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ESCALADA DA GUERRA NO ORIENTE MÉDIO - VORCARO PRESO - PRISÕES NO RJ CONTRA ABUSO COLETIVO

04 de março de 20261h50min
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Flow News #034

Assuntos15
  • Conflito Irã-EUAAtaques aéreos coordenados · Morte do Ali Khamenei · Mísseis balísticos iranianos · Resposta estratégica do Irã · Objetivo dos EUA incerto · Análise geopolítica · Possível sucessão iraniana · Impacto em aliados regionais
  • Economia GlobalFechamento Estreito de Hormuz · Preço do petróleo elevado · Inflação mundial · Custo para Brasil · Efeito na China · Seguro de cargueiros · Venda de petróleo brasileiro · Pressão política nos EUA
  • Eleições Rio de JaneiroVítima menor de idade · Agressão em Copacabana · Fratura e lesões graves · Casos anteriores similares · Prisão de cinco acusados · Adolescente infrator solto · Repercussão nacional · Análise jurídica do caso
  • Consequências econômicas das guerrasAumento do preço do petróleo · Inflação de energia na Europa e Ásia · Impacto no Brasil e Petrobras · Custos para países aliados americanos · Crise de seguro de cargueiros · Recessão potencial
  • Violência contra a mulherBrasil no 5º lugar em violência contra mulheres · Feminicídio como ápice da violência · Normalização do machismo em músicas · Falta de educação sobre consentimento · Sentimento de posse e propriedade · Não aceitação de término de relacionamento
  • Capacidade Militar IraTeoria do caos regional · Pressão em países aliados dos EUA · Danos econômicos como objetivo · Capacidade de resistência · Resiliência das instituições iranianas · Preparação histórica para guerra
  • Estratégia Chinesa e BRICSImportância do Irã para China · Projeto Belt and Road · Dependência energética chinesa · Apoio através de armamentos · Diversificação de fornecedores · Cooperação comercial
  • Politica IraLiderança de Ali Khamenei · Guardião Revolucionária · Múltiplas instituições políticas · Correntes reformistas e conservadoras · Horizontalidade do regime · Sucessão de liderança
  • Martirização do Khamenei e Mobilização PopularMorte como ferramenta de coesão · Rejeição ao Reza Pahlévi · Manifestações de apoio · Enterro como cerimônia política · Solidariedade à resistência · Unidade nacional
  • Estratégia de Caos Iraniana na RegiãoBombardeios em países aliados dos EUA · Pressão em Qatar, Emirados e Arábia Saudita · Ataques em Dubai e Abu Dhabi · Comoção econômica regional · Forçar negociação através da dor · Aliados árabes insatisfeitos
  • Consequências Traumáticas para Vítimas de EstuproTrauma psicológico duradouro · Reconstrução de vida · Impacto da repercussão pública · Escoriações e ferimentos físicos · Processamento emocional · Cicatrizes permanentes
  • Sistema Penal Brasileiro e RessocializaçãoPenas do Código Penal · Legislações transversais · Benefícios penitenciários · Saídas temporárias · Adolescentes infratores soltos · Impunidade efetiva
  • Estupro como Arma de GuerraHistórico em conflitos internacionais · Humilhação como objetivo · Impacto psicológico · Violência sistemática · Comparação com casos brasileiros
  • Reza Pahlévi como Alternativa PolíticaLegitimidade questionada · Rejeição da população iraniana · Posição da oposição interna · Falta de conhecimento do país · Apoio internacional limitado · Herança do xá anterior
  • Tentativa de Suicídio de Mourão na PFDetenção preventiva · Depoimento em delegacia · Desespero do acusado · Impedimento do suicídio · Hospitalizações · Consequências psicológicas
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Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor. Comigo aqui tem o Tramonta. E aí, Carlos Tramontina, como é que você está? E aí, tentando entender tudo que está acontecendo. E quanto mais a gente acompanha, quanto mais a gente procura entender, menos a gente entende. É verdade. Tem acontecido, infelizmente, aqui nos mais diversos assuntos e coisas ficam acontecendo. Não para, né? Não para, não para. Hoje, inclusive, a primeira coisa que a gente vai falar é de guerra.

Uma guerra nova aí, que é meio que iniciada pelo cara que finalizou a última, né? Na verdade, se gabou.

Fazia tempo que não tinha guerra. Ah, é. Deve um tempão já. Teve aquela... Faz um tempo aí que durou aí... Que teve, inclusive, envolvimento... Que foi sobre Estados Unidos, Israel e Irã. Sim. Durou 12 dias, né? Isso, isso. E o Trump tava se vangloriando. Acabou, hein? Olha aqui, consegui fazer um cessar-fogo. Mas ele deve ter os motivos dele, né? E provavelmente não tem nada a ver com petróleo. Sei lá. Não sei. Ou com... Não sei. Porque o que acontece? Quando rolou esse ataque lá no Irã,

o Irã respondeu alguma coisa a alguém, né? Então ele começou a tirar onde tinha a base americana e fechou o estreito de Hormuz, que é por onde passa boa parte da... 20% do petróleo consumido no mundo passa ação por lá. Pois é. E ainda tem o problema do Irã ter incomodado a China. Sem atacar a China,

atacando outras coisas e tomando algumas decisões, ele começa a incomodar a China. E aí tu pensa, será que esse era o objetivo do Trump desde o começo? Será que ele é um estrategista xadrez 4D? Você acha? Bom, de qualquer forma, Tramonta, a gente tem o João para conversar com a gente aqui. João Coates. É assim que fala teu nome, João? É, sim. João Coates. O João, ele está com o IBI, que é o Instituto Brasil-Israel,

Correto.

outras pessoas que já passaram por Israel em algum momento, eles me falam que, cara, não é exatamente incomum uma sirene e tudo mais, mas a gente está vivendo um momento, vocês estão vivendo um momento diferente aí, não é? Sim, com certeza. Na verdade, é verdade que não existe um israelense, mesmo antes do 7 de outubro, muito difícil encontrar um israelense que nunca tenha escutado uma sirene, nunca tenha presenciado uma ameaça de um foguete ou de um míssel e tivesse que procurar um abrigo. Mas a situação nos últimos dois anos e meio,

anos, ela é muito mais tensa do que tinha sido nos últimos 20. E essa guerra atual, ela também é muito, muito mais tensa do que o que a gente vivenciou, enfim, pelo menos do mês depois de 7 de outubro até agora, com exceção, obviamente, daqueles 12 dias de guerra com o Irã. Essa é uma guerra que mexe com o país inteiro e os mísseis baliscos do Irã, enfim, se eles caem em cima de você, não importa se você está no bunker ou não, eles têm o poder de estudiar

muito grande. Então, sim, é uma tensão maior do que o normal, com certeza. Entendi. E aí, cara, como é que tá o... Na verdade, cara, essa é uma guerra que ela agora tem uma proporção muito maior do que o outro embate que aconteceu, né? A gente tá falando da morte do líder supremo do Irã, a gente tá falando da morte recente também, acho que hoje ou ontem, da esposa dele, que também morreu em decorrência dos ferimentos do ataque e tal. Então,

e é um momento político um pouco sensível talvez também em Israel, isso é o que eu li, aí tu me ajuda, no sentido de pôr eleição, Netanyahu, fica no fica, como é que vai funcionar isso tudo, e uma nova guerra agora mesmo, agora pra valer, quase que uma guerra pra valer, sabe, contra um Estado, tem inclusive um aliado gigantesco, tendo retaliação, um monte de coisa,

cenário nesse sentido aí em Israel, envolvendo sei lá, a própria política, como é que está o sentimento da sociedade? Como é que está aí nesses dias? Eu vou tentar fazer um panorama geral, porque nesse momento agora não se fala muito de política em Israel. Quando o país está em guerra, a política é um pouco deixada de lado. Não totalmente, mas um pouco deixada de lado. O debate é mais sobre o momento mesmo, a guerra, a tensão, o que você faz agora, quando é que isso vai acabar, etc. Mas

Só para a gente botar um pouco, entender um pouco o contexto. O Netanyahu, ele voltou ao poder em eleições que foram realizadas em outubro de 2022. O governo dele, a coalizão dele chegou ao poder no dia 30 de dezembro de 2022. Essa coalizão tinha 64 das 120 cadeiras do parlamento. Era uma coalizão relativamente forte e muito homogênea, composta pela direita e pela ultraortodoxia judaica. Direita, extrema direita também é ultraortodoxia judaica.

Um mês depois do Netanyahu subir ao poder, a popularidade do governo já era baixa. O Israel pessoal é viciado em eleições, até por seu regime parlamentarista, e que as eleições podem ser convocadas praticamente a qualquer momento, é só o governo perder maioria. E a gente teve uma sequência de eleições um pouco antes dessas eleições de 2022, e um mês depois as pesquisas eleitorais já apontavam que ele já não teria maioria caso as eleições fossem realizadas naquele momento.

O governo já tinha ficado impopular por conta das suas primeiras ações, entre elas um plano de revolta,

de reforma no sistema judiciário, que não foi exatamente prometido na campanha e que, na verdade, na prática, é uma tentativa de você sucatear o poder judiciário, dar mais poder ao governo, que é um programa autoritário. E a população foi às ruas, fez protesto, e o governo começou a se enfraquecer. E, no meio dessa bagunça, teve o ataque do Hamas, no dia 7 de outubro de 2023. Na verdade, o Netanyahu despencou ainda mais e ele foi, aos poucos,

menos de volta parte razoável da sua base. Hoje, o Netanyahu não conseguiu recuperar, ele nunca voltou a ter maioria, segundo nenhuma pesquisa, a sua coalizão cairia de 64 cadeiras hoje para, na melhor das hipóteses, 52, 53, geralmente está entre os 49 e 50, e ele, obviamente, eu não digo que essa guerra é exatamente uma tentativa política eleitoral dele, embora, é óbvio que essa é uma das motivações, mas não é a única, mas ele tenta recuperar essa popularidade e ele também tenta reconstruir

seu legado, porque ele vai ser eternamente lembrado como primeiro-ministro do 7 de outubro. Isso em Israel, fora de Israel, ele vai ser lembrado como primeiro-ministro que trucidou palestinos, ou genocida, ou o que que seja, mas aqui em Israel ele é o primeiro-ministro do 7 de outubro, e aqui ele tenta reconstruir a sua imagem, e ele precisa de uma vitória pra isso. E o cessar-fogo em Gaza, ele não trouxe as promessas que ele tinha feito pra população.

