ÚRSULA BEZERRA + TATI KEPLMAIR + ROBSON KUMODE - Flow #610
Simplismente os dubladores do Naruto, Sasuke e Sakur
- Dublagem de NarutoInício da carreira dos dubladores · Impacto de Naruto na cultura · Processo de dublagem e testes · Naruto Clássico · Naruto Shippuden · Boruto · Dublagem de personagens específicos (Sasuke, Sakura, Naruto) · Amizade e apoio entre dubladores · Experiências pessoais e desafios na dublagem · Rock Lee · Gaara · Pain · Jujutsu Kaisen · Dublagem de jogos · História da dublagem no Brasil · Uso de IA na dublagem · Reconhecimento e fama dos dubladores · Dublagem de personagens infantis · Dublagem de filmes da Disney · Dublagem de animes · Dublagem de séries · Dublagem de jogos · Dublagem de documentários · Dublagem de personagens com voz infantil · Dublagem de personagens com voz masculina · Dublagem de personagens com voz feminina · Dublagem de personagens com voz grave · Dublagem de personagens com voz aguda · Dublagem de personagens com voz infantil · Dublagem de personagens com voz adulta · Dublagem de personagens com voz idosa · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto · Dublagem de personagens com voz de idoso · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto · Dublagem de personagens com voz de idoso · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto · Dublagem de personagens com voz de idoso · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto · Dublagem de personagens com voz de idoso · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto · Dublagem de personagens com voz de idoso · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto · Dublagem de personagens com voz de idoso · Dublagem de personagens com voz de criança · Dublagem de personagens com voz de adolescente · Dublagem de personagens com voz de jovem · Dublagem de personagens com voz de adulto
This is the flow. Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje aqui comigo é só a tropa da Vila da Folha, né? Do meu lado aqui tem a Tati, também conhecida como Sakura. Olá, tudo bem? Prazer estar aqui. Bom demais. Tem aqui o Robson também, também conhecido como Sasuke, né? Tudo bem, gente? E tem a Úrsula também, que é conhecida por Naruto, né? Exatamente. Obrigada. E vamos que vamos papiar, hein?
Obrigado pela moral, obrigado por virem aí. Bom, você que está assistindo e quiser participar em algum momento, só mandar uma mensagem para a gente que o Jean vai escolher as cinco melhores. Tem o QR Code aqui, o link aí na descrição também, tá bom? Fica à vontade. Bom, eu vou ler aqui depois que o Jean vai mandar. E eu queria também mandar um salve para os patrocinadores de hoje, quer dizer, para os parceiros de hoje, que é a Felipe Meade e a ACD, tá bom?
E, gente, eu não quis entrar muito nesse papo antes da gente começar aqui o programa.
Porque eu acho que essa é a parte mais interessante, que é a seguinte. Eu perguntei pra vocês há quanto tempo vocês estão dublando esses personagens de Naruto, né? E aí vocês estão desde o começo. Isso significa dizer, por exemplo, que o Robson tinha 20 anos quando ele começou. Tinha 20 anos.
Tu tava no começo da tua carreira, não tava? Como é que era? Eu tinha tipo cinco meses de dublagem, seis meses de dublagem. Pois é. Agora, vamos pensar que esse é o ponto de partida, né? Hoje, a gente tem, vinte e pouco, vinte anos depois, a gente tem uma geração inteira que é influenciada pelo Naruto, e eu tô falando sério, a ponto de...
os memes, o jeito de pensar influenciada mesmo por Naruto, né? E vocês estão aí fazendo parte disso mesmo desde o começo. Tua história é muito doida, porque eu fico pensando Robson, como é que tu... Meses de profissão e de repente o cara é o Sasuke e ele virou o Sasuke. Né?
E é o maior personagem da minha carreira, assim, disparado. Já dublei muitas outras coisas, mas a galera nas redes costuma brincar que eu sou dublado pelo Sasuke. Eu que sou dublado pelo Sasuke já, né? Não sei eu que dublo ele. Mas, assim, pra mim foi um ponto de virada. Foi a hora que eu falei, eu acho que eu sou dublador mesmo. Mas eu comecei velho, viu, na profissão. Porque a galera costuma começar já criancinha, assim.
Então, com 20 anos, comecei com 19, né? Um pouquinho antes. Com 19 anos, eu tava velho já pra começar a dublar. E aí rolou o Sasuke, assim, muito de cara.
Que bom, né? Que bom, gente, perfeito. Que felicidade. E tu, Úrsula, como é que tu vê esse lance de ter uma galera mesmo que, sei lá, que te reconhece pela tua voz num personagem que fez a vida deles, não sei o quê? Eu imagino que tem uma galera da tua família que acha interessante o fato de tu ser o Naruto, não é?
Cara, já tem meus sobrinhos, acham super legal que a tia é o Naruto. Então, e na verdade, por exemplo, tirando o Robson, que conhecia o que era o Naruto, eu não fazia ideia. E tem uma coisa engraçada comigo, na verdade, assim, todos os meninos que dublavam na época fizeram o teste pro Naruto. Inclusive o Robson. Eu fiz teste pro Naruto.
ninguém ganhou. Aí começaram a chamar as mulheres que faziam crianças, faziam meninos. Só que não me chamaram. Eu fui a raspa do tacho, porque eu dirigia o dia inteiro na alma. Aí falaram, não tem, ela não vai ter condições de fazer. E aí, quando eu comecei a fazer o teste, eu fiz umas cinco vezes o teste pro Naruto.
E eram cenas grandes. Eu até perguntava, peraí, a gente já tá dublando o episódio? E aí os caras gostaram de mim, porque a minha voz é muito parecida com a do japonês e com a americana também. E eu comecei a fazer sem ter noção do que o Naruto faria na vida das pessoas. Isso é o mais louco. E aí passa na TV aberta, né, meu irmão? Exatamente. Passar na TV aberta na época que passou, na hora que passava e tudo mais...
Porra, isso fez, alcançou tanta gente, meu irmão, que dá pra dizer que foi um efeito parecido com... Com o quê? Com Cavaleiros do Dia? Com Dragon Ball? Com essas outras paradas que também são enormes, né? Então, no começo, já no começo, ele já é... Até porque o Naruto, quando vai pra TV, se eu não me engano, ele já tava fazendo sucesso também. Já. Acho que uma galera já conhecia, né? Porque já tinha, tipo... O anime já tinha chegado no Brasil. Então, acho que o Cavaleiros já tinha aberto essa porta, assim, pra tudo.
E aí já tinha Pokémon, já tinha bastante coisas assim acontecendo desse universo. Eu lembro de ver no Band Kids Dragon Ball Z. Dragon Ball Z. É, Shakira apresentando. E o Naruto foi pro SBT. É. E aí, tipo, num horário que as pessoas, tipo, ou saiam correndo da escola pra assistir, ou assistiam e saiam correndo pra escola. Então eles colocaram num horário muito legal na época. Então fez muito sucesso.
É, horário do Dragon Ball, meio-dia, né? Era tipo isso, Dragon Ball na Globo, né? Não lembro o horário também. Mas eu sei que era bem perto, porque eu já ouvi muitas crianças falando, quer dizer, crianças hoje não são mais, mas falando assim, nossa, eu saio correndo do colégio pra assistir, ou eu assisti e saio correndo, às vezes perdi a primeira aula, eu falava, caramba!
Todo mundo assistiu Naruto, né? Só que, e eu acho que assim esse negócio de programação infantil acabou quando? 2010, assim? Porque não tem mais, cara. É, acabou. A TV Globinho talvez tenha sido a última, o último bastião, né? Então é nessa época aí que depois acabou tudo.
Mas a galera continuou assistindo o Naruto. Continuou assistindo o Naruto. Sim, o Naruto continuou, né? Não, o Naruto, às vezes você abre o Netflix lá, tá lá top 10. É, e aí acho que esse tempo também, né? Porque o Naruto, a gente dublou. E depois a gente ficou muitos anos sem dublar. E aí virou um hino, assim. Tipo, a gente chegava no... Quando vai terminar o Naruto? Era uma grande preocupação. Terminar a dublagem do Naruto. O Naruto já tinha acabado.
O Naruto já tinha acabado. A gente parou a dublagem no meio. Sei lá, a gente fez o quê? A gente fez todo o clássico. Todo o clássico. Aí parou um tempo.
aí fizemos 112 episódios do Chipudem e depois nunca mais aí voltamos a dublar porque ninguém mandou dublar estávamos lá prontos manda dublar aí em 2023 a gente começou a dublar a gente ia nos lugares
vai terminar o Naruto Shippuden. Subiram hashtags. E aí a gente falava, a gente não sabe. Mas você sabe que esse trio aqui é muito cara de pau. Porque a gente foi num outro podcast e a gente já tava dublando o Shippuden. Obviamente o resto de pudim a gente não podia contar. E a gente foi tão cara de pau, mas tão cara de pau, que a esposa do Robson mandou uma mensagem e falou, meu, vocês são muito cara de pau.
Porque já tava dublando já. Já tava dublando e a gente falou, sobre a hashtag. E os caras começaram a subir, tanto é que encheram o saco da Netflix. E a Netflix fez até um vídeo respondendo com vários atores. Quando vamos dublar? Não. Não. Escrevia qualquer coisa na internet era oi, boa tarde. Quando vai dublar na hora do tipo... Não, e quando a gente saía? Tipo, por acaso a gente se encontrava e saía pra comer alguma coisa?
Vocês estão dublando, né? Já podia se encontrar que a galera, tipo, vocês estão dublando na Lutro Chef? E a gente era muito cara de pau. O cara contava a cena e a gente já tinha dublando. Eu falei, sério? Você tá brincando? Aí ele contava a cena. Não, porque a Sakura vai... Você tá brincando. Não acredito. Mentira. E a gente ficou três horas falando e as três horas a gente não caiu em nenhum momento. A gente negou que você tava dublando.
Mas foi bizarro, porque a gente dublou o Naruto Clássico, a gente dublou 112 de Chipudem, e a gente dublou o Boruto. É verdade. E o Boruto estreou, né? É verdade. Eu virei pai, já tava... Eu virei pai? Eu casei. Eu casei. O meu filho gosta de hambúrguer, não de lá, men.
é verdade isso? é verdade ele vira de fora eu não assisti Boruto, eu fiquei tão enlouquecido com o Naruto, eu fiquei tão enlouquecido eu assisti Naruto e chegou uma hora que assim eu fiquei tão fã, que eu comecei a ler o mangá e eu não conseguia mais esperar o anime, muito enlouquecido que quando terminou eu falei nunca mais você vai assistir nada desse jeito
Quando chegou o Boruto, eu falei, eu não vou... Eu nunca assisti Boruto, eu nunca assisti nenhum episódio de Boruto. Não sei, algumas pessoas não gostam, outras gostam. O Robson ficou tão enlouquecido que uma época ele dirigiu também. Ah, ele que dirigiu os 112 primeiros episódios do Chipudem. Foi ele. E você sabe que eu sou traumatizada, né? Por quê? Não, eu vou contar. Eu vou contar. Brasil! Preste atenção.
Estou eu dublando o Chipudem, que ele está mais velho. Aí eu que estava gravando, ele ficava mais pra baixo, mais grave. Aí beleza, não, tudo bem, agora ok, beleza, grave. Aí chegou um dia que eu entrei pra gravar, ele ok, ok. E eu só pensando, eu acho que ele desistiu de mim. E eu gravando, meu Deus, ele não está falando nada, não é possível. Aí quando acabou a escala, eu, você desistiu de mim? Ele falou, por quê? Eu falei...
Não, porque você não ficou mais grave. Ah, porque você entendeu. Eu falei, caracos, eu passei a escada inteira sofrendo. Juro pra você. Você acha que isso é coisa de amigo? Quando a gente fazia, né, U? Porque...
Ah, é, tem um lance. Porque quando a gente entrava no estúdio... Fofoca! Duas horas de escala, beleza, beleza. Das 10h ao meio-dia. Das 10h às 11h59. A gente ficava conversando. É um minuto pra gravar tudo. Entendi. Bom, essa é uma das características de um grupo que tá trabalhando junto há tanto tempo, eu imagino, né? Ainda bem que vocês se dão bem. Imagina se vocês se odiassem. Não, mas tem um rolê aí. A gente não grava junto.
É que só o Robson que dirigiu o Shippuden. Por isso que a gente trabalhava nessa época. Cada um trabalhava separadamente. A gente ficou mais unido por causa de evento de anime. A gente vai muito junto. Quer dizer, não ia muito junto, né? Qual que é o rolê, então? Eu acho que a gente ficou mais unido quando começaram os rolês. A Tati já era mais minha amiga do que o Robson. Tá vendo? É assim que trata. É assim que trata.
É assim que é. Tati, eu conheço desde 14 anos. Tá bom, tá bom. Entendi, entendi. Então a gente já tinha uma proximidade. O Robson foi acontecendo depois. E aí a gente foi virando leite. Só que na verdade, eu acho que onde a gente... Eu acho que o ponto que a gente chega realmente... E a gente já se dava tudo bem, mas que a gente ficou muito unido... Foi no primeiro acontecimento que marca as nossas vidas pessoais. Que foi com a Tati.
porque a Tati estava grávida e ela acabou quase tendo um aborto por causa de um assalto. Nossa, que bad trip da porra. Pois é, e ela teve que ficar em repouso absoluto. E nessa época ela perdeu vários fixos, porque ela não tinha como dublar, etc e tal. Só que olha o rolê, a gente estava gravando o game do Naruto.
E aí ela ia quase ser substituída e nós fizemos um movimento pra que isso não acontecesse. E aí a Tati foi com a família inteira gravar, levou a mãe e pai pra ajudar ela. Ela dublou praticamente deitada a última parte do game. Então isso uniu a gente. Entendi. Foi. Foi esse rolê que começou a brinhar. Os dois seguraram o cliente, seguraram tudo. Pra que ela não fosse trocada. Foi maneiro. Foi lindo.
Isso é amizade. Eu falo que a equipe 7 não é só, tipo, não é só ali no desenho. A gente levou a amizade e ficou na vida, sabe? Isso que eles fizeram, tipo, eles me ligavam e falavam, você vai terminar. E o meu médico falava, você não vai, você não pode levantar, você não pode sair.
E aí, quando tava já... Meu filho nasceu 23 de julho. Isso aconteceu, eu entrei em repouso o dia 1º de maio. E aí, de maio até o começo de julho, eles seguraram o cliente. Tipo, tem que ser a Tati, não pode ser outra pessoa. E era a primeira... Eu vou chorar.
era o primeiro game do Naruto que a gente tava fazendo e aí eles me ligavam e tipo Tomatinho, que meu filho chama Thomas a U falava Tomatinho apressadinho e aí eles falaram conversaram com o Charles também o estúdio que a gente gravou o Charles preparou uma poltrona reclinável o microfone desceu, adaptou e aí meu médico falou, se você garantir que vão te levar, você não vai ficar em pé
você pode fazer esse game. Então a Sakura foi a única coisa que eu fiz nesse rolê da gravidez. Entendi. Foi a única coisa. Caralho. Nossa, mas assim, desculpa, porque eu ainda tô chocado na parte do quase perdeu por conta de um assalto. Foi um sequestro relâmpago. Foi bizarro o negócio. Foi uma comoção geral quando acontece a história. Aí também a gente tinha um grupo também de amigas que a gente ficava conversando com ela no WhatsApp.
Porque ela não podia sair da cama. Tipo, e aí então, acho que isso... E não foi imediato, porque rolou isso e você tava bem. Foi, eu fiquei um... É, eu comecei assim, rolou o assalto, o sequestro relâmpago. Aí fiquei lá, três horas e meia com os caras, não sei o que. Aquela coisa toda, é. Bom, aí tudo bem. E com a barriga, assim, aparentemente grávida. É, eu tomei bronca. Do bandido, tipo, ah, você tá grávida. Eu falei...
Então, pois é, moço. Você que tinha até visto, né? Aconteceu, né? E aí eu comecei a ter dores. E aí foi progredindo até que eu entrei em trabalho de parto prematuro, sem saber que era. Saiu o tampão, né? Saiu o tampão e eu comecei a ter contrações. E aí eu tava de 26 semanas e aí adeus.
Mas graças a Deus o pequeno nasceu lindo, forte, maravilhoso. E tu gravou o jogo ainda por cima. E chutou no jogo lá, se mexia. É, ele reagia aos meus... Dia 23 de julho eu estava na maternidade. Estava lá comigo. Lá pra conhecer o Tomatinho apressadinho. É, eu chamava ele. Falei, para, Tomatinho apressadinho. Fica quietinho aí. É o amor da vida da mamãe e filho. Com certeza deve estar vendo. Te amo. Ele tem quantos anos? Vai fazer 11.
E já assisti o Naruto também. E já assisti o Naruto também. E já falou pra mim que não gosta da Sakura muito. Ele não gosta da Sakura. Ah, mãe. Não, mas é a coisa... É a coisa da mãe, né? Ah, mãe. O Naruto. Eu falei, tá bom, filho. Tá tudo bem. É. Eu posso falar que eu sou queridinha dele. É. Tu é queridinha de uma galeraça, né, cara? O Naruto, inclusive, ele tem essa característica do... O personagem ser o underdog, o rejeitado, não sei o quê. É...
O interessante do Naruto É que assim, que nem eu disse pra vocês Eu vi só a primeira parte, né? Eu não vi nada do Shippuden É... Primeiro, o meu personagem favorito é o Rock Lee Logo de cara É meu irmão! Tiaguinho, eu te mando um abraço Salve, Tiagão! O Rock Lee é o mais brabo, né, cara?
Sobrancelhudo. O que ele tinha? Ele só tinha força de vontade, meu irmão. E ele te enfiou a porrada, seu otário. Pelo menos na primeira vez. Na primeira vez. Mas depois o roteiro não deixa, né? Uma das coisas que mais me deixou puto no Naruto, nessa parada toda, é como eles escantearam o grandão Rock Lee.
o bicho é maneiro, porra ele é o único que é diferente da parada entendeu? ele não tem nada ele e o Maitogai eu sempre falo, porque cada um vai gostar de um, são muitos personagens e todos muito ricos e assim
O Naruto, ele fala sobre todo mundo, né? Na verdade. Cada um vai olhar um personagem que tem a ver com consigo mesmo, né? A gente vai olhar e falar, eu sou eu, né? Meu fundo de terror. São todos traumatizados, né? A galera zoa que se tivesse um bom terapeuta em Konoha, no interdito do série, acabava a série. Todos traumatizadíssimos. Mas assim, sempre vai ter um personagem que você vai olhar e falar, isso sou eu, isso aconteceu comigo, eu também sou assim. É claro que o Naruto, ele é o grande emblema, porque ele fala sobre...
Sobre a determinação, né? Então, assim, acho que isso é um motivo meio que incomum. Todo mundo quer ser ou entende a determinação na vida, né? O Rock Lee, o Gaara, o Sasuke. Cada um com sua determinação, né? Só que o Naruto é rejeitado, né? Ele é rejeitado por todo mundo.
Vocês também, vocês choram? Chorei muito. Nossa, eu assisti no Naruto. Chorei muito. Cara, eu me envolvi com o Naruto de um jeito que você não tem ideia. Não tá entendendo. Você não está entendendo. Eu quero entender, então. Porque, ó, deixa eu ver se eu me envol... Cara, quando eu vou assistir as coisas, eu sou... Bom, agora, com o Marvel, né, com 41, eu assisto as paradas com outro olho.
quer ver? Jujutsu Kaisen. Eu não sei se vocês assistem animes também. Alguns. Eu assisto alguns. Por exemplo, o Jujutsu Kaisen, o Jean que me fez assistir. E a minha filha. Minha filha também é viciadona. Legal pra caralho, porque...
O que tem de legal? O jeito que eles retratam o cotidiano. Mesmo sendo um shonen de poderzinho, não sei o que. Eu acho muito doido, tá ligado? O papo que eles estão tendo em cima, assim, olhando um monte de corpo ensacado e o cara falando qual que é a morte que vale a pena, tá ligado? Eles trocando umas ideias assim, que tu fica... Dá pra tu curtir a animação, que é muito foda.
Eu vou até assistir de novo depois, tá ligado? Mas eu gosto... E vai se refletir também, né? Você para e fala, caraca, isso aqui é uma coisa que... Tipo assim, o Naruto. O arco que eu mais gosto do Naruto é o arco do Pain. Não sei se você assistiu. Não assistiu? Não, não assisti. Cara, chegou um personagem... Eu sei o que é o Pain. Mas é um arquétipo parecido com o Dutanos, assim, também. Então, rolê...
E que tem a ver com coisas que a gente tá vivendo hoje, assim, né? Chega um cara e fala, deu tudo errado. Vamos explodir tudo pra começar de novo, né?
E é um troço, assim, que tá no nosso imaginar, assim, porque em algum lugar todo mundo acha que deu tudo errado. Porque, assim, eu tenho o meu lado, você tem o seu lado, e aí quando a gente olha o lado do outro e fala, deu tudo errado, vamos explodir tudo, né? Mas ninguém olha... A gente fala sobre união, muito sobre isso, mas no final tá todo mundo achando que tá tudo errado porque o outro, em algum momento, se deu bem. E não olha o momento em que você se deu bem, é sempre o outro que se deu bem, e daí fudeu com a minha vida, deu tudo errado. Então esse mote do vamos explodir tudo, cara, e aí
Tipo, não é só no Naruto, né? Mas é um troço que pega muito forte na gente. Porque em algum momento alguém pensou, vamos explodir tudo essa parada aí porque deu ruim. E quando o cara vai explicar por que ele chegou nessa conclusão aí, tu até, caralho, tu chegou nessa conclusão meio merda.
Mas eu entendi, né? E isso é doido também, porque é fácil fazer um vilão que é vilão, né? Mas fazer um vilão que ele, porra, tem um motivo, ele também sente dor ou sei lá, qualquer coisa assim, né? Isso me para da maneira que os animais fazem bem. E o Pen chama Pen Pen. Você sabe por que eu gosto muito do Pen? Porque eu dei um pau no Ender, eu não te pude errar!
chupa o Endel quem do golpei foi o Endel fui eu que escalei você escalou e eu que dei um pau nele sensacional mas é legal né é legal porque faz a gente refletir exatamente vocês são parceiros de Goku e Gokuzão a gente brinca vai ser o único momento que eu consegui dar um pau no Endel porque o outro a gente divide e eu sempre sacaneio, eu falo que eu sou o Gokuzinho e ele é o Gokuzão
Em nenhum momento o Gokuzinho encontrou com o Gokuzão. Não rolou esse surto. Ele sempre vai se transformar. Mas não rolou esse surto, né? Não, não. O que tu ia falar?
