SGT NANTES - Flow News #046
Papo sobre política e segurança pública
Igor
Sargento Nantes
- Outras frentes de combate ao crimePL Anti-facção e suas implicações · Aumento de penas para o crime organizado · Prevenção ao crime através de educação e políticas sociais · Apologia ao crime na música e o papel dos MCs · Origem e evolução do crime organizado · Estratégias de combate ao crime organizado
- Atuação de Lucia na políticaMedidas populistas e impacto eleitoral · Análise do cenário eleitoral de 2026 · O papel do Banco Master e Daniel Vorcaro · Ataques políticos e narrativas · Presunção de inocência vs. condenação pública
- Poder JudiciárioCondenações no caso 8 de Janeiro · Dosimetria da pena e revisão de sentenças · Comparativo com condenações de policiais (Carandiru) · Individualização da pena e provas · Envolvimento de ministros do STF em escândalos
- Vida Pública e PolíticaSaudade do trabalho na rua · Diferenças entre ser policial e político · Necessidade de diálogo na política · Impacto da experiência policial na política · Autonomia e tomada de decisão
- Projeção da economia brasileiraEstratégias de desenvolvimento da China · Exportação de matéria-prima vs. produção industrial · Importância da educação e formação de engenheiros · Oportunidades de investimento e empreendedorismo · Crítica à falta de plano de Estado e vontade política
- Propostas legislativas beneficiáriasProjeto Casa Forte (financiamento imobiliário para policiais) · Projeto de lei para fornecimento de equipamento para diabéticos · Prestação de contas e redes sociais · Trabalho em coautoria de projetos
- Honestidade na políticaAções políticas baseadas em resultados e não em espetáculo · Importância do diálogo e da construção de consensos · O papel do corregedor na Câmara Municipal · A diferença entre vender fumaça e apresentar soluções
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Salve, salve família, bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com o Sargento Nantes, que é neste momento vereador, né? Aqui por São Paulo, na cidade de São Paulo. Exatamente, exatamente. Mas é pré-candidato a deputado federal.
Então dá pra gente falar de causas de polícia, dá pra gente falar de política de uma forma geral. Inclusive a gente nunca trocou uma ideia mais voltada pro teu trabalho como político. Como você já me contou que você prefere mil vezes ser político do que ser polícia.
Mentira, gente, ele tava falando o oposto, na verdade. Ele disse que se desse pra acumular, tava aí acumulando. Pelo menos umas duas vezes por semana dar aquela patrulhada, na viatura de rota, prender os vagabundo. Nossa, deve ter uns caras felizes que tu não tá, então, né? Tem bastante, eu acredito que os caras até votam. O cara vota pra eu não voltar.
Entendi. Bom, você que está assistindo aí, está me vendo aqui, usando a minha Insider, mas eu queria falar para vocês hoje da Insider de Mangalonga, cara. Está meio friozinho aí em São Paulo, deve estar friozinho onde você está aí também, mas independente, cara, a Insider de Mangalonga, ela serve para você justamente naquele dia que, putz, cara, não está frio o suficiente para tu lançar um casacão, mas, putz, a manga curta ali, está faltando alguma coisa.
Ela tem as mesmas características da Insider, da Tech T-shirt normal, que você já conhece, né? Não precisa passar, um conforto térmico diferenciado. O caimento dela no corpo, o pano é gostosinho. Cara, se você ainda não experimentou, cara, inclusive essa é uma excelente oportunidade, porque tem um desconto especial para quem nunca comprou Insider, cara. Ó.
Se você usar o cupom FLOW, você vai ganhar 30% de desconto pra quem nunca comprou um Insight. Então esse é o momento que você estava esperando pra experimentar. Agora, se você já conhece esse cupom, também te dá um descontinho e o Nantes vai ganhar de presente uma Insighter. Maneira ela. Eu tenho certeza que tu vai se amarrar, cara. Hoje a minha esposa mandou... É a Mangalonga também? Eu acho que sim. Hoje a minha esposa mandou lá uma foto no grupo mostrando o meu armário. Ele é Insighter e Flamengo apenas. Insighter é puro, né? E Flamengo.
Essa aí eu achei que era do kit do EB, quando você servia. Parece, né? É de oliva. Ó, ganhou uma VO também, ó. Ou quase isso, não. Essa é de manga comprida. Não, vou esperar a de manga comprida. Isso, a gente vai arrumar. Tenho certeza que tu vai se amar, cara. Obrigado, hein? Bom, usa o cupom FLOW, que tá aqui na descrição também. Se você clicar no link que tá na descrição, já vai com o cupom aplicado. Mas, se você tá só ouvindo a gente, insiderstore.com.br
E use o cupom FLOW que vai todo mundo ficar feliz, tá bom? Cara, se quiser participar do programa, vai aparecer aqui o QR Code pra você do LivePix, que você pode mandar tua mensagem e eu vou ler ela aqui durante o programa, tá bom? Fica à vontade, eu vou ficar com o computador aqui, então eu consigo ver em tempo real, à medida que vai chegar. E é basicamente isso. Antes, cara, como a gente estava conversando antes...
Tu me disse que prefere, é muito mais legal ser polícia. Aí você estava descrevendo como é o trabalho de um cara, de um policial que está na política, que é, por exemplo, você tem um projeto que tem o potencial de impactar muitas vidas. Sim, sim, sim. Vidas que vão ficar gratas e que vão receber aquilo ali, mas é diferente de você ir lá e salvar alguém para valer.
então me conta um pouco como é que é a tua vida de, sei lá ex-policial, cara primeiramente que é um mundo boa noite a todos que estão nos assistindo obrigado mais uma vez pela oportunidade sua pergunta é bem interessante o sentimento, cara todos os dias eu sinto saudade do trabalho na rua, do trabalho policial
Embora sejam serviços totalmente diferentes. O serviço policial, você consegue trazer medidas e soluções para a vida das pessoas imediatamente. Ou seja, você foi vítima de roubo, vítima de um sequestro. Imediatamente, quando eu me deparo com essa ocorrência, que eu consigo prender esse marginal, eu consigo neutralizar ele, tirar você ou sua família de risco, é uma solução aplicada imediatamente.
O político, ele, por sua vez, o primeiro passo é que o policial, quando ele ingressa na política, a primeira coisa que ele tem que fazer, ele tem que entender que ele não é mais policial. É cômico, porém é real. Porque lá...
em tese na polícia, eu não precisaria conversar com o meu oponente. O bandido é mão na cabeça, tá preso, pouca ideia já era. DP, se quis trocar tiro, enfim, você faz o que tem que ser feito, se ele evoluiu óbito, problema dele. E acabou. Você não tem relacionamento, de repente, com a pessoa que pensa e que tem ideia diferente.
Então você combate alguém e combate mesmo, no sentido figurado da palavra. Já na política, não. Você tem que aprender a conversar com os demais, independente de ideologia política. E eu consegui fazer essa análise muito rápido. Por quê? Se eu não converso, se eu chego todo dia e hostilizo um político de esquerda, por exemplo...
A hora que eu precisar aprovar um projeto de lei, o que ele vai fazer? Obstruir, ele vai fazer de tudo. Ele não quer nem saber se ele é um bom projeto ou não. Exatamente, ele não vai enxergar se é um bom projeto. Eu lembro que uma das minhas primeiras conversas com vereadores de esquerda, e você imagina, chegou eu, policial da rota, 16 anos na rota, combatendo o crime, cara de mal nos vídeos, mão pra cabeça. Eu lembro que chegou uma vereadora do PSOL e olhou pra mim e falou assim, você nunca vai votar num projeto de lei meu.
E eu olhei para ela e falei assim, você me desculpa, mas existe a possibilidade sim. Se eu enxergar que é algo bom para a população, independente se foi você ou um outro vereador que fez, eu vou analisar e vou votar, porque as pessoas que nos colocaram aqui, tanto a mim quanto a você, elas estão esperando bons projetos. E se o seu projeto for bom para a população, com certeza eu vou votar junto.
eu vi a cara de surpresa dela, tipo, meu, será que é pegadinha? E ao longo desse primeiro ano de mandato, já estou no segundo, eu aprendi a conversar com todos, de maneira cordial, de maneira respeitosa. Todas não, eu não preciso entrar aí nesse mérito. Tô brincando. Sacanagem, vai.
Mas, enfim, eu aprendi que deveria conversar com os demais políticos e tenho um bom relacionamento com os demais. Como é que os teus eleitores enxergam isso, Nantes? Porque, infelizmente, eu vejo que a gente está num momento que as paixões políticas pelos personagens são muito fortes. Então, imagina que tu conversar com alguém de outro aspecto político pode ser enxergado como um ato de traição.
