O MAIOR IMITADOR DA INTERNET BRASILEIRA
Aquele Extra Flow
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Salve família, bem-vindos a mais um Extra Flow, estamos aqui com o Igor Fina novamente. Fala pessoal, tudo bem? Obrigado pelo convite. Tá cansado já? Não, eu gosto muito de ver vocês. Como você me tirou esse cara? É sério. Eu acredito nele só pela camisa que ele tá usando. Essa camisa passa a seriedade. Verdade, é verdade. Tá tentando travar aqui. Que susto, moleque. Nossa senhora, que susto. O que aconteceu do nada? O cara rebaixou do nada. Agora sim. Agora sim.
ele virou Jorlan, né? Ficar enfiado no pescoço. De repente? Do nada, né? Então também estou aqui, família. Salve, salve aí. Como é que vocês estão? Bom, estamos aqui de novo com o Igor, porque as pessoas gostam dele, né? Inclusive nós gostamos dele, né? Inclusive a gente estava ontem junto, né? Sim. Você estava com a gravata muito bonita ontem. Você mandou fazendo a impressora 3D? Não. Eu fui na loja alugar o Smoky para o evento, porque ontem eu descobri que meu armário é tipo o camarim do Red Hot Chili Peppers, só tem roupa de criança.
Falei, caralho, eu não tenho roupa pra ir num evento desse, mano. E aí eu fui alugar. Então, mas pô, tu sabe que tem umas camisas da Insider, né, cara? De botão e o caralho. Tem, só que eu tava lá no dress code do evento, inclusive uma palavra que eu nunca vi na minha vida, que eu tava lá. Sugestão tuxedo clássico. Falei, que porra é tuxedo? Tuxedo. Aí depois que eu descobri que é tuxedo, eu falei, ah, mano, vai se foder, o que é tuxedo, mano?
É um paletopo, é um smoke, é. Caralho. Eu também não sei, eu não sei, é... Tinha uma galera lá que se passou, eu acho, não tinha.
Oscar demais. O Meirelles se passou. Mas ele estava com a blusa aberta. Ele estava meio se passou, mas meio miliciano. Mas quando a gente chegou junto, ele não estava. Ele só deu uma relaxada quando ele viu que eu estava esporte fino. Eu falei para o Meirelles Manuí que eu estou parecendo o Cláudio Castro. Os caras me zoando de vereador mesmo. Não estou entendendo. Não é que você estava muito diferente dos outros, mas é que você estava muito diferente do que você
É, normalmente. Na real, eu tava menos bem vestido que os outros. Tava com uma camisa, uma calça e um sapato. Entendeu? Tava escrito esporte fino. Tava, inclusive, muito explícito. Não vem de chinelo. Tava no convite. É mesmo? É mesmo? Fizemos o cara do Igor devolvendo o outro. Não vem de chinelo. Aí eu não fui de chinelo, entendeu? Ótimo. Mas tinha uns caras que se passaram, pô. O Albany mandou bem. Ele tava, tipo, com um sapato, uma calça social, uma blusa da Insider e o paletó, sei lá. Pois é. Tu, tu se passou.
também, só faltou a cartola. Eu tava lá smoking. Mano, eu só não fui de Lincoln, porque eu não consigo ficar de barba sem bigode, mano. Eu fico me olhando no espelho e vendo aqueles lutadores russos lá. Fica muito escroto. E aí vai crescendo, fica cinza aqui, fica pior ainda. Mas e qual era da gravata? O que ela tinha de especial? É porque tava no dress code lá, tava assim, sei lá, traje futurista. Use alguma coisa metálica. Tinha essa sugestão?
Aí eu falei pro cara, mano, tem uma gravata diferente aí? Aí eu fui parecendo o Milton Cunha.
A gravata dele era um troço... Belíssimo! É um troço meio... É uma gravata borboleta, só aquela dourada, espelhada. Dessa cor assim. Caralho! E não era de pano. Não era de algum material. Tá entendendo, tá entendendo. Doideira, mas... Só a gravata foi R$190,00. Você acredita nisso? Fica a dica aí, o Insider. O meu cupom não vende isso. Foi R$1.390,00 o aluguel do Smoke. O meu cupom vende isso em seis meses. Eu me fudi. Eu me fudi.
Não compensou. É só investimento, mano. Tô só investindo. Quando eu começar a colher, vai ser legal.
Só investimento. Mas aí é um evento que você estava lá para você fazer uma apresentação de Igor Fina também. Aí teve um pocket stand-up de Igor Fina lá. Só que aquele é um ambiente não muito propício para stand-up. Por que você acha que ele... Porque o stand-up, se alguém vai no teu show, ele saiu de casa para ir num show de stand-up.
Cabeça do cara tá no modo vou rir dessa porra. Sei lá, tô saindo de casa pra me divertir. Ali, não é que a galera não esperava de forma nenhuma alguma coisa nesse sentido, mas a galera saiu de casa pra outra coisa. É isso que faz o público ficar difícil, cara? Sim. Porque a galera ali tava... A gente tava falando antes, a galera... A gente tá falando de uns caras foda fazendo comédia no palco lá. Tinha o quê? Tinha o Albany, teve o Meirelles, passou uns caras. Passou tu, passou uns caras ali. Mas a galera meio impávida. Sim.
A galera que sai de casa pra assistir um show do stand-up, ele sai de casa querendo ouvir crime, entendeu? O cara que tá ali, não. Ele quer ver o look do ano, ele quer ver o influencer favorito dele. Porra, total, entendi. Ano passado, eu participei de um evento da Max Titânio, que era encerramento de um reality que eles fizeram, que era o Elite Team Show. Eles pegaram X pessoas que nunca treinaram na vida, ou eram sedentários, ou muito magros, e queriam mudar de físico.
Outra metade do elenco eram pessoas que queriam competir pela primeira vez, estrear. Eles fizeram essa parada e o evento final foi no Teatro Gazeta. Eles falaram, Igor, a gente quer botar um stand-up seu. Falei, tá bom. Aí chegou lá, tipo, era uma orquestra, eu e um evento de bodybuilding, tá ligado? Caralho, meu irmão, ninguém riu de nada. Nada, ninguém riu de nada. Falei, caralho, eu sou muito merda. Eu sou muito merda, ninguém riu de nada.
E quando eu cheguei, os caras falaram, ó, só pra te avisar, teu show vai passar ao vivo no YouTube e tal. Falei, caralho, vocês me avisam isso agora? Fudeu.
que na cabeça dos caras isso não faz a menor diferença. Tu já ia fazer o show mesmo. Calma aí, cara. Eu chamei a dona e falei, Mário, pelo amor de Deus, não tem como passar isso. Não, eu tenho advogado, pode falar o que você quiser. Falei, então tá bom. Ah, então foi essa a solução? Caralho, aí sim. Então tá bom. Então foi legal a solução. Gostei, gostei. Salve, Mário, cara. Take support, hein, Mário. Esquece. Falei, pô, tá bom. Me deu todo o aporte que eu precisava. Caralho, entendi. Aí...
riu, de todas as merdas que eu falei, foi a filha do Eduardo Correia, que tem tipo seis anos. Eu falando umas puta merda lá, e a garotinha rindo pra caralho. Eu falei, cara, você é muito fofinho, vou te levar em todos os shows, sério. Ela tá falando de quê? Das imitações, eu imagino. É, provavelmente. É, bom, tem umas que realmente, imagina, imagina ela vendo tu imitando o Jorlan. Exato. Ela tá acostumada a ver o Jorlan. Deve ter pensado, caraca, ele imita aquele sapo que é da Max.
Certeza que ela pensou isso. Mas aí tu se mudou pra São Paulo agora pra valer. É.
Como é que foi essa mudança? Foi suave? Mano, começou muito engraçado, porque eu vim visitar o apartamento, gostei, já falei com a mulher, reserva aí que eu vou mudar pra cá, como é bom? Vou dar um jeito de mudar. Então a última vez que tu veio, tava em que etapa? Já tava com o apartamento já... Já tava esquematizado. Isso, só faltava vir. É. E aí, quando eu vim, eu vim a primeira vez em janeiro e já trouxe algumas coisas no carro, porque o apartamento tava vazio e eu tinha compromisso aqui.
Aí eu já trouxe algumas coisas. Vim de carro, larguei algumas coisas lá, já fui arrumando. Depois eu fiz uma outra viagem em janeiro,
trazendo mais coisa e na última eu vim com a minha avó e o resto. Só que eu achei que fosse a minha avó e o resto, eu achei que fosse ser tranquilo, mas, mano, não cabia nem oxigênio dentro do carro, velho. Minha avó veio com um monte de caixa no colo e aí, tipo, depois de umas três horas e meia de viagem eu parei num graal. É, minha avó saiu do carro, mano. Ela saiu andando assim. Travou a venha, tadinha. Ela ficou toda travada, mano.
Fiquei com uma pena dela, coitada. Caralho. É. Fica pena. Mas deu certo. Quanto tempo será que tinha que a venha não fazia, com todo respeito, não fazia uma viagem de...
dessa daí. Exatamente. A última vez foi pra conservatória. Há 10 anos atrás. Pois é. Mas ela que era um dos motivos de você não vir antes, né? Pra cá. É. Só que ela acabou se desvencilhando um pouco da instituição que ela tem lá. Ah, é verdade. Ela falou, cara, eu tô num momento que tá tranquilo pra eu sair daqui. Se você quiser ir, eu vou com você. Falei, tá bom, então vamos embora. Motivação boa, né? Manano, manano. E aí, e foi engraçado, porque tipo, 20 dias antes da mudança, o apartamento aqui é amobiliado. Eu falei, cara, vamos ter que vender tudo. Aí 20 dias antes
mudança, eu anunciei as paradas no Instagram. Aí já foi um seguidor, qual é, mano? Eu compro essa máquina de lavar. Eu botei muito barato. Foi, sei lá, 300 contas a máquina de lavar. Aí ele falou, mano, eu compro. Falei, tá bom, vem buscar. Aí ele foi buscar. Aí eu falei, vó, vendi a máquina lá. Porra, a gente vai mudar daqui a 20 dias, como é que eu vou lavar roupa? Meu avô ficou com o braço igual do Arnold, mano, de tanto lavar roupa lá em casa.
Caraca! Tirava a caminha suada, vai, 3 de 10. Aí eu jogava sabão em pó. Bizarro. E ele ficou assim, sem ter como lavar roupa, lavando tudo na mão.
Agora já tá tudo esquematizado. Agora tá tudo aqui. Que merda, hein? E a minha avó é muito apegada a um monte de coisa, mano. O meu próximo show do stand-up vai ser Criado com Vó, o nome. Eu vou contar só as coisas que a minha avó faz pra me irritar de sacanagem. Tu acha que ela faz pra te irritar de sacanagem? Não, é porque ela é louca mesmo. Ela é muito acumuladora, mano. Tipo, ela vai no mercado, compra uma bandeja de presunto e queijo, que vem aquela bandejinha de isopor.
Tipo, a gente usa, ela lava a bandeja e guarda. Não acredito, não, tá exagerando.
maquete pra levar pra escola? Para de guardar essas porra, cara. E aí, na vinda pra São Paulo, eu tá aqui um monte de coisa dela fora enquanto ela tava na rua. Nossa, ele fica da putaça. Cadê meu janete? Eu dei tudo. Jogou o janete. Caralho, mas calma aí. O meu porteiro, ele montou um condomínio com as coisas que eu dei pra ele. Louça, tudo, mano. Tudo, tudo, tudo. A casa que tu morava lá em Terói era grande? Pra caber todas essas doideiras aí?
