TINOCO - Flow #647
PRIMEIRO EP DO PROJETO REFLEXÕEShttps://youtu.be/2cZS4syMWRQ
Não filósofos filosofando
- A cultura do 'jeitinho brasileiro' e suas consequências sociaisjeitinho brasileiro·moralidade·sociedade
- A importância de questionar as próprias crenças e buscar diferentes perspectivaspensamento crítico·experiência·viagem
- A filosofia como ferramenta para entender a vida e o mundoestoicismo·niilismo·absurdismo·Santo Agostinho·Immanuel Kant·Friedrich Nietzsche
- A influência do ambiente na formação do indivíduo e da sociedadeambiente·sociedade·indivíduo
- A busca por propósito e a crítica à ultraprodutividade na sociedade modernasentido da vida·Byung-Chul Han·Sociedade do Cansaço·produtividade
- A inevitabilidade do sofrimento e a importância de aceitar as experiências da vidasofrimento·controle·experiências
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There's like a dozen more likely explanations other than serial killer. All right, maybe not a dozen. In Florida, crime has no offseason.
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor, hoje do meu lado aqui tem o Janzão Barbudo, família, e vamos conversar com Tinoco, cara. Obrigado por vir aí de novo, tamo junto.
Obrigado você por convidar, meu irmão.
E já estamos trocando ideia, na verdade, aqui há muito tempo, né, falando groselha aqui, especialmente que tu chegou cedo, né, cara. Então é, inclusive atrasou porque, porque, ah, esquece esse papo de atrasou, não atrasou não, tu começa na hora exatamente que tem que começar. Exatamente, tá aí.
Ele nunca tá trabalhando.
Então é isso que a gente filosofaremos durante o episódio de hoje, mas sem intenção de filosofar, né? Porque a grande graça é conversar com repertório, sim, né? E a gente tava falando aqui sobre a vida, sobre vários aspectos, falamos de política, falamos uma porrada de coisa, falamos do que que os jovens estão gostando, que linha filosófica os jovens estão gostando agora. A gente chegou aqui algumas possibilidades, né? Eu chuto que os cara tão gostando dos estoicos, mas aí tu tem, vai me dizer o que que tu acha lá live também.
Mas você que tá assistindo aí, cara, quiser participar dessa conversa, pô, é só você dar uma olhada aí no, aqui no QR code que tem o Live Pix aqui na descrição também. E o Vitão vai escolher aí os 5 melhores e vai me mandar aqui para eu ler no final do programa, né? E se você quiser virar, se você, eu também queria mandar um salve para o parceiro de hoje que é o Felipe Midi, cara, que a gente vai falar da cerveja dele já já. E tem também o Vintage Culture, que esse eu vou falar logo, que é o seguinte, cara, amanhã acaba a votação para o Oscar desses caras da música eletrônica, que é DJ Mag, né?
E é amanhã. O que que você tem que fazer agora? Você tem que clicar no link que tá na descrição, né, e votar no Vintage Culture, porque assim, é Brasil, irmão. Aí tem 5 votos, aí tu coloca lá os cara BR E o que sobrar de espaço, tu coloca o Vintage de novo, tá bom?
Exato. Vintage Culture, Vintage Culture, Vintage Culture, escolhe dos outros 2 BR aí que você quer fortalecer também, que aqui é Brasil, né? Mas aí, qual que é a parada? Só entra, faz o cadastrinho rapidinho e aí spama hoje, né? Porque assim, eu não sei se dá para voltar mais de uma vez, mas dá para criar mais de uma conta, com certeza. Você tem mais de um email aí, né?
Algum jeito tem que encontrar.
Você tem mais de um email aí, com certeza. Então, ó, é hora de usar aquele teu email fake. É, é, vamos embora, vai lá, vai lá.
E aí talvez seja um bom momento para a gente começar mesmo, cara. Até que ponto é dar esses jeitinhos nas coisas não nos fode? Ó, caralho, porque se liga, ó, a gente, quando eu tava lá no, quando eu tava, quando eu era um jovem de 16 anos, muito tempo atrás, 15, 16 anos, eu morava numa— eu tava numa realidade completamente diferente da que eu tô agora. E que, como eu tava te falando antes da gente começar, aquele era o mundo. E eu nem sabia que tinha outro jeito de pensar, de viver.
No máximo era, tem uns cara que tem mais grana. E eu achava que o cara que tinha mais grana é porque ele morava no Leblon e tinha um apartamento. Não sabia o que que era ter grana, tá ligado? Realmente ter grana, nenhuma ideia de que aquele era o mundo, mas um mundo muito pequeno. E no específico, no microcosmo específico que eu vivia, era assim, cara, como que eu faço para não, para me manter vivo? E meio que tá valendo quase qualquer coisa, entendeu?
Então, pô, vou dar um golpezinho aqui, eu tô, sei lá, tem como dar um golpe na passagem aqui no emprego, né? Tem como eu, sei lá, cobrar um pouquinho mais caro aqui numa parada, tem como eu pegar uma mercadoria aqui esquisita, tem como tu fazer umas paradinhas, né? Dá um jeito. E aí tu sobrevive. Eu entendo que tem muita gente que está inserida nessa realidade e não tem muito o que fazer se ela quiser sobreviver, mas tem o cara que compra um táxi aqui em São Paulo para levar o moleque na escola na faixa de táxi, porque esse cara tem condição de fazer isso. E é um jeitinho em outra escala.
Sim, certo.
E aí quando a gente tem essa cultura dos jeitinhos, a gente vai culminar nos troços que fodem a gente de verdade, como por exemplo, É, por que que o preço do cinema é como é? Porque o preço de verdade é a metade, como todo mundo paga metade, né? Então o jeitinho a gente se virar, a gente, pô, mas faz aí para mim, não, mas só dessa vez. O quanto que isso, quanto que isso nos fode no fim das contas como sociedade?
Caralho, caralho, começou! Então sei lá, mano, não sei nem responder isso não, mano. Caralho, como é que eu vou responder isso, tá ligado?
Eu quero saber o que que um moleque de 25 anos acha disso tudo que eu falei.
Vamos lá, eu vou tentar elaborar aqui. É porque para mim, mano, quando a gente tá falando sobre a sociedade de um modo geral, é muito complicado a gente separar o indivíduo e tentar entender causas sociais a partir da visão de um indivíduo só, tá? Ou de, tipo, a gente tá falando do jeitinho brasileiro, vamos dizer assim. Mas a gente tá falando da sociedade como um todo ou a gente tá falando de uma pessoa em específico, um jeito de agir em específico de uma pessoa ou de várias pessoas?
Mas eu acho que eu tô indo mais na linha de várias pessoas, no sentido de como essa cultura vai moldando a forma como a gente funciona no fim das contas. Porque a cultura de dar um jeitinho, porque a gente sempre teve fodido, A maior parte da nossa população é fodida e tudo mais. Isso vai criando... Por mais que você saia dessa realidade, a cultura fica e se perpetua. Entendi. E o que isso vai causar lá na frente? Isso vai afetar o jeito que eu voto lá na frente. Total. Tá ligado?
E o sistema, como o sistema funciona.
Como ele funciona de uma forma geral.
Porque nesse caso, talvez a gente volte em... Tipo assim, o homem é bom por natureza ou não? O que que você acha?
Eu acho que o homem, eu acho que o homem não é porra nenhuma por natureza, ele é uma besta.
Além do bem e do mal, ele tá além do bem.
Eu acho que é, porque eu acho que o que molda, eu nunca vi, eu nunca ouvi falar, ou apenas assim, eu sou ignorante mesmo, de um caso que não tenha sido moldado pelo ambiente para valer assim, né? Ou que tu pelo menos consiga argumentar fortemente a favor dessa ideia. Tá ligado?
Sim. É porque eu acho que o ambiente ele molda o homem, mas ele também é um pouco a imagem e semelhança do homem, o próprio ambiente e a sociedade e o sistema, né? Propriamente dito.
Ovo e a galinha?
É, eu acho que sim, mano. Porque é difícil dizer que as pessoas são corruptas sem dizer que o sistema é corrupto, tá ligado? Tipo, é difícil você não fazer uma ligação entre uma coisa e outra. É difícil você dizer que a pessoa em si aplica o jeitinho ou a sociedade em que ela tá não necessariamente induz ela a fazer isso, mas ela dá, ela tem, ela consegue fazer isso se ela quiser.
Funciona. As regras permitem algo que não é ilegal, mas é imoral.
Exatamente. E aí você fica no limite justamente da moralidade. Tipo assim, beleza, talvez aquilo seja crime, ou fazer alguma coisa assim seja crime, igual você falou do táxi. Não sei se isso é exatamente um crime.
Não é crime.
Então, mas você está no limite da moral ali. Você está meio tipo assim, você pode estar prejudicando outras pessoas, você pode estar prejudicando a sociedade como um todo.
Você está apenas... Vamos lá. Em primeira análise, você está se aproveitando de uma vantagem financeira para burlar uma lei que existe para o bom funcionamento de alguma coisa. Então assim, por mais que tu fala, mas isso não funciona de verdade, não sei o quê. É justamente porque a gente age assim, eu acho. Aí o que eu tô propondo, que a gente imploda essa porra? Eu acho que não dá. Eu acho que é outra consideração que a gente tem que ter.
Eu acho que é a consciência de que é assim, é o primeiro passo para as coisas irem por um caminho diferente. Por quê? Porque, meu irmão, é assim desde sempre. Os reis, antes dos reis, era assim. Porque são, eu acho.
Então você acha que a consciência de classe é o jeito certo da sociedade? Tem que ter consciência de classe?
Não uma consciência de classe, eu acho que isso é pouco. Eu tô propondo uma consciência de realidade. Eu tô propondo uma reflexão sobre o que são as coisas. E isso necessariamente é precisa partir de um ponto, tem um ponto anterior a esse que é: e rapaz, existem outras percepções sobre esse assunto. Ou quer dizer, e aquele cara que não veio, que veio de outro país, ou que veio de outra região do Brasil ou da minha cidade, ele enxerga esse mesmo problema que é, que é um cara ouvir funk alto dentro de um ônibus diferente de mim, tá ligado?
Ou o cara que fez um barulhão no carro Ele, porra, aquele cara acha maneiro, porra, e ele não é um idiota, porra. Então me explica essa porra. E o cara explica, entendeu? Aceitar que o contraditório é viável, eu acho que é o ponto, acho que é anterior a gente ter uma consciência. E aí, consciência, entendeu? Eu não acho que a gente faz a primeira pergunta, que é, será que eu tô errado?
Eu acho que a consciência tá um pouco ligada à experiência que que você tem, não? Tipo, ela não necessariamente uma experiência física. Talvez você possa ter essa experiência através de um livro ou de alguma outra coisa. Mas eu acho que o primeiro passo, normalmente, para tomada de consciência da vida ou das coisas que você acredita ser o certo ou errado, tá na experiência de passar por muita coisa, tá ligado? Tipo, isso, o problema disso é que A experiência em si não vai te fazer chegar em conclusão nenhuma.
Às vezes você vai passar a vida inteira passando por um monte de merda e no final você não vai chegar em conclusão nenhuma, tá ligado? Bem possível. Mas você pode ter o estalo ali no meio da experiência, tá ligado? E eu acho que você tá condicionado a perceber o mundo ao seu redor. É um passo importantíssimo pra você sair de quem você é e ir em direção a algo maior do que isso, tá ligado? Não só, não tô falando metafisicamente, tá ligado?
Tô falando intelectualmente. Você só conseguir ter consciência de outras realidades é um ponto importantíssimo. É tipo viajar, mano. Por isso que viajar é foda, porque você consegue ver. Eu fui para Espanha esse ano e você consegue ver que o seu ponto de vista não é o único no mundo, mano. Tipo assim, tem pessoas do outro lado do mundo vivendo a sua própria vida, pensando em coisas que pode não ter nada a ver com a sua, tá ligado?
E esses choques de realidade que você vai tendo, eles vão, pelo menos vão me construindo como pessoa, mano. Tipo, porra, passar por essa experiência de ver um país diferente funcionando, tá ligado? Eu já fui à América do Sul aqui, mas eu nunca tinha ido pra Europa. E é um choque, né, velho? Você chega na Europa e fala assim, caralho, que coisa doida, mano. Que bagulho louco. Não necessariamente melhor, nem necessariamente pior.
Mas tipo assim, caralho, são outras pessoas que tiveram uma construção social diferente. Porque a América do Sul, né, mano? Exato, mano. Isso eu acho muito foda. Eu não quero ir lá pra entender o sistema educacional da Espanha ou de outros países. Eu quero lá ver o que as pessoas fazem dia a dia, mano, tá ligado? Acompanhar o dia a dia na pessoa. Quero ir comer num restaurante normal, mano, tá ligado? Você pegar a visão do mundo real, tá ligado?
Que é o que te dá uma experiência para você ponderar até o que você vive aqui. Porque a partir do momento que tu sabe que existem coisas, exato, mano, né?
Eu acho que o primeiro passo é realmente entender isso, que existe mais coisas, né? Tipo, além do que você tá vendo. Eu lembro de É uma experiência. Eu morei lá em Portugal cerca de um ano ali e eu lembro de um momento, eu tava andando numa rua assim e um cara falou, ó, já pensou que... Um português falando, já pensou que esse paralelepípedo... Boa noite, pessoal!
Falando assim. Aí eu falei, mano, se foda!
É, mas já pensou que esse paralelepípedo aí ele é mais velho que teu país? Eu fiquei assim, caralho, realmente, né, mano? Tipo, que doideira que... Tipo, olha tanto tempo que eles estão... Caralho, realmente, né? A gente é muito menino aqui no Brasil, né? Tipo, tem um paralelepípedo aqui, né?
E estamos aqui falando como é que o chinês deveria pensar. Os caras estão aí há 5 mil anos, mané.
Mais. Mais, é 10 mil anos, mano. É coisa de civilização, irmão. O Homo erectus viveu naquela região por milhões de anos, tá ligado? São culturas que vão evoluindo e passando e vão chegando em novas conclusões e novas coisas. Você vê as pessoas Principalmente, o ponto que a gente tem que deixar claro é aquilo que eu falei. Não é necessariamente melhor ou pior do que o Brasil, tá ligado? A realidade que a gente vive. Não é exatamente sobre isso.
