GUSTAVO FERRAREZI + LETRAJOTA - Flow #632
Nerdólas falando sobre projetos malucos
- Carros Eletricos· TecnologiaFusca elétrico·Fusca elétrico·Carros Eletricos·Carros Eletricos·Inversores de frequência
- O Perigo Dentro de CasaMáquina de solda mexicana·Elevador caseiro·Explosão de gás em São Paulo·O Transformador Gigante
- Experiências perigosas e o YouTubeExplosão de gás em São Paulo·Lança-chamas caseiro·Maleta da morte (choque)·Acidente de moto·Quebra de câmbio em Chevette elétrico
- Tendências em tecnologia energética: BateriasTendências em tecnologia energética: Baterias·Tendências em tecnologia energética: Baterias·Baterias de Sodio·Tendências em tecnologia energética: Baterias·Baterias de Sodio
- Desafios de projetos DIYQueima de componentes·Dificuldade de encontrar peças·Falta de documentação técnica·Necessidade de adaptação de peças
- Cota para carros elétricos· TecnologiaDesempenho e autonomia·Torque instantâneo·Emulação de som de motor·Elon Musk e Tesla·BYD Dolphin Mini
- Educação positiva vs educação tradicionalMétodo de ensino tradicional·Aprendizado 'mão na massa'·Utilidade prática do conhecimento·Engenharia reversa
- Carros Eletricos vs Combustao· TecnologiaTanques de combustível vs. baterias·Risco de explosão em acidentes·Proteção contra colisões em baterias·Segurança de veículos a gás
- Mercado Automotivo Brasil· NegociosNovas montadoras no mercado·Popularização de carros elétricos·Hibridismo em carros elétricos·Competição com mercado nacional
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This is the flow. Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um flow. Eu sou Igor e hoje eu vou conversar sobre uns projetos muito loucos com os cara que gosta de uns projetos muito louco, né? Então tem o Gustavão aqui. Tudo bom, cara?
Tudo ótimo, Igor. Obrigado mais uma vez por pelo convite estar aqui bater um papo sobre os projetos muito loucos. Quando eu vim aqui a primeira vez Ainda não tinha nada muito concluído, agora tá mais concluído. Já deu ruim de novo, mas tá mais de PC, né? E ainda tem um pouco dos PCs, mas de lá para cá eu me foquei num projeto de um carro.
E aí agora tá mais concluído, tá mais concluído. Então tá, tem o Leandrão aqui também do canal Letra J. Não sei como é que os cara te conhece, cara.
É o Leandro do canal Letra J, o pessoal fica me chamando de Jota mesmo, né?
Mas tu roubou além do canal o nome do cara. Caralho, o cara roubou o canal e o nome do cara.
Pior que Jota é Jota, letra J, Jota de João Pedro, que é o cunhado, né? E a esposa que fizeram o canal Letra Jota. E eu entrei no canal postando uns vídeos malucos e, cara, o bagulho foi ganhando dimensões absurdas. Tô muito feliz de estar aqui no Flow, aqui. Nossa, isso aqui é um, cara, é uma emoção absurda.
Obrigado pela parte que me toca, cara. Mas você, você faz umas paradas muito incrível também, assim. Se der uma scrollada lá no canal do moleque, é só umas maluquices, né? E assim, eu acho que eu gosto da tag caseiro. Não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, caseiro. Aí tu vai olhar lá, os cara fazendo um moto, um carro.
O Super Poderoso Caseiro é uma marca registrada do Letra. Eu conheci o Letra, na verdade, porque o meu negócio sempre foi computador. E aí eu falei, cara, vou fazer... Toda vez eu entro em algum projeto meio fora da curva para chamar atenção, ser um pouco diferente. Eu fiz um projeto do simulador de avião, conheci o Lito. E aí, do projeto do carro, acabei conhecendo o Letra. E aí eu fui vendo na internet outros projetos que ele já já tinha feito.
E é um cara que é o super poderoso caseiro e as gambiarras supremas, assim. O cara faz— ele já passou perto de morrer há muito tempo, mas ele tá na linha tênue assim, porque é só loucura, velho.
Pô, mas andar num Chevette elétrico, que eu não sei como é que tu faz aquele, aquela caixa de marcha aguentar, também não é meio suicida?
Ah, mas aí é para o carro, não para mim, né? Mas o do Letra é, mano, assim, é uma coisa mais próximo ainda, né? Sabe aquele vídeo que você assiste, aquele conteúdo que você assiste e você fala, mano, é um conhecimento absurdo, mas ao mesmo tempo dá uma agonia por ele de estar fazendo aquilo, tá ligado? Um exemplo, eu até tinha comentado com você um pouquinho, era da máquina de solda mexicana. Máquina de solda, pra galera que não conhece, é o que a gente usa pra juntar ferro ali, né?
E ele, como tem esse negócio do caseiro, é de fazer sua própria máquina. E ele fez uma máquina com água e sal, velho.
Exato, eu começo sempre do projeto mais barato até a gente vai escalonando até o quanto a gente pode. Então, a máquina de solda mais barata que eu podia fazer era com água e sal, que você usa a energia direto do padrão de entrada, um fio vai dentro do balde com sal, sai um outro fio que vai pro eletrodo e o neutro do poste vai direto na carcaça do que você vai soldar. Então, se você pôr a mão no eletrodo, você morre eletrocutado, se você pôr a mão na água, você morre. Se alguém derrubar o balde, ferrou.
E o mais curioso disso é que no vídeo, mano, dá uma agonia de você assistir assim, porque ele precisa misturar o sal na água pra ter mais eficiência. Então ele põe mais sal e vai misturando, só que ele usa um vergalhão de ferro para misturar, segurando e vai misturar. Se ele esquece de desligar o padrão do poste, ele morre.
A gente já explodiu o padrão do poste uma vez ligando um transformador de 36 mil volts na garagem de casa, e a gente explodiu o padrão. A gente, mano, brincou para caramba. E eu zoei até com o Iberê. O Iberê fez uma máquina fazendo de bagulho todo, imitando.
Olha o título do vídeo, olha o título do vídeo.
O Iberê fez um— eu assisto todos os vídeos do Iberê. Ele fez um uma máquina destruidora de componentes, alguma coisa assim. É uma máquina que ele fritava salsicha, estourava ovo, 2000 volts. E aí me mostrou como é o perigo da eletricidade, como a eletricidade age nas coisas. Só que ele falou pro pessoal, galera, eu não vou ensinar vocês a fazer essa máquina, é só pra gente demonstrar aqui no canal. Na hora eu já abri o Instagram e falei, galera, é o seguinte, vocês querem aprender a fazer a máquina que o Iberê falou que não vai ensinar, só que 3 vezes aumentada?
Caralho, moleque! E o título do vídeo é, a máquina do Iberê 10 vezes mais forte.
E o Bedrift comentou nesse vídeo, cara. Ele comentou o quê? O que ele falou? Ele comentou... A gente zoou com ele, falou que o Bedrift podia processar nós, ele fez uma sátira lá, foi da hora o comentário dele.
Mas tu ensinou mesmo?
Ensinei passo a passo, a gente viu que dava para colocar... Se usa transformador de micro-ondas, dentro do micro-ondas tem 2000 volts. Então, um transformador de micro-ondas você consegue fazer muita experiência bacana. E aí a gente foi juntando 1, 2, 3... Quando a gente bateu 6000 volts, começou a vazar tensão pelos pés da mesa, começa a vazar tensão pelas laterais do transformador. Então não dá para colocar mais de 3, a não ser que você resine, faça alguma coisa.
Mas ficou muito da hora. E aí depois eu comprei um TP de subestação, que é um mini transformador, 36.000 volts, onde o João Pedro faz vários testes com 36.000 volts.
Tu é maluco mesmo.
Ó, a pior sensação que existe é tomar choque.
Mas o problema é que ali tomou, morreu, tu nem vai ver. E a mulher dele salva a vida dele nesse vídeo da máquina só várias vezes. Que ele pega o vergalhão e vai enfiar na água. Você desligou o padrão? E aí ele diz: esqueci, esqueci. É uma agonia para quem tá assistindo o vídeo, que você fala: meu Deus do céu.
Os caras colocam nos comentários: se postou é porque tá vivo, né?
Agora, e o elevador que ele está construindo e caiu o elevador com ele e a mulher dele dentro?
Tá construindo um elevador super poderoso caseiro, tá? É que o super poderoso caseiro assim vira quase um produto De tão bom que fica. Eu fiz um para minha avó dentro do valor de R$5.000, que ela quebrou a bacia e tudo, fiz um negócio bem da hora para o pessoal copiar, mostrando passo a passo. E aí depois eu falei, vou fazer um para minha casa agora com automação da hora, com porta automática se der tudo certo e bruto. Só que a gente montou o elevador, sabe?
Na ansiedade de testar, o negócio subiu e desceu, subiu e desceu. Pô, que da hora! O João Pedro, isso numa velocidade absurda. Imagina, põe no máximo aí, João, vamos ver como fica, mano. Hopi Harare era fichinha, né, cara? Era bizarro, mano. Subia milhão, subia em 3 segundos lá para cima.
Era bizarro, mano.
Milhão, você é maluco, cara.
O seguinte, ele, eu subi, desci, não aconteceu nada. E o meu cunhado desceu, subiu, não aconteceu nada. Aí eu chamei a Aline. Aline, vem, vem, vem, vem, vem. Quando nós entrou nós dois no elevador, o contrapeso tava leve para caramba. Então o cabo de aço escorregou, né? O João Pedro pôs para descer, tentou reverter, revertia, não mudava em nada porque o cabo continuou descendo e o elevador despencou lá para baixo.
É da agonia. Só que assim, é seguro porque despencou, ele não teve morte, então é seguro.
Qual o elevador que despencou e ninguém morreu? Eu não conheço.
É umas paradas que eu vejo no vídeo, eu falo, cara, não existe possibilidade de você fazer isso sem você ter pelo menos um medo. E você vê no vídeo que ele não tá com medo não, mano. Aí eu falo, cara, isso é perigoso, porque é umas loucuras assim que é fora do normal.
Tem coisas que a gente fica com medo. O bujão de gás, eu fiquei muito medo. O bujão de gás, eu fiquei com medo, mano.
Aí tinha, né, tem o Raulzera, 36 mil, tá suave.
É, não, bem tranquilo.
Ó, Raulzera, eu assisti o Raulzera, o Área Secreta. Esses caras estavam na vibe de explodir as coisas e dava muito view explodir as coisas, cara.
Eu acho que ainda pode ser esse sonho.
É, dá muito view explodir as coisas. Os caras explodiam uma geladeira e dava muita visualização. E eu tava fazendo uns conteúdos bem técnicos, né? E eu ficava, mano, com inveja dos caras, vou falar a verdade. Eu falo, mano, os caras conseguem muito view fazendo isso e é uma coisa divertida pra caramba. Eu falei, vou começar a explodir as coisas também. O que eu posso fazer pra explodir? Vou explodir um bujão de gás cheio, mano.
Só que você não tá entendendo o que é explodir um botijão de gás cheio, mano. Primeiro, é tipo assim, é uma explosão, é descomunal a explosão. No vídeo tem e é muito complicado.
Primeiro que ele não foi feito para explodir, né? Ele foi feito para ser super seguro e eu mostro a segurança total do negócio. São 2 vídeos, cada vídeo tem 1 hora e 20.
Os vídeos são enormes, né? Isso.
O primeiro vídeo é só explicando sobre o botijão, desde a solda, tratamento térmico, plugue fusível. Toda a parte teórica do negócio. E o segundo vídeo é o vídeo da explosão em si. Então, a gente teve que fazer uma forja de tambor com 30 kg de carvão, teve que colocar um aspirador de pó para inflamar esse carvão assoprando em vez de sugar. Tivemos que fazer isso no meio do mato, levar uma bateria de caminhão, um inversor para ligar o aspirador.
E, cara, jogamos... Eu tive que modificar o botijão. Então, eu tive que tirar o gás do botijão, encher de água, Soldar todas as proteções para garantir que ele ia explodir. E aí depois eu tive que encher de gás esse botijão. Aí comprei um botijão novo e fiz a transferência do gás. Como o gás é líquido, então você coloca o cheio de ponta-cabeça, o vazio aqui e você vai trocando temperatura. Você esfria o de baixo e aquece o de cima.
Aí conforme vai alterando pressão, o líquido vai descendo cada vez mais até encher a parte. Pegamos um bujão cheio e colocamos. E eu não sabia o que podia acontecer. Coloquei uma chapa de container em cima do carro, porque algum pedaço do botijão podia cair em cima do carro. Levei meus filhos, porque eles não iam me perdoar se eles não vissem isso.
Mano, você não tá entendendo aí. É.
No final, a minha menina ficou chorando. O meu medo era o seguinte: o meu medo era no meio do negócio aparecer uma viatura, entendeu? Como que eu aviso pro policial não chegar perto do bagulho?
Porque é só esperar, você não sabe quanto tempo vai acontecer. Você só espera, você fica observando.
A gente calcula, o João Pedro conseguiu calcular mais ou menos qual seria a expansão, pressão e quanto tempo demoraria pra explodir. E a gente acertou até que bem em cima. E pensa numa explosão muito louca, bola de fogo de mais de 3,5 metros de altura, absurdo assim, cogumelo mesmo.
Essa foi a comemoração de quê? De 500 mil inscritos?
Foi, de 500 mil. Eu não fiz a de 1 milhão ainda, porque é um negócio tão perigoso que a gente perde inscrito, né? Que os caras falam, esse cara é muito louco. Aí ele se desinscreve do canal. Aí, quer dizer, eu tenho que ter uma folga, uma margem de segurança. Então, estamos com 1 milhão e 360. Então, quer dizer, se desinscrever 60, 100...
Não dá nada.
Ainda não precisa fazer 1 milhão certinho, perdeu.
Isso é loucura, velho. E aí eu conheci ele nessas loucuras assim. Aí, como ele é um cara que... Ele e o João conhecem muito sobre o universo e me ajudaram muito no carro, no carro elétrico. E aí, que para mim é novo, eu não tinha nem ideia como fazer um carro elétrico. A última vez que eu vim aqui eu falei para você, eu tava aprendendo. E o canal sempre foi esse aprendizado para eu entender como esse universo funciona. Eu nunca fui um cara que gostei muito de pegar um livro, ler e entender, mas na prática eu entendo como as coisas funcionam e isso é o conhecimento.
E o carro elétrico foi isso, tem a ver com tecnologia, que é o que o meu canal segue ali, mas é novo para mim. E aí foi assim que a gente acabou se conhecendo. E me ajudando no projeto do Chevette.
Mas o Gustavo entrou no projeto, na época que ele entrou, que ele tava com uns 2 anos. 2 anos quando eu entrei, foi 2 anos atrás. Quando o Gustavo entrou no projeto do Chevette, eu falei, putz, que muito louco, cara. Só que não dava para mim ainda, porque eu tinha algumas dúvidas em questão à bateria e a gente... Para mim não dava. Então eu vi o que o Gustavo...
E mesmo o Gustavo disse... Se para ele não dava, você imagina o problema que eu tava.
Não, Gustavo não entrou não, cara, porque na época mesmo você não tinha noção da bateria que tinha usado.
Não, eu não tinha nem ideia. Você falou, vai, vai.
Vai, vai.
Não calculei muito, não sabia como ia fazer. Falei, no meio do caminho aparece a resolução disso. E foi isso com tudo que eu fiz. Eu fiz simulador de avião, não sabia nem... Não conhecia um botão do avião. Aí o Lito foi lá, me ajudou, uma comunidade me ajudou. E toda vez que a gente entra nesses projetos, a gente acaba conhecendo uma comunidade nova. Então, isso é o que faz o canal crescer ali para mim. Então, eu vou falar sobre aviação, eu acabo conhecendo uma galera que vai me ensinar muita coisa.
Sobre carro, a mesma coisa. Sobre computador, a mesma coisa. Quando eu comecei a fazer o carro elétrico, foi isso. Eu falei, cara, eu acredito que eu não tenho esse conhecimento agora, mas vai aparecer uma comunidade para me ajudar e eu vou adquirir esse conhecimento. E foi o que aconteceu. Então, acabei durante o projeto mudando algumas vezes para ir por direções melhores.
Como? O que era diferente no começo lá no projeto?
Cara, tudo, porque não tinha... Há 2 anos atrás, a gente está falando que de hoje, por exemplo, várias marcas que vieram para o Brasil de carro elétrico. Então, várias montadoras estão aqui que há 2 anos atrás não tinha. Elas chegaram em 1 ano para cá que lotou de carro elétrico. Tem carro elétrico em todo canto, mas não tinha. 2, 3 anos atrás não tinha.
A ideia do projeto... Aí isso fazia você não considerar um conjunto de baterias, por exemplo.
Exato. Ou até mesmo conhecimento, porque quando você tem o carro, você tem o cara que está mexendo nesses carros.
É verdade.
E se você não tem o carro, você não tem muito conhecimento disso, entendeu? Apesar de algumas pessoas terem feito carros elétricos em proporções menores no passado, Ainda não era como eu queria. Eu falei, cara, eu quero que seja um negócio que impressione, porque o carro elétrico hoje é chato. Muita gente não gosta por ser um negócio meio monótono, não tem aquela alegria. Eu falei, cara, se for fazer isso, não vale a pena fazer. Eu quero um negócio da hora.
O que tinha nessa época era uns Fuscas convertidos com motor de empilhadeira elétrica. Então motores escovados, um sistema muito mais simples, com baterias líquidas mesmo, convencionais. Funcionava, mas não era algo que curasse uma depressão, entendeu?
O que você quer dizer?
Tem que ser muito louco. Entendi. O cara entrou depressivo, ele tem que sair, mano, que bagulho muito louco, cara. É, o bagulho tem que ser assim.
Ele tem uma moto que ele fez dessa mesma pegada, que foi, eu acho que ele trilhou esse caminho até o carro, até o único motor de BioID. Mas teve a moto e a moto é isso, a moto é uma moto, cara, uma scooterzinha de 3 cavalos que ele transformou numa moto que chega em 200 km/h em...
Uma scooter de 200 km/h, 4 segundos 0 a 100. Em 4 segundos.
E é um scooter, é um scooter que tinha 3 cavalos, tá ligado?
Caralho, como é que tu mantém isso estável?
Então a gente queimou várias vezes, queimou umas 5 vezes, eu acho que o motor do scooter. E assim, a gente foi, a gente foi, foi um problema primeiro era a bateria. As baterias que a gente tinha começava a explodir todas, os terminal das baterias explodia porque a gente tava tirando corrente da bateria. E aí a gente, a bateria, a gente conseguiu solucionar o problema da bateria. Aí era controlador. Aí a gente conseguiu comprar uma das controladoras mais fortes que existem.
Controladora, que é isso aí, né?
Que é esse negoção aqui. Aí conseguimos comprar uma mais forte que existe. Tipo, legal, agora nós temos a mais forte. Aí começou a queimar motor. Aí a gente teve que descobrir como rebobinar motor. Começamos a desmagnetizar os ímãs do motor. Então os ímãs, é tanta corrente que os ímãs começam a remagnetizar de maneira errada. E aí a gente teve que remagnetizar ímã, trabalhar tudo, até refrigeração líquida dentro do motor. Teve que colocar porque senão não aguentava a potência e começava a esquentar. Um bagulho louco.
Mas essa parte de estabilidade, se você tiver falando de estabilidade da moto, não tem, não tem, não tem, não existe.
É, ok, era disso que eu tava esperando ele acabar a piu.
Eu entendi o que você quis chegar.
Como não tem?
Ele nem considerou. Tipo assim, é o tipo de coisa que não é para andar, tá ligado? Tipo igual um patinete a 200 km/h. Um patinete é um negócio que assim, pode ser o mais bem construído de todos, mano, a 200 por hora não existe nada muito bem construído que se não bater você não Vai ter salvação. Aí tá ele, mano, na rodovia com cabelo voando.
120, 120 e uns pouquinhos no patinete superpoderoso dele.
Mano, é tipo um negócio que assim, é loucura.
Primeiro a gente começou com patinete.
Tu é pai, moleque.
Não, pior que é isso mesmo. A gente começou com patinete, foi aí no patinete que a gente conheceu o E-Force e vários amigos.
Influencer, morre, porra, vai me foder ainda, cara. Exato.
