Episódios de Flow Podcast

ROMEU ZEMA - Flow News #047

22 de maio de 20261h40min
0:00 / 1:40:37

Flow News #047

Assuntos4
  • Escândalo Master e Corrupção no STFBanco Master · CPI do Banco Master · PT do Lula · Flávio Bolsonaro · Guido Mantega · Jacques Wagner · Delação premiada · Daniel Vorcaro · Crédito Sexta · Governo do PT na Bahia · Relação com o crime · Investigação da Polícia Federal · Corrupção
  • STF e Politizacao do JudiciarioCríticas ao STF · Gilmar Mendes · Alessandro Vieira · Preconceito no STF · Acusações e retirada de peso · PGR · Ministros do STF · Poder Judiciário · Ministério Público · Polícia Federal · CPI do Banco Master · André Mendonça · Lava Jato · Impeachment de ministros
  • Governo e Gestao PublicaGestão de Minas Gerais · Combate à corrupção · Privatização · Empresas estatais · CEMIG · Copasa · Energia solar · Petrobras · Abreu e Lima · Comperge · Saúde pública · Segurança pública · Educação · Infraestrutura · Telefonia celular · Localiza · IPVA · Redução de cargos públicos · Bolsa política · Dívida pública
  • Michelle Bolsonaro e cenário político familiarPré-candidatura de Romeu Zema · Eleições presidenciais · Polarização política · Eleição da indignação · Lula · Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · PT · Direita · Renovação política · Candidatura de centro · Eleições em Minas Gerais
Transcrição262 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Salve, salve família, bem-vindos a mais um Flow News, eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o Romeu Zema, cara. Obrigado por vir aí mais uma vez. Prazer estar aqui com você, acho que é a terceira vez já. Terceira vez já, cara. Exato. Já tá enjoada a minha cara, vai ter mais uma, né, se tu continuar na caminhada pra participar das eleições, vai ter mais uma quando tu vai chegar. Não, não vai ser só mais uma não, vai ter muitas aí pela frente porque eu quero ajudar muito o Brasil, viu Igor? É, então nós vamos...

Tá bastante próximo. Como é que tá essa vida agora? Agora tu não é mais governador, né? Agora tu é candidato. Pré-candidato. Pré-candidato. Senão agora mesmo um juiz eleitoral vem aqui puxar a nossa orelha. E os caras tão te olhando, né? Os caras tão olhando, cuidando do que tu tá postando nas redes sociais, né? Tu fica postando aí novelinha de bonequim, pô.

Então, você já viu novelinha de bonequinho incomodar a autoridade ou é só aqui no Brasil? Aqui incomoda, pelo visto. Então, parece que a carapuça às vezes serve, não é? Porque ninguém tem medo de bonequinho de desenho, não. Você não imagina a quantidade de caricatura, de enterro que já fizeram com relação à minha pessoa lá em Minas Gerais. Enterro, eu já vi uns 20 enterros meus, sabe?

caixão com um boneco igual a mim sendo enterrado lá. E eu levo isso de boa, na brincadeira. Quem está na vida pública, eu acho que precisa olhar dessa maneira, você concorda? Mas lá em Brasília, nós temos uma casta diferente lá. Os intocáveis. Esses caras, não corre o risco do cara impedir você de, sei lá, participar das eleições, não, cara? Não é um troço que passa pela tua cabeça? Porque... ...

Veja, eu estou dizendo isso na esteira do que eu ouvi do Gilmar Mendes falando sobre o relatório do Alessandro Vieira. Achei um pouco excessivo o que ele disse nas redes sociais. Depois, sobre o caso contigo, ele deu uma entrevista também e ele fala umas coisas ali que eu fico, caramba, não sei se eu esperava um ministro do Supremo Tribunal Federal falar dessa forma. Por exemplo...

Não estou dizendo que é, mas e se fizesse um vídeo com o Zema como homossexual? Não sei o quê. Eu fiquei, que viagem isso daqui? Bom, mas independente de qualquer coisa... Você vê que ele é um sujeito preconceituoso, você concorda? Depois ele pediu desculpa, né? Ele falou, pô, não, me expressei mal. Mas o ponto não é sobre o preconceito. O ponto é, como é que eu acuso, entre aspas, sendo um ministro do Supremo Tribunal Federal,

Porque ele fala mais outras coisas, por exemplo, do Alessandro Vieira lá, ou teria falado, sei lá, que também parecem umas acusações que depois tiram o peso. Acuse e tira o peso. Não estou dizendo que é, mas imagina se... Aí tu fica, caraca, que estranho, não esperava isso. E nesse sentido, tu não fica numa de... Pô, estou querendo ser candidato à presidência da República. Sou um pré-candidato à presidência da República.

tem um mini, tem um mini, tá rolando, tem uma coisa que ameaça isso, que é, sei lá, algum tipo de, vai que começa algum tipo de, é, os caras botam PGR atrás de tu, sei lá. É, eu sei que ele se moveu lá.

Ele foi para a mídia e me parece que ele foi muito infeliz. Ele agrediu os homossexuais, agrediu os mineiros, os goianos, os paulistas do interior que falam igual a mim. Você está me entendendo o que eu estou falando ou não? E ele falou que eu tenho lá um sotaque. Você fala parecido com...

com o Timor-Leste lá, não é isso? Eu acho que é falta dele conviver com quem mora no interior do Brasil. Você concorda? Porque se ele andasse pelo interior, ele ia encontrar milhões de brasileiros que formam igual a mim. E eu acho que a carapuça serviu para ele, dos nossos fantochezinhos, dos nossos bonequinhos, porque cá entre nós, o Supremo tem só decepcionado o brasileiro.

O Supremo, Igor, você vai lembrar, era, sim, o porto seguro. Se havia uma crise no legislativo, no executivo, entre legislativo e executivo, o Supremo entrava, amenizava ministros low profile, ministros que não eram estrelas, que ficavam lá para julgar. Você está falando de bastante tempo atrás, né? É.

15 anos para mais. Então vamos lá, 15 anos atrás já estava lá Gilmar Mendes. Já, já distoando. Eu acho que tudo começou a piorar foi exatamente com a entrada de alguém que tem esse tipo de perfil aí, que talvez ele tenha sido o primeiro.

E de lá para cá só vem piorando. Acho que nós devíamos fazer um reality show chamado STF, você concorda? Acho que eles iam gostar muito, não iam, porque parece que o que eles mais gostam é de estar se expondo, estar na mídia, e em outros países o judiciário é um poder que não age, ele é um poder só que reage quando acionado.

Porque o que ele tem de fazer? Julgar alguma coisa para o qual ele foi solicitado. Aqui eles entram acusando como se fosse promotoria.

Ministério Público, aqui eles entram investigando, como se fosse polícia federal, polícia civil. Então é uma deturpação total do que precisa. E deixam de lado o que é importante. As questões constitucionais, as questões mais relevantes ficam aí. Mas um presidente novo, um presidente com credibilidade, vai fazer mudanças nessa governança que precisa.

O Supremo ficar julgando o que ele está julgando, Igor, é a mesma coisa que um presidente de empresa deixar a atribuição de ser presidente de empresa e ir lá trocar vidro na janela, ir lá arrumar uma torneira. Nada contra a área de manutenção. Ou ir lá tirar xerox. Você está entendendo? Eles parecem que perderam um pouco a noção. Mas se é para perseguir alguém, aí eles estão de...

prontidão pra poder fazer. E, bom, tu deve ter visto... E qual que é a sua opinião sobre isso tudo aí? Que tenha acontecido? Bom, cara, eu... Me parece que tem um tempo que a galera do STF ali tá precisando dar algum tipo de satisfação pra sociedade, na minha opinião. Por quê? Justamente porque eles são...

A última instância, eles são para quem a gente recorre em última instância. Então, como é que eu posso confiar na justiça? Como é que uma sociedade confia na justiça se a gente desconfia de quem está na cadeira

do maior tribunal, do superior tribunal, do supremo tribunal federal. Isso não quer dizer necessariamente, eu não estou dizendo aqui que os caras são necessariamente corruptos, o que eu estou dizendo é que tem umas coisas que a gente precisa entender melhor. O que eu estou dizendo é que não é comum um contrato enorme para um escritório intimamente ligado a um ministro. E eu queria entender o porquê.

disso. Algum deles já veio aqui no seu programa? Não, ainda não. Mas vamos ver o que rola. Porque isso é interessante, porque tem em alguns pontos, em alguns lugares, a gente vê eles se expondo e falando, especialmente quando é um pouco mais controlado. A gente vê um ensaio de fotos, a gente vê às vezes num estágio de futebol.

Mas tem algumas horas que realmente interessa, na minha opinião, eu sinto que falta uma nota que seja. Você não acha estranho uma proximidade enorme de alguns deles com o maior criminoso do sistema financeiro da história do Brasil?

Cara, se a gente entrar nessa e vamos entrar nessa, eu acho que tem muito mais gente enrolada nessa parada aí, nesse caso, do que os ministros do STF. Veja, uma das coisas que eu disse aqui foi que eu gostaria de saber como é que funciona um contrato com um escritório tão perto de um ministro. Mas eu também quero saber o resto das coisas. Mas eu queria, por exemplo...

Uma CPI do Banco Master. O que tu acha? Eu sou totalmente favorável. E estão tentando barrar lá em Brasília. E quem está tentando barrar é o PT do Lula que está tentando barrar. Porque da parte da direita, pelo que eu tenho conhecimento, o pessoal quer que seja feito. Até o Flávio.

Até o Flávio, exatamente. Agora, eu tenho certeza que o programa seu que iria bater recorde de todas as audiências é se um dia você conseguisse convidar o Vorcar e ele contasse tudo o que ele fez. Você concorda? Seria incrível, imagina, a delação premiada, é ao vivasco.

ia bater recorde de audiência com toda certeza imagina, mas ninguém além disso obviamente não ser possível especialmente porque o cara está preso e tudo mais

Ele chegou a vir aqui? Você chegou a entrevistá-lo? Não, não. Nunca teve? Não? Não. Porque o Daniel Vorcaro, o lance do Banco Master, não sei se foi assim contigo. Primeiro a gente começa a ouvir, e esse banco é esquisito, hein? Sei lá. Tu começa a ouvir de uns caras, tu conversa, tu vai nos lugares, tem outros executivos, e eles falam...

Putz, esse papo aí está estranho, esse papo do Banco Margem, um tempinho antes. Então, eu já sabia que, pô, deixa eu ficar esperto aqui, não sei o que está acontecendo. E mineiro é mais desconfiado. Eu já estava desconfiado muito antes de você. É? Quando que tu ficou desconfiado? Eu venho da área de empresa, do setor privado. Quando alguém chega te oferecendo algo muito diferente do mercado, você fica desconfiado.

