Episódios de Flow Podcast

SERGIO FELIPE - Flow #574

17 de março de 20262h15min
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O doutor da glândula pinel.

Assuntos15
  • Consciencia HumanaConsciência fora do corpo · Teorema de Gödel · Experiências de quase-morte · Expansão de consciência · Autodescoberta espiritual
  • Tecnologia e desenvolvimento juvenilCelular e internet na adolescência · Risco de exposição a conteúdo nocivo · Potenciais neurais não explorados · Déficit de atenção vs atenção deslocada · Educação digital
  • Educacao TransformadoraEscola como fábrica de doentes · Pedagogia da autodescoberta · Aprendizado experiencial vs cognitivo · Múltiplos potenciais das crianças · Metalinguagem do afeto
  • Humor e ComédiaPoda neuronal desenvolvimento · Cérebros diferentes em crianças modernas · Células-tronco no cérebro · Mapeamento cerebral de alta voltagem · Plasticidade neural
  • Russell Wallace e evolução espiritualTeoria da evolução integrativa · Palingênese e reencarnação · Cooperação na natureza · Ontogênese e filogênese · Crítica ao determinismo darwinista
  • Física quântica e consciênciaBósons de Higgs · Radiotelescópio de energia escura · Equação do tudo · Universo desconhecido 95% · Consciência e constantes físicas
  • Diagnóstico multifatorial em medicinaClassificação vs diagnóstico · Domínios biopsicossociais · Avaliação pessoal integrativa · Estratégia terapêutica integrada · Ressignificação de doenças
  • Ansiedade e depressão em adolescentesMedicalização excessiva · Ritalina desnecessária · Redes afetivas · Classificação vs diagnóstico · Transtornos psiquiátricos epidêmicos
  • Povos Indigenas Saberes AncestraisPovos originários e potenciais · Pajé e expansão de consciência · Amazônia Yanomami · Algoritmos divinos · Ecossistema e percepção natural
  • Medicina Chinesa vs OcidentalRacionalidade sistêmica · Meridianos e campos energéticos · Acupuntura e filosofia · Transcultural na medicina · Complementaridade de abordagens
  • Espiritualidade na medicinaNúcleo de estudos de espiritualidade · Conselho Federal de Medicina · Essência humana e cura · Medicina da transcendência · Unispírito universidade
  • Experiência de quase-morte do palestranteDois infartos · Saída do corpo · Consciência fora do corpo · Ressignificação de vida · Busca de autodescoberta
  • Movimento de Euler e distribuição de poderMoeda girante analógica · Equidistribuição de hegemonia · Instabilidade paradigmática · Potência distribuída · Estabilidade natural
  • Raiva como potencial não realizadoBode expiatório · Energia potencial · Projeção psicológica · Ressignificação emocional · Autosuperação
  • Imprensa e PoderAntônio Conselheiro · Euclides da Cunha · Erro de comunicação · Comunidade autossuficiente · Paradigma jornalístico
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Esse é o Flow.

E, bom, obrigado por vir aí de novo. Obrigado. E, ó, eu queria mandar também aqui um salve para os nossos patrocinadores de hoje, que é o Mercado Livre, a ACD, que eu vou falar dele já já. E você pode mandar uma mensagem para a gente aí, que a gente vai ouvir aqui no final do programa, pelo QR Code ou então pelo link na descrição aí. E aí tu vai mandar lá pelo LivePix, o Genzão vai escolher os cinco melhores aí e a gente vai ouvir aqui no final do programa, tá bom?

Então fica à vontade aí, dá para você participar hoje tranquilo também. E aí, doutor?

A gente estava falando, antes de começar, sobre como é que está sendo ser um jovem, hoje em dia, com essa camada de complexidade que é o celular e o que isso traz para a gente, que é a internet na mão, que é a informação para caramba, que é a possibilidade de estar virtualmente conectado com qualquer pessoa. Você está o tempo inteiro, sei lá, a alguns toques de distância do teu amigo da escola ou qualquer coisa assim.

tempo informações que podem ser bastante importantes, como estudos e cursos e coisas online, mas também podem ser bem nocivas. A gente sabe que tem muita coisa na internet que não deveria estar chegando para grupos de pessoas diferentes. Nesse caso, a gente está falando de adolescente. Pelo menos eu estou falando de adolescente. Cara, qual que tu acha que é o maior risco dessa geração que eu estou falando, que hoje deve estar aí com seus 15 anos?

que cresceu lidando com esse tipo de tecnologia que aproxima tanto, tanto coisas boas quanto coisas ruins. Porque eu e você, a gente teve que aprender a lidar já consciente, já maduro, já tendo vivido outras coisas, com outras experiências. Essa galera, ela cresceu com isso, ela nem lembra como é o mundo sem. Então fica difícil até da gente analisar o que vem para eles,

no futuro, mas você identifica algum risco mais imediato nisso que está acontecendo hoje? Puxa, Igor. Obrigado pelo café. Veja, é importante. Essas tecnologias surgiram pelo progresso da ciência. Perfeito. Mas a ciência, ela progride observando fatos. Mas quem observa, a consciência que observa, ela não é analisada.

tipo de situação que exclui o sujeito daquilo que se observa da natureza. Então, o que acontece? Pensa comigo uma coisa. Um cartão de crédito, ele tem o registro da sua conta bancária, não é? Onde é que está o registro da conta bancária? Está escrito no plástico? Não, ele provavelmente está num chip que, quando eu passar na máquina, alguma coisa... E o chip está onde? Está escrito, como se fosse escrito a Suméria, marcado no chip? Não está. Está onde? De alguma forma,

escondida. Mas escondida aonde? Porra, sei lá. Nos códigos que estão dentro do chip, sei lá. O que acontece se você colocar o seu cartão magnético em cima de um imã? Eu vou estragá-lo. Por quê? Ele vai se desmagnetizar. Então, por que sobe a informação quando desmagnetiza? Porra, sei lá. Por que sobe a informação? Porque a informação está no campo. Entendi. Tá bom, faz sentido. Ela está no campo magnético. Então, veja. Se o seu cartão de crédito

Tem uma tecnologia que guarda informação no campo eletromagnético? E o seu cérebro? Tem mais ou menos tecnologia que um cartão de crédito? Muito mais, infinitamente. Muitas ordens de grandeza. E o celular? Por exemplo, o seu celular está recebendo WhatsApp, está recebendo e-mail, os algoritmos estão lendo o que é de seu interesse e estão encaminhando para você. Tudo isso está acontecendo no seu celular e você não está nem percebendo, não é?

É. Ok. Você acha que o seu cérebro tem mais ou menos tecnologia que o seu celular? Muito mais.

Então, a gente poderia deduzir, talvez, que tudo que se vê na internet, no celular, tudo que se vê surge de uma tecnologia que nós temos muito mais no nosso cérebro. Verdade. O grande perigo é nós não descobrirmos os nossos potenciais. De nós não entendermos que tudo aquilo que faz a tecnologia que a gente usa, o nosso cérebro faz. Agora, pensa uma coisa. Você tem um computador. O computador é o hardware. O cérebro é o hardware.

não funciona só pelo hardware. Você precisa introduzir a informação nele. É o software. Então, o cérebro é o hardware, mas ele precisa de um software, que é a informação que é instalada nele. Sempre a informação vem de fora do computador para dentro do computador. Depois ele gerencia isso e replica. Perfeito. Então, o que acontece? As informações do seu software que consubstanciam os conteúdos da tua mente, elas não surgem do hardware,

cérebro, elas são instaladas ali. Tem um matemático que trabalhou com Einstein, que foi o Gödel, ele fundamenta o chamado Teorema de Gödel. Veja, falando em linguagem simples, pecando na pedagogia para ganhar, pecando no rigor científico para ganhar na pedagogia, é assim, um sistema é incapaz de ter autoconsciência. Então, é aquela coisa, santo de casa não faz milagre, casa de ferreiro e espeto de pau.

Então, o que acontece? Uma equação, por exemplo, você pega aquela equação que a gente aprendeu na escola, função quadrástica, AX2 mais BX mais 6, álgebra, dá dois resultados, X' e X''. Aquela equação não se autoexplica. Você precisa da fórmula de Bhaskara, aquele delta, aquela coisa que você aprende na escola e depois esquece. Então, nunca um sistema é capaz de gerar autoconsciência. A consciência sempre vem de fora por uma validação matemática.

Teorema de Guedes. Então, se você tem consciência corporal, a sua consciência não vem de dentro do corpo, ela vem de fora do corpo. Então, precisa-se pesquisar. Inclusive, foi reitor da Universidade de São Paulo, o professor Miguel Reale, grande jurista brasileiro. Ele passou por uma cirurgia cardíaca do Instituto do Coração. E o que aconteceu? Depois que acabou a cirurgia, ele se lembrava do que foi conversado na sala cirúrgica. Completamente apagado. Pois é, veja, ele passou por um pré-anestésico,

passou por uma circulação extracorpórea, o cérebro dele foi resfriado e o sangue passou por uma máquina. E ele lembrava, não é? E aí ele escreve um editorial no jornal Estado de São Paulo dizendo o seguinte, convoco cientistas da universidade da qual fui reitor a pesquisar a possibilidade da consciência estar fora do corpo, porque eu me lembro perfeitamente do que foi falado e isso é confirmado pelo staff e não é possível se o meu cérebro estava resfriado,

eu estava com pré-anestésico, com anestésico, e não é possível que as minhas funções mentais estivessem funcionando. Algum anestesista pode dizer, não, preserva alguma consciência, eu vou pedir para ele tomar uma garrafa de pinga e ver se ele preserva a consciência dele. Entende? Então... Gostei disso. Posso interferir aqui só para fazer um parênteses? Tá bom. Então, a consciência estando externa e acontecendo isso que aconteceu com o Dr. Miguel Reale, se a gente for pensar

Então, um cara que está bêbado, ele está atrapalhando as funções cerebrais dele com álcool. E isso interfere na consciência que está fora, não é? Interfere na... Veja, o cérebro tem alguns territórios de inibição que você usa para inibir certas pulsões. Você encontra com uma pessoa que você está com muita raiva, você tem vontade de agredi-la, e você vai ser educado e dizer... Boa tarde. Não é?

porque isso é a sua civilidade. E o cérebro te dá recurso para você fazer esse freio. Ele te dá esse recurso. Quando você bebe, você primeiro inibe esses centros inibitórios. Então você libera as expressões idílicas, as expressões instintivas. Você libera as camadas mais instintivas. Então a pessoa fica sujeita a pulsões sem a crítica, sem as travas.

Exatamente. Pode sair coisas boas, criativas, como pode sair coisas horríveis. Perfeito. Então, o álcool faz isso. Aí, depois, quando ele inibe esses centros excitatórios, aí a pessoa já fica cambaleante e cai. Então, o cérebro... Eu penso o seguinte. Eu tenho uma ideia que a ciência tem os postulados. Por exemplo, o postulado de Euclides. Existe o ponto, a reta e o plano. Ou você acredita que existe,

Ou não existe geometria nem engenharia. Não tem como provar que existe o ponto reto plano. Chama postulado. Eu tenho um postulado básico ao enxergar o pensamento científico de que existe uma consciência e essa consciência se projeta sobre a matéria. Eu tenho essa visão. É como se eu saísse da bancada científica,

e tentar se entender o que é aquela consciência. Então, voltando para a questão dos jovens, que eu acho que vale para todos nós, eu acho que o grande perigo é entregar para a máquina um poder que você tem e deixar de investigar esses poderes que o cérebro tem muito mais desenvolvido. Porque é a partir dele que você pode expressar sua inteligência e fazer as máquinas. Então, você imagina o potencial que tem. Então, eu acho que esse é o grande perigo. E isso que está...

As pessoas estão esquecendo de si, dos seus potenciais, das suas estruturas. E isso deixa a pessoa perdida. E essas estruturas são vizinhanças nossas de extremo valor. Por exemplo, quando você observa uma estrela, você observa um túnel do tempo. Uma estrela que está a 8 mil anos-luz, a luz que chega até você demorou 8 anos para chegar aqui.

Então, a luz que você vê, a estrela que você vê é de oito anos passados. Então, quando você observa uma estrela, você constrói elementos de cognição que dizem respeito à percepção de infinito, a percepção de um tempo, o desenvolvimento de um tempo interno e a percepção de pertencimento à natureza. Quando a gente vive só no relógio, a gente perde a cognição cósmica e perde a sensação de pertencimento.

uma grande chaga da humanidade hoje, que é a percepção de solidão. Então, quando a gente fala de percepção de nossos potenciais, ele envolve... É como, por exemplo, outro dia eu estava conversando com o Alex Atala, o cozinheiro. Ele me falou o seguinte, que ele estava na Amazônia e tinha os Yanomamis, a nação Yanomami. E ele estava me falando o seguinte, que eles, à noite, eles são livres. À noite não é 100% para dormir, eles podem querer fazer alguma coisa.

cantar e tal. Então eles falam que é o espírito da noite e o espírito da floresta que surge. Então é comum você ver o indígena cantando ou se expressando. E aquele lá, que é o indivíduo da história, ele sai pela floresta para pegar uma planta medicinal à noite. E ele tenta, tenta, tenta e não acha. Aí ele senta e para. Sabe por quê? Porque ele percebe que quando ele entrou na floresta,

Ele mudou a estrutura da floresta. Ele espantou os insetos, espantou os animais. Ele muda a estrutura da floresta. E a floresta se esconde. Então, quando ele senta, ele espera a floresta voltar. E tenta equalizar a manifestação dele com a floresta. Ele começa a perceber a floresta. Quando ele se levanta novamente, ele já está engajado no ecossistema. A floresta entrega para ele o que ele precisava. Então, o que acontece? É uma percepção.

