PT LIGA VORCARO E BANCO MASTER A BOLSONARISTAS - Flow News #036
PT liga Vorcaro e Banco Master a bolsonaristas + Jair Bolsonaro hospitalizado.
- Banco MasterFraude bilionária · Daniel Vorcaro preso · 1,6 milhão investidores enganados · Rombo de 41 bilhões FGC · Contrato milionário esposa Moraes · Delação premiada
- CorrupçãoDaniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Investigação Toffoli · Gilmar Mendes · Contratos advocatícios suspeitos · Inquérito das fake news · Foro privilegiado
- Contrato Esposa Moraes180 milhões reais advocatício · Viviane Barsi de Moraes · Inconsistências justificativa · Falta transparência · Conflito de interesse
- Investigação ToffoliMultas suspensas Odebrecht · Codinome 'Amigo do amigo do pai' · Voto contrário Sérgio Cabral · Acusações de venda de sentença · Inquérito fake news aberto para protegê-lo
- Democracia Brasileira - Desconfiança InstitucionalFalta credibilidade poderes · Simulacro democracia · Solapamento interno instituições · Golpe de fora e de dentro · Necessidade vigilância cidadã
- Combate à Desinformação e Fake NewsAbertura em 2019 · Censura à imprensa · Retalho procuradores · Ausência de prazo · Sétimo aniversário sem resolução
- Degeneração Ética STFIndicação Toffoli 2009 sem qualificação · Degradação qualificação ministros · Falta caráter magistrados · Flexibilidade moral seleção cargos · Rebaixamento ao longo tempo
- Fraudes FinanceirasDescontos associações ilegais · Propina de 4 milhões · Maria Goretti Pereira · Alessandro Stefanuto · Apropriação valores aposentados
- Moraes e Vorcaro - Relação InvestigadaEncontros privados Londres · Clubinho uísque · Contrato Viviane Barsi · Possível cooptação · Falta transparência relação
- Responsabilidade Cidadã e Pressão SocialDerrotismo população · Força eleitores desconhecida · Caminhos constitucionais esgotáveis · Vigilância contínua · Resistência ao sistema
- Saída de ministros para eleiçõesModificação conceito magistério 2016 · Remoção exigência revelação cachê · Eventos patrocinados bancos · Promiscuidade magistrados elite empresarial · Influência em decisões
- Crise STF-CongressoInvestigação Toffoli · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Gilmar Mendes · Investigações sobre Davi Alcolumbre · João Barradas · Blindagem mútua
- Operação Lava JatoInvestigações de corrupção · Empresas liquidadas · Processos nos tribunais · Críticas operação · Comparação com Banco Master
- Bolsonaristas e Banco MasterEmpresários bolsonaristas pagos · Operação maio 2020 · Mensagens privadas · Grupo WhatsApp · Discussão golpe
- Jornalista do Maranhão - CensuraCríticas carro oficial Flávio Dino · Busca apreensão equipamentos · Violação sigilo fonte · Investigação arbitrária · Censura de informação pública
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor. Bom, hoje comigo aqui, como sempre, temos Carlos Tramontina. E aí, cara, tudo bom? Salve. Gostei. E tem um terceiro salve, salve aqui, que agora é parte do time também, ó. Vocês é que roubaram o salve, salve de mim. O meu é o primeiro. Felipe Moura Brasil, prazer, é uma honra estar aqui. Valeu, cara. Obrigado por vir aí também. E agora, bom, agora a gente vai se encontrar mais vezes aqui, né?
Flow News aqui pra gente poder, porra, falar pras pessoas aí o nosso ponto de vista, né? Por exemplo, eu tô bastante puto com a maneira que tem algumas coisas que os caras do STF tão lidando com o Daniel Banco Master, né? E eu acho que estamos todos meio putos com a forma como essas coisas tão acontecendo, né? Exatamente. Eu não entendi que você fez um story agora pra divulgar esse programa e falou que a gente ia falar bem, aí eu não sei de quem que a gente vai falar bem, porque nessa
república, tá difícil encontrar gente pra falar bem. No STF, então, aí é que fica mais difícil ainda. Cara, a gente fala, e a gente fala, é triste a gente falar isso com essa naturalidade, porque, assim, é verdade, é a sensação que eu tenho, e ela é uma sensação antiga, cara, e é muito triste, porque eu queria ter uns caras pra gente falar, bem, o cara tá fazendo um puta trabalho sensacional, e que é transformador de verdade. Não é que não tenha pessoas boas tentando fazer coisas boas, mas eu tô falando de transformação.
é uma transformação. Quando é enorme, é sempre um golpe, é sempre uma coisa horrível, é um Banco Master, é uma Lava Jato, é sei lá. Aí fica difícil a gente ser brasileiro, né, cara? Tem que ver que o Toffoli se afastou do caso Master, né? Caiu no colo do André Mendoza. Bom, né? Que bom que ele se afastou. Aí você vê que ele saiu do noticiário. Eu não esqueço que ele aliviou 18 bilhões, 800 milhões de multa na Odebrecht, que
a Odebrecht admitiu que pagou, que corrompeu, que subanou. Por isso, no acordo de eleição premiada, ela foi premiada com 18 bilhões e o Toffoli aliviou. Mas enfim, o Toffoli saiu do caso Mastri, isso é bom. Agora eu li hoje que tem um ministro do Supremo que tem feito conversas com o Toffoli e com o Alexandre de Moraes, sugerindo a eles o afastamento e que se
que considerem que não podem participar de determinados julgamentos ou até que peçam aposentadoria antecipadamente. Enfim. Que é muito difícil de acontecer, porque os supremos não gostam de largar o osso, ainda mais essa turma daquilo que eu chamo do centrão do STF. Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, eles vão até o fim e se blindando sempre. Você falou do Toffoli blindar o Odebrecht, a lista de pessoas blindadas pelo Toffoli e empresas.
Enorme, incluindo os vínculos do Toffoli também com essas pessoas e com essas empresas, como aconteceu no escândalo Mastri. Então, ele suspendeu as multas de 8 bilhões e meio, 8 bilhões e 500 milhões de reais da Odebrecht, 10 bilhões e 300 milhões de reais da JIF, dos irmãos Batista. Ele aliviou um monte de gente, na época, acusada de corrupção, lavagem de dinheiro na Lava Jato, muitos petistas, inclusive.
pelo Lula em 2009 e já é alvo de suspeitas há muito tempo. O Sérgio Cabral delatou o Dias Toffoli, acusou o Dias Toffoli de ter vendido sentença quando ele era do Tribunal Superior Eleitoral, de ter recebido milhões de reais para aliviar a barra de prefeitos do interior do estado do Rio de Janeiro. Eu fiz um vídeo, inclusive, mostrando os vídeos do Toffoli mudando de voto e desempatando ao contrário
depois daquilo que o Sérgio Cabral contou que tinha sido uma manobra, o vídeo do depoimento do Sérgio Cabral, tudo isso está disponível. E houve várias investigações que acabaram esbarrando no Toffoli. Você falou do Odebrecht, o Toffoli tinha um codinome nos e-mails do Marcelo Odebrecht, que depois ele explicou em depoimento de colaboração premiada, que era o amigo do amigo do meu pai, o amigo do Lula, que é amigo do Emílio Odebrecht, que é o pai do Marcelo. E foi na época que surgiu essa informação,
do codinome do Toffoli, que ele abriu de ofício o inquérito das fake news, que é aquele sem fato determinado, sem prazo definido, que é utilizado até hoje para retaliar quem ousa dizer verdades inconvenientes sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal. Embora uma narrativa a posterior tenha sido usada para fingir que ele foi aberto para combater uma militância radical bolsonarista, isso não é verdade. Basta ler o noticiário da época. Ele foi aberto para censurar a matéria
o codinome do Toffoli na Odebrecht, para suspender a apuração da Receita Federal e dois auditores ligados a ela, que tinha atingido as esposas do Toffoli e do Gilmar Mendes, e para retaliar procuradores da Lava Jato. Um deles, o Castor de Matos, que estava apontando as manobras na segunda turma do Supremo pela impunidade geral, inclusive aquele método de enviar os casos de corrupção, mas ligados a caixadores de campanha para a justiça eleitoral. E o Deltan Dallagnol, que tinha feito um vídeo, se não me engano, era sobre
Renan Calheiros continuar como presidente do Senado, ou qualquer coisa nesse sentido, não tinha nada a ver com militância golpista, como depois se veio a falar. Porque ele foi aberto, só para concluir, em março de 2019, a primeira operação contra bolsonaristas foi contra empresários bolsonaristas que estavam num grupo privado de WhatsApp e tinham falado alguma coisa sobre golpes, mas que não tinha nenhuma ação correspondente ainda. E eu critiquei aquela operação, foi em maio de 2020.
Foi mais de um ano depois da criação do inquérito das fake news. Então, eu gosto sempre de resgatar um pouco a história, porque a história vai sendo falsificada conforme os interesses de ocasião. Aliás, o inquérito das fake news chegou ao seu sétimo aniversário. E ninguém sabe quando vai terminar. E de vez em quando alguém lembra para ele, escuta o ministro Alexandre. Vamos resolver essa parada? Quem deve tem que pagar?
quem é culpado tem que ser condenado, mas e aí? O inquérito das fake news é que nem um povo, ele vai se multiplicando, ele vai pegando tudo. Um povo com véu, ele é misterioso. E até, recentemente, um jornalista no Maranhão, o jornalista no Maranhão fez críticas ao uso do carro do Tribunal de Justiça no Maranhão pela família do ministro Dino,
E, em função disso, o Alexandre de Moraes determinou investigação sobre este jornalista. Busque a apreensão de computador e celular dele. Exato, uma devastação. Foi um comportamento muito estranho. Muito estranho tudo isso. Porque ele tinha revelado, é importante dizer, que a família do Flávio Dino estava usando um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. Flávio Dino, que é ministro do STF, indicado pelo Lula. E não foi desmentido isso até agora,
usando um carro que custou caro, e aí você tem uma questão de gastos públicos que estão sendo utilizados, contrariamente a determinados dispositivos. Era isso que ele estava tentando apontar. E não é assim, não houve uma sessão formal. Então, uma notícia de interesse público que um jornalista estava dando. Não estou entrando no médico, qual é o viés, etc., se é ligado a um grupo, mas a notícia é relevante. E você não poderia, numa república decente,
reagir contra uma informação inconveniente e aparentemente verdadeira com uma ordem, uma forma de censura, que é você mandar a Polícia Federal fazer uma batida, busca e apreensão, você recolhe os equipamentos do cara, aparentemente, para, violando o sigilo da fonte que é garantido pela Constituição, encontrar quem foi o servidor, provavelmente que está na máquina pública do Estado do Maranhão, que passou para esse jornalista uma informação que,
o Flávio Dino queria que passasse. Então, assim, a sensação que a gente tem é que eles estão fazendo uma busca para ver se no celular tem troca de mensagem para identificar quem é a pessoa que está vazando uma informação comprometedora para o Flávio Dino, eventualmente para que haja uma retaliação local, inclusive. Ou talvez na esfera federal, já que tudo o Alexandre de Moraes puxa para o âmbito do inquérito das fake news. Isso também foi para os fake news, né? Para engordar o aniversário do sétimo aniversário.
convidados aí nessa festa, né? Só um detalhe, desculpe, porque tem tudo a ver com o inquérito das fake news, embora numa primeira nota o STF tenha de certa forma fingido que não. Ele falou assim, a investigação não vem do inquérito das fake news. Então você tinha uma investigação na Polícia Federal, aí você teve o aval da Procuradoria Geral da República, que está dormindo aí no caso mais, está dormindo em um monte de coisa, mas atingiu o ministro do STF, opa, acordei, tem que trabalhar aqui, vou dar o aval, ok, pode investigar, sim, alguém que está incomodando, vossa excelência, não é mesmo?
A PGR deu o ok, o caso chegou no Supremo Tribunal Federal, e aí, acho que foi o Cristiano Zanin, que era o presidente da turma, que redistribuiu para o Alexandre de Moraes, mas porque ele é o relator do enquete das fake news. Então, assim, está ligado ao enquete das fake news, por mais que eles tenham tentado fingir que não no começo. Então, assim, você tem um enquete aberto para os ministros transformarem toda a população brasileira em pessoas detentoras do foro privilegiado no Supremo,
tem, o jornalista não tem. E é isso que importa, é o alvo da ação que tem que ter o foro. Não é o ministro do STF que é uma suposta vítima. E aí eles retalham quem estiver incomodando. E fazem isso deliberadamente. A gente está em 2027, há 7 anos, como está fazendo aniversário aí. Eles devem estar soprando velhinha. Então você toma cuidado com o que você fala, tá? Esse computador aqui, ó. Então, e assim, cara, eu não quero nada demais. Eu não estou,
Eu não estou falando mal de ninguém. É o contrário. Felipe, então me ajuda aqui para me atualizar para eu também não ser injusto. É o seguinte. Cara, uma das coisas mais esquisitas que tem toda essa história do Banco Master, que ela tem muitas coisas esquisitas, que ramificam em coisas mais esquisitas, e é uma história que só não é, na minha opinião, do tamanho da Lava Jato, porque a Lava Jato, um monte de empresa acabou. Então, um monte de emprego foi para o espaço, mudou.