Cara, era um apartamento de 110 metros quadrados, 120, o daqui é 75. E o meu carro tem 8 metros cúbicos.
Não tem como trazer um monte de coisa. E a mudança de caminhão é muito cara. É, é mesmo. Tipo assim, eu fiquei meio triste de vender um monte de coisa que eu comprei, eu escolhi, tá ligado? Eu escolhi o sofá, eu escolhi... A TV não teve como. Eu traria a TV e não traria a minha avó, se fosse necessário. Tivesse que escolher. Eu tenho muito apego àquela TV, é muito legal. Até hoje eu tenho a primeira... A primeira coisa que eu comprei quando eu saí da casa da minha mãe foi uma TV e eu tenho essa TV até hoje. Caralho, será que eu vou ficar igual a tua avó? Sim. Acumulador?
Sim, daqui a pouco vai começar a guardar pote. Ou guarda o caixa de boneco. É verdade, mas você já tá destravando disso daí, porque antes era chato com isso. Mano, e o moleque que comprou a TV, era um fã meu, ele foi com o pai lá, num Siena... Perdão, comprou a máquina de lavar. Ele chegou lá num Siena. Eu falei, cara, como é que esse moleque vai enfiar essa máquina num Siena, mano? Aí eu desci rodando a máquina assim no chão, mó pesado.
Mano, o moleque chegou, ele pegou a geladeira assim, ó. Igual o Detona Ralph. Moleque gordão, altão. Eu falei, caralho, moleque, que isso, que aberração. Pô, é? Subitela?
O moleque saiu e enfiou o bagulho dele no carro e foi, mano. Ele me deu... Num Siena? Num Siena. Eu não sei. Ele me pagou em dinheiro. Eu não sabia nem como é que segurava aquilo. Falei, que isso, mano? Dinheiro? Eu sei bandido, sei lá. Deve ser algum tipo de comércio que lida bastante com dinheiro mesmo. Dono de boca, né, Igor? Acontece, né? Que merda, né? É lá no Rato Molhado, né? Rato Molhado. Favela do Rola, né? Tá feliz, cara? E a velha tá se adaptando legal? Tá, cara.
Tá adorando aqui. E tem uma história engraçada. Qual que é o nome dela? Vânia. Vânia, tá bom. Tô parado de chamar de véia. Vou falar véia. Nossa, tem nome de jovem? Vânia não tem... Eu não consigo pensar numa véia, Vânia. Pô, eu não consigo imaginar uma menina de dois anos aprendendo a andar. Vânia, vem cá. Por que será que eu tenho essa impressão? Vânia é nome de véio? Ou é nome de novo? Vânia é tipo Sueli. Não vai ter uma Sueli com três anos. Sueli já nasceu com 40 diabetes. E criou.
Creuza. Creuza, porra. Creuza, aí você fudeu. E Antônio também é meio de velho, né? Mas tem agora... Antônio tá voltando na moda agora, junto com o Benício. Se a Carol fosse menino, ia ser Antônio. A gente já tinha até combinado aí, Mariana. Então, assim, teria um Antônio hoje de 13 anos. Meu pai queria que meu nome fosse Orlando. Minha mãe não deixou. Tá maluco? Puta aí, Igor. Bom, Igor não é exatamente comum também, né? Sim.
Tu era o único Igor da tua galera. Hoje em dia tu não vê o Igor, criança Igor. Não existe.
É, não vejo criança Igor. Eu tenho quatro amigos, Igor. É? Se somar com você, dá cinco. Eu tenho vários. E tem um que é com H. É o Heigor. Heigor. Então eu conheço um moleque que é HY. Caralho. Heigor, mesmo. Escroto pra caralho. Mas eles chamam de Heigor? Não, eles chamam de Igor. Mas é escroto pra caralho. Tu fica puto quando tu chega num hotel lá e tu fala qual é o teu nome? Igor. Ela vai, como que é Igor? Porra, como que é Igor?
Cara, não tem como errar. É, porra. Não, tem como errar. Mas assim, se não fosse G-O-R, eu teria falado.
Explicava, né? É. Não, meu nome é Igor com H. Se eu falei, meu nome é Igor, como é que escreve Igor na língua portuguesa? I-G-O-R? Não, e tu vai no restaurante e o garçom pergunta, como é seu nome? Fazer o comando, Igor. Eu acho que é Viuri, Iago. Uma vez ele escreveu Igor, I-G-U. Caralho. Porra, e o meu nome que é Gianluca e é um nome só. Tudo junto? Tudo junto, tá ligado? Mas tu falou que é Gian, o cara escreve errado Gian. É, ele consegue escrever errado o Gian também. Normalmente só é J-E-A-N.
Mas assim, eu já aceitei. Qualquer coisa, qualquer tipo de variação, se eu entendi que era a intenção de escrever Gianluca, eu só aceito. Tipo, desde sempre foi assim, tá ligado? Sim. Porque também o nomezinho, Lazarento, tipo, o jeito que ele é... É italiano? É. O jeito que é escrito, os caras que... E não sei porquê, mas aqui a galera confunde muito, tipo, o cara lembra que é Jean alguma coisa, vira Jean Carlo. Tipo, ah, Jean Carlo. Às vezes a moça, lendo o meu nome assim, no postinho esses dias,
Giancarlo. Caralho. Por que será? Quem será que é referência que todo mundo confunde com isso? Eu nunca conheci um Giancarlo. O Giancarlo acho que é o nome do Gustavo Frigg, do Breaking Bad. Acho que é Giancarlo Esposito o nome dele. É verdade. Lá fora tem o Gianluigi também, que é tudo junto com o Donnarumma. Parece o nome de piloto da MotoGP, tá ligado? Parece, é. Vai ter esse fim de semana agora, inclusive, né? Começou hoje os testes lá. Tu curte MotoGP, porque tu curte moto, né? Mano, eu queria muito ter ido.
e o meu amigo mora 5 minutos do autódromo e eu tinha ingresso pra ir. Só que eu tinha que fazer show aqui em São Paulo e eu tive que voltar. Mó pena, eu queria muito ver a corrida. Mas tu acompanha? Cara, eu acompanhava muito na época do Valentino Rossi. Tanto que a última corrida da MotoGP que teve no Brasil foi no Rio de Janeiro, se não me engano, há 22 anos atrás. E eu fui, que era um passeio da escola que a mamãe era diretora.
Olha o passeio da escola, mano. Vem uma corrida da MotoGP. Muito foda, velho. Muito foda mesmo. Só que eu era criancinha, devia ter uns 6, 7 anos. Não lembro direito. Você vai fazer show hoje, amanhã e depois?
Eu fiz ontem em Osasco e teve o evento da Insider. Hoje eu faço em Mogi e só. Amanhã eu abro o show do Meirelles aqui em São Paulo, no Eldorado. Ontem o moleque fugiu do evento da Insider falando que tinha um show, caralho. Mas ele só foi embora mesmo dormir, né? Porra, é que eu cheguei lá e já estava na terceira abertura. Terceiro comediante abriu no meu show. Aparecia o Risorama. 14 pessoas e eu. O público já, porra, cadê esse viado?
Eu cheguei lá, porra, 5 para as 10. O show era 9. Puta que pariu. Que merda, hein? Aí eu entrei. Mano, foi muito escuro.
no palco, a galera começou a gargalhar da minha roupa. Caralho, hoje eu digo que eu tô mais bem vestido na vida, vocês tão rindo, mano. Aí eu falei, pô, desculpa o atraso aí, que eu tava no evento da Insider, então, pô, nem queria estar aqui, porque lá tava legal. Mas foi muito legal o show, cara. Tem uma casa em Guarulhos e essa de Osasco, eu gosto muito do som deles. O som é muito bom, sabe? Tipo, ontem no evento da Insider, por ser um galpãozão muito alto, fica mó eco.
Aí pra fazer imitação, prejudica, principalmente voz grave, tipo o Cortella, fica meio embolado.
num comedy show que é em Guarulhos, esse de Osasco, o sistema de som deles é muito legal. Interessante, né? Pois é, né? No teu caso ainda tem a particularidade de ter a imitação, e a imitação tem coisas que são importantes pra funcionar bem, como a qualidade do som. Sim. Né? Caralho. Tinha pensado nisso. Sim. Tipo, teve um lugar que eu fiz show que o microfone era de cabo e ficava falhando. Caraca, mano, é uma merda. Não dá desespero, você tá ali fazendo, e toda hora tem que encaixar, a voz some.
É uma merda. Essa é das piores coisas que pode acontecer quando tá no show? Pô, mano,
que é uma das piores, sim. E nesse dia que eu fiz show nesse lugar que o microfone tava falhando, a casa era colada numa igreja batista. E aí na hora que o primeiro comediante entrou pra abrir meu show, começou o ensaio da banda, da igreja. Não tava ouvindo nada do que o cara falava. Aí eles ficaram batendo lá na igreja pra avisar, pra parar, porque eles tinham combinado durante a semana de não ter ensaio aquele horário, só que os caras já ensaiaram.
Aí teve que parar, mas rolou. Do lado da igreja. É, bom, você faz uma escolha, né? Chega lá na frente e fala, bom... Minha igreja que é do lado de motel, né? É, exatamente.
E aqueles pet shop e açougue juntos? Que isso? Porra, esses aí é meio suspeito, não é? É meio suspeito. Tipo, se não for IA, eu vi uma plaquinha que é na mesma loja, sabe? É pet shop e açougue, tá ligado? Aí você fica... Cara... Lá no Rio tem uns bagulho assim. Barbearia, lavar jato. Alguma coisa ali vai ser ruim, mano. Não tem como ter três coisas tão distintas e boas. É que pet shop e açougue é um pouco mais hardcore, né, meu irmão? Na China é comum.
Pombal e churrascaria na China. Comum. Tudo no mesmo lugar. É. Triste. Tá bom. Aí ontem tu falou que tu não sabia que tu ia ser o host e aí tu... É, porque a menina da ensaia, ela me mandou o texto do evento e aí tava lá um textão. Falei, ah, não vou ler tudo. Aí eu li o primeiro parágrafo, viram convite pro evento. Aí li o último e tal, contamos com a sua presença. Falei, beleza. Aí chegou tipo semana retrasada ali, Igor, tá pronto pra ser o host lá do evento? Tá animado? Falei, hã? Ela, não, você vai ser o host.
Você não viu? Mandei a mensagem. Caralho, não vi. Aí eu fui olhar no textão e falei lá no meio, você é o host. Caralho, a primeira e a última. Eu falei, caraca, fudeu. Aí eu comecei a escrever. Mas isso não é estranho. Fazer essa parada não é esquisita pra tudo. Faz isso, né? Meio que apresentar coisas... É, eu não fiquei nervoso. Não fica nervoso, né? Foi tranquilo. Eu não fiquei nervoso. E depois, quando eu fui fazer o stand-up lá em Osasco, eu tava mais feliz ainda.