O quanto que a natureza dialoga com a gente. E se a gente não tem essa convivência, nós perdemos esses algoritmos, que eu considero algoritmos divinos. E é possível se reconectar a eles a qualquer tempo, na tua opinião? Eu não entendi a sua pergunta exatamente. Vamos dizer que eu não prestei atenção nisso a minha vida inteira. E agora que eu estou ouvindo você falar sobre isso, e eu vou procurar...

anos conseguiria prestar atenção? Nossa, caramba, estou desconectado. E correr atrás? Olha, eu vou responder de uma outra forma chegando até onde você está falando. Primeiro quero dizer para você o seguinte, nós temos um tapete de células-tronco que vai da base do nariz até o meio do cérebro, no teto do terceiro ventrículo. Seja você 120 anos, você tem um tapete de células-tronco à disposição para reconstruir o cérebro. A disposição. Eu não sabia disso. Bom,

Aí o que eu ia falar é o seguinte. Nós temos um fenômeno no cérebro que é chamado de poda neuronal. Ocorre uma poda neuronal até um ano e pouco de idade, depois outra na pré-adolescência, na puberdade. 11, 12 anos, 10 anos, mais ou menos assim. O que é essa poda neuronal? Porque o cérebro gasta muita energia, ele esquenta. Então, existe uma economia da energia.

Se você, ao nascer, começa com os estímulos, você vai selecionando as redes que você usa. Se você não usa, o que não usa é podado. Inclusive, é uma coisa curiosa, porque essa primeira fase da poda neuronal coincide com o início dos primeiros sintomas do autismo. Parece, parece, segundo algumas frentes, eu estou falando assim, como primórdio para ser debatido.

que no autista não ocorre a poda neuronal. E ele fica com um lastro de percepção muito aberto. E fica com dificuldade de fazer escolhas. Porque não teve a poda. Ele fica com uma superpotência e não sabe para que lado vai. Entendeu? Fica com dificuldade de organização pessoal. Aí, o que acontece? Na adolescência acontece uma coisa. Isso é uma teoria minha. Deixa os internautas perguntarem.

e depois elucubrarem sobre isso. É o seguinte, teve um período que eu convivi com os indígenas guaranis, que foi na minha infância. Sim, em 1965. Por muito tempo? Não tanto tempo, mas um tempo suficiente para saber alguma coisa. Entendeu, né? Entendi. Então, o que acontece? Lá é o seguinte, a criança que vai ser o pajé,

Eles já sabem. Ela tem um flow. Você tirou o nome flow do Mihari Ksens Mahlin, não é? Cara, a gente tirou o nome flow de uma pira muito louca aí que era pra ser outra coisa e acabou ficando isso. Depois eu te conto. É, porque flow é um estado de espírito, é um estado mental. A gente acabou chegando nisso aí. De hiperfoco e de capacidade. Isso é uma expansão de consciência. E tem crianças que têm

esse poder. O cacique já vai dizer, esse vai ser o pajé. O pajé é aquele que é o curador, é aquele que sabe as coisas, é aquele que dá a noção de profundidade espiritual para a aldeia. Então, acontece que eu acho o seguinte, que as nossas potencialidades espirituais, conscienciais, elas surgem com pleno vapor nessa fase. E se você não teve uma educação que fez você

Exercitar isso, como acontece nas comunidades dos povos originários, ocorre uma poda neuronal. Aí acontece uma coisa curiosa. Por exemplo, existe uma ciência que chama-se farmacognosia, que é você observar um animal, por exemplo, um animal tem um problema no estômago e ele vai e ele pega a planta que cura. Se você estudar o comportamento animal, você pode descobrir algumas plantas que curam algumas doenças.

de consciência, o jovem sente alguma coisa de grande incômodo. É uma teoria. Depois vocês estudem. Ele sofre uma necessidade. Aí ele vai atrás das plantas que levam a alteração de consciência. Aí que começa a busca das drogas. O que é um problema por conta do... Bom, eu já ouvi falar muitas vezes que, por exemplo, fumar maconha antes, ou usar álcool antes de uma determinada

é muito perigoso por conta da formação do cérebro que seria até os 25 anos. O que acontece é o seguinte. Veja o que eu estou tentando explicar. Por que é tão prevalente a busca pelas drogas? Porque é um anseio de alguma coisa que não foi atendida. Porque você não vai encontrar esse problema nos povos originários. Entende? Por conta da forma como a gente... Esquece os potenciais. Não explora.

estou falando. Ah, é o computador, é a internet, é o game. Esquece de se, de explorar essa ciência, que explore esses potenciais, que pesquise, porque as nossas crianças necessitam de uma pedagogia que inclua todos os potenciais dela. E são tanto diferentes do que acontece hoje. É completamente diferente, pelo amor de Deus. Você vê, o jovem e a criança, eles vivem de experiência.

Porque eles não têm um fato. A gente, por exemplo, pode presumir. Eu não vou por ali porque eu já me machuquei. Mas o adolescente e a criança não tem. Eles precisam de experiência. Aí você chega na escola e manda ficar sentado e quieto para ouvir aquilo que não fala da vida dele. É louco isso. É uma fábrica de doentes. A escola está sendo uma fábrica de doentes. E tanta inteligência. E ninguém vê que precisa de ter uma pedagogia da autodescoberta.

que precisa olhar para essa consciência. Eu estou acompanhando a instalação do radiotelescópio de energia escura. É o maior do mundo aqui no Brasil. Consórcio da Universidade de Londres, Inglaterra, a Universidade de São Paulo e a China. É o maior do mundo. Esse radiotelescópio detecta energias jamais vistas no fundo do universo. E descobriu que... Não estou dizendo que seja esse do Brasil, mas o radiotelescópio descobriu

que existe um universo muito além daquilo que a gente imaginava que era o nosso universo. E ele provoca uma pressão sobre o nosso universo que indica a proporção dele, 95% a mais do que o universo que a gente conhecia. Só que não se conhece uma única equação desse universo. Então, tudo aquilo que você estudou de tabela periódica, hidrogênio, hélio, lítio, sódio, potássio, ferro, cloro, boro, zinco, tudo que você estudou de tabela periódica,

É 1%. Hidrogênio é 4% do universo. 95% é o que não se sabe em uma única equação. Como é que nós vamos olhar esse outro universo, que é o chamado universo de energia e matéria escura? Como é que nós vamos olhar esse universo? Como é que nós vamos conceber esse universo sem nenhuma equação? Nós estamos chegando numa hora que talvez só a consciência seja capaz de avançar aonde a máquina e os algoritmos não avançam.

Então, é hora de colocar a consciência como variável da experimentação científica. A consciência como elemento constitutivo da natureza. Interessante. A consciência como elemento constitutivo da natureza. Até agora, a gente sempre tratou daquela forma que você falou no começo, que é o cara que está fazendo o iPhone está aqui. Está alheio. Ele está se desconstruindo. Ele está entregando a alma dele.

para o aparelho e para tudo que o aparelho traz de conteúdos que diz respeito a outros interesses que podem não ser o interesse dele. O interesse tácito dele. Aquilo que ele nem descobriu ainda dentro dele e que traz agonia para ele. Traz angústia. E você sabe uma coisa importantíssima, porque a gente está falando de criança e adolescente, mas criança não é uma etapa do desenvolvimento. É uma parte de nós. Quer ver? Qual é a sua parte criança?

você não consegue dar nome, não consegue traduzir em palavras e que tem mais força do que a sua vontade. Pode ser um medo, pode ser uma angústia, pode ser uma tristeza, pode ser uma compulsão, pode ser uma impulsão. Tudo isso que você fala, que às vezes você chega no médico e fala, eu preciso de um remédio para conter isso. Tudo isso é a sua vida. Porque a criança, ela não tem a inteligência cognitiva para dar nome àquilo que se passa com ela. E uma boa parte da sua infância, você nem se recorda.

Mas a sua consciência estava funcionando. Só que essa consciência que funciona, você não consegue ter cognição para ela. E ela vai se manifestar como um pulso de sentimentos, sensações e emoções que é a sua criança. Você está falando alguma coisa que tem a ver com traumas, por exemplo? Ah, eu acho que... Vamos falar de... Eu estou falando muito menos de trauma e muito mais de explorar potenciais. Entendeu? Porque deve haver uma razão para nós.

estarmos aqui. Por que você está no mundo? Por que a natureza te colocou aqui? Qual é o teu propósito? Que isso nasce a partir de suas potências. Você vê, um grãozinho de pólen, se você for olhar no microscópio, tem um desenho. Por que a natureza, a consciência maior da natureza, fez um desenho num grãozinho de pólen, que é uma obra de arte? Porque a natureza tem a expressão de suas singularidades, cada elemento. Que é algo que está faltando hoje. Nós também somos natureza, a gente também

precisa expressar as nossas singularidades, o nosso desenho. Se você tem uma sociedade que não te traz essa possibilidade, você começa a guardar, você esquece, você se perde e aí você diz assim, não me encontro mais. Estou perdido, não sei o que eu quero. Como diria Fernando Pessoa, nasci sem saber falar, vou morrer sem ter sabido o que dizer. Pareço uma abelha num campo sem flores. É o que está acontecendo. Então você pega, a gente está falando de criança, mas nós adultos temos essa criança dentro de nós,

e essa criança está aparecendo nos consultórios. Quando você diz assim, eu tenho uma ansiedade que eu não me contenho. São coisas suas mesmas que você nem mesmo se controla em si, que é a parte incognoscível que você tinha quando criança. Entendi. Bom, se a gente for nesse sentido, cara, que a criança não é uma etapa, ela é parte da gente, então todas as nossas fases também estão aqui comigo. Exato.

Todas as fases e também o seu futuro. Nossa, aí tu deu um nó na minha cabeça. Não, não dei. Por quê? Freud, por exemplo, fala de id, ego e superego. O que é o superego? São as noções superiores, luminares. É o seu futuro. Se você pegar Jung, por exemplo, o self, o eu profundo, ele está dentro de você. Você, quando nasce, você caminha em direção ao self, ao eu profundo. É o seu eu luminar. Você vai entender melhor ainda. Jesus.

Vós sereis. Podeis fazer tudo o que eu faço e muito mais. Vós sois. Então, o que ele está dizendo? Que a essência nossa tem um poder luminar. E esse é o futuro. Depois, esses grandes analistas que construíram a psiquiatria vão dizer o superego, o self, o eu profundo, que é esse ser luminar que nós somos. Mas para que a gente atinja esse potencial, precisa de algum nível de entendimento, primeiro, do que você pode ser.

Igor, a gente precisa experimentar-se. Experimentar-se. Tem coisa que a ciência não é capaz de fazer. A ciência não é capaz de dizer para você o sabor da laranja. É verdade. Ou você chupa a laranja ou não tem como saber. Ou o que é a cor azul. Pois é. Então, isso é uma coisa que ou você experimenta ou você não vai descobrir. Isso é um compromisso de cada um. A busca de si. E isso não é só o conhecimento cognitivo. É a vivência. É a experiência.

Você tem os recursos, você tem o recurso da meditação, você tem os recursos das experiências do sagrado, você tem várias experiências, experiências de psicologia.

experiências psicodramáticas. Você tem um arsenal que a gente precisa buscar. Sempre na intenção da expansão da consciência. Primeiro de você chegar em si na sua essência. Nós conversamos sobre isso. Lembra que eu falei assim? A sua mente, você, no outro programa, a sua mente passa muita coisa pela sua mente. Você pode observar a sua mente. Então você não é sua mente. Você é o ser que observa ela. Quem é você? É chegar nessa referência.

meditativo. Isso é uma experiência singular da busca de cada um. Que muitas vezes a pessoa vai buscar no remédio, na droga, no outro. Esquece que existe essa experiência. Olha, eu vou falar de uma linguagem, não sei se é uma linguagem religiosa, eu colocaria como uma linguagem do sagrado. Deus, que é a consciência do tudo, que é a equação do tudo, ele rege o infinito do tudo. Mas você é dono do infinito da sua vida. Porque se essa

você, o que você tem que fazer, ele tira o seu mérito. Perfeito. Então você é responsável. É aquele ponto cego do espelho. Que Deus não tá contigo, vamos dizer assim. É você que tem que resolver. Mas a gente não tá vivendo, a gente não vive um pouco numa cultura de meio que empurrar a culpa por, às vezes até pro, entre aspas, sagrado. Isso aqui, meu irmão, pô, fui influenciado pelo outro, pelo diabo, que não sei o que. A gente foge da agência.

retificar assim, eu vou colocar entre aspas que Deus não está contigo, porque a gente está submerso na grande equação consciencial do universo. Só foi uma forma de expressar que existe um momento que nós nos responsabilizamos por nós. É isso que eu quis dizer. Agora... O meu ponto é que eu não acho que a gente está caminhando para mais responsabilização do que a gente faz, do que a gente quer, do caminho que a gente quer chegar ou do que a gente sonha. Eu acho que a gente está, me parece,

está enganado. Mas me parece que a gente está caminhando mais para o lado do entregar a agência a alguém ou a algo. Exato. E esquecer dessa busca do encontro de si. Que essa é uma experiência fundamental. Isso tinha que ter na escola. Concordo. Para as crianças aprenderem a viver, a conviver. E a escola tinha que se estender para a família. Você não pensa uma criança sem a família. Todos têm que ter

cresce nesse processo. Então, eu acho, volto para a sua questão, o perigo não são os aparelhos, os equipamentos, o perigo é a gente esquecer da gente e esquecer dessa tecnologia da pesquisa de si. Sabe? De pesquisa, ainda há tempo, porque ainda há florestas e seres que têm memória, tem civilizações que têm memória, que a gente precisa perguntar. Então, você tem civilizações nas Américas, você tem civilizações na África, até na Europa você tem também

civilizações ancestrais, os druidas, os celtas. Você precisa perguntar para essas pessoas que têm a memória. A gente não pode perder essa referência, sabe? Que não foi construída na universidade, mas que está na história da vida. Os animais. Os animais, às vezes, eu olho, por exemplo, uma vaca, um touro, um boi, e ele olha para mim como se ele dissesse assim, estou sabendo o que vocês estão fazendo. Estou só esperando para ver o que vai acontecer.

