RICARDINHO ACF + FLAVINHA ACF - Flow #654
Casal gearhead
- A paixão por carros e a compra de veículos em leilões no Japãoleilões de carros no Japão·compra de GT-R R32·colecionismo de carros em escala
- A história do Mini Cooper da Flavinha e sua importância emocionalpreconceito com o Mini Cooper·Mini Cooper como válvula de escape·prazer em dirigir o Mini
- A experiência de dirigir no Japão e as dificuldades iniciaisdiferença de direção no Japão·acostumar com o lado da direção·desafios de dirigir em Tóquio
- A gestão financeira do casal e as 'loucuras' de RicardinhoFlavinha na gestão financeira·Ricardinho e o caixa 2·conflitos sobre investimentos em carros
- A experiência de Flavinha dirigindo em Interlagos e um susto na pistaprimeira vez em autódromo·ganhando confiança na pista·quase batida no muro
- A saga do limpador de para-brisa da Touareg e problemas crônicosproblema crônico do limpador·alto custo da peça·solução caseira para o limpador
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This is the flow. Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor. Hoje eu vou conversar com o Ricardinho mais uma vez. Olá! Mas você não é a estrela.
Sentiram minha falta? Sentiram a minha falta?
Eu senti, cara, de verdade.
Eu também senti falta de você.
Mas você não é a estrela hoje.
Você viu? Você armou uma arapuca pra mim, hein, meu irmão?
Nessa até tu vai ter que concordar, senão vai dar ruim depois.
Com certeza. Começa a arapuca daí, pra vocês terem ideia, tá ligado? Mas beleza, deixa você.
Ô Flavinha, obrigado por vir aí também.
Eu que agradeço o convite, não esperava.
Ah, e a gente vai falar de, bom, mundo Gearhead como sempre, as maluquices que esse cara fica inventando aí, né? Esse rolê que vocês deram para o Japão, por exemplo, né?
Vou entregar ele um pouquinho.
Ah é? Fez merda lá, Flavinha?
Não, ele não faz. Imagina, perto de mim então.
Ele só assiste os outros fazer de perto.
Fica tranquilo, meu irmão, fica tranquilo, vai ter volta, vai ter volta, parceiro. Vou pegar a Mari, tu vai ver, ela vai voltar com 3 carros azuis, que eu sei que tu gosta de ver.
Calma aí, cara.
Calma, vai ter volta, parceiro.
Bom, você quiser participar dessa conversa aqui, fica à vontade. O Jean vai escolher aí os 5 melhores live pics. Tem o QR code aqui, o link na descrição, manda aí. E bom, queria também mandar um salve para os parceiros de hoje, que é #BTG. Vou falar deles já já, tá bom? Pô, então, cara, acho que a parte mais interessante de tudo mesmo, para a gente começar, é a viagem do Japão, né? Vocês voltaram faz quanto tempo?
Nossa, tem 2 semanas, 3 semanas.
Não é a tua primeira vez, mas era a tua primeira vez?
É a segunda vez dele, na verdade, né? E foi intensa, eu diria, como todas as viagens comigo.
Olha só, tu já tinha para começar. Bom, mas aí teve a diferença que, vamos lá, esse cara aqui ele entra numa espiral de vou fazer a Transamazônica, aí a Flavinha não vai, né? Tu não tem que passar pelo sufoco que ele se propõe a passar, né?
Ah, mais ou menos. É porque hoje eu virei mãe, né? Mas antes de eu virar mãe, a gente passou já uns rolês aí, né?
Ela é parceira, mano. Ela é assim, eu acho que existe essa diferença, acho, né, dos relacionamentos normais ali, porque ela passa uns perrengues. Tem coisa que às vezes eu olho hoje Tipo, lembra aquele do track day?
É esse que eu tô lembrando, foi o último inclusive antes da gente ter o Miguel.
Então, quero saber o que aconteceu nesse track day aí. Bom, mas você vai começar, sei lá, às 6 da manhã. O que que aconteceu?
Não, calma, calma, você vai ter que ir me ajudando a relembrar.
Mas bom, Miguel tem quantos anos?
Miguel tá com 3 anos agora.
Tem 3 anos que tu tá mais tranquila nesse sentido então?
Bem mais, tá bom, bem mais tranquila.
Mudou a chavinha mesmo. Eu continuo porra louca.
É, alguém tem a chave?
Ela ainda acha que vai dar ruim, tá ligado? Eu acho que eu não vou morrer.
Lá no Japão, na hora que a gente tava no drift junto, teve uma hora que eu virei e falei, mozão, acho melhor eu descer do carro. E a gente em carro separados.
Ela fica botando meu pé na cova, meu irmão. Ela fica botando meu pé na cova. Eu tava lá mandando o maior driftão e tal, pô, preocupado de não bater, de nunca pegar e tal. Aí ela, amor, eu acho que é melhor eu parar. Aí eu falei, pô, você não tá curtindo? Ela anda, sempre andou comigo.
Eu gosto, eu tava curtindo.
Ela gosta.
Só que o problema é que assim—
Eu acho melhor a gente parar. Aí eu falei, pô, mas você tá passando mal? Ela, não, não, não, parar. Aí depois chegamos no hotel e tal, eu falei, pô—
Eu não falei nada na hora, porque senão ia dar um gatilho de preocupação nele.
Porra, brother, eu falei tudo, cara.
Mas aí que eu comecei a ficar ansiosa, porque tipo assim, ele tava pegando confiança e eu conheço. Eu conheço. Aí ele tava ganhando confiança. Eu falei, meu irmão, tá o pai e a mãe do Miguel aqui dentro desse carro. Olha aí, olha aí, se der merda vai os dois na merda.
Ela bota meu pé na corda, meu irmão. Eu ali mandando uma boinha parada, ela, pô, melhor descer aí no hotel. Ela pegou e falou, pô, amor, sabe por que que eu pedi para você parar? Eu falei, pô, me explica agora, porque eu achei que você tá passando mal e tal. Olha que mal preocupado. Aí ela, não, tô passando mal porra nenhuma, só que pô, tava no ritmo ali que eu falei, pô, se der merda pelo menos vai dar só com um de nós dois, tá ligado? Eu falei, porra, Ela achou que nós ia morrer.
Primeiro, primeiro, tu chamou ele de incompetente.
Não, ele não é. Exato, exato. Não, pera aí, calma.
É que a gente— Chamou, Ricardinho.
Muito obrigado, tio.
Muito obrigado, muito obrigado, irmão. Não, eu confio em você.
Aí, ó, achou que ia me ferrar, tá aí agora.
Sai fora.
Sai dessa vivação agora, fera.
Não, não, eu não chamei de incompetente. Eu confio muito em você, você sabe disso.
Isso, tu achou que não.
Mas é que, mano, o negócio lá no Japão é muito louco. Tipo, não é que quem é inteligente—
Flavinha, olha só, eu tô brincando o máximo, tá?
Não, eu sei.
Acho válido.
A minha, o meu pensamento não foi tão errado assim, vai.
Não foi, acho válido, na real. Eu acho que é que, porra, mãe, eu sei que é diferente, né? O Ricardinho, com todo respeito, assim, eu sou pai, tá? Mas quando eu tenho algumas coisas que eu tô fazendo, que eu tô, eu tô pensando naquele momento ali, eu sou eu, não sei o quê, e eu penso nas minhas filhas 80% do tempo, mas tem um vintinho ali A gente se dá o luxo. Eu acho que elas não têm, não têm essa, não consegue nem se quisesse, entendeu?
Não desliga, não desliga.
Então imagina, ela tá curtindo para caralho uma caralho diferente, que é melhor. Por exemplo, eu não sei se ela andaria no balão, entendeu?
É, mas o balão eu acho também desnecessário. Eu já expliquei a minha teoria, eu já expliquei a minha teoria, eu falei, porra, eu tô 35 anos, velho. Tipo, faz uns 3 anos que começou a chover na minha horta, tá ligado? Uns 3 anos, pô. Foi 32 anos ali, ó, só, mano, tomando, tá ligado? Vai tomando. Aí, porra, imagina, eu vou fazer uma merda dessa, eu vou lá para um morro, ficar tudo para ela aproveitar com outro depois.
Ai, que horror!
Mas é isso, tu não vai casar de novo?
Você morrer hoje, quem é que cuida da empresa?
Quem é que cuida do dinheiro? Vai virar freira?
Tu não ensina um monte de cara a fazer remap? Ou seja, cara que faz remap não vai faltar.
Não, não vai. Exato.
Mas aí você já parou para pensar que eu posso aprender a fazer o remape? Não vou precisar de cara nenhuma.
Tudo bem, mas quem vai dirigir os 20 e poucos carros que eu vou deixar?
Eu.
É só você? Ah, parceira, tá vendo? Ora, bora. Então essas coisas assim que envolvem riscos iminentes de padecer, isso eu, eu, eu, eu tenho, eu tenho deixado passar a maior parte delas.
Os cara tão me convencendo, porque eu ia para uma outra lógica. Eu pensava assim, porra, Eu vim nessa vida parecido, vamos lá. Eu vim nessa vida, tomei no cu pra caralho, não sei o quê. Eu consegui fazer um bagulho que, porra, quase ninguém consegue. E, porra, eu não sei se tem outra vida. Se eu vier de novo, provavelmente não vai ser igual o Igor do Flow, entendeu? Acho que eu vou, que eu quero experimentar as coisas que seu Igor do Flow me proporciona, entendeu?
E aí é só que talvez eu tava indo muito, entendeu? Então eu fui andar de balão. Entendeu? Ajudei a manobrar o balão para não bater numa árvore, tá ligado? Então foi mesmo, pensando agora, puxa essa corda, o balão fez assim, passou da árvore.
O cara, pelo menos tava numa árvore, né?
Não era tão altão.
É uma árvore, vai te ferrar ali, vai acabar. Exato, dá uma quebrada só, né?
Mas então aí os cara manda para mim assim, pô, para de andar de helicóptero. Aí, mano. Tipo, às vezes, não que eu ande, mas às vezes o cara convida e a gente vai, né? Aí, pô, não dá não, os cara convidar vai de carro, na moral. Eu tô começando a porra, talvez vamos soltar um pouco essa corda aqui que eu tô puxando demais, né? Tô indo muito, né?
Balão não, mas também não precisa só andar de carro, né? Eu tô mais ou menos nessa, eu tô, eu tô, eu tô, falei com o TK, tô vendendo a X3. Tá, né? Anuncia X3 lá que até cai. Eu quero comprar um pequeno avião agora, ô Jantão.
Meu Jesus, que porra é essa, Flavinha? Não, pô, pera aí. Se eu bem me lembro, se eu bem me lembro, a sua desculpa perfeita para pegar aquela X3 era: nossa, Flavinha também queria esse carro.
É verídico, é real, é real, é real, é real, é real.
E agora esse cara vai pegar esse carro, vai vender e pegar um avião? É que assim, vai fazer remap no avião?
Dá para fazer, não dá?
Imagina, dá, mas não acho seguro, né?
Esse dia inclusive, ó, passar depois uma boa, tem o, já viu o Comandante?
Já, já vi aí.
Pô, já veio aí? Pô, tá lá, eu tô acompanhando a viagem dele. Tô vendo com ele, talvez ele vá lá pro Japão e vai encontrar com a gente lá. Ele vai estar lá no Japão com o aviãozinho. E o último voo daquele avião dele antes de começar a viagem foi eu que fiz lá, cara. Eu e o Tecar.
Tu sabe, fez de passageiro.
É, exato, exato. Flight simulator aqui, pô. Tirado. Porra.
Mas que porra é essa? Tu vai vender esses 3 pra comprar um pequeno avião?
É assim, vamos lá. Começa que antes de eu fazer engenharia... Lembra da gente voltar para o Japão, porque a gente precisa voltar para o Japão. Tá bom. Antes de fazer engenharia, eu queria ser piloto de avião. Era algo que eu queria fazer. Só que é uma carreira muito... É uma carreira que demanda de uma quantidade grande de dinheiro guardada, que a gente não tinha. Meu pai recebia salário, aposentadoria na verdade lá. Então, ele não tinha aquela grana toda guardada.
Daria para fazer? Daria, mas eu ia levar, sei lá, eu queria fazer uma capacitação a jato, rápido. Tipo, se você tem a grana para fazer 20 horas de voo, você faz 20 horas de voo rapidão, entendeu? Mas normalmente não é o que a galera tem. Então você fica 2 anos até se formar piloto comercial por causa das horas de voo. Digo, 20 horas para você conseguir piloto privado, depois mais sei lá quantas horas de... De piloto comercial e aí você pode trabalhar.
Mas não muda o fato de que você vai ter que pagar as horas de voo mesmo assim.
Exato, não ia dar.
Você consegue pagar tudo para fazer o curso?
Se você tem aquela grana, se os teus pais pegaram desde os seus 15, 16 anos, sei lá, 10 anos, começaram a botar numa poupança e você tem meio milhão de reais, beleza, você te forma piloto comercial com meio milhão de reais rapidamente. Em menos de um ano você é piloto comercial. Mas não era o meu caso. Acabei passando no carrinho, que eu fui no colégio e tal, aquele rolê todo que a galera já sabe, e fui para engenharia. Mas ficou esse sonho, né?
Então eu era, eu brinco, óbvio que eu tô falando na zoeira do Flight Simulator, mas eu fui piloto virtual na época da Oceanair. Eu tinha, porra, quase 2000 horas de voo de Fokker. Era Ival, Vatsim. Eu voava no True, eu voava de fonia, tudo, navegação, olhar radar. Então a prova em si vai ser relativamente fácil porque eu já estudava aquilo quando eu tinha 15 anos para voar no simulador. Que tipo, quando você voa como piloto, de novo, você pode voar para tirar um barato no Flight Simulator, mas você pode usar o Flight Simulator com um monte de mods de modificações que você usa para você treinar.
Por exemplo, você voa com um cara que tá estudando para ser controlador de tráfego aéreo. Ele, uma pessoa real, está fazendo o controle de tráfego aéreo de pilotos que são pilotos reais e usam aquilo para treinar.
Caralho, fodido, né?
E você voa como se você fosse um piloto real mesmo. Então é bem legal essa parte da aviação de simulação. Pro. É tipo, porra, pega um Rubinho Barrichello, filho do Rubinho Barrichello, jogando no simulador para treinar para uma corrida real, né? Você consegue fazer isso também nos simuladores de voo. E era esse o nível que eu jogava antes.
Caralho, fodido! Não fazia ideia, moleque. Esse cara é uma caixinha de surpresa. O Deco que tá nessa agora de tentar virar piloto de simulador.
É mesmo?
Quando chegou, ah, eu vi o simulador, eu tô lá também.
O Vini, o Vini, é, o Vini arrumou, foi o Vini que arrumou. É, é, o Vini também. Cheguei um dia, tava ele lá com com o fusquinha dele lá e montando o simulador lá.
Aí tá o Deco lá fazendo live, ele joga automobilista para jogar Copa Truck, ele joga umas outras paradas lá fazendo live lá.
Mas é isso, então esse sonho do avião tá incubado ali desde aquela época, só que sempre aparecia um carro mais legal para comprar, aí eu juntava um dinheirinho, juntava um dinheirinho, juntava um dinheirinho, tinha que investir na empresa, muda, aumenta, expande. E aí eu falei, não, agora eu acho que tá bom, né?
E tu não precisa comprar um aviãozinho inteiro, dá pra tu comprar uma escota também?
Tem, tem esse rolê, mas eu vou te ser bem sincero que eu tenho um pouco de receio nisso.
É?
É. Porque... É assim, eu tenho um pouco de receio porque, beleza, eu estou pilotando o meu avião, certo? Se eu pegar e meter ele num catrapo, tipo um pouso...
Esse é um problema seu.
Esse é um problema meu que eu sei o que eu fiz com aquele avião. Então beleza, desce, dá uma olhada no trem, vê os amortecedores, faz um check. Tem sensor, tem indicadores que te mostram lá se você meter uma força G maior, que corre risco estrutural. Mas e quando voaram antes na cota do outro brother? E aí? Às vezes eu entro de gaiato, né? Quem voou antes de mim...
Eu quero acreditar que sempre tem uma puta manutenção.
Não, não, não é nem... É, exato, tem a manutenção, mas e o piloto que estava antes? Não era eu. Então eu prefiro talvez ter o meu avião mais simples mesmo, O que é um avião mais simples mesmo?
Modelinho, faz ideia ou a gente vai ter que procurar?
Não, não, vamos lá. Tem desde ultraleves e aí você dentro de um ultraleve você pode ter desde um trike, que é literalmente tubos. É exatamente, é tipo um carrinho. Até, por exemplo, aviação leve esportiva, que ele parece, você olha e você fala assim, cara, é um avião É um Cessna, que é um avião mesmo, não é experimental. Mas você tem um avião tão grande quanto isso, às vezes aviões que levam 4 pessoas. Tem um MC-4 agora da Montanair que é homologado lá para você voar com 4 pessoas ali dentro e tal.
E aí tem todo esse range, ou seja, desde R$80 mil, que é um trike, R$80 cento e pouco, um trike usado ali, Até tipo um MC-4, eu acho que deve ser milhão e muitos. Tem os Vans, os RV-10, são bons aviões ali também, mas tudo avião de R$1,5 milhão e tal, R$2 milhões.
Entendi. Caralho.
Só que não vai para o meu bico ainda esses. Queria, mas ainda não é para o meu bico.
É bom. Tu tá falando que tu, além do curso, além de tudo, ainda era um viciadinho quando era moleque, a ponto de jogar pá-vali... Jogar, né, de jogar com fuzil, sei lá, para valer. É impressionante para começar. E não é, então não é tão perigoso quanto pareceu logo de cara, né, quando tu falou queria comprar um aviãozinho.
Mas parece, como tudo na minha vida parece perigoso, não é?
É perigoso, controlado, que nem tudo, né, que tu faz pelo visto, né.
Mas lá no Japão tu desceu do carro, não sei o quê.
Ah não, mas não colidi.
Olha só, parecia perigoso, mas não. Dessa vez eu não colidi, da outra eu capotei.
A gente tava no—
é, capotei, eu te falei lá, o 350Z.
A gente tava no Z também, no que a gente andou junto.
Eu tava com Z, eu acho que eu andei poucas vezes. Você andou no 180 também?
Tu pilotou alguma coisa?
Não, não.
Você andou no ratiroco lá no GR86? Não, tava com você, que aí você me xingou que eu fui te ensinar lá, e aí você ficou puta.
Ah, não foi? Ah, deixa eu falar um negócio, deixa eu falar um negócio aproveitando.
Tava demorando?
Não, não tava Não demorou nada, gente. Não dá para um casal assim, um ensinar o outro, não dá, não dá. Isso não é eu e ele, tá? Todos os casais que eu conheço que o marido ou namorado foi tentar ensinar para parceira ali, esquece, dá ruim. Então, por exemplo, ele foi tentar ensinar a madrinha do meu filho a fazer drift, vai funcionar. E se o padrinho do meu filho for me ensinar a fazer drift, vai funcionar. Mas eu e ele não dá, eu queria matar ele.
Pô, só faz merda, velho.
Não, você ensina errado.
