PENEGUI + GUSTAVO GUANABARA - Flow #627
Papo sobre Programação e Hacking
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou Igor e hoje a gente vai falar de tecnologia, vamos falar de hacking, vamos falar de, vamos falar de código também, falar de um monte de coisa. Tem aqui o Peneguê comigo.
Tudo bom, cara?
Tudo, tudo certo.
Peneguê você já deve ter visto antes aí, mas o Gustavo Guanabara, esse eu tenho certeza que tu já viu, especialmente se tu lida com código, qualquer coisa assim. E aí, Gusttavão, tudo bom, cara?
Tudo bom, muito obrigado pelo convite, cara, é um prazer inenarrável estar aqui.
Então hoje a gente vai falar só de coisa que vocês gostam para cacete, né, cara? É o Gustavo que tá falando de, de desse assunto, tecnologia, código, desenvolvimento na internet, faz o quê, 20 anos?
Porra, em sala de aula 30, na internet 20.
Cara, ele é mais velho que eu em sala de aula, hein?
Pois é, moleque. E o Peneguim que fica aí dando golpe nos outros, né, meu irmão? Passando R$10 mil no cartão dos outros aí.
E eu tô preocupado que eu tô do lado dele agora.
Hoje a gente tem um golpe que ele já foi usado no Brasil. Eu tenho amigos que trabalham na polícia e que me informaram que esse golpe aqui acontece e ocorre atualmente. Então é uma, é além do iPhone, aquele foi bem legal, mas é um golpe que a gente viu que ainda não estava ocorrendo. Esse aqui ocorre, já tá rolando, já está rolando. E na verdade as pessoas que estavam fazendo aqui no Brasil já foram presas.
Entendi.
Ufa!
Então, ao menos você, né, cara?
Uma coisa é fazer, saber fazer, A outra é aplicar nos outros, aplicar nos outros, que é o que ele vai fazer hoje aqui.
Hoje ele vai aplicar em você, pô.
Então cadê o teu cartãozinho de crédito físico? Hoje a gente vai implicar um pouco com cartão de crédito físico.
Pô, pior que eu não vou nem poder sofrer, porque você tinha que ter me avisado antes, porque eu nem ando com cartão de crédito físico. Eu também não.
Olha aí. Não, mas eu trouxe cartão de crédito físico que não dá para ver a bandeira nem nada. Esse é o objetivo, para não Mas acontece em todas as bandeiras. Isso é uma vulnerabilidade realmente bem engraçada. Vocês vão gostar.
Vamos vê-la. Bom, mas antes da gente começar aqui, deixa eu te dar uns... Bom, eu queria agradecer aqui os parceiros de hoje, começando pela... Bom, tem a Hashtag, tem também a Copa Trader, o Que Investir e a Fluency. Mas eu vou começar falando da Hashtag, que é o seguinte, cara. Se você está pensando em ser promovido ou trocar de área, profissional ou desenvolver um novo hobby, cara, a #treinamentos é uma das maiores escolas do mercado de trabalho da América Latina e tá aqui para te ajudar com esse objetivo.
E eu vou te falar que é perto de qualquer que seja. Então, se você quiser aprender Python, por exemplo, se você quiser aprender inteligência artificial, quiser aprender banco de dados, quiser aprender um monte de coisa, inglês, tem também lá na #treinamentos que a gente fez uma parceria, cara, que é Se você usar o cupom FLOW, você vai ganhar R$500 em todos os cursos da #Treinamentos, que tem o nome de Comunidade Impressionadora.
Então, com uma mensalidade só, você tem acesso a todos os cursos da #Treinamentos. E se usar o cupom FLOW, você vai ganhar R$500 de desconto. Então, o melhor investimento que dá para você fazer é aquele que é em você mesmo. Tem aqui o QR code, tem o link aí na descrição. Vai lá para você entender um pouco melhor e eu tenho certeza que tu vai se amarrar, tá bom? Bom, falarei dos demais já já. E se você quiser mandar uma mensagem para a gente, Fica à vontade, tem o QR code aqui do LivePix, tem o link na descrição também.
Aí se você quiser, vai que ficou faltando falar de alguma coisa aqui, ou tu tomou um golpe específico que tu quer perguntar para o Penegui, ou você hoje tem uma carreira de sucesso internacional porque tu começou a aprender a acordar com Guanabara lá em 2006, pode mandar um salve também. Eu comecei a... 5 melhores, é verdade, cara, vamos escolher 5 melhores.
Eu comecei por causa do Guanabara. Eu digo assim, se não fosse ele, cara, se não fosse tu, cara, eu não ia ser o que eu sou hoje.
Olha aí, cara. Eu ia ser um cara de sucesso, tá vendo?
Não ia ser uma pérola. Eu não queria ter feito isso.
Mas Guanabara, vamos lá. Antes de impactar a vida dessa galeraça, que a gente está falando de um momento que a informação começa a se tornar mais fácil de se difundir, E um professor que tá limitado, de certa forma, dentro, quer dizer, em boa medida, a uma sala de aula, com a ferramenta como essa para jogar conhecimento para o mundo, o que que tava passando na tua cabeça? Porque, ó, porque, ó, tu queria educar o mundo, tu queria ficar famoso, tu queria ganhar dinheiro, o que que tu queria fazer?
Porra nenhuma dessa, cara. Desculpa, desculpa te frustrar. É basicamente como é que funcionou o negócio. Eu dava aula na faculdade, várias faculdades lá no Rio de Janeiro, né? Eu sou carioca como você, sou nascido em Marechal Hermes, mas quando aqui em São Paulo fala que é Madureira, que a galera já bota ali Madureira, o cara, caralho, é Madureira.
Talvez hoje Marechal os cara manja um pouco mais porque a Batata ficou muito famosa.
Inclusive fui professor da filha dele.
Aí sim, pô, muito louco.
É foda, é foda. Dei aula para quase todo o elenco da Malhação, que eu dava aula na Barra da Tijuca, que atendia a Globo. Mas não é esse o assunto. Caramba, eu dava aula em faculdades e a faculdade de TI, não sei se tu tá ligado, os primeiros períodos é lotado porque TI dá dinheiro, faz você ficar rico, os cacete a 4, pô, é facinho, computador, é só mexer com computador, pô. Aí o cara chega no terceiro, quarto período, ele abandona tudo porque a programação é uma parada muito— não é muito complicada, é fácil, só que eu acho, o cara acha que é mais fácil que o normal. Então a desistência é muito grande.
Ela, a lógica, o que eu acho bem, aqui eu vejo se eu tô falando uma puta merda, vocês dois, tá? Mas o que eu acho interessante E aqui, cara, veja, minhas credenciais. Eu não sou dev, eu não sei codar, eu não sei porra nenhuma, tá bom? Essas são as minhas credenciais, eu brinco com inteligência artificial.
Tu tava no Manus, que eu vi. Tu tava no Manus, tu tava brincando no Manus.
Isso, eu abandonei isso há muito tempo, a gente vai trocar uma ideia sobre isso.
Beleza.
Mas o que eu acho bonito no Python, que eu vejo lá o Claude fazer para mim, é como a lógica ela é meio fácil de enxergar. O que complica, de novo, eu sou uma mula, o que complica são talvez frases muito longas às vezes, ou a construção precisa estar feita na lógica certa, senão quebra tudo.
É porque você não escreve para você, você escreve para a máquina. Você tem que dar instruções para a máquina entender. Antigamente, muito antigamente, os computadores antigos, você tinha que dar instrução para a máquina ligando o plug e gerando o botão. Tu imagina, tu errou o botão, tu girou um pouquinho menos, aí dá errado, sabe? Agora não, agora você consegue dar um print, um if, um while. Uma pessoa que sabe um pouquinho de inglês sabe dar um comando para uma máquina, mas não é tão óbvio.
E aí a desistência na faculdade de TI é absurda, cara. Eu dava aula numa grande instituição de ensino no Rio de Janeiro, onde eu tinha primeiro período 90 alunos, no último período 4. E aí eu falei assim, cara, desistência muito grande por conta de programação. Vou fazer o seguinte, vou gravar as minhas aulas para os meus alunos Quando eles perderem aula, porque perder uma aula é mortal, então vou gravar as minhas aulas e dar para os meus alunos quando os meus alunos faltarem uma aula.
Só que como era dar aula para os meus alunos? Era em CD, eu gravava num CD as aulas e eu quando ele faltava falava, cara, leva esse CD assistir aula 2, 3, 4 em casa que foi o que tu perdeu.
E foi isso.
Depois eu comecei a botar minhas aulas na internet para os meus alunos baixarem. Era assim, é tipo um, eu comprei um domínio chamado guanabara.info Meu Deus, é muito velho. Tu quer de segunda?
Cara, eu tenho amigo que tem, mentira nenhuma, 35 anos, 40, assim, 35, acho que 35 a 30, que fala, cara, eu sou da época que o Gustavo Guanabara tinha o gustavoguanabara.info.
Era guanabara.info.
Quando o cara fala isso, cara, é porque é velho.
Não, e por que que eu comprei?
Cara, o cara Por que que eu comprei?
Porque o domínio .info era o mais barato de todos. E eu botei Guanabara, que era meu nome, .info de informática.
Deu tudo certo.
Acabou, era para o meu aluno em sala de aula, cara. E aí eu fui expulso desse hosting.
Ué, caralho.
Porque a desculpa, a resposta deles era: tu tá tendo muito download. Tava tendo 80 mil downloads.
Sim, é muita gente visitando.
Eu falei: pô, mas são 40 alunos que eu tenho, cara, não tem como. O cara: não, tá tendo 80 mil acessos aqui. E aí ele foi, me deu o trackback, né, me deu assim de onde tá vindo o acesso. Era do Baixa Aqui. Lembra do Baixa Aqui? Lembro. O Gustavo, dono do Baixa Aqui, achou minhas aulas, chegou para eles não sei como, e ele falou assim, quer aprender linguagem de programação? Acessa aqui. E jogava para o meu site e derrubou o meu site.
Meu Deus do céu. Era uma época que ninguém sabia. Internet era nada.
O YouTube tinha acabado de surgir, cara.
Mas assim, voltando para o assunto de qual a dificuldade das pessoas, principalmente com programação, eu lembro quando eu estava na faculdade, E como eu já tinha uma base de lógica de programação e já programava, para mim era extremamente fácil o que teve contato antes, né? Exatamente. As pessoas entram sem contato e a faculdade muitas vezes ela não vai te dar o beabá ou não vai te esperar tu aprender. E eu acho que as pessoas têm uma dificuldade muito grande porque elas querem às vezes iniciar com uma determinada, com uma determinada linguagem de programação.
Aí eu quero Python, só que ela não tá pronta para aprender aquilo daquela forma. E o principal objetivo, e que eu acho que às vezes para pessoas que não sabem falar inglês, por exemplo, principal objetivo, elas têm que entender lógica de programação. E uma coisa que eu gostei na época do Guanabara é que ele fez um curso que era linguagem de lógica de programação com Portugal, porque você começa a entender lógica de programação porque tá na sua linguagem.
São comandos importantes.
E essa diferença faz o seu cérebro começar a entender lógica de programação. Depois que você entende lógica de programação, é muito mais fácil entender qualquer linguagem. Tô errado?
Tá certíssimo.
Então essa é uma diferença que às vezes as pessoas que estão começando não têm, que é: vamos aprender lógica de programação antes de aprender uma linguagem difícil, uma linguagem Java é tipo, é muito chato. É exatamente Java, é cair naquele contexto que tu tava falando, é muito grande. A pessoa ela tem que ter uma bagagem, ela tem que, vamos lá, vamos entender o que que é lógica de programação para depois eu começar a entender o que que é Java, o que que é Python, o que que é C, entendeu?
E depois que tu entende lógica, para mim foi assim, depois que tu entende lógica, tu entende qualquer linguagem.
Existe uma janela que eu chamo janela da surra, você vai apanhar de código até você deixar de apanhar dele. Quando se você deixar de apanhar, você virou profissional da parada. Não profissional que você tá ganhando muito dinheiro, não, não. Você só vai parar de apanhar de código. E aí meu objetivo quando eu criei isso era só para o meu aluno parar de apanhar de código. E eu fui expulso, voltei para o CD normal. E aí num evento eu conheci o Ariel e o Mackenzie, que eram uns caras brasileiros, estavam criando uma startup no Brasil chamada Videolog. Lembra do Videolog?
Lembro.
E o Ariel me conhecia porque alguém— eu dava— ele conhecia o guanabara.info, que virou um blog. Eu tô resumindo mega a história.
E o Para você que está ouvindo a gente aí, videolog é a sucessão do Fotolog, que é a sucessão de um blog.
Isso.
Tá ligado?
Que inclusive no Brasil foi lançado meses antes, 2 ou 3 meses antes que o YouTube. No mundo, na verdade, não foi no Brasil. O videolog é antes do YouTube. Aí eu conheci esses caras e eles falaram, pô, a gente está lançando videolog e tal. Eu falei, putz, eu tenho uns vídeos para disponibilizar. Eles, pô, vamos trazer as tuas aulas para o videolog. Então o primeiro canal que eu tive de vídeo foi no videolog. E aí quando surgiu o YouTube, não dava dinheiro, Igor.
Não tinha essa parada. Não é que não dava dinheiro porque não dava certo, não tinha esse negócio de monetizar o criador.
Nem tinha como ganhar dinheiro.
E aí tinha o YouTube e os servidores eram mais rápidos. Aí eu falei para os meninos do Videolog, eu posso botar no YouTube também? Eles, ah, pode. YouTube nem arranha a gente. Confia, campeão. E aí foi isso. Eu tinha no Videolog, que era o principal, e meio que um backup no YouTube quando o Videolog baleava.
Pensa no mundo. Que o Google, em vez de comprar o YouTube, comprou o Videolog.
É muito louco. E quem comprou o Videolog foi a Record na vida real, né? Foi a Record, virou R7, que eles estavam precisando de um sistema de vídeo para o R7 e tal, que a Globo tinha lançado o G1, e eles lançaram o R7, e o Videolog foi comprado para poder virar essa parada. E nisso eu já tava no YouTube. E eu não posso dizer se deu certo, Igor. Eu sou muito nichado, você consegue imaginar, né, que eu sou nichado. E tipo, se você me botar— já ouviu falar na Campus Party?
Já.
Você me bota na Campus Party, eu loto com 4 mil pessoas. Você me bota no shopping, ninguém sabe quem sou eu.
É isso. Mas esse não é gostoso?
Eu acho. Eu falei com o Penegui agora, aí o Penegui não consegue.
Que lugar que ele chega, ele chama atenção, mesmo que não conheça ele.
Não, mas é só o evento de Natal, pô.
Só fazer isso.
Então quer dizer que Por que que tu não tá vestido normal?
Isso não é normal, né? Militei por você, moleque.
Filha da puta.
Não, mas eu sei que o Peneguim só bota prateado assim quando são dias especiais. Eu conheço, cara.
Muito obrigado aí pela parte que me toca.
Ele gravou o meu podcast de branco.
É.
O seu também, o anterior.
É, agora não. Agora ele tá contigo no flow, tem que ser de prateado.
Não, não, mas é que assim, é uma honra. Mas assim, ó, Falaram tanto que eu tinha vindo de branco, então agora eu piorei a situação.
Tá bonito, tá bonito.
Ele tá no modelo de palestra, que eu sei.
Esse é o modelo de palestra, eu vou para palestrar geralmente.
Eu vou te conhecer, Pennington.
Eu sei, eu sei que tu me conhece.
É bom. E bom, aí daí tu tá com o quê? 4 aparelhos de celular em cima da mesa?
É que um é meu, o resto é— Então hackeia esse, pô.
Vamos lá, vamos lá.
É, vamos lá.
Primeiro de tudo, esses aparelhos aí, esses 2 aqui são para o ataque que a gente vai fazer.
Tá, tá.
Lembra que eu tinha falado daquele ataque onde eu uso dois smartphones, um está com o cartão e outro está na máquina? É o que a gente vai fazer hoje. E depois que a gente fazer o ataque, comprovar que funciona, eu vou mostrar como é que ele é feito na vida real, como é que os golpistas usam isso e como é que a gente consegue mitigar esse problema e por que esse problema existe.
Tá bom, perfeito, perfeito. Bom, mas o fim, no fim das contas, é Alguém dá um golpe no seu cartão de crédito e leva seu dinheiro. Esse é o efeito. E você nem viu.
Tem que estar presencial? Nós temos que estar no mesmo sítio?
Não, eu explico o ataque depois.
Tá bom, então vai.
Primeiro a gente faz o ataque. Não sei se as câmeras estão olhando para cá.
Pera, pera, tem uma ali que pega.
Tá.
Olha aí, apontaram só para mim essa câmera. É a câmera do crime.
Não existia aquela ali.
Então tá aí, ó, vou botar aí, ó, vou botar R$1 só.
Ah, porra, quando é hackear ele é R$1, para tu é R$10 mil, né?
É, então esse é o objetivo, óbvio.
Você é quase um carioca, mano. Você te devolveu os R$10 mil?
Não, foi com o rato, foi com o rato, ainda bem que foi no cartão do rato.
Então depois ele pagou, né?
Isso foi bom.
Vamos lá, vou botar aqui tudo direitinho, ó, vou botar o celular smartphone.
Ele tá em contato com—
aí apareceu um monte de coisa ali, mano.
Pera aí, pera aí, pera aí. Pera aí que tá muito rápido aqui, só um pouquinho. Tá muito rápido, quando a gente faz ao vivo sempre dá errado. É, eu sei como é que é a vida, mas assim, ó, não tem problema que a gente tem paciência aqui.
Quer ajuda aí?
Que que eu aperto alguma coisa? Claro, eu tô botando no lugar errado, aí vai dar errado mesmo, né?
Mas daqui a pouco ele consegue, vai dar certo.
Vai, já encontrei aqui. É isso aí.
Imagina um hacker parando assim só um minutinho.
Viu que eu não me dou bem para golpe, né? Ainda bem, ainda bem. Olha aí, ó, já tá.
Apareceu mais uma porrada de coisa.
Caralho, parece uma porrada de código ali, mano.
Pera aí, vamos lá de novo.
Algo aconteceu, família.
É que aqui tem muito sinal de muita coisa, né?
É verdade, tem muita câmera, muito isso tudo.
Interferência, né?
É bom que não fala, a gente tá de fato aqui dentro de uma sopa de sinais aqui dentro, que não falta sinal.
Tenham compreensão, na rua é mais fácil.
Fiz hoje de tarde.
Aí, ó, foi. Aqui estava o cartão que fez essa operação de pagamento, que não tava tocando a maquininha em nenhum momento. Esse é o ataque de relay, tá? Tecnicamente ele se chama— o nome da técnica é essa, tá? Só que o que que acontece quando começou esses ataques? A mídia começou a falar de clonagem de cartão, mas na verdade não é uma clonagem porque eu não estou clonando o cartão. Lembra aquela segurança que eu expliquei de cartão de crédito, ARCC, o criptograma que acontece?
Só que assim, ó, esse ataque tem que ser feito ao mesmo tempo porque eu vou fazer bypass desse criptograma, eu vou passar desse smartphone para o outro smartphone fingindo ser o cartão e passando o criptograma ao mesmo tempo. Na verdade não é ao mesmo tempo, é milissegundos de diferença. O que que os golpistas fazem, tá? Tem um ataque na rua, quer chegar próximo do teu cartão ali, ó, e tem um outro cara. E aí tem outro cara com outro celular que tá no outro.
Então eu não tô levando a máquina para fazer, eu tô fazendo com o teu aparelho. Mas não é tão eficiente como as pessoas acham que é. O mais eficiente é com engenharia social. Os caras criam um aplicativo que faz exatamente o mesmo ataque. Esse celular é o da vítima, Ele faz, ele liga para vítima e diz, ó, assim, ó, a gente tá uma ocorrência aqui de fraude do tal banco, a gente sabe que tu é licenciado desse banco e tal, e a gente tá precisando fazer umas verificações e não sei o quê.
Aí faz a pessoa baixar aquele aplicativo e colocar o cartãozinho dela próximo do leitor para verificar se é ela mesmo. Para a gente desbloquear o seu cartão e você poder usar. E aí tem o golpista lá com a máquina e coloca. Aí tu vai perguntar para mim, né, tá, mas e se for mais de R$200? Porque no Brasil R$200 NFC começa a pedir senha. Que que os cara fizeram? Tem no aplicativo, esse aplicativo tem uma areazinha que pede senha do cartão dizendo para a gente saber que tu realmente é o dono do cartão.
Põe a senhazinha aqui e tal. E aí eles conseguem fazer operações mais que R$200 com esse golpe. E tem pior, tem o bypass de senha de cartão da Visa, que aí tu faz bypass. Mas esses caras aí eu não fiquei sabendo se eles estão fazendo, e já é uma boa. Mas dá para fazer bypass de senha, que é uma parte aquela do iPhone que eu faço, daquele ataque. E a mesma coisa que eles fazem com cartão físico. Por isso que assim, ó, dizer que cartão físico é mais seguro Não é verdade, porque bypass de senha de cartão já existe há muito tempo.
E o iPhone, tu tem que estar habilitado com transporte para mim conseguir fazer aquele ataque. Então, claro, tem a parte pesada do iPhone e do Visa, mas como eu sempre falo, cartão físico é mais vulnerável.
É isso daí. Eu aprendi, pelo menos da última vez, né? Tu já tinha deixado claro isso aí. Pô, mas isso é assim, por que que eu entendo que o lance da engenharia social de fazer uma pessoa baixar um aplicativo, não sei o quê, isso daí ajuda o cara a ter uma leitura ali e tal, mas dá para tomar esse golpe andando num bloco na rua?
Cara, tu tem uma carteira e eu chegar perto de ti, eu consigo às vezes até, porque existe o anticolisão. O que é o anticolisão? Tu tem vários cartões, e o leitor não acionar nenhum dos cartões, porque tem vários cartões. Só que aqui eu posso fazer um código que, como esse celular é meu e eu posso programar ele, eu posso fazer ele escolher um dos cartões. Então o anticolisão já era por aí, essa segurança não existe. Botar vários cartões juntos e dizer não, eu não vou, não vai acontecer.
Esse celular aqui eu faço ele decidir um cartão e ele vai fazer operação de pagamento.
Tá, eu tenho aquele saquinho. Eu não ando mais com cartão, faço igual o Igor, eu não ando mais com cartão.
Eu também não. E tem aquele saquinho também, tem aquele que é o contra RFID, tá, que é muito bom, que ele, que que é, uma gaiola de Faraday, ele não deixa o sinal nem entrar e nem sair, né. Então uma alternativa, quem usa cartão de crédito ter esse tipo de coisa, porque eu posso realmente chegar e botar um celular próximo da tua carteira e fazer o ataque. Na verdade, aqui no Brasil tem gente que usa até a maquinazinha. Imagina se a pessoa tá com celular, é mais fácil ainda, né? Tipo, muito mais prático.
Então o cara consegue programar uma maquinazinha também para escolher um cartão? Espero que não.
Não, assim, dá, é difícil, mas assim, tem que ter um pouquinho de Experiência, tá? Vamos deixar claro, é possível em determinadas máquinas que são vulneráveis, estão ainda no mercado.
