RENAN SANTOS - Flow News #050
Flow News #050
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou Igor e hoje eu vou conversar com Renan Santos, pré-candidato à presidência da República.
Salve, salve, família! Eu sou Renan Santos, eu vou conversar com Igor, cara, pré-candidato ao podcast mais legal do mundo, cara. Ó, e já tô bem político no começo.
Pois é, isso é uma parada que é interessante, tava conversando antes aqui É, a gente tava conversando antes sobre coisas que a gente, que não tem a ver com o que a gente vai falar aqui, né? E uma delas era sobre internet de uma forma geral e como que a gente é cria da internet no fim das contas, né? E como é interessante ter um, um, um, esse tudo, esse, a internet tendo essa importância agora de ter. Essa é a primeira vez que eu tenho notícia, eu não sei, não tenho certeza, tá?
Mas é um candidato original da internet assim, a presidência da república. Sabe? Que nem, ó, o Flow foi o primeiro programa original da internet, que não veio de uma emissora nem de lugar nenhum, que conversou com um presidente em exercício no mundo, entendeu? Então aí eu fiquei pensando: "Pô, será que o Renan é o primeiro candidato à presidência da República original da internet no Brasil?" Sim.
Pra valer? Sim. Pra valer, sim. Teve políticos que usaram depois a internet, mas original assim, produto de fábrica da internet, sim.
Em que medida isso? Porque assim, ó, eu vejo Que quando a gente faz aqui o Flow News, a gente vai falar de alguns assuntos, como por exemplo Banco Master, né, que tem sido uma pauta infinita, né. Os cara também inclusive não para de dar assunto para gente, né, sem parar. Estava me dizendo que saiu mais coisa hoje, cara. Quando rola, quando rola os assuntos assim, a gente vê no chat ali uma galera se movimentando falando do Renan, né.
O meu ponto é, é uns cara da internet falando de um cara da internet também. Então Em que medida que tu tá vendo que ser da internet te ajuda na tua pré-candidatura? Porque ainda não é campanha.
Ajuda na persona, num aspecto. Vamos dar um exemplo, eu sou uma figura da internet e tem muitos tipos de figura da internet. Tem o cara do vídeo curto de Instagram, né? Acho que a cultura do TikTok criou, por exemplo, a pessoa que se torna famosa por gravar aquele vídeo vertical curtinho. Tem o cara do vídeo longo do YouTube, tem o cara da live, tem o cara do podcast. Eu sou o cara da live longa e do vídeo longo. E o que que isso me dá de força?
Se fosse aquelas skills, você tem no meu card do Renan, skills. Isso me dá uma grande fluência verbal para discussões boas, para formular ideias e para manter a pessoa através da retenção entendendo o que eu tô falando. Eu entendi uma lógica em que eu falo rápido e concatenando ideias de maneira rápida para não perder a retenção. Porque se eu falasse assim para você, Igor, então a ideia é Essas pausas, cara, simplesmente me deixa canal.
É, a pausa é inimiga da retenção. Então isso me serviu como uma ferramenta para eu expor ideias um pouco mais complexas que no vídeo de 1 minuto, 2 minutos, não conseguiria expor, e gerar um público de melhor qualidade. Esse público de melhor qualidade, ele é um público que se dedica mais à causa porque ele teve tempo de entender e aprofundar aquilo. Então usei uma força que eu tinha como um cara de internet, de vídeos longos, de De modo a construir uma base muito fiel, muito leal, baseada nos princípios nossos.
E isso me permitiu ser uma pessoa que vai bem em podcasts, vai bem em entrevistas, porque eu faço, vamos dizer, concateno as ideias de maneira original, de uma maneira melhor do que outros. Eu creio que o cara do vídeo curto não tem essa habilidade, por mais que ele venha da internet, não vai ter essa habilidade. Ele vai ter outra coisa, é o famoso corte rápido Tramontina. O cara vai falar: "Ah, é, Igor?" E tá, tá, tá, tá, tá, corte rápido, Tramontina.
Meu jeito é outro, então... Eu acho que não estavam acostumados a lidar com esse tipo de cara de internet, que já é o cara do videão, né, não é do vidinho.
É, mas aí, ó, sim, mas ser o cara da internet te coloca numa posição também que tu é meio jovem demais pros cara te respeitar, não é não?
Nossa, você tá falando do meu drama, né? O meu drama que agora é o seguinte, eu fui aprendendo algumas coisas, né, e esse aqui é, vamos dizer, como pré-candidato, é a terceira entrevista que eu faço com você, uma no final do ano passado. Outra no Flow News aqui esse ano e agora. E assim, nessa trajetória, fui aprendendo a ser pré-candidato. Uma das coisas que eu aprendi é: caras do mercado, caras da grana e a política, eles não respeitam muito suas ideias.
Eles só respeitam a força e a força é pesquisa e algumas pesquisas. E eu fui em muitos podcasts de mercado financeiro, eu visitei aquela Faria Lima inteira, rodei setores, rodei agro, rodei comércio, rodei indústria. Ai, ideias incríveis, mas bacana, guarda ali fora, quer um cafezinho? Até você começar a aparecer. Quando você começa a aparecer bem nas pesquisas, aí tudo muda de figura. E aí vem um certo estranhamento, porque eles tendiam a não levar a sério justamente por eu ser um cara de internet.
Eu quero dizer, eu não tinha muitas intenções de voto, mas eu tava, sabe, com 3%. O Zema tem 3% até agora. O Kayado, governo, deu 33% até agora. Agora o meu 3% valia menos do que 3% deles, porque eu não era um 3% de um político testado, é 3% de um cara de internet. Eu tenho que fazer muito mais do que eles pra eles me levarem a sério. E mesmo assim, parte da imprensa não me leva tão a sério quanto eles, o que é um erro. Aí é um erro muito grande da imprensa, porque qualquer um hoje trabalha com dados de internet, sabe?
Volume, engajamento, número em redes, engajamento por usuário, ou pegar as principais pesquisas mais sérias que tem, a Atlas hoje é a mais séria, ver que eu tô muito, muito acima não só dos governadores, mas engajamento acima do Flávio, do próprio Lula. Engajamento do Instagram o Lula nem tem. Então, ok, eles deveriam estar vendo isso, mas eles não veem. E aí eu agora, né, dado que eu estou subindo, ganhando atenção, eles estão começando a ter que lidar com este fato. E eu acho que isso é bem interessante, na verdade.
Mas tá bom, aí eu tô entendendo, mas porra, tu é O que que a gente já trocou essa ideia antes, mas só como você mesmo disse, tem mais gente te conhecendo agora. Cara, tu é então um, tu não é um administrador, tu é um comunicador que quer virar presidente então?
Não, eu também sou administrador, porque aí entra minha outra faceta. Porque se você for pegar o nome BL, eu lembro que a primeira vez que eu vim aqui no Flow foi em 2019, foi um dos primeiros, foi assim, sei lá, Na tua lógica, foi claramente um dos primeiros. E foi assim, o Kim falou: "Não, mano, chama o Renan que vai ser legal." E aí eu vim. Isso faz muito, muito tempo. Eu era um cara de bastidores, de back office, e eu basicamente administrava o MBL.
Eu administrava a operação do MBL, aí depois eu passei a administrar o MBL, a Valete, o partido. Na prática, eu sou meio que o CEO do MBL, do universo do MBL e do partido Missão. Eu administro a operação mesmo, eu criei boa parte daquilo dos produtos digitais, dos produtos físicos, eu criei revista. Então esse é o meu grande forte e isso me obrigou a ser também um comunicador, porque se você cria o produto e sabe vender ele junto, é bem melhor, né?
Pô, basta ver alguns grandes empresários, o Elon Musk. Ele é hoje mais um troll de internet ou ele é mais um administrador de empresas? Ele é as duas coisas, ele consegue ser as duas coisas. E eu acho que é necessário você ser um grande administrador para ser um político ou ser um empresário e ser também um comunicador, você tem que ser as duas coisas ao mesmo tempo.
Importante mesmo. E aí, cara, como tu tava falando aí, tu tava com 3% E aí o mundo, e aí a vida acontece, né, cara. O Brasil, ele é um lugar tão interessante que a gente começa a ter, a gente tem de tempos em tempos aqui uns escândalos, né. A gente tava tendo um escândalo do INSS, aí a gente teve o escândalo do Banco Master, e aí no meio do escândalo do Banco Master a gente começa a ter uns vazamentos de mensagem de pré-candidato à presidência da República também, Flávio Bolsonaro.
E a gente começa a ver umas mudanças nas previsões, nas pesquisas para as eleições desse ano. E a gente começa a ver nessas mudanças, inclusive, tu chegando ali em terceiro. E aí eu te perguntei aqui antes de começar, cara, já parou pra pensar que, cara, pode ser que tu vá pro segundo turno, cara?
Eu vou!
Pode ser que as coisas aconteçam, porque assim, como a gente estava falando também antes de começar aqui, cara, é Eu achava que, sei lá, tu ia ficar ali com quarto, em quinto, sabe qual é? Não ia nem passar perto de ir para um segundo turno. As coisas estão esquisitas, no bom sentido para você, né? No mau sentido para o Flávio, por exemplo, que vem— não é que o Lula, com o derretimento, com a perda de votos ou com a perda de intenção do Flávio, o Lula ganhe, mas ele ainda perde, né? E é bom para tu, por exemplo.
Sim, eu vou dar um exemplo de algo que eu tava comentando com jornalista. Mas como pode, né? Vocês realmente têm uma estrutura de vocês é mínima. Um jornalista que tava agora na Bahia, ele falou: aquele carro de vocês? Falei assim: aqueles dois carros, não é um carro, são dois carros, não estamos tão pobre assim, os dois carros são nossos. Mas você tá rodando de carro mesmo? Sim. Mas você veio para cá como? De carro. Porque era Salvador, já uns 500 km de Salvador.
Mas você veio de Salvador de carro? Eu vim de Salvador de carro. Tá, ele falou, mas como é que você pretende ganhar deles? Eu, de carro. Aí eu vou te explicar uma coisa, você acha que ele fez, meus concorrentes, o Flávio, ele fez um grande investimento em estar no PL, ele tem um nome Bolsonaro tal, mas pensa o investimento que eu fiz, é um investimento que você não vê. Eu não estou no Banco Master. O quanto isto vale em termos de investimento político?
O quanto vale em termos de investimento político eu não estar no escândalo do INSS? O quanto vale em termos de investimento político eu não ter me associado a vagabundo, não tá andando com de milícia aqui, de Comando Vermelho ali, de não pegar grana com vagabundo. Isso é um investimento. Ele não aparece ser um investimento porque parece que eu simplesmente fiquei parado não fazendo coisas. Mas eu estou na política, eu estava montando um partido político, e enquanto eu fiz isso eu abdiquei de todo lucro político, de ter grana fácil, de puxar o saco do político certo na hora certa.
Podia ter puxado o saco do Marçal em 24, todo mundo nosso crescia. Podia ter puxado o saco do Bolsonaro, podia ter puxado o saco do Nicolas, como tem uns que puxam. E aí eu ficava subindo de escadinha em escadinha. Hoje o melhor investimento claramente é não ter puxado o saco de ninguém e não ter entrado em um escândalo. Isso é um baita de um investimento. Se você olhar, eu fiz um investimento colossal em não fazer nada disso.
E é isso, me coloca numa posição muito confortável. Então não é que assim, não é que não é sorte. Eu juro para você, você tá rindo, pode colocar a câmera lá. Renato tá vindo com uma boa resposta de político. Nossa, uma bela resposta que eu dei agora, mas é verdade!
Mas então, é que eu entendo, e é interessante aí tu não ter feito essas escolhas de palavras aí, só isso, só por isso que eu tava rindo, só.
Porque é que assim, é que é engraçado, mas pensa assim, o Kim, se o Kim, pensa assim, o Kim fez uma escolha, quando o Bolsonaro começou a errar no primeiro mandato dele, o Kim falou: "Vou criticar", perdeu eleitor. Quando Bolsonaro fez todas as besteiras que ele fez na pandemia, quem até pediu impeachment perdeu eleitor. Essa perda de eleitor é um investimento. É igual você pega um capital que você tem e investe num projeto novo.
Você no início vai ficar com menos capital disponível, mas você comprou uma tese. A tese do que é? Eu vou para cima, não importa se é direita ou esquerda, eu tenho que manter minha coerência. Ele fez um investimento. Esse investimento, né, vira, entra o Lula, O que não entrou em orçamento secreto, que ele podia ter escolhido assim: "Ah, eu vou pegar essas emendas, vou desviar as emendas igual os outros deputados fazem, transformo isso numa grana, boto um pedaço no bolso, com essa grana no bolso eu contrato uma equipe paralela de rede social pra mim." Quantos não fazem isso?
Ele falou: "Não vou fazer." O ato de não fazer é um investimento. O ato de não entrar no esquema é um investimento. Então todas as escolhas que nós fizemos foram investimento. E onde o investimento começa a se pagar? Pois bem, eu criei tanta credibilidade com o meu público que eu tive mais de 2 mil jovens coletando assinatura pra mim nas ruas todos os dias da semana durante um ano e meio. É isso, já é resultado desse investimento.
Eu não ter me encontrado com o Vôrcaro nunca, na verdade, o Vôrcaro nem ter pensado em mim ou no Kim como uma opção de parceiros, já é resultado desse tipo de investimento. Então é uma escolha deliberada que ela se paga. E aí ela me coloca no momento em que você tem dois projetos completamente corrompidos, que é o do petismo, do bolsonarismo, concorrendo Eu chego lá não como um azarão, mas como alguém que fez as escolhas certas nos últimos anos.
Então não é azarão. Eu investi em não ter relação com o mercado. Eu investi muito em não ser um cara que o, sei lá, que o Joesley Batista queira comprar. Isso foi um investimento, investimento de, sabe, ter um espírito muito blindado em falar: eu continuarei sendo um cara de classe média, estruturalmente classe média. Eu não vou mudar os meus hábitos de consumo. Tipo, sabe, o Renan está agora com uma roupa, ela tá com um beijinho, comprei na Zara, sabe, não custa "Tem que custar uns R$400 isso aqui." Eu continuo sendo essencialmente um cara de classe média.
E quando você não muda esse estudo e fala: "Meu, minhas ambições são ambições históricas, eu quero que meu nome seja estudado na história, mas minhas ambições comezinhas do dia a dia, eu quero comer um bife, quero, quero, sabe, sei lá, tá com o celular do momento só pra ele funcionar bem, quero comprar uma guitarra legal." São ambições de classe média. Quando você mantém o espírito assim, é difícil você virar um merda. E aí isso se paga nessas disputas. Nessas disputas eu tô numa posição muito privilegiada.
E tem uns cara aí que tá o tempo inteiro cada vez mais cagado no que tem a ver com banco master. Eu gosto de conversar contigo sobre banco master porque me parece que tu manja do que...
Ah, eu gosto do assunto.
Das coisas que acontecem ali, né? Bom, e tu tava me contando, cara, bom, não sei se tu... Bom, você que tá assistindo aí o programa, família, eu tô com o braço meio quebrado. Significa que eu tô meio... Por fora das paradas. Então ele, o Renan, tá me contando aqui que teve atualização. O Vorcaro quis incluir o Flávio na delação premiada dele. Isso muda completamente o jogo, né? Não sei se muda completamente, mas com certeza muda o jogo, né?
Que agora ele tá prometendo uma delação com Flávio, que é um pré-candidato à presidência da República, né? Com Alexandre de Moraes, que é um ministro do Supremo Tribunal Federal, né?
E vamos ver os outros nomes.
E vamos ver os outros nomes.
Lembrando que a delação hoje do Volcaro, ela concorre com outras delações. Tem a delação do Volcaro, tem a delação do Fabiano Zetel, que era um dos sócios do Volcaro, e tem a delação do Augusto Lima, que foi uma espécie de sócio do Volcaro, foi o cara que começou o escândalo ainda na Bahia, no crédito Sexta. Augusto Lima se delata, ele derruba um monte de gente do PT e muita gente da Bahia. Porra! O Fabiano Zetel vai derrubar muita gente da mídia, influência, gente religiosa.
É mesmo?
É. Fabiano Zetel era o operador para comprar Precisa de todos eles então. É, o ideal era todos na cadeia. Só que assim, vamos ser sinceros, o Fabiano Zeto sabe quase tudo que o Vorcaro sabe. Se o Zeto entrega tudo melhor do que o Vorcaro entrega, o Vorcaro perde valor e nem adianta. Aí o Vorcaro eventualmente não pega o benefício de uma delação. É uma coisa de teoria dos jogos, né? Tipo assim, todo mundo tem a possibilidade de fazer a delação e ferrar o outro.
E tem o pai do Vorcaro que também foi preso. E o pai do Vorcaro, ele não quer ficar na cadeia.
O pai dele, o Vorcaro, já tipo: "Eu delato!" O Vorkaro também já deixou claro que ele não quer ficar na cadeia, ele quer inclusive voltar a ser o dono do Banco Meister, cara.
É, o Vorkaro nunca quis, o Vorkaro tava na egotrip e como ele tinha comprado todo mundo, ele no fundo achava: cara, eu só vou pegar e botar meu banco pra andar de novo, eu dou um jeito. Porque o cara tava muito na egotrip, tenta imaginar assim, é um escândalo, ele tava rodando bilhões, então quando a gente fala assim: ah, ele fez um contrato lá com Flávio Bolsonaro que ele ia pagar centenas de milhões, isso não era nada pra ele. "Ah, nada, é merreca, sabe?
Só que o BRB foram bilhões." Não, na mesma época ele tava pegando, eu tava conversando ontem com o Felipe aí, que na mesma época que ele dá vazamento das mensagens do Vôr Caro falando pra pagar, não deixar de pagar o lance do filme do Bolsonaro, o Banco Marcha tava recebendo aporte do Rio de Janeiro lá, na mesma época.
Sim, da Previdência.
Então a gente tá falando de chega bilhões e o cara entrega aquilo que estava ali falando de 60 milhões de reais. Cheira a bilhão.
Assim, o Felipe Moura Brasil, ele é um cara muito inteligente e ele tem uma memória prodigiosa, e ele, por ser inteligente, ele consegue juntar pontos. O fato de o Flávio Bolsonaro ser um dos donos do governo carioca desde que o Cláudio Castro entrou, ele é um fiador ali, tem indicações na máquina do governo Cláudio Castro, ser próximo do Borcário, claramente dever favores a ele, o Cláudio Castro também deveria favores ao Borcário.
E o Cláudio Castro comprou bilhões em títulos podres do Banco Master via Previdência do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que o Flávio Bolsonaro tinha um contrato injustificável de centenas de milhões. Quando você junta os pontos, você acha que o Felipe Moro tá assim meio que— não vai falar, mas acho que ele está jogando lá: gente, parece que tem algo aí que se alguém juntar direitinho, meio que todo mundo sai satisfeito ali, né?
Só não aposentado do Rio de Janeiro, mas Parece que tem assim. Muitas pessoas muito próximas ao Flávio Bolsonaro beneficiaram muito o Banco Master. Eu vou citar 3. João Roma, que era ministro do governo Bolsonaro, ele soltou uma MP que permitiu o aumento do crédito consignado em 2022, no ano da eleição. E todo mundo achou que aquilo era só uma medida eleitoreira. Por exemplo, ah, pega uns auxílios que vem do governo e aí você pega um empréstimo calcionado nesses auxílios.
Nem calcionado, você pagava com auxílio. Pô, isso é uma medida populista. Não foi só populista, porque isso turbinava produtos como crédito cesta, que era do Banco Master. Isso é uma coisa, isso aconteceu no governo do pai dele. 2, o presidente do BRB, o Banco de Brasília, era muito próximo do Flávio, muito, muito próximo. Foi o cara que liberou aquela casa de maneira inexplicável lá com aquele financiamento pro Flávio. E 3, o governo do Rio de Janeiro, em que o Flávio realmente tem uma gerência, vamos colocar aqui, é muito grande sobre as pessoas daquele governo, são muito próximos.
