ARREGÕES? LULA E FLÁVIO NÃO VÃO AO DEBATE
Flow News #064
- Ausência em Debates PresidenciaisLula·Flávio Bolsonaro·Romeu Zema·Debate eleitoral·Pesquisas eleitorais
- Anestesia e Falta de Reflexão da PopulaçãoLegitimação de comportamento político·Voto identitário·Bolhas informacionais
- A Lógica de 'Um Limpa na Sujeira do Outro'Cínismo político·Polarização·Desinformação
- O Caso Lulinha e a Relação com LobistasLulinha·Roberta Lussinger·Contratos públicos·Pagamento de despesas·Careca do INSS
- Profecia Autorrealizável das PesquisasInfluência no voto·Movimentação de ponteiros·Grandes eventos
- O Caso Flávio Bolsonaro e o Filme Dark HorsePrestação de contas·Go Up Entertainment·Daniel Vorcaro·Investigações financeiras
- A Doença de Lito Souza (Aviões e Música)Lito Souza·Doença de Creutzfeldt-Jakob·Tratamentos experimentais·Força e energia positiva
- Função Social do DebatePrestação de contas·Apresentação de propostas·Trajetória política
- Estratégias de Políticos e OportunismoMáquina de propaganda·Oportunistas e parasitas·Disseminação de narrativas
- O Caso Pablo Marçal e a Justiça EleitoralInelegibilidade·Multa eleitoral·PRTB·Brechas no sistema
- Sabatinas de Candidatos no Jornal NacionalRomeu Zema·Dívida pública·Gestão estadual·Preparação de candidatos
Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e aqui do meu lado tem o Felipe Moura Brasil.
E aí, cara? Salve, salve, Igor Coelho! Sempre um prazer estar presente aqui com a sua audiência. E vamos embora, vamos com tudo!
E tem os cara não foram, hein, cara?
Os cara não foram, eles amarelaram, os cara não foram no debate, meu irmão.
Não foi, não foi o Lula primeiro, daí por não ir Lula, não foi o Flávio. Daí, por não ir nem o Lula nem o Flávio, não foi o Zema também, né? Então vai, o Lula e o Flávio não irem, cara, é umas desculpinhas, com todo respeito, né, que eu fico impressionado assim que os cara, é, com esse, eles devem ter ficado, o Lula deve ter ficado, cara, que desculpa será que a gente usa? E aí, pô, não, falta representatividade, né? Só tem eu aqui de esquerda, você é alvo, não sei o quê.
Quem que, quem que poderia estar ali então, tá ligado? O que que ele gosta? Como ele, qual configuração o Lula estaria disposto a ir no debate então, né? Então, cara, é uma desculpinha mais tosca que a outra, porque a do Flávio foi: eu não vou porque o meu oponente é o Lula e eu não quero debater com os outros cara aqui, não sei o quê, né? Felipe, tu sabe me dizer qual que é o, qual que é a função, qual deveria ser a função social do debate?
Prestar contas à sociedade, mostrar quais são as suas ideias, qual é a sua trajetória, por que que seria competente para governar o país, não é, quais são as suas propostas.
Não é para servir as pesquisas o debate? Eu pensei que o debate fosse mais uma peça usada para servir a essa autorealizável que é a pesquisa. Porque o engraçado disso tudo é o seguinte, cara, na minha opinião, ó, existe a pesquisa, e a pesquisa ela deveria ter uma função que é a de medir qual que é o, como é que, como pensa o eleitorado, né, ou um pedaço do eleitorado, né, tá bom, para medir. Só que essa, essa medição, ela ao longo do tempo ela tomou um papel central na disputa.
É a importância da pesquisa só é, só é, só fica em segundo lugar para o evento eleição. Que que eu quero dizer? Que tudo é feito para as pesquisas. Então todas as ações são feitas para movimentar o ponteiro da pesquisa. Tudo que esses cara falam é para movimentar o ponteiro da pesquisa ou deixar do jeito que ele tá, pelo visto, né? Então nesse caso, o Lula e o Flávio não irem ao debate, não importa, na minha opinião. Olhando aqui como um eleitor, eu fico olhando, pô, esse cara tá falando que não não foi no debate por causa, porque sei lá, por qualquer razão que seja, esse cara tá falando isso, aquele cara tá falando qualquer razão que seja também.
O que eu tô entendendo é esses caras querem manter a pesquisa do jeitinho que tá, porque a pesquisa acaba sendo uma profecia autorrealizável. Que o que que isso quer dizer? Que é, tá bom, a partir do momento que existe a pesquisa, agora ela vai se realizar daquela forma. Porque a pesquisa influencia a maneira como as pessoas votam, né? Então, se o cara mantém os dois, e como esse ponteiro se movimenta? Ou com grandes eventos, grandes catástrofes.
Por exemplo, uma delação premiada do Vórcaro tem o potencial de mover isso daí, se os cara, porque mantendo essa velocidade de cruzeiro, é isso que vai acontecer ali na frente, mais ou menos, né? Então, para evitar algum tipo de catástrofe os cara não colocam as próprias ideias à prova. Até porque muitas vezes há uma dúvida se há ideias, né?
Então eu fico mais certezas do que dúvidas em relação a isso.
Ah, é? Eu fico, eu fico, eu vejo entristecido, vou usar essa palavra, o cara, esses caras evitarem, não evitarem participar de um debate.
Eu vou jogar a questão para um outro ângulo, Igor Coelho, porque o mais lamentável disso tudo não é sequer a ausência do Lula, ausência do Flávio Bolsonaro e ausência do Romeu Zema. É absoluta anestesia da população brasileira. Eu não passo pano nem para o eleitorado. Eles só fazem isso porque sabem que não vão perder pontos significativos com os segmentos da população que têm declarado pelo menos intenção de voto nele quando é consultado pela pesquisa.
E obviamente a pesquisa entrevista um certo número de pessoas, mas existe uma projeção ali para a população brasileira. Então você tem milhões de pessoas que não alteram o seu voto a despeito da amarelada dos seus candidatos. Isso é o que eu acho que é o mais grave, que do Lula não espero nada, do Flávio não espero nada, Romeu Zema tampouco espero muita coisa. Ele se alinhou ao bolsonarismo, assim como o Partido Novo ao longo dos últimos anos, e perdeu a própria razão de ser, no sentido de que foi criado para ser diferente e foi se tornando cada vez mais parecido.
E até nisso que é terrível, é óbvio que é imoral, e é óbvio que eu recrimino, que é a ausência de um debate presidencial, né, que é o maior cargo do Poder Executivo do país. É pior ainda do que ausência em outros debates, e embora todos já sejam ruins, se fosse um debate de vereador já seria vergonhoso. Que dirá de presidente da República? Mas a população brasileira, ela não refletir que ela está legitimando esse tipo de comportamento, como é que vai cobrar depois ao longo de 4 anos?
Se você tá votando num candidato que não quer prestar contas à sociedade, que só quer falar para o cercadinho, só quer falar para bolha, só quer falar em ambiente controlado, só quer falar para suposto jornalista chapa branca, Quer dizer, você tá dando uma carta branca para que essas pessoas simplesmente não deem satisfações quando estiverem no poder. E isso que é mais vergonhoso. Sabe que às vezes, quando a gente tá discutindo decisões judiciais no Brasil, muitas vezes a gente vê que alguns ministros do STF, que são alegadamente garantistas em relação a tudo aquilo que envolve o seu grupo, a sua patota, pessoas próximas, que É um conceito que, vamos dizer assim, tem uma origem acadêmica, etc.
Existe uma bibliografia sobre o garantismo, mas aqui no Brasil é utilizado para acobertar blindagem de aliados, né? Mas eles são punitivistas de ocasião. Então, quando você foi fazer um parênteses agora, eu vou precisar voltar ao ponto que eu queria abordar. Nossa Senhora, esse é o problema de fazer 4 programas na terça-feira, eu chego aqui no final, aí às vezes eu quero fazer um raciocínio elaborado, eu começo, acontece, mas Enquanto isso, eu vou dizer o seguinte, que eles, eles quando querem ser muito, eu vou precisar recuperar. Tô que nem os políticos em sabatina, né, que ficam completos.
Mas não, mas é que eu tenho, fica tranquilo, Felipe, eu tenho vários projetos, só tô tentando retomar o ponto.
Vai falando aí que eu vou retomar.
Eu tenho vários projetos contra as mulheres, né.
Não, isso é muito pior do que dar branco, né? Porque dá branco, você dá branco do raciocínio que você tá tendo e tal. Mas esses lapsos em que o sujeito não percebe, que eu percebo quando eu tô tendo, peraí, agora eu esqueci onde é que, para onde que eu tava indo no meu raciocínio, né? E o Romeu Zema, ele falou que tinha um projeto contra a mulher e ele nem reparou, né, que falou aquilo. Como várias vezes o Lula tem uns lapsos verbais assim e ele, e ele não se dá conta.
Mas bom, voltando aqui, depois eu vou tentar fazer, recuperar a minha analogia que eu queria fazer com o Supremo Tribunal Federal. Mas a população brasileira, ela tá imersa nessas bolhas e o sujeito simplesmente quer derrotar o outro lado a qualquer custo. E ele não reflete no que que ele tá fazendo a respeito do seu lado, porque os políticos são pessoas de carne e osso com uma série de defeitos e muitas vezes refletem o que tem de pior na sociedade, principalmente no momento em que nós estamos vivendo.
Então que haja esse salvo conduto, sabe, que a pessoa não critique, que não vá. Pelo contrário, é porque eles têm uma máquina de propaganda, como eles têm muitos cargos para dar, muita verba para dar, porque são grupos políticos que têm gabinetes no Brasil inteiro, mesmo que não esteja no Poder Executivo Federal. O cara tem um monte de senadores, um monte de deputados, e tem uma promessa também de futuro de que ele pode vencer uma eleição.
Então tem muito oportunista que parasita aquele grupo político porque quer uma boquinha, Porque aquele grupo político já tem um eleitorado consolidado. Então, se ele puxar saco, se ele disseminar narrativa, se ele apontar só a sujeira do outro lado, ele vai ter um público, ele vai conseguir vender os seus produtos.
Ele—
então essas pessoas, elas vão espalhando narrativas para legitimar a ausência do debate. E a gente vê isso, o esforço nas redes sociais. E vários assessores ali, marqueteiros, eles têm suas contas no X, a gente sabe quem é quem. E o cara vai lá, ah, não era para ir mesmo, Olha só esse debate, fulano isso, fulano aquilo. O sujeito vai no debate para quê? Para enfrentar o fulano que fala isso e ofende isso, etc. Ora, é isso mesmo, é para você entrar ali numa espécie de ringue, mas evidentemente razoavelmente controlado, apesar de ter tido o episódio da cadeirada na eleição de 2024.
Mas é um ambiente relativamente controlado, até porque você tem regras que passam pelo aval de cada campanha. Então, se houver uma ofensa, se houver falar o que não seja efetivamente comprovado. Você pode pedir o direito de resposta. Muitas vezes o candidato consegue o direito de resposta, então ele tem a oportunidade de explicar, ele tem a oportunidade de afetar uma superioridade em relação a outro candidato. Tem possibilidade até, Igor, e é óbvio que isso vai depender do juízo que cada eleitor fizer, mas ele pode eventualmente fugir de uma pergunta.
Ele tem os malabarismos, ele tem espaço para os truques retóricos dele. É, então o que acontece é que eles não querem se colocar à prova, eles não querem ouvir perguntas e considerações, e muitas vezes fatos verdadeiros, verdades inconvenientes, é que eles não gostam que o seu próprio público saiba. Então esse é um ponto muito relevante. Quando você passa muito tempo no poder e tem uma máquina na mão para propaganda, muitos oportunistas e parasitas, você consegue trazer boa parte do eleitorado para sua bolha.
E aí esse eleitorado fica sem ouvir aquela verdade inconveniente que vem de fora. E obviamente, dentro daquela bolha, você busca deslegitimar todas as outras fontes de informação, né? O lulismo faz isso. Qualquer verdade inconveniente sobre o Lula, então você é direitista, nazista, extremista de direita, fascista, bolsonarista, etc. Qualquer verdade inconveniente que venha sobre os Bolsonaro, então você é globalista, socialista, comunista, etc.
E eu sempre falo, 2 2 4, independentemente de quem diga e sobre quem. Então eles sabem que ali no debate o público deles vai se juntar com o público de outros candidatos, várias bolhas diferentes vão assistir e tal, e pode ser que entre alguma coisa na bolha dele que ele não quer que entre. Então o Lula vai ser questionado sobre Lulinha, sobre o Mensalão, sobre o Petrolão, sobre o roubo dos aposentados, sobre por que que ele permitiu que acontecesse, que reincidisse uma série desses escândalos nos governos dele.
O Flávio vai questionado sobre mensagens, áudio, visita ao Daniel Vorkaro, pedido de dinheiro, dinheiro cujo caminho ainda não foi comprovado até hoje, apesar de uma promessa que ele fez de prestação de contas em 30 dias, que agora não quer mais fazer. Depois a gente pode voltar a esse assunto. Vai ser questionado sobre rachadinha, sobre aquilo que ele fez enquanto era senador, enquanto era deputado estadual, que tá muito longe das coisas que ele diz em rede social ou no período da campanha.