Não tem, não tem um lance que essas máquinas aí, se você abri-la, tu destrói ela?
Tem o lance, sim, mas tem umas máquinas que tu consegue fazer algumas coisas sem precisar desmontar.
Entendi, tá vendo aí?
Ó, é essa galera que eu formo.
Então, desculpa, sociedade, o Tesque sabe muito do que eu estou falando. O Tesque, um dia a gente vai trazer ele aqui, hein? Aí tu vai se assustar. Mas assim, ó, você já se assustou comigo, com ele tu se assusta mais. Mas assim, cara, mas assim, tem que ter, tem que ter, tem que ter muita experiência, tem que ser uma pessoa muito mais técnica. E para ser bem sincero, as pessoas realmente técnicas, eu não sei por quê, mas elas estão no lado Bom da força, né? Foi um bom da força.
Que bom, né?
Porque assim, os cara que estão fazendo esse golpe que eu mostrei aqui, a gente tava analisando, e meus amigos que fizeram todo o processo para— porque assim, o que acontece na área de segurança, existe o pessoal mais policial, né? Existem os investigadores. Esses investigadores geralmente são pessoas técnicas de segurança da informação, tá? Na época que eu trouxe isso, porque esse ataque que eu fiz aqui é meio velho para mim, no sentido que eu faço isso na rede, mostro isso na rede social há muito tempo, tá?
E eles viram esse ataque e começaram a ver algo parecido ocorrendo na rua. E aí eles, cara, o Penegui, tô achando que o Penegui tá mostrando, tá acontecendo na rua. E aí a gente teve reuniões, comunicação, e a gente começou a entender o que que tava acontecendo, tá? Eu não fiquei sabendo de outras partes, que são partes que são ocultadas, mas os cara foram presos, etc. Tem coisa privada que eu sei que eu não posso falar, mas assim, o caso é o seguinte: os caras que faziam, que que eles fizeram?
Eles pegaram um projeto, tá, de gente boa, honesta, que é o projeto NFC Gate, e eles transformaram esse projeto, que era uma pesquisa para melhorar a segurança de cartões, eles transformaram esse projeto para fazer maldade. Basicamente isso.
Entendi.
Eram pessoas um pouco técnicas, mas nem tanto, entendeu?
É o que eu imagino. Eu imagino muito assim, como você disse, o cara bonzão que não tá do lado bom da força, ele faz o processo, empacota isso num produto e vende esse produto. O produto é a maquininha, o software.
Exatamente.
Ele empacota e esse cara vende para o bandido comum, entendeu? E treina o cara, vende o pacote educacional, treinamento mais hardware. E faz aí, é o que eu imagino que acontece.
Exatamente, e daí os pilantra fazem. E cara, isso daí tu vai falar o Brasil, cara, isso começou na Austrália. Esse ataque começou na Austrália, primeiro ataque para roubar dinheiro desse jeito que eu mostrei aqui começou na Austrália. Aí depois teve algumas coisas no Brasil, e aí o Brasil, né, só que os cara que sabiam fazer já estão presos. Não, aprimorou ali a senha ali. Eu acho que é só no Brasil, os cara pensaram, não, vamos botar ali para— e eles viram que com engenharia social era mais fácil, né?
Porque determinada idade de determinada pessoa é mais fácil tu fazer engenharia social do que tu ficar na rua, né? Mas tu vai ver, pesquisar na internet, tem vários golpes que ainda tem notícias de gente fazendo com a própria máquina, né? Então um smartphone facilita muito, né?
Entendi, entendi.
E é um ataque muito difícil de mitigar. Porque é relay, é na hora. Então realmente, para emissora de cartão é muito difícil mitigar.
Felizmente ele é complexo de executar também, né?
Ufa, graças a Deus!
E o Guanabara, tu trouxe aqui uma parada maneiríssima.
Eu tenho um nome disso, é o meu cocôzinho.
Eu vou colocar aqui, Vitão.
Pô, que bom que você achou maneiro, porque eu falei assim, ele é prata, o Igor vai cagar pesadão para isso.
Não, pô, esse é legal para cacete.
Que bom, cara, que bom!
Eu gosto Caralho, cara, calma aí. Eu gosto de tecnologia, eu gosto das paradas. Eu tô me amarrando agora, que nem eu te contei já, em brincar com inteligência artificial lá. Mas isso daqui é um, é um, para se você tá só ouvindo a gente, o Gustavo trouxe para a gente ver aqui um bloco de silício, né?
É um bloco pesado, tu que segurou agora.
Dá para fazer processador com essa parada aí, né?
Isso aí na verdade foi o seguinte, eu fiz uma viagem para o Vale do Silício agora algumas semanas atrás, fui para o Google I/O, que é um evento gigantesco onde todos os lançamentos de inteligência artificial são feitos. E aí eu fui, eu não vou visitar a parte cultural da Califórnia, eu vou para o Vale do Silício, eu vou no Museu da História da Computação. Eu fiquei a um braço do primeiro computador do mundo que existe lá ainda.
Não é assim tipo uma réplica, não, não. Primeiro computador do mundo lá da década de 40, 50, 60, tá ali e só tem um vidro na frente que evita eu lamber ele. Eu tô na frente da história, cara. O computador que renderizou o primeiro vídeo do Toy Story da Pixar tá lá, primeiro servidor do Google tá lá, tá tudo lá, tá tudo nesse museu. E aí as fábricas, uma das coisas que acontece para manter o museu vivo, que não deve ser barato, as empresas doam coisas.
Então tipo, a Apple doa coisa para eles e tal. Isso daí foi uma doação que a Intel fez para eles, que é um pedaço de silício que foi usado para fabricação de processadores. Que vai fazer esses waffles, que é isso que está embaixo dele, essa basezinha aí que é onde ficam os processadores. Esse é um waffle bem pequenininho, provavelmente de um chipzinho bem simples, mas basicamente ele vem com um certificado dizendo, olha, foi doação da Intel e tal, você está ajudando o museu.
Caro para cacete esse negócio. E eu fiquei assim, putz, cara. Ainda mais convertendo para real.
Quanto que custa ajudar um museu?
Cara, eu nunca tinha encostado em silício. Porque a gente encosta em silício todo dia, você pegou o seu celular, você encostou em silício.
Mas não assim, né?
Assim?
Bruto?
Com caspa e tudo? Esse aí está com caspa. De silício, inclusive. E foi uma experiência absurda da minha vida. Imagina, tu ficou lá? Fiquei 6 dias lá.
Tu foi lá, qual era a missão?
A missão era participar do Google I/O, que é o que é, como se dissesse, é um evento anual que eles reúnem e fala assim, ó, comunidade mundial, é isso aqui que a gente tá criando, sabe? Foi onde foi lançado o gerador de vídeo do Google, foi lançado um monte de ferramentas, o YouTube, Pergunte ao YouTube, foi tudo lançado lá. E você ouve isso da boca do Sundar Pichai, do CEO do Google. Eu fiquei na mesma sala que o Prêmio Nobel de Química, que é funcionário do Google, ele é da DeepMind.
Ou seja, Igor, para nós que somos do Rio, um moleque que nasceu em Marechal Hermes, um dia parar no Vale e se apaixonou por tecnologia, um dia parar no Vale— eu tô arrepiado agora— um dia parar no Vale do Silício e ver uma das maiores empresas do mundo apresentando as suas tecnologias, putz, para mim foi assim Foram os 6 dias que eu queria que durasse uma eternidade. E visitar o museu para mim foi um dos pontos altos absurdos.
Outros pontos altos, fui andar de bicicletinha do Google, fui numa loja escondida que só funcionário do Google vai para poder comprar as paradas do Google lá que ninguém tem, enfim.
Eles têm essa mania, mano. Eu lembro que eu fui numa E3 em 2018, uma E3, né?
Óbvio que você entende.
Sim, sim.
E aí, o YouTube estava com aquele papo de YouTube Gaming. E aí, eles tinham uma lojinha, não, vamos ali na parada. Aí fomos para ver, Google Stadia, acho que era isso, que era o videogame deles que rodava por cloud, né? E aí, para tu chegar, para tu testar esse videogame, era fora da feira e tu entrava em uma, era uma lojinha de games velho, tipo um retro games, tá ligado? Tu entrava lá, uma loja de retro games, não sei o quê.
E aí tu via algumas, alguns detalhes, tinha umas paradas do YouTube Game, tinha um chaveiro do YouTube Game que eu tenho até hoje, não sei o quê. E aí por trás assim de uma porta escondida tu entrava e tu caía num galpão onde estava tendo lá a galera testando o Google Stadia, um troço escondido.
É, eles fizeram isso mesmo. E cara, é absurdo você estar ali, porque eu não sei se você sabe, está ligado como era o Vale do Silício, era absolutamente nada. Não tenho, não estou ligado mesmo. Era mato, tudo mato, tudo mato. Não tinha nada, absolutamente nada. E o outro lado dos Estados Unidos era onde a tecnologia estava surgindo e crescendo.
Lá do outro lado.
Lá do outro lado. Só que surgindo e crescendo vai ficando cada vez mais caro, mão de obra cara e tudo mais. E eles falaram, cara, a gente tem que começar a correr atrás de mão de obra, entre aspas, barata e especializada. Tinha uma faculdadezinha lá do outro lado que começou com um curso de eletricidade, engenharia elétrica, porque um professor falou assim, pô, vamos dar engenharia elétrica? O cara, você que vai dar, eu não me meto com isso não.
Tu que já foi professor também, tu sabe, né? Tu inventa um curso, fala, beleza, ele é teu, faz acontecer. E esse curso de engenharia elétrica ficou muito famoso numa universidade que depois ficou muito famosa, chamado Stanford. E aí Stanford virou o celeiro de mão de obra especializada e barata. Então todo mundo que tava do outro lado do continente, as grandes empresas, abriam uma filial no Vale do Silício pequenininha só para botar os caras para pesquisar e fabricar do outro lado.
Só que esse outro lado foi ficando caro. Vamos começar a construir desse lado aqui. E aí começou a surgir no meio do nada. Se você for no Vale do Silício, tu vai ver que é Nada, e do nada um monte de empresa, sabe? Uma cidade que é assim, um prédio: Google, Google, Google, Microsoft, não sei o quê. E é meio afastado e tal. Ou seja, eles construíram um império no meio do absoluto nada.
É tipo um—
não é deserto, né? Tipo uma savana gigante, e do nada empresas gigantes que valem trilhões. E você pode vivenciar aquilo ali. Porra, andei de carro autoguiado. Já andou de Waymo?
Quer dizer, Não, não, não, nunca dei.
Tu andou de Tesla?
É.
O Tesla tá ali, qualquer merda tu segura o volante.
Isso, o Tesla tinha um, o Fênix tava sentado no banco do motorista.
Eu fui num que tu pede e aí o carro chega, não tem ninguém, batizei logo de Jorge, falei, Jorge, leva a gente. Cinto passado. É sério? Eu tenho vídeo, depois eu te mostro. Cinto passadinho assim, presinho. E aí ele falou assim, ó, só arrasta aqui para começar. Lembra como desbloqueava o iPhone antes? Arrastei, ele começou a acelerar. Só que o hotel que a gente tava era do lado de uma highway, e a highway tu pode pisar, filho, é computação.
Eu posso chegar a 70 milhas por hora? 70 milhas por hora é o que será. Sinal fechado de 0 a 70 milhas por hora, filho, uma porrada assim que tu vai, é um Jaguar elétrico. E essa empresa é do Google também. Se você olha São vários sensores. Quem tá em casa, procura aí Waymo, W-A-Y-M-O. É um carro branco, muito sensor, ele fica feio, mas ele dirige absolutamente sozinho. Você olha na tela, tem as pessoezinhas atravessando a rua, tem os carros da frente.
Se o carro da frente liga a seta, no computador ele mostra assim, ó, o cara vai entrar à direita, ele já sabe. Se o cara tá atravessando correndo, ele já calcula, ó, esse cara aqui, se ele continuar correndo nessa velocidade aí, ó, Zoadação, né? Tem aquela, agora tem esse pequenininho, que tem alguns na Califórnia, mas a grande maioria, esse Jaguar aí, eu acho que a gente passou por ele quando a gente tava lá no Atlanta.
Tem muito, a gente tava passando por Atlanta.
É porque basicamente, para funcionar esse carro, não é só o carro, a cidade tem que conversar com o carro. O semáforo, além de avisar a gente com vermelho, verde, amarelo, tem que avisar o carro: vou abrir, sacou? Então a cidade avisa tudo para o carro também.
Bom saber, bom saber.
Aí, não, Penegui lá, nossa senhora, o dia que você for você avisa que eu vou com você.
Vamos junto, pô!
Jogo favorito do Penegui, Watch Dogs, ficar de olho na cidade, né?
Pegar aí um rico bilionário que tá lá, vamos enviar ele.
Não, e é muito louco porque assim, tipo, o carro vai na velocidade da via, dane-se, e vai acelerando.
Uma, foi uma experiência, então andou uma vez, andei uma vez só, foco na mão para valer.
Não, na verdade foi o seguinte, a gente ficou 6 dias Não, tava eu e a Nina, Nina Tox, um grande abraço, Nina, que é uma produtora de conteúdo da área de TI também, de UX e tal, muito competente também. A gente foi num grupo. Pô, tu é das antigas, tu lembra do Internei? Não lembra? No Ednei? O Internei é um senhorzinho, inclusive vou gravar com ele amanhã. Legal. Ele tava lá também no grupo, tinha vários brasileiros lá, tinha um grupo de brasileiros bem grande.
O Brasil tá muito, uma potência muito grande de estudo de IA. E aí a Nina tava no banco de trás e eu tava no banco da frente. E a gente passou esses 6 dias pelo Google, então a gente tinha algumas missões para fazer, a gente tinha que visitar as coisas e tal. Não deu para, mas eles deram voucher para gente, ó, anda de Waymo aí. E não dava. No final a gente tava indo para o aeroporto, eu falei, putz, vamos pedir o Uber, que não dá para pedir Waymo porque tem que andar para o aeroporto, é longe, né?
Tem que ir a pé.
Aí eu falei assim, pô, e se a gente pedir um Waymo, for para um supermercado? E ela cancelou o Uber na hora e a gente pegou o Waymo. Foi muito maneiro. Para quem gosta de tecnologia, estar ali presente foi a experiência até hoje uma das melhores experiências da minha vida.
E eu tenho meu cocô aqui, cara, que é uma pedrinha maneira, um tamanho legal de silício.
Tinha maiores, mas é muito mais caro.
Eu achei muito foda.
Essa pedrinha foi $600, mas tinha uma que custava mais de $1.000, que era o silício Depois que ele derreteu e virou processador. Essa pedra vai ficar de cabeça... Imagina de cabeça para baixo, alguma coisa, calor, sei lá, vai derretendo ela e ela vira um filete. Ela vira tipo uma coxinha. Eles vendem essa coxinha, que é a parte mais cara, que é o último processo do silício. Que basicamente eles acabam com tudo aquilo ali. O silício é totalmente...
Como ele é um metal, ninguém vai deixar um pedação. As fábricas... Alguma coisa aconteceu e as fábricas doam para o museu. Não é algo que você consegue comprar em outros lugares. Acho que silício assim... E Natura você só compra lá, pelo menos eu vi só vendendo lá no Museu de História da Computação.
Isso daí, mané, tá ajudando a eu ficar lá na minha casa falando assim: Aí, eu quero fazer aqui... O último bagulho que eu construí esse fim de semana. Quero poder entrar num site em qualquer lugar do mundo e jogar o meu computador, foda-se.
Jogar o seu computador?
Como assim?
Quero que o meu computador que tá na minha casa rode os jogos para eu poder jogar em qualquer lugar que eu estiver no mundo.
Sim, tu acessar remotamente.
É, e deu razoavelmente certo. Eu fui testar aqui, eu fui testar aqui, que eu fiz no fim de semana, né? Calma. Então eu fui testar aqui, aqui não funcionou. Eu não sei se é porque tem uma porrada de proteção, não sei o que que é e tal, mas dentro da minha casa funcionou.
Tem muito a ver com a tua internet de casa e a tua internet daqui também, a comunicação com as pessoas.
Tá ligado?
A Sony não conseguiu descobrir isso ainda. É, mas isso é maneiro.
Igual eu falei para vocês antes de começar aqui, meu irmão, não sei uma linha de código, Igor. Então isso é muito foda.
Eu acho, tem um monte de gente que é muito foda.
Para de jogar areia nas coisas, ô David Boi do caralho. É muito foda, mas cuidado, total cuidado. E eu quero ouvir de você inclusive, porque o porquê do cuidado, porque a coisa mais fascinante para mim da inteligência artificial é a sensação de dá para fazer quase qualquer coisa, mas tem um limite.
E tem, e tem uma outra coisa, não dá para te comparar um profissional que sabe programar usando IA, um profissional que não, ou de uma pessoa que não sabe programar e criando aquele código. Primeiro é segurança, tá? Aí tu vai dizer, ah não, mas nossos profissionais de desenvolvimento eles não têm tanta qualidade assim em segurança. O problema é que a IA ela repete os mesmos erros, e quanto mais fácil for, quanto mais repetição de erros for, mais fácil fica para o hacker.
Porque, cara, é porque o erro vai para o próximo treinamento, né?
Exatamente, cara. Vai, vai. Então, tipo, ah, Conhece, existe o programador chamado Igor, tu conhece os defeitos dele, tu conhece aonde ele erra na programação dele, tu conhece as vulnerabilidades que ele cria no código dele. Essa é a IA. Então daí o cara lá, o cara que vai fazer talvez uma maldade ou não, ele, cara, aí sempre faz isso aqui, né? Então vamos ver se esse site aqui feito com IA fez isso. A probabilidade atualmente é muito alta.
Então essa é a facilidade de tu começar a sofrer um hacking com robôs, porque existe, existe essa, esse que as pessoas não conhecem, mas existe esse meio aonde profissionais ou pessoas com má índole fazem bots que testam vulnerabilidades. E vulnerabilidades que são muito comuns. Se a IA faz, cria no código dela vulnerabilidades muito comuns e que é de costumeiro, vai estar lá no bot do cara que vai pegar o teu site, vai pegar teu sistema. Então fica mais fácil para o cara, só tá facilitando.
Faz todo sentido.
Assim, deixa eu dar minha visão, não em relação à segurança, Peneguim tá certíssimo, mas imagina o seguinte, voltei lá no Vale do Silício lá, Antigamente, para programar uma máquina, tinha que girar botão, ligar plug. Então tu tinha que saber qual botão. Cara, tem uma parada que o primeiro computador que viajou pela NASA, que foi para o espaço, não dava para ter nenhum meio magnético dentro dele. Então eles criaram uma memória chamada core alguma coisa.
Eram fios de cobre que passavam dentro de anéis magnéticos para ler zeros e uns. E aquilo ali era feito por velhinhas costureiras. Chamaram de Elo memory, que era Lady Little Old Ladies Memory, que precisava de costureiras para poder escrever um código— escrever não, pegar um código e transformar em alguma coisa. Ou seja, a programação no início da sua história sempre foi muito inacessível. Você tinha que ser engenheiro e para ter acesso a um computador você tinha que ter acesso a uma universidade, ao governo militar, alguma coisa assim.
Isso foi popularizando, a gente passou por ondas de popularização. A programação escrita em português e em inglês Foi uma grande popularização. Qualquer pessoa consegue, qualquer pessoa entre aspas, consegue programar. Qualquer pessoa mesmo, qualquer idiota programa. Isso me ferra muito, Igor. Isso me ferra muito a cabeça. Mas depois a gente conversa.
6 semaninhas?
Nossa, porra, tu que é invejoso.
Porque ele veio aqui, 6 dias. 6 dias.
Não tô falando de ninguém específico, inclusive.
Eu tô falando de quem falou essa frase.
Tudo bem, mas é que ela é, isso daí foi algo difundido.
Foi, foi.
Durante a pandemia? Foi, foi.
Qualquer, assim, eu não vou dizer que foi ruim, porque para mim foi onde o meu conteúdo explodiu, que foi Python, que foi tudo isso. Mas assim, a popularização da programação passou por ondas. Isso também foi uma onda de popularização, mas a galera meio que caiu na real e viu que não era exatamente. Só que a onda de popularização que a inteligência artificial tá trazendo, o Igor não é programador, mas ele é um vibecoder. Só que o cara que criou o termo vibecoding Ele falou, ele foi honesto, o cara é um cara sensacional, ele fundou a OpenAI, foi um dos fundadores da OpenAI, ele foi para Tesla, ele que criou, um dos criadores desse sistema de auto-guiado foi esse cara, ele trabalhou nesse sistema e agora ele voltou para OpenAI, acho que ele continua lá.
E ele falou, vibe coding é quando eu peço uma coisa para máquina, exatamente o que você falou. Beleza. Só que na frase dele, quem é sensacionalista para por aí, só que ele escreveu, é ótimo para um projetinho de fim de semana. Ele usou o mesmo termo que você usou. É isso, não era para ser uma coisa tratada como a próxima profissão do futuro, ou começar a demitir profissional.
Também tem isso, sabe, economizar dinheiro.
Só que imagina o seguinte, olha só, olha onde que vai meu raciocínio. Imagina a seguinte situação: o Igor vai becoder. Se você tem uma ideia e você precisa botar teu software para rodar, você quer jogar teu computador onde for, o que que você teria que fazer há alguns anos atrás? Contratar ou aprender a programar, ou se você é o Igor, você é o Igor mesmo, e tem grana, fala assim, eu vou contratar um programador porque eu quero essa brincadeira lá.
Você não compra uma mesa de pinball, você pode comprar um programador, alugar um programador para fazer o seu joguinho à distância, tá tranquilo. Só que agora você pode, no seu final de semana, falar assim, pô, aí, ah, eu tô precisando de uma parada assim. E ela hoje ela vai fazer e vai funcionar os trancos e barrancos. Você vai pedir, ela vai melhorando. Só que isso você tem que entender o seguinte, Igor, isso é o produto do Igor, para o Igor se divertir e para o Igor fazer a parada dele.
Agora o Igor falou assim, caraca, eu quero transformar essa parada num negócio. Aí tu não consegue levar com vibe coding, cara.
Não, eu sei que não, entendeu? Nem essa pretensão.
Mas isso é importante, cara.
Um monte de gente que tá aí tá entrando nessa porra, produtiza, coloca aí e toma no cu com o botzinho do amigo, e toma no cu com lei mesmo, né, cara? Que o cara não consegue tratar dados.
Um vazamento de dados, quanto que vai custar para você se vaza os dados de seus clientes vazarem. É absurdo, as pessoas não botam isso na conta. Existe um caso, é Jane API, é um cara nos Estados Unidos, não vou lembrar o nome, é um cara de raiva, eu nem gosto do trabalho dele, mas ele tem uma história que é muito legal, que os sensacionalistas contam e eu vou contar aqui agora também. Só que o sensacionalista para na metade. Ele queria fazer uma plataforma de educação para ensinar IA, aí ele vai, bicodou isso no final de semana na casa dele, só que ele Quando fez esse produto funcionar, ele falou o seguinte: vou tentar arrumar um cliente.