Quando eu era empresário, o empresário chegou lá oferecendo mercadoria com 30% abaixo do mercado. Você fala, isso aí ou é contrabando, ou é roubado, ou tem algum problema, porque não acontece. E o banco dele pagava para quem aplicava uma taxa muito superior ao mercado. Bradesco, Itaú, Santander, nenhum banco grande ou até mesmo menor pagava para...

captar como ele pagava caro. Então aquilo ali cheirava mal, entende? Há muito tempo, quando alguém está operando fora, no dia que tiver um posto de gasolina vendendo mais barato direto, se ele faz uma promoção pontual, tudo bem. Mas de 1º de janeiro a 31 de dezembro, ele vendendo a gasolina muito mais barato que os outros, pode ter certeza, ou é adulterado, ou é roubado, tem algum problema.

Então, ali via. E eu moro em Belo Horizonte, a cidade onde ele e a família dele moram. Adivinha quantas vezes nós encontramos? Quantas vezes vocês se encontraram? Nenhuma. Adivinha quantas vezes ele me procurou?

Eu era governador. Nenhuma também. A assombração sabe aonde ela vai bater na porta. Você concorda? Cara, mas ó, eu tava lendo hoje. Hoje. Teve uma... Saiu uma... Leva em consideração que eu li na revista Fórum, que é um veículo de esquerda e tal, que é também uma parada que vem de uma...

Deputada do PT, é isso? Deixa eu ver aqui. É, deputada estadual Bela Gonçalves, que é do PT. Que ela... Acho que essa é de Minas, essa moça aí. Lá tem uma deputada Bela. É, é de Minas. É de Minas. Então, ela está falando... Bom...

Pelo que está escrito lá na revista, diz que tu alterou uma lei que beneficiaria o Banco Master lá em 2022 para a galera poder pegar mais dinheiro pelo Crédito Sexta, que é um cartão do Banco Master. Eu acho que ela está confundindo o Minas com a Bahia. O Banco Master, o Crédito Sexta, operou, foi na Bahia, governada pelo PT.

Tem aí um grande engano, um grande equívoco por parte dela. O que ela é de sexta começa lá, né? Começou lá, pelo que eu tenho conhecimento, não operaram em Minas Gerais. O nascedouro do Master, aonde ele cresceu, que tem a sementinha e depois já vira uma arvorezinha, foi lá na Bahia.

Foi lá que tudo nasceu, desenvolveu. Sabe quem eram os governadores lá? PT, né? A Bahia está na mão do PT já tem uns 16 anos, né? Anterior ao atual foi o Rui Costa, que é o atual Casa Civil do Lula, e antes dele foi o Jacques Wagner.

Então, ali é que o Banco Master foi aguado, irrigado, adubado, fortalecido, ganhou músculos, foi no governo do PT na Bahia. Pode respondê-la aí que ela está equivocada. Não, não, eu não estou nem... É que eu li na revista, inclusive, como eu não tinha visto nenhuma...

Tu falando, porque saiu hoje. Essa revista saiu hoje? Até eu vou pedir para a minha equipe checar isso. Dá uma olhada aí. Caso isso, pode ter algum petista infiltrado lá no governo de Minas que fez esse contrato ainda, né? Você concorda? Pode ter sido aí. Vou pedir para verificar lá. Dá uma olhada aí. Bom, mas aí voltando no Banco Master, cara, o que tu pensa?

Bom, eu já vi que você, que tu já falou sobre o áudio do Flávio Bolsonaro, mas a gente também viu, cara, um efeito muito acentuado na pesquisa, né? Deu uma derretidinha ali. No entanto, a gente vê que esses votos não vão para o Lula.

Esses votos vão para outro lugar. Isso dá uma enfraquecida de uma forma geral? Ou isso é... Porque, veja, é todo um campo, existe uma certa ligação da galera que é a de direita mais com a família Bolsonaro. É um golpe à direita ou é um golpe no Flávio Bolsonaro, na tua opinião? Assim, para as eleições. Sim.

É muito ruim para ele e acaba sendo um pouco ruim para a direita, que às vezes a esquerda vem aí com uma narrativa, mas a esquerda está muito mais envolvida com o Banco Master do que a direita, sem dúvida alguma. Guido Mantega, Jacques Wagner, que intermediou, e vários outros nomes que prestaram serviço para o Master são notoriamente pessoas ligadas e próximas do Lula.

Mas o maior prejudicado, sem dúvida, acaba sendo ele.

E a esquerda tentando construir alguma narrativa. Agora, o que a gente precisaria mesmo é ter uma CPMI, como você falou, para poder estar investigando e colocando tudo às claras. Ali em Brasília, Igor, fica muito claro que parece que é um tentando acobertar os crimes do colega. Você concorda? Parece que o clima lá é mais ou menos esse. Por isso que eu falo que na hora que chegar alguém que não tem o rabo preso,

as coisas começam a mudar. E se tem um pré-candidato que tem criticado, Banco Master, que tem criticado, Supremo, sou eu, você deve estar acompanhando aí, minha vida já foi super vasculhada.

Quando eu ganhei o primeiro turno em 2018, e que eles viram que tinha um sujeito ali que podia levar a eleição de Minas Gerais, como eu levei, mandaram um exército de gente lá na minha cidade para poder ir em cartório, conversar com ex-mulher, ex-namorada, ex-funcionário, e não encontraram nada de relevante. Não sou perfeito, mas estou muito longe de ter cometido qualquer delito na minha vida.

Então, eu falo que até hoje eu trabalhei, paguei imposto, e vou ser o primeiro presidente, caso eleito, empresário do Brasil, empreendedor, e a gente precisa dar uma chacoalhada nesse sistema que já teve muitas oportunidades de se reinventar, concorda? Empresa em crise.

Eles costumam, às vezes, promover um diretor, não dá certo, promove outro, não dá certo, aí traz alguém de fora, dá certo. Porque quem está envolvido ali dentro, aculturado, acha que o jeito de fazer as coisas é aquele jeitão ali, você entende? Então, eu sou muito favorável à renovação. Na minha empresa, eu fiz isso. Eu saí em 2016 e falei, minha missão aqui está cumprida.

E teve um sucessor lá, depois já teve outro sucessor. Oxigena o sistema, porque se continuar só aquela turminha ali, parece que as coisas não mudam. Você já viu o grupinho que não deixa nenhum outro de fora chegar e entrar?

E às vezes vem um cara bacana e dá uma mexida ali na turma. Então é necessário um externo. E hoje praticamente todos os pré-candidatos que estão aí são formados dentro da política. É preciso vir alguém de fora. E a política enriquece com isso. Mas quem está lá dentro parece que não vê com bons olhos. Está todo mundo procurando só se preservar, se perpetuar.

Mas tu ainda se considera um cara fora da política? Veja, fora do esquema da política? O que vai acontecer? Bom, o que aconteceu lá quando tu foi eleito governador de Minas? Tu chegou e tu viu como é que funciona a parada. E aí tu ajusta ou não ajusta, ou faz a concessão ou não faz a concessão, mas existe um jeito já pré-estabelecido há muito tempo de como as coisas andam. Imagina isso.

Muitas vezes maior. Tu, inclusive, acredita que o Bolsonaro, por exemplo, quando foi eleito, ele chegou lá e descobriu que não dava para fazer o que ele queria mesmo? Ou, sei lá, e portanto não teve jeito e teve que ir meio para o centrão? Não corre o risco de não dar para fazer umas paradas que um empresário, por exemplo, gostaria?

Igor, eu falo sempre que ter sido governador de Minas foi uma fábrica de frustrações para mim. Mas olha aqui como que funciona. Eu queria fazer 5 mil coisas. Consegui fazer só 2 mil. Mas quem veio antes de mim fez só 50.

Aí eu não sei se eu fico frustrado comparando com as 5 mil ou muito satisfeito comparando com as 50. Entende? Então é mais ou menos por aí. Dá para fazer muita coisa. Eu mudei algumas coisas em Minas que eu acho que são irreversíveis. Tipo, antes governador de Minas era governador de gabinete.

Ele ia no interior do estado, igual um beijaflor, vai numa flor. Vai ali, dá uma bicadinha de helicóptero e volta. Eu fui o governador que pegava o avião ou o helicóptero ou o carro, fui de carro muitas vezes. Ficava três, quatro dias no interior do estado, andando para ver as estradas, conversando com o vereador, com o produtor rural, com o prefeito.

Fui em 430 cidades diferentes durante os sete anos e meio. Nunca, ninguém fez isso. Teve prefeito que chorou na minha frente, que falou, minha cidade tem 120 anos, nunca um governador pôs o pé aqui. Aquilo causava uma comoção. Teve prefeito que me falou, o último governador que teve aqui foi o Juscelino Kubitschek, tem 70 anos. Parece que... Essas cidadesinhas, elas vivem de quê?

De tudo. Muitas vezes é de café, produtor de queijo, entende? De fruta. Nós temos uma atividade bem produtiva. Algumas têm algumas indústrias locais específicas, mas não estou falando só de cidade muito pequena, não. De 3 mil, 5 mil, não. Tem cidade de 10 mil, 20 mil habitantes que nunca tinha ido um governador.

E isso fez o mineiro do interior, e 80% dos mineiros moram no interior do estado, se sentirem valorizados. O meu sucessor está indo na mesma linha. Desde que ele assumiu, há dois meses atrás, eu acho que ele já foi em umas 40 cidades. Então, tu conhece Minas inteiro, falou com o povo inteiro de Minas. Eu fui na metade das cidades, 430. Tá bom, parece cidade pra cacete.

Lá tem mais Atlético Mineiro ou Cruzeiro, cara? É meia-meia lá. Não é de ESA, porra. Mas se você for na região de Juiz de Fora, tem muito flamenguista igual você, viu? Fica... Aqui no sul de Minas, no Triângulo, tem muito São Paulino, palmeirense também, corintiano, tá? Entendi, entendi. Mas tá, desculpa, eu tava... Foi só uma piada.

Mas outra coisa, eu acabei com privilégios e mordomias dos governadores. Eu fui morar numa casa, não no palácio, fui pagar minha empregada e não ter 32 empregadas pagas pelo Estado. Morei perto para ganhar tempo para ir e voltar de carro, não de helicóptero como o Pimentel do PT fazia.

E um governador que só usava terno também quando tinha alguma cerimônia que demandava.

O clima nosso... Então, algumas mudanças vieram para ficar gente competente. Não foi nada de gente da politicagem como no passado existia. E um governo, Igor, sete anos e meio sem corrupção, sem esquema, sem escândalo, que é o que mais tem lá em Brasília.

E um detalhe que eu acho que mostra muita seriedade. O Estado tem 300 mil funcionários públicos. É muita gente, você concorda? Eu acho que no Brasil não tem uma empresa que tem 300 mil funcionários. Adivinha quantos parênteses eu levei para trabalhar? Tu vai falar zero, né?