Você olha ali, ele tirou uma foto com o cara do pessoal. É que eu trago os resultados na prática, né? Então, assim, eu não tenho esse receio. Eu fui colocado lá para fazer o bem para a população, o bem para as pessoas. E toda vez que eu for questionado, peraí, você conversou com um político de esquerda, um político, vamos falar, um pessoal da vida que é mais extremo. Eu falo, meu amigo, se eu não conversar, eu não vou conseguir trazer coisas boas para você.
E eu estou lá para isso. Independente, então, assim, se a minha missão é Eu estou lá para você.
construir bons projetos de leis, que amanhã virarão leis e trarão benefícios para a sociedade, me desculpa, se amanhã ou depois, na urna, pelo fato de eu estar próximo ao político esquerdo, conversando, e os eleitores entenderem que...
Eu agi errado de tirar uma foto, porém de trazer um projeto de lei bom, e me tirarem do cenário político, paciência. Mas eu vou com a minha consciência tranquila, e vou para casa tranquilo, sabendo que eu fiz o que era correto. Porque não tem como você trabalhar sozinho na política. Você depende dos outros políticos para aprovar um bom projeto. Você tem que ter um bom diálogo, você tem que agir sempre de maneira respeitosa com todo mundo.
todos e eu procuro fazer isso. Se amanhã ou depois eu for mal interpretado, eu espero que procurem saber da verdade. Falei, foi mal interpretado, ele estava abraçado com o político da esquerda, falei, peraí, vamos contextualizar por que aconteceu isso e eu...
Francamente, explicarei. Hoje a gente tem uma visibilidade até boa em redes sociais. Eu procuro sempre trazer essas respostas, principalmente aos meus seguidores, e mostrar que a gente vem trabalhando. Eu criei até um Instagram paralelo. Você trabalha com redes, você sabe que...
infelizmente, muitas vezes, matéria política, ela derruba o algoritmo, ela derruba os números da página. Sim, muito bem. Então eu criei um paralelo, outras páginas paralelas do vereador, e ali eu publico nem que seja um buraco que foi tapado, foi solicitado pelo município para tapar um buraco, eu coloco lá. Ah, foi solicitada uma desocupação de uma área da prefeitura que estava sendo utilizada para tráfico de drogas.
pra, enfim, tráfico de drogas, uma área que tava sendo utilizada pra roubos, tava sendo utilizada por marginais. Foi feita essa desocupação. Através de solicitações nossas, eu vou lá e publico no outro Instagram. Porque eu sei que no meu Instagram natural, nas minhas redes normais, ela acaba derrubando. E aí, muitas vezes, o que acontece? Entra um cidadão lá e comenta assim, esse cara não tá fazendo nada.
Aí eu educadamente sugiro, dá uma olhadinha aqui na página Vereador Sargento Nantes, nessa rede aqui. E quando a pessoa vai lá, ela se depara com a pancada de trabalho que a gente vem executando. Ali é meio que uma prestação de conta do mandato. Acho que é um bom jeito mesmo. É, foi uma maneira... A gente estava conversando aqui da relação polícia-político.
Tu falou assim, cara, uma das primeiras coisas que tem que aprender o polícia quando chega na política é que ele não é mais polícia. Isso é interessante porque 16 anos de polícia é hierarquia e disciplina do início ao fim. Isso me parece muito diferente do que tu encontra num ambiente, sei lá, numa câmara.
de vereadores ou de, sei lá, se encontrar na Câmara de Deputados, né? Porra, tu acha que ter sido polícia te ajudou no fim das contas? Porque, olha, é um modo de vida específico, né? O militarismo, né? Sim. Os pilares e hierarquia e disciplina, eles fazem parte do dia a dia.
em verga mas no quebra aquela frase tu questiona pouco uma ordem de um superior, quase nunca exatamente na realidade até é crime, depende da maneira que você questionar você pode responder crime, ser preso e agora tu tá num lugar que tu tem que senta com os caras, troca ideias chega a conclusões, não sei o que te ajudou cara ou te atrapalhou? ajudou né, na realidade o militarismo ele
Quando ele é aplicado até em grandes empresas, se você pegar as grandes empresas do Brasil, boa parte foram pautadas, principalmente as empresas da década de 60 para cá, que estão em pé até hoje, elas foram estruturadas de uma maneira bem similar ao militarismo. O militarismo vai te trazer a disciplina, ele vai te trazer a expertise. A gente estava na rua.
o dia todo, lidando com o marginal. Então você tem que ter uma agilidade, tem que ter uma expertise, você tem que perceber as coisas mais rápido. Então isso na política também, o que acontece? Muitas vezes tem movimentos de malandragem na política que quando você se liga, você vai lá e você interrompe.
Você perde uma votação nominal, você acaba derrubando algumas malandragens que muitas vezes vão circular no meio ali e que os caras ficam putos e olham para você e falam, porra, meu. O tirocínio, porra. O tirocínio está aqui ainda, meu. Você não vai dar chapéu aqui. Então, acontece. Ajudou bastante, cara. Eu acredito que a vivência na polícia...
Eu procuro, inclusive, muitas vezes fazer paralelos. Eu procuro dizer como que eu agiria na polícia. Aí eu venho, faço um paralelo, eu falo, acho que dessa maneira aqui se encaixa. E acabo utilizando. Eu procuro sempre fazer esse paralelo da experiência policial com a vida política. E tem dado certo. Eu fui eleito, no final do ano passado, corredor da Câmara.
Corregedor da Câmara é a pessoa que... Como se fosse o presidente do Conselho de Ética. Então, ou seja, qualquer irregularidade que é cometida por um parlamentar, por um vereador, quem vai julgar sou eu e mais seis vereadores. Mas eu que presido isso, como corregedor. Então...
Isso é uma eleição? É uma eleição interna entre os vereadores. Eu fui eleito por 40 votos a 13. Eu coloquei à disposição. Na realidade, foi sugerido que eu fosse o corredor. E aí, para que todos saibam aqui, para surpresa...
Eu fui eleito com votação unânime dos vereadores do PT. Os vereadores do PT votaram em mim. E confiaram em tese o cargo deles a mim. Por conta de uma conduta justa. Eu lembro que uma das perguntas deles foi você não vai usar isso para fazer politicagem.
E eu olhei no olho do líder na época, da líder, e falei assim, você está falando com um homem, eu sou um cara justo, sensato. Se for algo que eu veja que, de fato, cometeu seu vislumbrar uma irregularidade, é óbvio que a gente vai tocar para frente. Mas, de maneira alguma, eu vou utilizar isso para ser um canalha e fazer movimentos políticos para prejudicar vocês.
Tu deixa esse bigode já nessa intenção, né? É, meu irmão, isso aqui é no fio do bigode. Mas a... E o CI, tu não sente uma falta da tranquilidade que a hierarquia trazia, cara? Porque sempre teve um cara pra dizer mais ou menos pra que caminho seguir, né?
Eu trabalhei durante 16 anos na rota. A rota, eu costumo dizer que é uma... Não só a rota, os batalhões especializados da Polícia Militar, eles são unidades... Eu costumo dizer que uma viatura de rota resolve uma guerra, se você deixar.
Você tem muita autonomia. Embora eu comandando a equipe, mas a gente ouve a opinião de todos dentro da equipe. Os policiais de rota, eu costumo dizer que todos estão preparados para resolver uma ocorrência complexa. O que é uma ocorrência complexa? Uma ocorrência de troca de tiro, uma ocorrência de sequestro. Todos os policiais estão habilitados para isso. Os policiais de rota e dos serviços especializados, os BAEP, Força Tática, que seguem a mesma doutrina.
Esses policiais, em tese, eles estão bem preparados e astutos para que desenvolva qualquer... para ser colocados em qualquer cenário. Então trabalha com uma autonomia maior. O policial do especializado tem essa autonomia maior. E na política eu acredito que ampliou essa autonomia.
Então hoje, por isso que eu não sinto tanta falta. O policial de rota, ele vai atrás da ocorrência, ele não fica simplesmente aguardando. Eu lembro que muitas vezes eu recebi colegas que falavam assim, mas está fácil para você porque você tem um serviço de inteligência muito bom. De fato, o serviço de inteligência da rota é muito bom. Ah, você, o comandante dá suporte para vocês. Me desculpa. Ele estava equivocado e eu expliquei para ele. E eu falei, cara...
