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CEO E FUNDADOR DA ADAPTA - Max Peters

04 de junho de 202638min
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Esse é nosso quadro chamado Executive Talks, focado no Igor conversar com executivos fodas de grandes empresas pra que ele se torne um CEO melhor. Neste episódio, recebemos Max Peters, fundador e CEO da Adapta, plataforma que reúne vários modelos de IA (como GPT, Claude, Gemini e outros), além de cursos, automações e conteúdos educacionais em um único lugar.

Participantes neste episódio2
I

Igor 3K

HostComediante
M

Max Peters

ConvidadoCEO e Fundador da Adapta
Assuntos8
  • Adapta e IA para negóciosCentralização do uso de IA · Modelos de IA (GPT, Claude, Gemini) · Pequenos e médios negócios · Max Peters · Adapta
  • O futuro da IA e o otimismo empreendedorPotencial transformador da IA · Otimismo como motor empreendedor · IA como tsunami · Impacto no mercado de trabalho
  • O futuro da Adapta e dicas de IA para empresasAmplificar, Sistematizar, Automatizar · Liderança no mercado brasileiro de IA · Busca por novas aquisições
  • IA e o impacto na criatividade e no trabalhoIA na produção musical · IA na escrita de livros · IA na criação de vídeos e séries · Perda de valor percebido no esforço humano
  • O perigo do consumo de conteúdo rápido e vicianteImpacto do TikTok no cérebro · Perda da capacidade de atenção · Vício em redes sociais · Comparação com novelas chinesas
  • A aquisição do Skip pela AdaptaA aquisição do Skip pela Adapta · Vibe checking em startups · Criação de sistemas internos customizados
  • IA e segurança de dados (LGPD)Aumento de ataques com IA · Riscos de aplicativos sem proteção LGPD · Cybersegurança como área em crescimento
  • O passado e o futuro da inteligência artificialPrevisão de IA em 2015 no poker · IA como a nova internet · Evolução da IA comparada à internet discada
Transcrição119 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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?Voz B

Imagina fazer as coisas que você já faz na tua empresa aí, só que muito melhor e muito mais rápido. Essa é a primeira etapa da revolução que a inteligência artificial tá prometendo pra você, cara. E se você tá de fora dessa, tu tá perdendo tempo. Eu conversei hoje aqui com o Max, que é CEO e cofundador da Adapta, e a gente falou bastante sobre inteligência artificial, sobre seus usos e sobre por que a Adapta consegue ajudar uma galera, especialmente no que tem a ver com trabalho.

Então já pega aí teu caderninho pra anotar as ideias que você considerar importantes e já ajeita teus óculos aí, seu nerd. Ô Max, tu é novão, cara, para começar. Mas com certeza, é claro que para, me parece que para empreender fazendo o que a Adapta tá fazendo, tinha que ser uns cara meio novão mesmo. Todos os cara que eu conheço que tem a Adapta, todos são meio novão, cara. Inteligência artificial, eu tenho escutado que ela é uma tecnologia que tem o mesmo potencial transformador que a internet teve, só que mais rápido ainda, né?

Foi com essa ideia que vocês começaram a criar a ADAPTA? E também aproveita para dizer em poucas palavras o que é a ADAPTA para quem está ouvindo a gente.

?Voz A

Boa, até para começar então um pouco o que é a ADAPTA, o jeito mais fácil de entender é: a ADAPTA é uma plataforma de IA para você centralizar o uso de IA em um só lugar. Então tem muita gente que hoje tem algumas coisas no Gemini, outras no ChatGPT, outras no Cloud, não sei o quê, Porque faz sentido, né? Toda hora tem um modelo que tá mais inteligente, de repente é o Gemini, depois o GPT, depois é o Claude, toda hora muda, é uma corrida mesmo.

Então faz muito sentido que em vez de você ter contexto separado em vários lugares, que você consiga agregar tudo isso, o seu uso, centralizar o seu uso num só lugar. Então em vez de ficar tudo espalhado lá, fica em um só lugar. E pensa, isso faz sentido muito no você usando na sua profissão, você mesmo, mas multiplica isso pelos seus funcionários. Então faz muito sentido ter todo mundo num só lugar criando contexto, criando agente, criando experts, criando prompt em um só lugar para manter aquilo centralizado.

Então a Adapta basicamente é isso, é uma plataforma de IA para centralizar o seu uso. E a gente é especificamente para pequenos e médios negócios, que é onde a gente mais consegue entregar valor.

?Voz B

Entendi. E aí vocês foram fazer, em que momento que vocês sacaram que, em que momento que tu chega na Adapta?

?Voz A

Boa. Então, eu já tava olhando para o mercado de inteligência artificial bem antes do ChatGPT. Até uma coisa engraçada, uma curiosidade que a gente fala, eu e meu irmão mais velho. Meu irmão mais velho era jogador profissional de poker. Então ele era desses gêniozinhos que fica com 10 abas abertas jogando 10 mesas diferentes ao mesmo tempo. E ele percebeu lá em 2015 que a inteligência artificial ia ferrar o poker. Isso já em 2015.

Ele falou: "Cara, vou parar de jogar poker e vou empreender." Aí ele me chamou, começou a empreender junto e fizemos um monte de coisa juntos desde então.

?Voz B

Em 2015? Quem tava falando de inteligência artificial nessa época? Pra esse cara ter uma sacada dessa.

?Voz A

Pouca gente, exatamente. Era meio...

?Voz B

Mas ele acertou?

?Voz A

Cara, acertou, assim... Poker mudou bastante. Acho que até agora talvez o presencial cresça mais no sentido de que realmente É muito mais fácil de você trapacear no online com o IA mesmo, porque hoje a IA é melhor do que os jogadores de pôquer mesmo humanos.

?Voz B

Especialmente numa mesa que você não consegue olhar para a cara do outro.

