NINJA FLOW - Flow #652
O homem mais preparado pro apocalipse.~~~~~~~PARAMOUNTCoração Selvagem estreia dia 24 de setembro, somente nos cinemas.https://movieid.com/coracaoselvagem?utm_source=Flow&utm_medium=CPM&utm_campaign=HOTB&utm_content=youtube&utm_term=br18broad
- A transição do parkour para o sobrevivencialismo e a criação de conteúdoparkour e vídeos de loucuras·mudança de diretrizes do YouTube·criação de bunkers e conteúdo de sobrevivência
- A fabricação de armas brancas e suas funcionalidadessoco inglês de porca·espada javalizeira para caça·machado de arremesso·garra de onça-pintada
- A experiência de caça de javalis e a legalização no Brasiljavali como praga·caçada com arma branca e besta·resistência do javali
- O processo de fabricação de lâminas e a importância da têmperauso de aço carbono·mola de Fiat Uno para espadas·forja e martelamento·têmpera para dureza e fio
- A experiência na Rússia e o estudo de bunkers de guerravisita a bunkers em Moscou·bunker de 70 metros de profundidade·sistema de pressurização e ventilação·cultura russa e diferenças entre capital e interior
- A filosofia de vida do Ninja e a preparação para o futurohomem útil para a sociedade·evolução da consciência·autodidatismo e independência do sistema
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou trocar uma ideia com o André, o Ninja, cara. Muito obrigado, homem mais preparado para apocalipse.
Eu sou o cara mais preparado para o apocalipse.
Hoje tu vai me provar, mano.
Bota fé que eu tenho muita história para te contar. Vamos embora!
Ó, para começar, cara, tu trouxe aqui um montão de arma aí, a gente vai falar sobre elas. É, eu acho que a minha favorita é o machadão, mas essa espada ninja aqui, uma katana aqui, é porra, também animal. Porém, cara, eu queria que tu começasse me dizendo por que que tu se considera o cara mais preparado para o apocalipse.
Não, isso aí é uma brincadeira que a gente faz, né, na rede social, mas a gente vem treinando há muito tempo, né. Já fui atleta de vários esportes, parkour, ginástica olímpica, já faço motocross, fabrico armas, né? Então a gente sai um pouco daquilo, porque o sobrevivencialismo aqui no Brasil ele é muito engessado, né? É a galera muita teoria e pouca prática, muita teoria e pouca prática. E nós ao contrário, é pouca teoria e muita prática, entendeu?
Full conteúdo, fabrica arma, vira mortal, pega a moto, entendi, coisa doida, tá? Então a gente faz essa brincadeira, sou o cara mais preparado para o apocalipse, mas nós vamos trocar essa ideia hoje.
Bom, olha só, quiser participar dessa conversa, tem um QR code aqui do Live Pix, tem um link na descrição também. Manda as mensagens aí, o Vitão vai escolher as 5 melhores e me mandar aqui no WhatsApp para eu ler no final, tá bom? Depois tem uma outra mensagem sobre um filme muito foda aí que tá para sair. E mas, cara, vamos, tá bom. Mas você me falou que no começo, quando tu já faz vídeo para o YouTube faz um tempão, tu falou que começou, tu tinha uns 14 anos fazendo parkour.
Isso, começamos com parkour.
Daí do parkour para tu fabricar arma, fabricar arma é coisa de doidinho do centro, entendeu?
É um salto, né, um salto temporal aí.
E não é, não é que tu é presidiário nem nada, tu tá fabricando umas armas para Pro fim dos tempos, pro fim dos tempos, né?
É isso aí.
Então me conta, porra, então o que é esse o ponto? Vamos lá, é do parkour pro apocalipse, como a gente chegou, tá?
Rapidão. Comecei com 14 anos fazendo vídeo de parkour, fui atleta, representei o Brasil, competição, fui pra Grécia, fui patrocinado pela Red Bull, fui pra Grécia, competição, filmagem, show. Mas o cara grandão no esporte então, cara, eu era muito famoso no YouTube por causa do parkour, porque a gente fazia umas loucuragens, tipo a gente surfava trem, escalava escalar a ponte, tudo com a GoProzinha na cabeça. E se errar, morreu.
Nessa época, a Red Bull patrocinava esse maluco, tá ligado, né?
Red Bull é doideira. E aí o que aconteceu? Beleza, continuamos nos conteúdos, né? Começou a dar uns B.O.zinho ou outro, mas até então o YouTube monetizava esses vídeos. Mas chegou um tempo, mudaram as diretrizes, e aí começaram a cortar a monetização e alguns vídeos começaram a cair. E aí eu comecei tipo tomar punição no YouTube, e aí tomou 3 punições, acabou o canal, né? Então eu falei, cara, vou ter que dar uma maneirada, né?
E aí a gente começou a bolar uns outros conteúdos, né? Daí a gente comprou— eu morava em cidade grande, Joinville, né? E aí comprei um sitiozinho no interiorzinho ali, cara. Passou assim um tempo, comecei a criar uns conteúdos mais voltados para sobrevivência, que eu sempre gostei, né? Daí eu comecei preparando um carro, que eu tinha um Fuscão de trilha, preparando e tal. A galera começou a curtir, comecei a fazer um bunker. Primeiro bunker, que eu tenho 4 bunkers. Comecei a fazer um bunker.
Cara, se der merda eu vou ligar pra tu, moleque. Mano, eu tava numa escala, né? Pra quem que eu ligo se der merda? Aí eu vou ligar pro Yang Masca, o cara tem uma fazenda lá que tem todas as paradas, galinha pra caralho, ovo pra caralho.
Eu também tenho galinha, fica tranquilo.
Aí depois eu pensei, porra não, peraí, caralho, se der uma merda muito firme, porra, acho que eu vou ligar pro Daniel Lopes.
O Daniel Lopes é crânio, hein? Sou fã, sou fã.
O cara tá falando que fuja pras montanhas, ele deve ter alguma parada maneira, não sei o quê.
Porra, e lá é montanha, lá é montanha.
Então agora eu acho que eu vou ligar pro Ninja.
Liga pro Ninja, lá temos galinha, estamos na montanha, temos bunker e temos arma. É tudo, é full combo, full combo.
Então deixa eu voltar um pouco aqui, Ninja, no seguinte: tu falou dos vídeos que tu gravava lá no começo e porra, grande pra caralho no YouTube. Nessa época aí o YouTube já dava um dinheiro?
Dava, cara, eu lembro que não era muito grande, tava ali tipo uns 200, 300k de seguidor naquela época, 2016, 2017.
Mas isso tá bom, tá bom. Não é muito grande para época também não.
Eu lembro que eu levei uns 5 anos para bater 1 milhão de seguidores no YouTube. Só que já tava dando uma grana, tipo $2.000, tá ligado? Só que porra, para um adolescente maluco que só vive do esporte, que o Brasil hoje para viver do esporte é complicado.
Aí vocês davam um dinheiro legal na real.
$2.000, cara, para um adolescente pegar e surfar trem, mandar de minimoto em cima do trem, que a gente fez também, mano.
Daí que tu comprou teu Fusca, por exemplo.
Isso, daí a gente comprou o Fusca. Porque já tava começando a dar uns problemas com esse conteúdo, né?
A gente foi para o mais sinistro que tu fez, que tu lembra assim, caralho, esse aqui, viado, quase que deu merda para valer mesmo.
Teve todos, todos, mano. Teve uns assim que foi sinistro. Eu lembro Ponte Hercílio Luz em Florianópolis, quando eles estavam reformando, a gente escalou a Ponte Hercílio Luz no freehand, sem cabo, sem nada, só no parkour aqui, ó. Igual maluco.
16 anos tu tinha?
Vou chutar. Não, eu tinha recém saído do batalhão. Eu me formei aspirante oficial no batalhão, outro ano tava escalando ponte. Aí, a loucura, né? Para tu ver, careca e tudo.
Tu passou no CPOR então?
É, em Santa Catarina é NPOR, mas aí é a mesma coisa, tá bom? Mesma coisa. Aí formei, no outro ano já tava com uns 200, 300 mil seguidores, e aí a gente começou a pegar mais firme no treinamento. Mas a gente treinava, tá, galera? A galera acha, vê os vídeos assim, ah, esse cara é maluco. Não, mano, era 8, 7 horas de treino todo dia. Caralho. Era atleta mesmo, atleta, atleta. Então, né, para deixar claro.
Ah, pô, tu tava competindo, né?
Tava competindo, tava patrocinado.
Só era... Caralho, peraí, peraí, peraí. Cara, calma aí, calma aí. Tu era... Mas aí tu formou aspirante oficial.
Isso, 2016.
Tá. E saiu fora, não continuou?
Não continuei, porque no meu ano não abriu vaga.
Entendi, tá bom.
Porque o NPR tem essa parada, né?
Tá bom, entendi.
Você tem lá os 01, 02, 03. Então tu não era militar? Já não era mais, mas durante o período militar eu estava fazendo os vídeos, só que eu não era tão famoso, eu tinha tipo uns 40k de seguidor. E deu umas merda, umas merda. Fiquei preso ali uns dias no dormitório, tá ligado?
É isso que eu tô falando.
Chegava lá, chamava, eu usava óculos na época, ele me chamava de ninja de óculos, o aluno ninja de óculos. Aí dá umas merdinha, mas de boa, de boa assim, né? Porque instrutor Ele castiga, mas ele ama, né? Ele castiga, mas ele ama.
Exército é muito bom, a menos que tu seja um arrombado, né?
Não, mas a gente mantinha o padrão, né? O padrão militar. Eu sempre dizia nos vídeos, a gente fazia essas loucuras, mas a gente nunca estragou nada, nunca sujou nada. Se a gente sujava, a gente limpava. A gente tinha o maior cuidado, sabe? Porque a gente tava pelo esporte, não pela zoeira. A gente queria adrenalina, o esporte. E aí essa vez quase deu merda, né? Quase deu merda, que tipo a gente tava lá escalando o Ciro Luiz E aí eu pensei, cara, vou me pendurar, porque a gente escalou a ponte, que já é alta para caramba.
Em cima da ponte tinha mais um guindaste, tá? Então tipo, era papo de uns 150 metros, 200 metros de altura.
Mas Ninja, como é que surge a ideia? Vamos do começo. Por que que tu quis subir essa porra dessa ponte que tava construindo o troço completo? Cara, o que é mais perigoso?
Não sei. Então é que a gente tinha muito, assistia muito vídeo da Rússia nessa época no YouTube, tá ligado? Então tipo os cara que eu me inspirava eram os russos, mano. Aí os cara dava duplo mortal de cima de prédio na neve, entendeu? Escalava, fazia uns bagulho doido. Então tipo, a gente, cara, eu quero fazer isso no Brasil, ninguém faz isso, tá ligado? E cara, você ser um atleta no Brasil é complicado, então você tem que arrumar um jeito de se destacar.
E esse foi o meu jeito, que parkour, quando eu tava fazendo, não era conhecido. Então foi a gente que começou a construir o puro no Brasil nessa época através desses vídeos malucos, né?
Aí tu começou, aí tu escalou a ponte, escalamos a ponte, escalamos guindaste.
Cheguei lá no guindaste, pensei, mano, vou me pendurar aqui. Aí peguei, me pendurei assim, ó, perninha balançando, né? Perninha balançando lá em cima. Aí nisso, né, pá, pendurei, voltei. Na hora que eu voltei, mano, tipo, tem um cabo do guindaste enrolou no pé, tá ligado? Aí fiquei pendurado assim. Aí desenrolei na hora ali, voltei. Hora que eu voltei, mano, passou um helicóptero do nosso lado assim no guindaste da polícia. Falei, mano, ferrou, vamos descer, os cara já estão atrás de nós, né?
A gente meteu o pé. Aí isso aí deu um belozinho, saiu no jornal tudo. Loucura, pô.
A gente não, pô, faz tempo já, faz tempo, faz tempo.
Agora tá de boa, tá suave.
Como que tu desceu da ponte?
Voltando normal, é tipo uma escada, né? Você vai pegando aqui, vai pegando ali, vai pegando ali, depois volta, né? Faz o caminho reverso. E a segunda vez, quase deu merda, mano. A gente pegou uma mini moto Escalou, pegou o trem em movimento com uma mini moto e andou de mini moto em cima do trem, mano, tá ligado? Aí esse dia quase deu merda porque a gente tava passando assim, e aí o trem tem segurança de escolta armado, tá ligado?
Que daí eles acompanham o trem para ver se ninguém vai saquear a carga e tudo mais, né? Aí chegou, chegou uma parte, mano, o trem passando assim, era um cruzamento, a rua, o carro da escolta parado já, mano. Saiu dois segurança apontando arma na gente, foi para nós. E nós em movimento, só imagina, né? 2 seguranças apontando arma e 3 malucos, tava eu e 2 amigos, 3 malucos de minimoto em cima do trem. Aí ele: sai daí, vaza! E esse segurança do trem, os caras são doidos, mano.
Pegaram, subiram no trem e começaram a correr atrás de nós. Foi tipo fuga, Summer Surfers, tá ligado? Summer Surfers, mesma vibe, mesma vibe, mano. A gente só pegou a minimoto assim, ó. Vou no mato e se jogou. Se quebramos tudo e se mocamos, porque era tipo um canavial. Ficamos mocados, mano, uns 10 minutos deitado, nem respirava, só quietinho, né, para os cara não achar nós. Depois pinotamos. Só que daí o problema é o seguinte: a gente fez o vídeo e postou, né?
Aí, mano, não deu outra, mano. Deu umas 2 semanas, já chegou lá, tive que me apresentar na delegacia, né? Mas sorte que o delegado, gente boa, pô. Delegado, gente boa. Cheguei lá, era um senhor mais de idade, chegou lá, ele: pô, da hora isso aí, mano. Quando eu era pequeno eu fazia isso aí também, mano, pegava os trem, pai, ia para outra cidade. Aí a gente se safou dessa.
Entendi, não deu uma merda muito grande.
Graças a Deus, né, com todos os controles que a gente fez, graças a Deus ainda tem meu réu primário.
Aí sim, pô.
Então tá tudo certo, família, tudo certo.
Mas começou a parar, mas aí parou de funcionar, parou de dar dinheiro no YouTube, inclusive era perigoso, podia derrubar o teu canal, esse conteúdo.
Isso, aí começou as novas diretrizes, né, aí tem aqueles atos perigosos ou nocivos, então a gente começou a ser enquadrado nessa aba de atos perigosos, e aí já fica aquela monetização amarelinha reduzida, sabe, aí você tem que ficar entrando com recurso, aí uns vídeos já começou a cair, falei não.
Esses vídeos ainda existem?
Existem. Alguns não estão monetizados, mas eles estão no ar. Pesquisa lá Ninja Flow Trem, Ninja Flow Ponte, Ninja Flow Guindaste, vocês vão ver, tem tudo na íntegra.
Maneiro.
10 anos atrás, qualidade fuleira, mas o vídeo é bom. Altas aventuras.
E aí nisso... Dá para entrar no teu canal e colocar do mais antigo para o mais recente.
Dá. Aí você vai ver lá eu novinho, magrelinho. Foi loucura.
Ainda não tão preparado assim para o apocalipse.
Mas fez parte da preparação.
Com certeza.
O que a gente deu de fuga de segurança. Uma série que bombou muito no meu canal, Testando segurança de shopping. É, a gente ia no shopping, fazia umas paradas para o segurança vir atrás e saía dando fuga, mano. Pulava no elevador assim, o elevador descendo, eu cheguei a pular assim, ó, peguei em cima do elevador e pulava para o outro andar. Segurança correndo atrás, metia o louco, tá ligado? Então nisso aí começou a dar uns BO também. Aí a gente resolveu dar uma amenizada, né, para não ter preso.
Devia ser o rei da escola, moleque.
É que nessa época não Pior que não, era o cara excluidão, tá ligado? O nerdzão ali excluidão, sem amigo, era eu. É que ninguém ligava, mano. Parkour na época ninguém ligava, tá ligado? Tipo, o cara dava mortal lá, foda-se, moleque estranho, tá ligado? Esse moleque estranho aí, mano, dando mortal aí, tá ligado? Cara cheio de espinho, não pegava ninguém. Não, mano, era foda, velho, era foda.
Nem bom de bola.
Nossa, eu sou horrível até hoje de futebol, mano. Horrível até hoje. Esporte com bola não é comigo não.
Mateu o time? Tu torce pra alguém?
Cara, eu não curto futebol, mano. Eu sou mais da luta, MMA, né? Já fiz também, inclusive, sou lutador. Lutei amador.
Caralho, da fuga de ver se testar segurança de shopping, cara.
Testando seguranças. É série famosa aí do canal, tem vídeo com 10 milhões. Vídeo longo, top, coisa linda.
Esse é até maluco, maneiro. Tá, aí isso aí parando de funcionar, tu aí tu precisa inventar outra coisa. Isso aí, porque assim, aí em algum momento tu foi fabricar— eu vou pegar só essa, não precisamos falar dela ainda, mas pega aí, fica à vontade.