Um monte de coisa. Sabe o que dizem, né? As empresas continuam aí. Algumas mudaram de nome só porque estavam com a imagem manchada. Pode ser também. Então tá. Então do mesmo tamanho da Lava Jato, o próximo ali. Mas o que mais me pega nisso, cara, é o seguinte. Tem um personagem, tem alguns personagens, mas um específico é o Alexandre de Moraes, nessa história, que tem uma... Teria algum tipo de contrato. A esposa dele teria algum tipo de contrato com o Banco Master lá. O escritório,
dela e tal, que dá uma cifra absurdíssima, que é, não consigo, eu não encontrei ainda um advogado que me conseguiu me justificar, legal, apesar da gente ter feito uma tentativa aqui no último programa, né, com quanto é que custa alguma coisa e tal, mas, cara, esse, a gente tá falando de uma pessoa que ele é, quando você pensa em justiça no Brasil, você pensa no STF, você pensa no STF, pensa no Alexandre de Moraes, porque ele tem sido
personagem. E esse cara, envolvido num escândalo que tem a ver com grana, não é opinião política, não é se o Alexandre de Moraes quis prender o Bolsonaro ou não, ou se ele, entendeu? O que ele acha do Lula. É grana, é dinheiro, entendeu? Dinheiro não tem partido. O cara, ele... Como que a gente vai confiar na justiça se um ministro da maior, da Suprema Corte do Brasil não me diz o que é que é isso aí? O que está rolando? Já sabemos o que
que tá rolando aí, desse contrato da esposa dele, porque se a gente não souber, eu acho um problema, porque, de novo, eu já falei isso um monte de vezes aí, peço desculpa a você que tá assistindo aí pela milésima vez, o Alicione de Morada, ele não é exatamente um cara que não é midiático, ele é um cara que vai no estádio e dá dedo pros outros, ele faz ensaio fotográfico, entendeu? Aquele julgamento do Bolsonaro lá, gosta ou não do resultado, é um teatro, entendeu?
Quando é pra tirar o Toffoli, eles ficam quietinhos, escondidinhos, só eles lá, entendeu? Então, é...
Estranho esse... Por que você está fazendo esse silêncio? Você não é do silêncio, entendeu? Você não é o cara do silêncio. Eu queria saber. Me conta aí o que é. Porque eu queria confiar em você, pô. Essa que é a parada. Você é o Moraes. É, o Moraes. Só para deixar claro. Eu quero confiar no Moraes, pô. Eu estou falando todo dia. Entendeu? Porque qual que é a parada? Como é que eu vou confiar num juiz, que é a cara do STF, e o cara está envolvido no escândalo de grana? Não dá para confiar nos...
atuais ministros que têm esse tipo de conduta com toda essa promiscuidade, com uma ala podre da elite empresarial e por meio de uma série de procedimentos que eles próprios foram alterando. Eu mostrei outro dia que numa sessão de 2016 do Conselho Nacional de Justiça, então presidido pelo Ricardo Lewandowski, que em geral é presidente do STF, que preside o CNJ, eles ampliaram o conceito de magistério que está previsto tanto na Constituição Federal quanto na
orgânica da magistratura nacional, Lomã, para abarcar palestras dadas por magistrados. Portanto, para permitir que magistrados dessem palestras, não cursos, aulas em instituições de ensino, que era o que aquele conceito significava antes e já tinha sido alvo de várias resoluções do CNJ, só para detalhar, mas sem alterar o conceito, para dar palestras em eventos bancados por bancos e por outras empresas privadas. Quando a gente vê toda
todos esses coquetéis, o clubinho do uísque lá, que envolveu o Moraes, o Daniel Vorcar, dono do Banco Master, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonê, o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Ricardo Lewandowski sempre está presente nesses eventos, estava no evento patrocinado pelo Master, assim como o Toffoli. Então, toda essa turma está lá nos comes e bebes nesses eventos. E naquela sessão... Esses caras são burros ou esses caras são corruptos? Não é possível.
do CNJ, o Lewandowski, de repente, ainda falou assim, eu tinha visto essa resolução, vocês lembraram de tirar aquela parte que exigia que a gente revelasse os cachês e tal? Ah, não, nós tiramos, excelência, e tal, não sei o que. E aí eles tiraram a obrigação do magistrado de revelar o cachê. Então, liberaram a palestra e tiraram a obrigação de revelar o cachê. Então, isso significa o seguinte, o magistrado, inclusive dos tribunais superiores, ele pode ser contratado por milhões de reais por empresários
de dar uma palestra. Só que, na verdade, o empresário está querendo a boa vontade daquele ministro para julgar as ações que correm na corte dele. E a população não tem o direito de saber, não tem o direito de saber se houve o pagamento de cachê, de quanto foi o pagamento de cachê. Então, ao longo dos últimos 10 anos, pelo menos, você tem uma derrubada dos obstáculos morais e dos dispositivos legais que gerou uma promiscuidade muito grande entre magistrados e essa elite empresarial.
que tem a sua ala podre e as pessoas interessadas em processos na corte. E os escritórios de advocacia são um instrumento para isso. Então você tem agora o contrato de 130 milhões de reais, que seria de 130 se tivesse concluído todo o tempo, mas o Daniel Borcaro foi preso antes, mas chegou a pagar 80 milhões de reais para o escritório da Viviane Barsi de Moraes, que eram mais de 3 milhões e 600 mil reais por mês. E aí ela, depois de meses de investigação, etc.,
uma notinha para tentar justificar. E aí é o que você falou, o que vocês já conversaram aqui. Não convenceu ninguém. Porque ela falou de 94 reuniões, de até 3 horas, teve que subcontratar 3 escritórios e participaram 15 advogados. Aí você vai fazer todas as contas com os valores do mercado, não chega a 3 milhões e 600 mil reais por mês. E aí você vai ver os manuais que eles dizem, não, fizemos o manual. Isso é muito engraçado. Tem um código de conduta, código de ética do Master.
Isso é uma coisa maravilhosa, né? Código de ética, é isso? Código de ética do Daniel Forca, do Banco Master, que estava no esquema bilionário de fraude, que está gerando um rombo de mais de 41 bilhões de reais da FGC, que enganou 1 milhão e 600 mil investidores. Aí você vai ver, diz que revisou. Tem um monte de erros de revisão, ou acertos, né? Depender de quem olha, porque tem uma parte que é cômica, é thread cômica. Tem assim, você deve ou você não deve, sabe?
Tipo essas coluninhas de jornal, nota 10, nota 0. Tem uma coluninha ali no código de ética,
Aí o você não deve, tá assim, você não deve impedir que sejam utilizadas informações inverídicas e negociações de fraude, alguma coisa de fraudulenta. Você pode deixar rolar. É, se é você não deve impedir, significa que é, você deve deixar. Você deve deixar rolar fake news, fraude e tal. Então tá lá no código de ética, eu tava ironizando no meu programa, dizendo assim, não, Daniel Borcara agora vai alegar, não, eu pedi, contratei um escritório
advocacia, falou que era pra agir assim e tal, tô seguindo a ética. Não, assim, não tenho culpa, a culpa é dela, que tá dizendo, não, pode gerar fake news, pode fazer fraude e tal. Eu ia te perguntar sobre essa questão da data, porque não me lembro, ao longo das últimas décadas, de termos vivido ou termos acompanhado notícias semelhantes que envolvessem o Supremo Tribunal Federal e o comportamento de seus ministros. Tá certo que era uma outra época, era uma outra época,
época, não existiam as palestras pagas, essas reuniões que as pessoas saem daqui para falar do Brasil para as mesmas pessoas lá fora, ficando hospedado nos melhores hotéis, cinco, seis estrelas, tomando o melhor uísque, viajando em primeira classe, talvez recebendo uma grana para fazer uma palestra, para falar as coisas que poderiam ser ditas aqui. Eu até brinquei com o Igor um dia, eu falei assim, imagina se você um dia me perguntasse,
que você acha que a gente pode fazer aqui no Flow para ficar mais legal o nosso programa? Então vamos fazer o seguinte, vamos para Paris. Nós vamos pegar um avião legal. Você paga, Igor. Nós vamos para Paris. Vou ligar para o meu brother aqui, o Daniel Vorcar. E aí vamos conversar durante uma hora e pensar. Depois a gente volta para o Brasil. Não existe na história recente, ou se nós puxarmos um pouquinho, algumas décadas, nós tivemos grandes ministros no Supremo Tribunal Federal. Juristas da melhor qualidade. Aliás,
André Moraes é reconhecido como sendo um grande constitucionalista. Tem um livro dele que está na 41ª edição. Há controvérsias. Há controvérsias. Há controvérsias. Há controvérsias. Há controvérsias. Há controvérsias. Há controvérsias. Tem muita coisa aí que é material de idade. Mas vem cá, eu queria que você voltasse um pouquinho sobre isso, sobre comportamentos anteriores. E você falou de 2016. É mais ou menos a linha de corte dessa mudança em comportamento? É antes. É antes porque o Toffoli, eu considero um marco a indicação dele.
Consegui resgatar, é uma transmissão da TV Senado, a sabatina do Dias Toffoli, que foi em 2009, quando o Lula o indicou. E eu publiquei no meu canal, fiz vários cortes ali sobre cada momento interessante daquela sabatina, à luz de tudo que a gente sabe hoje. E o Toffoli era um sujeito que não tinha mestrado, não tinha doutorado, não tinha passado em dois concursos para juiz de primeira instância em São Paulo. Quer dizer, o sujeito não passa na própria juiz de primeira instância e ele vira ministro do STF. É como se fosse a quarta.
corte do país. E ele vai estabelecer regras para todo mundo, inclusive para os juízes abaixo dele que passaram em concurso público, ao contrário dele. E ele era um advogado de partido. Ele não tinha nenhum brilho na sua carreira, nenhuma obra relevante. Ele era um indicado do Lula e um indicado do José Dirceu. Ele tinha sido assessor da Casa Civil do José Dirceu. Nossa, nessa época o Lula podia qualquer coisa, pelo visto, né, cara? Exatamente. Estava ainda com uma popularidade alta,
era ali final do segundo mandato, e mesmo depois do escândalo do Mensalão, que foi no primeiro mandato, estourou em 2005, já acontecia um pouco antes, ele acabou sendo reeleito, então teve um aval aí da população, um passo pano para o eleitorado brasileiro, e aí indicou o Toffoli no segundo mandato. Aí você tem um rebaixamento muito grande, porque assim, no mínimo, as pessoas eventualmente podem incorrer em erro, de você indicar uma pessoa muito qualificada, mas ela se revela uma pessoa sem caráter.
Às vezes você revela uma pessoa imoral e tal, eventualmente depois. Em geral, não acontece isso. Em geral, a pessoa vai galgando cargos de poder no Brasil em razão da sua flexibilidade moral, para a gente dizer o mínimo, de uma maneira muito generosa. Basta ver aí as presidências das casas legislativas. Davi Alcolum, Hugo Mota, o pessoal do Centrão, o pessoal que consente com muita coisa. Para mim era muito doido ver o Renan Calheiros presidente da parada.
outras questões que geraram uma degradação muito grande no STF, excesso de judicialização, tem várias questões que estão sendo rastreadas, o Felipe Recondo, por exemplo, tem artigo a respeito disso, tem alguns aspectos ali que eu destacaria mais, outros menos, mas eu acho que a partir de 2019 houve uma derrocada muito grande, mas não posso deixar de registrar que antes dessa derrocada, em termos de qualificação, já houve uma derrocada quando Gilmar Mendes chegou no Supremo Tribunal Federal. Agora, o Gilmar,
era muito mais qualificado do ponto de vista acadêmico do que o Toffoli. Então, assim, você tem uma desculpa. Não, tinha um grande currículo, etc. Mas mesmo naquela época, tem um artigo que voltou a circular uns anos atrás do... Como é que é o Dalton? Esqueci agora. O pessoal deve lembrar aí, talvez, no chat, alguém que estava apontando como o Gilmar Mendes era ligado à turma do PSDB, como agia já no Poder Judiciário de determinada maneira que não era recomendável para um ministro do STF. E a gente vê o reflexo de tudo isso,
hoje. Então, só para concluir, o Senado ser muito frouxo no seu filtro, se acovardar, porque muitos senadores também têm rabo preso, você tem uma bola de neve. E qual é a raiz disso tudo? Para mim, a raiz disso tudo é uma degradação cultural e principalmente ética no Brasil. Então, quando tudo se rebaixa, os piores vão chegando ao poder. Se você não tem pessoas éticas para fazer o filtro, são pessoas com
rabo preso, que vão querer outra pessoa com descendente, e daqui a pouco você vê uma casta estabelecida que vai travando todas as investigações. Então agora você não tem como avançar, não consegue fazer a CPI do Master, porque o Hugo Mota na Câmara tem rabo preso. Hoje saiu notícia que a cunhada dele levou um empréstimo do Master de 22 milhões de reais. Davi Alcolumbre é o presidente do Senado. Ele foi quem indicou o Jocildo Gomes, lá para a presidência da Amprev, o Fundo de Previdência do Estado da Amapá, que fez um aporte de 400 milhões de reais no Master. O PGR é o Paulo Gomes,
que é o ex-sócio do Gilmar Mendes e é amigo do Alexandre de Moraes e estava lá no clubinho do uísque junto com o Daniel Vorcaro em Londres, se eu não me engano. Londres. Pois é, Londres. Então, assim, como é que você avança? Se o Gilmar é capaz de ressuscitar uma ação que ele próprio enterrou três anos atrás para blindar o Toffoli contra a quebra de sigilo da empresa dele que foi aprovada na CPI do crime organizado. Uma ação que era da CPI da Covid que já acabou. O Toffoli tentou se manter na relatoria. Felizmente, a sociedade,
e a imprensa conseguiram pressionar de modo a que ele saísse. Mesmo assim, sem se declarar suspeito, etc. E o Moraes usa o enquete das fake news para retaliar todo mundo, enquanto a esposa tem um contrato milionário com o Márcio. Então você tem uma casta que se estabelece no poder e que se protege. Você tem uma dificuldade muito grande de avançar sobre ela. Estamos dizendo, então, que a única resposta que temos até agora sobre o contrato da esposa do Alexandre de Moraes é a nota que ela soltou, que a gente já debateu.