E a gente começou aos poucos, né, começamos devagarzinho e fomos aprendendo muito E até chegar onde nós estamos hoje, no carro, a gente teve uma trajetória de telecurso se fodendo 2000, que foi louca. Então a gente gastou muita grana e fizemos, pegou fogo, as coisas não davam certo. A gente tinha o veículo elétrico para ele atingir velocidade final, ele precisa de tensão de bateria, né? E no patinete a gente não tinha espaço para pôr mais bateria, é muito compacto, e a gente queria chegar a 120 km/h.
Então tu que entendi, tá?
Aí eu falei, agora não tem espaço para pôr mais bateria. Aí o João Pedro falou para mim, Leandro, e se nós abaixar a tensão do motor? Eu falei, pô, vai ser quase a mesma coisa. Se eu tenho um carrinho aqui e ele é um carrinho de 3 volts, se eu ponho 6 volts, ele corre mais. Mas se eu não tenho como colocar 6 volts, eu tiro o motor e coloco o motor de uma tensão mais baixa e vai ser o mesmo resultado. E a gente fez isso no patinete, conseguimos bater os 120 km/h com patinete caseiro de metalom soldado com ferro de portão.
E ficou muito louco, muito louco, muito louco, muito da hora. Tem um pessoal na rua gravando nós, mano. É muita que os vídeos viaja, né? Então passou um cara com escada no teto, um carrinho com escada no teto de fibra óptica. O cara gravando, olha aí, ó, que palhaçada do caralho!
O cara 120 km/h no patinete, mano.
E o vídeo chegou para nós no mesmo dia, o vídeo chegou para vocês aí, mano. Eu postei no canal, foi muito louco, cara.
Isso é um aprendizado bizarro. Porque você desenvolver isso, você leva muito tempo e talvez você não aprenderia em nenhum outro lugar se não for tentando e desenvolvendo, tá ligado? É muito doido.
A moto foi, mano, a moto foi um aprendizado, foi meses e meses para a gente conseguir fazer isso. E quando a gente conseguiu, a gente não acreditava que a gente tinha conseguido, sabe? É um negócio muito louco. Eu comprei umas roupas da Shopee com os plásticos por se caso caísse. Eu não sabia o que ia acontecer. A gente tinha batido até 180, tinha batido, mas a gente não sabia o que poderia acontecer quando chegasse a 200, né?
Se a moto Não sabia se o pneu ia explodir. O pneu estufa, estufa, estufa, começava a pegar na balança da moto. Tive que cortar a balança da moto porque o pneu raspava na balança de tanto que ele estufava a 200 km/h.
Lá fora isso é muito comum, aqui no Brasil já não tem.
Não, aqui não, aqui é mais difícil.
Caralho, moleque. Tá bom, então pera aí, deixa eu voltar um montão, tá bom? Ó, vocês parecem manjar para caralho de um monte de coisa física, parece manjar para caralho de física. Você falou que tu e que o João calculou mais ou menos quanto tempo. Isso é coisa de quem manja o que tá fazendo, né? Como é que, como é que vocês manjam para caralho das coisas? É fazendo? É o quê? Livro para caralho? Vocês são nerd de, sei lá, estudou na faculdade para caralho?
Eu sei que eu não posso falar isso porque acaba incentivando as crianças, mas eu era péssimo na escola e eu sou ruim para caramba de leitura.
E eu também era péssimo na escola e horrível em leitura. Eu odeio, odeio pegar um livro para ler. Odeio, cara, não consigo, cara. E eu falo isso, a galera às vezes— porque é complicado, tá ligado? Tipo, você fala e— mas é verdade, eu não gosto do método tradicional de ensino por vários motivos. Tipo, eu acho que falta um pouco disso. Eu sei que não precisa pôr ninguém em risco, mas falta um pouco da mão na massa, do aprendizado prático.
E o aprendizado tradicional, ele é meio complicado porque você acaba tendo uma expectativa que não é cumprida na maioria das vezes. E eu não Eu não tenho esse, nunca tive essa concentração, esse desempenho em pegar um livro e ler e sair com o resultado. O João que tá ali, ele é um cara que eu acredito que ele seja um pouco diferente. Eu acho que o Leto vai poder dizer para ele, ele também falar, porque ele é um cara mais da conta. Ele para e anota as coisas, sabe?
Ele curte essa bagaça. Eu falo que assim, se na escola o pessoal vai ensinar, sei lá, fazer o cateto da hipotenusa lá, Em vez da professora chegar cateto da hipotenusa... Eu dormi nessa aula, mano. Começou a falar de cateto da hipotenusa e fazer as contas, mano. Agora, se a professora descesse lá na quadra, lá na quadra da escola e falasse, mano, é o seguinte, eu quero um quadrado perfeito. Se vira aí vocês, moleque, tenta fazer.
Vai sair.
Vai sair, mas o trabalho que vai dar. Aí a professora fala o seguinte, lá no antigo Egito, os caras fez 3 nós numa corda e aí eles conseguiam fazer um quadrado perfeito em qualquer lugar. Como isso? Ó, desse jeito. Agora vou mostrar para vocês com uma conta para vocês chegarem nisso aqui, mano. Aí você fala assim, pô, tem uma função isso aí, entendeu? Porque eu não fiz o que a professora falou, dormir na conta. Quando eu tava construindo minha casa lá no terreno que não tinha nada, eu falei, preciso fazer um quadrado aqui.
Como é que eu faço isso? Eu vou pôr uma cerâmica de mosaico aqui, vou esticar um fio dali para cá, e se abrir, se fechar, É isso que falta, cara. Mostrar para as crianças a utilidade daquilo, cara. E onde o cara pode usar isso definitivamente.
Então ele queria que o cara pegasse um Uno, o motor do BioID, tá ligado? E falasse assim, serve para isso aqui. E aí sai com o resultado. Mas é verdade, porque é muito isso, cara. Eu acho que eu fiz engenharia elétrica por 2 anos e durante a engenharia elétrica, os 2 primeiros anos, eu não aprendi nada de engenharia elétrica, eu cansei e larguei aquilo. Falei, cara, não quero fazer isso aqui. E aí veio o canal, onde no canal eu trouxe possibilidades de eu aprender sobre tecnologia.
Computador. E computador tem tudo a ver com a parte elétrica em proporções menores do que um carro. É assim como um patinete tem tudo a ver com um carro elétrico, mas em proporções menores. Uma moto também. E aí você vai aprendendo. Ah, beleza, eu preciso resolver esse problema aqui. Aí sim eu paro e vou entender como isso funciona, porque tem um propósito. Acho que falta um pouco de propósito, que é o que ele falou, para no aprendizado de hoje assim, sabe?
E para atrair a molecada hoje no canal Você sempre tem que fazer um bagulho louco, porque tem muita gente que chega para mim e fala, Leandro, o algoritmo não me ajuda e não sei o quê. Eu falei, mano, você tem que ser louco, não conta com o algoritmo não.
Faz o que você gosta.
Faz um bagulho tão foda que o cara vai compartilhar no grupo da empresa, cara. É isso que você tem que pensar, o que eu vou fazer para o cara compartilhar no grupo da empresa? O cara vai assistir isso no banheiro cagando, vai ter que cortar o toroço de tanta risada que ele vai dar. É isso, cara, tem que ser um bagulho muito louco, tem que ser impressionante.
É verdade.
E pior que é, velho, pior que é. Se você faz uma parada... Nesse nível assim, que é diferente, mano. É o que eu falei, o carro elétrico, o Chevette elétrico, ele me tirou de números que eu tinha para dobrar ou triplicar esses números. E por quê? Porque é diferente. Um monte de gente me xingou, um monte de gente amou e todo mundo estava ali curtindo o projeto, tá ligado?
Odiando ou gostando, tá todo mundo assistindo.
Eu ia nas lojas, os cara, ô, como que tá o carro e tal? Isso é uma coisa que É muito louco, porque mexe com todo mundo. Todo mundo quer ver aquilo acontecer, a galera acaba compartilhando e traz uma energia diferente, tá ligado? E um propósito, porque o propósito era fazer aquele carro andar. E ao mesmo tempo é um desafio para mim. Então você gasta energia para fazer o desafio concluir, né?
Mas o Gustavo tem grana, você tá ligado, né?
Tenho grana. Você não tá ligado, velho, não tenho mais nada. Nunca tive, na verdade.
O projeto do Gustavo tá top para caramba, mano. O projeto do Gustavo tá da hora. Nós lá no canal, a gente fez, mas a gente fez um negócio muito mais gambiarra.
Agora tá fresco lá o projeto.
Ele não tem várias preocupações que tu tem. Ele vai andar numa moto a 200 por hora e não sabe se ela vai...
Eu não faço isso, eu sou bunda mole nesse nível pra caramba.
Ele acelerou pra caramba a motinha, ele é doido também.
Não, mas eu não faço isso. Depois que ele validou, né?
Depois que ele foi lá e não morreu, beleza. Tá, então ele que é o cara dos números pra cacete e tu é o cara das maluquices.
Isso, eu sou o cara que eu tenho que pensar em ideias diferentes, coisas que não tem na internet. Eu fico pensando o que não tem no YouTube, é muito difícil, cara. Então eu fico pensando isso 24 horas porque eu estudo o meu público, eu estudo o que a galera quer assistir. E o João Pedro entrou no canal para ajudar a gente desenvolver os projetos. Então eu chego para o João e falo, João, eu tenho um projeto assim. E o João começa a pensar em tudo que pode fazer para melhorar e aonde a gente pode chegar.
E a gente já coloca uma estimativa, faz uma promessa bizonha e seja o que Deus quiser, cara.
E geralmente funciona?
Funciona. Depois de muito perrengue funciona. Que nem a gente—
E os vídeos são enormes, né?
É, tem vídeo de 1 hora e pouca.
Vários vídeos são 1 hora e pouca, né?
Isso. E a retenção até que é boa, porque a gente grava uma semana toda e tenta resumir nessa 1 hora, né? Então eu fiz a moto e fiquei pensando, a moto deu 70 e poucos cavalos, 53 kg de torque numa moto, é absurdo.
É muito.
Eu falei, mano, imagina, cara, um motor desse de 50 kg de torque num carro. Foi aí que começou, mano, entendeu? O motor de uma moto num carro. Aí eu tirei o máximo dessa controladora aqui, falei assim, mano, imagina isso. O que que essa O que é?
Da onde tu tirou essa porra? O que que vai lá na loja e compra?
O que que é isso aqui? É tudo chinês, né? O chinês é dica, né, mano? O chinês é brabo. Isso aqui é o que controla o motor de uma moto elétrica, de um carro elétrico. Esse aqui é o do carro, certo? É lógico que aqui é a parte só de potência. E esse aqui é de uma moto que pode bater 200 km/h. Aqui dentro você tem toda uma eletrônica Essa eletrônica controla a parte de potência, que é essa outra placa que tem aqui, entendeu? E essa parte aqui que faz a mágica, que manda energia para o motor.
Teoricamente, a mágica que eu falo aqui é um bagulho muito louco, Igor, que o bagulho muito louco, cara. Porque imagina, vamos lá, você tem uma bateria gigante, você tem lá, no caso do Gustavo, uns 400 volts, você tem trocentos amperes, e o motor Ele funciona trifásico. Então, você tem que mandar a energia no ponto certo, no momento certo para ele fazer os 360 graus e girar. Como é que você liga e desliga isso?
Considera que é muita energia vindo.
É muita energia vindo. Mais e menos. O motor oscila isso, você não pode jogar mais e menos no motor. Então, tem que vir uma hora para cá, outra hora para cá e outra para cá. Então, aqui fica tudo menos e o mais vem aqui. Aí, o menos...
É como se fosse um interruptor de lâmpada, só que aguenta toda essa potência.
E isso milhares de vezes num segundo. Você fala, mano, aí que entra o semicondutor. Semicondutor é aquele negócio, saímos da válvula para o transistor, né? E aí o mundo, buu! E o semicondutor fazia essa mágica. E aqui a gente vê um encapsulamento de vários MOSFETs, né? Que tá o semicondutor, tá lá dentro. Você não consegue ver ele, né? Porque ele é minúsculo e tá dentro desse negócio preto. Mas o do carro elétrico é transparente, você consegue ver o semicondutor a olho nu. Então isso aqui é o módulo de potência do Nissan Leaf.
Onde ele mostra melhor, Vitão? Aí mesmo, perto do rosto?
Aqui? É. E aqui é o módulo de potência do Nissan Leaf. Então aqui você entra mais e menos, mais e menos, mais e menos.
Aí tem 3 fases.
Isso. Aí aqui sai as 3 fases do motor. Então, uma hora esses componentes fazem o mais vir para cá, outra hora esses componentes aqui fazem o menos vir para cá. Tem que acontecer da maneira certa, perfeito.
Na frequência certa.
Na frequência certa. O que faz isso ligar e desligar? Pega na mão para você ver. Você vai ver que bem de perto você tem uma chapa metálica embaixo, uma chapa metálica em cima e tem um bagulho preto no meio delas. É um sanduíche, né? O recheio preto ali seria o hambúrguer do sanduíche. Esse material preto, cara, ele é um material mágico, mano. Sabe por quê? Você consegue mudar... Vamos imaginar que você pudesse mudar o material, a composição do material.
Vamos imaginar que isso aí você pudesse transformar ele em plástico quando você quer que ele seja isolante. E você consegue transformar ele em cobre quando você quer que ele conduza energia. E isso ele faz quando você... Como você manda esse comando pra ele? Você manda 5, 10 volts aqui, Quando você manda, tipo, a central do carro manda 10 volts. Quando manda 10 volts nele aqui, ele liga 400 de um lado para o outro, 600 de um lado para o outro.
Isso foi o que explodiu do Chevette semana passada.
Aí sim, hein? Esse, com sorte, deve ser igual a esse, né?
Por isso que eu coloquei esse lá. Espero que sim.
Então isso aqui que é a engenharia do veículo elétrico, é isso que faz o papel da injeção eletrônica do carro a combustão. No veículo elétrico.
Isso é o que faz o motor dele girar correto.
Exato.
Porque precisa ser na frequência certa, senão acontece o quê?
Explode tudo. Se você mandar 400 volts direto da bateria para o motor, ele explode na hora. Por quê?
Qual que é o princípio físico?
O motor do carro elétrico é um curto-circuito. O motor do carro elétrico é um curto-circuito. Então se você pegar o motor, o motor está lá escrito na etiqueta dele 300 volts, volts trifásico. Se você pegar ele e ligar no padrão de entrada, nós fez isso, nós fez, derrubou energia do estúdio, caiu do poste.
O quê? Ligou o motor do carro na tomada achando que ia dar certo. Vai dar bom, pô, fica tranquilo, vai dar bom.
Vamos ver o que acontece.
Caiu tudo, desligou a luz do poste, estourou de dentro do estúdio, estourou padrão lá, derreteu a entrada dentro do poste. Aí eles arrumaram, né?
Mas assim, para funcionar, atrapalhou a vida da galera em volta. É, mano, você é louco, cara, explodiu tudo. Teu vizinho deve te odiar muito.
Foi na do Gustavo.
Foi lá, foi lá no meu estúdio, porque a ideia, essas ideias geniais, ela não vai dar bom, pô. Mas, cara, e pior que eu, eu tinha como fazer funcionar, só que você tem que emular essas fases acontecendo de forma ordenada, né? E não foi o que aconteceu e deu ruim. E obviamente que o motor puxa muito mais energia do que a gente ia conseguir fornecer ali, e aí deu ruim.
Isso. Agora, se você fizer isso, tipo assim, eu não posso ligar o motor do carro elétrico direto na bateria, senão ele explode. Mas e se isso aqui acontecer em milésimos de segundo? Ele não vai explodir, não dá tempo de explodir. Então é isso que isso aqui faz, ele faz uma frequência que trabalha muito rápido e consegue fazer o motor partir sem explodir.
Como diabo tu consegue? Qual é a engenharia que torna isso seguro? Porque se o motor é um curto-circuito controlado. E se a bateria for ligada, se chegar ali no errado, o troço explode. Como é que se essa porra der ruim aí corre o risco de explodir?
Vai explodir só aqui dentro, vai sair uma luz aqui de dentro. No caso do Gustavo, saiu uma fumaça. Ele fez pedido para o gênio, eu acho.
É, mano, mas eu tava fazendo alguns testes lá no Ricardinho, né? Fui lá no Ricardinho, a gente testou na pista, acelerou, não deu nada. Aí eu fui testar a potência no dinamômetro e foi por um erro muito triste assim. E aí deu ruim, mas até então não explode nada. Ele vai fechar um curto, ele vai algum componente queimar, mas não é uma explosão. Alguma coisa vai ser um fusível, um componente vai queimar, alguma coisa vai— a placa vai identificar que deu alguma coisa de errado, alguma, algum componente é um fusível para não acontecer algo catastrófico.
Só dá para fazer a merda que vocês fizeram lá no teu estúdio se tu quiser muito.
É, a gente fez um vídeo explodindo baterias de carro, aí a gente pegou todas as células que a gente tinha e foi explodindo, furando. E aí pega fogo, explode, mas aí é a gente forçou aquilo. No caso dessa construção, alguma coisa aqui vai ser um fusível para não acontecer nada catastrófico.
O próprio componente, eu acho. Olha os araminhos, os araminhos minúsculos. A corrente da bateria passa tudo aqui. Então esses próprios araminhos, que devem ser de prata pura, que devem ter banhado a ouro e tudo, vai explodir isso aqui, vai sair uma luzinha, uma fumacinha aqui que vai proteger. E lógico que tem na bateria, tem as contatoras.
As contatoras, que lá no meu caso deu problema no Ricardinho, eu levei para o estúdio e comecei a mexer. E aí acusa um monte de erro na central eletrônica. E aí eu obviamente fui tirando os erros. Elimina esse, esse não serve para nada, esse não serve para nada, esse não serve para nada. Só que tem um erro, só que eu manualmente fui tirando para validar o que que ia dar certo e errado. Aí chegou num ponto que eu falei, aqui ou vai explodir ou vai funcionar.
Explodiu. Mas porque eu quis testar uma coisa que o computador tava falando que tava errado, entendeu? Então é isso daqui, é tudo muito bem construído, num carro de montadora, cara, a chance de ter algum problema catastrófico é mínimo, tá super, super dimensionado.
E mesmo o Gustavo explodindo, se você ver o vídeo da explosão, você só vê uma luzinha acendendo, é só isso.
E são 400 volts, e assim, tem a corrente infinita ali que você quiser puxar da bateria, vai ter. Então, se fosse para acontecer algo catastrófico, ia ser Bem feio assim, mas não é o caso. Esses componentes, eles são bem preparados para isso. Isso aqui tem, dadas as proporções, muito a ver com computador. Computador também tem muitos dos componentes que a gente utiliza aqui, e isso me ajudou também a entender como algumas dessas coisas funcionam.
Claro que ainda tô aprendendo muito. Hoje, por exemplo, eu vi pela primeira vez isso por dentro que eles trouxeram, mas são coisas que elas são conectadas. O computador é conectado para caramba com isso daqui.
Computador só bilhões, trilhões disso aqui, isso aqui minúsculo, fazendo contas de 01. Nada mais é do que ligando e desligando.
A mesma coisa.
Mesma coisa que acontece com um carro.
Um Chevette elétrico é mais rápido que um Uno elétrico?
Ah, mano, eu tô confiante, tá?
Eu acho que não, cara.
Mano, é, o Chevette tá... Agora não, que ele explodiu, mas a gente vai... Não, tem que arrumar. Mas calma, que eu acho que ele vai passar um apertozinho, tá?
Não, vai ser uma briga feia.
Mas eu vou ganhar no fim. O problema não é o Letro, o problema é o João. O João, ele tá na mente dele fazendo umas contas ali e ele já vai para lá pensando que se tiver alguma chance deles perderem, ele já dobra a aposta, ele já tá indo para o dobro da aposta, entendeu, mano?
O, o, o, tá calculando aqui, ah, se eu colocar a escada em cima, ele anda mais rápido.
Pior que foi, o primeiro motor explodiu com a escada em cima. A gente A gente ia participar, a gente pegou o motor do BioID. Assim, eu precisava de um motor elétrico para pôr no carro. Aí eu falei, pô, o motor mais acessível que a gente tem hoje é de BioID. Entendeu? Pelo azar do dono do carro, mas para nossa sorte, tem gente que bate o carro. A motinha de 200 por hora, só conseguiu bater 200 por hora porque a gente conseguiu as baterias do Porsche Taycan.
