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PROFESSOR HOC - Flow #578

24 de março de 20262h6min
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Os efeitos da guerra no Irã.

Assuntos15
  • Estreito de OrmuzArma iraniana mais poderosa · Impacto no preço do petróleo · Falta de mobilização global para reabrir · Preço do gás e fertilizantes afetados · Consequências econômicas
  • Conflito Irã-EUAAtaques aéreos de Israel · Morte do líder supremo · Morte de Larijani · Objetivos militares alcançados · Duração estimada de 2-3 semanas
  • Relações Israel-EUACapacidade aérea de 200 caças · Igualdade com EUA vs papel secundário de outros aliados · Operações de inteligência do Mossad · Independência de ajuda americana · Reposicionamento geopolítico
  • Programa Nuclear IrãEstratégia de ciclo de salame · Enriquecimento de urânio gasoso · Acordo JCPOA do Obama · Inspeções internacionais · Erro de não construir bomba antes · Perseguição futura se regime sobreviver
  • DronesCustos desproporcional (drone 30mil vs míssil 4mi) · Produção em bunkers subterrâneos · Inteligência artificial em drones · Jamming e fibra ótica · Impossibilidade de defesa aérea convencional
  • Geopolítica de Trump, Xi e PutinChina se beneficiando com distração dos EUA · Rusia ganhando com preço do petróleo alto · Irã mostrando força dissuasória · Alcance de mísseis iranianos até Europa · Coordenação potencial de múltiplos frontes
  • Terceira Guerra MundialCritérios para guerra mundial · Envolvimento de múltiplas potências · Cenário coordenado Rússia-China-Irã · Momento crítico para escalação · Falta de critérios de guerra total
  • Expansao OTANIncapacidade europeia de coordenar operações aéreas · Dependência de recursos americanos · Conflito Trump com aliados europeus · Falta de capacidade de abrir Estreito · Vulnerabilidade a mísseis iranianos
  • Militarismo da ChinaProdução industrial incomparável · Fabricação barata de drones · Vantagem competitiva em conflitos prolongados · Laboratório de teste com Irã · Possível fabricação em massa para conflitos futuros
  • Operação militar na Ilha de Karg2.500 Marines em desembarque · Navio Tripoli como suporte · Controle da exportação de petróleo iraniano · 90% do petróleo iraniano sai da ilha · Riscos de incêndio na infraestrutura
  • Ucrânia como laboratório de guerra contemporâneaExperiência de 4 anos de conflito com drones · Soluções baratas contra ameaças de drone · Especialistas ucranianos em países do Golfo · Guerra de inteligência artificial em drones · Fórmula ainda não estabelecida globalmente
  • Divisões étnicas e guerra civil iranianaCurdos 10% da população · Azeres 20% da população · 40% de não-persas · Identidade nacional persa vs religiosa xiita · Risco de desintegração estatal
  • Operações de inteligênciaCoordenação Mossad-CIA na morte do líder supremo · Ligações psicológicas para comandantes iranianos · Infiltração de população civil · Destruição de barricadas de segurança · Informação como ferramenta de guerra
  • Proxies iranianas e rede regionalHezbollah afetado por operação de pagers · Hamas e ataque de 7 de outubro · Houtis e atividades navais · Planejamento conjunto com Irã · Enfraquecimento da dissuasão iraniana
  • Mercados PreditivosIowa Electronic Market histórico · Polymarket e Cauchy nos EUA · VoxFi plataforma brasileira · Agregação de sabedoria coletiva · Uso em empresas e previsão de eventos
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Esse é o Flow.

Um salve para os patrocinadores de hoje, que é a Insider, a Hashtag Treinamentos e a ACD. E se você quiser mandar uma mensagem para a gente, vai que ficou faltando falar de alguma coisa, ou você tem uma dúvida específica aí, quiser perguntar aqui para o professor, fica à vontade. Tem aqui o QR Code para o LivePix, aí na descrição também tem. E você pode mandar a sua mensagem lá, você pode gravar a sua voz ou mandar uma mensagem por escrito em Inteligência Artificial, lê para a gente e a gente escuta aqui no final. O Vitão vai escolher os cinco melhores aí, fica à vontade.

tweetando, falando lá que suspenderia os ataques, daria um espaço de cinco dias para dar continuidade aos ataques lá no Irã. Esses ataques, por conta do fechamento do estreito de Hormuz, ele disse que ia acabar com as fontes de energia do Irã e tudo mais. Mas no tweet de hoje ele diz que está rolando negociação. É interessante porque estava rolando negociação,

Quando ele atacou também. Como é que tu analisa isso, o que aconteceu hoje? Essa fala do Trump, esse posicionamento. A gente tem uma parte das notícias oficiais que vem do Irã dizendo que o Irã nega que está conversando com os Estados Unidos. Então, de duas uma. Ou tem divergência interna no que está acontecendo, ou realmente a negociação não existe.

Porque o Trump basicamente tem que administrar os objetivos da guerra com as consequências econômicas do mercado, do fechamento do Estreito de Hormuz, preço do petróleo, gás, até fertilizantes e outras coisas que ninguém está falando muito, mas que tem um impacto imenso com o que está acontecendo ali. Então ele tem que gerenciar essas duas coisas.

em pânico. E na mesma hora que o mercado entrou em pânico, ele precisava fazer o mercado voltar. Só que assim, ele faz isso o tempo inteiro. Então ele precisa ser mais criativo nas ideias, ou nas razões, ou nas justificativas. E parece que dessa vez ele falou assim, não, então agora eu preciso de um fato novo. Qual é o fato novo? Eu estou conversando com o regime. E aí existe uma suspeita que ele esteja conversando com um speaker lá do parlamento, que foi um cara que já foi prefeito de Teheran, que é um ensaio.

um cara ligado à guarda revolucionária. Mas se for essa figura, é uma figura bastante corrupta. Ou seja, será que é real essa conversa? Ou o cara querendo se dar bem ou ganhar alguma coisa na história? Ou só servindo o propósito do Trump de acalmar os mercados enquanto ele precisa de mais tempo? Quanto tempo? Os israelenses indicaram mais ou menos que eles já alcançaram metade dos seus objetivos ou dos seus alvos.

Então estamos falando de talvez mais duas, três semanas de guerra. Como é que o Trump vai sobreviver duas, três semanas de guerra com o mercado desconfortável, incomodado, preocupado com o preço e as consequências econômicas? E aí ele precisa então segurar o mercado. Tá bom, é três semanas, então deixa eu jogar uma coisa mais alta, voltar umas três casas. E assim ele está jogando com essa perspectiva, essa percepção do mercado. Uma coisa que você já tinha me falado também,

é que é interessante que os ataques do Trump acontecem nos fins de semana, que é porque os mercados estão fechados. Então, daqui a cinco dias, fim de semana de novo. Eu nem sei se talvez a gente precise esperar cinco dias, mas tem uma outra operação que está em andamento, que é a invasão da ilha, a Ilha Karg, que é a ilha importante onde o Irã exporta todo o seu petróleo. E aí tem um navio anfíbio americano que está vindo lá da Ásia,

e que está chegando agora, deve estar chegando hoje, amanhã, sei lá, nesses dias, que supostamente está carregando 2.500 Marines, e eles podem fazer essa intervenção de controle da ilha física, com os soldados ali para dominar a ilha. E se isso acontecer, ele precisa de uma distração, ele precisa de uma suposta recuada. Isso pode estar servindo esse objetivo militar também.

Essa operação não é uma operação fácil, aliás. Só para quem estiver ouvindo entender. Você tem que colocar soldados dentro de uma ilha. Tem 20 mil iranianos nessa ilha. Todos trabalham na indústria do petróleo, basicamente. 90% de todo o petróleo do Irã sai dessa ilha. Tudo que o Irã exporta. E 90% do que ele exporta, por um acaso, vai para a China. Estamos falando de 1,6 milhão de barris. E aí os americanos têm que fazer uma operação para dominar a ilha. Com qual lógica?

Já que você fechou o nosso petróleo, o petróleo do mundo, nós vamos acabar com a sua fonte de renda. O Irã, ao longo desse que começou a guerra, já vendeu 16 milhões de barris. Porque os dele estão passando. O petróleo dele está passando. Então, os Estados Unidos estão pensando assim, vou lá e vou controlar o petróleo dele e aí eu vou ter um leverage, uma vantagem, uma possibilidade de botar ele contra a parede.

Dá para a gente analisar aqui. O Irã vai ceder a esse tipo de pressão? Se a gente olha para o histórico de quantas sanções já existem contra o regime iraniano, não é mais uma pressão econômica que faz o regime recuar. Ainda mais quando nós estamos falando da sobrevivência do regime. Ah, tá bom, mas os Estados Unidos podem não estar exigindo a queda do regime. Ele só está exigindo que o regime abra o estreito em troca de receber o seu petróleo de volta. Pode ser.

não sei se o Irã responde a esse tipo de ameaça. A ideia, por exemplo, de você bombardear dos Estados Unidos e do Trump é ameaçar de bombardear as instalações de energia do país. Isso certamente não daria certo, porque isso não faria o regime ficar inutilizado. Se alguém tem capacidade de arrumar alguma energia de algum lugar, tem algum gerador, tem algum estoque de petróleo,

O exército é o país, é o governo e não a população. Então, você vai fazer alguma coisa que vai deixar a população numa situação tenebrosa. E isso vai, de alguma forma, se voltar contra você. Então, eu não acho que isso é possível. Por exemplo, eu não acho que era uma ação que fosse produzir algum resultado útil. Tanto que o mercado reagiu. Porque o mercado reagiu com a seguinte lógica. Se Israel atacou a produção de gás do Irã e o Irã retaliou,

produção de gás ou campos de gás no Catar, inclusive, uma destruição que não vai ser consertada em uma semana, mas estamos falando de 3 a 5 anos, o que o Irã vai fazer de retaliação quando ele for atacado nas suas usinas geradoras de energia? E aí, por isso que o mercado entrou em pânico. Mas, voltando então para a história da ilha, não me parece que essa ameaça seja suficiente para colocar o regime

nas cordas. Quantos marinhas estão indo para essa ilha aí que tu falou? 2.500. E aí, qual que é a operação? Você não vai poder desembarcar na ilha com barcos, porque os navios americanos não estão no raio de alcance dos mísseis e drones iranianos circulando ali. Eles estão mais distantes. Esse próprio navio anfíbio que está chegando, que é o Trípoli, ele também não vai ficar ali parado. Ele não vai chegar a parar na ilha,

desembarcar todo mundo. Ele vai parar antes e aí eles vão mandar esses Marines com aqueles aviões-helicópteros. Não sei se você já viu que é um avião que ele decola com uma hélice virada para cima, MV-22, e depois a hélice vira e ele vira um aviãozinho. Eles provavelmente chegariam na ilha desse jeito. E aí eles têm que dominar o aeroporto, que o aeroporto é o ponto de acesso. Se a marinha iraniana está comprometida, basicamente inexistente, e é uma ilha,

Então, como é que você vai chegar lá? Voando? Então, tá bom. Então, os americanos têm que dominar o aeroporto e proteger o aeroporto e controlar a ilha inteira. O Irã pode começar a bombardear a ilha e aí tem alguns riscos. Bombardear a ilha pode destruir a infraestrutura do petróleo. Mas o Irã pode não estar nem aí para isso. O Saddam Hussein, quando ele estava no Kuwait, ele botou fogo em todos os campos de petróleo dentro do Kuwait.

E aí, se o Irã não está nem aí a esse ponto e o objetivo dele é matar 2.500 soldados americanos,

Aí ele vai destruir a sua capacidade de exportação. Mas tu acha que isso faz sentido? Porque a gente sabe que os iranianos, acima de tudo, odeiam os americanos. Então isso não é muita viagem. Não, não é. Eu acho que a ideia de que você controle o petróleo de exportação do Irã vai fazer o regime vir à mesa de negociação me parece fraca.