Cuidado que ela é real, tá? Ela corta. Inclusive já curtiu o dedo aqui.
O cara faz arma mesmo. Né, meu irmão? Então tá bom. Aí como é que tu chega aqui no sobrevivencialismo?
O salto temporal.
Porque em algum momento tu se tornou um sobrevivencialista.
Cara, eu não digo que eu sou sobrevivencialista, tá? Eu digo que eu sou assim mais um preparador, tá? Os preppers que a gente chama, né? Porque o sobrevivencialista, ele é o cara assim que vai estar mais preparado na parte teórica. Pode, pode embainhar se quiser, fica à vontade.
Isso aí, eu sou o próprio, fala o nome, samurai, sei lá.
Ó, é o próprio ninja comigo, você é louco.
Mas tá, vai lá, fala. Tu não se considera sobrevivencialista?
Não me considero preparador, mais para preparador, né, porque a gente fabrica as paradas. Para ter durante o caos, né? O sobrevivencialista, ele sabe como improvisar, ele sabe mais como sobreviver, né? Aí tem também os sobrevivencialistas que são mais voltados ali para parte de natureza, que daí tipo Largados e Pelados, né? Até tem um amigo meu, Renê Murat, o cara é insano, fez o Largados e Pelados lá na Discovery, ganhou o desafio, passou os 20, acho que é 21 dias, né?
E o cara, mano, o que ele olha assim, ó, essa árvore aqui, se tu pegar a folha e esmagar ela cura ferimento de picada de cobra, tá ligado? Esse cara é o cara que sabe de tudo, ele é sobrevivencialista. Eu não tenho esse conhecimento, entendeu? Mas eu tenho esse conhecimento, por exemplo, eu preparo as paradas, toco as coisas, se der merda eu sei me virar porque eu já fiz, já me preparei, tá ligado? Então aí é mais voltado para esse lado aí de preparação.
Mas tu acha que vai dar merda a ponto de precisar das tuas habilidades ou é só legal? Porque veja, se for só legal, Tá tudo bem, porque é legal pra caralho.
É legal, é legal. Mas eu também tenho como filosofia de vida, né, que um homem útil pra sociedade é um homem forte. Se acontecer alguma coisa, eu tô apto a resolver essa situação, né? Um incêndio, um assalto, alguma coisa, a gente tá apto pra intervir e precisar salvar uma vida, né? Então não é só preparação pro apocalipse, é uma preparação pra vida, né, em geral.
O papo da preparação pro apocalipse é uma, é uma uma extrapolação do que tu faz.
Exatamente, exatamente. Mas a ideia é estar preparado para qualquer situação.
Mas e aí, tu parou de fazer as merda que tu fazia, cara?
Cara, eu sinto saudade, mano, sinto saudade. Eu queria voltar, mas aí fazer para não ganhar dinheiro com o YouTube, não gravar, aí é complicado, né? Só pelo BO é complicado. E daí agora a gente já tá entrando num mundo já agora mais voltado para armas de fogo, né? Então é um mundo um pouco mais sério, que você já não pode estar com uns BO, entendeu? Você não pode estar com problema. Eu já tenho muitos amigos, já A gente tá, até ajudo muito a polícia, né, com trabalho.
É, eu não posso entrar muito em detalhes, né, mas a gente ajuda a polícia lá da região com alguns trabalhos. Maneiro. E então a gente já construiu uma base assim de amigos, né, de, a gente já tá dentro do meio, então a gente não quer sujar o nome, né. Então assim, se a gente faz hoje, já é uma parada assim, ó, a gente conversa antes. Ah, eu quero escalar uma, uma, um lugar Eu procuro lá o dono do lugar, tento trocar ideia. A gente quer fazer um vídeo aí e tal, pá.
Não vou mais na loucura, entendeu? Agora a gente troca ideia. Mas é doideira também, a gente faz rapel, mano. Eu faço até mortal de moto, backflip de motocross. Loucura. Aprendi tipo sozinho, botei uns colchões no chão, fui no barranco e fui tentando, tá ligado? Tem o vídeo, tem o passo a passo.
Foi tentando com a tua moto?
Com a minha moto, tá? É na CRF.
Dá para ir tentando? Ela não, a moto não vai para o caralho não, porque tipo a primeira, segunda, caralho, né?
Então quebrou, quebrou, deu uma entortada na bengala ali, quebrou uns raios, né? Mas aí depois eu peguei a manha, mano. Eu botei uns colchãozinho no chão.
Quanto tempo depois tu pegou a manha?
Foi uns 3 dias treinamento.
Tu já sabia dar grau? Grau era fácil?
É, começamos no grau, né, para pegar controle de embreagem. E aí depois já fomos para o backflip. Aí nesse do backflip, o macete do grau é a embreagem, é embreagem, controle de embreagem, controle de freio, né? Você tem que ter o controle de embreagem também na hora do salto do backflip. E aí a gente foi tentando, né, por tentativa e erro, foi uns 20, 30 saltos até acertar.
Primeiro caiu, machucou.
Meu Deus do céu, tem uns vídeos ali, mano, eu não sei como eu não me quebrei, velho. Loucura, loucura, loucura, loucura. Depois você assiste ali, velho. Só Papai do Céu.
Vou aprender a dar o backflip de moto aqui nessa porra.
Foi desafio, foi desafio, porque eu gosto de desafio também, entendeu? Eu gosto de desafio. Eu pratico vários esportes, já fiz BMX, patins, MMA, lutei Muay Thai, lutei amador. Então já fiz tudo que tu imaginar, já fiz, tá? E aí eu gosto das vendas, até paraglider. Fiz aula de paraglider, voei, mergulho, né? Sou mergulhador avançado agora lá. Nosso parceiro Worksub, o melhor instrutor do Brasil, mano, lá de Joinville. Cara, é insano, mano.
Operações especiais, dá até instrução para os caras do Navy SEALs. Caralho, é padrão, é padrão, é alto padrão lá. É tipo, é um treinamento mais voltado para o militar mesmo assim, sabe? Mas quem quiser trabalhar com mergulho também dá para fazer esse curso aí. Para mergulho é uma área pouco explorada no Brasil, inclusive, cara.
Eu tô falando que tipo de mergulho?
Mergulho com cilindro, né, de ar respirável. Profundidade. Aí você faz, pode fazer resgate, né, de equipamentos, alguma coisa do fundo ali. Pode fazer, tem parte de engenharia, né, que usa bastante também para fazer ponte, coisarada, limpeza de casco. E tem, cara, tem muita coisa, tem muita área que é pouco explorada. E eles pagam bem, mano, mergulhador ganha bem. É uma atividade muito perigosa, é a segunda profissão mais perigosa do mundo, mergulhador. É, a primeira é astronauta.
Caralho, então pera aí, é, você acha que ser astronauta, ser mergulhador é quase tão ruim quanto ser astronauta?
É porque, cara, é um detalhe que você errou, acabou, entendeu? Você tem um protocolo muito rígido a ser seguido, que se você errar, acabou, mano. Tipo, é tipo 5 segundos de erro que você comete, você perde 10 minutos de oxigênio. Tá entendendo? De ar respirável. Então, 10 minutos, você não consegue segurar a respiração por 10 minutos, né? Então, você errou ali, já era, mano. Tchau. Então, tem que cuidar, né? Mas é uma profissão que paga bem justamente pelo risco, né?
Entendi. Caralho, não sabia que era tão complicado assim. Aí, isso aí é profundidade mesmo, né?
Cara, não é que é complicado, é que você tem que estudar, entendeu? É cálculo, é preparação, né? Você tem que botar na planilha quanto tempo você vai ficar lá embaixo, quantas de profundidade você vai descer, né?
Como que treina?
Então a gente começa o treinamento, a gente começa em piscina, né? Então, por exemplo, agora a gente fez o curso avançado, eu consigo fazer mergulho em águas escuras, né? Águas sem visão. Então a gente bota um óculos totalmente escuro e mergulha na piscina e precisa fazer alguns, resolver algumas quests, uns desafios sem visão, né? Só seguindo por cabeamento. Aí você vai ensinar lá como fazer esse tipo de mergulho, como fazer busca, né, no fundo do oceano.
Você vai aprender e ele vai passar a parte mais burocrática ali, a parte da planilha, né, fazer você seguir à risca ali o procedimento. Você tem que pegar uma planilha, fazer os cálculos, né, para ver o quanto. Porque, por exemplo, a partir de 10 metros de profundidade você já tem 2 ATM, 2 atmosferas terrestres. Então o oxigênio ele já comprime, né? Então você já perdeu metade do que você tinha. Então você já não pode ficar mais uma hora debaixo da água, entendeu?
Então tem todos, você tem que pensar, mano, você tem que planejar. Planejamento, mergulho é planejamento. Errou, morreu. Basicamente não tem paraquedas reserva. Mergulho não tem paraquedas reserva. Paraquedismo, se tu errar, você tem uma reserva. Mergulho errou, acabou, tchau. Então é loucura.
Aí lá na tua, aí tá bom, aí tu foi para um sítio, não é isso? Aí nesse sítio é lá que tu fabrica tuas coisas, é lá que tu tem teus 3 bunkers.
Isso, a gente foi começando num mais ou menos, foi investindo, porque assim, cara, eu procurei tudo quanto é lugar, ninguém ensina a fazer bunker na internet, tá ligado? Foi bem difícil. Então a gente foi tentando por tentativa e erro, né? Foi tentando alguns métodos.
Mas tu começou com bunker ou tu começou com esse soco inglês aqui?
Não, comecei com bunker primeiro. É? Comecei com bunker, achava maneiro. Queria ter um bunker porque eu queria montar um bunker gamer, tá ligado? Eu jogava Call of Duty na época, Warzone, e mano, aí tinha os bunker lá, tá ligado, que fazia muito louco. E aí, mano, e eu era bom, mano, ô, jogava até campeonato Warzone.
Porra, caralho, tu é bom em tudo, cara, mano, é o ninja, o homem mais preparado para apocalipse, pô.
Eu jogava para caramba, jogava umas 6, 7 horas por dia, jogava campeonato com os parceiros lá, claro, campeonato regional, né? Warzonezinho lá.
Aí tu queria fazer um bunker gamer?
Eu queria fazer um bunker gamer. Eu fiz, na verdade.
O bunker cava...
Isso. Daí esse primeiro bunker foi embaixo da nossa casa no sítio. Então ele ficou meio que como um porão, só que ficou estruturalmente bem montado. Então concreto armado maciço, ficou resistente. Não ficou um porão feito de tijolo que você dá uma marretada e quebra. Ficou um negócio parrudo.
Como é que tu planejou isso? Como é que tu... Porra, quero fazer um bunker gamer embaixo da minha casa.
Mano, é no flow. Justamente, a gente chegou lá, ó, a gente vai fazer a casa aqui, porra, tem um buraco, vamos cavar, vamos encher de concreto e vamos construir a casa em cima, tá ligado? Basicamente é isso. Então a gente errou algumas coisas no começo, por exemplo, impermeabilização, né? Esse tipo de coisa a gente foi aprendendo depois, né? E aí a gente construiu o outro bunker já no meio da floresta, daí já ficou filezinho, top, entendeu?
Que daí é o bunker que a galera me conhece hoje por causa do bunker, né? A gente construiu bunkers lá no meio da floresta mesmo, mano. Loucuragem.
Por que que tu escolheu esse lugar, cara?
Porque é um lugar bem isolado, primeiramente, né? E por desafio mesmo, mano, por desafio. Porque, por exemplo, o caminhão de material de construção não chega lá. Então, para a gente levar material, a gente tinha um Fusca na época que eu preparei lá, levava no Fusca, mano. Aí o Fusca ia com, sei lá, 80 blocos de concreto, cara, quase uma tonelada. Eu fiquei rebaixado assim, ó, arrastando no meio da floresta. Só imagina. Um Fusca com 80 blocos de concreto no meio da floresta, loucuragem, tá ligado?
A gente queria desafio, mano. Foi levando areia, foi levando cimento, foi fazendo, foi. E aí chegamos, mano, conseguimos.
Esse demorou quanto tempo para acabar?
Ele ainda nem tá pronto, né? A gente tá em processo ainda, mas já faz uns 2 anos e meio, quase 3 anos.
Gostoso de fazer, cara? A parte mais escrota é cavar o buraco.
Não, cavar o buraco é possível, né? Porque é gigante. O banco aqui tiver do tamanho da sala aqui, flow. Ele é grandinho. Então a gente, para cavar, foi a única parte que a gente não fez a gente mesmo, né? Aí foi a máquina, né? A gente contratou uma máquina.
Mas aí a máquina para chegar lá, foi na máquina, chega, né?
Os cara tira ouro ilegal da Amazônia, não vai fazer um bunker, pô. Então as PCZona chega lá, né? Vai arrebentando tudo e chega lá, faz buraco e tal. E a gente pegou uma área boa assim, uma área de clareira, né? Não tinha árvore, não tinha nada. Só chegaram lá, meteram a pazona, cavaram rapidinho. Foi uma tarde de serviço, fizeram buraco. E aí a parte mais difícil é levar o material, cara. Levar o material que a gente começou com Fusca, né?
Depois a gente vendeu o Fusca, comprou uma Ruralzona 4x4. Aí melhorou, né, nossa vida? Deu um up. E hoje a gente tá preparando essa picape Mad Max, mano. Tamo fazendo antes de botar um escudão na frente, botamos pneu de trator, tá tipo um Bigfoot, tá ligado? Tá louco, mano. Monster Truck lá, maneiro. Tudo na solda em casa, é soldinha. Weld Vision mandou a máquina de solda lá para nós. Tamo detonando lá, maquininha de solda.
Tu testa essas coisas ou só quando vier o apocalipse?
Eu testo, pô. Pô, já peguei, eu peguei essa, a gente botou um escudo na frente. Aí bota manequim, bota carne de porco, bota tudo que tiver na frente, tora de madeira. Tentei arrancar uma árvore uma vez com a caminhonete, 25 com tudo, dei uma porrada, né? Pau! Aí eu descobri que árvore, mano, o bagulho, árvore verde, tá ligado, não quebra. Ela enverga, mas não quebra, velho. Aí chegou até quebrar um picape, né? Aí arrumei lá na hora. Loucura, mano.
Eu acho que é quebrar picape mesmo, né?
Dá uma porrada na árvore. E não era uma árvore grossa, tipo assim, tá ligado? Só que o problema é que ela tava verde, e aí não quebra. Tipo, ela enverga, ela não quebra, né? E não arranca, né? Que a raiz é gigante.
Ah, vou pegar esse picape aqui, vou dar uma porrada naquela árvore ali só de zoeira, tá ligado?
Tava sem vídeo. No dia, mano, vou tentar fazer isso aí só para ter vídeo hoje.
É nesse sentido, tem um estoque infinito de possibilidades ali, né, cara?
Esse é um negócio difícil, né, cara? Porque para você ser um digital influencer hoje, hoje você tem que postar muito, né? Para você crescer, se você quiser crescer, você tem que postar muito, mano. A galera posta aí a média 3, 4 vídeos por dia, né, média. Então para mim isso já é impossível, porque é um conteúdo, por exemplo, Eu passo o dia inteiro praticamente trabalhando e gravando, e à noite eu edito e posto. Não tem como postar 2, 3 vídeos, tá ligado?
Então esse é um problema. Mas pelo vídeo ser um negócio diferente, de alta qualidade, a galera segue. Posto um vídeo por dia, a galera foi seguindo, foi seguindo, foi seguindo, foi seguindo. Tanto é que eu bati 1 milhão ali em 2 anos, mais ou menos, 1 milhão de seguidores no Instagram. Maneiro. Então a galera foi curtindo o processo e tal.
É, meu irmão, é muito interessante. Com certeza ver o processo do cara fabricar uma arma. Isso. Então tá, então tu tá me falando que tu começou pelos bunkers.
Começamos pelos bunkers, aí já fomos ali mudando os carros, a picape, e aí nisso começamos com as armas, né, que é importante.
A primeira que tu fez tá aqui?
A primeira não tá aqui, que ela ficou lá no meu bunker, né, que é porque ela é muito grande, né, não tinha como trazer tudo. Eu queria trazer esse aqui.
O que que ela é muito grande?
Porque Porque é uma espada medieval, então ela é parruda, grande, é tipo um machadão grandona, pesado. Aí vai destruir o carro, né? Esse é um soco inglês feito de porca. Se tu olhar dentro ali, é porca de parafuso.
É feito de porca.
Esses espinhos aqui, os espinhos aí é aço carbono. Você pode dar soco no metal, não entorta, ele não quer, não perde o fio da ponta ali, cara. E é Bem perigoso, só é ao contrário, né? O espeto de cima é virado para baixo para você socar assim, né? Tá ligado?
Aí eu acho que eu ia morrer.
Aí você soca, você soca para frente e soca martelo. Isso, marreta do MMA, né?
Onde que tu, onde que tu, como que tu chegou à conclusão que esse aqui era o melhor soco inglês possível, mano?