Só para entender, ele estava apoiando o Bacelar para suceder o Cláudio Castro no governo do Rio. Bacelar, que é ligado ao Comando Vermelho, não é opinião minha, Polícia Federal falou. E o Flávio estava apoiando o Cláudio Castro concorrendo ao Senado, tinha indicações no governo do Cláudio Castro. E esse governo do Cláudio Castro comprou bilhões, assim, é um fato, não é minha opinião, o governo do Cláudio Castro comprou A Previdência do Rio de Janeiro comprou bilhões em títulos podres do Banco Master e enfiou nos velhinhos lá da Aposentado do Rio.
Tô falando que é isso, seria leviano falar, mas não faz sentido, e todo mundo sabe disso, o Volcaro assim de maneira muito clara estar devendo um favor pro Flávio a ponto de ter feito um contrato com o NDA, o Non Disclosure Agreement, que ninguém pode saber e tal. E para fazer um filme com 134 milhões, cara, né, a gente, você conhece um pouco do audiovisual, aquele filme não é um filme só na parte do valor que a gente sente, 134 milhões, óbvio que não era para isso, é óbvio que não era, era para quê?
E outra coisa, você põe dinheiro no filme a título de investimento, um, você nunca vai recuperar esse dinheiro, dois, foi o quê, você vai botar a marca Banco Master patrocinar o filme?
Não. Então qual é o Porque, né, isso daí é uma pergunta muito interessante mesmo. Mesmo que fosse, mesmo que fosse uma empresa de, mesmo que o dinheiro fosse do Daniel Vorkaro, que não era, né, era roubado, ia ser estranho, né. Mesmo que fosse uma empresa que vende muito cachorro-quente mesmo e o cara é bilionário e ele escolheu pegar o dinheiro que ele vendeu muito cachorro-quente mesmo e entregar para fazer um filme É, é, é, porque elas não têm nenhum sentido.
É óbvio que assim, vamos pegar, todo mundo, inclusive os bolsonaristas, de maneira correta estava falando: pô, você acha correto a mulher do Alexandre de Moraes ter um contrato de 130 milhões de reais de assessoria jurídica? Todo mundo de maneira muito correta falou: obviamente ele está pagando por outra coisa, né? Porque não tem nenhum sentido, o valor não bate no valor de mercado, todo mundo sabe, beleza. Por que que esta mesma lógica não se aplica ao contrato do Dark Horse?
Vamos botar aqui, o Guido Mantega tinha um contrato milionário com o Banco Master de assessoria econômica. Ele era um consultor econômico. Eu não sei se era de 1 milhão por mês, era um valor muito alto, pessoal. Pessoal, no Google, deem um Google aí, vocês vão checar, um valor altíssimo. Obviamente que não era para ter assessoria do Guido Mantega, que foi um péssimo ministro da Fazenda. Óbvio que era pro Gui Dumont ter que abrir portas no governo Lula, tanto que abriu, e o Volcaro teve reuniões com o Lula.
Então poxa, se a gente tá falando que essa lógica funciona com o Lula, se essa lógica funciona com o Xandão, não vai funcionar com o Flávio? "Ah não, porque o Flávio foi um filme." Ah, para! Sabe, é tipo, pô, dá raiva, porque se for pegar pros lulistas, entra eles aí, eles vão falar que o do Gui Dumont tem que estar OK! Não, pô, o Gui Dumont tem que ser um baita cara, faz sentido você ter um contrato de, sei lá, 1 milhão por mês, não sei o valor.
Ou é meio milhão, ou é um milhão por mês com o que tu mantém. Pô, não faz sentido! Tem o do Lewandowski, ministro da Justiça do Lula, tinha um contrato de 300 pau por mês. Outro que tinha um contrato, a mulher do senador Jax Wagner do PT da Bahia também tinha um contrato, uma fortuna com o Banco Master. Ah, entendi, então pro petista o problema é só o Dark Horse. Não, o Borcaro, vamos ser sinceros, ele comprou todo mundo, todo mundo se relacionou, e aí ele tinha um método ali, ó, o que que é, consultoria?
Consultoria é pra você "É um filme, é isso aí, faz um filme aí, tá legal, faz o filme." E ele tava na egotrip, que a gente nunca pode esquecer o fator B, que é o fator burrice, e o fator E, que é o fator ego. O Forcaro imaginou assim: "Pô, eu tô comprando até ministro do Supremo, dane-se, aqui não vai acontecer nada, só toca a máquina." E o próprio Forcaro tava com um plano também de montar um grupo de mídia, ele queria montar um grupo de mídia concorrente com outros grupos de mídia, Porque na egotrip dele, se ele tem um grupo de mídia, ele tem ministro supremo, ele tem todos os partidos na mão, ele não vai ter encheção de saco de ninguém.
O cara, ele só queria ficar em paz.
Ele só não queria briga com ninguém.
Cara, só queria umas peleleca.
É, ele queria peleleca branca dele lá.
Isso tudo é muita pia. Mas, ó, você acha que a gente corre o risco de ter um... Tem algumas coisas pra gente falar sobre isso ainda. Por exemplo, tu viu a fotinha do Vaccaro com o Ciro Nogueira?
Vi, maravilhoso.
Lindo, fofo, né, cara? Os caras foram passear.
É Courchevel, não sei. É isso aí, porque esse lugar até eu dei uma hit num jornalista que eu gosto, que é o Schauders, que é um lugar na Suíça ou na França.
Acho que é no exato, na França.
Não sei como é que fala. O lance é essa galera toda vai para lá, todos os políticos, ladrões, bregas vão esquiar lá porque é tipo um trademark, ok, fixou um político corrupto, eu vou para esse lugar espiar e encontrar outros políticos corruptos que andam ali. Então é um padrão. E sabe, é tão óbvio que eles iam pra lá. E aí a foto lá, e aí você vê, pega, que é a cara do Brasil, né? A mensagem do Ciro Nogueira pro Vôrcaro, com assim, ah, pra mim ajudar, sabe?
Tudo assim, é um português, é um cara rude, é um cara animalesco no trato, é um jegue. E o cara, sabe, movendo bilhões, "vai esquiar, esquiar aqui, olha, não, porque pra mim não sei o quê, sabe, pra mim vê isso aí, pra você..." Sabe, um português tosco, mas ele tem que estar na Suíça com o português tosco dele. Isso é tão rude, cara, isso é um tanto assim... A existência dessa classe política vagabunda é uma tapa na cara tão grande, sabe, um moleque que tá estudando agora pra passar numa faculdade e quer ter um emprego sério, É um tapa na cara de você que quer ter excelência na vida, que você quer trampar, você quer construir algo sério.
Você sabe que quem te administra é esse tipo de gente, é um analfabeto ladrão. E é sempre esse padrão, é um cara burro, rude, mas ele é bom de negócio. E o tipo de negócio dele consiste em ser corrupto e ganhar dinheiro às custas de outras pessoas, que é a massa da população que não consegue se defender. Isso dá muita raiva, isso dá muita raiva, é uma raiva colossal. Isso dá pra mim, dá raiva física, cara, é um ódio. E não ódio tipo "oh, eu odeio essa corrupção".
Eu odeio mais a preguiça deles do que o fato deles serem ladrões. Eu odeio assim, povo, mesmo assim, roubou tanto pra isso, cara? Você roubou tanto pra isso? Nem pra ser um puta de um bandido, você é um bandido merda, cara. É um ódio, cara. É uma galera muito escrota.
E é muito interessante ver, eu gosto das defesas em geral, sabe? Que nem, eu tô até agora inclusive tentando entender com todos nós, na verdade, é por que diabos, ou qual que era mesmo o valor, ou por que que se pagava o valor para esposa do Alexandre de Moraes lá, entendeu? Do escritório lá que ela recebia. Porque para mim, cara, eu já te falei, isso é uma questão muito, muito séria, a gente não confiar em quem a gente percebe como justiça, sabe?
Então assim, imagina que alguém fez um mal feito contra você, você vai recorrer à justiça, né? Se você não confia na justiça, como é que tu vai confiar naquele julgamento, né? Se o cara que, se o cara que deveria estar me dizendo se uma coisa é constitucional ou não tá envolvido num escândalo que ele não explica para gente o que é, eu vou ficar aqui achando que ele é corrupto. Eu não queria achar que a gente tem ministros do Supremo Tribunal Federal que poderiam correr o risco de ser corruptos, tá entendendo?
Eu queria entender isso e uma explicação. E como eu te falei, provavelmente já também, não estamos falando de um cara que não é midiático, né? Estamos falando de um cara que é bem midiático.
Sim, sim. Fala, tem opiniões, livros publicados, quer palestrar em tudo quanto é canto.
Então acho que a minha principal, você estava falando de que te dá raiva, Acho que a coisa pra mim mais chata desse escândalo inteiro é esse silêncio específico, tá? Porque como é, cara, que um bolsonarista vai confiar que o julgamento do Bolsonaro foi honesto?
Não, ele não vai, mas eu acho que todo mundo trabalhou muito pra gente chegar nesse estado de coisas. Que é o... É muito difícil, assim, a democracia É um regime muito... A beleza da democracia é a possibilidade de troca de poder. Dito isso, ela tem muitos defeitos. Se eu for voltar lá pra Aristóteles, assim, é um regime cheio de problemas. Ele acaba, vamos dizer, ela acaba privilegiando comunicadores malandros, tem muito problema a democracia.
E a democracia só pode existir em um regime profundamente republicano. Por isso que a gente, antes de ser uma democracia, a gente é uma república. E a ideia de república é: existe uma coisa pública, um desejo público de que aquelas pessoas que vivem naquele território e falam aquela língua Elas querem construir algo e tem um sistema de valores bem claro que todo mundo concorda, elas têm uma espécie de um contrato, né, esse contrato, posso voltar pra Leis das Doze Tábuas, eu posso ir pro Magna Carta na Inglaterra, posso ir pra Constituição Americana, você tem meio que um contrato geral em que esses valores estão muito claros e que ninguém vai passar por cima desses valores.
Aqui no Brasil não existe esse contrato, não existe esse contrato, aqui no Brasil é completamente casuístico. E as pessoas nem fingem mais ter um contrato. Então virou tudo jogo de poder, porque quando você não tem uma regra una e diz: isto aqui é do interesse público, por exemplo, é do interesse público que um político corrupto seja preso. Quando não existe mais este interesse público, a função de um juiz num país desse passa a ser: é do meu interesse ajudar este cara porque ele é meu amigo, e é do meu interesse ferrar aquele cara porque ele é meu inimigo.
E aí você não tem justiça, você tem jogos de poder. E hoje o que nós temos no Brasil é apenas Jogos de poder. Então, se você entra nesse cinismo, o correto é você chegar ao poder e fazer jogos de poder e destruir a facção adversária. Porque é importante falar isso. Lá vou eu falar de um assunto que eu amo, que é Roma. Em Roma, eles tinham uma república que foi a coisa mais incrível, a maior experiência republicana da Terra. Foram duas, foi experiência romana e depois experiência americana no começo.
A experiência romana Eles começaram com uma monarquia, a monarquia ela teve alguns problemas, especialmente o último dos monarcas romanos, pelo menos é o que a lenda nos diz, e ela vira uma república. E era uma república, era uma espécie de um conselho dos membros das grandes famílias que iam pro Senado, e depois tinha uma coisa que é tipo a Câmara dos Deputados dele, que foram os tribunos, os representantes da plebe, que ao longo do tempo foram ganhando espaço.
Por esse modelo, mais um modelo político-militar deles, que privilegiava o desempenho militar dos membros das famílias, criava uma competição para ver quem era o melhor general, o melhor administrador público. Isso fez com que Roma virasse uma máquina que começasse a ganhar dos vizinhos e crescer, crescer, crescer, até que surgiu uma potência rival que foi Cartago. Cartago vai enfrentar Roma e Cartago leva Roma à exaustão, porque Cartago tinha provavelmente o maior general da história humana, que foi o Aníbal.
E ele leva Roma à exaustão. E a República Romana poderia, sei lá, as famílias romanas terem se dividido terem sido compradas. Cara, Roma, a porrada fortaleceu. Aquilo era um povo, aquilo era uma república que realmente acreditava em Roma. Eles foram o ápice de uma civilização, foram tão tenazes que aí eles foram trazendo generais cada vez mais novos. O rapaz que derrotou o Aníbal, que foi o Cipião Africano, era um garoto. Quando ele venceu o Aníbal, já tinha mais de 30 anos, mas ele começou como um garoto e não é ele, e ele derrotou o Aníbal e Roma venceu Cartago.
Ali foi o ápice deles como povo. E depois o que acontece, por várias razões, viram império, vem escravos, eles destroem os romanos proprietários de terras rurais, as pessoas migram para Roma, Roma incha de gente, aí você tem uma briga por terra, aí você tem os irmãos Tibério e Caio Graco, você começa a ter revoltas em Roma. E aquele povo que era um só, ele se divide em duas facções, que era a facção dos populares e a facção dos da elite, vamos botar aí.
E aí você começa a ter guerras entre as facções, e é quando Roma entra nas famosas guerras civis, Mari e Sulla, até chegar às guerras que a gente conhece, famosas, que tem o Júlio César contra Pompeu, né, aquela história toda que envolvia Cleópatra. Como isso se resolveu? O Júlio César ganhou a guerra faccional, ele ganhou, ele venceu a guerra, e ele fala assim: a gente precisa restituir a ideia de uma Roma una. E ele não poderia, nessa lógica, e essa é a ideia por trás disso, fica permanentemente se vingando.
Então, não foi o Cícero, tô esquecendo agora, um dos grandes romanos que se opunha ao César, ele tinha cartas e mais cartas, e quando ele foi capturado pelo César ele se matou, acho que foi o Catão, o segundo Catão, e ele tinha as cartas, o César podia pegar todas aquelas correspondências que ele tinha com outros nobres e tornar público, e não, o César não fez isso com ele, o César se tornou um líder único em Roma ali, E ele falou: "Vamos restituir Roma." Aí o César morre, ele é morto no Senado, e aí assume o Augusto, Otávio Augusto, que se torna imperador, e aí a Roma entra num outro período de calmaria.
O pior momento de Roma, se você olhar direitinho, foi esse momento pré-César, quando todo mundo só pensava, não havia mais uma regra, a regra era todo mundo contra todo mundo, legião romana atacando legião romana. Não é isso que a gente tá vivendo hoje no Brasil? Não existe um sentimento de Brasil, e hoje é: "Ah, eu sou PT, eu sou Bolsonaro, quero destruir você, quero destruir..." Cara, precisa chegar alguém no poder e vai fazer assim: "Cabou a guerra, vamos parar essa bagaça." "Eu quero chegar ao poder, eu quero virar pra um cara de esquerda, eu não quero te destruir, eu quero ver como você vai ser útil no nosso projeto." "Ah, mas você não gosta de mim?" "Eu sei que você não vai gostar de mim, sua função eventualmente não é gostar de mim, mas esse projeto meu aqui você vai gostar." E assim, vamos tocar essa coisa, eu não vou perseguir você se tiver uma opinião diferente da minha, mas assim, acabou essa droga, vamos trabalhar direito?
Todo mundo concorda aqui que o Brasil tem terras áridas, isso pode ser uma oportunidade pro Brasil ser uma baita de uma nação? Vamos nessa linha. Bolsonaro, eu sei que vocês me odeiam, vocês são conservadores, vocês são pró-mercado. Vamos tocar uma agenda pró-mercado aqui. Alguém tem que vencer a guerra, que agora vencer as eleições, e não se vingar. Porque todo mundo sabe que é uma guerra que um quer se vingar contra o outro.
Nós não temos que ir para vingança. E nós temos uma beleza no jogo, que nós temos um outro inimigo para derrotar. Nós temos o crime organizado agora para derrotar. Vamos botar o Brasil em guerra contra o crime organizado no ano que vem? Vamos permitir que a pessoa ande na rua com o celular na mão e não seja assaltada. Olha que revolução! O dia que uma moça... Veja só, a revolução brasileira, olha como nós estamos atrás. Se conseguimos ano que vem que uma pessoa consiga comprar um celular sem ficar endividada, ela consiga comprar um celular num preço justo e depois ela andou na cidade dela sem roubarem o celular dela, o Brasil já melhorou 10 mil por cento.
Porque a pessoa foi capaz de comprar o celular sem ninguém roubar. Sem se endividar e ela conseguiu não ser roubada. Nossa, cara, o primeiro presidente que entregar isso já é uma revolução. E eu quero fazer isso, eu não quero me vingar do cara A, B ou C, eu só não quero ser otário também, do tipo, ah, eu vou começar a tocar esse programa, eu sou sabotado. Se vier me sabotar, aí eu vou pro pau também, mas não tô, eu não tô procurando dividida.
E eu acho que as pessoas precisam entender que é esse momento que nós estamos, e é isso que nós precisamos já, urgentemente. É isso, o Brasil precisa disso, nada além disso. É o fim das guerras faccionais, fim dessa briga que nós temos entre a direita e esquerda, centrão, como... Teve uma parada, Júnior... Chama de Júnior? Sei lá. É que você tem o Junito que faz live comigo e eu falo: "Nossa, estão ficando realmente maluco." E ele é barbudo que nem você.
Eu que tomei tramal, não foi tu não.
E quando eu faço as lives eu tô... Eu fiz isso. Juninho, tem um negócio, eu dialogo com o cara que é o operador e eu te chamei, enfim.
Tá bom, tá bom. Então deixa eu aproveitar e te interromper então. Cara, eu concordo que a gente precisa de um, que a gente precisa de um ser, ter um capital social maior. Eu concordo que a gente precisa se olhar e se enxergar como um povo, né? Só que a gente precisa levar em consideração também que a gente sabe que a gente gosta mesmo é de conflito, né? A gente clica mesmo é na notícia ruim, a gente engaja mesmo é com a fofoca.
A gente não— a notícia assim, deu certo, legal, deu ruim, nossa, meu irmão, deu ruim ali, hein? Conta para todo mundo que deu ruim ali. É um outro jeito de tratar. Então, sendo esse Sendo essa a forma mais ou menos como a gente funciona, o fla-flu eleitoral é interessante pra todo mundo, especialmente porque os caras mais interessados nesse fla-flu eleitoral, eles vão se alimentar intencionalmente, eles vão dizer que o que você tá falando é coisa de isentão, é coisa de fraco, tá entendendo? Por quê? Porque a gente já viu...
Eu sei disso.
A gente já viu várias vezes o cara que sobe e fala contra o banheiro unissex. Aí ele viu lá, viu lá, gravei meu vídeo lá agora, vai lá tu fala tua, tá ligado? O cara vai lá e fala o contrário, faz um vídeo e é isso, né? Então brigar contra essa, esse jogo é talvez a maior dificuldade, a maior, maior desafio agora, né? Falar, falar de sensatez no momento de inflamação.
É, talvez, mas é completamente radical que eu tô falando aqui. Porque é tão óbvio, o lance é assim, é tão óbvio que a regra do jogo é, o galera que tá assistindo aqui, que a regra do jogo é conflito e você ganha views, votos, ganha tudo com conflito, que você pode só fingir que você tá em conflito. A coisa mais radical é você ser profundamente honesto e falar: "Cara, não adianta eu ficar fingindo que vou ficar brigando com todo mundo o tempo todo, eu não vou governar, eu não vou nem ganhar a eleição." Ao mesmo tempo, para vencer a eleição eu tenho que ganhar dos caras.
E aí, para, eu sou bem mais intenso nas críticas a eles. Então, é, soa paradoxal porque assim, eu ao mesmo tempo que eu tô dando porrada no Lula, porrada no Flávio, porrada em todo mundo que eu preciso dar porrada, eu tô falando, eu não quero, eu vou ganhar, eu não quero mais dar porrada em vocês, eu vou ganhar e assim, precisamos fazer algumas coisas que todo mundo aqui concorda, precisamos destruir o crime organizado, precisa resolver a conta pública do Brasil, precisa ver essa oportunidade gigante que a gente tem com terras raras e pegar essa oportunidade e assim, Pelo amor de Deus, é uma chance.
