KIM KATAGUIRI - Flow News #059
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This summer, say I do. I am marrying a stranger. Like never before.
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Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e hoje aqui na mesa comigo temos Kim Kataguiri. Tudo bom, cara?
Tudo bem, boa noite.
E temos também Felipe Moura Brasil.
Salve, salve, Igor! Quem é audiência qualificada do Flow News?
E a gente vai ter um monte de coisa para a gente falar hoje, né, cara? Especialmente vamos explorar a presença do deputado Kim Kataguiri aqui para a gente ver o que que ele acha de uns assuntos aí polêmicos, né, cara? Vamos ver se a gente não consegue entender melhor aqui os meandros de Brasília, não é? Tá me contando uns segredos, cara?
Não.
Tá me contando as fofocas?
Talvez.
Eu gosto de fofoca.
Eu tentei arrancar uns segredos aqui nos bastidores, perguntei o que que você pode contar pra gente, você não pode falar ao vivo. Agora tá todo mundo de recesso, tá todo mundo nas suas bases, todo mundo fazendo campanha, né?
Não tem É verdade, tem muitos segredos aí.
Bom, então, então, para a gente começar aqui falando de campanha, cara, vamos falar um pouco da campanha do Renan, que ontem teve uma, saiu uma pesquisa nova da Quest, né? E o Renan aparece numa colocação diferente do que, confesso, eu esperava uns meses atrás aí, tá? Estava até conversando lá embaixo como surpreende isso daí. Qual análise que tu faz? O que que tá acontecendo, cara? Por que que tem um movimento uma parcela interessante, segundo a pesquisa, apoiando um candidato que surge pela primeira vez como um candidato. O que quer dizer?
É isso, entendeu? Eu acho, o primeiro ponto é: o Renan, ele é o único que tem proposta. E isso pode parecer papinho, mas assim, de fato, e acho que vocês têm entrevistado pré-candidatos, agora o Renan é candidato, você não vê substância, você não vê profundidade em nenhum dos outros candidatos. Porque você vê a proposta do Lula: Tommy Guys. A proposta do Flávio é: solta meu pai e dá celular para 60 milhões de mulheres. Assim, é uma coisa muito tosca, é uma coisa muito rasa, né?
E o Renan não só ele tem propostas, ele tem excelentes propostas que ele se aprofunda e ele viraliza falando de proposta, que é uma coisa difícil, né? Geralmente as pessoas gostam de embate, geralmente as pessoas gostam de crítica, de sarcasmo, de acidez, que o Renan tem tudo isso. Só que falando de proposta, um dos vídeos que mais viralizou dele é falando sobre fusão de município, falando sobre, olha, Boa parte dos municípios brasileiros são inviáveis, são minúsculos, existem só para ter prefeitura e câmara de vereador, que você gasta mais com prefeito e com vereador do que com cidadão, né?
O orçamento da cidade tá mais voltado para financiar a estrutura política do que o próprio município. E ele viraliza falando disso, viraliza falando de lei de responsabilidade gerencial, né, de você ter meta para que o prefeito cumpra um básico de educação, de saúde, de segurança pública, de saneamento básico. Se ele não bater, ele se torna inelegível, diminui o CEPAS da União na gestão dele. Então eu acho que o primeiro ponto tem propostas, tanto que nós resumimos as nossas propostas agora no plano que a gente protocolou para o TSE.
TSE, a gente protocolou 60 páginas, que é o Livro Amarelo, nossas propostas resumidas, mais o Livro Amarelo em si, que a gente lança na nossa, no nosso congresso, dia 1º de agosto, tem 360 páginas, né? Então a gente entra no detalhe, a gente fala sobre as mais diversas áreas. Eu pessoalmente fiquei aí encarregado como futuro ministro da Reforma de Estado, aí anunciado pelo Renan da coordenação da parte econômica, que também tá excelente.
Assim, vai ser o maior, eu ouso dizer que é o plano mais, mais econômico, mais ousado desde o Plano Real, né? Assim, é realmente uma mudança estrutural do orçamento brasileiro que a gente não viu aí desde o Plano Real. Então eu acho que o primeiro ponto é de ter proposta, de ter substância. Outro ponto, a estratégia que ele tem adotado de visitar os municípios que nunca nenhum outro pré-candidato à presidência da República jamais foi.
Não é que ele tá indo em lugares que o Lula ou que o Flávio não vão, ele tá indo em lugares que nunca ninguém desde a Nova República foi para fazer campanha, né, municípios pequenos. E ele não fala sobre as suas pautas nacionais quando ele vai nesses municípios, ele fala sobre as pautas locais, né. Hoje ele tava inclusive gravando ali num local conhecido, acho que é por ter garimpo ilegal. Até agora que ele é candidato oficialmente, passou a ter segurança da Polícia Federal, e a Polícia Federal faz análise de risco em cada agenda dele.
Dessa vez, puta, teve 60 PFs ali com fuzil para fazer a segurança, que era uma área realmente de risco. E ele fala sobre os problemas locais, e isso gera uma repercussão muito grande, porque o Renan, a nossa avaliação de estratégia de campanha é: o Renan não é uma figura grande o suficiente hoje para ser um baita evento num grande centro, né? Então o Renan na cidade de São Paulo é um cara a mais. Agora, o Renan numa cidade de 15 mil habitantes é um evento para a cidade, para a região.
As pessoas vão na porta da rádio, gera uma impressão gigantesca, principalmente quando ele tá falando dos problemas da própria região, né? Porque mesmo quando um candidato à presidência vai, geralmente ele fala sobre as pautas nacionais ou sobre os problemas do estado de maneira geral, mas não daquela cidade especificamente. E isso tá gerando um crescimento, né, de pessoas que estão falando sobre ele em espaços que os outros candidatos não estão entrando.
Então eu acho que esses dois elementos ajudam, né, a mostrar do porquê que a campanha do Renan tá crescendo. E um terceiro elemento fundamental que para mim é sintomático do por que o Renan vai vencer. E hoje, quando eu falo isso em Brasília, ou quando eu falo isso para jornalistas ou analistas políticos, ou quando eu falo para o mercado, todo mundo ri da minha cara, né? Mas esse terceiro elemento é fundamental do porquê que eu acho que o Renan vai ganhar.
Ele é o único que tem militância orgânica. Ele é o único que tem pessoas que batem no peito com orgulho e fala, cara, eu tô com muita vontade de apoiar o Renan, de mostrar o vídeo dele para o meu pai, para minha tia, para o meu filho, para minha avó, de levar a gente para o evento. Eu tenho orgulho de apoiar o Renan. Você não vê isso, né? Bom, na candidatura do Lula, é a juventude, né, que poderia, à esquerda, que poderia fazer uma campanha mais apaixonada para o Lula, acha que Lula é neoliberal.
Que a juventude mais à esquerda é comunista. E comunista não no sentido do fantasma do comunismo, né, que geralmente o Bolsonaro costuma falar. Comunista de verdade, materialista, que defende revolução armada, né? E que eu acho que alguns parlamentares dessas franjas radicais devem se eleger na esquerda, né? Então esse cara não tá empolgado com o Lula, que ele acha que o Lula é de direita, né? O cara é tão radical à esquerda que acha que o Lula é de direita.
As outras, a esquerda moderada, também leva o Lula porque ele é hegemônico, ele destruiu as outras lideranças e não tem mais nenhuma outra pré-candidatura para eles apoiarem. Então é uma coisa meio assim, o Lula tá indo meio na inércia, mas não é uma figura que ninguém de esquerda apoia, que nossa, agora vem uma baita de uma mudança, não. É só um cara que a gente mantém lá para impedir que outro cara ganhe. A do Flávio nem se fala, né?
Tá absolutamente desmoralizada. Quando veio o escândalo do Banco Master, assim, primeiro, quando o próprio nome do Flávio foi escolhido, eu em Brasília, enfim, sou obrigado e exerço bem o meu trabalho de conversar com todo mundo, né? Com bolsonarista, com petista, com centrão. Os bolsonaristas, quando Flávio foi escolhido candidato, estavam desolados. Falava, não, escolheram o pior, o pior do que tinha dentro do campo do bolsonarismo, escolheram.
Isso falando de deputados e senadores bolsonaristas. O PT, por outro lado, tava soltando rojão, falava, não, não é possível, gente. Quem de— o PT tava mais ou menos assim, gente, admite, quem de nós se infiltrou lá, né? Quem de nós colocou fantasia de Valdemar para escolher esse cara? Não é possível que tenham nos dado esse presente. Aí vem escândalo do Banco Master. Quando veio escândalo do Banco Master, e eu vou perguntar para o deputado bolsonarista, ele fala, cara, eu vou fazer o meu.
Eu vou me eleger, o Flávio vai estar no meu santinho só porque o partido vai dar, mas organizar evento para ele, tentar ajudar ele a ganhar, cara, não tenho tesão nenhum para fazer isso. E a militância, imagina, se o deputado tá assim, imagina a militância, imagina a base de apoiadores. E aí o Flávio vai dando declarações que cada vez mais afundam ele, né? Perguntam para ele proposta sobre economia, ele fala: não posso falar, senão vou ser atacado.
Vai falar quando? Depois de ganhar? A proposta se fala antes, né? Justamente para você ganhar e para você implementar. Aí soltou as asinhas agora, ousou fazer uma, tirar alguma proposta daquela, né, cabeça, como é que eu posso descrever se eu for tomar um processo, eu vencer esse processo, daquela cabeça em que há poucas coisas e ideologias e propostas não são uma delas. Ele foi lá e fala, não, vou dar o celular para 60 milhões de mulheres e idosos com uma inteligência artificial chamada Maria para combater a violência.
Gente, tá de brincadeira, né? Não, não, pera aí, o que que é a vinheta do Zorra Total vai vir depois, né? Então a única candidatura que tem gente com orgulho de falar do seu candidato é do Renan Santos. Isso é, isso é sintomático de uma campanha vitoriosa, de uma pré-campanha vitoriosa, razão pela qual eu realmente acho que ele vai vencer.
Caralho, tá apaixonado, hein, cara? Nossa, não apaixonado pela causa, pela parada, porra. Bom, é, é, você é um cara que tava no começo do movimento e agora tá também no começo do partido. Eu meio que, se eu tivesse no teu lugar, eu também estaria feliz, entusiasmado e com tesão.
Muito bom, fico feliz.
Aproveitando esses ganchos aí, Kim, vamos falar de experiência, que é algo que sempre surge aí nesse debate. O Renan Santos, ele não foi prefeito, não foi governador, não foi deputado federal, não foi senador e obviamente nunca foi presidente da República. O Lula tá aí no seu quinto mandato de presidente da República. Flávio Bolsonaro foi deputado estadual e senador, nunca chegou a um cargo majoritário, né, como se diz no jargão político.
Não foi prefeito, não foi governador. Romeu Zema foi governador de Minas Gerais. Ronaldo Caiado foi governador de Goiás. Aliás, o Caiado, principalmente ao longo dos últimos meses e dessas últimas semanas, tá batendo na tecla da experiência, experiência de gestão, experiência administrativa, inclusive aumentando ali um pouco o tom contra o Flávio Bolsonaro Nessa questão da experiência versus a inexperiência, o que que o senhor pode alegar para defender a experiência do Renan Santos?
É a própria gestão, por exemplo, do Movimento Brasil Livre? Quer dizer, o senhor considera um case de sucesso?
Eu não tenho a menor dúvida disso, né? O Renan, ele teve a capacidade de montar um partido político quando um ex-presidente da República, no exercício da presidência, não conseguiu. Jair Bolsonaro estava com a caneta na mão Tinha 50 mil cargos de livre nomeação, tava com o apoio do Centrão, tinha apoio do Supremo Tribunal Federal, inclusive na época que ele tentou montar o partido. Porque hoje muitas vezes os bolsonaristas só se lembram do atrito do Bolsonaro com o Supremo, mas não se lembram que Toffoli e Gilmar atuaram para salvar o Flávio Bolsonaro, que o Toffoli fez até uma concessão retórica para o Bolsonaro, né?
O Toffoli era presidente do Supremo E ele deu um discurso falando mais ou menos o seguinte: olha, gente, agora que nós estamos em novos tempos, não sei o quê, eu chamava de golpe de 64, mas eu vou passar a chamar de movimento, né? Então assim, a subserviência do Toffoli ao Bolsonaro era tamanha que até no negócio, né, que devia ser você, independentemente da sua convicção, deve ter uma grande convicção sobre 64, né? Você achando que é golpe, achando que é revolução, você tem opiniões fortes e não uma opinião fraca o suficiente para você deixar de chamar de golpe para chamar de movimento.
Então O Toffoli chegou nesse estágio, né, e ele suspendeu liminarmente não só a investigação do Flávio, mas de todo mundo que tinha investigações envolvendo compartilhamento de informações do COAF com a Receita, que era justamente o caso do rachadão ali do Flávio Bolsonaro, em que ele roubou na Assembleia Legislativa junto com André Ceciliano, presidente da Assembleia do PT, hoje é assessor da Secretaria de Relações Institucionais.
Então o assessor da Gleisi ajudou o Flávio Bolsonaro a roubar na Assembleia Legislativa. Então Primeiro ponto é, mesmo com a simpatia do Supremo, a simpatia do Centrão, Bolsonaro não conseguiu montar um partido político e o Renan conseguiu. Além disso, que seria o Aliança, né, seria o Aliança pelo Brasil, partido do Bolsonaro. Acho que parou ali em 180 mil assinaturas. Precisava, na prática, assim, em tese, né, você precisa entregar 560 mil, mas na prática, como você tem perda por divergência de dado e por aí vai, problema de cartório, você precisa entregar 800, 900 mil.
Bolsonaro parou em 160. E a administração também de um movimento que se institucionalizou de maneira muito bem-sucedida, né? O MBL hoje ele tá em todos os estados da federação, em boa parte dos municípios. A gente tem uma iniciativa bem-sucedida de fazer um movimento oposto da imprensa, que é ter uma revista impressa, que é a Revista Valete, e a tiragem só aumenta todos os meses. Né, sendo que toda a imprensa tá fazendo movimento contrário, indo para o digital, né.
O Renan tendo a iniciativa de ter uma revista impressa cultural, de textos mais densos, que vai, digamos assim, na contramão do que as gerações mais novas estão consumindo, né, de conteúdo mais rápido, mais mastigado, mais fácil. Ainda assim, indo mais profundamente, pô, a gente tá falando, começamos com zero, evidentemente, já tá partindo aí para 6, 7 mil assinaturas mensais. Um aplicativo próprio, com cursos próprios, com estruturas de dossiês políticos explicando diversos temas, aulas de história, de filosofia, de direito, uma rede social própria dentro desse próprio aplicativo com adesão.
Então existe uma gestão de um movimento político e há uma experiência em liderar. Não é fácil você inspirar pessoas, não é fácil você organizar a militância, não é fácil você organizar grandes eventos como a gente faz com milhares de pessoas todos os anos. E você manter a gestão de vereadores que foram eleitos, deputados estaduais, a minha eleição de deputado federal, do que o Renan foi fundamental nas duas. Então existe uma, uma comprovação de experiência política, de liderança.
Agora, quando a gente vai parar para olhar, né, primeiro comparando com os outros, o Lula ele tá aí no seu quarto mandato e ele faz um governo absolutamente fracassado. A gente tá com uma das maiores taxas de juros do mundo, a gente tá com a inflação fora da meta, tá numa calamidade de segurança pública, educação nem se fala, né? Mais da metade das nossas crianças são analfabetas, 70% das nossas crianças não sabe quanto é 200 menos 150, não sabe fazer conta com número com 3 algarismos ou mais.
Então assim, a experiência de gestão do Lula é um absoluto fracasso. Do outro lado, o Flávio Bolsonaro só tem experiência em roubar. Ele teve um mandato que foi dado de presente pelo pai dele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, participou da rachadinha. Depois, né, que ele ganhou para o Senado, ele quis dar saltos maiores. E aí ele foi promovido, né, de um rachador para um bandido de roubo de banco, né, junto com o Daniel Forcaro.
Zema e Caiado, né, por mais que tenham experiências de administração, foram lideranças políticas fracas. E por que que eu digo isso? Porque os dois se submeteram ao bolsonarismo. Os dois não tiveram coragem de pontuar suas diferenças, de mostrar as traições do Bolsonaro, de mostrar as contradições do Bolsonaro. Os dois fizeram governos baixando a cabeça para o Bolsonaro para não sofrer com a rejeição do eleitorado bolsonarista, né?
Não ter coragem política de firmar o seu posicionamento com medo de perder popularidade é um sinal de fraqueza de liderança política. Isso que eles estavam no exercício de um cargo onde é mais fácil divergir, onde você tem mais poder, onde você tem mais meios de defesa. Um único momento, e aqui sendo justo, em que foi pontuada uma divergência foi o Caiado durante a pandemia em relação à vacina, né, que ele defendeu a obviedade de que as pessoas deveriam se vacinar e que o Bolsonaro tava sendo um imbecil de dizer que as pessoas não deveriam se vacinar.
