LEO LINS - Flow #571
Lili cantou!!! PJL!!!
- Diferença entre Piada em Palco e Ofensa CotidianaContexto de teatro vs mercado · Transmissor, receptor e ambiente · Triângulo do pacto simbólico · Falsa equivalência jurídica · Sinalização de performance artística
- Impactos Materiais e ProfissionaisSuspensão de redes sociais · Prejuízos financeiros (mais de meio milhão) · Redução de alcance em plataformas digitais · Dificuldades na monetização · Recuperação profissional
- Neurociência da Piada e Reações EmocionaisProcessamento cerebral da piada · Giro temporal superior · Córtex pré-frontal medial · Cubo de Rubik metafórico · Elefante e condutor (razão vs emoção)
- Estratégias de MarketingCamisetas e roupas da Fábrica do Humor · Marketplace de produtos · Construção de imagem artística · Expansão para China · Diversificação de renda
- Crítica ao Livro 'Racismo Recreativo'Cherry picking de dados · Escultura científica vs pesquisa honesta · Casos citados parcialmente · Manipulação de argumentos · Falta de debate acadêmico
- Shows de Stand-up: Transmissão e RecepçãoShow 'Perturbador' removido após 3 meses · Show 'Peste Branca' (350+ apresentações) · Show 'Enterrado Vivo' · Qualidade após teste com plateia · Diferença entre piada viva e gravada
- Redes Sociais AlgoritmosBloqueio de contas por mandado judicial · Impacto no TikTok e Facebook · Redução de alcance · Recuperação do YouTube · Lançamento de show 'Peste Branco' para compensar
- Crescimento Pessoal Através da AdversidadeEstudo intensivo após condenação · Desenvolvimento teórico · Leitura de mais de 200 fontes · Transformação profissional · Reflexão sobre futuro
- Personagem e Construção ArtísticaPersona cômica diferente de CPF · Roupa como parte da licença para matar · Unidade no trabalho artístico · Coesão de cartazes, fotos, redes sociais · Sinalização visual clara
- Cancelamento nas RedesEcossistema de disseminação de dor · Dopamina na indignação · Disseminador de indignação · Movido por neurotransmissores · Efeito em cascata
- Exposição ao Ridículo e EmpatiaCaso da Lia com câncer · Subida voluntária ao palco · Síndrome do sobrevivente · Efeito cascata positivo · Cura através do humor
- Impacto Psicologico e MoralNão existe moralidade única e unânime · Imposição de régua moral · Leitura rasa e reducionista · Contextos diferentes · Falsa equivalência moral
- Crítica à Educação UniversitáriaIdeologia única imposta · Falta de debate e questionamento · Reprodução de pensamento único · Notas baseadas em ideologia · Professores como ditadores de pensamento
- Autenticidade vs Robotização no BrasilMedia training excessivo · Falta de espontaneidade pública · Exemplo do Marinho no futebol · Diferença com 'A Praça é Nossa' · Adesão do público ao genuíno
- Trickster e Performance ArtísticaConceito de Carl Jung · Palhaço sagrado em culturas antigas · Bobo da corte vs trickster ritualístico · Transgressão de normas · Ambiente ligado ao evento
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o Léo Lynch, cara, o meu cancelado favorito. Muito obrigado, muito obrigado. Agora oficialmente livre, viu? Agora a Lili cantou. Oficialmente livre. Lili cantou, velho. Lili cantou. É essa aí, espero. Quase, hein? Foi perto. Pois é, mané. Foi perto, foi perto. Em algum momento tu achou que ia dar merda pra valer? Cara, é... Achou? É, não. Então, a questão é que antes da primeira sentença, né?
primeira instância, se você me perguntasse qual a chance de tu tomar oito anos de cadeia e uma multa de dois milhões, eu iria te responder zero. Qual a chance? Zero. A chance é zero. Pode, sei lá, porra, num absurdo que seja, ah não, paga cinco mil, paga dez mil, mas oito anos de cadeia e dois milhões, eu ia falar zero. E aconteceu. Então assim, na segunda instância, querendo ou não, houve o devido processo legal, foi feito o processo corretamente na justiça, segui acreditando na justiça, no trabalho dos
meus advogados. Um abraço aí pra equipe. A equipe é maior que a de produção, a equipe de advogados. O pior que é. Precisou disso tudo, cara. O pior que é. Lucas Gilberto, doutor Carlos Eduardo, doutor Cury, que teve com a gente nessa também, que esse aí foi um... Tivemos reforço. Foi um processo grande, né, cara? Tanto que dois dias depois eu tive um em três rios. E, porra, eu falei, velho, dois dias atrás eu ganhei a Libertadores da América, vou jogar o estadual.
O processo de três rios. Falei pro advogado, toca a bola aí que eu vou ficar no banco.
Esse aí eu não vou nem entrar. Esse eu vou ficar aqui igual o menino Ney. Vou ficar só assistindo, velho. Então, assim, segui acreditando. Ganhamos. Eu soube pelo chá revelação que eu fiz ali em frente ao tribunal, o TRF ali na Paulista. Eu realmente não sabia. Eu falei pro pessoal, pô, vou fazer um chá revelação, compra a fumaça aí. Fumaça preta e fumaça branca, estilo Papa lá. E o nego acendeu a fumaça atrás, eu não sabia mesmo. O que eu pensava que...
Porra, poderia rolar, era tipo, ó, tiramos a cadeia, mas ficou uma multa aqui, vamos ter que marcar mais um jogo. Isso era uma coisa que, pra mim, não era tão distante. O que seria muito ruim, porque se alguém fala, mas se fica uma multa de mil reais, o grande problema é, iria se configurar que um comediante no palco, contando uma piada, comete crime. E aí, isso aí, cara, não ia ferrar só pra mim. Isso ia ferrar pra todo mundo, todo mundo.
porque iria abrir um precedente especificamente na comédia, mas... Mas que pode virar, inclusive, uma ferramenta de controle, porque se eu acho... Sei lá, né? Eu também... Nessa daí eu estou contigo e eu queria entender também um pouco melhor do que estava sendo argumentado nisso. E aí você que está assistindo nós e quiser mandar mensagem para a gente, tem o LivePix aí, tem também o link aqui na descrição para você mandar a tua pergunta, que a gente vai ouvir aqui no final do programa, se faltar falar de alguma coisa,
uma coisa específica, fica à vontade. E eu queria aproveitar aqui e mandar um salve também pra Insider, pro G4 e pra Kaspersky, que são os patrocinadores de hoje, e eu vou falar deles daqui a pouquinho, tá bom? Léo, então, exatamente, cara, o argumento pra te prender, te tirar, pode te prender, né? E te multar, era o quê? Tu tava cometendo que crime ali? O que você pode me falar sobre esse processo? Ele acabou? Ele já era? Não. Tá. Então tá.
O que eu posso falar? Espera aí que eu vou ligar para o advogado. Tu não está de advogado hoje, hein? Eu vim com a minha roupinha, que essa daqui é a minha licença para matar. Entendi. Essa aqui eu estou na minha persona. Aqui é o Léo Lins. Aqui é o CNPJ, não é o CPF. Cara, resumidamente, o que aconteceu? Eu lancei o show em 2022, chamado Perturbador. Ninguém pode me acusar de propaganda enganosa. Ele realmente entregou o que o título propunha.
porra toda. Tu é muito doido. Essa porra mexeu com tua vida e virou de cabeça pra baixo, moleque. Pra caramba. Virou de cabeça pra baixo. De maneiras que eu faço questão de salientar de maneiras que impactam até hoje. Tem rede social minha, meu TikTok, por exemplo, os vídeos batiam 1 milhão, 3 milhões, 500 mil, 4 milhões. Agora bate 6 mil, 20 mil. Quando bomba, 50 mil. Por quê? Porque suspenderam minhas redes
um ano, via mandado judicial lá. Mandaram lá pro TikTok, porque eu não tinha violado nenhuma regra da plataforma. Então a plataforma não tinha porquê fazer nada contigo, a menos que tenha um... Exatamente. Então isso aí, eu não sei se pesou mais no algoritmo, não sei o que foi, mas eu sei que jogou no lixo a minha rede social. Jogou no lixo. O Facebook eu perdi, não voltou, o TikTok acabou, o YouTube lutando pra... Aliás, assistam o Peste Branco, eu lancei, o show entrou muito bem, eu fiz um
pra justamente puxar uma galera pro ao vivo pra... Tô tentando lutar contra isso. Mas assim, prejudicou muito. De prejuízo que eu tive, de gasto, de lucros cessantes, sem brincadeira, foi mais de meio milhão. Sem brincadeira. Sinistro. Num processo que eu ganhei. É, num processo que tu ganhou. Entende? Então assim, no fim das contas, é como se fosse... Pô, tem coisa criminosa no estúdio Flo aqui. A gente vai... Aí o cara vem, fecha teu estúdio,
tudo, vira as gavetas, porra, acaba com o prédio todo, passa dois anos e meio. Igor, tinha nada não. Pode continuar, pode continuar, viu? Segue em frente, garotão. Só que você fala, pô, mas agora... Agora já é, agora acabou, pô. Agora destruiu tudo, velho. Tudo bem, vou tentar reconstruir, voltar aqui dos escombros, né? Que é o que eu sempre segui fazendo. Continuei fazendo show, o público continua indo me assistir. Eu acho que pra mim o verdadeiro cancelamento seria esse, né, cara? Eu chegar no teatro e...
Exato. Eu podia não ter problema nenhum. Se eu chego no teatro e tem 30 pessoas, aí não tem o que fazer, né? Não tem o que fazer, não adianta. Que essa é a raiva de muita gente que me condena. Inclusive do meio. Eu vejo muita gente falar e ele agora ainda vai vender mais ingressos. Isso meio que entrega. Parece que, cara, olha qual é o problema. O cara tá irritado porque eu vou vender ingressos. Isso acaba deixando passar que, no fundo, é uma inveja. É uma inveja de ver que, pô, realmente é show pra caramba. Fiz em Porto Alegre,
há pouco tempo, deu 4 mil pessoas, a gente lotou lá o Araújo Viana, tô até voltando lá. Amanhã já tá esgotado também. Tem show pra cacete aí, eu vi tua agenda aí, tem show pra cacete marcado. E realmente, tu é reconhecido, com os caras que eu converso do meio, o Léo é reconhecido, o cara é chiteado, a galera vai pra caralho, vê mesmo, não sei o que. O que é interessante, porque, pô, tá, então se a galera tá curtindo e tá vendo e tá não sei o que, o que que tá acontecendo com as redes sociais? Provavelmente alguma coisa com esse
teu ban aí te atrapalhou grandão. E aí, cara, tem um tanto pra gente comentar disso e eu vou até seguir a cronologia que eu não te respondi completamente também. É, porque o que acontece? A parada, o que eu ia dizer é que não tem uma... Tu só se fudeu no fim das contas. O cara ganhou a parada e se fudeu. Mas é, vai lá, continue aí. Bom, é isso. Realmente, acabei me ferrando em diversas formas. Óbvio que se alguém falar pô, mas também chamou atenção, ajudou... Também, também.
tem prós e contras, mas eu não provoco isso e nem procuro isso. Eu sempre falo que a melhor piada do mundo sem alguém pra rir não tem graça. Então a comédia é feita pro próximo. Eu quero que quem vai no meu show saia de lá falando, cara, melhor show de comédia que eu já fui. Pô, eu ri demais, maluco. Saí, pô, doendo, não aguentava mais rir. Eu vou querer que alguém saia de lá falando, pô, caralho, o cara me trouxe uns 15 traumas de volta, puta merda. Não, né? Não é isso que eu quero, velho. Imagina, a pessoa sair de lá...
jamais vai voltar no meu show. E ele vai sair espalhando isso pra outras pessoas e daqui a um tempo eu não tenho público. Então eu quero... O trabalho no Comediante é levar a riso. É isso que eu quero fazer. Eu quero que as pessoas saiam de lá rindo muito. Voltando na cronologia ali, foi isso. Eu lancei o show em 2022, ficou três meses no ar e aí eu tive que tirar. Então assim, ele tava tendo um desempenho excelente, eu já tive que tirar, que aí foi quando...
Aí um pouco depois suspenderam minhas redes. Isso não foi exatamente aí. Eles suspenderam falando, olha, porque...
Iria começar uma investigação e tem um prazo. Não é uma coisa no dia seguinte. Só que aí o Ministério Público alegou que, olha, temos que fazer alguma coisa já. Porque ele não para de cometer crimes. Ele está enlouquecido. Ele continua contando piada. É isso. Foi isso. E aí a juíza catou. Falou, é verdade. Ele continua contando piada. Ele continua contando piada. Ele não para. Ele não para de querer contar piada. Cara, é uma distopia, né? Parece que é uma distopia. E aí ela catou.
Leiram minhas redes. Foi quando eu não podia sair de São Paulo. Mas ela fez embasadona, não fez? Embasadona? Alguma coisa que ela... Na cabeça... O problema, o que a gente está tentando entender aqui. Sim, é o qual é a alegação. Isso. Preconceito. Preconceito com... Estava lá com... Estava preconceito com... Com gordo, com idoso, com negro, com pessoa com deficiência, com nordestino, com judeu, evangélico, morador de rua.
Tudo, tudo, tudo. Essa era a alegação. Aí nessa época, foi nessa época que a tua cabeça virou de cabeça para baixo, bem rápido, inclusive, não foi? É, logo depois foi quando suspenderam a rede social, eu tive conta no Blanco bloqueada, não podia sair de São Paulo sem autorização judicial, tinha que ir uma vez por mês no Ministério Público no esclarecimento das minhas atividades. Isso aí já entrou valendo, não teve nem julgamento. Entrou valendo.
E aí a gente foi tentar derrubar isso. Aí entramos com uma ação no STF. Pra mim de cima pra derrubar isso. Levou uns 10 meses, levou quase um ano pra derrubar e eliminar. Ela caiu pro André Mendonça julgar e ele derrubou e eliminar. Deu a nosso favor. E a ação era pra eliminar, então ele falou, olha, isso aqui é inconstitucional, isso aqui tá errado, tá impedindo inclusive o direito de ir e vir dele. Não. É liberdade de expressão. Deu um embasamento e derrubou. Mas que siga o processo.
Até porque a nossa ação não era para o processo. O processo seguiu. Aí no dia 3 de junho foi quando saiu a condenação aqui da Justiça Federal, aqui de São Paulo, que foi oito anos, três meses e nove dias e multa de quase dois milhões. É isso. Ainda suspeito que os três meses e nove dias, porque eu nasci três do nove, ainda rolou essa piadinha, essa ironiazinha. Mas aí pode contar piada, né? No teatro aqui não pode. Ali é o lugar para isso. Saiu a condenação.
a gente recorremos pra ir pra segunda instância. E aí foi no dia 23 de fevereiro. Quando saiu essa condenação aí, tu ficou com o cu na mão? Cara, pegou muita surpresa. Não esperava. E você fica meio... A sensação de estar tipo anestesiado. Sabe? Meio essa sensação. Você fica meio assim, cara. É como se você sentisse também... É isso. É você sentir o poder do Estado mesmo. Porque é uma mão invisível
fiando o dedo. É isso. E é foda que tu não consegue desviar. É invisível. E onipresente. Aonde você vai, ela vai. Não tem. Não tem, velho. Porque, cara, é muito doido, velho. É assim, numa caneta é muito poder, cara. Mas embora, assim, por um lado, é muito poder na mão de uma pessoa, mas como eu falei, houve o devido processo legal, a gente recorreu, foi pra outra instância. Então, ok.
Mas é de uma canetada, cara. Você não muda só a minha vida, velho. Você muda de todo um ecossistema ali que depende de mim, pessoas que trabalham comigo, que sustentam suas famílias. Meus pais ficaram muito preocupados porque eles ficaram sabendo pela TV que eu podia ser preso a qualquer momento. Foi assim. Então, obviamente, é um negócio chocante. Então você afeta muita gente, cara. Eu sustento eles. Eu ainda preso oito anos.
muita gente, muita gente. Inclusive no mercado até, né? Também. E aí com repercussões, né? Porque, pô, tu não gostou de uma piada. Se ofendeu com uma piada. E assim, deixando claro, eu não sou partidário de comediante que tem carta branca, ele pode contar a piada que quiser onde quiser, piada é piada, piada é só uma piada. Não, não, eu não sou partidário disso, cara. Ah, anos 80 que era bom. Não, não acho isso, cara.
Eu acho que diversas pautas precisavam evoluir mesmo. Eu acho que se você perguntar para pessoas trans, para negros, para gays, quer que volte para a década de 80? Acho que a maioria vai falar, não, não quero não, cara. A gente ainda tem preconceito na sociedade, mas era muito pior. Era muito pior. Então, eu acho que diversas pautas precisavam evoluir. Eu não sou partidário disso. O que eu defendo é... Minha frase definitiva para o limite do humor é essa.
