FLAVIO ENCOSTA EM LULA- BOLSONARO EM CASA - LEI FELCA - Flow News #037
Flow News
- ECA DigitalVerificação de idade em plataformas · Proteção de crianças contra pedofilia · Conteúdo adulto e pornografia · Algoritmos e conteúdo viciante · Privacidade e reconhecimento facial · Penalidades para plataformas não conformes · Implementação e tecnologia de validação
- Regulação vs. Liberdade de ExpressãoDebate sobre censura e proteção · Responsabilidade das plataformas · Direitos dos criminosos vs. proteção infantil · Argumentos de segurança jurídica · Vagueza legal e interpretação dúbia
- Eleições PresidenciaisCrescimento de Flávio Bolsonaro · Desistência de Ratinho Júnior · Terceira via e candidatos alternativos · Pesquisas eleitorais · Posicionamento de Kassab e PSD · Candidaturas de Caiado, Zema, Leite
- Sérgio Moro e Política ParanaenseArticulação bolsonarista contra Ratinho Júnior · Líderança de Moro em pesquisas · Apoio ao Flávio Bolsonaro · Crítica anterior ao governo Bolsonaro · Escolhas políticas e morais
- Escândalo Master e Corrupção no STFContratação de filho de Cássio Nunes Marques · Contrato da esposa de Moraes · Bloqueio de investigações por Toffoli · Mensagens comprometedoras · Impunidade de ministros
- STF, Justiça e Prisão de BolsonaroPrisão domiciliar de 90 dias · Autorização de Alexandre de Moraes · Condições de saúde do ex-presidente · Pressões políticas no Supremo · Desgaste institucional do STF
- Polarização PolíticaLulismo vs. bolsonarismo · Falta de alternativas de discurso · Cooptação política de candidatos · Interesse corporativo no Congresso · Bloqueio de mudanças estruturais
- Ministerio PublicoFalta de combate à criminalidade · Roubo de celulares · Impacto na população · Desaprovação governamental · Custo de vida e percepção da população
- LGPD e Privacidade de DadosProteção de dados pessoais · Autonomia sobre dados próprios · Direito de venda de dados · Legislação europeia de dados · IA e deepfakes com aparência/voz
- Combate à Desinformação e Fake NewsDiferença entre fake news e opinião · Transparência de algoritmos · Financiamento de conteúdo · Direito de recurso de remoção · Controle de robôs e perfis falsos
- Idade e Saúde de CandidatosLula aos 80 anos · Alckmin aos 73 anos · Condição física e debate público · Videoclipes de exercício · Exemplos históricos (Ronald Reagan)
- Imprensa Estatal e Cobertura de NotíciasVoz do Brasil · Falta de realismo na narrativa · Cobertura governista · Falta de temas críticos
- Anedota: Lollapalooza e Chapel RoanConfronto com segurança de artista · Jorginho do Flamengo e enteada · Guerra de fãs: Chapel Roan vs. Taylor Swift · Flamenguismo nas redes
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor. E aqui na bancada comigo temos Carlos Tramontina. Eu sou o Carlos. Você é o Tramonta. Tramonta. E tem aqui o Felipe Moura Brasil também. Salve, salve. Eu sou o Felipe Moura Brasil. O famoso Filipão. Que isso, hein? Emagreceu um pouquinho o Filipão. Ah, é? Tá um pouquinho melhor. Entendi, entendi. Agora ele tá usando essas roupas justas aí pra ficar maromba, entendeu? Sempre fui atleta, rapaz. Entendi.
Gostei. Lembra de um que falou, eu fui atleta, treta amador, treta amador não pega nem febre, não pega gripe, não pega nada. Foi esse tempo aí. Foi esse tempo. Bom, a gente tem hoje para falar aqui, a gente tem alguns assuntos, mas tem Bolsonaro para falar, tem algumas outras coisas, mas a gente vai começar falando sobre o ECA digital, também conhecido como Leifelka.
trocar essa ideia com a gente, a Tabata Amaral, que já está ali no link. E aí, Tabata, tudo bom? Como é que você está? Oi, pessoal. Boa noite. Vocês estão me ouvindo? Estamos te ouvindo. Sim. Ah, perfeito. Estou vendo vocês também. Felipe, Tramontina, Igor. Obrigadão pelo convite. Estou às ordens. Valeu. Boa noite, Tabata. Boa noite. Tabata, a gente está vendo agora a implementação da lei FELCA, do ECA Digital, e já tem
já tem um impacto na vida aqui de todo mundo. Então eu já vejo as minhas filhas, por exemplo, falando sobre essas autenticações que estão acontecendo agora. E tem também um monte de fake news que tem a ver com o que está acontecendo também, meio que na intenção de dar uma denegrida na ideia do ECA digital. Então tem uma galera falando, por exemplo, que, pô, cara, agora eu para fazer qualquer coisa eu tenho que ficar colocando na minha cara. A verdade é que isso,
o ECA digital funciona em coisas que deveriam estar sendo, as crianças deveriam estar sendo protegidas. Estamos falando de redes sociais, estamos falando de conteúdo adulto, não é isso? Exatamente. Não sei se você vai se lembrar, Igor, mas oportunidade no Flow, a gente chegou a ter um debate sobre esse, do porquê que eu venho há alguns anos apresentando, apoiando projetos que tentam trazer regras e basicamente tirar os criminosos das plataformas.
O ECA Digital é um projeto do senador Alessandro Vieira, grande amigo com quem eu compartilho, equipe inclusive. Esse é um projeto que vem antes das denúncias feitas pelo Felca, mas a verdade é que aquele vídeo do Felca que viralizou sobre a adultização ajudou a gente a fazer um alerta e por mais que alguns adolescentes estejam reclamando, eu sei que reclama, é natural, porque estão vendo menos conteúdo, porque o algoritmo vai mudar, porque estão tendo que mostrar a idade,
Vale lembrar que o ECA Digital existe para proteger crianças e adolescentes de criminosos que estão nessas plataformas cometendo crimes. Tá bom, Tabata, mas que crime é esse que eles estão cometendo? De quem você está falando? Pessoas pedófilas, que para mim é um dos piores crimes que a gente pode conceber, para poder induzir aquela criança, conseguir imagem, ameaçar aquela criança. Ou seja, é o pedófilo que está usando essa plataforma.
que você vê em plataformas como o Discord, ou até mesmo em plataformas mais conhecidas, que vão sendo aliciadas por quem tem discurso de ódio contra mulheres, por grupos que incitam violência, ataques. Esse tipo de gente que a gente está protegendo e dizendo, olha, não vale. O que está no ECA digital? Está dizendo que, primeiro, conta de criança é, por definição, por default, como a gente fala, privada. Não dá para um desconhecido vir aqui e se fingir de criança.
coisa, algoritmos, está lidando com uma criança, o negócio é diferente, o cérebro está em formação, não dá para ter aquela coisa de rolagem infinita, não dá para você apresentar para aquela criança um conteúdo que ela não pediu, que vai desenvolver nela um distúrbio de imagem, um distúrbio alimentar, não dá para você apresentar para ela conteúdos que promovem automutilação. Então, em resumo, é uma série de regras para dizer, essa plataforma é para adultos, por exemplo, uma plataforma de pornografia,
Essa plataforma, a criança pode entrar? O Blocks, Instagram, adolescente, né? Perdão. Beleza, então tem que ter regra. Não pode ser viciante. A plataforma tem que estar de olho. Ela não está viralizando o trend que vai levar aquela criança, aquele adolescente, a cometer um crime ou a ser vítima de um crime. Não dá para qualquer desconhecido ir lá e começar a interagir e abusar daquela criança e os pais vão ter mais controle. É claro que eu dei uma simplificada grande, Igor, só para a gente começar a conversa, mas o ECA Digital está valendo.
as plataformas que não se adaptarem vão ter penalidade. Tem advertência, tem multa, pode ter suspensão e até a proibição de funcionar no nosso país. Oi, Tabata, boa noite. Aqui é o Tramontina, tudo bem? Boa noite. Tabata, o Felca fez análise sobre esse assunto, tem falado desde segunda-feira sobre esse assunto, né? Já vinha falando antes também. E um dos pontos negativos que ele relatou foi o seguinte, as plataformas vão ter que verificar a idade, mas o texto não diz como.
Isso trouxe confusão porque cada um pode fazer de um jeito. O que você acha dessa preocupação dele? Ele está correto, mas tem uma razão para o texto da lei não dizer como que as plataformas vão fazer a verificação. As leis demoram para serem aprovadas no Congresso. Por mais que você articule, por mais que você negocie, especialmente quando você enfrenta um lobby com dinheiro, como é o caso de plataformas, como é o caso das bets. Então foi uma escolha consciente. Por que colocar no texto da lei
um jeito, uma trava de segurança, que daqui a um, dois anos, ou até menos, pode ficar obsoleta, velha, porque a tecnologia mudou. Então, toda vez que a gente lida com tecnologia, especialmente com IA, a gente vem tendo esse cuidado, porque hoje a legislação vai ficando velha muito rápida, as novas tecnologias vão surgindo. Então, o que é que cabe agora? Isso quer dizer que qualquer coisa pode ser feita? É claro que não. O bom entendedor sabe que uma verificação séria, ela requer um documento,
ela requer alguma sinalização dos pais, ela requer sim um reconhecimento facial. Aí está lá um meme do X mostrando que com a foto de uma boneca você consegue a liberação. Está certo? É claro que não. E é por isso que existem agora órgãos que vão fazer essa fiscalização e chamar as plataformas para responsabilidade. Não cabe a quem faz a lei dizer plataforma, você tem que usar essa tecnologia que pode ser mais cara, que pode ser mais difícil ou que simplesmente pode não ser a melhor. O que cabe a gente é dizer.
As pessoas brasileiras são muito complexas e grandes, né? E ficam velhas rápido. A gente tem que ter mais clareza de dizer, o que eu quero é isso. O que eu quero, site de pornografia, é que você não admita crianças dentro do seu site. O que eu quero, X, o que eu quero, Roblox, o que eu quero, Instagram, é que você não admita pedófilos no seu site. É que quando você vê um conteúdo que pode levar uma criança a entrar num desafio ridículo de desodorante, e essa criança via falecer, você tira aquele conteúdo.
que vão dar socos e voadoras quando uma mulher dizer que não quer se relacionar com eles, você plataforma, isso aconteceu no TikTok, precisa remover esse conteúdo. Então, eu acho que isso é acertado e é uma lógica que eu venho defendendo. A gente estabelece como sociedade qual é o objetivo, que enquanto sociedade a gente quer, e as tecnologias vão ter que se adaptar. Deputada, boa noite, Felipe aqui. A senhora falou do lobby, que muitas vezes é feito no Congresso Nacional por essas empresas,
falando aqui de plataformas, de multinacionais, tem muito poder, de fato, e muito dinheiro. No entanto, essas mudanças legislativas, muitas vezes, geram uma necessidade de uma mudança operacional que tem um custo também para essas empresas. Formação de novas equipes, monitoramento de coisas que não eram feitas antes, etc. A senhora que acompanhou esse debate, a senhora viu alguma legitimidade em algum argumento, em alguma contestação que foi feita pelas plataformas? Felipe, eu sou autora de alguns projetos,
que defendem que a gente tenha mais regras para proteger justamente quem é mais vulnerável. É o idoso que está caindo em golpe de WhatsApp, no Facebook, porque viu ali o perfil patrocinado do Drauzio Varela que era falso. É a criança que está achando que está interagindo com outra criança e, na verdade, é um pedófilo do outro lado da tela. E eu ouço muito das plataformas esse argumento. Mas, Tabata, isso é muito caro. Isso a gente não vai conseguir fazer. E eu sempre tenho duas respostas.