que a gente tem. E agora ele não falou nada. Então, por favor, Alexandre de Moraes, é só isso que está faltando, para a gente poder falar bem de você. Eu só dou um comentário sobre isso, que às vezes eu vejo editoriais na imprensa falando o tempo todo. Dá para a máxima vênia, viu? Com todo respeito. Com toda vênia. Precisa dar explicações. Os ministros precisam entender a ordem republicana. Eles precisam esclarecer. Chega uma hora que já tem tanta informação, já tem tanta
já tem a própria confissão, as alegações que não convencem, etc. Que não é mais o período de explicação, é o período de investigação. Já entendemos que temos indícios suficientes, não temos explicações convincentes, elas não serão dadas e é por isso que precisa ter o quê? Órgãos independentes que avancem contra a vontade dessas pessoas que estão enrolando. Só que enrolar a partir de um cargo de poder em que você não é alcançado
você ainda tem como retalhar as pessoas que ousam avançar nas investigações sobre você e seus familiares, o sujeito fica lá numa posição muito confortável e onipotente. Agora, eu acho que está faltando investigação e está faltando cobrança em vários aspectos, mas eu me pergunto assim, por que ninguém vai atrás do ex-presidente do Banco Central, que agora tem o cargo mais importante do Nubank? Por que ninguém vai esperar o cara lá na porta e falar assim, escuta, vem cá, vamos conversar aqui. Abre câmera. Vamos conversar aqui.
fez. O senhor não sabia nada disso que estava acontecendo? O senhor passou quatro anos que ele ficou? Sim. Foi. Depois ele foi reeleito. Dois e dois, não são? É que o mandato não é coincidente com o de presidente da República. Então o presidente indica, o Jair Bolsonaro indicou o Roberto Campos Neto para o Banco Central. Ele fica dois anos durante o mandato do Bolsonaro e mais dois durante o mandato do Lula. Isso. Que trocou pelo Gabriel Galil.
E ninguém vai perguntar para o Roberto Campos Neto. Ninguém espera ele no lugar onde ele vai. Eu estou cobrando a imprensa, né? Ninguém vai esperar o cara. E a CVM?
que até agora não falou nada. A CVM tem uma responsabilidade gigantesca em fiscalizar. E as empresas de auditoria, que auditavam todo ano o Banco Master, divulgavam, aí os bancos pagam um caderno gigantesco com 25 páginas no seu balanço e tal, e tem lá a auditoria. Ok, os números estão corretos. E aí? Ninguém cobra isso. Estão cobrando na comissão, na CPMI do INSS, na semana passada,
que nessa semana, se eu não me engano é na quinta-feira que vai ter uma votação de requerimento e aparentemente houve um acordo entre governo e oposição para que vão a CPI os dois presidentes do Banco Central, o Roberto Campos Neto e o Gabriel Galípola. Então um estava pressionando para que o outro fosse e chegaram a um acordo, então vamos ver se esse requerimento vai passar e os dois vão lá dar explicações e obviamente o governo vai cobrar muito do Roberto Campos Neto porque fica o tempo todo na CPMI dizendo que a responsabilidade é dele, que quando
Banco Máxima virou Banco Máster, era na gestão dele, com o aval dele, etc. E eu acho importante que vá lá. A gente tem que perder essa naturalização. O Brasil tem que parar de naturalizar que as pessoas que ocupam cargos de poder não têm que dar satisfação. A sociedade tem que dar, tem que ir lá, tem que ser questionado. Inclusive, o propositor tem o círculo, a eleitoral. Os senadores têm que se preparar, né? Porque, normalmente, também, quando chega uma autoridade lá, tem a turma que defende,
e a turma que deveria se preparar para fazer pergunta com fundamento, com conhecimento de caso, mostra-se muito incompetente. Muito incompetente. Um ou outro que tem uma melhor condição. Exatamente. Então não adianta também você levar o Roberto Campos Neto, levar o Galípoli lá e cobrar e tal. Escuta o Galípoli, onde você entrou? E aí? São temas bem difíceis, inclusive quando a gente vê o nível dos parlamentares. Então é um ou outro que consegue fazer uma inquirição mais objetiva.
25 assessores. É mesmo? Pode ser boa vontade. Então, assim, eles têm uma equipe. Você contrata pelo menos um assessor, está sendo remunerado aí com dinheiro público, quando não é funcionário fantasma em esquema de rachadinha, que tem uma experiência que vá fazer, ou alguém que entende naquela bancada, naquele partido e tal, prepara as perguntas para os parlamentares fazerem. Mas é, realmente, o que mais se vê ali é discussão política, alegação política e um ou outro que faz ali uma pergunta mais objetiva.
Mas eu acho que todo esse pessoal tem que dar esclarecimento. É muito ruim quando a gente vê um escândalo estourar e a gente vai rastreando no passado e vê um monte de falhas, um monte de gente que deixou aquela boiada passar até o negócio ficar gigantesco e aí todo mundo, ninguém tem culpa de nada. Você falou da CVM, Comissão dos Valores Imobiliários, teve um presidente que renunciou por pressões políticas. Depois que ele saiu do cargo, na época que estava tramitando duas ações envolvendo o Banco Master,
ao Banco Mastro, nas duas ações. E agora o Lula quis torná-lo presidente, mas diante do escândalo e tal, segurou um pouquinho agora essa nomeação, mas os membros da CVM estão indo na comissão, tem várias comissões, tem a CPI do INSS, tem a CPI do Crime Organizado e tem a Comissão de Assuntos Econômicos, que está com um grupo de trabalho sobre o escândalo Mastro. E aí o pessoal da CVM tem ido lá e os senadores estão questionando e tal, para eles verem não só a questão de responsabilidade, que me parece ser menos
objetivo dessa comissão mais econômica, mas o que pode ser feito de diferente para não permitir que aconteça de novo. Então, assim, são debates que precisam ser travados. Agora, é preciso encontrar as responsabilidades também. Isso é muito difícil no Brasil. Encontrar até é fácil, é difícil responsabilizar e punir. Bom, e aí a gente está lidando agora com um... Está rolando agora que o PT alegando que o Banco Central foi omisso com o Banco Macho durante o governo Bolsonaro, que tem
a ver com isso que o Tramonta estava falando do Campos Neto, que pouca gente está falando disso. Aparentemente, o PT resolveu falar um pouquinho, né? E, cara, mas mesmo assim, o Banco Central, depois da chegada do... Eu troquei essa ideia com o Haddad quando ele veio aí, que não era exatamente um segredo há um tempo que tinha alguma coisa estranha no Banco Más, que assim, os outros bancos também já vinham falando alguma coisa. O próprio Daniel, ele, na verdade,
assumiu uma narrativa de que ele era o pequeno lutando contra os grandes, ele era Davi contra Golias, e Golias eram os bancões, e era por isso que ele estava sendo perseguido e tal. Então, não era segredo. Estoura agora esse negócio do Banco Mastro, mas é claro que tem gente que sabia e não podia falar por conta do que poderia causar, mas não era segredo.
Alguma coisa que estava estranha no Banco Master. Aliás, está previsto para amanhã, pelo menos foi o que tinha sido anunciado, porque essas datas sempre podem mudar. Um depoimento do Vladimir, que é o fundador da Ash Capital, que denunciou o Banco Master ainda em 2022. E ele, no LinkedIn dele, publicou outro dia uma matéria do Lau Jardim no Globo sobre um outro empresário que teria sido ameaçado pela gangue do Vorcar.
comentou que, olha, eu fui, mas eu me mantive firme. Quem se deixa intimidar é quem tem rabo preso ou quem é covarde e tal. Ele fez uma postagem ali dura dizendo que vai na comissão e que vai falar tudo. Eu acho que é a CPI do crime organizado, se eu não me engano. Então, assim, é algo que, pelo menos desde 2022, já tinha gente do mercado que estava apontando. Nós fizemos matéria lá atrás a respeito
disso também, do ano passado, mais no começo, no ano retrasado, já não me lembro, mas enfim, muita gente do mercado já aponta, ah, está garantindo lá 140% de retorno, não sei o que, isso aí não dá, é muita coisa, tem algum esquema, tem alguma mutreta, tem alguma falcatrua, e o que está se revelando agora é quanta gente que o Vorcaro estava pagando. Agora o PT aponta para o Roberto Campos Neto, mas aí você tem o PT da Bahia ligado ao Augusto Lima, que era o sócio do Vorcaro,
no Crede Sexta, que é uma origem, porque o Augusto Lima levou esse programa, que é um cartão ali de negócio consignado e tal, para apresentar para o Borcário. Ele gostou e foi quando o Banco Máxima virou Banco Master. Então, a oposição aponta para o PT da Bahia. Agora, acabou de sair notícia de uma nora do Jacques Wagner, senador do PT, que também recebeu, que estava sendo paga pelo Banco Master, para uma empresa dela, para um outro negócio.
Não, que é um contrato normal e tal. A quantidade de familiares de políticos que estavam recebendo dinheiro do Banco Mais, é um negócio incrível. O Mota é a cunhada, o Jacques Wagner é a Nora. E tudo em contrato normal. A esposa do Alexandre de Moraes, a contrata advocatiza. E você tem que acreditar no Brasil nessa multiplicidade de coincidências. São incríveis as coincidências. Um caso muito engraçado que eu estava falando hoje, só para a gente rir um pouquinho, é o caso do Davi Alcolum, presidente do Senado.
que eu falei que ele indicou lá o Jossildo Gomes, presidente da Ampré. Aí a Polícia Federal foi fazer uma operação de busca e apreensão agora no endereço do Jossildo Gomes, que é o apadrinhado do Davi Alcolumbre lá nesse fundo que fez o aporte de 400 milhões de reais no Master. Aí ele não estava em casa, coincidência. E a polícia não conseguiu pegar o telefone dele. Quando ele voltou para a residência, ele disse que ele tinha ido fazer exercícios.
Aí eu mostrei a foto dele, assim, você vê que está... Olha o shape aí do Jossildo.
Bom, aí tem os investigadores suspeitos, é a notícia que saiu hoje no Metrópolis, e ele passou, ele mandou o celular, ele deu o celular para um amigo, e aí alegou que tinha uma rachadura na parte traseira, e por isso que ele deu o celular e tal, e aí foi entregue depois, e há uma suspeita de que houve um vazamento para que ele soubesse da operação. Então, assim, são muitas coincidências que você tem que acreditar,
saiu para fazer exercício na hora da batida policial, que ele entregou o telefone porque estava com uma rachadura, entende? Exatamente naquele dia. E houve uma ligação de um procurador lá local para a esposa dele, 18 minutos antes da batida, e você tem que acreditar que não foi para avisar que ia ter a batida, porque não recebeu a informação de Brasília, porque, assim, você é convidado a ser um idiota diariamente, essa que é a verdade.
O Felipe, depois da decisão do Supremo de manter a prisão do Volcar, a prisão preventiva do Volcar, passou-se a se falar muito numa delação
premiada. E o Estadão agora, um pouquinho antes das oito, agora pouquinho, noite da noite, publicou na sua newsletter o seguinte. Um clima de delação, fim do mundo, na Praça dos Três Poderes. Daniel Volcaro já estaria negociando uma colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, de acordo com informações que chegaram ao Palácio do Planalto. E ele pretende puxar o PT e o governo Lula para o escândalo. Até o momento, nomes de ministros do Supremo Tribunal
Você acha que vem delação premiada? Acho que numa república normal é o caminho natural, seria a colaboração premiada entregando todo mundo. Esse seria o mundo ideal. Não é o Brasil. Como eu disse, tem uma casta.
O STF, em geral, prefere que a delação seja fechada pela PGR, não pela Polícia Federal. Seria melhor, nesse momento, já que é o ex-sócio do Gilmar e amigo do Moraes na PGR, Paulo Gonê, que fosse fechado pela Polícia Federal. Só por uma questão de... Os policiais federais envolvidos nessa investigação, não estou nem falando da cúpula, eles têm agido de maneira a fazer avançar as investigações. É isso que a gente quer, elucidar os fatos, trazer a verdade à tona. Mas a desconfiança que a gente tem nas instituições
e ao histórico de compadrio entre as pessoas que estão em cargo de poder. Então, fica essa perspectiva de uma delação seletiva. E existe já um receio, por parte de qualquer investigado e dos advogados que o orientam, de você citar um ministro do STF na sua delação e ele acabar retaliando você. Ele acabar não aceitando a homologação, por exemplo, da delação premiada, porque eu citei aqui o caso do Sérgio Cabral,
Toffoli. O Toffoli votou contra a delação do Sérgio Cabral que o citava. É coisa de um país maluco, de um país que tem uma casta que faz o que quer. E eu falei naquela época, olha, isso aí é um recado para que nenhum delator ouse delatar o ministro do STF nunca. Vai mostrar assim que, olha, inclusive quem você delatar vai votar contra você. E é uma possibilidade agora nesse momento. Então, assim, talvez você tenha uma orientação até do advogado. Olha, desses aqui você não fala.