Não, que faz a gente sempre estar nessa reflexão, né? Tipo, não é só um desenho. Não é só uma diversão. Você traz muita coisa. Assim, ele tem o potencial de ser mais, né? Ele tem o potencial de te dar... Os animes trazem isso mesmo. É que eu acho que antigamente a pessoa... Ah, é anime, é coisinha chata mesmo. Só que não. Você pega vários animes e eles te ajudam. Você repensa sobre a vida. E eu acho que isso que é legal, né? Então muda mesmo a sua vida.
O Naruto, ele fala sobre as coisas... Ele não fala sobre o que as pessoas passaram, ou o problema psicológico só. Eles falam sobre aquilo que as pessoas não conseguiram lidar, não digeriram, né? Então, tipo, jogou pra debaixo do tapete, né? E uma hora isso volta com força. Tipo, o Sasuke tem o rolê lá do irmão dele, que é super mal digerido, ele não consegue nem enxergar a verdade. Puta, o Sasuke é muito louco, porque ele tem o Sharingan pra poder enxergar as coisas e ele não consegue ver as coisas que estão ao redor dele. E ele vive uma grande mentira o tempo inteiro e ele não percebe isso.
E é sobre isso, assim, é falar sobre o que a gente não digeriu mesmo. E quando a gente olha o personagem e fala, puta, esse personagem sou eu, tá falando sobre o que você não digeriu, o que você não digeriu nessa história. Puta, isso é um tema, assim, pra você levar pra análise, assim. Puta, eu gosto de tal personagem. O que dele tem em mim que eu não sei? É muito louco isso, né? E dualidade, né? O tempo inteiro. Porque o Naruto e o Sasuke são complementos, né?
E mais, é que a dualidade se junta É complemento Uma coisa que aconteceu muito Na pandemia Cara, ele tirou O Naruto, tirou as pessoas da depressão De muita gente Isso é uma coisa muito maluca Que aconteceu, porque assim, muita gente ou foi Assistir, ou muita gente assistiu pela primeira vez
E aí a gente fala, caramba, muita gente fala, pô, eu acreditei no que você falou, porque eu falei, mas eu falei acreditando naquilo também. E aí é maluco o quanto a gente influenciou e quanto a gente ajudou gente na pandemia que a gente veio descobrindo depois. Aí você fala, nossa senhora, é aquilo que você falou. O quanto a gente marcou, né, a vida das pessoas. Pra mim é muito louco pensar isso, porque, tipo, eu empresto minha voz, assim, tipo, eu tenho o maior...
o maior amor por ter feito ela. Eu sou apaixonada. Mas pra mim, tipo, é um... Seu filho não gosta. É. Não, ele gosta. Que consciência. Ele gosta, mas ele prefere o Naruto. Tá bom. E aí, tipo... Ele não prefere o Sasuke? Não, ele prefere o Naruto. Ele é bonitinho no dia que eu fiquei... Quando eu fiquei doente, que ele perguntou... A Tia U não vai fazer mais o Naruto? Não vai mais fazer o Naruto. É, ele ficou preocupado. Eu achei tão bonitinho. Olhinho cheio de lágrimas. É. Muito bonitinho.
Porque isso também tem na nossa vida aqui, nesse trio. A gente já passou, cada um passou o seu momento de, sabe? De precisar de levantar o outro. O segundo foi o do Robson. É. O que aconteceu com o tio? Qual foi a tua bad trip? Caralho, cara. Isso não é bem fatal, assim? Muita gente morre nessa... Quando as pessoas têm...
elas morrem. Geralmente. Geralmente. Ou ficam com sequelas. Eu já periti duas pessoas próximas, assim. De meningite bacteriana. E é do nada, assim. Não é um troço. Do nada. Ai, comecei a passar mal. Não, é do nada. Eu fui na academia, dormi e não acordei mais. A gente se encontrou um dia antes e a gente disse a gente precisa tomar um café. Você lembra disso? Eu lembro, claro que lembro. Aí, na porta do estúdio, a gente se abraçou.
E não sei o que, falando mais que é boca. Vamos marcar um café, vamos marcar um café. Ele saiu.
Cara, eu juro que quando eu fiquei... Fiquei em choque. Fiquei uns dias em coma. Caralho. E aí eu acordei e fiquei internado um mês. Horrível, horrível, horrível. Depois mais dois meses como me quer ainda. Tipo, um troço pesadíssimo, assim.
Mas passou, né? Graças a Deus. Tu ficou quanto tempo no total sem arriado? Mal, assim... Cara, assim, muito mal. Um mês que eu fiquei no hospital. Depois, em casa, não era que eu tava mal. Mas, assim, eu ainda tava com meningite. Ela não cedia. Então, ficou mais dois meses.
Então, tomando um antibiótico muito pesado, por isso que eu não podia sair de casa. Então, arreadão também, cara. Mas não passava, tipo, não é um negócio que passa, assim, sabe? Mas eu tinha que ficar em casa, assim, tomando os antibióticos na veia e tal. Na veia não, era tipo um acesso, eu ficava aberto ali, né? Pique. Pique, isso. Fiquei dois meses no pique tomando o antibiótico, mas já em casa.
Já. Calma que a gente vai chegar no teu. Vai chegar. Mas quando eu cheguei em casa eu continuei dublando daí já. Porque eu tenho um estúdio em casa daí eu já continuei dublando remoto. Eu dublei com a Úrsula. Aquela série Eu Nunca lá. Eu fiquei super preocupada. Porque a gente ficou segurando uma série que ele tava gravando comigo, a gente ficou segurando pra ele poder gravar.
E aí, quando ele foi gravar, ele pegou a escala de três horas. Eu, Robson, pelo amor de Deus, você é louco. Três horas. Não, eu aguento. Eu falei, Robson. Aí eu ficava o tempo inteiro. Você tá bem? Tá tudo bem? Não, eu tô... Eu quase enfatando três horas. Eu queria trabalhar. Mas tava bem? Ou tu tava forçando a barra? Não, acho que eu tava bem. Eu queria... Eu só não podia ficar muito tempo. O perigo, tu já não ia mais morrer.
Tava... Não, não. Tem uma coisa engraçada. Quando eu cheguei em casa, a minha cabeça tava meio aberta ainda. Porque eles meio que fazem um buraco pra sair um líquido, pressão.
E aí o médico falou assim, você não pode tossir, fazer força, senão vai sair líquido. Tipo um golfinho, né? Atenção, estamos agora num episódio de plantão médico. Eu era um golfinho nesse momento. Mas tudo bem. Tu era careca nessa época? Era careca nessa época. Era careca nessa época. Era careca.
Não, e eu coloquei o cabelo porque eu fiquei com a cicatriz. E eu fiquei, cara, essa cicatriz. Eu cheguei no médico e falei assim, olha, tem uma plástica pra fazer? Eu preciso tampar essa cicatriz. A careca já tava, tipo, acostumadíssima. Tava de boa com a careca. Eu preciso tampar essa cicatriz. Aí o médico olhou assim com um cabelo maravilhoso. Por que você não coloca cabelo?
Aí eu falei, mas o seu cabelo é colocado? Aí eu falei, então vou pôr também. Aí eu coloquei. Mas assim, eu já comecei a dublar. Cara, eu lembro quando eu cheguei no hospital... Em algum momento tu tossiu ou espirrou e lançou o golfinho? Cara, eu acho que não. Mas no dia que eu... Porra, tu fez isso por um idade.
tô morrendo de medo, tô morrendo de medo porque eu tinha medo, sei lá, que podia acontecer, né mas eu cheguei em casa e assim no dia que eu cheguei, tinha uma série pendurada também, também é verdade no dia que eu cheguei eu dublei tipo 5 horas dessa série, no dia que eu cheguei e aí assim, tava fraco ainda e tinha coisa da cabeça e aí eu lembro que eu falei assim, pra Angélica que tava dirigindo Angélica, deixa todos os gritos pro final
E era uma série que eu falava tudo baixinho. Uma série maravilhosa, que eu nem sei o nome. Mas era maravilhosa a série. A gente dublou tanta coisa que não sabe nem o nome mais das coisas. Então dá pra acompanhar a história das coisas. Se você é o protagonista, dá. Sim, é. Se você não é o protagonista, não dá. Eu leio o texto. Aí eu cheguei e tava assim muito... Eu gritava baixo daí. No final, eu gravei a série inteira. Daí tipo...
Ah! Deu! Ah! Aquele momento que o diretor fica bravo, mas no caso dele... É que tem alguns dubladores que... Grita! Ah!
Aí você fala, solta mais O cara, não, não, porque eu não posso perder minha voz Não, eu grito mesmo Só menos nessa época Porque eu podia virar um golfinho nessa época Mas daí eu fiquei Assim, daí eu comecei a dublar de casa mesmo Durante esses dois meses Sabe que eu cheguei a gravar coisa no hospital mesmo, né? Na época eu fazia a voz do Baianinho da Casa da Bahia, sabe?
E aí eu tava muito preocupado com o que eu tinha que fazer, não sei o quê, tudo bem. Eu levei o microfone e montei um estúdio improvisado no armário do hospital. E gravei no armário do hospital. E você que contou pra todo mundo que você era o Mickey. Eu ia falar isso!
Ele contou pra todo mundo no hospital que ele era o Migu. O Briggs não pode ficar bravo comigo, cara. Porque eu não... Enfim, eu acordei e as pessoas do hospital começaram... Ah, você é dublador, você é dublador. Falei, mas você acorda, cara. Vocês não ficaram em coma, né? Quando você acorda do coma, é uma confusão. Você não sabe... É uma coisa muito louca.
E aí os caras perguntando... Qual é a primeira coisa que tu pensa quando tu acorda de um coma? Eu posso falar qualquer coisa? Pode. Ah, é muito bom, você vai contar. Posso contar? Posso contar? Porra, conta. A primeira coisa que eu pensei... Tirei as crianças da sala, por um minuto. Quando eu acordei do coma, eu acordei muito revoltado, muito bravo, muito incomodado, porque na minha cabeça... E aí os pessoal.
Alguém tinha soprado o meu cu. O feirão do BV entrou em campo com uma seleção de ofertas imperdíveis. Financie seu veículo, seja moto, carro ou caminhão, com o banco especialista no assunto e receba até mil reais em benefícios na conta BV. Acesse bv.com.br e marque um golaço. Consulte condições do site.
primeira coisa. Então você imagina o nível mental que eu tava, né? Entendi. Não, eu escrevi, não, a história é maravilhosa. Eu acordei, não, a história é assim, eu acordei, eu tava entubado, eu não tinha entendido nada, aí eu tentei falar, não consegui falar, não entendi que eu tava entubado, aí tiraram o tubo, aí eu, você não tem voz, aí eu fiz assim pra me trazer um, daí eu chorei primeiro, chorei, chorei, chorei.
Ai, ai, tá chorando, coitado. Depois de tudo que aconteceu... E eu por dentro... Não, gente, não é isso. Aí pedi um papel e uma caneta. Aí chegaram com o papel e a caneta. Assim, aqui está. Aí eu tentei escrever, minha mão mola, assim. Não consegui escrever. Aí eu peguei com determinação. Vindo assim, pum!
Fiquei assim, escrevi em letra de forma, em letras garrafais, assim. Aí pegaram e falaram assim, ai, o que será que ele escreveu a minha esposa? Ai, será que é, estou bem, eu te amo, não sei, né? Aí ela pegou assim, assopraram o meu cu e por isso eu chorei.
esse papel? Não, jogaram fora! Jogaram fora, cara! Jogaram fora! Ai, gente, que vida, Cami! Tinha que ter guardado esse papel! É moldurado esse papel! Eu acordei, aí você é dublador, você é dublador, eu falo, sou dublador, mas o que você dubla?
O Mickey Mouse. Ah, faz a voz aí. Claro, todo mundo consegue fazer. Fiz a voz do Mickey Mouse pra todo mundo, pro hospital inteiro. Depois eu fui retomando a consciência e falei, gente, eu não sou o Mickey Mouse. Meu Deus. O que tá acontecendo? Quando tu falou pra valer que tu era o Mickey Mouse, falei, fiz a voz do Mickey Mouse. É, puto.
Fiz a voz do Mickey Mouse. Eu pensei que você tivesse falado pra... Cara, eu não enchi meu saco. Não, não. Ele acreditou nisso. Você é dublador. O que você dubla? Eu falei, o Mickey Mouse. Sou eu, o próprio. Eu sou o Mickey Mouse. Mas você explica o significado do assoprano. Por que você achou que era isso? É, não. É porque a minha cirurgia... Assim, quando você entra em coma... Pelo menos comigo foi assim, né? Você tem uns flashes.
Na hora que você acorda, você lembra de umas coisas do momento em que você tava em coma.
Então eu lembro da cirurgia, que eu fiz uma cirurgia no cérebro e foi dentro de uma máquina de ressonância magnética, né? Então assim, eu acho que os caras devem ter feito lavagem, essas coisas também têm isso, né? E a máquina de ressonância é aquele vendaval, então é um sopro, né? É um sopro no seu cu. O Robson é a primeira pessoa realizada por um sopro. E por isso, estou chorando.
Eu não tolerei Assopraram meu cu, cara Porra Caralho, vou ter que chorar Vou ter que chorar, o cara soprou meu cu Tenta coisa pra fazer, fizeram isso Eu acordei indignado, eu fiquei falando sobre isso uns dois dias Até que foi caindo a fecha, eu falei, não, isso não é possível Não aconteceu Eu falei, gente, eu estou num hospital referência
Eu estou no Vital Interência. E a Soprara... E todo mundo na dublagem conhece essa história. Porque eu mandei, me deram o celular. Deram o celular na minha mão e falaram, olha, tem um grupo, foi lindo. É verdade. Tinha um grupo com 400 pessoas. É verdade, é verdade. Aí as pessoas todas rezando. E a Soprara não tem um fú.
Eu peguei o celular e falei, gente, 400 pessoas orando todo dia por mim. Ao meio dia todos rezaremos a sua crença. Meu Deus, cara. Falei, gente, tá tudo bem comigo. Mas assim, assopraram o meu cu enquanto eu tava em coma. Mas agora eu já tô bem. O Marcinho Marconato respondeu assim. Um amigo nosso respondeu assim. Nossa, isso é muito sério. Isso é um assédio no hospital.
A gente falou sobre isso. Eu falei, o Ursula, o Robson, tá muito louco. Mandei a mensagem pra 400 pessoas. Caralho. Você é médico?
Se aí tá ouvindo nós, é médico? Não é só pro cu dos outros, porra. Daqui a pouco chegou uma mensagem ali, fui eu. Que bom que você gostou. Que nem o Rafael Portugal, quando ele veio aqui, ele contou uma história. Que ele foi fazer um exame e ele tomava aquele remédio que deixa tu doidão. Que é quando tu vai fazer o exame no estômago, você corre? Endoscopia. Esse remédio aí que deixa doidão.
Então, aí o Rafael conta que assim, ele tava deitadinho aqui assim de lado. Aí, é... Pô, esse aí não é aquele cara do... Apagou. Imagina. Isso é ruim também. Não, esse aqui não é o cara do... Fudeu. Não sei mais o que é que é. Eu adoro esse negócio. Eu até me despeço das pessoas. Gente, agora eu vou dormir, boa noite. Não, nem desculpe, eu só falo assim.
Preserva a minha corda vocal, pelo amor de Deus. Nossa. Pois é, né? No caso de vocês, isso é importante pra caralho. Eu fui entubado. Aí o meu médico, o doutor Reinaldo Maravilhoso, o autorrino nosso. Nosso? Dele. Ela não quer. Mas é seu também, né? Eu vou... Porque tem muita gente que vai nele. Porque ele é especialista em voz artística. Então é um autorrino muito específico.
É assim que falaram, o seu marido vai ser entubado pra minha esposa. Ela ligou pra ele. E ele foi lá passar as instruções de como me entubariam pra não machucar as minhas cordas vocais.
Que bom que existem esses caras, né? Que sabem como fazer isso aí. É o nosso maior medo, né? É um medo real que a gente tem, né? Porque o nosso ganha-pão, imagina. Eu fiz cirurgia da tiroides, eu falei a mesma coisa. Falei, doutor, pelo amor de Deus. Ele falou, não, eu vou monitorar suas cordas vocais. E aí ele me acordou na sala e me fez mandar um áudio pro meu marido falando, ah, tudo bem.
viu? No caso dela, ninguém só procura ela, irmão. Mas é um medo real, é um medo que a gente morre, não, de medo. A última vez que eu fui fazer uma endoscopia, eu lembro que a minha esposa falou pra mim e falou assim, ô, garra, segura essa pilastra aí, vai, segura. E eu fiquei segurando a pilastra aqui assim. Aí dentro do carro, tava, pô, sabe que eu te amo, né? Pô, eu te amo muito. E aí você vai recobrando aos poucos a consciência, você vai pensando, nossa, por que que eu falei assim? Eu falei isso.
É uma viagem boa. Mas a tua ainda durou um tempo, né? Cara, a minha... Não, era muito louco. E eu assistia, ficava na televisão passando Big Brother, assim. Ah, é verdade que você teve alunos. Ela se lançou com a voz da Angélica. Não, teve um negócio assim, primeiro, né? A Angélica chegou pra visitar e ela... Assim, a Angélica é dubladora do Cebolinha, tá? Ela, tipo, acompanhou tudo. Desde o começo ela ficou no hospital muitos dias. Então eu devo ter ouvido a voz dela muito, tá?
E aí, quando eu tava acordando, assim, todos os canais, todo mundo que falava na televisão, saía com a voz da Angélica. Só que eu levei aquilo muito a sério. E a Angélica chegou lá e eu falei, Angélica, acho que tá passando muito o programa, assim, sei lá, uns filmes da década de 90, no começo dos anos 2000.
Você dublava tudo, Angélica. Tudo. Você fazia você falando com você. O que não ia acontecendo? Falei sério com ela, assim, né? O que é isso, Angélica? Não, eu passava o Big Brother e, assim, não sei o que acontecia. Eu enxergava tudo como se fosse numa rave. Então, todos eles lá, sei lá, tinha alguém discutindo, mas tava assim, numa rave, assim. E eu comentava com as pessoas, esse Big Brother tá com essa edição, parece que é rave o tempo inteiro.
Caralho, caralho, moleque Depois é muito bom você pensar em tudo isso Caralho, que brisa do caralho Nossa Tá São das melhores histórias que já me contaram Obrigado, viu? Porra, tô realizado, inclusive Obrigado mesmo, porra De verdade, não sei nem o que dizer Bom, vamos lá Agora é tua, Bad Trip Que é pra gente sair Depois a gente vai falar logo de coisa boa Passado o plantão médico Eu posso
Você estava dizendo para mim aqui, você não consegue, por exemplo, beber essa água aqui. Porque ela, o esquisito é, não está gelada o suficiente. Ela tinha que estar muito, muito, muito, muito gelada para você poder beber. Exatamente. Por uma razão que eu jamais esperaria.
Pois é, eu tive... O meu foi o meu terceiro rolê. Eu tive... Foi muito engraçado, porque eu tive... Eu fui diagnosticada com câncer em março. E aí eu fiz um post no Stories pra contar, porque eu acho que as pessoas precisavam contar. E eu sabia que provavelmente eu ia ficar debilitada, um monte de coisa. Falei, pô, se as pessoas vão me encontrar, elas precisam saber. E aí eu contei.
postei. Aí, telefonema, primeiro do Robson. Robson é a primeira pessoa a me ligar. Como assim? Não sei o quê. Aí eu falei, ficou 40 minutos. Aí a Tati ficou chorando uma hora na casa dela, pra depois ter coragem de me ligar. E aí começou a batalha de câncer. E eu fiz quimioterapia.
E a químio, cara, acabou comigo. Ao mesmo tempo que ela acabou com, tipo, em 85% do câncer, do tumor, ela fez o mesmo estrago no meu organismo. E aí, cada vez ia acontecer alguma coisa. E aí eu comecei a perder o paladar e tudo tinha gosto ruim. Então, por exemplo, o que você está tomando, a outra, pra mim ela tinha gosto de lama com bronze.
Nossa, que delícia. Aí me perguntaram de onde eu tirei esse gosto. Você já comeu lama com bronze? Então, eu tenho uma teoria que em algum momento na infância meus irmãos fizeram eu comer. Foi por isso. E a água tem gosto de ferrugem. E tudo começou a ficar ruim. Aí gosto ruim, tudo. Aí eu ia fazer 18 quimioterapias. O negócio ficou tão feio que foi só 14. No meio disso foram várias internações, etc e tal. Aí perto de um ano, quando foi... Não tinha dado um ano.
De janeiro eu comecei, tipo, não conseguia comer, não conseguia comer. E minha mãe ficava, por isso que vai ficar internada, porque você não come, brigou comigo. Aí na última internação, que foi no dia 26 de janeiro, quer dizer, a última não, que foi no dia 26 de janeiro de 2025,
Minha mãe sempre foi pro hospital nesse dia. Ela falou, não vou. Por que você tá aí de ser internado que você não come? Eu falei, mas eu não consigo comer. Aí eu fui pro hospital. Ninguém sabia o que eu tinha. Falava, meu, mas não tem possível. Ah, a Ursulinha teve uma síndrome rara. Chamada Miriam Fisher. Miriam Fisher?
Eu brinquei, porque Miriam Fischer é uma dubladora. Aí, quando descobriram, porque assim, o médico falou, ou voltou o câncer na meninge, ou você tá com uma síndrome rara. Aí, quando ele falou o nome da síndrome, eu falei, ah, já descobriu, achei que era Miriam Fischer, eu achei que ia dublar. E eles, todo mundo dava risada, porque, mesmo com todas as dificuldades, eu levei muito na brincadeira. E, isso daí eu fiquei, tipo, 40 e poucos, 42 dias internada.
E no meio disso estávamos gravando o Chipudem Tipo, esse aí já tinha até terminado o Chipudem, e o Chipudem foi momentos que eu achei que eu não ia conseguir dublar porque eu tinha que terminar até dia 31 de outubro e no meio disso eu tive internação, cirurgia tive alucinação, não como a do Robson porque eu, né isso daí a gente deixa pra ele
Mas foi engraçado, porque um dia eu comecei assim no quarto. Meu, tá cheirando rosa. Tá cheirando rosa. Aí minha cunhada. Uh, não tem cheiro de rosa. Não, você não tá sentindo? Aí eu falava assim, olha, tudo que é vermelho não é bom. Ela pra mim, como assim? Não, olha, tudo que é vermelho não é bom. Aí eu comecei, aí eu vi uma vaquinha.