Nenhum. Adivinha quantos parentes meus forneceram ou tiveram algum contrato se beneficiando do meu cargo lá como governador? Se tu tá falando isso, é zero também. É zero também, entendeu? Então, acho que assim, quem vai pra política, eu sou da opinião que quem vai pra política devia ser igual quem vai pro seminário pra ser padre.

Tem de ir por vocação. Agora, se o sujeito está querendo ganhar dinheiro, monta um podcast para ser concorrente seu. Calma aí, pô. Você concorda? Pode montar para ser concorrente. Não sei se tu vai... Pode ser que tu ganhe dinheiro também. Pode ser. Ou então, monta uma banca de advocacia.

Tem tanto ministro que é o supremo conhecimento, que é a suprema sabedoria jurídica. Se ele montasse um escritório de advocacia, ele ia ganhar muito mais do que sendo ministro do Supremo Tribunal Federal. Concorda? É isso que é o que mais te irrita, cara? O que mais te irrita nesse caso do Banco Master? Eu ralei a vida inteira. Eu venho do varejo. No varejo, quando você ganha um...

por cento, dois por cento, três por cento, você levanta as mãos para o céu. É um setor que a margem é desse tamanzinho. Então, para mim, ver essa aberração que está acontecendo lá em Brasília me deixa indignado mesmo. Você entende? Eu tive que trabalhar a vida inteira.

para ganhar uma fração do que o sujeito faz lá num contrato, entende? Por causa do cargo dele, com um banqueiro bandido. Por que ele não fez isso com o Banco Itaú? Com o Bradesco, que é muito maior do que o banco do banqueiro bandido, você concorda? Se ele fosse bom, ele teria feito isso com gente séria, não com criminoso.

Não é verdade? Então, o que tem de suspeita ali é muita coisa. Mas eu falo que esses ministros lá, Igor, é igualzinho... A gente, de vez em quando, vê aí, na estrada ou nas praças, árvore sem vida que está de pé. Está cheia de cupim, só que ainda está de pé. Sem folha, você vê que aquilo ali não tem vida. E no dia que vier o vento certo, vai cair.

Esses ministros têm tempo marcado lá. Vai vir uma eleição em outubro, nós vamos ter renovação no Senado e aguarde se nós não vamos ter condição de votar por uma CPI, por uma investigação e por um impeachment com relação a esses ministros. É insustentável. Todo dia que eu levanto...

A permanência desses ministros lá, para mim, significa um soco no estômago ou uma pedra dentro do meu sapato. Entende? Mas você não pode ser acusado de antidemocrático, por exemplo, por falar disso aí? Eu ser antidemocrático?

O que eu estou falando é o que todo brasileiro pensa. Eu estou na rua sempre. Todo mundo está indignadíssimo. Eu falo que a eleição desse ano é a eleição da indignação. Eu estou rodando o Brasil inteiro. A eleição de 2018, quando você começou aqui o Flow, foi a eleição da antipolítica.

Essa é a eleição da indignação. O brasileiro está muito indignado com tudo isso que está acontecendo. Os políticos enriquecendo e o povo empobrecendo. Os políticos no luxo e o povo no lixo. Olha lá as mais altas autoridades, todas próximas do banqueiro bandido. Para quê?

Porque ele era bonito, ele era bonzinho, não, para ficar milionário. Todo mundo recebendo dinheiro dele. Não é interessante? Porque isso aí não era claro que isso ia cair? Porque como a gente estava conversando aqui antes, já dava sinais, né? A gente já ouvia por aqui e ali essa parada.

Estava estranho isso. E aí a gente vê como ele foi hábil de se misturar e de se envolver e de enfiar os tentáculos em tanta gente poderosa. Tanta gente poderosa. A ponto de eu não confiar que a Polícia Federal vai conseguir dar cabo nessa investigação. Tu confia?

Está com o ministro André Mendonça, é um ministro sério, na minha opinião, um dos melhores que nós temos lá no Supremo. E pela indignação e pela mudança política que virá em outubro...

Eu sou muito confiante que essa vai avançar, talvez com lentidão até outubro, até o ano que vem, quando os novos parlamentares assumirem, mas eu sou muito confiante. Nós já tivemos uma lava jato que até funcionou e depois descondenou todo mundo.

o próprio Supremo como se escrever em preto, anulasse a prova porque tinha de ser feito em azul e você acertou tudo mas a cor certa era azul não podia ser caneta preta e o pior que anula, que eu já fui aprovar então o que fizeram lá foi mais ou menos nessa linha aí mas o brasileiro está farto disso e vamos precisar ter um presidente com credibilidade também e aí

Desde que eu assumi o governo, em janeiro de 19, em Minas, assumi e já deixei. O que eu mais falei lá foi combate à corrupção. Aquilo que você fala, aquilo que você faz, começa a acontecer com o tempo.

Eu entrei lá e falei, não contem comigo para fazer nada errado. Se alguém aqui entrar em esquema, em vez de acobertar, eu vou ajudar na investigação. Você vai dando recado, deixando a sua... Nunca, nos sete anos e meio, recebi uma proposta indecorosa. Nenhuma. Nunca ninguém chegou perto de mim, ou Zema, ou governador, tem um negócio bom aqui para você ganhar não sei o quê. Nunca.

Eu acho que na minha cara está meio que escrito aqui, honesto. Ou bobo, não sei ainda, sabe? Às vezes é ser bobo, mas eu prefiro morrer bobo, porque eu durmo com a minha consciência tranquila e posso falar tudo o que eu quero. Igual você fala aqui também, não é? Ou você tem o rabo preso? Cara, eu não tenho o rabo preso não, entendeu? Agora, o que a gente estava conversando, inclusive, aqui antes de começar, que não, eu não tenho o rabo preso, mas às vezes é importante tu falar o que tem que ser dito com...

com um determinado cuidado para o cara não te pegar. O que eu quero dizer? Eu não posso dar para o meu oponente a arma para ele me impedir de lutar. Você já deve ter respondido a ação aqui? Algumas vezes. Mas não é... Eu vou ficando cada vez melhor em dificultar o trabalho dos caras e tentar me pegar. A minha assessoria sempre me dá umas cutucadas.

Não fala que o sujeito é ladrão, não. Fala de outro jeito. Fala assim, tem uma suspeita muito forte contra ele, não é isso? A gente vai aprendendo. Mas como é que tu aguenta? Porque assim, eu já troquei ideia com os caras que vêm do mesmo lugar que tu e os caras chegam a ficar vermelhos de raiva, porra. Por quê? Porque quando fica indignado e aí precisar segurar essa raiva com o social media falando pra tu não chama de ladrão. É difícil, né? É difícil, né?

É. Eu falo que uma das coisas que eu mais exercitei como governador do Estado, como que chama isso aqui? É a região da glote, né? Eu já fiquei especialista em engolir sapo espinhento, sabe? A gente vai. Vai aprendendo tudo. Isso é uma habilidade importante para um presidente também, cara?

Ah, é. É importante. E acho que a natureza mineira até ajuda também. Porque o mineiro é um sujeito mais tranquilo, ameno. Porque se você for revidar tudo, você está perdido. Você concorda? Tem gente te mandando pedra, te agredindo, te desfazendo o tempo inteiro. Só que eu sei separar muito bem. Eu falo, esse sujeito, ou ele é um desinformado...

Ou ele é alguém que perdeu alguma coisa porque eu vim fazer o certo e está querendo que volte para a situação anterior para ele se beneficiar. Ou um dos dois. E não vai me mudar. E me ajuda muito, até estava vendo os seus livros lá na entrada. Eu gosto muito de ler os estoicos. Eu não sei se você já leu, né? Marco Aurélio, Epíteto e Sêneca. E lá eles falam, ó...

Só foque, só atue naquilo que você tem controle. Eu não tenho controle sobre a boca dos outros, você concorda? Deixa eles falarem o que eles bem entenderem. Eu não tenho controle. Às vezes não tem nem sobre a minha, não é verdade? Fala alguma coisa indevida, você já falou, não é? É, às vezes acontece. Nem sobre a minha boca eu controlo 100%, você já pensou dos outros, então? Então, vamos pensar na situação que a gente está agora.

O que é que tu diria, cara? Quais são os principais, sei lá, na tua cabeça aí rapidamente, os principais erros que o governo Lula, as principais coisas que tu gostaria de apontar, que, porra, isso aqui é esquisito, isso aqui não devia estar acontecendo. Deixa eu apontar uma aqui, para começar. Eu acho interessante o lance dos caras criar a taxa das brusinhas.

defender com unhas e dentes a taxa da brusinha, juntar com os empresários, não sei o que, não, isso aqui é para proteger o Brasil, não sei o que, e agora no ano eleitoral não tem mais taxa da brusinha, e ninguém fala nada, é só, olha que legal, sim, olha que legal que não tem taxa da brusinha, que bom de fato, mas e aqueles argumentos lá?

Mudaram, eu acho. Então, ano eleitoral, pauta populista. Um governo que está com a credibilidade, com a popularidade lá embaixo, não tem ninguém que acredita nesse governo e pode tirar a taxa da brusinha, pode fazer o diabo que a popularidade não vai melhorar, Igor. Pelo seguinte, o brasileiro está vivendo mal.

Eu sempre estou em contato com as pessoas e está vivendo mal por causa da situação que foi criada nesse governo Lula. A taxa de juros estando nas alturas como está, o que isso significa? Que todo mundo que compra parcelado, e 80% dos brasileiros compram o celular parcelado, a televisão, a moto, o carro.

a casa própria e muitas outras coisas. Quando você parcela, tem taxa de juros. Quando a taxa de juros está alta como está, a parcela está lá em cima. Se alguém se enrola nessas prestações, vai refinanciar, aí o estrago é maior ainda. Então as famílias hoje estão trabalhando para pagar juros.

Sobra menos dinheiro para lazer, menos dinheiro para alimentação, menos dinheiro para qualquer outra coisa. Está indo tudo para juros. O setor privado produtivo quebrando. As empresas têm dívida. Elas precisam pegar dinheiro para construir prédio novo, para comprar equipamento novo. Os juros lá em cima. Com isso, prejuízo. Por isso que está essa quebradeira, essa quantidade de recuperação judicial.

E tudo causado por causa da gastança do Lula e do PT, que é a causa desses males. Quando o governo gasta muito, como tem acontecido lá em Brasília, que já elevou a dívida para 10 trilhões de reais e com essa taxa de juros, nós estamos falando que está sangrando um trilhão e meio por ano.

O mercado precifica o risco. O mercado fala, emprestar para o governo federal é arriscado, eu vou colocar juros de agiota. E quem está pagando a conta é o brasileiro comum, é o empresário que acredita no Brasil. E a primeira coisa que eu vou fazer...

vai ser exatamente cortar despesa mesmo para fazer com que esses juros caia pela metade em menos de um ano. E isso foi feito quando teve o teto de gastos lá em 2017. Então, a minha pauta econômica é essa, é poupar, cortar, não roubar, privatizar e prosperar. Não tenho o que inventar, não.