Aqui é a ocorrência nossa, eu pego um usuário de droga, converso com ele, de repente ele decide me indicar quem está traficando e quando eu pego muitas vezes o traficante menor, ele decide falar para mim quem é o traficante maior. E muitas vezes de uma ocorrência que seria em tese uma abordagem de um usuário de drogas, você acaba pegando, derrubando o que a gente chama de casa-bomba.
aprendendo uma grande quantidade de drogas, chegando a aprender até toneladas de drogas, mas numa ocorrência que você começou numa conversa ali. Da gente saber ter essa autonomia de ir atrás. E na maioria das vezes...
Quando eu falei, o comando está por trás, não está. A gente aprende a construir essa ocorrência de maneira jurídica e muito bem estruturada, pautada dentro da lei, que quando essa ocorrência é apresentada no Distrito Policial, ela não tem nenhum tipo de erro para ser observado e para ser perseguido. Então é por isso que a ocorrência sai no linguajar nosso redonda, perfeita.
Entendi, entendi. E aí na política a gente usa da mesma maneira, né, cara? Então a gente tem essa autonomia hoje muito maior. Eu costumo dizer...
Trabalho policial é imediato, o trabalho na política é mais amplo, atinge mais pessoas, só que é moroso. Para você aprovar um projeto de lei, no caso aqui na Câmara Municipal, em duas sessões, você vai gastar no mínimo seis meses. Isso você conseguindo aprovar rápido. E depende de muita articulação, muita conversa com os demais parlamentares.
Mas hoje a gente tem conseguido grandes projetos. Eu lembro que o meu primeiro projeto foi o Casa Forte. O Casa Forte é um financiamento para policiais municipais, no caso.
foi o Major Meca e outros deputados conseguiram aprovar na Alesp, em nível Estado, para que policiais do Estado tivessem a oportunidade de ter um subsídio, quase juros zero, para comprar um imóvel. Por quê? O policial, na maioria das vezes, ele vem da periferia. Ele mora, tem policiais que moram dentro de comunidades. E a partir do momento que ele é identificado como policial, ele passa a correr risco.
Eu lembro que no dia que eu protocolei esse projeto, que aí era trazendo para o âmbito municipal, para os policiais municipais também, estender esse benefício aos policiais municipais para que eles possam ter esse subsídio para comprar uma residência e sair de uma região de risco, tanto ele quanto a família dele. Eu lembro que no dia que eu apresentei esse projeto, teve um policial militar, soldado Novaes, que ele morava dentro de uma comunidade na Zona Norte.
E o cara chamou ele na porta de casa, ele saiu na inocência e o cara matou ele na porta da casa dele. Ele morava dentro da favela. E aí, após isso aí, o irmão dele passou a sofrer ameaça, a mãe dele continuou morando lá, até que eles conseguissem receber o seguro, conseguissem receber a pensão pra mãe dele, e aí eles conseguiram mudar de lá. Mas durante meses ainda, o irmão dele entrava em contato com a minha equipe, pedindo suporte, tava com medo.
tinha veículos suspeitos que paravam na frente da casa dele ele estava recebendo ameaças indiretas e a gente sempre pedindo pro policiamento da área dar uma reforçada e dar um apoio pra esse garoto que nem policial era ele era apenas irmão do policial que morreu
Então, assim, e preocupado com isso, a gente está conseguindo trazer. Mas foi o primeiro projeto que eu protocolei. Nós já aprovamos em primeira, estamos aguardando para aprovar em segunda ainda. Já um ano e meio depois, cara. Então, assim, é um trabalho construído. Eu tenho certeza que hoje nós temos...
quase 8 mil policiais municipais pelo menos aí a gente vai atender, se a gente atender um terço vai estar ali próximo de 2 mil, 2 mil e 500 policiais que vão conseguir morar num lugar mais seguro e levar sua família porque não adianta, o cara sai de casa muitas vezes ele fica preocupado com
Com a família. Como é que ele vai prender um cara no bairro dele, sabendo que ele mora nesse bairro meu, de que o bandido pode ir lá depois e ameaçar o filho dele, a mulher, ou até mesmo ele na hora saindo de casa. Então é isso. Esse é um dos projetos. A gente tem participado de vários outros. Consegue participar de coautoria de outros. Tem um que é muito bacana.
Tami Miranda. Tami Miranda, ele colocou um projeto de lei para fornecer aquele equipamento, o Bluetooth, que oferece o nível de insulina para as pessoas portadoras de diabéticos. Mas, principalmente, o que ele colocou é para ser fornecido na rede pública para crianças. Nós temos em torno de 5 mil crianças que têm que levar 12 picadas no dedo todo dia.
pra oferir. E esse equipamento, você sabe qual que é, né? Sim, sim. Equipamento você coloca embaixo do braço e consegue ir monitorando como é que tá a taxa de insulina no organismo. Esse foi um projeto que nós tivemos com a autoria, participamos de um, tá aprovado e já tá pra ser distribuído agora na rede municipal. Então são 4 mil crianças que vão deixar de levar essa picada no dedo. 12 picadas. Porque você pega uma criança de 4 anos... Todo dia. Todo dia ela leva 12 picadas no dedo.
Você acaba judiando da criança, gerando trauma. A criança pega trauma de agulha. Então, isso é legal, porque você participa da criação, da aprovação de um projeto desse, e não são só 4 mil crianças que foram beneficiadas. É o pai, a mãe que vê a criança sofrendo, a tia, a avó. Quem está no entorno daquela criança, muitas vezes sofre também com isso.
Então você acaba trazendo soluções que vão abranger muito mais pessoas. É bacana, é legal. Porra, agora maneiro isso daí. Mas eu fico até... Bom, só voltando numa parada que tu falou antes, eu fico feliz dos caras terem te... Na verdade, eu fiquei...
impressionado de tu ter sido o cara que vai ser o corredor do bagulho. Eu sou, já já estou empossado da corredoria. O cara é o corredor da parada. Isso daí é... Eu falo, rolou até uma brincadeira, né? Que o policial, muitas vezes, ele tem um receio da corredoria, né?
Corri da corrigidoria a vida inteira. Agora eu sou corrigidor. Interessante, né? A vantagem de chegar na corrigidoria da polícia. Eu sou corrigidor também. Vamos falar de corrigidor para corrigidor. Me conta aí o que está pegando. E aí, cara, como é que tu está vendo? A gente estava conversando antes aqui um pouco também sobre o cenário que está se desenhando para essas eleições.
Então, eu tava te contando que me parece improvável uma vitória do Lula no primeiro turno. Me parece improvável mesmo. Eu acho que muita coisa pode mudar, né? Como vem mudando, né? A gente tem muita coisa pra sair do Master ainda. Mas, cara...
Como é que tu tá enxergando esse cenário político que tá se desenhando? O que eu quero dizer com isso? Eu vejo pro muito provável segundo turno Flávio e Lula. Já adianto, o papo lá do áudio vazado do Flávio, mandando pro Vorcaro, eu acho que aquilo tem...
pouco impacto na base. Eu acho que talvez mude o voto de um cara que tá indeciso, não sei o que, mas não necessariamente pro Lula. Entendeu? Eu não acho que o Lula se dá bem demais nessa história toda, tá? Sim. A galera tava sacaneando lá que, pô, eu tirei o imposto das brusinhas à toa? Não. Porque eu não acho...
que o Flávio especificamente perde voto pro Lula. Ele pode perder voto pra outros caras. Que é uma outra coisa que a gente estava conversando antes aqui, como existem outras opções de direito também, como isso pode ser prejudicial pro campo inteiro. Sim. Então, como é que tu enxerga, cara, o que está se aproximando aí?
Daqui a pouco nós vamos falar de áudio do Flávio. Vamos falar, vamos falar. A eleição está bem embolada ainda. E você pontuou muito bem que tem muita coisa para acontecer daqui para a eleição. É óbvio que o Lula jamais pode subestimar o poder de inteligência dele, principalmente com questões eleitorais. Perfeito. Mas se a gente parar para observar, nos últimos três anos...
após ele ter ganhado diversas promessas dele, que era a redução do imposto de renda, enfim. Ele foi criado diversas taxas de impostos, agora ele pega e tira essa, que é uma medida populista. Ele vem trazendo cada vez mais medidas populistas. O que é isso, para resumir assim, talvez para ser mais prático? É o prefeito que só asfalta a rua no último ano.
Ele deixou todo mundo na ladeira, todo mundo na pedalada, mas nesse último ano ele está aproveitando para dar tudo para o povo, medidas populistas. Então, vamos lá. Quando você pega e isenta a pessoa que ganha até 5 mil reais no imposto de renda, você está injetando diretamente dentro da casa dela pelo menos 300 reais por mês.