Comprei, se liga, comprei um soco inglês chininha, Mercado Livre, gastou quanto? 50 pila, tá ligado, mano? Não, pô, maneiro, metal, metal bonito. Olhei assim, pô, metal, só que aquele ferro fundido, tá ligado? Não é muito bom, ele é duro, mas não é muito bom. Botei um bloco de concreto, falei, vou dar um socão para testar. Cheguei, né, carreguei o One Punch Man, pau, explodiu, mano! O soco inglês explodiu na minha mão assim. Arrebentei os dedos tudo aqui, ó, até cicatriz aqui.
Arrebentei os dedos tudo, falei, ué, tem um vídeo, pô, tá no vídeo. Ainda botei o título do vídeo é ASMR de homem, que na hora que eu dou o soco dá uma explosão assim, ó. Eu olho a mão assim, tudo cheio de sangue, cara, e o soco inglês, pedaço assim, ó, esfarelou na mão, que é metal fundido, tá ligado? Aí eu falei, mano, vou fazer um soco inglês, né? Daí já peguei a deixa, pô, se esse estourou, mano, vou fazer um de verdade. Porque as minhas armas não são muito bonitas, mas mano, não quebra, não quebra.
Mano, já que eu já testei isso aí, o bagulho é louco. Inclusive essa aqui a gente até caçou com ela, caçou javali.
Pega ela aí, pega ela aí, deixa eu pegar aqui.
Essa é a minha primeira espada que ficou boa, vamos dizer assim. É uma ideia minha também, né? Deixa eu mostrar aqui para galera. A primeira ideia, a galera tava pedindo fazer uma katana, né? Você pode ver que o cabo aqui até meio parecido com katana, né? Aí eu pensei, cara, isso tava umas 2 semanas, eu tinha combinado de caçar com uns amigos meus ali no Paraná, a galera do Canil do Boi lá, Sérgio Negrão. Aí eu falei, mano, eu vou, eu vou pegar a ideia de uma katana, vou improvisar para fazer uma espada de caça.
Aí eu não sei se você tá ligado, não sei se você já foi Pia de Sítio, que eles têm uma faca especial para furar o coração do porco quando você vai abater o porco. Ela é chamada de javalizeira. Ela é fina, comprida e pontuda. Vou fazer uma dessa gigante, tá ligado? Estilo espada. Aí surgiu a ideia. Então, tipo, aqui a parte de trás é uma katana, né? Um cabo de katana. E aqui é tipo uma faca dessa javalizeira para furar o coração, só que alongada.
Então, a ideia dessa espada não é o corte, apesar dela ser afiada, ela ter o corte, né? Mas a ideia dessa espada é a estocada, né? Ela tem a ponta aqui. Então quando você vai abater o javali, principalmente com caçada com cachorro, o cachorro ele acoa o javali, ele cerca e o javali ele cola as placas ali, fica nervoso, ele senta e ele começa a ficar malucão assim, né? Então ele abre o peito. É, cola as placas. Porque imagina, cachorro mordendo a orelha, cachorro mordendo no pé, ele cola, ele...
A hora que ele pega, ele só vai aqui no coraçãozinho. E já era, acabou. Já faz a sangria ali, já leva embora a carne, seja feliz. Então a ideia disso aqui é ser uma javalizeira, só que enorme.
É, inclusive fazer de longe.
Isso. Inclusive esse dia a gente caçou com besta, crossbow e espada. Foi um desafio de fazer caçada com arma branca. Então tinha o pessoal de backup, né, com 12, né, se a gente errar o tiro. Porque a besta é o seguinte, né, você tem um tiro Flau, errou, filho, até recarregar acabou. Javali já te furou. Então tinha a galera de 12, né, de backup, mas a gente fez a caçada, acertei o tiro, o disparo, né, de flecha, pescocinho de javali.
Ele correu uns 5 minutos, cachorro atrás, né, e a gente foi seguindo, seguindo, seguindo. Ele parou num lago lá, aí acabou, carninha boa, já foi para brasa. Tudo isso legalizado, tá, galera. Muito lembrando aí, tudo registrado, canil 100% legalizado, pessoal lá.
Como é que faz para fazer uma caça dessa daí legalizada?
Legalizada, geralmente você tem que falar com o pessoal. É que assim, eu não sou o cara da teoria, tá? Vou te passar aqui algumas ideias, pode ser que eu esteja errado, tá bom? Então, mas na teoria, se você fazer, vai fazer a caçada, você tem que falar com o pessoal de canil, né? Eu indico a caçada de canil porque é de canil, é mais certeira, porque o cachorro ele vai, ele acha javali.
E aí no Brasil é permitido caçar javali, é permitido, né?
Inclusive o javali ele é uma praga, né, que destrói as nossas lavouras, a nossa— inclusive o javali ele mata os bichos da fauna brasileira, né? Ele come, ele mata. E aí ele não tem predador natural. O javali ele é um, ele veio da Europa, ele foi trazido ali pela Argentina e depois veio para o Brasil, foi subindo, né? Começou pelo Rio Grande do Sul, foi subindo. Se espalhou. Então hoje o javali ele é uma praga, ele tem que ser combatido, ele tem que ser combatido, né?
Inclusive já tá virando um problema aí de, não sei como é que fala, segurança pública, vamos dizer assim, porque já tá tendo ataque a humanos, né, tudo mais. É, tá bem, tá bem violenta a situação. Então a gente tem que trocar uma ideia lá com o Canil. Canil, geralmente quem vai fazer a caçada já é CAC, tá? Vai fazer caçada com arma, né, geralmente não com arma branca. Então daí já vem certinho.
Essa ideia de fazer uma caçada de javali com arma branca é só porque tu é o ninja, o homem mais preparado para o palito, que tu não caça javali de arma branca.
Não, não, não. Inclusive quando a gente foi fazer, o pessoal foi com backup, né? Foi com 12.
Tem que te lembrar isso aí, viu?
Importante. Exatamente. Não vai achar que é uma boa.
Javali é sinistro, mano. É um porco sinistro, né?
Cara, é um tanque de guerra da natureza, mano. É o cara, ele rola na lama, ele vai engrossando de argila ali, então ele tem uma camada de argila dessa grossura grudada no pelo, que é argila pura, né? E a argila ela dissipa muita energia. Por exemplo, você vai atirar, tem tiro que não atravessa couro de javali, dependendo do calibre, porque ele tem essa carapaça de argila e mais a carapaça do couro, né, com a gordura. Então vira uma espessura assim, ó, se for juntar tudo, e não penetra, entendeu?
Às vezes pega osso, pega coisa, não vai. Então você tem que cuidar bastante, né? Se for fazer, né, geralmente os CACs têm muito interesse. Pega um pessoal especializado que já faz isso há um tempo, troca ideia e vai junto com esse pessoal especializado. Porque se for para começar sozinho assim, é muito perigoso.
Tem isso no Brasil todo? Eu não sei, mas lá na tua região...
Sobre o javali?
É.
Cara, eu sei que no sul é muito forte, até que eu acho que até Mato Grosso ali é muito forte a região de javali. Então pega ali Rio Grande do Sul, Santa Catarina uma parte, Paraná, pega até uma parte do Mato Grosso, tá? Minas Gerais tem alguma coisa também.
Tu aí, aí, caraca, moleque, muito louco essa, essa aqui é a javalizeira, essa javalizeira aí, muito louca. É, tá, tu fez a primeira, tu disse que é uma espada medieval, a espada medieval, isso, ela, quais foram as complexidades de fazer a primeira? Porque, porque, ó, tu tem esse cabo aí, foi tu que fabricou o cabo?
É do zero tudo, 100%. O paninho fui eu que amarrei, enrolei tudo, que é caralho. Aqui, ó, a guardinha aqui ficou legalzinha, tá meio zoada porque a gente usa, né? A gente testa, a gente usa. A gente inclusive, eu tava na Rússia agora, fiquei 3 meses lá, enferrujou tudo. Eu tive que limpar antes de vir. O machado nem deu tempo, né? Machado ficou enferrujado mesmo. Eu falei, vai no apocalipse.
Por que que tu inventou esse machado? Isso aqui parece machado de caçar zumbi.
Mas é esse aí, eu peguei base no machado do Clayton. O bom de guerra. Se você olhar aí, o bicho é pesado.
Olha o machadão sinistro, mano.
Se você olhar aqui, ele é muito parecido com o machado do Cleiton. A única diferença é que o do Cleiton, a segunda parte é menor. Ele aqui é assim.
É verdade, é bem parecido.
E eu fiz maior aqui justamente para quê? Se você excluir essa parte, fica muito parecido. Só puxar para baixo aqui é o machado do Cleiton. Eu fiz aqui maior porque eu queria arremessar o machado.
Não dá para jogar isso aí não, Ninja. Essa porra é pesada para caralho, mano.
Eu jogo, viado. Deixar, eu jogo aqui no estúdio. Vamos embora, rapaziada! Quantos likes no episódio para a gente arremessar o machado dentro do estúdio? Bota a meta aí, Igor. 1 milhão! Bora, rapaziada, 1 milhão de likes, vamos arremessar o machadão aqui dentro, viu? Mas é possível, a gente treina lá, pô. A gente treina lá, dá possível arremessar. É pesadinho, mas dá, dá boa. E mano, isso aqui, mano, quando ele crava na árvore não tem quem arranque.
É que até fiz o cabo de metal. O primeiro, o primeiro protótipo eu fiz cabo de madeira. Aí eu comecei a arremessar, a energia, o machado vem girando, né? Então ele cravava na árvore assim, e aí a energia aqui, né, da inércia, o cabo quer continuar girando. Então sempre quebrava aquele, quebrava. Falei, mano, vou meter um um ferro. Primeiro ferro quebrou, é o segundo aqui, pode ver, tinha um cano espesso aqui, ó.
Aí ficou muito mais pesado, não ficou pesado, mas não quebra.
Esse aqui não deixa na mão, cara.
Isso é muito louco mesmo. Mas tu fez esse para quê? Só porque é legal.
Pega ali, esse, cara, eu fiz esse aí porque é legal, porque é legal e para testar, né? Porque o nosso objetivo é ir testando Quais são as melhores armas para você ter na sua casa se você precisar uma situação de emergência? Pô, machado, isso aí, mano, é muito funcional. Você pode cortar lenha, você pode matar zumbi, pode fazer muita coisa com isso aí, tá ligado? Você pode treinar. É pesado, né? Tem uns 8 kg, não tem? É pesadinho. Você dá para fazer um arroz cabides aí. Então muitas funções, né?
Tudo nele aqui é perigoso, cara.
Tudo nele é perigoso. Tem corte debaixo, tem corte. Também tem corte. A parte de trás ali também tem corte. Tudo tem corte, tudo tem ponta, tudo tem corte. Se você encostar o dedo aí, melhor não. Não, dá para dar uma tocadinha assim, levezinho. Dá uma porradão na mesa, bum! Capaz, 1 milhão de likes, 1 milhão de likes, rapaziada.
Agora essa outra aqui com uma ponta, exatamente, essa daqui não tem, essa não tem outra função além de cancelar um CPF ou sei lá, né, mano.
Esse aqui eu fiz depois que eu fiz o soco inglês, né. Eu falei, mano, tem o soco inglês, vou inventar o soco brasileiro, tá ligado. Então é uma arma que não existe, basicamente, né. Eu meio que inventei. Basicamente é o quê? Aqui é inspirado na garra da onça-pintada, né, a curvatura. A galera falou para fazer garra do Wolverine. Tá ligado? Mas gado, overin na vida real não é funcional, porque você tem três lâminas, você multiplica ali o atrito por três, o corte não fica funcional, né?
Porque o corte é o quê? É área, é uma área muito pequena, uma pressão muito grande faz o corte, né? Então três lâminas, você divide a pressão por três, não é funcional. Então a gente resolveu fazer o quê?
Tem que estudar física, cara, para ser um maluco que nem tu.
O basiquinho, né? O basiquinho ali do ensino fundamental, pô. Isso aí. Não, mas eu gosto também isso da física, tá?
Eu acho que é animal, pô.
Eu assisto uns vídeos maluco ali, mano, principalmente física quântica ali. Aí começa a pirar, né? Começa a pirar. Caramba, mano, será que eu sou de verdade, mano? Será que eu tô numa simulação, tá ligado? Eu tenho essas piras aí, eu começo a ver os vídeos.
E aí é uma garra de onça-pintada.
Esse aqui é o segundo protótipo, né? Eu fiz o primeiro, ele era mais compridão, vinha até aqui no braço.
E isso era ruim?
Era ruim, pesado, e a garra era maior, vinha até aqui, né? Daí ficou até parecido com a garra do Baraka, né, do Mortal Kombat. A galera é o Baraka, o Baraka é o Ninja Baraka. E aí eu falei, mano, maneiro, tu é feio igual Baraka. Tô brincando. Aí é foda, né? Bota um milhão de like que eu quero dar uma machadada na sua mesa aí, quebrar tudo.
Talvez a gente consiga arrumar alguma coisa para tu quebrar aí depois, a gente grava.
Vamos cortar essa água aqui com a espada? Vamos, vamos aqui, eu dou uma espadada. Vamos, vamos, então pô, então o pessoal da produção já prepara um negocinho para botar água aqui, ó, nesse cantinho aqui, ó. Vamos cortar a garrafinha, mostrar que é funcional, né?
Tem que ser.
O cara chega aqui, apresenta, fala tudo e não mostra. Papo reto, papo reto. Tu falou inclusive, eu sou o cara da prática, ó.
É mesmo?
É mesmo. Que que você quer? Manda.
Você falou para mim que tu era do parkour.
Sou do parkour, pô.
Os cara do parkour sabe dar mortal.
É fácil. Os cara do parkour sabe dar uns backflip, backflip, frontflip, cork, o que tu quiser, mano. Até hoje, ó, faz muito tempo que eu não tô em parkour, né? Tenho quase 30 anos. Eu mando qualquer mortal que você quiser aqui agora, em cima da mesa, mano. Posso tentar? Se eu quebrar aqui, não dá nada?
Vamos tirar essas armas daqui primeiro. Vamos tirar.
Você é maluco, velho.
Primeiro vamos tirar essas armas. Não, você falou, você falou que era o cara da prática.
Vamos embora, deixa eu botar aqui, ô.
É, tira da reta aí para tu não morrer.
Deus nos livre.
Porque assim, é que tu que tá assistindo aí, cara, tu não tá ligado o quanto que isso daqui é para valer. Essas armas são para valer.
Exatamente, essa é a ideia, né? Ser um negócio funcional. E como eu te falei, igual eu vou pegando essas ideias aqui justamente para mostrar para galera quais são as melhores opções para você ter na sua casa, e também para mostrar para galera que não é difícil fazer. Entendeu? Eu vi 3 tutoriais no YouTube e eu fiz essa porra. Nossa, é, pode tentar uma?
Não, primeiro eu quero ver teu backflip, cara.
Os cara quer ver em cima da mesa. Meu Deus do céu, deixa o like aí, família, pelo backflip!
Deixa o like aí, família, pelo backflip!
Só lembrando aqui que o espaço não é muito grande, não sei se vai dar muito certo, tá? Pode ser que eu quebre uma lâmpada, uma câmera.
Será que foi uma má ideia, criano? Vai, vai, vai! O cara já subiu igual bandido, tu viu?
Vou tentar, mano. Tá de boa quebrar aqui do nada? Tá, vai dar um soquinho, manda energia. Meu Deus do céu, velho! Vamos lá, 3, 2, 1.
Toma aí, cara! Caralho, você machucou aí, cara!
Ah, trolei, moleque! Não, fazer para acertar agora. Vamos lá, agora é certo, agora é certo, pô! Bota fé, bota fé que eu mando aqui para você.
Faz aí então, faz aí então!
Ai, cara, que medo! É difícil, é difícil. 3, 2, 1 e Aqui é muito apertado, mas tá bom, tá bom.
Mas gostei, o cara sabe até cair, mané. Ó, eu considero aprovado, tá aprovado.
É, se vocês veem aqui, mano, dá o quê, 1,5m de altura?
Aqui é muito baixo, é muito baixo, fica difícil. Mas caralho, moleque, agora sim, agora tu é o cara da prática para valer. Gostei.
Deixa o like, família, 1 milhão de like, vamos dar uma machadada na mesa.
O cara quer dar uma machadada na mesa, mano. Nossa, assustador isso aí, cara.
Cara, assim, que eu posso te falar, a galera que não tá habituada é assustador, mas para tu é mole, sabe?
Até cair, pô.
É que, cara, a gente já tomou uns pacotes muito feios, sabe, na minha vida assim, principalmente com a moto, que eu treinando backflip, tomei uns pacote feio assim, sabe?
E deve ter passado por umas quedas já tão bizarras que tu aprende. O que que tu treinou para valer formalmente? Tu treinou luta? Tudo que tu fez algum curso para fazer uma lâmina funcional, tu aprendeu aonde essas porra?