?Voz A

Exato, e o cara pode estar rodando um software de IA ali para ajudar ele a jogar. Então assim, é tricky mesmo, então ele tava certo. Então a gente já tava olhando esse mercado de IA há um tempo, até tinha a ideia da Dapten em 2021. Só que tava muito cedo mesmo. E assim, se você pensar, a missão da Adapta é muito simples. A missão, né, que é o nosso princípio, nosso propósito, coisas de longo prazo, é ajudar as empresas a se adaptarem e prosperarem no mundo das IAs.

Aí, como que a gente faz isso? É com nossos produtos, né? Beleza, mas a missão fica muito clara desde o começo. Eu sabia que ia ter alguma coisa importante nisso, porque, que nem você falou, é uma revolução gigante, que nem a internet, pô. Talvez até maior do que internet, né? Talvez Talvez seja mais parecido até com a revolução da eletricidade, talvez seja esse nível de magnitude. Então ficou bem claro assim que, pô, é um ponto de inflexão, precisamos fazer alguma coisa, vamos ajudar as empresas a se adaptarem a isso.

Como que a gente vai fazer? Ah, beleza, vamos criar os produtos para isso. Mas ficou bem claro para a gente.

?Voz B

Sabe que foi esse papo de ponto de inflexão que foi aí que vocês me convenceram, cara. Tava falando para a tua aqui que eu conheci a Adapta no mais ou menos início do ano passado. E tava, era esse o discurso, cara, estamos vivendo um ponto de inflexão, vai mudar tudo daqui para frente, não sei o quê. E eu vendo aquele vídeo ali, eu fiquei, cara, é verdade.

?Voz A

Sim, eu sei que ele tá tendo um momento, né?

?Voz B

Eu acho que sim.

?Voz A

Ah, então, porque esse foi o nosso primeiro vídeo, então talvez tenha sido até antes, mas ele rodou por um bom tempo mesmo. Mas era esse primeiro vídeo que a gente explicando justamente disso. E se você pensar uma coisa interessante, adapta, no começo ChatGPT ele era meio que parecia o Google 2.0. Então se você pensar, a galera não tá usando muito ele para trabalho no começo, era mais coisa para brincadeira, tipo, pô, você quer ver uma música aqui ou me, sei lá, era mais entretenimento.

E a gente desde o começo já falou, não, a gente vai ser para o trabalho, para fazer você trabalhar melhor. E esse vídeo falava muito disso mesmo, era tipo, tanto que a gente já aqui lançou a adapta não só com a plataforma, mas a gente falou, pô, vamos fazer as pessoas entenderem que que elas precisam fazer para extrair valor da plataforma no trabalho. A gente lançou concursos também, e a gente continua também com essa área de curso até hoje, que ajuda, me ajuda então a pessoa a usar a plataforma melhor. E mesmo que ela até use outras coisas assim, ajuda também, entendi, entendi.

?Voz B

Tá, cara, mas o que que acontece? Assim, a DAP também parece, pelo que você tá falando, quando me pegou, é aquele primeiro vídeo lá, ele me pegou assim, cara, olha, minha esposa tá começando a mexer com inteligência artificial, inteligência artificial, então, em brincar com ChatGPT. Inteligência artificial aqui que eu tô falando é ChatGPT. E pô, eu vi esse troço da Darpik aqui, achei muito maneiro pela possibilidade de testar a porra toda, né?

E o que acontece quando o cara ele vai evoluindo e entendendo o que que ele quer ao usar? Porque assim, o que que foi acontecendo comigo? Eu fui usando as ferramentas e eu fui descobrindo coisas que eu queria fazer e eu fui, quero usar mais para fazer código, por exemplo.

?Voz A

Entendeu?

?Voz B

Um usuário que vai ficando mais expert na parada, ele sai da tua plataforma?

?Voz A

Então, normalmente não, porque justamente a gente já tem tudo, a gente, nossa visão justamente é um sistema onde a pequena e média empresa consegue fazer 80% do trabalho lá. Então ela vai ter de repente softwares específicos que ela precisa para alguma coisa ou outra, mas eu quero que sempre que ela consiga fazer a maior parte do trabalho num só lugar e é dentro da Adapta. Então o único tipo de pessoa que talvez com certeza precisa também de uma outra ferramenta, justamente programador, por exemplo.

Mas aí programador core mesmo, o cara que realmente é programador. Aí talvez ele ainda tenha alguma outra, um Coursera da vida, um Cloud Code, mas assim, a gente até fez uma aquisição, né, nossa primeira aquisição, a gente comprou o Skip, que é um produto muito interessante, que pô, a gente é usuário pra caramba deles, que basicamente você consegue já criar sistema, então você não precisa ter uma ferramenta robusta ali de curso ou qualquer coisa da vida, você tem o Skip que consegue.

E com o Skip, por exemplo, dentro da Adapta, vários sistemas internos que a gente criou com o Skip. Então, por exemplo, a gente não tem o Monday ou o Trello ou qualquer coisa dessa, a gente tem, cada time criou o seu próprio Skip que funciona com as funcionalidades que aquele time precisa. Eles têm softwares, ou seja, eles conseguem criar softwares que não tem em mais nenhum outro lugar. A gente dá um bom exemplo é o time de vídeo que, pô, os caras criaram um skip animal, que, ou seja, a gestão de tarefas desse time de vídeo tá dentro de um skip que eles mesmos criaram, que o Red de vídeo criou.

?Voz B

Um skip é um Trello, um skip é um... os caras criaram um skip...

?Voz A

Ele pode ser um Trello, uma espécie de Trello com esteroides nesse caso específico para isso, ele pode ser um portal de cliente, é um software que você quiser, pode ser um site, você pode recriar o site do Flow agora em um segundo.

?Voz B

Tá bom, eu tô entendendo o que é um script, tá bom.

