, calma aí.
Ô Felipe, tu que acompanha, tu que tá ano pra cacete aí olhando esses cara, O Lula, ele já era debochado assim, cara? Ou ele foi ficando debochado assim quando ele foi...
Não, ele já era, ele já era. Xbox Game Pass Ultimate with a custom color Xbox wireless controller. Learn more at windows.com/studentoffer. While supplies last, ends June 30th. Terms at aka.ms/collegepc. Sempre que ele tem alguém para zombar, ele dá uma zombada mesmo. Eita! E nesse caso a gente vai analisar, né? O Flávio Bolsonaro levantou uma bola muito redondinha para o Lula cortar.
Então vamos continuar assistindo para a gente poder dar ali. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar é o povo brasileiro.
Ele vai prejudicar é o empresário brasileiro, ele vai prejudicar é o agronegócio nosso.
Tá, aí tem mais gente falando disso, não tem? Tem outros vídeos aí, tem o que mais aí, Vitão? Deixa eu ver uns vídeos do Flávio aí, vai. Ah não, sou sobre outra coisa aí, não quero não, quero saber da taxação. Bom, e aí, Felipe, essa taxação aí é culpa do Flávio Bolsonaro indo lá tirar foto com Trump, encontro de 10 minutos, segundo os cara tava falando? O Flávio Bolsonaro tem essa moral de chegar para o Trump falar e taxa os cara, meu irmão?
Cara, a decisão é do governo Donald Trump. O que se tem é um monte de tentativas de se pegar o crédito ou de se afastar, se afastar do suposto crédito. Quando você pegar o crédito, quando a medida tem um impacto positivo, pelo menos na análise do político, e se afastar quando ela tem impacto negativo. Então foi muito engraçada essa sequência de acontecimentos, porque o Flávio foi lá, teve aquela reunião com Donald Trump muito rápida.
Ele tentou valorizar o máximo. Ele tá desgastado pelo episódio da relação com o Daniel Vocaro, precisava de alguma iniciativa para mudar o foco do noticiar. E saiu dizendo que pediu para o governo Trump para classificar PCC e CV como grupos terroristas. Nos dias seguintes, o governo americano classificou, o que não quer dizer que fez, porque o Flávio Bolsonaro disse que pediu. Inclusive você tem vários relatos até do Lincoln Gacchia, né, que é um promotor que combate PCC há bastante tempo, de que isso já tava pronto lá desde o final do ano passado nos Estados Unidos.
Obviamente Estados Unidos não toma uma decisão da noite para o dia, tem toda uma avaliação técnica e política, obviamente. E a suspeita que talvez a família Bolsonaro já soubesse que fosse acontecer naquele dia e tentou uma reunião até para conseguir depois o crédito. Ou pode, mas você não tem o que eu falo, porque é preciso falar questões objetivas, né? Você não tem nenhum endosso do governo americano dizendo: nós tomamos essa decisão influenciado pelo Flávio Bolsonaro.
Ah, o Flávio Bolsonaro veio aqui no dia seguinte, então nós tomamos a decisão por causa disso. Você tem um relato dele. É preciso olhar com desconfiança esse tipo de alegação. Mas independentemente disso, é uma decisão que está sendo discutida a respeito de todos os efeitos. Você não sabe ao certo em que grau, em que medida que o governo americano vai implementar isso, em que parte que pode ser bom, em que parte que pode ser ruim.
A gente tem algumas suspeitas. Tem algo que pode ser bom no sentido de, ah, as empresas privadas, sistema financeiro vão precisar ter uma due diligence, né, vão precisar ter critérios mais rigorosos para analisar a sua clientela, para não se envolver, mesmo que indiretamente, com o crime organizado que hoje usa e abusa do sistema financeiro para sua lavagem de dinheiro, para, tá, isso eventualmente pode ser bom, eventualmente pode, mas há vários elementos aí também que podem ser ruins e tal, gerar uma grande preocupação de sanção, etc.
Por outro lado, você pode ter algumas medidas negativas como essa que o próprio promotor falou, de que os procedimentos que são feitos em cooperação com o FBI americano ou a DEA, né, DEA, são procedimentos feitos pelas autoridades federais brasileiras com essas autoridades federais americanas. Eles poderiam passar, já que são terroristas, para as instituições que envolvem defesa dos Estados Unidos, que envolvem militares. Então passaria uma parte, por exemplo, para agência de inteligência americana, para CIA, E enfim, Forças Armadas, etc.
E aí você poderia recomeçar do zero certas investigações ou procedimentos que poderiam atrasar certos trabalhos de cooperação. Então assim, não tem uma coisa de que, poxa, isso é maravilhoso e tal, porque assim, o Brasil inevitavelmente, para ser maravilhoso do ponto de vista do combate à criminalidade, vai ter que tomar suas próprias medidas. Não vai ser os Estados Unidos vão salvar o Brasil. No combate à criminalidade. E a família Bolsonaro nunca contribuiu muito para o combate à lavagem de dinheiro no Brasil, muito pelo contrário.
Teve iniciativas, eu até mostrei em detalhes no meu programa, no meu canal, e contra o combate à lavagem de dinheiro, como Lulinho também teve. Com efeito, os dois grupos foram atingidos pelo COAF, que é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que é o órgão que ajuda no combate à lavagem de dinheiro pela detecção de movimentações bancárias atípicas. Então, Lula foi alvo em 2015, na época inicial ali da investigação do Petrolão.
Depois houve quebra de sigilo da empresa de palestras dele, a LILS, que tem as iniciais Luiz Inácio Lula da Silva, LILS. Aí você tinha lá os 10 milhões só de empreiteiras do Petrolão. Grande coincidência, né? É, dos 27 milhões que tinham lá, 10 milhões eram das mesmas empreiteiras do Petrolão que alegadamente estariam pagando por palestra. Ou seja, como se elas não tivessem nenhum outro interesse, né? Como se o Forcaro agora não tivesse nenhum outro interesse.
