Episódios de Flow Podcast

CEO DA HASHTAG TREINAMENTOS - João Martins

22 de julho de 202635min
0:00 / 35:32

Esse é nosso quadro chamado Executive Talks, focado no Igor conversar com executivos fodas de grandes empresas pra que ele se torne um CEO melhor. Neste episódio, recebemos João Martins, CEO da Hashtag Treinamentos, uma das principais escolas online brasileiras focadas em tecnologia, programação, produtividade e análise de dados.

Participantes neste episódio2
I

Igor 3K

HostComediante
J

João Martins

ConvidadoCEO da Hashtag Treinamentos
Assuntos6
  • Cultura e Desafios da HashtagEducação acessível · Público mais velho · Comunicação interna · Cultura organizacional
  • Comparacao de AdaptacoesVelocidade da internet · Planejamento flexível · Inteligência Artificial
  • Mentalidade EmpreendedoraTesão pelo jogo · Realização pessoal · Transformação social
  • Desconexão digitalGravação de conteúdo · Criação de conteúdo para YouTube · Venda online
  • Hashtag Treinamentos e Cursos· EducacaoExcel para Estágio · Aulas presenciais · Decisão de empreender
  • Expansao InternacionalMercado hispânico · Custo por lead · Competitividade
Transcrição81 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

— Anúncios inseridos dinamicamente —

?Voz B

Qual foi o momento na tua carreira profissional que tu se ligou que tinha batido no teto e não tinha mais para onde expandir? Hoje eu vou conversar com João da Hashtag Treinamentos, que começou dando aula de Excel para uma galera e transformou a hashtag na maior escola do mercado de trabalho da América Latina. Fica aí, já pega o teu caderninho para anotar, que essa trajetória aqui, meu irmão, é diferenciada. Empreender com educação, na tua cabeça, foi uma oportunidade?

Era uma missão? Como é que tu foi parar no que você tá fazendo? Tu é professor? Tu não é professor?

JMJoão Martins

Me considero professor. A hashtag começou comigo dando aula, né? Então acho que sim, mas mais por oportunidade. A gente, eu tava no final da faculdade, 10 anos atrás já, e aí fazia engenharia de produção lá em Niterói, na UF. Morava na Tijuca e estagiava na L'Oréal no centro. Então a minha vida era muito transporte, né? Eu ia de barca da Tijuca para Niterói, depois eu pegava a barca para ir para o centro, e aí voltava, porque às vezes tinha aula de manhã e de noite.

E aí tinha muito tempo para pensar no meio dessas idas e vindas. E aí, porra, surgiu a ideia de fazer uma coisa que eu sempre gostei de fazer, que era apresentar, falar em público e tal, com ajudar as pessoas. Comecei dando aula presencial de Excel para os amigos da faculdade.

?Voz A

Ah, é?

JMJoão Martins

É, a hashtag começou assim.

?Voz B

Entendi, não tinha a ver com o momento de 2016, com coach ganhando dinheiro com infoproduto nem nada?

JMJoão Martins

Não, na verdade quando a gente começou a hashtag a gente nem pensava em ir para o digital. Era basicamente, a ideia era a seguinte: eu tava estagiando na L'Oréal, ia ser efetivado, ia fazer carreira lá dentro, e final de semana eu tinha livre. E aí eu via que eu já ajudava os meus amigos da faculdade assim antes da aula, e aí a gente falou, cara, vamos pegar uma sala aqui pertinho da faculdade, vou cobrar por isso. Vou juntar a galera, ver quem quer vir, vou cobrar, sei lá, 400 pratas.

Se eu conseguir 10 pessoas, 4 mil, porra, meu salário de efetivado da L'Oréal, negócio vai ficar bom para caramba. Tô dando aula só de manhã e usando o material que eu mesmo já tenho pronto, assim, muito rápido fazer. Era muito fácil para mim naquele momento. E aí foi isso, a gente começou dando aula ali, dezembro de 2015, foi a primeira aula para 9 pessoas lá em Niterói.

?Voz B

Porra, já começou ganhando 3 conto e 600, porra!

JMJoão Martins

É isso aí, é maneiro. Aí o custo era baixo porque o custo era o aluguel da da sala que a gente usava ali, um bolo da Dona Alzira que a gente comprava ali do ladinho, um café que a gente pegava no bar de baixo. Então a gente tinha um custo de, sei lá, R$1.000 para uma receita de R$3.600. Então, pô, era um lucro maior do que o que eu ganhava como estagiário lá.

?Voz B

A gente é tu nesse momento aí que tu diz?

JMJoão Martins

É, o Lira já entrou bem no comecinho também, né, que começou o negócio junto comigo. E tinha um terceiro elemento que é o Pedro, que acabou saindo um pouco depois.

?Voz B

E aí ali então começa a ideia de ter uma, de ter uma escola de certa forma?