Porque eu já tinha conseguido fazer um público que não tava ali pra me ver dar risada.
no meu público, eu já tava mais empolgado, entendeu? Foi bom pra caralho o show ontem, foi muito legal. Tem show que é ruim, é? O que é um show ruim? Cara, às vezes o ambiente tá muito frio, então a galera já fica mais, a pessoa fica mais contraída, né? Caralho, que doideira. O ar-condicionado pode fuder o teu show. Sim. Se tiver muito frio ou muito quente, é uma merda. Porque a pessoa que, a pessoa, ela não vai querer rir se ela tá passando calor.
Quando você tá vendo um vídeo no YouTube, você começa a dar muita risada, tu caça logo um ventilador, né? Um ar-condicionado, você começa a suar.
Então o lugar pra fazer o stand-up, o lugar ideal, é um clima igual tá aqui assim, entendeu? Nem frio, nem quente. É o ideal. Então isso é uma coisa que dificulta. Tipo, às vezes eu chego pra fazer show num lugar, aí tá rolando musical vivo, depois entra eu na sequência. Pô, não tem como sair de Djavan pra Bolsonaro. Não tem como, tá ligado? Não tem como, pô. Bolsonaro que tá pra morrer, né, cara? Tá fudido. Caralho, tá fudido. Caralho, eu trolei minha avó quando eu tava em Goiânia, mano. Como? Eu...
passada, fiz show em BH, tá ligado? E aí eu... Tu avó curte o Bolsonaro. Eu só vejo vídeo dele o dia inteiro. Eu gosto mais dele que de mim. E aí eu cheguei, tipo o Nicolas. E aí eu fui fazer o show em BH e depois eu fui pra casa de um amigo em Goiânia, onde eu fiquei. E aí eu tirei uma foto na frente da picape dele, que ele tem uma Ram. E aí eu mandei... E aí eu postei nos stories, um seguidor fez uma montagem, botou o Bolsonaro do meu lado.
Eu falei, caralho, vou zoar minha avó. Eu mandei pra minha avó. Falei, vó, quem tá comigo aqui? Aí ela, ele tá internado. Eu falei, teve alta. Fiz tipo um webbullying com ela.
Teve alta, tá aqui. Aí fui e mandei pra ela. Ela falou, mentira, ele tá mal, não sei o que. Aí eu mandei um áudio imitando ele, quer ouvir? Cadê? Mano, se eu ouvisse esse áudio, eu ia falar, é ele. Porque ficou muito bem. Claro que eu quero ouvir, porra, tá maluco. Caralho, bom, primeiro que eu achei que isso tudo tava falando até agora era mentira, então se tem um áudio... Não, olha a foto, mano. Caralho, mané. Olha a foto aí, posso abrir? Abre? Ah, esse é... Ah, não, foi. Aí, ó. Caralho, mané. Quer ver? Tá bemzão já?
Camisa do Neymar e tu? Ela falou, ele tá no hospital. Eu falei, teve alta. Aí ela, não me confunde. 600 exclamações. Aí eu mandei um áudio pra ela. Porra, não tem como falar aquilo aí. Aí ela, que bom que você encontrou ele. Melhoras, Bolsonaro. Parece que ela só respondeu isso pra eu parar de encher o saco. Já tô pra caralho esse mongolóis. Vai, manda um abraço aí pra ele. Caralho, mas eu ri muito, mano. Meu amigo riu pra caralho.
Ela entendeu que era suero, né? É o Igor, é mongol, tá. Manda um abraço aí pra ele.
Melhoras, melhoras. Caralho, coitado da tua avó. Tu zoa muito ela, cara? Ah, bastante. Mas faz parte da convivência nossa ali. É legal. Coitado da velha, cara. Dona Vânia. Salve, Dona Vânia. Aí, ó. Não dá mole pra esse moleque, não, porra. Dá-lhe uma banda. Espera ele dormir. Espera ele dormir e, sei lá, porra. Joga água quente nele. Ô, quer ver um bagulho engraçado da mudança, velho? A minha avó tem um... Tinha um irmão, meu falecido, tio Wagner, que ele morou em São Paulo a vida toda. E aí, quando o filho dele nasceu, a minha avó já tava se aposentando,
diretora de escola lá no Rio. E aí o meu tio, todo ano ele ganhava uma viagem de 3, 4 meses no exterior, porque ele era um dos CEOs lá da IBM. E aí ele ficava tipo 4 meses fora, minha avó vinha do Rio pra ficar com o meu primo criança, o Vaguinho, filho dele. E ela ficava 3, 4 meses aqui. E aí o meu tio fez um mapa numa folha desse tamanho pra minha avó, ele desenhou o bairro todo dele, escolinha de futebol do Vaguinho, natação, não sei o que, os lugares que minha avó levava ele.
E ela tem esse mapa até hoje. E aí ela trouxe esse mapa pra São Paulo. Toda vez que eu saio com ela de carro, ela abre uma porra de uma folha do tamanho.
mesa no carro. E eu falei, tem um Waze no painel. Você tá ligado, né? Caralho. 200 mil reais no carro. Ela fica olhando um mapa de papel mesmo. Ela fica, olha o Jack Sparrow lá. Fica o porra do mapa. Aí a galera que me segue, eu sempre posso falar dela olhando o mapa. Nego ri pra caralho. Quantos anos? 80. Aí a galera fica zoando pra caralho. E aí, eu lembro que no segundo dia da mudança, eu virei pra ela assim na cozinha e falei, pô, eu queria te agradecer do fundo do meu coração por você ter topado vir pra São Paulo comigo, topar essa empreitada, né?
Porque, pô, uma pessoa de 80 anos é foda, né? Ela falou assim, meu filho, eu não tenho mais nenhum...
nenhum objetivo assim na minha vida. A sua felicidade é a minha realização, o que você quiser fazer. Aí sim, né? Vai, então tá bom, vamos devolver o apartamento, vamos para Memphis hoje. Vamos pular essa etapa logo, né? O que eu quiser fazer, você faz, pô. Então, esquece. Esquece Vila Mariana, vamos embora. É, seria incrível, né, se não tivesse que trabalhar, né, cara? É. Porra, pois é. Bom, mas a parte boa é que o teu trabalho é imitar os outros, em boa medida, né?
Tudo bem que é fazer os outros rirem, mas como ferramenta, tu usa imitar os outros. Então, é...
É mais fácil fazer os outros rir? Com imitação? É. É mais fácil. Às vezes eu testo fazer uma piada num show sem imitar e eu faço imitando, fica mais legal. E aí às vezes eu fico meio que num dilema assim, será que eu tô usando isso como muleta ou será que é um talento e deve ser usado? Tá ligado? E qual que é a conclusão que tu chega? Nenhuma. Ainda tá no dilema? Nenhuma. Às vezes eu uso e às vezes eu falo, não, vou fazer com a minha voz de forma que fique legal do mesmo jeito.
Eu acho que são... Bom, me parece que são duas coisas até complementares, né, cara? Dá pra tu ficar... Porque, assim, realmente, tu tem um talento fodido de imitar os outros, mas nada impede você de estudar profundamente a parada a fim de usar essa ferramenta como um extra, né? Que os outros caras não têm com tanta facilidade, né? Tipo, o meu show, o foco não é a imitação, é o texto. A imitação entra esporadicamente em alguns momentos, entendeu? Não é o tempo todo imitando. Tipo, ah, como seria o...
comprando um colchonete. Eu não faço isso. Eu vou contando umas histórias e aos pouquinhos vai entrar. Eu mostro essa pegada. E aí tem uns caras que tu imita, que eles são... É que o teu público... As pessoas que vão te assistir, elas são majoritariamente da internet, eu imagino. Sim. Então, nesse caso, tu consegue usar toda a tua gama de imitação, porque tu imita vários caras da internet, que precisa meio que estar na internet pra lembrar, pra saber quem é um vinheteiro. É verdade, é infiltrado, né? Pra entender o que ele tá falando.
em panho, caralho, mas agora já faz um tempo que ele tá na internet. Tá mais em alta agora do que na época do pânico, inclusive. Então, mas pros caras da internet. Não, sim, na internet. Graças à internet. Então, quando tu vai fazer um show, tu tem que levar isso em consideração também, cara? Quem é a galera que tá aqui? Será que dá pra usar os caras da internet? Porque assim, não sei, na minha opinião, uma das melhores que tu faz é a do Jorlan. Mas o Jorlan, ele tá dentro de um ecossistema que é
específico, né, cara? Não é todo mundo que manja. Então, basicamente, tu estaria imitando um cara X se você fizer isso em qualquer, pra qualquer plateia, né? Sim. É... É fácil tu imitar alguém que ninguém sabe quem é e tu se fudeu? Cara, no meu show, não, porque todo mundo que tá ali vai porque me acompanha, né? Então, minimamente conhece. Mas eu sempre pergunto, quem é que veio no show, mas não faz a menor ideia de quem eu seja?
Aí as pessoas levantam a mão e eu explico mais ou menos. Falo, pô, eu tenho uma doença, quer ficar imitando os outros e tal, não sei o quê. Aí eu conto
dois episódios da minha vida que foram duas coisas muito escrotas que aconteceram quando eu era criança e eu falo que aquilo ali desencadeou essa doença, entendeu? Entendi. Deu um tilt no meu cérebro e eu comecei a partir dali. E aí... Mas, tipo assim, a imitação do Jorlan, por mais... Tem gente que fala, cara, eu não sei quem é esse cara, mas essa imitação é engraçada. E eu acho do caralho se fazer. E o fato de eu imitar esses caras que são nichados, tipo o da Maromba, fez meio que...
Ajudou a espalhar eles pra fora desse nicho da Maromba. Tanto que, pô, eu fiz uma participação no Pânico uns dois meses,
um mês, dois meses atrás, que eu fui de segunda a quinta no lugar do Morgado. E aí a galera ficava mandando mensagem no chat do Pânico, falando Igor, faz o Jorlan, Igor, faz o Jorlan. Então, tipo assim, o público que tá vendo o Pânico, que às vezes não é da Marombo ou não me conhece, já tava meio que se ambientando com uma imitação que não é da grande mídia, digamos assim. É porque a do Jorlan é melhor. A porra da engasgada, vai se fuder. O Soluz. Aquilo ali é bom demais. O Soluz. É, então, entendi.
Então, mas tem também as imitações que todo mundo saca de cara, tipo a do Trump. Sim, a do Trump. O problema é que geralmente são as que têm a ver com política. Cara, geralmente quando eu imito o Trump no show, eu falo daquele lance da imigração lá que eu passei, ou então eu falo alguma coisinha do Irã. Ontem no show de Osasco, os 20 primeiros minutos eu fiquei só falando coisas que vieram na minha cabeça e fui montando as piadas ali na hora. Aí eu falei alguma coisa do Trump,
falei da Caroline, que é a porta-voz dele. Eu falei, caralho, é Caroline. Pô, aquela mulher absurda. Um fã lá. Mó Milf, né? Milf pra caralho. Todo dia eu vou no direct dela e, mano, hey, how are you? Todo dia. Ela nunca... Tem que mandar igual o Joey, pô. How you doing? Entendeu? Eu falei, ela nunca viu minha mensagem. Mas eu tenho certeza que um dia ela vai ver. Eu vou ficar ali todo dia. Sabe por quê? Não tem como você ganhar do cara paciente.