E ele arrumou um cliente e conseguiu um contrato de $15.000. Ele foi levantar quanto que ele gastou de crédito, ele fez usando o Lovable e o Replit, duas ferramentas de vibe coding, usadas para vibe coding. E ele percebeu que ele gastou $400. Parou a história aí para os sensacionalistas. Olha só, o cara com $400 fez um vibe coding e conseguiu o contrato de $15.000. E outro parênteses que eu esqueci de contar: essa empresa dele no primeiro ano faturou $25 milhões, que é o que o cara vai contar.
História toda, eu vou te contar agora as entrelinhas. Ele fez a parada em vibe coding, funcionou, conseguiu realmente os $15 mil, e aí ele começou, como ele é marqueteiro, como eu falei, eu não gosto do perfil dele, ele começou a vender a ideia para outras pessoas, ele conseguiu investimento. Então ele não faturou $25 milhões, ele conseguiu $25 milhões entre clientes e investimento. Isso ele não falou. Outra coisa, quando ele quis transformar isso numa empresa real mesmo, botar para valer, ele teve que contratar uma equipe de infraestrutura, uma equipe de segurança, ele contratou desenvolvedores.
Isso ele não escondeu não, tá? Ele contou isso para todo mundo. Só que a galera do Instagram 30 segundos fez o quê? Só pegou a parte gastando $400, o cara fez um império de $25 milhões, ponto. E agora tô te vendendo um curso para fazer essa parada.
Puta que pariu, é isso que mata. Eu sei de quem tu tá falando.
Eu gosto da possibilidade, das possibilidades que a IA proporciona. E para mim tá sendo uma jornada, né? Primeiro eu começo trocando uma ideia com o ChatGPT, manda ele um salve, não sei o quê. A gente gravou lá no começo, gravou um conteúdo aqui que ele ia contando a história e era uma merda, era uma merda, né? Beleza. Aí as coisas vão, o tempo vai passando, as coisas vão melhorando. Aí minha esposa assinou o ChatGPT, ela falou, é diferente quando tá...
Como assim diferente? Nem faz sentido. Aí entrei lá, não sei se é diferente mesmo, mas a questão é que quando eu assinei, agora eu vou usar essa porra.
Sim, tá pagando.
Eu assinei, vou usar essa porra.
Tu assinou o de R$20, não foi o de R$100?
No começo acho que nem tinha o de R$20, acho que tinha só o de R$100, eu não sei, eu não sei. Mas eu assinei o de R$100.
De R$100? É que tem o de $20 e tem o de $100.
$20. R$100. Aí fui, aí comecei a brincar e aí eu me deparei com um probleminha que era: eu tenho uma, eu gosto de jogar videogame velho e aí eu tenho um monte de videogame velho e eu tenho uns cartuchos que são os flash carts que eu coloco, tu manja mais do que você aí, tu coloca um micro SD com um monte de ROM e aí agora eu rodo os ROMs só que num hardware original, daí eu tenho experiência de jogo, eu gosto. Beleza, só que tu vai baixar um ROM 7, o ROM 7 vem com 5 Final Fantasy igual, Um japonês, um não sei o quê, outro hackeado e por aí vai.
Eu nunca vou jogar um jogo em japonês, por exemplo, eu não sei ler japonês. Então eu queria um aplicativo que fizesse uma higienização dos ROM sets e não achava um. Aí eu fiz um com ChatGPT.
Maneiro.
Só que a primeira interação me entregou um aplicativo totalmente quebrado. E eu, caralho, mas veio alguma coisa. O ChatGPT me entregou um zip que eu abri, tinha um aplicativo dentro que a princípio serviria para o que eu pedi, que eu gostaria que existisse.
Essa nostalgia tu encontra quando tu começa a programar, assim, as primeiras programações. Essa nostalgia tu encontra, entendeu? Então, só que tá mais fácil agora, porque eu não programo isso.
Aí beleza, aí eu fui entendendo, aí eu, tá, vamos refinando isso aqui. Qual o melhor jeito inclusive. Será que é toda hora ele me dá um zip? Mas antes disso eu fui entendendo que algumas coisinhas, tipo, se eu pedir aqui uma parada, ele tem um limite. Quando dá, se passar de 20 minutos, ele vai me entregar um zip quebrado porque ele tem que me responder mesmo que não tenha terminado. É isso. E aí eu fui entendendo essas coisas.
Eu perguntava para ele, por que que tu me dá um zip quebrado? Ele, pô, porque eu tenho que te responder. Ah, e aí eu fui olhando. Aí beleza, aí cliquei no botãozinho do Codex Aí vai para um site, aí descobri o GitHub, aí caralho, GitHub é legal. Aí, pô, será que tem um jeito de fazer o troço mexer? Aí o Cloud Teamwork organizou a minha página de download, minha pasta de download no PC. Caralho, tem um troço que eu mando, ele mexe para mim.
O meu aplicativo que eu queria fazer é obsoleto, porque se eu posso pedir para o Cloud Teamwork para ele só organizar a porra dos ROMs para mim, eu não preciso mais. Eu, pô, mas tá, então se isso Então o que dá para fazer? Aí Codex CLI, porque o Claude era muito caro. Mas aí eu comecei a brincar com Codex e aí teve uma vez que eu, pô, tá, mas deixa eu ver aqui no Claude, que eu também tinha a de 100 conto lá, que não dá para fazer porra nenhuma.
Não, acaba rapidinho o crédito. 10 tokens, 10 prompts, acabou.
10 prompts.
E aí tu ri.
Aí, mas eu peguei o aplicativo e falei assim, o organizador de home, Falei, isso aqui está quebrado, arruma para mim. E ele arrumou num one shot.
É maneiríssimo.
Caralho! Cancelei todos, paguei o 20 max do Cloud, foda-se. Aí, cara, hoje tem um... Sabe o Tomás Wermes? Então eu fiz uma versão do Wermes para mim usando... Então tem hoje lá na minha casa 2 computadores. Quando eu chegar em casa hoje, esse episódio já vai estar baixado, transcrito, diarizado e dentro de um banco de dados que tem tudo que o Flow já fez na história da internet do Flow disponível para modelos com— nesse caso eu uso um modelo chinês que é o Kimi, que é o que tem o contexto insano.
Lançaram 3 agora semana passada.
Esse eu tava implementando ontem e tô nessa agora de ficar bem interessante. Eu só não rodo um LLM local porque eu não tenho dinheiro para comprar a placa de vídeo que precisa.
É verdade, né?
Você dá uma placa de vídeo, você ganha 100 GB de memória para ficar na moralzinha, né?
É, essa popularização eu acho que ela é sensacional. Ela incomoda, ela assusta, ela precisa dessas falas como a minha, como a do Penegui, porque nem todo mundo tem a coerência que você tem, que você tá tendo assim. Pô, mas peraí, se você, se algum dessas tuas ideias virar um negócio, eu tenho certeza que você vai procurar uma equipe legal, vai procurar um sócio.
Eu tenho, eu sei, eu vendo. E eu acho que isso daí, vamos lá, eu não tô dizendo que eu sou um gênio da inteligência artificial, cara. Eu tenho certeza que tem um monte de coisa para eu aprender ainda, muita coisa. Tipo, todo dia eu vou mexendo, eu estou descobrindo. Agora eu estou na fase de cortar, porque eu vi que eu construí coisa demais no caralho. Isso aqui é tão fácil de fazer que eu construí coisa para caralho e agora eu tenho que cortar 80% quase, tá ligado?
O problema que eu vejo é quando as empresas começam a demitir profissionais sêniores para colocar júniores com o IA.
Aí é brabo, aí é burrice, aí não é sensato, não é sensato.
É, além de outra, é que não é sensato também tu pensar, não, eu só quero programador agora, eu não quero ninguém que use Vibe Code. Também não acho sensato. Eu acho que tem que ter um equilíbrio, cara.
É porque é o seguinte, vou usar o teu exemplo de novo. Você fez o teu software lá, você pediu do jeito da conversa, você conversou, e tá certo. Para um cara que já tem uma bagagem, tipo eu que já tive a faculdade, já tenho anos de trabalhando com isso, eu consigo pedir de um outro jeito.
Eu consigo só pedir de outro jeito, mas ver o código do cara, do IA, e dá para ajustar aqui e melhorar, né, meu irmão?
Eu sou o Igor.
Mas por que que eu tô falando isso? Porque um monte de gente tá desmerecendo o estudo em tecnologia. Ah, eu não preciso mais estudar tecnologia, não precisa mais agora.
Exatamente, esse é um erro.
É isso que é o problema.
E a venda de curso em cima do quê? Eu só preciso daquele curso que tem um trocinho de IA. E é isso aí, tu se torna o expert do mundo.
Sendo honesto, eu acho que é como eu disse, eu não sou o expert em IA, mas eu também, mas agora tem duas máquinas lá em casa rodando transcrição local, rodando geração de imagem, geração de vídeo local, tem umas paradas lá acontecendo. Então vamos dizer que eu não sou mais o cara que manda um salve no ChatGPT e é isso. Tá bom, passei uma etapa, passei algumas etapas, para ser sincero. Essas algumas etapas me mostraram, e sendo pessoas de bom senso vão notar ao longo da jornada que não dá para jogar um produto daquele no mundo. Não dá, irmão.
Por que que não dá?
Porque simplesmente não dá. Ah, Igor, mas eu quero ganhar dinheiro. Que você vai ver ao longo da tua jornada que não dá, porque a menos que você seja o Gustavo Guanabara, o Peneguinho, o cara que sabe exatamente o que tá fazendo, que vai saber fazer o troço seguro e o caralho, você rápido descobre que tu se fode. Rápido descobre, tá ligado?
Rapidinho.
Eu saio da minha casa, eu vou, eu quando eu saio da minha casa, eu logo aqui, eu, e caralho, meu PC tá 100% exposto só de eu estar logado aqui. Como é que eu sei? Porque eu construí, então eu sei que meu PC tá 100% exposto daqui, eu consigo fazer o que eu quiser. Então eu vou pôr essa porra no mundo, mesmo que eu coloque os bloqueios lá, não sei o quê, Eu sei que qualquer bloqueio que eu colocar é leve, porque eu não conheço, eu não sei o que tem que fazer para ser seguro.
E tem gente que acha que é só chegar e falar assim: Não, mas então chega para a IA e pede: Eu preciso que você torne o site seguro.
Aí ela acaba fazendo um acordo numa plataforma feia para caralho, porque eu não sabia pedir direito.
Pensa comigo, se tem desenvolvedor que não sabe fazer um código seguro, tu acha que a IA vai saber?
Nem fodendo. É o que eu digo o seguinte, o próximo, eu acho que vai chegar lá, eu acho que a gente vai chegar lá, talvez chegue.
Não, não tô, mas assim, o grande problema não vai ser perfeito.
Ó, vê se eu tô falando a verdade, vocês que manjam de IA mais que eu, muito mais que eu. Eu acho que o próximo salto de qualidade na usabilidade das LLMs vai ser no tamanho da janela de contexto. Eu não acho que o próximo salto vem de uma LLM que consegue fazer um código melhor, porque eu acho que o código só não sai melhor porque o contexto é curto.
É que assim, o código, ele foi— a IA estudou com coisas que tem na internet. Essa é a verdade. Por isso que os erros que ela faz e que acontecem são porque ela aprendeu na internet. São os mesmos erros que estão lá.
Mas se você, esse aqui é suposição, se a gente entrega para ela um volume maior de informação, inclusive ela começa a melhorar, mas sim, conserto desses erros e tal. Ou é uma coisa maneiríssima que dá para você já deixar pré-setado lá num prompt, num system prompt, uns bagulho que evitam alguns vacilos, né?
Hoje, hoje o que você falou do Codex, na verdade o Codex ele é uma Imagina o ChatGPT. O ChatGPT é um modelo. O Codex é como se fosse uma capinha desse modelo. É o que a gente chama de harness. O harness, ele tem coisas como, por exemplo, o contexto, memória, eles têm ferramentas, tem os plugins para ligar com outras ferramentas. Ou seja, o LLM, o núcleo ali, é o mesmo que tá evoluindo normalmente. O harness é aquela capa que tá permitindo você fazer coisa e tá impedindo você fazer besteira.
Esse harness vai crescer, mas eu acho que o próximo grande salto vai acontecer daqui alguns anos, é que os LLMs hoje eles usam uma tecnologia. Por que que eles precisam de muita memória de contexto? Porque eles usam uma tecnologia chamada Transformer, que foi criada pelo Google lá em 1990. O Google criou uma parada, usou no Google Tradutor, mas deixou meio encostado. A galera do ChatGPT veio e popularizou a parada. Ou seja, o ChatGPT fez sucesso com uma tecnologia Google, vamos dizer assim.
E o Google deu mole, deixou um pouquinho para trás e agora tá correndo atrás. É, Google tá suavão, tá suave. Não, dinheiro infinito, dinheiro infinito. Não, mas eu tô te dizendo o seguinte, não tá, eu não diria tanto suavão não. Não, eles estão preocupados com o futuro. Eles tiveram a preocupação que a Kodak, sabe aquelas histórias de coach? A Kodak tava vendo a foto digital e não fez nada. O Google não tá parado, eles estão se mexendo, beleza?
Mas eles têm uma, eles têm de onde tirar dinheiro. Essa outra galera não tem de onde tirar dinheiro.
O fato de não estar parado e vendo os outros, o que acontece? E aqui a gente entra numa outra, vamos abrir uma outra aba, que aí a gente vê o mitos da Anthropic, com todo aquele que eu vou chamar de marketing, todo aquele marketing. Não, tava dentro de uma jaula intransponível, ele saiu em horas, não sei o quê. O exército americano proibiu o Fable, mas a gente vai colocar no teu plano Anthropic aqui 50% de desconto só essa semana, hein?
Aí vira semana, essa semana também, aí vira outra semana, agora é para sempre. Então é tudo, o ponto que eu quero dizer é, o Google, ele tem uma, ele tem um, o Google é mais do que o Gemini, muito mais do que o Gemini. Claro que tem algumas áreas do Google que são, que podem estar em algum tipo de ameaça para inteligência artificial, mas como eles também estão na área de inteligência artificial, Eu, na minha opinião, eles não precisam do desespero que tá OpenAI, Anthropic, as chinesas e por aí vai.
Eles estão tentando fazer o IPO, cara. Porque assim, quando você precisa de dinheiro, tu tem que ter a próxima bala de prata. O Google não precisa mostrar que tem. O Google é só um pouquinho mais sensato. Falou assim, não, a gente tem uma tecnologia. E boa, boa demais. O Harness do Google, o Codex, chama Anti-Gravity, que é muito bom também. Muito bom mesmo. Então assim, é basicamente hoje, terminando só a minha frase, qual seria que eu vejo o próximo salto?
São os LLMs pararem de usar Transformer e usar uma outra tecnologia. Várias outras estão sendo criadas.
Entendi.
Por quê? O Transformer gasta muita memória para fazer uma frase. Quando você dá bom dia para o ChatGPT ou para o Gemini, ele tem que fazer uma correlação de palavras absurdas e jogar um monte de vetor na Botar um monte de número na memória, isso gasta muita memória. Por isso que memória de contexto é muito caro. Essas outras tecnologias estão tendendo a gastar menos memória, vai gastar menos dinheiro e vai fazer o mesmo resultado.
Poder rodar um QN em casa suavinho com uma tecnologia diferente. Hoje eu vou rodar, fodeu, para tudo.
Hoje você consegue rodar modelos simples, tipo o iPhone roda um modelo dentro dele. O Android roda um modelo dentro dele, já roda um Gemini Micro, sei lá como é que chama, mas é muito limitado. Com essas tecnologias você vai conseguir. A gente passou por isso, Igor. A gente precisava de um computador para a gente rodar um 486 DX4.
Caralho, aí foi longe!
Amarelado lá da vida, aquele monitor tubo de imagem da Samsung, 256 MHz, se eu não me engano, no turbo. É isso.
E tinha um botão turbo, tu ligava e falava, cara, botar double overclock no físico assim, usando memória EDO.
É isso, é isso. HD era Winchester, nome de uma arma.
Eu tinha um Winchester que eu não conseguia encher, de 800 MB. Caralho, tinha internet, 3 fotos, tinha internet, não tinha nada. Então tu não conseguia, comprava dos moleque que nem vagabundo compra golpe aí dos mal-intencionados. Comprava dos moleque uns CD pirata que vinha Warcraft 2, não sei o quê, não sei o quê.
Lá na Uruguaiana tinha pra caralho. É isso. Então assim, a tecnologia evolui, faz parte. Daqui a pouco a gente vai estar rodando sim. Telefone, cara, não tinha possibilidade de ter isso aqui que a gente tem hoje. Hoje a última coisa que o teu telefone faz é ligação.
Quantas ligações?
Na verdade, ninguém mais atende telefone.
Eu não atendo, eu não atendo.
Provavelmente alguém querendo te vender alguma coisa, né?
É, com certeza.
Então assim, tecnologia vai avançar, não tem como. E se você que tá em casa tá chegando falando assim, ah não, mas aí, ah, eu sou contra, eu sou contra usar, que tem muito programador que é assim, tá? Não tô dizendo muito, hoje já diminuiu. É uma batalha perdida, cara, não tem como você lutar contra isso.
É o táxi puto com o Uber, é isso, é isso, sei lá, é isso, rádio puto com a TV.
Mas eu acho muito legal da gente conseguir vir aqui num flow com o impacto e a grandiosidade que ele tem, o alcance que ele tem. E não sou eu falando, você foi um cara sensato e falou uma parada muito mais, essas reflexões que você tá fazendo.
Bom, seria melhor se você falasse.
Não, aí é que tá, porque eu falando eu tô vendendo meu peixe.
Exatamente.
Você falando, você é uma pessoa que tá de fora, você tá aproveitando a ferramenta e tá usando de forma sensata e tá vendo o futuro. Não, pera aí, se essa parada crescer, eu vou realmente precisar escalar isso. Só que a galera que tá aí no mercado, o antigo em 6 meses você vira um programador, agora virou em uma semana com uma IA você consegue criar um sistema, faz uma startup de bilhões usando esses casos.
E é só para vender curso e ganhar dinheiro, né?
É porque o brasileiro, brasileiro não, o ser humano compra o fácil com uma velocidade muito, muito rápida.
É, mas o brasileiro tem essa, brasileiro tá de parabéns nesse quesito. Mas é aí, ó, por que que, por que que sistemas financeiros, principalmente com cartão de crédito, é mais seguro no Brasil? Porque antes tava acontecendo aquelas porra lá muito fácil, né?
Precisou de uma equipe para poder melhorar o sistema. E o que é criado aqui, e as universidades aqui são muito boas, verdade seja dita, cara. Hoje a gente tem grandes universidades no Brasil que hoje infelizmente exportam pessoas para fora. Eu pisei no Vale do Silício, Igor, cara, eu fico muito feliz com isso. Eu pisei no Vale do Silício, galera, olha só que realização, mano, o moleque da favela, porra, no Vale do Silício, cara.
Várias mensagens, um engenheiro do Google, um engenheiro da Apple, um engenheiro da Netflix: vem aqui almoçar comigo, eu comecei a programar contigo, pô, vem conhecer a Apple, vem conhecer a Netflix, vem conhecer. Tem coisa que eu não posso contar porque eu entrei na empresa e não pode falar, mas assim, putz, uma realização absurda de saber que A galera que foi impactada pelo meu conteúdo tá no mundo inteiro, tá aqui do meu lado, tá apresentando programa.
A gente, eu contei antes do Celso Portioli, um beijo Celso Portioli, me leva lá para fazer os negócios. E assim, é muito louco como a educação liberta muito, né, Igor? A educação é uma parada que tu faz barato, entre aspas, e que o impacto é muito grande. Então assim, eu fico realmente feliz, eu fico realmente orgulhoso, eu fico realmente emocionado de saber o quão longe pode ir a simples educação. Isso que você tá fazendo, obrigado mesmo, de verdade.
Essas duas frases que você fez aí eu vou usar de corte direto para quando eu quiser mostrar para uma pessoa que não é bem assim. Vou falar assim, olha só, não sou eu falando, olha só o Igor que tem um podcast e tudo mais.
De fato não é bem assim. E olha, se você for olhar, se pegar o meu Instagram aqui, como eu aprendo? Eu aprendo fazendo, né? É um hobby para mim. Então assim, depois quando eu terminar aqui eu mostro para vocês o que eu estou construindo aqui em casa.
Quero ver, quero ver.
Eu vou cobrar, hein?
Claro que é amador, mas vocês vão ver. E à medida que eu vou aprendendo, eu vou, por exemplo, fico no Instagram aqui. Se tu for olhar meu Instagram, eu mando para mim mesmo uma porrada de coisa que tem a ver com IA de uma forma geral. E aí depois, assim, por um tempo eu não olhava, mas aí eu fui fui vendo que, pô, tem um monte de coisa legal de verdade. Eu mando para mim uns troços, só uns troços legais. Então eu fui vendo e eu fui, e aí eu vou aprendendo.
E a primeira coisa que tu nota logo de cara é, é sempre muito mais legal no Instagram que na vida real, né? Então assim, o bagulho realmente faz uma versão daquilo que tá falando no Instagram. Só que é assim, meu irmão, pé no chão aí, que acho que não existe mágica para as Então, por exemplo, tem lá, você com isso daqui, tem uns posts que são comuns, que é, caralho, o Cloud virou a minha impressora de dinheiro. Aí tem o cara assim, minha impressora de dinheiro.
Aí ele vai apontando que assim, aí baixa um bagulho no GitHub que gera uns vídeos, que não sei o quê, que cria um canal no YouTube que posta e tal. Quando tu vai ver, é uma, nossa, assim, tem bastante interação humana nesse ciclo aí, sai um vídeo bem mais ou menos, viu? Vai fazer um canal de merda que não vai bombar, entendeu? Então, o ponto é, aquelas coisas existem, mas assim, no mundo, para uma pessoa normal, elas são muito mais pé no chão do que parece, né?
E eu sou uma pessoa normal nesse mundo aí. Então, é, e como eu também sou criador de conteúdo, eu tô vendo que o conteúdo que aquilo ali cria é merda, entendeu? É medíocre, vai.
Somos dois, né? Somos dois. Muita coisa com IA que as pessoas usam, ah não, mas isso vai bombar. Eu olho assim, caralho, isso não vai bombar.
E faz parte, faz parte da evolução, faz parte. A gente não tinha internet antes, agora tem. A gente tem que se educar, é sempre educação, né? É tipo golpe, você fala, o Peniqui tava falando, ah, é muito mais fácil dar golpe em pessoas mais idosas e tal. Eu na minha família eu fiz uma educação com meu pai, falei, pai, olha só, isso aqui é golpe, assim é golpe, desse jeito é igual. Como é que você identifica um vídeo com IA? O meu sogro faz isso direto também.
No início, agora não. Antes eram os dedos, né? O dedo era uma coisa muito complicada. Aí meu sogro já me mandava, falava assim, ó, isso aqui, ó, o dedo dele tá torto. Isso aqui, ó, o cenário lá atrás que é embaçado se mexeu e não era pra se mexer. Isso é legal, mas tá difícil agora.
Cada vez mais difícil.
Agora tá brabo.