E aí nós vamos ter taxa de julo civilizada. E aí o Brasil vai voltar a crescer. Eu tenho falado que o que o Brasil está precisando para poder crescer é isso aqui. Eu trouxe para você aqui, um tadalazema.

É, o pessoal criou esse aí, viu? Aí o Brasil vai para frente, tá certo? Para cima, né? Para cima e para frente, isso. Bom, família, olha só, antes da gente continuar aqui, tem um monte de coisa para a gente falar, sobre, por exemplo, o lance de privatização, queria te ouvir sobre escala 6x1, queria te ouvir sobre as últimas coisas que o Gabriel Galípolo, do Banco Central, falou também, que tem um pouco a ver com produtividade e tal.

Mas antes, eu queria falar pra vocês também da Insider, cara, que é quem faz essa camisa aqui que eu tô usando e a que eu tô usando por baixo também, porque tá mó frio aqui em São Paulo. Então eu tô usando aqui por baixo uma Tech T-shirt de Mangalong e eu tô usando uma outra aqui mais grossinha por cima. Ó, aqui pode fazer propaganda. Eu tô usando essa aqui, ó.

Chega de intocáveis. Parece até o Clark Kent abrindo a camisa do super-homem ali. Mas, olha, não, aquela ali é feia, família. É insider. Insider é muito mais legal. Sabe por quê? Você aí que está pensando, caraca...

Será que eu devia? Sim, cara. Você já ouviu a gente falar um monte de vezes, já ouviu eu e outras pessoas falando da Insider um monte de vezes, e tu nunca experimentou. Você tem, vou te falar, você tem até terça, dia 26, um desconto de 30% usando o cupom Flow, que é para você aproveitar a tua primeira compra.

Então vai lá, pega uma Tech T-shirt, experimenta de manga longa aí, que eu tenho certeza que vai se amarrar e não perde essa oportunidade. Insiderstore.com.br, tem o QR Code aqui. Usa também aí o cupom FLOW, que aí você vai garantir um desconto para você, tá bom? Bom, um outro parceiro que a gente tem aqui é a Hashtag Treinamentos, que é uma das maiores escolas para o mercado de trabalho que tem na América Latina, cara. E a gente fez uma... a gente se juntou para entregar para você um...

uma assinatura só, que vai te dar R$500 de desconto e você vai ter acesso a todos os produtos da Hashtag Treinamentos. Então imagina poder aprender sobre BI, aprender Python, aprender inteligência artificial, que é o que você já está prestando atenção agora. Eu não estou falando de ficar conversando com um chatbot, estou falando de aprender a fazer alguma coisa que vai de fato ter um impacto no teu negócio. Cara, a Hashtag Treinamentos é o lugar para você fazer isso, tá?

aproveita o desconto de R$500 no conjunto completo de cursos e vai lá investir em você mesmo. Use o cupom FLOW para você desbloquear esse desconto e o QR Code está aqui e está o link aí na descrição também.

E pra finalizar, eu queria te lembrar, cara, que vai rolar uma live de aniversário do G4, agora, na segunda-feira, dia 25, que é totalmente de graça, e é pra ajudar tu que é empresário aí. Bom, Zema sabe que ser um empresário no Brasil é complicado, é carregar um piano pesadão nas costas diariamente com toda uma conjuntura te atrapalhando.

E os burocratas mandando casca de banana no chão ainda. E os burocratas mandando casca de banana no chão ainda por cima. Então vai estar lá o Tales, o Alfredo e o Nardon, trocando uma ideia, fazendo uma masterclass sobre marketing, inteligência artificial, gestão, no dia 25, segunda-feira, tá bom? Então já prepara aí, já fica esperto na tua agenda, já entra lá, o evento já está aberto, então tu já entra lá e já coloca para o YouTube te lembrar, tá bom?

E aí, Zema, a gente estava falando de produtividade, estava falando de uma das coisas, e tu tem falado bastante na real, que tu quer privatizar bastante coisa. Vamos começar, então, no que tu pensa da escala 6x1, cara? Esse é um tema que tem estado bastante em alta do ponto de vista... Tem alguns temas que estão quentes para essa eleição. Tem segurança pública, tem corrupção, com o Banco Master, tem...

também produtividade, tem pautas trabalhistas. E a escala 6x1 é uma das principais. Exato. Como é que tu enxerga essa questão, cara? Igor, primeiro, é mais uma pauta populista do governo Lula no ano eleitoral. Ele, com a popularidade em baixa, o governo sendo reprovado, está querendo mandar conta para o setor privado pagar.

Então, é um momento extremamente inadequado. Eu sou favorável a que o brasileiro ganhe muito mais do que ele ganha hoje. E quem ganha bem, você concorda que faz o seu horário?

se falasse, o salário mínimo no Brasil é 12 mil reais. E o sujeito fala, não, eu não vou trabalhar tal dia nem tal dia e vou ganhar só 8 mil e dá para me viver com 8 mil. Ele faz o horário dele, é o que acontece em outros países. Agora que vem o governo e quer enfiar a goela abaixo,

Uma coisa que eu discordo até que é a CLT. Daqui a pouco nós vamos comemorar 100 anos de CLT. O Brasil acho que é o país do mundo que tem a legislação trabalhista mais antiga, mais restritiva. Tanto é que 4 milhões de brasileiros resolveram mudar para fora para conseguir emprego melhor, apesar de lá não ter CLT.

Eles vão para lugar onde não tem férias, não tem fundo de garantia, não tem nada, mas eles preferem porque eles sabem que na hora que eles trabalham muito, eles ganham muito e poupam para poder tirar férias depois. As férias, a mesma coisa. Aqui nós temos de engolir, pela lei, a quantidade de férias, se alguém é CLT. Eu acho que férias tinha que ser flexível. Se o sujeito fala, eu quero tirar 60 dias porque eu poupei mais,

Que tire, acerta com a empresa, concorda? Você é casado? Sou. Você é casado? Quem vai casar não pode escolher o regime de casamento? Agora, se você vai trabalhar numa empresa, você pode escolher o seu regime de trabalho ou você é obrigado a engolir a CLT? Em geral, tu é obrigado a engolir a CLT. Então, eu quero colocar mais regimes no Brasil. Eu quero colocar um regime por hora. Regime de trabalho por hora.

O fulano quer optar por hora? Tudo bem. Ele vai ganhar X por hora e eu vou ver aqui que dias da semana ele vai trabalhar e quantas horas ele vai trabalhar. Pronto, acabou. Esquece a CLT nesse caso. E ela fica prevalecendo. Se alguém quiser optar pela CLT...

Opte. Se alguém quiser optar pelo regime por hora, opte por ele. E aí a pessoa faz aquilo que é melhor para ele. Não é um burocrata lá de Brasília que vai ditar qual é a melhor jornada de trabalho. O burocrata lá de Brasília, eu penso que ele deve sonhar também.

em fazer a CLM, a Consolidação das Leis do Matrimônio, para que você e a sua mulher tenham de ficar junto tantas horas por dia. Os direitos e deveres do marido, os direitos e deveres da mulher, eles devem sonhar com isso também. Porque aí vai nascer a justiça do matrimônio, que vai dar emprego para 50 mil pessoas.

E vai ter o supremo juiz da justiça do matrimônio também. Os burocratas gostam é disso. Em outros países não existe essa justiça para tratar assunto do trabalho. Lá trabalho é tratado como um contrato.

entre pessoas adultas aqui no Brasil, é tratado como um contrato entre um explorador e um incapacitado, né, que foi feito. E o burocrata falando que está protegendo o povo. Só que o mundo todo avançou e o trabalhador brasileiro continua recebendo uma miséria. E aí eles vêm com essa lorota aí de que a vida do trabalhador vai melhorar. A vida do trabalhador melhora igual lá na China. Eles ralam muito.

mas já estão ganhando muito mais do que o brasileiro e lá cada um faz o seu horário de trabalho e não o burocrata lá de Brasília. É, eu concordo que a gente precisava ter mais...

ter alguns debates. Por exemplo, olha, pra mim é um escândalo a gente estar comemorando 100 anos de uma lei como, sei lá, a CLT. Especialmente porque as relações, assim, existem vários empregos ou vários trabalhos que simplesmente não existiam quando a gente estava tratando de CLT. Então, acho que, no mínimo, a gente devia revisitar.

sabe? E, pô, vamos ver se isso aqui ainda faz sentido. Não tô falando em acabar com ela, não. Deixa ela, mas põe outras opções e deixa as pessoas escolherem. Quer coisa mais triste que você ir num restaurante e só tem um tipo de comida? Quem quer trabalhar no Brasil tá igual isso. É ir num restaurante que só tem uma comida.

Vai falar, não, nos outros países tem várias opções. Aqui, não. O burocrata lá de Brasília, os iluminados, querem que a gente só use CLT. É, ele fala-se muito da pejotização também, de como isso fere os direitos do trabalhador e como, por exemplo, o cara ser o... Como é que é? Ele é meio dele mesmo.

é uma empresa que ele... é uma eu-presa. Como isso degradaria a qualidade da renda ou das condições de trabalho do trabalhador, né? Que é um dos principais argumentos dos caras falando que, porra, cara, o salário mínimo os caras não conseguem nem isso e tudo mais. Eles se dizem...

Eu acho que com interesse eleitoral, com interesse político, os protetores do trabalhador. Só que os trabalhadores brasileiros estão só se ferrando nos últimos 40 anos. Eu acho que nós estamos tendo uma geração de brasileiros que está vivendo pior do que os seus pais, com mais dificuldades. No passado...

Quando o sujeito fazia 20, 25 anos, ele já estava independente, ele já ia trabalhar, resolver a vida dele. Hoje parece que as pessoas estão tendo de morar com os pais até os 40 anos, não é isso? E ainda está conseguindo, está tendo dificuldade em desmamar, não é verdade? Então, parece que está ficando mais difícil a vida aqui no Brasil. Os impostos, o tanto que subiu os impostos, isso eles não falam, não. A carga tributária está batendo recorde.

Inclusive, uma das minhas propostas de governo, Igor, é fazer a máquina pública ficar mais eficiente, 1% ao ano, pelo menos, 1% é tranquilo, você concorda? E repassar isso para os tributos.

Tem tanto recurso digital, inteligência artificial. Se alguém hoje lá tem 20 mil funcionários, eu quero que daqui a 10 anos seja 18 mil funcionários. E vai fazendo uso de computador, de recurso, de digitalização. E daqui a 10 anos os impostos estarem 10% menor. Tudo tem limite. Aqui no Brasil, imposto não tem tido limite.

