O QUE FAZ UM GOVERNADOR
Papo com Alexandre Kalil sobre as funções de um Governador.
Flow News #073
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- A gestão do dinheiro público e a importância de cuidar como se fosse próprioexperiência no Atlético e prefeitura·cuidado com dinheiro dos outros·desleixo e relaxamento na gestão·apagar a luz para economizar
- A dívida de Minas Gerais e a necessidade de renegociaçãoestado quebrado há 12 anos·dívida de quase R$200 bilhões·incentivos fiscais para grandes empresários·prejuízo de R$10 bilhões
- O cenário político atual e a desconexão da população com os debatescrise institucional no Brasil·pesquisas eleitorais e margem de erro·influência das redes sociais·proposta de debate presidencial único
- A importância da educação e a valorização dos professorescuidado com ensino médio e fundamental·escola de tempo integral e distração·salário e plano de carreira dos professores·comparação com outros países
- A segurança pública em Minas Gerais e o desmonte das políciasguarda municipal armada·polícia militar de Minas Gerais·polícia civil desmontada·falta de gasolina e custeio
- A falta de compromisso dos políticos com as promessas de campanhamentir na campanha·promessas de piso salarial para professor·estado quebrado e matemática·hospitais vazios por falta de custeio
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com Alexandre Kalil, candidato a governo de Minas Gerais. Aí a gente vai, vou tentar entender um pouco melhor aqui o que que diabo faz um governador, porque se tu quer ser um governador deve saber o que que faz um governador, certo? Como é que você tá, cara? Tudo bom? Tô bom também, cara. É bom. Então vamos começar assim, cara. Tu já teve, tu já teve oportunidade de ser o prefeito lá de BH, correto?
Tu também era, foi presidente do Atlético, né? Essas experiências, para começar, essas experiências elas se assemelham em alguma medida?
Sim, né? Deixa eu te falar, é tudo público. Não é seu, né? Você tá mexendo com dinheiro dos outros, primeira coisa. Então a minha primeira experiência de mexer com dinheiro que não era meu foi no Atlético, depois eu fui para prefeitura. E é um negócio que a gente tem que ter muito cuidado, né? Porque é foda esse negócio de dinheiro público, dinheiro. E você tem que, você chega normalmente nesses lugares, a situação é ruim justamente por ser desleixado, é porque não é seu, não tem dono.
É coisa, é Atlético, não tem, não tinha, né, não tinha dono. A prefeitura não tem dono, o estado não tem dono, a federação não tem dono. Então é aquele negócio de põe gente, tira gente, azar, tá gastando, tá gastando. Você não faz sua casa, que eu não faço na minha, e a gente não faz da vida da gente. Esse é o princípio básico de tudo. Então se assemelham sim. Eu acho que tudo é uma questão de você, e se você cuidar um pouquinho, um pouquinho da coisa, pôr na cabeça assim, finge que essa coisa é minha, que esse negócio é meu, você tende a fazer um sucesso.
Porque é tanto desleixo, tanto relaxamento e tanta gastança, que aí você começa a fazer uma equipe legal, a gastar melhor, a enxugar, fala, pô, que desperdício, apaga a luz. Entendeu? Que é, governo não apaga a luz, né? Você não apaga a luz quando você sai do banheiro da tua casa.
Eu aqui eu passo, poxa, eu passo vendo se alguém deixou um ar-condicionado ligado. Geralmente eu sou o último a entrar.
É isso. Então, quer dizer, se você apagar a luz sendo governo, você tá dando um passo muito legal para você, para sobrar dinheiro, né? Porque eu precisei de dinheiro em momentos foda na prefeitura. Precisei de pandemia, eu precisei de dinheiro. Caiu a chuva, a maior chuva da história de Belo Horizonte, sem ninguém para me ajudar, nem governo federal, nem governo estadual. Eu tive que reconstruir o estádio sozinho. Então vai sobrando dinheiro e entra muito, é muito dinheiro, entendeu?
Por que que não tinha ninguém para te ajudar nessa oportunidade aí?
Primeiro, o estado tá quebrado há 12 anos, então não tem dinheiro. Aconteceu agora em Juiz de Fora, né, mataram morreram 77 pessoas. O governo do estado chegou lá na prefeitura, deu R$40 milhões. Eu, para reconstruir Belo Horizonte, eu gastei R$700 mil. Todos os dinheiros também, entendeu? Quando você fala de público de uma cidade de 3 milhões de habitantes, né, 2 milhões e 600 mil habitantes, é tudo é grande para burro.
Sim.
Então não tem nada pequeno. Então é, é, é, é, se você falar assim, o que que faz um governador?
O que que faz um prefeito? Só que em outra escala.
É o que faz um prefeito, ele tem que pegar, ele tem que cuidar. E no estado igual Minas Gerais, que nós temos divisa com a Bahia, nós temos, nós temos cidade em Belo Horizonte que faz divisa em Belo Horizonte e Minas Gerais, que faz divisa com Goiás, Mato Grosso, São Paulo e mais algum, entendeu? Então é uma cidade. Então, quer dizer, Minas Gerais é um país, tamanho da França. Então não tem diferença de prefeito para governador.
Tem a Assembleia, tem a Câmara Municipal, você tem que ter maioria, você pode fazer projeto, você pode fazer Então é claro que é numa escala maior. O orçamento do Atlético era 300 milhões no meu tempo, né? Eu deixei com 300 milhões por ano. O orçamento da prefeitura de Belo Horizonte era, quando eu saí, era 22 bilhões por ano. Só essa que é a diferença. Então você tem que apagar mais luz. Mandar mais gente à toa embora, fazer isso, entendeu?
O principal, tu falou que o Estado de Minas está quebrado, né? 12, tu falou que tava com a dívida insana. Como isso tem jeito para começar? Qual, como é que tu, como é que, o que que um governo, o que que eu devia ter feito?
Negociado, né? Eu tô te devendo, eu devo ao Flow aqui, devo ao Igor. Eu não posso falar que eu sei, um agiota, um vagabundo, um pilantra, porque eu vou precisar de você. Falou, Igor, me dá um prazo, diminui essa dívida, corta o juro, me ajuda aí, prorroga isso a tempo indeterminado. Eu vou ter que te pedir uma porrada de favor para você ter uma boa vontade comigo. Pô, o Calil é gente boa, vamos, quero o gado dele aí, pô, vamos.
Agora o Igor é isso, Igor é aquilo, vai caçar sua turma, cara. E mandaram o governo caçar a turma, e eles dobraram a dívida de Minas Gerais. Então nós devemos quase R$200 bilhões. E fizeram aprovar, o pior Congresso da história desse país inventou um jeito de pagar dívida impagável, e que vai destruir o Estado. Deixa eu te falar, É porque todo mundo tem que entender, Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, é o maior produtor de leite do Brasil, é o maior produtor de ferro do Brasil, é o maior produtor de minério de ferro do Brasil, e é o segundo agronegócio do Brasil.
Não é São Paulo, é Minas. Só pede para o Mato Grosso. Esse estado pode estar falido. Agora, sabe quanto que dá de presente para grandes empresários? R$25 bilhões por ano.