E aí eu falei assim, mano, nunca mais eu vou conseguir... Comprei as baterias para motinha, eu falei, nunca mais vou conseguir bateria de Porsche Taycan. Só que depois bateram outro Porsche Taycan.
É uma moto scooter, scooterzinha com bateria de Porsche Taycan.
Mas aí depois bateram outro. Mas vocês estão comprando porque os cara compra, desliga tudo e soca, bate, cara. Então assim, aí tem um amigo nosso do Beco Diagonal que ele consegue essas baterias.
O que é o Beco Diagonal?
O Beco Diagonal foi eu que dei esse nome para empresa dele, entendeu? Ele abriu a empresa com esse nome porque assim, um dia eu cheguei, eu Eu fui no marketplace onde só tem golpe e vi umas baterias. Eu vi umas baterias.
Só tem golpe?
Só tem golpe. Eu vi umas baterias do Volvo. Falei, vou lá comprar uma bateria do Volvo. É, vou lá tomar um golpe. Cheguei lá. Aí você teve certeza? Isso, nós levamos umas facas, uns canivetes no bolso. Mano, cheguei num canto, mano, um lugar horrível, cara. Aí abriu uma porta de um salão abandonado e o cara maluco falou, entra, cara.
Aí ele falou, agora eu tenho certeza que lascou.
Eu falei, ferrou, eu entro ou não entro? Esse lugar. Entrei, mano, um monte de carro empoeirado, cara. Falei, mano, agora nós perdemos até o rim aqui, cara, já era. Quando chegou lá no fundo lá, aí conversamos, o cara muito gente boa, falou assim, ó, comprei uma bateria para o meu sistema de energia solar, a galera começou a gostar, e assim, comprei outra agora e tô vendendo a do meu sistema antigo, né. E eu comprei as baterias dele, né.
E aí no vídeo eu falo assim, eu posso falar, eu posso divulgar você? Ele falou, não pode. Aí no vídeo eu zoei, falei assim, ó, fui lá no Beco Diagonal e comprei as baterias do Beco Já era, cara.
Porque parece o Beco Diagonal mesmo, né?
É, na plataforma 9 3/4 lá, mano, os cara ficou aí, teve que pôr o nome de Beco Diagonal, né? Então assim, depois veio as baterias do Porsche, ele vendeu para mim as baterias do Porsche, vendo o potencial, porque tudo começa pela bateria, tudo. A motinha nos explodiu as baterias que a gente tinha de drone agrícola, não foi suficiente, e não tinha nada mais forte de drone agrícola a não ser bateria de carro.
E as baterias de drone agrícola são uma das baterias mais assim Se for você pôr uma bateria no seu projeto, a de drone agrícola é uma das mais perigosas, vamos dizer assim. Se ela desencadear, pegar fogo por algum motivo, é um—
se fosse comparar, é o material, é a composição dela é diferente. Ela é muito mais instável, é muito poderosa, e ela é mais leve também. Muito leve, é muito poder em pouco espaço. Ela seria a hidrazina de um combustível normal, ela seria o ápice das baterias. E tava explodindo terminal, tava explodindo essas baterias na moto. E eu peguei essa bateria do Porsche Taycan e eu vou falar para você, é, chamar uma bateria dessa de bateria é uma ofensa, porque ela tá muito além de uma bateria, cara.
É absurdo o que a gente faz com as baterias lá, é um negócio muito louco. Quando os cara fala da bateria do carro elétrico que vai dar problema, eu falo, mano, se não explodiu comigo, cara, não vai explodir com vocês usando o bagulho original.
E essas baterias, elas são muito estáveis assim, tipo, muito perto do que eles estão fazendo realmente, é uma estabilidade muito grande. Normalmente, teve uma marca que fez recall de baterias, pediu para substituir a bateria dos carros e normalmente o problema não está na célula ou na bateria. Às vezes está no que controla aquelas células ali e aí sim pode dar um problema. Se ela carregar mais do que deve e esse tipo de coisa, aí vai dar problema.
No caso deles e no do Chevette, quando vai carregar, a gente carrega de forma manual, vamos dizer assim, mandando a tensão certa, monitorando manualmente. Que um usuário normal não vai fazer. Então, o usuário normal vai espetar na tomada e ele espera que o computador calcule aquilo. Se o computador calcula algo errado, aí pode ser catastrófico. Mas no nosso caso, a gente acaba tendo essa leitura manual que traz uma segurança também e confiabilidade.
E o Beco Diagonal não vende para qualquer um. O Beco Diagonal analisa o perfil das pessoas e vê se elas realmente têm o entendimento de lidar com aquilo. Porque ela é segura usando uma eletrônica para controlar ela. Ela sozinha, se o cara fizer uma... É perigoso.
E é muito comum essas células hoje em dia, de 2, 3 anos para cá, as pessoas utilizarem as baterias dos carros para energia solar. Então, aqui no Flow mesmo, no estúdio aqui, o quanto vocês têm consumo de energia, uma bateria de BioID ali na parede, que é como a galera faz...
Troca 3 dias direto, você fica.
Você não precisa mais da companhia, entendeu? Então, a energia solar e as baterias já resolve o seu problema.
Que é uma reutilização, é um meio de reutilização. Estabilizar as baterias dos carros, tanto os batidos como os carros mais velhos.
É que vocês estão fazendo do jeito hardcore aí, super poderoso, caseiro, né? Mas a gente tem um sistema aqui, na real, a gente sofreu muito tempo aqui com— a gente teve gerador, tem gerador, tinha um Nobreiro.
A diesel?
Era a gás. A gente tinha um problema aqui, cara, que era a fase, ela não caía, ela quase caía, sabe qual é?
Então em vez dela—
era para estar 127, ela ficava 99, e aí o no-break não pegava, não sei o quê. Aí só, aí quando caía, porque caía, o gerador demorava uns segundos para ligar, e aí só que já caiu tudo, entendeu? A gente resolveu, cara, a gente, a gente fez uma parceria com a 2X Energy, que eu vou falar dele já já inclusive, que a gente colocou um monte de painel solar e tem umas bateriazonas.
Já era, resolveu muito mais limpo.
Hoje caiu um monte de vezes a luz da rua A gente até sente, mas não acontece nada.
Da hora. Então, a bateria era um dos fusíveis dos nossos projetos. Quando eu consegui baterias boas para motinha, eu falei, agora dá para fazer um carro. E a gente precisava de um motor, né? A gente precisava de um motor.
As pessoas batem carro.
Exato, exato. E eu falei, pô, motor do BioID. Consegui um motor por R$12 mil com nota e tudo. E eu falei, pô, um motorzinho desse vai dar um gás, né, mano? Se eu consegui tirar 100 mil watts de um motor da motinha que era de 6 mil, tiramos 100 mil. Imagina o que nós faz com motor de BioID, né, que tem 22 mil watts nominais e sei lá, uns 50.
E você tá falando do motorzinho desse tamanho, cabe numa mochila. Você tem o seu carro, tem quantos cavalos, por exemplo?
Vai quase 300, 200 e pouco.
Você abre o capô lá, parafernália para caramba, coisa para caramba. E aquilo você já tá falando é uma Mercedes, um motor bem mais otimizado, que já é diferente dos motores de 300 cavalos de 10 anos atrás. É o que a engenharia conseguiu fazer de melhor para ser mais compacto e eficiente. E se você pega e compara com motor de 300 cavalos elétrico, cara, é muito diferente. E a quantidade de componente é muito menor. Você tá falando de um inversor de frequência para controlar o motor, e o motor e bateria. Com isso você liga.
Claro que você tem outras coisas para poder gerenciar, ficar mais seguro e tal.
Mas com esses 3 componentes, vamos dizer, você consegue ligar o negócio.
Isso. Eu peguei o motor, só que o seguinte, ninguém nunca havia ligado o motor fora do carro.
Só um minuto, só um minuto, pera aí. É que vocês estavam falando é uma porrada de coisa de números, não sei o quê, que caralho, eu tenho a moto de tantos watts nessa bateria aqui, deu tanto. Imagina um motor que não sei o quê, o caralho. Eu entendi porra nenhuma, irmão, eu não sou, entendeu?
Então se a motinha a gente conseguiu, a motinha eu A gente colocou várias vezes a potência do motor. É um motor de 6.000, nós tiramos 100.000.
Então a gente colocou a motinha e eu falei: O que era 6 virou 20, é isso?
É, 20 vezes. E imagina o que a gente consegue fazer com motor de carro. Nós ficamos imaginando, porque o motor de carro é 22.000 nominal, do BioID 220. E 22.000 nominal, o que eu consigo tirar desse motor? Pegamos o motor, só que é o seguinte, até então ninguém tinha ligado o motor fora do carro. O motor do biodiesel funciona num biodiesel. Se você põe num outro carro também não funciona, nada conversa com nada e tudo. E você precisa da controladora do BioID.
Se você tem a controladora do BioID, você tem que ter o acelerador do BioID, você tem que ter o painel do BioID, você tem que ter um BioID.
Exatamente.
Eu não ia desmontar um BioID para pôr dentro do Uno. Eu falei assim, ó, vamos ter que ligar nessa controladora do chinês aqui, mano, sei lá. Isso aqui é tipo, vamos ter que desbloquear o PlayStation.
Tu tirou da onde esse?
Isso aqui eu comprei na China.
Tu comprou uma controladora aí da China?
Isso, isso. Essa aqui é aleatória, tipo, mano, é, o chinês faz isso aqui junto com relógio smart lá.
E falou, é a mesma fábrica, é, isso aqui é genérico, genérico.
Falei assim, mano, temos que desbloquear o PlayStation, que no caso seria o motor da BioID, tem que funcionar com qualquer coisa, entendeu? Vai rodar qualquer joguinho agora nessa parada. Entreguei o motor de BioID para o João Pedro e falei, João Pedro, o que você acha disso? João Pedro falou assim, fizer isso aqui, aquilo ali, fez uma bruxaria lá, cara, e o bagulho funciona.
Mas foi complexo? Foi demorado sacar como fazer?
Foi funcionar? O João Pedro levou 3 dias. 3 dias isso, porque não pegou para valer, né?
Ó a cara do João Pedro, você acha que ele ia levar mais que 3 dias para fazer o bagulho?
Tem um Play 5 lá na caixa que eu vou deixar na sua mão. Pergunta dele: ele gira?
Só que ficou engraçado que eles fizeram o primeiro motor, aí ele vai continuar a história, mas aí queima o motor, sobra para o João Pedro reconstruir o motor porque ele queimou o motor, tá ligado? E é isso, para ir descobrindo o limite, né? Quando ele fala de 22.000 é a potência do motor, que é diferente ali do que você consegue medir no carro, a combustão no caso, né?
Mas assim, motor funcionou, só que a gente tinha mais um problema, mais um desafio. Isso aqui, essas controladoras genéricas, elas trabalham até 100 volts no máximo. O motor do BioID é 300. Então se eu ligasse a controladora no motor do BioID, funciona, só que ele não atinge a rotação máxima, que do BioID é 12.000 RPM. Então ia atingir, sei lá, 3.000 e xoxo. Falei, caramba, mano, João, a gente vai ter que fazer um negócio igual a gente fez no patinete, vamos rebobinar esse motor.
Primeiro a gente pensou em fazer vários fechamentos dentro do motor, vários estrelas, cortar ele em várias partes e tentar o quê? Diminuir a tensão do motor, tudo para diminuir a tensão. Vamos rebobinar. Aí sim, o João Pedro estudou por 2 semanas. Então assim, se você for ver a dificuldade de ligar o motor, 3 dias João Pedro na tabela, né? Para rebobinar o motor, umas 2 semanas estudando.
O trabalho de rebobinamento é um trabalho muito complexo, porque o motor dentro ele funciona como... São vários fios de cobre, como se fosse um fio de cabelo um pouquinho mais grosso, e você vai enrolando esses fios da forma correta e ordenada ali para ele trabalhar do jeito que você quer que ele trabalhe. Então ele vem de uma forma e você tem que mudar aquilo. Então consiste num cálculo de espessura, de tamanho, comprimento, como vai ser montada essas bobinas ali dentro para fazer aquilo funcionar. Se eu tiver errado, você me corrige.
Sim, tem muita indutância, reatância e um monte de coisa.
É muito complexo. Só que na indústria é muito comum ser feito, por exemplo, queimou o motor do meu, sei lá, da minha máquina de lavar. E aí você leva para o cara reconstruir o motor, rebobinar o motor original como ele é, para funcionar de novo. E nesse caso é mais complexo porque não é rebobinar o original, porque o original você desmonta como ele tá, você olha como ele foi feito e tenta copiar ali como ele foi feito. Esse trabalho de rebobinamento é você reconstruir aquilo de uma forma diferente para ele trabalhar diferente.
Então é uma complexidade grande para entender como aquilo funciona, e principalmente quando você não tem muita base no computador. Quando a gente vai mexer com alguma coisa que é novo ou que Não tem muito parâmetro. É a mesma coisa de fazer overclock no computador. Ninguém fala muito a receita porque ela não existe muito bem. Mesmo que você tenha um hardware exatamente igual daquele cara que fez, a conta não é a mesma, não bate exatamente, cada componente varia um pouco.
Então, a gente tem que ir aprendendo com os erros e as tentativas. E esse processo é muito isso.
Chamado de Telecurso Se Fudendo 2000.
É chamado de Telecurso Se Fudendo 2000. No meu caso, é o Telecurso Se Fudeu 2000, porque já deu errado e agora eu aprendi, entendeu? Então é meio que isso, só que para fazer esse trabalho é um trabalho extremamente complexo. É isso que eu acho da hora, porque eu não sabia disso e eu aprendi. O negócio era computador e eu falei, cara, agora eu entendi mais ou menos como esse negócio funciona. Então eu vou aprendendo dessa forma e ele também vai entendendo como a coisa funciona.
Isso. A Tailândia é um país que os caras fazem muita experiência muito louca. Vocês devem ter visto aqueles barquinhos tailandeses que parecem uma porta.
É na Tailândia então?
É, os cara acelera aquilo.
Já vi sim.
Os cara é tudo doido lá. E lá os cara já ligavam o motor de carro elétrico, eu só vi lá. A gente fez aqui no Brasil. Só que rebobinar o motor eu não vi o tailandês fazendo ainda não. A gente são os primeiros a rebobinar um motor de BioID.
Os cara fazia usando as componentes do BioID?
Não, lá eles chegaram até ligar usando um outro método que não sei se é igual ao nosso.
Tá.
Isso, mas com a mesma controladora que eles conseguiram ligar. Só que rebobinar A gente é os primeiros a fazer isso, cara.
Mas você teria conseguido ligar, só que com a potência muito menor.
Aí o carro não ia andar. Eu que nós queria um bagulho para lixar, eu queria ver o pneu saindo da roda.
Sim, pô, para sair da depressão, pô.
Exatamente, exatamente. Aí o que a gente fez? Rebobinou o motor e o negócio ficou animal, mano. Agora nós temos que pensar no carro.
Calma aí, são 2 semanas para estudar como rebobina o motor. Rebobinar de fato é rápido ou não?
É rápido. Rápido, uma para executar foi rapidinho.
O João fez assim, ó, não foi tu, né?
Foi tu, João?
Eu tomei 2 energéticos, fui na padaria, voltei, um pouco já tava pronto. João sai enrolando, sai enrolando, mano. Aí tem que colocar no carro. Fizemos tudo de maneira caseira, a franja para adaptar no câmbio. Então peguei o câmbio do Uno, adaptei o motor no câmbio, chamei o meu amigo mecânico da rua de baixo. Ô Marquinhos, ajuda nós, Marquinhos. Me ajudou, montamos e falamos, vamos sair com o carro para dar uma volta. Colocamos umas baterias de Volvo, penduramos isso aqui com enforca-gato nos ferros, tudo improvisado, só que para ver funcionar, sabe aquela febre de...
O carro saiu da garagem e já ficou muito louco. Nossa, nós estourou no norte, o bagulho está demais! Mano, esse primeiro vídeo a galera curtiu para caramba, foi longe. Beleza.
Tudo isso para tomar pau de Chevette.
Putz, será que vai ser isso?
Eu acho que não, nem ferrando, cara. Mano, você sabe... Eu vi chegando. Não, porque olha só, A gente leva no extremo, isso que é legal. Os inscritos não entendem, acham que foi uma falha nossa. Não, a gente quer chegar na falha, porque na falha que a gente aprende. Quando a gente fala assim, ficou bom, a gente para de evoluir. Então a gente tem que falar, vamos pôr mais potência então. Aí colocamos a controladora que nós tínhamos no máximo, aí não foi suficiente, a gente pegamos essa aqui que é mais poderosa, colocamos no máximo também, aí não foi suficiente, falamos, vamos colocar duas agora.
Que ninguém fez no Brasil isso ainda, pegar Dividimos o motor no meio, metade dele liga numa e metade dele liga na outra.
Como assim dividiram o motor no meio?
Quando você vai montando as bobinas dentro do motor, tem motor que tem fechamento 4 estrelas, dupla estrela. Então são divisões internas dentro do motor. Isso acontece a mesma coisa no transformador. Lembra do videogame que a gente tinha a fonte do videogame e a gente mudava 110 para 220? Quando você muda esse 110 para 220, você está fazendo uma configuração de bobinas lá dentro, onde você liga elas em paralelo ou em série. E dentro do motor dá para você fazer a mesma coisa.
Só que a gente falou assim, pô, imagina o motor V8, imagina se eu ligar 4 cilindros numa injeção, 4 na outra, e o distribuidor comanda as duas. É isso, vamos ligar metade numa, metade na outra, aí nós vamos tirar potência total. Aí colocamos uma escada no teto.
Aí sim, a potência total, mano.
Bagulho saiu lixando tudo, mano. Lixava uns 40 metros. Eu parava no bar, os cara tava no bar tomando uma cervejinha, eu parava carro assim, não fazia barulho nenhum. Veio um Uno assim, para do nada. Eu abro o vidro, olho para os cara, esses carros de vocês aqui, ó, eu ganho de todos eles com meu Uno desligado. E saía, só que tudo que é bom dura pouco, mano. O motor a primeira vez queimou por defeito na controladora. Aí a gente ficou na dúvida, será que foi controlador?
Aí quando o motor queima tem uns hate, né? Vocês não sabem rebobinar motor, falei que ia dar merda, duas controladoras não dá certo, que isso, que aquilo, que aquilo outro. Falei, mano, vamos ter que fazer de novo, replicar de novo para ver se os haters estão certos. Olha que trabalho. Fez tudo de novo, pôs as duas controladoras de novo e acelerou. E mano, o bagulho deu errado, queimou. Só que dessa vez queimou não foi falha de controladora, porque era outra, certo?
Eliminamos um ponto. O motor queimou de maneira diferente, então falei assim, mano, acho que foi potência agressiva agora mesmo, né? Então a gente descobriu o limite do— a gente também foi os primeiros a queimar motor de BioID, né? Tem essa aqui, ninguém queimou motor de carro elétrico. O motor de carro elétrico não queima, não queima, não tem como queimar original porque tá tudo super dimensionado e os carros são muito estáveis, tem poucos componentes, então não tem desgaste.
O motor elétrico não tem desgaste, não tem contato físico ali a não ser do rolamento, de coisa assim.
Então é tão barato, é tão barato que assim, tem BioID com 200 e poucos mil, tá dando ruído de rolamento na caixa de redução. Os caras jogam fora o motor, a própria BioID joga fora o motor, põe outro motor no carro.
Que custa R$10 se você trocar, sei lá quanto custa um motor.
Não, deve valer uns $3.000 para os chineses, tá ligado? É barato para os caras. Então assim, falei, mano, agora a gente sabe o limite do motor do BioID. A gente pegou todos esses dados, quanto de potência a gente aplicou, a gente tirou mais ou menos uns 100 e poucos cavalos do motor, 140, 100 e poucos cavalos, de acordo com potência fazendo conversão. E falamos, mano, a gente precisa de um motor mais forte para ganhar do Chevette, né?
Porque o Chevette tava fazendo borrachão lá no RSF, tava cantando pneu bonito também. Falou, não, você tem que ir.