Ele não derrotou o Hamas, ele não desarmou o Hamas, ele não substituiu o Hamas por grupo nenhum,

os sequestrados que voltaram, que Israel conseguiu trazer de volta, boa parte deles voltaram mortos para cá. Ou seja, ele precisa de algo para fortalecer o seu legado e para também levantar o seu nome novamente. E você acha, João, aqui é o Carlos Tramontina falando, tudo bem contigo? Tudo bem. E você acha que foi proposital essa atitude do Netanyahu e do comando mais radical das Forças Armadas de Israel de entrar nessa parada junto com os Estados Unidos?

a gente vê que quando tinha o caso Hamas, toda a atenção era voltada para a recuperação dos reféns, independentemente da situação em que eles estavam. Alguns voltaram vivos e outros morreram. Israel recuperou os corpos. A partir daí, se falava que em Israel se voltaria a discutir de novo a possibilidade das acusações que pairavam sobre ele.

cenário. A atenção muda novamente para um outro ponto. Você acha que isso foi proposital? Eu diria que isso não tem uma relação direta, mas é óbvio que tem relação. Eu acho que o Netanyahu não funciona... Eu preciso de um fato novo para as pessoas esquecerem do meu julgamento. Acho que o Netanyahu vive em função de como ele vai reconstruir a sua imagem e o seu nome e a sua representatividade para poder se apresentar novamente.

nas próximas eleições, com condições de vencer. E o Irã é um artifício importante que ele tem na manga, porque o Irã é visto pela imensa maioria da população israelense como realmente um perigo existencial para o país. E isso a gente viu numa pesquisa que foi divulgada há três dias pelo Instituto de Segurança Nacional, ligado à Universidade de Tel Aviv, que mostrou que mais de 80% dos israelenses são a favor do ataque ao Irã.

israelenses são mais de 90%. Ou seja, ainda que as pessoas não confiem no Netanyahu, a mesma pergunta mostrou que só 34% confiam no governo liderando a guerra. Só 38% confiam no Netanyahu, ainda assim, 80% são favoráveis ao ataque. Ou seja, o Irã é o inimigo maior para a população israelense do que o Netanyahu é um mau líder. Então, eu não sei se o Netanyahu vai conseguir reverter. Ele precisa de uma vitória realmente muito significativa para que ele possa reverter essa sua

condição de impopularidade, que ele nunca mais conseguiu voltar a ser o que ele era antes. Isso a gente tem que colocar em proporção. Enfim, o Irã, é verdade, a gente não tem os sequestrados lá, mas a população israelense, quando olha para o Irã, olha um país que financia o Hamas, que financia a Jihad Islâmica, que financia o Hezbollah, que promete varrer Israel do mapa, que tenta desenvolver armas nucleares, que disparou mísseis baliscos contra Israel, obviamente que também em resposta de ações

israelenses, mas que produziu esses mísseis balísticos que atingem Israel. Com o objetivo de atingir Israel, a população israelense vê a situação dessa maneira. A pergunta é se essa guerra agora era necessária? É outra pergunta. E aí a minha opinião não é exatamente a mesma da população israelense. Mas Netanyahu joga com as cartas que são certas para ele. Sobre certos aspectos, para a população de Israel, a guerra poderia ser uma atitude moral. Talvez não seja legal. Algumas pessoas,

Alguns analistas, quando a gente vê, porque tem diferentes análises, tem diferentes abordagens pelo mundo todo, e alguns dizem o seguinte, a guerra é ilegal, mas ela poderia ser moral a partir deste quadro que você está traçando nas relações entre Israel e quem mora em Israel e judeus em relação ao Irã, considerado um inimigo permanente? Eu acho que em junho do ano passado essa pergunta caberia mais, porque nesse momento o Irã não ameaçava Israel.

os grupos financiados pelo Irã, todos eles estão em cessar-fogo com Israel. Tanto o Hamas, quanto a Jihad Islâmica, quanto o Hezbollah, porque eles não estavam, o Hezbollah no caso, quanto os Houthis do Iêmen, todos eles estavam em cessar-fogo com Israel. Naquele momento que Israel estava ainda, de alguma maneira, lutando contra esses grupos que são financiados pelo Irã, fazia sentido você desafiar quem sustenta esses grupos, a cabeça da serpente. Nesse momento no qual o Irã, de forma alguma ameaçava Israel, não atacaria,

Israel e já havia aceitado a situação de cessar fogo, acho que do ponto de vista moral, legal certamente não, ela é uma invasão, isso é, qualquer analista de lei internacional vai dizer o mesmo, ela é uma invasão ilegal do ponto de vista jurídico, e moralmente falando, é o seguinte, se a guerra há oito meses, o ataque israelense há oito meses, ele tinha dois objetivos, que eram destruir o poderio militar iraniano,

e fazer com que o Irã regredisse de maneira significativa no seu projeto nuclear. Se há oito meses atrás aquela guerra, ela teve aquele objetivo, e tanto o Netanyahu como o Trump saíram daquela guerra dizendo que os objetivos foram alcançados, então também não tem um objetivo razoável para essa guerra estar acontecendo agora. Ou seja, ou eles mentiram há oito meses, ou essa guerra agora não faz nenhum sentido. Ou o objetivo é outro e ele está sendo ocultado da população.

Então eu acho que nesse momento é difícil justificar essa guerra também do ponto de vista moral.

Entendi. Mas aí, então, a vida em Israel, você está me falando que está mais tenso, porque a percepção que essa é uma guerra mais tensa mesmo, que é essa de 12 dias, a gente não consegue, nesse momento, imaginar um fim para ela, sei lá, pelo menos nos próximos meses, né? Então, mas escola, hospital, as coisas estão funcionando em Israel, as pessoas estão fazendo negócio?

Não, as escolas estão fechadas. Amanhã a educação começa por Zoom, igual era na época da corona. No país só está funcionando o trabalho essencial. Hospitais, obviamente, estão funcionando. Se você quiser comprar comida, os mercados estão abertos, mas os restaurantes estão fechados. Tudo que não é essencial está fechado. Mas a partir de amanhã, alguns estabelecimentos vão receber permissão para reabrir e vão poder reunir até 50 pessoas no mesmo lugar, desde que ele tenha abrigo antibuso.

Ou seja, o país está entendendo que a quantidade de mísseis enviados pelo Irã está diminuindo, até por causa da destruição causada pela Força Aérea Israelense, dos lançadores de mísseis e do arsenal iraniano. E o país tenta mais ou menos entrar num espaço de pré-normalidade. Mas o país não está vivendo uma situação normal. Agora, Igor, essa guerra não pode durar meses. Essa guerra tem que acabar no espaço de no máximo semanas.

Porque Israel não aguenta, nem o Israel nem o Irã aguentam tanto tempo de guerra assim.

o treto de Hormuz fechado, os países árabes do Golfo que estão sendo bombardeados pelo Irã, inclusive maior número do que Israel, também não estão satisfeitos com os desdobramentos disso, isso não pode demorar tanto tempo. Eu não sei qual vai ser o desfecho, eu não sei como vão encerrar essa guerra, mas eu tenho certeza que ela não vai demorar muito tempo. Surpreendeu, e eu queria saber de você qual é a opinião, aparentemente surpreendeu a estratégia adotada pelo Irã, porque o Irã começou a bombardear os outros países ali daquela região,

dos países que são apoiados e recebem apoio e têm bases americanas. E, de certa forma, o Irã espalhou a guerra para uma região muito maior. Está causando danos a outros países que não tinham nada a ver com isso. Também, para você, foi uma surpresa essa estratégia adotada pelo Irã? Não foi uma surpresa porque eles prometeram que fariam isso. Eles ameaçaram. E eles estão cumprindo com essa promessa. Porque o Irã, isso é importante a gente entender, o Irã está extremamente exagerado

isolado na região. Acho que globalmente falando também, tem gente que sustenta o imaginário de que a Rússia e a China sairiam em defesa do Irã nesse momento, e isso não aconteceu e nem vai acontecer. E o principal aliado do Irã, os principais aliados do Irã, são as milícias que o país ajudou a financiar ao longo do todo o Oriente Médio. Essas milícias foram muito enfraquecidas na Síria com a derrota do Bashar al-Assad, ou em Israel e nos territórios ocupados,

que o Hamas e o Hezbollah levaram um duro golpe de Israel, principalmente o Hezbollah. Os ruts também sofreram alguns golpes de Israel, os ruts no Iêmen. Então, a principal ameaça que o Irã tinha para uma guerra com Israel era vocês começam uma guerra comigo agora e amanhã vai chover foguetes em Israel de todos os lados. Só que isso não acontece agora. Então, a saída que o Irã tem nesse momento é causar um caos. Então, é tamanho no Oriente Médio para que esses países, o Catar, os Emirados Árabes,

A Arábia Saudita, a Jordânia, pressionem os Estados Unidos para encerrar a guerra, porque isso afeta as economias desses países, isso afeta a vida diária desses países e isso vai acabar afetando a economia global, porque são todos países com grandes produções de petróleo, no caso da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, são países que estão investindo muito dinheiro nos Estados Unidos por inteligência artificial e outras questões, mais de um trilhão de dólares.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes e o Catar vão investir nos Estados Unidos nos próximos 10 anos para o desenvolvimento de inteligência artificial.

estão comprometidos. Quando você fecha o Estreito de Hormuz, por onde passa o petróleo, por exemplo, do Catar, quando você bombardeia Dubai, quando bombardeia Abu Dhabi, ou seja, é uma estratégia do Irã que diz o seguinte, vocês vão me atacar, eu vou causar o caos em toda a região, para que o mundo inteiro pague um preço e force vocês a encerrar essa agressão o mais rápido possível. E é uma estratégia que até agora não causou a parada da guerra, mas em algum momento vai ficar insustentável. Me parece também, porque a gente está falando de

China já sendo incomodada, a gente tem, a gente sabe que, bom, sabe não, mas eu apostaria que a China não vai entrar na guerra com armas, mas a China tem um outro poder, né, que é o dinheiro, então eu acho que ela consegue convencer as pessoas, ou convencer os líderes a, ou influenciá-los pelo menos, a, pô, para aí, dá uma segurada. Você acha que existe algum risco de uma guerra no Golfo, desse ataque do Irã sair pela culatra?

O que eles estão tentando é forçar esse tipo de acordo? Ou, pô, me ajuda aqui a forçar os Estados Unidos a parar a guerra e tal? E se os outros países entenderem isso de uma outra forma e forem para cima do Irã também? Porque a gente sabe que a Europa também não gostou muito desses ataques que o Irã fez. Então, eles podem ter encontrado um problema maior do que eles estavam procurando, João?

se somar de maneira significativa aos ataques porque não tem necessidade. Os Estados Unidos e Israel dão conta de atingir os seus objetivos sem necessidade de apoio da Força Aérea Britânica, por exemplo, ou de qualquer outro país da Europa. E esses próprios países também não tem porquê usar seus recursos para participar de um ataque que não é popular, na opinião pública global, e que realmente não faria muita diferença do ponto de vista militar. Mas você comenta que a China está preocupada com o que está acontecendo,

A China ainda tem condições de resistir a um mês com o estreito de Hormuz fechado, sem que isso afete as suas reservas energéticas de maneira crucial. Mas países como a Coreia do Sul, que hoje teve uma queda na Bolsa de 12%, ou o Japão, esses países dependem muito do petróleo que vem do estreito de Hormuz e eles vão pagar um preço muito alto. E quando essas Bolsas começam a cair, quando esses países começam a entrar em crise, essa crise se espalha pelo mundo inteiro e influencia o mundo inteiro.

lado, eu acho que existe essa insatisfação com o Irã, especialmente dos países do Golfo, que é por que vocês estão trazendo essa desgraça para a gente? A gente não atacou vocês, né? Por outro lado, a reação é aos Estados Unidos e a Israel. E a Israel, eu acho que o governo israelense tem que ficar muito atento a isso, mas eles têm que ficar muito atentos a isso, porque no momento que os preços subirem nos Estados Unidos por conta da crise global, as pessoas vão culpar o governo Trump por ter feito essa guerra.

nos Estados Unidos, o discurso de que Israel arrastou os Estados Unidos para essa guerra, ele é um discurso que está se fortalecendo. Então, para Israel é muito importante se dissociar dessa ideia, dizer que o Trump começou esse conflito, tentar apresentar isso como uma verdade, porque o resultado dela, se essas coisas continuarem por algumas semanas, do jeito que elas estão indo, é uma crise econômica global que vai afetar o bolso do contribuinte estadunidense e ele vai botar a culpa no Trump e em Israel.

isso pode afetar o futuro das relações entre os outros países. Bom, João, muito obrigado pelo teu tempo, cara. Obrigado por nos ajudar a entender melhor o que está rolando. Boa sorte, eu acho. Eu não gosto muito de desejar boa sorte, porque isso quer dizer que a coisa está difícil demais, mas não me parece muito fácil. Então, fique bem, tá bom? Obrigado pelos desejos. Até a próxima. Valeu, Joãozão. Obrigado. Um abraço. E, cara, então a gente está entendendo que as coisas... Que situação, né? Pois é.