?Voz A

Pode ser qualquer coisa, mas o ponto é que ele é muito mais fácil de você criar um script. Se você usar o mesmo prompt, quero um portal para gerenciar os patrocinadores aqui do Flow, me crie isso da melhor forma possível. Se você usar esse mesmo prompt no script e em qualquer outro lugar, Você vai ver que o Skip vai muito mais longe com só esse único prompt. Isso é uma coisa muito maneira, você pode testar. E literalmente o que me fez ter muita confiança no Skip, que fez a gente querer comprar eles, foi que o próprio, um dos fundadores, o Jean, literalmente fez isso no LinkedIn.

Ele copiou e colou um prompt no Lovable, que é tipo um outro Skip, o mais famoso, que é global, e o Skip. E ele mostrou como o Skip era muito melhor. Daí isso fez eu falar: cara, Isso aqui, esse cara é... ele é, porra, peitudo. Aí eu fui lá e peguei pra todo mundo da Adapta, todo mundo que tinha criado já algum sistema interno, tipo no Lovebug ou alguma outra ferramenta, e falei: "Tenta recriar usando o Skip". Aí pedi pra todo mundo fazer isso.

Todo mundo recriou, vários criaram outras coisas que nunca tinham criado, e aí falamos: "Pô, esse negócio é bom mesmo. É mais fácil, é mais intuitivo, é mais rápido". Aí a gente falou: "Tá, a gente precisa desse produto aqui dentro da Adapta, faz total sentido pra nossa visão". A gente foi lá e deu vibe checking também, que a gente fala, né, com os fundadores. E aí eles entraram dentro da Adapta e, porra...

?Voz B

O que é um vibe checking?

?Voz A

Vibe checking, cara, é aquele vibe... É que a gente tá muito dentro do mundo IA, né, mas veio do vibe coding, querendo ou não, e vibe virou realmente um termo que você tá usando meio que pra tudo. Aí o vibe checking é basicamente, pô, o cara é gente boa? Você gosta da pessoa? Você sente então na sala com a pessoa.

?Voz B

A vibe casa com a nossa é mais ou menos...

?Voz A

É isso, é vibe check.

?Voz B

Entendi.

?Voz A

Sabe, é o sentimento mesmo que você tem...

?Voz B

Vibe no sentido antigo, né? Então, a vibe, tô sentindo a vibe. A vibe desse cara é maneira ou a vibe desse cara não casou. Exato.

?Voz A

Entendi. É vibe check.

?Voz B

Interessante, isso é coisa de startups isso daí.

?Voz A

E como é que é?

?Voz B

Como é que é? Bom... Uns cara mais cabeça branca estariam olhando números, não a vibe, né?

?Voz A

É que vibe é um dos fatores.

?Voz B

Claro, claro.

?Voz A

Tipo, são vários fatores.

?Voz B

Eu também só faço negócio quando a vibe casa, tá? Inclusive, assim, tem uns dinheiro que eu recuso porque a vibe não casa, entendeu? Eu já aprendi aí que tem uns troço que é melhor não fazer, mesmo parecendo maneiro. Mas aí vocês adaptam a Nace pra valer quando? 23.

?Voz A

A gente começou em abril, lançamos em agosto. Começamos, é, começamos, o time em março, lançamos em agosto de 23. Aí uma coisa legal também é que o time fundador, a gente tá junto há muito tempo, a gente tava junto em outras empresas antes já, que a gente vendeu. Então já começou com um time muito robusto já.

?Voz B

Foi em 2024 então que eu vi o vídeo, porque eu lembro que vocês estavam no começo.

?Voz A

Deve ser 24, não deve ser 25 não, deve ser 24.

?Voz B

Porque eu lembro que eu entrei no Instagram, eu lembro, é marcante pra mim, eu lembro que eu entrei no Instagram e escrolei assim: "Ih, essa porra é nova, maneiro, é melhor acompanhar, ficar perto porque essa porra é nova, isso aqui é legal, maneiro." E pode perguntar pro Romulek, eu segui logo no começo, o Romulek sabe, né? E por que que eu tô falando isso mesmo? Ah, porque eu te perguntei quando começou e aí tu tava me respondendo.

Que agora, bom, vocês estão no momento de nascer em 24 para valer, vai, né? Finalzinho de 23.

?Voz A

Até porque 23 a gente não nem conseguia atender todo mundo que a gente podia. A gente tinha um cap mesmo em relação ao quanto de API que a gente podia usar. Enfim, assim, tinha uma restrição técnica.

?Voz B

Então, mais doida que eu entendo. E aí, e aí agora estão comprando o Skip, meu irmão, né? Essa jornada aí foi Não foi rápida demais? Como é que foi pra você, cara?

?Voz A

Cara, bem rápido, mas assim, uma coisa legal também que como a gente já fez muitas empresas antes, uma coisa legal da Adapta, por exemplo, eu tinha um modelo financeiro que a gente colocou, eu modelei principalmente os primeiros 6 meses muito bem e a gente bateu exatamente 6 meses e 1 ano também. Eu falei: no primeiro ano a gente vai ter 25 mil clientes, usuários pagantes. E a gente, tchim, assim, bateu on point. Então assim, eu sempre pela experiência de ter as outras empresas antes, por entender muito bem o que eu tava fazendo, pra quem tava fazendo, como que produto a gente ia criar, como a gente ia atrair cliente, eu acho que assim, eu tinha certeza já que a gente ia conseguir crescer rápido.

?Voz B

Entendi.

?Voz A

É, uma coisa que talvez eu me impressione até é o quão bem a gente consegue estar a par da tecnologia a nível mundial. Se você pensar, com um time só de 15 desenvolvedores, né, óbvio, a gente tem 100 pessoas na data, mas o time de tech é um time pequeno e precisa ser mesmo. Eu não acho que crescendo muito o time é aquele negócio de você não conseguir, você não vai parir mais rápido tendo 3 meses grávidos, meio que uma coisa parecida.