E o legal foi essa, a gente criou essa briga assim, a galera compra a ideia e vinha a galera dele me xingar, e a gente por dentro nos grupos se divertindo para caramba. E o Chevette nesse meio tempo, porque ele começou bem depois de mim, eu comecei quando não tinha carro elétrico batido, Aí fui fazendo, apanhei muito, fui aprendendo e o meu projeto foi um projeto que no mercado já é possível fazer com um kit parecido, que é o motor de indústria VAG, que é uma concepção utilizada na indústria, nas fábricas e tal, e adaptado para o carro.
E algumas pessoas fizeram, algumas empresas fizeram conversão com esse projeto, mas eu falei, eu quero fazer e testar a fundo, porque você não tem muita informação clara na internet do que foi capaz de fazer, do que os carros faziam. E aí eu fui fazendo e apanhando. Eu tava lá apanhando, tentando fazer o projeto funcionar. E casou que a hora que ele começou o projeto, a gente meio que conseguiu fazer os carros andarem meio que junto.
A gente pôs uma pressão no Gustavo, né? Porque os caras falaram assim, mano, você já tá um tempo, já os caras começou agora e o carro vai ligar, vai ligar, vai ligar.
Aí eu falei, puta, agora eu vou ter que fazer ligar. Aí virei umas noites lá, fiquei umas 2 semanas sem dormir e fizemos funcionar e o carro foi legal pra caramba.
E o da hora é que são 2 projetos completamente diferentes, Igor. Um é tração traseira, o outro é tração dianteira. Um usa motor indutivo, o outro... Usa um motor com ímãs de neodímio. Então o motor do Gustavo é o seguinte: a frequência entra no motor, ela gira no motor e o miolo do motor tenta acompanhar o que está acontecendo lá de fora. O meu não, assim que chaveia a frequência, ele... Igual de uma impressora 3D, igual de um CNC.
Então são projetos completamente diferentes. O dele é 400 volts, o meu é 100 volts.
Mas a potência teórica é para ser parecida, entendeu? A gente é para ter mais ou menos a mesma potência ali, dadas as proporções. Eu em 400 volts com com 500 amperes, ele dá 400 amperes ali, e ele com 100 volts ali, 2 volts, para conseguir o mesmo resultado.
Só que assim, ele economizou mais de fio, eu gastei mais com fio, né? O dele é 400 volts, então os fios podem ser com bitolas menores, mas o meu, como é 100 volts, a corrente é mais alta, então tem que gastar mais com cabo, cabeamento, não pode ficar nada muito longe, tudo mais próximo possível.
Teoricamente, se a gente for falar em perigo, por mais que o meu 400 volts ali, a gente tá falando de uns cabos muito grossos para aguentar que aquela energia passe. Por mais que são 100 volts, é uma corrente muito alta, então precisa aguentar que aquela energia passe ali dentro.
Exato. Esquenta muito?
Isso. A potência— não, não esquenta. A potência, você vê, a gente passou o carro no dinamômetro, o câmbio esquentou mais que o motor. Assim, a potência é a mesma, só que muda outras grandezas, eles mudam.
No projeto do Gustavo, como a tensão é mais alta, você tem mais volts, a corrente mais baixa, a corrente mais baixa, uns 500, deve dar uns 400, 500 amperes de bateria, mas acho que sim, por aí.
O meu, como a tensão é mais baixa, a corrente é de 2000 amperes, entendeu?
Para a gente chegar na mesma potência no fim, mais ou menos o mesmo resultado. Então é que o dele deu para medir a potência, ele sabe quanto tem. Eu tentei passar no dinamo, eu fiz o inverso, né? Eu consegui andar com o carro, fazer uma arruaça lá com o Ricardinho, a gente fez uma loucura e não consegui passar no dinamômetro. Ele passou no dinamômetro e agora ele vai fazer a loucura com o Ricardinho lá. Então o dinamômetro quebrou o carro, entendeu?
E aí eu não consegui ver quanto tem de fato de potência para a gente saber qual que teoricamente sairia na frente, entendeu?
Pelo menos na figurinha, né? Na figurinha do— você vê poder, ataque, defesa, é isso, pelo menos na figurinha.
Mas conhece caixa? E as marchas, o Uno virou automático?
O Uno é, tem marcha, funciona normal as marchas. Só que assim, tem um sério problema, porque o motor elétrico tem um RPM mais alto do que o motor a combustão.
Perfeito.
Então, com o motor do BioID, olha que loucura, com o motor de BioID, a primeira marcha deu 90 por hora, a segunda deu 150, e a terceira, na nossa teoria, era para dar 200. O motor do BioID, quando você tem de 0 a 200, você pode usar uma terceira e não trocar por nenhuma outra. Se você pôr primeira, é só para catar pneu, só para você queimar pneu. E a gente não deu certo o motor do BioID, a gente tá com outro motor agora. Esse motor que a gente tá agora é o grandão da Babiléia, entendeu? É o motor grandão da Babiléia, é o motor do JES4, um SUV.
Eu falei no comentário grandão da Babilônia, a galera brigou.
Não, Gil, é Babiléia.
Nem, mano.
O grandão da Babiléia, porque o motor do BioID, não, não é top, funciona, fica legal. Só que a gente, pelo que a gente viu, a gente não podia colocar mais de 50% da capacidade do motor.
Tu queria estralar mesmo?
Exato, senão você ia perder para o Chevette, cara, não podia.
Aí você vê como que é os cara.
Aí eu peguei o motor do Jaque, que é um, esse carro bateu também, tu foi lá no Beco Diagonal, né? Isso aí foi com outro cara que vendeu o motor para mim E aí a gente rebobinou esse motor, deu todo um trampo, é um motor novo.
As contas foram parecidas, mas não deu certo. Dessa vez ele errou.
Errou. Aí a gente conseguiu consertar. Imagina se ele tivesse acertado. A gente conseguiu consertar e aí conseguimos atingir uma potência legal sem fluxo Wicking, que a gente fala. É uma potência, a gente conseguiu 5.800 RPM sem utilização de benefício da controladora, só só injetando potência máxima. Então aí ficou até mais legal de trocar de marcha. Mas assim, a primeira marcha do Uno deve estar dando uns 80 por hora agora. Se eu tentar trocar para segunda a essa velocidade, não vai, porque o câmbio tá tão rápido que ele não foi desenvolvido para aquilo.
Então se eu quiser trocar de marcha, eu tenho que trocar dentro do tempo original do carro. Então eu não uso embreagem, tô sem embreagem. Então eu solto o pé do acelerador a 40 por hora, que é o que a primeira do Uno dava, eu consigo engatar uma segunda. Agora, da segunda para terceira para quarta, eu já não tenho dificuldade, é muito mais fácil, eu consigo tocar em alta velocidade.
O Chevette tem embreagem, então ele— e a rotação do motor é menor, então ele roda, ele gira 7.000 RPM mais ou menos e tem a embreagem. Então ele se comporta muito parecido com um carro a combustão, mas ao mesmo tempo não precisa trocar de marcha, você pode sair sempre de terceira, vai se tornar um carro automático também. Mas se você quiser trocar de marcha andando, acelerando, é só pisar na embreagem que ele O câmbio é só para zoar, é só para zoar.
Porque o legal do câmbio é que você consegue queimar embreagem, fazer borrachão, fazer zerinho. Porque o Chevette tem, como é tração traseira, e essa característica tinha que ser mantida, senão a galera ia me matar, e eu queria um carro tração traseira. Acho que se tornou muito diferente porque não existia isso. Se você andar num carro automático hoje, você, na maioria deles, você sente trocando de marcha. Isso é legal, por mais que é um carro automático, você sente ele trocando de marcha.
O carro elétrico não tem isso, o carro elétrico é meio chato, porque você acelera, por mais que tenha força G, não tem muita alegria. Você não é—
beleza, vai.
E o fabricante não libera tudo, né?
Não, e no nosso carro elétrico a gente faz o que a gente quiser nele. Então o legal é isso, você quer fazer borrajão, quero trocar de marcha e sair acelerando para ter a troca.
E você faz o que você quiser, que faz ele quebrar, né?
Então aí quebrou. Mas o que eu fiquei chato é que não quebrou acelerando. Tipo, se quebrasse alguma coisa por força, ia ficar feliz, mas foi um erro meu mesmo assim. A gente tava acelerando no dinamômetro, tava lá 7.000 RPM, e como o meu carro tem embreagem, se você pisar na embreagem, você deixa o motor elétrico livre, porque ele perde a carga das rodas e ele fica totalmente livre. E ele embalou, ele meio que disparou ali a rotação e não tinha como a gente parar ele, a não ser se engatasse uma marcha mais alta e viesse esperando que ele parasse sozinho, porque o freio eletrônico do motor tava desativado, que seria o regenerativo, né?
E na hora ali, na hora da passagem com o Ricardinho no dinamômetro, a gente, na hora que o barulho do rolo, você meio que dá uma assustada. Pô, disparou, o que que a gente faz? E aí a gente cortou a ignição e corta toda a eletrônica. Introducing Meta Glasses. You have questions? They've got answers.
Hey Meta, what's the capital of Peru? Lima. How do you say where's the restroom in Spanish?
Dónde está o banho?
Hey Meta, is a hot dog a sandwich?
Technically no. Spiritually yes. Hey Meta, what should I do with my life?
That's one of life's biggest questions. What do you think?
Ask anything with the new Meta glasses. Tônica do carro e ele para. Só que o motor ainda está embalado. Então por mais que ele está todo apagado, o motor ele vira um grande gerador de energia. Ele tá ele tá girando ali, esse campo, essa energia precisa ser dissipada por algum lugar. E como tá tudo desligado, para onde vai essa energia? Para dentro do inversor. Aí foi a hora que explodiu esse componente, porque ele, ele tá apagado, entrou energia por ele de uma forma errada, vamos dizer assim, ele explodiu.
Aí, mas assim, a explosão não é nada visual, ele só começa a subir um monte de código de erro, nem nada visual. Aí no estúdio que foi o o bate ou arregaça. Eu falei, ou vai ou dá bom. Aí deu ruim. Aí eu mandei energia direta, ele explodiu mesmo, que ele provavelmente tava em curto. E aí eu rompi o curto, né? Eu tirei esse curto que tá ali. Então foi isso. É reparável, acredito eu. A gente vai trabalhar nisso, mas é um negócio novo.
Reparável, acredito eu.
É porque, é porque o meu sistema é complicado, porque o sistema que eu usei ali é um sistema de indústria, é da WEG, que é uma das maiores empresas hoje. Só que A EVAG não quer que esses componentes cheguem na minha mão ou na do Letra. Por que ela não quer? Porque a gente vai fazer isso aí, o Du vai fazer o arregaço, vai ligar do jeito que não é para ligar, para testar.
E ele testou o kit para valer mesmo.
E aí eu falei, cara, eu vou testar para ver o que vem. E aí queimou. Ela tinha algumas proteções provavelmente, mas queimou. Então essa parte reparável não tem muito no mercado informação técnica para a gente reparar aquilo. Aí vai depender do João, o João olhar ali. Fazer as contas dele e reparar. Ou então eu mandar para garantia, que foi o caso que eu fiz. Mas ainda assim é meio nebuloso, porque eu não sei bem como é essa garantia, como ela funciona, se é reparável, se não é.
É tudo muito novo para mim. Para quem trabalha na indústria com motores elétricos, isso é muito comum. Queimou um motor desse, um inversor desse na fábrica, o cara manda suporte e resolve. Só que esse é um modelo muito específico também, que é um modelo para veículo que não tem muito no mercado. Quando enche no mercado, aí beleza, você pergunta para um, para outro, todo mundo sabe o que fazer. Mas ainda tem poucas pessoas que têm a informação clara sobre isso.
Alguns me ajudaram muito, mas ainda não tenho muita certeza de como vai ser o reparo.
Mas de qualquer forma, isso não inviabilizou o teu projeto em nenhuma medida. Você deu uma atrapalhada, encheu o saco, tem que arrumar outro, né?
Mas é bom para— eu falei, esse carro eu quero testar ele até ele ficar estável. E foi um teste, deu errado ali, a gente vai reparar. Seja com essa solução, reparando o interno do componente, ou trocando o componente.
Porque tu fez merda, foi, mano. Então, então ele não tava estável?
Tava. Não, mano, o carro tá— você não tá entendendo. Eu viajei com o carro, peguei trânsito com o carro, perfeito, não tem o que dar problema. Era incrível como eu saía com Chevette, eu fazia borrachão— não que eu tava fazendo borrachão na rua, tava dando uma brincadinha, pá, e voltava o carro funcionando. Eu falei, cara, eu tirei todos os problemas de um Chevette, porque o carro não quebra, o carro funciona, o carro anda. Meu pai acelerava o carro.
Eu falei, não dá para deixar esse carro na mão dele, ele vai dar no muro. E ele feliz, o carro da hora, não, muito louco. Falei, cara, eu acho que eu resolvi os problemas do Chevette realmente. E isso trouxe uma simplicidade para um projeto que, se fosse a combustão num Chevette, eu ia ter vários problemas. E eu eliminei várias vezes.
Eu acredito que o Gustavo tá querendo dizer é assim, no mundo da combustão, se você chegar para um cara que manja dos AP, fala para ele, ó, se eu colocar tanto de turbo, o que você acha que acontece? Vai quebrar. Para você colocar isso, você tem que fazer isso, isso e isso. As informações já estão mais ou menos prontas. No nosso mundo tá meio nebuloso, então você não tem o que descobre, é tu que informa.
Se queima o interno de um componente desse que veio da China, você tem que entender como isso funciona, fazer uma engenharia reversa para reparar. Você não tem muita informação. Agora, você pega o motor a combustão aqui, muita gente já trabalhou em cima disso. Então o cara sabe o que que deu problema, como repara, qual o jeito mais barato, mais fácil, mais rápido. E no caso do carro elétrico, ainda tudo é muito novo. Inclusive, a mecânica de um carro elétrico é muito nova.
Se você levar, deu problema no seu carro elétrico, você vai levar para quem? Para concessionária, porque não tem muito o que— Para quem que você vai? Quem que hoje—
Tem poucos profissionais que realmente sabem.
Tem alguns profissionais, mas ainda é pouco.
Felizmente, está tudo quase tudo meio na garantia, que é tudo novo, né?
Mas a garantia de 10 anos que eles Até porque os componentes são extremamente confiáveis e tem poucos componentes. Eu não vou falar que não existe reparadores hoje, existe, porque senão a galera vai ficar brava, porque tem sim caras muito bem capacitados nesses carros elétricos, mas ainda é novo, ainda tem poucos profissionais capacitados trabalhando em cima disso.
O reparo é um pouco mais caro porque realmente é algo delicado, não se pode fazer uma cagada num carro. Se você estourar uma mangueira de combustível, você vai secar um pano ali, e se ninguém tiver com algum fogo por perto não dá problema nenhum, mas num carro se estourar um cabo e encostar na lata vai explodir tudo. Então os caras têm que— e outra, esses caras que estão fazendo manutenção, além de muito curso e especialização, eles fizeram um pouco de telecurso em 2000, não tem como.
E existe um custo, o que o Gustavo tá fazendo vai uma grana, cara. E o que a gente fez aqui, a gente queimou muita coisa, bateu cabeça, isso tudo foi um investimento absurdo. Então é um curso.
Eu imagino, cara, vocês são uns malucos no fim das contas, porque se encostar um fio na lata explode.
E não é só isso, abre um buraco na lata.
Não, o choque, o pessoal fica com medo de choque, mas o choque, eu vou falar para você, é 400 volts ainda, o choque de 400 volts num carro elétrico não se compara a um 220 da tomada. Eu vou falar para você, você coloca a mão, você ainda consegue se mexer, você consegue raciocinar. O AC você trava assim, ó, já era. E já era. O DC não, ainda você consegue ter reflexos.
Corrente contínua, corrente alternada, você não vai colocar para dentro.
O DC só começa a dar choque mesmo acima de 100 volts. Nosso carro tá com 100 volts lá, na palma da mão você não sente nada. Você só sente, você coloca, sabe aquele choquinho do registro do chuveiro? Então assim, é chatão, inclusive odeio. O DC é muito mais seguro, sempre foi. Muito mais seguro.
Só que o teu também é corrente contínua?
É corrente contínua. Todo carro elétrico, bateria, vem da bateria assim, só vira alternada depois que passa por esse cara aqui, que aí o motor trabalha corrente alternada.
Aí a questão é, o perigo do carro elétrico hoje é queimadura, tá? Porque você tá mexendo com os fios energizados. Se você fizer uma cagada ali, fechar um curto-circuito, é uma explosão. A gente fechou curto numa bateria de um Haval. Eu peguei aquelas, sabe aquelas chave-faca daqueles quadros de energia antigo? Amarramos uma cordinha nela aqui, ligamos um fio na bateria De longe só puxamos assim, ó. Juro para você, Igor, usa aqueles barramentos de cobre, eles saíram do estado sólido para o estado gasoso sem passar pelo estado líquido.
É milésimos de—
não pinga um cobre no chão, ele evapora. O calor disso em volta da mesa craquelou a tinta de tudo que tava em volta.
Lá no estúdio a gente tava carregando a bateria no chão E aí é o brincalhão, né?
Seu amigo tá rindo.
Não, brincalhão, brincalhão. Aí ele com dois fios assim e eu tava—
o outro Gustavo não queria deixar.
É, eu queria fechar, ele fazia assim, eles estavam fechando curto no meu pé e eu tava o quê? Eu tava soltando o conector de bateria para poder pôr a bateria no carro, tava carregando. Então já tava num cagaço assim que eu falei, mano, eu tava ali soltando na boa e tal, e de costas para os cara. E o Gustavo que trabalha comigo, que é o meu braço direito ali, Ele, o letra com dois fios no meu pé assim para encostar e dar uns 400 volts.
Aí, aí o Gustavo não queria deixar, Gustavo tava me protegendo ali. Só que aí ele falou assim, ó, vai derreter o fio.
Eu falei, não, ele explode antes de derreter.
Aí explodiu, ele encostou um fio no outro e pau! Só que eu não sabia de onde tava vindo a explosão porque eu tava com a mão na bateria. Aí eu falei, nossa, mano, da onde que veio? E aí o chão preto, preto, tá preto completo, e ele queria explodir meu pé. Tá entendendo qual que é o nível do É umas coisas que aí eu coloco uma luva para não tomar choque. Vou ver, mano, na boa, na boa, não quero ficar tomando choque nem que for de estática ali, é mó ruim, velho, não é legal, tá ligado? E os cara fica me zoando, ah, o Gustavo Nutelinha e tal.
Não é perigoso, para tomar choque toda hora.
Não, pior que não, eles são ligeiros.
Mas como a gente, eu trabalhei com subestação, trabalhei com cabine primária, trabalhei com elétrica, eletrônica, e assim a gente fazia um serviço serviço. Eu sou um cara que fazia, eu gostava de fazer serviço de perigo, cara, coisa que é perigosa. Ó, tem 5 motor lá que não pode parar, só que, mano, tem uma, foi tu que botou o gato na tua casa lá? Isso, isso, as contatoras derretendo os cabos lá, tem que trocar os cabos, só que não pode desligar o quadro.
Então assim, eu tinha que ter um ajudante do meu lado que fosse sangue frio, que na hora que desse uma merda o cara não fugisse.
E como você sabe que o cara que tá do teu lado é o cara certo?
Assustando ele. Assustando ele. Exato.
Como é que tu dava susto nos cara?
Então, não, lá no prédio, cara, dava para dar muito susto nos cara. Inclusive, só o disjuntor, o desarme do disjuntor, o disjuntor lá na subestação, ele é carregado por aquelas paleteiras, sabe? Para você encaixar. Então, o desarme daquilo ali já dá um susto do caramba. Se o cara não se assusta com um gerador ou com Eu ficava assim, mano, o cara, entendeu? Você zoar com o cara, não susta, o cara é sangue frio, né? Então beleza.
Aí eu imagino o aprendizado do cara até ele chegar a ser categorizado como sangue frio. Imagina o que ele passa na mão do moleque, até maluco.
Aí tem um quadro de energia com os barramentão, né? Pá, 380 ali. Eu tinha que colocar a mão por detrás do barramento com tudo ligado, não podia usar luva porque você perde de todo o tátil, né, do negócio. E você vinha com a chave aqui, passava uma fita isolante na chave só de migué, no pito, para o pito não cair lá e explodir o barramento. Segurava aqui com outra chave aqui atrás e creque, creque, creque, soltava o fio, segurava a arruela de pressão.
