RONALDO CAIADO - Flow News #071
Conversa com o candidato à presidência Ronaldo Caiado~~~~~~~INSIDERPatrocinadora Oficial de quem questiona o óbviohttps://creators.insiderstore.com.br/FLOWA INSIDER apoia o diálogo democrático e a liberdade de expressão. Sua participação é exclusivamente comercial e não representa apoio político.~~~~~~~HASHTAG APROVEITE R$500 DE DESCONTO NA HASHTAG USANDO O CUPOM “FLOW”https://eventoshashtag.herokuapp.com/redirect/parceria-flow-el
- A crise institucional e a polarização política no Brasilcrise institucional·polarização política·corrupção·Supremo Tribunal Federal
- A segurança pública em Goiás e a proposta para o Brasilsegurança pública·Goiás·inteligência artificial·penitenciárias·narcotráfico
- A distorção do jogo eleitoral e a importância das pesquisaseleições·pesquisas eleitorais·debates políticos
- A necessidade de reconstruir a República Brasileira e a reforma do STFreconstrução da República·reforma do STF·mandato de ministros·sabatina
- As primeiras ações de um possível governo Caiado nos 100 diasterrorismo·anistia·fim da reeleição·reforma tributária·reforma administrativa·reforma do Judiciário
- A educação em Goiás e a importância da qualidade de vida para os alunoseducação pública·Goiás·alimentação escolar·tecnologia na educação·mobilidade social
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado. E aí, Caiado, tudo bom? Obrigado por vir aí. Já estamos trocando uma ideia aqui antes de começar, mas e aí, como é que você tá?
Olha, tô bem e com muita alegria neste momento em poder estar aqui batendo esse papo que eu sei que eu tô sendo assistido nesse momento por milhões de pessoas, e é uma oportunidade que me estimula muito, até porque ultimamente os debates caíram todos e são vocês que estão sustentando hoje uma campanha, principalmente a presidência da República. Não tá tendo outro ambiente para você debater os assuntos tão relevantes quanto os atuais.
Exato. E já que tu tocou nesse assunto, Caiado, ele de fato é um assunto que para mim é caro, não porque assim, a gente, eu vou fazer um debate, vai ser agora no dia 21. A gente teve uma reunião ontem, inclusive, com a tua campanha. Todas as campanhas estavam, tá todo mundo sabendo. Mas não é por isso, é porque eu considero que existem algumas, algumas peças na eleição, vai, como um todo, que são importantes. Eles são, eles não são, eles não deveriam ser ignorados.
Porém, houve, me parece que acontece agora, uma, uma distorção do jogo. O que que eu quero dizer? As coisas que deveriam ter importâncias semelhantes, se você, se o objetivo fosse informar a sociedade para que ela fizesse uma escolha melhor, ou dizer o que que, como pensa diferente do outro, ou sabe, informar. Se o importante fosse dizer para as pessoas o que, aqui, aqui vocês, aqui os candidatos vieram, as coisas não aconteceriam como acontece, que a pesquisa hoje na verdade me parece ser a parte mais importante da eleição.
Então, os cálculos são feitos baseados em, em primeiro lugar, quanto que é rejeitado, e depois as intenções de voto, e aí as estratégias calculadas dentro disso aqui. Isso é, tá bom, eu entendo que assim é como se tem o resultado dentro do concurso de Miss, vou chamar, que é a eleição brasileira. Porque eu não sei precisamente quais são as propostas dos dois principais candidatos que estão à frente nas eleições. Eu só sei que um é contra o outro, tá?
Então, sendo as pesquisas o mais importante, tudo que for feito nas eleições, enquanto tá rolando a campanha, é para servir as pesquisas. Então, se colocar-se num lugar tradicional como debate da Band pode ser um risco em que as pesquisas vão mudar aqui o posicionamento de quanto é, de como é que estão os candidatos, os cara simplesmente decidem não ir. Isso para mim é um tapa na cara da sociedade. Na minha opinião, passa uma mensagem clara que infelizmente, quer dizer, na real me parece que que acho que a galera tá entendendo isso, porque as pesquisas, gostando todos vocês ou não, estão mudando, não é? Então, como tu enxerga esses aspectos dessa corrida eleitoral especificamente?
Ô Igor, vamos lá. Uma campanha eleitoral, ela tem alguns fatores que são, sem dúvida alguma, alavancadores de uma campanha. Quem tá com a máquina do governo, como o PT e o Lula, que eles não têm limites para poder usar o dinheiro público, para poder fazer qualquer populismo e que nada interessa ao Brasil e nem aos brasileiros, mas que isto vai sinalizar um sentimento de que ele estaria protegendo alguém, Mesmo que leve os juros para essa condição que está, mesmo que aí, eu costumo chamar sempre da Dona Irene, a gente fala Dona Maria, a Dona Irene não dá conta de ir ao supermercado, tá certo?
Que no dia 15 o salário dela já acabou, mas a compreensão dela não é na gastança irresponsável e nem na corrupção na estrutura de governo. Imagine bem, o ano passado R$600 bilhões foram desviados em corrupção. Bom, o outro candidato, ele vem com aquilo que chama-se certidão de nascimento. Querendo ou não, são dois polos que se sustentaram. Ora, quando você tem essas duas forças, elas se alimentam não naquilo que você diz, não na proposta, não num projeto, não em dizer o que você vai fazer pela educação.
E a segurança? O que você já fez em relação àquilo que nós chamamos de mobilidade social, das pessoas saírem da pobreza e vão para a classe média alta? É a menor, o Brasil tá com 1,9%. O que é que você pensa em relação ao desenvolvimento da área de inteligência artificial? O que que você acha a respeito do avanço da tecnologia e projetos estruturantes para a gente construir um país que possa usufruir da riqueza que tem do ponto de vista de energia, do ponto de vista de combustíveis não fósseis.
Ou seja, essa visão de Brasil, um país que tem tudo, tá certo? Não tem nenhum outro continente no mundo que tem as riquezas nossas e nós temos um povo pobre. Porque a política, ela tá se dando sem um debate de conteúdo. A política, ela tá se dando um atirando contra o outro e o eleitor sendo atingido. Que na verdade, esta é, esse é o processo que a polarização, ela quase que ela anestesia as pessoas. E é um quadro que aí sim caminha para um outro problema que As pessoas têm que entender que quando ela fica fixada pelo ódio, ele não raciocina e não governa.
Para se governar, Igor, você tem que ter a experiência de vida e você tem que ser um homem com coragem pessoal, mas você tem que ser um homem que tenha fé e que tenha ao mesmo tempo capacidade e autoridade moral para conciliar. A conciliação dos poderes é fundamental para governabilidade. Então, tanto falta a qualquer um dos dois, eles não terão como fechar essa equação porque eles racharam de tal tamanho. O Brasil que o Brasil vai continuar segmentado se eles amanhã viessem a ser presidente da República.
Esta é uma constatação que o eleitor precisa de fazer neste momento. Mas você sinalizou a pesquisa e que, na verdade, as pessoas, ao invés de quererem ouvir o que pensa cada candidato, Mas além de ouvir, fala: vem cá, mas você tá falando isso, tá? Você já foi deputado, você já foi senador, vem cá, o que que é que você fez? Então o falar é fácil. Agora eu quero saber se as pessoas conviveram esses anos todos e não tem nada que o desabone.
Pelo contrário, se tem um passado limpo e capaz de poder transformar o dinheiro público em benefício chegando na população. Esta é o momento é que causa um descasamento, porque toda pesquisa diz, olha, integridade moral do candidato, tá certo? Enfrentamento à segurança pública, área de saúde. Bom, ora, dá um Google no Caiado, 40 anos. Dá um Google no cara, não tem nada, mas nada é nada. Então, quando você coloca isso e de repente isso na pesquisa diz que é influente, mas que hora, na hora da opção do voto, ele simplesmente opta por um com todos os escândalos que já saíram na vida dele?
Eu denunciei o Lubecka O escândalo Beca em 1989, com cheque pro Lula. Esse rapaz aí, o Flávio, tá, é travar o processo lá das rachadinhas, depois no Dark Horse, depois o cidadão vai na casa dele, depois a compra de uma mansão sem lastro patrimonial. Então, se essas pessoas aqui estão com esse grau de dependência, e agora eu fecho o raciocínio, qual é a condição que essas duas pessoas têm de amanhã sentar com o Congresso Nacional e sentar com o Supremo para dizer: olha, a farra acabou?
Agora tem presidente da República. O Congresso vai dizer a ele, mas vem cá, tem tantos assuntos seus aqui, ó. Aí no Supremo, vocês estão com isso aqui comigo? Então este ambiente levou o Brasil a perder aquilo que todo estadista deve fazer, que é pensar não no mandato dele, mas ter projetos que irradiam futuro para a juventude. Você tem que irradiar. Um jovem hoje, ele quer— eu vejo hoje, quando nós desenvolvemos a inteligência artificial em Goiás, são mais de 1.100 colaboradores.
Os jovens querem uma alternativa, tá certo? Mas ele não quer mais da CLT. Ao mesmo tempo, você nota que a segurança transferida para a pessoa é um patrimônio que ela enche o peito e fica alegre em poder andar do jeito que quer. A regionalização da saúde em ser levada, a saída do Bolsa Família para ter a sua própria renda. Então, isto você não obtém se você não tiver um governante capaz de, com muito diálogo, com muita capacidade, com muita experiência, Mas com muita coragem, muita coragem.
A deterioração feita na política nacional vem de acordo com a conivência com a corrupção. E aí aquela ideia: eu vou extorquir ele porque eu vou gastar na campanha. Mentira, ele vai extorquir, ele vai aumentar patrimônio.
Bom, e de qualquer forma, extorquir ele, gastar na campanha, inclusive isso é uma questão interessante. Porque existe uma, na minha opinião, qualquer tipo de desvio é crime, ainda que seja porque assim, existe uma ideia que, pô, pera aí, eu tô desviando aqui para financiar minha campanha, para que eu vença, para que eu possa continuar fazendo o bem pelo povo. Olha, se desviou, vale qualquer coisa para ganhar? Porque assim, veja, se tu precisou fazer isso é porque que, né?
Então, o que eu quero dizer é: desviou para pôr na campanha, desviou para pôr no bolso, os dois são horríveis, né?
É o que eu falo: roubou com a mão direita ou roubou com a mão esquerda, é ladrão. Nós não podemos estar apelidando as palavras, tá certo? Então, o que você vê hoje e qual é o momento que nós temos hoje que discutir, Igor? Ora, como é que você imagina tudo aquilo que o brasileiro assistiu ontem? Então essas denúncias vinham, todo mundo falava A e B, mas de repente você vê aquilo exposto dentro de um colegiado que é responsável por você ser ali o guardião da Constituição brasileira.
Último recurso, instância num sistema democrático. E de repente você vê uma sessão daquela onde raramente se vê até no Legislativo brasileiro, porque foi de uma maneira tão rasteira, aonde as pessoas se contaminaram tanto que um atacava o outro dizendo, ah, mas você tá envolvido aqui, você tá mais daquele, ah, você é mais. Então, quer dizer, a pessoa não pode mais votar no seu ladrão preferido, no seu corrupto preferido. A pessoa tem que entender que quando se tem autoridade moral, as coisas vão corrigindo aos poucos.
Não é uma varinha mágica, mas eu posso te garantir hoje que o Estado de Goiás é um estado que tem esse sentimento de resgatar a autoestima da pessoa, exigir a transparência. E um ponto que é importante, eu sou muito— faço minhas orações sempre, sou muito temente a Deus. E você me perguntando agora, nós estávamos batendo aquele papo, você falou, mas, Caiado, e esse momento agora e tal? Eu acho, Igor, que isso não aconteceu por acaso, tá certo?
