RENAN SANTOS - Flow News #065
Conversa com o candidato à presidência Renan Santos
- Decisão de Dias Toffoli de suspender a campanha de Renan SantosDias Toffoli·Suspensão de campanha·Redes sociais·TSE
- Proposta de Lei de Responsabilidade Gerencial para prefeitosReforma política·Compra de votos·Emendas parlamentares·Fundo partidário
- Reforma do sistema educacional brasileiro com foco em alfabetizaçãoMétodo fônico·Matemática e português·Cotas raciais·Pé de Meia
- Estratégias para combater o crime organizado e assaltos à mão armadaAssalto à mão armada·Crime organizado·El Salvador·PCC·Comando Vermelho
- Plano de ajuste fiscal para o Brasil e corte de despesas públicasDívida pública·Taxa Selic·Reforma da Previdência·Mamatas fiscais
- Desinteresse da população brasileira pelos problemas políticos e sociaisAlienção política·Eleições·Corrupção
Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. E hoje eu vou conversar com Renan Santos, cara, que é para oficialmente a nossa primeira, o nosso primeiro programa com os presidenciáveis nesse mês de setembro, dia 2, para a gente falar mais especificamente da tua campanha, da eleição e das coisas que têm acontecido contigo, né? Inclusive, eu nem sabia se esse programa de hoje ia rolar, Porque pelo que aconteceu com o Toffoli e tudo mais, mas já desaconteceu também.
Queria mandar um salve para a galera do chat aí que estava reclamando que a gente está atrasado, a culpa é do Renan, tá? Essa que é a verdade. Queria também mandar um salve aqui para a galera da Agência Lupa, que vai fazer a checagem de fatos hoje aí. E também os nossos parceiros aí, que é a Insider, a Hashtag e a Embaliche e o Kawaii, de quem falarei já já, tá bom? E Renan, porra, vamos começar então falando do que estava acontecendo, o que aconteceu ontem e anteontem aí.
Que o Toffoli decidiu que tu não poderia usar as redes sociais, participar de sabatina, de debate, de um monte de coisa. Uma decisão que já foi revertida por ele próprio, né? Que foi tomada— Bom, tu pode explicar melhor o que aconteceu ali? Porque a informação que existe é: tu informou uma rede social e não informou outras, e isso seria algum tipo de, sei lá, Trapaça, abuso do poder econômico de acordo com eles.
E enfim, eu vou explicar a história, primeiro a versão resumida para todo mundo, depois a versão, versão resumida é: eu organizei manifestações contra o Dias Toffoli, 4, fizemos, fomos até o Resort Itajaí, eu e o Pedro, que é um, tá até aqui nos assistindo, é o nosso candidato a deputado lá no Paraná. Fomos lá, mostramos a relação do Dias Toffoli com a turma do Fabiano Zetel, com a compra daquele resort, com a venda do resort, do envolvimento da família do Dias Toffoli E fizemos nosso trabalho republicano de fazer enfrentamento a quem tá envolvido com esse escândalo.
Já fiz até podcast com você especificamente sobre o caso Master, passamos para a questão Toffoli.
E a gente, para cá, engordou o assunto, né?
Engordou o assunto e emagreceu a indignação, né? As pessoas simplesmente não estão dando bola. Acho que isso vai ser um tema sobre eleições para a gente até comentar hoje. Passa o tempo, Dias Toffoli tá no time do TSE, que tá fazendo agora as eleições. É um dos representantes do STF dentro do TSE. Meu registro de candidatura cai na mão dele. Aí ele, de maneira muito republicana, olha e fala: acho que tem esse problema aqui, vou suspender a campanha dele.
Foi basicamente isso. Foi uma decisão monocrática, ilegal, porque ele não pode suspender o registro ou andamento da candidatura mediante algo que, se houver uma irregularidade, ele poderia no máximo me cobrar uma multa. Então você não pode suspender algo que é igual, vou dar exemplo, vamos supor que o Lula faça um, sei lá, o Lula toque uma música num comício dele. Se ele tocou uma música ou fez um, chamou um artista, aquilo não pode parar a campanha do Lula.
O Lula vai tomar uma multa porque fez um show místico, mas ele não pode parar a própria campanha. São duas coisas diferentes. E o Dias Toffoli parou a minha. Ele recebe uma pressão muito grande. Aí foi assim, juristas, imprensa, todos os candidatos à presidência tirando o Lula Todo mundo se colocou. Ele, até os pares no TSF saíram matérias falando, isso aqui não dá para sustentar. E aí caiu a casa. E aí ele teve que voltar atrás ontem, logo assim, uns 5 minutos após a coletiva de imprensa, que eu dobrava aposta contra ele.
Eu vou entrar nesse detalhe também. Mas sobre a questão técnica, para, porque muita gente de esquerda em especial viu, ah, o Renan tava burlando regras. Veja, Nessa eleição você tem que informar para agora para o TSE as suas redes sociais, porque o TSE vai quebrar o algoritmo para elas. Então não há algoritmo de recomendação para nenhum candidato, tá? E é isso que tava todo mundo sabendo. Quando você vai e preenche o seu registro de candidatura, tá escrito site oficial.
Há muita gente, porque não foi apenas eu, dos que preencheram, que eles não colocaram nada, nenhuma rede social, foram 2.700 candidatos. Dos que já foi averiguado que não colocou alguma foi mais de 6 mil candidatos. Candidatos a governo, candidato a presidente, candidatos a deputados, todos os candidatos. Porque tá escrito site oficial. No meu foi preenchido nosso site oficial da campanha e a arroba do Twitter, porque são os veículos oficiais.
Você fazer comunicado oficial, falar que eu vou fazer meu comunicado oficial no TikTok, com todo respeito aos tiktokers, mas não é lá o veículo para isso. E aí o Para ele, né, eu especificamente estava praticando esse abuso. Mas se a gente levar a regra dele a cabo para todo mundo, todas as mais de 6 mil campanhas que não preencheram corretamente caem. Só que teve um detalhe: eu, quando surge isso, e aí a gente vai rever, e a candidatura já tinha sido lançada, nós entramos com pedido, uma chamada no TSE: olha, tá dando problema no sistema de vocês porque a gente quer voltar e não tá indo.
Aí você tem que fazer um ofício. A gente peticionou sem eles pedirem, sem eles selecionarem. A gente falou, ó, tá aqui a lista para ficar claro, essa aqui é a lista de redes sociais. Então a gente atuou com boa-fé em todo esse processo. Essas mais de 6 mil candidaturas não fizeram isso. Um ou outro peticionou, ó, por favor, deu problema. Nós fizemos. Então nem a desculpa de que a gente tava de má-fé ele tem. Então essa história ela ficou muito feia para ele.
Essa história fica feia para o TSE se o TSE comprar. Então o próprio TSE falou, olha, se a gente seguir o que o Toffoli tá fazendo, não tem eleição esse ano. Então óbvio que foi uma decisão absurda. Só que assim, ele não vai reaver o tempo que eu perdi. Você falou, quase a gente não ia fazer a Sabatina aqui no Flow. É porque se eu ficasse 2, 3 dias, você estava proibido de me receber aqui. Só para quem tá assistindo entender, eu estava basicamente proibido de vir e o Igor estava proibido de me receber.
Eu tive que cancelar sabatina na CNN, aí mudou, mudou a data, acho que vai ser amanhã. Sabatina da Jovem Pan eu tive que cancelar, outras entrevistas estavam marcadas, tudo desmontado. Eu tive só no meu Instagram, no dia anterior à proibição, mais de 18 milhões de visualizações. Eu perdi isso no dia seguinte, metade do outro dia. Ou seja, ele vai me reaver, eu que sou um candidato que usa redes sociais, o tempo perdido? Ele não vai reaver nada.
Então é um prejuízo que ele gera, aí ele, ah, tá tudo bem, e jogo que segue. É isso.
O que que tu acha que tem de— tu acha que, bom, será que é apenas uma vingancinha pelo que tu, pela, pelas coisas que tu foi lá, pelos movimentos que tu fez, cara? Porque veja, eu fiquei pensando, vendo esse movimento, eu fiquei pensando qual que é a vantagem de trazer para si a atenção nesse momento, né? Porque esse é o único efeito que poderia ter, chamar atenção, porque como tu disse, todos os juristas, todos os jornalistas que eu ouvi falaram basicamente isso que você falou aí, que isso não existe.
Então, qual será que é o objetivo de trazer esse holofote para si sabendo que ia ter que voltar atrás em seguida?
Vamos pensar assim, isso eu tava conversando com você antes de começar o programa, na resenha pré-programa, que às vezes a gente superestima os agentes políticos. A gente cria teorias conspiratórias: ah, o Lula tem um plano comunista para as Américas, e tá, tá, tá. Não, porque o Bolsonaro faz parte da internacional fascista. Não, porque os ministros do Supremo. Então não, às vezes as decisões são as mais estúpidas possíveis. O Dias Toffoli É um cara conhecido por beber muito, ele é um cara que participou de festas, encontros com a turma do Vorcaro, é um cara que estava ganhando dinheiro com a turma do Vorcaro.
Bastante, sim. Dias Toffoli, fique tranquilo, estou falando aqui que você ganhava dinheiro com investimentos em resorts que tinham como partícipes ali membros do universo do Vorcaro, como Fabiano Zé. Isso é um fato dado, tudo documentado, tô falando aqui algo que tá documentado. Um cara que dá uma mancada dessa é um cara que já tá fora da realidade. Ele acha assim que, pô, ninguém vai mexer comigo, eu vou fazer negócio com quem for.
Olha o caso do Xandão, o cara já assim, desculpa o termo, não é um termo presidenciável, mas vou usar, ele já escaralhou tudo. Ele já, ó, faz o seguinte, eu vou editar um contrato aqui com o Daniel Vorcaro, eu vou, não, meu filho vai andar com avião, vai andar com avião e dane-se. Eles já estão, eles não estão ligando mais. Então, o caso aqui, eles já não ligam muito pros efeitos daquilo que eles fazem e não ligam nem pra repercussão, porque eles acham que nada vai acontecer.
E as motivações são as mais estúpidas possíveis, assim como alguns, por exemplo, o presidente do Senado, Alcolumbre, a motivação dele num dos encontros com o Vercaroli é encontrar prostitutas suíças, isso tá nas conversas que vazaram. A motivação do Toffoli pode ser só uma vingança, e é uma vingança. Não tem sentido, porque se você olhar assim na letra da lei, não tem sentido o que ele fez. E se eu for falar só em termos de divulgação, ele me divulgou.
Ele realmente achou que tava me prejudicando e tava dando recado: é, vai mexendo aqui. É isso, caiu na mão dele, ele deu uma canetada para machucar. Ele não entende muito do funcionamento das redes nisso e se deu mal. Por isso que eu dobrei a aposta, eu dobrei a aposta, eu descumpri as decisões. Ele proibia da gente produzir conteúdo, eu coloquei conteúdo na rede mesmo até derrubarem. Ah, não pode produzir conteúdo e divulgar por aí.
Eu produzi vídeos e o pessoal divulgou nas próprias redes sociais, milhares de pessoas. E dane-se, porque eu venho falando, decisão ilegal não se cumpre. E eu acho que cada vez mais, num país que tá maluco, decisão ilegal não se cumpre.
É, e nesse caso ele te dá ali uma, em alguma medida aí, uma chance de tu provar o ponto, né? Porque tu tava, e tu disse que ia fazer uma coletiva depois, ontem, antes.
Eu fiz coletiva ontem, a coletiva de imprensa aconteceu, anunciava as medidas que nós temos, tá? Tanto que nós vamos protocolar o impeachment, pedido de impeachment contra o Toffoli, contra o Xandão lá no Senado, e vamos começar a andar com isso. E eu vou fazer uma campanha contra o Columbre, que o Columbre tem que acolher esse pedido de impeachment. Porque agora eu vou entrar aqui sobre eleições, Igor. Eu vou falar a real, eu passei um ano fazendo campanha, um ano.
Foi o ano mais difícil da minha vida em muitos termos. Eu aprendi muito, eu Eu sofri muito fisicamente assim. Quando você vai, bebe água de esgoto assim, eu vi cada coisa, pneu furado, é deslocamento, é muito, é muita pressão. Era, tinha cidades que eu fazia, sei lá, 6 rádios um dia, é sabatino o tempo todo. Até foi, você vai ficando cansado e tal, mas você aprende tudo sobre o Brasil e você começa a entender os problemas. Então hoje eu tô me sentindo muito apto a tratar de problemas brasileiros sem Sem nenhuma dúvida.
E eu falo aqui sem querer parecer arrogante, você vai entrevistar todos os candidatos, eu duvido que haverá um outro que vai poder falar sobre os problemas brasileiros melhor do que eu, mas nem perto. Porque modéstia à parte, eu estudei muito para estar nessa posição e para poder participar das eleições. Só que hoje os brasileiros não ligam para isso, não nem ligam porque eu tô falando, eles não ligam para os problemas brasileiros.
A real, Igor, é que o Alexandre de Moraes foi pego nesse escândalo, o Dias Toffoli fez o que fez, E ninguém dá bola. E a real é que as pessoas, por enquanto, nas pesquisas, estão votando em Lula e Flávio Bolsonaro. Elas não estão ligando pros problemas gigantescos que o Brasil vai enfrentar. O Brasil vai quebrar. Tem gente falando, ah, mas e a Previdência? Você quer reformar a Previdência? Sim, porque não haverá dinheiro pra pagar a sua aposentadoria daqui alguns meses.
É uma dica, não haverá dinheiro. Mas ninguém está ligando. O brasileiro largou mão como eu nunca vi. Você trabalha com comunicação, você deve ter percebido, porque nunca a gente teve tantos escândalos. É muito mais escândalo que o da época da Lava Jato. E ninguém tá ligando para nada, absolutamente nada. O brasileiro desistiu. Quem são os únicos que não desistiram? Algumas tias do Zap que estão, são bolsonaristas, estão ali perdidas nas histórias bolsonaristas, cada vez menos.
E a juventude. E essa juventude que tá comigo é uma, os jovens eles estão absolutamente ligados à ideia de que dá para salvar o Brasil, que algo precisa ser feito. Só que o que eu sinto dos jovens é que os jovens estão cada vez mais traídos pelas gerações mais velhas, porque as gerações mais velhas deram uma banana para os mais jovens, deram uma banana para o futuro do Brasil, não querem discutir nada, estão votando nos mesmos ladrões, não querem saber.
Algumas pessoas mais velhas, a última pesquisa captou agora, estão falando, ah, é isso aí, agora vou votar no Cury. Por quê? Não sei, não sei. E vai votando. Ah, por quê? Porque sim, porque ele não é nenhum nem outro. O Cury não tem proposta para nada. Então tem uma desistência, uma desistência geral das pessoas mais velhas. E hoje meio que o Brasil só vai poder contar, se quiser ser salvo, com as pessoas mais novas. Eu tenho certeza absoluta disso, porque as únicas pessoas que ainda têm brilho nos olhos para falar, enfrentar os problemas, são as pessoas mais novas.
As mais velhas desistiram, o que tem a maior traição de uma geração com seus filhos que eu já vi na minha vida. E olha que eu tive em Portugal, já tive na Espanha, em que essas coisas acontecem o tempo todo. Os mais velhos, eles votam para continuidade da forma como é tocado os países ali, imigração rampante, impostos altíssimos, e não ligam que isso faz com que os filhos deles tenham que imigrar para outro país da Europa ou para os Estados Unidos para trabalhar.
Isso acontece na Europa para caramba. Os mais velhos não ligam para os mais novos, eles não ligam se o aluguel tá ficando caro na cidade que eles moram. E aí o filho dele não consegue alugar um apartamento para morar na cidade, ele continua votando nos mesmos políticos que mantém aquele mesmo jogo porque ele tá preocupado com o benefício dele. Os mais velhos no Brasil estão na mesma energia, continuam votando nesses dois mesmos ladrões.
E eu tô tentando acordar as pessoas e as pessoas não ligam. E tá muito claro, e não liga para mim. Se é uma pesquisa hoje, as últimas 3 pesquisas, o Zema e o Caiado que tem propostas. Eu acho, eu não acho as propostas deles boas como as minhas, mas eles têm propostas. A população já, dane-se esses dois, dane-se esses dois. Aí você tem na frente 2 caras que estão envolvidos no escândalo do Banco Master, o Cury e eu. E aí eu vou te contar detalhes, tô sendo chato, eu continuo aqui. É que isso aqui é muito louco, eu vou contar detalhe, detalhe.
Você tá me dando, você tá me dando uma black pill para eu depois pegar no teu pé.
Não, vou te trazer uma black pill aí, tá? Sai, quando eu fui no debate da Band, eu falei, cara, eu preciso despertar as pessoas para o absurdo que é os dois primeiros colocados na pesquisa desrespeitarem uma emissora que é historicamente, desde que o Brasil se democratizou, ela faz o primeiro debate. É como se o calendário eleitoral começasse com a Band. É uma tradição que todas as emissoras respeitam.
Todos os candidatos de todos os tempos sabem que vai ter o debate da Band, ele vai ser o primeiro.
É um ritual da democracia, só aqueles rituais que não são escritos no papel, Mas todo mundo sabe o que acontece quando você ouve aquela música, tu, tan tan tan tan tan tan tan tan tan tan tan, começou eleição. E o último debate é o debate da Globo. É isso, é um calendário. Eles deram uma banana e não foram. Falei, eu vou lá mostrar o absurdo.
Por que tu acha que eles não foram?
Porque eles não querem enfrentar o contraditório. É bem simples, não quer enfrentar o contraditório de maneira alguma. Não, especificamente porque eu não estou envolvido em escândalos. Eles imaginavam, ah, o Renan vai bater de frente. Caiado vai bater de frente, especialmente eu e o Caiado, mais eu do que o Caiado, mas o Caiado também ia bater de frente.
Entendi.
E aí eles não foram, aí eu fui trazer isso ao público. Aí depois saiu, né, os institutos me mandaram quales ali, que a qual é uma, eles fazem uns grupos, né, eles chamam de focos-grupo. E aí são pessoas que ficam assistindo e avaliando. Aí as pessoas, ai, mas ele xingou muito Lula, só meu respeito. Ah não, mas eles não quiseram ir no debate, eles podem estar cansados. Ah, eles devem ter uma estratégia. Ai, não sei, isso, isso tá, essa discussão é uma discussão muito complicada para mim.
As pessoas não estão ligando, as pessoas estão sendo afrontadas, elas estão tomando tapa na cara e elas pararam de ligar. Tem uma coisa que até psicologia explica, que é a pessoa que ela é vítima de tanto abuso, ela começa a não perceber mais que tá sendo abusada. Ela já não, o abuso ela acha que faz parte da rotina dela. E é o brasileiro. O brasileiro não liga que tá sendo assaltado, o brasileiro não liga que tão sendo roubado, não liga pros escândalos de corrupção, não liga que a comida tá mais cara.
O brasileiro só tá: deixa eu scrollar aqui, ó, deixa eu ser roubado e não ligo. Então aí eu vi aquilo, eu falei: ah, entendi, eu errei em falar a verdade. Então quer dizer que eu vou ter que mentir pra ir melhor? Aí eles: ah, não, não, se você for pegar ali, o Cury foi muito bem no debate porque ele só foi bonzinho, não falou nada acurado. Eu falei: tá, então tô ferrado porque eu nunca vou fazer isso. Eu não vou fazer isso. Como é que eu vou num lugar e não falo nada com nada?
Fico falando platitudes, tipo, não, nós temos que ser do bem, sabe? Você não vai resolver um problema que você tá acompanhando agora, uma crise da república gigante, falando platitude ou fugindo do debate como os outros dois. E aí, olha a dor que eu fico, que tem aqui, tem 60 mil pessoas assistindo a gente. Essas 60 mil pessoas que estão assistindo com certeza querem algo com muita atitude. Para enfrentar os problemas concretos do Brasil.
E só que se eu olhar para o resto do Brasil, não querem. O resto do Brasil não quer. Aí o resto do Brasil quer que a comida misteriosamente fique mais barata, quer que o bandido misteriosamente vá parar dentro da cadeia, quer que misteriosamente os corruptos não roubem ele. Mas o brasileiro não quer assumir responsabilidade sobre nada. Eu nunca vi isso.