O humor não tem limite. O ambiente, sim. Eu defendo a piada no local para a piada. Que, para mim, é uma coisa básica.
básica, mas que parece que muita gente não entende, cara. Inclusive, assim, eu estava já trabalhando num livro, um livro teórico sobre humor. Eu lancei o livro do Insulto e a minha ideia depois já era fazer o livro do humor negro. Meio que no mesmo molde do livro do Insulto, onde tem uma primeira parte teórica e depois piada. O livro do Insulto é isso. Tem um pouquinho de teoria e depois várias piadas. Só que aí ele foi mudando. Eu falei, pô, vou fazer uma parte teórica explicando o que é o humor negro.
de onde vem, tal, tal, tal, porque esse nome, não sei o quê. E depois piadas, com temas que seriam considerados humor negro, porque até isso é uma coisa que gira. O humor negro lida com o tabu. O tabu não é fixo. O tabu muda, de acordo com o tempo, de acordo com a sociedade, de acordo com o local onde você está. E aí depois teria as piadas. Só que eu fui pesquisando e falei, pô, a parte teórica está aumentando. Então acho que eu vou fazer uma parte teórica e complementar, vai ficar meio a meio. E aí foi aumentando mais.
Poxa, eu vou fazer só teoria e enfiar várias piadas no meio. E aí foi aumentando mais. E quando isso é uma minha condenação, cara, acho que eu fazia muito tempo que eu estou imerso nisso. Imerso mesmo. Um ano aí. Lendo todo dia. Cara, já li entre livros e artigos. Se eu te mostrar ali a referência bibliográfica, tem mais de 100 fontes, mais de 200. Tem muita coisa mesmo. Que é uma pesquisa... O objetivo é o quê? É ensinar um cara a...
Tu quer que o cara entenda esse humor? Tu quer ensinar o cara a usar? Cara, eu acho que ele vai ser muito interessante para um público em geral. Porque, inclusive, a minha ideia depois, eu já estou há um tempo querendo entrar também no mercado de palestra para falar sério também, às vezes. Claro que com humor, porque o pessoal vai estar, exatamente, vão estar esperando isso também. Então, esse livro tem algumas propostas. Uma delas é a condenação que eu recebi,
grande faísca que botou fogo para eu me dedicar full time nisso, querendo ou não, foi uma condenação ao humor. E eu tenho uma profunda gratidão à comédia, porque tudo que eu tenho, tudo que eu conquistei veio da comédia. Minha casa, eu poder viajar, sustentar minha família, enfim, tudo que eu tenho veio da comédia. Então, sou muito grato ao humor. Não só por isso, mas outras questões também, lado pessoal, maneira de eu me relacionar com o mundo, com pessoas, amizades.
Inclusive, eu estou aqui por causa do humor. A gente se conheceu por causa da comédia. Danilo, Murilo, pessoas que são gente que hoje é família para mim. Então, assim, cara, eu sou extremamente grato ao humor e ele está sendo mal julgado e mal interpretado. Eu acho que ele merece um devido julgamento, uma devida compreensão. E acho até que é um certo problema também, porque quando você precisa explicar uma piada, o problema pode estar na piada. Quando você precisa explicar humor, o problema está na sociedade. Então,
Isso tem até reflexos. Então, esse livro... Esse livro aborda muitas questões do humor. E ele não é... Ah, ele é só para comediante? Eu acho que para comediante, modéstia à parte, deveria ser leitura obrigatória. Porque tem comediante hoje que sequer sabe qual é o papel de um humorista no palco. O cara acha que não tem persona cômica, não tem... Não, ali é ele mesmo. Você não tem uma performance artística? Não tem uma persona? Não. Por isso que o teu show não enche uma merda.
Tu não sabe o básico. Então... Porra, é básico isso, caralho? Você tem que criar uma persona como que o seu trabalho tem que ter uma unidade. Tudo tem que estar conversando. Você olha o meu trabalho todo, os cartazes, fotos, postura em rede social, tudo conversa pra vender uma imagem. É isso. Pra que fique claro, olha, é isso que ele faz. É assim que um produto dá certo. Você é um produto. Os comediantes que têm muito sucesso, todos entenderam isso. Se você pegar todos... Pô, o Danilo. Danilo é um cara cabeça pra caramba.
nessa área de gráfica, de construção de imagem. Ele é formado em marketing, não à toa. O Meirelles, também formado em marketing. O Ventura, construiu também. Tem uma persona ali, clara. Então, todo mundo que chama atenção tem essa noção. Então, acho que para comediante deveria ser uma leitura obrigatória. Mas tem muitas questões ali que vão além. E é daí que eu quero desdobrar para algumas palestras no caso também.
Você se entender é algo que vai te ajudar num todo na sua vida. Mas por se compreender, não é fácil. Tem gente que passa a vida inteira e não chega nem perto disso. Com certeza, nem percebe que precisa. Exatamente. Exatamente. Por quê? Porque também é como se fosse, pô, mas eu me entender... É um todo muito grande. Senso de humor é uma coisa que todo mundo tem. Todo mundo tem. Inevitável. Isso é do ser humano. Então, às vezes, se você, em vez de tentar entender o todo, você pegar um fragmento,
ao invés de eu analisar essa mesa inteira, eu pegar um pedaço dela, esse pedaço, que é o seu senso de humor, aqui vai refletir o que você ri, o que você não ri, por que você não ri, por que isso te irrita, por que não te irrita, por que você aceita piada com isso, por que não aceita com aquilo. E você entendendo o porquê disso, vai te ajudar a entender outras coisas, porque o mecanismo é o mesmo. O mecanismo é igual. Estou entendendo.
Eu tenho uma teoria, que é o final do livro, que chama Teoria da Divergência Cômica,
várias partes e termina nessa teoria. Bem resumidamente aqui, por exemplo, a piada, eu falo que ela tem algo que se chama triângulo do pacto simbólico. Toda... Essas porra, é tu contigo mesmo estudando, refletindo sobre o que você faz pra chegar nessas teorias e construções e coisas. Também. E referência bibliográfica. Exatamente, exatamente. Tá tudo com referência, tá um trabalho bem completo, modéstia à parte, na área do humor,
no Brasil eu não vi, velho. No Brasil eu não vi. E especificamente, assim, puxando pro humor negro, porque se a gente fala de humor, ok, mas aonde dá problema? É quando envolve alguma questão que é um tabu, quando envolve alguma, entende? Ou é religião, ou é minoria, e aí é humor negro, porque o humor negro lida com tabu. Então, não é que eu falo específico disso, eu falo de humor, mas acaba falando muito sobre isso, naturalmente iria falar, porque é onde dá problema.
Então, toda piada, você vai ter o transmissor, que pode ser o comediante, pode ser um rádio, pode ser um vídeo no YouTube, pode ser uma pichação na parede. Nesse contexto, o comediante é só o meio. Então, você está me dizendo... Esse aí é a persona cômica. A persona cômica que está entregando a piada. Esse você está dizendo? É, se a pessoa for no teatro me ver. Vamos pegar dois casos aqui, porque aí o que acontece? Muita gente, muitos autores,
uma falsa equivalência, que é você comparar situações e colocar lado a lado na mesma prateleira coisas que não pertencem à mesma prateleira. Você não pode julgar, são fenômenos de natureza distintas. Só que eles pegam um pedaço, olha, qual que é a justificativa aqui? Foi só uma piada. Qual que é a justificativa aqui? Foi só uma piada. Olha aí. Mas peraí, cara, não é a mesma coisa, são situações completamente distintas. Isso é uma falsa equivalência. Por exemplo, vamos pegar uma situação que é um comediante
uma piada no palco de um teatro pra plateia. E vamos pegar uma situação que é a fila de um mercado, um sujeito chega pra moça que tá parada na fila, conta uma piada pra ela. Essas duas situações. Como eu falei, a gente tem meio transmissor, receptor e contexto. São esses três. Isso aqui é o triângulo do pacto simbólico. Quando você tem os três pontos, o vértice tá perfeito. É isso. Isso aqui sinaliza que é humor. Você pode não gostar, você pode se irritar, você pode protestar,
Então, aqui, qual que é o transmissor? Um comediante. O comediante, por natureza, pressupõe-se que o que ele fala é humor. Eu não sou um jornalista. É diferente do William Bonner, abriu o jornal contando piada. Pressupõe-se que o que eu falo é piada. Ok. Aqui, qual que era o meu transmissor? Um cliente. É um cara que tá na fila. Eu não tô esperando que esse cara conte uma piada. Então, já tem ruído aqui, né? Quem que é o meu receptor?
A plateia que pagou pra entrar no teatro, sabendo que é um show de humor. Qual é o nome do teu mesmo?
Perturbador. O de agora é o Peste Branca. Não chega lá achando que vai ouvir uma piada do... Exato, cara. Era bullying arte, perturbador, Peste Branca, o de agora é enterrado vivo. Cara, tá muito claro. Qual que é o meio receptor na outra situação? É uma mulher que tá parada com as compras dela na fila do mercado. Ela não tá lá pra ouvir piada. Qual que é o ambiente? Teatro. Um ambiente que é um ambiente milenar pra você apresentar uma performance artística, principalmente
no caso da comédia, ligado à transgressão. Isso surgiu na comédia institucionalizada, vem lá na Grécia, 486 a.C., que foi quando ela entrou nas festas dionísicas, como eles tinham uma espécie de competição. E ali entrou a comédia. A palavra comédia, inclusive, vem daí, que é comóidea. Comos era uma festividade, um desfile. E oide vem de canto. Então, comóidea é canto do comos. Então, era essa procissão, uma espécie, vamos colocar,
o pessoal a entender uma espécie de carnaval, onde você transgride regras, subverte normas. Então isso aqui está na essência da comédia. Qual que é o ambiente aqui? Um mercado. Dispensa explicações. Dispensa explicações. Então aqui tudo sinaliza que é humor. Aqui nada sinaliza que é humor. E esses dois casos estão, por exemplo, no livro Racismo Recreativo. Como iguais. Na mesma prateleira. Colocando, olha aí, a desculpa aqui que foi só uma piada. E aqui também. Aí tem que condenar os dois.
Ai, não dá. Ai, não dá, velho. Eu penso... É burrice ou é mal-caratismo? É, bom. É. Porra, velho. Essa que é a dúvida, né? Entende? É... E eu até entendo que... Às vezes não é maldade. Eu entendo que... Às vezes é burrice, pô. É, é. Às vezes é só burrice mesmo. Não, tem... Eu... Nesses meus estudos, eu fiz o seguinte. Você tem... Quer ver, ó? Tá, um cubo mágico. Tem uma metáfora, exatamente.
Isso aqui é o cubo mágico, o cubo de Rubik, né? Que foi o inventor, o Rubik. Uma pena que esse daí, infelizmente, você pegou um exemplar de merda do cubo de Rubik. É, não, esse aqui eu tô vendo, ele tá meio... Esse de um 99, é. Não, mas tá de boa. Eu tenho uma metáfora que é o cubo cômico de Rubik, em vez do cubo mágico de Rubik. Porque o que que é? Eu vou fazer uma piada. Eu tenho uma intenção. A minha intenção tá aqui, é azul. Essa é a minha intenção. Só que o humor, ele é, por natureza, a arte em geral,
interpretações. A piada que eu vou transmitir, ela vai chegar em cada pessoa e ela vai atravessar o que eu chamo de filtros cômicos. São diversos filtros. O filtro etário determina um determinado tipo de gosto. O que você ria com 60 anos não é o que você ria com tinha 10. Obviamente tem uma mudança. Você tem um filtro etário, você tem um filtro sexo, dependendo do masculino, feminino, gênero ou sexo, isso também vai influenciar. Tem pesquisas que comprovam isso. O ambiente onde você nasceu,
vai influenciar, tem um tipo de humor em tal local, tem um tipo de humor em outro local. Então, tem uma série de fatores que a piada precisa atravessar e vai influenciar. Ou seja, não necessariamente você vai enxergar a cor que eu pretendia. Entendi. Entende? Porque vai atravessar filtros. Então, esses filtros vão determinar a posição das pessoas. É como se eu fiz a piada com a intenção azul e amarela, que é o que eu estou vendo exatamente do ângulo que eu estou aqui.
Ah, não, é azul e amarelo mesmo, dá risada. Você está vendo... Laranja e verde. Laranja e verde. Numa dessa, o verde você vai rir porque você interpretou diferente da minha intenção. Tu falou azul, eu entendi verde e engraçado assim mesmo. Mas tu deu risada também. Tu deu risada também. Entende? Um sujeito que está... Porra, o que acontece? Tem pessoas que estão aqui, com a cara enfiada no cubo. A cara enfiada no cubo. Ele só vê vermelho. Ele só vê vermelho.
como se fosse piada com minoria, é ofensa e preconceito. Não há outra interpretação. É ofensa e preconceito. E aí o erro é ele presumir que todo o cubo é vermelho. Ele não ter a noção que tem outras cinco faces em jogo. E não tem também aí um problema, Léo, que é achar e tentar impor que todo mundo enxergue só vermelho também? Também. Também. É você presumir que a sua leitura... Isso aí se chama realismo ingênuo. Realismo ingênuo é a crença
interpreta a realidade 100% como ela é. E não. Você interpreta uma representação criada na sua mente. Cabe você entender isso. Eu acho que a gente tem intérpretes. Você tem um intérprete fechado, semiaberto e aberto. O fechado é o realismo ingênuo. Ele acha que a visão dele é real e quem não está enxergando dessa forma não está enxergando porque está com alguma cegueira ideológica, religiosa, está sendo manipulado, mas a verdade dele é absoluta. Mas esse cara também a gente não tem como mudar ele
outro patamar, tem, Léo? Porque ele precisa ele mesmo despertar. Porque esse cara, ele não tá preparado... Aí é outra parte do meu trabalho com o meu livro. Tá. Esse cara, ele não tá preparado pra responder qualquer coisa que tu falar pra ele sobre isso. Ele não tá nem preocupado em entender o que você tá falando. Ele tá só esperando você acabar de falar pra ele responder. E aí, como tu conversa, como tu põe algum tipo... Como essa conversa, de uma forma geral, faz sentido com um cara que não tá afim de conversar? É. Cara, na internet,
Você não vai convencer ninguém. Não vai convencer ninguém porque a internet é coliseu romano. Isso. Ninguém está ali para debate. Está ali para empurrar o cristão.
Leões. É isso. Então ali ninguém vai convencer ninguém de nada. É cada um lutando pra manter o seu ground ali, o seu território. Mas, qual que é o jeito de... A maneira de você, pelo menos, tentar fazer a pessoa refletir. Eu acho que é isso. Você refletir. E fala, hum, pode ser que... Só isso, só isso. É o que eu falei. Ah, o humor pode ofender. Pode? Claro que pode. O humor, ele pode.
Tanto ofender quanto fazer bem. Ele pode tanto gerar uma coesão e unir as pessoas como promover uma exclusão. Ele é como se fosse um imã. Ele tem principalmente o humor negro. Você tem um polo positivo e um polo negativo. Qual que é a falácia de algumas pessoas, o erro delas? É achar que você pode eliminar o lado negativo. Isso aí é acabar com a natureza do fenômeno. Você não tem como tirar o polo negativo do imã. Impossível. Então não é mais imã. É isso. Então esse é um grande erro interpretativo.
Uma maneira de você, pelo menos, fazer a pessoa refletir, tem uma metáfora de um sujeito chamado Jonathan Haidt. Sabe quem é? Os livros dele são muito bons. Tem um que é a Hipótese da Felicidade, Happiness Hypothes, onde ele cria essa metáfora que é do elefante e do condutor. Seria o elefante e o jinete. Onde o elefante representa a emoção. Ele é o seu emocional. E o condutor,
ele é o racional. Tem diversas metáforas que explicam essa relação razão-emoção no ser humano. Essa dele é, e de fato eu concordo, é uma metáfora boa e intuitiva, fácil de você entender, porque, cara, se o elefante quiser ir pra um lado, por isso ele usa um elefante, não interessa se o condutor, não é um cavalo, não é um pônei, é um elefante. Se ele quiser ir pra esquerda, ele vai. Dane-se que o condutor tá puxando pra direita. Ele vai. Entendeu?
Então, qual que é o... E aí, muitas vezes, o que acontece que a pessoa não vai ouvir? Diversas das respostas, elas não são racionais. Elas são emocionais. Sim. A racionalização, ela vem pós-emoção. Atuando como se fosse o seu advogado de defesa. Ela só vai justificar a sua escolha. É isso. Ela não é a razão da sua escolha. Perfeito. Estou entendendo. Entendeu? Você já reagiu emocionalmente.
Sentindo que para mim eu estou te dando razões, mas na real eu estou explicando, na verdade eu estou inventando uma explicação para a minha reação emocional. Exatamente. E na sua cabeça você pensa, não, é isso porque eu raciocinei e cheguei nessa conclusão. Só que eu raciocinei depois. Exatamente. Você raciocinou depois e muitas vezes sem nem fundamento. Uma das pesquisas que eles fizeram, por exemplo,
A mulher pegou e tinha uma bandeira velha do país, no caso dos Estados Unidos, que a pesquisa foi lá. E aí ela decidiu rasgar e fazer um pano de chão. E fizeram essa pesquisa na rua. O que você acha? Tinha gente, não, eu acho errado. Mas por quê? Não, alguém pode se ofender, que é o símbolo do país. E eles antes tinham descrito, não, mas ela mora sozinha, não tem ninguém vendo. Não, mas ainda assim, não, não é legal. Mas por quê?
Não, porque alguém pode se ofender, mas ninguém sabe. A reação é emocional. Mas por que ela não pode fazer isso? Não, não.
Abogado tentando buscar, não, não pode porque vai ofender. Não, porque é um símbolo nacional, mas ninguém viu. Não, mas não pode porque na Constituição, mas ninguém vai saber. Não, mas não pode porque... E aí termina... Uma outra proposição dele. Dois irmãos. Um menino e uma menina. Maior de idade. Eles chegam numa conversa e falam, olha, eles decidem... Isso é uma hipótese moral pra ver o julgamento. Exatamente isso. Não, não.
