Episódios de Flow Podcast

PAULO BORRACHINHA - Flow #608

26 de maio de 20261h15min
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Lutador do UFC dos meio-pesado

Assuntos7
  • Carreira de Paulo BorrachinhaTransição de categoria · Lesão no bíceps · Luta contra Yoel Romero · Luta contra Israel Adesanya · Luta contra Khamzat Chimaev · Luta contra Sean Strickland · USADA · WADA
  • Interação com Donald TrumpEncontro pós-luta · Comentários sobre aparência · Interesse em moda
  • Psicologia no MMAProvocação e intimidação · Anderson Silva · Vitor Belfort · Conor McGregor · José Aldo
  • Regras e saúde no MMAPrioridade à saúde do atleta · Evolução do esporte · Marco Ruas · Royce Gracie
  • Infância e juventudeCultura de rua no Brasil · Rivalidade entre irmãos · Bullying
  • Carros e AutomobilismoMotores a combustão vs. elétricos · Lamborghini · Ferrari · Jeep Compass · Ford Fusion
  • Luta e superaçãoAdaptação a novas categorias · Import
Transcrição204 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Esse é o Flow.

Tem uns até que eu fico, porra, conversei com esse cara, meu irmão. Porra, o José Aldo. Porra, lenda, né? Caralho, maluco. É brabo demais. Tem uns caras que são muito lenda. Porra, o Anderson Silva. Outra lenda. Pra mim é o maior de todos. Inclusive, o Anderson Silva, se eu não me engano, tu não surge meio como o próximo Anderson Silva?

Talvez eu diria mais o próximo Vitor, né? E o pessoal me chamava de Baby Vitor. Baby Vitor? Baby Vitor. Quando eu... Por causa da agressividade? Sim, eu acho. Eu acho que por conta da agressividade. O Anderson também é muito agressivo, mas um pouco mais...

Vamos dizer assim, ele usava mais a técnica do que a agressividade em si. O Vitor, o apelido dele vira o fenômeno. Tem luta dele e ele vai para cima dos caras rebentando e acabou o nocaute. É isso, meu irmão.

de fato isso não é o estilo do Anderson o Anderson é mais filado da puta mais bandido aquela paradinha dele ficar com a carinha dele exposta assim malandragem total porra meu irmão, aquilo ali deve entrar na mente de um jeito porra mano, eu tenho certeza que entra na mente do cara porque

Coisas menores já aconteceu comigo. Não de lutar com o Anderson Silva, um cara que tenta entrar na sua mente daquela forma, mas alguém já fez alguma coisinha assim, ou falar algo, e aquilo dá uma raiva, tenta te tirar do centro, da concentração. E imagina o Anderson. O Anderson...

Eu acho que ele fez tanto até que passou um pouquinho do ponto contra o Weidman. Ele tentou fazer isso com o Weidman naquela luta. Não, deu certo até dar errado, né? Não tem como falar que ele tava errado em fazer aquilo. O cara fez, igual você falou, deu certo até o momento que não deu ali, mas...

Enfim, ele botava em risco é de uma ousadia e uma confiança. Você tá lutando com outro cara, irmão, que quer arrancar tua cabeça. E tu botar o rosto, fazer isso, é... É único. Tu falou que já teve vez dos caras entrando na tua mente até com menos coisa. Cara, ficar puto ali dentro...

na luta pra valer, numa luta, num esporte, ficar puto, não só te atrapalha?

Eu acho que, vamos dizer assim, 90%. É? 90%. Talvez te dá uma energia, né? Tu já ganhou alguma luta porque tu ficou puto? Deixa eu pensar aqui. Eu costumo não ficar assim, sabe? É, eu não... Enfim, deixa eu ver. Porque são tantas lutas, né? Mas teve luta de eu ficar...

com muita raiva e nitidamente aquilo me fazer muito mal. Eu começar em desvantagem, eu ver que aquilo estava me levando ao erro. Principalmente se o outro sabe capitalizar em cima disso, ele está fazendo de propósito. Tipo assim, eu vou mexer com ele, mas quando ele reagir, eu vou pegar e capitalizar em cima. Aí fudeu.

Aí o cara vai te pegar mesmo. Já quando ele fala assim, eu vou só provocar e eu não sei o que eu faço com a reação, tipo assim, eu vou provocar porque eu sei que isso é ruim. Só que o cara vem com tudo, pode acontecer de você ser pego desprevenido também. Então o Anderson fazia pra capitalizar em cima. Então comigo não aconteceu de pegar alguém com essa genialidade.

Ah, eu vou provocar o Paulo, borrachinha, pra pegar aí em cima. Não chegou a acontecer. Entendi, entendi. Mas eu percebi que em momentos que eu fiquei com raiva, agora eu vou destruir esse vagabundo. Mas agora tu usa isso a teu favor também, porque a gente tava conversando aqui antes de começar.

Porra, meu irmão, teu Twitter lá é basicamente tu perturbando os outros. Não é? E tu tem uns alvos que tu gosta mais. Tem. Não é? O cara que sente é o cara que quer responder de alguma forma ou que quer justificar ou que quer contra-argumentar. Esse aí é o alvo. Esse aí reagiu, mordeu a isca.

Mordeu é isso, cara. Aí você tem que utilizar isso, né? Perfeito. É uma das facetas do esporte, na minha opinião. Especialmente desse esporte. Todos vocês entram no octógono um para arrancar a cabeça do outro. Está todo mundo...

focado, todo mundo extremamente treinado, todo mundo... Inclusive, aquilo ali vale uma grana. Então, tá todo mundo no máximo possível. Qualquer detalhe...

Pode fazer a diferença. Então, falar umas gracinhas pro cara, na hora da encarada, entregar uma rosa, sei lá, qualquer coisa assim. Qualquer coisa que mexa com a cabeça, você tem toda razão. Vale muito. Vale não só o valor financeiro que você ganha, porque quando você perde, você não recebe o mesmo tanto, como a projeção que vai acontecer depois. Tava falando com o Denis antes aqui, uma vitória te leva no céu, o esporte é isso. E uma derrota te leva lá embaixo, cara, no inferno.

Então você vive essa dualidade o tempo todo. É um esporte que, a gente diz isso, que você não pode perder. Lógico que acontece, mas você dá dois, três passos atrás. Se você estava numa caminhada rumo a um objetivo, aquilo te distancia.

E quando você consegue usar essa parte de mexer com a pessoa, com um atleta, pode beneficiar no que eu te falei, de você capitalizar em cima do nervosismo ou do erro que a pessoa pode agir, mas também te torna um diferencial. Um atleta que não só luta, mas ele também usa essa parte.

vira um show, vira um entretenimento cara, porque o esporte é isso, é perfeito, esse esporte é entretenimento, esporte

A partir do momento que ele é transmitido para as pessoas, ele não é outra coisa que não entretenimento. Hoje em dia a gente tem bastante isso, mas você mesmo citou, o maior case de sucesso no MMA, a gente sabe quem foi o, Conor McGregor, fazia as duas coisas, é um entertainer. Hoje ele já está há uns 5 anos afastado do MMA, mas aonde ele for é o maior, ainda continua.

sendo o maior expoente do MMA. Perfeito, com certeza. Quando alguém está em qualquer conversa sobre o esporte, sobre o MMA, citar o nome do McGregor, todo mundo sabe quem é. Especialmente porque ele tinha essa característica de pegar no pé dos outros. Falastrão. Genial, como ninguém. Como ninguém. Você citou o Aldo. O que ele fez com o Aldo naquela luta deles foi de dar até pena. Porque o Aldo...

Ele já era um campeão consagrado e, tipo assim, não tinha argumentos contra a genialidade também como atleta do Aldo. Só que eu acho que o Aldo não tinha vivenciado essa...

participar desse jogo sabe, tudo que fora o octógono o Aldo acho que não tinha passado por isso ele é um cara mais minimalista você esteve aqui, você deve ter conhecido ele e a gente fina pra caralho o cara é sanguíneo e a canela é dura, tá? chuta como ninguém, né? chutava, né?

E, bom, cara, a gente está falando desse aspecto do esporte, de entrar na mente do oponente, falando como uma Gregoria interessante nesse sentido, mas tu não foi sempre assim, né? E outra, quando tu começa, na tua opinião, usar essa tática te...

te dar um escudo, de certa forma, contra essa tática? Porque assim, agora o cara tentar entrar na tua mente fica mais difícil, porque tu sabe ser um filha da puta também? Sem dúvida, sem dúvidas. Eu já sei que isso é uma ferramenta, uma arma, pode ser usada por mim e contra mim.

E qual foi a outra coisa que você perguntou? Então, mas tu não foi sempre assim. Não foi. Porque a gente vai desenvolvendo, vai aprendendo. Só que eu sempre tive uma personalidade. Pô, eu tenho um irmão mais velho, de 5 anos, inclusive meu treinador também.

Um dos treinadores é o Carlos Borracha. Por isso que veio meu nome Borrachinha, por causa do meu irmão. Ele é de 5 anos mais velho. Um abraço pra ele. Treinador de altíssimo nível. Tem uma outra atleta também no UFC que vai disputar o cinturão, a Natália Silva. Mas assim, eu creio que... Você tem irmãos? Tenho. Mais velho e mais novo? Tenho um mais velho e dois mais novos.