Essa crise institucional, STF e tudo mais dentro do Supremo.
Existe uma frase que ela diz que a crise ela é boa parturiente. Ou seja, a crise, da crise nascem as grandes soluções, nascem ali outros momentos. Ela exige que os homens realmente que têm caráter, que têm coragem, que têm família, que têm preocupação com o país, neste momento essas pessoas se exaltam, essas pessoas cobram da população e dos demais pares, que o país não vá para aquele caminho. Porque com uma situação daquela, se daquela crise não surtir um efeito para as eleições do dia 4 de outubro, você terá ali um Supremo que vai simplesmente procrastinar com questões de ordem, como nós vimos ontem, e que não vai chegar a conclusão alguma.
De novo tem essa tendência.
Não, mas agora, veja, vamos dizer de novo, mas agora numa proporção jamais vista, tá certo? Quer dizer, agora não é um pecado venial, agora é pecado mortal. Qualquer um desses, em qualquer fórum de colegiado, de Supremo, em qualquer lugar do mundo, já teria sido afastado. E aí você vem numa situação que isto aí não foi um alerta para a sociedade brasileira. Você quebrou a estrutura do Supremo. Como você vai conciliar? Quem terá essa capacidade de poder assumir a presidência da República, Igor, e chamar o presidente da Câmara, do Senado, do Supremo.
Agora tem presidente, as regras agora são essas. Respeita a independência constitucional dos poderes, mas o poder não dá direito para que você o transforme no escudo de proteção às malversações que você tá praticando. Ou das ilegalidades ou das imoralidades que você esteja praticando. Então este é o momento de grande reflexão. E veja, o Brasil hoje, Igor, ele tá vivendo um lado onde em qualquer crise você busca um líder, alguém que fale pela nação.
Você tem hoje um presidente que não pode falar, O outro candidato, que é o Flávio, que tá também investigado dentro do processo da Dark Horse, além dos outros. Você tem um presidente da Câmara que não tem condições de falar, presidente do Senado que não tem condições de falar, e o Supremo envolvido naquele lamaçal que nós assistimos. Então hoje o brasileiro tá se sentindo, Igor, órfão, ele não sabe mais. E aí é importante que a gente possa é poder transmitir às pessoas.
Esse aqui é o momento talvez mais importante dessa campanha, das pessoas não acharem que a vida dela tá difícil é porque é assim mesmo. Não, não é que não tem uma casa para morar porque é assim mesmo, que eu não tenho comida para comer, minha, eu não tenho direito de sonhar com as férias, eu eu não ter o direito amanhã de pagar minhas contas, eu tenho que escolher entre o aluguel e a luz de água, tá certo? Quer dizer, a conta d'água.
Então, quer dizer, as pessoas hoje, elas muitas vezes na ansiedade, elas chegam em casa, eu acredito principalmente as mulheres, chegam lá vendo os filhos que não pode proporcionar mais nada a eles e o dinheiro acabou, e vai na feira, o carrinho vem menor. De alimento. E ela fala: poxa, mas será que eu tô errada? Onde eu tô trabalhando sem parar? Onde é que eu estou errada? Ela não tá errada, ela simplesmente tá jogando para ela aquilo que o Brasil mais precisa neste momento, que é do voto.
É a única hora que o cidadão tem o direito de definir o rumo do país dele. Passou de 4 de outubro, acabou, morreu. 4 anos pela frente.
Dá para tu fazer, dá para tu ir para rua, mas aí é muito mais traumático, né? Na hora das eleições é de um jeito, sei lá, uma manifestação como foi lá em 2012, 13, muito mais traumático, né, para mudar dessa forma.
Mas quando você preza a democracia, quando você tem respeito pela democracia, Você tem, Igor, de trabalhar para que não haja convulsão social.
Verdade.
O que você viu ontem foi exatamente um estímulo, é verdade, a desobediência civil, a desordem.
Porque não é importante que a gente tenha conseguido ver aquilo, porque, ó, eu vi que o Gilmar Mendes, por exemplo, ele tava dizendo, ele tava indo por uma que não é a linha que você tá indo, tá? Mas ele tava dizendo algo parecido com isso aqui não devia estar acontecendo. Ele acusou o Fachin de ter marcado aquela, aquela sessão, que isso daqui é, né, porque ele acha. E assim, eu não sei se foram exatamente essas palavras, mas é assim, mesmo que tenha alguma coisa, a gente não devia expor dessa forma.
Até a máfia tem, tem essa ética, ou até a máfia, né, Uma parada assim, eu como população, eu quero, eu não gostaria que a instância suprema da justiça do meu país tivesse alguém ali que fosse envolvido em qualquer tipo de escândalo. Então, em boa medida, eu prefiro ver aquilo ali porque indica para mim o que eu ia te perguntar, o assunto que eu ia entrar depois, mas fica à vontade, que é o seguinte: O STF, ele querendo ou não, por mais que não tenha sido assim por design intencional, ele é político, porque as indicações são feitas pela maneira mais política possível.
E aí formam-se dentro do STF alas, como a gente vê, todo mundo viu ontem. E ver isso é didático, é informação para quem tá olhando, para quem tá prestando atenção. Isso eu só queria adicionar isso ao que tu tá falando.
E eu, eu complemento o seu raciocínio dizendo mais: graças a Deus a população ontem enxergou. Graças a Deus a população ontem enxergou. Ou seja, quanta corrupção! E cada um interferindo de um lado para um ser um candidato, outro ser outro candidato. Então, este processo é que a sociedade tem que saber que ela não pode ser marionete mais de quem quer manter algumas pessoas no poder. Agora, raciocina comigo: se nós tivéssemos, tá certo, um país com a postura de um presidente da República, esse processo não decidido lá dentro do Supremo, como foi ontem, que o Dino pediu vista.
E aí a gente vai esperar 90 dias.
Pois é, mas isso aí depois eu complemento para você, porque eu, eu sou bom de regimento e de Congresso. Mas é dizer a você o seguinte, olha, quando você vê aquilo na condição que chegou, você tem constitucionalmente a prerrogativa de solicitar pelo Senado Federal a instalação de uma comissão de ética e julgar aquele ministro do Supremo. Então, veja, se você raciocinar, Igor, não é apenas o Supremo que pode se autocorriger. Na ausência dele, Na ausência dele, o Senado pode puxar para ele e fazer o julgamento e excluí-lo.
Ou pelo menos a punição se faz pela justiça, mas o afastamento do cargo se faz pelo Senado Federal. Então você vê que— cadê a voz do Senado? Não vamos generalizar. Tem senadores, eu tenho visto aquele Carlos Viana, o Alexandre, tem sido senadores assim que tem reverberado com muita contundência sobre este assunto. Então vamos fazer justiça também para não nivelar a todos, mas não constrói maioria, entende? Por quê? Porque o presidente também decidiu tomar lado, perfeito?
Então este é o lado. O Lula tá envolvido, ele não tem como. Como é que ele vai fazer com o problema do Fidel, dos escândalos, INSS, do irmão dele, de tudo isso? Este é um processo que a gente tem que entender que o Senado Federal tá dando uma de Pôncio Pilato, tá lavando as mãos, fazendo de conta que, olha, então entregue, tá certo, para quem quer que seja, mas nós não vamos tomar essa prerrogativa constitucional. Igor, a sociedade, ela tá cansada, ela tá desesperançada com o nível de notícias ruins.
E aquilo que você colocou no início da entrevista, olha, caiada, todo mundo é igual. Isto é talvez a coisa que mais me dói na vida, é isso que mais me dói. Se você me perguntar assim, o que bate no meu coração, sabe? Então olhava a política, tudo bandido, rapaz. É, você entendeu?
É porque, cara, no teu caso, no teu caso, eu não estaria puxando o saco, eu tô falando só de dados e de números. Lá no teu estado, as pessoas curtem você. Eu sei porque na minha base aqui, a galera que assiste o Flow, tem uns cara que manda uns salve assim, e não é comum o cara mandar um salve chamar um político. Eu sei que a tua aprovação no estado lá é 88%, isso é dado, isso eu não tô inventando, eu não tô, né, é dado. E eu entendo que para construir uma carreira, uma aprovação desse jeito aqui, tu é em 40 anos, né?
Então assim, tem alguma coisa, mas o ponto é que em geral, cara, os caras que são mais conhecidos ou que vem parar no noticiário ou coisas como as que acontecem, como as que aconteceram no dia de ontem, elas vão chamar atenção muito mais, né? Então eu acho que a gente não tá no povo, não vou generalizar também, né, mas boa parte do povo brasileiro tá muito mais interessado na bagunça, de certa forma. Eu acho que tem uma galera que é do time do quanto pior melhor, desde se for o meu oponente lá Manja.
E como a gente tá vivendo uma realidade que, se a gente for olhar para a última eleição, a gente vê um país que a grosso modo tá dividido em 3 partes, que é um terço para PT e Lula, um terço para Bolsonaro ou direita, e um terço que tá, que não sabe direito, que tá de saco cheio. E assim, essa divisão mostra como a gente tá estranho aqui. A gente não tá, a gente tá num momento difícil do, sei lá, difícil, mas é aquela hora que você tem que acreditar, tá certo?
Que você tem que levantar cada vez mais e poder cada vez mais ter, como eu tô tendo aqui, a oportunidade de falar. Porque nunca teve um momento em que o Brasil dependesse tanto dos brasileiros como agora. Nunca teve um momento, porque a continuar do jeito que tá, o pessoal sabe o desastre tá ali, ó. Olha lá, o desastre tá ali. Elejam um dos dois, vamos ver se eles governam um ano. Crise econômica, crise de segurança. Falta de credibilidade moral.
Como é que vai governar, meu amigo? Você vai querer arriscar nisso aí? Então este é o momento, Igor, que se não fosse o que aconteceu ontem, provavelmente é só continuar nesse debate inútil no sentido de polarização. Mas com aquilo que aconteceu ontem Eu acho que o cidadão vai, pelo menos, vai falar: peraí, deixa eu pensar um pouco aqui, cara, tá certo? As duas partes estão todas envolvidas. Se estão envolvidas, cada um precisa do seu representante lá no Supremo.
Quem é que não precisa e que pode pavimentar uma conciliação do país? Quem é que pode resgatar os poderes no sentido de regras? Não com essa promiscuidade de emenda impositiva, não com essa promiscuidade de, de forcar, fazer festa com prostituta, pagar mesada para os outros, levar o país na esculhambação. Quer dizer, um homem constrói um, não constrói, desculpe a palavra, desculpe a palavra, o homem assalta R$60 bilhões de reais de aposentado, de todo mundo, também de fundos de pensão, fundos de empresas também no Brasil.
E de repente ele vai, o Brasil polarizado. Ora, eu vou comprar aqui o Alexandre de Moraes e vem no meu pacote o Lula. Aqui eu vou comprar o Flávio Bolsonaro e vem no pacote o Bolsonaro. Quer dizer, O cara, ele é inteligente, não é bobo. Ele com 130 milhões aqui, 130 milhões aqui, ele comprou os dois lados polarizados do Brasil. E com isso, quer dizer, essa foi a certeza que ele teve, que depois da eleição todos os dois vão soltá-lo. A maior certeza que o Walcard tem é que passada a eleição ele sai.
Eu acho que agora que, agora que ficou muito gigantesco, talvez tenha ficado muito maior do que todos esperavam, eu acho mais difícil.
Ele tem muita coisa na cara, ele tem muita carta na manga.
