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PEDRO PAULO - Flow News #076

30 de setembro de 20261h25min
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Participantes neste episódio2
I

Igor 3K

HostComediante
P

PEDRO PAULO

ConvidadoCandidato ao Senado
Assuntos5
  • A crise multifacetada do Rio de Janeiro e a necessidade de mudança políticacrise fiscal e dívida do estado·criminalidade e domínio de grupos armados·infiltração do crime na política·afastamento de governadores por corrupção
  • Propostas para a reforma do Supremo Tribunal Federal e do sistema judiciáriomudança na forma de entrada dos ministros·idade mínima e mandato fixo para ministros·código de conduta para o STF·fiscalização do CNJ sobre ministros·limitação de decisões monocráticas
  • A necessidade de reformas estruturais no Brasil para melhorar a gestão públicareforma do orçamento e transparência·questão fiscal e dívida pública·reforma administrativa e privilégios·melhoria da educação e saúde públicas
  • A polarização política no Brasil e o papel do centro na moderaçãopolarização entre Lula e Bolsonaro·achatamento do centro político·diferença entre centro e centrão fisiológico·visão de centro mais ideológica e equilibrada
  • A importância do Senado e a invisibilidade da eleição para o eleitor fluminensefunções do Senado como casa da federação·poder constitucional do Senado·desinteresse do eleitor do Rio de Janeiro·impacto da eleição do Senado na vida das pessoas
Transcrição115 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
I3Igor 3K

Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com Pedro Paulo, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Tudo bom, cara?

PPPEDRO PAULO

Obrigado, Igor, prazer.

I3Igor 3K

Primeira vez que a gente se encontra. É papo de carioca, tu falou que nasceu no Caxambi, que foi onde foi o último lugar que eu morei. Tu falou que a Vira e Mexe tá ali no Magnatas, que é na rua onde eu morei muito tempo também.

PPPEDRO PAULO

Amanhã no Magnatas, os taxistas conferências lá, tô sempre lá, pô.

I3Igor 3K

Maneiro.

PPPEDRO PAULO

Sou do Caxambi, né, ali pertinho.

I3Igor 3K

Tem que trocar ideia com os cara dali mesmo, né?

PPPEDRO PAULO

Tem.

I3Igor 3K

Pois é, porque nesse caso assim, até então tu era deputado federal. Sim, né? Nesse momento tu é deputado federal.

PPPEDRO PAULO

Isso, mandato até final, até dezembro.

I3Igor 3K

E aí, portanto, faz parte da tua vida, ou deveria fazer, tá ali mesmo trocando ideia com esses cara.

PPPEDRO PAULO

Sim, sim, sim. Até porque a base da minha eleição é mais total, né, para deputado federal. Agora, Senado é outra coisa, Senado é majoritário, né, o estado todo. Então assim, essa é uma região que eu tenho muito, muita presença ali, né, Rocha, Caxambi, Meia, né, muito trabalho. Eles têm, deputado não tem jeito, né, você tem que fritar o peixe e manjar o gato, né. Você tem que estar ali olhando, legislando, mas você tem que estar final de semana na rua, próximo do eleitor, porque ele também te cobra, né.

Vida de político cobra tudo, né, vai É do nascimento a sepultamento, é Pix, é problema, é asfalto, é poda de árvore, é proposta para leis. Enfim, é vida de política, é clínico geral, não tem jeito.

I3Igor 3K

E aí tu tá fazendo, é a primeira vez que tá em campanha para Senado?

PPPEDRO PAULO

Primeira vez.

I3Igor 3K

Bom, mas tu já tá na vida pública há um tempo. Sim, né? Essa primeira vez para o Senado é porque tu tá sentindo, tu quer mudar o que tu quer, o que tu quer fazer, o que Por que que agora tu vai tentar o Senado?

PPPEDRO PAULO

Sim, eu acho assim, Igor, tem uma, uma, o Rio tá numa crise sem precedente e diferente de todas as outras que a gente viveu, né? Porque o que que tá acontecendo no Rio? Que que, ah, o que que mudou? A gente já foi para o fundo do poço algumas vezes, mas dessa vez tem algo que eu acho que é completamente diferente. O problema de grana fiscal escalou. A dívida hoje do Rio de Janeiro é a maior do Brasil, né, dentre os 27 estados.

Mesmo fazendo plano de renegociação, continua. Então essa crise gerou uma paralisia do Estado, presença do Estado, investimentos, infraestrutura, saúde, educação. Então esse é um problema. Segundo problema, crime. A criminalidade do Rio tem uma coisa igual assim que não tem nenhum outro estado da forma que tem. A gente tá até exportando esse modelo, que é um perigo, que que é essa coisa de domínio de território por grupo armado, né, milícia, tráfico, chegando no Nordeste.

Tu tá dizendo, não é indo para Bahia? Bahia talvez seja o estado que mais tem importado esse triste modelo, né, da insegurança, do crime que acontece, do problema que acontece no Rio. Se a gente pegar assim, isso é dado público, né, 4 milhões de pessoas que vivem na região metropolitana é tão sobre o controle ou influência desses grupos, né? Milícia, tráfico, narcomilícia, né? Porque já tem essa modalidade também de um se juntando com outro, que seria uma evolução natural, né, cara?

I3Igor 3K

Não é, a gente foi deixando as coisas acontecerem, vai pactuando, né?

PPPEDRO PAULO

Porque, por exemplo, você pega numa comunidade que tá dominada, o cara mete a barricada, aí dentro da barricada o que acontece? Além dele, dele no passado, ele continua assim, mas ele controla droga, né? Ele começa a entrar, ele começa a controlar também os outros negócios dentro da comunidade. Por exemplo, ele vê lucro não só no gás, na internet, mas ele começa, o fornecedor da farinha para fazer o pão da padaria, ele também controla esse produto que chega, né?

Ele quer ser o fornecedor ou no mínimo cobrar, tá? Então assim, virou um grande negócio. Assim, tem uma coisa do Comando Vermelho do Rio, TCP, é que eles tinham esse controle da droga, do território. Eles começaram a olhar também uma sofisticação com o PCC, né, de entrarem negócios formais também, virar sócios de negócios formais. Por exemplo, lá no Rio de Janeiro, como tem em São Paulo também, tem a questão do combustível. Mas esse é o segundo ponto: você tem o fiscal, você tem o crime com essa característica, né, de controle de território.

Mas o terceiro problema, que é a maior crise, é o seguinte: esse crime aqui do Comando Vermelho entrou para dentro da política, entrou no Palácio Guanabara, entrou na Assembleia Legislativa. E aí isso também é algo que diferencia essa crise do passado. Você tinha crise antes do colarinho branco, da corrupção pura, né? Do crime, daquela corrupção, desvia dinheiro, cobra o percento e tal. Agora não, agora é o crime, é essa organização, representantes do crime eleitos, eleitos.

O Cláudio Castro, governador, ele teve 5 secretários que foram presos por envolvimento com Comando Vermelho. Isso é muito grave, isso é muito grave. Então assim, e da área de segurança Então é um pouco essa prova. O presidente da Assembleia, o tal do Bacelar, o sujeito tá em Mossoró, um presídio de segurança máxima, por 3 crimes. Um deles, associação ao crime organizado. Assim, é muito grave. O candidato, o tal do Douglas Ruas, que é o candidato dessa máfia, né, ele tá com uma investigação também, além de corrupção, peculato, organização criminosa.

Então assim, olha a gravidade, a profundidade da crise que o Rio tá vivendo. Então, voltando à tua pergunta, por que ser senador? Porque a gente não pode dispensar nenhum espaço de poder, porque a gente acredita que a política é o passo principal para a gente virar a página. Então, por isso que o Eduardo é candidato a governador, largou a prefeitura no 4º mandato. Por isso que eu deixei de concorrer ao meu 5º mandato como deputado para concorrer ao Senado, porque o Senado também, Igor, É um baita espaço de poder que você pode ajudar.

I3Igor 3K

Você pode ajudar. Era aí que eu queria, que eu queria que você chegasse, na verdade, porque essa construção que tu fez é toda verdade. Realmente a gente tem lá no Rio de Janeiro um caso diferente assim dentro do Brasil, né? Lá a gente tem uma, se a gente for pegar os últimos governadores do Rio de Janeiro, todos têm ali Né? Então, o que um senador ele consegue, em que medida fazer alguma coisa com isso? Porque me parece que você tá me falando que assim, a gente tem nesse momento candidatos que, né, então tem um, teria um envolvimento.

PPPEDRO PAULO

Isso tem assim, esses caras, é investigação que ele tá respondendo, tá respondendo uma investigação.

I3Igor 3K

Então, aí, mas esse cara é um candidato cotado, é isso, é sobre isso.

PPPEDRO PAULO

É sobre isso que a gente tá vivendo no Rio de Janeiro. O sujeito tá ali com evolução patrimonial. Você imagina que o sujeito candidato, em 2, 3 anos, ele tem uma evolução patrimonial milionária, né? Tá com investigação sobre contratos que foram feitos na secretaria que ele foi gestor. Assim, é um conjunto tão grande tão grande, assim, que assusta, né? Porque é o mesmo sistema funcionando, né? O mesmo sistema funcionando que tá 8 anos no estado querendo se perpetuar, né?

Querendo se perpetuar. E é difícil você— não é simples você romper isso. Nós estamos lá no Rio de Janeiro, Igor, vivendo um estado de exceção constitucional. A gente, a gente hoje a gente tá achando um pouco trivial, tá passando por cima disso, porque quem tá comandando o estado tá até fazendo um bom trabalho, que é o desembargador Ricardo Couto. Mas é uma exceção absoluta da Constituição. O Cláudio Castro foi afastado, ele teve que sair correndo pela porta dos fundos porque ele destruiu a cadeia sucessória dele, foi afastado por corrupção, cassado por corrupção.

E aí assume o presidente do Tribunal de Justiça. Isso nunca aconteceu nos estados brasileiros.

I3Igor 3K

Você tem um governador que é eleito, era para ser, Pedrão, rapidinho, era para ser, bom, tem o governador, aí o governador não tá vice.

PPPEDRO PAULO

Vice, depois o presidente da Assembleia. Aí só que aconteceu o seguinte, eles afastaram o vice, né, afastaram o vice sob ameaça, começaram a entrar com uma operação de dossiê contra o vice, aí jogaram o vice para o Tribunal de Contas. E aí quem era o que ia ser o escolhido? O presidente da Assembleia, o tal do Bacelá, o que tá em Mossoró, né, preso, tripreso, né. Então era esse, era esse o esquema que tava montado para continuar essa máfia tomando conta, entendeu.