Vamos lá, vamos do começo, tá? Um pouco antes de começar a preparação para o bunker, eu tava com a ideia de começar a treinar luta, tá? Nisso aí eu já tinha treinado parkour, patins, BMX, ginástica olímpica, um monte de esporte já, mas nenhum combate. Nenhum de combate, né? E aí eu comecei a ver uns vídeos. Na época tava o MMA, tava em alta, né? Acho que foi 2022, MMA em alta e tal. Falei, mano, vou começar a treinar. Procurei academia de MMA assim de bairro mesmo, comecei.
Aí eu treinava 3 horas por dia: 1 hora de Muay Thai, 1 hora de jiu-jitsu, 1 hora de MMA mesmo. Aí envolvia tudo, né? Wrestling, grappling. A luta agarrada. Você tem um papelzinho aí só? É que antes, na hora que tava botando as armas na mesa, eu cortei o dedo e agora tá sangrando. Só para esconder aqui, ó. Aí, senão o YouTube corta a monetização do flow. Na hora que abriu o corte, tá ligado?
Ah, tá.
É a hora que eu fui botar a garra da onça ali em cima da mesa, antes de começar o flow.
Quando ele foi colocar essa daqui, só de colo, por isso que eu sei que é perigoso. Ele só foi colocar em cima da mesa e furou o dedo.
Furei a palma da mão.
Não dá para ver, né, Vitão, tanto que isso daqui é pontudo, né?
Aí agora na hora do mortal acho que abriu o corte aqui, mas tá de boa, já tá zero.
Moleque, isso aqui num pescocinho, cara.
A gente testou. Quer dar-lhe uma na garrafa aí?
Vamos daqui a pouco, calma, calma. Tu tava me contando a história aí da luta.
Ah, vamos para luta, pô! Vamos terminar a luta.
Vamos lá, depois a gente volta para as armas.
Isso. Aí comecei a treinar, e aí o professor de luta lá era o mesmo professor para as três. Ele era lutador de MMA também, profissional, Diego Frigoto, parceirão meu ainda. Ele falou, começou a treinar pouco, o cara tem desenvoltura. E realmente eu tenho, eu tenho uma facilidade para esportes, sabe? Assim, desde moleque eu já comecei, tipo, tudo que eu ando no futebol, né? Mano, eu não sei o que tem, mano. Botou bola na minha mão, acabou esse domínio. Já tentou, né? Não, vou lá, vou lá.
Eu só tô falando isso porque agora eu tô armado.
Eu tô com spray de pimenta aqui, ó. Mas sprayzinho de pimenta da Sabre aí, ó, é o mais forte do mundo, tá? Esse aqui é o spray mais forte do mundo. Tá, quiser olhar aqui, ó, dos Estados Unidos. Esse aqui uso restrito para forças. Esse aqui tá vazio, tá? Pode ficar tranquilo. Esse sprayzinho da Fabre, ele é uso restrito para forças policiais, porém teve uma alteração nas leis agora em setembro e mulheres estão aptas a comprar esse tipo de spray de pimenta até 50 ml para defesa pessoal.
Apenas mulheres. E forças policiais podem usar esse spray extremamente forte. A gente fez um teste ontem, botei uma luva de boxe, aí a gente simulou uma briga, comecei para cima do cara, ele passou na, só deu uma achatada, né, cara? Não aguentei 5 segundos, já foi para o chão, comecei agonizar no chão. Extremamente forte, tá? Spray da Sabre aí, pessoal, da SB Tático.
Nossa, que brincadeira ruim, mané!
É porque, mano, tem que testar. Esse, esse não, essa é a trava. Você tem que enfiar o dedo embaixo da trava.
Tá morto, né?
Tá vazio.
Opa, opa, né, ô arrombado!
Opa! Não, não, não tava. A gente vai agonizar aqui se vier para cá, vai começar a tossir aqui. Aí o bagulho é forte, é forte. E esse aí é o mais forte do mundo, tá? É o mais forte do mundo, ele é 1,33% de Não, tá de boa aqui, já parou aqui, já tá.
E caralho, então hoje mulher, quanto custa um troço desse aqui?
É assim, eles estão começando a fazer a documentação porque assim, como é um produto controlado pelo Exército, o lojista ele precisa de uma, um documento especial para poder vender esse produto, tá?
Faz sentido isso.
Então inclusive o pessoal da Sabre, da SB Tactical, tá fornecendo a instrução de como obter essa documentação para você lojista quiser vender esse produto aí para as mulheres, né? Muito interessante, entre em contato com eles lá no Instagram, @sabredobrasilsbtactical.
Nossa, aqui se tu der mole, foi demais, tu mata os outros, cara.
Cara, ele não chega a ser um fatal.
Não fica ruim de respirar, inclusive, irmão?
Fica ruim de tudo, você não consegue abrir o olho. Você não consegue respirar, você não consegue falar, você só quer agonizar no chão e chorar em posição fetal. Essa é a ideia. Quem quiser ver o vídeo, tá no meu Instagram lá. Eu fiquei agonizando, agonizando, agonizando. Depois, 5 minutos depois, lavei o rosto com detergente, esfreguei, pulei no lago, esfreguei, lavei tudo e continuei lá, mano. É uns 20 minutos de efeito, tá? 20 minutos de efeito, muito forte.
Então eu indico para as mulheres que querem ter isso, e é pequenininho, você pode carregar na bolsa, pô.
Quero ficar longe disso aqui, deixa eu pôr aqui. Não tô a fim de sofrer.
Claro que isso aí, né, você precisa ter um treinamento, uma instrução básica, né, para mostrar como funciona. Mas não tem muito segredo, tá? Isso aí é para proteção, bem legal, bem legal mesmo para quem tem medo de carregar uma faca, um negócio mais perigoso, né? Isso aí é bem tranquilo, seguro e efetivo.
E tu tá dizendo isso aqui, tu não corre o risco de matar ninguém?
Não vai matar, não. Isso aqui não mata, ele, ele, ele vai incapacitar. O cara fica na merda ali 20 minutos, 20 minutos na merda, na Mas não vai morrer. Só se tiver alergia à pimenta, sei lá, né?
Mas também não é, não vai assaltar os outros, né?
É, exatamente. Então esqueci que eu tava falando disso mesmo, tava falando das lutas, da luta, da luta, da luta. Aí o professor de luta viu, começou a curtir, né? Porque eu já era atleta e tudo mais, então eu já tinha força, já tinha a resistência ali, né? Só tinha o cardizinho, tava meio zoado. Foi um tempo, nunca gostei de treinar cardio. Então, mesmo escalando as coisas, é porque é resistência, né? Não é cardio. O cardio ali é corridinha, né?
Pular chinela, pular corda. Isso aí, mano, é o meu ponto fraco. Cardio, precisou correr, fudeu.
Mas aí tu tá armado, tá tudo bem?
Não, eu corro muito rápido por 200 metros, tá ligado?
Passou disso, tu consegue subir umas árvores?
Consigo. Ah, então, então é 200 metros escalando, correndo, o que tu quiser, mano. Se você quiser, escalo aqui o prédio do Flow tranquilão.
Tá maluco, cara?
A gente faz o desafio.
Vai que tu cai.
Não, não, nunca caí na minha vida, só essa vez aqui, mas foi de boa. É porque não cabe eu aqui, né? Pô, tem 90 kg, pô, a mesinha resistente.
E aí, tá bom, aí teve a luta.
Aí o professor perguntou se eu queria lutar. Nessa época eu tinha uns 50 mil seguidores no Instagram, tipo, não era meu foco ainda, né, as paradas aqui. Eu falei, não tava ganhando dinheiro, muito dinheiro. Falei, ah, vou lutar, mano, os cara paga, né? Aí então fiz minha primeira luta MMA amador, cara, que experiência animal! Vou falar para vocês, mano, foi uma experiência assim, ó, porque foi meu primeiro combate real, né? Combate real mesmo assim de, mano, eu vou subir lá para matar esse cara, tá ligado?
Eu tava com esse pensamento, eu vou sair de lá ou eu mato o cara ou ele vai matar. Tá tranquilo, tá tranquilo. Que isso aqui é Band-Aid? Os cara me oferecer Band-Aid, ô, pega Super Bonder aí, cara.
Quem que é o homem mais preparado nesse tapete?
Já era, filho, tá zero. Band-Aid é foda, né? Aí competiu, louco, mano, gostei para caramba.
Mas antes tu já tinha saído na porrada com alguém?
Cara, vou te falar que nunca, porque como eu sempre fui atleta de parkour, eu sempre optei, eu já fugi muito de briga, eu sempre optei pela fuga. Inclusive hoje a minha regra número 1 é: você nunca vai apanhar se você for mais rápido. Então o parkour, mano, é a minha base número 1 para tudo. Se der problema, eu meto o louco, eu corro, ninguém vai me pegar, me escondo. É a primeira lei da sobrevivência, entendeu? Não seja visto.
Primeira lei da sobrevivência: não seja visto. Inclusive, por isso que eu tenho bunker lá, tá? Se esconder, né? Então, parkour, cara, é uma filosofia muito legal, tá? A filosofia do parkour: ser forte, ser útil, né? Ser rápido, ser eficiente. Então, eu nunca briguei na rua, nunca, nunca. Sempre fui um cara de boa. Se desse problema, eu virava as costas, corria. Até hoje eu sou preparado, tem as paradas, Mas se der problema, eu viro as costas e corro, entendeu?
Porque isso aqui é para situação de emergência. É tipo assim, ou eu faço ou eu faço. Aí beleza, tá ligado? Mas por causa de pouca merda, eu vou perder meu tempo, né, mano? Eu treino parkour, mano. Quero que se foda.
E aí, essa luta foi uma experiência sensacional para você?
Mano, foi loucura. Eu fiquei com medo, mano. Eu cheguei lá porque, imagina, era tipo meio que o YouTuberzinho. Aí ia desafiar o cara que era lutador na casa do cara. Eu cheguei lá no ringue, mano, pensa assim, ó, as 300 pessoas em volta do cage, MMA mesmo, octógono.
vai morrer! vai morrer!
Sangue, sangue, mano, loucura, velho. E tipo assim, era luta de bairro, de Becão, tá ligado? Chegava lá, caralho, amador. Eu falei, caralho, mano, pressão. E a luvinha, mano, isso que eu ia te perguntar, tava usando luva? Aluvinha de MMA, né, 4 onças. Mas você botava, não tinha duas, cara, era um papel sulfite aqui, ó. Falei, mano, eu falei, até falei para o meu treinador, se entrar um soco ele cai, mano. Se entrar um soco ele cai.
Só que o cara, o que acontece, ele era mais baixo e mais forte. Eu sou um cara um pouquinho mais alto, mais alongado, né, tem os braços compridos. Então a minha estratégia era trocação, só que o cara foi para o grappling. Ele chegou, né, esquivando, esquivando, ele já entrou para tentar quedar, tá ligado?
Então Onde ele consegue tirar essa desvantagem dele, né?
Exatamente. Então é alavanca, né, o braço de alavanca mais curto, ele tem mais força. Então eu tentei, né, defendi umas quedas, defendi umas quedas, mas teve uma hora ali que eu peguei ele na grade, tava defendendo, aí só porradão no nariz. Aí o juiz parou a luta, que o nariz do maluco assim abriu no meio, arrebentei o nariz do maluco. Aí ganhei essa luta, ganhei essa luta. Já na outra semana, meu treinador falou, pô, lutou bem para caralho, vamos lutar de novo.
Mas agora é Muay Thai. Aí foi num bar, mano, os cara meteu um ringue no meio do bar, Born Out, lá em Joinville, mano. Meteram o ringuezão, aí a galera foi para tomar uma cerveja e ver os maluco sair na mão, né? Aí começou as lutinha, pá, a galera sair na mão. A minha foi a penúltima luta, penúltima luta, eu e o maluco, mano. Pensa num maluco forte, mano. O meu treinador falou, não, vou pegar um cara de boa para ti, mano. O cara tem, acho que Tem 35 anos, pá, velhão, pá.
Chegou no dia para ver o cara, né, na pesagem. Porra, mano, maluco desse tamanho assim, ó. Fui cumprimentar o cara, a mão dura, tá ligado? Mão de pedreiro, cascuda. Falei, fodeu! Falei, mano, tá maluco, velho. Manda os cara que o cara arrumou, mano. Maluco forte. Falei, ah, mano, estamos aqui, que se foda, né? Vai na técnica, vai na técnica. Aí essa luta eu ganhei também, né? Tem no Instagram, por nocaute.
Não, filho.
Meti uma ajoelhada no meio da cara do maluco e caiu, pagou. Foi o único nocaute da noite. Aí, mano, loucuragem. E daí depois disso começou a dar certo os vídeos do banco. Aí eu interrompi com a luta porque lá onde eu moro, tô invicto, 2 a 0. Yes, tô invicto, 2 a 0. E aqui é o próximo, bora fazer aí tu, mano.
Não, não, tá maluco não. Mas caralho, maneiro, cara. Aí só que começou a dar certo os vídeos das paradas, começou a dar certo os vídeos, começou a parte do banco.
E daí tipo, a treinamento era em Joinville, né, lá onde eu moro. É uma cidadezinha bem pequenininha, tá, tem 10 mil habitantes, não tem clube de luta, não tem escola, não tem ginásio, tem nada. Então tipo, eu não teve como continuar, mas eu quero, mano, quero voltar a treinar, mano. Se Deus quiser, Deus abençoar, aí vou voltar a treinar, quero Quero até voltar a lutar, mano. É uma parada que eu curti, mano. É igual parkour, tipo, eu curti e quero levar para o resto da vida.
Aí, tipo, hoje eu treino lá um saco de pancada, né? Treino uma luvinha, uma sombrinha ali, mais sozinho, né? Porque na fazenda lá—
Lá na fazenda tu tem algum tipo, tipo, javali te ameaça lá?
Não, na minha cidade não tem, porque a minha cidade é montanha, é 1 km de altitude de nível do mar.
Então é frio.
Escolhi lá por isso também, né? Então é uma parte alta, é frio, e o javali não é muito dessa região, tá? Ele prefere já a área mais quente, porque daí tem as plantações, né, de cana, de— esqueci o nome do bagulho, tá ligado? Não vou lembrar agora.
De milho, de onde ele encontra a comida.
A comida é onde ele encontra. Não é que ele encontra comida, que daí tem mais— o que o javali come de tudo, né? É o lixeirão da natureza. Então ele come tanta plantação, ele come tantos bichos que vão comer a plantação, tá ligado? Então onde tiver essa parada aí, ele vai estar no meio.
O que que tu planta lá na tua fazenda hoje?
A gente lá é mais focado o quê? Planta o galinha. Tem galinha lá, tem muita, cara, tem umas 30, dá uma média de 20 ovos por dia, tá? 20 ovos por dia. A gente planta bastante verde, verdurinha, minha mãe gosta dessa parada, bastante fruta. Então a gente tem as frutíferas, limão, maçã, kiwi, bastante verde, coé, mano.
Na fazendinha tocando Bob Marley.
Aí, maluco, apocalipse, zumbi, mano!
Entendi. Então vai plantar as verdurinhas aí.
É alface, pô, alface.
Galinha, alface, tomate, umas paradinhas assim.
Eu já cheguei a criar ovelha. Porco não curto, porco não curto muito, muito trabalho, dá um cheirinho desagradável ali. Mas eu já estudei ali, já deu problema, eu já tô ligado como criar. Criei ovelha. Ovelha também dá um BOzinho chato, que é um animal muito sensível, diferença de temperatura. Lá a gente tem a onça parda, eles atacam muito ovelha, muito ovelha. Então os vizinhos ali perderam as ovelhas e tal. Eu falei, ah, mano, vou vender, me desfiz pelo trabalho, né?
Porque, cara, manter as rotinas de vídeo é muito cansativo. Então agora não tem condições. O que eu tenho lá hoje? Gato, cachorro padrão para proteger, galinha e cavalo.
Tem vários cachorros?
Tenho, eu tinha 5, aí um veio para Joinville, agora um a gente doou, né? Doou não, chegou uma mulher lá, uma velhinha lá no portão, se apaixonou pelo cachorro. Eu tive que dar para mulher, mano, a mulher ia infartar. Dei para mulher, tadinha.
Ô porra, mas era um cachorrinho ou era um cachorro velho de lá?
Não, ela tinha uns 8 meses, um filhotinho, filhotinho, era um filhote de Border Collie bonitinho. Eu ganhei também, né, porque o pessoal aqui de Joinville não queria mais, tal, deram para mim, cuidei lá uns meses, a mulher se apaixonou, aí eu falei, ah, mano, vai cuidar bem, sabe? Não, leva, leva.
Tem algum que tá contigo há um tempão?
Tem o Black, tá aí uns 6 anos, 6, 7 anos junto.
Black é brabo? Não, Black é mó bestão.
O Black é o É o embuste, né? Ele é brabão, brabão, brabão. Mas se você falar, chega, morri com ele, ele já vem todo bonitinho, tá ligado? Ele é brabão, ele vem latindo forte. Se chegar lá, ele vai latir, vai latir, vai para cima, já arrepia o pelo aqui do pescoço. E daí eu tenho dois cachorros de caça lá também, que eu peguei até do canil que a gente foi caçar o javali. Eles deram para mim, tava filhotinho, dois cachorros de caça lá, bem, bem legal.