É, não vou duvidar não.
Ainda tem muita carta na manga, entendeu? Então essa certeza Ele sabe que ele tem muito o que fazer.
Bom, eu fico nesse sentido e a gente daqui a pouco já pode mudar de assunto, mas nesse sentido eu acho que o grande interesse de manter, de fazer com que— vamos lá, o Fachin pegou e marcou a audiência de ontem que era para decidir como é que ia ser o andamento de um possível uma possível investigação do Moraes, isso aqui acabou virando uma votação para ver se investigar um junto do outro. Aí o cara pede vista e a gente já, a gente, e aí tu disse que é me dizer como é que isso aí funciona.
E aí, mas me parece que tá bom, vamos enrolar isso aqui para acontecer, para a gente só ter que lidar com isso depois das eleições, porque o Lula tá querendo que, pô, já manda, ele manda o recado, não é nem em privado, é público, é, ó, putz, aí vocês estão tá atrapalhando as eleições. Não vai atrapalhar as eleições, né?
Saber a verdade atrapalha as eleições.
Então me parece que a ideia é depois das eleições. E aí, como a gente tem muito possivelmente quem tá, quem estão, os caras estão na frente das pesquisas, são os dois caras que estão, como tu disse aí, envolvidos na parada aqui, sendo depois das eleições um desses dois eleitos. Ah, a gente resolve aqui depois, isso aqui some, sei lá, a gente esquece, não sei o quê.
Some, joga para lá, solta o Boccaro, manda ele embora e tal, tchau e acabou. Bom, mas você falou, desculpa, e aí deixa eu lhe dizer, você quando você preside uma comissão, a presidência é que pauta. Então O ministro pautou: nós vamos discutir um assunto chamado investiga-se ou não Alexandre de Moraes, certo? Desculpa, autorização para investigar. Ora, no momento que você tá na presidência, o cidadão apresenta uma questão de ordem, você como presidente rejeita.
Rejeitado. O tema da reunião é Votar sobre a autorização ou não. Encaminhe o seu voto. Não, porque não sei o quê, questão de ordem. Rejeitada a questão de ordem. Próximo voto, próximo voto. Então não é que por ter regimento o Congresso ou qualquer colegiado, ele não conclua uma votação, senão você não teria as leis aprovadas, porque por questão de ordem, deputado faz 500 questões de ordem. Então ali faltou experiência do Fachin, poderia dizer não, a pauta aqui é só essa, questão de ordem eu decido depois, questão de ordem tá retirada da pauta, a pauta hoje é qual o seu voto, você vai votar pela autorização ou contra autorização?
Então, próximo. A pessoa não tá querendo declarar o voto, próximo. Pronto. Então você tem que mostrar que numa crise como essa você não pode desfazer a imagem do Supremo para dar a conclusão à pessoa que virou um bate-boca, tá certo? De, sabe como é que é, rapaz? De fim de futebol, de sei lá de cor, que hora, que hora. Que baixaria aquela. Então, a austeridade do presidente no comando da sessão era fundamental. Então, por isso que eu disse a você que faltou a ele, e que sem dúvida nenhuma o Dino sabe muito por já ter sido deputado federal, tá certo?
E que ou soube usar o regimento, e aí disse, olha, para não ficarmos com essas sessões aqui intermináveis e desgastando o poder, Eu vou pedir vista. Ora, ninguém, ninguém, ninguém tá querendo saber quais são os bandidos preferidos depois que ele tá eleito, não é verdade? Quer dizer, o INSS tinha que estar nessa também, tinha que estar liberando os dados de quem assaltou também os aposentados, e a fundo em todas essas ramificações do, do Master. Não é? E que a sociedade tome conhecimento.
Então é o justo.
Eu vejo o acontecido ontem como se fosse— é uma palavra muito repetida, né? Mas como fosse aquela luz mesmo assim que você acha que não tem mais saída, de repente você vê um foco de luz ali na frente, entendeu? Você vê aquele raio de luz ali, aquele raio esperando. Tava, rapaz, ali, ali tem uma saída.
E o próximo presidente, ele indicará pelo menos 4 ministros, e ao indicar 4 ministros formará a maioria, e pronto, né? Então, e podendo indicar 5, se eu não me engano.
É, mas se caçar o Alexandre, e aí então é uma muito—
o que que tu pensa da forma como se dá a formação do Supremo Tribunal Federal? Porque veja, Eu tenho certeza que as regras foram criadas com a melhor das intenções, só que elas são aplicadas por seres humanos. E a gente tava falando aqui antes de começar sobre como, em poucas palavras, como as coisas pioraram, né, do ponto da política, ao com o passar do tempo, a qualidade das pessoas, não só que já estavam e continuam, como também as que chegaram e deram uma abaixada na— não tô dizendo que são todos, não é isso, mas que em média deu uma piorada, né?
Nesse sentido, cara, será que a gente tá fazendo— será que o que as casas vão realmente se manter fazendo o que deveriam fazer? Porque a gente tem lá, a gente tem o Alcolumbre que tá falando, pô, pera aí, estão falando do Alexandre de Moraes, mas e o outro cara que também tava envolvido com Dark Horse, portanto não vamos fazer nada, né? A gente vê uma reunião, que a gente vê uma rejeição de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que seria, né, uma indicação do Lula, que é o Jorge Messias, pela primeira vez na história recente não tinha rolado.
Então, e depois a gente vê uma reunião entre o Alcolumbre, o Moraes e o Lula para fazer andar o bagulho da Cespro. Então assim, é tudo isso que era para um fiscalizar o outro, os cara tão andando de mão dada. E me fala um pouco sobre o que que tu pensa do— eu ia, eu ia focar na formação do STF, porque tem várias propostas que são possíveis, tipo, pô, o ciclo é muito longo, o cara fica até ter determinada idade, ele deveria ter um ciclo menor, ou a sabatina devia funcionar, devia seguir critérios técnicos, não sei por quê? Como é que tu pensa isso?
Primeiro, isso já tá se transformando quase, não vou dizer unanimidade, mas numa grande maioria no Brasil de que o candidato tem que ter um notório saber. Segundo, que seja acima de 60 anos de idade. Primeiro item.
Segundo item, deixaria ele 15 anos no máximo, né?
Seria, você pode até fixar em 12 anos, talvez a tendência talvez fixar em 12, não chegar nem a 75, tá certo? Terceiro item é muito utilizado em todos os países do mundo, onde um presidente encaminha aos órgãos do Estado o levantamento detalhado da vida pregressa daquele cidadão. Tudo é uma sabatina que ele é exposto totalmente. Você aceita se submeter a isto? Aí vem COAF, vem Receita, vem sua vida pessoal, vem sua vida familiar.
É um negócio— não, eu aceito. Então tá bem. Então este nome chegaria à presidência da República depois de passar por toda essa varredura E aí assumiria o mandato. Ao assumir, ao terminar o mandato, ele tem 2 anos de quarentena para poder dar qualquer parecer, ele tem 4 anos de quarentena para poder assumir o cargo novamente de profissional, e ele tem 8 anos de quarentena para poder ter pretensão de ser candidato. Então são regras muito claras, tá certo, que faz com que o cidadão hoje ele é escolhido, como você disse, qual é o meu amiguinho aqui que vai ser leal a mim, não a Constituição brasileira?
Quem é que vai me defender lá por condições que ele hoje sabe que ele deve lealdade não ao país e nem à Constituição, ele deve lealdade a mim. Então essa pessoa é levada, e normalmente se busca uma pessoa com pouca idade. E aí são esses mandatos intermináveis, não é? Então você se lembra de um certo senhor, Collor, não foi?
Foi mesmo.
Então você se lembra de bons ministros do Supremo que sempre foram uma referência para nós. Então aquela casa, ela tem que ser resgatada novamente. Você tem que, neste momento, eu diria a você que você tem que reconstruir a República Brasileira, tá certo? Você tem que reconstruir a República Brasileira. Os parâmetros que estão hoje norteando, sinalizando o futuro do Brasil só dá coisa ruim, só dá coisa ruim, só dá esperteza, só dá malandragem, só dá corrupção, só dá propina, só dá escândalo.
Isso não sustenta a democracia. A democracia, o cidadão tem um ponto que ele vai dar o basta. Chega, entendeu?
Entendi. E bom, Caiado, agora a gente falar um pouco mais sobre, vamos falar sobre o Caiado candidato então, que agora que a gente já bateu em todo mundo, cara, tu é o candidato do agro, dá para dizer isso? E outra, como é que tu enxerga, cara, tu tá, a tua campanha tá funcionando do jeito que você gostaria? Porque assim, no começo a gente tava falando sobre algumas vantagens que, por exemplo, o presidente, o candidato da situação tem, né?
Ele tem, ele consegue usar a máquina pública, ele tem algumas vantagens e tal. Como é que tá? E para você, como é que tá? Porque a gente, a gente, eu comentei aqui como é, como você é no teu estado, né? Só que tu enfrenta uma dificuldade, eu vou dizer, que é o você precisa transbordar do teu estado, né? Então qual que é o caminho? É ir pelo lado— e tu é o caiado do agro. Qual que é o caminho?
Eu sou caiado pai de família, apaixonado nos meus filhos. Eu sou um caiado católico praticante. Eu sou um caiado médico, cirurgião, apaixonado Sou um homem que me orgulha de ser político e sou uma pessoa que eu posso dizer que, querendo ou não, os estados menores da federação, eles às vezes, a pessoa diz, ah, mas o cara resolveu isso lá em Goiás, como se Poxa, poxa, mas eu vim em Goiás com orçamento menor, com menos gente, com nível de colapso fiscal que tava.
Eu dizia, meu estado é uma Cineilândia da bandidagem. Ali era corrupção e faccionado por todo lado. Você não andava na rua, você não andava num carro a diesel, que é muito característica no Centro-Oeste, tá certo? Você não dormia na sua propriedade rural. Você mudou para prédio porque as casas eram ali inseguras. Então, quer dizer, então as pessoas falam, ah, mas isso aí resolveu em Goiás. Aqui não é questão de ser diferente, é questão que eu terei um outro aparato dentro disso.
Então as pessoas tendem num certo momento falar assim, ah, mas isso é bom demais, mas lá, como se aquilo que vem da experiência, ao mesmo tempo da coragem de poder enfrentar esses problemas, fossem restritos apenas a alguns colégios eleitorais ou alguns estados do Brasil. Então essa visão, ela de uma certa maneira, ela, as pessoas sempre tentam. Ah, tudo bem, Igor, mas poxa, cara, você sabe como é que era, você tava lá. Em Goiás e tal.
Então é um lado que você vai falar para mim assim, olha, o que que é um ponto como esse? É isso aí, um primeiro ponto. O segundo ponto, você sabe que a complexidade hoje de uma campanha ela é enorme.
Imagino.
E você colocou uma coisa que é um ponto que tem que ser reavaliado. Que é o problema da indução do voto pelas pesquisas. Então, agora para frente começa a passar pesquisa. Eu tive uma pesquisa que eu tava com 1%, na mesma semana eu fui para 5%, de uma a outra. Então presta atenção, eu tava num e fui para 5%. Então é essa, essa maneira de você também querer estratificar o sentimento aqui, ela é muito forte, porque tem também quem sobrevive deste processo.
É verdade.
Aqui você tem que entender que tem uns carrapatos bem graúdos aqui que se sustentam nessa estrutura. E aí começa, se esse lado vai falar, poxa, você viu o Caiado no debate? Não teve debate, vocês não foram.
Então, perfeito, vai esmagando o debate, vai dando nenhum diálogo, não tem diálogo, e vai focalizando um contra o outro.