Então é por isso que a gente aponta, cara, que por isso que a gente aponta assim, olha o tamanho da gravidade. O Rio não é para amador. A gente fica falando assim, cara, é muito grave o que tá acontecendo. Eu tô falando aqui já depois de algum tempo na vida pública, eu nunca vi uma crise, uma desfaçatez gigante. E mais, e tem um problema, Igor, que é o seguinte, a gente tende, acho que isso não é exclusivo do Rio, mas acontece no Rio.

Imagina o Rio de Janeiro, Rio de Janeiro é o segundo estado do país em termos de população. Fica ali com Minas, a gente disputando filigrana, mas é, o Rio é o segundo, quase segundo estado em população, segunda economia, né? E quando a gente olha eleição para o governo do estado, com tamanho desse problema, a gente coloca a eleição meio subalterna da eleição nacional, né? Por exemplo, tá lá o Eduardo à frente, muito mais pela, não é porque o Eduardo apoia o Lula, tá com o Lula, mas aí você tem esse candidato Douglas Jus, tá crescendo Porque as pessoas estão no automático.

Não é Bolsonaro, então eu vou ser Douglas Ruas. E não tá olhando nada a discussão do que é importante pra gente virar essa página. Então assim, é grave, é grave, é grave. E eu acho que assim, o ponto de virada vai estar na mão do eleitor.

I3Igor 3K

Vamos falar do cenário que tu vai encontrar, caso eleito, lá no Senado. Mas antes, deixa eu falar aqui do parceiro que tá com a gente hoje, que é quem faz essa camisa que eu tô usando, que é Insider. E a Insider, cara, que tá com a gente aqui há um tempão, tem no DNA algo que é bem parecido com a gente, que é a gente tá aqui para proporcionar o diálogo, a gente tá aqui para propor conversas e fazer você tentar te ajudar a olhar as coisas de um ângulo diferente, portanto pensar diferente, né?

E a Insider, que é patrocinadora oficial do Diálogo Inteligente, tá com a gente nessa, inclusive quando a gente tá falando de política, quando a gente tá falando de educação política ou do cenário que tá acontecendo no Brasil. Então, basicamente, valeu Insider pela moral, obrigado por estar com a gente. E eles mandaram um presente para você, que tu sabe, Pedro, que não é— é de fato muito obrigado Insider por estar com a gente nesse projeto, porque como a gente acredita que o diálogo é muito importante e que fazer isso daqui tem mesmo um ganho social, ter o apoio de empresa, de uma empresa que já é nossa parceira há um tempo como a Insider, Ajuda bastante.

PPPEDRO PAULO

É bom que o corte é pequeno, né? É bom que eles mandaram um G aqui, eu tô mais magrinho, né? Igual você, né?

I3Igor 3K

A gente troca.

PPPEDRO PAULO

No caso, eu acho que tá valendo.

I3Igor 3K

E aí vamos dizer que tu, aí tá bom, caso eleito, cara, tu vai encontrar, tu vai encontrar lá um cenário que assim tem o Rio de Janeiro nessa profunda crise que você tá descrevendo, mas tem uma crise enorme também nesse grau, nesse patamar um pouco maior, se a gente for para o Brasil, né? Então você vai encontrar lá o Senado sendo bastante pressionado para lidar com a crise no Supremo Tribunal Federal, né? Vai encontrar isso, entre outras coisas.

Só como é que tu vai conciliar o que tu tá dizendo que é a tua, que é o teu objetivo de ajudar o Rio de Janeiro, é com o cenário que tu vai encontrar de um Brasil numa crise tranquila? Também é, na minha opinião, a maior crise Sim, sim, a gente já viu.

PPPEDRO PAULO

Vamos lá, assim, o Senado tem duas principais funções, né? Uma é o que a gente chama na ciência política, é a casa da federação, né? É uma eleição majoritária, são 3 senadores. O Acre tem o mesmo número de senadores aqui de São Paulo, que tem do Rio e tal. Então o funcionamento, né, que prevê na Constituição do Senado é muito essa, é colocar na mesa a federação. Resolver os problemas aqui, corrigir as desigualdades que existem.

Por exemplo, Rio e São Paulo são estados mais ricos, então a gente é muito mais repassador de recursos, né, para o Nordeste, para o Norte. Então tem essas, essas pelejas da federação, trata o Senado também, né. Você tem uma outra questão que é a Câmara Alta, que a gente, a função Câmara Alta do Senado. Por quê? Porque a Constituição deu um poder pro Senado, que é muito maior do que a Câmara dos Deputados, né? Seja pela forma de entrada, seja pelo tempo, 8 anos, né?

Seja pelo alguns, algumas obrigações, prerrogativas constitucionais que a Câmara não tem. Exemplo: sabatinar, vetar, nomear, dar impeachment de ministro do Supremo, até embaixador o Senado tem esse poder. Então isso é um, isso aumenta a responsabilidade. Outra responsabilidade, como são menos senadores, e aí o Senado também funciona como revisora da Câmara e vice-versa, você, 81, tem mais poder do que 513, né? Você aprovar um projeto no Senado, né?

Você mexer num projeto que veio da Câmara no Senado é mais, você é mais forte como senador para fazer isso. Então, enfim, dito isso, Realmente você tem, esquecendo um pouco o trabalho que a gente pode fazer pelo Rio, você tem que discutir o tema nacional. Crise é nas instituições, né? E não é só no Judiciário não, tá? Você tem uma crise também no Congresso, na Câmara, a questão, e no Senado, a questão das emendas, a questão das transparências, orçamento secreto, né?

Ninguém tá livre disso. Do governo, no Executivo, tem que fazer o Estado funcionar melhor, né? Como é que a gente atende lá na ponta, lá no hospital, né, na escola a gente consegue melhorar, fazer o recurso aí de Brasília e chegar melhor para quem interessa, né, no Rocha, né, na clínica da família no Rocha, na Vila Olímpica. Então assim, e tem o problema do Judiciário, que aí é o problema do Judiciário, eu acho que chegou na tampa.

Eu acho que a gente precisa urgentemente, o novo Congresso, especialmente Senado, liderar essa discussão. Como é que você é melhor? Como é que você reforma o STF, né? Agora, a gente tem que marcar uma diferença. Eu assim, existe aquele sujeito que vai lá para o Senado só para, não, quero tiro, porrada e bomba, eu quero caçar esse ministro porque eu não concordo com a decisão dele, eu acho que ele extrapolou. E tem aquele que entra ali, que é o meu caso, que fala assim, ó, o problema é muito grave, só que como é que a gente vai resolver?

A gente vai resolver reformando o sistema. Como é que a gente reforma o sistema? Por exemplo, a gente precisa urgentemente mudar reforma de entrada dos ministros.

I3Igor 3K

O que que propõe?

PPPEDRO PAULO

Idade mínima, aumentar a idade mínima e colocar o mandato. E não pode ser as duas coisas separadas, tá? Porque se você coloca só o mandato, vamos dizer que você coloca o mandato e mantém a idade mínima de 35 anos, o cara fica ali. Vamos dizer que o mandato seja de 10 anos, o cara vai, começa com 35, sai com 45. Enquanto ele tá ministro, vai querer fazer carreira para depois virar advogado de milhões, entendeu? Então você tem que fazer as duas coisas casadas.

Sobe a idade mínima e bota o cara lá com 55, 60 anos e mete ali o mandato fixo, porque a carreira jurídica do sujeito não tá no meio dela, tá no último, no último ciclo, entendeu? Então, e o sujeito ganha seu— pensaria isso, mas não faz sentido?

I3Igor 3K

Faz. É, o ponto é justamente esse: a gente é bom em ver os cara que tá dando golpe, né?

PPPEDRO PAULO

E não, e acontece demais. Ué, um dos problemas, um dos problemas não é só no Supremo Tribunal Federal, não, no STJ, nos tribunais regionais. Não é a quantidade de familiares que advogam, né? Às vezes não tá advogando diretamente, mas a gente sabe que tá funcionando, tá indo. E aí, então eu falei, idade mínima subir, mandato. Segunda coisa, aprovar o código de conduta que o próprio presidente do Supremo tá propondo, aquele ou mais duro, porque, por exemplo, para você evitar esses problemas de, sabe, de advogado familiar pegando causa no Supremo, entendeu?

Então isso tem que coibir andar em andar em jato, de outro participar de jantar, tomar macarrão. Tem tudo isso. Então, código de ética urgente. Trazer o Conselho Nacional de Justiça para fiscalizar a conduta do ministro do Supremo. Isso já existia um tempo, e só o Supremo Tribunal Federal do sistema de justiça não é fiscalizado pelo Conselho Nacional de Justiça, pelo CNJ. Outra medida: decisão monocrática, aquela das canetadas. 80% das decisões do Supremo é monocrática.

Você tem que tornar mais colegiado, né? E você tem, e você não precisa usar os 11 ministros, não, você tem as turmas, né? Acelera essas decisões, bota prazo para tomar. Então, tomou a decisão monocrática, 15 dias para ir para plenário e dar legitimidade àquela decisão. A forma de entrada do ministro, você, do ministro do Supremo, em vez de você ser maioria absoluta, bota 2 terços do Senado. Porque aí o que que acontece quando você bota 2/3?

É maioria mesmo. Aí o sujeito tem que ser o ministro do Brasil, não pode ser o ministro só do governo, né? Não pode ser o ministro só da base do governo. O cara tem que ter um tamanho maior do que um longa-manos do presidente que indica. Então assim, agora é uma coisa você ficar lacrando, principalmente agora que a gente tá vendo isso na campanha, o cara fora ministro, porque o sujeito da direita é fora Moraes, o sujeito da esquerda é fora André Mendonça.

Né? É outra coisa você falar o seguinte: não, vamos reformar. E eu, modéstia à parte, vender meu peixe aqui, sou um parlamentar com característica reformista, né? Eu fui, eu sou uma voz ouvida ali pela minha história, experiência na reforma tributária, na reforma da Previdência, nas reformas que aconteceram, né? Eu sou uma voz respeitada porque eu sou um cara ali dedicado, estudo, apresento. Ideias. E eu fui escolhido, por exemplo, no ano, há um ano e meio atrás, como o líder no Congresso Nacional para propor ao Brasil a reforma administrativa, né?

Reforma administrativa tinha um capítulo ali só atacando a questão de privilégios, supersalários no Judiciário. Rapaz, tu fala isso para algum parlamentar: ah, vamos tocar isso. O cara morre de medo, primeiro porque tá pendurado na justiça, né, não quer arrumar problema com juiz, com não sei o quê. Não, pelo amor de Deus, eu enfrento essa discussão, enfrento essa discussão e sem fazer lacração na rede social. Nossa, discussão aberta, franca, olhando no olho, e fala assim, ó, isso aqui não tá certo.