Eu acho um checkpoint lá no meu ComfyUI, lá no Hugging Face, que faz o quê? Uma etapa é gerar a imagem, para depois eu animar. Então uma etapa é gerar a imagem, e aí o próprio bot já identifica o que é mão e o que é rosto, regera com cuidado e fica lindo.
É, não, é brabíssimo. É igual aquele, o exemplo clássico, né, Will Smith comendo macarrão, que antes era o macarrão tava comendo o Will Smith, né? E hoje em dia maneiríssimo. Will Smith olha e fala assim, sou eu, sou eu mesmo, não, não, não, eu só não lembro desse jeito.
Pensa quanto 2 anos de diferença, é pouquíssimo, idade de cachorro. Então agora pensa, daqui 5 anos como é que a gente vai estar?
Brabíssimo. É, tudo, tudo está em processo de adaptação.
Isso aí é nossa, meu irmão.
Eu consegui fazer assim, a minha pira atualmente é fazer rodar as coisas o máximo possível local. Por quê? Porque eu acho legal, porque tem uns computador lá em casa, tu não tem essa filosofia de, ah, eu tô entregando meu dado para Big Tech.
Não, tu quer, a tua pira é de coisa, eu quero a alma, a alma é Anthropic, entendeu?
Eu não consigo rodar uma LLM local, então eu vou usar uma Anthropic. Não é esse o problema, é que eu acho legal. E eu tenho um especial em casa que eu comecei numa porra de notebook que tinha uma 1050 Ti de 4 GB de memória fazendo o quê? Eu montei um botzinho de Discord e ele conseguia rodar transcrição local. E nesse computadorzinho, depois que eu... Tá bom, isso foi uma prova de conceito, vou mudar para esse daqui. Esse aqui vai ficar sendo um servidor de Minecraft.
Ele ficou sendo um servidor de Minecraft lá um tempinho. Eu sei fazer? Não, mas eu sei pedir.
Você sabe pedir, isso é que é o legal, isso é que é o maneiro. Sabe o que eu faço todo dia de manhã?
Mas eu aprendi a pedir. Eu tô há muito mais do que as 6 semanas aí que a galera fala para virar. Eu tô há muito mais do que isso aprendendo a pedir.
Mas é isso, cara. Eu tava falando isso com um amigo na semana passada. IA hoje é o antigo Word, Excel e PowerPoint. Lembra que a gente tinha que fazer curso lá no Rio de Janeiro, Madureira, tinha o SEOP? Clássico. Você tinha que pagar o curso do SEOP.
Curso de informática.
É isso, curso de informática. E aí você tinha que saber Word, Excel e PowerPoint, era obrigatório. Hoje é a IA, que é uma ferramenta maravilhosa. E se você souber pedir, porque existem passos, você já não tá no primeiro passo, já faz um tempo, mas existem outros passos para você entender. Arquitetura de contexto, você entender sobre skills, construção de skills, que não é nada muito difícil não, mas dá para fazer. Então assim, são coisas que resolve o seu dia.
Hoje a IA ela vai conseguir desenvolver ferramentas para resolver seus pequenos problemas que antes você precisaria contratar um programador. Eu hoje, o que que eu tenho? Hoje eu acordo e eu tenho, eu diria que é o início do projeto. É, estamos vivendo isso agora.
É, só que a galera tem uma galera achando que é o fim do projeto. Não, não, esse é o que eu acho que é o ponto principal, que eu acho que longe. E tem vendedor de curso dizendo que é o fim do projeto.
Aí você quer foda, né?
Porque aí vende mais, né? Se você tá comprando uma coisa que tá pronta, tipo, se eu tô comprando agora de você e já tá pronto, é daqui para o resto da vida. Porque outra coisa que as pessoas não gostam é de estudar, de ter que entender que você vai ter que para o resto da vida aprender. A pessoa vai assim, não, eu quero o pronto, eu vou esperar evoluir, e aí quando falar assim, tá pronto, aí eu começo.
Se você é esse tipo de gente, cara, é por isso que você tá fodido aí onde você tá. É isso que é verdade. Porque o que acontece, cara, é se tu é o cara que tu, porra, tá cagando, vou esperar, amor, por isso tá fodido. Eu tenho certeza que você tá fodido, não tem como, tá ligado? Porque assim, o que que você fez? Como é que tu mudou a tua vida? Tu foi, porra, meu irmão, não posso ficar aqui esperando o que que alguém vai fazer um dia, tá ligado?
É brabo, mas é o incômodo dos meio maluco, né, cara? Do meio estotoca.
Eu sou meio maluco, cara, que eu conheço que fizeram algum bagulho maneiro e são totoca.
Se você não é chamado de maluco, olha esse filho da puta aqui, cara.
Totoquinha, olha lá!
É isso mesmo, exagero.
Pô, vou botar no meu currículo: ajudo totoquinhas a virarem profissionais.
Então, né, ele falou assim, ó: que tu falou que a gente tava no óculos.
Se o Igor me perguntar o que que eu faço da vida, eu vou falar assim: eu ajudo crianças de pé quebrado a virar programadores.
Quem não sabe, eu quebrei o pé e conheci esse cara.
É isso, tá? Mas tu conheceu esse cara, começou a programar lá na época que não tinha IA, então era tudo na mão, tudo, blá blá blá blá blá. Hoje, como é que isso que você demonstrou para a gente aqui, existe algum, tem como acelerar? Por exemplo, aí já pode na mão de um hacker que não seja do lado bom da força, ela tem o potencial de acelerar.
Engenharia social e tudo que ele não sabe, cara, acelera para caramba.
Engenharia social é basicamente contar umas mentiras para enrolar as pessoas.
Mas assim, ó, esse é bom de árabe. Para ser bem básico aqui, bem básico, sabe aquele email que os cara recebiam de engenharia social? Os cara fazem muito mais fácil hoje em dia com IA. Os cara não Conseguiram escrever essa bosta, entendeu?
O cara consegue copiar a minha voz, por exemplo.
Ainda mandam errado. Eu tava vendo uma coisa muito legal, que ainda mandam com português errado. Sabe por quê?
Não, não é bravo, mostra humanidade.
Não, o português errado é para saber, é uma engenharia social para saber se a pessoa que vai aceitar aquilo ali tem capacidade de entrar naquele golpe. Porque se tu passa por um português errado, cara, Teu intelecto é diminuto. Então, tipo, provavelmente ele vai cair no golpe.
Os caras não sabem o nível.
Então, os caras não sabem o nível. O português errado é de propósito para ver quem tu tá atacando realmente vai chegar até o final e tu vai conseguir, que os cara vão conseguir o teu dinheiro. Tem uma linha de ataque com português certo, porque quem identificar aquele português provavelmente não vai cair até o final. Então, tipo, é um nível que, cara, às vezes as pessoas não têm noção. Dizem, ah, não, os caras são muito burros porque eles erram no português. Não, cara, é de propósito.
E educação muda isso, cara. Isso que é o bonito. Qualquer coisa dessa, a educação muda. E não precisa de muito esforço. Por exemplo, quando começou esse negócio, que foi mais ou menos na época que eu vi você falando do Manuzi, que você tava brincando com o Manuzi e tal, cresceu muito. Aí eu falei assim, putz, eu tenho só cursos de programação. É basicamente curso de programação. Que era a dor da galera. Só que a programação vai deixar de ser a dor da galera.
Então eu já tenho que estar com a minha mente no negócio. Então eu vou ter que falar de IA. Só para eu falar de IA, eu vou ter que dar a base. E a base é sempre chata para cacete. Tipo você quando estava começando, foi chato o início. É meio maçante.
O que acontece? No meu caso, eu dei aula, você deu aula também. Então você sabe que o segredo para aprender uma coisa é querer aprender essa coisa. Então assim, quando eu... No início, inteligência artificial para mim era uma tecnologia perdida. Eu achei que ia ser tipo o celular para o meu pai. Meu pai não consegue usar o celular. Eu achei que eu ia no máximo mandar um salve aqui para o ChatGPT e tudo mais. E aí eu fui conversando, fui vendo, não sei o quê, fui gostando.
E quando virou um troço do meu interesse, aí fodeu. Aí eu quero saber como que essa porra funciona e o que dá para fazer. E eu não sei por que é muito legal rodar os bagulho local.
Muito, não, é maneiro, é maneiro. Então esse é meu trabalho há anos. É por isso, como eu falei, eu não tinha modelo de negócios, eu não tinha, não queria ficar rico, não queria ficar famoso. O que eu queria era o seguinte: alguma tecnologia existe, você precisa começar e você precisa entender como as coisas funcionam. O que eu vou fazer é vou gravar em vídeo como as coisas funcionam, vou deixar de graça. Só que para eu deixar de graça, eu vendia patrocínio para as empresas, eu consegui o dinheiro previamente.
E deixava lá. Esse era o meu modelo de negócios. Eu sou funcionário público até hoje. Inclusive, queria mandar um grande abraço. Você conhece lá no Rio a Faetec? Eu sou funcionário público da Faetec.
Tu dá aula na Faetec?
Eu dei aula na Faetec até ano retrasado e agora eu faço parte da diretoria de ensino.
Tu dava aula onde?
Eu dava aula em Santa Cruz, depois eu fui para Marechal Hermes, minha casa, e agora eu fui para Quintino, que é a sede lá.
Lá é o brabo.
É porque eu ia sair, basicamente eu ia pedir para sair. E aí um grande amigo, Alexandre Lousada, falou, cara, se você sair, a gente tá meio que desperdiçando um potencial seu. A gente tá desperdiçando um potencial seu te botando em sala de aula para dar aula para 20 jovens, que desses 20, 12 não querem assistir a aula. Então, pô, vamos para diretoria de ensino para você ajudar com inteligência artificial, com produção de conteúdo.
A rede pode, a rede tem bons professores. Por que a gente não pega um professor bom e grava as aulas dele e disponibiliza para os alunos em forma de vídeo? Esse tá sendo meu trabalho hoje, fazer o que eu faço no Curso em Vídeo dentro da fundação. Então eu continuo como funcionário público, porque assim, qual é a ideia do pobre? Ou virar militar ou virar funcionário público, que é a estabilidade. Eu sempre vivi isso, eu nunca vivi empreendedorismo na minha vida, eu não tenho casos de empreendedorismo na minha família.
Então eu me vi um empreendedor anos depois fazendo educação, sabe? Então hoje o que que eu faço? Alguns anos atrás, há 2 anos atrás, a gente começou uma série de inteligência artificial para iniciantes, não para programadores. Porque eu quero chegar em IA para programador, mas antes eu tenho que convencer o cara a usar IA. Ele tem que saber Word, Excel e PowerPoint. Então eu criei um curso de Word, Excel e PowerPoint de IA, que é IA para qualquer pessoa, sabe?
Que a gente batizou, eu batizei como palestra de IA PQP, que é inteligência artificial para qualquer pessoa, entendeu? E chamava atenção da galera, cara, IA PQP, que parada é essa, sabe? No YouTube eu não botei esse nome porque eu sou parceiro do YouTube e não é muito family friendly. Family scrambled. Exatamente. Então eu chamei de Curso de Inteligência Artificial para Iniciantes. Mas quando eu dou palestra, a minha palestra se chama IA PQT, que é Inteligência Artificial para Qualquer Pessoa, porque é para qualquer pessoa.
Faz isso que o Igor, que não sabe escrever uma linha de código e tá tudo bem, consegue criar soluções. O problema foi o que o Penegui falou, a IA acelera. Vocês usaram isso? Várias vezes, e eu sempre dou o mesmo exemplo, tá? Acelera. Sabe o que acelera? Carro de Fórmula 1. Tu entraria no carro de Fórmula 1 e aceleraria? Eu não sei dirigir um carro de Fórmula 1. Então, se eu acelerar uma parada que eu não sei fazer, corre um grande risco de eu dar de cara no muro, que é o que tá acontecendo com um monte de gente, ou que vai acontecer com um monte de empresa que tá fazendo AI first em detrimento de mandar uma galera embora.
Então assim, a gente vai passar por outros momentos, né? Quando tiver passando esse momento, você me chama de novo que a gente bate um papo, que eu sou um cara— quer ver um cara que eu gosto muito, que também sou das antigas, amigas, conheço das antigas. O Akita, que já veio muitas vezes aqui.
A gente tem vários, muitas vezes não, porque o Akita tem uma característica. Qual que é a característica do Akita? É a seguinte: ele em algum momento ele vai ter um hiperfoco artificial, ele vai parar e ele vai hiperfocar naquela porra ali, e ele vai ficar 4 dias nerdando naquela porra, produzir uma tese, tá ligado? Aí ele me liga: aí, ó, eu tenho uma coisa, agora eu tenho uma tese.
É isso, é o Akita.
É um episódio de 4 horas.
Mas vou te dizer, o Akita faz isso desde 2005, quando eu conheci ele. Ele tinha, o nome dele era Akiton Rails, que ele tinha o hiperfoco no Ruby on Rails, era linguagem Ruby e o Rails, que é um framework de Ruby. Ele tinha o hiperfoco nessa parada, então ele era o Akiton Rails. Agora ele é o Akiton on Money, foda-se, né? Eu gosto muito do Akita, eu gosto muito do Akita.
Não tive o prazer de conhecer ainda.
Gente finíssima.
Nossa, maneiro. A gente tá falando de quê mesmo?
Eu já não sei.
Bom, era IA pra caralho, não sei o quê. E aí eu te perguntei como é que a IA acelerava os caras, tu falou que sim, acelera os hackers e tudo mais.
Sim, sim, acelera.
Mas também existe em algum mundo a IA ajudar a gente, um noob que nem eu, a me defender também?
É possível, mas o noob tem que querer que isso aconteça. Eu acho que esse é um dos problemas.
Ele tem que entender que ele precisa de proteção, né?
É que assim, um dos problemas da área de segurança é exatamente esse. E das empresas também. A empresa, ela só vai começar a pensar em segurança, a maioria delas, depois que ela é atacada. Infelizmente, o noob só vai pensar em segurança depois que ele é atacado.
Quantas pessoas você conhece que só consegue pensar em segurança de celular depois que ele é roubado na rua? Exatamente. Tá trancado lá, o meu banco tá trancado, meus coisas estão trancados. O cara não consegue fazer um script. Qualquer celular tem isso, um script de quando abrir o banco ele trava e pede a senha. De novo, ou trava e faz alguma coisa, tira um print. Essa semana eu vi um cara fez uma rotina que quando aperta o ícone do banco tira uma foto da selfie.
Ou seja, se o cara tá cheio de selfie dele no celular, mas o dia que for roubado ele sabe exatamente, ele tira selfie e manda para o iCloud do cara. Ou seja, eu sei quem me roubou, em que posição tá e quem é a pessoa.
E não é um programador, fez com nem script, é ferramenta do iPhone mesmo, do próprio celular. É só você parou e foi olhar que porra que tem ali de segurança, né, cara?
É a beleza da curiosidade, né? Tu só tá desse jeito porque tu é curioso.
Com certeza é isso.
Tu não comprou nenhum curso, tu não tá ouvindo guru, tu tá só curioso para caralho. Isso é muito bonito, cara.
É, eu, por que que eu não comprei nenhum curso? Porque eu tô fazendo, isso para mim é um hobby, não é? O gostoso para mim é descobrir, manja?
Maneiro.
Um hobby para mim não é, se eu quisesse aprender para caralho, ser foda, não sei o quê, Eu nem acho que eu vou ficar foda, sabe? A graça é a jornada.
É a jornada, cara. Tu falou uma coisa bem legal, porque na área de segurança as pessoas que realmente fazem diferença são aquelas que, pelo meu ponto de vista, minha opinião, tá? Elas são fascinadas pela jornada. Tem uma galera que é fascinada pelo fim, sabe? Ah, descobrir tal vulnerabilidade. Essa galera geralmente não descobre realmente coisas importantes. Quem descobre realmente coisas importantes são aquela pessoa que gosta da jornada e do processo. Não é qualquer um que gosta da jornada e do processo.
É verdade, cara.
Tem tantas coisas, tantas pesquisas que eu fiz e que não deram resultado de vulnerabilidade, mas eu entendi aquela tecnologia, eu me aprofundei sobre aquilo ali. Então aquilo me fez aprender coisas que eu usei no futuro para outros sistemas. Então tá tudo certo, tá tudo ok. Só que assim, tem gente que tem aquela, aquele feeling de não, eu quero é, eu gosto da vulnerabilidade, ter encontrado do efeito da vulnerabilidade. E esse tipo de pessoa acaba desistindo do resto da área de segurança.
Por quê? Porque ela fica frustrada. E quando começa a frustração motivação, ela desiste.
Tem gente que tá pelo bug bounce, a gente que tá, eu vou aprender essa parada porque vai dar merda, vai dar merda. Eu imagino, tá? Eu, pô, daqui a 2 anos eu faço 50 anos, eu percebi que tudo na vida, se o teu foco no final é o dinheiro, nunca rola, porque te frustra. Não é porque nunca vai, porque Deus não quer, não é nada disso, é porque você vai se frustrar antes, porque o dinheiro não vai vir. Eu poderia chegar, pô, tô com um canhão que é o Flow.
Ó, você professor agora começa a criar conteúdo porque em 7 meses você tá milionário. Olha isso, olha quantos professores. A gente tem vários professores que mudaram de vida. Pô, Igor, eu mudei minha vida, cara, né? Eu te falei onde eu morava e onde eu moro hoje. Então assim, minha vida mudou e foi a internet. Eu não digo que foi a internet que mudou minha vida, que mudou minha vida foi educação. É que eu usei a internet como ferramenta.
E eu acho que minha vida vai ter uma outra mudança com IA, sabe? Porque eu quero— meu grande desafio hoje, que é o seguinte: hoje, se você entrar numa faculdade de TI, não tá se ensinando IA como ferramenta. IA é uma disciplina. Então você estuda matemática pesada, você estuda, e tem que estudar, tá? Mas não é o que a galera tá esperando. Vou entrar num curso de uma graduação de IA, pô, vou aprender ChatGPT 1, 2 e 3. Não existe, não existe isso.
Você vai entender análise de dados, você vai entender a matemática, né, preditiva e tudo mais. E é chato para caramba. A galera vai desistir no meio. Então assim, o meu grande desafio hoje é como que a próxima geração de programadores vai aprender programação nas faculdades, porque eu quero que quando isso acontecer, o meu material já esteja lá no YouTube bonitinho, organizadinho, e aconteça de novo o que tá acontecendo hoje, que o aluno hoje entra numa PUC da vida, vários relatos, numa grande universidade, e o professor fala assim: bibliografia oficial, vai lá no YouTube assistir o Guanabara.
Sabe? Isso me, isso me, é isso que me dá vontade de continuar produzindo. Não é a faculdade me indicar, é tipo assim, eu virar, eu confio tanto nesse cara que você pode assistir aula dele. Eu tenho que te dar aula, mas eu confio tanto nesse cara que você pode assistir aula dele, depois você vem aqui que eu vou continuar. Porque eu não vou longe. Eu falo, um dia todo mundo que tá assistindo aí, que tá falando, pô, o Guanabara, pode ver nos comentários, o Guanabara me ajudou há tanto tempo, entendeu?
Eu não quero ficar com esse cara por muito tempo. Qual o trabalho de todo bom professor? É que o aluno não precise mais dele. É a mesma coisa que pai e mãe, né? Eu tô criando minha filha para que um dia ela não precise de mim. Vai doer? Vai doer, mas é isso que é o natural da vida. Então o professor trabalha para o aluno não precisar mais dele.
Nem todo professor faz isso.
Puts, cara, eu faço. Enfim, a minha missão, eu sempre falava isso em sala de aula quando entrava aluno, o meu objetivo é que no final do ano você nem precise mais de mim. Esse é o meu objetivo. Se você continuar precisando de mim, eu não venci, né? Você vai continuar precisando. Então assim, tem várias pessoas que com certeza estão assistindo aí agora que não precisam mais de mim. E eu sempre peço um favor, pô, quando você conhecer um jovenzinho que tá de pé quebrado em casa, todo prateado, todo prateadinho em casa— não usava prata naquela época, era dourado.
Não, não, é sem brincadeira agora, é que eu tô brincando, mas assim quando você conhecer um moleque que eu sei que você sabe que o meu conteúdo vai afetar, indica para ele, né? É a corrente do bem. É porque eu vivo disso hoje, né? Eu vivo da galera do boca a boca. Então é muito maneiro. Então meu objetivo é esse: o que que a próxima geração que vai aprender a programar— porque a próxima geração que vai aprender a programar não vai mais aprender comando por comando, não, não vai querer, e nem vai querer.
Perda de tempo, é perda de tempo. E para você que tá ouvindo, fiz aspas gigantes continuar. É perda de tempo programar, perda de tempo.
Só que não é perda de tempo, mas tudo bem.
Não, não é, porque você sabe pedir. Depois você conversa comigo que eu vou te mandar um negócio que eu tenho, mas aí não é público no YouTube, não é de graça, mas eu acho que vai ser útil para você e eu vou disponibilizar ele para você.
Um exemplo disso que você está falando aí, realmente eu poderia só pedir um aplicativo lá e não sei nem o que é o mais tech. Mas é, mas assim, cara, chegou um momento, teve um momento que aquele meu primeiro aplicativo lá, o de organizar ronça, que eu construí 6 versões em 6 stacks diferentes para eu ver só porque tu queria. Deixa eu ver aqui qual que é que eu acho mais legal, tá ligado? Como é que, qual que é que eu acho mais bonita?
Qual que é mais rápida?
Mas assim, quebra menos quando eu tô construindo, tá ligado? Beleza. Não vou lembrar agora, até porque agora a maioria das coisas que eu faço é depois eu te mostro, acho que é melhor. Mas cara, isso é tudo, eu acho que é um que é a jornada, que nem o Penegui tá falando, é que é para mim pelo menos é o que é uma jornada, cara.
Agora eu filosofei, mas a vida não é isso? Porque Clóvis de Barros, cara, eu conversei com o filho dele, eu gravei com o filho dele agora semana retrasada, é mesmo, mesma pegada, gente boa demais também, gente fina. Com Clóvis não, do Cortella. Cortella, conversei com o filho do Cortella. Desculpa, mas o filho do Cortella, eu mudei até o nome do pai dele. Mas é uma jornada mesmo, cara. Tipo, o problema é o seguinte: quando você bota uma meta, isso acontece muito, você bota uma meta na tua vida e tu alcança essa meta, aí tu tem duas coisas: ou você bota uma outra meta, faz tipo de uma época antigamente, Ou então você para, você estaciona, que é como eu vejo o funcionarismo público, por exemplo.
Eu me peguei com 12 anos de funcionário público olhando em volta e vendo todo mundo falando assim: cheguei, bati no teto da vida, é isso. E eu via que não era o teto da minha vida, falava: cara, mas não é isso que eu quero, eu quero parar aqui não, filho. Mas eu não tinha o empreendedorismo na minha vida, eu não tinha cabeça de empreendedor. Então assim, eu só sabia que eu não queria. E na minha cabeça, o que era? O que me trouxe até aqui?
Estudar. Então o que vai me levar para o próximo? Continuar estudando. É isso. Eu estudo todo dia, cara. Eu ia terminar de contar, mas acho que você vai achar maneiro. Eu tenho um robô, um agente, que todo dia de manhã ele vasculha todas as notícias de IA que aconteceram no dia anterior, gera um resuminho, e aí eu jogo dentro da IA do Google, do conjunto de IA do Google, E ele gera para mim um áudio de duas pessoas conversando sobre esse assunto.