Não é sobre você ir pra Europa e falar assim, pô, aqui é Europa, tudo aqui é melhor. Eu não acho isso, tá ligado? Cheguei lá e vi diversos problemas que o Brasil tá, tipo assim, coisas que beleza, às vezes, tá ligado? Mas eu acho que o ponto é isso, mano. É o ponto de você estar. Na sua cabeça falando assim, pô, velho, eu tô disposto a aprender com o mundo, tá ligado? Com as coisas que você passa. E isso eu acho que isso te molda, mano, a passar pelas experiências de uma forma melhor.
Você falou do estoicismo, pô, mano, o estoicismo ele me ajudou muito, mano. Por mais que não seja, eu não me considero um estoico, né? Óbvio, pô.
Ah, mas você tem 25 anos, velho. Quem tinha que se considerar um estoico?
Não, não acho que tinha.
Por que que você acha que é coisa de jovem isso?
Eu não sei, mas é assim, me parece que jovens gostam dessa parada, porque quando eu vejo, eu vejo uns moleque interagindo com esse conteúdo desse tipo, entendeu? Eu posso estar muito enganado, mas me parece.
Mas tá cheio de adolescente com foto de anime no perfil que gosta disso aí, que estoicismo na veia, e é isso aí, mano. Mas é aquilo, eu sei lá, mano, as pessoas já me perguntaram e já tiveram até empresas de livros que me mandaram livros falando assim, pô, irmão, Você que é um grande estoico. Eu falei assim, não, eu não sou um grande estoico, tá ligado? Mas eu—
O que significaria ser um grande estoico?
Exatamente, eu não sei se tem como hoje em dia você se colocar dentro de uma caixa desse, tá ligado? Porra, eu vou ser um estoico, mano? A quantidade, a gente tá falando disso, a quantidade de conceitos filosóficos que tem espalhado pelo mundo, mano. Eu vou ser estoico, porra? Só estoico, tá ligado? É isso que eu tô te falando. Aprendi com o estoicismo coisas muito importantes para mim, principalmente isso que a gente conversou antes.
Mas tu aprendeu com o estoicismo ou o estoicismo deu um nome para as coisas? Cara, refletiu antes, porque assim, as ideias do estoicismo, por que que eu acho que a galera gosta muito? São ideias, elas são, se tu parar para pensar, elas são difíceis de tu, pelo menos assim, a que eu mais gosto, que é, pô, meu irmão, eu controlo o que eu controlo, né? Não adianta eu ficar arrancando os cabelos por conta de uma parada. Eu fiz o meu melhor, eu cheguei, eu não posso sofrer por causa de uma parada que eu não consigo, senão eu vou viver sofrendo, né?
E são ideias que elas são, porra, dá para tu chegar sozinho, eu quero dizer, entendeu? Não são, nossa, meu irmão, que é o tempo, entendeu? Mas o moleque lá de 14 anos, ele vai escrever 3, 4 ideias do que ele leu no perfil do Instagram que ele achou legal. E o estoicismo tem umas frases, umas ideias que são, né?
Ah, tem. É porque separa, tipo assim... Difícil isso aí. O cara tá colocando perguntas muito complexas pra você tirar.
Eu gosto muito mais do estoicismo do que do niilismo, por exemplo, tá ligado?
Porque tu chama muito de niilismo.
Nesse nível, assim, o jovem ali com o avatar de anime e que ele não vai estudar profundamente o bagulho, ele vai ficar só ali meio que no raso. É melhor do que ele vá pro conceito de vou sofrer só pelo que eu tenho controle do que nada importa, tá ligado? Porque pra eu cair nessa armadilha há uns 10 anos atrás, que é realmente perceber que tipo, hoje eu entendo que nada importa, mas vou então vou. Antes eu ficava nada importa, então não vou fazer porra nenhuma.
Agora é, se nada importa, pô, vou aproveitar o máximo que dá aí então, e tentando, já que não tem uma regra clara, vou criar as minhas regras tentando ser o melhor que eu posso ser no meu conceito, tá ligado? E aí o que aconteceu há 10 anos atrás, que quando eu tava muito nesse niilismo eu fiquei depressivo pra caralho, tá ligado?
Porque eu não acho que nada importa porque nada importa, acho que nada importa no sentido de, cara, tu controla as coisas.
Eu acho que é mais assim, eu vou mais por aí. Mas é que o nada importa para mim era numa vibe assim de tipo, é aquilo lá de, pô, existe aí todos os anos que o mundo, que tudo isso aqui existiu sem você, aí existe uma pequena fração que você tá ali e depois continua tudo, foda-se. Então nesse sentido, tipo, o que você vai fazer ou deixar de fazer, foda-se para o mundo. Então assim, o que isso acabou na prática fazendo comigo naquela época foi eu ficar meio deprê mesmo assim, de tipo, caralho, então por que que eu vou tentar ter força aqui para fazer algo e tudo mais?
Isso pode te atrapalhar para caralho.
Me atrapalhou muito.
O niilismo em si, para mim, ele— aí eu vou ter que estar com Nietzsche nessa, que o Nietzsche ele tá mais para a ideia de tipo assim, o niilismo e uma pessoa, um niilista e uma pessoa ultra religiosa tá na mesma categoria, é a mesma coisa, tá ligado? É a crença absoluta no nada, o niilismo. E assim, eu vou falar de uma forma, pode ser, pode se dizer que é uma forma burra de dizer o que eu vou falar, mas tipo assim, pô, mano, a crença absoluta em qualquer coisa É um passo difícil de dar, mano.
Soa errado, né?
Soa errado, justamente por isso. Porque, porra, quantas realidades você não conhece, mano? É o princípio básico. Sócrates fala da primeira coisa, primeiro capítulo da filosofia: só sei que nada sei, mano. Tipo assim, você colocar qualquer conceito e tipo entrar de cabeça absoluta em algo e falar, mano, é isso aqui, isso é o certo.
É, em 2026 fazer isso parece que não tem cabimento, porque se você vivesse numa outra época onde fosse difícil você você ter acesso a outros tipos de filosofia e tudo mais, aí beleza. Aí você tem aquilo ali, pô, aquilo te deu um guia, então beleza, eu vou pra valer nisso. Agora 2026, por isso que não— por que que vai se chamar, vai falar que você é um estoico, tá ligado? E aí tipo, porra, em 2026 não dá, não dá pra pôr esse rótulo, né, em nada.
Porque assim, se você decidir ir pra valer, eu concordo plenamente que é igual acreditar pra valer na religião, 100%, sabe?
É porque rótulo é difícil demais, soa meio errado. É quando você coloca algo, um rótulo. Por exemplo, esse próprio conceito que você deu do niilismo, de você tá numa brisa de não acreditar em nada ou achar que nada tem sentido, isso é abordado por outros conceitos filosóficos de forma diferente. Tipo, o absurdismo, para mim, do Camus, não sei se você conhece o Camus, ele é meu autor preferido. Albert Camus, claro, sim, foda para caralho.
E tipo, ele aplica esse conceito, essa ideia de que talvez nada tenha sentido, mas tá tudo bem. Não é necessariamente um niilismo de nada tem sentido e nada é, tudo é nada e acabou, tá ligado? Tudo é nada é foda, mas tipo assim, tudo é nada, literalmente. Para o niilismo é isso, é a crença no nada. Então eu acho que o absurdismo Ele bebe dessa fonte, mas ele produz outro resultado. Ele tá na ideia de tipo assim, pô, mano, beleza, você é insignificante, você é só um suspiro no meio de uma cadeia gigantesca de eventos que aconteceram no planeta.
Beleza, temos consciência disso, mas isso não significa que a sua existência não tem Porra, peso.
Eu não posso nem atribuir um significado a ela. Eu posso, pode, né?
O Camus, ele fala na primeira frase do livro O Mito de Sísifo, é: o maior problema da filosofia é o suicídio. No sentido disso, de que, porra, tem conceitos filosóficos que te levam para uma ideia Que é uma parada meio tipo assim, pô, mano, nada tem sentido, a vida é uma merda e vou simplesmente... Não necessariamente cometer o suicídio, mas vou simplesmente... Ele fala de um suicídio pré-físico, que é o suicídio intelectual, que é o suicídio de você falar assim, pô, irmão, então se nada tem sentido, foda-se, não quero conhecer mais porra de ninguém.
Apagou a luz interna.
É, mas é um conceito de você... Deixar que a sua vida não tenha sentido, tá ligado? É uma ideia de você não ir atrás de novas experiências, de colocar um sentido na sua própria vida, que não é tão simples. Talvez seja esse o grande ponto que a gente vai falar aqui hoje, né? Mas então aí, qual o sentido?
Mas assim, justamente porque eu, quando eu caí no niilismo, eu acho que era Só porque, tipo, eu não fui atrás, chegou em mim naquele momento que você tá cheio de dúvida e tudo mais, chegou em mim. E aí eu comecei a me interessar, achar legal e tudo mais. E mente de jovem, né, tipo cabação total. Então, e aí por isso que eu digo que pelo menos hoje parece que eu concordo com você, eu fico pegando no teu pé, mas eu acho que o jovem gosta do estoicismo aí e tudo mais.
E eu tenho visto com bons olhos, pelo menos, que o que chega na, tipo, o que tá na moda, digamos assim, é melhor do que a outra, sabe? Eu vejo que é melhor o cara, tipo, tentar ir para esse lado assim, sabe? Se você vai não entender mesmo, vamos lá, você vai ficar no raso mesmo, então assim, é melhor você só tá na moda.
Então só vai, você só vai contando.
Inclusive eu vi outro dia um meme do assim, Nilismos, tu tem 16 anos, né? Hoje, moleque triste para caramba. Nilismos, tu tem 40, os cara festejando, entendeu? Se tu tem 16 anos, tu é nihilista, tu imagina que tu gosta do niilismo, é porque, calma, calma, tipo, pode gostar, mas assim, não deixa, não se aprofunda como se isso fosse 100% da realidade, não vou buscar mais nada, né?
Tenta, tenta ver outras coisas, cara.
Foda tu falar para o moleque de 16 anos que ele não tem o equipamento que vai entender, mas ele Ele não, ele vai falar, tu é burro, porra? É claro que eu tenho, sou inteligente, tirei 10 na escola. É tipo, não era isso, irmão.
Não é exatamente sobre isso, mas o que eu ia comentar, mano, é que para mim o que foi uma revolução na minha vida intelectual, principalmente dentro da filosofia, foi começar a ir atrás de pessoas que eu nem achava que eu ia gostar, tá ligado? Eu posso dar dois exemplos aqui, que é o Santo Agostinho e Kant.
Santo, tu é cristão?
Sou, cara.
O Santo Agostinho é um personagem curioso, inclusive para os cristãos.
Mas assim, eu acho Santo Agostinho uma— ele tem— a gente vai entrar em alguns pontos que eu quero entrar em alguns pontos aqui dessa parte. Por quê? Porque eu já fui uma pessoa que, igual você falou, a gente já teve muito— eu já tive muitos, muita bagagem de muitos lugares. Já quis estar dentro do niilismo, já quis estar dentro do absurdismo, dentro de um monte de coisa. E foi essa ida de um ponto a outro dentro de um monte de caixinha que me fez conhecer muita coisa, tá ligado?
Dentro dessas filosofias assim, né? E tipo assim, ir atrás de pessoas que eu não concordo ou de pessoas que eu não conheço o suficiente para concordar ou discordar mudou minha cabeça para sempre, mano. Abrir essa possibilidade, tá ligado? Eu lembro, porra, há um tempo atrás, muito tempo atrás, eu fiz um vídeo Que foi um vídeo de merda, que era tier list de filósofos. Aí eu entrei na brisa de que eu ia eleger os filósofos que eu mais gosto.
Só que, tipo assim, porra, eu não conhecia os pensadores direito, tá ligado? E eu colocar isso dentro de uma caixa, porra, esse filósofo é foda, esse filósofo aqui já não sou muito fã, isso mexe com muitas coisas, tá ligado? Muitas camadas de dentro da filosofia. E aquele vídeo me fez perceber que eu precisava conhecer pessoas e ler pessoas que eu discordo, tá ligado? Inclusive, o Santo Agostinho foi uma das pessoas que eu coloquei na categoria de tipo assim, porra, nem sei comentar direito sobre esse cara, e talvez nem queira.
Mas depois que eu tive contato com Confissões, foi esse livro que me converteu, mano. Foi esse livro que me converteu. Não necessariamente a ideia de Pô, cristianismo ou católico, um bagulho profundo e certeiro, é isso que eu vou ser para sempre e tudo mais. Mas é uma das caixinhas que eu quis entrar, tá ligado? Tipo, eu já pratiquei o budismo, já fui, eu posso dizer que eu já fui budista, mano, tá ligado? De querer conhecer um conceito filosófico do budismo, o conceito religioso do budismo, as coisas da meditação e tudo mais.
Então eu entrei em várias caixinhas religiosas, intelectuais, filosóficas, enfim. Mas no Confissões do Santo Agostinho, o que acontece, mano? O Santo Agostinho, por que que pra mim ele é tão pica? Porque ele é um santo que não tem a história de um santo, tá ligado? Ele, tipo assim, ele é um santo, um homem que foi santificado pela Igreja, mas que passou a vida inteira lutando contra os próprios pecados. E eu gosto dele não pelo fato de me identificar como um pecador, Mas me identificar como uma pessoa que foi atrás de buscar ser uma versão melhor de si mesmo, tá ligado?
E tipo assim, por exemplo, mano, olha, olha o nível, a profundidade que tem Confissões. Eu não sei se já ouviu essa história, mas ele conta sobre o roubo das peras. O Santo Agostinho tinha 16 anos e ele conta no livro que ele foi com uns amigos, no modelo mais Chico Bento possível, roubar fruta de uma pomar do vizinho. E aí ele foi roubar pera, entrou na brisa de roubar pera. E aí, mano, ele chega, rouba todas as peras, e ele e os amigos jogam fora a pera depois.
Eles não comem a pera. Porque ele fala no livro: porque eu tava fazendo aquilo pelo simples prazer de pecar. Não porque eu tava com vontade de comer pera, tá ligado? E tipo assim, porra, mano, você vê um santo falando sobre essas ideias, esses conceitos de tipo assim, pô, ele era um ser humano, mano. Ele passou por tentações, ele teve filho fora do casamento, tá ligado? Ele teve coisas, ele passou por muitas, muitas coisas na vida dele que fizeram ele ir descobrindo.
Ele passou por um monte de religião antes de voltar pro cristianismo. Ele passou por um monte de ideia, ele era estudioso, né? A ideia do Santo Agostinho hoje, que até o Papa hoje é um filho de Santo Agostinho, ele fala, né? Que são pessoas que estudam muito. Então ele tá ligado a essa ideia, pra mim, de ser uma pessoa que foi atrás de diversos pontos até ele chegar em algo que ele concorda, seja a Igreja ou sejam outros pontos.