Ah, não é muito. Não é muito pra quem ganha mais. Perfeito. Pro cara que ganha 5 mil reais por mês, 300 reais, talvez é o churrasquinho do final de semana. É um a mais que ele vai fazer. Então esse cara tá feliz. Você facilita, desburocratiza o sistema de tirar CNH. Então você pega os jovens que estão aleatórios, o cara que tá na fase de tirar sua CNH ali, ele fala, não, antes precisava ir pra outra escola e tal.
Não, mas sabe dirigir? Paga a taxa. Os caras compravam a carteira do sábio. Não, tudo bem. Tinha alguns que compravam, mas eu vou falar pra você, na real. Mas, na real, tinha um monte de molecada. Eu mesmo conheço alguns jovens que o cara reprovou quatro, cinco vezes na CNH. Ficava fazendo cursinho lá, enfim. E o cara tá estudando por conta agora, faz a prova teórica. Tá feliz também. Tá feliz. E eu não tô dizendo que... Que...
ele está errado de estar feliz. Pelo contrário. Eu acredito que tem que funcionar assim mesmo. Tem que funcionar de uma maneira... Quanto menos burocrático, melhor. O que não pode é votar no cara por causa disso. Exatamente. Ele já... Ele devia fazer isso. Não é mais do que a obrigação dele fazer isso. Só que é difícil de colocar na cabeça de quem foi beneficiado. Assim. Que ele não tem que votar. Eu costumo dizer que eu lembro que...
ali teve uma reeleição, que no final do ano tinha um morro ali perto do Rodanel, ali na região da Raposa, que esse morro, durante 20 anos eu passei lá na frente, e ele sempre o morro de terrão, várias casinhas humildes e aquele terrão. E eu lembro que no ano eleitoral, o prefeito vinha à reeleição, e esse prefeito asfaltou esse morro inteiro.
E aí, como é que eu vou culpar o seu João, o seu Zé, que mora lá há 50 anos, que pisa no barro toda época que chove, que escorrega, que não consegue chegar em casa, como é que eu vou culpar ele de não votar nesse prefeito que olhou pra ele?
mesmo que seja pra ganhar voto, né? Mesmo que o cara fez pra ganhar voto, mas eu não posso colocar a culpa no cidadão e falar assim, é, meu, você tá errado de votar. É difícil você convencer, chegar pra ele e falar assim, seu Zé, você não tem que votar nesse cara. Esse cara, ele deu um rombo na saúde do município. Ele fez isso, seu Zé vai falar, tá, mas ele colocou asfalto. E eu vou, eu não piso mais na terra.
Rouba, mas faz. É isso aí. Então, infelizmente, as pessoas, o cidadão aqui, é difícil dele ter essa consciência.
De que o cara que tá dando benefício pra ele não tá fazendo mais que a obrigação dele. É como você ir agradecer o cara do seu condomínio dele ter pagado a conta de luz. Ou ele ter pagado o segurança da portaria. É obrigação dele pagar. O dinheiro é seu e é obrigação dele pagar. Mas as pessoas se tornam gratas. Muitas vezes pela ausência. Taxa das blusinhas é um bode na sala. Eu coloco, eu entro.
Criou uma taxa nas blusinhas. Ficou difícil para todo mundo. Todo mundo comprava nas plataformas de e-commerce digital, internacional. Começaram a pagar taxas altas. Aí agora no final, na reta final, eu fico três anos arrecadando imposto. Pelo menos 20% de qualquer valor que seja irrisório.
E agora eu pego e tiro a taxa. E todo mundo vai ficar feliz. E daqui seis meses, ninguém vai lembrar, cara. O povo vai comemorar, fala, não, quem tirou a taxa da blusinha foi ele. E sabe o que, nesse caso específico, o que eu acho mais divertido é o seguinte, cara, que o cara, eles defenderam com unhas e dentes essa decisão, né? Dos caras do comércio, do varejo. Blindando. Porra, meu irmão, não sei o que. E agora...
Do nada. Sem estudo. Sem porra nenhuma. Não é do nada, irmão. Não, eu sei que não é do nada. É, não, sim, sim. Eu e você sabemos que não é do nada. Nós sabemos. E aí o cara vai lá e... Não, não, não, não. Não precisava nem... Não, não tem. E numa canetada tira e tira. Já era. E deixa o povo feliz. E muitas vezes a pessoa simples, humilde, que é a grande maioria, é a grande massa que vota.
Ela vai chegar lá e falar... E muitas vezes ela vai votar por causa disso. Não, tirou a taxa da blusinha, agora eu compro blusinha mais barato. Agora eu compro produto de outro país mais barato. O cara vai votar.
Ele vai votar e consegue conquistar. Por isso que eu falo que ele não é amador. O Lula não é amador, ele sabe o que está fazendo. Ele é exatamente aquele prefeito que está asfaltando a rua no último ano de mandato. Deixa eu fazer um advogado do diabo aqui. Pode fazer. E olha o seguinte, em 2022, que a gente teve lá aquela crise com os caminhoneiros,
que a gente começou a ter uma crise com combustível, né? Que no ano da eleição também, o Bolsonaro abaixou o imposto que era dos Estados, lembra? Sim, sim. Também não pode ser considerado uma medida nesse sentido? Pode. Pode, eu falo assim, só que... E aí é onde eu costumo dizer que muitas vezes as pessoas vão ter que analisar quem está de verdade. Boa. Quem está fazendo.
só para se manter no poder e quem está fazendo para tentar entender a linguagem do povo. Infelizmente, talvez ele tenha baixado, porque ele entendeu que se ele não fizer, ele ia ser decapitado. Ele aumentou o Bolsa Família também, no último ano.
Porque ele entendeu. E mesmo assim rolou uma fake news na época. Já tinha os inquéritos da fake news, mas não foi... Isso não foi arrolado no inquérito das fake news. Não, já tinha um tempo, inclusive, inquérito das fake news. Mas essa informação não foi veiculada. Que deveria ser, já que o inquérito de fake news, de notícias fantasiosas. Mas isso não está arrolado. Divulgaram amplamente que ele, no próximo ano, iria acabar com o Bolsa Família. E assim...
E ele aumentou o valor, enfim, teve que veementemente vir a público declarar que ele não ia retirar o auxílio das pessoas, que eu também sou a favor, mas sou contra o auxílio social da maneira que é feito hoje.
O auxílio social, ele deve existir. A pessoa... Mas eu acho que quando a pessoa recebe o auxílio... Você se cadastrou hoje... Porque todos podem passar por dificuldade na vida, tá? Todas as pessoas. Então imagina que hoje você tá numa fase ruim. Você tá fudido, cara. Aí eu falo assim, ó. Vou te dar um auxílio emergencial aqui pra você.
Mas eu já vou te dar uma cartilha aqui de um curso técnico, um curso preparatório. Você tem que estudar aqui. Você tem um prazo de dois anos para se formar e eu já tenho uma vaga de emprego aqui para você. Então, assim, deveria ter prazo. Não há de eterno.
Porque hoje, cada vez mais, nós estamos levando as pessoas a não produzirem no nosso país. Isso é complicado. Eu gosto dessa ideia, viu? Porque... Eu não sei qual é a complexidade real, mas assim parece uma boa ideia mesmo. Não, porque, cara, hoje... Você imagina que você mora numa casa com 10 pessoas. Se todo mundo trabalhar, todo mundo vive legal.
Agora, se de repente é aquele irmãozão mais velho, vagabundão, que ele não quer trabalhar, aí tem aquele do meio também que fala, foda-se. Aí o pai perdeu o emprego também, a mãe. Daqui a pouco, meu irmão, está todo mundo nas suas costas. Só você trabalha e você está camelando para dividir renda com todo mundo. Então, assim, aí não funciona.
Ninguém vai pra frente, então, ou seja, eu acho que nós temos que ajudar, temos a obrigação, sim, de ajudar quem está passando por dificuldade, temos que dar esse auxílio, mas falar assim, irmão, nós estamos correndo atrás de um serviço pra você, você vai trabalhar, você tem que produzir. No país, todos têm que produzir, cara. Senão, o país não vai pra frente. E, assim, eu gosto de olhar pra vários modelos, independente se é comunista, se não, eu gosto de analisar e entender as experiências do mundo. Boa. Se você pega, por exemplo, a China.
Eu já conversei com algumas pessoas de lá. E, por curiosidade, eu tento entender como que funciona lá a educação. Você sabia que lá a criança estuda de domingo a domingo? Não. Ela tem uma folga só por mês no domingo, em período integral. Então deve ser um inferno ser uma criança na China. Deve ser um inferno. Só que, por outro lado...