Olha como as coisas são bastante parecidas, etc. E o Flávio foi atingido na Operação Furna da Onça quando se revelou a movimentação bancária típica do Fabrício Queiroz. Daquela pena saiu um galinheiro inteiro, 12 funcionários fantasmas detectados no gabinete do Flávio. Duas eram familiares do miliciano Adriano da Nóbrega. O Flávio votou no Congresso contra proposta para melhorar o combate à lavagem de dinheiro, curiosamente uma proposta também com endosso do senador Alessandro Vieira, isso em 2021, que pegava justamente essa questão do dinheiro vivo para transações imobiliárias, esses repasses fracionados, como se diz, etc., tudo que estava no esquema de rachadinha.
Então assim, eles nunca combateram muito a lavagem de dinheiro, para tão celebrando uma decisão de classificação dos Estados Unidos, que nunca implementaram aqui no Brasil, nunca construíram articulação nesse. Então você tem hipocrisia aí generalizada de todos os lados, para enganar os outros. Aí, mas o que que aconteceu? Como a população sente no seu cotidiano a insegurança pública, e aí ela vê uma decisão lá dos Estados Unidos que é mais dura do que ela costuma ver o governo brasileiro dar, pode ser que você tenha uma quantidade majoritária da população dizendo: ah, pelo menos os Estados Unidos tá fazendo alguma coisa que o governo brasileiro não fez, etc.
Eventualmente acredita que o Flávio tá trabalhando para isso e tal. Você tem, você tem uma situação que facilita um discurso que pode gerar algum ponto positivo para você, certo, do ponto de vista de imediato. Porque o discurso de defesa da soberania, que é o discurso do Lula, Contra a interferência estrangeira, ele é mais difícil quando a interferência estrangeira soa para população como uma ajuda a resolver um problema interno que o governo não resolve.
É verdade.
Então assim, é mais difícil você emplacar o discurso de defesa da soberania. Não tô dizendo que é impossível, não. Isso depende da habilidade, etc., porque você tem elementos para usar. Pode gerar problema para instituições brasileiras, para empresas brasileiras, para o turismo brasileiro, enfim. Você tem como manusear tudo isso e usar isso a seu favor, mas é mais difícil. Agora, quando é tarifácio, aí é muito mais fácil, porque o tarifácio é uma medida assim incontestavelmente negativa para as empresas brasileiras.
Não tem uma discussão: ah, isso vai ser positivo, não vai, não sei o quê. Não, tarifácio é horrível, você vai encarecer aí o processo de exportação, de importação, no caso dos Estados Unidos. Isso pode diminuir, a galera ganha menos dinheiro, pode quebrar as empresas, os lucros, pode quebrar as empresas, pode gerar desemprego. Não é só atingir os empresários ou o pessoal da indústria e tal, mais ricos do país. Você pode gerar um problema em cadeia, eventualmente repasse de custo para consumidor também.
Enfim, isso é ruim, todo mundo sabe que é ruim. E aí o que que aconteceu? Veio o tarifácio, do novo tarifácio de 25%, porque ainda não tá implementado, né? Você tem um prazo aí para o governo americano analisar recomendação feita por um escritório interno com todo um relatório, com uma série de alegações, etc. Depois a gente pode detalhar isso, mas fato é que isso também veio depois da visita do Flávio. Ele tava se gabando: eu fui lá, eu pedi, e ele classificou de terror.
"Ah, tá, e agora você foi lá e você fez o quê?" Porque o cara tá show, entendeu? Então assim, a verdade é...
Tá o Lula falando que foi isso mesmo, eu acho um pouco... Se passou, entendeu? Não acha?
Porque a gente tá... Aí eu pedi pra produção, Igor, botar essa postagem, porque o Lula nesse discurso que você mostrou um trecho aí, ele leu essa postagem que é muito batom na cueca dos irmãos Bolsonaro. Essa postagem de 9 de julho de 2025, que foi exatamente o dia do anúncio do primeiro tarifácio. E aí o Eduardo fez esse post que tá embaixo: povo brasileiro, vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz, coloca o seu agradecimento ao presidente Donald Trump abaixo e vamos rumo à Lei Magnitsky, que é aquela que foi aplicada contra o Moraes e outros ministros do STF.
Thank you, President Trump, make Brazil free again, we want Magnitsky. Quer dizer, obrigado, Presidente Trump, faça o Brasil livre de novo, nós queremos a Magnitsky. E aí o Flávio compartilhou E escreveu essa mesma bobagem em inglês e pediu RT, que no antigo Twitter é retweet, quer dizer, o compartilhamento da rede social atualmente denominada X. E aí o que que acontece? Os caras celebraram o tarifaço. Tem, você tem a prova, você tem a postagem.
Não foi 10 anos, foi outro dia, né?
Outro dia, cara, foi a menos de um ano, cara. A gente tá falando de julho do ano passado. E agora você tem um novo tarifaço É uma bola para o governo cortar e falar: "Olha, eles sempre defenderam isso", porque é verdade, defenderam, eles celebraram, eles agradeceram ao presidente Trump quando tomou uma medida contra os interesses do Brasil. Por quê? O que tinha na cabeça deles? O que tinha na cabeça deles é: "Nosso pai está sendo condenado, preso, nosso interesse aqui é criar uma confusão e tal".
Quanto pior, melhor.
Quanto pior, melhor, porque aí a gente pode negociar. Concessões, aí de repente nosso pai não é condenado, e aí se tira a tarifa, etc. Estava preocupado com eles em primeiro lugar. E agora vem esse novo tarifaço, aí o que que acontece? Desgasta o Flávio imediatamente. Então se ele tinha conseguido uma vantagem, vamos dizer, de percepção pública, no caso do PCC e do CP, Ele perde agora e acaba, por tabela, fortalecendo o discurso da soberania, que era o discurso do Lula.
Olha, os caras vão lá e o Brasil é prejudicado. E eles celebraram isso ano passado. Então, o Flávio precisou ir a campo e se justificar e dizer que ele pediu também. Só que quando saiu da reunião, não foi o foco dele. Ele não saiu da reunião no dia e falou assim: eu pedi para não taxar. Ele não focou nisso. O foco da discussão dele foi assim: eu pedi para classificar como terrorista. Agora que ele tá, né, botando: não, eu pedi, eu pedi, eu pedi e tal, não sei o quê.