Eles decidem, pô... Bora transar? Exatamente. Exatamente. Pô, vamos transar? Os dois consentem. Falam, não, vamos.
Vamos usar preservativo, vamos fazer uma vez, ver qual vai ser. Fazem, ok. Sentem até que, pô, aproximou eles, mas optam por... Ok, até ajudou, mas não vamos fazer de novo. Ok, essa é a situação. E aí, pesquisa na rua. O que você acha? Não, acho errado. Mas por quê? Não, porque não pode. Pô, irmão com irmão, é consanguíneo, não pode. Mas por quê? Não, vai... Pô, pode nascer... Pô, questão genética, pode nascer com um filho com problema. Mas usaram camisinha.
mas pode afetar o relacionamento dele. Ele ficou até melhor. Não, mas aí pode prejudicar outro relacionamento. Não, eles falaram que não vai ter de novo. Não, mas é um advogado tentando caçar. Aonde que eu processo esse humorista? É isso. É ofensa à minoria? O que é? Ele ofendeu a igreja? É tentando caçar uma justificativa. E tem gente que uma hora fala, ah, eu não sei porquê, mas eu sinto que é errado. É isso. É emocional. Então, qual que é o jeito? Que pra mim é a mesma coisa. É a mesma coisa de um cristão fervoroso,
uma piada de Deus. Não pode! Por quê? Porque é sagrado. Não, mas esse cara nem acredita nisso. Não, mas ele tem que me respeitar. Não, tudo bem, mas ele fez no pau. Não, mas não pode. É emocional. Do mesmo jeito com minoria. Mesma coisa. Não pode falar da minoria, mas comediante no pau. Não, mas não pode. Vai gerar preconceito. Tem prova disso? Não, mas não pode. Não há uma justificativa racional. É uma reação emocional onde você cria uma justificativa racional para explicar a sua emoção. Então, esse é o grande problema também.
Se você pega debates políticos, quem é extremista seja de esquerda ou de direita, a pessoa que não quer ouvir, a reação dela é emocional e a justificativa ela só está justificando. E aí esse é o problema de assim, se você derruba com todos os argumentos sólidos, com pesquisa, com tudo, se você derruba a explicação, o cara não vai mudar de opinião. Por quê? Porque aquela opinião não é fruto dessa explicação. Então não adianta você derrubá-la. O fruto é emocional. Não adianta.
adianta. Qual que é o jeito? Tentar falar com o elefante. Tentar falar não com o condutor. Não com argumentos. Tentar ir no emocional. Tentar fazer a pessoa refletir sobre essa racionalização em relação à emoção. Se ela começa a pensar isso, aí pode ser que ela entenda e mude de opinião. Esse é o ponto. E gritando e argumentando na internet, esquece. Você não vai mudar ninguém. Ninguém. Então, parte do meu ponto é isso também. É trazer argumentos.
É o que eu falei. Eu não invalido a pessoa se irritar. Inclusive, eu entendo. É isso. Eu vou... Pô, deixa eu tentar entender por que esse cara se irritou. O que acontece no cérebro da pessoa. Porque é isso. É uma reação neurológica. É uma reação neurológica. Quando você ouve a piada... Cara, tu é muito nerd. Eu só preciso do laudo do autismo. Eu vou marcar. Mas eu tô gostando. Eu só preciso do laudo, velho. Só preciso do laudo.
Quando se escuta a piada... É só eu marcar. É só eu marcar a consulta, velho. Só. Só falta... Eu acho que eu não preciso nem chegar.
Se eu chegar lá... É, se eu falar, pô, olha, quando eu tinha 18 anos, eu criei um sistema de mnemônica pra memorizar as 52 cartas num baralho. Eu associei cada número numa imagem, leão, anão, mão, rua, cão, boiteja, avião, louça. E aí é só eu falar isso que já... Meu Deus, cara. É, não, eu comecei na mágica, né? Então eu memorizava baralho também. Mas que bom, então ter super nerd mesmo há muito tempo. Sim, sim. Sensacional. Então eu tava dizendo, quando a gente escuta uma piada, ela vai percorrer um caminho no seu cérebro, onde eu tenho uma metáfora nisso,
no livro também, mas encurtando... Você consegue explicar por que uma pessoa acha algo engraçado? Sim, sim. A gente ri de uma piada, basicamente, quando ela atravessa todos esses seus filtros cômicos que eu falei. Porque cada pessoa, são 10 filtros, não vou falar todos, leiam o livro, que aliás já está vendendo. Já está vendendo. Pré-venda, todo mundo que comprar até o lançamento, o livro vai autografado. Família, a gente vai deixar aqui ou no comentário fixado ou então na descrição o link para você comprar lá diretão, tá bom? Facinho.
onde vende? Fabricadomoa.com.br. Aí, tá bom. Beleza. Tá vendendo lá, então... E autografado quem comprar antes do lançamento, tá? A hora que eu fechar o lançamento, aí não vai ser mais autografado. Então, assim, são 10 filtros. Eu fiz uma piada, ela tem que atravessar todos esses filtros e aí você vai rir. Claro, partindo do princípio que ela tem uma construção de piada, que ela tem uma incongruência. Todos temos os 10 filtros ou pessoas podem ignorar vários desses?
Não, todo mundo tem. É? Todo mundo tem. Tá bom. Eu fiz uma pesquisa extensa pra chegar numa...
em uma classificação... A gente está falando do que a gente acha engraçado. Perfeito. Exato. Ela tem que atravessar esses filtros. Porque se não atravessar, por exemplo... E aí alguns filtros podem ser mais espessos do que outros. Um filtro ideológico é um que é mais espesso do que um filtro etário para provocar uma reação, principalmente. Então, assim, a piada tem que atravessar esses filtros. Você ouviu a piada,
seu canal auditivo, passa pela área de Wernicke, vai percorrendo, chega no seu cérebro e vai interpretar ela, porque palavras são códigos. São códigos. É isso. Aí tem uma parte do cérebro que chama giro temporal superior, que é o que vai pegar e codificar. Ele codificou. Tem uma... O síngulo anterior, ele vai olhar isso daí e sinalizar ou não, opa, atenção aí, ou não. E aí quem vai interpretar, que é o que eu chamo de fiscal da piada, é o córtex prefrontal
medial. Esse é o fiscal da piada. Não é um juiz, não sou eu, não é o comediante militar. É o córtex pré-frontal medial. Ele é o fiscal da piada. É ele que vai olhar o conteúdo codificado e falar, aqui não tem nada não, pode seguir. Ou, opa, isso aqui é uma bomba. Revista ele. E aí o que vai influenciar isso? Os filtros. Seus filtros ideológicos, suas experiências emocionais, aonde você cresceu,
Tudo isso vai influenciar, esses 10 filtros vão influenciar o julgamento desse seu córtex. É como se fosse o texto dele do que não pode atravessar naquele aeroporto lá. O seu aeroporto tem uma regra, o meu tem outra. É isso. Então, o cara viu lá. Minoria. Irmão, não interessa se está num palco, se é teatro. Não interessa. Para ele, isso aqui é o vermelho. Não tem outra interpretação. Aí ele tem essa reação emocional, julgada aqui no córtex pré-frontal.
medial, aí vai entrar a racionalização, que é o córtex pré-frontal dorso-lateral, que é o que vai racionalizar, é o advogado. Então ele pegou isso aqui, que tá entranhado, que é uma opinião que já tá ali por alguma razão, que tem aquilo que você falou, que tem a ver com os filtros, e vai, a razão vai explicar, ou vai tentar explicar, justificar, vai tentar justificar isso aqui, que é uma decisão já tomada e emocional. Exatamente, exatamente.
Aí ela vai criar justificativas. E não adianta derrubar essas justificativas porque elas não são a razão desse julgamento. Esse julgamento é emocional. E assim... Perfeito. Eu entendo que você pega... Todos nós estamos sujeitos a isso. Todos nós. Inclusive um juiz. Uma juíza. Todos nós. Porque é um ser humano. Não é um robô. Então ele está sujeito a isso. Só que uma coisa é uma pessoa se irritar e tentar te cancelar. Outra... Alguém numa reação dessa te mandar oito anos para a cadeia. Sim.
Fiar o dedo da mão invisível no estado do seu cúlio. São consequências um pouquinho mais graves. Então, a pessoa, pelo menos tendo a noção desse sistema operacional, ela pode pelo menos dar um passo atrás e falar, peraí, deixa eu ver, deixa eu girar o cubo para ver se é vermelho do outro lado. Ah, põe a intenção dele e foi azul. É, então talvez eu me precipitei. Entende? Por isso que eu fui estudar e entender tudo isso.
E eu acho que, por isso que eu te falei, o humor muitas vezes é mal julgado. As pessoas colocam eventos distintos na mesma prateleira. As pessoas têm reações emocionais e justificativas, racionais, para algo que é totalmente baseado na emoção. Só que você pode se irritar emocionalmente e exigir o cancelamento, o protesto, o boicote de um comediante. Mas a justiça não pode ser pautada na emoção. A justiça não. Bom, basicamente a gente está falando aqui que você entende algum tipo de
represália de quem ouviu a piada e ficou chateado, não sei o que. O cara, ah, não assiste o Léo Lins. Não assiste então o Léo Lins. Foda o estado de lá e te prender, né? É, exatamente. E eu acho que aí, tendo essa consciência, e também deixar claro que, cara, eu não sou só um idiota querendo ofender pessoas, que é a visão de algumas pessoas. Não é, cara. Parece muito.
Mas não é, cara. Toda vez que a gente ouve falar de Léo Lins na mídia, ia falando que ele é um filada puta. Pois é. Parte da mídia faz um excelente trabalho queimando a minha imagem. Excelente trabalho. E eu não faço questão de ficar tentando contornar isso. Até porque, assim, é aquela história também. As pessoas que me conhecem não precisam dessa explicação. E as outras que reagiram emocionalmente, nenhum argumento será suficiente. Ela já decidiu.
Não adianta. E como é que isso... Tá bom, entendi. Isso aí tudo acaba... Toda essa fase da tua vida culmina em um livro. Sim, sim, cara. Eu acho que vai ser a minha maior contribuição pro humor até hoje, cara. De verdade. E eu não vou entrar tão cedo numa outra... Porque tá foda mesmo, cara. Eu tô o dia inteiro lendo, velho. Até o meu hiperfoco, minha maluquice, tem hora que tá cansando, velho. Entendi. Eu tô atrasando um monte de coisa.
Eu tô só fazendo isso o dia inteiro. Eu vim lendo no carro pra cá. Eu vim ajeitando, mexendo em mais algumas coisas.
Você já sabe quando é que tu vai... Eu tô trabalhando com o 3 de junho, que é a data da minha condenação. Perfeito. Tô trabalhando com essa porque já tá na reta final, tá na reta final mesmo. Por isso que eu já iniciei uma pré-venda, até pra me obrigar a falar, porra, vamos fechar, agora vamos fechar. Mas isso vira, isso obviamente vem em forma de show também. Também, também. Eu digo, esse momento da tua vida não tem como não virar um show. É, tem grande chance.
Tem grande chance desse livro. Não, tem, tem. Tem grande chance dele meio que virar um show também. E aí, stand-up, stand-up. Porque pra palestra dá pra ele desdobrar em muitas coisas. Dali tu consegue falar sério. Tu tá virando um teórico da comédia. Cara, por necessidade. Por necessidade. Não, mas eu gosto muito de estudar, sempre gostei. Então, por isso que eu acho que, por exemplo, quando vem... Tu tá vendo aí, ô seu juiz?
seguinte, Léo Lins, ele faz sabendo, não só sabendo o que tá fazendo, ele faz porra, com a intenção forte de fazer o que está fazendo. Então quando o Léo Lins sobe num palco dentro de um teatro pra uma audiência e fala uma piada do teor das que ele faz lá, ele sabe, ele não só sabe exatamente o que ele tá fazendo, mas ele sabe o que ele quer provocar nas pessoas, tá? Então se você não entendeu, é isso que ele tá dizendo aqui. É, que não, eu falei, ó, tem
produto novo que eu vou lançar aqui. Porra, eu não vou trocar aqui porque vai virar... vão me acusar de assédio. Então vai lá no banheiro que eu vou dar... Eu vou trocar, tá. Isso, troca ali, troca ali. Eu vou dizendo aqui boas razões pro juiz, na verdade, prender o Léo Lins, tá? Então vamos lá, vamos começar... Vamos começar pelo seguinte. Primeiro que ele é um filada puta, entendeu? Tem o quê? Tem mais de ano que eu chamo pra ele vir no flow e ele fica de calzadinha. Não, os caras estão querendo
Ah é, vou aproveitar e fazer uma publi. Seguinte, família, tá vendo aqui essa camisa que eu tô usando da Insider? Cara, tá no mês do consumidor, meu irmão. Essa daqui eu acho que você me viu poucas vezes usando, porque nem sempre eu tô de polo, na verdade eu tô quase sempre de tech t-shirt. Mas, ó, mês do consumidor quer dizer o quê? Quer dizer que você pode comprar, completar o teu armário ou experimentar Insider com até 50% de desconto.
Cara, 50% de desconto, é só você entrar lá. O site já tem vários descontos já aplicados
do mês do consumidor. E se usar o cupom Flow, pode chegar a 50%. Você não vai perder essa oportunidade aí de ou experimentar ou completar o teu armário com as peças da Insideric. Como você tá vendo aqui, tem várias diferentes, várias cores. Tem camisa, tem cueca, tem moletom, tem sutiã, calcinha, tem tudo que você precisa lá. Tá bom? Não perde tempo não, que o Leolin já voltou. Agora tá de Joker. Lançamento, velho. Essa daqui é ano de Copa. Então essa daqui é inspirada na blusa do
que era aquela vermelha. E a lanção, esse daqui ano da Copa, vai ter... Eu vou pegar os grandes eventos esse ano aí, né? E fazer lançamentos exclusivos. Tem Copa do Mundo, tem eleição e Terceira Guerra Mundial. E vai ter... GTA 6, vai. Tem GTA 6. Exatamente. Vai ter produto. Essa aqui, cara, tá lançamento agora. Como é que vai ser a da terceira? Cara, eu tô pegando agora. Tô pegando agora, cara. É? Tô pegando agora. Maneiro, pô.
Tava dobrado aqui na mochila. Não, não tá maneiro. Então, você que quer, fabricadomor.com.br.
uma parada interessante que tu faz, que é o seguinte, é, eu percebo que você tá pronto, de certa forma, pra encarar um, eu vou chamar de cancelamento, um cancelamento das pessoas, da sociedade, entendeu? A ponto de, você tem a tua galera, tu lota teatro, tu tem a tua galera, tu tem a galera que gosta tanto do Léo, que o cara compra a camisa do Léo, o cara ele vai nos shows do Léo toda vez que ele é aqui, e tu tem uma galera que tá ali contigo, daí um pouco, com todo o
peito, um pouquinho tu não liga, não me parece ligar pra ter um banco que quer me patrocinar. Não que seria ruim se surgisse. Mas o meu ponto é, tu é eficiente em entregar pra tua comunidade o que ela quer. E isso te dá um grau de liberdade interessante, né? Não, total. Total, cara. O que eu falei, meu público, velho, eu agradeço demais, cara. Porque a galera consome muito o que eu faço.
sabe também que, porra, me dedico pra caramba nas coisas, tipo quadrinho, uma coisa que eu queria fazer, né? Fiz lá o What the Hell, lancei um dos Terminadores do Além, eu fiz porque eu gosto, cara. Não foi pra ganhar dinheiro, porque, porra, quadrinho, cara, não é um negócio que vai me dar dinheiro pra caramba. Se eu quisesse ganhar dinheiro, sei lá, ia vender CDB do Banco Master, ia abrir um banco, né? Ia ficar rico. E assim, é possível que não decadeia. Exatamente, já tá sendo solto, já tá sendo solto, cara. Porra.
Então, acho que a galera vê que eu... Realmente eu faço porque eu gosto, cara. Eu entrei na comédia... Acho que ninguém entra na... Se alguém entra na comédia pensando... Porra, isso aqui, meu irmão, vou ganhar dinheiro. Não vai ficar, velho. Não vai dar certo. Porque... Tá pelo motivo errado. Exato. Porque, cara, é difícil, velho. Isso. É difícil pra caramba, velho. É isso. A galera que acha... Ah, esse humor aí é só subir lá e ofender. Tenta. Tenta. Sobe lá. Fica uma hora. Uma hora e quinze ofendendo pessoas.
Cara, se você chegar lá do nada, subir e segurar, eu pago, velho. O cara que não é comediante, achar que é só subir e ofender, vamos embora, vamos fazer uma aposta. Mil pra um aí. Eu boto. Boto a odd lá em cima, velho. Não vai dar certo. Não vai dar certo. Porque não é fácil, cara. Porque tem técnica, porque tem jeito, porque tem estudo. Exato, cara. Exato. Porra, tem gente que... Todo mundo tem jeito que você... Caralho, porra, hoje tem que melhorar a piada. Quando eu gravo um show, quando eu registro ele,
Aquelas piadas ali passaram por um crivo muito grande, cara. O Peste Branca eu fiz, acho que foram 350 apresentações em todos os estados do Brasil e acho que foram 11 países. Cara, foi muita gente que aprovou essa piada. Muita gente. Tiveram algumas que caíram. Pô, isso aqui não tá tão legal, isso aqui não tá tão bom. Mas o que chega no final e eu gravo, registro e lanço, que é o que tá no meu YouTube, cara, todas ali estão à prova de fogo. Todas, todas. Então, ah, mas alguém pode se ofender. Pode, claro que pode.