muito mais rígidas do que o ECA Digital, muito. E elas estão em vigor há muito mais tempo. Nenhuma dessas plataformas decidiu sair da Europa porque o modelo de negócio não ficava de pé. Então, se com regras muito mais rígidas, que estão vigentes há muito mais tempo, as plataformas continuam operando com lucro, elas então têm todas as condições de cumprir a lei brasileira. E o segundo argumento é esse, lei é lei. Hoje a gente tem regra. Por exemplo, Bruna Marquezine, quando era atriz Mirim,
a gente já debateu. Tinha regra, tem número máximo de gravações, tem que estar na escola, tem acompanhamento psicológico. Por que uma criança que está no YouTube, muitas vezes sendo explorada, até pelos responsáveis, não vai ter regra nenhuma? Aí vai falar, não, mas você vai interferir na família. É que tem uma questão que é constitucional. A gente pode discordar sobre várias coisas, mas a Constituição é muito clara, que é dever de toda a sociedade proteger as crianças. E, de novo, gente,
o DG de coisa que todo mundo concorda que é muito errada, que é muito ruim. Então, plataforma, o mundo tem que seguir essa regra. Na vida real, vale assim. Você viu um crime, você não pode se omitir. Mesmo que aquela viralização, aquela trend, te dê muito lucro. Você não pode receber. Isso pra mim é tão absurdo. Páginas que tem, por exemplo, no Facebook, com a foto do Drauzio Varela, que o perfil aparece como verificado e tá com patrocínio. Ou seja, o Facebook recebe dinheiro pra impulsionar
mostrar mais vezes um conteúdo vendendo um remédio falso com a foto do Drauzio Varela. O Dr. Drauzio está há anos na justiça tentando remover essas páginas e ele não consegue. Por que o Facebook não remove? Porque ele não consegue saber que não é o Drauzio Varela? Claro que não, né, gente? Porque receber esse patrocínio de golpista dá lucro. Você ter gente usando as plataformas para dar golpe dá lucro. Então, funciona assim nos mercados. Você vai atrás do lucro até que você esbarre
um direito fundamental. Falar de proteger criança é direito absoluto, a gente não tem nem o que negociar aqui. E quando alguém diz que regular pode significar também censurar? Aí a minha resposta, Tramontina, é quem que a gente está censurando? Quando a gente diz que as plataformas precisam remover conteúdos que são criminosos, a gente está censurando os criminosos. Vale dizer que em todos esses avanços, em nenhum momento a gente fala de matéria de opinião. Opinião não é sobre isso,
Acho que nesse Brasil tão polarizado é importante deixar claro. A gente está falando de crimes muito conhecidos e muito bem tipificados no Código Penal. Aliciamento de menores, abusos cometidos contra a criança, incitação de ódio, incitação de automutilação. Você convencer uma criança e trazer ela para esse submundo para entrar na escola e atirar contra seus colegas e professores. Infelizmente, gente, por mais duro que seja,
Então, se o ECA digital traz censura, é uma censura para criminosos. É uma censura para pedófilos, é uma censura para gente ruim, que deveria estar atrás das grades. E eu acho que esse tipo de censura cabe. Porque a gente não permitiria que um pedófilo, que um criminoso, viesse aqui no Flow dizer o que pensa. Viesse aqui poder aliciar pessoas, enganar pessoas. A gente não permitiria que estivesse na TV, numa novela.
política não trata de opinião per se, trata sobre ter um ambiente nas plataformas que é mais seguro para crianças e adolescentes. E aí vou deixar minha opinião porque eu acho que rede social não é para criança. Então eu inclusive defendo que abaixo dos 16 anos criança não deveria, criança e adolescente não deveria nem estar nas plataformas. Mas esse debate a gente não fez ainda. Aproveitando esse gancho do Tramontina, quando teve aquelas iniciativas de projetos relacionados a fake news no Congresso Nacional
que acaba contaminando um pouco esse debate, que como a senhora está dizendo, é sobre outra coisa. Havia um questionamento sobre quem faria com que as plataformas cumprissem ou quem responsabilizaria ou puniria as plataformas caso descumprissem aquilo que era a previsão legal. Agora, nessa lei, tem várias ordens que estão sendo dadas à plataforma para a tomada de providência diante de determinados conteúdos. Há uma especificidade sobre essa responsabilidade
responsabilização sobre essa punição em relação ao eventual descumprimento por parte das plataformas? Porque, por exemplo, se impõe que as plataformas precisam notificar as autoridades, a polícia, inclusive, em relação a crimes cometidos. Elas ficam com essa obrigação. E se elas não fizerem? E se elas não removerem conteúdos que erotizam crianças e bebês? Há uma clareza nesse sentido dessa vez? A gente está vendo, Felipe, uma atuação muito grande da Polícia Federal nesses casos. E a Polícia Federal,
vai continuar tendo uma atuação grande, porque são crimes que não estão restritos a um território específico. São crimes que ameaçam a segurança de todo o nosso país. E aí, por exemplo, diante de uma denúncia feita, olha, tal plataforma não está cumprindo a verificação de idade, tal plataforma foi notificada e não derrubou esse vídeo criminoso. O processo judicial é o mesmo, não é criado um processo inseparado, um processo novo.
interessada diante da justiça e ela vai poder recorrer com seus advogados e ela antes de só vai poder se defender então só para deixar claro que não é um foi criado uma autoridade do além que vai dizer o que é certo e o que é errado o que é o bem e o que é o mal não o processo legal ele permanece a plataforma ela vai ter todas as condições de se justificar de se defender e de obviamente poder fazer o que acontece com todo o caso vou trazer um outro exemplo direito do consumidor
eu acho que uma empresa não foi correta comigo, comprei uma passagem lá no site, a passagem era falsa, eu entro com uma ação judicial. E, obviamente, essa empresa pode se defender. Estou simplificando muito, porque a gente está falando de crimes muito mais graves, de um acompanhamento próximo da Polícia Federal, mas só para deixar claro que não foi criado nenhum tribunal à parte. E aí só, acho que é importante dizer que eu sou uma das autoras do projeto de lei conhecido como pele das fake news,
encontrou uma solução para isso que você está trazendo. O projeto, inicialmente, no debate público, houve um debate sobre o conteúdo. Então, a gente deveria ver se aquele conteúdo é fake news ou não, se o que a pessoa escreveu está certo ou não. E a gente entendeu que esse era um debate perigoso. Esquece isso. Eu não estou preocupada com o que a tia, a avó, a vizinha publica na sua rede social. O que a gente consegue fazer, ficando à parte desse debate do que está certo ou errado, o que está fake news ou não,
provocar as plataformas com o que elas fazem com seus algoritmos. Então, o que está no PL das fake news, quem quiser, ficou conhecido assim, pode pesquisar, pode olhar o conteúdo dele, é chamar as plataformas e dizer, olha, você precisa deixar claro o que é um perfil humano e o que é um perfil de robô. Tabata, como é que dá para saber? Porque nenhum humano tecla 10 mil vezes por segundo. As plataformas sabem, elas decidem tirar alguns perfis, elas decidem não tirar outros, rotular alguns, outros não. Então, essa é a transparência.
pele das fake news. Financiamento. Eu, enquanto cidadã, enquanto usuária daquela plataforma, eu tenho o direito de saber quem pagou pra aquele conteúdo aparecer na minha telinha. Tem que ter o CNPJ. Porque se foi um político que pagou, eu quero saber. Se foi uma empresa que pagou, eu quero saber. Transparência nos impulsionamentos, transparência no financiamento. E até uma coisa que é pra reforçar a liberdade de expressão. Já aconteceu de plataformas derrubarem vídeos, posts, já aconteceu comigo, que você olha e fala,
não tinha nada de errado. Eu não ataquei ninguém, sabe? O que está acontecendo? E hoje você não tem como recorrer. Essa é uma coisa que está prevista no nosso projeto. Se a pessoa sentiu que a sua liberdade de expressão foi atacada, que ela não infligiu nenhuma das regras, ela vai ter que abrir um processo dentro da plataforma, a plataforma vai ter que explicar o que é que aconteceu e isso vai ser analisado. Então, teve muita fake news sobre o PL das fake news, vale dar uma olhada no que está no texto, a gente segue lutando para aprová-lo, porque ele não trata do conteúdo
do que a pessoa escreve, mas sim das regras do algoritmo, das regras do que é financiado, do que é impulsionado. E ele mira muito nessa coisa que eu falei para vocês de medicamento falso sendo vendido com a foto do Drauzio Varela recebendo Facebook, recebendo dinheiro desse criminoso para impulsionar esse conteúdo. Claramente isso é crime. Tabata, como é que o ECA digital e as confirmações que são necessárias, por exemplo, uma foto ou um vídeo
uma confirmação com o meu documento, que como a gente já conversou aqui, pode variar um pouco de plataforma para plataforma esse método. Como é que isso se conecta com a LGPD? Porque tem muita gente que está preocupada, por exemplo, com os seus dados, sei lá, estou mandando meus dados por aí para uma plataforma de um jeito que eu não queria muito. É um argumento que existe para ser contra, por exemplo, essa validação.
Você tem toda a razão, Igor. Me preocupa bastante o uso dos nossos dados hoje pelas plataformas. Também não é que as plataformas não tenham esses dados, né? Elas têm nossas fotos, nossas conversas, nossos gostos, nossas opiniões políticas, e a gente está abrindo mão disso tudo, a gente está entregando isso tudo, ninguém lê ali o termo de uso, e também se ler vai fazer o quê? Se todos os seus conhecidos estão naquela plataforma. Então, o que o ECA Digital traz?
a nossa LGPD, que é a Lei Geral de Proteção de Dados, mas o problema não é com a ECA digital, é que a LGPD, ela, no meu entendimento, ainda não está adequada para esse mundo dos nossos dados sendo captados o dia todo. Por coincidência, eu acabei de sair de uma reunião com a minha equipe, tem duas horas, a gente vai apresentar um conjunto de projetos de lei complexos, a gente foi olhar para casos de outros países, inclusive, para dar mais autonomia às pessoas sobre o que elas querem fazer
seus dados. Então, a gente está quebrando a cabeça, os projetos ainda estão sendo feitos para entender como que eu, Tabata, posso decidir o que eu quero fazer ou não com os meus dados. Eu quero entregar os meus dados para uma plataforma? Beleza. Se eu quiser vender esses dados, eles são meus. Eu tenho o direito de vender. Então, só para dar um exemplo assim, para deixar bem claro, a gente está olhando para as legislações mais avançadas, que são de alguns países europeus, para devolver às pessoas o direito de fazer o que elas quiserem com os dados. E não simplesmente entregar
todos os dados, toda a nossa vida, sem nem saber que isso está acontecendo. De outro lado, esse outro projeto, ele já está mais maduro, eu devo protocolar ele amanhã, é um que trata do meu direito de decidir se alguém vai usar a minha voz, minha aparência, para fazer alguma coisa com o IAI ou não. Eu fui candidata a prefeita aqui em São Paulo e, infelizmente, eu tive que lidar com vídeos pornográficos feitos com a minha aparência para tentar me, sei lá, desestruturar, para eu desistir de ser candidata.
as plataformas não derrubaram esses vídeos, mesmo claramente eles sendo falsos e feitos com IA, com uso político. Então a gente está apresentando um projeto de lei mais robusto para dizer o seguinte, você precisa autorizar para alguém usar a sua voz, para alguém usar a sua aparência com IA, para produzir qualquer conteúdo. Qual que é a exceção? Sátira, comédia, e tem que ficar claro que é sátira, comédia, que foi feito o uso com IA.
E aí as plataformas vão ter essa responsabilidade, se eu virar e falar, olha a plataforma, estão usando o meu rosto,
Parece que é verídico. Não disseram que é iá. Não é sátira? Eu quero que você derrube. Porque eu não autorizei usar o meu rosto. Inclusive com pessoas que já faleceram. Tem muita gente... Esse debate é sério, né? Você ressuscita a pessoa para dizer que ela pensa uma coisa que ela nunca pensou. Que ela apoia um candidato que ela nunca apanhou. Então, esse projeto a gente vai apresentar amanhã. Em resumo, só para concordar que você tem razão, Igor.
Esse negócio dos dados... Mas esse problema é o ECA digital. Ele não aprofunda nem nada. Ela já tem tudo nosso.
com um pouquinho mais de calma, e aí até sendo um pouquinho menos, não sei se é ideológico, mas se a pessoa quer vender os dados dela, beleza, venda. Agora o que não dá é para a gente entregar os dados de graça, sabe-se Deus o que estão fazendo, e a gente perde a autonomia enquanto indivíduo, e o Brasil perde soberania também. Qual é a sua avaliação, Tabata, só para trazer aqui uma perspectiva mais familiar da postura dos pais em relação às crianças, principalmente, mas adolescentes também, na internet?
aqui sobre o conteúdo, sobre tudo que a senhora estava falando, eu penso que agora você tem mecanismos para evitar que as crianças fiquem expostas a abusos virtuais. Isso, eventualmente, pode deixar os pais se sentindo mais seguros, quer dizer. Porque, no fundo, por trás dessa elaboração da lei, você tem um reconhecimento de que os pais, mesmo estando presentes, atuantes, fiscalizando,
conseguem ter controle total do que está sendo exposto para as crianças na internet. E agora, com essas novas restrições, com essas novas barreiras, eles podem relaxar completamente ou os pais nunca devem relaxar? Estou trazendo aqui uma perspectiva familiar para a senhora responder. Filipe, eu ainda não sou mãe, mas pretendo ser. E, assim, sendo bem transparente, sempre que eu penso nisso me dá desespero. Quão mais difícil é criar os filhos hoje do que 10, 20, 30 anos atrás?