Todo dia eu tô lá. E quando você tá imitando o Trump no show, você fala em inglês? Em inglês.
todo mundo entende? Cara, não. E eu uso isso como piada. É que quando a galera não entende, fala, pô, vai tomar no cu, hein? Compra meu curso de inglês, tá 100 reais. Eu dou uma zoada, entendeu? Mas geralmente, pô, pelo menos 20% do público entende, sabe? Tipo, semana retrasada, eu fiz um show em inglês aqui em São Paulo. Foi o primeiro show em inglês da minha vida. Por que que tu fez o show em inglês em São Paulo? Porque tem uma noite de elenco aqui em São Paulo que é só em inglês.
É, é verdade? Que é organizado pelo Daniel Bonatti, que se eu não me engano, ele é professor de um curso de inglês, alguma coisa nesse sentido. Ele é humorista.
anos. E aí ele me convidou pra participar. Fomos eu, o Rabin, a Jade, acho que é Cata Preta o sobrenome dela, que é uma brasileira que mora nos Estados Unidos há 28 anos. E o André Sante. Nós e o Daniel foi o MC ali. Ele entrava antes de cada humorista fazer umas inserções ali. E foi uma maneira. Aí eu escrevi o texto e tal. Quem me ajudou a fazer o texto foi a Manu Maciel, que é uma brasileira que mora lá em Los Angeles há 12 anos. Ela é comediante lá, vive disso. Me ajudou pra caralho. A gente ficava, porra,
O fuso horário é seis horas daqui para Los Angeles, cinco, seis horas em média. Então, às vezes, três horas da manhã aqui, eu lá estudando com ela, fazendo texto, escrevendo as piadas, reescrevendo, pensando na melhor maneira de fazer uma piada no estilo do humor americano, mas com referência brasileira. Porque, ao mesmo tempo que eu gosto muito da cultura de lá, eu não posso fazer uma piada aqui em São Paulo zoando a rixa de Ford e Chevrolet.
Ninguém que vai entender. Mas lá é engraçado, entendeu? Que é uma piada que passa nas séries Caipira lá nos Estados Unidos, direto.
Ela me ajudou muito, a Manu, cara. Um anjo, assim, ela me ajudou muito. O que você tem de tão diferente no estilo? Porque, assim, eu entendi que, de fato, você tem que usar as referências do Brasil, né? E já tem uma escola de stand-up aqui no Brasil, né? O Brasil faz de um... É uma escola diferente de stand-up, então, no fim das contas? Porque você está falando que tem um estilo de fazer em inglês? O que você quer dizer com isso?
É um jeito diferente ou é só encaixar a língua? Eu acho que é referência. Eu acho que é referência.
no sentido que eu falei, tipo, esse lance da piada do Ford Ferrari. Tipo, eu fiz uma piada nesse show que eu falei daquela série Desperate Housewives. Tipo, a galera que tava ali, 30% entendeu. Lá, 100% entenderia, provavelmente, entendeu? Então, são essas referências, assim. É mais isso. E tem um momento que você para pra estudar uma nova imitação? Tipo, tu fica ali... Sabe aquele momento que você imagina, assim, o cara estudando na frente do PC, ele voltando, falando, voltando, falando? Ou é só no dia a dia, assim, que você vai...
Tipo, como é que é que você pensa uma nova? Cara, é mais no dia a dia, assim. Tipo, às vezes eu tô vendo um vídeo de uma pessoa, tipo, um vídeo do Trump dando uma entrevista. Ontem teve um vídeo dele que eu vi que eu ia pra caralho, que ele tava lá na Casa Branca e aí tinha uma moça do lado dele, asiática, e aí um repórter japonês falou assim pra ele, você não acha que bombardear o Irã, fazer essas missões sem avisar é escroto?
Aí o Trump virou e falou, tipo, ué, vocês avisaram a gente quando vocês iam atacar Pearl Harbor?
Caralho! Ué, o Japão não gosta de surpresas? É, é. E aí eu vi aquilo, aí eu fiquei vendo esse vídeo várias vezes. Ele meteu essa aí? Sim. Mas teve um vídeo dele que eu ri muito, que ele foi receber, eu acho que o presidente da... Coreia do Sul é presidente, né? Coreia do Sul, acho que é o primeiro-ministro. Ele foi receber o primeiro-ministro da Coreia do Sul lá na frente da Casa Branca, aí o cara saiu do carro, ele apertou a mão do cara, aí tinha uma porrada de fotógrafo e repórter assim, ele apertou a mão do cara, aí ele fez assim pra eles virarem pra foto nele.
Não sei se o Putin estava junto, estava ele e o Zelensky e mais alguém no Salão Oval discutindo sobre o lance da Ucrânia e tal. E aí uma repórter falou assim, ah, mas e se não sei o que? Lançando umas suposições aí. Ele ficou puto, ele virou pra mulher e falou assim, what if anything? What if a bomb drops on your head right now?
Esse cara é presidente dos Estados Unidos, né, cara? É um poço de inspirações pra imitar, pra fazer piada. Porra, é infinito. Caralho, é melhor. Mas porra, tu que curte a cultura americana profundamente, como é que tu enxerga o Trump presidente dos Estados Unidos, cara? Assim, não precisa fazer um comentário político, é só. Na tua opinião, ele é um cara que representa,
mesmo, os americanos, porque tu curte a cultura, tu gosta de búfalo. É, esses dias eu quase te mandei um vídeo de um filhotinho de bisão que aparece. Você viu? Você é fofinha demais, todo entroncadinho, assim, bonitinho demais. Eu acho que eu nunca vi um filhote de bisão. Eu até falei com a Manu, falei, Manu, como é que eu faço uma piada com um bisão? Ela falou, tá, mas qual é o contexto? Eu falei, não, porque eu viajei pra Dakota do Sul pra ver um bisão.
Ela falou, cara, isso é piada. Qualquer americano vai rir disso, porque tu é muito mongoloide de fazer isso. É só contar essa história que já é bom.
Ah, faz sentido, né? É bem coisa de turista mesmo que tu fez, né? Sim. Caralho, tu tava me contando que o Bizão te olhou, né? Naquele momento você entendeu a vida, né? Ele me entregou um chumaço de pelo sem eu precisar encostar nele e invariavelmente ser chifrado. Ele foi se coçando na cerca lá, eu fui lá e peguei. Ele coçou na cerca e saiu. Falou, vai lá, Igor, pega lá. Aí eu fui, peguei e guardei. Mas fiquei com medo de trazer um Covid-21 pro Brasil e larguei lá. Eu enfiai na cueca, mano, aquele maço de pelo.
e não encherem o saco. Vai falar o que, irmão? No meu saco. E aí? Caiu agora esse chumaço aqui. O que você vai fazer? Eu fiquei meio com medo de ter doença. Eu falei, mano, se ele tava coçando pra tirar essa merda dele, alguma porra tem ali. Tá ligado? Aí tu vai lá e põe no teu saco? Hã? Pois é. Porra. Pois é. Se tivesse um escarrapato. Não, eu peguei o maço de pelo e enfiei no bolso do casaco e levei pro hotel. Aí deixei em cima da...
Só que o pelo no bisão é lindo. Agora, um monte de pentelho em cima da escrivaninha do hotel é nojento pra caralho.
O Skylab ia olhar e falar, tá meio escroto isso. Pra você ter ideia. E aí eu falei, ah, não, mano. Vou largar isso aqui. Joguei no lixo. Me arrependi. Tinha que ter guardado num potinho assim. Eu tinha que ter trazido pra colocar junto... Eu tenho vários quadros de Bizão lá em casa que seguidores pintam e me dão de presente. Nossa, cara. O cara virou o cara do Bizão. Eu sou o representante do Bizão. Mas que merda, hein? Eu sou o Greenpeace do Bizão.
Tu gosta, na verdade, né? Pra caralho, mano. Pra caralho. E aí eu... Tu já tem tatu de Bizão? Tem esse aqui.
Ah, é lá. Isso daí é sensacional mesmo. Tá bem feito pra caralho. E aí eu vejo o vídeo e fico chorando com saudade. O bagulho é bem louco, mano. E aí eu deveria ter trazido o pelo pra fazer um quadrinho do pelo, assim, com vidrinho e tal. Tipo, o nego faz com camisa. E colocar embaixo de um quadro do bisão lá que eu tenho, que é de uma foto que eu tirei lá. Só que eu fiquei com medo e não trouxe. Fiquei com medo de ficar doente.
Pô, claro, qualquer americano vai achar isso engraçado mesmo. É, acho que sim. É que nem o cara vir pra cá e tirar foto com uma vaca, né? Vem, sei lá, um...
dinamarquês aqui e ele curte vacas. Tira foto com gambá. Ou gambás. Ou capivares. Capivara. Capivara, é verdade. A gente acha graça também. O cara veio lá da Europa pra vir aqui tirar foto com capivara. Cheio de carrapato essa porra aí. Ela dá uma coçadinha. Cai o carrapato na mão do europeu. O cara vai e põe no saco o cabelo da capivara. No dia seguinte eu me senti meio
Quebrou, assim. Falei, cara, eu fiquei olhando pros pentelhos. Falei, cara, tá ali a zica, mano. Vou jogar fora, foda-se. Joguei fora. Cara, talvez tenha sido... Tu se arrependeu, mas talvez tenha sido a escolha certa. Talvez tenha sido, exato. Talvez você salvou a humanidade. Pô, os caras do aeroporto, eles pediram pra abrir minha mala pra ver um saco de pó de café que eu trouxe. Imagina se eles achassem um pelo lá dentro de um saco plástico, assim.
Eles iam encher o saco. Eles iam encher o saco. Eles iam encher o saco com a porrada de coisinha. É material biológico, né? Então, é foda. É. Bom, então o cara perde o visto por causa do pelo. Tem um telho de visão.
Como é que tu ia explicar essa porra americana? Que porra é essa? O cara lá do aeroporto, que porra é essa aqui? What the fuck is this? O que que tu ia responder ali? This is Bison's hair. I love this animal. I'm bringing this to my house in Brazil. I'm keeping it. O pior que visão que eu vi era bonitão ano primeiro. Você já teve as morais de falar com o americano na entrada lá imitando o Trump? Fiz, foi essa a história que eu falei, que aconteceu na imigração, que porra, eu nunca vou esquecer. Bom demais.
Toda vez que eu conto essa história, eu penso, não é preciso que essa porra seja verdade, que aconteceu isso. Foi no Olímpia de 2008. É de verdade, pô. Eu tava com isso na mente porque eu lembrei da sua história. Faz sentido agora, conectou o tipo e o tempo aqui. É, deve ser maneiro ter essa habilidade aí, cara. Deve ser maneiro pra zoar os outros. Serve pra pegar a mulher? Imitação? Ah, mano, não muito. Tipo, outro dia eu tava com uma mulher, lá na hora do Fla-Flu, né?
Ela falou assim, porra, me bate. Eu falei, cara. Desculpa o dado da Olabella, não sei imitar ainda.
Eu tenho que ficar pra uma próxima. Aí eu não fiz. Como é, cara? O filho da puta fala e fica sério, né, cara? Tô de bris. É, tu mencionou uma parada aqui que tu falou. Cara, lá no... É diferente. Quando o cara vai no meu show, ele vai lá pra curtir o show, não sei o quê. E lá no evento da Insight, que a gente tava usando de exemplo, não. Ali é outra vibe. O cara tá pra outra coisa. Que nem no evento que tu foi da Max também. O cara tá pra outra coisa.