E eu escuto esse áudio todo dia dirigindo da minha casa até o estúdio, ou da minha casa até a fundação. Então assim, eu me mantenho atualizado, eu não fico esperando o João da Silva, ou por exemplo, na minha área da IA, o Fabrício Carraro, que tem um podcast de IA maneiríssimo, gravar esse podcast. Ele grava isso uma vez por semana. Eu falei assim, putz, mas uma vez por semana é muito pouco. Para eu me manter atualizado, precisava de todo dia.
Eu não vou fazer isso, eu tenho mais coisa para fazer. Então eu botei a IA para fazer. E aí, quando eu vejo uma notícia, falo, caraca, essa notícia é maneiríssima, eu vou lá no meu resumo, porque no resumo também tem o link de onde ele pegou essa informação, para eu validar se aquela notícia que ele me deu é verdadeira também. Que é pouca outra coisa que pouca gente faz, é validar o que a IA tá te entregando.
Assim que você mesmo falou do zip, na verdade, a maioria não Não faz, né?
Dá trabalho, né?
Muitas vezes a gente vê soltando decisão com codes, mas se for código, a pessoa não tem, não tem. Code review é exatamente, às vezes.
Mas e testar?
Testar dá para escrever teste?
Não, sim, mas assim, eu acho que tem um, como eu posso explicar, aí às vezes pode programar de um jeito muito complexo, não complexo, escrevendo mais. Não, isso, cara, isso pode dificultar na própria análise de uma pessoa experiente. Imagina uma pessoa não experiente.
O fato é, Penegui, a gente vai precisar de IA para escrever código e de bons profissionais para fazer esse código ficar bom, eficiente, seguro, escalável.
Não, concordo plenamente, concordo plenamente. Mas essa conscientização é muito difícil. Por quê? Porque as empresas e instituições às vezes estão mais priorizando o custo, ganho, custo. É aquilo que eu falei da fechadura eletrônica, último podcast falei do cara, o custo é mais barato, não importa se tá vulnerável até tomar uma. É até tomar uma, ou às vezes demora muito para tomar uma. E mas quando toma também é falência. Então assim, é complicado, é um, é um mundo do empreendedorismo, né?
Você anda numa corda bamba, querendo ou não.
É, mas o que o Peneguim tá falando é: os cara vão botar no mundo, vão fazer um troço que eles vão achar que é foda, vão pôr no mundo e vão mamar.
É, acho que tu respondeu bem. Sem termos técnicos fica mais fácil de entender.
É sim. E aí eu ia falar um bagulho que tem a ver, vou até ver com o quê, mané.
Não tinha a ver com o IA, não tinha a ver com hack.
Eu não sei se tem esse já, eu queria trazer essa, mas eu vou. Ó, eu uso lá o seguinte, cara, o meu esquema, a maioria das pessoas que eu conheço elas usam da seguinte maneira as LLMs. O cara usa, o cara assina o Cloud, por exemplo, aí ele baixa o aplicativo do Cloud E no aplicativo do Windows especificamente, ele já faz uma porrada de coisa. Eu acho que é só no do Windows que ele tem o cowork, algumas paradas assim. A não ser que já tenha disponível.
Já tem no Mac, geralmente sai primeiro no Mac, inclusive.
Mas aí, como eu sou um ser humano adulto de 40 anos, eu uso o Mac. E aí, o jeito que eu uso é um pouco diferente, entendeu? Eu construí, eu dei uma casa para o meu sistema. Tem 2 computadores lá e a alma do meu sistema é que é o cloud, o resto é físico. Então tem lá, depois eu te mostro. Tem um, por exemplo, como é que eu faço para ele não se perder nas diferentes tarefas? Que tu vai ver que é um sistema complexo. Eu criei, eu não sei em que medida que isso funciona.
Eu acho que é aqui que eu estou colocando mais esforço. Até me perguntaram mais cedo, na eficiência do que eu construí, tá ligado? Que é, por exemplo, eu construí, funciona em alguma medida o palácio de memória que eu construí lá. Então o meu sistema tem uma estratégia para escrever para ele mesmo a memória fisicamente usando a estratégia humana que é o palácio de memória. Parece funcionar, mas eu não sei se essa é a melhor possível, entendeu?
Eu acho que eu gasto dinheiro com token de maneira burra, porque com certeza modelo errado para atividade errada e tudo mais, entendeu? Isso é o que eu tô mais prestando atenção ultimamente, tá ligado? Tô fazendo um estudo lá comparando o modelo chinês com— mas aí não dá, né? Puta que pariu, é foda que para fazer o que eu realmente quero fazer eu não consigo seguir dos cara, mané.
É, né?
Mas assim, o que que tu usa na tua casa, menininho?
Como é que tu usa? Porque assim, eu igual te falei, eu tenho um sistema que só a alma dele é da Anthropic, né? Então assim, eu não mando um salve, eu só mando um salve no aplicativo quando eu tô no celular, não tô no meu computador, entendeu? Porque se eu tiver em casa no meu computador, tem um, tem uma porra de um dashboard que eu chamei de Atlas só porque o outro é Hermes, entendeu? E Atlas é mais foda, ele segura o firmamento, porra.
Trabalha para caralho. Dali é tipo um dashboard que eu controlo a porra toda, entendeu? Não só pedir coisas para o sistema ou uma dúvida assim, ou um dossiê sobre o Gustavo Guanabara, por exemplo, se eu quiser, mas é todo o sistema inteiro. Então eu não sei nem explicar, não é um aplicativo, não tem um front-end, tá ligado? Eu uso terminal, sabe qual é?
Você tá com um plugadinho no outro e eles estão trabalhando juntos.
E tu, como é que vocês usam as paradas?
Eu uso o Code, tá? E olha, eu sempre fui meio contra IA no início, tá? Para ser bem sincero, vou ser bem honesto assim, eu sou uma pessoa que não, sim, tem uma dificuldade com IA, tá? Sendo que eu tenho outros colegas de trabalho que não tem tanta dificuldade de contexto assunto assim de gostar de IA. Eu não sou uma pessoa que gosta de IA.
É uma dificuldade ética?
Não só ética, eu acho que eu não fui ensinado a usar IA, para ser bem sincero. O meu, até em palestras, e eu sempre mostro que tem como fazer muita coisa sem IA. E dá para evoluir com ela completamente. Isso não quer dizer que minha opinião mude no futuro, É óbvio, a gente muda. Mas aí ajuda muito para fazer as coisas muito mais rápidas. Mas eu tenho sempre um pé, um pé esquerdo assim, sabe?
Tu é desse que fica boladão de mandar uma chave API no chat? Vai que essa porra vaza?
Não, é, vai que. Mas assim, claro, Eu tenho amigos que trabalham muito mais focados com IA, até porque as minhas pesquisas elas já são difíceis no sentido que a IA não vai conseguir produzir o que eu faço. Chega primeiro aí, tá? Não que ela não consegue, ela consegue, mas especificamente, por exemplo, para EMV, ela vai ter uma dificuldade muito maior porque ela não tem dados disponíveis públicos. Então já começa nesse ponto. Tudo que tu começar a fazer com IA e ela não tem um estudo tão aprofundado, ela vai saber menos que tu.
Então vai ser uma merda para ti, vai ser que nem coisas que estão na internet disponíveis para todo mundo. E aí, a IA foi treinada para aquilo, tá? Não tô dizendo que atualmente o EMV não está disponível, mas tem muita coisa que eu sei e a IA não sabe atualmente, porque o contexto que eu trabalho de cartões de crédito, tem muita pouca coisa pública. Então fica mais difícil para ela entender, porque ela foi, ela foi, ela aprendeu com coisas públicas, então ela não vai saber aquilo.
Basicamente isso. Mas claro, eu uso com facilidade em outras coisas determinadas, sempre estou usando.
Mas assim, tô entendendo, ela não é tão fascinante assim para vocês como para mim.
Não é tão fascinante.
Eu ia falar, se ele tivesse na pira que você tá, ele já tinha treinado um modelo com tudo que ele precisa, com toda a base de dados que ele tem, com toda a base de código limpa que ele construiu para a IA poder trabalhar junto com ele.
Mas eu vou te falar, eu acho que nem no meu trabalho a IA me ajuda pouco também. No meu trabalho a IA me ajuda pouco porque o meu trabalho é conexão humana. Se eu não me conectar contigo aqui, a gente vai fazer um programa de uma hora e eu quero mais é que tu vai embora logo, foda-se. Mas mesmo que eu tenha todo o repertório, mesmo que eu tenho um puta repertório de perguntas ou de temas e o cara, se tu for um mala, eu não quero, entendeu?
Não vai ser bom. Então ajuda num pedacinho, que é, se eu, vamos lá, eu consigo pegar um dossiê de um cara e juntar um monte de informação sobre aquela, mas isso é tão óbvio que no meu caso, com a experiência que eu tenho, é tão foda-se que eu acho que eu entendo o que o Pnegui tá falando, que é, Vai me dar mais trabalho eu querer fazer essa porra aqui me ajudar, e eu nem acho que ela vai ajudar tanto assim do que eu só fazer o que eu tenho que fazer.
Que nem eu só vou lá e estudo o cara que eu tenho que ajudar do meu jeito, porque aí a IA nem sabe, eu nem consigo dizer para IA todas as variáveis que tem no meu cérebro para entregar o que eu realmente vou precisar.
Deixar algo claro, a IA está sendo usada por muito pesquisador por muito pesquisador para achar vulnerabilidades que demoram muito mais tempo sendo um ser humano normal. Sério, isso principalmente para web hacking. Só que aí você não tá falando uma área que eu atuo, e aí eu não posso— para você é menos útil, mas para os caras que fazem web hacking, para as minhas pesquisas atualmente não é tão útil. Mas para as pesquisas dos meus amigos é muito útil.
Vocês ficam, vocês nerdão, toda hora, com certeza.
Não, aqui Discord não, não, Discord não, Signal talvez, que ele desenvolveu, essa é segura, entendeu?
Ninguém vai me hackear.
Telegram talvez, entendi, mas Discord nem que a vaca tosse, só se eu for burro.
Meu Deus, cara, toma essa aí. E tu usa como? Tu usa aplicativo também? É, primeiro, ó, antes deixa eu voltar uma etapa aqui. É que eu tava tratando que o sentimento de vocês com IA é igual o meu, mas talvez não seja.
O meu talvez não é que não seja, talvez se eu pegar uma pesquisa que a IA me ajude muito comece a ser, tá?
Mas no momento não é. Mas como para mim tudo que a IA, tudo que eu, tudo que que eu peço vira código em um aplicativo é fantástico. Eu não sabia, eu não sei fazer essa porra. Então para mim é fantástico, para tu não é tão fantástico.
Não, daria para eu fazer, mas levaria mais tempo.
Mas não, para ele é custo de tempo, é com certeza custo de tempo.
Eu tenho usado, respondendo a tua pergunta, eu não tenho nenhum modelo rodando e tudo mais. Quer dizer, tenho, eu comprei um Raspberry Pi, tô ligado, E existe um hatzinho de Raspberry Pi com um processador de IA, não sei se tu tá ligado.
É um da NVIDIA?
Não, não, é um hatzinho da comunidade mesmo.
Nunca vi então.
Você pluga em cima do Raspberry Pi.
Qual Raspberry Pi? O mais moderno?
O 5. Eu tenho um 5 com um hatzinho encaixado, uma plaquinha encaixada em cima dele. É tipo uma placa de vídeo encaixada nele. E aí ele consegue rodar algumas coisas, um modelozinho simples, não é nada muito elaborado. Eu brinco com isso, ele não faz parte do meu dia a dia. Mas eu já conheço uma galera que faz servidor de casa para limitar o acesso de sites. Ó, isso aqui tá um site inseguro, fazendo com Raspberry Pi. Mas a minha pira com Raspberry Pi é rodar esses modelozinhos.
Demora para caralho. Eu dou oi para o Gemma e ele demora 4 minutos para me dar bom dia. É um processador simplesinho, é um Raspberry Pi. Mas eu, no meu dia a dia, eu uso muito disso que eu te falei, do meu gerador de notícias. Eu tenho muito, eu uso muito IA hoje para ela tentar me fazer ver coisas que eu não vi ainda. Por exemplo, eu tenho que dar aula de alguma coisa de programação, não vou ficar te ocupando com termos chatos, mas eu tenho um termo que eu preciso explicar.
Eu chego para minha IA, porque a minha IA não é, eu não abro o ChatGPT ou Gemini normal, eu abro geralmente se eu quero preparar uma aula, eu tenho um GEM que foi preparado Para mim, tu construiu um gem, é um artefato, é um artefato do Cloude, é um assistente.
Um gem é um mini harness, né?
Isso, é meio que um assistente, é o Gemini com um prompt no início que eu não quero dar toda hora.
Entendi, tá bom, entendeu?
Toda vez que eu abrir um chat, toda vez que eu abro esse chat, eu não quero conversar com você, eu quero conversar com você preparado do jeito que eu quero conversar. Aí eu falei, pô, preciso dar uma aula de herança, é um conceito da Programação Orientada a Objeto. E eu tô pensando em dar o exemplo disso aqui, tal, tal, tal, tal coisa. Me dá outras 10 maneiras de pensar com exemplos? Eu tô te dando um exemplo aqui, melhora meu exemplo.
Eu tenho muito disso de, porque como que eu tinha isso dentro de sala de aula? Sala dos professores conversando com o professor, pô, dê um exemplo, dê um exercício dessa maneira aqui. Ou em sala de aula testando com meus alunos. Eu testava com meu aluno, ele não entendia, eu tinha que testar de outro jeito. Só que o outro jeito, para eu me esforçar para explicar para um aluno, eu tive que me esforçar criando um outro exemplo. E às vezes um exemplo, eu falei, caraca, como é que eu não tinha pensado nisso antes?
O estado do caraca, como eu não tinha pensado nisso antes, quem tá me dando hoje é a IA, entendeu? Eu uso ela não para me dar resposta, para trabalhar a minha resposta interna comigo mesmo. Eu tenho usado muito disso.
Mas exemplo, eu tenho amigo que tá fazendo IA local em casa, eu tenho esse nível. E tipo, claro, para ele o Task, né, no caso que eu tô falando dele, sempre eu falo dele, né, engraçado. Mas assim, é maravilhoso, é sensacional para ele, é muito bom. Para mim, para as minhas pesquisas, não é a mesma coisa.
Não, não é. Até porque demora menor.
Para local, para talvez, com certeza é menor, só que ele pelo menos, é, mas pelo menos ele não tá na internet, não tá mandando. É, esse é o foco.
Para ele é perigoso, né?
E para não, e para ele é bom entre aspas, porque ele pode rodar coisas que ele não poderia rodar online, e daí as pesquisas dele não podem ser vazadas.
É porque todas as IAs elas têm um guardrail, né, que é o tipo, você já deve ter pedido uma imagem para o Nano Banana Ele fala assim, gerando a imagem, gera, gera. A imagem às vezes tá quase aparecendo, ele apaga e fala, opa, não posso fazer isso. O modelo pode fazer isso, mas o guardrail limita. Para a galera de segurança não pode existir guardrail.
Não tem guardrail.
Então é isso que eu tô falando, não tem guardrail.
Para a galera de segurança, tu não acredita, a gente faz bypass de guardrail.
Você faz, você edita, né? Tem uma galera.
A Rob faz bypass de guardrail em pouco tempo. Ela é especialista. Ela tá fazendo mestrado, e aí mestrado dela, a pesquisa dela é sobre isso.
Maneiríssimo.
Vai e pede, Card Hill, do ChatGPT, do mais popular de todos. Caraca, cara, ela para mim é mais foda. O que ela me mostrou, eu, caralho, tá bom, né? Tudo bem. A gente tá, se ela quisesse fazer um legal, uma bela confusão aí, ela faria.
É que a gente tá vivendo um mercado em que o cara tem que lançar, a empresa tem que lançar o modelo o mais rápido possível. Não é tipo antigamente de jogos, quando saiu o cartucho do Mario, aquele ali tem que ser o Mario, não pode, não tem como ficar consertando ele, não tem como consertar o Mario. Então demorava muito. Agora, filho, lança, a perna do Mario vai bater na cabeça dele, semana que vem já não bate mais. É isso, sai o patch.
E a tá vivendo, a gente tá vivendo isso porque tá uma corrida absurda. O modelo 2.5 saiu, o outro já lançou o 4.0, e o outro já tá lançando 3.9. Então assim, tu acha que dá para testar tudo? Tu acha que dá para aquele, os modelos que a gente tá usando hoje, tu acha que é o melhor que a empresa pode fazer? Não, com certeza não, não é. Pequeno exemplo, quando a gente fala de iPhone, sempre se falou, né, a Apple tá vendendo esse iPhone, mas já tá pronto os próximos dois, provavelmente alguma coisa assim.
Com IA não tem isso não, filho. O modelo que tá rodando é o que eles têm. Então é claro, tem pesquisa em outras coisas. Umas pesquisas que eu não sei se isso tá acontecendo muito, se o algoritmo— eu treinei meu algoritmo para isso— novas formas de inferir resultado que não sejam Transformers. A galera tá correndo atrás disso porque, Igor, com certeza algum convidado já veio aqui, já falou isso. Você acha que teus $20, você que é um, vou dizer, hard user, medium user, você acha que teus $20 custam $20 para Você acha que os teus $20 que tu pagou, tu não gastou muito mais de token do que o cloud gastou contigo?
Tu acha honestamente? Está barato. Eu vi o Akita falando isso, não sei se foi aqui, mas eu vi o Akita falando isso.
É barato, quer dizer, comparado para o que é, estamos pagando barato.
É isso, essa conta não está fechando, essa conta não tá fechando.
Tá, mas se tu acha que vai fechar, eles vão fazer.
Eu acho que não. Eu acho que quando começar a fechar, vai ficar, começar a ficar mais caro para gente, se tudo continuar do jeito que tá.
Mas daí não vira uma bolha?
Então, essa bolha já tá acontecendo já um tempão. É só quem não vê que é maluco.
Tá, e aí, o que que vai acontecer?
Tudo tá sendo subsidiado hoje. É que nem o cara lá.
Vai acontecer o seguinte, irmão, se esses malucos não lançarem uma parada muito insana que realmente gere dinheiro para caralho, fudeu, vai quebrar tudo. É isso, um monte de investidor vai ficar fodido de grana aí, as empresas aí que botaram dinheiro vai tudo para o caralho, vai todo mundo para o caralho.
Tu nasceu em que ano?
Desculpa, 98.
É, então tu nasceu, estourou a bolha, a bolha da internet. Tu viveu essa parada, a internet era assim, irmão.
Pô, entreguei meia-idade quando tinha. Vai tomar no cu, Guanabara!
Quando tinha essa parada que era assim, a internet era um jovem teve uma ideia de qualquer coisa, botou .com no final, fodeu, toma um milhão.
Tinha aquele site famoso que o cara vendeu por $1 cada pixel, do, tinha um milhão de pixels no site do cara, o cara vendeu os 1 milhão de pixels.
Era muita ideia bosta. E era, cara, isso era, você já ouviu falar em tulipomania?
Não.
Depois pesquisa, mas eu vou te falar rapidamente o que que era tulipomania. Na Holanda, lá em 1.300 bolinhas, algum maluco falou assim: tulipa é valioso pra cacete. Eu tenho essa tulipa aqui, ó, ela custa o preço de uma casa. Tinha isso, não tô exagerando, tinha tulipas na Holanda nessa época que valiam o preço de uma casa na Holanda, e a galera comprava. Quando as tulipas acabaram, eles estavam vendendo a possibilidade de ter uma tulipa.
Ó, eu tenho essa tulipa rara, isso aqui é a semente dela, eu vou plantar agora, daqui a 6 meses eu vou ter a tulipa. Se você comprar agora, você tem uma tulipa que eu vou te entregar daqui a 6 meses. Isso foi crescendo, crescendo. Isso é considerado a primeira bolha econômica. É tulipomania, pode procurar tulipomania na Holanda de mil. Enfim, Igor, o que foi o NFT há algum tempo atrás? Um macaquinho que custava $500 mil e você vai conseguir vender teu macaquinho.
Tu ganhou também, eu tenho certeza. Eu vi teu robozinho ali do YouTube. Tu ganhou o NFT do YouTube?
Não Não sei, mas eu tenho um NFT lá do Zé Roberto, tem uns NFT.
Eu tenho NFT que o Google deu pra gente, é presente de fim de ano, né? Inclusive até vinha com a minha jaqueta descendo, oferecendo. O Igor vai ficar puto comigo que eu tô fazendo mó propaganda no YouTube.
Eu tenho a minha também, ia ser maneiro.
Eu ia fazer o episódio com ela, você não deixa? Quando ele me chamar de novo eu vou. E a gente ganhou uma parada, a gente vai vender dentro do evento do YouTube, a gente vai vender e vai ser o negócio São bolhas, estourou. A bolha nada mais é, porque as pessoas acham que bolha quando estourar acabou, né? Vai ser terra arrasada. A bolha da tulipa, você pode comprar tulipa hoje, só que por um preço justo. Você pode ter uma empresa de internet hoje, só que você não vai conseguir o investimento que você conseguia anteriormente.
As pessoas vão criar IAs, vão ter empresas de IA, só que não vai valer do jeito que tá valendo agora. Ou seja, a IA chegou para ficar, só não nesse preço.
Que nem quando, lembra quando saiu o iPhone? E os cara tinha um aplicativo que o aplicativo, o que ele fazia era mostrar um rubi na tela. Eu lembro. E vagabundo gastou dinheiro com essa porra. Não fazia nada, ele mostrava um rubi na tela. Essas coisas que surgem no início de todas as tecnologias, elas são— tem uma galera que aproveita, mas no fim elas vão embora mesmo.
É surfador de onda. Tem gente que faz isso, a vida do cara é surfar ondas. Inclusive esse cara que eu falei que faturou R$2,5 milhões e tal, Ele é um surfador de ondas, ele foi investidor na época do NFT, ele foi não sei o quê da internet, e ele está sendo de IA também. É por isso que eu falei, eu não gosto do formato dele, mas a gente tem esse perfil. Porque toda vez que você joga isso na mesa do cara, foi só uma bolha e tal, o cara ganhou dinheiro e depois ganhou dinheiro.
Não, mas olha o exemplo desse cara aqui. Eles sempre usam como exemplo o cara que, o caso positivo, né, o caso feliz, como diz na segurança, né, o teste feliz da coisa. As pessoas só olham o teste parte feliz do negócio, que é o que deu certo no Instagram e que falou.
Mas se tu é esse gênio, essa pessoa até muito burro também, entendeu? Porque essa que é a verdade. Porque assim, esse é o argumento que os golpistas usam para te dar um golpe.
É isso, é isso, né?
É o mesmo argumento, que é parecido com tu, ó, tu usar isso, que isso aqui é parecido com lembrar uma coisa: marketing não deixa de ser um golpe.
Muitas vezes é um golpe sem te enganar, sem te roubar, sem te roubar.