A gente tem que tirar o gap com os Estados Unidos, tirar o gap com o resto do mundo. O negócio das terras raras é um bilhete, ele pode ser ou um bilhete premiado ou mais um pau Brasil. A gente tem que escolher, ou a gente pega um bilhete premiado para virar um lugar sério, ou ticket pau Brasil, algumas pessoas vão ficar ricas, a gente vai exportar uma commodity, que nem commodity, mas exportar produto cru para fora. Eu quero no meu governo pegar esse ticket premiado e assim fazer turbina de avião aqui, fazer drone aqui no Brasil, fazer bateria para todos os carros que estão saindo, fora os chineses, no mundo, a bateria ser feita aqui no Brasil.
Dá para fazer tudo isso, cara, dá para a galera ganhar muita grana. Só que eu já tô avisando para todo mundo assistindo, o seu país hoje acabou. Hoje, com as coisas que passaram nas duas últimas semanas, é que brasileiro não dá bola, ninguém quer falar disso, acabou. Igor, casa caiu por duas coisas. Galera não tem ideia do que foi esse fim da escala 6 por 1, foi uma infantilidade, um debate infantil. Nem o México, que é um país de esquerda, foi para essa linha.
E vai ter consequências econômicas enormes. E para a gente conseguir fazer uma recuperação econômica, não vai rolar essa discussão. Já tá sendo em outros termos. As pessoas que sofrem com a escala 6 por 1 são pessoas que sofrem, no fundo, por morar em grandes centros urbanos, sofrem com problema de transporte. É uma parte das pessoas passam 2, 3, 4 horas indo e voltando para o trabalho. Essas pessoas precisam de infraestrutura de transporte ou emprego perto de casa, morar perto do trabalho.
Esse é o que precisa. De resto, a gente é um país muito pobre, essas pessoas vão ter que trabalhar mais para poder pagar as contas delas. Isso foi uma coisa que passou e a galera não viu ainda o caminho que a gente tá adotando, que é um caminho inimigo da produtividade. O outro lado, você tá falando do Banco Master, se prepare para o Eletrolão. É o novo escândalo centibilionário que tem tudo para ultrapassar o do Banco Master e já tá rolando, passou semana passada.
Rolou um leilão de termoelétrica bizarro com o Joesley, mais uma turma ligada ao Alexandre Silveira, ao ministro do Lula. Negócio muito, muito estranho. O leilão bizarro que vai aumentar nossa conta de luz ano que vem em coisa de 10% para todo mundo, com termoelétricas operando sem precisar. A gente poderia ter usado esse leilão para investir em bateria para energia renovável. Brasil tá produzindo muita energia eólica, muita energia solar, só que a gente não tem bateria para acumular isso que tem, explicar aqui, mas tem picos, né?
Você tem energia solar, meio-dia você tá, né, no pico, tem sol para caramba. À noite você não pega energia solar. Então quando você tem o pico, você não usa aquele boost de energia que tem, você tem que ter aquilo, já se perde. Então o que que você precisa de bateria para acumular? E aí à noite que você não pega, você gasta, você joga no sistema aquilo que foi acumulado na bateria. Esse leilão era para ter colocado bateria. O Brasil tem entrado no modelo que a China tá indo, Estados Unidos Não teve, foi termoelétrica, beneficiando um monte de vagabundo, de ladrão, vagabundo e ladrão, com um acordo com o governo bizarro, pagando triplo, quádruplo por energia que outros lugares pagam.
Qual que é a desculpa pra fazer essa porra?
Não tem desculpa! O TCU já leu o que rolou agora, esse leilão, e falou: "Isso tudo é bizarro". A Fiesp já entrou na STF, a gente mesmo vai entrar com ação. Não tão falando ainda porque o susto foi semana passada e é um escândalo de centenas de bilhões. Ano que vem a conta de luz vai aumentar em 10% para todo mundo e ninguém tá falando, ninguém tá falando. É mesmo? Porque é um esquema que envolve os mesmos empresários, rolou agora no governo Lula.
Então você tá assim falando de master, aguarda que tem mais um. E assim, como a gente vai fazer o Brasil crescer com energia cara, com a política visando: você vai trabalhar menos, vai ganhar igual? Não vai. O Brasil tá perdendo a corrida mundial de todas as áreas possíveis. Você vai trabalhar menos e você vai ganhar muito menos, e provavelmente você vai ter que trabalhar mais pra ganhar o mesmo. Você vai ter que trabalhar mais pra ganhar o que tava ganhando antes.
Vai ter pressão inflacionária, o agro tá desesperado, porque esse negócio da 6x1 que é um susto. E ninguém avisou, porque os políticos mentem o tempo todo. Então o presidente que vai pegar o Brasil no ano que vem, eu tô dando essa dica porque eu podia só falar coisa fofinha, vai pegar uma bucha. Gigante, que é um monte de desgraça que os caras fizeram.
Tudo pra ganhar eleição esse ano, né?
Exato! E esse do eletrolão nem foi pra ganhar, eu não sei porque os caras fizeram isso. Pra mim, a gente sabe, né? Dinheiro. Mas é que foi muito dinheiro. Então é coisa de centenas de milhões.
Eu não ouvi falar disso daí, cara, eu vou anotar pra dar uma pesquisada.
Pode pesquisar. Cara, fala com o Felipe Moura Brasil, eu sou um pré-candidato, não ouçam a minha opinião, muito dinheiro e mora no Brasil, é assustador, é assustador. E assim, foi o cara, ele, o consórcio envolvendo o BTG, que pegou lá com mais um monte de planta de termoelétrica. E assim, se é só por ter a planta parada sem utilizar, eles ganham dinheiro, ganham bilhões. É um negócio assim, é um negócio de bilhões com risco nenhum.
Bizarro, a história é bizarra. E eu tô me informando hoje, eu peguei para ler tudo "Puta saco, puta saco, queria tá fazendo outra coisa." Tem que saber, né? "Vou te manjar de eletrolão agora." "Não, mas assim, eu manjava de master." "Galera, tem um novo escândalo aí." "E se eu ganhar?" "E como é que eu faço pra desfazer uma besteira dessas?" Entendeu? Porque é direito adquirido, né? Os caras ganharam o leilão. Pois é.
Legalmente, tu dá um problema.
Então assim, o leilão foi O leilão precisa ser homologado e tal. Não pode homologar esse leilão. Aí tá, a gente tem que gravar vídeo, falar desse assunto, as pessoas não sabem ainda do assunto, é feriado, a gente quer semana que vem. Aí assim, a gente tem que correr contra o tempo pra evitar uma puta de uma malandragem que aconteceu. Graças a Deus a gente tá aqui ao vivo, tem, né, a galera, por favor faça um corte disso, esse assunto é importantíssimo.
Se eu te pedir um negócio, chama o Felipe Moura Brasil pra falar disso. É o novo Banco Master. E aconteceu agora, assim, na surdina.
Não, tá anotado aqui, eu vou estudar esse assunto aí. Bom, então, mas é isso, né, meu irmão? O Brasil toda hora ele tem, a gente não passa muito tempo sem um escândalozinho. Essa que é a verdade, né, cara? Então meio que tem para todo mundo. E aí, nesse sentido, tem muita coisa para acontecer até as eleições, né? É claro que você vai dizer, inclusive tu já disse que o teu principal investimento é não ter se envolvido com essas paradas, mas tu projeta mais mudanças daqui para frente lá nesse cenário político, especialmente no que toca escândalo?
Porque tu acredita que a gente vai ter uma CPI do Banco Master? Tu acredita que a gente vai ter uma CPMI do Banco Master? Não vai ter. Não vai ter. Tu realmente acredita? Assim, a gente sabe que tem, eu imagino, não sei, mas eu imagino que ninguém quer que saia muita coisa dali do Daniel Voccaro. Acho que os únicos interessados nisso talvez sejam os caras da Polícia Federal, um salve para os caras da Polícia Federal, entendeu?
É onde está a minha esperança, porque eu não acho que o Procurador-Geral da República tem tanto interesse assim, nem ninguém do STF, nem nenhum político. Manja. O que me dá também aquele tédio que a gente estava falando mais cedo, né? Porque eu acho que vai precisar de coragem e de saber dançar, porque se fosse para fazer alguma coisa, tinha CPI.
Sim, mas a CPI é realmente assim, eu não contaria muito com uma CPI porque Todos os grandes membros dos partidos políticos estão envolvidos nesse escândalo do Banco Master. E o problema do modelo político do Brasil é que você, se você é um político do centrão, o seu eleitor não te cobra. Vou dar um exemplo, quem acabou com a CPI do Banco Master? Foi um acordo envolvendo o Flávio, o presidente do Senado Alcolumbre e o Xandão. Palavras do Flávio.
Flávio disse que foi feito um acordo com Xandão, que o projeto que garantia... Um acordo foi feito, é: ia passar a dosimetria enquanto tiravam a CPI do Master. Aí o Xandão não cumpriu depois, aí o Flávio foi reclamar. E quem no final não botou pra votar a CPI foi o Alcolumbre. Então o estado do Alcolumbre, o Amapá, ele comprou títulos podres do Banco Master. O Alcolumbre estava nomeando o Otto Lobo na Comissão de Valores Mobiliários, que era um cara que interessava o Joesley e Alvorcaro.
O Alcolumbre está no caso do Master, só que o Alcolumbre ele é eleito pelo Amapá. E qual a característica do eleitor do Alcolumbre? É que ele não liga, porque o Alcolumbre comprou o voto dele. Alcolumbre comprou uma pessoa que vai comprar o voto dele. É um voto de máquina feito com pessoas de lugares muito pobres que não vão estar tipo "alcoolômbrio, tô de olho", não tão de olho. A maior parte dos políticos do Centrão tem como característica não receber cobrança do eleitor, porque o eleitor é um eleitor muito pobre, e como o eleitor é muito pobre, aquela pessoa tá precisando de um emprego e ele depende do político pra ter emprego, então se ele for reclamar do político ele vai perder o emprego na prefeitura, ele vai perder um dinheirinho do não sei o quê, isso eu vi rodando o Nordeste, é muito difícil você imaginar que uma pessoa no Maranhão vai cobrar um político no Maranhão, porque Se ela for cobrar um deputado, o deputado é amigo do vereador da cidade, ele vai ter um vereador na cidade que tem essa pessoa, e aí essa pessoa depende do vereador pra qualquer coisa.
Todo mundo depende assim muito do Estado pra sobreviver, então aquela pessoa é quase um servo, não digo um escravo, mas um servo do político. Então esse político não é cobrado, então ele pode fazer todos esses acordos corruptos que eles fazem, e essa é a grande verdade do Brasil, eles não vão perder a eleição. O que eles precisam pra manter esse cara? Emenda, emenda, que com essas emendas ele manda um dinheiro pra base deles, desvia esse dinheiro, faz um caixa 2.
É por isso que existe orçamento secreto, que hoje, junto com emendas em geral, tá na casa, sei lá, dos 50, 60 bi nesse orçamento agora. São dezenas de bilhões.
Serve pra quê isso daí?
Pra operar essa máquina suja, que é uma máquina suja dos políticos. E aí, cara, quem tem mais grana, quem— aí o cara vai dar criatividade dele, como ele opera esse dinheiro. Isso é o Brasil. Eu tô falando assim Lembra do "um"?
É muito dinheiro mesmo, é muito dinheiro destinado a uma parada que... E assim, isso aqui é independente de partido, eu tô falando de dinheiro. É muito dinheiro destinado a uma parada que não é claro. E pô, se a gente tá falando de um troço no Estado brasileiro, a gente tá falando do meu dinheiro e do teu dinheiro aí também, meu irmão, que a gente não sabe pra onde vai.
Deixa eu falar uma coisa, Glaubdia, aqui. Provavelmente a gente recebeu algum ataque de bot aqui na live.
Por quê?
Que do nada subiu para 85 mil pessoas ao vivo. E caralho! E aí tava indo assim, eu conheço audiência, eu tô tendo uns views bons.
Mas 85 é muito massa.
Eu nunca tive 85, então, e eu tenho haters, né?
Então é possível que... Então salve para os amigos aí que bota bot, tá? Não seria a primeira vez, a gente sabe lidar, fica tranquilo inclusive, que a gente sabe lidar.
Eu quero pedir desculpas, o convidado chega aqui com uns indianos, né?
Não seria a primeira vez não, mas a gente sabe lidar.
Tá, ótimo, ótimo, ótimo. Só queria deixar claro. "Ah, o Renan botou..." Eu não botei bot nenhum, tá? Não tem nada a ver com isso.
Tá bom, tudo bem. A gente tá... Ó, família, o Renan tá falando que não foi ele que botou o bot não. Depois tem que ver se não foi mesmo, hein?
Tô brincando. CPI dos bots. Aí isso vira CPI.
Botelão. É o tipo de coisa que é um possível lugar de encheção de saco que tem coisas que a gente tem aqueles investimentos que você falou, que você não faz. Você só não vai nesse lugar. Por que que eu colocaria bot sabendo que vagabundo vai pegar, apertar meu crânio depois? Porque colocar bot é sujo, né? Então eu também não colocaria bot se fosse tu não, meu irmão.
Lógico, lógico. Não, por isso que eu já vi, eu já falei, vou deixar bem claro, tá? Não tenho nada a ver com isso, que eu vi 85 mil, falei, calma aí, calma aí, calma aí, calma aí, tô crescendo, mas ainda não cheguei nesse. É igual no Dragon Ball, sabe? Eu já sou, tô virando Super Sayajin, tá?
Eu não tô Super Saiyajin 3, Mas tem que tomar cuidado também com essa linguagem aí, porque tá um Super Sayajin professor de história, né?
É, mas é um no cravo, na ferradura. É um Super Sayajin pro meu eleitor jovem e é um visual de professor pro eleitor mais velho.
A vida tá mais intensa, Renan, porque como você falou, a primeira vez que a gente conversou, tu tava num contexto completamente diferente, né? Eu sei que tu tá viajando pra caralho, eu sei que tu tá fazendo uma porrada de coisa, eu sei que tu tá tomando cuidado com um monte de assunto, prestando atenção numa porrada de coisa ao mesmo tempo, mas era isso mesmo, cara.
Olha, a beleza é que o ser humano é um bicho muito louco, né? A gente se adapta às circunstâncias. Então eu vou dar um exemplo: a viagem para o Maranhão foi uma viagem muito difícil para mim, porque, um, faz muito calor. Viagem em lugar de calor e você tem que andar na rua naquele calor de terno é osso. De carro, muito buraco. Assim, a viagem do Maranhão foi um calvário. E fora assim, realmente eles têm muito problema com saneamento básico, e quando você não tem saneamento básico você tem diarreia.
E assim, toda equipe pegou tudo que você possa imaginar. Então a gente voltou moído do Maranhão. E fora que assim, a gente montou uma agenda séria no Maranhão, era 7 da manhã a rádio até evento à noite, 11:30 da noite, e a gente ficando ao vivo fazendo IRL. Foi uma pauleira no Maranhão. E você volta assim, você tem noção, cara, difícil aguentar isso, mas vamos embora. Quando eu tive agora a viagem para Bahia, falei, pô, vai ser Maranhão.
Eu falo assim, olha, o ritmo de trabalho é alto, mas a Bahia não tá no, na infra Maranhão. Pô, eu já achei que eu tava no céu. Falei, pô, tô em San Francisco, tô lá nos Estados Unidos. Só de ter uma estrada que você consegue andar mais de 50 por hora, sabe? Só de conseguir beber uma bebida com gelo no copo, porque não é o gelo, não foi tirado uma água que foi de um poço contaminado, você já começa Então, ser humano, a gente vai encontrando, é, os cara, quando tu chega nesses lugares, cara, uma das tuas principais coisas que tu fala é: porra, esse território como está posto não devia ser assim, ou esse, essa cidade não devia existir, devia juntar aqui esse estado, não sei o quê e tudo mais.
Quando os cara, quando tu chega lá com essas, com essas, com esse papo, os cara não fica puto contigo não, cara?
Eu acho que eles ficam, o político e a imprensa, vamos botar política e imprensa, a população concorda. É muito difícil uma pessoa resistir aos argumentos que eu tô trazendo. Então quando eu vou numa imprensa nas cidades que eu falo que vão ter que ser fundidas, eu fiz isso em vários lugares, as pessoas estão falando: "Não, realmente faz muito sentido." Por que que existe realmente uma prefeitura que quando se apresenta, que existe uma prefeitura numa cidade de 3 mil habitantes e aí tem que ter um prefeito, 9 vereadores, sei lá, 15 secretários, sei lá, 100, 150, 200 funcionários da prefeitura que não fazem nada e não precisaria existir conhece quase ninguém desse time, você vai olhar, a pessoa é realmente não precisa, e minha vida é uma desgraça.
Sim, eu poderia só juntar tudo isso, ter apenas um prefeito, até 9 vereadores, em vez de estar juntando 5 cidades, ter 45 vereadores. Então você é racional. A imprensa, ela, especialmente as rádios, ela tem audiência quando eu vou lá. Então meio que eles, pô, não vou chamar o cara, é bom para imprensa. E o jornalista, ele vai sendo convencido no processo. Ou político local ficar com medo. O prefeito tem medo porque ele falou assim: cara, é melhor nem aparecer aqui porque o cara vai me xingar na rádio.
Então eles só ficam quietos. E para eles também entrou numa coisa que é muito boa, que se o prefeito local fala com a rádio para rádio não me receber, eu vou lá e gravo um vídeo na frente da rádio falando: o prefeito não deixa. Então é melhor, né? Acontece isso, né? Então não é É bom assim. Então eu estou fazendo isso e precisa fazer isso porque a gente tem que despertar as pessoas.
Tem coisa que tu achou que tu ia falar que era, que bateria impopular, mas na real a galera tá entendendo? Isso que você tá me falando aí, eu achei, pô, não pensei que a população ia falar: tá maluco, cara, isso aqui é minha cidade, porra, falando que tem que acabar minha cidade. Tu tá dizendo que é o contrário? Quem geralmente costuma ficar melindrado é o cara que tem benefício mesmo, né?
Sim, tem mais coisas. Eu vou no cidades do interior do Nordeste e falo mal do Bolsa Família e falo: ó, não dá para uma cidade ter, sei lá, 60, 70% da população, dos domicílios, vamos dizer, vivendo no Bolsa Família. Vocês não podem viver assim, eu preciso ter uma porta de saída e isto não será mantido da forma como tá. As pessoas concordam, até a gente tá no Bolsa Família. Eu falei com agricultora, mulheres agricultoras: olha, não, se tivesse emprego seria melhor.
Seria melhor, sim, entendi o que você tá falando. Tem um lance que assim, a pessoa, por mais simples e humilde que seja, a pessoa não é idiota. As pessoas tratam eleitor como idiota. Se eu falo pra pessoa assim, ó, eu não estou mentindo pra você, não dá pra ficar nesse método que tá aí. Ah, tá, pô, ele falou a verdade pra mim. Por mais que eu discorde, por mais que eu não queira no momento, no mínimo, pô, esse cara foi sincero.
Foi o que eu fiz na 6x1. Toda a direita foi a favor. Ah, fim desse caso, 6x1 junto com o PT. Votaram lá com o PT. Eu, como pré-candidato, fui o único pré-candidato que fui contra, e o Kim como deputado fez discurso.
Eu vi.
O Kim tem um vídeo, é só puxar, acho que tá em 12 milhões de visualizações, fazendo discurso contra, um sucesso. Porque tem uma coisa, muita gente foi no Kim, ó, discordo de você, tá, Kim, você é o melhor deputado, eu discordo de você. Quando você é muito honesto com a pessoa, você pode falar o que a pessoa não quer ouvir e a pessoa no mínimo vai te ouvir depois por outro assunto. O lance de você não enganar o eleitor tem lá suas vantagens.
Tipo, as pessoas estão me seguindo, eu tinha, comecei a pré-campanha com cento e poucos mil seguidores, agora eu tô com, vou bater 1 milhão e 600 acho que amanhã. Chega um público muito novo, essas pessoas muito novas elas concordam comigo sobre segurança, mas não concordam sobre outro assunto, concordam comigo sobre, sei lá, desfavelização, mas não concordam sobre educação comigo. Mas em todos os casos elas estão vendo um cara falar uma coisa muito verdadeira na cara delas, não tratá-las como um idiota e topar brigar com ele.