Um governo após o outro e o Lula, nesse, foi um dos que mais aumentou a carga tributária. Eu já escutei empresário estrangeiro falando, não invisto mais no Brasil. Eu investi porque era tal tributação e agora a conta não fecha. Estou tendo prejuízo com esses aumentos que fizeram aí. Então, isso também é um desrespeito com quem acreditou e fez investimento.

É você contratar aqui, você deve gastar energia, você contrata para pagar mil e depois é uma conta de 1.200 de energia? Não está certo. Então é um governo que causa insegurança. Então o Brasil precisa de mais seriedade. Eu acho que o que falta lá em Brasília é alguém que já tenha ralado na vida.

Porque me parece que quase todo mundo que chega lá é alguém que sempre viveu no mundo político, onde tem muita fartura de dinheiro, porque manda conta para o pagador de impostos, que é o que você é e eu sempre fui, e eles ficam meio alheios à dor de quem rala, de quem precisa acordar às seis horas da manhã e muitas vezes vai para a cama só às dez da noite.

fazendo um expediente mais um bico para conseguir pagar as contas no final do mês.

Cara, olhando para o que deve acontecer nessas eleições, a gente começou falando disso, mas vamos aprofundar um pouco aqui. E depois eu queria voltar para falar de privatização. Mas é que é só para não esquecer. Cara, a gente está chegando num cenário aqui que a gente tem duas figuras que se retroalimentam, que eu estou falando aqui do Lula e, nesse caso, o Bolsonaro representando... ...

Flávio Bolsonaro representando o Bolsonaro. E, cara, em pouca medida isso daí é produtivo. Porque a gente fica tendo uns embates de um cara falando mal do outro.

E é essa a conversa. E aquilo que você falou, que essa é a eleição da indignação, eu tendo a concordar. O problema é que a gente tem gente de um lado indignado e a gente tem gente do outro lado indignado, dentro desses dois lados, meio que apontando um dedo para o outro e com pouca coisa propositiva, pouca coisa que a gente de fato consegue identificar. Parece que é mais um acusando o outro. É total, um acusando o outro o tempo inteiro.

Porra, nesse sentido, cara, como é que tu faz pra tu se posicionar e o que tu tem pra dizer e as pessoas de fato ouvirem? Porque tu entende que é muito forte pra ele, é importante pro Lula que exista o Flávio Bolsonaro. Não é interessante pra ele...

que ele derreta a ponto de sair, entendeu? Nas pesquisas, sabe? É isso que eu estou querendo dizer. E vice-versa, mesmo se houvesse o escândalo, fosse para o lado do Lula, o Flávio, seria ruim que o Lula desaparecesse, porque a narrativa esvazia, não é? O bonzinho precisa do malvado. Como é que você se encaixa nisso? Porque, assim, em algum momento...

Pô, como é que eu vou dizer isso sem ser um babaca? Ó, não quero ser um babaca, tá bom? Não quero ser um babaca. Mas pode ser que lá mais pro final do ano aí, tu esteja numa posição de tu ter que apoiar alguém. Sabe qual é? Num segundo turno. Então tudo isso é complicado. Bom, vamos por etapas aí. Eu acho que eu tenho aqui alguma coisa que vai te esclarecer. Primeiro, lá em Minas nós já mudamos essa realidade. Lá o PT...

Não vai ter candidato esse ano. E não teve em 2022. Sabe por quê? Porque a comparação dos meus dois governos com o governo PT foi tão gritante, tão gritante, que eles ficaram com vergonha de lançar candidato.

E teve debandada também, quando eles viram que estavam no barco furado. Aqueles que têm algum discernimento, é lógico que tem os cegos que vão continuar lá para sempre, porque endeusam alguém, que é outra coisa que eu não acrirei. Eu não endeuso ninguém. Para mim é Deus no céu e aqui na Terra só tem humano, não tem Deus aqui.

Então, em Minas, eu posso dizer que lá essa polarização mudou por completo. Nem sei se é mais polarização. Lá o que eu vejo hoje são candidatos a governador, inclusive o atual governador, que era meu vice, o Matheus Simões, que é um sujeito bom para você conversar com ele aqui um dia. Uma sumidade na área jurídica, professor universitário lá da Fundação Dom Cabral. Lá ele...

É pré-candidato já e não tem, e provavelmente nem vai ter gente da esquerda. Vai ter mais alguém do centro ali, talvez o Cleitinho, que ainda está para definir. Então, lá em Minas, a política ficou mais assim. Qual que é a sua proposta? Qual que é a sua... Esse negócio direita contra esquerda.

Lá nós mudamos. Lá eu falo que é a política melhor contra aquela outra que não é tão boa assim. Está entendendo? E estou dando meu total apoio a ele. Então, é possível fazer a mudança sim. Lá em Minas, o PT está igual o vírus da varíola naquele cofre que está lá na Organização Mundial da Saúde. Fechado a sete chaves. Entendeu? Espero que continue assim por muitas e muitas décadas ainda.

Porque depois de arruinar o Estado, como eles fizeram, não poderia ser diferente. E eu acredito que é possível fazer isso no Brasil. Na hora que tiver alguém que não é extremista, que é mais ponderado e que dê resultado, como nós fizemos em Minas Gerais.

Lá nós fizemos um governo que criou um milhão de empregos com carteira assinada. Um governo que levou mais de 500 bilhões de investimentos privados, comparado com os 26 do PT. Está vendo a diferença? O PT, em vez de criar um milhão de empregos, destruiu 204 mil empregos.

dados do Ministério do Trabalho. Então, a diferença ficou muito grande. E é ter seriedade, é ter gente competente, é gastar menos do que arrecada, é não deixar o crime crescer, que foi o que nós fizemos lá em Minas. Então, dá para ir levando nesse sentido aí. A polarização vai cansando.

Vai cansando. Esse negócio das pessoas ficarem votando contra. As pessoas querem votar, é a favor. Você já pensou que tristeza você ser torcedor contra um time? Ah, a maioria dos brasileiros. Tem vários brasileiros que são contra. Então, no que depender de mim, o PT não volta lá em Minas, não. E eu quero fazer o mesmo no Brasil também. Porque o PT...

já fez muito mal para o Brasil e tem feito ainda. Tudo isso que está acontecendo aí tem anuência do PT para não dizer incentivo. Você lembra de algum escândalo tão grande no governo Bolsonaro? Fernando Henrique, que foram os últimos? Eu não lembro, não. Bolsonaro, na minha opinião, vacilou muito na gestão da pandemia.

Mas eu também acho... Mas não foi corrupção, escândalo. Mas eu também acho, e aqui é uma opinião um pouco vai... Com certeza ele é impopular. Pode ser que não mesmo, mas existem algumas coisas do Bolsonaro, em vídeo, que ele falou, ou sei lá, uma reportagem que tem no jornal, numa entrevista que ele falou, por exemplo, o lance lá dele comer gente com dinheiro da moradia funcional. Não é crime, ou sei lá, mas é imoral, é meio antiético.

O outro tem lá um pequeno golpe no negócio de gasolina, muito tempo atrás, na época de deputado. É pequenininho. E aqui o meu ponto é, onde é que está a régua do que é corrupção ou não? Porque o lance do Lula lá com o triplex, o lance do Lula lá com o sítio que não é dele, que é, né? Como assim?

Eu nunca recebo amigos tantas vezes assim na minha casa, mesmo que ela ficasse vazia. Mas isso também não quer dizer que a gente viu o Lula ser descondenado com a extinção do processo, que era a Lava Jato.

Mas a gente viu essa mesma manobra acontecer também com outras pessoas. Por exemplo, é muito difícil explicar para valer o lance da rachadinha do Flávio. É muito difícil explicar para valer o lance do chocolate ou da mansão. E por aí vai. O assunto é, cadê o processo? Eu não fui processado porque... Sim, mas é porque invalida o processo. Ninguém fala que não rolou. O que eu falo é, a caneta é preta.

E devia ser azul. Aí tá no lado. Não é desse jeito. É, exato. Mas aí, e aí, como é que... Se colocar como um nome, um presidenciável, no campo da direita...

sendo a direita muito mais identificada com os caras, com as pessoas que têm ligações mais próximas com o Bolsonaro, ou seja, com o bolsonarismo. Não fica uma vibe meio de traição? Como é que é para você, cara? Igor, eu vejo na pessoa do Bolsonaro alguém que, de certa maneira, resgatou a direita no Brasil, merece todo o mérito por isso.

Sem dúvida alguma. Agora, o que foi feito recentemente pelo Flávio, eu me manifestei e continuo me manifestando, porque extremamente indignado, decepcionado. Explicações não convincentes. E isso...

É um choque na credibilidade de qualquer pessoa. E nós precisamos ter um presidente com credibilidade se ele quiser mudar as coisas no Brasil. Ele chegar lá e ficar mais tentando ocultar os seus erros e passado do que fazendo o Brasil ir para o futuro, que me parece que é o que tem acontecido na maioria das vezes, nós não vamos sair do lugar.

E eu entrei na política para fazer diferente. Eu estava com a minha vida pronta, concluída, ganhando ou perdendo a eleição. Minha vida não muda, os filhos criados, a empresa funcionando, eu sou acionista lá. Eu entrei para mostrar, e lá em Minas, nos sete anos e meio da minha gestão, eu mostrei que dá para fazer diferente, como eu te comentei. Sem escândalo, sem corrupção, sem esquema, sem levar aparentada, sem levar acompanharada.

fazendo aquilo que a lei determina, sem privilegiar ninguém, sem perseguir ninguém. Lá em Minas tem prefeitos do PT. Se um dia você cruzar com algum, você vai ver que eles foram tratados republicanamente. Nunca teve perseguição no meu governo. Eu persegui corrupto. Pus para fora na hora que detectou que tinha coisa errada, aí sim. Entendeu? Não quero fruta podre.

apodrecendo o restante. Então, eu estou na política para fazer o certo. Mostrei em Minas que é possível. E eu vejo que o brasileiro está cansado desses políticos que sempre estão aí para fazer essas coisas que eu questiono, você questiona e acho que quem está aqui nos acompanhando questiona também.

virou um modo de enriquecer e não um modo de prestar serviço. E eu sempre falei que seria e fui um governador servidor, tanto é que eu doei tudo que eu ganhei a título de salário de governador. Minha vida estava resolvida, eu fui como missão. E estou nessa agora também como missão. E a direita, tem várias direitas, tem aqueles que amam o Bolsonaro.

que cultuam a pessoa. Eu, de certa maneira, não acredito em culto a ser humano, acredito em culto a Deus. E tem a direita também que não tem essa postura, que procura ver quais as propostas de quem é candidato de direita. Mas eu estou muito confiante, no Brasil nós vamos ter uma situação semelhante à do Chile.

Você deve ter acompanhado a eleição lá, alguns meses atrás, tínhamos lá diversos candidatos de direita.