E aí, de quando eu disse, quando fui perguntado sobre isso, eu falei, olha, do jeito que você tem a legislação eleitoral que manda com que você registre o seu plano de governo junto ao tribunal, Você também tem que ter o compromisso de, dentro de critérios prefixados, você compareça aos debates.
Perfeito.
Compareça, obrigatório.
Não tô dizendo que assim, como eu vou fazer um debate, parece que tudo que se eu concordar com isso é porque eu quero os vídeos.
Longe daqui.
Eu sei, eu sei, eu concordo contigo, porque assim, Existe na estrutura eleitoral, nos ciclos eleitorais do Brasil, tradicionalmente essas ferramentas existem tradicionalmente. Não é inventei hoje, é não. Elas são ferramentas importantes, fundamentais, fundamentais. Que o ter candidatos assim, veja, vai ter gente que vai falar, e aqui não é a intenção, não é defender o Jair Bolsonaro, Mas tem gente que vai falar que ele faltou o debate.
Ele, ele factualmente levou uma facada, não dá para ir. Então pera aí, né? Use outros exemplos como Collor em 89, mas são ferramentas indispensáveis.
Não, ela é fundamental, até porque é, você vai ver o comportamento das pessoas, você vai ver a reação das pessoas quando ela se depara com uma mentira, ele se desmancha, você entendeu? Então o Carlos Lacerda dizia que o homem não fala pela boca, fala pelos olhos. Então quando você pega o cidadão na mentira, a face dele e o olhar dele caem, tá certo? Então isto é para dizer que o debate ele é fundamental. Ora não, você tá falando isso aí, fala, por que é que você não fez?
Você tem uma trajetória na política. Tanto que eu fiz, tá aqui. Vamos comparar isso aqui em termos de educação, vamos comparar isso em termos de segurança pública. Então são parâmetros que a sociedade exige de você como presidente, governador e prefeito, tá certo? É este ponto do debate ele é fundamental, porque é o debate que a pessoa lá ela para um pouco para falar, rapaz, eu vou dar uma olhada nisso aí um pouquinho só para eu ver.
Porque senão eu fico falando, aí o outro depois fica falando outro dia. Agora, o confronto no campo das ideias, ele é que vai dar maior clareza para pessoa.
Total, concordo.
Botar, pô, lógico. Então as pessoas têm que entender que o porquê de ser dois turnos é por esse motivo. Ou seja, o primeiro é o seu candidato, que você é apaixonado nele, que você acredita nele, que você sabe que ele lhe representa, né? Agora, se não for para o segundo turno, Aí você fecha o nariz e vota.
Perfeito. Fechar o nariz e votar no primeiro turno é só se todos os 700 candidatos forem horríveis. Porque assim, se tem 2 ou 3 ou 4 que tu não gosta, tem 5, 6, 7 candidatos, pô.
Exato, né?
É isso aí. E não votar em A, vamos lá, pera aí, existe uma ideia de, pô, é para que se eu não votar em nenhum dos dois, eu tô Vamos lá, eu não quero que o, por exemplo, não quero que o Bolsonaro ganhe, ou não quero que o Lula ganhe. Se eu votar, e como você tá aqui, se eu votar no caiado, eu estou dando um voto para o Lula? Não, não está dando voto para o caiado, né? O Lula, os votos do Lula serão das pessoas que votarão no Lula.
E aí, num segundo turno, eu concordo, num segundo turno, lógico. Segundo turno aí, fecha o nariz e dá ali no que tu acha que é menos pior, né?
Mas é exatamente o que você está dizendo, Igor.
Ou seja, não sabe como funciona.
Eles têm 50% de rejeição, não existe essa eleição em primeiro turno.
Exatamente, não existe, tá certo?
Ela não existe porque nós hoje somamos 22 ou 23%. Então, quer dizer, o segundo bloco soma 23, 22%, não sei. Falha pode ser coisa pequena, mas eles estão configurados que eles não vão bater o primeiro turno. Não tem essa hipótese deles baterem. Então é isso que eu tô dizendo, porque que o cidadão então vai votar num candidato que tá sabendo de tudo, de repente, ah não, eu gostei disso, fecha o nariz no segundo turno. No primeiro turno, vamos votar no candidato que a gente acredita, naquele que a gente sabe que realmente me representa, esse cara lá ele me representa, pronto, acabou.
Eu acho que esse é o lado que estão deformando o processo político eleitoral do país também.
E aí, bom, então vamos falar um pouco das principais características do que você faz, né, cara? Eu vou chutar que uma das tuas principais bandeiras, inclusive especialmente porque pelo menos no começo de tudo isso era um importante para eleição, segurança pública, né? Tu consegue me dizer o que que teve de diferente lá em Goiás? Que como é que tá essa situação lá hoje?
Olha, Goiás é um estado que ele hoje, ele é um estado 100% seguro do ponto de vista do nível que nós atingimos em sofisticação com inteligência artificial aplicada já há 3 anos, com resultados de formação de mais de 1000 homens na inteligência, com batalhões especializados, ao mesmo tempo com um aparato a todas as estruturas das polícias, seja civil, seja militar, seja penal, seja científica, todas elas muito bem equipadas. E entrosadas.
Não tem esse crime é da A ou da B, esse crime ela é de todos dentro de uma sala de controle com todas as inteligências. E o ponto, diria você assim, o grande definidor também da queda foi o momento em que nós assumimos o controle de todas as penitenciárias. Esse, Igor, foi talvez, se você me disser assim, o que que desabou foi no momento em que nós construímos novos presídios, nós fizemos isolamento de no máximo 8 pessoas. A partir dali, tudo controlado por um sistema externo, aquele scanner corporal para você poder entrar na penitenciária.
Você tem monitoramento ambiental dentro da penitenciária. E você tem ao mesmo tempo cancelamento 100% de visita íntima dos faccionados, e você tem as audiências com os advogados gravadas. Aquele que é vítima do processo ou que não tem essa passagem na facção, aí ele cumpre um outro tipo de presídio, outro tipo de presídio.
Ele tá fisicamente separado mesmo, em outro espaço.
Este outro aqui você tem enormes galpões onde ali você tem marcenaria, você tem formação em mestre de obra, oficina mecânica, confecção, enfim, você tem várias empresas. Esse é o não faccionado, são não faccionados, tem várias empresas e lá tem milhares de presidiários prestando serviço e sai muitas vezes com a carteira assinada. Interessante, você tem uma ideia. Tanto é que esse povo fala muito aí em El Salvador. O embaixador Luiz Alberto Bermúdez foi lá em Goiânia duas vezes ver minha penitenciária, duas vezes.
O embaixador de El Salvador, porque o que tá aquele cidadão que era o que mandava matado lá de fora, que era o que ameaçava a vida do policial penal, Que era que praticava as maiores barbáries e ele ficava protegido pelo Estado dentro da penitenciária e mandava matar do lado de fora. Momento que você isola essa pessoa, você cai. Outro assunto da segurança que eu queria comentar com você.
Interessante.
Dá para fazer isso hoje, cara?
Esse lance das penitenciárias aí, dá para fazer isso pelo Brasil?
40 já está no meu plano de governo. São 40 no valor de R$3 bilhões, já dividido por estados, cada estado com o número de presídios. Hoje esses faccionados de alta periculosidade estão muito mais em presídios estaduais. Você viu agora há pouco em Campo Grande, fez 20 anos do Comando Vermelho, foi a maior festa no presídio. Eu vi mesmo, distribuição de cocaína, festa, cerveja, Entendeu? Então, quer dizer, isto é o sinal do ajoelhamento do Estado para o bandido.
Aí as pessoas não acreditam mais e se amedrontam, porque se o governador e o presidente não tem coragem de enfrentar, o cidadão comum que vai enfrentar? Então ele tá totalmente refém daquela situação. É importante o Estado garantir ao cidadão a segurança máxima. Isso é indiscutível. Não se governa sem soberania no seu território. Hoje sai um relatório muito grave, tomei conhecimento dele agora à tarde, no fim da tarde. O governo americano, dentre os países classificados, cita exatamente o Brasil hoje Hoje, um documento interno, como sendo hoje o maior distribuidor global de cocaína do mundo.
Saiu agora à tarde. E que as autoridades brasileiras estão fazendo vista grossa em deixar com que isso prolifere cada vez mais. Na América Latina. Então você nota que esta situação ela tá tomando uma proporção que tá incomodando hoje. Você chega em Portugal, as pessoas já falam: poxa vida, que era um país tranquilo, esse PCC já invadiu aqui. A Itália já reagindo, a Europa já reagindo. Contra esse avanço do Comando Vermelho e do PCC nessa distribuição global que eles têm, o hub deles na Amazônia brasileira.
Então, quando se fala de segurança, Igor, você tem uma maneira de tratar a segurança no Rio de Janeiro, na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Ceará, em Goiás, e tem outra maneira de tratar na Amazônia brasileira. Por isso que eu vou considerar terrorismo os faccionados, porque aí eu posso usar Aeronáutica, Marinha e o Exército Brasileiro no todo território da Amazônia brasileira, tá certo? Não dá para fazer isso hoje, não dá, porque você não tem Polícia Militar para você ocupar aquelas regiões com nível de sofisticação de satélites de embarcações que eles têm.
Hoje eles deslocam com submarino, para ter uma ideia. Eles têm essas lanchas de altíssima velocidade com fuzil .50 na proa da lancha.
Vai ficando difícil, né?
Entendeu? Então, quando você tem essa estrutura, você precisa ter a estrutura das forças armadas entrando nessa região, diferente de um problema na cidade. São coisas distintas, não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas você tem que tratar de todos esses problemas, além do que eu propus, que é construir uma força chamada, é uma polícia sul-americana, tá certo? A SUSBOL, que seria a integração dos 10 países que confrontam conosco.
Para que esses policiais pudessem transitar, tá certo? Tendo livre trânsito para poder atravessar a fronteira, dando continuidade à operação de forma conjunta com outro, mas não tendo este impedimento quando se trata, lógico, tráfico de ser humano, cocaína, lavagem de dinheiro, This episode is brought to you by Palmolive.
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Vamos dizer arsenal todo, entendeu? Então quer dizer, isto aí é mais um ponto também que eu coloquei além do Ministério da Segurança Pública, que terá um sistema chamado Sistema Sentinela, que é um sistema que recebe por Pela base da inteligência artificial, ele recebe os dados do COAF, que analisa suas operações financeiras, da Receita Federal, da Polícia Federal e do CVM. Essas 4 estruturas, elas convergem para um centro aonde ele vai ficar rastreando qualquer mudança do comportamento.
Patrimonial ou de movimentação financeira, aquilo já entra numa tarja separada, entendeu? Então, quer dizer, você tendo isso, você vai fazendo na base e na cúpula, você vai abafando o sistema num todo. Entendi.
É porque eu sei que, como eu falei antes aqui, eu acho que a segurança, a segurança pública é uma É uma bandeira importante para você, né?
Ela é importante para mim, ela é importante para o povo. Você vê a alegria do pessoal. Igor, uma hora você precisa ir lá no entorno de Brasília, tá certo? Naquelas cidades menores ali, para você sentar lá num bar lá 11 horas da noite, meia-noite, coisa que ninguém ficava, ninguém andava ali, era pânico, tudo era assim monitorado, essa rua Esse bairro é da facção tal, esse outro é da outra, você tem que pagar aluguel na sua própria casa, você tem que pagar pelo supermercado X por mês e acabou.