A gente não precisa de vontade política de quem tá no poder, é em algum momento para que isso mude, Renan? Porque eu vou falar aqui um chavão, que é: eu acho que isso aí só muda educando o povo, porque o cara só vai votar melhor quando ele entender que diabo ele tá fazendo quando ele vai votar e não enquanto ele tiver que pensar na janta. E eu já vi o cara que pega 50 merrestes para votar no cara e pronto.
Essa é a regra.
Então, isso aí é... Inclusive, o cara acha que ele tá sendo ajudado, sabe qual é? É, e na minha opinião, cara, isso resolve com vontade política e não vai ter. A gente sabe que não vai ter porque como que que os caras se mantêm no poder? É tudo um cálculo, né? Então se alguém me perguntasse, eu acho que eu falei, eu não tava aqui no Flow News de ontem, uma pena, mas se me perguntassem por que que os cara não vão no debate, por exemplo, eu me parece que é para servir a pesquisa, sabe?
É porque como a pesquisa lá tá dizendo mais ou menos o que é, quem vai ser o primeiro e o segundo. E essas pesquisas costumam mudar com grandes eventos, ou seja, uma catástrofe ou então alguém que mandou muito bem, alguma coisa assim. É melhor que não mude, que não se mexa nisso. Então, ninguém, nenhum dos dois, por exemplo, é curioso ver que tu não vê um pegando no pé do outro por causa do Flávio e do Lula. Tu não vê eles pegando no pé do outro por causa do Banco Master, por exemplo, que eles têm.
Mas você pode ter certeza que pegarão. Caso estejam os dois no segundo turno, porque é ali que— porque o que que é? Não é um embate de propostas nem nada disso, é uma— é quase um jogo mesmo, é um jogo, é para ver quem consegue ser mais gente fina, eu acho, né?
Hoje vamos abrir a caixa preta, que agora eu aprendi, tô aprendendo a fazer campanha. Caixa preta das eleições não é sobre ter proposta, Não é sobre ter posicionamento e sequer é sobre você ser muito amado. No fundo, é sobre você ser pouco rejeitado. E os candidatos que estão nas duas primeiras posições, eles trabalham apenas para diminuir a própria rejeição e tentar aumentar a rejeição do outro. Então, primeira coisa que acontece quando você trabalha só nessa lógica, tudo que você faz é para diminuir sua queimação, sua queimação de filme.
Então o Flávio falou, o negócio da vacina pega mal porque seu pai foi anti-vax. Então o que que o Flávio faz? Ah, eu sou o Bolsonaro que vacinou. Ah, tem um problema com eleitor feminino. Aí ele bota a mulher dele na campanha, botou uma mulher lá, Daniela, para falar de economia. Então ele tenta amenizar ali. Aí o Lula: ah, você tem um problema na parte de segurança pública. Aí ele tenta ensaiar uns discursos ali, meio que não vai.
Não, você precisa melhorar com a classe média. Ele falou agora de fazer um— agora não, faz alguns meses, financiamento de apartamentos, porque isso atinge a classe média, para tentar pegar os mais jovens. Ah não, você tem que manter seu eleitor mais pobre do Nordeste que tá ficando preocupado com o aumento do crime. Então que tal você dar um vale-gás para ele, que aí você dá um botijão, ele esquece do crime um pouco, você tem um botijão.
Então é um jogo de controlar a rejeição. Então você fica jogando um, tentando jogar lama no outro para aumentar a rejeição do outro, os dois trabalhando para diminuir a própria rejeição. Para diminuir a rejeição, então você precisa de um especialista que é o marqueteiro, que fica lá cuidando de limpar sua rejeição. Esse cara vai escrever seu plano de governo. Portanto, o plano de governo dos candidatos majoritários, dos maiores, os dois maiores, foram escritos pelo marqueteiro.
Então eles são peças de marketing que são meio vazias, porque você não pode se comprometer em nada. Então, por exemplo, o Brasil, ele tá— quem tá assistindo assim para entender, o Brasil tá com endividamento colossal, 80 e tantos por cento, e subindo, subindo muito rápido. O Brasil vai quebrar. A taxa de juros é alta por causa disso. Todo mundo vai ter que enfrentar o problema do endividamento, e isso envolve corte de gastos. Então, em qualquer sabatina, tem que perguntar: como você vai cortar e quais despesas você vai cortar?
E me fala as despesas impopulares que você vai cortar, porque se for cortar despesa, vai mexer interesses inclusive populares. Eles não vão falar. O Flávio falou que não vai precisar cortar despesas, mas que vai cortar despesas porque ele faz um tesouraço. Mas o tesouraço é com algumas despesas. Tipo privilégios. Privilégio, eu vou cortar, é 15 a 20 bilhões, a gente precisa de 250 bi. Legal, vamos cortar o privilégio. Mas não é só o privilégio, tem outras coisas.
E as outras coisas, ah não, eu vou vender uma estatal, daí eu vou pegar o royalty da Terrara. Não, isso não é cortar despesa, isso não é justo. Mas aí ele pedala a resposta, porque o marqueteiro avisa: não fala disso. Mesma coisa o Lula. Aí fim da escala 6 por 1, passou agora na CCJ do Senado. Preparem-se para quebradeira. Aliás, Igor, Tá quebrando um monte de empresa. Acho que foi Casas Bahia, Shell, a distribuidora da Shell quebrou.
Galera não tá, não tem ideia. A Shell do Brasil quebrou, recuperação judicial. A Habibs, mas tem mais um monte. E tem mais uma lista de Chili Beans quebrou, uma lista gigante do varejo quebrando. Vai vir agora o fim da escala 6 por 1, e essas empresas que estão pagando juros altos, impostos altos, o custo trabalhista vai estourar, vão demitir e também vão perder produtividade. Tendência, uma tendência de quebra. Você acha que o Lula tá ligando?
Flávio tá ligando? Não. A bancada dos dois votou a favor do fim da escala 6 por 1. Por quê? Porque o marqueteiro deles avisou: não mexa nisso, não mexa nisso. Quem é o otário que tá mexendo em todos esses temas? Quem é o único? Com todo respeito, percebo, é o único que tá mexendo nesses temas.
O que que o Cury tá falando sobre isso aí?
O Cury deve estar falando que você tem que ficar motivado, que ele não gosta da polarização. Que ele é do bem, que todo mundo pode se juntar e resolver tudo, que é basicamente, eu chamaria de pastel de vento, é um pastel de vento, não tem nada. Tá, mas quando o problema aparecer na sua frente, o que você vai fazer? Nós vamos dialogar bastante. E vamos dialogar com quem? Com todas as partes. Por quê? Porque o diálogo é importante.
São essas conversas de maluco. Só que o que que tá acontecendo? Eu fui diagnosticar o problema Cury, que eu também, por mais que seja candidato, eu também sou um analista, vamos dizer, político. É uma massa de pessoas que não ligam para política e que estão de saco cheio da discussão política, que gostam de participar, sei lá, de negócio de BBB, micro influencer, começaram a falar, cara, vai vir eleição, esse é o tema agora das redes sociais, vamos só apoiar qualquer um que não seja dessa, dessas brigas todas aí.
E começaram a apoiar e o cara cresceu. Dentre esses influenciadores haviam influenciadores que faziam trabalhos para o Banco Master. Praticamente todos que divulgavam o Banco Master e que atacavam o Banco Central e defendiam o Master estão ali na campanha do Cury. O Thiago Miranda, que é um cara de estratégia digital que trabalha com isso, que trabalhou para o Master, também tá trabalhando nisso. Ele vai ter que explicar esse crescimento dele, mas a estratégia dele é falar nada com nada para um eleitor que tá cansado de tudo e que não quer discutir política.
É, é, é, em boa medida, um contraste à tua estratégia, que a tua estratégia é o oposto do que eu tô fazendo. É, a estratégia dele é: não sou esses cara aqui, eu sou meio, com todo respeito, meio Caneta Azul. É isso que tu tá dizendo?
Bom, ele é do partido do Caneta Azul, só para te avisar, e ele fez vídeos divulgando, pedindo voto para o Caneta Azul para deputado.
Tu vai para porrada. E aí, e aí eu não sei em que medida isso é bom também, porque eu vi outro dia, cara, uma, era uma, eu não sei em que evento que era, o que que tu tava fazendo, mas tinha um backdrop lá do Missão e tu tava, e tinha uns cara tava te perguntando umas parada. E tu parecia meio raivoso ali. Essa estratégia tá funcionando para tu, tu diria?
Eu até sei que eu dei uma bronca num jornalista. Eu vou te contar o contexto. Eu tava super feliz naquele dia. É tanto que você pega a coletiva inteira, foi entrevista com a Globo, com Record, com vários jornais de Minas. Aí foi um jornal, um cara no jornal que chama O Fator. Primeira pergunta que ele faz é que o Ciro Gomes tinha me elogiado no dia anterior. O Ciro Gomes te chamava de monte de bostinha e agora ele elogiou você.
Como você lida com isso? Você não se considera um cara incoerente? Eu também xingava o Ciro Gomes e considero ele um cara inteligente. É da vida, as pessoas mudam. Guardei na caixinha, respondi ele. Vi que ele tava tratando a pergunta de um jeito meio raivoso, mas guardei. E aí eu vou responder não ele do jornal O Fator, com todo respeito ao jornal O Fator, responder a Globo, eu vou responder algum site grande. Eu não vou responder tanto ele.
Aí eu tô respondendo os outros. Quando tinha uma moça fazendo uma pergunta, ele interrompe a moça. Eu falei, deixa eu ouvir a moça. Moça tava fazendo uma pergunta, moça perguntou, a jornalista responde ela. Teve uma resposta dela que era sobre o Cleitinho em Minas, que eu acho um absurdo. Estado como Minas, não sei se acompanha esse cara, tá elegendo um cara, é tipo luva de pedreiro virar governador de São Paulo, é o Cleitinho virar governador de Minas.
Pessoal de Minas vai eleger o luva de pedreiro para o governo e para eles tá tudo bem. Tá maluco, Igor, a gente tá maluco, tá maluco. Mas o marqueteiro dizia, Renan, pelo amor de Deus, Cleitinho tem 35% em Minas, você não fala do Cleitinho? Então eu não posso falar, ele é ótimo, ele é muito bom, ele é muito bom, muito bom, melhor candidato Minas. Cleitinho é muito bom, é isso, eu tô ficando maluco, entendi, tá? Então tem que ser cuidadoso.
Mas eu falei, olha, mineiros, vocês têm que tomar cuidado que o Cleitinho Como é que pode um estado como Minas eleger o Cleitinho para o governo? Ele não fala nada com nada, ele é só um cara que produz espetáculo em rede social. Vira, vira esse, aquele jornalista, e vira para mim e fala: você não acha que é uma falta de respeito você, que é um candidato com intenções pífias de voto, candidato insignificante que não representa nada, vir aqui falar do Cleitinho que tem 35%?
Você não tem militância nenhuma. Eu fiquei quieto. Ouvi ele acabar comigo ali na pergunta e começo a responder. Olha, sua pergunta, já que ele foi duro, sua pergunta foi muito burra. Sua pergunta burra porque eu tinha falado antes que eu tinha uma militância grande. Não é minha opinião que eu tenho uma militância grande, tem pesquisas na internet de institutos sérios mostrando que a maior militância digital é a minha. Mas aí eu fui falar do Cleitinho, ele começa a me interromper no meio da minha fala.
Pô, eu respondo, eu aceitei a pergunta dele me insultando. Aí eu falei, ô, ô, ô, ô, ô, ô, Não, isso não é um debate. Aí ele ficou bravo, mas eu não tava bravo, juro para você. Agora, sobre estratégia, é que não gosto de ficar me alongando.
Não, é porque o que acontece, todo esse ponto tem a ver com o seguinte, é, eu converso, a gente faz, eu faço programa aqui toda terça com Felipe, né, Felipe Moura Brasil, e a gente tem falado bastante sobre eleições. E quando a gente vai falar sobre, sobre você, a gente, o Felipe sempre fala bastante Gente, cara, eu acho que a principal batalha do Renan é contra o desconhecimento, porque na internet a galera te conhece, na internet é a maior militância digital, não sei o quê, a galera está contigo na internet, mas você vai para o Brasilzão e aí a gente analisa, deve ser por isso que ele vai naquela cidadezinha lá, vai nos lugarzinhos, não sei o quê e vai por aí.
E agora eu estava lendo sobre isso, que tu tem uma rejeição maior do que a que tu gostaria, com certeza.
Sim, mas eu imagino que minha rejeição seja alta. São eleições de dois turnos, eu posso ter de start nessa eleição de dois turnos uma rejeição maior dos 50%, porque meu objetivo no primeiro turno é ter 30%. Se eu for rejeitado por 60%, 10% não liga, eu faço 30, eu tô no segundo turno. Aí no segundo turno Aqueles que me rejeitam, mas que rejeitam mais o Lula, elas votam em mim contra o Lula. Então eu sou o único que ataca o Flávio e o Lula.
Portanto, naturalmente, fãs do Flávio e do Lula vão hoje me rejeitar bastante, mas meu objetivo é despertar o restante da população para os problemas e apresentar soluções para o Brasil, soluções sérias. E eu venho fazendo isso de maneira clara, de maneira muito coerente nesse processo. Eu sei que eu vou aumentar minha rejeição, Eu preciso diminuir meu desconhecimento e também aumentar minha rejeição. E não estou escondendo em nenhum momento que eu quero ser rejeitado pela pessoa que ama o Flávio e pela pessoa que ama o Lula.
A questão toda é: se eu vou para o segundo turno, a pessoa que me rejeita por gostar do Flávio me rejeita mais do que ela rejeita o Lula? É essa a questão. Então, do ponto de vista da viabilidade política, não é uma ideia idiota. São eleições— se fosse uma eleição de um turno, é uma ideia idiota, mas é uma eleição de dois turnos. Então não há problema nisso. A questão toda é que para construir isto eu preciso despertar as pessoas.
E aí se eu fizer agora, tirando o chapéu do Renan candidato, vou tomar mó bronca do nosso time de fazer isso tirando o chapéu, mas virando o chapéu para o Renan analista. O momento que eu tô vendo do Brasil é um momento muito triste, porque eu nunca acreditei que eu viveria num país que desistiu. Eu tô vendo que as pessoas desistiram, tirando os mais jovens, tirando os mais jovens. Quando eu rodo o Brasil, vou dar um exemplo, eu tava agora em Alagoas Um dos estados mais pobres do Brasil.
Eu entrava numa favela muito pobre, gravei vídeo lá, a molecada me conhecia no meio de uma favela na periferia de Maceió. Você fala, putz, tá acontecendo, tá acontecendo. Agora, os mais velhos trocando voto por dinheiro. Ah, já tô trabalhando para o meu deputado aqui, deputado tá fazendo campanha. Difícil, cara, difícil. É assim, eu falo para você, É um país que nasceu para ser um negócio tão grande. O Brasil tem um potencial tão grande.
A gente, a gente vende as pessoas tocarem voto por— é uma família, custa R$500 na seleção, interior do Nordeste vai ser mais ou menos assim, ó, a tabela de preço. Você leva um pack família por R$500, confunde eleitoral e vamos embora. Não, não, por favor, não, porque aí é compra de voto, aí não pega. Pega com, sabe, o orçamento secreto. Você faz uma obra do orçamento secreto com o seu prefeito, a empreiteira do prefeito é do amigo, aí esse amigo dessa empreiteira faz a obra superfaturada, separa um dinheirinho, esse dinheirinho em cash fica à disposição para o período da eleição.
Aí na eleição você faz o que eles chamam de a derrama, quando eles derramam a grana para os cabos eleitorais, líderes comunitários, alguns pastores evangélicos, para comprar a base. Aí eles vão motivando a base. E não é que a pessoa só recebe o dinheiro, ela bota às vezes uma roupinha com a cor do cara, participa de uma motociata, fica: é muito carro, é muita moto, é muito carro. E é isso. E eis aquilo que a gente chama de democracia no Brasil. É assustador, assustador. Mas assim, esse cenário, o cenário hoje é esse.
Pode ser isso acontecendo, né?
Isso é regra no Rio de Janeiro. Você é de lá, acontece na Baixada, acontece para caramba.
Na Baixada, foi na Baixada que eu vi mesmo rolando essa parada. E cara, nesse sentido, o que que dá para um, vamos dizer, Renan eleito? Faz parte do que tu tá pensando mexer no, sei lá, uma reforma política? Sim, sim, na verdade, Igor, é que tu gosta de uns troço meio que eu já te falei isso antes, que eu acho até difícil de fazer andar. Tipo, ah, cara, tipo isso mesmo, tipo uma reforma política. Tu precisa de quê? Tu precisa dos cara tudo contigo, né?
Eu acho que a reforma política no Brasil para acontecer, ela é um xadrez. Ela, a reforma política quando vier, ela não vai se chamar reforma política, tá? Entendeu? Eu chamo de lei de responsabilidade gerencial.
Porque como, o que que tu tá pensando? Como é que é essa lei de responsabilidade gerencial?
Esse é o tema mais importante da campanha, esse é o tema mais importante para resolver o problema brasileiro. Eu topo debater com qualquer candidato esse tema. Quero saber por que que nenhum outro candidato tem uma proposta minimamente similar sobre isso. Eu participei com os grupos de pesquisa de tudo isso. Aliás, né, só avisando, participei dos grupos de pesquisa, meus amigos, não tendo diploma, tá? Que é isso, os outros candidatos me atacam, ele não tem diploma.
Entrei em Direito na USP, a faculdade mais concorrida da área no Brasil, larguei para trabalhar. Ah, mas o Renan não tem diploma. É duro. Eu sou um autodidata em tudo que eu faço na minha vida, sou autodidata. E a gente vive num país que não, você precisa ter um papel dizendo que você sabe fazer algo, senão você não sabe fazer algo, mesmo você sabendo fazer. Você tem diploma de podcaster, cara?
Não tenho não. Na verdade, eu sou professor de inglês e eu vi que os cara tava pegando no pé dos, tavam querendo que o jornalista, para ser jornalista, tem que ter um diploma de jornalista. Pois é, para mim é um problema.
Eu espero que, mas é que eu realmente acho que esse tipo de coisa não vai para frente não, que isso é muito idiota, é muito idiota, mas A lei de responsabilidade gerencial é o seguinte: esse cenário que eu expliquei para todo mundo de que a base da democracia brasileira, ou seja, a base da política brasileira, ela é a compra de votos do eleitor pelo prefeito, ela é real. E quanto mais pobre o lugar, mais isso acontece. Isso é uma regra, todo mundo na política sabe.
Se perguntar para qualquer político, ele vai falar para você: é assim. Se você for nos jardins em São Paulo, O bairro mais rico de São Paulo, ninguém vende o voto. Se você for em Moema em São Paulo, ninguém vende o voto. Se você for no Grajal em São Paulo, uma parte importante das pessoas vendem o voto. Porque quando as pessoas dependem de políticos para ter acesso a um exame, a um emprego, a arrumar a rua, sei lá, chegar uma energia elétrica, você tem que votar nesse político.
E esse político troca favores com você. Se você tem dinheiro, tem o seu próprio emprego e paga pagar suas contas, você não depende do político. Aí você escolhe em quem você vai votar. Então, uma regra básica para todo mundo tá assistindo: onde as pessoas dependem do político para existir, do cara que dá o Bolsa Família ao prefeito que dá um empreguinho, ou ao político que troca um favor com a pessoa, a pessoa vende o voto. Onde tem atividade econômica real e as pessoas são livres, não se vende o voto.
Essa é a regra geral. Então, quanto mais eu tiver as pessoas emancipadas, quanto mais a economia crescer, menos compra de voto tem. Via de regra é assim. O problema: as pessoas estão muito pobres e os municípios brasileiros, eles não conseguem se emancipar economicamente. Tem mais pessoas entrando para Bolsa Família e BPC, logo as pessoas estão mais dependentes dos políticos. E onde a gente percebe isso? As emendas estão aumentando para caramba, e essas emendas estão sendo usadas nessas obras que são superfaturadas para manter essa estrutura.
A última eleição de prefeito foi um horror, foi compra de voto como nunca teve. E agora é a eleição que eles mais têm dinheiro de Caixa 2 desse escândalo do orçamento secreto para trabalhar. O que que a gente precisa fazer? Não dá para acabar agora com as emendas. Nenhum presidente vai mexer nisso. Não dá, não dá para acabar. Eu posso tentar, mas não vou conseguir. Não dá agora para você fazer uma reforma política que mude a dinâmica dos partidos de cara.