Mas como? Como incentivo fiscal?
Não precisa de pagar o que você me deve, tá? Pode aí. E sabe quem que são as empresas? Não, eu também não sei, ninguém sabe. Tá aí em segredo, ninguém sabe quem são as empresas. E vai dar um prejuízo, um déficit de R$10 bilhões. Tá na LOA, no orçamento para 2027. Vai dar R$27 bi para empresários, para os bons amigos, E vai dar um prejuízo de R$10 bi. Então, quer dizer, tem jeito? Claro que tem jeito, mas tem que organizar, tem que fazer um plano de governo, tem que esvaziar a máquina, tem que apagar a luz, tem que apagar a luz.
Se não apagar a luz e fizer gestão, não vai fazer. Porque eu saí da prefeitura, fiz obra para cacete, fiz coisa para cacete, vou ficar repetindo aqui o que eu já fiz, que o povo lá de Minas já sabe. Fiz muita coisa. Fiz obra assim, a maior obra de contenção de chuva dos últimos 50 anos em Belo Horizonte. Não é obrinha não, é obra de 300, 400 milhões. E larguei 600 milhões em caixa, porque se não roubar e não deixar roubar, amigo, é dinheiro demais que entra. Então é isso que faz um governador.
É, e bom, então pelo visto, se tu for eleito, a primeira coisa que tu vai fazer é correr atrás de negociar essa dívida com os cara. Sim, e o governo federal com o governo federal. E nesse caso aí, com esse problema que tu tá levantando de algum tipo de incentivo fiscal para esses empresários, tu vai ter que trocar uma ideia muito forte com eles, né? Porque já existe, tu tá propondo não ter mais, que são os caras que fazem, que pagam o imposto, que deveriam pagar o imposto, que deveriam dar esse dinheiro que você tá falando.
Então é uma condição que existe de uns cara que são enormes vai te dar trabalho.
Vai, vai. Sabe o que acontece? É, no dia que o político brasileiro, ele entendeu o seguinte: você foi lá e comprou 1 quilo de patinho. Aqui chama patinho a carne?
Acho que sim. É patinho, eu conheço como patinho.
Então eu comprei 1 quilo de patinho, aí eu peguei o patinho, pus em cima da mesa, tirei um bife de 200 gramas Tô falando em caso de estado, que é um bifão, né? Pensa no hambúrguer de 200 gramas, é uma caceta do hambúrguer. Aí eu falei assim, tá aqui, ó, isso aqui é a sua parte para você picar isso aí e colocar para médico, paciente de saúde, reformar escola, arrumar merenda, né? Para você. Eu comprei, eu que comprei, tá? Eu sou, eu sou contribuinte.
Eu tô te dando a sua parte do bife para você redistribuir. Tem esse pedaço aqui, ó, essas 70 gramas aqui, que é para os municípios todos, que você tem obrigado a dividir também, tá? Beleza, beleza. Aí você pega o bife e fala assim: toma aqui, bilionário, fica com esse bife todo para você. Porra, mas eu não te dei o bife para isso não. Esse bife, esse bife é para pôr médico em centro de saúde, para pôr polícia na rua para tomar conta, para arrumar escola, para comer merenda, entendeu?
Para dividir para os municípios. Quem te autorizou a dar meu bife todo para esses caras? Então, no dia que o político sábio souber que esse dinheiro— a Margaret Thatcher falou 50 anos atrás, há 50 anos atrás: não existe dinheiro público não, gente. O dinheiro veio do imposto. O dinheiro é público como? Ele vem da onde? Ele chegou na minha mão da onde? Do flow que pagou o imposto, porra. É assim que eu vou arrecadar, porque senão eu não vou varrer sua rua, eu não vou iluminar sua casa, não vou asfaltar sua porta. Eu preciso desse dinheiro, esse dinheiro não pode tirar de mim não.
E aí, cara, é lá em Minas, tá tendo o as pesquisas estão te colocando ali em terceiro lugar, não é isso? Numa eleição que é, que tá, como a gente tava conversando antes aqui, no meio de uma crise institucional, uma crise no Brasil, talvez a maior da história do Brasil, né, cara? Como é que, como é que tu enxerga esse cenário? Como é que tu se insere nesse cenário? É que tu, por que que tu Como é que tu tá vendo isso se formando assim, ou chegando o dia da eleição, esse cenário como as pesquisas mostram?
Como a gente tá vendo, por exemplo, candidatos à presidência que não vão aos debates, e isso causa, isso influencia a forma como tudo acontece.
Desligou a população, né?
Desligou a população.
E eu discordo assim de uma coisa, porque cada vez a crise é a maior da história, a república vai cair. Quando o Collor foi cassado, ia cair. Quando a Dilma foi cassada, ia cair. Quando teve Mensalão, o mundo ia acabar. Quando teve Petrolão, o mundo ia acabar. E o mundo não acabou, e cada dia tá pior, né?
Sim, porém é que a gente é muito bom em bater nossa própria meta, entendeu?
Exatamente.
Então, assim, todos os escândalos que você veio falando aí, eles foram em boa medida ali os maiores mesmo até então. Só que aí veio mais, né?
Exatamente, exatamente. Então, outro dia eu tava, eu tava no intervalo de uma agenda a outra, eu falei, ah, eu vou em casa, eu tenho uma hora de descanso. E era agenda, era perto da minha casa. Eu cheguei em casa e liguei a televisão, só falava em STF. Pô, nós estamos, nós estamos, isso tem 3 dias, nós estamos a menos de uma, quase uma semana da eleição presidencial, não vamos falar de governador não. Nós vamos escolher o presidente da República.
Só falava de STF, de Ministério Público Federal, de papapai, que já turma de cá, que turma de lá, quem quer poder, quem quer direito, no STF, cara, no STF, quem quer de um lado, quem quer do outro. Então eu acho que isso aí desligou muito a população, e eu acho que vai A pesquisa tá legal, tá boa. Eu tô na margem de erro e tô disputando o segundo turno, tá? Não tô reclamando dessa pesquisa, não acho que ela tá beleza para mim.
Eu tô na briga e vou para briga e tá beleza. Pesquisa tá ótima, eu tô inserido no jogo, pronto. Mas vai muita gente vai assustar com o resultado, não em Minas, entendeu, Igor? No Brasil inteiro. Por quê? Porque o cara vai resolver ali quem vai ser senador, governador, até que presidente da República não, que esse aí tá mais, né? Vai ser, vai acordar domingo de manhã assim: ô, bem, nós vamos votar em quem, hein?
Muito provavelmente.
Exatamente. Porque, ó, querido, é com açúcar, adoçante, adoçante. Você quer, vamos tomar café aqui, vamos resolver quem que nós vamos votar agora para governador. Sabia que nós temos que ir lá agora votar? O que que vai acontecer? Quem tá assistindo política é político.
É, mas até porque eu acho que tem muito a ver, cara, também com a falta da oportunidade de ouvi-los, né? Então, pô, é Tem gente que vai falar, ah, os caras usam as próprias redes sociais para falar o que eles querem fazer, portanto não precisa, portanto não precisam é os debates. Eu discordo gigantescamente, porque quando tu tá falando nas redes sociais, tu tá falando para tua base, tá falando para quem em geral já ia votar em você, certa forma, né?