Eu falei, tem uma série de fatores que é impossível você criar um sistema que abarque a todas as pessoas, porque a interação desses 10 filtros vai dar o seu senso de humor. O máximo que pode acontecer é eu não achar ofensivo, mas eu posso não achar ofensivo e ir sem graça. Exato. Exatamente. E o que vai influenciar são esses filtros. Determinada coisa pode não fazer você...
Achar engraçado. Por exemplo, há um tempo atrás dizia-se que mulher não tem graça. Inclusive teve uma mulher chamada Robin Lakoff que na década de 70 escreveu um livro onde ela fala, é, mulheres não têm graça. Uma mulher falando isso. E tinham pesquisas que eram feitas e mostravam, é, olha aqui, realmente pegavam piadas para as pessoas avaliarem a graça dela e boa parte das mulheres respondiam, não, isso aqui não tem graça, isso aqui não tem graça. E aí a mulher não tem senso de humor. Mas por quê?
as piadas eram selecionadas por homens para agradar, em geral, agradavam um senso de humor mais masculino. E aí quando ia para pessoas julgarem, homens achavam engraçado, mulheres nem tanto. E aí concluíam, olha que mulher não tem senso de humor. Não, mas peraí. E aí isso depois começou a mudar. Na década de 70 em diante, começaram a vir outras pesquisas e falaram, opa, não, peraí. Não, ela gosta. É que é um outro tipo de piada, um outro tipo de humor. Então tiveram diversos avanços aí na pesquisa de humor.
Você pega até muita gente que vem criticar, me criticar. Em geral, você tem três teorias mais famosas para tentar explicar o humor, cada uma de um determinado ângulo. A mais famosa é a teoria da superioridade, que tem raízes lá na Grécia, com Platão, onde você ri de uma pessoa por se sentir superior. O Thomas Hobbes, que é um grande pensador, também foi um dos nomes mais associados a essa teoria,
18 era meio que só ela. Aí depois vem a teoria da incongruência, que ela é mais estrutural. E aí depois, com Freud, vem a teoria do alívio. Com Freud e Herbert e Spencer. Só a partir de 1950 que começaram a vir outras. Então é muito recente. É muito recente. Você teve que, durante séculos, uma. Aí depois, século 18, vem mais uma. 19, mais uma. E aí, de 1950, começa a vir outras. Aí, de 70 em diante,
começa a ter vários incrementos em outras e surgir outras teorias. Então, quando você pega uma gama de explicações e aí você descarta todas que refutam o que você quer falar, você está sendo desonesto. Você está sendo desonesto. Eu já vi gente falar, inclusive a teoria da superioridade, isso aí é uma no meio de mais de 50. Como é que você está querendo justificar baseado em uma? Uma teoria? Entende?
E você tem, porra, muitas vezes de serviços prestados, o Comedy Central, que, porra, o maior canal de humor do mundo, veio pro Brasil, começou a ter julgamentos emocionais e a cagar a regra, faliu, faliu, acabou. Em vez de selecionar comediante pela sua excelência na sua arte, começar a selecionar, não, tem que ser um preto, um amarelo, um rosa, tá montando Power Ranger, caralho? Tem que ter um de...
Não é o Village People, caralho. Porra, é uma banda que você quer montar, caralho? Monta um bagulho engraçado, porra. Faliu, faliu. E eles veiculavam a propaganda. E o que que faz coisas continuarem por tanto tempo? Eu já tava com as portas fechadas. Eu postei um meme uma vez com uma latinha escrito parabéns ao Lacromedicentro. Eu tô com as portas fechadas lá faz tempo. Mas também fechou a porta deles. Acabou, não tem mais porcaria nenhuma. Uma pena. É, porra, é uma pena. Uma pena, porque tem...
senta ao gringo, eu assistia pra caramba. Pô, tem coisa excelente, velho, coisa excelente, mas enfim, virou, é o que eu falei, virou esse julgamento emocional, que pra mim é prejudicial e independente do lado. E nesse caso, nesse caso, você diria, porque assim, cara, a gente também tem, ao mesmo tempo, a gente tem uma, a gente tem uma comédia, que eu vou chamar de comédia pra família, de certa forma, que é a Praça é Nossa, por exemplo, rolando há décadas e décadas, há gerações, na verdade, na TV. É, hoje quase o guerreiro resistente, né?
Que é o que está aí desde... Já está há muito tempo e está lá. Só que a diferença que eu vejo... Aqui eu posso estar enganado. É só um cara. A diferença que eu vejo é que a Praça é Nossa está tentando ser a Praça é Nossa e não tentando inventar ou empurrar uma narrativa. E é mais do que isso. Não está tentando ser cool. Entendeu? Ela está tentando ser a Praça é Nossa. Isso.
ela acaba sendo autêntica, né, cara? Que é uma coisa que falta hoje em dia. Autenticidade. Em tudo. Você pega as entrevistas de jogador de futebol... É, tudo igual. Tanto que quando um sai um pouquinho da caixa, porra, todo mundo gosta. Que merda, hein? É mesmo, né? Que merda, hein? Salve o Marinho. O Marinho é foda. É isso, cara. Porque, porra, é orgânico, cara. É isso, a gente quer ver isso, cara. Eu não quero ver um negócio robotizado.
Eu não quero ver uma resposta media training. Então, quando aparece alguém que sai
caixa, que é espontâneo, que é autêntico, porra, funciona. Porque hoje em dia é tentar botar todo mundo dentro de uma caixinha. E o A Praça é Nossa tá lá. Cara, o nosso humor é isso aqui. É personagem. Estamos aqui fazendo isso. Tem o público deles. O programa continua indo bem. Ah, porra, eu não gosto. Cara, tem gente que gosta. Porra, óbvio. Assim como o stand-up. Tem gente que não gosta. Um dos filtros eu chamo de filtro estético, porque se você tentar entender
Pô, por que eu não gostei disso? Porque a estética daquela linguagem não te agrada. Não é a piada, não é não te ofendeu, não tem nada. Só que, cara, stand-up eu não gosto. Não gosto, maluco lá. Às vezes, se você pegar esse texto e transformar numa animação, transformar numa peça, a pessoa pode gostar. Mas stand-up eu não gosto. Filme de comédia do Adam Sandler. Não tenho nada contra o Adam Sandler fazendo... Eu gosto de alguns, mas já vou achando que eu não gosto. Entendeu? Por causa da vibe, não é? Sim, sim. Realmente.
a mensagem dele não ofende porra nenhuma. Às vezes tem coisa que eu acho engraçada, só que eu não sei se eu quero gastar duas horas com isso aqui, entendeu? É isso. Não agrada o seu gosto. É isso. Ponto. É simplesmente isso. O Comedy Center, uma época, eu veiculava uma propaganda falando que o humor negro é racista. Não se usa essa palavra. O humor negro é racista. É humor ácido. Cara, isso pra mim é um desserviço à comédia, velho.
Um desserviço, cara. Eu entendo um leigo ouvir o humor negro. Como assim? Tá querendo as suas...
uma reação emocional, ou não gostar ou se ofender, eu entendo, por toda essa questão neurológica. Agora, um canal de humor, você trabalha com isso, cara. Você não pode divulgar uma coisa, porque assim, e aí, qual que é, vamos lá, origem, origem do termo, né? Esse termo foi cunhado, e aí, você olha inclusive que ironia, né? Porque hoje, quem mais reclama desse termo humor negro? É o militar.
Geralmente branco. Exato. E, em geral, associado a uma ideologia política mais de esquerda. Em geral. Esse termo foi cunhado pelo André Breton, membro do Partido Comunista. Então, sim. Você está falando que esse termo é racista por essência. E ele vem do Partido Comunista e está no Partido Racista. Entende? É você apagar nuances. Falar, não, espera aí, cara. Vamos lá. Esse termo foi criado pelo André Breton, que foi o fundador do movimento surrealista. Tem Salvador Dalí e tal. Em 1924.
ele lançou o Manifesto Surrealista. Na década de 30, ele foi lançar a antologia do humor negro. A antologia dele, o Monoar. Lançou na França. O livro seria lançado em 39, inclusive. Teve o seu lançamento adiado porque a Alemanha invade a França na Segunda Guerra. Então, até irônico um livro de humor negro ser adiado por causa de uma guerra, invasão nazista. E aí ele só vai ser distribuído efetivamente em 45. Ali que ele usa esse termo humor negro. Onde é uma antologia,
de contos de diversos autores sobre assuntos variados, com temas às vezes tabus. Inclusive, eu tenho um livro aqui. Muita gente fala do livro e eu fui atrás de comprar e ler ele. Então é esse aqui. Esse é o antológico livro do humor negro, onde o termo foi utilizado pela primeira vez. Essa é uma reedição dele, obviamente. O primeiro texto até é de um cara chamado Jonathan Swift, que ele fala que é o primeiro black humorist,
É um termo com certa licença poética, porque o cara não era um comediante. Ele era clérigo. Inclusive, você com certeza deve ter ouvido isso. Muita gente vai reconhecê-lo pelas viagens de Gulliver. Ele é o que escreveu isso aí, o Jonathan Swift. O primeiro texto dele aqui chama... Estudei ele na faculdade. Ele tem uma modesta proposta, que é... Tem muitas pessoas passando fome, tem muito morador de rua com criança. Vamos resolver o problema. Prepara as crianças, come elas.
Mano, fofinha, pô, dá pra fazer um fricassê, um ragu, maravilha. É isso, uma modesta proposta. Esse é o primeiro texto aqui, que é uma crítica ao Estado deixar as pessoas ficarem naquela condição deplorável. Só que você pode interpretar como sendo um incentivo ao infanticídio, incentivo ao homicídio, incentivo ao canibalismo. Numa visão restrita, enxergando assim, ah, esse cara tá mandando comer um bebê, assar ele na panela. Não, pera, pera, pera. Tem outra interpretação.
Você pode até ter essa interpretação, mas com certeza não foi a intenção dele. Então é uma leitura rasa e reducionista. Então, na década de 30, ele lança esse livro. A ideia dele com esse termo era o quê? Era romper com o iluminismo. A ideia do iluminismo que surgiu lá na França. A ideia era excesso de racionalização. E ele lança esse Manifesto Surrealista um pouco depois da Primeira Guerra, que foi o primeiro grande confronto mundial ali, onde a conclusão dele,
foi, porra, esse excesso de racionalidade, olha como é que terminou. Terminou numa grande guerra. Precisamos mudar. Pô, isso aqui não tá bom. A gente tem que ir... Então, a ideia dele foi no oposto da racionalização. E lá, porra, na intuição, e lá na sombra, nas profundezas da mente do ser humano, por isso, o Mornoir, ele foi muito inspirado pelo trabalho do Freud, do inconsciente, do subconsciente. Então, o termo tem toda uma riqueza que você fala, porra... Que a gente chega aqui e reduz ela.
canal de comédia lançar humor negro é racista. Você tem toda uma riqueza na origem desse termo e não tem nada de racista nele pra você pegar e fazer isso. Porra, aí é um negócio reducionista, raso e desonesto. Desonesto, porque não é isso. Não é isso. E aí eu olho e penso, não, você tá mentindo pra mim, velho. Eu não sou idiota, porra. Eu não vou acreditar nessa merda. É o que eu falei. Entendo um leigo.
ter essa visão. Mas, porra, é uma história rica que você, porra, paga por uma questão ideológica. Por uma questão ideológica. Eu nem acho ruim o termo humorácido. Eu acho ele bom também. E uso. Só que eu sou contra a mentira. Você querer mudar a história pra vender a sua visão ideológica. Sim. Infelizmente, isso tá em alto pra cacete nas redes sociais, né, cara? É como muita gente enxerga o mundo, infelizmente.
Na minha opinião, pelo menos, um dos problemas principais que a gente tem hoje é querer impor a própria visão de mundo a outras pessoas. Então, o cara que só enxerga vermelho, ele... Fudeu, ele quer que todo mundo só enxergue vermelho também. E a gente tá... Infelizmente, que é isso que a gente tá dizendo aqui, a gente tá num momento que a gente não... Porra, ninguém se entende. A gente tá... Eu tentando impor... Vai, entre aspas. Eu tentando impor a minha visão num cara que tá tentando
a visão dele, e aí, porra, caralho, o cara só queria fazer piada, mané. E uma coisa interessante sobre tudo isso que você tava falando, que você tava falando, tava pensando o que eu acho engraçado, né? O que geralmente é um gatilho pra eu achar engraçado, e o absurdo geralmente é engraçado. O absurdo, ele pode ser um gatilho pro engraçado. Tanto que, se você fala pra mim um... Ah, é energético? Se tu fala pra mim assim, porra, Igor, pra eu ir aí
Flow, eu quero um cachê de 50 mil reais. Aí eu falo, pô, tá de sacanagem, né? É piada essa porra, né? Tá brincando, né, cara? O cara tá engraçadão, Léo. Caralho, pica. Porque é um absurdo, né? Então, porra, eu fico pensando, assim, pessoas de, em geral, é claro que existem monstros, mas em geral, as pessoas acham, por exemplo, o infanticídio um absurdo. Então, a piada que ele conta nesse livro aí, ela é tão absurda que ela,
Um, ela não pode ser, não pode ser verdade, ele não pode estar falando isso pra valer. E dois, porra, é tão absurdo que, caralho, isso aqui é risível de absurdo. E aí é engraçado. Exato. É claro, é claro. Não é isso. Comédia é falar absurdos. Só que, porra, mas o que ele falou é um absurdo. Porra, assim, porque ele é um comediante. Mas é essa a ideia, porra. Porra, se eu só falar coisa que é... Cara, você quer ouvir o quê? Só fato, assiste o jornal.
Porra, é diferente, caralho. Mas existe um outro jeito. O cara que tá, vamos lá,
O comediante que tá falando lá no Comedy Central, por exemplo, que o humor negro é racista, não sei o que. É porque esse cara, ele acredita... É porque é possível um humor... Eu vou chamar de humor familiar. Sei lá como tu chama. Mas tu entende? O Whindersson Nunes. Sim, sim. Ou o Whindersson Nunes no início da carreira, pelo menos. A possibilidade desse humor familiar, ou seja, ele também ser engraçado, as pessoas também rirem dele,
pode servir de argumento pra dizer, tá vendo? Não precisa falar de gordo. Não precisa falar de mar porra nenhuma. É só tu falar de, sei lá, né? Sim, sim. A questão é, eu sou partidário de, tem que ter vários produtos na prateleira, você consome o que você quer. Perfeito. Por exemplo, esse humor aqui eu dou risada pra caramba, mas tem gente que não dá tanto. Esse cara dá mais risada, porra, dá uma piada onde há tensão social. A grande questão é essa.
Onde você cria tensão, você está... É petróleo para comédia. É petróleo para comédia. Então, assim, eu até... Ah, hoje está ruim fazer humor? Não, não. Eu acho que hoje está bom para caramba. Excelente. Porque tem muita tensão. Então, acho que está muito bom. Se você pegar uma sociedade onde tudo é permissivo e nada choca, e uma outra cheia de restrições, essa é muito melhor para fazer piada. Muito melhor. O problema são as consequências.
Tanto que quando acabou o comunismo, fala-se que tudo melhorou, menos as piadas. As piadas pioraram, porque antes elas eram, porra, era melhor, tinha mais tensão, podia fazer, não podia. E nessa época aí tiveram comediantes sendo detidos, sendo presos por conta de contar piada. Tem uma sessão do livro ali onde eu coloco também inimigos do Estado, que são pessoas que se ferraram por causa de piadas.
Tu se colocou lá? Eu tô lá, claro. É o teu livro, né? Lógico. A maior condenação na história do Brasil por causa de um comediante contando piada num palco. Porra, tem que estar lá. Eu acho que... Vamos torcer pra ser, pra continuar sendo esse recorde teu, né? Na moralzinha. Com certeza. Não, não. Não precisa. E nem eu quero quebrar isso. Não precisa, não. Deixa... Tô feliz de ter sido absolvido na segunda instância. Tô muito feliz. Foi 2x1. Apertado.
Não foi nem 2x1. O voto decisivo do desembargador Ali Maslum, muçulmano. Então, irmão, acordo de manhã falando Alan Dulila. Não sabe nem o que isso quer dizer, né? Não, pô, tô ligado. Ah lá, meus pais falaram agradece a Deus. Deus não, ah lá, respeita, viu? Respeita. Não fala isso não. Comenta a sacrilégia aqui na minha casa. 2x1, cara. 2x1, apertado. E, pô, tem uma que, se eu não me engano, foi... Se dá merda ali, tem que fazer o quê? Dá merda na segunda instância. Eu ainda posso mais uma.
Aí perdeu cadeia. Três chances. Eu agradeço ao Lula, inclusive. Ao Lula. Porque senão na segunda já ia preso. Já ia preso. Exatamente. Se eu perdesse essa, eu só não ia para a cadeia por causa do Lula. Exatamente. E quem sabe depois mudam até a terceira por causa do Vorcaro também. Até lá. O nego cria mais quatro instâncias. Quem sabe, por causa de um assunto sério, acaba expandindo. Enfim. O que você está achando desse lance do Vorcaro, cara? Porque assim, ele é muito sério.