Fala desses aqui, porque tem mais chance de ir para frente. Qual é a minha torcida? Um detalhe analítico. Minha torcida é para que muitos briguem. A turma do sistema acaba brigando entre si. Uma parte do sistema brigando com a outra. Isso pode fazer as coisas avançarem. Algumas coisas já avançaram, inclusive, em razão disso. Mas, por exemplo, o Gilmar Mendes fez um destaque agora para levar para o plenário físico, ou seja, para ter a reunião com transmissão da TV Justiça,
dos 11 ministros deliberando sobre a decisão do Flávio Dino, que foi absurda, de suspender a quebra de sigilo do Lulinha. Ele levou lá para o plenário. Há uma desconfiança de que o Gilmar está usando isso para medir a relação com o governo, porque o Lula tem deixado o STF fritar e tal, às vezes dá um discurso, inclusive falando do Banco Máster, os ministros que estão envolvidos, que estão atingidos pelo escanto, estão chateados com o governo Lula,
reciprocidade, não fala disso e tal, não sei o que. Então, olha só que nível chega a República, né? Então, assim, o Lulinha, ele está sendo alvo da oposição na CPI, que é quebrar o sigilo, e os ministros estão inconformados com o governo, porque o governo está deixando correr, o Lula está falando em discurso e tal, então, pode ser que esteja acontecendo uma pressão de, olha, se você não me proteger aqui, eu não vou te proteger aí, entendeu?
o Lulinha, a gente pode deixar ela correr, mas fica sempre essa desconfiança de uma intenção de algum tipo de escambo, de algum tipo de reciprocidade por parte da cúpula de cada poder. E isso é muito ruim. Agora, se eles todos brigarem, porque, por exemplo, o centrão do Congresso é Davi Alcolumbre, Hugo Mota, a turma do Arthur Lira. O Hugo Mota é discípulo do Arthur Lira. E outros ali, é muito aliado do centrão
Mas você imagina uma delação do Vorcaro que atinja o centrão do Congresso e não o centrão do STF. Como é que o centrão do Congresso vai ficar? Quer dizer, pode ser que eles acabem fazendo um acerto. Eu torço pela briga, mas no fundo as maiores chances são sempre do acordão. De, tá, a gente vai ser delatado, mas vocês blindam a gente aí. Vocês não vão ser, vocês blindam a gente. Então, assim, tem todos esses riscos. Esse é o Brasil. E isso que é asqueroso que a gente esteja necessário
estado de coisas em que você não tem confiança que um sujeito que tem tanta gente para entregar, ele vai entregar todo mundo. Quer dizer, ele tem interesse em ganhar benefícios da colaboração premiada, como ganhou Mauro Cid, por exemplo, no caso da trama golpista e outros que fecharam colaboração. Ele tem interesse em entregar todo mundo. Seria ótimo que ele entregasse, mas aí você tem muitas forças de pressão contra a revelação dos fatos. E o sicário lá que teria se matado
na cadeia lá, enforcado, sei lá, com a camisa. Como é o nome dele mesmo? Morão, né? Morão. É, Luiz Felipe, Morão. Cara, o que você acha disso que rolou com ele? É meio Epstein? O que você acha? Cara, assim, eu não examinei os vídeos, etc. Eu acho um absurdo completo. Eu acho que tem coisas que precisam ser examinadas para que nunca mais aconteçam. Não é suficiente que alguém,
se mate sob custódia do Estado. Em qualquer lugar. E você precisa ver qual foi a responsabilidade da Polícia Federal, qual é o procedimento que foi adotado, se o sujeito teve algum... Porque se diz que ele se enforcou com uma camisa. Camisa de mão comprida. Pois é, camisa de mão comprida. Eu nunca ouvi falar, nunca li algo, nunca ouvi, nunca... Alguém falou alguma coisa semelhante a um suicídio,
usando como instrumento para o suicídio uma camisa de mão comprida. Eu já ouvi de tudo, inclusive em coberturas policiais, que você vê em livros policiais. Mas camisa de mão comprida, cara, confesso que é uma surpresa. Pois é, a gente não teve acesso às imagens, mas o que saiu de notícia é que o diretor-geral da PF, o Andrei Rodrigues, disse que as imagens cobriram ele tentando se matar, o que depois acabou sendo bem sucedido na tentativa.
sem ponto cego. Ou seja, está tudo filmado. O que eu comentei foi, olha, não é só também a parte ali do momento em que ele se mata. Tem que ver o que aconteceu antes, se alguém falou alguma coisa no ouvido dele, se alguém ameaçou a família dele, se ele não se matasse, qualquer coisa. A gente especula porque precisa ter uma investigação séria que cubra todos esses eventos, todos esses acontecimentos para a gente saber exatamente o que aconteceu, porque não dá. É uma pessoa muito importante
É muito lamentável, dá raiva. Um arquivo importantíssimo. Exato. E fica desconfiança de queima de arquivo. Exatamente. É a primeira coisa que a gente pensa. O cara era o jagunço do Vorcário. Era para quem o Vorcário dava ordem. Para morrer a empregada, que chamava de vagabunda, para dar um sacode num chefe de cozinha, para dar um pau e quebrar dente no assalto o jornalista do Globo, lá do Jardim, que estava publicando uma tese com esses avanços das investigações a respeito dele, que ele estava incomodado.
recebendo dinheiro para isso, um milhão de reais por mês, uma coisa assim. Inclusive, daquele dinheiro, saía dinheiro para comprar setores ali da imprensa virtual também. Então, assim, era uma pessoa que podia contar um monte de coisa importante que a gente está doido para saber e que se matou. A raiva, né? A gente depende do Vorcaro, que enfrenta todas essas... Nós enfrentamos toda essa casta que quer travar as investigações.
Então, assim, é preciso haver um esclarecimento do que aconteceu, quais foram as falhas,
assumem essa responsabilidade se esses procedimentos vão se alterar. Deixa eu te falar uma coisa, só para fazer um parênteses, falar bobagem. Hoje eu conversei com uma pessoa que trabalha no salão de cabeleireiro, que era frequentado pelo Volcaro. Aí ele ia ao salão de cabeleireiro às 10h30, 11h da noite, quando não tinha ninguém mais no salão. Não podia ter ninguém mais no salão. Só tinha o pessoal ali da frente e a pessoa que o atendia.
E quando ele saiu da primeira prisão, a primeira prisão dele foi dia 17 de novembro, não foi?
E aí ele ficou... Ele ficou uma semana. Uma semana, por aí. Isso. E no dia em que ele saiu, ele foi ao cabeleireiro de madrugada, que afinal de contas, no dia seguinte, a vida recomeçava. Os negócios, ele tinha que tocar os negócios, e ele tinha que estar bonito, né? Ele tinha lá o interesse estético dele. E ele foi ao salão, e essa pessoa com quem eu conversei, falou para a pessoa que o atende, que é uma mulher, oi fulano, né?
Ela visitou os nomes, tudo. Eu sei qual é o lugar, tudo. Mas, enfim, não veio ao caso. Aí falou, fulana, você não está indo embora? São dez e meia da noite. Ah, o cara vai chegar e estão esperando os últimos irem embora e eu não sei que horas ele vem. E ele foi mais tarde, disse essa pessoa para mim. Foi de madrugada, pode ter sido um pouco mais cedo. Eu estou adorando as fontes de cabeleireiro do Tramontina. Faz! Então, é um parênteses nessa conversa séria dramática que nós estamos tendo aqui.
maiores verdades saem daí. As filigranas que isso não tem nenhuma importância na investigação. Não, mas tem uma importância. Sabe por quê? O que você está falando aponta a vaidade do Daniel Borcar. E me parece que a ganância, a onipotência, elas estão relacionadas à vaidade. Acho que ele era muito vaidoso, muito narcisista. A gente vê pelas mensagens. Eu estou aqui discursando com o ministro do STF, Elzinho. Ele manda mensagem para a namorada. Ele queria tirar uma onda também.
com a namorada, que estava lá com pessoas bastante poderosas. Então, assim, muitas vezes essas pessoas que concentram muito poder, que extrapolam, elas têm uma vaidade imensa, elas querem aparecer. E é horrível, né? Acho que eu falei isso uma vez que eu vim aqui, Igor, dessa falta de ética. Enfim, em outras entrevistas que eu dou, porque as pessoas, elas podem... Um cara como o Vorcaro e tal, que tem essa rede
contatos, etc, o cara podia ganhar o suficiente, mas para um cara tão vaidoso, tão garantido, nunca é o suficiente. E o cara aceita delinquir, ele escolhe delinquir, ele escolhe cometer crime, ele escolhe o conflito de interesse, dependendo da camada onde ele está, seja empresário, seja uma autoridade, um magistrado, etc. E aí o cara vai ter sempre uma desconfiança sobre ele, o cara pode ser alvo de investigação, o cara pode passar uma dor de cabeça durante anos com o processo, o cara pode ser preso, passar anos na cadeia e tal, é um risco.
Então, assim, só num país como o Brasil, que você tem um ambiente de impunidade muito grande, você tem uma certeza de que, pô, se descobrirem alguma coisa, você vai pagar advogado, aquilo vai durar anos e tal, não sei o quê, que o estímulo, o incentivo, assim, você tem uma chance de subir muito rápido, de ganhar muito dinheiro e tal, e a chance de você ser pego é muito baixa. Então, a pessoa que é imoral, que ela não tem o freio ético, ela fica muito estimulada. Eu acho que, trazendo o que você falou, a vaidade,
dá um empurrão nisso aí. E a grana fácil, né? Porque como ele dava golpe de todo tipo, ele pegava papéis, superestimava os papéis e registrava os papéis com valor muito maior. Ele repassava título podre e alguém pagava uma fortuna por título podre. Enfim, uma vez eu conversei com uma pessoa que, de minha parte, tem a maior credibilidade. E essa pessoa foi trabalhar numa clínica odontológica. E o dono da clínica odontológica,
ele descobriu que também tinha uma clínica de aborto. E ele perguntou para o dono lá, escuta, mas você faz isso? E aí? Eu falei, cara, mas é tanto dinheiro e é tão fácil. É tão fácil e é tanto dinheiro. Eu já pensei em parar várias vezes, mas tem muito para fazer, tem muito dinheiro para ser ganho e é muito fácil fazer o aborto na clínica clandestina. É muito fácil, mas aí o esquema vai ficando tão grande, tão grande, tão grande que as pessoas vão desconfiando e o cara acaba sendo pego.
para o Igor, se você pegar o depoimento, que é o melhor depoimento do Petrolon, que é o Renato Duque, que era aquele que o José Dirceu, por meio de terceiros, colocou lá numa diretoria. Pelo menos era a acusação que pesava. Ele faz sobre a origem do Petrolon. E eu acho aquilo muito engraçado. O Brasil é trágico cômico, né? Porque o esquema inicial era com quatro empreiteiras. Com quatro empresas que tinham contratos públicos com a Petrobras e tal. Lembra que eu falei o negócio e você trouxe a gíria do Rio de Janeiro, né?
Você vai... Qual era? Você vai escancarar? Você vai... Não, é aquela... Me fugiu de novo. Deve ser algum palavrão. É. Esplanar. Esplanar. Vai esplanar. Então, assim, eram quatro empresas. Aí veio uma ordem de um cara, de acordo com o depoimento dele, tudo registrado, um cara do PT, e dizendo que estava falando em nome do Lula. Está tudo registrado, depoimento dele, não sou eu que estou falando. Que era... Que o PT estava com dívida de campanha e tal, não sei o quê, e que era para recolher o dinheiro
pagamento de propina, em troca de contratos públicos, etc., de todas as empresas que estavam ali no âmbito da diretoria do Renato Duque. E aí ele, é muito engraçado, porque ele conta e fala, não, não vou fazer isso e tal, porque senão vai esplanar. Porque não, tipo, já tem quatro empresas aqui, essas pessoas, ok, elas são de confiança aqui, não vão vazar para ninguém, elas estão dentro da Omertar, que é o pacto de silêncio mafioso.
Mas, pô, você quer que eu vá consultando cada um, mais dez e tal, não sei o quê? Vai esplanar.
eu vou acabar preso. O cara ficou com medo. Um cara que tem alguma sensatez. Você vê pelo depoimento que ele é um cara que tem capacidade cognitiva. Ele conta tudo em detalhes. Por isso que é um depoimento maravilhoso. Como é o da Mônica Moura, por exemplo, esposa do João Santana. Tudo detalhado sobre o Nicolás Maduro entregando dinheiro vivo para ela na Venezuela. Está fantástico esse histórico. Mas ele acaba fazendo, porque ele é pressionado a fazer e topa.
Tem um pouco de tentação também. Depois se acostuma. E aí o esquema fica muito grande.
Então, assim, um dos motivos do petrolão estourar é porque o esquema é muito grande. Foge ao controle, né? Foge ao controle. Você tem a coincidência, porque começou investigando lá um lava-jato num posto de gasolina, mas aí você pega o doleiro, o doleiro presta serviço para vários criminosos de várias categorias, está prestando serviço para a turma do petrolão, você chega na Petrobras, numa diretoria, uma leva a outra, leva a outra, leva a outra.