Não vai dar. Por quê? Porque eles vão sair dessa eleição muito mais forte do que eles entraram. As mesmas pessoas que reclamam dos políticos corruptos no Brasil vão votar em um monte de político corrupto agora na eleição, ponto. Eu aposto assim, ó, se eu vou cravar aqui, se não entrar pelo menos 280 políticos do Centrão no Congresso Nacional nessas eleições, eu nunca mais disputo eleição, ponto. Eu falo, faço um compromisso público, porque vai entrar, porque esses caras vão comprar o voto das pessoas, eles vão comprar cabo eleitoral e eles vão entrar.
Para mudar isso, então, eu tenho que mudar a regra do funcionamento do uso do dinheiro. E qual é a regra? Eu percebi um dia, bom, os prefeitos, se esses prefeitos focarem em aumentar a atividade econômica e dar educação, água e esgoto, é o básico para as pessoas, a economia começa a girar, as pessoas se emancipam e não vendem o voto. Logo, eu tenho que criar um critério de trabalho que obrigue o prefeito a trabalhar, porque se o prefeito trabalhar a cidade funciona.
E a cidade funcionando, as pessoas não são compradas pelo prefeito. O prefeito hoje, ele tem todo incentivo do mundo em não trabalhar, porque as pessoas dependem dele, ele se reelege. E aí ele é amigo de um deputado. Então todo prefeito tem um deputado que manda nele, que manda para ele a emenda. Aí vai chegar R$100 mil, R$200 mil, R$1 milhão de reais. E aí ele faz umas obrinhas, gira aquele dinheiro, desvia um dinheirinho para o bolso, porque todo mundo é filho de Deus.
E aí ele gira o jogo. O que nós vamos fazer, que a lei de responsabilidade gerencial, a gente vai criar critérios de gestão. Então ele tem que assim, ó, se você tem, por exemplo, 0% de fornecimento de água e esgoto no começo do seu mandato de prefeito, até o final no mínimo tem que ter 30%. Se você tá no ranking do SAEB, ranking de uma prova para ensino básico, e você tá tendo uma nota X, abaixo da média nacional, você tem que subir para Y.
Se você tem tantos assaltos que acontecem na sua cidade, tem que cair. Tem regras básicas. Se você bate as metas, você pode receber mais dinheiro. Se você não bate a meta, você fica inelegível. E o principal critério que vai dar os pontos para o prefeito: aumento da atividade econômica. Com base nisso, você muda toda a regra do jogo, porque a emenda só vai poder chegar para o prefeito trabalhando bem. E o prefeito trabalha bem é o prefeito que faz as pessoas dependerem menos do prefeito.
E aí as pessoas dependendo menos do prefeito, elas dependem menos do deputado. Elas vão votar em quem elas acreditam e não mais em quem dá as coisas para elas. E aí por último, para coroar, é o fundo partidário, fundo eleitoral, que também não vai dar para acabar agora. Não dá para eu prometer, gente, eu vou acabar com isso. Não dá, é mentira. Agora eu posso condicionar ele, é um projeto de lei simples, a não mais ser o número de votos que o seu partido tem para deputado, que é hoje, Por isso que lançam os Tiriricas, o Caneta Azul, o Cury tá lançando o Caneta Azul, o Flávio Bolsonaro lança aquele monte de doidinho, o PT tem os dele, mas lança esses candidatos engraçados.
O critério deixa de ser lançar candidatos famosos para ter voto, para o número de indicadores de desempenho que o prefeito do partido obtém, ou seja, a quantidade de conquistas boas para as pessoas que o prefeito consegue entregar, aquilo gera ponto. Você multiplica o ponto pelo número de cidades que aquele prefeito, que aquele partido tem, ponderado pelo tamanho das cidades. E aí você vai estabelecer quanto do fundo partidário eleitoral vai para os partidos.
Aí o foco do partido passa a ser em não eleger o caneta azul, mas passa a ser em ter prefeitos que atingem resultados e desempenho. Quanto mais prefeitos fazem isso, menos as pessoas votam no centrão. Com menos votos no centrão, menos político vai estar em Brasília sem nenhum compromisso com nada. Isto é a base da reforma política brasileira, que é a lei de responsabilidade gerencial. Fui claro? E a segunda é: nós temos que ter votos, a gente tem que vir com voto distrital misto, que é o que eu acredito, com lista fechada.
Explica o que é um voto distrital misto para quem não faz ideia do que que tu quer dizer com isso.
Vamos lá, o Brasil é isso, isso é, tem que ter um grau de abstração para as pessoas entenderem, mas o modelo de voto no Brasil chama voto proporcional de lista aberta. Então quando você vai votar para deputado federal, você tem uma lista de deputados do seu partido, a lista é aberta, você escolhe qual o seu deputado. Ah, eu quero lá, se eu sou de Minas, eu sou da Missão, ah, eu vou querer a Rafa Cupertino. Ah, se eu sou do, gosto do PL, sou de Minas, quero Nicolas, sabe?
O cara escolhe abertamente. E aí o número de votos que cada deputado tem vai se somar para os dentro do partido dele num total. E este total de votos que o partido dele tem, através da soma de todos os candidatos que obtiveram votos, mais os votos da legenda do partido, vão dar o total, que é a proporção de votos que ele vai ter sobre as cadeiras. Então vamos supor que tem, sei lá, um estado tem 10 cadeiras. Se um partido faz 10% dos votos, ele cresce com uma cadeira.
E quem leva a cadeira é o deputado que teve mais votos deles. Isso chama voto proporcional de lista aberta. Ele tem vários problemas, porque é o voto proporcional de lista aberta, você pode botar então uma pessoa famosa de puxador de voto, ela tem muitos votos, e aí elege pessoas que não tiveram tantos votos abaixo dela. Porque vamos supor que numa, num estado que você tem 10 deputados federais, aqui estado vai eleger 10, e aí você lança o caneta azul e ele faz 20% dos votos, vai entrar ele, caneta azul.
E aí, como o partido ficou com 20% das cadeiras, ou seja, duas cadeiras, entra ele e mais um outro cara que não teve tanto voto puxado por ele, que é o que todo mundo reclama. Esse é um problema. O outro problema é que essa pessoa não tem muita identificação com nenhum problema do estado. Às vezes ele só é uma pessoa famosa, às vezes é uma pessoa que deu uma lacrada e cresceu nas redes, ou um cara que comprou muito voto, um cara que tentou num outro estado numa eleição passada, não deu certo, aí muda de estado.
Exato, um clássico. O voto distrital, aí tem um voto distrital que vira uma aula aqui, mas tem um voto distrital puro, que é quando você divide o estado, que o estado vai ter 10 deputados, aí você divide o estado em 10 pedaços, aí você faz uma eleição igual eleição de prefeito, de governador, para ganhar um cara por distrito. Aí este cara vai para Brasília representar aquela região. Esse é o distrital puro, tem muitos problemas.
Por exemplo, pode ser que um pastor que seja muito famoso naquela região, ou coronel daquela região, ele sempre ganha a região. E aí você não tem voto de opinião ali, você não vai ter votos, vamos dizer, baseados, vai, em ideologia, visão de mundo. Às vezes só um cara que é influente naquela região, isso acontece. E é o problema do voto distrital puro. O voto distrital misto resolve isso, ele é um pouquinho mais complexo, mas ele resolve.
Como? Vamos supor que aquele estado tenha direito a 10 deputados. 5 deputados, ou seja, vai dividir em 5 zonas, vão vir de uma eleição nessas 5 zonas. E os outros 5 você vai votar no partido, e aí o partido, de acordo com a proporção que ele tiver, ele leva a cadeira. A cadeira vai ser levada não no número de votos que aquele deputado teve, Porque você não vai votar no deputado, você vai votar no partido. Aí o partido vai montar uma lista, ele vai mostrar para você a lista.
O primeiro da lista, sabe, o primeiro da lista aqui em São Paulo da missão é o Kim, o segundo Amanda. A gente vai colocando a lista e você avisa: essa aqui é a minha lista. Aí você não precisa colocar o Popular em primeiro, que não é o voto dele que vai te eleger. Só que o partido é obrigado a ter posições políticas e falar: estou fazendo campanha, esse partido, os temas dele nesse estado são esses, e nós precisamos de deputados em Brasília para isso.
Aí os partidos são obrigados a ter posição política, não tem que ter celebridade porque não precisa mais da celebridade, e ainda vão ter os deputados dos distritos que vão cuidar do interesse do distrito, tipo faz uma ponte. Então vai ter tanto um deputado que vai falar de problemas nacionais, tipo ecologia, economia, segurança, mais ligados à ideologia, pautas específicas, e vão ter os deputados que convocam uma ponte. Não, essa minha região tá precisando de um hospital.
Aí você equilibra esse modelo. É, esta seria a reforma política ideal para o Brasil, a meu ver. Esse é o modelo, por exemplo, da Alemanha. Alemanha é voto distrital misto de lista fechada. Com a lei de responsabilidade gerencial, a gente arruma, vamos dizer, todo o sistema de incentivos na política brasileira. E aí não é que vai ficar perfeito, nunca fica perfeito, mas vai ficar muito melhor do que nós estamos, pelo menos diferente que a gente é, né? Com certeza, com certeza, cara.
Mas isso não é um Isso não é um projeto muito complexo, muito complicado? Não do ponto de vista de entender o que é, mas do ponto de vista de fazer rolar. A gente também já falou sobre isso, mas uma das coisas que o— não é comparando, mas o Bolsonaro disse lá em 2018 que o ministério dele seria técnico, sem entender que isso não era possível para valer, pelo menos não do jeito que ele planejava governar. Isso que tu tá falando aí soa legal, assim como soava legal para uma parte da sociedade o Ministério Técnico, tá ligado? Mas não dá para fazer. Isso que tu tá falando aí dá para fazer?
Dá. E não é que alguém propôs. Existem políticos inteligentes que podem discutir esse tema aqui. Eu tenho discordâncias com Ciro Gomes, só que se eu sentar o Ciro Gomes para falar sobre isso aqui com você, ele vai falar. Dos atuais candidatos, eu não vi ninguém falar desse assunto. Ninguém sabe por quê, porque não veio um marqueteiro falar isso aqui é importante, porque a gente tá com uma baita audiência. Só que você acha que o povo dá valor porque a gente tá falando aqui?
O povo não liga porque a gente tá falando aqui. Essa é a black pill, esse é o momento que a gente fala: uau, o problema do Brasil é grande, é desse tamanho de grande. Ninguém liga porque eu tô falando aqui, ninguém liga, Igor, ninguém liga. Aí depois reclamam depois que o político é corrupto, Ninguém liga, ninguém quer fazer esse esforço.
Bom, eu acho que todos os problemas que a gente para para, que a gente tem no nosso dia a dia aqui, a origem deles é, querendo ou não, cara, querendo ou não, eu sei que o melhor jeito de resolver isso, como eu já disse, é a educação. É chavão dizer, mas eu realmente acredito. Mas a verdade é que, bom, se a gente tem um ministro do STF envolvidaço com o escândalo do Banco Master hoje, É importante lembrar que esse desenho, ele acaba, ele vem em última análise a partir dos votos.
Então, querendo ou não, as indicações para o Supremo Tribunal Federal são indicações políticas, né? O Toffoli não estaria lá se não fosse uma indicação política a parada, né? Eu suponho que, bom, isso aqui falando do currículo, cara, pegar o currículo dele. E comparar com vários outros caras que a gente tem por aí, tem uns cara que teria mais cacife para estar ali do que ele, que vai ficar por muito tempo, inclusive.
Sim, muito jovem.
É, muito jovem. Então, as coisas, elas são, em última análise, elas são decididas na urna, porque a gente empodera o cara que vai tomar a decisão que vai reverberar na nossa vida daqui a 10 anos. Enquanto a gente não entender que tem coisa que a gente precisa querer que exista, a gente vai ter um problema. Por exemplo, eu acho que a população deveria querer com muita força mesmo que a gente tivesse uma educação libertadora, tá ligado?
Mas tem pouca gente que defende isso e tem alguns inclusive de lados diferentes defendendo, às vezes até com visões diferentes, mas ainda assim falando de educação de uma forma geral. Mas esse é um tema, inclusive, que dependendo do jeito que tu fala, tu consegue chamar uns votos, não é? Educação, do teu ponto de vista, educação precisa de um choque muito grande?
O Brasil não tem um sistema— vou falar o tamanho do problema— o Brasil não tem um sistema de alfabetização parametrizado. Ou seja, cada escola pública meio que escolhe um método. E existe aquela coisa, políticas baseadas em ciência, esquerda adora falar de ciência, ciência. Pois bem, a ciência nos mostra, toda literatura séria a respeito, que existe um método de alfabetização chamado método fônico, que é aquele que a gente aprendeu a ler, beabá, é aquele método, sabe, você vai, o Ivo viu a uva, sabe, você vai aprendendo as sílabas para se juntar os fonemas e montar as palavras.
Esse é o método mais eficaz no mundo inteiro. Vietnã tinha um grau altíssimo de analfabetismo, meteu o método fônico, todo mundo aprendeu rápido. A Inglaterra era super alfabetizada, testou um método que não era o fônico, destruiu alfabetização, teve que voltar com o método fônico. Mississippi tinha algumas das piores notas em educação nos Estados Unidos, obrigou a ter o método fônico em todas as escolas, foi, se tornou uma das 3 melhores, os 3 melhores estados dos Estados Unidos.
No Brasil o método fônico não é obrigatório. Por que que eu digo isso? Porque antes de eu falar assim do papel da educação para criar pessoas que vão mexer com inteligência artificial, eu preciso resolver um problema em que hoje apenas de 8 a 10% dos brasileiros são realmente proficientes em português, são capazes de ler um texto minimamente denso, uns 4 parágrafos, e escrever. O brasileiro não sabe. O brasileiro é um país que vai do analfabeto, analfabeto funcional, tem algo ali no meio que é uma pessoa que enrola, lê um texto, mas não compreende muito, e 8 a 10% que realmente compreende.
Então as pessoas capazes de fazer coisas complexas no Brasil são 8% da população, ou seja, coisa de 16 a 20 milhões de pessoas sabem se virar. São essas pessoas que vão conseguir fazer as atividades complexas. E isso explica que se só 20 milhões de pessoas fazem coisas complexas num país de 210 milhões de pessoas, que o Brasil seja muito desigual. O Brasil vai ser desigual porque a maior parte das pessoas não conseguem fazer coisas complexas.
E aí, de onde vem esse problema? Da alfabetização. As pessoas não são alfabetizadas no Brasil, não são.
Como tu vai ter um pensamento abstrato? Como tu vai conseguir raciocinar sobre possibilidades se a gente não tem uma educação séria no Brasil?
Exato, não tem, é desesperador. E aí então as pessoas: não, preciso discutir agora a universidade pública. Gente, volta para base, nós precisamos discutir sobre aprender matemática e português na escola. Isso tá no meu livro de proposta, foco em matemática e português, igual o Mississippi fez. Os Estados Unidos, todo mundo gosta do americano. Ai meu Deus, os americanos são burros! Aí você perguntar para um americano qual a capital do Brasil, acha que é Buenos Aires.
Os Estados Unidos têm um dos melhores sistemas de educação do mundo. Você vai pegar o teste PISA que teve, é só checar lá no teste PISA quais são. Eles separam por etnia, o americano tem atalho de separar tudo por etnia. Quais são a— porque, mas isso é bom para comparar as nações diferentes no mundo com eles. Quais são os hispânicos que vão, que tem melhor desempenho no teste PISA? São os hispânicos que estudam nos Estados Unidos.
Os asiáticos, talvez Hong Kong, Singapura, e os asiáticos que moram nos Estados Unidos. Os negros, os negros que moram nos Estados Unidos, os brancos, os brancos que moram nos Estados Unidos, eles estão sempre lá no topo no ranking PISA. Então, e é um país de 200, não, de mais de 300 milhões de habitantes, país gigante. Então o que eu quero dizer, a educação dos Estados Unidos não é ruim. Mississipi fez o que eu tô falando aqui e foi num país como os Estados Unidos para o topo de um ranking educacional.
Vamos fazer o básico. O Ceará, eles estão fazendo o básico, e mesmo sem gastar mais do que a média nacional Sobral, por exemplo, apresenta um índice de desempenho muito superior. Ele usa o método fônico. Várias escolas no Brasil não usam método fônico. Foco em matemática e português. Ah não, mas eu quero ensinar sociologia. Sua criança não sabe nada de português, não sabe escrever uma frase. Matemática e português, pelo amor de Deus.
Foco em matemática e português. E quando a criança tem 12 anos, ela tem que estar plenamente alfabetizada. Método fônico. Se a criança não aprendeu aula de reforço à tarde, mas alfabetizar antes de tudo. Alfabetizou, aí vamos criar prêmios para os melhores diretores de escola, prêmios para os melhores alunos, prêmios para as famílias dos melhores alunos, prêmios em dinheiro. Então, pô, meu filho tá indo bem, tá tirando nota alta, e aí vai ter um provão que o governo federal vai fazer todo ano.
As melhores crianças vão ter prêmio em dinheiro durante um ano. Em vez de eu dar um pé de meia só para aluno frequentar, eu vou dar uma grana para na conta da mãe do aluno para mãe do aluno falar, pô, que orgulho, esse meu filho, eu recebi, sei lá, R$1.000 por mês de prêmio, meu filho tá indo bem. E se o seu filho tá indo muito bem? Aí entra o fim das cotas raciais, que acho que é uma coisa que não tem que ter. É o menino negro ou uma menina branca ou menino quilombola, não importa a etnia dele, se ele tá indo muito bem na escola, eu já vou lá no terceiro ano do ensino fundamental Ele tá, esse cara tá muito acima da média, vou dar uma bolsa dele, vou pagar uma escola particular para ele.
Paga, bota ele na melhor escola particular da cidade dele. Eu já, em vez de eu esperar ele chegar na faculdade e aí ter que fazer ele entrar com uma nota pior, deixa eu botar ele na melhor escola antes para ele concorrer em igualdade de condição, para ele já conviver num outro bairro com pessoas diferentes, para você já fazer inserção social. E você já vai fazendo aquela criança que tá na desigualdade já subir. Isso é uma, imagina o orgulho que a mãe desse moleque vai sentir.
A mãe dessa menina vai ficar: nossa, minha filha é demais, minha filha já tá estudando na escola da minha patroa. Vamos fazer isso, custa menos do que o Pé de Meia. O Pé de Meia custa R$12 bilhões e serviu para aumentar a frequência escolar de, sei lá, 70 ou 100 mil alunos. Eu não lembro exatamente o número, mas não é um número de— não foram milhões de alunos. É R$12 bilhões para aumentar um pouco a frequência escolar e não tem nada a ver com desempenho, com nota.
Vamos transformar isso em uma política de desempenho e nota para fazer com que as famílias mais humildes confiem que vale a pena cobrar seu filho tirar notas mais altas, que ele vai ganhar e a família vai ganhar algo com isso.
Quanto tu acha que tu vai gastar com um plano desse?
Se eu pego o pé de meia, tiro esses R$12 bilhões e trabalho nessa política, já se pagou. Porque o pé de meia é meio assim: alunos do ensino médio, toma ele o dinheiro ali. Eu tô falando distribuir para os alunos do ensino fundamental, para os melhores alunos, essa política de bolsa. E tô falando para as famílias que têm boas notas, não necessariamente os do topo, eu dar um prêmio anual para esses alunos e para os diretores e para os professores.
É remunerar de acordo com desempenho, desempenho da família, desempenho do professor e desempenho do diretor. E foco em matemática e português. Simplifica. O currículo tá muito complicado, os professores estão muito cansados. Também tem que separar o aluno neurodivergente do, vamos dizer, do aluno que não tá apresentando, o aluno típico. Vamos colocar assim, não dá para uma criança autista nível 2 que ouve um barulho, ela entra em pânico, para ter aula junto com aluno que é típico.
Você tem que colocar uma classe especial com uma parede especial para ter um atendimento especial, porque ajuda o professor não ficar maluco, não ajuda o aluno típico a focar na classe, e o aluno atípico a ter um atendimento especial. Hoje tá tudo misturado, vira um caos para todo mundo. Não tô falando às vezes o autista nível 1 que pode Mas tô falando de uma pessoa que precisa de uma assistência especial. Essa pessoa que precisa de um cuidado especial precisa de um cuidado especial.