Eles formam, se eu não me engano, 180 mil engenheiros por ano. Assim. 180 mil engenheiros por ano. E assim, aí o que eles fazem? Claro que tem um efeito isso daí, com certeza. Os caras formam engenheiro pra caralho. Os caras formam engenheiro, beleza? Formam engenheiros, formam gênios. Então os caras... Aí, aonde eles vêm pegar a matéria-prima?
Eles têm bastante, mas também vêm buscar umas coisas aqui. Eles tiveram uma grande estratégia, inclusive, de reestruturar até o próprio deserto. Hoje estão produzindo, enfim. Eles têm bastante matéria-prima, mas é óbvio que eles vêm onde está fácil. Aqui, ó.
Eu fui no outro dia numa convenção, lembro que eu conversei com o pessoal, e a menina olhou pra mim e falou assim, eu quero, a gente gosta, a gente quer fazer negócio no Brasil, quer comprar castanha caju, castanha pará, cacau, querem pegar a matéria-prima, leva pra indústria deles, produz um bombom, um chocolate que seja, e devolve, vende embalado pra nós, mais caro.
É real, só que isso acontece com metais, enfim. Não só com alimento. O alimento eles despertaram para fazer agora. Mas hoje tecnologia. Então, assim, quais são os grandes centros de tecnologia que nós temos hoje? O que a gente tem desenvolvido? O que a gente tem para oferecer? E grande parte da matéria-prima do mundo é nossa. Principalmente quando a gente fala de alimentos. É nossa. Então, assim, eu vendo uma fruta de cacau, sei lá. Vamos colocar que vale um real.
Eu vendo por um real a fruta. Entrego, aí o cara produz, aí ele me devolve dez bombons. Um real cada bombom, dez reais. Então quem ganhou? Em vez de eu pegar essa fruta, eu processo a fruta, transformo em cacau, entrego pra você, você fabrica o chocolate, entrego pra um terceiro que vai embalar, e entrego pra um quarto pra vender.
A gente cria uma cadeia aqui de indústria e comércio dentro do país. Não, a gente vende a fruta in natura e compra mais caro. Sendo que era para a gente estar vendendo mais caro para o mundo. Nós temos a matéria-prima.
E isso acontece em tecnologia, em chip, as terras... Raras. As terras raras. O Nióbio. Que estão em evidência no mundo hoje, as terras raras. Quem que tá explorando? Cadê a molecada nossa que, infelizmente, tá tudo dentro do baile funk?
desculpa, nada contra aliás, muita coisa contra mas eu vou falar pra você, as nossas crianças estão lá sendo influenciadas a criançada nossa que está no meio do baile funk que está no tráfico, está roubando a aliança roubaram a aliança da minha mãe ontem inclusive, ladrão, fica ligeiro que eu vou atrás de você eu vou te achar, viu, demônio
Então, assim, a molecada nossa tá tudo perdida, não produz porra nenhuma. Enquanto isso aí, o mundo tá nadando de braçada. E vem aqui, continuamos, continuamos, trocando ouro por espelho. Perfeito. Continuamos, não mudou nada. Nós somos o celeiro do mundo. Todo mundo vem aqui, pega um pouquinho e se dane. E quanto mais idiota o nosso povo continuar, pior é.
Isso aí, a gente consegue mudar uma coisa como essa? Pra mudar uma parada como essa, a gente precisa de um plano, um projeto de Estado, de nação. Uma parada trans-presidente, né, cara? Um troço que vá além de quem tá no poder. Um troço que, no fim, a gente fala pra caramba de como funciona a China.
A China sabe quem vai estar no poder daqui a 30 anos, daí consegue fazer plano de 30 anos. A gente, não estou dizendo que a gente deveria seguir o modelo chinês, mas pensar, olhar o que dá certo, que é mais ou menos o que você falou, olhar o que dá certo e vamos fazer. Só que aqui a gente tem um problema muito sério, que é a falta de vontade política. Por quê? Por um monte de razão, cara.
Se a gente for entrar, por exemplo, no Banco Master, eu gostaria que tudo que tem a ver com o Banco Master e Daniel Vorcaro fosse esclarecido. Sim. Certo? Mas a gente vê claramente um monte de movimento para impedir, por exemplo, uma CPI do Master. De ambos os lados.
De ambos os lados. E é uma das coisas que me deixa mais triste, porque, veja, na minha opinião, essa é uma das oportunidades que a gente, infelizmente, no Brasil vira e mexe tem. Mais uma, né? Mais uma. De fazer uma limpeza, inclusive, de esclarecer por que diabos que tem o nome de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvido com escândalo de dinheiro.
Aqui a gente não tá falando de esquerda e direita, os caras estão envolvidos em escândalo de dinheiro, mais de um. Mais de um, cara. E nós vemos, assim, uma queda de braço, inclusive, pra ver quem vai homologar a delação do Daniel. Perfeito. Ah, não, vai ser a PGR, vai ser a PF, não, não vai ser ninguém daqui a pouco.
Enfim, cara, se nós tivemos esquemas lá atrás, a própria Lava Jato, Mensalão, que no final... Lembra do Mensalão, que o problema era que os caras levavam 50 mil reais? É. É, então, nessa época ainda era tranquilo, cara.
Não, podemos dizer que era tranquilo, cara. Se você... Na época que o ladrão andava de oitão, pô. E os caras foram presos, caramba, pô, meu. Os caras roubavam de chilingue nessa época ainda. Então, assim, só que você vê cada vez mais que nós temos...
Algo que é para manter o povo sob julgo. O povo, quanto mais idiota ir votando, aí eu volto a repetir sobre as políticas públicas, sobre a maneira de conduzir o povo como uma nada, aí eu costumo dizer que as pessoas têm que começar a abrir o olho e entender quem de fato está do lado dela, quem está defendendo.
para que a gente possa começar a construir, para que leve um time grande. O Congresso é gigantesco, né, mano? São 513 deputados, são 81 senadores, é muita gente. São muitas cabeças pensando diferente para você fazer uma conciliação, falar assim, vamos juntar pelo menos a metade mais um para levar o país para uma direção correta?
E isso aí vai ter que estar alinhado a um líder de executivo também que esteja com essa vontade de fazer. Vamos transformar o país num novo país, uma nova pátria. Mas, infelizmente, a gente... Eu costumo dizer que até o político corrupto desse país aqui é medíocre. É medíocre, cara. Então, vamos fazer uma análise aqui. Eu acabei de falar assim, se a gente entrega nossas matérias-primas...
por um e compra por valor dez vezes mais caro. Então, se o cara fosse inteligente, ele ia fazer esse país produzir mais. Se ele não fosse medíocre, vamos dizer. Ele ia fazer o país produzir dez vezes mais. Nós temos capacidade para produzir dez vezes mais. E aí ele ia arrecadar dez vezes mais.
E aí eu fali, e aí ele teria dez vezes mais recursos pra ele se corromper. Então eu costumo dizer que até o político é medíocre. Até o político corrupto é medíocre. O cara, ele tá pensando aqui, ó, com o zoião, em pegar uns pedacinhos, muitas vezes se aproveitar, igual nós tivemos a Covid-19, a pandemia. Porra, cara, tinha cara que tava roubando dinheiro de álcool gel, de respirador. Ah, orra, mano.
É assim, não é certo roubar, mas eu acho que esse aí o cara merecia ir pra forca. Esse tá se passando mesmo, né? Esse merecia ir pra forca, cara. Tá entendendo? Porque falar assim, cara, o cara ficou sem ar, você vai ficar também. Pendura aí na corda aí você aí que você vai ficar sem ar também. Você deixou o cara morrer pra você encher seu bolso de dinheiro pra você comprar um carro novo, uma casa nova, um jato novo. Mas foda-se, você vai ficar sem ar também pra você se ligar. Então assim, cara, mas...
É óbvio que... É um sonho. Pode falar. Você já veio aqui conversar comigo algumas vezes. Antes de começar o programa, eu estava te falando como tu é querido por nós. Eu sei. Gosto de você. Eu não estou falando do ponto de vista do trabalho político, mas muitas vezes sim também. Como o projeto que tem a ver com... Que você tem a ver com o Uber.
pras mulheres e tal, fudido animal, mas cara, é...
Vamos ver como tu vai sair dessa, meu irmão. Porque assim, o lance... O jeito que tu fala... O senador Flávio Bolsonaro, cara, é muito difícil hoje, em 2026, a gente parar e defender tudo o que o Flávio faz, assim como é muito difícil parar e defender o que o Lula faz, tá bom? Pra gente ser justo aqui dos dois lados. Sim, sim, sim. O que eu quero dizer com isso? Que, porra, é...