Cara, se o esquema é muito grande, algum outro esquema... Alguma ponta vai explanar. É, alguma ponta, porque a pista vai vir de um outro esquema que alguém tem e tal,
você chega no grano. Quando você chega no grano, você fala, caramba, encontramos aqui a galinha dos ovos de ouro. O banco mais tem a mesma coisa desse daí? Não. Assim, são questões diferentes, mas eu acho que tem esse fundo em comum, que a magnitude ficou imensa. Então gerou muita desconfiança no mercado, aí os outros banqueiros são concorrentes, começam a avisar para as outras pessoas, dá uma olhada nisso aqui, dá uma olhada para jornalista, para órgão de fiscalização, e começa a vir denúncia e tal. E quando você vê, a coisa está andando.
o cara quer pagar rastro numa operação com crédito falso, lá com o BRB, com o Banco Regional de Brasília, aí entra o Banco Central para fazer uma apuração, só que ele tinha dois caras dentro do Banco Central cooptados, que ele estava pagando, que apareceu agora na investigação. Então ele contava que se tivesse alguma coisa no Banco Central, que esses caras iam bloquear. Mas ficou muito grande, aí fizeram uma apuração, foram percebendo que era um esquema de fraude, que tinha coisa falsa e tal, acionaram o Ministério Público, aí começa uma outra,
investigação. Aí você tem duas. Uma pra liquidar, outra pra responsabilizar. E o cara cai, né? Muitas vezes esse esquema cai porque tem alguém no meio do caminho que não recebeu a parte. É. Muitas vezes é isso. A gente conhece muitas histórias ao longo do tempo. Do mensalão se dizia isso. E aí, sim, o cara não recebeu a parte dele, se sentia enganado. O cara vaza, vaza documentos, vaza para o jornalista. Teve o Roberto Jefferson, né? É, o Roberto Jefferson, que deu entrevista pra Renata Lopretti,
na Folha, estourou em 2005. E olha, é muito engraçado, de novo, mais uma coisa que é cômica, que o valor da propina do Mensalão, você sabe quanto era? Não. Que se pagava para parlamentar para votar favorável aos projetos do governo Lula. 30 mil reais. E havia uma insatisfação quando os parlamentares que estavam recebendo a propina estavam pressionando porque dizendo que era pouco e tal, se aumentou ali para 50 mil, para 60 mil. Olha o nível que a gente está falando agora.
é de 41 bilhões de reais. Esses contratos aí dos familiares, das pessoas que estão gerando desconfiança, suspeita, ainda não estou dizendo que são crimes e tal, a acusação vai ser feita lá pelos órgãos, mas tudo que está no noticiário são de... Acabou de sair notícia do contrato da Nora e do Jacques Wagner. Não estou dizendo que é ilegal, mas estou dizendo que tudo é muito suspeito. É de 22 milhões. Não, é da Nora, não me lembro agora o valor. 22 milhões é da cunhada do Hugo Mota.
Da mulher do Moraes, o contrato advocatício, supostamente advocatício, é de 180 milhões de reais. Quando você vê os valores das emendas parlamentares, hoje mesmo, formou maioria na turma para condenar três parlamentares do PL, lá de Maranhão, José Maranhãozinho, líder, e era um valor milionário de emendas. A coisa inflacionou muito. O rombo para os brasileiros é muito grande. Então, se você não tem ética, você vai gerando um rombo maior e a sociedade vai sendo prejudicada.
Então as pessoas que analisam a economia sem pensar na moralidade, elas vão sempre ter prognósticos errados. Isso está nas obras dos grandes autores, de Adam Smith, de vários outros. Se você não tiver moralidade, eu tenho uma frase que eu repito, às vezes meus seguidores repetem, que é sem moralidade o resto se corrói. E é isso que está acontecendo na República. Aliás, hoje tem uma declaração, eu acho que é do presidente da CPI do INSS, confirmando que ele fez uma doação usando emenda para a igreja da Lagoinha.
milhões e seiscentos de reais. Literalmente deu pra igreja três milhões e seiscentos de reais. Não me interessa com a igreja. Não, não me interessa com a igreja. Como é que um deputado, como é que um senador pode pegar milhões de reais e, assim, o bel prazer dar pro Antônio, pro João, pro dono da venda, ou pro pastor, ou pro padre, ou pro reverendo, não me interessa. Completamente, como é que o tributo, o imposto que o cidadão paga pra ter segurança, saúde,
educação, escola e habitação, é administrado desse jeito. No final, essa conta desse país não fecha. A conta não fecha. E as emendas parlamentares, a cada dia, sugam mais do orçamento. É uma coisa inacreditável. É muito dinheiro. E olha, esse pagamento comparado aos outros é... É pequeno, né? Aliviando nada. Acho que tudo tem que ser apurado, investigado. Estou dizendo só que você tem pagamento de 100 milhões, de 200 milhões, de 300 milhões de reais que o parlamentar manda
para o reduto eleitoral dele. Aí o cara manda para a prefeitura, o pai é o prefeito, e aí o pai prefeito vai fazer um contrato com uma empresa que é do primo, que é do cunhado, que é do aliado. Aí em cada ponta dessa vai caindo o dinheiro no bolso de alguém. Esses são os esquemas aí do orçamento, do orçamento secreto. Então assim, é muito dinheiro. Hoje ficou sob medidas cautelares a deputada federal do MDB do Ceará, Maria Goretti Pereira,
acusar de ser articuladora política de uma parte do esquema do roubo dos aposentados, do INSS. A propina que foi localizada, pelo menos de acordo com a Polícia Federal para ela, é de 780 mil reais. E na mesma decisão, você tem ali a menção a uma propina de 4 milhões de reais para o então presidente do INSS, o Alessandro Stefanuto. O Lula escolhe o Carlos Lupa, ministro da Previdência, o Lupa bota o Stefanuto. É tudo responsabilidade desse governo, para ficar claro em relação a essas pessoas.
E o cara estava recebendo 4 milhões de reais de propina. Eu estava falando aqui do Mensalão que era 30 mil reais. Então, para quê? Para liberar os acordos, para afrouxar as regras, para as associações poderem fazer os descontos, eventualmente com dado falso, com falta de consentimento do aposentado, do pensionista, que ele vai ter direito a alguma coisa que, na verdade, ele não tem, mas está sendo descontada a folha de pagamento dele.
Ah, você vai ter acesso a uma academia e tal, não sei o quê. Então, o seu pagamento vai vir com menos 100 reais.
menos não sei quanto. E aí você vai somando, né? R$10 aqui, R$20 ali, R$100 aqui e tal, não sei o que, de milhões de pessoas. Você tem gente ficando muito rica. O lobista, o careca do INSS. E aí os caras ganham dinheiro por meio das associações e repassam a propina para o cara que ajuda a afrouxar a regra lá no órgão da máquina pública. Assim, é podre, né? Essa inflação da propina no Brasil em razão do rebaixamento ético. Essa deputada era ligada
duas ou três associações ou instituições organizadas que, em tese, representavam os aposentados e faziam estes saques que o Felipe está contando, o formato. Mas, na verdade, essas associações é formada pela deputada e mais duas pessoas e o restante da diretoria eram todos laranja e eles é que manobravam e que faziam tudo. Exatamente. Nós estamos falando de deputado federal, cara. A gente é... E aí a gente vai lá e vota nos caras. E aí ela está brava porque ela ficou com a torneuseleira eletrônica.
Como é que eu vou trabalhar? É uma vergonha isso. Foi pedido a prisão dela, mas não foi concedido a prisão dela. Ela está reclamando ainda. Ela está reclamando porque ela vai trabalhar na Câmara do Executivo. Não quer não. É só não se envolver em esquema, pô. O Brasil vai entrar para o Guinness, maior produtor mundial de laranja. Em todos os sentidos, é um negócio incrível. O laranjal brasileiro é maravilhoso. Eu pensei que fosse só a Cotralha e a Citro-Sul.
Pois é. Exatamente. Os Estados Unidos importam muito o suco de laranja do Brasil.
Mas o Brasil exporta corrupção também. Mas a gente também... Bom, beleza. E aí, cara, a gente tem então agora um momento que a gente está pensando, a gente está tentando ver o que pode rolar, o que pode sair de uma eventual delação premiada do Daniel Vorcaro, que é o que todo mundo gostaria que rolasse, porém tem todas as complicações que a gente falou aqui. A gente tem, inclusive, todo mundo... Me parece que... Me parece sensato esperar que todo o corpo político
O capital político do Brasil vai tentar impedir que essas investigações continuem, né? Porque, assim, a gente não vê... Um troço também, uma coisa curiosa sobre esse caso é que tem um capital político enorme para ser obtido aí, especialmente no ano eleitoral, né? Um cara que está envolvido, não sei o quê, então tu consegue atirar naquele cara baseado numa... Mas a gente não está vendo isso. A gente está vendo, sei lá, eles estão falando pouco sobre Banco Master.
a gente fosse ver esses caras da política mais vocais falando mais sobre isso daí. O que reforça a sensação do abafa? Não reforça. E, assim, até certo ponto, uma polarização ajuda a abafar um pouco, né? Porque você tem governo apontando para a oposição, e ficam dois polos, você tem sujeira dos dois lados, mas um aponta para o outro, a sociedade, o eleitorado relativiza, e, ah, isso aí é de todo mundo, é tipo rachadinha todo mundo faz, começa esse tipo de
O discurso, vamos deixar tudo para lá, é sempre assim e tal. E não dá, você precisa de gente independente que leve a investigação adiante, doa a quem doer. Você tem uma possibilidade, eu falei, estou torcendo pela briga de partes do sistema para que um comprometa o outro e a gente fique sabendo de tudo. Tem uma coisa que pode ajudar nisso, que é o dilema do prisioneiro, que é o fato de que você já atingiu nesse escândalo várias pessoas, várias pessoas já estão sob medidas cautelares,
presas e elas precisam fazer logo a colaboração premiada. Porque alguém vai fazer. Antes que outro faça. Então quem fizer primeiro pode ganhar mais benefício porque tem mais o que entregar. Quem ficar em segundo, terceiro, quarto, depois o cara fala, eu posso entregar isso. Isso a gente já sabe. A autoridade fala, você não tem mais nada para entregar, então para a gente não interessa a sua colaboração, você não vai ganhar benefício, você fica aí mofando na cadeia.
Isso num cenário ideal. Agora é claro que pode haver pressão política contra todas as
colaborações. E houve notícia também de o Vorkar e mais outra pessoa investigada tem o mesmo advogado, então pode ser que as pessoas que são defendidas pelos mesmos advogados contem as coisas de uma maneira mais alinhada entre si. Então, assim, você tem algumas possibilidades que são positivas, outras que são negativas, mas a gente torce para o combinado não sair certo, para haver um desacordo, para a sujeira ser colocada no ventilador. E que a Polícia Federal e que a Procuradoria
Geral da República sejam, se não competentes, técnicas, constrangidas a fazer o certo, que eu acho que é uma expressão muito importante. Acho que a imprensa, a sociedade e as pessoas independentes em cargos de poder com meios de ação, elas precisam constrangir no sentido democrático, pacífico, legítimo, pela verdade e pela necessidade moral, institucional de avançar, que as autoridades com rabo preso façam a coisa certa. Se você alivia, se não há vigilância
Você pode ter certeza que tudo vai ser varrido para debaixo do tapete, como foi ao longo das últimas décadas. Dessa vez está havendo uma confluência momentânea, que pode não acontecer a partir do mês que vem, do ano que vem, mas está havendo uma confluência momentânea em que está havendo pressão. Você tem algumas pessoas fazendo pressão na política, você tem algumas pessoas mais do que o normal na imprensa fazendo pressão na sociedade, tem que aproveitar isso.
E tudo o que eles querem, como fizeram lá atrás no Petrolão e em outros escandos,
deixar esfriar para depois ir varrendo tudo. Por que você diz que isso é momentâneo, cara? Você não acha que isso é meio supra acima de partidos e, portanto, é natural que a imprensa, por exemplo, traga isso com um pouco mais de vontade mesmo? Porque isso é muito... Quando a gente está falando de escândalo financeiro e aqui está espalhado para todos os lados,
como o Tramonto falou no começo, um polvo que está alcançando todo mundo. É importante. Na verdade, me parece que fica mais fácil para a imprensa falar também. Olha, eu acho que a imprensa deixou muito a desejar em diversos escândalos. Mas, enfim, a minha posição histórica do meu trabalho tem muitos artigos a respeito disso. Acho que houve uma mudança na época da Lava Jato. Claro que, enfim, uma operação gigante. Tem erro aqui e ali, tem reações. A gente teria que falar de cada caso específico,
Mas falando sobre o Poder Judiciário, que é o que está sendo atingido agora, e a gente está vendo a Operação Abafo e Blindagem, isso aconteceu na época da Lava Jato. Foi quando a Lava Jato atingiu o Poder Judiciário que houve uma mudança. Foi ao mesmo tempo que a Lava Jato atingiu o PSDB, principalmente o Aécio, em maio de 2017, e o Poder Judiciário, atingindo o Caio Asforrocha, que é ligado à família do Gilmar Mendes, se não me engano é o marido da sobrinha, então esposa dele, mas outras pessoas,
porque a Lava Jato apontou tráfico de influência, fez acusações contra filhos de magistrados. Por exemplo, Eduardo Martins, escritório de advocacia, ele foi alvo da Lava Jato. O pai dele é Humberto Martins, que era do STJ. Depois abriu um inquérito, inclusive, para investigar a Lava Jato. Mas quando se atingiu o Poder Judiciário, houve uma reação mais forte. O Gilmar Mendes mudou de posição. Em 2016, ele tinha votado a favor da prisão em segunda instância. Em 2019, ele vota contra. Mas foi a partir de 2017.