Você vê que, para o Brasil, tem uma primeira avaliação já de que o Brasil é um grande produtor de petróleo do tipo Brent. É um petróleo de boa qualidade, mas ele é muito consumido e o Brasil ganha muito dinheiro. Com a subida do preço do barril do petróleo por causa da guerra, isso vai favorecer muito o Brasil, porque o Brasil vai receber mais dinheiro pela venda deste tipo de petróleo, do tipo Brent, no mercado internacional.

importa os subprodutos do petróleo. Importa diesel, importa gasolina de aviação. E aí o Brasil vai pagar mais caro aí. Então se o Brasil vai ganhar mais vendendo, exportando mais petróleo, ao mesmo tempo ele vai gastar mais comprando os subprodutos do petróleo que ele normalmente importa. Ou seja, aquilo que no primeiro momento pode ser interessante para o Brasil, no segundo momento pode se transformar também em inflação. E provavelmente vai. E aí o Banco Central pode dizer, olha, não vai dar para

baixar as taxas de juros, hein? Pô, calma aí. Para com isso, ó, para. Calma aí, calma aí. Para ele aí. Não vamos piorar as coisas já. Pois é, né, cara? Já tá difícil. A gente já tá tendo que lidar com o Daniel Vorkar, a gente já tá tendo que lidar com um monte de coisa. E a gente vai falar dele, mas a gente... Pra falar ainda sobre esse assunto de Israel e a guerra com o Irã, a gente tem aqui ainda o professor Hussein, PhD em Relações Internacionais e pesquisador da Universidade de Harvard, que vai entrar daqui

a pouco, é isso? Vai entrar daqui a pouco pra gente falar um pouco mais sobre justamente, com ele, eu queria entender melhor as possíveis consequências do ataque do Irã nesses outros países lá do Oriente Médio. Porque assim, imagina tu é o Qatar e veio uma bomba do Irã que não tava combinada, porque veio antes lá naquela guerra dos dias que tava combinado, né? Tá combinado aqui, pô, vou ter que estourar um negócio aí, tá? Beleza. Agora,

Não foi só lá, foi em alguns outros países também que os caras estavam atacando. É isso que o nosso convidado, o João, estava dizendo, que é um termo que foi cunhado ou está sendo adotado para explicar um pouco essa atitude do Irã, que é a teoria do caos. Você provoca o caos numa região para empurrar outros no meio da confusão e usar esses outros como moeda de troca discursiva.

Está todo mundo perdendo e a gente não sabe onde vai parar essa história. E está a China lá, como o João também disse, por pouco tempo a China consegue não sofrer tanto com o problema do petróleo, que não vai chegar e tal. Agora, a longo prazo, não nem tão longo prazo, a médio prazo, na verdade, a coisa já fica mais complicada e é a China. A China não quer, sei lá, que nada atrapalhe o plano deles de 700 anos que eles têm. E essa questão do petróleo,

que passa pelo Estreito de Hormuz, o Trump já fez uma ameaça de que se navios americanos não puderem passar por ali, ele bota a frota, está ancorada naquela região, bota a frota no Estreito para garantir a passagem. E ele disse que ele vai destruir navios iranianos. Aliás, tem uma imagem que, segundo o governo americano, é a de um navio iraniano sendo bombardeado e explodido por um submarino americano.

naquela região. Voltamos à história da narrativa. Quem é que vai confirmar que aquele realmente era um navio iraniano e que o torpedo que o atingiu foi realmente de um submarino americano? Especialmente porque a gente vive numa época que sei lá o que estava acontecendo de verdade. A narrativa, os caras chamam de pós-verdade. O que é verdade? A verdade é o que eu fizer você acreditar

tá, né? Então, é muito difícil mesmo a gente entender e analisar as coisas, e por isso que é importante o João falar com a gente, o professor Roussein também, porque a gente tá desse lado do mundo, a gente chega pra nós o que eles querem que chegue, né? Tanto de um lado, quanto do outro. Então, o que que tá acontecendo pra valer? Me conta aí, você que ou tá aí, ou estuda profundamente isso e tal, porque a distância que a gente tá, a gente não consegue saber se, por exemplo,

na época lá do... quando estava mais acentuado o problema do Israel com o Hamas, quem estourou o hospital, porque um lado fala que foi o... o lado A fala que foi o lado B, o lado B jura de pé junto que foi o lado A, então o que está acontecendo? E é muito difícil, porque como é que a gente vai falar aqui, eu não estou lá, a mídia dá que foi o lado A, a mídia também dá que foi o lado B, então eu não sei. E sabe que tem uma frase antiga que flutua no jornalismo, que é assim, a primeira vítima de uma guerra é a verdade.

No passado, por exemplo, Guerra do Vietnã, foram jornalistas que denunciaram o massacre de Milai, quando as tropas americanas mataram um monte de mulheres e crianças, devastaram um determinado lugar. Isso levou muitos soldados e oficiais americanos à prisão, inclusive. Hoje não tem mais isso, porque nenhum país que está em guerra permite que jornalistas se aproximem do campo de batalha. Esse é de um lado.

lado, o campo de batalha não é mais o campo de batalha como existia há 50, 70 anos. O cara daqui comanda uma esquadrilha de milhares de drones a milhares de quilômetros de distância. Então, os drones são lançados como... São usados como espiões e são usados como bombardeios. Eles despejam bombas. Sim, eles explodem as pessoas. Aliás, os drones usados pelo Irã dizem

disse que custam 20 mil dólares cada um, enquanto os americanos usam mísseis Patriot, que custam 40 milhões de dólares cada um, para bloquear a passagem destes drones iranianos. O que dá uma conta completamente diferente no custo da guerra. Então, tudo é muito diferente e a manipulação das informações acaba sendo muito forte, porque você tem muita dificuldade em checar,

confirmar, conferir se aquela informação que está vindo de um lado tem fundamento ou se aquela informação que vem do outro lado é a informação mais verdadeira. E o pior nesse caso é que, assim, como a gente já espera, já sabe, já está entendendo mais ou menos que é assim que funciona, então eu já nem confio tanto. Então eu prefiro dizer que eu não sei que eu li A e que eu li B e que eu não acredito, eu não sei o que está acontecendo. E aí isso fere, inclusive, um cara que em condições normais tem

temperatura e pressão, eu escutaria como uma fonte válida, sabe? Só que o ambiente invalida todas as fontes. Então, isso dificulta a gente entender o que está acontecendo de verdade. Eu fico numa expectativa muito grande. Eu quero, inclusive, ver se o professor, que vai entrar conosco, consegue esclarecer isso para a gente. Me parece que o objetivo inicial dos Estados Unidos e de Israel era atingir a infraestrutura nuclear e atingir a infraestrutura militar.

centros de comando e matar os líderes. Aparentemente isso está sendo conquistado, mas e depois? O que vem depois? Termina a guerra aí? Já está se falando que o filho do Kaminé poderia ser o novo líder. Ou seja, rei morto reposto. O que eu li era que existe uma cadeia já treinada,

para substituir o Ali Khamenei. Sim, ele já estava velho, inclusive. Ele tinha 86 anos. Com certeza tinha alguém preparado para substituí-lo, porque em condições normais ele ia morrer daqui a pouco. Vai lá. Se ele dura até 95 anos, seria uma surpresa. Então suponho que tem ali, e vai ser um trabalho extenso, que não é como na Venezuela. Na Venezuela tirou o Maduro,

colar alguém a fim de jogar bola com os Estados Unidos. O Irã, é difícil que o próximo da linha de comando esteja a fim de jogar bola com os Estados Unidos. Por outro lado, tem o Shah Reza Palev, o filho, o príncipe, que se põe como um cara que é quem deveria estar liderando o país e já fala em algum tipo de eleição, ele tem essas conversas, mas eu não sei se ele tem

legitimidade, se o povo o enxerga como alguém realmente legítimo, como um monarca. E nós não podemos esquecer de que o Reza Parlevi foi colocado no comando do Irã pelos americanos. E agiu como um ditador, como um déspota. O pai. Como um criminoso que matou muita gente, perseguiu muita gente, prendeu muita gente. E aí houve uma revolta, houve uma revolta e ele saiu fugido de lá.

E aí se instalou esse tipo de governo que está lá até hoje. É um governo baseado em uma linha dura e baseado na religião. Mas isso que você falou é importante, porque realmente, o que vem depois? Então, cumpriu-se esses objetivos. Então, parte deles já estão, pelas notícias que chegam até nós, parte deles já estão concluídos. Então, tá legal, concluiu-se isso aqui. Eu espero que, eu aposto que sim, os caras tenham um plano.

Mas será que eles vão implementar o mesmo plano que eles implementaram antes em outros países do Oriente Médio e deu errado? Deu errado, né? Deu errado no Iraque, deu errado por ali. O que será que eles vão fazer? Porque quando eles removeram o Maduro da Venezuela, pelo menos foi diferente. Por quê? Não houve uma completa dissolução do regime. O regime está lá. Ele só está agora jogando bola com os Estados Unidos aqui, faz mais ou menos o que o Trump quer, não é?

ou fala num outro tipo de jeito de ele já tá soltando o preso político. Tá soltando o preso político. Pois é. E lá no Irã, além de ser muito mais longe, tem um monte de outras complicações, ainda tem a complicação que o regime não vai jogar bola com os Estados Unidos. O que a população diria? O que os aliados... Não sei, entendeu? Os caras são mais ligados, por mais que não tenham nenhum acordo militar, mas eles são mais identificados com Rússia e China do que com os Estados Unidos. Então, jogar bola com os Estados Unidos

China, inclusive. Não parece que a morte ou as mortes dos principais líderes do Irã venham fazer com que eles mudem a postura em relação a como consideram que deve governar o país. Recentemente houve aquela série de manifestações contra o governo iraniano e as informações são de que pelo menos 30 mil pessoas foram mortas. Ou seja, ninguém está disposto a largar o osso.

quem comanda somos nós e nós vamos continuar comandando, independentemente do que vocês pensem ou do que vocês venham a fazer. Nós vamos fazer do nosso jeito. Até que você vê que não tem manifestações a favor dos bombardeios promovidos por americanos e por Israel. A população do Irã está quietinha ali, não quer se manifestar porque toma pau. Se achar que vamos realmente tirar esses caras aí, toma pau. E os números, inclusive, quando vai,

Quando a gente vai falar dos números que são... Quantas pessoas foram mortas ou se feriram nas manifestações no Irã? Aí os números variam de um jeito que tem a ver com aquilo que a gente está falando. Oficialmente 3 mil e pouco. Mas órgãos internacionais falam em 30 mil. Ou seja, o que é verdade? Fora as prisões. O que é verdade? Tu confia na informação oficial do Estado ou tu confia numa outra conta que não tem tanto acesso assim a tudo? Então é tudo muito complicado.

O que tá acontecendo pro lado de lá, pra nós aqui, a gente precisa mesmo tentar encontrar alguém que esteja mais próximo. Ou que estudou isso de uma forma mais... Porque a gente, por mais que tente... O que eu tô tentando dizer é que por mais que tu tente se informar do que tá acontecendo, é nebuloso. Tu sempre não sei quem que tá vacilando. Porque não sei direito o que tá acontecendo. A gente fica na mão deles. Fica na mão deles. Fica na mão deles. Pois é. Então, enquanto o professor não chega aí, cara,

falar um pouquinho de Daniel Vorcaro, de Banco Master? O que tu acha? E aí, então, a gente sabe que o Daniel Vorcaro e o Fabiano Zetel passam por audiência de custódia nesta quarta-feira. E teve também uma outra complicação. Já passaram por audiência de custódia hoje e eles vão continuar presos e mais, foi definido que eles serão levados ainda hoje para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. Eles vão para o CDP. O que é o CDP?