Não, é fazer você mesmo acreditar que aquilo é válido pelo dinheiro que você está gastando.
E às vezes tu nem queria aquela porra, mas o cara tem muito.
E tem o marketing correto que tem a engenharia social, mas a coisa vale e é boa mesmo. Mas também tem um É o picareta, né, cara?
E toda onda, toda bolha traz uma onda de picaretas, sabe?
Ah, com certeza, porque a bolha é a única que incentiva o marketing funcionar. Não adianta tu fazer algo que ninguém quer, cara. Até adianta, mas não vai ser a mesma coisa. Vai ser mais fácil vender com bolhas.
Você criar um hábito de consumo é muito mais complicado que apenas surfar nele, né?
Exatamente.
As bolhas, elas vão nascendo e você vai percebendo que elas estão nascendo. Se você dá uma olhada, tipo, a bolha das tulipas, depois a bolha imobiliária, depois a bolha da internet, depois a bolha do NFT, você percebe, as coisas são cíclicas, né? Porque para o jovem hoje ter esses papos é meio coisa de velho. Ah, é papo de velho, porra, antigamente, na minha época. Para com essa porra. Se você vê o passado, você consegue olhar o futuro, porque as coisas são cíclicas.
A galera que investe é isso, né? O cara olha, vê quando abaixa aqui, mas abaixou aqui, mas eu tô vendo que vai aumentar lá na frente. Tendência. A tendência da IA é que o preço não seja esse. Aí tu vai falar, pô, mas então a conta vai ficar mais cara para gente, né? Que eu falei, não se paga. Você não gasta $20 no, no, no, no clode, você gasta muito mais. É que o clode é igual academia, você tá pagando quem paga e não vai, tá pagando por quem paga e vai, né?
É, como vai baratear isso? Com novas tecnologias, com novo hardware. O hardware, porque hoje a gente usa a placa de vídeo para tudo. Placa de vídeo não foi feita para fazer inferência, mas ela tá sendo usada para isso. Vão inventar um processador mais barato para fazer isso, para fazer inferência. Vão inventar um modelo que gasta menos memória do que o Transformer, que é um consumidor absurdo de memória.
Que os cara descobriu a evolução do Transformer, vai, a NVIDIA vai mamar.
É isso. É isso, né? É isso, é isso.
Talvez vai só estabilizar, né?
Talvez eles tenham que adaptar o hardware deles para rodar esse novo chip.
E vamos ser, a NVIDIA, ela caiu no colo dela essa porra dessa função.
Ela não imaginou.
Eu tava fazendo vídeo de cartão, placa para vagabundo jogar, porra, né? Caiu no colo deles essa porra aí.
Renderização, né? Para profissional renderizar coisas.
Na prática, no grosso, era para vagabundo jogar. Porque até os caras usavam para renderizar, tinha lá placa de vídeo da Quadro, que é feita para o profissional que vai fazer essa porra aí. O grosso era para o vagabundo jogar. E aí foi ficando caro para o vagabundo jogar, porque tinha um filho da puta minerando Bitcoin. Aí, caralho, que merda, tá foda de jogar aqui. Aí legal, quando deu uma amenizada isso aí, veio o filho da puta com inteligência artificial.
Memória e placa de vídeo. Nossa memória, e foi pior porque a NVIDIA, ela podia, ela tem uma fábrica, né, ela vai fabricar as coisas. Se ela fabrica uma placa de vídeo para o nerdola jogar, custa tanto para o nerdola. Se ela fabrica uma placa de vídeo para vender para Meta e a Meta vai comprar 200 mil, ela vai ganhar 50 mil vezes mais o valor. Então o que que ela vai parar de fabricar? A placa do nerdola. E vai começar a fabricar para— isso tá gerando crises cíclicas no mercado também. E eu acho que vai piorar.
É, mas eu vou falar uma coisa que o pessoal tá falando aqui no chat muito. Vamos falar sobre a IA lá do ChatGPT atacar lá.
Isso é legal, isso é legal.
Um novo modelo da OpenAI fez uma baguncinha no Hugging Face. Para começar, o que diabo é um— eu uso para caralho, mas o que diabo é um Hugging Face, Guanabara?
É tipo um GitHub para você conseguir baixar as coisas. É tipo um Baixa Aqui. Eu citei o Baixa Aqui, lembra? É um Baixa Aqui de modelo, meu irmão.
É que aí é foda, né? Tu tem 30 anos, já não sabe mais o que é um Baixa Aqui.
É um download de modelo, você consegue baixar modelos e agora rodar modelos neles, que é maneiro para caramba. Você pega um modelinho, bota para rodar lá mesmo. Ele é um disponibilizador de modelos e eu consigo na minha casa baixar um modelo gratuito. Nem sei como é que chama o da Meta hoje, mas enfim, eu consigo baixar o modelo fazer um treinamento dentro da minha máquina, gerar um segundo modelo que é um fork desse outro modelo, meio pré-treinado para outra coisa.
Aí eu falo assim, poxa, eu sou uma pessoa boa, eu baixei um modelo de graça, fiz uma alteração, tá sendo útil para mim, eu quero que seja útil para a minha unidade. Você sobe para o Hugging Face e coloca disponibilidade para lá também. Então é basicamente isso, é uma plataforma de disponibilização de modelos gratuitos na internet. E aí a braba ficou com ele.
Agora a braba ficou comigo.
Pois é, e agora Pois é, justamente, essa braba é tua, Dali.
Então, né, cara, eu vou botar minha opinião aqui. Eu quero dizer que é minha opinião, tá, cara? O contexto ali do que aconteceu, é claro, existe algo interessante que foi aí achar um meio de se comunicar com a internet, é uma falha que tinha porque na verdade aquela IA não tinha conexões com a internet. Ela achou e daí foi lá, descobriu uma falha e executou aquela, os ataques, tá? Teve que ter conexão com a internet para depois fazer os ataques.
Eu acho que existe um, minha opinião, existe um marketing meio exagerado sobre esse assunto. Tanto sobre as notícias, porque tipo vende notícia muito mais fácil.
O modelo ganhou vida, invadiu o sistema.
Para mim, meu ponto de vista é esse o foco. Mas eu sou um ser humano, eu posso estar errado, sempre deixo claro isso, posso estar errado. Mas para mim, sobre o que eu sei sobre o assunto, Eu acho que é muito mais para vender do que qualquer coisa.
Assim como o Mythos encheu o saco do exército americano, a OpenAI precisava de um case também.
O meu concorrente tem uma besta enjaulada. Cadê a nossa besta enjaulada?
Uma pessoa que comentou uma coisa extraordinária: o marketing do momento é fazer o modelo parecer perigoso. É, cara, é foda, pá. O modelo tal, ele é super perigoso, ele fez algo que a gente não queria, ele fez algo. Então a gente vai daqui um pouco ter robôs matando pessoas. Então é esse nível, entendeu?
É, eu não li muito sobre o assunto, mas o que eu entendi, vê se eu tô errado, né, dentro da nossa— basicamente a galera da OpenAI tava fazendo um teste com esse modelo e falou assim, vamos tentar fazer um acesso alguma coisa. Eles reduziram todos os guardrails, ou seja, todas as proteções que tinham, eles reduziram tudo. E aí o modelo começou a tentar solucionar essa missão que eles tinham dado. Mas me parece, pelo que eu vi, que teve muita mão humana fazendo coisa.
Agora você faz dessa maneira aqui, vai ali, faz, tenta fazer isso. E aí nas tentativas, nas muitas tentativas, em algum momento abriu-se uma, ele descobriu uma brecha um ponto que tinha conexão com a internet.
E aí ele usou isso, explorou esse ponto com a internet. Mas a mão dos caras, não foi a gente, não foi tipo, não, a IA estava lá livre e ela que teve a grande ideia, ela acordou e falou assim, vou fazer uma baguncinha.
Como o Igor falou, não foi isso.
As matérias tentam introduzir, as matérias tentam mostrar isso.
Como vou te dizer, a imprensa hoje, basta um dizer e os outros estão copiando desse, entendeu? Esse é o grande medo, especialmente se for uma notícia bad trip, né?
Mas eles têm esse intuito, infelizmente, de chamar atenção, mais clique, né? É chamar mais clique.
E no mundo onde ninguém clica em mais nada, pede para ir buscar aquela coisa, aquela coisa da Defesa Civil.
Um hacker foi lá e hackeou e todo mundo começou a receber SMS.
Eu recebi também, deu uma raiva, eu tava dormindo quando eu recebi.
Olha aí. É interessante, porque tava nos Estados Unidos.
É que se a gente tivesse aqui, não tava. A gente recebeu de lá, é diferente, né?
Interessante.
Tecnicamente ele usaria a rede de transmissão do SMS local, né?
Local. Foi Rio.
Tu recebeu mesmo lá?
Eu recebi duas vezes de madrugada. Teve lá o, como é que é, o Misantropia.
Misantropia, o que que foi aquilo ali? Chrome, tá? É vazamento. E aí, o que que é InfoStealer? Ele rouba os dados, senhas, emails do navegador das pessoas. As pessoas gostam de salvar senha e email no Chrome, gosta, né? Como assim tu salva senha e email?
Faz um login no Chrome, ele fala: eu posso salvar tua senha para você não precisar digitar da próxima vez, tu quer salvar? Aí tu: ah, quero sim.
Sim, só que aí eu uso um troço que eu não sei se ajuda muito, mas tem o Authenticator.
E aí, por exemplo, o autentiquento é segundo fator.
Isso. Aí vamos lá, aí eu quero fazer assim, eu quero logar no Teoscale com a minha conta.
Aí, tá, mas aí o sistema quer colocar autenticação de dois fatores, aí é algo a mais aí do próprio sistema.
Quando eu salvo, não, aí vamos lá, aí salvei a minha senha no, eu uso o Edge, eu salvei a minha senha no Edge, aí o Edge, como ele é logado com minha conta Microsoft, com Windows, não sei o quê, Eu tenho que toda vez que a minha senha vai em algum modelo, eu tenho que botar o meu PIN, entendeu?
Então você está usando gerenciador de senha?
Sim, isso.
Tem gente que usa só para salvar no navegador, sem o gerenciador de senha correto.
Eu uso OnePassword.
Então o que que acontece? Os navegadores, eles salvam o seu email e a sua senha criptografadas, mas dá para te descriptografar se tu tiver acesso completo ao navegador, ao computador da pessoa. Lembra lá que a gente tava falando no último episódio do Sony Vegas, o barulhinho lindo e maravilhoso? Aquele barulhinho lindo e maravilhoso às vezes tem um malwarezinho que rouba credenciais de navegador, como senhas e emails. Eles roubam e descriptografam a senha e email da pessoa.
O que que aconteceu? Alguém, agente da Defesa Civil, foi lá, baixou assim Né, exatamente. Foi lá, se fudeu sem saber, e aí foi vazado as credenciais dele. Um jovem adolescente achou essas credenciais vazadas, foi lá, viu que o sistema tava ativo, foi lá, entrou com as credenciais da pessoa e mandou o SMS. O grande hacker era um adolescente.
Bizarro.
Deu merda para ele em algum momento?
Acho que não, acho que não fiquei sabendo. Não, não fiquei sabendo.
Mas falei com ele, é misantropia. É o ódio à pessoa, ódio a pessoas, né?
Mas assim, tu vendo, eu gosto de falar da magia, né? Da, como é que é, como é que é o nome? É quando tu vê um mágico fazendo mágica, tu acha incrível, maravilhoso, caralho, que foda!
Aí tu vai ver como é feito, aí tu fica, caralho, que merda!
É assim, o cara tinha um scriptzinho que pegava as paradas e conseguiu. Não, não, não, tá aqui uma URL, um usuário e senha.
Não, cara, É um sistema que tu entra, cara, é muito fácil pegar credenciais de InfoStealer. InfoStealer é algo que assim, é um dos, as pessoas sofrem bastante com InfoStealer, vários sistemas sofrem, é algo que todo mundo sabe na área de segurança. E é incrível ver o sistema da Defesa Civil não ter autenticação de dois fatores.
Agora vai ter, né, pelo amor de Deus.
Não ter vários fatores de segurança para um sistema tão crítico. Porque InfoStealer é algo que é— tanta gente cai.
E como que o cara para com uma ferramenta dessa de InfoStealer? É o email do clique aqui e ganhe dinheiro, paga aqui seu imposto de renda?
A maioria dos malwares já roubam credenciais de navegador porque é algo absurdamente fácil. Eu tenho um no YouTube fazendo isso e mostrando o código. Então é absurdamente fácil. E, cara, os cara ganham dinheiro com isso porque eles vazam os teus dados, eles vendem esses dados, esses dados ficam abertos em vários sistemas da dark web ou fora da dark web também, e tá tudo lá, cara. Esse, isso aí da Defesa Civil fazia 3 meses que estava vazado.
Eu dei uma olhada nos vazamentos, tinha vazamento de 3 pessoas da Defesa Civil, além de vários de outros anos atrás, concluindo que aqueles, aqueles usuários não funcionavam mais porque eram antigos.
Entendi.
Segunda coisa, o usuário era os porra do CPF.
O brasileiro tá de parabéns, né, meu irmão?
Sistema público, cara, caralho, bagulho.
Então vagabundo gostaria de entrar de sacanagem, é mandar um SMS 2 horas da manhã para as pessoas.
Ah, e não, e outra, esse sistema, não sei se vocês sabem, se você deixar o seu celular no silencioso, ele vai tocar, morrar do mesmo jeito. Graças a Deus, eu penso assim, ó, graças Graças a Deus que foi um adolescente na mão do PCC. A foda é, ia ser muito pior. Então assim, a conscientização de melhorar os sistemas, fazer pelo menos o mínimo, é muito importante.
Você falou alguns minutos atrás, as pessoas só vão pensar em segurança quando dá ruim. Não pode ser. Segurança tem que ser um processo e não uma correção.
É, mas eu queria que não fosse assim também.
Eu queria muito, a gente queria um monte de coisa.
A segurança deveria ser parte integral da construção do produto, mas não é.
Deixa dar ruim primeiro.
Que nem eu disse, no meu caso, eu só fui sacar quando eu fui sentar ali e falei, caralho, meu irmão, com isso aqui qualquer idiota entra no meu computador, não tem nada. Se o cara entrar lá hoje, ele vai dizer, vou ter que baixar de novo o acervo do Santo Flow, entendeu? Mas quando tiver, não pode ser assim, né? Não pode.
Mas essa é a consciência que tem que ser criada, que a educação da internet tá levando ao contrário. A educação que tem que ser criada é essa daí. A programação hoje ela não é mais só para programadores. A programação, o início da programação é para qualquer pessoa. Eu acho isso bonito. Eu como professor e como divulgador científico de educação para programação, eu acho lindo isso. É uma ferramenta que tá na mão de qualquer pessoa.
O exemplo que eu criei na semana passada foi isso: hoje você consegue abrir qualquer comércio eletrônico e comprar uma faca de chefe de cozinha, R$3.000. Tua comida vai ficar gostosa por causa disso? Não vai. Tu pode comprar a melhor máquina de cortar cabelo e gastar R$1.000 numa máquina de cortar cabelo, você vai conseguir cortar o teu cabelo?
Ó, nisso que você tá falando aí, nisso daí eu também acho. Aí, por exemplo, o Vitão começou a querer se interessar no assunto. A cal que eu dei foi a seguinte: irmão, olha só, vai lá no ChatGPT, assina o planinho de $20, de R$100, que é com esse planinho. Não adianta tu pegar o Max 20 vezes, não vai te tornar um profissional. Primeiro tu vai ter que viver toda uma jornada aqui, meu irmão. Não tem jeito, não tem jeito. Senão tu até pode pagar os R$1.000 lá por mês do Anthropic lá e usar o Cloud 20X, pode.
Mas vai ter mesmo resultado que tu pagar os 100 conto do ChatGPT, porque tu nem sabe o que tá fazendo.
A ferramenta não vai melhorar a sua vida se você aprender a usar ela. Aí beleza. Se você pegar tua máquina de cortar cabelo de R$1.000 e quiser cortar o cabelo para ir no casamento hoje, tu tá lascado. Mas se você, pô, vou aprender, vou, sei lá, pegar as bonecas da minha filha e vou ficar cortando o cabelo dela até eu ficar bom, aí você vai depois Depois você consegue, é a prática. Isso a gente não existia na programação até 2026.
Agora isso é possível, acho lindo. O problema é, se eu faço um curso, se eu tô fazendo um curso no YouTube de graça, falando de forma sensata, eu vou ter um número de visualizações. Se eu lanço o mesmo curso falando, esse curso vai mudar sua vida, a partir de agora é vibecode na veia, você vai ficar bilionário. Eu vou ter 50 milhões de vezes mais visualização.
E no processo tu ia destruir completamente a tua reputação.
Exatamente.
Igor, tu falou tudo. Eu sou da época do blog. Eu falei, eu tinha blog, eu tinha o guanabara.info. Eu passei pela onda do blog, eu passei pela onda do podcast, eu passei pela onda, cara, eu passei por várias ondas e eu tô aqui ainda produzindo conteúdo, porque em momento nenhum eu feri quem eu sou e a visão que as pessoas têm de mim. Poderia ter feito muito mais dinheiro? Poderia. Só que provavelmente é isso que eu já estaria apagado, que a galera que some por um tempo depois volta com outro golpe, com outro golpe. Infelizmente é assim que funciona.
Tem uma pergunta aqui que eu quero responder muito. Tem alguém que dizia: dizer que é o Stealer da bypass de autenticação de dois fatores é tecnicamente errado. Certo.
Na verdade não é certo, porque o que acontece, o Pelegui tá falando, ele foi meu aluno, rapaz, ele aprendeu a programar comigo.
Eu vou falar tecnicamente aqui para esse filho da puta. InfoStealer, ele pega senhas, emails e cookies de navegador, na verdade tudo que está salvo. Guanabara, como é que tu faz para identificar que alguém já está logado num sistema?
Alguém logou, fez, botou usuário e senha, evitar que o cara digite a senha, larga um cookie lá dentro.
Tu larga um cookie do navegador, que é um token que identifica aquela pessoa.
E cookie é bom, né, meu irmão?
Que é bom.
Eu, eu, tu executou um InfoStealer no teu navegador, eu vou ter o cookie que já passou pela autenticação de dois fatores. Já tá dizendo, ó, já tá dizendo que eu sou o cara que tô logado ali. É por isso que a gente faz bypass de autenticador, autenticação de dois fatores com o Infustiller.
Sabe um golpe que acontece muito disso? A galera que tá perdendo canal no YouTube. Sim, cara, baixa a crack do—
então aquele vídeo que eu falei do Infustiller é eu mostrando como é que os cara perdia um canal no YouTube.
Perder canal do YouTube é isso, ele rouba os cookies que o YouTube deu na tua máquina falando assim, ó, essa máquina aqui pode acessar o painel do Flow. Eu não preciso da senha do Flow, só preciso do cookie dizendo que tá logado.
Exato.
Eu boto na minha máquina, fez bypass, eu tenho indicação de tudo.
É assim, eu sei como é que funciona. Eu nunca tomei um, eu nunca sofri com esse, nunca roubaram canal nem nada, mas eu sei como é que funciona. Porque para construir o meu sistema lá, é para dar uma facilitada, não tem que ficar botando, fazendo as partes. Eu uso uns cookies lá também, entendeu? E quando aparece, quando você entrou no site lá que pergunta se vocês querem aceitar os cookies, vocês dizem o quê?
A gente aceita, né?
Eu entro em sites que eu sei que vão me enviar cookies que é só para mentira, Gustavo.
Não tem como tu saber isso. Eu entro em site para caralho, diversos sites o tempo inteiro na internet quando eu tô estudando.
Eu não sou de muita navegação de site, não. Eu sempre entro nos mesmos lugares.
Eu duvido.
É sério, é sério mesmo, sem brincadeira.
Vídeos, pornô.
Eu sempre entro nos mesmos sites para fazer as mesmas coisas. A minha vida online é muito chata. Então mostra teu dia a dia.
Como eu estou aprendendo para caralho, que eu não— todo dia é um serviço novo, todo dia uma API que faz um bagulho, todo dia eu entro no site cobrar uma parada, não sei o quê. Então eu acabo, eu aceito só porque é mais rápido.
Sabe como eu aprendo muito? Tem uma outra ferramenta que eu gosto muito, que provavelmente já é falado para você algumas vezes aqui, tem a ver, é o— agora eles mudaram de nome, era Notebook LM e agora virou Gemini Notebook, mudou o nome anteontem. Ontem, odiei o nome, odiei. Virou Gemini Notebook, eles querem botar Gemini em tudo que é lugar, né? Então o Notebook LM para mim é onde eu aprendo muito. Tipo, eu tô no carro, aí eu ouço que saiu um novo, nessa, o meu podcast de IA me diz que saiu um novo estudo da Anthropic sobre o RFS, um novo modelo que tenta substituir o Transformer.
Eu tô na pira dessa aí agora, tô entendendo. O que que eu faço? Eu vou no site da Anthropic, procuro o paper, pego esse paper, baixo, subo no notebook LM e falo assim: agora vamos conversar como se eu fosse uma pessoa ignorante, você vai me explicar isso de uma maneira que eu preciso explicar para o meu pai. E aí eu vou trabalhando nisso. Então a minha forma de aprender não é ficar pulando em muitos sites, é pular entre muitos papers.
Eu gosto mais de confiar em paper do que confiar em site, porque o site Assim como o paper aceita qualquer coisa.
Você tem toda razão, eu tô entendendo. Paper pode até aceitar muita ou qualquer coisa, mas quem fez, no mínimo tu sabe quem fez, quem escreveu. Tu sabe que tem uns cara que tu não devia, que, ah, esse cara. Então não, vou dizendo aqui, só o fato de tu saber já ajuda muito. Mas eu tô em várias etapas antes.
Não, você tá certo, mas você tá certo. Não tô dizendo que você tá errado não, que eu tô dizendo assim, Eu tô meio velho para essas coisas, sabe? Eu tô meio que, eu sei que eu não posso parar de estudar, mas eu também não vou ficar dando ouvido para todo mundo. E se eu entrar numa de hype, putz, cara, é loucura. Se entrar em hype é doideira. Eu, por exemplo, eu tô, quando eu ouvi de vibe coding, eu e meu sócio Ramiro, ele, o Ramiro muito mais do que eu, tá?
Eu sou só um pontinho. O Ramiro é o meu sócio programador, desenvolvedor, ele é o diretor de desenvolvimento da empresa. E ele é o cara hoje, desde que a gente teve contato com o Vibe Code, ele começou a criar uma técnica dele mesmo de definição de contexto, separar. Esse material que eu falei que eu vou dar de presente para você, que eu acho que vai abrir muito tua cabeça. Mas é disso, eu hoje eu não tenho mais tanta vontade, eu não tenho essa vontade de tipo, pô, olha só a ferramenta que o cara fez ali, testa aí.
Não testo não, cara. E outra coisa, o meu computador do dia a dia, eu, como você falou, eu não tenho mais tantos anos, eu só uso Mac há muitos anos, há muitos anos. O programador, via de regra, usa mais Mac do que Windows, tá?
Eu geralmente também, é, o programador usa mais Mac.
