ELIEZER [Via Infinda] - Flow #566
Viajou o mundo por 10 anos.
- Viagens ao redor do mundo por 10 anosExperiência nômade · Países visitados · Carona autostop · Viagem com pouco dinheiro · Transição de vida
- Construção de tiny house em PortugalAprendizado via YouTube · Chat GPT como ferramenta · Materiais e equipamentos · 10 meses de construção · Estrutura em madeira
- Transição de vida nômade para estabelecidaCansaço de viajar · Mentalidade de luxo vs pobreza · Conhecimento da noiva · Criar raízes · Fase da vida
- Portugal como destino para moradiaVisto de nômade digital · Mulher europeia · Clima e natureza · Segurança Operacional · Comunidade brasileira
- Desenvolvimento PessoalImpacto da idade na decisão · Diferença entre 20 e 30 anos · Prioridades mudando · Conforto vs aventura · Corpo envelhecendo
- Criação de conteúdo para YouTubeEstratégia de vídeos · Seleção de destinos · Desafio de desligar do trabalho · Episódios gravados antecipados · Viagens para trabalhar
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- Experiências perigosas durante viagensRoubos · denúncia de assédio sexual · Encontro com armas · Situações de tensão · Assaltante de bicicleta
- Solidão na vida nômadeAmizades descartáveis · Bromobil como solução · Conhecimento da esposa · Falta de conexão profunda · Viajantes solitários
- Planos futuros - filhos e casamentoCasamento em Portugal · Possibilidade de filhos · Mudança de vida · Construção de capelinha · Próximos ciclos
- Casas grandes vs casas pequenasSonho americano · Mansões e conforto · Preferência por espaços pequenos · Natureza vs luxo · Qualidade de vida
- Construção Light Steel FrameMontagem em fábrica · Assembagem tipo Lego · Estrutura em 4 dias · Mais rápido que alvenaria · Projeto customizado
- Paisagens e turismo europeuIslândia - placa tectônica · Barcelona e Andorra · Veneza - palafitas · Suíça · Catar - shopping Veneza
- Paralisia do SonoExperiências recorrentes · Cérebro criando monstros · Medo real vs não-existente · Aceitação da condição · Frequência semanal
- Bunkers na AlbâniaDitador paranóico · 170 mil a 700 mil bunkers · Guerra Fria · Bomba atômica · Exploração em vídeo
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o Eliezer, cara. Mais uma vez, obrigado por vir aí, cara. Valeu, cara. Obrigado por chamar de novo. Terceira vez. É, e o cara, bom, que tava curtindo viajar e curtiu um tempo fazer uma casa, agora tá curtindo viajar de novo. A vida muda. Ele tá fazendo uma casa ainda, né? Eu já fiz uma, tô fazendo a outra. Tá fazendo a outra. Só que não no Brasil, né?
No Brasil é chato. É, é. Por que que tu escolheu fazer a casa? Mas antes disso. Tá bom, tá bom.
um salve aqui pro parceiro de hoje, que é Insider, tá? De quem falarei já, já. E se você quiser mandar uma pergunta pra nós aí, tem o QR Code, o link aí na descrição, fica à vontade, manda aí, quiser perguntar alguma coisa pro Eliezer, tá aí o teu caminho, tá bom? Então, Portugal, cara, tu foi parar... Bom, tu viajou pra muitos lugares do mundo e tu teve oportunidade de, de certa forma, escolher um lugar que tu achava que era maneiro de parar.
E, pelo visto, tu escolheu Portugal, né? No entanto, eu duvido que tu escolheu parar,
sozinho. Tipo, eu tenho certeza que tem coisa de mulher nisso daí. É, claro. Sempre tem. Sempre tem, sempre tem. Sempre tem, sempre tem. Mas a tua noiva? Ela viajou muito tempo comigo ainda. Pois é. Eu arrumei ela na estrada já. E na estrada ela continuou mais alguns anos ainda. Mas eu também tava cansado também. É? É, porque viajar cansa. Porque imagina, você tem tudo que você tem numa mochila desse tamanho disso.
60 litros. É mesmo, é mesmo. Aí os seus amigos, que você faz a amizade, você já tem que dar tchau pra eles daqui a pouco. O lugar que você começa a se conectar, você já tem que dar tchau. Tudo é descartável. Tudo é, tipo, você tem que ir embora pra outro lugar. E tu ficou nessa há um tempão, né? É, 10 anos. Porra, 10 anos. 10 anos. 10 anos assim. Aí eu queria parar em algum lugar. Criar raízes. Fazer alguma coisa com minhas mãos.
Aí a gente encontrou Portugal. Porque minha mulher, ela é europeia. Então pra ela morar na Europa,
É natural, é fácil. E pra mim é conseguir um visto de nomadital, que eles dão esses vistos agora pra quem trabalha online. Vários países dão. Tipo Espanha, Portugal, vários países estão dando esse visto. Aí foi bem no momento que eu consegui esse visto, a gente foi pra Portugal e a gente achou um terreno lá também. Maneiro. Pra fazer as paradas. Maneiro, maneiro. Porque também cansou, né, de viajar com 10 reais no bolso também.
Não, não, isso aí foi cansando. Não, isso aí cansa mais rápido ainda. Felizmente essa etapa também já passou
só faz um tempo. É, não, esse aí passou. Porque esse aí, se alguém faz isso aí por muito tempo, é porque o cara tem alguma coisa na cabeça. Porque, tipo, eu já viajei, não com 10, com 15 reais. 10 reais, 15 reais no bolso. Aí tu depende de carona, depende de, sei lá, de outras pessoas te ajudarem. Sempre alguém tá te pagando alguma coisa. Dorme nos lugares zoadão, né? Já dormi em cada lugar zoado, assim. Dorme na tua barraca, eu dormo na tua barraca em algum lugar e passa perrengue em todo lugar.
É legal no momento, só que depois fica uma parada cansativa. E até repetitiva também, o que era legal fica... Pois é, 10 anos atrás você era 10 anos mais jovem, né? Outra energia, corpo, outra mentalidade. O cara vai ficando velho, o cara vai... Pô, eu queria tomar um banho quente, mano. Não, a minha mentalidade antes era tipo, por que eu vou pagar um hotel? Eu vou pagar pra dormir, pô? Eu vou pagar, eu vou jogar dinheiro fora, que eu vou dormir no hotel?
Essa é a minha mentalidade, tá legal? É, essa é a mentalidade. Você podia ter 10 anos atrás essa mentalidade, né? Aí as coisas vão mudando. Tu faz desempenho, um trabalho que funciona. Caralho, funcionou na internet, né? Puta, o troço começou a aparecer uma galera que ajuda a financiar, não sei o quê. Porra, agora eu quero tomar um banho quente. É, aí você vai aumentando. Pô, eu quero tomar um banho quente. Agora eu quero um check-out às 2 da tarde, não às 11. Agora um café da manhã. Eu quero com o café da manhã, agora com a academia.
ficando assim. Mas quando tu... Lá no começo, vamos voltar um pouquinho no tempo. Lá no começo, cara, tu, de fato, com certeza passou um monte de sufoco. Tu tá falando aí que teve mesmo as viagens que tu foi fazer ou que tu iniciou, que tu tava na estrada com menos de 20 reais no bolso, meu irmão. Sim. Com certeza o sufoco é inevitável, né? E, porra, desses lugares escrotos aí que tu teve que dormir, cara, tem um especial que tu lembra com algum tipo de carinho? Sim.
Um bicho te atacou. Sei lá, alguma coisa aconteceu. Ah, já teve um que eu fui dormir numa mecânica de um... De um... Pô, de gasolina de maneira de estrada. No Brasil? No Brasil, isso foi no Brasil. Aí eu acordei com o caminhão quase me atropelando, porque o cara não ia ver a barraca. Aí eu acordei com a luzona, assim, parece que eu tinha morrido, pô, com a luz na minha cara, assim. O caminhão, tipo, parando, assim, freando, assim, na minha frente, porque o cara ia me atropelar, tá ligado?
Meu Deus, cara. Porque ele ia parar o caminhão dele lá pra ir dormir à noite também e tal. Eu tava na vaga do caminhão, sei lá.
É, cemitério também, dormi muito cemitério, porque cemitério ninguém vai te fazer nada, né? Era uma boa estratégia. Mas os cemitérios ficam abertos à noite? Tipo, aqui em São Paulo, estou falando um cemitério aqui em São Paulo. Cidade pequena. Cemitério de cidade de beira de estrada, assim, é tranquilo também. Casa abandonada, tem muito. Tu já viu alguma coisa esquisita em cemitério? Não em cemitério, mas já vi coisa esquisita porque eu tava, tipo, sem dormir, pegando muita carona sem dormir, porque a carona vai do momento que o cara vai te dar carona, sabe?
Se o cara me dá carona de madrugada, eu vou pegar de madrugada e tal. Aí eu não vou negar carona. Então já tem uma vez que eu fiquei, tipo, dias pegando carona e eu via coisas. Eu via, tipo, eu via uma vez o Yoda na minha frente, na estrada da frente, assim. Umas paradas muito doidas. Só porque tu tava chapadão de sono. Chapadão de sono, chapadão de sono. Não era, não viu nada sobrenatural. Não, não, não. Sobrenatural? Pô, Diego, não tem história sobrenatural, velho. Então, que bom, que bom, né? Eu só tenho muita paralisia do sono.
Você tem essa parada, cara? Direto, direto. Quase toda semana eu tenho. Tu tem também? Não, eu tenho mó medo dessa porra. Eu tenho, já me acostumei, já. Já me acostumei. Tá bom, vamos lá. Agora que tu tá acostumado, como é que é? É muito fácil, é muito simples, porque depois eu fui me estudando o que que era, né? Eu não sabia, eu ficava com medo, né? Parece que teu corpo, ele chega num momento que ele dorme e ele apaga tudo. Só que aí alguma coisa acontece, algum barulhinho no meio da noite, que tu acorda, mas seu corpo não acordou.
que o seu corpo não acordou, o seu corpo tem que acordar. Aí o seu cérebro cria coisas pra te assustar pro seu corpo acordar. Então eu tenho quase toda semana isso, porque não sei se eu acordo muito fácil e tal, mas o que acontece comigo é que eu tô dormindo assim, aí eu vi que eu acordei, aí eu faço tipo assim, sabe? Com o meu pescoço. Eu fico todo tremendo pra eu acordar antes que chegue um monstro. Porque se eu ficar muito tempo, realmente chega um monstro.
Meu corpo, meu cérebro cria um monstro pra mim. Aí eu já me acostumei também, se chegar um monstro assim, acho que um mês passado...
Vai chegar um monstro, acorda logo aí. Mas eu não quero ver o monstro, porque eu fico com medo mesmo. Aí eu fico fazendo assim pra acordar. Mas eu me acostumei, toda direta acontece. E quando vem o monstro? Não, mas ele vem e é realmente uma parada muito feia, mas eu sei que meu cérebro criou, sei que não existe. Porque já aconteceu tanto comigo, aí eu fico com medo realmente, porque mesmo que tu sabe que não existe, ele tá ali, aí você acorda. Porque ele cria pra se acordar, né? Mas você acorda.
Mas acontece direto. Tá maluco, tá maluco. É, tem gente que fala que sente um peso no peito, tem gente que sente que tem um troço montado em cima, tem gente que fala que vê uns monstros aí, caralho. É, não, mas acontece desde que eu era criança. E quando eu era criança eu vi um monstro mesmo. E eu não sabia, pensava que era real e tal. Eu vi um cara, uma vez, tipo, me atributando, assim, na frente da cama. Eu já vi um demôniozão com um chifre gigante, sentado do lado da cama de mim e tal. E... É, mas... Caralho. Mas você vai estudando o que é isso. E aí, quando...
dessas porra aí tu tá na estrada? Porque tu deve ter se passado por isso dormindo numa barraquinha. Sim, sim. Não, mas é tranquilo também. É porque eu já me acostumei com essa parada já. Tá maluco. Eu já me acostumei. Imagina ver um monstro abrindo tua barraquinha. Tá maluco, cara. Filme de terror isso daí. Tá maluco, tá maluco. Não, mas coisa sobrenatural. Eu sou um cara muito cético também. Aí eu não acredito muito nessa coisa sobrenatural. E essas casas abandonadas aí era... Era como?
Tu invadia mesmo? Era assim que fazia? É contatos. Às vezes tu vê um hip tocando no violão. Aí onde é que tem que dormir hoje? Aí ele fala, ah, tô dormindo nessa casa abandonada. Aí tem outros 10 hip lá, dormindo. Na Europa tem muito. Eles chamam de scotting. Eu esqueci o nome. É isso mesmo. É isso aí? É. Tá ligado? Não, é porque eu dava aula de inglês. Então a gente tinha um extermínio que a gente ensinava e esse é um deles. Ah, pronto. É, uma parada dessa. Aí, contatos. Aí já dormi em centro de extermínio.
grande, descendo de Londres e tal, de graça nessas paradas. Tinha um prédio que eu dormi, que era um prédio de 5 andares em Londres e tal, todo bem feito, com revestimento interno, tudo pronto e tal. E eu tinha uns 20 hippies dormindo lá. A galera tocou no violão, a galera deixava os hippies com o MacBook e tal, deixava os MacBook lá, ninguém roubava, cada um tinha o seu quarto lá bonitinho e tal. E a polícia não podia tirar. Tem umas regras na Europa, em Portugal tem umas regras assim, que se o cara entrar pela porta da frente da sua
casa, você não pode expulsar ele. E aí lá em Portugal, toda casa que tem a porta da frente é, tipo, bem reforçada pra esse porta de banco. De cofre de banco. Porque tem essa regra, tá ligado? Se o cara entrar pela frente, você não pode tirar o cara. Entendi. Cara, entendi. Mas os hippies eram maneiros? Eram as companhias legais? É, a galera era maneiro. A galera da música, a galera da... Os caras curtiam o cigarro de artista. Gostavam de tudo. Tá tudo liberado.
O cara sempre suavinho, né? Se o cara tá com um MacBook numa casa invadida, o cara tá... É, os caras tinham MacBooks, os caras trabalhavam online, assim, o Zip da nova geração, pô. Hoje em dia não tem mais essa praia. A galera tá vendo que é muito difícil você vender pulseirinha e tal, você vende online, pô. Não tem que ir lá na praia, né, cara? Não, não tem mais o negócio de pegar o sol de 30 graus na praia, vende online, pô.
Você não pega sol, pede 24 horas. E quando é que foi pra tu, cara, que tu sentiu que essa etapa aí da tua vida,
vida passou. Foi quando tu conheceu a Eda. Sim, sim. Também. Mulher influencia muito na sua vida, né? Eu acho que as etapas da vida vão avançando. Então, encontrar uma parceira, com certeza, é início de um ciclo diferente da tua vida. Que até então, tu tava solta. E por mais que ela fosse solta junto contigo, nessas viagens que vocês faziam, vai todo mundo ficando mais maduro, né? Sim, sim. Quando é que tu sacou?
Porque, pô, essa etapa aqui do viajar com 10 contos do bolso, não quero mais. Teve um dia. Um dia. Assim, depois de conhecer ela. Quando eu conheci ela, ela ainda estava nessa parada comigo. Porque ela viajava na van comigo, a gente dormia em qualquer lugar. Não sei se ela chegou e dormia comigo em barraca, assim, no meio da rua. Acho que essa fase já tinha passado. Estava só na van mesmo. Mas teve um dia, porque, por exemplo, eu era um cara quebrado mesmo.