Férias de 60 dias para juiz não tá certo, não dá. Qualquer outro trabalhador público ou privado que tem 60 dias de férias, imagina o sujeito que é o cara que tá no Uber, Olhar assim, fala assim, o sujeito ali tem férias 60 dias? Como é que você explica no serviço público, sujeito tem um salário mensal de R$200 a R$250 mil, né? Então assim, agora bota o político para enfrentar esse, às vezes o cara faz discurso, mas apresentar ali vem logo a pressão que o sujeito treme na base toda.

Eu não enfrentei essa discussão, enfrenta essa discussão. Então isso é ser um papel reformador, né, para valer. Não é lacrar, porque tem um monte de gente lá no Rio, por exemplo, tem candidato ao Senado Sei lá, o candidato tal do Carlos Jordi, sujeito é candidato ao Senado, ele tá com inquérito no Supremo de rachadinha de cota de combustível, já tomou uma busca e apreensão da Polícia Federal, tá lá o ministro investigando. Como é que esse sujeito vai querer propor uma reforma?

Porque vai chegar numa hora que o bicho vai pegar o sujeito, vai falar assim: ah não, pera aí, mas e o teu caso? Vai, o cara morre de medo.

I3Igor 3K

E aí, e aí eu vou, tu falou várias paradas aí que abriram várias abas, mas uma delas é a seguinte, total, o cara, vamos lá, o cenário no Senado na prática é o seguinte, ele parte, para quem tá olhando, ele de fato vai ver uma galera que tá do lado A vai querer o impeachment do Ministro X, o cara que tá do lado B ele vai estar impeachment do Ministro Y, mas hoje vamos falar os nomes, de um lado querem do Moraes, de outro querem do André Mendonça.

Na prática, ninguém quer ninguém, na minha opinião, Pedro. Porque, ó, a gente já viu antes, quando teve a oportunidade da CPI, isso é um risco mesmo.

PPPEDRO PAULO

Você tem uma baita operação abafa. É, quando tá todo mundo, não tá ninguém. É, né? É, isso acontece.

I3Igor 3K

E especialmente porque, se tu for parar para ver como é que as coisas normalmente funcionam no Brasil, A gente já viu parte disso que tá acontecendo acontecer antes e a gente viu o resultado. E aí dá para a gente supor o que que acontecerá, né? Então, sobre o que tem a ver com STF, a gente já viu, Flávio, senador, quando teve lá para abrir a CPI da Lava Toga, não sei o quê, antes um discurso de não, tem que ter, tem que ter. Daqui a quando viu que ia dar, putz, é melhor não, que não sei o quê.

Eu digo não, pô, não é legal ter isso no país. Então É, eles se defendem. Eu fico pensando se o André Mendonça tem algum interesse no impeachment do Alexandre de Moraes, por exemplo, porque a partir do momento que há um impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal, do Supremo Tribunal Federal, há o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Isso é possível. Até hoje isso não é possível.

PPPEDRO PAULO

É, mas, mas, Igor, tem assim, tem uma diferença, tem uma diferença. Eu acho que é Vorcaro, Meister, antes do Vorcário e depois do Vorcário. Antes do Vorcário você tinha algo em torno de 109 pedidos de impeachment de ministro do Supremo no Senado, tá? O Alexandre de Moraes, campeão desses pedidos, 50, posso estar errando 1 ou 2, 52, 49, era isso, grande maioria. Todos eles, todos eles era por decisões do Alexandre de Moraes. Ah, não gosto da decisão dele do 8 de janeiro.

Entendeu? Ou do inquérito do fake news, não gosta dessa decisão, então pau, impeachment nele, tá? Então isso é algo que eu acho, acredito que não é desvio de conduta, não acredito que isso tá ali dentro do rol dos crimes de responsabilidade. Essa lei tem mais de 50 anos, tá? É de 1950, a lei do impeachment.

I3Igor 3K

Mas enfim, agora, pós, rapidão, rapidão, rapidão, rapidão, rapidão, desculpa, desculpa, tá? O inquérito das fake news é um problema por si só. Ele, o fato, o jeito como ele funcionou ao longo do tempo é um problema por si só.

PPPEDRO PAULO

Sim, então eu acho que não é no automático. Não, não, não, mas olha só, é ali, beleza, se abrir, se abrir. Não, não, não, se abrir, não, olha só, mas para você entender, tudo que tava sendo pedido até ali, eu não tô dizendo que não pode se abrir o processo de impeachment. Aí quando se abre um possível crime de responsabilidade, que que acontece? Os senadores, eles, eles quase que bota uma toga de juiz do processo. Aí você tem que olhar o inquérito, se houve mesmo desvio de conduta, houve uma decisão provocada.

Então tem um rolzinho ali de crime. Mas eu acho que assim, é discutível se você deve ter impeachment. Agora, do Forcaro para frente, aí tem claramente—

I3Igor 3K

tô te entendendo, é minha opinião, é minha opinião, claramente.

PPPEDRO PAULO

Aí qual é a minha posição? Minha posição, primeiro, eu não passo a mão na cabeça de ninguém que tá envolvido com corrupção. Pode ser ministro do Supremo, pode ser presidente da República. Se fez cagada lá, se fez, se se envolveu com que não devia, com Daniel Vorkari e Banco Master, tem que ser, tem que ser primeiro investigado a fundo, investigado a fundo por uma investigação que seja transparente, independente, direito, né? Comprovou Serol.

Não tem conversa, não tem conversa. Aí pode ser Alexandre de Moraes, pode ser André Mendonça, pode ser Flávio Bolsonaro, pode ser Lula, pode ser o que for. É isso aqui. Eu acho que, eu acho, eu acredito que a partir dos episódios que aconteceu do Daniel Alvorcara, a rede de envolvimento que ele também construiu dentro do Supremo, para ter que investigar. Tem que investigar. E eu acredito que foi até um pouco essa a última discussão que teve no Supremo, foi isso, né?

O Alexandre Moraes querendo uma investigação de todos juntos, o André Mendonça querendo uma de investigar, mas todos concordando que, cara, a coisa tá feia. Vamos para arruma e tem que investigar. O que não pode é abafar, tem que investigar. E no final dessa investigação, Senado, e aí, ó, tá aqui os indícios, abre ou não abre esse processo e vamos para cima.

I3Igor 3K

E aí, caso seja eleito senador, Pedro, é, vamos lá, sim, tu vai, tu vai se deparar com isso daí, tu vai ter que, tu vai estar nessa situação. Será que dá para a gente também viu nessa mesma reunião que você citou aí do Supremo Tribunal Federal o Flávio Dino pedindo vista e vai demorar e vai 90 dias, a gente sabe que é só depois da eleição.

PPPEDRO PAULO

Isso é uma coisa que a gente tem que reformar no Supremo. Pedido de vistas tem que ter prazo e não pode ser cumulado, não pode ser cumulativo. Um pede vista, depois o outro pede vistas também, e a vista é uma coisa meio que de regimento, né? A gente tinha que entrar com uma lei para dizer o seguinte, ó: vista é 15 dias, né? Não pode ficar procrastinando isso, empurrando com a barriga. Desculpa, te interrompi.

I3Igor 3K

Mas sim, concordo. O ponto é que esse, beleza, aí vai virar depois da eleição. A gente tem aí para provável segundo turno: Flávio, Bolsonaro e Lula. Esses caras, fico pensando se haverá um real interesse de fazer, porque é um trauma. Falando aqui da maneira suave política, é um grande trauma, um impeachment do ministro e tudo mais. Mas o Senado pode discordar dessa visão, não pode? Pode tentar fazer andar alguma coisa, não pode?

PPPEDRO PAULO

Pode, pode. Senado tem muito poder, muito poder, muito poder. Então eu diria que essa é quase uma decisão independente do Senado. O que eu acredito que seria uma boa reforma é o seguinte: quando chega o pedido de abrir processo de crime de responsabilidade, isso tá muito na decisão, na caneta exclusiva do presidente do Senado. Eu acredito que isso nós poderíamos abrir um pouco essa, por exemplo, a mesa diretora do Senado, você ter, por exemplo, uma deliberação se o pedido, se o processo tem que abrir ou não, entendeu?

Então eu acredito, ou da Comissão de Constituição e Justiça, ou até mesmo do plenário com quórum mais, mais baixo, entendeu? Eu, que eu acho que esse excesso de concentração de poder no presidente do Senado é algo que tem que ser revisto.

I3Igor 3K

É, e a gente também falou aqui, pouco mais falou, que a gente tá vivendo um cenário político que vem se desenvolvendo desde, vou citar, desde 2016, que foi quando eu comecei a prestar atenção, com a polarização chegando no lugar que tá, com os dois avatares, o Bolsonaro representado pelo Flávio Bolsonaro e o Lula, né? E a gente chega então num cenário político que tu falou aí rapidinho, que tem, por exemplo, lá no Rio de Janeiro, um candidato que só por carregar a bandeira Bolsonaro ele aparece com bastante intenção de voto.

PPPEDRO PAULO

E tá tragando também os senadores juntos, tá? Porque como ele, como eles são um bloco ali monolítico, né, e as pessoas não estão olhando, vai junto no rabo do Bolsonaro, entendeu?

I3Igor 3K

Isso é verdade para os dois lados, sendo o Lula, sendo Lula situação hoje É, talvez fique mais evidente quando é, quando vem do lado do Bolsonaro. Mas para efeitos de polarização, por exemplo, é importante, tava conversando antes, é importante que o Lula e o, é importante para o Lula que o segundo turno seja com Flávio e vice-versa, porque é parte da plataforma política tá baseada na rejeição do outro. Então os dois no segundo turno é importante para os dois.

É por isso que a gente vê pouco o Lula pegar no pé do Flávio com o Banco Master, por exemplo. Lula, na minha opinião. Por isso que, e por isso que a gente vê pouco Flávio pegar no pé dele. Ele pega no pé do Lula nas questões que descolam, vorcaram dele, não necessariamente as que ele deveria estar pegando no pé. Isso a gente vai ver só no segundo turno, né, que é quando eles realmente vão arregaçar as mangas e tentar ganhar. Tudo isso para dizer que a gente vive um cenário complicado, cara.

E tu que vem de uma vida pública mais longa, Você deve ter visto isso tudo que eu tô falando aqui de uma cadeira mais privilegiada. Aí tu pode me dizer, primeiro, se eu tô maluco, e segundo, como é que, o que que, porque assim, também é a verdade que essa é a última eleição do Lula, pelo menos, e do Bolsonaro, pelo menos o Jair Bolsonaro não deve vir na próxima, né? Então a gente provavelmente terá uma eleição diferente em 30. Como tu vê tudo isso?