Colocou eles numa situação totalmente sem saída e eles vão ceder. Por isso que a operação inteira de domínio da ilha é uma operação duvidosa, com custos e riscos muito altos, principalmente esses que eu estou descrevendo. Imagina que você tem 2.500 soldados americanos com a ilha inteira pegando fogo, com fumaça, incêndio. Eles não têm os equipamentos e a capacidade de lidar com esse incêndio.

ilha. E os americanos vão ter que arriscar aviões e outras coisas cada vez que eles tiverem que ir lá resgatar ou manter isso. Fora que você vai ficar um tempo na ilha, vamos supor que você dominou o aeroporto e tal, tá tudo certo, aí vai precisar vir reabastecimento. E aí o tempo inteiro que você pousar um avião ali, você tá sujeito ao risco do Irã tá te atacando ou tá mandando um enxame de drones. Então essa operação me parece bem

Mas é uma das supostas teorias de estratégia de off-ramp, de saída honrosa ou de término da guerra com uma vitória, de uma teoria de vitória americana. Estou entendendo. A outra estratégia é ainda mais complicada, que seria vamos capturar o material enriquecido, o urânio enriquecido.

planta de enriquecimento. Complicadíssimo de chegar. Que é um dos lugares mais protegidos do Irã. Pelas forças armadas e tal. Então os Estados Unidos teriam que preparar uma operação militar com soldados. Os soldados teriam que entrar lá dentro, muito pra dentro do continente, muito pra dentro do território iraniano, bem enfiado dentro do país. Criar um grande perímetro em volta dessa instalação avançado. Precisa ter espaço pra proteger essa história.

e começar a enviar avião, helicóptero, todo mundo sobrevoando e tentando proteger. E o Irã inteiro ia se mobilizar. As forças do regime todo iam se mobilizar para ir lá matar o máximo de soldados americanos que eles pudessem e evitar que os americanos pudessem retirar o material enriquecido. E tem um complicador. Esse material enriquecido não é... Esse urânio está em forma gasosa. Então você tem que transportar ele em gás e extremamente...

cauteloso e como é que você vai transportar tudo isso? Você está no meio de uma guerra, cercado, tentando criar um perímetro de proteção. Essa seria uma saída de uma teoria da vitória americana. Essa é pior do que a da ilha. Essa parece mais difícil. Qual é o papel de Israel nessa história? Israel está junto com os Estados Unidos na guerra desde o começo e está junto de uma forma que é interessante observar do ponto de vista geopolítico, porque Israel

está tendo um papel meio que de igual para igual com os Estados Unidos. E isso nunca aconteceu. Todas as guerras que os Estados Unidos travam, ele leva aliados. Ele nunca vai sozinho, sozinho. Mas os aliados têm sempre um papel secundário de apoio, de suporte ali. Fica na retaguarda. Os britânicos, quando vão junto, fazem, sei lá, um milésimo do número de operações que os americanos fazem. E nessa guerra,

guerra, não. Meio que os Estados Unidos e Israel dividiram tarefas e aí saiu cada um pra cumprir as suas. Israel começou a guerra com 200 caças matando o líder supremo. Então Israel tá mostrando pros Estados Unidos, ó, eu sou um aliado confiável, com uma força militar que você não encontra em nenhum outro aliado seu. Isso é interessante, porque se a gente olhar pra OTAN e você juntar a OTAN inteira, eles não conseguem hoje coordenar

uma ação militar com 200 caças. A OTAN não consegue. É a Europa inteira. É, não consegue. Não vai ter o piloto, não vai ter o combustível, não vai estar pronto, não vai ter a munição. Como é que faz? Onde que decola? Quando os drones entraram ali no espaço aéreo da Polônia, foi dois caças que decolou um daqui e outro dali. Não se compara o que Israel está fazendo. Que é uma viagem longa. Sai de Israel até chegar no Irã, é uma distância imensa.

caças viajam ali mais umas duas horas. E reabastece no ar e tal. E 200 aviões e o tempo inteiro fazendo isso. Então Israel virou e falou assim, ó, eu sou seu grande aliado, mas eu não sou um aliado descartável. Eu sou um aliado que eu seguro a minha ponta aqui. E eu entrego. E isso é bastante interessante pra geopolítica, porque se eu olhar pra todos os outros aliados que os Estados Unidos tem no mundo inteiro, nenhum hoje tem uma capacidade aérea,

que Israel tem. E a força aérea está dentro do modo de guerra americano. Estados Unidos sempre quer ter a supremacia aérea, quer iniciar a guerra com domínio aéreo, destruindo as defesas aéreas do inimigo e dali de cima ele vai fazendo um estrago para supostamente atingir os seus objetivos, eventualmente vir com uma ofensiva terrestre, se for o caso. Que é uma discussão também dessa guerra, por sinal. Mas Israel está lá e está entregando e assim,

Tem coisas que Israel está fazendo, além da morte do líder supremo. Nesses últimos dias, ele matou Larijani, que era uma figura importante do regime, que supostamente estava tocando o país. Antes mesmo dessa guerra. Desde a outra guerra do ano passado, de 12 dias de duração, em junho, o Larijani é tido como alguém que está tocando as coisas. Entendi. E ele não tinha aparecido. Desde que começou a guerra, ele não tinha aparecido em público.

sei lá, uns seis, sete dias talvez ou mais, mas ele apareceu e aí quatro dias depois da sua primeira aparição pública, morreu. Israel matou ele. Então Israel está fazendo uma caça meticulosa, homem a homem, de todas as lideranças do regime. Essa é a parte de Israel. Essa é a parte de Israel. É hoje. Então Israel está focado na guarda revolucionária, nas forças, na milícia dos Basij, que são aquela milícia interna que reprime a população,

polícia iraniana. Porque Israel quer abalar a capacidade do regime de resistir a uma suposta rebelião interna, uma revolução, uma revolta da população. Então Israel está atacando o quartel-general, o centro de comando, as delegacias de polícia, as bases dos Bassides e esses caras não tem onde se reunir. Eles vão se reunir em outro lugar. Eles foram para um estádio de futebol alguns dias atrás. Israel foi lá e explodiu o estádio com todos eles

Aí eles estão montando tendas na rua. Israel tá atacando as tendas. E a população iraniana tá indicando, ó, tem um checkpoint, tem uma barricada ali. Ah, é? Não esperava. Eu pensei que a população iraniana não ia, de forma nenhuma, se ou tirar algum proveito ou ajudar as forças israelenses. Não, ela tá mostrando, falando, ó, assim, né, eles não pegam o telefone e ligam pro Mossad, não é isso? Mas eles falam com gente,

que eles acham que vai chegar e a Israel, sei lá, nos últimos dias a Israel já tinha destruído 12 barricadas. E o regime iraniano está colocando barricadas pelas cidades para mostrar presença, força, para mostrar ordem, para impedir aglomeração de pessoas, para reativar, reafirmar a sua força sobre o país. E quando Israel vai lá e fica destruindo com drones ou com ataques,

aéreos, cada uma dessas barricadas vai enfraquecendo essas forças de segurança. Vai matando as lideranças, vai enfraquecendo. Também mataram o chefe das forças da milícia Bassid. Então, Israel está conquistando esse espaço. Tem uma outra coisa que Israel está fazendo muito interessante. Os agentes de inteligência do Mossad estão ligando para os comandantes das forças de segurança iranianas. E falando assim, Igor, você é um comandante aqui,

Eu sei como você chama, eu sei onde você mora, eu sei o que você faz. E se a gente tiver manifestação das pessoas, se você der o comando para matar os manifestantes, você vai acabar que nem o líder supremo. E tem algumas das gravações ali que o cara fala, não, não, eu estou do seu lado e tal. Óbvio, a maioria não fala isso, mas está dando o recado. Eu sei quem é você, eu estou te ligando no seu telefone. A coisa pode não ficar boa para o seu lado se você seguir nesse caminho. Então tem toda uma ação, uma operação de Israel.

trabalhando desse lado que tem mais presença interna, tem mais inteligência, tem mais acesso dentro do país. E os Estados Unidos estão lidando com alvos maiores, indústria, com os alvos militares, coisas de grande porte. Mas Israel está entregando a sua parte e tudo isso coordenado junto. E é difícil os Estados Unidos dar esse espaço para alguém. Essa posição. Confiar que vai dar certo.

né? E assim, isso tem a ver com outras discussões, óbvio, a gente sai numa tangente aqui, depois a gente volta, mas tem a ver com uma discussão... Primeiro assim, né? Quem são os aliados americanos que vão entregar na hora do vamos ver? A própria OTAN, o Trump tava puto com a OTAN. Isso, e continua e tá, isso é uma história antiga. Por razões políticas, por razões militares, por razões econômicas, tem uma série de razões pra irritação dele com a OTAN. Muitas legítimas, outras assim, já falei

isso aqui para você em outras ocasiões, a OTAN também está nesse lugar porque os europeus estão nesse lugar e os europeus estão nesse lugar porque os Estados Unidos quis que eles estivessem nesse lugar. É do interesse dos americanos que todo mundo estivesse fraco e só eles tivessem as armas. Deixa comigo a história do GPS, que eu também já falei, acho que é uma outra oportunidade aqui. Os Estados Unidos viravam para os europeus e falavam, não faz, Galileu, não faz seu GPS.

Por que você vai gastar dinheiro com isso? Deixa que eu faço. Uso o meu, o meu está aí de graça. Óbvio,

que aí ele tem um poder. Ele tem o botão de desligar o GPS e os outros não. Mas, assim, eventualmente a Europa acabou construindo o seu. Então, os europeus chegaram nesse lugar em parte porque os Estados Unidos induziu eles a isso. Ok, os Estados Unidos podem mudar de ideia e está irritado. Mas aí, então, os Estados Unidos tem poucas alternativas. O Japão também não é essa alternativa. Essa discussão que acontece com a Europa também acontece com o Japão, num outro tom, menos atrito. Quem é que é o aliado americano que,

que vai ter soldados, armas, tecnologia, capacidade, inteligência, que entrega, que traz resultado. E que, de certa forma, eu não sei o quanto isso é importante, Roque, mas Israel é um território que seria importante para os Estados Unidos ter um aliado lá. Sem dúvida. Tanto que isso é uma coisa interessante. O Trump muda a localização do comando que Israel responde,

na estrutura militar americana, ele tira do comando europeu e coloca para o Oriente Médio, que é o Central Command. E quando ele faz isso, claramente o que ele está fazendo? Ele fez isso no primeiro mandato. Ele vira e fala assim, Israel é uma força e tem que ser uma força no Oriente Médio. E ao fazer isso, ele abre as portas para todas as movimentações militares

organizadas no Oriente Médio para Israel participar. Então, todas as coisas que são coordenadas com os outros aliados americanos do Oriente Médio, que são os países árabes e do Golfo, Israel passa a fazer parte. Então, começa a existir um intercâmbio militar de Israel com as outras forças árabes que facilita, por exemplo, ou reforça os acordos de Abraão. E reforça também essa proximidade de Israel já estar integrado na região.

Israel sempre operou na região por conta própria. E os Estados Unidos trazia Israel ou protegia Israel de fora, mas não necessariamente como um membro da região. E quando ele faz isso, ele coloca Israel nesse lugar. E parte das operações que a gente assistiu em 1924 e 1925, no confronto de Israel com o Irã, Israel se defendeu porque toda essa estrutura já estava montada. E no governo do Biden, nós temos um grande exercício militar entre os Estados Unidos,

Israel, que é a primeira vez que você tem um exercício militar com um aliado da região, podia ser outro, Arábia Saudita, outros países ali, que tivesse operando em todas as frentes, marinha, força aérea, exército, espaço, cibernético, tudo. Isso aconteceu já no Biden. Então, assim, tudo isso colocou Israel, e aí a guerra do ano passado, quando o Trump aceita bombardear a instalação nuclear, é só uma grande

a cereja que ele coloca, porque Israel já tinha feito o trabalho grosso e tinha feito direito. Então os Estados Unidos olhou e falou, pô, custo baixo pra mim, né? Israel fez essa história toda e tá bom, eu vou entrar e vou tirar os frutos ou os ganhos daí sem correr risco. E nesse momento o Trump acerta, né? Ele fala, pô, me dei bem. O ataque foi um sucesso pra ele. Não coloca Israel numa posição, pra quem

observando de subserviência, número um. Número dois, isso faria alguma diferença para Israel? Porque o objetivo que Israel tem ali é a sua própria sobrevivência. Pelo menos é isso que eles dizem. É claro que me parece ter algum ganho pessoal em alguma medida para o Netanyahu que balança no poder e uma guerra é importante para unir todo mundo, para ajudar nesse sentido. Mas, basicamente,

Israel, então, coloca, me parece, numa posição de Estados Unidos, ó, tô aqui pra ajudar, hein, não sei o quê, mas tudo bem, porque no fim das contas, tudo que eu quero é sobreviver enquanto tá todo mundo me atacando. É essa a relação? Assim, eu acho que a relação, o que Israel tá tentando mostrar pros Estados Unidos é falar, você sempre me ajudou, né, e os Estados Unidos sempre deu, dá ajuda financeira pra Israel há muito tempo, como dá pra muitos,

países. Dá para o Egito, para o exército, para os militares do Egito e um monte de outros países. Então Israel recebe uma ajuda militar americana. E o Netanyahu disse publicamente que em 10 anos ele não quer mais nenhum centavo. Ele não quer depender de nada dos Estados Unidos. Isso está dentro da lógica do que o Trump está vendendo. Que os aliados são caros, que só os Estados Unidos pagam a conta. Então Israel se antecipou e está num

num movimento seguinte. Eu não sou como os seus outros aliados. Eu vou, eu luto, eu coloco os meus soldados em risco, os meus aviões. Eu desenvolvo tecnologia com a sua tecnologia junto, que é o Iron Dome, que Israel que desenvolveu, testou e o negócio para de pé no nível que para porque é testado constantemente dentro de Israel. Então Israel está falando assim, eu também tenho indústria de defesa, eu vou depender menos de você, eu vou para a guerra.

eu não sou como os outros, vale a pena estar comigo, você vai precisar de mim. E essa última guerra é um exemplo mais claro dessa história. Então, ao mesmo tempo que existe uma tensão nos Estados Unidos com as rupturas da polarização, seja dos democratas se aproximando do mundo islâmico, que a gente assistiu com manifestação pro Hamas em um monte de lugar,

com o islamismo. Isso claramente vira um problema para Israel. Ou com uma direita, uma franja da direita maga, mega radical, que também está vindo com esse discurso. Tucker Carlson da vida, Nick Fuentes, essa galera aí. Os caras mais hardcore do maga mesmo. Muito hardcore e que são caras estranhos, porque são guinadas de discursos bem...

difícil de explicar de onde ela vem. E tem um monte de especulação. Inclusive, tem uma discussão aí que o Tucker Carlson, na verdade, é um espião iraniano. Não tem confirmação disso pública. Estou falando uma coisa que está se falando de bastidor, mas nenhum veículo oficial falou disso. Mas a história é a seguinte. A CIA está investigando o Tucker há um tempo e antes de começar a guerra,

o Trump chamou ele para uma reunião no Salão Oval, na Casa Branca. E ele foi. E aí o Trump virou para ele e perguntou, e aí? O que você vai fazer? Você vai atacar o Irã? E ele já sabia dessa informação e falou, não, isso daqui é só posturing, só estou posturando, só estou fingindo que eu vou fazer alguma coisa para extrair alguma concessão. E aí o Tucker foi lá e falou para o regime iraniano. E, na verdade, isso foi parte da estratégia do Trump

e pegar o Irã de surpresa. Aí conectam isso com a história. Por isso que o Ayatollah estava achando que não ia acontecer nada e saiu do bunker dele e Israel conseguiu matar ele. E aí, que a CIA está investigando, em breve, Tucker Carlson será preso. Essa é o... Vai ser acusado, incriminado. Vai ser uma puta virada maluca, cara. É, se isso acontecer, realmente é um plot twist incrível.