Vou te dar um exemplo: você sabe quando você perde seus avós? Eu tava falando isso porque minha vó morreu agora. É quando você para de brigar com eles na mesa de jantar. Quando você tá com o vovô e o vovô: "Ah, porque olha só..." E você: "Não, você tá certo, vô." Acabou. Vovô morreu. Porque você parou de levar ele a sério como alguém que tem uma opinião. A gente não faz isso com os eleitores brasileiros? Faz. A gente não leva eles a sério.
Então assim, "Ah, eu te dei Bolsa Família, vou te dar Bolsa Família, fica tranquilo." É igual o Lula, "Pega um vale gás aí, ó, você tem assinação, toma um vale gás aí." Não, e se eu tratar o eleitor assim, ó, eu tô discutindo, você tá errado, eleitor, o fim da escala 6 por 1 é um erro, e não é sobre 6 por 1, é sobre a gente fazer uma reforma que flexibiliza as relações de trabalho. "Estão te enganando." "Não, não, Renan, você tá errado." "Você tá errado, mas tudo bem, você não tá comigo nessa." Amanhã o cara tá concordando comigo num outro assunto e ele fala: "O Renan é de verdade." Então eu prefiro tratar aquela pessoa, o eleitor, como um adulto, que é como nós temos que tratar nossos avós.
A partir do momento que você começa a tratar seus pais ou seus avós como: "Não, não, legal, legal, vovô, legal, isso aí, isso aí..." Seu vô morreu ali, cara. E a pessoa murcha por dentro, o velhinho perde a esperança, ele percebe que as pessoas já não levam ele a sério, vira café com leite, que ele é tratado igual criança. Isso é uma forma, inclusive, de fazer a pessoa meio que ser ostracizada, já como alguém que não tem mais opinião.
O Brasil faz isso na escala de milhões com eleitores. A gente trata o eleitor como um completo imbecil nesse país. Então eu tô indo... Por isso que assim, Igor, eu não sei se eu vou... Me queimar fazendo essas coisas, mas eu tô tentando fazer uma terapia de choque de mostrar pras pessoas como é que é ter um pré-candidato que vai só falar o que acha o tempo todo, não importa as consequências. Então, por exemplo, eu arrumei uma briga, vou dar uma briga com alguém agora.
Tem agora todo um hype dos influenciadores de autismo. É todo um hype que tem, né? Então tem um cara, porque agora adotaram um modelo americano de classificação, nível 1, nível 2, nível 3. Aí você pega uma pessoa absolutamente normal que tem um Asperger, que nem sei como que fala isso, e aí a pessoa levemente peculiar, uma pessoa altamente funcional, não depende de nenhum suporte algum. Aí ela bota aquele coloridinho: gente, conseguiu um diagnóstico de autismo, eu também tenho altas habilidades.
Aí essa pessoa vai, ela consegue benefícios, ela consegue um monte de coisa. Foi criado toda uma indústria de obtenção de laudos falsos de autismo, porque o autismo foi equiparado à deficiência. E aí você consegue pegar um BPC, que é um salário mínimo, você consegue, por exemplo, não pagar impostos na hora de comprar um carro. E aí foi criado no Brasil uma indústria disso. Falei: galera, eu vou ter que quebrar essa indústria. O cara que não é autista tá pegando uma grana que podia estar indo para um deficiente visual, para um deficiente físico.
Pô, é malandragem, isso é escroto. Se eu assim, eu sempre fui uma criança peculiar, meu, né, hiperfoco, essas coisas. Se eu fosse um desses consultórios pegar um laudo, talvez até conseguiria, né? Então assim, eu conheço um pouco desse papo, sabe? A diferença do remédio do veneno é a dose. O pessoal passa muita dose no Brasil. Quando o Brasil, a galera que é picareta no Brasil. E aí eu fui falar disso, nossa, porque agora tem Tem um partido político chamado Partido do Autista, tentaram montar, não conseguiu, mas o Partido do Autista soltou nota, o Renan é contra os autistas, eu falei: não sou, cara, eu sou contra o cara que quer obter um diagnóstico pra pegar uma grana sendo que não é autista.
E é uma briga, todo mundo falou: Renan, você não precisava entrar nessa briga. Eu falei: precisa entrar nessa briga, porque o BPC dos benefícios do governo é o que mais está crescendo, está estourando, e o próximo presidente da república vai ter que cortar fraudes no BPC. Eu vou precisar cortar fraude. Esta é uma fraude no BPC. Eu vou— ah, mas você vai perder voto. Eu preciso avisar, cara, eu preciso trazer essa discussão. E no fim, eu não acho que não vou perder voto nenhum, eu não acho.
Porque se for perder um voto do malandro que tá assim, o cara tem um— eu quero pegar, eu quero ter uma fraude, que esse cara já não ia votar em mim, esse cara tem outra, entendeu? Então prefiro não pegar agora. O sincericídio, ser muito honesto, ser muito verdadeiro na relação é a única forma que eu vejo da gente quebrar esse jogo.
É, até porque eu diria que é o jeito diferente, né? Porque até agora todo mundo tentou fazer o oposto, né? É meio que, ah, todo mundo falou até agora, já que tava todo mundo repetindo o que o povo queria ouvir até agora, deixa eu falar aqui uma parada que talvez possa doer. Eu entendo, acho que Acho que tem até... Eu não acho que você perde voto mesmo não, cara. Eu acho que, por algumas razões, uma até meio ruim, eu diria. Eu diria que tem parte que não lembra, sabe qual é? Infelizmente.
Sim. Das paradas. Sim, mas é verdade.
Isso é triste. Eu preferia que o cara lembrasse de "Puta, não gostei dessa porra que ele falou" do que "Não lembro".
Ou vai ter a única lembrança que ele vai ter é a lembrança das últimas 48 horas antes de votar.
É.
Em que todo mundo quer parecer super-herói. Mas pelo tipo, porque eu imagino o tipo de construção que eu tô fazendo, ela é muito na cara. Se o cara pegar raiva, ele vai pegar raiva mesmo. É verdade. Agora, eu fiz um teste, né? Esse teste foi bem interessante. Eu fui na Marcha dos Prefeitos, é um evento que tem em Brasília, em que os prefeitos do Brasil inteiro se reúnem para protestar, não para protestar, mas para reivindicar do governo federal mais dinheiro, para falar dos problemas deles.
Pra definir quais são as pautas dos prefeitos, um negócio quase como se fosse uma reunião sindical de prefeitos. E em ano eleitoral eles convidam os presidenciáveis pra falar. Foi o Lula num dia, o Flávio no outro, o Zema e o Caiado no outro, e no último dia fui eu. Eu falei: "Cara, eu serei vaiado como se não houvesse amanhã." Eu sou o cara falando que prefeito que não entrega indicador de desempenho, ou seja, que não melhora a vida das pessoas, vai ficar inelegível.
Eu falo que eu vou fundir um monte de cidade. Fala que cidade inútil tem que ser juntada já e que algumas tinha que ter um interventor. Eu rodei o Nordeste inteiro, não quase todo o Nordeste, boa parte do Brasil, e gravo vídeos falando de cidades. Falei, aqueles prefeitos vão me encontrar, eles vão descer a porrada em mim. Então foi muito engraçado que eu fui para Brasília já assim, galera, eles vão me vaiar e eu vou responder e vou sustentar o fogo, mas vai ser paulada. Tava lá, já, né, como diria Pablo Marçal, com mindset, né?
Tu tava de azul marinho? Aí tu tava de Pablo Marçal mesmo, cara.
Eu tava com a roupa meio marçalizada assim, né? Enfim, aí, mas eu fui com a cabeça assim, vai dar ruim, mas vai dar ruim, mas eu vou sustentar o fogo, vou mostrar que eu sou brabo, que eu sustento o que eu falo. Chego no hotel um dia antes do evento, era de manhã. Quando o carro para no hotel, eu saio do carro, tem um cara me olhando. Renan, ele falou, cara, eu sou prefeito de uma cidade tal lá no Paraná, tira uma foto comigo.
Eu, ok. Entro, tinha uma mesa com um monte de prefeito. Renan, eu sou da Bahia, não acredito que você tá aqui, vem tirar foto, não sei o quê. Eu, não, tá falando as coisas Ficar fazendo imitação... Os caras adoraram, aí vieram, tinha dois do Maranhão, falei: "Agora ele toma porrada." "Não, não, vai lá, você viu que saiu o escândalo do Flávio? Porrada neles!" "Cês tão vendo que eu tô gravando de vídeo?" "Lógico!" "Cê tá falando umas verdades, tem muito prefeito vagabundo aí!" "Ok..." Aí eu vou pro quarto tomar o meu banho pra dormir, e eu: "Galera, para tudo, vai dar bom amanhã, vai dar bom amanhã e eu vou falar tudo que eu ia falar.
Eu fiz um discurso para os prefeitos, não tratando os prefeitos como idiotas, falei: ó, vocês são a base da entrega de serviço público no Brasil, não dá para ter tanta cidade, não dá para ter prefeito que compra a voto da população, prefeito que faz show do Wesley Safadão, não sei o quê, mas ao mesmo tempo eu te proponho um negócio: os bons prefeitos, vocês vão determinar a grana que vai para os partidos, fundo partidário vai ser determinado pelo desempenho do prefeito e não pelo número de deputados que o partido faz.
Portanto, o prefeito se torna a figura mais importante dos partidos. Pro Brasil é muito bom que seja o prefeito, porque o prefeito é o cara que resolve o problema das pessoas. É na cidade. Então vamos botar o foco no bom prefeito. E avisei: o prefeito que não entregar bons indicadores de desempenho, ele fica inelegível. As pessoas me aplaudiram. E me aplaudiram várias vezes no meio do discurso. Porque eu falei: cara, eu quero que vocês sejam vencedores, eu quero que o prefeito Realmente entregue o que seja preciso.
E eu quero que aumente os recursos que vão, mas não para os maus prefeitos, é só para os bons. Para os maus eu vou punir. Pô, eu desci, eu juro, cara, os prefeitos faziam fila para tirar foto. E eu era um ilustre desconhecido até ontem. O que que isso me ensinou? Eu falei, cara, ninguém é idiota. O prefeito sabe que na ilusão que ele vive hoje, que ele precisa comprar o voto da população, que o Wesley precisa fazer um show do Wesley safadão, Ele vai ficar eternamente com o pires na mão do governo federal e o governo federal iludindo eles, a população fingindo que recebe o serviço público, ele fingindo que entrega o serviço público.
Isto não funciona, eles estão cansados. Eu propus um novo caminho, um novo caminho que tem um lado bom e um lado ruim, mas eu propus, tratando eles como adultos. Eles respeitaram. Então, inclusive, pra mim aquilo falou assim: "Cara, eu tenho que aprofundar esse caminho." de cometer o sincericídio. Eu tenho que só falar realmente o que a gente acha que é o certo, estudando muito o que falar, porque as pessoas talvez, talvez, aí eu tô postando assim inocente, talvez sejam capazes de não, sabe, de não cair na tentação idiota o tempo todo do 'eu vou te dar um vale-gás', do Flávio Bolsonaro, enquanto Lula fica dando coisa, né, é vale-gás, toma energia elétrica.
O Flávio: 'Olha, eu não vou falar nenhuma proposta porque eu vou perder voto.' Tipo, o cara admite que ele não vai falar nenhuma proposta. É como se eu fosse bater sua carteira, avisasse assim, ó, atenção, é, eu, olha para o lado que eu vou pegar sua carteira. É literalmente isso que o Flávio avisou. Olha, você não vai gostar que eu vou te falar uma proposta, então eu não vou te contar uma proposta, mas saiba que você não vai gostar.
Pô, cara, você entende? É literalmente bater carteira, Igor, olha para lá, eu peguei seu celular aqui, ó, ele não viu. É isso, cara. Pô, isso é muito, muito escroto, cara. Não é? É, o bom é porque o pior é avisar, porque ele podia só fazer assim: não falei uma proposta, olha, eu quero cuidar do povo. Sabe aquelas propostas genéricas? Não vou falar que vocês não vão gostar.
Em relação, e aqui, porra, deixa eu falar com, deixa eu, essa aqui vai para o Renan sem ser o pré-candidato, tá bom? Vai lá para o Renan para as análises genais, tá bom?
Perfeito.
Porra, em que medida? Vamos lá, se a gente fosse colocar o Jair, não, o Renan, que é o mais jovem Bolsonaro, como 1 e o Jair Bolsonaro como 10, onde é que tá o Flávio?
Em qual critério tá essa escala?
É uma escala de, uma escala de É difícil assim, porque o carisma, porque o carisma não é de habilidade política, habilidade política.
Sabendo que o Flávio tem mais habilidade do que o Jair, acho que o Jair tá mais próximo do Jair Renan.
Então, mas calma aí, você acha então que o Jair Bolsonaro pai Me parece, o Flávio me parece dar mais mole, tá? Ele me parece se envolver com dinheiro de chocolate, ele me parece ser o cara que compra uma casa do jeito esquisito, o cara que se envolve com banco mais, entendeu? Aí a gente pode parar pra pensar e fazendo advogado do diabo do próprio pai do Bolsonaro aqui, eu diria que esse cara, eu até acredito que ele não foi tão corrupto, mas não sei se é porque ele não quis ou se é porque não chamaram, tá ligado?
Porque tem uma diferença aí de jogar. O cara que joga o jogo, ele pode participar de coisas que o outro não. Então, Bolsonaro, por exemplo, por ser meio barulhento e tudo mais, ele fala umas paradas. Fico pensando, tá? O que lhe coube foi o lance lá da casa funcional, lá do apartamento. O que lhe coube foi um golpe ali na gasolina lá nos, sei lá, nos anos 70, entendeu? O que lhe coube Uma paradinha assim, o Flávio, por ser mais habilidoso, ele se enfiou melhor nesses meios, ele ficou mais, ele se tornou mais centrão de certa forma, ou um centrão mais menos barulhento, a ponto de conseguir estar nessas coisas um pouco maiores, sabe?
Porque o que consta contra o Flávio, escândalos ou problemas neste sentido, maiores do que consta contra Jair Bolsonaro. Talvez o principal problema de Jair Bolsonaro seja a condição da pandemia.
Olha, uau! E assim, claro, gloriosa conceituação, porque assim, eu também acho que é uma força você não se envolver em escândalos. Na política isso não é considerado uma força. O ato de conversar bem com os outros para você não se dar mal costuma ser visto pela política institucional assim como: "Pô, esse cara é habilidoso." Então, de acordo com a regra geral da política, que não é o que você falou, eu acho que você tá certo, porque é a minha régua essa aí.
A régua deles, o Flávio é visto como mais habilidoso. Por quê? Porque ele não foi preso. Por quê? Porque ele é envolvido com o Cláudio Castro, ele é envolvido com o... Esqueci o Bacelar, o TH Joias, é uma galera muito podre. E, cara, ele se segura, ele não perdeu o mandato de senador com o negócio da rachadinha. Ele ficou próximo dos caras do STF, então nessa régua ele seria mais habilidoso. Mas eu acho que a carreira dele é muito estreita, ele não pode fazer nada, ele é um candidato sem graça, ele é um candidato que não vai poder fazer nada se tornar presidente.
Eu nem acho que ele ganha pra presidente, na verdade ele não ganha pra presidente. Então acho que ele tem um limite que ele pode chegar. Nisso o pai foi melhor, porque o pai, acho que o pai não gastou a energia dele se envolvendo em escândalos. Por mais que o pai também gostasse de dinheiro, gostasse, né, tem as propriedades, tem eles todos, o pai também tava buscando a rachadinha. Aconteceu em todos os gabinetes, incluindo do Jair.
Mas eu acho que o Jair não tinha, vamos colocar assim, hiperfoco em corrupção como Flávio. Flávio, ele tinha assim, Flávio foi muito focado nisso na carreira dele toda. E isso é uma força do pai. Então nessa régua do Igor, vou botar a régua dele, que eu concordo com ela, aí sim a gente pode fazer o seguinte desenho: O Jair e o Eduardo estão melhores. O Jair Renan, logo que ele, assim, ele nem tinha concorrido a nada, ele já tinha um escritório de lobby que ele tava trabalhando lá em Brasília, já tá sendo investigado por isso.
Então assim, ele já começou muito mal. Então vamos botar o Jair Renan e o Flávio lá no final da escala. O Carluxo, ele tá fora da escala porque ele é biruta, então não conta muito. É E fica por aí. Agora vamos botar quem tá melhor do que todos eles, a Michelle.
Isso não é interessante, mas a Michelle não seria a gente— já fala do Lula, viu, família? A gente já vai para o Lula.
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A Michele, não seria a família Bolsonaro entregando um capital político pra alguém que pode só abandonar o barco? Porque a Michele Bolsonaro não é essa? Não é, ela não é filha do, ela é a esposa do Bolsonaro, né? Ela carrega o nome Bolsonaro porque ela se casou com ele. Ela pode, vamos dizer que o Flávio derreta tanto a ponto de ter que colocar a Michele, que já teve bolsonarista inclusive com mensagens vazadas, acho que do Paulo Bilinski, dizendo que preferia que ganha o Lula então.
Então tem um problema ali de Michele Bolsonaro, mas vamos dizer que se escolha e ela ganha e ela Desembarca! Imagina isso!
Cara, eu acho que é isso, todos os membros da família Bolsonaro têm certeza, incluindo Jair. Todos têm certeza disso. Acho que o Jair já percebeu o que tá rolando. Porque rolou uma coisa muito feia com ele... Ó, eu sou adversário político do Jair Bolsonaro, mas eu sou adversário de frente. Eu falo, sou seu adversário, eu acho que é o correto a se fazer na vida. "Não gosto de você, Igor, não gosto de você, Igor." Pronto. E agora, ele foi sendo traído por pessoas que estavam, vamos dizer, nos aspectos mais íntimos da vida dele.
Não que ele não tenha feito isso com outras pessoas. Fez isso com o Bebiano, ele fez isso com o Santos Cruz, com aquela Sarah Winter, um monte de gente que ele larga. Ele usa a pessoa e descarta como se a pessoa fosse, né, não vou usar um exemplo nojento, mas assim, ele usa como se fosse uma embalagem de um chocolate, ele come o chocolate e joga fora. Então ele tá pagando um preço disso com as pessoas no entorno, no universo mais íntimo dele.
Isso está acontecendo com a Michelle. A Michelle passou a desautorizar o que ele e os filhos decidiam em vários lugares. No Ceará aconteceu isso. A Michelle passou a atuar junto com o Nicolas e com Silas Malafaia. Ela é uma operadora política que tem um projeto próprio, e ela se seduziu pela fama e ela começou a operar para além do interesse familiar, que inclui os filhos. Hoje, Jair, no fim do dia, é um homem primitivo. É um homem muito simples.
Nessa simplicidade dele, entre a mulher e a prole, ele vai ficar com a prole, especialmente com a prole homem dele. É um homem simples, vai pensar: meus filhos homens aqui. Ele é um homem tradicional, rústico, tradicional nesse sentido, e eu nem o recrimino nisso. É uma característica de um homem tradicional. Nesse ponto, ele vai ficar com os filhos e não com ela. E nesse ponto, ele já deve ter percebido o que aconteceu. Ele tá com ela ainda, tal, mas Ele percebeu, os filhos claramente perceberam, os filhos não gostam da Michele.
E é por isso que eu acho muito difícil, não impossível, mas muito difícil substituir o Flávio pela Michele, porque seria uma candidatura de alguém que não é um Bolsonaro, com, vamos dizer, muita raiva dos bolsonaristas, e que seria entendida como uma candidatura que foi um golpe interno no Flávio. Hoje o Eduardo e o Flávio não é que eles estão juntos assim. O Eduardo quis ser ele o próprio candidato a presidente quando ele foi para os Estados Unidos.