de maio de 2017, dizendo, olha, foi só a Lava Jato atingir o Aécio e, se eu não me engano, já tinha atingido ali Michel Temer, amigo do Gilmar, que ele mudou de posição sobre prisão em segunda instância e começou a pressionar para que fosse rediscutido no plenário do Supremo Tribunal Federal. O Toffoli, como eu falei, tem um histórico de suspeitas em relação a ele. Então, essas coisas, essas pessoas já estavam ali e as condutas delas já estavam sendo analisadas por algumas pessoas solitárias. Vou dizer que eu era o único,
mas éramos muito pouquinhos. E agora a coisa está voltando, mas mais gente descobriu que, não, espera aí, esse pessoal também tem condutas aí bastante suspeitas, precisa ser falado. E aí quando cai uma notícia de um contrato, 180 milhões de reais, é um pouco caminho sem volta. Eu não gosto de usar essa expressão que no Brasil tudo tem volta, em todos os sentidos. Mas estou falando, pelo menos temporariamente, como é que você abafa um escândalo que o Moraes, que é o protagonista aí,
das decisões do Poder Judiciário, em vários processos, tem inquérito da fake news, tem inquérito do trama golpista, do 8 do 1, de um monte de atos antidemocráticos, milícias digitais, o cara, de repente você tem essa notícia, opa, a imprensa dá uma acordada, vem da Globo, então assim, a Globo tem a sua força, e aí tem que defender a jornalista que publicou, a Malu Gaspar, etc. E as pessoas vão, porque você tem jornalistas ali que estão dispostos a apurar, etc. Eu acho que houve uma contaminação
muito grande na época da Lava Jato em razão de o Lula ter sido atingido. E é sempre o problema. Da mesma forma que quando o Bolsonaro foi atingido por investigações diferentes, naturezas diferentes, eu sei, é uma outra discussão. Não estou falando disso. Eu estou falando do sentido de que o viés ideológico, e na imprensa é majoritariamente de esquerda, o alinhamento histórico, o horror, às vezes mais do que o viés ideológico do alinhamento, é da rejeição ao outro lado.
medo de que aquele escândalo favoreça a extrema-direita e não sei o quê, faz com que as pessoas relativizem um monte de condutas graves de políticos, de magistrados. Porque, ah, se a gente fizer isso, a gente vai estar favorecendo a direita. A gente vai estar favorecendo a extrema-direita. Eu, às vezes, quando comento os conflitos internacionais, vai um terrorista e mata 129 pessoas em Paris. Aí você liga a TV e aí se descobre que o terrorista veio junto com a migração em massa. Entende?
Eu sei que tem um monte de nuances nesse debate. Mas você liga a TV, o especialista está falando, não, o perigo agora é a ascensão da extrema direita. Cara, tem uns 129 cadáveres. O perigo era que essas pessoas morressem, e elas morreram. Se você tem aqui um crime cometido, o que nós precisamos fazer para esse crime nunca mais acontecer? Você tem um debate seríssimo. Imigração, lógico que é importante a imigração, é óbvio que as pessoas podem entrar em outros países, etc. Mas você tem uma maneira de evitar que terroristas entrem,
É um debate legítimo, uma discussão que precisa ser feita. Mas o medo das pessoas é que aquele ato terrorista favoreça o outro grupo que está se posicionando mais firmemente ou a favor de filtros mais duros contra a imigração. E aí você foge do debate que todos têm que travar. Talvez esse grupo aqui seja muito radical contra a imigração e esse grupo seja muito leniente. Você precisa de vozes independentes para falar o que a gente pode fazer. Tem uma tecnologia para fazer material, para descobrir o background.
que a gente não sabe o que já fizeram nos verões passados, tem criminosos que estão entrando. Não, não são todos criminosos, tem imigrantes maravilhosos, óbvio, que entram, que ajudam o país a se fortalecer, que trazem conhecimento, que vêm estudar, que voltam. Essas pessoas precisam ser autorizadas. Mas você tem uma discussão legítima que fica entre os dois povos. E muitas vezes você perde, voltando aqui para o caso de corrupção, você perde essa noção da importância de você levar a investigação até o fim, a responsabilização e tal, porque o sujeito,
que tem microfone na imprensa e tal, ele passou a vida tendo um compromisso com uma ala ideológica ou ele tem um horror ao outro lado que pode se beneficiar e tal, e ele acaba relativizando um monte de coisa grave. Então, eu acho que se comeu bola durante muitos anos e agora estão se dando conta da realidade. Mas é um monstro que foi alimentado por muitas mãos e filho feio não tem pai. Num ano eleitoral, então, esse viés,
com muito mais clareza, ele já está se manifestando. Porque nós vamos ter uma eleição importantíssima em outubro, dia 4 de outubro, primeiro turno. Quatro. Quatro? Quatro. Esse ano? Às vezes varia seis, sete, mas é sempre ali a primeira semana de outubro e o segundo turno no finalzinho, 30 de outubro. E a gente já tem essas manifestações que são, antes de tudo, ideológicas em relação à questão de vocar, em relação à participação deste grupo, daquele grupo,
político daquele político. Então, vai ser muito difícil que essa discussão seja feita ou que essa investigação seja mantida dentro de uma linha daquilo que tem que ser feito, dentro de uma investigação sobre lei, ética, responsabilidade, mundo republicano e constituição, porque os grupos antagônicos muito fortes já estão se batendo. Seis meses antes da eleição. E o que acontece é que
E muitas vezes eles ficam apontando a sujeira do outro lado. Aí o outro lado fica apontando a sujeira deles. E no fundo, eles estão se blindando mutuamente. Mas é que para o público, parece que essas pessoas estão combatendo. Para o público ideologizado, para o público que tem um viés, para o público que tem uma paixão política, um ódio muito grande. Parece assim, não, os caras do meu grupo aqui estão apontando quem está roubando e tal.
E os outros caras estão mentindo. Na verdade, você tem muitas verdades de cada lado sobre o outro.
E muitas mentiras de cada lado sobre o seu próprio lado. Então, para a plateia, eles fazem um discurso apontando a sujeira e tal. E, no entanto, nas medidas que a gente vê, muitas vezes até nas próprias comissões parlamentares de inquérito, ambos os lados estão blindando os integrantes do seu grupo. E aí, muita gente da sociedade se deixa levar por esse discurso polarizado. E as investigações não avançam, porque a sociedade precisa entender como a imprensa, boa parte da imprensa está entendendo.
entendendo que se não houver independência, se não houver vigilância, se você não quiser avançar em investigação do a quem doer, vai tudo ser varrido para debaixo do tapete de novo. E quando tudo é varrido para debaixo do tapete, se alimenta o clima de impunidade. Eventualmente você afrouxa regras que foram fundamentais para que se avançasse a investigação e os escândalos voltam. O Brasil vive nesse ciclo de escândalos de corrupção. E como é que você vai ter avanços econômicos em meio a isso?
Afinal, quem paga a conta são os mesmos. Quem paga a conta é o brasileiro. E uma parte muito importante acaba caindo no bolso daquele que tem menos ainda. Porque para quem tem menos, perder 10 reais é muito. É, exatamente. Agora, todo mundo paga. Todo mundo paga. Todo mundo paga. E são muitos bilhões de reais. E esses esquemas, eles são um fragmento, como você estava falando.
dinheiro das emendas. São bilhões e bilhões de reais. E são constantes, são permanentes. É dinheiro que vai pelo ralo o tempo todo. É o sujeito que está dando ali para uma instituição amiga, etc. E você não vê o resultado. Outra coisa que não existe no Brasil é isso. É você analisar os efeitos das políticas públicas. Medir. Isso aqui está dando certo. Não está. Quem é que precisa mais? Quais são as medidas emergenciais? Essas emendas são o contrário disso.
Então, era o caso lá do Arthur Lira que gerou a investigação e acabou sendo blindado pelo Gilmar, dez dias depois do Gilmar Paluzzi, em que os dois estavam... Que era o kit robótica para uma escola lá onde não tinha nem saneamento. Então, assim, vamos cuidar do saneamento para depois pensar no robô. Às vezes o município que tem lá o prefeito... O robô, não é? O robô. Pois é. O robô. Exatamente. O robô. Maquininha, o robôzinho. Não, faz o robô, mas caga no buraco.
A cidade recebe lá uma verba muito grande, porque é um familiar e tal. A cidade vizinha, é isso. Tem esgoto a céu aberto. As pessoas não conseguem se alimentar. Então você não tem uma política pública, nacional e tal. O que você tem é medida eleitoreira. Perfeito. E, cara, pra gente mudar um pouquinho de assunto aqui, teve o caso do Bolsonaro também passando sufoco aí no hospital.
foto aí ao lado dele, lá na cama, no hospital, com curativos na região abdominal. E tá numa situação também delicada, né? O que que tem pra nós aí sobre a situação de Bolsonaro? Você deu uma olhada nisso daí? Eu não sou médico, evidentemente, pra fazer uma análise científica sobre doenças, etc. O que eu acho é que nessa república, em que todos têm alguns esqueletos no armário, cada um guarda a sua
vantagem, a sua moeda de troca, o seu poder de barganha. Então, eu acho que o Bolsonaro preso em regime fechado é algo que dá uma carta na manga do centrão do STF. E eu sou crítico de um monte de condutas que o Bolsonaro teve ao longo de todo esse período. Mas eu acho que existe esse fator político na manutenção do Bolsonaro em regime fechado. É o que pode ser discutido, pode haver argumentos,
legítmico, mas assim, se tratando de Alexandre de Moraes, dessas pessoas e tal, e você vê contrato com a esposa do Moraes, o Moraes pode ser alvo de CPI, pode ser alvo disso, daquilo e tal. Você tem uma carta na manga, você gera um receio de que as pessoas mexam com você e tal, não sei o que, porque senão você pode. E eu não estou nem falando das questões, assim, sacramentadas, admitidas, conscientes e tal. Estou falando do fato de o Moraes manter o Bolsonaro em regime fechado, pode gerar,
receios de que algumas pessoas da política avancem em investigações sobre ele e tal, ou pode gerar uma esperança de pessoas da política de, avançando em investigações sobre ele, que se faça um acordo. E aí a gente perde o outro lado, que esse que é o ponto, porque isso está sendo aventado nos bastidores em Brasília. Não sou só eu dizendo isso, tem outros jornalistas dizendo. É muito tempo que a gente pensa nisso, tem esse vislumbramento para o futuro, que é,
aliviar as investigações sobre o Moraes em troca de aliviar o regime fechado do Jair Bolsonaro, mandá-lo para a prisão domiciliar. Então, o fato dessa hipótese, estou falando de hipótese, de uma desconfiança que a gente tem, só da gente pensar nisso, e você faz assim, e eu me sinto falando uma coisa verossímil, plausível. Mas é que é muito triste, mas é verdade. Exatamente. O fato da gente pensar isso já é uma coisa que mostra o nível de falta de credibilidade, mostra a falta
de credibilidade das instituições com essas pessoas lá, né? Porque elas não são as instituições, embora elas julguem que sejam. Então, assim, é o que eu chamo de república do escambo. Cada um fica com a sua carta na manga vendo até onde pode ir. Claro, agora falando de uma maneira genérica sobre um preso em regime fechado que tem problemas de saúde, o que se avalia é o específico, né? Tá, mas o tratamento dele pode ser feito nessa unidade prisional?
Entender que pode, se ele tiver qualquer problema, não é por falta de equipamento,
por falta de assistência, é porque vai ter algum tipo de problema. O pensamento, vamos dizer assim, por trás dessa, devia ter pensado lá atrás antes de cometer o crime. Você sabe que pode ficar doente, enfim, é melhor não cometer crime, aí as pessoas vão dizer, mas não cometer o crime, está preso injustamente. Mas eu estou falando dos conceitos genéricos. O que se vê é o específico. Não basta simplesmente, ah, a pessoa está mal de saúde, precisa ir para casa. Não. Se há aquele quadro clínico, aquela situação, ela pode ser,
acompanhada com os equipamentos dos profissionais disponíveis na unidade de saúde. Só que, cara, como é que você vai ter elementos para convencer as pessoas desses detalhes? Porque são detalhes técnicos, científicos. Eu não tenho como cravar se o Bolsonaro pode ter. Não estou falando, não estou julgando a parte do julgamento. Se devia estar lá ou não. Isso é uma discussão muito mais longa e tal. Estou falando assim, eu não tenho elementos suficientes para concluir que qualquer preso possa ter o acompanhamento,
equipamento sem gerar prejuízo para o seu estado de saúde. Ele, por causa das crises de soluço, crises cada vez mais intensas, mais persistentes, em determinados momentos a crise de soluço era tal que naturalmente isso provocava vômito, vômito muito intenso. E nessas crises de vômito muito intenso, o organismo dele, ele acabava aspirando o vômito, desculpe os termos, mas são esses, aspirando o vômito
e isso fez com que os dois pulmões fossem comprometidos. Então, na prática, ele tem um problema de saúde sério, que é decorrente da facada, então ele teve múltiplas cirurgias, mas ele tem tido um agravamento desta situação de soluço, que na prática, falando os fatos, independe do lugar onde ele está. Ele tem as crises de soluço,
situação que agora, decorrente disso, ele está no hospital, inclusive não tem prazo para sair. Exatamente. Obviamente você vai ter narrativa política, narrativa do interesse da família, pessoal e tal, que vai mostrar que ele não tem condição de ficar na unidade prisional, ele precisa ir para casa, etc. Agora você saber exatamente o elemento específico, se ele tem ou se ele não tem, depende do exame médico. É isso que o magistrado recebe. Quer dizer, o magistrado tem que conferir isso. Aliás,
Critiquei imensamente. Fiz dois artigos, inclusive, comparando com outros casos. Quando houve, no caso do Clézão, Clériston, que foi um envolvido no 8 de janeiro, que foi preso, houve um pedido da defesa de relaxamento da prisão por motivos de saúde, houve um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, ficou dormindo na gaveta do Moraes durante meses sem que ele analisasse o pedido da defesa com o aval da PGR, que agrava a situação. E o Clériston morreu na cadeia.