Não tinha dinheiro. Então, os conteúdos que eu fazia era porque realmente não estava fingindo. Eu não tinha dinheiro mesmo. Mas, teve uma época da minha vida que eu já tinha.
começando a ganhar dinheiro com o YouTube, né? AdSense, Mark e tudo mais. Só que a minha mentalidade ainda era aquele cara que não tinha dinheiro. Bem escasso e tal. Não gostava de pagar pra nada. Nem pra dormir em hotel. Aí teve um dia que eu peguei... A gente tava na Grécia, eu e Aida. E eu tinha um dinheiro pra pagar hotel. E era tranquilo, assim. Tipo, não ia fazer falta. Mas eu tava com a mentalidade. A gente foi na loja de comprar barraca.
A gente comprou barraca, comprou saco de dormir. Falei, não, vamos passar essa viagem dormindo em barraca, no meio da rua aqui mesmo.
E a gente com os equipamentos de câmera, de notebook e tudo mais. E tinha uns caras olhando pra gente assim, a gente arrumando a barraca assim na praia lá e tal. Os caras olhando pra gente, o que eles estão fazendo e tal. E aí nesse dia eu vi, caramba, eu acho que não tem nada a ver. Não tá mais ornando isso aqui. É, não tem, tipo, por que que eu tô fingindo assim, pra mim, pro vídeo também, ou então pra... Ou então eu tô ainda impregnado no cara do passado que não pode gastar dinheiro porque o dinheiro vai acabar, sabe?
dinheiro. Então acho que foi nessa época. Acho que 2021. E aí tu trocou essa ideia com ela? Sim, ela já sabia já também. Mas ela tava na minha. Onde eu tô, ela vai. Vamos dormir na barraca, vamos lá então. Mas ela... Então foi fácil convencê-la a ter uma base também. Sim, sim. A base foi nós dois. De parar de viajar. Porque a gente tava cansado mesmo. Mesmo no conforto, você viaja no conforto e tal. Pega o avião, pega o hotel e tal. Mesmo assim, cansa porque
aquela parada que eu falei, que tipo, amigos descartáveis, lugares descartáveis, você conhece os lugares na sua superficialidade, quando você é turista, passa uma semana ali, um mês ali, não é nada profundo. Aí a gente se encontrou, a gente vai para Portugal então, porque é um bom clima, tem muito brasileiro lá, que a gente gosta da cultura brasileira e tal, e tem esse documento, o visto de nome digital, e ela pode, como europeia, pode morar em qualquer lugar.
Aí a gente encontrou um terreno também, que a gente estava fazendo uma casa no terreno também.
mais aleatória também. Aí, esse terreno aí, tu fez uma mini house, né? Uma mini house que é uma tiny house. Isso é uma coisa que existe, assim, pra caramba lá em Portugal? Eu não sei onde tem que ter uma tiny house aqui no Brasil. No Brasil, a cultura não é muito grande. Pois é. Porque, tipo, é uma parada, é uma casa, é uma tiny house, né? É uma casa de 20 metros quadrados. Que tem tudo. Ah, tem um monte aqui, né? A gente chama de apartamento. É, é kitnet. É. É kitnet.
Só que aí, essa aí você pode construir tu e tua mulher. Ou então vocês, que não tem nenhuma experiência. Não precisa de engenheiro. Não precisa de engenheiro, de arquiteto, de licença de câmera. Você não precisa de nada disso. Aí, como a gente estava querendo fazer uma parada no nosso terreno e tal, a gente fez isso aí. E a gente também, quando a gente chegou em Portugal, a gente pensou, vamos morar uma casa, vamos pegar uma casa grande e tal. A gente alugou uma casa grande por um tempo, por um ano.
e a gente não gostou. A gente não gosta de casa grande, aquele negócio de mansão. Porque eu via muito na internet a pessoa sendo feliz em mansão, sendo feliz com um porte, aquelas portas gigantes, né? Tem Alphaville, né? Que tu abre aquelas portas gigantes e tal. E eu pensei que ia ser feliz assim também. Tua casa tinha uma porta gigante? Não tinha uma porta gigante, mas era uma casa grande. Mas a porta da frente era reforçada? Era reforçada, era reforçada, pra não entrar o hippie. Era o único hippie.
Já pensou? A parte boa é que tu sabe exatamente o que tu tem que reforçar. Porque tu era o cara... Caralho, eu vou reforçar aqui. Os filha da puta estão por aqui. Eu usei ali na praia. Já vi eles hoje. Eu já estou sentindo o cheirinho aqui da maconha. Mas aí esse um ano que tu ficou lá, serviu pra tu entender que tu não queria morar numa mansão. E faz um pouco
sentido. Talvez chegue o momento de morar na mansão, mas é que tu acabou de sair do momento que tu tava viajando o mundo, meu irmão. De repente, tu vai parar num troço mais coxinha possível. É, eu vi que, tipo, como é que a galera fala que é... Nossa, eu tô muito feliz numa casa que tem quatro quartos, cinco quartos e tal. Olha, eu sou bem feliz em casas grandes, mas é que eu sou devagar, eu sou de outro ritmo que tu. Entendeu?
Tu quis que... Cara, tu foi lá e construiu a tua casa, entendeu? Eu não quero construir minha casa. Eu não quero construir nem minha churrasqueira, entendeu?
Porque quando eu tava fudido pra caralho, eu lembro de eu fazer um churrasco, botava uns tijolos no chão. Então tá ligado. Botava uns tijolos no chão, bota ali um carvão. Não quero nem montar nem essa churrasqueira, entendeu? Tô fora. Construí porra nenhuma, entendeu? Se Deus me ajudar, se tiver que fazer alguma coisa e Deus me ajudar, eu contrato alguém. Entendeu? É, tá certo, tá certo, tá certo. Mas aí tu foi lá na tua, não.
Tu foi lá e fez a tua. Eu quero fazer a minha parada. É, eu quero fazer a minha casa. Aí a gente... É porque foi uma parada que...
depois dessa casa aí, a gente falou, não, a gente não é feliz em casa grande. Então, essa parada que a gente vê na internet, o sonho americano, né? Todo mundo fala que tem casa grande e tal, que eu tô vencendo a vida. Aí a gente falou, beleza, a gente gastou uma grana naquela casa que a gente não... Eu até me arrependo, porque foi muito dinheiro. E aí eu falei, eu não quero morar mais assim. Aí a gente começou a procurar terreno também, pra comprar.
Uma espécie de natureza, porque uma casa grande eu não via natureza. Era só parede branca, aquele piso de porcelanato branco, parece que você tava
na série da ruptura, sabe? Um hospital, sei lá. Aí a gente, eu achei um terreno de mil euros. Quê? É, lá em Portugal tem muito disso. Terreno de mil euros. É um terreno, na minha cabeça era um terreno, nossa, eu vou ter um terreno de mil euros, que foda e tal. Eu fui nesse terreno de mil euros, só que era uma parada, um terreno muito longe de tudo, o acesso era horrível, desnivelado, não podia construir e tal. Só que na volta do terreno de mil euros, a gente achou outro terreno.
Tinha outro terreno que era mais bonitinho e tal, era mais caro, né? Mas era mais bonitinho, tinha uma casa, podia construir.
Esse bar Bonitino dava pra construir. O problema do de mil euros é que não dava. Não dava, não dava. E aí a gente pegou... Vamos comprar esse terreno. Porque a Ida se apaixonou. E é um terreno muito bonito mesmo. Tem a vista e tal. Tá. Perto da natureza. Perto da natureza. Não longe da cidade. Ainda tá uma hora do aeroporto. Uma hora do norte de Portugal, que é a cidade do Porto. Ainda tá uma hora de lá e tal. Maneiro. E a gente...
Cara, como a gente tava muito cansado de viajar, a gente queria fazer as práticas na nossa mão. O terreno tava todo abandonado.
Quando é que surgiu a ideia de falar, porra, eu quero eu meter a mão e fazer a minha casa? Quais são as complicações de eu mesmo meter a mão e fazer a minha casa? Tu fez uma tiny house, porque era o que dava para tu fazer. Maior que isso, tu precisa de engenheiro, arquiteto, não sei o quê. Mas tu passou por um processo de descobrir isso. É, que eu não sabia. Eu pensava que a casa principal mesmo, eu podia fazer. Então, como é que foi para tu?
Como é que foi até, porra, vou fazer uma tiny house aqui, botei o primeiro tijolo.
Dá, porra, quero fazer minha casa, vou estudar, vou aprender. Como é que é? O que teve de interessante nesse processo? Primeiro porque o terreno está abandonado. Então a gente precisava de algum lugar para dormir no terreno enquanto fazia a casa principal. Aí que veio a ideia da tiny house. A gente vai fazer uma tiny house, que é mais simples, mais rápido, para a gente dormir nela enquanto faz a casa mesmo do terreno. Aí é muito complicado.
Eu tenho muito respeito por pedreiro hoje em dia, porque é muito difícil. Ainda mais porque eu não sabia de nada.
parafusadeira, não sabia a diferença de parafusadeira e furadeira. E por que caralho se tu fosse querer fazer a porra da casa sem saber fazer? É que a gente é aleatório, né? A vida é a graça da vida, né? Cara, o Rodrigo Hilbert feio, porra. É aleatório, a vida é assim, cara. Constrói já a igreja que tu vai casar também, né? Mas eu entendi, aí tu vai fazer uma casa pequenininha que já serve um propósito, que é, eu quero ter uma casa grande. Então eu vou fazer a casa grande dentro do
propósito, o que quer dizer? Fazendo o que tem que fazer com essa casa pequena pra eu dormir. E aí? É, mas peraí, das complicações de fazer a casa pequena. É, porque tu foi, igual tu falou, tu nunca tinha, tu não sabia o que era fazer uma casa. Não, aí a gente aprendeu no YouTube como fazer uma casa. Tutoriais de YouTube e chat EPT. É, foi isso mesmo. Por exemplo, a gente, o chat EPT tem aquela ligação de vídeo que você faz com ele, tira uma foto e pede.
Aí eu perguntava várias coisas, esse parafuso aqui é pra metal ou pra madeira? Mentira, cara.
Foi assim, a gente entendendo. Com todo respeito, não tô te chamando de idiota, não. Qualquer pessoa. Qualquer um constrói uma casa, então, pelo visto. Sim, mais ou menos. Uma tiny house, sim. Isso, uma tiny house. Tu precisa dos equipamentos e de conhecimento. Você tá me dizendo que você não sabia nada, Eliane? Nada, não sabia de nada. Não sabia de nada, nada, nada. Nada. Não sabia o que era nada. Não consigo nem dar exemplo aqui, nada.
Zero. Aí eu fui comprando os equipamentos na hora e aprendendo. Tem muito equipamento, precisa de um container.
os equipamentos. Aí, beleza, eu preciso de uma esquadria, uma serra esquadria, uma parafusadeira, uma serra de mesa. E foi comprando as coisas e descobrindo como é que funcionam os equipamentos. E, ah, precisa de nível, precisa de esquadro. Como é que faz isso? O que é o nível? Ah, o nível é assim, aquela bolha da água lá, o prumo e tal. E foi aprendendo, pô. A gente demorou 10 meses. A gente fez uma casa mesmo, uma casa bonita, uma casa bem feita, não é um barraco, não. A gente fez um negócio bem feito. Se eu der uma cagada e puxar de escada,
O que acontece? Vai descer. A gente já até... A gente tava até com um problema lá. A gente fez um negócio lá da... E resolveu. Não, resolveu. Tem... Vai pra um lugarzinho lá e tal. Vai pro... Tudo bonitinho. Vai pra onde tem que ir bonitinho. Vai pra onde tem água quente, tem água fria. Caralho, cara. Tem gás. Tem ar-condicionado. Onde que tu pediu ajuda pros profissionais aí? Profissionais? É, tipo... Alguém instalou ar-condicionado, não foi?
Não, a eletricidade alguém fez. Porque a eletricidade ia outros 500. Isso. Aí a gente contratou um cara pra instalar ar-condicionado.
E em caramento de água. Parte elétrica em geral e parte hidráulica em geral. Foi um cara que fez. Só isso. A parte disso, de fundação, não tem também. Mas é levantar parede, isolamento, revestimento externo, revestimento interno. E é o quê? É tijolo? É madeira. Madeira. Madeira é 10 por 5. Entendi. E aí, essa região aí é frio? É frio e muito úmido lá também. E aí, a casa de madeira segura a onda? Segura, segura.
Segura bem. Segura bem. Porque, tipo, é madeira, mas o revestimento externo é uma madeira que é bem tratada pra isso. Tá. A gente faz tudo. A gente fez um negócio bem feito. Porra, maneiro. Depois a gente mostra a foto. Maneiro. E quanto tempo tu viveu lá? Na Tany House? É. A gente tava vivendo lá até agora. Entendi. Enquanto faz a casa principal. Entendi. Aí a gente... Porque, por exemplo, pra casa principal, eu pensava que a gente podia fazer também.
Igual a gente fez na Tany House. A gente pega da nossa cabeça aqui e faz o negócio. Mas não. Tu tem leis e tal. Tu tem engenheiro. Tem que respeitar o tamanho do terreno.
o recuo, respeitar um monte de coisa, né? A área que pode construir, não pode construir um terreno inteiro. Não pode, não pode. E a gente foi descobrindo na hora, porque, ah, precisa de empreiteiro? Ah, caramba, tem que procurar empreiteiro agora pra fazer pra mim? Beleza, então... Mas, de qualquer forma, vai ser uma casa igual vocês dois querem, né? Vai ser uma casa... Não, vai ser uma casa muito bonita. Do tamanho que vocês querem.
É, vai ser um banheiro no lugar que vocês querem. Tudo certinho, né? É, vai ser uma casa legal, vai ser uma casa legal. Mas é uma experiência legal, pô. A gente tá gostando. A gente ficou um ano sem viajar, que é uma coisa que eu já tinha,
mal tempo que eu não fazia na minha vida, só focado no terreno. Nos primeiros dias, então, perto desse terreno aí, vocês não tinham uma base em Portugal, você provavelmente alugou uma casa e ficou enquanto estava construindo a Tiny House. Ah, não, a gente comprou uma casa no Porto também. Tá bom, entendi. Antes de... Ah, sim, na timeline, né? A gente foi para Portugal, alugou aquela casa carona lá que a gente se arrependeu, e aí depois comprou essa casa, comprou outra casa, beleza, eu não quero pagar aluguel, então eu vou comprar uma casa que pelo menos eu pago a prestação da casa, não me faz mais sentido.
Aí, nessa aí também, a gente já foi outra casa. Aí, caralho, tu é muquirana no último, hein? Puta que pariu. Aí sim, 2 mil. Vou pagar aluguel, porra. Tá certo, porra. Podendo não pagar aluguel, vai pagar aluguel? Porra, né? A galera de investimento fala, não compra casa e tal, porque não é investimento. Então paga tu meu aluguel aí, porra. É, não vou pagar aluguel. Porque aluguel em Portugal tá muito caro também. Aqui em São Paulo também.
Aqui é caro, meu irmão. Eu vou fazer um vídeo da galera que, em vez de pagar uma...
um apartamento gigante, eles pegam uma casa de tipo 10 metros quadrados, um apartamento, um kitnet de 10 metros quadrados, 15 metros quadrados e a galera paga tipo 2, 3 mil reais por um negocinho de 10 metros quadrados. Paga mesmo. É sinistro. Então eu falei, eu vou pagar aluguel, eu vou pagar a prestação da casa. Porque as taxas de juros lá em Portugal são boas também. Entendi. Compensam muito também. Entendi. Quanto tempo falta?