Você deve ter saído na porrada com ele também. A gente saiu na porrada um pouco, vai. Então, e mais do que isso, a provocação que rola entre irmãos. Ele cansou de jogar o controle do Super Nintendo na minha cara. A gente jogou no Top Gear, sei lá. Significa que você era um bom trash talker, né? Você fazia essa... entrava na mente. Olha, eu tive que me policiar pra parar, tá? É muito bullying, né? Eu não sei se eu ia querer ser meu amigo quando eu tinha uns...

16 anos. Normal, né? A gente criado aqui no Brasil, essa cultura é muito forte. Eu acho que sim, tá? Especialmente eu sou 6 anos mais velho que tu. Mas eu não é... Hoje é próximo um pouco quando a gente era criança, era muito. Mas é mais ou menos a mesma época. Não dá pra dizer que você é um geração Z. Não, o meu irmão tem a sua idade.

Então, ele viviciou o que você viviciou. E tudo. Então, sobrou pra tu mesmo. É isso. Sobrou pra mim, irmão. Eu era vítima. Então, eu tinha que começar a reagir de alguma forma. E... Na rua que a gente... Que nós crescemos, né? De baixa renda. Então, a gente vivia na rua, jogando bola, fazendo arminha, fazendo... A gente fazia uma arminha com...

Com elástico. Com elástico, você fazia isso também, né? Com cano e tal. Depois descobrimos que a luva de látex, ela faz ficar mais forte o apaulado do negócio, meu irmão. Nossa, aí tinha que botar óculos para não ir no olho.

E havia uma guerra à rua. Então, a turma ali é um pouco mais velha que eu. É talvez o mais novo. Então, eu era bolinado e tinha que saber me reinventar, entrar na zoação e arrumar outro. Ia ser o bolinado, senão eu que ia me lascar, entendeu? Essa é sempre a tática, né? Arruma outro mais fraco. Tá todo mundo te zoando? É, eu olho o mais fraco e mete uma porrada. Tem uma caia de boba aqui, o nerd, o gordinho, sei lá.

Tem que colocar outro pra ser o saco de pancada lá, né? E aí, meu irmão, a gente tinha até hoje, eu tenho poucos amigos mais bons que foram criados na mesma região, na rua e tal. Tinha o Vinícius, porra. O Vinícius sofreia com tudo, irmão. Ele é o cara que a gente pegava pra zoar. Coitado do Vinícius. Salve o Vinícius. Cebola, apelido dele. Salve o Cebola.

Então, acho que veio daí, sabe? Eu tive que aprender a ser assim. Talvez eu nem nascesse com isso, mas eu tive que desenvolver. E aí, no esporte, é o que você falou, é um contra o outro, irmão. É igual, como se fosse lá na rua.

Entendeu? Como se fosse uma uma situação de rua ali que a gente tá brincando e um tem que zoar o outro. Então você tem que entrar mais na mente do cara e afetar ele mais do que ele te afeta, né? Entendi. É, também acho. E aí eu desenvolvi isso. E ficou bom. E tô trazendo pra luta, né? Tá certo. Ô, Borrachinha, me dá um double biceps aí. Ô, irmão. Caralho. Olha aí. Isso aí tu tá tomando suco. Não pode tomar suco não, hein, meu irmão.

Pode, né? Não pode porque tem a usada lá. Tem a comissão atlética que ela é muito rigorosa. Enxeram o teu saco, né? Enxeram. Porra, irmão. Eu fui o mais testado de todo o plantel do UFC. A gente tem mais de 600 atletas. Eu fui o mais testado. Os caras ficaram na minha cola. Por quê? Eu acho que por conta do visual físico. Tá. Que coisa? Hã? Que coisa.

Eu fui meio que... Como é que fala? O que é o mais testado? O que isso quer dizer? Mais testado é o seguinte... Porque eu tô ligado que eles podem... Tu tem que ficar dizendo pra eles exatamente onde é que tu tá o tempo inteiro, pra eles que eles podem chegar a qualquer momento pra fazer o teste lá. Exato. O que eu quero dizer é... Em comparação com outro atleta...

Quanto mais que tu foi testado, tu sabe? Quantas vezes tu foi testado? Te falo, te falo. O ano 2019 e 2021, em cada um desses anos, eu fui testado uma média de 90 vezes. Cara, isso é coisa pra cacete, irmão. Se você pensar no ano 365 dias, a cada, sei lá, a cada 3 dias... Toda hora tu foi testado. Todo momento. Enquanto que o outro foi testado 15, 10. É uma proposta absurda.

Os caras tinham... E também eu brincava. Assim, eu usava essa provocação contra eles também. Eu falava, você é usado aí, sabe? Eu vou... Eu vou criar o... Vou revelar o meu secret juice. Foi daí que veio a bebida. Ah, isso aqui? Esse aqui é o teu secret juice? Esse é o secret juice. Porque é o suco secreto, né? É o suco que eles não conseguem descobrir.

Tá ligado? Eu tô no suco, mas é o suco secreto. Vocês não vão saber se os fios da... Entendeu? Então eu ficava martelando isso. A usada é a comissão atlética do Estado... É internacional, mas ela seja nos Estados Unidos, ela que regula as Olimpíadas também.

Na verdade, a WADA, ela tá acima da USADA. A USADA é uma extensão, é um braço da WADA. A WADA é reconhecidíssima. Foi o pessoal que pegou o Neil Armstrong, quando ele tava usando uma substância pra obter resistência naquela corrida da França de bicicleta e tal.

Então eles são muito renomados. Mas eu falei, pô, eu vou botar, vou tocar os, entendeu? Pra cima deles também, porque eles estão me perseguindo. E aí que ficou essa briga aí. Mas tu não arruma um problema pra tu quando tu começa a pegar no pé deles também?

Arrumei, irmão. Os caras vêm 4 horas da manhã batendo na meu porta. Tem que fazer xixi aqui, tem que mijar. Me atrapalhava até treinar, cara. Eu não conseguia ter uma noite completa de sono porque 4 da manhã tinha que acordar pra fazer xixi na merda do potinho. E só ia conseguir dormir que horas. 7 da manhã fazendo dieta. Sempre fez dieta. Tu tava morando aonde?

Tanto no Brasil quanto na América. Mas na América eu acho que é pior. Porque lá é mais fácil. Mais fácil. Mais fácil. Por isso que tu veio morar de volta no Brasil. Não, cara. Na verdade, eu fico lá e aqui. Mas tem lugares, por exemplo, que... Eles vêm também aqui.

Mas tem lugares no mundo que é mais difícil. Por exemplo, você está na Rússia, em algum lugar isolado, perto da Sibéria. Tem gente que faz isso, que vai para lá. Inclusive, queria que você experimentasse. Vou experimentar aqui o teu suco secreto. Sem açúcar. Vamos ver se eu fico grande assim. Pô, tu vai ficar, tu vai ficar. Bom, mas precisa treinar, né? Dá para ficar grande e treinar. É, tem que treinar. Mas fala aí, o que você...

A gente trabalhou bastante em cima desse sabor. É um energético, sem açúcar. Tem algumas vitaminas também, ó. A gente tem... Esse aqui é o de morango e kiwi. E é bem gostoso, viu, cara? Gostou, cara? Bem gostoso mesmo. Gostei mesmo, não sei sacanagem. Pô, que bom, cara. Que bom. Pode falar a verdade mesmo. Eu sei que você é um cara honesto. Sincere.

Mas a gente trabalhou bastante nessa formulação, sabe, pra não ficar aquele aftertaste, o sabor de adoçante. Que sempre incomoda. Não, esse aqui tá bem gostoso mesmo. Não tem aquele gosto de remédio. É, que sempre tem também. Verdade. Isso é o maior problema dos energéticos. Isso vende no Brasil, cara.

Não, a gente vai trazer para o Brasil. Estamos ainda trabalhando numa produção e distribuição aqui. Lançamos lá na Califórnia. A produção é feita lá. Mas o plano é trazer para o Brasil, sim. A gente pode... Quem tiver o público que estiver assistindo na América pode pedir pelo site getsecretjuice.com. Então, getsecretjuice.com.

a partir do dia 18 de maio. Nós fizemos um pré-avançamento na minha luta em Miami, que foi dia 11. O pessoal curtiu. Deu tudo certo esse dia? Tu bateu? Deu tudo certo? Imagina se tivesse perdido, ia ser ruim. Apanhar é ruim, né? Ia ser ruim pra avançar também. O suco, esse suco aí não vale de nada. O cara falou que é bom e o cara vai lá e perde. Aí não, caralho. Perigoso isso que tu fez, mané. Não é?

Caralho Ousado, né? Ousado, ousado, ousado E o russo estava invicto, cara 16-0 Nunca tinha perdido Considerado como um dos próximos a lutar pelo cinturão E eu encarei essa aí Subi de divisão Eu luto de médio Tu foi pro médio pesado, né? Fui pro meio pesado Até 93 quilos Então os caras são maiores E falei, pô, vamos encarecer E tu lutou com quanto? Com que peso?