Tu meio que tem que levantar uma bandeira que não necessariamente tu acredita nela total. Porque, sei lá, eu me coloco no teu lugar e fico. Porra, caralho, eu sou o corregedor, beleza. Eu sou o corregedor aqui da parada que eu tô fazendo. Aí, meu irmão, se um cara fizer merda, eu vou pegar ele. E pra presidente, eu tenho que apoiar um maluco envolvidão, mané, envolvidão. Que ninguém sabe ser culpado, verdade seja dita.
Uma, porra, envolvidão, mandando uns áudios pro Vorcaro. O cara, porra, deu uma atrapalhada na Lava Toga. Porra, meu irmão, o cara é um político de carreira. Cara, como é que é? Eu tô maluco? Não, não, vamos lá. Eu vou te trazer a minha visão, tá? Primeiramente, tudo que acontece na esquerda, os caras passam pano e tratoram. Por exemplo, 90 bi do INSS.
Tinha o Lulinha, tinha indícios do Lulinha e do careca lá do INSS, que é irmão do Lula, envolvido. O que os caras fizeram? Vieram para cima, CPMI o caralho, os caras ninguém assina, é tratorário e esquece. 90 bi tirado de aposentado e pensionista. São, é grana. E acabou, morreu. Já era, ninguém mais fala nisso.
No país, os caras fizeram a articulação deles com imprensa, enfim, com veículos de imprensa e zerou. Aí você vê agora o momento do Flávio. Vamos trazer. Vazaram áudios do Flávio conversando com o Vorcaro. Quando foi? Setembro de 2025. Beleza? Os áudios. Quem vazou? Intercept.
Que existem também, não vou ser injusto e falar, mas existem grandes indícios que trabalham para uma facção criminosa grande aqui de São Paulo. O PCC. Isso aí tem escancarado no jornal diversas matérias falando a respeito disso, do envolvimento. E eles aparecem sempre quando, a Intercept? Quando o cenário está desfavorável. Você sabia que uma semana antes o Flávio deu uma declaração que falou, CV e Comando Vermelho, se prepara aqui. Quando eu assumir, eu vou botar vocês para correr?
Eu sabia que ele tinha dado essa declaração? Não, não. É, ele deu essa declaração, pode procurar. A partir do momento que ele declarou guerra pros caras, aparece esse áudio. Coincidência ou não, não sei. E aí a Intercept traz esse áudio. É um áudio até então, e aí eu vou falar que eu já tomei umas porradas na internet, mas o que eu tenho que falar é... Eu tenho que ser realista com o que eu acredito. Boa. Tá? O...
Apareceu esse áudio do Flávio. E aí, beleza. Vamos lá. O que ele tratava no áudio? De um patrocínio para um filme. Tanto que ele foi questionado por uma grande emissora, recentemente.
E aí pediram pra ele entrar ao vivo, aquela pressão, e a jornalista vinha falando, dinheiro de corrupção do Banco Master e pá, pá, pá, pá. Falou assim, ó, eu tava de boa fé, como vocês estavam também. A repórter já ficou assim, ele falou assim, tem mais de 160 milhões de patrocínio na emissora de vocês, desse banco também.
Então, assim, eu estava de boa fé. Mas o que acontece? Muitas vezes é criada uma narrativa e isso está gerando um desgaste, tá? Está gerando um desgaste. É o que eu falo. Quando você está lidando com o Lula, não dá para vacilar numa eleição. O partido dele, as pessoas que cercam ele, eles têm...
Uma inteligência excomunal sobre quando se trata de eleição. E os caras sabem jogar muito bem, jogam nos momentos certos. Então é o que eu falo, o cara vai jogar medidas populistas agora. Vai tirar a CNH, vai tirar a hipótese de renda, vai tirar a taxa das blusinhas. Enfim, e vai convencendo o povo.
E a grande maioria que você falou aqui, inclusive pessoas da base, pessoas que me acompanham em redes sociais, eu coloquei uma foto com eles no final de semana. O que as pessoas fizeram? Me criticaram, começaram a me bater. Aí eu vou falar, então.
Você prefere, já que é pra gente talvez analisar se é certo ou se é errado, pensando no princípio da inocência. Porque até então o que tem é fumaça. Beleza? Da mesma maneira que eles sempre dizem que o Lula foi condenado, mesmo com confissão de outros que estavam em tese cometendo crimes com ele, foi condenado em duas instâncias e depois o processo foi anulado, por irregularidades no processo. Que é diferente de ser inocentado. E eu já sabia...
Eu cursava direito, eu lembro que um professor alertou, ele falou, esse processo vai cair.
O professor meu de constitucional falou que esse processo vai cair, porque existem irregularidades no curso do processo, processo do Lula. E, de fato, aconteceu. Mas, enfim, todas as provas que foram colhidas foram anuladas por conta das irregularidades. Mas não deixaram de ser provas, não deixou de existir confissões, não deixou de ser apresentado provas materiais. Mas, enfim, e aí você pega, e hoje existem diversas ilações.
Por exemplo, o Ciro, que é do meu partido, presidente do meu partido, foi atacado também. Semana retrasada. Por quê? Por que ele foi atacado? Tem noção ou não? Porque ele... Por causa de Banco Master, não foi? Não, atacaram ele, linkaram ele ao Banco Master. Mas por quê? Por quê? Porque, dias antes, ele foi um dos que articulou a não aceitação do Messias.
como o próximo ministro do STF. Ele foi um dos que articulou no Senado. Então tu tá me falando que tu vê claramente esses alvos sendo escolhidos por motivos políticos. Por motivos políticos. E os caras sabem onde mirar e sabem onde bater. E o pior, criam uma narrativa tão forte...
que acaba abalando as pessoas que vão pesquisar menos, que não vão a fundo tentar entender o que está acontecendo. Então, meu irmão, infelizmente, hoje, é óbvio que você talvez não atrapalhe tanto, mas se em algum momento você for uma pessoa que atrapalha o plano, o canhão vai virar para você também, é capaz dos caras acharem uma conversa sua com o Master ou com a empresa parceira, que o cara tinha uma porrada de empresa também.
Entendeu? Então, assim, hoje eu analiso que existe muito mais uma construção da narrativa, só que quando é de direita, quando é de direita, que está envolvido, que se mostra envolvido, essa pessoa já é condenada e julgada, ela já é condenada, sentenciada e transitada e julgada. Vem massivamente e todo mundo vem da porrada. E quando é de esquerda, não, vamos analisar a presunção da inocência, não é bem assim.
Você, o público que muitas vezes vota na esquerda, um pedaço, tá? Não tô dizendo que são todos, até pra não haver distorção. Mas um pedaço do público, que a gente sabe, que a gente viu vídeo de presidiário batendo palma quando o Lula foi eleito. Comemorando. Então eu falo que é um pedaço do público. Não tô dizendo que todos são bandidos. Mas existe. A grande maioria dos criminosos que estavam encarcerados comemoraram. Esse público, quando ele...
esse público, quando ele comemora uma vitória de um presidente, ele passa a ser, está debaixo da asa. Então, hoje, quando você vai ver uma matéria de um policial, que em tese subentende-se que os policiais são de direita ou que os policiais é mais voltados à direita, quando você vai ver uma matéria num jornal, muitas vezes, muitas vezes até financiado pelo governo atual, existem patrocínios, enfim.
Esse cara vai colocar, policial executa suspeito. Aí você vai ler a matéria. Essa é a chamada. Policial executa suspeito. Aí você vai ver a chamada. Indivíduo estava em posse de uma arma que baleou a vítima. Aí tem a filmagem do cara baleando a vítima.
e foi executado para o policial, aí não tem uma imagem da troca de tiro, mas aí você já meio que condena o policial também no caminho, então hoje, tudo que é meio de direita e de esquerda, quando a gente fala a matéria vai sair diferente a maneira de ser divulgada vai sair diferente
Eu tive... Semana passada eu tive um embate na câmera. Eu vi. Você viu? Eu vi. Você viu? Tomei um empurrão, quase apanhei. Só que eu tive que manter a cordialidade lá e o decoro. O cara te empurrou e tu foi pra cima, o cara que te segurou, porra. É, mas eu tive que manter o decoro. Tá, tá.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Não, te forçaram a manter o decoro. Não, eu mantive o decoro. Foi mantido o decoro. Você sabe por que gerou toda aquela confusão? Porque é o seguinte. Prefeito Ricardo Nunes, nós estávamos votando o reajuste salarial dos servidores públicos do município.
E todo ano, quando vai ter votação de reajuste, a grande maioria, o sindicato vai lá, e a grande maioria são professores que vêm junto do sindicato. As pessoas estão lá, e aí eu volto a dizer, não é unanimidade dos professores.