Ah, mas tem os influenciadores que estão dando a própria opinião, tá legal, mas em geral, se tu tá acompanhando um Se tu tá, é, tu tá acompanhando um influenciador e por causa de uma opinião política, então tu já, já tá inclinado para aquela opinião política. O debate é a chance de pegar os públicos e trocar ideia. E eu concordo que um cara que votaria hoje no Flávio Bolsonaro, a chance dele votar no Lula, ser convencido a votar no Lula e vice-versa, é muito pequena.
Mas a gente teve uma votação muitíssimo apertada no segundo turno em 2022, E inclusive a diferença de votos foi menor do que a quantidade de brancos e nulos. Então tem, existe, tem margem. E não colocar essas ideias para a galera fazer um escrutínio, a gente vai votar meio que às cegas, né? E quando empobrece o debate político num lado tão importante quanto presidencial, as coisas, eu suponho, o interesse acaba se esvaindo.
Mas aí acontece o seguinte: o que que virou debate? Todo mundo faz debate, todo mundo tem um estúdio, tá certo? Hoje, e todo mundo quer fazer debate. Se você, eu mesmo, se eu for a todos os debates que me convidaram, não tem campanha.
Mas eu concordo contigo também, eu nem tô propondo isso.
Olha aqui, o mundo não mudou. Só, só no caso da campanha, não. O mundo mudou, entendeu? O mundo mudou. Então vai ter que mudar muita coisa, vai ter que mudar muita coisa. A campanha mudou. Antigamente era santinho, boca de urna, carro de som. Hoje não é, cara, hoje não é. Eu tive, eu recebo Eu tenho equipe hoje, tem uma parte da equipe grande que é internet. Eu quero dizer, a política mudou. Eu tenho lá, eu tive 22 milhões e 600 mil visualizações em 30 dias. Para política, isso é gigantesco, é muita.
Já tava falando de futebol, de política. Você tava falando de futebol, de política?
Não, só de política. Por isso que é impressionante. O impressionante é que é só de política. Então eu vou te falar uma coisa, o mundo mudou, o debate vai ter que mudar, a pesquisa vai ter que mudar. Porra, eu concordo, vai ter que mudar. Porque eu vou te dar um dado, eu vou te dar um dado. Foi feito na primeira eleição do Tarcísio aqui em São Paulo, do Zema lá em Minas, do Witzel no Rio de Janeiro, 18, em 18. O sistema Globo soltou uma pesquisa, era o Anastasia, o Fernando Pimentel e o Zema.
Os três estavam lá sábado à noite. A eleição nesse ano foi dia 7, essa pesquisa saiu dia 6. O Zema tava com 18%. Sabe com quanto que abriu 12 horas depois da urna? 42.
E o Witzel?
E o Witzel?
Então, então, então foi impressionante também, né?
Então erraram por 24 pontos.
Se eu não me engano, ele tava— se eu não me engano, eu posso estar falando uma merda aqui, mas eu sei que ele ganhou, mas ele não tava nem cotado direito, né?
Então nós vamos ter que mudar. Quer dizer, vamos fazer um debate? Vamos fazer um debate igual o debate— não quer dizer que tudo lá é lindo não, mas um debate igual nos Estados Unidos. Ó, o Flávio e Lula, vocês não têm que escolher não, tá? Nós vamos fechar em rede aqui, vamos fechar todo mundo, entra as internet quiser, nós vamos dar o link, nós vamos fazer. Não é questão de dar audiência não. É informar o povo americano ou ao povo brasileiro como é que vocês vão votar.
Então vai fechar Globo, SBT, Record, a Flow, o Casé TV, o cassete A4, e vai todo mundo ligar e assistir um debate presidencial único, como é nos Estados Unidos, para o país. Uma paradinha só. Quer dizer, pô, fazer um presidente da República participar de 4 debates, fazer um senador da República participar de 4, 5, 6 debates. Ah, tem que ir a debate. Porra, tem que ir nada, tô falando, tô ocupado, tô pedindo voto, tô trabalhando.
Então é um negócio assim, é uma boa ideia essa aí que tu deu, cara.
Mas não é ideia minha não, isso aí nos Estados Unidos.
Tá legal, mas é uma boa ideia mesmo, é uma boa solução mesmo.
Gosto da solução, é uma, uma, resolvido.
Esse é um problema, isso aí a gente teria um problema resolvido. Na real.
Exatamente. Agora, porque não tá ainda debate, tá correndo debate. Ah, teve um debate lá, sabe quantos candidatos foram?
A gente tá vendo, né?
2. Um tem 1%, outro tem 3%, 4%. Uai, eu vou lá tomar voto de quem?
Eu entendo, eu entendo mesmo. Eu concordo, eu acho que essa é uma boa solução, na verdade.
Eu acho que isso resolveria muito problema.
Mas não muda o fato de que assim, os cara também não foram num que é tradicional, que é o primeiro. Eu não tô nem falando de— eu nem considero os da internet, eu tô falando do primeiro e do último.
Eu fui no primeiro e vou no último.
Então, eu quero que são os tradicionais, né? Isso aí, maluco.
É o da Bandeirantes que é o primeiro, é o da Globo que é o último. É isso, é isso. E já é muito, e já é muito. É por tradição, beleza e tal, tal, tal. Mas você vai chegar lá, tá o Flávio brigando com o Lula. Eu tô muito à vontade, viu, porque eu não te falei, mas eu não tô apoiando presidente da República nenhum.
Eu sei.
Então tá bom. Então tá naquela briga de 1%, 1%, meio por cento, 1%, meio por cento. Pô, o resto lá, o segundo lugar tem 3, 4, 5, O que que eu vou brigar com quem lá? Só tem dois caras que pode perder o debate, ou Flávio ou Lula. O resto só tem a ganhar. Então não é a questão de que eu não quero debater, não, é questão de inteligência.
Claro que é. E de novo, eu entendo. No entanto, essa lógica ela não serve a população, ela serve eleger-se. Ela não serve a população, porque no fim das contas eu não sei o que que os cara tão pensando, tá ligado? O que tu tá propondo, como é nos Estados Unidos, resolve essa porra.
Mas deixa eu te falar, tem outra coisa também que você não tá levando em consideração. O cara hoje vai para o debate para fazer corte para internet, tá?
A gente viu lá o Miguel, candidato padre.
Candidato padre, porra! Candidato padre. É isso, é isso. Então, então, quer dizer, os cara vão para ter corte na internet. Então para que que eu vou lá dar corte para os outros? Eu acho o seu.
Eu acho, no entanto, que ignorar a internet é um erro comum dos políticos. Não mais. Mas eu, mas vocês não entenderam a internet, cara. Isso que eu tô dizendo, porque vocês usam, só que Falar para quem já tá convertido tem pouca eficácia.
Mas você sabe que nessa pesquisa que você citou, 62% na espontânea não sabem quem vai votar. É aquilo que eu te falei, vai ser no café da manhã de domingo, cara.
Eu também acho.