Que quando o cara vai ver um show de comédia, ele sai de casa pra ouvir crime. Crime.
O Maurício Meirelles fala isso no show dele. Ele fala, homem não gosta de piada. Homem gosta de crime. Ele fala isso no show dele. E é verdade. Zou gordo, obeso. Homem gosta disso. Maurício tem chato no queixo. Engraçado. Eu acho engraçado que tu faz a boquinha mole dele, pô. É a língua presa. E a boca mole. Faz uma boca mole assim. Língua presa. Chato. Olha lá a boca mole, tá vendo? Igualzinho, mano. Até isso é consciente, cara. Porque assim... Porque o que acontece?
Tu imita os caras tão profundamente que... Eu já te falei isso antes. Que tu, porra, fica parecendo os caras, tá ligado? Quando tu imita o Júlio, o olho cai na hora. Sim. Tá ligado? Quando eu imito uma herésia, eu fico meio corcunda. Minha mão fica mole. O lance da boca mole também, assim, eu não sei até que ponto isso é pensado, tá ligado? Porque pode ser só natural o cara imitando os outros, entendeu? Não sei. Mas, porra, o do Júlio, por exemplo, que cai o olho. Aquilo ali é bom demais, pô. Verdade.
É verdade. Quer fumar um, Júlio? Agora. Qual que é o teu favorito, cara? Eu gosto do skunk colombiano. Por quê? Porque ele é forte. Forte que nem tu? Forte igual cheiro de merda. Eu tinha um amigo que falava isso, que eu não era criança. Eu entrei na academia e falei, moleque, tô bem? Tá? Tá forte igual cheiro de merda. Que elogia é esse? Que elogia é esse, né? Não sei se eu quero ficar forte igual cheiro de merda, não. Puta que pariu.
Agora que tu tá em São Paulo, cara, a vida mudou em que sentido? Porque aqui que é o grosso do show. Só uma pausa. Tem um cara falando aqui, ó. O Igor Fina tá em Goiânia. É impossível esse episódio ser ao vivo. Os caras tão discutindo se essa live é gravada. Você tá em Goiânia? Não estou em Goiânia. Eu estava anteontem. Então, já tá de volta, né? Já tá tudo bem. É ao vivo, tá bom? Pode mandar live pics aí que a gente vai ler no meio do episódio.
Anteontem eu tava em Criciúma, inclusive. Hoje você tava em São José dos Campos. São José dos Campos, é. Caralho. Daqui a pouco você vai pra Mogi.
E eu vou para o Nordeste, daqui a pouco. Nossa, é mesmo? Você vai fazer o TEDx lá em Fortaleza? Verdade. Bom, desculpa, roubei a brisa, mas é só para... Porque estava até agora falando nessa porra. O cara está duvidando. É, até agora. Não, mano, estamos aqui. Ao vivo e a cores. Tá bom, acredito em você, cara. Tá bom, não precisa me mostrar, não. Tá bom. Pô, e quando chega um cara em tu, perto de tu assim, o cara, caralho, Igor, fina, não sei o quê.
Bora tirar uma foto e imita aí o Bolsonaro. Não é assim que os caras fazem? Sim, o tempo todo.
Sim, sim. Teve uma vez que eu fiquei mó surpreso, que eu tava lá no Barra Shopping, aí chegou um Coroa pra falar comigo, e tava o filho dele com ele, que devia uns 40 e poucos anos. Aí o Coroa veio e falou, achei que ele ia falar, pô, tira uma foto com o meu filho. Aí ele veio e falou assim, pô, cara, eu sou muito seu fã, adoro sua imitação do Cortella, tira uma foto comigo. O Coroa. E eu achei isso do caralho, velho. E não pediu pra tu imitar?
Não. Só pediu pra tirar foto e tal, foi embora. Mas a maioria pede pra imitar. Eu acho que assim, todo mundo sente vontade de pedir pra você imitar alguma coisa. Eu mesmo, volte meio que eu tenho vontade de pedir. Eu também.
É o bom senso do cara entender que isso é meio chato. Pô, todo mundo deve fazer isso. Eu não vou ser mais um chato. Mas a vontade tem, cara. Eu quero rir, vai. Eu acho engraçado. Demais, demais. Pra tu é foda-se, né? Mas pra nós é engraçado. É. Às vezes eu fico pensando assim, cara, às vezes eu evito de fazer alguma imitação que pra mim já soa chato, enjoativo. Mas pra pessoa que tá vendo, é muito do caralho. Às vezes eu fico com esse pensamento assim, sabe? Tipo, eu vejo na cara,
as pessoas no meu show, a reação delas. Pra mim é só mais um dia que eu tô fazendo mais uma coisa que eu gosto de fazer, mas que eu já não aguento mais ouvir. Só que a pessoa... Por exemplo, tem uma galera aqui no chat, né? Eu vou fazer uma pergunta aqui e você me diz depois a resposta do chat. Não, não é... Não tô perguntando isso só pra gente ter certeza disso que você tá falando, tá? Se o Igor tivesse fazendo o episódio interimitando qualquer coisa, você ia gostar mais ou menos?
Falando exatamente a mesma coisa, só com fragmentado, outras vozes. O que você ia achar? Só pra gente saber, comenta aí no chat aí.
Mas eu acho que é isso mesmo. Eu acho que os caras... Por mais que pra você soe... Pô, vou lançar o Trump de novo. Que forçado. Mais, mais, mais. Muito mais. Mais, mais, mais. Mas a verdade é que o cara que não tem essa habilidade... Foda que é meio circo, né? Foda que tu vira meio... Eu me sinto um chimpanzé. Eu me sinto uma orca no SeaWorld, tá ligado? É um freak show. Pula aí, joga água. É isso que eu sinto. Chato. Chato. Dancinha.
Faz sentido, né? É legal lá no teatro, no momento. Não, não. É legal toda hora. Você até tolera. Não, pra ele. Pra mim também. Pra ele, foda-se. É legal toda hora. Eu já cortei no meio. Eu tava pedindo uma parada. Não vou ser esse cara. Não, não. Deixa pra lá. Deixa pra lá. Então, o problema é que à medida que vai crescendo a intimidade, vão caindo essas barreiras também. É verdade. Daqui a pouco, pode ser que chegue um áudio.
imita aí o Cariani. Deixa eu mandar um áudio pro... Cara, sabe o que a gente podia fazer? A gente podia começar a usar o Igor pra mandar uns áudios pras pessoas, pra trollar as pessoas. Ninguém ia esperar, por exemplo, que eu fosse repassar um áudio falso do Cortella pra alguém. Né? Não ia ser maneiro? Tipo um trote, só que por áudio. Sem ser uma ligação. Mandar pra minha sogra um áudio do Bolsonaro. Eu tenho um amigo que...
Ele falou, em 2021, você era um seguidor, a gente virou amigo, ele falou assim, mano, pelo amor de Deus, manda um áudio pra mim imitando o Bolsonaro, chamando meu pai pra ir pescar. O velho chorou, mano. Falei, vou pescar, já te esqueci, o fim de semana. O velho chorou, mano. Falei, cara, não tô acreditando nisso. O trejeito físico é importante pro som sair igual? Porque, por exemplo, Bolsonaro. Bolsonaro, tu já lança aqui um negócio assim.
Tem uma empresa aqui. Tortinha de helado aqui. Tem que ter. O Skylab tem que ter. Como é que pode uma simples frase?
falado com o Bolsonaro, você é engraçado pra caralho, moleque. A galera fica me perguntando qual é a diferença do olho do Skylab, né, pro do Charles Henrique. Eu falo que o olho do Skylab é pra baixo e o do Charles Henrique é pro lado. Então é tipo assim, eu gosto muito de travesti, mas eu sou hétero no centro do Rio de Janeiro. Essa é a diferença, entendeu? Um é pra baixo, outro é pro lado, é só isso. Ativa o comando. Mas qual personagem tu acha mais curioso?
Charles Henrique Bedia ou Skylab? Puta, é difícil, mano. É uma briga muito difícil.
Eu acho que o Skylab me desbloqueou. Ah, tu tava bloqueado? No Instagram, tava. Acho que ele me desbloqueou, que outro dia eu procurei o perfil dele, que um seguidor falou e viu o vídeo que o Skylab lançou, fui procurar, apareceu. Tu sabe por que ele te bloqueou? Não faço a menor ideia, mano. Caralho, a imitação deve ser tão boa que ele ficou puto. Quando tinha banda cover de Red Hot, aqui em São Paulo, no meio do show a gente metia empadinha de camarão.
Porra, era muito engraçado, mano. Other side, empadinha de camarão, give it away. A galera ficava meio assim, sem entender nada. Mas sempre uma galera sambava.
era engraçado que é a música de samba, né? E esse projeto tava roubando muito tempo, é isso? Tava. E eu não ganhava grana, né, mano? E aí começou o stand-up e eu falei, ah, vou me dedicar ao que eu realmente, minha missão aqui, né? Que é fazer a comédia. E aí eu tive que abrir mão. Mas esse ano vai ter, em novembro, se eu não me engano, um show do The Y Buffalo aqui em São Paulo de novo. Igual teve em dezembro de 2024 que eu fui.
E o The Y Buffalo, eu já tive um projeto cover de The Y Buffalo em 2017 barra 18 no Brasil. No Brasil, ah, perdão.
E aí, como ele vai fazer o show agora aqui em São Paulo, eu queria fomentar esse projeto com um amigo meu daqui que toca, que foi a guitarrista da minha banda de Red Hot aqui de São Paulo. Falei, Lucas, vamos fazer um cover de The White Buffalo, que a gente aproveita a minha fanbase, a gente faz uns shows em alguns lugares, vai ter o show dele aqui em São Paulo, de repente a gente ganha até um acesso ao camarim pra falar com o cara, tá ligado?
De repente eu canto uma música com ele no dia. Porra, ia ser sensacional. Aí ele tá tirando as músicas pra gente fazer. Pra quem não conhece, o The White Buffalo, ele fez boa parte da trilha sonora da série Sons of Anarchy e tal.
Tem músicas muito fodas. Tem uma que eu tenho tatuada aqui. Então é bem do caralho. Tem tatuada aí o Red Hot também, né? Tem o Red Hot. Os caras confundem com o símbolo da enfermagem. É, teve uma vez que eu... Caralho, eu tava jogando sinuca com os seguidores, assim, em algum lugar que eu fui fazer show. Pô, tu é da Samu? Não, mano. O símbolo do Red Hot. Aí é foda, né? Porra. O símbolo da enfermagem... É tipo aquela cruz vermelha, né?
Que chama? É uma... Tipo... Esse? Não, não. Olha embaixo ali. Tu nunca viu essa porra, não? No Samu? É, tem esse símbolo.
Não, pra mim isso é um asterisco. É esse símbolo, tipo com uma agulha e uma cobra. Ah, tô ligado, tô ligado, tô ligado. Na roupinha dos caras. Talvez não seja enfermagem, seja outra coisa, né? Primeiro socorro, talvez alguma coisa assim. Como eu sou ignorante, foda-se, né? É bom ter uma licença poética e falar umas merdas às vezes, né? Sim. Não, é bom demais. Por exemplo, eu falo uma parada e daí eu lembrei que ele já falou disso, mano.