O que que é um cachorro de caça?
Tem umas raças específicas, né? Eu não vou lembrar que eu não sou cara de teoria, mas eu sei que— Your credit card company is hoping you don't hear this. They're charging you 21% APR interest, making it hard to pay down your balance. A home equity loan from Rocket Mortgage could cut your interest rate by more than half, so you could wipe out your high-interest credit card debt with the equity you've built in your home without touching your current mortgage rate.
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Esse aí, ele já, quando tu, quando eles chegaram para você, eles já estavam criados?
Não, peguei com 45 dias. Começou difícil, mataram umas 10 galinhas, pegaram os bichos lá, fizeram escambau, comi, loucura. Mas daí agora, agora já adaptaram, né? Agora adaptaram, tá tranquilo, maneiro. Aí, do mais, é isso, né? A gente tá focando mais na parte das armas agora, né? Do bunker. Quero finalizar o bunker. E agora tô com um projeto também. Eu quero criar novas armas e eu quero fazer armas baseadas em games e animes, só que funcional. Funcional.
Tipo, é mó nerdão no fim das contas, mano.
Eu curto, velho, eu curto, curto.
Tu vê anime no fim das contas, cara?
Anime não, sou mais do game, sou mais do game.
Tava falando do soco do One Punch Man, porra.
Não, não, não, um é outro, um outro, um outro ali. Mas eu sou mais do game, mano.
Entendi, vai jogar o GTA 6.
Opa, GTA 6, fazer uns cortezinhos lá para ver se dá uma monetização também, né, cara? Coisa boa. Não, mas eu jogo legal.
Que arma que tu acha que pode ser funcional dos games?
Então, mano, igual aqui o machado do Kratos, adaptei, né? Então dá para testar as espadinhas lá dele também. Quero fazer uma para ver a lâmina do caos. Legal. A gente testa também coisas, por exemplo, Resident Evil 4, sou fã. Resident Evil, saga Resident Evil, sou fã para caramba. A gente testa alguma coisa. Por exemplo, tem umas fases ali que você abre o cadeado com a pistolinha, né, no Resident Evil. Então a gente testou inclusive lá no Texas Gunhouse, clube de tiro lá que a gente faz os nossos treinos.
Testou abrir um cadeado na bala?
Testamos, meu irmão. Adivinha? Fakezão. Abriu, mas foi com a .357 Magnum que deu uma porretada, né? Aí abriu.
Mas de resto, filho, tu atirou com o quê no cadeado? Tem vídeo, né?
Tem vídeo.
Mas tu atirou com o quê?
Então a gente começa ali da 380. 380, calibre menor, foi para 9mm, 45.
A 380, né, aquela que tem que dar um monte de tiro no cara para ele parar.
Ela é um pouquinho mais fraquinha, né, mais fraquinha ali, acho que das pistolas. Tem a 22, mas daí nem enquadra como é um calibre mais para treinamento, né. Mas a 380 ali é a arma de entrada que a galera usa para defesa, né, ou para CAC, para defesa residencial e tudo mais. Então a gente começou com a 380 e foi para 9mm, né, para 45. E aí não abriu, não abriu, não abriu. Vamos testar com a Magnum. Daí já é porretão, né? 357, aí arrebentou.
E lá, mano, clube de tiro lá, pessoal, gente boa, a gente faz teste para caramba. Testei, eu fiz um capacete medieval também, levei lá para testar, para ver se— porque eu quero fazer uma armadura completa medieval. E daí eu levei lá para testar, para ver se passa munição, né? Falei, mano, se tiver uma guerra, o cara for de cavaleiro medieval contra tipo uma munição 9mm, será fura. A gente levou lá para testar, não furou, mano.
Não furou. 9mm, a gente usou chapa de aço carbono de 2mm de espessura, não furou. A única que furou foi a calibre 10mm, é um calibre bem específico assim, bem difícil de achar. Aí furou. A gente fez o teste lá com o pessoal, Fabi Venera, o Coronel Venera lá, mano. Os caras são os melhores instrutores de tiro do Brasil, mano. Lá a gente treina, dá até mortal, mano. Do mortal lá para testar os coldre, né, para ver se a arma tá bem firme.
Do mortal, saco, disparo. Os cara lá são muita gente boa e os cara são profissional, mano, profissional. Então eles ensinam tudo, detalhezinho de empunhadura, né, como fazer municiamento. Os cara lá são insano, pessoal do Texas, mano. Muito obrigado aí, os cara são demais, mano. Fabi Venéria e Coronel Venéria.
Qual que são, o que que tem de mais legal para atirar lá, cara?
Aí vai muito do teu gosto pessoal.
Eu já tirei de 7,62 no Exército.
Legal, no Exército também.
Fui o melhor atirador combatente do meu ano.
Sério? Mas tu fez o NPR também?
Não, cara, eu fui pé preto.
Pé preto e não temo a ninguém. Até lembra as musiquinhas?
Aí atirei de 12 também.
12, padrão. Pistola não? Ah não, soldado não atira pistola, né?
Atira de pistola. É, então eu fui depois, depois, velho, em clube de tiro também. Aí eu dei uns tiros com as outras armas assim, mas a sensação do 7,62 eu lembro.
Então, mano, o que acontece, existem vários tipos de treinamento, né? Tem a galera que vai no stand lá, pega a arma, tira parado, pá, pá. Esse é um tipo. E tem o pessoal que monta pista, mano. Você já fez a pista?
Não.
Você pega, por exemplo, uma pistola.
Não, só atirei parado, mano.
É muito louco.
Você bota igual no Call of Duty lá na, quando tu vai passando assim fazendo treinamento, vai subindo o negocinho, vai derrubando, vai derrubando os pratos, vai derrubando as paradas.
Aí é louco. Por quê? Porque você treina reflexo, mano. Uma coisa você atirar em alvo parado, outra coisa você atirar em alvo movimento, cansado, porque você tem que, né, andar, você tem que correr. É outra situação, adrenalina, né? Então até se você, até você fazer ali alça massa, até você achar a porra da mira, velho, mano, para você começar você tem que adaptar bem, né? Então tipo, daí a gente treinou. Agora a última a gente treinou com mira laser, mano, estilo Resident Evil.
Botou mirinha laser, né? Foi um policial lá treinar junto, ele tinha mira laser. Falei, mano, vou dar uma de Leon Kennedy aqui. Já puxei o laserzão, muito louco, mano. Mano, é facinho, mano.
Botou o laser fica mais, porra, suponho, né, pensando aqui, porque de fato é pensar que, ah não, é só você puxar a arma e mirar mais ou menos.
Mirar mais ou menos é encaixar a alça na massa, mais ou menos não, esse é o mirar, né?
Então, exato. Mas o cara que nunca pegou, ele vai achar que, ah, só tem que o negócio aqui, eu boto mais ou menos.
Não é, não é, vai errar, vai errar, vai errar tudo, vai errar tudo. Tem a gatilhada, né? Na hora de puxar o gatilho, às vezes você puxa para cima ou para baixo e vai errar também. Então tem uma sequência de técnicas que você tem que treinar. Então imagina fazendo isso rápido, fazendo rápido, cara, absurdo. Então por isso que eu falo, muita gente vai no estande de tiro só para atirar parado, cara. Depois que você pegou o treinamento básico, começa a treinar pista ali, é PCR, né, o Caleão?
PCR, tiro esportivo. O IPC, eu falei, não sou o cara da teoria, né? Mas tá bom, mas tem um assessor, tem assessor. Aí teve IPC, tô brincando. PSCzinho, cara, top demais. Daí é com tempo, né? Aí eles, você começa cronômetro, você tem que pegar arma, né, municiar, faz a pista, tutum tutum. E aí no final do tempo eles contam quanto ponto você fez, né? Porque você tem 3 áreas no alvo: Alpha, Charlie, Delta. Alpha, Charlie, Delta são 3 áreas, né?
Então você tem que dar 2 tiros em cada alvo, aí eles contam quanto você fez de pontuação, divide pelo tempo, alguma coisa assim, aí você tem a pontuação final lá. E aí você começa a se desafiar. Pô, agora eu fiz 1.100 pontos, agora eu fiz 1.200, 1.800, 2.000. Aí você vai indo.
A pista é sempre a mesma.
Aí tem competição disso, tem competição disso, que eu acho que é o mais famoso do Brasil hoje, né? IPC. É, inclusive é vice-campeã, Fábio Venera, lá do Clube de Tiro.
Insano, maneiro. Aí tu escolhe arma para esse?
É, daí é a sua arma própria, né? Você monta lá do jeito que você quiser. Mas tem algumas regras que tem que seguir, tá? Não é assim, eu não sei, de acordo com o campeonato, acho que cada campeonato tem sua regra.
Mas tu já passou por isso aí, achou maneirão?
Não, eu não fiz campeonato. Não, não, não campeonato, mas eu faço pela diversão.
Isso, pela diversão.
Que daí eu já monto uns alvos diferentes, né? Bota um zumbi, umas paradas, veste estilo Call of Duty lá, igual eu te falei, né?
Caralho, maneiro.
É maneiro, é maneiro, cara. Esse aí é legal para você gostar.
Tu gosta dos troços menos Mortal, tipo paintball e airsoft.
Eu tenho uns vídeos na airsoft com 5 milhões de views, mano. Sou sniper, eu boto o ghillie suit, filho, trepo nas árvores, fico só de snipinha aqui, ó, só headshot. E os cara fica puto, cara, fica puto, né? Que daí aqueles fala que o sniper, né, tenta não atirar, machuca, né? A balinha de sniper, você pega lá uma balinha de 50 0,50, mano, é uma petecada, é uma petecada. Então a galera fala: evita o headshot, né, tenta atirar no corpo. Só na cabeça. É engraçado que essa só vê o cara assim, né?
Mas tu tem a tua própria arma de airsoft?
Tenho, tenho. Eu gosto, tem airsoft, tem PSP.
Que que é PSP?
PSP é a famosa arma de chumbinho, tá? Só que ao invés de ação por mola Você tem ação por ar comprimido. Então você coloca num super compressor, se eu não me engano é 3.000 PSI. Caralho, é bem forte. Imagina, no carro você bota 30, no tubo lá é 3.000, mano. Então a potência é forte. E alguns desses chumbinhos chega até a ser supersônico, então rompe velocidade do som.
Você pode dar tiro em quê? Para brincar também, né?
Esse é só atirar o alvo. Esse aí você pode ter na sua casa com nota fiscal, você pode comprar sendo maior de 18 anos e tudo mais. Você não pode atirar em ninguém porque você machuca, né? Inclusive algumas pessoas usam a PSP para caçar alguns tipos de javali, de até abate em sítio. Você vai abater galinha para comer, né, para vaca e tudo mais. Existem uns pontos específicos aqui que você consegue eliminar, né, o animal com esse tipo de disparo, que daí é um disparo mais limpo, né?
Vamos pôr, o animal não sofre, né? Você só dá ali, ele já cai na hora, acabou. É bem, bem tranquilo.
3000 PSI, mano, isso daí dá um tiro no campo, vai quanto, que distância?
Aí depende muito do chumbo que você vai usar, né? O chumbo tem que ser um chumbo de alta qualidade. Mas assim, existe umas PSP hoje que com precisão você acerta uma moeda a 100 metros. Porra, 100 metros com luneta e com a, tipo, um tripé, né, para deixar ela estática. Beleza, mas assim, sem essa parada toda, aí vai uns 40, 50 tranquilinho só na alça massa ali, vai de boa.
Maneiro, dá para brincar, né?
Dá para brincar, sniper de quintal, né?
Dá mais lá na fazenda, lá bota os alvos na árvore lá e dá.
Não, quando a guriada vai lá, os amigos lá, a gente fica lá dando tiro lá. E é silencioso, não é muito alto, só não pode pegar o supersônico, daí é estouro, né? É o supersônico, ele dá um estouro, né, que derrompe o som.
Tu consegue escolher isso?
Tu consegue escolher porque tem o chumbo supersônico, ele é mais leve. Entendeu? Para ele romper a barreira, ele é mais leve. Então faz um barulhão, faz um barulhão, é tipo chicote, dá esse mesmo barulho que rompe o som ali. É doido, é doido.
Um dia eu vou lá na tua casa, cara, mano, tá convidado.
Vamos fazer um treinamento lá para Apocalipse?
Vamos fazer um treinamento lá para Apocalipse. Acho que vai ser maneiro.
A gente mortal de moto, Igor vai dar mortal de moto.
Eu prefiro pensar em fabricar uma arma.
Fabricar arma.
É porque o mortal de moto não vai me preparar para apocalipse. Se tiver um apocalipse, eu não vou tentar me matar com mortal de moto.
O cara fugindo, subindo.
Se eu quero uma garra de onça assim.
Não, mas o Leon dá mortal de moto, mano.
É verdade.
O novo Resident Evil agora, no Requiem, o cara encarnado lá, você viu? Ele sobe prédio, mano. É mesmo, é mesmo, é mesmo.
Vou dar um exemplo, tá bom. Mas assim, tá bom, eu topo ir lá fazer um treinamento.
Vamos fazer assim, ó, você curte os animes, game também? Você escolhe uma arma de um personagem que você gosta e a gente fabrica ela lá.
Tá bom, vou escolher uma que seja mais suavinha para— e te aviso antes, para não dar muito trabalho também, né?
Pega difícil mesmo, mas dá um jeito, dá um jeito.
Então tá, mas tu já é CAC?
Então agora já, a gente tá em processo na verdade, né? Porque tive esse processo com os BO. Do parkour. Então a gente tá entrando com advogado, tem que resolver essa parada. É, na verdade assim, agora por causa do atual governo tá mais difícil, tá, fazer todo esse processo de CAC, né. Então você tá um pouco travado, vamos dizer assim, né. Então tá numa situação complicada aí a parte.
O que que tu tem que provar para tu ser um CAC? Tu sabe o que que tu tem que ter?
Na teoria, na teoria, né, você tem que mandar o seu histórico criminal, né, de Não sei o nome científico disso, né, mas é o histórico criminal. É para você ter algum processo sendo julgado, transitado ali. Eu não tenho nenhum, né, nem sei por que que não saiu lá. Você tem que mandar, você tem que ser maior de 18 ou 25 para ter arma, é 25, é, mas para ser CAC é 18, né? Para ter o CAC é 18 e para você obter, comprar sua arma, é 25.
E não tem nenhum processo ilegal. Você tem que ter o documento lá e pronto, faz o seu CAC lá. Ah, passar no teste psicológico e no teste de tiro.
E arma branca? Acho que ninguém, ninguém, não existe legislação para isso, né? Tu pode fabricar tua própria faca em paz, cara.
Arma branca, a legislação do Brasil é muito louca para arma branca. Você já parou para pensar? Não faço ideia, na real, porque assim, você portar uma arma branca não é crime, não. É uma contravenção penal. É, é. Por exemplo, por exemplo, sai um maluco com uma espada dessa na rua, igual tu fez hoje. Não, pô, não tá. A gente veio, veio com ela aqui, a embaladinha certinho, bonitinho. Mas sai um maluco aqui com a espada dessa na rua, ele não tá cometendo um crime, é uma contravenção penal.
O que é perigoso, né, meu irmão?
O que é perigoso. Se você parar para pensar hoje, o objeto mais perigoso que mais causa, né, não é arma de fogo, mano, que mais causa morte é faca. Então, porque a faca, o que acontece? Hemorragia. O tiro, muitas vezes você toma um tiro ali, tranquilo. Agora você tomou uma facada, filho, acabou, acabou sua vida, acabou, acabou, acabou. A chance de sobreviver é muito pequena, tá? Porque você tem a parte de corte, né? Então geralmente quem dá uma não dá só uma, que na hora de briga e coisa errada você vai tomar 3, 4, 5, né?
Porque você tem um cara de arma, está na mão, o cara tá vindo para cima de ti, você vai, você vai para o combate, aí você vai tomar 3, 4, 5, 6, 7, aí quando você vê você já tá sem sangue no chão agonizando, morrendo. Então arma branca ela é muito perigosa, tá? É muito perigosa. E as leis hoje no Brasil são muito estranhas para arma branca, né? Mas assim, o que que eu vou dizer para você, né, cara? No geral as leis do Brasil são meio estúpidas, isso é verdade, até arma de fogo.
São bem estúpidas, são bem estúpidas. Então eu não sei, eu não sei. Eu acho que tem que ter uma atualização aí na nossa legislação, nossa, porque é tudo lei antiga, né, cara?
É difícil tu conseguir os materiais para tu fabricar essas.
Aí tu vai no ferro velho, você compra tudo isso aí. Esse aqui, ó, essa lâmina.
Mas você especificamente, tu vai conhecer qual que é o metal, qual que é a liga que tu tá, que tu tá Não só procurando, mas que o cara tá te vendendo, não é?
Exatamente. Então a gente vai lá, vamos supor, eu opto por usar o aço carbono, né? Então aço carbono, eu já procuro alguns metais que já são predispostos a utilizarem aço carbono.