Aí então tá bom, mas aí agora tu, mas tu ainda não tá, essa casa que você comprou no Porto, depois que a Tiny House ficou pronta, tu se mudou pra cá e essa casa aqui tu deve estar alugando, alguma coisa assim.
não, mas a gente quer alugar. Mas vai fazer alguma coisa. Tu tá morando na Tiny House. Tu escolheu morar na Tiny House. A gente mora na Tiny House e quando a gente tá cansado da Tiny House, a gente vai pra essa casa do povo também. Mas a gente fica mais na Tiny House. Porque tá acontecendo mais coisa lá do terreno, né? E ela precisa cumprir o propósito dela também, que é você morar lá pra você poder ver a obra acontecendo. Tem cuidado das coisas e tudo mais.
Faz sentido. Aí a outra casa lá, a casa principal, porque é muita casa, né? O cara viajar pro mundo, né? Agora o cara é o Donald Trump de Portugal.
A outra casa é Light Steel Frame. Acho que a galera tá cagando pra esse assunto. Não, não, foda-se. É um... Não, pera, cara. Calma aí, calma aí. Isso daí é uma casa de metal liga leve, é isso? É, é. Uma parada que a galera... Assim, eu gosto porque eu tô começando a entrar nesse mundo. Tá. Que é... Os caras fazem o projeto da casa. Que aqui no Brasil é alvenaria, tijolo e tal. Em geral, sim. A gente nem pensa em casa de outro jeito. É.
Isso. Quando é diferente, a gente acha legal. É, isso. O cara tem que fazer a mistura lá do concreto, faz aquela obra cheia de... Seu de sujeira também, fica tudo sujo ao redor e tal. Nessa aí que a gente tá fazendo, por causa da falta de mão de obra, acho que até no Brasil também, falta de mão de obra de pedreiro, na Europa também, em Portugal, a galera tem que achar solução pra fazer casa mais rápido. Que eles fazem, tipo, em vez de fazer uma casa ao ano, eles fazem três. Aí tem essa aí que eles fazem com um projeto,
eles fazem um projeto da casa onde vai ter essa liga leve aí de alumínio, de aço leve, e eles fazem numa fábrica, fábrica tipo um impressor 3D, que faz um, não impressor 3D, mas uma parada que faz toda a casa, aí eles vão lá e só montam, como se fosse um Lego. Aí os caras fizeram a nossa casa, montaram a estrutura em quatro dias. É muito rápido. Porra! Então é uma parada legal de assistir também, de que a gente tá, da gente assistindo, da gente vendo os caras.
Mas aí você tá falando da casa que você vai morar, que é a casa que você tá construindo. Que é a casa que a gente tá construindo.
Tá bom, então tá lá, os caras montaram ela em quatro dias, mas tu não tá morando nela ainda, significa que ela não tá pronta. Não, montaram a estrutura dela. A estrutura em quatro dias. Aí agora tu tem que botar o que dentro? Aí é vidro, aí é isolamento, aí é cobertura. As casas que vão ao redor, no exterior e interior da casa. E aí ela sai mais barato também? Não, vai a mesma coisa. É porque pra montar é rápido, mas também é caro, né? Mão de obra é menos porque os caras montam rápido.
Vai para a história gastar a mesma coisa e ficar pronto muito mais rápido? É. Os caras fazem, tipo, eles fazem casa assim, tipo, seis meses, um ano. A nossa vai ficar pronta, eu acho que até agosto vai ficar pronta. Não dá tempo de dar uma viajadinha, não, enquanto tá ficando pronta a casa? Alguém tem que ficar lá, olha. Eu tenho que viajar, porque ela tá parada por causa das tempestades em Portugal. Tá tendo muita tempestade lá agora.
Aí eu tô voltando a viajar por causa disso. Tá parada há muito tempo? Desde o início do ano. Nossa. É porque tem muita tempestade lá agora no início do ano. Choveu.
Três ou quatro meses sem parar, todo dia, chovendo. Foi bem absurdo. Vários lugares alagados e tal. Mas o lugar lá onde tu tá, ele é preparado pra isso? Ou tá acontecendo um troço atípico? Não, não. Assim, é preparado, não aconteceu nada no terreno. Mas não dá pra trabalhar na chuva, caindo toda hora. É muito ruim, né? De trabalhar assim. E aí tá chovendo pra caralho, é um tempão sem parar. É, sem parar. Um tempão sem parar. Aí por isso tá parada a obra. Aí eu tô voltando a viajar. Mas eu tô gostando.
parado. E é legal voltar a viajar também. É legal. E aí, como é que vocês escolheram os destinos? Vou engasgar aqui, por favor. É... Morre não, porra. Se for morrer, morre depois de acabar. Eu tô escolhendo os destinos com os vídeos, né? Qual seria o melhor vídeo? Por exemplo, eu fui pra Albânia agora. Eu fui pra Bulgária. Aí eu penso no título do vídeo primeiro. Qual o melhor lugar que dá um título de vídeo? Bom, por exemplo, Bulgária...
Albânia é um país que ficou fechado por 40 anos. Que tinha um ditador lá muito doido, que meteu
no país todo lá, tem mais de milhares de bunkers no país todo. Aí eu fui por causa disso. Pra explorar os bunkers lá, peguei um carrinho. Realmente tem banca em todo lugar lá. E aqui no Brasil também. Eu vou pro Rio Grande do Sul, mostrar como é que tá agora, né? Porque a galera falava do Rio Grande do Sul, agora ninguém fala mais nada. Aí eu vou mostrar como é que ficou, como é que tá Rio Grande do Sul agora e tal. E... Esse da Bulgária aí, cara, como é que... É Albânia, Albânia. Esse da Albânia aí que tu tá falando.
Tá, como é que o cara que tava lá e que não deixava a galera entrar não tá mais? É isso? Não, é um ditador que ficou até 85, alguma coisa assim. Entendi. Aí ele era o maluco dos bankers. Tinha que ter bankers. Não, o cara era paranoico. O cara pensava que a Albânia ia ser invadida a qualquer momento. Aí, além de fechar a Albânia mesmo, tipo, todo o espaço, ele mandou construir bankers. Eles ficaram, tipo, uns 20 anos construindo bankers, pegando dinheiro da economia mesmo e jogando em concreto, assim, pra construir bankers. Lá tem... Alguns falam 170 mil bankers, outros falam 700 mil bankers.
Então não tem como tu andar um pouquinho e não ver um bunker. Não, você vê... Eu peguei um carro lá, fui no interior. Você vê bunker em literalmente todo lugar. Tem bunker mesmo. Um bunker assim que tu pode ir pra duas pessoas. Em todo lugar. E não são uns bunks bem feitos assim. Tipo, não é um bunker que vai acomodar você pra seis meses. É uma coisa que tu vai ficar uma semaninha lá e tal. Tudo fudido, né? Ele tinha... Acho que era durante a Guerra Fria. Ele pensava que ia ser bombardeado com bomba atômica e tal. Puta que pariu.
merda que é tu ser liderado por um idiota. É, pô, tá vendo? É, o cara ditador lá na Albânia. Depois ele morreu. Morreu com um problema de saúde e tal. E aí esse rolê que tu deu lá foi interessante, cara? Foi, pô. Tô gostando de viajar agora, pô. Tá sendo legal viajar, cara. É. Tu para de fazer uma parada, tu esquece de quanto bom que ela era. Essa parada. E é legal pra caramba. Aí tu veio pro Brasil, vai dar um rolê, vai lá no Rio Grande do Sul. Isso porque... E aí quando voltar a poder construir, tu volta pra casa.
Tu sabe mais ou menos quando? Agora é em março já. No final de março já vai começar de novo. Porque já melhorou o tempo lá e tal. Aí já vão começar de novo a construir a casa. E a Aida tá animada em voltar ou em continuar viajando? Não, ela na verdade não tá comigo. Ela tá na Inglaterra tirando carteira de motorista. O cara mora em Portugal com a mulher. Um tá na Inglaterra tirando carteira. Por que ela tá na Inglaterra tirando carteira de motorista? Porque em Portugal é muito difícil. Ainda mais porque ela...
ela não fala o português na língua nativa dela. Mas lá, a carteira de motorista lá, pra tu tirar a prova teórica, de escrever e tal, é muito difícil. A gente tem muita pegadinha e tal, de palavras, bagulho de interpretação de texto e tal. É muito difícil. Aí lá na Inglaterra é mais fácil que a língua dela. E ela já passou, na verdade. Ela já passou da... Ela conseguiu a carteira de motorista. Agora você consegue dividir isso aí também, né? Tu que tem que dirigir toda vez. É, mas eu gosto de dirigir, cara.
Eu gosto de pegar estrada. Tu gosta de pegar estrada? Cara, eu... Depende. Gosto, depende. Se não for 12 horas de estrada, gosto. Se for 4, eu gosto. Qual foi o teu máximo? Ah, 12... Não, foi umas 15 horas de estrada que foi o meu máximo. De ir sem parar? É, mas sem parar? Dá pra dizer que foi sem parar? Não, parar pra mijar, parar pra comer um negocinho. Não, mas sem parar pra dormir e tal. Não, sem parar pra dormir. Foi pra onde?
Cara, foi do Rio pra Curitiba. Mas não dá isso tudo, não. Não, não dá isso tudo, mas aí para.
testasse o carro. Mas aí tu parou e ficou duas horas no café. Eu parei muitas vezes, entendeu? Mas aí também, né? Mas era 12 horas. Entendeu? Então tá. Eu fiquei três horas a mais do que deveria. Mas foi... Eu não gosto. Assim, eu não gosto. Mas de ir daqui pra Ubatuba, na praia, eu gosto. Entendeu? Ali dá pra curtir. É o tempo certo. O meu máximo foi uma... Eu peguei uma carona uma vez com um caminhoneiro no norte da Argentina. Tem um estado no norte da Argentina que são dois mil quilômetros.
reto. Reto mesmo. É literalmente reto. É um saco do caralho de ficar nisso daí. 2 mil quilômetros? Que cruza o norte da Argentina, até o Chile. É reto mesmo. Isso dá o quê? Quantos dias? Dois dias. Foram dois dias. A gente parou pra dormir no meio da estrada e depois continuou no outro dia. Foi negócio doido mesmo. Os caras fazem isso aí. E o que tem ao longo dessa estrada aí? Nada. Deserto. É um desertão porque eu acho que esse cara gosta de dar carona pra ter alguém pra conversar, né? Pra não dormir.
Entendi. Porque realmente é deserto, não tem nada pra ver. Tem os postos de gasolina aqui e ali, talvez. É, aqui e ali, a cada 100 quilômetros, sei lá. Mas por quê? Porque é um deserto. É porque é um deserto. É porque não tem nenhuma cidade grande no meio, não tem nenhum relevo que tem que fazer curva. E tu vai do norte da Argentina ali perto de Buenos Aires até Salta no Chile. Entendi. E é retom. Acho que é uma das únicas estradas do mundo. Aí eu peguei a carona com esse cara assim.
Imagina, tu tem a sua expertise de podcast, de inventar conversa. Eu acho que tu é bom também. Não era tão bom, não. Eu sou horrível nisso, mas eu tinha que tirar a leite de pedra. Um pouco, tu aprendeu, não tem jeito. De fato, tu fica dois dias. Vai ter o que pra conversar na reta ali? Em outra língua, pô. Ainda tem isso, né? Em outra língua. Falar o que com o cara, o caminhoneiro? Hablas espanhol? No hablas, né?
O caminhoneiro deu ele no rebite? Deu no rebite? Como assim? Rebite é o troço que os caras drogam, que os caminhoneiros usam. Todo caminhoneiro usa parada. Todo caminhoneiro usa parada. Eu já peguei um caminhoneiro com um caminhoneiro uma vez, que ele estava cheirando e no álcool também. E aí ele tinha uma alucinação no meio da estrada. Ele achava que uns caras estavam perseguindo ele. Aí ele perseguia um carro na frente. Do nada ele apagava todas as luzes dele.
à noite. E eu não tinha sentido de segurança. Aí o cara... Aí eu falei, puta que merda. Mas era carona, né? É isso aí mesmo. Caralho, meu irmão. Cara, os caminhoneiros são doidos, velho. Tem muitos caminhoneiros doidos. É? Tem, tem. Mas eles são os caras que geralmente dão carona? Os caminhoneiros? Sim e não. Quem mais dá carona são os caras que já precisaram de carona. Que eles entendem. Aí o caminhoneiro muitas vezes dá carona por causa disso aí. Porque ele quer alguém pra conversar
ele não dormir, porque a vida dele é muito solitária também. Mas os caminhões dos caras são muito confortáveis também. Eles têm uma cama atrás e tal, a cadeira deles balança, eles estão no alto, tem tudo ali no painel deles também. Já pega o rebite daqui, né? É, já pega o negocinho dele lá. Entendi. Mas, cara, esse daí dos 2 mil quilômetros, isso daí é muito chato mesmo.
2 mil quilômetros de reta, aí não, não gosto. Por isso que eu tô falando, às vezes, nessa aí de viajar dessa maneira assim, tinha umas paradas meio desconfortáveis mesmo, que vai levando o cara pra abandonar esse tipo de vida, tá ligado? Porque eu tinha o orgulho de falar que, poxa, eu viajo sem dinheiro, olha só, você fica gastando aí 100 reais no hotel, que nada, eu gasto zero. Eu era esse cara, sabe? Aí agora eu entendo, pô, eu entendo que, beleza, agora eu gasto um dinheiro no hotel, eu posso gastar.
pra dormir, pra ter o café da manhã. É bom, pô. O cara vai ficando mais velho. É, não, é importante. É, não, deixa agora, é que assim, vai surgir um, vai ter um jovem aí que vai fazer conteúdo agora viajando com 10 reais. Deixa ele. E sempre surge, sempre surge. É, deixa ele. É, deixa o cara. É, sempre surge. Porque é uma parada que tem a vida útil do cara fazer isso aí. Pegar carona. Teve uma vez que eu peguei carona com um primo meu na Bahia, que, cara, foi o dia todo pra pegar carona. Ele ficou com queimaduras de segundo grau.
no sol, por causa que tava debaixo do sol da Bahia, quente. Meu Deus, cara. Isso porque tava esperando carona. Várias caronas, esperando assim, carona esperando e não chegava carona. É muito confortável. Aí é bom, é bom. Ainda bem que eu fiz dinheiro com a internet pra não precisar mais passar por isso também. Continuar viajando sem passar por isso. E essas caronas aí, elas são... Tem alguma carona que é combinada? Tu chega num lugar que tu viu que tem uns caras ali, tu chega lá, tu acusenta, tu troca uma ideia. Sim, hoje em dia tem aplicativo de carona e tal. Mas na tua época não tinha?
Na tua época era o dedão mesmo? Era o dedão. Teve uma vez que eu consegui uma combinada que foi num grupo de Facebook. Aí eu fui na Europa e tal. Aí consegui... O cara me encontra em tal lugar, tal hora. Mas na minha época era bem raiz. Era dedão mesmo. Escrevia alguma coisa numa placa. Mostrava lá na estrada e quem parava, parava. O que tu escrevia na placa? Ah, eu escrevia tipo a cidade que eu queria ir. Entendi. Aí os caras aqui, ah, beleza.