Foda-se, tá ligado? É bom ser... Sim. É bom ser extra. É, extra é bom demais por isso.
Qual é a diferença do extra para o episódio normal? Explica para os caras aí. Mas explica igual você explica para a gente. Transparência, vai. Não vai meter o louco aí. Ué, como assim? Eu meto o louco? Você mete o louco direto. Vamos lá, vamos lá. Por que a gente marcou o extra dessa semana? Bom, para ser totalmente sincero, o extra é muitas vezes um tapa-buraco. Essa que é a verdade. Mas não foi o caso dessa semana?
semana, mas geralmente é. Geralmente é. Caralho, caiu um episódio aqui, o que a gente vai fazer? Porra, chama um amigo aí, que o cara é nosso amigo, a gente fica mais à vontade pra trocar uma ideia de qualquer merda, com a possibilidade da interferência do público no Extra Flow. Então o Extra Flow, ele é mais suave, eu diria. O bate-papo descontraído. Ele é mais descontraído. O primeiro Extra Flow era porque era eu e o Monark, a gente não tinha um convidado.
Então o Extra Flow era a gente falando de qualquer porra. Entendeu? Basicamente era. A gente precisava
a gente queria ter quatro episódios na semana, só tinha marcado três, aí o outro era o Extra, tá ligado? Então, o Extra é uma ferramenta que a gente tem pra ter um programa mais suave. Hoje é sexta-feira, tá ligado? É, inclusive o dessa semana a gente marcou principalmente porque você, pô, foi viajar, palestrar, hoje foi palestrar em outro canto. Pô, vamos fazer um episódio só entre os amigos? A gente, inclusive, tinha convidado o Pedro e a Bri, né, pra ver, eles não puderam vir porque foram pro Lollapalooza, não sei o quê, mas
e era pra ser um episódio só de amigo e tudo mais. Então essa... É porque eu vejo que às vezes fica em dúvida, sabe? As pessoas não entendem qual que é a diferença ou por que é extra flow e não um flow normal, tá ligado? Faz sentido. A gente é meio ruim nisso, né? É. Talvez a gente devesse fazer o extra flow ter outra cara, que nem a gente fez com o Flow News. Talvez o problema do extra flow seja que ele é exatamente na mesma mesa, no mesmo lugar que acontece o flow podcast. Você apresentando tudo, né, e tal. Se a gente fizesse,
com a mesa virada assim, eu acho que já era o suficiente. Não quer virar o apresentador do Extra Flow fixo, não? Tipo, a gente fazer uma... Tu vai meter essa pro cara ao vivo, com a pressão dos caras que estão ali assistindo. Daí se os caras falarem que a ideia é merda... Mas todo mundo que está aqui é fã do Igor, então os caras vão querer... Então eu estou fazendo um favor pra eles, o que você está reclamando? Não, eu não estou reclamando, eu estou reclamando que tu está botando pressão no cara.
Esse cara pede pra fazer coisas que a gente há muito tempo. Agora surgiu uma ideia aqui, assim, pra gente fazer. É que eu já falei com ele ontem, que a gente ia conversar sobre isso hoje,
atrasado, entendeu? Então estamos conversando ao vivo. Ele parou pra dormir no posto. É um extra flow. Que tipo de homem é esse que não dorme dirigindo, mano? Eu nunca vi isso. Todo homem dirige assim, ó. Cara, descansa dirigindo, né? Moleque, na minha mudança, primeiro dia da mudança, eu... Não, mas do Rio pra cá é um inferno. É horrível. É uma porra de uma estrada reta infinita. É horrível. No primeiro dia da mudança, eu fiz um show de stand-up na Taquara, acabou 10h40 da noite e eu vim direto com...
Tá maluco, mano. Uma parte da mudança, mano. E aí dá o quê? Dá umas seis horinhas? Eu tomei cinco energéticos na estrada,
E eu cheguei em São Paulo, eu fiquei as primeiras duas semanas com a minha pálpebra mexendo sozinho. Quando eu vim com o vieteiro, minha pálpebra tava assim, sozinha, que não dá pra reparar. Mas eu ficava toda hora assim, eu ficava assim, para a porra! Ficava o tempo todo mexendo, mano. Chegou em São Paulo, começa aí. Tu pode vir de qualquer jeito. Teve uma hora que eu tava dirigindo. Aí eu fiz assim, ó. Falei, caralho. O carro começa a pitar a corda arrombada.
Aí eu parei e comprei um sabor. Cara, eu não consigo não. Eu tenho que parar. Eu paro, paro mesmo, durmo mesmo, porque senão fudeu. Na estrada...
Estrada no Brasil, você não pode parar. Por que a estrada no Brasil não pode parar? Porque vão roubar seu carro. Porque aqui é fezes. Nos Estados Unidos, você para, descansa. Tem o camping. Aqui não. Você para, o posto tem meia dúzia de pastel velho, água e um banheiro insalubre. Não dá. Não tem como dormir na estrada aqui. Eu não tenho coragem de parar no posto e dormir. Eu durmo amarradão. Eu durmo amarradão. Inclusive fiz isso hoje de manhã. Eu prefiro dormir dirigindo.
O vento que tá na reta. Segura, né? Segura aqui no meio do volante, ó. Você que tá... Esquece aquele convite e vai fundendo. Tá retirado. Tem uns caras que dirigem com o joelho. Sim, pra poder deixar as duas mãos livres pra fazer artesanato. É, tá aí uma habilidade que me impressiona. Eu não consigo, não. Tá maluco. Mas, é... Dirigir com sono, tá aí uma...
que eu levo a sério pra caralho, falando sério. Eu não bebo e dirijo. Não dirijo com sono. A galera daqui de São Paulo, às vezes, tipo, saio com algum amigo, assim, falando, vai beber não, ficar, tô dirigindo. Pô, e daí? Mano, eu sou do Rio, lá tem lei seca todo dia, eu sou traumatizado. Aqui eu nunca vi uma lei seca, mas eu ria todo dia, então eu evito, tá ligado? É verdade isso daí. Você já vacilou, sendo sincero, você já vacilou com o cinto.
Você era o cara que não usava cinto de segurança, mas até... E eu achava até uma coisa estranha, porque você realmente nunca bebeu e dirigiu,
esse negócio do sono, você fala faz mó tempão. Sempre te achei bem responsável em relação ao trânsito, mas é justamente por isso que eu não usava cinto. É porque a gente é carioca. Por quê? Como assim, porra? A gente é carioca. A carioca não pode usar cinto, porque na hora que o carro for roubado, demora mais pra sair. Entendeu? Toma um tiro por causa de um clique. Não dá. Entendeu? É melhor correr o risco de morrer num acidente de trânsito do que a certeza de morrer de tiro porque tu não soltou o cinto.
Não, não é. No meu caso... No meu caso... Tá vendo quando você mete logo várias vezes? Não, no meu caso...
sério, era que... Cara, babaquice só. A verdade é, você que é millennial, ou seja, 40 e poucos anos agora aí, eu não sei como era o teu pai, mas o meu pai e os meus amigos e tal, na nossa época o carro não ficava pitando se você não botasse o cinto. Sim. Entendeu? Então, no Del Rey do meu pai, ele andava sem cinto. Quando ele via a polícia, ele, caralho, a polícia já pegava o cinto e pendurava aqui no braço e foda-se. Sim. Tá ligado? Sim. Então, eu nunca tive o costume de botar cinto.
eu virei o motorista, eu continuei sem o costume de botar cinto até que veio o costume de botar cinto. Mas pra mim era o cinto, né? Legal. Pretendo bater? É igualzinho o meu papo de monociclo. Eu não uso o capacete de monociclo porque é só não cair. Mas eu nunca causei um acidente. Acidentes de trânsito, eles são, em sua vasta maioria, causados por falta de atenção.
Cara, eu erro o Waze, mas eu não erro o que está acontecendo aqui, entendeu? Sim. É verdade. Mas eu erro o Waze com força. Especialmente se eu estiver conversando. Se eu estiver dirigindo sozinho, eu erro menos. Mas se eu estiver com alguém no carro, a chance de errar é enorme. E às vezes o retorno aumenta meia hora a viagem. É uma merda isso. É, tanto que às vezes, quando eu estou com ele no carro, eu prefiro ser o chato que fica falando, é a direita aqui, hein?
É a direita mesmo que ele já saiba, mas para não garantir que vai... Porque São Paulo parece um...
quando deu merda, né? Tipo, você tá jogando ali no SimCity e deu merda. Puta que pariu, esqueci de uma rua aqui. Pô, enfia uma rua aqui. Foda-se. E aí, bota uma rua ali. E aí, aquela rua tá solta e aí você errou aquela, o retorno meia hora depois. Puta que pariu. Quantas pedagens a gente apagou a toa? Puta que pariu. E ele errou na ida. Indo pra Curitiba daqui. E aí, cara, aí passa no pedágio. Sim. Era mais ou menos, né? Passa no pedágio. Aí tinha que virar à direita. Puta que pariu, não sei o que.
direita lá, tem que fazer o retorno, passar no pedaço de novo. Aí fazer o retorno, passar no pedaço de novo. 60 reais. E entrar. Então, aí eu errei duas vezes. Puta que... Duas vezes. E seguida. Dormiu. Inacreditável. Inacreditável. Eu... Deu ficar puto comigo. Sabe quando tu fica puto contigo a ponto de estar... Fica entediado. Entendeu? Caralho, cara. Tu é muito burro mesmo, né? Porra. Era melhor bater. Porra. Que filho da puta que tu é.
Pô, teve uma história dessa de cinta. O cara acabou de gastar um tanque de gasolina de... Só pelo retorno.
Mano, teve uma vez que eu era criança. E aí eu saí com o meu padrasto de casa pra fazer alguma coisa. Eu devia ter, sei lá, uns 5 anos. E eu gostava muito de deitar no carro onde tem a caixa de som atrás do banco traseiro. Colado no vidro. Qual carro que era? Era um Versalhes. E aí a gente saiu de casa e a gente foi pegar a estrada e tava tendo uma blitz do exército. Por algum motivo. Que ano, mais ou menos? Porque devia ser na época do PAN.
Sei lá, porque tinha exército na rua na época do PAN. Não, mano. Acho que foi antes. Eu era mais novo.
Eu devia ter uns 5 anos, deve ter sido em 2001, mais ou menos. E aí, deve ser por causa do 11 de setembro, talvez. E aí, manilha a Blitz. Não, vai que decola daqui o próximo. E aí, o meu padastro... Os caras estavam só tentando pegar 10 conto de alguém, cara. Foda de sacanagem. Iriam comprar um cigarro. E aí, o meu padastro foi parado na Blitz. Aí, o cara, enfim, começou a perguntar muitas coisas para ele. E aí, o meu padastro falou, a gente pode seguir, então? Você já viu onde seu filho está deitado?
pra trás, eu lá, igual um mexicano entrando nos Estados Unidos. Deitado na caixa de sonho. Ô, Ivo! Desce daí, caralho! Aí eu tentei e botei o cinto. Cara, que merda. Eu era muito atentado, mano. Eu fazia muita merda. Tu era o menorzinho de ficar fazendo merda? Eu apanhava todo dia, mano. Entrava na porrada todo dia. Parecia o filho do Popó apanhando o Verdun. Todo dia era uma surra. Caralho, meu irmão. Todo dia. Fazia uma merda, minha mãe já vinha aí dos ossos. Vambora, dos ossos.