Você só pode pegar Uber daquele, você só pode comprar gás naquela casa, é igual, é, tá certo? Então quer dizer, é isto que a liberdade dá, esse despertar na pessoa de alegria. É o que a senhora falou, eu era governador, Governador, eu nunca pensei que eu pudesse sentar de novo na porta da minha casa, botar a cadeira na calçada e conversar com a minha vizinha. Nunca pensei que eu pudesse pegar meu neto e passear com ele na praça no entardecer, começo da noite.
Nunca pensei que eu pudesse viajar fim de semana que não fosse minha casa assaltada. Nunca pensei que eu pudesse pegar um ônibus sem também ser agredida. Então este é o lado Que nós precisamos de devolver. Isso é obrigação do Estado, não é favor, isso é responsabilidade. O governante que não entrega segurança, ele é frouxo, frouxo, tem medo. Sabe por quê? Porque ele sai do mandato e aí vai falar: vão mandar matar, vão mandar matar minha família e tudo mais.
Então esse acovardamento inseridas na própria, no próprio Estado também, Caiado. Veja, se o PCC consegue chegar com força na Europa, eu não tenho, eu não, eu não duvido que ele tem força também no próprio Estado brasileiro.
Lógico, mas isso aí é esse, essa metástase, vamos passar para palavra mais simples, essa disseminação nos poderes Tá claro hoje, né? Quer dizer, hoje você tem deputado, você tem senador, você tem governador, você deve ter juiz, desembargador, tá certo? Você tem de todo nível hoje. Você tem na área de saúde, você tem na área do direito, você tem todas as áreas hoje. Eles montaram uma estrutura sólida, né? Eles montaram uma estrutura sólida.
Então essa capacidade, você vê a angústia dos empresários. Olha, eu quero comprar seu posto. Não, obrigado, não quero vender. Não, não tô te perguntando, tô falando para você onde é que você quer receber, aqui ou fora. Posto é meu. Olha, eu tenho aqui essa frota de ônibus. Não, não, isso aí já não é sua mais, ela é minha. Vê quanto é que é, apura, eu pago. Entra em fintech, entra em tudo quanto é coisa, e de repente você vê que a economia formal tá ficando apavorada porque não tem como se defender desses caras.
Então eles hoje, meu amigo, já são CEOs. Não pensa você que é pé de chinelo que vai chegar na empresa aqui na Faria Lima, não, entendeu? Vai chegar, cara, ostentando, os cara que sabe o que tá fazendo, né?
E aí, cara, é tu, bom, de novo, o fato de tu tá tanto tempo na política dá um monte de história, né? Então tu é um cara que é, vou dizer, anti ou contra PT, Lula, desde o começo, né, desde ali que, desde que surge, né. E aí, Caiado, a gente vai avançar um tempão e a gente chega ali em 2018, que a gente tem o Jair Bolsonaro, que ele tá numa posição muito, ele acaba, ele se encontra numa posição anti-PT muito forte, que entre outros fatores o Eleg, né?
E esse, esse ano, ele, bom, Bolsonaro, ele surge como, entre aspas, um outsider, né? Mas que representa um sentimento anti-PT talvez acima de tudo, né? Cara, nesse primeiro momento, como é que você viu a chegada do Bolsonaro? Porque tu, como um cara meio anti-PT, É, então, o que que tu viu ali na chegada de um avatar anti-PT também? E aí eu queria que tu fizesse análise dessa, do que acontece ao longo desses anos até a gente chegar agora, que são 8 anos no fim das contas.
Mas é claro, fenômeno Bolsonaro acontece um pouco antes, com TV aparecendo nas coisas, né, e tudo mais. Mas é As coisas mudaram. Eu quero dizer com todas as palavras, é, tu era mais amigo do Bolsonaro.
Veja, eu sempre fui um homem muito independente, até porque fui colega dele muitos anos na Câmara dos Deputados, e ele sempre se dirigia a mim, ele contava o caso que em 89 eu fui o único candidato que tive coragem de entrar na Cinelândia e fazer um comício, sendo que lá é chamado de Brisolândia. E todos, todos os candidatos que foram lá, eles tombaram os caminhões, puseram os candidatos para correr. E eu fui o único que vim com a minha tropa toda do interior do Brasil e fiz um comício lá.
E ele citava aquilo, ele era vereador, E assistiu na porta da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aquele, aquele comício que nunca tinha imaginado que alguém fora o Brizola pudesse fazê-lo. Mas aí vamos aos fatos. O Bolsonaro, ele conseguiu algo que na política é inédito, certo? Isso, esse é ele, a pessoa dele. Porque você ter um processo eleitoral e até ganhar uma eleição é aceitável, é possível. Agora, você depois de passado a eleição, você manter a direita unida como ele manteve fora do mandato, sem chance de ser candidato, Isso é algo que todos nós temos que reconhecer.
Eu sou muito assim, essas coisas eu não fico, tá certo, falseando aquilo que a gente tem que reconhecer, tá certo? Ele é indiscutivelmente uma pessoa que conseguiu consolidar esse sentimento no Brasil, tá? Isso é uma verdade. Olha, esses momentos de muita euforia E aí é que sempre os cabelos brancos falam bem, é que você tem que entender que você não pode tomar atitudes que amanhã venham tomar uma reação que ela é muito profunda, que é quando você insurge contra a vida.
A economia, ela tem relevância, mas lá no subsolo. A vida, ela tá lá, entendi, no ápice. Então situações como essas, certo, em que eu como governador do estado, eu recebi uma ligação do General Fernando da Casa Militar da Presidência da República, dizendo, olha, o presidente mandou lhe consultar se você recebe os brasileiros que estão em Wuhan, na China. Para fazer a quarentena no seu estado. Falei: recebo, porque eu acho que isso é obrigação de nós brasileiros repatriarmos os nossos brasileiros.
Então eu sempre fui muito assim, mas na hora que fala: olha, pode misturar todo mundo, vacina é uma bobagem, aí não. Eu sou, eu sou um médico, eu sou um homem que acredito na ciência. Então, naquele momento, eu não posso concordar com aquilo.
Entendi.
Então são desencontros de problemas bem claros, tá certo? Então são posições bem claras dos momentos em que eu tive enfrentamento com ele. Então é coisa assim bem definida. Você sabe que Todo mundo em Brasília comentava desde aquela época: problema do Bolsonaro é esse filho dele. Isso era voz corrente dentro do Congresso Nacional.
Ó, se alguém me dissesse que boa parte do mandato do Bolsonaro foi defendendo o Flávio, eu tenho dificuldade em dizer que não, porque me parece que foi. Muitos problemas que ele arrumou para si tiveram a ver com o Flávio, como por exemplo a mudança do do cara da Polícia Federal, né, e algumas outras coisas. Então entendi. Mas, cara, você acha que— então você tá me dizendo que você tem algumas— o Bolsonaro tem o seu mérito em trazer, em ter, em dar voz ou personificar de certa forma, que foi isso que aconteceu, alguma direita no Brasil, né?
Lógico. É, e mais ainda assim tem várias coisas que são bem diferentes, que você, que aí não dá para andar junto, né? Mas o que que tu pensa sobre, a gente conversou isso da outra vez e tu chegou a comentar lá na Sabatina, é que sobre o 8 de janeiro, é que tu disse, porra, eu não sei se foi golpe, né? E a gente já conversou isso aqui uma outra vez também e eu queria saber se tu ainda pensa parecido.
Eu já disse e repito aqui no seu programa, tá certo? No Flow News, isso, vou anistiar todos no primeiro dia, tá certo? Quer dizer, vou encaminhar ao Congresso, porque não é dada ao presidente essa prerrogativa sem consultar o Congresso Nacional. Mas eu tenho certeza das minhas convicções E tenho certeza de que isto aí só faz alimentar essa briga inútil que está atrasando o Brasil e que isto aí não leva nada para o cidadão brasileiro.
Você, como governador do estado, como presidente da República, você tem que fazer os benefícios da qualidade de vida que o estado é responsável, chegar As pessoas, ao se perder uma eleição com mandato na mão, é sinal que você falhou. Não adianta responsabilizar urna nem quem quer que seja. Por isto que um dos itens também que encaminharei é o fim da reeleição.
Mas tu propõe uma mudança no tempo de mandato?
No primeiro momento não, só o fim, por um motivo só: ninguém governa o Brasil pensando na próxima eleição. Se o presidente tiver fazendo conchavo para ser reeleito, Igor, ele não vai governar o país. Ele tem que decidir. Ele não dá para ser soldado do rei e soldado do Papa. Ou ele é soldado do rei, ou ele é soldado do Papa. Ou ele vai jogar o governo para ser reeleito, ou ele vai governar para o povo brasileiro, entendeu? Então aí não dá para se dividir neste momento.
Nessa hora você tem que dar o sinal claro que você vai ter uma PEC promulgada e tá encerrado o mandato em 30 Assumirá um outro presidente da República, para que a população saiba que as medidas estão sendo tomadas, mas com austeridade moral e de resgatar a economia do país e tirar o país dessa taxa de juros louca quebrando todo mundo. Todo mundo desesperado hoje sem saber para onde ir ou como continuar com a sua atividade.
É, vamos dizer, e aí tu falou aí de uma das coisas que tu vai fazer logo de cara. Teoricamente, os 3 primeiros meses de um presidente eleito, ele tem, as coisas funcionam melhor, né? Então as primeiras coisas que tu faz, elas costumam ter mais apoio, né, funcionar melhor. São os 100 dias. Tu tem um plano para os primeiros 100 dias, eu tenho certeza. O que dá para tu compartilhar aqui?
Olha, eu vou dizer a você assim claramente: terrorismo encaminharei, anistia encaminharei, fim da reeleição encaminharei, reforma, revisão da reforma tributária encaminharei, reforma administrativa encaminharei, reforma do Judiciário. Tá certo? E também, e também a revisão das emendas impositivas, todas elas, e também uma participação na construção do acordo com os 10 países limítrofes. Isso tudo eu encaminharei no meu primeiro dia de governo, todas essas matérias.
Estarão prontas, trabalhadas em formato de leis ou de emendas à Constituição, certo? E na área econômica, uma emenda à Constituição de período transitório, por apenas 24 meses, para que eu estabeleça regras que o Brasil não pode gastar mais de 50% do acréscimo do seu do PIB. Ou seja, nós temos que conter despesas imediatamente.
E, Caiado, o que que tu quer dizer com uma revisão da reforma tributária?
Revisão da reforma tributária significa o seguinte: a reforma tributária, ela foi votada, Igor, por liberações de emendas impositivas, onde a maioria dos deputados não sabia nem o que que tava votando.
O que que é uma emenda impositiva, Caiado?
Uma emenda impositiva Ela não é esse, não existe esse direito no presidencialismo. Isso é uma anomalia, infelizmente foi criado no governo Bolsonaro, tá certo? Isso não existe. Eu fui parlamentar 24 anos, nunca tive uma emenda impositiva, porque não existe, né? Agora, depois, o Lula disse que ia acabar com ela, não disse?
Lula disse que ia segurar a onda nessa parada, mas não rolou. Não fez.
Não, mas sabe isso aí? Pelo contrário, ela passou a ser impositiva do deputado, passou a ser impositiva de comissão, tá certo? E passou a ser impositiva de bancada. Esse negócio tinha uma, você tem três.
E é muito dinheiro, Caiado?
50 bi.
É bastante dinheiro, né?
É muito dinheiro, é muito dinheiro.
Serve para quê isso? Serve para controle, para encoleirar os parlamentares.