Aí Então é bem impressionante você pensar realmente a escala que a gente tem hoje, tipo, com certeza a gente é a principal plataforma de IA brasileira em termos de número de clientes, faturamento, enfim, impacto que a gente está causando, principalmente para os pequenos e médios negócios. Então é uma coisa bem interessante e única mesmo, mas acho que a parte que eu te falei de ter o time fundador já trabalhado junto por muito tempo, Isso que foi o fundamental também, né?

Então pensa nisso, que quando as pessoas veem: "Pô, a data chegou isso em só 3 anos." Cara, não, na verdade a gente chegou em 10, né? Porque tem toda a experiência anterior, não é? Se eu tivesse 21 anos, eu nunca teria. Eu com 24 não estaria com a data agora. Eu fiz porque justamente comecei com 27 e agora que a gente tinha essa experiência de 10 anos, 7 anos empreendendo, 8 anos antes, para conseguir fazer chegar.

?Voz B

Entendi, tá. E o que que tem no horizonte, na tua opinião, cara? Não só do ponto de vista de evolução da tecnologia, né? Eu tava conversando com... Eu tava conversando com... Acho que foi o Akita que me falou, o Fábio Akita, que é um programador, ele é fodão. Ele falou assim: "Cara, lembra quando tu usava a internet discada? 56 kbps, não sei o quê, que tu, porra, já era impressionante tu poder..." baixar uma música, né? Ele falou: cara, a inteligência artificial hoje é meio internet discada, essa porra vai evoluir para cacete ainda, né?

Nesse sentido, cara, é um desafio cada vez maior ficar na ponta da tecnologia que a gente tá dizendo que vocês estão. Isso te assusta ou isso te deixa mais entusiasmado?

?Voz A

Cara, boa pergunta. Acho que tem muito aquela, é uma imagem mental que eu gosto de falar pra todo mundo desde o começo da Data, né, que eu falo, cara, se você pensar a IA, toda essa revolução, imagina ela como um tsunami. Imagina que você tem duas opções, você pode tentar se esconder atrás de uma árvore ou você pode, sei lá, pegar um barco e nadar junto do tsunami, ou surfar o tsunami. Então, o meu ponto é bem simples, tipo, se você for Só não tem lado bom nenhum de você ser pessimista.

Literalmente não tem nenhuma coisa boa que pode vir de ser pessimista. Ah, você pode pensar em riscos que tudo bem, mas você vai estar sendo pessimista, você não vai nem aproveitar o caminho, você não vai aproveitar nada. Então assim, só tem sentido você ser otimista porque isso vai fazer você buscar oportunidade, vai fazer você— não significa que você não tem que olhar, potenciar esses riscos e mitigações para eles, mas eu acho que otimismo pode trazer várias coisas boas e vai trazer várias coisas boas para quem está trazendo coisas boas, para quem de fato é otimista.

Então, por isso eu sou otimista. E é naturalmente, né? Qualquer empreendedor é otimista. Tem que ser otimista.

?Voz B

No mínimo tem que acreditar muito.

?Voz A

Exato. Se você não é, por que você não estaria tentando fazer as coisas, né? Então, eu vejo dessa maneira, sabe? Eu acho que tem muito lado bom de ser otimista e, óbvio, pode ter algumas disrupções em alguns tipos de trabalho mais específicos até e Vai mudar muita coisa na sociedade? Vai. Mas assim, eu acho que ela é totalmente— se usa muito, né, tipo, net positive. Então ela é positiva, querendo ou não.

?Voz B

No fim das contas é positivo.

?Voz A

É positivo, apesar de que obviamente tem várias coisas que são ruins, né? Não vou falar que não tem coisa que é ruim.

?Voz B

Mas, cara, se a gente parar para pensar, a inteligência artificial vai levar uns empregos, a internet levou os empregos, computador levou os empregos também. E gerou vários outros, meu irmão. O computador matou uma porrada de coisa. Se a gente for falar do jeito mais básico de todos, exemplo mais comum de todos, é: não tem mais ninguém, não tem mais datilografista. Ou seja, nem sei se é assim que fala, né? Datilógrafo.

?Voz A

Datilógrafo, né?

?Voz B

Não tem mais datilógrafo, certo? Então, o computador... Isso é só uma das primeiras coisas que o computador matou, né? Aí, a internet, ela também matou barra transformou muita coisa. Se não fosse a internet, eu não tava aqui, né? Não fosse a internet, você não tava aí na tua casa agora com a possibilidade de ver a novela da Moranguete com abacatudo, né? Isso é o ápice da internet neste momento, né? Que os cara tão usando inteligência artificial para criar conteúdo com não sei o quê e tudo mais.

Vai mudar. Não é melhorar ou piorar, vai mudar, né? Vai vir uma parada nova. E essa parada nova está vindo e sempre virá uma parada nova. Depois, agora fodeu, meu irmão. Agora a gente já, agora a gente tá no microchip, entendeu? Agora a gente vai fazer uns bagulho maluco aí. Então vai mudar. Isso que você tá falando aí é importante, cara. Se tu é um caminhoneiro, por exemplo, talvez daqui a 10 anos caminhões não precisem de motoristas.

Né, você precisa fazer alguma coisa sobre isso, vai ficar esperando, não é? Não é como eu imagino, é como eu, é o meu, é como eu olho essas ferramentas, entendeu? Como elas podem impactar o que eu faço, né? E aí eu tento dar uma desviada para aquilo funcionar a meu favor, tá entendendo? Tipo, vem o troço, pum, agora ele funciona a meu favor. Se não Senão eu tô perdido.