Mas o comportamento do Turker é muito estranho. De verdade. Por quê? Porque é um cara super nacionalista. E agora ele só fala que a Rússia é o máximo, que o Irã é o máximo. Aí ele recebe dinheiro do Catar. Todas as coisas mais esquisitas estão acontecendo. E o discurso dele virou uma coisa muito louca. Ou seja, tudo isso para explicar que existe um contexto político que Israel tem que navegar.

que as coisas não estão indo bem politicamente com essa polarização e com esse tipo de ideologia ganhando espaço dentro da política americana. Então Israel está se posicionando diferente, falando, bom, deixa eu mostrar o meu valor, né? E não é um valor de subserviência ou de irmão menor. Deixa eu mostrar para os militares americanos, que são os caras práticos, pragmáticos, que têm que lutar a guerra. Amigão, onde você quer saber qual é o alvo?

que você tem que atingir lá, quem tem o espião infiltrado sou eu. E na operação para matar o líder supremo, os agentes da CIA trabalharam junto com Mossad e tinham um espião de campo da CIA que deu a informação final para Israel fazer o ataque. Então, uma mega coordenação prática institucional falando, meu, na hora que a coisa apertar, pergunta para os seus caras que vão para a guerra quem que eles querem estar do lado. Tipo isso. Segunda coisa, o discurso do momento é,

não vamos gastar dinheiro com aliado? Aí o Netanyahu já se antecipou e falou, Israel não quer mais dinheiro americano em 10 anos. Nós estamos trabalhando para isso, o último contrato de ajuda da última lei vai vencer e acabou, porque é por períodos longos, não é a cada ano que você renova isso, mas o negócio diz que é por tanto tempo. E aí mostrar essa efetividade ali e falar, você tem algum outro país no mundo

tem 200 caças prontas para decolar que vão entregar e vão destruir os alvos. Numa região complicada como essa. Então basicamente é isso. Porque olha para os Emirados, para o Qatar e para a Arábia Saudita. Nenhum deles botou caça em jogo. E assim, os Estados Unidos nem quer. Porque também se botar vai confundir, vai atrapalhar, vai criar problema. Porque não está acostumado, não sabe fazer isso. Os caras da Arábia Saudita não travou guerra com ninguém. Fez umas operações militares.

teve um objetivo um pouco mais expansionista regional, deu tudo errado no Iêmen, deu errado em um monte de lugar. Voltou para casa e só gasta, tem muito dinheiro, compra um monte de equipamento e tal. Mas assim, o equipamento é se o Kuwait não, mas um outro país ali do lado quiser fazer frente. Em última instância não existia Estados Unidos nem ninguém e tiver que enfrentar o Irã. Pelo menos tem os equipamentos, tem gente ali treinada, mas não está capacitada para fazer uma operação dessa.

nesse nível, então nem adianta querer ir. Mas essa é uma parte interessante dessa história, dessa guerra, porque mostra esse outro reposicionamento de Israel, e Israel mostrando uma força diferente no momento que o mundo fica mais esquisito, ou mais perigoso, ou cada vez mais próximo do nosso precipício, que a gente sempre fala aqui. Bom, já que a gente tocou no assunto dos outros países, no que tem em volta ali na região,

como o Catar, a Arábia Saudita. Cara, esses países, como é que eles estão lidando com isso? Porque isso antes da gente falar, mais uma vez, se há alguma novidade nas potências, que é a China, a Rússia, não sei o quê. Primeiro, a galera ali da região, alguns deles, inclusive, sofreram ataques do Irã lá no comecinho da guerra. O que eles estão dizendo agora? Como é que eles estão lidando? Eles estão conversando com a Europa? O que está acontecendo ali?

com a Ucrânia, que isso é importante. A Ucrânia já mandou mais de 200 especialistas para ajudar eles. Porque a Ucrânia é o único país que sabe lutar esse tipo de guerra. Único. E ninguém deu importância para a Ucrânia até agora, achou que só estava gastando dinheiro com a Ucrânia. É verdade. Na verdade, a Ucrânia era o maior laboratório de lidar com um tipo de guerra moderna extremamente perigosa e difícil e que nenhum país tem a fórmula ainda. E tu estava lá para ver, inclusive, né? Vi. Vi de perna.

tu. Fui para a Ucrânia, tenho os documentários lá no meu canal, os mini-docs. E assim, uma guerra de drone. E como é que você combate? Esse é o mesmo dilema da guerra de agora no Oriente Médio. Um drone que custa 30 mil dólares versus um míssil de 4 milhões de dólares. Essa guerra é insustentável. E aí o mundo inteiro quer essa bateria aérea, antiaérea, essa bateria de defesa aérea, que custa essa fortuna. Então, todos os países do Golfo querem e precisam disso. A Coreia do Sul,

Taiwan, o Japão, a Europa inteira, a Ucrânia. Todo mundo precisa disso. Só que não tem. Não tem essa fabricação. E aí a Ucrânia está há muito tempo lidando com essa realidade, porque são os drones, os mesmos drones iranianos, que foram dados para a Rússia usar contra ela. E depois a Rússia acabou desenvolvendo o seu modelo, que é uma cópia igual do Shahed. E aí tem uns drones com a fibra ótica. E esses são os russos. Os russos inventaram isso daí também, porque tem os jammings.

você bloquear o sinal e tal. Mas a Ucrânia inventou um jeito barato de lidar com essas ameaças. Com outros dronezinhos baratos, com um monte de mecanismos baratos. Porque ela está lá lutando contra a Rússia há quatro anos. E ninguém deu atenção. E agora, três, quatro semanas de guerra e... E aí? E ninguém também vai sustentar, né? Então precisa de uma solução. Então começaram a olhar para a Ucrânia. O que mais que esses países no Golfo estão...

Isso. Caralho, isso é muito interessante. Muito interessante. Tem um outro aspecto interessante dessa história, porque basicamente é uma guerra de capacidade, de eficiência econômica e produtividade em massa. Porque são drones, não tripulados, suicidas. Então, você não tem soldados, é uma guerra aérea. Você tem que conseguir produzir muito. E produzir em face

uma guerra, diante de bombardeios e ataques acontecendo. E a sua fabriquinha tem que ir lá enterrada fazendo isso. E aí você pensa, o Irã está conseguindo se manter vivo graças a isso. E aí você olha para a China, que é a fábrica do mundo. A China está lendo isso como, nossa, maravilhoso. Nesse terreno, eu tenho uma vantagem competitiva que ninguém tem. A minha capacidade de produção industrial é incomparável.

A minha capacidade de fazer coisas baratas é incomparável. A minha capacidade de fazer drones para travar uma guerra contra a maior potência do mundo ou contra qualquer país moderno ocidental ou democrático, que seja o Japão ou a Coreia do Sul, é infinitamente maior. Cadê a solução? Míssel de 4 milhões? Não vai dar certo. Então, tem um monte de coisa que está sendo mexida por causa dessa guerra. Só que já estava acontecendo na Ucrânia. Ninguém só deu importância.

A China está feliz da vida com os resultados. Isso não quer dizer que as coisas são estáticas, porque é claro que mais do que nunca agora a indústria de defesa americana vai precisar de uma solução. E tem algumas soluções aí, tipo laser, armas a laser que vão tentar explodir, destruir esses drones. Israel usou, precisa ver o custo desse negócio, o tamanho, a eficiência, a altura, quais as consequências, porque você vai ter que usar isso massivamente.

Estamos falando de muito drone e em todas as guerras vai ter muito drone. Muito. E a guerra da Ucrânia, na verdade, a gente já passou dessa ideia só de ter muito. Esses drones já estão sendo usados com inteligência artificial. Então você vai decolar um monte e eles saem sozinhos para alcançar o seu alvo e tomam decisões ali no meio do caminho. Né? Tipo... Aham, entendi. Esse é um outro assunto para a gente falar depois, mais para frente.

Mas os países do Golfo, então, eles têm uma situação bem complicada nesse momento.

Primeiramente, eles nunca quiseram escalar contra o Irã, porque eles tinham medo. E aí eles bateram o pé que eles não tinham nada a ver com a guerra. E o Irã não estava nem aí, e escalou e começou a atacar todos eles. E agora eles têm que tomar uma decisão. Se eles não fizerem nada, eles mandam um recado para o Irã de que está tudo bem, o Irã tem uma arma contra eles e eles não têm muito o que fazer.

tranco, porque o Irã vai tentar resistir ao máximo e continuar aumentando os custos e a destruição para esses países. Assim, a gente ouve relatos, no começo da guerra tinha relatos contraditórios, que eles queriam que a guerra acabasse. Mas depois de tanto ataque, tudo que a gente escuta é que os regimes dos países do Golfo estão dizendo para o Trump, agora não termina, tem que destruir o regime.

Tem que ir até o final. E faz sentido ir até o final, porque senão eles estão em apuros depois. Mas o Irã, quanto tempo será que o Irã aguenta ainda? Porque o que eles têm de aliado ali que os ajuda a suportar essa ofensiva basicamente americana e israelense? Eles estão sozinhos, de certa forma. Para lidar, inclusive, com tensões internas e que também não é muito difícil de imaginar uma guerra civil ali dentro.

Eu tinha falado antes de duas possíveis saídas honrosas de uma teoria da vitória. A primeira era pegar o urânio, uma mega operação. A segunda é a ilha lá. Também é uma operação complicada, que não sei se tem ganhos. A terceira é criar uma guerra regional, uma guerra interna no Irã, alimentando as forças dissidentes das divisões étnicas que existem no país

se rebelem contra o regime. E isso logo no começo da guerra aconteceu quando o Trump ligou para as lideranças dos curdos no Iraque e no Irã. E aí depois ele recuou. E por que recuou? Porque esse é o risco. Pode virar uma guerra civil. E se for uma guerra civil, você vai ter muitos problemas, porque é um país muito grande, 92 milhões de pessoas. A guerra civil na Síria causou um estrago imenso para muitos lugares,

para a União Europeia. Parte da onda de polarização política da União Europeia veio como resultado da imigração massiva pós-guerra civil na Síria. Ou seja, imagina a migração que vai ser causada numa guerra civil num país do tamanho do Irã. E aí você começa a já mexer com mais outros problemas, porque se os curdos do Irã forem lutar, a Turquia vai ficar muito incomodada

operação e vai querer interferir no território dos curdos iranianos para impedir que eles ganhem essa autonomia. E aí o Paquistão vai ficar incomodado com os balutes, que é a outra etnia ali na sua divisa, que vai poder causar uma instabilidade na sua fronteira. Então os outros países vão começar a se meter na guerra civil do Irã, se tiver uma guerra civil. E a gente já viu esse cenário na Síria, já viu esse cenário no Iraque, na Líbia.