Mas tirando isso, em todos os outros momentos, tanto Caiado como Zema foram subservientes à liderança do Bolsonaro. Isso é sinal de fraqueza. Isso é sinal de que quando a gente precisar fazer uma reforma impopular, quando a gente precisar enfrentar Supremo, enfrentar a opinião pública, enfrentar a imprensa para fazer o que é correto, que precisa ser feito, Mas for impopular, eles não vão ter coragem de fazer, como não tiveram coragem de enfrentar o Bolsonaro.
E aí, então, boa parte dessa campanha ela é baseada em não só em mostrar propostas, como tu falou, que ele viralizou falando de proposta, mas também demonstrar uma distância dos dois polos, ou não?
Sim, não, é assim, é primeiro Quando, se você chama de dois polos o Flávio Bolsonaro e o Lula, sim.
Sim.
Agora, se você chama um polo de direita e outro de esquerda, não, não.
Eu tô falando, eu tô falando dos avatares mesmo. Lula e Bolsonaro, vai. Se a gente, se a gente fosse às urnas agora, segundo as pesquisas, a gente ia ter um segundo turno Lula e Flávio, né? E aí, cara, não tem, não tem apoiar ninguém no segundo turno, correto?
Então vamos lá, Igor, eu não vou opinar sobre um filme com base num frame dele, num print que você acabou de tirar, né? Eleição é filme. A eleição hoje você tem uma fotografia e o filme que nós temos até agora é crescimento do Renan maior do que todos os outros, né? O Lula dá umas vaciladas ali, geralmente oscila dentro da margem de erro. O Flávio ou oscila na margem de erro ou cai. Né, os outros governadores estagnados e Renan crescendo.
Essa é a regra das pesquisas. E eu vou assim, eu vou trabalhar, e eu sei, né, como eu coloquei para você, tenho convicção de que o Renan vai vencer, sabendo que a trajetória do filme até aqui foi essa, e de que nem chegamos ao ápice, de que o filme vai ficar muito mais emocionante a partir do dia 16 de agosto, quando nós teremos o primeiro debate, que vai ser o debate da Band. E a partir daí uma série de debates, inclusive aqui nesta casa, no qual eu não sei se o Renan já te confirmou, mas eu confirmo aqui em nome dele, ele estará, né, na data, no horário, nas regras que vocês definirem, ele estará.
Aliás, depois dos bastidores eu quero te encher o saco em nome da campanha do Renan em relação a umas regras que eu acho que facilita muito para o candidato. Eu acho que você tem que deixar ele mais largado.
É, talvez você goste das minhas regras.
Não, eu acho que eu acho sim. Preliminarmente eu vi uma coisa ali que eu não sei se você abriu regra ou tal, seu, ainda não, mas faremos em breve. Então não vou, não vou entrar publicamente, mas acho que tem um ponto ali que deixa muito, muito baba ali para rapaziada, né?
Eu li o rascunho desse regulamento e acho que vai ser emocionante.
Ele é desenhado para, ele é desenhado para internet. Então é, o objetivo é se comunicar com as pessoas, com o eleitor que tá na internet. E ele, sei lá, espera, eu espero, eu já sei o que eu espero dos debates da TV, porque eles são em geral parecidos, eles seguem o mesmo tom há muito tempo, né? Então é, a minha proposta é um pouco diferente e vai ser legal para caralho. Mas o que que a gente tava falando mesmo?
Tava falando de que você falou para eu me posicionar, né, entre Lula e Flávio. Eu não vou me posicionar entre Lula e Flávio porque o Renan vai vencer. Aí você fala, ah, quem você vai apoiar no segundo turno? Falou, não sei. Se o Renan ganhar no primeiro, não vou apoiar ninguém. Se o Renan não ganhar no primeiro, vou apoiar o Renan.
Tá bom, parece uma boa resposta.
Só para ilustrar que hoje saiu a pesquisa Real Time Big Data, o Renan Santos subiu para 9 pontos no primeiro turno, com Caiado um pouco atrás, com 7 pontos numericamente atrás, embora seja oficialmente um empate técnico. Lula lá com 40, Flávio 33, se eu não me engano. E o Renan Santos cresceu também na projeção de segundo turno. Embora o Caiado apareça um ponto na frente do Lula, quer dizer, já tá mais conhecido nacionalmente na projeção de segundo turno, o Flávio 3 pontos atrás, o Renan saltou ali, tava aqui checando o número, de 24 em maio para 35 em julho.
Quer dizer, subiu 11 pontos na projeção de segundo turno, sendo que o Lula contra ele tinha 48, agora Renan tem 44. Então o Lula tá 9 pontos na frente do Renan. Renan não tá ainda numericamente à frente, mas é desses 5 o menos conhecido nacionalmente e de fato tá em crescimento. Isso é dado objetivo de acordo com as pesquisas. É claro que cada um faz seu juízo sobre isso tudo, tem gente que não acredita nesse ou naquele e tal, mas a gente tem que informar os dados.
E eu pergunto para você, Kim, fora assim você defende as propostas, claro, defende o posicionamento político, Mas a que o senhor atribui esse crescimento? E na verdade eu queria que o senhor explicasse assim qual seria a estratégia para conseguir mais eleitores que ainda estão indecisos ou que estão escolhendo por enquanto outros candidatos. Existe um caminho que foi mapeado por vocês além desse crescimento que já existe há muito tempo do MBL na internet?
Eu acho que, Felipe, o nosso maior desafio é um desafio muito mais fácil do que dos outros pré-candidatos, porque O nosso desafio é vencer o desconhecimento. Hoje, né, todas as pesquisas mostram que a maior taxa de conhece e vota é do Renan, né, porque todas as pesquisas mostram que ele tá entre 70 a 85% de desconhecimento. E mesmo estando em 70, 85% de desconhecimento, ele tá em terceiro lugar em praticamente todas as pesquisas, ou no pior dos cenários empatado com dois governadores que têm um nível de desconhecimento de 20%, 15%, né?
Então, Caiado e Zema tem um desafio de convencer um eleitor que já conhece eles e não quer votar neles. O Renan tem um desafio só de se tornar conhecido, porque o nível de conversão dele já é o maior de todos, né? E isso faz o nosso trabalho ser muito mais fácil, que eu escuto muito nos nossos eventos também. Pô, eu não precisei ficar argumentando com meu amigo, com a minha família, eu só falei assiste um vídeo aqui dele e converteu em apoio.
Então acho que o primeiro, nosso primeiro desafio é essa questão do desconhecimento. Eu acho que esse desconhecimento, uma vez no debate, né, independentemente do desempenho do Renan no debate, o desconhecimento vai cair drasticamente, porque um apoiador do Flávio, um apoiador do Lula, do Zema, do Caiado, que normalmente não iria parar para escutar o Renan, vai parar para escutar porque ele tá lá para escutar o próprio candidato, e o Renan estará lá debatendo com o candidato dele.
Então essa barreira do desconhecimento, acho que a gente tá vencendo paulatinamente, né? É o que as pesquisas mostram também. Mas mais do que as pesquisas, o crescimento em rede social muito rapidamente também demonstra isso. Eu confesso para você que a minha expectativa, se você fosse perguntar 6 meses atrás para mim, eu diria para você que o Renan ele iria só iria bater a marca dos 10% depois do início da campanha. Hoje eu tô muito seguro que antes de começar a campanha o Renan já vai estar com no mínimo 10%, e eu diria que no mínimo 10% em todos, senão praticamente todos os institutos de pesquisa.
Então, que dia é mesmo o início oficial? É agosto, não é?
O início oficial é 16 de agosto, 16, e que é onde, que é onde tem já o debate da Band, que é o primeiro, né? Então, primeiro elemento, vencer o desconhecimento. E o segundo elemento, nessa estratégia de vencer o desconhecimento, entra aquilo que eu já falei sobre a visita aos menores municípios, que gera um— quando o Renan passou pelo Maranhão, todos, todos sem exceção, os deputados do Maranhão vieram falar comigo, né? Alguns bravos porque o Renan tinha batido no prefeito deles, outros felizes porque eles faziam oposição aos prefeitos que estavam lá.
Mas todos falaram, olha, Ninguém nunca causou uma impressão tão grande no Maranhão quanto Renan passando lá. Ninguém assim. Geralmente o pessoal passa no Maranhão e fala: é, o estado é miserável, mas o povo é bom, eu vou cuidar desse povo. Renan foi o único que chegou lá, desceu a lenha, falou que tava na miséria, que tá numa desgraça, que a culpa da desgraça do Maranhão é da classe política do Maranhão e consequentemente também do próprio eleitor que votou mal.
E que aquilo, aquele ciclo, né, de coronelismo precisava ser quebrado. E colocando todos os problemas e mostrando, mostrou até o problema lá da favela do Coroadinho, que gerou furdunço também com prefeito, que não sei o quê, não sei o que lá. Essa estratégia tem funcionado, Felipe, de você ir falar dos problemas, falar da maneira dura, falar de uma maneira incisiva e de uma maneira criativa também, né. Nós fomos criados nessa economia de atenção de rede social Então o Renan, ele sabe trabalhar o gancho, né, do começo do vídeo para o cara parar.
Opa, tô rolando, tô rolando, tô rolando 3 segundos desse vídeo aqui, tá, deu vontade de assistir. A gente sabe trabalhar com isso e é nessa, é nessa linha, é nessa pegada que a gente tem trabalhado.
Tem uma outra, um outro elemento que com certeza vai ter um, quer dizer, possivelmente terá ainda mais influência nas eleições, cara, que é o escândalo do Banco Master. Né? Esse daí é uma caixinha de surpresa que ainda pode sair algumas coisas, né? Não para de sair o tempo inteiro novidade, né? É, cara, o Tuque tá lá um tempão. Há quanto tempo vocês já sabiam? Vocês desconfiavam que tinham coisa esquisita ali no Vorcaro?
Não, no Vorcaro eu acho que, cara, pelo menos eu pessoalmente, 2, 3 anos já tava bem difundido que, tipo assim, cara, esse CDB não existe. Né, esse negócio aqui, bom, mas pera aí, como é que o Vorkaro pensou num negócio que, pô, Itaú, Bradesco, BTG, XP, Nubank, cara, não é que ele pensou num negócio que os outros não pensaram, que isso seria natural, mas como é que ele pensou num negócio tão escrotamente mais lucrativo do que os outros?
E outra coisa que tava escancarado, o esquema de pirâmide, ele na propaganda já colocava, olha, se der merda, o Fundo Garantidor te garante. Não, pera aí, um cara que utiliza isso institucionalmente como propaganda, ele tá falando, gente, né, não é nenhum investimento seguro aqui não, mas fica tranquilo que vai lá o FGC e cobre.
Então já é um desvirtuamento, né, do sentido do Fundo Garantidor de Crédito, que o cara use aquilo. Olha, pode botar aqui que qualquer coisa, se quebrasse, vai ter esse dinheiro.
Exatamente, o Fundo Garantidor é justamente para o impensável, né? É justamente, pô, teve uma quebradeira tão feia que o banco não conseguiu te pagar. E não é o investimento, né, que o banco fez, utilizou esse fundo como garantia. Ele não é para ser garantia para o banco fazer negócio, né. E aliás, eu acho que o FGC precisa ser todo redesenhado porque ele gerou esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que, né, chama-se na economia já há muito tempo e que foi um termo muito utilizado também na crise do subprime, que é o moral hazard, né, que é o risco moral.
Quando você cria um incentivo né, é para um mecanismo fraudulento. No caso da crise subprime é o seguinte: bom, bancos fizeram investimentos arriscados, o governo foi lá e salvou os bancos. Qual que é a notícia que você paga, que você passa para os bancos que não fizeram investimentos arriscados? Faça investimentos arriscados que o governo vai te salvar, né? Aumenta o risco, aumenta seu prêmio. Se você conseguiu o prêmio, ótimo, você lucrou.
Se você não conseguiu, o governo te salvou. Então É, eu acho que esse desenho tá institucional, tá muito mal feito. Outro ponto, eu não, apesar de saber que tinha rolo ali por causa da evidência que tava colocada, eu não sabia que teria essa magnitude de envolver, pô, por exemplo, de chegar em Ministro do Supremo. Imaginava chegar em Ministro do Supremo, né? De chegar em petista, em bolsonarista e no Centrão ao mesmo tempo. Falei, não, evidentemente tem político envolvido nisso aí, porque uma coisa não ganha, não chega nessa magnitude sem ter gente do primeiro escalão envolvido, mas todo mundo aí não.
Só que assim, o que eu escuto, né, lá hoje é de que só saiu— isso eu já escutei algumas vezes— de que do celular do Vorcaro só saiu 5%, que tem 95% de coisa celular do Vorcaro para sair. Outra coisa que eu escuto recorrentemente, aí não sei se é lenda, se é verdade, eu acredito nisso porque eu já escutei, de tantas fontes diferentes, com, digamos assim, narrativas batendo de pessoas que não se conhecem, que não faria sentido ter combinado versão, mas de que vai sair vídeo do Flávio, né?
E até já saiu notícia falando que o Flávio já tá preparando a narrativa para se defender, não sei o quê, não sei o que lá, né? Já escutei isso também. Então, o escândalo do Banco Master ter estourado, não é, para candidatura do Renan, é ótimo poder mostrar que os seus adversários são ladrões. É óbvio, o Renan, o Renan, ele tem toda liberdade de chegar num debate, chegar para o Flávio: e o dinheiro que você roubou junto com o Vorkaro do Banco Master?
Ou você vai falar: ah não, era só para um filme do meu pai? Falou: amigo, o cachê do Dinho Caviezel tá R$130 milhões? Você tá de brincadeira, né? Você não contratou a Sidney Sweeney, você não contratou o Pedro Pascal, você contratou o Dinho Caviezel, cara. Você quer enganar quem, né? Pô, é óbvio que você roubou esse dinheiro. Coloca. E aí eu vejo muito bolsonarista batendo nessa tecla né, muito cegamente. E aí o que eu falo para esse bolsonarista é o seguinte: imagine que vazou um áudio do Lulinha pedindo dinheiro para o Marcelo Odebrecht para fazer um filme sobre o Lula.
Você ia falar: ah não, é só um filme? Você fala: obviamente isso é coisa de bandido, é um bandido pedindo dinheiro para outro bandido porque tem uma contrapartida de bandido envolvendo a bandidagem. Ah não, mas quando é o Flávio Bolsonaro, veja bem, é melhor isso do que lei Rouanet? Falar: meu, você tá mentindo. Né? E aí, da mesma maneira, o Lula, né? Metade do escândalo do Banco Master, chutando ali, fazendo um chute grosseiro, é a participação do PT, né?
O sócio oculto do PT no Banco Master é o Augusto Lima, figura conhecida da política baiana, que comprou a massa falida lá do mercado estatal, que tinha lá um cartão que não valia para nada. De repente, esse cartão Passou a valer tudo porque tinha o monopólio do crédito consignado na Bahia. E quem operou tudo isso? Jax Wagner. Jax Wagner, que isso, isso eu, eu vi algum jornalista comentar, que eu não me lembro, mas achei muito curioso, né?
Na Lava Jato, quando teve busca e apreensão na casa do Jax Wagner, é, pegaram um monte de relógio de luxo, né? E aí ele falou que era tudo falsificação chinesa.
E dessa vez É verdade isso que eu vi o jornalista falar, mas nem sempre o Felipe foi a coluna do Hélio Gasparetto, eu acho que tava falando da questão da China, mas não tem esse elemento objetivo agora do que que ele tá alegando sobre a procedência do relógio, porque teve busca de novo, acho que teve a busca e apreensão. Apresenta, a Polícia Federal fez a foto daquilo que foi encontrado, aquilo que foi apreendido, tinha cerca de R$500 mil em dinheiro e 13 relógios que nós contamos ali nas imagens.
E eu fui um desses jornalistas que apontou lá na época da Lava que o Jacques Chirac tinha relógio de luxo, que estavam sendo assaltados. 13 nessa operação agora, né? Lacrou 13, exatamente, de relógio. E quantos braços ele tem, né? Até onde a gente sabe, 2, né? Então parece que vários alvos da Lava Jato estão reincidindo no noticiário policial.
É isso, eu garanto que nunca vão achar 14 relógios de luxo na minha casa.
Mas piadas à parte, É um computador muito brabo para tu jogar um Dota, é possível.
Todo meu dinheiro tá no meu computador, tá todo ali, e o meu computador tá declarado. Então assim, ninguém, não vai ser surpresa para ninguém.
Esse é um relógio de esporte comprado com salário de deputado federal.
Exatamente assim, que aí a única mentira que eu conto para vocês é que eu faço esportes com esse relógio. Mas tá bom, ali você vai encontrar, né, minha 4090, é onde tá o meu dinheiro. Mas enfim.
Jax Wagner, que foi intimado para depor, né?
É, não.