É para isso que serve essa, mas só que aí os parlamentares ficaram saindo da sua função precípua, que é de legislar e aprovar orçamento, e passaram a ser despachante de emenda. Os que, os mau caráter, arruma uma ONG, um negócio e tal, e um dinheirinho volta, tá certo? Não é dinheirinho, é dinheirão, tá certo? Outros dão às vezes as emendas sem nenhum plano de governo. Quando você tem um governo, você tem um plano de governo. Aonde encaminha o dinheiro é daquilo que o presidente, o governador, o prefeito foi eleito.
Com todo respeito, eu fui deputado federal a vida toda, mas não é função de deputado governar. Executar é do Executivo, governar é do Executivo. Então deformou-se por falência dos governos, aonde eles estavam ameaçados de CPI, ameaçados de denúncia contra esse caso específico do Flávio e tudo mais. E aí foi abrindo mão daquilo que é do presidente da República. E aí você viu o dinheiro sair pelo ralo para todo lado.
Muito dinheiro, inclusive.
Mas muito.
Lembrando que o Zé Dirceu, quando os caras pegaram no pé dele lá no Mensalão, se eu não me engano, era R$50 mil, mas não era nada.
Era aquela, é isso ali. Isso hoje é, tá certo, isso hoje é batedor de carteira, ladrão de galinha, entendeu, meu amiguinho?
Complicado. Bom, tá bom. E aí, o Caiado, a gente tem, a gente tem uma, uma, você falou um monte de coisa aqui que dava, que você gostaria de fazer logo de cara. Algumas têm a ver com reforma mesmo, com a maneira como as coisas funcionam, e mas tem um outro aspecto de vetor de mudança mesmo no Brasil, que é investimento. Tu investir nos lugares que, na minha opinião, tá, quem sou eu? Não sou candidato, não sou nada, mas eu sonho com o cara que vai, que vai pensar e implementar um plano para educação no Brasil que só vai dar fruto daqui a 30 anos, porque não tem como ser diferente.
Só que isso não dá voto, mas não é disso que eu quero falar não. Eu quero falar o seguinte, é o dinheiro no Brasil ele já tá carimbado em boa parte, né? Não dá para— a gente tem, a gente tem, a gente faz um monte de dinheiro, a gente arrecada um monte de dinheiro, mas a gente tem uma dívida enorme, a gente tem que gastar uma porcentagem fixa aqui, outra porcentagem fixa ali, não sei o quê. Nesse sentido, tem alguma coisa para mexer, na tua opinião?
Tem gestão, é.
Porque veja, se eu tenho que, vamos dizer que eu tenha que mandar, eu não sei os números exatamente, mas eu tenho que mandar todo ano, todo mês eu tenho que mandar R$100 para fazer alguma coisa aqui. Em algum momento esses R$100 para educação, em algum momento esses R$100 aqui, ele já não, ele já, o que dava para fazer com ele aqui, ou que tá previsto no plano, porque educação, e quando eu quero dizer é fazer educação funcionar, não é pôr mais dinheiro.
A gente já põe dinheiro para cacete, e é disso que eu tô falando. A gente põe dinheiro para cacete que os cara tem que arrumar um jeito de gastar, porque se ele não arrumar um jeito de gastar, ele se atrapalha e não necessariamente melhora. Porque a regra de como se dá a educação é muito antiga, e eu acho que esse é um dos principais problemas, tá, que tem a ver com educação. E eu fico tão triste porque, cara, Porra, tu vê Coreia do Sul, que era um país tão pequenininho, cara, que por meio de uma educação que vai dar frutos lá décadas na frente, pô, alguns dos cara, meu irmão, bate na nossa cara, pô.
Mas veja, é interessante que eu tava chegando aqui, tava eu, a Dani e o Marcos conversando, eu tava citando para eles algo que uma pessoa conseguiu gravar uma aula de um deputado a um prefeito dizendo como é que ele desviava o dinheiro, e principalmente o dinheiro da alimentação dos colégios e do transporte escolar, e dando todo o mapa para ele, como é que ele fazia para desviar esse dinheiro. Botar no bolso. Então, o que você diz?
Problema não é o repasse, é a educação. Mas a educação, você vai ter um minutinho comigo, Igor, porque é algo que normalmente tem-se uma ideia totalmente sem pé, sem cabeça, é que, olha, o pessoal da educação é de esquerda. Isso é uma bobagem que não tem tamanho. O que se precisa É você entender, por exemplo, eu em Goiás, nós mudamos a Constituição do Estado de Goiás. Eu passo a ter uma parceria direta com todos os 246 prefeitos e passo a partir dali definir toda a grade pedagógica do aluno.
Então eu estou medindo todo mês com os nossos tutores também como é que tá indo a educação de cada escola, em cada colégio. Isto faz com que eu tenha como governador, e também terei como presidente, uma parte que você pode redistribuir do seu imposto. E aí eu oriento para as que estão melhor avaliadas dentro do cenário num todo, impõe regras naquelas que estão com patamar de ensino e de alfabetização mais baixa. Isto você precisa de entender, que o colégio público, a minha faculdade que eu me formei, pública no Rio de Janeiro, UERJ, Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, tá certo?
Então, para você ter uma ideia, faz tempo isso aí, hein, cara? Faz tempo, faz tempo. Com todo respeito, você tem uma ideia? Isso aqui, a pessoa hoje, ela disputava antigamente para ir para um colégio estadual. Eu saí de Goiás para prestar prova para fazer o científico no Colégio Estadual de Belo Horizonte. Estudei lá um período. Você tem uma ideia que então você chega num colégio estadual hoje totalmente destruído, você vê aquela bagunça, tudo riscado.
Você vai num banheiro dos jovens ali, aquilo tudo, sabe, é um pardieiro, aquilo é uma excrescência. Você vai na cozinha, tudo encebado, sujo. Tudo mal feito. Aí você vai no jardim, é tudo lixo. Então, quer dizer, veja o que que eu fiz. Eu sou muito detalhista nas coisas, então eu fui recuperar todos os meus colégios. Grama esmeralda, tudo arrumada, tudo pintada, tudo condicionado, os ambientes. Laboratório de física, química, biologia, informática, regional de robótica, Escola do Futuro, colégios tecnológicos, e fomo.
E aí de repente você começa a ver a dureza da vida, meu amigo. No meu estado tinha o turno da fome, os jovens que não tinham alimentação, e quando tinha era o tal do arroz doce, só tinha isso para comer. Aí eu resgatei alimentação Criança bem alimentada. Ao mesmo tempo, criança não ia à aula porque não tinha roupa. Entreguei a todos os alunos, tá certo? Uniforme de esporte, uniforme de fanfarra, banda marcial. Você nem lembra disso mais.
Todos os meus colégios têm aptidão da pessoa voltar a tocar um instrumento, a gostar daquilo, a fazer as competições. Certo, todos uniformizados, mochila, tênis eu compro, meia também, tudo uniforme.
Quem tá, não falta dinheiro então, né? Dinheiro que falta.
Chromebook do Google, notebook desse, dos melhores, os alunos dele. Eu estava num debate aqui e aí uma senhora me procurou Eu até mandei organizar isso para ela. Todos os alunos do meu estado com deficiência grave de visão, o cego, tem um óculos israelense chamado OrCam AI que vai adaptando essas pessoas, e o óculos é que faz a leitura da sala, identifica a pessoa, fala quanto é que de dinheiro tem. Então, quer dizer, a tecnologia toda eu embuti dentro da educação, mas dando qualidade de vida para pessoa.
E aí sim, eu tenho um BI que eu sei de cada aluno, em cada colégio, em cada município. E dos 10 colégios estaduais, os melhores, 7 estão em Goiás, dos 10 agora.
Que coisa! E se alguém me perguntar se eu ia citar Ceará?
Não, não, dos 10 colégios, somou a estrutura, o Ceará ele é o primeiro lugar na alfabetização na idade certa, tá certo? Goiás é o segundo lugar, tá bom? Agora, o padrão dos colégios, tá certo, que foram avaliados, legal, de 10, 7 estão no estado de Goiás. A pessoa tem orgulho de ir para o colégio. Então, quanto mais eu posso, ampliando a rede integral, para você ter ali uma educação qualificada. Porque a partir daí, Igor, você vai tirar essa criança definitivamente do Bolsa Família.
E além do mais, eu fiz um convênio com todo o Sistema S, mais os nossos colégios tecnológicos, e o cidadão, o jovem, sai com diploma do ensino médio e o diploma profissionalizante. Ele sai dali apto para ser um técnico de raio-X de laboratório ou fazer a parte, se ele quiser, de máquina ou de mecânica, enfim, aquelas alternativas todas que tem, vocacionado para aquilo que é a demanda maior de mercado. Então você dá um a outro Padrão.
Você entrar comigo nos colégios, você vai ver todo mundo me abraçando, tchicaiado, tchicaiado, tá certo? Quer dizer, porque a criança, a criança, ô Igor, ele quer ser, é dada essa oportunidade para ele. Você tá no Muquifo, tá aqui num sol terrível, um colégio de placa de cimento num sol do Centro-Oeste, o cara vai ficar lá dentro sem comida? Olha, é tão, é tão importante isso que a gente tem esses detalhes para saber que o governante tem que ter o olhar para as pessoas.
Você tem que governar cuidando das pessoas. Sabe qual foi uma das incidências maiores que eu ficava impressionado com? A falta de aula das jovens.
Jovens, meninas que não iam às aulas, tá?
Não tinham absorvente. Distribuiu para todos. De repente, veja bem, adolescente não ia à aula porque não tinha absorvente. Isso é uma função de Estado, você dá essas pessoas essa condição mínima dela poder se apresentar dignamente. Então é a visão de você tratando a pessoa, você vai tornando-a cada vez mais um elemento de correção dos pais. Eu coloco as crianças, não é para comer com prato na mão e não é para comer num prato de plástico, é num prato de vidro com talher de inox.
Sentado, sabendo o que que é uma refeição, tá certo? Tendo uma toalha à mesa. Então essas coisas é que você vai formando as pessoas para elas amanhã irem corrigindo os pais, e amanhã essas pessoas já estarem pensando lá na frente, que elas já estão ganhando hoje em dia. Sim, elas já passam a ter outra meta. Que é a meta de nós levarmos o Brasil para aquilo que nós começamos no começo, da mobilidade social. O Brasil é um país que tá aqui sem sair da pobreza e aumentando o ciclo da pobreza.
Você já tem 3 gerações na pobreza. Mobilidade social é você tirar ele daqui, ele ir para classe média, classe média alta. É isso que é enriquecer o país. E é isso que nós precisamos, que um presidente tenha essa visão. Projetos estruturantes, educação, como você disse. Não vou dizer a Coreia do Sul não, vou falar com você, o Camboja, o Vietnã estão batendo nós, tá certo? Você viu aí o PISA que saiu semana passada, tá certo? Brasil ficou lá com um ponto acima, um ponto abaixo, tem nada.
Pô, a gente é pior do mundo em várias, em algumas coisas que a gente quer, que é meio triste, né? Imagina, até pior do mundo. Nossos juros reais são os maiores do mundo, né?
O maior do mundo.
E não é, e não é como se a nossa, a nossa população tivesse— inclusive, isso é um indício que a nossa população tá no sufoco, né?
Ela chega e fala, poxa, a comida aqui tá cara. É que não tá valendo mais nada. Todo mundo retrai, todo mundo quer botar na poupança, em aplicação financeira, e ninguém que pode gastar não quer gastar. E quem recebe o salário, dia 15 acabou. Hoje é 16, ontem já acabou o dinheiro.