Parece que sabe tudo. Talvez, Igor, eu já pensei nessas ilações como criança, que a gente pensa e imagina, a nossa criança interna. Eu pensei assim, e se nós um dia descobrimos que os animais sabem de tudo e não falaram nada, só esperaram acontecer para que a gente descobrisse? E depois a gente descobre que existe um tipo de consciência nos animais que detém os algoritmos da história da vida. E nós perdemos isso. Porque a gente esqueceu,

que a gente é parte da natureza, nós compartilhamos com a natureza, a natureza não é nosso objeto de consumo. E a gente é bom em tratar a natureza como nosso objeto de consumo, na verdade. E você perde a referência de tudo o que você respira, o ar que você respira, 21% é o oxigênio, que é produzido na maior parte, mais de 90%, por cianofícias, que são seres unicelulares, as algas azuis, do fitoplancton, que é um ser unicelular,

da grandeza que é o sol, produz o oxigênio no ar que você respira. E a gente esquece disso. A gente, às vezes, não considera isso. Ou imagina que, ah, não, isso aqui tá dado já. Na verdade, a gente nem considera. Porque tá dado já, né? Mas isso é uma reflexão muito interessante que é duas, na verdade. A primeira, a gente é intimamente conectado com aquilo que a gente tá destruindo. E dois, é... Nossa! Tão perfeito, né, cara? Um negocinho que... Você quer ver como são os algoritmos na natureza? Por exemplo, que bairro

você tá aqui? Vila Prudente. Por que que você tá aqui? Ah, no meu caso, basicamente porque era onde eu conseguia ter uma casa do tamanho dessa. Tá. Por que chama Vila Prudente? Deve ter alguma coisa a ver com algum cara que tinha o sobrenome de Prudente. Ó, eu vou fazer um exercício com você, tá bom? Prudente de Moraes, foi o terceiro presidente do Brasil, tá? Foi o primeiro presidente civil, porque você teve o Marechal Deodoro da Fonseca, de 1889, você teve o Floriano Peixoto e depois,

Em 1894, você tem o Prudente de Moraes, que dá o nome da Vila Prudente. Muito bem. O que marcou o governo de Prudente de Moraes? Porra, não sei. A Guerra de Canudos, que foi descrita por Euclides da Cunha, em Os Sertões. O que aconteceu na Guerra de Canudos? O Antônio Conselheiro era um líder de uma comunidade pobre, que conseguiu construir uma comunidade autossuficiente. Só que os jornais da cidade,

deturparam ou trouxeram notícias de que era uma revolução monarquista que estava surgindo. O Prudente de Moraes mandou o exército brasileiro e dizimou dramaticamente a comunidade de Canudos, que eram pessoas pacíficas, pobres. E o Euclides da Cunha foi lá para testemunhar os sertões e o arrependimento do que foi feito, porque foi um grande erro. Você sabe de onde surgiu esse erro? Na imprensa, nos jornais.

aqui na Vila Prudente, com um jornal, com uma imprensa, precisa resgatar o paradigma de Canudos. Mas eu não estou falando de Canudos, eu estou falando da notícia verdadeira. Não é por acaso que você está aqui. Aqui é um epicentro paradigmático. Que coisa. Precisa estudar um pouco mais sobre isso. Mas faz sentido para você? Por que você veio parar aqui? E veja, não é Ipanema, não é Faria Lima, não é Avenida Paulista. E você conseguiu uma expressão, não é?

Você veio com um paradigma. O paradigma da imprensa que provocou a chacina de canudos. Um grande erro de comunicação. Acertar a comunicação para que as coisas... É o paradigma de canudos. E outra coisa também, esse é um fenômeno que está acontecendo muito. Por exemplo, você tem uma moeda aí, você sabe girar uma moeda? Fazer ela girar? Não sei, não. Alguém de vocês sabe girar uma moeda? Tipo assim?

Está vendo que ela tem um eixo? Aí ela começa a cair, aumenta a velocidade e ela estabiliza. Pode ver, se o pessoal estiver vendo na filmagem, primeiro ela gira em torno de um eixo. Ela gira em torno de um eixo. Depois ela começa a cair e aumenta a velocidade. Depois ela para. Ela sai do eixo e aumenta a velocidade. Todas as partes começam a girar. Isso chama-se movimento de Euler. O que acontece? A pandemia.

De uma cidadezinha que ninguém tinha ouvido falar, surge um vírus que contaminou a rainha da Inglaterra. Qual foi o paradigma disso? O paradigma disso foi o seguinte. A partir dali, qualquer parte do planeta, pequena ou desconhecida, seria capaz de mudar o planeta. Então, o epicentro da estrutura passa a se equidistribuir, porque todo lugar é importante. Pode surgir lá da Vila Prudente uma revolução de comunicação. Entendi.

Então, também está entregue para cada pessoa. Está havendo uma equidistribuição e perdeu-se o eixo de hegemonia. Antes, essa instabilidade da moeda jurando, porque isso é uma instabilidade, estava na mão de uma hegemônica, de um país, de uma cultura, de uma estrutura. Aí começou a perder esse eixo e a velocidade fica maior. E isso se equidistribui até que a moeda pare e tudo sossegue. Nós estamos vivendo um movimento de Euler.

A gente precisa que pare logo, professor? Não é que a gente precisa que pare logo. Isso vai acontecer com uma dinâmica natural, uma dinâmica da natureza. Nós fazemos parte da natureza. Mas a gente precisa de ter consciência disso. Porque quando a moeda para assim, ela está distribuindo para cada pessoa o seu poder. Sim. Então há potência aí. Quando para, cessa potência também, né? Quando para, você conseguiu estabilidade. Porque isso é estabilidade.

Antes era a instabilidade. Você entrega a potência para cada um e tudo isso é que gera a instabilidade. Entende? Então você... Acho muito maneiro quando tu pega algumas coisas que acontecem, às vezes macro, às vezes micro, na natureza e, ó, nossa vida é assim. Eu, porra, não tinha pensado desse jeito. É, mas é importante... O cara fez rodar uma moeda para me explicar. Gostei. Porque cada jovem que está com o celular, ele tem um poder. Ele precisa perceber isso e encontrar.

qual é o propósito dele nesse processo de construção de uma estabilidade. Porque, veja, existe uma questão. A gente precisa de ter uma conjunção de estruturas sistêmicas para entender uma realidade. O biológico, o psicológico, o ambiental, o social, o funcional, o espiritual. Esses elementos, sistemicamente, que vão explicar um fenômeno.

Quando o Charles Darwin, ele vai... Eu não sei se eu falei isso no programa anterior. Não, mas dá-lhe. Pode ter gente que está assistindo a gente que não estava no outro. O Charles Darwin, você sabe que a família do Darwin, depois de historiadores que conhecem mais do que eu, podem me corrigir. Eu estou, assim, brincando de falar. Ah, o historiador chato, o cientista chato. Deixa eu trocar uma ideia com o Sérgio aqui em paz. Aqui é um bate-papo de amigos.

Não, eu gosto que o pessoal me corrija. Porque a gente sempre aprende, né? Então...

O que acontece? Eles tinham uma conexão espiritual à família do Darwin, que vinha dos druidas, dos celtas. E, por conta disso, pelo conhecimento espiritual, o avô do Darwin era investidor da abolição da escravatura. Ele foi um dos responsáveis, porque há responsabilidade da comunidade preta, mas ele foi um dos responsáveis para os ocidentais baixarem a guarda,

brancos baixarem a guarda, ele foi um investidor. E uma das questões que vinha na sabedoria ancestral era o seguinte, o preto e o branco são a mesma raça. Então o que ele faz? Ele manda o Darwin pesquisar a origem das espécies. Não, tu não tinha contado isso da outra vez, não. Não? Não. Interessante. Ele manda o Darwin, ele financia que o Darwin veio para a Amazônia,

Veio para Galápagos. E ele começa pesquisando nos animais até chegar no anima nobre, no ser humano. E prova que preto e branco são a mesma raça. Isso tinha uma função, entendeu? Da ciência reconstruir esse saber. E isso veio de conhecimentos ancestrais, espirituais. Até porque antes, professor... Aí você me correu se eu estiver errado. Mas que eu saiba, havia alguns artigos científicos que tentavam dizer o contrário.

Havia uma razão superior. Exato. Era vigente na Europa isso. Bom, o que acontece? E esses conhecimentos, não tinha internet. Você vê, por exemplo, Charles Darwin não conheceu o Gregor Mendel? O que é uma pena. O Gregor Mendel foi quem descobriu a genética. Entende? Então, ele não conseguiu fechar toda a teoria evolutiva. Então, hoje, você tem que cruzar o Mendel com o Darwin. E a gente agradece a Deus pelos dois. Para fundamentar, não é?

E os religiosos, eu vou dizer o seguinte, todas essas leis da natureza são algoritmos divinos. Bom, o que acontece? O que acontece? Tudo tem um comando consciencial divino. O que acontece? O Darwin chega e ele ganha o prêmio da Royal Scientific Society. Mas não foi só ele que fez a pesquisa. Paralelamente, na Polinésia, Russell Wallace vai fazer a mesma pesquisa, também patrocinado.

a mesma conclusão que o Charles Darwin. E aí eles dois recebem o prêmio igualmente. Por que a gente não conhece o Russell Wallace? E nem tem a estátua dele no Museu de História Natural de Londres? Eu também não conhecia essa história de fato. Por quê? Isso inclusive foi uma publicação antiga da Scientific American. Porque é o seguinte, o Russell Wallace abriu o jogo sobre a questão espiritual. Darwin, você não vai falar dos estudos espirituais? Então eles entendiam que todo o processo

evolução das espécies era a ontogênese do espírito. Era a construção do espírito. E ele acreditava num fenômeno da natureza que é a palingênese. Como o nome? Palingênese. Que é a ciclicidade da vida. Que os hindus acreditam, os budistas acreditam, que é as idas e vindas reencarnatórias. Os povos da floresta acreditam. Eles acreditavam nessa ciclicidade. E ele vai falar

o Darwin, você não vai dizer? E o Darwin fica quieto. E ele é cancelado, o Russell Wallace. Porque ele quebra paradigmas sociais quando ele está falando isso. Só que há uma coisa. Quando você enxerga de forma sistêmica, ou seja, você enxerga o biológico, o psicológico, o social, o ambiental e o espiritual sistemicamente, como fez o Russell Wallace, você entende melhor o fenômeno. Porque a avaliação é sistêmica. E você sabe qual vai ser a diferença? O Darwin vai dizer, vence o melhor.

Vence o mais forte, o topo da cadeia alimentar. O Russell Wallace vai falar, não é assim que funciona a natureza. A natureza trabalha por cooperação. Então, o que acontece? Quando o Russell Wallace é apagado, a ciência desligou o ser humano da natureza. Eu não faço parte dela. Ela é meu objeto de consumo. Eu estou no topo da cadeia alimentar. Se a gente fosse olhar o que o Russell Wallace estava falando, o que acontece? O Darwin tem uma pesquisa sobre minhocas.

as minhocas, acaba tudo. Sabe por quê? Por quê? Porque é o seguinte, você respira o ar, 78% do ar que você respira é nitrogênio. Só 21% é oxigênio. Para onde vai esse nitrogênio? Para que ele serve? Ele vai ser respirado pela terra. Porque esse ar, esse nitrogênio, precisa chegar nas raízes das plantas. Porque nessas raízes das plantas, você tem as bactérias fixadoras de nitrogênio, que é fundamental para fabricar proteína. Então, se não tiver minhoca para levar o ar para as raízes,

a natureza morre. Então, na compreensão do Russell Wallace, por exemplo, quem é o ser mais importante? A gente vai fazer a minhoca, porque se acabar o ser humano, acaba. A natureza cresce. Se acabar a minhoca, acaba tudo. Então, todos os seres são importantes. A natureza age em cooperação. A gente é bom em quebrar esse equilíbrio aí, hein? E, professor, você estava falando também que eles são,

contemporâneos, Russell Wallace e Darwin. Eles ganharam no mesmo tempo. Com uma pesquisa muito semelhante e o Russell dizendo para o Darwin, cara, tu não vai falar. Dá para acessar o trabalho do Russell Wallace hoje em dia com facilidade? Dá para acessar. Tem inclusive um artigo da Scientific America, acho que faz uns 30 anos que eu li esse artigo. E é interessante porque é o seguinte, se você...

coisas fundamentais para você ensinar na escola. Primeiro, que tudo que você estuda para o vestibular é 5% do universo. E não foi avisado às crianças. Sendo que 4% é hidrogênio. O resto é o que você estuda da tabela periódica. E isso não foi avisado. Você sabe qual é a consequência disso? Você faz uma escola que forma um aluno que acha que ele sabe tudo do universo. Não existe na mente dele alguém que avise, olha, você não sabe 25%

do universo. E você sabe qual é a consequência? Não forma mentes indagadoras para descortinar esse além. Forma mentes que têm certezas. E essa mente que tem certezas, ela é artificial. Porque existe algo dentro de nós que percebe. Esse ser profundo percebe a verdade. Então começam a surgir contradições. E aí vem toda uma série de inseguranças do existir. Sabe? Então se a escola ensina o que a ciência está descortinando e dizer, gente, 95%

sendo o universo, nós não temos uma única equação. Como é que nós vamos investigar? Entrega para as crianças descobrirem isso e você vai formar cérebros abertos para a solução dos destinos. Cérebros impactados pelo desafio, porque já não se tem desafio, tem imposição. A gente precisa tirar da cabeça esse negócio de acreditar. Ah, eu não acredito em Deus. Ah, eu não acredito nos espíritos, na vida espiritual. O que é acreditar? Você tem que descobrir. Acreditar como? Acreditar não tem raízes.

e você descobrir. A natureza está ali para você descobrir. Ela vai atrás do que você... O que você vai descobrir? Por que caminhos da tua vida? Sim. É interessante porque é verdade. Eu sinto que um dos principais problemas que... Eu sinto, né? Estou dizendo que é. Mas um dos principais problemas que eu sinto na sociedade é mesmo a noção de que eu já conheço isso aí. Eu não preciso aprender nada. Eu já... Cara, olha, isso é tão óbvio. Senta aqui que eu vou te explicar como é que é. Calma aí, cara.