Assim a gente tem que aumentar nosso índice de desempenho escolar e dar um salto, dar um salto na alfabetização. E aí as pessoas vão estar prontas, porque você tá alfabetizado, você pode estudar história, você pode ler um livro, você pode ler um artigo, você pode assistir um vídeo no YouTube e entender o que tá sendo falado ali. Hoje isso não acontece, hoje isso é assustador. Então quando os políticos vão falar de educação, vão falar assim: ah, ensina em tempo integral, Eu vou focar muito na universidade.
É mentira, cara, para de mentir, para de mentir. A gente tem um problema de alfabetização, nosso problema é muito mais primário, é um problema de alfabetização e falta de foco na gestão das escolas para que se alcance bons desempenhos. E vários governadores estão aplicando uma parte importante dessas políticas. O Caiado aplicou lá em Goiás, teve alguns, teve números bons. Paraná chegou a aplicar também. Ceará iniciou essas políticas.
Ou seja, que tal o governo federal pegar e falar: vai ser obrigatório o uso de todas as políticas que funcionam para educação e todo mundo vai ter metas de desempenho e todo mundo tem que subir? Porque do jeito que tá é muito errado. Você não tem o direito de, numa escola pública, usar um método de alfabetização que não funciona. Você tá ferrando a vida daquela pessoa naquela escola. E o pior, como a mãe dessa criança ou pai é humilde e eventualmente não passou por um processo de alfabetização decente, nem ele nem sabe avaliar, ele nem sabe cobrar o professor.
É uma maldade isso. Quem faz isso é gente má, é gente perversa. E nós vamos ter que evitar que essas pessoas perversas sejam perversas com os mais pobres.
Tu acha que, bom, com certeza educação é, de novo, é um assunto que toda eleição ele surge, esse assunto surge. É possível que é um assunto que dá voto no fim das contas, caso bem explorado. Mas tu acha que para essa eleição ele é mais ou menos importante que— não é nem para eleição, cara, é para eleição e para o país, que são duas coisas diferentes. É educação ou segurança pública que vai ser, que é mais importante nesse momento?
Ó, o jeito que eu penso, o jeito que eu penso é, bom, a gente tem um band-aid para colar na segurança pública enquanto a gente resolve o problema de verdade, que é na educação. Esse é o meu jeito de pensar, mas eu sou professor e tudo mais, entendeu? E tu, o que que tu acha? Como é que tu vê?
Eu acho que essas coisas se encontram lá na frente.
Eu também acho, elas vão se encontrar. Só que a gente precisa colar um band-aid agora na segurança pública.
Agora vou trazer aqui, como um cara que tá em grande medida pautando as discussões sobre segurança nessas eleições, que eu trouxe todas as principais propostas que foram imitadas. Não quero assim ser arrogante. Aí eu comecei a puxar discussão sobre El Salvador antes de todo mundo no Brasil. 2023 a gente já tava puxando essa discussão, essa história de reocupação territorial. Eu vim aqui no Flow no ano passado, ninguém falava nesses termos.
Eu já tava falando disso no final de 2023 para 24, no termo reocupação e desfavelização. Então, o que precisa ser feito para você transformar favela em bairro, tirar o crime, etc.? Estou no período eleitoral, fui na televisão, expliquei tudo isso, tá? Todas as pesquisas mostram que a preocupação do brasileiro é segurança pública. Aí eu pergunto: o que o eleitor pensa sobre isso? Vou falar olhando para câmera, igual eu odeio fazer coisas olhando para cá.
Ninguém liga. Você que tá me ouvindo, ninguém liga. É verdade, ninguém liga. Eu não sei explicar o motivo. Eu não, eu, ninguém liga. O brasileiro não liga. Basta ver, o Lula não tem nenhuma proposta para segurança pública. O Flávio falou, ah, blá blá blá, é o salvador, jogou algumas coisas no ar. Agora parece em terceiro nas pesquisas, o Cury. Ele não tem propostas para segurança, ele não tem. Ele disse que vai criar um drone para enfrentar o feminicídio.
Como vai ter um drone dentro da casa da mulher? Que feminicídio é basicamente um crime que acontece dentro de casa, 99% dos casos é o parceiro. Vai ter um drone dentro da casa da pessoa? Já existem medidas que o governo de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo adotam que são fenomenais. Eu vou dizer, o prefeito de São Paulo não me apoia, ele apoia o Flávio. Amanda, que é nossa vereadora no município, não é da base dele. Mas as melhores políticas, talvez no mundo, em grandes cidades sobre feminicídio são da Prefeitura de São Paulo.
Interessante. Nenhuma delas envolve um drone, fica, mas esse cara tá em terceiro e falou isso no Jornal Nacional. Eu construí todas as melhores propostas para isso e a população de verdade até pode falar que se preocupa, ah, quero pegar o bandido, mas ela não quer resolver o problema. E não é, e não é que tem a ver com meu discurso, com nada, é que o brasileiro tá tão alienado, o brasileiro tá tão preso no scroll aqui do celular infinito O Brasil tá tão perdido que as pessoas me cobram: Renan, mas você não vai falar do Comando Vermelho?
Eu falo todo dia do Comando Vermelho, eu sou jurado de morte pelo Comando Vermelho. Ah tá, da hora! Pô, você viu o vídeo da Deolane? Que da hora! Falei: a Deolane é do PCC, ela foi presa. Ô, para de falar da Deolane, eu gosto da Deolane. Mas você quer que eu mexa com crime organizado? Você gosta da Deolane? Sim. É o caso do fã do Oruan, que é meu fã, chegou no Rio de Janeiro, o cara tá ali: aí é mó maneiro aí o sonzão do Oruan, não sei o quê.
Ah, mas tem uma maneira também. Eu falei, não sou maneiro, cara, você tá errado. Não, pô, mas tudo, eu juro, Igor, protestar, cariocas nem todos falam assim. É, tá, tá, eu sei, eu posso pegar um de São Paulo do rolezinho do Peixe que corta e curte PC, sabe? Posso pegar um estereótipo daqui. Mas o ponto é, as pessoas até falam que se preocupam com segurança, mas as pessoas não estão tomando decisões eleitorais baseadas em segurança.
Ninguém, tá? Ninguém tá pensando em ser o tema da segurança. As pessoas não entenderam que o Brasil tá virando um narco-estado. As pessoas não entenderam que o crime organizado domina 40 milhões de brasileiros. 40 milhões é muita gente, cara. 40 milhões, Igor, pelo amor de Deus, é muita gente. Se o crime organizado é 40 milhões, sei lá, uma Espanha da vida, é um país inteiro com um PIB controlado por direto ou indiretamente pelas principais facções criminosas do Brasil.
Que todo dia morrem 100 pessoas nas mãos do crime. Para a gente falar a estatística do crime, todo dia morre 100 pessoas. Dessas 100, coisa que uns 16 a 18 são pessoas mortas pela polícia em conflitos. Ou seja, a polícia do Brasil tá trocando tiro todo dia, a polícia tá em conflito. 4 dos 100 são mulheres que morrem de feminicídio, outras 6 por aí morrem por homicídio, latrocínio, etc. Outros 12 que morrem são menores de idade, crianças e adolescentes.
O restante são homens que são vítimas de latrocínio, assassinato em geral, e troca de tiro com polícia.
E aí, nessa estatística toda aí, criminosos e não criminosos, criminosos, não criminosos.
Ou seja, a maior parte dos crimes são gerados por pessoas que pertencem às facções criminosas. Boa parte das mortes é um membro de uma facção que matou um membro de outra facção, um policial que matou um membro de uma facção, ou vamos botar aí uma mulher que foi assaltada por um faccionado, uma criança, um menor de idade que é de uma facção e matou um menor de idade, ou uma do outro mundo. Ou seja, a maior parte das pessoas estão direto ou indiretamente ligadas ao crime quando matam, e boa parte delas também quando morrem.
São números de guerra. Quando o brasileiro não está tão preocupado de verdade para as eleições com esse assunto, você percebe que o brasileiro comigo naturalizou. Tipo, é como a guerra da Ucrânia, que ficou normal, tá? Durante 30 anos de guerra na Ucrânia, tô aqui, o russo tá ali do lado e beleza, pá pá. É isso o que virou o Brasil. A gente vive números de guerra, mas a gente já aceitou que isso é parte do nosso dia a dia. A gente até gosta de reclamar, fica feliz em ver o bandido morrer, mas nós não queremos resolver o assunto.
E aí é uma coisa que me irrita. Por exemplo, eu venho aqui, pô, tô aqui, isso daqui é uma sabatina, você tá me fazendo perguntas, umas perguntas difíceis, e em todas as perguntas você tá me dando espaço para responder. Eu vou numa sabatina nos grandes veículos de imprensa, parece que eu tô falando um crime, que eu quero matar um bandido, que às vezes você vai precisar matar o bandido.
Então, sobre isso, na tua, no teu evento de anúncio da tua candidatura, tem um, em algum momento tu fala lá que, pô, os cara não vão mais roubar teu celular na rua. Porque nós vamos matar esse cara, né? Eu suponho que a ideia completa seja um pouco mais complexa que isso. E me conta então como é que é, porque assim, nós estamos falando aqui de, no fim das contas, matar mesmo o bandido. Então qualquer bandido roubou um celular morreu?
É, tem que ser isso. Assim, um assalto à mão armada, assalto à mão armada, ele tem que ser respondido com assassinato do bandido. Ou com uma prisão em flagrante em que o bandido vai ficar pelo menos 30 anos preso. Por que que eu tô falando isso? Eu falei aquilo no meu evento de lançamento de candidatura. E porque eu sustento isso aqui: qual é o principal crime que gera medo no brasileiro e que tem como externalidade o latrocínio?
É o assalto à mão armada. Que que é o assalto à mão armada? É um roubo utilizando como ferramenta um revólver, cara.
Ele vai me forçar a passar o meu celular, os meus bens para ele, É isso, uma arma.
O medo que nós temos de andar na rua não necessariamente é o medo do assassinato, é o medo de ser assaltado. Porque naquele momento do assalto, de onde vem o trauma que todo mundo sente, especialmente as mulheres? Mulheres sentem muito trauma do assalto porque naquele momento o cara tá com a arma, ele pode fazer qualquer coisa com você. Uma mulher, se o cara tá apontando a arma, a primeira coisa que vem na cabeça dela— não vou usar a palavra para não derrubar o algoritmo, mas você sabe o que é— é uma violência de ordem sexual.
É a primeira coisa que vem na cabeça dela. A morte, ele se torna um juiz da vida da pessoa, então ele pode fazer qualquer coisa com aquela pessoa. Então as pessoas aqui no Brasil naturalizaram tanto crime que elas não entendem que o assalto à mão armada é um ato de violência terrível. Todas as pessoas são alvo disso, em maior ou menor grau ficam traumatizadas. Uma pessoa apontou uma arma para você, é como se a morte te encontrou ali frente a frente, e se você não souber fazer o movimento correto se você não agir de acordo com o interesse daquela pessoa, que às vezes tá drogada, você morre ou fica tetraplégico.
Coisas terríveis podem acontecer. Pois bem, aqui no Brasil, se um assaltante à mão armada ele é pego, se é menor de idade, ele é solto na hora. Se ele é pego, ele vai para uma audiência de custódia. Ele teve só umas 2, 3 passagens também por assalto à mão armada, ele vai solto, ele não fica preso, responde em liberdade. Se ele é condenado, vai ficar uma merreca de tempo na cadeia, vai ter, vai ter progressão. Eu não tô falando do cara que matou.
Se matou, eventualmente fica 3 anos, é solto, pega uma saidinha, pega uma juíza de direitos humanos ali que gosta dessas ideias. Ou assalto à mão armada, ele tem que ter, como ele é a base do crime no Brasil, todos os crimes violentos que acontecem é o assalto à mão armada. Ele tem que ser punido com penas horrendas. E quais são as penas horrendas? 1, se um policial ver um assalto à mão armada acontecendo, isso já existe, chama-se legítima defesa de terceiro, ele pode puxar a arma e atirar.
Ah, mas você pode atirar, mas não tem que ter letalidade. Vai ter letalidade. Se o bandido tá assaltando à mão armada, ele pode atirar na cabeça, ele pode atirar perto do coração, ele tem que eliminar a pessoa que tá com a arma. 2, se a pessoa se entregou e estava assaltando alguém à mão armada, se ela puxou a arma para fazer um assalto, 30 anos sem progressão de pena. Matou, não matou, atirou, não importa. 30 anos, vai ficar mofando 30 anos do dia, sabe?
São 30 vezes 365, sem discussão. Porque o que nos gera medo e o que gera trauma no brasileiro é o assalto à mão armada.
Um exemplo para te provar a tese: isso é diferente do que o Bukele fez lá, não é? Ele fez uma parada assim mais intensa, né? Eu tava lendo recentemente que já tem uma galera admitindo que uma parcela relevante da galera que foi encarcerada era inocente, né? Então, é, porque pôs-se na cadeia uma galera a partir de uma premissa que não era cometer o crime, né?
Eu vou para entrar nessa discussão, eu gosto desse tema. É o que eu tô falando diferente, porque é uma— o problema da violência no Brasil passa muito pela impunidade geral. Pelas penas baixas e pela incapacidade do Estado em entender a necessidade de gerar muito medo no bandido. Um bandido que vai cometer a base do negócio do crime no Brasil, que é o assalto à mão armada, ele tem que entender que, cara, se eu for pego por um policial, ele vai me matar, ele vai me matar no meio da rua.
Se ele não me matar, é 30 anos de cana sem progressão. Não quero isso da minha vida. Ele tem que ter muito medo, porque aqui vai cometer outro crime, né?
Porque o assalto à mão armada É, pô, sei lá, vira um hacker.
Não que a gente não vai ter, idealmente assim, não vira um criminoso, né?
Mas o assalto à mão armada é o que tu tá propondo eliminar?
Eliminar o assalto à mão armada, ele tem que ser destruído. Por exemplo, aqui em São Paulo, é, as estatísticas ligadas a assassinatos no Brasil, em São Paulo, mostra que São Paulo tá com uma taxa de 5 vírgula alguma coisa de homicídios a cada 100 mil habitantes. Os Estados Unidos é 4 vírgula alguma coisa. É esperado que São Paulo no ano que vem ultrapasse a taxa dos Estados Unidos e seja menos letal morar no estado de São Paulo do que nos Estados Unidos.
Agora eu pergunto para todo mundo: você sente mais seguro andando no estado de São Paulo ou nos Estados Unidos? Ah, porque fala, não, mas que em Chicago— mas no geral você sente mais seguro nos Estados Unidos que em São Paulo? Porque São Paulo tem muito assalto à mão armada. Então, como assalto à mão armada não necessariamente vira um latrocínio, Você tem medo de andar na rua mesmo não sendo morto. Você sabe que você corre risco de ser morto, mas você perde o seu bem, você passa por uma humilhação, tem tudo aquilo.
Então nós temos que acabar com a sensação de segurança acabando com assalto à mão armada. Este é o crime que precisa ser destruído. Estou falando de segurança pública e sensação das pessoas. Aí entra uma outra coisa aqui no tema do Bukele, que é aí a guerra ao crime organizado na América Latina. Isso é um fenômeno Latino-Americano, crime organizado toma território. Ah, tem gangue na Dinamarca ou na Suécia ou nos Estados Unidos ou na Europa como um todo que distribui droga?
Sim, na Europa os Hells Angels são distribuidores de droga. Agora, você não vê os Hells Angels que atuam na Dinamarca, Hells Angels atuam na Suécia, sabe aqueles motoqueiros? Eles são traficantes na Europa. Não sei como é que aconteceu isso, mas eles são traficantes, não sei. Em que momento da história rolou isso. Os Hells Angels lá não ocupam cidades na Suécia, não ocupam cidades na Dinamarca. Agora, o PCC, o Comando Vermelho, ocupam no Brasil, e outras facções na América Latina também ocupam.
Lá em El Salvador você tinha a Mara Salvatrucha, que é a MS-13, que ocupava bairros. Era uma gangue que fazia ocupação similar ao Comando Vermelho. Com estes caras não há muito caminho além de você reocupar o território. Então aí você tem uma guerra territorial com eles e você tem que criar uma legislação especial muito dura para o membro da facção criminosa, para você destruir a facção, terminar com ocupação territorial. Foi o que o Bukele fez.
Ele fez um estado de exceção. Aí muita gente, isso gente mais à esquerda, ele fala, ah, teve uma violação disso. Quando você entra na letra, na minúcia, há uma parte das violações que eles falam não foram violações. Falou, ah, Ele eliminou o direito de defesa lá, sim, mas quando você tem um membro de uma facção, você elimina parte do direito de defesa aqui no Brasil. Por exemplo, você tem a Lei de Segurança Nacional ou a lei do terrorismo, a lei que foi aplicada aos atos antidemocráticos do 8 de janeiro.
A lei diminui o direito de defesa, o Congresso votou isso, o STF não viu problema. O Brasil já entende, como muitas outras nações, que existem entidades anômalas que a lei tem que ser mais dura. Com eles. Um exemplo disso: qual é o direito que uma pessoa que entra com um avião sem se identificar no Brasil tem? Evidentemente, essa pessoa é brasileira, ela entrou no território brasileiro, ela pode estar trazendo droga, ela pode jogar uma bomba.
Existe a lei do abate que permite que um avião de guerra brasileiro atire nesse avião e derrube. Aquela pessoa naquele avião tinha o direito de defesa dela? Tem. Só que o direito de defesa dela teve que ser mitigado porque ela pode representar um grave risco. Logo, o direito penal é mais rígido com ela. Então o membro de uma facção, ele pode matar pessoa, ele tem metralhadora, ele ocupa território. Então o direito será diferente com ele.
O que nós precisamos fazer é isso: o direito tem que ser diferente com essas pessoas.
Aí é tipo chamar os cara de organização terrorista.
Eu não gosto disso porque organização terrorista é uma coisa, facção é outra. Eu gosto da ideia de explicar usando isso como uma analogia porque as pessoas entendem fácil, entendeu? Uma analogia, ela facilita. Só que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E eu não fico tão confortável em ver o Trump querendo falar que, ah, isso é tudo terrorista, porque o Trump não quer nos ajudar. Os americanos nunca resolveram o problema do tráfico de drogas na América Latina.
Por que que agora eles querem? Nunca se interessaram por isso. Desde quando eles são o maior mercado consumidor, por que diabos eles estão interessados? E se sendo um mercado consumidor e sendo um problema, por que eles não trabalharam para resolver isso antes? Nunca trabalhou para resolver nada, muito pelo contrário. Então assim, eu desconfio disso. Dá para até entrar nesses assuntos depois se quiser, mas o que interessa é: a lei tem que ser diferente para quem se considera diferente.
Se o cara fala: sou do Comando Vermelho, eu não vou tratar ele como um cidadão comum, e a lei vai ser mais dura com ele, ele vai ter menos direitos, e tá tudo bem, não tem nada de errado nisso. Ele está abdicando dos seus direitos quando ele tá praticando um crime cuja natureza nega o Estado Democrático de Direito. Natural. O Brasil é muito maluco. O Brasil permite que qualquer estrangeiro use o nosso SUS. Vai usar um sistema de saúde de outro país, você tem que pagar, tem que fazer convênio quando você vai fazer viagem, faz um seguro saúde.
Aqui não, vem o estrangeiro, usa o SUS. Aí tem um monte de gente que mora na fronteira do Paraguai, Bolívia, que usa o SUS no Brasil. A gente fica pagando igual uns otários. Aí esse cara eventualmente vem para cá também, dispõe de todos os Não, a gente tem que regular essas coisas. Um estrangeiro então também pode vir com o exército, invadir o território brasileiro, e a gente vai tratar ele com uma lei igual um cidadão brasileiro?
Não. Então por que diabos o membro de uma facção que nega o Estado Democrático de Direito tem que ter a mesma lei que um brasileiro comum, que você? Não, não tem que ter. Então essa ideia de que, ah, você tá violando o direito dele, não. Eu estou reduzindo os direitos dele porque ele merece que assim o seja. Ah, pode ter uma injustiça? Sempre pode ter. Agora, é uma injustiça que pode acontecer. Hoje eu tenho certeza que tem injustiça porque todo dia morre 100 pessoas e a maior parte na mão do crime.