Assim como os governadores, e assim como um ativista político como o Renan Santos, que pode ser confrontado em relação àquilo que ele fala, em relação às suas atitudes nas próprias redes sociais, na internet, na liderança de um movimento político. Mas é isso, não querem que entre a alegação do outro, a crítica do outro dentro da sua bolha. E o mundo, né, mas aqui no Brasil é isso, é muito forte. As pessoas estão se deixando segmentar dessa maneira.
E elas relativizam e naturalizam a amarelada de político de estimação para o questionamento, para o confronto, para o embate, que repito, não é um embate de violência física. Tem um episódio, né, fora da curva, de uma cadeirada do Datena no Marçal, mas ainda assim é um ambiente controlado do ponto de vista de segurança física. Então não tem motivo nenhum para pessoas com traquejo político, com experiência, pessoas que estão se cacifando para ser presidente da República, pelo menos que se dizem ter o cacife, para que elas temam tanto.
Então assim, é isso, eles estão na liderança da pesquisa, voltando ao seu ponto, estão jogando com regulamento debaixo do braço. Não existe uma lei que imponha, não. Querem esperar o segundo turno. E o Flávio assim, não é porque o Lula não vai, é que ele sabe que o Lula não vai, ele não quer É, então ele dá essa alegação: não vou porque o Lula não vai, porque eu queria discutir com ele. Mas é óbvio que o Flávio não quer ir. Se fosse o Flávio disputando com os outros, provavelmente ele não teria ido, se ele tivesse com essa vantagem sobre os outros. É uma desculpa para tentar atribuir a responsabilidade ao Lula.
Cara, eu acho que não ir a um debate é uma mensagem muito clara, porque veja, tem uma gente, tem um pessoal que fala que os debates deveriam ser obrigatórios, né? Eu não acho que os debates deveriam ser obrigatórios. Eu Eu acho que, eu acho que a gente deveria saber avaliar melhor isso. Aquilo que é o seu ponto, que é como é que esses caras escolhem não ir ao debate e nada acontece. As pessoas continuam, elas mais do que continuam votando, elas defendem esse absurdo.
Exato, defendem.
Então eu tô contigo total, acho isso, acho difícil de acreditar, né? Mas daí obrigar os caras a ir ao debate, eu Eu acho que não, porque quando ele não vai é uma mensagem que ele passa, sabe? O problema é que a gente não tá sabendo captá-la, né?
É assim, acho que nós aqui sabemos, porque nós estamos há vários programas criticando esse tipo de amarelada, mas há segmentos aí muito cristalizados da população brasileira que não estão se permitindo refletir sobre fatos, sobre episódios novos, sobre condutas que são merecedoras de crítica. O sujeito simplesmente ele passa a se identificar, e essa questão identitária ela é muito emburrecedora. Quando a pessoa se identifica com o grupo e ela fala assim: eu sou isso.
Quando a pessoa fala: eu sou direitista, sou esquerdista, eu sou bolsonarista, eu sou lulista, eu sou isso, eu sou aqui. Eu pergunto assim: por que que você se descreve isso assim, né? Isso limita. Lembra aquela descrição no Orkut assim? Não, não me defino, porque isso se limita. Mas é verdade, né? Quando você se me define assim do ponto de vista da identidade, eu pertenço a essa categoria, cara, isso é de certa forma uma subordinação incondicional àquela liderança, tá?
Mas você defende essa categoria, mas se essa categoria roubar, ah, defende também. Se essa categoria matar, se essa categoria for responsável por uma política ruim para o país que prejudique muita gente, você nunca vai refletir Quer dizer, a pessoa já comprou esse time, já era, comprou esse time, agora é para sempre, entendeu? Fecha os olhos e vai, cara. É igual futebol, né? É porque assim, a gente fica falando dos políticos e tem que falar, mas eu acho que um elemento importante para programas como esse é gerar reflexão sobre a experiência mental do indivíduo no Brasil.
Os políticos são isso aí, é uma vergonha, entende? Eles são patrimonialistas, eles usam o público como se fosse privado, eles querem levar vantagem. Essa competição não é uma competição simplesmente de ideias para um país, é uma competição para você garantir 4 anos de um salário alto, com muito poder e com muita possibilidade de turbinar essa fortuna, com muita mordomia, muita viagem internacional. Sabe quando você passa para um emprego, quando você se classifica numa prova, você tem um certo respiro de que você vai ter alguma segurança ali pelos próximos meses, mas ao mesmo tempo você tem uma grande responsabilidade e tal, porque você sabe que você a qualquer momento pode ser demitido se você não cumprir as suas tarefas e tal.
Presidente é muito difícil, né? O processo de impeachment teve no Brasil, teve, mas aí depois que tem, a pessoa fala, ah, um episódio muito traumático, não vamos voltar a isso e tal. Então os cara tem uma segurança muito grande, eles vão ficar no poder e vão ganhar muito dinheiro. Então assim, eles estão lutando para isso. E se as pessoas não se diferenciarem, sabe? Eu sou um cidadão, ele é um político, eu tenho determinadas ideias, e tal.
Eu posso até dizer que eu tenho uma ideologia que ele diz representar, mas olha, os políticos nem do ponto de vista ideológico eles são a ideologia. Os políticos não são a ideologia. Ideologia é um conjunto de ideias ou vestido de ideias, se você pegar a etimologia, se você pegar o próprio sentido originário das palavras, e que remete a um ideário, sabe? Que tem elementos históricos, etc., mas tem determinadas posições que se consolidam ao longo do tempo.
Mas o político, ele diz representar aquele ideário, ele diz representar aquele conjunto de ideias, ele diz representar aquela ideologia, mas muitas vezes as suas condutas, as suas práticas, as suas decisões, suas medidas mesmo no cargo eletivo, elas são contrárias àquela ideologia. E as pessoas, no entanto, elas aderiram a um sentimento tribal, sabe? Às vezes vem com a capa da ideologia. O cara diz, ah, eu sou de direita. O cara diz, eu sou de esquerda.
Às vezes o político tá dando uma decisão que não faz parte daquele ideário, pelo contrário, faz parte do outro, faz parte do ideário do outro lado. Não é nem comum, não interessa. Então, para algumas pessoas, cara, e acho que deveria haver mais pesquisas inclusive sobre isso, sobre o que que você entende como sendo de direita, o que que você entende como sendo de esquerda, porque muita gente no Brasil entende direita como sendo o Bolsonaro, que é uma coisa maluca até do ponto de vista da, da relação entre as ideias e as práticas.
Fora essa questão de a pessoa não ser a ideologia, porque o Bolsonaro é um político do centrão que surfou numa onda mais direitista e que teve várias raízes que eu já elenquei aqui no programa. E o Lula é esquerda. Então, para muita gente, cara, esquerda é Lula, direita é Bolsonaro. E você fala, mas desenvolve, elabora, o que que isso quer dizer? E a pessoa às vezes não sabe citar nada, nem, vamos dizer assim, da cartilha mais caricatural, que muitas vezes é emulada do debate público americano.
Ah, a direita é contra a legalização do aborto, é contra a legalização das drogas, é a favor de um Estado menor. A esquerda é a favor de um Estado maior e é a favor da legalização de drogas, ou de algumas drogas, da legalização do aborto. A direita é mais a favor da flexibilização de armas, a esquerda é mais— e olha, isso já é uma caricatura de toda uma discussão teórica a respeito desses conceitos, mas muita gente nem passa por aí, cara, sabe?
É porque não tem capacidade de abstração. Então o vínculo é com a pessoa de carne e osso, ela não consegue raciocinar por ideias, por valores. Não, direito significa defender determinadas medidas, determinadas ideias, determinadas, vamos dizer assim, formas de você fazer o sistema, o regime funcionar se mudarem. Não, cara, o cara identifica como uma patota, e aí ele pertence àquela patota. E aí ele tem um rival dentro da família dele, o irmão, o tio, pai, a mãe, o primo e tal, que ele quer ganhar na discussão no fim de semana.
Ele quer dizer que ele tá mais certo do que o outro, entendeu? E aí o cara passa a defender eternamente aquela patota onde ele se sente à vontade, onde ele se sente acolhido, e em vez de refletir que ele tá virando uma ovelha num rebanho, né? Ele tá virando, ele tá perdendo a sua essência singular de indivíduo para se deixar pasteurizar, para se deixar homogeneizar. Então essa reflexão sobre a sua própria singularidade, sobre o seu próprio desejo, que tá na raiz até do tratamento psicanalítico, ela se perde com o movimento de massa, uma bolha de rede social.
O cara vai para bolha, o cara vai para o movimento de massa, ele não quer saber dele, cara. Mas o que que você deseja? Ele se identifica e pronto. E se a gente pensar nas raízes aí familiares, muitas vezes é falta de amor também, falta de amor de pai, falta de amor de mãe, o cara vai buscar fora. E aí o político, o político ele é um profissional, ele é um vocalizador de uma engenharia social que é justamente para explorar as frustrações, os ressentimentos, aqueles sentimentos mais suscetíveis a uma palavra gatilho os traz à tona.
Ele é um manipulador disso. Então ele tem, seja por estudo de manipulação, seja pelo próprio automatismo, porque as pessoas antes dele já foram implementando e ele foi aprendendo a fazer aquilo por repetição, e nessas gerações atuais é o mais comum, ele consegue puxar essas pessoas frustradas, ressentidas, é que tem ódio em relação ao lado, ou que tem inveja de pessoas pessoas bem-sucedidas, pessoas que se destacam, pessoas que têm mais energia do que elas.
E o cara fala: olha, eu que sou o representante do seu desejo, entendeu? Vem comigo, cara. Confia, confia que eu vou te entregar tudo isso aqui. E às vezes o cara não entrega nada, né? Mas a pessoa continua lá defendendo. Mas você fala: por quê? Por quê? Porque a pessoa se sentiu bem naquele grupo, e é um bem de fachada, evidentemente.
É quase uma religião, quase um jogo de futebol mesmo. E é muito triste, cara. E aí a gente, e aí tá bom, aí a gente tem lá o debate esvaziadão. A gente, os cara não foram, o 3 não foram, né? A gente teve lá o Renan levantando umas fraldas, aquilo eram as fraldas, cara, que ele levantou, era umas fraldas escrito Flávio, e acabou virando um troço meio todo mundo dando porrada em quem não foi, né?
É alguns comentários que eu considero corretos, outros obviamente exagerados, o tom, estilo, que obviamente gera geram rejeição também. O Renan tem esse tom aí de rede social que muitas vezes, embora ele não seja um cara sem capacidade cognitiva e muito menos sem articulação verbal, né, um cara que sabe falar e ele tem a cognição, mas até como estratégia ele adota um certo tipo de discurso que gera um engajamento em determinados setores, mas gera uma rejeição em outros.
E é preciso entender eleição, para raciocinar sobre corrida eleitoral, eu preciso entender que nem todo mundo pensa como você, qualquer que seja a pessoa. Nós aqui estamos falando, né, cada um tem um jeito de pensar, então tem outras pessoas que tem de outro. Então você fala, não, algumas pessoas vão gostar e tal, mas muitos não vão gostar. A questão é você encontrar uma medida para você atingir um eleitorado grande que te dê um piso, que te impulsione para chegar no segundo turno, etc.
Claro que existem trajetórias diferentes, dificuldades diferentes. Renan Santos tá construindo, Lula e Flávio já tem um grupo político que tá no poder há bastante tempo. Mas quando ele vai para rotulação de criminoso, covarde, canalha, que é esse tom acima, numa palavra muito dura e sintetizada, bom, ele tá se tornando mais conhecido e tá causando ali seja sentimentos positivos, seja sentimento negativo no Mas ele gera uma impressão em outros grupos que não são aquele que tradicionalmente o MBL engajou na rede social, que jovens de 16 a 24 anos.
Ele tá gerando uma percepção de radicalismo, de extravagância, de agressividade muito grande e tal, que gera uma, uma rejeição em outros segmentos da população. E muitas pessoas mais velhas, por exemplo, de outras gerações, que você vê comentando, você vê até socialmente essas pessoas: ah, mas aquele cara assim, sabe? Eu entendo que tem uma estratégia ali, é porque tem muita coisa que é feita de caso pensado, mas existem elementos da natureza dele, né?
É uma natureza de provocador, etc. Então o cara se tornou mais Ele conseguiu aparecer. E o que é curioso, esse que é o meu ponto de reflexão, eu acho que era possível ter feito um monte de coisa que ele fez sem gerar, ou gerando menos, você sempre vai gerar alguma rejeição, gerando menos a rejeição, que é essa dificuldade, esse desafio que é você ser incisivo sem ser grosso, agressivo, estúpido, né? São várias percepções diferentes, mas tô falando todas que passam pela cabeça das pessoas, né?