Aí você vai virar para assim, você vai desmoralizar o debate e vai desmoralizar uns institutos sérios de pesquisa, que tem instituto vagabundo e tem instituto sério. Só que vai errar todo mundo, vai errar todo mundo, entendeu? Porque tá todo mundo— eu sei o resultado porque eu sou candidato, eu tenho pesquisa interna, eu tenho track interno, eu tenho tudo que eu tenho diário na minha mão e vejo coisa que acontecendo aí, você não dá, não tá errado.
Porque eu tô fazendo pesquisa tem 2 meses, desde que começou a campanha eu tô fazendo pesquisa. Eu recebo todo dia à noite quanto que tá, inclusive a nacional, a de senador, a tudo. Mas eu tô inserido no processo lá dentro.
O Kalil, é um governador, cara, é, você tava, a gente tava falando aqui, a gente falou um tanto de dinheiro, de dívida, não sei o quê e tudo mais, de inclusive de como Minas tem o potencial com o que acontece lá, né, do ponto de vista de produção. O dinheiro que— como é que funciona o dinheiro que um estado pode de fato usar? Os impostos são gerados, eles vão direto para tua mão e é isso?
Não, não. Existem dinheiros carimbados, né? O estado é obrigado a gastar 12% por exemplo, que é muito pouco na saúde, né, dele, dele. Então se eu conseguir mais 12% do governo federal, usando a proporção da arrecadação do estado, eu passo a dobrar a robustez da minha saúde, né. Existe o sistema, é um pouco mais complexo, tripartite. Eu quero abrir um hospital como eu abri em Belo Horizonte, de 500 leitos, o governo federal paga metade, o governo do estado paga 25% e o município 25%, tá certo?
Existe o Fundeb, que é um dinheiro que vem carimbado para educação, mas são carimbos que tem que ter, que é para isso mesmo, fazem parte do bife, entendeu? Fazem parte daquela plataforma.
Para garantir que o bife vai sair daquele jeito que tu planejou.
É, não, mas você já sabe. Agora, quando você uma folha que tá ocupando o limite, o TSE avisou: nós estamos ocupando o limite da folha de pagamento, entendeu? Então nós temos que enxugar, nós temos que enxugar, enxugar. Porque existe uma coisa que é o seguinte: o enxugar para certo tipo de político é muito difícil, porque ele carrega um acompanhado, os amigos, Então é aquela máquina inchada, aquele mastodonte, né? Então você pega e fala assim: não, gente, enxugar no prédio, é na administração, não é no posto de saúde que você vai enxugar, não.
Você vai tirar 3 garçons que serviram cafezinho e vai pôr 2 atendentes no centro de saúde, entendeu? Você vai tirar aqui essas 4 lâmpadas, deixa uma só acesa e transforma isso num aparelho de raio-X novo ou num conserto. São coisas, são exemplos idiotas que eu tô fazendo uma metáfora idiota aqui para que todo mundo entenda o que que é enxugar a máquina, né? Ah, nós vamos criar, eu tô, é, isso é crítica, tá? Nós vamos criar o Ministério da Segurança Pública, vai ter um caceta de um prédio em Brasília com 18 andares, 300 caras, 1.500 funcionários, para ser a segurança pública que agora virou moda no Brasil.
Não, cara, arruma uma sacola de dinheiro, entrega nos 27 estados, na mão dos governadores, seja o que for, cuida, aumenta essa polícia, cuida da sua polícia, e não faz prédio em Brasília mais não, pô. Porque quando a gente anda em Brasília, claro que você já foi uma porrada de vez, Na hora que você olha para o Banco do Brasil, Banco Central, BRB, Correios, não sei o quê, você fala assim: não tem dinheiro que dá conta dessa porra não.
Você não tem essa sensação não? É Ministério Público, não sei o quê, um prédio todo de vidro, não sei o quê. Agora é o TSE, outro prédio, uma coisa mais gigantesca. Não tem dinheiro que dá conta disso. Não tem dinheiro que dá conta disso. Entendeu? Então nós temos que apagar a luz. É o país que tem que apagar a luz e ter planejamento e projeto de país, né? Porque aí eles falam assim: o dinheiro tá todo na mão do governo federal.
Aí outro dia eu falei numa entrevista, falei assim: que saudade, agora tá na mão de 513 cara que estão passando emenda Pix, que pode mandar para tia, para mãe, para o pai, para o irmão, para cunhado que ninguém sabe de onde foi, de onde vem. Quer dizer, tá esculhambação geral completa, completa, completa.
Quando tu tava, quando tu era prefeito de Belo Horizonte, tu tinha uma, uma, a população tinha um ponto de contato muito assim diário contigo, com a prefeitura, né? É muito óbvio, na verdade. Quais são os pontos de contato que tem, que a população tem com governador?
Ela é mais longe. É por isso que eu tô me propondo a ser governador, porque ela— claro que o contato do governador é o prefeito, é o olho do governador. E não adianta o município de que 853 municípios, um estado de 853 municípios, falar que você vai tomar conta disso. Não, você tem que receber os prefeitos. Porque ele é que vai te falar a merda que tá dando na região, na cidade dele, ele é que vai te falar o que que é isso, entendeu?
Então você tem que receber todos os caras que vão te falar os problemas. Cada vez que você sobe o poder, você tá mais longe do povo, né? O prefeito é uma papadaria. Eu, quando fechei—
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Cidade, os cara ia para porta da minha casa fazer buzinação todo dia de 6:30, 7:30. Né, o cara virou para mim assim, pô, mas sua rejeição é de 40%. Eu falei, meu amigo, eu fui eleito só com 63%, com a maior votação da história da minha cidade, mas os outros 37% fazia buzinasse na porta da minha casa querendo me matar porque eu fechei uma cidade, pô, entendeu? Porque tem que tomar decisão, tem que resolver, tem que resolver. Você escolhe um lado ou outro, né?
Eu escutei os médicos. Né? Porque a minha terra é redonda, eu não bebo detergente. Então eu não, eu não, eu tenho rejeição, porra, eu tenho rejeição, entendeu?
Que é curioso, que é de o quê, 30 e poucos por cento, que é mais ou menos a proporção que tem, que tá meio distribuído mesmo. Porque se a gente for olhar para as eleições de 22 rapidinho aqui, a gente viu que foi mais ou menos assim. 30 e tanto por cento para um lado, 30 e tanto por cento para o outro, tanto que a diferença é de 2 milhões de votos, né?
Muito pouco.
E o resto era indeciso, nulo, não foi votar, branco, né?
É isso. Então, então o que eu tava te falando é o seguinte: é, nós precisamos de enxugar tudo e ter a decisão e ter a tranquilidade Ninguém tá interessado em acabar com a polarização no Brasil. Os políticos não têm o menor interesse nisso, que isso dá voto cego. Porque na hora que o voto não for cego, que é o caso esse ano, é que é o caso, na hora que o voto não for cego, esse cara fez, esse cara tem escândalo de corrupção na vida dele, ele responde a processo, esse cara fez malversação de dinheiro público.