De um lado eu tenho uma certeza de uma injustiça, de uma outra hipótese de uma injustiça. Ora, diante de uma certeza, de uma hipótese, eu vou para o lado da hipótese e vou tentar fazer ter o menor índice de injustiça possível para evitar a certeza da injustiça que existe hoje.
E do ponto de vista econômico, dinheiro, o Renan, que tu lá no começo tu falou assim, cara, tem uma pergunta que ninguém, nenhum deles quer responder ou nem toca no assunto, que é: tem que, Brasil vai quebrar, como é que tu faz para resolver esse problema, né? E aí, cara, você diria, aqui eu não vou comparar uma coisa diretamente com a outra, eu vou só usar de exemplo, tu diria que a gente precisa de um choque como que o Milei fez no lá na Argentina.
De novo, não tô comparando o Brasil com Argentina, eu tô dizendo só o tamanho da intervenção.
Maravilhoso. Eu vou trabalhar com analogias novamente para explicar, porque se a gente for para abstração e falar política fiscal, a gente tá lenhado, ninguém vai entender. Vamos lá, imagine que o argentino é uma pessoa que não tem— a economia da Argentina é um corpo que tava muito doente, mas esse corpo não era um corpo exatamente atlético, E ele não tem lá um grande futuro incrível pela frente, mas tá doente. Ele tava muito doente.
O Milei tá lá recuperando esse corpo, tá vindo com uma terapia de choque, tipo, ó, vou te dar um tratamento especial que ainda nunca foi tentado e a gente vai recuperar o corpo. E agora o corpo tá dando os primeiros espasmos, o batimento cardíaco tá melhorando, os órgãos estavam entrando em falência, estão voltando a funcionar, mas demora muito. E o tratamento perde o cabelo, a pessoa fica mal, perde de peso, é uma quimioterapia.
E as pessoas estão falando, pô, mas é horrível, ele tá sem cabelo. Fala, calma, fica sem cabelo, mas você não morre no processo. É o que o Milei tá fazendo, é um processo complicado.
Gosta do jeito que o Milei dirige a Argentina?
Tem muitas críticas a muita coisa do Milei. Eu acho que a política externa dele é uma política de submissão aos Estados Unidos, acho feia a política dele. Eu acho que o que ele veio fazer aqui no Brasil, ficar pulando na campanha de um candidato Aquilo não é condizente com a figura do presidente. Ele é presidente da Argentina, ele tá vindo no Brasil ficar pulando num evento de um candidato a presidente. Que isso? O Brasil é o maior parceiro da Argentina, Brasil vizinho.
Existe uma questão assim de respeito à própria Argentina. Antes de falar que ele desrespeitou a eleição no Brasil, ele desrespeitou a Argentina fazendo aquilo. Ele se apequena fazendo isso. Agora, ele foi muito corajoso na área econômica, ponto. Ele foi corajoso na área econômica e tá fazendo coisas que outros não fizeram. E mais, falou que ia fazer na campanha, isso admiro muito, falou que ia fazer algo que é impopular na campanha, entrou e fez.
Pô, eu acho que isso separa ele da maior parte dos políticos que existem. Isso ganha o meu respeito. Do outro lado, o Brasil, o Brasil é um corpo de um jogador de futebol que se ele, cara, se botar, se arrumar ele, ele vai sair jogando. Porque a gente tem um agro enorme. A gente tem uma necessidade de investimento em infraestrutura que, se fizerem, o PIB volta a crescer. Dá para investir em data center, dá para o Brasil investir em terras áridas e criar uma indústria militar, indústria de alta tecnologia.
Ou seja, o potencial daquele corpo brasileiro que também tá no hospital comparado com o da Argentina é muito maior. E se você fizer o tratamento no Brasil, você já recupera ele mais rápido. A diferença nossa para Argentina é: ambos estavam, estão muito doentes, O potencial do Brasil sair do hospital rápido e jogar bola e para Copa do Mundo é enorme. O jogador argentino nem tanto. O mundo precisa que aquele jogador brasileiro volte a andar.
O mundo tá esperando. O rápido é você, como eu vou dar um exemplo das medidas que eu vou tomar e o quanto tempo isso demora. Se você fizer medidas de ajuste fiscal cortando despesa do orçamento brasileiro, isso vai fazer com que o mundo veja que o Brasil vai ser capaz de pagar as próprias contas. Para a galera entender assim, né, o PIB do Brasil, que é tudo que a gente produz de riqueza no ano, é R$12 trilhões. A dívida do Brasil é R$10 trilhões.
É como se o Brasil ganhasse R$12 mil por ano, vamos botar R$12 mil por mês, né, por ano, porque é PIB anual, e a dívida é de 10 pau. E só que você não tá, né, o R$12 é o que você gerou de riqueza, O que você arrecadou por ano é menos. A gente arrecada R$6,5 bi. Então a gente gerou R$12 de riqueza, mas nossa arrecadação foi R$6,5. Dessa arrecadação, uma parte importante é rolar a própria dívida. E a gente não tá gerando superávit, ou seja, a gente tá gastando mais do que a gente arrecada todo mês.
Então a gente tá aumentando a nossa dívida no cartão de crédito e roda os juros. E como o banco e o AGJ veem que a gente não tá conseguindo pedalar isso direito, eles estão aumentando os juros. E quanto mais alto fica os juros, mais você deve. Então o brasileiro tá fazendo isso, ele tá pedalando o agiota, acho que é o termo perfeito. E aí o juros vai ficando cada vez mais alto. Para você salvar esse corpo doente, você tem que ir para essa família e falar: você vai basicamente parar de gastar com besteira.
Então corta o jogo do tigrinho, corta umas despesas idiotas que você tem, corta, sei lá, aquele restaurante, não vai mais naquele restaurante. Corta aí uma aula inútil que você tá fazendo aí nessa de Pilates, agora que você não vai precisar. Vai cortar um monte de coisa para você ganhar por mês mais do que você gasta. É, eu inventei o Pilates. Eu falei assim, tira uma, sei lá, mantém o Pilates, mas tira algo que você até queria fazer, você julga importante, mas não dá.
Vai ter que cortar até coisa que você gosta. Vamos cortar. Aí você vai ganhar mais do que você gasta. E aí o agiota vai falar, pô, Tá sobrando, eu vou diminuir os juros. O agiota vai ver que o juros diminui. Com isso você vai gastar também menos com juros por mês, e aí começa a sobrar mais dinheiro. E aí o que que você faz com esse dinheiro? Que é o que todo mundo faz. O dinheiro que sobra, uma parte você paga o principal da sua dívida para dívida diminuir, e aí você consegue contrair dívida com juros menor ainda.
Aí você vai saindo do sufoco. E outra, se você na tua casa trabalha fazendo bolo de pote Você fala, pô, vou comprar uma batedeira melhor que eu consigo fazer mais bolos aqui em casa tudo por dia. Vou comprar, pô, uma geladeira maior que eu guardo mais, eu faço estoque de bolo. Eu invisto na minha infraestrutura que aumenta a minha produtividade, faço mais bolo aqui em casa para vender para os vizinhos e tal, ganho mais dinheiro, pago mais rápido minha dívida e ainda vou fazer depois uma fabriquinha de bolo.
Esta é a sequência. Eu pretendo cortar do orçamento nosso, R$250 bilhões em despesa por ano. Isso tem um impacto nos juros, porque o mundo vai ver que eu vou ter capacidade pagadora. E aí o Banco Central vai poder baixar a taxa Selic, que hoje tá em 14, por aí, e ela vai caindo. Aí cada ponto que eu tiro da taxa Selic, eu economizo R$50 bilhões por ano. Se cai num ano 6 pontos, que eu acho que assim, se eu fizer essas medidas Rapidamente, o juros vai poder cair 4, 5 pontos.
Pô, se caiu 5 pontos vezes 50 bi, são 250 bi só no juros, fora as despesas, são 500 bi que a gente acha. No ponto futuro, o mundo vai falar: dá para botar dinheiro de longo prazo no Brasil porque o Brasil tá ficando responsável. Só que essas reformas, elas têm um efeito cumulativo. Então, em 5 anos você economiza 1,1 trilhão, em 10 anos 3,3 trilhões. Esse é o ajuste fiscal que eu preciso fazer. Qual é a regra do meu ajuste fiscal?
Eu vou cortar esse monte de despesa. Algumas são ditas impopulares, do tipo: preciso mexer na Previdência novamente, especialmente na Previdência Pública. Preciso mexer em temas que são difíceis de explicar para as pessoas, que chamam indexações e vinculações. Mas ao fazer todas essas medidas, eu vou abrir espaço para fazer uma coisa que chama investimento. O Brasil investe 2% do PIB Uma coisa que chama investimento, porque hoje o setor privado investe mais do que o setor público em infraestrutura, entendeu?
Quem investe em infraestrutura é o setor privado, mesmo com esses juros altíssimos. Eu preciso fazer o setor público investir mais. O Brasil investe coisa de 2% do PIB, os países da OCDE acho que são 4%, por volta de 3 a 4%, ou seja, o dobro. E a China acho que é coisa de 6%. Tem outras nações em desenvolvimento que metem mais em investimento. Eu tenho que aumentar a taxa de investimento, que com investimento eu aumento a capacidade produtiva.
Um exemplo: quando eu invisto em fazer uma usina hidrelétrica, além de ter todo o investimento, a grana, o emprego que você gera fazendo a usina, a usina vai fazer ter mais energia barata. Com mais energia barata, fazer uma fábrica, fazer uma loja, fazer o Flow Podcast fica mais barato, que a conta de luz vai ficar mais barata, vai ter mais energia. E aí você tem um efeito bom na economia. Se eu faço uma estrada, eu entrego a produção da agricultura mais rápido no porto.
Entregando mais rápido, eu consigo baixar o custo do Brasil, consigo mais clientes, ou tenho mais margem de lucro aqui no Brasil. Com essa margem, eu reinvesto em outras coisas. Então, todo investimento de infraestrutura faz com que o Brasil fica mais competitivo. Para fazer tudo isso, eu preciso cortar despesa. Quais são as despesas que eu estou avisando que eu vou cortar? Eu vou fazer uma nova reforma da Previdência, eu vou fazer uma desindexação do piso da aposentadoria e do BPC.
Do aumento do salário mínimo, porque o Brasil é o único país no mundo que faz isso.
Isso na prática quer dizer que toda vez que aumenta o salário mínimo aumenta os benefícios.
Isso automaticamente. E o problema de aumentar automaticamente é que no mundo inteiro, como é que você faz? Tem aposentadoria no piso e você tem um benefício, aumenta ele de acordo com a correção da inflação. Vem a inflação, para ninguém perder dinheiro, corrige automaticamente pela inflação. No Brasil você tá corrigindo pelo aumento do salário mínimo. Então o ganho de produtividade que aquele trabalhador que tá ralando teve, ele está indo para alguém que não tá trabalhando.
E não é que eu não me importo com essa outra pessoa, é que isso gera uma distorção nos gastos. E isso tem um efeito de, no fim do dia, você se endividar como nação, porque você tá aumentando muitas despesas. Isso aumenta o custo do dinheiro porque os juros ficam muito altos. E com juros muito alto, o dinheiro desse aposentado vale menos. Então o aposentado hoje, ele acha que ele ganha mais por causa dessa indexação. Mas na verdade o dinheiro até aumenta nominalmente mais, mas na prateleira o produto vai estar mais caro, ou o dinheiro dele vale menos.
Porque se ele quiser financiar algo, os juros do Brasil são extorsivos. Então é aquela famosa: te dou com uma mão e te tiro com a outra. Eu preciso fazer o que os países— que que os países sérios fazem? Corrigem pela inflação. Vamos corrigir pela inflação. Outro problema: o piso da educação e da saúde, um é 18%, outro é 15%. Então, se você aumenta a receita, você, ele aumenta automaticamente. O problema é que não necessariamente investir mais dinheiro ali resolve os problemas de gestão.
O Brasil gasta mais do que a média global, por exemplo, em educação. Nós temos um problema de gestão, não um problema de dinheiro nessa área. Incrível que pareça, só para avisar quem tá assistindo, o Brasil investe mais do que os países da OCDE, que são os países mais desenvolvidos em geral. Per capita em alunos do ensino superior. O Brasil bota mais dinheiro do que os países da OCDE. Agora, você consegue imaginar se uma universidade brasileira é melhor do que uma gringa, na maior parte dos casos, no país certo?
Não. Então a gente gasta mal esse dinheiro. Em geral a gente gasta com folha, aposentadoria, entendeu? A gente gasta muito mal. Só que o piso aumenta. O que que a gente tá falando do piso de educação, saúde? Aumenta corrigido pela inflação, o piso. Se o presidente quiser gastar mais, aí ele tem a liberdade de gastar mais em saúde no ano para investir, por exemplo, em hospitais, ou quer investir em educação mais, é a liberdade.
Ninguém tá proibindo ele. É só o piso que ele é corrigido pela inflação. É só corrigir pela inflação como qualquer país do mundo faz, ponto. E aí isso vai ajudar também os municípios, os estados, que esse piso é obrigatório para todos, a poderem usar o dinheiro melhor. Por exemplo, se um estado tá tendo muita migração Mato Grosso, tem muita gente migrando. Se tem gente migrando para o Mato Grosso, vai uma pessoa jovem que vai ter filhos ou vai com os filhos, você precisa fazer mais escola.
Então ele tem que gastar mais com escola. Agora, um estado em que a população envelheceu, como Rio Grande do Sul, e a população migrou para Santa Catarina e envelheceu, você precisa de mais dinheiro para hospital e menos dinheiro para educação. Só que com o piso obrigatório subindo, que é a vinculação, Você é obrigado a gastar um dinheiro que você não precisava em educação. Aí você fica lá, ah, vou reformar de novo a sala de aula porque eu sou obrigado a fazer isso. Isso é loucura.
É bom para, dá para ganhar um dinheiro aí, né?
É o que fazem, né? Isso são duas coisas. A terceira, Previdência. A gente vai ter que mexer em todas as mamatas que tem na Previdência do funcionalismo, especialmente militares, especialmente os militares, do juiz federais, etc., também, mas militares vai ter que mexer. Mamatas fiscais. Empresas têm renúncia fiscal federal, que é malandragem de lobby que eles conseguiram e que a gente vai ter que arrancar. Vai ter que arrancar um monte dessas mamatas.
Isso dá mais alguns, muitos bilhões de reais. Outra coisa, supersalários do Judiciário. Isso também tem que cortar. Se eu faço tudo isso, começa a sobrar dinheiro, começa a sobrar dinheiro, juros começa a baixar, e aí o Brasil sai da quebradeira. É, eu acabei de descrever com muita calma, uma a uma, todas as reformas que precisam ser feitas. Não dá para resolver as contas do Brasil, eu volto a repetir, não dá sem fazer essas reformas.
Tem gente falar: não, é só crescer economia. Como você vai crescer economia se você tá com juros de 14% ao ano?
É, não faz sentido, não faz sentido.
Ou você corta despesa. Eu expliquei, uma família não vai conseguir fazer isso, vai ficar na mão da agiota. Agora, por que que os outros candidatos não falam disso?
E se eu sou um agiota Vamos dizer, vamos dizer nessa tua analogia aí, eu antes de ser um agiota eu era na real empresário, eu empregava famílias, tá ligado? Só que eu percebi que eu, é melhor eu emprestar dinheiro para os outros. Do jeito que tá com juros a quase 15%, vale mais a pena ser agiota nessa tua analogia.
Olhando para câmera, este cara aqui não é o maior do setor dele à toa. Maravilha! Você acabou de descrever, Igor, você acabou de descrever o dinheiro que sai da atividade produtiva e vai para o famoso rentismo. Então uma parte importante da elite brasileira gosta que a coisa fique assim, porque ela deixou a fortuna dela parada rodando com uma taxa de juros alta, em vez de se arriscar em ter atividade produtiva. Então existe sim uma espécie de um lobby em manter as coisas como estão, sim.
Existe, existe, existe assim uma parte deles fala, cara, tá bom do jeito que tá, deixa só o dinheiro render, porque é um parque de diversões do rentismo.
Em poucas palavras é assim, cara, eu posso, vamos lá, eu tenho R$100, se eu investir numa empresa esses R$100, vou começar a empresa, vou botar ali R$100, eu no final desse ano aqui eu vou ter, sei lá, vamos dizer R$120. Se eu me tornar um agiota nessa tua analogia, eu também vou ter mais ou menos os R$120. Então isso, isso na melhor das hipóteses. Então pensa, eu acho que eu ia preferir só emprestar dinheiro para os outros, com nenhum risco, com nenhum risco. É porque eu gosto de lidar com gente, não precisa fazer muita coisa.
No nosso caso, o governo tá garantindo que vai pagar.
Tem isso também, né?
Então assim, o risco é baixíssimo. Então bora ser agiota, que é isso que aconteceu com a economia brasileira. Por isso que ninguém quer fazer fábrica. Aí deixa dinheiro encostado. Então o modelo brasileiro, qual o modelo político brasileiro? Você garante que a elite viva nessa agiotagem. Então o vizinho daquela casa que eu descrevi, que é o vizinho rico, ele vive na agiotagem. E ao mesmo tempo o governo pega um pedacinho dessa brincadeira aqui e dá uma, um farelinho, um dinheirinho qualquer para o morador de rua que tá ali na frente da casa, para ele comer um pão e sobreviver.
E aquela casa que tá no meio que inscrever é quem paga a conta. Claramente a gente vai mexer isso de alguma maneira. Como? Fazendo aquela casa que tá sustentando a brincadeira reduzir as despesas. Não vale a pena o AJ virar J, vale a pena o AJ investir no bolo de pote que é feito pelaquela casa.
No entanto, Renan, tu tá apostando que essa vai ser uma eleição que os deputados do Centrão estarão em, serão eleitos em grande escala? Isso necessariamente atrapalha, atrapalharia o trabalho do Renan eleito, né?
Sim.
Como é que tu vai lidar? Então tudo isso tá falando, de novo, é pôr isso para andar vai depender de uma galera que, vamos dizer que tu seja eleito e a tua previsão se concretize, que é um centrão que vai estar ali, tu vai ter que lidar com esses cara. Tu vai fazer um, sei lá, Dá para entregar uns carguinhos para conseguir passar as coisas?
Olha só, de novo olhando para câmera, para não fugir, tá? Não vou fugir da resposta, meus amigos. Se o povo brasileiro vai eleger 280 tranqueiras, eu vou ter que trabalhar com que o povo brasileiro me deu. Olha a desgraça, não vai dar para eu passar tudo que eu quero se eu não fizer uma composição. Então vou ter que fazer assim, deixando tudo às claras, igual tô deixando, eu tô explicando passo a passo do plano para salvar o Brasil.
Tá aqui um plano de salvação nacional, passo a passo. O Brasil, o povo vai falar: Renan, salva aí! Quem vai votar em mim vota. E ao mesmo tempo que vai eleger o Renan presidente, ele vai falar: tô mandando uns deputados aí para você, Renan. Obrigado, galera, valeu! Você mandou os caras para me atrapalhar. É como se lá naquele corpo, aquele corpo que você tá fazendo, colocando remédio, eles mandaram um monte de enfermeiro ladrão que estão lá roubando o relógio do corpo, para eu chegar lá no paciente, dá um golpe no paciente.
Mija na cara dele. Esse é o cara do centrão. Eu falo, pô, mas o que que vocês me mandaram isso? O povo, ah, ele é legal, eu gosto dele, ele é engraçado, ele é amigo da minha tia, ele me deu um emprego. Ah, ele fez um vídeo xingando o comunismo. Vai vir todo tipo de tranqueira. Estes caras, já que eles existem e eu não vou negar a existência deles, eu vou falar assim, olha, quer participar do meu governo? Vai ter que ser assim: o seu partido vai escrever um documento, chama-se resolução, Resolução vinculante.
O presidente do partido assina uma resolução vinculante de que a bancada dele vai votar em todos os temas que me elegeram presidente. Com base nisso, ele adere formalmente o meu governo. Faço coletiva de imprensa, beijos e abraços, e falo: ó, agora ele vai me administrar o ministério do não sei o quê, de tal tema. O nome técnico, ilibado, sem corrupção, vai participar disso. Ele não vai pegar nenhuma estatal nem nada. E ele vai compartilhar das minhas vitórias e vai administrar o governo comigo.