Exemplo, por que o aço carbono, cara?
O aço carbono, ele é bom para forjar e ele tem uma dureza, forjar e fazer a têmpera, ele tem uma dureza muito boa. Então ele não é nem muito duro e nem muito mole. Tá, entendeu?
Porque é difícil de quebrar e ao mesmo tempo não muito difícil de manusear.
Não é isso, é porque é o seguinte, você tem que ter o balanço perfeito, porque a arma ela tem que ser maleável. Se ela for muito dura, ela quebra. Então ela tem que ser maleável, mas se ela for muito mole, ela perde o fio, ela não corta.
Então você tem que atingir o balanço perfeito, e o aço carbono te ajuda nisso.
O aço carbono tem o 1070, 1080, a galera usa. São daí os níveis ali de carbono dentro do aço, né? E aí quando você dá o choque térmico, você faz o processo químico ali, né? O carbono endurece. E aí a gente tem a têmpera, né, da lâmina. Essa lâmina que eu uso é para fazer essas armas menores, o machado, a lâmina do machado, né? Essa arma aqui, soco brasileiro. As carbono eu pego serra de disco de madeireira, aquelas serra grana que eles usam para cortar tora, as carbono.
E já temperado, é top isso aí. Para fazer a espada que a gente precisa comprida, eu uso aqui, eu uso mola de Fiat Uno. Oi, isso aqui é mola de Fiat Uno?
Caralho, cara!
Porque quem não sabe, o Fiat Uno na traseira, ele é, não é mola helicoidal, ele é aquela mola igual de caminhonete, caminhão, sabe? Aquela compridinha, a linguinha assim.
Não sabia não.
É, o Fiat Uno traseira é assim. E aí ela vem no tamanho perfeito, que essa aqui tá inteira, por exemplo. Opa, dá para botar aqui no microfone? Aí vem, ó, só vem inteira aqui, vem um lingote aqui, aí vem 3, 4 molas, eles colocam lá e essa mola ela faz assim, é igual caminhão mesmo, só que o que acontece, ela é um pouquinho mais fininha, do caminhão ela é muito parrudona, aí você vai gastar mais lixa, né? Você tem que gastar mais na forja, dá mais martelada, lixar mais.
Essa aqui já é um pouquinho mais fácil e aço carbono. Então eu procuro a mola de fetuno para fazer as espadas, né? Katana, esse tipo de coisa a gente usa mola de fetuno. Esse tipo de arma ali a gente usa as serras. Vamos cortar a garrafa?
A katana aqui, calma, calma, cara, nós vamos cortar. Mas olha só, a katana, tu disse que a primeira espada que os cara queria que tu fizesse era uma daquela ali, ia ser uma katana, né?
Mas daí como falei, a gente tava perto da caça, eu queria, eu improvisei, vou fazer um negócio para caça.
Esse negócio aqui, essa guarda aqui, guarda-mão, é isso aqui, tu fez também?
Não, esse aqui não fui eu que fiz, acho que foi um presente do meu amigo, mas é feito caseiro também, tá? Que assim, ó, a gente, eu tenho um parceiro lá que ele faz espada, e daí ele ia me passando os bizu, né? Era seguidor, daí ele começou respondendo histórias, meu, faz assim, faz assado, daí no fim virou amigo. E ele mora ali, maneiro, Joinville também. Daí essa aqui, esse aqui, essa aqui ele me deu, mas é caseira, mola de fetiche também.
Caralho, que maneiro, cara!
Só que essa aí é uma katana, katana mesmo, né? Ela é toda desmontável, você consegue desmontar. Aí tem os nomes ali em japonês, que como te falei, não sou o cara da teoria, né? Essa rabaki, shabaki, sei lá.
Ela tem umas travas aqui, aí você vai tirando, você consegue desmontar ela inteira.
Você tira o guarda-mão, você tira a empunhadura, você tira ela inteira para fazer manutenção, né? Eles tinham muito disso ali nas katanas, né, antigamente. A minha já não tem aqui, ó. Eu não tô nesse nível ainda. A minha, ela é inteira, é o cabo inteiro, só passei a fita porque eu não faço manutenção. Eu vou usar a saqueta, quebrar, a hora que quebrar eu faço outra. Fazer uma arma dessa aqui eu gasto 2 dias, 3 dias. Então, e para fazer uma dessa aqui Aí você vai gastar, mano, nesse nível de detalhe, né, você vai gastar mais de uma semana aí para fazer, entendeu? Então para mim não vale a pena.
Tu chegou lá no ferro-velho, comprou uma mola da suspensão traseira do Fiat Uno, aí que é uma vara, que eu tô entendendo, é uma vara de metal que tu vai transformar ela numa espada. Isso, né? Aí tu, beleza, chegou em casa com essa porra, o que que tu faz com isso?
Tá, primeira coisa que vem, ela vem curvada. Já viu aqueles caras da verdureira que colocam um monte de mola e o caminhão fica empinado? A mola vem tipo um sorriso, ela vem assim. Então, a primeira coisa que você vai fazer, você vai botar dentro da forja, vai esquentar para ela ficar vermelhona ali, vai esquentar, o carbono vai diminuir a tensão da mola e ela vai ficar reta.
Essa forja aí, como é que é?
Mano, eu peguei um cilindro de gás, de kit gás de carro, Tá ligado? Cortei as duas pontas assim e meti, fiz 4 furos. Aí mete 4 maçarico com bujão de gás e daí tipo ele é um metalzão. Aí bota uma manta térmica de fibra de, não é fibra de vidro, é fibra de carbono talvez. Não, não tem como saber. Fibra de cerâmica, tá? Fibra de cerâmica que ela trava o calor para não derreter o ferro, tá? Para não derreter e para segurar o calor.
É o botijão. Então é um cilindrão de ferro de kit gás, daqueles amarelão. Aí dentro tem essa manta, que é tipo uma mantinha mesmo, um cobertor assim. Você coloca por dentro. Aí se você quiser, você pode colocar uns tijolinhos refratários para dar uma protegida melhor. Aí ali você coloca os maçaricos em cima, ligou, ele vai tacar fogo ali, vai esquentar, a manta vai segurar o calor e ali vai atingir, pode atingir 1000°C, que é a parte quando o ferro está bem vermelhão, está no 1000°C ali.
Quando tá bem vermelhão, que ele chega a ficar mole, já tá 1000 ali até para mais. Aí a hora que ele chegar nesse nível, aí você pode controlando, né? Se você não quiser tão quente, você tira antes. Se você quer mais quente para ficar mais maleável, você deixa mais tempo.
Para chegar no de colocar, liguei o maçarico até ficar pronto do jeito que tu gosta, aí leva mais ou menos quanto tempo?
Se levar um, então aí depende do, eu tenho 4 bicos de maçarico, aí depende do tamanho da sua flor. Eu boto o quê, dá uns 5 minutos.
Então tá, então tem 5 minutos ali para manobrar. Isso, entendeu? Agora tá bom, ou então não, mais um pouquinho, mais ou menos 5 minutos.
Exatamente. Aí ficou mole o troço, ficou mole. Aí o que você vai fazer? Você pode afinar, aí você mete um tadá, vai ficar duro. Aí você pega ali, ficou mole, você vai, você quer mais fino, por exemplo, né? Você quer mais fino. Você vai bater, você vai marretar igual os cara fazia, estilo medieval. Aí você vai botar na bigorna, né? Você vai pegar uma, eu nem sei o nome da ferramenta que tem, é só tipo uma alicatona gigante. Você pega o ferro, segura aqui, você vai martelar, pam pam pam pam, você vai afinando ela.
Afinou, vamos supor, quero fazer a curvatura daqui, ela afina meio escrotão, meio massinha de criança, depois tem que arrumar, né? Então por isso que você tem que saber marretar, né, mano? Que você ficar marretando aleatório vai ficar cheio de marca, tudo furada, vai ficar feio. Se você marretar a eito, né, você vai, começa aqui, vai indo devagarzinho, ela fica bonitinha. Aí depois você vai dar o acabamento na lixa também. Então você fez o lingote, pá, você deixou bonitinho, já tá na finura que você quer, na espessura que você quer.
Aí você corta, você pode cortar já no formato. Vamos supor, eu quero ela mais fina aqui, mais grossa ali, você já corta no formato. Cortou com disco de corte, disco de corte padrãozinho, é, pá, sei, todo mundo já sabe como funciona o disco de corte. Cortou no disquinho de corte, você vai pegar a lâmina, daí ela vai estar tipo meio que pronta. Se você quiser fazer a curvatura, você esquenta de novo e dá uma curvadinha nela, né, que ela vai estar molinha, você curva ali.
Aí que você vai fazer, finalizou, vai para lixa. Na lixa você vai dar acabamento final, né, você vai deixar ela bonitinha, vai dar lixando, vai lixando, começa a lixa grossa, né, para ir desbastando mais, vai para lixa fina, faz o fio. Fez o fio, Você vai para têmpera. Aí que você faz, você dá—
Para que serve a têmpera?
A têmpera ela vai fazer o carbono deixar o aço mais duro, tá? Então eu não sei teoricamente, mas eu tô entendendo.
Se você não temperar, ele quebra fácil?
Não, pelo contrário. Se você não temperar, ela fica mole.
Entendi.
Ou seja, ela fica bem maleável, só que tipo, ah, vou cortar essa garrafa aqui. Se pegar meio aqui em cima, aqui, ó, vai amassar o fio. O fio dá uma entrada assim, fica aquele dente, tá ligado?
Entendi.
Isso acontece em lâminas que não são temperadas. Aí o que você faz? Você vai temperar. Aí existem técnicas que tempera só o fio, por exemplo, tá ligado? Na katana, por exemplo, eles temperam só o fio. Eles cobrem a espada inteira com argila, deixa só o fio exposto, esquenta e mergulha na água ou no óleo, né? Eu utilizo óleo de motor usado, pego na mecânica, pego óleo de motor, bota num balde, você esquenta. A hora que tiver avermelhão, você dá ali, deixa ali um minutinho, tira, tá temperado.
Ali o aço tá pronto. Aí você só faz acabamento final na lixa, melhora o fio, aí começa a fazer cabo, guarda-mão. Aí você faz do jeito que você quiser, mano.
Quando tu tempera, ela muda? Vamos lá, temperar só o fio, dá um, tem um, fica diferente esteticamente também?
Fica. Você olha ali para você ver, você vai, você vai assim, tá assim, você vai ver que o fio dela tem uma cor diferente, fica mais, como é que é, o Mate, mais fosco. Fosco é mate. É mesmo?
Maneiro.
Perigoso. Isso é perigoso, cara. Isso aí, tô louco para cortar essa garra. A última foi essa aqui, ó, a garra da— o soco brasileiro.
Tem alguma— isso aqui, isso aqui tu falou para mim que tá no segundo protótipo.
Esse é o segundo protótipo.
O outro ele era maior, mais pesado.
Esse aqui realmente é mais leve. É, só que eu quero resolver o seguinte: quando você quebra o pulso, isso, ele dá uma abertura aqui. Eu quero fazer alguma coisa que prenda para ela ficar firme mesmo na mão, sabe? Não faça esse movimento, porque tipo você vai, vai que você faz assim, ela pode sair da sua mão, rodar e pegar aqui no braço, né?
Melhor não, né? Tem que cuidar.
Então é protótipo, né? Aí você vai indo, vai melhorando.
Todas essas armas aí tu testou em algum momento? Menos a katana, porque tu ganhou de presente.
Não, eu testo também. Mano, é que assim, arma é para usar. Por exemplo, se estragar eu arrumo, tá ligado? Amassou o fio, vou lá, fio de novo.
O cara que te deu até espera que tu vai usar mesmo, né?
No final das contas, tem que usar. Aí tem, tô fazendo lá, né? Eu tenho mais machado, tenho mais desse aqui, tem mais uma porrada de arma lá, né?
Tem que, vamos dizer então, Ninja, que o Putin apertou um botão, acabou o mundo, né?
Aí não tem banco que segura, né? Vai lá, vai lá, vai lá.
Mas estourou lá nos Estados Unidos, sim, acabou o mundo. Só que tu vai durar um pouquinho mais?
Vai durar um pouquinho mais, claro. Lá no bunker tem comida estocada, a gente tem técnicas para estocar comida. Ela dura de 5 a 10 anos.
Que tipo de comida dá para estocar?
No geral, a gente estoca grãos não perecíveis. Então arroz, feijão, lentilha. Dá para estocar macarrão também. Qual a técnica que a gente usa? A gente pega garrafa PET, a gente introduz com sal. Que é um ótimo conservante. O sal, o alho também um ótimo conservante, e a folha de louro também excelente conservante. Já vem temperado, já vem, e já tem a vantagem de vir temperado. Então você bota lá feijão, arroz, macarrão, coloca dentro, tenta tirar o máximo de ar possível.
Se tiver uma bomba de vácuo para retirar o ar da garrafa, você vai fechar e vedar com fita isolante. Acabou. Você vai ter uma comida aí com mais de 5 anos de validade, vai ter 10, 12, 15 anos. Então a gente tem estocado lá, eu tenho mais ou menos uns 100, 150 kg estocado hoje, mas o objetivo é chegar numa tonelada.
Falta, tá em 10% então, tá crescendo.
É porque o bunker não tá pronto, né? A gente tá em processo, cara, tem processo ali. Vamos fazer terminal bunker, pá, não tá pronto, né? É, mas é o primeiro, né? Não é um bunker foda assim, dá para usar, mas não é um bunker tipo, porra, segura a onda aí, segura aí, dá na hora ainda. Falar em putz, eu tava na Rússia, mano, fiquei 3 dias.
O que que tu foi fazer na Rússia?
Fui lá estudar os bunkers.
Para começar, a tua namorada é russa, tu fala inglês com ela?
Fala inglês com ela, né? Ela traduzia para mim lá. Eu fui para Rússia, a gente visitou uns bunkers lá sinistro. E aí eu falo português.
Visitar a Rússia e xavecou a russa, foi isso?
Foi isso aí, Linka. O Linka daí assistindo.
Foi para Rússia estudar bunker?
Bunker, pô. Bunker.
Sério, foi para Rússia estudar bunker então?
Quando foi, cara? Foi quase 2 meses, 2 meses e meio atrás. Tá bom, não lembro especificamente. Junho, julho, julho, julho. Cheguei lá, pá, daí visitamos bunkers. Aí eu não falo russo, né? Então ela fala, ela é professora de inglês, ela pegava o blá blá blá blá, priveto, os fingos lá, as coisas lá. Em russo e traduzir para mim em inglês. Aí eu pegava meu inglês bem porcamente, bem porcamente, mal polido, tentava entender ali, né?
Mas hoje já tá melhorzinho. E aí fui pegando, ela foi fazendo as notas, as anotações para mim. Então a gente pegou muitas ideias legais lá de como fazer esses bunker, bunker de guerra mesmo. Lá é bunker tipo 70 metros de fundura embaixo da terra. A gente visitou um bunker lá que era um bunker de, na época da guerra, eles deixavam vários documentos importantes estocados nesse bunker. É a prova de bomba nuclear, tipo, se destruísse Moscou lá, os documentos estavam salvos, tá ligado?
Caralho, que viagem!
Tu foi nesse bunker lá, mano? Loucura, mano, loucura!
Ele é enorme.
Então, como é que eu vou te falar? Ele tipo é uma rede de túneis. A gente primeiro entra num Não tem elevador, entra uma escadinha, você vai descendo assim uma espiral infinita, você vai descendo 70 metros, chega lá no final, tem uma porta, se eu não me engano era 12 toneladas, 12 toneladas essa porta, ela é aberta mecanicamente, eles abrem e daí é uma câmara pressurizada lá dentro. Abriu a porta, já vem aquele jato de ar na cara que é pressurizado, né?
Entrou nessa câmara, você tecnicamente tá dentro do bunker. Aí lá dentro do bunker é uma rede de Então tem um túnel principal que vai para frente e aí tem várias salas assim para os lados.
Por que que é pressurizado, cara?
É porque imagina que tem um sistema de oxigenação lá dentro, né, para você mandar ar 70 metros abaixo da terra. Pela pressão atmosférica não vai, entendi. Se eu não me engano, a pressão atmosférica vai até 10 metros, passou disso não vai mais ar, tá entendendo? Então você vai morrer sufocado. Então você precisa mandar lá para dentro. Você mandar lá para dentro, você tem que pressurizar, entendeu? E aí tem as casas de máquina, a gente viu lá todo o mecanismo que faz o sistema de ventilação. Enorme, enorme, enorme, gigante assim.
É um bagulho de guerra, né, meu irmão?
É um bagulho de guerra, mano. E o massa é que é antigão e funciona, mano. Tá lá funcionando, mano. Os cara ligaram. Hoje é para visita, hoje é tipo um museu, tá ligado? É um museu.
Mas todo mundo tem que fazer um cardiozinho, descer 70 metros e subir 70 metros.
