VORCARO E CPI DO CRIME - IRÃ USA ESTREITO DE ORMUZ A SEU FAVOR - EUA TEM PCC E CV NA MIRA
Flow News #035
- Contrato do escritório da Viviane Barsi (esposa de Alexandre de Moraes)Contratação pelo Banco Master entre fevereiro e novembro de 2024 · Valor de aproximadamente 80 milhões de reais · Serviços de consultoria jurídica e compliance · Análise comparativa de valores com outros escritórios · Nota de esclarecimento sobre os serviços prestados
- CorrupçãoPagamento de apoio parlamentar suspeito · Indicação de funcionários do Banco Central por políticos · Tentativa de compra do Master pelo BRB para escamotear investimento · Investimentos de fundos de pensão estaduais no Master · Pressão de deputados e senadores para aprovação de compra
- Supremo Tribunal FederalDesconfiança pública nas instituições judiciárias · Protagonismo perigoso do STF · Radicalização ideológica e risco antissistema · Diferenciação entre poderes constitucionais · Impacto em legitimidade institucional
- Codigo Conduta MagistradosProposta de código de conduta para STF e STJ · Vedação de parentes advogando em processos · Dificuldades de implementação prática · Conflito entre carreira de advogados e impedimentos · Problema crônico no STJ (33 ministros, 29 têm parentes atuando)
- Impacto dos escândalos em percepção de justiçaCristalização de dúvida sobre imparcialidade · Argumentos de 'carta marcada' da justiça · Desconfiança em julgamentos específicos (caso Bolsonaro dia 8) · Dúvida como ferramenta de deslegitimação · Diferença entre certeza e dúvida em processos
- Desconfiança e radicalização políticaMobilização pela raiva vs. apoio · Haters mais presentes que apoiadores · Flerte com ideias antissistema · Comparação com democracias que morreram · Roteiro semelhante em diferentes contextos (Rússia, Venezuela, Itália, Mussolini)
- Responsabilidade institucional do SupremoSilêncio como norma na crise · Diferença entre Fachin e Barroso na presidência · Reserva vs. comunicação pública · Necessidade de parecer honesto · Demora em esclarecimentos públicos
- Conflito Irã-EUAMorte de Khamenei e sucessão pela Guarda Revolucionária · Controle do Estreito de Hormuz pelo Irã · 20-30% da produção global de petróleo passa por ali · Estratégia de retaliação por terceiros · Impacto em preço de petróleo e inflação global · Questão nuclear iraniana
- Polícia FederalInvestigações do caso Master · Entrega de relatório ao STF com mensagens · Pressão sobre a PF · Coordenação multiestaduais de operações · Capacidade de rastreamento digital
- Mensagens de WhatsApp do Banco MasterVazamento de mensagens para a CPI · Dificuldade de vincular mensagens a contatos específicos · Prints em bloco de notas de celular · Credibilidade das fontes jornalísticas · Possibilidade de contestação jurídica do material
- Política Externa de TrumpTarifas e impacto na inflação · Interferência em Venezuela e Colômbia · Categorização de pessoas como terroristas · Eleição nos EUA em novembro · Pressão econômica e enfraquecimento político
- Lava Jato e Sérgio MoroDemissão de Moro como ministro da Justiça · Denúncia de interferência na Polícia Federal · Comparação de escândalos entre governos · Credibilidade de investigações · Possível politização de operações
- PCC e Comando Vermelho TerrorismoDeclaração de Trump sobre células terroristas · Reação do governo brasileiro · Lei Antifacção aprovada recentemente · Negociações entre Brasil e EUA · Possíveis sanções tipo Magnitsky
- Desvio de Emendas ParlamentaresPrimeiros réus julgados por desvio de emendas do orçamento secreto · Três deputados do PL (dois do Maranhão, um de Tocantins) · Josmar Maranhãozinho como mentor do esquema · Devolução de 25% dos contratos para deputados · Primeiro veredito esperado na semana seguinte
- Crime OrganizadoPedido de abertura de CPI para investigar ministros e Vorcaro · 35 assinaturas de senadores para CPI · Autoridade do presidente do Senado para aprovar CPI · Possibilidade de bloqueio de CPI por Davi Alcolumbre
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor. E hoje temos aqui Carlos Tramontina. Tudo bom, cara? Sempre aqui. Sempre aqui. E temos Daniela Lima também. Obrigado por vir aí. Eu que agradeço o convite. Obrigada. Daniela Lima. Olha aí. Obrigado pela moral. Já fizemos uma coisa nessa hora chamada de Dani. Todos nós somos íntimos. Ah, bom. Tá bom. Beleza. Ninguém me chama de Daniela. Ninguém me chama de Daniela. É, Dani eu gosto quando é mais rápido.
Então, Dani, Dani é mais rápido. Vamos embora. E, Dani, bom, primeiro, de novo, obrigado pela moral, obrigado por vir aí. Mas a gente tem, na verdade, um monte de assunto esquisito para tratar hoje aqui, né? E a parte boa é que a gente gosta de tratar desses assuntos esquisitos, né? A gente só vem tratando disso. A gente só faz isso, né? Vamos começar, então, falando de Daniel Vorcaro? Partiu. Então, vamos lá. Cara, bom, a gente estava conversando aqui, antes de começar, sobre isso e sobre como... Eu te perguntei o que mais te chocava nessa história inteira.
como ele conseguiu criar toda essa malha de influência e poder, grana, que ele conseguiu criar usando uma fórmula tecnicamente velha, que é grana, sei lá, um jantar, um jatinho. Um charuto. Um charuto, umas primas. As bebidas caras. E aí, cara, a gente estava aqui mesmo pensando nisso. Como que construiu uma relação dessa forma, construiu essa rede que ele construiu
ministros do STF, envolvidos em algum nível com essa coisa, e a gente estava discutindo sobre o papel, não o papel, é porque assim, do meu ponto de vista, o maior, a coisa que mais me incomoda nessa história inteira é justamente o envolvimento de ministros do STF. Porque na minha cabeça, se a sociedade não confia na justiça, eu não confio, por exemplo, que o julgamento do Bolsonaro foi justo, porque eu não confio mais no juiz, entendeu? E nesse caso específico,
a gente não está falando de opinião política. Não estou falando, por exemplo, que o Bolsonaro, que o Alexandre de Moraes, julgou que o Bolsonaro deveria ser preso e isso é uma opinião política, não sei o quê, porque ele odeia o Bolsonaro. Se eu for petista, eu vou amar. Se eu for bolsonarista, eu vou odiar. Não, ele está falando de dinheiro, não é opinião política. Esses caras estão envolvidos com grana e grana é meio que pega em todo mundo.
Inclusive, nesse caso do Banco Master, tem um monte de coisa engraçada que é, tem capital político,
Porque tem político envolvido nesse esquema. E não tem ninguém falando nada disso. Então, tudo isso é esquisito, tá? Pô, falei pra caramba aqui e... Tá, sobre isso tudo que eu falei. O que é que tu pensa? Vamos... Primeiro, deixa eu dar um... Cadê aqui, né? Oi, boa noite. Quero agradecer pelo convite. Acho muito legal a bolha que vocês furam. Tava falando isso pro Tramontina lá embaixo agora. Mas tu é a Dani, ele é o Tramonta.
Ah, eu não me dou, eu tenho um pouco, né, assim. Mas acho muito legal a forma como vocês comunicam e acho que é uma oportunidade de fato mesmo pra gente fazer um debate maneiro e colocar as coisas, porque são questões muito diferentes que você aborda todas de uma vez, mas elas estão na cabeça de todo mundo, de fato. Então a sua leitura do que está na cabeça das pessoas, ela é muito apurada. Vamos lá, Daniel Vorcaro.
filho de um empresário já citado em rolos, tá? Inclusive o pai aparece ora como sócio, ora como alguém que está vendendo alguma coisa para ele. E foi alvo agora também de um congelamento de bens porque tinha pegado 2,2 bilhões, encontraram 2,2 bilhões numa conta do pai. A Justiça, o Supremo, o ministro André Mendonça, relator do caso, entendeu que ele podia estar querendo esconder dinheiro, né? Foi lá e pum, travou.
O pai dele já vem de um histórico complicado. O Vorcaro, ele, digamos, nasce uma estrela a partir de 2019. Quando ele entra e pega um banco chamado que era Banco Máxima, vai para a linha de frente desse banco e obtém uma autorização do Banco Central para reabilitar, digamos assim. O Banco Máxima já tinha sido condenado pela fiscalização do Banco Central.
Temer ainda, 2018, tá? Por fraude contábil, balanço inflado. O que é balanço inflado pra você que tá acompanhando a gente aí? É basicamente você fingir que você não tá no cheque especial quando você tá. Só quem consegue fazer isso é banco, vai você, né? 2019 pra 25 são só 6 anos. E é importante que a gente tenha isso em mente, porque não se chega aqui, onde a gente tá hoje, sem esse trajeto.
Vou encurtar um pouco a história. O Banco Máxima tinha os donos inabilitados, o Vorcaro vai para a linha de frente, começa a conversar com o tal Paulo Sérgio Neves, que vinha a ser o diretor de fiscalização do Banco Central em 2019 e consegue reabilitar-se como operador, reabilitar o Máxima, que depois simplesmente muda de nome e vira Banco Master. De 2019 até 2020,
nós temos aí quase 7 anos. De lá pra cá, o Vorcaro adota uma política muito agressiva de captação de clientes. Então, basicamente, ele falava, Igor, me dá aí seus 100 reais que eu vou te pagar enquanto o Tramontina, o banco do Tramontina, tá dizendo que vai te pagar 5 reais a mais por mês de juros, eu vou te pagar 15. Era coisa de 150% mais que o mercado, um negócio muito mais alto. Então, ele infla,
ganha uma carteira e ele também ganha uma série de inimigos. Inclusive no próprio mercado financeiro. Isso ao longo da trajetória do Master. Ao longo da trajetória curta do Master. Curta. A quantidade de inimigos que esse rapaz fez, como ele chamou a atenção do mercado, também é uma parte importante dessa história. E aí o que ele faz? Ele olha circulando, fazendo essa captação de clientes e trazendo gente para dentro da carteira dele, buscando aliados.
e fala, pô, o Tramontina tem um cara na equipe dele que é um cara legal. Saiu do governo agora, em 2023, perdeu ali a eleição, voltou a ser empresário, está captando títulos, vendendo títulos para o meu concorrente, para o BTG, e ele pega esse personagem e puxa esse personagem para perto dele, é o ex-deputado, ex-ministro das comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria, que vira uma espécie de...
Cartão de visitas muito luxuoso para ele em Brasília. É óbvio que durante esse período de 19 até 22, final de 22, essa relação foi sendo construída com integrantes de partidos do Centrão, com integrantes do governo anterior, do governo Bolsonaro. Depois essas pessoas voltam para o mercado, ele não deixa que elas se afastem dele, puxa para dentro. E aí, Igor,
como esse cara chegou até as pessoas que ele chegou assim. E pra quem tá nos ouvindo, é importante pensar um pouco... Brasília tem uma mítica, né? Eu sou brasiliense. Comecei a cobrir política lá com 17 anos. Brasília tem uma mítica, como se aquelas pessoas fossem muito inalcançáveis, inatingíveis, né? Em determinados círculos, estão todos no mesmo lugar, na mesma salinha, na mesma noite.
um que conhece três de onze, você já andou várias casinhas, são onze ministros do Supremo Tribunal Federal. E, de novo, ele trabalha nesse círculo de relações muito fortemente, de 19 até 23. Quando chega em 24, a casa começa a cair. E aí, pode me interromper, se vocês quiserem. Vamos lembrar que o Fábio Faria também é marido da Patrícia Bavanel.
no ramo de comunicação. É dona da família dona do SBT, filha do Silvio Santos, apresentadora de TV. Então tem um componente adicional aí que é a relação com comunicação e mídia. Não só grandes empresários, né? Porque o que acontece? Bancos e entidades privadas começam a patrocinar grandes fóruns de discussão sobre o funcionamento da justiça, a democracia, a administração pública, a economia, etc e tal. Como se...
se fazem esses fóruns. Da mesma forma que você fosse fazer um puto evento, o que você ia fazer? Buscar o quê? Patrocínio. Tu não vai tirar do teu bolso, certo? Às vezes a gente quiser muito. Se precisar, sim. E foi muito importante. Então eu ia buscar patrocínio. O que ele fazia? Tu, patrocinava. Patrocinou, faz o quê? O que você faz para o seu patrocinador? Não, quando o cara patrocina, ele começa a ter acesso. E aí, se você vai fazer um jantar e ele patrocinou, em que mesa você vai botá-lo? Na mesa do fundão?
uma mesa da frente, ele é o patrocinador pra usar aqui o termo master do evento então é dessa forma que ele vai chegando, é importante entender que isso não se constrói da noite pro dia e que pra que a gente chegasse onde a gente está hoje, ele evoluiu a passos largos em algumas frentes por corrupção mesmo e aí é o caso desse ex a suspeita da polícia federal, eu preciso ter eu preciso ter aqui as minhas
salvo a guarda. A suspeita da Polícia Federal, chancelada na decisão do ministro André Mendonça é de que ele pagou, passou a pagar mesmo até guia turístico na Disney para esse ex-diretor de fiscalização do Banco Central e um outro colega de trabalho que eram os responsáveis por dizer apenas pare de 2019 máxima vira master até 2020
e 5, que é quando o Galípolo assume a presidência do Banco Central, você passa de uma relação de convencimento muito chaveco, eu tenho papel aqui, depois se der tempo a gente vai lendo, eu posso mostrar para quem está em casa, para uma relação que vira uma relação de grana mesmo. E em vários momentos, vários momentos, o mercado ultramontina, que é o nosso exemplo aqui, foi lá e bateu na porta e falou, isso está errado.
Eu ia te perguntar isso. Primeiro, o Banco Central não percebeu que os dois funcionários estavam ali cooptados e trabalhando? Eles foram afastados em 2025, quando troca o comando do Banco Central. Mas antes não. Não. Há um problema grande nessa história toda, que é... E aí, gente? Não é porque aí eu vou falando o que aconteceu e fica parecendo que está passando pano para um e não para o outro. Não é. Isso aqui tudo está no papel. Você pode checar dados fáticos.
O Master é advertido várias vezes nesse período, até 25. Os bancões denunciavam o que sabiam para o Banco Central? Não só, também na CVM, Comissão de Valores Imobiliários. Parece que dormiram também, né? Fizeram acordos. O fato é, quando ele toma advertências, é tipo assim, se ajusta, meu filho, se ajusta, meu filho. Mas ele continua operando.