E no segundo turno, todos caminharam juntos. Então, acho que nenhum de nós, pré-candidatos da direita, vamos estar juntos com o PT no segundo turno. Eu não ficaria. Quando eles me perguntam qual é uma das coisas que eu tenho orgulho na minha vida, você sabe o que eu costumo dizer? Não sei se você tem esse orgulho.

Eu nunca votei num candidato do PT. Nem para vereador, nem para prefeito, deputado estadual, federal, senador e presidente. Nunca. É um dos orgulhos que eu tenho na minha vida. Eu não prestei atenção. Eu tenho muito tempo que eu não voto. Mas... Porra, eu acho que não também, cara.

Você já deve ter votado, sim. É possível. Muita gente nova cai nessa lorota aí, acredita. Olha, eu com certeza, eu já falei isso inclusive também, muitos anos atrás, início dos anos 2010, eu devo ter votado no Freixo.

Lá muito tempo atrás. Se não foi a última vez que eu votei em alguém, quando eu morava no Rio ainda. Então, faz muito tempo, cara. Eu não confio em vocês, não. Vocês são tudo safados, cara. Você está falando para mim?

Cara, como é que é tu que é um cara, a gente já conversou isso antes, né, Amor? Você tá falando com um político diferente Então é esse o ponto É esse o ponto Tu é um cara que a gente já conversou isso antes

Já tava com a vida resolvida, igual tu falou aqui, filho criado, meu irmão. E eu não vou te perguntar por que tu entrou na política, não, tá? Mas o ponto é, em que medida que é muito diferente lidar com... Porque veja, na tua empresa tu lida com fornecedor, tu lida com o cara que trabalha pra você, não sei o que. Quando tu é o governador, é política, o cara não vai fazer o que você tá mandando. Você tem que, sei lá, meu irmão.

conceder alguma coisa pro cara votar, não sei o que. Sim. Eu fiz muita coisa que eu gostaria de ter feito diferente.

Mas eu quero te mostrar aqui uma diferença da minha postura com relação talvez a 99% dos políticos. Em 2022 foi o ano da eleição para governador e eu disputei a reeleição. Eu era governador, eleito em 2018, em 2022 eu fui disputar.

E a esquerda, logo em janeiro, já começou greve, já começou manifestação para tentar melar a minha gestão, causar lá constrangimento e ampliar as chances deles de eleger alguém da esquerda. E era um governo bem avaliado, mas um governo apertado financeiramente. Minas Gerais até hoje tem uma dívida muito grande.

E pleiteando 20, aliás, 30% de reajuste salarial. 30. E eu fui para as rádios, fui para as TVs, em toda entrevista eu falava, a única coisa que eu posso fazer pelos funcionários públicos é um reajuste de 5%. É o que o governo comporta.

E completava ainda, eu prefiro dar 5, perder a eleição e entregar um Estado viável para um sucessor, do que dar 30, ganhar a eleição e ficar com o Titanic afundado na mão.

E no Brasil parece que para muita gente ganhar a eleição é o principal, mesmo que venha a ruína do país. Você está entendendo? Aí é que está a diferença. Eu falo que sendo presidente, eu não importo de ter um mandato só não, se eu tiver de fazer tudo que for necessário para consertar o Brasil, mesmo que muitas dessas medidas sejam impopulares, mas eu até acho que não serão, porque o brasileiro já tem maturidade suficiente para saber.

Que quem chega prometendo mundos e fundos, uma hora a conta não vai fechar, que é o que está acontecendo. Isso que você está falando aí é interessante, porque de fato me parece que ganhar a eleição é mais importante que qualquer coisa. E a sensação que eu tenho é que é assim...

A gente tem um ano, a gente tem eleição. Beleza, tem uma eleição. Aí quando o cara é eleito, ele tem ali os primeiros dias, que a princípio ele consegue fazer umas coisas para passar mais fácil, porque tem primeiros dias famosos. Aí beleza, aí vem para o próximo ano ali, o cara já está fazendo uma campanha, porque vai ter eleição municipal, não sei o quê e tudo mais. A gente vive em campanha. E aí a gente tem uns presidentes.

que tem cagaço de fazer o que é, entre aspas, impopular, porque...

pode ser que doa um pouco para a gente fazer umas coisas que a gente tem que fazer. Tem que fazer umas paradas. Só que aí, em vez de eu fazer o que eu tenho que fazer, eu faço um troço que vai me atrapalhar mais só para eu ficar no poder. E a gente tem... Eu já escutei algumas vezes, algumas analistas que falam, cara, os melhores presidentes são aqueles que não têm muita pretensão política no depois. Sabe qual é? Então, eu sou até favorável ao fim da reeleição?

E favorável também, Igor, a unificar eleição todo ano para o Brasil. Para a eleição municipal, prefeito e vereador, ou então eleição governador, deputados e presidente, como esse ano agora. Vamos unificar tudo.

E às vezes por um mandato só de cinco anos, em vez do Brasil parar cinco vezes numa década, vai parar só duas vezes. Porque ano de eleição é ano em que prefeitos, deputados, vereadores, fica todo mundo envolvido nisso. Mesmo que não seja ele disputando, ele está lá dando apoio, acompanhando. É uma gastação desnecessária. O que se gasta no poder público é algo impressionante e questionável.

E os eventos que você vai, que dura 3 horas, 4 horas, para inaugurar, para alguém tomar posse? É a festa da democracia, Romeuzinho. Eu vou te levar para você participar, então. Porque uma das coisas boas de ter acabado o cargo de governador foi ter ficado livre desses tipos de eventos.

Eu fui num, eu gosto de elogiar também, lá no Superior Tribunal do Trabalho, em Brasília, na posse de um ministro, foram 30 minutos.

Eu até acho que precisava de uma lei assim, falar evento público de posse é 30 minutos. Você entendeu? E dá para fazer tranquilamente. Mas tem posse que eu já fui, ou alguém que trabalha comigo, foi três, quatro horas de discurso, de falação, de baboseira para dizer a verdade. Porque o que é a eleição no Brasil, se não um concurso de Miss? Que ganha quem é mais popular.

ganha quem é mais bonitinho ganha quem tem uma conversa mais adocicada, ganha quem promete uma picanha, ganha quem promete uma limpeza mas o brasileiro tá ficando esperto você concorda? eu não concordo não Zema acho que a gente vai continuar otário pra caralho a gente tá até agora discutindo porra, Lu Petey Bolsonaro e não sei o que eu concordo que a gente tá melhor

Mas ainda estamos muito longe. Tá, concordo. Tem uma galera que está muito mais preocupado, de fato, em pagar o aluguel dele. O brasileiro vai preocupar com eleição só na véspera da eleição.

Se você perguntar para alguém aí na rua, para quem você vai votar para prefeito, que não tem eleição para prefeito, ele vai dar um nome aí, que ele nem está sintonizado. Ninguém sabe que tipo de eleição que vai ter em outubro. Talvez a de presidente é a que mais chama atenção um pouco. Ninguém sabe que são dois senadores esse ano que vão ser eleitos.

Então, eu falo que é igualzinho alguém que vai num restaurante. Você deixa para ver o cardápio na hora que você assenta na mesa, não é? Eu não sei se um mês antes de você ir no restaurante, você começa a analisar o cardápio, a ver as comidas, acho que ninguém faz isso. Você vai e analisa na hora. E o brasileiro vai fazer isso, vai ser só em outubro.

É, e como a gente não se informa direito, chega lá, nós vamos votar num cara que me deu um número aí, ou sei lá, e vamos votar de um jeito meio estúpido, infelizmente. Mas, ó, tu falou bastante... Ah, um troço que eu queria te perguntar. Tu tem visto o que está acontecendo lá no governo do Rio de Janeiro, cara? Que tem...

Tá lá um desembargador. Ele fez uma parada lá interessante, que eu ouvi na rádio. Que ele demitiu uma porrada de genes, mais de duas mil pessoas. E continuou funcionando igual. Tá ligado? Um monte de cargo, de pendurado, de não sei o que e tudo mais. E os caras tão tentando rapidamente resolver o problema de tirar o cara logo.

Parece que o STF mandou segurar, viu? Então está aí uma coisa que, olha só, interessante. É, lá em Minas, na minha gestão, nós cortamos quase 50 mil cargos. O do Rita até pouco. Só 2 mil? O cara acabou de chegar, meu irmão. Acabou de chegar e 2 mil já. Lá, entre estatais, governo e autarquias, na minha gestão, foram quase 50 mil.

Onde passa, geralmente, um político populista, principalmente se for do PT, é cabide de emprego em escala industrial. Lá em Minas Gerais tinha gente do Brasil inteiro recebendo na folha de pagamento o Estado de Minas.

Quem perdeu a eleição e era do PT, quem apoia o PT e estava sem emprego, eles vão colocando, entendeu? É um bolsa, não sei, bolsa política, bolsa eleição, bolsa PT, para quem é do partido. É uma falta de vergonha com o recurso público isso aí. E mesmo dispensando 50 mil, nós melhoramos o serviço público em Minas Gerais.

Então, não é excesso de gente que resolve. Você já foi em dentista e três dentistas te atenderam? Não parece uma boa ideia, não. Não parece, né? Não tem nem espaço para poder. Eu não gosto nem de um, porra. Então, muito menos de dois ou de três. Pelo amor de Deus.

Bom, Vitão, eu acho que eu esqueci de falar de... De pra galera mandar mensagem. Tem mensagem pra gente? Hã? Tem mensagem aqui no Zap? Vamos ver o que os caras estão mandando pra gente? Enquanto isso, Zema... Tá bom, tu me falou um pouco aí do que que o... De como tu... Coisas que o governo tá fazendo que tu faria diferente e tudo mais. Sobre privatizar, cara. O que que tu acha que é o... Tem... O que que dá... Qual que é a...

papel, qual que é a função de uma empresa estatal? Na tua opinião. Vamos lá. A Petrobras, ela deveria dar lucro? Uma empresa que... Uma CEDAI, uma empresa de água e de esgoto, saneamento, deveria dar lucro? Ela deveria ser privatizada? Que nem aqui de São Paulo foi? O que que tu pensa sobre... Tem que privatizar tudo? É isso que tu pensa?

Exatamente. Precisa privatizar tudo, porque empresa estatal é usada para fazer esquemas. Ela é usada para distribuir privilégios. Vou te dar exemplo aqui. A Companhia de Energia de Minas Gerais, a CEMIG.

É a única que ficou estatal ainda. Nós privatizamos, vendemos participação em mais de 117 empresas, inclusive a empresa de saneamento, a Copasa, está indo a leilão daqui a duas semanas na B3.

A CEMIG. Quanto que tu acha que vai dar de dinheiro? Dá para dar um chute? Se der um chute atrapalha? Eu não sei. Eu não vou saber os números de cor, mas tanto a CEMIG quanto a Copasa na minha gestão quadruplicaram de valor. Um negócio que multiplica por quatro o seu valor estava muito mal administrado, você concorda?