Na prática, o que a gente tá falando é, com juros assim, meu irmão, Vamos dizer que eu sou, que eu tenho, sei lá, que eu sou um bilionário e eu poderia, e eu tô olhando para o Brasil e o Brasil tem diversas oportunidades para eu empreender, né? E só que eu penso assim, cara, eu vou empreender aqui, eu vou correr o risco de dar certo, de dar errado, eu vou ter, eu vou ter que trabalhar, eu vou ter que contratar gente, fazer um plano de negócio, vou ter que pensar nisso tudo aqui e tal, acordar cedo, ou Eu pego o meu dinheiro e compro uns títulos do governo aqui e vou ganhar um dinheiro absurdo. Exatamente. Aqui esse é o melhor lugar do mundo para fazer isso, porque—
Mas Igor, a letra—
Pra praticar e você não tem emprego, porque eu não criei, eu não fiz uma empresa, eu pus o dinheiro em outro lugar. Aí como não fiz uma empresa, não tem emprego.
Igor, o governo tá vendendo título a 8,5% mais IPCA. Quer dizer, você fica deitado em casa ganhando 8,5%, que lugar do mundo mais inflação? Onde é que você tem isso no mundo, cara? Você vê a lógica totalmente invertida. E nós estávamos falando aqui do Camboja, falando de Vietnã, falando da Coreia do Sul. Eu sou apaixonado também pela Índia, o que é a revolução que eles estão fazendo. Mas vamos comparar aqui o nosso Paraguai, tá dando um show.
Tem umas empresas brasileiras indo para o Paraguai e tal, né?
Mais de 250 empresas brasileiras.
Eu fui na 25 de Março, já que tu tocou em Paraguai e é médico, deixa eu te perguntar uma coisa, cara. Tem um, você manja o Monjaro? Eu não lembro o nome do remédio em si. Isso, esse remédio aí, ele tá sendo contrabandeado loucamente do Paraguai para o Brasil, né, contrabandeado, inclusive usando as mesmas técnicas, moldes de cocaína, de drogas mesmo, né, porque no fim é contrabando, é a mesma coisa que o cara fazer com cigarro.
Cara, esse remédio, para começar, ele me parece, das vezes que eu conversei com a galera, ele primeiro que ele é um remédio sensacional, né, ele resolve alguns problemas e tal, e ele vem contrabandeado do Paraguai porque as regras do Brasil meio que impõem que seja assim. E aqui eu vou levar para o— aqui eu tô falando um remédio que tem, que faz bem as pessoas. Eu vou falar de um troço que faz mal também, tá? É, os vapes também vem para o Brasil muito contrabandeado porque no Brasil é proibido.
E aí o fato de ser proibido no Brasil faz com que haja o contrabando, porque aqui, como é proibido, a Anvisa não consegue nem ver se o que tá dizendo no rótulo é o que tá ali mesmo. O Brasil não arrecada, né? Porque imagina o tanto que paga de imposto no cigarro, não tô nem falando que pode colocar inclusive mesmo imposto no vape. O que eu tô dizendo é, eu acho que se a gente legaliza, a gente melhora para todo mundo, porque eu acho até que a gente, sei lá, consegue controlar melhor do ponto de vista da saúde.
E nisso Voltando para o Monjaro, eu queria te ouvir nesse sentido. Como é que tu enxerga isso que tá acontecendo?
O Monjaro, a semaglutina, como caiu a patente, nós hoje não precisamos nos arriscar, porque nós já temos laboratórios brasileiros hoje produzindo em condições de você, vamos sair então da palavra, vamos botar essa palavra científica, vamos botar no monjar então, certo? Então a pessoa hoje já tem, tá certo, a mesma, vamos dizer, padrão de resultados com a quebra da patente, produzidos no Brasil, em que dá, em que em 2020 E 4, eu estipulei em Goiás, já assumindo 7 mil casos, hoje em tratamento tem uns 5.500 adolescentes com obesidade mórbida.
Então veja bem, eu já trato com o dinheiro do Estado, já faço toda o tratamento para ele poder amanhã não ter as sequelas e as consequências, além dos benefícios que você tem com a, vamos dizer, o Monjaro, colocar o nome. Esse Monjaro hoje, nós temos bons laboratórios no Brasil, não vou ficar aqui fazendo propaganda do laboratório, mas tem laboratórios hoje que já estão entregando hoje essa injeção a preço de R$250 e vai baixar.
Isto é de uma importância tão grande, Igor, porque o que você evita de problemas vasculares, problema cardíaco, AVC, o que evolui amanhã de deformidades pela obesidade, que você consegue fazer uma reabsorção e uma diminuição da gordura hepática em decorrência do uso desse medicamento é algo assim inédito. Então é lógico que não é uma varinha mágica para tudo, mas nesses casos pré-definidos, eu já cuidava dos meus adolescentes em Goiás nessa situação.
E esta matéria, aí vem o ponto da legalização. Então hoje não tem sentido, hoje ele trazer do Paraguai isso aí. Agora você tem que entender que o fumante ou esse vape, isto aí, a capacidade de destruição ela é muito grande, entendeu? Então por isso a necessidade da gente sempre alertar. Não fumiga e dificultar, e dificultar mesmo. Eu vou te falar uma coisa, dificultar, porque hoje é as consequências disso, hoje são lesões tumorais muito ruins, então, ou graves, né?
E aí é necessidade de você ser mais enfático nisso para você não ter as complicações na juventude.
Concordo o máximo, concordo o máximo. E é justamente por isso que eu tô falando, porque hoje do jeito que está, chega, manja? Não tem, não tem um controle. É, a partir do momento que não, é lógico, deixou.
E aí também tem uns que tem todos os seus ajeitamentos para lá, para cá, e vai dando um jeitinho para fazer, na verdade. Por exemplo, você tá falando em saúde pública, né? Você tá falando em saúde pública. Nós estávamos falando aqui sobre obesidade, nós estávamos falando aqui a necessidade de você diminuir cada vez mais a incidência de morte evitável porque você não tem hospital regionalizado no Brasil, você tem hospital de 500 km.
Você tem um problema sério hoje que nós vamos ter que pautá-lo. E também os assuntos que hoje tá levando o pessoal para jogatina. Esse é um problema hoje, tá certo, comprometedor da estabilidade emocional das pessoas que estão hoje viciadas no jogo, tá certo? Especificamente nesses tigrinhos, tigrinho da vida, esses bets aí, cassino online, vai. Isso aí é algo que eu me deparei com depoimento de um pai, que essas coisas que me marcam, eu gosto sempre essas frases assim, é que você fica com ela na cabeça.
Ele chegou e viu o extrato do gasto do filho e dizem que eles mudam os nomes, não bota que é jogo, eles inventam os nomes.
Eu não sei, realmente não sei, mas não duvido.
Eles mudam lá. Bom, aí disse que foi chamar atenção do filho dele, o filho dele virou para ele e falou, pai, eu não tô fumando maconha nem cheirando cocaína, isso aqui é proibido. Agora eu olhar para o meu time, só dá propaganda dele, eu olhar ao redor do evento, só dá ele, tudo lugar. Olha, se a publicidade dele é tanta no país, por que que eu tô fazendo alguma coisa errada. Então você vê que isso vai impregnando uma situação de desespero.
Eu, por exemplo, eu perdi um segurança meu, suicidou por causa disso, por causa de bet. Segurança meu, eu como governador do estado. Ele tinha uma dívida já alta, o pai dele o chamou Foi lá, falou, olha, criativo na vida, tá aqui, você vai pagar a dívida agora. E sou da casa do pai, foi lá, jogou num jogo, 100% do que deu, perdeu, deu um tiro na cabeça. Então esse lado, tá certo, da doença vai entrando num processo de desespero que a pessoa não sabe.
Aí a vida tá ruim, Fala, ou eu vou para droga ou eu vou para o jogo. E o final é sempre esse desastre que você tá tirando a perspectiva da juventude, dela poder ter amanhã uma alternativa fora disso. Porque é uma doença, a ludopatia é dentro do Código Internacional de Doença, você tá lá com ela classificada.
Macaiado, a gente precisa de alguma ação nesse sentido de seguro, de a saúde pública. Porque veja, eu concordo com tudo que você tá falando aí dos males dos jogos, né, especialmente dos cassinos online. No entanto, cara, eu não acho que adianta proibir, porque já era, já saiu da garrafa, sabe? Tipo, mesmo que a gente proíba, proíba para valer no Brasil, o ludopata ele vai fazer uma VPN e vai jogar na China.
Foda-se. Eu concordo com você, eu sei que você, por exemplo, você sabe como é que é na Índia?
Não sei.
Você chega lá para apostar $100, tá certo? Vamos dizer, aí você paga de imposto lá na loja, pega $60, seu já fica de imposto.
Nossa, tá. Aí tu não sei se eu quero jogar, né?
Entendeu? Então você tem vários mecanismos também, e você assusta o cara, porque o cidadão, na perspectiva que vai ganhar, ele vai botando. Mas na hora que ele bota o dinheiro de lá, já começa perdendo, primeira coisa, já entra perdendo, você entendeu? Então, então você tem várias maneiras de você poder não deixar com que isso expanda. A preocupação, veja, esse é um lado interessante, Você como governante, você tem que preocupar com as futuras gerações, mas não é de discurso, é de verdade.
Quando eu recebi o estado, eu tinha 1.073 jovens condenados por crime no narcotráfico. 1.073 jovens, tu tá falando que é menos de 18, no processo socioeducativo, ou seja, Até os 18 anos, tá certo? 19 anos, tá bom, certo? Eu entreguei o governo com 198, mais de 80% derrubada. Transferi centro socioeducativo para polícia porque eu não tinha mais jovem, graças a Deus, para cumprir pena. Ora, o que que você tá vendo no Brasil? Se você não cuidar dessa geração aqui, uma educação de qualidade e uma segurança pública que garanta mesmo que o menino não vai ficar na mão desses drogados, desses faccionados, desses bandidos, esta geração aqui ela tá expandindo no Brasil.
Não tem nada contra, não tem nada contra não, eu tenho contra sim, porque quando você tem uma figura que se diz cantor com fuzil na mão, igual aqueles Oruan, Orcã, sei lá como é que chama, tá certo? E que eles aparecem como sendo ídolos da juventude. Isso você está destruindo a juventude brasileira, que a referência dela não vai ser nem trabalhar e nem estudar. A referência dela é almejar poder chegar naquele cargo. E a pessoa quando tem 12, 13, 14, 15, 16 anos, tá no máximo da euforia, da coragem, quer se mostrar mais avançado que o outro, quer achar que ele vai ser o herói e quer enfrentar a polícia, quer enfrentar tudo, você entendeu?
Então este exemplo é que tá sendo repassado aos jovens no país, e você não conserta isso se você não bota regra no país. Você tem que ter a ordem. A ordem é uma palavra que ela tem que voltar ao dicionário do brasileiro. Ordem. Cidadão não é mais do que o outro, é ordem, é a lei. É ordem e a lei. É ordem e a lei. Se você sai disso, você vai deformando a sua sociedade, entendeu? Por isso que eu acredito na política, na boa política.
Por isso é que me brilha os olhos eu poder ter uma conversa com você sobre tantos temas que nós estamos conversando aqui há tanto tempo, que tu já tá até cansado. Não, não, pelo contrário, essa conversa não me cansa porque é uma conversa que eu não tive durante minha campanha toda. Até aqui agora, primeira vez que um programa me dá esse tempo para a gente poder ter essa conversa como você tá me dando hoje.
Ah, é que eu, de novo, eu acho que isso é importante demais, cara, porque é o, eu acho que o brasileiro ele precisa votar sempre mais bem informado, tá? É, a galera me pergunta, ah, Igor, tá falando Tá falando do escândalo A, tá falando do escândalo B, então eu voto como? Eu digo, cara, você vota mais bem informado. O meu papel não é te falar como você vota, o meu papel é te dizer que existem várias formas de enxergar o país, entendeu?