Então, por exemplo, eu entendo que o político muitas vezes, como é um trabalho diferente do jornalista, é um trabalho diferente de análise, ele busca moldar, ele busca muitas vezes deixar uma semente. Ele sabe que aquele momento de comoção em torno de uma transmissão ao vivo vai passar, e depois ele quer que fique alguma alguma coisa na cabeça do público. Algumas palavras ele repete e tal. Se você esquecer tudo que você viu ao vivo, o que que você lembra do debate?
Ah, eu lembro que tinha um cara falando isso, isso, né? Então tem algumas coisas que se martelam e tal. Você tem uma outra, uma outra perspectiva. Mas eu entendo que é importante você descrever as condutas que você repudia e que são verdadeiras. Claro que muito politicamente também, eventualmente exagera e tal. Mas, por exemplo, em vez de chamar o Flávio e o Lula de criminosos, eu não tô nem entrando no juízo se são ou não são, tá?
Eu tô dizendo que tem uma legitimidade para você mostrar várias condutas deles que podem ser vistas assim, independentemente de julgamentos penais. E a pessoa talvez que esteja assistindo, ela vai entender em qual ponto da conduta que está o problema. Então você ter 12 funcionários fantasmas em gabinete é uma conduta problemática, porque é o dinheiro da população que tá sendo torrado para um serviço que não tá sendo feito e indo para o bolso de alguém, etc.
Teve até um momento lá na frente que ele explicou o conceito da rachadinha de uma maneira muito sintética. Falou assim, ah, se embolsa o salário dos assessores, uma parte vai para o bolso, outra vai para comprar casa. Ele falou assim: tem um monte de coisa que você podia falar sobre o processo de rachadinha de plano de saúde, não só de compra de imóveis, pagamento de mensalidade escolar, etc., do Lula, sabe? O triplex do Guarujá, o sítio de Atibaia, que foram reformados por duas empreiteiras do Petrolão, a OAS e a Odebrecht, é que não só tinham contratos públicos nos governos do PT, incluindo o do Lula, mas que estavam envolvidas num escândalo de corrupção pagando propina, etc.
E ele em vez de dizer não, é para ter um benefício de empreiteiras que já indicam um conflito de interesse. Ele tava usufruindo, ele tava desfrutando, etc. Quer dizer, não tô falando para explicar com essas palavras que eu tô analiticamente relembrando aqui, mas eu acho melhor você fazer isso. Isso não impede você de repetir alguns rótulos, algumas expressões sintéticas, mas quando você vai para o terreno criminal e tal, aí você tem todo toda uma margem para uma grande controvérsia e para algum tipo de rejeição.
Então ele tem essa conduta, foi uma conduta adotada conscientemente, pode ter um ganho para ele eventualmente, até não nessa eleição. Então tem muita coisa que ele falou ali que pode ser utilizada no futuro se aquilo se confirmar. Ele aproveitou para fazer previsões, por exemplo, algumas que, vamos dizer assim, você tem muitos elementos que permitem esse tipo de vaticínio. Que, por exemplo, seja com Lula, seja com Flávio Bolsonaro, você vai ter uma operação blindagem, você vai ter pelo menos uma tentativa.
É óbvio que ele como político tá lá cravando tudo com total certeza absoluta, e se depois não acontecer, depois talvez as pessoas nem lembra do que ele falou, né? Mas acontecendo, ele vai mostrar: olha, eu disse isso aqui, né, muita gente não quis ouvir, e é isso que tá acontecendo. Então o Flávio não tinha negócio com Daniel Vorcaro, não pediu dinheiro, não era amigo, tratava como irmão, etc. Não tem a perder com escândalo master e tal.
Se ele chegar ao poder, o que vai acontecer é que o Vorcaro vai ser blindado, não sei o quê. Ele chegou a falar essas coisas no tom dele, claro, e eventualmente pode explorar isso a favor dele no futuro. Mas é isso, sempre naquele estilo e naquele tom de um causador, de um provocador, de um franco-atirador. Algumas pessoas, alguns segmentos vão olhar isso com bons olhos, outros com maus olhos. O cálculo tá justamente na medida.
E o Flávio e a tal da prestação de contas, hein, Felipe, sobre o filme Dark Teve uma aspa dele que é a seguinte: não houve recuo nenhum. Eu vi a prestação de contas no G1. Dá um Google vocês no G1. A prestação de contas tá lá na matéria do G1 dizendo que a produtora gastou mais até que recebeu de investimento. A prestação de contas foi feita dentro da investigação que tá acontecendo em São Paulo e a própria imprensa vazou. Da minha parte, eu digo, não sou eu que tenho que prestar conta, é o Lula porque fez reuniãozinha escondida com Augusto Lima e o Vó Caro.
Cara, essa declaração do Flávio que eu tava analisando ao longo do dia, ela é absolutamente emblemática da estratégia que eu sempre sintetizei da seguinte maneira: um se limpa na sujeira do outro. E um bando de trouxa acredita, um bando de trouxa tolera, relativiza, naturaliza Então é o que eu tava explicando antes. Então o membro do próprio grupo não tem que prestar contas de nada, basta que ele aponte a sujeira para o outro.
Vocês vejam assim, esquece Lula, esquece Flávio Bolsonaro, pensar simplesmente teoricamente. Olha que ponto de imbecilidade, talvez seja a palavra, de burrice você chegou em qualquer país polarizado. Você pensa, o cara que pensa assim, na pior hipótese, pensa no cara que você tem certeza que é um corrupto, que é um lavador de dinheiro, ou que é um bandido, cara. O cara faz parte de facção criminosa armada, o cara é crime de estelionato, etc.
Mas se esse cara, não sendo eventualmente conhecido por esses crimes, ou havendo controvérsia sobre essas condutas, se ele quiser, cara, eu digo isso assim com a maior tranquilidade, qualquer cara desse, se qualquer cara desse que, vamos dizer assim, não tem uma multidão de vídeos dele matando e tal, tudo é meio, é, as provas aqui e ali, precisa de ler 200 páginas para você concluir que ele é ladrão, e a maioria da população não lê e tal.
Se esse cara quiser se tornar popular num país polarizado por dois grupos populistas, a única coisa que ele tem que fazer é ficar apontando a sujeira de um lado só. É a coisa mais fácil do mundo. Claro que o cara tem que ter algum sal, algum carisma, ou alguma alguma, fazer parte de alguma dinastia, né? Porque agora você tem toda essa geração que não tem sal nenhum, não tem carisma nenhum, mas é filho de alguém que um dia teve, né?
Então esse cara, se ele ficar apontando a sujeira só da esquerda ou só da dita direita e tal, o cara cresce na rede social. Porque tem um monte de gente que odeia a esquerda, o que odeia a direita, que vai lá e curte, vai lá e compartilha e tal. Se ele tiver um mínimo de habilidade ou se ele tiver uma assessoria boa, marqueteiro bom para ficar fazendo isso, que é o que um bando de influência que você faz, entende? O meu trabalho, trabalho de qualquer jornalista independente, é muito mais difícil.
Você tem que apontar sujeira dos dois lados. O cara fica, o cara fala assim, eu, o cara vê uma postagem minha sobre a sujeira lulista, ele fala: eu gostei, mas pô, é o Felipe, não vou compartilhar porque depois eu vou atrair gente para seguir o cara. E aí ele vai fazer uma postagem sobre a sujeira bolsonarista. Sem brincadeira, os cara pensa assim. A mesma coisa do outro lado: não gostei do Felipe aí que tá falando sobre o bolsonarismo e tal, se eu compartilhar um negócio dele, depois ele vai falar sobre o Lula, aí o cara vai descobrir aqui a sujeira da gente e tal, não sei o quê.
Então assim, é mais difícil, entende? Tem gente que às vezes até desavisada sai compartilhando e tal, aí depois vê, depois toma. Mas você entende que você tem metade do seu, óbvio que não é assim a grosso modo, mas diria assim, metade do seu trabalho incomoda o sujeito, metade ele Agora, o que acontece com as pessoas mais cínicas e mais corrompidas é que elas roubam metade do seu trabalho, né? Elas tentam tirar o seu nome, até que vários desses políticos já fizeram um monte de vezes, né, com informações que eu dei, com análise que eu fiz.
Família Bolsonaro, então, ela pegou um monte de matéria que eu escrevi, que bota lá. Às vezes teve até um caso em que o pessoal que acompanha meu trabalho lembra que apagou, entende? Apagou o nome, apagou a logo do site onde eu atuava, etc., para dar notícia que é sobre o outro lado. Eles pegam a parte do meu trabalho, assim como de outras pessoas, sobre o campo político adversário e ataca você por aquilo que você faz em relação ao próprio lado.
Mas voltando ao ponto, que agora eu tô bem aqui amarrado, que é o sujeito que tem um monte de esqueleto no armário, cara, se ele ficar só apontando o dedo para o outro lado, bicho, ele cresce, cara, porque tem uma multidão de trouxa. E aí, nesse sentido, você explicar né?
Porque ele só precisa perguntar para o outro cara. Eu vou, para quê que eu vou prestar conta? Ele tem que prestar conta, é aquele cara.
Olha só, cara, a frase do Flávio parece de, eu não digo nem 5ª série B, cara, isso é coisa do jardim de infância, cara. É: não fui eu, foi ele. Você é feio, bobo, chato, é você, é você, é você, cara. É isso, é a discussão eleitoral no Brasil. Então, Flávio, o senhor prometeu prestar contas em 30 dias? Ah, já saiu aí e tal, não sei o quê, quem tem que prestar contas é o Lula, não sou eu, é o Jax Wagner, é o fulano e tal. E aí quando você vai ver que isso muita gente não sabe porque não acompanha nas minúcias, o Flávio disse assim: não, mas as contas já foram prestadas pela produtora, que é a Go Up Entertainment, da Karina, que tá sendo alvo de várias investigações aí.
Hoje teve decisão do Flávio Dino, mas ela também é alvo ali de investigação aberta pelo André Mendonça. Vamos ver se vai interessante. Mas ele fala o quê? Que a produtora já prestou contas sobre o filme no âmbito da investigação que corre em São Paulo. Essa investigação de São Paulo tá sob relatoria do Flávio Dino, que investiga uso de emendas parlamentares para as empresas da sócia da produtora que fez o filme Dark Horse. E você tem uma investigação autorizada pelo André Mendonça, que é outra, que é para investigar o financiamento pelo Daniel Vorkaro do filme Dark Horse.
Então o Flávio diz que a produtora já prestou contas e que isso inclusive foi vazado aí para imprensa, que eu vi no G1. Aí é só você entrar hoje na matéria do G1 sobre a declaração do Flávio, e a matéria explica didaticamente o seguinte: os dados que foram que foram trazidos à investigação pela Karina, sócia da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, são simplesmente assim os valores gastos pelos filmes. Ah, gastou R$76 milhões, algo por aí assim, no total do filme.
Lembra que o Fábio pediu R$134 milhões, né? Mas ela disse lá gastou R$76 milhões. E o detalhamento é praticamente nenhum e não tem a exibição das notas fiscais. E comprovantes do caminho do dinheiro. Então você tem o dinheiro do Daniel Vorcaro, que não é dele porque ele tava roubando de investidores, né, no maior esquema de fraude financeira do país. Aí uma das empresas que ele utilizava na sua rede, na sua teia financeira, com testa de ferro, com laranja, parece que foi a Entre Investimentos e Participações, que teria transferido lá os R$61 milhões dos R$134 que foram pedidos pelo Flávio para o fundo HavenGate, no Texas, nos Estados Unidos, administrado por um advogado do Eduardo e outras aliado dele, ou seja, um fundo ligado ao Eduardo, e daí teria saído para utilização do filme.
Você não tem comprovante e nota sobre nenhuma etapa desse trajeto do dinheiro, cara. E as investigações são justamente para follow the money, para seguir o dinheiro. Então quando o Flávio, como esse enrolão que ele tem sido a respeito desses escândalos, ele fala, já saiu aí, já prestou a conta aí, quem tem que prestar conta é o Lula, pronto, acabou. Ele tá enrolando trouxa porque essa prestação de contas não foi feita. O que se quer ver— e repare assim, ainda que tudo fosse documentado e provado, isso não tira a imoralidade e o indício até para uma configuração na esfera penal de um senador da República.
O Flávio não é o filho do Jair Bolsonaro simplesmente. O Flávio não é um indivíduo do mercado privado como ele tenta fazer parecer. Flávio é um senador, é alguém que tem poder de legislar, é alguém que tem poder de votar a respeito de propostas de lei e proposta de emendas à Constituição de interesse de empresário, inclusive daquele para quem ele tava pedindo dinheiro, que tinha interesse no Congresso, que tava negociando com Ciro Nogueira, com outros políticos, aprovação de emendas, etc.
Fora a influência do Flávio no governo do Rio de Janeiro, do seu aliado cujos fundos de previdência, Rio Previdência, tava fazendo aporte de R$2 bilhões no Banco Master apenas. É, então voltando, o Flávio dá essa alegação sem estabelecer prova alguma, e ele tinha prometido. Então faz parte do dever da imprensa cobrar dele esclarecimento. Que que ele faz? Tenta se limpar na sujeira do Lula, tenta enrolar, e ainda faz a pergunta que é para constranger o repórter a nunca mais perguntar.