E pra mim, esse é isso que eu quero tirar dele, tá ligado? Não essa questão religiosa nem nada do tipo, mas a questão de Você ir atrás daquilo que você não conhece. E é aí que a gente chega no Kant também, que foi um pensador que mudou a minha vida, mano. E era outro que na playlist de filósofo eu falei assim, não sei muito bem, não gosto muito não, tá ligado?
Quem que era o primeiro nessa daí?
Eu acho que era Nietzsche, mano. Eu acho que era Nietzsche, sempre foi Nietzsche. Eu acho que sempre gostei de Nietzsche. Mas o Kant hoje talvez ele seja um pensador que eu mais gosto, não sei, né, mano? É meio Foda-se ficar dizendo qual que é o melhor, mas o impacto que ele tem na filosofia, na minha forma de ver o mundo, é algo que eu não sei nem descrever exatamente, entendeu? Tipo, o que, de novo, né, o que que me pegou no Kant?
O que que o Kant fez? Ele era um professor e ele passou 10 anos escrevendo um livro, que na época os cara tinha a brisa de escrever livros sobre como funciona o mundo, tá ligado? Os cara escreve tratados de 3.000 páginas sobre funcionamento da sociedade e tudo mais. E aí o Kant escreve o livro dele, o mais famoso, e ele escreve ali, ele faz, qual que é a ideia? Ele faz a Crítica à Razão Pura, que é o nome do livro. Então ele tá dizendo ali, de novo, né, tô falando isso de uma forma idiota, mas ele tá dizendo ali que só com a razão, só tentando você pensar e tudo mais, existem perguntas que você não vai conseguir responder.
Por mais que você pense, irmão, por mais que você seja um intelectual fodido, por mais que vem, tem coisas como Deus, é talvez o principal exemplo, que você não vai conseguir chegar em conclusões lógicas, porque é algo que está além da razão, tá ligado? É uma compreensão que tá justamente isso, é a crítica à razão pura, a crítica à ideia de que a razão puramente vai fazer você chegar em todas as respostas. E isso para mim me fez pensar muito, tá ligado?
Porque eu já tive a ideia, e é o que eu acho que muitos dos meninos que gostam de estoicismo têm ideia, de que, irmão, o bagulho é ser racional, mano. Bagulho é, eu sou frio e calculista, mano. Eu penso em tudo, eu consigo chegar em qualquer conclusão. É só, eu só não cheguei nela ainda porque eu não pensei o suficiente. E isso para mim já foi uma realidade. Eu não sei se vocês já pararam para pensar nisso, mas eu sempre fui uma pessoa que achou que só pensando já era suficiente, tá ligado?
Mas é aquilo que a gente conversou antes, para mim o sentimento, tá ligado, A ideia, as experiências que você passa interferem na forma como você precisa ver o mundo, você pode ver o mundo, tá ligado? Não só pensar, raciocinar.
Eu acho que a gente não tem— isso que tá falando é verdade, e não tem— a gente não tem nem escolha, porque não existe um ser humano que é privado das emoções, né? Então toda análise humana sobre a realidade ela vai ter alguma, sei lá, vai passar pelo prisma das emoções, não tem jeito, né?
Mas as pessoas se distanciam, né?
Eu entendo que as pessoas podem tentar se distanciar das próprias emoções para analisar as coisas, e eu acho que esse é um grande erro, justamente porque não me parece possível. Porque mesmo que você acredite que você, se você tá fazendo, você tá lidando com as coisas desse jeito, você tá tem certeza, por exemplo, você precisa considerar a possibilidade de que toda a fundação da tua razão vem de um ser que sente. Então, se a fundação da tua razão vem de um ser que sente, a tua razão é influenciada pelo que tu sente.
É porque eu acho que as pessoas, mesmo que você tente fingir que não, é porque isso é verdade. Mas para você pra uma pessoa que entende que a verdade tá além do homem, essa pessoa não precisa necessariamente levar em consideração a emoção pra compreender essa verdade, entendeu? Dentro da cabeça dela. Tipo, porque o que a gente tá falando aqui é algo totalmente humanista. A verdade tá dentro da cabeça do ser humano, ou o ser humano é o motor do mundo.
Ah, um argumento... O cara que diz isso, ele poderia usar de argumento que, olha o Einstein, o Einstein imaginou As paradas lá escreveu num papel e é matemática, é física, não sei o quê. Mas tem vários outros exemplos, na minha opinião, que, porra, de coisas que não dá para de fato chegar na razão, porque a verdade ela transcende o homem, me parece.
Eu acho também. É porque aí vai de muito de pessoa para pessoa, né? Mas talvez se você tem uma visão católica É difícil você distanciar a verdade do homem, né? Porque se a verdade talvez seja Deus, e Deus foi feito à imagem e semelhança do homem, logo tá tudo interligado, né? Tá indo longe, né?
Sim e não, eu acho. Porque vamos lá, sim, Deus fez o homem à imagem e semelhança dele, né? Se Deus fez o homem, aí vamos dizer que a Bíblia tá certa no sentido lá do Jardim do Éden, tá?
Vamos na visão católica.
Isso. Aí nesse momento, naquele, logo no comecinho, a gente já distancia da verdade. Então aqui me parece que a verdade já é, sei lá, transcende o homem, né?
Metafísica.
Então ela já tá, ela já— a gente é só um pedacinho. Na verdade, a gente fez parte dela um dia, sabe qual é? Me parece, né? Agora, o que que eu realmente acho? Eu acho que, cara, as coisas, ela— Deus e as coisas são dessa forma porque existe uma verdade de onde todas as regras saem.
Por isso que você acredita nisso?
Eu acredito que essa é uma, essa é a possibilidade mais viável na minha cabeça, tá ligado? Que existe uma verdade, é, que é meio que uma, não é, não tô falando que alguém que tá prestando atenção no que que o Tinoco tá fazendo, não é, eu não tô nem dizendo, não tô nem dizendo que eu compreendo o que é ou que eu Ou que eu acho que tem uma consciência parecida com a nossa, ou que dá para eu olhar e ver alguma coisa, tá ligado? É apenas, entendeu?
Não é tudo. E aí disso sai o que nos permite estar aqui. Por exemplo, as ligações entre os átomos de carbono e hidrogênio e não sei o quê, que vão formar as moléculas, vão formar um ser humano. Essas coisas só— a gente só existe porque essas coisas se juntam, e elas só se juntam porque existe uma regra, uma verdade de onde vem essa possibilidade, entende? Tipo a gravidade, tipo a constante que é a velocidade da luz. A velocidade da luz é uma constante, e se não fosse, ia quebrar um monte de coisa.
É como se fosse uma regra escrita do universo, né?
É uma regra escrita do universo que é. É, então tudo é. Então vai ser tudo.
Existe, eu acho que uma diferença entre o conceito físico e o conceito metafísico. A verdade física, a verdade gravidade, mundo assim, e a verdade moral, tá ligado? Tipo, eu assim, olha, não dá para medir algo. Olha a frase que eu vou falar, como ela é arrogante. Eu discordo de Sócrates. Quando ele fala que, tipo assim, existe uma verdade universal e ela tá dentro de você, e você, basta você buscar o conhecimento para tentar alcançar essa verdade.
E eu também discordo de Platão na ideia de... A gente pode colocar o Platão, ou até o neoplatonismo, que é mais voltado, um pouco mais... É como se fosse o Platão... Remasterizado, meio cristão, bagulho meio, tá ligado? Mas a ideia é que existe um mundo das ideias, um mundo perfeito. A ideia de que existe uma verdade, um plano onde, pô, pensa numa garrafa d'água. Existe a garrafa d'água perfeita no mundo das ideias, e todas as garrafas d'água do mundo são só uma tentativa de fazer aquela garrafa d'água perfeita.
Você pode, a forma mais simples de você pensar, é um círculo. Qualquer círculo feito no mundo físico nunca vai ser tão perfeito quanto o círculo perfeito. Você der zoom suficiente em qualquer círculo, você vai ver que não é exatamente um círculo. Então, você aplica essa ideia no conceito de verdade, de que existe uma verdade, existe um certo e errado. Platão inaugura esse dualismo, né, mano? Existe algo que é certo Existe algo que é errado.
E eu não sei se eu concordo tanto com isso, na minha humilde pessoa discordante de Platão. Eu tô mais tipo assim, o Aristóteles chega depois e discorda de Platão nessa ideia. Ele coloca tudo meio que no mundo físico, né? Tanto que aqui a gente vê o Platão é aquele lá, ele tá apontando para cima por conta do mundo das ideias, e o Aristóteles tá aqui no mundo físico.
Eu acho que eu gosto de da junção dessas ideias. Eu acho que tu pensar como um ajuda a pensar como— vamos lá, tu entender um, ler como entender como ele pensa e tal, ou tentar entender como ele pensa, ler o outro, tentar entender como ele pensa, vão formando uma teia da minha própria opinião do que que eu acho que é. Então quando eu leio, eu vou ler a Bíblia Ela vai entrar nessa, tá bom, então os caras estão pensando isso aqui, isso daqui se conecta com isso, que parece com o que eu tô pensando aqui, não sei o quê.
E aí eu leio um livro, eu não tô preocupado com a conclusão daquele livro do Kant, eu caguei porque o Kant concluiu, eu quero entender como é que ele chegou até aquela conclusão. Porque entender como é que ele chegou àquela conclusão vai possivelmente desbloquear um jeito de pensar para eu analisar a realidade, entendeu? Que é o que é prático no fim das contas, porque é muito gostoso eu ficar pirando nas ideias de Platão ou na mitologia grega ou qualquer coisa assim que a gente possa levar para um ponto mais, para uma ideia mais fantástica ou gostoso de pensar.
Mas dá para trazer para a vida prática as coisas e entender a forma que as pessoas pensam me parece desbloquear novas maneiras de analisar problemas.
É por isso que eu falo que eu gosto do Nietzsche, porque o Nietzsche traz isso para a vida real. O Nietzsche, ele é porque assim, né, todo pensador, todo filósofo, na verdade, é um grande crítico, é um grande, é uma pessoa que leu muitas pessoas que concordam e discordam e chegou em uma conclusão que ela pode achar. Eu não sei se a palavra é achar certo, mas é uma opinião ali que pode dizer que ela acha certo. E o Nietzsche, ele fala, ele usa um termo que é complicado, mas ele é simples de entender, ele fala da transvaloração de todos os valores.
Ou seja, você passar por um processo interno de análise do mundo e chegar na própria conclusão, tá ligado? É você pegar os valores de outras pessoas, da Bíblia, do Alcorão, de pensadores ao longo da história, de tudo, de experiências, enfim, e sentimentos, colocar tudo isso numa análise perceber o que é e tentar entender, não só viver aquilo, mas criticar. E você, a partir daí, chegar na sua própria conclusão, tá ligado? Seja ela verdade ou não, seja se é que isso existe.
Nietzsche fala o que eu falei de além do bem e do mal, né? Eu acho que ele acredita que o homem tá além do bem e do mal, no sentido de que ficar colocando opiniões como uma coisa certa ou errada é mais complicado do que parece, né?
Com certeza. E especialmente que os tempos mudam, os valores mudam. Assim, por mais que você não goste, era, agíamos muito diferente 1000 anos atrás.
Sim, o próprio Aristóteles é um dos melhores exemplos disso, porque esses dois caras aí ficava falando de certo e errado. E tipo assim, é exatamente esse ponto que você falou. A sociedade de 2000 anos atrás, 2500 anos atrás, da época de Aristóteles, era uma sociedade em que a escravidão era comum e O Aristóteles é um escravocrata, irmão. O Aristóteles, tá ligado? Um cara que você fala, porra, um dos maiores gênios da humanidade.
Por quê? Porque na concepção dele, a escravidão no mundo grego era algo natural. Era algo que tava acontecendo, talvez ele não tenha nem colocado sobre perspectiva, sobre crítica, pela natureza da parada. Então, todas as obras que ele escreve, Todas as coisas que ele fala, até Platão, até Sócrates provavelmente, todas as coisas que eles falam estão numa perspectiva de 2500 anos atrás, mano, onde a sociedade—
Imagina a gente no futuro, vamos dizer que você escreveu um livro foda descrevendo a sociedade de 2026, daqui a 700 anos, tu é um puta pensador, e os caras vão falar assim, porra, mas o Tinoco? O cara vivia numa democracia, tá ligado? Que sei lá o que que vem, né, daqui a sei lá quanto tempo, né?
Sim, é por isso você tem que ler essas pessoas entendendo o contexto que ela tava. Você não pode simplesmente passar por isso e colocar elas numa categoria moderna, tá ligado? Tipo assim, as pessoas, uma das coisas que as pessoas mais me perguntam é, pô, por qual filósofo foi o começo ali? Ou estudar. E deve ter muita gente que tá vendo que deve ter essa dúvida, tipo, eu quero estudar filosofia, mas não tenho a menor ideia de por onde começar.
E o ponto principal para mim, e eu sempre respondo dessa forma, é não leia filósofos. Não, mano, se você quer estudar Platão, você não vai ler A República, mano. Não tem por que você fazer isso, velho. O cara tá num contexto usando frases, palavras, contexto cultural, ideias que ele já tem ali atribuído que é muito diferente da de hoje, não é, mano? Não dá para dizer que é a mesma, parece que é um mundo diferente, tá ligado? Então eu sempre falo, mano, para você começar a estudar um filósofo, você tem que ler alguém que leu esse filósofo, ou alguém que leu um cara que leu um cara que leu filósofo, para você ir, mano, tipo, destrinchando.
Um cara que escreveu um livro sobre Nietzsche ano passado, aí você já entende um pouco sobre o que o cara quer dizer. E aí você vai indo, mas até chegar em mim é como se fosse uma academia mesmo, né?
Você vai, tipo, vai, começa, vai ter pessoas que vão, tipo, você não vai começar fazendo exercício sozinho ali para valer, vai ter alguém que vai te ajudando, vai te, porque se você começar sozinho pode ser que você se machuque, tá ligado? Então é legal ter ali uma pessoa te auxiliando a começar, é, vai devagarzinho, vai indo, daqui a pouco pouco você já pega consciência para você mesmo montar o seu próprio treino. Você já sabe como fazer e tudo mais.
Não inventa de querer pular para os níveis, né? Tipo, é tudo a filosofia, me parece que é como tudo na vida, que é você começa de pouquinho em pouquinho, vai aprendendo e vai. Aquele papo de me ensine, me explique como se eu fosse uma criança de 10 anos, sabe? Tipo, vai nessa, galera.