começa a se meter na Guerra Civil, além de todo mundo que está dentro do país estar na Guerra Civil. E... Que merda. E aí, um dos produtos dessa história são organizações fundamentalistas, radicais, grupos subnacionais de toda a natureza que podem controlar territórios e nasce o Routi do Estreito de Hormuz, entendeu? E aí você não vai nunca mais ter uma navegação, um funcionamento normal,

do Golfo Pérsico, do Estreito de Hormuz, de nada do que está acontecendo ali. Os outros países do Golfo, os países árabes, olham para isso com bastante medo e receio. Porque se hoje Dubai, os Emirados, ou o Qatar, ou a Arábia Saudita, que são hubs de tecnologia, de cosmopolitanismo, de negócios, de finanças, de tudo, e eles estão passando por um apuro e por uma crise existencial, para dizer o mínimo,

se o modelo deles vai dar certo, porque eles eram ilhas de calmaria, de paz e de estabilidade em uma região caótica. Agora, eles estão no centro do furacão do problema. Toda a riqueza que eles construíram pode ser jogada no lixo. Agora, você imagina se esse negócio se torna permanente com uma guerra civil num país de 92 milhões de pessoas. Você nunca mais consegue colocar o gênio de volta para dentro da lâmpada, como nunca colocaram dentro da Síria,

e nem da Líbia e nem do Afeganistão, que já meio que não tinha. É uma história mais complicada, mas... Então, de todos os cenários, o pior é uma guerra civil no Irã. Desses três que você... Porque ele é muito duradouro, ele é muito longo prazo, ele é muito difícil de você... Quem é que vai ter que entrar lá e, na base da força, reorganizar? Imagine o nível dessa força que vai ser necessário nessa hora que está todo mundo armado, todo mundo se matando,

já com o seu sonho antigo, um passo de ser realizado, que é os curdos terem um país, os azeres se juntarem com o Azerbaijão, formando o Grande Azerbaijão, os balutes formarem sei lá o quê, os árabes iranianos quererem se juntar com não sei quem, os lures, não sei da onde fazer sei lá mais o quê. Vai virar uma coisa... Você precisa de uma força muito gigante para botar a ordem naquele lugar de novo. A gente tem a chance dessa guerra civil,

ser multipolar ali dentro daquele microcosmo, né? Multipolar. Porque todo mundo vai querer participar, todo mundo vai tentar influenciar, porque todo mundo vai tentar defender os impactos no seu território, na sua fronteira, nos seus interesses. E aí a gente nunca mais vai ter Golfo Pérsico funcionando. Já é muito tenso no Irã há um tempo, Roque? Essas etnias que estão lá dentro, elas já são tensas entre si? Ou havia por conta do regime?

O regime mantinha todo mundo sufocado. Entendi. Mas o Irã tem esse dilema não só de agora, de antes também. A monarquia anterior também lidava com esse desafio, que era construir uma identidade nacional que transcendesse as diferentes etnias. E isso é muito difícil. Porra, com certeza. Porque, primeiro, são muitas etnias e não é pouca gente. Para você ter uma ideia, os curdos iranianos é 10% da população.

Os Azeres se fala em 20%. Nós estamos falando por volta de... 40% da população iraniana não é persa. É muita gente. É muita gente. E aí, 40% dessas pessoas, como que elas tiveram ali? Cada um tentou construir uma identidade. Então, um tentou construir... Ah, o Império Persa, a civilização persa. Vocês estão aqui com a gente. Vocês não são persas, mas nós somos um império antigo.

dentro. O outro tentou construir isso na base da religião, o regime atual. Na base da religião, você não é persa, você não é azere, você não é nada. Você é xiita, muçulmano, xiita. E só isso que importa. Até certo ponto funciona. Ou funcionou. Funcionou na base dessa coisa. Funciona quando você tem um inimigo externo. Funcionou, por exemplo, um período quando teve a guerra contra o Iraque. Irã e Iraque. Aí, essa coisa ficou um pouco mais calma porque tinha um inimigo externo.

Mas hoje, como tem uma revolta contra o regime, esses povos podem querer uma autonomia muito maior, que uma outra parte do país não vai querer dar. E agora existe uma chance, um certo, não um vácuo de poder, mas um regime enfraquecido que pode cair. E aí eu que faço parte de uma etnia X, que quero comandar, que quero o meu quinhão, que eu acho que é o que Deus me deu, aí eu vou para a guerra.

Vai para a guerra aí. Então, uma queda desordenada é um problema. O Irã se tornar um Estado... É um Estado fraco, mas ele se tornar um Estado falido de verdade. E não é falido economicamente. É falido como não entregar o bem público mais básico, que é a ordem, e ter fronteiras organizadas e todo mundo ser parte do mesmo lugar, e não um monte de grupos se matando. Então, esse risco existe. Por isso que tem que surgir

oposição ou uma força interna e não um grupo étnico. Se for pegar e falar assim, vamos alimentar os curdos para lutarem, aí se abrir uma porteira do inferno. Agora, se você falar assim, não, não, tem uma outra força, um outro governo, uma outra proposta de país. Composto por curdos. Pode ser que vai ter curdo, vai ter azere, até negocia e fala, não, eu vou te dar um pouco mais de autonomia.

a curdos. Talvez nem todos os curdos hoje achem ou sonhem. Em última instância, talvez sonhem, mas não acham que é possível. Então, querem viver a vida deles. Por exemplo, os curdos do Iraque estão felizes com uma autonomia do jeito que eles têm hoje. Sabem que não vai sair o Kurdistão iraquiano, mas tá bom. Já temos a nossa fonte de receita econômica, já estamos separados do resto, já temos a nossa autonomia no Iraque. Já é um modelo

que está satisfatório para eles. Os da Síria não estão felizes, os da Turquia não, e os do Irã não. Você vai abrir essa disputa. Tem que surgir uma coisa mais organizada. E esse é um impasse dos americanos e de Israel em como derrubar o regime. Você não vai conseguir derrubar o regime só com bombardeios aéreos. Você precisa ter alguém em solo lutando. Quem é que vai ser esse alguém? A população? Tem uma tese, uma teoria

curiosa de uma figura do regime que foi dado como morto, inclusive eu até acho que em algum momento falei que ele tinha morrido, porque essa foi a notícia inicial, mas ele parece que não morreu. Ninguém sabe ao certo também. Que é o Ahmadinejad. Lembra dele? Que ele foi o presidente do Irã e ele vivia numa prisão domiciliar que o próprio regime não gostava mais dele. Ele era um cara que quis transitar numa terceira

força que existe no Irã é que você tem a guarda revolucionária, você tem os ayatollahs e você tem aqueles que estão dentro do regime, mas que não são nem o escritório do ayatollah, que era o líder supremo, nem quem está na turma dele, e nem a guarda revolucionária, que são os outros ayatollahs, uma outra parcela do regime. E o Ahmadinejad, ele meio que uma hora começou a brigar com todos os lados, ele não quis ser nem de um nem de outro, e aí ele virou um desafeto do regime e ele vivia numa prisão domiciliar.

nós tivemos um ataque no começo da guerra onde ele estava, mas aí acharam que o ataque matou ele, ou era para matar ele. Na verdade, talvez não. O ataque era para libertar ele. E essa libertação pode ter como objetivo ele ser alguém de dentro que tem algum trânsito, tem algum entendimento, algum conhecimento e se tornar uma possível liderança. Mas ele está desaparecido. Ninguém sabe onde ele está, ninguém sabe o que aconteceu com ele, mas parece que ele não morreu. Interessante.

Caraca, o roteirista dessa guerra aí está empenhado. Agora sim, é muito difícil a gente prever também, imaginar, por mais que tenha uma galera que queira acabar com essa guerra o mais rápido possível por conta dos mercados, por conta da energia e tudo mais, me parece ou parece que o Irã está bastante interessado em manter os danos acontecendo pelo máximo possível de tempo. E esse talvez é um dos eventos, Igor,

Não é surpreendente no sentido de que ninguém sabia que isso poderia acontecer, mas é surpreendente o resultado do que aconteceu e a resposta, principalmente, do mundo para isso. E isso muda o tabuleiro geopolítico de uma forma bem interessante, preocupante e instável, mas bastante relevante.

fraca. Depois dele começar a perder força com as suas milícias, com o eixo da resistência e tal, com Hezbollah, Hamas, Houtis, e aí ter os dois confrontos diretos com Israel em 1924 e 1925, e aí vinha essa guerra, estava ficando claro que o Irã era uma potência em decadência. E que nem Rússia nem China iriam ajudá-lo e não ajudaram, então não tinha para onde o Irã ir.

E ao longo desses 20, 30 anos que se fala sobre uma operação militar para impedir o Irã de ter uma bomba atômica, sempre foi considerado, e isso já aconteceu em outros momentos na história, o Irã já ameaçou e até já fez movimentos de fechamento do estreito. Então todo mundo sabia que fechar o estreito era a arma mais poderosa que o Irã tinha. Só que a leitura sempre foi, se o Irã partir para isso, o mundo inteiro vai se mobilizar e vai querer abrir o estreito.

O mundo inteiro vai se dar mal. E a novidade nessa história é que o Irã foi lá e fechou o estreito e o mundo inteiro não se mobilizou. Nada aconteceu e o estreito permanece fechado. Ou seja, o Irã mostrou que ele consegue fazer uma coisa e o cenário geopolítico permite que ele faça essa coisa sem sofrer as consequências de fazer algo tão drástico.

nessa situação. E é de muitas maneiras revolucionário, porque é muito grave fechar o estreito e ninguém conseguir reabrir. A gente tem os Estados Unidos muito incomodados com a situação do estreito. A gente tem outros países falando sobre o pô, abre o estreito aí, não sei o que, mas de fato, agindo, tem Estados Unidos e Israel. Isso, só. Os outros não agem porque eles são,

medrosos porque eles não têm capacidade, porque eles acreditam que o caminho é outro. É uma combinação de coisas que todas essas coisas retratam a realidade geopolítica que a gente vive hoje, que está sendo construída há muitos anos e que a gente tem falado dela há um tempão, falado aqui para você muitas vezes, e que nem todo mundo está conectando os pontos. A primeira parte, parte da explicação. Muitos não têm capacidade de fazer nada.

está muito claro e está ficando muito claro e ficou mais claro ainda. Porque quando os Estados Unidos estão sozinhos lidando com os problemas e aí ele fala eu vou fazer uma coisa e aí todo mundo fala isso, vamos junto. Aí vai lá com o bote, o porta-aviões e os botes dos amigos do lado. Desculpa, isso não faz diferença, mas como os Estados Unidos estavam tranquilos e estava todo mundo tranquilo, então parecia que estava indo todo mundo e aquilo ia resolver. Agora já não adianta mais ir assim, porque os Estados Unidos estão lidando com

muitas frentes sozinho, está com um discurso político diferente, não é tão fácil vender essas coisas. Tem rivais e inimigos como China e Rússia que estão causando problemas muito maiores. O próprio Irã também está causando problemas maiores do que os esperados antigamente. Então, Estados Unidos precisa dos outros, mas os outros não têm como ajudar. Então, primeiro ponto. Segundo ponto, os Estados Unidos estão brigando com os amigos, com os aliados.

O Trump tem brigado com a Europa. Então, quando o Trump está revoltado com a UTAMP, que é o Trump,

não tá indo lá ajudar a abrir o estreito, parte da resposta europeia é, pô, mas você quer invadir a Groenlândia. Você quer tomar um território nosso, da gente. A gente não confia em você. Nós não vamos entrar nas suas guerras porque você quer entrar. Então, o cenário político deixa a geopolítica mais complicada. E esse é um movimento geopolítico do Trump feito de uma forma específica. Pode até ter validade querer a Groenlândia, mas a forma como ele tá fazendo

problemas em outros lugares. Os europeus também têm um outro problema que é eu vou para uma outra guerra lá longe se a Rússia está aqui já no meu quintal, já na minha fronteira invadindo e eu não estou nem dando conta de segurar a Rússia. As coisas estão ficando a flor da pele mais evidentes. As falhas, os problemas, está tudo mais tenso. Aí tem uma outra parte que antigamente, sei lá, não agora, mas

há uns 20 anos atrás, se fechasse o estreito, a China iria condenar o fechamento do estreito. A Rússia também. Todo mundo, os supostos rivais, não iam levar isso numa boa. E dessa vez eles estão adorando que isso está acontecendo. E a China está perdendo? Tá, mas ela não está nem aí, porque ela está ganhando no outro lado. E é o que eu sempre digo.

exposto a perder, desde que o seu inimigo perca muito mais que você. Quando o mundo funciona ou gira na ótica geopolítica, não é a ótica econômica que você fala, eu vou perder, então eu não vou fazer aquilo. Na ótica geopolítica é, eu vou perder porque a minha perda é menor do que o que eu vou causar de perca para o outro. Então, entende? E é isso que nós estamos assistindo. Está muito evidente que está acontecendo isso. Tanto que a China,

Não está nem aí. Ela quer que isso continue. Primeiro porque é um laboratório para ela testar o que está acontecendo com os drones iranianos. Depois porque ela coloca os Estados Unidos enterrado, atolado no Oriente Médio, longe da Ásia. Um dos porta-aviões que está operando ali saiu da Ásia. O navio anfíbio saiu da Ásia. As baterias antiaéreas que estão tendo que abastecer os países do Golfo estão saindo dos países da Ásia, como Coreia do Sul, Taiwan.