JMJoão Martins

A gente botou o nome hashtag porque assim, eu tava na dúvida de qual nome colocar. Na época minha irmã tinha 10 anos e aí, Maria Clara, me dá um nome aí. E aí hashtag era um nome que tava ali no vocabulário dela, ela falou hashtag, aí vamos botar hashtag mesmo. Mas a gente não tinha pretensão de ser uma grande escola ou de formar milhares de pessoas assim inicialmente, sendo muito honesto. A ideia, cara, vamos dar os amigos a faculdade e vamos fazer uma grana no final de semana e vamos aproveitar, vamos ver como é que é esse negócio.

A gente não tinha assim uma mentalidade de, cara, vamos construir um negócio gigante, vamos ter dezenas de milhares de alunos, vamos transformar isso numa plataforma online. Isso foi acontecendo ao longo do tempo de forma quase que orgânica e natural, sabe?

?Voz B

As coisas foram, as necessidades foram surgindo, tu vai dizer, eu imagino, porque é, vamos lá, É, faz parte do playbook dos cara que vai dando certo ele perceber que, puta, com isso aqui eu bati no teto, né? E aí a gente vai vir para aquela palavra da moda que é de escalar, né? Escalabilidade. Que no fim das contas tinha uma ferramenta, ou tava uma ferramenta muito poderosa como a internet para fazer isso, no fim das contas, né? Esse pulo do gato vem quando tá acontecendo o quê? Na hashtag.

JMJoão Martins

No nosso caso, a gente começou lá em dezembro de 2015 com 9 alunos, e aí no mês seguinte, 9 já virou 20 no boca a boca. Pô, fiz um curso com o João, paguei 400 pratas. O outro curso, que era o concorrente nosso lá no Rio, para essa galera era 1.000, 1.500. E aí um foi falando com todo mundo, tinha que aprender Excel para conseguir estagiar. E nessa época, a gente, o curso chamava Excel para Estágio, era muito focado em conseguir passar numa prova de estágio.

E o negócio foi crescendo. Aí chegou uma hora ali que eu e Lira, a gente sentou e falou, cara, A gente tá ganhando dando aula só sábado mais grana do que quando a gente for efetivado e for promovido mais 3 vezes nas nossas empresas. E a gente só dá aula sábado porque a gente só tem sábado para dar aula, né? Às vezes domingo, quando as pessoas topavam aprender domingo, mas o nosso limite ele era tempo. E a gente falou, cara, vamos fazer o seguinte.

Falei com o Lira, topa sair do teu estágio, eu saio do meu. A gente ainda mora com os nossos pais, então a gente tem algum conforto de poder bancar agora esse negócio. E se der errado, a gente depois volta para o mercado, pô. A gente tem, estuda numa faculdade boa, um curso bom. E aí ele topou e a gente começou a ter tempo que a gente não tinha até então. Então a gente tinha tempo para dar aula durante a semana e tinha tempo livre.

E aí nisso que surgiu o tempo livre que a gente falou, cara, vamos pegar então esse conteúdo que a gente já meio que validou no presencial com os nossos colegas e com o pessoal de universidade, vamos comprar uma câmera e vamos gravar. E aí a gente começou a gravar esse conteúdo, essas aulas, em 2016. Foi quando surge o canal do YouTube. E aí depois de uns 6 meses de tanto gravar o conteúdo e treinando e ver o que funcionava, a gente falou, cara, vamos agora vender esse negócio online.

Então foi realmente orgânico. E aí vem a tua pergunta, o que que foi o primeiro estalo assim? Quando a gente vendeu pela primeira vez a gente viu que em algumas horas a gente tinha feito mais do que um mês de receita de curso presencial. E aí a gente falou, cara, aqui tem um negócio. Foi quando a gente sentiu pela primeira vez que era um negócio que podia transformar a vida de muita gente, não só dos nossos colegas ali da faculdade, eu da Uhuu, ele da UFRJ, mas um negócio que tinha potencial de impactar pessoas do Brasil inteiro.

E era um negócio que tinha potencial de crescer, de ser grande, de empregar gente, de fazer a gente realmente se tornar empreendedor.

?Voz B

E essa decisão, cara, de largar o que tava fazendo e tentar uma parada? Porque assim, eu entendo que vocês eram jovens e tal, e que estavam na casa do pai, e que tinha alguma facilidade para tentar alguma coisa, né, diferente, ou com algum outro potencial, com uma coisa que já tava até dando certo em boa medida, né? Então parece uma escolha até fácil, mas ela é diferente do caminho que tava planejado, né? Em que medida isso pegou você e tua família, inclusive?

Então o pai falou que ele Pô, caralho, tava na UF, cara, porra, já tá estagiando na parada aqui, tá maluco?

JMJoão Martins

É, cara, o meu pai é militar e a minha mãe é dentista, assim, teu pai é o máximo da estabilidade. Mas assim, por incrível que pareça, quando eu conversei com eles, nenhum dos dois foi assim, foi muito contra. E eu acho que muito porque já tava dando algum resultado. Eu lembro que quando eu fui avisar lá na L'Oréal sobre a decisão, tinha um diretor lá que eu tinha contato, Daniel Giruto, que depois virou até presidente, vice-presidente da L'Oréal.

?Voz A

E eu fui conversar, almoçar com ele, explicar para ele.