Cresci na periferia e eu era aquela criança que a mãe nunca deixava ir pra rua. Porque os perigos estavam na rua. As drogas, os bandidos, estavam na rua. A gente só podia ir pra escola e pra igreja. E hoje, deixar a criança em casa não é o caminho mais seguro. Porque o pedófilo, o criminoso, esses discursos bizarros na cabeça do adolescente, é uma fase tão complexa, tão frágil. E aí tá lá o vídeo dizendo que o seu corpo tá errado, que o seu rosto tá errado, que você deveria se automutilar,
comer, que você deveria não sei o que, que você deveria odiar todo mundo. Eu não consigo nem imaginar o que é crescer nesse mundo, muito menos o que é ser mãe nesse mundo. Então, o ECA Digital, ele traz algumas previsões, como a gente estava debatendo aqui. Uma delas é que as plataformas vão ter que oferecer aos pais essa possibilidade de saber o que o filho está vendo, quanto tempo está passando na plataforma, mas não dá para relaxar, gente, de jeito nenhum.
Eu não posso dar aqui conselho, porque eu ainda não sou mãe, o que eu posso fazer é brigar
e aprovar leis para que as plataformas e a internet sejam um lugar mais seguro para as crianças e adolescentes, mas eu confesso que me dá arrepio de pensar quão mais desafiador é ser especialmente adolescente no mundo de hoje. Não estou falando só desses criminosos, não. Estou falando dos impactos todos para a saúde mental mesmo. O nosso papel é cuidar, mas os pais vão ter que cuidar também. Quem mais se opôs quando vocês começaram ao longo desse tempo
tempo em que vocês discutiram tanto isso, até chegar o momento em que foi aprovado. Quem mais se opôs? Plataformas. Eu imaginava que fosse isso, mas aí é lógico. Aí é lógico, mas além disso, e dentro do Congresso, houve reação, houve oposição à discussão desse assunto e o encaminhamento da forma como foi dado? Geralmente, coisas que são travestidas de muita ideologia, tem um fundo ali financeiro, de lobby.
Tinha uma posição muito grande das plataformas, porque ajustar o algoritmo, fazer a verificação de idade de um jeito sério, tudo isso tem um custo, verdade, que elas conseguem suportar, como a gente estava falando aqui, para garantir um direito fundamental. E essas plataformas, a forma como isso chega no plenário, não é alguém dizendo, olha, eu estou aqui defendendo o dinheiro dessa multinacional americana, não sei o que, que não está nem aí para as crianças. Não, a forma como isso chega é justamente com o discurso de, ah, mas é censura.
querem impedir opinião no Brasil. Só que com o ECA digital, esse discurso não colou. E você falava, meu amigo, eu estou censurando quem? É o pedófilo? Porque se for, eu quero censurar mesmo. Você realmente acha que quando a gente fala de crianças, o debate aqui é político e ideológico. Então, foi a primeira vez que a gente conseguiu enfrentar esse lobby das plataformas, porque quando o assunto é criança, as pessoas ficam mais constrangidas.
E aí, para ser justa também, da esquerda à direita tem muita gente séria que defende a primeira
infância, que defende o cuidado com crianças e adolescentes, e a gente conseguiu fazer esse debate. Não foi fácil, levou um tempo, mas aí também o vídeo do Felca ajudou muito, trouxe uma puta pressão da imprensa, da sociedade, das redes sociais, e isso ajudou bastante. Pessoal, eu vou ter que ir, eu tô num evento, na verdade, essa sala não é minha, eu tô convidada pra um debate e eu preciso voltar. Valeu. Tava, tá muito obrigado pelo teu tempo aí, desculpa te atrapalhar, inclusive, tá bom? Valeu.
Boa noite. Valeu, pronto, foi lá. Um abraço. A gente tem um outro convidado para falar disso também. Ele está pronto aí, Bruno? Tem o Rubinho Nunes aí também. E aí, Rubinho, tudo bom, cara? Como é que você está? Boa noite, Igor. Boa noite, Tramontina. Boa noite, Felipe. Prazer estar aqui com vocês. Obrigado pela oportunidade. Muito feliz pelo convite. Boa. Cara, vamos então aprofundar um pouco aqui esse papo que a gente estava tendo aqui sobre o ECA Digital, cara.
Me conta uma coisa, vocês têm alguma previsão, tem algum momento de algum checkpoint para verificar algum tipo de resultado do que tem a ver com as ações, com o que foi implementado no ECA Digital? Igor, a gente para para analisar a lei e ela simplesmente estabelece diretrizes para serem implementadas com o objetivo de checagem.
da lei. O que acontece? A virtude, na realidade, é disfarce para tirania. E sob o argumento de proteger os inocentes, eles transferem para um burocrata o poder familiar. E é isso que a lei Felca, como ficou popularmente conhecida, mas se trata do ECA digital, faz na realidade. Porque estabelece mecanismos de controle, mecanismos de censura, a bel prazer do legislador, de maneira geral,
de aferição. E aí eu convido a todos a fazer uma reflexão bastante simples. Se o objetivo é combater pedófilos, por que votaram contra o aumento de pena para crimes hediondos? Por que se abstiveram da votação para castração química de estupradores, de pedófilos? Veja, o que eles estão tentando fazer é, de certa maneira, proibir as crianças e os jovens de terem acesso à rede, mas não estão tomando nenhuma medida.
contra os abusadores. Vou trazer apenas um dado aqui. Eu prestei muita atenção na fala da Tabata. Ela disse que esse tipo de lei é muito mais dura, inclusive, na Europa. Realmente existe esse tipo de lei na Europa. A lei é mais dura. E, segundo indicadores, 20% das crianças europeias sofrem algum tipo de abuso ou assédio sexual na infância. Ou seja, uma em cada cinco crianças.
temos aqui no Brasil com essa legislação. O que isso quer dizer? Que o endurecimento da lei, que a norma como é proposta, ela não traz nenhum tipo de solução para o problema apresentado, que está justamente na ótica da esfera penal, na ótica da investigação, na ótica da punição do criminoso. Pela ineficiência do Estado, estão punindo nossos jovens. Rubinho, só trazer então a sua perspectiva sobre um ponto que eu toquei com a Tabata. Se você tem,
mais restrições, é claro que isso faz com que os pais, mesmo longe das crianças, tenham alguma segurança de que elas, quando acessarem esse mundo virtual, vão encontrar algumas barreiras. Porque o que você está falando é que os pais precisam cuidar das crianças para que elas não fiquem expostas e acaba resultando em algum tipo de censura se se vai por um outro caminho. Mas não existe, essa é a pergunta meio advogado diabo que eu faço para você.
não existe uma dificuldade real de controle paterno e materno em relação ao mundo virtual, quer dizer, mesmo que o pai e a mãe não dê um celular, não dê um computador, a criança vai ver o do amiguinho, vai entrar na escola, em algum lugar, quer dizer, estou tentando trazer aqui o outro ponto de vista, você não enxerga assim que é preciso ter algum tipo de restrição a eventuais abusos na internet, porque os pais ficam,
de certa forma, impotentes em relação a determinados acessos? Eu acho que... Eu acho não. Eu tenho certeza que tem que haver punição a abusadores. Tem que haver penas rígidas a abusadores. Só que, vamos trazer para a ótica dos pais. Eu sou pai. E já fui jovem também, assim como todos vocês. Não há controle sobre o que o seu filho, criança ou adolescente, faz a partir da hora que ele sai da porta da sua casa. Ele vai para a rua brincar, no meu tempo é para a rua jogar bola,
pipa, não tinha como os meus pais controlarem. O que eles tinham era a educação que deram na minha casa, muito rigorosa, por sinal, graças a Deus. E o que tem é justamente o poder público levando segurança. A polícia prendendo, investigando. E o mesmo serve para o ambiente das redes. Qualquer criança pode acessar as redes sociais. No computador, no tablet, no celular, existem mecanismos de bloqueios para determinados sites. E é obrigação dos pais participarem ativamente
das vidas dos filhos. Não apenas comparecer às reuniões da escola, mas diariamente entender qual é a dinâmica da vida, o que eles fazem. Só que não é esse o convite dessa proposta. Essa proposta, ela diz que cria mecanismos, mas são mecanismos completamente vagos, que deixam a interpretação do julgador, quando do julgamento, para analisar o que é esse tipo de checagem. Do mesmo jeito que para sites pornográficos não pode mais você clicar no
18 anos, eu sou menor de 18 anos, que é razoável. Só que a checagem, ela é dúbia. Qual é o mecanismo? É o mecanismo de face? É outro tipo de mecanismo? Isso tudo é pouco implementado na forma da lei. A lei simplesmente criou um mecanismo pra proibir um jovem de 16 anos de jogar GTA. Mas se você vai numa comunidade no sábado à noite, você encontra uma menina de 13 num baile funk. Rubinho, aqui é o Tramontino, eu vou te fazer uma provocação.
a sua argumentação em defesa da sua linha de pensamento, ela não reproduz exatamente o que pensam as grandes companhias de tecnologia, as plataformas, as big techs. Você não está fazendo, neste momento, ao defender essa posição, exatamente a defesa daquilo que diz, aquilo que diz as plataformas para as quais não interessa nenhum tipo de controle, porque a gente sabe muito bem que todo tipo de produto que entra na rede, rende dinheiro.
Alguém, de maneira geral, para um monte de gente, principalmente para as grandes, para as big techs. Então, essa é a provocação. Você não está defendendo exatamente aquilo que as big techs defendem? Eu estou defendendo a liberdade, Tramontina. A liberdade das pessoas poderem acessar as redes, a liberdade plena dos pais poderem serem as autoridades dentro de casa e de participarem das vidas dos próprios filhos.
De demonizar o capital, de demonizar o dinheiro e demonizar as empresas. Veja, o dever de punir, o dever de nos dar segurança, o dever de colocar pedófilos na cadeia, estupradores na cadeia, não é das big techs. As big techs devem fornecer as informações ao Estado sempre que solicitados. Mas o dever de punir é justamente o do Estado. E quando a gente busca propor normas que levem punição a estupradores, que levem punição aos criminosos,
parlamentares como a Taba Tavaral, ou fogem do debate porque se ausentam do plenário e não votam, ou votam contra. Veja, a forma de resolver esse tipo de crime é justamente endurecendo a pena, punindo os criminosos e não limitando a liberdade. Cada vez mais a nossa liberdade, o nosso acesso à rede, o nosso acesso à informação, ele é tolhido sob o argumento da segurança. E o Estado cada vez mais falha no aspecto da segurança e nós entregamos mais liberdade,
para que eles cumpram a função que, historicamente, não conseguem cumprir. Rubinho, tu acha que tem algum ponto positivo nessa lei que já entrou em vigor? Porque, assim, do ponto de vista prático, agora a lei já está rolando, né? A gente já tem que passar por todos os procedimentos e tal. Na tua opinião, tem alguma coisa a se ganhar nessa lei? Na implementação dessa lei?
é um marco de uma derrota. Uma derrota porque é uma lei feita ao afogadilho, sem uma grande profundidade, sem um estudo, sem a captação de dados, sem a análise do impacto disso na sociedade como um todo. É simplesmente uma norma criada para trazer uma resposta, ou melhor, uma pseudo-resposta em ano eleitoral para um governo que insiste em falhar no aspecto da segurança pública
a política da virtude da defesa do inocente, uma norma que não soluciona o problema. E isso tem sido recorrente na gestão do Lula e na gestão do PT. Não é levantada nenhum tipo de solução. A norma, ela simplesmente vai criar mecanismos de censura, vai criar burocracia para as redes sociais, vai criar mecanismos que atrapalham a dinâmica das redes como um todo. Os jovens que criam, por exemplo, nos games, um meio de ganhar dinheiro, de jogar ou de ter lazer,
por conta dos mecanismos. E veja só, Instagram, WhatsApp, Facebook tem agora o sensor de 13 anos de idade. WhatsApp, às vezes, um pai julga conveniente que o filho de 12, de 11, possa usar para comunicação rápida e agora seria impedido por força da norma criada. O que nós temos que entender é que o argumento lei é lei é um argumento completamente autoritário. Primeiro porque as leis não são pétreas.