E dá um rolê lá por dentro. Aí eles vão explicando, né, a história da guerra, como foi feito o banco. Tudo em russo. Eles mostram as ferramentas que eles usaram, mano, as picaretas, as coisas. Cara, muito do que lá foi cavado na mão. Os russos são malucos, velho, são malucos.
Ah, porque tu é suave. Pior que tu foi lá ver a maluquice dos russos, cara.
Mandei backflip dentro do banco. Aí os russos chegaram assim, esse cara é maluco, esse brasileiro é maluco.
Nesse bunker tinha alguma coisa que dava para você, que tu viu, pô, isso aqui dá para usar no meu, ou não? Ou era porque isso é muito enorme?
É tipo assim, o meu bunker ele é uma miniatura, né? O bunker lá do cara é gigantesco, é porta de toneladas, né? Então a gente utiliza em menor escala, mas a ideia é a mesma, a ideia é a mesma, sistema de ventilação, porta, tipo de porta, né? Eles utilizam lá, como a porta é muito pesada, porta de correr, entendeu? Então a gente foi vendo todo esse sistema, como eles fazem, por exemplo, a estrutura. Agora eu vi lá a estrutura dos cara dentro do bunker.
O meu bunker, ele é quadrado, é tipo uma caixa de concreto que a gente fez, de metal e concreto maciço. O dos cara, mano, ele é assim, ó, é um tipo um túnel, tipo um metrô, tá ligado? O túnel do metrô, mesma fita, mano. Assim, ó, é redondinho, pá. E aí tem uns arcos assim de aço, depois o concreto por cima, entendeu?
Porque acho que é mais fácil distribuir o peso.
É, também tem essa questão, né, de tipo de cair bomba ali, tudo mais, e oscilação ali, né, da terra e tudo mais. E aí lá tem esse em Moscou. Moscou tem 3 bunkers que você pode visitar. Tem esse, tem o bunker Stalin, bunker de Moscou, bunker do Stalin que ele usou oficialmente, né? E tem mais um lá que eu não lembro o nome, mas é um bunker bonitinho. Esse do Stalin e esse outro que tem lá é bonitinho, tipo, você chega lá, é tipo um gabinete presidencial, tá ligado?
Tem uns púlpitos ali para galera fazer reunião. Esse outro que eu tô te falando, ele era o bunker de guerra mesmo, então tipo, ele não é bonito.
Aí você funciona lá, é para manter os cara vivo.
É na rusticidade. Então é metal, concreto, aí tem infiltração na parede, tem água correndo, tem encanação, tubulação, loucuragem. É bunker de guerra.
Esse foi o que tu mais gostou?
Mais gostei. Eu comprei uma máscara de gás lá, mano. É, comprei umas, trouxe para o Brasil.
Quanto tempo você ficou na Rússia? Tu disse, tu falou que foi uns 2 meses e meio, mais ou menos. Ficou vendo bunker esse tempo todo?
Fiquei vendo bunker. Daí a gente visitou, eu fui depois conhecer ela, né? Conheci ela lá em Moscou, tá? Fizemos tudo que tinha que fazer. Daí foi rolando ali a parada, né? Foi ficando mais séria a parada. Daí eu fui com ela para o interior, que a mãe dela mora bem no meio da Rússia, assim, Mozhga, nome da cidade. Aí a gente foi de trem, 15 horas de trem de Moscou até a cidade, né? Dorme no trem, trenzinho top, mano, tipo um leito aqui, o ônibus leito aqui no Brasil.
Aí daí tá, então vai dormindo, pá. Tem até restaurante no trem. Aí você vai de trem, 15 horas, chega lá, mano, cidadezinha pequena. Né? Aí já galera mais gente boa, porque em Moscou os caras são tudo russo, né? Russo que ele não te dá oi, é tipo curitibano, não te dá bom dia, tá ligado?
Tô ligado, tô ligado. Morei em Curitiba 4 anos, mano.
Eu moro pertinho de Curitiba lá, dá 2 horas de Curitiba.
Pô, moleque, eu tô te falando que eu vou passar um fim de semana lá.
Eu tenho bastante amigo de Curitiba. A hora que você for para lá, dá um Zap lá, trocar ideia.
Depois a gente troca esse número aí, porque assim, é Eu acho maneiro, eu acho que as minhas filhas vão se amarrar, mano.
Vamos lá, tipo passeio de cavalo com elas. Elas gostam de cavalo? Cavalo? Tem o cavalo lá, pô. Bota elas lá, dá uma passeada, bota elas para atirar no cavalo.
A besta que tu usou para caçar o javali, tu fez?
Não, não, é besta composta da FXR Armas, é produto de alta qualidade, né? A gente, composta A besta composta é aquela que tem a rondana na lateral, sabe? Tem as roldanas, tem a normal, né, que é a recurva, que é um arco, que é só o arco, ele armazena a energia da mola. E tem a composta, que daí ele utiliza a energia da mola e mais energia da rondana, e aí dá muito mais pressão, dá muito mais pressão. Aí aquela besta lá tava com 215 libras.
Para você ter uma noção, a gente testou uma placa balística de colete prova de balas, né, porcamente traduzindo. Botou lá tiro de 9mm, né, tiro de 45, plaquinha segurando os tiros, tiro de besta, flau, varou, falou colete.
Então pressão para caralho, pressão.
É que assim, além de ser pressão para caralho, vamos supor, quanto pesa hoje o projétil de uma arma, ela é pequenininha, né? Olha a flecha da besta, é desse tamanho. A ponta dela é um arco desse tamanho afiado, entendeu? Então a besta, ela é uma arma branca, ela é projetada para corte, perfuração, né? Hoje a gente tem as pistolas ali, ela é mais voltada para impacto, para dar, para pessoa parar, né? Tomou ali o tiro e para na hora.
Então por isso que nessa situação a besta ali, ela é violentíssima. Violentíssimo. Ela fura placa balística nível 3. Quando tu acertou no javali, varou o pescoço, pegou aqui, saiu aqui, perdi a flecha. Depois tentei procurar, foi embora. E ele ainda correu 5 minutos, correu 5 minutos, mano. Ei, o bicho é um tanque de guerra, cara. Você tem que ver, mano. O javali é um bichinho, tem que fazer uma caçada, mano.
Primeiro deixa eu ir lá ver, primeiro vamos lá, coisa de cada vez, porra. Vamos voltar para Rússia, tá? Aí tu já tava planejado de ficar lá 2 meses, tu acabou ficando 2 meses?
Mano, eu fui, eu fui só com passagem de ida, não tinha plano nenhum.
Caralho, esse cara é maluco de ponta a ponta.
No flow, no flow, fui no flow. Por isso que o meu nome é Ninja Flow, pô. Fui no flow, fui vendo, certo, né, cara? Tá dando certo, papai do céu vai abençoando, entendeu? A gente vai ali, pá, chegou ao cúmulo de arrumar namorada russa. Qual é, mano? É de boa, pô.
Que é curiosíssimo, cara, tá ligado? Ela tá sentada bem aqui, ela nem fala português, pô.
Ela nem sabe, ela tá entendendo nada que tá acontecendo aqui.
Aí tu, quando tu—
sei, hello, privet.
Tá bom, aí tu foi para o interior.
Fui para o interior, daí fui conhecer a família dela, né? Porque daí começou a ficar séria a parada. Aí, pô, família dela é muita gente boa. Galera do interior na Rússia, mano, é tipo a galera aqui, pai já chega.
E para eles, para os russos, um maluco que nem tu é normal, né, mano?
Os cara Os cara me acha maluco na Rússia, você tem noção? Lá no interior. Aí chegamos, cheguei na Rússia, primeira semana fui lá numa tabacaria.
Cheguei lá, gosta de um nargas, a xixa, uma xixa, é caliano em russo. É lá no Oriente Médio, lógico que chama de xixa mesmo, né?
Xixa é árabe, né?
Lá no Catar chamava de xixa, na Rússia eu sei que é caliano.
Em inglês, hookah. Aí fui lá, né, pegar um tabaquinho lá. Cheguei lá, o dono da tabacaria ficou olhando estranho. Daí já perguntou para ela quem que esse maluco aí. Daí ela explicou, ah, do Brasil e tal. O que que ele faz? Faz bunker. Começou, e o bicho ficou, começou a entrar na pira, mano. Falou, meu, que louco! Daí ele me convidou para fumar um nargas com ele numa outra cidade. Daí a gente foi, isso à noite, era umas 9 horas da noite. Chegamos lá, o cara na beira do lago, mano, fumando narguilé.
Cheguei lá, frio para caralho.
Não, é lá verão, né? É aqui inverno, lá é verão, né? É inverso. Chegamos lá, mano, ah, o que que a gente vai fazer hoje? Vamos caçar lagosta no lago. Chegamos lá metendo louco, mano, desconhecido, pá, mas caçando lagosta. O cara gente boa também, Sergei, o nome dele.
Ah, bem russo, Sergei, russo, bem russo. Como é que tu, quando é que foi, chegou a hora de vir para casa? O que que tu, o que que tu, o que que aconteceu?
Tem um limite, né? Tem um limite lá de 90 dias para você ficar, né? Daí a gente começou ali ver certinho, começou a dar certo o relacionamento, né? Falei, ah, ó, tem que voltar. Aí agora é a vez dela conhecer o Brasil. Daí agora a gente vai ver qual é mais legal.
Qual é o risco de tu ir embora para Rússia, cara?
Ia ser louco, né, mano? Fazer um bunkerzão na Rússia, né?
Que que tu acha? Caralho, aí é roots. Fez um bunker onde você tem bunker.
Fazer um bunker na Rússia lá, acho que ia ser um conteúdo diferenciado.
Lá os cara tem cultura de bunker. Nossa, tu vai fazer o bunker mais insano do mundo.
Pior que não, cara. Vou te falar, pior que não. Os bunkers em si mais voltado para o público militar ali, mas o civil ele não tem muito essa cultura não, tá? O civil ele é mais raizão mesmo, né? Eles têm—
Como é que foi esse rolê em Moscou aí? O Ruto falou que o russo em Moscou ele é mais pá, cara.
Moscou é tipo uma cidade grande e lá tá todo mundo atrasado, tipo atrasado para alguma coisa, tá sempre correndo, sempre no metrô, sempre no celular. É tipo São Paulo. Aí você chega lá, é difícil você fazer contato com a pessoa, né? Então se você é uma pessoa mais comunicativa, é difícil, mano. Tipo, lá você tá lá, ninguém sorri, ninguém dá bom dia, cada um faz o seu, pronto, acabou, mano. Entendeu? E no interior é outra vida, é outra vida.
Daí já é mais parecido aqui com o Brasil, galera se interessa por você. Muita gente lá perguntava, pô, que legal, o que que você tá achando da Rússia? Perguntava para mim, né? Claro, tudo isso traduzido. O que você tá achando da Rússia? Se você tá gostando. Nossa, a gente tá feliz em te receber aqui, papapá. Muito, cara, galera muito gente boa lá, mano. Isso lá do interior eu gostei. Se a gente for para Rússia, eu vou ficar no interior lá, mano. Interior lá, cara.
Caralho, o cara tá realmente pensando se a gente for para Rússia.
Caralho, vai lá, é muito bom. O problema, cara, é o inverno, né? E a guerra, né? Agora a guerra tá, a situação tá complicada lá.
É, tu não conhece no inverno, né? Acho que antes de qualquer coisa precisa conhecer no inverno.
Falou lá que tipo o padrão lá dessa cidade, né, Moscou, no interior é -30.
Puta que o pariu, mano!
É foda.
Nunca vi isso na tua vida.
Não, meu máximo aqui foi -1, né, ali na Serra Catarinense.
É frio para caralho, já chove, já é frio.
Porra, -30 ali, o Tico não sobe, né? Porra, ele nem aparece, ele aparece, fica escondidinho ali.
Pois é, mas vale a pena, deve valer o rolê, né? Ver um, conhecer um lugar que é possível chegar -30.
Então é o nosso próximo rolê daí, vai ser no inverno lá. Quero ir lá para esquiar, fazer snowboard, essas atividades de inverno.
Tu foi sozinho?
Fui sozinho, mano. Que foi na loucura, velho, foi na loucura. Não sei como é que deu certo aí.
Mas tu sempre gostou de russo, tu falou que lá no começo do teu coração eram os russos.
Então, exatamente, eu sempre gostei dessa cultura, mano.
Moleque, isso aqui é muito perigoso, cara. Olha só, com todo respeito, olha o que eu fiz, ó. Ela tá aqui assim, certo? Eu fiz assim, já ficou. Olha, olha, ficou para valer, mané.
É, foi, ficou aqui na minha mão também. Ficou aqui na minha mão.
Não vou dar nessa cheia não, pera aí.
Só para testar assim, ó.
Vamos fazer numa cheia depois lá embaixo.
Vamos, tá. Mas dá nessa vazia, só coloca para você ver. Mas cuidado com a mão, tá? Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus. Não, não, assim, ó, faz a estocada, estocada. É, mas bota lá em pé, bota a garrafa em pé. Isso. Só introduz ali só para você ver, devagarzinho, devagarzinho, só para você sentir aí. Ó, já foi, tá entendendo? Você não faz força. Isso aí, isso aí é absurdo, mano. Dá para tu ir, não fala, não fala muito não, deixa em off.
É violento, é violento, é violento, é muito fiada. Você só encosta, ela já abre.
Isso é alumínio, é que nem eu te mostrei, que nem eu, que nem Eu fiz assim, mano.
Aí já ficou. Tá maluco! Aço carbono, a ponta é bem dura, né?
Isso demora a perder o fio?
Esse aço aí demora. Quanto mais duro, menos vai perder o fio. Só que aí tem esse risco de quebrar. Eu já quebrei algumas espadas assim, que eu fiz ela muito dura na têmpera. Aí você vai bater, ela estoura igual vidro, mano. Estoura assim. Doideira. Caralho, caralho! E é isso aí, mano. Aí vamos ver o que vai dar esse rolê da Rússia aí, né, mano? Vamos ver. Daí agora voltando no Brasil, tá conhecendo o Brasil, tá aprendendo português.
Vontade de voltar para Rússia, cara?
De vez em quando assim, mano. O verão foi muito bom. Eu tenho medo de chegar lá no inverno, entendeu? E sentir tipo a realidade de lá, cara. Eu sinto, mano, as pessoas lá são muito bom, velho. As pessoas lá têm um coração muito grande, sim, de acolhimento. Apesar de ser um país que tá em guerra, é um povo muito carismático assim, muito companheiro, tá ligado? Quer acolher, quer ajudar, se interessa, tá ligado, por você. Não é um povo que, sei lá, se quei, foda-se, entendeu? Então eu gostei bastante lá da família dela também.
Os cara te receberam legal também? Receberam legal.
Imagina, mano, imagina, imagina, só imagina, tipo, a mãe dela O irmão dela que tem 17 anos e ela. Aí você vai receber um estranho na sua casa que veio do Brasil para ficar 2 meses lá. Loucura, velho. Mas cheguei lá, a galera com sorriso no rosto, pai, já vem, faz, pô, mano, cozinha lá, faz tudo para você.
Tomou uma vodka, cara?
Não, mano, eu não curto alcoólicos, mano. Não tomo nada, cerveja.
Então aí tu já perdeu um pedaço de Rússia, né, cara?
Perdi um pedaço, mas esse pedaço assim, cara, toda cultura tem o seu ponto negativo, né? Então É igual o Brasil, tem coisa aí que não presta, né? A gente tem que saber filtrar, né? Apesar da gente ser maluco, né, só para deixar bem claro, a gente é uma pessoa bem consciente, né? A gente aceita o certo.
Tu sente que tu tem que ser cada vez mais consciente? Isso é uma parada que passa na tua cabeça? Por exemplo, assim como quando tu começou, tu subia em trem, tu criava o conteúdo sobre isso, pegava view para cacete, aí parou de— aí meio que tu foi forçado a parar. E aí tu foi me dizer que hoje quando tu vai escalar uma parada, tu vai lá, avisa os cara, fala todo mundo, não sei o quê, tem um nome inclusive porque tu é parceiro de uns cara que resolveria o problema se tu fizesse merda.
Não é bem assim, né? Não é bem assim, mas a gente tem os nossos contatos, nossas parcerias.
E mas assim, a consciência mesmo, se tu fizer merda, o cara que tu tá amigo hoje é quem vai ter que te caçar, né?
Exatamente.
Porra, aí não.
E daí fica um negócio chato, fica um negócio chato. E outra coisa, né, a gente vai evoluindo com o tempo, né?
E hoje, né, tá com 30, tu disse?
28, 28, quase 30, 28, 2 aninhos. Não, pô, setembro agora, 23 de setembro é meu aniversário, já 29, né? Então é, a gente tem que, a gente muda, né, o objetivo de vida, né? Então meu objetivo agora é passar para galera aí, motivar a galera, né? A ser mais ativo, né? Tipo, eu sou um cara que eu gosto de videogame, gosto da parte nerd ali, mas eu tô na ativa, entendeu? A gente não pode só ficar no videogame, a gente tem que pegar ali o videogame, mas a gente tem que cumprir o nosso papel de homem na sociedade, pô.