PPPEDRO PAULO

É, você pode ter em 2030 né, é uma direita sem o sobrenome Bolsonaro, sem ser da franquia Bolsonaro, né, ser um nome como Tarcísio, é um político que é direita, mas mais de centro-direita, né. E você vai ter o desafio da sucessão do Lula. Quem será o sucessor do Lula? Vai ser um, vai ser do PT ou vai ser um de um campo de centro-esquerda, por exemplo? Né? Vou dar aqui alguns exemplos, né? Vai ser, por exemplo, do PT vai ser um Camilo Santana, vai ser um Rafael Fonteles, que vai se reeleger bem, né, no Piauí, que é um quadraço, né?

Vai ser o— como é que sai o Haddad politicamente dessa eleição aqui, que é uma eleição difícil, difícil para o Haddad? Mas o Haddad tem uma dimensão nacional. Então assim, ou se vai ser, por exemplo, essa nova geração do é da centro-esquerda. Por exemplo, se o João Campos vence a batalha lá com a Raquel, ele em pouco tempo como governador ganha musculatura para ser um candidato. O Eduardo lá no Rio, né, que é também, tá um pouco o campo mais a centro, mas mais à esquerda, ele ocupa esse espaço, né.

O Eduardo catapulta em 4 anos, resolve dar passos importantes na questão da segurança. Isso tem, é um tambor, né, isso tem alta visibilidade.

I3Igor 3K

Eu achava inclusive que ele vinha candidato à presidência. Esse ano.

PPPEDRO PAULO

Não, não, não, mas enfim, é, então assim, mas eu acho que vão ser, vai ser um, vai ser uma baita eleição em 2030, porque eu acho que, porque a verdade é isso, eu tava me lembrando, e eu tento até parecer um pouco mais novo, mas eu já acumulei muita juventude, entendeu? E assim, a primeira vez que eu votei foi em 1989, né? E desde então, 4 anos, cara, e desde então o Lula O Lula é um, é um player, é player. Para onde ele tá, a eleição tá polarizada nele, né, de alguma forma, né.

Ele disputou várias vezes até ser presidente da República, mas o fato, o Lula era o principal, um dos principais jogadores desse, das eleições. Então assim, e esse ciclo vai se encerrar. Então quem substitui, né? Então eu acho que essa eleição em 2030 talvez possa ser oportunidade da gente romper um pouco essa agressiva polarização que a gente tem no país e ter duas candidaturas um pouco mais moderadas, os avatares que para onde são direcionados, para onde direcionar todo o amor, não estarão ali, né?

Então, porque você vê que nessa eleição o centro foi, o centro foi achatado. Eu até acreditava que o Cury ia cumprir uma função, Tebet, né, Simone Tebet, na campanha, mas ele teve aquela, aquele pico, mas já já foi abduzido aí pela, de novo, pela polarização. Então acho que, eu acho que a seleção em 2030, isso vai estar, por exemplo, se o Lula ganha, o que que vai acontecer? A mexida no governo dele inicial vai um pouco mostrar quem são essas peças, né?

Por exemplo, ele pega o Haddad, bota como chefe da Casa Civil, pega um cara desse parrudo, um senador que se elegeu bem, bota numa posição estratégica no governo, você já começa a apontar ali quem são, quem é, qual é o caminho sucessório, entendeu? E o Flávio não, Flávio aí ganhando, ele joga, aí ele estende a franquia um pouco mais à frente.

I3Igor 3K

Sim, é verdade mesmo. Lembrando que, bom, o Lula ele provavelmente não terá a mesma força que teve lá em 2010, quando ele praticamente, não dá para dizer que não, elegeu a Dilma, né? Então vai encontrar um cenário um tanto diferente mesmo.

PPPEDRO PAULO

Talvez a polarização só consiga ser arrefecida ou reduzir se o Lula ganhar, né? Porque o Flávio ganhando, ele é automaticamente candidato à reeleição dele. Então você vai ter um pouco esse contraponto de um— ou se o Flávio for um presidente mais moderado, né, como ele diz, né, presidente toma vacina, presidente toma vacina, é Bolsonaro que toma vacina e tal. Então enfim, mas vai ser Vai ser interessante.

I3Igor 3K

Bom, e aí, cara, tá bom, Senado são 8 anos, muda um pouco o jogo, né? E aqui eu vou ser bem direto contigo, Pedro, que é o seguinte: o Brasil e os políticos, eles se movimentam de uma boa medida em relação aos ciclos eleitorais, né? Então um ano de eleição, para vasta maioria dos políticos, é um ano que tu vai trabalhar para ser eleito ou para ser eleito, etc., né? O Senado tem um ciclo mais longo. Sim. Tu acredita que isso por si só já tem impacto no trabalho desempenhado, ou é só mais tempo para os cara vorcará?

PPPEDRO PAULO

É assim, vai muito da conduta do político, porque isso pode gerar acomodação, né? O sujeito, porque o sujeito tá ali, quando ele olha 4 anos, ele fala assim, caramba, não posso bobear porque, né, daqui a 2 anos já tem eleição de prefeito, vereador, e logo depois eu tenho que preparar a base que é minha. O sujeito tá no Senado ali, ele fala, não, pera aí, essa eleição aqui eu posso ir mais light, né. E isso pode gerar de um lado é uma acomodação.

É para isso eu acho que tem que ter um pouco o perfil do senador, né. O Senado, porque tem assim, às vezes as pessoas confundem a senhoridade que é necessária para o Senado, né, a institucionalidade. Mandar de 8 anos, o cara vai pegar 2 presidentes, né. Em vez de colocar essa energia para ser ali um parlamentar, né, com poder que tem um Senado reformista, né, trabalhar boas reformas para o país, ele vira ali um senador que sabe que tá ali para se aposentar.

Ele confunde a senioridade com, ah, tô no meu último ciclo aqui, quero me aposentar, quero descansar lá no Senado.

I3Igor 3K

Isso acontece muito, aliado à população que não entende direito a função das casas, não sabe, por exemplo, que você começou dizendo do porquê que é, por que que foi pensado assim. Os cara não sabem nem isso, né? Sabe como funciona a coisa de uma forma geral. Então, se o eleitor não sabe, acaba elegendo um cara que também não sabe, e a gente vai necessariamente deteriorando a qualidade.

PPPEDRO PAULO

O Senado tem um problema E principalmente nesse ano, porque o seguinte, tem uma coisa meio doida, né? Porque o Senado é uma eleição para legislativo que é difícil de você tocar, entender o que que— porque quando você fala de governador, presidente, você tá falando do sujeito que tá cuidando da segurança, do posto de saúde. Senador é propolês, é uma coisa mais fluida, né? E é uma eleição majoritária, né? É uma eleição majoritária, tem que ter voto para caramba, né?

E ela fica espremida entre a eleição do presidente e do governador, né? Você não consegue aparecer. Pô, quando eu recebi aqui o convite do Flo, falei imediatamente, tem que ir, porque para alcançar, para as pessoas saberem, ô gente, tem Senado aqui, tem, é importante, é muito poder para a gente dispensar. E tem essa coisa dos 6 votos que você tem que dar, né? Essa eleição, essa é a maior eleição da nossa democracia, né? Então 6 votos, 19 números 25 vezes você tem que teclar. 20, você não é só teclar os números, você tem que dar o confirma, entendeu?

Então assim, olha que loucura que é essa eleição, muita eleição. Então o Senado tem esse problema. E no Rio, no nosso Rio, é mais grave ainda, porque o que que aconteceu no Rio? Você teve eleições senadores que foram muito simbólicos, senadores ideológicos. E o que que aconteceu? A função do senador, com aquilo que eu falei no princípio da casa da federação, do cara que cuida ali do Rio Janeiro, que é referência e tal, não funcionou, não funcionou.

Esses caras não tiveram esse papel. E aí, o que que aconteceu? O eleitor do Rio, ele falou o seguinte: tá, cara, Senado para mim não muda minha vida. Aí, isso não é achismo. Você pega o dado do TRE em 2018, que foi a última eleição que nós tivemos dois senadores, 2018, há 8 anos atrás, o Rio de Janeiro tá entre os 5 estados que teve o menor percentual de eleitores que completaram 2 votos para o Senado. O cara não foi em massa, ou ele chegou lá, só votou em um, anulou o outro, não votou em nenhum dos dois, entendeu?

Votou em branco. Então isso é a prova do desinteresse do eleitor fluminense em relação ao senador. E você precisa que 49%, 49% dos eleitores aptos cariocas e fluminenses não completaram os 2 votos para o Senado. Isso é muito alto em relação a outros estados. Você vai para Bahia, você vai para Alagoas, a eleição do Senado tá pegando fogo. Ela tem uma importância para esses estados até quase equivalente à eleição de governador. Ela não vai tão no automático da eleição do governador ou do senador, entendeu?

Lá não, bicho pega, porque o cara sabe que o senador ajuda, consegue recursos, tem presença, é referência para ajudar o seu estado, entendeu? Então isso tem uma, impõe um desafio a um senado, por exemplo, nos grandes estados, né, para que o senador possa ser esse trabalhador para o seu estado, né.

I3Igor 3K

Interessante, né, essa, isso que tu tá falando aí de como o Fluminense não se importa menos com, porque assim, eu espero que essa seja uma eleição diferente, viu, Pedro, assim, especialmente, especificamente inclusive É, nesse, para o Senado, porque eu tô vendo, eu tô na internet, não sou político, mas vendo a internet, vendo as formas, as pessoas estão, tem uma indignação muito grande com o STF, específico com STF, por um lado ou por outro, mas no STF.

E me parece que a galera tá entendendo que boa parte de quem, pela lei ou na prática, deveria ser quem lida com esses cara é o Senado em boa parte, né? Então eu acho que vou chutar e gostaria de acreditar, e se você tá ouvindo isso daqui, presta atenção, que é, se tu tá indignado com o que tá acontecendo no STF, o caminho é o Senado. Sim, né?

PPPEDRO PAULO

É o principal, é a casa responsável por essa, é o guardião, na verdade, o que fiscaliza o Supremo, que tem mais poder constitucional para reformar, para bloquear ou para discutir as questões do Supremo Tribunal Federal é o Supremo. Então, agora tem uma coisa que assim, esse tema tá quente nos setores médios, né, uma classe mais esclarecida, é, mas ele tá um pouco distante do até 2 salários, né, o público mais humilde. Então, mas o perigo é esse, você pega assim a classe, a classe mais classe média, que acompanha mais a política, tá com mais vontade de votar por conta desse, desse tema, que para esse público é quase um monotema, é quase o único tema, né?