em Japão. Entendi. E ela vê o Irã mostrando uma força que

pode ser útil no momento que ela precise. A Rússia, os ganhos são ainda maiores. Preço do petróleo muito alto, dinheiro para alimentar a guerra, menos capacidade de você entregar munição ou equipamentos para a Ucrânia, porque nós estamos em guerra aqui, então menos coisa para a Ucrânia. Faz sentido. O Trump retirou as sanções do petróleo russo para tentar baixar o preço do petróleo. Foi uma das ações que ele fez, foi essa. O petróleo russo, que já está em alto mar,

livre de sanções. Não dá pra ser melhor pro Putin isso. E assim, isso tá na cara, tá escancarado, tá escancarado com o estreito fechado e os Estados Unidos tendo que abrir o estreito sozinho e ninguém nem aí. Isso é um retrato muito real da geopolítica hoje. E aí, vamos transportar isso pra evolução dos cenários que a gente já tá assistindo. O primeiro cenário é a Rússia na Ucrânia. E aí a Rússia parte pra um segundo fronte. Imagina se a Rússia decide

atacar a Lituânia. Isso está na equação, está na conta. Não sabemos quando. Lituânia. A Rússia atacaria a Lituânia com a mesma desculpa que usou para atacar a Ucrânia? É, talvez uma operação de false flag, bandeira falsa, onde ela dissesse que existe alguma coisa, algum movimento para isolar o território dela, que é Kaliningrado. Que é aquele território russo, que é um pedaço da Rússia que está separado do resto da Rússia.

que está no mar Báltico, que está colocado entre a Lituânia e a Polônia. Então, a Rússia movimentaria tropas ali na Lituânia, falando, cortaram a energia de Kaliningrado, vão tomar Kaliningrado da gente. Eu preciso passar as minhas tropas aqui por dentro da Lituânia para proteger Kaliningrado. E aí ela estaciona as tropas na fronteira da Lituânia com a Polônia. Quando ela faz isso, ela cortou o acesso por terra,

dos três países bálticos com o resto da OTAN. Então ela isolou eles por terra. E aí vai ser muito mais fácil dela fazer uma operação e dominar um deles. Primeiro porque é um país desse tamanho comparado com a Ucrânia, que é o maior país da Europa. Se ela não conseguiu ali... Mas imagina que ela faça esse movimento que está no plano ali em algum momento. Pode ser que não execute, mas é um movimento sabido e conhecido e debatido por todo mundo. E a China tem um movimento dela, que é Taiwan.

em fazer esses movimentos coordenados, cada um fazendo o seu, meio que perto, e ainda viram e falam, Irã, fecha agora. Fudeu. Entendeu? Então, assim, tem um agravante maior no fechamento do estreito, que é só os Estados Unidos conseguem abrir o estreito. Isso está evidente com essa situação de agora. Entendi. Se os Estados Unidos vai ter que lidar com a Rússia se movimentando na Europa, com a China se movimentando na Ásia,

Life Hashtag o Estreito, aí não dá. É, especialmente porque, como a gente tem falado aqui ao longo do programa e tem falado ao longo dos outros também, a OTAN e a Europa não têm capacidade de ajudar os Estados Unidos. Então, numa situação dessa aí, num cenário que você está descrevendo, não tem o que frente que os Estados Unidos defenderia nesse caso aí. Isso significa o seguinte, o eixo das ditaduras que vinha enfraquecendo,

Vim enfraquecendo por quê? Maduro perdeu. Meio que Venezuela está trocando de lado gradativamente. Tudo está caminhando para um lugar mais propício para os Estados Unidos. O Irã estava numa descendência. Hamas perdendo, Hezbollah perdendo, Houtis quietinho, Assad na Síria caiu, dois confrontos contra Israel, um atacou as instalações nucleares, agora essa guerra.

E aí, então, ia perder o Irã, provavelmente. Aí o eixo das ditaduras estava reduzido, né? Estava a Rússia, só a China e a Coreia do Norte. A capacidade do Irã ter resistido, sobrevivido, o regime ter sobrevivido e ele ter conseguido fechar o estreito, o eixo das ditaduras ganha um outro trunfo, uma outra cartada maior do que só o Irã ser parte do eixo das ditaduras e ser capaz de fazer ataques terroristas

com as suas milícias ou com seus aliados regionais, ganha uma dimensão muito maior e muito importante para um movimento desses países, caso esse bloco decida agir. Enquanto o outro lado briga e os europeus são incapazes de ir lá e falar, eu vou ajudar a abrir o estreito. E aí tem um detalhe interessante. Poucos dias atrás, o Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, que é uma ilha britânica americana,

está localizada no meio do Índico do Oceano. E tem uma das maiores bases britânicas americanas ali, que é uma base que abriga os bombardeios mais poderosos, os B2, os invisíveis e submarinos. E até então, essa base não tinha sido usada. Nas outras guerras do Afeganistão e do Iraque, ela sempre foi usada. E não tinha sido usada contra o Irã, porque os ingleses falaram, não vamos permitir que os americanos usem. E aí os ingleses mudaram de ideia e permitiram.

E aí o Irã atacou. Só que a distância dessa ilha para o Irã é por volta de 4 mil quilômetros. Até hoje, todo mundo acreditava que o Irã tinha mísseis com alcance de 2.500, 3.000, algumas modificações, talvez 3.200. Chegava até um pedacinho do começo da Europa. Com 4 mil quilômetros de alcance, ele chega em Londres, Paris, Berlim, todas as capitais e todos os países da Europa.

Esse seria um agravante para falar, e aí Europa? O que você vai fazer? Você não vai fazer nada? E dado todo esse cenário que eu estou descrevendo, provavelmente a Europa não vai fazer nada. Mas mostra uma vulnerabilidade também que a Europa tem com ameaça iraniana e que ela está ignorando. A Europa está deixando os Estados Unidos usar as bases na Alemanha. A Espanha é o único que não está deixando, mas Portugal, França, Alemanha,

Reino Unido, todos estão deixando usar agora as bases para reabastecimento e tal, o que faz uma bela diferença para os Estados Unidos. Mas ainda assim é tímido e tudo bem, o que mais que a Europa pode fazer além disso? Não muito mais. Isso está evidente. Então essas coisas estão vindo à tona, elas estão ficando claras. Está ficando claro que não dá para você travar uma guerra com um país que tem um enxame de drones de 30 mil dólares e você tem que construir um míssil de 4 milhões. Está ficando claro

que se você consegue manter a capacidade de produzir esses drones num bunker subterrâneo, você continua a guerra. Está ficando claro algo que todo mundo já sabia, mas talvez a guerra aérea tem limitações. Depende dos objetivos ainda mais que você quer, se é derrubar um regime. Hoje, se não derrubar o regime iraniano, e isso é bem sério, o Irã vai ser obcecado por construir uma bomba atômica. E ninguém vai parar o Irã. Olhando do ponto de vista do Irã,

fazendo análise dissuazória estratégica iraniana. O Irã errou. Onde ele errou? Ele quis perseguir uma estratégia para construir a bomba atômica, onde ele ia... Ele adotou o que a gente chama de tática salame. Você corta uma pequena fatia, aí você fala assim, ó, fiz isso. Aí você fala, tá, não vou atacar ele porque ele fez isso. Aí passa um tempo e ele, fiz um pouquinho mais. Você fala, tá, não vou atacar ele

que ele fez mais isso. E ele foi caminhando, dando pequenos passos para não provocar uma reação, mas ele foi comunicando esses passos. Ao longo de 30 anos. Isso. E essa comunicação permitiu que o Ocidente pudesse ir medindo o nível e a gravidade, os Estados Unidos principalmente, o nível e a gravidade da ameaça iraniana. Ele não escondeu isso totalmente,

jogo diplomático que ele queria fazer. Não, eu não estou construindo bomba. Então ele falava, não, ó, em tempos, em tempos, ele permitiu que inspetores entrassem. Quando ele fez o acordo com o Obama, ele permitiu. Quando eles entraram, eles mapearam esses inspetores muito mais, entenderam o quanto que o Irã tinha de material enriquecido e em que nível. E isso, né, já deu uma informação muito mais valiosa. Falou, pô, esses caras estão chegando muito perto.

de ter a bomba. De poder ter a bomba. E ele queria dizer, ou ele queria chegar muito perto e falar, não, não, eu não quero ter. Mas eu quero estar muito perto. Ele queria ir com um jogo duplo até o último minuto. Só que isso foi um erro. Esse não foi o jogo da Coreia do Norte. É, a Coreia do Norte lançou a bomba logo e pronto. Ela ficou escondendo, escondendo, escondendo e o dia testou, acabou. Ninguém sabe nada e é isso. E aí, tarde demais. O dia que ela testou, acabou. Ninguém mais mexeu com a Coreia do Norte.

Então, o Irã errou na estratégia nesse ponto. O segundo ponto que ele tinha de força de suas horas para impedir os inimigos de atacarem ele eram todas essas proxies, todos esses aliados regionais. Só que ele se perdeu em não manter esses aliados como uma arma de reserva, de defesa. E ele passou a usar esses aliados como parte do seu objetivo regional expansionista, como uma arma de ataque.

arma de ataque, ele começa a provocar a reação, no caso de Israel, depois do 7 de outubro, que você ia ter que ir lá e, pô, caçar cada um desses caras. Ou seja, Israel foi lá e debilitou a ferramenta ou a arma iraniana de defesa. Que era pra ser uma arma de defesa. Falar, não mexam comigo, porque, meu, eu vou provocar o caos. Não dá pra você provocar o caos se metade do Hezbollah, não é metade, né? Mas se é um monte de gente do Hezbollah, nem existe

porque os pagers explodiram. E os pagers só explodiram porque você fez uma operação insana com o Hamas. E os Houtis também fizeram um monte de coisa inesperado. Pra quê? Só pro Irã ganhar mais espaço, mais território, mais força. Deixa eu abrir um parênteses rapidinho, Roque. Só pra eu entender um pouco melhor. Existe alguma clareza sobre o ataque do Hamas, aquele que começa tudo? Existe alguma clareza

sobre algum envolvimento do Irã no planejamento daquele ataque ou não? Ou isso foi coisa do Hamas? Não, existe. Existe apoio, suporte, ajuda, inclusive reuniões que aconteceram na Síria ao longo do tempo antes do ataque, com lideranças de alto escalão iraniana e do Hamas. E aí, acreditam-se que essas reuniões todas eram parte desse planejamento de como isso deveria acontecer.

Significa, portanto, que o Irã não só financiava o Hamas quando o Hamas ataca Israel, como de certa forma... Arquitetou, participou, desenhou, falou vamos lá. Isso não era uma certeza no começo, era? Olha, poucos meses depois já teve essa informação dessas reuniões secretas que aconteceram lá dentro.

vai se consolidando de muitas outras maneiras. Desde a presença desses líderes todos dentro do Irã. A foto do Alckmin com as outras figuras todas ali no Irã. Enfim, tem um milhão de evidências que apontam para isso. Não é só tipo, eu estou ajudando. Se você ajuda e você financia uma organização dessa, tem coisas que você fala para ela, isso você não pode fazer. Porque vai sobrar para mim. Porque é óbvio que você fez isso com o meu dinheiro, com a minha arma.

dependendo do nível do caos que você está fazendo, eu vou ser responsabilizado. Então, você tem que ter alguma ingerência no que vai acontecer. E se é um movimento desse tamanho, você não faz isso sem consultar o seu patrono que está te dando todo o suporte, toda a estrutura. E essa estrutura precisa ter um corpo, até drone. Tinha drones iranianos que foram usados nas câmeras que foram atingidas do lado de Israel, que pararam de enxergar.

Eles cruzaram ali a fronteira de gás. Bom, a moral da história é que o Irã errou adotando essas duas estratégias. Então ele não conseguiu criar uma estrutura de dissuasão e chegar na bomba logo. E aí ele simplesmente impulsionou os outros países para evitarem que ele chegasse na bomba, porque ele estava chegando perto e todo mundo sabia que ele estava chegando perto. Agora...

ele vai adotar outra estratégia se o regime permanecer no poder. Porque tudo isso que eu falei era para dizer que se o regime iraniano permanecer no poder, pode ter certeza que ele vai perseguir incansavelmente, insanamente, de uma forma muito pior, a bomba atômica. Isso faz muito sentido, caso eles sobrevivam. Isso impulsionaria duas coisas. Isso impulsionaria outras nações, outros grupos que estão por ali, outros países,

caminho, isso é um. E dois, você imagina, fazendo um exercício de futurologia aqui, isso tem o potencial de virar uma terceira guerra mundial, cara? Pelo Irã, pelo posicionamento, como a China e a Rússia estão lidando com isso, pela incapacidade da Europa e tudo mais, isso tende a ficar só ali mesmo, na tua opinião. Para ser uma terceira guerra, ou para ser uma guerra mundial, a gente precisa de alguns elementos. O primeiro deles, todas as grandes potências,

do mundo precisam estar envolvidas no conflito, em algum conflito. Esse conflito não vai envolver nem a China, nem a Rússia, nem a Índia diretamente na guerra. Não vai ser mundial. O segundo critério é o combate precisa estar acontecendo em múltiplas regiões, pelo menos em dois ou mais continentes do mundo. Se é uma guerra regional local, ela não vai virar mundial. Ah, mas aí tem outras guerras regionais já acontecendo em outros lugares.