O último acordo deu para o Vorcaro, salvo engano, 120 dias para se adequar. E qual é o período desses 120 dias? É a esteira final do mandato do Campos Neto e os dois primeiros meses do Gabriel Galípolo. Então, quando já havia os rumores, já havia tudo no Banco Central, já tinha tudo isso lá. Então, quando o Galípolo chega, ele ainda fica dois meses, dois meses e pouco, sem poder fazer nada,
um acordo do Banco Central com o Master, da autoridade monetária com o Master. Quando esse prazo acaba, abre-se o procedimento interno, os dois funcionários são afastados, agora eles estavam administrativamente afastados, agora eles estão judiciariamente afastados. Manda-se uma queixa, uma representação por suspeita de crime financeiro, tecnicamente, para o Ministério Público e para a Polícia.
federal. E aí o caso vira o que a gente está vendo hoje. Eu acho incrível que quando a gente vê nos últimos anos nós tivemos alguns filmes até contando a história de gente que subiu ou subiu só com conversa mole ou subiu com grana e fazendo favores. E a história se repete. Sempre a história se repete. Se a gente for passar para o extremo para o nosso amigo lá nos Estados Unidos
Nosso amigo contém ironia, onde todas as autoridades americanas estão envolvidas. No escândalo do Epstein, você está falando? No Epstein. Favores. Leva para cá, dá presente. Leva para lá, dá presente. E aí vai fazendo uma teia. Junto com isso, tem a corrupção. Tem a grana mesmo. Mas para outros, tem simplesmente... Você vai se sentir rico, você vai se sentir milionário, porque eu vou te botar na mesa principal.
ao lado do ministro, ao lado de um presidente, presidente da Câmara, presidente do Senado. É incrível como a história se repete nesse tipo de coisa. Você sabe que tem uma frase, que ela é atribuída ao José Sarney. O público do Igor, eu não sei, vocês sabem, minha gente, quem é José Sarney? Bom, o Sarney foi presidente, foi responsável pela transição, saída da ditadura, o primeiro presidente foi nomeado, era vice do Tancredo Neves.
realmente maravilhosa. Aí o Tanqueiro Neves, na véspera do babado de assumir, morre e assume José Sarney. Mas enfim, virou um grande ais da política e assim o foi até deixar o Senado Federal ainda, acho que governo de uma a um, se a memória não me falha. Mas enfim, o Sarney... Sarney está com 95 anos. É, 95 anos. O Sarney tem uma frase que é atribuída a ele, que basicamente diz assim, você tem dois tipos de pessoas.
As que gostam de dinheiro e as que gostam de poder. A grande dificuldade é você diferenciar uma da outra. Que é um pouco isso que o Tramontina estava falando, né? A fórmula é muito batida, Igor, em Brasília. A forma como ele fez isso e a velocidade com que ele fez isso impressiona. E a via ali criou-se, para fechar um pouco desse... Apresentando o caso, né?
é quase uma história de Davi contra Golias. Porque, sabe? Quando a argumentação toda dele, do Daniel Borcaro, sobre as queixas de competição desleal, de balanço fragilizado, de investimento com risco muito alto para quem estava colocando dinheiro no banco, é os grandes bancos estão irritados,
com o fato de que eu descobri uma modelagem que eles não pensavam. Então, o que está acontecendo, eles querem me matar, porque eu, pequeno, estou conseguindo fazer muita coisa. E o pior é que isso colou, porque enquanto ele estava falando dessa tese, o Tramontina também estava já pau da cara e estava mesmo ali, ó, é o seguinte, esse cara é um bandido, vocês vão ver daqui a pouco o que vai acontecer,
Então, antes da operação do master estourar, todo mundo que tinha fonte no mercado financeiro já tinha ouvido falar que o master vai explodir, o master vai explodir, o master vai explodir. E aí você não sabia se era o wishful thinking, ou seja, aquela coisa que eu quero muito que aconteça porque ele estava, de fato, dando trabalho, ou se tinha a série de indicadores que hoje a gente sabe que já existiam. Pois é. E aí a gente também passa por uma fase ali de um...
que é quem é que vai lidar com isso. Aí teve lá o Toffoli, que estava envolvido, que estava sendo citado nas investigações da Polícia Federal, e uma sensação de um... Eu, pelo menos, estava com medo de rolar um abafa. Porque, puta, todo mundo está envolvido. A gente sabe como é que funciona no Brasil, né? Ou a gente viu, pelo menos nos últimos anos, como é que as paradas costumam rolar. Então, começa a envolver um monte de político, um monte de gente poderosa.
interessa a todos esses caras que isso aqui suma, né? E, pô, quem tá olhando lá o relator da parada do Supremo Tribunal Federal tá sendo citado no troço ali. Tu fica, puta, os caras vão fazer sumir isso aqui. Felizmente teve pressão suficiente pra haver algum tipo de mudança ali. Pô, tu acha que existe alguma chance de tá rolando em algum nível, um abafa? Alguém tá começando a fazer a massa da pizza. É, a pizza tá sendo preparada. Ô Igor,
Esse caso virou uma coisa tão grande que eu acho praticamente impossível que se consiga varrer a poeira para debaixo do tapete. E aí tem algumas coisas que eu queria pontuar aqui para você. Por exemplo, o caso do ministro de Astófolio. Tecnicamente, até o que se sabia, o que acontece? Ele tem várias coisas engraçadas. Eu uso engraçado de uma maneira incorreta.
maneira engraçada. Como curioso, sinônimo de curioso e não é. Mas, bom, a tragédia do ministro Dias Toffoli nessa história estava escrita desde o dia 1, em que o escândalo do Master, vamos lá, PF, entrou na investigação. Então, o Banco Central disparou o aviso, a PF fez a investigação, pegou uma série de pontos em vários lugares e inicia processos em vários lugares. Então, por exemplo, você tem coisa do Master em São Paulo, coisa do
Master em Brasília, você tem coisa do Master no Rio, você tem coisa do Master no Amapá, você vai ter coisa do Master na Bahia. Quando vem a primeira representação, ela do Ministério Público Federal falando, ó, esse cara aqui realmente tem de prender. É aquela em que o Vorcário estava indo pra Dubai. Dia 17 de novembro. Exatamente, de jatinho. Pra tentar vender o Master pra um fundo lá dos Emirados Árabes, que num
durou depois 40 dias de pé, quebrou também, tá, esse fundo. Mas beleza. Essa prisão é autorizada pela Justiça Federal, ou seja, primeira instância, dentro do Estado, Justiça Federal. A defesa, o que que acontece? O Deia Vorcaro é preso. Aí, se ele gasta 400 milhões numa casa em trancoso, imagina quanto ele não vai gastar pra tentar sair da cadeia. Então não é que ele tem um bom advogado, dois bons advogados, três bons advogados,
No início, ele tinha cinco bancas trabalhando pra ele. Entre as bancas que trabalham pra ele, tá o cara aqui, sozinho, atendeu a Andrade Gutierrez. Então, veja, é um advogado que atendia uma empreiteira daquele tamanho, na época da Lava Jato, e o cara tem cinco desse pequeno tamanho. Sinistro mesmo. E aí, o que ele faz? Esses advogados vão atrás do que funciona muito no Brasil, que é buscar algum tipo de nulidade,
de coisa que tenha passado batido. E eles encontram uma pasta que estava no meio dos autos e que mencionava um deputado federal do PL da Bahia. O nome do deputado é João Carlos Bacelar. E é importante para quem está nos assistindo aqui que até hoje não se provou que tinha nada de criminoso relacionado a isso. Porém, o que diz a lei? Se você tem uma pessoa com foro de prerrogativa ou o antigo foro privilegiado que se falava, né?
você envia para o juízo que tem de olhar aquele caso. Deputados, senadores, ministros e presidente da república, o foro é no... Supremo. Aí, os advogados que encontram uma menção... Sacam. Vêm e falam, Oi, Supremo Tribunal Federal, estou aqui protocolando para vocês o meu pedido para que esse caso suba. Porque tem um deputado federal que está mencionado aqui e...
rolando na Justiça Federal. Essa parada, meu cliente já foi até parar na cadeia. O Vorcaro é solto, justiça seja feita, e muita gente faz essa confusão, pela Justiça Federal, que afrouxa, tira da cadeia e bota ele de tornozeleira, inclusive sob o argumento de que ele corria risco de vida, né, preso. No Supremo Tribunal Federal, este caso chega e tem lá o famoso, a gente tem o roteirista de Brasil, que é um piadista, e tem o maior concorrente dele, que é o algoritmo do Supremo, que é basicamente
O sistema que sorteia os relatores dos casos com base em uma dinâmica que vai desde quantos casos cada ministro tem em estoque. Então, se o ministro está com muito caso, ele fica um tempo sem receber novos. Se está vazio, pega... Enfim, é uma métrica toda doida lá. Então, quem souber, morre. Como é que pensa o algoritmo do Supremo.
do coração com um empresário, isso é importante dizer, muito amigo dele há muitos anos. Eles se conhecem desde quando o Toffoli não era ministro, era advogado, muito próximo de uma série de políticos e empresários. Quando o Dias Toffoli desce, acho que era Buenos Aires, né? Que era jogo do Palmeiras. Eu sei que era Lima, Peru. Eu e o futebol, a gente não... Quando ele desce no avião, no jatinho,
amigo dele, empresário, que tinha convidado outras pessoas também, ele descobre no celular que ele tinha sido sorteado o relator do caso Master. E quando ele olha... Esse era o dia que estava o Augusto lá, o advogado? Ele olha para o lado e foi o que eu disse. A tragédia do Toffoli estava escrita desde o dia 1. Porque o empresário, o dono do avião, não é o advogado. É um empresário.
do Toffoli há mais de 20 anos. Que havia, entre o ministro e ele, outros convidados. Acho que era um total de 7, 8 pessoas que estavam no jato. E entre os convidados Augusto de Arruda Botelho, que é advogado, não do Vorcaro. Do banco BRB, né? Não, ele é advogado do diretor de compliance do Master. A pessoa que deve ter recebido o salário sem ter feito o dever de casa.
por mais tempo que eu conheço, porque é o diretor de compliance e o nome da operação que levou o Vorcaro para a cadeia é compliance zero. Então, assim, já estava ali, sabe aquela expressão, cabra marcado para morrer do filme? Por que esse amigo não falou logo que ele não deveria estar ali? Mas ele não era relator do caso e nem se sabia da estratégia da defesa. Quando que as coisas acontecem? É que hoje a gente olha de engenheiro de obra pronta, né?
E aí, o que acontece? A gente só descobre que teve essa estratégia e que era para o Toffoli decidir quando ele manda... Então, peraí, tem citação, deputado? Para, para, para. Manda tudo para cá, sem prejuízo do que já foi feito, ou seja, tudo que a primeira instância fez está válido, para eu olhar. Aí vem o Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, e no domingo fala, olha, o Toffoli viajou no mesmo avião
um dos advogados do caso Master. E aí vira a barafunda. Ele já tinha nessa altura da vida os negócios no resort Tayayaga. Que tinha mistura de Master lá também. Aí ele tá no avião e é noticiado que ele tá no avião com o advogado. Ele deveria imediatamente falar, opa, sou suspeito, tô fora disso. Não serei o relator. Pronto, matava aí a história. Minha família tem negócios com o Banco Master,
Eu viajei, não sabia, mas viajei, tinha um advogado aqui, fui ver o jogo lá. Não posso. Não, né? Meu ponto que mais me incomoda é que esses caras, tem uns que eles são famosos internacionalmente, cara. E aí tá falando do STF, teu nome tá colocando, tá atrapalhando a percepção pública da parada. Conta uma mentira qualquer, sei lá, cara, sai daí, porra. Entendeu? Todo respeito eu ao ministro...
fazer isso, ficar ali sabendo que assim, tu fez negócio, cara, tu não sabia? Tu não sabia? Tô falando de muito dinheiro, tu não sabia? É um resort mesmo, muito dinheiro. Tu não sabia quem era. Então tu sabia, tu sabe que tu não devia estar ali. E ainda ficou um tempão com todo mundo dizendo pra ele que ele não devia estar ali, pô. Eu tô buscando aqui a nota, eu queria ver se eu encontrava. Se bem que também tá certo que o empresário, o dono do jatinho, era amigo dele,
Mas você olha em volta e você fala assim, opa, nessa festa eu não vou. Eu geralmente escolho onde eu quero estar. Em tal lugar eu não posso ir porque aquilo lá não me interessa e se alguém me fotografar junto com aquele cara vai pegar mal, vai dar ruim. Sendo eu ministro do STF. Mas se eu faço isso sendo um cidadão comum, com apenas uma microvisibilidade, você com a sua visibilidade toma certos cuidados.
Estado, tem que tomar cuidados absolutos. Não é? Ah, não, não é ilegal. O cara não pode ver o jogo do Palmeiras? Não. Não, pô. Quer ver o jogo do Palmeiras? Faz igual um cara normal. Aliás, ele já recebeu, ele já esteve antes em final da Champions League, o ministro Dias Toffoli. Não estou falando que é ilegal. Não estamos falando que é ilegal. Ele esteve antes em final da Champions League como convidado, sem pagar nada, indo em jatinho. Ele já esteve em final do
meio de Roland Garros, também como convidado, sempre de empresários. Empresários sempre têm interesses nesses contatos e muitas vezes têm interesses em ações que estão ocorrendo nos tribunais superiores. Eu estava procurando aqui as notas do gabinete do ministro Dias Toffoli, em especial a última, que é quando ele... Esse caso eu conheço muito porque a matéria que leva o Supremo a fazer a reunião que sela a saída do Toffoli é minha
o Fábio Serapião, né? Porque, de novo, quando a gente olha de trás, daqui, de onde estamos, pra trás, fica tudo muito evidente. Mas as coisas, elas foram acontecendo assim, primeiro, né? Deixa eu falar algumas coisas aqui que pode chocar.
pode chocar, assim, o Augusto de Arruda Botelho, é o advogado, o Augusto foi número 2 do Flávio Dino no Ministério da Justiça. Ele é de um time, assim como o Pier Paolo Bottini, que trabalhou com o Márcio Tomás Bastos, que também talvez seja uma figura que o pessoal de casa mais novo não ligue. Ele, o Márcio Tomás Bastos, foi o ministro da Justiça do Lula nos governos 1 e 2 e era considerado
uma sumidade no direito nacional. Eu diria que era um dos juristas mais reconhecidos do Brasil, sem ter pisado em tribunal porque não quis, porque gostava do direito no campo. Na América Latina, com certeza, por conta do que foi durante a ditadura militar, mas era muito respeitado na Europa também. Então, o Pierre Paolo Bottini, hoje advogado do Daniel Vorcaro, o Augusto de Arruda Botelho, esse pessoal veio daí.
Imaginar, e aí é real oficial, eu sinto muito se vocês, a galera vai ficar fula da vida, mas a real é essa. Imaginar que para falar com o Dias Toffoli, que foi a AGU no mesmo governo em que o Márcio Tomás Bastos estava com esta galera trabalhando com ele, imaginar que este advogado, qualquer um dos dois que eu mencionei, para ficar em dois exemplos que são os nomes que estão circulando mais, precisaria do subterfúrbio,
de pegar um avião pra Lima pra despachar com o ministro, é uma bobagem. Eu também acho, eu também acho. Eu compreendo, eu compreendo que hoje estão em áreas diferentes, mas, de novo, né, alguns desses caras foram alunos do Moraes, do Lewandowski, na USP. Eu tô querendo dizer pra quem tá em casa, entender assim, jamais passaria, eu acho, né, isso eu nunca perguntei ao ministro, não,
jamais passaria na cabeça do ministro que ele estava ali entrando para dar um depoimento que seria contra a sua própria reputação no caso do voo. Porque é uma pessoa que, sinceramente, é um advogado que já foi número 2 do Ministério da Justiça. Todos os ministros dos prêmios despacharam com ele em várias ocasiões. Ele passa a mão num telefone, liga no gabinete, pede uma audiência e marca.
Ele não precisa se dar o trabalho de sair de São Paulo para Brasília, de Brasília para Lima para isso. Neste caso. Aí realmente foi assim, a cereja do bolo que deixou esse negócio muito podre. De novo, era um cabra marcado para morrer. Mas no caso do resort, o ministro alega que não sabia quem eram os donos finais do fundo com o qual ele estava negociando. Isso aí já realmente... Mas quando ele faz isso?
decide por fim se afastar do caso. E foram as matérias sobre os negócios, etc e tal, que o afastaram? Não. Foi ficando tudo muito feio, né? O Supremo respondendo muito pouco, porque foi uma cultura que se criou ali de, o que eu acho sinceramente muito ruim e tá depondo muito contra os integrantes do Supremo agora. Você passar três meses pra justificar um contrato que desde o dia um, se você tinha tudo, você não passa.