A gente tem que, né, o homem ele foi feito para proteger, ele foi construído, é uma máquina de proteção. Então tem o homem que vai utilizar isso para o mal, né, que vai agredir, que vai, e tem o homem que vai proteger. Então é o incentivo aí o homem voltar, né, com as suas raízes aí, né, atividade raiz, né.
Tu tem um cronograma para terminar esse Bunker ou vai indo no fluxo?
É porque assim, mano, a gente vai construindo com o que dá, né. Então é um conteúdo sensível, né, muitas vezes a gente perde monetização. A parte de patrocínio assim também já é um público mais específico, né. Então é difícil monetizar. É difícil, tá ligado? Então a gente, tudo que tem lá a gente construiu com as próprias mãos, mano. Saiu muito mais barato, né? Tipo um bunker ali, a gente gastou lá R$60.000, R$70.000, tinha que a gente paga o material, a gente constrói, né?
Então sai muito mais barato. Então para a gente hoje é o meio que a gente encontrou de fazer.
Tu gosta de meter a mão e fazer?
Gosto, gosto, gosto.
Então tá indo legal. Era ótimo se tivesse uns parceiros, mas Já que tu gosta de meter a mão, seria melhor, né? Sim, já que é uma ideia mais, né? Se tivesse para ser, estaria pronto, talvez.
Não pode esperar, mano, não pode esperar as coisas cair do céu, né? Se tu quer um bagulho, mano, vai e faz, mano. Começa e depois vai vendo como termina, né? Negócio é começar, mete marcha e dale. Essa é a nossa filosofia aí hoje.
E se tu fosse, e se tu fosse, vamos dizer, cara, que tu Fica solto, tu cai no Alasca, no Alasca, tá fodido, tá? Lá tu pode dar mortal à vontade, tá bom?
Lá não tem comida, pô, vai comer neve. Pois é, porque assim, isso é muito importante também, né? Porque no sobrevivencialismo você tem que estudar terreno, você tem que estudar o terreno. Por exemplo, o tipo de vegetação que eu tenho lá em Santa Catarina, na Serra Catarinense, É diferente que eu tenho aqui em São Paulo, diferente que eu tenho em Rio de Janeiro, diferente que eu tenho no Norte. Então se você vai estudar para você se adaptar a uma determinada área, você vai, se você for para outra, você já tem que ter um outro conhecimento, você aprende tudo de novo, né?
Então isso é uma parada muito importante. É por isso que eu gosto de fazer de tudo um pouco. Eu sou tipo pato, tá ligado?
Eu cago muito.
Porra, ia meter a frase filosófica aqui, né? Mas daí, desculpa, faz de tudo um pouco, tipo um pato. Eu não sou profissional em nada, mas o que tu botar na minha mão eu desenrolo. Você faz assim, botar uma máquina de solda e falar constrói um tanque de guerra, eu faço, mano, eu faço. Só me dá o material que eu faço. Não vai ficar profissional, mas eu faço.
Não vai ficar bonito, mas provavelmente vai funcionar.
Essa é a parada, né? Então o negócio é ser funcional. Eu faço de tudo um pouco, e o que eu não sei fazer, mano, é 2 vídeos no YouTube tutorial e tchau, pau no gato. Nós dá um jeito, nós desenrola.
O que aconteceu com teu Fusca?
Meu Fusca a gente vendeu, mano, para poder comprar picape, né? Daí a gente pegou uma ruralzona.
Ela tava toda, tava todo fodido, Fusca?
Ah, já tava pela boa, né? Tava pela boa, tava estilo gaiolão já, né? É, daí agora pegar uma picapona. Aí agora ela tá insana lá, né? Botamos pneuzão.
Tu falou, tá meio monsterzona, enfiou na árvore e tudo mais.
É, agora ela tá monstra. A gente pegou, patrocinou os pneuzão insano lá da Podium Pneus Online. Valeu pelos pneuzão.
E os cara, todos os parceiros aí do Ninja, cara, obrigado por ser parceiro do Ninja. É, mano, porque é complicado mesmo, é um conteúdo complicado, difícil, diferente, né?
Ninguém faz hoje no Brasil, ninguém faz o que a gente faz hoje. A gente tem vários nichos de sobrevivencialismo, mas nessa pegada hardcore mesmo de chegar e meter o louco, não tem, mano, porque é difícil, é muito difícil, mano. Principalmente a parte burocrática de monetizar, de dos problemas do BO, né? Graças a Deus, hoje Deus tem botado pessoas corretas na nossa vida, né? Pessoas que são inteligentes, que instrui a gente a fazer pelo caminho certo, né?
Porque essa parte, né, com vai mexer com arma, com coisa, com arma de fogo, é muito perigoso, é muito burocrático. Então você tem que ter as pessoas certas, né, para poder te induzir ao caminho correto, né? Então para tu não fazer merda, para não fazer merda.
Aqui, ainda mais que com todo respeito, Ninja, dá vontade às vezes, porra, parece que tu, eu assim olhando assim, esse cara se segura para não fazer umas merda.
Segura, mano, segura, que é vontade de dar esse machado na mesa, se liberar e racha a mesa no meio aqui.
Calma, calma, tem mensagem para gente?
1 milhão de like.
Bom, olha só, eu te perguntei do Alasca porque é o seguinte, cara, eu tenho uma mensagem aqui para você, cara, de um filme que é O Coração Selvagem, é um filme que tem o Brad Pitt, e ele tem a ver com tudo isso que a gente falou aqui hoje, tem a ver com se virar, sobreviver. E no caso dele, ele é um ex-combatente com um cachorro que é o parceiro dele, que também é, tá ligado? E eles, rola um acidente, os cara ficam, eles têm que sobreviver, eles têm que se virar, né?
Então tu que gosta desse tipo de assunto, cara, tu que curtiu esse papo aqui, eu acho que tu vai curtir esse filme Tá? Porque ele tem a ver com tudo isso. Maneira a vibe da parada, é o Brad Pitt, mano. Bem feito, tá maneiro. Então, cara, a partir do dia 24 de setembro, só nos cinemas, o filme Coração Selvagem. E tem um QR code aqui, um link na descrição para tu garantir o teu ingresso aí, tá? Então aquele rolezinho maneiro do fim de semana, já garante de uma vez, porque pô, let's go!
Eu vou também, mano. Vou curtir, mano. Curtir, vamos embora!
Bom, deixa eu ver aqui as mensagens.
Galera, já botaram 1 milhão de like, rapaziada?
Calma aí com esses 1 milhão de like, família. 1 milhão é para não chegar, viu? Essa é a ideia. Vamos ver, o Jefferson Zaboto disse o seguinte, cara: Salve, Igor! Já pensou em um próximo desafio do Flow, um acampamento? Chamar alguma galera que faz trilha e acampa. Acampar é um bagulho que mexe contigo, cara?
Eu acampo, eu gosto. Dá para a gente fazer, a gente tem uns lugares bem legais para fazer, até inclusive no sítio. A gente já não faz um acampamento mais equilibrado, né? Para, porque não sei se você não tem experiência com acampamento.
Quando eu era moleque, vamos lá, muito tempo atrás, é muito tempo, cara, 2001, muito tempo atrás. Eu, bom, eu não sempre fui o Igor do Flow, né? Então assim, lá na Baixada Fluminense eu ia para lá e era meio do mato. Então assim, vala, céu aberto, a vala aberta aqui, não sei o quê. E tinha, e era mato, e tinha uns morrinhos. E a gente já chegou de eu pegar uma barraca de acampar, tá ligado? Botar nas costas uns amigos, levei umas pingarda de chumbinho que meu pai tinha, que serviu para porra nenhuma, mas levei só pelo embuste.
Um lampião Levei um lençol enorme porque a ideia era colocar uma bandeira em cima lá do bagulho. Aí levei uma tinta jet também para escrever. E aí fomos, né, de uns 5 ou 6 amigos assim, uns troços para a gente comer também. Moleque, deu tudo errado, tá? Então assim, primeiro que ninguém contou com mosquito, tá ligado?
Primeira regra, né? Repelente.
Que foi um desespero para começar isso aí. Porque assim, subir, chegar lá em cima, a gente era jovem, a gente saiu de casa nessa intenção. Então subimos suave, claro, cai, rala, não sei o quê, mas tranquilo. Chegamos lá, chegamos legal, não sei o quê, beleza, vamos montar a barraca. Montamos. Moleque, primeiro que a gente não sabia montar barraca direito, ficou mais ou menos. Segundo que um monte de filha da puta dentro daquela barraca lá fedendo para caralho.
Entendeu? No fim das contas, ficou uns cara na barraca. Eu desisti da barraca, fui dormir junto no topo, assim, numa pedra. E aí não tinha como dormir porque frio para caralho e mosquito para caralho. E os mosquito acostumado a picar lá o gado que ficava ali, porra, nosso couro fininho. Nossa, moleque, sofremos muito. Ninguém dormiu. No dia seguinte, pô, vamos botar essa porra, essa bandeira. Arrumamos um pedaço de uma madeira.
Aí eu fui, aí fui pegar a lata de jet, tava, tinha perdido a tampa, a cabeça, não tinha como fazer o bagulho. Aí que eu fiz, peguei uma tampa de garrafa PET, fiz um furo, pode crer, fiz um furo na frente, coloquei em cima aqui assim. E segura a lata que eu vou segurar essa porra aqui, vou apertar com a varetinha e a gente vai pintar essa porra aqui de algum jeito, vamos ver o que acontece. Quando eu apertei o bagulho, o jet explodiu, pintou minha cara toda de prateado.
E aí, no fim das contas, a bandeira ficou lá do jeito que tava mesmo, foda-se. Desci carregando peso para caralho, um lampião, uma porra de uma espingarda e a cara toda pintada de prateado. Essa foi minha experiência.
Não deu um tiro com a espingarda?
Não dei um tiro com a espingarda não ali naquela. Eu gostava de dar uns brincar de tiro ao alvo, que era uma espingardinha de merda.
Sei, sei, tô ligado com aquelas antiguinhas.
E aí foi essa minha experiência acampando, cara. Teve umas outras que foi que não conta. Que foi meu pai, aí eu era muito mais, muito mais, gente, anos 90, quando eu era criança, meu pai foi acampar num camping. Mas aí num camping tem chuveiro, tem frigideira. Eu me lembro de jogar Capitão Comando no camping.
Não, aí não vale, não vale. Mas dá para nós desenrolar um acampamento então, pô. Já vai no sítio, faz o treinamento para o apocalipse e finaliza no acampamento.
Tá bom.
Conteúdo dá para fazer em um dia, pô. É uma tarde de treinamento, uma noite de acampamento.
Eu topo um, acho que eu topo um fim de semana aí, né, marcando direitinho, com cuidado, né, família. Agenda aí tá foda, mas marcando.
É, dá para a gente ir no Texas, ela faz um treinamento até de tiro com uma pistinha.
Só tem que andar logo antes de tu ir para Rússia.
Não, fica tranquilo, fica tranquilo.
O Jefferson Zaboto mandou outra: Salve, Ninja, acompanho desde a época do parkour. Já pensou em fazer um collab com a galera do canal Sobrevivência?
Inicialismo, mano. Já cheguei a mandar mensagem lá para eles e tal, né? Eu gosto de gravar com a galera diferente, mas tem algumas complexidades.
Tem complexidade de não tá, eu não sei onde eles estão, mas eles são de Floripa, pertinho, não é tão longe.
Deve, era uma boa, mano, ia ser maneiro.
Manda inbox lá, imagina rolar um conteúdo de gravar todo mundo junto, juntar nós três, por exemplo, fazer uma parada. Ia ser legal, ia ser legal. O Daniel Queixinho BMX. Salve, Igor! Salve, Ninja! Saudades daquele rolê aleatório de Joinville a São Paulo, de uninho mil guerreiro para jam do Billy Perry com Zóio e Iago junto.
Pode crer!
Nota para porta do Uno abrindo no meio da BR. Puta que pariu, cara! Tudo que tu faz é quase morte, cara.
No geral é só por Jesus na causa, mano. E esse dia foi louco, cara. A gente foi na época que a gente tava treinando BMX, a gente A gente foi no evento aí, massa. E porta do Uno abriu no meio da BR, a gente foi fazer a curva, a porta do Uno abriu, é todo mundo para fora com a cabeça assim. Aí voltamos, né?
Puta que pariu, cara, os caras são perigosos, vocês são perigosos, tá? É, o Ladrão de Quadro mandou: salve, salve, família! Ninja, você acha que tem uns malucos igual você com bunker se preparando para apocalipse, mas escondido para valer? Tipo, levando como rotina de vida normal fiel que tá próximo sem mostrar para ninguém.
Isso aí tem muito, galera. Muita gente desacredita, né? Muita gente acha que é brincadeira, mas muita gente entende que é um negócio sério e que alguma coisa tá para chegar, alguma coisa tá para acontecer aí, né? Quem já tá um pouco mais avançado, né, mano? Daniel Lopes, cara, sou fãzaço, mano. Eu curto demais ali. O cara é um crânio, velho. O cara é um crânio, mano. Sou fãzasso mesmo, eu quero, se possível, trocar uma ideia com ele, porque ele é o cara da teoria, né?
Então tem uns cara aí por aí fazendo seus bunkers sem mídia, sem nada, só?
Tem, tem. Hoje eu faço, né, porque é o meu trabalho. Eu quero, além de eu pegar a monetização, né, e reverter em trabalho ali, eu quero levar essa mensagem, né, para galera, para galera começar a se preparar, para galera começar a ser mais forte, mas ser mais autodidata e parar de depender do sistema. Né? Porque o sistema, independente de quem seja que esteja no poder, nunca dependa do sistema. Se é direito, se é esquerda, independente da política, não dependa de ninguém.
Se você tem capacidade de fazer, faça, mano, faça você mesmo, seja o homem da sua casa.
Boa!
Essa é a ideia, Ninja.
Cara, obrigado por vir aí, obrigado pelo teu tempo. A gente vai descer lá para gravar, a gente corta mais coisa.
Eu vou deixar uma arma de presente aí para vocês.
Tá, aí tu escolhe ou eu que escolho?
Tu quer escolher? Só não pode escolher a katana, que isso aqui é presente.
De resto aqui, ó, eu vou deixar você escolher.
Não, fica à vontade, pega o que fica melhor. Não, foda-se, pega um machado, vou fazer outro, vou fazer um melhor, fazer um melhor para mim. Não, pode pegar, mano. Tá bom, então aquele tá estilo Mad Max, né?
Mas essa é a ideia, essa é a ideia, essa porra mesmo. Então tu não é o ninja do Ninja Flow, caralho?
Vai aprender a lançar machado lá no sítio. Qual o Cretos?
Qual a chance de eu errar e rachar meu próprio bucho?
Não, não tem como errar, eu sou profissional, pô, sou um bom instrutor.
Tá bom, tá bom. Bom, essa aqui é a tua câmera. Como é que as pessoas te encontram na internet?
Instagram, Ninja Flow Oficial, em geral, né? E no YouTube, só Ninja Flow. Desde a época do parkour, hoje a gente tá focado mais em vídeo shorts, né? Mas tem uns vídeos antigos do parkour lá no canal, quem quiser assistir, Ninja Flow. E quem quiser seguir no Instagram, Ninja Flow Oficial. E muito obrigado aos patrocinadores, todo mundo que ajuda a gente, né? Porque, cara, para fazer o que a gente faz hoje no Brasil não tem ninguém, é diferente, é único.
Então muito obrigado aos patrocinadores que têm a coragem, né, de estar junto com a gente, porque é guerra, mano, é guerra. E muito obrigado pela oportunidade de ter vindo no Flow, galera aqui, ó, mano, toda a nossa equipe foi muito bem recepcionada. Pô, valeu, foi um prazer, mano. A hora que quiser chamar de novo, a gente Só vem, mano. Viemos tocando, era 10 horinhas de viagem, tranquilinho.
Pô, obrigado pela moral, cara. Fico feliz saber que tu curtiu.
Maneiro, foi muito louco.
E hoje o Ninja flow numa, no flow com, só que mais suave, né? Hoje a gente não, hoje a gente no máximo fizemos uma suave mortal na mesa, de peito na mesa. Mas você tá acostumado a dar mortal de BMX, né, meu irmão? De motocross, aí é mais sinistro.
Tá suave.
Bom, obrigado pela moral. Vocês que assistiram aí, muito obrigado também. Segue o Ninja, a gente vai deixar tudo no comentário fixado aqui, facinho para vocês encontrarem, tá bom? É, vira, se inscreve aqui no canal, tá? Vira membro, cara, custa menos de R$8, a gente faz conteúdo para vocês aí o tempo inteiro, é exclusivo para os membros. E vai assistir o filme, cara, O Coração Selvagem, que tem, que é maneiro assim, é, cara, o Brad Pitt, um cachorro se virando, sobrevivendo, tem tudo a ver com o papo que a gente teve aqui hoje, tá bom? É isso, um beijo para vocês, até mais, valeu, tchau!
Paramount Plus
Coração Selvagem