Aí eu vi um lugar que eu entrei e falava, cara, eu conheci esse lugar, eu conheci esse lugar, eu já vi. Aí eu saía dele, era um túnel. Aí depois eu voltei, minha mãe, o padrasto dela, chamava Cordeiro. Aí eu vi o Cordeiro e aí eu contei. Aí quando eu acordei, a minha cunhada chamou o médico. Ele falou, meu, o urso tá falando...
que viu um túnel, viu o cordeiro, que Deus. É, viu o túnel. Não, aí que tá, foi exatamente isso. Aí minha mãe, quando eu abri o olho, tipo, que eu voltei, abri o olho, tava minha mãe, meu sobrinho, o Wendel, no quarto. Aí falava, tipo, o que aconteceu? Aí eu contei pra minha mãe, eu vi o cordeiro. Minha mãe, quem? Cordeiro, animal? Não, o seu cordeiro. Aí ele falou, o que ela falou? Ele falou, ele tava rindo. Aí o Wendel vira e fala pra mim, ele falou, vem cá, minha netinha.
E aí eu fui parar na UTI. Aí eu fiquei, tive alucinação, né? Fui parar na UTI. Aí eu demorei um pouco pra voltar, mas também ninguém assoprou nada, meu. Tá intacto. Tá intacto, meu, tá intacto. E nesse rolê todo, também gravei o Daima, só que assim, quando eu saí do hospital nessa síndrome de 42 dias depois, eu falei pro Wendel, eu posso dublar. Aí o Wendel falou, não, porque já tinham feito até teste pra me substituir no Dragon Ball Daima.
Aí, passou cinco dias, ele me ligou. Você acha que você consegue gravar? Eu falei, consigo. Tenho certeza. Eu falei, tenho. Eu disse que eu tenho. Ele falou, mentira. Não tinha condição nenhuma. Mas fui gravar. Meu, meia hora eu tava passando mal. Acabou a escala de uma hora. Minha pressão tava em seis por cinco. Mas a Úrsula é o Naruto, gente. Ela é teimosa igual, determinada igual. Quantas vezes eu falei, Úrsula, para de trabalhar. Chega, Úrsula.
o home studio. É, montaram o home studio porque o Wendel ficou bravo. Foi uma obrigação. Porque assim, eu ia gravar o Chipudem e lá tem escada. Então eu chegava eu tinha que ficar uns 20 minutos sentada pra conseguir fôlego pra ir pro estúdio.
E nessa época, o Tiago, o irmão dela, foi um amor. Tipo, ele foi um fofo. Porque o Tiago dirigiu o restante. Entendi. E aí, o que aconteceu? O Ender falou pra mim, meu, para, você não pode mais. Vai ter um treco, Ursula. Aí, ele montou o home studio pra mim. E eu gravava de casa. Só que tinha dia que eu acordava extremamente isolado, eu mandava pro Tiago. Não dá pra eu gravar. E eu fui gravando assim. O pessoal teve uma paciência.
Então, foi, tipo, muito complicado. Só que, por causa da síndrome, eu fiquei com várias sequelas. Eu fiquei sequelada. Entendi.
Então eu tenho dificuldade, por exemplo, eu tenho neurogia muito forte nas pernas e na mão. Os sabores nunca voltaram, porque assim, diz que depois da químio, uns sete meses, oito meses, volta as coisas ao normal, tipo paladar. Só que o meu, por causa da síndrome, nunca voltou. E aí o que aconteceu? Essa síndrome, por isso que eu falo, eu tive sorte. Nós tivemos sorte. Se a gente pensar no que a gente teve... ... E aí
Ela pega a parte neurológica. Então, meu rosto ficou caído. Então, tanto é que o Endo pediu pra ninguém me visitar nessa época. Eu nunca vi meu rosto caído, porque, como eu sou baixinha, eu nunca conseguia ver a altura do espelho no banheiro. Entendi. Entendeu? Então, eu nunca vi. E aí, mas, tipo, eu não conseguia declutir porque pegava aqui. Então, eu quase morri engasgada no hospital com um gole de água. Porque passava direto.
Aí a gente começou a fazer fono, fono, fono, pra conseguir voltar a comer líquido. Nisso, eu também tava com sonda alimentar, porque eu não comia nada. Eu fiquei mais de... Fiquei uns 30 e poucos dias sem comer absolutamente nada.
E aí foi engraçado, porque a minha técnica foi me visitar depois, quando já dava pra visitar. Aí ela falou pra mim, nossa, tomando whey pelo nariz! Porra! Que jeitinho! Mas foi horrível, porque eu fui gravar o final do Naruto, eu já falei isso pra você, já. Eu fui gravar o final do Naruto e foi numa época que a Úrsula tava muito mal. Muito, muito mal. Foi a pior época da Úrsula.
E eu não sabia o que ia acontecer com a Ursula. Eu tava desesperado, porque eu tentei ligar. Eu tava mandando mensagem pra Aline, que é a esposa do Wendel. Eu tava desesperado. A gente tava falando muito nessa época também, né? A gente falava bastante. E aí eu fui gravar a última cena do Naruto. E pra conseguir dublar essa porra dessa última cena, cara. Porque a última cena do Naruto é o Sasuke. Ele fecha o anime, né? E ele fecha falando sobre como foi importante a amizade dele com o Naruto. Como ele construiu coisas. Vou até chorar.
Como ele... Como ele... Como o laço é importante, não sei o quê. E aí eu não conseguia dublar, não conseguia falar essas palavras. Eu falei, não vou conseguir falar isso. Porque a Ursula tá internada, gente.
passou pra vida, né? é uma amizade de verdade, assim a gente até brinca quando se reúne, não tem as pessoas às vezes falam, ah, mas é mesmo como um irmão, sabe? é um... foi meio maluco quando eu consegui gravar o último episódio de Pudem, eu chorei muito tanto é que eu fiz um vídeo de eu gravando, porque eu tava gravando em casa depois da internet, porque tipo por um momento eu falei, cara eu não vou conseguir fazer
Porque teve momentos que eu falei, meu, já é, passei 10 pra melhor. E teve momentos que eu fui pra UTI mais de uma vez, que eu tenho um áudio da Cecília, cara, ela fez chorar. Aí eu pensei pro médico, eu quase morri, eu não sabia. Porque quando comentou que todo mundo que eu tava na UTI, putz, aí começaram, meu, vai morrer, vai morrer. E aí a Cecília mandou um áudio pra mim, a Lemes, né, do Adora Chiquinha, dizendo assim, meu, você é minha filhinha, você não pode morrer. Nossa, eu chorei muito ouvindo o áudio dela.
E aí, uma das coisas que o médico perguntou pra mim, porque o doutor Pedro, eu levava sempre um dublador, e ele era alucinado. E ele, quando conheceu a Cecília, ele ficou alucinado, porque ela fez a voz da infância dele. E aí, quando eu fui voltando ao normal, a primeira coisa que ele me perguntou, ele falou pra mim, qual foi a dubladora que eu mais gostei de conhecer? Aí eu falei, a Cecília. Ele falou, que bom, você tá de volta.
Então teve vários momentos assim. Então o Shippuden foi um, que eu chorei muito. E o Daima foi a mesma coisa. Eu fiz o Daima, tipo, todos os dias passando mal, todos os dias. E aí o técnico falou, vem, você tá bem? Eu falei, tô ótima, tô perfeita, tô ótima. É mentira, eu desligava o microfone e falava... Aí eu voltava, não, vamos lá, vamos lá. Aí teve um episódio que era o oitavo pro nono, que era só grito, só grito. Eu olhei e falei, meu, ferrou.
Mas eu fiz. Aí, quando eu fiz tudo, aí o Wendel me ligou, porque ele assistiu, mandou outro para o cliente, gostou, mandou para o cliente, o cliente gostou, falou, não, vamos terminar com a Úrsula. Aí teve que fazer os gritos, porque, putz, eu fiz na minha casa, no home studio, falhando. Aí ele virou para mim, U, você consegue vir aqui gritar? Eu falei, consigo. Aí eu fui sentada na cadeira, cada grito. Aí eu fiquei, sabe, Úrsula não morre, pelo amor de Deus, não morre aqui. Só que eu tinha falado para o meu médico,
Se eu morrer, eu só morro depois que eu dublar o Goku. Antes eu não vou morrer. Aí ele falou pra mim, quem te falou que você vai morrer? Eu falei, não sei, mas já tô avisando que eu não vou morrer. Antes de fazer o Goku, eu vou terminar. E aí o Ender, você tá bem? Eu falei, tô. E eu só assim, como ele estava de costas, não estudei que estava de costas. E eu falava, o Solano, aguenta, aguenta. Faz cara de passagem, faz cara de passagem. E foi uma hora gritando.
E aí ele ficava assim, você tá bem? Falei, tô. Aí quando passou tudo que entregou pro cliente que ele aprovou, aí eu contei pro Endel. Ei, cê é louca! Ela passou mal, não conta. Cê é meu dia, tá fazendo, passando mal. Eu falei, se eu contasse, você não ia deixar eu gravar? É verdade. Não é? É, a Ursula é bem Naruto, assim. Ela é muito, muito. Tem outro momento que a Ursula é Naruto, vocês já perceberam? É muito, muito. Sempre quando ela fala, se tá alguém, tipo assim, daí não sei quem chegou e alguém é bravo, não sei quem chegou e falou, não vai fazer isso. Ela faz a voz do Naruto. Bom, ela tá... Tchau, tchau, tchau.
Ela tava contando antes da gente começar aqui, que os caras ficam sacaneando que ela tava brigando dentro do carro e era o Naruto. Não, então me contaram, porque me mandaram o vídeo também, que alguém veio aqui e contou a história do dia que a gente tava perto de um... Eu não lembro, é o interior do Rio de Janeiro.
E aí a gente saiu atrasado do evento. E eu ficava, gente, eu preciso ir embora. Gente, eu preciso ir embora. Vou perder o voo. Não, não vai, não vai. E aí a gente tirou esse número e falou, cara, quanto tempo? O cara vai perder. Eu falei, meu, não vai chegar a tempo. E aí eu liguei pro aeroporto. E aí? Não, tá entrando o horário, tá não sei o quê. Tá vendo? Tá vendo?
Cara, e eu brava, e tinha três pessoas atrás, e eu só descobri depois que as pessoas estavam querendo rir, e não riam, porque falavam, ela tá muito brava. E a mulher falou assim... Não, é melhor não rir. É melhor não rir. Vai que ela manda um asendão. Imagina, não dá pra levar a sério com isso. Nós chegamos no aeroporto, eu fui correndo, aí eu falei pra mulher, onde que é o portão? Ela pra mim, fechou a porta. Eu falei, não, nossa, como assim?
Tá no horário, abre. Ela, não, não dá pra abrir. Falei, como não dá pra abrir? Tá ali, desacionado. Abre a porta, por favor. Pode ficar, uma, Naruto.
Aí ela virou pra mim e falou Não, olha, tem um voo, se você correr Tem um voo da Gol que vai pra Guarulhos É o último daqui Cara, eu desci num pau Aí eu fui, comprei a passagem E embarquei, e só eu, os caras voltaram de Uber Só que vieram aqui e contaram Que eu tava brava pra câmera Tava mesmo?
Só que eles queriam rir. E eles estavam com medo de rir por minha causa. Então a história verdadeira foi essa. Só eu voltei pra São Paulo de avião naquele dia. Os caras não contaram isso pra você. Então acabou voltando, né? A tua missão foi cumprida. A minha foi. Então eu tenho muito isso, assim. Bom, mas deve ser muito divertido o Naruto gritando e tu tá no aeroporto e de repente tu passa o Naruto brigando ali. Então, você sabe que agora...
Tem um momento, né? Você sabe que agora eu sempre me controlo na rua quando eu fico brava.
Ela começa a falar assim. Pra tentar disfarçar. É impressionante. Nossa, a gente não pode ir em lugar nenhum mais com ela. Ela é muito famosa. Ela é muito famosa. Meu Deus do céu.
Você é um Naruto, né? Aí a gente tá risada. E eu e o Robson somos ninguém. A gente é ninguém. As pessoas param e falam... Elas pegam a câmera, dão na minha mão e falam... Você tira uma foto minha com ela? Ela é dopladora do Naruto. Eu falo... Claro. Meu, a gente é no aeroporto. Nós dois juntos. O cara chegou e falou pro Robson... Você pode tirar uma foto minha? Ela é muito famosa. Ela é dopladora do Naruto. Aí o Ia fala a ele.
Aí eu fico... A gente na padaria tomando um lanche. Veio o pai com o menino e falou...
Poxa, você tira uma foto com ele Ele tá aqui que ele não quer falar, né? Ele tá com vergonha Levou, levantou, tirou a foto E a gente indo e tal Aí ela postou Tô aqui na padaria com o Sasuke e a Sakura Na hora o moleque viu Porque ele me segue Você desculpa, eu não sabia Você sabe que eu estive internada Não vou falar teu meu nome Num hospital que dizem que não te é tão as pessoas Um monte de gente famosa Um monte de gente conhecida E aí E aí
Meu, eu entrei pelo pronto-socorro pra fazer... A médica tinha pedido pra eu internar. E aí entrei pelo pronto-socorro pra resolver, pra tentar resolver a neuropatia. Cara, foi muito engraçado. Porque todo mundo ficava esperando e os médicos chamavam, aí o cara levava. Daqui a pouco chamaram. Ursula, eu tava na cadeira de rodas, né? Aí me chamaram e o cara fiquei lá. Ele falou, não, fica aqui no cantinho. Tá bom, fiquei. Aí o médico ficou correndo.
Não, não, pode deixar, falou pra segurança. Eu vou atender ela. Atendeu, de boa, tranquilo.
Não, vou te colocar no box. Colocou no box, beleza. Aí eu passei o primeiro filmeiro. Não acredito. Você é dubladora do Naruto. Tudo bem? Foi comigo. Falei, não, imagina, sem problema, não sei o quê. Aí foi. E aí ficava no box. Daqui um pouco, quem volta no box? O médico.
Aí o médico falou pra mim, desculpa, eu fingi normalidade. Mas eu quase morri quando você falou. Ele falou, tanto é que eu fiz, quero trazer você aqui pra eu atender. Você não podia ir embora sem eu atender você. Aí eu falei, mas obrigada. Ele falou, não, eu sou muito seu fã. Sou muito seu fã. Aí entrou mais enfermeiro, entrou gente. Ganhei chocolate de presente.
na enfermaria, tem autógrafo, vou, gravei vídeo, aí eu falei assim, e, agora o pessoal vai saber, Veverta tava internada nesse hospital, é, no mesmo dia que eu entrei, aí eu falei pra ele assim, gente, vocês tem a Veverta aqui, imagina, aí o pessoal, quem é Veverta perto de Ursula Bezerra?
Eu falei, cara, foi muito engraçado. E aí eu falei, nossa, eu falei, e aí eu contei pro Ender, porque o Ender foi fazer um negócio lá, porque todo mundo ficava, o Ender vai vir? O Ender vai vir? E aí eu contei pro Ender, falei, meu, os caras, ele foi, imagina, ele foi fazer um procedimento nesse mesmo hospital.
Foi tietado. Não tem jeito, né? Cara, inclusive foi tietado, ele já tava no centro cirúrgico. Caralho. E os caras lá, tipo, ele pelado, e os caras falando com ele. Porra, aí não, né? Já tá pior. O cara já te... O cara... É que nem o Rafael Portugal. O cara já te deu anestesia. Pois é. E aí, quando ele já te deu anestesia, ele... Ih! É. Tu não é o Ender.
essa foi a situação mais bizarra que já te reconheceram, você acha? não, imagina não tem essa na UTI na UTI vieram falar comigo eu fiz áudio pra médicos aí teve um cara que eu fiz um áudio aí o meu filho respondeu não, mas por que o garoto tá na UTI? aí o médico voltou pra mim e falou por que você tá na UTI? você tem que gravar agora e explicar pro meu filho tá na UTI?
Porque eu lutei, tava muito mal e a Sakura me mandou pra cá. E você, assim, é que você já é famoso, o seu rosto é famoso, né? Mas é que pra gente é diferente, a gente não é tão exposto. Mas qual foi a situação mais bizarra que pararam e te abordaram? Uma que vale a pena contar é a seguinte.
É... Teve um ano, cara, que a gente tava no Rock in Rio. A gente ia fazer uma parada no Rock in Rio. Isso foi em 2024. É... E aí a gente tava reconhecendo o backstage do Rock in Rio. A gente tava olhando aquelas tendas que tem no que faz acontecer o evento, né? Então a gente tava olhando tudo. Olhando a técnica, olhando não sei o quê. E uma dessas tendas, eu fui entrar...
Na verdade, eu já tava saindo. E aí um cara parou. Caralho, não acredito, meu irmão. Tira uma foto comigo. Pelo amor de Deus, sou muito teu fã, cara. Porra, meu irmão. Tira uma foto aqui, não sei o quê. Aí deu o telefone pra um cara. O cara tirou a foto, tirou a foto com ele, não sei o quê. Aí ele, valeu, valeu. Pô, gostei. Gosto muito da... Gosto muito da... Sei lá, do segurança. Qualquer uma assim, entendeu? Mas muito assim, eu fiquei, caralho.
Aí chegou outro maluco e falou assim. Pô, quem que é? Quem que é? Ele, pô, cara. É o Edu Primitivo, pô. Faz pegadinha. Meu Deus.
A gente sabe que tem uma coisa sobre o chipudem Até voltando É engraçado, porque nesse meio tempo a gente tava gravando chipudem Teve que parar várias vezes E aí no hospital todo mundo sabia quem eu era E aí os caras iam me levar pra fazer exame E ficava assim, meu, você tem que melhorar Você tem que dublar o chipudem E durante esse tempo E a Ursula com contrato de confidencialidade não contou E aí foi o mais engraçado Que durante esse tempo eu recebi Muitas mensagens na DM dizendo assim E aí
Não morra porque você tem que... Caralho! Tá bom. Sorrar depois do Naruto. O melhor era assim. Ah, é por sua causa que estão gravando o tipo... Porque você tá doente. Então o problema é seu. Meu Deus. Jesus, como assim? Calma aí, pô. Mas sabe o que essa história do não morro? Eu postei um vídeo recentemente, aquele negócio do será, será, né? E foi engraçado, porque teve gente que comentou. Mas ela não tinha morrido. Eu falei, caralho!
Gente, que horror! Já me mataram várias vezes no Instagram e no TikTok. Eu falei, caramba, jura? Eu falei, pô...
Eu ia meio maluco isso. Desespero. Pois é, cara. No comecinho, no comecinho eu ficava era puto com vocês, porque eu falei a vida inteira Sasuke e Sakura. Isso também aconteceu com a gente. Porque quando a gente fez o teste falaram o quê? Que era Sakura pra você, não falaram? Sakura. Eu fiz o teste como Sasuke também. Aí chegou uma fita Eu ia falar isso. Em japonês. A gente dublau. É uma fita, gente.
É importante falar o que é uma fita de fato. Exatamente. É uma fita cassete. Fita era um aparelho que a gente usava. Reproduzia sons. Exatamente. Não era um celular. Não era um arquivo. Mas aí tinha todos os nomes. E falado por um japonês. Era falado por uma japonesa. E a gente tinha que ouvir a pronúncia lá.
E replicar. Tanto é que teve gente que falava, ah, mas por que o golpe ficou isso ou por que ficou aquilo? Porque a gente tinha que obedecer. Igualzinho. Igualzinho o negócio. Só que era ridículo, porque era na fita cassete. Aí o cara da técnica, porque a gente fica dentro do estúdio, na cabine, e o diretor e o técnico fora. Aí ele, peraí, só um minutinho. Ele ficava três horas achando. Tipo, aí voltava a fita. Naruto. Aí achei. Naruto. Nossa, cara, o Naruto.
Não podia sair Naruto com U no final. Tinha que ser Naruto. Era Naruto. Mas a tônica não é no U. É Naruto. Naruto. Naruto. E eu que tinha que falar meu nome. Naruto. Não é Naruto. Não. Naruto tinha que ser. Naruto. E eu tinha que falar meu nome sempre vira e mexe e falar completo. Naruto Uzumaki. Uzukraki Sharuki.
Mas devia ser Naruto mesmo. Naruto. Aqui não tem tônica no Japão. Tudo é igual. A primeira e a última são iguais, né? Só tem tônica. Não é bem uma tônica. Quando estica a vogal. Aí tem tipo duas vogais. Eu não manjo pouco. Não manjo nada, na verdade. Não é. O Tamashita, a Takai e a Lila. E aí eu sempre... Meu, eu sempre tinha que fazer. Tanto é que o nome dos... Ia meter com o Dasai. Eu vi um negócio também com Sasuke. Jamais podia ser Sasuke.
Então, o que eu fazia? Eu usava o golpe. Eu sempre botava o nome dele no final. Porque ia falar, não sei o quê, Sasuke. Mas tem o uso meio, né? Sasuke. Sasuke. Tipo, nossa, a gente tinha que falar mil vezes aquilo, eu queria morrer. Aí o problema é Sakura, porque tinha Sakura Cardcaptor. Mas vai ser Sakura mesmo? Vai ser Sakura. Sakura.
Sakura. E acabou virando essa porra, né? E esse Naruto, pra falar Naruto no final, o que foi Naruto? O que foi Naruto? Tsunade! E todas as vogais do fim eram pronunciadas como Tsunade. Tsunade, não podia sair de... Tsunade. Não podia sair de jeito nenhum com o seu jeito. Desespero. Tsunade, não pode estar. Aí eu adorava, como eu podia chamar ela de vovó, nossa, vira e mexe, eu tirava, botava uma palavra a mais e eu tirava o Tsunade.
Falei, ah, filho, eu vou ficar três vezes fazendo esse negócio. Porque é natural sair o som de... É. E o tô certo, que é o da T-Bayou. Ah, esse foi o mais. O que é da T-Bayou? É nada. Nada. Então, e no inglês é believe it.