Porque isso talvez, esse ponto Ele parece uma verdade para mim. Tipo, parece que a melhor forma de alcançar um conhecimento é esse, tá ligado?
Ou uma ideia.
Então aí a gente volta ao ponto que a gente tava de tipo assim, será que existe uma verdade universal ou será que é algo individual de cada um?
Então, ó, pera aí, antes da gente continuar nessa daí, deixa eu abrir um parênteses aqui que tu tava falando sobre, cara, como é que eu começo a estudar filosofia? Aí tu, porra, não vai ler a obra do cara, lê o cara que analisou a obra do cara. No entanto, não é porque alguém leu, fez uma análise e pôs num livro que aquela é uma análise que chega numa conclusão muitas vezes aceitável, acertada, qualquer coisa nesse sentido.
O que eu quero dizer é que tem livro merda, tá ligado?
E o ponto é justamente esse, não é porque tá num livro que é verdade. E o que eu adicionaria ao que tu tá dizendo, a possibilidade de, na verdade, a dica ou sei lá, a sugestão de ler uns cara falando sobre o mesmo assunto, mas contraditórios, tá ligado?
Porque as pessoas precisam parar de ter na cabeça que o aprendizado pode ser passivo ou que você consegue evoluir de uma forma passiva. Eu acho que você tem que começar a viver a vida de uma forma crítica, mano. Não crítica no sentido negativo, mas crítica no sentido de análise.
De estar presente na vida.
De você observar o que você tá fazendo, o que você tá pensando, a verdade que você acredita, o que você acha certo e errado. E não só ficar sendo levado pelas marés do mundo, tá ligado, mano?
Pô, tu que joga GTA aí, pensa você vendo você assim por trás, pô, a câmera em terceira pessoa, as merda que tu faz.
É, pensar em terceira pessoa.
E assim, não se deixar levar muitas vezes, tipo, às vezes você fica errando na mesma coisa, né? Porque você simplesmente tá deixando a vida te levar. E aí você— eu acredito que o tempo todo na vida a gente é colocado em teste, né? E aí você tá sendo colocado em teste e não passa nesse teste. E aí você sequer para para pensar do porquê que você não passou nesse teste. Você só: beleza, vou para o próximo teste, e aí talvez eu passe, talvez eu não passe.
Por quê? Porque eu não tô nem olhando, sabe? E muitas vezes você fica errando no mesmo, no mesmo, no mesmo. E aí parece que não, tipo, precisa tentar pelo menos analisar o que que tá sendo feito, né? Parece que, me parece, para mim, né, falando da minha experiência, foi o que me comecei a olhar, tipo, caralho, essas porra, por que que eu tô sofrendo com a mesma porra? Parece que eu tô com o mesmo sentimento ano após ano e O que tá acontecendo, sabe?
Então deve ser alguma coisa que eu tô fazendo, né? E aí, a partir disso, aí abre-se um leque gigante. Mas o ponto inicial parece é analisar o que cada coisa que você tá fazendo. O foda é também tomar cuidado para não virar o cara que fica totalmente aficionado nisso e qualquer coisa, mini coisinha, pô, bati com o mindinho ali na quina, qual que é o significado disso aqui? Tá ligado?
Isso é um pouco niilista, é a ideia de tudo tem um significado. Nem tudo tem um significado, nem tudo é assim. As coisas não são tudo, mano, as coisas não são assim para mim, tá ligado?
E principalmente no micro, né? Assim, principalmente no micro, porque não sei, eu acho que a vida me parece ser uma constante dúvida, tá ligado? Tipo uma constante.
Sabe o que que a vida parece para mim, mano? Eu acho que a vida é um— se pudesse dizer que algo é o sentido da vida, eu acho que eu diria que é um movimento. A ideia de você não só tá em constante movimento, porque eu não acho que é só isso, porque às vezes você precisa estabilizar, você precisa chegar em um ponto e beleza, e a partir dali evoluir. Mas para mim, o movimento em si, você se colocar à disposição do movimento te leva a lugares que você não chegaria se você não tivesse nessa disposição.
Tipo, o movimento das coisas, a evolução não necessariamente positiva, mas as coisas mudarem, você passar por coisas e perceber aquilo, você entender outras coisas, você ver pessoas vindo, pessoas indo embora, pessoas vivendo, morrendo, nascendo, e você aprender com aquilo acima de tudo, tá ligado? Não só viver de forma passiva e nem só criticar profundamente tudo, mas você colocar na sua cabeça que o movimento acontece. Uma hora você tá aqui, outra hora você vai estar em um lugar diferente.
Pode ser melhor ou pode ser pior. Nem tudo é evoluir para cima, é crescer. E isso também faz parte da vida, tipo assim, pô, É uma merda, porque não dá para você simplesmente falar assim, porra, as coisas ruins da vida foram boas para caramba e não tenho, não me arrependo de nada. Mas se você parar para pensar os momentos que você mais evoluiu como pessoa, sim, eu pelo menos na minha experiência de vida, os piores momentos da minha vida foram os momentos que eu mais evoluí como pessoa.
É, certeza, tá ligado?
Então como que eu posso não ter passado por aquilo da melhor forma possível? Mas eu passei, porque a vida é simplesmente movimento. Tá ligado?
E da mesma forma que tava, como tu disse, da mesma forma que tá tudo incrível, tá tudo uma merda amanhã e depois tá tudo incrível e depois tá tudo uma merda. A internet lembra um pouco os movimentos da vida, né? São as ondas. E cara, eu quando tem uns dias que tá foda, eu como é que eu faço? Eu vou vivendo cada pedaço do dia. Então vamos lá, eu tenho um compromisso meio-dia, Então meio-dia eu estarei no meu compromisso, depois tem outro uma hora da tarde.
E eu vou pensar no compromisso das 8 quando for chegar a hora, entendeu? Porque não é que eu estou despreparado, vou chegar lá no foda-se. Não, não, não, eu estou preparado já, eu estou preparado.
Eu já tenho esse background.
Eu já estou preparado, entendeu? Agora eu só preciso manter a sanidade, porque eu estou exatamente no lugar que eu pedi a Deus, que é Que vem junto um monte de problema, tá ligado?
Muitos problemas, até mais do que eu não—
eu então assim, quando eu penso que caralho, tá foda, mas eu que pedi, tá ligado? E quando eu digo eu que pedi, não é que eu pedi, fiquei esperando, eu pedi e agi para isso, tá ligado? Então eu construí esse setembro de filha da puta que eu tô tendo, tá ligado? Por que que eu construí? Porque desde o ano passado que a gente tá falando que a gente quer fazer um debate. Tá ligado? Então, desde o ano passado que a gente tá construindo o fato de eu estar cansado pra caralho agora.
Mas você acha que você consegue viver o presente, mano?
Olha, eu faço um esforço foda pra viver o presente, tá ligado? Isso é bom e ruim, porque vai parecer que eu não faço ideia de pra onde eu tô indo, o que não é verdade. No entanto, eu compreendo que eu controlo uma parte. Eu controlo a parte que me compete, tá? Eu controlo tudo o que acontece dentro do Flow? Tudo? Não. Eu tento. Eu tento nem controlar, eu tento dizer mais ou menos para onde a gente está indo e como a gente deveria agir, tá ligado?
E não é toda vez que sai desse jeito. E assim, isso eu já compreendi faz um tempo. E se é assim aqui, onde eu tenho muito mais, eu sou quem tem mais controle, imagina ali que o cara estaria me fazendo um favor. Tá ligado? Ou sei lá, quando eu convido alguém para fazer alguma coisa, manja? Então eu faço o meu melhor que eu posso para ser, como no meu caso eu preciso, para ser irresistível, entendeu? Então eu faço o meu melhor que eu posso.
Então assim, queira você ou não, sou relevante, porra. As coisas acontecem aqui, as coisas acontecem, entendeu? Porque eu construí isso com a intenção. Então eu tô exatamente no lugar que eu queria. Tá, então eu pedi e agi, porque eu pedi ficar parado, pode pedir aí, né?
É o papo do não posso reclamar de uma pilha de louça suja na—
é porque o ponto é o seguinte, irmão, isso aqui independente, que eu tô falando, independente de religião, tá ligado? É meio, tá mais para um coach do que para uma religião, inclusive. Sim, tá mais para o cara, olha, não é que sabe quando você compra um Quid e você vai andar na rua e tu vê Kwid, é que tu já vê Kwid para caralho. Vamos dizer que tu comprou um Fusion e aí tu foi para rua e começa a ver Fusion para caralho. Não é que agora tem mais Fusion, é que agora tu tá prestando atenção.
E a vida me parece mais ou menos a mesma coisa, que é, não é que tu deu sorte e apareceu oportunidade, que agora tu viu a oportunidade, ela tá ali, existe. A vida existe, as oportunidades existem, elas estão aqui existindo e você vê ou não vê baseado na tua lente. E essa lente você tem ou não tem baseado na tua experiência, eu acho. Tá ligado? Tipo, por isso que eu consigo olhar para o ano passado e falar, porra, em dezembro eu gostaria de conseguir fazer um debate.
Então a gente constrói, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha e tudo que depende de mim está feito. Entendeu?
É, e viver o presente nesse caso não é não estar preparado, é porque tem momentos que você tira um momento para se planejar, para se preparar. E aí enquanto você tá planejando, você está vivendo o presente planejando o futuro, mas você está vivendo o presente ali. E aí quando acontece essa coisa, você vai estar vivendo o presente ali, mas você já foi, já planejou.
Mas é complicadíssimo viver o presente, até uma dica ruim assim, se essa foi a primeira coisa que você ouviu desse papo. Porque se tu tá vivendo, essa é uma boa desculpa para dar, né? Tô vivendo o presente, é uma boa desculpa para dar.
Não é exatamente sobre aproveitar dessa forma meio, tá ligado? É mais sobre você, igual a gente tá falando, observar o presente. Só que tem um ponto que eu queria até perguntar para você o que que você acha, mano. Tipo assim, é um, talvez o principal filósofo contemporâneo hoje Seja, o Byung-Chul Han escreveu Sociedade do Cansaço, já deve ter ouvido falar.
Já.
E ele tem um ponto de vista que eu acho que é muito importante e é interessante para caramba, que é a ideia, resumindo, que talvez a vida não seja necessariamente útil. Talvez essa ideia que as pessoas podem entrar tanto no estoicismo quanto em qualquer ramo da filosofia, de que, porra, você tem que evoluir, você tem que chegar em algum lugar, existe um ponto melhor, você tem que ser melhor a cada dia, você tem que tentar mais.
Essa, pô, esse ultraestímulo, tá ligado? Essa ideia de que tudo tem que ter um motivo, tudo tem que ter uma razão, ou você tem que estar melhorando, você não pode ter um descanso que é só descanso, você tem que estar, tá ligado, sempre sendo produtivo. Essa ultraprodutividade do mundo não é o melhor caminho, tá ligado? E esse ponto os adolescentes caem a rodo, mano. A ideia de que, pô, se você tá quieto ou você tá trabalhando em algo, você tá precisando de um tempo pra descansar, tudo isso faz parte da vida, mano, tá ligado?
O você parar um pouquinho e tentar entender, ou você tá errado em algum ponto, E você simplesmente não precisa ser o melhor, você não precisa estar no mais alto nível. Existe cansaço, tá ligado?
Olha, eu, o que que eu acho? Eu acho que os moleque, a galera chega na conclusão sem o repertório, e a conclusão sem o repertório é perigosa. E aí E aqui é porque, como é o nome desse filósofo?
Byung-Chul Han.
O Byung-Chul Han, talvez quando forem ler esse cara daqui um tempo, o cara seja capaz de dar uma dica que nem essa que tu deu do distanciamento. Antes de tu ler a obra do Platão, entende primeiro aqui como ele formou esse pensamento, porque senão tu vai chegar só na conclusão. E a conclusão, qual que é o problema? Eu e você e quem tá fazendo as coisas em alta performance, porque gosta, porque ama, porque esse é o trabalho, não sei o quê. Por exemplo, eu não consigo parar de pensar, cara, tá ligado?
Eu também não.
Isso para mim me coloca num ponto que às vezes meu corpo tá legal, mas eu tô cansado.
Isso me consome, mano.
Sim, sim. Mas isso, cara, eu não acho que isso tem necessariamente a ver com o funcionamento da sociedade, Porque nem tudo que ocupa a minha mente, e ocupa mesmo, tem necessariamente a ver com como ganhar mais dinheiro, por exemplo. Tem necessariamente a ver como ser um, como eu acho que eu, o ser humano que eu gostaria de ser. Eu queria ser mais esclarecido, eu queria entender mais pontos de vista, entendeu? Eu queria compreender melhor porque que as pessoas tomam decisões.
Do jeito que tomam. E como isso está na minha cabeça o tempo inteiro e isso forma o cara que eu sou no meu trabalho, acaba tendo impacto no meu trabalho. Mas eu ia fazer isso se eu fizesse outra coisa da minha vida. O que eu quero dizer? Que chega um ponto que você vira esse cara que, entre aspas, está produzindo o tempo inteiro porque você quer produzir o tempo inteiro. Vai ter gente que vai escrever um livro, vai ter gente que vai criar sistema de inteligência artificial, Mas tá produzindo o tempo inteiro e se sente.
E essa é, faz, isso é uma, cheguei aqui, manja? Eu vivi, eu vivi algumas fases, não sei o quê, no meu caso pelo menos eu vivi algumas paradas. Eu já dei aula, já fui estagiário, eu já fui soldado do Exército, eu já fui estoquista da Líder Magazine, eu já fiz uma porrada, já fiz, já fui um monte de coisa e em várias camadas, né? Então eu É assim que eu levo a minha vida, tá ligado? Cheguei a essa conclusão que, putz, eu gosto de estar produzindo o tempo inteiro.
É um problema para mim? Às vezes se torna um problema, mas eu consigo conscientemente, quando é possível no mundo prático, desligar e ir para praia. É que não tem sido possível no mundo prático, tá ligado?
Eu acho que o ponto que ele quer chegar É que isso não necessariamente vai te satisfazer total como pessoa.
Mas o cara que leu e chegou a essa conclusão aí, ele, ou ele viu um coach que pegou a ideia e transformou num bagulho. Que que acontece se tu trabalhar mais? Tu vai produzir mais. Isso, tu produzir mais, tu tecnicamente tem chance de ganhar mais.
E quando tu ganha ABC Tuesdays, TV's hottest PI is back.
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All right, maybe not a dozen. In Florida, crime has no offseason.