Vocês vão ficar parados no tempo? Vocês vão parar no tempo? E ele falou outro dia que é página virada. Então assim, no Brasil, sujeito enganador, sujeito enrolão, ele só tem que esperar o tempo passar. E aí ele fala assim: eu já respondi aí para vocês, não, já prestei aí, já falei, já não me perguntaram e tal, não sei o quê. Não, mano, a explicação ela ainda não para em pé. Sabe que essa semana, depois um outro dia a gente podia até pegar, mas é de uma emissora local, né?
Eu vi no Instagram, uma entrevista com Geddel Vieira Lima. Lembra do Geddel, cara? Do apartamento de R$51 milhões em malas de dinheiro. Não era em barras de ouro, era em malas de dinheiro, que é uma coisa rara atualmente, porque as transferências são feitas por teias financeiras.
Queria saber se o chat lembra do Geddel aí, o que que eles estão sabendo, o que que será que aconteceu com Geddel.
Mas o Felipe voltou à política aí, então não vou nem entrar no detalhe, cara. Mas é assim, cara. Olha, procurem, pessoal que gosta, sabe usar Instagram, bota ali na busca Geddel Vieira Lima, vocês vão encontrar ali uma emissora local. E houve uma pergunta ali, ou até uma pergunta sobre perguntas. As pessoas perguntam para você de mala, dinheiro. Então não sei por que que mais que falam isso e tal, porque eu já paguei meu preço por aquilo, e aquilo não era daquele jeito, e a justiça Depois mudou tu.
Ele só enrola, cara, durante 10 minutos assim. Ele não dá resposta nenhuma, cara. Eu até, sabe, nisso aqui que eu falei, eu acho que eu já falei até mais do que ele, sabe? Porque ele fala, as pessoas ficam voltando a esse tema o tempo todo, isso já passou, isso já ficou.
Mas, cara, por outra razão ele é conhecido.
Pois é, como é que passou? O cara tá com R$51 milhões, o cara é um político, que acesso desse a um dinheiro vivo em espécie. Mas os cara querem que ninguém nunca mais fale daquilo, e ele dá uma resposta para tentar constranger as pessoas a nunca mais perguntar. E hoje você tem um monte de gente que fala assim: tá bom, tá bom, ok, é isso aí, já falou. E o teu político aí? É assim que eleitor bolsonarista, eleitor lulista, aí o Lulinha, aí o Flávio.
Você não é um cidadão capaz de olhar com olhos críticos a conduta dos dois dos 3, dos 4, dos 5, de quem seja, cara, que esteja envolvido em algo que foi porcamente explicado, né? Provavelmente, na maioria dos casos, que não tem explicação que não seja uma confissão criminal. Então, muitas vezes, cara, não pode confessar um crime, não pode, do ponto de vista, o raciocínio perverso dele de marketing político. E aí o cara fica ensaboando, Entendeu?
E as pessoas vão eleger gente assim porque o outro lado também é sujo, cara. Então é isso, e tem dois lados sujos, um se limpa na sujeira do outro, e aí o país fica no buraco.
A gente fica tendo que lidar com esse, com esses cara aí podendo, por exemplo, não ir a um debate, né? A gente pode voltar a falar disso já já, mas a gente teve também aqui uma certa definição, né, cara, no caso lá do Pablo Marçal, é isso, que ele acabou tendo, que vai ter, né, teria, não sei qual tempo verbal deveria estar usando aqui, mas é uma multa inclusive por participar ou por ter entrado nessa disputa aí, né. Ó, quer ver, ó, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou recursos apresentados pelo empresário influenciador Pablo Marçal, candidato à presidência do PRTB, que é contra o acórdão que o tornou inelegível até 2032.
Então ele continua inelegível aqui. Depois eu vou dar uma olhada aqui sobre essa parada do que não tá aqui na pauta, e eu li em algum lugar sobre esse lance do, do, de uma multa que ele teria que pagar, para não informar de um jeito meio tosco aqui. Mas eu vou dar uma olhada aqui e descobrir melhor. Mas É mais ou menos o que se esperava mesmo, né, que a gente imaginava que ia acontecer. No fim das contas, o cara tava só ganhando tempo para dar uma causada, né?
Exatamente, cara, o que a gente tava esperando. É, a tendência era que a candidatura desse, dele, não fosse aceita e o tribunal num primeiro julgamento já impediu o uso do fundo partidário, fundo eleitoral e deixou para julgar depois. Agora, esse negócio de estabelecer multa é meio complicado, né? Porque é o próprio sistema de justiça no Brasil, e mais especificamente a justiça eleitoral, provavelmente com uma complacência do Congresso Nacional, que deixa esse tipo de brecha.
Aí o cara utilizar a brecha que foi deixada pelo sistema, e aí o sistema vai, vai multar por ter utilizado a brecha.
Então assim, os caras abrem o tempo inteiro, né?
Pois é, o que deveria ser feito é fechar a brecha. Quer dizer, a partir do momento que o sujeito é declarado inelegível, o sujeito não pode pedir registro de candidatura. Então assim, o sujeito pode recorrer da sentença, pode levar para um tribunal internacional, pode ficar gritando no debate público que foi injustiçado, etc. Tudo isso ele pode fazer, Cara, mas se tá inelegível, tá, fica essa margem. Não, o jeito tá inelegível, mas ele pode pedir o registro da candidatura e isso vai ser julgado depois.
Aí é julgado, aí o cara entra com recurso, o tempo vai passando, a eleição vai chegando, o cara vai fazendo campanha, as pessoas vão ficando em dúvida se ele tá concorrendo ou não. Então assim, tem muita coisa no Brasil que é assim, se deixa sempre uma margem que é para cada caso ser solucionado conforme a conveniência e ninguém reflete cara, ninguém muda. Então assim, tá acontecendo episódio, Marçal não serviu para perceber que essa brecha não pode existir, então vamos fechar essa brecha e tal.
Aí os parlamentares estão ligados nesse assunto, eles pautam alguma medida, enfim, você tem uma reflexão. Quem é que resolve isso no sistema de justiça? É o Poder Judiciário? É o órgão que regulamenta a magistratura, o Conselho Nacional de Justiça? Quem é que pode resolver é uma frente multidisciplinar, então você cria um grupo do dia de trabalho. Sabe o que acontece no Brasil? Que os episódios acontecem, eles mostram o problema do sistema e ninguém resolve nada. Então assim, é isso, é uma coisa enlouquecedora, né?
Máximo um band-aid, né? No máximo.
Por exemplo, pagamento, eu tava lembrando hoje, né, que já falei muito aqui nesse programa. 2016 teve uma sessão do CNJ, Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo Ricardo Lewandowski, que era o presidente do TSE. E eles deram um jeitinho lá, Lewandowski, de um jeito muito maroto, cara, chega a ser engraçado de tão, vamos dizer assim, oportunista em benefício próprio. Ele fez questão de que pudesse haver o pagamento de cachê sigiloso para magistrados por palestras, e palestras naquela mesma sessão compreendidas não só como aulas em instituições de ensino, sociais como essas participações em eventos bancados por banco ou qualquer outra empresa privada.
Então, cara, pagamento de cachê sigiloso para magistrado por empresário que tem interesse na corte, como é que se tem essa abertura, cara, no Brasil? E sem transparência nenhuma. E ninguém resolve, ninguém resolve, porque o senador tem medo de ser retaliado pelo ministro do Supremo, entende? O cara tem rabo preso também, o cara quer uma margem para ele, é aliado e tal. Então assim, os problemas vão se acumulando no Brasil e não se faz nada, né?
A gente vai apontando, a gente vai mostrando quais são os caminhos e ninguém resolve. Esse caso do Marçal é muito emblemático.
O cara vem, tumultua aí a eleição, consegue um marketing desse tamanho aqui que manter, foi mantida, né? Então só para informar direito, manteve aí a multinha de 420 conto. A multinha maneira, né? É, dá para comprar vários.
E eventualmente a multa assim, é, talvez a justiça tenha impedido que saia do fundo eleitoral, do fundo partidário, né? Mas em geral, em outros casos assim, essas punições elas são pagas com fundo partidário. Então é o povo brasileiro que tá pagando.
Puts, cara, no fim das contas sim, né, cara?
Inclusive durante o governo Bolsonaro ele aprovou uma medida, o Bolsonaro, para que os advogados dos candidatos, dos partidos, etc., pudessem ser pagos nessas questões envolvendo até punibilidade pela sociedade pelo fundo partidário. Então assim, o candidato faz algo errado ou algo eventualmente que viola a legislação, não vou dizer criminoso, que muitas vezes não é da esfera penal comum, é da esfera eleitoral. Então comete um ilícito eleitoral, ele já tá fraudando a democracia ou prejudicando a sociedade de alguma maneira, tentando manipular o sistema, etc. E a sociedade que vai bancar a defesa processo.
É, eu queria inclusive aqui dizer, repudiar na verdade a permissão ou qualquer tipo de relação que o PRTB tenha tido com Pablo Marçal, cara, para lançar essa palhaçada no fim das contas, entendeu? Porque ele precisa de alguém para viabilizar isso e ele encontrou no PRTB alguém disposto a viabilizar Isso que eu não, que sei lá, faltam adjetivos, né? Adjetivos polidos, faltam adjetivos polidos, né?
É um partido nanico, um partido pequeno que encontra uma oportunidade de aparecer ou de, sei lá, ganhar algum dinheiro com empresário influencer e topa qualquer parada, né? Vamos ver aí se vai ter alguma multa maior, acusação de litigância de má-fé, se ele apresentar recurso. Mas eu repito, cara, ele tá explorando uma brecha do sistema. É imoral, eu tô criticando ele do ponto de vista moral. Acho patético que se faça isso, mas é patético também que o sistema permita essa brecha.
É. E bom, a gente, sobre, a gente vai ver, a gente vai ver essa semana, os candidatos vão passar passar pelo Jornal Nacional lá, né? Eles vão ser entrevistados. A gente teve a do Zema ontem, né? E pelo que eu vi ali, os cara pegaram no pé dele mesmo de umas coisas que ficou— é, tu assistiu? O que que tu acha quando coloca, quando esses caras são colocados assim meio numa posição que tu vê que o cara fica, porra, até meio sem Esporte?
Eu acho ótimo. Acho que enfim, são situações diferentes, né? Enfim, o candidato tem um interesse muito grande de aparecer no maior veículo de comunicação do Brasil tradicional, que tem uma audiência muito grande, etc. E os entrevistadores, eles aproveitam aquilo para extrair o máximo de informação. Tomara que sejam assim com todos os candidatos, e tem sido, sabe? Nas últimas eleições são sabatinas muito importantes. Eventualmente a gente vê ali uma premissa, um número que eventualmente esteja equivocado, mas também cabe ao candidato apontar isso, é que a pergunta veio de alguma maneira enviesada ou com informações que não são verdadeiras, etc., embora você tem uma equipe jornalística ali para checar.
E eu acho que falta traquejo muito ainda para o Zema para sair de determinadas situações, outras que me parece para as quais ele já deveria estar mais preparado. Existe uma questão na política, tem no jornalismo também, da forma, né? Então, por exemplo, ele começou a entrevista sendo cobrado a respeito do aumento da dívida pública, é que é um dos maiores problemas do país agora. E no entanto se apontou ali um aumento da dívida na gestão dele em Minas Gerais.
É possível argumentar a favor da própria gestão do Zema nesse sentido? Bom, todo político pode ter um discurso e tal, e eu acho até que nesse caso existem elementos que ele pode apresentar. Pode não ser convincente, você pode entender que ele deveria ter sido mais competente, etc. Mas claro que você tem, e nesse caso existe uma dose de verdade que muitas vezes não existe, no caso da herança acredita. Ele pegou um estado quebrado ali pelos governos do PT, do Fernando Pimentel e tal, mas ele tem que mostrar como que ele pegou, o que que ele fez, o que que ele entregou, e de uma maneira didática, rápida, articulada.
E já tem que neutralizar, vamos dizer assim, a força daquela pergunta, porque, ó, o pressuposto é que o próximo presidente vai resolver o problema da dívida no no Brasil, mas no seu estado ela não foi resolvida. E aí já fica mal para ele, né? Aquela pergunta ela já é feita de uma maneira que parece que o senhor não tá preparado, parece que o senhor não fez o dever de casa para chegar à presidência da República. Então ele tem que ter uma resposta imediata que fala: não é nada disso, é no mínimo, entende?
Não tô dizendo que é essa expressão, não é nada disso, tô dizendo que é uma resposta que ele tem que ter para já causar um impacto e o eleitor, o espectador, ele é induzido pelo raciocínio da pergunta e pelos elementos que ela traz. Aí ele já vai olhar para o cara de, é, como assim? O cara já tem que virar esse jogo rápido, né? Alguns políticos são muito habilidosos em virar rápido esse jogo. E ele vira para câmera e começa a falar assim muito devagar a respeito daquilo tudo e tal, e já é interrompido na tentativa de argumentação para ser cobrado a respeito do ponto específico.