Pô, esse cara ficou na prefeitura lá 6 anos, não tem um processo de corrupção, não tem, não responde a porra nenhuma. Não, a minha chance aumenta. Então eu quero ficar no meio, mas eu quero ficar no meio. Agora tem gente que não, que o cara matou a mãe, matou porra nenhuma só. A mãe entrou, o cara tava dando tiro, a mãe entrou no meio. Eu vou votar nele que a culpa é da bala, a culpa é do revólver. É isso, você tá discutindo com esse tipo de gente, pô.
E é dos dois lados, sabe? Sim, sim, dos dois lados. O que facada, só mentira, aquela facada é fake, porra. É foda, né, mano? Eu tenho gente da minha família, porra, aí é foda. Eu tenho gente da minha família, eu acredito, tem gente da minha família também. A facada é fake. Porra, amigão, pera aí, pera aí.
Tem um monte de coisa, tem um monte de coisa para tu criticar. Vai nessa, porra.
Exatamente. Nós não vamos falar nem, não vamos nem beber IP e nem falar que a facada é fake, né? Porque aí é o concurso da imbecilidade, e o concurso da imbecilidade não é um privilégio brasileiro. Ele está sendo disseminado no mundo. No mundo nós temos o cara mais poderoso do mundo, que tem hora que eu acho que tem que pôr um babador nele. Porra, eu vi o Reagan, eu vi o Kennedy, eu tenho 67 anos, eu vi a história, eu li a biografia desses cara, entendeu?
Eu vi a biografia desses cara. De Roosevelt. Hoje tá aquele cara lá, dá medo, dá medo.
É bom, babador, gostei, gostei, cara. Vamos falar aqui um pouco de educação. Um governador, ele vai cuidar do ensino médio?
Não, fundamental também, em alguns casos.
Como é que funciona então?
É porque a prefeitura é só fundamental, tá? Mas tem escola fundamental do estado e do ensino médio, tá certo? Que é um problema danado, que você tem que pegar essa moçada, colocá-la ocupada. Porque não vem com negócio de escola de tempo integral não, porque ninguém tem saco de ficar dentro de uma sala de aula 2 períodos, ainda mais em 2026, com que existem, sei lá, milhões de jeitos de você se distrair. Não, e pior, que agora não pode nem mexer com internet dentro da escola.
Então vai ter, eles já estão agredindo professor, eles vão matar os professor. Então nós estamos, nós temos um programinha bacana para tirar o menino meio expediente. Quando for garoto, vai fazer esporte, e quando for mais velho, vai para dentro da faculdade regionalizada, vai lá aprender, porque cada região Por exemplo, Teófilo Otoni é o lugar de pedra, pedra preciosa. Então precisa de gente especializada em gema, e a faculdade tem os cursos lá profissionalizantes.
A meninada vai para lá aprender e de lá pega as lapidadoras que precisam. Aí você vai misturando e fazendo um negócio a médio e longo prazo, a curto prazo, que você vai ocupar essa garotada. Porque você tem que tirar esse povo da rua, você tem que tirar da mão do crime organizado, você tem que tirar da mão. E sempre que a gente pensa nisso, é porque o esporte entra nisso quando o garoto é novo, entra nisso, né? Porque o mais velho não, o mais velho é igual a gente, pô, vai jogar pelada no fim de semana, vai praticar esporte fim de semana, o resto você vai trabalhar, estudar e fazer o que nós fizemos a vida inteira.
E vai bater bola. Jogar pelada é sábado e domingo, né? Então você quiser jogar bola. Agora o menino não, menino tem que ter, você tem que ocupar ele. Até porque isso é uma necessidade social da família, da mãe e do pai que tem que trabalhar em paz, né? Nós prorrogamos quando era prefeito, um problema, porque ninguém imagina o que que é a hora que a aula acaba. Isso é um problema do cacete, porque a mãe tem que trabalhar e buscar o menino na creche.
Então você nunca tinha pensado nisso, que a diferença de 5 para 5:30 é um negócio gritante. Você pensou na merenda, na qualidade, como cidadão brasileiro da classe privilegiada que nós somos. Você nunca pensou que meia hora de horário de uma creche faz diferença louca para quem precisa da creche, entendeu? Então a gente vai aprendendo a conviver com esse tipo de coisa.
E do ponto de vista de segurança, cara, as atribuições também do governador são muito mais, vou chamar de graves, que a do prefeito.
Não, aí ele comanda. Aí o prefeito não tem responsabilidade, né? Hoje existe a Guarda Municipal Armada. Nós armamos a guarda quando era prefeito, né? Nós armamos porque podia, porque nós aprovamos a lei, podíamos armar. Então a guarda de Belo Horizonte armada, e eu sou a favor para cacete. Acho que tem que estar armada mesmo. E a polícia tá acabada. Em Minas tá acabada. Mas essa é uma, uma, uma, o governador tem que sentar com a polícia, a Polícia Militar de Minas Gerais inclusive, né?
Se eu sei que você é carioca, você não sabe, mas é tida como a melhor polícia do Brasil há anos, há anos. E a Polícia Civil e Penitenciária foi desmontada de propósito.
Só que tem uma boa Polícia Militar, mas uma Polícia Civil que foi desmontada.
Com déficit de 7 mil homens, com pior salário de policial do Brasil, é o civil de Minas Gerais. E a população tem que saber que a Polícia Civil é que investiga. Sabe quando se mata por engano? Porque não é papel da Polícia Militar saber que tem que atirar é naquele caboclo de vermelho. Não é você. A Polícia Civil fala, ó, bandido não é aquele não, bandido é esse não, bandido é aquele, entendeu? É a Polícia Civil que vai dar o caminho para o PCC, que vai dar o caminho para o Comando Vermelho.
É claro, tem a parte financeira do follow me, né, do sigo dinheiro, tem tudo isso. Isso aí nós não estamos discutindo. Mas a polícia investigativa, ela não pode morrer, que é a Polícia Civil, que em cada estado é diferente. Por exemplo, no Rio ela tem muito mais importância, ele tem um protagonismo maior. Isso varia de estado para estado, né? Então nós não temos gasolina hoje em Minas, cara. Quem sustenta a polícia, isso todo mundo sabe, eu tô falando aqui porque isso eu cansei de falar e ninguém levanta o dedo para falar que é mentira, são os prefeitos.
Porque se matar o filho de alguém numa prefeitura, eles vão atrás do prefeito. Você não botou gasolina no carro da polícia? Pô, mas não sou eu que tenho que pôr não, é o governador. Pô, ficar sabendo disso não, pô. Verdade, entendeu? Então o prefeito tem que se virar lá. Tem um prefeito interior lá do sul de Minas, que é uma região muito rica lá de Minas Gerais, falou: eu que lavo o batalhão, amigo. Eles não têm pinho ao sol, balde, empregada para lavar o batalhão da Polícia Militar.
Isso nunca existiu em Minas Gerais não. Polícia Militar lá era foda. Polícia Militar, Polícia Civil, a Polícia de Minas não era brinquedo. Sequestraram na época do governador Hélio Garcia uma menina em Minas Gerais, levaram para o Rio de Janeiro. Secretário chamava Zé Rezende, era um secretário de segurança. A Polícia Civil foi para o Rio de Janeiro sem pedir autorização, mataram os bandidos todos, trouxeram as meninas de volta.