E aí, da mesma maneira que o Renan vai poder ir para cima com muita tranquilidade do Flávio sobre escândalo de Banco Master, também vai poder ir para o Lula, vai falar: e aí, e o seu amigo, seu candidato, seu líder do governo, Jax Wagner, né? Você vai falar que, pô, encontraram 13 relógios de luxo? Você vai falar que é aquele negócio lá que ele usou dinheiro do Vorcaro para pegar o apartamento para filha e aí depois ele ia pagar? Não sei o quê.
Augusto Lima, né? Que ele pegou o apartamento apartamento que ele disse que era para filha. E aí só depois da batida policial ele disse que depois iria pagar.
É que coincidência, né? Pô, eu peço para um amigo, e que amigo, né? Pô, eu imagino, ô pô, ô Igor, pô, você é um amigo meu, vai lá, compra lá uns quantos milhões que era o apartamento.
Nunca comprou um apartamento para mim.
Desculpa, cara, mano, compra um apartamento lá de sei lá 15 milhões lá para mim que eu te pago depois. Pô, amor, que amigo é esse? Né, esse é um baita de um amigo. Aí esse amigo coincidentemente foi beneficiado por um decreto assinado por você, olha só, quando você tava no governo do Estado da Bahia. Então assim, e outra coisa, o Lula recebeu o Vorcaro no Palácio, o Lula recebeu o Vorcaro no Palácio e chamou o presidente do Banco Central e chamou o ministro de Minas e Energia, quando o Vorcaro tem negócios no setor, no setor elétrico, né.
Então pera aí, que história é essa que o presidente da República chama um banqueiro notoriamente um bandido. Assim, gente, existe um relatório que é feito para o presidente da República das pessoas que ele recebe. Existe, é feito um serviço de, existe um serviço de inteligência, né, que você puxa a capivara. Você é o presidente da República, você não recebe qualquer um, né? Você tem a ficha da pessoa que você quiser, que você vai receber.
Por padrão fazem das pessoas que você vai receber. Então assim, não tem nenhum menino ali. E aí, ah, o Lula não sabia quem era, mas chama o ministro especificamente para atender os interesses daquele cara. Ah, o Silveira tava lá de bobeira na rua, falou: ministro, vem aqui que eu vou receber um amigo meu. Chamou o presidente do Banco Central para atender o cara que justamente tinha um problema no Banco Central. Então, enfim, isso nos coloca numa condição de muita vantagem, né?
É, mas assim, esse é um caso, é como tu disse aí, ele envolve todo mundo. Então é direita, esquerda, centrão, judiciário, todo mundo geral. É nesse sentido, cara, a Polícia Federal fica esmagadíssima aí para fazer correr de fato a investigação. Tu acha que isso vai andar? Tu acha que a gente vai ver uma delação do Vôrcaro para valer? Tu acha que isso acontece, que as pessoas estão lidando com isso sabendo que é um ano eleitoral? E tudo mais, porque tudo isso influencia em como as coisas andam no Brasil.
É, olha, eu acho primeiro que a Polícia Federal até agora tem dado demonstrações de querer avançar com a investigação, né? Ela não, ela não avançou sobre personagens menores, né? A gente tá falando da principal liderança do Centrão, que é o Ciro Nogueira, e a Polícia Federal foi para cima. A gente tá falando do líder do governo, de quem tá ocupando o Palácio do Planalto, que é o Jax Wagner. A polícia foi para cima. Não sei quem vazou o contrato lá do Alexandre de Moraes, nem o negócio lá do tai-a-iá do Toffoli, mas saiu, né?
Então, se saiu, é porque alguém investigou. Isso já estava nas mãos da Polícia Federal. Foi a Polícia Federal que vazou? Foi o advogado, a defesa do próprio Forcaro, para tentar dar um recado para o Supremo, falar: ô, rapaziada, então eu tô aqui, né? Tô preso, né? E o Forcaro Ele, ele não é um guerrilheiro como o Zé Dirceu. Ele não tem cabeça para ir preso, ele é um playboy. Tanto que nos primeiros dias de prisão saiu notícia que ele tava socando a parede em surto, né?
Pô, o cara tava acostumado, né, a mandar, né, listas de transmissão com bom dia, solzinho e coraçãozinho para 3, 4 modelos, né? Pô, eu li A Quebra do Forcaro. Então assim, eu sei que, eu sei que porque chegou na ACP-MI do INSS. Então assim, importar garotas de programa para noite das É, é. E o Felipe, eu acho importante que você tenha dito garotas de programa, porque eu vejo a imprensa muito levianamente utilizando a expressão modelo.
Fala, mano, é uma ofensa para quem é modelo de verdade. Pelo amor de Deus, é prostituta, né? Porra, né? Mas enfim, tem, né, o negócio da noite das astronautas. Então assim, eu li A Quebra do Forcaro, eu sei que o Forcaro tinha tudo menos uma vida difícil.
Né?
É o máximo do sufoco que ele passava é tentar fingir ali para Marta Graeff que ela não era corna. Tirando isso, ele não tinha grandes dificuldades na vida, né? Então assim, eu não imagino ele aguentando muito tempo de prisão. Só que mesmo preso, ele ainda tentou meter o malandrão, né? Porque eu não sei se eu vou falar os valores exatamente agora, que não me vem à cabeça, mas na primeira proposta de delação, acho que ele tinha falado em devolver ali 20 R$30 bilhões, uma coisa assim. O Felipe tem uma memória melhor que a minha.
Chegou-se a falar em R$40 bilhões, mas se acreditava que ele tinha R$60 bilhões a devolver.
Isso. Então assim, primeiro ele ofereceu R$40 e ainda era R$40 em 5 anos, não era uma coisa assim?
É tudo devagar. No início, na verdade, acho que foi R$20, aí depois subiu para R$40, mas sabiam que ainda tinha.
Então assim, ele ainda tentou fazer a PF e a PGR de otário, né? Porque primeiro, pô, eu tenho R$40 bi em caixa, R$40 bi, né, que eu roubei, eu não vou devolver de uma vez, eu vou devolver em 5 anos. Então pera aí, se eu tenho R$40 bi que eu roubei e eu vou devolver esses R$40 bi em 5 anos, eu invisto esse dinheiro que eu roubei e que já tá legalizado, que eu já vou devolver. E aí só com fruto do roubo, já esse fruto legalizado, eu vivo como bilionário.
Pô, vamos lá, vamos supor, cada ano, é, pô, vamos supor que cada ano eu devolva lá R$4, R$8 bilhões, pô, deixa o resto rendendo. Aí ainda descobre que ele tinha mais 20. O cara ainda tava guardando 20, além da malandragem dele investir. Aquele é outro roubo. Então eu acho, porque pelo que eu escuto, né, que ele não tá conseguindo e não vai conseguir fazer a delação, porque ele tem toda a passa-moleque muito tempo na PF e na PGR, e que tanto a PF como a PGR consideram que, gente, nós já temos muita coisa.
Nós já temos coisa o suficiente para incriminar gente muito poderosa, a não ser que o Vô Caro dê alguma prova muito cabal sobre uma pessoa muito importante. Que esse é um ponto da delação premiada também, né? Você só pode fazer delação se for para entregar alguém maior que você, né? Não faz assim, sei lá, o CEO da Odebrecht entrega o faxineiro. Não, entregar alguém acima. Então ele precisaria dar alguma coisa muito contundente com alguém que esteja acima dele.
Não apresentou. Se não apresentou, eu acho melhor que ele apodreça lá e que a PF trabalhe com aquilo que tem. No Judiciário, tudo está dependendo do André Mendonça, porque apesar dele não decidir as coisas sozinho, se ele abre sigilo, se ele determina busca e apreensão, se ele determina prisão e as provas são muito robustas, os outros ministros ficam constrangidos de votar contra a decisão dele. Então, empreendendo, fazendo busca e apreensão e tornando documentos públicos, ele constrange os colegas a votar, porque aí todo mundo vai cair matando falando: não é.
Da mesma maneira, prisão do Vôrcaro. Por que que foi tão fácil manter a prisão do Vôrcaro? Porque ele não é poderoso? Porque ele não tem influência no Supremo? Não, mas é porque já tinha tanto elemento contra ele. O André Mendonça bancou, e os outros ministros Pô, falaram, cara, vai ficar muito feia minha situação aqui, e eu posso até virar um holofote para me investigarem, caso eu me investigarem no sentido da imprensa ir atrás investigar do porquê que eu votei para soltar o Vorcaro.
Então, cara, tá nas mãos dele. Até agora, o que eu tenho escutado e que eu tenho visto é de que ele é um cara correto, que não cede à pressão e que tem conduzido bem até agora. Na CPMI do INSS, ele tomou decisões principalmente em relação a habeas corpus de investigados, decisões que eu discordei, discordei muito. Mas até agora, tá, eu sempre deixo muito claro, porque depois ele toma uma decisão no futuro que é horrível, né, e aí eu fico comprometido.
Mas até agora ele tem demonstrado nessa investigação correção e e vontade de levar em frente.
O Kim, você poderia esclarecer? Porque acho que toda live com a participação de vocês, ou até quando nós jornalistas falamos alguma coisa sobre a candidatura do Renan Santos, os defensores de outros candidatos falam: e Refit, Refit, Refit. Então teve um escândalo aí que atingiu, resvalou de alguma maneira no movimento Brasil Livre. Foi pela ligação do Cristiano Beraldo, foi isso? E aí vocês o afastaram. Então vamos esclarecer essa história exatamente como aconteceu.
Vamos, claro. Bom, o Beraldo, ele prestava serviços, ainda presta até onde eu sei, serviço de consultoria para empresas de óleo e gás. Uma dessas empresas é a Refit, que tá sofrendo acusação aí de sonegação fiscal, né. Até onde ele contou para gente, não tinha nenhum problema. Ele prestou consultoria dele, não participou de sonegação nenhuma, mas ele decidiu se afastar do movimento é para não atrapalhar, para não manchar, né, a imagem, não colocar sob suspeição.
E ele respondeu o processo dele. Ele agora tá afastado em definitivo, ele decidiu seguir outro rumo da vida dele. Então não há absolutamente nada em relação à Refit. Aliás, eu fui o relator, né, para quem fala, não, mas então vocês atuaram para beneficiar sonegador, não sei o quê. Eu fui relator do projeto que obrigava a ANP a ter acesso às notas fiscais concedidas pela Receita, né, Agência Nacional do Petróleo, Agência Nacional do Petróleo, a ter acesso às notas fiscais justamente para impedir o que aconteceu no caso da Refit antes de estourar os canos da Refit.
Então é uma explicação muito simples, né? O integrante do nosso movimento prestava consultoria para empresas de óleo e gás. Uma dessas empresas foi acusada de sonegação. Não existe nada contra ele. Saiu até notícia na imprensa que ele teria sofrido busca e apreensão. Não sofreu. Então o ruído gerado foi em torno, integrante do MBL sofreu busca e apreensão. Não sofreu, ele prestou aquele serviço. Até tudo que ele mostrou para gente não indicava nenhum envolvimento, mas de todo modo ele tá afastado.
E quem, quando o MBL, agora o Partido Missão, falam de escândalos de corrupção, e principalmente quando qualquer candidatura ou grupo político ou até comunicador que seja crítico do PT fala em escândalo de corrupção, essa esquerda lulista sempre usa a cartada de que o outro candidato vai acabar com Bolsa Família, vai fazer algo nesse sentido. E eu tava até vendo hoje o noticiário sobre a apresentação do plano de governo, que tem esse título, O Futuro é Glorioso, é apresentação do plano de governo do Renan Santos.
E nas manchetes tinham lá duas expressões, né, fim do Bolsa Família e desfavelização. Você sabe que são sínteses que podem ter uma interpretação muito ruim se a pessoa tiver um viés, não quiser ler a proposta especificamente. A síntese, ela dá margem para interpretações eventualmente positivas ou interpretações negativas, né? E quando se fala, enfim, do Bolsa Família, sempre vem aquele discurso: ah, são pessoas que só querem atender o mercado financeiro, não querem atender a população pobre, não tá nem aí para as pessoas de baixa renda porque são pessoas ricas, são pessoas de classe média.
Isso tudo que se fala sobre quem quer mexer, às vezes é mexer de alguma outra maneira que não é nem acabar. Né, mas ter algum tipo de requisito, etc. Então queria seu esclarecimento sobre qual é a proposta do Renan Santos, a proposta do seu grupo político em relação ao Bolsa Família, já que é um tema tão sensível. E a outra sobre a questão da desfavelização. Eu vi outro dia que o Renan Santos fez um vídeo porque um comentarista de uma emissora de TV olhou com muita preocupação em relação a essa desfavelização, que poderia ser uma medida antidemocrática, vamos dizer assim.
E que obviamente, se for olhada de relance, pode parecer algo que vai forçar as pessoas a sair da favela, embora evidentemente numa interpretação positiva possa ser visto como algo de vamos fazer alguma coisa para reduzir a pobreza. Não é contra os pobres, mas para dar estrutura. Então, na verdade, o que que é a proposta de desfavelização e o que que é a proposta, vamos dizer assim, de alteração do Bolsa Bolsa Família?
É, do Bolsa Família é muito simples, né? É, e isso vai ser sempre colocado, independentemente da proposta que a gente coloque para enfrentar assistencialismo, para enfrentar dependência de programa social. A propaganda, que o terrorismo que o PT vai fazer é: ah, pobre vai morrer de fome, né? E até engraçado, porque o Lula tinha prometido no primeiro mandato: vou acabar com a fome. Agora ele voltou a prometer no quarto mandato.
E enfim, Né, quando ele disse que não, no próximo ano e tal que a gente vai colher, por enquanto a gente tá ainda plantando, não sei o quê. A gente tá, né, por enquanto ele só plantou no brasileiro e não nasceu nada.
Calma aí, cara, lá ele.
Desculpa, eu ia me manter sério, mas o jeito que você me olhou aí, né.
Perdão, mas eu sou marido da Ieta, ok?
É, você perdeu a linha aí, cara. Então o Lula por enquanto só plantou no brasileiro.
E não nasceu nada, não aconteceu nada, tá? A picanha que foi prometida lá, metáfora da plantação mexeu com vocês?
Não veio, não veio, faltou picanha, faltou a nhá.
Esses dias, o que que eles fizeram antes do programa?
Tá, vamos dizer que a gente tava mesmo, tava falando mal do Lula, tava falando mal do Lula. Bolsa Família, Bolsa Família, cara, que não, porque o cara tá fazendo terrorismo.
A gente faz, vai fazer o terrorismo independentemente qual seja a nossa proposta, cara. Não dá porque o chat tá na minha cara aqui e eu tô vendo a galera, a galera tá achando de rir.
É, o Vitão vai ter que tirar o chat daqui, hein, Vitão, senão vai foder.
Pronto, já era. Pronto, agora E agora eu tô vendo você em vez de olhar o chat, porra.
Abadi, deputado federal tem crise de riso durante o programa.
Melhora esse ar-condicionado aí para nós, Bruno, por favor.
Independentemente, né, da proposta que a gente tenha para libertar o Brasil de assistencialismo, de Bolsa Família e por aí vai, vamos falar que é contra pobres. Mas a gente precisa defender o que é correto, independentemente da propaganda, que é as referências de trabalho, né? Pô, a pessoa é jovem, saudável, nós teremos um grande programa de infraestrutura. Um exemplo: nós queremos fazer 10 mil quilômetros de ferrovia ao redor do país.
Isso vai se estender também para manutenção, duplicação de rodovias, para modernização de portos, de aeroportos. Não vai faltar emprego porque o investimento público vai atingir níveis que nós nunca vimos antes, porque a gente vai liberar um espaço fiscal de R$1 trilhão e R$100 bilhões em 5 anos, que vai dar muito poder para a gente tocar esse investimento. Então é o seguinte: você recebe Bolsa Família, você consegue trabalhar, nós temos um emprego para você trabalhar.
Você não quer este emprego, você não vai receber mais, porque você escolheu não ter um emprego, você escolheu não receber o triplo, o quádruplo do Bolsa Família só porque você não quis trabalhar. Então eu acho que esse é um ponto importante. E outro ponto existe um incentivo, né, a você ter um emprego informal. E existem muitos empregos informais justamente por causa do quanto a nossa carteira de trabalho é onerada. A gente propõe uma reforma previdenciária estrutural que vai fazer baixar a contribuição previdenciária significativamente, que hoje é um dos principais, se não o principal elemento que onera ali uma relação trabalhista via CLT.
Esse é o ponto em relação ao Bolsa Família. Em relação à desfavelização, eu fico realmente espantado, né, como um jornalista tem coragem de dizer que defender desfavelização é uma medida antidemocrática. Eu falo, mas, gente, antidemocrático é eu manter o controle do crime organizado na favela. Isso é antidemocrático, porque aí Só é cidadão, só tem direito de exercer livremente o seu voto quem não tá na favela. Porque infelizmente essa é a realidade hoje.