dizendo de um troço. Às vezes eu estou falando de uma coisa que é uma percepção. Às vezes eu estou falando de uma coisa que é uma... Nem é possível que você compreenda 100%, porque para compreender 100% do que eu estou falando, você precisaria ser eu. E viver o que eu vivi e tudo mais. Você veja, a gente precisa criar uma cultura que cada pessoa traz um fragmento do universo. Ninguém vai ver o universo pela sua ótica. Então, se tirarem, você deixa de haver

uma luneta que enxerga o universo com a sua singularidade. E cada ser humano, em qualquer condição, cada plantinha, cada animal, traz uma luneta do universo. Se nós ignorarmos, nós perdemos uma parte do universo. E ficamos fragmentados com a sensação de que algo não está certo dentro da gente. Por isso que, quando a gente fala que a natureza age em cooperação, nós somos natureza. Então, é da natureza o processo de cooperação. Quando você tem, biblicamente, um amai-vos,

uns aos outros. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ele está falando. Olha, vocês são da natureza. A natureza age em cooperação. É assim que nós adquirimos a estabilidade da moeda. Entregando o poder que cada um tem. Vós sois deuses! Vós sois deuses! Você tem uma luz dentro de você. Olhe para a tua luz. Busque isso. E cada um trazendo a sua é essa moeda. E aí estabiliza. O grande perigo, voltando na tua questão, é nós esquecermos isso.

potência. Dessa potência. E a gente estava falando também, antes de começar aqui, professor, que é sobre como a gente, como sociedade, como humanidade, a gente lidou com o último século, que foi um século mais voltado para a ciência. E a gente está entrando agora num outro momento. Nós comentamos no make-off. Um pouquinho antes de começar. Isso daí é o seguinte. Veja, eu não vou dizer que eu

seja um cientista. Eu tenho um diploma de mestre em ciências. Como assim? Tu pega um microscópio digital e fica olhando para o cérebro. Fatias de cérebro. Mas eu não vou dizer que eu seja um cientista para não me colocar em uma posição maior do que eu realmente estou. Mas eu acho o seguinte. A ciência precisa rever os seus métodos. A gente chama de epistemologia.

Entende? Então, vamos dizer assim, todo o conhecimento que está sendo trazido para a inteligência cognitiva, ela precisa também atingir o coração, senão ela não atinge a individualidade da pessoa. O processo de aprendizado é completamente ligado ao afeto. Uma criança não aprende se o professor não é afetuoso, porque é o esteio do afeto que faz você assimilar. Você sabe uma coisa curiosa? O Joseph Heine e a Louise Heine, da Universidade de Duke,

para a psicologia, eles pesquisaram a telepatia no laboratório. Então, o fenômeno telepático era estudado, entre outras formas, por exemplo, com cartas de baralho, e um estava pensando, sei lá, num ais de paus, e o outro descobria pela telepatia. É lógico que ele descobriu que a telepatia é um fenômeno anômalo. Ocorre raramente. Mas, houve um francês anterior a Heine, chamado Paul Clamont-Jagot, que ele estudou os fenômenos psicosiológicos,

e tem uma experiência muito curiosa, prosaica, que ele fez, que foi o seguinte, ele estava no jardim de Luxemburgo, possivelmente ele estava tomando lá um gratinê e olhando o jardim, uma subdonion, alguma coisa assim, e ele observou um senhor lendo um jornal de costas. Ele falou, vou fazer uma telepatia, ele vai olhar para mim. O cara não olhou. Ficou ali, tomou a sopa toda de cebola,

tomou o gratinê todo dele e tal. Bom, mas passou uma mulher que ele ficou muito entusiasmado com ela. Ela olhou imediatamente. Aí ele teve um insight. A telepatia ocorre naturalmente no esteio do afeto. Por isso que as pessoas falam, pensei em você e você apareceu. Acontece nas famílias. Porque o esteio do afeto faz com que não seja um fenômeno anômalo. Seja fluente. Isso explicaria um irmão que sente o que está rolando com outro irmão. Exato.

quilômetros de distância. Exatamente. Seria esse processo. Isso teria alguma coisa a ver também com física quântica, professor? Eu tenho escutado algumas pessoas falando sobre isso. Já vou comentar sobre isso, porque acho interessante você falar. Não, imagina, pelo amor de Deus. É só uma questão didática. Então, o que acontece? Acontece o seguinte. O afeto é o esteio dessa comunicação que a gente poderia chamar de metalinguagem. Houve um antropólogo chamado George Angel,

que ele pesquisou macacos e ele pesquisou uma coisa muito curiosa. Que o macaco estava dando soco no outro. E era brincadeira. E ele falou, como é que o macaco sabe que é brincadeira? Porque era o mesmo soco. Então ele descobriu que existe uma linguagem subjacente. Uma comunicação subjacente que ele chama de metalinguagem. Então quando você vai ensinar matemática, se não tiver essa metalinguagem, se não tiver esse esteio de acolhimento, esse esteio de afeto, porque se você dá um soco no macaco e ele sabe que é brincadeira,

existe afeto. Então, ele sabe que aquele soco é uma brincadeira. Então, esse esteio do afeto, ele fundamenta o processo do aprendizado. Então, na escola, você precisa de se preocupar com a formatação desse esteio do afeto para que haja o potencial de assimilação do aprendizado. Não é usar ritalina. A verdadeira ritalina é a construção de tecidos de afeto, de redes afetivas.

conhecimento afetivo, a ciência não tem como abrigar um conhecimento sobre isso. Isso é uma coisa vivencial. E isso envolve você reconhecer as singularidades de cada pessoa, de cada criança, de cada adolescente, de cada pessoa. Reconhecer e falar, olha, você tem o seu espaço para o seu jeito. Então você formata um espaço de afeto. Então o que acontece? A ciência, ela corta pela média. É como se chegasse um hóspede na tua casa, a cama é grande, corta a perna dele e vai caber na cama.

É o Procrustra que fez isso. Então a ciência está fazendo isso, ela está fazendo o procedimento de Procrustra. Você entra, se a cama é grande, corta a perna, você fica perfeitamente encaixado na cama. Então, a gente precisa entender que conhecimento abraça outros padrões epistemológicos ou metodológicos, como é o padrão vivencial. E onde você tem o acolhimento, o território que tem o acolhimento das diferenças é a arte. Porque na arte, o diferente que é o interessante,

novidade que você traz, da sua singularidade. Porque o processo criativo é sui generis. Ele é completamente acoplado à sua individualidade. Então, esse espaço

de arte, num século que nós estamos chamando por acolhimento de diversidades, é o grande território de expressão. Por isso que eu disse, nós não estamos mais no século da ciência, nós estamos no século das artes. E você acha que a gente está fazendo um... Dá para dizer que como sociedade a gente está mais no caminho de entender isso? Porque pelo que eu estou entendendo, o que o senhor está propondo, não é abandonar a ciência, é considerar outras coisas quando a gente for fazer ciência. Então vamos considerar...

É você considerar a conjunção desses saberes. Que é mais ou menos o que o nosso querido Russell Wallace estava fazendo no trabalho dele. Ele estava considerando coisas que a ciência não está acostumada a considerar. Ele falava de ontogênese, filogênese e palingênese. Então ele já avançou na fenomenologia espiritual. Ontogênese é o desenvolvimento embrionário. Filogênese é o desenvolvimento das espécies.

com seres unicelulares, depois os pluricelulares metazoários, aí vem os quinidários, os espongiários, os selenterados, os peixes, os anfíbios, os répteis, as aves, os mamíferos inferiores, até chegar no ânima nobre. Isso é filogênese, é a evolução das espécies. Ontogênese é o desenvolvimento seu dentro do útero. E, na consideração do Russell Wallace, o desenvolvimento do espírito, que é esse software, a personalidade, ele ocorre ao

longo da filogênese, numa ciclicidade da vida que ele vai chamar de palingênese. Existem uns padrões da natureza, professor, que nem se estava falando do desenho que há no pólen. Ou, por exemplo, o cristal de neve. Ou a gente fala-se sobre a proporção áurea. Os teus exemplos, por exemplo, da moeda, fenômenos naturais.

Você que é o cara da fala. Não, mas as pessoas estão aqui para te ouvir falar. Eu só... Vamos chegar na física quântica. Porque é o seguinte, sempre a psicologia se apropriou da física, que eu acho que é uma forma interdisciplinar. Quando você fala bioestatística, é a biologia se apropriando da matemática. A psicologia sempre usou conceitos da física para o entendimento da realidade. Então, por exemplo, a catarse, o fluxo, o fluxo de ideias,

peso da vida, são fenômenos físicos que procuram traduzir fenômenos psicológicos, que isso é muito usual. Quando avança para a física de partículas, para a mecânica quântica, onde as leis de funcionamento são outras, também a psicologia pode utilizar desses conceitos para tentar entender, numa expansão de compreensão daquilo que são as leis que regem a matéria, numa forma de criar as metáforas para o entendimento do psiquismo. Isso a psicologia sempre fez.

E hoje existe uma tendência de chamar os conhecimentos da física quântica. Eu acho isso legítimo. Muita gente fala de uma pseudociência no que diz respeito a esse engajamento, mas eu considero que é a maturação de um corpo de ideias que precisa se desenvolver. Que é essa interdisciplinaridade, onde dentro da mecânica quântica você encontra muito espaço para estudo de consciência. Perfeito. E ainda estamos à procura...

já tão inteligente, em 2026, estamos lançando, estamos construindo um telescópio para estudar energia escura, não sei o quê, mas a gente ainda não conseguiu ligar, unificar a física, né? Ah, isso daí eu tenho uma teoria. Ah, é? Vamos lá, então, adoro. Quem sou eu? Não, mas vamos. Mas é uma conversa. Eu também tenho. Eu acho que foi aí que Deus, entre aspas, sacaneou a gente. Entendeu? Vamos lá, deixa eu te ouvir. Então, eu acho o seguinte,

Veja, busca-se uma equação do tudo. Aí chega-se na partícula de Deus, os bósons de Higgs. Na minha ignorância física, perdoem meus físicos, mas é só uma ilucubração infantil minha, as partículas, subpartículas atômicas, sei lá, 17 partículas, elas seriam estáticas se não fossem os bósons de Higgs. Os bósons de Higgs permitem a movimentação das partículas.

onde a matéria se organiza. Então, é natural se pensar que se existe uma consciência que dirigiu a estruturação do tudo, ela está movimentando esses bosos de Higgs. Deus movimenta os bosos de Higgs. Por isso que não existe oposição entre a existência de uma consciência criadora, que se chama de Deus, e a ciência. Não existe. Toda a matemática que a ciência tenta estudar através dessas constantes,

o número pi, a constante de Planck, todas essas matemáticas do universo são matemáticas de uma consciência. Você não vai pensar que surgiu a inteligência, como nós estamos expressando aqui cada um de nós, do nada. Porque existe uma... Aí eu pegaria pela física clássica. A todo efeito existe uma causa. E a causa é proporcional ao efeito. Se o efeito é inteligência, a causa tem que ser inteligente, por lógica dedutiva. Isso é uma lei da física.

inteligente. Ora, junta-se todas as universidades e você não consegue chegar em todas as equações da natureza. Perfeito. Que consciência é essa que sabe todos os algoritmos e faz isso tudo funcionar? Que força é essa? Inclusive, existem coisas que a gente não consegue computar. Exatamente. O radiotelescópio de energia escura é o tapa na cara de quem achava que sabia alguma coisa. Entende? Nossa, é urgente. Gente, eu vou fazer uma

É urgente que os professores se informem a respeito do universo que não se conhece nenhuma equação matemática, informem os jovens e as crianças. É urgente que a nossa comunidade apoie o funcionamento do radiotelescópio de energia escura. Que essas minhas palavras cheguem no Congresso, os políticos que apoiem esse radiotelescópio. Porque é um horizonte extraordinário você olhar para aquilo que não se conhece nada,

para que nós entreguemos um estímulo para as nossas crianças, vão atrás para as nossas gerações. Isso é fundamental a gente reposicionar, sair da ideia de que todo conhecimento já está na nossa mão, que a ciência provou tudo e tal. Nada disso, nada disso. Inclusive, quando você faz um tratado, você vai fazer um tratado de medicina, um tratado de engenharia, você pega da produção científica as certezas, mas não coloca as dúvidas.

certeza e uma infinitude de dúvidas que não entram no tratado. Então você tem a sensação que você sabe tudo. Você sabe o que acontece? O médico, eu no consultório, por exemplo, vou ler o tratado e a doença não segue o tratado de medicina. Eu faço como? Todo dia um paciente puxa o tapete do meu conhecimento. Eu tenho que reinventar. Não é que eu estou criando história fora daquilo que a medicina determina, mas a gente enxerga tudo que a medicina não está entendendo. Entendi. Entendi. Essa é a ideia. Eu acho

Com certeza o pior inimigo da evolução é a certeza. Porque você não... Se você acredita que você já conhece tudo, você nunca vai procurar nada. Mata a curiosidade completamente. E olha, essas crianças ficam sem ter o que fazer. Eu pergunto para a criança, o que você quer ser quando crescer? Ela não sabe. Ela está sem ânimo. Porque não são mostrados os horizontes. Ainda mais para essa geração que vem com esses cérebros diferentes. Sabe? Cérebros diferentes. Ah, é? Como assim? Ah, são cérebros. Veja.

isso já é uma coisa off-label. No consultório, eu vejo muito mapeamento cerebral com área somestésica e com alta voltagem. Vejo ondas delta, ondas alpha em alta voltagem nessas crianças. Esse pessoal de déficit de atenção, eu estou chegando a pensar o seguinte, veja, tudo teoria, gente. Eu estou observando que contribuam para... Não é déficit de atenção, é atenção deslocada para o outro território. A pessoa tem uma hiperatensão,

no universo do incognoscível. Tipo assim, ele não consegue prestar atenção no que o professor está falando, mas ele sabe o que o professor está sentindo. Perfeito. Entende? Vê através de... Por quê? Porque o nosso cérebro tem, por exemplo, canais como uma televisão. Existe televisão com canais hoje? Nem sei. Existe. Eu acho que existe. Existe. Existe. Então, você pega... Nós temos o beta para a tensão objetiva. Os seus olhos são castanhos. O alfa,

já vai dizer assim, existe uma melancolia por trás do teu olhar. Não é verdade, não estou falando de você, estou falando de qualquer coisa. Vai ver o invisível. Então tem gente que tem muito acentuado isso e aí não consegue se concentrar porque não conhece os potenciais. Porque se você não usa esse potencial, você tem uma Ferrari e sai batendo. Ninguém falou que isso daí era alguma coisa para a gente prestar atenção, professor.