Então era o seguinte: Minas Gerais era fronteira. Lá é ruim ir, e para Minas é ruim. E desmonta a polícia, ficou bom para eles irem lá agora.
Esse desmonte da polícia é pela falta da grana?
É tudo falta da grana.
Entendi.
É tudo falta da grana. A saúde é 12%, não tem estado que aguenta, que vai dar dignidade com 12%. Da arrecadação na saúde, cara. É tudo é grana. Só que esses caras não se atentaram para isso, entendeu, Igor? É tudo grana. Não pode dar dinheiro porque não tem para dar. Quem ajuda é pobre e é rico. Estado rico ajuda gente pobre. Estrada ruim só tem estado pobre. Você não vê estrada ruim em São Paulo. Você não vê estrada ruim no Paraná, tá certo?
Você não vê estrada ruim na Bahia, você só vê estrada ruim em Minas Gerais, porque empobreceram o nosso estado. E ele é fácil de ser recuperado, ele não é difícil, com organização, com planejamento, com tudo legal.
Entendi. E esse, esse é um planejamento, cara, que é para dar resultado, na tua opinião, em quanto tempo? Porque tem várias coisas no Brasil que na minha opinião deveriam ser feitas, mas como elas não vão dar voto, não nesse ciclo, e provavelmente nunca darão mesmo, como um plano para educação assim. Eu gosto da ideia de uma educação foda no Brasil, tá, que vai dar, que tem que mudar. Não é porra mais dinheiro, entendeu? É tem que mexer em algumas coisas, até o jeito das pessoas, a aula em si talvez, entendeu?
Precisa ser reimaginada. Mas isso a gente vai, vai ver. Eu vou ver, sei lá, pô, minhas netas talvez se beneficiando disso. Então é coisa para muito tempo. E aí isso não dá voto, cara. É, tem coisa para fazer assim também nível estadual, não tem?
Tá burro! Deixa eu te falar, eu era prefeito, arrumei um dinheiro do Banco Mundial, 1 bilhão, para continuar uma obra que eu tinha começado e que não acabou até hoje. Até porque na outra prefeitura teve escândalo de corrupção, depois que eu saí, claro, claro que foi depois que eu saí. Aí parou a obra e tal, mas eu consegui o empréstimo para continuar. Ia demorar aí uns 3, ia passar uns 3 prefeitos. A Câmara negou porque, por motivo político, porque o dinheiro era juros zero, que é um programa de saneamento que era contenção de chuva.
Então o Banco Mundial privilegia esse tipo de empréstimo. Com carência, com juros zero, com escambau para país em desenvolvimento. Eu entrei nesse programa, consegui entrar, consegui pegar 1 bilhão. Foram lá, inclusive o Nicolas Ferreira fez parte, comemorou, pôs no Twitter. Aí apertaram ele na época da eleição, quando deu a chuva lá e matou não sei quanto, falou: uai, você comemorou que você vetou o dinheiro do prefeito Calil, que era para fazer isso.
Eu não ia nem começar a obra, eu só ia arrumar o dinheiro. Então nós não temos plano de Estado, é plano de governo, é plano de governo. Sai o governo, mudou tudo. Sai o governo, muda tudo. Entra o governo, muda tudo. Nós não temos a nível federal, nós não temos um planejamento a nível federal que fala assim, ó, nós temos um plano para educação, né? Porque tem essa bobagem desse IDEB aí, que isso é uma bobagem. Você sabe o que que é IDEB, né?
É uma prova, é uma prova igual vestibular. Então a professora, para ficar bem na fita, o Estado para ficar bem na fita, ele treina o menino em matemática e português, tá certo? É tabuada. Vem cá, vamos fazer a tabuada igual mamãe fazia com a gente. 3 vezes 3. Agora faz o IDEB. Aí deu a nota ali embaixo, chega a escola, tá uma porcaria. O IDEB tinha que ser um negócio natural. Não, nós aqui nós aprendemos, nós temos um ambiente escolar legal, um nível de escola, de pedagogia.
Não, eles estão discutindo o banheiro da escola. Se vai entrar menino, se vai entrar menina, se vai não sei o quê, se pode ir, se faculdade vai pintar, agora chega o Evara, se vai pôr o Trump. Porra, não dá, né? Aí não dá, né? Escola é quadro negro, escola é professor. Treinado, professor com qualidade, professor bem remunerado, né? Você chega no, no, no, no, eu até esqueci o nome do livro, eu tô lendo um livro, pô, de um professor universitário colombiano, sanitarista, muito legal.
E, pô, o cara é professor, o cara tem uma vida boa, entendeu? Da Colômbia, pode ser um médico sanitarista professor. Eu tenho dois filhos professor universitário, aí é um médico e um advogado, os dois são professor de mestrado e tal, e eu fico gozando eles. Fala: não, pai, eu tenho que dar aula agora à noite, tal, tal. Ah, mas pelo salário, né, meu filho? Puta que pariu, você tem, você não acredita quanto ganha um professor universitário.
É claro que eles são professor porque dá currículo, dá status, dá tudo, não tô discutindo isso, eu tô discutindo Ele podia viver de ser professor, ele podia viver disso, porque se ele é professor, ele tá capacitado para dar aula. Então não podem viver de ser professores.
E aí tu tá falando de um, de uma graduação bastante avançada, né? O cara tá dando lá curso de mestrado, você disse, né? Se a gente for baixando essa, essas escala aí, se a gente baixa.
Eu falei nisso para mostrar que nem no alto escalão, que o salário é uma porcaria lá em cima.
Mas que aí nesse caso o cara ainda tem alguma coisa para ganhar, Calil, que é o status, cara, professor de mestrado, pá, não sei o quê. Agora, com todo respeito, o professor do ensino médio, por exemplo, hoje a verdade é que me parece não ter um incentivo muito claro para escolher ser um professor do estado. Então quem vai parar no estado, ele tá procurando um troço que não me parece ser o que os melhores estão procurando. Os melhores, não sei se eles estão procurando estabilidade, eles estão procurando ganhar dinheiro, entendeu?
Você sabe que o salário do professor do estado é tão ruim que o que que acontece? Então as escolas particulares nivelam o salário, claro que melhor, Mas o salário hoje, hoje nós estamos falando hoje, hoje eu não sei porque eu saí de lá de manhã, mas ontem as professoras de escolas particulares que o pai paga R$2.000, R$3.000, R$1.000 estão de greve porque nivelaram embaixo. Sabe qual que é o grande sonho de um professor? É ganhar R$5.000, R$5.200, que é o piso do professor. Que eu piso para trabalhar 40 horas sem plano de carreira.
Como é que alguém vai escolher ser professor para começar, né?
É meio voluntariado, é meio—
sabe que eu fui professor 7 anos, dei aula de inglês 7 anos, e de fato assim, eu fui promovido umas 5 vezes e o meu salário, meu último salário lá deve ter sido R$4.000, negócio assim.
É isso, é isso.
Fui promovido 3 vezes, vai, não vou lembrar o número, então é melhor errar para menos.