Eu lutei, eu bati 93, como meu adversário também. No dia da luta... Foi complicado subir esse peso? Foi, cara. Foi. Tive que fazer todo um trabalho físico, porque a diferença é muito grande. São quase... São 9 quilos. 84 para 93 quilos. Então, o cara que já está lutando nessa, já está adaptado. Eu tenho que fazer uma adaptação. Então, eu não posso colocar peso de qualquer jeito.

para mim não chegar pesado, isso também afeta, posso me cansar mais durante a luta, então tive que fazer um trabalho, mas foi muito bem feito, com outro brasileiro, um treinador, preparador físico lá nos Estados Unidos, chamado André Benkei, ele está situado lá, muito conhecido no meio do MMA.

desde os primórdios, quando ele é vale tudo ainda caralho, como é que tu arruma esse treinador, cara? cara, eu acho assim que o universo vai colocando, sabe eu acho que não tenho como explicar eu conheci ele em 2015 sempre ouvi falar ele é tipo, vamos falar, um treinador do futebol aí Luxemburgo e

E sempre admirei, mas em 2015 eu não estava nem no UFC. Eu estava lutando em alguns eventos regionais aqui no Brasil ainda. E aí eu tive a oportunidade de treinar com ele um dia. Falei, mestre, a gente pode treinar um dia e tal. Eu estava na academia do Vitor Belfort, lá na Flórida. Fui convidado pelo Vitor para ir ajudar ele contra o Weidman. Você lembra dessa luta? Aham.

E aí o Messi Benkei estava lá também. Falei, pô, Messi, seria uma honra treinar com o senhor e tal. Ele falou, vem aí tal hora que eu vou... Ele estava muito atarefado. Ele estava cuidando de uma equipe de mais de 30 atletas de nome. Mas ele mesmo assim foi humilde, me deu a atenção.

Só que aí eu me perdi lá, cara. Eu estava sem dinheiro nenhum, andando de bicicleta para chegar nos locais e não tinha a internet como tem hoje. Me perdi, cheguei tarde, a gente não conseguiu treinar. Aí passou um tempo, eu encontrei...

Um amigo em comum, Júlio Simões, na Alemanha, fazendo um outro treinamento lá também. Ele falou, pô, eu tô treinando com o Benkei lá na Flórida de novo, em Tampa. Vem pra lá, vai ser legal. Faz o camp lá, não vou perder a oportunidade. Fui lá, conheci ele. E a gente montou esse... E deu certão. E deu certo, cara. E deu certo, porque eu me senti forte. Me senti explosivo. Senti que não tava...

Não senti como se tivesse inadaptado. Aham, tô entendendo. Então, mérito dele... Quanto tempo tu teve de preparação? Pô, tive bastante. Isso não foi um problema. Tive quatro meses. Até, inclusive, se não tive... Quatro meses é o suficiente. Eu achava... Se me perguntasse, eu ia dizer Caralho, que pouco. Quatro meses.

É pouco, mas pra mim foi o suficiente. O que o Ben Kay falou foi o seguinte, falou, Paulo, você tem uma capacidade genética de adaptação, eu falo que é o juice, mas ele falou, você tem uma capacidade genética de adaptação muito grande, você adapta muito rápido, você ganha músculo muito rápido.

E isso é um ponto positivo nesse aspecto, porque quando a gente quer colocar peso em você, massa muscular, explosão, força, então você consegue chegar no meio pesado com esses quatro meses. Diz ele que, geneticamente, eu sou muito adaptado a ganhar massa.

Não foi um problema. E também um trabalho muito bem feito com ele. Faço um trabalho lá em contagem também com o Felipe Reis, já há mais de oito anos. É um cara que me acompanha, assim, desde quando eu resolvi ser lutador de MMA, até hoje. Então ele me conhece, ele desenvolveu um treinamento também muito importante. Mas o Benkei foi um diferencial. Porra, tu começa no... É o jiu-jitsu que te leva para o MMA, não é? Por que tua orelha não é toda fodida?

Graças a Deus não é, né? Essa aqui, Igor, se você quiser tocar aqui... Eu fiz uma cirurgia nela. Pode tocar mais aqui, ó. Ela é rígida. Eu já fiz uma cirurgia nela. É rígida. É dura. É dura. Diferente dessa aqui, que é mais mole. Eu tive que fazer uma sutura aqui de mais ou menos 25 pontos. Caralho! É. Ela chegou a estufar.

Tu enfrentou o Mike Tyson? Ele te mordiu? Quase. Uma outra besta chamada Ioyel Romero, um cubano. Muito forte, medalhista olímpico. E aí foi pro UFC. E a gente lutou. Nós lutamos e foi uma guerra. Muita gente acha que foi uma das melhores lutas, que foi lá e cá. Foi trocação frenética. Eu dei um knockdown. Ele levantou, me deu um knockdown. Então ficou, pô, lá e cá.

E foi a luta do ano de 2018, 2019. E aí essa aqui estufou, encheu de sangue pus. E o que a gente faz? A gente costuma fazer a drenagem, né? Enfia a agulha, retira o líquido.

Só que retirava, daí quatro horas estava cheio de novo. Porque machucou profundamente. Então a gente ficou fazendo esse trabalho de... O que foi que machucou? Foi um socão? Sei lá. Não sei. Foi soco, chute, foi tanta coisa. Então essa luta, de fato, ela é...

Porra, quando eu fui estudar você, eu fiquei, caralho, moleque, eu li sobre isso, assim, era uma parada importante, né? Cara, o que que... Vamos lá. Tu chega nesse... Eu queria um contexto dessa luta, Borrachinha. Assim, vamos lá. O que que tava acontecendo antes dessa luta? Perfeito. Então, Ioy Romero tinha acabado de... Depois eu quero falar da Desane também. Tá bom. Ioy Romero... Esse filho da mãe.

Acontece, cara. Acontece. E aí o Romero já tinha acabado de lutar pelo cinto, ele é um do UFC. Muita gente acha que ele ganhou, outros que ele perdeu, mas oficialmente ele perdeu por um lutador chamado Robert Whitaker, que também foi um campeão dominante. Então ele estava vindo de uma derrota para o campeão apenas.

E eu tava invicto. Eu vinha, eu já tinha lutado quatro vezes, tinha batido os quatro pro nocaute. Nunca tinha perdido, tava...

acho que 12 a 0. E aí foi uma luta de dois monstros, porque ele também é muito forte. Ele é conhecido pela pungência física, como eu também. E aí foi assim... Tu tinha algum tipo de... O problema é forte, mas tu tinha algum tipo de bad blood com ele?

Não tinha. Tá. Então vocês chegam para um enfrentamento de dois profissionais de MMA, os dois serenos. Vamos dizer que sim.

Porque no momento que a gente entra ali, as coisas podem mudar. Por exemplo, estou totalmente amigável com você, mas a gente entra ali, e de repente, um dia antes, acontece uma fala um pouquinho diferente, entendeu? E eu senti dele um pouquinho de menospreso.

Aí, pô, eu tinha que mostrar. Sabe? Ali foi como se fosse o meu teste de fogo, sabe? Vamos ver quem você é. Você está invicto, mas você nunca enfrentou alguém do calibre desse cara. Então, é um teste. Vai ou racha. E aí foi aquela guerra.

Primeiro round, cara. Primeiro round. Vamos lá. Primeiro round. No final do primeiro round, tu sacou que o bagulho ia ser muito sinistro? Saquei. Saquei porque eu fui com toda a força e potência que eu tinha. Chute. Meu irmão, eu dei cada chute. Eu sou conhecido por dar chute forte. Dei chute na costela dele e fez assim.

Isso vai dar trabalho pra derrubar. Isso vai ser difícil. Porque ele deu só uma mexida assim, ó. E o chute não pegou no braço. Pegou na costela direto, irmão. Como se estivesse chutando, pô, uma bola. Mas com a canela. Pá! E estala. O pessoal que fica ao redor ouve. Pá! Aquela estalada. E eu vi que tinha pegado. Eu sei quando pega. Mas ele fez só assim, ó.

que normalmente o cara poderia botar a mão... Não, velho. Ele só deu uma mexidinha e falei, puta merda, esse cara é muito doido. Mas eu vou pra cima, vamos. E... Então foi isso. Eu sabia que esse é a guerra. Entendeu? Ele talvez... O maior ponto dele seria a resistência e a explosão. Sabe? Ele me machucou muito.

Mas eu causei mais danos. Porém, o fato dele não ceder aos danos foi um negócio que mexeu. Falei, putz, como é que eu vou fazer? Porque se dá uma canelada com toda a força na canela, o cara continua. O que mais? Tem que matar, nem dar tiro, filho da puta. Pra fazer o quê, cara?

É, brabo demais, cara. Bom, e... Aí venci, cara, venci. Venci essa luta e aí fui pro título, que foi contra a The Sully. Pois é. Essa foi... Quando tu vence essa luta, eu imagino...

Tu acabou de me dizer que, caralho, venci 12 caras, 12 e 0. Agora eu vou subir aqui e vou enfrentar um cara de um calibre que eu não tinha enfrentado ainda. Vamos ver se eu sou foda. Foi lá e venceu. Tu sai dali motivado, acreditando, caralho. E isso ajuda ou atrapalha, no fim das contas?