JMJoão Martins

Ele falou, João, cara, se eu tivesse na tua, no teu lugar, com a tua idade, no teu momento, eu faria exatamente a mesma coisa, porque você é um cara bom. Se não der certo esse negócio, você vai conseguir voltar para o mercado. E tem muito disso. Como o negócio já tava dando dinheiro, não era uma decisão tão difícil assim, porque se ele simplesmente continuasse como tava, a gente já tava meio que no patamar que a gente estaria nos primeiros anos de carreira, né?

E a gente tava gostando. Acho que essa é a grande, o grande ponto assim. A gente nunca tinha se experimentado enquanto empreendedor. Mas esse negócio de tocar um negócio, no começo a gente fazia tudo, comprava o bolo, servia o café, cuidava do pagamento, fazia cobrança de quem não pagava, fazia o atendimento, dava aula. Então você começar um negócio com essa pegada de que você faz tudo dava pra gente uma sensação muito boa e uma sensação comparativamente a continuar numa empresa, por mais que fosse super legal o ambiente, o trabalho, as pessoas lá na L'Oréal, no meu caso, eu tava muito confortável em tomar esse risco.

E aí eu acho que tem outro ponto, que é o conforto também de não ter naquele momento filho, conta para pagar, tinha alguma, dá para você experimentar muito mais quando tu tem menos responsabilidade no fim das contas, né?

?Voz B

Pois é. E tu, esse tempo aí, as coisas deram certo incrementalmente ou tu já tomou uns sustos? Tipo, e caralho, aqui, porque eu já tomei vários sustos, eu conheço alguns. Então, e tu, tu já tomou? Não precisa ser um puta susto, mas sabe, ó, você tava me dizendo, você tava dizendo agora mesmo que é da experiência de ser o cara que cruza e cabeceia, né? Se bobear, tenta defender, né? Então, e vai lá buscar o comezibé, isso tudo que você falou.

Mas em algum momento, por bem ou por mal, ou pelo amor ou pela dor, tu descobre que tu não consegue, que tu nem deveria Tá fazendo, não é que tu deveria estar fora, né? Isso que eu tô dizendo, que eu também aprendi isso. É outra, é uma outra relação que não é de estar dentro, mas tu talvez não seja a melhor pessoa da tua equipe para fazer alguma coisa.

JMJoão Martins

Sim, cara, uma situação que me vem à cabeça quando você fala sobre isso é uma situação que eu vivi nos últimos anos, assim. A hashtag fazendo um grande salto na história, ela cresceu muito, a gente já tem mais de 200 mil alunos. Tem canais bem grandes no YouTube, mais de 100 pessoas que trabalham com a gente. Em determinado momento eu fui me colocando numa posição menos de empreendedor e mais de executivo, gestor, de fazer o barco navegar, mas sem encontrar novos mares ou coisa do tipo.

E esse lugar, e aqui eu tô falando pessoalmente, me trouxe uma sensação meio ruim assim, sabe? Porque o que eu gostei de fazer lá no começo E depois eu percebi que é o que eu sei fazer de melhor, é abrir. E assim, tipo, numa analogia, como se tivesse alguém abrindo a mata ali, que é importante, mas tem uma outra galera aterrando e fazendo com que o caminho fique legal. Eu não gosto desse lugar de simplesmente garantir que as coisas estão indo, sabe?

Então eu comecei a perceber isso e comecei a me colocar em posições que são as posições que eu me coloco hoje em dia no negócio. De criar coisas novas, de criar frentes novas. E aí entra parceria com influenciadores, e por isso a gente se conheceu lá atrás, a nossa frente internacional. Agora a gente ensina em espanhol para América Latina. Então eu percebi que esse é o meu lugar de potência na parada, de fazer coisas novas, e depois que elas estão minimamente consolidadas, eu coloco alguém para tocar e vou pensar numa outra coisa nova para fazer.

?Voz B

É, tem esse tipo de coisa, precisa de um tesão específico, eu acho, que é o tesão do do cara que sonhou com aquela porra, né? Ou do grupo de pessoas que sonhou com aquilo ali. Não dá para ficar de fato fora dessa parada, porque ninguém vai fazer isso que você tá falando tão bem quanto você, porque tu conhece até os defeitos do teu negócio, né?

JMJoão Martins

Eu acho que tem uma questão de conhecimento, tem uma questão de perfil mesmo, sabe? Tem gente que tá de boa e gosta de simplesmente tocar uma coisa que já existe, e tem gente que talvez tem um perfil mais de criar coisa nova, de fazer uma coisa nova do zero assim. É claro que quando você é o fundador, quando você começou o negócio, você sabe de tudo, porque você viveu tudo. E isso facilita na criação de uma nova frente de negócio, de uma nova linha de negócio.

Mas eu acho que é muito do perfil de cada um e de você ter esse cuidado de se conhecer e de buscar autoconhecimento para você entender, cara, o que que vai te fazer feliz, aonde está a tua potência de realização, porque eu acho que isso vai ser o melhor para o negócio como um todo.