Você tem que acreditar, tem que acreditar que ninguém tava lá, ninguém filmou, ninguém gravou o áudio, etc. É sempre depois, quando você tem a prova. Antes que ele comemorou. Então o Flávio, ele sempre dá uma alegação depois, que soa como esse cara que fica sempre enrolando, né? Ele fez de um jeito, aí ele é flagrado, aí ele faz de outro. Sempre assim. Então essa é a situação do momento.
E aí o Trump postou uma foto com ele no dia que sai essa notícia também, né? Aí puta merda, meio que junta mais ainda. Enfim, meus parabéns aí a quem tá fazendo esse negócio andar, entendeu? Vocês tão atrapalhando a gente muito bem.
A conclusão, só pra concluir mesmo, conclusão pra concluir, é que o O governo Donald Trump toma as decisões, eu vou dizer o óbvio, mas é que o óbvio precisa ser dito nesse país tão maluco. O governo Donald Trump toma as decisões em interesse do governo Donald Trump, sem nem seção dos americanos. Os americanos julgam, eventualmente pode não ser ou pode ser, mas é o interesse do governo Trump, o que ele acha melhor para ele se reeleger ou para qualquer outro interesse.
Então Foi interessante para eles classificar como terroristas? Pois vão lá e classificam. Isso dá liberdade para o Trump se intrometer, para atacar uma embarcação do Comando Vermelho que esteja exportando cocaína para os Estados Unidos, como ele fez lá na costa da Venezuela, para criar um medo de sanção se alguém tiver prejudicando os interesses americanos no sistema financeiro, um medo de ser banido do sistema, medo para as empresas que operam lá e tal, ou mesmo uma medida como várias outras que são tomadas, o próprio tarifaz, de, ó, vamos causar problema lá para eles que a gente consegue negociar por cima, e aí a gente vê se eles fazem concessões nessas outras áreas que interessam para a gente, áreas comerciais, se eles podem oferecer, enfim, possibilidades melhores para os Estados Unidos, que é uma tática do Trump assumida de negociação.
Ele entra com a canela E depois é porque é para você ficar por baixo. Não, pera aí, vem cá, vamos conversar, te ofereço isso aqui e tal. Então assim, tem muito disso no Tarifaço também. Então tem muito ruído, muito barulho, né?
Porque justamente esse é o método Trump de fazer as coisas mesmo, é com ruído e com barulho, né? Exato.
E obviamente é ridículo, né, que um grupo político brasileiro fique lá: Trump! Então assim, mereceu o deboche do Lula. E do ponto de vista do marketing, é um deboche bem feito. Acho que nós faríamos a mesma coisa se tivesse lá alguém recorrendo toda hora ao Trump. Eu fiz uma análise jocosa no X, brincando com aquele comercial lá do Posto Ipiranga, lembra? Não sei o quê, onde que eu encontro não sei o quê? Ah, Posto Ipiranga. Ah, José, Posto Ipiranga e tal, que eu porto os fundos fez até o negócio do Gilmar e tal, que agora é relembrado porque o Zema tá sendo patrulhado, mas o grupo de humor não foi e tal.
E eu fiz do, é, para conseguir não sei o quê e tal, pergunta lá para o Trump, para conseguir não sei, pergunta lá para o Trump, vai conseguir, pergunta lá para o Trump, porque é tudo eles vão lá, né? E são pessoas que não atuaram nesse sentido, seja no combate ao crime organizado seja no combate à corrupção, seja na tentativa de criar um ambiente melhor de negócios no país, nas suas atribuições parlamentares no Brasil. Nem o Flávio, nem o Eduardo.
Basta olhar o seu histórico de realizações, não é nesse sentido. Aí vão lá: Trump, faz aqui. Quer que o Trump faça o que eles não atuaram para fazer nas instituições brasileiras. E repito, Falo isso deles como falo que a segurança pública é um fator de desgaste para o PT, porque o PT de fato é um horror na segurança pública. São 5 mandatos em que eles estavam muito mais preocupados lá com o dinheiro deles, com a eleição e reeleição, e não desenvolver qualquer mecanismo preventivo ou de responsabilização e punição que pudesse fazer com que os brasileiros se sentissem mais seguros.
Isso não aconteceu. Isso é um problema que aparece nas pesquisas como principal fator de insatisfação do cidadão brasileiro.
O Túlio Penha mandou uma mensagem aqui que eu acho meio viagem, mas se liga.
O Túlio Penha mandou uma mensagem pelo Pix: bolão para adivinhar qual vai ser o atentado que Flávio sofrerá perto das eleições, igual o pai.
Aposto que vão fazer uma encenação de sequestro com relação com o CV salvo pelo Zé Eu acho isso daqui, Túlio, com todo respeito, um pouco de viagem, porque isso daqui parte do princípio que o Bolsonaro não tomou uma facada, tá? Se ele não tomou uma facada, tem algum maquiador muito bom fazendo um trabalho na barriga dele, porque ele me mostrou, entendeu? Então tu entrar nessa, Pires, isso aí é meio terraplanismo, entendeu? A gente tem também Pra fazer a crítica, na minha opinião, a gente precisa fazer uma crítica que faça sentido também.
Não é toda crítica que tem, que se sustenta, né? Por exemplo, eu não gosto quando o cara fala assim: "Pô, o Bolsonaro falou que os cara ia virar jacaré." Você pode dizer que o Bolsonaro tava debochando e isso não é a melhor atitude. Agora, se é dizer que ele disse, afirmou que as pessoas vão virar jacaré, careca, é um pouco de forçação de barra. Então, nesse sentido, é isso que eu quero dizer, cara. Não sei se é por aí, entendeu?
É via dizer, por exemplo, que o Bolsonaro não sofreu um atentado, ele tomou uma facada. Eu vi assim, não vi, eu não vi ele tomando a facada, mas eu vi quando ele ficou por um tempo desconfortável com a camisa levantada, me mostrando a cicatriz. Então Entendeu? Eu acho que ele tomou uma facada.