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É mais existe a ilusão de que o objetivo é ficar rico.
Aí você fica rico. Mas você acha que puramente o aumento da produção leva a dinheiro?
Mas você corre o risco. Se tu ficar parado, corre menos risco. Então assim, vamos lá, se alguém tá me falando que eu tenho que tirar a bunda do sofá e eu sou um— deixa eu ver, eu trabalho numa fábrica e eu faço a mesma coisa, não tem muito o que fazer, não vou ser promovido, máximo vai acontecer um reajuste anual, sei lá, o que é a realidade da maioria. E alguém tá falando que eu devia tirar minha bunda do sofá, eu possivelmente vou olhar algumas outras possibilidades.
E a gente vive num mundo tão interessante interessante que a inteligência artificial tira a ideia da cabeça das pessoas, né? Então é correr esse risco, é melhor do que só apertar parafuso.
É porque na nossa realidade é mais palpável. Tipo assim, se você fizer mais live, mais episódios, é um trabalho diretamente proporcional ao que você vai ganhar no final do mês. Eu também, se eu fizer mais vídeo, beleza. Mas é o que a gente tá falando, né, da vida da maior parte das pessoas não é necessariamente produtiva no sentido de a produção tá diretamente ligada ao quanto você vai ser bem-sucedido ou qualquer coisa assim, tá ligado? Financeiramente.
Mas justamente porque tu não acha que a gente tá construído, tudo tá construído em volta da ideia de que eu tenho que ter sucesso financeiro? E sim, ter sucesso financeiro é legal, mas tem um teto de ser legal, a menos que a tua pira, o teu jogo seja ganhar dinheiro. Porque depois, porque assim, se o teu jogo não é ganhar dinheiro, chega uma hora que, porra, caralho, não tem mais o que fazer com o dinheiro.
É porque só que tá tudo construído em torno dessa ideia. Mas então, sucesso, o que é sucesso?
Ter dinheiro.
Mas não é, porra.
Mas é uma parte, para uma parte é.
Exatamente. É porque o ponto que precisa, que talvez seja a grande questão, é você ir construindo a ideia de até onde você tá disposto a ir moralmente, talvez. Porque é aquilo que a gente tá falando, você tá falando, porra, Se a pilha do cara é dinheiro, beleza, pode ser. Mas até que ponto moral a pilha do cara é dinheiro, tá ligado? Por isso que a filosofia é importante, né? Porque o cara precisa ter uma consciência do quê, porra, irmão? Até onde você vai?
Especialmente porque, como a gente já falou mais cedo aqui, é possível fazer algo perfeitamente legal e imoral ao mesmo tempo. Então, no fim, tudo isso, estamos aqui falando um tempo, claro que a gente vai continuar falando, mas tudo isso para dizer que, meu irmão, porra, Pensa aí nas coisas, seja crítico. Eu parto do— eu gosto de falar assim, ó, faz assim, ó: ah, muito complicado, vocês estão falando aí, porra, não quero ler esse livro.
Então faz assim, ó: será que eu tô errado? Toda vez que tomar uma decisão, toda vez que tomar uma decisão, pensa assim: será que eu tô errado? Que tu sai do piloto automático, tá ligado? Toda vez que tua mulher perguntou qual filme que vocês vão ver, ou o que que tu acha do que o Alexandre de Moraes falou, Quer dizer que eu tô partindo de um troço completamente inócuo para um troço que tem um potencial de se tornar uma puta discussão.
Então assim, inclusive no que tem um potencial de se tornar uma puta discussão, pondera a possibilidade de tu estar errado, porque você é uma mula no fim das contas.
No final das contas, é só você lembrar do que o Kant falou, nem tudo vai ser concluído racionalmente. Nem tudo. Às vezes você vai ter que deixar em aberto coisas, tá ligado? Conclusões que você não consegue chegar. Tem coisas que não vai ser só pensando que você vai chegar. E eu acho que o principal ponto é esse, é a crítica à sua própria vida. Você é a principal forma que você tem de ver o mundo, óbvio. Então você buscar, a partir da sua experiência, coisas que você concorda, que você discorda.
Foi isso que eu fiz, mano, quando eu era mais novo, com meus pais, por exemplo. Tipo assim, meus pais tinham um pensamento, e isso foi até interessante porque foi a partir dos meus primeiros contatos com o YouTube que me mostrou o seguinte. Tipo assim, minha mãe falava uma coisa, e aí eu comecei a ver que tinham pessoas que discordavam da minha mãe. E eu comecei a falar assim, caralho, moleque, existem pessoas que discordam da minha mãe, velho! E essa pessoa pode estar certa, tá ligado?
Ela tá falando um bagulho que faz sentido, caralho. Mas o que minha mãe falou também faz sentido.
E tem um monte de coisas no mundo que fazem sentido ao mesmo tempo e se contradizem, tá ligado? E foi a partir dessa percepção de que existem opiniões que eu concordo e que eu discordo, e que elas podem ser controversas, eu posso concordar com as duas, e enfim. Tem coisas que você precisa analisar, mano, principalmente os seus pensamentos, suas virtudes. Mas foi a partir de eu ser colocado contra a parede de uma ideia que eu nem tinha noção que era possível, né? Você cresce.
Aconteceu comigo também, só aconteceu comigo mais velho. Isso que é foda, porque, ó, eu vou te falar como que aconteceu comigo. Essa, esse primeiro choque do, e caralho, Porra, não é assim o mundo? Foi o primeiro choque. Eu já tava trabalhando, cara, tava na cultura inglesa já. E todo mundo foi numa época que tava todo mundo falando do Axios, tá ligado? Nos grupos de WhatsApp, não sei o quê. E lá onde eu morava, lá tava todo mundo falando do Axios também, porque era, tava todo mundo falando.
E aí quando eu cheguei lá no trabalho lá e fui trocar ideia com uma moça de Minas, inclusive, ela falou, tá maluco, não sei o quê. Me falou várias paradas e me falou várias outras coisas de uma outra perspectiva. A gente passou uma tarde conversando que eu fiquei, caralho, puta que pariu, meu irmão, faz todo sentido. E eu não imaginava que era possível, tá ligado? Caralho. No meu caso, foi onde acabou sendo um assunto política, mas nem sempre é.
Mas o meu também foi. É uma— eu acho que é um bom primeiro passo para você perceber, porque as ideias são distantes, né? É ou algo ou algo.
E um pouco mais fácil de trocar ideia do que religião, né? Então vamos lá, por mais que se você for de um lar cristão, trocar ideia que tu vai ser ensinado não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, fica mais difícil aceitar uns pontos de vista diferentes se tu tiver 16 anos.
Sim. O lado religioso também foi importante. Tipo assim, é um exemplo idiota, mas que mostra como que coisas pequenas e bobas podem influenciar. De novo, a minha mãe era uma pessoa totalmente, ela é ainda, uma pessoa totalmente religiosa. E quando eu entrei na internet e vi o Cauê Moura falando assim, irmão, eu sou ateu, foda-se, nada dessa porra existe, vai se foder. E eu percebi que, tipo assim, caralho, ele tem um ponto de vista distante e diferente do que eu fui condicionado a achar que é único, tá ligado?
Tipo, é único.
É porque assim, né, eu não posso, eu não vou culpar minha mãe, mas é algo que É de criação, né? Você tem que, às vezes eu acho que você pode ensinar o seu filho a ver o mundo de formas diferentes, não só absorver o que você acredita, né? Isso que é importante. Mas não é sempre assim, é o que a gente tá falando, as coisas não são perfeitas, não é sempre dessa forma. Então você tem que passar pelo processo de às vezes concluir sozinho que seu pai pode estar errado, mano, e que a forma como você pensa, e que pô, velho, eu sei que você aí de casa Construiu esse seu pensamento durante anos.
Mas, mano, você não pode ser apegado a essas ideias, mano. Tipo assim, esse é uma dica que assim você tem que ter na sua cabeça: não se apegue a ideias, mano. Ideia é só ideia. Ideia é para passar, mano. É para você mudar mesmo, tá ligado? A gente tava falando, eu vim aqui há 2 anos atrás e, porra, meu irmão, eu discordo de mim mesmo toda hora, mano. Se eu vejo aquele episódio que a gente gravou, eu devo falar assim, caralho, esse moleque burro pra caralho falando um monte de merda, mano.
2 anos mais jovem, que na tua idade faz uma puta diferença.
Faz uma puta diferença, né? Porra, eu me sinto uma metamorfose ambulante. Total, total. Pô, mano.
Mas quando eu tinha uma, quando eu era, quando eu era mais ou menos da tua idade aí, a imagem que eu fiz pra mim mesmo disso aí foi assim, cara, eu, é como se fosse um, imagina que tem uma colcha de retalho E cada uma pessoa que passa na minha vida me fala um bagulho. O cara no ônibus, o cara que nesse caso hoje, o cara que vem aqui, o cara que eu encontrei, não sei o quê, o cara me falou um bagulho e eu vou construindo quem eu sou e formando uma porra de uma coxa de retalho absurda, porque é o que é e é assim no fim das contas.
Então tem uma outra coisa que eu digo que é, pô, tem umas coisas que eu sei e que eu penso dessa forma ou de uma forma específica Mesmo que pelo mesmo motivo que o moleque do Quem Quer Ser Um Milionário sabe as respostas. É porque eu vivi um troço específico, passei por uma situação específica que eu aprendi aquilo ali, tá ligado? E é por isso que eu penso assim, por exemplo, tá ligado? Mas eu tô máximo contigo aqui, não se apegue a ideias, né?
Eu, e é que isso é muito desconfortável, Pô, é, talvez é uma das coisas mais desconfortáveis.
Como assim tu não sabe de porra nenhuma? Como assim tu não tem convicção nenhuma? Eu até tenho convicções, tá ligado? Eu tenho, eu tenho umas convicções. A minha convicção, ela parte sempre de um lugar desconfortável, que é: eu não confio muito nos meus olhos, eu não confio muito na minha razão.
Mas ter convicção não é o errado. Convicção, você, tipo assim, você ter conclusões que você chega, não é o errado. O ponto não é esse. O ponto é você tá disposto a conclusão zero-zero, a primeira coisa das conclusões que você chegar é essa, de que é uma ideia, tudo pode mudar, tudo abaixo disso pode mudar. Essa, para mim, tem que ser o ponto de partida de qualquer análise, tá ligado? Mas a partir daí você pode chegar em conclusões, mas você tem consciência, você tem consciência de que elas são mutáveis, por mais que elas pareçam impossíveis de mudar, ou você falar assim, pô, Tipo, pô, quando eu vim aqui eu não era, eu não tinha lido Santo Agostinho ainda, eu não tinha entendido coisas sobre meu lado religioso que hoje eu entendo e que na época era um absurdo.
Porra, eu falasse, se eu virasse para mim e falasse assim, pô, mano, você vai gostar de Santo Agostinho, você vai achar, pô, você vai gostar, vai ter interesse em ler a Bíblia em algum momento só para saber qual é. Se eu falasse isso para aquela época, eu ia falar assim, mano, tá louco esse cara, que porra é essa? Quem que é esse cara, mano? Que que ele vai falar isso, tá ligado? Que põe alguém que você errou para você chegar nesse ponto.
Não é sobre isso, mano.
É sobre você tá disposto a ver o mundo de outra forma, mano, tá ligado? Quantas coisas, pô, você tem que ser muito apegado às suas próprias ideias para você achar que já deu, não tem mais o que você aprender, tá ligado?
Mas é isso que eu acho que aí vamos—
ah, desculpa.
Mas esse é o problema do Brasil, cara, que é os cara te enfiam goela abaixo um troço e te dizem que é assim e acabou. E aí você, você, e aí é assim e acabou. E aí se isso é assim e acabou, um monte de coisa é assim e acabou, tá ligado? E à medida que você não tem, que os cara vai estudar mal e porcamente filosofia lá no ensino médio, ali já era, moleque, tá ligado?
Ali já era, ali já era.
Então não é nem pôr mais dinheiro na educação, É repensar essa porra, trazer para 2026, tá ligado? É mudar, meu irmão, porque o jeito que a gente tá fazendo o bagulho, a gente tá formando um monte de gente, um monte de robô, manja? Porque eu tava na posição do robô também, pô, e precisou alguém me dar uma porrada. E nem todo mundo tá disposto a tomar uma porrada e aprender com ela, né? Porque se todo mundo tivesse disposto a tomar uma porrada e aprender com ela, é muita coisa já teria se tornado diferente no Brasil, por exemplo.
Discussões que a gente ainda tá tendo, a gente não teria mais. Então não, não é, precisa de um, precisa de ser por formação. O homem não é nem bom nem mau, é neutro, tá ligado?
Ele é o quê então, cara?
O homem, ele é feral, eu acho.
Às vezes a frase não precisa terminar. Eu acho que o homem é só, ele só existe, ele não precisa ser algo. Além do que ele é. Ele já é.
Uma viagem, né, moleque?
Agora chegamos muito longe.
Não, mas eu, por exemplo, a natureza é foda, moleque, porque independente do porquê, a gente chegou numa posição que não dá para um ser humano, não dá para uma mãe parir e aquele bebê sobreviver sem nada. Não dá para ele sobreviver sem nenhuma interferência, para a gente ver como é um ser humano sem nenhuma interferência.
Não tem, além de ser um experimento de merda, mas é um experimento bem de merda. Mas é difícil, é porque é difícil de você imaginar.
A gente é 100% moldado pelo ambiente, independente. A gente, dependendo da cultura que você tá, você vai achar uma coisa certa ou errado, tá ligado?
Mas eu acho também que a gente molda o ambiente também, você não acha?
Eu acho que a gente, eu acho que, deixa eu ver, Eu acho que a gente tem o poder de moldar o ambiente a partir do momento que a gente entende que tá inserido nele, mas a gente não tá entendendo que a gente tá inserido no ambiente o tempo inteiro.
Talvez alguns moldem o ambiente.
Então sim, então se você tá lá no Jacaré, por exemplo, vai ter o cara que provavelmente vai estar numa posição, sei lá, vai estar no comando e ele entende o que é aquilo ali, mas a maioria das pessoas tá precisando pagar o jantar, tá precisando pagar o aluguel. As coisas acabam sendo, cara, não é que eu não, eu acho que eu tô pensando, mas eu tô correndo na rodinha de hamster, sabe? Eu acho que a vasta maioria das pessoas tá correndo na rodinha de hamster e assim elas não têm poder nenhum de mudar o ambiente, tá ligado?