É, mas elas têm que se juntar e se unificar em algum momento. E isso não está parecendo que vai acontecer. São motivações muito diferentes, né? Isso. Uma guerra mundial, quando ela termina, ela tem que ter produzido um mundo diferente. Nós temos que ter uma nova ordem mundial. E aí eu pergunto, acabou a guerra no Irã. O mundo mudou? Não. Não é mundial.

O último e quarto fator é a guerra precisa ser total. Não pode ser uma guerra limitada. E essa guerra no Oriente Médio é uma guerra limitada. O americano no Texas, na Califórnia... Na Califórnia estão lá assistindo o Oscar. Nova York estão andando ali, pegando o metrô. Na Flórida estão na praia. A vida está absolutamente normal. Não mudou nada. Ela é uma guerra super limitada para os americanos. Ela não é uma guerra total. Guerras mundiais são guerras totais.

Ah, mas ela não é que ela vira. Ah, ela é o gatilho. Tudo bem, mas você não tem os outros movimentos dos outros países transformando aquilo numa guerra mundial. Onde que isso tem potencial guardado de futuramente ser um agravante com escala mundial? Isso que eu comentei do Estreito de Hormuz. A combinação do Estreito de Hormuz num momento que você tem movimentos dos outros dois, das outras duas superpotências,

essas grandes potências, Rússia e China, aí sim. Se Rússia e China fizerem movimentos militares, aí eu olharia para o Irã e falaria, se o Irã fizer um movimento agora, aí nós temos um cenário de terceira guerra mundial. Entendi. E a gente estava conversando antes aqui, Roque, que tem uma galera que está lidando com as informações de guerra e do mundo de uma forma geral e está rolando o surgimento de...

Prediction Markets. Isso. Mas eu também te disse que eu não sabia o que era Prediction Markets para você contar para nós todos aqui ao vivo. O que é isso? E isso acontece agora por conta das guerras? Não. Assim, a parte interessante, Igor, é que esse negócio existe há muito tempo. Nos anos 80, a Universidade de Iowa criou o Iowa Electronic Market, que era um mercado de previsão.

eletrônico que ela queria entender a utilidade dessa ferramenta. E grandes empresas, tipo Google, Amazon, usam prediction markets dentro dos seus negócios. Então, você vira aqui, você poderia fazer um prediction para o Flow. Fazer assim, você vira e fala para todo mundo que trabalha aqui no Flow e fala, e aí, qual podcast vocês acham que pode dar mais certo? E aí, todo mundo vai lá e vai

colocar, vai comprar contratos naquilo que eles acreditam. Isso tem um poder preditivo, assim, incomparável. Por quê? Se eu perguntar pra você, ah, o que você acha? Cara, você falar o que você acha não tem custo pra você, entendeu? Você fala sem muita responsabilidade, sem muita preocupação, sem pensar demais. Você só fala e pronto. Agora, quando você envolve você financiar a sua opinião, aí você pensa,

Várias vezes. Será? Será que eu realmente tenho uma opinião sobre isso? O que será que eu acho sobre isso? E quando você escolhe fazer um movimento, é porque você está embasado. Porque você tem algum conhecimento. Porque você fez alguma pesquisa. Porque você entende daquele assunto. Porque você tem alguma informação. Porque você acredita em alguma coisa por alguma razão muito forte. A ponto de você colocar teus recursos ali. Isso. Então você está... Você está fazendo um movimento que tem um...

uma capacidade, uma fidelidade maior. E aí imagina que uma empresa vai lá e faz isso internamente com os seus funcionários para entender qual é o melhor produto. E é a melhor ferramenta que a empresa tem para descobrir qual é o produto melhor. Porque ela coleta todas as informações de todos os funcionários. Cara, você é o dono, mas é um funcionário desse negócio. Você tem uma habilidade e um conhecimento. Aí o seu videomaker,

tem outra habilidade, outro conhecimento. Aí o pessoal de produção tem outro. Você vai colocar em conjunto todas essas informações. Você vai agregar todas elas e colocar na mesa, numa equação. E dali vai ser um resultado. E esse resultado, as chances dele ser capaz de prever o que vai dar certo, qual o programa do grupo Flow é melhor, vai ser muito maior do que qualquer outra coisa que você imaginar. Entendeu? Uma consultoria

externa, fazer pesquisa de opinião, perguntar para quem assiste. O melhor seria se você botasse todo mundo de fora e de dentro para fazer um prediction market, um mercado de previsão, do que você quer responder. Então, grandes empresas, gigantes, usam mercado de previsão internamente. Quem mais que usa isso? Eleições. Prever eleições. A gente tem uma discussão,

anos no Brasil e no mundo que pesquisa de opinião é uma catástrofe. É encomendada. É encomendada no sentido de, pô, eu posso ter o resultado que eu quiser. A margem de erro é gigantesca. Eles nunca acertam. É manipulado. Instituto tal tem um viés. Não perguntaram o sample. A amostra é pequena demais. Sei lá. Tem desde discussões técnicas até as mais conspiratórias. O fato é que as pesquisas de opinião têm deixado a desejar.

Então, você imagina se você criasse um mercado de previsão. E os mercados de previsão que ressurgiram no mundo, nos Estados Unidos, na última eleição do Mondoni lá em Nova York, eles acertaram precisamente o que iria acontecer. Então, mercados de previsão são ferramentas muito poderosas, agregadoras de informação.

de você tentar prever o que vai acontecer para frente. Porque você se protege das coisas que vão acontecer e você lucra com as coisas. Você ganha. A tendência é agora, sei lá, não é mais podcast, sei lá o quê? Se eu souber exatamente qual é... Então, prever as coisas tem um valor muito grande. Tanto que inteligência artificial, e eu já falei isso aqui em um outro programa com você, inteligência artificial são máquinas de previsão. O que é uma inteligência artificial,

é uma máquina de previsão. Ela não sabe que a capital da França é Paris. Ela computa um monte de dados e vê todas as respostas que foram dadas quando perguntaram qual é a capital da França. E aí ela calcula, a maioria das vezes a resposta é Paris, então é Paris. É isso que ela faz. E óbvio que ela vai chegando num momento que ela vai conseguindo fazer isso numa velocidade muito rápida e com muita precisão. E ela erra muito pouco. E essa é a mágica dessa ferramenta. E, em parte, a definição de inteligência

qualquer tipo de inteligência, e parte dela é prever. Estou dando base aqui para a gente, porque a gente está tentando falar de um negócio novo e complexo. Surgiram duas dessas nos Estados Unidos. Uma que se chama Polymarket. Só que ela não está sediada nos Estados Unidos. E ela não segue as regras locais, enfim, de um mercado. E a Polymarket é uma plataforma, é isso? Isso, ela é uma plataforma

De um mercado de previsões. Mercados de previsões operam nessa lógica de tentar prever. A gente tem algum modelo de coisas que lidam com contratos futuros no mercado financeiro? Tem. Os mercados derivativos. Uma bolsa de valores BMF. Mercado futuro. O que é um mercado futuro? É um derivativo. Onde você negocia um contrato no futuro de alguma coisa.

O dólar vai subir ou vai cair? O ouro, a soja, o milho, a cana, tudo isso é negociado. Isso já existe, mercados disso. O mercado de previsão negocia esses ativos, mas ele também trata dos eventos. E esse é um diferencial interessante. Você prever o que vai acontecer com eventos. E por que isso nasce? Porque você tinha um cara no mercado financeiro

financeiro, que ele estava investido em empresas britânicas e aí ia ter o Brexit. E aí se acontecesse o Brexit, essas empresas que faziam muito negócio com a Europa podiam se dar muito mal. E ele precisava se proteger. Como é que ele vai se proteger? Vou fazer um hedge, vou comprar um contrato futuro dessa proteção, mas não tem um contrato futuro do Brexit. Não tem um contrato do evento. Como é que eu me protejo disso? E aí ele começou a falar, tinha que ter um contrato sobre o evento, porque o evento

tem um impacto gigantesco na vida das pessoas, nos negócios, na economia, nos setores, eventos, episódios, acontecimentos, a pandemia. Qual o impacto que a pandemia teve nos negócios, nas empresas, no setor imobiliário? Gigantesco, né? Com certeza. A companhia aérea acabou, ninguém mais viajava. Então, eles começaram a trazer os eventos para dentro desses mercados.

E aí nós começamos a assistir mercados de previsão. E aí vem a Polymarket e aí vem a Cauchy, que é uma americana. E a Cauchy está registrada lá dentro dos órgãos reguladores do mercado financeiro americano. E eles negociam contratos sobre os eventos, o que vai acontecer. Só por esse aspecto, essa empresa já é diferente da Polymarket, que está sediada num lugar estranho.

seguindo as regras americanas, ela opera fora dos Estados Unidos para não estar sujeita às limitações de possíveis regras que ainda estão sendo criadas. Algumas dessas regras não estão totalmente estabelecidas. Mas o ponto aqui é entender quando a gente fala de um mercado. O que é um mercado? O mercado é você quer vender e eu quero comprar. Então, eu só compro se você quiser vender. Se não tiver ninguém querendo vender,

não tem de quem comprar. Não existe uma terceira pessoa que fica aqui operando. A terceira pessoa é só a mesa que botou eu sentado com você, entendeu? Ela não participa, ela só fala assim, tem um cara, o Igor quer vender, e o Rocky quer comprar. E o ganho dela não está ligado com o resultado disso daqui. Você acredita numa coisa e eu em outra. Deixa eu ver se eu entendi aqui, vamos ver um exemplo.

Eu tenho um contrato que ele vai ser executado, sei lá, ele vai perdurar por seis meses. E esse contrato tem a ver com o petróleo que passa pelo estreito de Hormuz. E a gente meio que fez esse contrato um ano atrás. Mas agora, meu irmão, eu não sei mais o que vai acontecer. Eu não sei se eu vou receber. Se continuar nessa situação que está agora, vai dar ruim. E, putz, estou a fim de me livrar desse contrato aqui. O Roque, ele estuda...

conflitos internacionais. E eu não acho que vai durar mais de três semanas a guerra. Você não acha que vai durar mais de três semanas? Eu acho que vai durar mais de seis meses. E se durar mais de seis meses, eu vou perder dinheiro pra cacete. Pra não perder esse dinheiro inteiro, eu vou te vender por um pedaço do que eu ganharia. Isso. Você, acreditando...

Acreditando que você vai ganhar aquele dinheiro, ele vai comprar por uma fração do que você acredita que vai ganhar. Então, tem mesmo um mercado aqui. É isso. É o mercado de trocas e os preços são definidos por quantas pessoas do seu lado estão tentando vender e quantas do meu lado estão tentando comprar. Não tem ninguém manipulando o preço, entendeu? Se as pessoas não entenderem isso, elas não entendem a básica de funcionamento de mercados. O mercado financeiro funciona nessa lógica.

querendo comprar. É um mercado de transferência de renda, de dinheiro. Porque você acha que vai acontecer uma coisa e o outro vai achar outra coisa. Baseado no quê? No seu conhecimento isso daqui não é achismo. Não é aposta. Não é para ser achismo. Você precisa ter informação. Você precisa saber o que você está fazendo. Por quê? Por que você está comprando um contrato de uma coisa? Você tem que ter uma razão. Por exemplo, o maior contrato que vai existir de previsão, que vai movimentar talvez

maior quantidade de dinheiro no mundo é se a China vai ou não invadir Taiwan. Se a China invadir Taiwan, qual é o impacto na economia do mundo? Como é que você se protege do evento a China invadir Taiwan? A não ser que exista um contrato sobre o evento a China invadir Taiwan para eu fazer um hedge, para eu ir lá e comprar aquilo como uma forma de seguro. Vamos supor que eu tenha a empresa, ações da TSMC, que é a empresa de chips taiwanesa. Se a China invadir Taiwan,

com a TSMC. Vai colapsar. E aí eu vou perder muito dinheiro. Como é que eu me protejo disso? Eu vou lá e compro um contrato sobre o quê? A China vai invadir Taiwan. E aí, o dinheiro que eu perco aqui, eu ganho ali. Isso se chama seguro. Por que eu faço isso? Isso é uma operação financeira de seguro. Para eu me proteger de uma coisa. Que interessante, cara. Isso é um evento. Isso existe no mundo em todos os mercados de commodities. Em todos os negócios.

que usam negociações em dólar. Você precisa proteger a variação cambial do que vai acontecer com o dólar lá na frente. Aí você entra no mercado e compra o dólar num preço para segurar o quanto que essa variação pode estragar o seu lucro. Você não consegue fazer isso no seu próprio contrato. Você precisa ir num outro contrato de uma outra coisa sobre algo que vai acontecer no futuro com o preço do dólar. E os mercados de previsão, eles lidam com as questões econômicas

mas com as questões dos eventos. Porque eventos também têm impactos gigantescos. Não só o dólar vai subir ou não. O evento em si tem um impacto direto. E você até hoje não conseguia replicar isso numa lógica de verdade. Entende? Então, assim... Isso é tudo novo. Isso é porque a gente está tendo mais tecnologia e essas coisas estão se tornando possíveis. É, já existia há muito tempo, mas elas ganharam uma escala. Entendi, agora a gente está olhando para os eventos. Por que elas ganharam uma escala?