Deu tudo errado, pelo amor de Deus, o cara comemorando que o Brasil tava sendo taxado. Mas no fim se junta os irmãos contra ela. Então é bem claro, você percebe que o Jair tem uma filha com ela, ela não é colocada como parte da família. Você não vai ver foto do Eduardo, do Carlos com: ah, essa aqui é nossa irmã. Claramente tem uma separação dessa nova família. E do ponto de vista político eles não confiam, então é um grupo que tá muito rachado.
Sabe, parece aquele, já viu tipo Game of Thrones, sabe, que a briga palaciana tá tão nível que a rainha briga com o rei, os príncipes estão se matando. Eles estão nesse Game of Thrones horrível deles, eles são basicamente assim, a coroa real e a casa real, eles estão permanentemente em crise. E cara, quando você tem uma família em crise, ela vai ser tomada por outros. Então quem tá fazendo isso? O Nicolas. O Nicolas tá tentando tomar o bolsonarismo pelas beiradas.
Outras pessoas tentaram. O Zema e o Caiado adotaram a seguinte técnica: "Ó, isso vai desmoronar, então eu vou ficar aqui puxando o saco, porque se cair a casa, tô eu aqui, ó, galera, eu sou teu amigo, hein, eu tava aqui o tempo todo." E eu tô avisando assim: "Galera, isso aqui era uma farsa o tempo todo, que tal a gente fazer a coisa séria igual a gente fez o impeachment da Dilma?" É esse o caminho. Eu tô avisando, eu não vou ficar puxando o saco de ninguém, tô avisando que isso aqui ia dar ruim O tempo todo avisando esse eleitor: vocês fizeram uma escolha errada com os Bolsonaro e agora estão pagando por isso.
E o eleitor está percebendo. Eu não vi até agora uma unidade de eleitor empolgado Flávio. O cara na rua: aqui é Flávio, Flávio tem um plano. Ele sabe que não. As pessoas amavam Jair, o eleitor do Jair amava ele. E Igor, assim, eu tô no chapeuzinho Análise Renais, não chapeuzinho Renan pré-candidato. É, o Flávio, quando as pessoas votaram no Jair Bolsonaro em 2018, muita gente, né, da imprensa: "Votou no ódio, discurso de ódio, o ódio das redes." Não era ódio das redes, as pessoas estavam muito otimistas sobre o Jair, elas achavam que o Jair ia mudar, as pessoas fizeram um voto baseado numa emoção boa no Jair. Esse é um ponto que ninguém leva em consideração.
Eu concordo, eu acho que sim, é até difícil discordar disso, mas também teve uma parcela interessante de anti-petismo, né? Não teve?
Teve. Teve, mas assim, eles pegaram o eleitor do antipetismo. O lance todo é o seguinte: o eleitor antipetista...
O cara que votou por antipetismo, ele simpatizou ainda por cima.
É mais do que isso. Eu vou dar um exemplo. Eu sou um antipetista por natureza. Pô, em 1989, eu fui com o meu pai no final do Brasileirão, São Paulo e Vasco. Você é vascaíno?
Eu sou mengão.
Ah, você é mengão, então tá tudo bem, porque a gente é da união do punho cruzado. Pois bem, São Paulo perdeu pro Vasco, gol do Sorato na final, e eu fui lá, hoje um sofredor que é um São Paulino, fui assistir o meu time perder. E o Lula tava lá, fui torcer pro Vasco. Aí meu pai mostrou o Lula, eu xinguei o Lula, mandei o Lula tomar naquele lugar, que eu já, né, enfim. Então sempre, minha família sempre foi antipetista. O antipetista nunca teve um candidato antipetista pra votar, tipo esse aqui é o meu cara.
A gente votava porque a gente tinha medo do PT. Ah, o Fernando Henrique foi um bom presidente, mas as pessoas vão falar que é FHC. Nunca existiu isso. Quando vem os anos 2000, aí você tinha que votar assim: Aécio, Alckmin, Serra. Quando o MBL surge, e acho que esse é o grande mérito nosso, a gente falou: "Cara, você tá cansado de perder? Você tá cansado de ver o Lula ganhar, ganhar, ganhar e roubar e nada acontecer? Escândalo de Mensalão, Petrolão.
Cara, vamos derrubar esses caras, vamos parar de perder, mas vamos derrubar na regra do jogo, vamos fazer as maiores manifestações." E aí esse eleitor começou a ter Lava Jato, manifestação, então esse eleitor que tinha uma coisa política negativa, de negação ao PT, ele começou a ficar: 1, vencendo, 2, otimista, pô, vamos tirar esses ladrões, o Brasil vai melhorar, o Brasil vai dar certo, o Brasil vai porrar, pô, vamos lá. Então a galera entrou numa vibe otimista.
Quando você fica muito otimista, o que acontece? Em tudo na vida, você fica meio otário também, você abre suas defesas, Você tá otimista e alguém pode te levar a erro. Essa pessoa, quem foi o candidato que pintou nesse processo quando ele tava otimista? Foi o Bolsonaro. É, a pessoa identificou o Bolsonaro como, pô, ele é que nem eu, ele quer matar os vagabundo, ele não é ladrão, ele tá apontando o dedo para os corruptos, ele é carismático, ele faz arminha.
Enquanto acho que a construção desse cara também, porque assim, ele, quando a gente tá falando de um ponto em 2018, né, é claro que tem uma construção que vem antes, tem tudo, todo Todos os escândalos que você tava contando. E o Bolsonaro, ele vem construindo uma reputação que essa, para mim, é a maior, a maior mistério. É uma reputação de mito ali, a partir de 2016 para frente. Eu lembro, cara, sabe por que que eu lembro? Porque eu tava, eu tinha um canal de videogame antes, eu fazia vídeo de Mario Maker, sacou?
É, mas de vez em quando eu fazia uns vlogs. E aí teve um dia que Que os cara tava indo nos meus vídeos lá, que eu não falava muito de política, mas não falava de política, os cara ia falar de Bolsonaro, de mito, não sei o quê.
2016.
Isso, e eu tava, e eu vi as coisas que tavam acontecendo no mundo, né, e eu fiz um vlog pra falar, ó, porra, mito? Calma aí, cara, o cara tá aí há mó tempão, deputado, ele não é exatamente o outside, tá ligado? O ponto que eu quero dizer é, lá em 2016 ele tava já construindo uma reputação de mito E em 2018 ele, sei lá, contou com a circunstância de não ter o Lula, por exemplo, pra disputar e levou.
Sim, foi exatamente isso. Foi exatamente isso. E a construção do mito, pensa assim, o nome mito tava sendo usado não na política brasileira, mas o Rogério Seni tinha sido chamado de mito. E aí tinha na iconografia da internet essa coisa de chamar os outros de mito. Era o Mito Senni, esse foi um dos primeiros caras grandes a ter o nome Mito. Ah, ele é um mito. Eu lembro que eu fiz uma pré-campanha pra deputado estadual, não, uma campanha pro deputado estadual do Paulo Batista, que ele era chamado de mito também pelas pessoas.
E o Bolsonaro também era chamado de mito. Esse lance do mito era uma coisa de internet, de futebol. Não quer dizer que é um... Não, é que ele era um meme legal. Era legal você trollar na internet com o Bolsonaro, era legal você gravar vídeo, era legal você zoar.
Tu diria que o Bolsonaro era o Senni? 6, 7 da época.
Ele era, ele foi, ele foi, ele foi. Por isso que, repara assim, quem estava na tua live, está fazendo o live de Mário, você não era uma senhora de 60 anos, que é o público do Bolsonaro agora, era um garoto. O garoto, ele começa a campanha, todo fenômeno de política ou de meme começa com, em geral, homens jovens. Existem os memes de esquerda, os memes, os memes de, sei lá, memes gays, Existe um universo próprio. O grande meme da internet, entretanto, envolve muito futebol, game e zoeira, e ele é mais à direita.
Bolsonaro surge nesse seio como meme, e aí ele cresce como meme, e aí as pessoas não souberam separar o que era o meme do que era o homem real. O Bolsonaro era um político falho, com vários problemas, tá, tá, tá, tá, tá, beleza, mas não, ele é um mito, não, não, vai ser demais. E aí ele era um homem muito falho e as pessoas queriam acreditar que ele era o mito. Então as pessoas votaram no mito porque elas estavam muito otimistas.
O Bolsonaro vai pra eleição, ele ganha a eleição, ele tem um evento que é um evento quase profético, o negócio da facada, sobreviver à facada. E aí as pessoas acharam que aquilo era quase um, simbolicamente falando, um rito de passagem. Ele toma uma facada e ele se torna outra coisa. E aí ele ganha a eleição, só que quem conhecia o Bolsonaro sabe sim que o Bolsonaro é um homem muito simples, não entende nada do que tá fazendo, tem seus problemas de corrupção e não sabe nada como resolver os problemas do Brasil.
Ele sabia falar os xavões, cara. Ele vira presidente, aí foi aquilo que a gente viu. Então assim, quando você vota no meme, você tem as consequências de votar no meme. Mas as pessoas votaram no meme porque elas estavam otimistas e era um sentimento bom que elas tinham com relação ao Bolsonaro. Pois bem, hoje não existe sentimento bom com Flávio. Hoje as pessoas justificam a votação no Flávio dizendo: ele tem chance contra o Lula.
É só isso. Ó, ele tá na frente na pesquisa. O que vira quase uma profecia autorrealizável na cabeça deles. Se eu ficar falando que ele tá na frente da pesquisa, ele vai ficar na frente da pesquisa, e aí ele pode ficar na frente da pesquisa, e aí eu justifico que ele tá na frente da pesquisa. O lance é alguém avisar: cara, ele perde do Lula, tudo desmorona. Não existe o Nicolas, que seria o grande porta-voz deles ali, ele hoje, foi ontem ou ontem, ele fez um discurso muito ruim defendendo o Flávio, dizendo assim: "Ah, olha lá, o Flávio é o único que tem chance de ganhar do Lula, então temos que ir no Flávio." É bem ruim mesmo, esse argumento é bem ruim mesmo.
É tipo, ó, cara, aí, ó, não é que ele não fez merda, não é que ele não tá envolvido, é que, porra, tem que tirar o Lula, né?
Porra, meu irmão, quando você tá nessa, você volta lá para quando era, sei lá, o Alckmin concorrendo contra o Lula, que tipo, ó, eu sei, é o Alckmin, pô, ele não é o Lula, cara, vamos lá de Alckmin e jogo que segue. Sabe, você não tá com aquela energia. E o que acontece quando vai assim? Você perde. Porque o PT, não nessa eleição, mas o PT costuma ter uma militância com uma baita de uma energia.
O que tá acontecendo agora, inclusive, mesmo, Renan? Eu tô sentindo, é porque ainda não começou a campanha? É porque estamos antes da Copa do Mundo? Porque eu vejo o PT meio em velocidade de cruzeiro, sabe? Ele tá, os cara lá, o Lula e os cara do PT, me parecem, de novo com o Renan do Chapeuzinho da Análise de Renato, ele tá olhando e vendo os cara, vendo acontecer, vendo o escândalo Master bater com força no Flávio, ele faz umas piadinhas, ele tava outro dia fazendo um, ele tava falando que, ah, porra Trump, vai lá, acha lá o Lula pra sacanear, ele dá umas sacaneadinhas, mas ele não, mas não tem um movimento grande, entendeu?
Nem pra pegar no pé, nem pra... E eu diria que o que acontece pra se... Que eles vão tentar usar como plataforma, que é o lance da 6 por 1 e essas coisas aí, eles ainda não estão falando na quantidade que eu esperava. Que que tu acha que tá rolando?
Eu acho que o PT perdeu muita da vitalidade. O PT, assim, rodando pelo Nordeste, Assim como o bolsonarismo, ninguém tá com nenhuma energia defendendo Flávio, ninguém tá defendendo Lula, porque ninguém tem saco de defender o Lula, porque não tem um governo bom assim. Você tem que ser muito pelego do PT para ficar aqui: é Lula! O Lula faz um governo horroroso, é um governo horroroso, é um governo de aumento de taxação, é um governo que é, é um governo que tá no escândalo do Banco Master.
E aí você vai ver o eleitor do Lula, e o eleitor do Lula tá procurando outra coisa. Especialmente o eleitor jovem. Esse diagnóstico que eu fiz, institutos de pesquisa fizeram, eu fui para o Nordeste e eu falei para eleitor do Lula jovem, o filho da mulher que tá no Bolsa Família: você não tá aguentando mais a bandido, né? Você não aguenta mais estar no Bolsa Família? Ele: não aguento mais, eu quero uma vida melhor. E tá, eu tenho um plano para você, eu vou desenvolver o Nordeste, eu vou trazer data center para o Nordeste, eu vou industrializar o Nordeste.
Vamos embora, tô contigo, meu irmão, vamos embora. Porque o cara quer estar otimista, o cara quer. Você não pode tirar do homem a vontade de sonhar. O Lula não tá dando vontade pra ninguém sonhar. O Lula chega pro cara e fala: "Fica tranquilo, você não tá fazendo nada? Tá desempregado? Tá sendo assaltado? Fica tranquilo, homem, eu vou pagar só um botijão de gás, aí sua mãe vai cozinhar aí pra você, aí você fica em casa quieto." O Lula tá matando esse homem, o Lula tá matando a pessoa que tá sonhando.
O Lula é um cabresto, o Lula, vou te falar, ele é um veneno lento que você vai dando pra pessoa pra pessoa desistir de viver. O Lula é esse veneno lento. "Não precisa trabalhar, eu te dou uma grana, fica quieto, vota em mim." te dou uma energia elétrica, vou ver se sobra alguma coisinha. O Lula é, o Lula, e ele faz isso, ele vai tirando o espírito da pessoa. Só que os mais jovens ainda tem um espírito. Então quando você vai pro Nordeste, você vai despertar.
Por isso que eu tô, meu lance é o Nordeste, cara. Eu tenho que ganhar do Lula, eu tenho que ganhar do Flávio no primeiro turno, sim, mas eu já tenho que ganhar do Lula arrancando os votos dele no Nordeste, mostrando pras pessoas dá pra virar o Nordeste. E pô, uma pessoa que que está hoje no interior do Ceará, a pessoa tem celular, a pessoa quer construir uma vida. Aquele papo que ficam vendendo, direita vendeu muito, ah, o lugar do Nordeste é vagabundo, papo furado.
A galera quer ralar, a galera quer crescer, é que não dão meios para as pessoas fazerem isso. Não dá para pessoa montar uma empresa no interior do Ceará, não tem economia. A gente tem que ver como é que eu levo o agro rápido para lá, como é que eu instalo data center, como é que eu faço linha de energia elétrica, como é que eu trago indústria, como é que eu exploro terra rara na Bahia, que tem terra rara na Bahia. "Como é que eu faço isso acontecer?
Pô, vamos fazer isso urgente, vamos acelerar essa bagaça." E aí eu falo isso e as pessoas vão despertando. "Igor, pesquisa Atlas, não sou eu falando, galera, não é opinião do Renan." Semana passada, Rio Grande do Norte, acho que eu tava com 7,5 ou 9,5, Rio Grande do Norte. Em Natal, Natal, 15%. Eu tô em Natal com 15%. Pesquisa! Não sou mais um cara do 3%, em Natal, Eu falei isso pra galera que mora lá e a galera: "O Renan tá certo!" Nordeste, cara, terra do Lula, a governadora é do PT, a Fátima, em Natal.
Em Recife eu não tenho menos de 10%. Então tá acontecendo, eu já tô tirando esses eleitores do cabrezo do Lula antes mesmo de ir pro segundo turno. É um despertar, você só vai... Você precisa unir o Brasil. Lembra que eu falei da guerra faccional do... De Roma, eu preciso falar assim: acabou briga norte-sul! Ah, o meu cuscuz é melhor! Dane-se seu cuscuz! Vamos comer cuscuz diferente, mas vamos todo mundo ganhar dinheiro e vamos parar de tretar!
Vamos parar com essas brigas idiotas de cuscuz, de não sei o quê, de: ah, meu nordeste é bom, o seu não, o sul vai se separar! Vamos parar com essa droga, vamos parar com essa conversa mole! Dá pra todo mundo ganhar dinheiro! A galera do sul tá preocupada que tão favelizando Santa Catarina, porque tá vindo migrante de vários outros lugares, não tem moradia, Vira favela, vira violência. Tá, fica tranquilo, eu vou fazer o desenvolvimento econômico lá no Pará, lá no Nordeste, e depois vou baixar imposto pra você aqui, e vai sobrar dinheiro pra você fazer estado em Santa Catarina.
Tá bom? Tá legal, aqui em Santa Catarina a gente se vira com isso. São Paulo, mais ou menos a mesma coisa. Rio, vou precisar desfavelizar geral no Rio, vou precisar fazer o Rio um lugar sério de vez.
Não, mas o Trump vai te ajudar, porra.
Vai nada! Isso aí é papo! Isso é papo! O próprio Gacchia falou isso. A CIA, agora que virou uma organização, transformou-se em organização terrorista, tem que fazer um acordo agora de cooperação da Polícia Federal com a CIA, não mais só com FBI. Aí, será que o governo Lula vai ter velocidade para isso? Eu não sei. Assim, no fim do dia, não vai ser tropas americanas que vão destruir o Comando Vermelho, não vai ser a CIA que vai derrubar o PCC.
Tem que ser a gente, por duas razões. Um, porque só pode ser a gente. 1) É o nosso território. E 2) Não tô entendendo, a gente vai deixar um gringo vir aqui fazer a nossa... Então o que que marca? Entrega o Brasil pros gringos? Lógico que não pode ser isso. E não é que eu não queira que os Estados Unidos ajudem e cooperem nisso. E não é que simbolicamente isso não seja bom. É! Mas a externalidade disso, especialmente com o bolsonarismo comemorando, é que as pessoas simplesmente param de falar do problema e acham que vai ter uma solução.
"Ah, o Trump vai resolver." Ah, é? E se o Trump perde a eleição? E se entra um democrata, ele vai querer resolver? Ou qual a forma que ele vai resolver? Então parem de, sabe, botar— as pessoas são muito infantis nisso. Temos que ser agente, até porque o papel do Brasil não é só resolver a própria questão das drogas. A gente tem que salvar o Brasil do crime organizado e salvar a América Latina do crime organizado. E olha só, esta não é uma discussão específica sobre drogas.
Essa é uma discussão sobre facções criminosas que viraram, vamos dizer, estados paralelos dentro do Brasil. Essa, porque vem, mexeu, foi uns lugares, ah não, mas vamos discutir agora legalização. Não é sobre isso. O PCC exporta droga, ele até vende internamente, mas o grana bruta do PCC é exportação de cocaína que nem é produzida no Brasil para fora. E aí esse dinheiro que sobra, ele investe em mercado financeiro, show de funk, rap para lavar dinheiro, posto de gasolina, ele criou todo um universo. E aí eles ocupam território, compram autoridades, compram juízes.
Uns posts aí também, uns perfis, os cara compra tudo.
Exato, e virou uma máquina. Então eu preciso destruir essa máquina, todas as outras discussões vêm depois disso. E o Brasil tem que ter esse papel na América Latina de destruir o crime organizado na América Latina junto com as outras nações e não ficar pedindo pinico pros Estados Unidos. A galera acha que é legal assim, ai, Sabe aquela música do Raul Seixas? A solução é alugar o Brasil. Não, a solução não é alugar o Brasil, não é. É horrível ser servo de outra nação, é humilhante ser servo de outra nação.
E deveria ser mesmo, a gente deveria se sentir mal quando vem um cara e fala como a gente devia estar fazendo as coisas, né?
Lógico.
E mesmo que a gente discorde, né, é mais uma parada de ser uma nação, porra, né?
Ter o brilho de uma nação, porra, que é o que nós nascemos para ser. Olha aí, a gente fala, o Brasil é um bostil, o Brasil é uma porcaria, é um meme da internet. Pensa assim, qual é o ápice da história humana? É agora. Estamos com espaço, inteligência artificial, tecnologia, as pessoas não morrem por qualquer besteira, sabe? Século 19, as pessoas morriam de gripe, cara. Logo, as pessoas para ir de uma cidade a outra tinham que pegar um cavalo, durava semanas para sair de uma cidade.