É porque também eu sinto que às vezes é um pouco do que a gente tá falando aqui de talvez não tenha nem, não sei nem se é como mudar o ambiente. Mas é uma preocupação tão metafísica que para a maioria das pessoas, foda-se, foda-se o ambiente, mano. Só quero viver minha vida, só quero almoçar hoje, tá ligado?
Isso aqui é como é e só será diferente se todos acharem que tem que ser diferente. E como ninguém tá nem prestando atenção, vai ser como é, foda-se. Então nesse sentido, como o niilismo se encaixa nisso?
Caralho, puta merda, voltou nisso, mano. Não sei, mano. A minha resposta é essa: eu não sou prepotente o suficiente para dizer como ele se encaixa nessa porra, mano.
Mas pô, mas não é assim. Veja, você chega numa conclusão. Tô olhando, tá? Vou olhando meu ambiente. Eu moro no— moro em Heliópolis, numa das piores partes de Heliópolis. Eu tô olhando meu ambiente aqui, cara, tá todo mundo— o cara tá catando a parada para sobreviver, não sei o quê, o caralho. Eu por acaso achei uns livros aqui, li, não sei o quê, deu uma esclarecida. Mas pô, tô olhando aqui, mané, fudeu. Aqui eu não mudo não. Sabe o que eu vou fazer?
Eu vou mudar de ambiente, porque aí eu tenho mais chance. Mudar o ambiente precisa de uma mudança muito radical. Na minha opinião, é como mudar as regras e como funciona a democracia brasileira, que a gente estava falando aqui antes. Eu acho que tem dois caminhos. Um vai demorar 50 anos e o outro resolve daqui a um... O outro não vai resolver. Se você pensar a fundo o suficiente, você vai entender que guerra civil não vai resolver.
A única coisa que vai resolver é educação, é chavão, lá lá lá. Se alguém tem que fazer essa porra pra dar resultado daqui a 50 anos, mas é a única parada, pô. Não tem jeito.
Não tem jeito. E é um pouco da mistura de tudo que a gente comentou, principalmente disso de que às vezes a vida não vai ser útil mesmo, às vezes não vai ter um objetivo maior pra você alcançar, não vai ter um motivo maior pra você chegar em porra nenhuma. Às vezes você só fazer as coisas, voltar a primeira coisa que a gente falou, o jeitinho brasileiro, às vezes aquilo, mano. Vai ser a única forma de viver, tá ligado? Não necessariamente porque não existem outras realidades plausíveis, mas porque talvez aquela seja a única que tá inserida no seu contexto, naquele ponto específico que você nasceu culturalmente inserido, e é isso aí, tá ligado?
E eu não acho que todo mundo veio aqui fazer algo excepcional também não, que é outra coisa que é perigoso tanto nos coachs quanto nas religiões e tal. De dizer que, porra, é bom. Em muitos lugares tá dizendo que não, fica suave, que, pô, Deus vai cuidar e tudo mais. Em outros lugares vai falar é que tu tem que correr atrás e ter sucesso e não sei o quê, né? Dá para, se você for, tem toda uma teologia da prosperidade, né? E eu acho que tem, cara, não é todo mundo não, mano.
Tem uns cara que não O cara veio, o cara veio, depende do que que é o excepcional, né?
Tipo, às vezes o excepcional é só levar uma vida que você acha boa e tipo você planejou aquilo e você atingiu aquilo ali.
Não é o objetivo de todo mundo, não deveria ser.
E hoje em dia a vida excepcional para mim mudou de sentido também. Tipo assim, porra, se eu paro para pensar o que é a vida hoje, o ideal da vida para mim talvez não seja fazer nada do que eu tô fazendo, tá ligado? Talvez seja simplesmente eu estar no mato com minha mulher e um cachorro e conseguir viver a vida em paz, sem precisar ir no supermercado comprar água. Talvez seja isso. E talvez seja só chegar no plano mais alto possível, mas não é isso. Para mim não é isso que é o extraordinário.
No meu caso, eu estou exatamente onde eu trabalhei para estar. Eu também. Se eu tivesse trabalhado diferente, estaria em outro lugar? Se eu tivesse trabalhado menos, eu estaria em outro lugar, que eu não acho que dá para trabalhar mais. Mas é porque nesse sentido o trabalho se torna a sua vida, né?
O trabalho se torna tudo o que o ponto auge da sua vida e existência se torna o trabalho.
É sim, mas eu olho para isso de um jeito seguinte, é da seguinte maneira, sim. Eu trabalho muito mais do que faço qualquer outra coisa. Só que ao fazer o que todos nós chamamos de trabalho, porque é, eu tô sonhando, eu tô perseguindo um sonho. E eu tô falando, e assim, para mim foi uma mentira que eu contei para mim mesmo, tá? Que quando eu saquei que eu cheguei no objetivo que eu achei que era o objetivo da minha vida, que era: não preciso me preocupar se eu vou pagar o aluguel ou não, eu vou comer no McDonald's, isso não vai fazer nenhuma diferença na minha vida.
Quando eu cheguei nesse ponto, lá ainda antes do Flow, quando eu cheguei nesse ponto, eu vi que fudeu. Calma aí, eu preciso de uma parada que eu não vou alcançar, tá ligado?
É o mundo das ideias.
Então eu quero que as pessoas se comuniquem melhor, eu quero que a gente desenvolva o pensamento crítico como sociedade. Eu não vou alcançar, mas eu vivo esse sonho todo dia, entendeu? Então tudo que eu faço, eu vou fazer um debate, cara, segunda-feira. Por que que eu estaria fazendo isso se não fosse nesse objetivo? Porque se fosse para ganhar dinheiro, talvez não falar de política fosse melhor, tá ligado? Então eu tô, então assim, é trabalho, eu trabalho para caralho mesmo.
Isso incomoda um monte de tempo na minha vida. Às vezes eu paro para pensar, pô, caralho, queria ter ido para praia. Pô, queria viajar com minhas filhas ou qualquer outra coisa, mas é exatamente onde eu trabalhei para estar, tá ligado? Eu não tenho direito de reclamar porque eu que me trouxe, nós aqui nos trouxemos até aqui, tá ligado? Então é isso aí, meu irmão, é 10 programas essa semana e ainda vai trabalhar no sábado na montagem do bagulho, no domingo vai lá ensaiar e na segunda vai fazer o debate.
E é isso, pô, é porque isso só é bom Para você, porque é uma escolha, né?
No meu caso, sim. Mas eu acho que a gente, cara, eu não nasci rico. Eu, na verdade, muito longe dessa porra, tá ligado? E eu não tô falando de novo que é para todo mundo. E eu não tô falando que eu sabia que eu ia chegar aqui, tá ligado? O que eu sabia era que não tava maneiro. Sim, não tava maneiro. E já tava muito mais maneiro do que tava antes, que assim, eu já era professor de inglês, numa escola maneira, já tinha, já pegava as turmas lá maneira, tinha sido promovido 3, 4 vezes, tá ligado?
Tinha ali um caminhozinho, mas não tava maneiro, tinha que ficar mais maneiro. Então eu, enquanto dava aula, eu fiz vídeo para internet um tempão, cara, tem internet, tá ligado? Enfim, eu fiz algo, tá ligado? E eu não tô falando que todo mundo tem que fazer algo, tô falando é que para mim não tava maneiro, né?
Foi o caminho que você encontrou de eu fui procurar sair da realidade que você não quer estar. E eu concordo com isso também.
Eu acho que esse que é o sentido da vida, tá ligado? É total, concordo no último, que eu acho que o sentido da vida tem a ver para caralho com o que que tu tá, qual é a experiência que tu tá, no meu caso, né? Porque eu sei lá qual que é o sentido da vida para vocês aí, mas para mim é que o que que eu, o que que eu tô aprendendo aqui? E não é porque aprender é importante, é porque aprender é uma delícia, tá ligado? Aprender, cara, é compreender os mecanismos de qualquer coisa, quase.
É uma delícia, tá ligado? Tem umas coisas que eu decido não querer saber. Beleza, e é justo. Mas porra, mané, tem tanta coisa. O cara pergunta para mim, e aí, mané, tu saltaria de paraquedas? Me pergunta em geral, é porra, a primeira que eu penso, eu me condicionei assim, é por que não?
Porque é uma experiência nova, porra.
Tá ligado? Porque não te dão uma resposta mais interessante às vezes.
Sim, dá para caralho. E eu acho que, por exemplo, você até citou isso, mas a gente— eu também vim de uma realidade meio fodida, né, no interior de Minas, porra, sem conhecimento nenhum. Eu sou de Conselheiro Alaphaete, é uma cidade a 1 hora e meia de BH. E tipo assim, mano, quando você cresce numa cidade— eu não sei se vocês são de cidades do interior, mas eu sou do Rio de Janeiro capital, eu sou do interior. Então, quando você cresce no interior, é estranho pra caralho, mano.
Porque a realidade, ela é outra, mano. Ela é outra coisa. Tipo assim, existe uma calmaria, da mesma forma que não existe um objetivo longo o suficiente pra que— Tipo assim, mano, você para pra pensar que, porra, eu vim de Conselheiro Lafayette e as coisas lá têm um horizonte muito mais curto do que quando você vai conhecendo, vai indo pra capital.
Tu ia ter um mercadinho lá se tu fosse bem-sucedido, né?
Tu ia ter uma farmácia, você vai ter alguma coisa assim, tá ligado? Vai viver uma vida padrão. E isso talvez seja justo, talvez isso possa satisfazer mais uma pessoa que vive assim do que a forma como eu vivo também. Não é, não tô falando que a forma como eu vivo é o certo, mas foi a expansão de conhecimento, ir atrás de outras coisas, de novas pessoas, de novas cidades para conhecer, vir aqui conhecer gente em São Paulo, em Rio e tudo mais.
É essa, esse conhecimento prático do mundo que me moldou, mano. Tipo, porra, essa ideia de que você precisa mudar para ser bem-sucedido, isso é quase óbvio, no sentido de que você não pode só se manter parado, né?
Mas você fazer a mesma coisa, esperar que o resultado seja diferente, exatamente.
Mas a forma como você busca esse outra coisa, fazer outra coisa, É muito importante treinar. Total. Porque existem formas de fazer o que a gente fez. E a gente pode ter contado um pouco com a sorte, um pouco com as coisas, mas a gente também trabalhou pra caralho.
O que é a sorte, na minha opinião? Pra mim é tipo aquilo que eu tava te falando, que é a vida. Tipo, tá ali, mané.
Tá ali.
Tá ali. Alguém tem que estar preparado o suficiente pra, entre aspas, receber aquela porra que passa de vez em quando. Manja? Só que ela passa. Tipo, quando eu tô preparado, eu corro o risco de trocar uma ideia com a Anitta. Então eles mandaram salve na gente porque eu tava fazendo um trabalho, tá ligado? Eu, e da mesma forma, eu corri o risco esse fim de semana de— eu corri risco por um tempo de que aconteceu na sexta-feira. Eu tava trocando uma ideia no palco com o Terry Crews, tá ligado?
Me chamaram especificamente porque eu tenho um conjunto de habilidade que eu venho trabalhando fazer. Então tem sorte, às vezes sim. Assim, é o que muita gente chama de sorte, é o encontro do preparo com oportunidade, né?
É, mas eu acho também. Um exemplo disso que aconteceu na minha vida é como eu cheguei onde eu cheguei com relação ao canal. Eu faço vídeo para o YouTube 2015, desde 2015. Eu lembro você fazendo os piratas, mano, era da hora, era da hora. Eu lembro disso, tá ligado? E tipo assim, em 2015, mano, eu tinha 14 anos. Eu fiz vídeo pra internet durante 8 anos e eu não tinha 1000 inscritos, mano. Tipo, eu fiz por fazer, não necessariamente buscando grana ou qualquer coisa, mas eu demorei pra caralho pra começar a fazer grana e view, tá ligado?
E foi essa persistência, essa pequena coisa, até eu chegar num ponto que talvez seja sorte, mas passou 8 anos, a gente chegou em 2020... 3, né? Foi um pouco menos de, foi uns 6, 7 anos. 2021, no meio da pandemia, quando o TikTok estourou. E aí eu consegui levar o público do TikTok para o YouTube, beleza. Mas teve um fator sorte que foi, porra, o TikTok ter estourado no momento e eu já tá preparado desde 2015 fazendo vídeo para internet.
Então quando o TikTok surgiu, consegui, tá ligado, tá um pouco mais na frente da criação de conteúdo no TikTok para trazer gente para o YouTube. Então foi sorte, foi um pouco, mas também foi preparado.
Concorda?
Sempre ia ter o TikTok, sempre ia chegar. Se não fosse o TikTok, ia chegar outra coisa.
Sempre ia ter o YouTube, sempre ia ter inteligência artificial, sempre ia ter o podcast, tá ligado? Sempre ia, sempre que já tinha. Tipo, o flow, ele é uma cara, é um jeito de fazer um troço que já tinha, tá ligado? E revolucionou a porra toda. Então assim, sempre ia ter, manja? Se eu não faço, alguém ia fazer.
Total, mano. Só que assim, eu não sei como é que é na sua vida, mas acontecem coisas na minha vida que são meio bizarras demais. Eu não sei se é só uma pura tentativa além de qualquer outra coisa, tipo assim, ir muito atrás de algo. Mas um outro exemplo do que aconteceu comigo foi que em 2019, 20, eu acho. Eu entrei para o Desimpedidos, tá ligado? Eu trabalhei no Desimpedidos como apresentador, principalmente comecei com shorts e vídeos curtos e fui trabalhando até fazer vídeos longos.
E tipo assim, mano, em 2015 o Desimpedidos tava gigantesco. E eu lembro, mano, de ver o Fred entrar na época que ele entrou. E aí ele passou por um processo seletivo e entrou, foi escolhido no meio da galera. Depois teve um outro processo seletivo para entrar um outro apresentador. E aí eu tentei e deu errado, não consegui. E aí eu lembro que eu fui, eu continuei fazendo vídeo e pensando assim, irmão, talvez numa próxima oportunidade que tiver eu vou tentar, e vou tentar de verdade, sem ser só, ah, tentei, tá ligado?
E aí eu tentei, apareceu de novo uma oportunidade, e aí eu tentei concorrer contra um monte de cara, entrei. Um teste, passei um estagiário e fui subindo lá dentro de estagiário, de crescendo e fazendo videozinho e sempre tentando, e até chegar no ponto. Só que é bizarro porque era algo que eu sempre quis, tá ligado? Até chegar lá e deu tudo certo, já saí, já não trabalho mais lá e tá tudo bem. Só que foi um ponto na minha vida que eu olho e falo assim, caralho, mano, isso foi só persistência?