E eu vou tratar ele da maneira mais republicana possível. Em troca, o Congresso tem que votar essas matérias. E eu vou fazer pela primeira vez na história algo público. Eu vou tornar tudo isso público. Porque, Igor, o Brasil tem um problema. O Brasil é um regime parlamentarista. A gente não é presidencialista, é parlamentarista. Depois vale um podcast você com Felipe Moura Brasil para falar isso. Vem da Constituição de 88, porque quem derrota o regime militar foi o Congresso.
Então o Congresso queria ficar com superpoderes, mas ao mesmo tempo o tema era votar para presidente. Então o Congresso, tá, vota para presidente, mas vamos deixar a gente com muito poder sobre orçamento, porque aí até tem um presidente, mas quem manda foi a gente. Afinal, a gente que salvou a democracia. Então a gente criou um modelo confuso em que você vota para presidente, mas o presidente não manda. Quem manda é o Congresso.
Então ele tem que ganhar duas eleições: a eleição presidencial E depois ele tem que formar uma maioria no Congresso. No parlamentarismo isso não existe. No parlamentarismo é uma eleição para o parlamento, aí os partidos que formam maioria fazem o primeiro-ministro. E aí então a eleição do parlamento já é eleição do executivo e você já forma o governo. E aí pronto, é tudo de uma vez só. Se você não forma maioria, não tem governo.
Aí você refaz o governo. É muito mais simples. E aí não tem essa maluquice que a gente vive hoje. Então eu vou adotar os critérios parlamentaristas na minha gestão. Então vou chamar quem vai compor governo, vou chamar os partidos, vou fazer a minha maioria, e eles têm que vincular. Porque no parlamentarismo, quando você forma governo, o partido que faz parte do grupo que virou governo, ele vota obrigatoriamente com o governo, a não ser que vai dissolver o governo.
Então vamos vincular para não ter confusão. Vou gerar minha maioria, vou tornar isso público e vou mudar as regras para o tema que interessa aos deputados do Centrão. Aqueles 280 que o povo, sempre o povo, de maneira muito popular elege. Que o povo gosta de votar num idiota ou no ladrão, o povo gosta, o povo é viciado em fazer besteira. Eu sou um anticandidato, eu tô xingando eleitor, mas vamos lá, é verdade, é verdade, cara, é verdade.
É por isso que o Cury me passou as pesquisas, né? Porque eu tô falando a real, o eleitor tá fazendo besteira. Mas precisa, verdade precisa ser dita, não vou mentir.
Bom, nesse sentido, vamos lá. E aí, falando, vamos falar um pouco então de do que vem, tá chegando aí, que é as eleições para valer. E a gente tem uns, a gente já vem falando desses assuntos aí durante o programa, mas falando um pouco mais sobre Banco Mais, você tá a fim de falar um pouco mais sobre Banco Mais?
Vamos, vamos. Mas posso fazer só um anúncio para galera rapidinho aqui, para quem tá assistindo? É bem, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê? Não, Amanda, manda para mim o site, aí eu faço um.
Então, Banco Master, cara, esse é um assunto que nesse momento tá mais quente do que nunca, né? A gente tem evidências da necessidade da investigação de um, do Ministro Alexandre de Moraes, né? Isso aqui para falar de forma branda. Então tem ali o André Mendonça, retira o sigilo de algumas mensagens do Vôrcaro para alguéns, né? Um desses alguéns aí identificado como Alexandre de Moraes. E tá instaurada uma das maiores crises institucionais do Brasil em muito tempo, né?
Especialmente porque estamos lidando com uma galera que Primeiro que não tá ali, ninguém votou neles, né? Eu tô falando especificamente dos ministros do Supremo Tribunal Federal. E tem também pessoas envolvidas nesse escândalo que são pessoas que são eleitas, no fim das contas. No fim das contas, o Vórcaro mostrou em alguma medida que lá é todo mundo conectado de alguma forma. Então, o Flávio tem alguma ligação com o Vórcaro? Tem lá, aparentemente, a Polícia Federal demonstra que há algum tipo de ligação.
Tem o lance do filme e tudo mais. Também parece ter umas ligações com a galera do PT, ou seja, mais para o lado do Lula, que ele vai dizer que ele não sabe, que tudo mais, né? E agora, mais de forma mais ampla ainda, a gente vê chegando e batendo com força na galera do Supremo Tribunal Federal, cara. Tu acha que a chegada desse escândalo tão fortemente lá no STF tem um impacto real nas eleições?
Eu queria que sim, é, eu queria que sim.
Mas é mais um desses assuntos que tu acha que a galera não liga?
Eu acho que cada vez menos brasileiro liga, cara. O brasileiro, a gente vai precisar estudar o Brasil. Eu sei quem tá ligando. Volto a colocar, quem tá acompanhando o noticiário, os mais jovens estão desesperados e algumas pessoas mais velhas que— mas no geral brasileiro não tá ligando, brasileiro não tá dando a mínima, a mínima. É o maior escândalo da nossa história. A gente tá falando aqui, você foi cuidadoso, eu já tô, eu já tô para, eu já tô para, eu já, eu já assim, eu tô jurado de morte em boa parte dos estados pelo Comando Vermelho.
PCC ainda não falou nada formalmente. Eu arrumei uma briga com o Dias Toffoli que eu não sei como é que vai ficar depois das eleições, mas ele claramente não vai aceitar bem o que aconteceu porque ele foi humilhado na briga. Mas eu vou falar aqui de quem sabe, quem já tá todo— ele precisa ser preso, Alexandre de Moraes. É muito nítido que o que rolou ali era tráfico de influência por parte do Daniel Vorcaro, que comprou influência junto ao STF através de um acordo com o escritório em que muitas coisas eram ofertadas.
Em que pagamentos multimilionários eram feitos, em que avião era ofertado. As relações foram muito claras e o próprio contrato ali foi editado pelo login do Alexandre de Moraes. Não tem como ele negar absolutamente nada. As mensagens do Vôrcaro: ah, precisa pagar ele, esse aqui é o mais importante, ou paga. Aí quando veio, logo em seguida vem o depósito na conta. Vai ficar, sabe, é óbvio que o que rolou foi isso. É óbvio que a postura do Alexandre de Moraes em todo esse processo foi primeiro de negação e depois de iniciativa de desmonte.
E é óbvio que ele não tem nenhuma condição, absolutamente nenhuma condição de continuar na Suprema Corte. Todos os atos dele têm que ser considerados nulos. Ele é um cara que ele tá operando politicamente ali, ele não pode estar na posição que ele tá. O que Alexandre de Moraes tá fazendo, a corda que ele tá esticando, ele tinha que ter um mínimo de grandeza e falar: vou me afastar. Mas que esses caras não têm grandeza, eles dobram a posta e dobram e dobram e dobram e dobram e dobram E a população não liga.
Uma parte que a turma de esquerda acha lindo: ah, ele salvou a democracia. Mas vai ficar até quando nesse papo de salvar a democracia? Hello, não tem democracia aqui no Brasil, não tem democracia nenhuma. A gente tava descrevendo hoje, é a democracia no Brasil é compra de voto e judiciário escolhendo quem ele ataca. Eu fui vítima da democracia deles essa semana, eu fui democratizado lá pelo Dias Toffoli. Só assim, só não terminei de ser democratizado por ele porque assim ficou muito muito feio.
E nem os outros tiveram coragem de ficar perto porque foi uma democratizada assim exagerada. Mas não tem democracia nenhuma, isso é mentira. Quando a gente fica falando, ai, a democracia, isso é mentira, não tem. O Alexandre de Moraes tinha que se afastar, não vai. E eu vou colocar uma coisa: nós precisamos de fato retirar ele e o Dias Toffoli já do STF.
Mas isso tem algum tipo de esperança nesse sentido? E aqui eu não sou Não vou entrar nem no mérito, mas se liga, a gente tá falando de uma das figuras mais poderosas do Brasil, né? É uma das figuras centrais, inclusive, de como funciona o Estado brasileiro. Estamos falando de um cara que teve— as pessoas estavam falando dele internacionalmente aí recentemente, ensaio fotográfico, um monte de coisa nesse sentido. É um cara que fez uma— ele conseguiu unir o Lula e o Alcolumbre para fazer andar a escala 6 por 1.
Lembrando que os senadores, o Senado e, portanto, o Alcolumbre não aceitaram a indicação do Messias, o que é uma mácula, de certa forma, na carreira do Lula.
Humilhante.
Então, tu acha, por exemplo, que o Lula ficou feliz com Alcolumbre ou vai aceitar isso numa boa? Provavelmente não. E em que medida, qual que é o papel então do ministro do STF para propor uma conversa entre esses caras para fazer andar algum tipo de matéria? Eu acho que a maneira como a coisa se organiza inteira, tudo indica que não vai dar em nada.
Sim, e o maior culpado é o povo brasileiro, é o povo brasileiro. O Alcolumbre vai eleger um monte de gente no Amapá agora nessa eleição. Vê se o povo do Amapá vai fazer alguma coisa contra os candidatos do Alcolumbre. Então eles estão dançando nesse instante, o povo do Amapá tá dançando nas festas de campanha, nas carretas dos candidatos do Alcolumbre. O Alcolumbre está envolvido no escândalo do Banco Master até o pescoço, só não anda a pedido de impeachment contra ministro do STF por causa do Alcolumbre.
E o Alcolumbre avisou cinicamente agora: pode andar, pedido sim contra o Mendonça. Esse cara é um cínico! Como é que esse cara pode ser presidente do Senado? Como é que os outros senadores votaram naquela figura abjeta? É, o Alcolumbre é abjeto. Como é que meteram um cara desses? Sabe, um Leão Marinho? Ah, mas é só tranqueira assim. Não tem nada pior do que um presidente do Senado. Eu nunca vi um presidente do Senado assim, nunca comprei um carro de um presidente do Senado.
Porque assim, todos são trapaceiros, todos os presentes são lixo puro. Agora, este cara aqui é de uma cara de pau, de uma desfaçatez. Ele vem de um lugar muito pobre. O lugar que tá batendo recorde em violência é o Amapá. Amapá não tem atividade econômica praticamente, é um lugar paupérrimo. Tem exploração infantil, tem exploração sexual de criança, é um estado largado às traças. Só que ele fica mandando emenda para lá, é aquela coisa.
O Alcolumbre faz isso de um lado, o Alexandre de Moraes se coloca como essa figura que resolve o problema para todo mundo, porque ele precisa resolver os dele também. E o Lula é um presidente fraco. Hoje na CNN, o William Wack trouxe um bastidor que o STF mandou um recado. A ala do Alexandre, que é Alexandre, Flávio Dino, Gilmar, Dias Toffoli e talvez o Cássio— tem uma dúvida de que lado o Cássio tá— esta ala desses 4 aqui mandaram recado: ô Lula, A gente não tá sozinho aqui não, você vai ajudar, a gente tá junto nessa briga, precisa atuar nessa briga, é para segurar a onda aqui.
Deram um recado brabo para o Lula, porque o Lula depende deles. Em última instância, o Lula tá solto por causa deles. Então eles avisaram o Lula: vamos lembrar, teu filho tá encalacrado, escândalo do INSS, você vai ter que— assim, ninguém vai morrer aqui, ninguém solta a mão de ninguém. O Lula depende deles, porque o Lula é o Lula, o Lula é bandido. Aí eu falo, por que que eu fico desesperado, Igor? Não é nem desesperado assim.
Você que tá me ouvindo, pelo amor de Deus, eu falei isso nos debates e a população falou, esse cara tá errado. Aumentou minha rejeição. A população brasileira aceita que o cara é ladrão. A população brasileira se irrita de eu falar a verdade porque é amargo falar a verdade, e aceita que o cara roube elas porque ela acha o cara legal, ela gosta, ela simpatiza. Mesma coisa com Flávio. Flávio tá no mesmo escândalo. Essa história, a história do Dark Horse, é só um pedaço da roubalheira.
A gente precisa lembrar que um pedaço importante do escândalo do Banco Master aconteceu no governo do pai dele. Teve uma medida, uma medida de 2022 do João Roma, que soltou lá um decreto que permitia crédito consignado, estilo que o Banco Master fazia através do Credicesta, que era o negócio, principal negócio do Banco Master, inclusive com auxílio do governo Ele tipo assim, ó, Banco Master, fatura, fature bilhões aí. Quanto custou no governo Bolsonaro um decreto desses?
Todo mundo sabe que o João Roma tá relacionado ao escândalo do Master. Quem que recebeu? O João Roma não fez sozinho. Quem será que autorizou? João, faz isso aí. Será que o Vorcaro, que era amigo da turma do governo Bolsonaro, tinha membros do governo Bolsonaro que eram amigos, a começar pelo chefe da Casa Civil, que era o Ciro Nogueira, que era um operador do Banco Master e era ministro da Casa Civil do Bolsonaro. Quanto será que essas pessoas não ganharam só num decreto desse?
Então Lula e Bolsonaro estão envolvidos nisso. Aí eu falo num debate que eles estão envolvidos e a população fica brava comigo. Dá vontade, cara, de assim, você fica com vergonha de ser honesto. A real assim, eu fico com vergonha de ser honesto. Eu fico com vergonha de estudar, de tentar explicar a dívida. Eu fico com vergonha. Eu acho que eu sou um bobo. Eu, Dias Toffoli tava acabando lá com a minha campanha, eu falei, mas alguém liga?
Alguém liga para o que eu tô fazendo? Alguém liga por todo o trabalho? Eu tô botando minha vida em risco. Se terminar a campanha e eu perder, eu não vou ter mais o apoio institucional da Polícia Federal, porque eles fazem isso no período eleitoral, eles fazem um ótimo trabalho. Eu vou ficar meio que à mercê. Eu tô botando minha vida em risco. Que processo eu vou tomar? Todo mundo chama aqui de ladrão. Cadeia Nacional. Eu tô lascado, eu boto toda minha vida em risco para quê?
Para uma população que eu ia falar: ah, mas esse cara aí, ah, ele xingou o cara que eu gosto. Aí o cara que ele gosta rouba ele. É desesperador. Eu não sei, assim, Igor, certas coisas são desesperadoras sobre o Brasil.
É, tem algumas coisas que eu fico, que eu olho e vejo o funcionamento no Brasil e eu acho, cara, eu acho aquilo que eu já te falei aqui de novo, outro É o mesmo chavão, tem que educar os caras, senão o cara vai sempre, ele nem consegue sair desse ciclo. Bom, a gente já falou da maioria das coisas aqui inclusive, mas deixa eu te perguntar uma coisa, cara. Tu acha que, vamos lá, o Brasil, a gente tá caminhando para uma eleição que tem tudo para ser a última vez que a gente vê um embate entre Lula e Bolsonaro, ou nesse caso Flávio Bolsonaro, né?
Muito provavelmente porque o Lula não vai, não tem, não tem todo respeito, não tem idade para disputar de novo, né? Cara, esse cenário que a gente tá vendo eles fazendo nesse primeiro turno, uma esgrima para garantir o segundo turno, que tipo de, o que que dá para fazer nesse sentido para tentar furar essa estratégia que eles estão usando?
Pergunta sobre estratégia, né? Vamos lá, você não tá falando com a pessoa certa, porque eu cresci em algumas pesquisas bastante, cheguei a bater 10% na pesquisa real-time data. Só que na última semana quem cresceu foi Augusto Cury. Nesse instante nós estamos com 92 mil pessoas ao vivo aqui, o Cury tá num outro podcast com 150, não 150 mil, 150 pessoas ao vivo. Ele ativou um monte de perfis, aqueles perfis de aluguel de rede social, especialmente Instagram.
Começou uma campanha, cure, cure, cure 70. E esse cara foi bater 10% numa pesquisa, 11 em outra e 8 em outra. Então, para quebrar a polarização, tem que perguntar para ele. Eu tô falando isso assim de coração ferido, porque eu tô mostrando para as pessoas todos os problemas brasileiros. Tô falando da roubalheira nacional. Rolou agora esse problema com Alexandre de Moraes. Todos os candidatos pronunciaram, menos o Lula e o Cury.
O Cury até falou, ele falou assim, tipo, ó, tem que investigar. Se tiver um problema, tem que punir o Alexandre. Ah, sério? Sério? Essas opções, você não consegue ler o que acabou de sair e falar, o Alexandre de Moraes precisa ser preso, tem que ter um impeachment? Não. Ele falou que vai fazer um governo que vai ter lulistas e bolsonaristas. Ele disse que vai chamar o Renan Calheiros Filho para estar no governo dele e também vai chamar, sei lá, um bolsonarista.
Que papo é esse? Eu falei hoje de dívida pública, eu gastei 25 minutos do programa explicando dívida pública com você. Ele foi no Jornal Nacional e a Renata Vasconcelos: mas candidato, e a questão da dívida pública? Você pretende baixar ela para quantos por cento do PIB? Aí ele: a 2. Que 2? Não existe isso. Ele não vai pagar 10 bilhões, não tem assim. Ou ele vai levar o PIB brasileiro para o tamanho do PIB da China. Não vai acontecer.
Então o que que ele tá falando? Aí as pessoas falam: ah não, é Cury 70, porque montaram uma campanha com um bot perfil. E aí as pessoas viram aquele efeito manada, tipo fã de BBB, que vê muita coisa rolando nas redes e cai, e o cara cresce. Então eu posso assim: olha, a melhor maneira de você furar polarização e crescer é você comprar influenciadores. Pode ser uma resposta, só que eu não vou ser negativo. Eu tenho a melhor militância do Brasil, eu tenho um time fabuloso, nós estamos divulgando nosso propósito pelo Brasil, nosso time vai convencer, vai ser naquela coisa boca a boca, igual aconteceu na Colômbia com o Espriella.
É um boca a boca em que as pessoas que realmente acreditam, elas vão convencer os outros. E eu acredito muito nisso, porque não tem ninguém mais aguerrido do que as pessoas que estão sentindo a dor deste problema. Eu tenho, se fizesse uma eleição só entre entregadores, eu tava, eu ganharia a eleição. O entregador, ele é roubado. Então, check na violência. O entregador, ele trabalha muito e ele sabe que ele tem que fazer a própria hora de trabalho, não tem que ficar acreditando nessas papo de fim da escala 6 por 1, porque ele trabalha 7 por 0.
Check.
O entregador sabe que os produtos estão ficando mais caro, ele trabalha, trabalha, trabalha, e o produto fica mais caro no fim do mês. Check. O entregador tá vendo que a gasolina tá mais cara. Check. O entregador tá, mora numa favela, eu falo de desfavelização. Ou seja, todos os temas que eu trato Chego no entregador, o entregador fala para mim, mano, ganha essa bagaça. Os jovens que estão ralando, estudando e tentando construir a vida, eles estão falando, é óbvio que esse é o cara que tá abordando o problema.
Essas pessoas têm uma vontade de resolver gigante. O que eu acredito, eu já ultrapassei e abri uma distância para os M por causa que são governadores, e que assim, na média, pô, eles apresentaram proposta. Vou concordar com coisas deles, discordar, mas eles apresentaram propostas, eles ficaram para trás. Lamento porque eles são boas pessoas na média geral aí do que nós temos de governador no Brasil. E agora eu tenho que buscar o terceiro colocado e falar para essas pessoas que me acompanham trabalhem muito mais.
Posso fazer um micro merchan? Pode, pô, tá? Você sabe que eu odeio ser invasivo no programa, mas eu preciso falar porque Pra responder esse problema, eu criei o site tropa.renanpresidente.com.br. tropa.renanpresidente.com.br. Avisando vocês, vocês precisam ser os meus influenciadores. Não basta só— a gente tem 90 e tantas mil pessoas. Quem me acompanha que tá aí, não basta ser só uma pessoa que acompanha e fala bem pra família.
Você vai ter que botar a sua rede social pra ralar. A gente tá ensinando a pessoa, é um site esse tropa.renanpresidente.com.br. Nesse site você entra lá, você manda um upload de uma sua foto, um vídeo, a gente já monta a sua foto, vídeo de apoio, e aí você composta na sua rede. E eu preciso que todo mundo poste diariamente. É esse meu pedido. Esta é a maneira que eu vou fazer para quebrar esse jogo. Nós precisamos botar as pessoas que estão mais engajadas, estão sentindo que o problema do Brasil pode ser resolvido, para se tornarem multiplicadores.