É isso, você pega, você pega, é um plano. Isso tem, eu não sei como é que faz, né? Aliás, o candidato sabe, tem o sabe-tudo que promete tudo, que faz tudo, que não é mesmo, não sou eu. Mas vamos lá na Coreia ver como é que foi feito, né? Porque tem que copiar. O Estados Unidos mandou gente aqui para ver como é que era o SUS, porque aqui foi criado o melhor plano de saúde pública do mundo, do mundo. O Obamacare, Obamacare, né? Ele foi, é bom, você é professor de inglês.
Mandaram um pessoal aqui e ficaram quase um ano. Porra, eu acho isso animal, só tinha que funcionar o plano e não consegue porque saiu, entrou outro governo.
E aí, porra, larga para lá. Isso aqui, tanto que isso que você tá falando é verdade, tanto que os programas mudam de nome Fica assim, puta, não dá para eliminar o Bolsa Família. Se tirar o Bolsa Família, fodeu. Aí muda de nome.
É exatamente isso, é um negócio, é Minha Casa Minha Vida, Casa Brasileira, não lembro como é que é, mas mesma merda muda de nome que é para não dar capital político. Exatamente. Não há um plano de governo educacional na saúde. Na saúde é espetacular, negócio do SUS no Brasil é um negócio, e Aí vira o seguinte: um lado ideológico é furta para ele. Sabe quem foi relator do SUS na Constituinte de 88? Carlos Moscone. Ele é candidato a vice-governador de Minas Gerais, relator do SUS.
Se o estado tem que gastar 12%, o município tem que gastar 15% com a saúde, devem a Carlos Mautogoni, que é candidato a vice-governador de Minas Gerais na minha chapa, entendeu? É um plano. Agora, aí eles coptam. Isso foi feito no governo do Sarney, porra, foi aperfeiçoado no Fernando Henrique, e é tão espetacular que ninguém consegue desmanchar o SUS, né? Ninguém consegue. Então, quer dizer, você chega, gente que mora nos Estados Unidos da América, quando tem algum problema, pega o aviãozinho e vem para o Brasil tratar.
É, isso daí inclusive é comum mesmo. E assim, o que seria de nós na pandemia, né, sem o SUS?
Eu fui para fila, né? Eu fiz transplante de córnea, eu fui para fila. Eu tenho um mês e 10 dias que eu fiz um transplante da minha córnea no SUS. A fila do SUS, não tem outra fila. Entrei na fila e sabe como é que é? Eles avisam, cara, sua vez tá chegando, se prepare.
Tu escolheu o teu vice-base pensando nisso, por causa da—
também que é médico, é um cara de alto nível, é um senhor E também eu acho, eu acho assim, olha, eu não sei se porque eu enfrentei a pandemia como prefeito, que foi uma bosta, porque aqui foi ordem do Supremo Tribunal Federal jogar essa responsabilidade nas costas dos prefeitos. Ninguém pediu isso, né? A população não entende isso. Acha que eu fui lá, falei assim, ó, me dá esse problema para mim aqui, joga no meu colo, né? Então eu acho o seguinte, eu não sei se é porque eu enfrentei a pandemia, eu tenho uma admiração pelo Sistema Único de Saúde, pelo servidor da saúde, e não tô aqui fazendo gracinha não, porque quando eu era prefeito eu fiz uma homenagem para eles.
No auditório da Universidade das Ciências Médicas, tá certo? Eu era prefeito de Belo Horizonte, fiz uma homenagem para todos os profissionais da saúde, porque eu sei. Porque quando o meu filho botou o jalequinho, não tinha vacina e tava matando gente, e eu falei: onde é que você vai, meu filho? Eu vou para o hospital. Eu falei, eu fiquei assim, ó, porque era meu filho, entendeu? Eu sei o que que é um profissional de saúde. O compromisso que ele tem.
Ah, professor é importante, é importante, a polícia é importante, é importante, é importante. Na hora de botar lá e de morrer, foram esses caras que foram morrer.
Calil, o que que tu— vamos lá, a gente tem um problema no Brasil, na minha opinião é um problema, que é o seguinte: é, tu pode falar o que tu quiser aqui na minha frente, pedir voto do jeito que tu quiser, prometer o que tu quiser, E ser eleito, e tu não tem muito compromisso de entregar o que tu falou, o que tu me prometeu. Então tu pode literalmente mentir a campanha inteira. E como a gente tava falando que os debates são importantes para entender as ideias, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, tudo isso vira vento a partir do momento que tu não tem obrigação nenhuma de fazer o que tu tava falando. O que que tu pensa disso?
Eu tô fazendo a minha campanha baseada nisso. Não me faça prometer nada não. O candidato agora, né, que eu respeito muito pela história dele, o Patrusso falou que vai dar o piso salarial de R$5.200 e tanto para professor. Ele vai tirar da onde? Ele vai tirar da onde?
Tu tá me falando que o Estado tá quebrado?
Não, eu tô te falando não, isso aí não é opinião, aí é matemática, né? Aí nós não estamos, vamos opinar sobre projeto, escola e tal, que o estado tá quebrado. Eu não tô te dando minha opinião, ele tá quebrado, está quebrado, está quebrado. Então, para dar recomposição, nós temos que arrumar a economia do estado e organizar o estado. Não, nós vamos fazer isso. O governador foi no sul de Minas, forneceu R$800 milhões de estrada lá, foi avissosa, falou que vai fazer um hospital de R$250 milhões lá.
Tranquilo, tranquilo. Ele não fez nada porque todos os hospitais foram colocados de pé em Minas Gerais. Foi dia da Vale, do soterramento de Brumadinho, da maior tragédia da história do Brasil. Foi esse o dinheiro que o governo trabalhou 8 anos, né? E quem mandou fazer os hospitais foram a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Falou: esse dinheiro vai para os hospitais. Depois que eles obrigaram a pegar o dinheiro da Vale fazer os hospitais, eles estão lá vazios, que eles não conseguem encher um hospital, porque realmente é difícil.
Eu enchi, eu sei que é difícil encher um hospital, precisa de capacidade para pôr um hospital para funcionar.
O que tu quer dizer com encher o hospital? Colocar lá os profissionais?
O hospital sem gente nem é igual isso aqui, não vai para ninguém. Se eu tiver um infarte aqui, vai adiantar alguma coisa?
Vai morrer na minha frente.
Exatamente. Lá também no hospital tá flutuando também.
É que aqui tem um monte de gente.
Exatamente. Lá também deve ter. Então eu tô falando, eu tô falando que é, o hospital custa 300 milhões, entendi, para você construir, equipar. Hospital de 500 leitos, ele gasta 90 milhões de alta complexidade, hospital bacana igual nós temos lá, 90 milhões por mês.
Mês, porra, pensei que tu fosse falar outra conta aí.
Mês, mês. R$80, R$70, R$90 mês para pôr ele em pé, custa R$300. Então, o que, por que que nós temos, não podemos xingar o presidente da República? Porque é o custeio, amigo. Qual que é a vantagem do Rio? Foi capital federal, tem hospital federal lá dentro. O que que lá é uma zona, né? Bacana, eu sei que aquilo lá é a casa de Mãe Joana, os hospitais federais, mas era um filé, porque é um hospital que só o custeio dele é todo do governo federal, entendeu?