Ao mesmo tempo, tá o cara falando de peleleca lá, né? Primeiro quem tem tesão no Cebolinha, né, cara? Porra, que papo merda, né? Só sendo... Só, só. Porque, cara, quando ele... Porra, o cara ia alugar uma ilha pra fazer um show. Ah, qual ilha? Veneza. Não é que ele aluga uma ilhazinha, Ilha Bela. Quem vai tocar lá? É o Sorriso Maroto? Não, é o Coldplay. Isso, isso. Porra, minha filha vai casar. Todo respeito do Sorriso Maroto. Melhor show do Brasil, tá bom? Minha filha vai casar.
que é a diária do Papa, pra ele poder ir lá. É isso. Caralho, é mega romandido. Aí pode falar peleleca. É, aí, meu irmão, porra. Falou que queria morar no suvaco da menina. Pô, os papos são merda pra caramba, né? O que eu falei é, suvaco de modelo é fácil. Quero ver morar no feminista, tem que carpir o lote. Porra, cara, quando eu cheguei, isso aqui tudo era mato. É um babaca. Porra, não quer ser preso. Ainda tô com a roupinha com a risada. É, é verdade. Tô com a roupinha com a risada, né, porra.
Tu tá aí, defesa. Mas não é... Mas assim, é isso que tu falou. O Brasil, meu irmão, é um... Aqui o que não falta é material pra piada, né? Porra, pra caramba, cara. Tem muito material. Muito material. Toda hora vem um novo, cara. Começou com o Maduro. Agora, porra, bombardeio no Irã. Não, mas aí tu não faz uma piada com bombardeio. A Marinha. Vocês viram a manobra da Marinha lá, cara? Eu vi a manobra da Marinha. Eu achei até que era IA, velho.
Eu achei que era IA. Acho que foi lá na Praia da Macumba. É mesmo? Se eu não me engano, lá no... Tu conhece, né, porra? Eu também... Acho que eles foram fazer treinamento de guerra.
Atolou na areia. Aí vieram dois navios salvar. Atolou também. Meu Deus. É bom. Aí é condizente, né? Condizente. Podia lançar uma batalha naval marinha do Rio. Os navios ficam todos parados na primeira linha. A1, A2, A3, A4. Explodiu o porta-aviões. Que merda. É. É assim. Mas, porra, é... Pois é. Um momento que, ainda por cima, o mundo tá um momento tenso pra caralho. Sim, sim, sim. E tu se amarra em pegar pesado com esses caras.
aí também, né? O que tem de maneiro do Vorcaro? O Vorcaro fica inventando meia tempo inteiro. Foi solto hoje, né? Ele foi solto? Acho que foi solto hoje. Eu acho. Não tenho certeza. Espero que não. Espero que você esteja enganado. Eu também, cara. Espero um não estar enganado. Porque todo esse caso é absurdo, né, cara? Todo esse caso é absurdo. E aí quando você olha, porra, pra minha condenação lá, porra, dois milhões? Porra, por causa de um show de uma hora?
Os caras acham que eu sou o quê? A esposa do Alexandre de Moraes? Ganhar dois milhões por hora? Porra. Não é, né, porra? Não é isso não, velho.
Não ganho isso, não. Ainda perdi muito. Assisto Peste Branca. Não pule anúncios. Tá bom? Empresas, me patrocinem. Pois é, né? Isso daí é uma outra parada. Aparece algum cara pra estar junto do Léo, cara? Cara... Alguma marca? Já, já. Já chegaram a marca. Depois dessa ziquezira aí? Tem, tem. Inclusive, tô fechando collab em breve aí também. Sensacional. Com produtos. Eu acho que, cara... Tu saiu maior, Léo? Sim. É? Sim.
falar principalmente num lado pessoal. Se não, já vão falar ele ainda zombou da justiça que saiu, mas não. Tu fala num lado pessoal porque, querendo ou não, é o que eu te falei. Cara, eu já estudava sobre comédia, mas não dessa forma. Não dessa forma. E eu acho que o que me levou a isso foi a condenação. Então, cara, eu aprendi muita coisa. Muita coisa. Então, sem dúvida, eu tô saindo com mais conhecimento, com mais bagagem. E isso, pra mim, é muito bom. Tô podendo retribuir
para a comédia, muito do que ela já me deu. E eu acho que era importante ter esse trabalho. Eu acho que tanto a minha sentença, tenho certeza, será utilizada em outros processos, como o meu livro será utilizado em outros processos. Porque ali não é um livro de opinião, como eu falei, tem embasamento teórico, pesquisa, está tudo com fonte, está tudo citado. Porque esse é outro problema também. As pessoas estão pegando...
Na minha sentença, isso eu até falei publicamente, foi citado o Wikipedia, de fonte de embasamento. Embasamento para botar uma pessoa mais de oito anos na cadeia é o Wikipedia? O negócio que tem escrito. Isso aqui não é fonte segura. Se eu quiser, eu vou lá criar uma conta e edito. Exato. Exatamente. A justificativa foi, inclusive na sentença fala, apesar da presença de cenário, figurino, texto, edição de vídeo,
teatro não nos parece um personagem e sim a pessoa dá um discurso. Aí é aquilo que eu te falei. Cara, se essa é a sua interpretação, não adianta eu te mostrar mais nada. Você já decidiu. Já foi emocional. Você já racionalizou. Não importa eu derrubar esse argumento. Eu não vou mudar a sua opinião. É impossível. Impossível. A não ser que você dê um passo atrás e perceba isso e comece um processo pessoal de, peraí, deixa eu abrir minha cabeça para uma outra possibilidade aqui. Do contrário, não vai mudar a sua opinião.
Esse argumento aí, então, está dizendo que você, em outras palavras, está dizendo que você não estava fantasiado de palhaço. É, que era uma pessoa dando um discurso. Isso. Você acredita que você estivesse com um figurino mais... com a sua cara coberta? Pois é, cara. É triste essa constatação, porque tem uma outra pesquisa num livro de um sujeito chamado Yves Lataili, brasileiro. Aliás, o livro dele é bom, cara. Mas ele fala sobre moralidade, ética,
no riso. E aí ele cita uma pesquisa que foi feita, eu não lembro se foi numa tese, mas enfim, ele era o orientador da pessoa. E eles fizeram a seguinte pesquisa, pra ver se tem situações que é certo ou errado você rir. Pegaram crianças de, se eu não me engano, em torno de 6, 7 anos e outras maiores, acho que de 13 anos. Isso tem um motivo, porque até 6, 7 anos, o que você acha certo ou errado é algo que vem de fora.
você ainda não tem uma racionalização sua, né? De pensar, não, mas pô, isso aqui pode... E já com 13 anos você já tem esse processo de pensar por conta própria acerca de apenas obedecer uma opinião externa. É, isso é verdade, tem a ver com poda neurológica, é assim mesmo. Exatamente. Então, fizeram esse experimento. E aí, qual que era? Eles fizeram... O cenário é o seguinte, o Pedrinho levantou durante a aula, pô, foi jogar um negócio no lixo, tropeçou, levou um tombo, todo mundo começou a rir,
pergunta era, como é que o Pedrinho se sentiu? A maioria falou, pô, acho que ele se sentiu mal. Ele se sentiu mal. A maioria falou isso. Por que ele se sentiu mal? A grande maioria, os de 12, 13 anos, porque está todo mundo rindo dele. De 6 e 7, um ou outro falou porque ele se machucou. Justamente por não ter essa noção de que, pô, o riso pode falar, foi ruim porque ele bateu o juiz. Tipo, dando esse riso. Mas a grande maioria ainda de 6 e 7 anos falou porque está todo mundo rindo dele. E aí a conclusão da pesquisa é, veja, até as crianças têm essa noção,
moral do que seria moralmente certo você rir. Então, por mais que seja uma situação engraçada, o cara levantou. E por que é engraçado? Porque é incongruente. Se alguém levanta e anda para ir até o lixo, a expectativa é ele vai andar até o lixo, jogar, voltar e sentar. Se ele levanta, leva uns tabaco e cai, é uma quebra de expectativa. Então, tem uma fórmula cômica, embora ele não estivesse fazendo uma piada. Mas, a conclusão dele é, nem todo riso é certo. Por mais que seja engraçado, não é moralmente
correto você rir disso. Interessante. Faz sentido até para o bem-estar e para o bom convívio social. É interessante. Exato. Bom, obviamente que há questões de moralidade. Só que aí, outro erro quando alguém tenta impor uma questão moral é achar que existe uma única moralidade unívoca e unânime que todos concordam. E não é assim. Então, qualquer tentativa de impor essa régua vai ser um
grupo tentando impor a sua moralidade em cima do outro. E aí é aquilo que a gente falou, ninguém quer ouvir o próximo, só quer convencê-lo da sua própria verdade. Qual que é o problema que eu vejo nessa pesquisa que ele fez? Vamos fazer a mesma pesquisa, só que vamos trocar o cenário. Vamos colocar, em vez do Pedrinho levantou na sala de aula pra ir jogar o lixo e levou uns tabacos, vamos colocar que o palhaço Batatinha, no picadeiro de um circo, tá tendo aula, o palhaço Batatinha foi fazer isso, caiu com o pé pro alto,
Eu acho que as crianças todas vão rir. Cara, eu não fiz a pesquisa, mas eu lembro de ir em circo. Eu não me recordo de me sentir mal de rir do palhaço. De me sentir triste, porque, meu Deus, tá todo mundo rindo porque o palhaço caiu, cara. Agora a vida dele. Eu não me recordo disso. Então, assim, são contextos diferentes. Se uma criança de sete anos, se você for no circo, o que mais tem é palhaço batendo coisa, cai, aí é sempre uma coisa bem exagerada, é uma hipérbole corporal, né?
Cara, se uma criança de 7 anos de idade consegue discernir que o Pedrinho caindo na sala de aula é diferente do palhaço batatinha caindo no picadeiro, por que um adulto funcional não consegue fazer isso? É diferente de você contar uma piada pra uma pessoa na fila do mercado e você contar uma piada no palco de um teatro. São situações completamente distintas, cara. Só que essa cegueira emocional ou esse realismo ingênuo, a pessoa não consegue enxergar. Tu acha válido o argumento a teu favor que diz o seguinte,
teatro, ali poderia ter alguma piada assim? Pois é. É que esse é um argumento a teu favor. É, não, e aí o que eu falei, é triste você ver, cara, o que eu vou ter que fazer? Eu vou ter que botar um sapato gigante, um nariz de palhaço, uma roupa mais espalhafatosa, porque no perturbador, cara, eu tô parecendo o Ronald McDonald, cara. Eu tô de amarelo, vermelho, sapato amarelo, tem uma caixa cheia de fita estourando, tá escrito na caixa, stand-up, comedy, tá escrito no palco,
tá escrito no ingresso, tá escrito no entanto teatro, tem uma caixa no palco escrito que é comédia, eu tô todo colorido, parecendo literalmente um palhaço. Precisa mais? Cara, precisa o quê? Eu não consigo pensar em outra coisa. Porque assim, é aquilo que a gente falou, existe uma persona cômica, a maioria dos comediantes, eu entendo que no stand-up, como tem gente que sobe ali de calça, camiseta, só que você tá aí e vai falando, dá até a impressão que o cara tá falando as coisas que tá vindo na cabeça
ali agora e tal. Mas, pô, é uma performance. O cara estudou. Por mais que o cara entre e às vezes fique, pô, eu vi não sei o que e tal. Essa é a performance dele. É a performance do cara meio tímido, do cara meio... Ele fala meio pra dentro e tal. Essa é a persona cômica dele. Cada um precisa ir construindo a sua. Então, assim, no meu caso, acho que como eu ainda lido com temas tabus e tal, com tensões sociais, cara, eu só faço show com a mesma roupa. Eu só faço show com a mesma roupa. É muito clara
a distinção no meu caso. Não é que um dia eu tô de calça jeans, sub... Não, não, não. Cara, no meu caso é mais claro ainda. Porque primeiro... Ah, eu faço isso porque eu gosto. Eu faço isso porque acho que ajuda. Eu faço isso porque eu só preciso do meu lado de autismo. Então, assim... Tu fala que é claro isso porque tu é um racista, né? Tu tinha que falar que é óbvio. Então, assim, é isso. Eu vou precisar fazer o quê? Botar um sapato gigante? Botar... Porque, cara...
Eu já estou te ajudando. Eu estou indo além até do que eu deveria. Entende? Eu nem precisava vir até aqui de enfiar uma caixa colorida, uma roupa colorida. Mas tu faz isso pensando nisso. Eu quero deixar cada vez mais claro que isso aqui é um show de comédia. É por isso que tu põe lá uma caixa gigante? É por isso que tu força a barra da roupa? Isso tudo é na intenção de sinalizar tudo isso? Não apenas, mas também. Porque eu acho que tudo isso envolve uma construção artística.
eu acho que fica mais rico o seu trabalho. Se você pegar o cartaz do Peste Branca, aliás, para quem está assistindo, preste atenção no cartaz, tudo ali tem relação com o show. Se você olhar o desenho, as pessoas, e isso até no perturbador também, a caixa que está ali, são temas que serão abordados, e eles estão dentro da caixa, a ideia é que são temas tabus que ninguém quer que aborde, e por isso a caixa está estourando. Eu vou falar dos temas que não querem que falem.
Isso é uma personalidade chamada trickster, que é o... Carl Jung estudou a respeito disso também. E ele é, digamos, uma espécie de um palhaço sacerdote presente em diversas culturas diferentes. Tem umas que até em cerimônias, esse palhaço ritualístico, ele montava o cavalo ao contrário, ele fazia as coisas invertidas, ele transgredia regras e normas. Botava ali uma casca de banana para os outros. Isso era...
Nesse contexto, essa figura desse palhaço cerimonial, desse trickster, ela estava ligada no ambiente ali. Diferente do bobo da corte, que estava ligado a ele, ao bobo da corte. Ah, entendi. O trickster era um personagem... Era no ambiente ali. Era o bozo. Era ritualístico, era nesse ritual. Mas era um cara que... A hora que ele acabou essa performance aqui, saiu, tirou a máquina, não sei o quê, ele não vai... O bobo da corte, ele está andando, ele pode fazer uma bobeira. O bobo da corte está mais ligado a ele.
E isso aqui mais ligado ao evento. Entendi, tá bom. Hoje, cara, perceba. Hoje, no meu caso, é ligado à pessoa no evento. É a união dos dois, até. É a união dos dois. Eu não tô defendendo sair fazendo piada no meio da rua. Eu não tô defendendo que qualquer palco eu posso subir e fazer algo. Eu estou defendendo que no ambiente de humor, o comediante no palco vai fazer piada. É isso, é isso. Ah, mas aí postou no YouTube. Cara, quando você olha a imagem, tá muito claro. Tá muito claro.
vendo o palco de teatro, você tá vendo tudo ali. É diferente de eu ir no porra, participar de um programa de rádio, sério, e fazer uma piada porra, meio dia, sobre infanticídio. Porra, não é o ambiente, cara. Não é o ambiente pra isso. Mas, no teu canal lá, no canal do Léo Lins, que é um comediante, não sabe quem é um comediante, que eu clico num vídeo que tem uma thumbnail que tem escrito, na thumbnail
no tom da coisa, no título também, e aí eu fui lá e cliquei, fiquei puto, e além de comentar, eu fui lá e processei. Olha, eu fiz todo o processo, eu cheguei no teu canal, ou eu cliquei no link que o meu irmão me mandou, eu vi, eu me indignei, eu comentei, eu fui lá e te cancelei. É isso, é isso. Eu fui lá. Assim, peraí que hoje eu tô suave, eu vou lá me incomodar um pouco. É isso, cara, é isso.