Imagina aí de São Paulo para o Rio de Janeiro. Hoje você pega uma ponte aérea, não é uma hora de voo. Para você ir de carroça de São Paulo para o Rio, imagina o inferno que era. Século 19, nós estamos no ápice da humanidade. E neste momento, nós, o povo que não vale nada, o bostil, no ápice da humanidade, é tranquilamente uma das 15 nações mais importantes do mundo. Então calma, no momento ápice de toda história humana, a gente não é qualquer coisa, e a gente tranquilamente pode ser uma das 5 maiores.
Ser a maior vai ser difícil, né? Não tô, não tô querendo iludir as pessoas, não dá para bancar que seremos maiores que a gente quer ser.
Olha, olha, quando você vai, quando você viaja pelo Brasil, tu fala com as pessoas, e tu te parece que a gente tá muito preocupado em ser maior que alguém, ou a gente só queria ficar em paz? Eu vou, spoiler, eu acho que a gente só queria ficar em paz. Então, quando um papo de porra, como é que a gente transforma o Brasil no melhor, maior país do mundo é menos legal do como é que a gente faz o Brasil, como é que a gente faz o cara comprar um celular e não ser roubado, né?
O, é que tudo começa para o cara comprar o celular, não ser roubado. Dito isso, o sonho de um povo, cara, tem um autor, Eric Fugling, ele fala: não são os povos que criam os mitos, mas são os mitos que criam os povos. Que que eu quero dizer? A gente tem que ter um mito de uma nação. Assim, ó, o Brasil pode ser isto aqui. E isto motiva as pessoas a fazer as coisas. A gente tem que entregar para o Brasil um sonho, um sonho que agregue todo mundo e fala: todo mundo tem um papel nesse sonho.
Esse sonho é o tal do propósito, que pode ser— eu posso ter um propósito individual na minha vida. Olha, eu quero ser o melhor jogador de futebol, eu quero ser o melhor jogador de videogame. É um propósito individual, mas existe um propósito coletivo, propósito da nação. Qual o nosso propósito? Grandes líderes, eles chegam em grandes momentos e entregam um propósito para um povo, para um grupo humano. E eu acho que eu olho assim: qual o papel histórico do meu grupo, do grupo do Kim?
Pô, com todos os defeitos nossos, vamos entregar um sonho e vamos apontar. Galera, vamos todo mundo junto para lá, é ali que a gente vai. E vamos entregar esse caminho e vamos falar: dá para fazer. E vamos ser legal a ponto de fazer as pessoas abraçarem isso e construírem O Brasil já teve lapsos disso. Aquilo que a gente falou, o movimento pelo impeachment da Dilma, as pessoas doavam e iam pra rua, era uma coisa espontânea. Você teve lapsos de cidadania, você teve lapsos de cidadania na Segunda Guerra Mundial, os pracinhas, você teve em São Paulo quando teve a Revolução de 32, você teve isso, que é um lapso que é muito único, que não tem a ver com o Brasil, porque o Brasil destruiu.
O que foi Canudos? Quando Antônio Conselho junta um monte de gente que não tinha nada, E eles falaram assim: "Vamos fundar uma cidade quase santa, se rebelando contra a república." As pessoas, aquelas pessoas que não tinham nada, morando num sertão pobre, elas foram construir algo que conectava elas inclusive com Deus, era uma coisa única. Pô, você tem que entregar isso pras pessoas. Hoje falam pro brasileiro: "Sua história é uma desgraça, você é fruto de um estupro, ai, o colonizador..." Hoje, cara, eu fiz um vídeo lá mostrando assim: "Ó, esse aqui foi o lugar onde provavelmente chegaram as caravelas." as caravelas.
Ai, Renan, mas o colonizador, o negócio, não, porque o índio— pô, galera, você que tá me ouvindo, você tá aqui, você é o colonizador. As pessoas esquecem disso. Teu avô é o colonizador. Todo mundo no Brasil, salvo, sei lá, uma pessoa que é 100% negra, um cara que é 100% indígena, ou um imigrante italiano que só casou com os italianos, você tem português. A maior, o maior percentual genético que nós temos no Brasil é de portugueses.
Todo mundo praticamente no Brasil tem português. Então você é filho do colonizador. Então pare de xingar teu bisavô, Não desonre ele, foi uma pessoa que cruzou o oceano, assim como não desonre teu bisavô africano, teu bisavô indígena. Nós somos isso e aceite que isso construiu uma das maiores nações do mundo. Vamos parar de ter vergonha da nossa história, vamos parar de falar que isso aqui é uma desgraça, vamos falar assim: "Ah não, a gente é o..." Pô, a gente teve vários memes maravilhosos, o cachorro caramelo.
Não somos, e não dá pra ter terra rara que faz, vamos dizer, aviões de guerra pros Estados Unidos e ser um cachorro caramelo. Um cachorro caramelo não consegue transformar terra rara em bateria pro Elon Musk fazer um carro. Um cachorro caramelo não consegue ter uma base em Alcântara. Você precisa ser uma pessoa séria, que vai defender seus interesses, vai ter que estudar muito, e aí você vai ser respeitado pelos outros, e você vai fazer boas parcerias, e aí você se torna importante.
Não dá pro Brasil. O Brasil, como nação, parece que ele tá numa eterna infância. E qual é a característica da infância? Você não tem responsabilidade, você não trabalha, e você curte o tempo todo. A gente quer isso: "Ah, é carnaval, aqui, ó!" "Ah, eu tô feliz." Não dá! E a gente vai ter que explicar pras pessoas, porque as pessoas... Volto praquilo do Nordeste. O Nordeste, especialmente a Bahia, cara, especialmente Salvador. Salvador foi um lugar condenado a ser feliz.
As pessoas foram, sofreram, saiu um despacho de um juiz: "Ó, você tá condenado aí na Bahia, você só tem que ser feliz." "Mas não, mas eu tô mal-humorado hoje." "Você tem que rir, cala a boca!" Então o cara não pode não estar feliz. E é desesperador. Porque, né, você tem que estar até falando: "Olha lá, o Slavião, o boladão!" Cara, é horrível Salvador. Salvador é uma favela gigante, com muito assassinato, todo mundo se matando, com mais de 15 facções se matando, mas se você não tiver sorrindo e: "Olha lá, o cara já chegou, tum!" Você não é soteropolitano.
Mentira pra galera de Salvador. Mentira, galera de Salvador, mentira pra vocês, sua vida tá ruim, para de fingir que você tá feliz, você não tá feliz. "Está uma desgraça morar em Salvador." E as pessoas, é verdade, tanto que Salvador perde população. Se fosse feliz morar em Salvador, tava todo mundo se mudando pra lá pra ser feliz. Estão indo embora. Se estão indo embora, não tem ninguém feliz. "Ah, Bahia, as pessoas vão embora, o estado perde população." Se estão indo embora é porque a vida não tá boa.
Então essa farsa do brasileiro que só quer viver na rede é mentira. Se o baiano se saiu lá da Bahia, ele foi pra outro lugar, Pra trabalhar, pra ralar, pra sobreviver. É a farsa que venderam. Quer outro lugar? Quer o paraíso na Terra? Ah, o Rio! Rio, 40 graus, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos. Beleza. As pessoas tão indo embora do Rio, o Rio perdeu população. Se fosse tão bom, tava todo mundo querendo curtir o Rio.
Ninguém quer curtir, as pessoas vão pra Curitiba, que é o oposto do Rio. As pessoas tão indo pra Goiânia, que é agro e serviço pra caramba e medicina pra caramba. As pessoas estão indo pra outros lugares que tem uma outra cultura, que é uma cultura de trabalho. As pessoas estão saindo do Brasil da curtição e indo pro Brasil do trabalho. As pessoas estão migrando pro lugar onde tem agro, que é outro Brasil. Não é o Brasil do "ai, eu tô tranquilão, tô feliz".
Não, cara, é o Brasil "vou ralar e se eu ralar eu vou ver o fruto do meu trabalho". Então que tal a gente avisar pra galera de Salvador? Menos alegria, menos favela, mais trampo, mais ordem, menos bagunça, e vai ficar tudo melhor. Aí você vai poder, num determinado horário, curtir lá teu olodum, você vai comer o seu acarajé, vai botar pimentinha, mas de resto vai ter um emprego bom, você não vai ser assaltado. Esse é o pacto que tem que ter.
O problema é que a gente fica mentindo para o Brasil que é possível você trabalhar pouco, ganhar muito e ser feliz. Não dá. Isso não dá. Foi a discussão estúpida infantil do fim da escala 6x1. Estão prometendo pro brasileiro que ele vai trabalhar menos e ganhar mais. Foi isso que foi prometido.
E não vai acontecer. Como é que pode isso? A gente já tava discutindo um problema de que a gente tem de produtividade, né? Inclusive, esse foi um dos assuntos que mais ficou interessante quando começamos a falar de escala 6x1, foi: "Cara, mas a gente é produtivo?" E aí eu comecei a ver umas comparações com outros países, por exemplo, eu tava ouvindo na rádio lá o Eduardo Einegger falando, comparando o tempo e a quantidade de pessoas que a gente precisa para fazer um prédio aqui e nos Estados Unidos, por exemplo, né?
E como a gente no tempo e nos recursos de fazer um, os cara faz três, entendeu? Então, como é que a gente pode, a gente Pelo menos tinha que ter dado uma discutida um pouquinho mais profunda nisso aí tudo, né? Só que é ano eleitoral, cara, e tá chegando a Copa, não vai dar tempo, Renan, porra! Tu também não quer demais, não?
É que assim, a gente precisa fazer as pessoas falarem das coisas que importam. Ó, mano, o Igor fica rindo de mim. É que assim, o Igor, quando eu comecei a pré-campanha, Todo mundo, ah, o Renan vai contar campanha de maluco, não sei o quê, tal. Beleza, eu comecei a falar, bom, se eu não tenho nada a perder, já que eu não vou ganhar, eu só vou falar o que eu penso. E as pessoas estão começando a gostar, estão começando a crescer.
Não é que eu já ganhei, nem que eu certeza que eu vou ganhar, eu acho que eu vou ganhar, mas as pessoas estão começando a ver, ok, ele tá falando coisa com coisa. Isto veio da necessidade de mostrar para as pessoas Você realmente quer ir pra uma eleição discutindo se é vale gás ou se é soltar o Bolsonaro? Porque quando a gente começou a pré-campanha era o Lula anunciando que ia dar botijão de gás e o Flávio, o Caiado e o Zema avisando que iam soltar o Jair Bolsonaro.
Eu falei: é este o tema do Brasil? Você tem uma das maiores nações do mundo e o que a gente tá discutindo é se vai soltar um Bolsonaro ou se você vai dar botijão de gás pros outros? Isto não é futuro. E aí por isso que eu fui rodar o Nordeste, fui rodar o Brasil todo, gravando vídeo sobre os mais variados temas, sobre data center no Rio Grande do Norte, sobre, sei lá, aumentar a ganhos de valor na cadeia produtiva do milho no Maranhão.
E, cara, deu audiência, deu vídeo de 500 mil views, 700 mil views no Instagram, falando de pauta. Então, meio que respondendo você, meio que tem que fazer isso, meio que dá para fazer, e só a gente só tem que fazer isso. Nós não temos outro caminho. A gente tem que despertar o Brasil para potencialidade dele para os problemas. E você vai encontrar pessoas boas em todos os lugares falando disso. A gente tem que dar uma chance para as pessoas boas vencerem, porque senão a gente vai, né, é uma desgraça, assim, senão vai dar ruim.
Bom, tem mensagem para nós aí, Vitão?
Tem?
Então, bom, antes da gente ir para as mensagens, deixa eu falar dos parceiros que estão com a gente aqui hoje. Eu vou começar pela #Treinamentos, cara. Ó, você fica pensando aí qual que é um eu falo que é um bom investimento para você fazer, você já considerou fazer investimento em você mesmo? Por exemplo, está pensando aí em conseguir um cargo melhor no teu trabalho, ou mudar de trabalho completamente, ou até pensar em se dedicar mais num hobby que tem a ver com inteligência artificial, ou que tem a ver com programar?
Cara, a #Treinamentos é uma das maiores escolas de mercado de trabalho da América Latina, e a gente fez uma parceria que tá entregando para você R$500 de desconto, meu irmão, na Comunidade Impressionadora, que é o conjunto completo de cursos da #treinamentos. Então, se você usar o cupom FLOW, é FLOW, né, o cupom? Se você usar o cupom FLOW, você já garante R$500 de desconto na Comunidade Impressionadora, e você vai ter já em uma assinatura só um monte de conteúdo para você investir em você mesmo.
Então, cara, tá precisando aprender aí sobre inteligência artificial? E eu não tô falando de usar o ChatGPT. Eu tô falando de qual que é a melhor ferramenta para você fazer as tarefas que tem aí na tua empresa. Talvez o melhor— eu tô te falando, na real, que o melhor lugar para você aprender sobre isso é lá na #Treinamentos. Então tem aqui o QR code e tem aqui na descrição também o link para você. Vai lá, usa o cupom FLOW, que eu tenho certeza que tu vai se amarrar, tá bom?
É um outro parceiro que tá com a gente aqui, cara, é novidade, é a Fluency. Fluency. E o eu e o— eu não sei se você já sabe aí, eu já—
eu dei—
tu sabia que eu dei aula de inglês, cara?
Ah, é?
Eu dei aula de inglês 7 anos, maior tempão. E bom, eu e o Ravi, inclusive, que é o fundador lá da fluency, a gente é bom. Como a gente deu aula de inglês, eu tô te falando aqui que esse aplicativo aqui é um jeito muito interessante de você ajudar a sua— aprender inglês é trabalhar sua fluência e com bastante tecnologia, cara. É a Fluency, você consegue fazer, estudar na verdade, com mentores que você conhece inclusive, tá? É, se você entrar aí no, na loja de aplicativo do seu celular e baixar agora, você vai ver que dá para você ter, trocar uma ideia lá em inglês com Luciano Huck. Olha só!
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É real que o Hulk, ele na Fluency, ele vai chegar para você e falar madness, madness, madness. Ah, isso seria incrível, né?
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Quais são os caminhos, quais são os meios que eu consigo lidar, ou quais são os pontos que eu consigo ligar para que isso aconteça? E essas ferramentas, esse network, esse conhecimento, tu vai encontrar lá com a galera do G4, tá? Que inclusive Tá rolando aqui, como você tá vendo, uma oferta exclusiva de aniversário do G4 e todos os cursos lá, todos os cursos online do G4, para sempre, até os que virão ainda, tá? Então fique esperto nesse QR code aqui, o link aí na descrição, e vai lá que, bom, o Thales, o Alfredo e o Nardon vão te ajudar nessa tua empreitada aí de ser um empreendedor no Brasil, que a gente sabe que é uma das coisas mais difíceis que tem, tá?
Pelo menos eu sei, então vá lá. E as mensagens chegam pra mim aqui ou tu vai tocar aí, Vitão?
Posso fazer meu merchan?
Bem rapidinho? Por favor, dá-lhe.
Primeira coisa que eu vou pedir: galera, deem like aqui na live, porque eu quero que muitas pessoas assistam. Dar like na live turbina o algoritmo. Então se tem uma galera que me acompanha, que tá aqui, dá aquele like, o Igor merece. Muito obrigado, cara.
Eu sou legal, pô.
Ele é um homem bom, deem o like, tá? Ajudem eles. Então like é aquele like. Se você já deu like, tira o like e dá de novo pra renovar o like ali. Vambora! 1 e 2. Só queria avisar assim, eu sou um homem pobre, sou um pré-candidato pobre, mas minha vaquinha hoje tá em primeiro no Brasil de pré-candidato a presidente da República.
Eu tô ligado nisso daí, meu irmão.
E assim, tá rolando. O partido que a gente fundou, a Missão, é o partido que mais arrecadou na vaquinha em todo o Brasil. E olha que eu tô concorrendo com grandes máquinas. Então assim, cara, é só dar um Google "vaquinha Renan Santos".
A gente vai colocar aqui na descrição, que eu acho que dá uma facilitada. É melhor na descrição ou no comentário fixado, Vitão? No comentário fixado. Então já para adiantar, que eu vou falar lá no final, mas vou falar logo, aqui no comentário fixado vai ter o link da vaquinha do Renan e as redes sociais dele aí para você continuar acompanhando. Mais alguma coisa, cara?
Não, era isso assim, porque eu só agora posso só pedir minha vaquinha e eu comecei a empolgar, que ela começou a crescer, eu falei: nossa!
É, porque não, né? Então, e é maneiro que a gente tá aqui há 1 hora e 45 e eu O que eu achei mais interessante é que o teu cabelo já tá análise genais.
Mas é aquele temperinho que dá.
Vamos lá, tem as mensagens que os caras mandaram pra gente. O Daniel mandou: O MBL admitiu erros sobre privatizações e fundão. Não há risco real de ser mais um erro opor-se ao fim da 6 por 1 se em um ano não vieram desastre e milhões estiverem usufruindo das duas folgas semanais?
Não, não, não, porque assim, quando a gente errou, a gente estava efetivamente errado e fazendo apenas uma tomada de valores do tipo assim: o fundão é errado, isso aqui é um valor nosso, usar o fundão está errado. E eu nem acho que nós estávamos errados e achar isso um erro e temos valorativos. Só que quando a gente leva para o mundo real, para o mundo concreto, ok, eu não tenho como participar de eleições em escala sem isso. Então isso é um erro estratégico, tá?
Foi um assim, ó, essa convicção que é apenas em termos valorativos, quando eu vou aplicar ela no mundo concreto com as regras atuais, eu não vou conseguir entrar no jogo para disputar e mudar a realidade.
Então, ainda que seja mudar essa regra, eu preciso dela para mudá-la.
Exato, que foi o que o Millet fez. Não tem ninguém aí, entrou e mexeu nisso. Então é bem real e concreto. Não lembro outro tema que ele falou ali.
Ele pergunta se não vier o desastre e milhões de—
Eu vou ler de novo: o MBL admitiu erros sobre privatizações e fundão. Ah, privatizações é outro. Não, privatizações, a gente ainda é favorável à privatização da maior parte das empresas brasileiras. Agora, aquilo que é estratégico, o caso da Petrobras, um mundo em crise, sim, nós amadurecemos. O caso da escala 6:1 não é que nós somos, do ponto de vista valorativo, favoráveis a que as pessoas trabalhem muito, que é o nosso caso do fundão, é uma questão de valores.
Não. Se houver uma maneira das pessoas ganharem muito dinheiro trabalhando menos, eu tô favorável a isso. Agora, nenhum dado está nos levando a crer que vai acontecer isso.
Eu sou a favor da renda básica universal pra todo mundo, mas é só porque eu acho legal, entendeu? Isso não quer dizer que dá pra gente colocar no mundo, né?
Exato. Exato, porque no fim alguém vai precisar produzir e trabalhar e vai pagar essa conta. Então é, todos os estudos e a realidade concreta nos leva a isso, e a gente propõe outra solução. Até porque, para todo mundo entender sobre essa questão da escala 6 por 1, é impossível num país que, quando comparado com o mundo, cada vez fica menos produtivo. Ou seja, o Brasil, a quantidade de dinheiro hora produzido pelo trabalhador brasileiro nos últimos 40 anos, ela ficou praticamente estagnada.
E o mundo em desenvolvimento explodiu. Coreia explodiu, Vietnã tá explodindo, China explodiu, e a gente ficou para trás. Portanto, o nosso trabalhador faz menos por hora, por várias razões, não só porque ele não teve educação. Se o dinheiro é caro no Brasil, ou seja, os juros são altos, abrir uma empresa é mais difícil. E se é mais difícil abrir uma empresa, você não consegue prover serviço e gerar valor nessa economia, não consegue criar produtos.
Então essa economia, ela é uma economia que gera menos recursos. Então, se a energia elétrica é cara porque você investe mal, igual a gente teve agora nesse leilão, logo produzir fica mais caro, logo você produz menos, produzindo menos você gera menos valor. Então nós somos uma economia toda errada, a gente tomou um monte de decisão errada. Aí a gente tá avisando pro trabalhador brasileiro: olha, a gente tá errando tudo, tá errando mais, a gente agora vai fazer energia elétrica ficar mais cara e eu vou falar pra você que você vai poder trabalhar menos e ganhar mais.