Tem os dois lados, realmente. Tem o lado positivo e o lado negativo. Eu acho que o atleta tem que estar, principalmente de luta, que é individual. Ou qualquer outro esporte individual. Tem que estar muito confiante das suas capacidades. Mas tem que manter também um pouco do pé no chão. Não pode... Porque é normal vir muito...

Você é o melhor, não precisa desenvolver tanto, sabe? Então você pode cair numa zona de estagnação. É muito comum acontecer. Eu tinha 28 anos, né, cara? Muito jovem, eu acho. Cara, é muito novo. Muito jovem, muito jovem. E aí aconteceu algo também, Igor, que foi o seguinte. Durante a luta, foi tão guerra, cara, que eu tive a ruptura do bispes. Batendo, cara. Dando um soco. Rompi o bispe esquerdo aqui.

Então a luta com a Adesanya, que seria a próxima pelo título, não aconteceu por conta dessa cirurgia. Eu tive que ficar ali um ano e meio afastado.

pra cuidar. Fiz duas cirurgias, uma cirurgia complicada de reconstrução do tendão, fixação aqui no osso. O negócio, assim, rompeu praticamente. Durante a luta, não sei em qual momento, mas rompi durante a luta. Mas continuei. Ali você tá... É louco, é isso, né, cara? Você lutar com bíceps. É, mas o braço perde... Fica fodido, serve pra nada, né?

Eu não sei explicar fisiologicamente como é que ocorreu. Mas tu tá tão na parada ali que funciona. Que funciona, de alguma forma. Eu acho que o corpo humano é uma máquina muito sinistra. Eu acho que ele vai compensando uma coisa com a outra. Isso é sinistro mesmo. E aí tu correu o risco de ficar sem lutar, cara? Ou não? Assim, cara, eu não sei se tinha o risco de nunca mais lutar.

Nem perguntou também, né? Nem perguntei. Eu falei, doutor, dá pra ficar bem? Ele falou, não, a gente vai reconstruir. O tecido, ele se desgastou. O tendão, né? O tendão, imagino que é um dedo, né? Aqui, o do meu dedo. Ele se desgastou a ponto de ficar um fiozinho só. Então, assim, não teria como eu continuar sem cirurgia. Poderia romper pegando qualquer coisa. Total, né? Então, vamos dizer que ele rompeu parcialmente, mas quase total. Entendi, entendi, entendi, entendi.

Então ele teve que cortar a parte esgarçada. Então ele encurtou um pouco o bíceps, puxou o bíceps para baixo. Porque, vamos dizer aqui, a minha mão é o bíceps e aqui continua o tendão. Então ele cortou a metade do tendão e puxou para conectar ele no osso.

E aí ele fez... A gente tem algumas técnicas. Ele fez uma técnica que é só amarrar o tendão em cima de um cabo de aço, um fio cirúrgico, e fixar. Eu não consigo ficar parado muito tempo. Peguei peso antes do momento. Soltou de dentro do osso a cirurgia que ele fez. Isso eu já estava com uma luta marcada com a Adesanya.

Aí eu tive que o quê? Refazer aquela cirurgia. Aí ele falou, pô, eu já sei que com você a gente não pode só amarrar, né? Vamos ter que costurar o seu tendão de forma que você não vai conseguir estragar o nosso serviço aqui. Aí eu fiz duas cirurgias, por isso eu fiquei um ano e meio.

que corta toda a conexão da mão, até voltar, ter o movimento da mão. Foi ali muita fisioterapia. Eu fazia fisioterapia de manhã, tarde e à noite pra tentar agilizar o processo, porque eu já tinha uma adversidade pra lutar. Só que com esse um ano e meio, o UFC falou, olha, você vai ficar um ano e meio, tá bom, sua vaga tá aqui garantida, entre aspas, porque tudo pode mudar.

mas nós vamos ter que colocar alguém pra lutar pelo título no seu lugar. E aí quem foi? Foi o IOL. O que eu ganhei dele, mas ele foi lutar pelo título. E aí fez uma luta morna, porque o Adesanya não é o tipo do cara que engaja muito, ele é mais contra-golpeador. Então ficou os dois ali, um esperando pelo outro. E tu assistiu essa luta loucamente. Eu assisti essa luta lá.

Pô, agoniado, né? Muito jovem, com muita vontade de, né? Como é que eu falo? Pouca paciência. Mas a gente vai amadurecendo normal, né? Hoje em dia, os teus treinos e tudo mais, tudo volta próximo do normal ou é 100%? Não é 100%.

hoje isso aqui não é uma preocupação tá eu acho que eu mudei um pouco a forma de treinar eu focava muito em repetições eu vi que isso pode ser danoso então a gente tenta diversificar foi aí que eu comecei a trabalhar mais os chutes

Entende? Então vamos dizer assim Que duas horas de treinamento Eu uso 50% do braço E 50% da perna, antigamente era 90% Do braço, então isso causava muito Eu tive que mudar um pouco A forma de treinar E tu acha que tu é um melhorou com a clã? Eu fazia 20 rounds, cara Onde normal eu fazia 10

Fazia 20 rounds de treinamento, manopra, saco. Então isso o corpo não aguenta. Por quê? Porque tu é maluco ou os caras de ponta fazem isso mesmo? Eu acho que ele é maluquice. Eu tenho certeza que ele é maluquice.

Mas se tu não fizer, o outro cara faz, né? Pode sim, pode acontecer. Essa é a minha mentalidade, mas eu passava do ponto. Passava do ponto. Eu sempre fui... Entendi. Eu sempre fui... Muita querência. Muita querência, muito fanático com tudo, sabe? Quando eu entro numa coisa, eu quero ir ao máximo, até o limite. E nem sempre. Óbvio, isso não é bom.

Com certeza não é bom, tá maluco Com certeza não é bom Mas isso é coisa de jovem também Não é? Eu vejo isso Falta de experiência Me fala um pouco como é que foi O efeito psicológico De perder para a Desânia

Foi devastador, porque você vem no invicto, eu tinha total confiança que eu poderia vencer, mas devido a alguns fatores, vários fatores em si, inclusive a falta de experiência. No time também ninguém tinha passado por uma situação tão grande quanto lutar por um título mundial.

outras coisas aconteceram foi numa época de pandemia onde eu sou um cara pesado, forte perder peso até 84 quilos não é fácil, eu ando com 102 você imagina aí, são 16 quilos mais né

18 quilos, quase. Não, 102. É isso? Mas não sou bom de matemática. Eu também não. Então, ali foi na época da pandemia, a gente não tinha um camp normal. Tive que viajar pra Inglaterra pra fazer os testes da pandemia. Então a gente ficava isolado, não tinha nem contato com os treinadores. Olha que louco, hein? Tinha que treinar sem os treinadores. Então... E assim ficou pronto.

E pra piorar ainda, a luta aconteceu em Abu Dhabi, onde o fuso é totalmente invertido. Então a luta aconteceu lá, no horário de lá, 6 da manhã. Uma coisa de louco. Tipo, eu tinha que acordar 4 da manhã.

Que viagem, cara. Estranho. Loucura. E aí eu acho que tudo isso afetou, mas mérito do Adesanya, ele é bom. Hoje tá numa fase não tão boa, mas na época, pô, tava invicto. Venceu todo mundo e tem todos os méritos dele, né? Ele não tinha nada a ver com a minha...

Como é que tu ficou? Como é que tu pensou em parar? Tu se sentiu merda? O que acontece? Porque tu tava vindo de um cartel foda. Tinha acabado de vir de uma luta muito pica. Como tu falou, a luta do ano. E aí, porra, tu perdeu pro cara. E aí tu precisa voltar. E tem um caminho aí pra tu voltar e tudo mais. Do ponto de vista psicológico. Assim.

Hoje, tu sabe que pode ser que tu perca. Pode, cada momento. Hoje tu sabe disso. Mas com um novão vindo de uma caralhada de vitória...

Aí tu perde. Tá ligado? Talvez na luta mais importante da tua vida até então. Foi, sem dúvida. Sem dúvida. Foi a mais importante. É o título mundial. Como é que tu continuou sendo um lutador então? Porque nesse momento tu quebra muito? Ou tu não quebrou muito? Ou tu conseguiu segurar onde? O que aconteceu na cabeça? Ótima pergunta, cara.

Não foi fácil, foi extremamente difícil, foi complexo, foi uma batalha interna também. Porque além do mérito esportivo ali, tem também a questão dos fãs, né? Porque o pessoal ficou muito decepcionado.

principalmente os fãs do Brasil brasileiros. Você sabe que o fã brasileiro é muito emotivo. Você tem o Flow Esporte Clube, né? É muito emotivo, cara. É muito emotivo. Ele é emocional, ele deixa a emoção mais do que outros países, eu percebo. Eu estou muito nos Estados Unidos, viajando para lá. Os caras lá são mais assim, pô, legal, venceu.

Legal, perdeu, mas ele está curtindo o esporte. Aqui o cara veste como religião. Então, eu acho que o fã ficou um pouco, um pouco não, muito decepcionado. Mas isso pesou em você? Pesou? Pesou porque foi uma enxurrada de críticas. Pô, esse cara é... Entendi.