Essa cidade aqui eu vou. Aí filtrava mais os caras, né? Entendi. Filtrava mais a carona.
lançar o dedão pra um cara que tá indo pro lugar diferente do que tá indo, não adianta nada, só encher o saco de todo mundo. Exato, é. Cara, tem vários toquezinhos desse tipo aí que são importantes, mas... Porque, ó, por exemplo, hoje eu tava pensando, eu fui num lugar longe pra cacete de carro e eu passei num lugar que um cara veio... Sabe aqueles caras que vêm pra jogar um troço no teu vidro, assim, limpar? Não sei o quê. O cara já pula na frente do carro jogando aquela porra ali, não sei o quê. Porra, eu fiquei pensando, cara, se esse cara tem uma placa falando assim,
custa pra lavar o vidro e ele me pergunta se eu quero lavar o vidro, cara, ele tem muito mais chance de eu querer que ele lave o vidro do que ele vir com aquela porra ali e eu ficar puto, dar uns porra, querer sair do carro e tudo. É porque tem gente que é constrangida que não consegue dar esse porra igual todão nele. Aí, tipo, não vou falar não. Mas o que eu tô falando é, se ele faz isso, a pessoa constrangida ali também, ela, porra, tá aqui, o cara tá, entendeu?
É outra pegada, que nem tu. Tu entendeu que eu vou escrever aqui, ó, eu vou pra cá, ó. Vamos
perder o tempo de ninguém aqui, ó. Porque eu tenho certeza que a maioria das pessoas fica puto quando o cara vem e joga o trozinho. Sim, sim. E outra, se ele tem aqui e eu não quero que ele faça a parada, eu, pô, eu te dou uma merreca aí pra te ajudar, mano, sei lá. Sim, sim, sim. Eu te pago pra tu não jogar a porra do troço no meu vídeo. Eu te pago pra... Tipo, tem uns caras que eles têm uns instrumentos, assim, sei lá, saxofone, uns instrumentos altos que vão nas vizinhanças da galera e ficam tocando na frente da casa e aí tu paga pro cara sair da frente da tua casa.
Tem uns caras assim no México. Ah, é? Tem, tem, tem. Tem uns caras. Aí os mexicanos, tipo um grupo de três mexicanos tocando na tua casa assim. Aí tu tem que descer na escada pra pagar pro cara. Sai, vai pra tocar na outra rua. Era direto. Tu não pagava, né? Tu deixava tocar. Toca aí, ô filha da puta. Eu não vou te dar dinheiro. Aqui tu não toca mais. Mas tem uma galera assim também. É, tu paga pro cara não voltar lá, né?
Entendi. Mas aí, então, entendi que teu plano é voltar pra Portugal já em março, que é quando vai voltar a construir a casa, né? E aí, tu volta a ficar sem viajar um tempo? É, hoje em dia, eu viajo por causa dos vídeos. Antigamente, eu viajava por causa da aventura mesmo. Eu queria fazer aquela aventura. Quando eu fiz a viagem de van, eu queria mesmo dirigir a van do Brasil até os Estados Unidos. Quando eu fiz a viagem de, sei lá, de moto no Vietnã, eu fiz a viagem de, sei lá, o quê?
Eu viajava pela aventura. Hoje em dia, é pelo vídeo. É mais pela profissão do vídeo, né?
O que que... Assim, claro que eu gosto, eu acho interessante os países que eu vou também, ainda mais que agora que eu tô começando a me interessar mais de construção, já que eu construí uma casa. Construção leva até a história do país. Essa construção foi, sei lá, da época romana e tal. Eu acho interessante agora. Antigamente eu cagava pra isso. Igreja e tal, eu cagava pra isso. Agora, caramba, tem realmente alguém que fez aquilo lá.
Tu viu a merda que ia fazer uma casinha pequenininha, né? É, é. Pô, o cara fez ali um, sei lá, um Notre Dame.
Eu tô achando legal. Aí agora eu viajo mais pelo que é que o vídeo, pela composição do vídeo mesmo. Então quer dizer que falta pouco lugar pra tu visitar que tu queria de fato visitar? Não, pô, tem lugar pra caramba que eu quero ir. É, pô. Eu conheço muito pouco da África, eu conheço muito pouco da Ásia. Eu viajei muito pela América, pelas Américas, pela Europa. A Ásia, os lados da Tailândia ali, eu viajei muito bem também. Mas eu nunca fui pra Rússia, eu nunca fui pra Turquia, pra, sei lá,
azebajão. Falta um monte, então. Falta, tem muito lugar. Namíbia. Se divertiu bastante lá na Turquia? Eu nunca fui, não. Não? Não. Eu queria. Tu já foi lá? Não. Mas onde é que tu fez o negócio do cabelo? Fiz aqui em São Paulo mesmo. Ah, tá. Porque a galera vai pra lá, pô. Vai, mas tu tá cabeludo. Não é isso que tu vai procurar lá, né? É, mano, já tem... Tu vai procurar outro tipo de entretenimento lá, né? É, a Turquia. O que é barra, B?
Tá. Vamos dizer que assim, aí tua casa ficou pronta. Qual o próximo lugar que tu tá pensando? Ou tu ainda vai vir?
Porque eu já entendi que tem a ver com o vídeo, né? Então tem um pouco de estratégia e um pouco de oportunidade, então. Tem, tem. É, isso mesmo. Mas a vida é a surpresa. Tipo, a gente não sabe o que vai acontecer. A gente faz enquanto tá divertido. A viagem foi assim. Foi divertido enquanto durou. A gente fez. Aí agora é a casa. Beleza, a gente tá divertido ainda. Então a gente... Acho que até final desse ano acabou as obras lá e tudo.
Não sei se vai ter coisa pra fazer no ano que vem. Mas a gente vai ver se tem alguma coisa pra fazer.
em outro lugar, talvez ir pra outro país, morar lá, talvez, sei lá. Eu não sei, pô. O cara é doido. A gente vai fazendo enquanto tá... A vida é muito curta, pô. Enquanto tá divertido, eu tô fazendo a parada. A casa foi uma parada aleatória, né? Mas tô divertido. A Eda fala alguma coisa de ser mãe? Fala, fala, fala. Ela fala. Talvez esse já seria o próximo projeto, né? Esse é o ponto que eu acho que, pelo menos por um tempo, vai ficar ancorado. Porque eu conheço uns caras que eu
Admiro, inclusive. Eu conheço um cara, o cara fez uma casa na praia. Eu não sei muito bem a história de como ele conseguiu o terreno ali, mas o cara foi lá e fez a casa. Pelo menos a história que a esposa dele conta é que o cara trouxe a madeira, um tronco lá de uma outra ilha, fez a casa. E esse maluco gosta de viajar. E ele é médico. Ele foi ser médico num lugar muito foda de surfar.
foi ser médico lá, porque ele gosta de surfar. E aí vai todo mundo, vai a família, vai os filhos, vai tudo, tá ligado? E ficou lá um tempo, e aí quando eu o conheci, ele tinha acabado de voltar numa viagem dessa aí de seis meses, tá ligado? Então, o que eu ia dizer é, quando tu tiver um filho, aí tu vai ficar ancorado, mas talvez não. É, não, acho que não. Talvez não. Não, porque eu já conheci tanta gente que tem, que é viajante com filho, que aí mete o filho na Kombi, talvez você fique ancorado no primeiro ano, né?
É isso, talvez por um tempo tu fica ancorado, porque tu precisa de um, sei lá, tu vai ser pai pela primeira vez, tua mulher,
Leva-se a mãe pela primeira vez. Como é que é isso? É, né? Por exemplo, eu... Se tu me perguntasse cinco anos atrás, eu falo, não, não quero ter filho, não. Não sei se tu era assim também. Mas cinco anos atrás tu tava pensando em construir tua própria casa? Não, não tava. Pois é. Mas agora eu acho que... Tu tem quantos anos, desculpa. Eu tô com 29. Puta que pariu, mané. Tu é muito novo, tá maluco. Tu tá curtido de sol, hein, Eliezer?
Com todo respeito. Eu ia chutar uns... Tu me dá quanto? Eu ia chutar... Que isso, cara? Lá ele. Uns 30 e...
5, 36, com todo o respeito. Sério? Com todo o respeito, cara, desculpa. É, tá legal, tá legal. Mas é que eu acho que tu tá curtindo de sol mesmo, entendeu? Mas entendi, tá? Não, cara, com 5 anos atrás, você tinha, porra, 24 anos. Não, mas tô falando da mentalidade do cara. Por exemplo, o cara, assim, nos seus 20s ali, 20 a 25, ele acha que ele vai viver pra sempre, né? Ele acha que a morte não existe, o que é esse negócio de...
Contra o bolso. É, tá tranquilo. É outra mentalidade. Com certeza. Aí o cara vai priorizando mais conforto, né? Com certeza. Quando tem mais velho. Ou então, negócio de filho também. Toda vez, assim, essa não é a primeira vez que tu me fala a tua idade, eu fico chocado. Ah, é? É, eu lembro da outra vez. Inclusive, fiz o mesmo comentário. Caralho, tá curtindo de sol. E quando eu vier aqui e eu tiver 40, tu vai falar 60? É só parar de andar no sol sem protetor solar, pô. Posso protetor solar?
Não. Aí, porra. Caralho, não passa. O cara fica as duas horas no sol da Bahia lá. O cara com queimadura de segundo grau. O cara com queimadura de segundo grau. Porra, aí tu não quer estar contido de sol? Tem que estar, porra. Mas tá bom. E onde é que a gente tá? Não, o negócio de filho. Ah, é? Filho. Que eu não pensava. Agora eu tô pensando mais nessa parada de filho. Porque é uma parada de... Não é aquela parada de, sei lá, morrer sozinho.
Não é que eu tenho esse medo de morrer sozinho. Até porque eu acho que o filho não garante isso, né? Que tu vai morrer sozinho ou não. Porque tem muito filho que...
Abandona os pais, ou então, sei lá, vai viver a tua vida em outro lugar e tal. Normal. É. Mas é, não sei, é uma coisa que... Ah, é uma próxima etapa aí que pode ser... Ah, cara, eu acho que é maneiro. Bom, eu sou suspeito pra falar toda vez que eu falo. Tu gosta, né? Tu sempre quis. Eu acho que é importante. Eu acho... Eu não sei se eu... Eu não sempre quis, não, cara. Como é que mudou, então? Eu não sabia que eu queria. É porque quando tu pega, quando tu olha assim, caralho, meu filho...
Ih, rapaz, agora fodeu, agora é pra valer. E quando um filho, meu irmão, aí muda tudo, não é mais sobre você, não. É, um amigo meu teve filho também, um dia desse também.
Aí é aquilo que eu tava te falando antes de começar. O dinheiro que tu gastou... Ah, vou comprar essa casa aqui porque foda-se. E aí vou construir aquela e agora eu tenho três, entendeu? Isso muda. Porque aí agora, pô, cara, qual que é a fralda mais pica? Qual que é a escola mais foda? O melhor protetor solar. Qual que é o melhor protetor solar? Entendeu? Vira isso, entendeu? Isso quando tu tem grana. Quando tu não tem grana é como é que eu faço pra comprar o melhor fralda. Como é que eu vou trabalhar mais?
Como é que eu faço pra comprar o melhor protetor solar quando tu tá duro, entendeu? Em geral. Mas aí transforma muito. Mas é uma transformação que não dá pra explicar, não. Se tu quiser, tu vai ter que passar. É, todo mundo fala isso. Não tem jeito, não tem jeito. Mas a tua noiva tá animada, então. Noiva nem é cara. É, pô, olha só. Tu vai construir a própria igreja que tu vai casar, cara? Não, mas a gente vai casar lá no terreno. Perfeito. É, pô, tá bom. É uma história boa, né? Eu construiria uma capelinha.
Construiria? Uma tiny chapel. Já que pode uma tiny house. Não é mesmo a lógica. Só cabe vocês dois e o padre. Caramba. Tá bom. Os convidados ficam do lado de fora ali olhando no telão. Foda-se. O dinheiro mesmo, pô. Foda-se, bota no telão. Está ele, meu irmão. O outro cara que casou na igreja que ele mesmo construiu é o Rodrigo Hilbert, porra. Ele fez isso mesmo? Segundo a lenda. Eu não sei.
Rodrigo Wilson, acho que é alguma coisa de televisão? Eu acho que... Bom, ele é ou era um ator, mas a parada é que o maluco, ele é... Porra, cara, ele constrói o carro dele, entendeu? Ah, é? O cara é o MacGyver. É, a lenda é que ele é o MacGyver, entendeu? Essa é a lenda. É um cara que faz tudo. Os vídeos dele, aí ele... Pô, essa madeira aqui, aí bate com uma faca na madeira. Pô, essa madeira aqui dá pra fazer um, sei lá, um não sei o que, muito legal.
Faz um bom churrasco, faz tudo. É, não, vai, faz... Aí ele vai pegar a madeira, não sei o que, tu fica, caralho, o cara é...
Vamos ver quem é esse cara, então. Ele é tu, só que bonito, pô. Vamos ver quem é esse cara. Eu com protetor solar, então. Sim. Mas eu curto a vibe do cara que faz isso. Eu também. Eu acho maneiro. É que, porra, é que tu tem quase 30. Eu tenho 41. 41, cara. É aquilo que a gente tava falando aqui. Eu, porra, se Deus me ajudar e eu quiser muito, alguém faz aí. Lá na minha casa, tem uma parte lá atrás que tem uma edícula e ela tem um pé direito alto.
eu queria fazer um geral ali. Ou de madeira, ou de aço usinado e tal. De madeira, tecnicamente, dá pra eu fazer. Mas nem eu confio em mim mesmo. É, não, tá certo. Melhor alguém fazer, então. Aí tu foi lá e fez uma casa que não caiu na tua cabeça. Então eu acho impressionante. Vou te mostrar a foto depois. É uma casa muito boa, pô. Eu tô orgulhoso. Porque com as tempestades de Portugal, não vazou, não teve nenhuma goteira na casa. Olha aí, pô.
vendo. E o cara não sabia nem qual parafuso que usava. Eu não sabia nada, pô. Cara, isso é uma prova que tu consegue. Tu só botar na tua cabeça e tu faz as paradas. Chat GPT e YouTube. Vontade supera tudo, né, cara? É, pô, mentalidade. Esse aí supera mesmo, é verdade. É, porque, tipo, quando... Até volta, né, aquela parada de eu parar de viajar, porque eu não tava na mentalidade certa. Eu tava num lugar mó legal, só que eu não tava gostando de estar ali, sabe?
Eu queria estar jogando videogame. Eu queria estar na minha casa, tipo, sem fazer nada.
Então, a mentalidade é muito importante mesmo. É. E aí... Entendi. Tá bom. Então, agora o cara tá pensando na casa dele que vai ficar pronto. Deve ficar pronto até o final do ano. E, quem sabe, meter ele um boneco. Essa daí é uma etapa grande mesmo na vida. E como é que é a tua família? O que eles acham do fato de tu ter escolhido Portugal pra morar, cara? Tão longe. Ah, cara. É... Acho que eles já sabiam que não. Até largaram de mão o Eliezer, né? Deserdaram, né? Ah, o Eliezer. O que é o Eliezer?