Não é? Você concorda? O meu pai, por exemplo, ele não sabia que isso era uma possibilidade. O cara na escola lá, ele estava muito

preocupado em me ensinar o teorema de não sei o que. E aí, essa habilidade, ela vira, na real, um problema. Exato. É um drone que fica zoando, que você podia usar esse drone. Então, olha, eu acho que isso é um paradigma que os meus colegas médicos, pesquisadores poderiam olhar. Quem sou eu pra dizer? Mas, vá lá. É o seguinte. Quando... O que é uma doença? Eu acho que eu já conversei com você sobre isso.

Uma doença é uma forma de você encarar o desafio que você passa. Então, por exemplo, a natureza é compensatória. Se você tem uma perna fraca, a outra é forte. Outra vez um internauta falou assim, e eu não tenho as duas. Outra coisa vai ser, não é? Então tem o bração para tu rodar a roda. E se não tem bração, tem outras coisas que precisam ser descortinadas. Então, a natureza é compensatória. A pessoa é cega, ela ouve melhor. Se é cega,

e muda, ela tem o tato aperfeiçoadíssimo. Enfim, sempre é uma lei da natureza essa compensação. Então, quando uma pessoa chega no consultório médico com uma disfunção, uma dor crônica, qualquer disfunção psiquiátrica, aquele é um desafio. Você vai dar o diagnóstico de depressão, de ansiedade, de transtorno bipolar, de esquizofrenia, de epilepsia, você vai dar esse diagnóstico da disfunção. Mas você tem que pensar para onde foi a potência?

o potencial, para onde foi o sistema compensatório. Tem que fazer o diagnóstico disso. Porque senão a pessoa, ela fala assim, tá bom, eu sou epilético, eu tenho fibromialgia, eu tenho... E senta em cima do problema e isso é a doença. E a doença acaba definindo aquela pessoa. É. Agora, se ela disser assim, não, eu vou tratar a fibromialgia com os medicamentos necessários, com a fisioterapia, eu vou tratar o problema psiquiátrico com aquela medicação, com a psicoterapia, etc, etc e tal. Mas se eu olho

como um desafio e vou atrás da minha potência, das minhas potências espirituais, das minhas potências mentais, do que a natureza tem para me dizer com aquilo. Porque a natureza não traz um desafio para te derrubar. A natureza é cooperativa. Ela traz para te levar. Por isso, medicamento em latim quer dizer caminho. Remédio é reencaminhar. É um novo caminho. Então, ou você olha para o problema como uma disfunção e senta em cima dele, e aí você construiu a doença.

enxerga como um aviso da natureza para recolocação de caminhos. E aí você não tem a doença, você tem um caminho. Professor, o que você pensa... A medicina oriental enxerga o corpo, a coisa toda, de uma forma... Vou falar da medicina chinesa antiga, que eu consigo falar com um pouco mais de certeza. Eles enxergam a coisa de uma forma diferente. Então, por exemplo, eu saí sem camisa,

na chuva da minha casa e vim caminhando até aqui, provavelmente eu vou ficar resfriado. Então, a nossa medicina ocidental tem um jeito de explicar isso. Ah, não, isso aqui é porque tu reduz a tua resistência, não sei o que, acaba deixando ali o vírus, ele encontra no teu corpo por conta do frio que tu passou, lá, lá, lá, uma resistência mais baixa e tu fica doente. O cara, mil anos atrás, dois mil anos atrás, lá na China, ele ia falar que entrou ar frio no seu

E aí você precisa esquentar o teu corpo para aquele ar frio, sei lá, esquentar ou sair e aí você melhora. Aí ele vai tratar de uma forma muito parecida que a gente trataria aqui e acaba tendo um resultado parecido, mas enxergou de formas diferentes. A acupuntura, por exemplo, é um tratamento que vem de uma filosofia que enxerga as enfermidades de uma forma diferente.

Aí, no caso, acupuntura é o último procedimento da medicina tradicional chinesa. É quando... Veja, perdão os acupunturistas, é só a minha ignorância que está pronunciando agora. Também falei um monte de ignorância aqui, viu? Então, é o seguinte, acupuntura é o procedimento quando a tua medicina comunitária não funcionou. Então, veja, a gente tem que tomar cuidado quando você traduz a medicina tradicional chinesa e coloca na cama do Procrustra.

cama é pequena. E aí a gente quer que aquilo lá caiba na nossa... E aí você corta as pernas. Corta o que, entre aspas, não me interessa. Isso aí chama transcultural. É você pegar a outra cultura e ver o que encaixa na sua e você enquadra ela na sua. Sendo que é uma outra racionalidade. É um outro jeito de pensar. Você não pode pensar a acupuntura fora do contexto filosófico da medicina tradicional chinesa. Senão você quebra a estrutura. Aí não funciona.

Entende? Porque também precisa de ver, funciona para o quê? Porque às vezes, veja, se eu digo para um paciente meu, olha, você tem uma tiroidite de Hashimoto, uma colite ulcerativa, você tem uma ansiedade e você está tratando essas três coisas, isso deve ter alguma coesão. Isso é o mesmo organismo, não é? A gente precisa ir atrás dessa coesão, mas a nossa medicina não tem entendimento para isso porque não existe um aprofundamento psicossomático. Entendi. Que a medicina chinesa vai ter.

Só que o psicossomático do ensino da chinesa é uma visão espiritual. É toda uma racionalidade sistêmica que se amplia por horizontes que nem a nossa psicologia ocidental fez ainda. Então como é que você vai enquadrar? A gente precisa ter um pouco de noção. Existem racionalidades sistêmicas que nós precisamos analisar que vêm de culturas ancestrais. Elas não podem ser colocadas numa caixinha que elas não cabem e depois a gente coloca

caixinha o que coube e aquilo não funciona. Não funciona daquele jeito, daquela forma de compreender. Pode não fazer sentido porque você vem de uma cultura completamente diversa. E aí chega uma informação para você e você nem compreende ela. Nem compreende. Entendeu? Então aí pensa que a acupuntura é colocar agulhinhas. Espera um pouco. Você colocou na cama, cortou as pernas, o joelho, cortou tudo. Precisa ter cultura histórica, filosófica.

Mas que fascina isso, professor, a ideia de que a medicina tradicional chinesa enxerga e trata com, me parece, com um bom nível de assertividade, funciona, enquanto a gente já está falando de um outro jeito de enxergar o corpo humano. O meu ponto é, muito interessante que exista aqui no centro o corpo, e aqui eu vou colocar, e o corpo eu quero dizer, enfermidade, particularidade, tudo do que um corpo,

um ser humano é. E aí tem uma, tem uma, toda uma ideia do que é medicina olhando e aplicada a esse corpo. E aqui desse outro lado, uma muito mais antiga, também enxergando e aplicando e funcionando. Então, assim, pra mim é muito interessante. Você quer ver uma coisa? Eu vou conversar com você um assunto de acordo com a medicina estabelecida. Tá. Eu vou perguntar pra você o que é respirar? Respirar é quando eu tô basicamente alimentando

O meu corpo com oxigênio. Ótimo. Quem descobriu oxigênio? Eu não sei não, professor. Quem descobriu oxigênio? Lavoisier. Lavoisier, tá. O que fazia Lavoisier? Lavoisier... 1780, viu? É, não sei lá. Eu suponho que ele era cientista. Cuidava da casa de pólvora. Tá. O que ele mais temia na casa de pólvora? Que explodisse. Pelo quê? Por fogo. Então o que ele foi pesquisar? Como é que faz para não pegar fogo.

que é feito o fogo. Bom, o oxigênio é um combustível... Aí ele descobre o oxigênio, que o oxigênio é o gás comburente. Não é? Ele descobre o fogo. Então, quando você fala de inspirar o oxigênio, é para fazer fogo. Por isso que respirar pirros é fogo. Então você coloca o gás comburente, ele vai para as suas células, nas células ele vai para a mitocôndria, na mitocôndria ele serve a setor final de elétrons da cadeia respiratória e dali surge caloria. Você sabe qual é a temperatura de uma mitocôndria?

mitocôndria numa célula? Não sei. 50 graus. Nós temos cerca de 300 mitocôndrias em cada célula. A dissipação desse calor dá os 36,5 da sua temperatura corporal. Perfeito. Então, inspirar e respirar é mexer com o fogo interno. Lembra? Eu peguei a medicina bioquímica e já comecei a falar na linguagem da medicina chinesa. O fogo interno. Você está entendendo? Você precisa traduzir essas coisas.

conexões. Por exemplo, na medicina chinesa, o intestino tem a ver com o pulmão. Por quê? Onde é que tem a ver? Porque o pulmão e o intestino vêm da mesma estrutura embrionária. Mas eles não sabiam disso, eles inferiram isso. Então, mas olha, aí que eu vou chegar. Por exemplo, diz assim, a vesícula tem a ver com problemas mentais. Mas nós temos uma fase do desenvolvimento do aparelho digestório que é conectado com o cérebro, é o canal neuroentérico.

Bom, eu já ouvi muitas vezes que a gente tem um montão de neurônio no intestino.

Antes disso, eles nasceram coligados. É o canal neuroentérico. Era direto. É o embrião. Por que a medicina finesa fala basso-pâncreas? Porque se você pegar na filogenia, você vai secar um camundongo, o basso e o pâncreas estão juntos. Então, eles não conheciam da forma como a gente conhece. Fala, o rim é um órgão vital. Mas um órgão para fazer xixi, por que ele é um órgão vital? Porque o rim é um órgão endócrino também. Ele produz um hormônio, que é a eritropoetina. Essa eritropoetina que vai para a medula óssea fazer você produzir o sangue.

As hemácias que carregam o oxigênio. Então, o rim é um órgão vital. A pessoa tem insuficiência renal, ela deixa de produzir o sangue. Você vai para os Alpes com baixo oxigênio, o rim fala, preciso produzir mais eritropoetina para ter mais hemácia. Então, ele é um órgão respiratório. Entende? Então, aí você fala assim, puxa, mas eu estou falando da medicina normal. Nossa! Mas aí eu já comecei a entrar em fundamentos que vão conversar com a medicina.

tradicional ancestral, entendeu? E essa medicina tradicional ancestral, cara, ela chega a umas conclusões muito tempo antes dos estudos que fizeram a gente ocidental chegar às conclusões. Você pega, por exemplo, nós falamos de magnetismo. Se um cartão de celular armazena informação no campo, por que nós estamos falando de dopamina? Então, a gente precisa compreender que existe uma biofísica, existe um campo.

A medicina precisa pesquisar esse campo, que a medicina tradicional chinesa já faz. Eles veem os meridianos. Entende? Então, você sabe que Leonardo da Vinci, ele foi o que primeiro fez o desenho do útero perfeito, como a gente conhece anatomicamente. Mas ele desenhou, num dos desenhos deles, um canal entre as mamas e o útero, que não existe anatomicamente, mas existe energeticamente como meridiano. E existe como trajetória hormonal, porque a mesma ocitocina que contrai

os ductos lactíferos para injetar o leite é o que contrai o útero. Entende? Por quê? Porque quando o bebezinho nasce, o útero precisa constrair para parar de sangrar e os ductos lactíferos precisam injetar o leite. Então é o mesmo hormônio que vai fazer isso. Mas isso daí segue a trajetória energética. Então nós precisamos evoluir por uma anatomia do campo corporal. Tanta tecnologia

precisa haver um esforço nesse sentido, porque aí nós vamos provocar as coincidências com o que se sabe ancestralmente. E aí você acha que a gente está... Bom, a gente está num bom caminho nesse sentido aí, professor, porque me parece que... Eu ia dizer que a academia parece muito distante do mundo real e os acadêmicos conversam pouco com a sociedade, mas eu não acho que isso...

está se enfraquecendo. Cada vez mais, me parece que os cientistas estão dispostos a, pelo menos, conversar com a sociedade no sentido de, olha aqui o que eu sei, pelo menos. Descobrir isso aqui, isso aqui, isso aqui. Eu sinto porque, às vezes, eu chamo os caras e eles vêm aqui. Entendeu? Ah, que graça. Você sabe que, quando eu entrei na faculdade de medicina, faz 46 anos. Eu tinha 17 anos. Eu não sei se é 46, estou ruim de conta.

Mas é por aí. 45, 46, não sei. Eu entrei com 17 anos na faculdade. E eu vinha de uma situação que eu tinha epilepsia. Tomava uma medicação. E eu tinha uma epilepsia de ausência. Então, por exemplo, eu ia fazer uma prova, eu apagava. Só que ninguém percebia, porque eu ficava... Entendi. Entendeu? E eu entregava a prova feita pela metade. E não lembrava. Entende? E era uma crise chamada crise epilética de ausência.

ausência. Imagina que eu ia fazer o vestibular. Então eu não podia ter uma coisa dessa. Só que a medicação não estava funcionando completamente. E minha mãe me levou para uma assistência espiritual. Eu comecei a estudar espiritualidade. Eu estudei a Blavatsky. Eu estudei o espiritismo. Eu estudei no colégio católico. Eu me aprofundei no catolicismo. Eu estudei espiritualidade. Eu estudei a sério. E eu comecei a observar em mim potencialidades que todas as pessoas têm. Só que eu estava vendo. E eu percebi

que aquilo que era, era a minha consciência que expandia. E eu comecei a usar isso a meu favor. Por isso que eu entrei com 17 anos, quase gabaritei a prova e entrei na Universidade de São Paulo, que era o alvo geral. Eu consegui com 17 anos, sem cursinho, sem nada. Estudou pra caramba e na hora ainda usou um... Como assim te ajudou? Me ajudou porque eu tinha conhecimento espiritual. Isso guarda pra depois, pra uma outra hora, pra conversar, se as pessoas se interessarem. Aí, o que acontece?