Se o criminoso, né, tem a capacidade de te expulsar da sua casa, de te matar, de sequestrar sua família, de estuprar sua filha se ela se negar a ter relação sexual com traficante, de te julgar com Tribunal do Crime, com leis próprias, com exército próprio, isso sim é antidemocrático. Se você sujeita toda uma população ao massacre diário do crime organizado, Isso é antidemocrático. Então, primeiro ponto de desfavelização é retomada de território.
E aí podem falar que a gente é antidemocrático porque a gente defende a decretação do estado de defesa, né, que é um estado de exceção previsto na Constituição, né, em que você tem o poder de, em locais específicos, você temporariamente limitar o direito a reuniões públicas, a você poder fazer busca e apreensão sem mandado judicial. Para você retomar a ordem no território. E nós defendemos que isso seja feito, nós defendemos que as polícias militares, com auxílio das Forças Armadas, retomem os territórios.
E retomando esses territórios, a gente pode fazer infraestrutura urbana, a gente pode de fato, né, construir casas decentes, a gente pode conceder o acesso ao saneamento básico, a gente pode, né, enfim, tudo que hoje, né, é prestação de serviço via extorsão por parte do crime organizado, nós podemos fazer de maneira né, é aqui de maneira com que aquilo seja prestado decentemente, legalmente, sem a extorsão que é praticada contra os moradores dessas favelas, né.
Porque mais uma vez, ressaltando, hoje eles não vivem uma democracia. Quem está, os 40 milhões de brasileiros que vivem sob domínio do crime organizado, não estão numa democracia porque eles não são titulares de direitos, eles são mero Um dos princípios da nossa Constituição, Igor, é a dignidade da pessoa humana. O que que significa dignidade da pessoa humana? Dignidade da pessoa humana significa que todo ser humano é um fim em si mesmo.
Ele não é um meio de ninguém nem de nada, né? Ele não pode ser um instrumento para exercer a vontade ou capricho de uma outra pessoa. Ele próprio, a vida dele própria, tem um significado em si mesmo. Isso é dignidade da pessoa humana. Essas pessoas não têm dignidade. Porque elas não têm, a vida delas não tem um valor intrínseco, elas são um instrumento para o projeto criminoso dessas facções criminosas. E olha que eu nem sou um defensor da Constituição de 88, defendo uma nova Constituição, mas para pregar um princípio constitucional, essas pessoas são meros instrumentos do crime para ter lucro, para ter vantagens sexuais, né, para ter um domínio e exercer o poder sobre a vida dessas pessoas.
Então nós temos sim um projeto de retomada de território, de imposição de lei e ordem, é de geração de emprego e renda em áreas periféricas. E do mais difícil do que retomar os territórios é ocupar esses territórios, é impedir que o crime volte, que é uma deficiência estrutural que a gente vê com mais clareza principalmente no governo do Rio de Janeiro, mas mais recentemente a gente tem visto isso muito no Ceará também, né? E a nossa ideia é justamente a gente mudar a realidade, a infraestrutura, a realidade econômica e o policiamento dentro dessas áreas para que elas nunca mais tenham que se sujeitar à vontade do crime.
Só um complemento: o estado de defesa, faça você espectador, o juízo que for sobre essa proposta do Partido Missão, seja um juízo positivo, juízo negativo, não é um instrumento para quem perdeu nas urnas e quer reverter o resultado eleitoral, né? Ele é um instrumento que pode ser usado em outras circunstâncias, e aí cada um vai fazer a sua avaliação sobre essa aplicação.
E aí, segurança pública também é um tema que vai ser importante no pleito que virá. E tem uma galera que tá— tem dois jeitos. As duas campanhas polarizadas estão falando de forma, da forma que se espera que eles falem mesmo, né? Então a gente tem, por exemplo, o bolsonarismo, o lado do Flávio falando em operação policial, falando uma parada assim, mas em transformar em organização terrorista, tudo isso. E tem um lado do Lula que fala de uma outra, uma outra maneira de enfrentar.
Eles vão falar que não tem que fazer operação na favela, tem que enfrentar o dinheiro na Faria Lima, não sei o quê. Eu acho que o ideal seria uma uma junção das duas coisas, né, que seria essa: ainda precisa resolver a vida das pessoas que estão lá sofrendo hoje, e você ainda precisa eliminar o fluxo de dinheiro dessa, das facções. Como é que tu enxerga o assunto segurança pública como um tema importante nessa, nessas eleições?
Eu acho que é o tema mais importante, né, e eu falo isso não só por pesquisa, mas por um sentimento pessoal. Hoje, pessoalmente, eu como eleitor, a coisa que mais me preocupa é segurança. E eu falo isso para você porque acho que durante— eu moro em São Paulo há 10 anos, acho que nesses 10 anos eu fui assaltado 6 vezes. Então assim, é uma preocupação gigantesca, né? Principalmente porque quando você— uma coisa é você pensar estatística, outra coisa é você pensar na vida de uma pessoa que foi lá, passou 2 horas no ônibus, no trem, no metrô, pegou a linha vermelha lotada para ir para o trabalho.
Aí, pô, eu não morava em Santo André, trabalhava em Interlagos. Isso é uma epopeia, tá no cinema agora, Odisseia. Eu tinha que ir lá, chegar, mano, furar o olho do Polifemo, né? Isso era, enfim, tinha que passar por toda essa saga. O cara volta, pega outras 2 horas e tal para vir um desgraçado colocar uma arma na sua cabeça, decidir se você vive, se você morre. Você passa o celular, ele ainda te dá uma coronhada, você ainda tem que passar uma UPA, esperar 4 horas para receber ponto para você voltar para sua casa, obviamente essa de fato tem que ser a maior preocupação do brasileiro, e a gente vai tratar dela.
Eu só quero colocar um ponto antes de responder objetivamente: o Lula tem mudado o discurso. Porque eu tenho exemplo de um projeto meu, eu aprovei um projeto que aumenta a pena para furto, roubo e receptação. O PT votou contra, discursou contra, o Lula sancionou. Então assim, O PT, por tá vendo que o seu discurso de dar cervejinha, de ressocializar, de combater na ponta do lápis e não da ponta do fuzil, como ele tá vendo que esse discurso não cola, né, ou pelo menos não cola mais, eles estão mudando de postura, né.
Tanto que o PT sempre foi contra acabar com auxílio-reclusão, né, acabar com benefício que é pago para as famílias dos bandidos presos. O Lula sancionou a parte do PL antifacção que acaba com auxílio-reclusão e discursou a favor do fim do auxílio-reclusão. Isso que eu tô há 7 anos na Câmara escutando o discurso de petista, de psolista, falando que auxílio-reclusão é importante porque a família não tem culpa pelo que o bandido cometeu, porque depois se a família tá desassistida ela vai depender do crime organizado, porque senão a própria família pode ir para o crime quando o criminoso é só o chefe da família.
Enfim, Esse discurso que eu já escutei inúmeras vezes, vai lá, o Lula não só sanciona como ele endossa em discurso. E nessa minha proposta ainda, o governo federal colocou R$2 milhões para dizer que é uma iniciativa do governo do Brasil. Governo do Brasil não dando moleza para o crime. Falou: o projeto é meu, PT votou contra, vocês estão colocando grana para impulsionando. Eles têm a cara de pau. Você sabe que eu faço live na Twitch, né, Igor?
O governo federal tá colocando anúncio dizendo que o projeto é do governo na minha tweet. Não, isso é grotesco, né? Tem isso na minha tweet, já reparei 3 coisas. Tem propaganda dizendo que tá ganhando dinheiro do governo. Não, mas aí não sou eu que escolho os anunciantes, é a tweet. Aí o governo tá colocando anúncio de que o meu projeto é projeto do governo, coloca do pé de meia, e também coloca dizendo que no Farmácia Popular já tem absorvente para pessoas que menstruam.
Né? Porque eles também não pode mais falar mulher, né? É pessoa que menstrua. Então, só fazendo um preâmbulo, por assim dizer, de que o PT tá mudando o discurso, né? E dentro do PT tem uma ala ali do pé de meia.
E o lance do absorvente também não são propostas originalmente do, sei lá, do PT, né? Se eu não me engano, pé de meia da Tabata.
É verdade, não, sem razão. Tem razão.
E o do absorvente também, eu acho que também.
Então assim, é, o governo não tem muito o que mostrar, né? Então ele fica utilizando, é que a Tabata ainda é da base do governo, né? A Tabata ainda vai fazer campanha para o Lula, enfim. Então é mais justificável eles pegarem um projeto. Agora, pegar o projeto da oposição, porra, né? Aí é a mesma coisa de eu chegar e, sei lá, a Câmara aprovou um projeto da Erika Hilton, eu sou presidente da República, eu vou falar, olha só, o governo Kim aprovou.
Não, sacanagem, né? Né? Mas enfim, sobre isso, não, só parei de ser falando de segurança pública.
Eu cheguei nessa manhã de Nova York, tive oportunidade de passar aí uns 10 dias lá.
E nesse momento final da Copa do Mundo, embora não tenha ido para Copa do Mundo, mas você esfregar isso na nossa cara, ah, cheguei hoje de Nova York, fiquei 10 dias vendo a Copa.
Eu não fiquei vendo a Copa, eu não tinha dinheiro para comprar o ingresso de R$40 mil no estádio dessa fase final e tal. Eu só vi a toda a vida se movimentando na rua, entrava naqueles pubs lotados. Mas eu citei isso porque eu fiz uma coisa estranhíssima lá, que eu usei o celular na rua. Um negócio estranhíssimo para quem mora em São Paulo, você poder usar o celular na rua. E todo mundo utiliza o celular na rua. E não, felizmente, um policiamento bom ali.
Não vi nenhum episódio de furto, não vi ninguém reclamando com a polícia de que foi roubado, que é muito comum nos centros urbanos, ainda mais naquele centro ali comercial, financeiro, turístico, cultural. E é muito estranho você estranhar que o celular possa ser usado como um telefone móvel, né? E no entanto, aqui em São Paulo, a gente, a gente tem muito receio de utilizar o telefone na rua, mesmo dentro do carro, quando você tá no trânsito.
Quando eu tô vindo aqui para o Flow, muitas vezes a gente pega carro de aplicativo Hi, Ryan Reynolds here for Mint Mobile.
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Fala, olha, não usa o celular não, olha, diminui a luz do celular, olha, nem no banco de trás e tal, cuidado aqui nessa região porque eles jogam pedra no vidro.
Então assim, já apita, é, o Waze já tá apitando, pois é.
Mas enfim, aí o Quinho tinha uma pergunta para fazer, já que você tá falando aí de umas propostas. O Flávio Bolsonaro outro dia foi criticado ali nas redes sociais pelo pessoal mais à direita, mas que consegue criticá-lo é por apresentar uma proposta muito parecida com algumas medidas consideradas apelativas e eleitoreiras do lulismo tradicionalmente, é oferecer justamente celular para as mulheres agora que ele tá tentando conquistar o eleitorado feminino. Como é que o senhor viu essas propostas?
Eu achei grotesco, né? Eu falei, gente, não é possível que um candidato à presidência da República não tem um Não tem um infeliz. Esse homem não tem amigos, né? O fato que— pô, Igor, eu tô tentando desenvolver um raciocínio, você fica rachando do meu lado. Que porra! Então, o fato—
você que é um homem sério, é por isso que eu como as bolachas de arroz antes de programa.
Você que é um homem sério. O fato do Flávio ter proposto dar 60 milhões de celulares para mulher e para idoso Mostra que ele é um homem sem amigos, porque não teve um infeliz para bater no ombro dele e falar: meu amigo, isso é uma ideia horrorosa. Você não só não vai conseguir captar votos como o populismo do PT consegue, como o próprio alvo do seu populismo, que são os idosos e as mulheres, vão te rechaçar e falar que você é ridículo.
Que foi exata e precisamente o que aconteceu. Então assim, Essa proposta do Flávio é a prova cabal de que ele não tem amigos. Ele não tem nem amigos nem assessores competentes. Não teve um, um para chegar e falar: isso é ridículo. Tava lá a coordenadora da equipe econômica dele do lado reforçando, né? Uma baita proposta. As empresas de telecomunicação inclusive iriam se dispor a apoiar. Mas é óbvio que vão apoiar, você tá tirando dinheiro público para passar pastéis, pô.
Você tá falando que você vai comprar celular, você vai pagar essa internet para o celular. É claro que a empresa de telecomunicação vai achar mil maravilhas, pô. Você tá passando bilhões de reais direto do bolso do pagador de imposto para fazer populismo, enriquecendo empresas de telecomunicação. Que aliás, até nesse sentido de ser um populismo que atende a um lobby empresarial, o Flávio tem semelhança com o PT. Porque o Vale Gás, o Felipe Não é mais, né, um valor que você pode utilizar para comprar o gás em redes credenciadas.
Agora é o próprio gás que o governo tá te entregando. E isso, vamos lá, primeiro, todo o sucesso acadêmico que é colocado comparando o Bolsa Família com Fome Zero é de que no Bolsa Família o mais pobre teve a liberdade de decidir o que era prioridade para si próprio, quando no Fome Zero o governo escolhia o que era. E por isso o Bolsa Família funcionou. E o, para acabar com a fome, e o Fome Zero não funcionou.
Aí você vai lá, é dar ao cidadão a liberdade de usar o seu dinheiro da maneira como quiser.
Exatamente. E aí o Vale Gás, em vez de você, sei lá, aumentar o Bolsa Família, né, porque se você vai criar um benefício voltado para o mesmo público, né, em vez de você, em vez de você aumentar aquele benefício para o cara escolher qual que é a prioridade dele, né, se é gás, se não é gás. Às vezes o cara, pô, tem um forninho elétrico, a eletricidade tá mais barato que o gás, né? Não, você vai lá e especificamente dá gás.
Isso é um produto específico.
Isso, Felipe, eu conheço, é lobby do Soares, do S de OAS, do rei do gás. Então assim, por um lado você finge estar ajudando o mais pobre, mas nos bastidores você tá atendendo lobby de empresário bilionário corrupto. Da mesma maneira, o Flávio vai lá, finge tá dando um benefício para mulher e para o idoso, e aí, né, é por trás você tem as teles que, na minha avaliação, constituem um oligopólio no nosso país, prestam um péssimo serviço, e que agora vão passar na proposta do Flávio, né, a receber bilhões de reais pagador de imposto.
Mas não para por aí, piora o populismo do Flávio, porque Jair, Flávio, sempre disseram Bolsa Família era bolsa esmola. Aí agora, mais recentemente, o Flávio falou que ele vai dar os R$600 de Bolsa Família mais R$100 para quem economizar R$100 dos R$600, mais R$100 para quem fizer não sei o quê, mais R$5.000 de microcrédito. Então o cara pegou R$600 do Bolsa Família que ele falava que era populismo, transformou em R$5.800. Meu amigo, você precisa se decidir se você quer de fato ter uma candidatura de direita ou se você quer ser o vice do Lula, né?
Porque até agora acho que o Lula não indicou vice, salvo engano. Então, pô, tá aberto espaço para o Flávio. Com essa linha de proposta, pode falar, você vai ser recebido com asas abertas.
Tecnicamente, qual é o problema de uma proposta como essa? Ela não é sustentável porque ela custa muito dinheiro e ele tá omitindo isso da população?
Não, acho que não faz sentido em primeiro lugar. Não é nenhuma questão técnica. Primeiro, sim, tem a questão técnica de, né, o famoso artigo 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal e artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que trata sobre toda proposição precisar ter estimativa de impacto e fonte de receita, seja corte de gasto, seja aumento de imposto. Não tem isso, né? Ele apresentou uma conta de padeiro ali sem memória de cálculo e sem dizer de onde vai sair o dinheiro.
Tem esse problema, mas o problema central é anterior. É porque dá celular para mulher e para idoso, qual que é a rácio por trás disso, né? No que dar um celular para uma mulher ou dar um celular para idoso, no que que esse público focal vai se beneficiar mais do que o resto da população de receber um celular? Ele tangenciou ali um discurso de combate à violência contra a mulher. Gente, olha, Eu já vi vários casos de estupro, de feminicídio.
Em todos esses casos, as mulheres tinham celulares. Assim, não mudou muita coisa. E tinham celular com acesso a você instalar um ChatGPT, que é uma inteligência artificial muito mais competente do que essa MarIA, né? MarIA, que ele apresentou como sendo uma IA para mulheres. Então assim, eu acho que não faz sentido em primeiro lugar, né? Qual que é o problema que ele tá tentando resolver, né? Por que esse público? Por que esse meio?
Não tem nenhum pressuposto, sabe? Não é nem, sabe, um raciocínio ali, sei lá, aristotélico assim, é pressuposto, pressuposto, conclusão. Não tem um pressuposto, não tem outro pressuposto, não tem uma conclusão. Ele só jogou que vai dar celular para mulher.
Então ficou, não gostou, tu não é mulher, né?
Isso é porque o candidato Renan Santos e você mesmo na sua atividade parlamentar se colocam como políticos de direita. O senhor entende que esse tipo de proposta não representa o ideário da direita? E por que motivo?