Ah, o teu filho, pô. Ah, pô, ele é. Mas assim, eles gostam, cara. Portugal é um lugar legal, é um lugar bom de morar. Tem gente que fala bem, tem gente que fala mal também de Portugal. Eu, na minha situação, eu gosto de ir lá, de morar lá também. Essa é a maneira, tem umas praias? Tem praias, mas não é aquela praia que você tem aqui. É praia fria, é muito... Porque o inverno lá, tipo, ele dura muito tempo, chove muito também, então não é a mesma praia. Mas tem uma estrutura boa de praia, tem um calçadão, tem...
Tem tudo lá. A parte boa disso tudo é que, quando eu for a Portugal no ano que vem, se eu for a Portugal no ano que vem, uma casa eu vou ter pra ficar. Vai ter a casa lá. Vai ter três? Tem, vai ter lugar lá. A Tiny, pelo menos, né? A Tiny, tá tudo bem, tá tudo bem. Eu, minha mulher, valeu, tá bom demais. Mas Portugal é um lugar legal, cara. Tá cheio de brasileiro lá agora. É? Tem muito brasileiro. E os caras brasileiros são bem recebidos?
Assim, depende. Depende muito. Do... Do brasileiro? Cada pessoa tem... É, do brasileiro.
do português também. Assim depende, cada pessoa tem sua experiência. Na primeira vez que eu fui lá, em 2017, que eu não tinha um canal grande, nem nada. Tu era só um malucão com cabelo pra lá, assim. Isso, isso. Meio ripondo. Eu trabalhava no Lava Jato lá e tal, e eu não tive boas experiências. Tu era o brazuca. É, com o português lá. Mas agora, sim, eu tenho boas experiências. Então, não sei se é porque na época eu trabalhava como imigrante e tal, agora eu venho com o canal,
pra trabalhar pra ninguém. Mas é um bom lugar de morar. A gente tá gostando de morar lá. Porque é muito tranquilo. É muito calmo, muito tranquilo. Que é o que a gente tava buscando também, né? A natureza ali em volta, pra tu olhar. É, tem natureza. É muito seguro. Eu gosto de segurança. Segurança é bom demais. Porra! Ainda mais, eu fico imaginando os perrengues que tu passou ao longo dos anos viajando pelas Américas, né? Aqui a gente tá falando de vários países que são... Mas é tranquilo. O único país mesmo que eu não me sinto seguro é Brasil.
Tu tá zoando. E o México? Assim, México no norte. Que todo mundo falava mal do norte do México, perto da fronteira. Mas no México em si mesmo, eu andava de celular na rua, tranquilo. É assim, eu não passei, eu não fiquei muito tempo na cidade grande, na cidade do México, por exemplo. Mas as outras cidades, tranquilo. Eu não sentia essa parada de se eu tirar meu celular, alguém vai olhar pra mim, tá ligado? Aqui no Brasil, não no Brasil todo, mas em cidade grande, Rio e São Paulo, por exemplo, eu senti, se eu tirar meu celular na rua,
Pode ter olhos olhando pra mim e que lá na frente, quando eu ando lá na frente, alguém pode pegar, vai me marcar. Porque já aconteceu também. Então eu sinto... Mais em segurança. É, eu dou muita prioridade na segurança. Segurança é muito importante, né? Claro, porra. É, muito importante. Mas pro cara que tá... Bom, com certeza faz sentido, inclusive, com a história do que tu fez aí ao longo do tempo. E esse rolê de motoca que tu deu na África lá?
Na Ásia, no Vietnã. No Vietnã, é. É outra parada também. Tipo, eu não sabia, nunca tinha pego uma moto na minha vida.
Eu fui pro Vietnã. Não tinha carteira de moto? Não. Lá é assim, pô. Tu pode pegar a moto, só dar o passaporte lá pro cara. Mas o Vietnã não é cheio de frescura pra tu entrar? Não. Não? Tranquilo. Quando que foi isso aí? 2021. Ah, não fala muito tema, não. É? Tipo, sem saber nada de moto. Eu aprendi na hora lá também. Nunca tinha pegado uma moto na minha vida. E o trânsito lá é um dos mais bizarros do mundo, né? Tu não tomou nenhum tombo?
Não. Não, nenhum tombo. Nenhum tombo. Acredito. Botei a mochila atrás. O cara nunca foi um fantasma. O cara nunca foi um fantasma.
Ele foi atacado por um urso. O cara nunca tomou um tombo na moto que ele nunca tinha andado de moto antes. Já foi roubado? Claro, já foi roubado. O que o cara roubou de um cara que só tinha 10 reais no bolso? Já roubaram um notebook meu no Equador, num ônibus, que eu estava distraído, deixei a mochila embaixo do banco do ônibus e roubaram. E no Brasil, roubaram minha bicicleta. Mas não era nos tempos de viagem, não.
no jogar futebol e os caras chegaram pensando, tipo, fingindo que tinha uma arma embaixo. Mas eu não vou apostar que os caras não tinham, né? Total. Aí no dia seguinte, não, na semana seguinte, o mesmo cara que me roubou tava jogando bola comigo na rua. Mas eu também não vou falar pro cara, olha, tu me roubou. Eu só joguei bola com ele mesmo. Torcer pra ele lembrar de mim na próxima vez que ele quiser roubar a bicicleta. Pra ele não ir buscar a minha. Aí é foda. Entendi. Então, caralho, então tu viveu uma experiência
perigosa, mas de forma suave ao longo do tempo. Aonde? Na vida, porque se tu tá falando que tu foi roubado uma vez no Equador e a outra no Brasil, que foi a bicicleta que não conta, né? E arma na cara, assim, tu já passou um sufoco de... Ó, deixa eu te contar uma vez, quando eu era... Faz muito tempo, isso. Eu tava indo pra Baixada Fluminense, eu morava no Rio, e eu tava indo pra Baixada Fluminense, peguei um ônibus, e aí eu errei o ônibus que eu peguei e fui parar num lugar que era muito longe de onde eu
Tinha que ir de fato. Só que eu não tinha dinheiro pra pegar outro ônibus. Então eu fui andando aí, meu irmão. Cara, a gente foi chegar de manhã no destino. Só que um pouquinho antes de chegar, a gente passou num posto de gasolina que tava desligado, mas os caminhoneiros ficavam lá pra dormir. E a gente veio andando da estrada, atravessamos a estrada de madrugada, entramos no posto e eu só queria beber água. Porra, maluco, veio os caras já com a peça assim, qual foi, meu irmão?
O que tu quer? Não sei o quê. Eu, calma, meu irmão, calma. Não, eu só queria beber água. Eu peguei o ônibus errado, tô tendo que ir andando.
não sei o que, isso explica. Uma situação meio tensa, entendeu? Se eu respondo errado ali, eu tomo um tiro. Sim, sim, sim. Tu passou por umas dessas, imagino. De arma, não. Pior que não. Olha aí que suave. De arma, não. Deixa eu ver. Tem uma vez que eu tava filmando na Rocinha. Tava lá com o Rock Cria. Conhece o Rock Cria? Aí eu fui fazer um take, assim, que a gente tava descendo um escadão, assim. E aí eu fui fazer um take, tipo, de terceira pessoa.
Deixei a câmera em cima da escada e fingi que eu tava descendo com eles na escada pra dar aquele take.
terceira pessoa. Aí quando eu fui voltar pra pegar a câmera, aí eu vejo duas pernas assim, eu olho pra cima, o cara com um fuzil assim, gigante. Aí o Rocky cria, já achei, ó, tá com nós, tá com nós, tá com nós. Aí eu fiquei com medo, né? Pô, negócio grande, como é que eu vou? É um troço que tu viu toda hora. Aí o cara olha pra minha cara, pô, a gente assiste os teus vídeos e tal. Enquanto ele segurava o negócio grande. Aí foi de boa depois, o cara chamou a gente pra jogar uma sinuquinha lá e tal.
A gente jogou uma sinuquinha e bebeu um Coca-Cola. Mas assim, tranquilo, sabe? Nada demais.
Eu também não procuro nada também. Eu sou um cara... Acho que os caras olham pra mim e não veem nada assim também. É verdade. É um capacidade de nada muito perigoso. É engraçado, né? Porque a galera fala de... Não, pelo tanto de tempo que tu ficou viajando, Eliezer. É realmente curioso que tu não passou por nenhum suco nesse sentido. Não, nada tipo sequestro, sabe? Então, eu passei de uma vez com um cara que me assediou quando eu pegava carona em Portugal.
Na época eu tava viajando também com pouco dinheiro. O cara errou... Não, ele não sabia.
Ele ia passar macho e errou. É, tipo isso. Ele fazia umas piadinhas, eu tava no banco de carona, do lado dele. Ele fazia umas piadinhas, batia em mim, batia no ombro, depois foi descendo, batia na costela. Piadinha, piadinha de amigo, batia na perna. Teve uma piadinha que ele fez, ele pegou, em vez de bater assim, ele alisou, foi até a virilha. Aí eu falei, pô, o que é isso? Esse cara não tava contando piada, não. Aí eu falei pra ele que ele não tava muito afim. Calma aí, calma aí, né?
Não iria praia não, irmão. Aí ficou uma situação constrangida, constrangedora no carro. Mas depois ele me deixou no lugar. Esse foi o mais tranquilo que teve. Mais sinistro. Mais sinistro que teve. E realmente, a gente fica com medo, né? Caraca, é uma parada viajada desse jeito. Sim, meu irmão. É dedão da rua, tá doido? É, tipo, totalmente aberto pro desconhecido, né? Mas eu tenho certeza que tu aprendeu uma porrada de coisa maneira sobre estar vivo. Sim. Sim, sim. Assim, é totalmente...
Hoje tu tem a experiência de viajar de uma forma mais confortável. Mas é interessante que tu já conhece a forma... A outra forma. A forma, sei lá, a outra forma de viajar. Que é possível também, mas porra, ela é coisa de jovem, né? Ela é coisa de um cara que tem um sonho muito específico. Eu quero fazer essa porra desse jeito e tudo mais. Mas aí o cara se planeja e tudo mais. Porque na maluquice é coisa de jovem. É, é coisa de...
o cara que não pensa muito. Eu era um cara que não pensava muito nas coisas, em consequência, em perigo e tal. E isso é legal também. Mas a melhor hora mesmo de fazer isso é quando tu é jovem. Porque quando tu é velho, tu vai pensar. Não tem jeito. Tu vai pensar em consequência, ou então tu é responsável por alguém, tu tem um namorado, um filho. Tu não vai fazer umas paradas dessas, sabe? Então acho que eu fiz no melhor momento, né?
Também acho. Quando eu era jovem. Mas faz a igreja, cara. Casa na tua própria igreja. Tu vai poder contar essa porra pra sempre. Meu casamento lá, casei na igreja.
fiz a minha igreja. Sim, sim. Eu vou pensar nisso. Aí quando tu for descasar, tu faz o teu cartório pra tu descasar. Constrói o próprio cartório. Acho que não pode, né? Nesse caso é grande demais. Não dá pra ter um tiny, sei lá, né? Tiny cartório. Tiny cartório. Entendi. Pô, eu... Teve uma fase na minha vida que eu tava olhando assim, pô, onde é que seria legal de morar? Aí eu olhei um pouco
e olhei um pouco Portugal mesmo. Na época, a gente tinha gostado mais da ideia de Espanha por causa de uma região específica lá que tinha um clima mais temperado. Mas parecia, pelo que a gente estava vendo e estudando, olhando e tudo mais, antes do flow isso, acolhedor, sabe? Gostoso, interessante. Eu não conheço muito a Europa, não.
que eu já fui na Europa. Eu fui pra Polônia duas vezes, fui pra Amsterdã, fiquei alguns poucos dias na Bélgica também, mas em geral é trabalho, entendeu? Da Bélgica não, da Bélgica eu fui na Tomorrowland, então foi legal pra caralho. Mas, por exemplo, Portugal eu nunca fui. Portugal, eu posei em Portugal pra fazer... Conexão. Suíça, eu posei na Suíça. Suíça é bom pra caralho. Nunca fui. O que tem de bom na Suíça? Paisagens. O preço é caro.
É? É um dos mais caros. Mas a paisagem é muito bonita. Parece que é Iá, sabe? É? É, é muito bonita. É muito perfeito. É perfeito até demais. Você fica, tipo, até incomodado. Tanto que é perfeito. Mas tem algum outro lugar até ali por perto que é bonito da mesma forma? Por perto? Ou não. Nossa, tem muito lugar. Qualquer lugar que tu fala assim, caralho. Porque nem tu falou, cara, Suíça é bonito. Um outro lugar que tu achar vistoso, vai.
Na Europa ali? Ó, a gente foi pra Islândia. Islândia é muito bonito. Por quê? Porque é uma ilha, assim, que fica afastada de tudo. E é uma ilha que tem várias atividades.
atividades, que eles têm uma placa tectônica, que é de Europa, Eurásia, alguma coisa assim, que cruza no meio o país. Aí você consegue ver a placa tectônica. É mesmo? É um dos únicos países do mundo que você consegue ver a placa tectônica fora do mar. Na vista mesmo. Você tá andando em uma trilha em cima da placa tectônica. Aí, por causa disso, eles têm aquecimento, assim, de... Eles têm acesso mais fácil à água quente. Eles cavam, tipo, sei lá, 100 metros e têm um acesso à água muito quente.
tudo lá é aquecido através dessa água quente. Então, como lá neva muito, para o gelo da neve não ficar nas estradas e deslizar o carro, por exemplo, eles têm aquecimento passando embaixo das estradas, embaixo das calçadas, na casa das pessoas. Com água que é natural da Islândia mesmo. Natural, porque lá, como está entre as plaquas tectônicas, tem acesso ao... Tudo bem, esquenta a água. É, esquenta a água. Também não sei o que que é. Aí é legal por causa disso. Só que não só isso, tem vulcão lá,
glacial, tem tudo lá. Outro, tem também no inverno tem a Aurora Boreal também. Mas em geral, frio pra caralho, não é? Em geral, quando tava lá, tava frio, com certeza. É, muito frio. Outro lugar bonito, Espanha, eu acho muito bonita a Espanha. Eu gosto muito de Barcelona, porque Barcelona tem a beleza da cidade em si e tá perto da praia. E tá na praia, né? Então você tem a praia, que é no Mediterrâneo, e você tem a Barcelona em si, que é muito bonita. Eu passei uma noite que eu tava indo pro Catar, ficando em Barcelona,
porque a gente ficou preso, de certa forma, em Barcelona uma noite, não conta, não conheço. Sim. Fui ali, fui num lugar específico e fui embora, entendeu? Eu tava em Veneza agora. Veneza é bonita. Porque é diferente. Porque, por exemplo... Mas tu não andou de barquinho, andou? Não, André, não. Muito caro. 100 euros, pô, pra andar de barquinho. E se você falar, é muito brega. Não, é muito caro. Também. Não, mas Veneza, porque, tipo, não é uma ilha, assim, igual Florianópolis. É uma... Era um conjunto de ilhas muito pequenas, que era, tipo...
com o solo muito ruim. Só que os caras foram batendo estacas de madeira embaixo para formar uma ilha de estacas de madeira. Não sei se eu consigo... Imagina, aqui nesse metro quadrado dessa mesa tinha, sei lá, 50 estacas de madeira, sabe? Que eles iam batendo no chão, aí botavam uma madeira por cima e aí construíam as casas por cima. Então tinham umas ilhas artificiais, umas palafitas quase. Isso, tipo uma palafita debaixo da terra para dar sustentação. Então é tudo isso. Eu acho interessante
por causa disso. E é muito bonito, eu achei muito bonito. Teve lá quando? Recentemente? É, mês passado, eu acho. É? É, foi lá pra fazer vídeo também. Aí, ó, um lugar que eu moraria... Ó, lá no Catar tem um shopping. É no Catar que tem um shopping que é... Ele tenta imitar Veneza. Então, dentro... Ah, sim, sim. Dentro do shopping, parece que tá de dia. Eles colocam a iluminação que parece que tá de dia. Os caras só tem uns passarinhos dentro do shopping. Ah, sim, sim, sim, sim. Tá ligado? Sim, sim.