com a necessidade da sociedade. O segundo, que tem que haver uma responsabilidade dos legisladores na ótica de criar normas que tragam respostas e segurança para as pessoas e não que limitem a liberdade delas. As leis têm que melhorar o ambiente social, pacificar o meio social, endurecer e emboscar os criminosos e criar liberdade para a população. Essa norma simplesmente amordaça quem não cometeu crime
bandidos continuem soltos porque as normas de endurecer penas simplesmente não são aprovadas. O Felca comentou e ele ficou surpreso com o impacto do vídeo que ele publicou e todas as pessoas têm a certeza de que a forma com que a população brasileira abraçou este tema e este assunto, esta forma acabou fazendo com que este texto que já vinha sendo discutido, que é um pouco mais anterior, que é anterior, acabasse sendo
aprovado. A população brasileira não aguardava uma resposta, porque todo mundo sabe que esse problema existe, certo? A pedofilia existe, que tem uma série de problemas com os algoritmos, tem uma série de problemas com o material que é colocado à disposição das crianças e dos jovens, todo mundo sabe disso, os pais sabem, a população também. Essa resposta que foi dada não é legítima no sentido de atender uma aspiração e uma expectativa da população, porque se ela não fosse dada, nós íamos continuar
zero, né? Ou íamos começar do zero. Qual seria a alternativa, então? Olha, Tramontina, veja só, não houve sequer uma campanha de conscientização dos pais sobre a profundidade das redes sociais, da tecnologia, com relação à sexualização infantil. Isso nunca foi feito pelo governo. Não houve esse trabalho. Não houve esse trabalho dentro das salas de aula. Eu, sinceramente, adoraria que o Felca fizesse uma visita a um baile funk num final de semana, eu, inclusive, acompanharia, caso quisesse,
para ele ver a profundidade da sexualização infantil dentro desses bares e ele entender a dimensão do problema. Ele conhecer, por exemplo, meninas de 13 anos de idade que engravidam tendo relações sexuais numa tábua com diversos parceiros e sequer sabem quem são os pais. Eu entendo que o vídeo que o Felca fez há pouco tempo atrás gerou clamor popular. E foi um vídeo muito feliz naquele momento.
vídeo, foi simplesmente um mecanismo para que a política e que o atual governo implementasse uma norma que não se comunica com a própria sociedade. Tanto é que o próprio Felca não conseguiu defender a lei que carrega o nome dele. Isso demonstra o grau de disparidade entre a norma apresentada e a vontade das pessoas. E quando a gente analisa o impacto dessa lei e as críticas trazidas pelas pessoas, pelos usuários, pelos jovens, inclusive pelos pais,
vê que a norma não há nenhum tipo de convergência com a sociedade. Muito pelo contrário. É simplesmente uma norma criada por um burocrata que simplesmente nem o Felca consegue defender. Rubinho, você falou... Tem dois pontos que eu queria trazer aqui. Eu vou precisar lembrar. Estou pensando na pergunta que fez o Tramontinho. Acontece. Pois é.
Você estava falando sobre as plataformas ajudarem quando a polícia, por exemplo, requisitar a elas informações. E o projeto, pelo que eu vi, ele prevê que há uma obrigatoriedade das plataformas de repassarem para as autoridades policiais, os órgãos de fiscalização, informações que sejam indícios de crimes, que sejam publicações ou contas que estejam expondo crianças a conteúdo sexual
Quer dizer, minha pergunta para você é como é que você acha que deveria funcionar no sentido de que as plataformas não têm como contribuir de alguma maneira com as autoridades policiais ou se tem que deixar tudo na mão dos policiais para ter uma equipe de inteligência que está monitorando. E aí, caso elas queiram, elas perguntam para as plataformas. Porque o projeto, ele coloca as plataformas dentro do jogo e fala assim, olha, o que vocês souberem, vocês precisam passar para as autoridades policiais. Em tese, de acordo com o raciocínio,
do legislador, isso colabora para o funcionamento. E o meu outro ponto, lembrei dos dois, o meu outro ponto é em relação à responsabilidade dos pais, porque você falou, de repente isso vai prejudicar crianças, adolescentes que jogam, que competem, ou qualquer coisa nesse sentido. E o projeto fala ali de ter um responsável por trás. Você vê realmente um problema, quer dizer, se tiver um responsável, de repente essas pessoas não podem continuar fazendo algumas coisas, como essas que você está dizendo,
de participar de torneios, etc. Quer dizer, isso não está dentro do escopo já? Não, porque o escopo ingessa a prática como um todo. Mas vindo da primeira pergunta para a segunda, Felipe, é muito boa as suas colocações, inclusive. Veja, as plataformas hoje, elas já se comunicam com as autoridades. Sempre que requisitados, por exemplo, uma pessoa que, por um perfil fake, passa a propagar em verdades contra qualquer pessoa, seja um agente político ou cidadão comum,
Você pode levar esse tipo de denúncia à polícia, à polícia especializada ou ao judiciário, que vai requisitar da plataforma as informações e essas plataformas serão trazidas, inclusive com endereço de IP, cruzamento de dados, para localizar a pessoa que está por trás do perfil. Naturalmente, uma dinâmica de comunicação, onde houve um indício, você pode comunicar, isso é razoável, você contribui para a celeridade da investigação.
essa lei é terceirizar a responsabilidade para a plataforma para que ela estabeleça uma censura prévia sob pena de punição, quando não é a função da plataforma criar qualquer tipo de censura prévia. E é justamente isso que tentava também o governo, através do PL das fake news, que queria determinar a plataforma que removesse o conteúdo que ela entendesse que é fake news ou não. A plataforma, ela cria o ambiente de comunicação, é um reflexo da sociedade onde as pessoas
conversam como as pessoas falam e isso gera uma dinâmica. Naturalmente, esse tipo de informação tem que ser dada às autoridades sempre que solicitado e havendo a possibilidade, previamente, para conter qualquer tipo de ato hostil, de ato criminoso. Agora, o meu ponto e é o cerne da minha fundamentação é justamente que não se pune o usuário, não se deve punir a plataforma, mas sim o agente criminoso que faz uso desse mecanismo. E essas pessoas, infelizmente,
não são punidas no Brasil. E da forma como está, agora na segunda parte da pergunta, você coíbe, você limita o acesso aos jogos. Porque por mais que se estabeleça um responsável, ainda assim o acesso é limitado, o acesso não é pleno e são usados termos completamente vagos. Em direito, a gente sabe que nenhuma palavra faz parte do texto de um artigo, do texto de uma lei, ao mero acaso. Toda palavra é minuciosamente colocada
o suficiente para não gerar interpretações dúbias. Infelizmente, essa lei é feita ao arrepio do bom uso do direito, porque ela é completamente cheia, encharcada, lotada de interpretações dúbias, o que contribui, mais uma vez, para um grande problema no Brasil, que é a insegurança jurídica. Não, foi ótimo. As duas conversas, são duas perspectivas diferentes. Eu acho que para o público ter noção desse debate,
uma ótima série de entrevistas. Rubinho, muito obrigado pelo teu tempo aí, cara. Obrigado pelas tuas respostas. E, bom, espero a gente se encontrar aí no futuro. Igor, eu que agradeço pela oportunidade. É um prazer falar com você. Felipe, obrigado. Tramontina, sempre uma honra estar aqui com vocês. E agradeço a todos que nos assistem também. Então, uma ótima semana. E aproveito, quem quiser me acompanhar, arroba rubionunes.sp em todas as redes. Boa. Obrigado, Rubinho, mais uma vez aí. Boa noite, cara. É, então,
cara, na minha opinião, até o Felca está meio, como você disse, Tramonta, tem pontos positivos, pontos negativos nessa lei. Quer se comprometer completamente. Nem o Felca quer se comprometer completamente. Porque vai que surge alguns problemas aí. Eu falei que não está tão bom assim. É um assunto complicado. É complicado, pois é. É um problema delicado e que exige algum tipo de ação. Qual é a melhor?
Qual é o melhor jeito? O Rubinho falou um troço que faz sentido, que é, cara, a gente no Brasil, a gente não tem o costume de tentar resolver as coisas por via da educação. Então, assim, a gente poderia ter tentado algum tipo de iniciativa que tenha a ver com educação. A gente tentou fazer alguma coisa nesse sentido para fazer a galera parar de fumar, por exemplo. Mas o que mais? Será que a gente poderia ter ido por esse caminho também? Qual é o tempo que leva?
disso? Será que não era melhor a gente fazer isso em conjunto com algum tipo de lei? Isso, não são questões excludentes. É verdade. Como você colocou muito bem aí no final da sua fala. De fato, faz falta uma postura de parte da esquerda que é sempre favorável à regulação da internet, mas incisiva no combate à criminalidade. Aliás, vindo para cá, no carro, eu vi que o Lula está fazendo um discurso um pouquinho mais duro de combate à criminalidade, porque é ano eleitoral,
e ele já começou a fazer discursos mais punitivistas, vamos dizer assim. E você não tem com frequência esse tipo de campanha mais elucidativa, educativa para as famílias, etc. Mas, assim, é claro que são novas tecnologias, são novas ferramentas que demandam amplos debates e certas questões pontuais precisam ser colocadas. E a questão é o grau, é a medida. Está sendo invasivo, não está? Está censurando, não está?
absolutamente legítimo. Eu acho que as perspectivas são muito interessantes para a gente raciocinar em cima. E como essa lei já está aprovada, ela agora vai ser aplicada e a gente vai ver quais são os efeitos. Quer dizer, já houve uma vitória do campo que propôs esse debate. E o que aconteceu do ponto de vista político, Igor, foi que eles, para tentar fazer avançar o PL das fake news, que não avançou, que foi derrubado ali, adiado no Congresso Nacional, não passou. Boa parte da esquerda ligada
ao Lula, fazia o argumento a respeito das crianças. Nós não podemos permitir os pedófilos, os abusos, etc. Mas aí queriam passar toda uma boiada com base nesse argumento. Aí foi adiado esse projeto. E aí eles fizeram um projeto específico que é voltado a esse argumento. Quer dizer, dos males, se a pessoa tiver uma perspectiva negativa em relação a esse projeto, sem dúvida nenhuma, o menor. Porque antes era uma boiada.
toda com... Isso que o Rubinho tá falando, ah, é vago, é... Nossa, era uma vagueza total. E eu fiz a pergunta pra Tabi sobre a questão da responsabilização, da punição, de quem é que vai fazer a plataforma cumprir as regras, porque naquele projeto lá atrás, o PL das fake news, você tinha se aventado uma hipótese de uma agência que seria integrada por pessoas escolhidas pelo governo, fizesse a responsabilização. Aí a oposição falou, ah... Aí vai ser... O que é fake news? É o que tu tá falando?
É o que os apaniguados do governo decidem que é fake news. Mas eles negam isso que você está falando até a morte. Pois é, mas não era claro e havia uma hipótese de uma agência, etc. Então houve uma crítica muito grande a esse ponto. Não houve um consenso em relação a quem se responsabilizaria. E quem estivesse no poder poderia manobrar da forma como bem lhe interessasse. Exatamente. E perseguindo os adversários políticos.
Veja, nós não estamos dizendo que isso ia acontecer, mas que isso era uma possibilidade de acontecer. E todo debate legislativo serve para isso, para você pensar quais são as consequências, que é uma coisa que não se faz muito no Brasil. É um país em que se decide as coisas de uma maneira passional, um impulso para responder a algo que já aconteceu, uma porta que já foi arrombada, então nós precisamos consertar. Então, há uma celeridade, há uma demanda, há uma eleição, é claro que há uma pauta positiva.
você cuidar das crianças, etc. Mas é preciso olhar nas minuças. Agora, sem dúvida nenhuma, houve um freio, aquela intenção maior de encobrir na defesa das crianças um projeto que era politicamente enviesado. Agora, essa discussão em torno da questão das crianças, ela é bem anterior, ela não é de agora. E ela estava guardada ali numa gavetinha, dormindo. Quando chegou o programa do Felca, o programa do Felca provocou um cataclismo no Brasil inteiro e todo mundo falou,
É mesmo. Parece que de um dia para o outro todo mundo descobriu que o problema existia. Aí se pegou o projeto, tirou ali e rapidinho ali passou. Passou faz seis meses, né? Exatamente. Você não tem medida preventiva. É sempre a posteriori. Por exemplo, saídinha. É uma coisa que é debatida há muitos anos. Aí aconteceu, se não me engano, foi Belo Horizonte, Minas Gerais, que uma pessoa que estava em saídinha acabou matando um policial. Aí, peraí, tira o projeto aí. Vamos limitar esse negócio.
saídinha e tiraram um projeto lá pra fazer algo nesse dia. Então, assim, o Congresso tá sempre reagindo a uma pressão em razão de um fato terrível que já aconteceu. Seja o abuso de criança, seja o assassinato cometido por um criminoso, sob a custódia do Estado que foi aliviado, permitiram que ele passeasse e tal. Então, assim, é muito ruim, porque em geral, e aí vem a análise política sobre o que os parlamentares fazem, afinal, eles não estão discutindo essas coisas, né? Eles estão preocupados com
Então, assim, o que a gente vê o ano inteiro? É senador e deputado preocupado com o dinheiro que eles vão ter para mandar para o seu reduto eleitoral, para a prefeitura do pai, do irmão, do cunhado, que vai fazer um negócio com a empresa do amigo, do primo, do sobrinho. E cada etapa dessa vai pingando um dinheiro. Depois você vê alguma investigação. Às vezes não vai até o fim, o sujeito continua impune. Assim, a gente passa ano e ano discutindo emenda parlamentar.
E, de repente, acontece alguma tragédia. Não, espera aí, vamos aprovar alguma coisa muito rápido. Aí depois se vê as consequências.