E aí eu trouxe em pauta, eu sou um cara estudioso, eu gosto de estudar a história. O que aconteceu antes? Então, um dia eu peguei e falei assim, vamos ver o que a Marta Suplicy fez quando ela era prefeito da cidade? Vamos ver o que o Haddad fez? Aí, beleza. Aí trouxe esses estudos, trouxe matérias, trouxe print das leis aprovadas, trouxe tudo, montei uma apresentação.
Eu chego, os sindicatos tomaram a galeria juntamente de manifestantes, professores, que estavam no seu direito constitucional de exercer greve, enfim, estavam lá. E eu comecei a abrir os olhos.
Falei assim, rapaziada, eu estou aqui hoje para conversar com vocês. Eu respeito muito o trabalho de vocês. De fato, eu respeito mesmo o servidor municipal, o servidor público, sério, aquele comprometido. Ele que conduz a administração da cidade e os trabalhos na cidade. E fiz minha deferência aos servidores que estavam lá e comecei a explanar. Eu falei, toda luta é válida, mas tem que ser justa. Vocês têm que fazer uma análise.
E saber por quem e por que vocês estão brigando. E aí eu comecei a trazer. Eu falei assim, hoje tem pessoas ligadas a partidos que estão subindo nos seus caminhões, fazendo manifestação junto, e que não são dignas de estarem no caminhão. E aí eu comecei a apontar os dados. Eu falei, dá uma olhada quando eles governavam a cidade.
E aí eu mostrei e tinham até vereadores, inclusive, que votaram. Então, ou seja, durante longos períodos na gestão do governo de esquerda, massivamente os aumentos, sabe quanto foi? 0,01% o aumento para o servidor.
A grande massa do servidor, que chama reajuste geral anual. É um reajuste que você dá para todos os servidores. E aí existem reajustes pontuais. E aí eu pego uma matéria da Folha que está lá. Marta aumenta 40% dos cargos comissionados, das pessoas ligadas próximo a ela. Ela aumentou, ela deu um aumento de 40% para os cargos comissionados. E depois, na sequência, ela cria a lei do 0,01%. Até que até então não existia. E aí quando eu começo a mostrar...
que enquanto o governo da cidade, o Partido dos Trabalhadores só prejudicou os trabalhadores?
Aí os caras ficaram revoltados, começou a doer. Porque você vai mostrando a verdade. E aí eu mostro, ó, Haddad é considerado traidor pelo pessoal. Até fiz referência a um vereador lá, o Toninho tá lá até hoje, que na época o Toninho bateu nele. Eu falei, o único cara que luta de verdade por vocês é o Toninho, que ele teve coragem de bater no Haddad, mesmo ele sendo de esquerda. Eu falei, esse cara é sujeito, ele tá com vocês. Esse é digno de estar no seu caminhão. Os demais aqui, meu...
Só estão utilizando vocês de massa de manobra. E quando eu falo isso, os caras saíram de giro. Porque eu mostrei a verdade, eu desmascarei. E quando você desmascara com propriedade, mostrando qual foi a lei que foi aprovada, matéria do jornal da época, porque as pessoas, infelizmente, elas esquecem rápido.
puta ponto de ir pra cima de tu, cara. Ah, meu irmão, porque aí teve um momento que eu falei... Aí quando eu fiz o comparativo do teto... do piso nacional. Aí eu falei, as pessoas estão em cima do caminhão de vocês, estão falando que vocês merecem ganhar mais. Aí eu provei...
O Ricardo Nunes foi o prefeito que rompeu o ciclo do 0,01%. Isso é uma matéria jornalística da época, de 2022, se eu não me engano. Ele deu quase 30% de aumento para os professores. E aí eu trouxe um comparativo do que é o piso nacional para a educação, que é o que é estipulado, que o Lula estipulou para os municípios que devem ser pagos.
E aí eu mostrei que o piso nacional hoje é 5 mil reais. E o professor, no piso municipal, ele ganha 1.100 reais a mais. Quando eu falei isso aí, só que eu falei, o Lu Ladrão quer que vocês ganhem. Aí quando eu falei do Paiinho, aí virou guerra, irmão.
Os caras vêm pra cima. Por que os caras entram numa de sair na porrada? Não é a primeira vez que eu já vi isso. Lembra uma com... Tu tava lá quando tava o Mamãe Falei? Que ele meteu um Mortal Kombat. O Mamãe Falei era da Alessio, né? Isso, era do Barada, é verdade. Teve uma com o Pavanato. Teve também. Das motos. Eu que separei a briga ainda.
Na realidade, o cara deu um chacoalhão nele. Chegou a machucar ele mesmo. Foi pro DP e os caramba. Ali foi um vacilo da equipe de segurança. Não podia ter... Que o cara, na realidade, era uma audiência pública. Ele podia fazer o uso da palavra na tribuna. Ele fez o uso e depois ele ficou meio solto ali. Aí, quando o pavanato tava falando, ele veio pra cima, grudou o pavanato e deu umas porradas, sabe? Um chacoalhão. Então, assim, algo inadmissível. Tanto que, num dia...
E no dia, os caras do sindicato, eles estavam favoráveis à minha fala. Mas eu falei, rapaziada, embora vocês estarem a favor, eu vou pelo certo, mano. Então, assim, eu sou uma das pessoas... É inadmissível que alguém ponha a mão em alguém aqui. Eu sou um dos que indiquei pra que seja conduzido pro DP. E a rapaziada ficou de boa, porque de fato, cara, não tem que ficar pôndo a mão no outro. Entendeu, mano? Pelo amor de Deus, né, cara?
Acho que ali é um ambiente pra gente falar, né? É parlatório, justamente, e é pra gente falar. Então, não tem que ter... Então, não tem que ter...
é a palhaçada, até porque se eu colocar a mão em você, se eu quiser te bater você vai querer se eu te der um soco, você vai querer dar dois, eu vou querer dar três e assim vai escalando até que tu vai puxar uma arma e me matar não, jamais
sacanagem. Não, eu tô maluco de eu sair na porrada contigo, cara. Eu vou desarmado, cara, lá na tribuna já, pra não ter esse perigo, nem de correr se sair e passar pela minha cabeça. Tu não é mais polícia. É isso aí, por isso que eu vou desarmado. Se eu fosse polícia, eu tava armado lá. É verdade. Bom, e aí tu quer ser deputado federal, cara. Vamos lá, um deputado federal...
Se a Câmara estiver alinhada com quem está no executivo, isso ajuda muito a vida. Vamos dizer que um cara a mais à direita ganhe. E eu te fiz uma pergunta aqui mais cedo, cara, que tinha a ver com isso, cara, que era, pô, o Flávio é a única opção?
porque a gente olha pro cenário hoje e de fato a gente vê ali teve uns caras que saíram pode ser que aconteça algum tipo de mudança agora com a possível chegada do Joaquim Barbosa no lugar do Aldo Rebelo se eu não me engano
então ele tá um cenário que assim, a única coisa que mais me chama atenção nisso é que o Ciro Gomes não vai tá concorrendo à presidência da república, ele vai estar fazendo uma outra parada mas a gente tem um cenário que ele tá a única coisa que me parece definida, cara é que o Lula não ganha em primeiro turno
Isso eu acredito também. Isso é o que eu realmente acredito. Isso eu acredito bem também. Tá, mas como é que tu enxerga isso, o caminho até lá? Tem muita coisa para acontecer, né? Tem muita coisa para sair do Banco Master, né? Muita coisa. Eu acredito que algo decisivo para a eleição vai ser a caixa preta do Banco Master, o que está lá dentro daquela caixa. Por que assim, mano?
O Vorcaro, embora hoje ele seja um leproso, né? Que ninguém mais... Mas todo mundo chegou perto. Mas ele tava no rolê com todo mundo. Ele costurou de um jeito, que aí eu falo que ele se certificou de estar próximo de tudo e de todos. Dos mais importantes. Dos mais importantes do país. Então a gente não sabe o que que tem lá no celular dele. As conversas tem, os bloquinhos de nota dele. O que que tem de conversa lá?
E eu acredito que isso aí vai ser fundamental pra definir essa eleição. E aí, nesse sentido, eu gostei da postura do Flávio, que ele falou, abre a CPMI, então, vambora. Justo. Vambora. E aí você vai ver... Tomara que isso motive a abertura da CPMI. Mas quem não quer assinar? A abertura da CPMI? Os caras do PT não querem assinar. A esquerda não quer. E aí por que não quer assinar se já tá metendo o dedo e apontando e pré-condenando?