Não, primeiro porque ser conservador politicamente falando, né, que é como o Flávio se define, pressupõe você ser cético e você só aplicar do ponto de vista da política pública. Você só propõe uma política pública se você tem dados, se você tem evidências, e você tem um raciocínio lógico que demonstra que aquilo funciona. Você não utiliza seres humanos como ratos de laboratório, que é uma das críticas que o conservadorismo faz em relação a comunismo, socialismo, em relação a experiências totalitárias.
Não. Primeiro eu monto de cima para baixo uma estrutura de como eu de que a sociedade deve funcionar. Daí eu experimento na prática, sem que haja nenhuma evolução gradual, com nenhuma naturalidade, né, como aquilo vai funcionar. Aí, pô, se gente morrer e tal, a gente dá uma ajustadinha aqui, uma ajustadinha ali. Então uma das principais críticas do conservadorismo, né, ao socialismo, ao comunismo, né, é você Pega uma teoria, né, que sequer é testada na própria tese, né, sequer sobrevive a um confronto de tese, não precisaria nem ser testado na prática, implementa para as pessoas e vamos ver no que dá, né.
É aquela história do, do, eu não me lembro qual autor conservador utiliza essa analogia, mas você vai testando fazer um avião decolar sem uma das partes, e aí várias vezes você fala, não, é que tava faltando uma parte errada. E você continua matando pessoas com avião que não decola. Da mesma maneira, você aplica isso para política pública. Você precisa mostrar por que que vai funcionar, quais são, qual é a maneira que você vai implementar, por que que você vai implementar.
Já funcionou em algum lugar? Funcionou de que maneira? Se funcionou nesse lugar, por que que funcionaria aqui? Nunca funcionou em nenhum lugar? Por que que aqui funcionaria? O que que nós temos de especificidade? Qual que é a evidência que nós temos de que essa política pública vai funcionar? Então, primeiro ponto o ceticismo que é natural do conservador, que é conservador de verdade. Porque até essa semana o Eduardo Bolsonaro me criticou, né?
Falou, é porque na verdade tem a direita, que o pessoal nem sabe o que que é direita, né? E aí eu resgatei aquele vídeo do Flávio, do Eduardo, falando, perguntaram para ele, né, que livro conservador que você leu? Aí ele, porra, aquele da capinha branca. Meu, você não consegue citar um, nem que você, olha, nem que você não tenha lido, né? No mínimo você não consegue lembrar um nome de uma capa de um livro conservador que você viu na livraria um dia na sua vida.
Alguém que você tem escutado numa palestra falar de um livro, você não tem a capacidade de se lembrar, porque o cara não pediu para ele fazer uma resenha do livro, só pediu para ele citar um título.
Ele não tem capacidade de citar um título, inclusive do Roger Scruton. Conservador britânico, filósofo, que morreu poucos anos atrás, e que o Eduardo Bolsonaro naquela entrevista encarou como uma referência intelectual. E ele só soube citar um vídeo de YouTube que o Roger Scruton fez sobre a beleza.
Ele não sabia citar o nome de um livro, que aliás ele tem um livro ótimo que é Como Ser um Conservador, né, que foi o único do Scruton que eu li. E que para mim, quando ele fala do vínculo, né, em relação à sua terra, em relação à sua comunidade e o conservadorismo, sei que eu acho que essa é a melhor definição, né? Ser um pacto entre quem morreu, quem vive, quem tá por viver, né? Ou seja, honrar o legado daqueles que passaram, trabalhar para entregar uma sociedade melhor do que você recebeu para o futuro, né?
Ter essa conexão. Isso ser, entre aspas, o contrato social, eu acho que essa é a melhor, é a melhor definição de conservadorismo. Porque, por exemplo, o pensamento revolucionário, ele corta o primeiro elo dessa definição, que é o compromisso com o passado, porque o revolucionário acha que tudo que veio atrás dele tá errado e que ele que vai trazer tudo que tá certo de novo, né? Então assim, todas as instituições, toda a economia, todos os costumes, as relações sociais, desde o estado da democracia, da economia de mercado, até o casamento, todas as instituições estão erradas e eu que vou começar do zero, que eu sou certo.
Aí já viola o conservadorismo, fala: não, primeiro você precisa honrar o seu passado. Não significa que você tem um compromisso com os erros do passado, mas significa que você tem um compromisso de aprender com o passado.
Né?
E aí eu e o Eduardo não é capaz de citar nada, e ele veio falar: não, mas aí o Kim tenta confundir, né? Ele é um cara que, né, fala que não, a direita pode concordar com a esquerda aqui, aqui. Eu falei: olha, pera aí, gente, olha, na minha experiência de mandato, direita que mais concordou não é nem com a esquerda em si, mas com o petismo, foi o bolsonarismo. E aí eu listei, pô, PEC da Vingança para para perseguir promotor que combatia a corrupção, afrouxamento de lei de improbidade administrativa.
Antes existia a figura da culpa grave, né? Então assim, eu sou prefeito, Igor, e aí tá lá na sua casa, tem um buraco para asfaltar, né, para fazer operação tapa-buraco ali na frente da sua casa. Eu contrato uma empresa de isopor, aí eu tapo com isopor o buraco da sua casa. Se não ficar comprovado que eu recebi propina da empresa de isopor, eu não posso ser responsabilizado administrativamente, no âmbito do direito administrativo sancionador, não posso ficar inelegível por ter usado isopor para fazer operação tapa-buraco ali na frente da sua casa. Nisso, PT e Bolsonaro e Centrão votaram juntos, né?
Qualquer desculpa para defender um troço como esse, cara?
Ah, porque existe um apagão das canetas, que as pessoas têm medo de ser prefeito porque por qualquer coisa toma processo, porque o Ministério Público fica responsabilizando por qualquer coisa. E olha, eu sei, eu conheço bem que tem muito promotor que quer ser prefeito, que quer governar no lugar dele, quer governar no lugar do governador. Agora, você não corrige um abuso com outro, né? Que aliás, essa, essa é a frase que eu mais gosto do do Espírito das Leis, do Montesquieu, que ele fala: vejo os antigos abusos, vejo sua correção, e vejo os abusos da própria correção. Isso é abuso, né, da própria correção.
Mas só para lembrar, você tava citando aí que foi criticado pelo Eduardo Bolsonaro nessa semana quando você tava falando de que essa proposta do Flávio nem sequer respeita, vamos dizer assim, a tradição do pensamento conservador, porque eu perguntei em que que ela difere do pensamento de direita, como vocês entendem?
Isso. Então eu disse, eu fiz toda essa volta para dizer que Flávio e Eduardo nunca passaram a um ano-luz, eu não vou nem dizer de um livro conservador, eu vou dizer de um livro, ponto. Sim, eu tenho, eu tenho sérias dúvidas se os dois foram alfabetizados. Cara, que você fez, eu não tô aguentando. Não, eu fico, que tem várias paradas que tu fala que Aí eu fico assim, caralho, mané, não dá merda não falar essas paradas aí? Não, falar que ele é analfabeto não é crime.
Mas tu falou que ele era ladrão também, né?
É, aí é crime.
Bom, cara, e aí então me conta, tem uma outra questão aqui que tem muito mais a ver contigo, na real.
Só um parênteses, é crime você diz, é para o cidadão comum que não tem imunidade parlamentar, mas com a imunidade parlamentar você tem uma relativização.
Não tá valendo nada. Tá no Supremo um processo pedindo minha prisão ali porque eu disse que o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, vice-líder do governo Lula, foi o primeiro citado nas investigações do INSS. E o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, vice-líder do governo Lula, não gosta que digam que o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, vice-líder do governo Lula, foi o primeiro citado nas investigações do INSS.
Também não gosta que digam que o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, vice-líder do governo Lula, comprou uma fazenda, né, de mais de R$15 milhões com dinheiro do roubo dos aposentados. Senador Ayrton Rocha, vice-líder do governo do Lula, não gosta.
Pô, mas nesse mesmo espírito dos cara que não gosta que pergunte, o que fale das coisas, tu faz alguma ideia? Tu aí que percorre círculos elevadíssimos, né, de doutores e juízes, alguém já te explicou aí quais são os serviços advocatícios que valeriam em 3 anos R$140 40 milhões de reais ou próximo disso?
Cara, a última explicação que eu tive é que se um advogado tiver a capacidade de trazer 3 Champions League para o escritório, aí ele vale isso. Essa foi a explicação que eu tive dos altos círculos.
E se for uma Copinha do Mundo?
Não vale não, não vale. Tem que ser 3 Champions especificamente.
30 milhões, senão o pessoal não vai remeter ao contrato advocatício, né? Na verdade, foi noticiado como R$129 porque se arredondou para baixo os R$3.600 e tantos mil por mês. Se arredondou para baixo para R$3,6, aí se multiplicou pelo número de meses e deu R$129. Mas se você for multiplicar o R$3,6 com todas as outras centenas de, as outras dezenas de milhares de reais, no final dá mais de R$130 milhões. Mas ficou famoso o número R$129. Mas é, olha, eu não sabia disso aí não.
O que é, o que é, sei lá, eu não sabia direito. Um país assim, o Brasil, então agora a gente tem aqui alguém para as pessoas, para os vários advogados que se formam no Brasil se espelharem, né? Com certeza tava todo mundo achando aí, não, pô, advogado tá difícil no Brasil, mano.
Por causa da esposa do Alexandre de Moraes com o Banco Mais.
Essa daí é para mim a coisa mais gritante que tem nesse. E eu já, eu peço até desculpa à audiência aí porque eu fico enchendo o saco com isso. Porque, cara, olha só, é rapidamente de novo, como é que um cara que quando você pensa em justiça no Brasil, a imagem que vem na sua cabeça é do Alexandre de Moraes, goste disso ou não, legal? É ele que toma o protagonismo das principais decisões, tem tomado, né? Desde o inquérito das fake news ele tem tomado.
Justiça não, em Poder Judiciário, né?
Outra coisa, tá bom. É o cara que faz, que faz ensaio fotográfico, o cara que dá o dedo para os outros no estádio, não sei o quê. Então eu não quero nada, irmão.
Ele fez ensaio fotográfico para o veículo internacional.
Eu não vi isso aí não, mas acha com facilidade. É maneiro, cara, de uma roupa na prega, boladão. E eu, e desse cara midiático, eu só queria entender porque é meio esquisito as pessoas que têm como, que olham para Alexandre de Moraes uma figura, um cara, pô, que tá cuidando da democracia, envolvido no escândalo de dinheiro. Porque aqui não tem lado político assim. Tu pode até não ter gostado do julgamento do Bolsonaro, ou você pode ter gostado do julgamento do Bolsonaro.
Não é uma questão de escolher lado, ou se o STF toma decisões políticas ou não, é dinheiro. Dinheiro não tem, não tem partido. Dinheiro é dinheiro. E não estamos falando de pouquinho não, falando de um monte. E era muito importante entender, deixar claro para as pessoas que, pô, não é tudo um grande mal-entendido no fim das contas, entendeu? Mal-entendido é um mal-entendido, cara.
Dinheiro roubado, que mal-entendido, pelo amor de Deus!
Que deputado?
Não, aquela mulher nunca advogou, nunca, entendeu? É um caso muito, chama muita atenção, na minha opinião, que chega lá e fala, sei lá, merendíssimo, sabe? É um negócio assim, não existe, não tem dela, não tem nenhuma formação decente, não tem nenhum trabalho acadêmico decente, não tem nenhuma atuação como advogado decente assim. Não existe, não existe isso assim. A esposa do Alexandre de Moraes, ela não seria contratada assim se ela ganhasse R$3.000 limpo com VR, era demais para o currículo dela.
Pelo amor de Deus, isso aí é assim. Mas sabe qual que é o ponto que você colocou? Não, não é uma questão de lado, não é uma questão política. O ponto é que hoje o Supremo e o Alexandre de Moraes são um lado político. Então as pessoas, da mesma maneira como os fanáticos políticos torcem e idolatram os políticos, de qualquer, mano, quem sai o ridículo? Não, não é possível. Deixa eu terminar meu raciocínio antes de você passar essas fotos aí, senão não vou conseguir, não vou nem olhar aqui, que já apareceu aqui no monitor para gente. O que eu tava falando?
A gente tava falando que a esposa do Alexandre de Moraes, ela não tem capacidade de ter um contrato É, não tem capacidade de ter um contato como esse.
Atenção, Supremo, foi o Igor que falou, não fui eu.
Acabei repetindo, né?
Não tem assim, não tem a menor condição de ter um contato como esse. E só que Supremo, ele virou, que você falou, não é uma questão de política, é dinheiro sendo roubado. Só que hoje, se o Alexandre de Moraes disputasse eleição, ele teria milhões de votos. Ele virou um personagem político, ele virou um lado político, ele virou tão é um alvo, um objeto de idolatria, como aquelas pessoas que idolatram cegamente políticos. Não é o militante que acredita num político e que defende as suas ideias e o seu programa, não.
É o acólito, é um fanático, ele é um defensor que substituiu a própria religião ou a crença no metafísico na crença no Supremo, na crença do Alexandre de Moraes. Ele reza para aquela careca redonda todos os dias. Então Vamos dar, vamos ver um ensaio da careca redonda.
Caraca, moleque! Então tem um ensaio de fato, eu não tô inventando.
Mas é para que revista isso aí, cara?
Eu vou procurar.
Foi Bloomberg, New York Times, o que que foi isso? Também não.
New Yorker, vou dar uma olhada.
New Yorker, pode ser a revista New Yorker. Alexandre, não queria acusar ninguém falsamente, então, porque é um ensaio Bom, comprometedor do ponto de vista editorial, realmente assim, menos mil de aura para o jornal.
Parece bom, é do New Yorker mesmo, aparentemente é da New Yorker.
Sem querer mudar de assunto, já que esse é tão popular, para um bastante impopular, no começo você falou dessa proposta do Renan Santos de diminuir o número de municípios no Brasil, e eu tava aqui pensando na questão que não é exatamente igual mas que é a da desestatização. Até porque é uma das bandeiras no campo da direita, bandeira liberal, você reduzir o tamanho do Estado. Isso que nem é usado muitas vezes assim em eleição, porque o cidadão médio não entende muito.
Mas o Brasil tem muitas estatais. E até um economista que eu entrevistei uma vez, ele falou, é, para você privatizar, para você desestatizar, você acaba tendo que pagar o resgate para aqueles políticos que dominam aquela estatal, que controlam aquela estatal. Então você tem muita resistência para privatização, porque aquilo vira um cabidão de emprego, aquilo vira um lugar onde você tem setores que estão sendo usados para esquema de corrupção, esquema de lavagem de dinheiro.
Então a minha pergunta, com essa analogia de fundo, embora não sejam casos iguais, é: existem obstáculos? E quais são os obstáculos para você reduzir o tamanho dos municípios? Porque eu entendo que quando você reduz, você reduz também a parte da administração pública, quer dizer, você, você funde 2 municípios. Então você vai diminuir o número, por exemplo, de vereadores, etc., e vai ter resistência, porque muita gente quer aquele cargo, ou já tem, ou quer concorrer, ou já tem um poder político local, quer ter mais base, mais bancada. E sempre tem muita resistência para esse tipo de proposta. É viável?
Olha, nós encontramos menos resistência a essa proposta do que a gente imaginava. O Renan discursou na marcha dos prefeitos e ele falou, olha, municípios inviáveis, né, economicamente tem que deixar de existir, né, tem que haver a fusão desses municípios. E eu, eu vou falar um bastidor aqui que eu nunca falei antes. Bora, Brasil! Nos bastidores eu falei, a gente tava discutindo, né, a gente sempre discute algumas agendas do Renan, se vale a pena ou se não vale.
Quem tá mais por dentro dessas discussões é a Amanda. Eu participo como pitaqueiro de vez em quando. E uma das, isso, que é coordenadora de campanha do Renan. E a gente tava discutindo se valia a pena ele falar na Marcha dos Prefeitos. E aí eu falei, ele vai ser vaiado, mas vale a pena, vai dar um puta vídeo de campanha ele sendo vaiado. Vai ser, ó, tá vendo, ele tá defendendo o que é certo, né? Os caras que não querem o que é certo foram lá e vaiaram ele, ele saiu vaiado.
Eu falei, um puta vídeo, vai bombar esse vídeo. Ele foi com essa mentalidade, tá? Vou falar e vou ser vaiado. Chegou, ele foi aplaudido pelos prefeitos, nos surpreendeu. E depois eles foram conversar e falaram o seguinte: olha, se o critério não for só tamanho, se tiver um critério de arrecadação própria e de atividade econômica própria, a maioria de nós topamos. Então Então o que a gente colocou no plano de governo que a gente protocolou, que até a gente resumiu, eu disse em 60 páginas que são 360, mas se pelo menos 10% da receita daquele município vier dos tributos municipais, vier de ITBI, vier de ISS, vier de IPTU, né, esse município está fora da linha de corte.