Se cair, cara, lá embaixo tem uns barramentos que corre assim, corre assim, explode tudo. Então é aquele. E outras, não pode encostar a mão na traseira do quadro, senão toma choque. Não posso encostar na porta do quadro porque eu tomo choque. E é um choque, não é? O choque do chuveiro encostando na parede é um choque. Um choque do chuveiro encostando na janela é outro choque. Sabia disso?
Não.
É porque a parede conduz energia, porque tem pequenos sais e outras coisas na parede, umidade. Só que ela é um resistor. Então, se você tomou um choque porque estava descalço ou porque estava encostando na parede, você não tomou 100% o choque. Entendeu? Agora, se você fala se tá molhado é pior, molhado é pior porque você tem mais condução ali. Ou se você tivesse uma estrutura metálica na janela ou pegar nos dois cabos, aí o choque é muito maior. Então nesse choque do quadro elétrico, qualquer encostada ali, eu—
E se você tomar o primeiro, você toma mais uns 3. É, tomou o primeiro, é meia dúzia vai junto, cara. E eu odeio tomar choque, velho, eu não gosto. Tipo, não é uma parada É confortável assim, eu não gosto, velho.
Mas essa adrenalina, cara, essa emoção, não é complicado, mano.
Chuveiro, chuveiro, vamos no chuveiro aqui, tá bom? Tem muita gente que não entende por que que toma choque no chuveiro. E inclusive eu conheço os cara que acha assim, oxe, não toma choque nesse chuveiro, não é para tomar choque no chuveiro, certo?
O chuveiro, o gringo vê o chuveiro como um bagulho muito louco. É verdade, aquele gringo acha que nós é chumbral.
Todo mundo é o Leandro no Brasil, né, que eles acham.
Como que pode elétrica e água e você tá tomando banho com isso?
Quando você assiste um filme de terror que a mulher quer matar o cara e joga um secador dentro da banheira, mano, mal sabe eles que a gente toma banho embaixo de um bagulho desse. Nessa realidade do filme, o cara não tomaria choque. Se você jogar um secador dentro da banheira, você não toma choque.
O secador continua funcionando, a água vai sair quentinha do secador, porque a resistência esquenta a água.
Mas como existe a resistência lá dentro, a energia ela sai por um lado e volta para o outro. Não tem por que ela sair para lugar, né? Ela, ela dissipar, isso, ela vai sair por um canto, vai voltar pelo outro, porque aí é o melhor caminho para ela ainda, né?
Agora o secador de cabelo vai virar na verdade um chuveiro, vai virar um chuveiro, é porque é a mesma, teoricamente a mesma construção, vamos dizer assim.
Mas a questão é, e se a resistência queimar? Se a resistência queimar, fica dois dentro da água, aí você tá lascado. No chuveiro acontece isso, é quando a resistência queima. Mas é aquele negócio, né? Você pode tomar um choque, mas é um pequeno residual do choque, porque mesmo que ela tá queimada, os fios entram próximos um do outro. Se for 220, o que acontece no 220? 220 você tem o fase-fase e o fase-neutro. Então assim, se for fase-fase, uma fase vai estar negativa enquanto a outra positiva, oscilando.
Então uma tá sempre oposta à outra, então uma anula a outra ali dentro. E se for neutro e fase, o da fase vai passar para o neutro, porque energia vai querer um caminho mais fácil para ser aterrada. Isso, mano, ela vai ver a gente como um mau condutor, certo? Sim. Então ela vai— o que a gente pode sentir é um residual do chuveiro. E o chuveiro, por mais que pareça ser perigoso, ele é mais seguro que os aquecedores a gás em questão de acidentes.
Aquecedores a gás nos Estados Unidos acontece do passarinho fazer ninho na chaminé e encher a casa de fumaça e as pessoas morrerem asfixiadas. Existe explosões, vazamentos e tudo mais. E o chuveiro elétrico, por incrível que pareça, por mais que a gente tome uns vários choques, cai dos banquinhos aí, e acontece bem menos acidente com chuveiro elétrico.
É uma invenção brasileira, né?
100% brasileira, com Carlos Francisco Canhos, que inventou numa cidade do interior de São Paulo.
Você vê?
Aí, muito louco, cara. E o primeiro chuveiro era loucura, cara. Primeiro chuveiro, ele não ligava sozinho. Você abriu o registro, chuveiro— hoje você abre o chuveiro, liga. O chuveiro não. Antigamente você tinha que abrir o registro, aí você tinha que ir na chave-faca e com aqueles fusíveis de papelão e ligar isso pelado e molhado, talvez. E aí, então, embaixo do chuveiro—
Tá muito melhor hoje, né?
Tá muito melhor hoje. E aí reclama ainda do choquinho só quando põe a mão na torneira ali.
Exato, exato.
A manada vê esse choquinho aí também, né? É que aterra direito as coisas aí.
Isso, aterrar. Se for resistência blindada, não tem mais choque. Resistência blindada, você não tem contato da água com a resistência, ela tá por dentro de uma areia isolante lá. E aí é bem mais seguro.
Esquenta a água, esquenta por tabela nesse caso, né?
Isso, ele demora mais para esquentar, demora mais para esfriar a água. Tem que tomar cuidado na hora de abrir o chuveiro depois que uma pessoa tomou banho, porque a água desce fervendo ali, mas não tem risco de choque e é até compatível com os DR e tudo, então é bem mais seguro também.
Isso aí não dá nem graça de tu mexer, né?
Não, tem que ser um negócio muito louco, mano. A gente gosta de colocar 3 assistências dentro do mesmo chuveiro.
Ou o Chevette elétrico pra gente carregar e descarregar as baterias no começo, porque imagina que você tem uma bateria gigante que você precisa drenar ela, Você precisa drenar de alguma forma. E o que que drena? A carga do carro, o motor. Só que é algo muito pesado. O que que pode ser tão pesado quanto o motor? A gente ligava várias resistências de chuveiro na bateria e aquecia um balde de água em minutos, assim, é muito rápido.
E aí a bateria drenava, aí a gente carregava de novo para conseguir. Que era uma bateria ainda que a gente tinha de um outro carro que a gente tava testando nas primeiras, na primeira parte do desenvolvimento do Chevette.
Tava testando o quê?
Se ela consegue carregar e descarregar legal, servia, porque a gente na primeira fase do projeto do Chevette, a gente usou uma bateria de um carro doador, que era um carro chamado Dongfeng, que é um carro com uma concepção um pouco mais antiga. Então eram células que ainda são utilizadas, mas para aplicação do Chevette não seria o ideal, mas era o que a gente tinha.
Tu escolheu essas por causa do teu motor?
Não, porque era o que tinha, era o que eu tinha na época.
A gente tá falando de um tempão, é verdade.
Mais de 2 anos. Então era o que a gente tinha. Chegou numa fase do projeto que eu falei, cara, vou abandonar isso aqui, descarregar com resistência de chuveiro, carregar para testar, esquece. Isso aqui não tá legal, não é a célula perfeita. E aí eu fui para células de Volvo, que foram células que apareceram no mercado porque alguém bateu os carros. E aí acabou sendo muito melhor, né?
Porque até você tentou trocar algumas células, né?
A gente tentou trocar porque o pack de baterias que eu tava usando desse carro doador era um pack de baterias, eram células que vieram com defeito algumas. Então a gente tinha que entender como funcionava a coisa, sabe?
Um pack de baterias Cada bateria... Então, se é um pack de baterias, tem várias baterias.
Exato.
E cada bateria tem células nela.
É, tipo, por exemplo, no caso do Volvo lá que está no Chevette hoje, são 102 células. Uma célula é uma bateria também, só que é uma bateria de 4 volts, vamos dizer assim, e uma capacidade de descarga absurda. Então, você soma esses volts até você chegar nos 427 volts carregado. Então, são 102 células de 4,2 volts. 4,2 volts? É, 4,2 volts. Volts, que dá 427 volts mais ou menos, tensão máxima. Então é uma soma disso. Então o que que acontece?
Ah, então você tem 102 baterias ali dentro menores que podem dar problema? Sim e não, porque as células são extremamente estáveis. Onde que ela dá problema? Quando você carrega mais do que deve, quando ela passa a tensão de carga dos 4,2 volts, por exemplo, e ultrapassa isso, ela pode estufar, pode dar algum problema.
Problema Se for uma bateria já bem usada, não dá para trocar só essa que deu problema. Porque vamos imaginar, eu tenho um carro, eu rodei com esse carro 200 mil km, deu problema em uma célula e eu vou lá e troco essa célula por uma célula nova. A célula nova está com a vida útil lá em cima, ela vai forçar todas as outras. Então ela vai ser a última a carregar e a primeira a descarregar. Não, ela vai ser a última a carregar e a última a descarregar também. E as outras vão carregar muito rápido.
Mas o que eu quis dizer é que talvez aquela descarregue mais rápido, a que tenha mais descarga, vamos dizer assim.
Porque senão as outras vão tentar compensar, é isso?
As outras não vão aguentar, vai desbalancear tudo. Vamos imaginar um monte de copo aqui, cada copo é uma célula. E aqui a gente tem um canudo com água entrando dos dois lados. E aqui está enchendo os copos, é uma fralda com vários buracos. Cara, pode ser que encha todos ao mesmo tempo, mas pode ser que encha um mais, outro menos, né? Quando a bateria ela vai ficando mais velha, ela vai aumentando a sua resistência. Então ela fica cada vez mais difícil de encher, ou encher muito rápido.
Ela enche muito rápido. O celular viciado não carrega, não carrega rápido demais. É, exato. Você coloca, já carregou.
Mas aí você tira, descarrega.
Aí o problema é o seguinte: você põe uma nova, nova vai demorar para carregar. Essa aqui é velha, essa carrega mais rápido. O que acontece? Enquanto essa aqui tá na metade, essa aqui já carregou. Aí, se o carregador continuar mandando energia, o que acontece? Essa aqui vai explodir, porque ela vai passar da tensão dela. Então hoje, num carro elétrico, os cara fala assim: carga rápida. Fez tantos ciclos de carga rápida, faz uma carga lenta. Para quê? Para estabilizar todas as baterias.
Então, quando você pega problema, normalmente é o gerenciador dessa carga, porque Vamos pensar que quando a gente vai carregar isso, a gente tem que ter algo gerenciando isso. E às vezes o gerenciador deu algum problema, ou até mesmo o carregador de alguma forma deu algum problema. E ele gerencia uma por uma, uma por uma.
E ele sabe, essa aqui encheu, chega. Vou encher essa daqui.
Não, ele corta tudo, ele vai parar a entrada.
Quando encheu essa aqui, passou 4,2, não pode passar disso, ele já desliga. As outras não estão cheias, não importa.
O que importa é preservar que não vai acontecer nada.
Aí existe um balanceamento. O balanceamento do carro elétrico é muito pequeno, é tipo 300 miliamperes, é muito pouco. Então ele vai pegar um pouco da energia dessa aqui e jogar para essa, um pouco de energia dessa jogar para essa. Por que é muito pouco no carro elétrico? Porque as baterias são gêmeas. E hoje a tecnologia foi possível, hoje no mundo de hoje, fazer baterias quase 100% iguais. Então a chance dela desbalancear é muito pequena.
Então o fabricante Se a chance de desbalanceamento é pequena, eu vou colocar só um pouquinho de corrente para balancear elas. Em veículos que não são carros, em veículos menores, você já tem células que não têm a mesma qualidade de um carro. Então pode acontecer um desbalanceamento maior. E aí para esses veículos menores existe um balanceador com maior corrente.
E isso acontece às vezes com o veículo parado, em alguns casos, de balancear. Então ela pega de uma, põe para outra, então que eu atiro, é que é para garantir que tá tudo meio que estável assim.
Balanceamento ativo ele faz automaticamente com o carro parado, o balanceamento passivo ele só balanceia no carregador, que ele vai chegar ou carregou tudo, para. Aí ele vai pegar a própria energia do carregador, joga um pouquinho para essa que tá menor, um pouquinho para outra, fica balanceando.
Mas numa descarga de carro tradicional, como essas baterias operam? Elas operam assim de uma forma muito tranquila para bateria, vamos dizer assim. O que tá acontecendo no Uno é muito pior.
Não, a gente tá aqui para suar. O que a bateria do Porsche tá vindo no Uno, ela nunca vai vir no Porsche.
E é bizarro, você vê como é bizarro.
Num Porsche, se nós parar o Uno do lado de um Porsche hoje, o cara do Porsche pensa duas vezes em sair do sinal junto com a gente.
Qual que é a tensão que trabalha um Porsche, por exemplo?
O Porsche eu acho que é uns 600 volts.
Então quando você fala de 600 volts, a corrente é menor. Então essa a descarga ela é mais controlada, vamos dizer assim, mais tranquila. No caso dele, ele desmembrou esse pack que era grande para tensão alta, colocou para trabalhar numa tensão menor e a descarga muito alta. Então onde saía, sei lá, 500 amperes, ele traz 1000, 1000 e pouco. Então você acaba, vamos dizer, atrapalhando a vida útil da bateria. E mesmo assim ela se comporta Tranquilo, tá ligado?
O Uno não vai ter a mesma vida útil de uma bateria de um Porsche, porque eu tô sugando tudo. E a gente só fez isso de rebobinar motor, de usar uma tensão mais baixa, de ter que comprar muitos condutores e cabos fodorrásticos para colocar, porque a gente não conseguiu uma controladora dessa de 300, de 600 volts. Se tivesse uma controladora dessa de 300, 600 volts, já tinha resolvido.
Lá no caso da Volvo que eu tenho no meu lá, ela tava numa híbrida, numa XC90. Será que puxa 500 amperes, por exemplo, numa XC90?
Na híbrida, mais ainda. No carro híbrido mais ainda, porque você tem menos espaço para bateria. O carro híbrido você tem toda a mecânica do carro a combustão, escapamento passando, tudo. Então você não tem espaço para bateria. Então eles têm que colocar uma bateria compacta, super poderosa, para dar aqueles picos, o cara colar no banco, o cara comprar o carro e ter um carro divertido. Então a híbrida é sempre mais poderosa, tanto para recarga quanto para descarga.
É bizarro como você acelera, é como você testa o carro, você acelera, você vai para cima, você vai para baixo, você faz diabo o carro, o carro não esquenta em nenhum Não esquenta no motor, não esquenta no inversor, não esquenta na bateria, nada.
Nem a buinha do radiador não liga.
Nada, é zero. E aí você fala, cara, é bizarro, porque se fosse um motor a combustão, a gente teria toda aquela complexidade de componentes que com certeza alguma coisinha eu ia ter que estar mexendo. Eu só tô tendo que mexer agora porque eu fiz uma cagada lá, mas senão estaria tudo certo.
A eficiência do motor elétrico é de 92%. O do combustão, cara, o melhor de todos aí, se chegar a 20, é muito muito, com toda a tecnologia de injeção direta e tudo mais. Então, no motor a combustão joga muito, muita energia em calor, atrito, né, nessas coisas. É lógico, motor a combustão supera o motor elétrico em vários quesitos. Um carro hoje elétrico, por mais que ele seja top, você não consegue fazer uma viagem com o pé embaixo igual você faz com carro a combustão.
Não faz, sem chance. Uma moto elétrica você não consegue fazer uma viagem com o pé embaixo, tudo porque automaticamente vai aquecer o motor. Eu falo aquecer assim, motor a combustão, 100 graus é... Para o elétrico, a temperatura muito mais baixa já é um problema. Então, pode acontecer de aquecer o veículo se forçar demais, ainda mais os carros menores, e pode acontecer também da bateria ir para o vinagre instantaneamente.
E quando falam que os carros elétricos rodam 700 km, km, 800 km, que é 500 km, é nas melhores condições. Então quando você pega, por exemplo, a potência que tem um, você ficar 200 cavalos o tempo inteiro acelerando, você vai ter que parar para carregar.
O pessoal que pode me criticar nessa minha realidade aqui, mas pode olhar na tabela do, na plaquetinha do motor do BioID Dolphin Mini, o Mini fala que tem 70 cavalos, e só que é potência de pico, a potência nominal dele é 40, entendeu? Então é 40 nominal, então você pode viajar puxando 40 nominal. 70 vai ser aquela arrancadona que ele dá, entendeu? Então é isso.
O Chevette Uno é para ter 200 cavalos, sei lá, o meu não sei porque eu não medi, mas vamos pôr 200 cavalos, 200 e poucos cavalos. Se você, sei lá, andando normalmente, que não vai ser com 200 cavalos o tempo inteiro, você vai conseguir 150 km, 200 km, sei lá. Se você acelerar e quiser os 200 cavalos o tempo inteiro, você vai conseguir 60 km, 50 km, talvez nem Porque realmente você vai ter aquela caixa d'água caindo muito rápido, ela vai esvaziar muito rápido, a bateria vai entregar tudo que ela tem, mas em pouco tempo você não tem mais autonomia.
Existe o lado bom e o lado ruim disso. O lado bom do elétrico é que você tem torque a 0, 1 RPM, você tem torque a 1 RPM. Eu tenho lá os 30 kg de torque a 1 RPM e você sair fritando de 4ª marcha, some tudo na fumaça automático. Como você não tem que passar marcha, imagina um borrachão que você acelera, o ponteiro do velocímetro fica parecendo um VU de som, cara. Ele faz assim, ó, pá, você acelera, e o ponteiro só desce quando o pneu esquenta e consegue grudar no chão.
Então, se você parar no sinal e fazer isso do lado do cara, o cara fala assim, mesmo que o cara tenha um Porsche, o cara fala, mano, será que é com pinça?
É engraçado que eu andei um pouco com o Chevette, você para no farol assim, a galera olha, aí não tem barulho, mano. Aí o cara olha, ele falou, da hora, o carro tá bonitinho assim. O cara, parabéns pelo carro, tal, tá legal. Aí eu falo, ah, obrigado, tal, ele é elétrico. Aí o cara já olha meio que de, meio que bosta, elétrico, você transformou isso em elétrico. Aí você, aí eu não aguento, né, mano? Aí você tem que dar uma aceleradinha só para o cara, aí você sai fritando o cara, o cara para no outro farol e fala, caramba, mano, faz isso mesmo? E você vê que tipo nem a gente entende porque não tem barulho, não, e é legal.
Eu não sou do elétrico. É o meu canal, eu tenho uma Xelona 350, ensinei mexer com carburador, regular carburador e tudo. Mas assim, o elétrico tem, o elétrico tudo que dá, eu tô falando tudo que dá, ele, os mais top, que nem aquela, tem uma motinha que os cara tá fazendo da, que até os cara de motocross tem 80 HP, cara, mano, muito louco. Esses elétricos aí assusta os cara, assusta os A motinha a 200 por hora, tem uns amigos nossos da TDS que mexe com as motos, tuna tudo.
Eles pegaram a motinha, acelerou, cara, e falou assim, mano, o bagulho não tem fim. Você acelera, o bagulho te joga para trás, não tem fim. Você fala assim, mano... É aquele negócio que eu falo, numa combustão você escuta, o monstro está lá, você escuta, o capeta está se manifestando ali. No elétrico ele está em silêncio, cara. A hora que você cutuca, você não sabe o que vai vir.
Ele está esperando a fresta.
O carro a combustão você sabe que vai vir. Você fala, mano, quando esse cara sair... O elétrico você não sabe, cara. Na hora que você acelera, você toma um susto num Clio, então você acelera na Shark, tum! Esse susto traz uma emoção também.
Eu acho que o carro elétrico veio de uma forma meio triste, porque veio os carros para o Brasil e a maioria dos carros que vieram não tinha empolgação, era para o cara que não gostava de carro, era o cara que comprava o carro e ia... Ah, eu vou fazer o percurso, quero economizar uma grana e eu não sou apaixonado por carro, só que eu preciso do carro. E isso trouxe um— a galera que gosta de carro começou a olhar e falar, não, isso aí não é legal.
Mas também não trouxe uma galera que gostava de tecnologia? Ó, eu lembro quando o Tesla foi alguma coisa, né? Caralho, lançaram o Tesla, o carro elétrico, não sei o quê. A galera que tava falando sobre isso era uma galera meio você, assim, os cara gosta de tecnologia. E aí eles se interessaram em algum— tô dizendo que isso foi, continuou verdade não, mas o que eu tô dizendo é que tem uma galera que vai para o carro elétrico porque ele é, sei lá, gosta de computador.