O CDP, originalmente, é um presídio, vamos grosseiramente definir como presídio. Tem um aqui na beira da marginal Pinheiros, em São Paulo, tem um. Em Guarulhos tem outro. Quando você está saindo do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, você passa na frente do CDP de Guarulhos. São aquelas muralhas gigantescas e tem um monte de presos. Os CDPs foram criados para receber os presos que estão aguardando jogar

Mas, no final, viraram prisão de tudo. E tem uma mundarel de gente que não recebeu ainda a acusação, gente que não foi condenada e que está tudo no CDP. Então, eles dois foram levados para o CDP. Agora, tem um fato novo da tarde de hoje. E um dos outros presos, que era o Mourão. Mourão foi, segundo a Polícia Federal, teve umas conversas com o Vorcaro. E o Vorcaro falou que queria pegar de pau alguns jornalistas e alguns adversários. E citou, inclusive, o jornalista Diogo Globo, que ele falou,

vamos simular um assalto e quebrar todos os dentes dele. Você cuida disso? O Mourão era responsável pela segurança do Vocaro e por fazer trabalhos de investigação e agora, aparentemente, ele seria responsável por alguns atos de agressão até. Esse Mourão, na Polícia Federal hoje, tentou se matar. Ele tentou se matar com uma camisa, amarrando uma grade, alguma coisa assim. Os policiais federais viram, correram até a cela,

ele não morreu, foi levado para o hospital. Que coisa. Como é que o cara se mata com a camisa? Pois é, a gente vivendo e se surpreendendo. É verdade, é verdade. Eu nunca ouvi falar de alguém que tentou se matar com uma camisa. Eu queria saber se... Ô, Vitão, depois tu descobre aí pra mim, fala sim ou não, aí se alguém já conseguiu se matar com uma camisa, entendeu? Mas será? Bom, vamos ver. Isso daí é coisa nova, né? Isso daí saiu agora, então todo mundo fala-se disso agora. E a prisão do Vorcaro e a do...

do outro executivo, essas prisões foram determinadas pelo ministro André Mendoza, que herdou o caso Master, que antes estava com o Toffoli. O André Mendoza determinou a prisão deles exatamente porque a Polícia Federal mandou a transcrição de conversas do Volcaro com este Mourão e onde ele está combinando com o Mourão, de acordo com essas conversas, agressões e talvez outras coisas. Ele fala assim de uma empregada

que ele tinha, vamos arrebentar com ela. Ela é arrogante na minha casa. Tem que quebrar ela. Não tem... Em relação ao jornalista Lauro Jardim de O Globo, o Vocaro fala assim, eu quero mandar um pau nele, quebrar todos os dentes num assalto. Você entendeu? Então, ele estaria com... A Polícia Federal disse, ele estava planejando ações violentas contra quem ele considerava adversários. E o Mourão é quem

mantinha a estrutura de vigilância e era o responsável por intimidar os adversários. Por causa da transcrição dessas conversas pela Polícia Federal, conversas que estavam no celular, o ministro André Mendonça determinou a prisão deles hoje. Aí tu é um morão. Vamos dizer que tudo isso que a Polícia Federal está dizendo é verdade. Porque aqui é tudo supostamente. Então tu é mal, tu é brabo, irmão. Tu é sinistro. Por que tu é assim? O Vorcaro

que não me parece muito boa, porque aparentemente ele não queria só dinheiro, né? Ele queria dominar todo mundo, né? Então, a ponto de, pô, tu falou um barulho que eu não gostei, eu vou te meter a porrada e falar que foi um assalto. Que viagem, né? Imagina, eu não fiz um negócio contigo, vou te meter a porrada, entendeu? Só que por procuração, né? E aí, esse cara que tinha procuração pra ir lá intimidar as pessoas, primeiro, será que ele não imaginava que ia dar merda essa porra?

dar merda em algum momento, em algum momento, nem que seja, ah, tá tudo certo lá no Banco Macho, não sei o que, mas você é o cara que vai lá, entendeu? Fingir que rola, fingiria, talvez seria o cara que teria ido até as pessoas e fingido que rolou um assalto, ou talvez nesse caso não tenha chegado a acontecer, mas tudo indica que teria acontecido antes, até pela forma como é falado, né? Aí, quando dá merda, porra, tu tenta se matar com a

todo respeito, entendeu? Todo respeito. Não quero que o amigo morra, não. É a última coisa que eu quero. Até porque esse cara tem que responder e, né? Esclarecer algumas coisas. Esclarecer um monte de coisa. Então, um salve pra polícia que foi lá e impediu o cara de se matar com a camisa. Mas, porra, será que eu vou ficar calado? Porque senão eu vou me complicar, meu irmão. Pô, tu é brabo. E, de repente, tu se matou com a camisa? Bom, o professor já tá aqui com a gente pra gente falar um pouco mais

acontecendo lá no Oriente Médio. Professor Hussein Kalut. É assim que fala teu nome, cara? É assim que fala, cara. Obrigado pelo convite. É um prazer estar com vocês. É uma alegria. Bom, de cara já vou dizer que sou fã do programa. Obrigado. Sim, eu adoro. Adoro, adoro, acompanho. Vários dos meus amigos já estiveram aqui, então, enfim, fico muito feliz de estar com vocês. Muito honrado. Professor, o seguinte então, cara, a gente estava justamente

falando que tem muita coisa, várias coisas que acontecem lá no Oriente Médio, que envolvem Israel, que envolvem aquela região ali, elas chegam pra nós aqui de uma forma muito politizada, pra começar, e assim, a gente tem uma certa dificuldade, pra dizer de uma forma branda, de entender o que que realmente tá acontecendo, porque a gente tem mídia que diz A, e a gente tem mídia que diz B sobre o mesmo assunto, então é tudo muito complicado,

e é por isso importante conversar com alguém que está lá, que estuda, que entende a relação que está rolando lá para valer mesmo. O exemplo que eu dei aqui foi quando teve lá o ataque do Hamas a Israel e aí logo no começo teve uma história de um hospital que teria sido bombardeado e até hoje eu não sei quem bombardeou o hospital. Se foi o Hamas por erro ou por qualquer outra razão ou se realmente foi o Hamas. É isso que eu estou dizendo. É tudo muito complicado de entender o que está acontecendo.

Para começar, a gente sabe que houve o ataque de Israel e Estados Unidos ao Irã por todos os motivos que eles disseram e tudo mais. E a gente tem uma resposta do Irã que, por não conseguir atingir diretamente o território americano, eles começam a atingir alguns aliados, entendidos como aliados com bases americanas e tal na região.

alguma coisa. Será que está acontecendo o que eles previam? Não estou dizendo que você sabe o que eles previam, mas está acontecendo o óbvio? Está acontecendo alguma coisa diferente do óbvio em relação a esses ataques aos países que, de certa forma, não tinham nada a ver com a história? Por exemplo, a gente viu a China hoje reclamando pô, para aí, cara, vai atrapalhar aqui o meu esquema com a energia e tal. Ninguém nunca fez uma pergunta desse

usando essas palavras, né, professor? Não, não, mas a sua pergunta é válida, ela é inteligente. E, claro, uma pergunta, enfim, é correta. Uma pergunta simples, mas tem muito fundamento. Acho que a resposta para ela, claro, não vou tentar rebuscar, dar uma de intelectualóide, não é o caso, até porque respondê-la de forma simples é importante até para a população entender o que está acontecendo. Em toda guerra,

A primeira vítima é a verdade, sabe? Enfim, as pessoas, os lados que estão envolvidos no conflito procuram fabricar narrativas para justificar as suas ações. Então, a primeira vítima é a verdade. Depois, a população civil, os inocentes que morrem de lado a lado no conflito. E toda guerra tem objetivos políticos. Então, essa aqui é a real.

Então, vamos dar real para o povo. É isso. O que aconteceu, na verdade, nesse caso todo, o Trump e Israel já planejavam atacar o Irã, queriam atacar o Irã, e o objetivo não tem nada a ver com libertar o povo iraniano. Isso é uma grande mentira. Libertar o povo iraniano de um regime opressor tirânico. Se você quer libertar o povo iraniano de um regime opressor,

bombardeando uma escola, matando 120 crianças e mulheres, que era uma escola feminina. Entende? Isso não é o caminho, não é o meio. E aí, se a ideia era eliminar o programa nuclear iraniano, então você negocia, você senta para negociar. E ali eles estavam negociando. E o Irã havia concordado em zerar o programa nuclear. O que é zerar o programa nuclear?

havia decidido renunciar ao enriquecimento de urânio para fabricar a bomba atômica. O Irã já havia concordado com isso. E havia concordado em que inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica pudessem ir lá fazer as inspeções. Porém, o objetivo americano e israelense não era isso. Eles não queriam isso. Na verdade, eles queriam derrubar o regime.

o regime. Acontece que eles calcularam muito mal essa estratégia. Calcularam mal. Primeiro, eles subestimaram a capacidade do regime de resistir. Segundo, eles calcularam muito mal a capacidade do regime de retalhar. Eles acharam que o regime estaria blefando. Não retalharia. E os Estados Unidos têm bases militares em todos os países árabes ali do Golfo Pérsico. Tem base militar na Árabe Saudita,

no Catar, no Bahrein, onde eles têm a quinta frota naval, eles têm a base militar no Kuwait, no Iraque, tem base militar na Jordânia. Então, o Irã, na verdade, está todo cercado de bases militares americanas e centros de inteligência, e centros operacionais, de comando e controle, coleta de dados, etc.

que os Estados Unidos, e aí o governo de Donald Trump, ele não se organizou para fazer essa operação militar. Então, eles não tinham um objetivo muito claro. Por isso que você percebe no discurso contradições, quer dizer, uma hora eles dizem que querem acabar com o programa nuclear, outra hora dizem que eles querem acabar com o regime, outra hora eles dizem que não é uma coisa, que não é outra coisa, mas que eles estavam fazendo um ataque preventivo para destruir a infraestrutura militar do regime,

para libertar o povo. Então, isso prova que eles não têm um objetivo claro e não fizeram um planejamento estratégico. Por isso que você vê antagonismo no discurso americano. E por isso que há críticas por parte dos democratas e por parte também dos republicanos. E por isso que você vê uma racha na base maga do Trump. Então, há críticas. E eles entendem

que o Trump levou os Estados Unidos à guerra por causa do Netanyahu, para cumprir com os objetivos de Israel, muito mais do que cumprir com os objetivos dos Estados Unidos, que é America First, entendeu? No caso, ele está colocando Israel First, Israel em primeiro lugar, não os Estados Unidos em primeiro lugar. Agora, do lado iraniano, os iranianos sempre se prepararam para essa guerra. Então, o Irã está sob pressão desde 1979,

48 anos, eles sempre se prepararam para uma guerra com os Estados Unidos, especialmente nos últimos anos, desde que o Trump assumiu da primeira vez, ele vem ensaiando junto com Israel, junto com Netanyahu, um ataque ao Irã. Então, o Irã sempre se preparou para uma guerra, e isso que mostra uma diferença entre um país que se preparou para se defender e um país que

sempre alude a querer atacar o outro. Claro que os Estados Unidos é uma superpotência militar, a maior superpotência militar do mundo. Mas não é por ser a maior superpotência militar do mundo que você, às vezes, é capaz de vencer uma guerra. Você vê no Vietnã, eles perderam. No Iraque, eles fracassaram. No Afeganistão, eles fracassaram. No Afeganistão, eles ficaram 20 anos, gastaram um trilhão de dólares e o Talibã voltou ao poder. Está entendendo?

O senhor acha que... Desculpa te interromper, mas nesse caminho... O senhor acha que... Nesse momento não tem saída. Nem os americanos, nem Israel têm saído para esta situação. É uma situação recente, é de sábado passado. Temos quatro dias hoje de guerra. Cinco dias. Cinco dias. E aí, tem saída diante do que está havendo? Então, o que acontece? Como o Irã se preparou para essa guerra,

ou linhas defensivas para uma guerra de longo prazo. O que o Trump quer? Uma guerra de curto prazo. Então, ele, na verdade, quer uma guerra rápida. Só que ele não vai conseguir ter uma guerra rápida, porque ele, digamos assim, ele precisa apresentar resultados factíveis para a população. Como é que vai sair disso? Eu acho que é muito difícil sair no curto prazo. No curto prazo é muito difícil.

A não ser que ele queira parar a guerra amanhã. Só que o poder de parar a guerra não está mais na mão do Trump, está na mão dos iranianos. Eles vão decidir quando a guerra, na minha opinião, vai acabar. Por que eu estou dizendo isso? Porque eles se prepararam para infligir danos aos Estados Unidos e a Israel. E o que infligir dano? Eles organizaram infligir dano político, político militar e dano econômico.

comitantemente. Então, você fechar o estreito de Hormuz, você está impedindo a passagem de um quinto para um quarto, aproximadamente, do petróleo do mundo. O barril de petróleo saiu de 70 dólares para 90 dólares, aproximadamente. Meu caro, isso aí, o povo vai pagar gasolina mais caro nos Estados Unidos, vai pagar gasolina, inclusive, mais caro no Brasil. É uma questão de tempo, a não ser que o governo do Brasil interfira no preço da gasolina. Não tem como.

vai encarecer, vai gerar impacto inflacionário no mundo, vai encarecer a produção mundial. O gás na Europa subiu, o preço do gás, gás de cozinha, subiu 50%, na Ásia subiu 60%. Então, só você trancar, fechar os treinos de hormônio para onde passam os cargueiros de petróleo. O preço do seguro do petróleo, do cargueiro, o cargueiro faz o seguro.