É. Tá ligado? É meio cringe. Tu fica... Nossa, cara. Né? Mas tá lá. Tem muito lugar, sim. Tem passarinho dentro da porta do shopping. Passarinho caga nas pessoas. Entendeu? Porque é fechado. Entendeu? É muito estranho, cara. É, tem muito lugar que tenta imitar a Veneza. Tem lá em Las Vegas também. Tem? Ah, tem verdade. É famoso, inclusive. É. É em Londres. Tem... É, a galera chama, eu acho que Recife de mini Veneza. Veneza brasileira, né?
Um negócio assim. Tem muito lugar assim. Porque a Veneza é muito única, cara. É muito única. É um lugar muito...
único. Agora, um lugar que eu moraria, além de Portugal, é Espanha. Eu moraria muito na Espanha. Porque Espanha tem que ser perto de aeroporto. Então, ou perto de Madrid ou perto de Barcelona, um aeroporto grande. Aí tu ia pra Barcelona. Porque Barcelona é legal. Eu ia pra perto de Barcelona, sim. Porque em Barcelona você consegue esquiar e ir pra praia no mesmo dia. Você vai lá pra Andorra, esquiar, aí você pega e vai pra praia no mesmo dia, em Barcelona.
Duas horinhas, três horinhas. Então, Barcelona é um lugar que eu moraria. Super. Demais. Tu já ficou em Barcelona um tempo?
Já, assim, dias, né? Já fiquei lá, muito bonito. Eu moraria muito lá. Eu gosto da Espanha, assim, quase de futebol também, gosto de futebol. Então Espanha é o país do futebol, né? Não, mas é só o Brasil, porra. É, o Brasil, mas a Espanha tem, né? Barcelona, Real Madrid. Sim, sim, sim. É, não, dá pra você. Tá bem servido pra cacete de futebol ali. É, sim, pra caramba. Com certeza. A Batu que é fã do Messi, né? É, eu gosto do Messi.
Só que aí tu vai ter só história do Messi, uma puta história também, né? Sim, né? Sim, sim. Mas, assim, uma coisa boa de morar na Europa
Você pega um voo, assim, de uma hora, duas horas. Assim. E você tá em outro lugar, em outro mundo, em outro país ali. E tem muito voo desses, assim, que são baratinhos, né? Sim, eu já peguei voo de 14 euros. Isso, cara. Mas se tu botar... Ó, se tu levar uma mochila muito grande, aí já vai ficando mais caro, né? Tudo fica mais caro. Mas beleza, tudo bem. Tudo bem, né? Porque 14 euros pra tu voar só teu corpo, tá bom. É, eu voo só com uma mochilinha também.
Eu vim aqui pro Brasil, aqui, pra ficar duas semanas com uma mochilinha desse tamanho. Que pra mim é...
Só botar cueca lá e... Se 10 anos de estrada, o maluco não conseguisse se virar com a mochilinha vindo de avião, pelo amor de Deus, né? Aí tu traiu o movimento. Já com a mala rosa, com o labubu, porra, não? Uma rimoa, né, cara? Não, não, ela tem que chegar com a mochilinha. Com a mochilinha pequena desse tamanho assim. Só cueca, equipamento de filmagem. E é isso. E umas camisas fácil de lavar. É, é, Insider. Ok, Insider aqui, ó. Pois é.
Insider, inclusive, eu vou aproveitar e falar de insider, né? Agora que tu me deu dessa daí, ó. Tô de insider também, meu irmão. E por que o Eliezer tá de insider? Porque é molinho de tu se resolver, especialmente se tu estiver viajando, de insider. E, cara, começou o ano pra valer agora, né? Já passou o carnaval, já passou tudo aí. Então agora tu vai começar a trabalhar pra valer, agora tu vai começar a treinar pra valer, agora tu vai, muitas vezes, viajar ou viajou no carnaval.
O fato é, cara, é um bom momento pra você considerar, experimentar insider ou então completar o teu armário com insider.
Por quê? O cupom Flow, cara, até agora no domingo, dia 8, você vai ganhar até 30% de desconto somando com os descontos que já tem no site. Então, cara, 30% é um terço, tá? Então, entra lá no site da Insider. Se você nunca experimentou alguma coisa, vou te recomendar aqui. Pega uma tech t-shirt, uma cueca, tá? Se você for um menino. Se você for uma menina, pega uma tech t-shirt e roupas de baixo de menina. Uma calcinha. Tu não vai se arrepender. Papo reto. Não vai se arrepender. Experimenta. Agora, se tu já conhece,
Tu já conhece. Entra lá, usa o cupom FLOW, 30% de desconto, somando com o desconto que já tem no site, e tu vai ficar gatinho, tá bom? Aproveita aí e anda logo. Não perde tempo, não, porque já viu. E a Insider, de fato, tem essas características de dar uma facilitada. Tu bota ela pra lavar, ela seca rápido. Ah, eu gosto da Insider, eu gosto da Insider. E eu também, assim, beleza, já foi a publi. Eu também uso, porque quando eu viajo, além de ocupar pouco espaço na minha mala, porra, cara, isso é um bagulho que é difícil de explicar pros outros.
Uma vez eu estava em Paris, eu fui para o evento Bola de Ouro. E foi um bate e volta do caralho. Eu fui num dia, eu cheguei num dia, nesse mesmo dia eu vi o que tinha que fazer, no dia seguinte eu fui no evento e no dia seguinte eu voltei. E aí eu estava na rua e estava frio. Tinha a galera andando com sobretudo, caralho. E eu estava com uma camisa de algodão. Estava frio do caralho, mané, com a camisa de algodão. E é maluco. Não é que a camisa da Insider é um casaco, mas é diferente. Tu sente frio,
Menos, entendeu? Quando eu falo do conforto térmico, é isso que eu estou dizendo. Ela não é um casaco, mas é menos frio e é menos calor que você sente, porque sei lá o que tem aí. Sei lá. Mas, cara, eu queria ser um cara que viaje um pouquinho mais também. Esse ano eu estou tentando me organizar para isso. Estou tentando deixar uns episódios gravados justamente para quando isso rolar. Por exemplo, estou querendo muito ir na Tomorrowland, que é lá na frente, então eu consigo me planejar de alguma forma e tal. Copa do Mundo?
do Mundo não, porque... Você não sabe se vai acontecer, né? Tem isso. E é um rolê muito grande. São 30 dias pra tu curtir. Se tu for curtir a Copa do Mundo, não tô afim. E mesmo que tu vá curtir um jogo ou outro, a chance de tu ver um jogo num país e outro jogo em outro país é grande. Eu não tô afim desse rolê. Só se for fazer um troço muito legal. Se alguém chegar aí e bora fazer um troço muito legal, aí eu considero. Mas a princípio,
não. Quero ir pra Timorland, que eu vou ficar um fim de semana, entendeu? Vai, eu vou ficar quinta, sexta, sábado e domingo e segunda-feira eu tô aqui de volta, entendeu? Aí eu preciso de dois episódios gravados que é pra quinta e sexta e é isso, entendeu? Então eu tô tentando... É uma viagem diferente do que você tá acostumado. Eu não tô indo turistar, nesse caso. Eu tô indo curtir um evento, né? Mas pra mim já é um puta passo, porque eu não viajo pra curtir porra nenhuma quase nunca. Mais pra trabalhar, né? Em geral eu tô indo trabalhar. Até quando é um troço
legal, eu tô indo trabalhar, entendeu? Sim, sim. Então, muitas vezes é um troço legal, mas eu fui trabalhar. Mas vocês fazem muito episódio, assim, fora? Não, muito, eu evito, porque o episódio fora, o episódio aqui funciona, simplesmente funciona melhor do que o episódio fora. É, né? É. O episódio fora tem cara de, não sei, eu não sei, mas eu sinto que o episódio fora tem mais chance de ter cara de publi e a galera, entendeu?
Ah, não quero ver publi. Muito que tem a cara da publi, assim. Mas nem é publi, às vezes, entendeu? É que como não é fora do padrão,
Que porra é essa? Entendeu? Fora do padrão, já pra algumas coisas, entendeu? Então o flow eu gosto de fazer aqui. Se for alguma outra coisa que é no canal do flow, dá pra fazer em outro lugar também. E eu faço flow às vezes em outros lugares quando não tem jeito, entendeu? Por exemplo, se rolar de falar com... Tu vai falar com o Joe Rogan, mas aí tu tem que ir lá. Eu vou. Tu vai falar com, sei lá, o Elon Musk. Eu vou. Tu tem que falar com o Putin. Eu vou também, entendeu? Claro, claro.
aqui é melhor. É melhor pra todo mundo, inclusive. Sim. Do ponto de vista de do que que significa e tudo mais. Mas tudo bem. Ou seja, o que eu quero dizer é que em poucos casos eu faço loans do meu estúdio. Só quando eu acho que é legal. Às vezes quando é uma publi, entendeu? Sim, sim. Mas o que que te faz querer viajar é pra a experiência do... Não experiência, se for o da Tomorrowland. Cara, é. Eu tô querendo começar a viajar mais só porque eu não viajo nunca pra curtir. Então até vou a lugares
Eu fui num evento legal ano passado. Bom, fui no Bola de Ouro, que é legal pra caralho. Não foi exatamente trabalho, mas é um pouco. A do Dembélé agora, né? Não, fui na que quem ganhou foi o Rodri. Ah, putz. Tava esperando outra coisa, né? Todo mundo tava esperando outra coisa, né? Todo mundo tava esperando outra coisa. Mas eu queria só curtir mais, entendeu? Eu entrei numa que é a seguinte. Porra, vamos dizer que...
que não exista reencarnação. Então eu dei uma puta sorte do caralho e eu sou o Igor do Flow, né? Dá pra eu viajar, é só eu viajar, né? Sim, sim, sim. Então, né? E se existe... Levar a vida menos a sério, né? Se existe reencarnação, nessa eu vi o Igor do Flow, pô. Então tem que aproveitar. Tem que aproveitar, é. Na próxima pode ser um cachorro, sei lá, pô. Não é que deve ser legal também, tem uns cachorros que se dá bem. A minha cachorra se deu bem, a minha gatinha se deu bem, entendeu?
Tem as duas gatas, a que fica aqui, a que fica lá em casa, foi adotada da rua e o caralho. Sim, é legal.
É o Ado tem um cachorro também. É. É, muito bom, cara. Ele tem mais uma gratidão por você, parece que ele entende, né? Não sei, eu acho que ele, eu acho que, cara, imagina o cara, se fudeu a vida inteira. Vem um cara e cuida. E a vida inteira nem precisa ser mó tempão, não. A vida inteira pode ser uns três aninhos ali, os dois aninhos que o cachorro ficou ali fudido. O meu ficou tipo um ano ali, alguém abandonou ele na frente de um negócio de cachorro lá, que eles deixam o cachorro.
Aí ele ficou um ano lá e depois a gente foi lá e pegou ele. Então, aí acha um cara que compra uma ração foda pra ele, é claro que ele te ama. É.
Ele caga diferente depois que ele começou a andar contigo, pô. Esse cocô aqui, cara. Tá saindo milho. Claro que o cachorro vai te amar. Mas é... Acabou aqui. Errou uma água aí, por favor. Nem lembro mais. Não, o negócio de aproveitar. Beleza. Tu acha que... Agora, o negócio de criador de conteúdo. Tu acha que essa parada de... Você tem que ter essa agenda de vídeos e tal. Não sei quantos vídeos vocês postam na semana.
semana, como é que você faz pra desligar do trabalho? Não faço isso. É aí que tá. Esse é o ponto. Eu quero começar a fazer isso. Eu não faço isso. Hoje, se alguém, se meu pai falece, por exemplo, eu tô fudido. Entendeu? De arrependimento. Tô fudido. Não é que eu tô fudido de... Não tô fudido. Mas assim, vai ficar um tempo sem flow. Entendeu? Eu vou ter que ir lá. Porque não tem... Eu até tenho as gavetas, porque a gente tá começando a fazer. Mas não tinha. É sempre um desafio, né? Eu também, tá ligado?
Então tem que fazer a gaveta de um jeito estratégico, porque a minha gaveta não pode sair daqui a três meses. Três meses já ficou velho. Outras notícias, a gente tem que cobrir a notícia também, né? Então tem que fazer com cuidado. Mas o plano é balancear, porque a gente só trabalha. Só faço isso, entendeu? Não faço mais nada, só trabalho. Então, porra, vou lá no Tomorrowland esse ano, foda-se. Sim. E não é trabalho, hein? Já avisei todo mundo. Os caras, ah, não. Mas, porra, se for...
que a equipe não é equipe. Não vou fazer um story. Não é o Flow que vai pagar pra eu ir no... Eu que vou pro Flow pra Tomorrowland, entendeu? Sim, sim. Eu até vou acionar uns amigos aí pra gente, porra, tomar um negócio legal, mas não vou criar conteúdo. Pode ser que eu crie conteúdo, mas eu não vou criar conteúdo. Eu tô indo curtir, entendeu? E é muito difícil eu fazer isso. Será que tu vai conseguir curtir? Vai saber curtir?
Da outra vez que eu fui... Da outra... Eu já fui antes e foi bom pra caralho. Então vai ser bom. Dessa vez eu vou com a minha mulher, com meus amigos.
ser bom pra caralho. Eu já fiz uma vez isso também, que eu tava trabalhando muito, aí foi na última Copa do Mundo, na verdade. Mas eu não fui pra lá, né? Eu voltei pro Brasil pra aproveitar a família e assistir a Copa e desligar. Eu fiquei dois meses sem gravar nada. Foi bom. É meio foda pra cabeça mesmo. É meio foda pra cabeça mesmo. Mas, cara, se a gente se programar e tu fez tudo que tem que fazer pra aquilo ali acontecer, então você fez tudo que tem que fazer pra aquilo ali acontecer, meu irmão.
Vambora. É isso, tu é o Eliezer só dessa vez. É, né? Né? É. Porra, tu é jovem pra caralho, cara. Tu já viu um monte de coisa foda. É, né? É, agora vai tomar um banho quente aí, pô. Gasta o dinheiro, dá um dinheiro lá pro cara da Disney, foda-se. Disney? Pau no cu da Disney, mano. Eu vou gastar dinheiro com o Disney? Não, vai lá, gasta um dinheirinho com o Disney. É, né? É, porque ela fica pensando em orçamento toda hora, né, cara?
Aí tu tá fudido. Aí, pô, tu trabalhou pra... Assim, não tô dizendo pra tu ser maluco.
É, eu não vivia como se não fosse amanhã. Não é isso que eu tô falando. O que eu tô falando é, porra, vou lá na Disney. Uma vez ou outra. Vou ficar uma semana lá, porra. Vou gastar um dinheiro aqui que não vai fazer muita diferença, não. É, né? Pagar 20 dólares no Coca-Cola. Mas aí você é bom de conta. Tu faz a conta certinha lá. Eu faço as contas. Eu sei que tu faz as contas. Eu não faço as contas. Eu não gosto de gastar dinheiro, não.