Mas ele gosta de tecnologia, mas eu acho que ele não gosta de carro, ele gosta de tecnologia.
Ele tá, mas o Elon Musk teve uma sacada, o Elon Musk teve uma sacada, fazer os carros diferentes. E outra, ele não veio com essa vibe de ecológico, Ele não veio com vibe de ecológico nenhum. Ele, o que ele fez? Ele fez um Cybertruck lá, ganhado um Porsche, guinchando um Porsche. A equipe de marketing foi, mano, foi top.
E o carro é feio, mas ao mesmo tempo você começa a gostar.
O que homem gosta de verdade, cara? Nós joga uma pedra ladeira abaixo, muito louco, cara, entendeu? Falou, mano, se eu cuspir daqui de cima da ponte, é isso que passa na nossa cabeça.
É pior que a minha.
Você tem quantos anos?
Eu tô com 35, 34.
O cara pai de família, eu tenho 41, e você ia rir do mesmo jeito, entendeu?
É isso, é isso que vende, mano, a bagaceira. Então quando o cara falou assim, mano, olha só como esse carro corre, o bagulho começou a dar pau em Bugatti, em tudo, um carro quadrado com aerodinâmica péssima, aquele carro que parece que uma criança desenhou na 5ª série lá. Mas é, mano, o cara teve a sacada. Então ele, ele, o Elon Musk, ele abriu a visão das pessoas pro carro elétrico de uma maneira que até agora ninguém tinha visto.
E aí os outros caras começou a fazer. Aí veio, a BYD lançou o 8, o 9 que bateu 400 km/h, recorde de velocidade.
Lá fora é muito comum, na verdade não vou dizer que muito comum, mas é mais comum, né, das pessoas pegarem powertrain de Tesla ou kits de eletrificação de outros carros e colocar em carros mais antigos, que é o restomod ali. Na verdade não é o restomod, né, que a galera fala, que eu esqueci agora me fugiu a palavra, mas de realmente trazer carros antigos que são muito problemáticos e normalmente você não vai ter o motor daquele carro de volta, não vai funcionar, e converter em elétrico.
É comum. Só que lá fora, mesmo assim, você não via muito disso do hate, né? É, você não tinha isso, os haters, os caras ficam puto.
Você pegar uma Opala e transformar em elétrico, maluco.
Lá fora não tinha isso, os caras pegavam Porsche R, que é um carro icônico, ninguém aqui no Brasil jamais ia converter um carro desse em elétrico. E lá fora os caras convertem e mostram isso, e você vê a visão mais positiva da coisa. Aqui no Brasil, como tudo demora um pouco mais para chegar, agora que na internet você vê a galera colocando carros elétricos para fritar pneu, que não tinha. Você não viu um carro elétrico fazendo muita coisa.
Era, ah, beleza, tem a força G, que na internet não é tão impressionante porque não é visual. E aí quando você vê um carro elétrico, um Uno elétrico, um Chevette elétrico fazendo boajão, a galera começa a olhar de fundo.
Agora tá com grandão grandão da Babilônia. Com 2000 amperes de bateria, entendeu? Isso daí tá com o quê? 2000 amperes de bateria. Grandão da Babiléia, da Babiléia, o motor grandão da Babiléia, grandão da Babiléia, com 2000 amperes de bateria.
Grandão duas vezes que tu falou, grandão grandão da Babiléia.
É duas vezes, grandão grandão da Babiléia.
E aí ele tá, a gente fala certo, né?
Que você fala Babilônia, os cara fica bravo, fica puto. Tá com 2000 amperes de bateria e tá entregando 200 cavalos. Meu Deus, e tá só esperando.
Mas agora, não, sinceramente, você acha menos legal de Chevette?
É lógico, é lógico, mano, mas não vai, velho. É lógico, dá para ir comprar pão nesse Uno. Eu deixo você escolher terceira ou quarta.
Não, pode ficar tranquilo, velho, qualquer uma das duas vai.
Dá para comprar pão, dá para tu acordar de manhã, entrar no Uno elétrico e vai comprar pão de boa, de boa.
E outra, sem esquentar nada, super seguro, super distante, 100% funcional.
Isso é um absurdo, cara.
Cara, eu saí do evento com o carro lá em Santo Amaro e eu andei 1 hora e 40 no meio do trânsito parado.
Não existe um Chevette que faz isso, cara.
Cara, assim, é difícil mesmo, vou te falar que se chover então dentro entra água e cheiro de combustível dentro do carro continua entrando água. Se essa é a pergunta, é a pergunta.
E adiciona complexidade no sistema entrar água, cara.
Então eu terminei o carro Aí o câmera lá que trabalha comigo, Rafa, que é meu sócio lá, falou assim, mano, vamos levar no lava-jato para lavar, que é uma ideia genial, né? Tá mó sujão, cheio de poeira. Eu falei, mano, não é uma boa ideia, porque o carro assim, a gente desmontou o carro inteiro. Então já o Chevette já é ruim, já entra água, desmontar de novo vai ficar, mano. O lava-jato bate água e eu ficava assim, ai meu Deus.
A hora que eu abri, mano, o porta-malas, e a bateria tá no porta-malas, mas a sorte é um pouco alta, né? A sorte que a água entrou por um ponto que não pegou na bateria. Mas o porta-malas parecia uma piscina, mano. Eu tirava, eu pegava o pano e torcia, não parava de sair água. Cara, como que pode o carro entrar tanta água? Mas enfim, eu andei de Santo Amaro até em casa, deu 1 hora e 40 assim no trânsito, paradasso e de boa.
Mas o motor é vedado, não pode molhar.
Inclusive você pode tudo ali, se você quiser entrar com o carro numa enchente, talvez acho que um carro elétrico, claro que tem que ter, o meu não é vedado a parte de bateria, Mas eu acredito que seja mais seguro do que o carro a combustão.
Passa tranquilo.
A grande chance dele passar e o carro a combustão ficar, sabe?
Uma porrada na bateria, o que que explode uma bateria dessa? É só o curto, cara?
O curto vai ser difícil explodir, porque o curto ele vai— esse, cara, assim, o curto nada mais é do que você puxar uma corrente muito alta da bateria. Só que esse curto ele vai gerar alguma outra coisa, seja um rompimento do cabo. No caso que ele falou de gerar um curto na lata, cara, é capaz de abrir um buraco no Chevette ali. É tanta energia que explodiu o curto e vai sair o curto, vai separar o curto, entendeu? Entendi. Então assim, é mais claro, se furar uma célula dessa, bater a célula, ou é capaz de aí sim dar problema.
Inclusive, eu, minha namorada, falei, não, vou dar um rolê no Chevette, você vai curtir. Num projeto experimental, fio para todo lado, eu esqueci de prender a bateria lá atrás, cara. Eu dei uma acelerada para impressionar assim, mano, uma barulheira, a célula, o pack inteiro impressionou até você, mano, caiu lá atrás e rolou lá atrás, mano. Aquilo ali poderia ter dado uma merda. Aí eu assustei, parei. Aí ela: precisa sair do carro?
Eu falei: não sei. Saí correndo, levantei a bateria. Eu nem sei como eu levantei aquela bateria sozinho. E ali poderia ter dado ruim, porque se tem uma chave ali e cai, aí acabou o projeto.
Se furar, vai pegar fogo.
Esquece, e não vai apagar.
Não vai apagar. Então lá dentro é um monte de— é uma lâmina de cobre com um pó mágico preto, tem uma lâmina de alumínio com pó mágico preto, tá? O lítio tá naquele pó mágico lá. E existe um plastiquinho que fecha ela, uma sacola de supermercado, tá? Tudo isso tá dentro de um saquinho fechado lá e o bagulho funciona. Se esse saquinho é o que separa uma célula da outra, cara, se furar, se furar ou machucar esse saquinho, ferrou tudo, porque uma célula encostou na outra, aqui vai começar a esquentar E esse ponto de aquecimento vai derreter os outros saquinhos.
Porque aí você gera um curto, mas um curto menor em vários pontos que vai gerando um curto gigantesco.
Que vai esquentando, que vai estragando tudo.
Exato.
Se for um curto dali para frente, no fio, por exemplo, o pack inteiro vai mandar uma corrente tão alta que vai romper o curto, vai romper o fio e tal.
Isso. Agora, se for na própria célula, as outras células vão ajudar essa célula a morrer e matar todas as outras.
E aí pega fogo nesse processo.
Quando tiver lá o cara carregando lá, o veículo dele começa a fazer Você vê que começa a vir um fogo e cada vez fica mais forte por causa disso. E o próprio calor já vai fazendo uma reação em cadeia em todas as outras, né? Porque o calor esquenta a bateria, bateria esquenta o saquinho, saquinho faz uma coisa, e aí? Só que é o seguinte, para isso não acontecer, o que os fabricantes fizeram? Um encapsulamento à prova de colisão.
A Volvo, eu tô lá com, eu tô com agregado da que é a parte que fica as baterias, são duas chapas de alumínio de 5mm, alumínio tipo aeronáutico, todo estruturado. Então o pessoal vai lá em casa, lá tem um pino de trator, de pá de trator lá, pesado pra caramba. Eu falo pro cara, mano, tenta furar isso. Eu dou uma talhadeira pro cara, falo assim, mano, aqueles dos Sete Anões lá, mano, tenta furar ela. Mano, sem chance, não consegue, cara. Porque se o cara bater o carro pra estourar aquilo, Ele morreu.
Então não é a preocupação, não vai mudar muito a bateria pegar fogo.
Mas pode acontecer, se o carro bater ele pode explodir, como um carro a gasolina, se ele bater a milhão vai explodir.
Ah, com certeza. E principalmente carro esportivo, que você vê que tem assim, o jeito que o combustível chega no motor é numa pressão tão alta que se explodir aquilo vai explodir, vai voar combustível todo lado e vai explodir. Do mesmo jeito que o carro elétrico.
Se você for ver por meio de segurança, a bateria do carro elétrico tá muito mais segura que o nosso tanque de combustível. O nosso tanque de combustível é uma chapinha de 1 milímetro, nem isso.
Então, e um carro a gás natural?
Então, mano, gás natural, então é isso que ele quer, é a comemoração de 1 milhão, era explodir o GLP.
O GLP, o GLP, o gás natural ainda é o GNV, mas assim, qual que é pior? O GLP, eu acho que é que assim, o tambor é diferente, o barulho da explosão, a explosão em si do GNV é mais poderosa, porque o cilindro tem muito mais pressão e é um cilindro muito mais grosso. Então, cara, vai ser uma— é absurdo. Esse eu ainda tenho medo. Deixa passar, bater uns 10 milhões, sei lá, né? Eu tenho um vídeo muito bom. Torcer para não chegar nisso, para a gente não ter que fazer, né?
É mais sinistro que um botijão de gás, muito mais sinistro.
Tem um vídeo muito bom, é muito bom não, né? Porque Foi meio trágico, mas não machucou ninguém. Mas tem um vídeo na internet de um senhorzinho que ele tá tentando tirar o registro de um tambor desse. Ele tá batendo com o martelo no registro. Tem uma hora que quebra o registro, mano. O tambor sai voando que nem um míssil. Imagina, um míssil amarelo sai voando pra dentro de uma concessionária, atropela uns 3 carros assim, para. A sorte do senhorzinho que o míssil não veio na direção dele, apesar do registro ter pego na perna dele. Agora você imagina isso explodindo.
Mano, é mais de... Eu acho que carregado pode chegar até uns 2.000 PSI ali dentro, cara. É muita pressão. 2.000 PSI é muita coisa. Então ele sai que nem um foguete mesmo. Só que o sistema GNV é seguro. O sistema GNV é seguro. Os carros que explodem com o sistema GNV são os caras que não fazem as vistorias adequadas e aí os cilindros podem, por corrosão, Porque tem umidade que entra pelo gás e fica corroendo o cilindro. Tem cilindro que fica com água dentro, os caras, ah, meu carro não tá carregando 100%, tem água dentro do cilindro.
E aqueles caras retardados que pegam bujão de— eu já fiz isso no meu carro, mas eu não fui carregar no posto. Eu coloquei um gás GLP de casa dentro do carro, no mesmo Uno, no kit GNV. Eu liguei no kit GNV, funciona perfeito. Saí com o Uno, mas mostrei para os caras que se você acelera para valer o carro, o botijão congela. O botijão de GLP congela e perde pressão. O GNV tem uma coisa...
Acontece aqui quando começa a usar o gerador para caralho.
Isso, é muito louco o gerador a gás, porque você não tem gasolina para estragar dentro do gerador, isso é muito louco. Gerador é top. Porque a gasolina tem vida útil e o diesel também. Mas mano, o botijão de gás, os caras colocam no sistema de GLP, e vai no posto abastecer. Aí você imagina, ué, tá fazendo uma mistura, fazendo merda, né? Fazendo merda. Então eu coloquei, eu fiz o kit, coloquei o kit GNV com bujão GLP, mas eu não sou tonto de ir no posto abastecer.
Os cara vai. E aí o que acontece? Um botijão de gás ali dentro fica uns 80 PSI no máximo, o dia de casa, 80 PSI. 80 PSI. O outro vai estar 2000.
Não tem como, explode.
Explode na hora. Aí quando o cara chega lá no posto, o frentista não sabe o que tem no porta-malas do cara. Esse que é o problema, o frentista que se lasca. Aí o cara... A maior parte dos vídeos de explosão, você pode ver que é por causa disso.
É o botijão do cara que tem diesel.
Isso, porque você não vê nem o amarelo do cilindro, você só vê a explosão do carro, entendeu? Quando acontece isso, é esses caras que fazem essa...
80 PSI dentro de um botijão de gás, dentro de um pneu de um carro tem uns 35, 40 PSI.
De boa, de boa. E aí tu tá falando de um troço de 2000, que é o do GNV, é 2000. Aí o cara coloca um kit desse, faz uma bizarrice dessa. Brasileiro gosta de fazer vários bagulho louco, né? Dá ruim, né? Dá ruim.
Explodir um troço desse controlado deve ser muito difícil, muito difícil para estourar e ficar vivo, né?
Exato. E outra é, como o cilindro do GLP ele é grosso porque já foi desenvolvido para tomar uma porrada, sofrer um acidente. Isso quando explode, ele vira um míssil balístico que aonde você vai se proteger disso, né?
Não tem como, ele vai destruir o carro de dentro para fora.
Exato, por isso que a gente vai fazer a explosão de 1 milhão com o GLP. O GLP não, é gás de solda, o acetileno. O acetileno é outro gás muito O cara que descobriu ele ficou cego. É que nem a pólvora que os chineses descobriram.
Ele tá conhecendo uns gases estranhos, né, mano?
Esse gás aí, cara, é o seguinte: no começo os caras soldavam com maçarico usando carbureto. Era uma pedrinha que você jogava numa panela de pressão, colocava água e ela soltava um gás. E esse gás é o acetileno. E o cara soldava com acetileno, mistura com oxigênio, que você tira uma fumaça bem amarela e faz a solda. Aí os caras falaram, vamos engarrafar isso, vender já na garrafa. O cara que tentou engarrafar isso, o cara que mexeu com esse gás em forma líquida pressurizado, ele ficou cego por causa de uma explosão do próprio gás.
Esse gás só de ter um impacto muito forte ele já explode e se ele ficar sob pressões excessivas ele explode também.
O Letra é o famoso manual do submundo de verdade, né, velho? Na boa, porque não é possível. Tinha que ter, de verdade, tinha que ter um vídeo do Manual do Submundo e o Manual do Mundo, tá ligado? Tudo que o Manual do Mundo fizer, o do Submundo faz o inverso ou pior, sabe? Muito mais potente, super poderoso de verdade.
Mas sabe por que eu acho que ninguém morreu assistindo meus vídeos? Porque eu faço o pessoal ficar com tanto medo que fala, não compensa.
Mas tem alguns vídeos que dão uma certa agonia. Tem uns que eu falo, não, beleza. Mas tem uns que dão agonia. O elevador é uma parada que eu não, eu não, eu não compenso. Compensa, tá ligado? Eu falei, cara, de verdade, o primeiro elevador que era para, que era para sua, para quem que é, para vó dele, o primeiro elevador, eu falei, cara, já não compensa, porque até o elevador, tá ligado?
Não, certo risco, né?
Tem um certo risco.
Eu falei para vó, vó, tá tentando resolver o problema, tua avó sofreu um acidente, aí tu botar ela dentro de um elevador aqui, cara.
Eu falo para o pessoal, ó, aqui esse elevador corre o risco de cair, não cai, porque a gente fez sistema de proteção para não cair. Mas amputação é quase certa.
Porque não tem sensor de nada.
E dependendo da casa, você faz dentro do espaço que tem da escada, você faz dentro do espaço de um quarto. E muitas vezes você não consegue arrancar as quinas vivas. Então assim, a avó usa, mas é só a avó que usa. Tem chave e tudo pra só ela usar. Fica no chaveirinho dela. A avó sabe que ela tem que entrar, fechar os dois negócios de proteção, ligar e apertar o botão. Mas imagina se tem uma criança que põe a mão para fora, entendeu?
O pé para fora.
Meu, ela não sabia usar o WhatsApp, velho. Tu achas dela lembrar de entrar no elevador, fecha as duas portas de segurança, gira a chave? É doideira. E aí o segundo elevador, eu falei, esse realmente não compensa, porque esse era mais alto, né? Dava 3 andares.
Mas usava a mesma lógica?
Não, mais robusto, bem mais robusto.
Igual um elevador de prédio, eu tô montando mesmo, só que a gente tá aprendendo muita coisa, né? Tanto que a primeira vez ele caiu. Mas acredito que não vai acontecer mais.
Aí eu vi o vídeo no dia seguinte, eu fui na casa dele para gravar alguma coisa e falou, não, sobe aí e tal. Aí eu falei, só caiu uma vez e não teve acidentes graves, cara.
Mas é difícil nesse momento. O que que você tá fazendo? Mais de um projeto?
Mais de um projeto. Eu fico maluco. Eu tenho que, como a gente não tem um canal, não tem foco nenhum, é loucura. A gente grava o que a gente faz, que a gente gosta de fazer. Então eu tô fazendo um um PA super poderoso caseiro com um módulo de carro. Da hora. Então, que a galera do som gosta e tá pedindo vídeo do som. O elevador, pessoal, tem muita gente querendo replicar. Tem uns cara, mano, eu falo para esperar eu terminar o bagulho, mano.
Eu fiz uma moto cabrito uma vez, eu tava cortando a moto aqui, os cara mandando vídeo para mim, eu tô cortando a minha moto aqui também, mas eu não sei se vai dar certo. Aí tem uns cara montando elevador também, beleza. E tem uma galera do Uno, mas o Uno, mano, chamou atenção de todo mundo, cara.
É complicado esse Uno. O carro realmente é um negócio que eu acho que todo mundo gosta, né, velho?
E eu caprichei, porque no Uno tem a série do Uno, do Soldando a Longaneta, antes do Uno virar elétrico, né? E a gente, desde o começo que o Uno apareceu no canal, que é o Uno ambulância, eu fiz ele, transformei ele numa ambulância para levar minha mulher para o hospital, tem toda uma história. E esse carro, cara, quando ele entrava no canal tinha abertura Dragon Ball. Então começa com episódios anteriores com musiquinha do Dragon Ball e no episódio de hoje, e o episódio de hoje é o spoiler total, volta o episódio, né?
Aí no episódio do— e, mano, os cara pira, os cara adora. Só de edição eu fico 12 horas na frente do computador colocando todo o meu toque pessoal ali para fazer os vídeos do carro. Então é uma série muito louca e 1 hora e 20 por vídeo, cara. E os cara assiste na televisão.
Isso é uma coisa curiosa também, porque, cara, eu não gostava de vídeo curto, né? Eu não gosto até hoje. Eu, cara, prefiro vídeo longo. E o Projeto Chevette do Uno são vídeos que às vezes tem lá 40 minutos, 1 hora, 1 hora E é engraçado como a galera, é, como a galera gosta de ver vídeo assim, vira meio que uma novela para galera. O pessoal acostumou, é, acostuma. O cara espera aquele horário e vê na TV. Hoje o meu, a maior audiência é de TV.