Ou tinha um puta de um potencial que não parece ser o caso, né? Então, primeira coisa, elas são mal geridas. Vai pra lá gente que não é capacitada, vai pra lá é cabo eleitoral. Vai pra lá é gente pra fazer politicagem. Então, é você colocar alguém aqui no seu negócio, não pela competência, mas porque ele ganha votos pra você. Você tá entendendo? Não tem nada a ver com o outro.

No Brasil, como tem essa misturada, não se consegue separar, nós precisamos privatizar. Agora, quero te contar o que acontecia na CEMIG lá. Minas Gerais é um dos melhores lugares do mundo para produzir energia solar. Até eu entrar no governo, só conseguia autorização para construir uma usina solar em Minas Gerais, quem era amigo do rei.

Você é amigo do rei, você consegue. Você não é amigo, você não consegue. Só que o amigo do rei, em vez de investir, construir a empresa, sabe o que ele fazia? Ele pegava aqui a autorização e saía no mercado. Fiquei sabendo que você tem interesse de construir uma usina solar. Eu tenho aqui uma autorização que o governo de Minas, a CEMIG, me deu. Você me paga 10 milhões, eu te passo a autorização.

Que nem eram os táxis lá no Rio. O que acontecia? Caminhava igual uma tartaruga. Construí uma usina hoje, outra daqui a um mês, outra daqui a seis meses, a coisa não andava. Quando eu entrei no governo de Minas, trocamos a diretoria da CEMIG e eu falei, nós vamos colocar na internet.

Disponível para todos os investidores, onde é possível construir energia e conectar no sistema. Construir usina fotovoltaica ou usina solar. Mina saiu de 500 mega para 14 giga. Colocou lá dentro de Mina uma Itaipu.

Nesses sete anos, uma Itaipu, 80 bi de investimentos, 80 bilhões de reais. E com isso os reservatórios grandes de furnas, de Três Marias, de Nova Ponte, que estavam baixos, recuperaram e o Estado se transformou numa potência de energia solar hoje. Então...

Empresa estatal atende um grupinho e faltando energia para o povo. Faltando energia em indústria. Antes, lá em Minas, eu fui em indústria que o dono da indústria me levava na sala dos geradores. Me falando, governador, eu só compro 80% da energia da Semig. Os outros 20% eu preciso queimar diesel aqui para gerar, porque a Semig não tem condição de me entregar. Hoje o Brasil importa.

diesel, gasolina, não sei o que, porque a Petrobras não consegue entregar. Fez a Abreu e Lima superfaturada, você deve lembrar, Comperge lá no Rio de Janeiro, que é o seu estado natal.

E não consegue produzir. E todo mundo tirando proveito de alguma maneira ou de outra. Na hora que uma Petrobras vai fazer uma obra, como ela é estatal, precisa fazer licitação. O segundo colocado não fica satisfeito com o resultado, entra na justiça, leva um ano para aquilo resolver e a obra fica parada. E faltando gasolina, faltando diesel.

Então, aquilo que é público é lento. E o Estado, Igor, já tem coisa demais para fazer na área da saúde. Acho que o brasileiro, a primeira coisa que ele preocupa é saúde. Tem muita coisa para fazer na área da segurança pública, que não faz direito. Tem muita coisa para fazer na área da educação, da infraestrutura. E ainda vai querer administrar empresa. Tudo tem limite. E um detalhe.

Pode continuar sendo dono de parte da Petrobras, só não pode mandar na Petrobras. No Banco do Brasil pode até ter ações lá, você entendeu? Ah, eles vão ganhar muito dinheiro. Não fique com as ações, mas só não deixa os políticos mandar lá.

Porque hoje eles mandam e desmandam, colocam quem bem entende, porque tem um controle. O que eu quero é perder o controle, se possível vender, porque esse dinheiro vai ser muito mais bem utilizado na melhoria da vida do brasileiro. Dá para melhorar as estradas, que estão ruins, muitas precisando de duplicação, dá para melhorar a saúde, dá para abater a dívida e fazer os juros cair, aí a vida do brasileiro melhora.

E se alguém pegar uma empresa dessa e fizer coisa totalmente errada, existe justiça, existe contrato de privatização bem feito que você pode amanhã retomar, se for o caso. Entendeu? Existe essa possibilidade também. Ah, você não está cumprindo? Vou caçar a sua concessão e vou fazer outro leilão aqui. Me parece até que com a Enel em São Paulo tem alguma coisa em vista. Quando você faz o contrato bem feito...

você deixa muito claro quais são as obrigações. Se não cumpriu, faz outro. E alguém compra e toca novamente. É só cuidado do contrato, na sua opinião. Desde que bem planejado, é possível fazer. E quem vai ganhar? O brasileiro. Eu sempre falo de telefonia celular. Eu fui da época em que era estatal. Era caro, limitado, ruim e sem opção. Hoje você tem aí uma série de opções.

E com o preço, porra. Pensa se todo mundo tem um celular, vai. Todo mundo tem o número de celular. Hoje é um chip. Bom, o Lucas mandou aqui.

Zema, o que falar sobre sócios da Localiza bancarem 28% da sua campanha para governador e depois vocês lutarem para benefícios fiscais... Caralho, peraí, vou ler de novo. Zema, o que falar sobre sócios da Localiza bancarem 28% da sua campanha para governador e depois vocês lutarem para benefícios fiscais para locadoras com perdão de dívidas e redução do IPVA?

Pessoal, não tenho o que falar do meu governo em termos de escândalo, de corrupção, como acontece lá em Brasília. E levantam essa questão das locadoras de carro. Ô Igor, desde que eu assumi o governo de Minas, nós nunca criamos nenhum tipo de incentivo fiscal.

O que existia para o setor de locação de carro, o que existia para o setor de cerveja, de e-commerce, permanece lá em Minas até hoje da mesma forma. E levantam, como esse pessoal da área de locação de carro teve doação, nem sei se foi nessa proporção, teve milhares de pessoas que doaram, eles falam que eu fui conivente.

Eles poderiam tranquilamente levar a matriz da empresa para outro estado, porque até tem IPVA hoje que ficou um pouco mais barato do que Minas Gerais. Estão lá até porque são empresários mineiros e estão prestigiando o estado deles. Então está aí, manda ele denunciar no Tribunal de Contas do Estado, na Justiça.

Se eu estou errado, eu estou disposto a pagar. Estou com a consciência tranquila. Intriga de quem? Igual falam da dívida de Minas Gerais. Chegou alguma pergunta aí da dívida também? Vamos ver, vamos ver. Olha aí, talvez chegou da dívida também. Provavelmente pode ter chegado. Falam que a dívida de Minas subiu. Tem, eu acho que tem. Bom, tu está falando de...

Esse lance do IPVA, deixa eu fazer uma pergunta rápida aqui. Tu acha que o jeito que a gente calcula o IPVA hoje em dia, ele é justo? Ele é sobre o valor do carro e não sobre o dano que ele causa? O IPVA é para quê? Ele no papel, a princípio, é para manter a qualidade da via e tudo mais. Isso. É assim mesmo? Tu acha que esse é o melhor jeito? Porque existem vários lugares no mundo, já que a gente toda hora usa o mundo como exemplo.

Em vários lugares do mundo que levam em consideração o peso, por exemplo. Exato. Que é o peso que causa o dano na estrada e não o quanto custa aquele carro. Exatamente. Eu sou favorável à redução do IPVA, às vezes carros pequenos, populares, nem ter, para você facilitar o acesso a esse carro.

E analisa aqui comigo, aquela senhora idosa que tem um carrinho pequeno, só anda na malha urbana para ir fazer supermercado, para ir visitar os netos, etc. O IPVA para ela fica caro.

É muito diferente de um representante comercial que pega o carro e está rodando o tempo inteiro. Você concorda? Com certeza. Na minha opinião, carro deveria pagar mais pela circulação do que pela propriedade.

Você concorda? Vamos dizer, é ir mais pelo lado do pedágio do que pelo lado da propriedade. Estou entendendo. Por quê? Pelo uso e pelo peso, como você falou também. Então, eu vou muito nessa linha. Mas a lei está aí, antiga, difícil de mudar. Entende?

Eu tive no Japão algumas vezes já. No Japão, você parece que está andando dentro de uma concessionária, porque lá tem uma lei que praticamente não permite que carros mais antigos circulem, que o IPVA fica caríssimo lá, para a questão de segurança, de poluição. Então, você não vê carro com mais de cinco anos de uso. Só que é um país que ficou rico, que é o que o Brasil precisava fazer aqui.

Então, mais uma vez, nós temos que corrigir o problema, é na causa, é levando as pessoas a viverem melhor para elas tomarem decisões e não ficar dando migalhas igual o PT fica dando em ano de eleição. O Ricardo mandou aqui, se o Flávio te convidasse para vice, seria possível você aceitar ou rejeitar em definitivo? As facções se expandiram em Minas no seu governo. Se não conteve localmente, por que conseguiria nacionalmente?

Bom, primeiro eu vou levar minha pré-campanha e campanha até o final. Eu tenho propostas diferentes, igual eu te falei, eu sou um político que estou mais para fazer o certo do que para ganhar a eleição. Então, vou estar levando, sou de um partido pequeno, mas o partido mais combativo que está lá em Brasília. Com seis parlamentares, Igor, nós temos feito muito mais barulho do que partido que tem 40, 50, 60 parlamentares lá. Segurança Pública.

Se ele acompanhar as estatísticas de Minas Gerais, ele vai ver que teve uma queda muito grande em todos os índices de criminalidade, homicídios, explosões a caixas e agências bancárias. Nós reduzimos mais de 95% em Minas Gerais. Você deve lembrar de um evento que teve em Varginha em 2021. A nossa polícia militar detectou movimentação suspeita.

28 homens alugaram uma fazenda, uma propriedade rural. Foram lá fazer uma vistoria. Não é todo dia que 28 homens vão alugar uma fazenda. E foram recebidos a tiros. Teve um confronto. Resultado, 28 criminosos mortos. Entraram lá, tinha um arsenal de guerra.

É aquele pessoal que vai numa cidade, domina a polícia militar, incendeia caminhão na porta do quartel e sai explodindo agências e caixas bancários. Depois desse evento, a bandidagem começou a pesar muito se vale a pena ou não ir em Minas Gerais. E eu sempre fui da posição que, com bandido, você não manda buquê, não.

Você manda aquilo que ele está mandando para a polícia. E sou da posição também que segurança pública não é assunto de assistente social, nem de sociólogo, nem de antropólogo. É assunto de gente especializada em combate ao crime. Policiais. E aqui no Brasil, a polícia é a que menos opina. Ser policial hoje é uma das carreiras onde você está mais sujeito a responder processos judiciais.

Se você para um carro onde o sujeito tem uma característica X, ele vai te processar que você é X-fóbico. Você está entendendo? Ser policial hoje é um terror. O cara fica pisando em ovos. Agora ele está representando o Estado e é pago para combater o crime. Não consegue devido ao engessamento que se criou.