Eu gosto desses comentários assim, ó: esse Felipe Moura, esse aqui, ele ajudou aí, não sei o quê e tal, o adversário, sabe como é que é? E é o seguinte, cara, eu não sabotei o combate à corrupção, eu não sabotei o combate à impunidade, eu não sabotei o combate à lavagem de dinheiro, eu não tinha 12 funcionários fantasmas no meu gabinete, Eu não integrei a Frente Ampla pela impunidade. Eu sou jornalista, jornalista que apontou inclusive os pedalinhos lá no sítio de Atibaia do Lula, que tinha o nome dos netos quando saiu uma imagem aérea.
Um jornalista que tava sempre apontando a sujeira petista. Não fui eu que tive essa conduta aloprada na pandemia. Não fui eu que dei milhões de votos para É diferente, né, de uma eleição para outra, que o Bolsonaro perdeu milhões de votos. É de uma eleição para esse pessoal bolsonarista, haters, que entram aqui nesses canais, eles precisam decidir se pessoas como eu, nós somos imensamente influentes a ponto de fazer a cabeça de milhões de brasileiros que eles sempre disseram que não são, sempre disseram que sua carreira acabou, você acabou, você não sei o quê, sempre assim.
Ne, como é que é, é um dilema entre eles, né? Porque se eles dizem que a gente ajudou, é porque a gente é muito influente, e eles dizem que a gente não é influente. Então assim, sei lá, o Bolsonaro fez um monte de coisa, repito, que ajudou o Lula a se eleger, e esse pessoal fica atirando no mensageiro. Esse pessoal fica brigando com a história, brigando com os fatos objetivos que vêm à tona. Então é melhor você saber pelos jornalistas do que você saber pelo adversário na hora do debate eleitoral na TV.
O povo acaba sabendo. E outra coisa, jornalista que rebaixa os seus critérios para atender a uma demanda política de um grupo derrotar o outro eleitoralmente, uma disputa do poder e tal, Não é jornalismo. Jornalismo tem que aplicar o mesmo critério para todo mundo. Isso é assim, 20 anos de trabalho. Então essas pessoas são incapazes de reconhecer aquilo que até os membros da campanha, os porta-vozes, reconhecem, só que de uma maneira indireta, com cuidado, só depois, nos bastidores.
Olha o movimento que o Flávio Bolsonaro tenta fazer para o centro. Por quê? Porque aprenderam a lição de que Bolsonaro só radicalizou o discurso o tempo todo. Agora, eu apontei isso na raiz. Os cara tão utilizando agora sem admitir o erro passado. Eu tava lá gravando vídeo em 2020, por exemplo, 2019 já tava apontando, primeiro ano de governo Bolsonaro. Mas 2020 eu tenho um vídeo que é assim, é a breve marcha de volta para o gueto.
E assim, Bolsonaro tinha um gueto, né, um deputado federal eleito com até 400 mil votos, bem eleito e tal, mas é um nicho específico um nicho de redes sociais em razão de uma confluência de fatores que surgiram apesar dele ou independentemente dele, não por causa dele. Não foi ele que investigou a corrupção petista, o Lava Jato. Não foi ele que trouxe ideias liberais e conservadoras para o Brasil, foi uma série de autores. Não foi ele que fez o movimento de rua, foi o Movimento Brasil Livre, foi o Vem Pra Rua.
É que liderou aquele movimento, foi o povo brasileiro e tal. Ele chegou a ser vaiado inclusive e impedido de subir em carro de som. Então teve aquela confluência de fatores que ele utilizou, chegou ao poder e acabou fazendo tudo de uma maneira que facilitou a vida do Lula, como Flávio agora facilita. E isso é percebido pela população. Na bolha as pessoas querem só cheerleader, querem gente que faça campanha, que ajude a derrotar o adversário.
E eles não entendem isso, eu vou repetir, é que existem outros segmentos da sociedade. Então eu, por exemplo, que falo, eu falo para todo mundo, né, tem aqui o ódio é bastante fiel, mas existe o amor, o amor das pessoas que tem mais de dois neurônios, é que ela não tem só o neurônio contra, a favor, né. Essas pessoas adoram um trabalho coerente, E essas pessoas, se eu virar um propagandista, ficar fazendo campanha que fulano é lindo, maravilhoso e tal, não sei o quê, ficar limpando a sujeira, todos os esqueletos no armário, então não sei o quê, tem que votar em fulano, hein, para essas pessoas não vão me dar credibilidade.
Tá bom, você aí sim acabou tua carreira.
Pois é, aí você faz o que vários fizeram aí, esses microfones de aluguel, você vai para o grupo político, você faz parte daquela campanha. Mas o que eu tô dizendo é que o eleitorado que desempata um cenário eleitoral polarizado, ele não é o eleitorado massa de manobra que faz parte dessas bolhas, né? Como agem esses haters, eles não entendem que eles têm que atingir um eleitorado que não faz parte da bolha. Esse eleitorado, se eu chegar, vota em fulano, ele é capaz de votar no outro só de raiva, só de birra, entende?
Então essas pessoas elas querem entender o que está acontecendo, elas querem saber os fatos objetivos para elas terem a base, elas querem acompanhar as análises, decidir se concordam, se discordam, etc. Mas elas vão tomar uma decisão de acordo com o que elas acham. E se ficar gente buzinando no ouvido dela, capaz delas ficarem com raiva, anular o voto, não ir votar, né? E viajar, ir para praia, ficar comendo churrasco em casa e tal.
Só não vai dar mole aí, que tu sofre acidente, né, quebrar um braço.
Mas eu tô falando porque sempre tem os comentários dos haters e tal, que eles queriam muito que a gente fizesse parte do grupo deles, que a gente usasse nossa capacidade cognitiva em benefício do grupo deles contra os outros.
Pra derrotar alguém.
Pra derrotar alguém, pra dar poder.