Então é bizarro, porque hoje todo mundo tá com celular na mão, mas minha maior audiência é televisão. Se olhar o gráfico lá, é 60% televisão e uma retenção bizarra para YouTube, que você fala, pô, um vídeo uma hora, o cara assistiu 40 minutos, 45 minutos. É estranho, né?
Tipo, é uma retenção fora da curva nesse ponto. Porque eu sempre trabalhei no limite máximo do YouTube. A gente chegou uma hora que não teve mais limite, né? Mas no começo do YouTube tinha limite de tempo de 10 minutos. Isso. E eu, mano, era muito difícil conseguir fazer o vídeo em 10 minutos, cara. Tinha que cortar muita coisa, ficava com dó de cortar aquele conteúdo e tudo. E hoje a galera se ligou que assim, mano, eu tô lavando uma louça, mano, o cara não lava uma louça em menos de 30, 40 minutos.
Uma piazona de louça, quando a mulher pede para o cara lavar, ferrou, mano. As panelonas, tá, tá, mano, o cara coloca o celular lá e tá assistindo, cara. Mas é final, eu posto vídeo 2 horas da tarde, mano, os cara fala assim, eu fico esperando para comer, cara, e assistindo a televisão. Aí eu não posto vídeo, mas esse dia aí saiu à noite, não foi? Teve um dia por causa do evento que teve, os cara falou, mano, tô até agora sem comer.
Mas é o vídeo do domingo, né, mano, do sabadão, do domingo, a galera acaba pegando a novela, né?
Caralho, tu mora onde? É longe?
Pertinho daqui, né? Se for na madrugada, dá para fazer em 50 minutos, uma hora.
Se for de Uno elétrico, aí faz 10 minutos.
Acho que é menos ainda, porque vai ganhar do Uno.
Quanto tempo tu acha que tu consegue pôr ele para andar de novo, cara?
Na verdade é rápido agora. Na verdade, assim, se não for rápido, eu vou dar um jeito de ser mais rápido, porque eu mandei, eu mandei para assistência o inversor na indústria, na WEG mesmo. Para ver como funciona o reparo. Eu acredito que a peça é muito parecida com essa, só que ela é difícil de achar no mercado, tá?
Já que é a mesma peça.
Mas aí, olhando agora, a gente acha que é a mesma peça. Então a gente, primeiro eu mandei para eles, tem 10 dias para isso retornar. Se não retornar, tem outros no mercado, tem umas opções a gente fazer meio manual, e aí vai fazer funcionar. Eu, cara, não queria que passasse muito desse mês não, assim, eu queria que já tivesse acertado esse mês aí.
E aí que Você tá falando de que peça que vocês acham que é a mesma? Essa do Nissan Leaf?
Isso. Porque o que queima normalmente é a parte de potência, né? Se o problema veio dali do motor e tal.
É muito parecido pelas fotos que o Gustavo mandou.
Então, pela foto, eu não desmontei porque, cara, eu não achei a peça de reparo na internet. Eu falei, eu vou desmontar para quê? Não vai adiantar muito. A gente não tem manual técnico do negócio, teria que ir fazendo engenharia reversa, talvez vai demorar mais. Então eu vou tentar ir pelo método tradicional para ver se funciona. Se funcionar, retornar rápido, o Chevette tá andando.
Se não apareceu aí no mercado para comprar um igual, uma peça igual a minha, a gente não terminou o carro, só que o carro tá andando e a galera quer andar, quer fazer collab. E eu não tenho informação de nada no painel do meu carro, só velocidade, só velocidade. Tá tudo os ponteiros tudo caído, as luzes tudo apagada. Eu não sei o que tá acontecendo, se a bateria vai explodir, se não vai. Eu não consegui colocar nada ainda. Dá para colocar?
Dá, dá para você colocar os reloginhos mostrando tudo e Dá para tu colocar um painel digital?
O Chevette é assim. O Chevette é um pouco... O Chevette, ele tem... Eu quis que não perdesse muita originalidade, mas algumas coisinhas eu modifiquei. Então ele tem algumas firulinhas assim, tem um painel digital, mas ele não funciona, não mede velocidade, só está lá ligado. Entendi. Então a seta, farol, essas coisas até mostra já no painel, porque é um input simples, mas todo o resto que é velocidade de rotação de roda, RPM, velocidade de roda, RPM, e todo o resto tem.
Então você anda com o carro, você sabe que velocidade você tá. Você não tem muita informação, por exemplo, a bateria, eu não tenho o gerenciamento de segurança da bateria, eu não tenho. É a única coisa que eu não queria deixar sem, mas deu problema e hoje eu tô andando com o carro sem.
Que é o mais difícil, é o mais chato. Então quer dizer, o Gustavo pegou até um Dongfeng na época, que é o carro elétrico, e para fazer uma engenharia reversa ia ser um trabalho do caramba. Para ele fazer as peças conversarem já vai ser difícil. No meu caso, o meu painel é todo analógico, mas para você fazer um ponteiro de combustível marcar a tensão de bateria também não é fácil, entendeu? Utilizando Arduino, utilizando resistores para fazer uma divisão de tensão ali.
Uma conversãozinha.
Exato. De qualquer jeito que for fazer, é um trabalho do caramba. A luz de óleo mesmo vai acender quando? Quando der um erro de BMS de bateria? E aí você tem que colocar outras funções para as coisas que estão no painel O Chevette já funciona um pouco diferente.
Ele é também tudo analógico originalmente, mas agora ele tem uma comunicação que é chamada de protocolo CAN bus, que é um protocolo de carros atuais, onde com 2 fios você consegue comunicar todos os módulos. Então, por exemplo, você tem o módulo de DC-DC, que é o que converte alta tensão ali de 400 volts para 12 volts. Então esse módulo conversa com o carregador do carro, que conversa com a central, que conversa com o painel, que conversa com tudo por 2 fios.
Fios. E aí nesses dois fios a gente tem um protocolo de comunicação que é baseado em algo do Satanás, assim, que é tipo, é muito mais fácil depois que você entende de que a coisa flui. Só que a questão nem é essa, a questão é que por mais que a gente tenha documentação de alguns componentes, tem componentes ainda que são meio fechados e a gente não consegue, por mais que eu comprei no mercado, eu não consigo gerenciar como é a linguagem dele.
Um tá falando mandarim, o outro tá falando japonês.
Então era para ser muito mais fácil. Então, mas hoje não, ainda não, ainda não tá tudo fluindo como deveria. Mas quando fluir, por 2 fios eu tenho a comunicação inteira do carro. E a ideia é que ele funcione perfeitamente, tem o painel, tenha tensão de bateria, tenha capacidade, tudo ali bonitinho. Mas ainda é um pouco tinhoso, não é tão fácil. Tudo demora o desenvolvimento. Então quando a gente fala de pegar um carro, por exemplo, você quer converter um carro mais moderno, já é um bicho de de 12 cabeças.
E até remap em carro elétrico. Por que ninguém tá fazendo remap em carro elétrico ainda? Porque existe uma dificuldade muito grande. O inversor que o chinês tem no carro dele lá, cara, ele copia dos outros, mas para você copiar dele é um trampo. Então a gente tá tentando pegar um carro elétrico só para ficar fuçando, para tentar descobrir os segredos dos chinês e tentar tunar mais. Aí, mas se você tem um Dolphin Mini, você quer tirar 30% a de potência.
Chega aí que mexe dois pauzinho, 30% a mais, e o chinês copia mesmo. Tem história boa aí, mas não tem remap de coisa.
O pessoal da E-Force, a gente foi na China uma vez visitar umas fábricas. Aí foi numa fábrica, aí chegou nessa fábrica, a gente tava conversando com a CEO da fábrica, falou assim, olha, a gente vai visitar uma outra fábrica amanhã, só que a gente tá sem transporte para lá. Ela, fica tranquilo, eu aqui na China não tem essa competitividade. Eu vou disponibilizar o melhor motorista da nossa empresa para ir visitar concorrente Tem problema nenhum.
Beleza. Dia seguinte, quem me aparece? A CEO de máscara, óculos e chapéu, mano. Ela meteu disfarce para ir na concorrente, mano.
E para quê pôr disfarce se chinês é tudo igual, mano?
Mano, a hora que ela chegou, estacionou o carro, eu falei: não é possível que ela tá fazendo isso, mano. E era uma pessoa conhecida ali. Ela meteu disfarce do mais clássico que poderia e foi. E o cara mostrando vários segredos industriais. E ela olhando, mano, de boa aqui, ó, com disfarce dela, achando que ninguém tinha percebido. Foi almoçar com a gente percebendo tudo. Aí depois, quando ela foi embora, o outro cara falou: por que que vocês trouxeram a CEO aqui, mano?
A gente achou que ia apanhar do chinês ali, pô. Mas não foi culpa nossa, eu vou fazer o quê? Você vê como é, olha como os caras são.
Agora vai, é tudo igual. E disfarçado, o cara reconheceu. Imagina só, então deve ser diferente, deve ser diferente.
Deve ser diferente.
Cara, bizarro, né, velho?
Mas o China, cara, é assim, a tecnologia dos caras é foda, mas a criatividade vem de fora. Os caras pedem para fazer as peças lá, assim começa. Vem uma montadora, pede para fazer uma peça na China porque é mais barato. Dessa peça não demora muito tempo para ter uma outra igual no mercado. Exato.
No próprio carro que eu comprei, o doador, que algumas peças eu peguei dele, porque é mais fácil você ter um carro para olhar, ver como funciona, e algumas coisas você usar. E eu acabei usando poucas coisas, mas usei algumas. Uma delas foi o carregador AC/DC, que é o que usa para carregar o carro na tomada. E esse carregador era muito semelhante a um de marca tradicional do mercado. Então, a marca do carro é Dongfeng, mas o carregador era TC Charger.
Só que ele era visualmente igual, mas não operava igual, porque o TC Charger tem informação na internet do diagrama de como ele funciona, funciona, mas ele não tava operando como deveria. Aí eu mandei mensagem para fabricante do carregador e falei, olha, eu tenho esse que é da Dongfeng, parece que é diferente. Eles realmente pediram só para a gente modificar o protocolo, tal protocolo que eles operam aqui, é isso. Foram legais para caramba, foram legais para caramba.
Mas por quê? Porque eu fui na fabricante do carregador e como era um carro que eu acho que tava fora de linha, eles disponibilizaram. Mas não é comum. Se você pegar, por exemplo, isso daqui, tentar perguntar para o chinês como ele funciona Isso aqui veio com defeito.
Paguei uns R$10 mil, com os impostos vai para 20 conto isso aqui. Cheguei para a chinesa e falei, liguei aqui, tá com defeito assim, assim, assado. Não, não tá com defeito não. Eu falei, não, tá com defeito sim. Não, vocês não estão sabendo ligar. Mas eu tenho 3 dessa, não é possível que eu fiquei burro na terceira. Por quê, moleque?
O chinês... E para você explicar isso em chinês?
Mano, o chinês ficou— mano, eu tô doido para conhecer um chinês. Essa foi ideia do João isso aí, hein? Quando o Fagner achar um chinês, ó, chinês, chega aqui, grava um áudio no meu celular. Imagina que alguém, você odeia uma pessoa, imagina, manda a pessoa para todos os puta que lá merdas, para todo lugar, xinga a mãe, xinga o pai. Eu vou guardar esse áudio só para mim mandar de resposta quando—
é uma boa, é uma boa. Pior que é assim, cara, eu não eu não tô com gerenciamento de bateria lá. Então eu, eles falam que não tem problema, tal, fica me zoando, mas eu fico muito medo de carregar e descarregar o carro sem o gerenciamento de bateria, porque se der uma merda, mano, não tem o que fazer. Só que deu um problema lá e eu mandei mensagem, ó, deu problema aqui, não fui eu, pô, tava funcionando e parou, tá ligado? Então liguei errado, porque não ia ligar errado e depois ia parar de funcionar, já estoura na hora.
Aí ele, vou ver aqui com engenheiro e te aviso. Aí ele mesmo, o engenheiro não sabe o que aconteceu Aí eu falei assim, então me manda uma nova. Ele falou assim, sim, sim, $100. Aí eu falei, tá, então tá.
Não tem garantia, comprou porque quis e já era, meu.
E é assim, mas uma coisa que é diferente na China do que no Brasil, parece que eles te dão mais atenção do que aqui. Alguns kits nacionais que tem no mercado, que inclusive um dos que eu comprei, eu sinto que a gente não tem muita informação. E se eu perguntar para um chinês, claro que ele não vai liberar o projeto, mas algumas informações de como liga, de como um guia, uma informação, ele me passa. Então eu sinto que eles contribuem mais, são proativos e tentam contribuir mais do que a fabricação nacional.
O que é um problema, porque esses caras vão chegar com uma força cada vez maior e vão tirar o mercado nacional, porque o valor que tá chegando esses carros elétricos e como estão chegando com a durabilidade que estão chegando, eles vão tomar mercado, já estão tomando, tá ligado?
Os caras são fodas, mas vocês são malucos também, né, cara? Tu gostou do lança-chamas do Elon Musk? Lembra lá em 2018?
Nossa, eu lembro, lembro, lembro.
Era da Boring Company, é muito zica, né, mano?
Não quer fazer não, lança-chamas? Melhor não, né?
Melhor não, né?
Lavadora de alta pressão, eu morro de vontade de fazer aquela gravadora de alta pressão, fica da hora demais.
Só que, mano, eu não sei, eu não sei, a gente pode fazer um lança-chamas e mostrar no YouTube?
Eu não sei, no Brasil pode, mas você tem que— é que nem explosão do botijão, ele ficou como um vídeo institucional, coisa assim. Você tem que colocar que o vídeo, ele— você tem que colocar tela azul, tu dando, se responsabilizamos por nada, coloca, tem corpo de bombeiros, equipe especializada no local.
Tinha corpo de bombeiro?
Não tinha. Ah não, tinha lá no final, tinha.
Claro que tinha.
Gustavo, que pergunta idiota, porra!
A velocidade de responder, né? Foi perto do corpo de bombeiros.
Não, sabe o que é da hora? No vídeo do botijão teve um cara do corpo de bombeiros, policial militar, ele falou assim, cara, posso usar o seu vídeo na minha brigada de incêndio? Porque nunca a gente fez um teste de um negócio desse, de uma— a gente já viu explodir nas favelas quando pega fogo, mas controlado não. Então o pessoal já usou nossos vídeos, que é legal.
Sobre isso, rapidão, beleza, explodiu a porra do botijão, correto? E os cacos dele?
Nós foi pegar, nós foi procurar para ver o que tava.
Foi muito longe?
Não, uns 30, 40 metros no máximo.
Mas a cena de guerra depois, você vê coisa, ainda tem destroços, fogo.
Pegou fogo em todas as graminhas que tinha, cara, muito louco, parecia uma cena apocalíptica. E os carvão, uns 30 kg de carvão desceu assim como se fosse flocos de neve Flamejantes assim, ó. Muito louco, muito louco. O pior é que no vídeo você escuta meus filhos chorando porque queria ver, ficou com medo, e nós correndo. Que legal, sei o quê.
Mas no vídeo não dá para ter ideia do barulho real, dá?
Eu tentei gravar com 3 microfones, mas não dá, não dá, não dá.
O Dileira fazendo o rojão dele aqui já não dá, já não dá, tá ligado?
Tinha que fazer o Dileira fazendo rojão e a hora que fosse explodir, explodir, que é o mesmo, tá ligado?
Não dá para levar o Dilleira lá não, ele vai morrer. Se levar o Dilleira na tua oficina, eu acho que ele morre.
É porque ele vai ter o tique de eu preciso pôr a mão aqui, tá ligado? Preciso pôr a mão aqui, mano.
Mas não liga a maleta da morte para ele.
Então aí, a maleta da morte.
Vai curar o Dilleira.
Da hora.
O que é a maleta da morte?
A maleta da morte é uma maleta que tem 55 mil volts. Então eu peguei um playback de televisão na época, eu falei, fiquei muito louco no bagulho do playback, E eu queria ligar o Freyback na potência máxima. Aí foi a mesma coisa que tudo que nós faz, né? Queima um, queima dois, queima dez, acertei uma receita que ficou filé e tá funcionando até hoje.
Mas só serve para dar choque nos outros?
Não, pior que não. Olha só que louco, foi um pessoal de uma faculdade lá em casa, faculdade zica, mano. Os cara falou, mano, nós estamos fazendo TCC, nós tá fodido, cara. Assistimos seu vídeo ligando o bagulho, só que nós estamos ligando, tá queimando direto, cara. Falar a verdade para você, você empresta essa maleta para nós fazermos um TCC? Qual que é o projeto dos caras? Fazer um gerador de ozônio de grande eficiência. Então, cara, o ozônio é muito louco, né?
Porque o ozônio, você consegue filtrar ar pelo ozônio. Então os caras colocam um aquário, colocam um monte de bituca de cigarro cheio de fumaça e o bagulho limpa o ar lá dentro, cara. Então é a maleta da morte, a gente conseguiu fazer o bagulho do ozônio, eles usaram na faculdade deles e eu fiz o ventilador sem hélice, que é um ventilador de ozônio. Então a energia sai de um ponto, vai para outro ponto, e nisso ela bate nas partículas do ar e empurra o ar junto.
Então sai um ventinho, né? Tem uns caras na internet que conseguiram fazer com várias etapas e fazer um vento mais forte.
Então é, vai entender, até dá para fazer umas coisas, mas o legal mesmo é que ela é só um porradão.
Foi nessa que eu tô pensando, dá um porradão.
Não, então, mas sabe qual que é a parada? Que eu sabia, eu tava esperando. Só que ele, ele, eu tava esperando, eu falei, é um negócio fazendo, saindo o plasma ali na sua frente. Fiquei só olhando, falei, não, não vou tomar choque, sou otário, não vou nem chegar perto, tá de boa, não vou tomar. Só que ele teve a moral de ele também tomar o choque para eu tomar o choque. Então ele encostou em mim, ele tava com a mão na onde não deveria e ele encostou em mim. Aí eu falei, não, aí é demais, entendeu?
Aí não precisava, mano, pulou uma faísca assim braço do Gustavo no meu braço assim, ó, pau, que eu fiz assim, né, rápido, pulo a faísca assim, ó. Dá para ver o músculo do braço dele fazendo em câmera lenta.
Ó, é desnecessário porque eu tava preparado. Eu vou lá, eu já fico meio desligado.
Tu é ligotista, mané? Tu é maluco, cara? Poxa, o cara é maluco, mané.
Não precisa mais.
Eu vou me ferrar, mas é para o bem ainda de todos, né?
Aí qual o vídeo que bomba para caramba?
Que é esses daí, bagaceira.
Os cara gosta de bagaceira. Se lascando, errado, fogo explodindo.
Pior que tem os masoquistas que tá comprando hoje tênis que dá choque. Tem um tênis que vende na Shopee, vende no AliExpress. Esse tênis tem um botão atrás do tênis, você veste o tênis, você aperta com o outro pé, você aperta esse botão, mano, o bagulho te energiza, tá ligado? E você fica energizado. Então tudo que você encostar pula faísca pro bagulho e você toma choque. Toda vez que você encosta você toma choque. Mas o cara fala assim, mano, eu vou tomar um, mas eu vou dar choque no fulano.
Que filha da puta, para quê, tá ligado? Qual que é a necessidade?
Brincadeira zoada, mano, nada a ver. Choque é uma, na minha opinião, a pior sessão que tem. Tem mensagem para a gente aí, Vitão? Antes das mensagens, falar dos parceiros que tem com a gente aqui hoje, como a 2X Energy, que eu já falei, né, na verdade, aqui no meio do programa, que é quem resolveu de verdade o nosso problema aqui de cair luz, cara. Que a gente tem baterias agora. E você tá pensando, tá, pô, mas eu não tenho onde colocar a placa solar.
Os cara faz com bateria de BioID, mas não precisa, entendeu? Dá para você colocar, dá para ter só bateria, não precisa ter placa solar. Tu consegue ter só bateria no teu apartamento, por exemplo, né? Tu mora em São Paulo aí, por exemplo, no monte de nós apartamento dá para ter. Então todo mundo no sul, o único problema que tu tem que descer de escada, né?
E é bem seguro essas baterias, mas é muito louco quando acaba a força de tudo e só você tem, só você tem, é muito sensacional.