E ele tem dificuldade de emplacar uma argumentação que, repito, é possível, mas precisa ser construída, precisa ser trabalhada, precisa ser treinada. Até porque nessas situações você tá na Globo, numa sabatina, num formato que é bem de emparedamento, você tem que ser rápido. Então assim, é óbvio que eu critico o media training que é feito para forjar alguma autenticidade, que é feito para que o candidato pareça aquilo que não é.
Mas existe o preparo, o preparo da forma, que é o preparo que é o dever de casa que o político precisa fazer. É como reunir aqui argumentos, números, dados de uma maneira rápida, incisiva, eficaz, que não deixe dúvidas sobre a minha competência nesse tema, nesse tempo. Então o cara eventualmente ele pode ter até decorado, como muito político decora, é um parágrafo para mim, que ele é ao mesmo tempo incisivo, didático, traz dados, etc., e gera pelo mínimo, o cara vai ficar com dúvida, entende?
No mínimo você empata o jogo, sabe? Então político ele tem que se preparar para isso ao longo da sua trajetória e da sua campanha.
Estudando os pontos fracos, inclusive, né?
E quanto mais verdadeiro for, quer dizer, quanto mais competente ele foi na sua mais natural isso é, entende? A gente faz aqui programa toda terça-feira, olha só o tempo que a gente fica falando e tal, não sei o quê, porque eu tô há 20 anos no jornalismo, eu cubro um monte de coisa. Então você tem uma certa intimidade com esses temas, vai dar um branco numa coisa, a gente vai fazer um raciocínio mais longo, a gente vai fazer uma comparação, esquece como aconteceu.
Mas você sabe o que apontar sobre esses episódios que estão acontecendo acontecendo. E quanto mais você vai trabalhando naquilo, ganhando novas informações e tal, mais você vai tornando denso o seu discurso. O político, ele tem que ter essa densidade, e eu acho que falta isso a muitos políticos. Acho o Ronaldo Caiado, a despeito da qualidade da sua gestão, e ele tem elementos positivos para mostrar, ele tem dificuldade na forma.
Ele não é ágil do ponto de vista da fluidez verbal. E ele fala assim: o presidente precisa ter autoridade moral, precisa ter competência, eu fiz essas coisas em Goiás, etc. Mas falta ali, vamos dizer, tem muito espaço e dá para enfiar elementos, dados, números, exemplos. Olha, eu peguei o estado assim, eu fiz isso, isso, isso, isso, isso. As coisas às vezes demoram, elas ficam na superfície, na frase Melita, sabe? E isso é muito importante e acaba não sendo suficiente o jeito que eles estão fazendo para mexer, para mexer isso, porque você precisa mexer, você tá atrás, entende?
Então nesses casos é ainda mais importante. Como é que você vai furar a bolha? Como é que você vai parecer? Porque assim, ser ou não ser e tal é uma outra questão, mas, mas pois é, mas Você precisa gerar uma percepção no eleitorado de que você é melhor do que os outros candidatos. E são vários elementos que geram isso. Eventualmente você pode ter bons administradores que são péssimos candidatos porque eles não têm esses talentos.
Mas a maneira como a corrida eleitoral é feita, ainda mais nos tempos de comunicação audiovisual, internet e rede social, ela privilegia os bons oradores, aquelas pessoas que têm essa habilidade. Muitas vezes privilegiam mentirosos também. Então assim, eu tô zelando evidentemente e sempre com olhos críticos para que eles consigam concatenar verdades sólidas. Mas o que eu tô dizendo é que esses governadores que têm o que apresentar, e cada um pode ter críticas aqui e ali, mas eles têm um histórico e tem alguns elementos que eles podem apresentar como positivos. Ainda assim eles têm dificuldade e isso atrapalha o crescimento deles.
É, cara. E aí a gente fica meio preso num loop que tem, que a gente tem uns políticos que eles acabam não se desenvolvendo para onde eles poderiam se desenvolver, porque eles só, a qualidade do eleitorado não esforça para esse caminho, né? Então aquilo, isso que a gente tem falado ao longo do tempo, que a gente falou aqui hoje a noite inteira, Primeira, inclusive sobre o cara que não vai no debate, é justamente, eu acho que esse é um dos efeitos, que é o cara, ele, ninguém aprende nada com nada, né?
Então dá merda, ninguém aprende nada, dá bom, ninguém aprende nada, ninguém aprende nada nunca. E a gente acaba votando e fazendo a coisa andar mais ou menos sempre pelos mesmos motivos, aparece, né? Eu sei que a gente se propõe mudar. Eu acho que, eu acho que é importante falar sobre isso, porque eu tenho esperança que em algum momento, eu acho que as pessoas, elas, de tanto ouvir falar, para elas pensarem, não é vota nesse cara ou vota naquele outro, que nem chegam as mensagens para mim aqui dizendo para eu botar a mão, que eu deveria botar a mão no fogo pelo Renan, Renan, porque eu, já que o Lula e o Flávio são corruptos, e sei que o Renan não é corrupto.
Eu não sei se o Renan é corrupto, se ele não é corrupto. O que eu sei é que ele não teve a oportunidade que o Lula e o Bolsonaro tiveram, né? Isso é verdade. Agora, isso não é automaticamente credencial que torna alguém apto, honesto, e por aí vai. Eu não tô dizendo inclusive Inclusive nem que o Renan, nem que o Zema, nem que esses cara não são também, tá ligado? Calma aí, é do Zema a gente também não tem nada, nem do Caiado a gente tem também algumas coisas.
Em relação a esses três, ponto de vista de corrupção, isso. Mas isso se pode dizer porque a descrição da realidade, às vezes as pessoas querem que se descreva igualmente todo mundo, sendo que as pessoas têm trajetórias diferentes, escândalos diferentes. E isso é um esse aspecto, você pode concordar com a proposta de um, discordar, concordar com o tom, discordar, gostar do estilo, não gostar. Mas tem uma questão factual, quer dizer, você não teve investigações sobre o Zemo Caiado e o Renan com tantos elementos comprovados e comprometedores e negativos como você teve sobre o Lula e sobre o Flávio Bolsonaro, para falar só sobre os atuais candidatos.
Isso é um dado da realidade. Então, do Flávio você tem rachadinha, você tem o Daniel Vorcaro, você tem nota fiscal de escritório da advocacia, é do Vorcaro, loja de chocolate, compra de imóveis, plano de saúde, é os 12 funcionários fantasmas, o Queiroz operando. Tudo isso foi apontado pelo Ministério Público, né? Denúncia sobre desvio de R$6 milhões de uma assembleia legislativa. O Lula, você ter o triplex do Guarujá, o sítio Atibaia, que são elementos ali em relação ao indivíduo Lula, sendo que ele era presidente da República quando aconteceu o esquema do de corrupção na Petrobras, a política dos campeões nacionais do BNDES.
Tudo isso são dezenas de bilhões de reais. Você teve o Mensalão, compra de apoio parlamentar com dinheiro de propina desviado de um esquema envolvendo banco, agência de publicidade. Então você tem um monte de elementos comprometedores do ponto de vista individual, do ponto de vista penal, embora não tenha resultado numa condenação que tenha se mantido, mas do ponto de vista moral, político, de gestão, de efeito para percepção de qual é a moralidade dessa pessoa em relação até o exemplo que ela pode dar para o seu entorno.
A gente já vai falar aí do Lulinha, que tava, enfim, voando ali em torno da lâmpada do governo, né, para eventualmente conseguir alguma coisa. Quer dizer, se tivesse um pai, um presidente da República fosse rígido moralmente, que desse o exemplo inclusive pela sua trajetória. Tá ali o filho ali tentando. Quer dizer, que pai é esse que não chega para o filho aqui? Você não vai tentar nada. Primeira coisa que o presidente da República faz é virar para sua família: vocês fiquem longe daqui.
Família, a gente tem a relação em casa, a gente tem a relação no convívio íntimo, social, com os nossos amigos, etc. Vocês fiquem longe do governo aqui. Ninguém vai se beneficiar de governo. Uma coisa é família, outra coisa é administração pública. Pública. Chefe de gabinete aqui não vai receber joia, não vai ter pagamento de despesa por lobista, etc. Não quero inclusive que receba. Gente que diz representar a empresa, tá tudo aqui, vai ser oficial.
Tiver encontro, vai ser marcado, vai estar na agenda pública. Mas não é assim, não é assim que o Lula age, não é assim que o Flávio Bolsonaro age. E ele já tem um histórico para demonstrar isso. Então você pode discutir o comportamento, a conduta, a competência na gestão, qual é o histórico dos outros Mas eles não têm isso, isso é um fato, né? E precisa ser exposto. E as pessoas, elas não entendem, né, o trabalho jornalístico, analítico da realidade quando elas estão dentro dessas bolhas.
Ela acha, ah, tá tratando um e tal, tá tratando— não, isso é o histórico do país, cara. Você ignora, não tem. Você tem, ah, tem, sabe, os escândalos, eles são ou menores ou atingiram têm outras pessoas. Ah, o Refit, né, joga muito isso, Partido Missão. Então você tinha um integrante que pediu para sair, inclusive depois que foi atingido ali por uma investigação, que era um esquema de sonegação fiscal e tal, etc. Mas isso não envolve o Kim Kataguiri, não envolve o Renan Santos.
Você pode ter o questionamento sobre eles já deveriam ter percebido que essa pessoa é assim, Sendo que até o momento essa pessoa tá aí fazendo programas, inclusive comentando tudo, não foi presa, não entende? Então você não tem o histórico que os outros têm.
Com certeza, isso é fato apenas.
É, você avalia as condutas, como se comporta diante do escândalo, como se comporta diante do áudio do Arthur Duval, entende? O Caiado, que fez uma reunião lá no Palácio e aí cobrou de vereadores que tivesse uma atitude, chegou a ser de novo, é de uma investigação, depois fez um pedido, caiu aquele pedido, etc., sabe? É, o Zema tem aquelas questões das estatais de privatização, diz uma coisa, mas não é escândalo de funcionário fantasma, de pagamento de um empresário para ele ou para uma coisa que é da família dele, sabe? São questões diferentes.
A Dinha mandou uma mensagem aqui interessante, ó. Ela mandou: oi, sou fã de Dinha desde o corte do Tramontina chamando Igor de bundão. Mas depois, mas depois de tudo que eu ouvi de ouvir vocês falarem, estou cada vez mais decepcionada e queria saber em quem votar. Ô Dinha, é justamente essa questão, né? Eu diria que é bom. Primeiro de tudo, eu diria de quantas mensagens assim eu recebo por dia. Eu imagino, cara, todos os dias.
Não tem um dia que não tem. Mas Felipe, então em quem votar?
Olha, o que eu diria para Dinha é minha função. Pois é, mas eu diria para Dinha o seguinte, cara, eu diria força, porque esses caras inclusive dificultam a sua vida, né? É quando eles não se colocam, quando eles não estão presentes em um debate, né? Quando eles, além de não se comunicarem de forma com a verdade ou usarem de forma eficiente os meios de comunicação para dizer o que que eles estão fazendo, eles ainda se furtam as oportunidades que são criadas por iniciativas tradicionais, né?
Então eu entendo que para você tá complicado. Então o que que eu diria para quem não sabe direito em quem votar, cara? Bom, eu diria o seguinte: primeiro de tudo, abra a mente no sentido de que todos eles, a função deles é te convencer que eles são gente boa, boa, né? Essa é a função deles. Eles não estão muito interessados em te falar qual que é o projeto para educação ou para saúde ou para segurança ou para qualquer coisa que seja importante para o país.
O importante para eles nesse momento é o que o Felipe vem dizendo ao longo de muito tempo, que é: os cara gosta de se limpar na sujeira dos outros. Quer dizer que todos estão sujos, não é? Então qual que é a escolha? É difícil É isso mesmo, é uma escolha complicadíssima. A gente se encontra no momento que a gente tem que fazer outra vez essa escolha que a gente já vem tendo que fazer há um tempo, né? Então essa escolha específica desde 2018 mais ou menos a gente vem fazendo, né?
Que é o PT ou os cara do Bolsonaro, é o PT ou os cara do Bolsonaro. Então é de novo a gente tá nessa situação, né? Muito por causa de como funciona a política no Brasil e muito por causa de como a gente funciona como na verdade, né, que a gente não para para— a gente vota baseado nas coisas erradas, né. Então vai ter gente que vai votar porque chegou uma praça, vai ter gente que vai votar porque chegou um asfalto, e não entende que aquilo ali é— não é motivo para tu votar em alguém.
Ah, mas ninguém fez ao longo de vários anos e vários mandatos, esse cara aqui finalmente fez isso, tá. Legal, tá legal, então esse ponto você ganhou. Mas isso não quer dizer que esse cara ou essa pessoa vai se manter defendendo isso ou agindo dessa forma, ou sequer quer dizer que essa pessoa fez isso por uma razão nobre, inclusive, né? Muitas vezes é preciso entender que as coisas são feitas só para parecer no Brasil quando a gente tá falando de político, infelizmente.