Sem precisar pensar no que vai tomar o seu lugar, como você tava falando.
Exatamente, porque pra eles é disputa de carro. Aliás, pra completar essa análise, Teve uma vez que houve uma declaração do Fernando Henrique que foi noticiada, se eu não me engano, foi pela Folha na época, e que é usada até hoje. Eu usei muito, escrevi, sempre lembrava disso em vários artigos, que era justamente para mostrar como PT e PSDB eram muito parecidos. O Brasil não saiu muito dessa polarização de fachada. O bolsonarismo, ele tem um discurso mais agressivo e as práticas são muito semelhantes também.
Brasil continua preso Numa polarização de fachada, mudam-se os discursos, mas o cenário continua o mesmo. Mas houve aquilo, eu nunca imaginei, porque eu sempre critiquei isso, né? Só que diante da hipocrisia bolsonarista, eu tenho que reconhecer, de modo irônico obviamente, que pelo menos aquela declaração, acho que foi do Fernando Henrique, era sincera. Que o Fernando Henrique falava assim: não há muitas diferenças ideológicas entre o PSDB e o PT, há mais disputa de cargos.
E tal. E eu falava, eu pegava aquilo e falava assim: olha aqui, ele tá confessando, eles são muito parecidos, etc. Quer dizer, o Brasil precisa de outras alternativas. Tudo bem que as pessoas eventualmente possam escolher o Lula, o FHC e tal, não sei o quê. Cada um faz o seu juízo. Eu não tô aqui para impor, não sou Alexandre de Moraes para censurar alguém, para impor o voto. Nunca fiz isso, forçar alguém a votar. Mas ele tava admitindo, reconhecendo que são muito parecidos, etc.
E o bolsonarismo não reconhece nada, né? Ele quer posar de quem é completamente diferente. Mas do que que a gente no fundo sempre tá falando que eles estão fazendo? Disputa de cargo. E aí você vê o discurso: tem que tirar, tem que tirar, etc. Isso é discurso de disputa de cargo. Mas qual é A diferença na trajetória das práticas, é claro que assim, as pessoas podem responder, tá, não, mas o esquema era muito maior e tal, não sei o quê.
Só que cada um age de maneira incorreta dentro do seu meio de ação, da sua possibilidade. Então por isso que é preciso subir o sarrafo na exigência da ocupação de um cargo público relevante. Então quando o sujeito já tem esquema de gabinete, você fala, não, é para esse aí eu não vou dar um estado inteiro. 'Para esse aí eu não vou dar uma casa legislativa inteira, para esse aí eu não vou dar uma presidência da República, não vou deixar chegar no STF.' O cara fazia esquema em gabinete.
Não vai fazer quando for grande?
Então, não vai fazer quando for grande, ou não vai tolerar, não vai ser aliado do pessoal que faz, não vai fazer acordão, etc. Só que no Brasil se criou a cultura contrária, né? Sujeito faz esquema: 'Ah, esse é o meu malvado favorito' e tal. Parece que o Brasil fica preso no rouba mais faz, né? Rouba mais faz contra o outro. Rouba, mas ajuda a tirar o outro do poder e tal. E eventualmente não ajuda, né? Nem isso faz, né? Ou chega no poder e devolve, ou arrisca perder no segundo turno.
Bom, Felipe, muito obrigado pela moral por vir aí para a gente trocar essa ideia sobre esses cara. Hoje a gente não pode deixar esses cara Eles têm que ouvir nossa voz toda semana.
Exatamente.
Hoje um pouco menos porque eu tô com dor, tá? Mas obrigado, cara, por vir aí. E bom, quer falar mais alguma coisa?
Não, a única coisa que eu lembrei foi que saiu a pesquisa, porque eu citei aqui mas não especifiquei, saiu a pesquisa Real Time Big Data que mostrou o Lula com 45 pontos e o Flávio 40, 5 pontos na frente o Lula, portanto. E na projeção de segundo turno, Ronaldo Caiado empatado com Lula em 43%. Então assim, é óbvio que a gente tá ainda há meses da eleição, vai surgir um monte de pesquisa, pode ser que essa projeção também não aconteça mais, ou pode ser que aconteça com outro candidato como Zema, como Renan Sanz, que continuam atrás do Lula nas projeções de segundo turno.
Mas é só para explicar o seguinte: O Flávio, como ele sai de um piso maior pelo histórico, né, é filho de um ex-presidente da República, já tem mais conhecimento nacional, capilaridade, propaganda, etc., ele trava o crescimento de outros no primeiro turno. Mas eventualmente você tem pessoas que não conseguem passar para o segundo turno, mas que teriam mais chance. Eventualmente, tô dizendo que isso é assim porque isso depende do dia da eleição.
Né, mas o que se discute no campo antipetista é isso. O que vem da declaração do Nicolas, que eu citei, é isso. Do ponto de vista exclusivamente eleitoral, deveria ser óbvio que vamos fazer um consenso, né, nessa hipótese de esquecer todos os problemas morais de cada um, todos os escândalos de cada um e tal. Mas se é para raciocinar assim, que fosse, vamos ver quem tem mais chance de derrotar no segundo turno, pensando em tudo, né?
Seja na projeção mais em cima da hora, seja no histórico de esqueleto no armário e tal, no discurso, na capacidade, no traquejo, no que que vai mostrar e tal, etc. Mas como vimos, não é assim no caso da família Bolsonaro. Mas só para dizer o seguinte, aos candidatos alternativos dessa polarização de lulismo e bolsonarismo interessa crescer na projeção de segundo turno também, porque aí eles conseguem dar o discurso. E aí em todos os debates, você imagina, todos os debates eleitorais na TV falando assim: olha, Flávio Bolsonaro na projeção do segundo tá perdendo pro Lula, eu tô empatado, ou eu tô ganhando, etc.