?Voz A

Eu tô até curioso, tipo, o que que para você mais mudou desde que a IA veio?

?Voz B

Cara, eu acho que eu consigo— o que eu tô fazendo agora, eu tô usando aí. Primeiro começa com— tô fazendo umas perguntas besta, né? Primeiro começa assim, cara, eu vou aí, vim aqui, tá, o cara no Flow, e me ajuda aqui a fazer um programa legal. Esse é o primeiro nível. Aí ele vai me dar uma resposta bem merda que eu vou: "Puts, isso aqui, mano, é caralho, uma merda isso aqui. Como é que eu faço pra ir melhorando? Como é que eu faço isso aqui sair melhor?" Aí vai olhando outros modelos, vai testando outro jeito, vai aprendendo a perguntar, tá ligado?

Vai aprendendo: "Dá pra eu explicar mais ou menos pra esse cara, pra esse chat?" o que eu quero dentro de algumas iterações aqui, depois eu peço para ele consolidar num prompt para um outro chat fazer o que eu quero, por exemplo. Aí vai brincando com essas coisinhas e as possibilidades vão aparecendo. Ah, dá para fazer isso! E dá para nesse momento eu tô aí, eu consigo deixar um computador—

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?Voz B

Entendeu? E eu vou descobrindo. Então eu acho que nesse momento que a inteligência artificial impacta em mim muito mais na descoberta, na curiosidade, no hobby de aprender, tá ligado? E à medida que eu vou aprendendo, eu vou aplicando isso em umas coisas. Então, da última vez que os caras da Adapt vieram aqui, a gente tava trocando ideia sobre um appzinho que eu tava fazendo pra organizar ROM, que é jogo de videogame velho. Para emulador e serve para fazer umas outras coisas também.

Mas eu tô em outra parada agora, meu irmão. Daqui a pouco eu te mostro o que eu tô construindo, uma plataforma para a gente usar aqui no Flow que roda algumas coisas no meu computador local lá. E assim, não sei se eu quero que a gente realmente vá usar o meu troço. Talvez eu vou— eu tô construindo uma ideia de algo que é legal para depois eu fazer profissionalmente. Para mim é um hobby, tá entendendo? Mas descobrir o que é possível é muito foda, entendeu?

Então, como eu tô te falando, tem um botzinho lá, daqui a pouco eu vou botar uns moleque aqui pra testar, se a gente vai vendo o que a gente quer, vai formatando legal, daqui a pouco eu faço direito, entendeu? Boa fé. Porque no meu caso, a principal questão é: eu não sou bom o suficiente pra lidar com questões de segurança.

?Voz A

E como eu tô falando... E é uma questão grande.

?Voz B

E é uma questão grande.

?Voz A

Eu acho que também é aquele negócio, é uma questão maior, quanto maior é a sua empresa, mais relevante é a questão de segurança, né? Óbvio. E até é engraçado o que você tava falando, fui num evento de tech agora e tinha justamente um fundador lá de uma empresa de cyber agora. Eu falei: "A única coisa crescendo mais do que IA é cyber." Porque... IA faz com que seja muito mais fácil fazer qualquer tipo de ataque, né?

?Voz B

Tem um monte de gente aí que vai criando mais uns negocinhos e tá tomando pau por causa de LGPD, pô. Porque os cara vacila com... Criam um appzinho, bota pra vender aí no Instagram, entendeu? A galera entra, coloca lá os dados, paga, não sei o quê, e como não tem a proteção de direito, o vagabundo vai lá e rouba os dados, dá merda, não sei o quê, e tem uns cara pagando multa já.

?Voz A

É mesmo? Você conhece alguém?

?Voz B

Cara, como eu leio bastante sobre essas coisas aí, eu fico sabendo dessas notícias, entendeu? Caralho, e vira e mexe pipoca um cara que fez um appzinho sem prestar atenção na LGPD, entendeu? E aí mama. Eu não quero mamar, entendeu?

?Voz A

Justo.

?Voz B

O que você faz de hobby com IA?

?Voz A

Cara, hobby é engraçado porque hobby é uma coisa que eu acho que fazia mais no começo até da IA. Pô, tem umas muito legais, né? Tipo, já viu a Suno?

?Voz B

Já, muito legal.

?Voz A

Suno e a Uriô, né?

?Voz B

É a mesma coisa?

?Voz A

É a mesma coisa, de música. E mas isso aí é uma coisa interessante porque antes de começar a Dapta eu tava brincando de produção musical, tava fazendo aula até. Eu sempre gostei de música e tal, tava fazendo aula de produção musical, música eletrônica principalmente. Aí vou te falar que, querendo ou não, quando lançou esse tipo o Suno da vida, o Udyr e tal, me deu uma broxada. Tipo, sabe? Eu falei: pô, meu, porque pensa, e tem uma questão muito lógica nisso.

Pensa, se você antes, se eu te mostrasse uma música, você ia falar: caralho, que da hora! Que da hora, você fez isso? Que fodido, pô, como que foi? Daí eu ia explicar que porra Fiquei uma semana, primeiro vi o beat, depois eu comecei dali, aí eu peguei os acordes, fui tocando a melodia no piano até que achei uma coisa. Tem uma puta história e você sabe que ia ser legal, você sabe que eu pus esforço naquilo e aquilo fica legal.

Quando lançou essas ferramentas de IA, eu te mostrar uma música, você não acha nada, você fala: "Ah, tá, você fez na IA com prompt." Cara, então, isso daí é meio broxante mesmo. Isso é broxante pra caralho.

?Voz B

Lembra quando começou a ter um, começou gringo, né? Os caras pegavam um post, abriam os comentários e faziam uma música com os comentários. Tá ligado? Aí começou a ter, no começo eu ficava: "Nossa, meu irmão! O maluco é brabo, o maluco encaixou as palavras." Aí comecei a ver 2, 3, não sei o quê, comecei a ver uns em português igualzinho. Aí eu fui mostrar pra mulher e falei: "Isso aí é IA, mano." Logo no começo. "Puta merda, entendi." Então ficou menos legal quando eu descobri que era IA. Não é que não é legal, mas é que aí acaba ficando...