Esse cara é tipo... Como é que eu posso dizer? Como é que foi o termo que eles usaram? Frald check. Esse cara nunca foi bom. Aí, tipo, te joga lá embaixo porque eles querem dizer todo o resto. Como se o resto não fizesse... Sabe, as outras três lutas não contam de nada. Mas o que importa é quem você é num momento ruim. Só naquela foto ali. E geralmente num momento ruim mesmo, né?

Mas apareceu uma galera também pra festejar quando tu ganhou do Yoel? Total, 100%. Ah, então é isso. O cara ele ama e odeia, né? Na mesma proporção. Irmão, eu não tinha... Eu não lembro de ter visto um comentário negativo até a luta com a The Sun.

É, total, total. Nossa, vai ser o maior, vai ser o próximo Anderson, o próximo Vitor, entendeu? Quando essas duas lendas já estavam aposentando. Então, tem um... Isso pesa em você também? Pesa, cara. O cara falar pra tu que tu é o próximo Anderson ou o próximo fenômeno.

Pesava mais, sabe? Ter 35 anos ajuda, né? Ajuda muito. Ajuda muito. Mas pesou muito, cara. Eu até nem gostava quando chamava de Baby Vitor. Eu nem gostava. Não, não, não. Vitor fez a história dele, mas eu sou eu. Mas, pô...

É uma forma de elogio, né? É mesmo. É uma forma de elogio, mas que meio que dá uma apagada na tua própria história. É. E... Fica sombra, né? E coloca você numa posição de ter que ser o Vitor, né? É uma... É.

Aí não é melhor do seu borrachinho? Acho que tu consegue performar melhor, né, cara? Muito. Eu acho que é importante ter personalidade, mas, enfim. Tem um lado bom e um lado ruim, né? Mas é um peso ali que você não precisa, principalmente quando você tá começando. Sabe?

Como é que foi na tua cabeça? Porque o MMA no Brasil sempre teve muito sucesso. Então quando você tem duas vendas, Anderson Vitor, Vanderlei Silva, os caras já estão se aposentando. Sabe o tipo Neymar? Precisamos de alguém. Precisamos de alguém. Alguém tem que cobrir essa lacuna. E às vezes peso, principalmente numa derrota...

Eu acho que veio esse peso demais, sabe? Mas assim, eu... Quem que é os caras que estão aí carregando, de certa forma, a bandeira dessa geração? Tem você, tem o Charlin. O Charles e o Poitain. Poitain. Eu acho que o Alex... Esse é esse list também, né? É, não. O que ele tem feito, o feito do Alex é impressionante, né? Chegou um pouco tarde.

no MMA, mas não deixou isso afetar. Talvez até por isso, porque chegou mais maduro, entendeu? Pode ser? É verdade, é mesmo. É. Não adianta, cara, forçar demais, assim, um cara novo a obter tanta responsabilidade. O cara não tem nenhum equipamento pra isso, essa que é a verdade. Não tem. Não tem a vivência. E muita coisa envolve, né? Igual a gente tá falando, é um esporte global que tem muita...

muito alcance, não tanto igual o futebol, mas pelo menos no futebol, você meio que divide entre o time. Sim. A luta, quando você perde ou ganha, a glória é toda sua ou a bad trip é toda tua também. Toda. Mas essa última luta que tu teve aqui, além da vitória, além de mudar de categoria, tu ainda foi chamado de bonitão, não é verdade? Pelo Trump.

Como é que é ver toda aquela cabeleira laranja? Falando que tu é um gato. Na verdade, ele falou que tu é bonito demais pra ser lutador de MMA, né? Foi. Primeiro ele falou assim... You're a great fire.

Mas ele bateu o biquinho. É, fez, fez. Pô, cara, ele é um cara com uma personalidade icônica, né? Ele tem aquele jeitão dele. E ele é aquele jeito mesmo. Ele não tá nem aí. Tu tá ligado que foi o presidente dos Estados Unidos que falou essa porra pra tu? Meu irmão, é foda pensar, né? É o maior líder hoje. Falo assim, em termos de importância. Sim, sim, sim, sim, sim.

É o líder só da nação mais importante do mundo, cara. E o cara lá falando que tu é bonito. Falou que eu sou bonito, falou que... Pô, foi... Então, esse cara tava lá curtindo a tua luta. Tava, cara. Pois é, foi indo. Nossa, foi isso que eu fui falar, entendeu? É uma satisfação, porque não é imaginável. O cara foi lá prestigiar. Acabou a luta. Eu não acaltei, deu um chute, caiu o russo, inclusive. Eu acho que por isso que ele ficou tão feliz. He's free.

papo reto, papo reto se fosse chinês, puta que pariu ele ia estar fazendo a dancinha do Trump se tu chuta um chinês ali foi o russo o russo tava caído lá o pessoal vai acionando e tal

E aí veio a equipe dar o suporte médico. Nem minha equipe podia entrar, nem a equipe do Russo podia entrar, só os médicos e tal, a equipe ali pra cuidar deles, saber se ele tava bem. E ali ficou alguns minutos ali, tipo uns dois minutos, e eu não tinha muito o que fazer e tal. Então eu tava ali, primeiro aqui, assimilando todo aquele feito que o cara enviou.

Invicto, tal, bicho papão, todo mundo, inclusive aquele mesmo pessoal que me criticou lá contra o The Sun, depois mudou, ficou a meu favor, depois contra o Russo, ficou também, ah, esse Russo aí é bravo, vai bater no pau, no borrachinho e tal. E aí, eu assimilando tudo aqui, eu falei, pô, nocauteei o cara Invicto aqui, irmão.

E aí eu olhei pro lado e tava o Trump em pé, batendo palma. Junto com o Dana White, junto com o Hunter, que é um outro dirigente do UFC. O Joe Rogan tava lá? O Joe Rogan tava já entrando no octógrafo. Caramba, meu irmão, que parada doida, né, cara? Olha só, cara. Tava algumas lutas atrás. Maneiro, maneiro. Pô, mano, o negócio muda muito rápido. E aí eu olhei todo mundo ali.

E ele tava batendo palma. Aí eu fui andando pro lado dele assim. Ele fez assim. Ele tava empolgado com o negócio. Eu falei, pô, vou lá. Vou lá falar com ele. Vou lá pelo menos apertar a mão dele, né? Não fica cheio de segurança, não? Irmão, tava o serviço secreto. É? Eu quase tomei um tiro, picho. Pô, ia ser um fim horrível, pô. Imagina, ao vivo.

O atleta brasileiro de contagem morre pelo serviço secreto. Porque foi apertar a mão do Trump. O Ice mata o atleta. Que merda. Então tu desce e vai falar com ele? Isso. Na verdade, eu cheguei perto. Eu tinha noção que era presidente. Então eu tentei comunicar. Não dá pra falar, mas eu tentei comunicar. Tipo assim, posso pular? Ele não entendeu o porra, mas ele fez assim.

Fudeu, né? Aí eu fui, vou pular. Aí eu fui, pulei a cerca. Na hora eu não percebi. Eu estava focado ali no momento de cumprimentar ele e tal. E dopado com a vitória, né? Dopado, no êxtase. Mas eu vendo o vídeo, depois da foto, tinha um cara do agente do serviço secreto já ali, com a mãozinha no bolso, assim, ó. Vou dar nele ou não, né? Tô aqui, né? E aí eu fui lá, cumprimentei. Aí ele falou. Ele começou, né?

você é um grande lutador, pô, foi incrível. E aí, nessa conversa, eu falei, pô, Donald, eu sou brasileiro, tô representando o país, mas acompanho um pouco, entendeu? Um pouco quando dá da geopolítica. Pô, eu apoio grandes coisas que você faz, entendeu? É uma honra estar aqui lutando diante do líder mundial. Fala inglês legal, então. Fala o básico. Ele conseguiu entender bem.

Aí ele falou Pô, bacana, legal Aí ele falou assim Você é muito bonito pra ser lutador Aí eu Pô, sorrisão, o cara sorrisado Mas eu não apanhei muito não, ainda bem Eu acho que foi por isso

Essa luta o Russo não me bateu muito. Se eu tivesse me machucado, talvez eu não falaria isso. Graças a Deus. Tava até bem, bem, bem, assim. Só um arranhadinho. Aí ele falou isso. Eu já arrumei o cabelo, né? Falei, pô, peraí. Deixa eu ficar melhor aqui. E aí... Aí eu já entrei no modo zoação. Mas ele tava falando meio que sério. Ele não riu. Só que eu não aguentei, cara. Eu dei uma risada e falei, pô, você acha então que eu posso modelar? Aí ele falou... Ele começou a fazer assim.

Acho que você pode. Que viagem, né, cara? Que viagem, cara. Aí alguém me falou... Quando que tu pensou, morando lá em Minas Gerais... Contagem. Que tu ia um dia estar ganhando de um russo com um chutão na cara e o presidente dos Estados Unidos... Tu é bonito pra caralho.

nunca cara, nunca imaginei a vida é maluca né que é a vida né maluco, maneiro aí eu brinquei com ele porque eu falei pô você acha que depois quando eu aposentar eu posso modelar e começou a brincar fazendo isso aí eu fiquei até sem graça já porque ele falou sério

Aí alguém falou comigo depois, eu fiquei sabendo que em Nova York ele teve algumas agências, ele tava muito conectado com o pessoal da moda e tal. Quem te tirou de perto dele? Ou tu que saiu fora? Não, ninguém me tirou. Aí do lado tava o Dan White, que é o presidente, o Hunter, que é o berço direito.