O preço seguro está lá em cima. As empresas não querem fazer seguro, entendeu? Para os navios cargueiros. E aí, os iranianos também vão fechar o estreito do Mar Vermelho, entendeu? Por onde há outros coamentos, entende? Então, esse é o custo econômico da guerra. Então, impingir dano econômico aos Estados Unidos e aos países que decidiram

aceitar ter embases americanas. Então, nós estamos diante de quê? De uma escalada. É um processo de escalada. A guerra vai aumentando que nem uma bola de neve. Vai aumentando, vai aumentando, vai aumentando, até que alguém tem que gritar primeiro. Alguém vai ter que gritar primeiro neste caso. E aí quem vai gritar primeiro é quem tiver, digamos, vai resistir mais quem tiver coro mais duro. Entende? Professor, essa sua análise bate,

bate com uma informação publicada, um texto publicado pelo The New York Times, que afirmou o seguinte. A prioridade do Irã, neste momento, primeira prioridade, sobreviver. Segunda, para isso, tentar aumentar o custo da guerra para os Estados Unidos, com baixas americanas, custo da energia, como você estava falando, inflação, como você disse. E os iranianos tentam, então, espalhar a dor para outros países. Porque, para eles, a dor faz parte do sofrimento.

O presidente que foi morto vai ser tratado como um herói, porque ele deu a vida pelo Irã. E aí, pressionando e provocando caos em outros países da região, tentar, com isso, fazer com que eles façam pressão no Trump. Perfeito, perfeito. Essa é a ideia. A ideia é que o Trump fique agora sob pressão internacional, por vários lados. E já está uma pressão interna, uma forte pressão interna,

a pena nos Estados Unidos. Na hora que os soldados começarem a enxergar em quantidade, enfim, no saco preto, ali a popularidade dele vai cair, entendeu? Ele já vai perder, por exemplo, as eleições para câmaras de deputados. No Senado, periga perder o Senado. Se ele perde o Senado, com o declínio da popularidade dele, ele está morto politicamente. Ele vira patumã, como se chama nos Estados Unidos.

já não consegue, digamos assim, emitir ordens executivas. Por exemplo, esse negócio de toda hora aumentar a tarifa, aumentar a tarifa, para sacanear os países, entendeu? Porque isso aí é medida zanarca. Não gostei de você, aumento tarifa. Não gostei de não sei o quê, do Hussein, aumento tarifa. Não gostei de Tramontina, aumento tarifa. Não gostei de... Pô, aí vai aumentando tarifa. Aí o que a Suprema Corte falou? Acabou a brincadeira, acabou a palhaçada. Você não pode mais fazer isso, porque você está prejudicando também o produtor,

americano, entendeu? Impôs um limite, de acordo com a lei lá que eles têm em 1974, só pode aumentar até no máximo 15%. Pô, podaram ele, castraram ele, entendeu? E agora se ele perde a eleição, agora que vai ter em outubro, novembro, entendeu? Aparentemente ele vai perder, uma das casas é certa e provavelmente vai acabar perdendo o Senado por essa cagada, entendeu? Aí, meu caro, ele tá ferrado, aí ele acabou, não tem condição mais de governar, entendeu?

Esse impacto dessa guerra de energia, etc., vai refletir no trabalhador americano, na base dele, Maga, sobretudo. Entendeu? É isso. Vai refletir na base dele, sobretudo. Entendeu? Entendi. Agora, só um pontinho. Ele vai se ferrar também com os aliados dele, que estão pagando o custo da guerra por causa da bobagem dele.

Entendeu? Então, justamente esse o ponto que eu ia entrar aqui. Os aliados que estão ali, tem os aliados dele que estão sofrendo, mas também tem a China lá. A China não é uma aliada dos Estados Unidos, mas também está sofrendo. E isso coloca o Irã numa posição complicada, que é uma posição de isolamento. Eles são mais próximos, tecnicamente, são mais próximos da China e da Rússia, mas não tem nenhum tipo de acordo de proteção multa.

Tem dinheiro, tem uns acordos aqui e ali. Que eu saiba, aí tu deve saber mais do que eu. E aí, cara, o Irã respondendo como está respondendo, tentando infringir esses danos a Israel e aos Estados Unidos, inflige danos também à China, que é uma aliada. Como você acha que essa matemática vai acontecer? Porque a gente estava falando aqui antes também com o João, que está lá em Israel agora,

Ele aposta que essa guerra, ele acha que essa guerra deverá ser resolvida o mais rápido possível, porque vai vir uma pressão, inclusive da China, pressão de todo mundo para acabar o mais rápido possível, por conta do petróleo, por conta de tudo isso daí. Como é que tu enxerga essa questão? Ô Rico, é o seguinte, vamos fazer um acordo aqui entre a gente, não me chame mais de professor não, pelo amor de Deus. Eu estou com 50 anos, mas não tenho cabelo branco, chame de Hussein, cara.

Entendeu? O calote. Então, porra, vamos fazer esse acerto aí, tá? Bom, é o seguinte, a China. Bom, o Irã, primeiro, a China não vai querer perder o Irã. O mais importante, eu entendo a questão, muito boa a tua pergunta e muito necessária. Eu acho que a China compra petróleo do Irã e compra petróleo dos países do Golfo ali,

são pelo Estrito de Hormuz. Claro que ela se prejudica do conflito. Ela vai ter que repor isso de alguma forma, não tenha dúvida. E ela comprava da Venezuela, agora os americanos tomaram conta do petróleo venezuelano, então a China vai ficar aí com certa escassez. Precisa repor isso. E aí quem vai se dar bem é a Petrobras. Embora, se quiser ver, é uma coisa paradoxal. Embora o Brasil não vamos sentir o efeito do aumento do preço do bairro de petróleo, mas a Petrobras vai se dar bem

venda de petróleo e vai acabar vendendo para os países que não vão ter acesso. Vai acabar vendendo para a China, de certa forma, e o Brasil vai acabar ver a Petrobras repondo o petróleo que a China precisa. E a China vai comprar da Rússia, porque a Rússia tem muito petróleo, eles são parceiros, etc. Só que acontece que é uma coisa que precede a China pressionar o Irã. O Irã é um país aliado e parceiro da China. E o Irã é um país vital na estratégia chinesa, entendeu?

A China foi um dos patrocinadores do Irã para entrar nos BRICS. E o Irã é fundamental estrategicamente para a China porque é um mercado importante. O Irã tem 98, 95 milhões de habitantes. É um país geograficamente importante, tem recursos naturais e próximo à China. E a China tem um projeto geoeconômico e geostratégico chamado Belt and Road. Em português chama Cinturão e Roda.

rota da seda da Ásia para a Ásia Central, para o espaço euroasiático. Sem o Irã, esse projeto não se constrói, entende? Entendi. Por isso que a China não quer ver o Irã, digamos, cair no tabuleiro e cair para um adversário ou para um inimigo geopolítico, que são os Estados Unidos, entende? Por isso que a China vai exercer uma paciência estratégica

tentar apoiar o Irã o máximo que ela puder. E ela vai conseguir diversificar a alternativa de comprar petróleo da Rússia e, por exemplo, do Brasil. É que são dois países também que compõem os BRICS. Entende? Então, vamos lembrar que o Irã comprou muito armamento da China e da Rússia antes da guerra. Desde junho do ano passado, eles vêm, digamos, municiando o Irã com muito armamento. A China deu para o Irã.

não, basicamente eles trocaram petróleo por arma, etc. Pô, tudo um sistema de defesa antiaéreo, tudo um sistema de radares ultra sofisticados agora, o sistema de mísseis subaquáticos, mísseis de precisão, entre outros, material bélico, para o Irã poder resistir a esse conflito. Então, é importante ter essa noção.

também é importante que o Irã não caia no tabuleiro para os Estados Unidos. Entendeu? Então é um jogo geopolítico muito intrincado. Entendeu? Porque eles sabem que se eles perdem o Irã para os Estados Unidos, é uma perda muito grande da perspectiva geopolítica do bloco China e Rússia. Entendeu? Eles perdem uma peça vital. Não é qualquer peça. Tu acha que o Reza Palev tem algum tipo de legitimidade? A galera sente que ele tem algum tipo de legitimidade?

É um banana, cara. É? Cara, é um banana. É um banana. Essa definição é boa, hein? É um banana. É um banana. É um banana, velho. É um banana, velho. Isso aí não tem como, porra... Enfim, velho, ser nomeado nem um... Com todo respeito aí, não tem como ser nomeado nem porteiro de McDonald's. Sabe aquele bozo lá do McDonald's que fica lá, aquele palhaço do McDonald's? Nem pra isso ele serve. Veja bem, cara.

Não é que odeie o cara. O cara que advoga para que o país dele seja bombardeado, você acha que o país dele, o povo dele vai querer amá-lo? Pensa você bem. O cara está advogando para que o país dele seja bombardeado. Você acha que está sendo bombardeado? A população civil está sendo bombardeada. Uma escola foi bombardeada, moeram 120 meninas. O cara saudou o ataque à escola. O cara não emitiu uma nota lamentando pela morte das crianças.

decisão de governar um país de 95 milhões de habitantes. É um banana, pô. Em vez de explicar o que esse cara é, esse cara, explicar o Irã, é um país muito complexo. Pô, eu passei 12 anos em Harvard, cara, estudando e trabalhando, dando aula e pesquisando. Pô, esse cara, nem os americanos levam ele a sério. Nem os americanos levam ele a sério. O Trump foi perguntado numa coletiva de imprensa, e vem cá esse resapalheve, o senhor, então ele vai ser, na hipótese do regime cair, ele vai ser o cara que vai assumir.

respondeu, pô, eu nunca pensei a respeito disso. Não, não, provavelmente ele não vai ser. Ah, mas você não apoiaria ele? Ele falou, não, ele pode ser um bom cara, um bom sujeito, mas ele não é a pessoa que nós pretendemos. Nós temos outras pessoas dentro do país que seriam mais qualificadas. Você vê, o cara nem sequer considera esse Zé Ruela como alguém potencial,

para a missão de governar o Irã. Vou explicar. O Reza Pahléb é um sujeito cujo pai foi derrubado por ser considerado um dos maiores tiranos da história do Irã. Esse sujeito sequer conhece o povo iraniano, sequer fala direito persa, sequer conhece, digamos, os problemas reais do país. No Irã tem uma oposição ao regime, tem uma oposição, isso é fato.

do Irã odeia ele, nem a oposição aceita ele. Você está entendendo o que eu estou querendo dizer? Então, esse cara é odiado pelo regime, os apoiadores do regime, e o cara é odiado pela oposição. Como é que ele vai ser instalado no poder? Entende? Então, como esse cara, para sentar no poder, ele tem que ter o apoio, pelo menos das Forças Armadas. Esse cara tem apoio de ninguém lá. E é um banana. O sujeito que quer chegar ao poder, que acaba advogando para que potências

Israel bombardeia o país que ele quer governar, só pode ser um imbecil. Porque os iranianos podem odiar o regime, mas tem que entender uma coisa, eles odeiam mortalmente Israel e odeiam mortalmente os Estados Unidos. Mais do que o regime, né? Mais do que o regime, pô. Você acha que quando os Estados Unidos decidiram começar essa operação, passou pela cabeça do Trump?

que poderia ocorrer lá no Irã, o mesmo que aconteceu na Venezuela? Porque ele tirou de lá. Ele tirou de lá o presidente e a vice assumiu e, aparentemente, está fazendo, está tomando decisões de acordo com o que é imposto pelos Estados Unidos. Será que ele imaginou que poderia ocorrer isso também no Irã? É que o Trump, cara, ele se acha o Messias, cara, você está entendendo? O cara está falando em Armagedon, o Messias, etc. O Trump tem um pouco de...