Eu tracei e mapeei todo esse ecossistema da indignação, cara. Tudo lá no meu livro. Esse personagem eu chamo de disseminador. Ele dissemina a dor. É isso. Entendi. Esse é o papel desse personagem. Que ele age também movido por dopamina, porque ele faz isso, olha o que ele me falou, não sei o que, aí vai uma galera, parabéns, é isso mesmo, você tem que... Então, a indignação dele tem a mesma raiz do cara que tá rindo também, porque quando você ri, é isso.
seu sistema límbico ali, você libera dopamina, você vai se sentir bem. São neurotransmissores que vão falar, porra, legal, esse cara é muito bom, muito engraçado. E o que age? Eu vou cancelar ele, eu vou lá. Também é a mesma coisa. A dopamina, os dois estão movidos por neurotransmissores. A raiz é igual. Os dois emocionais. Exatamente. Exatamente. Mesma coisa. Então, o que eu falei? É uma reação humana. E eu não vejo problema no cara indignar, reclamar, boicotar, cancelar, mas a justiça precisa entender isso. Precisa entender que ela não pode agir na emoção.
caralho, não pode. Então, acho que isso aí vai ficar bem claro no meu trabalho. Porque as pessoas usam pesquisas que... Eu cunhei um outro termo também. Esse livro aqui, ó. O cara veio embasado. Racismo Recreativo. Esse livro aqui, ele é muito bom. A página é boa pra absorver urina de gato. Eu tô botando lá na caixa de areia do meu gato. Eles adoram porque é isso aqui. Olha. Quando eu lançar...
eu soube que alunos desse professor foram no meu show, falaram cara, quando saiu tua condenação, ele falou que era o dia mais feliz da vida dele. O Adilson. É. E cara, pô, fiz a brincadeira da caixa do gato, mas falando sério, pô, eu acho triste, cara. O seu maior motivo de felicidade na vida é uma pessoa ficar oito anos na cadeia e pagar dois milhões por causa de um show de humor? Que vida miserável que você deve ter, cara. Tu leu isso aqui tudão? Muito triste. Li, li tudo mais de uma vez. Eu,
Eu cunhei um termo que não é o pesquisador científico, é o escultor científico. E esse livro, para mim, é uma bela escultura científica, que é você moldar os dados à tese. Você começa pela conclusão e aí você vai pegando o que confirma, você ignora o que refuta...
você sublinha o que te ajuda, você apaga o que te atrapalha. É uma escultura. É uma escultura. Entende? Acaba sendo... Tem um termo acadêmico também que é o cherry picking. É isso. É o que eu falei. Eu não ignoro que o humor pode excluir, pode machucar, pode fazer alguém se firir. Pode. Pode mesmo. Eu não ignoro isso. Eu mostro um lado, eu mostro o outro. Por exemplo, ele cita, coloca na mesma prateleira, piada num palco e ofensa.
na fila do mercado. E tem algumas coisas que são... É o que eu falei. É essa manipulação da escultura. Porque assim, ele cita alguns casos pra mostrar que olha como é que o racismo é uma coisa horrível. E sem dúvida. Pô, racismo é uma coisa terrível. Terrível. Óbvio. O preconceito já foi maior e há de continuar essa luta pra que diminua. Sem sombra de dúvida. Aí ele cita alguns casos pra mostrar, digamos, a impunidade. Tem esse caso. Inclusive esse caso da fila no mercado é daqui. Tá. Tá citado aqui.
E a piada num palco também, na mesma prateleira. Aí ele cita alguns casos. Um deles, esse específico, inclusive da fila, a pessoa que se sentiu ofendida, e está em todo o seu direito de se sentir ofendida, sem sombra de dúvida, entrou com o processo. E eles argumentam, mas não, foi só uma piada, estava brincando. E deram a favor do cara, deram a favor dele. Onde, nesse caso, eu acho que errou. Ninguém que está no mercado necessariamente quer ouvir uma piada. O que dirá ser alvo de uma piada?
Não interessa. Quanto mais... Ah, era uma piada com a mulher negra, com o fato de ela ser negra. Piorou, mas assim... Se fosse uma pessoa com nanismo, ia piada para ele ser anão. Se fosse um careca, a piada poderia ser careca. Não interessa, amigo. O mercado não é uma fritada, caralho. Não é o palco de uma fritada. Então, assim... Aí ele cita e olha só... E cita outros casos. Teve um onde os funcionários da empresa se vestiram de membro da Kuklus Klan.
E aí falaram... Pô, oprimiram funcionários negros e depois teve funcionário demitido.
Então ele cita alguns casos. Alguns só meio por alto. Esse daí ele detalha. Tem um outro também que ele detalha. E aí eu fui atrás do caso. Eu falei, deixa eu ver cada um aqui. Eu fui pegar o número do processo. Cara, tu tava sem nada pra fazer. Os caras não deixaram tu fazer show, né? Eu tava me preparando pra ficar oito anos na cadeia, caralho. Deixa eu pelo menos levar o material pra eu estudar. Eu ficava em casa fazendo jejum.
Treinando. É isso. Ficava em casa fazendo jejum, flexão, treinando, lendo o livro que abate sentença.
Estava usando também uns plug anal pra dar uma largada? Isso aí era bom. Estava treinando, jogando sabonete também pra pegar rápido. Fala, peraí. Pegando ligeiro ali, mano. Igual Matrix. Aí já peguei. Tá aqui, velho. Porra. Aí eu fui olhar o número do processo pra ver o andamento. Todos que ele cita, olha, fizeram isso, fizeram isso, fizeram isso. As pessoas foram condenadas. Aí o que ele cita e vai até o fim, porra, foi o que, pra mim, foi injusto mesmo. Mas os outros, as pessoas foram condenadas.
fala, peraí, tu foi fazer uma puta pesquisa, tu achou seis casos. Cinco foram condenados. Cinco foram condenados. E você tá argumentando que o racismo é uma coisa terrível? Cara, realmente é, mas desculpa, esse seu livro mostra que, é, eu acho que o processo, acho que tá sendo resolvido. Você tá derrubando a sua própria tese com esses argumentos. Tem um outro que ele cita, não sei se você lembra, é um caso absurdo, que os moleques tacaram fogo no indígena. Lembra disso?
Se eu não me engano, foi em 97. Faz um tempão, é. Em Brasília. Foram processados. Aí ele fala. Pô, absurdo. Foram processados. Falaram que era uma brincadeira. Então, essa é desculpa. É só uma piada. É só uma brincadeira. É botando tudo isso no mesmo bolo. Um comediante no palco com um taca-fogo no indígena. Tô entendendo. Legal, né? Por conta do argumento. Pô, era só uma brincadeira. A gente queria ver se ele ia... Enfim. Os moleques eram...
Não lembro se... Acho que um era... Dois eram menores. Outro acho que não. Mas, enfim. Foram processados. E aí ele fala. Entraram com esse argumento. E...
A juíza entendeu isso e colocou que seria dano... Não é dano físico, me fugiu o nome agora. Deu uma aliviada. Não foi um homicídio, não foi com a intenção de matar. Foi um dano que ocasionou em homicídio. Isso faria o quê? Isso faria com que eles não fossem julgados num júri popular e já poderia diminuir a pena. Seria algo mais brando. E aí ele descreve isso.
aconteceu com a minoria, o indígena? Algo que não poderia acontecer em 2026 também, concorda? Porque em 2026, com todas as ferramentas que a gente tem hoje, esse caso não ia ter nenhum tipo de impunidade pela repercussão que ele teria. Se sem rede social, sem nada, ele repercutiu do jeito que eu lembro dele, imagina hoje. Então, assim, analisar isso ignorando o tempo também é um erro.
na minha opinião. Sim, sim, também. Mas aí a questão é, é um exemplo de impunidade. Fui pesquisar o caso também. O pedido, que ele fala que pediram pra ser dano grave seguido de homicídio, alguma coisa assim, e pra não ser julgado no júri popular, foi negado. O pedido foi negado. Eles foram julgados no júri popular e condenados a 14 anos de prisão. Então ainda assim, rolou o que rolaria se fosse hoje também. Só que, isso aí não fala. Isso aí não fala. Isso aí tá numa nota de rodapê
Fim do livro com o número 987543432-001 para você conferir. E aí, você vê. Então, assim, é o que eu falo. O que vai refutar a sua tese? Porra, tu esconde, tu apaga. Aí, esse caso aqui... Ah, esse aqui é muito bom. Esse aqui eu vou sublinhar e grifar e botar bem grande. Esse outro aqui eu vou só citar ao comecinho. Esse outro... Porra, maluco. Caralho, essa é a pesquisa? Me desculpa, a pesquisa é muito pobre. Muito pobre. Para manter o tom.
aqui ainda. Mas e no teu livro? Inclusive, já que foi aluno dele lá, Adilson, se você quiser, eu vou aí debater com você. Porque fica vários professores debatendo com aluno, pega uns moleques às vezes de 15, 16 anos, obviamente, o cara não vai ter argumento. Não vai ter argumento, mas se você quiser, a gente pode promover um debate, acho que para uma área jurídica, ele é advogado, eu acho que pode ser bem enriquecedor para a turma. Tenho bastante argumento.
Tem bastante argumentos. Inclusive muitos questionamentos em relação a essa escultura científica. Depois eu vou dar uma olhada nesse daí. Eu li um outro da Jamila, um que tem a capinha amarela. Esse daí eu ainda não li. Acho que eu sei qual é. Vou dar uma olhada nesse daí também. Eu li o racismo estrutural, li esse daqui também. Eu acho importante, cara. Acho importante. Na comédia, eu fui ler, tem autores que são isso aí, contra a comédia. Tem um sujeito que já
fez várias pesquisas, aliás, várias pesquisas tentando mostrar um possível potencial da comédia em relação a estereótipo, reforçar estereótipo, ou divulgar, reforçar estereótipo e preconceito, disseminar preconceito. O cara tem várias pesquisas nisso, inclusive ele é citado em outros trabalhos, que isso faz parte também desse ecossistema, que o cara faz uma,
escultura científica aqui, aí o outro vai, cita ele, aí esse cita, esse cita o outro, aí um negócio que daqui a pouco é uma pesquisa, porra, mal feita pra caramba, já ganha um status de veracidade ao lado da lei da gravidade, um negócio, entende? Esse capítulo, esse livro aqui e o racismo estrutural, eles são teses, teses, não são leis, não é a lei da gravidade, é uma tese. Você não pode embasar uma sentença, porra, numa tese, que não é, não tem uma
Científico não tem nada. Porra, você não pode fazer isso. Mas fazem. Mas fazem. Acontece. Tem teses dessas que foram citadas também na minha sentença na primeira instância. E o teu livro? O teu livro também... Ali tu coloca no teu livro antíteses da tua tese? Tu vai defender só a tua parada? Não, não. Justamente porque boa parte dele...
parte é arqueologia e história. É pra gente ver essa origem do humor. De onde vem o humor? De onde vem a palavra humor? Por que comédia? Quando começou a ser chamado de humorista? Quando surgiu o humor negro? Outros termos de humor negro. E aqui a gente tá falando de história, livro, fatos. Isso é pra gente entender. Vamos entender da onde vem. Antes de julgar. Vamos entender. Uma segunda parte é mais psicologia e filosofia que é como o humor começou a ser pensado.
Primeiramente foi assim. E aí vem isso aí. Teoria da superioridade, teoria do alívio.
Depois vieram outras teorias do script semântico. Tem uma porrada de teoria. Aí tem os filtros tudo embasado com pesquisa. Aí não é opinião minha. Eu estou falando. Tem uma pesquisa que fala isso, que fizeram isso, isso, isso. E essa pesquisa foi bem feita. Aí é que está. Eu falo, olha, tem essa. Tem essa outra aqui que também fala isso. Então eu não estou... Eu estou apresentando para a pessoa julgar. Aí, porra, tem isso e tem isso aqui. Ok. Aí você pesa e tira sua conclusão.
Essa primeira parte do livro é uma revisão de literatura. Aí a terceira parte é científica. Aí é ciência. Eu falo, tem essa pesquisa. Inclusive, como eu falei, senso de humor da mulher. Antigamente dizia-se que mulher não tinha senso de humor. Por quê? Porque a pesquisa era feita assim. Agora tem essa outra assim que diz isso aqui. Então tem uma boa revisão de literatura. Depois tem uma parte de antropologia e sociologia, que aí já é o humor circulando na sociedade. Saiu da garagem. Então agora está circulando. O que vai acontecer?
Ele vai ser julgado. A gente tem esses filtros. A gente tem lentes sociais. Tem questão ética, moral. Da onde vem a moralidade? Aí eu fui pesquisar isso também. Foi aí que eu cheguei no Jonathan Haidt e em outros autores. Tudo isso vai influenciar no humor. Aí eu termino com a teoria autoral, que é essa teoria da divergência cômica, onde eu apresento o meu ponto de vista. Eu prefiro que a pessoa discorde de mim pensando do que concorde comigo no automático. Eu prefiro isso.
É triste que a faculdade hoje, que era um ambiente onde deveria se estimular o questionamento e o debate, porque é nessa retórica que você vai aprender, que você vai raciocinar, que você vai se questionar. É assim que você põe à prova as suas próprias ideias. Exato. Exatamente. Pra validá-las, né? Exatamente. Exatamente. Se você fizer um negócio e só pode concordar e ninguém debate, porra, maluco, então é ok. Então é isso aí. Tu é o ditador do pensamento, cara. É isso. Não tem debate.
do pensamento. Vira uma coisa de uma faceta só. É isso. E aí o desdobramento pior disso daí, que a gente pode ter tido, é possível que a gente tenha discípulos ou produtos disso que eu estou falando, que vira cultural dentro de um determinado círculo, que seja na universidade, ou que seja dentro de um curso específico numa universidade,
vira uma certa cultura que todos que saem dali saem com essa verdade. Exato. Cara, eu fiz educação física na área biológica. Nem é ciências humanas, ciências sociais e tal. Eu, de pensadores, o que eu tive ali foi só esquerda. Só esquerda. Era a escola de Frankfurt, era Antônio Gramsci. Meu orientador liou Antônio Gramsci.
pra citar na minha monografia. Era só isso. Era só isso. Pô, um moleque de 20 anos? Enfim. E eu lembro de ter provas que, tipo assim, teve uma que eu falei, acho que essa aí eu fui bem. Porque eu li, pensei, cheguei na minha conclusão e escrevi. De 0 a 10, tirei 2. Aí teve uma outra que, cara... Pô, lembro como se fosse ontem. Terminou e falou, e aí como é que tu foi? Eu falei, cara, deve ter ido mal pra caralho. Nem sei direito o que eu escrevi, maluco. Eu escrevi uns negócios que tinha lá no texto que ele mandou.
Eu lembro de uma frase que era a greve é um raio de luz no teto cinza do trabalhador, não sei o que. Tirei nove e meio. Eu nem sabia direito que porra que eu tinha escrito. Eu só sei que eu botei uns negócios lá esquerdalha. Tirei quase dez. Quando eu pensei, tirei dois. Aí o cara, porra, você não quer que eu pense. Você quer que eu repita o que você manda. Você não quer aluno, você quer boneco de ventrilo que você quer enfiar a mão no rabo deles. E é isso aí, todo mundo. Viva o proletariado. Viva o proletariado.
Que merda que virou a faculdade, cara. Que merda. Quando que tu fez faculdade? Pois é, cara, eu saí da faculdade em 2003, velho. É? Porra, estamos falando de 22 anos atrás, velho. Caralho, tu é tão mais velho que eu assim, mano. Eu sou, porra. Tu tem quantos anos? Ah, não é teu mais velho, não. Eu que fui pra faculdade velho, pelo visto. Pode ser também, pode ser também, pode ser também. Vou meter a última troca aqui. Vai, vai.
Não, essa aqui, essa aqui dá pra ir aqui mesmo. É? Porra, eu tô com Covid, velho. Sério, mano? Tô com Covid, zoeira, cara.
Filho da puta. Vai embora. Caralho, o maluco chega... Tá foda, mas peguei... Como é que tudo isso, Léo, melhora? Porque provavelmente é o que rola, porque é isso que é o fruto do estudo. Como é que tudo isso melhora o teu trabalho? Como é que isso impacta e reflete no teu show? Cara, porra, deixa a parte. Eu acho que esse show que eu lancei, o Peste Branca, peço pra vocês irem lá assistir. Deixa até um comentário. Porra, vindo flow e tal.
estar interagindo com a galera lá também. Cara, eu acho que é o meu texto mais crítico, mais maduro também. Eu acho que o nosso trabalho vai mudando, entende? A gente estava até trocando essa ideia antes aqui, né? Você falou, pô, mas se o teu humor mudar e tal, você acha que o teu público vai junto? Cara, meu humor já mudou. Se você pegar o meu primeiro show e olhar, ele é de um jeito. Se você pegar o segundo, já é outro. Pegar o terceiro, já é outro.
Esse agora já é outro. O que eu estou aqui já é outro. Então, vai mudando. Mas não é só cada vez
mais melhor, no sentido de mais técnico, você saber mais o que está falando, mas você continua pegando no tabu. Porque é o que você acha engraçado, pelo visto. Também. E assim, é o que acontece também comigo. Eu até dou esse exemplo, que às vezes eu falo, vou escrever piada aqui sobre água em lata. Por que água em lata? Aí eu sento e vou escrever. Vou pensar alguma coisa sobre água em lata. Aí, debaixo da minha porta, chega uma cartinha.
Processo do índio. Aí eu falo, água em lata pra casa do caralho. Vou falar do processo do índio. Porque a minha cabeça já começa. Porra, o índio quer dinheiro. O índio não tem nem bolso. Onde ele vai guardar a porra do dinheiro? Aí minha cabeça já... Aí já começa, porra. Entende? Aí já vem uma, já vem outra, já vem outra. Esse aí eu comento no show. Eu peguei um recorte de jornal. Jornal, velho. Que era um índio reclamando de alguém se fantasiar de índio.
Falei, ah, alguém dá um espelho pro índio parar de chorar. Com o jornal. Aí ele entrou com o processo. Pediu sabe quanto?
20 espelhos. O cara pede. Aí, porra, começa a vir, velho. Aí eu falava, vou falar do processo do indígena. Eu já vi essa roupa antes, eu acho. Essa daqui, cara, eu tinha a versão cinza, que foi quando eu lancei o bullying art. Isso. Pra quem contribuiu no pré-lançamento, a gente vendeu o casaco com a mesa de força e a galera pedia há muito tempo pra voltar esse casaco. Eu fiz a versão branca, que é mais autêntico mesmo, da sala colchoada, né, cara?