Aí eu ainda falei da Casa Branca, falei, pô, Trump, olha, eu tô bem, eu ganhei, sei que vai ter um evento muito grande na Casa Branca do UFC, que ele e o Dan White são amigos, né? Inclusive, há um tempo atrás, o Trump até fez um UFC no cassino dele, em Atronic City. Eu não sabia disso. Foi. Há muitos anos, quando o UFC ainda tava lutando contra algumas legislações e tal, e não tinha um lugar pra fazer, foi feito lá. Os primórdios do vale tudo ainda.

Na época do Royce Grace? É, teve um negócio desse. Então eles já tem uma amizade longa. E aí eu falei desse evento, falei que gostaria de estar lá lutando. Ele, of course! Viu pro Hunter e falou, bota ele lá e tal. Não sei se vai ser possível, mas eu vou estar lá de qualquer forma, lutando ou não. Eu acho que lutando ou não, porque está um pouco em cima. Se não me engano, é de que dia?

Ah, tá muito em cima. Como é que tu escolhe? Como é que tu aceita essas lutas? É que eu não sei direito como é que funciona. Dá pra tu desafiar uns caras? Dá pra uns caras desafiar tu? E dependendo se for um bom show, faz a luta? Como é que é?

Exatamente assim. É? É. Tem uma... É lógico, tem um mérito esportivo. Toda divisão do UFC de peso tem um ranking, tá? Vai do campeão até o centésimo, se tiver. Enfim, tem um ranking. Então deixa eu abrir um parênteses rápido. Quando tu sobe de categoria, como tu subiu pra essa luta aí, esse ranking diz alguma coisa? Diz. É? Diz.

apesar de ter o ranking e eles dizerem alguma coisa você disse anteriormente eu acho que o fator entretenimento conta um pouco mais do que apenas o fator esportivo mérito esportivo ali então pra você isso é um problema? eu também não acho um problema eu uso isso

Eu tento usar essa ferramenta midiática de entretenimento. Perfeito. É isso. Então, por exemplo, eu desafiei agora um cara da categoria acima ainda do que eu estou. Caralho, cara. Porque ele vai lutar na Casa Branca e ele lutou uma luta antes da minha. E ele deu um show também, que ele foi pra porrada. É um falastrão. Chama Josh Hockett. Hockett. Acho que é Hockett, né? Depois você pode colocar o nome dele.

O cara faz um personagem, tipo o WWE, sabe? E ele mexe com o público e ele sai na porrada. Então, quando você junta as duas coisas, o entretenimento com o Médio Esporte, ele tá no hype. Então, a gente tá se interagindo. Eu soube pra lutar com você, irmão. Entendeu? E se os fãs quiserem essa luta, o UFC faz. Então... Maneiro. Mas quanto...

Quanto que pesa esse cara aí? Essa categoria é qual o peso? Essa categoria vai até 120 quilos. Caralho, borrachinha. É, mas... Tu vai ter que virar o borrachão, meu irmão. Secret juice na veia. Porque assim, tu acabou de subir pra categoria pra 93. 93. São 20 e tantos quilos, meu irmão. É, cara. Não é fácil.

Pô, aí entra um detalhe. Ele não é tão pesado. Tá. Ele não necessariamente tem que estar com 120. Uhum. Ele pode ir até 120. Eu acho que dá pra fazer. Apesar de ser uma luta duríssima, muito difícil. Mas, pô, ele deve andar ali com 105 quilos. Uhum. Então não tá tão longe. Não tá muito longe. Não tá muito longe.

Mas tu vai ter que fazer uma outra rodada de treinamento sinistra dessa daí. Mais um trabalho. É gente físico com o Felipe Reis e o André Benkei. Tem que ser feito. O preparador físico lá tem que ser feito. Mas a tua intenção é lutar nessas três categorias? Tu não te desgasta como atleta, não? Ou a tua intenção é ficar nas categorias mais pesadas?

Olha, é uma ótima pergunta. A Tamarita aqui, minha mulher e manager profissional, principalmente com casamentos de luta, que você perguntou como é que funciona essa logística. Tu que é a pessoa que fica pensando. Eu acho que meu marido meteria porrada nesse otário. É assim que tu pensa? É isso? Tá bom.

E ela é muito... Ela tem essa mente profissional. Às vezes até eu fico assim, pô, tá mais. Tu vai me botar nessa? É, não, é a melhor luta se fazer. Mais visibilidade, mais grana. Eu fico até um pouco assim, pô, e cadê o amor?

Tem filho? Ainda não. Quando tiver ela vai fazer umas lutas mais suave. Eu acho que eu vou me engravidar você logo também. Pelo amor. Desculpa. Quem sou eu pra me meter, né? Mas entendi, entendi. Ela cuida dessa parte, inclusive, do matchmaking. Exatamente. Então, a gente conversa, a gente tá sempre buscando o melhor caminho junto, porque é...

Para fazer uma luta acontecer, são três partes. Dois lutadores e o UFC. Então, o UFC é a companhia que está organizando e os dois lutadores. Os três, geralmente, têm que entrar em um acordo. Quando só dois entram, muitas vezes a luta não acontece. Para o UFC, o que importa? Importa os termos mediáticos. Importa o business.

E acaba que os dois atletas também, mas aí tem mais se o jogo casa, se o estilo casa ou não. Mas geralmente, mesmo quando o jogo não casa muito, se o business conta mais, conta muito, a gente costuma entrar numa enrascadinha. É, tipo, o McGregor fez uma luta de boxe, e apanhou igual cachorro magro.

É isso. Foi uma garada. Tomou uma surra. É claro que ele ia apanhar, caralho. Como é que ele não ia apanhar? É tipo, caralho, se tu entrar com um popó, eu aposto que tu vai apanhar. Todo respeito. Mesmo sendo mais pesado? Porque o popó, ele sabe fazer... Você fica limitado, entendeu? Sim. Na minha opinião. Sim. Porque o fato de tu não poder chutar...

Ah, sem dúvida. E é a casa do cara. É a casa do cara, irmão. E aí ele foi lá lutar com o cara e não tinha como. O cara fica limitado. Não tem jeito. Mas eu tô entendendo o que tá falando. O Popó até é um pouco leve, mas vamos falar. Ele é bem mais leve. Eu acho até injusto.

Popó, Popó. Não, é meu amigo. Nós somos amigos. Popó, olha só. Temos o mesmo treinador, o Badola. Eu vou mandar um salve pro Popó. O Borrachinha falou que tu é fraco. Não, não é.

Eu acho que é injusto. O Popó, meu irmão, pra todo mundo que conhece de luta, não tem como. Inclusive, nessa briga do Vanderlei Silva com o Popó, pô, eu acho isso desnecessário, enfim. O Popó é uma lenda, irmão. É o que ele fez no esporte. Vai tomar banho, cara. É tetra campeão. Super campeão mundial. Significa que ele ganhou dez vezes na mesma categoria e aí ele mudou de categoria e foi campeão mundial de novo, meu irmão.

indescritível, sou fã, um beijo Popó, toda família mas tu é muito mais pesado e se tu acertar um já faz toda a diferença entendeu, eu acho que o Popó não deveria aceitar desafios com mais de 10 quilos de diferença contra lutadores, personagens eu acho que é estranho, sabe mas

Entendi, entendi. Enfim. A gente tava falando sobre lutar meio fora da casinha, entendeu? Sim, sim, sim. É, tipo, aceitar uns desafios que é meio, que não casa muito. É, cara, é muita desvantagem, sabe? E a gente tava falando antes também, e tu me sabonetou, se tu pretende baixar a categoria de novo ou ficar lutando as categorias mais pesadas.

Uma ótima pergunta, mas eu acho que vai dizer isso aí, Igor. Assim, a minha meta é fazer as maiores lutas possíveis. Entendi. E isso daí é categoria meio que tu se adapta. Exatamente. Entendi. Eu consigo lutar no médio, é sofrido, tem que fazer um sacrifício, tem que ter também uns outros quatro, cinco meses de preparação. Mas se for pra uma coisa que vale a pena... Por exemplo, tem um cara chamado Shimaev.

ele é um checheno a gente tem uma treta já inclusive ele mandou uma mensagem você acredita? mandou uma mensagem pra Tamar o que ele falou na Tamar? ele falou falando mal de mim vai mandar mensagem pra minha mulher aí o negócio ficou pesado mas tu acha que ele tá tentando entrar na tua mente ou ele tá falando sério? provavelmente, ninguém te conhece pois é se ele tá fazendo de propósito ou não ele conseguiu

Ele conseguiu, mano. O negócio ficou pessoal mesmo. Eu tô indo lá. Ele vai lutar agora pelo título. Ele é o campeão. Vai lutar contra um outro cara também chamado... Falastrão, chamado Sean Strickland. Um americano. Isso é pior que das ideias. Total. Eu não conheço. Preciso dar uma olhada. Vou te passar uns nomes aí. Sean Strickland, esse peso pesado que eu queria lutar contra. E o Shimaev. Tu vai gostar. Vou procurar saber.