Fala vira pra direita, só faltava virar pra esquerda.
Em minha defesa, tem um vídeo no canal que a gente tava na E36 frata que a gente tinha e eu dei zerinho bonitinho, eu fiz bonitinho o rolê ali, mas não era ele que tava me ensinando. Ele tava no banco de trás me irritando.
Teve um vídeo lá que nunca saiu, mano, teve um vídeo que nunca saiu. Foi literalmente a primeira vez dela, primeira, zero, tentando fazer drift. Era depois de uma gravação, a gente tava, não lembro que carro que era, nem lembro. Foi lá em Registro. E aí ela, ah, deixa eu tentar. Falei, vai lá. Aí eu fui com ela, mano. Só que no drift, você já andou na pista comigo e tal, com a galera, você não tem que ter dó. Você tem que saber usar o equipamento.
Mas tipo assim, pô, é, não, a gente tava no Lexus. Não era no Lexus, porque no Lexus você não tinha nem pedal de embreagem. Era um carro que tinha embreagem, que você tem que vir, mano, acelera aí e solta o pé da embreagem para o lado, e aí ele vai borrachar e vai derrapando.
Aí ela, eu falei Acelera, amor.
Eu falei, porra, amor, tô falando para acelerar essa merda, acelera, pô, senão não vai dar. Ela, ai, me deixa, não sei o quê. Eu falei, pô, deixa, você vai ficar fazendo errado aqui. Eu tenho hora para ir embora, pô, todo mundo aqui com coisa para fazer, você aqui nesse negócio, pô, meia hora já para você ficar aqui tendo dó do carro, já moiu o carro, já terminou de gravar. Pode descangalhar esse carro, acelera essa porra. Aí ela pegou, tá, tá, tá, tá, tá. Eu falei, porra, cara, agora, minha parceira, agora você aprendeu.
Aí ela putaça, ela, porra, Não fala mais assim comigo.
Eu falei, pô, te faltava só ódio, amor.
Claro, eu queria só cair ele quando ele falou isso.
Faltava só ódio, pô, tá vendo?
Aí ele faltava ódio.
Então eu vou quebrar essa porra desse cara. E quando ela foi nessa, deu líquido.
Foi mais ou menos isso. Nossa, xinguei muito ele.
Xingou, eu falei, amor, eu fiz isso de propósito.
Eu percebi que só te faltava ódio. Aí pronto, aí foi ladeira abaixo. Eu lembrei, foi E36 branca. Foi, foi, foi.
Bom de andar? Esquisito andar do lado dele? O que que tu sentiu?
Eu achei que eu ia estranhar mais. Eu, na primeira— não, foi, não, sai fora, não ri não. Na primeira saída, depois eu quero entender essa risada. Não, vai, mas fala aí. Vamos lá, a gente saindo do hotel, aí o certo é virar à esquerda, eu ia virando à direita. Aí ele, Flávia, tu vai entrar na contramão. Eu, puta merda. Aí beleza, aí virei, fui para o sentido certo. Aí eu comecei a ir para o meio da faixa. Ele, Flávia, tu tá indo para o meio da faixa, Flávia, Flávia.
Aí eu falei, caraca, ferrou, amor, não dá, tá muito estranho esse rolê. Liguei o limpador, tipo. Mas isso foi o quê? Na primeira saída. Na segunda eu já tava, não, e foi muito engraçado porque no rolê eu saí melhor do que o Alemão. Fala.
A gente tava com o Alemão e com a Carol, né? Éramos dois casais ali. E aí Era muito engraçado que eu peguei e falei, ó, vamos dar uma volta na quadra ao redor aqui do hotel, porque assim, se precisar de que vocês dirijam, preciso saber quem tem ali mais norte para dirigir aqui, porque realmente é estranho, leva um tempo para você acostumar com todo mundo. E aí beleza. E aí foi mó engraçado que eu fiz um rolê com ela, aí ela comia faixa, ela não conseguia ficar no meio da da faixa.
Ela vacilava assim, ela voltava e ia para cima da guia, ia para cima dos carros parados, esse rolê. E a Carol entrava na contramão, Carol do Alemão. Aí eu falei, pronto, bota a Flávia de navegadora e a Carol de motorista, que aí beleza. A Flávia entra aqui, não, aqui não. Das duas dava para fazer um assim, da hora, velho. Combinava ali Ficava organizado o negócio.
Funcionava.
Mas daí depois vocês acabaram dirigindo, pegou a mão.
Eu peguei a mão e a Carol também pegou depois, as duas. E a gente, ninguém tava fazendo mais besteira. Porque quando você também falou para mim, porque você falou, para de ficar tentando tipo se localizar ali, se baseia na guia mesmo ali, né? Na faixa e tal. Enfim, quando você me deu o toque, aí eu falei, ah, pronto, funcionou, é isso.
Caralho, deve ser muito estranho. Eu não tenho nem muito interesse, para ser sincero, de tentar. Ah, mas é legal, porque assim, é, mas é, eu fico pensando, tem uma grande possibilidade de eu fazer merda, é, e pô, eu vou usar essa porra que é uma vez na vida, duas, tá ligado?
É um conhecimento um tanto quanto inútil.
Então é Mas menos para você, para tu não. Tu vai lá fazer isso, tá ligado? Se eu for no Japão, eu ainda tenho que correr atrás de poder dirigir no Japão, manja?
É que não é tão simples.
Então eu não quero. Se eu for fazer um rolê desse daí, eu fico de carona suave, vou curtir igual, tá ligado? Eu nem tenho habilidade de fazer essas porra que vocês fazem, entendeu?
É, mas é que só dirigir lá já é legal. Legal pelo fato de ser um desafio.
Entendi.
Pelo fato de ser um desafio.
E os rolês clássicos, vocês fizeram juntos?
Fizemos alguns, porque na verdade eu vou para lá 3 vezes ao ano. Inclusive, agora em novembro eu estou indo junto com uma outra galera que tem uma das pistas mais famosas do Japão, chama Ebisu. É um complexo que tem 7 pistas de drift, é uma montanha assim. E aí tem... 7 pistas diferentes. E 3 vezes ao ano tem o Drift Matsuri, que é o festival de drift de Ebisu, que fica aberto de manhã o dia inteiro, a noite toda sem iluminação.
Então é todo mundo, são 800 carros, a gente está imaginando nessa agora de novembro. De noite, de manhã...
Chama o Fiuk.
Cara, para tudo. Aí ele agora tá numa recuperação judicial lá, ele tá. Ah não, ele não disse que tá se recuperando lá agora? Tá vendendo carro, ele curte, ele curte, ele curte, ele curte. Mas dá para, dá para ele, enfim, é um dos períodos mais legais de ir lá para esse festival. Então acabou virando muito em torno disso. A gente ficou uns 4 dias lá em Fukushima. Nossa, nem lembro, acho que uns 5, foi mais, uns 4, 5 dias, porque tem esse festival que Vai rolando.
E tem a competição que acontece lá, que é o Gaidim GP, que é só de estrangeiros, só os estrangeiros podem competir lá. E foi muito legal. Daí, tirando isso, a gente fez alguns rolês porque ela não conhecia Tóquio. Eu conheço pouco, eu conheço pouco, porque também coisa para caralho.
Ah, mais ou menos. Eu não sou tão consumista, por incrível que pareça. O consumismo tá no homem no nosso relacionamento. Ah, tá, tá bom. Aí o meu consumismo é em carro igual o seu, não é?
Muita coisa não.
É, vocês se interessam por umas coisas maiores assim. Eu, por exemplo, se eu for para lá, eu vou ficar maluco com videogame velho, com bonequinho.
Mas isso aí eu dei uma controlada porque dá vontade, mano, despirocou.
Você imagina o alemão que nunca saiu do Brasil, ele foi direto para o Japão, e assim, ele não tava entendendo o rolê como um todo. Tem um bairro lá que chama Akihabara, não sei se você já ouviu.
Já ouvi falar.
Mano, é uma rua que tem todos os rolês de tudo que você imaginar de colecionismo, desde máquinas fotográficas retrô, tipo umas Rolleiflex, umas coisas assim da hora. Eu não sou de fotografia, eu não entendo de fotografia, mas dá vontade de tu comprar um bagulho daquele ali de decoração, sabe? E até os action figures. E o alemão é aquele troço, gente que foi fodido, a gente sabe a dor que é querer ter as paradas e não poder, ser um troço muito distante.
Velho, era o videogame que eu queria, eu não tinha.
É isso, tipo uns Mega Drive, uns negócio. Aí, ok, o alemão, eu nem sabia, ele tinha a pira do Cavaleiros do Zodíaco, velho.
Ele queria muito os bonecos e a gente foi atrás, a gente passou nesse rolê para pegar os bonequinhos do Cavaleiro do Zodíaco, meu irmão.
E ele sabia uns negócios que eu não manjo.
Era sonho dele de criança, ele falou.
Aí ele falou, a gente vai lá. Aí, mano, ele descobriu como é que chamava, porque assim, o alemão mal fala português, né? Ele tá fazendo, né? Sabe alemão, mas é verdade. Ali foi Mobral total. E aí, e se ele tivesse aqui, ele fala: é isso mesmo, caralho! E aí, mas é, e aí ele pegou, descobriu, ele começou a se comunicar em japonês para comprar a armadurinha do Cavaleiro do Zodíaco.
O único momento da viagem que ele resolveu fazer isso, sabe como? O resto era tudo a caroça enrolando.
Não, Sanseiya. E aí depois você descobre porque é o Sanseiya, que é o personagem, mas o nome do desenho era Sanseiya. E aí ele arrumou e ele começou a pegar. E não, porque, Ricardinho, olha isso aqui, isso aqui é coleção Cloth Myth Cloth, Cloth Myth, que não sei o quê. E vai explicando, essa daqui, ó, são os 12 signos do zodíaco, que só que quando eles foram lá, pô, no inferno, que no inferno vira coleção, não sei o quê. E aí ele começa a fazer as coleções.
Ricardinho, isso aqui eu vou ter que comprar, eu vou ter que levar. Só que a gente já não tinha mais espaço, porque antes nós tinha ido numa loja de carro, meu irmão, ele se acabou de comprar carrinho lá.
Você não tá entendendo, a Carol não aguentava mais, a Carol tava, vamos embora.
Ele comprou o carrinho que ele tá colecionando agora, carrinho 1:18 em escala.
Assim, 18, que tamanho mais ou menos?
Mais ou menos assim, grandinho. É, é, mano, não simplesmente nós estávamos numa van daquelas enormes, sabe? Aquelas vans japonesas grandona, não cabia, não cabia, não tinha mais espaço atrás, entre os bancos, debaixo do pé, lotou a mala até em cima. A sorte que o retrovisor é uma câmera, porque já não dava para ver mais nada. O Nicolas aqui empuleirado. Eu acho que ele trouxe mais de 25 carrinhos, só que tem que trazer com a caixinha, não dá para tirar e pode danificar.
Ele trouxe com as caixas, compraram 4 malas daquelas grandes, tipo aquelas que vocês levaram lá, só de carrinho. Aí eu falei assim, Alemão, a hora que ele parou, eu falei, Alemão, quanto você gastou de carrinho? Não que seja da minha conta, mas é do tipo assim, Alemão, você tá ligado que Com que você comprou de carrinho?
Tava comprando carro.
Você comprava um carro um para um que anda aqui? E aí ele achou que eu tava zoando. Depois nós fomos no leilão lá no Japão, meu irmão. Aí foi a hora que esses dois se perderam.
Aí é só a tua hora, Flavinha.
Leilão também, eu acho. Não sei, eu me perdi em alguns momentos, eu não sei.
Não, você e o alemão no leilão de carro?
Não, não é que eu me perdi, eu não me perdi, eu não comprei carro nenhum. Eu não me perdi, mas tentei.
Como é que foi a experiência? Porque assim, pelo que os cara me conta, Ricardinho, Gui me contaram, esses leilões eles não são exatamente—
é um leilão ficar lá um tempasso, um puta pátio gigante, gigante, com um monte de carro lá.
Os carros que estão no leilão estão nesse estacionamento e fica lá o dia inteiro rolando o leilão, é isso? Então como é que foi para tu?
Cada carro tem um horário. É, isso eu achei sensacional, organizado o dia todo. Não, este carro vai começar 2:15, 2:15 começa esse carro. Então se eu chegar lá, não é 2:15, começa, e aí é um minuto, nem isso às vezes, e acabou, foi embora.
Então é carro para caralho, bicho.
30 mil carros por dia, pô.
Todo dia?
Não, 3 vezes na semana. Ainda assim, sim.
Não, assim, eu me perdi um pouco, mas no sentido bom.
Por quê?
O que que te chamou atenção? Por que que tu chegou lá e falou, caralho, isso aqui é legal, a ponto de quase comprar um carro?
É que assim, eu já tinha visto muito daqueles carros pessoalmente, alguns aqui no Brasil, outros quando a gente, quando das vezes que a gente já foi para os Estados Unidos, que eu já fui para o SEMA com ele também. E aí beleza, só que é diferente quando você vê algum, muita, primeiro muitos, não só um, você vê muitos juntos de carros legais que você gosta, que enfim, foi uma sensação divertida, me senti num parque de diversão.
Quais carros, pô? Quais carros?
Vamos lá.
Ah, vamos lá, o primeiro assim que me vem na cabeça que eu saí correndo, parecia uma criança de 6 anos e voltei correndo para eles e falei, gente, vocês têm que vir aqui agora.
Não se perdeu não, corta para ela falando, não me perdi não.
Foi o S2000. S2000, eu saí correndo atrás dele porque eu já tava lá na frente.
Como é que ele acha?
Isso, tu sabe o que que tá nesse? É o carro da Suki no Velozes e Furiosos. Tá, a gente só tinha um no leilão lá que a gente tinha visto.
Acho que tinha mais, mas o que valia a pena era só, era tipo esses aí assim.
Então era um vermelho, era um desses só que vermelho. Tava meio judiadinho de pintura e tal, mas Isso significa que tá barato, Flávia. Isso é, mas ele não saiu barato não. Eu tava de olho. A gente é que ganhou no leilão.
É, então quanto que tava? Quantos que saiu esse carro? Tu lembra? Chuta aí um número mais ou menos só pra gente ver.
Eu acho que saiu por 3 milhões de ienes. Tá, que dá 90 mil a 100 pau.
Entendi. Não é assim, eu bati o olho no carro e aí foi lá correndo. Caralho, aí voltei correndo, pessoal, vocês têm que vir aqui agora. Aí puxei todo mundo junto e aí beleza. E aí eu liguei o carro, o carro ligou de primeira assim, zero barulho de motor, de ficar batendo.
Para tu poder sentar no carro e ligar?
Não, assim, não são todos os carros que dá para ligar. Tem alguns que estavam com chave, tem outros que estavam sem chave, tinha alguns que estavam trancados. Tem alguns com chave, é, mas tem, não ficava.
A maioria é com chave, só os carros especiais que aí você tem que ir lá e pedir, pede a chave, ele te dá para você ligar. Mas todos os carros estão lá para você ligar e testar e ver, né, se é algo que, enfim, né.
O primeiro assim que eu lembro que foi muito empolgante para mim ver foi o S2000, mas eu me empolguei em vários outros, em quase todos. Enfim, tinha um monte de STI. Comprar foi só um, só um Subaru STI.
Subaru STI, deixa eu ver.
É, era um blob, não era?
Eu vou mostrar aqui rapidamente, olha lá.
Mostra aqui perto do rosto.
Ó, é, não, mas não era dessa geração não, era mais antigo.
Ó, o alemão perdido nos Skyline.
Ele não tá tão zerado quanto o outro de pintura.
O alemão perdeu a linha total também.
É, tentando também, tentou.
Era desse daqui, ó. Isso, esse aí era um desse aí, era um desse daí, só que ele era prata, tava Feito, perfeito, tudo perfeito. Banco, a interna do carro tava toda íntegra por fora, tinha até uma roda dentro já, já vim de brinde também. Aí enfim, tava perfeito, me apaixonei naquele carro. Assim, eu fiquei babando em vários outros, mas toda vez eu olhava assim, nossa, aquele carro ali tá legal, tá da hora.
E aí tu tentou?
É, só que aí quando eu vi que tava passando do ponto já ali no valor—
Mas aí tu tentou, Flávia? Eu quero saber, tu tentando, porra, eu quero, vamos lá, tu sentou pra tu tentar comprar essa porra desse carro?
Eu não sei como é que funciona.
Entendeu?
Botãozinho.
Aí como é que é? Um monte de japonês e você sentadinha?
É, a gente chega lá, não tem um— é como se fosse um computadorzinho, né? É como se fosse um computadorzinho. E aí tem um botãozinho lá que você fica apertando e fica uma tela gigante.
Antes disso, chegou, tava chegando perto da hora do leilão do carro que você queria comprar, não é?
Mas por incrível que pareça, a coincidência era tão grande porque a hora do O carro do alemão tava, eu acho que era 10 minutos antes ou 10 minutos depois, com seus 2 Subarus que você queria. É, não, é que tinha um azul, mas eu não tava tão assim pelo azul. Prata tava me pegando mais. E aí é que é difícil para— eu não era uma pessoa tão fã de Subaru. E aí eu comecei a virar muito fã de Subaru. E aí tinha Subaru para tudo que era lado naquele lugar, pelo amor de Deus.
Aí eu me perdi. Aí eu falei, lascou. Aí eu falei, agora? Aí eu falei, não, vamos estabelecer 2, Flávia, 2. Se der ruim em um, a gente tenta no outro. Só que eu sou muito controlada, então quando eu vi que tava passando ali do ponto já no valor, eu falei, ah, deixa quieto.
Deu quantos lances? Sei lá, deu um monte de lance.
Deu 5.
É que o preço ele vai subindo, é, ele vai subindo e meio rápido. O dono do carro determina o valor que ele quer. E aí, o que rola? Só que ele pode liberar, ou seja, começa... Às vezes tem lance mínimo, às vezes não tem. Então, às vezes começa do zero. Então, ele começa do zero e começa a subir, mesmo sem ninguém dar lance.
O Subaru já tinha um valor mínimo.
Aí, você pode pegar e vir dando no botão para falar, isso aqui eu estou pagando, até aqui eu pago, até aqui eu pago, pago, pago, pago, pago. Às vezes não chega no valor mínimo que o cara aceitou vender, só que quando está muita briga de um com o outro, Aí o cara pega e solta e fala assim, beleza, então briguem aí que pode ser que nessa briga saia por um valor até mais alto do que eu quero. E aí ela ficou esperando abrir, e aí nunca abriu porque ninguém dava muito lance e tal, tudo mais.
Resumindo, ela chegou, começou a chegar perto do valor que ela— é que assim, você vai para um negócio desse, você não precisa, você não pode ter um limite.
Alguém tem que ser racional, entendeu? Como ainda não tinha chego, não precisa. Quem converte não se diverte.
É verdade. É uma máxima para onde você for viajar no exterior, é uma máxima.
E aí, tá bom, vamos lá. Qual foi o teu lance máximo?
Ai, é que eu tava convertendo muito na minha cabeça, não lembro quanto é que tava essa corridinha.