E você, e acontece aquilo que eu te falei do desinteresse daquelas pessoas que não estão enxergando o que que o Senado muda na vida delas, que tá ali no sufoco numa, num posto de saúde, num hospital, com problema do transporte e tal assim, cara, isso não muda nada para mim, então não vou votar, ou voto voto no automático, eu voto na indicação, voto na colinha que me derem, voto porque alguém me pediu, entendeu?

I3Igor 3K

E dá para mudar isso, Pedro, porque eu vou chutar que faz todo sentido. O cara que tá— eu também, quando eu tava lá no Rio, lá em boa medida, quando eu precisava de um atendimento, eu ia lá no Jacaré, no Posto da Xuxa, de manhã para pegar um número, voltava para casa. E depois, nesse cara que tá nessa vivendo isso aqui, ele tá pensando muito mais em pagar o aluguel, no almoço e não sei o quê, do que, do que o que o trouxe até aqui, né?

Então, por que que ele tá fodido? Ele vai ficar pensando que ele tá fodido porque ele nasceu no lugar errado, porque o pai dele já tava fodido antes, não sei o quê. E aí, como eu não consigo identificar e tudo mais, eu não consigo entender que boa parte de eu tá fodido é porque quem devia estar cuidando ou fazendo chegar as coisas, ou melhorando o posto da Xuxa, etc., ele, esse cara não tá. E ele não tá porque quando eu fui votar eu não prestei atenção.

E é um, e é um círculo vicioso, porque eu preciso que vocês políticos me eduquem, porque se tu não me educar eu vou votar errado toda vez, eu vou ficar votando errado. E te interessa, e interessa aos políticos de Não de uma forma geral, mas em boa medida, que o cara continue votando errado, porque é isso que o mantém no poder, né? Porque com todo respeito, com todo respeito, mas não sei se a gente deveria eleger um cara como o Caneta Azul, entendeu?

Todo respeito, ele poderia se candidatar e tudo mais, mas ter uma chance real de ser eleito, para mim, é um sintoma, sabe? Então é, a gente vota errado porque a gente não sabe direito o que que os cara fazem, olhou direito. E aí não consigo.

PPPEDRO PAULO

A candidatura ao Senado, Igor, é aquela que tem o maior um contingente de pessoas que quando escolhem votar, votam no caminho de casa no dia da eleição até a seção eleitoral, né? Você pega qualquer pesquisa, a maior indefinição é eleição do Senado, mais do que deputado estadual e deputado federal. Por isso que esse espaço aqui, eu tava ali, eu tenho que ir lá de qualquer maneira, porque é uma forma da gente falar: ô, alô, alô, tem eleição do Senado, é importante, é muito poder, que 8 anos de mandato, vamos falar sobre né?

Então eu acho que isso é fundamental, porque acaba, acaba que uma eleição dessa, 6 votos, né, essa eleição meio escondida, quem leva vantagem? Leva vantagem o cara que é muito conhecido, leva vantagem o sujeito que tem ali uma base já bem estabelecida. Vou dar exemplo claro aqui para as pessoas entenderem: Crivella no Rio de Janeiro. Crivella, ele parte de uma base que ele tem ali, é um cristão, ninguém questiona, é o aspecto religioso do Crivella, uma igreja grande.

Então é que ele já parte dessa, desse eleitor. Só que Crivella foi duas vezes senador. Você não lembra uma proposta, uma defesa do Crivella em favor do Rio de Janeiro? O Crivella foi prefeito, o Crivella foi prefeito do Rio. O Crivella não conseguiu nem passar a chave para o Eduardo quando o sucedeu, porque ele foi preso e porque ele quebrou na cidade do Rio de Janeiro. As pessoas estão ali, como não tá se discutindo, né, o primeiro nome que eu lembro é o nome que eu lembro e vai.

Aí tem o outro lado que a gente falou um pouco aqui, o cara vai no automático, ah não, vou no 22, né? E aí vai, não sabe que o tal do Carlos Jordi, que vive falando que defende isso, defende aquilo, tá lá o sujeito com inquérito de rachadinha no Supremo Tribunal Federal. Então assim, tem uma, tem uma Sabe, essa é essa, essa invisibilidade da eleição do Senado, que é um perigo. E você, você tá falando da eleição do mandato mais longevo que a gente tem na democracia brasileira.

Então acho que assim, a gente precisa incentivar essa coisa, tem que ter mais podcast, tem que ter mais debate, tem que falar mais dessa eleição, tem que impedir, por exemplo, se nós tivermos agora num novo, numa nova legislatura, qualquer tipo de tentativa de mudar o sistema eleitoral. Porque há um movimento grande para você botar todas as eleições juntas. Eleição de prefeito, ah não, é muito caro para democracia. Isso é um perigo também, porque imagina se você botar nesse bolo, né, prefeito e vereador, né?

Você vai botar prefeito, vereador e mais um voto de senador, porque são 3. Imagina uma eleição, sujeito tendo que votar 10 vezes. 10 diferentes políticos, né? Então assim, é o perigo, porque o debate é fundamental, esclarecimento é fundamental, porque se votar mal, meu amigo, não dá. Só dá para reclamar no mínimo 4 anos, no Senado 8 anos.

I3Igor 3K

E é tudo muito complicado, porque como a realidade do Brasil é muito complicada, qualquer jeito que a gente pense para consertar— bom, um fato é que, bom, não sei dizer, mas qualquer jeito que a gente pense para consertar, por exemplo, você tava falando, tá falando aqui, pô, é um jeito da gente melhorar talvez, ou baratear, já que é muito caro, tem um monte de eleição e tudo mais. E de fato, você tem um monte de carro, colocar todo mundo junto vai acontecer.

PPPEDRO PAULO

Faz sentido. Você acaba caindo naquela, naquela tentação, né, de falar assim, não, eleição é muito cara, dá muito trabalho fazer isso de 2 em 2 anos.

I3Igor 3K

Mas é o risco de você, né, que é um risco real do que você tá falando. E assim, se você debater pela gente, pensa se tu sabe exatamente quem que são os dois senadores.

PPPEDRO PAULO

Aí tu pega uma eleição de 3 meses ou 45 dias, tem que debater o governo federal, presidente da república, senado, governo do estado, prefeito, vereador, deputado federal, tudo junto, entendeu? É muito, é bom esse modelo mais quebrado, né? Porque você vai uma eleição de cada, isso é bom porque vai oxigenando o sistema, exercitando as pessoas olhar para política, entendeu? Debater Acho que as questões políticas, acho que é fundamental.

I3Igor 3K

Eu ia gostar, eu ia, sei lá, pensando que a gente tem, por exemplo, Pix e um sistema bancário insano no Brasil, eu ia pensar, pô, será que a gente não consegue usar essa tecnologia para a gente fazer um sistema digital para galera votar? Pô, mas aí tu rapidamente consegue pensar em vários jeitos que os caras poderiam se valer, né? Você já compra voto hoje?

PPPEDRO PAULO

Né? É, eu acho que a gente teve, a gente teve um retrocesso nesse debate da tecnologia do voto, da, da, quando você teve o pró-Bolsonaro descredenciando a urna eletrônica, entendeu? A gente perdeu a oportunidade de avançar e a gente estagnou no modelo que é quase, quase igual, pelo menos o hardware, né, é igual desde acho que 96 ou 94, 1996. Então assim, mas pode, podia estar muito avançado, podia já estar no celular, né? Já podia ter, porque esses modelos você vai criando, você também tem as travas para evitar errar, então.

Mas assim, ainda assim, mesmo o nosso, ele foi pioneiro, mas ele ainda continua um sistema, na minha opinião, um sistema confiável. Que a gente tem problema de compra de voto, da influência do dinheiro, das máquinas, eu acho que é antes de apertar o botão. Eu tenho muita confiança no do sistema eleitoral brasileiro, que eu acho que, que eu falo isso, talvez às vezes você numa eleição majoritária você não enxerga isso, mas quando você é candidato à eleição de deputado, vereador, né, e eu tenho uma característica que eu sou assim, eu quando eu me candidato eu tenho ali aquela base no Rocha, no Caxambi, no Meier, sabe, você sabe mais ou menos o trabalho que você fez, então você percebe que não tem fraude É porque o voto aparece, né?

Você consegue identificar, não, ali eu não tive voto porque eu não mereci, não fui ali, entendeu? Então, por esse aspecto territorial, você consegue mapear um pouco, você consegue, eu acho que, validar a legitimidade da urna eletrônica, do voto eletrônico.

I3Igor 3K

Cara, isso foi posto em, essa discussão existiu poucas vezes também, né, assim, na nossa história. Ela foi ficar mais acentuada recentemente. É, não é, eu não, eu não, eu fico pensando a complexidade que é para tu sacanear. Não que não seja possível, tá claro, mas que precisa de um, precisa de um esquema mais, porque se é muita gente interessada nesse resultado, sabe, é muito poder, né, então o cara ao conseguir manipular isso de forma eficiente a ponto de Entendeu?

PPPEDRO PAULO

Tem preço.

I3Igor 3K

É, então eu acho difícil pelo aspecto humano, inclusive, sabe? Mas é total, a gente podia estar pensando de algum jeito de avançar, de avançar do ponto de vista dos Estados Unidos, como as votações são, os modelos são independentes, né, do modelo federativo americano.

PPPEDRO PAULO

Eles têm eleições, tem eleições que são muito mais retrógradas do que a nossa, papel, e você tem eleições que lá já estão no celular, entendeu? Mas enfim, mas eu acho que assim, a gente precisa avançar, melhorar, facilitar tecnologia. Por exemplo, domingo pode ter certeza, nós vamos ter a eleição com maior fila, engarrafamento de todas as eleições de nosso tempo, por esses 6 votos, 25 vezes que a gente aperta a urna. Então assim, mas eu acho que a gente não pode avançar de um modelo sem garantir, né, que ele, que só aquele, só pode ser que ele tenha absoluta garantia da segurança que hoje a gente tem na urna eletrônica.

I3Igor 3K

Com certeza, com certeza. Tu falou bastante sobre ser um reformista, né? Tu também, tu é do PSD, o PSD que é um partido de centro. Ao longo da conversa tu foi me falando algumas características de ser um cara de centro, né? Hoje no Brasil tem um fantasma que existe, mas que ele tem um nome muito parecido com o do centro, que é o centrão.

PPPEDRO PAULO

Sim, é real.

I3Igor 3K

Esse centrão, duas coisas: esse centrão se diferencia do centro em que medida?

PPPEDRO PAULO

No fisiologismo.

I3Igor 3K

E vamos nessa primeiro enquanto eu lembro da outra, vai.