Porque eles saem um pouco do lutador padrão, sabe? Tu sabe qual vai ser a tua próxima luta ou não? Então, aí é isso que eu tô falando. Eu vou lá assistir, eles vão lutar, os dois. Se o Chimaev vencer, provavelmente ele vai subir de categoria pré-minha. Aí a gente já tem toda a treta montada.

Essa luta vai acontecer. E vai ser uma das maiores que a gente pode visualizar hoje. Esses dois nomes, entendeu? Porque já tem uma história por trás. Isso conta muito. O storytelling é muito importante. Com certeza. Com certeza. Muito. Então, se ele vencer, eu vou lá. Vou assistir pessoalmente. O FFM me convidou para ele estar lá.

Pra entrar na mente do cara. Também. Olha aí. Os caras se amarram também, né, porra? Exato. Chama o Paulo, porra. Bota ele aqui na frente. Deixa ele assistir aqui na primeira fila. Deixa o cara, quando olhar pra arquibancada, ver o Paulo. Caralho, maneiro. Se bem que ele sabe que tu vai pra lá também, com certeza, né? Pode querer te assustar também. Também. Tem os dois lados.

Então... Caralho, vai ser maneiro essa luta aí se rolar, hein? Vai, cara. Pô, contra o Chimaével, eu acho que vai foi a bolha um pouco, sabe? Porque creio ou não, a gente vive em bolha, você sabe muito bem, né? Tem a bolha, igual com esse episódio do Trump, deu uma foiadinha na bolha do MMA, foi pra outros algumas notícias em relacionada à política. Eu sempre tive alguma opinião mais forte, ácida, sobre política.

E essa luta tende a furar a bolha também, contra o Shimaeve, sabe? Vamos ver se vai acontecer. Mas tem outras grandes lutas também, eu tô muito cotado pra lutar pelo título do meio pesado, porque todo... Se você pegar o ranking, eu tô hoje em sétimo, mas virtualmente em... Deveria estar em quinto, porque o adversário que eu bati tava em quinto, então deveria lutar. O Alex Poitain é o campeão, mas subindo de categoria, vai lutar no peso pesado. Todos os top sete estão vindo de derrota.

Menos eu. Entendi. Então quando... E o cinturão ficou vago, porque o campeão se machucou, vai fazer uma cirurgia. Como eu tive que fazer, vai fazer no joelho. Então são aí 12 meses. Que merda. É. 12 meses afastado. Então o UFC deve colocar dois caras pra lutar pelo cinturão interino, que não é o general, mas o interino. Então provavelmente vai ser eu. Se não tiver uma outra luta.

num peso pesado, por exemplo, mas eu acho que a luta vai acontecer, vai ser meio pesado contra o Shimaev se ele vencer. Entendido, entendido, entendido. Fiquei confuso, mas deu pra entender. Não deu pra entender, deu pra entender na real. É que assim, existe grande chance de ser essa luta aí, pelo que eu tô entendendo. Cara, quem que são... Tem algum cara que tu olha...

da história do MMA e tu fala, porra, isso aqui era legal, esse cara aqui, sou fã desse cara. Eu não tô falando de um cara necessariamente óbvio, tô falando, por exemplo, de um Shamrock, tá ligado? Um cara das antigas, um cara... Tá ligado? Tem algum cara disso que tu curte? Como era o nome daquele? Tinha um... Era muito bravo, ele dava um socão assim, ó.

Na cabeça dos outros. Peso pesado. Peso pesado? Esqueci o nome dele, mano. Americano? É. Esqueci o nome dele. Eu vou lembrar. Dan Henderson, talvez? Não, não, não. É um outro que é famoso pra caralho também. Eu vou lembrar em algum momento. Como é que ele é fisicamente? Talvez eu... Eu vou lembrar. Tá. Eu vou lembrar. Mas desses caras aí, tu gosta de algum? Tem uns brasileiros fodas. Tem o Marco Ruas, por exemplo.

Sim, olha, lá em contagem, na infância, brigando na rua, brigava na rua toda semana, tinha um moleque lá chamado Hild, apelido Hild, juntava eu e esse Vinícius Bobão, a gente comeia esse cara na cacete, não batia os dois juntos, mas a gente fazia casinha, fazia muita coisa, e esse moleque também...

Ele era muito afrontador, entendeu? Ele sempre mostrava o dedo, xingava a mãe. Não podia xingar a mãe, né? Você sabe, né? Xingar a mãe é a maior violação possível que podia ser feita. E ele xingava. Filho da puta! Eu falei, não, não vai chamar minha mãe de puta, não. Eu vou ter que pegar esse vagabundo. E, meu irmão, aí comia no cacete. E ele é bom de porrada, velho. Maneiro, um bom treino, né? Porra, meu irmão! Tu nunca teve medo de... Olha só, um bagulho que eu tinha quando eu era moleque era assim...

Vou entrar na luta e tomar um socão na cara, mané. Uma hora eu vou tomar um socão na cara, certo? Uma hora eu vou tomar. Inevitável. Porra, não sei se eu quero tomar um socão na cara. É melhor ficar na mão. Aí, meu irmão, vai tomar no cupalá, entendeu? Zoa ele de outro jeito, cola um papel nas costas dele, entendeu? Joga um negócio zoado dentro da mochila, entendeu? Vai sair na porrada. Vou tomar um soco na cara.

E tu gostava, cara. Mano, eu fui levado a isso, cara. Eu fui levado a isso, eu acho, sabe? Primeiro que eu já tinha um irmão, que eu sempre saia na porrada. Sempre fui esquentado também, né? Eu não sabia que eu gostava de luta, Igor. Até porque eu ficava muito nervoso. Tremia, tremia, me tremia. Falei, cara, isso aqui deve ser fraqueza, então não deve ser pra luta. Mas...

Eu acho que tudo é adaptação. Eu fui criado nesse sistema ali e tinha esse moleque que era um rival. Eu tenho um grupo no WhatsApp do pessoal da rua. A rua chama Poata, nome indígena. E a gente tem um grupo da Poata. E os caras falam, pô, Borrachim, você só tá aí hoje por causa do Rio, que foi o seu maior rival.

E o cara é bom de porrada, esse negãozão saia na porrada, brigava mesmo, e eu sempre tomava um atrasozinho, mas eu falava assim, amanhã eu vou ser melhor. E às vezes igualava e tal, mas enfim. Caralho, caralho, que mulher que doido. Isso é coisa de maluca.

Mas eu acho que é o ego, sabe? Tipo assim, você não podia ficar por baixo na rua, senão você ia ser zoado, né? Você tinha que tentar, pelo menos, dar uma... Dar uma... Sim, sim, sim. Uma revela-volta. Mas tu... Aí tu assistia. Aí assistia, irmão. Vivia, ficava acordado. Eu lembro que passava sábado de madrugada. Ride.

Tu via tudo? Tu via K1? Via K1 Heroes, via K1 Dynamite. Via assistir a tudo. Mas só luta de verdade ou luta de mentirinha também? Não, de mentirinha não. Eu não tinha, não me chamava atenção. Achava que aquilo não fazia sentido nenhum. Hoje eu entendo. É novela.

Tinha um vizinho, Danilo, que ele tinha as fitas, ele gravava as fitas, ele alugava as fitas, me emprestava, pô, eu ficava ali assistindo. Então eu tinha, tipo assim, vamos dizer que você perguntou nomes daquela época. Ah, que tu curtia. Minotauri e Vanderlei Silva. Porra, foda. São dois. Vanderlei Silva no Pride, meu irmão. Ele chutando a cabeça dos outros no chão, dava até gastura, meu irmão. Dava, dava.

Dava. Eu sentia mal. Os caras chamam de tiro de meta. Tá maluco? Louco é a neve. Pisão por cima, assim. Cotovelada na cabeça. É. O que tu acha dessas regras do MMA, cara? Já que a gente tá falando disso, o MMA tem várias regras pra tornar o esporte menos animalesco, vai? E com isso, ele...

alcança o objetivo, que é tornar menos animalesco. O lance é que quanto mais animalesco, mais show. Mas também mais risco pro atleta. Então tudo é complexo. O que tu pensa?

Eu acho... Bom, hoje eu tô dentro do esporte, né? Pensando assim, eu acho que a saúde em primeiro lugar. Boa. Eu acho que... Não acho. A certeza, né? Somos pais de família. O esporte é muito novo, se você pensar. A gente não sabe como é um velho de 90 anos. É mesmo. Ex-lutador. É mesmo.

O mais velho talvez tenha 70 hoje. A gente não tem o cara do MMA moderno velho. O esporte tem 30 anos. Então a gente não sabe. Tem o Marco Ruas, por exemplo, que é um ídolo. Ele foi um diferencial. Foi antes do Pride, muito antes. E ele trouxe a mistura de artes marciais. Porque até então eu ficava isolado. Você tem o jiu-jitsu, eu tenho o boxe. Vamos ver quem é o melhor. Ele tem o judô, entendeu?

Era assim mesmo. Eu lembro dos primeiros eventos do Grace pegando um cara, meu irmão. Eu lembro de flash desse vídeo, que o meu irmão mais velho que tinha essa fita. Era o Grace pequenininho, mano, de kimono. Um cara grandaço, só de cuequinha. Ele moeu o cara no jiu-jitsu, meu irmão.