O que acontece? Quando eu cheguei na faculdade de medicina, que eu entrei no Hospital das Clínicas, eu falei, pô, esse pessoal precisa de espiritualidade. E aí eu fundei na USP um núcleo de estudos de espiritualidade. Que é completamente... Isso há 46 anos atrás. Bom, o que aconteceu? Eu fui na diretoria da faculdade e eles disseram, só se for no porão da faculdade. Eu falei, eu acho ótimo. Eu fui, eu pintei o porão, arrumei, tirei tudo e tal, e tal, e tal. E olhei, falei, aqui estão os alicerces.

da faculdade e comecei a fazer reuniões de estudo. E toda a minha faculdade eu fiz essas reuniões. Passaram-se 30 anos e eu fui convidado para fazer uma conferência no primeiro andar. Houve uma evolução. Para entender, hoje o Conselho Federal de Medicina enxerga espiritualidade como importante, as associações, etc. Porque dizem respeito à essência humana. Aí a pessoa fala, mas eu não acredito. Eu não estou falando de acreditar.

Eu acho que você tem que descobrir em você onde está a sua espiritualidade. É na música? É num hobby que você gosta de fazer? Você gosta de passear na praia? Onde está a sua espiritualidade? Onde você se enxerga e fala assim, nossa, esse sou eu. Ali está a sua espiritualidade. Entende? Cada um tem o seu jeito. Eu não estou falando de religião. Eu estou falando de uma essência da natureza que todos nós temos. E aí aconteceu que quando eu passei no vestibular, eu parei de tomar a medicação por ordem médica, porque eu já tinha superado. Só que quando eu superei, sabe o drone que zoava?

eu passei a usar. E aquilo me ajudava a entender as pessoas, entender o mundo, enxergar coisas que não se viam normalmente. Essa é outra história, outra conversa. Se o pessoal se interessa, a gente pode entrar no outro episódio falando livremente de certos conhecimentos. Então, aliás, Marina falou, não esquece de falar que eu estou lançando uma plataforma que se chama Portal do Ser para Encontro de Si. Como é que funciona?

Eu e a Marina reunimos uns 30 professores. São pessoas vividas. Tem um filósofo guarani, que é o Cacá Verá. Legal. Tem um estudioso dos desdobramentos, o Wagner Borges. Tem o Arthur, que faz um trabalho com os chavantes na Serra do Roncador, que trabalhava com o Trigueirinho. Tem um pessoal que tem aquela sabedoria de vida.

E é um portal, é meia hora por dia para acompanhar um processo de autoconhecimento. Chama Portal do Ser, da Unispírito. É a universidade que eu estou criando, que eu estou com essa doideira. Criar uma universidade que une ciência e espiritualidade. O Unispírito chama. Pessoal, se tiver interesse, é muito interessante. E olha, eu estou fazendo isso com muita responsabilidade por conta dos problemas de saúde mental que estão epidêmicos hoje. Entendeu?

Por quê? Porque não basta o remedinho. Eles estão epidêmicos ou a gente que está prestando mais atenção? Não sempre foi assim. Lembra da moeda? Lembro da moeda. Então está acontecendo uma coisa diferente. Está mais. Está mais. Está uma coisa diferente. As pessoas estão percebendo isso. Hoje, pelo menos, fala-se mais sobre isso, com certeza. Não sei porque eu vivo o dia todo esse embate da linha de frente.

Me assusta um pouco com o volume de psiquiatria. Unispírito. Unispírito. Universidade Internacional de Ciências do Espírito. É uma ideia que eu tive. Legal. Mas aí eu acho que...

me parece, aí me ajuda. Pelo que a gente está conversando aqui, eu estou entendendo que ciência, vamos considerar outras variáveis. Exato. Partir de um princípio que... Porque é o seguinte, você pode partir do princípio que o seu cérebro produz o teu pensamento. Mas isso não tem prova científica. Eu posso partir de um outro postulado. O cérebro é transdutor do pensamento. Que tem tanta validação científica quanto o outro. Pode ter.

Eu poderia não considerar. Eu estou considerando isso. Então, a Unispírito está construindo em cima desse processo. Estou entendendo. E você sabe uma coisa curiosíssima? Faz muitos anos que eu fundei essa universidade, que ainda é um embrião. Inclusive, esse portal do C, ele é um lifelong learning da Unispírito. Nós temos cursos acadêmicos também para médicos e tal. Bom, e aí, quando eu recebi um convite da Universidade de Harvard para fazer uma conferência para o staff de neurociências...

Eu estava no porão outro dia. Você sabe que eles colocaram, me chamaram pelo meu nome e pela Unispírito. Ah, é? Foi. Eu tenho a carta. Falei, que graça. Eles reconheceram. Por pequeno que fosse, houve um reconhecimento. Entendeu? E é engraçado que quando eu fiz a conferência, tinha lá umas 100 cientistas da universidade. Foi uma coisa assim. Foi uma palestra da minha vida.

Mas a gente conversou mesmo depois no café. Imagina, esse cara deve ter um monte de perguntas mesmo. E professor, cara, a gente pensando nesse... na Unispírito, e considerando que a ciência, que a gente gostaria que a ciência considerasse outras possibilidades, né? Veja, eu não sei se a ciência precisa considerar outras possibilidades. Nós precisamos. A ciência está no nosso bolso. É verdade.

autorizar a ciência. Como assim a ciência faz? Ela é a máquina que faz tudo? Não. Quem faz é você. Você considera a ciência para estudar como roda o parafuso. Sim. Mas por que você casou com aquela mulher? A ciência não vai provar. Perfeito. Entendeu? Existem outros saberes. Você sabe uma coisa curiosa? Eu tenho um hobby de tocar piano. Tu é bom? Tu é bom? Não, eu sou... Assim, é o meu hobby. Entendeu? Eu tenho até no consultório um piano. Sério? Que maneiro.

piano porque muita emergência médica. Como é que eu ia tocar piano, gastar uma hora pra estudar piano se tinha um paciente de emergência? Eu nunca fiz isso até eu descobrir, depois das minhas internações, infarto e tudo, que eu era o paciente mais grave que eu tinha. Aí eu pus um piano no meu consultório. Tu teve um infarto, é isso? Tive dois infartos. Eu conheço a medicina do avesso também. Você sabe a história do meu infarto?

Não. Não sabe? É o seguinte, eu vou contar assim, mais ou menos foi assim a história.

Eu tive um colapso. De tanto trabalhar? Pode ser. Pode ser. Não sei. Pode ser que sim. A gente, quando trabalha demais, deixa de amar o que faz. Um pouco, sim. Não é? A gente tem que trabalhar até onde a gente ama. Onde a gente assimila o amor. Senão a gente adoece. Essa foi uma das coisas que eu descobri, sabe? E eu caí duro. E antes de cair, eu mandei chamar a ambulância. Eu estava na minha casa. Vieram meus filhos e tal. Não sei o quê. E eu vi o meu corpo. E como não bastasse isso,

Eu trabalhei muito em UTI. Então eu tinha um raciocínio muito rápido. Pronto-socorro, UTI e tal. Eu falei, eu tive uma emergência hipertensiva. Uma encefalopatia hipertensiva. Pegou o coração e o cérebro. Eu preciso soltar líquido. Então a sensação que eu tive na minha experiência é que eu pisei em cima do meu estômago e tive um vômito. A pressão caiu. O teu corpo vomitou. Vomitou. Mas a sensação que eu tive foi eu que pisei no meu estômago. E eu estava olhando.

Mas isso não era estranho para você, doutor? Você lida com isso? Olha, isso já aconteceu outras vezes comigo. Imagino que sim. E eu tenho certeza que eu tive vida após a morte pela minha experiência. Porque se o meu corpo tivesse morrido, eu estava consciente. Bom, aí aconteceu o seguinte. É verdade. Eu fui levado para o hospital Incor. E lá, eu não me identifiquei como médico para não ter privilégios, porque também isso é feio. Eu acho.

eu fiquei naquele corredorzão, na época que o Hospital das Clínicas era aberto. Agora é setorizado. Antes era aberto. Eu fiquei lá na maca e tal, e tal. E veio um assistente e ele me perguntou por que eu tinha caído e tal, e tal, se eu tinha perdido a consciência. Aí eu falei assim, eu mesmo não. Mas o meu corpo perdeu. Bom, foi o que aconteceu. Eu vi desse jeito, entendeu? Bom, aí ele olhou pra mim e falou assim, você tá brincando comigo? Você vê um pronto-socorro lotado assim, você brincar comigo?

saber. E tal, e tal. E pegou, pôs a prancheta em cima da minha perna e saiu pra atender outro. E tinha um professor que não me reconheceu. Foi até meu professor. Mas eu já tava com mais idade. Ele não reconheceu. Não me reconheceu. E falou assim, eu ouvi o que você falou. O que você teve foi uma experiência de quase morte. Você saiu do corpo e você voltou. Sair do corpo, pelo que eu tô entendendo, talvez não seja a melhor noção também, né?

É, mas eu saí e voltei. Foi uma experiência de quase morte. Aí, ele pegou e falou, eu vou te dar um telefone de um médico

que você precisa procurar. E me deu o telefone, que era meu telefone. Sensacional. Lógico que eu não ia falar que era eu, porque você não ia discredenciar. Pessoa famosa, se ele está me ligando, eu sou famoso. Mas eu vou discredenciar. Aí eu falei para ele, nossa, eu preciso mesmo encontrar essa pessoa, porque eu tinha me desligado tanto da minha essência. Eu acho que a gente se desliga.

eu falei, eu preciso ligar para essa pessoa. Foi aí que depois eu passei a tocar piano, passei a reservar um tempo de autodescoberta, que todo o pessoal precisa de sair um pouco da ciranda para fazer esse processo. E tu tinha quantos anos nessa época aí, professor? Faz muito tempo? Ah, eu acho que eu tinha uns 40 anos, talvez. Faz mais de 20 anos. Pois... Vamos lá, né? Tá, mas o que eu ia falar não tem nada a ver com isso, não. Tem a ver com o seguinte, tem a ver com...

cara, quando isso acontece contigo você já tinha tido várias experiências espirituais você me falou que um dia você vai voltar aqui pra me contar sobre essa parte e me falou também que tu já tinha não era tão novidade assim a ponto de tu não ficar chocado de ver teu corpo e ir lá eu fiquei chocado pelo seguinte duas coisas me chocaram uma porque não era hora de morrer porque eu não tinha escrito meu livro porque eu não escrevi até hoje

Então eu não posso morrer. Aí eu falei, não é hora. Eu não queria morrer, entendeu? Eu não queria terminar a minha estada aqui. E a outra é que eu não vi o chamado túnel de luz que você vê. O meu não tinha túnel de luz. Entendi. Então não era a mesma hora. Eu falei assim, porque experiência de quadro de morte e não ter túnel de luz, você vai para onde? É verdade. Mas aí o ponto é justamente esse.

um cara ligado com a espiritualidade, ou que já tinha olhado, tinha estudado tudo isso, e ainda assim tu se perdeu a ponto de ter que se encontrar contigo mesmo depois. É porque eu acho que esse negócio de saber, eu acho que existe uma diferença entre conhecer e saber. Saber vem da palavra sabor, que é morder a maçã, que a maçã é o símbolo do conhecimento. Então, eu acho que me falta o saber, que é você ter o conhecimento experimentado. Entende? Eu acho que

É importante a gente ir atrás disso para não ficar com um palavrório rodando na cabeça sem significado. Porque aí ocorre uma distância entre o coração e o cérebro. É o pessoal, eu quero ser eficaz na empresa e tal, toma Ritalina e tal, tal, tal, tal. O remédio faz por você e você não assimila a tua experiência. Entende? Não traz por coração. Começa a trabalhar só com a cabeça. Não roda com o coração. Não traz significados para o que você faz. Aí começa o processo do adoecimento.

envolve o sabor. Obrigado. A experiência vivida. Por isso que não é acreditar em nada, nem no que eu estou falando. A minha fala tem que ser para você, internauta que está participando. Motivação para você pensar e encontrar a sua verdade. Perfeito. Eu não quero convencer você de nada. Eu só estou expondo. Quando eu exponho fatos da minha vida e da minha mente, eu estou tornando tudo isso uma experiência. Para você fazer também o mesmo. Não é para acreditar no que eu estou falando.

Você criar, descobrir por você o seu caminho. Que é isso que todos nós estamos precisando fazer. Estou contigo, concordo 100%. Eu acho que uma das coisas mais... Talvez o que a gente veio fazer aqui, ou boa parte do que a gente veio fazer aqui, é olhar para dentro mesmo. E olhar para dentro, para olhar para dentro, eu preciso primeiro considerar e entender o que está vindo. Pelo menos do jeito que eu enxergo. Eu consigo olhar para dentro a partir do momento que eu consigo reconhecer o que veio de fora.

Então, tem coisa que... Eu sou uma coxa de retalhos. Eu tenho coisas de todo mundo. Eu conheço muita gente. Eu sou um pouco do meu pai, eu sou um pouco da minha mãe, eu sou um pouco da minha esposa, eu sou um pouco de todo mundo que passa por aqui. Mas eu preciso também conseguir, pelo menos é o jeito que eu enxergo, olhar por debaixo dessa coxa de retalhos e ver o que é essencialmente eu. E olhar para o que é essencialmente eu é muito difícil se eu não tiver... Se eu nem souber que isso é possível.