Acho que ele inalou um pouco de gás hélio, entendeu, cara? Ficou muito doidão, entendeu? Se ele imaginou que é Venezuela, ele errou gravemente. E me parece que ele errou, sabe? Gravemente, porque a Venezuela, ela nunca... Veja bem, uma coisa meio conceitual. A Venezuela nunca imaginou que poderia ser invadida pelos Estados Unidos. Se você perguntar para qualquer venezuelano, até para as Forças Armadas venezuelas,

canela dos Estados Unidos. A diferença é que os iranianos acordam, tomam café, almoçam, jantam e dormem, sempre imaginando que eles vão entrar em guerra com os Estados Unidos e sempre se prepararam para a guerra com os Estados Unidos, Israel. Está entendendo? Por isso que eles montaram um programa nuclear. Por isso que eles montaram um sistema de mísseis balísticos, inclusive hipersônico. Entendeu? O mísseis sai de Teherã, chega em 5 minutos, 5 minutos, numa velocidade 5 mc, em Tel Aviv. Um poder destrutivo enorme.

Esses caras, cara, dormem e acordam e só pensam que eles serão atacados no dia seguinte. Eles se prepararam para a guerra. Essa que é a diferença. Então, o Venezuela, não. Isso é o grande erro do Trump. Ele achou que, no outro dia, os caras iam choramingar e acrescentar na mesa. Não é. Esse é um erro fatal que ele cometeu. E ele matar o Ali Khamenei, cara, ele errou grave. Ele errou gravemente. Sabe por que te explicar? O Irã é o seguinte, é assim que funciona. O Khamenei é um líder civil, é um líder religioso.

O cara não é militar. Tem que entender isso. É um líder religioso. Ele matou um homem de 89 anos, mais ou menos, de idade. 89 anos de idade. É um senhor que já é quase semi-alejado, doente, entendeu? E é um líder espiritual, não só do Irã. Ele é líder espiritual dos muçulmanos da vertente de Shiita, Shiá, do mundo. Estamos falando de quase 300 milhões. Então, esse cara transcende fronteiras em termos de espiritualidade.

Então ele transformou uma guerra, que era mais ou menos uma guerra de ordem política, para uma guerra de corte religioso agora. Por isso que os consolados dos Estados Unidos, embaixadas e empresas, estão sendo atacadas no Paquistão, no Afeganistão, não sei aonde mais, em tudo que é lugar. Ele expôs, entendeu, as representações diplomáticas americanas em diversas partes do mundo. Então o cara é um líder espiritual, ele não é.

do slã, entende? O cara é um papa, tá? Dois, pô, ele transformou o cara no martin, mas tem um ponto mais importante ainda. Bom, esse cara morto, ele vale muito mais do que ele vivo, entendeu? Por que que ele vale muito mais? Bom, esse cara, qual é o destino dele aos 89 anos? Quando tempo que esse cara vai viver? O cara ia acabar morrendo numa cadeira de roda, numa cama, pô, provavelmente ia morrer de, sei lá, de qualquer outra coisa aí, e pronto, ia ser esquecido. Ele transformou o cara num,

elo de união no país, um elo de coesão, até quem não gosta dele, até quem rejeita ele, até quem é opositor, agora virou o quê? Solidário à causa da resistência do Irã contra os Estados Unidos e Israel. Esse é o ponto. Ou seja, ele uniu o país, a morte dele uniu o país, criou uma coesão, criou unidade para resistir contra a invasão americana e israelense. Esse é o ponto chave. E ele sempre, ele disse isso, ele, ó,

se a minha morte servir antes de morrer. Ele falou, eu sei que você é assassinado por eles, mas se o meu sangue servir para eu unir o país e gerar uma coesão, que assim seja. Por isso que ele não queria ir para um bunker, por isso que ele não queria ir para nada, porque ele sabia qual era o destino dele. Está entendendo mais ou menos qual é a lógica? Ele sabe disso, entendeu? Então, esse é o ponto-chave. Então, o que aconteceu?

Quando os caras saíram, meia dúzia saíram lá para celebrar a morte dele, anunciaram a morte dele,

O que aconteceu? Houve um revés na rua. Entendeu? Reves. Saiu o povo em comoção pela morte dele. Os caras que saíram para celebrar, os gatos pingados, sumiram. Entendeu? Isso que você está dizendo, dele ser transformado em Marte, é algo que já está havendo, porque eles não fizeram o enterro dele. Adiaram o enterro. E o enterro vai ser feito daquela forma que é conhecido por nós aqui, pelas imagens. Ele vai receber

honras de herói e, certamente, publicamente, haverá... Vão ser formadas multidões gigantescas para acompanhar a passagem do caixão e tal. Então, realmente, vai crescer muito mais ainda essa martirização dele. Vai. Não tenha dúvida, Tramontina. Vai ser assim. E digo mais. O Irã, cara, as pessoas não entendem. O Irã não depende de uma figura como o Khamenei. O regime, ele não é verticalizado, ele não é personalista. Entende?

Na Líbia, tinha o cadáver, tirou o cadáver, cai a porra toda. Iraque, Saddam, cai a porra toda. Síria, Bashar al-Assad, tira o Bashar, cai tudo. O Irã não é assim, não depende de uma figura. Tirou o Khamenei, cai o regime. O regime é horizontal, entende? São várias correntes políticas que integram o regime. O regime é muito institucionalizado, ele é muito ideologizado. E ele é formado por várias forças. Você tem lá os teocratas, entendeu?

turbante, turbante preto, turbante branco. Aí depois posso explicar qual é a diferença de um para o outro. Você tem lá os reformistas, você tem lá os moderados, você tem lá a guarda revolucionária, tem as linhas duras. Então, são vários agrupamentos políticos. E esses agrupamentos não necessariamente são unidos, eles são, às vezes, antagônicos entre si. Então, o país tem várias instituições, cortes. A guarda revolucionária,

um corpo muito grande. Você tem o exército e a guarda é um agrupamento dentro do exército de elite que controla energia, setor energético, setores de telecomunicações, setores de tecnologia, a inteligência, a infraestrutura. Então você não tem como derrubar e ela é transversal, ela está em todos os segmentos. Você não tem como. Não depende de uma pessoa. Se tira um, você automaticamente, as outras instituições, por ser horizontal,

segue tudo funcionando. Entende? Esse é o erro. Não vou te chamar de professor mais, não. É o seguinte. Não. Oi, professor. Tô entendendo. Então, tirar... O meu chute, antes de te ouvir, era o seguinte. Cara, o Kamenei tinha quase 90 anos, meu irmão. Com certeza tinha alguém preparado pra substituir. Lógico. Ruim de tudo isso. Mas o que você tá me falando, é ainda mais difícil remover o regime.

Porque, como você acabou de falar, ele não está centralizado num cara. Então tem a guarda revolucionária tomando conta de um setor importante do Estado. Nesse sentido, cara, se a gente for ver como os Estados Unidos... Vamos dizer que eu não entendi nada que você falou e que o Irã vai cair, tá bom? Os Estados Unidos vão vencer essa guerra. Vamos dizer que eu não entendi nada que você falou. E aí o Irã vai perder essa guerra nas próximas três semanas. O regime...

O jeito que os Estados Unidos se instala nos lugares já se provou ineficiente em vários outros lugares aí da região, inclusive. A gente viu que quando acontece ali a remoção do Maduro da Venezuela, é um jeito diferente de lidar. Então ele remove o Maduro e deixa lá alguém que está disposto a jogar bola com ele. A gente sabe que no Irã ninguém vai estar disposto a jogar bola nos Estados Unidos porque os caras odeiam acima de tudo.

dos Estados Unidos e Israel, não é isso? Pelo que você estava me falando. Isso quer dizer, então, que caso o Irã caia, que caia o regime, nos próximas semanas por conta de, sei lá, os Estados Unidos foi lá e fez o que tinha que fazer. Gigantão e conseguiu. Será que eles vão cometer o mesmo erro, cara? Porque é isso que você falou. A gente está colocando lá, ou os Estados Unidos estão se colocando na posição de gerenciar um lugar,

território que ele não é nem um pouco querido ali. Nem pelo cara que não gostava do Kamenei. Ninguém quer ele ali. Entendeu? Era melhor que fosse um francês, era melhor que fosse um africano, era melhor que fosse um russo, um judeu, qualquer porra. Mas não um americano, nem um israelense. Pelo que eu tô entendendo. Então, como é que... Eu sei que você não acredita que isso vai acontecer, que o Irã vai cair tão facilmente assim, mas no caso

de acontecer, você acha que os Estados Unidos cometeriam o mesmo erro? Como é que os outros países, os outros blocos reagiriam aos Estados Unidos cometendo um erro tão claro como esse daí? Cara, você nunca pode subestimar a burrice alheia, muito menos subestimar a arrogância alheia, entendeu? E ainda mais se tratando do Trump, cara, porque ele é muito arrogante, entende?

Você entendeu muito bem, você conseguiu traduzir bem, Igor. Eu acho que os Estados Unidos, eles já começaram a preparar uma... Agora começaram a preparar uma estratégia porque perceberam. Combate aéreo, ele tem limite. Você bombardeia, bombardeia, bombardeia, bombardeia, chega um ponto que você não tem mais o que bombardear. Porque no combate aéreo você define, a gente chama banco de alvos. É uma lista de alvos. Vai lá, bate, bate, bate, bate, e aí não tem mais o que atacar. Vai fazer o quê?

não cai somente nessa estrutura, dessa magnitude. Então, não vai cair. O que eles estão apostando? Como não vai cair? Como você descreveu bem, que você entendeu, que eu expliquei, ou seja, nem o cara que mais odeia o regime vai querer sentar com os caras para bater papo, entendeu? Então, o que eles estão apostando agora? A estratégia deles é inseminar o caos, é transformar o Irã num Estado falido, inseminar o caos. É fazer o que eles fizeram na Síria, sabe o que fizeram na Síria? É transformar

aquilo numa guerra civil interna. Então, o que vai acontecer? Eles estão contratando mercenários curtos. Esse é o objetivo. É desencadear uma guerra civil interna, desestabilizar o país e contratando mercenários curtos. Por isso que eles estavam bombardeando a fronteira nordeste do Irã para fazer esses mercenários curtos contratados já por eles entrarem pela fronteira. Entendeu?

E o Irã tem grupos étnicos curdos também. A sociedade iraniana é plural, embora a maioria seja de muçulmanos tia. Você tem lá iranianos curdos, você tem iranianos baluxes, azeres, são várias etnias. Então, eles estão querendo contratar curdos de fora para juntá-los com os curdos iranianos, armá-los para os caras declararem uma província autônoma. O governo iraniano não vai concordar. E aí o que vai acontecer?

forças oficiais do Irã, com esses movimentos mercenários, com grupos separatistas. Então, é isso que eles querem desencadear. É desgastar o regime em guerras internas agora. É essa a estratégia. Aí eles vão trazer outros mercenários, vão criar, tipo, sei lá, cara, como criaram a Nusra, a Al-Qaeda, o ISIS. Tudo isso aqui é criação de quem? Porra, todo mundo sabe quem criou essas merdas. Entendeu? Entendeu? Estou aproveitando nessa daí,

dizer, tem algum indício que os Estados Unidos, o Trump, etc., financiaram as manifestações? Tem essa lenda. É claro que eles financiaram. Não, não é lenda nenhuma. Quem financiou isso foram os americanos e os israelenses. Lenda nenhuma. Isso é um fato. É aquilo que eu estava te falando no começo. A gente escuta que sim, a gente escuta que não e eu não sei. É o Mossad que já financiaram esses grupos, sim. Não é lenda. Fato. Para causar essa mobilização.

Não estou dizendo que não há grupos genuinamente independentes que se manifestam. Claro que há uma oposição genuína, legítima, independente e saiu para se manifestar. Lógico que há. E lógico que o regime exerce a força de forma brutal para suprimir manifestações legítimas de pessoas, de estudantes, etc.