Então eu entendo, realmente você tem uma missão muito difícil de escolher em quem você vai votar, e o nosso papel aqui é te falar o que eles não não estão falando, tá? Porque o que eles estão falando lá nas redes sociais, lá na TV, na rádio, não sei o quê, ou que eles estão deixando de falar quando eles não vão ao debate, é o nosso papel no fim das contas vir aqui falar para vocês por que que esse cara não foi no debate e qual que é o problema real desse cara no debate, ou desse cara ter tomado ação A ou tomar a ação B, né?
Então é, então é por isso que eu, por exemplo, não coloco a minha mão no fogo por nenhum deles, nem pelo Renan, nem pelo Zema, nem pelo Flávio, nem pelo Lula, nem por nenhum deles. Porque o meu papel é outro. O meu papel é: olha aqui, Odinha, ó, esse cara aqui não ir no debate, ele comunica isso aqui, ó. Olha que merda o cara no debate, ele tá te chamando de ignorante, ele tá contando com a sua ignorância para não mexer o ponteiro da pesquisa, entendeu? Então eu acho que no nosso caso, eu diria que esse que fazer o nosso papel.
Eu voto Igor Coelho. Cara, que discurso fantástico! Não, fantástico! Eu acho muito importante mostrar que os políticos dizem uma coisa e fazem outra, e o que eles querem é ser eleito sem ter que prestar conta alguma, e de preferência falando o menos possível, porque tudo que eles falarem pode ser usado e será usado a eles se eles chegarem ao governo. Então vamos pegar o que eles prometeram em campanha, vamos comparar com aquilo que eles estão entregando.
Então se eles puderem ficar desaparecidos, sabe, para eles é a lei do menor esforço. E lamentavelmente você tem aí grupos políticos consolidados com uma empatia de segmentos da população brasileira que já não cobra mais nada do seu grupo, só quer remover o outro do cargo. E acha, e que esse é um ponto muito importante, que pelo fato de o seu grupo político disputar cargos com outro grupo político significa que as condutas são exatamente opostas.
Não são. É bom que você saiba agora, tá? Porque vai aparecer lá durante o governo do seu grupo, se o seu grupo vencer, como já apareceu, né? Porque a gente tá falando aqui de dois grupos que já estiveram no poder, um mais do que o outro, mas já não tiveram. Então é preciso ficar ligado. E assim, acho que a gente não abordou especificamente, mas o Romeu Zema ter faltado o primeiro debate presidencial é um vexame histórico, dos maiores da história do Partido Novo.
E olha que a concorrência é grande, porque foi um partido criado para ser diferente que foi ficando cada vez mais igual. Foi criado porque fazia falta uma direita liberal brasileira é que se preocupasse com o combate aos privilégios, é que atendesse a demandas não populistas, não patrimonialistas, etc. E virou um puxadinho do bolsonarismo. Então eu comentei, Igor, e preciso repetir aqui no programa, que até outro dia a gente estava acostumado a ver os candidatos que servem de escada para os populistas.
Então muitas vezes esse papel foi exercido por um integrante do PSOL, do PCdoB, desses partidos satélites do PT para o Lula ou para Dilma Rousseff quando ela foi a criatura do Lula, porque o Lula não podia se reeleger. O Padre Kelman foi o escada do Jair Bolsonaro. A gente lembrar outras eleições aí, a SFHC, Serra, como todos tiveram algum escada em determinado momento. Agora, agora, olha, agora você tem a amarelada solidária.
Esse é um novo patamar de sabugice, é um negócio assim realmente, olha, são poucas coisas que impressionam, mas a amarelada solidária, ela é muito impressionante de sabugice, de vassalagem, de submissão, subordinação. É muito vergonhoso. Não, e a alegação que deram, eu, Felipe, sou a refutação daquela alegação. Vou explicar por quê, de tão ruim que ela é, cara. Eu, cara, eu, a minha existência e o meu trabalho refutam aqui. O pessoal lá do partido, novo, para justificar, da campanha do Novo, para justificar, disse que ele ia participar da sabatina do Jornal Nacional na noite seguinte.
E teria que ir de São Paulo para o Rio de Janeiro. Igor, nós somos cariocas que moramos em São Paulo, nós estamos careca, cansado de ir de São Paulo para o Rio, do Rio para São Paulo, cara.
Eu brinco, tu não sabia, mané? Tu não sabia, cara? Tu não tá em campanha não, mané? Pois é, tu tá fazendo então, mané?
Cara, a viagem de avião Rio de São Paulo, cerca de 1 hora, né? Às vezes menos, depende do tempo e tal. Às vezes o cara pega lá um rabo de vento, né, faz essa viagem 40 minutos. Outro dia eu fui São Paulo-Curitiba e eles botam lá 1 hora, cara. O avião decolou e falou, vamos chegar em 35 minutos. A gente foi com vento assim, a viagem rapidinho, cara. O Rio é um pouquinho só mais do que São Paulo-Curitiba de ida, né? E de ônibus ônibus, que muita gente faz hoje.
Não gosto de fazer muita propaganda não, porque eu gosto muito do ônibus leito. Eu prefiro, são 6 horas e meia, cara. Eu também, 6 horas e meia. Eu costumo brincar, sabe de quê, Igor? Eu falo assim, o único problema que podia ser um pouquinho mais longe para completar as 8 horas de sono, para em vez de você dormir ali rapidinho, um salve para o amigo que é o motorista desse ônibus aí.
Não acorda os outros na parada não, você pode deixar o amigo, deixa o amigo levantar se ele quiser, né? Pode continuar.
Eu nunca desço na parada de madrugada, mas só quando vem de dia. Mas então, cara, eu, Igor, nessa noite eu assisti ao debate lá do Rio de Janeiro, porque eu tava passando fim de semana no Rio de Janeiro. Acabou o debate, peguei o ônibus, cara, dormi na estrada, cara. Cheguei em São Paulo de manhã, cara, li os jornais, preparei o roteiro do meu programa no meu canal, 12 horas que eu faço na segunda-feira. Os outros dias são 18 horas lá no canal youtube.com/felipemoraobrasil. 12 horas eu tava fazendo o meu programa baseado em tudo que tava acontecendo nesse momento, cara. 3 horas da tarde eu tava fazendo um outro programa, cara, cara.
E o Jornal Nacional não tinha acontecido ainda, cara. Eu tinha vindo do Rio, tinha assistido ao debate e tal, tinha vindo do Rio, já tava fazendo duas transmissões. E o Zema ainda ia fazer a sabatina no Jornal Nacional à noite. Que alegação é essa, cara, de que te escolher uma coisa ou outra aí e tal, não sei o quê. E não dá para o sujeito dizer que não, ele vai faltar o debate, que é o debate presidencial, cara. Não é qualquer debate, é oportunidade de aparecer inclusive para o público dos outros candidatos, para pessoas que não conhecem ainda.
Ele tem 2% das pesquisas em um partido criado mais recentemente do que os outros. É que você vai faltar o debate porque você tem que se preparar para Argentina. Cara, isso, vamos dizer assim, primeiro é uma confissão de despreparo e segundo de incompetência logística. Mas é, vamos dizer assim, o sujeito prefere parecer burro, prefere parecer incompetente, despreparado, que não tem uma logística e tal, do que assumir alguma outra coisa, né, e que talvez tivesse constrangido pelo a não participar, para não dar evidência aos demais candidatos que iriam criticar o Flávio, principalmente o Renan, mas o Caiado também, cada um no seu tom, evidentemente, porque tá pensando em ganhar alguma coisa, em apoiar no segundo turno, etc.
Então parece que tá escondendo isso, ou seria constrangido no debate a criticar o Flávio Bolsonaro e não ou a defendê-lo, e aí ia ficar uma coisa escancarada, ia pegar, mas fica parecendo tudo isso, entendeu? Um pouco de tudo. E aí criaram uma alegação horrível. E a ausência, cara, é assim a cereja do bolo do vexame histórico do Partido Novo, cara. Era melhor do ponto de vista do marketing, até do raciocínio perverso, né? Se você quer Vai mentir, vai enrolar, cara?
Diz que passou mal, entende? Consegue um atestado, cara. Era menos pior do que isso tudo, foi muito vexaminoso. Porque o Lula e o Flávio é horrível que falte, é perverso. Mas você entende a lógica, estão jogando com regulamento debaixo do braço, é primeiro lugar e segundo nas pesquisas e tal, vão faltar por isso. Não tô justificando, pelo contrário, abomino Monroe, cara, candidato a presidente, que falta debate. O Zema, cara, oportunidade, bicho, não dá, cara.
Realmente, a que ponto você chegou? Bom, de submissão à patrulha ou qualquer coisa. Bom, mudando um pouquinho de assunto aqui, né, queria falar rapidamente do Lulinha em algum momento, mas você fica à vontade aí.
Então eu ia mudar para um outro assunto, mas a gente pode mudar para o Lulinha, cara.
É só para mostrar as mensagens dele, porque temos alguns prints. É, eu pedi para produção para botar 3 prints que eu tava analisando hoje das conversas do Lulinha com a Roberta Lussinger, porque tem alguns elementos aí muito importantes para uma análise sintética. A Roberta Lussinger é amiga dele, que se apresentava como sócia dele, como irmã dele, para ser recebida no governo Lula. E com empresários, ela representa empresários que queriam obter contratos públicos, e ela tava usando esse pistolão do Lulinha.
E o Lulinha lá todo comunicativo com ela e conversando com ela sobre as próprias finanças. Então ele fala ali, ó, faz a conta por pessoa. Ela, 42 dividido por 7 pessoas, 6K. E eu acho que isso aí é uma reflexão sobre as despesas de viagem para África que eles iam fazer com empresários e tal. E aí ela dá os números lá e ele fala assim, esse que é o ponto relevante desse print, a gente tem grana para bancar coisas, você que cuida das minhas finanças.
Bom, aí já tem o próprio Lulinha dizendo na mensagem privada que é a lobista ligada ao Careca do INSS, que recebeu do Careca do INSS, ligado ao roubo dos aposentados, R$1,5 milhão de reais para fazer lobby no governo Lula, para conseguir contratos com o Ministério da Saúde, emplacar produtos ali envolvendo cannabis no SUS, etc. Essa lobista é que cuida das finanças do filho do presidente, né? Já tem uma relação absolutamente completamente imprópria.
Ela diz: temos. E ele faz o que for melhor para as crianças. Então parece que envolvia familiares. E ela fala: vamos no melhor, né? Aí vamos ver o próximo, que aí tem elementos. Pode passar, produção, o próximo print. Tem elementos que mostram o que eu chamo da moral lulista, é que é o Lulinha preocupado de ser pego, de ser flagrado, em razão essa viagem. Tem aí, eu pedi, eu passei 3 prints aí, não sei se a produção tá conseguindo.
Agora sim, ó, Lulinha. Então deixa eu te falar, não estou nada confortável com essa viagem, não acho que deveríamos, devíamos fazer nesse momento. Essa expressão é muito importante, nesse momento ele acha que não deveria. E a Roberta lá toda empolgadona, porque não vai ficar caro não, tô levantando tudo, bora, estimado uns R$100 mil com tudo, tudo, com tudo, passagens e hotel e tudo mais. Aí o Lulinha: Roberta, tá preocupado, Roberta?
A gente tá se arriscando, não precisa, é só esperar uns poucos meses e poderemos fazer isso sem medo de nada. É maravilhoso, né, cara? Porque isso aí, cara, é viagem paga pelos empresários interessados em obter contrato público, né? É o que tá indicado inclusive na matéria que divulgou. E o Lulinha tá dizendo: a gente vai se arriscar, pode dar problema. Lembra daquele troço? Vai explanar, pode dar M, né? E aí tem o terceiro print, ela fala: medo de quê?
Ele: nós 8. Ela: não, tô colocando isso para cada, mas deve dar menos. E aí o Lulinha de novo: então, meu amor, eu não tenho nem din-din, dinheiro, né, nem origem para isso. Não dá para eu gastar esse tanto agora. Qualquer merda não tem explicação nenhuma. Então o que que acontece? O Lulinha tá preocupado porque se eles forem descobertos, se for descoberto que o filho do presidente teve despesas pessoais pagas por essas pessoas, ele não vai ter como comprovar a origem daquele dinheiro se quiser mentir, né?
Se ele quiser alegar é que não tem uma origem lícita, num negócio privado meu, e tal. Ele não tem. Então ele tá preocupado em foi pego. Mas aí eu obviamente sinto falta de um comentário assim: Roberta, eu não faço essas coisas, isso é errado, eu não vou fazer nem agora nem nunca. Não, o que que ele tá dizendo? Ele tá dizendo assim, dá para voltar o print anterior, né? Que primeiro ele falou: não acho que devemos fazer nesse momento.
Depois ele falou assim: é só esperar uns poucos meses e poderemos fazer isso sem medo de Quer dizer, é só essa fase aqui que tá meio perigosa e tal, não sei o quê, mas depois vamos embora. Depois torra aí o dinheiro dos empresários, porque ele viajou para Portugal, né, pago pelo careca do INSS, na companhia dele. E obviamente porque é filho do presidente. Então, Igor, as pessoas às vezes só pensam em propina, em qualquer coisa.