Verdade. Então, ele falando muito pouco, e a coisa foi avolumando até que, no final de fevereiro, antes do carnaval, eu e o Fábio Serapião, meu colega do UOL, nós tivemos a confirmação de que a Polícia Federal, mais um ingrediente de tensão nessa história, a Polícia Federal, o diretor-geral da Polícia Federal e dois delegados do Caso Master desembarcaram pessoalmente no Supremo Tribunal,
E entregaram um relatório com todas as menções encontradas ao Dias Toffoli nos aparelhos do Vorcaro. Um relatório longo, extenso. E havia uma série de conversas entre o Vorcaro e o cunhado dele. Mais um personagem interessante nessa história. Fabiano Zetel. Guarde esse nome, porque o cara era pastor. E quem era que pagava a bufunfa?
Rompidos do Banco Central, o pastor. Que é o cunhado do Vorcaro. Então, o que você tem? Uma conversa entre o Toffoli e eu, o Vorcaro, diretamente, tem um convite para aniversário. Nesse espaço de tempo que foi analisado pela Polícia Federal. Mas, entre o Zetel e o Vorcaro, tem várias conversas mencionando o ministro. Quando ele leva isso para o Fachin, o Fachin nada diz. Foi uma segunda-feira que teve a reunião, eu acho,
conseguiu publicar a matéria na quarta ou na quinta, e o Supremo não se manifestou quando nós perguntamos. Escuta, levou mesmo e tal, não sei o quê? Fazem a reunião secreta, de lá o Toffoli sai, e aí ele admite tudo de uma vez, que sim, vendeu a parte dele no resort, o valor era cheio, era 35 milhões, eu acho, que foi pago em duas vezes, um ano tal, outro no ano X,
e tem uma distância entre os dois pagamentos, que está saindo para acabar com o barulho em torno do caso. E aí o caso vai para as mãos do ministro André Mendonça. E o foco da crise muda de personagem. Então, antes de a gente entrar nessa mudança de personagem, na mudança do foco, você acha que o Supremo deveria ter se manifestado, como agora também deveria ter se manifestado,
Esse nome ficou gigantesco em função dos dois acontecimentos, Toffoli e Alexandre de Moraes. E o silêncio... A presidência ou a direção do Supremo adotou o silêncio como norma. Como instituição. O ministro Luiz Edson Fachin é um ministro que tem... Dos últimos componentes do Supremo Tribunal Federal, dois sempre foram muito conhecidos pela reserva.
Rosa Weber, cujo gabinete era apelidado de Coreia do Norte. De tão fechado que era. E o ministro Luiz Edson Fachin. Ele é uma figura de perfil muito retraído, uma figura de perfil baixo. Os votos dele são juridiquês castiço, que a gente brinca. Aquela linguagem jurídica mais difícil de entender. E ele veio depois de um ministro que,
notabilizava pelo oposto na presidência, o ministro Luiz Roberto Barroso. O ministro Luiz Roberto Barroso dava muitas entrevistas, o ministro Luiz Roberto Barroso sempre fez, gostava de fazer dos votos, pronunciamentos que fossem compreendidos. O ministro Luiz Roberto Barroso adotou como mote da presidência dele, tipo, entenda como funciona o judiciário. Obviamente não deu conta de explicar em dois anos, porque é barra. Então, o que eu estou querendo dizer com isso? Não é que ele adotou,
esse expediente do silêncio diante da crise. O expediente do silêncio é o expediente de uma vida. Mas... Também estava de férias quando a coisa estoura, né, o Fachin? Quando começa a... O caso ganha corpo e tudo, era recesso do judiciário. O judiciário estava voltando. Mas aí o que acontece, né? Quando a coisa... O Supremo está vindo, e por isso que eu acho que é importante a gente não misturar todas as estações.
O Supremo está vindo de um período que foi muito custoso para todos os integrantes da corte. E, assim, não tem nenhuma passada de pano nisso. Vou falar da ministra que já saiu, porque, para vocês terem uma ideia, o Supremo foi obrigado, nesse espaço de tempo de 2019 até hoje, a criar uma secretaria de segurança interna. A corte, basicamente, a segurança da corte só fazia crachá para as pessoas entrarem.
Passou a ter um delegado que foi levado pelo FUCS e está lá, no caso, no cargo até hoje, chefiando uma equipe que hoje deve ter uns 80, talvez, que eles têm uma sala para implodir artefato. Tipo, envio de cocô, falando português claro, aqui é bobagem. Chegaram a enviar um vidro cheio de ácido, de perfume, um vidro de perfume cheio de ácido para uma ministra dentro da corte.
a vida desses caras ao longo desse período de muita radicalização ideológica, e aí eu achei importante você separar na nossa abertura, virou um inferno. Virou um verdadeiro inferno. Não só pra eles, pra mulher, pra filhos, pra mãe, em vários casos. Então, assim, neste período, o que eles fizeram? Eles... Se fecharam. Agruparam. Você falou que o ministro Alexandre de Moraes não é um ministro, exatamente,
midiático. Cara, ele tá lá no Supremo desde 2016, né? Ou sete, começo de sete. São dez anos. Ele deu uma entrevista no primeiro ano dele pra mídia brasileira, né? Falou com a Folha de São Paulo, eu fiz a entrevista com o Estado de São Paulo. Foi, acho que se estava engano, a Sônia Rassi, que na época era colunista lá, quem fez. Deu essas entrevistas quando foi alvo da Magnitsky. Então, tava falando pra fora, não tava falando pro Brasil,
estava tentando fazer chegar a Donald Trump a visão que ele tinha do caso e that's it. O resto ele fica mandando recado lá da tribuna de onde ele senta. Eu acho que esse período em que eles tiveram que se agrupar e fechar deixou uma lição ruim porque é quase como se o histórico falasse por mim sabe assim os votos falassem por mim e tal e na real não é. Assim a chave virou a história
o personagem dessa história é um personagem sui generis. Já teve banqueiros que quebraram no Brasil, mas não que fizessem essa exposição toda da República, eu diria. E aí era o que a gente estava falando um pouquinho antes de entrar no ar. Não basta a mulher de César ser honesta, ela precisa parecer honesta. E nesse caso, agora que está se tentando fazer uma espécie de contenção de crise mesmo, de gestão de crise, você já chega
tendo que correr o Iron Man só com três horas de prova faltando, entendeu? O pessoal tava correndo aí, ó, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março. São quatro meses de... De pau. Pra agora começar um movimento de pingos nos is, assim, explicar um pouco mais as coisas. Acho que demorou muito. Demorou muito mesmo e assim, eu não servi uma pena não, pô. Só o Igor tá pedindo esclarecimento quanto ao contrato do escritório da Alexandre.
a mulher do Alexandre Moraes, a doutora Viviane Marci, né? Eu entendo tudo isso daí, Dani. Sinceramente, assim, eu sei é foda. Toda semana o Igor lembra. É foda pra mim também fazer uma porrada de coisa, mané. Mas, porra, eu... Ninguém foi lá na minha casa me buscar pra eu estar aqui. Legal? Ninguém foi lá na casa do Alexandre Moraes buscar ele pra ele estar lá, meu irmão. Sai fora, então, com todo respeito. Entendeu? Tu quer empreender?
Tu quer que tua mulher ganhe dinheiro de não sei o quê? Cara, é... O meu ponto é... Eu entendo. É um problema, porra.
defender a democracia. Porra, tô fazendo o que eu acredito. Não vou deixar os caras me intimidar com isso, não sei o quê. Mas precisa, no mínimo, parecer honesto. E eu concordo, ele não dá entrevista. Ele fala o que ele quer e acabou, pô. Entendeu? Ele dá o dedo mesmo e acabou. Ele tira a foto mesmo e acabou. Ele dá entrevista quando interessa mesmo. É assim. Não quer dizer que ele não fala. Ele fala quando ele quer. O que ele quer pra dizer o que ele quer. Então, eu só queria... Já que tu fala as coisas com todo respeito
respeito. Eu só queria entender. Eu só queria entender, pô. Porque pra mim é muito... E eu não tô falando isso porque eu sou um chato. Não, total. É porque eu tô falando, porque assim, é... É um escândalo de grana. Aqui não tem... Grana não tem lado político. É um escândalo de grana. É... E a gente tá falando do rosto da justiça do Brasil. Se eu começo a desconfiar das decisões da justiça, porque eu não confio que esse... Pô, esse cara mexe com o dinheiro dos outros, pô. Deixa eu te falar aqui algumas coisas que eu acho
De novo, eu acho oportunidade ímpar. Eu tomo muita paulada porque fico tentando explicar num ambiente, coisas num ambiente acalorado. Mas eu acho que é importante. Porque assim a gente vai também... Deixa todo mundo mais ou menos na mesma página se a pessoa quiser. Perfeito. A gente fala do contrato já já. Vamos falar do que você disse. Pô, ministro não pode empreender. Não pode mesmo.
ele pode, ao juiz, facultar o magistério, ou seja, dar aula. Ele próprio, né? É, mas só que minha mulher empreender, eu empreender também. Calma. Tudo respeito. Isso é... Não, é... Mas é... Você tem um ponto. Mas aí é importante que quem está em casa saiba. Dos dez ministros que estão no Supremo Tribunal Federal, hoje, tá? O ministro Alexandre de Moraes é casado com uma advogada, como agora o Brasil inteiro já sabe.
é casado com uma advogada que era inclusive também advogada do Lula. Foi ela a autora da tese que levou a ONU a considerar o julgamento do Lula um julgamento ilegítimo, né? Por falta de imparcialidade do juiz. O que indicou o Zanin? O Lula. Eu lembro. Ele foi o advogado do Lula durante toda a luta do tempo que esteve preso. E isso o Zanin faz questão de
saltar, né? Lá esse assunto virou uma discussão. Isso é legal para as pessoas saberem. Dentro do Supremo virou uma conversa entre eles. Porque... Vamos aqui, voltando aqui. Fica à vontade, viu? Fala aí. Aquela, né? Para! Se eu estiver falando muito, vocês me salvem. Então você falou. Alexandre de Moraes e Viviane Barsi aqui tem mais de 35 anos de relacionamento, certeza. Se conheceram, acho que, ainda na faculdade. Portanto,
estudaram direito juntos e vivem do direito desde então. A doutora Valesca, que é a mulher do Cristiano Zanin, ela tem 28 anos de direito e, como eu disse, o marido é ministro, mas ela é autora da tese que deu a Lula a maior vitória internacional no direito internacional que ele teve depois da condenação pelo Sérgio Moro. Aí você tem o ministro Gilmar Mendes, que separou-se recentemente, anunciou a separação, mas foi casado por mais de três décadas,
com uma advogada casca grossíssima em Brasília, chamada Guilmar Mendes. A doutora Guilmar trabalhava, era sócia, é porque agora o Sérgio Bermudes morreu, mas que é um dos advogados mais conhecidos, e também, três décadas de direitos nas costas. Aí, vou passando, André Mendonça, a mulher dele não é advogada, mas ele tem, ele tem uma entidade de cursos de oratória, tá?
a Receita, ele diz que doa toda, etc e tal, porém, vários contratos, inclusive, com prefeitos, pra ensinar, então, tá? Tô girando aqui, ó, o ministro Luiz Fux não tem mulher, mas o filho dele é... Aí, família, não foi o STF que derrubou, não, o Vitão que fez merda ali, tá bom? É, mentira, mentira, caiu, deu algum caô ali, mas a Dani tava falando do ministro Fux. É, eu tava mostrando aqui um pouco pra vocês, né, então já citei os
aqui dos ministros Alexandre. Zanin Gilmar Mendes. Aí o André Mendonça tem o Instituto, que ele dá cursos por meio desse Instituto. O ministro Luiz Fux não tem mulher, mas tem filhos. O filho dele é, inclusive, o advogado parente de ministro do STF, que tem o maior número de casos em tramitação no próprio Supremo. São mais de 280, se não me falha a memória.
Do outro lado, o ministro Flávio Dino, que não tem mulher na advocacia. O irmão dele é procurador de carreira, então também transita mais pelo lado da acusação. Nicolau Dino, o nome dele. E, aliás, é sempre bom, eu gosto de aproveitar as oportunidades que eu tenho e, inclusive, vou fazer isso em meu nome e em nome da sua, Dani Lima,
Dani Lima. O ministro Flavidino é casado com uma mulher chamada Daniela Lima. E casou recentemente. E um gracinha fez a favor de falar, saiba detalhes do casamento de Daniela Lima com Flavidino. Então, por muito tempo, o chat GPT me casou com ele, o Google me casou com ele. Não, não sou eu. A senhora Daniela Lima mora em São Luís, está com o ministro há muito tempo. Parem, né, de... Obrigada, inteligência artificial. Sério, por Deus. Tu ri, né, Fela? Tu ri, né?
Os caras me associam com outras paradas. Bom, fechando aqui, a gente tem ainda Nunes Marques, que já foi casado com uma pessoa do direito, não é mais, mas ela também, salvo engano, era da magistratura. Quem que eu tô esquecendo? A ministra Carmen Lúcia, que não tem filhos e não tem... Então, assim, de todos ali mesmo, fora, fora, total, total, total, total, tá o ministro Nunes Marques, hoje. Você não falou do Fux? Falei.
O Fachin, que é o presidente, tinha a filha e o genro. A filha do ministro Luiz Edson Fachin, isso, inclusive, incomodou muito o ministro. Eu recebi bastante reclamação, porque contei isso, fiz uma coluna sobre a filha do ministro Luiz Edson Fachin, porque ele puxa, no meio desse rolo todo, ainda tem aquele arcanjo da má ideia, quer dizer, da boa ideia no momento ruim.
Então, no meio deste rolo todo, vem-se com... Vamos discutir um código de conduta para o Supremo. E aí todo mundo se sentiu com a bunda na parede, falando português muito claro. Ficou sem ambiente, né? Por quê? Porque tratou-se como se fosse um problema... Ah, o ministro Toffoli também. O ministro Toffoli foi casado por muitos anos com uma advogada chamada Roberta Rangel. Também de uma banca bem grande. Então, fechamos todos aí.