Eu quero saber os R$80 mil.
Isso, tá bom, tentou os R$80 mil.
Que aí ela pegou e falou, porra, até uns R$80 e pouco eu compro um lá no Brasil. Aí eu falei, mas no Brasil não é um STI, é um WRX, que é o mais simples.
Por outro lado, o que é comprado no Brasil ela não consegue dirigir no Brasil.
Mas e aí eu troco as peças, eu compro tudo do Japão, os do S10. Eu tenho que ficar do lado dela, eu faço um projetinho para o canal e aí vira entretenimento, tá?
Então agora vocês dois estão sozinhos aí, eu tô me fodido.
Mas é que olha que coisa mais legal, Igor, você não tá entendendo. Eu chegando no Japão cansado, 30 horas voando, 30 ali sentadinho E volta, e o cara babando, e o caramba, daqui a pouco tá aqui criança gritando, é comida ruim, pô. Aí eu chego, todo mundo assim, ó, pô, você vê na fisionomia das pessoas, elas ali assim, ó, estragado, triste, saindo, vou ter que pegar metrô, tá no táxi, tá lá meu Skyline, Igor, tá lá meu Skyline no aeroporto.
Estacionas. É tipo quando tu vai viajar, aí tu estaciona teu carro lá no aeroporto de Guarulhos, ali em Congonhas, desceu do avião.
É assim, qual que é a coisa legal?
Não é legal? Eu acho legal, pô. Dá para ter os carros aqui, mas nós já temos carro legal aqui. Mas ter os carros legal lá também é muito legal, entendeu? A gente vai para lá, puta sensação massa, velho.
Porra, você tem toda razão também, puta, né?
Ou não? Tem, tem, tem.
Ou da próxima vez que ele for para o Japão, tu não vai querer ir?
Não, querer eu sei que eu gostaria, mas—
Não, eu falei pra ela, ela ficou com esse conceito lá, eu falei, a próxima vez você vai descer aqui, eu vou de Skyline, você pega um táxi.
Faz aí, bota aí, sei lá, bota uma mídia paga aí, vende uns remap a mais aí, paga essa porra, foda-se.
Vende uns remap a mais, tá vendo porque que eu tenho que aprender a fazer remap?
Pior que isso aí rolou um negócio lá, velho. Ah, eu vou contar, ninguém tá assistindo esse negócio mesmo, né? Não tem ninguém.
Qual dos negócios? Eu tô com um pouquinho de receio aqui do que que tu vai falar.
Não.
Aí pode só mudar de assunto.
Não, não, não, fala aí que agora também tô curiosa.
Que teve o alemão, teve o alemão. Aí, pô, o alemão perdeu a linha muito, muito. Eu sou meio assim, tu comprou um Skyline, ele comprou um GT-R, é outro nível.
Não, eu tô, então eu na real eu tô, eu tô tentando o padrão aqui. Se você que comprou um Skyline E ele, em relação a você, perdeu a linha. Entendi, já entendi que ele comprou uma caralhada de carrinho, 4 barras.
Porque aí ele viu esse carro lá no leilão, os dois viram.
Eu vi o carro e eu fui chamar ele, tá vendo?
Tá entendendo?
O alemão chegou e falou, caralho, Flavinha que tá achando os carros, vamos na dela, vamos na dela, vamos na dela!
Isso aqui parecia um cão perdigueiro, velho, solto assim, ó.
Daqui a pouco saía, tava a cabecinha dela lá de cima, no meio do mar e tal.
Não, mas o pior que é verdade, o pior que é verdade.
Eu fiquei me sentindo uma criancinha de 6 anos quando ela sai correndo muito empolgada pra algum canto e aí depois volta correndo no maior pique pra chamar os pais e depois volta correndo de novo. Eu tava assim, eu tava literalmente assim. Eu tava me perdendo, me perdendo.
Fiquei com inveja.
Tava me perdendo total.
Foi, foi, foi.
E aí os carros assim, tinha uns que estavam muito um pertinho do outro e aí eu não sou tão grande, mas eu não sou tão pequena nem tão grande, mas aí eu passava assim sem bater no retrovisor nem nada. E eu, caraca, aí eu achava uma beldade assim. Aí falava, ninguém vai enxergar isso, tem duas SUV do lado. Aí eu saía correndo, chamava eles e falava, olha aqui, gente, no meio do nada. E tinha muito carro legal que tava escondido entre carros não tão legais. Não, não, todo carro é legal, mas não tão atrativos, eu diria.
Nem todo carro é legal não, viu?
Ah, é sim, a gente faz tipo assim, ó, tem um NSX no meio de um monte de minivan.
Vai falar coisa legal?
Eu prefiro não me pronunciar sobre isso, que o meu esposo, ele é uma pessoa do meu automotivo. A gente não pode se pronunciar assim.
Eu acho que ele poderia ter 4 parafusos na roda, começa por aí.
É, tá bom.
Eu acho compacto demais para mim.
Eu também acho.
Então tu tava servindo de Radar de carro.
Eu tava sendo radarzinho ali dos carros. É, aí eu tava chamando o alemão, eu tava mais chamando o alemão porque o alemão também tava ligado.
De diabo, a culpa é sua!
Tô falando, mano, tô falando, isso aqui é a cobra com asa, mano.
Não, não sou não, eu não comprei nenhum carro.
É mó perigo, velho, porque não comprou um carro, mas os cara compraram, compraram influenciado por quem?
Ah, por mim, mas vamos lá, gerei conteúdo para todo mundo aí, ó. Todo mundo tem que valorizar.
Ela já tá usando Desculpa, moleque.
Caralho, moleque. Ó, vocês aí que querem aprender, fica ali o link. Eu vou lançar um, eu vou fazer o lançamento para maridos ali. Fiquem ligeirinhos, vou dar coach agora de treinamento de esposas avançados para lasanhagem. Não, tô brincando. Mas aí, ah, aí voltando, porque começou assim, tipo, ah, Ricardinho, quanto dinheiro a gente vai ter? E nisso a Carol já olhando assim, tipo, Não, cara, esse maluco não tem dinheiro. E assim, a gente é brother para caramba, então a gente zoa muito um com o outro, né?
Esse maluco não tem dinheiro, mano. Ele tá falando vai comprar o quê? Com dinheiro de quem?
E ela já olhando assim, tá?
Aí eu lembro, não, Ricardinho. E aí acharam o raio do GT-R R32 lá, que nem eu sabia que o alemão gostava daquele carro. Mas ele—
deixa eu ver um GT-R R32.
Bota aí.
É que o alemão tem um ponto, ele gosta muito também da história dos carros, dos porquês ali dos carros.
Isso aí, ó.
Isso é uma parada muito legal.
Esse é um GT-R R32, que inclusive é, este é o carro que é conhecido como Godzilla.
Por quê?
Porque na época ele ganhou de todo mundo. Por causa deste carro, foi um dos carros que forçou o regulamento do Campeonato de Turismo Japonês a mudar por causa desse carro.
O que que ele tinha de tão especial na época, cara?
É um carro que tem— ele, ele, imagina, isso aqui é 89, esse carro, tá? Começa 89. Um carro 4x4 turbo com motor RB26, duas turbinas, declarados 280 HP, mas tem muito mais do que isso, né? Porque na época tinha um acordo de cavaleiro que ninguém podia falar que tinha carro de mais de 280 HP. É japonês, japonês. Os cara falaram, pô, vai estar meio perigoso, né? Falar, é, pô, realmente, né, eu acho que essa briga entre montadoras ali não tá ficando legal, porque aí você bota um com 300, eu boto um com 400, eu boto um com 500, eu boto com 600, vai morrer, não vai?
Falei, então por que que a gente não limita todo mundo em 280? Daí eles falam, então tá bom, fechado, fechado. Aí a velocidade, não, a gente limita em 180. Então todos os painéis dos carros japoneses marcam até 180, marcam até 180. E todos eles têm 280 HP no documento.
Entendi, abre aspas, tem 280.
Mas enfim, e aí ele viu esse carro e falou, quero comprar, quanto você acha? Eu falei, sei lá, uns 6 milhões de ienes. 6 milhões de ienes dá 6 vezes 3, dá 180 mil.
Tá, vai.
R$180 mil a R$210 mil. Beleza. Aí ele escolheu que era aquele carro, a gente tinha encontrado uma BMzinha também. Nossa, a BMW, eu dei uns lances na BMW.
Uma perua?
Olha a gente descobrindo as coisas, que eu não vi ele dando os lances.
Não, eu fui até uns R$4 milhões de ienes.
Ah, é? Bom saber, Ricardo.
Ou seja, R$250 mil.
É, não, vamos lá, eu parei nos 80 ali no Subaru.
Valia, meu irmão. Você já viu uma BMW E30 perua?
Deixa eu ver uma BMW E30 perua Touring.
Eu nunca vi na minha vida perua Touring. É que perua é botar perua, não vai aparecer porque não tem no Brasil.
Tá bom, tá bom.
Mas é um, olha isso. Olha que pitelzinho!
Era uma branquinha legal.
Olha lá, tô falando, piruinha, câmbio manual, zero, zero, carro estava zero, padrão de colecionador, zero, zero, zero, zero. Tu olhava, não tinha marca de uso em nada do carro.
Câmbio manual, 6 cilindros lá do avaliação que eles fazem.
Entendi.
E aí, porra, o cara não me entregou, mano. Eu fui até R$180 mil, quase R$200 mil nesse carro, o cara não me entregou.
Ele decidiu não vender por esse valor?
É, ficou esperando valorizar mais, aí ninguém pagou mais do que eu. Falei, tá aí, se fodeu. Tá vendo? Porque isso que é o seu molhão. Podia até achar do trouxa que ia levar para casa.
Caralho, velho.
Legal, legal para caramba. Aí, enfim, ele pegou e falou, não, Ricardinho, eu vou abrir mão da BMW. Para eu pegar o GT-R, que eu quero GT-R, que ele botou na cabeça que ele queria o GT-R, e começou os lances. E aí a gente descobriu que aquele GT-R, num outro leilão, quando o dono atual do carro tinha comprado, tinha pago R$7 milhões e muito.
Ou seja, já tá, já tá, entregar por menos. Ou seja, já tava passando do valor que ele já tinha supostamente se planejado, porque a gente queria 6. Aí ele, não, mas vai.
Aí a Carol só olhando, a Carol só olhando, quase meia milha, né, que tava, que o cara comprou da primeira vez.
Não, não, não chega tanto, é 1 milhão e 33 mil.
Ah, é?
Ah, tá, 1 milhão e 33 mil. Mas ok, no final a gente pagou 8 milhões e 800 e mais 10% lá de imposto e taxa, o caralho, deu 9 milhões e alguma coisa. Eu sei que saiu quase 300 pau. Esse carro lá. E aí pronto, né?
Aí nisso, mas é maneiro o carro, maneirão, e o caramba.
Mas a Carol saiu pálida.
Só que aí pronto, porque quem é que tinha o dinheiro para pagar isso? A Carol, é óbvio que era a Carol. E a gente conhece a firma da Carol. Aí eu falei assim, caralho, agora o que que eu vou ter que fazer? A gente conhece a firma da Carol. Falei, pô, Carol, nunca Nunca fiz publi dessa merda, cara, mas eu vou ter que te ajudar nesse negócio.
Ah, mas é por uma boa causa, foi por uma boa causa, eu entendo.
Eu falei, Carol, eu não— e eu falo para ela, Carol, o que é visto não pode ser desvisto. Então eu não quero saber o que você faz, eu não quero saber o que que é, entendeu? É zero, zero.
Só fala o link que eu posto.
É bem por aí. Eu falei, ó, E aí foi, eu peguei e falei, caralho, Alemão, olha só o que que a gente tá fazendo. A gente tá pegando, a gente vai literalmente quase se foder para pagar o seu carro.
Pegou, pegou.
A que ponto nós chegamos? Da hora, caralho!
Com certeza, né?
A Carol abre vocês.
Não, aí ela pegou e falou: se vocês abrirem, vocês vão ganhar maior dinheiro.
Eu falei: sai fora, Carol, porra!
Tá doida?
Abre junto vocês dois, vai!
Falei: não, tá, tô fora, tô fora, velho.
Vocês não queriam o carro?
Tô fora, Carol. Prefiro não ter o carro, mano. Mas eu prefiro não ter o carro.
Pelo visto ela topou pagar o carro.
É dela, não deixa eles se lascarem, né?
É dela, comprou. E aí beleza, aí o alemão agora tá pagando de volta para ela lá, tá fazendo.
Meu Deus, cara, mas tá feliz, tá feliz.
Não, os dois são muito felizes.
Esse carro não tem muito, não dá para trazer ao Brasil, já tem mais de 30 anos, né? Mas e andar com ele no Brasil também dá para legalizar tudo, mais de 30 anos é normal, mesmo ele sendo com volante do lado errado?
Porque tem mais de 30 anos, então ele entra como placa preta. Quando você coloca um e quando ele vira um carro de coleção, daí você pode trazer um carro de coleção com volante do lado direito, o auto usando o guia do lado direito.
É verdade, né?
Então você consegue, mas tem que ter mais de 30 anos. Não dá para comprar um carro zero no Japão e emplacar ele aqui com volante do lado de lá, entendeu?
Por exemplo, o Subarinho lá que eu tava vendo não ia dar para fazer isso ainda, que foi o que também fez eu tirar o pé, porque eu fiquei assim, eu falei Pô, nem vou poder levar o carro pro Brasil. E aí ele veio com essa desculpinha de, ah, cheguei no aeroporto, blá blá blá. Eu falei, tá, mas já tem o Skyline. Aí ele, não, mas blá blá blá. Eu falei, mano, a gente já tem um Subaru lá no Brasil. Então assim, beleza, eu compro outro lá e aí eu monto ele todo de STI e pronto.
Tu tem um Mini Cooper que ficou 2 anos parado, tu andou nos últimos 3 anos 5 vezes, pronto. Eu andei mais no nosso Skyline do Japão do que tu no teu Mini Cooper.
Olha, considerando a vida inteira do Mini Cooper, ele viveu muito mais do que o seu Skyline, tá?
Não é a vida inteira, não é a vida inteira.
Os últimos 3 anos, não é a vida inteira não. Olha, não falei que denigria a garagem, tá? Que a garagem é nossa, não é só minha. Não começa, pô.
Um Mini Cooper, cara?
É, tu já viu Mini Cooper?
Já, já vi.
Olha isso, tu já pegou a C300, a gente reformou.
Não, pera aí, fica quieto. Era fácil arrumar meu carro. E desde o primeiro, se você olhar, era fácil arrumar meu carro, mas ele não tava interessado.
Calma.
Se você olhar o Fusion rosa, no primeiro vídeo tinha um carro no fundo do galpão.
Era o Mini.
O seu Fusion ficou pronto e olha que levou muito mais tempo do que a gente imaginava. E no último vídeo da entrega do carro tinha um carro no fundo do galpão.
Era o Mini. Não, mas vamos lá, as duas vezes que o carro quebrou aqui eu tive que meter o louco, não tem outro termo, com ele, porque senão ele deixa meu carro lá parado. E não resolve.
Tu gosta desse carro?
Gosto muito, muito, cara.
Isso eu sempre tive um puta de um preconceito com essa porra desse carro, cara.
Eu tinha antes de eu ter o meu, e na verdade eu gosto do meu.
Antes eu tinha um preconceito, hoje eu tenho razão.
E eu gosto muito dos 2.0, tá? Mas o meu em específico, eu gosto do meu.
Por quê? O que que tem de especial? Ele é teu.
Também.
Tu botou cílios?
Não, pelo amor de Deus, não. Aí, Igor, me respeita.
É que eu queria ouvir isso aí, tá bom?
Não, é que tem todo lado sentimental ali, não é em si só pelo carro. Não tem a ver, tem a ver. O carro, ele, convenhamos, seja sincero, tá? Que no off tu fala aqui no meu ouvido essa parte. O carro é da hora, O carro é legal, o carro é um kart, é no chão, ele é manual, ele é um carro muito divertido para quem gosta de carro. De fato é legal, é um carro muito gostoso de dirigir e é um carro relativamente forte, porque é óbvio que tem carros que são muito mais fortes.
Hoje, por exemplo, a X3 é um carro que é o carro mais forte de casa, mas não é sobre potência, é sobre o prazer em dirigir. Entendeu? Então assim, eu me divirto muito mais dirigindo Mini do que X3. Não é sobre potência. É a mesma coisa, por exemplo, o SI. O SI é um carro aspirado, ele é muito mais fraco do que o meu Mini, mas é um carro também que eu me divirto dirigindo ele. Ontem inclusive esse daqui puxou minha orelha, ele falou, ô, velho, você sai no carro, ficou uma semana sem sair no carro, quando você sai você fica aí uma semana.
Coitado do Honda, porque voltou a funcionar o Mini. O Mini dela Ele é um ex-tóxico. Já teve casos de ex-tóxicos? Já, né? Não, exato. Ali no caso dela é um ex-tóxico, mas violentíssimo, porque ainda por cima ela gosta. Eu falei, Flávia, pelo amor de Deus, para! Esse carro só nos últimos anos só estragou, deu problema, te sacaneou.
Tu não quer me ajudar a arrumar, eu tenho que arrumar sozinha.
É que eu já cansei de arrumar e destragar o tapu. Mas tudo cansa dos outros.
Aí o meu ele tá cansado, aí o meu ele tá cansado, os dele ele cansa.
Só que aí volta e meia ela volta e fala, ai, mas era tão bom. Aí eu falei, Flávia, aí eu falei, Flávia, tu tá parecendo essas mulher que apanha do marido. E aí tipo, beleza, tu apanhou e tal, ah, mas quando ele não tá me batendo ele é tão bom.
Eu falei, cara, tu falou isso?
Falou.
Eu não falei.
Mas é analogia, é a mesma analogia. O carro dela só dá pau, só deixa ela no prego, fica no meio da rua.
Pera aí, que no meio da rua? Respeita o meu carro, ele chega em casa quebrado. Mas beleza, meu carro tem empatia comigo. As únicas vezes que ele parou, ele me bate, mas ele me trata bem.
Olha lá.
E a outra foi na nossa loja lá de remape. Nas duas vezes ele parou, vai, dentro de casa, entendeu? Ele não me deixou no meio da rua, não foi assim, pô. Fala direito, cara. Reclama até para o meu carro, velho.
Ela tá achando que ela devia se livrar desse Mini.
Não, todo carro que eu falo que eu quero comprar, ele reclama, entendeu? Mas usa dele como se fosse a melhor avaliação do mundo, né?
Então vamos mudar, vamos ali, gente. Top 5 carros que Flavinha trocaria o Mini Cooper.
Não trocaria, para gostar de conversar.
Você tem uma arma na sua cabeça, você tem que trocar.
Não troca, não troca, não troca. Negocio com ladrão ali, coleta. Tem outros melhores na garagem. Escolhe aí. Esse daqui ele vai te deixar no meio da rua.
É isso, Estocolmo total, é síndrome de Estocolmo total, mano.