Então você pega, por exemplo, é muita coisa que ninguém sabe, um hospital militar, se for do estado, é igual um quartel. Quem custeia é a Polícia Militar. Se for do Exército, quem custeia é o Exército. Hospital Federal é federal. Agora, esse modelo que nós queremos levar para Minas Gerais, que é o modelo ideal, é o tripartite. Participa a Federação, que é mais rica, o Estado e o Município. Então é isso. No fim das contas, tudo parte de renegociar a Não tem organizar, apagar a luz.
Não é só reorganizar dívida não, porque não tem dívida não, ô Igor. Deixa eu te falar, Minas Gerais tem CNPJ não? Rio de Janeiro que tá quebrado também não tem CNPJ não? Se apertar o carioca, se apertar o mineiro, se o governo federal tá apertando, é a ponta, amigo. É a saúde, é o médico, é o remédio, é eletiva. Eu não tô apertando, nós não temos CNPJ não, é dívida de pai para filho. Nós somos filhos da federação, é igual dever para pai.
Ó, vou te pagar quando puder, que der. Que juro o quê, pô? Vai me cobrar juro, pai? O juro que tá cobrando, tá cobrando é de mim que sou governador, não. Eu tenho meu Bradesco no bolsinho aqui, ué. Eu não preciso de tá cobrando do povo dele, seja o presidente que for. Tá estrangulando é o povo dele que vai votar nele. Ele tá estrangulando é a falta de polícia, é insegurança do povo que é brasileiro, que é o povo brasileiro. Ah, errou o estado, errou, e agora?
Errou, errou, errou. Uai, meu filho foi drogado, meu neto foi drogado, foi, vamos recuperar aqui.
E aí abandona.
Ah não, nós vamos trancar ele, vamos torturar, vamos prender. Uai, que isso, pô? Que dívida é essa que não tá devendo e vai matar o Rio de Janeiro, vai matar o Rio Grande do Sul e vai matar Minas Gerais? Nós somos filhos da pátria só. Nós somos filhos da pátria. Ele tá matando o povo dele, seja o Lula, seja o Bolsonaro. É dívida de pai para filho mesmo, é para cortar 40%, é para não pagar juros, é por tempo indeterminado, porque ele vai matar a ponta.
Quem precisa do dinheiro do governo rico é o pobre. Não sou eu não, eu vou para o melhor hospital de Belo Horizonte, o amigão. Eu vou para o melhor hospital de Belo Horizonte com meu Bradesco no bolso. Ele não vai me fazer mal, não. Ele vai fazer mal é para o cara que precisa lá na ponta. Eu tenho segurança, meu prédio tem câmera, tem não sei o quê, zona sul, polícia na porta, tô passando toda hora para agradar os ricos. Precisa segurança é lá na vila, na favela, no beco que estão ocupando, matando, traficando, fazendo o caralho a Foi isso, porra.
Que dívida é essa? Nós vamos matar o Rio de Janeiro, nós vamos matar o Rio Grande do Sul, nós vamos matar Minas Gerais. Falta de lógica completa e falta de conversar.
Verdade, faz todo sentido mesmo assim. Quando, se eu não, se minhas filhas tomarem uma dívida comigo aí, a gente me paga aí quando for possível, né?
Porque tá doido.
Bom, Calil, muito obrigado, cara, por vir aí para a gente falar especificamente sobre o cargo de governador. É, mas antes da gente terminar aí, você já, claro que vai poder falar mais um pouquinho aí, eu queria falar dos meus parceiros de hoje aqui, começando pela Insider, cara, que é quem faz essa camisa que eu tô usando e que é a minha parceira bastante tempo. Inclusive, é quando a gente tá propondo mesmo o diálogo e diferentes ideias, entender melhor como funciona a sociedade entender melhor como funciona, sei lá, como a gente pensa, ou pensar com mais qualidade, né?
Então é a Insider que tá comigo já há vários anos, também é a patrocinadora oficial do Diálogo Inteligente e do confronto de ideias, para que a gente consiga no fim das contas entender melhor a realidade que a gente tá inserido, né? Então muito obrigado, Insider, pela moral, e obrigado aí por fazer parte da da história do Flow, no fim das contas. O outro parceiro é Hashtag Treinamentos, que é a maior escola do mercado de trabalho, é a maior escola digital do mercado de trabalho da América Latina, e que já tá ensinando a galera aí na internet há muito tempo, tá?
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E tudo isso, cara, eu tô falando tudo mesmo, porque todos os cursos da hashtag no conjunto, que é a comunidade impressionadora, com R$500 de desconto se você usar o cupom FLOW. Então é isso mesmo, se você usar o cupom FLOW em todos os cursos que estão na hashtag, você vai ganhar R$500 de desconto. Para entender um pouquinho melhor, tem o QR code aí, tem também o link aqui na descrição. Não perde tempo não, vai lá para tu. Bom, melhor investimento dá para fazer em você mesmo, né?
E eu queria aproveitar também e mandar um, e agradecer o Kawai, porque o Kawai, que é uma plataforma de vídeos curtos, É, todo o conteúdo que a gente tá produzindo é educacional, que tem a ver com política, eleição, debate, tá tudo também disponível lá no Kawai. E eu queria agradecer pela moral que tá ajudando a gente a realizar isso tudo, tá bom? Calil, muito obrigado pela moral, obrigado por ter vindo aí. Essa aqui é tua câmera, ó, se tu quiser falar alguma coisa.
Não, muito obrigado, tá aqui, é um prazer, você sabe, né?
Eu não falamos de galo hoje, pô.
Eu não aguento falar de galo mais não. Falei de gado demais. O gado é o único papo gostoso. Gado, nós ficava aqui 4 horas falando de gado. Eu acho que sim. Eu quero dizer, primeiro, obrigado. Você sabe, eu costumo dizer que todo mundo conhece, sabe o seu tamanho. Obrigado, Sérgio. Você não precisa achar que nem é maior e nem é menor. Você sabe o seu tamanho, você tem senso, você é um rapaz inteligente, que é um garoto ainda. Eu quero dizer que obrigado pela oportunidade.
Eu tô aí na briga do segundo turno, tô na briga. Mas isso não interessa ao Brasil, isso não interessa. O que nos interessa é que nós viemos falar de política, de escândalo, de soluções. E nós temos que acreditar que esse país vai ser melhor, que esse país vai melhorar, e que temos que fazer escolhas conscientes para governador, para deputado, para senador, enfim, para todo mundo.
Muito obrigado, Calil. Vocês que assistiram aí, muito obrigado também. A gente vai deixar aqui no comentário fixado as redes sociais do Kalil para você seguir lá e ver o que que ele tá falando aí, que que ele tá propondo para o governo de Minas, e as opiniões políticas e futebolísticas de Alexandre Kalil, né? Então fica aqui para você, se tiver assistindo no YouTube, você alcança com um clique só. E bom, se inscreve aí no canal, vira membro, e é isso. Um beijo para vocês, a gente se vê depois, tá bom? Até mais, tchau!
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