Alguém vai falar: não, a pessoa vai trabalhar menos e ganhar igual porque— não, não é igual. O valor hora trabalhado, ele vai na prática aumentar, porque se você tá trabalhando menos horas e você tá obrigando a pagar o mesmo valor, significa que o valor hora aumentou. Pois bem, isto é regra da economia, isto será corrigido de alguma maneira. A massa salarial vai diminuir, alguns setores vão dispor de muitos problemas por conta da escala 6 por 1.
Porque teve lugares que fizeram assim: redução da hora de trabalho. Portugal. Por mais que Portugal seja um país que esteja na Europa, é um país de primeiro mundo, que tem tudo, bem menor, bem mais fácil resolver Portugal.
Eles tiveram muito mais antigo.
Exato, eles reduziram a carga de trabalho apenas. E beleza, tiveram ganhos de produtividade, uma coisa meio que compensou a outra. Não é o caso do lugar que não está tendo os ganhos de produtividade. Se alguém quisesse discutir comigo, fala assim: ah, você quer discutir com essa lei porcaria trabalhista CLT? Vamos fazer o seguinte, vamos focar então 10 anos em só aumentar produtividade, e aí depois a gente pode combinar reduzir carga.
Mas se você não aumentar produtividade, não dá para fazer isso. Porque não vai dar pra pessoa falar: olha, eu quero me aposentar cedo, eu quero ter direitos sociais, eu quero ter o SUS de graça, eu quero ter educação de qualidade de graça e eu quero trabalhar menos e quero comprar iPhone. Não vai dar, eu tô avisando, não vai dar, não fecha a conta, é mentira. É igual falar: eu vou comer bolo de chocolate todo dia e não vou ficar gordo.
Cara, é mentira. Só que a pessoa quer ouvir que ela vai comer bolo de chocolate todo dia e que não vai engordar. E eu tô avisando pra essa pessoa: Já tá acontecendo isso mesmo antes das classes 6x1. Como a gente tá errando em todas as outras coisas, as pessoas já estão virando MEI. Surgiu muito mais MEI do que emprego CLT no Brasil nos últimos anos. Foi pra lá de 700 mil para 16 milhões, número de MEI explodiu. O emprego da galera hoje no Brasil todo, galera urbana, é MEI.
O cara tem que abrir uma MEI, ou o cara tá na informalidade. Jogar o cara para informalidade, ele também cai numa economia que não é tão complexa. O mundo da informalidade é menos complexo em muitos termos. Então você tá fazendo a pessoa assim, tem que— que é o que vai acontecer com muita gente. Ela vai perder o emprego. O cara era um garçom que trabalhava na 6x1, ele vai perder o emprego, ele vai virar entregador e vai trabalhar 7 dias por semana.
É isso que vai acontecer. Até já já as entregas serem feitas por drone, ele perder até isso. Só que que adianta eu avisar? As pessoas querem ouvir que elas vão trabalhar mais e vão ganhar— quer dizer, que trabalhar menos e vão ganhar mais, e que o governo não vai precisar fazer nenhuma mudança. Que o governo vai continuar entregando educação ruim e que ele de alguma maneira vai enriquecer com uma educação ruim, que o governo vai taxar as pessoas, a energia vai ser cara e que as coisas vão se resolver misteriosamente.
Eu estou avisando: não vão. Não vão. Todos os estudos estão referendando o que a gente está falando. E não é que vai ser uma catástrofe, nunca é uma catástrofe. Muitas pessoas, pra não viver essa catástrofe, vão só trabalhar mais.
É isso.
E aí elas vão sobreviver trabalhando mais. E tudo que falaram que ia acontecer não vai. Outra coisa, alguns produtos vão encarecer. É previsto aumento de preço, por exemplo, na área de alimentos. Então você vai ter aumento nos alimentos. Mercados já avisaram que vão fechar de domingo. Isso diminui produtividade. Então tudo isso você vai começar a sentir. Aí você não é que você vai quebrar, que você vai morrer de fome. A gente só vai continuar andando de lado, e muito de lado. Não é que você vai, né, que tudo vai acontecer, o fim, o Brasil acabou.
Não, o Brasil só vai continuar sendo um lugar pobre, sem oportunidade, enquanto outros lugares são A grande parada que eu acho que tu tá falando aqui, que nesse sentido eu concordo, é que esse é mais um remendo que a gente tá colocando pra tapar um problema muito maior. A gente tem uma estrutura que ela é construída de um jeito que tá dando errado. Então, e assim, em várias, em vários lugares. Então eu vou Eu vou lá pro meu lugar de estimação falar, por exemplo, de como a gente escolhe, como a gente coloca um ministro do STF, tá?
Então, o jeito, todo jeito, e vamos lá, pro ministro do STF, do nome dele ser ventilado a se tornar um ministro do STF até ele se aposentar, tudo nesse caminho aqui ele é ele já tá meio estranho, porque a gente pode ter pensado que isso seria bom ou foi pensado com algum tipo de virtude, mas do jeito que está, a gente tem na prática o diastófele.
É verdade, exato. Diastófele, certos ministros do TCU, governadores do meu PC.
Por que o diastófele? Porque o diastófele fica lá mais quantos anos, Renan?
Pô, mais de 100 anos.
Porra, ele fica lá mais muito tempo, meu irmão, entendeu? Então assim, aí como é que a gente arruma? A gente, ó, agora não pode mais "É os cara que vai ficar mais de 20 anos." Isso aqui, vamos dizer que rola uma parada assim. Isso é tampar um negócio, mas assim, e a sabatina?
Que vai ser fingida.
E assim, porque assim, o Bessias, ele rodou, legal. Primeira vez em muito, muito tempo. Tem gente falando que é a primeira vez. Teve umas outras, mas de certa forma, primeira vez. O Bessias rodou. Tem gente dizendo que ele rodou por causa de um certo celeuma político que tinha e não necessariamente por conta das capacidades dele. Até porque a gente sabe que as capacidades não são necessariamente importantes, temos Dias Toffoli, né?
Então é o jeito de escolher os cara já tá ruim para todo mundo, que eu quero dizer, tá ligado? Até para o cara que deveria mesmo passar pelo processo da parada toda já tá zoado para ele, porque se ele não for político ele já se fodeu. Ou se ele não for o político que tá no momento certo, que é o Bessias, que tem envolvimento político lá profundo com Lula e o caralho, rodou por causa do momento, né? Se fosse o momento fosse levemente diferente ali, ele provavelmente teria sido aceito, né?
Então o meu ponto é, a 6 por 1, na verdade, derrubar ou mudar a 6 por 1 É mais um negócio desse, um curativo numa coisa inteira que precisa ser revista.
É que ela não é nem um curativo, cara. É que não é nem um curativo, eu quis dizer um...
Eu não sei o que eu quis dizer.
Talvez ela seja um curativo, eu vou novamente, eu entendi teu raciocínio agora. Ela é pro eleitor, pro brasileiro comum, é como se fosse um curativo, um band-aid que ele tá pondo porque ele tá machucado. Mas para o problema de produtividade, ela é tipo assim, a gente tá botando um monte de dinamite dentro de um lugar que tá rolando uma fogueira.
E assim, ó, tu tá botando um band-aid, só que tu é hemofílico, tá ligado? Não adianta nada, né?
É, e assim, é iludir as pessoas. Então as pessoas estão, né, o Brasil ele tá perdendo emprego formal, agora a gente tá dificultando as pessoas terem emprego formal. Todo mundo concorda aqui no Brasil, mesmo petistas começaram a concordar, até um tal de Quaquá, lá do Rio de Janeiro, do PT do Rio, vale nada, mas ele falou: "Não dá pra ter tantas pessoas vivendo no Bolsa Família." Eles mesmos, viu? 40% dos domicílios do Nordeste estão no Bolsa Família.
Aí as pessoas que defendem o fim da escala 6 por 1 acham o seguinte: "Não, isso é ok, completamente ok você ter tantas pessoas no Bolsa Família, e ao mesmo tempo também é ok que as pessoas que estão pagando a conta disso vão trabalhar menos." Não fecha a conta, não fecha a conta. As pessoas estão— a gente tá tendo um problema que as pessoas estão trabalhando menos no Brasil. O Brasil tá empobrecendo, não tem emprego de qualidade.
O Brasil tá numa situação horrorosa, horrorosa quando comparado com outras nações. Quando você compara o que outras nações no mundo cresceram, a gente foi ficando para trás de todo mundo. Índia, Vietnã, a China. Então a gente fala, lembra que no começo dos anos 2000 a gente falava, é, o trabalhador chinês é um escravo? Ele ganha muito mais do que o trabalhador brasileiro. Tem muito mais dignidade do trabalhador brasileiro, muito mais respeitado o trabalhador brasileiro, tá vivendo melhor que o trabalhador brasileiro.
E aí, a gente vai ficar sempre vendo alguém que a gente zoava antes tá melhor do que a gente? Uma curiosidade para quem tá assistindo: quem é do Rio Grande do Sul, confirme. Tem uma área que eles usam até hoje esse nome, não sei se é a geral ali nos estádios, tanto do Grêmio quanto do Inter, que até os anos 90 Eles zoavam muito, chamavam de a Coreia. Ah, vou lá na Coreia, que era a galera pobre. A galera pobre era o que eles chamavam de Coreia.
Você hoje consegue pensar nesses termos? É, não, né? Coreia hoje é um dos lugares mais desenvolvidos do mundo. É uma favela no Rio que é a Favela da Coreia, que era a mesma lógica. Tipo, nossa, aqui é tão ruim que é uma Coreia. Olha que loucura, cara. Então assim, eles hoje, você imagina Coreia, pessoa pensa um dorama, carros bons, Samsung e tal, só O topo. Coreia deixou a gente para trás, eles estavam pior do que a gente. Eles hoje estão tão melhores que hoje um brasileiro sequer consegue imaginar estar perto da Coreia.
Hoje eu falo para ela: "Ah, um dia a gente pode ser uma Coreia grande." "Aham, tá louco, maluco." Se você voltasse 30, 40 anos no tempo, imagina: "Vou na Coreia? Eu, hein?" Aquilo lá é o inferno na terra. Vietnã, zoavam os Vietcongues. Tá desenvolvendo. Outros que a gente zoou: Índia. Índia resolveu mais saneamento básico do que Brasil. Tá, então a gente fica aí, né, a gente tem que entender que a gente gosta de contar para todo mundo, para criança, a fábula da cigarra e da formiga.
Às vezes a gente optou por ser a cigarra e o mundo optou por ser formiga. A formiga tá bem, a cigarra tá se ferrando. Eu tô avisando, ó, o inverno tá chegando, inverno tá chegando, vocês querem, vocês querem dançar o goruã, né? Vai dar ruim, irmão, o inverno tá chegando. "Ah, agora o Neymar vai pra Copa, agora vai!" Agora vai o quê?
Mas vem cá, vamos dizer que tu seja presidente da República, meu irmão, tu vai se contratar pra fazer esse showzinho também?
Não, não, hoje meus shows da banda Limão Rosa as pessoas pagam pra ir, e sim, minha banda está crescendo, Igor, eu vou ter um show lotado agora em Porto Alegre.
Puta que pariu, hein, cara!
Mas o som é bom, Igor, juro pra você, o som é bom.
Não é nem isso, é curioso. Entendeu?
Lógico que é, é demais. Desculpa, é que você é um cara que você não pode gostar do que você tá vendo, mas poxa, que outro presidenciável, velho? Aqui estou lançando um álbum, eu tô lançando um álbum, tá? Eu compus as músicas, as letras são boas, composição boa, toca guitarra, gaita, banda boa. Que outro? Eu que falo assim, ah, o Zema, pô, ele come pão de queijo, esse é o poder especial dele, legal. Pô, você enche o saco do Gilmar Mendes também, faz uns vídeos de ah, poxa, fez um vídeo de ah, O Caia do Monta Cavalo, legal.
Pô, legal. O Flávio, meu, financia filmes com work hard. Pô, cara, eu tenho uma banda de rock, escrevo, criei uma revista, criei aplicativo, rede social.
Banda de rock não é coisa de comunista não, cara?
Não é não, não é não. É legal pra caramba. E se for também, tô nem ligando, tô nem ligando. E pior que o meu ainda é rock psicodélico, né? Rock doidão.
Eu já vi umas paradas, eu já vi, eu já vi. Ó, o Vitor mandou aqui, ó: Seu projeto pras favelas prevê remoções? Sobre policiamento, sua ideia é integrar a favela ao bairro e o batalhão da área policial? Caralho, faltou uma vírgula. De novo: Sobre policiamento, sua ideia é integrar a favela ao bairro e o batalhão da área policial? Ou instalar um efetivo permanente nas favelas retomadas? Com mais UPPs.
O problema da UPP, a UPP fez uma retomada. Você vivia no Rio na época do PP, certo? Então houve a tomada, tiraram o crime organizado de início, instalaram uma base permanente, só não chegou o resto, não chegou o resto. E assim, para você destruir o crime, você precisava aumentar as penas, fazer presídio, fazer o ciclo completo e desfavelizar. O problema é que um governador não consegue fazer isso, e nenhum governador iria conseguir dá para fazer isso.
E eu não, pelo amor de Deus, não quero defender os governadores do Rio, né? É um suicídio para mim. Deixa isso para o Lula e para o Flávio defenderem. Eu não vou defender governador carioca. Mas não dá para um governador fazer isso, tem que ser um presidente que vai passar uma mudança nas leis penais. E aí você consegue fazer a entrada na favela, montar bases na favela, e aí você começa a desfavelizar. Só que aí você alterou as penas para membros de facções e altera as penas para roubo furto.
Você muda o sistema de incentivo para o cometimento de crime. E aí você começa a falar, ok, eu tô desfavelizando. E aí tem que vir com projeto muito sério de desfavelização, projeto de urbanização. Sabe como você resolve a pessoa que realmente sofre da escala 6 para 1? Tendo emprego perto dela. Em geral, essa pessoa no Rio vive na favela, em São Paulo vive na periferia. Como é que eu resolvo isso? Eu tenho que criar zonas econômicas especiais voltadas para as comunidades periféricas.
Para eu fazer a instalação de empresas nesses lugares. Então, se eu começo a verticalizar algumas favelas, eu abro espaço, as pessoas estão morando verticalmente e abre espaço para eu colocar empresa. Tem que montar um polo empresarial com contratação, com que tenha, vamos dizer, mão de obra intensiva. Vou dar um exemplo, é, call center, um exemplo que ainda tem. Você pega setores, serviços, pega os próprios prestadores de serviço que estão instalados na favela e coloca ali, e você cria uma zona econômica especial para fazer o emprego ficar ali e manter as pessoas ali.
E você fazer coisas que atraiam pessoas de fora para irem até lá. E aí você cria uma dinâmica em que a pessoa não precisa pegar 10, 10, 3 conduções para ir de um lugar para o outro. Você faz a pessoa ter uma vida próxima lá, ela tem um senso de comunidade, pertencimento, emprego ali. E aí você tem que urbanizar, entregar para aquela pessoa uma dignidade, que é a seguinte: não é que apenas vai ter uma base policial. Se o cara for fazer um pancadão lá, o cara vai preso.
Se a pessoa jogar lixo na rua, ela vai tomar multa, e se fizer isso 2, 3 vezes, vai presa. Se a pessoa pixar a casa do outro, ela vai presa. A pessoa tem que entender que ela se tornou parte de uma civilização, e que agora ela vai ser respeitada, e ela vai ter direitos e deveres, como qualquer cidadão. E aquela pessoa quer ter o direito e quer ter o dever. Quando uma pessoa— as pessoas humildes que estão na favela, elas são muito religiosas em geral.
As igrejas evangélicas estão presentes. Por que que ela vai na igreja? Ela vai lá pra ter direito? Sim, mas vai acima de tudo pra ter dever. Dever com a comunidade, dever com Deus, vai ter, vamos dizer, certos comportamentos, desde a rotina de ir para igreja até abdicar de certos comportamentos carnais e tal. Então a pessoa quer deveres, a pessoa quer autodisciplina, e ela quer ver o resultado disso na vida dela ao redor. O bairro dela tem que refletir isso.
Então a desfavelização naturalmente passa por esse processo, mas não vai acontecer sem eu alterar as leis penais. Fato, não vai. Tem que vir de cima, tem que vir do governo federal.
Mas já é problema, hein, porra, alterar a lei penal. Ó, Renan Presidente aqui mandou: fala, Renan, caso você ganhe a eleição, a sua primeira-dama vai ser o Arthur Duval ou Renato?
Abraço. Ai, que nem o Maurício, que eu respondo, né? Que que eu respondo isso aí?
Ah, o Arthur é mais previsível, só tu dá comida, sono, exatamente.
E aí, pior que Ele tá na banda, né?
Então, o Jhonatas mandou aqui: Renan, tem muitas pessoas perguntando sobre Alex Macedo e envolvimento dele com tal laranja. Pode explicar para nós?
Eu não sei quem é Alex Macedo.
Eu também não sei.
Alguém vê para mim o que que é isso aí?
Tá bom, aí depois a gente vê. O Ximes mandou: você falou sobre Constância. Para o público que pensa e não idolatra, e não idolatra nem lá nem cá, "Como explicar a imoralidade do fundo eleitoral e IPHAN? Foi um mau necessário?" A gente falou sobre isso.
"Mudará se tiver a oportunidade?" Eu já falei pra galera que duas coisas dá pra fazer. Uma é acabar com o fundo eleitoral, ou fundo partidário. O outro é redisciplinar ele. Qual é pra mim a forma de redisciplinar? Hoje o fundo eleitoral é um instrumento que faz com que partidos que elegem muitos deputados ganhem mais dinheiro, que vira mais fundo eleitoral, que eles investem pra eleger deputado. Isso não serve pro Brasil em nada.
Agora, se o fundo eleitoral e fundo partidário forem determinados pelo desempenho concreto de um prefeito em melhorar a vida das pessoas, ou seja, imagina o seguinte: se um prefeito que tá no partido do Kassab, PSD, ele entrega melhorias na educação, na saúde, na segurança, ele vai ganhando pontos. Aí você vai somar todos os prefeitos desse partido que ganham muitos pontos. Quantos mais pontos eles tiverem, mais fundo partidário esse partido tem.
Ou seja, o estímulo de um cara que é presidente do partido é "Vou botar prefeitos bons, que aí eu aumento o meu poder." Aí o dinheiro tá tendo um fim positivo que vale centenas de vezes qualquer valor. Não, milhares de vezes o valor do fundo. Milhares de vezes, porque você tá apenas investindo na melhoria da qualidade do serviço. Hoje, qual é o critério? O partido recebe um dinheiro baseado no número de deputados que elege. Pronto, lança um monte de idiota que tenha voz.
Então, o cara tem voto, é um idiota, ou o cara compra voto, é um idiota. Aí os partidos fazem isso. Por isso que o fundo eleitoral para o sistema brasileiro hoje ele é nojento, ele é asqueroso, porque é um sistema que valida a classe política lixo que a gente tem. Se a gente muda o critério, eu acho que é até melhor do que não ter.
No fim é um investimento, no fim das contas, né? Aquele investimento que tu não, que tu não, tu não, que é meio invisível mesmo. Porque se o que tu tá propondo funcionar, a gente vai ter um incentivo para que o dinheiro, para uma competição por essa grana, né, motivada, quer dizer, determinada pelo bom desempenho de um administrador. Então, quanto melhor um administrador conseguir desempenhar o seu trabalho, mais o grupo político deles, desses administradores, terá dinheiro para se perpetuar no poder.
E, ah, o cara só quer se perpetuar no poder e a chance dos outros, irmão, "Ó, nesse momento que a gente tá, a gente tá assim, ó, tá ruim, viado, tá ruim, a gente já tentou um monte de... estamos tentando uma parada aqui um tempão, pum, bora tentar uma parada diferente." É mudar o sistema de incentivo.