?Voz B

Entendi. Lá na hashtag, cara, qual que é, como é que funciona lá o dia a dia das coisas? Como é que é, por exemplo, eu quero saber, cara, qual que é, onde é que tu mais, o que que tu mais gosta no que acontece na hashtag? O que, o que que é mais legal ali? E mas eu também queria saber, cara, o que que é, o que que poderia melhorar? Sempre tem o que poderia melhorar, né? Nosso caso aqui, por exemplo, eu posso dar de exemplo, Eu acho, hoje o meu irmão tava me perguntando ali sobre um projeto que eu achei que todo mundo já tivesse sabendo.

Então talvez a gente vacile na comunicação interna, que é curioso já que a gente trabalha com comunicação.

JMJoão Martins

Mas e vocês lá, como é que é, cara? A gente lá tem uma dinâmica e eu acho que é muito DNA da hashtag. A gente começou com Excel, mas depois a gente foi trazendo novos temas para nossa linha de produção. Então a gente é menos uma escola focada em ensinar determinada coisa e mais um lugar onde a gente ensina qualquer coisa da maneira mais mais fácil possível, né? Então entrou programação, mais recentemente Power BI, Excel. Então a gente é uma solução voltada para o mercado de trabalho.

E o que eu acho mais legal, mais bonito realmente no que a gente faz, é pegar qualquer tema complexo e conseguir criar uma forma de explicar como se fosse um amigo conversando com um amigo, sem formalidade, sem tecnicismo, para conseguir passar a mensagem da melhor forma possível. Então a orientação que a gente dá para os nossos professores é, cara, Sem conseguir ter o vídeo mais fácil para qualquer pessoa quiser aprender esse tema conseguir aprender na internet.

E eu acho que aí tá a beleza do negócio, assim, porque a gente é reconhecido por isso. Tava comentando com o pessoal da sua equipe antes da gente começar aqui que uma coisa muito legal é que a gente começou com um público universitário e hoje em dia a gente tem mais alunos com mais de 45 anos do que com menos de 45 anos.

?Voz B

Que interessante!

JMJoão Martins

E da onde vem esse fenômeno? As pessoas querem aprender sobre ar. Como a gente se posicionou como esse lugar de ensinar as coisas de forma fácil, às vezes pessoas de 60, 70, 80 anos que têm interesse de aprender acabam chegando até a gente por essa característica que a gente tem. E às vezes o cara não tá nem mais interessado em usar IA na empresa porque ele nem trabalha mais numa empresa, ele tá aposentado. Ele só quer se manter vivo, ele só quer continuar aprendendo alguma coisa, ele só quer na janta de sábado sentar com o neto e falar sobre Cloud Code com o neto, e o neto fala, caralho, como é que você sabe disso daí, sabe?

Então é É muito legal porque a gente acaba sem a intenção de falar com um público mais velho, chegando nessa galera por essa capacidade e por essa intencionalidade que a gente tem de ser o lugar onde qualquer pessoa vai aprender sobre aquele tema da maneira mais fácil. E isso tem consequências opostas também, né? Então assim, às vezes você quer aprender um negócio que você poderia aprender em 2 minutos.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

JMJoão Martins

Putz, você não vai aprender em dois minutos com a hashtag. A hashtag você vai ter uma explicação um pouco maior, mais longa para garantir que qualquer um vai entender. Então assim, o cara que tem mais dificuldade vai entender, o cara que tem muita facilidade talvez ele ache aquela explicação um pouco prolixa demais ou enrolada demais, mas é o que a gente escolheu fazer e é o nosso DNA. Então assim, isso vindo na pergunta do que que é mais bonito, né, o que que é mais belo.

E cara, dificuldade, a gente tem uma porrada de dificuldade assim. Acho que a mais atual que a gente tem é que a gente tá num lugar que eu acho que vocês estão também, assim, no começo você conhece todo mundo que trabalha, né? Depois você começa, você conhece todo mundo, mas você não é mais o líder de todo mundo. E depois tem um outro momento em que você nem conhece mais as pessoas. Então assim, você chega na empresa e aí você, caraca, quem é aquele cara que eu não tenho a menor ideia de quem seja?

Ou então, sei lá, eu vou no happy hour, faço isso direto, e aí tipo alguma menina leva o namorado E eu não sei que é o namorado dela, faço direto, falo, e aí, cara, tá gostando? E muitas vezes o cara, tipo, entende que a pergunta é se tá gostando do ambiente, né? Tô gostando, tô gostando. E aí você fica ali até você descobrir que, pô, aquele cara não trabalha, né? Então esse momento em que você começa a ter uma estrutura, que você tem mais pessoas e que você não necessariamente conhece cada uma das pessoas, eu acho que o desafio aqui é você garantir que as pessoas que estão liderando essas pessoas que você não tem contato tem uma mesma filosofia de trabalho que você tem, né?

E aí entra aquele papo de cultura, né? Que isso é difícil para caralho, pelo menos para a gente.

?Voz B

Cara, para a gente, no meu caso aqui, dá para dizer que como o Flow ele tem uma— vai, a gente fala constantemente que a gente tá fazendo e tal, e os caras eles vêm acreditando num projeto que talvez seja mais claro o que é, porque é público, a gente tá falando o tempo inteiro, meu, é comunicação minha parada, né, não sei o quê. Então tem uma galera aqui que eu suponho, então nesse sentido eu acho que a cultura acaba chegando nessa pontinha mais facilmente para mim, tá?