Fica na linha de corte, né? Depois desse critério, a gente estaria eliminando aí 1.700 municípios, 2.000. Isso já seria um avanço na eficiência administrativa grotesco, com resistência política, óbvio. Não vou falar para você que não vai existir, porque ele foi aplaudido na Marcha dos Prefeitos, mas menor do que a gente imaginava. E Aí, dentro da parte de articulação política, é, eu vou falar algumas coisas aqui para você, Felipe.
Primeiro, a minha experiência como deputado nos dois mandatos que eu tive é: no primeiro ano de governo, o presidente tem poderes quase que imperiais. Aquilo que ele quer aprovar, principalmente aquilo que é mais importante para o governo, ele manda no primeiro ano por algumas razões. Primeiro, porque ele sai popular da urna. O ápice da popularidade de um presidente, em regra, é quando termina de ser eleito. A partir daí ele queima popularidade, né? Governo vai apanhando, aprova medidas impopulares e por aí vai.
Sabe que isso que você tá falando, só um parênteses, porque você citou o pensamento conservador, era professado pelo Edmund Burke, considerado o pai do pensamento conservador. Ele dizia que o período justamente para você fazer ajustes de contas, por exemplo, ajuste fiscal, que é uma medida impopular, é justamente no começo, aproveitando aquela boa vontade que você tem início de mandato, já que você recebeu tantos votos, né? Então até estrategicamente é importante fazer aquilo que é mais duro, mas que é importante em médio e longo prazo.
Exatamente isso. E a nossa ideia em relação ao ajuste fiscal é no primeiro, aliás, não é nem no primeiro ano, é antes do Renan assumir, como Lula fez na PEC da Transição, né? Fazer uma PEC da Transição às avessas com a nossa reforma do orçamento, né? Né, antes mesmo de assumir. Porque senão ele já assume com orçamento hoje, cada R$100 que a gente paga de imposto, o Lula decide para onde vai R$8. R$92 é definido pela Constituição.
O presidente da República tem uma capacidade de investimento mínima, né? E se o Renan entra com essa bomba deixada pelo PT, ele vai ter o quê? De cada R$100 vai ter R$2, R$3 para fazer investimento, que é nada, né? Então Então, só para reforçar, de fato, a ideia é no primeiro ano em que ele tem mais popularidade. E tem um outro elemento: no primeiro ano, a Câmara está desorganizada, né? Porque o Poder Executivo, ele é uma vontade só, né?
É mais fácil de você organizar. Tem um presidente, o presidente manda as propostas, organiza o governo. E o presidente, ele organiza o governo, existe um gabinete de transição. Não existe gabinete de transição na Câmara, né? Fica lá a galera que perdeu mesmo depois que perdeu, continua até a posse dos novos. E a galera que ganhou não tá exercendo antes, só vai exercer quando tiver a posse. Então os líderes partidários acabaram de ser eleitos, a mesa diretora da Câmara acabou de ser eleita, não tem comissão da Câmara instalada ainda funcionando.
A desorganização da Câmara, desarticulação da Câmara, mais a popularidade do presidente ajuda a aprovar propostas no primeiro ano de mandato. E tem um outro elemento que nós pretendemos utilizar no governo, que é o seguinte: compartilhar os dividendos políticos das ações. A gente vai tomar medidas impopulares, claro. Agora, a gente também vai tomar medidas muito populares. As operações contra o crime organizado, eu não tenho a menor dúvida de que vão ter um apoio maciço da população, de que elas serão hiperpopulares.
Como a esquerda não conseguiu prever o nível de popularidade que teve a operação no Rio de Janeiro, não conseguirá prever o nível de popularidade que terão as operações do nosso governo. E aí a gente vai chegar para os deputados da base que são daquele estado, e quando o presidente da República tiver lá, ele vai falar: tá vendo as operações aqui que tá libertando o estado? Esse deputado aqui também tá junto com a gente, ele é responsável também, né?
Da mesma maneira, todo investimento que a gente for fazer nos estados, né, chama o deputado da base e fala: ó, tá vendo? Esse cara tá junto aqui com o governo, a gente teve dinheiro para fazer por causa desse cara. Isso é articulação política de custo zero, porque é um investimento que o governo federal faria de qualquer jeito, é um dinheiro que seria utilizado, investido de qualquer jeito, mas ele se transforma em dividendo político para aquele deputado como se ele tivesse indicado emenda para lá, porque ele tá inaugurando e sendo, digamos assim, o pai da criança daquela.
Então assim, também existe uma, uma, um pensamento de condução de articulação política que eu tenho pensado muito, porque enfim, eu sou o único que tem experiência dentro do Congresso ali no nosso partido. Para poder tocar as agendas politicamente mais delicadas, né?
Mas só para resumir assim didaticamente para leigo, é porque eu vi na proposta tem mais de 5 mil municípios no Brasil e se quer reduzir para mil e tantos municípios. É claro que é uma meta bastante, bastante alta, bastante difícil de ser atingida, mas qual é o benefício direto para o cidadão comum?
O benefício é que você enxuga a estrutura administrativa, você enxuga o gasto com prefeitos, com secretários, com vereadores, Isso pode gerar uma redução de tributos, impostos, redução de tributo, aumento da capacidade de investimento daquele município, né, melhoria dos serviços públicos, melhoria da infraestrutura daquele município. E o outro ponto é: existe muito problema de capacidade técnica de execução dos municípios. Muitas vezes até o município não consegue utilizar um dinheiro que seria enviado pelo estado, que seria mandado pelo governo federal, porque ele não tem funcionário é capacitado para operacionalizar aquele recurso.
Então você tendo uma prefeitura mais robusta, de municípios maiores e com mais receita, é mais fácil você ter o concurso público para você ter técnicos que vão saber operacionalizar aqueles recursos, e você aumenta a qualidade da aplicação. Você não só, serviço público, serviço público de obras públicas, você não só libera espaço fiscal para que aquele município tenha mais capacidade de investimento, ou se quiser diminuição de mas você também aumenta a qualidade da execução melhorando o corpo técnico. Legal.
Ó, tem umas mensagens para gente aqui, e tem um monte, mas senão, calma, não estamos chegando no final ainda. Mas tem umas aqui que são interessantes, como por exemplo essa daqui, ó. Vou dar play aqui na mensagem do Vitor. Vitor mandou uma mensagem pelo Pix.
Fala-se que o Renan prega medidas inconstitucionais como intervenção à revelia dos estados, estado de defesa incabível e até descumprir ordens do STF. Isso não causa ceticismo quanto ao discurso dele? Não, acho que o primeiro ponto é o seguinte: intervenção federal não depende da anuência de governador, né? Porque a ideia de uma intervenção é justamente você interferir, né, naquele governo, né? Depende de aprovação do Congresso Nacional.
Federal, não depende de aprovação do governador. Qual que era o segundo ponto que ele tinha falado?
Que o Renan tá sendo acusado de propor, fazer propostas inconstitucionais.
Isso, a primeira foi essa.
E até descumprir ordens do STF.
Isso, mas ele falou outra coisa, o estado de defesa é incabível. Aí, incabível é da sua interpretação. Eu, o estado de defesa, né, na minha avaliação, e que eu disse, o texto da Constituição, né, pode ser utilizado em situação de calamidade, de comoção nacional, que 40 milhões de brasileiros estando sob domínio do crime organizado, tá absolutamente dentro do conceito constitucional, requisito necessário para você decretar um estado de defesa.
Em relação ao Supremo Tribunal Federal, o que ele falou tem precedente, foi referendado pelo próprio Supremo, que eu vou dizer o seguinte: de não se cumprir decisão ilegal e inconstitucional. Isso antes mesmo do teu mandato ainda, eu acho que isso era 2016 ou 2017, O Renan Calheiros se tornou réu por um escândalo de corrupção e ele era presidente do Congresso Nacional, presidente do Senado, né? O que diz a nossa Constituição? A nossa Constituição diz que o presidente da República não pode ser réu, mas a nossa Constituição não diz que quem tá na linha sucessória não pode ser réu.
A nossa Constituição não diz que o presidente da Câmara não pode ser réu e a nossa Constituição não diz que o presidente do Senado e do Congresso Nacional não pode ser O ministro Marco Aurélio concedeu uma liminar afastando o Renan Calheiros porque ele fez uma interpretação por analogia, dizendo que se o presidente da República não pode ser réu, quem está na linha sucessória também não pode. Apesar de não ser isso que tá escrito no texto explícito da Constituição, ele fez uma interpretação dizendo que isso se aplicaria para o presidente do Senado.
Mandou afastar derrubar o Renan Calheiros da presidência do Senado. O Renan Calheiros disse: não, a Constituição não diz isso, eu não vou cumprir porque não é esse o texto da Constituição. Não cumpriu, permaneceu na presidência do Senado. Quando a liminar do Marco Aurélio foi a julgamento, o próprio Supremo falou: realmente não, a decisão dele é ilegal, é inconstitucional, e nós vamos derrubar. Então, da mesma maneira, o presidente da República, ele precisa ter uma postura altiva de falar: o Supremo Respeite os seus limites, que eu vou respeitar os meus, que o Congresso vai respeitar os dele, né?
É preciso ter uma postura de falar que vai haver a defesa da legalidade. Isso não significa sair descumprindo à torto e a direito ordens do Supremo Tribunal Federal. Isso não significa querer fechar o Supremo. Isso simplesmente significa, por exemplo, o Supremo declara inconstitucional uma lei, né? É, o presidente da República, entendendo que aquela lei não é inconstitucional e ela é importante, pode fazer duas coisas. Ou ele manda a mesma lei com o mesmo teor para ser aprovada de novo pelo Congresso, e aquela lei passa a valer e passa a ser constitucional, porque toda lei tem presunção de constitucionalidade até que o Supremo derrube.
O Supremo vai ter que passar por todo um processo para julgar de novo. Ou ele apresenta uma emenda à Constituição positivando na Constituição aquela lei que o Supremo decretou inconstitucional. Então assim, não existe, não existe postura inconstitucional naquilo que tá sendo defendido. Agora, que nós defendemos pública e abertamente que haja uma nova Constituição, que a gente rase a Constituição de 88, que a gente tem uma Assembleia Nacional Constituinte, isso nós defendemos.
E isso é do processo democrático, não é preciso ter golpe para ter constituinte. É exemplo do Chile.
E mas deve ter uma puta da complexidade política para de fato pôr isso. Bom, muitas dessas coisas você tá falando aí que seriam coisas que vocês fariam caso fossem eleitos, seria, teria tanta resistência política que eu fico até pensando se é de fato possível, Kim, para ser sincero.
Olha, eu, o monstro do Centrão é mais fácil de lidar do que a imprensa pinta ou do que o discurso do bolsonarismo, do petismo, colocam. E eu digo isso pelo seguinte: Bolsonaro tinha articuladores políticos absolutamente incompetentes. Uma delas foi a Joyce Hasselmann, né, que assim, ela é o maior fenômeno de suicídio da história do mundo. Nunca uma pessoa teve a capacidade— ela teve o quê, 2 milhões de votos? 1 milhão e meio. Nunca uma pessoa teve a capacidade de se eleger deputado com 2 milhões de votos e depois não se eleger vereador.
Não existe, não existe uma capacidade de autodestruição que ela teve. Ela era uma das articuladoras do Congresso. Em vez de articular, em vez de convencer, em vez de apresentar as propostas, em vez de mostrar onde é que a galera ia apanhar, como ela ia se defender, ela basicamente se achava do seu próprio cargo. Outro foi o Major Vitor Hugo, que era um cara sem nenhuma experiência dentro do Congresso Nacional e era um consultor da Câmara, tava acostumado a ser técnico, não a tomar decisões políticas, e que também foi o mais absoluto desastre, né.
E o Bolsonaro teve que entregar toda articulação dele para o Ciro Nogueira porque ele tinha que fazer um acordo não para aprovar nada, mas para salvar o filho da cadeia e para ele não sofrer impeachment, né. Então, ponto 1 de demonstração prática de incompetência. Outro ponto: quando o Lula venceu essa eleição, eu tava com muito medo da minha atuação na Câmara porque eu achei que seria muito difícil fazer qualquer oposição ao governo, porque tava na minha cabeça Lula 1 e Lula 2, ou um cara que nada de braçada na Câmara, é um cara que é assim Pô, na época ele fazia até o PSDB não só votar, mas ser relator de projetos do interesse do governo.
Era assim, era um massacre, né? E o Lula que eu encontrei era outro. É um cara que se cercou de gente incompetente, cabeça quente, porque eu posso discordar até a alma do Zé Dirceu, mas pô, tem um cara inteligente e é um cara competente e é um cara que sabe conduzir um governo, né? É muito diferente de uma Gleisi Hoffmann, de um Paulo Pimenta, de um Zé Guimarães, de um Rui Costa, que é gente de cabeça quente e vaidosa. Pior tipo de articulador político que você pode colocar.
Aí o Lula sofreu algumas derrotas. Derrotamos inclusive com requerimento retirado de pauta meu medida provisória que aumentava taxação de investimento imobiliário e de investimento no agro. O governo sofreu derrota ali no IOF. Né, é que depois foi revertido pelo Xandão, mas aí no Congresso Nacional perdeu. Mas todas derrotas facilmente evitáveis se tivessem pessoas minimamente decentes dentro da articulação do governo. Então, Igor, eu quero falar para você primeiro esse ponto de que nós tivemos tantos exemplos de fracasso que fizeram a imprensa ter tanta essa sensação de que é o Congresso é esse monstro, mas mais por causa da incompetência do Planalto do que por dificuldade lá do Congresso.
E o outro ponto que eu falei para o Felipe, de que primeiro ano de governo o presidente tá popular ainda mais fazendo como nós estamos fazendo, de dizer todas as medidas impopulares que nós vamos tomar. É diferente da gente vencer a eleição e daí falar: e aí, rapaziada, então tem uma surpresinha aqui para vocês, né? A gente vai ter que meter essa facada aqui. Não, a gente tá sendo muito claro, vai ter um remédio amargo. Inclusive, o capítulo que trata de ajuste fiscal do Livro Amarelo chama-se Remédio Amargo.
Amarco. Vai ter um remédio amargo, vai ter corte, vai ter um choque de demanda no primeiro momento e vai ter um esfriamento da atividade econômica no primeiro momento, para depois a gente ter uma estrutura, estruturalmente conceder as condições para o Brasil crescer de maneira estrondosa. E sem nenhum exagero em falar da reforma, é profundo o suficiente para isso. Então, sendo verdadeiro e vencendo na urna mesmo com o programa econômico impopular, Isso dá legitimidade, facilita a negociação no Congresso, porque o próprio Congresso sabe que não vai apanhar tanto por votar aquelas propostas.
Primeiro, porque quem mais apanha é o presidente da República, e segundo, porque o próprio candidato anunciou que faria isso em campanha.
Mas isso não é uma nova constituinte.
Ah não, calma, calma, mas nós não estamos prometendo fazer uma nova Constituição agora. Eu tô fazendo o que nós defendemos no mundo ideal, tá bom? Da mesma maneira como nós defendemos no mundo ideal acabar com a emenda parlamentar. Agora, a gente não tá propondo acabar agora, porque a gente sabe que não dá para acabar agora. Agora, no nosso mundo ideal, teríamos uma outra Constituição e teríamos o fim de emenda parlamentar, e teríamos outras coisas.
Entendi, entendi. É bom, quer falar alguma coisa aí, Felipe?
Eu só queria assim, acho que caminhando aí para o final, Igor, como você pareceu fazer, é só uma palhinha.
Exatamente isso que eu tô fazendo.
Do deputado federal Kim Kataguiri, porque eu acho que teve um episódio importante que nada Quer dizer, tem a ver com algumas coisas que a gente falou, mas não exatamente com a corrida eleitoral, que foi a PGR dar seguimento à ação do Gilmar Mendes contra o senador Alessandro Vieira por causa de um voto dado numa comissão parlamentar de inquérito, a CPI do crime organizado. Senador Alessandro Vieira, ele votou propondo o indiciamento do ministro Gilmar Mendes e do Alexandre de Moraes e do Dias Toffoli e do próprio PGR Paulo Gonê amigo íntimo e ex-sócio do Gilmar.
E no caso do Gilmar, por crime de responsabilidade, o que resultaria, se fosse aprovado, se o processo tramitasse, numa exoneração, numa perda do cargo, né? Na esfera privada, a gente sabe que todo mundo tá sujeito à demissão. E no entanto, na esfera pública, parece cada vez mais difícil demitir, exonerar pessoas que têm muito poder. E eu fui ler a decisão, e em determinado momento da minha análise, eu tava mostrando que o PGR, ele considerou que houve um abuso de autoridade, comprando ali a narrativa do Gilmar Mendes, comprando aqui no sentido figurado de endossar, né.