Eu já entendi isso faz um tempo. Mas tu tava falando de Veneza, que é uma cidade bonita.
A gente tava falando desses lugares que são bonitos e tudo mais. O Brasil também tem uns lugares bonitos, né? Fodão, inclusive. Tem lugares que eu moraria. O ruim do Brasil pra mim é a localização, porque eu preciso fazer vídeo de viagem e tal, né? Aí como é que eu vou pegar um avião de 10 horas toda hora pra fazer vídeo e tal? E não é 14 euros o voo aqui, né? Uma ponte aérea aqui não é 14 euros, né? Infelizmente. Eu moraria muito em Florianópolis.
É? É. Assim, faz muito tempo que eu não vou pra lá. Não sei como é que tá lá agora, né? Mas as últimas vezes que eu fui pra lá é que eu gosto da ideia de ilha, sabe?
tipo numa ilha, eu sei que tem as bordas da ilha e tal. É, eu estive lá agora no fim do ano, tive uma experiência muito maneira, mas não foi uma experiência de vida real, tá? Porque eu fiquei uma semana curtindo pra caralho lá o P12, o Beach Club lá, depois a Milk, depois as paradas ali, então não foi uma experiência de vida real, eu tava em outra dimensão, entendeu? Inclusive, isso era o sentimento mesmo, tá? Como assim? Porque, cara, era um mundo de... Cara, tudo era gostoso, tudo era bonito,
Ah, teve um VIP lá. É, todos os carros eram foda, todas as pessoas eram inteligentes, entendeu? Tu tava em Júlia, era internacional. É. Entendeu? Então eu sei que não é experiência de vida real. Sim, sim. Mas foi muito foda. Sim. Entendeu? Talvez seja vida real pra aqueles caras lá que são muito ricos, milionários, caralho. Sim, sim, sim. Pra gente não é. É tipo, muito foda, legal, amei. Faria toda vez, todo ano. Se der, eu vou e o caralho.
Mas é isso, é outra dimensão. Sim. E depois eu tenho que voltar pro mundo real. Tem que voltar, é.
Eu moraria lá e eu não sei se eu moraria em São Paulo. É, São Paulo não tem tua cara não, meu irmão. Só se começar a ir mais pra dentro do estado de São Paulo, mas fora da cidade. Não tem nada a ver com o tipo. Trânsito? O cara falando que quer morar no meio da... Talvez se tu fosse morar lá pra Cotia... Sim, sim, sim. Mas ainda pega o trânsito pra ir pra aeroporto. Pois é, ainda vai se fuder. Talvez Campinas? Talvez tem aeroporto também?
acho que eu nunca conheço Campinas. Não dá pra dizer como. É. Mas assim, eu gosto de morar na Europa porque tem essa... Os países são pequenos, então você consegue facilmente ir pra outro país lá também. E... Não sei. Você se sente... Eu me sinto bem lá de morar lá, sabe? De localização, clima também não é ruim. Tem verão, tem inverno. Eu gosto de ter verão e inverno. Eu gosto do frio também. Aqui no Brasil é sempre verão, né? É, em várias regiões aqui no Brasil é sempre verão. Várias regiões.
São Paulo tem inverno também. Cara, aqui, mas é o inverno aqui, mané. Não é zero, né? Quando faz frio pra caralho, faz o quê? Dez? Oito? Seis? Entendeu? Lá em Curitiba é frio pra caralho. Pode perguntar pra qualquer curitibano. Faz mais frio em Curitiba que na Rússia. É, né? Faz tipo menos cinco lá. Lá em Curitiba é menos quanto tu quiser, irmão. Fala aí. É o lugar mais frio do mundo em Curitiba. Não é não, curitibano?
É, não, mas eu gosto de morar lá. Portugal, eu gosto de morar lá também, mas eu também moraria na Espanha. Eu me vejo morando na Espanha também. Talvez no futuro. A gente vai pra lá. O que falta tu visitar na Ásia? Nossa, na Ásia, um bocado de... Nossa, eu acho que... Eu só fui na Ásia, na Tailândia, Indonésia, Laos e Vietnã. E aquele pequenininho lá, que eu esqueci, Singapura. Tá. Singapura é maneiro? É legal. Singapura sofreu uma transformação maneira aí. A princípio é um país avançado.
muito pequeno. Tu foi quando lá? Faz quatro anos? Três, quatro anos. Como é que estava? Olha, o aeroporto de lá é sinistro. É um aeroporto que tem um cachoeiro no meio e parece um shopping. É uma parada sinistra. O jeito que eles projetam a cidade lá, eu gostei porque eles não tiram muita natureza. Eles metem natureza com o moderno dos prédios. Então, se tu vai construir um prédio que tem natureza, que tem árvore, você não vai derrubar árvore.
Você vai tirar a árvore, construir o prédio e replantar essa árvore ou no prédio ou em outro lugar. Então, você vai ver muito prédio com árvore,
prédio. Eles deixam alguns andares pra deixar a árvore no prédio mesmo. Muito doido. Então você parece que você tá num filme do Avatar. Você tem o moderno e você tem a natureza também. Então pra mim eu achei muito legal lá. Tu foi quanto tempo lá? Eu fiquei sete dias. Tu foi lá de rolé. Como é que foi parar em Singapura? De rolé pra fazer vídeo. Porque é um lugar interessante, né? O lugar que eu mais gostei e talvez o país que eu mais gostei até agora também que fica lá é Talândia.
Porque a Tailândia não tem jeito. É muito bom. O que tem de especial lá? A comida da Tailândia é muito boa. Eles têm um pé de thai. Eles têm curry. Eles mandam muito bem na sobremesa também. Eles têm uma sobremesa que é arroz com manga, que fica muito bom, com leite de coco. É muito barato. É extremamente barato. É isso que te pega, né? Eu gosto de barato. Eu gosto de jogar barato. Não, mas você pode pegar a tua... Você tem mais liberdade, porque você pega a tua moto.
quiser. Você aluga a moto e tchau. Eu não fico só na cidade. Eu posso ir pra um lugar a 50km de moto que eu vou. Então eu gosto de ir lá por causa disso também. E também todo mundo sorri pra você. Todo mundo tá de bem com a vida. É incrível lá. Todo mundo te atende super bem. Gosta de você. Ou pelo menos finge muito bem que gosta, né? É muito melhor isso do que o cara gostar. O cara te tratar mal por qualquer razão. Tem muito lugar.
Eu sinto muito isso na Europa. Que não é que eles te tratam mal, mas eles fazem pouco caso, sabe?
Quem que é o mais frio dos europeus, na tua opinião? Ah, não... Putz, eu não sei. O francês tem essa fama. De não gostar nem de falar em outra língua que não seja francês. Tem muito isso no francês, é. Tem, tem, tem. Isso aí eu não sei, porque eu não conheço. Igual eu falei, eu fui em Paris, mas não conta. Porque o rolé que eu dei em Paris foi com um brasileiro, e isso foi legal. E no final do dia ainda estava num barzinho com o Raí, vivendo o jogo do PSG.
Raí? É. Lenda do PSG, do São Paulo, o jogo da Copa do Mundo de 94, pô, pelo Brasil, tá maluco.
Tô ligado, não. Porra, até muito jovem. Raí, velho. Puta que pariu. É muito garoto mesmo, né? Jogou com o Romário, então. Raí, já ouviu falar no Sócrates? Sócrates Brasileiro, que é o do Corinthians. Claro, claro. Sim. É irmão do Raí. Ah, é? Tô ligado, não. Raí, não tô ligado, não. Cara é foda, cara é brabo. E, bom, ele é lenda do PSG. A gente foi lá no bagulho do Bola de Ouro com ele. Sim. Então, ele andando no tapete vermelho assim, o Lord Third é Raí, lenda do PSG.
Caraca, o cara tá indegado, então, hein? Porra, é o Raí, pô. Tá de sacanagem. Raí, mano.
É... Tem mensagem pra nós aí, gente? Vamos ver umas mensagens que vem que os caras estão perguntando pra nós? Dá play aí. Já foi, hein? Insider, meu irmão. Respeita teu pai, porra. Tem o grupão do Flo, no entanto, né? Você que tá aí e tá pensando, porra, tô com dinheiro aqui, mané. Porra, queria torrar esse dinheiro, mané. Quero comprar aqui umas paradas baratas. Tô com dinheiro, mas sou Eliezer, entendeu? Quero gastar pouco nas paradas. Então, entra lá
no grupão do Flow. Por quê? Cara, tem uma galera que foi aqui todo dia mandando anúncio de uns troços lá meio aleatórios, inclusive, no grupo, com ofertas incríveis. Então, tem gente que compra, por exemplo, sabão em pó lá no grupão do Flow. A minha dica, entra no grupo e silencia. Quando você pensar em comprar alguma coisa, entra lá e busca, vê se tem alguma oferta, tá ligado? Essa é a dica pra hoje aí. Mas entra lá no grupo que eu tenho certeza que vai se amarrar.
Tá grandão o grupo, inclusive, já, não tá, gente? Tá no terceiro grupo já. Então, entra lá,
É que se tá no terceiro grupo é porque tá funcionando mesmo, senão tinha um só. Metade de um. Então tá no terceiro. Deixa eu ouvir aí, gente, as mensagens pra nós. Oi, Gão. Pergunta pro Elias aí quem é melhor na sinuca e quantas sinucas ele já jogou aí ao redor do mundo, nos países que ele já foi. Pergunta foda. Porque ele sempre apanha pra um 9,6. Pergunta aí pra ele que você tem uma explicação pra isso. Esse aí, tu tá ligado quem é, né?
Tô ligado quem é, pô. Ele vai estar aqui semana que vem no Brasil já. Ah, é? É. Se quiser chamar ele aí. Então salve, Anderson.
tá, cara. Eu encontrei o Anderson sem querer. Aonde, cara? Não, eu encontrei recentemente no Brasil, ele tava com a namorada dele, aí eu vi ele de longe. Tá noivo, tá noivo. Isso, eu vi ele de longe, fui lá, falei com ele lá, ele tava com a namorada gringa dele. Aí, gringa mesmo, assim. É, é da Litônia. Isso. Aí, falamos rapidinho, não lembro aonde, e fui embora. Mas, salve Anderson, Anderson é legal. Tu é ruim de sinuca, cara? Eu sou bom no sinuca. Tu segura no taco como ninguém?
segura o gol como ninguém. Segura no taque e bate na bola. Não, mas falando sério, onde que se joga sinuca no mundo? Todo lugar do mundo se joga sinuca. Mas no Brasil, você tem a sinuquinha. O único lugar do mundo que você tem a sinuquinha é que a bola, ela cai certinho, né? Aí eu aprendi no Brasil, né? Aí quando eu chego em qualquer lugar do mundo que o buraco é gigante, eu boto minha bola dentro. Rápido. Entendi. É um buracão, a bola vai dentro rápido. É, porque eu aprendi no Brasil, pô. Ah, aqui no Brasil,
Caçapa, ela é menor? É menor, é. E a gente joga no difícil aqui. A gente joga no difícil. Porque a bola, ela entra certinho. Parece a sinuca desses barraís aí. A bola entra certinho. É muito difícil de acertar. Aí, quando você vai para outros lugares, a caçapa é gigante e a bola entra duas bolas de uma vez. Aí é foda, né? Porra, quando entrar duas de uma vez, meu irmão, porque está arrombado mesmo. Caralho. Entendi. Na sinuca eu sou bom. Esse é um jogo que eu sou bom.
Tu é bom de algum jogo de carta? Eu sou bom em... Eu sei jogar pôquer. Eu não sou bom, mas eu sei... Falta prática. Jogos que eu sou bom. Sinuca, eu sou bom. Eu sou muito bom na sinuca. Realmente. Ping pong, eu sou bom. Ninguém me bate no ping pong. Caralho, eu gosto desses. Boa. Eu sou bom no FIFA. Cara, FIFA, ninguém me bate. Se tiver um FIFA aí, quiser apostar também. Eu geralmente não aposto, mas nisso aí, é pra... Se alguém quiser perder dinheiro aí, é no FIFA comigo. Call of Duty.
Eu nem... Eu jogo, pô. Eu sou bom no Bozol também. Bozol é de carta, não. É de dado. É tipo... Enfim, depois se quiser eu te ensino aí. Vem Bozol e tá parado, irmão. Não quero saber de Bozol, não. Tá bom, dá na próxima aí, vai. Importante saber um joguinho. Tu tá na estrada, pô. Claro, pô.
É, foi... A gente se encontrou pessoalmente lá na cidade do México. Na cidade do México não, lá em... Esqueci o nome, velho. Uma cidade aleatória no meio do México. Que ele tava lá fazendo, consertando o Fusca dele. Eu tô ligado... Conta. Eu tô ligado na história que da outra vez tu me contou. Mas conta aí pra ele. É, a gente se encontrou lá pessoalmente. Que ele tava consertando o Fusca dele. Era uma cidade que os viajantes paravam pra consertar.
tá barato, porque se tu fosse consertar nos Estados Unidos, é o olho da cara, né? Então você conserta lá no México pra pegar a estrada e ir pros Estados Unidos. E foi pouco tempo antes do acidente dele, né? Que vocês se encontraram? Não, não, não. Foi alguns anos antes. É? É. Que aí foi na pandemia. Foi durante... É, foi na pandemia. Tu contou isso na primeira vez que tu foi no Flow antes do acidente dele. É verdade. É, alguma coisa assim.
É que eu vim pro Flow que eu tava viajando com ele. Aí eu vim pro Flow na primeira vez, né? Aí eu me levantava também precisando de vários concertos e tal, quando eu já consertei
lá também, só que aí começou a pandemia. Na mesma semana que eu cheguei lá. Aí eu fiquei dormindo na rua, ele tava dormindo na mecânica também, que ele já tava naquela mecânica há muito tempo. Eu dormindo na rua lá também, na minha van, e a gente achou um Airbnb pra ficar no meio da cidade lá também. Aí a gente viajou o México todo, que a gente pegou o Maxis Tartieri, o Jesse também, o Churastei, e a gente ficou viajando no México.
Foi massa, muito massa. Deve ser maneiro, deve ser maneiro tu encontrar uns caras fazendo a mesma coisa que tu, pra valer, assim, quase todos os sentidos, que o cara, além
dele estar viajando, ele também está criando conteúdo, então está todo mundo fazendo mais ou menos. Nossa, foi muito massa essa viagem, porque foi os três caras, o cachorro, e dormir assim, como a gente era muito tranquilo com dormir, com negócio de segurança e tal, como lá era muito quente, a gente dormia com as portas da van abertas, o Matias gostava de dormir fora da van, a gente sempre arranjava um colchão e dormia fora da van no mato, no colchão, no meio da cidade, aí tinha, cara, muita aventura, a gente tinha umas cachoeiras muito doidas, ele gostava, o Jesse viajava de uma
maneira que só ele viajava assim, que o bicho pegava o Google Maps, ele botava na imagem do satélite pra ver a terra de cima. Aí ele achava uns cachoeiros no meio do nada, assim, ele não pesquisava, ele achava, aí ó, vamos aqui. Ele marcava e a gente ia. Aí a gente achava... Vê o que que tem. É, a gente ia, é, vê o que que tem. A gente teve uma vez que a gente dirigiu, tipo, o dia todo, algumas horas mesmo, pra achar um cachoeiro que era no meio do nada, era tipo uns cataratas do Iguaçu, que não tinha ninguém. Ninguém. Dava pra pular dentro? Pulava, a gente pulou dentro,
três dias lá. Caralho, moleque. Que ele achou assim. E não era marcado no mapa. Não tinha nome. A cachoeira não tinha nome. Só que ele achou lá. E o que vocês levaram pra comer? O que vocês levam de mantimento com uma parada dessas? Ah, era supermercado. É? É. O Matias era muito bom em macarrão. Fazer macarrão. O Jesse também, macarrão, estrogonofe e tal. E eu também. Era sempre macarrão, né? Que é o mais fácil de fazer. Macarrão com carne moída, macarrão com frango.