?Voz A

Acaba ficando... Cara, você tem que... Essa é o sinal de custo, né? O cost-signaling. É tipo você saber que alguém colocou esforço naquilo, isso importa, isso faz você se importar mais com as coisas, né? E justamente, eu acho que a música, querendo ou não, essa é uma das coisas, por exemplo, que se você pudesse apertar um botão e falar: "Porra, que não tem AI pra música", mano, eu apertaria esse botão. Sabe? Tipo, eu apertaria esse botão.

Sabe? Porque ele não tira um pouco mesmo, é assim, não tem como negar que não. E essa foi uma das coisas até por qual eu quis lançar mais rápido meu livro, tá? Porque eu tava escrevendo um livro bem antes da IA, Inteligência Pragmática, né? Que é o livro que desde 2018 pesquisando, escrevendo. Aí quando a IA foi ficando melhor, eu falei: cara, eu preciso lançar rápido o livro, porque imagina daqui a pouco a IA ficar tão boa que ela conseguiria também desenvolver esses frameworks que eu desenvolvi aqui no livro, a estrutura, os argumentos, tudo, o jeito de eu escrever, que daí ia tirar um pouco do valor do livro.

Aí eu tive essa realização no ano passado e acelerei ano passado para escrever o livro e a gente lançou em janeiro. Mas porque eu tinha justamente esse medo também, eu falei: "Cara, daqui a pouco não vão... o cara vai poder só dizer: 'Ah, não, mas aí ele pode ter feito com o IA'." Não, velho, eu não fiz com o IA. E porque eu acho que a música me deu um pouco isso, assim, me deu essa broxada mesmo. E você pode ter certeza que hoje no Spotify, se você for pegar, aposto que se pegar o número de músicas criadas, assim, deve ter dobrado.

Eu vi o de Kindle, que aconteceu isso, livro de Kindle, tipo um spike assim, depois que surgiu o ChatGPT, teve assim, e aí vai ficando cada vez melhor assim, cada vez mais livro.

?Voz B

Que coisa, né, cara?

?Voz A

E isso é a parte chata mesmo que a gente falou, óbvio que vai ter parte chata, isso é uma parte chata querendo ou não, pô.

?Voz B

Tem umas músicas de IA, que é meio baseado em uns funk aqui, carioca mais ou menos, tá ligado? Que explode mundial.

?Voz A

Tipo da Ofélia?

?Voz B

Tipo, você viu? Vi essa daí, vi essa daí, e essa é boa pra cacete.

?Voz A

Tem uma que é, eu não vi a história dessa, mas essa da Ofélia eu acho que não é todo IA. Eu imagino que seja um produtor mesmo que foi fazendo algumas coisas com IA, mas eu não consigo acreditar que aquilo é só.

?Voz B

Cara, tem um moleque aqui O Deco, ele é o cara que preparou esse esquema de luzes aqui, por exemplo, tá? Ele toca bateria, ele é músico também, entendeu? Outro dia a gente tava no Instagram vendo um perfil que eu não vou lembrar qual é, mas é uns cara, é uns personagens, por exemplo, da Moana, da Frozen, entendeu? Aí tá lá os personagens da Frozen cantando a música da Frozen como se fosse uma música de 1950. "bom pra cacete", do moleque falar assim: "Isso não é IA", tá ligado?

"Bom pra cacete". Aí fomos falar com o moleque, o moleque: "Não, é IA, pô. Eu sou um merda aqui, eu não toco nada", tá ligado?

?Voz A

E o cara só...

?Voz B

Mentira, eu não sei o que ele... Ele disse que era IA, ele não disse que era um merda, tá?

?Voz A

Ah, tá. Imagina se o cara vem dizer que ele falou: "Pô, Igor falou que eu sou um merda, não sei nada disso aí".

?Voz B

Ele falou que é totalmente "ya", tá ligado? E isso realmente é. Mas isso eu vejo assim, ah, quando é diferente, quando tem uma intenção diferente. Porque o artista, ele pode usar "ya" pra fazer música e essa música não vai ser igual a música que eu faço com a "ya", tá ligado? Porque o artista ele sabe, ele quer um troço diferente. Então só esse twist da música da Frozen, estilo anos 50, com uma pegada diferente, com os instrumentos, com arranjinho, que aquele arranjinho ali não é possível que não seja prompt, tá ligado?

Então as coisinhas assim que, pô, foda, entendeu? No lugar certo. Então o cara ser bom de prompt é uma habilidade também.

?Voz A

Não, claro que é. E também é isso, tipo, até da música, de qualquer coisa, o bom produtor poderia pegar também uma coisa que ele já fez e, pô, isso aqui me deu uma inspiração, eu vou melhorar. Acho que tem todos esses lados também que são interessantes. E até essa música, por exemplo, que a gente tava falando da Ofélia lá, o sino de Ofélia. Pô, a música ficou muito boa mesmo, pô. Vou falar o quê? A música é boa, legal ou não, a música ficou legal.

Mas com certeza tem também um pouco de perda assim de você saber, né? E um pouco isso, da perda assim até intrínseca às vezes de você fazer alguma coisa porque você fala: pô, ninguém vai saber o esforço que eu fiz, vão comparar a coisa que eu fiz que eu tive muito esforço Qualquer coisa que alguém pode fazer sem esforço nenhum, e isso para o meio artístico pode ser meio chato mesmo, né?

?Voz B

Mas é muito louco. Tá animado então com os tempos vindouros da IA, você? Menos com a parte de música. E vídeo? Quando começar a ter uns filmes do... com a continuidade longa, começar a ter uns filmes pra valer.