Aliás, deixa eu fazer um parênteses humorístico. Vai, vai, vai. Ontem eu estava viajando, eu sozinho. Tem nem história do cabeleireiro hoje? Não, hoje. Não fala nesse assunto, não fala nesse assunto. Eu vim dirigindo ontem, puxei três horas de estrada sozinho e eu ouvi a voz do Brasil. Nossa. Tá vendo? Eu falei que ia contar uma história. Rapaz, que coisa. De que Brasil que eles falam? É um show de...
E agora a hora do poder judiciário. Aí tem uma musiquinha, né? Aí fala assim, a entidade tal encaminhou para o Supremo Tribunal Federal um documento que sugere que no julgamento tal isso seja adotado. Não sei o quê. Aí vem, horário do Tribunal de Contas da União. Cara, é uma coisa surreal. Aí depois vem, agora, poder legislativo, Senado Federal.
várias vozes. O senador fulano de tal defendeu que tal coisa. O senador fulano de tal defendeu que tal coisa. O senador... Deu uma lista de 25. E depois vem algumas aprovações falando, este decreto, esse projeto foi relatado pelo deputado fulano de tal, é de autoria do deputado fulano de tal. Pelo menos falou o que os parlamentares estavam fazendo. Alguns de oposição, talvez. O problema é a voz do Brasil ser governista excessivamente. Não, tinha da oposição.
Mas fiquei com uma sensação de que aquilo não é real. Aquilo não tem pé na realidade. Eu já ouvi também. Quando eu estou no carro, eu costumo ouvir rádio. Eu escuto rádio pra cacete. Às vezes está na voz do Brasil. E eu fico pensando que diabo de Brasil é esse aí. Parece que as coisas estão bem? Pelo menos agora existe flexibilidade no horário de exibição. A emissora de rádio é obrigada a exibir a voz do Brasil, mas ela pode escolher um determinado horário. Ontem eu ouvi as dez.
Às nove da noite. Olha aí. Às nove da noite, às dez da noite. Mas foi engraçado. Engraçado porque... Olha... É. O que não falta é coisa engraçada. Flow News é uma opção muito melhor do que a gente quiser. Tá no carro aí, ó. Coloca aí o Flow News aí pra ouvir. Devia ter feito isso. Mas o Brasil também, ele tem umas coisas interessantes que acontecem, né, cara? Às vezes elas são, inclusive, mais sérias. Por exemplo, a gente tem aqui o fato do...
2026 desse ano, elas previam, a gente estava falando de um cenário que a gente tinha ali, vai, Romeu Zema, Ratinho Júnior, o Leite, o Caiado, meio que disputando um espaço semelhante, se não o mesmo espaço, né? Bom, a gente já tem a primeira baixa nesse caminho, né? O Ratinho Júnior disse que não estará, não será candidato à presidência da República, né? Então, agora a gente vê
Isso tem alguns efeitos. Com o, entre aspas, enfraquecimento dessa terceira via, a gente tem um crescimento no Flávio Bolsonaro, cara. Vocês acham que uma coisa meio que tem a ver com a outra? Ou não? Ou Flávio cresce a revelia da desistência do Ratinho Júnior? Quer falar, Tramontinha? O Ratinho Júnior foi ontem, né?
Foi ontem, acho que as pesquisas não conseguiram pegar nenhum impacto disso. O fato é que o governo federal vem passando por uma situação difícil, porque o governo federal não tem aprovação desde o início do governo. A desaprovação é maior do que a aprovação do atual governo desde o início desta gestão. Mesmo com essa melhorada, teve uma melhorada, não teve?
forma diferente com que olha o governo. A população brasileira olha o custo de vida, olha a dificuldade, olha a segurança e olha a saúde, cara. Você vem falar que a população brasileira está preocupada com a corrupção. Não, a preocupação do brasileiro é outra. Não faz sentido. Aí o governo apresentou que projeto de... Estava lá no período de transição do governo Bolsonaro para o governo Lula, foi criado um grupo que iria apresentar um projeto de segurança pública.
Aí ele fala, ah, mas é governador que cuida da segurança pública. Mas e as fronteiras? E o tráfico? E tem um monte de coisas que são de responsabilidade do governo federal. E o que foi feito? Alguém responde? Aí você vê outra coisa. Eu vi essa semana uma entrevista com um pesquisador que falava, inclusive, da imprensa. Eu acho que, de certa forma, isso tem... Eu lembrei também do governo. A imprensa quase não fala de roubo de celular. Isso é uma coisa que aterroriza a população,
bem comprado com dificuldade, especialmente por muita gente que ganha pouco. E aí, a qualquer momento, ele perde esse bem que tem para ele uma importância gigantesca. Deixa eu ver o teu bem aqui. O meu bem é velhinho. Não, não, não. Essa capa aqui, cara, tu não tem vergonha de andar com isso aqui, não, cara? Brincadeira, né, cara? Essa capa aqui já está desatualizada. Explica aí, explica aí, que eu não sei se o pessoal vai entender.
Quem está ouvindo só, gente, é uma capinha do Palmeiras ali. O Tramontina, ele é um palmeirense,
112 anos. Freguei do meu Flamengo. Para com isso. Vou mudar de assunto rápido. Desculpa. Esse ano nós estamos mais cascudo e mais forte. Mas voltando no ponto. De fato, é um celular caro e tal. Só para terminar. Acho que o problema do governo é muito maior do que o Ratinho, ou o PSD. E o Flávio Bolsonaro, eu acho que ele encarna muito mais uma rejeição ao Lula e ao PT. Mais do que tudo isso. De novo? De novo. Agora tem lá o pacote de 22%, né? São 35 milhões.
de eleitores e as pesquisas mostram que não querem nenhum e nem outro. Nenhum e nem outro eu me refiro. Pode ser um e outro persona ou pode ser um e outro grupo. Um e outra guerra. As pessoas estão cansadas dessa guerra. Ideológica, essa briga que ou é isso ou é aquilo. O país é muito maior do que isso. Não, você fala à vontade. A questão é que esse pessoal aí que é colocado no meio, embora exista uma multiplicidade de posicionamentos
é um pessoal, como eu estou dizendo, diversificado. Tem gente que não tem ideologia, tem gente que não é direita ou esquerda, vê conforme a circunstância, prós e contras de determinados candidatos. Tem gente um pouquinho mais à direita, mais independente, um pouquinho mais à esquerda, mais independente. Tem gente que não liga para a política e tal, só vai ver na hora em quem votar. Tem gente que tem preguiça de votar e fica em casa. E você não tem uma pessoa,
uma candidatura que mobilizasse essas pessoas. Porque elas não são mobilizadas, ao contrário das minorias barulhentas que são aguerridas e apegadas, seja ao Lula, ao lulismo de uma maneira geral, seja ao Bolsonaro, aos Bolsonaro, ao bolsonarismo de uma maneira geral. Essas minorias são muito barulhentas e eles têm já um piso, porque ficaram no poder. Bolsonaro ficou quatro anos, mas é um tempo que traz uma
uma capilaridade nacional muito mais forte do que qualquer outro candidato que não teve a máquina pública na mão durante anos. E o PT teve quatro mandatos aí, está no quinto mandato do Lula, terceiro do Lula, o quinto do PT, porque teve dois da Dilma, mesmo que um interrompido pelo impeachment. Então são duas candidaturas que já saem na frente dos outros. E o que aconteceu ao longo desses muitos anos, e eu fui apontando nesse processo,
discurso alternativo. Quer dizer, a única candidatura que tem um discurso alternativo é a do pessoal do MBL, que formou o partido Missão, e, no entanto, são pessoas jovens, que estão buscando construir uma comunidade virtual, pensando no médio e no longo prazo, claro que Renan Santos ali, focado na candidatura, criticando os demais candidatos. Agora, não tem uma estrada na administração pública, na gestão, não passaram por prefeituras, por governo de Estado, etc.
pessoa mais antiga na política, que já passou por todos esses cargos eletivos, que tenha um discurso firme de crítica ao bolsonarismo, de crítica ao lulismo e de propostas relevantes para o país. Você tem alguém mais assim, que critica os dois lados, lá no sul, que é o Eduardo Leite. E, no entanto, tem outros obstáculos aí. No PSD tem o Caiado, tem o Ratinho, o Gilberto Kassab. Está sempre medindo se ele vai pegar mais do Lula, se ele vai pegar mais do bolsonarismo. Para onde?
O centrão vai cair nesse momento. Ele é uma figura sem a projeção nacional. E tem outras questões. A própria homossexualidade no Brasil, numa eleição majoritária, nacional, as pessoas ficam... A população brasileira vai dar aderência, já tem essa condição. Ou existe uma rejeição também que vai ser explorada pelos adversários. Não existe. Então, falta esse discurso.
anos, o Caiado, o Zema, o Ratinho, o próprio Tarcísio, eles ficaram muito alinhados ao Bolsonaro. O próprio Partido Novo, que nasceu com determinados ideais, a partir de determinado momento, achou melhor se juntar ao Bolsonaro. Porque no Brasil, isso é uma questão até educacional, a gente estava falando de educação, é uma questão de capacidade cognitiva. Existe uma dificuldade grande de se pensar em mais de duas variáveis ao mesmo tempo. Tudo que é binário é mais fácil, mais simples. De um lado, você
Não quer dizer que é melhor. De um lado você tem o lulismo, do outro lado você tem o bolsonarismo. Então você tem dois lados, a esquerda e a direita. Eu questiono essa classificação de direita, principalmente, para o bolsonarismo. Mas não pode ter uma outra coisa. É difícil você... Então, se é difícil você mostrar que existem outras possibilidades de discurso político, de posicionamento político, é preciso ser construído isso. E você não vê pessoas e partidos, principalmente,
dispostos a construir. Então você fala assim, tá, o Ratinho desistiu e a gente vai falar a respeito do porquê e tal, da questão lá no Paraná. E vai entrar o Ronaldo Caiado. Tá, o Ronaldo Caiado. Mas o Ronaldo Caiado, ele realmente quer ser uma alternativa ao bolsonarismo? Ao lulismo eu sei que ele quer desde 1989. Aliás, o Caiado era pra ser uma figura com um discurso diferente do bolsonarismo que eu digo. Do lulismo é. Porque ele tem uma capacidade de dizer, olha, eu já combato
o PT muito antes da família Bolsonaro, principalmente eleitoralmente. Claro que o Bolsonaro já estava no Congresso há quase 30 anos, etc., com alguns discursos críticos à esquerda na década de 80, mas mesmo assim declarou voto no Lula em determinado momento e tal. O Caiado estava debatendo na TV, debate eleitoral ali com o Lula. Você pode só pegar as imagens antigas. Então ele teria um discurso. Claro que você pode falar que não é exatamente uma direita, é mais ligada ao agronegócio, é lá o centro-oeste do Brasil e tal, não sei o quê, mas é alguém
que está no campo antipetista. No entanto, ficou alinhado ao Bolsonaro. E quando você tem uma eleição, isso seja no campo à direita ou à esquerda, com pessoas que são alinhadas, elas acabam servindo só de trampolim. Todo esse pessoal aí é como se virasse um PSOL do bolsonarismo. O que o PSOL faz nas disputas nacionais no campo da esquerda? Serve de trampolim para o candidato PT. Então fica lá no debate, apontando a sujeira no outro lado,
levanta a bola, faz aquela pergunta, né? Chapa branca pro candidato do PT cortar, etc. Falta só terminar a pergunta falando assim, não é mesmo? É, aí como é que a população vai escolher se aquela candidatura é mais forte e tal? Ela acaba escolhendo o original, né? Não a cópia, não aquele que tá na órbita. Então, faltou essa criação. E quando vai chegando perto da eleição, se os políticos, de uma maneira geral, não sentem
que tem uma possibilidade de construção de uma alternativa, eles se grudam a um dos polos. Então, você tem essas figuras. O Sérgio Moro, o Deuteron Dallagnol, agora estão junto com o Flávio Bolsonaro. A Soraya Tronic, que apoiava o Bolsonaro em 2018, depois brigou e tal, não sei o quê, está muito mais alinhada ao governo Lula. A gente está vendo o comportamento dela nas CPIs. CPI do INSS, na CPI do crime organizado. A Simone Tebet, que foi candidata,
de uma possível terceira via, acabou virando ministra do governo, a Marina Silva, que sempre foi mais à esquerda, mas chegou a tecer algumas críticas da corrupção do PT e do PSDB, então era alternativa, alternativa verde, ambientalista, virou ministra do governo Lula. Então, assim, os polos foram sugando as alternativas e faltou firmeza, faltou coragem, faltou liderança, sobra oportunismo, oportunismo sobe, ninguém quer ser líder,
uma coisa no ambiente intelectual, no mercado da comunicação, você apontar as verdades, etc. Os políticos, o Ciro Gomes disse uma vez isso numa entrevista. Vocês jornalistas falam sobre a realidade. Nós, por isso, a gente molda, a gente busca moldar. Não faltou aquela liderança para moldar, para estabelecer um discurso, provar que aquilo é melhor, que tem propostas melhores. Eu vejo, assim, um início disso, assim, do movimento do MBL, do Eduardo Leite, de algumas figuras isoladas dentro do Congresso Nacional,
mas ainda sem essa solidez partidária para ser, de fato, uma alternativa. E o Kassab, que é o presidente do PSD, que tem sob suas asas, porque, afinal de contas, o Kassab é o chefão que tem todo mundo embaixo das asas, e ele fala, o nosso partido vamos discutir politicamente. Na prática, ele decide o que vai acontecer. O Ratinho Júnior desistiu, ficaram caiados,
pesquisas, está na faixa de 4% de preferência eleitorada. Vamos lembrar que pesquisa é sempre referente a ontem, anteontem, trazantonte, e nunca referente a amanhã, porque amanhã é outra história. Trazantonte? Trazantonte. Então você tem o Caiato, que tem muita força em Goiás, ou no Goiás, como dizem alguns, para irritação de outros. Em Goiás, ligado ao agro, você estava falando, né, Felipe? É, Romeu Zema, Minas Gerais. Zema, Minas Gerais.