Entendi. Essas paradas. Passa no mercado, já sabe que vai demorar. Vocês já sabiam que ia ficar lá um tempo? É, já sabia. Ou às vezes não.
Sempre tem um mercado perto, né? Aí a gente pegava as coisas, fazia um montimento. Tinha uma geladeira desse também na van. Eles também levavam a geladeira dele também. Porque cada um tem a sua geladeira. Aí a gente ia. A gente ficou mais viajando assim. Será que ainda rola em algum momento da tua carreira encontrar uns parceiros e fazer uma dessas? Porque tem uns caras. Tem uns caras do Catux, por exemplo. Os caras estavam no veleiro.
Anderson, tem uns caras ainda que lidam com essa parada de ir a lugares. Outro dia a gente tava conversando aqui com um maluco que o trabalho dele é ir buscar avião e trazer pro Brasil. Ele fica trazendo avião pro Brasil. Então tem uns caras fazendo as maluquices. Com boa companhia. É que nesse caso aí, os caras fizeram amigos ou vocês se conheceram lá? Eu já conversava com o Jesse no telefone, no Instagram. Eu até pedia dicas pra ele de como era viajar com cachorro, que eu tinha a ideia de viajar com cachorro antes de conhecer a Eda.
Aí eu queria... Tem que pensar direito quando tu for formular essa frase aí. Aí antes de conhecer ela, eu queria adotar um cachorro no Chile pra ver lá com o cachorro, já que eu tava sozinho na van e tal. Encontrou a mulher, né? Encontrei a minha mulher. E o Matias também. Não, o Matias eu conheci lá no... Ele já tinha um contato, mas eu conheci ele também no México. Pessoalmente e também por... Eu nunca tinha conversado com ele antes. Mas aí a gente bateu bem também.
A química funcionou. Sim, sim. E foi muito legal. Depois eu vi o Jesse outras vezes, né? Fui na casa dele em Balneário, que ele morava lá em Balneário. Tem uma vez que ele parou de viajar um pouco, porque a pandemia durou muito mais do que a gente pensava, né? Aí ele voltou para o Brasil. A última vez que eu encontrei ele foi nos Estados Unidos. Foi lá em Nova York. Entendi. Você estava fazendo o que lá? Estava passando por lá?
É, eu estava visitando Nova York. Ele estava na viagem dele, né? E a gente ficou...
acho que uns dois dias juntos em Nova York só. Que aí depois ele fez umas fotos, fez uns... A gente foi num prédio lá que tinha uns... Dá pra ver toda a vista panorâmica da cidade, muito legal. E depois... Entendi. Foi a última vez que eu vi ele. Mas foi legal. Foi muito massa. Foi o tempo que a gente passou junto foi... Tá bom. Foi muito bom. Então vai, é isso que importa. É. É. Dá lei já. Tem mais? Então vai. Adrian Carvalho mandou uma mensagem pelo Pix.
Salve Igor e Eliezer. Eliezer, acompanho você desde antes do encontro da pizza com os inscritos.
Tentei te encontrar quando passou aqui pelo ES. Manual Roots na veia. Como está a vida em Porto? Ele falou bastante sobre como está a vida em Porto. Esse aí do negócio da pizza que ele falou foi engraçado porque foi quando eu fiz a minha van aqui lá em Brasília para viajar. Quando a van estava pronta, eu falei, vamos encontrar meus inscritos, então sai para viajar. Eu comprei pizza para todo mundo, botei na van, comprei 42 pizzas.
Aí encontrei o pessoal num parque lá público de Brasília e dei pizza para todo mundo. Foi engraçado isso aí.
Mas a vida no Porto está legal por conta do nosso terreno. Está curtindo fazer a casa. Isso, a gente está curtindo fazer isso. Se não fosse por isso, não sei se a gente estaria morando no Porto mais. Porque é aquela coisa, né? Porque os caras são doidos. É, aleatório. Mas está legal, está legal por conta do projeto. Perfeito. E uma coisa interessante sobre tudo isso é que, pelo que eu estou entendendo,
o saco, tu vende a porra toda e rala peito, né? Talvez sim. Me parece. Pelo jeito que você tá falando, não, legal, sei lá, não sei se eu vou ficar lá. É, a gente é assim, no momento, a gente veio muito no momento. Se, realmente, se... Talvez fique, talvez não, sei lá. É, nada garantido. Daqui um ano, não sei. Quem já terminar os projetos no terreno lá, esse ano, ano que vem... Vai que ela é engravida no meio desse caminho todo aí. Pode ser, tudo pode acontecer, irmão.
e tudo para acontecer. A minha segunda filha veio com minha esposa tomando remédio e tudo. Então não é você que escolhe. É. Caramba. É, meu irmão. Não é você que escolhe. Não é você. Por outro lado, eu dei um monte de mole ao longo do tempo e não aconteceu nada. Então é para vir quando tem que vir. Eu sei os vacilos que eu dei ao longo do tempo. Para vir tomando cuidado, entendi. Então é para vir na hora que tem que vir. Claro, tu se controla, toma teus cuidados ali.
Tu faz sua parte. Tu faz sua parte. Mas a verdade é que vem quando tem que vir. Ou às vezes quando não tem que vir, né? Quando você tá quebrado sem dinheiro. Então, mas aí quando... É pra vir assim mesmo. É pra vir assim mesmo. Mas isso aqui é uma outra discussão. Sim, sim, sim. É porque eu... Bom, senão a gente não fodeu. Vai, tem mais? Salve, salve o 3K. Salve, salve o Flow. Salve, salve o Eliezer. Eliezer, o negócio é o seguinte, cara.
Tendo em vista agora que tu não é um viajante roots, raiz, como antigamente. Deu uma maneirada nas tuas viagens.
Não seria agora o melhor momento pra tu poder passar o Bromobil pra frente pra algum inscrito, fã, que queira começar um projeto na internet? Na mesma pegada que tu fez antes? E assim, dando continuidade no legado roots da internet? Salve? É, olha só. Quão apegado você é ao Bromobil? Eu sou apegado o suficiente pra estar pagando até hoje o estacionamento dele lá em Los Angeles. Que não é barato. Tá.
também sou... Eu tenho certeza que você é muito mais apegado a ele do que eu sou ao... Vamos lá, meu carro. Mas eu também gosto muito do meu carro, assim, em ponto de querer ele perto de mim o tempo inteiro. Porra, eu sou chato, não quero vender ele pra qualquer pessoa. Agora, se for pra um cara que eu sei que ele vai cuidar, que eu consigo... Porra, deixa eu ver uma foto aí. Vai que um amigo teu anima. Eu entendo, porém, eu já sei que é dor de cabeça. Eu vou estar mais dando
dor de cabeça pro cara. Entendi. Do que o... Do que o cara vai conseguir curtir. Por quê? Porque eu parei a viagem por causa da dor de cabeça. Toda semana era um... Perfeito. Era um negócio, uma surpresa. Um barulho diferente, um negócio aí que soltava e tal. Mas tu não é mecânico, né? E também lá é a Fiat, né? Não tem Fiat nos Estados Unidos. Então pra trazer peça era muito caro a hora do mecânico.
esse meio, né? Então, tem uns caras lá, tem uns caras que vê o Eliezer que, pô, pra eles isso aí sai na urina, é segunda-feira. É, é. Pra mim, é um desgaste. É, pra mim, eu tava odiando aquilo lá de, nossa, outro barulho que merda, olha só, tem que tirar o pneu de novo. Você ama o bicho, mas, porra, agora ele tá numa casa de repouso. É, eu já pensei em levar pra Portugal, mas seria muito caro, porque ele tá na Califórnia, tinha que levar pra Miami, do outro lado, levar no navio.
É que ia chegar em Amsterdã o navio e trazer para Portugal. Ia dar uns 10 mil dólares. Ia ser mais caro do que a minha viagem toda, mais o Bromobil. E assim, 10 mil dólares está chutando baixo, viu? Eu acho que dá mais. É só o transporte para Miami já dá um reboque de guincho. Mais o negócio. Para entender que, se você que está ouvindo a gente não está entendendo, os Estados Unidos é de costa a costa. De um lado para o outro, meio, muito longe.
na mar, só que ele tem uma taxazinha a mais. Também é caro. Também é caro. Enfim, eu já tive essa ideia, é claro, de dar mais vida longa pra ele, mas eu ia dar dor de cabeça pra alguém. Então eu prefiro não, porque se tava dando dor de cabeça pra mim, eu sei que a pessoa consegue comprar um motor nos Estados Unidos super barato, sei lá, 2 mil dólares, se dá pra comprar uns negocinhos lá muito bons, porque carro lá é barato, e não vai ter dor de cabeça.
Mac, tu não tá entendendo. O cara, ele não quer um... Ele quer o teu. Ele quer o teu. E outra, você tá preocupado com ele se
mas ele tem grana. É isso que tu não tá entendendo, entendeu? Ah, se for alguém que tem grana... O cara, ele tem grana, entendeu? Ele quer curtir aquela porra ali, ele vai mandar consertar que se foda. Ó, então faz o seguinte, então. Se tu tem grana, se tu tá disposto a comprar peça do Brasil pra levar lá e você trocar as peças, me manda um e-mail, então. Isso, manda um salve do Eliezer lá. Vai ter esse cara, irmão. Tem esse cara, né?
É, tem esse cara. Se tiver, eu tô feliz. É que eu tô te entendendo. Como você não faria isso, como você não quer... Tipo, eu... Eu tô pensando aqui,
com a tua cabeça. Bom, eu parei a minha viagem porque tá me dando dor de cabeça. Eu vou passar pra frente, só que tu não tá considerando que o cara, ele não liga pra isso, entendeu? Ou às vezes o cara gosta de uma dor de cabeça assim também, né? Solucionar problema. Ele é mecânico, entendeu? Ou ele trabalha com isso, ou ele é muito teu fã e é rico, sei lá. Sim. Manda e-mail pra ele, Eze. Pronto. É, me manda e-mail. Eu gostei. Se tu quer essa dor de cabeça pra tu, pronto.
Me manda e-mail então, que eu ficaria feliz de ver alguém. Tá claro. Agora, agora tá mais do que claro. É. Qual é? Se o cara,
for, ele vai sabendo. E aí, se ele for sabendo, consciência limpa. Ótimo, ótimo. Como foi um cuzão, é isso aí. E ninguém perdeu tempo. Por quê? Se o cara chega pra falar contigo achando que o bagulho é maneiraço e o caralho, vai todo mundo perder tempo. E aí eu te entendo. E aí eu te entendo. Irmão, eu nem quero, nem manda mensagem não, porque eu não quero ter que explicar que tu acha que tá todo fodido. Entendeu? Leva todas as peças de reposição possível. É, leva outro carro. Mas vai ser o Bromobil, pô.
Você vai no aeroporto. Já tem tudo lá. Tem Paraná Solar, tem cama. Aí, pronto. Tem mais? Então, dale. Lucas Explorer mandou uma mensagem pelo Pix. Eliezer, quais dicas você daria para não se sentir solitário como nômade? Fui para a Tailândia com a ideia de ser nômade e acabei voltando. O mental pesou, mas irei voltar. Quanto tempo tu ficou viajando sem encontrar a tua noiva? Fiquei uns 5 anos. 5 anos. Ficou 5 anos solitário na Maluquice.
Solitário. Assim, eu gostava também de ser solitário, mas eu entendo que a pessoa vê todo mundo acompanhado e tal, e eu também já passei por isso, né? Via todo mundo acompanhado e me sentia solitário. E o pior é que eu sou ruim de fazer amizade também. Eu acho que a melhor solução é outro fazer amizade com pessoas que não é aquela amizade que descartava, que tem muito disso, amizade descartável. O cara conhece alguém no hostel e tem cinco minutinhos de conversa, a mesma conversa, o primeiro que você vai, quanto tempo você está viajando. Sempre mesmo papinho. Sempre mesmo papinho, não vai muito profundo.
fundo. Pra mim, foi o Bromobil. Foi a melhor coisa. Foi eu criar um ambiente que dava pra trazer pessoas por mais tempo. Foi a minha solução pra solidão. Então é... Que foi assim que eu conheci também a Aida, né? Então foi criar um ambiente... Eu tenho uma cerveja geladinha lá na noite. Tem um protetor solar. É isso. Entendi. Isso é uma questão mesmo, que assim, a gente não pensa...
Eu não tinha pensado muito mesmo nisso não, que é... Cara, tu vai ficar de nômade aí, tu vai ficar sozinho. É, sozinho. Eu passei muito por isso. E o Bromobil, ele surgiu disso aí. Eu queria ficar com mais pessoas, mais longo prazo, criar amizades mesmo. E aí, solucionou. Talvez isso signifique bastante pra alguém. É que a gente não sabe direito onde que a gente alcança, cara. Talvez o Bromobil signifique alguma coisa muito foda pra um cara que ele quer a porra do Bromobil, foda-se.
Me manda e-mail. Quem quiser abrir, me manda e-mail. Vamos ver o que acontece. Vamos ver quem tem coragem. Eliezer, muito obrigado pelo teu tempo, cara. Obrigado por vir aí. É sempre foda demais conversar contigo. Obrigado, cara. E vai melhorando, porque tu vai ficando... Cada vez tu vai ficando mais velho, tá ligado? E eu acho que isso ajuda pra caralho, de verdade. É chocante, tanto que tu tá novo, inclusive. Cara, se tu quiser falar alguma coisa, essa daqui é a tua câmera. Cara, obrigado. Você sempre fala que pra você vir,
o Força tem que ser foda. Aí, pô, tô vindo três vezes aqui, cara. Então, eu sou alguma coisa, então. Então, muito obrigado de novo. Valeu. E pra você que tá assistindo a gente aí, muito obrigado também. A gente vai deixar aqui no comentário fixado todas as redes sociais e as maneiras de acompanhar o Eliezer no trabalho dele, tá bom? Clica lá, você vai encontrar tudo com um clique só. E aqui na descrição tem o Discord pra você entrar lá e sugerir novos convidados, novos episódios. E a gente tá soltando conteúdo todo dia pra membro.
Então, se você não é membro do Flow, a gente gravou aqui, a gente tem feito conteúdo todo dia. Então, todo dia tem um videozinho e se você já é membro, muito obrigado pela moral, tá? Se tu não é, meu irmão, custa uma merrequinha aí pra tu, porra, falar, porra, vou ajudar o Flow, meu irmão. Porra, os caras é foda. Então, entra e vira membro aí. Demorou? Eliezer, mais uma vez, obrigado pela moral. Vocês aí que assistiram, muito obrigado pela moral e a gente se vê depois, tá bom? Beijo.
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