PPPEDRO PAULO

No fisiologismo é a primeira, é a primeira questão, porque às vezes é porque você tem um contingente ali de parlamentares que ele se posiciona no centro centro, né, se posiciona no centro para dizer o seguinte: não, é um pouco sem ideologia, o sujeito tá ali, ó, se você me ajudar mais aqui eu tô do teu lado, se você me ajudar mais da esquerda eu tô do teu lado. Então assim, é uma coisa que ajudar, por exemplo, a ter acesso à máquina pública, ter acesso a cargo, ter acesso a benefícios que o poder pode dar.

Eu tô falando aqui os mais republicanos, Não é republicano, mas os que não são lícitos, mas também não são crimes. É, exatamente, né? Agora, a minha posição de centro, Igor, é uma posição de centro é mais ideológica, né? Por quê? Porque eu não, eu não acredito nesses radicalismos, entendeu? Porque sempre quando as pessoas me perguntam, você é de direita, esquerda, você é de centro, qual é o tema? Qual o tema? Qual o tema? Economia, responsabilidade fiscal me coloca um pouco mais à direita, porque eu sou, pela minha formação, economista, fui secretário de Fazenda e Planejamento.

Eu acredito fervorosamente em orçamento, que o orçamento público tem que ser equilibrado, né? Então isso me coloca mais a uma corrente mais de direita do que alguns da esquerda que acham que você poder ter uma dívida gigante, o Estado é por natureza deficitário e tal. E eu sou um pouco, o meu sacerdócio um pouco no parlamento é defesa de orçamento equilibrado e tal, regras rígidas de controle de gasto e tal. Então eu acredito nisso, né?

Acredito, acredito que quando você desenha uma política como Bolsa Família, como PEDME, que é tudo política boa, desenvolvida pela esquerda, ela só sustenta se você tiver grana, né? Porque senão é poesia, né? Então, por exemplo, redução da maioridade penal, eu sou a favor. Isso me coloca mais alinhado, um pouco mais à direita do que a esquerda clássica, né? Agora, políticas sociais, como falou, cota, eu defendo cota, eu defendo cota.

Eu acho que corta. Eu acho que a gente, a sociedade é uma sociedade injusta que nós temos, né? A gente tem ainda, as pessoas não partem do mesmo patamar. Então você não pode, você tem que tratar as diferentes na medida das suas diferenças, a profunda desigualdade que a gente tem. Eu defendo esse, todo esse arsenal de políticas sociais que o governo do PT fez. Eu votei a favor de todo, defendo, e acho que a gente tem que cada vez mais melhorar.

Pé de meia, Bolsa Família, Luz do Povo, tem Minha Casa Minha Vida. Eu acho isso tudo super, isso me coloca mais à esquerda. Então assim, é muito mais uma pergunta qual é o tema, né? E o centro te permite essa visão, né, é mais razoável das coisas, mais equilibrada das coisas. Não, eu sou direita e tal. Eu sou cristão, eu sou cristão. Eu, por exemplo, acho, acredito que eu defendo valores de família, mas sem radicalismo também, né, sem fazer isso uma coisa que te cega, né.

Assim, eu fico brincando, brincando não, na campanha eu falo sempre isso: eu não serei um senador que de um lado vou defender que a Terra é plana, né, que se tomar vacina vai virar jacaré, porque tem gente que acredita, tá. Um quarto da população acha que a Terra é plana e um quinto tem certeza, né. Então tem o sujeito mais radical, extremista, que vai no democrático. E de outro, aquela, não vou defender banheiro unissex, né? Vem com essa história que eu acho isso uma bobagem, não vou defender essa história de linguagem neutra, achar que nossos filhos têm que falar todes.

Então assim, essa é um pouco a minha, a minha visão também, que confronta com esses extremismos, mas não me impede de ter um olhar mais à direita do ponto de vista fiscal, econômico, né? Ser a favor da liberdade. Ser a favor, acreditar no mercado, mas com moderação, né, com controle e boa regulação, e ser a favor de políticas sociais, políticas mais progressistas, né, do ponto de vista dos valores, do ponto de vista também do enfrentamento à pobreza, desigualdade.

Então assim, é um pouco isso me diferencia de um centrão fisiológico. Eu sou da base do governo Lula, fui vice-líder do governo Igor, eu não tenho um cargo, um cargo sequer no governo federal, nenhum, nenhum. Eu nunca, já foi oferecido, eu nunca pedi para me dar absoluta independência, mesmo sendo vice-líder do governo, não me impedir de fazer críticas em relação àquilo que eu acredito que, que acho que não tá funcionando, como por exemplo a questão do equilíbrio fiscal.

Acho que o próximo governo, se for o Lula presidente, ele vai ter que dar uma atenção a questão fiscal que não foi dada com vigor necessário nesse, no terceiro mandato dele. Então assim, isso vai me permitir segurança pública. Eu acredito, por exemplo, que o presidente Lula, ainda que ele tenha mandado a PEC da Segurança, que foi ótimo, já poderia ter criado antes o Ministério da Segurança Pública, já avançar em medidas mais concretas.

E repito, a PEC da Segurança é boa, Eu vou ter a favor. Enfim, eu acho que são pontos que— por que que eu fui extenso aqui? Para dizer assim, uma coisa é você falar, o cara é centrão fisiológico. Outra coisa, você não, você tem uma posição de centro, estar em cima do mundo. Não é isso, tá em cima do mundo, porque até porque eu tenho posições firmes como deputado quando entendo que alguma coisa é boa para o país, é boa para o meu estado.

Mas tu concorda que houve um certo apagamento até intencional do que é percebido como esquerda e do que é percebido como direita do que do que é o centro completamente né o centro interessa aos dois dar uma apagada no centro centro sem espaço eu defendi muito no PSD a candidatura do Eduardo Leite né eu sou presidente PSD no estado do Rio de Janeiro enfim como deputado PSD junto ao cassado e eu tenho o maior respeito à candidatura do caiado tá eu acredito que ele foi um um baita governador em Goiás, tacou a questão da segurança e tal.

Mas eu acredito que o Eduardo, pelas características dele, ele talvez poderia cumprir uma função, ele poderia estimular mais um debate sobre opções de centro que não sejam oposições de extremos, entendeu? A gente não ficar só nessa, nesse dilema, não, eu sou só esquerda, eu sou só direita. Tem vida, né, nessa, durante essa discussão Tô entendendo.

I3Igor 3K

E aí, é isso que te credencia, portanto, a ser o reformista que você tá dizendo? O Brasil precisa de alguma reforma específica urgentemente?

PPPEDRO PAULO

Olha, Igor, eu acredito que a reforma do Supremo Tribunal Federal, ela tá, ela, ela ganhou um protagonismo que não tinha, né, uma urgência que não tinha. Eu acredito que a reforma do orçamento é importante para você fazer o trabalho, cortar na própria carne. Eu sou deputado federal, eu tenho emendas, eu tive emendas, apliquei emendas. Acho que a gente tem que fazer uma reforma também nesse modelo de orçamento por emendas, secreto, tem que tornar isso mais transparente e tal.

Eu acredito que nós vamos ter que tratar um pouco dessa questão fiscal. A dívida pública tá explodindo, tá crescendo muito acelerado, e ela pode chegar a um ponto que vai perder a credibilidade. O país, os juros, a Selic não vai baixar. Quem tá empreendendo, tá em casa, tá vendo, ou tá empreendendo, tá em casa, tá vendo como é que tá essa situação. O país tá com nível de endividamento do setor público e das famílias e das empresas que poucas vezes a gente teve na história.

Isso tá se descolando muito de um país um país razoavelmente equilibrado, um país desenvolvido. Então isso é algo que a gente vai ter que tratar, né? Eu acredito que a reforma administrativa ela tem que voltar para pauta, e eu com diálogo, respeitando servidor público, sempre fiz uma coisa equilibrada. Eu sou filho de servidor público, não, jamais propus no pacote que eu apresentei da reforma administrativa ser contra servidor nem nada, mas eu acredito que tem que atacar a questão dos privilégios, você tem que modernizar a administração pública para que ela possa funcionar melhor.

Porque reforma administrativa, você ataca privilégios, igualdade. Mas eu sempre, o que mais me, me, me, acho que me estimula na defesa da reforma administrativa, o que sempre balizou a minha conta, até pensar uma sala vermelha no hospital público, você tá ali uma enfermeira trabalhando 24 horas, né, sobre carga de estresse gigante, né? E ela tá ali vendo que um procurador, um juiz, tá ganhando R$200 mil, ela tá ganhando ali R$4 mil no sufoco, com a vida na mão dela, entendeu?

Então assim, eu acho que isso é quando você vai numa escola pública, você vê que a escola pública numa cidade ela tá melhorando o nível de aprendizado dos alunos e a outra tá ficando para trás porque a gente não cobra meta, né? Não tem indicador para dizer se é melhor ou pior. Então acho que isso é, acho que a reforma administrativa é sobre isso, né? É tirar os fantasmas. Tem muita, tem muita gente tem medo de falar de reforma administrativa porque às vezes entra os radicais ali, não, vamos acabar com estabilidade do servidor.

Aí o outro fala, não, vamos acochambrar aqui para não fazer nada. É sobre isso, a gente precisa fazer o Estado funcionar melhor. Cara, você paga imposto, todos nós pagamos imposto para caramba, nesse estado.

I3Igor 3K

Você não quer escola duas vezes, eu pago saúde duas vezes, eu pago, né?

PPPEDRO PAULO

Você não quer chegar e ter um serviço melhor, mais rápido, né? E isso nós estamos falando aqui classe média, né? Quando você vai, o sujeito que precisa do transporte público funcionando, precisa da saúde pública, precisa da educação, essa reforma administrativa tem que ser urgente para essas pessoas, né? Porque tem pressa, porque precisa. Que se o estado falhar, quem sofre mais são as pessoas que mais dependem dele.

I3Igor 3K

Vou chutar que vai precisar de uma reforma política antes de uma reforma administrativa, porque não precisa mudar a massa, a qualidade dos cara que tá lá. Porque veja, a gente sabe, vou chutar que boa parte, ou em boa medida, tem uma galera ali que tem um rabo preso aqui e ali, um esquema aqui e ali, um jeito, um cara que tá ali que eu botei, que não sei o quê e tudo mais. E como que eu vou conseguir que esses caras realmente façam com que as coisas passem da melhor maneira possível?

Que assim, não é nem da melhor maneira possível, é que passe de um bom jeito. Porque a melhor maneira precisa— complicado, ela pode ser a melhor maneira possível para mim, melhor maneira possível para você, e era— e a democracia é meio que a média. Mas passar por si só já é um grande desafio, porque é Vou dizer pela qualidade do que está ali presente votando, decidindo, né? Então, sei lá, talvez a primeira coisa que tem que mudar é isso, cara.