?Voz A

Cara, não sei se você viu, mas já tá tendo uns apps, se você for procurar apps mais baixados agora, tem uns lá, esqueci o nome. Mas que é tipo um TikTok de série feita por IA. Série, filmezinho feita por IA, que óbvio tem um cara que deve estar fazendo ali tudo, mas com a IA. Mas assim, é ruim, tá, é trash, mas é bom o suficiente. Não, e é bom o suficiente porque são umas ideias meio loucas, tipo, sei lá, um que a gente tava vendo lá era tipo "Um God Lobisomem com mitologia grega, com não sei o quê." Eles inventam um monte de coisa que não existe, então pegam coisas que já sabem que funcionam, colocam tudo junto, viram um megazord e a galera se entretém com isso.

Então isso já tá acontecendo, cara. Não é nenhuma "ah, vai..." Não, já tá acontecendo, já estão criando filme com I.A., série com I.A., e a galera tá assistindo, velho.

?Voz B

Os caras tão vendo, "não, mas tem novela." Tem umas novelas chinesas dessas vezes, que é tipo a da Bacatuda e da Moranguete. Que teve um spike insano lá na China, moleque. Insano. E tá contaminando geral, tá ligado? E eu não acho tão ruim, cara, porque tava pior. Ó, antes era o "tum tum tum sahur", que não ia fazer nada, ele tava assim parado com um porrete na mão, tá ligado? Agora é a novelinha da Moranguete, pelo menos conta uma história, entendeu?

Não é, não, um esqueletinho dançando uma musiquinha. Agora pelo menos conta uma história. Então tá melhor, eu acho.

?Voz A

Pois é, até fiquei pensando, sabe, você falando isso, eu também fiquei pensando um pouco nisso, eu falei: "Tá, mas será que isso aí não é melhor que TikTok mesmo?" Porque pelo menos isso aí você tá tendo que prestar atenção um pouco mais.

?Voz B

É, é a maior besteira do caralho, mas pelo menos tá prestando atenção.

?Voz A

Talvez é menos besteira que TikTok, porque TikTok realmente, tipo, pra mim, eu acho que a pior coisa que você pode fazer é TikTok. É tipo, é que você pegar seu cérebro e colocar numa frigideira E tipo, cara, e querendo ou não é, tanto que uma parte dessa conversa aqui vão pro TikTok também. Cara, mas é basicamente isso, tanto que se você pegar, tenho certeza que os filhos dos engenheiros do TikTok são proibidos de acessar o TikTok.

?Voz B

É possível, cara.

?Voz A

Eu tenho certeza, é óbvio, porque agora sabe que aquilo faz mal pro cérebro. Os filhos do próprio Zuckerberg também não podem acessar, não acessam Instagram. Pô, óbvio que faz mal. Você acha que faz bem você ficar mudando de contexto a cada 15 segundos procurando dopamina ali, dando like? Pô, é óbvio que não faz bem. Não precisa ser nenhum gênio cientista para saber que aquilo lá é que nem— é o equivalente a você ficar, sei lá, comendo açúcar o dia inteiro ali.

?Voz B

Pô, caralho, deixei o Max puto, mané. Caralho, o cara odeia, odeia vídeo curto, entendido?

?Voz A

Tá bom, mas, cara, Mas eu concordo, eu concordo em boa medida. Pô, 10 minutos por dia, 15 minutos por dia, óbvio, não vai acontecer nada, pô. Não tô falando disso, eu tô falando que tem gente que de fato fica 4 horas por dia nisso aí, 5 horas por dia.

?Voz B

Falta um pouquinho de reflexão do que que você mesmo tá fazendo.

?Voz A

Exato, exato, acho que é mais isso. Não tô falando, pô, óbvio, todo mundo precisa de um momento ali para não fazer nada, não pensar mesmo. Agora o problema é porque o negócio é feito para você se viciar e querer ficar mais tempo lá.

?Voz B

É feito para tu ficar lá infinito o dia inteiro, né?

?Voz A

Pois é.

?Voz B

Bom, para mim nem é tão ruim assim.

?Voz A

O Max, o TikTok é incrível, continua, achar shorts.

?Voz B

Não, não, não, não, não, eu concordo contigo. Na verdade, eu acho que, eu acho que esse lance da galera ficar presa ali engolindo umas coisas muito rapidamente, inclusive tem um potencial de plantar uma ideiazinha meio de merda às vezes, tá ligado? E como você tá consumindo aquilo ali com nível de consciência meio baixo, vem, foda-se, não sei o quê, vem, foda-se, não sei o quê, pode causar problema mesmo. Eu concordo contigo.

?Voz A

E a sua capacidade de controlar sua atenção vai para o ralo. Vai, porque é isso.

?Voz B

Agora, lê um livro agora, 2 meses de TikTok todo dia, daí vai ler um livro, não consegue, vai passar sufoco. E aqui eu não tô sendo chato, tem que ler livro. Não, não, não. É um efeito mesmo, entendeu? O efeito que a coisa tem é abaixar seu eu sofro disso, tá? É como eu vou falar com a minha mulher, com alguém que tem alguma coisa para me falar, e eu sei que o ponto mesmo vai vir só no final da fala. Eu vou: cara, fala logo o que que tu quer, entendeu?

Fala logo aí, precisa contar história não, fala aí, entendeu? Então tem esse efeito, querendo ou não. É que eu sou, eu trabalho com isso. Então assim, eu meio que tenho que estar ali e mesmo assim de forma controlada no meu caso, assim, eu sou ruim com celular.

?Voz A

E até porque também é fácil de você, justamente por ter que fazer isso porque é seu trabalho, também do nada passar 10 horas lá, tá ligado? Imagina.