Não, é que olha só, é uma, é que é um negócio desse carro que ele é uma válvula de escape para mim. E aí eu consegui minimamente trocar ele como válvula de escape pelo Evo. E aí você sequestrou o Evo de mim. Eu tô a semana sem dirigir o Evo. Aí ele pegou o carro de volta para ele, entendeu? E aí nisso aí eu tô aqui triste, em sofrimento, entendeu? Assim, nenhuma válvula de escape. Aí eu falei, quer saber, eu vou arrumar o Mini.
Aí eu virei para ele, eu falei, meu bem, vou arrumar o Mini. Ele falou, tá bom. Oi. Aí nisso aí ele falou, tá bom. E aí fui atrás de resolver. E aí óbvio que ele teve que me ajudar, né? Que aí entra o que você falou, né? Ele não pode dizer não para mim.
Não dá.
No fim do dia não dá para ele dizer não para mim. E aí beleza, aí arrumamos o carro. E aí eu tô andando no carro todo dia e é uma válvula de escape para mim. Eu gosto muito desse carro, o dirigir dele é muito prazeroso para mim. Então eu tô tendo um dia ruim, eu gosto de sair nesse carro, ele melhora o meu humor. É nesse nível, entendeu?
Que coisa, cara!
Mas isso é para nós dois, eu acho, né? Olha, na verdade não para nós dois, é meio comum para quem gosta de carro de maneira geral.
E não é sobre sobre potência, não é sobre isso, é sobre o prazer em dirigir. E é bem isso.
Tem alguma história específica? Tu quis muito esse carro por um tempo?
Não, eu nunca pensei que eu ia ter um Mini. Eu não gostava de mim.
Explica, explica, explica, porque assim, o início, início do quê?
Da minha vida? Porque não gostar de carro?
É pior.
Como assim é pior?
O ponto é o seguinte, ó, eu não tenho nenhuma vontade de ter um Mini, tá bom? Não passa na minha cabeça. Tipo, eu vejo um Mini e eu olho para outro lado, tá?
Com todo respeito aos donos de Mini, mas não é de fato, não é um carro atrativo para você. Exato.
E aí, nunca tinha conversado com ninguém que fosse tão defensor desse carro, que alguma, eu já conheci um cara que tinha um Cooper e uma razão meio escrota, o cara nem gostava de carro, entendeu? Que no teu caso tu vai nos rolê de maluco, ou foi na tua vida, drift, o caralho, entendeu? Não ia nunca supor que tu sonhou com um Mini, que você acabou de me dizer que é de fato, você nunca sonhava com ele.
Nunca sonhei em ter esse carro.
Então aí, então tu veio, tu parte, tu muda de um, além de não sonhar com o carro, tu tinha algum preconceito com ele?
Não vou mentir, eu tinha um pouquinho sim, tá? Eu tinha um pouquinho.
Por que diabos tu Tem um Cooper então, um Mini desse?
Tá, é que assim, vamos lá, o porquê do preconceito. Eu sempre gostei de carro e era uma cabecinha meio fechada essa, na minha opinião, tá, do pensamento que eu tinha. Mas era Mini, associa-se a carro de menininha. Então é como se eu sentisse que fossem achar que eu não sabia o que que eu tinha, enfim. Como se eu não entendesse de nada. Então eu tinha um leve preconceito de eu ter esse carro por conta disso. Mas assim, eu nunca tinha ido atrás de saber sobre o carro.
E aí, ok. Meu primeiro carro foi um Gol, só que era um carro assim da família. Então eu nunca fiz nada no carro. Meu segundo carro foi um Civic Si, que o meu irmão comprou esse carro e aí acabou ficando para mim. É bom carro.
Não, calma, não, calma. O dela, eu falei que era, eu falei que a história era pior.
É que assim, o Civic SI que meu irmão comprou, na época eu já conhecia o histórico do carro e eu dei a letra para ele. Eu falei, não pega esse carro, tá meio judiado. E ele teimoso, não, teimoso, foi lá e pegou. Homens, né? Tem moço. E aí, e aí, beleza. Aí ele não tinha tempo, meu irmão já trabalhava, ele é mais velho do que eu, ele não tinha tempo para ficar levando carro na oficina e tudo mais. E aí ele falou, ó, pega esse carro e você gosta também, então vai arrumando aí, beleza, vai usando o carro.
Que eu gostava, eu sempre quis um SI. Isso é uma verdade, eu sempre quis um SI. E aí beleza, falei, ah, tá bom, vai dar para resolver o carro. Eu fui muito inocente, eu fui muito jovem.
E aí tava todo fodido, era o que era os problemas difíceis.
É que não eram problemas difíceis, mas era muita coisa, era toda hora alguma coisa. Eu dei graças a Deus que nunca foi nada no motor do carro, mas era toda hora alguma coisa. E era um carro que eu tinha que usar todo dia. Então todo dia eu ia para o mecânico, virei melhor amiga do mecânico. Todo dia, todo dia eu ia para oficina e eu falava, ó, Sada, é o seguinte, tu tem que começar agora e terminar ainda hoje, porque eu tenho que sair com esse carro daqui andando hoje.
Amanhã eu volto e a gente faz outra coisa. Então assim, era zoado, era zoado. Chega uma hora que cansa, pô. Teve um dia que a minha cabeça tava explodindo assim de enxaqueca, e o carro tava com escapezão direto, que eu não tinha ainda resolvido isso, e eu Eu tava, meu Deus, eu vou jogar esse carro longe. E aí eu tava, enfim, eu não aguentava mais. E aí a minha família também já tava vendo que eu já tava ficando meio saturada. E aí ele, meu pai, chegou comigo e falou, filha, vamos fazer o seguinte, vamos resolver esse problema, a gente vende esse carro e aí a gente dá aqui um apoio, suporte para você comprar um carro melhor e usar aí no dia a dia.
Mas tem que ser até X valor. E aí beleza. E aí os carros já 0 km já estavam um pouco salgado e eu tinha minhas exigências, né? Eu gostava de carro. Então assim, eu não queria pegar um carro 1.0 aspirado porque senão ficava com SI. E aí eu falei, não, eu fico com essa dor de cabeça aqui. Ele me faz feliz apesar dele ser um estresse na minha vida.
É a minha frase. Então, né?
Você entende porque que ela casou comigo?
Faz todo sentido. A minha frase em relação ao SI é: apesar de me estressar, ele me faz feliz.
Cara, eu devo ter algum problema.
Não sabe lidar com estresse, né?
Não muito bem, mas tá vendo?
Escolham esposas lasanheiras, tem seus benefícios.
Eu, a minha frase para o SI era: mesmo ele sendo ruim do jeito que é, ele é divertido. Imagina um bom. Essa era a minha frase para você.
Essa é do SI, não é para mim não, tá?
Aí eu fui ficando com esse e pensando, caramba, o que que eu vou pegar? Aí naquela faixa de preço dava para eu pegar usado um S3, pensei em pegar Punto T-Jet. E porque uma das minhas exigências era, pô, eu queria que seguisse sendo um carro manual, não necessariamente não precisava ser um carro turbo, até porque o SI era aspirado. E como eu tô falando, eu queria o prazer em dirigir, potência para mim tanto faz, sabe? Honestamente, eu não me importo muito com isso.
Maior parte do tempo vai andar 50 por hora.
É, não é só isso, é porque querendo ou não ia ser um carro de dia a dia. Eu ia usar para me divertir, ia para ir nos eventos e tudo, mas era um carro de dia a dia. Então assim, eu queria gostar de dirigir o carro, eu queria olhar para o carro e falar, pô, que carro da hora!
Entendi.
É isso. Só que eu olhava assim, sem ofensa aos donos de DS3, de Tiguan, enfim, eu acho os carros muito legais e bonitos, momentos, mas não me atrai. Eu olhava e falava, putz, mas tá, já, já, já tinha andado em passageiro em DS3, achei o carro muito molenga. T-Jet já dirigi muito, enfim, não tava achando nenhum carro, não era, não era. E eu fui ficando com esse, e eu, caraca, eu vou acabar morrendo com esse carro, vou ter que arrumar mesmo esse carro, vou ter que parar ele na garagem, arrancar tudo fora e gastar rios de dinheiro e ficar com ele para o resto da vida.
Um casamento que rasguei ali, não tem como ter divórcio. E aí chegou no meu ouvido que o meu Mini tava com uma colega minha e ela tava querendo vender o carro. Não tinha anunciado nada, só que ela tava querendo vender porque ela não tava se adaptando ao carro, porque a suspensão é mais dura, o carro carro tem embreagem pesada, o carro é manual, e ela não tava se adaptando. E aí eu fui pesquisar um pouco sobre, porque existem diferenças entre o Mini Cooper S, o Mini Cooper JCW, que o meu é o JCW no caso.
E aí eu fui dar uma pesquisadinha ali bem de leve, porque um dos carros que eu cheguei a ver para comprar foi um Cooper S da geração do meu carro, que é o R56. Só tinha automático, então já tava com o pé para trás ali de aceitar, porque eu não queria um carro automático, eu queria um manual. E não gostei, não gostei. Dirigir o carro, não gostei. Não achei o câmbio ali muito legal. Esteticamente, particularmente, eu não gostei da interna do carro porque é diferente do JCW.
A interna do Cooper S, ele tem vários botões pratas e tudo mais. O fundo ali do multimídia é branco. E aí eu não gostei. Aí beleza, são coisas bobas, mas Eu já ia gastar dinheiro, né? Então vamos gastar dinheiro direto, né? E eu vou dirigir o carro, então é beleza. E aí, e aí tá. E aí eu falei, bom, vou dar uma ligada para ela, vai que deixa eu ver qual é que é desse carro aí. Eu pesquisei um pouquinho na internet e tal, e parece ser diferente.
Vamos ver se é diferente. Aí liguei para ela, falei, ô, pois não, posso dar uma volta no carro e tal? Chegou no meu ouvido que você tá querendo vender, nem sei se é verdade. Ela falou, não, tô querendo vender mesmo, mas não anunciei. Você tá interessada? Eu falei, tô, mas eu quero dirigir o carro porque eu nem sei se eu vou gostar, nunca tinha dirigido um. Aí ela foi na minha casa, aí eu dirigi. Não, primeiro começou que o carro chegou, eu nunca tinha visto ele pessoalmente.
O carro tava todo original, todo original. O carro tinha 9.800 km, o carro tava zero. Isso foi em 2016, o carro é 2010, 2011. Eu tirei plástico do carro, o carro tava muito zero. E aí ela chegou, a minha cor favorita é vermelho e a minha segunda cor favorita é preto. Olha, adivinha qual é a cor do meu carro? Vermelho e preto.
Boas escolhas, inclusive, viu?
É, mas eu não sou flamenguista não.
Não, não é por isso, são, elas significam coisas.
Tá bom. E aí ela foi chegando assim, aí eu olhei, eu falei, puta, eu não acho um Mini um carro muito bonito. Quando você mexe na estética dele, eu acho legal. Mas foi chegando assim, aí a cor já, né, simpatizei, falei legal. Aí eu entrei no carro, painel todo pretinho e tal, os botões, eu falei pô, gostei, manualzinho, gostei, vamos dirigir. Aí é a frase do Mini que eu falo: não foi amor à primeira vista, mas foi amor à primeira acelerada.
Nossa, eu me perdi naquele carro, me perdi total. Nossa, aí dirigi e assim assim, eu sou de Manaus, né? E aí eu comprei esse carro lá, né, no caso. E assim, saindo, e aí saindo da casa dos meus pais tem uma avenida assim bem longa. E era num domingo, não tinha ninguém na rua. Então assim, eu consegui aproveitar o carro. E aí eu voltei para casa assim, eu falei, me ferrei, velho, é esse carro. E aí só que assim, o valor que ela queria passava um pouquinho do valor ali que os meus pais iam me ajudar.
E aí eu falei, pô, aí entra a doença, né, que aí eu casei com ele. É que de amigo a gente consegue conversar aí na pedalada, né? Aí eu desci do carro, meu pai tava na garagem, aí ele, e aí, filha? Aí eu falei, pai, ferrou, é esse. Ele, então pronto, a gente dá um jeito. Falei, beleza. Aí eu conversei com ela, falei que eu precisava vender o SI primeiro, né? Ela falou, não, fica de boa, já fica com o carro. E aí eu fiquei com o SI, com o Mini, por um, sei lá, eu acho que umas 3 semanas, até que eu vendi rápido assim.
E aí vendi o SI, aí pronto, resolvi tudo já com ela. E aí eu comecei a história com Mini. E aí a minha história com Mini começou. E aí foi o primeiro carro que eu tive que eu consegui aproveitar, porque o SI eu não consegui. Eu não levei ele para arrancada, não levei ele para hot lap, que não tem autódromo lá em Manaus. Tem kartódromo e tinha o hot lap lá e eu participei de acho que quase todos os campeonatos lá que teve e eu não conseguia fazer nada no SI porque toda hora tinha que estar arrumando coisa no carro então se eu fosse também usar ele de modo severo iria quebrar mais coisa então não tinha como e aí o Mini foi o primeiro carro que eu consegui fazer o que eu queria levei ele para arrancada não é um carro de arrancada mas levei Levei para rotulepe, mexi na parte estética do carro, mexi na mecânica do carro.
Na primeira semana eu fiz remap. Na primeira semana no carro, me perguntaram inclusive essa semana lá na loja, teve um cliente que me perguntou se eu senti diferença no meu carro em relação à questão do consumo depois do remap. Eu falei, amigo, eu não sei, eu andei uma semana com o carro original. Eu não sei te dizer, e desculpa, não é mentira. E aí ele ficou assim olhando, tipo, meu Deus, que doente!
É isso que causa. Vamos lá, pera aí, vamos avançar mais um pouco. Aí tá bom, esse carro vem parar em São Paulo, né? Tu veio dirigindo ele?
Não, não tem como. Assim, tem como, tem, mas não dá, não é plausível, né? Que aí é a Transamazônica que o Ricardo fez. Eu mandei esse carro de balsa até Belém, aí de Belém ele veio na na transportadora de Segonha até São Paulo. Demorou acho que uns 15 dias, né, na época. Foi uns 15, 20 dias para chegar.
Cara, eu acho que eu teria vendido ele.
Ah, eu não ia vender.
Ah, não dá.
Eu realizei meu sonho de andar em Interlagos com esse carro.
Não dá ainda.
Animal, pô! Andei em Interlagos com o carro.
Não andou? Você viu Jesus?
Ah, também, né?
Coisas distintas.
Se perdeu lá, você vê Jesus toda hora. Eu não era mãe ainda, tá tudo bem. Podia acontecer alguma coisa, eu tava sexta.
Agora eu tava no passageiro, o Muro tava do meu lado, ô fera.
Calma aí, como é que isso aconteceu? Como é que vocês foram parar em Interlagos com um Mini Cooper?
É que a gente teve um evento lá e, deixando bem claro, qual era o único carro de casa que estava funcionando?
Ah não, negativo.
Positivo.
Não era, não era.
Eu tava, começa que eu tava de Mas sai fora lá que isso é carro de pista. Tava funcionando, mas não interessa, é carro de pista, não pode andar na rua. Ele só, ele só é carro de pista, nem pode andar na rua. Não, a gente foi para um evento e aí a gente foi no Mini, que era o único carro funcionando em casa, a gente já tava casado. E aí nisso eu sempre quis andar em Interlagos, né, como uma boa pessoa assim que no meio automotivo que gosta de carro, todo mundo sonha em andar em Interlagos.
Eu tava morrendo de medo, mas eu falei, ele falou, não, eu vou com você do lado e tal. Eu falei, não, então vamos, você vai aí me guiando e tal, porque dá um medinho. Nunca tinha, na verdade eu nunca nem tinha andado em autódromo, nunca tinha dirigido em autódromo. Eu vou andar de forma mais poética aqui de pontuar algumas coisas.
Essa moça, você se engana, porque ela passa maquiagem, blushzinhas, puxa a tia vermelha. Isso aqui, a hora que fica atrás do volante de um automóvel, se transforma. Lembra do exemplo Pateta Maluco? É o Pateta Maluco, tá ligado? E aí isso aqui andava, mas fazia, mas eram umas atrocidades assim, você falava assim, mano, que desnecessário. Não, porque o carro tá na minha mão, que esse carro What are you waiting for?
Hop on!
The must-see galactic adventure comes home on Disney Plus. This is the way. Our only chance is to work together. I like this kid. Always wear your seatbelt. Star Wars: The Mandalorian and Grogu, now streaming on Disney Plus. Rated PG-13. O carro é muito na mão, de fato. O Mini Cooper dela, o JCW, é um kart, tem muito chão, freia muito, faz muita curva, acelera legal, mas é muito mais freio e muito mais curva. É fora do normal para um carro que o carro dela faça, ponto.
E ela assim, Flávia, para, mano, é desnecessário, não tem porquê, você tá sozinha. Não, para, me deixa, calma. Falei, Flávia, A primeira, eu falei, você lembra disso? A primeira que a traseira quiser passar a dianteira do seu carro, você vai fazer tudo errado. Se não der cagada, você vai sair suja, cagada, uma cagadíssima.
Quem nunca?
Não, você quer que esse carro, que esse carro vai as partes do meu corpo que eu já fiquei no carro, que o caramba, meu coração, eu e o meu carro somos um só. E o caramba, falei, tá bom, Avatar, vai lá, beleza, beleza. Aí pronto, batata, chegou Interlagos. E aí ela andou comigo de Lexus no passageiro, beleza, andei, andei, andei, andei, andei. Ela nunca tinha andado em pista.
Não, não, passageiro eu já tinha andado, inclusive até grávida. A gente tem que falar essa história depois, né?
É verdade, a gente não contou a história do Eclipse, né? Mas enfim. Aí beleza, entrou Interlagos, reta, S ali no S, ela veio devagar, beleza. Daí ela pega reta oposta, freou no lugar que eu falei para frear, fez a curva no laranja, que é aquela curva meio cega que você vem.
Desculpa te interromper, lembra que eu falei sobre ir ganhando confiança? Ganhar confiança é um veneno. Que fique bem claro.
Tá bom.
Como é que siga?
Dito isso, eu olhei, eu falei assim, beleza. E ela vindo em bola de fogo, falei, caralho.
Falei, beleza, amor. Ah, feliz pra caralho.
E é uma curva que se tu acerta o ponto de entrar nela, só que é um ponto meio cego, tu tem que jogar num ponto que tu não vê, e aí tu cai, tem um morrinho ali, e tu espalha no lugar certo. Óbvio que eu falei assim, a velocidade até tá certa, se ela acertar o ponto de entrar. A curva veio, ela não entrou. Falei assim, eu falei, amor, não dá mais para frear, é só aliviar o pé, vai lá fora e traz o carro de volta. É isso que você faz quando você erra.
Parece que eu falei assim, não A hora que eu falei assim, não, o pezão no freio. A hora que ela deu no freio, aí a traseira assim, ó, deslizando assim, ó, o muro chegando. Aí ela vira de ré.
A mãe é braba, caralho, não bateu.
Virou de ré.