Foi sorte? Foi Deus? Ou foi o quê, mano? Porque é algo que eu desejava desde 2015, tentei até dar certo.
E o que que é dar certo? O que que é dar certo? Dar certo é ter conseguido entrar e ficar lá o tempo que tu ficou?
Eu acho que é ter conseguido chegar num ponto onde eu falo, caralho, tô satisfeito aqui, fiz algo que eu me sinto satisfeito, tá ligado?
E tu entendeu, e acabou, foi embora, e é isso, vamos embora viver.
Satisfeito, passei, vivi, tá ligado?
Cara, eu acho que, eu acho que a gente, na minha na vida eu tive a experiência de querer muito algumas coisas, trabalhar muito para tê-las e consegui-las no momento errado, tá ligado? Então hoje eu gosto mais da ideia de estar perfeitamente preparado para aquilo que eu quero mesmo. Então tudo que eu quero mesmo, eu estarei perfeitamente preparado quando chegar a hora e vou fazer. E é isso, eu quero mesmo. Só que eu entendo se não for a minha vez.
E mais, eu já, por já ter lutado para caralho e conseguido umas coisas na hora errada, eu já entendi que às vezes é bom deixar ir embora, tá ligado? Porque não é que é ruim, é na hora errada, tá ligado? A percepção do momento certo é difícil também.
Para caralho. Mas eu acho que é um pouco daquilo que a gente falou do Platão, do mundo das ideias. É como se o objetivo da sua vida, ou um objetivo da sua vida, fosse tal, e ele é, você tem na sua mente o objetivo perfeito. Só que tudo que acontece no mundo tá sujeito a variáveis da realidade mesmo. Então a forma como aquilo vai acontecer nunca vai ser a perfeita, e você tá apegado a essa perfeição, só vai te frustrar, né? Eu acho que talvez seja impossível chegar no perfeito, naquilo realmente igual você imaginou.
Até porque quem é você para imaginar a realidade da forma que tem que ser, tá ligado? E falar assim, não, pô, eu imaginei isso, tem que ser assim, senão tá errado.
Pô, cara, mas assim, trabalhar com que eu trabalho inclusive, cara, é muito rico nesse sentido, porque o funcionamento da internet ele é No meu caso, para o que o flow é, ele é foda porque ensina muito. Ó, tu vai, as pessoas vão imaginar que, porra, o flow, caralho, começou a parada lá em 2018, não sei o quê, a gente faz umas parada foda e tal. Mas se eu não fizer uma agenda animal para a próxima semana, para o próximo mês, eu tô fodido.
Tudo é esquecido.
Se eu sumir e ficar 2, 3 meses sem fazer as parada aí, vai ser foda de voltar. Se eu ficar 2, 3 anos, eu não sei se eu volto, tá ligado? Então assim, não tem estabilidade aqui. E isso me traz para um lugar de, cara, a gente faz coisas insanas, a gente já fez, a gente já pôs um nome na história em alguma medida, tá ligado? E isso não me coloca numa posição de estabilidade. Então baixa a bola aí, ô filha da puta, que você é um bosta.
E esse movimento da internet lembra muito o movimento da vida. Saber navegar a internet me ensinou a saber navegar. Eu navego a vida parecido com o jeito que eu navego a internet. Então eu controlo o que eu controlo. O que eu não controlo, meu irmão, eu também não sofro. Sim, entendeu?
Sim.
Quem falou isso? Teto, Marco Aurélio, tantos históricos. Clarice Lispector.
Tenho certeza.
Provavelmente. Tenho certeza.
Certamente ela falou isso.
Mas, mano, tipo assim, vamos lá. Vou te dar um exemplo de merda.
Tá.
Você não controla tudo. A gente sabe disso. Mas percebe o quanto é difícil isso ser prático na sua vida? Por exemplo, você não controla uma doença. Você não controla a morte de alguém, você não controla a forma como o mundo vai agir, tá ligado? Então eu acho que não é sobre só, né, você ter controle sobre o que você, ou você sentir aquilo que você controla ou não, né? Mas às vezes a gente precisa ter a consciência de que tem coisas que não estão sob nosso controle E o sofrimento em cima dessas coisas também não é uma opção necessariamente, mano.
Tipo assim, por mais que a gente queira, é verdade, se acontece algo assim com a nossa família, com o pai, a mãe, uma filha, um filho, pô, mano, eu não posso dizer que você tá sendo—
caralho, claro que não. No entanto, no entanto, eu já passei por isso antes, tá ligado? Eu já vivi umas paradas, já sofri por umas paradas que eu não controlava antes, muitas vezes. E no fim daquele dia ali eu dormi, e no dia seguinte eu acordei e eu fui viver de novo. E depois eu dormi, depois eu acordei, eu fui ver de novo, e aí a vida continuou, tá ligado? Então, é, eu não tô falando que não é para tu sentir nada, é o contrário disso. O que eu tô dizendo é que saiba que você vai dormir e acordar amanhã.
Amanhã o sol vai nascer de novo. É porque é foda essa questão, justamente voltado para a ideia de que coisa que dá para fazer.
Tem coisa que dá para fazer. Por exemplo, eu também não controlo um chefe filho da puta, tá ligado? Mas eu controlo o que que eu faço com um chefe filha da puta. O que que eu faço com chefe filha da puta? Eu posso trocar de emprego, eu posso fazer uma queixa, eu posso mandar tomar no cu, eu posso fazer um monte de coisa. O que eu controlo é o que eu faço com as cartas que me deram. Então me deram aqui essa mão aqui, meu irmão, eu vou jogar com ela aqui.
Então às vezes é uma mão foda, às vezes é uma mão merda e eu vou jogar com ela, tá ligado? Agora, o que não dá é ficar, é jogar, é pegar minha mão e contar com o river, tá ligado? No jogo de pôquer.
Sim.
Não, eu tenho que jogar com a minha mão aqui. Desculpa se eu viajei muito.
Não, mas eu acho isso também. O que O que me pega realmente é essa questão do... de até onde tá o nosso controle. E eu não acho que o sofrimento seja o que não fazer, sabe? Tipo assim... Não. Muitas vezes, a busca das pessoas é não sofrer.
Mas tá vivo é tá sofrendo.
Tá vivo é tá sofrendo.
Você tá o tempo inteiro sofrendo. Você tá o tempo... Por mais que a gente fale tudo que é lindo aqui, o caralho, Cara, não duvido eu virar um pato manco se eu passo um dia sem ficar ansioso com o que acontecerá em algum ponto do futuro. No entanto, eu, porra, pera aí, calma, volta, tá ligado? Eu acho que a graça tá em justamente ser humano, mas domar eu mesmo, tá ligado? Com falhas. Eu vou falhar, e essa que é a graça, tá ligado?
Eu vou vacilar que nem o Santo Agostinho, que ele pedia: ô Deus, aí me faz mais, me faz um ser humano melhor, mas não hoje. Hoje não, amanhã, tá ligado?
Segunda.
Então não é que não tem uma busca para melhorar, eu tô ligado que eu sou merda, eu tô ligado. Só que assim, não é que eu não quero melhorar, é que eu preciso aceitar que eu sou merda. E refletir sobre isso, tá ligado? E a partir do momento que eu faço isso, quanto a partir do momento que eu pergunto, será que eu tô errado? Muitas coisas começam a—
outras perguntas começam a se abrem, tá ligado?
Na minha opinião, que foi o que aconteceu comigo, tá ligado? E eu sou um merda, moleque, eu não sei das paradas, eu não li os livros, tá ligado? Eu fico olhando as coisas e eu até queria ter lido o livro Mas eu fico olhando as coisas assim, eu prefiro trocar uma ideia com os cara que também tá pensando. Então não tô falando que tu é o estudioso, mas pô, o que que tu acha disso que a gente tá trocando ideia? É nessa intenção que eu vou.
Sim, sim, eu acho também, ligado que eu sou mesmo. É porque o estoicismo que a gente tá falando, ele tem muito uma ligação de não sofrer, uma ligação de as atitudes que você toma é sempre em prol do não sofrimento, tá ligado? Você vai tentar controlar a parte que você controla, porque, porque é o que você pode fazer para não sofrer. Tá ligado?
Mas isso não é comprar a conclusão sem entender o jeito de chegar nela? Eu acho que sim, porque quando tu vai estudando, quando você, se você for lendo, ou por exemplo no meu caso conversando para caralho com gente que estudou essa porra, não sei o quê, eu vou entendendo como é que construi esse pensamento. E agora eu posso chegar a minha própria conclusão.
Sim, né? Sim, eu acho também. Mas o sofrimento faz parte da vida inevitavelmente, não tem muito o que você fazer.
E você tentar, fome, tu sofreu e tu não teve nenhum controle. Foda-se, né?
Você pode só sofrer toda hora, sempre de formas diferentes, e ainda assim a vida vai continuar existindo, tá ligado?
Ainda vai dormir e vai acordar de cedo.
Só que é triste se colocar, não é triste exatamente, mas é estranho você se colocar numa posição de descanso, por exemplo, enquanto o mundo segue rodando, tá ligado? Parar Numa sociedade produtiva para descansar é um nível de desapego alto, porque você se sente perdendo algo, você sente que tá perdendo tempo, você sente que, pô, irmão, beleza, eu tava louco para tirar um mês de férias, mano, não fazer nada. Mas se eu fizer isso, mano, daqui um mês o mundo já vai estar muito diferente, as coisas já vão ter mudado para caralho.
E quem vai ser eu daqui um mês? O que vai, o que eu vou poder fazer depois, tá ligado? E aí o mundo continuar girando te coloca numa posição meio tipo assim, caralho, eu vou ter que escolher entre parar ou seguir o fluxo que eu tô seguindo, tá ligado? E isso é meio agoniante, tá ligado? Fico meio, porra, irmão, caralho, eu adoraria parar, mas se eu parar, o que que vai acontecer?
Vai ser diminuir do jeito que a gente tá, né? Mas Mas tem gente que consegue. Tem uns cara que aquela praia que eu gosto de ir, que eu te falei, tem um cara lá que é o Mateus. Salve, Mateus! O cara, ele era publicitário, mano, e foda-se, ele largou essa porra e foi morar na praia.
Foda-se, cara, acho que é meu sonho.
Ele é rico? Não, não, não. Ele resolve uns problemas lá da galera, não sei o quê, mas é outra parada. Então assim, o que que esse cara é mais ou menos feliz que o que o cara lá da Faria Lima, que é rico para caralho, não dá para dizer, né? Não dá para dizer. O cara lá da Faria Lima, o cara lá da Faria Lima que é rico para caralho, o tesão dele, igual tesão do Mateus é morar na praia, o tesão do cara é fazer dinheiro. E vai fazer o quê, meu irmão? As pessoas humanas, os seres humanos são complexos, curiosos, né?
E tem muitos tipos de tesões diferentes na vida, diferente.
Bom, deixa eu falar uma parada, perguntar uma parada para vocês, nada a ver com o que a gente tá falando. Vocês acham que é mais, é melhor para sua vida você adquirir um novo hábito bom ou se livrar de um mau hábito que você tem?
Eu acho que, eu acho que é melhor se livrar de um mau hábito, porque é melhor ser, é melhor ser, eu preferiria ter menos virtudes do que mais defeitos. Eu preferiria, tá ligado?
Tá aí, isso é uma boa.
Porque me parece mais, para usar uma simbologia fácil, me parece mais limpo ter menos defeitos. Porque assim, muitas virtudes com muitos defeitos, corta aqui, corta ali, não tem nada, entendeu?
Na matemática.
Mas a menos que a gente esteja falando de, vamos lá, se a gente tá falando de virtudes que são indispensáveis indispensáveis, que por exemplo, o que que é uma virtude indispensável? O que eu vou falar de conhecimentos indispensáveis? É um, eu contrataria, por exemplo, para tua empresa um executivo altamente experiente no teu ramo de negócios, mas que ele trai a esposa, tá ligado? Então aqui é, não tem resposta certa para começar, né?
E em segundo lugar é Tem nem todas. Eu tô criticando a minha própria ideia, tá? Eu acho que dá para ter umas virtudes e uns defeitos ao mesmo tempo, mas eu busco ter menos defeitos e falho miseravelmente. Pergunta minha mulher.
Imagina, moleque! É porque eu não sei, mano, exatamente o que eu acredito com relação a isso. Eu nunca parei para pensar nisso, velho, mas eu acho que Existe o caminho de escolher ter mais virtudes também, porque ela vai te levar para um lugar onde você vai automaticamente se podando das coisas que você não concorda. É aquilo que a gente falou desde o início, existem formas diferentes de chegar no mesmo objetivo, tá ligado? Se o objetivo é viver uma vida de uma forma correta, talvez você possa diminuir seus defeitos ou aumentar suas virtudes e chegar na mesma conclusão.
Mas uma vida correta baseada, sei lá, no Ocidente ou no Oriente?
Aí fudeu, aí fudeu, porque é foda. Não dá para você nem viver uma vida baseada em um, no outro, nem no que só você acredita.
E aí, meu irmão, o que que a gente tá fazendo aqui? Na minha opinião, a gente tá ocupando o nosso tempo até o final da jornada. Então isso é para você abandonar tudo que tá fazendo? Eu vejo como uma puta oportunidade de sentir um monte de coisa e de ver um monte de coisa, de experimentar um monte de coisa. E cara, porque é tudo sensacional se tu parar para pensar legal, né? Eu sei que parece papo de maluco, mas pô, não é muito viagem que eu tô falando no negócio, tu tá ouvindo, tá ligado?
Eu tô falando no microfone que antes que— aí beleza, aí ele tem um fio que vai chegar num, tá ligado?
É muito absurdo.
Isso é uma absurda, essa análise da vida para mim eu não tenho consciência.
Conectado porque tem uns cabos no fundo do mar, tá ligado?
Por aí vai, por aí vai. E tudo isso torna possível que seja muito fácil mesmo eu fazer isso aqui, tá ligado?
É porque tem um fiozinho dentro desse microfone que você ganha dinheiro no final do mês.
Então, cara, olha, então o que que mais é possível se a gente conseguiu transformar a realidade, o mundo, a gente conseguiu transformar a natureza nessa merda? No fato de você conseguir me ver num celular, num fone, tá nem me vendo, tá só me ouvindo num fone sem fio, tá ligado? Já é uma pira do caralho. O que mais que tem? Isso para mim é muito mais legal do que ir para o lado de, ah, essa porra não vale nada, não vou acontecer nada mesmo.