Se eu transformar essas pessoas que são— eu tenho uma base de apoiadores maior daqueles outros candidatos. Base de apoiador, que é diferente de base de eleitor. Base de apoiador. Se minha base de apoiador virar uma base de multiplicador, eu ganho eleição, eu viro o jogo. E eu preciso saber se essas pessoas vão fazer isso. Eu tô dando agora ferramenta. Ferramenta, eu até prometi fazer um anúncio hoje no Flow. Parei minhas redes para vir aqui hoje.
Assim, uma das coisas é preciso anunciar. Agora vai ter uma ferramenta de guerra. Agora uma pessoa que divulga só para os seus 5 familiares vai poder postar no seu Instagram, no TikTok, um vídeo que a gente deu um jeito para ele editar. É uma ferramenta super tranquila. E essa é a ferramenta que eu acredito, o multiplicador. Porque se eu acreditar na elite, Igor, eu estive com toda a elite brasileira. Se você puder imaginar um bilionário brasileiro, eu encontrei nesses últimos 6 meses.
Salvo raríssimas exceções, a elite brasileira merece tudo o que o Jones Manoel imagina dela, tá? E assim, não se perde dinheiro que não se tem. Pedir doação, eles vão lá, ouvem, ai, que legal, nossa, suas propostas são as melhores para o Brasil. Dane-se, não apoia, não fala para ninguém. A elite brasileira merece tudo de ruim. A elite brasileira não presta. Elite brasileira apoiou, quando virou bolsonarista, apoiou o bolsonarismo no pior momento, foi lulista por muito tempo.
A elite brasileira é o agiota que você descreveu, o empresário que virou agiota e tá ganhando dinheiro na agiotagem em cima da gente. A elite brasileira é um lixo. A elite brasileira é um lixo, é um lixo. A gente só tá nessa situação Porque elite brasileira tava nas festas com Daniel Vorcaro e com Alexandre de Moraes e com toda aquela. E não é verdade, o Daniel Vorcaro andava com toda elite brasileira, o Daniel Vorcaro se tornou rapidamente parte da elite brasileira.
A elite brasileira não presta. Falo isso porque eu rodei e conversei com a boa parte desses caras, salvo um ou outro que conheci, pessoas brilhantes no agro. No agro do Mato Grosso tem uma elite acima da média, um outro setor, galera de tecnologia, galera da cripto. Tem uma galera, existe gente boa, gente de startup legal, existe alguns empresários antigos bons com mentalidade boa. Agora, o resto são abutres e eles não contribuem para o desenvolvimento nacional.
Então não posso contar com elite, eu não posso contar com uma massa de brasileiros que tá alienada, tá presa no jogo do tigrinho, tá arrastando o dedo aqui, tá scrollando o dia inteiro. Quem vai ter que fazer é quem tá verdadeiramente puto. E eu aviso, quem tá puto é minoria. Quem tá com raiva de tudo isso que você tá descrevendo é uma minoria. Lembra que eu descrevi quantas pessoas são realmente alfabetizadas no Brasil? 8 a 10%.
Eu preciso desses caras que não estão em todas as classes sociais, são as pessoas que entenderam o que aconteceu e estão bravas. Eu preciso dessas pessoas. Essas pessoas viram multiplicadores e a gente vira esse jogo. É isso que eu preciso.
Entendi. É bom, tem mensagem para a gente aí, Vitão? Tá bom. Antes de eu ler as mensagens, eu vou falar agora dos nossos parceiros aí, começando pela Insider, cara. A Insider que faz inclusive essa camisa da hashtag que eu tô usando aqui. Quando eu vou falar da hashtag, vou falar um pouco mais sobre ele, sobre essa camisa em si. Mas é o seguinte, cara, a Insider é muito importante, inclusive esse apoio, essa parceria que a gente tá aqui junto, porque a Insider tá acreditando com a gente que isso daqui que a gente tá fazendo nessas eleições é importante para que a sociedade tome decisões melhores.
No fim das contas, em última análise, é isso que a gente quer para valer aqui, que a gente consiga fazer com que você que tá assistindo aí tome as melhores decisões. E a Insider tá com a gente nessa daqui, inclusive fazendo as roupas para a gente chegar aqui bem vestido, né? Você que não conhece Insider ainda já deve ter me ouvido falar aí algumas vezes. Mas, cara, Insider ela não faz só a camisa preta que você me vê usando o tempo inteiro não.
Tem roupa para todo mundo, tá? Tem roupa para homem, para mulher, de todas as cores, que vão te servir e vão te vestir em todos os momentos do dia, tá? E aí, para tu conhecer um pouco mais e saber inclusive o que que tem na linha de roupas da Insider, tem um QR code aqui, um link aí na descrição. Vai lá, apoia os cara que tá apoiando a gente a fazer isso daqui acontecer. Bom, outro parceiro que tá com a gente aqui é a Hashtag, que é essa camisa aqui.
Inclusive é uma parceria da Hashtag com a Insider. E a Hashtag, cara, é a maior escola para o mercado de trabalho digital da América Latina. E a gente fez uma parceria que eu falei que ao longo desse programa algumas vezes, que eu acredito que a educação é o melhor caminho para te tirar da mediocridade, né? E bom, a gente fez uma parceria que vai te dar R$500 de desconto no conjunto completo de curso da Hashtag. Então imagina que você vai ter todos os cursos da Hashtag, que já é renomado.
Você deve ter, já deve ter visto a Hashtag por aí na internet, que eles já estão há muito tempo inclusive com conteúdo grátis, oferecendo para você todo o conjunto de cursos deles com R$500 de desconto. É só você usar o cupom FLOW para isso aí, tá bom? É muito obrigado aí, Insider Hashtag, também por estar com a gente nesse nessa missão aqui de trocar ideia com esses caras. Bom, um outro parceiro que a gente tem aqui também hoje, aqui pela primeira vez, é a Embalish, cara.
E eu não sei você aí que tá na tua casa se você tá prestando atenção na qualidade de todas as coisas que tem na tua casa. Por exemplo, cara, você conhece as iniciativas da Embalish que tem a ver inclusive com cuidado ambiental? Tem uma linha inteira da Embalixo que é feita com plástico que é recolhido do oceano, tá? Se você não conhece ainda, cara, esse é o tipo de coisa que tu tem que tomar cuidado quando for fazer a compra da tua casa, porque estamos falando aqui de produtos pensados cuidadosamente para cobrir esse aspecto da tua casa que talvez você não esteja prestando a devida atenção, tá?
Então tem várias linhas lá de de embalagens da Embalys, como essa que eu tô falando, com material reciclável que é retirado do mar. Tem também lá, tem o que cuida com, para tu não, para não ficar cheiro, né, que é importante no fim das contas. Vai que tem um neném em casa ou sei lá, né. E no fim, dá uma olhada aqui nesse QR code que eu tenho certeza que tu vai descobrir um monte de produto aí que pode se encaixar melhor ainda na tua rotina aí na tua casa, tá bom.
Tem o QR code e o link aí na descrição para tu conhecer aí as as linhas ultra resistente, a linha bloqueador de odores, e pô, tem aquela clássica lá da alcinha também, que é sensacional. Deixa eu ver aqui as mensagens que o Vitão mandou para mim.
Posso só falar uma bomba aqui? É que é uma bomba importante.
Solta a bomba!
Estourou na imprensa, tá, uma foto. Nem sei se dá para eu passar para vocês, Amanda, poder passar?
Acho que pode passar para os caras.
Dá para botar na tela agora a foto da reunião dos ministros do STF após o final da sessão, e eles estão comemorando basicamente que estão armando a marmelada com Alcolumbre, tá? Então a foto, não sei se dá para colocar na tela, a foto é assim, é uma risada na cara de todo mundo. Só que o brasileiro não vai ligar, tá? O brasileiro vai falar, dane-se, vai ficar tudo bem, vou continuar votando nos mesmos. Você sabe qual foi a desculpa do Alcolumbre para não pautar nada que envolva o Alexandre de Moraes?
Lá no Senado, a desculpa dele falou: todo mundo esqueceu que pediram R$130 milhões para a mesma pessoa, a Vuorcaro, fazer um filme, e agora culpado só o ministro Alexandre de Moraes. Literalmente ele está falando: eu não vou fazer nada com o Xandão porque o Flávio Bolsonaro também pegou dinheiro, então tá tudo bem. Cara, dá vontade, na boa, assim, você dá vontade de se matar, cara. O que que eu tô sendo candidato? Ninguém liga.
Esse país é um país de otário, cara. O brasileiro é otário, sabe o que o brasileiro vai falar? Que da hora, vou votar no Flávio Bolsonaro. Sim, porque estão todos envolvidos no mesmo escândalo. E aí os ministros do STF estavam, não sei se dá pra colocar na tela, rindo agora, isso aconteceu agora. Tá todo mundo, nossa, eles estão rindo na cara de todo mundo. Porque o país acabou, o país já era, esse país não existe, isso é um não país.
Então nós temos esse Batoré, que é o presidente do Senado, esse bicho ignorante e corrupto que é o Alcolumbre, avisando assim, ó, se o Flávio recebeu uns milhões, o Xandão também recebeu, então não vou mexer com ninguém porque ele também recebeu, ó, Columbre. Porra, é óbvio que recebeu. E ele tá avisando, tá aqui na tela, os caras estão dando risada, estão curtindo, tipo, ó, demos nosso jeito, demos nosso jeito. Que país de safado!
Aí vem falar para mim que a gente vive numa democracia. É mentira, isso não é uma democracia, a gente vive numa ditadura. E a ditadura não tem um ditador, ela tem um grupo de pessoas, uma oligarquia que ganham dinheiro roubando a gente. É esse o regime. E se você critica eles, você eventualmente vai preso. E dessa oligarquia participam petistas, participa Flávio Bolsonaro, participa quase o Supremo todo, participa quase o Centrão todo.
E esses caras roubam e nada acontece. A desculpa, eles estão comemorando porque no fim do dia, depois da sessão deles, deu tudo certo, porque o Alcun previsou, não vai andar nada contra o Xandão. Tipo, dane-se vocês, vocês são os idiotas aí fora, vocês paguem a conta, calem a boca de vocês. E ó, fiquem brigando aí entre Lula e Flávio, porque eu vou usar a desculpa do Flávio para salvar o Xandão.
É isso aí. Se você tiver olhando, prestando atenção mesmo, pô, esses absurdos são ditos até com alguma frequência assim, cara. Eu acho é um pouco absurdo com todo respeito, o presidente da República respondendo uma sabatina que, pô, deve ter uns troço errado aí no teu celular também. No meu não tem não, presidente, com todo respeito, entendeu? Assim, eu tô legal, pode olhar todas as paradas que eu faço no meu celular. O que poderia ser achado, o que você poderia imaginar que é ilegal, é legal, tá ligado?
Pois é, pois é, boa notícia, que bom.
Então, cara, não é verdade, no procede tu falar que, ah, não, se tu olhar aí vai ter umas paradinhas erradas. Pô, calma aí, cara, tu não fala isso sendo presidente da República e num caso sobre o que tá sendo debatido ali, né? Bom, mas a gente vai para as perguntas aí, cara. Eu também queria dizer é que o Kawaii também apoia a gente nessas eleições, tá bom? Essa live aqui, esse conteúdo também tá disponível lá no Kawaii. Então você pode assistir lá os cortes e o conteúdo inteiro também.
Ó, o Mário Júnior mandou aqui: Renan, assim como você, eu sou contra assistência social como vale-gás, porém não seria injusto com a população retirar essa assistência, já que todos os políticos têm benefícios altíssimos pagos por nós?
Não, não, porque um erro não justifica outro, um erro justifica outro. E na verdade, quando você dá o vale-gás, você tá aumentando o poder do político que justamente tá dando vale-gás. Você torna ele, esse político, por isso tá mais poderoso, porque a população fica calada dependendo dele. E aí ele pode aumentar os benefícios dele indefinidamente, porque depois ele vai lá e dá um vale energia elétrica, como ele também dá. É essa sequência.
Eu tinha explicado, o cara no topo dá migalha para o cara da base que vota nele, e o cara do meio paga a conta. Quem tá no meio, que é o cara que vai do entregador ao dono de uma empresa média, este cara paga a conta. É você, Igor, sistema empresa aqui, você paga a conta. O entregador paga a conta, eu pago a conta, quem tá me assistindo aqui no geral paga a conta. Tem uma parte que é miserável, que depende do Vale Gás, e aí ele vai falar: ah, o meu papai Lula cuida de mim.
E quem tá no topo fatura. Essa é a regra do Brasil, a regra brasileira é essa. O que eu tô pedindo é quem tá no meio, que paga a conta, se rebele, se rebele. Decisão ilegal não se cumpre. Vagabundo não tem que ter posição de poder. Agora, se você for um cordeiro submisso, caindo em papo de coach, papo de político pilantra de esquerda e direita, você vai ser roubado, você vai ser o otário. É isso. Mas brasileiro gosta de ser otário.
O que o brasileiro mais gosta é: vou pagar meu imposto e vou puxar saco do político que me rouba, porque eu sou otário, sou otário com gosto. Brasileiro gosta. Eu também não sei o que eu faço.
A gente trabalha 5 meses por ano para pagar os cara. O Bruno mandou aqui, ó: queria saber se após a retomada dos territórios você colocaria efetivos policiais fixos nas favelas ou se a ideia é integrá-las aos bairros adjacentes e os batalhões das áreas fariam o patrulhamento.
As duas coisas, porque ao mesmo tempo que eu vou precisar ter uma ocupação com batalhões de polícia, ou são batalhões, postos policiais dentro desses novos bairros, que a favela que foi desfavelizada e reintegrada, você vai ter que fazer uma integração entre as forças policiais como um todo, integração com sistemas de câmeras. Em última instância, uma integração urbanística com as vias se conectando perfeitamente, com escolas que vão atender as populações, vai ter uma mistura populacional, que é o que acontece em processos bem-sucedidos de desfavelização.
Não vai— as pessoas imaginam que o processo de desfavelização hoje, destruição do crime, é assim: você vai, você cria um distrito que vai ficar cercado com um monte de cara armado. Não, Então você destruiu o crime, você vai colocar, você vai fazer a urbanização decente daquele local, e aquele local passa a viver dentro de uma determinada normalidade. As pessoas que vivem lá vão ter que se adequar a novas regras, porque também a pessoa na favela ela faz gato, tem o kit, o negócio que paga da internet e tal.
A pessoa vai ter que, não, você vai ter, você vai, isso aqui vai ser formalizado, você não vai precisar pagar a grana para o traficante que tá aqui, sua filha não vai ser alvo de nenhum esse tipo de ataque, o governo vai investir na infraestrutura para melhorar tua vida e vou trazer emprego para perto de você. Agora você vai se formalizar, não vai poder ter sujeira, lixo dentro da caçamba para polícia, para o lixeiro pegar. A coisa vai se formalizar.
Ó, a gente vai botar uma árvore aqui, uma sequência de árvores, você não vai cortar árvore. Tem muitos problemas de reurbanização que as pessoas não entendem a função da árvore: gerar sombra, de deixar o lugar bonito. Corta? Não, vai, não vai cortar árvore. Você vai tornar aquilo um pessoal titular de direitos e de deveres, e é um processo também educativo.
O Fuzileiro Espacial mandou aqui, ó: Renan, o que você fará para reestruturar o Exército, tendo em vista que o mesmo não está cumprindo suas funções em defesa do território nacional, além de estar sucateado e os praças não reengajando?
Bom, Vira e mexe eu falo assim, olha, eu acho uma vergonha que as lideranças militares do Brasil, toda vez que ela, especialmente no Rio, que tem muito clube militar no Rio, quando eles vão lá tomar um uísque no clube militar, eles pedem para o motorista passar fora da favela para chegar no clube militar. Curiosamente, a função deles, função constitucional do Exército, defesa do território nacional. E o próprio general sabe que o território nacional não é mais nacional, mas ele não liga.
Quando ele vai para Brasília, não é para reclamar desse problema, não é para as Forças Armadas se pronunciarem sobre o problema, é para fazer lobby para que a Previdência seja sempre acima da média nacional, que eles se aposentem como reformados, que essa malandragem que acontece. Eu tenho uma crítica muito grande à liderança das Forças Armadas, que é caríssima e que não tem uma preocupação nacional em, no orçamento militar, maior parte do dinheiro ir para estrutura militar e não só para custeio de salário e aposentadoria, que é o que acontece.
Então a reforma previdenciária que a gente vai fazer vai mexer nisso também. Só que nós vamos ter que voltar a investir em equipamentos, formação não só de pessoal, mas de tecnologia própria, criação de um parque militar. Está previsto no Livro Amarelo uma zona econômica especial para indústria militar, onde já teve indústria militar brasileira, que é na região de São José dos Campos, entre São Paulo e o Rio. Reparou, tem das Agulhas Negras no Rio e IMEITA em São Paulo, Embraer, tinha a Avibras, tinha a Engesa.
Ali é um complexo com as melhores mentes de engenharia do Brasil. Ali tem que ser basicamente o nosso parque militar. Já foi montado para isso, ele foi sucateado. A gente tem que voltar a ter um centro de pesquisa nessa área para a gente voltar a formar equipamentos militares de qualidade, drones de batalha, todas essas coisas. Brasil se readequar no jogo, isso é investimento. Por isso que eu volto a falar, a gente tem que voltar o Estado a ter capacidade de investimento.
Senão, o que a gente faz? A Força Armada é dar uma grana aí, paga uns salários, não fica uns meninos com roupa lá capinando aí uns lotes, não dá.
Vão ter o brevê de vassouras e rastelas. Eu tinha esse, tava brabo. Vassouras e rastelas era comigo mesmo. O desenvolvimentista, isso daqui é mesmo bom. Impostos sobre herança no Brasil são 8%, nos Estados Unidos 40%, 45% na França. 55% Japão. Renda de juros hoje 15 a 22,5%, exclusivo na fonte, enquanto assalariados pagam 27,5%. Qual a opinião sobre taxar super ricos?
A primeira que você, quando fala disso, você também tá taxando só super rico. Super rico acaba escapando e você taxa a classe média. O problema desses temas é que no fundo você tá taxando a classe média que não consegue criar fundações para cuidar dos seus bens. Aí essas sucessões não são feitas porque esses bens vão para as fundações, que é o que acontece nos Estados Unidos. Boa parte dessas taxações sobre os super ricos acabam não incidindo sobre o patrimônio do super rico, porque o patrimônio do super rico vai para fundação do super rico.
Isso acaba pegando no cara de classe média, que não tem condição de fazer essas manobras fiscais, e aí ele paga essa conta. Eu tenho sempre, né, nem medo de responder esses caras, mas eu tenho sempre uma ojeriza, porque esses caras estão levando uma discussão que sempre termina a mesma coisa. O super rico é beneficiado porque ele sempre escapa, porque o dinheiro líquido dele ele consegue escapar de todas as maneiras possíveis.
Esse dinheiro sempre escapa. E o cara de classe média que vai passar no fim do dia a casa para o filho dele como herança, e ele paga. Aí eu vou, que que eu vou fazer? Eu vou pegar eventualmente um empresário que construiu um patrimônio, vamos botar aqui de R$5 milhões. As pessoas no Brasil acham, nossa, ele é muito, não é, não é. Não é, é uma, duas casas e uma cota numa empresa. Aí ele vai passar para os filhos, aí ele vai perder metade para o Estado nisso.
Ele passou a vida inteira dele, porque a pessoa esquece, né? Os impostos sobre consumo no Brasil são muito mais altos, os juros são muito mais altos. Os juros, no fundo, é uma forma de apropriação do Estado pelo fato do Estado ser perdulário. E é isso, vai incidindo sobre cascata na economia. O Estado participa do risco, não participa do risco do empresário, mas leva o lucro dele.
Quando eu falo perdulário, os cara quer ficar, porra, olha as palavras que esse cara usa.
Eu tenho que aprender a usar.
É gastão, gastão, gastão, não liga muito para onde tá gastando.
E aí, e aí no final queremos imitar a França? Vamos primeiro praticar os juros da França, vamos primeiro praticar o respeito com as contas públicas de outras nações para depois a gente querer falar sobre isso. Eu, como que eu falei agora há pouco aqui, eu não tenho nenhum, nenhum apreço pela elite brasileira. A gente só tá nessa desgraça coisa da elite brasileira. Mas quando vem com essas propostas, vocês querem taxar é a classe média.
Você acha que o dono do Banco Itaú, ele vai, ele vai ser pego por isso? Vai nada.