Puxa, você falou uma coisa interessante. O seu pai, sua mãe, seus familiares, as pessoas. O que a gente sente pelas pessoas é material nosso. Você vê o seu pai a partir de você. Sim. Você se enxerga a si, porque ele espelha você. Então, aquilo que você sente por uma pessoa é material que nasce de dentro de você. Aquela pessoa só está espelhando. Por exemplo, é muito importante a pessoa quando tem raiva. A raiva é sempre uma energia.

de um potencial que você tem dentro de você e não está usando. Só que você usa um bode expiatório. É raiva daquela pessoa, é raiva daquela situação. Você sabe quando eu descobri isso? Na minha casa, o vizinho estava fazendo uma obra. Barulho, um ano inteiro. Eu falei assim, que obra é que fica um ano inteiro? Quer dizer, ele quebrou a casa, fez, quebrou de novo, sei lá, não sei. Eu falava assim, gente do céu, não é possível, eu vou enlouquecer.

Ele terminou a obra dele. Aí eu comprei uma casa do lado e comecei a fazer uma obra. O barulho não me incomodava. Eu falava,

gente, é o mesmo barulho do meu vizinho, eu tô feliz. Então não era o barulho. O que era que me incomodava? O que deixa a gente com raiva é o potencial nosso que a gente não tá pondo em prática. E você acha que você tá com raiva daquela pessoa. Porque se você tiver pondo em prática o seu potencial, pode fazer o que quiser, você não sente a raiva. Você passa livre. Você não se aprisiona naquilo. É verdade. E faz todo sentido. A gente precisa, às vezes, de analisar o que a gente sente pelo outro

gente. Sempre, não é professor? Sempre, porque você vai usar que olhos para ver o outro? Os meus. Então são os seus que estão com isso. Entende? Basicamente você está dizendo, eu projeto no outro o que está aqui. Então por isso que sempre o outro traduz para você o que você precisa repensar em você. Então, puxa, eu preciso repensar em mim, porque está vindo esse ódio, está vindo esse rancor, essa situação. Eu preciso pensar. É uma energia potencial sua, que precisa traduzir para os seus potenciais realizadores,

E aquilo está parado. Então, eu faço um EV com mapeamento, está alta voltagem em delta, está uma coisa assim explodindo na cabeça da pessoa. São potenciais traduzidos de forma energética, porque o cérebro traduz esses processos intrapsíquicos para o campo eletromagnético. Cara, vai ser muito maneiro olhar e entender isso tudo. Olhar o cérebro e pensar, caraca, que maneiro que está rolando aqui. É bacana, eu faço muito isso, entregar para a pessoa o que ela tem, para ela pensar e sentir. Entende?

quando eu comecei a falar publicamente da pineal, é porque é uma coisa que tem na tua cabeça. E se você souber o que tem na tua cabeça, você se vira. Você começa a fazer descobertas. Sim, basta estar curioso. Precisa só alguém, para mim pelo menos, precisa só destampar um pouquinho. Aí você começa a se pesquisar. É importante a gente ver. Como é que a gente levanta a pontinha do lençol que cobre a gente mesmo, professor? O que eu estou falando?

Eu, por um tempo, eu queria muito que o flow servisse de veículo para fazer as pessoas, quero ainda, desenvolver o pensamento crítico. Isso é um jeito de falar o que a gente está falando. Só que é outro jeito de falar. Por um tempo eu entrei, cara, não dá para fazer isso. Porque a gente está vivendo num momento que as pessoas não estão afim de ouvir para entender. Elas estão afim de ouvir para responder. O que é a mesma coisa que não ouvir. Mas, sabe,

Igor, a palavra verdadeira, a palavra da verdade, fixa na consciência da pessoa. Você tem que acreditar naquilo que é verdade, naquilo que ilumina, e você semeia, sabe? Deixa germinar no tempo da pessoa, porque se é verdade, aquilo vai rodar na cabeça da pessoa, no coração dela, e uma hora ela vai ter um insight. Então a gente tem que estar preocupado se o que a gente fala é construtivo, se semeia, se as suas palavras semeiam no seu coração, sabe?

Se você faz isso, cada pessoa vai ter o seu tempo. E a gente precisa entender isso. A gente tem os nossos momentos, que a gente tem revolta, que a gente tem uma autoestima baixa, que a gente tem nossas tristezas. São momentos nossos, mas quando a gente ouve a verdade, lê, a gente se educa com a verdade, aquela verdade, uma hora ela germina e ela aparece dentro da gente.

pena você continuar criando essa, promovendo essa iluminação do saber. Puta, eu não tenho, eu acabei de falar pro senhor isso, mas eu tenho um pouco de, quando eu ouço de volta, eu fico, nossa, mas como eu sou pretencioso, porque assim, a pretensão de dizer a verdade, eu tô mais na linha do que você tá dizendo, que é, ó, o que eu tô falando aqui é pra provocar um pensamento aí. Mas isso é a verdade.

Isso é a verdade. Sei lá, a verdade é sei lá. Você sabe, a verdade está em algumas posições, naquilo que te leva a fazer o bem. Ali está a verdade. A verdade está quando você se enxerga no ponto que você está. Não é mais, é ali. Perfeito. A verdade está ali. A gente se colocar onde a gente está. Mas por que a gente também, ou pelo menos algumas pessoas, olham para o ponto que está, ou assim, não se vê num ponto mais alto, mas se vê num ponto mais baixo do que realmente está? Isso daí quem trabalhou muito, veja, na minha ignorância filosófica,

com perdão dos filósofos, é só uma leitura pobre, minha. Heidegger, Heidegger, ele vai dizer mais uma vez, dizendo perdão aos filósofos, é o meu entendimento que pode ser modificado também. Ele dizia o seguinte, a gente precisa de reconhecer a situação que nós estamos. Ele chama de Dasein. É assim, eu nasci nessa família, a minha condição é essa, essa é a minha situação, é o que temos para o jantar. Aí você vai enxergar todos os fatos,

que te levaram àquela situação e que são gigantes. Esses fatos todos, você é muito pequeno para tudo aquilo que aconteceu e você não consegue remover. Ele chama de facticidade. Aí ele diz a única forma. Aí ele não, aí sou eu que estou dizendo, interpretando Heidegger, com perdão para os filósofos. Aí ele vai dizer assim, o único jeito de vencer essa facticidade é transfixá-la e encontrar a transcendência.

isso, você entende a vida. Só que a gente consegue fazer isso na maturidade. E aí a gente olha, enxerga a vida. Por que eu estou aqui? O que eu tenho que fazer? E você se anima. E aí você faz a primeira pergunta. Haverá tempo? Será que vai dar tempo? Aí ele escreve o ser e o tempo. Entende? Então, é muito importante a gente reconhecer a situação que a gente está. Mas é fundamental nós transfixarmos essa zona de

pesada pela transcendência. E cada um que encontre essa transcendência pelos seus caminhos. Porque é a única forma, porque não dá para você brigar com cada ponto. Aquela pessoa é daquele jeito. Aquela situação é daquele jeito. Aquela sociedade é daquele jeito. Você não vai mudar de uma hora para outra. O Império Turco durou 300, 400 anos. Mas você pode transcender e olhar por cima. E essa transcendência, ela polariza a nossa consciência para o devir, para o vir a ser. Tira a nossa consciência

consciência do passado. Salva a nossa consciência dessa facticidade inexplicável e destrutiva. Nossa, a gente vai precisar marcar um outro mesmo. Tem mensagem pra gente aí, Vitão? Antes da gente fazer mensagem, no entanto, deixa eu falar pra vocês aqui dos parceiros de hoje. E eu vou começar pelo Mercado Livre. Que o Mercado Livre, cara, tem uma mensagem bastante maneira pra você aí nesse mês do consumidor, que é o seguinte. Cara, aqui a gente tem uma caixa simulada de uma encomenda que tem

tem aqui alguns dados, né? E você que está em casa aí, cara, você toma cuidado com os seus dados? Quando você recebe uma encomenda na sua casa, independente de onde, você, ao jogar fora a tua embalagem, você remove os dados, você destrói aquilo ali para não, sei lá, para não ficar por aí no mundo a todo nome, com teu endereço, com coisas que são importantes para você. Então, nesse mês do consumidor, o Mercado Livre, ele está tentando te ajudar com isso daí. Então, olha o que está rolando.

As caixas nesse mês vão chegar com uma parte aqui que dá para você raspar. E aqui embaixo vai ter um código que pode te dar um cupom. Você pode ganhar cupons para você usar no Mercado Livre. Então, cara, ao mesmo tempo que protege os teus dados, você ainda corre risco de ganhar um cupom e, sei lá, comprar as coisas mais barato lá no Mercado Livre. Então, o recado é o seguinte, cara. Cuidado com os teus dados, tá?

que o Mercado Livre está tentando passar para a gente, que você pode se dar bem também e ganhar um cupom, tá bom? Então vai lá, raspa aí os seus dados para ficar seguro e ainda por cima ganhar um cupomzinho no Mercado Livre. Bom, outro parceiro que está com a gente aqui é a ACD, cara. E é para falar que está rolando aí, cara, uma nova campanha de doações da ACD e eu não sei o quanto que vocês conhecem da ACD, provavelmente já ouviram falar do Teleton, que é um evento que a ACD tem promovido há muitos anos já, na verdade, na TV.

para levantar fundos para poder custear a operação da ACD, que ajuda muita gente pelo Brasil. A ACD tem muito a ver com movimento. Então, a galera que tem algum problema na perna ou que impede algum tipo de movimento, a ACD está lá para cuidar. E está rolando essa campanha nova, que é a sua doação abre portas, que é para contribuir com a manutenção do volume e a qualidade dos trabalhos da ACD.

E se você puder ajudar, qualquer R$10, qualquer R$5 que você tiver, ajuda muito, com certeza. E aqui na descrição tem o link para você fazer a tua doação também. Tem um QR Code, não tem, Vitão? Então tem um QR Code aí também para você ajudar a galera lá da CD a eles continuarem ajudando quem realmente precisa, tá bom? Então vai lá conhecer. Se puder doar, doe aí que vai com certeza ajudar uma galera, tá bom? Dá plena mensagem aí, Vitão.

e condenada por um psiquiatra a tomar remédio para o resto da vida dela. Detalhe, ela tem apenas 25 anos. Isso está cada vez mais comum. Comente sobre. Com certeza ele mandou num tom mais amigável, tá bom? É a inteligência artificial lenta. Comente sobre. Eu acho que a gente precisa fazer uma diferença entre diagnóstico e classificação. Quando você fala ansiedade, você está falando de uma classificação. Então, tem um número do CID, não é?

CID-10, F42, por exemplo. Então, aquilo é classificação. Depressão é classificação. Isso não é diagnóstico. Você não vai tratar uma pessoa pela classificação. O que é um diagnóstico? É como aquilo funciona naquela pessoa. É pessoal. É, o diagnóstico é pessoal. E o que é uma pessoa compreendida pela medicina, segundo a Organização Mundial de Saúde? É um ser que possui domínios. Domínio biológico, psicológico, social, ambiental.

funcional e espiritual. Então o que você precisa fazer? Você precisa investigar todos os domínios de uma pessoa pra você criar uma imagem do que está acontecendo e isso é o diagnóstico. Em cada domínio. E aí tendo esse diagnóstico você tem uma multiplicidade de visões que dá uma multiplicidade de ações. Então você pode agir no biológico, agir no psicológico, no social, no ambiental, no funcional e no espiritual. E criar processos terapêuticos integrados porque só o diagnóstico

que é pessoal e multifatorial, é que te traz a possibilidade de construção de uma estratégia terapêutica. Então, é diferente você medicar de você usar um fármaco. Usar um fármaco é um detalhe dentro de uma estrutura. Agora, usar um fármaco sem um diagnóstico, você usar só a classificação como referência, você fica sem o balanceamento. Você coloca a pessoa numa situação desarmada,

entender a potencialidade dela. Os aspectos psíquicos, os aspectos espirituais, os aspectos sociais que arquivam as potencialidades dela vão fazer com que ela tenha um empoderamento da situação e impede a eternização daquele problema. Ou traz uma ressignificação da situação quando a pessoa tem que conviver com certa situação. Teve uma paraplegia, ela vai ter que conviver com aquela situação por um tempo até que a medicina... Aliás,

ultimamente, se Deus quiser, vamos avançar nisso. Mas a pessoa vai ressignificar aquilo e poder se desenvolver e crescer por ângulos que ela não tinha visto antes. Então a gente precisa de olhar a medicina com sabedoria. Inclusive, eu dou um curso para médicos poderem pensar com um raciocínio mais estruturado, que é um curso de medicina da transcendência. Sabe por quê que eu estou falando isso?

Por quê? Porque com os problemas que se vive, se a gente não almejar essa transcendência, a gente não encontra referência. Por que eu estou passando por isso? É verdade. Mas o cara que está procurando essa especialização, por exemplo, ele precisa estar incomodado com a maneira como as coisas estão rolando. O que eu quero dizer? Me parece que essa rapidez, entre aspas, diagnóstico, tem a ver também com o momento que a gente está vivendo

de eu tenho que otimizar o tempo, eu tenho que gerar o máximo possível, como é que eu consigo atender o máximo de paciente possível. Às vezes o sistema, de certa forma, empurra para isso. Imagina um médico no começo da carreira que ele precisa atender, ele trabalha o consultório de alguém, ou sei lá, e tem o convênio, e o convênio paga uma quantia que para valer a pena tem que fazer um monte. Então o próprio sistema atrapalha com que,

haja um cuidado mais pessoal. Eu acho que o médico e todo profissional de todas as áreas precisa gostar do que faz e se interessar pela pessoa. Se você se interessa pela pessoa, você vai encontrar um jeitinho seu naquele momento. Uma vez eu estava no Hospital das Clínicas, faz muitos anos, tinha uma senhora para ser operada, não sei se eu já contei essa história em outro programa, e ela era no

destino, com aquele sotaque bem arretado, não é? E toda divertida. E ela ia ser operada. E chegou o cirurgião que ia operar ela, que chamava-se Nelson. Ele judeu, com o kipá. Todo assim, a caráter. E a primeira coisa que eu pensei, nossa, como que vai ser a conversa deles? Não é? E ela se olhou assim e falou, que chapéuzinho é esse? Aí ele levantou assim pra lembrar que existe algo acima de mim. Ela falou, entendi, doutor. Comunicou. Pronto, né? Pronto. Eles se amaram ali.