Mantendo a pré-candidatura. Mantendo a pré-candidatura do Novo. E eu vi uma conversa do seguinte. Ele lutou tanto para viabilizar o Novo para que ele consiga ultrapassar a cláusula de barreira. E algumas pessoas apostam que ele, mesmo sabendo que as chances seriam mínimas, talvez ele mantenha a candidatura. A ver, né? A ver. E em que tom, né? E em que tom. E o Kassab tem três ministérios. E está no governo Tarcísio, em São Paulo. E o Kassab falou o seguinte hoje, né? Até o final do mês,
nós vamos decidir o que fazer, nós não vamos fazer uma prévia, vai ser uma discussão política e resolveremos. É, o que acontece na maioria. E resolveremos o que vai fazer o nosso partido. Agora, e aí surge uma grande dúvida, né? O que é que acontece se o Kassab, antes da sua... Kassab é uma fera política. Raposa. Raposa. E se ele botar alguém do PSD como vice da candidatura Flávio Bolsonaro? Aí fica sem nenhuma alternativa.
a não ser, eventualmente, Romeu Zema. É, ele está medindo tudo isso. E aí, os pequenos. E aí, cara, a eleição vai ser decidida no primeiro turno? É, mas eu acho que ele estava contando com o Ratinho Júnior mesmo, né? É que houve uma articulação, e do ponto de vista eleitoral, bem-sucedida, do bolsonarismo ali, por intermédio do Rogério Marinho, senador, que é aliado dos Bolsonaro, defende muito, inclusive, lá na CPMI do INSS, e outras pessoas,
avisar para o Ratinho Júnior, olha, você não desistir da candidatura presidencial, a gente vai apoiar o Moro lá no Paraná. E o que acontece? O Sérgio Moro é o líder das pesquisas para o governo do Estado. Estado governado pelo Ratinho Júnior, que quer fazer o seu sucessor não sendo o Sérgio Moro. Então, os Bolsonaro estavam preocupados com a candidatura do Ratinho Júnior porque o Flávio Bolsonaro, a candidatura dele, a equipe dele, o partido, entenderam que Jair Bolsonaro governou para a bolha e perdeu. Eu apontei lá no início do governo Bolsonaro.
vai voltar para o gueto virtual de onde saiu. Não aproveitou a confluência de fatores que foi a eleição de 2018, com crise econômica do governo Dilma, com corrupção investigada pela Lava Jato, etc. E foi governar para o gueto. Aí perdeu em 2022. Não querem repetir. Então, o Flávio está fazendo um discurso de moderação, um discurso de caminho para o centro. Se você bota ali um candidato com uma cara de centro, de moderado e tal,
barreira ali para esse movimento do Flávio. Ele fica mais restrito a esse campo que se bolsonarizou. Então eles queriam remover essa barreira e conseguiram por meio dessa articulação com o Sérgio Moro. Estou vendo ali que ele é o líder das pesquisas, que o Ratinho quer fazer o seu sucessor, vou apoiar o cara lá, porque se eu apoio o cara lá, o Ratinho vai ter que se preocupar com o seu Estado e aí não vai poder ficar na disputa presidencial. E foi o que aconteceu. Porque se ele se candidata e a chance não é grande,
Está em terceiro aí, com o Lula e o Flávio bem na frente. Ele poderia ficar sem a eleição nacional e sem a sucessão estadual. Aí perde a base. Não quer dizer que não vai ficar, tá? Ele está correndo esse risco de qualquer jeito. Mas houve essa articulação. E de quebra, o Flávio Bolsonaro ganhou o verniz e a figura, a imagem do Sérgio Moro projeta de combate à corrupção. Que não condiz com a atitude do Flávio Bolsonaro. Nós fizemos um monte de programas aqui.
respeito disso. Pra você ver que a polarização... Faz o parênteses. Lembra do que o Sérgio Moro falou quando deixou o governo Bolsonaro? Claro, claro. Lembro de tudo. Acompanhei tudo em todos os detalhes. Não, então, lembra pra gente aqui o que ele falou? Só pra relembrar o que é a política, né? Quando ele saiu do governo Bolsonaro, ele saiu atirando, acusou o governo Bolsonaro de corrupto. É, assim, claro que isso é um jargão da política, mas na verdade, naquele momento...
Atirando é figurado. Não, sim, sim. Não, o que todo mundo fala sempre que sai estabelecendo
uma crítica. Agora, eu como analista, eu tenho que analisar se a crítica está correta, se não está, se ele está constatando simplesmente a realidade. Naquele momento, estava descrevendo o que estava acontecendo. Ele nem fez uma crise do ponto de vista criminal. Então, o PGR, Augusto Ares, até abriu um inquérito e tal, mas o que o Moro falou, tem interferência política na Polícia Federal. O Jair Bolsonaro está querendo trocar o diretor-geral, não me apresentou e eu não vejo qualquer motivação técnica.
Você tem um ótimo desempenho do Maurício Valeixo, que era o diretor-geral na época, e ele está querendo
botar o Alexandre Ramage, que depois está lá nos Estados Unidos, foragido, foi condenado por trama golpista, etc. Envolvido em paralela, de acordo com as investigações, com o julgamento do ST, que os Bolsonaro contestam tudo, mas só para dar o histórico. E o Moro apontou, está trocando porque quer proteger filho, quer blindar, porque o Flávio Bolsonaro está pendurado com a investigação de rachadinha, aliados ali estavam sendo alvos de investigação, tinha avançado um inquérito eleitoral sobre o Flávio
da APF no Rio. Bolsonaro se preocupou e quis mudar. Tentou de tudo para controlar a Polícia Federal. Nós apontamos isso na época. Eu sei que um monte de gente não aceita essa ideia. O lulismo também, volta e meia, tenta controlar. É que nem sempre eles conseguem. As pessoas acham que a Polícia Federal é uma coisa, é um monolito. Se o sujeito quer, ele instrumentaliza tudo. Mas não é bem assim. O sujeito bota um diretor-geral lá dele, mas tem um núcleo que tem uma certa autonomia funcional. Às vezes você tem a pressão política para barrar, mas você
tem uma reação contrária e agora tem uma reação do André Mendonça, como relator do caso Master e do INSS, blindando justamente o núcleo da Polícia Federal que está investigando contra a interferência da cúpula. Dizendo, olha, vocês não passem informação nem para os seus superiores hierárquicos. Ele estava sentindo que estava havendo trava ali para investigar o Lulinha, por exemplo. Estava desconfiado, pelo menos, para dizer assim o mínimo, de uma maneira generosa. Então, o Moro apontou que o Bolsonaro estava fazendo isso e
Aí depois apareceram as mensagens, as trocas entre eles e mostrava que a razão pela qual o Bolsonaro estava trocando era o receio do avanço de investigação. Isso aí é uma questão factual, não é uma questão nem de análise política. Tem lá as mensagens. Bolsonaro dizendo, olha, mais um motivo. Era uma investigação que atingia aliados dele. Então o Moro apontou isso que estava acontecendo. Ele não quis, como ministro da Justiça, que no fundo é o responsável por indicar o diretor da PF, se responsabilizar pelo que o Ramagem fosse fazer como diretor da PF.
E a gente sabe, quem acompanhou de fato, o que o Ramagem é capaz de fazer. É um aliado 100% capaz de proteger, de blindar, de fazer aquilo que eles estavam querendo. Inclusive ajudou na operação para blindar o Flávio Bolsonaro, na receita. Tem artigos detalhados a respeito de tudo isso, até porque ele gravou uma conversa em que ele próprio aparece, uma coisa meio dialoprada e tal, que aí era o Ramagem, o Bolsonaro, o general Augusto Heleno e as advogadas de defesa do Flávio Bolsonaro.
Essa é muito ilustrativa, é relatório da PR, eu fiz todo o contexto, tem um artigo meu que é como Bolsonaro e Ramagem interferiram na Receita. É uma coisa assim, é um capítulo de livro. E assim, então era verdade aquilo. E aí o Moro saiu, depois foi para os Estados Unidos, depois voltou, tentou ser pré-candidato, não conseguiu o engajamento, mas naquele período, para responder a sua pergunta, ele falou, quem manda no Bolsonaro agora é o Valdemar, que foi condenado pelo Mensalão do PT.
canal, entrevista que eu tinha feito com o Moro, Moro falando isso, e agora ele está lá posando no vídeo com o Valdemar e com o Flávio Bolsonaro. Mas qual foi a escolha dele? É a questão factual, cada um evidentemente faz a sua análise, eu tenho a mim. Mas o factual, o factual é, o Moro é o líder das pesquisas, tem uma chance de ser governador do Estado. O que aconteceu? Os outros partidos fecharam a porta para ele. E teve a articulação da turma do Ratinho Júnior para fechar as portas dos outros partidos para ele.
E ele não conseguia, até o pessoal fala, mas por que não foi para o Novo? No Novo está lá o
Paulo Eduardo Martins, que é um desafeto e rival do Moro no Paraná. Tentou, inclusive, ganhar no tapetão a eleição do Moro para senador. O PL, inclusive, tentou ganhar no tapetão, tirar o mandato do Moro e tal. Então, só sobrou o PL para ele e o bolsonarismo se interessou, nesse momento, para tirar o ratinho da disputa. Então, ele teve uma escolha moral a se fazer, escolha política e moral. Cada categoria é uma análise. Escolha política é, pô, tem a chance de virar governador de Estado, só tem esse partido porque,
no meu, que ele estava, que é a União Brasil. E é comandado pelo Antônio Rueda, que está aí atingido pelo Escândalo Master. Não tem partido muito limpinho, não. O meu partido não quer me lançar candidato, eu só tenho esse partido para ir. Então a escolha é, cada um se coloca no lugar, cada um reflita o que faria nessa situação. A escolha é, eu não saio candidato, mas mantenho a distância do Valdemar, a distância dos sabotadores da Lava Toga, da Lava Jato,
que me acusar de traidor, estou falando do raciocínio de quem estivesse no lugar do Sérgio Moro, do Moro, no caso. Então, assim, eu escolho sair, perder a chance de me tornar governador do meu Estado, mas ficar longe dessas pessoas, não ser associado, fazer um trabalho mais de médio e longo prazo da Constituição, ou eu faço todas essas concessões aqui, me alio a essas pessoas e tento ser governador com todas as pressões contrárias às bandeiras que eu sempre defendi na vida.
Eu, na minha carreira, no meu mercado e tal, eu sempre escolhi sair. Eu sempre escolhi manter a distância, manter os princípios, manter os meus valores, fazer o trabalho mais longo, mais trabalhoso, que mais perde dinheiro, entendeu? Mas cada um faz as suas escolhas e é julgado por isso. Como isso acontece com frequência na política, né? Total. É inacreditável como o cara passa a vida toda defendendo uma série, uma linha de comportamento.