Isso. Então, ó, como é que você vai fazer para resolver a tua casa com esse sistema, cara? Tem o kit acessível, que não é um luxo e que funciona bem para caramba para casas, para home office, por exemplo, para você segurar a onda nas tomadas essenciais. E é claro que dá para você também proteger a tua casa inteira. Se você quiser saber um pouco mais, tem aqui um QR code, tem o link aí na descrição. Vai lá que eu tenho, pô, vai, pode, cara, mudou a minha vida.
Nunca mais Nunca mais. E aqui em São Paulo tem um negocinho chato de ficar caindo luz toda hora, né?
Só não cai na Paulista lá, para o restante cair todo lugar.
Outro parceiro que a gente tem aqui é a Fluency. E bom, você sabe que eu dei aula de inglês durante um tempo e eu posso dizer que a melhor maneira de você desenvolver, para você destravar o teu aprendizado ou a comunicação em outra língua, é se colocar na posição de precisar. Então é conversando, é com conversação que tu consegue melhorar. Porque assim, não adianta tu— não é que não adianta, mas cara, adianta pouco para você viajar ou para você ser promovido, por exemplo, tu saber as regras, tu saber fazer uma prova escrita, marcar ABC, entender como é que funciona a gramática, se você não consegue falar.
Ah não, mas eu entendo tudo. Mas e falar, né? Como é que tu vai pedir comida, né? Como é que tu vai, sei lá, tu furou o pneu do teu carro, como é que tu vai se virar? Tu até sabe as palavras, mas sei lá, né? Para destravar isso, meu irmão, a Fluency, desde o começo, são 2 horas de conversação por semana para cada aluno. E a gente fez uma parceria que se tu usar o cupom FLOW, tu vai ganhar o dobro de aulas de conversação, tá? Então não perde tempo, esse é o jeito de você melhorar para valer.
E tem aqui o QR code que você vai fazer o cadastro e vai chegar as coisas no teu WhatsApp aí. E não esquece, esquece, usa o cupom FLOW, tá bom? O outro parceiro que tá com a gente aqui é a Philips Midi. Que vocês já tomaram hidromel?
Eu recebi uma última vez, bom para caramba, velho.
Já tomou hidromel? Não, não. Hidromel, cara, tu gosta de vinho? Top vinho. É, o hidromel é como se fosse um vinho, só que em vez de usar uva no processo de fermentação, usa o mel. E aí dá origem essa bebida aí, que é uma das primeiras bebidas que a humanidade produziu. Os cara tomava no chifre das coisas. E você aí na tua casa, meu irmão, tá chegando o Dia dos Pais, tu não vai dar meia para o teu pai, né? Não vai dar, sei lá, de novo, cara, um amêndoa, um chaveiro, pelo amor de Deus, né, cara?
O hidromel é um bom presente, é um presente estiloso, classudo, cara, para tu dar para o teu pai. E eu tenho, e não dá para ele não gostar, a menos que o cara não goste, não gosta de bebidas alcoólicas, aí talvez é melhor, né? Não, mas é sempre uma boa opção para você mesmo, especialmente se você nunca experimentou. E você vai encontrar lá no site, cara, kit, vários kits na verdade, é que pode que chegam a 30% de desconto. Ou seja, até 30% de desconto em kit lá no site philipemidi.com.br.
E se você usar o cupom FLOW10, tu ganha mais 10% de desconto. Então não perde tempo, vai garantir aí, né, para não vai esperar chegar a hora do Dia dos Pais, vai vacilar. Então o QR code, link na descrição para comprar E para consumir bebida alcoólica precisa ser maior de 18 anos e se beber não dirija, tá bom? Nem se for um Uno elétrico, muito menos um Chevette elétrico que promete ser mais rápido que um Uno elétrico. Eu tenho certeza, né?
Aí eu juro que eu quero ver isso acontecendo, que seja num ponto bem reto, né, cara?
Para nós não morrer na curva, porque na curva nenhum dos dois faz, nem freio tem.
Jogo sempre andar reto, inclusive.
Isso é bem importante.
Ó, o Quer Me Matar de Choque mandou aqui, ó: pergunta para o Letra, quais foram as experiências superpoderosas caseiras mais perigosas?
Ah, o botijão de gás foi perigoso mesmo.
Tu não tava longe?
Não, a gente não sabia o que podia acontecer, cara.
Eu vi de fora no vídeo e foi perigoso, tá? No vídeo pareceu perigoso.
É, imagine de O transformador de 36 mil volts, eu fiquei assim, a gente fica tenso, mas ainda bem que queimou porque eu ia pôr a mão no bagulho. A nossa ideia era pôr a mão no negócio, aí queimou antes. Ufa!
Você imagina o cara esperando dentro de um carro, todo mundo comentando dentro do carro em silêncio, vai ser daqui a pouco, daqui a pouco. E o bagulho tá lá e eles não têm exatamente, e eles lá na agulha.
Parece que demorou um ano, 13 minutos, 12 minutos.
E o cronômetro rolando, eles já já vai. Já já vai. E do nada parece que caiu uma bomba, e aí acaba, porque aí é um clarão e é doideira.
Fiquei com medo também de dar 200 km/h numa scooter, fiquei realmente com medo, fiquei realmente apreensivo. Eu achei que eu ia me ralar todo. Eu falei assim, se eu cair no chão, beleza. Agora, se eu pegar no guarda-reio, no olho de gato, vai machucar. Porque você vai lixando, beleza, né? Vai queimando a pele, você vai girando ali.
Primeiro, com que tipo de proteção?
Eu comprei uma roupa na Shopee.
Como é essa roupa da Shopee?
Tem umas garrafas PET, tipo uns plásticos assim, que protege só os cotovelos, né?
E quanto tu gastou nessa roupa?
R$80. Caralho, cara, tu é pai de família, cara!
Compra as roupas com R$2.000, R$3.000 de tecnologia incrível.
Tu tem umas roupas lá, cara, porra, pelo amor de Deus, cara!
É que ele gosta, né?
Então, mas a gente ficou com medo, cara, ficou com medo.
Mas eu acho que o patinete é pior.
O patinete também, mas assim, é como a gente tem uma experiência de moto já e já sofreu alguns acidentes, a gente sabia o que fazer quando alguma coisa começa a dar errado, né?
Já se fudeu fazendo uma experiência dessa daí, fazendo vídeo para o canal? Se fudeu? Tô falando, tava andando de moto, caiu, quebrou e teve que cansar. Tu se fudeu fazendo vídeo para o canal, cara?
Ainda não. Não, graças a Deus.
Graças a Deus. João já se fodeu também?
Não, assim, fala que tá festa de fim de ano da Air Force, por que que você não foi?
Por que que tu não foi?
Ah, vamos, verdade, cara. Isso aí não, isso aí assim não aparece. Quando eu me lasco muitas vezes não é gravando, né? Não é gravando. Mas teve uma vez, cara, que eu tava andando com um mini quadriciclo, mini quadriciclo elétrico, eu e meu filho. Nós foi, o mini quadriciclo tava uma potência absurda, cara, tava empinando, dava 60 por hora, acelerava assim, ó, o bagulho empinava. E aí eu peguei o meu moleque e falei assim, mano, a gente precisa comprar um quadriciclo maior, né?
Aí eu cheguei na escola para buscar ele, mano, é muito louco, né, mano? O pai do mano, um pai chegando na escola com mini, o guidão pegando no meu joelho assim, ó, e sair empinando assim. Eu falei, caralho, tio, que da hora, mano! Aí eu falei, eu quero dar grau no quadriciclo, muito Aí beleza, mano, pegamos rodovia, um pedaço de rodovia. Passei na frente de um caminhão, deu merda, mas deu merda no lugar menos ruim, né? Controu mais, mano.
Eu ultrapassei um caminhão, caminhão dele ficou me gravando com o celular assim, né? Ó, que maluco louco aqui na rodovia, 60 por hora, e o bagulho empinando. E meu moleque atrás, quase não cabe nós dois, não tinha nem lugar para pôr os pés direito, na verdade, né? E aí eu fiz o retorno na rodovia para a gente estar na concessionária que tinha o quadriciclo que a gente ia comprar, o maior. Eu vou tirar esse motor desse, vou pôr o outro, né?
E a ideia é o quê? Meu moleque levava o elétrico, eu levava o a gasolina. Quando a gente tá com 13, 14 anos, quando a gente tá entrando, chegando perto dessa agência aí, eu fiz o retorno devagar. Ainda bem que tava devagar. O pé dele pegou na roda desse quadriciclo e o quadriciclo puxou a perna dele para baixo da roda, cara. Quebrou a perna do moleque na mesma hora. Cara, pau, quebrou a perna. E eu caí para um lado, ele caiu para o outro, né?
E aí ferrou tudo, né? Eu ligo para a Aline, a Aline é bem— a Aline nessa parte ela é bem centrada, né? Porque uma merda pode acontecer a qualquer momento, né? Aline, ó, eu e o Fernando caímos aqui no acostamento, estamos aqui em tal lugar, o Fernando está com a perna quebrada, pá. E ela foi lá, e o Fernando querendo desmaiar, né, cara? E eu não desmaio, mano, porque como você vai contar suas histórias para os seus amigos? Se você desmaiar, você vai esquecer de tudo isso.
Na hora que ele chega na escada, meu pai é o letra J, bota. Os moleque, não, não, demorou, demorou, tá tudo certo.
Não, e na hora eu falei assim, putz, que merda, cara. A gente fica mais mal ainda, sabe? Tipo, se tivesse quebrado a minha perna, a perna dele, é lógico. Mas deu tudo certo, tem uns parafusos lá na perna dele, lá já tá normal. Mas foi um, mano, foi um baque muito louco. Isso aí foi uma vez que deu merda não gravando vídeo, num rolê normal, mas acontece um, acontece umas coisas ruins, né?
Ó, o Blue Dolphin Mini mandou: sou dono de um BYD Dolphin Mini que estou customizando e mexendo na estética dele. Agora quero saber quando o Ricardinho vai se juntar com letra J para lançar um remap para gente dos elétricos.
Exato, eu falei com o Ricardinho isso aí.
Dá para, é assim, cara, dá, ainda não dá muito para fazer sem você interferir muito no hardware do Tipo, mexendo no hardware do carro dá, mas vai acabar interferindo muito no como funciona o carro. Muita coisa para adicionar, algumas muitas.
Você pode fazer de duas maneiras. É o software, assim, conseguir desbloquear o software do China e mudar parâmetros do carro é o mais difícil.
É o mais difícil.
O mais fácil é você chegar no Hydra, que é isso aqui, enganar ele, entendeu? Então ele acredita que tá aplicando uma coisa, é outra. Então esse seria o remap mais fácil.
É via software, seria o mais limpo, mais bonito visualmente, não vai mudar nada, mas é o mais difícil e o que você gastaria mais tempo de desenvolvimento. A parte de hardware daria para fazer de forma mais prática, mas ia acender 30 luz no painel.
Porque você tem que enganar e saber o jeito certo de enganar e a medida certa de enganar. Então antes de dar certo vai matar uns 3 inversores, vai vai estragar muita coisa. E aquele negócio é pesquisa. Para você chegar num remap hoje de um carro a combustão, são vários testes que são feitos.
E no carro a combustão mesmo é você brigando com a montadora, né? Tinha a montadora, começou a colocar agora tecnologias nos carros para impossibilitar mesmo do Ricardinho fazer um mapa, por exemplo, onde ele tem que fazer um bloqueio de central agora. Então é esse trabalho, ele é um trabalho que você, a montadora não quer que você modifique o carro, por mais estável que seja o seu trabalho. Isso é normal. Por mais estável que você tenha feito aquele mapa, a montadora não quer que você modifique, para ela ter controle dos parâmetros e de como ele funciona.
Então, se você, por exemplo, faz esse desbloqueio hoje, amanhã isso vai estar diferente e vai mudar. Então, você vai ter que dedicar todo o seu tempo nisso, vai virar um negócio só disso, onde você vai gastar tempo de desenvolvimento, e você tem que ser um cara que já é da área, já tem habilidades, que vai ser mais fácil.
Boa. O Alex Russo: já ouviram falar do Hyundai Ioniq 5 N? É considerado um dos carros elétricos mais divertidos de dirigir, inclusive para drift. Talvez seja interessante dar uma estudada nele para adaptar para os projetos. Eu já vi esse carro, é animal.
Muito louco, é animal. Tem um cara lá fora, qual que é o nome daquele cara que corre em Nürburgring? Meu sonho é conhecer Nürburgring, que é uma pista muito conhecida lá. É esse mesmo, como que é? Mr. Charodin, né? Misha Charodin. Esse cara, ele é meio que o rei dessa pista. Não que é o mais rápido ali, mas ele é um YouTuber que pega o carro de— agora já é piloto, acho que ele já corre também, mas ele pega o carro de várias pessoas para testar nessa pista.
As pessoas dão na mão dele para ver o que ele consegue fazer na pista com esse carro. E ele testou um carro desse e é da hora. O carro eu achei meio estranho por ele ter o som do motor emulado ali, que não é um negócio que—
isso é muito, mano, muito zoado.
O Mustang Mach-E tem também, então, mas é zoado.
O próprio motor elétrico, eu achei— eu até falei no vídeo quando eu acelerei o Chevette, falei, mano, olha o barulho do motor elétrico, que da hora! E a galera me zoa, mas no carro é legal, é diferente, é um barulho tipo de Volta para o Futuro assim.
Mas tinha um negócio que eu queria patentear que a gente fez na motinha. A gente fez o quê? Qual é o som do motor elétrico? Se o motor elétrico pudesse falar, o que que ele falaria? Como a gente faz para descobrir isso? Põe um alto-falante no motor. Então, na saída da controladora, nós ligamos alto-falantes na saída da controladora para escutar o barulho. E é um barulho muito louco. E cada veículo tem um barulho diferente. Se o motor for maior, menor, menos polo, mais polo, tem uma característica igualzinha a combustão.
Então, acredito que em vez dos caras ficar tentando imitar um carro, é um outro mundo, tem que ser diferente. Já põe um barulho original do carro.
Mas eu achei da hora acelerando o carro, que o barulho que ele faz ali é curioso. Mas esse, esse carro é muito louco assim de pista. Falam que é um carro bom de pista, bom de curva, um carro bom, é um carro de pista elétrico. Eu não vi o vídeo muito em detalhes para saber qual a potência, autonomia, se faz quantas voltas na pista, não sei. Mas pelo que ele mostrou, o carro é da hora, é bem legal. Tem outros também assim, é que carro elétrico, você vê carro elétrico carros com 2.000 cavalos, 1.500 cavalos, tem 3.000 cavalos, foi o da BioID, eu acho que bateu o recorde, eu acho que foi 3.000 cavalos, não sei.
Mas enfim, a galera arranca muita potência desses carros com poucos componentes, vamos dizer assim, sabe? E fica muito louco, mas por curto período de tempo.
E o Fugugino Henrique: Leandro, quando vai ter o encontro com o Iberê? Será um encontro de dois mundos, Manual do Mundo e Manual do Submundo. Abraços de um fã.
Ah, vamos ver se o Iberê tiver uma experiência que a gente puder ajudar aí.
Disposto.
E assim, se eu for no canal dele, eu vou filtrar, vou filtrar bem certinho para não explodir nada, para não falar nenhum palavrão. Eu prometo que eu vou usar todos os EPIs.
O Iberê, eu fui gravar com ele, ele falou que ele queria ser o cara que ia quebrar o câmbio do Chevette. Então ele falou assim, eu quero testar, quero ser o cara que vai quebrar o câmbio.
Então assim, tu conhece o Iberê?
Tu conhece o Leandro pessoalmente?
Porra, ele é mais legal do que imagina.
Não, eu sou do tempo que ele fazia umas experiências químicas, sou do Manual do Mundo, assisti o primeiro dia. Ele fazia umas doideiras, ele conseguiu umas químicas aí top e fazendo uns bagulho muito louco.
A gente tem que levar ele, eu vou arrumar o Chevette agora, e aí a gente leva o Uno e o Chevette para ele testar.
Nossa.
E aí ele falou que tem que quebrar o câmbio do Chevette, ele só vai sair daquela pista quando ele quebrar o câmbio do Chevette para cumprir com o combinado.
Mas leva para ele tentar quebrar os dois câmbios.
Então tem que ser, e O Iberê é um cara, ele conhece o moral do submundo, pô. Você fala com ele, ele fala, não, da hora, acho engraçado.
Mas tipo, claro, só que não dá para ele fazer a mesma, não dá para ele estourar um botijão de gás, a menos que esteja dentro de um não sei o quê, e o cara, se não, depois como é que ele vai conseguir gravar lá na fábrica da Paçoquita?
É, mas teve muito vídeo que eu fiz que o Iberê fez depois, e ele citou o canal Letra J, o vídeo do vatímetro. Ele falou assim, ó, Letra J desmontou também A gente vai mostrar de um jeito diferente que ele fez. Lâmpada LED também, ensinei como recuperar uma lâmpada LED. Ele fez um vídeo, citou a gente do canal Letra J também. Então, Iberê, gente boa demais, top!
Salve pro Iberê, gente boa mesmo. Então, gente, ó, muito obrigado vocês dois aí pela moral, obrigado pelo papo, foi muito divertido assim, é esclarecedor também. Eu descobri que vocês são muito mais maluco do que—
você tem que dar uma volta nos carros.
Eu vou E é mais do que eu tenho que dar uma volta nos carros. Eu vou te cobrar, bora, eu vou te cobrar, tá ligado? A gente tem que ir lá daquele gordo ali, ele odeia carro elétrico, mas a gente vai fazer ele ficar chateado.
Nossa, você vai ver como ele vai sair de dentro, ele vai ficar de picadura de cavalo lá, você vai ver emocionado.
Ó, de presente para você aqui um hidromiel.
Nossa, que da hora!
Experimentar lá isso aqui para tu gostar, tá bom? E ó, e ó, ô Leandro, essa daqui para a câmera. Se quiser mandar um salve para alguém, é a hora essa, galera.
Vocês são zica demais! Muito obrigado por curtir nossos vídeos, assistir as loucuras que a gente faz, apoiar o canal Letra J. Vocês são os principais patrocinadores de todas essas loucuras, e se a gente tá fazendo história no Brasil é por conta de vocês. Muito obrigado mesmo, sensacional!
E tu, Gusttavão, essa daqui é tua.
Valeu! Queria agradecer a galera que me acompanha de longa data aí. A gente teve uma transição de canal que a galera sempre tava comigo ali acompanhando os projetos, acompanhando a jornada. Então Então é algo muito gratificante, porque eu comecei a fazer vídeo na internet por sei lá por quê, por outros motivos, e acabou chegando nisso que a gente tá fazendo hoje. Tô muito feliz como tá o canal e queria agradecer todos vocês. O Igor pela oportunidade, muito obrigado mesmo.
O Letra por a gente se juntar ali, fazer as loucuras. Todo mundo que tá aí, muito obrigado. Valeu, galera!
E ó, você que tá assistindo a gente, cara, a gente é no YouTube, a gente vai colocar aqui no comentário fixado ficar facinho para você todas as redes sociais deles dois. E é que, bom, como você tá aqui no canal, aproveita, já se inscreve logo, dá o like nesse vídeo, manda lá no grupo da— manda no grupo lá dos gearhead, que a gente só falou de carro elétrico hoje.
Tem uns cara no grupo que tá ficando pilha. Ou eu vi um vídeo esses dias de um cara fazendo um borrachão com um Mustangão. Aí ele, o comentário, a descrição era: carro elétrico faz isso. E tinha um monte falando: pior que um Chevette elétrico faz. E o cara respondendo, e ele tava já Mano, pilhadasso, que os caras, os inscritos, tava enchendo o saco.
Esse Chevetão dá para fazer drift mesmo, mano? Dá. Então vamos botar ele na mão do Fiuk.
Bora, bora, bora, bora, bora, bora, bora! Vai ser engraçado, vai ser muito louco. Tem que arrumar suspensão porque ele é uma merda de freio, suspensão, tudo o resto é ruim, mas ele elétrico é da hora, velho.
Eu acho que isso por ser rato, eu também acho.
Bom, então é isso, família. Muito obrigado pela moral. Vira membro aí, cara, a gente cria conteúdo para vocês o tempo inteiro. Tá? Só coisa maneira.
E é isso.
No Discord tu consegue lá sugerir uns novos programas aí, novos convidados, tá bom? Obrigado pela moral. Obrigado, gente, mais uma vez. E a gente se vê depois. Beijinho, tchau!
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