Deixaram agora. Essa semana. Pararam de... Fecharam o escritório de advocacia. Porque no caso dela, da filha do Fachin, ele era titular de uma ação da Mega Hidrelétrica, gente. Itaipu. Itaipu Binacional. Quando ele vira ministro, ela herda esse processo. A Itaipu Binacional, como diz, é binacional. Tem dinheiro, né? Então, assim, quando você vai pro campo da vida
prática. Não dá pra ficar tirando a ministra Carmelucci, não dá pra ninguém ficar falando muita coisa. Porque parente, advogando, todos eles têm. Então, quando você fala assim, mas não pode empreender, quem é que vai levantar o dedo pra falar? A lei diz que a mulher, tudo bem. E contra esta... Só pra fazer o advogado do diabo, sem querer atribuir ao Supremo esta característica, né? Tem um argumento que um dos ministros usa, que é, pra mim,
ele é um argumento meio matador que é. Bom, então tudo bem. A minha esposa, 30 anos trabalhando, 30 anos defendendo suas teses. Ela tem uma carreira que é autônoma. Ela não depende do meu nome. Nunca dependeu. Não é que ela está aqui há 5 anos, ela estourou. Não estou dizendo que é esse caso. E não é o ministro Alexandre de Moraes, tá? Ele fala, então, agora, eu chego ao Supremo e falo, larga sua vida, vai lavar louco,
Ouça, fecha o seu escritório, porque agora o bonito tá aqui, sentado aqui, e aí você vai ver o meu reboque? Ó, se eu sou bonito, eu tenho aqui duas opções. Eu me torno ministro e eu não julgo, não me envolvo com porra nenhuma. Não pode. Exato, não pode. Não pode. Falou-se muita bobagem nesse processo. Que é tipo, ah, então vai advogar, se ela advoga no caso,
ele... Vamos obrigar. Mas já é obrigado. O impedimento é este, em caso, é um caso de impedimento cristalino. Aparente até segundo grau. E aí, se eu sou bonito, eu tenho essa opção de seguir o que está previsto. Eu tenho a opção de... Pô, eu manjo... Assim, eu sou... Se eu sou o ministro do Supremo Tribunal Federal, eu não sou idiota. Eu tenho um notório saber jurídico. E reputação ilibada, em tese. Eu passei por uma sabatina dificílima,
no Senado, né? Eu não sou qualquer um. Em tese. Também em tese. Contei a unia também. E, portanto, eu sei que eu que sou o Igor, eu nunca ouvi falar de um outro contrato igual o da esposa do Alexandre de Moraes, por um advogado. Eu que sou o Igor, né? Agora, o Alexandre de Moraes talvez tenha escutado falar e acha isso perfeitamente normal. Então, só me dizer, pô. Faz aí uma notinha aqui, ó. Isso aqui é perfeitamente normal. Olha só, já teve antes aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.
minha esposa, eu não tenho nada a ver com isso aqui não, ela só tá ali. Mas não parece ser isso. Entendeu? O que parece é muito dinheiro pra minha esposa aqui e até agora eu não sei o que que é. Ah, ela soltou uma nota. Você quer? Quero. A nota dela é enorme. Eu não convenceu muito não, hein? Eu vou... Enquanto você tá achando, deixa eu fazer um parênteses? Eu tenho uma informação que eu tinha trazido na semana passada e acabei não falando. Tribunal Superior de Justiça, que é outra instância de alta
Corte do Brasil, além do Supremo Tribunal Federal. Tem 33 ministros. Ah, o STJ, Superior Tribunal de Justiça. Superior Tribunal de Justiça. 33 ministros. Já é uma coisa descabida, eu acho. O problema dos filhos... Aí são 19 dos ministros, tem 29 parentes atuando em ações ali. Então são mulheres, filhos, sobrinhos que advogam processos que transmitam
Corte. São, ao todo, hoje, 983 processos ativos que são movidos por parentes dos ministros que vão julgar as coisas. Isso, inclusive, quando começa a se falar em código de conduta para o judiciário que proibisse de... Porque aí querem elasticizar o conceito. Então, hoje, se você é meu parente... Você casou comigo e, nesse caso, a ministra você e eu, porque chega também de ficar dando
de exemplo, só tem homem. E você é advogado da causa, eu não posso julgar. Mas se o Tramontina é seu sócio e o advogado da causa é o Tramontina, eu posso. Pela lei hoje. Então, o que que aconteceu? E outra, rapidinho daí. E outra, porra, vamos dizer que tudo deu e eu não posso mesmo julgar. Ô, Tramonta, rasquinho domingo lá, porra, esse bagulho aí, bora trocar ideia sobre esse meu caso aí? Ainda tem um negócio, mas eu acho importante,
cada macaco no seu galho, tá? A lei, quem faz é o Congresso. O Supremo vai lá e aplica. Mas assim, vamos reclamar na portinha certa. É que é uma porrada de porta pra gente reclamar. Menos a da esperança. Menos a da esperança. Não, mas aqui... Mas é que quando o Fachin veio com a ideia, de novo, a ideia boa no momento mais difícil pra ela prosperar, que tava todo mundo...
Isso, nós estamos aqui debaixo de vara ferrada. Vem com essa ideia. A ideia era proibir. Bom, se o Igor tem um escritório, é casado com a Daniela, mas o Tramontina vai... Não vai. Então a Daniela também não julga se for o Tramontina. Aí o que você ia fazer? Veja só. O escritório do Sérgio Bermúdez, aí eu vou falar da doutora Guilmar, porque é uma advogada de fato, uma casca grossíssima, e ela não atua no Supremo. Ela atua no STJ, por exemplo, ela atua. Justo.
escritório do Sérgio Bermudes, cara, eu não sei, mas eu imagino que deve chegar a ter lá, sei lá, pelo menos um 100, umas 100 OABs inscritas trabalhando pra esse escritório. Se você veta por conta de uma pessoa, essas 100 pessoas já atuarem, você acaba ali criando um mercado, digamos, como sortear o juiz natural ou o juízo de sua causa, sabe? Então, se eu não quero que a Daniela julgue, eu vou
contratar o sócio júnior do escritório do Igor, que é o cara que o Igor ganha... Qual o salário que você quer? Eu quero, sei lá, eu quero 35 mil reais. Tá bom, o Igor ganha 35 mil reais, eu vou contratar o cara que chegou ontem e tá ganhando 5. Porque aí eu vou vetar todo mundo, inclusive a Daniela de julgar. Mesmo o Igor estando longe, longe, longe do caso. Mas eu sei que ela tem uma tese que é contrária à minha, historicamente, tem a jurisprudência e tal.
você cria uma forma. Está vendo como as palavras são difíceis? Sim, é complicadíssimo. Mas eu fui me alongando e, cara, me apartem, porque eu tenho esse defeito. E aí, o documento que o escritório dá... Conto, só queria te dizer o seguinte, o código de conduta nasce para frear o STJ, onde o problema é visto como crônico. Só que pegou o Supremo nesse momento de calça curta, entendeu? Começou no STJ.
acabar com... O STF, contrata um social mídia brabo aí pra dizer pra vocês o que você tem que falar pra internet. Porque é importante, tá ligado? Os caras estão... Eu não sei. Não são debates fáceis. Eles tomam tempo e em momentos de muita paixão política, o simples tentar explicar o que é a regra do jogo e as implicações de uma mudança na regra do jogo feita às pressas,
já é tipo, ah, passando pano. Não tô passando pano, porra. Tô tentando te explicar qual que é a parada. E eu nem acho que a gente tem condição de mudar alguma coisa agora nesse momento, não. No calor. É duro. Não tem condição. A gente não consegue pensar muito claramente, não. O que eu quero é mais simples. Eu não quero mudar a regra. Só queria saber por quê. Vamos lá aqui, ó. Então, a nota de esclarecimento sobre o contrato, né?
O escritório da Bárcio de Moraes, né? Foi contratado entre fevereiro de 24 e novembro de 25.
Ou seja, quando tem a operação, quando o banco é liquidado, o contrato é liquidado também. Eu posso te mandar, amigo, se você quiser. Fevereiro de 24, novembro.
Pelo Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 advogados. Para a realização dos serviços, contratou outros três escritórios especializados em consultoria que ficaram sob a coordenação do escritório Barsi de Moraes. As equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação, entre o início do contrato em 24 e a liquidação do banco em 25,
E aí ela vem detalhando, ó, aqui... Todas as. Tá vendo? Tudo que fez. 94 reuniões de trabalho, 79 presenciais na sede com duração de 3 horas entre o banco pra quê? Compliances 13 com a presidência. Duas com videoconferência. Não, não, não, não, não. 36 pareceres e opiniões legais sobre uma ampla gama de temas, etc. Entre outras, 36 pareceres, entre outras sobre previdência, compliance.
Código de ética. Pois é. Explica pra mim como é que você paga 3 milhões e 600 mil por mês pra fazer um código de ética. Meu irmão, assim, eu não sei como é que tu ganha 3 milhões e 600 mil por mês sendo, sei lá. Você falou em 3 milhões a cada advogado, né? Agora sim. Agora o negócio é o seguinte. Se a única coisa que eu, com a minha responsabilidade jurídica, poderia dizer é que tinha que ter contratado antes. Porque...
No final de 24, o trem já tava lascado. Novembro de 24, já tava aqui, ó, afogadíssimo o Master, né? Então... Galiana, você viu, certamente, o texto, o levantamento que a Raquel Landim fez no Estadão, né? Raquel Landim fez um... Desculpa, a tramona vai ser de muito... Eu tô tentando. Vai ser de muita boa vontade pra engolir essa daí, meu irmão. É um contrato muito alto.
Ela consultou cinco grandes escritórios de advocacia e perguntou quanto custa uma hora técnica no escritório? De 3 mil a 5 mil reais. Bom, se o escritório da doutora Viviane fez 94 reuniões de três horas cada um, 1 milhão e 325 mil reais. Média, né? Para fazer um parecer. O escritório disse que fez 36 pareceres. Não, aí você está pegando o valor integral do contrato. Sim, estou falando pegando o valor integral.
Vai dar 70, vai dar 70 e pouco, não, 3 e pouco por mês sim, mas vai dar no final, não são os 130 que ganharam as manchetes, porque o banco quebrou antes. Deu 36. No fim das contas dá um pouco menos de 80 milhões. Isso, então aí, parecer, um parecer custa 50 mil, um parecer muito importante que o escritório faz para um cliente ou para outro, pode chegar
500 mil reais. Mas esses pareceres muito mais caros, eles não são comuns. Se você fizer por 50 mil um parecer, 36 pareceres, dá 1 milhão e 800. Aí, o escritório também foi contratado para definir estratégias. Como nós estamos vendo aqui, definir compliance, código de ética. Fica tudo muito estranho. É tudo muito estranho você pegar os valores que foram publicados e o trabalho que foi realizado. É interessante que ela não...
eles, de novo, não... O que não está dito, entendo que Carlos consente, eles não confirmam o valor do contrato. É importante dizer isso. Mas qual é a função desta nota, além de tentar aplacar um pouco a curiosidade do público e os questionamentos sobre o ministro ou eventual relação com o banco, que a gente nem chegou na parte das mensagens,
é mostrar juridicamente qual o valor disso. Se alguém amanhã bate na porta e pergunta esse dinheiro era pra quê? Ela vai provar que ela prestou o serviço. Ok. De novo, se você pensa que se é muito, se não é, se você devia ter olhado e falado meu bem, fuja porque é dinheiro demais, esmola demais, o santo desconfia, vamos embora? Ótimo. Mas crime não tem. É um negócio jurídico
de Culperfeito, falando juridiquês castiço, ou seja, é uma negociação entre duas figuras privadas, um banco e um escritório, que se ela pediu o valor que pediu e ele disse que estava bom que pagava porque estava acostumado a pegar aquelas maquininhas de dinheiro que às vezes eu vejo a Anitta na balada usando, sabe? Problema dele, mas o que ela precisava provar é, eu prestei um serviço, porque até então,
a Malu Gaspar, jornalista do Globo, fazendo um grande trabalho, só tinha encontrado um processo de calúnia de informação que o escritório representava e perdeu, inclusive. Mas o que ela está mostrando é... Eu fiz. E o Tramontina... É perfeito. O Tramontina foi feliz em lembrar dos pareceres, porque antes da crise dos parentes e da crise do Master, muitos falavam sobre os ministros após
porque o ministro se aposenta, e não quer advogar mais, ficar pegando pesado, mas ele vira parecerista, que é basicamente você criar uma tese, o Igor quer defender, sei lá, o poliamor. Então ele contrata o Tramontina para dizer que constitucionalmente, que o poliamor não agride a Constituição. Tramontina é ex-ministro do Supremo, ministro aposentado, ministro é vitalício,
a vida toda se fala ministro aposentado. O parecer dele, porque quando chegar na mão dos ministros supremos, falar, olha, foi o Tramontina, legal. Só esse, olha, foi o Tramontina, legal, já tem um custo. Então, parecer de integrante de Tribunal Superior aposentado, ou, por exemplo, do Michel Temer, porque o Brasil vai, a gente vai, as pessoas
vão ganhando camadas, mas o Michel Temer é um dos grandes constitucionalistas do país. Então, custa caro uma tese dele. Até porque chega de novo, olha, Michel Temer, ex-presidente da República. Então, queria muito que a moça nos contasse aí quem foi que fez os pareceres aí, pra gente poder fazer as contas também, né? É importante. Porque a gente quer fazer as contas. E as conversas aí? E as conversas? Olha só, eu vou te mandar uma mensagem, vou te mandar um salve no WhatsApp, tá bom?
no WhatsApp, irmão. Pra que eu vou escrever num bloco de notas, printar e te mandar pra um... Assim, eu vi que o ministro disse que aquele número não é dele, né? Não foi isso que ele disse. Tá bom, tá bom. Então eu ouvi errado também. Na verdade, eu não ouvi porra nenhuma. Alguém que me contou. É. Essa que é a verdade. É... Não é estranho mesmo? Tu printar um bloco de notas e tu manda? E assim, desculpa, Daniel, porque pra mim a principal é muito dinheiro. A gente que vai ter que pagar essa grana aí é porque tem que
Pô, o FGC e por aí vai. Tem um monte de gente envolvida lá do político e tal. Mas eu acho o lance de ter gente da justiça envolvida me pega muito. Mas envolvido no quê? Então, envolvido no quê? Por que eu escrevo uma mensagem no bloco de notas? Eu acho só que é importante, porque o que você falou agora, pra mim, é o mais... E eu tenho tentado... Quando era muita espuma, eu me mantive...
No que eu considero importante nesse caso. Peguei a representação do Ministério Público, que tem 102 páginas. Até hoje eu não terminei de exaurir ela. É a primeira só. Já fui preso de novo. A segunda eu nunca vi nem comi, só ouço falar. Inclusive, oi fontes. Vamos aqui? Tô aqui, hein? Tô aqui. Tu tem que ficar cutucando as fontes? E eu vou te provar que os meus colegas que disserem que não estão fazendo isso ou não estão operando
na velocidade que precisava operar para estar fazendo a cobertura de ponta desse caso. Mas eu vou voltar aqui. Porque você tem 40 bi de rombo começando. Isso é do FGC, Fundo Garantidor de Crédito, onde o grosso... Para repor quem tinha até 250 mil investido no Master. A pessoa física, a Dona Joana, a Dona Maria, o Tramontino e o Igor. Se tinha mais do que isso, I'm so sorry.
Porque aí, amigo, é onde a lei vai dar. Lembrando que tentaram passar no Congresso uma emenda que obrigava os bancos todos a botarem dinheiro nesse fundo. E aí você pensa, ah, mas se são os bancos todos... Sim, meu amor, mas ali 40% é caixa e BB. Ou seja, caixa e Banco do Brasil. É nóis. É nóis na fita e os Playboy no DVD. Queriam que esse limite... Obrigada.
Essa já não faz tanto tempo. Tô melhorando. Então queriam que esse limite de cobertura fosse um milhão de reais. Aí você pensa... Tem pai e tem mãe. Nas duas casas. Na Câmara dos Deputados. Quem são? No Senado foi o Ciro Nogueira. Na Câmara teve um pequeno pulzinho, mas também todos os deputados do centro-direita-direita.
Então, o que acontece? Você tem o Rombo, você tem os fundos de pensão do governo do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que botou um bilhão lá dentro, com base no mais absoluto nada. Papinho do Vorcá. Você tem o Banco de Brasília, de Ibanez Rocha, também de direita, que botou 12 bilhões no Master.