Aí era eu olhando o muro e eu tipo assim, ó, tirando o ombro da porta, que eu falei assim, vai dali, não vai dali para não tomar ali aqui. Aí, cara, parou, faltava 1 metro do muro assim, juro, faltava 1 metro assim. Aí eu falei assim, mano, parou aquela fumaça vindo dos pneus, que o pneu aquele rasta, aquela. Aí eu falei, Flávia, engata a primeira e sai daqui para não vir ninguém. Vai vir outro aqui, nós vamos se ferrar. Aí ela engatou a primeira.
Quem disse? O pezinho da esquerda assim, ó, da embreagem. Não consegui jogar no engatão primeiro, ela entendendo ainda, processando, e eu rachando o bico, tá ligado? Eu falei, vai, trouxa, leva todas as vezes que eu te falei que na rua tu pega uma poça, aquaplana, qualquer porra assim de, de—
Mas sabia que eu queria aprender a fazer drift por causa disso também? Porque às vezes você entra numa uma situação ali complicada. Mas quando você sabe fazer drift, meio que você consegue ter um controle. Sim, não é 100%, mas controle você tem, porque você tem um conhecimento ali. É porque já aconteceu uns perrengues.
Aí sim, quem nunca, né? Uma vez, há muito tempo atrás mesmo, eu tinha um, meu primeiro carro foi um Ford Ka, e eu troquei, e depois eu comprei um né, Dualogic. O Ricardinho gosta dos Dualogic, né?
Eu não tenho nada contra, o Gui gosta, aquele grande guerreiro.
A primeira vez que eu fui com esse carro para Baixada Fluminense, que lá morava lá a minha sogra e tal, eu fui com esse carro, fui lá, e aí na volta ficou lá a Mariana com as meninas e eu voltei sozinho porque eu tinha que dar aula. Alguma coisa assim. E aí eu era de noite, não tinha ninguém na estrada. Aí eu, ué, será que esse carro é legal? Deixa eu pisar um pouquinho. E aí esse dia foi, e foi bom, porque logo de cara eu entendi que eu preciso ser um cara cuidadoso, porque eu tava vindo, não tava, cara, era um linha, vai, não dá para tu tá voadasso no Então 1.9, eu acho que é o carro aspirado.
Então aí tô vindo, pá, aí a estrada ela meio que subia aqui assim reto e descia de novo. E eu dei uma voadinha, tá ligado? Dei uma voadinha. Quando o carro sentou, quando ele caiu, ele teve que dar aquela segurada ali, pá. Segurou, pum, segurou, nada aconteceu. Mas entendi, no, no. Tá com cinto, tudo certo, vamos embora. Essa foi de cara, eu entendi que, ou seja, não que eu não tenha feito merda depois, né?
Não, mas você fica ali, você fica meio, é, exato. Então assim, eu acho a parada do drift, eu acho legal também por conta disso, é divertido para caramba, tem um lado diversão, né? Mas eu acho, eu tenho vontade de aprender também por conta disso, porque já sofri ali umas aquaplanadas que Eu fiquei, meu Deus, ela passou uns aperreios já.
E é uns aperreios que não, que a gente não— lógico, aconteceu comigo, até falei no episódio que tá com o Rubinho aqui, que aconteceu comigo. Eu controlei, mas é verdade, mas foi muito tipo assim, cara, não é legal, não é bom, sabe? Tu tá numa estrada e tu aquaplana muito assim, cara, é uma sensação ruim até para quem sabe controlar. Mas óbvio, fazer a— ter o reflexo correto te tira ali de uma situação que às vezes você pode machucar alguém, machucar, enfim, carro, bolso, o ego.
É um conjunto, mas podendo ir ficando pior.
Mas para ela foi legal para caramba, para ela foi legal para caramba essa experiência. Foi a primeira vez, eu acho que você andou já outras vezes na pista, andou depois do Festival Interlagos.
Honestamente eu não lembro, mas foi a primeira vez que eu andei em um autódromo dirigindo, foi Interlagos. E foi com o Mini.
Depois andou grávida.
É, então, a da gravidez, né, que a gente acabou falando bem no início e não continuou. Bom, quando a gente casou, a gente, antes de eu ficar, antes de eu ter o Miguel, ainda foi o quê, uns 8, 9 meses, né?
Acho que foi. Aí eu engravidei e tal, e depois engravidou.
Que nem eu e a Mariana, foi mais ou menos isso, né?
Foi uns 8, 9 meses ali, aí eu engravidei do Miguel. E aí nesse período ele não viajava o tanto que ele viaja hoje, mas ele já tinha que ficar fazendo viagens. E eu sempre acompanhava ele. E aí, quando eu engravidei, eu continuei acompanhando ele, porque graças a Deus eu tive uma gestação maravilhosa. E aí eu tava com o quê, 30 semanas, 32? Eu já tava assim já, reta final.
Enorme!
Olha como o cara— eu tava com uma barriga já considerável ali. Inclusive, eu não lembro se— ah, eu apareço sim no vídeo.
Aparece.
Tem vídeo no canal que foi quando a gente foi para— como é que é o nome do autódromo?
Potenza, que é onde é perto de Juiz de Fora.
E aí, que foi a última viagem que eu fiz com ele de carro, acho que de avião também nem fui depois, mas a gente não podia já viajar. Eu acho que de avião já não podia viajar, mas de carro podia. Eu falei para minha médica, ela já sabendo também como é que a gente é, né? Ela olha, pelo amor de Deus, vai devagar, usa meia de compressão, para nos lugares para você esticar as perninhas e não sei o quê. E eu tipo, meu Deus, amor, eu conto ou tu conta que a gente vai de Eclipse? Que ela nem sabe o que que é uma Eclipse, mas se a gente mostrar—
Era um Eclipse antigo, não é velho, Eclipse antigo, vintage.
Qual o ano do Eclipse?
93, 92.
Consigo ver um Eclipse 93 aí, Vitão?
GSX, né?
GSX 93. Eclipse GSX 93.
Esse carro tu pegou só porque ele era legal? Legal.
Não, é todo, como todos os meus carros da minha garagem, são muito legais.
Esse carro eu sofri para a gente vender, ó. É, foi um apego quase perto ali do Mini, viu? Esse carro foi quase um, é aquele primeiro ali, só que é um vinho o que a gente tinha. O nosso era um vinho, era exatamente esse carro maneiríssimo.
E só que 4x4, turbo, câmbio manual, legal para caramba. Enfim, daí fomos fazer um track day lá Foram quantas horas?
Eu não lembro de viagem. Ah, não sei.
Eu sei que a gente pegou um caminho que eu nunca tinha ido, não conhecia a estrada.
Mas vocês foram trabalhar ou curtir?
Fomos curtir, na verdade.
Eu fiz uns mapas, não foi?
Mas eu não fui para fazer mapa.
Tu acabou fazendo uns mapas.
Eu acabei fazendo uns mapas lá, tá bom. E mas eu fui lá para curtir mesmo. Track day era um track day dos meus amigos lá do Mitsubishi. E agregados que vão chegando. Mas era, foi um track day muito legal feito pelo—
tem uma história legal também desse dia, mas vai.
É, tem, não é muito legal.
Não, não, é legal, é que eu lembrei, é legal. Eu já até sei qual é que é que tu lembrou que não é legal também. Caralho, eu achei incrível, fiquei rindo de você.
Tá, quase me lasquei, velho, mas beleza.
Depois vocês decidem.
Daí a gente foi pulou para o track day, acabou o freio do carro no track day, porque assim, pastilha tava acabando. Falei, beleza, vamos maneirar. Só que, putz, tava muito legal aquele dia, velho.
Mas calma, você pulou uma parte. Eu cheguei a andar na pista com ele, só que ele foi muito devagarzinho por motivos óbvios, né, que eu só queria conhecer a pista. Então o pessoal lá segurou todos os carros e aí, não, deixa só ela dar uma volta na pista para junto com ele, né. E ele que foi dirigindo e tal. Só que aí eu dei só uma voltinha assim com ele, ele não tava acelerando nem nada. Eu falei, amor, dá mais não, amor, deu aqui um refluxo.
E ele tava devagar, ele tava muito devagar. Aí eu falei, amor, deu um refluxo aqui, bateu um enjoinho, e a gestação inteira não te vinha. Então vou ter que ficar aqui no box quietinha. Aí beleza, fiquei quietinha lá no box e a gente pegou todas essas horas de viagem na estrada e tal. Já tava com barrigão. E aí beleza, aí ele ficou lá o dia inteiro se divertindo com carro e tudo. E aí se empolgou, acabou o freio, né, como ele tá falando. E aí não, prossiga, vai.
E aí corta porque a gente tem que voltar para casa de carro dirigindo. E aí, mas é que eu tava rindo, velho, que não passou nenhum aperreio, pelo amor de Deus. Quando acaba, quando acaba, quando acaba o freio, o freio não o carro não para de frear, certo? O carro para. A diferença é que obviamente você vai desgastar disco, você vai carcomer tudo ali, entendeu? O carro ainda para. Então, pelo amor de Deus.
Mas foi uma viagem longa e cuidadosa.
Foi porque eu não queria pisar no freio para não estragar o disco, né?
Entendo.
Então, para ver se eu podia só trocar pastilha sem trocar o disco. E foi. Eu pisei no freio uma vez de Juiz de Fora até São Paulo.
Ele foi só uma única vez.
É, até em casa. Vocês foram, e eu não atrapalhei o trânsito.
Não, a gente saiu de noite do— era, não, não era de noite, era final de tarde.
Não era de noite, a gente saiu de tarde, paramos em Volta Redonda. Foi, paramos em Volta Redonda. Daí reprogramei uns carros em Volta Redonda, fiz um Subaru e um Evo.
Aí entra a parte legal da história, que é que você falou que não era parte boa, mas para mim é a parte Sabe o nosso Evo que a gente tem, o prata? Então a primeira vez que eu vi esse carro, eu não sei, foi a primeira vez que você tinha visto também, certo? Primeira vez que nós vimos esse carro foi lá e nós conhecemos, no caso, que virou um amigo, né, um colega, o dono daquele carro. E assim, o carro já tinha placa dele e tudo, né?
E pô, eu achei o carro bem legal. A gente nem tinha um carro legal, não tínhamos filho, eu estava grávida do Miguel.
Certo? Então a gente nem— ok, reprogramei o Evo, que hoje é meu, e um Subaru do amigo. E ok, seguimos viagem, voltamos para São Paulo de noite. Aí já tava bem tarde, cheguei em São Paulo e tal, cheguei em casa e tal. 3 anos depois, aí aparece o carro e eu nunca nem tchum para qual era a placa daquele carro.
Ele não se ligou. Só que aí a placa do carro, só que aí quando ele foi, enfim, na conversa vendo e tudo, tu sabe qual é a placa do Evo, né?
Qual que é a placa do Evo?
Não sei.
Aí não acredito.
É, e o Polo que a gente tinha, a placa dele era Fla, e ele tinha dois carros que eu tive que dar no negócio para comprar o Evo, fora uma grana. E aí o Polo, que a placa era Fla, aí tinha uma Caravan dele que a placa também era essa F. E aí no caso foi o Polo e essa Caravan, que aí veio o Evo, que é o MIG.
Que loucura, né? Já tava a placa desde 98, foi um dos 10 que foram trazidos para o Brasil lá pela, pela MIT na época.
E aí nisso, aí ou seja, o Evo já entra no contexto do carro que tem parte emocional e nunca mais dá para vender.
Aí eu entrei na mente dela.
Nossa!
Não, é, pô, porque ela conta hoje mó feliz, tá ligado?
Eu lembro, Flávia, olha só, agora eu vou defender o meu amigo, porque ele, ó, ele me falando, primeiro que ele mandou esse carro na miúda, ele dirigindo, se divertindo, feliz para caralho. Eu tenho esse vídeo aqui e o caralho maneiro, o cara comprou o carro que ele, porra, ficou feliz para caralho. E ele falando, caralho, moleque, tive que dar uns carros, não sei o quê. A Flávia ficou, pá, não sei o quê.
Tu ficou bolada.
Não, eu não fiquei bolada.
Ficou, meu irmão, ficou.
Não, não, não, pera aí, pera aí. As mães pelo menos vão me entender. Vamos lá, você vive falando mal do meu meninzinho, coitado, sofrido. Eu não tenho um carro confiável em casa. Virei mãe. Qual foi a conversa que a gente teve? Poxa, por que que eu tenho apego com a Eclipse? A Eclipse foi meu carro da gestação, então nunca nos deixou na mão. E nunca nos deixou na mão. Eu tenho muita raiva de um outro carro nosso. E aí, que fique bem claro, agora não fala assim da Tutu, mas do meu Mini pode, ó. Essa Touareg te gastou mais do que o meu Mini.
Ela sempre esteve, tá lá a nave-mãe parada na vaga dela.
Gastou muito mais dinheiro do que meu Mini, mas muito assim, anos-luz, certeza.
Dobro de cilindro do teu Mini.
Ela tem, tem direito de gastar o dobro Maldição da Múmia, mano. Enfim, a gente vai acabar tretando aqui. Não, é que assim, quando eu engravidei, esse daqui bateu o pé. Um pai responsável, né? Não, você vai andar de carro blindado, de SUV, que eu não sei o quê, carro automático e blá blá blá. E eu olhei assim para ele, eu falei, Ricardo, esse carro não funciona o ar-condicionado. Não, mas tá frio. Eu falei, tudo bem.
Lógico que ele meteu essa semana, mano. Todo mundo andando encarangado ali, cheio de casaco, velho.
Aí ele meteu essa semana, mano.
Todo mundo andando encarangado ali, cheio de casaco, velho.
Porra, aí ele meteu essa semana, mano.
O banco, velho, o banco aquece para caramba.
O aquecedor de banco funciona, é verdade, é verdade. Mas aí ele meteu essa, aí eu falei, tá bom, beleza, ele tem um ponto, está frio. E eu não sou uma pessoa muito acostumada com frio, então eu sinto mais frio do que normal, todo mundo assim. E aí, beleza, ok, usável. Aí o limpador de para-brisa do carro resolveu parar.
Porra, aí foi foda, velho.
E aí, aí o bagulho ficou louco.
Por quê?
Porque aí esse vídeo, esse dia, mano, esse dia, cara, eu sou uma pessoa muito tranquila assim. Todo mundo que convive comigo, apesar de eu ser um um pouquinho estressadinha. Eu não sou uma estressada assim impaciente, eu sou uma pessoa muito paciente, muito. Só que quando o limpador parou, eu falei para ele, eu falei, ó, não vai dar certo eu ficar com esse carro, pode ser que eu passe algum perrengue e tal. E aí beleza. Aí teve um dia que eu tive que fazer um exame chamado exame morfológico, né, que tem um período certo ali da gestação para fazer, não pode ser nem antes nem depois.
E era o primeiro, inclusive, que era para ver se o bebê tem alguma deficiência, né, alguma coisa assim. Eu estava a caminho da oficina para encontrar com ele, para ele ir comigo para o exame. Do nada, São Paulo, né, do nada caiu o mundo. Eu não enxergava nada, nada, nada, nada, nada na minha frente. E tudo embaçando porque o carro não tem ar-condicionado, aquecedor também só o do banco que funciona, né, o desembaçador não funciona naquele negócio.
Para não falar outra coisa, cara, eu cheguei na oficina na base do feeling, mas num ódio. Ele não falou que me falta ódio? Pois é, eu cheguei num ódio. Eu peguei essa chave, eu joguei, eu falei, eu nunca mais na minha vida entro nesse carro, tira esse carro da minha frente que eu vou tacar fogo nele. Porque o que que aconteceu? Lembra que eu falei que a minha gestação foi muito tranquila?
E foi lá, parecia um Siri dentro do órgão.
A única vez na minha gestação que eu senti dor Foi nesse dia. E isso me deu um negócio, me deu um gatilho, porque eu fiquei, eu tô com adrenalina lá em cima, passei alguma coisa para o meu filho, tô fazendo meu filho sentir dor, enfim, sei lá, né?
Foi para o caralho a cabeça.
É, minha cabeça assim perdi a linha, né?
E aí provavelmente tava acontecendo alguma coisa mesmo.
É, exato. Enfim, assim, comecei a sentir dor. Então assim, cheguei lá na oficina louca, louca, louca, assim virado do avesso. Os meninos lá que trabalham com a gente, tipo Nunca tinham me visto daquele jeito. E aí um deles, mano, vai no meu carro, que esse daqui ainda me vira e fala, entra no carro, amor, vamos na Torre.
Tu não meteu essa?
Meteu, mano.
Eu tomei desavisado, viado, que ela já chegou comendo os cara que tavam lá. Caralho, com essa porra, cadê o Ricardo?
Essa merda.
Então tá lá dentro. Aí eu cheguei desavisado, eu falei, porra, amor, vamos lá e tal.
Entendi. Me dá a chave do carro.
Foi desavisado, dá a chave do carro.
Quando ele falou me dá a chave do carro, eu falei, tu quer a chave desse carro, então tome. E eu não sou essa pessoa, mas nesse dia eu tava transtornada.
Vocês foram para o hospital nesse dia?
Não, a gente foi para a clínica, a gente foi numa 320.
Tá, e aí é do Oda lá, do Oda que trabalha com a gente.
Beleza, mano, ele chegou com o Ricardo, ele falou, mano, eu vi assim de canto ele chegando com o Ricardo assim, tipo assim falando bem baixinho, porque senão ele ia levar junto, entendeu? E aí nisso ele só entregou assim o chapéu pro Ricardo e falou, mano, vai no meu carro. Aí o Ricardo, não, mano. Vai no meu carro, mano, ela vai matar você e todo mundo aqui dentro. E aí beleza, aí fomos lá na clínica, a gente— aí detalhe, ele tava— você tava com a Eclipse?
Não, a Eclipse tava lá na oficina, mas eu acho que vocês estavam trocando o óleo dela, não sei, tava fazendo alguma coisa, trocando turbina. E aí a gente foi lá, fez o exame, graças a Deus tudo bem com o Miguel, voltamos. Quando a gente voltou, aí ele: amor, vamos para casa. Eu falei: me dá a chave da Eclipse. Não, você tá louca, você já tá com barrigão, você quer meter?
O bagulho enchente, a louca querendo botar meu Eclipse dentro da enchente, meu irmão.
Aí eu falei: Ricardo, deixa eu te falar um negócio.
Pô, já tava vendo Eclipse boiando ali na Ricardo de Afasta.
Aí eu falei: Ricardo, deixa eu te falar um negócio, agora é um momento em que você não decide mais nada, tá? A Eclipse é minha a partir deste momento, é o meu carrinho da gestação. Eu não entro mais na Touareg. Se você quiser ficar andando nesse carro, você anda. Se você não quiser, eu divido a Eclipse com você, ou você anda de Uber, mas eu não entro nesse carro. Eu tava assim com ódio, ódio, ódio. E eu não entrei mais no carro, não sei, eu não saí mais naquele carro. E aí ele ficou na Touareg e eu fiquei na Eclipse, felizona, felizona.
Uma merda de você entrar e sair do carro.
Ela chegava no posto, beleza, primeiro chegava no posto, você precisa ver, parando na blitz, meu irmão, os cara já olhava assim, ó, olhava aquele carro fazendo barulho e tal, ó, encosta. Aí a hora que encostava, primeiro uma mulher, aí já fez, aí beleza, não, tá aqui e tal, isso aqui, documento, documento, documento.