E aí tá vendo agora também, já tá quase esgotando, cara. A gente mandou fazer e, dependendo, provavelmente devo fazer mais, mas se você quiser, fábricadumor.com.br Isso tem a ver com o que a gente tava falando antes. Olha esse GG daqui, ó. É. Isso tem a ver com o que a gente tava falando antes, que é o que você acabou de citar, que é, cara, como é que tu faz, então, tu é bastante eficiente em entregar pro teu público o teu público tá afim de ter um produto, um show,
Um livro. Quase eu tive que entregar forçado, né? Dependendo da sentença. Pois é. E agora tu tá falando assim, inclusive, quero falar sério, devo ter uma palestra pra ver o que eu quero fazer, que tem a ver com todo o processo de construção do livro, no fim das contas, né? Sim, sim, também. Vem dali. Também. Mas o ponto aqui é o seguinte, cara, por mais que tu diga que, pô, o meu primeiro show é muito diferente desse último aqui, quem sou eu, tá? Mas a sensação que eu tenho é, realmente,
merda, você era um merda, né? Mas tá mais ou menos no mesmo universo. O meu ponto é, será que se amanhã o Léo Lynch olha pro trabalho que ele fez assim e falou, puta cara, agora esse livro aqui, hein? Porra, mané, o Patrick Maia, o... Pô, que veio aqui recentemente aí, cara. O Bochá, esses caras tão certos. Porra, tô me passando. Eu vou... Sei lá, vou por outro caminho agora.
acho que tu tá fudido, né? Teu público vai ficar puto. Cara, é o que eu falei. Eu não posso cair em achar que a minha visão é 100% correta, que eu enxergo as coisas perfeitamente como elas são, que eu sou um ser iluminado. Não, não sou. É óbvio que as coisas que eu vejo também passam por um certo viés, passam pelas experiências de vida, passam pelos meus filtros. Esse casaco é maneiro. Cara, esse aqui ficou bem da hora, velho.
Ficou bem da hora mesmo. Depois... Não quero, não. Deixa que eu entro lá e compro, cara.
Não, porra. Vamos ver se eu tenho outro aqui. Eu até botei que eu tava com Covid. Não, mas cara. Tem mais um aqui, ó. Quer ver, velho? Na moral, dá uma olhada aí. O bagulho tá top mesmo, cara. Ficou... Cara, o tecido, o material ficou foda, velho. Não, quer ver? Veste aí, velho. É que não cabe em mim que eu sou gordo. Não, mas porra, eu acho que esse daqui então é maior. Não, peraí, vamos dar trabalho. Continua falando aí que eu vou colocar aqui. Tá, tá, tá. Tu lembra o que eu perguntei? Lembro, lembro. Poxa, cara.
o que eu falei. Eu não vou presumir que a minha visão é a correta dos fatos. Nada impede de depois eu refletir sobre alguma coisa e, se for o caso, falar é, pô, agora, pô, tem esse outro ponto de vista aqui que eu, putz, é, pô, não tinha olhado por esse lado. Nada impede. Eu acho que isso é importante, cara, que você esteja pelo menos aberto. Aí, pô, ficou top, velho. Aí, cara, esquadrão suicida, velho. Não, pô, mas eu, ó, eu vou deixar depois esse aqui contigo mesmo, tá? Tá bom, tá bom.
te dar esse daqui, que eu acho que esse aqui tá maior. Tá bom, tá bom. Esse daí com certeza é maior. Esse é o GG, esse aqui é o M. Pois é, mas não... Esse é o M, é. Até deixou, né? Podia ser pior, porra. Não, mas porra, velho. Deu uma estrutura, ficou aí. Uns meses pra trás. Ficou da hora, velho. Ficou da hora, velho. Não fechava, não. Não precisa nem do Monjaro, não, maluco. É muito invejoso, cara. Monjaro é o caralho, porra.
Monjaro é o caralho mesmo, porra. A galera fica... Cara, é murcha, né? Parece que estourou o balão. É, ó, o Diguinho, Diguinho, porra, tá estranho pra caralho, maluco. O que que tá tomando aí, mané
Mas é o que eu falei, o problema é que quando você é gordo é o botox natural. Enche o balão, a cara sai todas as rugas. Aí faz a bariátrica e vira o charpeio. Parece o fofão. Está parecendo o fofão, essa que é a parada. Está um pouco parecido mesmo. Mas aí, vamos lá, e tu vira o Whindersson. Tu vira o Whindersson. Não, é o que eu falei, cara. Eu não vejo... Aliás, eu acho que faz parte a gente refletir sobre os acontecimentos. Tanto que eu acho que, como eu te disse...
Eu já tive algumas mudanças. Muita gente que vai no meu show hoje, aliás, boa parte que fala, eu vejo muita gente falar, inclusive alguns me defendendo também, não vejo graça em nada do que ele fala, mas está errado esse tipo de coisa, prender essa perseguição e tal. E ok, acho válido isso também. Mas a grande maioria, se você perguntar, mas você já viu o show dele? A maioria não viu. A grande maioria não viu. Então, assiste.
Esse é um outro problema. As pessoas hoje querem ter opinião sobre tudo, mas ninguém quer pesquisar porra nenhuma. Se tiver vontade de rir, tem que rir, hein? É, mas ninguém lê nada, ninguém pesquisa nada, porra nenhuma, velho. Léo Lins fez piada com minoria, é um filha da puta, acabou. E aí o que acontece? Cara, do jeito que a manchete chega, e muitas vezes a manchete já chega manipulando o seu emocional, né? Porque quando você lê lá a fala preconceituosa de Léo Lins
cara, acabou, velho. Quem lê isso aqui já não vai gostar. Primeiro, você botou com a fala. A pessoa tá lendo. Ela não tá vendo um show num palco. Zombando. Cara, você foi lá no elefante da pessoa. Aí quando ela lê, ela já tá inclinada. Deixa eu ver o absurdo que esse bosta falou. Acabou. Sua intenção é essa. Aí você vai ler. Isso aqui não pode mesmo. Aí você vai racionalizar essa emoção. Você já tá manipulando a pessoa. E aí tem diversas piadas.
Que assim, o cara conta num programa de rádio duas da tarde, o outro conta não sei aonde, o outro em tal lugar. Cara, eu não iria fazer essa piada, a piada que deu o problema, em nenhum desses ambientes. Porque eu sei que não é um ambiente pra isso. Só que todo mundo pode fazer. O radialista pode fazer, o cara do jornal pode fazer, o outro pode fazer, não sei quem pode fazer, a juíza pode ler, o outro pode fazer, todo mundo. Quem não pode?
Eu, o comediante, que pensou a piada. E aí esse foi meu crime, ter pensado. E aí quando chega nesse ponto, você tá criminalizando o pensamento.
Concordo. É, meu irmão. Filosofamos, velho. Toma, pega essa. Mas e TV? Quer voltar pra TV? Te interessa uma parada assim? Cara, o programa que eu vejo hoje que eu me encaixo é o The Noite, não tem o outro. E aí eu tenho ido lá algumas vezes também, então volta e meia até o... Fernando Castano mandou essa piada, achei muito boa. Volta e meia, eu vou lá, ele falou, mandou essa piada. O The Noite pra mim é igual a família da André Surac e eu sou igual o
pai, deu mole, eu entro mesmo. Aí é foda. Mas se liga, eu acho que a gente não conversou ou conversou, cara, de lá pra cá, não lembro. Mas porra, cara... Não, sim, depois que eu saí, sim. Sim, sim, sim. Eu só fiquei meio sem ir nos lugares quando saiu a condenação no final. Agora que eu tô indo. Eu fiquei off lendo, entrei na minha caverna e fiquei lendo e estudando. E agora eu tô voltando com o conteúdo. Eu vi que você tava, eu vi que tu tava na caverna.
E eu lembro que quando saiu a merda também, eu mandei um salve pra tu, falando assim, caralho, mané, força aí. Foi, foi, eu lembro. E eu mandei um salve no Danilo, porque eu mandei um salve pra tu e tu não respondeu, eu não sabia se era o número. E eu queria, porra, que tu soubesse que, porra, caralho, força aí, mané. Não, obrigado. Obrigado, eu tô ligado, eu tô ligado. Sinistro o bagulho, porque, caralho, imagina, oito anos preso porque tu falou uma paradinha, dois milhão.
Aí é o quê? Aí acabou a sua vida, meu irmão. Rola uma parada dessa aí, é reset. É.
É surreal, cara. É o que eu falei. É um negócio... E trouxe esse prejuízo, cara. Estamos falando em mais de meio milhão, cara. Sim, isso que tu ganhou. Isso é o que eu ganhei. Estamos falando nisso. Estamos falando em ter derrubado minhas redes sociais. Estamos falando em ter jogado fora redes que eu fiquei anos trabalhando pra construir. Pô, você sabe o que é um trabalho de uma rede social. Porra, melhor do que muita gente. Então, assim, cara, me trouxe um prejuízo real, físico, material, alto pra caralho. Mas como é que tu tá agora? Alto pra caralho.
cabeça? Cara, é... A cabeça foi pro caralho em algum momento, Léo? Eu costumo dizer que eu acho que a psicopatia ajuda nessas horas. Tu consegue rir dessas merda, pô? Eu acho que eu tenho um certo... Eu acho que eu já tenho uma estrutura cognitiva que me ajuda nisso e consigo ter um certo distanciamento emocional que me ajuda a lidar com esse tipo de coisa. Até pra fazer esse tipo de humor que eu faço, que eu sei que pode ter uma retaliação. Embora eu tome
os cuidados necessários, até pra proteger quem pode se machucar. Porque tudo isso, se você for o nome do show, o cartaz, você olha os meus produtos, a matéria, porra, a camisa de força, não sei o que. Cara, tá tudo conversando e vendendo uma imagem para quem gosta poder ir atrás assistir e quem olha e fala, não, porra, a camisa de força, porra, o cara fazendo o show, peste branca, não, isso aí é nome péssimo. Pra quem tá sensível com algum tema, porra, não vá no meu show, não assista. Tudo isso é pra atrair o meu público,
que quer rir disso e também pra proteger a pessoa que possa se machucar vendo isso. Porque se vai, se eu começo, não, eu vou fazer o seguinte agora, eu vou manter o mesmo texto, mas eu quero atrair mais público. Eu vou fazer um cartaz mostrando que, porra, Leolins para todos, é pra vir todo mundo, é pra trazer mamãe e vovó, é pra vir todo mundo aqui, família unida e tal. E aí tem uma piada ou outra que é mais pesada mesmo, que é mais...
Aí começa esse cara a emburrar a cara, que ele também, esse outro fica puto. Isso vai contagiando a plateia.
Caralho, esse maluco aí. As pessoas que estão do lado do cara que pegou mal, já vão ficar ensinando isso também. Os outros também, o show vai ser ruim. Então, eu não quero isso. Eu quero entregar o melhor show possível. O melhor show possível é o quê? É pra quem quer consumir isso. O que eu falo, cara... Já levantou uns caras e foi embora? Ah, já aconteceu. Já aconteceu. Mas normalmente... Os caras ficam putos, te xingam e vão embora.
Normalmente, às vezes, é alguém que vai de paraquedas, tipo, ganhou ingresso na rádio. Aí, se tu não olhou o que é, né, maluco? Ainda assim, tu saiu de casa e foi até lá.
Exato, exato. Mas é muito difícil. É muito difícil acontecer isso. Mas já deve ter acontecido todo comediante. Mas já aconteceu. Por conta de... E o show nem é... Hoje eu até falo, é um humor mais crítico mesmo. E o show nem é quem vai e muitas vezes fala, porra, achei que era bem mais pesado. Nem achei pesado. E o meu show, palavrão, quase não tem. Tem gente que fala, poxa, é legal que dá pra vir com o meu filho. Aliás, tem muita molecada aí que me acompanha. O que acontece é que às vezes, se tiver um tema,
que pode ser um tema meio sensível, o máximo que vai acontecer é, sei lá, o moleque às vezes não dá risada. Porque ele não tem a noção. Aliás, esse é outro ponto. Se você faz uma piada, são temas absurdos. Você pega escravidão, holocausto, que são duas coisas assim, quase que ápices de desumanidade. Se você faz uma piada com algum tema desses e a pessoa ri, no ambiente, óbvio. Aliás, vários judeus fizeram
piadas sobre o holocausto, inclusive na época eu fiz uma pesquisa que está citada no livro ali também tem uma piada que era qual a diferença do judeu isso na época, piada feita por judeus feita por judeus entre os judeus, você olha como é que é a piada era em contexto histórico aqui
Qual a diferença do judeu otimista pro pessimista? O pessimista tá em Nova York e o otimista tá no campo. Entendi. Pô, vai dar merda e vai embora, né? Entende? Essa piada foi criada e contada por judeus na época do Holocausto. Como uma forma de encarar isso. Aliás, o humor é uma coisa muito cara ao povo judeu. É que eles têm com muita estima. Sim, é mesmo, é mesmo. Muito, muito. Então... Pô, falei do judeu onde que a gente tava? A gente tava falando de...
Porra, deixa eu puxar o fio aqui. Era o judeu, aí... Caralho, perdi mesmo, perdi mesmo. Isso acontece às vezes, tudo bem. Se alguém lembrava. Tudo bem, tudo bem. Tem pergunta para nós, Vitão? Tem? Bom, antes da gente pôr as perguntas, no entanto, deixa eu falar aqui dos parceiros que tem para a gente hoje aqui. Bom, já falei da Insider e eu vou falar agora do Kaspersky. Cara, está rolando aí, como eu disse mais cedo, o mês do consumidor.
pra você garantir que você vai ficar com os teus dispositivos aí, teu celular, teu computador, teu tablet, tudo seguro. Não sei se você sabe, mas o Brasil é bom demais em produzir golpe, tá? Tu sabia que a gente exporta golpe? A gente é bom de ficar inventando esses parágrafos? Ah, eu faço ideia, velho. Eu faço ideia. A gente é bom pra valer de fazer isso aí. E você que tá aí, cara, e tá pensando, cara, como é que eu faço pra me manter protegido, pra eu ficar tranquilo, os meus filhos ficarem tranquilos, pra eu poder usar as coisas com mais...
para eu ter mais controle do que está acontecendo nos meus dispositivos todos, cara, Kaspersky Premium é a opção, a melhor opção para você resolver todos esses seus problemas, tá? Eu estou falando de uma empresa que está fazendo isso há muito tempo, tá? Que muitas empresas muito grandes confiam nela também. E você, cara, tem a oportunidade agora, no mês do consumidor, e tem que ser o mais rápido possível, de pegar um ano de Kaspersky Premium, cara, que estava R$ 219,90,
R$32,95. É só você usar o cupom FLOW. Assim, não tem nem por que você continuar desprotegido, tá? Porque não dá pra você comprar um lanche com isso daí, tá bom? Então, com R$32,95, você vai ficar um ano inteiro com os seus dispositivos protegidos com o Kaspersky Premium. E a hora é agora, porque isso aqui não deve durar muito tempo não, meu irmão. Então, o QR Code tá aí, o link tá aí na descrição. Vai lá. Um outro parceiro que tá com a gente aqui é o G4, cara.
real é pra tu que é empresário, pra tu que tá, que realmente faz o Brasil andar, cara. Você olha em volta e você sente que tá sozinho, você tem a sensação que tu queria um pouquinho mais, porque se você sente que tá no lugar certo e que tá bom e que tá legal e, pô, não quero mais ir pra lugar nenhum, tá tranquilo, então esse recado aqui não é pra tu não, tá? Isso aqui é pro cara que tá com uma, que ele tem uma loja, por exemplo, de roupa lá em Manaus,
e está funcionando, e ele, putz, como é que eu faço para levar isso para o Brasil? É com você que eu estou falando, na real. Então, se você tem um negócio, se você está pensando em, não expandir, mas se tornar, profissionalizar cada vez mais, ser melhor no que você faz, cara, o G4 é o melhor para você, porque eles criaram um ecossistema lá, que tem um monte de gente que sabe exatamente o que está fazendo, que já fez coisas grandes de sucesso, que está fazendo coisas agora, nesse momento,
E além disso, com educação e com mão na massa, para você aprender e entender melhor o que é possível no mundo dos empresários, no mundo empresarial. Então tem o QR Code aqui e tem o link aí na descrição também para você conhecer o novo G4, que vai te ajudar a navegar esse caminho de carregar o Brasil nas costas no fim das contas. Então vai lá conhecer também. E aí, cara, como a gente está chegando nas perguntas,
aqui, o Alfredo Soares, que é o cofundador e mentor do G4, mandou uma pergunta pra você. Porra, legal. Eu tive num evento de liberdade de expressão, o pessoal do G4 tava lá também, eu gosto do trabalho dele. É maneiro, é maneiro. E aí ele mandou aqui, Léo, depois da sua vitória na justiça, e mesmo com todo o risco jurídico, você diria que, ainda assim, valeu a pena e foi o seu melhor investimento de marketing? Perguntei isso pra um cara com uma camisa de maluco ali. Cara,
Porra, acho que com o que eu gastei aí, eu dava uma propaganda no Super Bowl, né, cara? Então, talvez, se a gente pensar na balança, eu poderia ter tido um marketing mais eficiente, né, cara? E com menos risco. É isso, é isso. Com menos chance de parar na cadeia. Exatamente, cara. É o que eu falei. É você tentar enxergar o copo meio cheio, né? Então, obviamente que trouxe um prejuízo, trouxe um custo muito alto. E, bom,
vou tentar fazer o melhor que eu consigo dessa situação. Claro que é importante as pessoas saberem, eu tive um apoio muito grande, isso me fez estudar e, porra, hoje tá lançando um outro produto, entrando numa, praticamente uma outra área aí, que é algo que foi indo aos poucos, né? No final do meu show eu já tenho um textinho ali, um pouco mais sério, mas com humor também com a plateia, é uma coisa que eu fui fazendo aos poucos, né? Eu já comentava no Bullying Art
no velório da minha avó, isso no final do show. Aí no Perturbador eu aumentei um pouquinho mais, no Peste Branca também. E, porra, muita gente vem e fala, cara, gostei pra caramba do show, mas porra, o final ali, cara, porra, demais, incrível, porra, suas palavras ali. Então, eu falei, porra, vou, eu não vou fazer um show sério, porque eu acho que aí a pessoa pode, a minha ideia com piada, velho, é metralhar a plateia de piada, é tentar matar alguém de rir. É isso, velho, sem parar, velho, não stop. Entendi.