O cara se acerta uma porrada nele, ele tá fudido. Porque o maluco era muito maior. Mas, nossa, o que ele pegou? O maluco ali dava até pena, mano. Pois é, cara. Nessa época aí, as pessoas não sabiam como lidar com o jiu-jitsu. E, realmente, a luta agarrada... Ao não ser que você tome um nocaute, mas a luta tende a vir pro confronto perto, né? E aí o jiu-jitsu sobressaia demais. Mas foi no primórdio, né? Foi assim... É, primórdio. Falando de primeiros eventos.

E o Royce tá aí, pô. O Royce tá aí bem pra caramba. Novo ainda, assim. Eu encontrei o Royce quando teve um UFC no Rio de Janeiro, uns três anos atrás. Sim. Ele tava lá e eu... Pô, trocar uma ideia rápida, assim. Pô, que foda. Você é foda. Ele tava junto com o Demi Amaya.

Sim, sim. O Royce é ídolzão, é pessoa simpatíssima, fácil de conversar. Bom, conversei muito pouco com ele, mas não duvido. Aposto que sim. Isso é uma parada interessante sobre os lutadores. Vocês são, pelo menos no trato com outras pessoas que não são lutadores, vocês são suavinho. Em geral, os caras falam manso.

É uma máquina de matar, Marfalamãs. Quando não é com a Desânia, né? É. Eu acho que é uma agressividade muito bem controlada, né? E muito bem direcionada. E tem que ser. Eu acho que pra gente conseguir direcionar toda aquela agressividade no dia ali, você tem que, no restante, ser mais tranquilo. Senão é fácil perder a mão. O que a gente falou antes. Perder a mão pra descontrole, né? Se você tá muito...

com muita vontade você tem que estar se controlando antes de tudo direcionar só na hora certa esse aqui está me chamando a atenção é um pistão é um pistão de um é um carro, é um V12 eu não lembro o nome dele pega

É uma biela que está torta. A biela está torta. Porque esse carro... Esse troço que está segurando é a biela. Se você olhar, ela está torta. Esse motor, ele liga... Essa folga já inutiliza o troço. Esse motor liga uma vez. Para dar uma esticada. Depois ele desmancha.

depois eu te mostro uns vídeos eu não sei o nome exatamente isso é um pistão, acho que é tipo um dragster é um V12 ele liga, faz um esticadão e o carro pega fogo explode o caralho, serve só pra isso insanidade o pistão de um carro normal é metade do tamanho disso aí

É tipo isso aí. É, tipo isso aí. Dá monstro ainda. É. Que louco é, bicho. Tipo isso aí. Que louco. Esse cara é só muito... Tu gosta de carro? Eu gosto, cara. Gosto muito. Qual carro que tu dirige? Cara, eu... Aqui no Brasil eu dirijo um Jeep Compass. Não tem nada de mais. Mas eu adoro Lamborghini, Ferrari. É? Principalmente a combustão, né? Tá. Aquela... Tu não vai comprar uma Urus, né?

Não. Vai comprar uma puro sangue, né? A puro sangue é puro sangue. Não é elétrica. É. Mas SUV, não. SUV, não. Eu acho que Ferrari e Lamborghini, eu acho que você tem que ir no mais visceral possível. De um V10, aspirado. Eu concordo, né? Eu concordo. Tô começando a entender melhor agora esse mundo aí, tá? Mas eu concordo. Cara, eu também tô começando a gostar de carro, mas como eu sou velho, eu gosto de Fusion. Vai ser uma conversa pra outro dia.

É um carraço. É um carraço. A minha opinião é um carraço. Eu tinha um sonho de ter um Fusion. Eu não podia ter. Ter um Fusion pra mim foi a realização de um sonho. Pô, carraço, meu irmão. Carraço. Quem fala mal do Fusion não entende o carro. Bebe muito e tal, mas... O meu é a última que saiu híbrido, mané. Tem pra caralho. Faz 12 por litro. Não, é o conforto que você não vê hoje em dia. Quer dizer, não é mais meu, né? Agora eu vendi pro amigo Deco.

Essa que é a verdade. O pessoal gosta muito do Fusion, do Jetta, né? Do Jetta também.

Mas eu acho que o Fuzio ainda tá um nível acima. E eu prefiro. Eu também, cara. Eu andei no Focus há muito tempo atrás. Um Focus Sedan. Já achei diferente pra caramba. Imagina o Fuzio. É um puta carro. Um puta carro. Eu gosto também. Bom, Borrachinha, obrigado por vir aí, cara. Obrigado pelo papo. A gente precisa fazer sabe o que, cara? Pegar assim, trazer um cara agora da geração mais antiga pra gente trocar uma ideia mais abrangente.

Quando você me chamar, pode ter certeza que eu estaria. Vai ser uma honra. Então, quando tu ganhar essa próxima luta aí, tu vem aqui de novo pra gente falar, pra tu me contar como foi. Vem, vem sim. E queria te parabenizar por estar perdendo peso. Você falou que...

Eu tenho que melhorar de novo. Mas assim, em comparação com como eu comecei, eu ainda estou muito melhor. Eu comecei a prestar atenção nisso, eu estava com 115 quilos. Agora, nesse momento, eu estou com 95. Matei muito sebo, tá? Não estou com os teus 93, não. São 20 quilos, pô. É, mudou bastante coisa.

Tinha melhorado mais e eu tô engordando. Mas vai... Você chegou a quantas... Mas é difícil falar por peso, porque é homem, né? Exatamente. Porque tem massa muscular. Exatamente. Não necessariamente, você sabe. Mas, pô... Mas em medida, eu perdi 10 centímetros de circunferência abdominal. O que é brutal. Cara, hoje eu uso calça jeans 42. Olha, e antes... Eu fazia 10, 15 anos que eu não usava calça 42. Não, eu tava fazendo 46, pô.

É uma mudança completa de vida. Não, pô, muda a minha vida completamente. Eu poderia carregar minhas filhas nas costas, entendeu? Autoestima também de olhar e ver a cara mais seca e parar de parecer que eu vou morrer amanhã. Entendeu? Lógico, cara. Eu acho que é isso. Tá tudo ligado, né? Tanto a funcionalidade, você se sentir melhor, mas também sentir melhor visualmente. Eu acho que uma coisa... Por que não, né?

E, cara, se você quiser, conta comigo aí. A gente pode fazer alguma coisa juntos, um treino. Não, não eu contra você, mas de repente... Até porque tu sabe que eu vou te arrebentar, né, meu irmão? É, não vai porra nenhuma. Demorou. Bora então pra tu ver seu comédia. Vamos, vamos ver.

Eu acho que tu vai gostar, cara. Tu já fez luta na vida? Quando eu tinha uns 3 anos de idade, eu fiz umas aulas de Karatê. E, ó... Não lembro de porra nenhuma. Meu irmão, eu não sei qual é a sua paciência pra correr em estreia, fazer bicicleta, mas, pô, eu acho que botar um movim, bater um saco de pancada, é muito mais legal. Cara, eu também acho. Eu tô disposto a experimentar. Tô disposto a experimentar. Pô, vai ser legal. Vamos fazer esse teste.

Mas aí tu vai ficar só olhando, né? Não, vou estar lá te ajudando. Não vou sair na porrada contigo. Eu sou um senhor de 41 anos, cara. Tu tá bem demais. Pai de duas meninas, porra. Tem que pegar leve comigo. Eu vou te dar o ciclo de juice também. E isso é importante aqui. Inclusive, muito gostoso, cara. Parabéns. Que bom, cara. Obrigado. Espero que dê certo. Espero que dê certo aqui no Brasil. E, porra...

Se esse aqui for a receita do sucesso pra ficar assim, tá bom demais. Cara, obrigado pela moral, por vir aí. Eu que agradeço. De verdade. Cara, essa daqui é a tua câmera. Como é que as pessoas te encontram na internet aí? Poxa, eu tenho a rede social, né? Se você quiser, escolha a Bação no Twitter. É borrachinha MMA.

E no Instagram é uma rede mais. A gente usa mais como, sei lá, um cartão de visitas. Aí o Instagram, mas a sacanagem está lá no Twitter. Lá é sem filtro. E tem o meu canal no YouTube também. Que eu estou fazendo alguns vídeos e mostrando os bastidores. Importante. É legal. É legal. Me agradecer a todo o público aqui. Valeu.

Valeu. Ó, você que tá assistindo aí, a gente vai deixar todos os links do Borrachinha aqui no comentário fixado. É facinho pra você alcançar com um clique só. E, cara, vira membro aí do Flow, cara. É rapidinho e custa menos de oito reais, tá? Não dá nem pra tu comprar uma seda, tá? Então, é... E você ganha conteúdo exclusivo todos os dias, tá bom? Borrachinha, mais uma vez, muito obrigado pela moral. Muito obrigado a todo mundo aí que assistiu. Valeu mesmo. E a gente se vê depois, tá bom? Um beijo.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver, pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.

Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia, até a nossa estreia. Tchau.

PAULO BORRACHINHA - Flow #608 | Castnews Index — Castnews Index