Agora, você tem vários grupos financiados, treinados e que são induzidos para se manifestarem. E alguns grupos induzidos, como Black Blocs, para dentro das manifestações criarem caos para gerarem violência. Entendeu? Isso existe. Os americanos diziam o seguinte, que queriam atingir a infraestrutura nuclear do Irã, a infraestrutura militar,

e mataram os líderes. Isso, aparentemente, em grande parte, já foi conseguido, ou totalmente, sob alguns aspectos, foi conseguido. E aí vem a pergunta, e depois disso? Vai falar o quê? E agora? O que nós queremos? Você estava explicando que, no aspecto da liderança, é rei morto, reposto. Já estão falando lá, é o filho do Kamenei, é o outro, é o neto do Kamenei, ou é algum outro que poderia entrar. Ou seja,

logo teria outro. E aí? O que vem agora? Como objetivo da guerra, né? É, porque eles não têm objetivo. Na verdade, o que eles imaginaram? Veja bem, eles imaginaram que fazendo esse bombardeio logo de cara, no primeiro dia, tentando decapitar as lideranças do regime, é o que eles imaginaram. Você pega o discurso do Trump. Ó, agora o povo iraniano tem a oportunidade de ir para a rua, se manifestar, tomar o país, etc. O que eles apostaram?

essas lideranças, o povo iria se rebelar e ir às rochas e tomar o país e pronto. Depor o regime. Isso não aconteceu. Só porque eu transpar no PRU e eu não vou também, só de sacanagem. Então, eles erraram o cálculo. Erraram. Bom, eles agora mataram a liderança, etc. Assassinaram o autor da liderança. Perfeito. Dizeram que acabaram com o programa nuclear. Perfeito. Bom, o fato é que o que eles estão fazendo agora, na minha opinião, eles estão tentando destruir a infraestrutura

Bombardear toda a infraestrutura militar e toda a infraestrutura securitária, da polícia, do aparato de segurança, etc. Para quê? Como eu disse, eles querem trazer esses grupos mercenários para o país para lutarem contra o aparato securitário iraniano e contra o exército iraniano para inseminar o caos. E esse é o objetivo. Então, para isso acontecer e para que isso seja bem sucedido,

numa guerra civil, cara, de 10 anos, uma guerra civil que não vai ser interminável, e o objetivo é tornar o Irã que nem a Líbia, ou que nem a Síria, que ficou 10 anos em guerra civil. É esse o objetivo deles. Entendeu? No momento. Então, você precisa enfraquecer o quê? A infraestrutura securitária, a infraestrutura das forças armadas. Entendeu? É isso. Esse é o objetivo. Se eu não posso, digamos, derrubar o regime, se a população não quer derrubar o regime, então eu vou fazer o quê?

tornar o país, levar o país a um caos e para levar o país a um caos, inseminar uma guerra civil, armar minorias étnicas, entendeu? Instigá-las, pagar para elas se rebelarem, trazer mercenários, entendeu? E botar iranianos contra iranianos. É isso. Entendi. Agora tem que ver se vai funcionar, né? É, bom. Porque eles vão seguir bombardeando todas as bases americanas na região,

conseguir impactar na economia mundial e aí tem que ver qual é o trade-off disso, qual é o ganho e perda de cada lado e o que vai acontecer. Não há dúvida que os americanos, para fechar, não há dúvida que eles têm uma força militar de grande escala, só que eles vão gastar muito dinheiro, meu amigo. E aí, quando começa a faltar dinheiro lá, o povo lá grita e aí a coisa fica feia. Então tem que ver até onde vai o fôlego de ficar gastando

toneladas de dólares nisso, entendeu? E até onde vai o fôlego de Israel, entendeu? De ficar levando o míssil na cabeça e o pessoal ali sentado debaixo da terra depois de mais uma cagada do Netanyahu. Perfeito, perfeito. Hussein, muito obrigado pelo teu tempo, cara. Obrigado por nos ajudar a entender um pouco melhor o que está rolando. Cara, faltou falar alguma coisa aí que tu queira? Não, cara.

O que eu acho que é essencial a gente ter em consideração é que as leis internacionais hoje não valem porra nenhuma. Leis existem para quem quer acreditar nelas, entendeu? Porque os iranianos estavam na mesa de negociação, sabe? Eles foram atacados quando estavam na mesa. Então, é uma guerra de escolha, que a gente chama, é uma guerra de agressão. Por exemplo, o Putin invadiu a Ucrânia e os caras gritavam,

Inventaram. Pô, invadiu a Ucrânia. Então, violou o direito internacional. Pô, eles fizeram a mesma merda, entendeu? Aí eles mataram o Khamenei. Agora, se o Putin pegar um míssil, socar na cabeça do Zelensky lá, arrebentar a porra do Palácio Presidencial lá do Zelensky, o que os caras vão dizer? Que moral que eles têm para falar alguma merda? Nenhuma, você está entendendo? Então, a gente tem que olhar essas coisas. Os europeus, logo de cara, pô, franceses, britânicos, alemães, pô, foram babar o ovo lá do...

Trump, lá, lá, babar o ovo do Trump, dizendo que não, está certo, eles têm que atacar. É, mas, pô, outra hora eles estavam dizendo que Grulândia não podia ser anexada porque o direito internacional, não, o Putin não poderia atacar a Ucrânia e o Zelensky e tal. Agora, se o Putin sentar o cacete no Zelensky, eles vão falar o quê? Você está entendendo? Essa relativização do direito internacional, cara, é foda, entendeu? O que torna esses países adotam dois pesos, duas medidas, entendeu?

Por isso, cara, tem uma piada que diz o seguinte, cara, que é o seguinte, de um jornalista italiano, Marcelo Serra, diz o seguinte, acho que Marcelo Serra, se não me engano, os americanos são tão sortudos, tão sortudos, que toda vez que eles vão levar a liberdade a algum lugar, eles acabam encontrando um poço de petróleo.

Foda, tá entendendo? Valeu. Foda, tá entendendo? Valeu pelo teu tempo aí, cara. Valeu mesmo. Um abraço, irmão. Prazer estar com vocês. Valeu. Um abraço. Entra, irmão. O troço lá tá extremamente esquisito, cara. Então, bom, acho que agora a gente já entendeu, a gente já sabe mais ou menos em que pé tudo que tá acontecendo lá no Oriente Médio, com essa guerra do Irã e Irã, Israel e Estados Unidos, e agora mais uma galera também lá do Golfo. Mas, cara, a gente também

tem alguns problemas no Brasil. A gente começou, a gente falou aqui um tanto de Daniel Vorcaro, do Morão, do Zetel, e, cara, a gente tem um outro tema aqui que é muito mais, pô, ele chega a ser mais grotesco, na minha opinião, do que esse que a gente viu. Na verdade, assim, veja, um tem a ver com muito dinheiro, tem a ver com tu ser um cara que tá dando golpe nas pessoas, criando uma rede horrorosa de, com,

contatos e poder. Putz, mas é que um estupro coletivo ainda é chocante. Ainda mais da forma como é esse que a gente viu aqui rolando. Infelizmente, a gente tem as informações do que aconteceu lá no Rio. Cara, a menina sofreu fratura porque ela estava tomando chute enquanto ela estava sendo estuprada. Então, é uma... Bom, vai entrar aqui daqui a pouco a delegada Sheila com a gente. Daqui a pouco ela vai estar pronta aí

um pouco mais sobre esse caso. Mas o que eu tava vendo aqui, cara, é que aparentemente ainda por cima não teria sido a primeira vez. Tem outras acusações contra esses caras, né? Como é que tu recebe uma notícia dessa e fica impávido? Não tem como, né? Não tem como. Eu fiquei parado olhando assim, mas como é que você pode imaginar que jovens

tem um que tem, um é menor, os outros tem 18 e 19. Fazem esse tipo de coisa, consideram fazer isso algo normal. Mas tem uma sociedade doente. Então, os cinco estão presos agora. Hoje, de ontem pra hoje, os últimos, um foi preso, os outros, todos, os que faltavam se entregaram, né? E poderão ser condenados até 18 anos de prisão. Agora, eu achei inacreditável que isso possa ter acontecido. É uma regressão civilizatória,

luta. E depois desse caso da menina, a garota chegou em casa imediatamente, contou pra família e foi inclusive pra delegacia. A delegada já está acompanhando a nossa conversa aqui e ela certamente terá outras informações pra dar pra gente. E a família já botou a boca no trombone e foi feito o exame de corpo de delito e constatou realmente as agressões, as violências, inclusive genitais. E aí surgiram outros casos, outras famílias foram à delegacia e

para denunciar o mesmo comportamento, não em relação a todos, mas em parte do grupo, que já teria praticado a mesma coisa antes. Pois é. Boa noite, Sheila, tudo bom? Como é que você está? Olá, boa noite. Posso chamar de Sheila ou tenho que chamar de doutora? Pode, claro. Não, Sheila mesmo. Sheila, bom, a gente está rindo aqui, mas na verdade é que a gente está para falar de uma coisa horrorosa, né, cara? Isso daqui, quando eu tomei conhecimento,

de vários pontos de vista. Um deles, o Tramonta estava falando aqui agora mesmo, que, cara, o que tem na cabeça? Em que momento isso virou uma possibilidade? Em que momento alguém considera fazer isso com outra pessoa, né? A nossa sociedade está doente. Se a gente se encontra... Vamos lá. Como não tem desculpa, todas as desculpas que podem ser inventadas, elas soam um absurdo, né? Então, ah, mas ela veio pra cá.

Ué, então... Nada a ver, né? Então, tem um monte de... Tudo que você pensar, sabe, é patético se tentar usar como defesa, de certa forma. Então, a gente tá olhando pra um caso que a gente não pode perder a chance, inclusive, de chamar bastante atenção pra isso, né? A gente não... Pô, como sociedade, a gente não pode achar isso normal em nenhum nível, certo? O que você pensa sobre isso, Cheiro?

Como é que está sendo lidar com isso para você? Bom, é um caso muito emblemático, né? Que deu uma repercussão muito grande aí a nível nacional e isso com certeza saiu até do nosso país. Porque envolve jovens, né? A vítima menor de 18 anos, o adolescente infrator também, que foi quem a conduziu para essa situação de um estupro coletivo.

que nos encontramos aqui no Brasil, que é uma posição triste no ranking mundial. É o quinto lugar no ranking mundial de países que mais registram atos de violência e violações contra mulheres. E dentre esses atos, a questão do estupro. Então, isso é algo muito sério. Depois do feminicídio, que é o ápice da violência, principalmente a violência contra a mulher, eu acho que o estupro é o crime mais grave que pode ser praticado contra uma pessoa.

é uma violação muito grande. E quando a gente vê isso acontecendo, isso sendo praticado por jovens, por adolescentes e por jovens de entre 18 e 19 anos que são, isso nos preocupa demais e acende um alerta muito grande. Até que ponto nós estamos conscientes que essa mudança, a saída desse ranking triste e infeliz de quinta posição mundial passa por uma mudança cultural.

estamos trabalhando para que essa mudança cultural realmente aconteça? Será que nós estamos, nós, todos nós, pais, responsáveis, estamos ensinando os nossos meninos, não é apenas ensinar as meninas que dignidade não se negocia, mas ensinar os meninos sobre respeito, sobre limites, sobre igualdade desde cedo. Nós estamos ensinando isso para eles, porque, pelo visto, esses aí não entendem

não aprendem nada sobre respeito, sobre limites, né? Sobre consentimento, são conceitos básicos que eles não aprenderam nada sobre isso, né? E até que ponto a sociedade também tem culpa quando não ensina adequadamente esses meninos desde cedo. Não que isso justifique o comportamento deles, absolutamente não. Isso é crime e eles precisam pagar e responder por isso dentro dos rigores da lei. Mas a gente começa fazendo essa reflexão, né?