Eu vejo na área de segurança, na área de segurança é Linux, tem que ser Linux, não tem outra opção.
Mas na área de dev, É isso.
Eu conheço gente que roda Linux no Mac.
O cara pegou um MacBook, ele roda em qualquer sistema operacional, a porra que ele quer fazer. Mas é mais fácil no Linux algumas coisas para área de segurança.
É, no meu caso, nos meus dois computadores, tem lá em casa lá rodando as paradas também, é tudo Linux. Mas é só porque a IA que recomendou.
Eu poderia dar uma fala, tipo, o macOS ele é ele vem da mesma origem do Linux, não sei se você sabe, né? O núcleo do macOS, ele é o BSD, ele vem da origem do BSD, que é tipo mesma origem que o Linux veio. Basicamente, o UNIX foi um sistemão antigo, e aí várias forkzinhas, o BSD foi um e o Linux foi outro. Então o BSD evoluiu porque hoje é o macOS, e o Linux evoluiu porque hoje é as distribuições Linux, que ficou tão grande que hoje só chama Linux, né?
Que eu acho muito, muito bonito isso. Mas eu uso muito macOS. Então eu sempre, a minha máquina, quando eu uso IA, eu não tenho, por exemplo, o que você falou, eu tenho um computador isolado. Eu dentro da minha máquina, eu crio um ambiente isolado, um Docker isolado, que aí a IA vai brincar ali dentro e se ela quiser fazer cagada, ela vai fazer cagada e eu tenho backup ali. Ela vai fazer cagada aqui, eu só restauro o backup e faço.
Não sei se você sabe, a Amazon fez uma parada dessa. A Amazon tinha uma IA Puts, eu não vou lembrar do nome, Peneguim. Se tu souber, tu me ajuda. A Amazon tem essas loucuras, né, de tipo, ah, isso aqui vai mudar o mundo. Tinha uma IA que era para tomar decisões e desenvolvimento. Esqueci o nome, me ajudem aí no chat, por favor. E aí eles entraram no modo assim, ligar, tipo, não precisa de aprovação para nada, aí vai começar a desenvolver tal coisa.
E aí tinha um problema num módulo de relatório para China, tinha um negócio desse. E aí a IA começou a tentar resolver esse relatório e ela entrou naquele ciclo, naquele loop maluco que com certeza você já caiu algumas vezes. Que é aquela, aquela assim, rapidinho, só pelo histórico, desculpa, guarda aí, relaxa.
É assim, já passei por isso várias vezes. Chega no meu WhatsApp aqui um resumo de tudo que chega para mim, de 15 em 15 minutos a gente manda para mim um resumo do que as pessoas falaram comigo, porque eu sou ruim para caralho com WhatsApp, etc. Legal. Aí chegou um vazamento de uma parada, chegou uma mensagem que era um um vazamento que não era para ter, aconteceu alguma coisa. Eu só printei e mandei: o que aconteceu aqui? Nossa, era só para ele falar: ah, caralho, vazou isso aqui, vazou ali, não sei o quê.
Nossa, ele foi investigar um pormenor de um detalhe do print que eu mandei. E ele ficou, quando eu voltei para olhar, ele já tava 25 minutos e era uma tarefa de 1 minuto e meio.
E às vezes ele trava na mesma mensagem, fica mandando a mesma mensagem 200 milhões de vezes, ele não para.
Aí, cara, olha só, tu viajou no caminho errado, não sei o quê.
Esse aqui, tome de gastar token. A Amazon ligou essa parada e falou assim: não precisamos autorizar nada, e aí é, e aí manda fazer aí, vocês são agentes todo-poderosos. Fio, o que que aconteceu? Em algum momento ele entrou num loop e ele falou assim: vamos fazer o seguinte, vamos tirar o sistema do IA decidido. Depois foram olhar o thinking dele, né? O sistema que tá em produção, ele não pode ser desenvolvido nessa linguagem, a gente vai tirar ele do ar e desenvolver do zero em outra linguagem.
Olha que incrível!
Só que o sistema tava em produção na mão dele. Ou seja, ele tirou o sistema do ar, parou de funcionar, e ele ia desenvolver tudo no sistema do zero em outra stack. Só que o sistema tava em produção. A Amazon ficou 13 dias sem conseguir atender esse serviço porque simplesmente ele largou na mão da IA. E obviamente, no dia seguinte, já não tava mais na mão da IA fazer tudo isso. Volta equipe, volta todo o processo. A gente tá vivendo isso, faz parte do processo.
Eu não gosto, assim como Penning não gosta, desse bando de demissões que eles falam que é adaptação, que foi o momento perfeito, né? Porque a pandemia teve uma bolha de hipercontratação. Agora tem a bolha da galera das empresas que não querem mais contratar porque a IA vai fazer o trabalho. Vamos mandar esses caras embora e vamos usar como desculpa a hipercontratação. A operação lá da bolha, ou sei lá, reestruturação de alguma coisa.
É aquilo que a indústria sempre quer economizar, né?
Sim, sim. E aí, mas eu acho, eu acho que um bom investidor faz, ele espera baixar para comprar. Eu, se eu sou um bom investidor, não vou comprar na alta. Sim, o bom estudante, o que que ele tem que fazer? Ele tem que estudar na baixa. Ah, não tá precisando de tanto programador agora, fi. Esses buracos de segurança que a gente tá falando aqui, que o Penegui tá falando muito bem, Em algum momento essa parada vai estourar e aí vai vir um monte de guru falando assim: agora você tem que virar especialista de desenvolvimento com segurança, compra aqui meu curso e em 6 meses você vai ficar...
É que é sempre a bolha que eles vão fazer para tentar vender curso.
São mini bolhas, é a bolha educacional da parada, que ficou muito tentador hoje em dia fazer. Então assim, eu acho que é o seguinte: quando forem precisar de programadores com experiência como o Penegui de segurança, É porque o negócio explodiu. E você, e você que tá em casa, você tem que estar pronto para quando esse momento acontecer, sabe? Então assim, se a gente se mantiver sempre curioso, sempre estudando, sempre aprendendo alguma coisa nova, quando a oportunidade chega você consegue aproveitar.
É, mas não é à toa que todos os dados dos brasileiros já estão vazados, né? A gente já sabe, é o ponto gov. É, são coisas que a gente, né?
Tu é muito hater, cara.
Eu sou, cara.
Tu se acha meio neurótico, com segurança?
Com certeza, sempre fui. Mas neurótico no ponto bom.
Eu não é igual todo viciado falaria.
Não, mas assim, é verdade, é verdade, eu paro a hora que eu quiser. Mas assim, não me influencia porque eu recebo e-mails de pessoas meio doidas assim, que tipo tem hackers que são Já recebi de email, estão me perseguindo, deixa de fazer coisa por causa disso, hackers alienígenas.
Eu já recebi email de gente me mandando, deixa de jogar um jogo porque ele, sei lá.
Não, não, mas eu faço maneiras que eu vou jogar esse jogo com mais, é assim, sim, usando dados não meus pessoais, por exemplo.
Sendo o Pnegui, as pessoas podem querer sacaneá-lo porque ele é o perigo, com certeza, sem dúvida.
Agora, pô, tu, cara que tá em casa, não necessariamente, né? Até porque eu fico pensando, eu conheço os caras que são neuróticos com segurança, e não é que é para tu cagar para segurança, mas neurótico, eu fico pensando assim, irmão, faz mal. O que será que o amigo vai achar no teu PC caso ele de fato invada teu PC com todo esse cagaço que tu tem?
É que assim, eu acho que tem um nível de pessoas que tipo a pessoa nem tem nenhuma prioridade, a pessoa tem uma vida normal, por que que um hacker ia querer hackear ela?
Isso, eu penso isso um pouco. É viagem da minha cabeça?
Tem algumas que são viagens, eu acho que tem um limite.
Quero a opinião do pessoal. Eu acho que eu não gosto dessa ideia de, ah, mas o que que vão roubar? Que aí o cara fica assim, ah, eu nem uso, eu uso a mesma senha para tudo, então vão roubar também. Aí eu tenho check-in especial de R$8.000 lá no banco e não tá com medo. Dane-se que minha senha do Gmail vaze. Aí a senha do Gmail dele vaza, mas a senha do Gmail dele é a mesma senha dele do banco. E aí o que que eu tenho para perder? No Gmail nada, no banco tudo.
Perfeito, perfeito.
Então assim, eu sou totalmente a favor de o que você falou, é o uso consciente da segurança. Pô, não posso. Por exemplo, eu tô com meu celular aqui, meu notebook eu nem trouxe, mas quando eu tô com notebook, o meu celular que tá aqui, meu notebook tá aqui, não tem usuário e senha, não tem os cookies de autorização do meu canal do YouTube. Não pode ter. Por quê?
Eu vou verificar se não tem mesmo.
Não tem, não tem, não tem. Por quê? Porque o meu modelo de negócio, cara, se eu perco o meu canal, eu perco tudo que eu construí nos últimos anos, sabe? Amazon Bedrock não era Bedrock não, mas enfim, uma malabarizada.
Se der merda, tu liga, puxa o cara lá e resolve. Essa que é a verdade, né? Mas é uma injeção de saco, é uma dor de cabeça.
Eu tenho contato do YouTube, eu consigo, né? A gente consegue falar, né, com a galera de lá.
Só seria alvo porque tu é o Guanabara, então uma exclui a outra.
Mas e o banco, por exemplo? O banco total, total, sabe? O banco me preocupa muito. O banco, por exemplo, o que que eu tenho hoje de segurança? O meu banco principal onde bate meu salário, onde bate o dinheiro, não é o banco que tá aqui. É o banco que tá em casa. E aqui eu tenho um banco que eu transfiro o dinheiro de lá para cá.
Eu faço isso aí também, eu faço.
Então, mas isso, isso não é— somos ponto fora da curva, tô mentindo?
A grande maioria das pessoas, por exemplo, às vezes a pessoa não faz por recursos financeiros também. Tem um outro smartphone lá na tua casa, com certeza.
Mas eu nem tenho dinheiro para roubar e não sei o quê. Tem sim, porque você tem crédito liberado. Todo banco vai liberar crédito para você. Tem o cartão, tem tudo, cara. Então assim, é uma dor de cabeça que eu não quero ter, eu nunca tive, mas eu também não quero ter, sabe?
Já tá preparado para isso.
Então eu me preparo para isso. Paranoia, pode até chamar de paranoia, mas acho que é paranoia.
Paranoia na minha cabeça é o seguinte: paranoia é o cara que ele deixa de fazer as coisas por causa disso, por conta disso, né? Então assim, se eu tenho, vamos lá, se eu sou consciente de uma determinada vulnerabilidade, por exemplo, eu gosto de jogar jogos, Eu sei que torrent é um risco, né? Tem um problema ético, tem um monte de problema em baixar um jogo pirata por torrent, né? Vou deixar de jogar o jogo? Eu vou ali e compro essa porra no Steam.
Ou então eu sou um filho da puta e quero baixar no torrent, ou eu sou um duro fodido e tem que baixar no torrent também. Faz com cuidado, faz com cuidado, né?
Não faz na tua máquina que você tá logado no banco.
E se você puder comprar o jogo na Steam, essa que é a verdade. Se puder comprar, tem tantas facilidades que assim, ó, eu posso comprar um jogo no Steam, tá bom? Você também, você também. Então comprar um jogo no Steam me dá, por exemplo, a possibilidade de eu poder baixar aquele jogo ali, poder baixar aquele jogo lá, carregar meus saves e tal, que no fim é melhor jogar em um, terminar em outro, é melhor no fim das contas. Agora, tu não pode, eu entendo, não pode, eu entendo.
Aí eu não sei se eu sou a favor do cara deixar de jogar também. Deveria ser, mas não sou, tá ligado?
Eu sou professor, não posso falar nada disso não.
É, mas é porque eu já baixei muito rente e eu faço ideia. Então é com cuidado. Então é, porra, nada assim não tem custo. Se você tá no Windows, não tem custo você clicar com o botão direito no arquivo que você baixou e mandar dar uma verificada lá quantos vírus tu instalou, mesmo que seja o Windows Defender, entendeu? Tá bom, não vai ser a melhor defesa do planeta Terra, o cara não vai salvar tua vida.
Defender não encontra, por exemplo, Põe fustila, dá para fazer.
Tá bom, mas assim, é o mínimo do mínimo, mano.
Ah, o mínimo do mínimo, mínimo do mínimo.
Tu é um filho da puta, tu não conhece porra nenhuma, foi lá, fez merda. É mínimo do mínimo do mínimo do mínimo é saber que aquilo ali pode te foder. Então arruma um jeito de ver se tu consegue se defender.
Mas tem gente que só percebe que vai te foder depois que te fode, porque assim, na verdade, a pessoa sabe que pode dar ruim porque vê acontecendo com os outros. Mas é sempre aquela ideia: comigo não vai, pô.
É sempre assim.
Eu não sou o Guanabara, eu não sou o Peneguinho, eu não sou o Igor, eu não— ninguém vai querer a minha. Até que descobre uma pessoa que quer. Basta uma pessoa querer, sabe?
Análise muito engraçada: os principais dados vazados no Brasil, a maioria deles não se sabe de onde saiu esses dados, porque são de pequenas empresas e médias que nem sabem que foram atacadas. Claro, tem umas que tu sabe quais que foram, mas tem dados vazados que são de pequenas empresas e que ninguém sabe da onde aquele dado saiu exatamente. Isso é muito, isso é muito interessante.
Aí tem informações pessoais de pessoas que estão por aí só porque um dia trabalhou no lugar que foi atacado, ninguém sabe, mas tá aí teu CPF, vagabundo tirando um abismo no teu nome.
É isso aí. Tirando, tirando, né? Ótimo.
E o pior é que tem empresa, você é muito carioca, né?
Tira para mim aí.
Pois é. Não, o pior é ter empresa que vende segurança, né, e foi atacada com os dados vazados. É, nem vou mencionar nomes aqui, mas tem.
Você vive falando isso, não existe nada blindado. Você falou isso hoje, você postou isso hoje no Instagram. Blindagem, existe a segurança segurança. Ela não é um negócio que você aperta e tá seguro, desaperta, tá inseguro. É um processo.
Mas assim, Guanabara, vai me desculpar, né, o banco de dados inteiro da empresa, aí é vacilão mesmo.
É.
E aí bilionária e passando por isso, e é uma empresa que tipo vai lá e vai acima das pessoas que estão com dívida, né, ela vai lá, né, cobra dívida, e ela, ela mesmo não cumpre, não consegue cumprir É meio complicado, né? Acho que muita gente já sabe de que que eu tô falando.
Bom, tem mensagem para gente, Vitão? Deve ter aí. O Vitão separou algumas para nós. Mas antes da gente ir para as mensagens, deixa eu falar para vocês aqui dos nossos outros parceiros. E bom, você ouviu falar, você ouviu falar na Copa BTG Trader? Não, né? Você provavelmente também não. O que que é isso, cara? O BTG, o Banco BTG, tá criando, criou na verdade, um evento que é a Copa BTG Trader, que você, pessoa normal, não necessariamente do mercado de trabalho, pode se inscrever lá e participar de um evento que é mais ou menos isso mesmo, é uma competição, a copa entre traders que usa dinheiro fictício inclusive, para ver quem no final consegue fazer, vai, quem consegue ter mais lucro com aquele dinheiro fictício no fim das contas.
Então se você aí faz alguma ideia ou não faz nenhuma ideia, quer entender melhor, um prêmio de R$1 milhão para pessoas que não necessariamente são traders. Você pode se inscrever. E só para ilustrar o que eu estou falando, eu não sei se tem aqui a cola que tinha no outro, mas o cara que ganhou no ano passado não tinha nada a ver com esse mercado financeiro e tudo mais, não lidava com essa parada. Então, você que está assistindo e quiser participar, imagina correr o risco de ganhar R$1 milhão.
Tem aqui o QR code. Tem o link aqui na descrição também para você entender melhor o que que é a Copa BTG Trader, tá bom? É 2026, que vai, que tem o potencial aí de não só te informar e te educar sobre esse mercado, mas também o risco de ganhar R$1 milhão, né? Assim, ruim de tudo, tu vai entender melhor o que que é o mercado de trader, tá bom? Então vai lá, QR code, link aí na descrição. Um outro parceiro que tá com a gente aí, ó, eu preciso, olhando para o Mr.
Penegui, eu fico pensando, cara, eu preciso entender melhor o que vestir, tá ligado? E aí você tá me vendo aqui hoje com a camisa, você não tá acostumado. Por quê? Porque eu fui lá descobrir o que vestir. Como, cara? Já ouviu falar no O Que Vestir? O Que Vestir é um marketplace que você vai encontrar lá várias marcas juntas, tá bom? É um marketplace que você vai encontrar lá, por exemplo, essa daqui que é da Osklen, tem lá coisa da Boss, tem lá coisa de diversas marcas que, cara, para mim é uma grande mão na roda, tá?
De novo, eu não sou o cara que passa o dia pesquisando ou cuidando como é que eu vou aparecer no Flow, entendeu? Com uma maquiagem foda, entendeu? Um puta cuidado, as pessoas não conseguem ver, mas o sapato dele é sensacional, tá ligado?
É só ir numa palestra minha.
Então é O Que Vestir me ajuda muito nesse sentido. Então tô aqui com a camisa style, achei essa daqui style, tá? Bonita, bonita, style essa daqui, diferente das que eu tô acostumado a usar. Olha aqui, ó, foda, foda. Então para você ficar também bem vestido e, cara, com uma seleção de roupas sensacional que com certeza tem a ver com teu estilo, entra lá, O Que Vestir, tá bom? Tem o QR code aqui, tem o link aí na descrição também.
E vou te falar que se você usar o cupom FLOW20, tu vai ganhar, adivinha, tu vai ganhar um descontão que, né, 20% de desconto, né? Deve ser, não é isso, Vitão?
Ou R$20.
Dá 20% de desconto.
Dá as duas ou uma?
Então, meu irmão, entra lá, O Que Vestir, tá bom? Tem o QR code, o link aí na descrição. Usa o cupom FLOW20 para tu ganhar 20% de desconto, tá? E tu vai ficar amanhã, amanhã não sei, Mas o próximo evento que tu for, tu já vai gatinho. Essa que é a dica de hoje, tá bom? E para finalizar, um outro parceiro que a gente tem aqui é a Fluency, para tu aprender o quê? Para tu aprender inglês? Não. Para tu aprender até 8 idiomas, cara.
Tem um monte de idioma lá na Fluency. Mas qual que é a parada aqui? Fui professor de inglês. Eu fui professor de inglês, dei aula de inglês 7 anos. Se tem uma parada que realmente faz o aluno destravar, é se colocar na posição que ele precisa falar, tá bom? Uma outra língua, nesse caso inglês. Então, os alunos que iam para as aulas a fim de usar o inglês eram os que realmente tinham os resultados que faziam diferença na vida deles.
E aqui eu tô falando de adolescente, de adulto, de qualquer idade, tá? É usar inglês que vai fazer você destravar de verdade. E lá na Fluency, além, eles já entenderam isso, tanto que se você usar o cupom FLOW Você vai ganhar o dobro de conversação, é o dobro de aulas de conversação, sendo que lá na Fluency já desde o começo você já tem pelo menos, você já tem 2 horas de conversação toda semana. Então entra lá, cara, que é isso que eu tô te falando, esse é o jeito de realmente destravar, né?
Ficar fazendo exercício, estudando gramática, porque por mais que você saiba, escute, entenda perfeitamente o inglês, cada regrinha, não adianta nada se tu não consegue pôr no mundo. Não adianta nada se você não consegue comprar um pão ou comprar um ingresso da Disney. Então, para você mudar a sua vida, entra lá na Fluency, tem o QR code aqui, o link aí na descrição também e tem o cupom FLOW, como eu disse, para você ganhar o dobro de aulas de conversação. Demorou? Deixa eu ver as mensagens então.
Ó, dois parênteses. Primeiro, um grande abraço para todos os desenvolvedores do BTG. Toda vez que eu vou no Google, o BTG é no mesmo prédio do Google ali. Eu sempre tenho que tirar foto, gravar vídeo para as pessoas. Caraca, eu sou programador aqui no BTG e eu quero te mandar um abraço, não sei o quê. Manda aqui um abraço para fulano. Então um abraço para todo mundo do BTG, sempre me tratam com muito carinho quando vocês me encontram nas ruas aqui em São Paulo.
E um abraço também para Paula Gabriela, que é professora da Fluency, uma querida também.
Então só tem gente que assim, vários desses caras aqui são os que tem o João da hashtag, eu falei lá no começo, né? Tem o Ravi da Fluency também, um cara gente boba, caralho. Então um salve para todos vocês aí, para os cara do BTG também, que dá um salve no Guanabara, tá bom? Tu me mandou aqui, Vitão? Então deixa eu ver aqui.
Eu concretizei um sonho meu.
Qual?
Criar estampas de camisa.
Deixa eu ver.
E aí eu trouxe uns presentes para ti.
Eu quero. Eu vi uma que eu achei maneiríssima. Acho que é essa que tá aí. Essa aqui, essa mesma que eu vi hoje.
Vamos ver.
Quero tu abra, vou abrir, veja essa aqui. Eu trouxe para o Guanabara.
Muito obrigado, meu amigo.
É eu no flow aí falando: tu não é hacker porra nenhuma.
E olha, e assim, olha o style do Penegui. E ele tava assim mesmo, né, com seus copinhos, seus vários, só algumas doses de uísque, né, algumas.
Hoje eu fiquei sem essa minha dose de uso.
Hoje tu ficou mais suave, tu não é hacker porra nenhuma.
Essa cena aí foi maneiro pra caralho.
Eu vi essa estampa hoje, eu falei, caraca, maneiríssima.
Só que tu tinha que estar mais branco.
Talvez.
Sensacional, Peneguinho, muito obrigado.
Mas eu trouxe outro presente. Na verdade, a USTI quis te dar mais outro presente, que é uma estampa deles, tá? Disseram que tu vai entender.
Eu já me fodi bastante. Bom, mas aqui, ó, sem backup, só Jesus salva, meu irmão. É, fi, botar lá umas paradinhas lá em RAIDzinho, né? Colocar uns— eu tenho uns, como é o nome daquele HD que tu bota ele na rede, tu acessa ele remoto? É, tem um NASzinho lá também.
Aí tu botou no NAS zero, que é aquele tipo, para economizar teus HDs todo, né? Todo, não tem duplo, né? Ó, calma, eu ainda escolho o modo.
Sim, é que o que acontece, ainda eu só mexo aí, vou chegar em casa hoje, porra, vai todo mundo dormir, não sei o quê e tal. Pode ser que eu suba e fique no computador ali um pouco, mas é com muita parcimônia. Então, para começar, eu tenho um HD que tá na máquina errada, então eu tenho que ficar arrumando. Eu ainda tenho que arrumar essas paradas. Hoje eu passei um sufoco. Lembra que eu te falei que eu fiz um projeto de jogar em qualquer lugar?
Aí eu tava baixando os jogos lá e eu não me liguei que só tinha um NVMe de 1 TB no computador lá e ele baixou tanta coisa, ele lotou tanto que eu não conseguia, eu não conseguia por um terminal remoto mandar um comando porque eu não conseguia criar uma pasta, porque não tinha 5 KB para eu criar uma pasta, tá ligado? Então foi, mas deu para resolver. Então eu ainda tô nessa etapa, ainda tem que arrumar tanta coisinha. Tudo eu tô aprendendo.