Tá. Não tem, tipo, nenhum tem tradução. E aí tinham falado... Você não pode crer, assim? É. Então, no dia que a gente foi gravar a primeira vez, a gente tentou várias coisas. E o Durek, como ele enfia esse tô certo em lugar nenhum, que não fazia sentido, putz, foi um rolê no estúdio. Acho que perdeu uns 20 minutos ou meia hora. Ah, grava com não sei o quê, pode crer. Aí falava, pô, não ficou bom, não sei o quê. Tá ligado. A gente tentou vários, aí uma hora...
o Léo Camilo, que foi ele que foi um dos primeiros diretores, ele falou assim eu, manda um tô certo por causa do I Believe, eu falei, ah tá bom foi ele que inventou, aí eu falei, mandei aí eu até brinquei, falei, nossa Naruto aquele tinhozinho malta que falava tô certo
eu quase tive um treco só que no começo falaram justamente isso nossa Naruto mas isso entra a idade demais é para os jovens tem foi senhor na época da fita na mesa mais velha sou eu todos os respeitem eu sou Naruto Sumaki
Tá, e um motivo pra respeitar também, né? Cala sua boca. O mais engraçado das pessoas... Ai, você faz a voz do Sasuke. Manda uma mensagem. Ai, é ótimo. O que eu faço? Cala sua boca. Não quero falar com você. Que ele é mal-humorado. O que eu vou falar, cara? Manda uma mensagem de parabéns. De parabéns? Cala sua boca. Não importa o seu aniversário.
O que eu vou falar? Muito bom. Sensacional. É verdade. Vocês gostavam de dublar também os filler? Princesa da Neve, essas coisas. Ah, eu não gostava, não. Ah, eu gostava. Eu nem assisti. Como espectador, eu pulei todos. Todos. Como quando eu assisti Naruto...
Eram os DVD que a gente comprava na feira, entendeu? Ainda não tinha na TV, antes disso. Então eu comprava, os moleques comprava e eu assistia na casa dele. Não tinha nem DVD em casa nessa época aí. Eu lembro de ir na casa do vizinho, assim. Eu morava na frente da minha casa. Assistir.
E nessa época a gente assistia tudo o que dava. Então se saiu... A gente não sabia o que era filler, o que não era, o que... Eu nem tenho memória sobre essas coisas, gente. Não, eu tenho muita memória. O que eu assisti o Naruto foi assim. Chegou o teste do Naruto. Eu não tinha assistido antes, tá? Chegou o teste do Naruto. No colegial, um amigo meu tinha me dado um desses CDzinhos. Não era nem DVD, acho que era CD, sei lá. Tinha os VCDs também.
Isso. Ele tinha me dado com uns episódios e tal. E eu não tinha assistido. Deixei lá parado.
E aí, todo mundo tá falando, ah, teste de Naruto, teste de Naruto. E aí, eu fui lá e falei, cara, eles não me chamaram pra fazer o teste, tá? Eu fui lá e falei, olá, cheguei pra fazer o teste. Foi isso mesmo, tá? Todo mundo tá falando, vai lá, fala que você quer fazer o teste. Por quê? Ninguém tava sendo aprovado pra nada. O elenco tava acabando e as pessoas não estavam sendo aprovadas. Então, claro, você tá começando, mas se você chegar lá, ele vai te colocar pra fazer o teste. Porque não tem mais quem faça e acabou. Se é de voz.
E aí eu cheguei lá e falei, oi, tudo bem? Mas antes de chegar, o que eu fiz? Cara, antes de chegar, eu vou assistir todos os episódios que eu tenho. Então, sei lá, tinha uns 10. Assisti uns 10 episódios. Entendi do que se tratava. Aí eu cheguei lá. Olá, cheguei pra fazer o teste. Aí ele falou assim, tá, mas eu nem te conheço. Pra quem que você pode fazer o teste? Daí eu falei, pro Sasuke.
Eu escolhi o personagem. Olha que honra. Aí ele falou assim, mas você também pode fazer pro Naruto? Eu falei, não, posso fazer pro Naruto também, mas eu queria fazer o do Sasuke. Eu falei, não, tudo bem, faz lá. Não, você falou do Sasuke. Do Sasuke. Era Sasuke, é. Quero fazer do Sasuke. Aí eu fiz o teste, aí falou assim, te chamaram pra fazer uma outra bateria. Voltei a assistir mais 10 episódios.
Esse primeiro teste aí, tu lembra qual que era a cena? Era a apresentação, meu nome, Sasuke Uchiha. Aquela cena lá, né? Aí eu voltei a assistir mais 10 episódios. Tinha que ser um Katongoka. Tinha, acho que tinha alguma coisa assim também, é. E aí eu assisti mais 10. Jutsu Bola de Fogo, né? Jutsu Bola de Fogo. Nossa, que quando eu li assim, Jutsu Bola de Fogo, eu falei, cara, e o funk tava pegando na época. Eu, Bola de Fogo!
E aí eu falei assim, cara, daí eu assisti mais 10, daí me chamaram pela terceira vez, assisti mais 10. É, foi uma loucura. Aí eu fiquei viciado. Eu nem ia fazer também. Aí eu ganhei o teste e nem era pra minha voz, assim. Se você assistiu o Naruto original, a voz dele é bem mais grave. Eu tinha 19 anos.
E o cara já parecia que tinha uma voz de 40 anos, o cara do Sasuke, né? Que provavelmente tinha, né? Provavelmente tinha. E queria muito conhecer esse cara, muito, muito, muito. Enfim. Eu queria conhecer o cara que faz o... Bom, o brasileiro, os brasileiros do Jojo eu já conheci alguns. Mas os japoneses que mandam a hora, a hora, a hora, a hora, a hora infinito lá. Vocês não manjam de anime, na verdade, né? Não faz nada, é. Pois é, então foda-se, né? O Jojo Bizarro, eu fiz a Hermes no Jojo. É?
É legal pra caralho. É justo o Jô-Jô. Jô-Jô. Jô-Jô. Jô-Jô. Jô-Jô do Jô-Jô. Eu fico... Eu fiz a Hermes Costello. Não, eu encho de mulher. Eu encho o saco do Pedrinho. Eu falo assim, caramba. Jô-Jô. Jô-Jô. Eu nunca fiz nada. Você está perdendo uma oportunidade. Mas é verdade. Não é? E quando o Pedrinho começou a me explicar, o universo é muito louco. Não, é bizarríssimo. Eu acho que eu fiz... Eu acho... Posso estar errando o nome do personagem, assim, como eu achei que eu dublava o Mickey. Mas acho que eu fiz alguém melone, alguma coisa assim.
Não, e eu fazia a Hermes com vozeirão também. Hermes é da quinta parte, Stone Ocean, né? É, isso. Não é muito meu. Eu registro o Pedrinho e falava, te matei, né? Matou, Pedrinho, matou. Não era pra mim, porque não era pra minha voz. Aí eu falei assim, cara...
Mas eu tava lá fazendo, tal. E aí chegou a última, a última vez, falaram assim, olha, mandaram a senha devolutiva do cliente. Não é pra voz dele. Mas ele foi o único que pegou o jeito do personagem. Porque eu já tinha assistido tudo, né? Então, pede pra ele tentar fazer a voz um pouco mais grave.
E assim, a minha voz era mais leve. Eu tenho uma voz de moleque até hoje, né? Então, na época, era mais ainda. E eu falei, cara, o que eu vou fazer? Se vocês assistirem o começo do Naruto, o Sasuke ficou com uma voz meio aqui, assim, falando meio forçado aqui, assim, porque era o que eu conseguia trazer de mais grave, que não era grave. Mas aí eu ganhei o teste, né? Ele falou, não, é ele e tal. E eu falei, cara, a voz não é lá, mas acho que eu cheguei no personagem.
E no final, eu acho que dublagem é muito mais isso, assim, você chegar no jeito que o personagem é do que especificamente só a voz, sabe? A Ursula falou agora há pouco, tipo, quando eu gravei as frases do Naruto, eu senti o que o Naruto falava.
Porque a gente tá interpretando real, né? A gente encarna o personagem naquele momento. A gente chora. Imagina, a gente se emociona de verdade. A gente tá falando palavras... Assim como qualquer ator de um filme, de uma novela, eles não tão falando o que eles falariam. Tão falando o que tá escrito, né? Imagina, você vai fazer Chekhov. Você vai ler o que tá escrito, que... Enfim, né? E a gente não tá falando o que a gente gostaria de falar.
Mas a gente tá falando aquilo que tá escrito com a nossa emoção. Com a nossa verdade, né? E que dentro daquela hora, você é aquela personagem. Tipo, você está ali na Aldeia da Folha. Você é aquela personagem. Existe um universo dentro de você. Nossa, eu tremo. Mas peraí, como que isso é possível?
Se as coisas são gravadas meio... Separadas? Parceladas, é. Porque você não contracena com o outro dublador. Você contracena com o que tá na tela. Com o que tá na tela. E o corpo da gente... Nossa, isso que você falou, tipo, de sair tenso. O corpo sai sentindo tudo que tá ali dentro. Mas, Tati, vamos lá. Quando você vai gravar uma cena... Vocês todos. Mas quando você vai gravar uma cena dessas...
Você pega um episódio e grava e dubla um episódio? É assim que funciona? Às vezes mais de um. Você grava um período, vamos dizer. É, mais de um.
Em sequência, o primeiro eu gravo o final, depois o meio. Nem sempre. Hoje não. Mas não, sequência é o episódio. Isso, isso. O episódio você grava de caba-rapo. Isso, eu tô falando. Exatamente. Mas às vezes você grava três, sete, quatro, dois do meio. Mas é o episódio três. Sim, sim. É que assim, antigamente, quando a gente dublava junto, que não é da época do Ops. Não, não sou dessa época. A Tati, acho que você pegou um pouquinho, não chegou a pegar.
Peguei só o Zé Lio. Não, fala aqui não, Tati. Não, mas não peguei, mas eu peguei. Peguei só o Zé Lio, só o Zé Lio. Então, quando a gente começou, que a gente dividia em estante...
Aí a gente fazia fora de ordem. Por quê? Você não gravava o filme por ordem. Então você gravava, às vezes, o meio do filme, depois o final do filme, depois você voltava pro começo do filme, às vezes você gravava a cena sozinho, aí tinha horas que você gravava, voltava, entrava com as três pessoas. É porque gravava com o cinema, com a disposição dos atores que estavam ali. Exatamente. Então a programação era assim. Então era meio maluco.
Então nessa época, as pessoas sabiam direito o filme. Então o diretor chegava e falava assim, ó, o filme é assim, assim, assado. Só que você não gravia na ordem.
Então era muito maluco. Só que em compensação, se aprendia muito. Eu que era criança, pô, se aprendia o tempo inteiro. Com os veteranos falando. E aquele medo de errar. Uma responsabilidade, né? Porque se falava, às vezes você errava, você tinha que fazer tudo de novo. Porque às vezes é um falando quase em cima do outro, não tinha ponto de edição. Todo mundo tinha que fazer tudo de novo.
Todo mundo. Então você tinha medo de errar. Então era legal porque foi uma escola. Pra mim foi uma grande escola. Eu sou meio nostálgica. Eu tenho um pouco de saudade dessa época. Mas hoje, falando, tecnicamente, som fica melhor. Mas essa época era uma época muito... Era gostoso. Exatamente. Muito divertido, cara. É tipo falar pra mim... Lembra, Igor? Internet 2010? Eu lembro. Era gostoso.
não tinha essa coisa de algoritmo que nem é o outro, tudo diferente é gostoso, você aprendia muito e como eu comecei criança o pessoal era muito gente boa então muitas coisas que eu aprendi você vai entrar aqui, presta atenção risca aqui, faz pauzinha aqui foi tudo com eles foi tudo com eles, então foi uma grande escola que eu falo assim, pô, hoje a geração que entra hoje, não sabe isso entendi
É uma geração protusa, que tudo a gente arruma. Tipo, ah, dá uma puxadinha, ah, dá uma esticadinha. Pega no meio da edição, a palavra. Pega no meio, não sei o quê. Quando eu comecei, não tinha essa. Cara, fica até mais preguiçoso, de certa forma. Sim, sim. Tem uma geração que falou que nunca trabalhou nem no DA.
Aqui a gente gravava na fita, que é esse DA, e o problema da fita não era que tinha que refazer a cena com todo mundo, né? Mas é que era assim, se você errasse a cena, tinha um negócio que chamava loka. Então tinha assim, a fita do vídeo e a fita do áudio. Aí ele colocava um pouco antes, dava play nos dois, e aí a fita do áudio...
procurando lugar, aí na hora que sincronizava, locava. Aí habilitava pra dar o rec. Então 10, às vezes 20 segundos. Não, então 20 era o matique, que é mais antigo que isso, que foi a primeira. O matique era, nossa, era 20 segundos. Aí você ficava lá preparado.
Aí você ia falar o cara, não loucou? Aí voltava tudo. Então tinha todo um processo que hoje não tem. Então se encerrava, você ia voltar tudo. E era um trabalho de todo mundo. Mas tem uma coisa que a Tati, nem a Tati pegou, que era muito pirante. Porque assim, você não tinha tantas pistas nesse DA. Você tinha oito pistas pra gravar o elenco inteiro de um filme. Pensa nisso.
Aí, os caras queriam botar o efeito na pista 8, que não podia ser usada. Então viram sete pistas. Então o técnico, ele levava o mapa pra casa, que é onde tem todos os dubladores, os personagens, calculando, ah, a Úrsula, por exemplo, o principal vai gravar só na pista 1. A Úrsula vai gravar nesses anéis na pista 2, esses daqui na pista 3. Então tinha toda uma matemática. Só que a gente tinha um momento que deu efeito, aquelas coisas de cena de telefone.
Oi, tudo bem? Como você está? Então a gente grava assim, Oi, tudo bem? Você está?
É verdade. Ah, tá. Aí você gravava na outra pista. E você? Você gravava comido a fala, separado. Porque tinha que gravar só na pista do efeito. Nossa, que loucura isso. É, então. Aí você tinha que ser muito... Que merda da porra, meu irmão. Você tinha que ser muito louco e muito bom pra dividir a fala certa. Gente. Pra depois dar intenção. E interpretar ainda. E interpretar. Aí o cara, agora vamos fazer o efeito. Aí você fala, beleza.
Mas é que a Ursula tá querendo mostrar que ela é muito velha. Não, gente. A Ursula do Vol na época do carvão. Onde a película passava e eles tinham que pôr um carvão. A película. Não, mas você sabe que... Algumas pessoas já conhecem o termo anel. Ou no Rio chama... Lupe. Por quê? Porque era cortada a fita e era de 20... É verdade. É a fita, é a película.
Eles cortavam a película. Eles cortavam a película. Então, eu tinha 20 segundos e ela ficava rodando. Então, era 20 segundos. Por isso, o Ornel tem 20 segundos. Ele ia numa caixinha, né? Eles falavam que ele ia numa caixinha que nem do Ornel de Aliança. Não, e detalhe, quando eu comecei lá, o pessoal ia pro estúdio. Ah, você vai entrar hoje, só que você não sabia o horário que você ia entrar. Você ficava lá. Nossa, gente, que desespero. Esperando chegar a sua sede pro cinema. Esperando chegar a sua vez.
Entendeu? Então era meio maluco. Você pegou o rolo. Quando você começou, tinha som já. Porque teve uma galera que falou que não tinha. Era cinema mundo nessa época. Mas eu vou te contar. Não, o Robson é verdade. A Rosinha. Porque apagava o som, eu sei. O som sumia. Gravar na trilha. O que era gravar na trilha? Era gravar direto na fita dos caras. Então assim, ele passava. Passava o original. Aí tinha que gravar em cima. Daí apagava o original.
nada, então você fazia um diálogo louco. Deixa eu falar uma parada aqui então sobre isso. Quando eu era menorzão, zãozão, eu lembro de uma vez meu pai e minha mãe foram fazer compra no mercado aí, não lembro qual era, mas aí tinha aquelas fitas de VHS desenho do...
Pô, pai e o desenho do Pernalonga, uma fita de cada um, a gente levou pra casa. Nessas fitas, tu botava a fita lá, porra, dava pra ir, legal. E aí tu ouvi, tava ouvindo, a trilha, tu tava ouvindo as coisas do desenho. E aí tinha uma dublagem por cima, mas dava pra ouvir ainda o que o cara tava falando por baixo. Por baixo, por baixo. Tá ligado? Então tinha uns que viram, eu e meu irmão, as piadas internas nossas de 35 anos.
Porque só eu e ele entendemos? Porque só... Eu conheço só a gente ver esses filmes aí. Mas que, porra, era o... Era... Eu tô dizendo que era. Parece que foi a dublagem mais barata possível que fizeram ali. Entendeu? Por quê? Porque foi isso. Gravaram em cima do troço que tava porque nem o áudio de baixo do Pernalonga os caras tiravam. Já tiraram. Então dava pra ouvir e falar mais parada em inglês. É, mas aí pode ter sido um erro até de mixagem.
Mas essa da trilha era bizarro. Porque assim, meu, se eu ouvia, você tinha que prestar muita atenção.
Porque na hora que eu queria botar o rec, já era. Você gravava em cima do original, depois você tinha mais a referência. É, tipo, não tem o que fazer. Tipo, se você errava, por exemplo, tivesse que voltar de novo, já não tinha mais a referência do original. Então, por isso que eu falo, nessa época, acho que você prestava até muita atenção. Você pegou isso? Peguei, gente. Então era muito louco, cara. Exatamente. E o medo de você falar, meu, ferrou.
Mas sabia que na Rússia, coloca qualquer coisa assim, um filme, coloca em russo. Tá dublado em russo. Eles não dublam igual a gente. Eles só falam, né? Eles ficam falando por cima, assim, só uma tradução, assim. É um vice-over, né? É um vice-over. Porque o vice-over é uma coisa... É, ninguém gosta, cara. Você sabe por que existe vice-over? Por quê?
Porque assim, quando a gente dubla, né? Você tira a voz das pessoas e geralmente tá tudo reconstruído. Um filme, gente, vai acabar com a... Você vai falar assim, ah, eu vou escutar o áudio original porque eu pego o som da cena. Não tem som da cena. Todos os sons da cena são reconstruídos, tá? Então eles tiram só o diálogo, todos os sons da cena estão lá e é o mesmo que vai ser no dublado.
que eles chamam de ME, Músicas e Efeitos, né? E algumas coisas, principalmente documentário, eles não fazem essa reconstrução dos sons da cena. Que é bater na mesa, esfregar roupa, esses sons, né? Então como não faz isso, não tem como você tirar a voz e ficar a música e os efeitos e colocar uma dublagem em cima. Então eles abaixam o som de tudo e entra a gente em cima falando... Na verdade, a gente quer... Como é que é a voz do Discovery Channel? Tu consegue falar? Cara, deixa eu descontar, porque...
Eu zoo porque é verdade, cara. Tem coisas muito... A gente não pode generalizar. O que eu fiz, não. O que eu dublo no Discovery Channel... O que eu dublo no Discovery Channel não fica desse jeito. Não, assim, a gente dubla muita coisa. Não dá pra generalizar porque tem coisa muito bem feita. O cara não manda você fazer assim, não?
Não, cara. Não, é que a melodia... É quando é mal feito. E eu acho que vem muito da melodia também. Então, mas é porque quando é mal feito. Porque a questão é a seguinte, ó. Pensa, uma pessoa fala em inglês. Then I went to my mother's house and I found my dadder. Daí você dubla. Então, eu fui pra casa da minha mãe e encontrei meu pai lá. Você copiou a música do inglês. Verdade. O rolê da dublagem, da boa dublagem, é você pegar essa frase e pensar assim.
Como eu falaria em português isso? Então, aí eu fui na casa da minha mãe e encontrei meu pai lá.
Aí você fala deste jeito no tempo que a pessoa tá falando lá. Aí o que acontece é que, assim, nem todo mundo é muito bom e nem tudo é tão bem feito. E tem gente que se deixa levar por esse original, assim. O que acontece especificamente com os documentários? É muito difícil dublar gente falando que não tá interpretando. São pessoas falando, assim, igual a gente tá falando aqui agora, sabe? Então é muito difícil.
Então tem gente que não pega essa manha. Às vezes a velocidade, eles querem que dublou muito mais rápido, né? Então, assim, é mais provável que esse tipo de dublagem aconteça nos documentários do que nos filmes. Mas também tem filme mal dublado. Gente, vamos lá. Eu adoro dublagem. Eu costumo assistir as coisas dubladas. Eu não tô falando porque eu sou dublador, não, tá? Tá bom, tá bom.
Porque eu curto mesmo. Eu gosto de assistir e não ficar lendo. Não ficar preocupando com nada. Vejo a imagem. Ou, às vezes, os puristas de cinema vão me matar. Mas, às vezes, eu quero, tipo, ficar na rede social ouvindo o filme. E não quero ficar olhando. E também é um problema meu. Isso é um tipo de recepção que você tem na sua casa, sabe? As teorias do cinema, inclusive, falam sobre a recepção. Não é só sobre a emissão. Como é que isso é recebido?
Um filme de cinema é diferente de um filme de televisão, que é diferente de um vídeo pra internet. Porque a recepção muda. Então, não é. Enfim, né? Então, eu gosto de assistir as coisas dubladas porque é isso. Eu gosto de ficar, às vezes, mais tranquilo, entendeu?
E às vezes a dublagem tá mal feita, gente. Quantas vezes eu gosto de assistir dublado, eu coloquei dublado e falei, não dá pra assistir isso dublado e mudei pro original porque não dava. Então assim, não dá pra falar assim, a gente dubla, a gente é dublador, mas não dá pra eu levantar a bandeira da dublagem e falar, tudo que é dublado é muito bom. Mas a dublagem brasileira é reconhecida como uma dublagem fora. Sim, sim. Eu acho que a gente se dedica muito. Eu acho que quando eu entro no estúdio, eu sempre penso...
Como que eu vou fazer pra dar o meu melhor? E na hora que isso não tiver mais acontecendo... Como isso vai ser uma verdade, né? Quando isso não tiver mais acontecendo na minha vida, eu acho que eu paro de dublar. Isso, outras coisas já aconteceram na minha vida, eu já falo, isso não faz mais sentido. E para, cara, sabe? Então eu gosto de fazer assim. Mas tem gente que precisa dublar mais. E entrar no estúdio pra mim ainda é entrar com...
ansiedade, o que vai ser, porque a gente não sabe. Só o diretor sabe. Só o diretor. O texto é na hora, as emoções vêm na hora. Eu quero me emocionar. Exato. Então, assim, se eu não tiver esse sentimento, acabou a profissão. Acabou. Eu quero me emocionar. É isso, eu fiz um filme com a U. E, tipo, puta, a gente fazendo um filme de uma comédia.