PPPEDRO PAULO

Eu não sei se eu coloco uma na frente da outra, porque acho que assim, como eu sou um reformista, o meu estado é reformista, eu tô em estado permanente de reformar as instituições, melhorar, porque eu acho que pode ser melhorar melhorar, né? Eu nunca tô satisfeito do jeito que ela tá, do jeito que ela funciona. Então isso é um perfil comum? Pouco, tem muito pouco isso, né? Eu, isso sempre foi uma lógica minha. Eu gosto de, por isso que eu entrei para política, né?

Para você poder tocar, mexer, impactar na vida das pessoas. Então falou em reforma lá, não, pô, eu adoro, eu quero ser, eu quero relatar, eu quero participando dos debates, entendeu? Não me peça para ser— eu nunca fui um deputado. Ah, não, tem às vezes os parlamentares, eu sou campeão de apresentação de projeto. O cara apresenta 500 projetos de lei, né? Dia disso, dia daquilo, é homenagem àquilo. Não, eu gosto de relatar grandes projetos, aqueles que mudam.

Por exemplo, eu relatei um projeto, Igor, que eu tive muito orgulho agora, agora nesse mandato, antes da reforma administrativa, que foi o seguinte: O Brasil tinha uma desigualdade profunda na tributação daqueles fundos dos milionários e bilionários, né? Você tem uma aplicação, um fundo desse qualquer, você paga ali aquele imposto de renda de 6 em 6 meses, vai, que a gente chama de come-cote, né? O super rico ele não paga isso, ele só pagava isso no saque.

Isso era uma desigualdade grande que matematicamente gerava um ganho gigante é para esses investidores. Então a gente precisava igualar. Pô, por que que esse aqui não pode? Essa brincadeira, essa brincadeira gerou R$30 bilhões por ano a mais para o governo, para o governo, né? E eu fui, quando o governo apresentou essa proposta que ficava patinando 3 décadas lá na Câmara, porque começava a entrar os lobbies e tal, as discussões sobre isso, aí fala assim, bom, vou escolher um cara para fazer isso.

Quem vai escolher? Vou escolher o Pedro Paulo, que é um cara respeitado, Não vai fazer briga de classe, não vai fazer combate entre rico e pobre. Tem condição de chegar aqui na Faria Lima, ser recebido, dialogado, respeito. As pessoas sabem que eu vou conduzir a maneira com diálogo, de maneira técnica, de maneira isenta, sem qualquer tipo de sacanagem. Então fui escolhido e a gente aprovou isso, aprovamos isso, ajustamos, melhoramos.

Isso gerou 30 bi no orçamento federal, entendeu? Então assim, Isso é, eu sou, eu gosto dessas relatorias que mudam para valer, né, que impactam o país, né, que muda a vida, pode mudar a vida das pessoas. Eu não fico concorrendo para ser um projeto. Então, voltando à tua pergunta, reforma política, eu acredito que é importante, eu acredito que é importante, a gente tem que fazer reforma política, voto distrital. Mas por mais também que a gente reforme, a gente vai reformar, tá sempre lutando para reformar, tem sempre uma hora que esbarra na conduta humana, né?

I3Igor 3K

Tem.

PPPEDRO PAULO

Então você vai melhorar o sistema político, mas você vai sempre depender, né, com certeza, do cara não roubar, com certeza, do eleitor escolher bem, entendeu, né? Dele ter um mecanismo que ele possa ali acompanhar. Você pode criar mil mecanismos, transparência absoluta, total, não sei o quê, mas se o sujeito não, né, não tiver acompanhando, discernimento, conhecimento, interesse, não adianta. Você pode ter o melhor modelo do mundo que não vai funcionar.

I3Igor 3K

Eu acho que a gente vota mal, número 1, causa número 1, é porque a gente é mal educado. Ser mal educado, não ter educação ao longo da vida, gera várias coisas. Gera falta de pensamento crítico, gera subemprego, gera salário baixo. E isso ao longo de gerações vai gerando o cara que ele vai, já vai trazendo a gente para a situação que a gente tá hoje, na minha opinião. Como resolve isso? A gente precisa de uma, chavão, mas a gente precisa de uma, de uma educação sinistra, um plano sinistro que a gente vai pensar para ele dar resultado daqui a 50, 30 anos.

Daqui a 30 anos a gente vai ter uma geração geracional braba que vai, que ela, ela tem, ela desenvolveu o pensamento crítico porque Foi plano de Estado que a gente tivesse uma população capaz, porque a gente não tem, com todo respeito, é plano dos cara que tu seja, que tu não esteja, que tu nem saiba que tu vai votar em dois cara para senador esse ano. É o plano deles isso. Então é, só vai mudar quando a gente tiver uma, quando as pessoas conseguirem pensar, né?

Porque quando o cara não consegue pensar, ele necessariamente vai arrumar um subemprego. Sim, ele necessariamente vai ganhar mal porque ele, porque ele não tá pensando. E queira você ou não, tudo bem, é sempre importante o trabalho pesado, braçal, não sei o quê e tudo mais, mas a gente tem falta de trabalho intelectual no fim das contas.

PPPEDRO PAULO

Sim, porque as duas coisas, claro, você tem que ter uma melhor educação política, consciência política de quem vai lá e escolhe. Família, né? Isso vai, como você falou, geracional. Tem aquele ditado que diz o seguinte: meu pai jogava lixo no chão, eu não jogo, meu filho vai bater em quem joga, né? Então você tem que aos poucos ir com mais educação, tudo isso, botar as crianças no ensino público em horário integral, né, para que você possa melhorar o aprendizado, enfim, e assim a consciência, a instituição funcionar bem.

Mas eu acho que eu queria dividir essa culpa Queria dividir essa culpa com a classe política, porque eu acredito, eu falo isso porque eu sou presidente do PSD no meu estado, né? Então o que que a gente faz lá? Eu, a gente também tem um cuidado de quais os candidatos nós vamos oferecer para as pessoas votarem. Uma boa reforma, sabe o que seria? Reduzir a quantidade de candidatos. Porque, por exemplo, às vezes você fica naquele desespero de ter que colocar 47 lá no Rio de Janeiro, são 46 candidatos a deputado federal.

Você tem que ter 47 candidatos para concorrer. Se você reduzir isso, você pode qualificar mais ainda, você pode ter mais recursos para ajudar campanhas de candidatos mais bem posicionados. Precisa pegar o cara ali que simplesmente tem um nicho de voto, a gente sabe que não tem chance nenhuma, mas ele vai para compor achar porque é necessário, que a matemática da eleição exige isso. Então uma boa reforma seria isso, reduz o nome de candidato, muda um pouquinho a fórmula e tal.

A outra coisa é a consciência dos líderes partidários de que você tem que oferecer quadro bom, gente. Quadro bom e quadro viável. Não é só pegar um professor universitário, com todo respeito aos professores, pegar o professor universitário, botar ali, o cara não tem voto. Né? Ele tem que fazer, o cara tem que ser bom, tem que ser bem formado, tem que ter boa índole, mas também tem que ter capacidade de ter, de chegar lá, de competir, né?

Então isso é algo que eu, quando a gente assumiu o PSD, o Eduardo Paes, a gente também é muito, olha muito isso, né? Ter bons quadros. Tem um cara que é um super quadro lá, que é o Daniel Solange, foi secretário de Saúde. Tem o Renan Ferreirinho, que foi o nosso secretário de Educação, super quase formado em RAV, que vai se eleger deputado federal. Assim, de várias áreas, é bons quadros para você ir qualificando a política. Porque não é só você chegar, o sujeito vota mal, vota mal às vezes também porque você oferece só pé rapado, né, só é pangaré para o sujeito escolher.

I3Igor 3K

Inclusive, a intenção do cara que não tá nem aí, entendeu?

PPPEDRO PAULO

Olha, bota ali o sujeito que tá, que tem, em vez de ter ficha limpa, tem ficha corrida. Né? Não tem, sabe, condição nenhuma de estar no parlamento, entendeu? Ou tá gerindo. Então a gente precisa dividir essa, essa responsabilidade. Não é só eleitor vota mal. Eu não gosto dessa história. Ah, não é só eleitor que vota mal, pode melhorar. Pode, mas a política também precisa oferecer melhores quadros.

I3Igor 3K

É, só que não vai rolar, né? Porque aí precisa de vontade política, e o que elege o cara é o fato do cara votar mal. Não vai rolar.

PPPEDRO PAULO

Não, a gente tava falando sobre isso, o Aqui eu fazia mea culpa, aqui fazia não a mea culpa, mas atestar uma aqui. Ontem, debate dos governadores. Aí eu falo isso com coração apertado, mas quando eu vejo a disputa Haddad-Tarcísio, né, num debate para governador do estado, e vejo lá no Rio de Janeiro é a disputa com André Marinho, garotinho, né? E sabe, acho que o Douglas com a sua ficha, Douglas Ruas com a sua ficha corrida, né?

Você fala assim, pelo amor de Deus, Eduardo Paes tem que ganhar isso para a gente aos poucos. E qual ele fica? Porque é uma coisa que eu fico imaginando, um empresário, investidor, o cara tá pronto para fazer um grande investimento, ele tá decidindo qual o estado que ele vai. Aí ele olha o debate de São Paulo, as pessoas olham, olha o debate ali de São Paulo, vê o nível Haddad e Tarcísio, olha lá para o Paraná, outro nível, olha para o Santa Catarina, Aí olha para o Rio de Janeiro, vê esse garotinho, essa história, 5 vezes preso, pô, André Marinho que não junta quê colher, entendeu?

E aí assim, o sujeito fala assim, não, eu vou para São Paulo, eu vou para— isso faz a diferença, né? Porque o sujeito tá pensando no licenciamento, tá pensando na segurança jurídica, tá pensando na segurança efetiva mesmo, onde é que ele vai colocar isso. Então assim, olha, olha como é que ele vai viver ali, como é que a família dele vai viver. Essas são decisões do empresário em colocar a empresa aqui ou acolá, entendeu? Então acho que isso é um pouco, eu diria assim, a gente pode melhorar, mas a gente vê bons exemplos, né, bons exemplos acontecendo, melhor nível. A gente tem de fato, tem que ter esperança.

I3Igor 3K

Não é, eu não acho que não, eu não que a gente tá perdido não, pelo contrário. Eu acho que tem, eu acho que a gente tá vivendo agora uma grande oportunidade, na verdade. É, por mais que a gente esteja numa crise fodida, cara, é, a crise é, no fim das contas, eu sei que achavam, mas a crise é, no fim das contas, uma chance de melhorar, porque assim, foi para mim na vida privada, foi para mim na vida profissional, deve ser também aí na vida.