Nem tá aqui.
Esses caras nem tá assim. Os super empresários que eles ficam falando, eles são, eles têm já super fundações, boa parte dos seus ativos vão para super fundações. Será que o dinheiro do Joesley, esse já, esse já transa, esse cara é amigo do Trump, ele é hoje é um lobista do Trump, o Joesley. O cara mudou de status. Ele era um cara que foi queimar o Temer, hoje ele é lobista do Trump, ele tá em outro jogo. Aí quem vai ser pego? O seu Manuel, que tem uma padaria, vai morrer, vai passar padaria para o filho, aí o Estado vai ficar com metade da padoca dele, vai ficar com metade dos ativos aqui?
Não vai não, não vou deixar nem a pau fazer isso. Papo de picareta este. Só que é novamente aquele papo, aquelas simplificações que a esquerda vem sobre esses assuntos que nunca dão certo. Tipo, quando eles vão falar da dívida, falou, não, e a auditoria cidadã da dívida? Esquece, a dívida toda é auditável, você sabe quem é a dívida, você sabe quem são os credores, você sabe quem tá pagando, você sabe quanto tá pagando, a rolagem de dívidas, tem um Banco Central, isso tudo existe.
São só umas conversas que eles repetem há séculos e que nunca funciona para evitar de tratar dos temas reais, que é o Estado brasileiro gasta muito e gasta mal.
O Alguém do PR mandou aqui, ó, Renan, eu sou uma pessoa que gosto das suas propostas e queria saber O que você acha sobre a legalização da maconha? Porque nem todo maconheiro é de esquerda. É verdade.
Eu volto a colocar algo que eu já tratei desse tema várias vezes. Eu nunca, nunca fui um cara moralista sobre esse assunto. Acho que o Brasil tem que discutir esse tema nos próximos anos, ao mesmo tempo que eu acho que o problema do crime organizado de estorno é tão grande, que eles são verdadeiras instituições que ocupam espaço territorial brasileiro, que qualquer essa discussão hoje, no momento que o Comando Vermelho, PCC e adjacências controlam 40% da população, essa discussão fica para depois.
Quer fazer o que os Estados Unidos fizeram? Porque discutindo os estados, ah, Santa Catarina quer legalizar, deixa eu destruir esse caso primeiro. Depois eu sou favorável à ideia de estados criarem matéria penal. Você vai poder ver, ó, esse estado fez a legalização, criou um mercado próprio, tá se beneficiando. Aí os outros estados imitam ele, beleza. Mas hoje não dá para fazer isso com o controle de toda essa operação sendo tocado por facções que já entraram no poder político do Brasil, entraram no Ministério Público, que é o caso do PCC.
Primeiro destrua eles, não deixa essas pessoas que são carniceiros terem nenhuma possibilidade de participar de nenhum mercado, aí a gente discute esse assunto. E eu não tenho nenhum problema em discutir, mas não agora.
Bom, e tem aqui a última do Kelvin, que é: Poderia perguntar para o Renan como ele criaria bomba atômica no Brasil, sendo que foi assinado o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares?
Ora, várias nações menos relevantes que o Brasil desenvolveram armas nucleares. Tô colocando aqui, ó. Hoje a Índia é mais relevante do que o Brasil. Ela fez. A Paquistão tem bomba atômica. Israel tem armas nucleares. Coreia do Norte desenvolveu armas nucleares, o Brasil é signatário, o Brasil vai precisar desenvolver, e o Brasil vai precisar arrumar maioria política junto à comunidade das nações para explicar: desenvolvi, meus aliados vão me defender porque eu vou pertencer a um bloco e minha soberania vai ser respeitada.
Vai ser assim, não adianta falar que, ai, sou, sou, vou dar um exemplo, a Ucrânia abdicou das bombas nucleares que eles tinham tão logo se separar da União Soviética. E confiaram nos pactos internacionais e na solidariedade internacional de que ela seria protegida numa invasão da Rússia. Pois bem, do que que adiantou tratados e pactos internacionais para defender a Ucrânia? Nada. O que que a gente tá numa situação diferente aqui, né, Renan?
Ninguém quer atacar nós.
Depende, Igor. O mundo tá mudando em alta velocidade, em alta velocidade. O mundo Terminou a Segunda Guerra Mundial, o mundo foi dividido em dois blocos. Tinha os não alinhados, mas no fundo o mundo era dois blocos. E aí surge uma ordem internacional. Um país como o Brasil, que era um país desarmado, era um país que a ordem internacional protegia ele. Ele tava aliado ao bloco dos Estados Unidos, é, o mundo respeitava o nosso território, tava tudo meio solto.
Cai a União Soviética, vira os Estados Unidos potência única, eles largam mão da América Latina. O mundo ainda, né, acordos internacionais, pactos internacionais. 11 de setembro, opa, tem algo de estranho no ar aí, né? Tem essa turma do mundo árabe, eles vão brigar e vão brigar até o fim, tá? Conflito com Israel nunca termina. E a China tá começando a crescer. A China, 2010, não, a China tá crescendo demais. 2020, gente, a China tá disputando espaço mundial com Estados Unidos. 2026, nossa, a China tem 93% da produção de terra rara.
O mundo depende de terra rara para ter qualquer avanço tecnológico. Não há indústria militar sem terra rara. A China também tem bomba atômica. A China está ficando mais produtiva que os Estados Unidos. A China tá investindo em inteligência artificial pari passu com os Estados Unidos. A China tem uma produção industrial maior que a dos Estados Unidos. Estados Unidos tá numa guerra fria com a China. Guerra no Irã com Israel, guerra na Ucrânia com a Rússia, são guerras proxy.
Aliado americano com aliado chinês brigando, igual era na Guerra Fria. Igual era antes. Tem um livro, momento cultural, o livro que recomendo todos que leiam, A Guerra pelo Peloponeso, do Tucídides, que conta a guerra de Esparta e Atenas e como ela acontece. Antes de começar a guerra entre Esparta e Atenas, Atenas cria sua liga e Esparta tinha sua liga, e eles começaram a viver problemas em que uma cidade aliada de Atenas brigava com uma cidade aliada de Esparta.
E aí Atenas, Esparta já estavam guerreando antes de terem uma guerra própria através dos seus aliados. E aí um ajudava mais o outro porque está numa briga, uma briga política. Uma hora Atenas, Esparta foram para o pau e a Grécia acabou, acabou. Eles ficaram brigando, uma hora Tebas ficou mais forte que eles, derrota a Esparta, e uma hora vem a Macedônia que aprende, vem com o Filipe, destrói tudo, e a Grécia perdeu relevância.
Os macedônios eram grandes forças, depois os romanos tomaram eles. Onde eu quero chegar? Desculpa essa digressão. A China e Estados Unidos já estão na guerra proxy. Já já, se a China invade Taiwan, é guerra com os Estados Unidos. O mundo já está esquentando. O Brasil, ele tava aliado com a China através do Lula, e o Brasil tem recursos naturais que interessam os Estados Unidos. Pela primeira vez desde os anos 70, talvez, os Estados Unidos voltam a ter foco na América Latina.
China. Os Estados Unidos começam a repelir a presença chinesa na Argentina através do aliado que é o Milei, querem retomar totalmente o controle sobre o Canal do Panamá, que hoje tem uma operação chinesa poderosíssima. Então fala em pegar a Groenlândia da Dinamarca, invadiram a Venezuela, tiraram o regime venezuelano, que era um regime aliado da China, e estão querendo realinhar todo o continente com aliados deles. Aí o Brasil é o maior desses países, tem a maior reserva natural, China e Estados Unidos estão cobiçando o Brasil por diversas razões.
Tem 200 milhões de pessoas morando aqui e a situação é tranquila? A situação é muito perigosa, é muito perigosa, ainda mais com essas lideranças políticas. O que a nossa elite faria na hora? Ah, vê quem tá aí, vamos se vender para eles, que é o que a nossa elite faria na hora. A elite brasileira ia se compor para ser uma elite vassala de qualquer um desses caras. Tudo que a elite brasileira quer fazer é imitar um cara que mora em Nova York.
Já já eles vão tentar imitar uns caras de Xangai. É isso. Então assim, ou você tem um projeto soberano para o Brasil e você entende como samba nesse jogo, ou o mundo vai ser cruel. E não necessariamente o mundo vai fazer uma guerra e vai invadir a gente, não é necessariamente assim. Às vezes você consegue criar divisionismos internos, sedições, brigas de facção interna. Às vezes se deixar a gente num conflito político tão grande por tanto tempo que a gente nunca sai do lugar, que é o que tá acontecendo com o Brasil.
É, a soberania significa a gente ser dono do nosso próprio nariz. E não ficar, vamos dizer, eternamente refém dessas forças. Os Estados Unidos, governo Trump, tá sendo bem claro que ele quer: eu quero tua terra rara aí, se alia com meu bloco e sai fora da China. Como assim? Como assim? A China hoje, por mais que seja perigosíssima, a China é um parceiro no dia a dia melhor do que os Estados Unidos. E aí, o que que o Brasil ganha sendo parceiro dos Estados Unidos?
Estados Unidos não tá oferecendo nada. Então o Brasil vai ter que sentar na mesa com os Estados Unidos, ter um presidente sério, que não puxa saco igual ao Flávio. Flávio é um puxa-saco do Trump, é um pelego do Trump. E vai sentar com o Trump e falar: ah, você precisa de terra rara, né, brother? E aí, vamos construir um baita de um parque para isso? Vamos. Eu vou precisar fazer bomba atômica. Você vai ter que defender lá na ONU que o Brasil vai ter bomba atômica.
Segura, segura o teu reggae, me ajuda a ter tecnologia militar aqui. Vamos construir esse parque. Você quer hoje, parceiro? É parceiraço. É assim, é Batman e Robin, é isso. Ah não, você quer só levar meu recurso? Não, a China é um parceiro melhor.
E aí, Batman e Robin? Não, cara, Batman e Super-Homem. É, é, o Robin é meio machão, né?
É verdade, é verdade. Esquece o Robin, péssimo exemplo. Retire o Robin aqui. Mas assim, é parceiro, parceiro da Liga da Justiça. Ou a China vai— você vai ter que sentar e negociar, você vai ter que sentar e negociar com os caras, e você tem que negociar defendendo o interesse brasileiro. Hoje a terra rara, do jeito Eles vão levar, vão passar a mão na nossa bunda e vão levar embora. E o Trump não é um bom parceiro. Todos os aliados reclamam do Trump.
O Brasil não consegue sentar hoje e achar que o Trump vai ser bonitinho com a gente. O Trump, ele é um, assim, o Trump é um carniceiro em termos negociais. Ele vai querer passar a mão na nossa bunda. Nós não podemos deixar ele passar a mão na nossa bunda. O Trump, e fica essa ideia, é o jeito que ele negocia, inclusive. E existe essa idealização ridícula que a direita brasileira tem dos Estados Unidos. Aí, o Trump é incrível, uma ova.
Trump incrível, uma ova. O Trump é um presidente corrupto. O Trump é o maior aliado dele no Brasil, chama-se Joesley Batista, que é um operador de lobby brasileiro dentro dos Estados Unidos. O Trump, e que supostamente aliado nosso, taxou o nosso agro e botou o secretário de comércio dele para falar que o agro brasileiro pratica destruição do meio ambiente e trabalho escravo. O que que esse cara tá falando? E aí a direita brasileira: ai, viva o Trump, que lindo, que lindo!
O agro brasileiro, que hoje sustenta o Brasil, que é de direita, tá sendo sabotado pelos caras, e a direita bate palma para esses caras. Então a gente precisa exercer essa tal da soberania de verdade. E do outro lado tem o Lula. O Lula, o papo dele é de psicopata, que é o do: pô, mas os Estados Unidos brigar com a gente é bom para eu ganhar eleição, então dane-se. O do Lula, do Flávio Bolsonaro, é o otário. E o Duda é o psico, é o psicopata.
Então você tem um otário na mesa e um psicopata do outro lado. A gente precisa colocar agora alguém que tem um plano. O plano é quem vai ajudar o Brasil a escalar em data center, em energia e terras raras, para a gente começar a pegar a diferença tecnológica para o resto do mundo rápido. Quem é? É União Europeia? É Japão? É China? Estados Unidos? Rússia? Índia? É todo mundo? Não sei, mas assim, vai ter que ter um plano. E esse plano, ele tem que ter um plano que é para 30, 40 anos.
E é um plano que tira o Brasil dessa posição humilhante para o Brasil ser uma das maiores nações do mundo, que é o meu plano Livro Amarelo. Que sem querer falar nada, a gente trata disso em 460 páginas, tudo que você precisa fazer para virar essa força política, que é o que eu acredito. Hoje não, hoje as pessoas querem assim, fica com o Papai Lula, que é Vale Gás, 30 anos de Vale Gás. Olha que beleza, já são quase 30 anos de Bolsa Família, já tem tudo isso, começou em 2004.
Já são 22. Tem pessoas que passaram a vida nisso, tem famílias que já tem 3 gerações, vó, mãe e neta. Já, mãe e neta não, ainda não, mas tem, né? A família tá vivendo ali. E aí, que país é esse que a gente virou? Que país patético, que país ridículo, com a Columbre dançando, com o Xandão fazendo acordo, com o cara, o motoqueiro pagando a conta, e a gente propondo alguma coisa diferente e sendo tratado como maluco. Eu vou na televisão, falo essas coisas que eu falei aqui.
Ah, esse cara deve ser maluco. Não, não, não, né? Saudável é o Lula, que levou uma cola na sabatina lá, foi com chapéu, não falou nada com nada e foi embora. Nossa, ele foi muito bem, escapou das armadilhas. Esse país tá maluco.
Armadilha, né? Os cara entraram de que a gente tá deixando armadilha para os cara. Eu não, só quero saber qual é gostei mesmo, cara. Me fala a verdade aí. Pronto. É bom, Renan, cara, é obrigado por vir aí, é obrigado pelo teu tempo. Inclusive eu tenho um presente aqui para te dar e a tua equipe tá tentando falar contigo aqui.
Sim, a equipe mandou só para avisar eu esticar a meia, porque eu tenho minha tese famosa de que se você, sua canela aparece de terno, você é corrupto. Eu posso explicar, eu tenho 100% de, de funciona total. Porque você tem 3 minutos. Desculpa aí, pessoal do Flow. Não, tá, tipo, primeiro deixa eu fumar. Eu não sou corrente.
Ainda não teve a chance.
Lógico que já tivemos, né? Temos vereadores. A Amanda teve agora. A nossa vereadora Amanda foi um cara que vende aquelas body cam para o governo, foi lá oferecer 6 milhões para ela para ela aceitar um, para ela fazer lobby para um contrato para a Guarda Municipal. Ela filmou e prendeu o cara.
Eu vi.
E a nossa justiça fez o quê?
Soltou.
Soltou. Direitos humanos, pô. Violaram os direitos humanos do corrupto. Pai, você tá maluco?
Isso eu acho interessante no Brasil, né? Porque quando a gente não consegue, quando a gente quer muito proteger um cara e a gente quer, não consegue porque as provas são irrefutáveis, a gente anula elas.
Exato, é assim que funciona. E assim, aí o cara tá solto e a Amanda agora deve ter uma ameaça de morte nela, mas dane-se. Importante que os direitos humanos do cara foram respeitados, é ou não é? É isso que tem que acontecer. Vamos respeitar o direito humano dele. Ele é um, só um corruptor fofo, ele não fez uso de grave ameaça ou violência por enquanto. Se ele matar ela, talvez ele fique 2 anos na cadeia. Ó, ó, é que eu ia falar só desse caso rapidinho antes de você me dar o presente.
É regra para todo mundo, você vai receber muitos políticos aqui. A gente começou a identificar a partir de 2020, 21, que virou moda para entre os políticos, um tipo de roupa, em geral roupa de, sei lá, rico europeu. Hoje ficou brega, mas na época era muito comum, que eram uns ternos muito azul, um azul meio claro, azul royal. E aí o cara botava um mocassim sem meia, e o terno era, a calça do terno era muito curtinha, então ficava aquela canela.
Aí o cara andava aí nas reuniões assim, ó, com a canela muito exposta. E eu reparei o quê? Eu conhecia presidente de partido, comecei, vamos pegar uma estatística, eles estão se vestindo sempre igual e toda vez que aparece a canela do cara, o cara é corrupto, o cara tá no escândalo de corrupção. E aí eu vi o Quinho, que usava um meião, parecia um meião de futebol, né? Ah, por via das dúvidas, né, meia grande. E aí eu comecei a pegar um padrão.
Quando o cara, o que acontece, como os presidentes do partido começaram a ir para Europa, e a gente via, ia para Europa, nas festas, os voaram, eles falaram, vou me desse jeito e vou deixar o canelão aparecendo, mocassim sem meia e canelão. Aí os vereadores, deputados, pô, é assim que parece ser um político rico, eu vou usar. Porque um político quer parecer um político top. Então todo político corrupto começou a usar esse uniforme do político corrupto.
E aí eu criei o canelômetro, que é assim: o quão, quanto mais tiver exposta a canela do político, mais ladrão ele é. Tanto quando existe um código no MBL que é quando um cara é muito corrupto, a gente fala, cara, ele tá de sunga, que assim, a canela tá tão exposta que ele tá aqui, ó. Ele tá, ele veio de sunga. E cara, a gente é 100% dos casos, nenhum político que mostra a canela é honesto, nenhum. Então vou tampar.
Bom, mas aí então aproveita e fala aí alguma das tuas redes sociais aí que foram derrubadas, para a galera seguir ou te encontrar internet aí. Bom, aí o teu presente.
Então, poxa, muito obrigado. Você sabe que é uma camiseta tecnológica, né? Eu gosto bastante, eu gosto bastante. Para você que tá trabalhando, que eu fico em campanha, o cara que vai andar na rua é importante. Eu gosto, sim, eu também. Uma massa quando eu vou fazer aparições. Já usei a Insider algumas vezes, recomendo, especialmente quando a Insider ela é divulgada no Flow. Aí vale muito a pena.
Muito obrigado pela moral aí.
É, parabéns a Insider aí, ótima camisa. Obrigado pelo presente, valeu. E o Pedro me mandou divulgar. Ah, minhas redes, Renan Santos MBL em todas as redes. Facinho, facinho. Eu perdi um monte de seguidor porque perdi minhas redes sociais, mas me sigam. Se você gostou do que eu falei, me siga. Duvido que algum outro candidato fale a real para você. Talvez você não goste do que eu esteja falando, talvez você queira mais um, mais algumas migalhas de ilusão, mas eu não quero te iludir.
Eu tô falando a real, porque se eu não vencer a eleição, o que vai ser um absurdo para o país, vai ser a maior derrota que o Brasil vai ter vai ser uma derrota para nossa geração, você vai lembrar: puxa, aquele cara lá falou todas as verdades, tá acontecendo tudo aquilo que ele falou. Em vez de eu ter coragem de votar nele, eu fui no embalo, eu não quis pesquisar, votei no ladrão de sempre. Não vote no ladrão de sempre, é isso que eu dou de dica.
Não vote no ladrão de sempre. Ninguém vai falar a verdade como eu te falei, e a verdade ela te liberta. Obrigado.
Então, família, ó, segue lá o Renan, é para tu entender o que que é as coisas que ele, que ele tá falando e as propostas dele aí para o Brasil. Tá tudo aqui no comentário fixado. Aproveita, se inscreve aqui nesse canal também, manda esse vídeo aqui lá no grupo da igreja, manda no grupo dos petistas, dos bolsonaristas, dos cara lá que tá fazendo, os cara tão enchendo o saco falando que o futuro é glorioso, manda no grupo dos cara lá, vê se não precisa, né, porque se não os cara já estão tudo aqui.
E cara, vira membro porque a gente tá produzindo conteúdos exclusivo para os membros aí, diretão, e custa menos de R$8, vai. Que mais, gente? Tem alguma coisa mais?
Só uma coisa, corrigindo um erro. Eu falei, acho que Atenas que derrota Esparta na Guerra do Peloponeso. É a Esparta que derrota Atenas, e depois Tebas derrota Esparta, e macedônios derrubam Tebas. E aí, errei ali, mas errei.
Bom, mas obrigado, Renan, mais uma vez aí pela moral por vir aí. Obrigado vocês que assistiram, e a gente se vê depois, tá bom? Um beijo e até lá.
Tchau!
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