Então é melhor votar em mim e tal pro segundo turno e tal, não sei o quê. Se houver essa capacidade de convencer as pessoas disso, nutrido pelas pesquisas, é claro que é um monte de si, tá? Eu só tô dizendo assim, qual seria o caminho de crescimento para essas pessoas? É isso, é o Flávio se desgastar mais com esses rolos, com esses scans, algum avanço novo de investigação. É uma falta de traquejo que ele mostrou hoje. Ah, foi isso que faltou falar, Igor, foi que nessa entrevista da Rádio Itatiaia. Ah, verdade, esse trecho, né? Cadê?
Põe aí a entrevista aí, por favor.
Aí é bom que você tava com ela preparada. É, vai. Não é essa com Moro não, é a outra da da Rádio Mineira. Essa aí: o Trump sabe que o Lula se mobiliza para tirar o dólar como padrão internacional de comercialização entre os países. Isso é um tiro no coração dos Estados Unidos. Então quem tá sendo retalhado não são as empresas brasileiras, quem tá sendo retalhado é o próprio Lula. Cara, essa frase fez o Lula chamar o Flávio Bolsonaro de imbecil.
E olha, difícil discordar diante dessa avaliação. Quem tá sendo retaliado não são as empresas brasileiras, é o próprio Lula. Olha só que bola levantada para o Lula cortar. Quem vai pagar a conta do tarifácio não é o Lula. Lula não paga conta de nada, entende? É, o Lula, presidente da República, recebe um salário público alto e tem aí todas as vantagens em torno que o presidente tem, todos os privilégios, ministro, depois vira ex-presidente, é chamado para dar palestra, aquela coisa toda que tornou o Lula rico.
Ele não vai arcar com problema do Tarifaço. Então, quando Flávio, ele diz isso, ele legitima a medida do Trump, mesmo que ele esteja dizendo: eu pedi que não fizesse, aí eu vou mandar uma carta para o Marco Rubio. Ele tá tendo que fazer tudo isso para conter o desgaste dele. Ele, depois dessa entrevista, teve que publicar outro livro outro vídeo na rede social para ficar tentando se limpar na sujeira petista, etc., para conter o desgaste dessa declaração.
Porque você, o Eduardo Bolsonaro tinha celebrado o tarifácio, o Flávio foi lá, compartilhou, 2025, né? Parabéns, obrigado Donald Trump. Agora ele fala, não é retaliado, não é contra as empresas brasileiras, é contra o Lula, etc. Quer dizer, você tá posando de quem tá mais defendendo o ponto de vista do governo americano do que o interesse dos brasileiros. Se ele ficar incorrendo numa série de declarações assim, ele vai, vai ser visto por mais gente como essa pessoa sem traquejo, como essa pessoa é que tem problemas aí cognitivos, de articulação verbal, de capacidade de enfrentar alguém com tanta experiência.
É, pois é, você pode traduzir aí. É de uma pessoa, Felipe chamou ele de burro, é de uma pessoa mais burrinha, é, se você lidar com esse tipo de situação tão complexa. O Flávio visivelmente é um cara que repete media training o tempo todo, né? Ele repete slogans, slogans. É difícil você ver um discurso consistente que ele entre no detalhe das questões. Não tem, ele vai repetir media training o tempo todo. E ele vai lidar com um presidente que tem um histórico de administração pública, que vai citar um monte de coisa e tal, que tem o traquejo inclusive para manipular, inclusive para mentir, como a gente viu tantas vezes.
Então era só para concluir isso aí, que isso, se isso for desgastando e tal, e os outros crescendo um pouquinho, e aí a projeção de segundo turno, tô dizendo assim, Felipe, qual seria o caminho para o crescimento de uma alternativa? Seria esse, mas é óbvio que é um monte de si, é difícil. Você tem uma população também que só vai olhar para corrida eleitoral como olha gente que não gosta de futebol só na Copa do Mundo, em cima da hora, talvez não dê tempo para que haja esse desenlace, né? E naquela outra...
Não, só ia dizer que é bem aí que eles ficam mais felizes mesmo, que a gente vai esquecer, a gente chega lá, a gente não presta atenção, A gente vota para tirar o outro, a gente vacila na hora de votar, né? É nessa, é isso que deixa eles mais felizes. Mas você ia falar da outra coisa do—
É só da entrevista que tava o Sérgio Moro do lado. Só para pontuar que assim, existe—
Quer ouvir?
A possibilidade de os dois ganharem, porque eventualmente vai ter outro escândalo que vai estar mais em voga no dia e tudo aquilo que a gente falou. Mas é claro que numa articulação deveriam prevalecer certos critérios. Então assim, hoje você tem um risco grande do Flávio perder para o Lula no segundo turno em razão de tudo isso que a gente tava apontando aqui. Então obviamente o natural seria haver uma reflexão nesse sentido.
Ele é o melhor candidato para derrotar o Lula, ainda que se pensasse só nisso, mas não há, como a gente sabe. E vai ser que seja o que o que vier, né? Nessa, quer rodar? E depois eu começo a dizer, então, da play.
sabe, ele defendeu terrorista, ele defendeu criminoso, ele defendeu o Mano Vermelho e o PCC. Nunca foi tão fácil escolher o jeito de falar.
Os integrantes da TV PCC estavam sendo classificados como terroristas.
Exatamente, todo respeito esquisito, com todo respeito, entendeu? Muito esquisito ver o Sérgio Moro nessa, nesse contexto, né, cara?
É um vexame.
Sérgio Moro, eu acho esquisito, mas você deve achar normal, né?
Não, é que eles já foram aliados, voltaram a ser aliados. Eu critiquei evidentemente que ex-integrantes da Lava Jato que poderiam manter uma coerência do ponto de vista moral tenham se alinhado. É claro assim que o Sérgio Moro, ele não, ele não diz, se diz arrependido, ele não retira, a palavra que eu tava procurando, ele não retira as declarações passadas. Ele criticou o Flávio, criticou o Jair, às vezes é questionado em entrevista e tal, não me arrependo de nada, não retira e diz politicamente que estamos unidos para combater o governo mais corrupto do Brasil, como ele diz.