Mas também é um desafio, você tem toda razão. Eu acho que a partir do momento que começa a ter gente aqui que eu, quando eu acho estranho eu ver um cara que, caraca, Ih, rapaz, eu não sei quem é esse cara e ele tá aqui. Rolou isso hoje, tá? Rolou isso hoje. Cheguei numa reunião, apertei a mão do cara achando que ele era cliente, na real ele era do time. E mas assim, me mostra, no entanto, que eu fico feliz, porque depois quando eu vejo uns cara que chegaram que são muito brabo e eles chegaram acreditando tanto na ideia, no movimento, que eu fico, nossa, foda, entendeu?

Mas você veio falando tudo isso aí e coroa com o papo de cultura, que é no fim das contas, eu que sou startup-eiro, é o que mantém, me mantém coeso, né? Se isso fosse dispersando, eu não sou a Toyota que tem, que inventou o Kanban, né, para fazer processo do jeitinho. A gente até outra coisa, internet, lida de outra forma. Então a cultura e o tesão são muito importantes para o que eu e você estamos fazendo.

JMJoão Martins

Sim. E nesse sentido, eu acho que o flow e a hashtag tem uma coisa em comum, que é na hashtag a gente já sabe que as coisas vão mudar. Então quando a gente pensa num planejamento estratégico, cara, é impossível pensar no planejamento estratégico para hashtag de mais de um ano. Eu posso até imaginar onde eu quero estar daqui a 3, 5 anos, mas cara, surge tanta coisa. E há 3 anos atrás a gente não tinha a menor ideia que o nosso curso mais vendido ia ser o curso de IA, porque nem existia essa porra.

Então a grande questão é você também tá aberto a isso e você deixar muito claro para quem topa entrar na hashtag que, cara, as coisas vão mudar. Então aí entra um outro desafio, que é: tem muitas pessoas que têm a vontade de ter um plano de carreira estruturado, e a gente não consegue oferecer isso lá dentro porque as coisas mudam, as áreas mudam, a natureza do trabalho muda. Algumas funções que não existiam antes agora existem, e tem funções que agora existem que não vão existir daqui a um ano por causa de IA.

Então um desafio que a gente tem lá, que eu acho que vocês têm aqui também, é explicar para as pessoas Cara, se você tiver mandando bem, a gente vai encontrar um caminho de você crescer aqui dentro. E às vezes não vai ser um caminho normal, né? Não vai ser um caminho vertical, vai ser um caminho diferente. Mas é o pessoal comprar isso também.

?Voz B

Perfeito. É aqui de fácil, toda razão. A gente tem a mesma situação aqui. Como a gente vem de um mundo, vamos lá, tu falou que começou na real no mundo, no mundo real, né? Dando aula fisicamente, presencialmente, e vai para um digital, mas muito cedo, né? Então a gente que tá na internet há muito tempo empreendendo, a gente tem uma visão de como isso aqui funciona que é muito difícil de explicar para um cara que tá— você precisa dele, mas ele não— puta merda, como é que tu explica para o cara como isso aqui funciona?

Às vezes a gente tem sucesso, às vezes não, né? Isso aqui é verdade, né? Mas uma coisa boa, no entanto, no nosso caso, é que aqui eu vou chutar, como tu chutou, que acontece para mim Vou citar o que acontece para você. Quem chega com uma cultura muito diferente não consegue imprimir o próprio ritmo, acaba expelido.

JMJoão Martins

Sim, sim, isso acontece. E assim, aqui eu acho que tem uma outra coisa que apareceu com a hashtag, que a gente recebe muita gente muito jovem, muita gente que às vezes é a primeira experiência profissional do cara. Então o cara, ele tem uma cabeça muito mais do que ele ouviu falar de como é o mercado ou do que ele tem que esperar, do que alguma outra vivência que ele teve para fazer uma análise comparativa. Mas é isso, é diferente você trabalhar numa multinacional e trabalhar numa empresa com cento e poucas pessoas, 200 pessoas, que tem um nível de crescimento diferente, que tá no mercado diferente.

O nosso mercado é muito maluco, as tendências mudam muito rápido. O que funcionava há um ano não funciona agora mais. Então é, tá anotando, né?

?Voz B

Você tá anotando isso aqui que ele tá falando, né? Isso aqui é mais pura verdade real. A velocidade da internet é outra parada, é outra parada, é outra parada.

JMJoão Martins

E ter clareza sobre isso é importante, né, para você não ficar muito preso Ah, eu vou continuar fazendo isso aqui que funciona. Não, é melhor você ter uma cabeça de que, cara, o que eu tô fazendo agora provavelmente não vai funcionar daqui a um ano. O que que eu tenho que começar a testar agora já que vai substituir essa coisa que funciona agora? Eu acho que isso é essencial. E a gente tá no mercado há 10 anos, no mercado online há 10 anos, porque a gente entrou ali em 16.