Talvez um dos casos mais antigos seria do Brizola, que lá atrás chamou o Lula de sapo barbudo. E depois, um pouco na frente, apoiou o Lula. Um pouco pra frente. É o Alckmin. É o Alckmin. É voltar à cena do crime. Aí volta junto. Vamos juntos lá pra cena. Espera aí. Tira a fita amarela aqui que eu vou entrar na cena. O Alckmin é um case de transformação. É inacreditável. Inacreditável, mas de real. Lembro quando eu ouvi
notícia, eu fiquei chocadíssimo. Como assim o Alckmin na chapa do Lula? Foi a junção do PT com o PSDB quando a Lava Jato atingiu o PSDB. O Gilmar Mendes se voltou contra a Lava Jato, não só depois de atingir o PSDB, mas também o Poder Judiciário, membros do Poder Judiciário. E aí o Velho Tucanato, inclusive os porta-vozes no mercado da comunicação do Velho Tucanato, eles se voltaram contra a Lava Jato e houve essa união do PT.
com o PSDB. Inclusive o Alckmin ainda tinha processo contra ele e ele se tornou vice do Lula, candidato a vice, e depois o Lewandowski, que é um aliado do Lula no STF, aliviou o Alckmin de processo também, se eu não me engano, ligado ao Odebrecht. Então houve essa parceria. E a velha polarização acabou se resultando nessa união e passaram a polarizar com o Bolsonaro. E o Alckmin está feliz na expectativa. Em eleições, não em tudo. E o Alckmin está feliz na expectativa.
de ser novamente o vice de Lula, né? Só que... É, tá disputando aí com outras pessoas. Caralho, juntar os dois ali dá quanto de idade? Com todo respeito. Com todo respeito. Com todo respeito. O Lula 83. Mas é porque os caras... É, acho que é um pouco menos, né? Essa é a última dança dos caras também, né? Tipo, não dá pra ser eleito de novo. Nenhum dos dois. Pra nada. Porque eles já estão com todo respeito na hora de parar também, né? O problema é... Formou-se o... 7-3.
próximo, cara, no caso do Lula, por exemplo. Alckmin 7-3. Não se formou porque o Lula nunca deixou. Exatamente. Nunca deixou crescer uma liderança à sombra dele, que fizesse sombra pra ele. Quando ele viu, já falei isso aqui, que o Ciro Gomes poderia fazer uma sombra, já saiu cortando a asa. Isso é. O Lula sempre foi preocupado com o seu controle e com o poder que ele tem. Mas agora a realidade se impõe, meu irmão. Não tem outro. Essa é a última eleição do Lula. É. E mesmo assim,
questionada. Já é questionada. Vai aguentar, vai ser um novo Joe Biden. O Lula tem 80 anos. Vocês viram uma imagem que rodou na academia? Eu fiquei muito surpreso porque vocês fazem aquele aparelho e aquele exercício e eu faço. Faço todos. Pois é, você faz todos. Eu não faço todos. Você também usa o suco? Mas eu fico surpreso. Suco de laranja, suco de fruta. Eu fiquei surpreso em ver
ele fazendo aquele alongamento de posterior ali, com peso nos pés, e alongando pra trás daquela maneira. Confesso a vocês que no primeiro momento eu achei que aquilo ali poderia ser fake. Aí gritaram, corta ali! Uma pessoa... Não é fácil fazer aquilo com uma pessoa de 80 anos. Não é fácil. Mas é mais do que o corpo. Mas enfim, como também... Eu olhei aquilo e fiquei esperando que alguém viesse dizer alguma coisa. Olha, isso aqui não é verdade.
Não houve de nenhuma origem, em nenhum momento... Não é IA. Não houve nada que viesse falar. Isto é fake. Então tá bom. Tá valendo. Mas eu fiquei... Eu acho que é uma certa... Não, não tô com inveja porque eu faço ginástica. Cinco vezes por semana e corro. Ginástica, o cara entregou a idade. Atenção. O Alckmin tem 73, eu vou fazer 70 em maio.
Tá bom. Isso também é uma reação àqueles que certamente vão dizer durante a campanha que a idade pode prejudicar o trabalho. Não estou discutindo se pode ou se não pode. Estou falando que na campanha, sem dúvida alguma, isto aparece. Com canalices, com sacanagens, com críticas. Mas, enfim, este assunto volta. Lula está com 80,
e outro dia... Aliás, acho que há uma semana saiu outro vídeo dele fazendo ginástica. Ou ele fez uma declaração. Então tem uma intenção aí de ele mostrar que ele tem plenas condições físicas e que ele tem uma ótima condição pessoal. Mas se cair nas pesquisas vai dizer que não tem. Vai dar desculpas que tem problema de saúde, vai sair fora e tal. Agora, a melhor resposta da história da política sobre a questão da idade foi dada pelo Ronald Reagan, que foi presidente
Estados Unidos, num debate eleitoral, esse vídeo tem no YouTube, inclusive, quem quiser procurar, é sensacional, né? E ele era questionado, porque ele já foi concorrer mais velho também, e aí o apresentador fez uma pergunta pra ele sobre a questão da idade e tal, e ele falou assim, olha, eu me nego a explorar eleitoralmente a juventude e a inexperiência do meu adversário. E aí o adversário dele do lado, é sensacional essa resposta, e o Reagan era de tiradas
bem-humoradas, fantástico. Ele cai na gargalhada, o adversário dele, ele tem uma crise de riso ali. É sensacional, ele era um grande piadista, um grande contador de história, o Ronald Reagan, vale a pena ver os vídeos. Mas assim, independentemente da questão da saúde, da questão do preparo físico, o Lula tem um desgaste, já está aí há muito tempo, né? O sujeito que... É porque assim, no Brasil você fica sempre no mesmo lugar, né?
Mas imagina o sujeito estar desde a década de 80, cara. Passou a década... Tá, a eleição foi
Então vamos contar a década de 90, 2000, 2010, agora 2020. É a quarta década. Então quase 40 anos de vida pública prometendo o paraíso para o povo brasileiro que nunca chega. Prometendo esse futuro maravilhoso em que cai picanha do céu e tal. E não chega. Não é isso que a população tem. Ele vai contar, tirou não sei quantos milhões da fome, que fez universidade. O Brasil está lá nos últimos lugares.
os exames internacionais e tal, mas ele vai dizer tudo aquilo de novo. Você pega esses vídeos que o pessoal faz na rede social, Lula na década de 80, 90 e tal, com a mesma frase, a mesma bravada. Uma hora que cansa, né? E, principalmente, quando a população vê que a corrupção continua em todos os governos do PT, não teve agora o roubo dos aposentados, tem um pouco do escândalo máster aí, porque o escândalo máster é pra todo mundo, né?
Super democrático, né? Eu sempre falei que a corrupção no Brasil é democrática. Então, você tem essa
da corrupção, você tem a absoluta falta de combate à criminalidade pelos governos do PT, de uma maneira geral, o Brasil vive essa insegurança pública que é percebida pela população, ao passo que a melhora econômica não é, como o Tramontina estava falando. A melhora econômica não é. Caiu 0,25% da taxa de juros e tal, em razão também, de fatores internacionais, vai melhorar. O cara não sente efeito na ponta da linha, como dizia o Bolsonaro. Cidadão lá dentro,
numa cidade que está vivendo, não tem essa sensação de que, uhul, minha vida melhorou para caramba. Assim, tem muitos pontos a serem explorados. O bolsonarismo, o que ele fez de errado nos últimos anos? Foi o que eu falei quando eu vim participar aqui da outra vez. Ele não soube fazer um discurso para o eleitorado moderado, o eleitorado independente. Ele fez um discurso só para a sua base o tempo todo e foi gerando rejeição. É isso que o Flávio está tentando fazer diferente. Aí você tem uma disputa pelo eleitorado
no segundo turno. Algum outro candidato, se tivesse discurso, se tivesse posicionamento, se tivesse construído, poderia embolar esse meio campo. E chegando a 20%, mesmo que o Flávio tenha 27%, o Lula tenha 30%, se você consegue chegar perto, você fala assim, cara, esse cara tem chance. Aí, o voto útil começa a se deslocar. Não, eu não queria esse candidato votando porque eu não quero outro. Mas espera aí, se tem uma alternativa viável, tem gente que começa a vir.
É isso que eles estão tentando neutralizar, sabotando a candidatura do Ratinho Júnior. Esse é o cenário. Será que esses outros candidatos, se a gente tiver a manutenção da presença do Romeu Zema como candidato do Novo, imaginemos que tenhamos um candidato do PSD, do Kassab, que pode ser o Caiado, pode ser o Eduardo Leite. E aí você tem quem mais? O Jean do Missão? Renan. Renan, desculpe, Renan. O Renan do partido Missão.
E ele mesmo tem falado, eu li que ele tem pedido às pessoas que votem nele para que ele chegue a 10% e possa ser convidado para os debates. Porque aí ele vai enfrentar todo mundo. Imagina o Renan num debate enfrentando junto com os outros. E tem que ter alguém diferente no debate. Podia ter um Renan no campo da esquerda também? Alguém como o Ciro Gomes?
da esquerda ou da centro-esquerda, como se divide aqui no Brasil. Não gosto muito dessas classificações. Mas enfim, porque senão ficam dois polos e aí é como você entrar na rede social. Você entra numa bolha de duas propagandas. É como esses programas de debate na TV. É o marqueteiro bolsonarista de um lado e o advogado petista do outro. Nenhum está falando da realidade. Nenhum. Estão falando propaganda. Tudo que eles fazem em comum acordo, todo o interesse comum é eliminado da existência, do ambiente
virtual. Você tem essas massas de manobra de cada bolha, elas não sabem o que eles fazem juntos no Congresso Nacional. Só se você acompanhar jornalistas independentes, só se você tiver outras fontes de informação. Dentro da bolha, no WhatsApp que essa turma recebe, fica lá naquelas imagens simplistas que simplificam questões complexas, eliminando todas as... O cara não sabe que eles votaram juntos para afrouxar a legislação penal, afrouxaram juntos a lei de improbidade administrativa,
colocaram juntos o fundo partidário, o fundo eleitoral, tudo junto, que é de interesse corporativo, que é de interesse político, de blindagem, de colocar barreiras para investigação de corrupção, de desvio de emenda, tudo isso fazem junto, mas nada disso aparece nesses programas de debate. Então, assim, tem que ter alguém no debate eleitoral, que é o momento em que o cidadão que não acompanha a política vai ver, que nem quem não acompanha o futebol vê a Copa do Mundo, naquele momento tem que ter gente para causar uma
bagunça, para tirar um pouquinho. Um Pablo Marçal? É, quem quer que seja. Porque eu estou falando assim, seja de esquerda, seja de direito, tendo escândalo nas costas, esqueleto no armário, não tendo, alguém tem que causar um tumulto ali, porque o jornalista não causa, o debate é político-eleitoral, ele é sobre os dois. Claro que assim, tem alguns, aí depende do formato, né? O jornalista pergunta, então o próprio jornalista pode trazer ali algum elemento. Tomara que as coisas apareçam. Eu digo isso, cada um vota do jeito que quiser.
zero e tal, não tem nenhum problema com isso. É só para que as pessoas saibam o que elas estão levando. Acho que a consciência é uma coisa muito importante. A luz é você saber, tá, você tem mais rejeição a fulano e você vai votar em Deutrano, mas olha, saiba quem é Deutrano. Deutrano não vai fazer isso que está propagandeando, que os seus propagandistas dizem que não fez no passado, não vai fazer de novo. Então, saiba o que está levando. Pois é, também eu considero importante isso aí.
E já que a gente falou aqui bastante sobre eleição, cara, a gente tem o Bolsonaro que está... Agora o Alexandre de Moraes autorizou que o Jair Bolsonaro cumpra 90 dias de prisão domiciliar durante o tratamento da broncopneumonia dele. É uma espécie de vitória para os bolsonaristas que estão buscando tirar o Bolsonaro da papudinha desde o começo. Mas por que você está com essa carinha de riso aí?
É que eu lembrei do comentário que o Carlos Bolsonaro fez no X. E eu ia te interromper para dizer assim, não é vitória, são migalhas ditatoriais. Nós não podemos comemorar e aceitar que isso seja justiça. Entendi. São migalhas ditatoriais. Porque ele deveria ser declarado inocente no raciocínio ali da família Bolsonaro. Mas algo ele tinha que dizer também. Lembrei dessa expressão. Pois é, mas a verdade é que é uma pequena vitória mesmo.