Mas é óbvio que diante de todos os esqueletos no armário do Flávio e tal, ele tá emprestando o histórico dele de combate à corrupção, de combate ao narcotráfico, porque impôs pena contra o Fernandinho Beira-Mar e tal, para ajudar a limpar a imagem do Flávio Bolsonaro, que tá lá de uma maneira muito hipócrita com a camisa Curitiba prendeu, Brasília soltou. Ele é Brasília nessa história, ele é um dos responsáveis pela Frente Ampla, pela impunidade.
Porque Curitiba iniciou uma investigação que teve desdobramento no Rio de Janeiro, que atingiu ele. E aí ele se uniu à casta do sistema em Brasília, é para sabotar o combate à corrupção. Então assim, é tudo muito hipócrita, mas para pessoas que não acompanham muito e tal, podem, eles podem causar essa impressão, essa lavagem, vamos dizer assim, de imagem do Flávio Bolsonaro. Agora, analisando a questão dos Três Patetas, é que Eles estão dando uma entrevista em que o Flávio tá repetindo todo o media training.
É isso, PT aquilo, PT aquilo, PT aquilo, né? Aquelas frases bem superficiais de lacração de rede social. Ele, acho que o Flávio nem sabe explicar direito cada um desses escândalos, né? Você nunca vê o Flávio detalhando os escândalos. Agora que eu falei isso, talvez estranhe um pouquinho mais para ele falar. Mas ele tá sendo questionado pelas pessoas em torno. E os 61 milhões de reais de 'Isso e aquilo.' E o que que é interessante, Igor, é que ele não para entrevista para responder.
'Olha só, 61 milhões tá aqui, tá documentado isso e tal, não sei o quê, foi isso, foi isso.' Ele nunca convence. Como é que um sujeito que posa de exemplo da moralidade, do combate ao outro lado, que é corrupto, que é mentiroso, etc., ele não trouxe? São mais de 20 dias.
Mas quem perguntou sobre os 61 milhões, Felipe, era um petista, porra. Ele vai responder um petista?
Populista. É isso que eles alegam sempre, que é tudo mentira do PT, tudo invenção do PT, é o PT que tá fazendo, a esquerda que tá fazendo, etc. É sempre assim, é um se limpando na sujeira do outro. Qualquer verdade que seja comprometedora, simplesmente você atribui ao outro lado. Isso é uma tática de populista, de nós contra eles, e muita gente cai nesse discurso. Precisa entender que a verdade é verdade, independentemente do lado que ela venha, né?
Se o Flávio falar que 2 2 4, tá certo. Se o Lula falar também, Então tem um monte de gente fazendo questões relevantes que há 20 dias ele não conseguiu responder de uma maneira convincente. Então há 20 dias que eles não trazem documentos, provas. Se o Vaucar passou R$61 milhões para o fundo Raven Gate lá no Texas, que é administrado pelo advogado do Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto, uma outra pessoa e tal, e esse dinheiro foi utilizado no filme, cadê todas as notas, todos os documentos comprovantes das transações?
Etc. Podiam ter vindo à tona e tal. Olha, já é ruim, tá, que a simples relação com o Vorkár da maneira que foi, com mensagem, com áudio, com visita, já é péssima. Mas o mínimo é, já que tá bom, admitimos, esconderam durante anos, mas tá bom, admitimos que foi dinheiro e que foi para o filme e tal, então pelo menos comprova essa parte, né, que livra pelo menos essa parte. Nem isso foram capazes de fazer.
Então é porque tecnicamente, vai, um investidor pode colocar R$150, R$200 milhões no filme à vontade. O problema é que nesse caso é dinheiro que não era dele, né?
Dinheiro de enganação de 1 milhão e 600 mil investidores, e é dinheiro de origem pública, de fundos de previdência, inclusive daquele administrado pelo partido dele, pelo aliado dele. É Cláudio Castro, ou instrumentalizado. Então, a ideia de que foi dinheiro privado, patrocinador privado, investidor privado, não é dinheiro privado. Dinheiro roubado e dinheiro feito ali com segundas intenções por entidades públicas não é dinheiro privado.
Então, já havia aí uma série de elementos de suspeita. Até o pai tinha feito postagem na rede social de que o sistema estava agindo para blindar o VORCAR, e eles foram lá conseguir o dinheiro do VORCAR. Então assim, é muito ruim, evidentemente, que uma, um campo político e supostamente ideológico que atue para tirar do poder uma figura com tanto esqueleto no armário quanto Lula, um grupo político com tanto escândalo de corrupção, com tanto divisionismo da própria sociedade, porque tem isso, né, o lulismo investiu no nós contra eles.
O bolsonarismo acabou turbinando isso e hoje os dois disputam aí, nós contra eles. É que não trouxe soluções econômicas para o Brasil, embora fique ventilando que ajuda os mais pobres, etc., mas parece que torna eles sempre muito dependentes do Estado e essas pessoas não conseguem uma ascensão social. Quer dizer, para combater tudo isso, você tem essas pessoas que não conseguem responder As perguntas no meio de uma coletiva, e você precisa usar o histórico do procurador, o histórico do juiz, tipo, eles estão do meu lado, logo eu sou legal, tá?
Sendo que ele não consegue provar por si só que é um cara limpo. E as pessoas estão, mas temos que esquecer isso, temos que relativizar isso. Os porta-vozes deles dão entrevistas aí e são questionados: se tiver escândalo de corrupção, você vai continuar defendendo? Eles falam: sim, com certeza. Então é esse tipo de gente É tipo que se dane que tem corrupção, se tá do nosso lado contra o outro, tá ok. Aí o Brasil vai ficar preso nesse buraco.
Felipe, muito obrigado aí pelo programa de hoje, cara, como sempre sensacional. Vocês que assistiram também, muito obrigado pela moral. Vai ficar aqui no comentário fixado as redes sociais, o canal do Felipe, para você ir lá acompanhar o que ele fala.
YouTube.com/FelipeMouraBrasil, faço meu programa diário lá, Análise dos Fatos, íntegras na aba ao vivo. Cortes na aba vídeos. Aliás, tô precisando fazer mais cortes, tô precisando de gente para trabalhar para mim, fazer como o Igor faz.