E aí, tocou numa parte, chama Como Ser Solteira, fizemos o 1 e depois fizemos o 2. E no 2, meu pai tinha falecido há pouco tempo.
E no 2, ela perde o pai. E naquele momento, ela falou, esqueci. Cara, eu desabei. Eu esqueci de falar pra ela. É. Só que quando chegou a cena, eu falei pra ele lá. Puts. Ferrou. Eu falei, eu esqueci de falar pra preparar ela. O que ia acontecer. Só que ela já tava emocionada porque o pai no filme fazia coisas que o pai dela fazia. Porque ela é formada em jornalismo.
E aí a menina lá também. E aí ela mostrou que o pai guardava matérias, reportagens. E aí a Tati falou, pô, meu pai fazia isso. Eu falei, ferrou. Meu pai, eu tenho uma cartinha, né? Parabéns, jornalista, quando entrei na faculdade e tal. E aí eu falei, mas isso trouxe pro filme uma coisa assim, que eu amei fazer. Dei um maior trabalho, teve que rematar escala. Não, ela parou, ela começou a chorar num nível que eu falei, meu, ferrou. Aí a minha técnica era insensível, né? Tipo... E aí
Ela não chora. Beijo, Lila. Né, Lila? Beijo, Lila. Beijo, Lila. Aí ela virou pra mim e falou, meu, vai lá. Eu não sei o que fazer. Aí eu fui, entrei, abracei a Tati. Eu falei, cara. Fez um chazinho. Aí eu falei, meu, vou fazer um chá. Eu saí correndo fazer um chá. Aí eu cruzei com o Endel. Aí o Endel falou que foi, porque eu tava com a cara desesperada. Eu falei, meu, a Tati tá chorando pra caramba no estúdio. Depois tá brincando.
Aí o Endel entrou, foi lá, brincou com ela. Aí ela começou a dar uma risada. Meu, isso a gente perdeu quase uma hora.
Não vai terminar esse filme. Não, eu falei, esse filme não vai terminar. Não vai terminar? Não vai. E aí foi um rolê. A gente conseguiu terminar no dia seguinte. Foi. Ela ainda fez algumas coisas. E a Lila, meu, agora a voz dela tá toda zoada. Falei, a Lila, pelo amor de Deus, a criança tá quase chorando. Aproveita, Lila, que tá verdadeiro. Cara, só. Então tem umas coisas que, tipo, são complicadas. E a dublagem tem isso, assim, também. É assim, ai, deu barulho de boca, faz de novo. Mas é porque eu falo com a boca.
Então vai dar um barulho de boca por acaso, assim, né? Voltando à história que você tava brincando. Como é que é um barulho de boca? É um... É, sei lá. Tipo, você tá falando, de repente, o que a gente fez aqui? Vários estalinhos. Isso eu acho ruim na dublagem, assim. Vou criticar abertamente, e eu já falei isso. Que a questão é a seguinte, os clientes, eles querem...
Que a gente duble as coisas e que todas as sílabas sejam bem pronunciadas e que a voz seja limpa e maravilhosa. E no original não tá assim. Perfeito. Quanto mais desse jeito, mais longe da realidade. Exato. Exato. Então assim, eu acho, tá falando baixo, fala baixo. Tá falando meio embolado mesmo. Eu sempre... É isso.
Mas você sabe que é engraçado, por exemplo, tem essa coisa, às vezes, de desafinar a voz que a gente faz na nossa vida. Aí, às vezes, o dublador faz isso porque o cara fez. Aí o técnico, meu, deu uma desafinadinha. Eu falei, não, tá aprovado. Tá igual, tá ok? Assim, não deu pra entender o que ele falou e era importante. Ok, vamos fazer isso. Mas, gente, de tantas palavras que a gente fala, uma que não saiu, a galera quer que...
Mas você sabe, voltando à história dos anos 80, que eu estava falando, que acho que a história do Discovery... Porque, assim, eu acho que a dublagem mudou muito. Ela chega muito mais soa hoje em dia, natural. Então, as pessoas que não conseguiram se adaptar a isso, é que fica essa história do... Só no Discovery.
Mas é porque também os atores, pega um filme da década de 80 e um filme de hoje, os atores interpretam diferente. Exatamente. Repare isso. O que acontece, tem até uma amiga minha que fez uma pesquisa de, acho que de doutora, de mestrado. Ela fez uma pesquisa de mestrado e era sobre isso, era sobre assim, como a interpretação no cinema mudou depois do advento do reality show, cara. Porque daí as pessoas tiveram que segurar. Serem verdadeiras, né?
Porque assim, o que tá passando no canal 9 tá competindo com o reality do canal 6.
e não tá ficando mais tão real tudo mudou, a interpretação mudou, os dubladores mudaram então você pega tipo, a gente dubla muita coisa assim, que eu olho o ator que eu tô fazendo e o cara fala, você não acredita que isso tá acontecendo
E tá falando assim, muito baixo. E a gente hoje dubla mais baixo. A questão que eu tenho mais é com essa dicção perfeita, esse barulho. Ainda acho que isso a gente pode progredir, mas não é a gente. É o cliente. É o cliente que pede. Ele manda de volta e fala. É foda, porque assim, eles não podem falar não, mas eu vou falar então. Os caras estão tentando... Cliente, o cara tá tentando evitar que você coma cocô.
Mas você tá pedindo pra comer cocô. Né? Então tá bom, toma aqui cocô, come aí. A gente faz com amor, com vontade. A gente quer sentir. A gente é ator. Então assim, o que faz um ator que ele fazia uma novela, fazer um filme? Ele quer se emocionar pra que quando as pessoas vejam ele, né?
se emocionem também. A gente é a mesma coisa, a gente só não aparece. Mas a nossa voz, a nossa intenção, o nosso corpo tá inteiro lá. Nossa voz é o nosso corpo. Exatamente. O nosso instrumento é a voz. Então a gente tem que passar a emoção. Então não tem outro jeito. Então eu também fico inconformada. Falei lá, entrou o barulho e falei ah gente, fala, pelo amor de Deus.
Sério? Não, não sei o que. Aí quando não volta do cliente, às vezes volta do QC, que tem no estúdio. Ah, que nesses dias eu tava gravando um negócio. Pô, a criança falou estar não sei aonde. Não, não saiu estar. Aí eu virei pro responsável e falei, eu mandei ele tirar o R. Porque não faz sentido a criança falar perfeitamente estar não sei o que. Quem fala assim, gente? Quem fala assim, é. Exatamente. Eu me amarro quando vem um puta...
que pariu, sabe? Porra, meu irmão. Isso a gente não viu muito, porque agora tem feito mais. Tem filmes que podem, tem filmes que não podem. Então, às vezes, a gente vê. E tem filme que você faz as duas opções, com palavrão e sem palavrão. Depende muito de qual é a classificação, onde vai passar a classificação. O puta que pariu virava, mas que bobão.
Puxa vida Não gostava quando era tira Os tiras Mas olha só Como é que traduz cops Cops Deixa eu te falar uma dificuldade Uma vez me contaram Que a gente começou a usar tira Na dublagem
É, por conta dos argentinos. Mas eu não tenho certeza e é interessante depois a gente dar uma olhada. Tem uma coisa que complica ainda nisso tudo. A boca, aí tem algumas coisas que querem deixar muito mais precioso. Aí tem um rolê das bilabiais. Que é assim, quando você bate a boca P, M, B, você encaixar uma palavra com P, M ou B no mesmo lugar. Porque daí a boca vai bater direitinho. Aí copos viraria aqui, os homens. Os homens.
quer ver uma palavra que tá difícil pra caramba botar em português? Job e trabalho job, é verdade? meu, job e trabalho, você fala, meu, ferrou sério mesmo, tem horas que você fala, ferrou matemática umas coisas que você fala, nossa, cara mas é que dentro de uma frase inteira, daí você engana é, ou não dá, mas tem hora que, tipo o cara, o que você vai fazer? pra onde você vai? pro trabalho aí o cara, job você fala, meu, ferrou
Tipo, oi? Vou lá E a Bilabial, como você faz o B do job? Volap Volap Volap Volap Eu tenho uma diferença do Robson Que o Robson falou que quando a dublagem tá ruim, ele tira Eu sofro, cara, eu assisto até o final Eu fico inconformado Meu, como eu tô mal dublado Mas eu quero ver até o final pra ver mesmo Porque eu não gosto de assistir nada legendado Porque eu durmo É verdade, eu começo a ler ali Tchau
Aí já era. É, pois é. Então, pra mim... Ela é a presidente do sindicato dos dobladores. Então, eu gosto, mas eu sei reconhecer quando tá ruim ou não. Aí eu falo, putz, eu falo, caramba. Aí eu penso assim, por que que fizeram isso?
E às vezes num produto tão legal, numa série tão boa, que você fala, meu, não é possível. Coisas primorosas da dublagem. Tipo, procurando o Nemo. Vamos falar de coisas que nem foram feitas em São Paulo, que a gente não conhece tanto. Eu nem sei quem dirigiu. Então não posso puxar o saco, né? Mas assim, tem coisas incríveis da dublagem. Então assim, não tem como falar assim, a dublagem estraga. Algumas dublagens estragam. Assim como alguns filmes são horríveis e não dá pra assistir.
Tem dublagem que salva o filme. É verdade. Tem dublagem que salva o filme. Tem. De verdade. Então, tipo, tem isso também. Tem que estragar, tem. Mas assim, eu sou uma pessoa que eu falo, putz, eu gosto de fazer um bom trabalho. Independente se eu tô dublando ou dirigindo, cara, eu fico feliz quando as pessoas falam, pô, assisti tal série, não sei o que tava bom pra caramba. Eu penso, fui eu que dirigi.
E quando tem essa permissão, né? Tipo, da gente poder ter essa coisa com o cliente e permite brincar. Que é One Piece, por exemplo. É verdade. Que o Glauco consegue fazer em One Piece. O Luffy fala, oxi. Oxi. Oxi. Fala, ih, rapá! Tipo, e o cliente permitiu. E aquilo foi entrando. Então, tipo, a gente brinca muito e pode trazer coisas muito brasileiras porque há uma permissão. Às vezes até a gente fala assim, putz, isso aqui não vai passar.
A gente vai arriscando. E aí a gente vai arriscando. Mas você sabe o que é arriscar? E olha o que se hoje tá, né? No clássico, numa luta do Naruto, tava na moda aquele pedala! Ah, é. Eu quis fazer, não deixaram. Só que não deixaram na época. Mas hoje, por exemplo, eu entendo. Quem assiste agora o clássico, não ia entender nada do que que eles pedalamam. Mas você não fez pedala em algum momento? Não, não deixaram. Mas olha, no Yu Yu Hakusho tem... Yu Yu Hakusho, mais?
Sim, sim, sim. Então, no Yu Hakusho, ele é reverenciado por ter essa espiadinha. Entendeu? Depois, o Unpunch Man também tem um monte dessas espiadinhas. É dobro, é o Unpunch Man. Mas no Yu Hakusho, os caras falavam, meu irmão, rapadura é... Como é que é? Rapadura é dor. Eu disse, mas não é mole, não.
O cara falava essa porra. Eu não tenho medo de ser datado, não. Sabe por quê? Porque tudo é datado. É, porque depois volta. Isso aí. E uma hora vai vir. É, mas não vem, não. Porque quando eu mandava o texto no Shippuden, você falava, não, tem que ser isso. Eu falava, qual o nome da série? Naruto. É minha, eu posso falar o que eu quiser. Ele não deixava. Você sabe que quando eu dublei o Sasuke, mas era o Naruto transformado em Sasuke.
Então não era o Naruto que eu tava dublando, mas com o corpo do Sasuke, com a voz do Sasuke. Dá pra entender? Sim.
Eu fiz isso, aí ele tava dando os golpes, eu soltei um, eu falei, pedala do Sasuke. Eu fiz pedala do Sasuke! Meio com a voz do Naruto, assim. Como é que é a voz do Naruto? Assim, tô certo! É mais legal gritar rasengão que a minha...
Nossa, difícil, hein? Putz, eu gosto dos dois. Eu sou uma apaixonada pelos dois. Sério? Sério, porque eu acho que os dois têm características diferentes que eu gosto muito. O Naruto é coisa da determinação. E eu sou muito determinada. E o Goku, ele tem um lado muito divertido, de inocência. E eu acho sensacional. E eu morro de dar risada. Por exemplo, o Naruto...
os primeiros 52 episódios do clássico, cara, eu ia gravar, eu ficava inconformada. Era tipo, eu chegava no estúdio às 6h30 pra gravar, ia até às 10h. Aí eu ficava assim.
Meu, pra que esse moleque grita tanto, caçamba? No começo ele só sabia o Jutsu, clone das sombras, né? É, exatamente. Eu falava, não era possível. Só que assim, e eu não conseguia me divertir. Como é que é o Harain no Jutsu, em português, que eu não sei? Que é o Jutsu que o Naruto vira uma mulher. Ah, Jutsu sexy. Aí foi muito maluco. No episódio 53 em diante, eu comecei a entender ele e comecei a curtir. E aí eu comecei a gostar disso.
Então foi legal. O Dragon Ball ou não, eu sempre gostei do Goku. Já no começo que eu comecei a fazer, eu comecei a rir. Então essa é a diferença, entendeu? Então teve um momento sofrido. Mas eu gosto dos dois. Quando pergunta quem é o seu preferido, eu subo no muro e defendo os dois. Certo, certo. Bom, mas ao longo do tempo, vocês também dublaram várias outras coisas, né? Não ficaram dublando, sei lá, só os caras do Naruto, né?
Tem algum, assim, maneiro que vocês gostam de lembrar com carinho? A Tati dublou todo mundo.
Não, não. Exagerado. Ah, mas tem... Bom, eu fui Hannah Montana. Que agora fez 20 anos, gente. É desesperador pensar nisso. É, Naruto também, querida. Mas Naruto também. Por que Naruto não é desesperador e Hannah Montana é? Porque Naruto dublei há pouco tempo. Meus cabelos... Minha voz continua a mesma, mas meus cabelos...
Hannah Montana, tá bom. Hannah Montana. Eu faço a Nami do One Piece. A Rúquia do Bleach, que eu acho muito legal ter feito. Que foi um anime bem diferente do meu registro na época. Pokémon. Esse é antiguinho também, né? O Bleach. É da mesma época do Naruto.
É verdade. Eu fui proibida de gravar Bleach. Por causa do Naruto. Eu fui proibida. A Viz não permitia de jeito nenhum. Chegaram e falaram, não, ela não pode gravar. Só que os dois... Bleach é da mesma época do Naruto. É, não, e é do mesmo cliente. Só que os dois puderam gravar. Mas eu fiz teste com outra pessoa. Eu fui proibida de gravar. E eu fiz teste com outro nome. Não, a Tati também não podia. Ela fez o teste com outro nome.
Porque eu não podia fazer a Sakura. É assim, eu tava fazendo um outro anime chamado...
Zet Bell. Zet Bell. E eu fazia a Suzy. E aí, quando chegou o Naruto pra dublar, eles falaram, não, a Tati não pode fazer, mas pode pôr ela em outra personagem, uma personagem de repente. Aí eu fiz teste pra Ino. E aí, bom, um dia me ligaram e falaram, cara, o cliente ouviu sua voz na Ino? Ele quer ouvir sua voz na Sakura.
E aí eu voltei lá pra fazer a Sakura, fiz 25 vezes o teste da Sakura e tal, até que o cliente se convenceu, tipo, ah, tá bom, vai, ela faz a de barra, tá bom, vai fazer a Sakura. Quando chegou a Hulk, né, o Bleach...
Não me chamaram pro teste. Eu fiquei, tipo, no limbo, assim, pra nada. E aí passou todas as meninas fazendo teste pra Hulk, aí não sei o que. Eu falei que ela dublava tudo? Aí um dia o cliente chegou e falou... Aí um dia o estúdio chegou e falou... Meu Deus, não tem mais quem colocar. E eu tava dublando a Sakura. E ele fez assim... Meu Deus, não tem mais quem... Tati, faz você então o teste. Mas faz com outro nome. E aí eu meti...
Rúquia Tatamaia. Virei Tatamaia. E aí o cliente aprovou. E aí ela tinha uma voz grave e tal. Eu fui num grave que eu não fazia. E aí eu falei, bom, e agora? Ele falou, agora eu vou ter que contar que é você.
E aí contou, e o cliente falou, não, tá bom, não era, mas vai ser. Então eu fiquei com a Rúquia também. Você sabe que esse negócio de verdade de nome, o meu foi pior. Porque assim, eu fui fazer um filme, e eles não queriam que fosse mulher, que era o ator dos Anos Incríveis.
E aí eles não queriam que fosse mulher que fizesse. E aí mandaram o Bezerra. Eu tenho irmão chamado Ulisses. O Bezerra foi. E eu fui gravar esse ator. E aí a Angélica soube da história porque contaram pra ela. Meu, o filme tá lá, tem o cara dos Anos Incríveis. Mas, ó, falaram que é um menino que tá dublando. Ele falou, mentira, é uma mulher.
Aí, um dia, eu peguei uma carona. Ela tava dirigindo, o Wayne na frente e eu atrás. E ela, a gente indo pro lugar onde eu tava fazendo o filme. Ela virou e falou assim, cara, na boa, se eu souber quem tá doblando, eu vou ficar muito brava, o Wayne. Ela falou, principalmente se ela tiver no teu carro, você dando carona pra ela.
Porque não era pra falar. Porque o dono ia falar. Só que aí, depois de um tempo, eu comecei a fazer muita coisa pra um cliente. Não vou citar os nomes. Só que o cliente também não queria que fosse mulher. Aí eu usei o nome do meu irmão. Washington Bezerra.
Aí eu assinei o contrato que o Úrsula Bezerra era responsável do menor Washington Bezerra. E toda vez que eu tava dublando na empresa como Washington Bezerra, o cliente ia lá. Mas a gente chegou pra ver o Washington. Aí ele acabou de ir embora, ele não tava mal. E passou anos eu conhecida...
pelos clientes, como Washington Bezerra. Assinei um monte de contrato falso, porque eu não tenho filho. Muito mais, ele se chamava Washington Bezerra. E aí, depois, eu fui dublar o rin-tin-tin e também usei o nome masculino, porque eles também não querem mulher.
Só que aconteceu a mesma coisa com a Tati. Ele falou, meu, a gente vai ter que contar pro cliente. Só que a gente já tinha adorado a minha voz no Cabo Rush, que eles colorizaram 60 episódios. Eu achei o máximo. Olha que eles colorizaram. Eles colorizaram mais de verdade. Cara, eu achei o máximo fazer. E aí, eu tava sentada na Alamo, aí passaram os clientes, aí o pessoal, ah, esse daqui é o Bezerra. E eu, por que não me contaram que eu contava? E eu, caramba.
Então, eu passei por anos com outra mãe. Que viagem, cara. Mas é interessante esse lance do cara não queria mulher porque ele achava que a voz não encaixava, eu suponho. É, ele falava assim, ficou afeminado. Só que tinha as meninas que realmente sabiam fazer bem e que não dava para perceber.
E essa é a grande mágica da nossa produção. Mas isso acontece hoje com idade, por exemplo. É, a nossa mágica, né? Eu tenho 40 anos, olha a minha voz. 25 anos, sei lá. Você sabe que tem uns clientes agora doidos que querem por idade? Eu tenho 20 anos, olha a minha voz. Gente, eu tenho 40 anos, olha como eu falo. Você sabe que tem uns clientes agora, tipo assim, ah, o ator lá...
tem, sei lá, 25 anos parece 40. Porque na verdade o cara tá mentindo. Não, tem que ser a idade do mesmo ator. Aí você fala, cara, não faz sentido escalar por idade. A mágica da voz é exatamente você não ter uma imagem da sua voz. Exatamente. O que ela transmite. Ela falou assim, você não tem uma imagem.
Eu não sei se vocês passaram por isso. Eu fazia muito criança, obviamente. E aí, às vezes eu ligava na empresa pra fazer compras online. Aí os crianças falavam assim pra mim. Você pede pra sua mãe vir ao telefone, por favor? Não, mas eu sou adulta. Para com brincadeira. Não vou falar com criança. Aí eu...
Ele não me vendeu, porque ele achou que eu era criança. Nossa. Eu acho que o que eu ficava muito fazendo, então eu acabava tendo o tempo inteiro. Falando desse jeito. Exatamente. E eu não percebia. Eu cansei de tomar a telefonada na cara, porque acharam que eu tava falando com criança. Ai, cara, eu vou te falar que se eu fechar o olho aqui...
Parece o Naruto. Parece o Naruto. Se eu fechar o olho aqui, passa batida assim de criança mesmo, cara. É. Mas tu tava falando aí... Bom, na verdade a gente mencionou alguma coisa que tu deu uma porra. Eu queria ouvir teu ponto, mas eu não lembro mais o que que era. A gente tava falando de mudar o nome, que ela dublava tudo. Aí ele fez o Blitz também, que a gente tava falando sobre isso.
personagens que a gente, tipo, que eu pude dublar, que eu não pude, a gente tá falando sobre isso. É, eu falo sobre isso. É, tá bom. A gente tava nessa, né? Daí tu falou... E tu, cara? E eu? Os personagens. Eu vou contar uma coisa muito engraçada. Sempre que pergunto assim, o que você dublou? Você fala assim...
Dá uma tela azul. Porque é tanta coisa que você começa a falar meu Deus, o que eu dublei? Deve ter tido alguma coisa. Claro, teve coisas muito importantes. Eu fiz o Glenn do The Walking Dead. Ele não esquece que ele é o Sasuke. Eu sou o Sasuke. Eu sou dublado pelo Sasuke. Teve o Glenn do The Walking Dead, que eu dublei. Teve um filme da Disney que pra mim foi muito importante. Uma Operação Big Hero, que eu dublei o Hero. Esse me derramou pra caralho.
Cara, eu nunca consegui terminar de assistir esse filme. Porque você achou ruim? Não, porque eu sempre durmo.
Ah, mas você tá assistindo dublado legendado com a descrição. Eu assisto dublado, só que eu sempre assisti no avião e toda vez falei agora é agora. O filme é lindo, eu acho o filme muito lindo. Então, por isso que eu falo, todo mundo falou. Pra mim foi muito emblemático porque todos os desenhos da Disney eram dublados no Rio de Janeiro. Então, eu já sabia que eu nunca dublaria um grande desenho da Disney.