E no entanto, ele foi olhar no direito penal e não encontrou um dispositivo que enquadrasse abuso de autoridade por causa de um senador dando voto numa CPI na dependência do Senado, que é na sala ali oficial, né, onde ele tá exercendo a sua atribuição parlamentar. Aí ele foi olhar o direito eleitoral Não, mas o abuso tem várias áreas do direito. Então, no direito eleitoral tem a possibilidade aqui de abuso de poder e tal, que é um dispositivo super genérico, que também tem nada a ver com o caso específico.
E aí ele encaminhou para a Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe, estado pelo qual Alessandro foi eleito, para avaliar se houve um abuso de poder, portanto, na esfera eleitoral, que possa resultar na inelegibilidade do senador Alessandro Vieira. Então assim, o que eu vejo é que as pessoas mais poderosas do Brasil, elas estão impedindo todos os caminhos possíveis de investigação a seu respeito. Qual é a sua avaliação?
Eu acho uma decisão grotesca, né, você querer perseguir o senador Alessandro Vieira. Como você colocou, é um senador, não interessa qual tenha sido o voto. Vamos supor que o Alessandro Vieira estivesse estivesse mentindo, ou que ele estivesse equivocado, ou estivesse sendo leviano ao acusar o Gilmar Mendes. Mesmo na hipótese em que ele estivesse mais errado, em que ele fosse mais leviano, em que ele fosse mais irresponsável, não há crime num voto de senador da República, em nenhuma hipótese, a não ser que ele esteja recebendo propina por aquele né, ele esteja vendendo.
Tirando isso, uma manifestação de que quero indiciar X, não quero indiciar, numa CPI é dever do parlamentar se posicionar. E não interessa qual que é o posicionamento dele, ele não pode ser responsabilizado por isso. Não existe nem esse encaminhamento feito pelo Gilmar, nem esse, esse outro encaminhamento feito pelo Paulo Gonê, que é mais bizarro ainda, que é como você colocou.
Só um elemento para quem não sabe, o Alessandro Vieira era o relator da CPI do crime organizado. Então o voto dele faz parte do relatório dele. Esse relatório foi votado pelos pares, que são os senadores, que a gente pode concordar, pode discordar, pode apontar que há um interesse político, há um interesse de blindagem, mas são as pessoas responsáveis por julgar aquele relatório, se vai aprovar, se vai rejeitar. O relatório acabou rejeitado, pronto, foi rejeitado dentro daquela casa.
É isso, sim. E a nossa própria Constituição fala assim, esse é um artigo tão repetido, mas que não vale mais nada, né, de que os parlamentares não podem ser responsabilizados nem civil nem criminalmente por quaisquer das suas palavras, opiniões ou votos, né. Então, nas palavras, o Supremo já tinha relativizado, né, dizendo que não só as palavras no exercício do cargo. E aí entrou a discussão, mas quando eu tô falando, por exemplo, eu tô aqui Eu tô no exercício do meu cargo ou só quando eu tô na tribuna?
Não, você tá fantasiado de deputado, portanto tu tá de deputado.
Tô fazendo cosplay de deputado, então estou no exercício.
É assim que eu vejo. E quando tu vem de Kim Kataguiri, tem camisa de anime.
Aí eu venho na física.
É vestimenta que determina.
Você tá de gravata, tá escrito aqui, tem um negocinho aqui na barra da camisa, porque é oficial. Tô brincando. Eu não sei, é popularmente conhecido Eu não sei, eu não sei o que que faz um cara de fato tá no exercício do seu cargo.
Não, por exemplo, eu defenderia que, primeiro, eu acho que não tem que ter, se tá escrito que é deputado e é quaisquer, aliás, a redação de 88 era que não tinha o quaisquer, era palavras, opiniões e votos. Aí o Supremo decidiu relativizar, aí o Congresso colocou quaisquer, o Supremo relativiza mesmo assim. Não, quaisquer é quaisquer, assim, não interessa qual é Mas enfim, ele relativiza. Mas eu vou só para te responder, é, para mim tá escrito assim, deputado quaisquer, palavra, opinião e voto.
Bom, eu dormindo deixo de ser deputado? Não. Eu acordando, eu de chinelo, eu de pijama, eu de cueca, eu tomando banho, deixo de exercer o meu cargo? Deixo de estar ocupando aquele cargo temporariamente? Não. Então, para mim, em qualquer ocasião, em qualquer lugar, eu não posso ser responsabilizado. Posso ser responsabilizado no Conselho de Ética, posso ser cassado, né? Mas eu não posso ser preso, né, por uma palavra, por uma opinião, por voto.
Se eu mandar você se lascar agora, não posso ser preso, né? Mas a interpretação do Supremo é outra. Não, no exercício da função, não sei o quê. Aí a minha defesa aqui, se eu fosse, né, sei lá, pode ser que alguém me processe por alguma coisa que eu digo aqui agora. E aí a minha defesa vai ser o seguinte: não, eu tava no exercício da função. Por quê? Porque eu preciso parar de olhar o chat. Eu tava no exercício da função. Por quê?
Porque eu fui chamado para falar sobre coisas atinentes ao meu cargo. Eu fui chamado para falar de eleição, que é uma atividade partidária, política, que também faz parte do cargo de deputado, né? Eu falei sobre coisas políticas. Então A minha defesa no Supremo, quando você for ver, quando eu for processado por alguma coisa que eu disse aqui, vai ser, vai ser essa. Mas eu nem sei por onde. Ah, porque é um abuso, né, do Gilmar e do Gonê contra o Alessandro Vieira.
Não existe isso assim. Já tinha sido relativizado palavra, voto eu nunca vi. Essa foi a primeira vez que eu vi alguém responsabilizado por um voto.
Pois é, é o voto e é na dependência, não é fora, não é dando entrevista. E ainda é uma proposta, quer dizer foi rejeitada ainda. Quer dizer, é para matar na raiz qualquer possibilidade de que eles sejam contestados ou eventualmente alvos de um processo. Então acho muito grave o episódio que ainda continua acontecendo.
Sobre Supremo, falaria duas coisas. Primeiro, esperança que a gente tem é a renovação do Senado, né? E a minha preocupação é a seguinte: eu acredito que a população vai eleger um Senado cujos candidatos ao Senado sejam muito duros na pauta Suprema, no discurso. O meu medo é que esse no discurso, no exercício do mandato, não se concretize. Então eu acho que nós, enquanto eleitores, precisamos ter muito cuidado, sermos muito criteriosos, e a gente analisar se a história daquele candidato ao Senado e aquela coragem que tá na boca do candidato ao Senado é coerente com a sua trajetória, né?
Eu tenho essa preocupação, mas eu acho que a esperança que nós temos de responsabilizar ministro do Supremo é renovação do Senado. E acho também outras duas coisas decorrentes dessa primeira coisa, que se tiver essa mudança de configuração do Senado, o Supremo já vai dar uma baixada de bola. Mas se não baixar a bola, se tiver o impeachment de um, os outros na hora, opa, É assim, é educativo. Mas o segundo ponto dos primeiros dois pontos que eu puxei antes desses dois subpontos, né?
Então puxei o ponto 1, ponto 1.1, ponto 1.2. Agora puxar o ponto 2: isso não soluciona os problemas do abuso do Supremo. O impeachment de um ministro do Supremo, apesar de eu defender, não é solução estrutural para abuso de poder do Supremo, porque O problema de abuso do poder do Supremo não é só ter um ou outro ministro que sai da casinha. O problema é que o próprio Supremo, dentro da casinha, tem muito poder. A Constituição já delega muito poder ao Supremo, a começar pela quantidade de temas que a Constituição trata.
Então não existe— e eu recebi outro dia uma comissão de deputados europeus, falei para ele o seguinte: tava votando escala 6 por 1. E aí eu falei, ó, tá tendo votação de escala 6 por 1, não sei o quê. Aí eles, ah, mas aí governo tem maioria, né? 50% mais 1, vai tudo tranquilo. Eu falei, sim, governo tem maioria, mas não é 50% mais 1. Mas por que não é 50% mais 1? Porque é para mudar a Constituição. Mas vocês não estão mudando lei trabalhista?
Sim. Então por que você precisa mudar a Constituição? Porque nossa lei trabalhista não é Constituição. Quer saber outra coisa? Reforma da Previdência, Constituição. Tributária, Constituição. Ele falou, não, não é possível que vocês têm tudo. Sim, é possível, tem tudo isso na Constituição, né? Em 2019, na primeira missão que eu fiz, que foi ao Japão, eu perguntei por curiosidade para um deputado japonês quantas vezes eles tinham mudado a Constituição deles, né?
Aí ele falou para mim, nenhuma. Falei, não, como assim? Nenhuma? Ué, os nossos princípios básicos estão lá, tudo o resto a gente mudou por lei, né? Agora, né, a fundação ali, o fundamento, os pilares da nossa civilização estão lá. A gente nunca mudou nenhum pilar. Uma primeira discussão que a gente está pré-começando a ter é sobre ter o direito a ter forças armadas em vez de forças de autodefesa, que foi uma imposição dos Estados Unidos ao fim da Segunda Guerra.
Mas tirando isso, que é uma coisa importante o suficiente, e olha como é importante para estar na Constituição, a gente nunca precisou mudar. E aí ele perguntou, ele rebateu, né? E vocês? Eu falei, meu amigo, toda semana a gente muda a Constituição, né? Então, por que que eu cheguei nesse ponto? Porque tem muita coisa na Constituição e o Supremo exerce controle de constitucionalidade. Tudo que tá na Constituição está sujeito ao controle de constitucionalidade, a interpretação de controle de constitucionalidade.
E na mesma Constituição tem lá direitos que são conflitantes entre si. E aí o Supremo decide qual que é o direito que ele vai dar mais peso numa decisão, que ele vai dar mais peso em outra. Quanto mais direitos você tem lá, mais você dá poder para o Supremo decidir qual que é a balança dele. Porque se a sociedade, no pacto social que é a Constituição, já não colocou quais são os direitos prioritários que estarão acima dos outros na hora de se julgar as leis, é o Supremo que vai decidir, que é como ele faz hoje.
Esse é um ponto. Outro ponto que eu defendo: tirar o Supremo do Judiciário. Fazer como acontece na Europa. A corte de constitucionalidade que defende a Constituição, que julga leis, ela é uma. A corte que julga casos concretos, ela é outra. A corte que recebe recursos de casos de pessoas comuns e a corte que julga políticos e autoridades é uma, caso concreto. A que julga casos abstratos, que julga leis, é uma. Que julga pessoas é outra.
Para para simplificar, né? No Brasil, concentrando esses dois poderes, a Suprema Corte julga o Senado, Senado julga a Suprema Corte, no final ninguém julga ninguém, né? E ao mesmo tempo, Supremo concentra esses poderes de, ao mesmo tempo, sei lá, cai uma causa da JBS no Supremo, quando o Supremo não deveria estar julgando o caso concreto. Cai título de campeonato de futebol no STF, furto de sabonete no STF, não assim Caso concreto, gente, deixa para o STJ ali pacificar jurisprudência.
Agora tem uma lei, eu quero acionar o Supremo para julgar se aquela lei é constitucional ou não. Aí beleza, aí é Supremo. Enquanto a gente não solucionar estruturalmente esses problemas, vai, a gente faz o impeachment do Alexandre de Moraes ou do Toffoli amanhã, daqui a 10, 15 anos, quando passar o clima, tem outro.
E bom, eu também acho, eu não sei o que que tu pensa da maneira como como são, como chegam lá os ministros, né? Porque de vez em quando surge um papo para falar: não, isso aqui, pô, claro que isso aqui ia acontecer. Olha essa distorção, o cara chega aqui e fica anos e anos e anos e anos. Às vezes, no caso do Toffoli, vai ficar muito tempo lá, né? Na minha opinião, isso é uma faceta, porque, e a sabatina? E o notório saber jurídico que precisa ter?
E as outras? E todo o processo para se escolher um cara para ir para o Supremo Tribunal Federal, que acaba sendo um, talvez, o lugar mais onde se concentra mais poder, é uma indicação. Basta ter, basta ter algum tipo de clima político para passar um cara. O Messias não passou porque não tinha clima político. Essa que é a verdade. Ou eu tô maluco?
Não, tá certo. Então, quer dizer, você tá maluco, mas por outras razões.
Aí, essa, essa, esse desenho, a maneira como como a gente coloca, como a gente empossa esses cara, já é um problema por si só. Porque a gente já não, a gente já abandonou o notório saber jurídico, a gente já abandonou a sabatina. Porque aquela sabatina, né, se tiver clima político, o cara passa, né?
Então é só se o cara passar muita vergonha nessa sabatina, assim, uma vergonha.
Mas os próprios senadores ajudam o cara. Quando ele vai falar, ele afaga o ego do amigo.
Não, mas eu tô falando o seguinte, ali eu acho que só seria rejeitado em razão da sabatina se fosse um negócio assim gritante, tipo assim, puta, o cara é um inimputável, né? Tipo assim, ah, é a mulher do Alexandre de Moraes, aí entendeu?
É porque passam uns cara que, cara, impressionante. Então assim, o que eu tô dizendo é, a gente tá acostumado no Brasil com esse lance de ficar emendando a Constituição o tempo inteiro, a colar uns band-aid nos lugares que a gente tem a fundação arrebentada. Então a gente, a gente vive colando uns band-aid. Então tá, então agora o cara tem que entrar, ele pode ficar no máximo 10 anos. Mas não era esse o problema, não é isso que faz o cara tomar a decisão de arrombado, né?
E aqui é que eu tô falando em qualquer coisa, a gente faz isso o tempo inteiro, né? Então é a proposta, a ideia. Onde é que, onde é que surge a ideia e a vontade gente, como é que você imprime essa vontade de uma nova Constituição para quem precisaria ser convencido? É um trabalho de muito tempo, né? Isso daí as pessoas precisam se convencer que de fato é necessário, e isso é um desafio enorme.
É, eu acho que o primeiro ponto é levantar que boa parte dos nossos problemas decorrem da Constituição, mostrar para as pessoas, porque eu falei de muitos temas que são tratados nela, E eu falei que eu recebi parlamentares europeus recentemente. Na Europa e nos Estados Unidos, o presidente governa, o primeiro-ministro governa com 50% mais 1 dos parlamentares. No Brasil não dá, porque para governar você precisa mudar a Constituição.
Então o presidente precisa ter na sua base 350 deputados para ter uma margem segura para os 308 necessários para mudar a Constituição. Isso é um dos pontos que dificulta governar o nosso país, né? Também é o desenho que tá na Constituição. O próprio fato dessas coisas estarem lá, né, é muito mais difícil você mudar políticas públicas que fracassaram se elas estão na Constituição. É muito mais difícil revogar políticas públicas populistas se elas estão na Constituição.
Eu preciso convencer 308 deputados em 2 turnos, depois de apanhar, né, na votação desses 2 turnos, a votar contra essa medida populista e tirar da Constituição. Eu acho que assim, o meu pensamento, nós estamos começando, primeiro nós estamos levantando esse debate falando, gente, presta atenção, nossa Constituição ela é a razão pela qual nós temos muitos dos nossos problemas que nós reclamamos. E a gente joga, claro, tem a responsabilidade gigantesca do Presidente da República, do Congresso, mas tem uma responsabilidade muito grande também do próprio desenho da nossa Constituição.
Esse é o primeiro ponto. Aí, ao longo do tempo, eu acho que o desgaste e a percepção das pessoas em relação à Constituição, de ver que não está funcionando, faz com que haja uma nova Constituição. E o histórico do Brasil não é de ter constituições longas e longevas, né? Longas não, longevas. Essa já é a mais longeva de todas. Eu acredito piamente de que a minha geração vai viver uma Assembleia Nacional Constituinte. Eu acho porque o mundo tá mudando muito rápido, a nossa Constituição já nasceu velha, ela já é insuficiente para hoje, ela vai se tornar cada vez mais essa insuficiente, essa insuficiência vai ficar mais clara, e nós teremos uma Eu só ia fazer um complemento sobre toda essa parte do Poder Judiciário, que quando você falou que o Senado julga o STF, STF julga o Senado, então ninguém julga ninguém.
E ninguém julga ninguém também em razão desse rebaixamento ético, em razão da quantidade de esqueletos no armário que deixa todo mundo com o rabo preso. E aí eu queria citar uma frase para a gente encerrar, Igor, que resume a combinação do que você falou, de ter muita coisa na Constituição com o problema ético, que é uma frase do Erasmo de Rotterdam que uma vez eu citei em artigo, que é o seguinte. Na verdade é um trecho, aspas: um número muito pequeno de leis será suficiente em um estado bem ordenado, com um bom príncipe, porque era regime monárquico, e magistrados honestos.
E se as coisas forem diferentes, ou seja, se houver um número muito grande de leis, nenhuma quantidade— quer dizer, na verdade, se as coisas forem diferentes, ou seja, se não houver honestidade, nenhuma quantidade de leis será suficiente. Então quer dizer, com ética, com honestidade, se você tem a base como o senhor falou, deputado, aquilo é suficiente. Agora, se você tem muita gente desonesta, você vai mexer, mexer, mexer eternamente, e acho que nunca vai tratar dos princípios norteadores, né?