E eu acho que a gente só tá até hoje porque a gente sempre teve essa cabeça muito clara de mudança, cara.

?Voz B

E como é o nome dos teus outros sócios, dos caras que começaram contigo?

JMJoão Martins

Começou comigo é o Lira, né, que é o João Lira. E o Pedro, Pedro Ylva, ele começou, mas ele saiu tipo logo.

?Voz B

Então tu e o Lira, vou falar da minha experiência primeiro para te fazer a pergunta. Quando lá em 2018, quando a gente idealizou o que ia ser o Flow, a gente planejou de certa forma até a primeira eleição presidencial que ia vir depois, porque a gente sabia que a gente queria conversar de presidenciáveis em 22.

JMJoão Martins

Era uma meta muito clara, era muito claro.

?Voz B

E a gente sabe porque se a gente conseguisse isso, a gente tinha conseguido outras coisas, tá? Para chegar aqui tu precisa de uma construção específica até. Quando a gente alcançou isso aqui, a partir daqui eu, o flow virou o que eu queria, tá ligado? Então tá, agora, agora eu preciso olhar e eu preciso de outros objetivos, ou então expandir o meu objetivo principal. Nesse sentido, a hashtag virou o que tu e o Lyra sonharam e agora é, agora é extra, ou ainda não?

JMJoão Martins

A gente não criou um plano tão, ou uma meta tão estabelecida como vocês fizeram, de 18 para 22. Então acho que isso dá o benefício para gente de, como a gente não sabe onde quer chegar, a gente continua crescendo até chegar em algum lugar legal assim. Então a gente, eu acho que a gente é bem desapegado a algum número específico, seja um número de receita ou algum número de funcionários ou número de alunos ou algum número de inscritos no canal.

O que a gente sempre quis fazer ao longo desses 10 anos é continuar crescendo ano após ano a empresa, e a gente vem conseguindo fazer isso, e conseguir balancear esse crescimento da empresa com uma coisa que lá a gente prioriza muito, que é o nosso estilo de vida. Então, enquanto isso estiver acontecendo, a gente tá muito feliz assim.

?Voz B

Porra, vocês são diferentes, cara! Isso não é— em geral os cara fala que é como é que ele quer ficar mais rico. Né? E aí, isso, no entanto, bom, você tá dizendo que você vai indo, vai crescendo. O que vocês querem é isso que você acabou de dizer. Só que em algum momento tu vai bater num teto, que o primeiro teto que eu vejo claramente é o da língua, né? Tu fala, tu tá falando em português, você tá falando em espanhol, né? Eu imagino que tem plano de falar em outras línguas, ou não?

JMJoão Martins

A gente só vai pensar em falar em alguma outra língua que não português e espanhol quando a gente tiver entendendo que a gente tá no talo ali do português e espanhol.

?Voz B

A gente não tá ainda assim.

JMJoão Martins

Nosso negócio no Brasil é um negócio grande, consolidado. A nossa operação espanhola tem 2 anos, tá começando agora. A gente tem milhares de alunos, principalmente América Latina, mas a gente ainda não conseguiu jogar o jogo da forma como a gente joga no Brasil. Então o passo de falar em inglês ou qualquer outra língua, ele só vai ser pensado quando a gente tiver dominando ali. Então nossa cabeça é um pouco de war, mas vamos botar pelo menos um tanque com 10 peças no país antes de ir para o próximo.

?Voz B

A escolha de falar espanhol era para ser, era uma escolha estratégica de América Latina então, não era apenas uma internacionalização? Porque se fosse uma internacionalização para buscar mais clientes, falar inglês seria mais lógico.

JMJoão Martins

Tem vantagens e desvantagens, sim, falar inglês seria mais lógico, mas a competição é muito maior, tem muito mais gente competindo contigo se você se propõe a ensinar alguma coisa em inglês do que se você propõe ensinar alguma coisa em espanhol. E aí tem algumas questões mais técnicas. Então, o custo por lead, por exemplo, para um produto em inglês é, sei lá, 10 vezes o que você vê na América Latina em espanhol. E falando do mercado de infoprodutos, existe assim uma tese geral de que o Brasil, ele tá atrás dos Estados Unidos em termos de maturidade de mercado, mas tá muito à frente da América Latina.

Então quando a gente faz, por exemplo, um lançamento de Excel no Brasil, a gente paga 4 vezes o preço do lead que a gente paga na Argentina, no Chile, no Peru, na Colômbia, no México, no Uruguai. E aí isso permite a gente ter muito mais competitividade. Então foi uma escolha estratégica começar por América Latina. Faz sentido?

?Voz B

Faz muito sentido, cara. E quando eu digo que quando eu tô aqui conversando com esses cara eu aprendo para caralho, é disso que eu tô falando. Faz muito sentido.

JMJoão Martins

Você pode lançar um flow em espanhol, talvez não.

?Voz B

Você acha que passou pela minha cabeça? Não necessariamente um flow em espanhol, mas algo mais interessante. É verdade, você tá falando, é porque assim, a gente que fala português, a gente atinge uma galera, a gente atinge uma galera em África, por exemplo, talvez, né? Eu não sei como funciona para hashtag, mas a gente tem uma galera que nos ouve da Europa, a gente tem uma galera que nos ouve, e não necessariamente brasileiros, tá?