E aí chegou o primeiro aqui em São Paulo. Chegou o primeiro que foi o Detona Ralph. Mas que os famosos dublaram os personagens centrais. Ai, gente. E aí chegou o segundo. Calma aí, o que é isso? Reação à frase dele. Mas teve essa fase na dublagem. Teve não, tem. Ainda tem. Tá bom.
Então termina aí e vamos entrar nessa. É, depois também... Mas assim, daí chegou o segundo filme, que foi Operação Big Hero, e eu fiz o teste do protagonista e fiz. Então acho que eu fui um dos primeiros que fiz esses filmões da Disney, né? Depois eu até dirigi vários desses filmes da Disney. Maneiro. Depois como diretor. Mas esse é muito emblemático. Tem o Kong, do Bleach. Eu fiz o Orfeu de Lira, do Cavaleiro do Zodíaco. É... Cara...
É, tela azul. Eu fiz o Jonas... O Filho de Lira. Eu fiz o Jonas... Depois ele vira o... É isso mesmo. Isso daí aparece na saca de águia. De águia só, é. Depois ele vira a pedra. Obrigado. Depois ele morre. Aí eu fiz também o Jonas de Dark. Uhum. Tem várias coisas da Netflix também. Cara, é... A gente não lê.
Dá uma bugada no cérebro Quando você pensa assim O que você dubou? Mas eu também não queria que tu falasse a tua lista inteira Era só o bagulho que tu achou que foi foda Mas essas coisas eu acho que foram mais emblemáticas Tem um lance seu Que eu não esqueço que ele dirigiu um filme da Disney Que era comemorativo E aí ele me escalou Porque eu sou a louca da Disney Cara, eu tinha acabado de sair do hospital Eu não pude gravar
Cara, foi uma frustração Porque eu falei, cara Ele segurou até Tem que trocar lá no pod Semana que vem a gente fala sobre isso Ele falou, a U não vai fazer Essa foi uma frustração, cara Eu falei, meu, desacreditei
Ah, eu fiz o Grilo Falante do Pinóquio. Ah, é verdade. E esses filmes da Disney aí? Caralho, maneiro esse daí. Esses filmes da Disney, tu tem uns personagens que precisam saber cantar, né? Sim. Eventualmente, sim. Vocês também são bons de cantar? Eu canto um pouco. Eu canto. Eu consigo cantar no estúdio. Eu não canto. Eu encanto. Ah.
grande na humildade grande na humildade e humilde na grandeza não tem ela cantando, depois você procura no youtube que é maravilhoso, ela cantando no programa se viu o Santos, qual é a música? e ela lá cantando e a Patrícia nossa que horrível ela falou não, mas porque você cantou como o Naruto sim, porque tinha que cantar com a voz, eu cantei e ela falou, nossa o Naruto cantou horrível mas a cara da Patrícia ouvindo ela cantando foi muito engraçada não, não
Deve ser difícil de cantar interpretando o Naruto, né? Ficar gritando o tempo inteiro. Mas entendi. Então é importante cantar mesmo, né? Imagina, o cara que vai dublar o Aladdin tem que saber cantar o Mundo Ideal. Muito. Tem que saber cantar, é. Quem dublou o último foi o Danny. Foi o Danny, que agora grudou o Aladdin.
O último Aladdin teve live action. Foi ele? Foi ele. Sobre isso, sobre isso, sobre isso. Teve uma época, e tem tanta coisa legal pra gente trocar ideias, tipo, dublar jogo é legal, é mais legal, não sei o quê. Mas, ó, falando de jogo, teve o Mortal Kombat X, Mortal Kombat X.
Que não é culpa dela. Mas pegaram a Peach e colocaram ela no lugar da Cassie Cage. Então ela dublou a Cassie Cage. Arruma pra mim também, Bruno, por favor. Depois teve o Roger fazendo o Battlefield Hardline, que é um joguinho de tiro também. Roger do Trajurigo. É... E... E...
Teve um momento aí que a gente tava vendo uns talentos, os Star Talents. Os Star Talents. Maravilhoso esse nome, né? Você é um merda do caralho, porque aquele cara é um Star Talent. Ele é um talento das estrelas. Você, Robson, você não. Eu sou um Star Talent. Isso acontece muito, de você fazer o teste, você ganhar o teste, e aí falaram, não, agora quem vai fazer é um Star Talent, não vai ser mais você. Ou você faz o trailer e não faz o filme. Olha só.
Você já olhou pra alguém e pensou, o que passa na cabeça dela? Sou eu esse meme. Mas eu tinha feito outra coisa nisso. E aí eu não sou mais a outra coisa, mas eu sou esse meme. Você já olhou pra alguém e pensou, o que passa na cabeça dela?
O que passa na cabeça? Sou eu, prazer! Pois é, gente, muito louco isso, né? A gente gravou os trailers, gravou o filme, e aí depois em algum momento substituiu, mas o trailer ficou lá, então... Entendi, que coisa! Normalmente o trailer, o primeiro trailer, fica com a voz do dublador que foi aprovado. Para sempre.
normalmente e aí coisas fazem isso mudar coisas assim circunstâncias é o marketing é o marketing eu acho que até é justo porque as vezes tipo tem uma galera muito boa que vem fazer realmente e o filme toma uma outra uma outra proporção nem sempre eles são ruins é assim a minha opinião é o que eu acho que eu bato na tecla e já falei isso quando eu tava dirigindo quando vieram perguntar tem que ser ator
Não venha me trazer alguém que não é ator, porque eu não vou conseguir tirar nada dessa pessoa. A chance de ficar ruim é imensa. Não é todas, porque de repente o cara pode ter um grande talento ali, não sei se, entendeu? E mesmo sendo ator, às vezes... Mesmo sendo ator é muito difícil. Eu tive algumas pessoas que não são atores, mas conseguiram. Conseguiram. Conseguiram fazer uma coisa legal. Eu vou falar de um caso que eu posso falar o nome, porque eu vou falar bem.
Tá, tá boa. É, não, coisas incríveis. Mas eu dirigi a Flávia Alessandra, que fez o Red Crescer é uma Fera.
E ela é um monstro. Ela entrou e dublou. Eu falei... Legal. Você pode dublar, mas eu sei que você não vai querer ficar dublando todo dia. Enfim, mas ela era muito boa, sabe? E já teve casos, eu não vou citar o nome, de pessoas muito incríveis, muito incríveis de fazerem teste de dublagem. Atores incríveis.
E não deu. A pessoa não conseguiu dublar. É uma coisa muito... É misterioso. Dublar é uma coisa meio misteriosa. Porque a gente tá interpretando igual um ator que faz filme. A gente tá interpretando também, né? Só que... A gente não interpreta no nosso ritmo.
Então tem um ator ali na tela e você tem o limite da interpretação dele pra fazer. E você tem que enganar que a sua voz tá saindo da boca daquele ator que tá na tela. E ainda assim, interpretar. Então assim, não adianta sair na boca direito e você não dar a alma que tem ali. E não adianta você dar o jeito seu que você quer.
Não vai dar certo. Não é sobre você, né? O potencial de matar o filme, né? Exato. Mas assim, então eu não acho que tudo que os Star Talent fazem fica ruim. Não é verdade. Tem coisas muito boas, mas... Eu acho legal. Tem que garimpar. Tem coisas muito... Então o que eu acho, que assim que é um problema, eu acho, tá? É quando o cliente coloca um Star Talent sem nem testar.
tem que testar, ver se deu certo considera a opinião do diretor as vezes que eu estive dirigindo produções que a gente teve Star Talent, eu fui considerado chegaram em mim e falaram, o que você achou? e eu falei, vai rolar não vai rolar
Tem filmes que já foi feito teste com Star Talent. Tem filme que não é. Por exemplo, existem casos, a Tati já fez, até pra mim. Que a gente gravou com Star Talent. Só que aí que a gente fez. A Tati foi, gravou. E o Star Talent gravou em cima da voz dela. Também tem. Então a gente já arrumou o texto. Deixou o texto também o certo, o perfeito. O Mauro Ramos com o... Com o Bussunda. Com o Bussunda. O Bussunda fez ouvindo o Mauro Ramos. É.
Então tem esse lance. Às vezes a gente faz isso. E eu acho que tem um lado, assim, que o pessoal fala, ah, vocês vão se incomodar. Acho que tem um lado que, assim, o quanto valorizou a dublagem, o quanto isso chama atenção, eu não acho de ruim, sabe? Eu acho que é uma coisa que movimentou. E o que eu acho mais legal é que quando eles vão gravar, depois eles falam, cara, é difícil pra caramba. Tanto é que o próprio Chicanismo, ele elogia o dublador. Como é, tipo...
uma profissão muito específica, muito difícil. E a gente tem excelentes atores que não conseguem ser dubladores. São lugares específicos. Eu não sei como eu seria se eu fosse pra frente da câmera. Porque eu não tive essa... Não, tudo bem.
porque eu não tive essa experiência, assim, entendeu? São coisas diferentes, né? Mas assim, você traz um Star Talent, traz visibilidade pra dublagem, traz visibilidade pro filme. Eu acho que pro marketing é uma economia de mídia. Porque assim, eu te chamo pra dublar. Você vai lá dublar um filme. Aí junto no seu contrato, você tem que postar três reels e 27 stories.
Já pagou. Quanto que isso acumula pro filme? Você entende? Aí você fala, puta, eu queria ter minha voz ali. Às vezes, se você vendesse 3 reels e 27 stories, era mais caro que o cachê. Mas você aceita indo pelo cachê porque você quer fazer. E agora tá falando uma coisa legal que chamam os Star Talents, mas também levam os dubladores junto com esse time pra divulgar.
Isso é muito legal. Isso tem acontecido ultimamente. Legal mesmo. Isso é muito legal. Muito legal. Porque a gente tava no lugar, os dubladores, de absoluto anonimato. Até pouquíssimo tempo atrás. Até as redes virarem o que são hoje. E foi graças aos animes, né? Ou até a gente se sentir confortável também. A gente tem que dizer a verdade. Graças aos animes. Aos animes. Os animes trouxeram a gente pra frente da câmera, de um lugar de conhecimento.
E até a gente se sentir confortável. Eu, por exemplo, até pouquíssimo tempo atrás, eu tinha três posts no Instagram.
Eu tinha uma trava, porque em algum momento da minha vida eu falei, eu não posso aparecer, eu sou estranho, desengonçado, porque quando eu tentava, me formei como ator primeiro, né? Fui tentar fazer audiovisual, ah, você não tem perfil, você não tem perfil. Hoje eu entendo que muito foi por conta de uma questão racial. Hoje eu entendo isso claramente. Hoje mudou.
A gente tá vendo mais diversidade, né? Mas naquela época, não. 20 anos atrás, 25 anos atrás, não tinha. Então, eu me escondi, porque eu achava que eu era estranho, sei lá o que que era. Então, eu parei de tentar e eu comecei a dublar. E eu falei, aqui eu me encontrei, eu não preciso aparecer. Eu tô interpretando, tô me emocionando como um ator, porque é isso que eu sei fazer. E aí, recentemente, com essa coisa das redes, eu comecei a postar também. Eu falei, cara...
Eu acho que a gente tem que aparecer, sim. E os dubladores estão fazendo esse movimento. E é muito legal a gente estar aqui hoje, a gente ter sido convidado, eu até agradeço. Porque coloca a gente no lugar de visibilidade da nossa arte também. Porque a gente fica sendo apagado como imagem, embora assim, eu falo, quase todo mundo ouviu a minha voz. Mas ninguém sabe quem eu sou.
sabe, isso é muito engraçado, né então existe também uma certa violência, assim, do nosso apagamento enquanto artista, sabe e desse menosprezo que eventualmente chega na dublagem, então parece que o que a gente faz é menor, e daí quando a gente pega um cara muito fodido, um ator ferrado, e vai lá e ele não consegue dublar, e eu já peguei ator, assim, muito muito bom, que no teste falou assim, eu não sei se eu sou tão bom assim, porque eu não estou conseguindo fazer o que você tá pedindo
Eu falei, não, você é muito bom em fazer o que você faz todos os dias. E eu sou muito bom em fazer isso que eu faço todos os dias. Eu não sei como seria se eu estivesse na frente da câmera. É zona de conforto, né? É zona de conforto. E tem uma pessoa que eu acho bem legal, que eles vão dispostos a trabalhar mesmo. Como já teve casos, até que já colocaram na internet, que o diretor quis tirar. E o cara meio tipo, ah, eu sou fulano de tal, eu faço o que eu quero. E aí o diretor falou assim, ah, então...
eu vou lá cumprir e ficou ruim, que é uma dublagem todo mundo mete o pau e aí é meio maluco isso, então eu acho legal quando as pessoas estão dispostas a trabalhar, isso acontece até com dublador tem dublador que entra tipo, ai eu tenho muito, ai não porque eu tô com pressa entra saindo o cara já entra de costas nada dá pra generalizar na vida mas tem gente que entra, cara, você pede 15, 20 vezes ou que já tem uma fórmula pronta tipo, um dublador que já sabe mas tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que tem gente que
Vai dar certo. Que vai dublar tudo assim e não sei o que. Não, não, nem. Às vezes é bom. A pessoa tem uma fórmula... Dá certo. Todo mundo gosta, mas é a fórmula pronta. É o que ele faz. E aí ele coloca tudo o que ele faz naquele personagem e fica igual a ele. E volta aquela coisa. Aquilo que o Robson falou. Tem Star Talent que é legal e o resultado é ótimo. Como tem dublador que faz um negócio e fala, meu, sensacional. Aí você olha o outro e fala, meu, que porcaria é essa?
Então, tem dois lados. Tanto o de moda do quanto o Star Talent. E eu acho que às vezes... Quem deu esse nome, Star Talent? Ah, sei lá. Eu sei que na pedra... É, muito bom. Uma tela que tem no estúdio, dizendo quem vai dublar em que estúdio. Quando vai no Star Talent, aparece ST. ST. Você não sabe nem quem é. Enigmático. O dia que o meu nome não for mais Tati Kepler-Meyer, for ST. ST.
Eu vou pedir café pra você. Aí tem todos os lances. Você sabe que tem um... Às vezes tem uma comunicação, tipo... Ah, não tieta, né? Não sei o quê, tá? Eu aconteceu de duas pessoas me tietarem. Aí eu falei, pessoal, vocês podem avisar pra parar de me tietar? Não, uma foi com a Tati. A Tati tá... O Thiago Ventura, gente! O Thiago Ventura!
Ele quase desmaiou quando a Ursula saiu. Quando soube que era eu que era o Naruto. E ele mandou pro Endel, eu gosto de você, mas eu prefiro a sua irmã. Aí ele falou, por que você não falou que a sua irmã tava aqui? Aí ele entrou pra fazer uma ref de um filme que o Endel tinha dirigido. Cara, ele ficou uma hora no estúdio, enlouquecido. Ele não conseguia. Aí ele fez o Wilson comigo, posso fazer? Posso não sei o que. Cara, aí eu tive que mandar a Tati pro outro estúdio.
Eu falei, Rodrigo, pelo amor de Deus, manda a Tati pro outro estúdio, senão a gente não acaba a escala.
Aí eu fico brincando. Fala pra eles não me tietarem, por favor, também. Tô certo. Aconteceu com a Fernanda Paz Leme, que ela ficou lá fora conversando comigo. Ela quase teve um treco. Foi por causa do Naruto também? Então, foi assim. Ela tava conversando com o Mauro Ramos, ela tava quase tendo um treco com o Mauro Ramos.
de Amaro Ramo, sai o Pumba. Então imagina, o cara foi, Sakura Matata lá, quase morreu. E aí a gente começou a conversar, que ela tava esperando pra entrar e não sei o que, tá, tá, tá. E eu de boa, não falei nada, quem não sou, porque, né? Aí beleza, aí ela saiu, aí alguém falou, cara, eu tô encantada com as vozes. Eu que foda, você tá falando com o Naruto ali. Não, peraí, tô falando com o Naruto, eu falo, não é possível. E ela é madrinha do filho da... É. Giovanna Eubank.
Exatamente. E eles têm uma disputa entre ela e o padrinho de quem dá o melhor presente. E ela falou, meu, eu não posso ir embora. Eu preciso de um áudio da Úrsula. E eu tava dirigindo. E ela falou, não, eu tenho que ir embora, tenho que ir embora desesperada. Aí alguém foi lá no estúdio e falou, Úrsula, eu falei, Landa, que tá pedindo um favor pra você. Aí eu gravei um vídeo, um áudio pro afilhado dela. Cara, ela falou assim, a...
Cara, chupa, padrinho. Eu ganhei nunca, mas eu vou ser a preferida. Cara, foi... Olha o Naruto falando. Foi sensacional. E foi engraçado. Aconteceu várias coisas. Gente que tava gravando lá me viu, pediu pra tirar foto. E eu falo, caracolos, tipo... E eu não me acho famosa, não acho nada. A Ursula fica irritadíssima em algum... Vocês já viram ela irritadíssima?
Eu já vi a Ursula irritada. Tu já viu a Ursula irritadíssima xingando? Falando uns caralho. Ela não fala. Olha que pena. Ela é tão antiga. Na época que na dublagem não podia falar palavras. Imagina o Naruto e o Goku. Um puto com o outro.
discutindo e xingando um ouro. Eu já vi brava também. Mas o que mais chega perto do palavrão é o putz. Todo mundo tira sal. A única coisa que eu falo é putz. Tirando isso, eu falo, por exemplo, eu tive uma vez um técnico que quase infartou no estúdio de rir de mim. Porque eu tava gravando, dirigindo uma pessoa e a pessoa errando, eu pensei errando. Eu peguei e falei assim, vai catar coquinho na feira.
Meu, o cara... Seu bananão. Ele quase teve um treco. Ele falou, quem é que fica nervoso e manda catar coquinho? Eu falei, eu! Vocês viram falar... Aí eu falei, não é a mesma coisa. Eu falei, gente, mandar tomar banho, fez pra mim, é ótimo.
Não tem problema nenhum. Então o pessoal tira sarro de mim. E você sabe que tem um amigo nosso, o Yuri. Ele foi dirigir um filme lá na Unidub. Você sabe o que ele fez? Ele escalou o filme. E me escalou pra fazer um personagem. Eu entrei, o personagem falava 20 mil palavrões. Só que assim, eu sou atriz, sou dubladora. Não falo na minha vida. Mas sem falar, eu falo. Só que aí, não bastasse... Você fez um banco de dados de... Não, você não sabe? Eu gravei... Você tá desconfortável mesmo, não é? Não.
pra gravar o dublagem, não, porque tipo... Que não é você falando. Exatamente. Pra mim é difícil entender isso, tá? Tá bom. Porque eu entendo que um ator não é o personagem, mas eu não seria um bom ator. Eu seria o cara, me parece, que ia ser sempre o mesmo cara.
Mas aí que louco Aí eu gravava ele Vamos mais uma que entrou barulho Aí ele Agora não rolou, ficou curto E eu fazendo todas as vezes que ele pediu Daqui um pouco eu descobri porque ele fez isso Ele foi chamando a empresa inteira Pra vendo você xingar
É, aí todo mundo me gravava, ele mandava eu gravar de novo. E eu sou obediente quando eu estou dublando. Eu gravei todas as vezes. Ele já tinha salvado a primeira. Já, já. Ele fez isso de propósito. Aí quando chegou no QC, o Rodrigo foi um que eu não tinha visto, o Rodrigo gravou no WhatsApp e me mandou. Sério que você falou tudo isso?
Depois você fala que você não fala palavrão. E pra mim, na hora que eu tô gravando, por mais que não seja eu, eu faço pensando no meu fax, vai tomar banho, caramba. Entendeu? Eu falo bósnia. Eu sou...
Seu bananão. É tipo isso. E você sabe que o Ender sacaneia ele. Às vezes ele faz reunião e ele fala os palavrões. Aí teve um dia que a gente parou na reunião. Ele falou, nossa, desculpa. Eu falei um monte de palavrões. Já falou mais de 12. Você está contando? Eu falei, estou. Para depois chegar na sua aquária quantas palavrões você falou durante a reunião.
chata pra caramba não, não sou chata eu não sou chata, eu vou jogar aqueles quadradinhos, sabe? aí eu fiz isso sabe com quem? Felipe Zilce dublando, Felipe Zilce também fala palavrão pra caramba, aí um dia ele tava gravando comigo, foi cara, eu vou anotar quantos palavrões? eu falo muito palavrão? eu quero saber o seu dossiê aí eu fui fazendo exatamente esse risquinho chegou no final da escala, eu falei isso daqui foi tudo que você falou de palavrão, tá?
Ele falou pra mim, você conta? Eu falei, contei. Pra você saber o quanto você fala de palavrão. Lave sua boquinha. Não, mas aí é engraçado. Porque esses dias ele falou, porque agora ele tem um filhinho, né? E ele falou que outro dia o filho dele mandou um. Eu falei, eu te avisei. Justo. Que criança acaba copiando. Foi verdade, Ju. Eu tenho que prestar atenção. Só que todo mundo te laçava de mim por causa disso. Porque tu não fala nenhum.
Não. Nenhum. Nenhum. Nenhum momento mais irritado da minha vida, eu falo palavrão.
É um pouco de desperdício, né?
Imagina o Naruto puto xingando muito. Nossa. Pô, Goku. Gokuzinho. Gokuzinho, né? Porra, eu acho que... Bom, mas pelo tá bom, o Goku xinga às vezes. Não o Goku. O Gokuzão. Deixa eu falar de novo aqui. O Wendel, que é a voz do Goku, se a gente pedir num churrasco entre amigos, ele vai fazer uma linha como se fosse o Goku xingando numa boa. Entendi. Era isso que eu quis dizer. Não é o Goku xinga no anime.
É, tipo isso, ele vai fazer. É, pra ele é normal. Mas você sabe que o povo é meio... Essas coisas de fazer a voz do Naruto, vocês ficam usando. Eu recebo direto, Demi, assim. Quando vocês amostram em família, vocês falam com a voz do Bob Esponja, do Bob Esponja, do Naruto. Ai, meu Deus. Aí eu falo, não, gente. A gente aproveita pra falar outra coisa, porque eu tenho irmãos também que não dubla. Ninguém fica... Paz, chá! Tô certo! Ninguém faz isso. Meu Deus. É, você imagina. Tipo...
Mas as pessoas acreditam que na minha família, quando a gente reúne, que a gente faz isso. É que a Ursula não é tímida. Você não é tímida, né? Eu sou tímido, né? Parece que não, mas sim. Eu sou muito tímido. E o meu filho tem trazido amigos pra dentro de casa, tipo, muitos amigos. Às vezes entram cinco assim. Ele tem 12. Aí vem cinco amigos assim. Oi, papai, eles vieram te ver. Que maravilha.