Calma, calma, calma. Ela apanhava muito, mano. Muito, muito mesmo. Muito, muito. Mas tu tinha cor grosso? Tu apanhava de quê? De chinelo? Se tivesse, minha mãe tacava, mano. Uma vez ela me bateu com o meu taco de beisebol. Sério. E quanto mais ela me batia mais, eu ria. Aí ela batia mais. Pô, mas com o taco de beisebol, deixa... Conto um de mané. Isso aí é sinistro. Eu fiz assim, ó. Bateu bem aqui. Mas ela não deu... Ela não bateu um homerun no meu braço, tá ligado? Ela pegou e fez um... Com o taco, assim. Aí eu... Ai, caralho.
que ela, tá ligado? Aí eu começava a rir, mano. Eu saía pelo quintal rindo igual o Coringa, assim, ela correndo atrás de mim e eu correndo assim. Tem uma vez veio ela, meu padrasto, ele me bandou, ela subiu em mim e me enfiou a porrada, mano. Pô, mas aí... Pô, maneiro esse podcast aí. Ele foi na trairagem aí, como é que teu padrasto... Miserável. Maldito, louco. Me cercou, me bandou, caiu fudido. Veio ela, porra, trepou em 100 quilos e toma.
Direita, direita, esquerda. Cláudia Guedes, ela é boa. Caralho, apanhei muito, mano, tá louco.
Às vezes eu tava brincando na rua, fazendo merda, eu não voltava nem pra casa. Passa! Passa é o caralho! Passa é o caralho! Dormia na rua! Não vou passar não, pô. Passa! Galinha de casa não se corre atrás. Nesse caso, tu vai ter que correr atrás. Aí saia a minha mãe igual o Zé Pequeno de casa. Segura a galinha aí, ô Zé! O vizinho me catrata. Aí vinha o padrasto dele guindava ele pra mãe vir meter ele a porrada.
Nossa, mas realmente, quando eu era menor, o arsenal era o que tivesse disponível, na verdade. Tinha um alcance da mão. Aquelas borrachas pretas de passar água, sabe? Vara de goiabeira. O que tivesse ali perto da mão era uma ferramenta em potencial. Uma vez o meu padrasto começou a criar codorna lá em casa. Ele resolveu criar codorna. Calma aí. Criar codorna numa casa lá em Niterói? Em Taipuçu.
uma casa que o terreno era muito grande, tinha uns 800 metros quadrados do terreno, então era muita grama, árvore frutífera e tal. Então tinha como? Não deveria, mas tinha como. Só que ele é mongol. E aí ele pegou, construiu um galinheiro de codorna, codorneiro, ele construiu um codorneiro, enfiou as codornas lá dentro. E aí um dia eu tava jogando um videogame assim, aí do nada veio a voz do capieta no meu ouvido. Filha da puta, por que que tu não vai lá e abre essa porra pra ver o que acontece?
Deixa ele fodido. Fodido, entende? Aí eu larguei o controle, larguei o controle,
Fulano galinheiro abri, mano. As codorna saíram pulando no quintal. Meu cachorro comeu um monte. Eu tinha um golden retriever. Aí ele ficou louco assim, mano. Começou a comer um monte de codorna. Minha casa parecia uma cena do Tarantino, mano. Só sangue, assim. Meu Deus. E eu desesperado. Aí minha mãe saiu de casa desesperada e me enfiou a porrada com o codorna morto. Jogando o codorna ensanguentado em mim. Tá falando sério? Sério, mano.
Põe eu de codorna, amor. Essa eu nunca tinha ouvido. Foi a surra mais humilhante que eu já tive. Eu tava jogando um monte de nugget em mim, assim.
Com ketchup já. Caralho, que... Cara, eu nunca apanhei de bicho morto também, não. Tu me ganhou, cara. Essa foi foda. Essa foi foda. Apanhando de nuggets, gostei. É... Do que a gente tava falando? Não acontece isso, né? Uma vez um primo meu tava vendo... O meu avô também criava galinha e tudo mais, mas antes ele era roleiro, né? Ficava trocando as coisas. Putz, eu tenho que contar uma história do meu avô, me lembra. Aí ele... Talvez.
Teu avô, teu padrasto? Pai do meu padrasto. Depois que o Jean contava. Aí eu vi um pintinho...
O pintinho tava tremendo de frio, assim. Aí meu primo, na maior boa intenção do mundo, pegou e... Pô, o que você faz quando tá com frio? Cobre? Aí ele pegou e colocou uma almofada em cima do pintinho. E depois colocou outro. Beleza. Aí levantou. Ah, parou de tremer. Porque parou de beber, tá ligado? Respirar. E aí o pintinho sumiu, tá ligado? Meu vô um dia... Pô, um pintinho sumiu. Aí meu primo suou frio, tá ligado? Decidiu esconder dentro de uma máquina de lavar.
E aí a minha avó tava lavando a roupa. De repente começou a ficar um negócio esquisito, assim. Quando tirou, era um pintinho que tinha sumido, moleque. Só faltou apanhado o pintinho que tava morto ali, mas... Morto e lavado. Lavado. Tava limpinho, tava limpinho. E o pai do teu padrão. O pai do meu padrão, que foi falecido, o vô Paulo, ele era muito engraçado, assim. Ele tinha umas manias muito escrotas, assim. Ele era muito mão de vaca.
Então, tipo assim, ele desligava a geladeira pra ir dormir, mano. Era nesse nível, assim.
Ele era muito bom de vaga. Aí eu lembro que teve uma vez que a gente foi jogar sinuca do lado de uma papelaria que o meu padrasto teve em Taipuassu. E a gente jogou umas seis, sete partidas de sinuca. Aí na hora de ir embora, falei, paga aí pra gente ir embora. Ué. Essa é a voz dele. É exatamente a voz dele. Vô, paga aí pra gente ir embora. Ué, trouxe dinheiro não. Falei, como assim, vô? Trouxe dinheiro não, paga aí você. Falei, cara, eu tenho seis anos, como é que eu vou pagar isso, cara?
Eu não tenho dinheiro, eu tenho juquinha no bolso só, tá ligado? E aí a gente largou devendo lá, mano. Ele era muito engraçado, velho. Ele criava passarinho.
Mas ele era da Roça? Ele nasceu na Roça, mas ele morava no Meyer. Tudo bem, tá bom. Mas nasceu na Roça. Nasceu na Roça. Acho que em Campos, se eu não me engano. No Meyer? É, morava no Meyer. E aí, ele e a minha avó, eles iam lá pra nossa casa no fim de semana. Ficavam lá, tipo, seis sábado e domingo. E aí, minha avó levava, tipo, 25 gaiolas, espalhava pela minha casa inteira. Caralho, era o velho dos passarinhos. Ele ia com 25 gaiolas e voltava pro Rio com seis, um toca-fita, um computador, uma bicicleta. Era assim, tá ligado?
com todo mundo. E aí, teve uma vez que eu tava na casa dele no Rio, e eu tava meio que cochilando, eu tinha voltado à faculdade, tava meio que cochilando lá no quarto da minha avó, e aí eu ouvi o meu avô chegando em casa resmungando. E o meu avô andava assim, ó. Não vai sair no microfone, mas ele andava assim. Eu andava reclamando de dor. Ai, meu pai. Ele tinha o joelho todo fodido, porque ele foi o goleiro profissional. E aí ele andava reclamando assim.
Ai, meu pai. Ai, meu pai. E aí, beleza. E aí ele entrou reclamando assim, ele tava meio que xingando, não sei o que, a minha avó. O que houve, Paulo? Nada não, Maria. Nada não. Ai, meu pai. O que houve?
Nada não, Maria. Fala, Paulo. Você está puto. O que aconteceu? Eu estava na praça, trocando passarinho. Chegou a polícia. Puta que pariu. Levaram meu trinca-ferro. Cantava pra diabo. Ele estava tristão que a polícia estava cumprindo a função dela. Tem uma vez que o meu padrasto teve que tirar ele da delegacia. Ele estava na praça, numa praça na Tijuca, que fica um monte de velho passarinho lá. E aí ele estava com uma caixa de papelão, com um passarinho dentro e uns furinhos assim. E aí chegou o policial. Ele sentou num banco de dominóis.
jogou a caixa, embada o pé e ficou assim. Aí o policial, essa caixa embada o senhor. Não é meu não. O policial pega aí, por favor, pra eu ver o senhor. Aí meu padrasto tem que buscar na delegacia. Puta que pariu, cara. Ele é muito engraçado, velho. Mas esse papo aí dos velhos do trinca-ferro, mané, é forte. Os caras lá... É, lá no Rio é uma cultura. Existe uma cultura dos caras que ficam fazendo rolo com passarinho. Assim, eu não sei até que ponto isso ainda existe, porque eu saí do Rio em 2016, mas tinha, mané, tinha os caras que faziam rolo mesmo. Os caras lá pra um pouquinho mais pra dentro ali, Pilares, Cavalcã,
Esses caras lá gostam de passarinho. Outro dia um amigo meu, que jogou basquete comigo na faculdade, ele tava jogando um torneio amador no Rio, e aí o jogo era 8 da manhã, num ginásio lá em Mesquita, queimado, sei lá. E chegaram no lugar, tiveram que esperar uma hora e meia acabar um campeonato de passarinho. Isso, bota os trincaféu pra competir. Tava até na quadra e os donos em pé assim. É isso. Os passarinhos lá gritando, socorro, caralho!
Ok, ele canta bem. Pô, mas as batalhas, assim, eu não sei até que ponto isso é legal.
Mas que é maneira a batalha dos Trincafé. Aquela não é violenta. Eles ficam gritando um com o outro, tá ligado? É isso? Vem aqui que eu vou te matar, ô seu merda! É, pô, eles ficam gritando um com o outro. Mas aí como que define quem ganhou? É quem domina, né? Quem fica rouco primeiro. Quem domina o outro, eu acho. Eu não sei direito, mas é maneiro de ver. Os caras cantam pra cá. Tem uns cantos padrão. Aí é quantos cantos em cima do outro eles ficam empilhando, tá ligado? É sério. O Trincafé tem, sei lá, quatro cantos diferentes.
É uma porra... O cara do chat tem que souber aí, quiser falar aí. Meu vô aqui tinha um canário de uma perna só. Eu acho que eu te contei, né? Ele tinha um canarinho de uma perna só, tá ligado? Que ficava no... O senhor lindo lá tinha as gaiolas e tal. Aí um dia bateu... Bateram palma lá. Chama o senhor lindo aí e tal. E eu vi a arte da negociação acontecendo diante dos meus olhos. Eu era bem novinho, né? E aí o cara falou... Ah, eu pago 30 conto nesse canário aí. Não, 50, pô. Ué, mas o canário só tem uma perna, pô. Não, 50.