Juravam que o meu pneu ia estar ruim, o pneu zerado, a gente acabou de Aí os cara olhando assim.
Aí ela para no posto, para no posto, tudo bom, completa para mim. O frentista já olha assim meio estranho e tal. Aí desce uma grávida olhando água e óleo, tá ligado?
É porque tinha um detalhe, só tinha um detalhezinho da Eclipse, mas isso não me incomodava. Tava vazando o fluido de arrefecimento. Então toda vez que eu ia trocar, né, foi antes de trocar. Então toda vez que eu ia sair no carro, abre capô, completa, fecha. Eu sempre andava lá com a garrafinha. Então imagina uma grávida com uma barriga desse tamanho saindo de uma Eclipse, entrando, carro baixo, mas zero problema. Eu tava felizona, tava me sentindo confortável naquele carro, tava me sentindo segura, não senti mais dores.
Então tu pariu no hospital?
Sim.
Tu foi nesse carro?
Não, aí a gente um mês antes—
não, não, não, não, não, não, não, mas a gente tentou. Ela tentou, ele 80 blindada, pô.
Que mulher blindada, mano?
Não tava chovendo. Ah, velho, só não pode chover.
Enfim, e aí ele brinca com o perigo, mano. Ele brinca, ele brinca com o perigo, na moral, ele brinca.
Deixa eu falar uma coisa com todo respeito, tá bom? É que assim, é a tua primeira vez aqui, então o que acontece aqui fica aqui, tá bom? Por favor.
Tá bom, tá tudo bem, a gente tá resolvido já sobre isso.
Esse já é ponto pacífico. Aí entrou o colinho, entendeu?
Por isso que foi difícil para ela se desfazer do colo, porque assim, foi um mês antes do teu Miguel, entendeu? A gente conversou, a gente sentou, a gente conversou, a gente falou, não, aí falando sério, poxa, tudo bem, eu gostava muito da Eclipse, eu me sentia segura no carro, mas não era um carro para pro miga ficar andando, sabe? Sei lá, numa urgência, Deus me livre precisar, podia ser um carro que podia deixar na mão no fim do dia.
Não era para deixar, mas a gente ainda tava colocando tudo do bom e do melhor no carro, a gente ainda tava ali nesse processo.
Carro velho, né, Flávia?
Ah, mas a gente vai trocando e colocando tudo do bom e do melhor.
E aí você encontrou, e aí é a minha versão de cabelo muito comprido.
E aí a tua regra não tem mais controlada, vai se foder.
Tem um pouco mais de bom senso.
E aí eu não, cara, é que assim, eu fico meio pistola com ele, vou falar, eu fico meio pistola com ele porque é o seguinte: se eu fosse uma mulher chata que enche seu saco, que não gostasse, que eu não sei o quê, beleza. Mas o negócio é que eu gosto. A única coisa que eu, que a gente tem de treta é que eu quero fazer algumas coisas racionais que são importantes, e ele só sai metendo louco, entendeu?
E aí ela fica, ó, vou contar, vou contar.
Fala aí a tua versão, vai.
Não é minha versão, é a verdade, ok? É a verdade. Ela fica pistola porque assim, eu tenho alguns carros, beleza? O Polo a gente comprou junto, precisava ter um carro, conversamos a respeito e tal. Tem carros que são ocasiões, que acontece, como muitos, tipo o Evo.
O Evo, não, mas o Evo você conversou comigo.
Calma, mas teve os que não.
Na verdade já tava comprado, você só não sabia ainda, mas eu conversei depois.
Filha da mãe, calma aí, calma. O que fica aqui fica aqui, né? Não quero estar com medinho de treta lá fora. Ele tá abrindo agora aqui o jogo.
Aqui no Flow eu tenho foro privilegiado, entendeu? Vai, continua, vai, continua.
Eu tô pegando, sabe o quê, argumentos.
Aí, porque aí começou a história do Evo. Aí eu falei assim, não, cara, porra, era um carro que eu queria muito, mas eu não tinha grana para comprar aquele carro, né? Falei, meu irmão, escolhe uns carros aqui da garagem que aí dá negócio. Ele, porra, qual? Eu falei, tu assiste o canal? Assisto. Então escolhe o que tu quer. Aí ele escolheu o Honda Honda e o Mini dela.
Eu falei assim, Mini não vai ter jogo, o Mini não tem jogo.
Pronto, já viu? Eu conheço meu eleitorado, falei, não vai rolar em nenhum dos dois. Falei, aí falhou, meu irmão. Eu até aceito Honda de contragosto, mas beleza. Aí eu falei, pô, aí botei o Polo e uma lasanha que era a Caravan, a 02, não era nem a Caravan do Sema. Beleza, beleza. E mais uma volta em grana.
É, aí o Polo tava quanto tempo com vocês?
Não muito também, tinha mais de um ano.
Beleza. Só que eu já sabia que ia dar merda porque o Polo era o carro de segurança.
Ah, médio, vai, não deu tanta merda, eu fui plausível. Flávia, não, eu fui uma construção, eu tive que— não, tudo bem, foi uma construção, mas você me pegou por vários aspectos.
A placa salvou o rolê. Não, o dia da placa, porque quando repara, eu E a cereja do bolo, mas o bolo já era um erro, porque eu sempre quis um Evo. Calma, ó, pílulas de conhecimento. Essa vai para o meu curso, ok? Vai para o meu workshop de esposas lasanheiras, ok? Eu não mando de cara assim, ah, tô pensando em comprar tal carro. Eu mando tipo uma foto, falei, pô, amor, olha esse carro que legal. Já tava negociado. Mas era para sentir a temperatura, entendeu?
Era para sentir a temperatura. Olhava para casa, é isso aí, exatamente. Tipo, aí eu vou meio que dando ali indícios do negócio. Beleza, mandei a foto. Ela, porra, amor, gosto de Evo e tal. E ela sempre quis um Lancer Evolution.
E eu lembrei de outra história, mas vai.
E aí foi o negócio, foi indo, foi amaciando, rapaz. E aí todas as fotos não aparecia a placa. A hora que eu achei a foto da placa, tu já tinha se ligado?
Não, tá. Não, tu ainda não tinha visto também, tá?
Não, eu nunca reparei. Todas as fotos tava com tampa placa, eu tava com isso, eu tava com aquilo, enfim, X. E aí beleza, fomos para o rolê, demorou. Cheguei lá na placa, eu falei, agora eu ganhei. E eu não tinha nem me tocado nas placas dos carros que o cara tinha pedido. E aí foi a hora que eu montei a fic. Falei, Flávia, é o destino. Esse carro anunciaram o carro. Olha só, o carro que eu te mandei a foto há 2 semanas atrás anunciaram.
Já desenrolaram.
Essa parte tu pensa que eu sou tonta, mas eu também caí na tua assim, fiquei querendo.
Exato.
Eu falei, anunciaram.
Porra, e se a gente oferecesse o Polo? Já tava tudo certo, meu irmão. O Polo com a placa Fla, a Caravan com a placa ACF, em troca do carro. Aí ela: porra, porque Polo não! Polo é o carro que a gente tem, que anda todo dia, porra, que é o nosso carro de dia a dia. Não vai mandar Polo porra nenhuma não.
Aí eu falei: amor, então vai o SI. Aí eu falei: mas nem a pau!
Aí eu peguei e falei: amor, mas olha só, Aí eu tava lá, porque temos aqui a mostrar a foto do Polo, placa Fla, temos a Caravan, placa CF. E aí eu peguei a foto do Evo, e o Evo, porque a Flávia e o ACF geraram o MIG. Aí ela, eu falei, pronto, agora falei, beleza, posso chegar em casa com ele. Já falei para o cara, já pode agenda vergonha para quando der aí, que já dá para legalizar ele aqui em casa, meu irmão.
Foi foda.
E aí, foi gostoso de andar nele?
Não, eu sou louca no Evo. Ele briga comigo falando, Flávia, não, isso aqui me gera problemas hoje.
Porque repara, aí a coisa andou, choveu na minha horta. Isso foi o quê, 2 anos atrás? Não tem um ano e meio já, cara. Então começa que eu comprei no pedal, eu já terminei de pagar os pedal. Foram muitos pedais ali que eu te fiz aí, Daiane. O carro é caro, velho. Aí beleza, aí fui lá.
Eu vou achar o vídeo que tu me mandou, mas vai, pode olhar aí.
15 meses com certeza já faz, faz 2 meses que a gente ficou com esse carro, uns 17 meses. Beleza, aí peguei.
Ah, mas eu fiz uma exigência só.
Qual?
Eu falei para ele, eu falei, olha, beleza. Isso era tipo acho que meio do ano quase, eu não lembro muito bem o mês, mas eu lembro que eu falei, ó, a gente vamos Só fazer um combinado para eu recuperar o caixa desse tiro que eu dei. E até o fim do ano eu preciso de um carro confiável.
Aí veio a X3, que foi o começo dessa conversa. Aí veio a X3, que a gente acabou comprando a X3.
Indo embora, X3 acabou o carro confiável de novo, Flavinho.
Não, a gente tem outros carros. E aí entra a minha briga, porra, eu tenho Yaris 0 km, eu tenho aqui, eu tenho a Triton. Ela pode andar de picape, ela pode andar de iate.
Agora foda-se!
Não, não, não, não.
Aí a X3 começa a ser um carro muito legal, beleza, mas eu tenho muitos outros carros muito legais, né?
Sim.
E uma Kia ia ser mais legal ainda.
Ai, meu Deus do céu!
Aí eu peguei, e aí tem um pouquinho mais de um ano mesmo, foi dia 25, tu me mandou dia 9 de julho.
É, olha aí, meio do ano, 15 meses.
Tu curte? Comprei um outro pau velho aqui, ó.
É, ó, eu vou levar para tu fazer um test drive. Ele te mandou isso dia 9 de julho.
Não, pô, foi no dia 28 de—
deixa eu ver aqui. Não, é que 9 de julho é o aniversário do Miguel.
Então foi, foi no dia 9 de julho. É 9 de julho de 2025.
E aí a conclusão é É que a gente tem um monte de carro zero confiável em casa.
Não, um monte não, calma, 2, 3, porque a X3 também. Ah, não é? Tá lá, tá lá, tá lá, tá lá, que ela vai ser vendida.
Aí ela fica andando de Evo 5, de daily, a gata andando, voaçando ali, acelerando aquela porca e pau velho. Falei, Flávia, se alguém bate nesse carro, não tem peça. E eu me apavorei porque é o seguinte, foram fabricados menos de 10 mil desses no mundo, mundo, tá? E a grande maioria A grande maioria no Japão. Então vai, vai nessa. A grande maioria no Japão, tá? E aí a gente foi para o Japão agora e eu quero achar outros Lancer Evolution 3, 4, que já são os que tem 30 anos e dá para emplacar aqui.
O 5 e o 6, o 5 em diante ainda não dá porque é 98, 5, né? Então só o meu que veio oficial ou quem trouxe na época. Enfim, não acha.
Melhor não bater, né?
Não acha. A hora que eu vi os Lancer Evolution 5 lá do Japão, tinham alguns. Não é que não acha, acha, meu irmão. Primeiro, caro para caramba. E segundo, o nosso, o nosso Evo 5 é zero, ele é muito inteiro, muito, muito, é na caixa o carro. Falei, Flávia, esse carro, se a gente levasse para o Japão, é mais caro que Skyline, porque não acha mais nesse estado de conservação.
Porque lá os caras usam, e ela usam sem dó nem piedade. Não, não é assim também, não é assim. Eu passeio com carro, eu uso de dele e tal, mas praia com carro, pô, vai, bota o Miguel no carro, sai, beleza.
Vamos para o pediatra, vamos não sei onde, vou para loja, vou trabalhar. Eu falei, Flávia, não precisa.
Não, mas espera aí, vamos lá, lembra que eu falei? Vou lá atrás.
Aí é algo que eu nunca pensei que eu fosse ouvir do senhor, Ricardinho.
Obrigada.
Mas eu não sou contra usar o carro, mas Precisa todo dia.
Não, mas vamos lá, lembra que eu falei do Mini? Era minha válvula de escape. O carro parado, ele não tava me ajudando ali e tal. Resolver, o Evo tomou esse lugar. Exatamente. Eu trabalho todo dia, eu tenho estresses também.
Então como é que faz então, Flavinha, para tu parar de andar no Evo então?
Mas foi aí que eu peguei e falei, então arruma essa merda Essa central desse carro tava pifada, cara. Pronto, aí beleza, botei lá, tá funcionando essa porcaria desse Mini Cooper dela. Agora tá andando, feliz da vida com essa.
Aí, cara, com toda essa história aí não dava para sair um moleque diferente, né? O moleque, ele gosta muito. Tu me provou aquele dia que tinha um monte de brinquedo aqui, ele falou nada, botou um monte de brinquedo aqui assim, um deles era um carrinho, pegou o Miguel, Miguel foi no carrinho. E ficou brincando com o carrinho, com a chave do carro.
Ele gosta, ele gosta muito.
Que bom, então todos gostam muito, né, dessa família aí. Mas é do ponto de, bom, sabemos que vocês trabalham juntos também, né? Me parece que tu tem uma função específica na CF e ele tem outra, outras, e por aí vai, né? Como é que funciona essa divisão aí? Dá certo em casa?
A maior parte do tempo sim, a maior parte do tempo sim.
Mas é ela que regula a grana?
Não, ela tenta bravamente. É que o pai é muito bom no caixa 2, tio.
Ah, velho, aí é que entra a parte do médium, aí é que entra a parte do médium.
É difícil, é que hoje, na real, eu não— não, é brincadeiras à parte. A Flávia, vamos lá, número 1, a Flávia ela Tem graduação tanto na área de Direito, estudou Administração, tem pós em Administração.
Sabe o que tá fazendo.
É pica nesse negócio. Só que ela sempre ajudou muito a empresa da família dela. A família dela tem clínicas ali, trabalhou na área da saúde lá em Manaus. E quando ela mudou para cá, beleza. Pô, me ajuda num negocinho aqui, me ajuda num outro negocinho ali.
Foi chegando.
E aí eu falei, pô, amor, Toca essa parte aqui, vai, paga as contas aqui. Não só pagar as contas, cuidar da gestão dos pagamentos, porque é uma gestão, tem que comprar peça, tem que fazer isso, tem que— Ah, esse mês a gente não pode mexer em tal carro porque isso aqui vai custar um centro de custo de tanto. Elencou ali o negócio. Só que assim, meu irmão, tu já tá ligado, eu sou uma porra louca.
Não é nada.
Não, imagina. Tipo assim, quando eu boto na minha cabeça que eu vou fazer algo e isso é uma coisa que ao mesmo tempo eu devo o que eu tenho e eu sei que isso pode ser algo que pode me tirar tudo que eu tenho. Eu tenho essa consciência, ok? Mas foi muito difícil no começo a Flávia entender o meu feeling para fazer as coisas, que tem que pular. É, o gênio e o louco são muito parecidos, né? E não que eu me considere um gênio, mas a minha loucura sempre deu certo.
Aqui e ali tem umas paradinhas, sim.
Então assim, quando eu peguei e criei, por exemplo, a ideia de fazer o Tested, que foi algo que alavancou o nosso canal, que era comprar um carro zero, mexer, fazer— ninguém injetava essa quantidade de dinheiro num projeto que não ia retornar para publicidade. Sempre quem fazia isso no YouTube fazia porque tinha, pensava no retorno. E eu nunca fiz pensando no retorno, nada, nada, zero, zero. O rolê da Copa, que eu diga, eu fui porque eu achei que ia ser muito da hora.
E o rolê da Transamazônica, a mesma coisa. O rolê do Japão, a mesma coisa. O rolê da Caravan indo para Las Vegas sempre foi porque eu tinha vontade de fazer aquilo ali. E casualmente as coisas acabavam dando certo. E eu sempre aceitei que às vezes pode ser que a gente não consiga fazer essa conta fechar. Mas para quem trabalha com gestão, e principalmente ela que estudou pós, caramba, anos estudando esse negócio, é uma loucura o que eu faço.
Fala, Ricardo, para, para quê? Você não precisa. Sabe o que é não precisa? Seu canal, se você ficar fazendo vídeo com carro, passando carro de cliente no dinamômetro, vai dar bom de view? Eu falei, não, mas não é o que eu quero.
Lembra que ele fala que eu não preciso também do Mini?
Eu não quero, eu não quero. Eu quero realmente conseguir fazer esses projetos porque me traz felicidade e eu sinto que as pessoas também se conectam com isso, porque a galera que tá do outro lado da tela enxerga isso, sabe? E eu devo muito da expansão agressiva que a gente teve, agressiva no sentido assim de tipo foi muito vertical, A gente tava recém no namoro, mas faz um tempão. E aí deu uns B.O. no começo assim, dava uns B.O. entre eu e ela, uns arranca-rabo do tipo, ela, não, porque você não precisa da minha ajuda, sabe aquelas histórias?
Então não sei para que que pede minha ajuda se não é para eu fazer o que eu tô falando para fazer. E aí eu pegava, já era escroto para caramba, porque no trabalho isso é algo que eu consigo separar muito assim. A gente pode estar no maior quebra-pau de tudo no trampo, fechou, beleza, baixou a porta, fomos para casa. Pô, amor, e aí, a gente vai jantar o quê hoje? Não sei. Ela já leva mais para o coração, tá ligado? E aí quando dava, chegava nesses pontos assim de tipo, falar não.
Falei, Flávia, tá, você não quer? Então tá bom, eu vou fazer o que eu quero. E aí vinha o quebra-pau, falei, Flávio, você não tá entendendo, a empresa é minha. E nesse ponto é muito escroto, tá ligado? A empresa é minha, essa porra aqui fui eu que construí, então a gente vai fazer do jeito que eu tô falando. E se der errado, eu vou ser o primeiro a falar assim, galera, fui eu que caguei no pau, fiz isso porque eu queria fazer, porque meu feeling tava falando para fazer. O Projeto da Carva, todo mundo foi contra o Projeto da Carva.
Eu não fui contra.
Talvez porque você já tava num pulo à frente.
Eu não fui contra, não, mas ela pegou e falou, a gente vai fazer este projeto. É tipo os papos do Thiago Nigo. Agora ele foi lá comigo.
Pera aí que eu vou falar que isso aqui é tipo de—
que essa galera de finanças, que ela é de finanças também, você pode comprar um avião. Eu nunca diria que você não pode comprar avião, desde que você tenha R$4 milhões guardado.
Eu não sei se você pode comprar avião.
Eu te acho, você tá doido, velho. Falei, R$4 milhão de real guardado, você acha que eu vou?
É, caralho, R$4 milhão. Quando tiver R$4 milhão de real guardado é porque eu já realmente não quero comprar uma porra nenhuma, nenhum avião.
Não, R$4 milhão de real, falei muito antes de eu chegar no quanto. Falei, caralho, eu não tenho dinheiro para comprar um avião de 2. Falei, quanto mais juntar, 4. Falei, caralho, eu tô falando que eu tô liso para comprar um de R$4 milhão. E você acha eu vou ver aquele dinheiro na minha conta, vou ver um avião de R$2 milhão e não vou comprar avião? Não tendo R$2 milhão, foda-se esses R$2 milhão, né? Então assim, na cabeça da galera que pensa de maneira racional, não faz o menor sentido. Então para ela era do tipo, olha, um debate anteontem, tá ligado?