Ritmo alucinante. É isso, essa é a minha ideia. Eu procuro entregar isso. Então eu falei, pô, tá, vou fazer então uma outra parada que aí é engraçado, mas não vai ser nesse ritmo porque a proposta é outra. Então eu estou desdobrando para outros lados, até nessa área de produto. O Fábrica do Humor virou um marketplace hoje com diversos produtos. A gente vai ter várias outras coisas entrando. Estou indo o mês que vem, estou indo para a China. Eu comecei a pesquisar a respeito disso mesmo. O cara agora vai.
Vou pular de cabeça. Vou, vou. Tá indo pra China é sério. É não, é isso mesmo, cara. E aí entrei em contato, porra, vi que tem uma empresa aí, Pixina Link, que o maluco... Encontrei o cara, troquei ideia. Ele conhece o pessoal da G4 também, o Lincoln. E dei uma pesquisada, porra, firmeza. Então vou estar indo pra lá em abril pra... É isso, pra ir desdobrando pra outras áreas, pra se vier aquela mãozinha invisível com aquele dedo fechando a torneira, fechando outra, fechando outra. Tem que ter várias.
Isso aqui é fechando torneira, Léo? Isso aqui, caralho, tu tem uns nomes engraçados pras coisas. Tá vendo como é que o meu show é Família? Era aí que a gente tava, caralho! Olha como é que fica! Porra! Olha só! Era aí que a gente tava. Era aí que a gente tava. Era o show Família. Agora foda-se, era o show Família, mas o que sobre o show Família? Não, não, era que eu falei, pô, eu não vou fazer, mas acho até que eu concluí o raciocínio. Eu também acho.
e há um monte de gente, cara, o nego vai se machucar. Então, assim, tá tudo claro o que eu faço. É isso. É isso. Tartar de camisa de força. Dá play em alguma aí. E tu viu o bolso dela? Vi, pô. É o contrário. É o contrário. É? Que é pra usar aqui? Isso, isso. Não, mas fica bom pra usar as paradas também, porque dá pra você botar aqui, ele tem o Caimessa. Sim, assim. O que não vai acontecer é eu deitar meio, ficar meio deitadão assim, cair as coisas do bolso. É. Impossível. Exato. Exatamente. Bem coisa de maluco. O bolso é o contrário.
que pariu, imagina. Tem filho não, né, cara? Não. Imagina o Léo Linspaima cuidando do Léozinho. Puta que pariu, mas Deus sabe o que faz. Vai, dá-lhe aí. Verdade, colheita maldita nova. Filho do Léo, né? Salve Igor e Léo. Tive o prazer de assistir o Léo aqui em Porto Alegre. Foi aplaudido de pé. Baita humorista e comunicador. Obrigado por lutar de verdade pela liberdade de expressão no nosso país. É isso que tu sente? Tu sente que tu tá lutando
liberdade de expressão? Tu não tá, de certa forma, só querendo fazer teu trabalho? Não, é... Sem sombra de dúvida que é isso, eu fui fazendo meu trabalho. Seria muita presunção da minha parte falar eu sou o bastião, o mártir da liberdade de expressão. No palco eu não provoco risadas, eu mudo vidas. Vem de um curso logo. Muita presunção, né, cara? Vim com esse discurso. Eu quero contar piada, fazer as pessoas rirem.
Quando, às vezes, vai além disso e realmente acaba ajudando alguém a passar por um momento difícil da vida, enfrentar uma enfermidade. Tem gente que, às vezes, fica no fim do show e fala, cara, não quero nem foto, eu quero só te dar um abraço. Posso? Pô, você me ajudou muito e tal. Então, assim, tem alguns depoimentos que são realmente emocionantes pra mim. Pô, tem um também. Eu lembro da... Pô, olha esse caso, cara. Olha que doido. A Lia, ela chama Lia. Deve estar até nos assistindo.
foi quando eu fui fazer um show em Vitória lá no espaço Patrick Ribeiro. Aliás, devo voltar lá esse ano. Eu fazia um número e chamava a galera pra subir no palco. Era uma espécie de um show de talento. Eu chamava de Hora do Capes. O Capes é concurso de aberração das plateias. Era isso. Eu subia lá pra mostrar alguma bizarrice. Ela subiu, tava de bengala e tal, cabeça raspada. E eu falei, qual que é o seu talento? Ela, meu talento é sobreviver.
Eu tive escolhose, tive isso, tive aquilo, raspei cabeça, câncer, não sei o que. Meu talento é...
sobreviver. Melhor talento. Ganhou. Ganhou. Ganhou ali. Foi foda. E o que ela tava fazendo no teu show? Ela tava lá pra ser humilhada? Não, ela foi com alguém. Aí, pô, você vê. Depois eu falei, não, vou te pagar. O ganhador ganhava 100 reais e tal. Dei pra ela, ela ficou, foi tirar foto lá. Ela falou, olha, pô, preciso falar. Eu não gostava de você. Eu vim aqui porque meu marido, não, vamos lá. Ele gostava. Tá, tá bom. Vou lá. E você olha, eu acho que eu fui um veículo pra isso.
foi um meio, porque se ela tivesse aquela atitude de eu não vou mudar a minha opinião, eu não vou ouvir, eu não gosto dele, eu não gosto, acabou, ponto. O cara, não, vamos lá, tá bom, vamos lá. Ela foi, curtiu pra caramba o show, tanto que no final do show, subiu no palco, eu não obrigo ninguém a subir, só sobe quem quer, subiu no palco pra dar um depoimento bem humorado. Aí eu postei o vídeo no YouTube, postei um cortezinho dela lá. Um rapaz que mexe com, não é quiropraquia,
mas um médico que mexe com isso, coluna, falou, cara, entrou em contato, falou, eu acho que eu consigo ajudar ela, viu? Ela estava há oito anos andando de muleta, de bengala, e ela mesmo deu o depoimento depois, falando, porra, no começo eu estava meio assim, tá, tá bom, vamos ver também, já tentei várias coisas, não vai custar nada, vou fazer isso aí com o cara, porra, é uma pena que eu esqueci o nome dele, mas eu vou até postar depois, porque o cara também, porra, um gesto muito bonito na parte dele também, ofereceu isso de livre e espontânea vontade, gratuitamente,
E cara, a mulher hoje, ela postou um vídeo depois, não sei quantos meses depois, dançando, andando. E tipo, cara... Maneiro. E caralho, velho. Jamais eu poderia falar, meu intuito é esse. Jamais eu poderia fazer isso. Mas eu acabei sendo um veículo. E você foi possível por causa... Também. É, eu fiz parte desse, né? Mas o principal gesto foi ela quebrar o preconceito que ela tinha comigo e falar, tá bom, vou no show dele. Pô, a mulher voltou a andar, correr, dançar, porque foi naquele dia no meu show.
da história. Léo Lynch faz milagre. Exatamente. Essa que é a moral da história. Moral da história, ofensa muda vidas. Dá ali na próxima aí. Salve Lia, parabéns. A Ela Azulis mandou uma mensagem pelo Pix. Boa noite, Léo, que é neurocientista, professor de educação física capoeirista, escritor cafezeiro, pai de gato e meu comediante favorito. Volte com as fritadas nos fãs, por favor. Um abraço. Porra, Ela Azulis tem todas. Ela é lá do Amapá, cara.
Ela tá fazendo show lá em breve também. Ela tá te zoando aí que tu faz tudo. Não, mas é porque ela acompanha pra caralho. Eu tomei o cafezeiro mesmo ultimamente. Tu manja disso? Tô manjando, velho. Dei uma pesquisada também. Que fofinho, tá com muito tempo mesmo. Meu foco virou pra isso aí agora também, pro café. Mas toma café com açúcar? Não, faz muito tempo. E hoje em dia eu vejo a torre do café, eu vejo a nota do café. Mas só dá pra fazer isso quem toma café sem açúcar. Exato. Não, café com açúcar não tem a menor condição, cara.
Só teve um café que numa avaliação de café recebeu nota 100. E ele é, porra, aqui do Brasil, lá numa tribo indígena de Rondônia, cara. Tribo Paitê Suruí. Eu estive lá, fiquei hospedado lá com essa tribo indígena quando eu fui fazer show lá, perto de Cacoal. E, porra, legal pra caramba, cara. E eu vi as plantações de café deles e tal. Fiquei lá, porra, dando tiro de arco e flecha. Foi legal, porra, puta experiência. Paitê Suruí. Paitê Suruí. Pô, o cacique me recebeu, me deu o ornamento que eles usam lá.
Tem lá em casa. Foi uma puta experiência. Foi legal pra caramba. Agora é cafezeiro. Eu usou o pai de pet no show, mas tem três gatos lá também. Eu só fico em casa interagindo com meus gatos. E a gente não fala o mesmo idioma, então não tem muito diálogo. Os caras ainda tiveram que gastar os 500 contos em vez de ser com as primas. Foi com o Estado. Aí é foda. Nem fala. Deixaram o amigo aqui na mão.
Que merda. Bom, tá aprendendo a próxima aí, vai. Ô Leo, essa metáfora que você usou aí, de razão, emoção, o elefante, o domador, ainda tá um pouco complicado de entender. Eu acho que se você usar a Thais Carla e o nutricionista, aí ilustra melhor o que é uma fera indomável, mano. Não dá mais, nem. Tô comprando todos os seus produtos, porque se você sofrer algum atentado, ou da próxima vez não fugir da justiça, com certeza vai
valorizar. Vem pra Itabira, Minas Gerais, hein, cara. Olha os filha da puta que é. Cara, aliás, fica a dica pra você, viu? Meus produtos estão valendo mais que Bitcoin, tá? Tá só caindo Bitcoin, o meu produto tem mais chance de subir. Eu tô com o meu aqui. É isso aí, porra. É isso aí, caralho. Cara, é... Ele só usou um exemplo ruim, né? Pior que filha da puta, no começo eu tava... Pô, o cara não entendeu, elefante. Você já pensei, falei, lá vem. Lá vem, lá vem. Eu sabia que vinha alguma, não sabia.
Eu falei, lá vem, lá vem, velho. É isso. Matar escala não é mais um bom exemplo. É, é verdade, é verdade. E agora eu vou pedir reparação histórica dos processos que ela meteu em mim, né, cara? Porque agora, ué. Você tava certo? Eu tava certo, exatamente. Aliás, paguei uma parte dessa bariátrica aí. Uma parte é minha. Deve ter umas três toneladas de banho ali, que é minha. Dá pra eu abrir uma fábrica de sabonete. Tô rindo, não. Eu tô sério.
Tem mais aí? Tem mais uma? M4N3L World Wars BR mandou uma mensagem pelo Pix. E a Eleo queria saber se o Fábrica do Humor está aberto a novos projetos para outros criadores. Eu mesmo fui negado por cinco editoras para publicar oficialmente meu livro. Se sim, qual o procedimento? Porra, deve ser uma merda teu livro. Ou não? Pode ser. Há uma possibilidade também.
Não podemos descartá-lo. Isso. Mas do contrário, cara, manda uma mensagem aí. Eu vou ficar de olho no Instagram agora. Mentira. Ou se não, pega o telefone que tá em contato lá. Não, cara, às vezes tem uma parada legal. Vambora, velho. Quem sabe eu faço mesmo. Chega, os caras mandam projeto pra tu? Cara, uma época eu até falei, pô, quero investir em outras ideias, em projetos. Tem chance de chegar em mim, porque assim, dependendo do que deixam lá, alguém passa uma peneira. Já teve gente que falou, pô, cara, eu tenho um roteiro de filme,
queria gravar. Eu falei, cara, eu também tenho um roteiro de filme, também queria gravar. Eu também queria fazer um documentário. Infelizmente, eu não vou poder te ajudar. Mas isso é real, pô. Eu tenho o roteiro pronto, mas muitas portas são fechadas, né? Se não rezar a cartilha, a portinha fecha. Tu gosta da ideia de crowdfunding? Cara, gosto. Gosto. Aliás, os dois primeiros livros que eu lancei foram cada um como editora. E aí eu fui cada vez assumindo mais o processo de produção. O terceiro eu lancei primeiro no Catarse,
que foi o Sapo Césio. Então, eu que fui atrás da editora e tal, não sei o quê, mas usei a plataforma deles, que eu não tinha. E aí depois eu já tomei parte, assumi essa parte da cadeia de produção também. Foi quando eu fui lançar o livro do Insulto, porque os caras ficavam com uma porcentagem. E eu vi que 97% das pessoas que contribuíram com o meu projeto estavam vindo de fora. Eu que estava levando elas para lá. E eu divulgava.
Falei, cara, eu estou divulgando em rede nacional. Estou falando da marca de vocês de noite.
Entra lá para comprar meu livro, Catarse, não sei o que. Só isso, cara. Então assim, dá para a gente renegociar? Não, não quiseram renegociar absolutamente nada. O valor é esse, o valor é esse. Aí eu saí, fiz o meu. E aí o livro do Insulto foi o maior projeto de literatura, de financiamento coletivo. Deu 300 e tantos mil. A gente vendeu mais de 2 mil livros numa semana. Muito pico. Numa semana, cara. O livro que estava em primeiro lugar na lista da Veja de mais vendido, estava com 2.300.
A gente bateu. Então quando eu lancei ele em novembro de 19, na semana de lançamento, foi o livro mais vendido no Brasil.
Óbvio que não saem em lugar nenhum. Ignoraram completamente. Mas assim, puta case de sucesso. E aí eu fui cada vez mais assumindo a cadeia de produção. Entendi. Então aí hoje tu escreve piada, tu escreve livro, tu faz show, tu toma cuidado dessa porra aí, tu tem que pensar nas camisas. Agora eu quero ela branca. Isso. Agora eu quero ela amarela. Aí tem a do Brasil, vai ter... Exatamente, cara. Tem produto pra... Cara, a gente vai estar lançando um bando de coisa aí.
Tem que ser, né, meu irmão? Porque senão não dá. Fudido. Senão não dá. Mas é, é isso. É isso também.
pra vários lugares, cara. Sensacional, Léo. Cara, muito obrigado por vir aí. É isso, né, Vitão? Tem mais aí. O que você quer dizer? É isso. Léo, obrigado pela moral. Obrigado. Obrigado pelo presente. Imagina, cara. Obrigado por me receber sempre aqui. Obrigado pela presença. Imagina, velho. Agradeço pra caramba. Desde a primeira vez que eu vim aqui, vocês sempre de portas abertas. Então vamos fazer o seguinte. Agradeço a moral que você deu lá também, quando saiu a condenação.
Como eu falei, muita gente chegou junto, velho. Além do que eu esperava. Tu nem viu, Léo. Cara, tem
Tem mensagem que realmente eu vou... E eu entendo. Eu não tô falando isso aqui como... Eu não tô assim, ah, caralho, o Leão babaca, ele não viu a mensagem. Não, não, não. Que bom que você não viu. Significa que chegou um monte. Chegava duas só. Entendeu? Legal. Eu não faço isso pra parecer nada, entendeu? É só... E assim, vamos fazer o seguinte, então. Eu vou... A gente vai te convidar menos vezes, porque você que vai se convidar agora.
Fechou. Tá bom? Vou me convidar em breve, porque o livro vai estar saindo em breve. Pode se convidar em breve. Fechou.
Valeu. Em poucos meses eu tô de volta. Tá bom. Mentira. Aí, família, olha só. Você que curte aí o Léo, segue ele. A gente vai deixar tudo aqui no comentário fixado pra você chegar com facilidade, tá? Inclusive no site pra encontrar tanto as roupas quanto o livro. Exatamente. Fabricadomor.com.br. Eu vou deixar o link no meu Instagram. E pra chegar e pra encontrar o Léo Lins, é Léo Lins, né? Isso, isso. E tem toda a minha agenda aí no Instagram.
Já tem várias cidades aí. Tem turnê em Campinas. Tem show até agosto aí já marcado. Então, pô, garanto seu ingresso antes.
amanhã chegou em Porto Alegre, quem deixou pra cima da hora já tá esgotado, já acabou, velho. Caralho, então o cara amanhã já vai sair daqui correndo pra Porto Alegre. Então, ó, segue o cara, tá tudo aqui no comentário fixado, tá? Na descrição você vai encontrar o Discord pra você sugerir novos episódios, novos convidados também. E vira membro, porque a gente tá soltando o conteúdo pros membros todos os dias. O Jean tá gravando o conteúdo pra membro ali agora nesse momento, significa que deve ser o vídeo de hoje.
Então, fica esperto, vira membro aí, custa menos de oito reais, meu irmão. O que dá pra fazer com oito reais? Dá pra comprar nem uma seda, né? A seda tá o quê?
12? Não tá? Não dá pra comprar cedo, irmão. Bota aí nos amigos aí. Vai, vira membro. Beijo. Até a próxima. Tchau.
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