É boa. E teu Instagram?
E meu Instagram é @felipemorabrasil. Me sigam lá, que aí vocês ficam sabendo tudo. É, uso mais o X assim para os comentários rápidos e tal, mas eu gosto muito do Instagram. Eu preciso só me organizar e ter gente para me ajudar para fazer uns cortes específicos lá para o Instagram. De repente a gente aumenta essa parceria aqui, Igor, eu começo a explorar Vamos conversar isso aí.
Mas vai ficar aqui no comentário fixado aí pra vocês seguirem lá e ficarem por dentro de tudo que tá acontecendo.
E vamos analisar muita Copa do Mundo, hein.
Vai ter bastante Copa do Mundo e eu estarei lá inclusive, não vou estar dirigindo. Mas enfim, muito obrigado pela moral, espero que vocês tenham curtido aí o programa. Manda lá no grupo dos teus amigos lá da igreja, manda no grupo dos caras da faculdade, manda lá no grupo dos caras do bar, tá bom? Pra gente fazer as discussões enriquecerem, tá? O que eu tô propondo aqui não é pra você convencer, não. É enriquecer a discussão, tá?
Então vamos trazer uns elementos aqui, uns fatos, né? Além do fla-flu, né? Além de escolher um lado do seu político favorito, não sei o quê. Pô, alimenta essa discussão com uns fatos aí. De repente surge uma coisinha, né não, Felipe?
Exatamente. Fatos objetivos. Aliás, só um parênteses muito rápido, desculpa, né? Você tá tentando acabar o programa há uma hora e eu tô prolongando. Mas é, por exemplo, que às vezes eu vejo, e às vezes tem uns podcasts que há uns confrontos assim, e a pessoa fala assim: mas nunca foi provado que teve a rachadinha no gabinete do Flávio. É que nem petista: mas nunca foi provado que o triplex e o sítio de Atibaia faziam parte de corrupção, etc.
Olha só, quem pegar, vocês procurarem no Google, tem alguns canais que ainda tem, bota assim: íntegra denúncia MP do MPRJ Flávio Bolsonaro, vocês vão encontrar a íntegra. Leiam a íntegra, leiam os fatos objetivos, porque tá tudo lá documentado. Então, por exemplo, você tem a foto do Fabrício Queiroz na boca do caixa pagando mensalidade escolar das filhas do Flávio Bolsonaro, com todos os comprovantes, porque o Ministério Público pegou a imagem da câmera de segurança.
Então tem o Queiroz na boca do caixa, pegou lá qual foi o título, qual foi o valor, e tal, não sei o quê, foi lá na escola da filha e tal, pegou aqui isso aqui, veio daqui e tal, não sei o quê. Então tá provado aqui, tem com todos os comprovantes possíveis que o assessor de gabinete, que é assessor legislativo em tese, tava no banco pagando mensalidade escolar da filha de um então deputado estadual na Alerj. E também provado que tinha os pagamentos da Alerj para os funcionários que não estavam lá, provado com mapa de calor do celular, que o cara não tá lá lá.
Entende, é que retiravam, faziam saque daquele dinheiro, que repassavam de novo, tudo rastreado, documentado, comprovante por comprovante, para o operador, o Fabrício Queiroz. E aí o Fabrício Queiroz pagava despesas pessoais do Flávio Bolsonaro. Então assim, tem fatos objetivos que eles independem do que a justiça vai decidir a respeito disso. Eles por si só, que nem mensagem com o Vorkar, o áudio com o Vorkar, visita ao Vorkar, o financiamento do filme da maneira que foi feita.
Eles já são comprometedores por si só. Se a pessoa vai ser responsabilizada, condenada num processo que vai resultar numa decisão formada por uma maioria de ocasião num tribunal que muitas vezes é instrumentalizado politicamente, isso é uma outra questão. Se você vê uma pessoa cometendo uma imoralidade, se você vê os elementos probatórios, você sabe que aquela pessoa agiu errado, que ela agiu imoralmente, que ela nunca deveria ter feito aquilo, e que uma pessoa que tem uma índole como essa para fazer algo desse jeito não deveria galgar cargos em que tenha meios de ações maiores.
Então quem tem esse histórico mais sujo nesse sentido, nessa corrida eleitoral, é Lula e Flávio Bolsonaro, até pelo tempo e pelas investigações que avançaram a respeito deles. Isso precisa ser falado. Se cada um que assiste a esse programa ou vai escolher votar no Lula, no Flávio, ou em outro candidato, isso é outra questão. Mas que você não tem nem de longe uma investigação que avançou e que apontou tantos elementos comprometedores sobre Ronaldo Caiado, sobre Romeu Zema, sobre Renan Santos, sobre quem?
Augusto Cury. Sobre todo, você não tem todo, todo esse volume de informações comprometedor. Você tem elementos para você discordar, para você considerar isso, aquilo. Você tem algum fator ali é da administração de determinados governos é que possam ser comprometedores. Algumas medidas ali do pessoal de movimento, de rede social, é falas, discursos, etc. Mas esse nível de instrumentalização da máquina pública para benefício próprio você não tem nos outros candidatos.
Então esse é um panorama, a pessoa vai escolher e tal. Mesmo assim e tal, eu quero esse que eu acho que é melhor que o outro.
Pelo menos escolhe mais bem informado, né?
Sabendo qual é o problema. Mas o que que acontece? Não quer que fale, não quer que mostre. Ora, então você vai ficar aí no escuro em algum momento isso aí vai ter um efeito, cara. Porque é você fingir que a realidade não existe, ela pode deixar você aí muito acomodado, satisfeito em determinado momento, mas você não vai conseguir fugir dos efeitos dela. É verdade.
Vamos, é isso, gente. Muito obrigado aí para vocês, boa noite, e a gente se vê amanhã, tá bom? Mas todo flow news, inclusive. Um beijo. Com um cara que vocês ficam enchendo o saco aqui no comentário, que amanhã É amanhã que eu venho, né? É isso, é amanhã. Então um beijo pra vocês, até lá, tchau!
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