Maravilhoso. Aí eles queriam que você falasse alguma coisa. Aí vem os amigos. E como vocês se sentem nessa situação? Ou fala aí alguma coisa. Eu nunca sei o que fazer. O que eu vou falar? Eu não sei o que fazer. Aí eu faço a voz. É que a voz dos personagens que eu faço, quase todos, é exatamente a minha voz. Aí eu falo, oi? Fala alguma coisa com a voz do Sasuke. Essa é a voz do Sasuke.
O que eu falo, né? Cala a boca, seu berna. Cala a sua boca. O amigo acontece do tipo, não, não parece. Eu falo, então tá. Mas só eu, juro. O filho do Robson... Não parece, é ótimo. Que merda. O filho do Robson, o Lucas, ele dubla, né? E teve um dia que eu escalei ele e ele tava jogando. E jogando o game do Naruto. E ele meio que não queria ir pra escala. Ele tava na casa dele, ia gravar na casa dele. Meio que não queria ir pra escala.
Porque ele tava jogando. Porque ele tava jogando. E aí, na hora, a Caminho me contou. Aí, quando ele entrou no estúdio, eu falei, para de jogar, agora vamos gravar. Tô certo. Ele, tá bom, tá bom. Aí, ele gravou. Quando ele terminou de gravar, eu falei, agora pode voltar a jogar. Valeu. Aí, ele falou, a Caminho, disse que ele encantou. Porque eu falei, cara, eu precisava convencer ele naquele momento que ele precisava gravar.
É, bom, pra mim é chocante. Cara, então é meio maluco. E ao mesmo tempo, pro Lucas, ao mesmo tempo que tem isso, é meio normal também na vida dele. Porque ele começou a dublar com dois anos e meio a primeira vez que ele dublou. Por que se dubla com dois anos e meio?
Cara, geralmente é criancinha. Geralmente, com 5 anos, com 5 ou 6, acho que com 6, ele dublou o Encanto, aquele filme da Disney. Encanto é o da Merida? Não, é o da Mirabel.
Não falamos do Bruno Não falamos do Bruno E ele dublou o Winkant O irmãozinho que abre a porta O mais novinho da família Os Madrigal E aí quando ele era pequenininho Eu lembro que ele virou pra um amiguinho dele e falou assim Ah, meu pai dubla o Sasuke e o seu pai dubla quem?
Como se todo mundo tivesse alguém na vida, né? Que fofura. Ah, maneiro. Mas minhas filhas não gostam muito de quando as pessoas me encontram na rua e querem tirar foto. Sério? Quantos anos elas têm? Elas têm 13 e 11.
Não sei, cara. Elas... Elas querem você só pra elas. Cara, elas... Acho que sim. Eu acho que elas acham meio chato só, entendeu? Aí sai de perto e tudo mais. Rola uma história tipo, meu pai tá comigo agora. Ele não é... E elas não... Eu não sou especial pra elas. Tipo, veja, eu não sou o Igor do Flow pra elas. Eu sou o pai delas, entendeu? É que nem pra minha mulher. Eu não sou o cara da... Entendeu? Eu não sou o cara...
sou o marido dela, entendeu? A Melissa, filha do Endel, quando a gente às vezes vai nascer CXP, aí a gente começa a andar e todo mundo fica parando, ainda mais quando tá os dois juntos, né? E aí a Melissa fala assim, ai minha tia, meu pai pelo amor de Deus, não dá pra andar com eles toda hora eles estão parados e aí tipo, putz aí é fogo, então, só que a gente gosta sempre no primeiro Spoiler Night pra eles poderem curtir a gente também, que na teoria só que não é mais isso E aí
A princípio não tinha... Nossa, o último que eu fui... Mas agora os caras estão vendendo spoiler night, toma. Não, o último que eu fui, falei, cara... Cheio. Cheio, lotado. Então é meio maluco isso. E aí é meio... Pra ela, às vezes, ela fala... Ai, minha mãe é gatinho, minha mãe é gatinho. E eu acho engraçado isso.
Porque é aquela coisa, ela não acha ruim, mas ela acha bonitinha. Esses dias ela falou pra gente assim, no dia das manhas a gente tava lá almoçando, ela falou pra mim e pro Wenda, vamos dançar, fazer uma dancinha do TikTok. Ah, que fofa. Achei tão bonitinho. Eu falei, não, vamos. Aí eu vi, acho que eu vi. É, então, aí eu ainda tava meio assim, aí eu falei pra ele, Wenda, vamos fazer.
E eu achei bonitinho porque ela não é de pedir essas coisas. E ela pediu. Aí a gente acabou postando e não sei o quê. Aí eu falo, putz, e pra eles são legais. Você ter os pais conhecidos, você ter os tios conhecidos. Que eu acho que é a mesma coisa que acontece com os filhos deles. A gente é meio famoso de nicho também. Isso é muito diferente. Por exemplo, se você sai, muitas pessoas te conhecem. A gente em determinados lugares. Então normalmente... Mas tu para uns lugares também, dependendo. Tu vai num...
Num evento de anime? Eu não consigo andar. Quando eu fui na Comic Con o último ano, eu não conseguia andar. Eu tentei andar daqui até ali e demorei três horas. Mas assim, normalmente, na rua, ninguém vai me conhecer. Consegue ir no cinema. É, ninguém vai me conhecer. Se bem que esses dias aconteceu uma coisa muito bizarra. Que eu tava no shopping, daí eu tava fazendo xixi, o menino tava do meu lado uns 15 anos, e ele ficava meio olhando assim. Eu falei, o que tá acontecendo, né?
Já fiquei desesperado. Falei, meu Deus do céu, né? Aí eu saí, daí ele fui lavar a mão, ele foi atrás. Você é o dublador, né? Falei, sou. Daí falou, prazer. Falei, tô dentro do banheiro. Calma aí, tá tentando a minha mão. Tô dentro do banheiro. Só um segundinho. Mas assim, normalmente, então a ética é diferente. Porque assim, como você é muito conhecido, então isso acontece o tempo inteiro com você e com as suas filhas. Comigo, não. Então, pro meu filho, eu acho que tem um negócio assim.
Meu pai é especial. Então, quando alguém chega e fala assim, ah, eu queria conhecer o seu pai. Ele sente que eu sou especial. Não é uma coisa que atrapalha todos os dias. É um pouco diferente. Eu cheguei num momento que é engraçado. Não tem um lugar que eu vá.
Não posso desperceber mais. Você é famosa. Eu não acho, mas eu acho engraçado isso. Se é um lugar X, por exemplo, fui tomar uma injeção na farmácia. O cara falou, meu, vou dar injeção no naruto. Falei, é no bumbum do Naruto. Aí eu falei, vou fazer o quê? Tipo, não espera isso acontecer. Comigo acontece o fenômeno contrário. É assim, ó.
Eu te conheço, né? Ah, é verdade. Você não é prima do João? Você estudou naquela escola. Porque eu começo a conversar e a pessoa começa a ter uma familiaridade com a voz. Mas é a familiaridade com a voz. E aí começa. Você é prima de não sei quem. Você estudou com não sei quem? Não, você trabalha. Aí eu começo a rir. Eu falo, não, não sou. É que eu sou comum. Mas eu sei que eu te conheço de algum lugar. E a pessoa fica tipo... Tu não é aquele cara do podcast? Porra, cara.
Eu odeio esse cara, meu irmão. Todo mundo me confunde com esse cara, moleque. É tão bom. Que pariu, cara. Você saca? Você mete essa? Teve uma que eu tava... Essa foi foda. Muito bom, imagina. Então, pra mim, é meio... Os caras ficam me zoando que eu... Que eu... Roleto ali na sorte, né? Quando o cara fala pra mim... Pô, te conheço de algum lugar. Aí vem... Roleto na sorte. Aí teve esses dias, aí deve ter um mês e pouco... Eu acertei um crítico. Que o maluco falou assim pra mim...
Porra, de onde que eu te conheço? Tô famoso, né, cara? Aí eu, porra, mané, do X-Video eu só tô pornô e saí andando.
Que maravilhoso. Incrível. Já pensou? E o cara, tipo... Ficava do lado da mulher. Imagina, está do lado da mulher. É empapelona. O Dex Veed, mané. Só tô pornô. Deixa eu ver como é. Nem falei mais nada. Só sai saindo assim. Mas você sabe o que é o mais engraçado? Eu não sei se eles têm esse sentimento. Comigo já aconteceu muita coisa. Porque às vezes, do nada, alguém para com você. E aí você começa a tirar fotos, várias fotos. Só que é engraçado que tem gente que não conhece a gente. Porque eu tô falando de ninho. Aí as pessoas ficam assim.
Eu tava em Monte Verde, aí eu tava num restaurante, aí os caras começaram a falar comigo, a mesa do lado ficou assim, olhando e gugando, procurando alguém, quem era eu? O meu irmão começou... Aí o meu irmão falou, cara, que doido. Então tem essa coisa às vezes de ficar uma vez, eu tava no aeroporto, uma menina saiu correndo, eu tava entrando no banheiro, e ela saiu correndo atrás do banheiro, atrás de mim. Mas foi antes de eu fazer xixi.
meu, só que todo mundo ficou olhando porque, aí eu fiquei pensando, meu Deus aí o pessoal, quem é? Tipo, e a menina, meu Deus eu quase não consegui descansar e eu fiquei assim, assustado, eu falei, cara e todo mundo no banheiro falou, quem é essa menina pensando, olhando pra minha cara? Então eu fico às vezes sem graça por isso, eu até falo, gente tem um monte de gente que fala, ah, te vi em tal lugar eu fiquei com o vergonha de tirar foto, pode tirar eu não ligo, pode pedir só que é engraçado isso, o que eu fico mais sem graça é que fica uma galera às vezes pensando, né?
Quem é essa mulher? Isso eu acho engraçado. Não sei se você tem esse sentimento. É que nem eu contei pra vocês. O cara se confundiu com o Edu Primitivo. Sim, sim. O cara foi lá, tirou foto, falou isso. Hoje o Uber falou... Cara... Mas ele sabia que era a voz, mas não sabia o quê. A sua voz...
você faz alguma coisa com a sua voz? Você é radialista? Aí eu falei, ah, não, eu sou dublador, eu falei. E às vezes eu fico com vergonha de falar, né? Porque daí a pessoa vai ficar perguntando. Aham, mas o que eu acho... Ah, eu não sei. E dá aquela tela azul e você não lembra quem você fez? Não lembro quem eu dublei. Mas você sabe o que eu acho que é legal, por exemplo, hoje das mídias, exatamente o que você tá falando? Antigamente, quando eu falava dublador, os caras perguntavam, é só dessa época.
Tipo, você dubla que cantor? Eles achavam que é isso. Ou achavam que a gente era dublê. Ah, nossa, você pula do coisa? Não, eu sou dubladora. Eu explicava. Hoje em dia, se você falar que é dubladora, as pessoas sabem o que é. Eles sabem o que é dublagem, né? É. Isso é uma coisa que foi legal. Mas é por causa das redes e por causa de pessoas, por exemplo, como o Wendel.
Que se colocaram nas redes. Porque assim, antes... E existe, acho que, um preconceito na própria dublagem de ficar aparecendo demais. Eu acho que o Wendell quebrou uma barreira aí, viu? Porque na hora que o Wendell, que é uma figura que é muito importante pro mercado, tá? Foi lá e se colocou e se mostrou pro público, parece que deu um aval pra todo mundo. Ah, eu também posso me mostrar. Isso existe, né? Isso existe. Porque existe um lugar aí de...
Não, é bom não aparecer. Uma coisa meio assim, sabe? Muita gente começou também a se interessar a dublar. Sim.
Isso foi uma coisa. Tanto é que a gente hoje tem um elenco que tempos atrás, por exemplo, eu quando dirigi Fullmetal Alchemist, cara, não tinha tanto homem. Tinha 200 dubladores. Tinha pouquíssimo. Cada vez que eu pegava um episódio pra escala, eu falava meu, quem eu vou botar? Ferrou, ferrou, ferrou. Não tinha mais homem. Hoje em dia, você teria um elenco tranquilo, sem precisar repetir as vozes. Cavaleiros do Zodíaco, cada um fazia cinco personagens, sei lá.
É meio maluco, porque o quanto mudou. Interessante mesmo, né? Bom, que bom que a gente tem um mercado muito mais vivo, mas como é que vocês enxergam a chegada da IA? Cara, é um mistério. Porque assim, a IA não chegou dublando coisas ainda.
Ela chegou assustando muito. Chegou assustando, mas porque... Eu não fiquei assustada. Porque existe um pânico... Cara, existe um pânico... Existe um lugar do medo da nova tecnologia como tudo, né? A gente vive uma época de pânico, na verdade, em qualquer lugar, tá? Eu acho que se existe uma palavra ou um sentimento que vai categorizar a nossa época é pânico.
tá? Então, o que é que chega, vem chegar o pânico, e o pânico, pã é esse troço que tá em todos os lugares, né? Então, chegou o pânico da IA, então as pessoas, ai meu Deus, acabou o trabalho, acabou o trabalho. Até agora, a gente não viu um filme inteiro dublado com o IA, isso não existiu. As coisas que a gente viu, as tentativas que a gente viu de IA, o que a gente percebeu? Que a IA não interpreta, e se ela interpreta, ela copia a musicalidade do original, então ela vai dublar tudo assim. 70%, no máximo, né? Eu vou explicar.
Nem as pessoas de verdade, nem todas conseguem dublar sem copiar a melodia do original, o que dirá uma máquina. E a língua portuguesa é viva, toda língua é viva, né? A gente tem, nossa forma de falar é muito diferente pro mundo, né? Você já foi pra fora do país e perguntou assim, como você ouve a nossa língua? A nossa musicalidade, né? Eles falam, nossa, parece que vocês estão cantando. É. A gente tem uma musicalidade muito ampla, o inglês é mais flat, talvez pro inglês a ia seja mais fácil. É.
Todas as vezes a gente tem uma nova gíria, uma nova palavra, uma nova expressão. Então, eu acho muito difícil alcançar. É exponencial? É uma coisa que vai chegar em algum momento? Vai chegar em algum momento, mas talvez não seja como a gente imagine. Aham, concordo. Então, eu vou te explicar porque eu não fiquei em pânico. Porque, justamente nessa transição, a Iuno, que é uma das maiores empresas de dublagem do mundo, foi quando ela comprou a OnlyDub.
E aí eu falei, cara, o cara não vai investir uma grana comprar um estúdio no Brasil que eles não tinham estúdio aqui. Justamente no momento que, tipo, vai parar a dublagem. Então, eu falava muito isso, pessoal. Então, isso não me assustava por conta disso. Lógico que todo mundo pesquisa IA. Eu acho que ela tem que ser regulamentada, porque senão vira zona, né? Por exemplo, já usaram minha voz pra fazer comercial de gás. Tipo, foi... Me mandaram... Com a voz do Naruto? É. Como que falava? Vem tendo gás!
Liga aqui! É só entrar nesse... Sério, a minha voz é a do Manolo pra fazer. Então, eu acho que o problema da IA, eu acho que ela pode ajudar em muitas coisas. Só que ela precisa ser regulamentada. Ela não pode ser a casa da mãe Joana. Eles não podem roubar o seu corpo, sua imagem. Gente, não é só a dublagem.
São dados, nós somos dados. O que a gente tá fazendo aqui agora pode estar alimentando uma IA sobre o que a gente tá brincando, conversando. Então, por isso, a regulamentação é pra ontem. Urge esse momento de... E não é só o nosso trabalho, é de todo mundo. Cartunista, qualquer coisa que... É da vida hoje. Uma pessoa que tá em casa e postou um vídeo do filho brincando, enfim.
É urgente que as PLs que existem já no Congresso tramitando sejam votadas, sejam olhadas. Mas eu não sou contra a IA, não. Não, nós não somos. Eu acho que ela vai chegar. É regulamentário. Mas você sabe que, se não me engano, foi a voz do Goku do Japão, acho que ela vendeu a voz dela.
tipo, ela vendeu porque, tipo, foi pra poder manter sempre o voz quando ela morreu, o personagem continua falando isso é uma coisa que a gente, como dublador, nós lutamos por isso no nosso contrato, nós queríamos uma cláusula que dizia, se for usar a Iá para, nossa voz para treinamento que seja remunerado não é que a gente, ah, não quero imagina, que absurdo, não, mas me pague, porque é uma propriedade intelectual quais são as regras? é, tudo na vida tem que ter regra, né é, tudo na vida tem que ter regra, né
porque senão vira bagunça acho que o pior de tudo é quando quando não tem regra é muito ruim é muito ruim também quando tu pega e simplesmente proíbe né? como funcionar de uma maneira é regulamentando é remunerando é tipo, então eu vou pegar o flow e o flow vai me alimentar uma IA que eu quero que fale sobre isso então você vai receber x% disso porque nós vamos usar sobre os direitos então sobre os direitos
É, mas, por exemplo, tá rolando um troço com a IA, assim, eu sou muito twitteiro, eu gosto de ler Twitter, né? Tá rolando um troço com a IA que, assim, as pessoas identificam o texto de IA imediatamente, porque dá pra ver, e já ficam, ai, com preguiça. Você vê uma imagem de IA e fala, ai... Porque não é humano, né? Cara, na comunicação tem uma teoria que fala assim, toda comunicação começa num corpo e termina num corpo.
então assim, essa comunicação estéreo que não começa num corpo, mas foi alimentado o dado foi alimentado de um corpo, né essa comunicação estéreo, ela não cria empatia o que um corpo faz com outro corpo? a gente olhar e torcer por ele ou querer que ele acabe, que ele se foda sei lá o que, entendeu? e é isso, isso é um pouco de empatia é um pouco de aproximação de vínculo, eu crio um vínculo com outra pessoa, não com um vazio então assim, a mesma coisa vai ter os influencers ou os atores mas depois E aí
A gente vai querer ver essas pessoas, os cantores. E depois, quando você for no show, você vai no show de quem? Você vai no meet and greet de quem pra tirar foto com essa pessoa? Quem você admira? Porque no final, a história da comunicação e das artes é uma busca. A gente fica buscando quem a gente admira que vai falar coisas que vão reverberar dentro da gente. Quem tá falando o quê?
Então eu acho que a IA já barra aí nesse lugar, não é nada, ela é um vazio. Ela vai reconfigurar muitas coisas? Vai. A voz da Discovery, que é só uma informação que precisa estar ali meio traduzida, que não precisa ser super interpretada.
ela pode ser feita com o IA. A labial que a gente adapta hoje, talvez na IA se adapte naturalmente para o nosso idioma, talvez. Eu fiz um jogo que é o Lego Batman, que acabou de lançar. Eu fiz o Robin. E aí, assim, quando a gente faz games, a gente não faz vendo a imagem. Então é no escuro. Você não sabe o que você está fazendo direito. Você só escuta uma voz e faz mais ou menos parecido. E nem sempre é exatamente a mesma meta. É mais ou menos, mas não é. Eu fui ver o jogo e eu falei...
Tá perfeito isso? Aí o que me falaram? Eles reprocessam a imagem com o IA de acordo com a voz da localização. Então eles pegaram a minha voz e a voz de todo mundo e reprocessaram a imagem. Olha só, não é tudo jogado fora. Você entende? É um cuidado que a IA acelerou.
Era um cuidado a ser tomado que com a IA ficou mais barato, ficou mais rápido, não sei o que. Vamos embora. Então acho que dá. Muitas coisas. Talvez no futuro pegue assim vou dublar esse filme aqui, vou passar na IA ele faz meio que tudo e a gente volta revisando o que não ficou bom e faz só esses pedidos. Não sei, pode ser assim. Não sei o que vai ser. A IA é a ferramenta, ela não é o meio. Exato. Ela só é a ferramenta. Isso a gente tem que ter muito claro como seres humanos.
São relações. Então, o que eu quero daí? Eu quero ela como uma ferramenta para que eu, ser humano, possa utilizar.
Gente, aí eu até brinquei uma vez com ele. Eu falei, eu tenho uma teoria lá sobre... Lembra que eu te falei? Sobre padronização. Porque a arte é isso, né? A gente busca a arte e a gente quer ser aquilo que a gente tá olhando. Então a gente precisa tomar cuidado, porque é fácil padronizar. É massa de manobra. Então, como está sendo usada? Como está sendo disseminada? Esse é o lugar muito central. É, muito central. A arte é a fuga do padrão, na verdade.
Exatamente, ela não pode... É uma hora que... É um questionamento do que se padronizou.
só que a IA não vai questionar ela vai fazer igual até o fim ela é uma quebra de paradigma o que te arrepia é uma coisa que você fala não era igual de antes o frio também quando tá quente fica frio agora quando só tá frio a gente não fica arrepiado com o frio aí você precisa olhar alguma coisa que te desperte um calor olha gente aqui é o fogo daqui a pouco vem o Jutsu o Jutsu, o Jutsu, o Jutsu
Tá bom, né? Tem mensagem pra gente, Jean? Bom, antes da gente ir pras mensagens, antes de eu saber o que a galera quer saber de vocês também, eu queria falar aqui dos nossos parceiros de hoje, começando pela Felipe Mead, que é quem faz essa bebida aqui que tá em cima da mesa, que é um hidromel. Você sabe o que é hidromel? É como se fosse um vinho, só que em vez de usar uva no processo de fermentação, usa o mel. E aí dá origem a essa bebida aí, que bom, lá no philipemead.com.br, tu vai encontrar vários sabores e quase todos eles premiados internacionalmente, meu irmão.
Tu sabe quanto é que custa uma lasca de carvalho? Não faço a mínima ideia. Pois é, meu irmão, é coisa fina. E tem lá, em filipemidio.com.br, o Double Walk, que é envelhecido com lasca de carvalho. Maturado com lasca de carvalho, envelhecido é foda. Então entra lá, cara, porque o que tá rolando? É hoje, é hoje? Hoje é o Dia Nacional Livre de Impostos, lá no filipemidio.com.br. O que significa que se você entrar lá...
Tu vai comprar hidromel com preço como se não tivesse imposto. Então, é 33% de desconto direto no produto. E se você usar o cupom FLOWDESTE, tu ainda ganha mais de 10% de desconto em cima do teu carrinho de compra lá. Então, talvez esse seja um bom dia para você ou experimentar ou então...