?Voz B

Como eu tenho 41 anos e os caras ficam até me zoando, que falam assim: "Toda hora ele fala que tem 41 anos." Mas é, como eu sou velho, eu Eu tenho que fazer esforço para olhar, porque eu, por mim, tava fazendo outra coisa, entendeu? Eu tenho que fazer esforço para olhar. Então, para mim, é mais suave, entendeu? Eu não sou viciado em rede social, entendeu?

?Voz A

Sim, não, justo, não te pegou, né?

?Voz B

Não, eu gosto mesmo é de um joguinho.

?Voz A

Gosto do YouTube, velho. YouTube eu não tenho como. YouTube eu gosto.

?Voz B

YouTube eu estudo.

?Voz A

Exato. YouTube não tem esse problema do Pá, pá, pá, pá, pá, pá, pá. Não, cara, é um vídeo, você tá vendo, tem uma narrativa, o cara—

?Voz B

É, mas calma que eles estão tentando fazer isso contigo também.

?Voz A

Não, eles estão, mas por isso que eu não tenho o app do YouTube, né? Eu só acesso no desktop, porque daí já não tem esse negócio do— eles tentam empurrar o Shorts e tal, né? Não. E justamente, eu baixei uma vez o app do YouTube, eu vi que falei: pô, o cara quer virar o TikTok aqui, cara? Eu gostava do YouTube justamente porque não é o TikTok. Daí eu fui lá e tirei já.

?Voz B

Bom, mas Max, legal tu vir aí. Obrigado pela moral, obrigado pelo teu tempo, pela conversa. E cara, pra gente finalizar aqui, me fala, sei lá, não sei o que você pode me dizer, mas cara, pra onde que vocês estão olhando aí pro próximo ano, pros próximos 6 meses? E tu tem uma dica pra um cara que quer, sei lá, aproveitar uma oportunidade que existe no universo dele e ele tá pensando em usar IA pra isso?

?Voz A

Boa, então primeira parte da pergunta, para onde a gente está indo? Cara, a gente está indo, a gente quer continuar sendo obviamente a principal plataforma de áudio do Brasil, então todo dia, literalmente todo dia, a gente lança coisa nova ou melhora feature, melhora bug, melhora não sei o quê, todo dia tem o que a gente chama de release, né? Então a gente continua melhorando o produto todo dia. Uma coisa que a gente quer fazer com certeza também é, a gente está ainda também buscando de repente outras aquisições mesmo, assim, principalmente times técnicos muito bons que estão criando algum produto muito interessante que de repente faz sentido também para casar dentro do nosso ecossistema sistema, que nem foi o caso do Skip, por exemplo.

Então é uma coisa que a gente quer construir de fato esse produto que eu falei até, meio que um megazord, né, que, cara, você tem tudo do melhor em um só lugar. Então é muito da nossa visão, então a gente tá também olhando ativamente para isso. E agora indo para a segunda parte da pergunta, né, uma dica específica para quem tá querendo de repente melhorar a empresa com ajuda da IA. A gente fala muito sobre amplificar, sistematizar, automatizar.

O que significa isso? Muita gente quando chega na gente, o cara acha que é mágica, né? É mágica, ia. Só que ele acha que realmente ele vai apertar um botão e do nada ele vai vender 10 vezes mais e todos os problemas do mundo acabaram. Tipo, calma. E ele acha que ele vai automatizar tudo também, a gente fala: não, calma, você tem que seguir nessa ordem: amplificar, sistematizar, automatizar. O que significa isso? Primeiro, Grande parte do seu valor de uso de IA vem de você fazer as coisas que você já faz melhor.

Então, ah, já me preparava para entrevistar alguém, agora me preparo com o IA, consigo pesquisar mais coisas do cara, consigo fazer perguntas com o IA e entender pontos, ângulos mais interessantes, eu consigo fazer as coisas que eu já fazia melhor e eu consigo fazer coisas que eu nunca fazia antes. Então, por exemplo, ah, agora eu não sei, eu nunca fui advogado, mas agora antes de mandar um contrato para o advogado, eu vou lá e eu consigo debater aquele contrato com o IA, o que que aqui parece predatório, o que que aqui parece ruim para mim, etc.

Então você consegue fazer as coisas que você faz melhor e outras coisas que você nunca fez. Então isso é amplificar. E a maior parte do valor que você vai ter na sua empresa é justamente de amplificar todo mundo, é dar uma boa ferramenta GA para essas pessoas fazerem, elas usarem isso. Aí depois vem o sistema SA, que é justamente você criar esses sistemas internos com ajuda da GA, que nem esses sistemas internos que eu falei, exemplo, a Adapt.

E por fim, só poucas coisas que agora você vai conseguir de fato automatizar. Ah, parte do seu suporte, parte do seu atendimento ao cliente, parte de como você consome informação, não sei, mas são poucas coisas que de fato você vai automatizar completo, sabe? E as pessoas normalmente chegam aqui, elas acham que: "Ah, quero automatizar tudo!" Calma. Amplifica, sistematiza e depois automatiza.

?Voz B

Legal, legal. Max, obrigado aí mais uma vez pela moral, maneiro conversar, eu me amarro trocar essas ideias sobre app, porque como eu tô curtindo, É gostoso. E no meu caso, eu conheço um pouquinho, adapta. Então é maneiro. Ó, espero que vocês tenham anotado aí aquilo que a gente falou, tá? Tem um monte de coisa interessante sobre não só o uso da ferramenta, mas até como isso pode amplificar você, tá? E aí eu não sei como é que você vai encaixar na tua vida.

Se quiser conhecer um pouco mais, dá uma olhada aqui no comentário fixado que a gente vai deixar os links relevantes aí dessa conversa de hoje. E até a próxima, valeu, tchau! Your next chapter in healthcare starts at Carrington College's School of Nursing in Portland.

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