É sobre essa cultura que, infelizmente, está enraizada aqui no Brasil. Total, porque isso tem a ver, o que você está falando tem total a ver com o que a gente estava pensando aqui também, que era em que momento que a gente, vai, parte da nossa sociedade entendeu que é isso mesmo, que é isso mesmo, né? E se a gente está pensando assim, a gente está doente mesmo, a gente está precisando, a gente precisa punir exemplarmente, a gente precisa, inclusive, que a punição aconteça, né?

precisa, no mínimo, no mínimo, além de ter esse tipo de conversa com quem está, especialmente com os seres humanos que a gente está formando, eu com as minhas filhas, você que está ouvindo com os seus filhos e tudo mais, e também, Sheila, e aí você me ajuda aqui, vê se eu estou viajando, e também pensar em como fazer com que um crime se torne, assim, eu tenha medo, eu tenho um problema em cometer um crime, porque em muitas situações as pessoas não

consideram que é, sabe? Essa molecada que fez isso aí, achou que não ia dar nada, entendeu? Como é que tu faz uma coisa como essa e tu acha que não ia dar nada, né? Então, é... O que falta, então? Achou que, tipo assim, talvez em algum momento passou pela cabeça dele que essa garota, essa adolescente, pudesse até gostar do que aconteceu, sabe? Só que eles não perguntaram isso pra ela. E ela, por várias vezes, ela negou, o que consta nas investigações, e eles não desconsideraram.

consideraram a vontade dela, consideraram o conceito de consentimento, porque é em que momento que eles passaram a acreditar nisso? Talvez no momento que eles acabam o tempo todo ouvindo frases que desvalorizam a mulher, que diminuem a capacidade feminina, ou também quando, às vezes, alguém da família naturalizou o consumo excessivo de pornografias,

muito fácil. As pornografias, eu considero um dos piores males que acometem as nossas crianças e adolescentes hoje. A gente tem pesquisas a nível mundial que diz que a média de idade de pessoas que estão acessando pornografias na internet é de 6 a 10 anos de idade, gente. Isso é um absurdo, porque a pornografia não é a pornografia de antigamente. Então, a nossa geração, eu sou mãe de um jovem de 19 anos e de 3,

adolescentes que são trigêmeos que vão completar 17 anos. Nossa senhora, parabéns, Sheila. É, isso. E a pornografia que a nossa geração conheceu não é a pornografia de hoje. Era uma revistinha muito escondida. As meninas não tinham acesso a isso. Os meninos é quando conseguiam alguém maior de 18 ou que dizia ter uma banca de revista, comprar uma revista. Não, hoje é só pegar o celular, Sheila. Gente, hoje é a distância entre o seu filhinho, a sua filhinha,

E a pornografia é um dedinho, é um clique só. Você tem acesso a um mundo de porcarias. E aquilo ali relativiza mesmo a relação entre homens e mulheres. Ensina que... A cidade? Sim. Violência. Violência. Práticas que eles começam a assistir repetidamente e tudo que é visto com muita frequência, a habitualidade vai parecendo o quê? Normal. E são esses tipos de práticas que eles veem nas pornografias e querem repetir.

Sheila, oi, aqui é o Carlos Tramontina. De certa forma, isso que você está nos relatando e trazendo a sua experiência sobre a gravidade deste tipo de comportamento, de certa forma não é semelhante e pode ser enquadrado no mesmo atitude dos homens que não aceitam o fim do relacionamento. Todo dia tem em casa ex-maridos que matam as ex-companheiras, homens que matam as ex-companheiras

junto, ou de não continuar, ou de romper uma relação. Você junta um pouquinho, aproxima um pouco esse tipo de comportamento que a gente vê tão frequentemente. Com toda certeza. É a cultura machista que a gente fala. É aquela cultura que vem nas músicas, quando você fala que... Aquela música, por exemplo, Faixa Amarela, todo mundo conhece. É muito tocada, de samba, legal. Antigamente, a gente não prestava atenção nisso.

Hoje a gente presta, no final da música, vai presentear a donzela com uma faixa amarela, com vários presentes na favela. Mas aí no final da música, se ela vacilar, eu vou dar um castigo nela, uma banda de frente, vou quebrar cinco dentes e quatro costelas, e eu vou incendiar a faixa amarela e depois fazer uma galinha cabidela, entendeu? Então são músicas que a gente ouve, músicas que chamam as mulheres de nomes pejorativos, e muitas vezes elas estão ali dançando,

porque não se atentam a essas coisas. São frases, são piadas, são memes que vão naturalizando essa questão da violência. E a questão do machismo é que muitos meninos, muitos jovens crescem acreditando que masculinidade tem a ver com força física, tem a ver com imposição da vontade, com dominação, e a gente sabe que não é assim. Cada um tem a sua função, todos são importantes, homens e mulheres, não existe guerra.

as nossas características, as dos homens, para a gente construir um país melhor, mais justo, mais fraterno, mais humano, mais igualitário, mais inclusivo para todos. Mas não é isso que a gente vê acontecendo. Então, eles crescem com aquele sentimento de posse e propriedade em relação às mulheres. Como na época da colonização, que as mulheres eram equiparadas a objetos, não tinham direitos. Então, posse e propriedade. Vamos pensar assim, poxa, mas se ela não quer mais o relacionamento,

comigo, o que vão achar da minha masculinidade, que eu não fui homem suficiente para segurar um casamento, para satisfazê-lo. Então, pensa-se muito só nesse aspecto e não no aspecto humano. E isso vai virar uma bola de neve, um jogo muito grande de vaidades que vem acontecendo e que levam a essas tragédias, porque o feminicídio é só o último capítulo de uma série longa de abuso,

de pequenos atos que vão crescendo e vão virando uma bola de neve. E a gente sabe que em 90% dos casos de feminicídios que acontecem aqui no Brasil, o motivo é isso que você falou, Tramontina, a não aceitação do término do relacionamento. Não aceita. Simples assim. Sabe por quê? Porque acha que é dono, que é proprietário, não consegue ver a pessoa reconstruindo a vida e não consegue se desapegar, não por amor,

ou por sentimento, mas por puro sentimento de posse e propriedade. E é isso que a gente tem que arrancar do coração dos nossos meninos. Perfeito. Sheila, o que você pode me dizer sobre esse caso especificamente? Porque ele tomou uma proporção nacional e eu acho importante que tome mesmo. E aí eu sei que ele também acaba ficando um pouco mais, como todos deveriam ser também, na verdade, precisa ter um pouco de cuidado para falar que a gente está falando de menores,

de idade, né? A gente tá... Então, o que que dá pra tu me falar sobre esse caso? E a pergunta, acho que a principal pergunta aqui, na verdade, é a seguinte, e vamos ver como é que você vai me responder. Você acha que a gente vai conseguir chegar num momento que... Você acha que eles vão pagar pelo crime? Porque, assim, a gente tem menor de idade, a gente tem jovens adultos, a gente tem advogados muito bons no Brasil, a gente tem toda uma situação, né? O que que você pode me dizer?

Então, a gente já viu pelo tom da defesa, né? Eu olhei ali a peça por alto e a defesa apresentada tentando desqualificar o que aconteceu, de uma certa forma desmerecer a vítima, dar a entender que ela poderia ter previsto que fosse acontecer o que aconteceu com ela. Não, ninguém quer. Ninguém está prevendo isso.

Exatamente. E, infelizmente, no nosso país existe um câncer que se chama leis, que são leis transversais. As nossas penas do Código Penal são penas até consideradas boas, entendeu? Por exemplo, nunca, às vezes, como existe ali um aumento de pena por ter sido um estupro coletivo e talvez uma emboscada ou outras circunstâncias que agravem a pena, pode chegar ali a 16 anos de prisão para os maiores de 18 anos, né?

nós temos aí muitas legislações transversais que foram sendo construídas por ONGs que dizem defender os direitos humanos dentro do Congresso Nacional e outros pensadores, filósofos, que acham que a pessoa tem que ficar no meio da sociedade para se ressocializar, se ela não se socializou antes, não vai ser depois, é o meu modo de pensar. Mas, assim, essas leis, elas trazem ali inúmeros benefícios,

vai para a cadeia, não fica nada lá, daqui a pouquinho já está na rua. Fora as saídinhas e depois some, não volta mais. Então, assim, isso é muito triste. Em relação ao adolescente infrator, infelizmente, os maiores atualmente estão presos preventivamente, até para não atrapalharem talvez a investigação. Agora, em relação ao adolescente infrator, que foi quem planejou, foi quem arrumou o local, foi quem conduziu as pessoas para lá, que enganou a ex-namorada, uma pessoa,

que depositou a confiança nele. Afinal, eles tinham um relacionamento íntimo. E esse adolescente, ele está solto. O promotor foi contra o parecer pela apreensão provisória dele, para que não interferisse nas investigações e preservar provas e outros elementos também. Então, o promotor deu o parecer contra e ele está solto. Ele não está preso preventivamente, apreendido, no caso, como os maiores estão presos preventivamente. Mas até que dia será?

que eles vão ficar. Essa dor, esse trauma, essa menina vai levar o resto da vida, tenho certeza. Vai levar. É difícil reconstruir uma situação dessas. Ainda mais com uma repercussão dessas que teve. É muito difícil. Eu sei o que estou falando. Mas eles daqui a pouco já estão aí. A gravidade desses fatos que nós estamos acompanhando, você está trazendo informações adicionais, é tão grande que o estupro tem sido utilizado nas últimas guerras como arma de guerra. Os vencedores,

estupram mulheres em países perdedores. Tivemos, nos últimos anos, em diferentes guerras, legiões de mulheres que engravidaram porque foram estupradas por exércitos vencedores nas guerras, nas disputas. Nas disputas étnicas de alguns grupos em diferentes países, também é usado estupro como forma de vingança.

que nós estamos tratando nesse caso que está mexendo com o Brasil inteiro, aconteceu no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, no apartamento da família. E aí o jovem convida namorado, ex-namorada, ele já teve um relacionamento aí lá, e a arma é emboscada. Aliás, não foi a primeira vez que isso foi usado pelo grupo ou parte do grupo, né? O que torna tudo de uma gravidade, de uma crueldade que poucas vezes a gente vê, né? Isso que você está falando é muito forte, muito forte.

Porque normalmente as outras culturas respeitam tanto as mulheres que o ato dos vencedores estuprarem as mulheres é algo de extrema humilhação. Talvez mais do que tirar a vida. Extrema humilhação. E é mesmo, é uma extrema humilhação. A pessoa que tem coragem de fazer isso com outra pessoa, subjulgar, humilhar, diminuir, agredir. Essa moça foi agredida fisicamente. Ela estava com escoriações nas costas, no glúteo. Ela foi agredida, humilhada.

tinha hemorragia, sangramento, sabe? Isso é o ápice da humilhação para ser praticado por jovens, tão jovens, começando a vida já com uma atitude tão criminosa como essa, tão repugnante. Isso é muito triste, muito grave, realmente. Bom, tá bom, Sheila. Obrigado aí pela tua participação. Bom, eu faço votos aqui que a gente...

siga... Eu quero que siga o rigor da lei, de fato, sabe? O que está previsto, qual que é o devido processo legal e tudo mais. Vamos fazer tudo certinho, porque vacilou o advogado pega e anula tudo. Isso aí que é verdade. Então, Sheila, muito obrigado. Boa noite pra você e bom serviço aí. Eu que agradeço. Valeu. Fiquei muito feliz pela participação, tá? Sou fã de vocês. Um abraço. Boa noite. Tchau. Valeu. Boa noite.

de ouvir ela falar, né, Tramonta? Eu, pelo menos, eu fico... Porra, isso, cara. Não sei se é... Como é que um cara, como é que um ser humano faz isso, né? Pois é. Eu tenho duas filhas, cara. Sabe? É... Muito sinistro. Bom, por outro lado, acho que a gente já conversou, já falamos de tudo que a gente tinha que falar aqui das pautas que a gente tinha. Então, nossa, hoje foi só bad trip do começo ao fim, como poucas vezes. Hoje foi pesado. E acabou mal, inclusive. Acabou mal. É. Tramonta,

Obrigado aí por vir aí mais uma vez. Vocês que assistiram a gente aí, muito obrigado por estarem com a gente até agora. Espero que tenha ajudado você a formar a tua própria opinião, tá bom? A gente tenta, vocês percebem que a gente tenta ouvir aqui uma galera que está falando de diversos pontos de vista, né? Então, é isso. Segue a gente, a gente vai deixar tudo aqui no comentário fixado. Tem vídeo, tem conteúdo para os membros aí todo dia, tá bom?

A gente gravou um monte hoje aí, inclusive. E quem é mais? No Discord, que está na descrição.

Você consegue sugerir novas pautas, novos convidados. E entra lá que tem uma galera legal, tá bom? No mais, segue o Tramonta, segue eu também. Tá tudo aqui no comentário fixado. E a gente se vê depois, tá bom? Valeu, Tramonta. Abraço. Boa noite. Boa noite pra vocês aí. Tchau.