eu considerei muito grave a conduta do Alexandre de Moraes. Porque ele disse que podia ter jurisdição sobre todo mundo que não tem foro privilegiado, é mais de mil pessoas. Não, manda para o STF. E depois fala que é demais. Não, o STF tem condição e tal, mas deixou lá na gaveta e o cara morreu na cadeia. Então, assim, se tem um parecer favorável da PGR que já analisou, uma coisa assim, se ele tivesse analisado, tivesse dito, olha, a situação dele, independe de onde ele está, eu vou mantê-lo, etc. Mas não analisar é muito grave. Mas em relação ao... No caso do Bolsonaro,
a manifestação dos médicos da Polícia Federal, que foram chamados pelo Alexandre de Moraes. Exato. E emitiram um documento oficial dizendo que ele tinha as condições de ficar ali na... Na Papudinha. Na Papudinha, recebendo atendimento médico, hospitalar, auxílio e tal, sem que isso significasse prejuízo à condição de saúde dele. E aí, baseado nisso, Alexandre de Moraes determinou que ele ficasse lá. A família ficou muito decepcionada na época porque estava esperando que os médicos
de que os médicos tivessem uma outra decisão. Exatamente. O problema é que o Moraes gera uma desconfiança tremenda, principalmente por parte da ala mais bolsonarista ou mais à direita, até porque se aproximou do Lula, etc. Então ninguém acredita que ele está agindo tecnicamente. A Polícia Federal fez o exame. Mas é a Polícia Federal do Moraes. É gente ligada a ele. Você não tem credibilidade. A gente volta, a gente dá a volta
sempre vem parar no mesmo lugar. Que as condutas das pessoas vão gerando uma desconfiança muito grande e é crítica para todo lado e o Brasil continua no buraco. Perfeito. E é exatamente aí que eu acho que... É por isso que eu acho que esse caso da esposa da Alexandre de Moraes é muito... Tem que... A gente precisa conhecer o que é isso daí de verdade. Precisa conhecer. Porque como a gente... O que você acabou de falar. Como a gente vai confiar que, por exemplo,
independente da minha opinião, como eu vou confiar que o cara estava sendo honesto quando ele estava fazendo qualquer coisa, inclusive julgando o Bolsonaro? É isso, Igor. E é por esse motivo que, num país normal, ministros do Supremo Tribunal Federal, que fossem suspeitos de tudo isso, do que a imprensa e a sociedade estão desconfiando nesse momento, eles já estariam afastados. Eles têm que se afastar do cargo. E, no entanto, para eles serem afastados,
impeachment, que depende do Davi Alcolumbre, que tem Raul Presley. E aí não vai rolar. E aí não acontece. E o cara não renuncia por conta própria. Talvez até, se fosse uma pessoa com nível de moralidade maior, mesmo sendo inocente, achando que é inocente na cabeça dele, principalmente nesse caso, ou seja, a permanência gera mais desconfiança ainda. Ele fala, olha, vou me afastar aqui, vocês avançam a investigação, vocês vão ver que não tem nada, depois eu volto e tal. Quer dizer, o país deveria ter
mais sólidas para se livrar, pelo menos temporariamente, de pessoas sobre as quais pesam indícios de desconfiança muito grande. Mas o Brasil não tem. Então, o sujeito, ele fica num cargo de poder, ele quer usar o cargo de poder em benefício pessoal ou familiar, e depois se vê a investigação sobre ele, ele quer usar o cargo de poder para se blindar. E se você não avançar, você fica preso, cara, com essa casta sugando tudo na República. Esse é o Estado do Brasil.
Bom, e aí tem uma mensagem aqui de um cara meio chateado aqui para a gente fechar o programa de hoje. Eu discordo dele, mas vamos lá. Mandou uma mensagem pelo Pix. Você é de direita. Você é um idiota. Você é de esquerda. Você é um idiota. Você é de centro. Você é um idiota. Você é brasileiro. Você é um idiota. Brasil, um país de tolos. Olha, esse amigo está muito chateado mesmo.
eu diria que ele está certo em partes. Se você acredita, eu se resumiria, se você acredita que a gente tem um salvador da pátria, aí você é um idiota mesmo. A gente precisa, somos nós que temos em alguma medida que sanear a maneira como as coisas acontecem, por meio de pressão, por meio de voto correto, por meio de pensamento crítico, por meio de ser um cidadão, por meio de cidadania.
Porque o outro jeito é pegar em armas, não é? Porque assim, ou a gente pega a nossa democracia e a gente estuda e a gente pensa num plano que ele só vai ter feito quando os meus filhos ou os meus netos, que a gente vai fazer as coisas de uma forma correta mesmo e vai colocar lá pessoas que estão tentando trabalhar, que inclusive eu não sei se elas estão aí disponíveis para serem eleitas.
Não dá pra tu ficar daqui gritando com o sistema ou esperar que o sistema vai se autoajustar em benefício do que é bom pro Brasil. O sistema vai se autoajustar em benefício do que é bom pras peças, não é nem do sistema, pras peças do sistema, né? Me parece. Então, obrigado por ser um desses caras que tá nessa de ficar perturbando mesmo e botando o dedo na ferida. Porque sim, cara, tem umas feridas. O cara fala pra mim, ó.
escuta aí. Vamos ver que acordou agora. O Alexandre de Moraes está fazendo merda há muito tempo. Cara, dessa vez a gente está falando de uma coisa que ela é acima de qualquer opinião. Entendeu? Não é o cara é de direita e eu sou de esquerda e aí eu gosto dele. Ou o cara é de esquerda e eu sou de direita e daí eu gosto dele. Não, não, não. A gente está falando de um cara que está mexendo... Os caras estão mexendo com dinheiro. E aqui, esse é o... Apesar de esse ser sempre o motivo, mas esse é o
batom na cueca, que o Ricardo Boechat falava, e que é nesse batom na cueca que a gente tem que que eu, pelo menos, vou me segurar ali, vou apertar e vou encher o saco, porque esse, pra mim, é o aspecto mais gritante de todo esse escândalo. Exatamente. Tem uma questão que é uma falsificação histórica que alguns propagandistas bolsonaristas fazem, eu incomodo dizendo isso, mas eu tenho que dizer, porque o inquérito das fake news, como eu disse, ele foi aberto pra censurar a imprensa, pra retalhar a Lava Jato,
aliás, Receita Federal. Aliás, eram duas investigações independentes, a da Receita e a da Lava Jato. Você só lê o noticiário da época. Tem matérias, por exemplo, da Carolina Brigido, que cobre os bastidores do noticiário lá de 2019, quando ela estava no Globo, está agora no Estadão. Toffoli quer investigar os procuradores e tal. E mostra ali qual era o escopo inicial do inquérito das fake news. Então, ele foi aberto para censurar a imprensa.
A imprensa foi a primeira vítima. Jornalistas que estavam revelando o codinome do Toffoli
o amigo do amigo do meu pai, procuradores que estavam investigando corrupção, servidores, auditores fiscais, que estavam já há anos, inclusive, fazendo um grupo de trabalho. Eu fiz toda a cronologia daquele grupo de trabalho, etc. Você tem os documentos. Não era uma coisa para atingir o Toffoli e o Gilmar. Eles foram fazer ali um tipo de malha fina e tal. Caíram 134 contribuintes. Por acaso, você caiu a esposa do Toffoli e do Gilmar. Ah, mas não pode, né? Você é ministro do STF, não pode. Mas então,
aberto para atingir os bolsonaristas. E aí depois, né, passam-se anos e falam, ah, agora a imprensa, não, a imprensa foi a primeira, né, os bolsonaristas vieram depois, abriu em março de 2019, os bolsonaristas começaram a ser atingidos em maio de 2020, por uma operação absurda, determinada pelo Alexandre de Moraes, em razão de uma reportagem que tinha saído na época, por um repórter que não está mais no metrópole, mas eu acho que estava no metrópole na época, revelou ali mensagens privadas entre empresários, falavam em golpe, Moraes fez ali uma devassa,
Busquei apreensão e tal, etc. Uma decisão que foi muito criticada. Depois o talha-ferro também trouxe um novo ingrediente. Passou a ser mais criticado ainda. A data não bate. Enfim, tem outros elementos aí nessa história. Mas aí, então, eles invertem tudo para dizer que as pessoas só acordaram agora. Por que eles dizem isso? Qual é o ponto de legitimidade para surgir uma alegação que acaba falseando um pouquinho a história? O ponto de legitimidade é que houve muita complacência
de muitas pessoas no mercado da comunicação, não de todo mundo, mas aí o populismo sempre embala tudo no bloco, com abusos do Alexandre de Moraes e de outros ministros. Houve. Houve na época da Lava Jato, houve na época dessas investigações sobre trama golpista, tentativa de golpe, etc. E as pessoas precisam entender, inclusive no mercado da comunicação, que você pode apontar a sujeira de todo mundo. Você é pressionado a não fazer isso.
lado te bate, o outro te bate, chama de isentão, diz, falseia o próprio conceito de em cima do muro, vai dizer que você está em cima do muro, quando na verdade você está embaixo apontando a sujeira de todo mundo, sendo atacado por todo mundo, é o contrário de estar em cima do muro, é quando você está passando pano para todo lado. É possível apontar a sujeira de todos os lados. Então, assim, você tem partes da imprensa, repórteres, investigativos, gente que sempre trouxe informação.
Muita coisa que a militância política sabe é porque leu na imprensa, ou porque é um procurador do
Ministério Público descobriu, ou porque um policial federal descobriu. Em geral, política e militância política não descobre nada. Tem gente no Brasil que vê política de quatro em quatro anos, tipo Copa do Mundo, só quando está a eleição que vê. Aí vê o político falando do outro, acha que o político apurou tudo aquilo. Tudo que o político está fazendo, em geral, é pegar metade do noticiário da imprensa, que é sobre o outro lado, e usar.
E se defender contra a outra metade, que é pega pelo outro lado contra ele. Então, assim, existe essa falsificação histórica, porque existe uma grande confusão.
alguns comentaristas de TV, eles ganham uma projeção muito grande e o grupo político usa aquela opinião muito enviesada daquele comentarista para manchar a reputação do veículo inteiro. E às vezes o veículo tem um monte de repórter que está mostrando o que está acontecendo. Ou, principalmente, a imprensa inteira. A mesma coisa que uma operação, seja Lava Jato, seja Greenfield, seja Zelote, seja Castelo de Areia, etc. Você pega uma pessoa ou você aponta um erro,
não é nem erro, é uma narrativa inventada. Aí você mancha a operação inteira. A operação envolveu centenas de pessoas do Ministério Público, que ninguém sabe o nome, centenas de pessoas pela Polícia Federal. Passou por várias instâncias, não foi só o juiz de primeira, foi confirmado na segunda por três juízes, foi confirmado na terceira por cinco juízes e tal. Mas tudo é o raciocínio em bloco. É assim, porque o populismo em geral, seja a esquerda, seja a direita, ele é, por excelência, a eliminação de todas as nuances.
E o jornalismo precisa trazer as nuances, precisa trazer os elementos específicos. Então, assim, eu dei uma volta,
Para dizer que existe uma falsificação histórica nesse sentido, que todos os abusos foram apontados. Foram apontados por alguém na imprensa. Nunca assim por toda a imprensa, mas sempre por alguém na imprensa. E sempre pelas militâncias conforme a conveniência. Perfeito. Então, a gente está sabendo de muita coisa há muito tempo. Está apontando muita coisa há muito tempo. E outra coisa, vigiar governo, apontar quem são os propagandistas,
métodos da propaganda, quem são os militantes que estão sendo remunerados, isso não tem nada a ver com justificar a decisão judicial que extrapola, que abusa, etc. Então, você aponta a claque de cada grupo político, como eu fiz, com os blogs suspeitos, com blogueiros bolsonaristas, etc., militância de gabinete, como é que se financia a propaganda, etc., e aí se acusa, porque você vigiou esse governo, porque você criticou essa conduta e tal, então você é responsável pela
decisão que não tem nada a ver com as suas matérias, tem a ver com as condutas, tem a ver com outras informações, etc. Você alimentou esse monstro. Não, quem alimenta o monstro é quem sabota a investigação. E quem sabotou na origem foi a família Bolsonaro, a CPI da Lavatoga, da qual eu tanto falei em 2019. A CPI da Lavatoga ia investigar a abertura do inquérito das fake news, que depois veio atingir os Bolsonaro. Mas naquela época, o Flávio estava preocupado com a investigação de rachadinho e ficou aliado do Toff. Até hoje, não quer investigar
o Toffoli foi cobrado para assinar a CPI encabeçada pelo Alessandro Vieira de novo, mesmo da Lava Tóquio. E aí, quando foi dar uma entrevista para o SBT, falou mal do Alessandro Vieira e tal, e falou que a CPI era ilegal. Foi o 29º a assinar. Esperou 27 pessoas assinarem. Eu apontei que ele estava esperando ter o mínimo necessário para não se comprometer, porque tem o rabo preso, embora diga que não tem. Aí ele vai na entrevista e confessa. Não, eu vi que ia encerrar, eu vi que tinha atingido...