Como não ter sujeira. E tentou comprar ainda. Não porque ele era bonzinho e ele queria ajudar o Vorcaro. Segundo a denúncia, papelzinho tá aqui, se quiser, a gente mostra. O BRB tenta comprar o Master pra escamotear o fato de que já tinha tacado 12 bi lá dentro com papel podre. Felizmente alguém travou isso, que foi o Banco Central. Felizmente, porque se rola...
provavelmente, Dani, a gente não ia estar falando disso aqui. A gente já está falando de outra coisa. E teve declaração pública de diversos deputados, diversos senadores e do próprio governador do Distrito Federal, dizendo que o negócio tinha de ser aprovado para preservar o sistema financeiro nacional. Será que era mesmo o sistema financeiro? Por que eu estou dizendo isso? Porque o escândalo, Igor, ele é huge. E assim, a PF já tem hoje,
indício de que o Master pagava apoio parlamentar. É assim, é corrupção. O próximo braço que a gente vai ver é corrupção. O presidente do fundo, gente, um Estado como o Amapá, o Amapá é um Estado paupérrimo. Pegar dinheiro dos seus servidores e tacar, salvo engano, 400 milhões de reais no Master. 400 milhões de reais no Amapá é muito dinheiro. Tem muita cidade.
do interior do estado de São Paulo que também botaram dinheiro. São Paulo botou dinheiro. Mas aí talvez tenha sido pela ignorância, porque tem cidade que botou 15 milhões, 10 milhões. Não, existem indicios. Porra, o Valdemar da Costa Neto falou isso. Deu uma entrevista para a Jovem Pan de que grandes nomes nesses estados ligavam para os prefeitos e pediam para os prefeitos colocar dinheiro lá. Para quê? Para segurar o Master de pé.
eu tô falando isso, assim, pra gente ter a pintura, porque, assim, é muito legal, dá muito clique, faz muito barulho na internet, a coisa do... da mensagem do cara com a ex-mulher, a coisa do cara sentou pra tomar um uísque, ah, porque o cara sentou pra... fez reunião em casa, tem uma foto do fulano fumando charuto, isso, assim, pro anedotário do escândalo, é muito legal. Mas quando você vai olhar preto no branco, tem uma investigação toda
que precisa correr, ela está correndo, então você me perguntou lá no início, coitado, quando ele ainda tinha 20 anos. Faz tempo que você me perguntou lá no início. Corre o risco de ter uma bafa? Não vai, mano. Não vai, porque as pontas altas são muitas. O chefe da Previdência do Amapá está afastado. O do Rio de Janeiro foi preso. Agora, o chefe da Previdência do Amapá foi indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbo.
fez campanha pra ele. Ciro Nogueira também. Presidente de partido, gente. União Brasil, fartamente citado. O noticiário não está voltado um pouco demais pro STF e menos pro mundo político? Eu não sei se um pouco demais pro STF. Eu acho que a gente precisa, vai todo mundo precisar ser um polvo agora pra dar conta de tudo que precisa ser dado. Dito isso, eu acho que quando você
vira e fala. E por que que isso me pega, né? Como jornalista. Porque eu sinto que eu tô fazendo um trabalho muito merda. Quando você vira e fala, porra, isso aí é dinheiro, é esquema de grana. E eu pergunto, que esquema? E você não sabe. Mas você tem, na sua cabeça, que tem alguma parada ali acontecendo e tem um esquema de grana comprovado, né? Com gente presa e tudo. Mas não é no Supremo ainda. Perfeito. Então, assim, porque é...
E, de novo, está passando pano. Não estou. Expliquei a história do contrato. É muito dinheiro, sim. Isso não precisava ter feito um levantamento agora. Virou piada igual a juíza lá, falando não tinha um café, um lanche na minha vara. Aquilo ali, sinceramente, sabe? Vira piada mesmo. É muito dinheiro. É muito dinheiro. Daí a você dizer que teve uma ação concreta. E mesmo no caso do Toffoli, que tomou umas decisões ruins,
Ruins, assim, pra dizer, tecnicamente ruins. Não tô fazendo juízo de valor, se ele é bonzinho, se ele é... A decisão era ruim. De explicar, parar de pé e tal. Eu nunca tinha visto uma decisão onde o juiz é que diz pra PF que dia que ela vai pra rua. Em uma operação que vai fazer em cinco estados. Imagina você coordenar cinco estados pra pegar essa quantidade de dinheiro, essa quantidade de gente. Um entra num jatinho em São Paulo, outro entra num jatinho não sei aonde.
pra botar um negócio desse de pé. Então essas míticas que às vezes a gente vê muito em eleição, eu já tô me preparando pras desse ano. Foi o fulano que botou, que é meu inimigo, que botou a polícia pra bater aqui. Cara, não é assim, não é da noite pro dia, demora uma noite. Ele deu data pra PF fazer a operação e ficou puto e deu um esporro na PF porque a PF não fez. Por que que não vai fazer? Até porque se a decisão vaza, acabou. Já jogaram o dinheiro na privada, os chips engoliram todos.
funciona assim, então tinha problemas ali, mas de material, ele impediu alguma, ele cerceou algum trabalho, ele algo, algum pedido da PF ou da Procuradoria Geral da República não foi atendido? Não, isso ele não fez. Então, de novo, feio, o negócio está lá, eu entrei para fazer quando tinha lá,
200 páginas de relatório na mão do presidente do Supremo e uma decisão tinha de ser tomada. Vamos nessa. Mas eu tô afim de falar, por exemplo, também da CVM. Que porra de acordo a esse que você faz? Reiterada. O tempo inteiro um atrás do outro. Uma coisa que você caga uma vez. O que você falou, Dani? Não é uma parada que era muito segredo. Os caras tão falando que vai dar merda. O Haddad me disse que ele já tinha escutado por aí. Só não pode falar. O cara só não podia falar.
Mas a gente sabia que... Mas ele não pode mesmo. É. E ainda tem umas cobranças, assim, muito doidas, né? Tipo, sei lá, né? E por que que você não... Ministro da Fazenda, por que que você não denunciou? Se o ministro da Fazenda pega o microfonezinho dele, assim, um dia e fala, oi, bom dia, tudo bem? Ah, ministro e o Donalds, é que não, hoje eu queria falar, tem um banco que tá lesando aí, imagina o que acontece com... Isso é crime.
É crime contra o sistema financeiro. Sim. Então, assim, a gente tá num momento em que,
tem muita informação circulando, pouco... E foi por isso que eu te falei. Eu me sinto mal. Eu falo, porra, eu tô fazendo um trabalho merda. Porque o cara é informado, é conectado. Eu tô todo dia no Instagram. Se você não me segue, o problema é seu, entendeu? Você considera a possibilidade que assim, ó... Pô, Dani, como é que eu vou falar isso sem ser um babaca? Não, pode falar. Pode vir. Tu considera a possibilidade que eu tô vendo o que você tá falando, mas eu...
Porra, eu ainda acho escroto mesmo assim. Acho. Isso aí. Mas aí, na sua indignação, irmão, nós estamos irmanados. Real oficial. Então tá. É só separar o que é feio, porque não tem pintura bonita mais em Brasília. As paisagens estão, né? O que você pensa do... Olha só, a gente chegou num momento que... Cara, dá pra dizer que a maioria das opiniões... Puta, eu não consigo dizer.
isso com dados, tá? Mas boa parte da sociedade olha pro STF com o nariz torcendo um pouquinho, né? O cara fala, puta, esses caras, mano, não sei o quê. Pelo menos um terço, porque os caras condenaram o Bolsonaro lá, né? Pelo menos um terço. Mas isso vem de um tempo, né? Se a gente for... Eu que não sou... Vai, eu não sou você, que estudou essa porra pra valer, mas quando começa o inquérito das fake news, lá um tempão atrás, que os caras começam
que o STF começa a virar um troço que a gente começa a discutir, né? Muito por conta do Bolsonaro brigando com os caras também, não sei o que. Mas o STF acaba... Ele vira... Foi antes, Igor. É, então, tudo bem. Mas o meu ponto é, culmina num protagonismo perigoso pro STF e culmina numa sensação de... Numa certa desconfiança também de boa parte da população em relação ao STF, né?
Isso não é horrível pra eles? É. E vem de antes. Olha, no meu... Eu passei a cobrir judiciário, assim, com afinco. Quando eu assumo, antes de assumir o painel, talvez ali 2014, 13. Com certeza, 2013. Verdade, vem de antes, eu lembro. É a Lava Jato, cara. É a Lava Jato, é verdade. Porque ali você teve...
novo, né? Pra você que tá nos acompanhando, se você é um grande fã da Lava Jato, ou se você é um grande hater da Lava Jato, não tem juízo de valor aqui. Mas é quem coloca o Supremo num corner, como a gente a ponto de ter virado série. E a série é ruim ainda por cima, né? Fica aquela coisa, nossa, meu Deus, estão chegando. Ih, caiu com fulano de tal. Sabe? É uma coisa meio... Não, é tosca. É tosca.
Mas tudo bem. Mas tudo bem, assim, é quem passa. Ali a gente passou a ter o que a gente está vendo agora. E muita gente fala isso para poder politizar o trabalho que está sendo feito pela PF. Não é essa a minha intenção, porque eu quero resguardar todas as devidas proporções. Mas se você lembrar, vai ter. Delação de fulano, citou ministro tal, reforma na cozinha.
empreiteira Taldes que fez uma reforma na pia da cozinha do ministro. Isso não podia estar tramitando na primeira instância. Isso é regra do jogo. Não importa se você gosta ou se você não gosta. A regra do jogo é essa. E foi sendo. O ministro Gilmar Mendes que virou... Primeiro ele foi um... As pessoas não lembram o Brasil. Isso é outra coisa que me deixa... Eu quero vir fazer terapia hoje aqui. Cara, quem que foi que impediu o Lula de ser ministro?
da Dilma, quando a Dilma tava já com o pé no precipício do impeachment. Não foi o... Não foi o Dilma? Foi o Dilma. Que era... E em seguida ficou conhecido como o cara que solta todo mundo. Não. E não é só isso, né? Veja, ele vai de algoz do PT, que tipo assim, não era uma... Nunca foi próximo. E quando a gente fala assim, nunca foi próximo, é... Não conhece, não recebe? Conhece, recebe. Pensa totalmente diferente.
coisas, em outras não. Sabia que o pai do mutirão carcerário, que é pra tirar quem já tá, já cumpriu a pena, já pode progredir de regime, mas tá largado lá porque a Defensoria Pública não dá conta da quantidade de presos que tem quem criou o mutirão carcerário, foi o Gilmar Mendes. As pessoas, elas não são um monolito, né? Assim, uma coisa que só tem um lado. Dito isso, foi na Lava Jato, cara, que ele passa de fiel apoiador a virar um crítico
mais. E não é quando a coisa chega, ah, porque bateu nele. Não, é porque chega uma hora que esses caras pensam mesmo. O Gilmar Mendes é o provavelmente hoje. Você tem dois grandes constitucionalistas também hoje no Supremo. Três. Porra, vai me dar problema isso aqui. Um caspote. Você tem dez grandes. Dez. Mas tu vai citar só um. Não, mas o Gilmar é um cara que é conhecido na academia na Alemanha mesmo. Ele não vai pra Portugal só
fazer o Gilmar Palusa, porque pode, porque gosta de gastar dinheiro e sentar na mesa com os vorcados da vida, que não é o caso também, né? Eu tô aqui citando, porque o ministro não tem passagem nesse sentido, mas... Porque ele tem contatos com o Supremo Tribunal Português, e não é um contato... E aí, vamos tomar um chopinho? Os caras trocam teses, né? O Fachin vai fazer retiro, eu acho que é em Frankfurt, retiro de judiciário mesmo,
Tanto que o código de ética que ele queria trazer para cá é o alemão, imagina, dá certinho. Mas... Enfim, então... O cara tenta consertar uns problemas. Dani, diante dessa situação, dessa imagem, de toda essa discussão, independentemente das pessoas em geral terem mais ou menos informação, de agredirem com mais razão ou com menos razão, mas tem essa indignação pela situação em que o
a principal corte se encontra nesse momento, essa discussão, isso aí tem um peso político. Imerso. Até que ponto isso pode contaminar a opinião pública no sentido de falar, ninguém presta, porque olha o Supremo, como é que está o Supremo? O Supremo está assim, os políticos, a gente já não gostava dos políticos, agora até o Supremo está com todos esses problemas.
acha que esta situação pode ter quando nós estamos há seis meses. Começando pelo básico de governo e oposição, por óbvio, quando você tem a palavra escândalo, ela pega muito pior em quem está no governo, porque primeiro que as pessoas têm muita dificuldade de separar os poderes, entender que o presidente Lula, ele aparece na foto com os ministros, mas ele não faz a mesma coisa que esses caras e nem pode
sabendo do trabalho desses caras o tempo inteiro. Que quem faz as leis é o Congresso. Então, se você acha que está frouxo demais, que tem muita licença, libertinagem para parente de integrante do Tribunal Superior atuar, cobra, bate no centrão ali, bate lá no Congresso Nacional, enche os e-mails do seu deputado. Aliás, lembrem quem você votou para deputado, porque senão como é que você cobra, Brasil? Difícil, né? Mas deixa eu dar um spoiler, não vai dar em nada, porque os caras têm tudo rabo preso.
Então não vai dar em nada. Mas tenta. Mentira. Porque você é uma pessoa de pouca fé. Me preocupa muito. Eu já vi acontecer. É muito ruim quando você abre espaço para uma abordagem que é antissistema. Porque por pior que seja o nosso arcabouço. Que bonita. Por pior que seja o nosso arcabouço institucional. É ele quem vem segurando. A gente está falando disso lá embaixo. Segurando o Brasil.
até aqui, trancos e barrancos, soluços em soluços, voo de galinha, voo de galinha que seja, ele vem segurando o Brasil até aqui. Quando a gente flerta com a ideia... Não democrática. Não é só não democrática, é de que você precisa tacar fogo em tudo para recomeçar do zero. Para um país isso tem um custo muito alto. E eu nem vou falar sobre a gestão anterior,
acho que teve os seus problemas já julgados e feitos, já arrasoados pela justiça. Mas acho que a gente precisa olhar um pouco para o que está acontecendo fora. Para entender, eu poderia aqui, seria muito cool, talvez, falar de uma figura que está dando muito pano para a manga no mundo inteiro, que é o Trump. Mas ali, a democracia americana, eles estão dizendo que ela não é funcional mais. Eu acho que ainda é uma democracia.
funcional. O Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos deu a Trump uma derrota que ele respeitou. Não, mas ele sofreu, né? Num lugar onde ele tem maioria. Eu vou pedir pra gente olhar, voltar nossos olhos pras autocracias, assim, né? O que acontece num país onde o judiciário é pressionado, um líder populista cresce e, a partir dali, o que se faz? Olhe pra Rússia. Aí vai ter um
uma parcela barulhenta que vai dizendo, ah, mas o Putin, isso, porque aquilo, porque aquilo, outro. Eu estou ignorando a ideologia, meu amigo. Você pode achar o que você quiser dele, mas o Estado serve ao interesse dele. Não, ele serve ao interesse do Estado. Isso, para mim, é o que... Então, assim, eu vejo essas experiências e era um pouco... Ele também tem uma trajetória incrível. Era um cara que estava no exército,
era da elite, da elite, da elite da espionagem russa, tem toda uma folha de serviços prestados ali ao país, e uma vez chegou e ele não sai mais. Se você vai olhar para em outros países, é farto, são fartos os exemplos, e é interessantíssimo. Esse livro ficou batido já, mas onde eu vou, eu coloco, lembro, como as democracias morrem,
Diffen Levitsky, o parceiro dele, você já leu, Igor? É muito legal, porque
você vai ver que é uma bíblia, gente. É uma cartilha. Em que sentido? É o mesmo roteirinho. Você só troca o déspota de posição ideológica, porque quando eles querem... A gente não aprende. Porque vem uma coisa, é muito mais fácil você mobilizar pela raiva do que pelo amor, do que pelo apoio. Aquela pessoa que gosta muito de você, não passa, a não ser que seja seu marido, seu namorado,
seja muito devotado ou tenha feito uma grande merda, num passo o dia inteiro falando, nossa, eu te adoro, nossa, eu te adoro, nossa, eu te adoro. Mas aquela pessoa que... Vamos lá ver. Mamãe, saia do chat. Porque ela fica vendo, ela fica desesperada. Não fique no chat. Mas o hater, cara, o hater tem um prazer inenarrável em se mostrar presente, etc e tal. Por que a gente não aprende por isso? Os processos históricos, eles são sempre assim. Sempre.