Não tô dizendo, é que isso depende da investigação, quando se vê mala de dinheiro. Mas pagamento de despesa é isso, cara. Que o dinheiro serve para isso, para comprar produto, para comprar serviço, para pagar pacote turístico, né? Então, se você tá tendo despesa paga, você tá ganhando uma vantagem. Em vez de você tirar do seu bolso, alguém tá pagando para você. E claro que ele tá recebendo esse tipo de agrado de mim porque é o filho do presidente, porque os empresários estão interessados ali.
Seria isso parecido com um contrato da, de, sei lá, serviços advocatícios, sei lá, um contrato que teria um valor assim que parece que tá na verdade comprando um acesso, né? É tipo, vou fechar esse contrato contigo aqui porque aí eu tenho acesso a esse outro personagem que tem um patamar diferenciado. No caso disso que tá acontecendo em volta do Lulinha, seria parecido em alguma medida, Felipe?
É mais tosco, né? O Lulinha parece ser mais tosco do que outras famílias, vamos dizer assim, que usam escritórios de advocacia e contratos com grandes empresários interessados em influência ou votos ou decisões, incluindo tribunais. Então o que parece, aparenta por essas mensagens, é que o Lulinha fazia parte de um grupinho ali de lobista e aquelas pessoas que eram proprietárias formais do sítio de Atibaia. Aqueles escândalos se cruzam, cara.
São as mesmas pessoas que não foram punidas pelo Judiciário na Lava Jato e que estão aparecendo aí como parte da mesma patota voando ao redor da lâmpada do governo, né, parecendo interessada em faturar pela sua influência. Então me parece é isso, que o lobby do Lulinha, ele é feito, embora o Lulinha tem uma grande trajetória, uma grande, uma vasta experiência nesse ramo, porque isso apareceu na Lava Jato lá atrás. Para lembrar rapidinho, você tinha ali uma revelação da Lava Jato de que o consórcio da Oi pagou R$130 milhões, R$132 milhões de para empresas ligadas ao Lulinha e ao Fernando Bittar e ao Calil Bittar.
Fernando Bittar era o proprietário formal do City Atibaia, frequentado pelo menos 111 vezes pelo Lula. E o Lula, o governo Lula, ele fez decreto e mudança legislativa que permitiram ali a função, a fusão da compra de uma pela outra, né, companhia telefônica, né, da Brasil Telecom naquela época, que acabou a Ui. E por acaso, né, era a mesma companhia que tava fazendo pagamentos para empresas ligadas ao Lulinha. Então você, né, então você vê, sorte, é, você tem empresas que têm interesse em determinados decretos presidenciais ou mudanças legislativas.
Algumas coisas podem ser feitas pelo próprio presidente com canetada. E por uma grande coincidência, essas empresas estavam fazendo repasses ali, algum tipo de negócio em que o Lulinha, o filho do presidente, era beneficiário. Então aquilo foi apontado, investigado na ocasião. E você fala assim, ah, mas se descobriu que não era isso que tinha acontecido? Não, na verdade as provas provavam isso mesmo. E o que que se fez? Como em todos os casos importantes da Lava Jato, se anulou a prova.
E a prova provava, assim como o caso do Flávio Bolsonaro, a prova prova. A prova prova que ele tem, tinha funcionário fantasma em gabinete. A prova prova que os funcionários fantasma repassavam para o Queiroz por meio de transferência ou repasse de dinheiro vivo, que o Queiroz pagava despesas pessoais. Você tem provas. O que foi invalidado do ponto de vista jurídico, não do ponto de vista da história dos fatos, mas para uso judicial, para condenação, foi tudo invalidado.
Então, no caso do Lulinha, foi invalidado depois da declaração de suspeição do Sérgio Moro no caso do pai dele, do Lula. E aí se estendeu para os familiares e tal. Então pronto, joga todas as provas no lixo, entendeu? Essa turma ficou impune e hoje tá aí aparecendo de novo. Eu apontei isso lá atrás, vai tudo voltar, vai tudo voltar, tudo vai ser reestruturado, né?
Parece que assim, vamos, galera, vamos embora, vamos embora, vamos embora, vamos embora, vamos embora fazer as paradas aqui, dá os negocinho, né? Faz aqui um negócio, o contrato, não sei o quê, e vamos embora, vamos embora, toca a marcha aí. Ih, rapaz, vai dar ruim! Ih, calma aí, calma aí, deu ruim, deu ruim! Calma, calma, disfarça, disfarça. Olha para o lado. Calma aí, passou. Já foi o disco voador? Já? Então pera, agora volta mais devagarzinho, tal, não sei o quê.
Aí tô mais devagarzinho aqui. Ou bora fazer uma parada de 100 mil? Não, aguenta aí, irmão. Vamos fazer daqui a pouco, que agora eu tenho medo de dar merda. Vamos fazer daqui a pouco. Por que que agora ele tem medo deu muita merda e deu merda já. Então pera aí, agora vamos baixar um pouco aqui essa rotação. Agora não, agora não, cara.
Isso me lembra as gangues que atuam na pipoca do Carnaval de Salvador, que obviamente a pipoca tem um monte de gente maravilhosa, honesta, trabalhadora, que só quer se divertir. Mas tem umas gangues que ou saem na porrada ou roubam cordão, carteira, mete a mão no bolso, né? E eu passei lá o Carnaval de 2004, depois eu passei passei outros. Mas em 2004 foi muito marcante porque eu escrevi uma crônica que viralizou na época. Ainda era email, né, rede social nem tinha começado, tava engatinhando ainda.
E a minha crônica viralizou pelo Brasil inteiro, cara. Durante 2 anos eu recebi email todo dia sobre a crônica Um Sóbrio em Salvador. Depois eu virei colunista de uma revista e fez 10 anos da crônica. Aí eu republiquei e tal. Se vocês procurarem aí, vocês vão encontrar a edição comemorativa, 10 anos depois. É, e por que eu tô falando isso? Porque quando a gente andava na pipoca no carnaval, você tinha aquela fila de marginais que eles têm uma estratégia lá.
Quem passou carnaval sabe, os caras, eles meio que se dão os braços assim e tal, e eles envolvem a pessoa, sabe, e apertam a pessoa, e aí passam a mão no bolso e tal e tiram tudo que seja dinheiro, equipamento assim. Então eles te fecham e te prendem assim, parece uma coisa meio animal, sabe. É quase que, como é que é aquele mecanismo, me fugiu agora, da biologia, que você envolve assim a célula, né?
Vem lá outro glóbulo branco.
Me fugiu agora. Mas, e o que que acontecia que parece isso que você falou, né? Sem aqui querer fazer acusações criminais aos políticos, etc. Mas chegava aquela fila de policiais, acho que são os policiais militares, né, que andam ali com escudo, com cassetete. Não sei se agora você é Polícia Civil ou Militar. Na área da pipoca, o pessoal aí do chat deve saber. Tem uma fila daquele pessoal com capacete e tal, não sei o quê, cara.
E eu assistia aquilo de perto, né. Você tava roubando, a gente tava vendo que tava roubando, enfiava a mão no nosso próprio bolso inclusive. Aí chegava aquela fila de policial, todos paravam de roubar, ficavam assim e tal, cara. E tinha uma cena que era muito ilustrativa do Brasil. Às vezes o policial olhava e passava assim, o cara dava até uma risada assim, sabe? Policial sabia que ela era ladrão e tal, mas não conseguia fazer o flagrante ali.
O cara parava e tal, não sei o quê. Aí a fila passou, passou, volta a roubar, cara. Isso é Brasil, cara. Isso é a corrupção no Brasil, cara. Ah, passou a polícia e tal, pronto, já abafaram, chegou no Supremo e tal, todo mundo ficou impune. Beleza, volta tudo. É, cara, é isso. Você tem um microcosmo, né, da gangue de rua, e você tem o pessoal da alta casta, esses crimes mais sofisticados.
Em 2022, quando o Lula veio no Flow aqui, veio uma galera, né? E aí tinha Glaze Hoffman, tinha uma galera, e tinha coisas. O que que me chamou atenção naquele dia? Me chamou atenção que tudo da parte deles, eles tentaram controlar o máximo possível. Então tinha uma câmera que eles trouxeram para gravar um certo discurso que o Lula deu bem no comecinho. Se voltar naquele episódio, vai ver que a primeira coisa que eu falo para ele é uma piadinha, tem a ver com a gravata, que ele veio com a gravata, a mesma gravata que ele tava na audiência com Moro, ele tava com a mesma gravata.
Aí eu falei alguma coisa sobre isso E ele, só que ele foi falar de outra coisa, né? E o cara gravou, não sei o quê. Uma coisa que me chamou, coisa que me chamaram atenção, uma delas foi um momento que o Lula ele menciona o filho dele, ele mencionou o carro do Lulinha, alguma coisa assim. Nossa, os cara da campanha tiltaram, tipo, não fala disso, não fala disso, sabe? E eu fico vendo essas coisas e fico, pô, cara, a gente devia estar falando a verdade para as pessoas, meu irmão, entendeu?
Eu entendo, eu entendo você, eu entendo. Vamos lá, supostamente, se a minha filha comete um crime, isso eu ouvi da minha mãe muito tempo, tá? Mas assim, se a minha filha comete um crime, eu acho que eu gostaria de ver a justiça, entendeu? Minha filha comete um crime, especialmente se eu sou um presidente da República, Entendeu? Então assim, e aqui a gente tem os dois lados com teto de vidro, né? O Bolsonaro pausa o mandato dele para proteger o Flávio, né?
O mandato dele é pausado para proteger o Flávio logo no começo, inclusive, né? Então é essa história do Lulinha, como você acabou de dizer, ela é velha, ela é velha. Lógico que é velha, há um tempo.
E quanto mais essas histórias se repetem, mais difícil de acreditar é que os pais não sabem do nada. No caso do Flávio, quem operava, de acordo com o Ministério Público, era o Fabrício Queiroz. Fabrício Queiroz não é amigo do Flávio, ele virou amigo do Flávio. Ele é amigo originalmente do Jair Bolsonaro, que já conhecia o Queiroz há 35 anos. Queiroz estava no gabinete do Flávio porque Jair Bolsonaro colocou lá, entende? Porque tem aval dele, que é o amigo dele, porque ele apresentou para o filho.
Não apareceu lá, apareceu lá do nada porque é amigo do Rio de Janeiro do Flávio. Ele era lá da escola de paraquedismo, lá daquela academia militar que o Jair Bolsonaro frequentou. É de lá que eles são amigos. O Lulinha, olha quantos casos. Agora o Marcola, que era o chefe de gabinete do Lula. Então assim, muito difícil acreditar que o Lula não sabe de nada, que o Lula não sabe que ele fica ali querendo ganhar alguma coisa, conversando com a lobista, tendo despesa paga como a dessas viagens.
A gente pode falar em ganhar porque ele ganhou do careca do INSS. Repare, né, nem já seria grave se fosse um simples empresário honesto, vamos dizer, embora assim já metido nisso dificilmente é honesto, mas um simples empresário que tem interesse em alguma coisa, alguma decisão do governo. Sendo um careca do INSS que tava roubando aposentado, cara, camada vulnerável da população, sabe, é pior ainda.
Entende?
Então assim, muito difícil, cada vez mais difícil de acreditar que os papais não sabem de nada que os filhos fazem, entende? E aí isso leva uma outra conclusão, né, de que os filhos eventualmente atuam com o aval do pai. E esse tipo de suspeita que precisa ser investigada até o fim, e as pessoas precisam ser responsabilizadas e punidas, porque senão o Brasil não sai disso, cara, fica nesse buraco.
Bom, então agora é para, chegando mais no final aqui do nosso programa, cara, eu queria na real só fazer um comentário rápido aqui sobre o Lito Souza, cara, que é o cara do Aviões e Músicas, que é um dos ícones da internet brasileira. E eu tô falando da internet, eu não tô nem falando do YouTube ou de Instagram, TikTok. O Lito tá escrevendo blog há muito tempo. Aviões e Músicas era um blog de saúde, isso tudo, né? E a gente viu um tempo atrás o Lito vindo a público dizendo que tava doente e tudo mais, uma coisa que inicialmente a gente pensou que fosse para um lado e no fim foi para um outro lado muito pior.
Infelizmente, o Lito foi diagnosticado com a doença, se eu não acho que o nome é Creutzfeldt-Jakob, alguma coisa assim, e que ela é uma doença além de muito rara, ela é muito muito degenerativa, ela é degenerativa e extremamente agressiva, e que avança numa velocidade inconveniente para as pessoas que, sei lá, que acabam contraindo ou que acabam despertando essa doença, síndrome, não sei exatamente. E eu queria inclusive falar pouco sobre isso, porque justamente porque eu não tenho as informações corretas para dizer, e é um assunto muito muito delicado, que lida com a vida de um colega, é que é mais do que um colega meu, né?
O Lito é bom, ele representa, além dele representar toda uma, um nicho dentro do YouTube, é claro que existem outros criadores, mas ele representa, ele tá ali há muito tempo. Ele, a gente tem uma relação, já teve, a gente tem uma relação que não é de amigo próximo, mas já é mais próxima que a maioria das pessoas, né? Então eu só queria dizer que, porra, cara, é, eu sinto muito e que eu, que estamos à disposição para o que for necessário, né?