Primeiro, o mundo está globalizado. Então, Ruanda ataca o Congo. O preço do cobalto é afetado, porque o Congo produz muito daquele minério. E isso afeta... Então, qualquer coisa que acontece em qualquer lugar afeta todo mundo. Então, os eventos têm um impacto muito grande se a gente vive na era da informação, na era da comunicação.

Só deixar o evento lá, tipo... Agora as pessoas começaram a olhar e falaram assim, pô, mas se eu conseguisse prever esse evento, eu poderia me proteger. Eu poderia lidar com essa situação antes, já que a informação é tão relevante. E aí o outro ponto interessante é que se a gente vive na era da informação, o ativo informação tem um valor muito grande. E os mercados de previsão, eles conseguem dar o...

o peso para esse valor, entendeu? Todas as emissoras nos Estados Unidos, CNN, CNBC, ABC, todas estão trabalhando a informação da notícia junto com a informação que vem do mercado de previsão. Por quê? Porque é um balizador. É uma métrica, é uma ferramenta de análise para você entender

Onde o mundo pode estar indo? Não é que você escutou um especialista em geopolítica. Você escutou todos os especialistas em geopolítica que foram lá e participaram do mercado de previsão e aquilo se tornou uma informação agregada. E o cara acredita tanto naquilo a ponto de pôr dinheiro que transforma aquilo em algo altamente ou em uma boa medida confiável. Isso. Por que você vai fazer isso se você não sabe o que você está fazendo? Exatamente. Entendeu? Aí você está sendo...

Burro. Burro. Idiota. Então, você faz isso quando você acha que você tem um entendimento daquilo. E aí, então, o que você faz? Você começa a trazer uma nova informação. Então, olha a importância disso. Nós estamos na era da informação. Todo mundo já fala disso e fica falando, não, era da informação, o valor está na informação. O mercado de previsão consegue quantificar o valor da informação. A economia é a economia da informação,

Você precisa de ferramentas que lidem com essa informação. E essa é uma fronteira nova que a gente está entrando. O mundo está descobrindo esse novo negócio numa escala muito maior. E assim, eu tenho dito que é curioso, porque nós estamos lidando com o problema da inteligência artificial. E a inteligência artificial provavelmente vai ser a maior ferramenta de informação que a humanidade tem. Já faz coisas incríveis. Só que ela é uma inteligência à parte.

da gente. Inteligência alienígena, que pode se voltar contra nós. Discussão de outros episódios nossos aqui. Agora, você imagina se a gente pudesse pegar coletivamente a sabedoria e a inteligência humana e aglomerar, aglutinar ela. O mercado de previsão faz isso. Entendi. É a sabedoria coletiva. É o conhecimento coletivo colocado, estruturado dentro de um lugar,

que consegue juntar tudo isso e te dar um parecer. E a gente já está... Você mencionou duas empresas que começam nos Estados Unidos, mas no mundo isso já é algo que está se desenvolvendo? Está se desenvolvendo a partir dessas duas. Agora aqui no Brasil nós temos uma que é a VoxFi, totalmente nacional, que está em vias de inaugurar. A plataforma já está rodando.

experimentalmente, e está prestes para começar a funcionar, que é totalmente brasileira. Legal. E traz as realidades, óbvio, vai trazer as realidades dos eventos brasileiros também. Mas a gente consegue ver, tipo, muitas dessas previsões do que vai acontecer, por exemplo, na guerra no Oriente Médio. Tipo, quando vai acabar? Não sei, vamos ver o que todo mundo está dizendo, entendeu?

Eu não sei se tem aí o link para a gente olhar as porcentagens ali do... Isso aí? Isso, olha lá. O regime iraniano cairá até 30 de junho. 21% está dizendo sim e 80 não. Esse sim e não não é uma pesquisa de opinião. É um retrato de tudo isso que a gente está explicando aqui, do valor. Aí tem outros ali. Um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã até 31 de março.

16% sim, 85% não. Falta... Estamos no dia 23. As forças dos Estados Unidos vão entrar no Irã até 31 de março? 19% sim, 82% não. Então, esse daí é maneiro para a gente saber quem que são os professores de geopolítica que acertam mais. Só tu vê quem está ficando mais rico. Maneiro isso aí, cara. Vai, desce ali. Tem uns dois bons ali. A mudança de liderança no Irã até 31 de dezembro.

56% sim, 45% não. O regime iraniano cairá até 30 de junho. Estou entendendo. Legal. Entendeu? Então é isso. Isso é uma nova ferramenta aí. Que serve, inclusive, para ajudar a analisar o que está acontecendo por conta de estatística das pessoas. Isso. Quem me segue de verdade? Eu não sou mãe de Ná. E o que eu faço aqui é apenas analisar a foto

momento, dado o cenário, baseado em análises com história, com teorias, com possibilidades, e aí eu dou a minha leitura do que pode acontecer. Eu acerto muito mais do que eu erro. Óbvio que os meus haters, a obsessão deles é falar que eu só erro, mas tem registrado inúmeras vezes aqui algumas que eu falei, vai acontecer isso e aconteceu. E assim, e várias vezes vou falar que vai

acontecer, não vai acontecer, porque hoje eu saí daqui e amanhã o Trump falava, você sai do fogo. Tipo... É o Trump, ele pode ter feito isso. Tipo, é um evento novo, não é só o Trump, é qualquer coisa. Todo dia acontecem eventos novos e mudam. Mas isso daqui é uma ferramenta que testa, separado do que eu acho, ou a minha leitura. Vamos pegar uma leitura agregada, coletiva, de muita gente, o que acha? É isso? Essa é a... Entendi, faz sentido.

Não escutem o que eu falo ou quem vocês gostam. Vai lá e olha o que a tese está dizendo. Como a gente falou, o cara que está empenhado nisso aí está pondo dinheiro. Então ele idealmente sabe o que está fazendo. Isso. Idealmente sabe o que está fazendo. Boa, tem mensagem para a gente aí, Vitão? Antes da gente ir para as mensagens, no entanto, deixa eu falar para vocês aqui as mensagens dos patrocinadores da gente. Começando pela Insider.

Cara, vocês estão ligados. Tu sabia que tu ganhou um prêmio lá no evento da Insider? Claro que tu sabia, meu. Fiquei muito chateado de não poder ir lá. Eu sei que você ganhou. Eu ganhei um também que eu nem sabia. Muito obrigado, galera da Insider. Ganhei o Icon. Caraca. Icon é bravo. Mas você foi lá, você fez discurso. Eu não estava lá, eu não podia. Não, mas todo evento, toda premiação tem que ter um cara que ganha e não vai, né?

Nesse caso foi tudo. Pô, mas eu não queria. Eu queria muito estar lá. É que, assim, eu já tinha palestra, evento marcado antes. E aí, eles me falaram ali,

hora eu gravei um vídeo, mas eu não sei, passou o vídeo. Eu acho que passou. Bom, a Insider, família, o que acontece? Tá vendo essa camisa que eu tô usando? Cara, eu sei que você tá acostumado a me ver só de tech t-shirt, mas a verdade é que lá no site da Insider, que é insiderstore.com.br, você vai encontrar diversas roupas diferentes, tanto pra homem quanto pra mulher, serve pra você completar o teu armário. Se você não conhece a Insider ainda, cara, todas as peças tem um twist tecnológico,

pensado pra facilitar a tua vida. Então imagina que você vai viajar, cara, imagina passar roupa, não, não, não, não, ou demora muito pra secar depois que lava. A Insider, as peças deles são pensadas pra resolver esse tipo de problema, por exemplo. Então tem roupa que é hidrofóbica, muito difícil de tu conseguir manchá-las, tá? E esse mês, cara, tá rolando o mês do consumidor, e isso significa que você pode conseguir comprar peças da Insider com até 50% de desconto, cara.

descontos que já tem no site. Mais o cupom Flow, você pode chegar a 50% de desconto no teu carrinho de compras. E essa é uma das melhores oportunidades pra você completar o teu armário ou experimentar Insider no ano. Tá acabando o mês do consumidor. Que dia é hoje mesmo? 23. Tá acabando. Se fosse tu, eu andava logo aí e ia lá completar o teu armário. Não sei se você sabe, mas o meu armário é, sei lá, antes era 50% Insider e 50% Flamengo. Hoje tá mais Insider que Flamengo.

mensagem que eu tenho para vocês aqui é da Hashtag Treinamentos, cara, que é uma das maiores empresas de treinamento, especialmente para o mercado de trabalho da América Latina. Então você aí que quer, sei lá, subir, melhorar a tua posição na empresa, quer precisar aprender coisas novas para alcançar novos patamares, ou quer mudar mesmo de área de atuação, ou um hobby, cara, a Hashtag Treinamentos está aí para você, para você aprender Python, lidar com inteligência artificial, e aqui não estou falando de conversar com o chat EPT,

não, é entender como as ferramentas usam, quais são as melhores ferramentas para cada coisa, Power BI, várias coisas que tem a ver com o mercado de trabalho. E a gente fez uma parceria que vai te dar R$500 de desconto na comunidade impressionadora, que é o pacote completo de curso da Hashtag Treinamentos, para você sair de... Meu irmão, eu acho que essa é uma das melhores formas, um dos melhores investimentos que existe, que é investir no teu próprio conhecimento. Então, quer conhecer um pouco mais?

Hashtag treinamentos, QR Code aí, link na descrição, não perde tempo não. E para finalizar, um salve também para a galera da ACD, cara, que está lançando uma nova campanha de doações também. A ACD, que é quem promove, por exemplo, Teleton, que já há muitos anos na TV, com o objetivo de levantar dinheiro, recursos, para continuar ajudando as pessoas que não podem pagar pelo serviço da ACD, principalmente. E a tua doação, cara, ela pode fazer muita diferença mesmo

dessas pessoas. Você sabe que no QR Code, no link na descrição, você pode doar e, assim, cara, não precisa doar milhares de reais, não. Qualquer 5 reais, 10 reais aí já ajuda a ACD a cumprir a missão deles de ajudar as pessoas que estão precisando, tá? Se você conhece alguém ou você tem algum tipo de dificuldade de movimento, por exemplo, e puder usar o hospital da ACD lá tanto pelo convênio quanto pelo particular, eles também atendem pelo público, mas

Quando você usa o hospital da ACD, você também está ajudando a ACD a continuar ajudando as pessoas. Então, vai lá no link lá, doa e ajuda a galera para continuar ajudando quem realmente precisa. Um dado interessante é que 80% dos atendimentos da ACD são realizados via SUS. Então, eles realmente precisam da tua ajuda, tá bom? Deixa eu ouvir as mensagens aí, Vitão.

tranquilo podemos estar. É, bom, teve lá o governo americano falando sobre transformar ou chamar PCC e Comando Vermelho de facção terrorista ou qualquer coisa assim. O que abre uma possibilidade de intervenções de outros países, né? É, abre, mas assim, o Trump não vai fazer isso com o Brasil. Qual é o objetivo? Atingir o PCC? Onde é que tá o PCC? Onde é que atinge o PCC? Não tem esse alvo.

vai fazer isso para derrubar o governo brasileiro? Não, isso de jeito nenhum. Isso é completamente fora da equação. O Brasil não é a Venezuela, o Brasil não é o Irã, não importa que as pessoas aqui dentro não gostem do governo brasileiro, não tem nada a ver, não tem sentido nenhum. O Trump não vai fazer isso, o Trump não é ideológico, o Trump já recuou nas sanções, no tarifácio, já criou uma relação com o Lula,

De certa forma amistosa. Totalmente fora. Se fosse na época da Magnitsky, a declaração do PCC como organização terrorista... Aí teria uma outra leitura. Eu faria uma leitura estranha. Ninguém sabe qual é o limite do Trump. Hoje, de forma alguma, estou totalmente fora do contexto achar que isso vira alguma coisa a mais. Até porque nem tem esses alvos. Isso está muito mais ligado

com ações financeiras. O PCC tem ligação na Tríplice Fronteira com organizações terroristas, com o Hezbollah. Estou, inclusive, publicando um documentário que eu passei, acho que três ou quatro anos fazendo. Visitei a Argentina, teve o atentado na Âmia e na Embaixada Israelense do Hezbollah, do Irã. Fui para a Inglaterra, para a França e para a Bélgica

Visitei lugares e pessoas que sofreram ataques terroristas. E o meu documentário é sobre terrorismo na América do Sul. E um dos links é o PCC com o terrorismo internacional fundamentalista islâmico. E isso acontece, a região é a tríplice fronteira. E os Estados Unidos, se ele declarar ou se ele colocar o PCC como isso, esse combate econômico,

financeiro, uma série de coisas vai facilitar para os americanos combater essa ameaça que existe dessa conexão desses dois grandes grupos criminosos. Porque uma organização terrorista é uma organização criminosa. Nem toda organização criminosa é uma organização terrorista. E a junção ou os negócios que esses dois fazem, Hezbollah e PCC, é algo que

incomoda e preocupa o governo americano. Em algum momento pode ser que tenha algum tipo de atenção nesse sentido, mas não um ataque no território brasileiro. Não. Não uma operação militar nesse sentido. Pode ser alguma coisa na triples fronteira específica que se sabe que está acontecendo ali, faça-se uma operação e aí se tiver um espaço ali dentro do Brasil, se o cara fugir para dentro do Brasil, pode ser. Entendi.