E a escolha, no fim das contas, ela é melhor quando ela é bem informada. É isso que eu— esse é o meu ângulo. Por que tu não se candidata? Porque eu tô fazendo, o meu jeito é outro jeito, né? Provavelmente nunca me candidatarei porque eu acho que o meu jeito de fazer, de contribuir nessa discussão, é ter um tempo contigo aqui, com candidatos e com políticos de uma forma geral, para trocar uma ideia e ver o que tem na cabeça de vocês.
Eu tentar acessar, por exemplo, se eu fizer um convite a você Eu chegando na presidência da República, quando eu for despachar lá em Salvador, eu vou despachar no bairro mais violento lá, eu como presidente. For no Rio de Janeiro, vai ser lá no Complexo do Alemão.
Vai só nos lugares sinistros.
Sabe por quê? Rapaz, o povo tem que voltar a ter esperança, Igor. Agora fica um presidente acobertado com todas as coisas e o povo entregue, entendeu? Você tem que, as pessoas têm que entender que a soberania é do país, não é do traficante. A soberania é do país e o direito de ir e vir é do cidadão, e ponto final, não tem conversa. Vou entrar dentro, vou despachar lá de dentro. Mas como é que você vai despachar? Você quiser falar comigo, você vem aqui.
Pronto, eu vou estar lá dentro com todas as minhas tropas. Lógico que eu não vou entrar para dar mole para bandido e para faccionado. Ó, caiado chegou. Vocês sabem, comigo bandido não se cria. Ou sabe, eu não admito a concessão do bandido tomar a autoridade de um outro cidadão. Isso é o máximo da regressão do direito humano, é você ser escravizado nos dias de hoje. É isso que nós não podemos admitir mais.
Bom, tem pergunta para a gente aí, Vitão? Tu mandou para mim aqui. Bom, antes de eu falar das perguntas, eu queria falar dos parceiros que estão aqui comigo hoje. Eu quero começar pela Insider, cara, que é quem faz essa camisa, esse casaco aqui que eu tô usando. E é o seguinte, qual que é, qual que é, por que que a Insider tá com a gente nessa? Porque primeiro de tudo, cara, a Insider apoia e acredita que é importante que essas conversas existam, tá?
Então o diálogo, a contrapartida, pegar as ideias, colocar uma de frente para outra, entender melhor os assuntos, conversar com o cara que tá pensando do jeito A, conversar com o cara que tá pensando do jeito B, Cara, é, esse é uma parada que eu acredito de verdade, e essa é uma parada que a Insider, como minha parceira, também acredita. E aqui, Caiado, eles mandaram um presente para você, porque a parada deles é a roupa tecnológica.
Tenho certeza que tu vai se amarrar, e eu acho que vai te ajudar aí e ficar andando para lá e para cá em campanha, tá bom? Então, qual que é? A Insider tá me ajudando, tá viabilizando esse tipo de conversa aqui no Flow. E eu agradeço de coração essa parceria porque realmente ajuda muito para a gente conseguir fazer com que as pessoas cheguem no dia da eleição mais bem informadas, entendendo melhor como funciona, como funcionam as dinâmicas de poder e as dinâmicas de uma forma geral do Brasil.
Obrigado, Insider, pela moral. E é isso, busque aí as informações e tire suas próprias conclusões.
Eu posso comentar só um assunto aqui? Por favor. Veja bem, esse cidadão, a senhora, o senhor, tem essa empresa aqui com esse padrão de qualidade, tá? Aí ele tem milhares de funcionários e de repente você não deu para ele a isenção até $50. E no entanto, muitas empresas tiveram que ir para o Paraguai importar da China a custo zero, exportar para o Brasil porque eles estão fechando. Então isto aqui mostra o esforço desse empresário para poder continuar fabricando isso aqui.
Com certeza que isso aqui custa bem menos de $50. Então este aqui, ele tá sendo vitimado hoje por uma política populista. Se o governo brasileiro for autorizar $50, que autorize para todas as peças do vestuário brasileiro.
Amém, amém. Eu não sou a favor de atrapalhar as coisas, sou a favor de desatrapalhar as outras.
Lógico. Mas você tem que entender que você não pode competir de forma desleal, aonde eu não tenho uma tributação e você me impõe uma carga tributária altíssima aqui.
Sim.
Depois você pergunta, com certeza o Yuri tem todo um departamento só para saber quanto que ele tem que pagar de imposto. Exato. Então, custo do departamento tem que entrar no custo, né?
E também o quanto é que ele hoje tá sofrendo de concorrência desleal e predatória, porque isso aqui entra por um preço no Paraguai, lá a empresa recebe energia elétrica de graça, quase de graça, e os Correios ainda manda avião lá buscar para depositar aqui. Então esta é a realidade do empresário hoje, é isso daqui. Então todo mundo tem o direito de comprar os seus $50, tudo bem, mas expanda essa prerrogativa para todos os cidadãos que estão gerando mão de obra e renda no Brasil.
Pô, podia ter um marketplace do governo e as coisas que o governo permite que esteja no marketplace são as coisas que tem esse tipo de isenção, vou chamar. Ia ser legal, eu ia baixar o Shopee do Brasil, ia ser legal. Bom, um outro parceiro que a gente tem aqui também, cara, é Hashtag Treinamentos, tá? E a Hashtag Treinamentos é a maior escola de tecnologia do Brasil, tá? E eu não tô falando de tu vai lá e vai comprar um cursinho de inteligência artificial, não.
Aqui eu tô falando, cara, de gente que tá fazendo educação no Brasil há muito tempo. Se tu for no YouTube aí procurar #treinamentos, tu vai ver que eles estão criando conteúdo de graça, ensinando as pessoas coisas do mercado de trabalho há bastante tempo. E a #treinamentos, como uma escola mesmo de tecnologia, de mercado de trabalho, a maior da América Latina, cara, é, tá, que a gente fez uma parceria que vai te dar R$500 de desconto no conjunto de todos os cursos da hashtag, tá?
Então pensa assim, cara, eu quero, eu quero investir em mim mesmo, para eu ser promovido, quero, sei lá, mudar de ramo profissional ou quero desenvolver um hobby, você vai encontrar tudo que você precisa lá na hashtag treinamentos. Então Excel, Power BI, N8N, automação e diferentes ferramentas de inteligência artificial e tudo que— e assim, as coisas que virão também já estão dentro da comunidade impressionadora que é o conjunto de todos os cursos da hashtag treinamentos que tu vai levar com R$500 de desconto se você for nesse QR code aqui ou então no link na descrição e usar o cupom FLOW, tá bom?
Então não perde tempo não, meu irmão, porque investir em si mesmo talvez seja, na minha opinião, é o melhor investimento, tá bom? E também eu queria mandar um salve lá para a galera que usa o Kawai, ir para o Kawai e dizer que esse conteúdo aqui, todos os conteúdos que têm a ver com política, educação política, estarão disponíveis inclusive no Kawai, tá bom? Obrigado pela moral aí. Todo mundo. Então deixa eu ver aqui as perguntas que mandaram para gente.
Mandou no meu Zap, o Vitão, né? Porque o Discord já sabe, né? Os cara tão querendo travar o Discord. Sabe nem o que que é Discord, sabe, Caiado? Então a Janja não gosta do Discord, Discord zoado. Ó, o Docinho mandou aqui, ó: qual o seu sonho, Caiado?
Nossa, eu sonho neste momento É poder ter aí a bênção do povo brasileiro e poder chegar ao governo desse país, porque eu tenho tanta vontade de ver esse Brasil ficar no pódio. Brasil tá posicionado entre os 3 primeiros no mundo, é algo que me enche de orgulho. Isso eu acho que esse seria um grande momento da minha vida, com a experiência e a idade que tenho.
E o Kleber mandou aqui a outra. Salve, salve, família! Queria saber a opinião do Caiado sobre a legalização da cannabis, porque mesmo proibindo é mais fácil de comprar do que pão. Fora o dinheiro que seria arrecadado de imposto, possíveis tratamentos e outras diversas opções de fabricação com as fibras da planta.
O que que tu pensa disso? Já tem caso específico já muito bem detalhado quais são realmente as doenças que isso traz um resultado extremamente positivo já constatado, tá certo, medicamente falando, e de uma forma correta prescrita. Ao contrário, sou homem que eu acredito na ciência, tá certo. E no momento em que você tem para pessoas aí com níveis de distúrbio ou até de doenças raras, você tem resultados que são compatíveis com aquilo que a clínica médica reconhece e que ao mesmo tempo torna-se viável de ser aplicado e de ser prescrito.
E a gente para de falar de— na verdade, a gente tá falando especificamente de aplicação médica, e brigar com isso me parece, sei lá, não tem sentido, não tem sentido.
É só alguma retórica. Você tá dentro das regras, você sabe, muitas vezes nós somos obrigados a usar morfina. Perfeito. Então essas coisas têm toda uma prescrição correta de como as coisas devem ser estabelecidas. E as pesquisas foram feitas e demonstraram resultados.
Caiado, muito obrigado pela moral, obrigado pelo teu tempo. A gente ficou aqui um tempão, cara.
Tamo falando uma meia hora aí, né, Igor?
Meia hora assim. Bom, essa daqui é a tua câmera, ó, se tu quiser falar alguma coisa para galera.
Bom, o que eu quero neste momento, Igor, é poder lhe agradecer e muito, e dizer para os milhões de brasileiros aí que não me conhecem: dá um Google no Caiado aí, veja a minha história de vida como médico, como cirurgião, Me especializei na área de cirurgia da coluna vertebral, fiz minha pós-graduação na França. Sempre tive na medicina um grande momento da minha vida porque é de salvar vidas. Sou homem que nunca prescindi desse juramento meu.
Sempre quis também entrar na política porque com as decisões corretas você atinge milhões de pessoas, recupera a vida de tantas outras, reorganiza o seu estado, o seu país, e que as pessoas reconhecem quando um governo ele é corretamente aplicado, com dinheiro público respeitado e com autoridade moral para governar. É um momento decisivo. É reta final. Eu quero aqui tomar liberdade de pedir o seu apoio, o seu voto. O seu voto, ele é a única arma que você tem até o dia 4 de outubro.
Esta, ele será definidor do seu futuro. E aí, de uma forma carinhosa, como eu chamo, eu quero me dirigir a todas Donas Irenes do Brasil. Olha, a senhora que tá aí cansada, estafada, com tantos problemas pela frente, com vontade às vezes de sentar num canto e chorar e achar que as coisas estão ruins só por isso, não desanime. Agora é a hora de nós brasileiros, diante de todo este escândalo avassalador, é a hora que o Brasil mais precisa de nós.
Me empresta sua coragem, porque coragem eu tenho para consertar o Brasil. Muito obrigado e uma boa noite.
Mas qual que é o teu número? Teu número para o cara votar em tu. Teu número, teu número, teu número: 55, caiado 55.
Fica bonito, ó, tá vendo? Olha aí, ó.
Tá bom, Caiado, muito obrigado pela moral de novo.
Obrigado pelo teu tempo.
Vocês que assistiram aí, muito obrigado também. Dá uma olhada aqui no comentário fixado, vou deixar as redes sociais do Caiado. E sei lá, vira membro do canal aí, cara, se inscreve aqui, pega esse episódio aqui e manda lá no grupo da igreja, manda no grupo da escola, manda no grupo do bairro, manda onde você quiser. E é isso, a gente se vê depois, tá bom? Um beijo.
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