Sei lá, recarregar a tua adega aí, tá bom? Experimenta lá, filibimid.com.br Não esquece o cupom FLOW10 E se for beber, não dirija Pra beber e pra consumir bebida alcoólica Sempre precisa ser mais de 18 anos E beba com moderação
Bom, eu queria também falar da ACD, cara. Você já deve conhecer a ACD, que é quem faz, por exemplo, o Teleton, que você já deve ter visto aí na TV várias vezes. E a ACD, cara, qual que é a parada da ACD? Eles querem ajudar as pessoas a continuarem se movimentando, tá bom? Então, tem, por exemplo, o Hospital Ortopédico da ACD, que é aqui em São Paulo, que, cara, primeiro que ele não perde em nada para os principais hospitais aí de São Paulo, tá?
segundo, que ele atende as pessoas pelo SUS, por convênio e pelo particular, sendo que a vasta maioria é pelo SUS, tá? E para eles continuarem conseguindo ajudar as pessoas que precisam da ajuda deles, precisa de você ajudá-los também. Então, sabe aqueles 5 merréis ou aqueles 10 merréis aí que tu pode botar para rolo? Cara, entra lá e doa para a ACD que tu vai estar fazendo muita gente feliz e vai estar ajudando eles a continuar ajudando toda essa galera aí, tá bom?
Então, bom, tem o QR Code aqui, o link na descrição para você saber um pouco mais. Vai lá, porque é sempre bom ajudar os outros.
Posso complementar? Pode. Mamãe, ela é todo mês, ela contribui com a CD, a Dona Flora Bezerra, e tem mais, ela já gravou pro Teleton, justamente por ela ser uma contribuinte assídua. Maneiro, maneiro. Então é muito legal. Salve pra Dona Flora, obrigado. Valeu pela moral mesmo, porque de fato é muito importante. Eu conheço uma galera que usa. Sim, é verdade. Não, o trabalho deles é sensacional.
Ó, o crítico Uchiha mandou aqui, ó. Ele é o crítico do Uchiha ou é o crítico? Não, é o crítico. Ele é o Uchiha crítico. Tá bom. Crítico Uchiha. Tá bom. Da sua família, querido. Boa noite. Gostaria de deixar registrado uma indignação.
Chegou o momento DR familiar O Itati tá aqui O Robson não ter uma tatuagem no pescoço Com a marca da maldição Uma grandissíssima sacanagem Mas ainda dá tempo de consertar e melhorar Obrigado Isso foi uma intimação A gente vai desenhar de canetinha Eu não vou deixar o Orochimaru tomar o meu corpo Eu falei Orochimaru Eu lembrei Aquele túnel que eu tive um sonho Aê
Era o túnel do Orotimário. É verdade. Eu esqueci de contar aquela coisa. O sonho era o túnel do Orotimário, cara. Eu contei para ele. Meu, eu entrei no túnel do Orotimário. Irmão, 20 anos de envolvimento com uma obra faz isso, eu imagino.
vez a minha vida. A viagem, o momento da viagem, ela entra no turno. Eu entrei no turno durante o mar. E eu falava, meu, aqui é perigoso. Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia pra apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café, do clássico ao importado, está no pão.
A serpente vai chegar. Tem que ficar espiado, porque do outro amigo só para o seu. Essa história é uma bizarca. Puta que pariu. O Burpler mandou aqui. Que alegria ver a Ursula bem. Conta a história da Genkidama quando você foi internada. Inclusive, você acha que isso ajudou na sua melhora?
Cara, obrigado. Eu lembro disso. Cara, foi sensacional. Com certeza, Jardim. Porque assim, o que aconteceu? Teve uma mobilização gigante no país inteiro. Na verdade, assim, eu... Putz, já chorei muito. Porque todo mundo falava... Você não achava que era amado? Eu falei, não. Eu não sabia. É verdade. Eu não sabia que era triste, Maria. Que eu era tão querida.
quando aconteceu isso as pessoas ligavam, mandavam mensagem eu posso orar pra você? pode orar qualquer um e isso com certeza fez diferença quando ainda foi o pessoal lá do hospital fez questão de fazer e acho que é sensacional e isso acho que fez a diferença isso que me deu força e fora que as pessoas escreviam você é o Naruto, você é o Goku você não pode ser derrotado e... mas eu não sei Tchau, tchau.
E eu acho que fez toda a diferença. Então, mais uma vez, meu agradecimento a todo mundo que orou e continua orando por mim. Obrigada. Legal, maneiro. Genki Dama, né? Bom, é... O Daniel mandou aqui, ó.
A Tati é uma querida. Adoro as dublagens dela. Pergunta pra ela sobre como foi dublar a Aloy. Ela se divertiu. Aloy é do Horizon. É do Horizon. Nossa, foi muito legal. Eu me diverti muito. Eu tenho uma história muito boa com a Aloy. Quando eu fui fazer o trailer, o primeiro trailer, que mandou, né? Foi na Unidub e tal. Mandaram os samples de voz e tal. E eu fui escolhida pra fazer essa personagem. Eu não sabia o que era quando eu cheguei lá. O Wendel falou, ó...
A gente vai fazer o trailer de um game, é um game super grande, da Sony e tal, e é uma protagonista feminina, e o cliente vai acompanhar. E eu tava ruiva, gente, bem mais ruiva, assim, tipo, um vermelho, assim. E aí, entrei no estúdio e tal, e tô lá, e aí chegou o cliente, um gringo e tal, e quando ele olhou, ele falou...
Nós achamos a alói. E aí, falou, posso tirar uma foto? E tirou uma foto minha, mandou para o... Eu estava sem maquiagem, gente. Uma camiseta amarela, ovo, assim, cheguei. Falei, não, pode, claro. Tá bom, deu certo, né?
E aí ele mandou pro escritório e falou, a Aloy é brasileira. E foi muito legal. E aí, tipo, um game sensacional. Espetacular. E a gente gravou horas e horas e horas desse game. Bom, o game é lindo, né? Quem joga tudo. E aí o segundo, o Forbidden West. Pandemia.
E aí, gente, a gente começou gravando presencial e lockdown. E aí eu gravei em casa. Pouca gente sabe disso. E a gente gravava horas do game, porque tinha que entregar. E ficou parado por conta da pandemia, de não saber o que ia acontecer. E até ter uma liberação de pode gravar remotamente. Eu entrava no estúdio, tipo, 8 horas da manhã, eu saía 11 horas da noite. Eu cheguei a gravar arquivo 2 horas da manhã. De, tipo, me mandar e falar...
Meu Deus, achamos cinco arquivos, você consegue conectar? Aquelas coisas assim, de loucura. Eu tinha que ficar com o estúdio fechado, não podia ligar ar-condicionado, porque não podia ter um ruído. Então eu gravava de biquíni, eu saía transpirando. É verdade, é verdade. O Thomas falava, mãe, eu saía tipo, suando assim, tipo, pingando. Mas deu tudo certo, foi incrível. Foi um processo, eu chorei quando acabou.
Era assim, porque era real. A gente estava muito sensível também, muito sensibilizado. E aí assim, puxa, não vai poder fazer, vai poder fazer. E aí a voz original tinha barulhos do home studio da garota. E depois falaram, não, ela gravou uma parte no home e depois mandaram ir para o estúdio, enfim.
E aí a gente fez tudo. E foi com o Pedrinho, foi com o Lai de Lis. Eu dublei com todo mundo. Com todo mundo eu fui fazendo game. E tudo era muito sincronismo. Porque fazer game é bem diferente de dublagem. A gente ouve e grava, ouve e grava, ouve e grava. E aí você tem uma referência de uma imaginação da cena que tá acontecendo. Você não tem exatamente as ações.
E aí quando a galera me manda, pô, eu adoro a Loi e tal, e as ações, e me mandam, e eu vejo montado ela nas máquinas e tudo mais, nossa, é de arrepiar. Então foi muito divertido. Ó, o Narutinho mandou. Sasuke, esse negócio de assistir filme dublado pra poder ficar mexendo no celular é coisa de quem tá com o cérebro derretido, hein? Acho que é sequela do Sopranal.
Será que não foi um jutsu mil anos de dor? Pode ter sido. Mas cara, essa coisa de... Eu volto a dizer assim, essa coisa sobre a recepção, o jeito que a gente assiste aos filmes, né? É muito... Eu gravei um vídeo pro meu Instagram recentemente falando sobre isso, né? Que as pessoas relacionam muito a dublagem com uma incompetência cognitiva às vezes. Aí você assiste dublado porque você não sabe ler. Você assiste dublado porque você não vai ouvir no idioma original.
Não, assistir dublado é uma modalidade que você escolhe assistir, sabe? E daí essa coisa muito purista do cinema, né? Então a gente vai cair por terra com algumas coisas. A legenda, por exemplo, ela te desvia de olhar a imagem. A imagem ela é circular, você olha assim pra onde você quer, você escolhe o ponto. Na hora que vem uma legenda, tenta assistir alguma coisa em português, uma coisa brasileira, com legenda em português. Você lê a legenda.
Porque a gente tem uma mania de procurar uma coisa que tem uma ordem histórica, que é uma linha. Então a gente para de olhar circularmente para procurar uma linha, sabe? Então assim, já cai por terra aí, né? E assim, o áudio original perde o áudio original. O áudio original da cena já foi perdido, já a gente estava falando sobre isso, ele foi reconstruído, né?
Então, assim, são maneiras, né? E as vozes, quando a gente escuta as vozes em português, agora eu vou defender a dublagem porque eu sou o novo presidente do sindicato. Quando a gente escuta as vozes falando a língua que a gente fala, porque eu falo inglês e, eventualmente, outras pessoas falam outras línguas, né?
Mas tem uma língua que é a língua materna. E chama língua materna porque tem a ver com a voz da sua mãe que você ouviu primeiro dentro do ventre dela. É uma voz e uma língua que te toca em lugares que as outras não vão tocar. Ah, mas eu penso em inglês. Mas quando vem a voz falando em português, ela traz uma carga afetiva diferente. Então, assim, a dublagem, ela traz esse lugar... Uma dublagem bem feita. A nossa coisa. Sim, sim. A dublagem traz esse lugar que você fala...
ok, eu tô assistindo e tô tranquilo. E pode ir cozinhar o seu feijão enquanto você estiver assistindo o seu filme, porque em casa, isso é o modelo de recepção, em casa não é o cinema. Quando a gente vai pro cinema, desliga a luz, a gente vê uma tela, só um ponto de luz, e fica olhando pra aquela tela. Em casa tem a sua mãe te chamando, tem o seu celular, tem o feijão que tá cozinhando.
Sei lá o quê. Às vezes não tá tão importante assistir aquele filme. Talvez no cinema você levantasse, porque o filme não é tão bom, eventualmente. Você só fica ouvindo. Então é um jeito de assistir. Você tem que assistir assim? Não, você assiste como você quiser. Língua também. É a identidade, né, gente? Mas eu vou tocar no assunto que você tocou aí do Supla. Você sabe que ele fez o... Máscara? Teve um filme que ele dublou no Máscara.
Isso. Esse filme, o cliente achou tão bom que só foi dublado pro cinema. Não foi legendado. Não.
É. Foi o Wade que dirigiu esse filme. As animações da Disney você não encontra legendado no cinema. É.
Por isso que eu falei. E o cara adorou a dublagem. Então é meio maluco isso. Eu não lembro da última animação que eu vi mesmo legendado. E outra coisa que o Robson falou também sobre a legenda. Cara, tente assistir Jumande legendado. Você perde pelo menos uns 25% das coisas que acontecem. Porque cada hora que você joga o dado, acontece uma coisa. Você que tá lendo ali, já foi. Então você perdeu a emoção. Mas se você for muito espertinho e conseguir ler a legenda e ver todas as imagens...
Que bom. Não, gente. Mas às vezes eu quero assistir mais relaxado. É livro, gente. É livro. Volta pros livros, por favor. Mas às vezes a gente quer assistir mais... Mas às vezes a gente quer assistir só um pouquinho mais relaxado também. Eu não quero assistir, tipo assim, como se eu tivesse lendo Dostoiévski. Justo, né? Justo.
Ó, o Lucas Mazi mandou a última aqui. Robson, fiz um vídeo dublando você em um vídeo em que você diz... Cala a boca, Naruto. Eu não vi. Você até chegou a comentar. Comentei. Queria saber qual a sua opinião sobre o pessoal que imita a voz de dubladores. Eu achei demais o seu vídeo. Eu achei que, na verdade, é uma homenagem. Uma pessoa pegar um vídeo seu e dublar é uma baita homenagem, né? Eu sou dublado pelo Sasuke e por você agora também.
Você sabe que você falou um negócio? Lembra do Cacete e Planeta? Que tinha uma cena que eles dublavam. Aquilo foi uma homenagem à dublagem. Porque os caras faziam meio mal dublados. Exatamente. E teve alguns dubladores que ficavam bravos. Na verdade, eles fizeram uma forma engraçada, porque era uma comédia, mas foi pra homenagear a dublagem.
Mas assim, eu acho que as pessoas que imitam a gente, eu acho que tudo isso é uma homenagem ao nosso trabalho. Significa que o nosso trabalho significa pra eles. Sim, que o cara gosta do nosso trabalho. Porque se passasse batido, ninguém ia ficar tentando imitar a nossa voz. Gente, quantos eventos que a gente vai, que a pessoa fala assim, fala aquela frase, a pessoa sabe a frase direitinho. É.
Nossa, decorou. E ele tinha um vídeo no YouTube, assim, eu juro, tinha assim 400 mil views, que era como imitar a voz do Sasuke Uchiha. Não, já viu o WikiHow? Sabe o que é o WikiHow? O WikiHow é tipo as pessoas, elas ficam ensinando outras pessoas a fazer coisas lá. Se o Jean tiver de boa vontade, ele consegue te mostrar uma coisa muito interessante no WikiHow, que é como ser o Sasuke. Como ser o Sasuke? Aí tem o cara que diz, não.
Você tem que agir assim, tem que agir assado. Não pode sair muito no sol. Entendeu? Olha aí. Comportando-se como... Com desenhinho. Regras de etiqueta. Fique frio e seja altivo. Vê se você concorda, Robson. Volta ali, Jean. Sasuke é calmo, frio, diferente, cruel, cínico, um pouco sarcástico e meio arrogante.
Em outras palavras, ele age com uma superioridade legal que vem de sua confiança e de seu poder. Se quiser agir como ele, você vai precisar externar essa sensação de superioridade. Eu acho que é ao contrário. Ele tem essa coisa de superioridade pra ele esconder a sensação de não confiança e de poder fraco que ele tem. Porque no fundo a gente mostra aquilo que a gente é ao contrário. Olha, ficou puto com o que eu disse.
Fique sempre inquieto. Tem que estar com a mão no... Sim, sim. Misterioso. E esse aí. Seja esperto. Seja esperto. Você é esperto e sabe disso. Ah, mas bonitinho. Ele estude bastante. Estude bastante. Olha lá. Seja quieto. Seja quieto. Você não é. Às vezes o Naruto fica... É o Sasuke.
cala a boca. Dependa de você mesmo. Dependa de você mesmo. Aí parte 2, parecendo Sasuke. Aperfeiçoe o olhar mortal famoso de Sasuke. Faz aí, faz aí o olhar mortal famoso.
Robson, você já perdeu o saco quando falou seja quieto. Seja quieto. Seja azul e preto. Olá, preto. Boa. Arrume o cabelo com a parte de trás espetada. A parte de trás não tem muito, gente. Então tô menos aqui atrás.
Cuide da pele. Pálido e penetrante. O rosto do Sasuke é como um pedaço de mármore. Tente minimizar sua exposição ao sol e mantenha uma pele saudável com hidratante e sabonete para acne. Com sabonete para acne. Caraca. Entre em forma. Legal essa daí, né?
Agora, dando o próximo passo. Aprenda a falar japonês. Aprenda a falar japonês. O que mais? Estude uma arte marcial. Estude um manejo de espada. Pratique ser ambidestro. Eu não sabia. Ele também não. Deve ser. Como alimentos leves e saudáveis. Estamos chegando no final. Fale como Sasuke. Fale como Sasuke. Meu nome é Sasuke Uchiha. Esse eu consigo falar, né? Cara, ele só o bolso. Pronto, check. Garotas e garotos podem acabar se sentindo atraídos por você. Não.
Podem ocorrer brigas. Haja como se não ligasse, como se isso acontecesse o tempo todo. Mãe de todos falarem a boca. Calem a boca. Gente, eu não sabia que existia isso. Existe. Gostei. Pois é, existe tanta coisa na internet que a gente é perfeito. Essa que é a verdade. A gente não faz ideia que existe.
Bom, gente, muito obrigado pela moral. Obrigado pela presença de vocês todos aqui. Eu me diverti bastante. Cara, são 11h15, tá? Mas você sabe que a gente costuma ser expulso dos lugares. A gente sempre é expulso. Vocês vão apagar a luz e mandar a gente embora? Deixa eu manter essa tradição, porra. Apagar a luz e mandar a gente embora? É desligar a luz e a gente continua aqui conversando, né? Ou tudo que os caras reconhecem a gente nos restaurantes, aí fica assim, arrumando as coisas, e os caras não têm coragem de falar, a gente começa.
As cadeiras já em cima da mesa. Só que normalmente, como eles conhecem a gente, o trio, aí os caras ficam sem graça de mandar a gente embora. Conhece você, depois a gente, o trio. Bom, obrigado pela moral. Ursula, essa daqui é a tua câmera, se quiser falar alguma coisa aí pra finalizar. Cara, adorei estar aqui, muito obrigado pelo papo, foi muito gostoso. Nossa, só quero agradecer, porque foi divertidíssimo. Valeu, obrigado. Faltam umas bolinhas de queijo, mas tudo bem.
A gente arruma. Brincadeira. Pelo menos pra uma próxima a gente arruma uma bolinha de tudo. Não, deixa eu saber. Mas foi muito legal, muito divertido. Só que tinha muito assunto, que a gente acabou nem falando do game, como é que é o game. Calma, a gente não vai morrer amanhã, né? Vocês já passaram por tudo que vocês tinham passado. Já foi a nossa vez. Começou a expulsão. Ela quer falar, ele quer.
É mais ou menos. Ele vai pegar aqui daqui a pouco o microfone e tá sumindo da minha cara. Mas, gente, obrigado por terem ficado até aqui. Espero que vocês tenham gostado. Tô certo! Boa. Bom, Robson, essa daqui é a tua câmera.
Gente, queria agradecer, queria agradecer a vocês por terem convidado a gente, porque é muito importante a gente ter esse espaço de visibilidade, porque o nosso trabalho é tão escondido, às vezes a gente não tem noção de que tanta gente vai ouvir, porque a gente entra no estúdio só a gente, o técnico, o diretor, três pessoas ali, e de repente um milhão, nove milhões, sei lá, todo mundo ouviu a gente, a gente não tem noção dessa proporção.
Então eu quero agradecer a vocês, eu quero agradecer a quem acompanha o nosso trabalho, quem assistiu o episódio de hoje, mas que já acompanha o nosso trabalho de antes também, a gente faz com muito amor e carinho pra todos vocês, continuem nos imitando, podem nos imitar, tá bom? E é isso, Sharingan! Muito obrigada, aquela é a minha, então muito obrigada mais uma vez por ter convidado.
o nosso trio, nossa equipe 7 que é verdadeira de amigos aqui foi muito bom estar aqui e poder falar um pouquinho agradecer as pessoas pelo carinho porque é um carinho que a gente realmente recebe todos os dias às vezes a gente demora um pouquinho pra responder ali na internet, mas são mensagens carinhosíssimas são pessoas que tem um amor por nós pelo nosso trabalho e que vem a representação desse trabalho
ser uma... Nós somos o que eles podem pegar, na verdade, né? Então, assim, a Sakura existe em mim e eu sou muito, muito grata por todas as personagens do meu tativerso e eu amo demais poder trabalhar com isso, com essa arte. Então, muito obrigada ao Flow por ter convidado essa equipe set pra gente poder falar um pouquinho. Legal. O papo muito bom. Chame de novo porque teremos mais histórias.
O que não falta é coisa pra falar. É história. Antes de terminar... Desculpa aí. Desculpa. Não, não, não. Não tira o microfone. Não tira o microfone. Não apaga a luz, pelo amor de Deus. Não, não, não. Não apaga, não apaga. Não, deixa eu falar. Ó, na boa, hein? Ó, hoje você consegue ter o trio Naruto no seu evento, qualquer evento.
Então não só aqui, estamos juntos fazendo vários eventos pelo país. Então pode convidar a gente, entra lá, manda DM que a gente dá os contatos. Isso é importante, tem que vender o nosso peixe. Importante, com certeza. Tem que vender o nosso peixe. Eu falo mais uma coisa, mas eu tô preocupada que o microfone saia. Não vai sair não, vai lá.
Entendi. Não, mas é sério. Tipo, acho que é muito legal mesmo a gente poder ter esse espaço de vir aqui e conhecer um pouquinho mais a gente. E tipo, o trio Naruto tá aí e estão disponíveis pra viajar o mundo inteiro. E a gente tem muita fofoca. Sim. Muita fofoca. Muita fofoca. Se vocês quiserem saber, a gente conta. O que move o mundo é a fofoca. Tá mesmo? Conta porra nenhuma.
conta. Aqui você dá uma espremidinha, sai, já percebeu, né? Você foi falando... Às vezes a gente conta o milagre, mas não conta o santo. É, bom, por exemplo, eu achei que fosse ter um pouco mais de pudor em alguns momentos pra falar de umas questões mais espinhosas, mas não teve, não. Não, agora é só que o Robson virou meu, hein.
o assopra que só a gente sabia quero nem ver quantos temas serão sobre isso mas essa história é muito boa ela merece ser contada ela tem que ser difundida eu imagino o Saski assopraram assopraram o meu cu e por isso eu chorei
Você viu que o pai não assopraram. Assopraram o meu cu e por isso eu chorei. Próximo filme. Lançamento no cinema, Zendred. Tá chorando por quê, cara? Sopraram o meu cu e por isso eu chorei.
Valeu, cara. Valeu, gente. Muito obrigado. Vocês que assistiram aí, segue os caras. A gente vai deixar tudo aqui no comentário fixado para vocês chegarem muito facilmente com um clique só se estiver assistindo aqui no YouTube, tá bom? No mais, entra aqui na descrição. Tem lá o Discord para você sugerir novos episódios, novos convidados também. E vira membro do Flow, cara. Custa menos de R$8,00. Não dá nem para comprar uma seda, tá bom? Então, um beijo e até a próxima. A gente se vê depois.
Tô certo. Pô, mas a gente queria fazer um vídeo.