Está bem longe. Próxima aí, Vitão. Mandou uma mensagem pelo Pix. O porta-voz do quartel-general, Ebrahim Zoufakari, vem desafiando o Trump com suas falas, dizendo hoje que o Trump está demitido. Professor Agaossi, comente sobre como o Trump encara essas provocações. Olha, acho que o Trump não liga muito. Ele está acostumado. O encontro do Trump com o prefeito de Nova York, para mim, é um belo dom. Puta merda. Isso daí é muito bom.

E é um retrato muito claro do espírito dele. Primeiro porque ele é parte do show também. Ele também faz esse contraponto do show de xingar os outros. Então ele espera que isso aconteça e ele acha que isso é legal. Tanto que ele fala para o Mandani ali na... Não, pode falar. Você não falou que ele era um fascista, agora você não vai falar? Ele pode falar. E ele fala, pode falar o que você acha. Não tem problema, eu não ligo. E é meio que bem isso.

E ele escuta muitas... Ele critica muita gente, ataca muita gente e ele também escuta isso de muita gente. Então eu não acho que... Que ele vai se doer, né? É, não acho que tem efeito nenhum. Por outro lado, existe uma tese que dizia... Se eu não me engano, só no jornal, um jornal importante americano que eu não vou lembrar qual, que a gota d'água pro Trump ir lá pescar o Maduro teria sido as dancinhas do Maduro. Isso. Não, eu falei até disso.

acho que aqui com você também, a dancinha provocou, porque era desafiando ele. E não era uma dancinha xingando o Trump, era desafiando que o que o Trump estava fazendo não passava de tackle, de um blefe que não ia levar a lugar nenhum. E acho que isso foi um impulso a mais ali. Então tu diria que são duas provocações que pegam em lugares diferentes para o Trump? Tá bom.

dele. Mas, por exemplo, o regime iraniano tentou matar o Trump. Tem investigações desde 2024 que o Irã queria assassinar o Trump. Quanto que isso está motivando ele hoje também, entendeu? Além das ameaças estabelecidas, que o Irã tem um programa nuclear, tem uma bomba atômica e assim por diante. Mais uma ameaça de assassinato, né? Pois é, entendi. Tem mais aí, Vitão? Então dá.

Qual é a primeira parte? Pois é, cara. Dá pra ler de novo aí. Eu acho que o maluco foi pra um lugar e foi parar em outro. Professor, diante da importância da inteligência estatal demonstrada nos ataques, como é vista a exposição pela mídia do nome de um agente da ABIN como aconteceu recentemente?

expandir isso para um universo um pouco maior. Levando em consideração, é porque ele está falando que eu acho que os caras teriam dito que o Glauber era um... Isso, o Glauber era um agente da BIM. Mas eu não sei em que medida isso tem a ver com os conflitos internacionais. Sei lá, os serviços de inteligência são importantíssimos para a sobrevivência de um país. Não no Brasil, porque o nosso serviço de inteligência não tem recurso, não tem...

capacidades de fazer coisas porque o país não levou isso a sério. Em outros países isso é mega importante. E você não faz, você não revela o nome de um agente, de um espião. Isso aconteceu no governo Bush. Virou até um filme, eu não vou lembrar o nome, mas é um filme bem interessante e bem importante porque foi chocante o governo ter feito aquilo

político e aí revelaram o nome do agente secreto. Do agente que era, na verdade, se não me engano, a história era que a mulher do cara era a espiã e eles tiveram um problema com o marido, que era um político, uma figura política. E aí, pra ferrar com ele, foram lá e revelaram o nome da mulher. A história é exatamente essa. E tem filme disso.

Filme muito bom. Então existe precedente na história, mas é uma coisa que você não tem que fazer de jeito nenhum, né? Teve lá a história do governador do Rio de Janeiro lá explanando qual que era o carro da polícia secreta também. Puta que pariu, irmão. É que a gente não sabe fazer esse direito, família. A gente não tem... O nosso serviço secreto aqui é meio, né? Daquele jeito. Cadê? Dá na próxima aí, Vitor.

Olha, eu não acho que no final das contas ele vai tirar, porque o Trump flerta com o Putin, ele agrada o Putin, mas eu não acho que ele é totalmente ingênuo a ponto de achar que o Putin não vai dar trabalho para ele se não tiver nenhuma resistência.

Então, abandonar a OTAN por completo é abrir o portão e liberar o caminho para o Putin vir. E se o Putin ficar desse tamanho, tão forte, isso vai rivalizar com os Estados Unidos e vai ser um problema para os Estados Unidos, para a segurança americana e para a lógica mesmo que seja do Trump, personalista. Pô, o Putin vai ficar mais poderoso do que ele.

pedindo, implorando a ajuda dele, sendo dependente dele e ele ter alguma influência sobre eles, do que ele entregar a Europa inteira para o Putin dominar e o Putin passar a ter essa influência sobre a Europa. Perfeito. Então eu não acho que ele vai chegar nesse ponto. Agora, ele vai entrar numa guerra para salvar a Europa? É uma outra pergunta, já com um tom acima que talvez ele não

não fará isso. A menos que tenha ganhos para ele. É, ganhos e... Mas não deve rolar nos próximos dois anos, porque a gente precisaria que o Trump... Já que a gente está falando do Trump, não deve acontecer. É, que a gente não sabe se ele vai querer um terceiro mandato. Não me parece, sabia, com essa história da maneira como ele está conduzindo essa guerra do Irã, parece que ele não está tão preocupado com as consequências

da opinião pública interna. Não parece mesmo. E ele não está reagindo da mesma forma que ele reagiu em outras situações parecidas quando ele trouxe o tarifaço, ele implantou o tarifaço, aí os mercados reagiram muito mal, aí ele recuou. No começo desse ano, quando ele falou que ia tomar a Groenlândia de qualquer jeito, os mercados reagiram muito mal e ele recuou. Dessa vez, os mercados estão reagindo muito mal e ele não está recuando. E a opinião pública está reagindo muito mal,

e ele não está fazendo o trabalho do que ele precisa fazer. O trabalho é, basicamente, vender a guerra para os americanos. Uma coisa que ele não fez. Ele não fez. Ele só apareceu um dia e falou assim, começamos as operações no Irã. Isso é meio contrário do que ele estava falando na campanha. Não só contrário ao fato dele iniciar uma nova guerra, no Oriente Médio ainda, como também é contrário ele não vender o porquê precisa fazer.

a guerra. E eu já falei disso em outros lugares, mas esse é um dado interessante. Se você pergunta para os americanos, vocês são a favor da guerra? E a maioria dos americanos fala não. Se você pergunta para os americanos, vocês são a favor do uso da força para impedir o Irã de ter uma bomba atômica? A maioria é sim. Ou seja, ele tinha que ter vendido a guerra direito. Ele tinha que ter falado assim, tem um problema muito sério, e o problema é sério, porque, obviamente, imagina o Irã entregando

bomba atômica para o Hezbollah, para o Hamas. Ah, mas o Hamas não vai conseguir lançar um míssel. É, não vai, mas ele pode colocar dentro de um container que vai num navio e o container atraca em Nova York ou em Rio, sei lá, tipo uma outra cidade no Texas e no Golfo do México e explode. E aí? É. Entendeu? Então... Esse assunto ele é sério. Mas é interessante isso que você falou sobre a percepção do povo americano sobre a guerra, que...

pelo visto, era só usar outras palavras, que ele conseguiria, inclusive, ganhar... E falar antes, falar mais, entendeu? O papel do líder é conduzir a nação para entender uma coisa sobre a perspectiva do que ele quer, do ponto de vista da persuasão. E, óbvio, que ele vai usar as ferramentas de fazer essas pessoas imaginarem o medo ou o terror que possa ser um episódio como esse. E ele está enfrentando uma resistência muito grande dessas figuras,

da franja maga, esses caras todos radicais. A gente já falou aqui do Tucker Carlson, mas ele tem pretensões presidenciais. Ele aparece nas pesquisas. Ele quer ser presidente. E óbvio que ele vai ter que atacar o Trump. E o Trump não vai deixar isso fácil, porque o Trump não é assim. Então... Tem muito trabalho para você ainda. Tem mais aí, Vitor? Então dá.

Olha, eu não acho que ele vai abandonar, porque a Europa não vai abandonar agora a Ucrânia, que já é o que está acontecendo. A Europa está pagando a conta para proteger a Ucrânia. E os Estados Unidos, assim,

Não sei se necessariamente ele precisa... Não sei se ele consegue forçar a Ucrânia a se render ao Putin. Todos os movimentos que o Trump fez até hoje, ele ameaçou, ele foi longe, mas ele não foi até o final. Isso me parece que talvez tenha um receio dele ali, meio que parecido com o que a gente acabei de falar, que é a história de vai entregar tudo para o Putin. Isso é ruim, é perigoso. O Trump tem essa percepção.

competitivo. Ele não quer também deixar o Putin ser mais forte, mais poderoso do que ele ainda. No fim das contas são pessoas que estão ali tomando as decisões, né? Que também tem emoções e vontades e ego e por aí vai. Egos, idades, faixas etárias parecidas são um dado curioso, né? Os grandes, as lideranças do mundo hoje são pessoas com idades avançadas. Você imagina que normalmente uma pessoa mais

mais madura, ela é uma pessoa mais ponderada, menos rígida, menos inconsequente. E o que está acontecendo é o contrário disso. Porque, na verdade, eles estão preocupados em deixar um legado e percebem que não tem consequências desse legado, uma vez que ele já não vai viver muitos anos depois do que ele fizer o que ele quer fazer, entendeu? Ou seja, ele pode fazer

fazer, ele não vai sofrer a retaliação disso se der errado e ele está mirando em fazer algo muito além da conta para deixar um legado. E parte do problema para onde o mundo está caminhando tem a ver com essas lideranças e com a idade delas. Mas se comportando de um jeito contrário é o que a gente imagina que é uma pessoa madura, que já viveu tudo e que está cansada e que está bom, chega. Vamos com calma. O Xi Jinping não é idoso.

Ele tem... Eu não tenho certeza. Mais de... Cara, vamos checar para não falar besteira, mas eu acho que ele tem mais de 70. É? É. Tá. Eu acho que ele tem mais de 70. A gente tem poucas exceções de lideranças jovens no mundo, né? É verdade. Poucas. Eu acho que o cara lá de Burkina Faso... Nasceu em 53. Tá. 71. 71. Eu acertei. Mais de 70. Olha lá, o rock só é. É, boa. Isso não é um acerto.

Seu conhecimento ou não. Roque, obrigado por vir aí, cara. Prazer, cara. Obrigado pela tua presença, pelo papo. E, bom, essa daqui é a tua câmera. Se você quiser falar alguma coisa... Bom, pessoal, para quem não me conhece, não me segue, é Professor Roque, Roque H-O-C, me siga, Instagram, YouTube, TikTok, vídeos longos, temas interessantes. Tem um que a gente não falou aqui, que é a briga da Anthropic com o Pentágono. Tem um vídeo novo no meu canal sobre isso, uma hora de vídeo.

mais importantes, porque é uma discussão sobre você dar o controle do lançamento, a automação da inteligência artificial, lançar armas, lançar ataques. Esse tema é muito legal. Vai lá no meu canal, assiste, tem vários outros assuntos. Também tem o meu aplicativo Rock Academy, que você pode baixar na loja do Google, Apple. Vários outros professores ali dentro, um monte de aulas, cursos. E tem o Bunker do Rock, que é um

de notícias em tempo real para você entender tudo o que está acontecendo no mundo. E tem a minha pós-graduação para quem quiser ainda o diploma, um curso mais aprofundado. São vários professores, vários temas diferentes. É tudo online com a PUC do Paraná. Chama Dinâmica Global. Você não precisa ter estudado relações internacionais. Você só quer uma formação nova para se qualificar para entender o mundo de hoje. Essa é a sua pós-graduação.

grandes nomes como Tony Blair, uma conversa minha com ele aí, longa, que é uma das aulas. Muito interessante. É isso. É um prazer estar aqui com vocês e continuamos essa conversa lá nas minhas redes e outros momentos aqui com o Igor. Valeu, Roque. Muito obrigado pela moral. A gente vai deixar todos os links que o Roque mencionou aqui no comentário fixado pra você chegar com facilidade, tá bom? E aqui na descrição tem também ali o Discord pra você sugerir novos episódios aí, novos temas também. E vira membro, que a gente tá fazendo

conteúdo para os membros todos os dias, meu irmão. Menos de R$8,00 não dá nem para comprar uma seda, tá bom? Então, clica aí e quando não é aqui no YouTube, é no Discord e, sei lá, dá o like nesse vídeo e compartilha lá no grupo da igreja, tá bom? A gente se vê depois. Beijo, tchau.

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