Portugueses, africanos e tal. Para vocês, então, esse público também é um— vocês também miram nesses caras?

JMJoão Martins

A gente acerta, mas não acerta mirando assim, acaba sendo uma— então assim, tem muita gente que conhece a gente pelo canal do YouTube de Angola, Cabo Verde, Portugal, e aí eventualmente acaba comprando alguma coisa nossa. A gente até tentou fazer algumas ações de compra direcionada para Portugal, para esses países, mas não funcionou quando foi inorganicamente. Organicamente funciona, traz resultado, mas é uma coisa mais que acontece indiretamente do que intencionalmente, assim.

?Voz B

Também falou, João, aqui sobre o lance do curso de IA ser o mais vendido do momento, sendo que é uma coisa que não existia até outro dia. E isso tem a ver com que você disse, que é, cara, as coisas mudam muito rápido. Eu não conheço os caminhos de evolução dentro da hashtag, eles são não necessariamente em vez de que, porque as coisas não são assim na internet. É esse, essa dinâmica da novidade, das coisas serem sempre às vezes difíceis de prever, né, te coloca numa posição que é, cara, eu vou, o meu, a minha meta ela precisa ser flexível também.

Então é uma meta de crescimento, me coloca numa posição que eu tenho de adaptação constante, né.

JMJoão Martins

Tu gosta disso?

?Voz B

Porque tem gente que isso frita a cabeça, meu irmão. Você é um dos caras que eu não tô puxando, já te falei isso um monte de vezes, tu é um dos cara que tá desse lado aí da mesa que mais manja de internet que eu conheço, tá? Quando a gente vai trocar ideia e antes de eu falar o que eu acho, tu já falou, eu fico, porra, eu acho que esse cara manja. Porque se eu acho que eu manjo de internet, eu acho que ele manja de internet para caralho também.

Mas eu sei que isso frita a mente, porque para manjar desse nível tu tem que estar acompanhando o hábito de consumo, tu tem que estar acompanhando o que que tu tem que saber que muda o tempo inteiro.

JMJoão Martins

É, cara, eu me amarro assim. Eu acho que, e aí eu acho que a gente volta lá para o papo do começo, tem muito a ver com o perfil de cada um, né? Eu gosto muito de ter coisa nova, desafio novo. Então acho que se fosse sempre a mesma coisa ou se fosse muito parecido, eu ia acabar perdendo o tesão de fazer um negócio. Eu gosto muito de surgir uma coisa nova, de ter que aprender uma coisa nova, de ter que entrar num mercado novo. E aí, quando a gente tava falando desse mercado hispano, quando a gente falou, cara, vamos fazer esse projeto.

Hoje em dia a gente tem outros sócios minoritários, então a gente toma muitas decisões em conselho, em conjunto. E aí eu falei, cara, eu quero tocar essa parada, eu quero tipo entrar de cabeça nisso, eu quero ter experiência de viver de novo um pouco do que você, do que eu vivi lá 10 anos atrás. E quando esse projeto tiver minimamente maduro, eu vou tentar arrumar alguma outra coisa para fazer, sabe? Uma outra coisa nova. Porque no final do dia eu acho que é isso que me dá tesão de fazer a coisa acontecer.

É claro que, porra, tem a questão, né, o retorno financeiro que isso dá para você, para empresa. Mas, e aqui sem, sem assim, você chega num ponto da tua vida e de ganho financeiro que é claro que tu quer ganhar mais dinheiro, mas É muito mais pelo jogo do que, pelo menos para mim, tá? Não sei se é para todo mundo, mas para mim é muito mais pelo jogo do que simplesmente pelo dinheiro. Tem momentos em que você ganha menos dinheiro, mas você fica mais feliz porque aquilo que você fez te dá mais realização.

Então eu já assim fiz essas análises comparativas de momentos em que a gente fez alguma coisa que a gente fez muita grana e outros momentos em que a gente fez, sei lá, 1/20 daquele outro, mas eu fiquei mais feliz nesse outro por algum motivo específico, sabe? Então quando a gente fez, porra, o nosso primeiro lançamento para América Latina que funcionou, que foi um lançamento, sei lá, de R$300, R$400 mil de receita, que se comparado a outros lançamentos que a gente já fez de dezenas de milhões de reais não é nada, mas eu lembro que no momento ali que eu vi, porra, a venda do Javier Cruz da Argentina Porra, aquilo ali me deu um tesão que quando eu olhei lá o outro resultado eu não tinha tido, sabe?

?Voz B

Eu entendo.

JMJoão Martins

Que bom que você entende.

?Voz B

É basicamente o dinheiro como ferramenta para fazer coisa foda, né? Tipo alcançar uns lugares, fazer umas paradas que são muito foda, né? Porque no fim eu tô aqui imaginando que para isso você olha para hashtag que nem eu olho para o Flow, é um movimento essa porra. A gente tá fazendo um troço muito foda que promove uma transformação que a gente de fato acredita, né? Não Não é, é claro que a gente acaba vivendo disso, né? E até vivendo bastante bem disso.