A cenourinha que vai ficar na frente do partido não é a cenourinha do "eleja um monte de deputado", é "melhore a cobertura do esgoto no município, melhore a qualidade de educação e aumente a atividade econômica". Sabe como é que essa coisa vai se pagar? Se eu aumento a atividade econômica nestes mais de 2 mil municípios que não tem atividade econômica, que vive de repasse do governo federal, isto aumenta o PIB, isso faz as pessoas saírem do Bolsa Família.
Você já economizou centenas de bilhões todo ano. Se isso for o sistema de incentivo que faz a política alterar, é um investimento que vale a pena. Eu tô querendo reorientar os investimentos do Estado brasileiro. A pessoa que tá ouvindo do fundão, o fundão como tá hoje precisa acabar. Agora, você falar de 5 bilhões em investimento que vai gerar em centenas de bilhões em mudança lógica política, ele passa a valer a pena. A gente tem que reorientar o sistema de incentivo da política.
E eu preciso que a pessoa que tá no vídeo seja madura para entender que o discurso mais fácil, quero falar assim, vou acabar com tudo. Eu realmente, assim, do jeito, se eu não conseguir passar isto, que é a mudança no sistema político brasileiro, é, eu acabo com fundão. Eu vou lutar só para acabar com fundão. Agora, isso aqui vale mais a pena do que só acabar com fundão, entendeu? E aí, para a galera entender, o fundão hoje acho que é 4, 5 bi.
A cada 2 anos de eleição. Então, ou seja, um quadriênio são R$10 bi, tem um fundo partidário, emendas parlamentares todos os anos são quase R$60 bi, em 4 anos são R$200 bi, é que vai aumentando por ano, né, vai ser coisa de em 4 anos, num mandato meu, se não mexer, vai ser coisa de mais de R$300 bilhões de reais. Isso é um valor inimaginável. O dinheiro que vai para os municípios e não é usado, e é mal usado, quanto que isso custa? São, num quadriênio, se bobear, dá trilhão. Então, que tal nós?
É lógico. É, aí tem uma outra aqui que é a do mesmo cara, que ele manda, é, continuando a pergunta: o que você tem para dizer sobre Priscila Marçal, a mulher do Pudim? Justificável a humilhação gratuita? E, caralho, cara, eu não sei do que que ele tá falando. Ele deve estar pegando no teu pé.
Eu sei, eu sei, esse cara tá falando, é só eu sei. Priscila Marçal, uma mulher do do que o Nando. Esse deve ser um fã do Nando Moura. Ah, é? São fãs do Nando Moura, mas assim eu respondo, não tem problema em responder.
Então deixa eu terminar de ler aqui para também. O que diz sobre Priscila Marçal, mulher do Pudim? Justificável a humilhação gratuita? E coerência? Falar algo e fazer outro? O que recomenda? Vale para você também? Boa noite. Caraca, 15 mil perguntas aí para tu responder.
Vamos lá, vamos lá, bem simples. Em 2024 eu estava falando, eu não quero viver num país em que as pessoas precisem vender pudim para sobreviver. Tem tudo a ver com a discussão que eu tô fazendo hoje. E mantém o que eu digo: se a pessoa precisa vender pudim para sobreviver, é que tá tudo errado com o país. E na verdade, eu tinha, eu tava naquela onda do Pablo Marçal, tava vendo a chegada do Pablo Marçal na prefeitura de São Paulo, avisei: gente, Pablo Marçal, um dos maiores vendedores de curso do Brasil.
E assim, as pessoas ficam vendendo soluções que não vão chegar e resolver o país. Mudar seu mindset não vai tornar o país um país que dá certo. Vou mostrar para vocês. Eu entrei no site da Hotmart, que é a maior vendedora de cursos. A pessoa que tava em primeiro como vendedora de curso, um curso para vender, te ensinar como fazer pudim. Cara, concretamente, se vender pudim se tornou alternativa para um país como o Brasil, tamo lenhado.
E eu fiz a brincadeira, pô, e o sobrenome dela ainda é Marçal, igual Pablo Marçal. Aí vem aqueles tipo Nando Moura, que absurdo, ele humilhou uma trabalhadora. Primeiro assim, era uma mulher sucesso, a maior vendedora de curso de pudim do Brasil, essa mulher tá faturando e parabéns pra ela, não tenho nada contra ela. Dito isso, eu não quero... E eu amo pudim! Eu também amo! Dito isso, um país em que as pessoas estão precisando fazer curso de pudim pra sobreviver, ele deu errado.
E se o cara tá consentimentando com isso, esse cara é um bobalhão, esse cara é só um "meu Deus", esse cara não liga pra isso e mantém o que eu digo e sustento, eu não quero um país em que a pessoa precisa comprar um curso online na Hotmart de fazer pudim para sobreviver. As pessoas têm que sobreviver de outras coisas. A pessoa que vende o pudim para fora é uma dona de casa que o marido não tá ganhando bem e ela tá tendo coitada, fazer um, ficar em casa a tarde inteira batendo pudim e tal, botando, vendendo para os vizinhos, vendendo na internet.
Pô, cara, é esse o país que a gente quer? Esse país não deu certo. Eu não quero esse país. Eu quero essa mulher ou com um trampo legal, ou o marido dela ganhando bem, ela cuidando das crianças e fazendo pudim sacanagem, fazendo pudim para curtir, melhor, entra no YouTube para ver receita de pudim e faz o melhor pudim possível para família dela, sem precisar vender pudim para fora como meio de, meio desesperado de sobrevivência.
Que o lance é, as pessoas estão fazendo as coisas de maneira desesperada. E aí eu volto para o fim da escala 6 por 1. O país em que o curso mais vendido é o curso de como fazer pudim para sobreviver é o país que quer trabalhar menos. Veja, Claramente esse país tá doente, claramente tá muito doente. Então esse cara que fez essa pergunta provavelmente é um menino ou um cara muito bobo, porque ele não tá entendendo. Cara, nosso país tá doente, cara.
Você não pode aceitar que as mulheres brasileiras estão tendo que fazer curso de pudim para sobreviver. Deu errado esse país, país é muito canalha com os brasileiros. Eu não quero que ninguém precise fazer curso de pudim para vender pudim para o vizinho para sobreviver, cara. Tamo ferrado se for isso. E nada contra, quem quiser fazer, faça, mas né.
É, e tem uma outra análise também que eu faria aqui com o perdão da ignorância, que é, porra, é, ia ser mais foda se o curso mais vendido fosse de como rodar tua inteligência artificial localmente. Não é? Nada contra, moço, eu amo pudim, foda que desenvolver um bagulho, pagar dinheiro, fazer um troço, quer fazer pudim, o caralho. Mas é total, você tem razão quando você fala que é sintomático.
É sintomático, um país tá doente. Por exemplo, você acha que— vamos lá, vamos dar um exemplo. Você acha que na China realmente as mulheres chinesas estão focadas agora em vender, sei lá, eu não sei o equivalente de um chinês, um pudim, a vender um dumpling, né? Um rolinho primavera para fora. Não tá rolando isso na China. Em Hong Kong tá acontecendo isso? Não tá rolando Hong Kong, tá todo mundo ganhando muito. Em Singapura estão fazendo algum doce de Singapura.
Não, não é esse mundo. As pessoas estão estudando engenharia, estão especializando em AI. O mundo tá indo para outro caminho. Eu não quero os brasileiros tendo que fazer, porque a pessoa fazer pudim assim, tomada abaixo a produtividade do brasileiro. A pessoa tendo que estudar como misturar leite condensado com ovo, colocar uma embalagem legal, convencer a pessoa a comprar e tal. Isso significa que assim, o capital humano brasileiro Ele tá sendo usado pra coisas muito prosaicas, porque as pessoas vão sobreviver com isso. Isso é sintoma de uma economia que deu errado. Eu não quero... É bem óbvio.
E o Kelvis Renan mandou a última aqui: "Boa noite, Renan. Gostaria de saber o que você fará em relação aos supersalários e a questão das pessoas mal capacitadas na administração." Todo mundo que eu puder cortar...
Então, o presidente da república, o próximo, vai ter que nomear... Que são os cargos que administram a máquina pública. 15 mil nomes. Todo mundo que eu puder cortar que seja cabide, vagabundo, tá pendurado no governo federal, tem que cortar.
Tá vendo o que tá rolando lá no estado do Rio? Lá no estado do Rio tem um governador que ele tá lá, né?
Sim, é o do Judiciário, né?
Então ele não é... Tão tentando dar um jeito de resolver, entre aspas, resolver o problema, porque eu tava lendo, esse maluco detonou uma galera e continua a mesma coisa.
Sim, sim, cara, porque a gente não tem ideia da ineficiência da máquina brasileira. Eu tava falando com o Kim uma coisa: o Vietnã, ele tava atrás do Brasil em rankings educacionais décadas atrás. O Vietnã ultrapassou e deixou a gente para trás em tudo, em educação, ao ponto de as melhores notas, o grupo social que tirou melhores notas no ranking PISA, que é o ranking internacional, foi pior do que o grupo que tirou as piores notas do Vietnã.
Ou seja, o melhor do Brasil é pior do que o pior do Vietnã. O Brasil nesse período, acho que ele quadruplicou os gastos em educação, e o Vietnã só continuou gastando na mesma proporção que ele gastava. Não é sobre gastar mais, é sobre como nós gastamos terrivelmente mal. Desde cabidões que a gente faz em todas as áreas do setor público, até, vamos dizer, sistemas de incentivo para política que não funcionam. Esse é o maior problema.
O Brasil, ele taxa muito as pessoas porque ele gasta muito com o Estado e gasta muito mal. Então a gente tem que reconfigurar isso. E isso vai mexer com um monte de interesse, vai ter que demitir um monte de gente que não presta, vai ter que mexer em direito adquirido, super salário, porque a máquina pública brasileira é uma mamatolândia gigantesca. Não é todo funcionário público é isso, mas pelo amor de Deus, tem muita gente que não presta, tanto concursado quanto comissionado.
E vai ter que tirar as pessoas que não prestam, não dá pra tirar, quer dizer, não dá pra manter. E mais, não só não dá pra manter, como eles vão lutar muito pra manter os privilégios. E os que ganham mais são altamente poderosos, que são os caras do Judiciário, Ministério Público, é gente que ganha muito e é muito poderosa, que chega no Congresso Nacional e avisa pro deputado: "Se você votar pra tirar minha mamata, eu vou pegar aquele processo que tá rolando contra você e vou botar pra andar." É duro.
Puta merda. É mesmo, é duro e é muito difícil. E é por isso que me parece que é importante ter uns cara, e mesmo assim é muito difícil que haja uns cara sem rabo preso, né?
Ah, vai ter que botar umas 15 mil pessoas sem rabo preso dentro da máquina pública do governo federal e uma galera quase louca no aspecto de eu preciso fazer essa bagaça dar certo em pouco tempo. Por exemplo, na saúde a gente vai poder usar muita inteligência artificial pra melhorar muito o SUS. A gente vai ter que, na parte de combate ao crime, a gente vai ter que ser, a gente tem que dar resultados muito rápidos. As pessoas têm que ver rápido, porque tem uma coisa: se a gente faz uma ação que mexe com privilégios e com uma máquina pública que não funciona e ela dá certo rápido, aí a população fala: não, não, continua fazendo, tá dando certo.
Até não concordava de início, mas tá dando certo, então continua. Eu tenho que dar certo, eu tenho que pegar uma galera que é altamente inteligente, altamente comprometida, sem rabo preso com ninguém, e E eu não vou falar botar para F, né, mas fazer com uma energia colossal e muita vontade. E essa vontade eu tenho que ver em toda equipe que eu montar. Então eu tenho que entrar lá com essa gana que a gente tá falando aqui do sonho do Brasil grande.
E eu tenho que mostrar para o brasileiro que é cético, que o brasileiro já não acredita em mais nada. O brasileiro falando: "E política já era, o Brasil já era." Eu tenho que mostrar: "Não, não, não, já era não, vai dar jeito." Eu não posso falhar, eu não posso ter um mandato que depois de 2 anos "Ah, tá tudo igual, puta, eu não sei o que eu faço se eu fracassar nesses 2 anos, sei lá, eu não sei, assim." Uma vez eu fiz um exercício também, se eu fosse, se eu tivesse sido eleito presidente, por quê?
Porque quando você tava, a gente conversou bastante aqui sobre como o Bolsonaro foi parar presidente, né, lá em 2018, e ele chega falando num ministério técnico, ele chega falando numas coisas que eram mais próximas de uma administração desligada do esquema que vinha, manja? Beleza. E em determinado momento ele se ligou que não dava, né? Tem, tem, tem, pra tu, do jeito que tá hoje, com a regra do jogo da forma que tá hoje, pra você administrar o Brasil você precisa "Você precisa conversar com os cara, você não pode não conversar com os cara", né, que era o que ele tava propondo, mais ou menos, né.
E quando ele, eu fiquei pensando, cara, o que que eu faria se quando eu fosse eleito e ao chegar lá eu começasse a perceber que não dá pra fazer as parada que eu queria muito fazer porque, não é nem por causa das regras, é por causa de como a coisa se organiza pra atrapalhar o andamento, tá ligado? Eu acho que eu sairia fora, eu não sei se eu tentaria ser reeleito, entendeu?
Então, quando me perguntam, as pessoas começaram a gostar muito das propostas, aí eu vou nos lugares e falam: "Mas como? Como?" A única maneira é: onde eu tiver meios de ação e onde eu conseguir vencer, eu preciso vencer muito. Então eu tenho que vencer muito em resolver a economia e o crime organizado de cara. Eu preciso fazer isso, e quem quiser ferrar a gente vai ter que ferrar esse como. Ferrar. Os caras vão ter que apoiar muito a manutenção do crime organizado e defender muito que o Brasil quebre.
Eu acho que como o Brasil tá cansado, do ponto de vista econômico a gente tá muito mal, os brasileiros estão, principalmente, tão pobres, e todo mundo tá cansado do crime organizado, as pessoas querem eliminar vagabundo. Nesses dois aspectos eu acho que a gente vai conseguir montar uma coalizão que não é só coalizão de políticos. Eu tenho que convencer, eu tenho que vir aqui e falar assim: O problema é que você não é um agente político.
Falar: Igor, este tema aqui é importante. Eu tenho que ir até nos caras, sei lá, do Podpah. Galera, vamos combinar que roubar não é legal? Eu sei que ele vai, enfim, né?
Mas enfim, só pro próximo, vai.
Então a galera que vai lá, que pelo amor de Deus, assim, eu tenho que convencer a Globo. Globo, vocês estão aí no Rio, vamos combinar que não dá para ser isso aí? Vamos montar uma coalizão que envolva comunicação, empresários, população, Congresso, Judiciário. Galera, eu não quero guerra com ninguém de vocês. Agora, todo mundo concorda que isso aqui vai resolver? Vai ter oposição, mas acho que dá para montar uma coalizão muito majoritária em toda a sociedade, que qualquer um que for fazer frente vai sofrer.
E essa coalizão, coalizão que eu quero montar, eu quero conversar com todo mundo que não gosta de mim. Eu tenho certeza que a Globo não gosta de mim, mas tenho certeza que se eu chegar na Globo, vou explicar, cara, Cês moram no Rio, cês tão vendo isso aí, vamo mexer nisso, eu vou precisar mexer do meu jeito, porque vocês já mexeram do jeito de vocês por anos, com suas campanhas de desarmamento, de sou da paz, de olha, a polícia tá matando muito, e não rolou, e vocês sabem.
Eu ganhei, me ajuda. E chama todo mundo que puder, eu não vou brigar com ninguém à toa, eu tenho uma missão e eu tenho que entregar essa missão. Se eu entregar a missão da segurança, eu entregar a missão da economia. E as pessoas perceberem que dá para comprar um celular sem ficar endividado e não ser roubado no celular na rua, acabou. Aí, cara, eu vou conseguir fazer todo o resto, porque aí você vai acumular um poder e aí o brasileiro vai começar a acreditar que dá.
O brasileiro, no fundo, ele nunca acredita que dá porque ele percebe que sempre dá errado. Só que quando tem alguma coisa que dá certo no Brasil, o Brasil— Ayrton Senna, vamos falar real, Ayrton Senna, pô, cara, eu só vou ser campeão do mundo e eu sou o melhor e dane-se. E a galera, cara, ele é demais, eu quero ser o Ayrton Senna. Vai pegar outros exemplos, a seleção brasileira, eu vi a série da Netflix agora do Brasil dos 70.
Pelé, pô, eu só quero ser o Pelé, ele só vence. Então o brasileiro quer vencer, o brasileiro quer Pelé, o brasileiro quer Ayrton Senna, o brasileiro quer o agro do Brasil, o brasileiro quer vencer. Eu tenho que entregar vitória pro Brasil, agora o Brasil só perde. Ele perde o celular, ele perde o emprego, ele perde tudo. Eu quero fazer ele ganhar, a gente tem que ganhar. Então temos que ganhar, eu tenho que convencer o maior número de pessoas possíveis que tem que ganhar, e eu vou ter que convencer pessoas que não gostam de mim.
É isso, se eu faço isso, aí eu vou convencer o Congresso. Eu duvido o Congresso brigar com boa parte das pessoas que pensam no Brasil, com Globo, empresariado. Ah não, vou votar a favor do bandido. Ah, vai? Não vai votar, filha da puta, não vai votar mesmo, cara. Vou votar pra fuder em você. É isso o negócio, vamos pegar os temas majoritários, vamos pra cima e Quero ver o vagabundo do Centrão votar, sabe? Quero ver ele votar contra.
Agora mesmo, Kim botou para passar umas leis, é, pô, o Kim passou aumento de pena para roubo, furto e receptação de celular no Brasil. O Kim fez uma revolução por roubo de celular no Brasil. Vai ficar bem mais difícil. A gente vai ver o resultado disso nos próximos 6 meses, quando o bandido entender que deu ruim, vai ter uma diminuição com esse aumento de penas. A gente vai sentir isso. Até o PT votou a favor porque não dava para votar contra.
Mesmo eles não vão resistir, mesmo eles não vão. Não vai dar para você ser um sabotador completo se a gente falar o óbvio e fazer a coalizão para o óbvio. Vamos passar primeiro, óbvio começa a dar certo e as pessoas não são idiotas. Volta a falar, se o cara não se endividou para comprar um celular e ele visitou a mãe dele indo a pé a casa dele à noite, não roubaram o celular, ele falou: meu irmão, minha vida mudou. É isso que eu tenho que entregar no primeiro ano.
Isso é revolução. E eu vou assim, traulitar todo mundo que tiver na frente. A gente vai botar pra montando uma aliança que ninguém imagina. É isso.
Entendido. Então, Renan, cara, boa sorte, eu acho, na tua jornada aí. Tem bastante, tem muita coisa pra acontecer até lá, né? Ainda tem uns escândalos aí pra estourar, né?
Sim, me chamem aí pra comentar quando der. Eu já já a Lei Eleitoral vai proibir que eu venha aqui.
Sim, bom, e muito obrigado, cara, por vir aí, de verdade. Eu sei que agora tu é pré-candidato à presidência da República, isso é muita viagem, mas enfim, é interessante que tá rolando.
E sim, cara, vamos ganhar, você vai ver quando ganhar, aí que eu vou vir aqui.
Vamos, vamos, vamos trocando essas, porque assim, a gente já trocava ideia antes de tu ser pré-candidato à presidência da República, né? Isso que é verdade. Enfim, obrigado pela moral. Vocês que assistiram aí, segue o Renan, tá tudo aqui no comentário fixado para inclusive vocês fazerem parte lá da vaquinha lá do Renan, porque é a maior vaquinha do Brasil nesse momento, correto? Sim, olha aí, sim, porque o cara ele quer ser presidente da República.
Tu que apoia, ajuda ele lá, tá aqui no comentário fixado. E também fica aí porque a gente tem um outro conteúdo agora que é um Executive Talks com Max Peters, que é o CEO da Adapta, tá bom? Então muito obrigado, boa noite e a gente se vê depois. Quer falar mais alguma coisa?
Quero falar nada, você falou tudo, o homem é bom demais.
Então tá dito, um beijo para todo mundo e a gente se vê depois.
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