Mas em Minas, eu quero informar a pessoa que fez a pergunta, a criminalidade caiu. Um detalhe muito importante.

Minas sempre foi um estado que mandava gente mineiros para o Rio, para São Paulo, para o Nordeste, para o Centro-Oeste. Durante a minha gestão, Minas se transformou num estado de imigrantes, gente de fora que vai para Minas. E uma das coisas que as pessoas mais olham na hora de mudar é a questão de segurança pública.

Minas não teria recebido mais de 130 mil brasileiros, como o IBGE apontou, se não fosse um Estado seguro. E a nossa polícia militar transita, anda em todas as vias públicas. Não tem área controlada pelo crime. Agora que o crime está avançando no Brasil todo, isso é inegável. Com o governo federal que deixa entrar armamento pesado,

que não consegue controlar as fronteiras e onde um presidente fala que traficante é vítima da sociedade. E eu vou fazer um choque na gestão pública. O meu governo vai ter três pilares.

O choque de credibilidade, de ética, de moral, o choque contra a gastança do Lula e o choque na segurança pública. E eu já fui ver pessoalmente, eu falo, eu não gosto de ficar só na teoria, na filosofia não. O ano passado, em maio, eu e o meu secretário de segurança pública, inclusive é um cara bom para você trazer aqui, o Rogério Greco.

Já publicou uns 20 livros, foi do Ministério Público. Então, Matheus Simões, Rogério Greco. Rogério Greco. É o atual secretário de Segurança Pública de Minas. Ele dá palestra aí no Brasil inteiro. Você vai gostar de bater um papo aqui com ele. Eu fui com ele em El Salvador conhecer a experiência mais bem sucedida da história da humanidade em redução de homicídios.

El Salvador reduziu os homicídios em 99%. Sobrou ninguém na rua, né, porra? Sobrou, sobrou muita gente. Prenderam só 25 mil só. De quantos? De um país de 6 milhões de habitantes. Tinha 30 mil, o cara prendeu 25, tô zoando. Prenderam 0,3% da população, mais ou menos.

Mas a vida lá mudou do inferno para o paraíso. Eu conversei com umas 40 pessoas, gente humilde que mora em comunidade, estudante, a quitandeira, o dono da mecânica, o dono do barzinho lá.

Todo mundo falou, Zema, a nossa vida melhorou demais aqui, porque antes quem mandava aqui eram os faccionados. Antes quem vinha aqui extorquia a gente, cobrando 300 dólares por mês, porque o cara tinha lá um barzinho do tamanho desse seu aqui, vendendo coisa em sacadinha lá, entende? Era uma extorsão em tudo, na conta de água, de energia, de internet.

E o que foi feito lá foi, você é faccionado, você é de uma organização criminosa, então você está enquadrado como terrorista. Você é terrorista no mínimo 25 anos de pena sem direito a qualquer benefício. E redução de 99%. Sabe quais os efeitos colaterais disso? O turismo bombando, encontrei com um brasileiro que vai lá surfar há muitos anos, ele falou, nunca vi esse país com tanto turista.

300 mil salvadoreños, 5% da população do país que morava nos Estados Unidos, outros países voltando para lá.

Até criou um problema habitacional lá. Foi tanta gente voltando com a melhoria do país que o governo agora lá está lançando mais habitação para poder colocar todo esse pessoal. No Brasil, nós temos 4 milhões de brasileiros fora. Eu tenho certeza que um dos motivos que levaram eles a ir para fora foi a questão da segurança pública.

O Lucas mandou aqui. Você não acha imoral sancionar o aumento salarial de quase 300% em 2023 de 10 para 41 mil enquanto o Brasil enfrentava inflação, dificuldades econômicas e queda no poder de compra da população? Ô Lucas, é legítimo dar uma perturbada mesmo, dar a enchida de saco no Zema mesmo. Pô, 2023, ladrão. Certeza que tu já respondeu essa um monte de vezes. Vai lá. Eu já respondi até aqui pra você.

Primeiro, desde que eu sou governador, eu dou o meu salário. Se eu estou ganhando 5, 10, 50, 100, não vai fazer diferença para mim. Mas eu fiz essa correção por uma questão de transparência e de justiça. Lá em 2007, o governador de Minas reduziu o salário dele e dos secretários, numa medida populista, em 50%. Tchau, Tchau.

Um secretário de Educação de Minas Gerais que lidera 200 mil colaboradores ganhava R$ 7 mil até eu fazer essa correção aí. É menos do que secretário de Educação de Cidade Pequena.

Uma pessoa à frente de 200 mil pessoas. Então aquilo era para inglês ver, porque no passado o salário era esse, só que colocavam as pessoas com vários penduricalhos em vários conselhos, etc. E acabava pagando, era 50, 80 mil reais.

Eu falei, eu gosto das coisas certas. Em vez de ficar falando que ganha 7 e está ganhando 70, vamos colocar a pessoa ganhando o que ganha nos outros estados, que é 25, 28 mil, e acabar com esses penduricários que existiam. Então foi o que nós fizemos lá em Minas. Hoje, se está lá tanto, é tanto.

Exceto dois secretários, um que veio do BNDES e outro que veio da Caixa, que ganhavam muito mais, esses têm assento num conselho de administração e são pessoas qualificadas para ocupar esse cargo, porque senão eles teriam ido para Minas e sido prejudicados. Mas tudo transparente, tudo disponível para quem quiser ver. Mais uma vez.

Não tem corrupção, não tem escândalo, ficam pegando em, como que fala, minúcias, em detalhezinhos, mas está aí a explicação, não temos o que temer. E essa daqui então, Luiz Assis. Zema está focando seu discurso no STF e intocáveis, entendo. Mas o que fará com a bomba do endividamento da União? Com ou sem STF, as contas públicas estão um desastre. Aí, mais uma vez.

As contas estão um desastre, mas está tudo em dia, Igor. E quando estava uma maravilha na época do PT, funcionário não recebia décimo terceiro, prefeito renunciando porque não recebia a parte dele do ICMS. Uma família que está com as contas todas em dia, pagando tudo, reformando a casa.

Será que ela está numa situação ruim? Ou é a família que não está pagando a empregada, que não tem dinheiro nem para trocar a lâmpada, que está numa situação ruim? Eu acho que a pessoa aí, primeiro, não está tão bem informada. Mas vale lembrar aqui, toda dívida que existe lá em Minas hoje foi feita antes do meu governo, a atual que está lá.

Você sabe qual foi o único documento que eu não assinei como governador? Financiamento e empréstimo. Nunca assinei... Eu não fiz um centavo de dívida. Fica aqui, eu pago 10 mil se alguém encontrar um contrato de... Ó, que o Pablo Marçal fez esse desafio. Aí, ó. Ele se fudeu e não pagou, hein?

Teve de pagar? Foi? Não, ele se fodeu e não pagou, porque a gente sabe que é mentiroso, né? Então, não teve financiamento, porque Minas não tem nota de crédito, você entendeu? Ninguém vende, financia e empresta para Minas Gerais. Minas era um estado inadimplente. Agora...

Alguém que há oito anos atrás devia o equivalente a sete salários que ele ganhava. E hoje deve o equivalente a cinco salários que ele ganha. Ele melhorou.

O valor pode até ter aumentado, mas a capacidade de pagar ficou melhor, você concorda? É o que aconteceu lá em Minas. Então eles falam a dívida aumentou, mas o que vale é a capacidade de pagamento. E está aqui, eu sempre ando, peço a equipe para trazer.

Dívidas de Minas Gerais. Os fatos. Isso aqui está disponível na internet? Se não tiver, eu peço para colocar. Minha equipe está falando ali que está disponível. Então está aí para todo mundo. É? Deve ser. Tá, é um site, está bom. Agora, um detalhe importante. Quando eu assumi, ninguém vendia para Minas. Nenhuma empresa vendia. Hoje todas vendem. As pessoas vendem para quem paga ou para quem não paga? Para quem paga.

Pergunta os corintios. Ah, menos que tu seja o corintio. As galera vende também, né? Então, tá vendo só, né? Os caras estão no transfer banho, inclusive. Hoje todo mundo vende, na época ninguém. Ó, a gente tem ali cinco minutos pra acabar. E o Anônimo mandou a última aqui, ó. Zema, em alguns estados do Nordeste, o Novo tá dando mais foco na candidatura do Flávio do que na sua. Se quiser ter chance de ganhar, tem que ser conhecido por aqui.

Estou devendo uma ida ao Nordeste. A última vez que eu fui lá já deve ter uns seis meses, eu ainda era governador. Eu estou em dívida com ele, sim. Vou lá o quanto antes. É uma região onde eu sou pouco conhecido, mas uma região que eu admiro muito. As melhores praias do Brasil, um povo caloroso.

E gosto muito. Então Zema, muito obrigado pela moral, obrigado por vir aí, obrigado pelo teu tempo e a gente vai ter que conversar de novo no futuro. E eu espero, de verdade, não na vibe de quanto pior melhor, mas na vibe de deixar mais esclarecido o que está acontecendo no Brasil, que quando a gente voltar a conversar que a gente consiga ter mais informações sobre o que acontece com o Banco Master.

Exato. O Banco Master ainda vai render muita coisa pela frente, porque vem aí delação premiada. E eu quero aproveitar aqui para agradecer o convite. Prazer estar aqui com você. E lembrar, todo mundo que está nos acompanhando, em outubro brasileiro vai ter uma decisão muito importante. Se vai manter lá em Brasília os intocáveis ou se vai colocar lá os brasileiros de bem. Agora que tu tinha que dar ali.

Não é isso? Estou lutando aí para que sejam os brasileiros de bem. O brasileiro merece um governo melhor. Merece gente mais qualificada no setor público. É o que nós fizemos em Minas. E lembrando que Minas é uma amostra do Brasil.

É o estado que mais tem municípios, 853, ali tem um pedaço do Nordeste, um pedaço de São Paulo, do Rio, do Centro-Oeste, um estado difícil de administrar, porque é muito heterogêneo. E nós demos conta lá. E quem dá conta em Minas, dá conta no Brasil também.

Boa. Obrigado, Zema. Você que assistiu o episódio, muito obrigado pela moral também. Aqui no comentário fixado, já deixa as redes sociais do Zema pra você segui-lo lá e ver o que ele tá falando, o que ele tá fazendo. Não esquece também de entrar aqui na descrição. Lá tem o Discord pra você sugerir novos episódios e novos temas também, novos convidados. Vira membro, porque a gente tá criando conteúdo exclusivo pro membro aí com frequência e custa menos de R$8,00, cara. Não dá nem pra comprar uma seda.

Um beijo para vocês e a gente se vê depois Tchau

ROMEU ZEMA - Flow News #047 | Castnews Index — Castnews Index