Entende? Então eu acho assim, quando se interessa pela pessoa, aquilo tem aquela metalinguagem. Agora, eu não vou dizer para você que não haja desafios. Eu mesmo passei por muitos desafios, não é? Todo paciente que a gente acerta esse ponto. Mas eu acho que é um propósito. A gente precisa, nós médicos, profissionais de saúde, a gente precisa de repensar, aprofundar um pouco a respeito do significado do ser humano e dos mecanismos de saúde.

doença. Eu sou um pouco ativista nessa parte, por isso eu ofereço esse curso para médicos. A maior parte dos médicos que me procuram estão passando por problemas pessoais, como se a vida estivesse dizendo, olha de você olhar de outro jeito. Porque a pessoa sofre, né? Vendo sofrimento e naquela sensação de impotência, você acha que dá o quê? Dá problema, né? Entendeu? Então, para essa pessoa que fez a pergunta da ansiedade, a ansiedade não qualifica diagnóstico. Você precisa saber

todo o escopo do processo para você fazer o diagnóstico e estabelecer estratégia de tratamento. E não é só química, não. Então, eu vou desejar boa sorte para o amigo aí, porque para ele fazer alguma coisa no sentido do que o senhor está falando, ele vai precisar encontrar um cara específico para caramba também, não vai? Ou está tendo bastante gente olhando já por esse lado? Eu acho que tem uma... Existe uma tendência de... O senhor ainda está na clínica? Eu atendo ainda.

conta da casuística, né? A gente faz o que pode, né? Mas eu sinto que agora que eu tô aprendendo medicina,

Agora? Quarenta e tantos anos depois. Eu acho que agora que eu estou percebendo, aprendendo. Porque a gente lida com muito desconhecido. E saber lidar com esse desconhecido, com desespero, com agressividade. Estou entendendo. Está bom. Nesse sentido. Eu estou aprendendo a lidar. É difícil. Eu acho que precisa de uma nova escola mesmo. Você sabe que, por exemplo, eu sempre tenho essas coisas na internet.

educação pública. Quando o paciente tem uma educação espiritual de conhecimento, ele chega no consultório com outro recurso. Ele tem outra pegada. Então a gente consegue deslanchar. É importante a pessoa buscar conhecimento espiritual. Eu não estou falando de religião, que também é bom. Se aquilo trouxer para a pessoa as respostas dela, também é bom. Mas eu estou falando mais do que isso. Porque a pessoa pode ser de uma religião, mas não está aprofundando espiritualmente.

Está só repetindo o que o cara falou. Precisa de buscar, porque aí também a pessoa começa a ter mais visão, mais possibilidades, que não é só o médico que vai resolver. Muitas outras coisas também podem auxiliar na solução. Bom, e aí tu vai ter que voltar aqui, doutor, porque realmente dá para a gente fazer outro episódio mole. Dá-lhe aí, então, vai.

palavras do ano do Janzão. Igor explica pra ele PFVR. É verdade. Cara, eu... Bom, o Jean, que trabalha aqui comigo, ele deve ter ido ali fora ali. Ele tem um negocinho esquisito que acontece todo dia 1º de janeiro. Ele recebe, de certa forma, umas palavras. E essas palavras regem o ano, em certa medida. Começamos a prestar atenção nisso um tempo pra trás.

E mais seriamente, acho que do ano passado para cá. Porque primeiro, um exemplo, 2023. 2023 era o ano da maromba. E aí as coisas não fazem muito sentido. Lá para o final do ano a gente começou um projeto que tinha a ver com maromba e explodiu. Todo mundo em todas as academias estava vendo a parada. Levamos uma porrada de gente para a academia, foi enorme. Esse ano foi entregue a ele duas palavras.

Luz e presente, entendeu? E é muito doido. Presente de... Presente. Presença. Não sei. É sempre assim. O que é luz? Eu não sei. Ano passado era casulo, entendeu? Casulo pode significar um montão de coisa, né? E... Eu não sei se é o meu cérebro procurando padrão, porque o nosso cérebro é bom disso também, de encontrar padrão nas coisas, né? Mas é interessante como costuma bater as coisas, sabe? Ah, que interessante.

Porque, vamos dizer assim, existem algoritmos informacionais na atmosfera, não é? Porque a gente não vai pensar que toda a natureza atmosfera e todas as radiações e a conjunção das estrelas e tudo mais, que representam um sistema informacional, você não vai pensar que o computador, que tem tanto conhecimento nos algoritmos de zero e um, você não vai pensar que não existe isso na natureza.

seria minimamente insensato. Então, esses algoritmos estão escritos. E tem pessoas que têm uma capacidade de captá-los. A gente tem. Todo mundo tem. Eu acho que a pessoa precisa pegar o jeito de ter essa percepção. A pessoa vai investir na bolsa. Qual é a tendência? Ela tem essa... Várias coisas sobre o meu conteúdo aqui que eu também não sei explicar.

Porque vem desse registro, desses algoritmos do ar, da natureza. Então eu acho que possivelmente o Jean deve ter essa facilidade de traduzir isso. Tu acha que isso tem a ver com... Vamos lá, primeiro... De novo, isso aqui dá totalmente outro episódio. Em poucas palavras, o Criador está dentro ou fora desse universo, na tua opinião? Eu acho que o Criador, a consciência,

do tudo, eu acho que permeia. É. Então, nesse sentido, dá pra dizer que o que entrega essa mensagem pro Gian, nesse caso específico, pode-se pensar que é essa consciência. É uma... Eu acho que existem esses registros algorítmicos. Entendi. Pensa que, por exemplo, todo o universo é um grande computador com dados. E você pode,

Algumas pessoas têm a capacidade, a habilidade de canalizar. A gente tem, às vezes a gente não percebe. Para o bem e para o mal. Quando viu, falou. Quando viu, fez. Não sabe como. Tem esse manejo incognoscível, vamos dizer assim, que é uma tradução dessa conjunção de céu e terra, vamos dizer. Perfeito, está bom. Aliás, cabe muito bem presença e luz, esse ano, ele é um ano de luz e presença.

Mas às vezes eu já recebi esse ano uns três presentes. Presente. Entendeu? Que assim, não é comum. E eu chamo de presente estar... Receber... Eu chamo de presente estar pronto quando alguma coisa que eu queria muito me é apresentada. Então assim, eu comprei um troço que eu queria há muito tempo, mas me chegou de um jeito que eu não conseguia evitar de comprar. Interessante, viu?

Interessante você fazer um exercício de reflexão em cima de um mapa astral. Pode ser, pode ser. Porque, assim, lógico que não é uma questão científica, mas ela pode ser motivadora de reflexão, não é? Ela pode trazer dados que abram na tua mente uma, sei lá, de repente uma boa, um bom... Eu preciso olhar para isso de outra forma, professor, sabe por quê? Eu tenho medo, por exemplo, como a gente disse, um mapa astral.

Mas assim, eu tenho o receio de contaminar o meu cérebro ou a minha análise de alguma coisa. Porque como eu sei que o meu cérebro é bom de reconhecer padrão, eu tenho medo de contaminar uma ideia com um troço que... Eu dei uma sugestão... Mas eu não sou contra. Eu dei uma sugestão de percurso, de raciocínio. Você sabe que eu estive na Universidade de Padova, na Itália?

sala que o Galileu deu aula. E tinha o púlpito que ele subia. Foi uma coisa assim. E tem um relógio enorme, lindo, astrológico, que a ciência tinha uma conjunção com essa visão esotérica. Eu acho que tem muita sabedoria a ser descoberta. Quando essas coisas trazem profundidade. E eu tenho interesse porque serve de material de reflexão. Ajuda a gente. Quando falta conteúdo, às vezes,

para a gente poder fazer uma análise. Eu acho muito interessante. Mas é lógico, precisa ser pessoa de grande conhecimento cultural. Porque é fácil também cair num lugar estranho. É. Eu acho que isso faz parte da cultura que a humanidade construiu. Cadê, Vitor? Tem mais? Então dá.

relatos em que a prática melhora o desempenho cerebral, o foco, etc. Saberia discorrer sobre o que acontece? Eu acho que a autofagia que ele está dizendo é o jejum. Seria isso? Será? Porque assim, o conceito que você está... Porque eu tenho... Autofagia quer dizer comer você mesmo, né? É, mas existem células. A apoptose celular, por exemplo, é uma autofagia. A linguagem pode ser usada para o conhecimento,

que é próprio da citologia, que é essa autofagia, próprio dos processos de apoptose celular. Deve ser disso que ele está falando. Com certeza não é de comer o próprio dedo. Não, mas às vezes existem aqueles jejuns que ele deixa de fornecer energia e aí ocorre um consumo, entendeu? Nesses casos tem óbvio impacto no cérebro, né? Sabe o que é? A gente precisa saber o que é o cérebro.

cérebro e a gente esquece que não existe cérebro sem circulação sanguínea. Porque no cérebro o neurônio não tem contato direto com a circulação. Ela é intermediada pelas células da glia. Essas células da glia que fazem a intermediação entre a circulação sanguínea e o neurônio, elas vão avisar a intencionalidade primária que chega pelo vaso sanguíneo. Primeiro chega aquela área do cérebro é irrigada, depois você vai usar ela. Então parece que existe uma primeira consciência

que vem pelo sistema cardiovascular. Entendi. Seria como se pensasse assim, o coração é o primeiro órgão a se formar. Ele se forma em cima. Por isso que é coroa, é de cor, coração. Se você pensa que o corpo vai se formar para expressar uma consciência, essa consciência tem que se instalar primeiro no primeiro órgão que se forma, que é o coração. E esse coração vai permitir o desenvolvimento do cérebro, porque ele vai irradiar os vasos sanguíneos, que permite alimento.

a formação do neurônio. E esse processo continua desse jeito. Tanto que, por exemplo, para você estudar funcionamento cerebral, você faz ressonância funcional, você tem que injetar contraste. Porque aquela área que a pessoa vai usar do cérebro, ela chega primeiro com o aumento da irrigação sanguínea daquela área. Por isso que a gente volta no conhecimento ancestral que a consciência está no coração. E você se percebe no coração.

Se você fizer um exercício e falar eu, eu, eu, eu, você se sente no coração. Não é?

Não se sente na cabeça. Por quê? Porque existe um gerenciamento do funcionamento neuronal a partir do sistema vascular. Então, esse circuito cérebro-coração, ele é muito importante de se compreender. Então, para a gente analisar o cérebro, a gente precisa se respaldar do conhecimento dessa estrutura. Mesmo quando você fala autofagia, por exemplo, você está falando de sistemas energéticos. E esses sistemas energéticos, eles chegam,

pelo sistema vascular, pelo coração, e vão dar condições ou não para os neurônios e para as células da glia. Essas células da glia, uma delas, que é a micróglia, ela é um macrófago residente do cérebro, uma célula imunológica. Ela é que vai inflamar nos casos de Alzheimer, de esclerose múltipla, esclerose lateral miotrófica. Eu estive em um laboratório na Harvard que pesquisa essas coisas.

visitando lá no seminário que eu dei. Então, a gente precisa compreender como funciona esse sistema de energia para não falar o cérebro daquilo que não é exatamente... De forma isolada, inclusive. Isolada. Hoje você não diferencia... Quase que eu caí. Não vira, não. Hoje, se você pegar os genes do sistema imunitário, coincide com os neurônios. Os genes das células imunológicas coincidem com os neurônios.

Eu publiquei sob comando do professor Otávio Marques, que é diretor da Medicina Molecular da USP. Eu participei da publicação de um artigo sobre essa conjunção do sistema nervoso com o sistema imunitário na revista Nature, ano passado. Porque a gente está trabalhando essa... E realmente a genética do sistema imunitário do neurônio é a mesma. Hoje você não faz mais diferença entre sistema imune e sistema neuronal.

Nós estamos falando do mesmo sistema em manifestações. Isso é uma longa conversa, viu? Nem respondido, Lucas. Só trouxe problema para ele. Mas a gente fala mais um pouco disso da próxima vez. Professor, muito obrigado por vir aí, cara. Como é que, para a gente finalizar, isso daqui é a tua câmera. E aí, se o senhor puder falar um pouco mais da Unispírito. Eu estou esse Don Quixote sem Sancho Pança, procurando fazer. Eu e a Marina, minha companheira,

Nós estamos criando essa universidade que une ciência e espiritualidade. Respeitar a ciência, trazer a essência da ciência sem perder a espiritualidade. A descoberta do espírito pela bancada científica e a descoberta do espírito como autodescoberta. São duas epistemologias que nós trabalhamos. Se quiser estar conosco, o Portal do Ser, da Unispírito, é um lifelong learning nosso, bem bacana para te ajudar no dia a dia. Todo dia tem aula, vivência, etc.

que nós trazemos dentro dessa conceituação, para médicos, para profissionais de saúde. E temos também um neurociência para quem quer saber o que tem dentro da cabeça. Boa. E tem, como é que as pessoas chegam lá no teu Instagram? É doutor Sérgio Felipe de Oliveira. É fácil. É fácil. Então, você que está assistindo a gente aí, a gente vai deixar aqui no comentário fixado todos os jeitos de encontrar o doutor Sérgio aí nas redes sociais e também a Unispírito com facilidade, tá?

Se você estiver no YouTube, com um clique só, você chega em tudo isso aí. Aqui na descrição tem o Discord para você,

sugerir aí novos episódios, novos convidados também. Não esquece de dar o like, compartilhar esse vídeo e virar membro aí, cara. Custa menos de R$8,00. Não dá nem para comprar um, sei lá, um hambúrguer. E tu vai ter conteúdo todo dia que a gente está fazendo exclusivo para os membros, tá bom? Professor, obrigado pela moral. Eu que agradeço. Você é um grande indagador. Obrigado, valeu. Vocês que assistiram aí, muito obrigado pela moral também. E a gente se vê depois, tá bom? Um beijo. Tchau.

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