90 dias que Bolsonaro poderá ficar em casa, longe da papudinha que era o que os caras... Veja, a vitória máxima seria algum tipo de anulação do julgamento, né? E o Bolsonaro ser, então, tido como inocente. Agora, uma vitória aceitável, já que ele já está condenadaço mesmo, seria uma prisão domiciliar, né? Por mais que o Carlos e que qualquer um da família Bolsonaro jamais admita isso,
Seria uma vitória, inclusive, muito difícil. Então, esses 90 dias aqui representam alguma coisa, na opinião de vocês, para os bolsonaristas? Eu vi uma declaração de um jurista falando assim, quando a Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente à concessão da prisão domiciliar neste momento para o Bolsonaro, devido às condições
de saúde dele, Alexandre Moraes, encontrou o álibi que precisava para dar uma aliviada e se livrar um pouquinho das pressões que ele vinha sofrendo. E aí, então, ele agora concedeu esta prisão domiciliar, mas ele deu aquele jeitinho dele. É por 90 dias, não tem celular, não tem isso, não tem telefonema para não sei quem, não tem isso, não tem isso, não tem isso, não tem isso, não tem isso. E, no final, vai ser novamente avaliou o
O ex-presidente vai ser avaliado por uma junta médica e, dependendo das condições dele, vai voltar para a prisão. Então, será que o Alexandre de Moraes queria realmente se livrar desse abacaxi que eram as pressões contra ele e aí se apoiou na manifestação da PGR? Sem dúvida. Sem dúvida, ele está evitando um desgaste maior para si próprio. Mas, obviamente, você tem todos os argumentos legítimos da questão da saúde. Bolsonaro sofreu uma facada em 2018.
tem sequelas e teve complicações nos últimos dias. Eu peguei toda a decisão, tem 40 páginas do Alexandre de Moraes, e ele faz questão de frisar durante dezenas de páginas que o Bolsonaro estava recebendo todo o atendimento na papudinha de médico. Isso foi reconhecido até pela defesa. Ele pega um tris curtinho assim, entre vírgulas, da alegação da defesa. A defesa está mostrando que ele tinha amplo atendimento médico, etc.
possibilidade de mal súbito, como aconteceu outro dia, é preciso ter um atendimento 24 horas, é preciso ter maior celeridade, não sei o que, até melhor ir para casa. E aí ele consentiu com esse ponto, mas fazendo toda uma explanação de que ele estava, aliás, exatamente como eu expliquei aqui na semana passada, que eu falei que eu não sou médico e tal, e que o magistrado, em tese, esqueça que é Moraes, que é Bolsonaro. Ele avalia, e Tramontina também contribuiu
com essa explicação, ele avalia se na unidade prisional o custodiado, como se chama, a condição ali do preso, ele tem o atendimento médico e os equipamentos necessários para tratar os problemas de saúde que ele tem. Ele pode ter, eventualmente, um agravamento ou alguma complicação, algum problema de saúde, mas que ele teria se estivesse em casa também. E aí, se é assim, então fica no regime fechado. E ele fala ali em determinado momento, isso que ele teve no dia tal, não sei o que, teria
ocorrido se ele estivesse em casa. Quer dizer, independentemente do lugar onde ele estava. Ele está querendo dizer, eu não tenho culpa. Eu, Alexandre de Moraes, jamais estou errado. Então ele deixa isso bem claro. Mas, diante dessa complicação, vou dar uma regada. Ok. Prisão domiciliar, humanitária, temporária. A gente não costuma ver essas quatro palavras juntas, mas o Moraes diz que em 90 dias vai ter uma reavaliação. Você falou da junta médica, vai ter uma junta política.
também, pra avaliar daqui a 90 dias, será que vale a pena comprar essa briga, mandar de volta pro regime fechado, será que não vale? Fato é que o Moraes tá desgastado, o Toffoli também, o STF de uma maneira geral, porque a esposa do Moraes tem um contrato lá de 130 milhões, o Vorcaro tinha mandado mensagem pra ele no dia da prisão, perguntando se conseguiu bloquear, o Toffoli escondeu que era sócio-oculto da empresa que tinha recebido a porte do operador do Daniel Vorcaro lá na administração do
de Itaiaiá. Você tem um desgaste muito grande. Imagina o Moraes rejeitar o parecer favorável da PGR, mesmo depois de um mau súbito que o Bolsonaro tem. Aí o Bolsonaro tem um agravamento, eventualmente morre na cadeia e tal. Manifestação, um milhão de pessoas na rua, porque o Moraes, não vou dizer o que eles diriam, mas seria responsabilizado e tal, etc. Então ele evitou esse risco. Aliás, você falou do Supremo. Aliás, surgiu agora a notícia de que o
O filho do ministro, Cássio Nunes, recebeu 6 milhões e 600 mil. Então, o Banco Master contratou uma empresa para fazer uma consultoria tributária sediada em Teresina, no Piauí. E esta consultoria contratou a empresa do filho do ministro. Não pode rir, rapaz. Eu rio. Filho do ministro que mora em Brasília, que tem uma empresa.
Ele tem uma empresa em Brasília. Então, o Master contrata no Piauí e paga para o Piauí, para a empresa do Piauí e a empresa do Piauí subcontrata a empresa do filho do ministro Cássio Nunes Marques. Que é uma grande coincidência. Nada, coincidência, pô. Tá maluco? Repassa o dinheiro. Kevin Nunes Marques. Aí agora eu só falo assim, precisamos falar sobre o Kevin. É, precisamos falar. Esse maluco, o Kevin, ele devia estar quietinho.
vendo o bagulho do contrato da esposa do Moraes, ele dizia, puta que pariu. Vai chegar em mim. E o que que aconteceu? Só unindo as pontas, o Moraes perdeu, no caso do Master, a blindagem que o Toffoli, quando era relator, fazia. Então, o Toffoli blindando o centrão do STF, como eu chamo ali, Toffoli, Moraes e Gilmar, como relator do caso Master, dava uma segurança pro Moraes manter o Bolsonaro preso e tal, não sei o que. Só que aí a relatoria, toda a pressão que a imprensa
fez a sociedade e tudo que apareceu de comprometedor com o Toffoli passou para o André Mendonça. E o André Mendonça não é da mesma patota. Tem alguns elos históricos e tal, mas não é da mesma patota. Foi indicado pelo Bolsonaro, inclusive. E destravou as investigações, deu acesso às provas, fez andar, etc. E apareceram as mensagens que o Toffoli estava travando o Daniel Vorcaro com o Moraes. Então ele ficou exposto. E aí isso tirou a força dele.
Deu mais força para o Mendonça e tirou dele. Eu falei aqui na semana passada, o Bolsonaro preso em regime fechado é uma carta na manga para ele. Continua sendo em prisão domiciliar, isso que ele fala. Vou reavaliar daqui a 90 dias. Se ele estiver melhor, mais poderoso daqui a 90 dias. Mas fica. E esse que é o problema dessa república, em que você não tem confiança nas condutas individuais das pessoas poderosas. Sempre fica essa questão de fundo. Se o sujeito está mantendo uma moeda de troca,
ganha. Então, assim, as investigações no Congresso Nacional, CPI do Máster, CPI contra o Toffoli e o Moraes, tudo isso foi proposto e o Davi Alcolumbe fica segurando, o Hugo Mota fica segurando o centrão do Congresso, que também foi atingido pelo escândalo Máster, mas isso depende de uma mobilização da oposição. Se a oposição ficar mais felizinha, um alívio do Jair Bolsonaro pode se desmobilizar. Então, assim, a gente tem que monitorar como vai se comportar essa oposição mais bolsonarista agora, porque houve reuniões da Michele com o Moraes
do Tarcísio com o Moraes e do Flávio com o Moraes. Nessa articulação que eles têm feito. Então tem uma trégua aí no ar, tem um cheiro de acordão. Estou dizendo que isso vai dar certo, que eu sempre torço para que os combinados saiam errados, lembra? Então pode ser que alguém consiga avançar numa coisa sobre o Moraes e tal, depois vem uma pressão que não consigam segurar, mas que existe no ar essa expectativa de aliviar o Bolsonaro, aliviar o Moraes, vamos em frente.
E esse é o centrão permanente do Brasil. E um dos problemas disso, só para concluir e fazer aqui a amarração final, é que as pessoas que precisavam ser responsabilizadas e punidas, elas continuam com poder na República. E aí, eventualmente, pessoas que querem fazer a coisa de uma outra maneira, fazer o certo, que tem algum princípio e tal, para elas conseguirem ascender no poder, elas precisam se aliar a essas pessoas que deveriam ter sido responsabilizadas
punidas e ficado de fora de cargos públicos poderosos. Então, assim, como ninguém é responsabilizado, ninguém é punido, ninguém é preso, ninguém é sequer exonerado ou fica impedido de exercer aquela vida pública daquela maneira, essas pessoas são ministros de tribunais superiores, são donos de partido. Então é o Valdemar, é o Antônio Rueda e tal. E aí, para a pessoa se candidatar, ela tem que se aliar ao Valdemar, ao Rueda. Ou ela vai fundar um partido, vai ter uma trabalheira,
Alguns tiveram, com mérito. Pessoal que fez o Novo, pessoal que fez agora o Missão e tal, depois, às vezes, desvirtua. Mas foi buscar uma alternativa na origem. E um dos problemas do Brasil é que não é permitida a candidatura independente, a bolsa. Então, assim, você realmente, para ser candidato, você precisa se submeter a algum partido. No partido tem uma série de pessoas com poder e tem um histórico de esqueleto no armário, que tem sujeira e tal, que vai fazer uma pressão contrária ao combate à corrupção, à impunidade. Aí você tem aquelas bandeiras.
se submete. Se você quer a boquinha, se você não quer fazer o trabalho de médio, longo prazo, de construir uma... Ninguém quer fazer esse trabalho. Então, o que acontece? Última coisa. Desculpe me estender. Em geral, em eleição, você tem esse centrão. Aí, no sul do país e centro-oeste, que é mais à direita, o pessoal se alinha a bolsonarismo, que é o polo dessa vez. Antigamente era PSDB e tal. E ali, nordeste, parte da região norte, se alinha mais. Estou falando dos políticos,
Então, às vezes você tem políticos dentro do mesmo partido. O PSD, por exemplo, o partido do Gilberto Kassab, esse que trouxe Caiado, Leite e o Ratinho Júnior, é o partido que mais fez prefeitos na última eleição municipal. Você tem dentro do PSD as pessoas que apoiam os Bolsonaro, que estão mais no Sul, Centro-Oeste, e as que apoiam o PT, que estão mais no Nordeste e Norte. Você tem um pouquinho de confusão no Sudeste. É isso que geralmente acontece. E o país fica preso
num buraco, entendeu? E a gente aponta e a gente tem que rir. Vai fazer o quê? Vai chorar, né? Muito obrigado. Só pra gente finalizar aqui. Deixa eu te falar uma parada. Só pra gente finalizar aqui. Teve essa semana aí o Lollapalooza. E no Lollapalooza, cara, você apresentou a... Não me preparei pra essa pauta. Não, não precisa não. É só uma anedota. Teve uma cantora americana que se apresentou que é a Chapel Rowan. Ela...
o Jorginho, do Flamengo, a enteada dele gosta muito da Chapel Roan e ele veio... Eu vi essa polêmica. Vou aprender com você o que aconteceu de fato. O relato do Jorginho é, a enteada dele viu que era a Chapel Roan tomando café da manhã, foi lá, olhou e falou, porra, nem falou nada, só conferiu, confirmou que era, voltou e teria vindo segurança dela e dado um esporrão, tanto na mãe quanto na enteada,
Mãe da menina e na menina, por conta de algum tipo de assédio que ela... Mas, na verdade, a menina só foi olhar. Enfim, eu só estou falando isso porque... Foi a equipe de segurança que... É, a equipe de segurança que a Tia Peron depois falou que... Isso. Que depois disse que nem tinha nada a ver com... A equipe de segurança era do evento e tal. Mas, no fim, o Eduardo Paes, que é o prefeito do Rio de Janeiro, estava falando lá que, pô, que nunca mais...
a Chapel Rowan pra fazer um show lá no Rio, entendeu? E que inclusive ele vai correr atrás da Taylor Swift, porque é uma curiosidade, é, o fandom da Chapel Rowan não gosta do fandom da Taylor Swift. Então os caras da Taylor Swift estão tudo agora, agora eles são tudo flamenguistas. Tá sendo uma guerra divertida de ver os caras da Taylor Swift defendendo o Flamengo e tudo mais, em perfis em inglês. Exatamente. Eu me declaro suspeito porque eu sou Flamengo pra julgar esse cara.
Mentira, não me declaro nada, vou dar uma de Toffoli. Jorginho tem toda a razão, hein, Thiago? Tem toda a razão. Nosso líder no meio-campo rubro negro. Tá certo. Felipe, obrigado pela moral. Tramonta, obrigado também. Abraço. Vocês que assistiram, muito obrigado por assistir também. Cara, a gente vai deixar aqui no comentário fixado as redes sociais nossas, do Felipe, do Tramonta e as minhas também. Passa no meu canal no YouTube, youtube.com.br Felipe Moura Brasil.
Pronto, já fiz o meu... O canal do Felipe Moura, inclusive, vai estar aqui no comentário fixado também.
pra tu ir lá ouvir o que ele tem pra falar sobre essas maluquices que acontecem no Brasil, já que aqui é só uma vez por semana, né? Então, é... É bom demais. Que mais? Cara, vira membro, custa menos de oito reais, cara. Não dá nem pra comprar uma seda, tá bom? E aí você vai ter conteúdo todos os dias, cara. A gente tá fazendo conteúdo exclusivo pros membros aí todos os dias, tá bom? Mas é isso. Obrigado. Até a próxima. Obrigado a todos, tamo junto. Eu me amarro. Ah, vai sair. Vai sair o quê?
Vai ser um vlog agora? Não tava nem sabendo. Vai ser um vlog agora aí, família. Fica aí que os caras vão arrancar vocês pra lá, tá bom? Um beijo. Boa noite. Tchau.