Posso voltar na década de 30 para falar de Mussolini? Posso falar de... Aí você, de novo, cai numa armadilha ideológica. Olha aí, eu estou falando para vocês que um era de esquerda. Se você for olhar para o que aconteceu com a Venezuela, o Chávez é a mesma coisa. Ah, não, esse aí era de direitos. Os caras, eles acreditam no que eles querem. Eles não sabem direito o que é direita e esquerda. Esse cara que você está falando, não necessariamente todo mundo,
Mas o cara que não consegue compreender isso, ele nem consegue, ele nem sabe o que é direito. Mas ao contrário de você, eu tenho mais fé. Eu acho que vai ter uma implicação clara, rapidamente. Filosofei, filosofei, filosofei. Vai na eleição, vai ter o puxo ou o Supremo para a eleição. Já foi, vai ser. Porque é importante quem está em casa ter em mente que uma das plataformas, o plano A do PL, não era fazer o presidente da República do PL,
o PP, era fazer a maioria do Senado. Para? Esse ano você vai votar duas vezes para senador, porque você precisa de ter maioria do Senado para empichar integrantes do Supremo. E aí você tem aquela, talvez, a boa ideia na hora errada, porque o impeachment não será, se for pautado hoje, não será por conta do contrato, que, de novo, é por conta o Supremo,
E isso eu digo com convicção de verdade, sim. Sou ciente de todos os erros. Mas eles apanham muito mais pelo que acertam do que pelo que erram. Esse cerco permanente não nasceu agora. Agora ele encontrou uma oportunidade. Sabe um vírus, né? Quando ele encontra o organismo debilitado, né? O sistema imunológico meio baleado. É isso.
e o sistema imunológico do Xandão deu uma falhada braba. Entendeu? E aí as condições de temperatura e pressão para você ter uma sepse, o Brasil precisa ter... Então, e aí você está falando do Supremo. Eu te perguntei sobre o efeito Supremo sobre a eleição. E o efeito Master sobre a eleição? Então, eu acho que tem um efeito macro. Estão juntos? Médio, porque o tempo da justiça não é o tempo nem da política, nem do Jandão.
Infelizmente, né? Porque o tema corrupção, ele tava baixo nas prioridades do eleitor, tava muito preocupado, vamos lembrar nós aqui, com segurança, acima de tudo, era a coisa que mais despontava. Aí você tem a tríplice aliança, né? Segurança, saúde, educação, economia também, o Haddad tinha resolvido, porque a inflação, de fato, né? Vai, refreou, etc e tal, o emprego tá, os índices todos macroeconômicos,
são bons e corrupção tava lá pra baixo. Basicamente as pessoas estavam preocupadas, pô, eu quero poder ir visitar o meu amigo e voltar com o meu celular e com o meu tênis, que virou um negócio assim, né? Não sei, na sua cidade como tá aqui em São Paulo, cara, tá puxado. Teve aquela ação lá no Rio que também pôs esse assunto de volta. Segurança, exatamente. Como, né? Como é que você combate a sensação de insegurança? É deixando 120 corpos no chão ou é fazendo uma operação como uma carbono oculto? Agora, olha o que virou.
debater nesse assunto master a sério, a gente já está falando onde eu vou chegar aqui, mas eu vou responder a sua pergunta primeiro. Corrupção voltou para a discussão. É um tema que cola muito no PT, porque deu-se o azar de estar aí o Lula na presidência a hora que esse negócio é descoberto. E aí também precisa ter a César do que é de César. Eu estava com uma fonte ontem da campanha do Bolsonaro, do Flávio, falando,
que não adianta tentar, que tem um esforço para fazer o Bolsomaster acontecer nas redes. Ele falou, cara, não adianta, a gente não cola esse negócio de corrupção, porque os caras passaram quatro anos sem ouvir escândalos, sim, e tiveram o xerife da nação, que era o Sérgio Moro, pedindo demissão em rede nacional, dizendo que nunca havia visto tamanha tentativa ou tamanha empreitada de se interferir na Polícia Federal,
do Ministério da Justiça. O cara larga a carreira de juiz para fazer aquele trilho ali, acho que, sei lá, seis meses, quatro meses, nem me lembro. Foi rápido. Ele chama uma coletiva. Não é que alguém disse. Ele chamou e falou. Nem nos governos Lula e Dilma nunca houve. Ele falou. Resgate aí. E aí todo um trabalho para transformar o Moro num grande traidor e tal. Então, não ouvir falar não significa que ela não aconteceu. Até porque, como eu mostrei aqui lá atrás, você atravessou esse período inteiro
fazendo um acordo com quem hoje deixou uma galera alisada aí, 40 bi de rombo pra geral pagar. Glorido, inclusive. Bom, vamos... O que falta falar ainda de Banco Mais? Porque a gente tá aqui há mó tempão e a gente ainda tecnicamente teria que falar... Ela disse que ela é uma jornalista, é uma mulher de fé. Você não tem fé. Olha, eu tenho um pouquinho de fé. Eu acho que, na verdade, a gente vai pensar no... Mas não vou entrar nessa não.
Quer matar em 10 minutos? O quê? Você quer falar das mensagens. As mensagens são... Você me perguntou. Daniela, mas por que que manda mensagem assim? Hoje, eu me comunico com várias das fontes dessa forma. Inclusive, recebo de várias das fontes dicas. Não bloco de notas, porque agora já está claro para todo mundo que não funciona tão bem. Por que que o ministro teria recebido mensagem de um banqueiro
dessa forma. É, então, aí... Aí é que é o negócio, né? Não é que ele disse que o número não era dele. Ele disse que ele não recebeu essas mensagens. É porque o número depois checou-se que era. Ah, é fácil checar o número. O número era dele. E aí, o que acontece, né? Pra quem tá em casa entender. A Malu Gaspar, ela tem as fontes dela. E ela já disse, publicado, então, não tô aqui. A Malu é autora da
Autora de livros, de investigação, etc. Ela já explicou. A minha fonte não é a CPMI. Porque no meio de toda essa zorra, recentemente, os cinco advogados, e aí também peço para você que está em casa raciocinar, porque o cara que tem cinco bancas não deixa, essas cinco bancas não deixam um pedido de quebra de sigilo telemático e telefônico passar sem questionar na justiça, na CPI.
que alguém dormiu justo na CPI do INSS e falaram, vamos quebrar o cedido do Vorkar. Aí falaram, sim. Aí o advogado falou, não, tá? Porque chegando lá e acontecendo o que aconteceu, você cava uma série de possibilidades de questionar depois o procedimento adotado pela justiça. Então, assim, a sua piada hoje com a mensagenzinha do casal pode ser a vitória dele amanhã no judiciário. Cuidado. Então, tudo bem.
CPMI recebeu todo o conteúdo. O arquivo da CPMI, de fato, por quê? Porque eu recebi, eu tenho. Ele não vincula o print que tá lá com o contato do ministro. Entendi. Então aquele print pode ter ido pra qualquer contato. Inclusive há um print vinculado a um presidente de partido do Centrão. Um dos que tá lá. Aí eu peguei o meu
telefonia. Gente, isso foi na sexta-feira, eu acho, ou quinta passada. Já era meia-noite, o tia tava trabalhando desde seis da manhã. Assim, eu tava zureta já. Quando eu vi, aí eu peguei e liguei pro presidente de partido. Falei, olha, já é meia-noite, eu só quero entender se o senhor, no dia 17 de novembro, recebeu uma mensagem de... que eu falo que explode, né? Uma mensagem que explode do Vorcaro. Que dia? 17.
tal, porque dá pra ver. Falou, não tenho. Falei, tem certeza? Posso mandar o print do celular pra você. Então, o que eu quero dizer com isso? Ainda quando aparece o vínculo da mensagem, ou seja, este print estava vinculado a um outro contato presidente de partido, que também faria sentido, aliás, faria mais sentido até, não conferiu na ponta. A Malu, ou seja, o material da CPMI, de fato,
permite dizer quem era o destinatário da mensagem. Você tem, a mensagem tá lá, ela não está vinculada ao contato do ministro Alexandre de Moraes, aparece, por exemplo, vinculada a um contato da Viviane de Moraes, o que faria total sentido. Porque ela é advogada do cara. Se ele mandou pra ela, conseguiu bloquear, pô, ela é advogada. Se tem alguém que tem que bloquear alguma coisa que tá dando errado mesmo, é advogada. Mas ela também disse que não recebeu essa mensagem. Pelo material que
na CPI, está muito difícil, dados os caminhos técnicos que estão à disposição lá, dizer quem era o destinatário da mensagem. Por que que todo mundo recupera dando o crédito para o jornal O Globo? Porque a Malu diz que a fonte dela não é esse material, que ela tem um material como se fosse um material bruto. Aí você pergunta, Daniela, o que você vai fazer então? Eu vou recuperar dando crédito a quem de direito, porque eu, Daniela, se amanhã o ministro me processa
e fala, prova que a mensagem é pra mim. Eu hoje, com todo o braço material que eu tenho, o meu computador que travou, quando eu fui tentar baixar o negócio, porque é muita... Porra, tem uma pasta só de figurinha, irmão. Tem noção? Caralho. Tem noção da quantidade de figurinha que o cidadão que usava aquele térmico, aquele sapato, etc e tal. Tem uma figurinha puxada. O meu computador falou, não! É duro. Entendi. Tá. É. Beleza. A gente vai ter que esperar a polícia. Não vai ter gente. E por quê? E a Polícia Federal
que está segurando essa onda. Porra! É ela que está levando, está puxando esse barco sozinho, né? E debaixo de muita pressão também. Muita pressão. É muito engraçado, assim, porque, por exemplo, falou-se muito sobre o vazamento das mensagens e tal. A baliza do que deve ou não ser enviado. O que a lei diz? A lei diz que tudo aquilo que não for útil para o processo precisa ser, não é que assim, é descartado, incinerado. A lei diz que se você,
Não é que você simplesmente guarda, você joga fora, você inutiliza. As conversas do Vorcaro com a ex-noiva dele são úteis ao processo em quê? Em nenhum momento. Você pode até dizer, não, mas aqui ele falou que encontrou fulano de tal, que tem essas passagens, que é um deslumbre dele e dela, inclusive. Tem um evento que ele banca o evento, discursa no evento que ele está falando,
ele ainda acha que ele tá bombando. Ai, eu aqui falando ministros do Supremo, do STJ, e eu discursando, mas meu irmão, você pagou. Tipo, se você paga, exatamente, se você paga e nem falar, você pode? Realmente a vida tá difícil. Mas enfim, então em algumas delas ainda tem essa coisa de eu estava aqui, fulano de tal, estou indo encontrar. Você pode até dizer, embora encontrar com alguém, né, de novo em si só, dá muita expulsa,
e não tem prova de ilegalidade. Mas as mensagens são dele e dela, que ganharam ali o mundo, o submundo, e aquilo ali não podia ter ido para o Congresso Nacional nunca. Se você tivesse a esperança de que os deputados e senadores que nos presenteiam com cenas tão afáveis quanto aquela de um se jogando no chão e o outro pulando em cima, que teve duas semanas atrás, pancadaria um deputado de 68 anos. Ridículo. Se você ainda tivesse a esperança
que esses caras guardariam aquilo com afinco, ainda assim não devia estar circulando entre eles. Então, não demorou assim. As primeiras coisas que eu recebi foram as mensagens que não têm nada a ver com nada. Existe alguma possibilidade, Dani, de uma delação premiada de Daniel Vorcaro? Hoje, acho que é o caminho que está restando para ele. Porque a defesa técnica no financeiro, ele até poderia tentar fazer. Digo, no que diz respeito aos balanços do banco, etc.
enrolar muito mas com o que foi encontrado de novo e que a gente ainda não viu porque a Polícia Federal está segurando isso porque tem mesmo senão você caga a investigação mas com o que tem hoje de suspeita de corrupção no Congresso suspeita de corrupção no Banco Central suspeita de alguma coisa esquisita na CVM para dizer o mínimo
não tem defesa possível aqui. Pelo que eu tenho de informação, ele faz a mesma coisa com todo mundo. Então, o que quebrou ele nessa última decisão do André Mendonça? Ele liga pro... Escreve pro pastor, o cunhado pastor dele. Fala... O Bellini... Acho que é Bellini o nome do cara. Bellini tá dizendo que não recebeu esse mês. É pra pagar? Aí perguntou o pastor pro Vorcaz.
Aí o Vorcaro responde, claro, paga. Que era o funcionário do Banco Central, entendeu? Mesma coisa para o sicário. Fulano, não caiu o milhão desse mês. Era muito descarado. Estava tudo muito lá. Então, assim, o caminho que está sobrando para ele não passar o resto da vida na cadeia é uma delação. Vai ter uma dificuldade adicional porque também a lei diz que chefe de organização criminal
criminosa não pode fechar acordo de delação. Ele poderia ser encaixado nisso. Porque hoje ele é tratado pela PF como chefe de uma organização criminosa. Porque você tem que delatar quem está para cima. Não interessa se delatar quem entra bagrinho, quem está para baixo. Ele teria de apresentar um personagem que em tese lucrava tanto quanto ou mais do que ele com essas operações e que seria uma espécie de sócio oculto desse grande
esquema, né? Tem gente que tem uma tese. Que acha que existe? Existe a tese de que sim. Mas vai dar um trabalhinho pra convencer a justiça, né? E a polícia. Pra ele, entendi. Então, como ele tá, como a polícia diz que ele é o líder, ele tá numa posição que nem a delação premiada é fácil pra ele. Não. Entendi. Agora, né? Qual é o roteiro, né? Você senta com a sua defesa, faz um cardápio,
Tipo, eu posso, aqui o Igor eu vou ferrar, o Tramontina com certeza, a Dani Lima que trabalha no Flow com certeza, a Dani Lima que não trabalha no Flow eu vou salvar. Se vai salvar é porque está envolvido. Você faz um cardápio, você vai, não, é porque, né, você faz um cardápio e aí apresenta para ver o que as autoridades... Entendi, para ver se os caras querem... O que as autoridades acham. O presidente da CPI, do crime organizado,
Alessandro Vieira, o senador, conseguiu 35 assinaturas e pediu a abertura de uma CPI para investigar os dois ministros e o Volcaro. Aí cai no colo do presidente do Senado, que é quem define. Se vai ou se não vai. O presidente do Senado tem segurado todos os pedidos de impeachment de ministros do Supremo, bem como de outros pedidos de investigação de uma série de pessoas.
ele vai segurar, você acha? Eu acredito que sim. Eu acredito que sim. Gente, já tá esse rolo todo. Uma CPI pra investigar dois ministros do Supremo no meio desse caso, e ainda é um pouco isso, né? Se o pessoal que tá em casa parar pra pensar um pouquinho, vai ser de novo você olhando. E, cara, é difícil pra mim, aquela, né? É difícil falar e não parecer... Babaca.
Porque, assim, cara, o negócio de 35 milhões, um resort, é horroroso, é horroroso, né? Se você tem, se você trabalhou a maioria da vida com um servidor público, de onde vem, né? Dinheiro, você, ah, não, mas na advocacia, o período exíguo que passou a dizer ser na advocacia foi muito bem. Então, assim, dá um trabalho, é horroroso, é feio. Mas, pelo amor de Deus, é um bilhão de reais só do fundo do Rio de Janeiro. Alegria que os senadores do Rio de Janeiro não estão sentindo e não terem de se debruçar sobre esse assunto.
Por que será? E eu tô falando de um estado, a lista, são mais de 400 municípios, entes. Nós vamos ter que se dividir, Dani. Eu falo de um negocinho, tu fala de outro negocinho. A Daniela fica rezando pro cara não abrir mais uma CPI, não abrir mais uma frente de investigação. Eu não tô conseguindo aguentar esse tempo. Tá conseguindo dormir? É um polvo. Eu durmo, cara. Eu tenho dormido muito pouco.