Eu sei que você tá falando, é coisa de maluco, ninguém faria essa porra.
É, mas assim, o meu ponto, vamos lá, eu sou muito racional, muito racional, e você melhorou bastante, tá? Você sabe disso, ele melhorou bastante. Ele era muito pior, muito pior, ele melhorou bastante.
Então, mas assim, agora é sua vez, Flavinha. Maior merda que tu, ou que ele fez, ou que tu segurou, na tua opinião?
Porra, eu seguro tanto.
Eu tô segurando, mano.
Desculpa, mas a minha vida virou ficar segurando. Mas essa foi foda. Não, não, mas é isso. Não, mas vamos lá. Não, ele melhorou, ele melhorou. Mas assim, não, é que o modo como ele tá colocando, vamos lá, a Caravan, na época da Caravan, um ponto muito importante a ser dito: eu nunca desacreditei de seus projetos.
Não, isso não.
Eu nunca desacreditei.
Tudo bem, você pode fazer desde que você tenha 6 meses de salários dos funcionários guardados.
Eu falava, olha, eu acho sensato fazer isso aqui, assim assado, porque eu fico sem dormir, velho, na moral, eu fico sem dormir. Ele dorme, beleza, mas eu fico sem dormir, eu fico preocupada, eu fico sem dormir.
Exato, vai vencer a fatura do cartão, não tem um puto, vou dormir, meu irmão.
Tá duro, né?
Porra, eu ia estar puto se tivesse o dinheiro da conta, eu ia ver aquele dinheiro sumir para pagar a fatura do cartão, mas não tem nem o dinheiro, já facilitou.
Enfim, eu fico sem dormir. Ele dorme, eu não durmo. E aí eu só queria dormir, entendeu? E aí, mas enfim, mas eu nunca desacreditei dos projetos dele, porque de fato tudo que ele se propõe a fazer, ele dá o máximo dele. Só é difícil para mim também, porque além do lado empresa tem um lado família. Então é lógico que é difícil as viagens, o tempo que ele fica longe, né? E aí na época da Caravan foi isso que eu falei, mocinho, fale a verdade.
Na época foi isso que eu falei, vai ficar mó tempão longe. Mas aí que tá, ela pegou e falou, porra, ela falou, o dinheiro, eu falei, desculpa, mas eu falei, foda-se, mano, a gente trabalha e beleza, você quer fazer o bagulho, então vamos fazer. Se a gente se fuder, a gente se fode junto. Eu sempre falei isso para ele.
O Miguel estava com quanto tempo?
Ah, eu nem lembro.
Não, não, não, Miguel já era mais velho, já tinha ano, é um ano e pouco. Aí ela vira e fala assim, pô, quanto tempo você vai ficar viajando? Eu falei, Acho que uns 40, 50 dias. E você vai ficar 40, 50 dias longe de mim, do Miguel? Falei assim, não. Como assim? Eu falei, não, você tá se desconvidando da viagem, mas por mim ia todo mundo junto.
Ele meteu essa, velho.
Mas ela se desconvidou.
O miserável é um gênio. Que aí tu responde o quê nessa hora?
Eu prefiro não pronunciar o que eu respondi. Acho que para bom entendedor a minha frase já responde.
No fim foi ela que não quis ficar comigo.
Beleza, deu tudo certo, voltaram todos, todo mundo feliz.
Mas enfim, assim, ele tem ideias, ele sempre teve ideias muito boas, os projetos e tudo. Eu sempre acreditei muito na loucuragem dele. Me dá medo, sempre deixei isso muito bem claro para ele, me dá medo porque como ele porque como ele já falou, são coisas que às vezes pode fazer tudo que a gente tá construindo ir por água abaixo. Mas eu sempre falei para ele, beleza, se der merda é nós e a gente ajeita de novo. Porque apesar da empresa ser de fato dele, é o futuro da família.
E desde que eu entrei na vida dele foi quando a gente junto começou a construir muita coisa.
Tanto que um filho da puta torrando todo o dinheiro que ele fazia, né? Eu continuo fazendo isso.
É, a gente costuma fazer isso, que aí eu até brinco falando.
Um dinheiro escondido que tu não sabe que existe.
Não, pior que não tem, né?
Hoje eu parei com esse negócio, mas no começo do relacionamento tinha assim, tipo, ela, porque daí ela começava, eu não sabia como é que ia ser, né?
Na verdade ele fazia o caixa 2, não era eu não, tá?
Mas era, era mesmo. Porque daí ela entrou para fazer a gestão, eu falei, vai que essa porra entra e começa a cortar tudo minhas regalias aqui dentro, tá ligado? Meu cartãozinho corporativo para comprar carro velho. Eu falei não, velho. Aí beleza, uma, lembrando que nunca fui contra a compra dos carros velhos, para mim, outra para empresa, uma publi para mim, outra é da empresa. Era assim. Aí eu aparecia com os carros e ela, Donny, tu tirou esse carro? Eu falei não, Flávia.
E eu agoniada tentando fazer as contas fechar e tem alguma coisa errada, tava ali a coisa errada. O carro.
Muita gente me deve dinheiro, muita gente, só que eu não cobro. Aí às vezes eu, pô, tô precisando de um negocinho aqui, mas nem deposita para mim, deposita na conta do—
ele fazia isso?
É, pô, vários, vários, vários. Puta, remape voando na rua, nossa, eu tinha que dar meus pulos do My Jumps.
Tu ia para rua do Your Jumps? É, ia para gringa Tu ia para rua fazer remap sem fazer na tua oficina?
Não, não, não, não, ele fazia às vezes na oficina, só que a pessoa pagava depois.
Aí às vezes eu ia viajar porque era alguém que ele conhecia, enfim. Pois é, deixa o cara e tal, tá resolvido. Pagou, pagou, pagou, pagou.
Esse cara aqui não tá aqui não, não, ele vai pagar depois, pô.
É, é, exato. E como eu sabia que de fato era uma pessoa que ele conhecia, tipo, ok, né, vou fazer o que Vai passando o tempo, vai passando o tempo.
Cadê esse cara? Não paga não. Esse cara não paga não. Chega o recado, um carro diferente.
Entendi, tá bom. Exato, era isso. Mas era isso aí. Mas faz tempo, faz tempo que a gente tá de boa assim, já alguns anos que a gente tá assim.
Eu quase morri na primeira viagem do Japão, né, que você me deu ali um chute que, puta, nossa, velho, eu sentei no chão assim, eu fiquei, não, perdi a linha. O que eu tô fazendo da minha vida?
Caravanei ali, porque que dei uma de alemão ali total.
Ele deu uma de alemão com força. Com força. Eu tava dormindo tão bem por 4 dias, mas eu tava acordado. E aí ele me ligou, Japão. Aí ele me ligou, ele falou: quanto tem dinheiro na conta? Não, detalhe, tá, observação muito importante: eu deixo todas as contas da empresa de banco e tudo mais, conta master, pró, principal, no celular dele. Eu tenho acesso, mas o acesso secundário, porque eu falo para ele: olha, beleza, a gente tá casado, a gente se confia em mim e tal, mas ó, tá aqui. Eu não quero depois nada de ai, não sei, não vi, uma encheção de saco.
Aí põe a cara aqui, põe não sei o quê.
Aí me liga: quanto tem dinheiro na conta? Eu falei: não sei, abre aí. Eu não queria que ele abrisse. Aí ele: não, mas é que o celular dos bancos tá descarregado. Falei: ah, amor, não sei, tô ocupada. Não, é que eu preciso pagar uns carros aqui do leilão. Eu falei, Ricardo, que carros do leilão?
Foi treta lá, a galera já tá ligada nessa história.
Aí nisso aí ele, não, é que valeu muito a pena, é uns carros e tal, porque senão, se não tiver dinheiro eu pego empréstimo. Eu falei, você tá ficando louco, mano? Aí eu falei, meu Deus, ele vai pegar o celular e ele vai descobrir. Puta merda, caralho! Aí eu tava assim, meu Deus, eu tiro esse dinheiro, jogo na minha conta, eu faço isso, eu Eu nunca fiz isso, mas vai que eu ia fazer pela primeira vez. Eu falei, não, ele vai descobrir.
Aí eu tinha todo um planejamento, eu tava aí, eu tava assim nos céus na minha vida ali de trabalho, entendeu? Tava tudo em ordem, tava tudo bonitinho, mano. Ele pegou o dinheiro e, ó, foi embora com o dinheiro, cara. Eu queria matar ele do outro lado do mundo. Eu entrei assim numa depressão temporária. Eu falei, que filho de uma caramba! Eu falei, tá vendo por que que eu tenho que aprender a fazer remap? Aí ele, você não vai aprender a fazer remap porque senão você vai me expulsar da minha empresa.
Não, mas lógico.
Aí eu falei, ela não vai te acessar, você acaba comigo.
Se ela aprender a fazer remap, ferrou, brother.
Ela tá banida dos teus cursos.
Eu sou demitido da minha empresa.
Ele fica só na empresa de publicidade, propaganda, entendeu? Ele só fica com o canal, eu fico com a performance.
Não, mas ali é, mas ali é difícil segurar ele, velho. Mas vale a pena, vale a pena. Eu falei tanto que eu comprei essa.
Isso é o que todo viciado fala.
Eu comprei essa briga com o negro lá, que ele veio cheio das 9 horas lá. Eu falei, meu irmão, meus carros valorizam mais que Bitcoin. Aí ele, impossível. Eu falei, impossível? Eu fui em abril para o Japão, comprei minha Skyline por 5 milhões. Pokémon, já ofereceram 7,5. Cadê o Bitcoin? Abre aí. Abriu para cá? Aí ele: é, não, realmente, de abrir para cá não valorizou tanto. Fala: abre a tua cartinha de Pokémon. Cadê a cartinha de Pokémon?
Eu tô ligado. Cadê a cartinha de Pokémon? Não valorizou teu Charmander ali, tá ligado? Mas se eu quiser, se eu quiser, eu realizo.
Você não fez a pergunta certa. Você não fez a pergunta certa.
Faz então para mim, vai.
A pergunta certa é: Quanto você gastou nesse carro para ele ficar bom?
Não, você sabe que o Skyline eu não gastei.
Eu não tô falando dos carros do Japão.
Ah não, mas ela fala, tem outra, tem que aí entrou em depressão, que aí todo mundo lá, ai, que coitadinha dela mesmo, né? Realmente, olha que essa moça sofre na mão desse magrelo.
Meu Deus, todo mundo que convive com a gente fala, você é muito paciente.
Isso aqui, o que vai chover na DM dela de gente, de psicóloga para fazer publi no arroba, eu Caramba, quem sofre, porque realmente deve dar uns pepino, remédio controlado. Aí eu chego no Brasil, a doida vai lá e para—
sou rancorosa, tá? Só para deixar bem claro, eu tenho que melhorar isso na minha pessoa.
Eu volto de viagem do Japão todo cagado e ela numa boa, uma nice.
Pô, não, pera aí, quantos carros tu comprou no Japão? Não importa, não importa, cada um conta sua versão, não é mesmo?
Gastei nos carros do Japão.
Gastou, gastou, gastou. Não, é, gastou.
Arrumar não conta. Meus carros japoneses estão todos perfeitos, ok?
Porra, o da Bit tá lá batendo a bronzinha.
Não tá batendo bronzinha não, só tava se batendo.
O alemão tinha que estar aqui para ele me ajudar, que ele tava junto.
Aí eu chego, ela toma nice. Eu falei, porra, achando que eu ia tomar, né, um baculejo ali. Plena. No outro dia eu vou na oficina, tem uma merda vermelha dos anos 90.
Olha só como é que ele fala dos meus carros.
Comprou um 3000 GT. Bota aí na tela o que que é um 3000 GT.
Todo mundo do canal adorou. Não é entretenimento? Eu arranjei entretenimento.
Justo.
Nossa, é mal, né, que ela comprou.
Parabéns, Flavinha!
Obrigada, obrigada, obrigada.
Comprou um 3000 GT biturbo 4 G4 manual, do jeito que manda o figurino. É da hora esse carro.
Tá que pariu, hein?
É do que pisca, é mó legal.
Esse carro é barulho escamoteado andando.
Ó, andar ele anda, tá? O motor funciona.
Olha, mas olha, quando é do teu lado tu é muito conivente.
Não, não, sai fora! O motor não funciona?
Ele anda.
Então pronto, pô, tu não acabou de falar que o Lexus também andava? Que não era carro de rua, mas eu andava, ligava e pedia.
Pelo amor de Deus, o carro, o carro, Igor, tu anda uma quadra, o freio agarra e ele começa a frear sozinho. Daqui a pouco tá saindo uma fumaceira do freio, superaquecido.
Manutenção básica, trocar os freios.
Tu tem o cilindro? Pera aí, deixa eu ver. Não, ó, não achei o cilindro de freio de 3000 GT.
Cadê o outro do Bolsonaro? Subaru. Cadê o motor do teu Subaru?
Tá lá guardado, se você quiser liga. Mas não acha as peças, se cansa de ficar.
Acha facinho também a peça dos carros dele, tranquilinho.
Aí comprei a porra da peça nos Estados Unidos, veio, caiu em Curitiba, pronto, tá preso.
Quanto tempo demorou para arrumar a porcaria do limpador de para-brisa da tua reggae? Quanto tempo demorou? Não, fala aí quanto tempo demorou.
Conta aí para nós o que que quebrou.
Não, pera aí, pera aí, vamos lá, ó. Ele disse que já arranjou as peças do 3000 GT, que na verdade estão presas, né? Ou seja, as peças foram achadas.
O problema não é a taxa, o problema é que os cara falaram que a embalagem tava danificada, daí não libera e nem devolve.
Exato.
Mas eu esperando chegar a porra do negócio.
É, mas a peça foi, a peça foi achada, que fique bem claro. Eu comprei esse carro, foi foi? Você foi para— só que em abril, né? Foi em abril que você foi? Em abril. Estamos em setembro, a peça foi achada. A gente ficou mais de ano tentando resolver a porcaria do limpador de para-brisa da Touareg, meu irmão. Mais de ano.
Deixa eu te contar.
E o ar-condicionado segue sem funcionar.
Mas aquilo ali não vai funcionar nunca mais, aquele ar-condicionado, minha parceira.
Fala dos meus carros agora.
Não vai funcionar ali. É melhor a Touareg, ainda dá para a gente cortar o teto e botar split, vai ser mais fácil. Bota lá um inverter.
Mas enfim, vai rindo que ele vai fazer isso, tá?
O limpador da Touareg, deixa eu contar para você, o limpador da Touareg é um problema crônico porque eles fizeram uma peça. Olha só a inocência dos engenheiros da Volkswagen, fizeram uma peça que entra água dentro da peça da placa do motor, tá?
Carro.
Seria ótimo se fosse o som do carro, se fosse o banco elétrico do carro, mas é uma peça que fica no motor, do lado de fora do carro.
Entendi.
Ele é o motor do limpador de chuva. A chuva, ela molha e entra água, e entra água. Então todas as tuaregs pelo menos as que andam e que não estão na chuva, vão ter esse problema.
E não tem um negócio também que o módulo do limpador e tudo é só dela? Alguma coisa assim?
Por quê? Porque um limpador de para-brisa nada mais é do que uma série de engrenagens, um mecanismo mecânico, umas hastes.
E uma das coisas mais simples que dá para ter.
Exato. Só que a Volkswagen fez um sistema eletrônico que comunica via rede CAN CAN com o resto do carro. Então se eu comprar o limpador de uma outra Touareg, não funciona porque ele não comunica na rede CAN.
Aí, os carros que são problemáticos, repara, tu sabia disso antes?
Não, óbvio que não. Mas enfim, você não desconfia? Paguei 25 conto naquele carro, não dá para escolher muita coisa também, né? Para mim ele era tipo um conversível, eu só saía dia que tava sol, tá ligado? Você não tira conversível chovendo. Eu também não tirava toalha chovendo. Aí você—
esse foi teu erro, entendeu? Esse foi teu erro de sair na toalha.
Ah, isso aí, em dia de chuva, entendi. Aí, mas aí já tiver na rua com ela, como é que faz?
Aí acontece, aí são acidentes, como diz o nosso amigo Rato. Acidente, foi um acidente.
Entendi.
Aí, beleza. Sabe quanto custa o limpador do para-brisa lá fora?
Não sei.
Bizarro.
$1.600.
Caralho!
É! O carro é 2008.
É tipo R$15.000 num carro que eu paguei R$25.000. Eu falei não.
Foda-se, vou andar no sol.
É, exato.
Não, mas sem zoeira, era isso. E via lá, vai sair na Torre Eiffel, via se tava com previsão de chuva, não tá, beleza, vamos de Torre Eiffel.
Climatempo virou a minha Maju.
Meu Deus do céu, é que nem quando os cara lá no Jaca lá e queria sair de carro para ir, sei lá, no lugar meio longe, e primeiro perguntava para os amigos se tinha blitz.
É tipo isso, vai chover, então beleza, então pede Uber. Era tipo isso, porque, mas era esse o rolê. E aí Demorou muito tempo. Aí eu achei, eu ficava olhando lá no site de peças usadas, a hora que aparecia uma eu quase comprei outra Touareg para pegar o limpador, porque tava baratinha. Só que aí o limpador dela já tava fodido também.
Aí não vale a pena. Não, meu Deus do céu.
Mas aí daria também para pegar peças dessa outra Touareg para jogar na nossa.
Tipo, o cara queria 10 conto na Touareg, eu falei beleza, 10 conto compra Touareg inteira, pega o limpador e fico com motor reserva, câmbio reserva. Tudo reserva.
Acabou de me dizer que o limpador não serve?
Não, não, porque casualmente era do mesmo ano, porque tem o part number.
Entendi, era a mesma peça, só que tem vários part number.
E aí você não acha. Eu olhava na internet, aí eu comecei a comprar, e aí no fim eu consegui, de 3 motores de limpador, eu consegui fazer um.
E aí, e aí voltou, e aí tá, tava funcionando. Mas o ar-condicionado a gente ainda não resolveu.
Esquece, já falou ar-condicionado, eu vou eliminar o original Vou botar um outro lá, juro por Deus, vou botar tipo aquele ventiladorzinho do Agostinho Carrara, lembra? No táxi.
Gente, que situação!
Tem mensagem para a gente aí, Vitória? Porque tem, né, os caras. Bom, antes da gente ir para as mensagens, deixa eu falar para vocês dos parceiros de hoje aqui, começando pela hashtag. Bom, a hashtag Treinamentos, cara, é uma das maiores empresas de capacitação da América Latina. E é o seguinte, é, cara, lá eles ensinam, inclusive estão ensinando há muito tempo tempo já na internet aí. Você pesquisar no YouTube, você vai encontrar a Hashtag Treinamentos, que eles estão um tempão ajudando a galera a se capacitar cada vez melhor para o mercado de trabalho.