Ele até confessou. Entende? Ele mal consegue falar, Toffoli. Aí foi cobrado tanto na rede social. Não, só a favor de todos. Aí dá um discurso genérico. Então, assim, nunca quis combater o sistema de verdade. Combater o sistema não é tentar chamar os militares para derrubar o governo. Não é estimular a invasão de prédio público. É você, pelos meios constitucionais, você tentar fazer avançar a investigação, gerar pressão. E muitas vezes, só para concluir, perdão de me estender, mas muitas vezes, Igor,
os eleitores, o cidadão comum não tem ideia da força que tem. Eu sei que a tendência é acreditar que a gente não tem força nenhuma, que eles são onipotentes, etc. Mas assim, para chegar a essa conclusão, você precisa esgotar as possibilidades. Se essas possibilidades não são esgotadas, você não tem como defender uma outra coisa. Ainda que você considere sendo um militante mais radical, etc. Que não dá para ter a democracia absoluta que se roubarem tudo, se roubarem, abusarem e tal,
porque alguma medida mais dura tem que... Mas ainda nessa hipótese, ela só tem algum grau. Se a gente considerar essa hipótese, é se você tentar primeiro pelos caminhos constitucionais. Mas qual foi a atitude bolsonarista? Você sabota a via constitucional da investigação e depois você alimenta uma mobilização pela via inconstitucional. É tudo errado. Você alimenta o monstro, aí depois você dá munição para o monstro, posar de defensor da democracia, que é um absurdo,
Nunca legitimei isso, porque não considero o Brasil uma democracia saudável, pelo menos que tem várias maneiras de você classificar isso. Eu considero a República dos Campos. Eu não considero que eles estavam defendendo a democracia. Eu não considero defender a democracia você defender um regime em que a sua esposa vai faturar 130 milhões de reais num contrato. E você vai querer participar lá do julgamento, o seu aliado que está julgando, você vai ajudar a blindar e tal. Eu não considero isso, a independência entre os poderes,
os pressupostos da democracia. Eu considero uma outra coisa. Eu considero que está sendo defendido um simulacro de democracia. Acho que tem que ser defendido, mas não só. Não só contra o golpe que vem de fora, com militares ou com pessoas quebrando tudo. Tem que ser defendido contra aqueles que solapam por dentro. Inclusive, dentro dessas instituições, como o Supremo Tribunal Federal, que eles dizem defender. São eles que estão prejudicando. Eu estou defendendo o Supremo Tribunal Federal.
judiciário, quando eu aponto essas condutas, quando eu defendo que as investigações avancem. Essas pessoas não podem transformar o poder judiciário do Brasil num lugar para enriquecimento pessoal e familiar. Então, isso é muito grave. Mas, enfim, são questões complexas que eu estou resumindo aqui. Então, para a gente não se considerar idiota, a gente tem que pensar e assumir responsabilidade. Em outros países, a população estaria nas ruas, fazendo manifestações gigantescas.
Buenos Aires, isso, teria milhões de pessoas nas ruas gritando, batendo bumbo, gritando fora essa canalhada, a mentira, a vergonha, a corrupção. Então, nós temos que assumir a nossa dose de responsabilidade. Primeiro, se informando. Segundo, parando de... Bom, eu sou de esquerda, mas espera aí. Eu tenho que ter bom senso. Eu não posso aceitar que a esquerda se comporte assim. Eu sou de direito, eu tenho que ter bom senso. Eu tenho que assumir minha dose. Eu não posso fechar os olhos
acontecendo. E é isso que ocorre. Você tem uma turma de um lado e uma turma do outro que só pensa em malhar o lado oposto sem assumir suas responsabilidades e principalmente os seus erros. E não tem a coragem ou a vontade ou a hombridade de sair por aí e enfrentar a parada e falar, não, não pode se comportar assim, ministro, não pode fazer isso. E nós temos que lutar contra isso. E quando houve pressão por parte da imprensa e a opinião pública começou a mostrar
isso e isso foi constatado por meio das pesquisas, você já tem uma situação aí que chacoalha um pouco mais a roseira. E por isso que as investigações estão andando. Agora as pessoas, individualmente, têm que assumir sua responsabilidade de cidadão. E isso é individual. Cada um de nós tem que fazer a sua parte. Não tem jeito. E a gente consegue descobrir coisas que não conseguiria se não estivesse imobilizado. O Toffoli saiu da relatoria, isso não teria
se não tivesse havido mobilização. Porque todo mundo... Tem uma coisa muito característica de vários segmentos da população brasileira que eu repudio, que é o derrotismo. É o sujeito que nem começa a lutar, porque ele não vai dar em nada. Vai acabar tudo em pizza, etc. Cara, ainda que não haja a punição final, a responsabilização final, você trazer à tona as verdades, isso já é alguma conquista. Não é a conquista completa.
mas é alguma conquista. Isso tem efeitos na sociedade. Mesmo tendo havido uma impunidade geral em relação a acusações de corrupção, de lavagem de dinheiro, na época da Lava Jato e outras investigações, existe ainda viva a memória de segmentos da população em relação àqueles escândalos. Existe um desgaste de determinadas pessoas que têm poder. Existe alguma reação a elas. Uma consciência individual elevada,
vai mostrando para as outras pessoas, uma na polícia, uma na imprensa, uma no Ministério Público, etc. Ela vai trazendo outras pessoas à consciência, vai trazendo luz. E o Brasil precisa de luz, porque o Brasil precisa saber, o povo brasileiro precisa saber quais são as causas e consequências. Se não, se vive que nem bicho, sabe? Que você sofre os efeitos indesejados das suas próprias ações. Se você não souber contar a sua própria história, se o país não souber contar a própria história, ele vai estar sempre
num ciclo. Então, assim, é preciso avançar, é preciso esgotar as possibilidades do ponto de vista democrático, legítimo, e muita gente desiste pelo meio do caminho. O sistema, você falou bem, e eu vou traduzir aqui com as minhas palavras, o sistema tem resiliência. O sistema tem. O sistema nunca morre. Tem um que é meu seguidor, todos os comentários, todos os stories que eu faço, ele bota o sistema nunca morre, o sistema nunca morre, o sistema nunca morre.
E o sistema, ele é... Por que ele fala isso? Porque o sistema é resiliente, o sistema é foda, parceiro, né?
Mas as pessoas precisam ser mais resilientes do que o sistema. Enquanto elas não forem, o sistema vai persistir, vai vigorar. Então, assim, é preciso ser mais forte do que essas pessoas que sugam a República e que usam dela, exploram o cargo poderoso que tem para outras coisas que não sejam interesse público. E se perdeu muito no país, o espírito público. Outro dia eu falei com um filho de um ex-ministro do STF,
já falecido, não vou dizer quem e tal, mas ele falou para mim, porque eu falei alguma coisa sobre os ministros, vídeo que eu estava fazendo, Toffoli, não sei o que, e ele falou para mim, meu pai é de uma geração que tinha outro espírito público, a diferença de senso de dever público para essas gerações é muito grande, falou alguma coisa nesse sentido, e é isso, é o que você falou, Tramontina, houve ministros, isso é uma coisa muito interessante,
podia discordar. Assim, o Celso de Mello, por exemplo, eu discordei dele, eu critiquei ele e tal, não sei o quê, mas é um cara que tinha bagagem, é um cara que tinha posições sólidas e cristalinas a respeito de determinado tema e num ponto de concordância nossa em defesa da liberdade de expressão, de crítica e de imprensa. Foi quando ele soltou uma nota dura contra a censura que o Alexandre de Moraes voltou atrás e permitiu que a matéria sobre o codinome do Toffoli voltasse ao ar.
é um cara mais da antiga, era o decano, era o mais antigo da coisa durante muito tempo, agora é o Gilmar Mendes, porque ele se aposentou, o Celso de Mendes. Então, assim, eu quero que tenha no poder público pessoas das quais eu sou capaz de divergir sem considerar que são bandidos, são mafiosos, são gangsters, entende? Eu quero isso, eu quero poder discorrer. Eu não sei, por exemplo, a Maria Corina Machado. Maria Corina Machado luta contra a ditadura do Nicolás Maduro.
Eu luto contra a ditadura do Nicolás Maduro, claro que sou um brasileiro jornalista, ele está lá na Venezuela,
no sentido de trazer as verdades sobre as atrocidades que aquele regime comete, para as pessoas saberem e tal. Eu devo ter um monte de divergências com a Maria Corina Machado, mas eu só posso saber disso se houver uma democracia na Venezuela e os temas a serem debatidos, sejam as questões de como combater a criminalidade, drogas, aborto, armas, não sei o quê e tal. Não sei onde que a gente vai concordar, onde que a gente vai discordar, mas a gente concorda que precisa haver uma democracia
emergência legítima possa existir. Então, assim, eu vejo, por exemplo, os bolsonaristas agora atacando o senador Alessandro Vieira. E se você defende que tem uma investigação? E o Alessandro Vieira está defendendo a investigação. Estou mostrando o que o Alessandro Vieira está fazendo. Eu defendo isso há 20 anos de carreira que eu defendo, que eu avance em investigar as coisas, mas óbvio. O Alessandro Vieira está defendendo. Eu estou falando, está fazendo o certo nesse sentido.
É isso. Isso significa que eu concordo com todas as posições que o Alessandro Vieira já teve na vida, que ele tem ou que ele vai ter. Isso é uma coisa maluca.
completamente pirada. Então, assim, tem um monte de gente que faz alguma atitude certa, você mostra e tal, você fala, bom, é isso que tem que ser feito. Sei lá o que o cara pensa das outras coisas. Quando aparecer as outras coisas, vamos mostrar e tal, não sei o quê. Ah, mas ele votou em não sei quem e tal. Sim, eu critico há 20 anos em não sei quem. O Lula, no caso, etc. E eu preciso concordar com ele a respeito de um voto específico ou alguma conduta específica para dizer que ele está fazendo isso nesse aspecto.
Tem coisas que o Lula fez certo, tem coisas que o Bolsonaro fez certo, isso me impede de apontar a sujeira deles. Tem que ver os elementos. Me parece que a audiência tem também, parte da audiência, é que a gente tem uma minoria muito barulhenta que é intelectualmente desonesta. Então ela sabe o que você está falando, mas ela quer subverter aquilo ali para o que ela quer que pareça que você está falando. E isso é uma das principais mazelas, eu diria, do que a gente está
tendo hoje em dia aí. Ó, antes de terminar, deixa eu falar pra vocês do G4, cara, que é um parceiro nosso aqui, que tá aqui no Flow News também, e o G4 é pra você aí que é um empresário, cara, mas pra você que tá afim de levar pro próximo nível. Se você acha que tá mais ou menos, nem procura saber, não é pra você, mas se você tá afim de ir, cara, você tá vendo que, você tá olhando em volta e, putz, eu acho que dá pra mais, hein?
Pô, eu acho que essa minha lojinha aqui poderia tá em outros lugares, mas eu não sei fazer, preciso me relacionar melhor.
para você aprender e para você também encontrar outras pessoas que estão transformando, na verdade, carregando o piano do Brasil nas costas, outros empresários que nem você, tá bom? Então, para você conhecer um pouco mais, para você fazer parte disso tudo, tem um QR Code que está aqui. Ele está piscando, mas ele está aqui. Vai aparecer. Agora eu vim para cá. E aí tem também o link aqui na descrição, tá bom? E qualquer um desses jeitos aí você vai chegar, vai encontrar lá, para você conhecer um pouco melhor o G4,
no teu caminhar de empresário, tá bom? Felipe, obrigado pela moral, obrigado pela tua presença. Obrigado a você, Igor Tramontino. Prazer estar aqui nessa bancada conversando com vocês. Tomara que tudo flua maravilhosamente nesse programa. Tenho certeza que vai ser ótimo. Eu também tenho. Tramonta, obrigado também. Seguimos na parada. É isso. E você aí, meu irmão, que está pensando que a gente vai embora, pensou errado, otário.
Estamos ficando cada vez mais fortes. Então, já se inscreve aí, manda para os amigos. E o que você pode comentar?
o mexendo no meu canal do YouTube. Por favor, faz o mexendo no teu canal do YouTube. youtube.com barra Felipe Moura Brasil. Eu estou fazendo o meu programa lá, análise dos fatos, diariamente, segunda e sexta, ao vivo, meio-dia, terça, quarta e quinta, às 18 horas. Mas se você entrar lá, na aba ao vivo tem as íntegras, na aba vídeos tem os cortes, é só acompanhar lá o meu canal, youtube.com barra Felipe Moura Brasil. E toda terça estarei aqui, às 20 horas.
Vou tentar chegar pontualmente, sem atrapa, porque é longe pra caramba. A gente chega e passa 15 minutos fazendo xixi.
Tanto que é a distância. Falei logo. Vai piorar. Felipe, obrigado. E, cara, isso que o Felipe falou é bem verdade. É ao vivo o conteúdo dele lá, mas não quer dizer que você precisa assistir ao vivo também. É importante que você assista. Então, que nem essa live aqui. Está ao vivo, mas se você assistir amanhã, está tudo bem. Essa informação está aí. Exatamente. Eu odeio quando as pessoas falam no comentário assim. Ah, hoje eu perdi ao vivo. Ah, eu perdi. Entra lá. Está no mesmo link. Nem dói.
Obrigado, boa noite. Vocês que assistiram aí, muito obrigado também. Boa noite. Segue a gente. Está tudo aqui no comentário fixado. E olha aí na descrição para você sugerir aí os próximos temas, tá bom? Tem conteúdo todo dia para membro. Custa menos de R$8,00, meu irmão. Não dá nem para comprar uma seda, tá bom? Um beijo. Boa noite. Tchau.
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