A gente teve umas notícias não muito animadoras ultima— hoje, é, sobre as tentativas que a Mila, que a esposa dele, tava tentando, tava fazendo com algumas instituições lá fora, lá fora, com experimentos ou tratamentos experimentais, com drogas experimentais, e as respostas foram não as que a gente gostaria, é por diversas razões, ou por razões que eles não comentaram direito. Mas o ponto é, cara, eu queria que você que tá ouvindo a gente aqui, sei lá, vibrasse numa boa energia, fizesse uma oração ou qualquer coisa nesse sentido de, sei lá, mandar boas vibes para o Lito, que tá precisando de verdade nesse momento, e para Mila também, e para a família deles lá que deve ser. Eu nem consigo imaginar o que que passa pela cabeça deles.
Então, cara, é isso, toda força para eles. Eu escrevi isso inclusive lá numa dessas postagens no Instagram. O Lito é uma figura extraordinária, cara. Eu tive o privilégio de conhecê-lo e tudo isso me dá uma tristeza tão grande, cara, é até difícil de falar. Eu convivi pouco com o Lito, mas eu encontrei algumas vezes E a primeira vez foi justamente num evento do YouTube. Eu não me lembro se eu já era diretor de jornalismo, mas eu sei que eu fui lá até para ver quais eram as melhores práticas no YouTube, num evento ali no prédio da Google aqui em São Paulo, no Itaim, ali na Faria Lima.
Sabe qual é aquele no final da Joaquim Floriano? Eles têm lá uma cobertura bem grande, né, com restaurante, que tem um auditório enorme. E aí tava um representante de um monte de veículos de comunicação, tinha de tudo lá. E eles fizeram uma apresentação com um canal que era um exemplo de melhores práticas e de sucesso, que era um case. E esse canal era o Aviação e Música, Aviões e Música, que era o canal do Lito. E o Lito era o entrevistado do evento, e eu não o conhecia naquela época, foi há muitos anos.
E eu adorei aquele cara, eu achei super interessante. Eu acho aviação um negócio incrível. E amo música também. E ele parecia um cara super simpático, didático, gente boa, sabe? E naquele evento, não me lembro se eu fui cumprimentar ele, mas eu me lembro que ele começou a conversa comigo dizendo que acompanhava o meu trabalho e que gostava do meu trabalho, da minha maneira de me posicionar como jornalista independente e contrariando algumas narrativas.
Ele falou lá do jeito dele assim, mas com essas ideias e tal. E eu falei, pô, que legal, cara, adorei ver a sua palestra, o seu exemplo no canal, vou aprender aqui também para fazer os meus conteúdos e tal, não sei o quê. Cara, a gente passou a se seguir e tal, e tempos depois eu entrevistei quando tinha que falar de algum acidente, de alguma questão envolvendo aviação, ou em podcast Everest. Não me lembro agora se foi uma, duas ou três vezes, mas foi tão marcante ali aquela figura, porque ele é um cara que tem algo que eu sempre valorizei muito, que é a paixão.
Ele tem uma paixão e tem um profundo conhecimento que ele adquiriu, que ele quis conquistar, e usou isso para o bem, sabe? É para ensinar as pessoas sobre aquilo que gera medo, com elas e para tentar acalmá-las e para zelar para que a aviação brasileira seja segura, para que ele possa influir com o seu conhecimento para que essa segurança se consolide. Então, uma figura incrível, cara. E quando ele fez participações em programas meus, deu entrevista para mim, ele gravou stories, sabe, para dizer da admiração que tem pelo trabalho, recomendar para as pessoas.
Então, cara, assim, muito, sabe, é aquele altruísmo, aquela solidariedade, aquela generosidade. Essa é a palavra que eu tava procurando, que é muito natural na figura dele. Você sente isso quando conhece uma pessoa assim, sabe? É uma pessoa de bem, cara, que quer ajudar, que quer fazer algo por paixão e pelo próximo. Então assim, o mínimo que a gente deve a ele é a força, a energia, a torcida, por tudo aquilo que ele fez diante de um assunto interessante, um assunto exótico para muitas pessoas.
Mas é um grande produtor de conteúdo e um cara visionário aí no funcionamento do YouTube. E, cara, toda melhora é horrível, né? A sensação que a gente tem de uma pessoa que querida e tão importante para gente, a gente fica numa sensação de impotência.
Não tem muito que a gente possa fazer, mas o que a gente puder.
Se a família exatamente precisar de qualquer coisa aqui que demande divulgação ou qualquer tipo de esforço, a gente tá aqui, só acionar a gente. Mas algumas doenças, elas são chatas, elas são incômodas, cara. E tomara que os estudos sejam desenvolvidos e algum tratamento possa ser aplicado ao caso ele e ele consiga prolongar a sua vida da melhor maneira possível. Então todas as energias e desejos de melhora aí para o grande Lito.
Amém. É isso aí. E bom, é isso. Bom, chegando aqui no final, então deixa eu falar dos parceiros que estão com a gente aqui, começando com o G4 e o Primo Rico. Inclusive, cara, é tu que tá ouvindo a gente aí, tem uma empresa, você é empresário, sabe o quanto é complicado ser um empresário no Brasil, né, cara? Tem várias nuances e às vezes até pouca informação. Onde é que tu estudou para ser um bom empresário? Onde é que tu estudou para ser um bom, sei lá, tu começou uma padaria, deu certo, e aí, o que que tu faz agora, cara?
O G4 é um lugar para você, bom, tá lá você vai encontrar várias outras pessoas que estão mais ou menos na mesma situação com você, você vai encontrar pessoas também que já venceram, que já passaram por tudo isso. E cara, eles estão agora com um evento e uma parceria com Primo Rico, que é para o próximo nível. Como assim? A tua empresa, que sei lá, você consegue transformar o teu lucro em patrimônio? Essa é uma pergunta, essa é uma questão muito importante que muitas vezes acaba se perdendo esse dinheiro de uma maneira não muito eficiente.
Então o G4 junto com Primo Rico tá aí para te ajudar nisso, na gestão da coisa e em como transformar esse lucro em patrimônio da maneira mais eficiente possível. Eles vão fazer um evento e se eu fosse você ficava esperto aqui, ó. É que, como é que é? Não, não é um programa de estudo, é o primeiro programa de acompanhamento do G4 com Grupo Primo. E dá uma olhada nesse QR code aqui, ó, para você saber um pouco mais do que eu tô falando.
Mas é basicamente isso. Tu aí que tá se sentindo meio perdido, não sabe o que fazer, ou quer levar para o próximo, para a próxima etapa, o próximo nível, cara, dá uma olhada nesse QR code aí que pode dar uma na tua vida, tá bom? O outro parceiro que tá com a gente aqui é a Hashtag Treinamentos, que é uma das maiores escolas para o mercado de trabalho, uma das maiores escolas digitais para o mercado de trabalho da América Latina.
E aqui, cara, é para te falar de um curso grátis que os cara tão oferecendo aí, tá? Hoje me perguntaram aqui, cara, como é que eu faço para ter um assistente que me ajuda aqui, ali, fazendo isso, inteligência artificial, me manda as mensagens no WhatsApp. Eu falei, Cara, isso tudo tá falando aí, dá para fazer com o Cloude e sem muita, sem muito estresse, só manjando da ferramenta. E é exatamente desse curso que eu tô falando para você, cara.
É para você entender melhor como é que funciona o Cloude e o Cloude Cowork, que já tá ali na ferramenta e que já tá pronta para te ajudar hoje, desde que você entenda o que que é e para que serve. E para você conseguir esse objetivo aí de entender melhor o que que é, tem esse QR code aqui e é de graça, tá bom? Entra lá, eu tenho certeza que vai, vai te ajudar nessa tua entender melhor como é que funcionam essas ferramentas de inteligência artificial.
Lembrando que a gente também tem uma parceria com eles, que se você usar o cupom FLOW, tu vai ganhar R$500 de desconto na Comunidade Impressionadora, que é o conjunto completo de curso da hashtag, tá? Então, QR codezinho aí para tu fazer aquele investimento esperto em tu mesmo, tá bom? Felipe, muito obrigado pela moral.
Muito obrigado. Olha, quer mandar um beijo para a Gilmara, seguidora, porque ela me lembrou qual é a expressão que eu usei do, da gangue que te envolve para meter a mão no seu bolso e tal. Eu tava fazendo comparação com a célula e a fagocitose, a grande fagocitose das aulas de biologia da escola. Quem não se lembra? Mas a analogia que eu esqueci lá no começo do programa, depois eu procuro no vídeo para tentar lembrar o que que eu queria dizer. Na terça-feira que vem eu lembro. É assim mesmo, a gente fica cansado.
Eu tava falando de a gente que você tava falando de como o Lulinha fica de longe e aí daqui a pouco ele volta, porque era lá no começo, era da analogia com Judiciário, com punitivismo.
Não sei se era das palavras sintéticas do Renan no debate, mas depois eu procuro aí, depois eu faço.
Eu sei o que que você faz, então segue o Felipe lá no canal dele, aí você vai ver um monte de coisa. Como é que os cara te encontra na internet, Felipe?
Muito obrigado. Segue lá no Instagram, @felipemourabrasil. Ele deve fazer uns cortes específicos para o Instagram Instagram agora. A produção tá se multiplicando, se diversificando. Mas acompanha o meu canal de YouTube, youtube.com/felipemourabrasil, que eu já tô transformando, já tá com a logo pronta aí em FMB TV. Mas o endereço para você botar no navegador, se não quiser botar na busca do Google Felipe Moura Brasil canal, você bota lá youtube.com/felipemourabrasil e você vai ver as íntegras do meu programa Análise dos Fatos na aba ao vivo e os cortes na aba vídeos.
Esse programa eu faço de segunda a sexta-feira. Segundas e sextas é meio-dia, terça, quarta e quinta às 18 horas. Mas é só aparecer lá no canal que os conteúdos estão todos lá. E no X eu sou @fmourabrasil. Não gosto de falar muito para não confundir, porque no Instagram é @felipemourabrasil. Eu vejo todas as mensagens, não consigo responder todas porque o pessoal às vezes faz umas perguntas complexas também e demanda um livro, ou são perguntas sobre as quais você vai elaborar no seu programa é o seguinte, mas acontece uma coisa assim, o cara já quer saber qual é a minha análise, qual é a minha opinião.
Que nem minha mãe, no meio do debate ela mandou a mensagem. Beijo, mãe, tá? Ela mandou o debate assim: o que que você tá achando, cara? Cara, se eu respondo no Zap o que que eu tô achando, porque eu vou fazer, né, 5 programas na semana que são sobre o debate, vou falar horas a respeito. E tem uma curiosidade sobre você, sintetizar numa mensagem do Zap, né?
E o Felipe Moura Brasil, tu que tá assistindo a gente, que assiste Felipe Moura Brasil na internet, que assiste ele aqui no Flu News, que lê as análises, que, né, o Felipe, eu assim, eu encontrei o Felipe já várias vezes na minha vida e ele é sempre eloquente assim. O que que isso quer dizer? Que se tu tá pedindo uma análise para o Felipe, lá vem uma análise, né?
Posso soltar uma frase feita, rasteira, superficial, que vai passar uma impressão errada sobre o que eu acho? Não, fulano tá melhor, fulano tá pior. Parece ser muito pouco, né? Aqui a gente criticou todo mundo, né? São diferentes pontos, diferentes graus, a natureza da crítica eventualmente é diferente em relação aos candidatos, mas todos têm pontos aí a serem olhados, a serem vistos com olhos críticos. Então muito obrigado, Igor, é sempre uma honra encontrar você, também aprecio a sua generosidade.
E obrigado, Lito, tá, por tudo que você ensinou para gente. Me adiantou muito, inclusive, para viajar de avião. A gente que tem que viajar, trabalho o tempo todo, e pega aí as turbulências da vida. Aprender é os mecanismos, saber o que que tá acontecendo. O conhecimento, a palavra sempre libertam. E é bom ver gente apaixonada ensinando os outros sobre aquilo, aqueles assuntos que domina. Então obrigado a todos, grande abraço, e até terça-feira que vem.
Tamo junto, valeu, gente! Muito obrigado pela moral. Se inscreve aí no canal, não esquece de, sei lá, dar o like nesse vídeo. Manda ele no grupo da igreja, no grupo da família, no grupo, sei lá, dos bolsonaristas, dos petistas e de quem mais você quiser, tá bom? Vira membro do canal porque a gente cria conteúdo exclusivo para vocês aí o tempo inteiro, custa menos de R$8, é baratinho. E força, Lito, vamos embora! Vai ter o debate do Flow, vai ter o debate do Flow dia 21 de setembro, e a gente tá para soltar o vídeo aí para dizer onde é que é. E vai ser no lugar muito maneiro, vocês vão descobrir já já.
É proibido amarelar, hein?
É bom, tá proibido amarelar aí, né? Mas os cara não estão respeitando as regras de forma geral. Então é isso, um beijo, valeu, valeu, mundo, e até a próxima. Tchau, tchau!
G4
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