Nunca vai curar, nunca vai sanear isso. Então o Brasil acho que tem um problema estrutural. Cada um evidentemente tem uma proposta sobre como isso deve ser resolvido, mas que isso precisa ser pensado, sem dúvida nenhuma.
Bom, então agora que tem, chegou aqui um monte de mensagem para gente, quase todas delas a gente já tratou aqui durante o programa. Tem algumas interessantes aqui que eu vou dar play já já, mas antes eu queria falar do parceiro que tá com a gente aqui hoje, que é a Hashtag Treinamentos, que é uma das maiores empresas de capacitação da América Latina. E a gente fez uma parceria, cara, que vai te ajudar com o seguinte, ó. Imagina que você quer ser promovido, que você quer mudar de posição do teu trabalho, que você quer aprender um hobby novo, que seja inteligência artificial, que seja— eu não tô falando de ficar conversando com o ChatGPT, é realmente fazer coisas com inteligência artificial, aprender mesmo.
Quer aprender Power BI? Quer aprender coisas do mercado de trabalho? Cara, a hashtag treinamentos é o melhor lugar para você, porque você vai ter a oportunidade de fazer tudo em um só lugar com R$500 de desconto. Então eu tô falando de ter todo, ter acesso a todo os cursos da Hashtag Treinamentos com apenas um pagamento, que é da Comunidade Impressionadora, que com o cupom FLOW você vai ganhar R$500 de desconto na tua matrícula, tá?
Então, se você tá pensando aí em fazer um investimento em você mesmo, que é o melhor investimento que dá para fazer, considera que a Hashtag Treinamentos tem aqui o QR code para você, o link aí na descrição, e usa o cupom FLOW que vai fazer, você vai ganhar R$500 de desconto aí no conjunto de curso deles, tá bom? Ó, essa daqui, Kim, é, vai, curiosa.
Luiz Orly mandou uma mensagem pelo Pix: sou do movimento Astro, caso chegue ao poder, o senhor e seu partido permitiriam plebiscito pela separação do Sul? E se aprovado, respeitaria a decisão?
Gostei da escolha da vozinha, né? Que que tu acha desses movimentos separatistas, tipo o Sul é meu país, cara?
Não, acho bobagem. Primeiro que o Brasil, ele é muito mais poderoso e ele tem muito mais potencial unido. E existe uma identidade nacional que, apesar da gente ter dimensões continentais, existe uma identidade nacional, apesar de perdida, apesar de esquecida, apesar de um dos nossos papéis ser resgatá-la, ela existe e que independe dos estados.
E um outro ponto, eu acho que tu forçou nesse ponto aí, mas termina, vai.
De ter identidade nacional. Cara, nós temos, nós temos pais fundadores, nós temos mitos nacionais. É que assim, ao longo da história, por alguma razão, por alguma razão, quem escreveu os livros de história, pelo menos aqueles que eu estudei, fez questão de destruir, de desmoralizar figuras que foram importantes e figuras que tiveram grandes virtudes no nosso processo de construção nacional, como é o caso exemplo, eu acho que clássico, né, e eu não sou monarquista, do Pedro II, né.
Pô, Pedro II foi um cara inteligentinho. Uma das razões pelas quais o telefone se popularizou foi porque Pedro II acreditou no Graham Bell, ele financiou o Graham Bell, porque inicialmente o Graham Bell levou para algumas, para alguns locais, e a rapaziada pensou, pô, isso não é tão útil assim, porque, pô, eu vou ter que fazer um investimento muito grande e é mais fácil, pô, tu pode só pegar um cavalo, colocar a carta nele e mandar para o cara.
Ele não mora tão longe assim a ponto de ter que investir num negócio desse. Aí o Dom Pedro falou: opa, pera aí, meu país é grande para uma caceta, né? É, isso é bom, né? Ele é um cara interessado em ciência, ele era um cara austero, ele é um cara que, enfim, teve uma importância. Aí tem toda uma destruição de que, né, toda a família real, os portugueses vieram e roubaram nosso ouro, estupraram nossos índios, ou então, sei lá, foram declarar independência e na verdade, em vez de independência ou morte, o cara pediu para cagar porque tava com diarreia.
Eu já escutei essa história também. Então assim, os nossos, os nossos, essa história é famosa, os nossos ídolos nacionais, né, ou pais fundadores, acho que nesse ponto mais do que ídolos nacionais, foram sendo destruídos até, até, digamos assim, a união nacional em relação à seleção brasileira hoje em dia perdeu muita força. Já foi motivo de orgulho a gente ter um dos melhores, né? Eu não sou um grande, um grande fã de futebol, mas dá para ver, porque a nossa seleção agora completamente diferente da seleção que a gente amava, porra. Calma, filho, é isso que eu vou falar agora.
Mas tu não, mas pera aí, como a gente vai amar seleção se os cara não é campeão, porra?
Eu tô concordando com você. Calma, meu. De tomate,ください。Calma, calma. E eu gostei que eu falei em japonês, você respondeu em inglês.
Você fala japonês, pô, yamete,ください.
Que isso, cara? Você anda assistindo umas coisas aí. Eu sei que tipo de homem você é. Esqueci tudo que eu tava falando aqui também.
A gente tava falando do Dom Pedro, cara, que a gente tava falando da identificação nacional.
De quando Dom Pedro ganhou a Copa? Não. Então assim, nem, nem, pô, o futebol foi motivo de orgulho, pô. O Pelé, né, o ídolo nacional e tal. Então, pô, eu era criança a última vez que a gente ganhou uma Copa, que foi o Penta. E eu lembro que eu acertei no bolão também o placar do último jogo.
Ou seja, a gente não— essa toda essa identidade nacional que tá falando aí, ela tá só até errada.
Mas ela existe, entendeu? Seria a mesma coisa de que, por exemplo, existe futebol brasileiro, existem os pais fundadores dos Estados Unidos. Seria a mesma coisa de que, vamos supor que hoje não é um cenário que que, né, é real. Mas vamos supor que hoje nos Estados Unidos tivessem destruído a história dos pais fundadores dos Estados Unidos, eles ainda existiriam e ainda poderiam ser resgatados, da mesma maneira como nós temos uma história e nós temos muita coisa para nos orgulharmos da nossa história.
E isso precisa ser resgatado. Então assim, não acho que tô exagerando nada em relação a ter uma identidade nacional. Mas meu ponto central é A principal razão de tensão, na minha avaliação, entre Sul, Sudeste, Norte e Nordeste é o Pacto Federativo. Eu acho que há mais tensão entre os estados porque existe a percepção verdadeira de que alguns estados pagam muito e recebem pouco, e outros estados não pagam nada ou pagam pouco e recebem muito.
Se a gente fizer uma revisão desse desenho, que é outra coisa que nós defendemos, eu acho que essa tensão para ter um separatismo diminuiria bastante. Mas enfim, eu, eu não sou separatista.
O Felipe, sua, meu país, essas paradas.
Você é carioca, não é?
Sou carioca.
Então nesse caso eu sou separatista aí, mano. O Rio é o seu país. Brincadeira, cariocas, brincadeira.
É invejoso.
Mas eu não defendo separatismo algum. Acho que isso é mais divertido quando é piada bairrista e tal, mesmo que eventualmente politicamente incorreto, do que quando se leva a sério isso.
Teve uma época que teve força, sei lá, lá no sul.
Muita gente comenta como os gaúchos são um povo que se defende, que tem uma certa cautela de aceitar aquilo que vem de fora, de outros estados, etc. Mas são questões de temperamento, são questões de tradição. Eu acho que isso não deve virar um movimento para separar os estados do Brasil.
Ó, tem uma última aqui que também é interessante, queria ouvir você comentar.
Bruno mandou uma mensagem pelo Pix: Kim, uma aberração do nosso ordenamento jurídico é progressão de regime para quem comete crimes hediondos. O Congresso já aprovou o fim, mas o STF Você acha possível uma PEC que acabe com isso?
Antes disso, deixa eu te perguntar uma outra coisa. O que que tu acha dessa, que tem a ver com isso daqui, mas tem a ver também com uma certa queda de braço, que é que o STF acaba sendo personagem importante o tempo inteiro? Como por exemplo, quando vocês decidiram que o IOF ia ser de um jeito e recorre-se ao STF, ele entra num jogo que a princípio não deveria entrar, que tem um pouco a ver com essa pergunta dele aqui, que é: bom, fez um negócio, aprovou o fim, o STF barrou, então agora vamos lá e usar um outro dispositivo e ficar numa queda de braço, que tem acontecido inclusive. E acho que esse é o ponto principal, é o STF como personagem recorrente.
É, eu acho que tem debates mais fáceis em relação a isso e mais difíceis. Esse que ele colocou, eu acho um debate fácil. Porque, salvo engano, tá, faz muito tempo que eu li essa decisão, mas essa decisão do Supremo ela utilizou como argumento a não individualização da pena, né? Eu acho que ali, não sei se era para todos os crimes hediondos ou se era mais em relação à lei de drogas, eu também não me lembro ao certo, mas argumentação era basicamente o seguinte: não fazia sentido do ponto de vista da individualização da pena você proibir progressão para toda uma categoria de crimes, porque o juiz que teria que ver caso a caso, progressão, progride mais, progride menos e tal.
Discordo dessa visão, mas foi a interpretação que o Supremo deu. Essa é uma discussão fácil, porque se nós aprovarmos para todos os crimes e essa for uma, essa for uma mudança constitucional, eu não vejo o Supremo invocando nenhuma cláusula pétrea para derrubar essa emenda à Constituição. Da mesma maneira, por exemplo, IOF, eu também acho que é um debate fácil. Acho que o Supremo agiu de maneira ilegal, mas a justificativa do Supremo é: segundo a lei, né, o presidente da República pode mudar alíquota de IOF como ele quiser, para finalidade que ele quiser.
Bom, se o Congresso quisesse mesmo levar essa briga contra o Palácio em frente, era só mudar a lei. Em vez de aprovar um projeto de decreto legislativo, aprovasse, acho que era um projeto de lei complementar, para mudar a lei que regulamenta o IOF, né? Então, entendi. Nesses dois exemplos, né, que a gente falou, são exemplos em que o próprio Supremo reconhece que se o instrumento fosse diferente, ele declararia constitucional.
Entendi. Tinha gente perguntando ali do, da manifestação do Ciro Gomes, que falou que poderia apoiar o Caiado ou Renan Santos. Que que o senhor achou disso?
Olha, eu acho ótimo, apoio não se nega. Não somos nós apoiando Ciro Gomes, é o Ciro Gomes dizendo que cogita apoiar a gente. E mais uma vez, eu acho que isso é sintoma de uma campanha vitoriosa, né? Quando você tem uma pessoa com quem a gente nunca conversou na vida, eu nunca conversei, é espontaneamente falando, o Arthur já tomou um tapa na nuca do Ciro Gomes. Então olha só, olha só onde nós chegamos.
Esqueci desse episódio, lembrei agora.
Olha só onde, olha só onde nós chegamos. O sujeito que já bateu em um dos nossos coordenadores nacionais está falando que pode nos apoiar. Falo, meu, se isso não é furar a bolha, eu não sei o que é. É dar um tapa na boca.
Bom, é, Kim, muito obrigado pela moral, pelo teu tempo, cara. Obrigado por vir aí. É aquela ali do meio, é a tua câmera. Se quiser falar alguma coisa, cuidado, vamos cometer crime agora, hein?
A do meio de baixo, do meio de cima, do meio de baixo. Meus amigos, vou fazer um discurso aqui. Eles não estão te vendo aqui, né? Então faça qualquer coisa aí para me distrair, que você não será capaz. Gente, primeiro eu quero falar para vocês que eu realmente, da mesma maneira como eu senti na época do impeachment que eu tava prestes a viver um momento histórico, eu sinto agora nessa eleição do Renan. Não é papinho. Até tava falando com o Igor ali nos bastidores que se ele perguntasse para mim 6 meses atrás Para que que era a candidatura do Renan?
Eu diria para ele que é para marcar posição, né, porque a gente sempre gostaria de ter candidaturas majoritárias, porque o nosso objetivo é chegar ao poder para implementar as nossas ideias, não é negociar cargo. Então não faria sentido a gente ter um partido para não disputar eleições majoritárias, né. A gente não é um partido do centrão que não tem— vocês já perceberam que União, PP, partido central não tem candidato, MDB não tem candidato a presidente?
Ou quando tem é para barganhar alguma coisa depois, conseguir um ministério, conseguir uma secretaria. Não é, não é dessa maneira que a gente trabalha. Então eu diria 6 meses atrás que a candidatura do Renan era para marcar posição, para pavimentar no nosso futuro a gente assumir o poder, e para eleger uma bancada de deputados federais, né? Hoje eu digo para vocês que é uma candidatura para vencer, e eu digo por todos os elementos que eu já trouxe aqui a única candidatura que tem proposta, o único candidato que tem proposta, e segundo ponto, tem proposta boa, e terceiro, tem capacidade cognitiva para defender essas propostas sem um paralelo, com uma distância abissal em relação aos outros candidatos e aos outros pré-candidatos.
Nós somos o único projeto de país e partido que tem a ousadia de imaginar aquilo que a gente pode ser e defender com veemência, com coerência e de maneira incisiva e disciplinada como a gente chega nesse país que a gente deve ser, como a gente imagina esse país como uma das 5 nações mais poderosas do mundo, como um país que senta na mesa dos adultos, que China e Estados Unidos, se querem invadir o país, precisa primeiro saber a opinião do Brasil, com um país que tem bomba atômica, com um país que tem 100% do seu território dominado pelo Estado brasileiro e não por facções criminosas.
Um país em que não existe um centímetro de terra que o presidente da República precise pedir autorização para pisar, como Lula fez mandando ministro para negociar com o PCC que ele fosse entrar na favela do Moinho, né? Isso é um país que vai deixar de existir. Um país que tem uma classe média robusta, um país produtivo, um país que exporta e é competitivo com a indústria da China, um país que exporta e é competitivo no agro como ele já é hoje.
A gente quer fazer com que a experiência que nós tivemos no agronegócio, a experiência que a gente tem com a pesquisa em medicina em média e alta complexidade da USP, a experiência que a gente teve com aviação civil, com ITA, com a Embraer, seja estendida para os outros setores da nossa economia, que a gente seja um país rico, que a gente seja um país poderoso, que a gente seja respeitado no resto do mundo. A gente quer parar de fazer com que o Brasil seja visto como o alívio cômico do mundo, né?
Quando você imagina, se contassem uma piada Ah, entrou, sei lá, um americano, um judeu, um russo, um chinês e um brasileiro no bar. Vocês já imagina que o brasileiro vai ser o cara que vai sacanear alguém, que vai dar risada de alguém, que vai fazer alguma coisa engraçada? A gente quer deixar de ser o cara engraçado. Ah, é, o brasileiro é o cara que chega sambando, né? O cara que— ah, é o cara que tem um molejo, que fica lá jogando bola.
Não, a gente quer ser o cara sério, a gente quer ser o cara respeitado, a gente quer ser o cara temido. A gente quer ser aquele cara que o mundo olha e fala: brasileiro é disciplinado, trabalhador, rico, poderoso. É esse o exemplo de Brasil que a gente quer. E eu pessoalmente quero que— eu não tenho filhos ainda, mas eu quero contar para os meus netos, quando ele me perguntar: pai, o que que é pobreza? Pai, o que que é terceiro mundo?
Eu quero dizer para ele: olha, era uma coisa que existia antes do seu avô fundar um partido político, esse partido chegar ao poder e transformar o país. Tome, pica-pau!
Felipe, quer falar alguma coisa depois dessa?
Olha, Flow News toda terça-feira, 20 horas, 20:30, a gente tá aqui no canal Flow Podcast. Depois os cortes vão para o Cortes do Flow. E acompanha também o meu canal de YouTube, youtube.com/felipemorabrasil, com programa diário que eu faço lá, análise dos fatos, entre outras parcerias. E me sigam nas redes sociais, no Instagram, @felipemourabrasil, no X @fmourabrasil. Muito obrigado, Igor, e foi um prazer, deputado, conversar com o senhor.
Ó, vocês que assistiram aí, muito obrigado pela moral, de verdade. É, se inscreve aqui no canal, tem aqui o botãozinho, tem também aqui na descrição o Discord para você sugerir novos convidados, novos temas também. Segue tanto Kim quanto Felipe, que a gente vai deixar aqui no comentário fixado todas as redes sociais deles para vocês seguirem com facilidade, com clique só. E vira membro aqui do Flow também, porque a gente queria conteúdo exclusivo para vocês aí o tempo inteiro, tá bom?
É, no mais, fica aqui que a gente vai mandar vocês para um outro conteúdo, que é uma conversa que eu tive com o CEO da hashtag. Então fica aí se você é um startup, se você quer ser um, se você quiser entender a trajetória de um fundador e um executivo. E no mais, é isso. Obrigado, boa noite. Obrigado, Kim, mais uma vez.
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