50. O canário só tem uma perna. Você quer o canário pra cantar ou pra dançar? E aí o cara olhou. Tá bom, 50. Caralho! Aprendi o negócio naquele momento. É isso. É verdade, né? Cantava pra caralho. Mestre da negociação. Mestre da negociação. Pô, mas vai ter uma perna forte nesse canário aí, mano. É, pois é, moleque. É, e ele ficava... Tipo, tinha aqueles puleirinhos e ele ficava indo de puleirinho em puleirinho com uma perna só. Foda-se. Tá vendo? Ele era especial.
mais até hoje. É verdade. Uma vez eu cheguei em casa com o meu padrasto e esse meu avô tava tocando punheta na sala. É isso, cara. Não sei por que eu tô falando isso. Então, mas... Calma aí. Se tu chegou com o teu padrasto e o velho tava tocando punheta, você já tava todo mundo adulto, né? Que vida de merda que eu tive. É. Eu saí com o meu padrasto e aí o meu padrasto foi pro ensaio de um bloco de carnaval no Rio e era na Lagoa e eu fiquei jogando basquete nas quadras da Lagoa e a gente voltou pra
Antes do planejado. E aí quando a gente abriu a porta de casa, meu avô tava sentado na poltrona e aí tinha uma porrada de DVD pornô pirata no chão e ele tava pelado. Vendo, tá ligado? Aí a gente abriu a porta e eu gritei, que isso? Aí meu avô, oi meu pai. Ele correu assim, esse foi o pique dele. Cuzinho murcho de fora sem pelo, né? Que velho não tem pelo. Com o cu de criança assim pra fora. Eu falei, caralho, que merda. E os pornôs todos no chão. Eu rindo pra caralho, meu padrão. Desculpa aí.
E ele tinha quantos anos aí, o velho? Meu avô? Caralho, o velho punheteiro, mano. Safado. Eu não lembro com quantos anos ele faleceu, mano. Eu tava nos Estados Unidos. Mas ele tava velhão. Ah, ele devia... Porra, vou chutar que ele morreu com 85. Isso aí ele tinha uns 81. Tá bom. Então tava velhão. Ai, meu pai. Ai, meu pai. Ai, meu pai. Tá aqui o pariu. Gostosa pra diabo. Patou minha bronha. Esse meu avô deixava eu dirigir. Eu gostava, adorava de sair com ele de carro. Ele tinha uma Paraty.
Esse alvo era meio maluco, né? É, é. Ele tinha uma parati que fedia genipapo. Tá. Aquela fruta lá. Por causa de passarinho. É, e aí ele deixava eu dirigir. A gente ia pra missa domingo de manhã. Eu ia no call dele dirigindo, mano. Tipo, com sete, oito anos. Dirigindo a parati dele. Maneiro. Porra, era do caralho. Eu adorava ir à missa com ele. Era muito legal, velho. O voo passarinheiro com carro com cheiro de genipapo. E ele gostava porque gostava de...
Porque ia dirigindo. Fatiando rocambole na sala. Será que a gente vai ser uns voos malucos assim também? Pois é, mano. Já pensou quando tu ficar velhão?
que tu vai ficar igual teu avô, cara? Eu acho que eu vou ficar maluco aí. Eu vou ser o Bad Grandpa. Já viu aquele filme do Johnny Knox? Não. Nunca viu? Não, não, não. Ah, não, eu sei quem é assim, tá maluco. Claro que eu sei. Porque eles viajam os Estados Unidos com um garotinho? Eu vou ser aquele velho que anda com o saco de fora e só sacaneia o moleque. Eu vou ser assim. É porque assim, porra, eu vou fazer cada coisa, mano. Tipo, tinha aquelas Kombi que os caras transformam em uma caminhonete, sabe?
Que um pedaço da Kombi vira caminhonete. Uma vez ele fazendo mudança de uma geladeira,
A gente olhou assim, acho que passa ali. Entrou com a Kombi e a geladeira veio rasgando o telhado assim, tá ligado? Tipo, foda-se, tá ligado? Depois pegou, virou um problema na hora ali e tal, mas assim, foda-se, tá ligado? Parece que vô tem esse... Livre-arbítrio. É, você pode, assim. Você virou vô, você pode fazer merda. Lembra do Silvio Santos no final da vida dele? Que falava assim, né? Gordinha não, gordinha não. Gordinha não. Ele tava muito foda-se. Tava no foda-se.
Quanto mais velho, mais foda-se, né? E eu sou a favor disso. Eu acho que, meu irmão, tu tá ficando velho. Tu vai tentar controlar alguma coisa ainda? Velho pra caralho, todo fudido? Não, meu irmão. Às vezes você não controla nem sua bexiga, né? É, porra. Então, assim, vai que vai. Uma vez eu tava na faculdade... Coitado da minha mãe. Minha mãe que se fode com meu pai. Uma balafa de mim. Uma vez eu na faculdade, eu saí da... Não tinha aula nesse dia. Minha avó tava trabalhando como professora na escola,
me formei. E aí, eu tava dormindo, era tipo 11 da manhã, eu comecei a sentir mó cheiro de queimado, fumaça, e a porta do meu quarto tava fechada. Eu levantei, abri a porta do quarto, eu não conseguia enxergar um palmo na minha frente, parecia que a Suat tinha entrado lá tacando bomba de fumaça, não dava pra enxergar nada. Mó cheiro de queimada, cheguei na cozinha, mano, tinha uma leiteira no fogão, o fogo ligado, a leiteira lá, toda preta por dentro, com três cascas de ovo aqui, aí tinha casca de ovo no teto, grudado,
com a gema, minha avó deixou cozinhando sete horas da manhã e foi trabalhar. Era onze horas. Aí sim, porra. Mano, a casa ficou fedendo a ovo, sem sacanagem, uns oito meses. Cheiro de queimado. Aí eu falei, eu não vou limpar o fogão, vou deixar aqui pra quando ela chegar, igual criança. Você tá vendo o que você fez? Olha o que você fez. E aí eu fiz isso. Sabe qual foi a resposta dela? Ih, esqueci. Foda-se. É isso, é velho. Foda-se.
Tinha uma época que o Flow News, ele acontecia aqui, né? Aí, nesse papo de deixar cheiro na casa, a galera do
Flow Sport Club fez lá embaixo uma pipoca de queijo, tá ligado? E aí deixou um cheiro de... Nossa. De virilha de gordo. É, um cheiro de cu. Ficou um cheiro de cu. Cheiro de virilha de gordo. E aí eu entrei aqui... Era dia de Flow News. Como é que tu sabe o cheiro de virilha de gordo? Deixa eu continuar. Tá. Calma. Eu entrei aqui, aí eu cheguei falando... Nossa, rapaziada, tá sentindo cheiro... Porra, alguém fez pipoca lá com cheiro de cu na casa.
Tô de pau duro faz meia hora já. E eu olhei pra trás, tipo, eu tava contando com aquela galera rindo.
trava Carlos Tramontina, quebrando, chorando de rir, assim, tá ligado? Um frio na barriga. Agora quebrou o gelo. Agora foda-se. Foda-se. Bom, ó, os caras me entregaram aqui um papelzinho dizendo o seguinte, ó. Encerrar às 20 horas, Igor Fina tem show. Felipe Midi. Isso significa que a gente tem que terminar agora, porque tem show, são 8 horas, né? E eu tenho que falar do Felipe Midi. Sim, senhor. Tá? Então deixa eu falar do Felipe Midi aqui agora. Aí, família,
Você aí, ó, que já tomou hidromel? Tomei aqui uma vez. Tu nunca mais tomou hidromel? Não, mano. Tu não bebe? Bebo. E por que tu não tomou hidromel? Ah, porque eu nunca tive o ímpeto de comprar hidromel. Mas eu te dou hidromel toda vez que tu vem aqui, pô. Não, ganhei uma vez. Só? Dá de novo que eu vou levar aí, Tom. Bom, não tem aqui, mas eu vou te dar. Toma isso aqui, ó. Pega um aí, ó. Escolhe aí. Esse é pra você. Red Fruits.
Red Fruits. É, esse daí é bom pra tu tomar com as milf lá que tu convida pra... Calma. Esse daí é sabor, frutas vermelhas. Sabor.
Entendeu? Ó, você aí que tá assistindo a gente, sabe o que é hidromel? Hidromel é como se fosse um vinho, só que em vez de usar uva no processo de fermentação, usa o mel e dá origem a essa bebida aqui sensacional, premiado internacionalmente de vários sabores. Acho que o do Flow ainda não participou de concurso internacional, mas você vai entrar lá em www.philiped.com.br e você vai encontrar não só as bebidas incríveis, como também vai encontrar um monte de promoção sensacional.
Por quê? Porque tá no mês do consumidor, meu irmão. Então tá tendo descontos especiais.
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Beba com responsabilidade se beber não dirige. O cálice é maneiro, viu? A taça que ganha lá é um cálicezinho bonito.
Então são três? São, pô. Obrigado, mano. Agora tu vai ter que beber. Lógico. Bonito na garrafa. Bom, então como agora já são oito e pouca, já está na hora de tu ir embora, né? O que os caras do chat estão falando aí? Não, eu queria falar para os caras para ver o que eles acham da ideia do Igor como host aí. Sem pressão, nem nada, só o que vocês acham disso? Comenta aí, não no chat ao vivo, depois que vira a voz, tá ligado? Comenta aí o que você acha de Igor Fina,
como o nosso hostzinho aqui do Extra. E é isso, né? Libera o homem aí. Dá tchau aí, Igor. Posso só fazer um convite aqui? Faz o que você quiser, vai. Pô, eu queria convidar você que mora em São Paulo, ou você que pode vir a São Paulo, dia 28 agora, vai ter o jogo das estrelas do NBB, do basquete brasileiro. E eu fui convidado pra jogar no jogo das celebridades. Sério? Então vai ser no Ibirapuera. Caralho, que foda. Dia 28 agora, você tá convidado a comparecer lá.
Convidar também pros meus shows de stand-up. Minha agenda tá lá no Instagram. Ah, dia 28 é um fim de semana, é sábado. É sábado.
Tá fixado lá no Instagram minha agenda de shows. E eu tenho uma notícia muito legal. Eu vou ser... Dia 20... Dia 6 e 7 de maio. Dia 6 e 7 de maio eu vou fazer dois shows stand-up em inglês, em Los Angeles, no maior festival de stand-up do mundo. Caralho, moleque. Tá importante. Obrigado, Maurício Meirelles, meu amigo, e a Manu Maciel que me ajudaram nessa. Dia 6 eu vou abrir o show do Jeff Dye, que é um humorista que eu adoro, americano. E no dia 7 eu vou fazer o show com a Manu, o Murilo Couto, o Jay Morgan,
E mais alguém. Porra, foda demais. Morgan Jay, sei lá. Maneiro demais, né? Aí sim. Parabéns, cara. Muito obrigado, irmão. Tu tem quantos anos mesmo? 29. Puta merda, tem muita merda pra esse moleque fazer, né? Não, porra. Vai dar tempo de fazer muita merda ainda. Amém. Igor, obrigado pelo convite, pô. Tamo junto. E vocês que assistiram aí, obrigado pela moral também. Segue o Igor, deixa tudo aqui no comentário fixado. E aquela papo de sempre, hoje é uma extra flor, irmão.
É, papo de sempre. Não mexa no IDH, não mate, não morra e nem faça um filho. Bom final de semana.
Felipe Meade
Hidromel (bebida alcoólica de mel fermentado)Felipe Midi
Hidromel (bebida alcoólica a base de mel)