E com as mudanças que estão acontecendo aí, como chegada de ferramentas de inteligência artificial e tudo mais, tu não quer ficar para trás, né, meu irmão? E a gente fez uma parceria que todo o conjunto de curso da Hashtag Treinamentos vai sair com R$500 de desconto para você que vai usar o cupom UOL, tá? Então tem o QR code aqui, o link na descrição. E, cara, melhor dar uma olhada, especialmente se você quiser ser promovido ou mudar o ramo que você trabalha ou desenvolver um hobby novo.
Dá uma olhada aí nesse QR code, no link na descrição. Impossível você se arrepender, tá bom? Vai lá. O outro parceiro que tá com a gente aqui, cara, é o BTG. E hoje é para falar da Copa BTG Trader, que você me viu falando aqui do, pô, que a galera podia se inscrever, que tinha o prêmio de R$1 milhão, prêmios e tudo mais. Bom, se tu não se inscreveu, já era. E agora o recado é para dizer que já está rolando, e eu não sei se tu já assistiu, cara, mas é justamente esse recado, cara.
É um evento que é uma competição para valer, com fases, com as coisas pensadas e com o clima de Copa também. Então tem o QR code aqui. A grande final vai acontecer no dia 29 de outubro. E bom, você sabe que até lá, como em qualquer competição desse nível, você entendeu, várias coisas podem acontecer, tá bom? Dá uma olhada nesse QR code aqui, no link da descrição, vai lá entender o que que tá acontecendo. Tu vai se amarrar porque é divertido, divertidação, tá bom?
Chegou, mandou aqui, Vitão, as mensagens. Deixa eu ver. O Honda Accord mogado, coisa de jovem. Pequeno Ricardo, fala um pouquinho do Accord 3.5 V6. G9, por que não ficou tão famoso aqui no Brasil? Tenho um e não tenho nenhuma crítica. Dei pau em muito upzinho TSI. Chamou um motorzinho de drone, né? Ficar fácil.
Bom, vamos lá. Esse modelo de acorde, o 3.5, você quer mandar as mensagens aqui para o Helô? Manda aí, manda Dá um, leva o celular, tá bom? Boa, tá fácil. Então vamos lá, esse Accord V6 é um ótimo carro, eu acho um bom carro. Você já teve? Já viu? Nunca pegou preço por eles? Eu só acho uma lástima não ter manual deles, né? Exato, desse V6. Mas é um bom carro, é só eu, eu ainda, se fosse escolher um Accord, escolheria o da outra geração, que já é o cavintão turbo de fábrica, né?
Mas eu acho um bom carro. Quem tem, nunca vi ninguém reclamar dele também, não, né? E esse ainda, que é o nona geração, ele já é um design que me agrada, diferente do Accord, que eu peguei o motor da Caravana, que eu ainda acho meio, meio estranho. Mas é isso aí, valeu, obrigado pela mensagem. Vamos lá, Gabriel de Santa Catarina, ó. Salve, Ricardinho e Flávia! Salve, Igor! Ricardinho, quais são os melhores carros japoneses que você encontrou lá no Japão?
Que eu vi, que eu vi, não foi nessa viagem, foi na de abril, mas eu vi um NSX-R antigo na rua. Tava chovendo, né? O alemão que deve estar tendo um treco de ver um carro desses andando na chuva. Mas foi o NSX-R, foi o carro mais legal. E o mais raro que eu vi no Japão foi um Uno Turbo, só tem um no Japão inteiro, por incrível que pareça, né? O seu, qual foi o carro? Não, mais raro, nossa, não, na verdade o melhor carro japonês que você encontrou lá.
Ah, então o melhor carro japonês em em estado e tudo, honestamente, foi do alemão, porque quem achou aquele carro fui eu, aquele GT-R. Tem razão, tem razão.
Tamo na terceira, tá? Eu já li a primeira, segunda.
Então, Rafael Barbosa: tenho um A3 Sportback 2.0 turbo, motor EA113, manual original. Acabei de fazer o motor e tô subindo a turbina K04, ando só na Podium. O que acha? Quero fazer um mapa com você, moro do lado do galpão. Olha, uma porrada de informação para você.
Coração da— não, coração da vagueira aqui já tá.
Ah é? Eu gosto.
Deixa eu ver esse carro aí. Um A3 Sportback 2.0 turbo.
É, só que esse aí vai ser tipo 2010, tá? Que é o EA113, é o antes de ter—
é um Sportback.
Sportback.
Sportback, A3 Sportback 2010.
Lindíssimo esse carro, ele é muito legal. Infelizmente o motor é meio ingrato, tá? Como ele já acabou se dando conta, porque ele teve que fazer o motor, né? Não foi nada barato, presumo eu. Mas é um bom carro. Infelizmente tem a manutenção cara, mas quem tem um desses inteiro realmente, cara, é feliz.
Se tu tivesse que chutar, por que que ele teve que fazer o motor do carro?
Cara, esse carro talvez não tenha sido a primeira vez que precisaram fazer alguma coisa no motor, mas as manutenções são muito negligenciadas, não só nesse carro. Tipo, Jetta, tu quer comprar um Jetta hoje, é dificílimo. Jetta TSI, né, não o GLI que é mais novo, mas pega um Jetta 200 HP, cara, é um drama porque já tem algumas questões. O motor ele vai se desgastando, tá? Vamos lá. Vamos lá, o que acontece? Você pega, por exemplo, os comandos de válvula, tá?
É uma peça de metal que fica no cabeçote, que são duas peças também de alumínio, de metal. Então aço, alumínio, e tem óleo. Com o tempo ele vai desgastando mesmo, porque o cara negligencia a troca de óleo. Não o caso do nosso amigo ali, mas é o caso dele. Mas ao longo da história do carro, e ele vai dando uma folga aqui, entendi, certo? E beleza, que que rola quando você tem o primeiro problema de lubrificação? Vira uma bronzina, uma bomba de óleo, alguma coisa dá problema, o cara troca as bronzinas da parte de baixo, mas ninguém troca cabeçote e comando na parte de cima.
Então você continua com aquele problema de lubrificação lá em cima, só que como você não escuta, o carro vai funcionando, e quando vai ver, gera um problema cada vez maior. Então normalmente Subaru tem essa essa problemática, não é só... E tu sabe isso hoje, muitos anos depois.
Ou seja, os caras provavelmente viveram com esse problema sem ninguém conhecer.
Sim, total. Esse é o BO de comprar um carro desses usado. Então, você vê que quando você pega alguém que já está com o carro há muitos anos, você vê que o cara pede caro e os caras pagam caro, porque facilmente você entra num fumo desses num carro baratinho e tu vai botar uma, duas vezes o preço de um carro. Isso é um carro que, dependendo, você sai ali de R$30 mil a R$40 mil. O dele que é manual é mais raro ainda, então é difícil, até capaz de valer um pouquinho mais do que isso.
Mas tu encontra esses A3 ali nesse patamar, é um motor que tu vai gastar R$70.000 para fazer, se tu for fazer tudo com peças novas originais, entendeu?
Então é perigoso, né?
É, exato, exato. Mas é um carro animal, a turbina tá certa.
E por exemplo, esse, isso que você tá falando aí de, desse problema, e aí eu pensei aqui que, pô, devem ser, são problemas que parece que a gente até descobrir, descobre que existe esse problema, que começa a dar um monte de— e aí tu vai ver que o cara ficou 6 anos fazendo merda, entre aspas, né? Sim, não é uma dinâmica parecida com os carros de— não quero diminuir nenhum, tá? Mas o ponto é, como serão os— e aí a pergunta é, isso para qualquer marca?
Porque assim, tem vários carros de várias marcas novas chegando no mundo, indivíduo, né, que a gente não sabe como serão daqui a 10 anos, alguns casos. Porque tem alguns chineses que não, que não estão lá na China há muito tempo já, né. Mas é algo para se prestar atenção quando tu vai comprar um carro, qualquer carro novo. Vou comprar um Volks novo, eu tenho que tomar, eu tenho que olhar isso tanto quanto se eu for comprar um Denza, por exemplo?
Sim, tirando o elefante da sala Porque eu acho que isso assim, vamos lá, tá aqui o meu celular. Quando tu vai pegar e vai comprar um iPhone, tu sabe que é um iPhone, tu sabe o que esperar. Hoje para a gente é uma ferramenta de trabalho, então beleza, tu compra lá e a gente justifica comprar um telefone desses novo zero porque virou uma ferramenta de trabalho. Só que para grande maioria das pessoas não é uma ferramenta de trabalho, então o cara tem que pegar, às vezes não dá para comprar um zero, às vezes tem que comprar meio, beleza.
Quando vai comprar um usado, tu vai direto na vida da bateria. Apesar de ser uma química diferente a bateria dos carros elétricos e a bateria dos telefones, tá? Um carro elétrico também provavelmente vai ter uma degradação da bateria, algumas mais, algumas menos. Tem marcas que estão com melhores tecnologias de bateria, tem marcas que ainda utilizam baterias defasadas. A grande maioria hoje já tá muito boa, tá? É verdade seja dita.
Mas é algo que sim, a gente vai, vai ter isso também nos carros elétricos. E aí, falando paralelo, o próprio carro a combustão passou anos tendo manutenções negligenciadas, é óbvio que ele vai ter uma vida útil daquele motor muito menor do que o cara que fez uma boa manutenção. Então, até um outro conteúdo legal que a gente vai fazer mais ou menos nessa linha são boas práticas que você pode ter tanto num carro elétrico quanto num carro de combustão para ajudar a reduzir esse impacto, esse desgaste que a gente tem ali aí na longevidade para galera conseguir fazer os carros durarem um pouco mais.
Mas fatidicamente esse dia vai chegar. Para uns carros como Mini chega antes, para outros demora um pouco mais, entendeu?
Ela fez um mapa no Mini na primeira semana, ladrão. Isso não diminui também a vida?
Depende, tem, depende do que você faz para alterar. Por exemplo, o próprio Polo TSI que a gente teve, vendemos com quase 50 mil km, ele teve turbina grande, potência desde zero, e a gente comprou para esse propósito. Existe, sem sombra de dúvidas, uma redução da vida útil dos componentes, mas existe até um ponto. Por exemplo, vamos lá, um carro foi projetado, seguido todas aquelas instruções, para aguentar até tanto esforço. Vamos botar ali, todas as peças têm uma validade ali.
Quando você faz uma alteração, alguns motores, por exemplo, vou te dar um exemplo, BMW, a 320 e a 328 tinham exatamente o mesmo motor, era só eletrônica. Então dava para você transformar a potência da 320, que era 184 HP, nos 240 HP sem você ter nenhum nada, porque a turbina foi feita para gerar 240 HP. Quando a gente vai reprogramar um carro, dá para você ganhar sem você exceder a rotação máxima que você tem ali, mas vai esquentar mais o óleo.
Aí você coloca um radiador de óleo maior. No meu caso, a gente colocou um radiador de óleo para conseguir arrefecer. Você coloca um radiador melhor no seu intercooler. Tudo isso vai ajudando a você conseguir gerar mais performance mantendo aquilo ali. Nem todo mundo faz isso, nem todo mundo faz isso, mas você tem que estar ciente de que, ó, tem coisas que a gente faz para ganhar mais potência, tem coisas que a gente faz não é para ganhar mais potência, potência, para ter aquela potência de uma maneira sadia ali, né?
Então, entendi, entendi. Tem que ter esse meio-campo, tem que resolver os problemas que isso causa. Normalmente tu faz antes para resolver tudo aquilo ali, depois tu vai lá para botar potência. Tipo esse brother, ele tá subindo uma turbina maior, então ele vai ganhar potência porque ele já botou a turbina certa para isso, que é a turbina que vem original no S3. Ele tem o A3 que vem com 200 HP, e tem o S13 que vem com 300 HP. Ele já tá subindo a turbina que vem 300 HP, então ele vai andar nos 300 HP sem ter nenhum tipo de limite. O motor é o mesmo, inclusive, do S13, é tudo igual.
Entendi, entendi.
Então me ajuda a te ajudar, é a dica para quem quer preparar carro.
Faça manutenções preventivas também.
É isso. O Matheus mandou: Ricardinho, tô fazendo o mapa do meu Astra Sport 2001, aspirado forte, kkk. E eu apanhei muito para criar meu XDF/Damus. Algum conselho para quem está começando no mundo de remap de ECU original?
Cara, explicando em miúdos ali a nerdolagem que ele falou, tem carros que, por exemplo, a gente consegue ler o arquivo, só que você— o arquivo ele é um monte de binários e você precisa ter como se fosse um mapa um mapa, tá? Um mapa tipo assim, ó, este endereço significa ponto de ignição, ali é injeção de combustível, e todos aqueles dados para fazerem sentido. Senão você só tem um monte de informações que você não sabe o que você vai alterar.
No caso desse nosso amigo, ele tá no Astra. Cara, normalmente você encontra algumas coisas de documentação na internet, mas você vai ter que acabar estudando porque não vai ter do teu Astra em específico para ele conseguir alterar esses parâmetros, tá? Mas viemos na vida para fazer amigos, é a dica que eu posso te dar. Então mesmo eu hoje tem coisas que eu não sei porque não tenho tempo de desenvolver. Por exemplo, eu não faço calibração em Astra, muita gente pergunta.
A gente não tem na ACF Astra, mas eu sei que tem bons profissionais que se dedicaram a estudar e desenvolver aquilo ali. Então hoje eu prefiro indicar um colega para fazer aquilo ali, mas em contrapartida tem ECUs que eu consigo fazer e que os outros caras não conseguem fazer, porque em algum momento da minha vida eu peguei para estudar aquilo ali. E no fim, todo mundo acaba trocando informação, se ajudando. Eu acho que hoje a gente está no meio dos preparadores, virou muito melhor.
A galera, todo mundo se fala, virou muito mais colega de trabalho do que concorrente.
Muito bom, acho, principalmente porque desse, pelo jeito que você tá me falando, que o mercado acabou se assentando. Então, pô, nem adianta o cara ir te procurar para fazer um Astra, tu vai indicar outro cara. E a mesma coisa, o outro cara vai te indicar fazer um bagulho que ele não faz.
E aí isso é bom. Sim, sim, não, todo mundo acaba fazendo serviços de excelência e melhora o mercado como um todo.
Bom, o Rógio mandou a última aqui. Salve, Igor! Salve, Igor, Ricardinho e Flavinha! Flavinha. Um abraço para o Miguel. Vocês três, vocês três são fonte de inspiração para toda essa galera que tá aqui. Que Deus abençoe sempre vocês. Caralho, o cara mandou uma mensagem só bonitinha.
Muito obrigado, cara.
Obrigado pela moral aí, de verdade. Isso é importante, né?
Valeu, né? Gostoso às vezes, é legal, né, velho?
Bom, Ricardinho e Flavinha, obrigado por virem aí. Obrigado pelo papo, eu me diverti para cacete. Não sei vocês, tá?
A gente se divertiu, meu irmão.
Bom, Flavinha, essa daqui é a tua câmera. Se quiser falar alguma coisa aí, manda os fazer mapa lá na CF.
É, galera, vamos lá fazer remap, entendeu, na CF Performance, porque vocês viram 1% do que eu passo aqui nos bastidores com este homem.
Boa! Mas e tu gostaria que as pessoas te seguissem nas redes sociais? Quer pensar nisso depois? Tá bom, porque senão tu fala, senão o Ricardinho pode—
é, vai, enfim. A galera já segue, mas pode seguir lá quem quiser acompanhar. Ela tem dele, tem essas, ela tem, ela é que ela fica meio recatada, é mó blogueirinha. Vai na academia, vai na academia, posta foto de carro, mas ela é cheia das 9 horas, tá ligado? Todo dia fotinho de check-in dirigindo. Influencer, é hétero top, velho.
Entendi. Foto de óculos escuros dentro do carro também.
Esses dias ela pegou, ontem, não precisa ir muito, ontem pegou, lógico, deixou, ficou andando só nos pau velho. E aí o Honda ficou deixado de lado, o Honda tava sem bateria, que arrumou o Mini, ela só fica no Mini, Mini, Mini, Mini, Mini. Aí foi lá no Honda, pô, eu olhei, eu falei, cheguei em casa, aí eu vou fazer, eu olhei, eu falei, ela não se prestou a isso. Pegou um tripé, pegou um tripé, pendurou o telefone num tripé.
A felicidade que eu tava de só ter que dar uma carga na bateria do meu carro para dar na chave e sair, que ele não tem mais nenhum problema. Eu falei, o quê? Isso é um momento histórico na minha vida, você não tá entendendo. E ainda por cima, o meu carro problemático tá ligando, que não é incrível. Venci, venci! Mas é óbvio que eu ia gravar isso.
Não gravou? Falei, ela não se prestou a isso, mano. E eu lá em cima, ela, amor, não tá ligando. Amor, não sei o quê. Eu falei, pô, ela deve estar fodida. Quando eu olhei, fodida porra nenhuma, tava com o tripézinho ali fazendo o bagulho, velho. Porra, mano. Ela é mó blogueirinha lá, sigam ela lá. Enfim.
Bom, e tu?
E as esposas principalmente, peguem aulas aqui com a Flavinha para vocês conseguirem melhorar o relacionamento com seus amigos lasanheiros. Eu falo isso em nome dos meus amigos lasanheiros, tá entendendo? Mas enfim, galera, obrigado mais uma vez pela moral aí, todo mundo que segue, acompanha. Cara, precisamos fazer mais coisas de carros aqui no Flow. Tem que sair a nossa corrida de kart dos influenciadores, tem que sair esse negócio.
Agora tá tendo também a virtual, tá tendo mesmo, os cara tão começando a treinar.
Tamo, tamo. Chegou ontem meus computadores lá, vou montar.
Maneiro, e vai ficar maneiro, vai ser da hora, velho. Ruim, mas tá bom, top.
Não dá para ganhar todas, porra. Jogar bola eu garanto que eu vou ser o mais de pau.
Eu não sei, hein, mas tá bom. Bom, gente, ó, obrigado pela moral todo mundo que assistiu. Aí eu vou deixar aqui, a gente vai deixar aqui no comentário fixado as redes sociais dos dois, tá bom? Você vai encontrar facinho com um clique só se você tiver aqui no YouTube. E se inscreve aí no canal, cara, não custa nada. Aproveita e pega esse vídeo aqui, manda para todos teus amigos lasanheiros aí, é, que são casados ou não com lasanheiras ou lasanheiros.
Manda aí, vamos ver o que que esses cara acham desse papo aqui, tá bom? Vira membro do Flow, cara. A gente tá fazendo conteúdo para vocês aí o tempo inteiro. Só se você for legal, é uma calça que o João tá falando aqui, porque é basicamente, ele me disse ontem que se tu virar membro e tu for um babaca, tá sendo tratado como babaca, né? Porque tu é membro que tá sendo tratado diferente, certo?
Mas só gente legal vira membro do Flow.
Olha, eu espero que sim. Então, como eu sei que você é legal, custa menos de R$8, não dá nem para comprar uma seda, tá bom? Obrigado, um beijo, e a gente se vê daqui a pouquinho.
Acabou o episódio, ninguém de quatro aqui na mesa.
Hoje não. Beijo, tchau.
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