Pô, eu queria viver o máximo possível com saúde para eu poder fazer o máximo, ver o máximo possível de coisas, tá ligado?
Eu acho que essa parada, eu acho a vida As experiências da vida muito foda. Eu te falei quando eu cheguei aqui que eu não gosto muito de andar de avião, mas eu pularia de paraquedas para caralho, porque, mano, eu nunca tive essa experiência, eu quero ter essa experiência, porra.
Até para tu poder dizer que é uma merda.
É, para eu poder falar assim, beleza, nunca mais. Se der errado, se der errado, mas só dá errado uma vez, só vai dar errado uma vez.
Mas eu acredito que existem coisas que tu não precisa experimentar para saber que é ruim.
Não, claro, pô, tudo que você faz é bosta, né? Tá ligado?
O exemplo, primeiro exemplo aqui.
Você sabe que, eu sei que você não pensou nisso, mas eu sou milênio, eu pensei outra coisa.
Então, só dar o cu pra saber que vai que, né, talvez precise, não?
Será que não? Talvez sim. Você já deu? Não que eu saiba. Não que eu saiba, é foda.
Dependendo se tu perguntar pro Dileira, vai ter um monte de resposta. Bom, ponto é Comer bosta, comer bosta. Não precisa comer bosta para saber que é uma merda comer bosta, né? Porque antes de você comer bosta, ao você saber o que é bosta, tu já entende que aquilo não casa com o que tu já pensou, as conclusões tu já chegou. O que que é bosta? Ela é o resto. Por que que eu vou comer o resto? Não faz sentido, né? Então assim, ó, essa análise do comer bosta é difícil demais de fazer.
Se eu amo, se eu amo a minha eu amo a minha esposa, eu sei que eu amo a minha esposa, eu preciso ir para o puteiro ver qual é a experiência de estar no puteiro? Eu amo a minha esposa. Isso para mim é, e isso é uma convicção que eu tenho que é basilar para uma porrada de coisa na minha vida, tá ligado? Então, além de eu já ter considerado, a gente já tá junto há tanto tempo que a gente já pensou, a gente já viu tudo que a gente tinha que ver e o caralho, não sei o quê, E eu já entendi que a gente tem que, que tem um caminho específico que me parece ser o melhor caminho, porque não é, eu não precisei experimentar o caminho da esbórnia, por exemplo, tá ligado?
Porque eu tenho, eu, o meu amigo, não, Jean, mas o cara, um amigo meu, um amigo meu, vários amigos meus tiveram várias experiências, eu vivi com eles essa experiência, cada um No seu lugar. E aquilo ali, puta, eu acho que eu sou mais ter uma filha, tá ligado?
Mas isso é uma análise crítica da realidade que você vive, não necessariamente sobre a experiência que você tem, mas é o que eu tô te falando. Eu não precisei roubar a pera pra entender o que o Santo Agostinho falou no livro dele. Eu posso só ler, só ouvir. A mídia é uma grande experiência de aprendizado, né? Você pode aprender coisa pra caralho vendo filme. Vendo uma série, vendo, lendo um livro ou qualquer coisa do tipo, tá ligado?
E eu acho que parte das experiências da vida é isso. Algumas eu vou querer passar, outras, como comer bosta, não necessariamente.
Papo reto. Tá com vontade de comer bosta, Dinho?
Não, de jeito nenhum. É o cheiro, né? Você fica pensando, só pelo cheiro você vai fora.
Cara, esse exemplo foi escatológico.
Nossa, né?
Que merda.
É porque eu tentei fugir um pouco do que é, e só que eu piorei Aí talvez, sei lá, milênio, milênio vai vir para esse lado aqui, tá ligado?
O Vitão, tem pergunta para nós aí? Deixa eu ver aqui o que que tem para nós aqui, que os cara— o que que é?
Nada não, não entendi nada.
Memento Mori, estou— pera aí, tem aqui uma enquete primeiro. Estoisismo é coisa de jovem?
Não, porque tem 2 milhões.
53%.
Se fosse coisa de jovem.
Mas aí, será que não é um monte de jovem que tá assistindo e vota não só para não ficar parecendo que é coisa de jovem?
Para não pagar de jovem. O jovem não quer pagar de jovem.
Exato. Tipo, porque nesse caso ser coisa de jovem parece que é meio pejorativo, né?
Coisa de jovem?
Não é coisa de jovem nenhuma.
Que nojo!
Não é só uma fase, mano, tá ligado? Sim, eu sou gótico pro resto da minha vida.
É isso aí, tá aí.
Bom, então antes de eu ler a pergunta aqui, eu quero falar do hidromel, cara. Cadê? Que era pra ter aqui um negócio. Bom, se você entrar lá em philippemidi.com.br, o que que tu vai achar? Tu sabe o que que vai achar, Bruno? Eu vou te falar o que que vai achar. Tu vai encontrar vários sabores do hidromel Felipe Midi. E aí tu pergunta o que que é o hidromel, e eu te respondo: é como se fosse um vinho, só que em vez de usar uva no processo de fermentação, usa o mel.
E aí dá origem essa bebida aqui, que é uma, bom, a receita original, puta, é faz muito tempo, né? Os cara bebia isso aqui, os vikings bebiam isso daqui, era inclusive para fertilidade, tá ligado? Então assim, agora tu imagina o sabor do hidromel, o hidromel junto com uma cerveja, tá? E aí agora você pensa assim, puta, mas eu gosto de lager. Tem lager. Aí tu, mas eu gosto mesmo é de Weiss. Tem Weiss. Então lá em felipemid.com.br tu vai encontrar as cervejas com hidromel Felipe Midi, a Lager e a Weiss, tá bom?
Além, é claro, de todos os outros sabores de hidromel que já estão lá. E como é que você faz para chegar lá? felipemid.com.br, tem esse QR code aqui, tem o link na descrição, e tu pode usar o cupom FLOW10 para ganhar 10% de desconto na Semana do Cliente, que já tá tendo produtos lá com até 40% de desconto. Então, sei lá, se tu nunca experimentou, essa é tua chance. Tu já experimentou e tá a fim de experimentar cerveja, essa é tua chance.
Ou se você quer só preencher a tua adega aí, essa é tua chance também, tá bom? philipmini.com.br, usa o cupom FLOW10, aproveita o desconto da Semana do Cliente, até 40% de desconto. Mas só pode comprar e consumir bebida alcoólica se você for maior de 18 anos. Se beber, não dirija, e beba com responsabilidade. Daí O nosso amigo Memento Mori mandou aqui, ó: Jô Soares falava 5 idiomas, conheceu várias pessoas e países, marcou uma geração, morreu aos 84 anos.
Meu avô era analfabeto do interior e morreu aos 87. Em 100 anos, a história deles fará diferença? Ó, caralho, posso começar? Eu acho que você— eu acho que não deveríamos atribuir valor à vida das pessoas dessa maneira, para começar. Eu não acho que a vida do teu avô necessariamente foi uma vida com menos valor que a vida do Jô Soares. Afinal, você tá aqui mandando essa mensagem para gente, né? Então, algumas pessoas têm impacto por um lado, outras pessoas têm impactos para outros lados.
Tem gente que tem, como a gente disse, que tem que vem aqui fazer alguma coisa mesmo e tem impacto gigante. Gostando ou não, Elon Musk é foda. Pode odiar o Elon Musk, mas o cara reacendeu a porra da indústria dos carros elétricos e por aí vai. Então, o teu avô, ele... É claro que eu acho que dá para desperdiçar a vida, mas não é necessariamente porque o teu avô não era famoso ou não falava idiomas ou não era muito inteligente, mas sim, se ele, o que ele fez com a vida dele, na minha opinião.
Então, se é um cara que ele foi um merda do caralho, que ele só sabia beber, batia na mulher e o caralho, e a vida dele era, além de não ter muito, muita função, ele também não tava procurando muito, aí sim é um jeito de, na minha opinião, dar uma desperdiçada. Agora, se o maluco era analfabeto, mas pô, cara, ele criou 10, 15 filhos, todo mundo na moralzinha, claro, falhou um aqui, falhou outro ali, não sei o quê, Mas em geral, a jornada do cara foi honrada do ponto de vista— e aqui eu vou ter que usar minha régua moral— eu acho que não tem desperdício nisso aí não.
Porque o meu avô foi importante para eu estar aqui, caralho. E eu me considero um cara que eu tenho pelo menos a possibilidade de fazer alguma diferença em alguma coisa. E o meu avô não fazia a menor ideia, mané. O meu avô, o que ele sabia era olhar para o céu e se dizer a hora. E manjava de roça como ninguém.
Isso é foda pra caralho.
Foda pra caralho.
Ninguém sabe fazer isso.
É, o cara olhava pra ele e dizia, no meio de 20, tá ligado? Caralho. 3,50. Caralho. Pode olhar, pode olhar.
Bizarro.
Muito caralho.
Mas eu acho também que tá ligado um pouco àquilo que a gente falou de produtividade na vida, né? Tipo assim, beleza, o exemplo do cara foi o Jô Soares e o avô dele, mas isso é um exemplo ligado à produção. Perfeito. Ligado a, tipo assim, o Jô Soares aparentemente produziu mais do que o avô dele. Beleza, mas isso não quer dizer sobre satisfação da vida. Talvez o vô dele tem uma chance menor de ser lembrado daqui muitos anos do que o Jô Soares, mas não no sentido— ser lembrado não é necessariamente vai fazer a vida dele ser mais honrosa, porque ele não vai estar aqui, mano, nem vai saber, tá ligado?
Vai ser simplesmente nesse sentido. O vô dele pode ter vivido uma vida muito mais pô, honesta para, no ponto de vista pessoal dele, do que o Jô Soares, que deve ter passado por poucas e boas.
Deve ter passado por poucas e boas, deve ter que em algum momento ele conseguiu se impor ou não, a gente não sabe.
Não sabe se é verdade.
E se for olhar assim friamente, tem mais chance mesmo do Jô Soares. Se o pessoal for, sei lá, se ainda existisse tipo de coisa daqui 100 anos, cara, estudando comunicação e tal, tem chance dele ver o Joel Soares ali. O seu vô depende meio que da sua família, talvez, e contando histórias para os outros.
É porque ser lembrado não tem a ver com ser melhor, né? Ou pior.
Nem um pouco. Tanto que a gente conhece um monte de figura horrível da história que a gente lembra muito bem deles. Então não quer dizer se é bom ou ruim, né?
Deve ser maneiro ser lembrado, mas eu acho que é É, perseguir isso é perigoso.
Perseguir isso talvez seja inútil, além de inútil, perigoso além de inútil, porque você tá buscando algo que tá fora do seu controle e algo que você nem vai ver acontecer. Você quer ser lembrado de que forma exatamente? Hoje a gente, beleza, pode ser lembrado, mas você quer ser lembrado depois da morte por qual motivo exatamente?
Boa noite, gosto muito do canal Tinocando TV e do Flow. Por que vocês não fazem algo juntos? Ah, então temos alguma coisa para falar aqui, né, Diego?
Aí, ó, você quer fazer? A gente quer. Como que você faria um programa junto com a gente aqui, cara?
É porque assim, a gente, eu já falei disso aqui, né? A gente fala de filosofia, vocês vivem me chamando para falar de filosofia, por mais que eu não seja filósofo. Já deixei isso.
Entusiasta.
Entusiasta. Eu sou entusiasta, eu gosto de degustar, eu gosto de degustar filosofia, né? Então assim, eu acho que eu falei algo, tempera com o quê?
Com dúvidas?
É, eu acho que talvez algo voltado para isso. O tema de hoje é bem bom, da filosofia na prática, né? É o que mais importa, eu acho, porque a filosofia sem ser na prática ela é só um monte de palavras complexas ditas por um bando de pessoa que não tem sentido mais hoje.
Ou até inclusive conclusões que desconectadas do raciocínio que levou até elas podem ser perigosas.
Podem ser perigosas.
Então, filosofia na prática é um bom conteúdo para a gente fazer junto?
É bom, eu acho que principalmente pelo timing agora de política e tal, que a galera— bom para botar a galera para pensar também, porque ajuda, né? A gente quer, faz parte aí do seu objetivo elaborar, incentivar o pensamento crítico e tal.
É, eu queria melhorar a qualidade do pensamento. E eu, e o jeito para fazer isso é as pessoas desenvolverem o pensamento crítico. Na minha opinião, o jeito mais didático que eu consigo dizer é, meu irmão, será que eu tô errado?
Filosofia pura, né?
Primeira coisa, mano.
A gente podia fazer, vamos fazer, mano.
Ah, e se já tivesse feito, Tinoco?
Cara, seria estranho para caralho, né? Seria doideira. Acho que o universo paralelo ia ser uma doideira.
E se abrisse aqui uma, sei lá, uma fenda dimensional e tivesse esse conteúdo pronto? Como é que seria isso?
Seria foda, né? Assim, seria foda porque seria muito maneiro se fosse, se a gente tivesse já uma série assim de uns 5 episódios gravado, editado, prontinho. E eu diria que assim, nesse momento já tá rolando a estreia.
Que coincidência absurda, mano! Cara, a vida é bizarra mesmo, nada tem sentido mesmo.
Então, ó, YouTube que tá ouvindo isso aqui que a gente tá falando, o Vitão vai te mandar lá para o vídeo que a gente já fez juntos.
Se você tá na live, você nem precisa fazer nada, você vai ser automaticamente redirecionado para lá. Se você tá assistindo o vódio disso aqui, não pegou ao vivo, entra aí na descrição que a gente vai deixar como primeiro link ali, tu já vai assistir, que esse é o primeiro vídeo de uma série de 5 vídeos que vai sair aí toda semana. Collab Tinocando TV e Flow, vai ser animal.
Tinoco, obrigado pela moral, cara. Obrigado por vir aí. Eu me amarro nesses papos de maluco, mano.
Eu também gosto.
Sempre que precisar de um papo de maluco, pode me chamar.
Ó, e sabe o que que é foda? Eu fico sempre com— eu sempre tenho um puta receio de falar uma puta merda. Então você que tá ouvindo o que a gente tá falando aqui, é sempre bom perguntar: será que eu tô certo?
Discorde da gente à vontade, à la Vonté.
Exato.
Então obrigado mais uma vez aí. Muito obrigado a todos vocês.
Espero que curta.
Reflexões vai sair aí.
Fica aí. E obrigado vocês que estão assistindo também, tá bom? Então fica aí que o Vitão vai te mandar para lá, bicho.
Tchau!
Dozen more likely explanations other than serial killer.
All right, maybe not a dozen. In Florida, crime has no offseason.
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