Isso me lembra a Lava Jato. É. Porque eu tenho dormido muito pouco e tô com o relógio biológico, tipo, condicionado pra, independentemente do que esteja acontecendo, eu abro o olho seis da manhã. Entendi. Pra ver se... E tu enche o saco das tuas fontes todo dia? É que eu não sei como é que funciona. É tu que perturba eles. Eles não te mandam os troços do nada, né? Ah, eu adoraria ser essa pessoa que receba os troços do nada. Não, perturbo. Perturbo todo mundo. Perturbo muito cedo.
está... Meu dia, basicamente, eu faço, assim que eu levanto, um giro pelos jornais, os quatro, pelo menos, Folha, Globo, Valor e Estadão. Abro meu dia vendo se a minha coluna está chamada na home do UOL, se está bem chamada, se estou nas mais lidas. Então, faço um giro pelos principais portais também. Dou uma olhada
no que tá acontecendo lá fora, porque hoje em dia também não dá mais pra... E a partir dali do que eu li e tal, eu já tenho mais ou menos um mapa de onde que eu quero atirar. É o caminho pra onde você vai aquele dia. Onde eu quero atirar hoje. Entendi. E a partir daí eu vou... E aí, bom, você falou que também tem que ficar vendo o que tá acontecendo lá fora, porque de fato tá acontecendo umas coisas lá fora, né? Dá, por exemplo, pra gente falar um pouquinho de...
por exemplo. Nossa, você está sendo o umbigo do mundo, porque, na verdade, tem gente... Ah, é verdade. Vai lá no Irã e manda essa. Pois é. Está aqui também para a gente falar do Irã, que está sofrendo muito lá e tem bastante coisa para a gente falar, porque o Irã, inclusive, está falando que se você rompe relações com os Estados Unidos, o Estreito de Hormuz passa a ser uma opção.
Para você acessar. Para acessar. Então, a gente está falando de um conflito ali, Dani, que precisa se resolver logo. Não precisa? Sim. Se vai, é que a gente já não dá para cravar. Porque para o Estreito de Hormuz, tem economistas que divergem um pouco. Mas, basicamente, passa de 20% a 30% da produção global de petróleo.
Passa pelo Estreito de Hormuz, que é controlado pelo Irã. Só que o problema é que esse 20% a 30% que passa por ali é os 20% a 30% da OPEP, que é basicamente a organização dos países produtores, exportadores de petróleo, que estão ali no Oriente Médio e que tem um mercado imenso. Mas mais do que isso, o preço do galão de petróleo passa obrigatoriamente
pela disposição da OPEP em dificultar a vida do mercado ou facilitar a vida do mercado. Então, eles estão trancando quem tem o poder de fazer explodir uma crise inflacionária global ou não. O Irã, assim, eu acho, todo mundo que eu escuto sobre... Não, tem aqui ainda. É mais aqui. Acha que o Trump calculou mal esse passo, sabe? Porque, assim, matou o Ayatollah
Ali Kamenei, que era realmente o chefe da teocracia iraniana, um cara sanguinário, mulher e nada vale a mesma coisa. É de novo, né? Pior do que uma ditadura. É uma ditadura teocrática, onde basicamente vale a lei de Deus e aí você pensa, né? Porque é isso. Outro dia assassinaram. Se tu é a mídia pela qual Deus fala, se as pessoas acreditam nisso aí, fica difícil. O episódio mais brutal,
uma mulher foi assassinada pela polícia dos costumes porque estava com o véu mal colocado. Dito isso, então para ficar claro, não tem nenhum tipo de simpatia. Acho que calculou mal porque matar o Ali Kamenei está longe de encerrar. Porque são 80. Só de conselheiros ayatolás. E parando para pensar também, o Kamenei tinha 90 anos? Estava perto dos 90 anos. Já tinha alguém preparado? O filho.
A linha sucessória, sabe aquela coisa? Tinha filho, tinha neto. Tem tudo. E o pior, por mais brutal que isso seja, o Khamenei era alguém que estava negociando o tratado nuclear. Era alguém que havia, depois de ter sufocado brutalmente os protestos das mulheres, mas feito concessões ali na direção de determinados estados, você não é obrigado a usar o véu.
diante do horror que é a repressão no Irã, ele era considerado quase um moderado. E o pior, os principais analistas do mundo dizem, agora que chega o filho, a teocracia, quem escreveu isso foi o Igor Guilhoff, até na Folha eu achei uma frase lapidária, ele falou, a teocracia no Irã agora veste farda, é a guarda revolucionária.
que é o braço de repressão. Então, assim, quando você... Que matou 30 mil, recentemente. Nos protestos. Nos protestos. Contra o regime teocrático. Então, assim, a radicalização do cenário acabou tirando espaço para os que ainda tinham alguma disposição de negociar e deixou aqueles que falam é olho por olho, dente por dente, empoderados. E o Irã, ele adotou uma estratégia que...
Eu demorei a entender e precisei ler coisas lá de fora e também de pedir ajuda para a gente que... Você conhece o Elias Jabur, por exemplo, né? Ele entende muito de China, mercado, Oriente Médio e tal. Ele me passou análises, né? Estão sendo publicadas, inclusive, em Israel. Olha o que o Ina está fazendo, né? Eles estão adotando uma estratégia que, na diplomacia global, é muito rechaçada.
porque é uma baita de uma covardia, né? Que é você retalhar por terceiros. Então, como ele não pode lançar uma bomba nos Estados Unidos, ele vai na base americana da Arábia Saudita, que está mais perto dele, e ataca. Mas nessa, aí sobra um drone no lugar errado, atinge um hotel, pega, né? Mas por que ele adotou isso? Porque para você fazer as aeronaves,
que tem as bombas, que seja, elas vão até o meio do caminho de navio, né? Sim. Porque, né, você não vai fazer daqui até lá e tal, cheio de bomba. Então, vai de navio. Uma vez esvaziada a capacidade bélica, ou seja, você jogou tudo o que você tinha pra jogar, você leva pelo menos três dias pra recarregar isso. E o que o Irã tá fazendo? Ele tá acabando com a capacidade dos americanos de se reacadar
reequiparem rápido. Porque onde tem base que tá lá o suplemento, etc e tal, uma vez você explode, o cara não vai conseguir fazer aquele trajeto nos mesmos três dias que ele fazia antes. Então estão tentando dar um nó logístico. Ou seja, apontando pra um desfecho muito mais vagaroso. Tem muita gente que acha que sem botar bota no chão, como dizem, né?
seja, exército americano dentro do Irã, os Estados Unidos não resolvem. O problema é que o Irã tem quase um milhão de soldados. E um território difícil. 92 milhões de habitantes e um milhão de soldados. Eu vi esta semana uma entrevista que o William Wack concedeu ao podcast Plano B do Marcos Lisboa. O Wack cobriu nove guerras. O Wack cobriu a guerra do Irã e Iraque,
Líbano, dos Balcons, da Revolução Iraniana, a Guerra do Golfo, foi também para a guerrilha da Colômbia. Ele ficou 23 anos como correspondente na Europa e cobriu principalmente isso. E ele deu um depoimento sobre o Irã e ele manifestou um respeito pelo Irã. Ele falou, o Irã é uma civilização de milhares de anos de antes de Cristo. O Irã foi a pedra
foi o grande problema, o Irã, que na época eram persas, foi o grande problema do Império Romano. Então é uma civilização instalada com conceitos e com um estilo de vida que são muito diferentes e quem não estudar a história e não conhecer a história para poder agir com o Irã vai fazer bobagem. E aí ele lembrou algumas coisas. Ele falou assim, a Revolução Iraniana foi com base na virada de ponta cabeça de uma ideia
colocou a autoridade religiosa acima da autoridade secular. Não foi uma revolução que deu tiro na rua, que não sei o quê. Foi uma revolução de ideia. Ponto. Aí ele lembra o seguinte, que hoje o regime foi mudando. Hoje o regime é cruel, autoritário, teocrata, é repressivo, sanguinário e tal. Mas que a identidade nacional do Irã é a da resistência à influência ocidental.
Isso tem uma importância fundamental na hora em que você vai olhar como é que você vai agir em relação a eles. E diz o seguinte, o regime teocrático, o regime religioso que se impõe pela força hoje, ele só se mantém com base da identidade nacional contra o Ocidente. Porque nós somos peças, nós somos a história, vocês vêm querer aqui impor determinados comportamentos. Então, o regime não caiu,
O regime não se rendeu, escolheu o novo Ayatollah, e o Trump pensar que vai participar da escolha do novo chefe, que vai impor determinado comportamento lá. Jamais os persas morrem antes. É um equívoco. E tem um negócio que é muito doido, né, Tramontina, que eu acho que espelha esse raciocínio que você trouxe, que é muito bom, que é o Trump admitir que os dois homens que ele tinha pensado pro cargo, como se fosse uma coisa de escolher o próximo CEO,
morreram nos ataques. Então, acabaram mortos nos ataques dos próprios americanos. Então, assim, os nomes que eu tinha pensado acabaram mortos. Ele falou, o que mostra um pouco... A coisa está no terreno do imponderável também. A sorte, entre muitas aspas, se é que dá para usar essa palavra para falar de um assunto como esse, é que ele está muito pressionado, o Trump, pela inflação. E vai ter eleição lá também. Sim.
Ele vai se enfraquecer agora no meio do ano, provavelmente. A eleição deles é depois da nossa, deles em novembro. Provavelmente. Provavelmente. Porque o tarifácio, como todos os economistas do mundo disseram, deu merda. Tô adorando esse negócio aqui, ó. Já falei várias palavrões. Tá tirando, ele abriu a caixa de ferramentas hoje, viu? Tinha que ver o Tramonta. Na primeira vez que ele veio...
coisa que eu falo, nossa, eu falei isso. O Tramonta, na primeira vez, ele até veio com a camisa de algodão normal, não sei o quê, e já chegou falando, cara, que alegria, que não é... Tipo, no meu armário, eu tinha lá, porra, pegava sempre uma gravata, não sei o quê, ele conta umas histórias aí das roupas que ele tinha que usar lá. E agora é o contrário, tem dia que ele chega aqui do jeitinho que ele tá aqui hoje, ele fala, pô, cara, que bom, né?
Posso só vir assim. Já vim até de bermuda. É, mas eu, como eu sou visita, eu vim
Chique, por favor, comentem a minha jaqueta, que não fala português. A bolsa também não fala português. Ah, eu botei no chão, eu sou um menino humilde. Não, aqui, mas então, ele tá muito pressionado pela inflação, o que fez com que ele, hoje, por exemplo, já pregasse. Ah, não, vai ter uma, vai ser uma saída rápida e tal. Vamos ver, vamos ver. Porra, cara, eles querem inventar umas merda que no fim das contas, gente, todo mundo sofre, né?
Porque querendo ou não, a gente já está falando de crise para valer, com questão de petróleo e tal. E pior, tem uma pessoa que se deu bem nessa história aí, foi o Vladimir Putin. Porque a guerra da Ucrânia caiu realmente no esquecimento, onde ele pegou lá, ele já não tinha estímulo nenhum para devolver, não vai mais. O Irã era um grande fornecedor de combustível para a China, porque os chineses são o pensamento mais estratégico impossível. Então, se os Estados Unidos embarcam,
ele vai lá e compra. Então, com o Irã fechando o estreito de Hormuz e etc e toda a tensão, de quem que os chineses vão comprar? Dos russos. Os russos estão ganhando dinheiro. Bom, tem umas mensagens pra gente aqui, cara. Ai, meu Deus. Calma. Cuidado. Deixa eu ver esse meme. Então, tem uns aqui que não fazem muito sentido com o que a gente tá falando aqui.
aqui te chamando de petista, mas não é o caso. Isso é uma parada que deve encher o saco mesmo, que é... Então, pra mim, pra mim, o que que acontece? Ó, tem muita gente falando, porra, esse bagulho do Banco Master é um pouco revoltante, e como ele lida com dinheiro e não opinião política, é mais óbvio, sabe? Então, aí os caras falam, cara, olha o Igor descobrindo agora, ué, tu não falou que era todo mundo igual, que não sei o que? Não, cara, não é isso que eu tô dizendo. Eu tô dizendo outras coisas,
e você que tá entendendo essa porra aí, né? E eu não sei, provavelmente pra você é muito pior, porque você tem que lidar, você lida com esses caras só com isso. Eu ainda, de vez em quando, converso com os caras de comédia aí, né, cara? É mais suave. Mas quando cai na política, é uma paixão que cega e... Não é você que não tá fazendo um bom trabalho, é que tá cego mesmo. É, então, eu já... Mas isso eu já entendi, que independe do que eu falo,
Porque, na verdade, as pessoas vão ouvir só o que elas querem. E se eu explicar aqui, sei lá, tem um argumento ali, né? E aí eu vou e... Nossa, pô, mas isso é um xingamento? Leia o xingamento que o cara pagou 200 reais pra me xingar. Não, não, não. Esse aqui não tá te xingando, não. Esse aqui é um dos que não tá. Mas, ó, tem um aqui, ó. Mandando um abraço pra maior puxar saco do Lula. É, não. Mas aí pagou 10 reais, eu quero que se lasque, entendeu? Se fosse o xingamento de 200... Posso dar play em um aqui, Vitão?
Então, vamos lá. Uma mensagem pelo Pix. Dani, você acha que de alguma forma esse escândalo pode acabar interferindo nos julgamentos do dia 8? Já que neste já se questiona o respeito a P devido processo legal. Eu acho que o Igor matou a charada quando ele abriu o programa e disse, pô, o rosto da justiça no Brasil, meio que você cristaliza a ideia. Por que os especialistas dizem que o Supremo foi puxado para a eleição?
Você criou condições para se cristalizar a ideia de que sim, a justiça trabalha com o lado. Sim, a justiça tem carta marcada. Sim, a justiça sim. A dúvida só precisa de um terreno fértil. Porque, de novo, ela vai semear tudo sendo dúvida. Ela não precisa... Os processos que precisam de certeza são outros. E por isso que eles são muito mais complexos na vida. Mas a dúvida só precisa de um terreninho fértil.
a grande questão é que, e isso a gente tem visto muito, tem uma outra coisa que esse caso impacta bastante, eu falei isso hoje, inclusive, que é acabar com essa ideia de que você tem um lado que nas redes está pegando em armas pelos mocinhos e o outro, porque é o seguinte, se você olhar o que está sendo feito com a Malu Gaspar, por exemplo, agora, por parte de
militantes ou influencers que tem um viés político é muito semelhante com o que já fizeram comigo e que se tornou uma espécie de constante. Tu acha que piora mais próximo das eleições? Muito. Muito. Mas sim, eu acho que tem esse impacto também.
coloca ali a pessoa que tá escrutinando e ela tá fazendo o trabalho dela, tá fazendo o trabalho porra. De novo, né? As pessoas gostam de colocar numa chave, né? Se dá um furo aqui, ah, porque fulana fez isso, não sei o que é aquilo, como se fosse competição, não é. Eu remei até pra chegar a informação onde a mulher chegou e porra, até onde o meu braço alcançou, eu só posso dizer, ó, musa, gênia, parabéns. Então eu acho que sim, não mudar a percepção.
condenado ninguém pelo 8 de janeiro, agora vai ter 235% de certeza. Não é meu caso, viu? Mas eu entendo que o cara que ele tá olhando pra tudo isso, puta, fica mais difícil ainda tu acreditar que é inibado. É meio que uma coisa de só faltava essa, né? É meio um troço meio que só faltava essa. O cara tá mexendo com grana, mané. Porra, esse cara tá mexendo com grana? Sei lá, né? Bom, e aí sobra pra gente falar aqui também do lance
do PCC e do Comando Vermelho, o Trump dizendo que isso aí tem grupo terrorista. E a gente consegue pensar aqui em algumas coisas que isso pode desencadear aqui no Brasil. A gente está vendo o Trump pelo mundo. A gente viu o Trump na Venezuela, a gente está vendo o Trump lá no Irã, a gente viu o Trump em Gaza. Então a gente está vendo o Trump pelo mundo. E ele começa com... teve o tarifácio e tal. Você acha que ele está falando isso para a gente ficar assustado?