Mas se ficar assim, tá ótimo, né? Se eu pudesse, no meu caso, vou falar por mim, se eu puder ficar assim, construir coisas incríveis, é isso para mim, tá ligado?

JMJoão Martins

E eu acho que aí tem muito da forma como você é, como eu sou, e de como cada um é, né? Assim, eu É claro que, porra, dinheiro é legal, não vamos falar mal dele.

?Voz B

No fim, o dinheiro que permite a gente fazer as coisas legais.

JMJoão Martins

Então assim, se a gente consegue pensar em novos projetos, se a gente consegue começar uma frente nova e colocar um caminhão de dinheiro antes de ver algum retorno, é porque a gente conseguiu criar um caixa que só foi possível porque a gente fez resultado em algum momento. Mas no limite, a forma como eu sou, como o Lira também é, A nossa ambição não é necessariamente por ter mais dinheiro, e sim por fazer mais coisa foda, que eventualmente vai fazer a gente também ter mais dinheiro.

?Voz B

Então é, realmente entendo, e eu realmente acho que é possível. Tem muita gente que não acha que isso aí que você acabou de falar é possível, sem sacanagem.

JMJoão Martins

Tem gente que nem quer isso, e tá tudo bem. Tem um cara que quer só ganhar dinheiro para caralho, total, total, total, total, total, total. E é, o jogo dele é outro, e tá tudo bem, né?

?Voz B

Perfeito, tá tudo bem, tá tudo bem. Tem espaço para mim, Tem espaço para você, tem espaço para ele. Só não vamos ser uns arrombados no caminho um com o outro, né? Quer ganhar dinheiro? Ganha dinheiro na moral, né? Quer revolucionar? Revoluciona na moral, né? Porque dá para revolucionar sendo um escroto e dá para ganhar dinheiro sendo um escroto também, né? Vamos fazer, se todo mundo for legal, todo mundo se dá bem no fim das contas.

Isso é uma parada, você falou, o Brasil é um mercado que ele tá atrás de outro, dos Estados Unidos, por exemplo, mas muito à frente dos outros mercados aqui. Isso é uma, isso já é por si só uma visão muito interessante. Porque de fato eu sei que o Brasil tá muito, sei lá, 10 anos atrás dos cara, mas se a gente parar para pensar que a gente tá à frente de uma galera, né, a gente consegue pôr para frente coisas com essa mentalidade, tá?

JMJoão Martins

Tá na frente assim, essa comparação de estar à frente, ela é muito de oferta e demanda, né? A verdade é que o cara, por exemplo, que quer aprender alguma coisa em espanhol, ele tem muito mais dificuldade do que em português. Agora, com IA e com tradução automática, isso dá uma democratizada e possibilita. Mas a verdade é que tem muitas empresas brasileiras que estão dominando o mercado Latam em seus determinados nichos, justamente porque não tem gente lá que faça isso assim.

Então acho que tem muito a ver também com o nosso DNA e com a nossa cultura do brasileiro de empreender, de criar coisa.

?Voz B

É, a gente é bom em se virar. No fim das contas. Eu conversei com um executivo uma vez, um brasileiro que cuida de uma empresa de um antivírus, da Kaspersky. Ele cuida da América, tá ligado? E é um brasileiro. E aí, por que um brasileiro? Ele, cara, a gente tem culturalmente, os cara respeitam os executivos brasileiros, a capacidade de, entre aspas, rebolar, se virar. Sabe qual é? Os cara, a gente tá, a gente admite uma coisa, por exemplo, a gente é criado em marcar 2 horas da tarde e aí chega 10 para as 2, ou então chega 2:20.

Os cara que estão acostumados com 2 horas, e eles, e essa é a cultura deles, não tem a malemolência de se virar nesses pequenos gaps. Então a gente tá falando de tempo, de hora, de um horário marcado, mas um contrato ou qualquer uma conversa que se não for dentro da burocracia do cara não resolve, o brasileiro resolve.

JMJoão Martins

Flexibilidade, né?

?Voz B

No fim das contas, a gente é brabo nisso daí, em se virar. Até porque, né, a história da nossa, da construção da nossa sociedade é de sufoco. A gente aprende a se virar, né? Se for carioca, então dá tijuca. João, obrigado pela moral, obrigado pelo papo sensacional. Aprendi para caralho. Espero que você que assistiu aí tenha anotado. Se não anotou, volta o vídeo, já escreve aí, meu irmão, aquele caderninho de cria. Que eu sei que tu carrega, anota.

Porra, só tem ouro aqui, tá bom? Espero que tenha curtido. Se tu gostou, segue o João, a gente vai colocar aqui no comentário fixado, você encontrar ele nas redes sociais aí com facilidade. E aqui na descrição você encontra também ali o Discord para sugerir outros episódios, outros convidados. E é isso, no mais, se inscreve, dá o like, que a gente se vê depois. João, muito obrigado pela moral mais uma vez. E é isso, beijo, tchau!

CEO DA HASHTAG TREINAMENTOS - João Martins | Castnews Index — Castnews Index