PPPEDRO PAULO

Tem um ditado que até hoje não sei se é chinês ou não, mas que diz que crise é oportunidade, né? Então nunca consegui conferir se era chinês mesmo, mas é Mas é uma verdade, você tá vendo, né?

I3Igor 3K

Tipo, dá para a gente. Então eu não sou, eu não sou tão, eu não sou pessimista não. Eu acho que a gente tem um caminho legal. Eu acho que a gente tem gente que acredita no que tá falando. E aqui é diferente de eu concordar da forma que pensa, claro, claro. Mas só de acreditar no que tá falando, para mim, já faz, já diz muito. Porque o cara que já é mais difícil de, sei lá, pelo menos ele pensou bastante alguma coisa. E para alguém quebrar aquilo ali vai pelo menos provocar uma reflexão, sabe?

Então acreditar no que, do que tá falando, para mim é importante. Eu gosto quando a prática também tá alinhada com discurso. E então, portanto, eu tenho esperança que eu vejo alguns que vão, que operam dessa forma.

PPPEDRO PAULO

E independente do campo, tá? Independente do campo, qualidade no campo da direita, qualidade no campo da esquerda.

I3Igor 3K

Eu acho que isso é O que não quer dizer que a gente tá fodido, sim, né? A gente tem uma, a gente tem um pedaço ali que é, que tá, que eu acredito que tá, que gostaria de levar o Brasil para um ponto na frente. E o caminho para chegar nesse ponto na frente pode divergir daqui e dali, mas tem gente que tá buscando, né? Mas sei lá, é sombrio, mas eu acredito.

PPPEDRO PAULO

Vou só voltar nesse ponto. Um belo debate com qualidade de um sendo direita, Tarcísio, um belo debate de qualidade, um baita quadro de centro-esquerda que foi o Haddad. Isso é um, eu acho que isso é uma, é uma, é uma evolução assim. Eu olho, como eu falei aqui, eu olho um pouco coração apertado ver esse nível de qualidade. Quando você viu ontem o debate do Rio de Janeiro, foi uma coisa lamentável.

I3Igor 3K

É bom, Pedro, obrigado por vir aí, cara. Obrigado pela tua presença, pela moral. Eu não sei se tem pergunta para a gente aí, Vitão, sabe dizer? Bom, tem um parceiro nosso aqui que é a Hashtag, cara. Deixa eu falar para vocês aqui da Hashtag, que é o seguinte: Hashtag tá ensinando vocês aí sobre o mercado de trabalho há um tempão já. Então é no YouTube, se você pesquisar aí você vai encontrar. E cara, eles estão, eles já são a maior escola digital do mercado de trabalho da América Latina.

E o que que isso quer dizer? Que eles estão ensinando as pessoas a se desenvolver ou no emprego que estão para ser promovidos, ou para desenvolver uma habilidade nova e arrumar um emprego novo, trabalhar numa outra coisa, desenvolver um hobby, cara. Tudo isso lá na hashtag treinamento. Então você vai encontrar Power BI, você vai encontrar, sei lá, Excel, você vai encontrar inteligência artificial que é o que eu diria que é o mais legal que tá rolando hoje.

Porque eu não tô falando de simplesmente, sei lá, perguntar uma coisinha para um chatbot qualquer. Eu tô falando de realmente automatizar o teu trabalho, transformar as coisas que você tá fazendo de uma, usando a tecnologia que tá aqui, veio para ficar e transformar. E você, o melhor lugar para você aprender é lá na hashtag treinamento, tá bom? A gente fez uma parceria que vai te dar é R$500 de desconto em todo o conjunto de curso da hashtag.

Isso significa, se você entrar aqui nesse QR code, usar o cupom FLOW, tu vai ganhar R$500 de desconto em todos os cursos, tudo numa assinatura só, tá bom? O melhor, é o melhor investimento que dá para fazer em você mesmo, eu diria, né? E já que os nossos políticos dificultam a nossa vida, porque assim, a gente tava falando aqui, a gente falou meio ano passando, o lance dos impostos, Mas é verdade, pô. Se a gente tivesse um, eu não sei em que medida um senador se envolveria nisso, mas em boa medida a gente paga, a população que consegue, ela paga a educação pública com seus impostos e acaba pagando educação privada também, paga saúde pública com seus impostos e paga saúde privada também.

No fim das contas lá, a ponta do lápis, a gente acaba gastando bem mais dinheiro só por morar no Brasil. Porque por morar no Brasil, a gente deveria ter o SUS sensacional. O SUS é, no papel, sensacional. É aquilo que tu falou rapidinho também, é que tem pessoas que ocupam, e às vezes o material humano não é escolhido da melhor forma e, portanto, não é o melhor. Mas o sistema em si, interessantíssimo. Caríssimo. Mas na prática, o brasileiro paga por morar no Brasil, que é: eu pago o SUS e eu pago a privada.

Pô, nos Estados Unidos não tem a pública, mas no Brasil eu pago os dois, sabe? Tudo bem, mas tem escola lá, é caro para cacete. Tem escola também?

PPPEDRO PAULO

Não, escola é pública. Verdade, é escola.

I3Igor 3K

Eu particularmente eu pago as duas, entendeu?

PPPEDRO PAULO

Universidade é cara, né? Mas toda a base É claro, tem escola privada, mas a base é oferecida ao cidadão de classe média, média alta, uma escola pública de qualidade. As pessoas decidem morar nos Estados Unidos perto de uma escola, perto de uma escola que tem bom desempenho, que tem meta, que tem indicador. É isso. Então olha aqui que reforma administrativa. Então olha o que que, como é que, e sim, eu acho que essa do Senado é isso, papel do Senado.

Eu acho que é corrigir essas injustiças, né? É do sistema tributário também, né? De um lado a gente tá cobrando muito, de outro a gente tá entregando pouco. E esse conflito é algo que, claro, que a sociedade cada vez mais enxerga no Estado, um Estado que não é justo, né? Esse senso de injustiça, né?

I3Igor 3K

Pedro, obrigado mais uma vez. Aqui a tua câmera, se quiser falar alguma coisa aí para galera.

PPPEDRO PAULO

Ó, primeiro, e te agradecer, Igor, nesse, no calor da eleição, me oferecer essa oportunidade aqui para falar do Senado, tá? Foi um prazer gigante tá aqui com vocês. E acho que, eu acho que chamar atenção das pessoas para consciência em relação ao voto, o poder do voto, da política é gigante para a gente mudar, para a gente transformar, para a gente impactar a vida das pessoas, em especial aquelas pessoas que mais precisam. Então talvez o recado que eu queria dar, aquela, claro que eu queria pedir um votinho também, né?

Meu número é 555, senador. Tenho já uma longa experiência, 5 mandatos. Sou um político vocacionado a tratar de grandes temas, mas tá ali cuidando da nossa, da nossa, do nosso canto, né? E meu canto lá é o Rio de Janeiro, que precisa muito melhorar, sair desse atoleiro, dessa crise. Então queria, acho que para vocês, pedir essa reflexão e um excepcional voto no domingo. Não perder esperança, não perder esperança, né? Tem jeito sim, o Brasil tem jeito, Rio de Janeiro tem jeito.

A gente, e esse processo que a gente falou tanto aqui, né, é de acerto e erro, né? Que bom pelo menos que a gente tem um processo de acerto e erro, que a gente vive numa democracia, né? Então assim, é, mas isso passa por fazer uma boa escolha, uma boa escolha no domingo. Assim, eu fico pessoa. E com todos esses anos na política, esse é um período até que eu me emociono, né? Porque é tão, cara, é tão poderosa essa história de você chegar ali, você não quero esse, quero aquele, escolher livremente, você poder exercer.

Escolho Pedro Paulo por causa disso, mas não escolho porque não concordo com isso. Então acho que isso é, eu acho que a democracia, por mais que tenha nossos defeitos, ela é o melhor sistema que a sociedade foi capaz de conceber para escolher nossos representantes e organizar nossa sociedade. Então eu queria muito pedir, desejar esse bom voto. E se eu for merecedor, vota lá no 555 no Pedro Paulo, vota no Eduardo Paes 55 Governador, vota na Benedita, que é a minha candidata ao Senado, que é 131.

I3Igor 3K

Bom, muito obrigado de novo. Vocês que assistiram aí, muito obrigado também. E para finalizar, Eu queria mandar um abraço para o Kawaii, que também é nosso parceiro nesse projeto de educação política, de falar de eleições e falar também, mostrar para vocês aqui não só as funções, mas também os candidatos, as funções, né? É todo esse conteúdo que a gente tá criando também tá disponível no Kawaii, que é um aplicativo de vídeos curtos. Muito obrigado aí pela moral, pelo apoio.

PPPEDRO PAULO

Se você for para o Rio, vamos tomar um chopp no Caxambir, né?

I3Igor 3K

Vamos!

PPPEDRO PAULO

Vamos comentar na tela, ou então no Rocha.

I3Igor 3K

Vamos, vamos, vamos, vamos ter que ir no Big Burger. Ainda existe o Big Burger ali?

PPPEDRO PAULO

Não tem o Big Burger, caramba, me fugiu o nome do, do, não, o Galeto, Galeto do Rocha, pô. Tem também, tem o Galeto do Rocha e tem, e Caxambir é aquele Marcelão, pô, nosso parceiro lá.

I3Igor 3K

Então eu fui, eu frequentava o Caxambir quando eu morava lá na Silva Mourão, que era tipo, era uma rua para cima, né? Ainda que eu frequentava, tipo, não Salve aí para o Marcelão, mas não dá para ficar frequentando, né? Mas é, sei lá, né? De vez em quando ia lá comer uma costela no bafo, famosíssima, né?

PPPEDRO PAULO

Famosíssima. Mas vamos estar junto, pô. Promessa é de valor, não é igual político não.

I3Igor 3K

Prometei, não cumpri, né? Cuidado, que quando eu prometo eu cumpro. Aí é foda.

PPPEDRO PAULO

Beleza, beleza.

I3Igor 3K

Obrigado pela moral. Vocês que assistiram, muito obrigado também. Já deixar aqui no comentário fixado as redes sociais do Pedro Paulo para você seguir aí e ir lá cobrá-lo também. E bom, se inscreve aqui no canal, manda esse vídeo aqui para a galera que não tá entendendo direito como é que funciona o Senado, pode ajudar. E que mais? Vira membro do canal aí também, que a gente cria conteúdo para vocês o tempo inteiro, mas só se tu for gente boa, tá bom?

Se tu for escroto, nem perde teu tempo não. Um beijo, obrigado, e a gente se vê mais tarde, tá bom? Tchau!

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