Porque já tem gente aqui no Brasil falando que a gente ia ter que... Putz, será que a gente tá bem preparado pra um caso de uma... Primeiro, tu acha que alguém invade aqui? Calma aí, né? Então, não é assim que funciona, né? Mas assim, não tem precisado muito pra... Não precisa invadir pra causar uma série de transtornos, né? Esse é o ano eleitoral. Não é só isso, né? Por exemplo, eu nem vou ficar falando da interferência política porque essa vai haver. Vai haver.
forma, assim, e questões que estão muito fora da nossa alçada, mas se você pensar o que ele fez com a Colômbia e com a Venezuela antes, né, efetivamente de capturar o Nicolás Maduro e depois de fazer as pazes com o Gustavo Petro, que aliás foi um presentão pro Petro, que agora ele fez, você viu, ele fez a maioria nas duas casas do Congresso, ele tava bambu, bambu, bambu, aí o Trump foi lá, falou, ah, vou pegar, e ele falou, ei, velho, porque não sei o que,
Uniu o povo. E o Petro estava caindo pelas tabelas. De esquerda, inclusive. Gustavo Petro. Mas a quantidade de embarcações que foram explodidas sob o discurso de que eram embarcações que estavam carregando drogas, sem que tenha sobrado absolutamente nada para sequer corroborar. O Gustavo Petro fez de boa parte,
da plataforma ali, né? Ele vai eleger o sucessor, né? Ele não disputa mais a próxima eleição. Mas é a história de um homem que ele disse que era pescador, né? Que tava no barco com as suas compras, suas pescas do dia, deixou o filho e tal, e contou a história desse personagem. E aí os Estados Unidos ficou... Não, não é. O problema é que quando a gente olha o que tá acontecendo dentro do território americano, norte-americano, você vê que
Muitas vezes a forma como eles se referem, a primeira mulher que foi baleada e morta pelo ICE, que ganhou uma grande, também foi tratada como uma terrorista interna. E depois se viu que ela, na verdade, e o segundo que deflagrou uma mega onda, na verdade não era o segundo morto. Salvo engano, chegaram a sete ou nove americanos mortos pelo ICE, mas que ganhou uma grande repercussão, que era o enfermeiro, que quiseram dizer que ele sacou uma arma,
E todo mundo filmou e ficou claro ali que ele estava com o celular. Porque eu quero dizer isso, né? Porque a afirmação ou a categorização de uma determinada pessoa como criminosa pelos Estados Unidos está perdendo valor de fácil, eu digo, de saída, inclusive lá dentro. Todos são criminosos. Então, assim, tem ainda... A possibilidade deles causarem problemas é muito maior do que, ah, vão invadir.
para uma série de interferências abre. Por exemplo, o Petro, voltando a falar do presidente da Colômbia, ele foi sancionado com algo semelhante a Magnitsky, sob a acusação de ser ligado a cartéis de drogas. O Maduro está preso nos Estados Unidos, não porque... mas também sob a acusação de ser líder de um narco-cartel. Se bem que aqui no Brasil nós temos, nesse momento, o Lula com boas relações com o Trump.
falou que é nesse momento. Já foi, já voltou, já foi, já voltou, já foi, já voltou. Nesse momento tem boas relações. O governo brasileiro propôs um encontro nos Estados Unidos no dia 16. Não vai ficar, vai ser um pouco depois. O chanceler brasileiro conversou com o Marco Rubio esta semana a propósito desta declaração, deste temor de que o governo americano viesse a considerar o PCC e o CV como células terroristas. Aqui o governo brasileiro vai mostrar para o Trump
acabou de aprovar a lei... Anticrime, antifacção. Antifacção, né? Então, tem uma série de argumentos, tem um relacionamento, tem um país que funciona de uma outra maneira. Eu acho que faz parte um pouco dessa coisa fluida do presidente americano que fala, depois volta atrás... Ah, eu cheguei hoje, mas ele tá achando que eu tava fazendo uma graça ali com você. Não, não tô, não. É que eu me divirto com o teatro da coisa, entendeu? É um teatro
meu irmão, que assim, ele tá... Só você olhar com um pouquinho de atenção que tu vê que é um puta de um teatro. Pô, esse Trump aí, irmão. Pô, não era America First? Fica lá no America First lá, meu irmão. Para de encher o saco dos outros, cara. Porra, com todo respeito. Eu amo que é a maior atrocidade com todo respeito. Aqui é sempre assim. Foi muito bom. Pô, você quer explicar o contrato com todo respeito? Mas hoje eu nem fiquei puto. Hoje foi suave, assim.
Mas eu entendi que a gente precisa ter cuidado, voltando lá pro lance do Vorkar STF, cuidado com pra onde a gente tá apontando as nossas armas, porque a gente pode estar apontando a arma pro lugar errado, né? Não necessariamente. Acho que a nossa lupa tem que estar em todos eles. Mas, assim, sabe aquele lance de prioridades? Eu gosto muito de uma imagem do Tropa de Elite, que é o Capitão Nascimento ensinando o cara como é que você sobe no morro, né?
Que aí ele vira e fala, você fatiou, passou. Não adianta você sair assim. E neste momento, eu acho que grandes coisas estão por vir ainda. Acho que grandes coisas estão por vir ainda. E que estão mais adequadas ou mais encaixadas naquilo que prioritariamente eu investiria,
vedado por lei. Aquele que pode pagar mesmo assim, sabe? Ah, irmãozinho, pegou dinheiro de aposentado e jogou a fundo perdido. Um bilhão, um estado que está quebrado. Ah, eu quero entender. E aí, Dani? Quem que tomou a decisão? Tem, pô. E você acha que esse dinheiro tem algum risco de voltar? A resposta é não. Ou... Pensei que fosse vir um sim. É só vender a porra toda do Vorca. Não é, né? Não.
Aí, irmão, é uma briga. É. Uma briga. Por que você acha que ele está botando 2.2 bi na conta do pai, segundo o Supremo Tribunal Federal, com todo o respeito? Com todo o respeito. É... O... Ali, para recompor, não tem FGC, não tem nada. Vai ter que ser o Estado... É? Quem vai pagar? O Rio. Você acha que vai? Sabe? É duro. É muito sinistro. É tudo duro, gente. Olha, o que, assim...
Hoje, ficou de novo a história da nota do vai, não vai, se fulano foi na mansão de Trancoso, se não foi, que, de novo, eu acho maneiro para o anedotário. Mas, olha, hoje teve um julgamento muito importante, começou um julgamento muito importante no Supremo Tribunal Federal, que são os quatro primeiros réus, quatro deputados, três deputados, três, perdão, do PL, os três primeiros a serem julgados,
pelo desvio das emendas do orçamento secreto. São dois deputados do Maranhão e um que, se não me engano, é do Tocantins. Hoje as defesas apresentaram as teses. Na semana que vem a gente vai ter o primeiro veredito sobre desvio de emenda. E aí quando você vai olhar o processo dos deputados, um deles é o Josmar Maranhãozinho, que era ali considerado a espécie do gênio, do esquema.
pensar que hoje, sem fazer nada, sem negociar nada, ele não precisa apoiar um projeto de lei que seja importante, seja o projeto de lei antifacção, seja o que cria o gás pra todos, ou o que vai melhorar a vida do empreendedor, né? Pensa aí no projeto que te apetece e que você acha que deveria ser alvo de investimento. Antes os governos tinham um instrumento de convencimento que é, olha, então eu vou liberar aquela verba que você quer. A emenda puri simples, como
ela é útil. Porque, em tese, é o cara que mora no Capão Redondo que sabe o que o Capão Redondo está precisando. Por isso que você deveria votar em alguém que você conhece. Porque o deputado e o senador são a menor ponte entre o poder central em Brasília e o lugar onde você mora. A ideia do legislador é essa. O que virou, a gente não sabe. Mas, antes, você ainda tinha esse instrumento para puxar o apoio. Agora, se o cara faz ou não faz, ele tem lá 50 milhões.
do Congresso Nacional. Como que isso pode dar certo? 50 milhões para ele destinar. Então, qual foi o esquema que os deputados montaram sob a mentoria de Josmar Maranhãozinho? Segundo, o Ministério Público Federal, a Procuradoria Geral da República, apontando os autos do processo, com todo respeito. 25% em cima. De todo e qualquer contrato. Se o pessoal está ganhando, você me devolve 25%.
Por mês? 25%, família. Tu divide por quatro e pega um pedaço. É muita coisa. Por mês? É ruim. É foda. Desculpa aí. Como diz de novo, eu citando aqui o Capitão do Sistema. A partir do Sistema é foda. E ninguém viu. Ou quem tá aí na nossa audiência que viu é porque é heavy user como eu. Porque mesmo eu não conseguia acompanhar o que eu queria hoje. Chegar em casa, escrever minha coluna de amanhã e terminar de assistir a sustentação oral porque eu queria muito saber.
por onde as defesas se saíram. Porque é grampo, é mensagem, a galera, assim, vão ter que inventar. O WhatsApp, eu acho que ele vai perder, assim, os usuários em Brasília, sabe? Ficou claro que a PF está dizendo, não adianta fugir de mim. Mas é que aí, você que é criminoso aí, não adianta você ir para outro lugar não, porque pega igual, tá? Não adianta. Vai para o Telegram, vai pegar igual, vai para não sei mais, vai pegar igual. É só você parar de ser safado.
Tem essa opção. Dá pra tu parar de roubar os outros também, que ajuda. Parar de... Enfim. Bater na corrupção é fácil, porque todo mundo bate na corrupção. Não é isso que eu tô tentando fazer aqui. Então, é outra coisa. Bom, Dani, muito obrigado por vir aí. Eu que agradeço. Obrigado pela moral. Tramonta, obrigado também pelas contribuições de sempre. Um abraço. E vocês que assistiram aí, espero que vocês tenham curtido também, anotou o que a gente falou aqui, você vai lá pesquisar depois, isso é muito importante. Porque eu posso estar falando melhor,
O Tramonta pode estar falando merda e a Dani pode estar falando merda. E é importante que você vá lá tomar a sua própria decisão. Muito importante isso. Esse é um ano muito importante para você chegar lá em outubro consciente. Chegar lá em outubro e você pelo menos foi ler alguma coisa e não ficou só repetindo o que os outros falam aí na internet, que isso tem um monte também. Então, se quiser seguir a Dani aqui no comentário fixado, a gente vai deixar todas as redes sociais dela. Tramonta também e se bobear, as minhas vão estar também.
Foi um cara muito maneiro. Pega esse vídeo aqui, compartilha, manda lá no grupo da família, manda no grupo da igreja, manda no grupo dos bolsonaristas, dos petistas, manda onde você quiser. E o que mais? Tem conteúdo novo pra membro todo dia, tá? Então, todo dia que você quer membro aí, você já pode atestar. Tem ou aqui no YouTube ou no Discord. Conteúdo todo dia. Daqui a pouco eu vou gravar mais um. E é isso. Deixa só eu responder.
Eu tô vendo ali, ó. Pra vocês não jogarem os 10 reais fora. Os dois. Então deixa eu dar um play aqui, ó. O Juliano Borges.
Juliano Borges mandou uma mensagem pelo Pix. Ainda tem trocado figurinhas com ministros da Justiça? É muito engraçado, porque tem as coisas que pegam, assim. Ah, tem mais de uma, tem mais outra. Tem, é um negócio. O Jason Pierre, eu vou... É também sobre a figurinha, mas também porque eu não quero ver ninguém jogando da real fora. Boa. De cima também é a figurinha. Olha que loucura, gente. Eu queria dizer pra vocês, senhores, foi um dia que eu tava numa central da Globo News,
E era assim, também um dia decidi pegar pra capar na política brasileira e tal, e eu fui contando que eu tava... Ah, tá, lembrei. Um dia decidi pegar pra capar, todo dia. E aí, eu fui... Falei, contei o bastidor e tal, contei a história, você vê que eu tenho dificuldade de ser objetiva. E aí, no final, eu falei, cara, aí eu fui perguntar, né? Pô, ministro, e aí, o que vai dar isso?
mandou uma figurinha. É ministro do Supremo Tribunal de Justi... Supremo Tribunal Federal, gente, que é o da figurinha. E ele mandou uma figurinha, que é está tudo sob controle, só não sabemos de quem. E aí eu não posso juntar com a Natuza, né? A gente gargalhou, mas as pessoas ficaram ofendidíssimas. Gente, esses personagens, e isso é muito louco de você acompanhar, alguém agora falando sério, no Calvário. Eu já tive possibilidade
de ver ascensão e queda e ressuscitação de vários personagens da política do Brasil. E, de certa forma, é meio que como você começou falando, tipo, mas como? O ministro e não sei o quê. É gente. É gente. Igualzinho a eu, a você e a Ultramontina, não, que ele é de outra qualidade, né? É outro tipo de refino. Mas é gente. E isso fica muito
claro quando você vê personagens que estiveram muito alto e de repente caem, assim, aquela queda. Eu vou falar de um personagem aqui que é grande conhecido, muito conhecido e todo mundo acompanhou tanto a ascensão quanto o auge e a queda, né? Que é o Eduardo Cunha. A última entrevista antes do Cunha ser preso, quem fez fui eu. Estava na Folha de São Paulo na época.
Fui até Brasília, né? Pra entrevistá-lo. E, assim, o Cunha, o Eduardo Cunha, no auge da presidência dele da Câmara dos Deputados, a casa dele era um entre-sai. Um entre-sai de aliado, de gente, de líder. Você tomava pra sentar pra fazer uma conversa com ele. Era, assim, um chá de cadeira de horas. E é isso aí, entendeu? Porque era muita gente, o cara era muito acessado.
o impeachment, então, ele passa a ser cercado de um círculo menor, mas ainda muito, porque uma parte, quem estava ali contra a queda do governo Dilma se afasta. E depois que ele entrega basicamente o mandato dela, porque aí uma vez que passou na Câmara já era uma questão de tempo, porque afasta, né? Quando você aprova na Câmara o impeachment, o presidente está afastado,
e aí volta se o Senado não aprovar, mas uma vez que já afastou, né? A Lava Jato passa a investir muito sobre o Cunha, porque ganha muito terreno também, a coisa de que era partidário, etc e tal. Enfim, nesse calvário dele, ele foi ficando cada vez mais sozinho, mais sozinho, mais sozinho, mais sozinho, mais sozinho. E tem uma cena que eu não vou esquecer, que foi essa entrevista que eu fiz, às vésperas dele ser preso, em que ele estava sentado no sofá na residência oficial da Câmara dos
deputados. É uma casa em Brasília, uma casa ampla, salões muito amplos e clara. As casas do estilo da arquitetura da cidade. E ele sempre teve muitos telefones. Aí tinha uma régua de tomada e vários carregadores conectados. Esse dia, como uma das coisas que espalharam aqui, ele estava gravando as pessoas que iam conversar com ele e foi uma forma muito eficiente, inclusive,
fazer com que mais ninguém fosse vê-lo, tava ele sentado, que é uma espécie de garçom, que ficava ali pra levar água, levar café, e um telefone só na tomada. Tipo, então, assim... Acabou ali, ali... Então, assim, e outra feição, outro tudo, né? Então, sim, os políticos mandam figurinhas. Se ofender, eu sinto muito contar pra vocês que essa gente tem humor, faz piada,
às vezes se lasca e fica deprimidíssimo. É assim que funciona. É gente feito de gente. E vai ser. Vai ser a deputada federal. Por Minas Gerais. É o ressurgimento. Eu já vi muita gente ressuscitar também na política. Então é isso. Obrigado, Dani. Valeu, Tramonta. Abraço. Vocês aí, muito obrigado também. E a gente se vê depois, tá bom? Beijo.