O que eu fazia quando era moleque era instalar o Windows e passar borracha na memória do computador dos outros, entendeu? Eu montava um computador que era só, era coloca aqui, fecha aqui a tampinha do soquete A, tá ligado?
Lembra? É isso, pô.
Um Atlas, um XP, só quer te ar. E aí é isso. Bom, tem mensagem para gente aqui. O Vitor mandou aqui: Penegui, se aquele Lucas Teschi fosse um hacker do mal, o mundo seria um lugar muito menos seguro. Ele é tão genial hackeando hardware e sistemas que lembra o Daniel Zuckerman hackeando pessoas.
É, eu gosto muito dele. A gente tem que trazer ele aqui, cara. É, o Tesque, ele, cara, para mim ele é o melhor especialista de hardware hacking do Brasil, com toda certeza. Minha opinião, né? Ele me ensinou muita coisa, cara. E, cara, conversar com ele é—
deixa eu ver se ele é um esquisitão. Ele nem parece um esquisitão.
Não, não parece tão esquisitão.
Ele é esquisito, mas tu é mais de TI.
Esse cara tem padrão, pô.
Esse Kindi tem que ir, pô. Tem que trazer ele aqui, pô.
Nossa, meu irmão, esse cara tem quantos anos? Carecaço já, nossa.
Eu não guardo a idade das pessoas.
Gostei da tua cara de maluco.
Isso foi um elogio.
@reiserxdl, aí o Instagram dele aí para quem quiser saber de quem eu tô falando, tá bom? Bravo. A outra mensagem é do Mani Gomes. Sou formado em ads. Construí uma boa base de lógica com Guanabara e conheço Python, mas com o avanço das IA, sinto que não consigo me encaixar bem no mercado dev. Como encontrar o meu espaço? Sou formado em... Deve ser ADS.
É Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Então era melhor falar ADS.
ADS, é. É o grande mal das pessoas, que elas acham que só de ter faculdade, você terminou a faculdade, você já tem vaga garantida no mercado. E não é, porra, no Uber. É, faz sentido. O que eu gosto sempre de dar conselho para essas pessoas é o seguinte: faz igual o Igor, cria projetos pessoais, cria projetos. É claro, a gente tem conta para pagar, a gente tem que correr atrás de dinheiro, não é fácil quando, né, você não tem o privilégio que talvez a gente aqui tenha.
Mas é criar projeto. Eu sempre vou, sempre em faculdade, da palestra eu falo assim, gente, Juntem-se com os amigos e criem um projeto, ou entre vocês, ou, por exemplo, vai na comunidade onde vocês moram, vai numa ONG, vai numa igreja, vai num pequeno comércio e ajuda com o seu software. Porque depois você consegue ter— primeiro, você desenvolveu uma solução. Porque, Igor, eu sempre falo a mesma frase, quem me conhece sabe, pô, Guanabara tá falando isso de novo: programador não é aquele que escreve código, programador é aquele que resolve problema.
A gente não ganha dinheiro para digitar, a gente ganha dinheiro para resolver problema. Antigamente a gente resolvia problema digitando, agora a gente tá resolvendo problema produzindo conteúdo, produzindo código, produzindo software com o auxílio da IA, em parte a gente, em parte a IA. Esse é o processo. Só que para resolver problema, é a mesma coisa que você falou do inglês aí com a fluência, você só vai aprender, você vai fazer duolíngua. Eu tô com duolíngua 2000 dias. Eu pisei na Califórnia, eu travei.
Por quê?
Porque eu não tô falando, eu não tô treinando. Você tem que usar. A faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas é justamente para isso, para você analisar, saber analisar e desenvolver sistemas. O nome é autoexplicativo. Só que dentro de sala de aula você não analisa e desenvolve sistemas, você aprende como analisar e desenvolver sistema. Só que a única coisa que vai fazer você aprender a analisar e desenvolver sistemas é analisar e desenvolver sistemas.
É a coisa, sabe aquela placa de não urine no chão, que algumas coisas têm que ser ditas? O nome da faculdade tá autoexplicativo, ela é análise e desenvolvimento. Só que você tem que analisar e desenvolver sistemas para aprender. Então tem muita gente que terminou a faculdade e acha que isso é a grande marca. A grande marca é você solucionar seus problemas ou seus, seus, é melhor que você sabe explicar seus problemas, ou ajudar as pessoas.
E por exemplo, imagina o seguinte: a tua faculdade fez um sistema para uma ONG que é ali perto, ou uma associação de moradores e tudo mais. Você fez um software, você acha que você não consegue uma declaração de que você é uma ONG, que é uma empresa, né, estabelecida sem fins lucrativos, mas uma empresa? Aquilo ali vai virar sua primeira carta de recomendação para quando você for buscar. É o que eu digo assim, as pessoas falam assim: as empresas não me dão a minha primeira oportunidade. Então por que que a primeira oportunidade não é você que se dá?
Ninguém te dá porra nenhuma na vida, né?
Ninguém vai te dar nada. Mas por que que você não se dá a sua própria?
Costello lá no— foda-se, esqueci o nome do filme.
Mas é isso, as pessoas ficam assim: o mercado tem um débito comigo porque agora eu sou graduado. Não tem.
E ainda mais atualmente com uma facilidade de tu fazer faculdade. Facilidade não, mas vai estar mais fácil, tornou-se acessível, tornou-se mais acessível do que antigamente.
Quando eu terminei a minha faculdade de Letras, Português e Inglês, bacharelado e licenciatura, eu era só um cara formado em Português, em Inglês, até eu dar aula. Inclusive, isso foi uma briga que eu tive lá na faculdade, que assim, eu comecei a fazer estágio Primeiro era um estágio obrigatório que eu tinha que ficar no estágio olhando um cara dar aula. Mas enquanto eu ainda tava fazendo faculdade, eu já tava estagiando em curso de inglês, dando aula.
Então eu já, eu ficava olhando, pô, por que que eu vou? Eu tô sentindo, eu tô vendo que eu aprendo fazendo.
É isso, todo mundo, todo mundo só vai aprender fazendo. É isso. Eu aprendi a dar aula muito antes da minha graduação. Eu fiz licenciatura, bacharelado, fiz tudo bonitinho, só que eu aprendi a dar aula com 13 anos. Que com 13 anos eu tava ajudando, porque era assim, eu era o nerdola da sala, que eu aprendia as paradas porque eu gostava de fazer, sabe? Eu ia para casa do meu tio para mexer no computador dele, porque eu não tinha computador.
E aí quando eu chegava em sala, a galera, pô, como é que eu faço isso? Eu ia lá e pumba, aqui, ó, faz assim, assim, assado. E aí o professor viu isso e falou assim, você vai ser meu monitor. E aí quando ele— um beijo, André, você não é preguiçoso, mas eu uso a palavra preguiçoso— quando ele tava com preguiça de atender alguém, ele falava Guanabara, ajuda ali. E eu virei bolsista porque eu não tinha dinheiro para pagar o colégio.
Então eu era bolsista ajudando. Isso foi a melhor escola que eu tive, Igor, porque eu aprendia a dar aula com um cara que sabia dar muita aula. E ele era um cara muito— eu digo o seguinte, o maior superpoder de um professor, você com certeza vai entender isso, além da parte técnica, é a empatia. Porque o professor que ele não é empático, ele só vomita a matéria, e quem entendeu, entendeu. Quem não entendeu, dane-se. Eu tenho, eu sempre fui um professor muito empático porque meus professores bons eram empáticos.
Tipo, ele só parava de explicar quando a grande maioria que tava prestando atenção tinha entendido. E eu me tornei esse tipo de professor. Eu só tenho um canal no YouTube por causa disso, eu só tenho minha empresa hoje por causa disso, porque eu sou empático, eu entendo que não é tão fácil para as pessoas entenderem. Então assim, você que perguntou o que que eu recomendo: desenvolve soluções, seja para você ou para ajudar alguém.
Ajudar alguém é melhor ainda, ajudar uma empresa, ajudar uma igreja, ajudar uma ONG é melhor, porque você depois tem o papel, sabe? Que é o tipo, desenvolveu essa solução e ela tá em produção hoje ajudando pessoas. E isso vai facilitar você conseguir seu próximo passo, porque o primeiro passo, o primeiro presente, a primeira oportunidade não foi alguém que te deu, foi você que se deu essa oportunidade.
O Intel i486, Salve, Professor Guanabara! Antes de eu te conhecer, assistia muitos vídeos de Java e HTML4 do Professor Neri Neitzke.
Gente boníssima!
Papo dos anos, papo de ano 2006.
O Neri, o Neri, ele vendia DVD, ele não tinha no YouTube. Depois ele teve no YouTube, mas você comprava o curso e ele tinha em casa. Eu fui na casa dele, ele tinha paredes de DVD que ele vendia para o Brasil inteiro, ou seja, ele entregava em DVD a parada.
Beijão nele, Rutz. Diz aí para gente quem foi seus professores. Bom, do Peregrino a gente faz ideia, um deles está aqui presente e é um grande orgulho de verdade, cara.
Minhas influências como professor, como professor, tá, não professor de tecnologia, minha grande influência como professor foi um professor Cláudio de matemática, porque ele dava aula de matemática tudo com paralelos. Ele nunca explicava matemática, ele explicava onde aquilo ali se aplicava na vida. Por exemplo, ele ia falar sobre cilindros, ele não ia falar sobre cilindro, área do cilindro. Ele pegava uma latinha e falava assim: vamos ver quanto de líquido cabe aqui até a boca.
Aí tu: ah, maneiro. Aí ele falava: mas ele, eu não posso encher até a boca porque tem o gás, tem que ter o gás, não sei o quê. Vamos ver quanto de ar tem que ter aqui. Pá, beleza. Quanto que eles ganham? Quanto que eles ganhariam a mais se ele pudesse encher? Era sempre assim. E no final ele me ensinava a área de cilindro, ele me ensinava essas paradas, sabe? Então o Cláudio foi uma grande influência para perceber isso. Só que eu, quando era moleque, eu não percebia isso na prática.
Eu não sabia que essa era a técnica dele. Depois, quando eu virei professor, que eu falava, caraca, aquela parada ali o Cláudio falaria de uma— e o Cláudio é falecido, infelizmente, morreu do coração. Ele era bem gordão mesmo. E eu tive o grande prazer de ser aluno do Cláudio, depois trabalhar com o Cláudio como colega de trabalho, aprender muito. Ele me dava muito conselho. E depois eu fui coordenador do Cláudio, sabe? Então foi bizarro.
Eu tive uma ascensão muito, muito rápida como professor dentro da educação. Acho que porque eu era muito jovem e eu tinha muita vontade de fazer, e eu não tinha família, não tinha filho para criar. Ou seja, era aquela porra, era isso. Me pagava qualquer coisa, eu tava indo, sabe? Tipo, trabalhava final de semana, beleza. Eu dava curso, o cara falava assim, ó, sábado a escola tá fechada, tu quer dar um curso? Não, inventa o curso, tu chama os alunos, eles vêm, e a gente fica com metade, eu fico com metade.
E eu fiz muito isso, sabe, um tempão. Então assim, eu era muito disso. E como parte teórica, de teoria, que eu gosto de citar aqui, eu fui aluno do professor Jaime Schwafter, é um professor famosaço de estrutura de dados. Galera do chat, depois mostra para o Igor isso. Estrutura de dados é uma das matérias que mais faz a galera abandonar a faculdade.
Por quê?
Porque é uma parada muito enrolada, que é a seguinte: os algoritmos resolvem os problemas, Só que o uso da memória do computador sempre foi um problema. Por quê? Porque sempre acabava. Você tem que otimizar a memória, você tem que otimizar. É sobre limites e sobre otimização. Então estrutura de dados é basicamente isso: como que você vai botar os dados na memória e como que você vai consumir esses dados para ser da maneira mais eficiente e mais eficaz do mundo.
Isso quando a gente, quando você tá como um programador criando uma aplicação que vai ter o gargalo de memória, tu vai ter que lançar mão de estrutura de dados. E ninguém quer mexer com isso. Ninguém quer mexer com isso como profissional, ninguém quer mexer com isso como professor. Ninguém quer dar aula de estrutura de dados, ninguém. E o professor Jaime, eu participei de um, de uma, de um projeto de implantação do CDERJ lá em Angra dos Reis.
Era uma faculdade de TI lá em Angra que eu tinha que ir lá para dar aula e tal. E o professor dessa matéria era o Jaime Schwafter. Só que ele também é o autor do maior livro de estrutura de dados em língua portuguesa que existe. Então trabalhei com esse cara, foi um grande orgulho de trabalhar com ele numa matéria que todo mundo odeia e que eu gostava de dar aula não porque eu gosto de estruturas de dados, era porque dava mais dinheiro, que ninguém queria fazer, ninguém quer dar aula.
Eu dou aula daqui, ninguém quer dar aula. E o segundo também que da área de TI que eu tive o prazer de trabalhar junto também foi o professor Mário Monteiro, que até gravou um podcast estudou comigo também. O professor Mário, ele é o autor do maior livro de arquitetura de computadores também. Ele foi meu coordenador numa faculdade e ele me ensinou. E ele é porque assim, ninguém que tá numa universidade tá ali meio que para aprender, porque a matéria todo mundo já sabe, os professores já sabem a matéria.
Só que eu não era só sobre matéria, era sobre dar aula, sabe? Era sobre como que ele passava as coisas para os alunos. Ele era um dos professores mais queridos da E aí eu colei com ele também, aprendi bastante como professor e também como profissional de tecnologia. Então essas três referências: o meu professor Cláudio de matemática e os meus dois professores. E por Cláudio também tem meu tio, que não tem nada a ver com programação, mas foi ele que chegou para mim, falou assim, pequeno Guanabarinha, e falou assim: tu gosta de desenhar?
Eu fazia caricatura de todo mundo da escola. Tu gosta de videogame? Eu jogava no videogame da filha dele, né, que é a minha prima Minha prima rica que eu falo, né?
Que que tu jogava?
Ah, jogava Mario para caralho.
Entendi.
Então eu jogava desde o Atari, mas minha paixão mesmo foi a primeira vez que eu vi Mario e que ele andava para o lado e o cenário ia fazendo assim. Eu falava, cara, alguma coisa ligou no meu cérebro. E aí meu tio falou assim, tu gosta de desenhar, tu gosta de videogame, aprende a programar lá onde eu trabalho, tem um monte de programador, aprende a programar que tu vai criar um jogo. E foi esse o meu start para eu aprender a programar, foi meu tio Cláudio, que não tem nada a ver com programação, ele trabalha na parte de física nuclear.
Ele trabalhou naquele, naquele desastre lá do SESI de Goiânia e tal. Ele é um cara, é, ele foi para Goiânia, ficou em Goiânia um tempão. Inclusive tem uma série que tem na Netflix, se eu não me engano. Então o chefe dele era o cara que era o principal lá da parada, e foi muito maneiro.
Fez algum jogo?
Nunca.
Só assim de Vibe Code e meio assim joguinho para ensinar para os alunos. Ou seja, um ano atrás, não, não, não, não. Em sala de aula eu sempre fazia assim tipo joguinhos no tipo mexe para um lado, mexe para o outro, para ensinar um if, para ensinar um loop. Mas nunca criei um produto jogo, nunca. E é o que eu falo muito para os meus alunos. Todo mundo fala assim, ah, mas eu planejo, os meus sonhos nunca são atingidos. Eu falo, irmão, nenhum dos meus sonhos foi atingido, nenhum.
Todos eles deram errado. Eu falo isso para o meu sócio, um beijão, Cauê, que foi inclusive quem me proporcionou estar aqui hoje, que eu vim do Rio de Janeiro loucamente. Foi o Cauê que proporcionou, arrumou passagem aérea para mim, porque louco.
Então é só para avisar que eu avisei ele sexta-feira.
Então o problema é que sexta-feira é tipo o próximo dia útil é segunda, né?
Eu sei, eu sei. E aí agora eu já esqueci do negócio do Cauê. Eu falei do Cauê Tu tava falando... Fudeu.
Videogame.
Videogame. Então, o meu tio sempre me incentivou... Não, não foi isso. Foi videogame.
A gente tava falando que tu nunca fez o jogo dos sonhos.
Eu nunca programei. Eu falo para o meu sócio, para o Cauê, que eu falo que eu sou o único que eu tenho sucesso invertido. Ou então fracasso para cima. Eu falo fracasso para cima. E ele fala assim, não, não é fracasso, é sucesso. Eu falei, mas o sucesso geralmente é quando a gente planeja uma coisa, essa coisa dá certo e isso é um sucesso. Eu planejo uma coisa, a coisa vem para cá, eu faço assim, ó, e vai muito além do que eu imaginava, sabe?
Nenhum dos meus sonhos foi consciente, sabe? Tudo que aconteceu, tu falava, caraca, isso aqui é um sonho. Por exemplo, ir para o Vale do Silício sempre foi um sonho, mas na cabeça do Guanabara é sempre assim, impossível, é só caralho, entendi. Mas ir para o Vale do Silício, eu poderia ir, eu poderia ganhar dinheiro, comprar uma passagem e ir para Califórnia, mas eu nunca entraria no escritório do Google. Quem vai entrar? Eu vou bater lá, vai falar assim, eu sou professor no Brasil.
Me deixa entrar aí, deixa eu ir na lojinha lá, deixa eu visitar o servidor. Ninguém vai deixar fazer isso. Então sonhos, eles se realizam para quem tá focado em fazer dar certo, e talvez seja dar certo outra coisa, sabe? É muito doido isso.
É engraçado porque para mim também eu nunca planejei ter o sucesso que eu tenho, e muito menos na área de segurança.
O sucesso não chega para quem planeja o sucesso.
Eu nunca planejei, por exemplo, ir para área de hardware. Nunca foi. Claro, na verdade eu contei a história. Eu queria criar uma rede social e virar bilionário com aquela rede social. Esse era o sonho. Aí cheguei aqui, né? É muito doido, né?
Realidade, só roubando R$10 mil do cartão dos outros.
Tô brincando. Hoje ele roubou R$1 dele. Ah, tome vergonha! Que hacker é esse?
Obrigado pela moral, cara. Obrigado pelo teu tempo. Peneguinha, muito obrigado também.
Eu que agradeço.
Mas Guanabara, você primeiro. Essa daqui é tua câmera. Se quiser falar com a galera que tá assistindo a gente, dá ali.
Gente, eu não consegui ficar no chat porque o meu cérebro não permite. Ainda bem. Estar aqui é uma emoção muito grande, de verdade. É uma realização de um sonho. Não, mais uma vez, não era um sonho que eu queria, um dia eu vou estar no Flow, não. Eu olhava o Flow, falava, caraca, maneiro o projeto dos cara, sabe? A parada do trazer a informação, mesmo que você fale que não é entrevista, que não é, você tem um valor educacional muito grande, tá?
Querendo ou não. E hoje você me ajudou muito com tuas falas, de verdade. Obrigado, obrigado. E eu, como não fiquei no chat por estar aproveitando o momento aqui, tô com um amigo que foi meu aluno e tudo mais, não consegui ver. Mas eu tenho certeza que todas as demonstrações de carinho me emocionariam. Então eu queria agradecer, antes de ler, todas as demonstrações de carinho que vocês têm por mim e por tudo aquilo que a gente vai construindo com o nosso conteúdo.
E eu prometo que eu não vou parar enquanto eu tiver vivo e respirando. Eu vou estar criando conteúdo para disponibilizar para galera, tentando tornar simples uma coisa que todo mundo diz que é difícil. Então essa é a minha missão dentro do dentro da minha vida, porque graças a Deus hoje eu tenho uma vida bem mais tranquila, é tudo mais estabilizado e posso planejar continuar ajudando as pessoas. Então isso, isso é legal e fofinho, né? Bem fofinho, cara. Obrigado.
Aí, Penegui, essa daqui eu tô—
Primeiramente eu queria falar diretamente para o Guanabara, porque tipo é uma honra.
Tu não vai me fazer chorar aqui não, de verdade, cara.
Assim, são Comecei a programar por causa desse cara. E de formas como aconteceu alguma coisa, eu consegui trazer esse cara para o flow de certa forma. Pelo menos um pedacinho é minha culpa.
Você conseguiu, é culpa tua.
Tipo, valeu mesmo por tudo. E cara, muito bom ter vivido algo que acho que hoje em dia é muito mais fácil as pessoas verem coisas gratuitas na internet. Com coisas muito bem feitas ou mal feitas. Mas na época que o Gustavo começou a fazer, não tinha esse tipo de coisa, não tinha coisas gratuitas com tanta qualidade. Então eu digo, de certa forma, eu não seria quem eu sou hoje sem ele ter feito o que ele fez no passado.
Então assim, tamo junto demais.
Como é que é um coraçãozinho assim, né, família?
Não é assim?
Assim, tamo junto, vocês são muito fofinhos, cara.
E assim, claro, agradecer sempre, enorme podcast para mim. O Flow é um prazer estar aqui, não tem como, não tem como transcender a forma como é um prazer estar contigo aqui. E eu vou dizer uma coisa que eu disse em off, que não disse para ti, disse para o Igor, disse para o Rato Borrachudo que estaria aqui hoje. Melhora, Sato, tamo contigo. E eu disse para o Igor, para o Guanabara, o Igor para mim, antes de eu ir para o Flow, ele era um entrevistador como qualquer outra pessoa.
Depois que eu fui para o Flow, eu vi o que é o tipo de podcast que ele faz, é algo diferente. É algo que você sabe lidar com as pessoas e você está ali para fazer o seu melhor. Amém! Eu acho que, tipo, eu já fui em podcast que, tipo, ah, tinha mais pessoas e a pessoa só focava em uma. Não, você sabe lidar com a situação e fazer um episódio incrível.
Obrigado, cara!
Então tudo de bom para ti.
Tem que chamar o Peneguinho aqui mais vezes, que ele fica aí, né? Deixa todo mundo feliz no fim das contas. Obrigado, cara, pela moral, de verdade. Obrigado vocês dois aí. Pelo conteúdo que a gente foi capaz de produzir aqui hoje, tá bom?
E vamos produzir muito mais.
E vamos produzir. Você que tá assistindo em casa aí, cara, espero que você tenha saboreado o que a gente, o que surgiu dessa conversa aqui hoje, tá bom? A gente vai deixar aqui no comentário fixado para facilitar a tua vida todas as redes sociais do Guanabara e do Penegui, para você chegar lá com um clique só, se você tiver assistindo aqui no YouTube, tá? E aqui na descrição também tem lá o Discord para você sugerir novos convidados.
E novos temas também para a gente fazer episódios, tá bom? Vira membro do Flow, custa menos de R$8, não dá nem para comprar uma seda, e a gente cria conteúdo para vocês, é exclusivo o tempo inteiro, tá bom? Tava hoje aqui planejando o que que a gente quer continuar fazendo para vocês, tá bom? Acho que é isso. Um beijo para todo mundo e a gente se vê depois, tá bom? Faltou alguma coisa, Vitão?
Não?
Tchau!
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