Ele. Tá entendendo? É porque tem coisa lá dentro. E eu vou falar, e vai ter de um lado e do outro. Vai ter de um lado e do outro. Porque ele andou muito bem. E agora a gente tem que saber entender o que que tem e quem tava com dólar ou sem dólar.
Justo. Porque talvez ele poderia ter se aproximado do seu programa e feito um aporte, um patrocínio, e aceitado numa boa, e você sem dólar, falou, meu, é pra anunciar essa água, essa água agora é do uma das empresas dele, e você anunciar, e tá tudo legal.
Ou, de repente, ele poderia encostar e falar, mano, eu tenho um esqueminha aqui, manda dois pra cá, três pra lá e fica zero a zero. Vamos fazer uma empresa juntos aqui com a minha Rude. Depois a gente faz, capta no mercado e quebra a empresa. E se foda quem... Então, assim, quem tem dólar e quem não tem.
Vamos colocar em pratos limpos e analisar, então, todo mundo. Só que, meu irmão, dificilmente vai abrir esse CPMI. Tu acha que não tem nada que dê pra gente fazer como sociedade, não, Nath? Porque, veja, eu acho... Cara, pressão. Se a gente for pra rua e perguntar, é todo mundo a favor dessa porra. Mas todo mundo é a favor. E aí tá na hora da gente entender...
E isso poderia acontecer. Uma pressão muito grande de manifestações, talvez a gente consiga pressionar para que seja aberto. Mas isso vai depender também da quantidade de pessoas envolvidas. Eu falo de, em tese, parlamentares que assinariam.
Então, assim, eu não sei até que nível as pessoas estão envolvidas. Que ele fez contato com diversas pessoas e deu presente, cedeu patrocínio, enfim. Isso aí tá mais que claro. Não preciso nem... A gente não precisa... Convidou pra festas, enfim. Isso aí tá mais que claro. Agora, a gente tem que saber quem, de fato, tá...
E aí é onde fica essa interrogação, pra saber se a gente consegue ou não. Mas talvez uma pressão popular, eu acredito que... Ajudaria a pressão nos e-mails dos próprios parlamentares pra assinar.
Total, total. Uma das coisas mais interessantes que tem em todo esse caso do Banco Master, nem tem muito a ver com eleição, não, na minha opinião. Que é o envolvimento dos caras do STF. Essa, pra mim, é uma das coisas mais absurdas que dá pra gente ter num país como o Brasil.
Eu fico pensando, e não é porque é você não, já usei esse exemplo aqui várias vezes, mas eu fico pensando, e também não é uma provocação, é só, realmente fico pensando, se dá para acreditar que o julgamento do Bolsonaro, por exemplo, foi justo. Por quê? Porque a gente está falando de um caso, a menos que eu consiga uma explicação que faça muito sentido do porquê que existia um contrato, por exemplo, com uma...
sei lá, um monte de advogado, um escritório de advogado, de 3,7 ou algo parecido, milhões de reais por mês, daria por volta de quase 140 milhões de reais nos três anos de vigência. Acho que 136 milhões, alguma coisa assim. Próximo 140. Se isso não for muito bem explicado, eu não conheço ninguém, nenhum outro escritório tão bem pago. E se eu sou uma empresa...
Se eu vou te pagar 3.7 milhões, eu suponho que pelo menos eu vou deixar de perder 3.8. Eu não estou rasgando 3.7. Não existe almoço de graça. Não, a princípio não existe almoço de graça. Então isso tudo me chama a atenção.
Cara, eu vejo que nós temos problemas jurídicos no nosso país já há algum tempo, principalmente com relação às sentenças. As sentenças que foram aplicadas principalmente ao 8 de janeiro, as pessoas que estavam lá. Eu conheço pessoas humildes, pessoas simples, que não fizeram nada, não tacaram bomba. A pessoa estava lá e...
Inclusive, o vídeo que prendeu ela, ela tava lá dentro falando assim, não quebra. E essa pessoa tomou uma condenação de 17 anos. Mas agora vai rolar a dosimetria, cara. É, então, mas... Já tá travado de novo. Não, mas a dosimetria pra quê? Por causa do nosso querido acordão, pra gente não falar mais de Master, porra.
Mas a dosimetria, cara, ela foi aprovada, porém está no stand-by, você já viu, né? As primeiras, porque já foram impetrados pedidos de soltura ou de revisão da sentença. E aí falou, não, dá um tempo que ainda a gente tem que aguardar se é constitucional ou não a dosimetria. Ou seja, vai ser julgado quando isso? Agora.
para que possam ser aplicados aos coitados, que eu vou falar, pessoas coitadas. Durante a minha carreira, eu atuei contra o crime organizado por mais de 20 anos.
Então eu sei do que eu tô falando. Dificilmente eu vi um marginal pegar uma condenação acima de 15, 16 anos. Somente roubo, tráfico. O cara não pega, irmão. Estupro, enfim. Malemar, homicídio. Quando o cara matava alguém...
às vezes ele era condenado com uma pena superior a essa. Agora, a gente tá vendo aí, infelizmente, são pessoas simples, pessoas idosas. Dá pra ver nos vídeos. Não dá pra gente falar que lá é bandido. Desculpa, mano. Então, assim, entre condenar uma pessoa...
Ah, mas é a abolição do direito? Não é, não é, mano. Na moral... Olha, o que que eu acho? Se os caras tivessem subido lá, invadido, com um monte de fuzil na mão...
Botado, pendurado. Aí eu ia falar, na moral, mano, aí tentaram abolir. Tentaram abolir o Estado de Direito, de fato, fizeram um confronto contra as Forças Armadas, fizeram, tentaram tomar o poder. Como a gente vê, se você pesquisar na internet, se você pesquisar na internet em outros países que os caras tomam o poder, você vai ver que aí é feito dessa maneira.
Aí utiliza a mesma regra, o mesmo ordenamento jurídico pra condenar pessoas que eu vou falar que pra mim ainda eram os infiltrados que quebraram aquela porra lá. Tu acha? Tu acha que existe um... Eu acredito. Eu lembro que teve esse papo na época mesmo. É, teve. Eu acredito porque... Sabe o que me chamou a atenção? E de novo, cara, eu não quero entrar na tua pira não. Sim, sim, sim, não, não. Mas o que me chamou a atenção na época foi... Oxi, cadê? Cadê a segurança?
Entendeu? Isso me chamou a atenção, de fato. De fato, os caras não tinham ninguém armado, de pistola. As pessoas que estavam lá, eu falo porque... Uma das pessoas que foi presa, eu conheço e vi. Eu sei do histórico da pessoa. Não tenho coragem de matar uma barata. É uma pessoa que acreditava cegamente.
que entraria lá pacificamente e que conseguiria trazer uma nova esperança pro país. Mas não tem nada de violência, não tem questão de... Enfim, pessoa inocente. Inocente é uma coitada. Então, assim, não dá pra você condenar a 17 anos uma pessoa dessa. Que tem maldade zero com as pessoas. Pelo contrário. Achava que...
tava lutando por um amanhã melhor. Tava lutando pra que os nossos jovens estivessem na escola e não no baile funk. Os nossos jovens estivessem estudando, fazendo um esporte e não pilotando uma pistola na biqueira. Ó, 17 anos é muito, na minha opinião. Sim. Mas na minha humilde opinião também, Nantes, com todo respeito, alguma pena tem que pagar. Por quê? Não, não. Não digo que não tem que pagar pena, tá?
Não fala de isentar, tá? Se houve, se estava próximo de quem quebrou, se infelizmente existe algo que chama... O dólar eventual. Ah, meu, você estava junto, você sabia talvez do risco que o pessoal podia ter quebrado. Então, beleza. Porque se eu for aplicar essa lei, da maneira rigorosa que foi aplicada,
Quantos anos eu deveria dar pros alunos da USP que depredaram a reitoria semana passada? Que entraram lá, invadiram lá e estavam fazendo uso de droga lá dentro. É diferente. Não, diferente, peraí. Um é lá em Brasília, nos poderes, cara. Tudo bem, irmão. Os caras já fumam maconha todo dia. Infelizmente. Infelizmente. Mas, cara...
Tudo bem. Eu tô te entendendo. De depredação, de patrimônio. Tira Brasília, vamos trazer agora pro maior estado da América do Sul. Então assim, agora eles invadiram um órgão estadual e agora...
O que vamos fazer com eles? Tomar o poder desse órgão estadual? Também tem 17 anos. Concordo contigo. 17 anos não precisa não, mas vamos dar então 10. Alguma pena? Eu estou falando na mesma proporção dos 17. Não estou dizendo que tem que ter, me desculpa. É óbvio que eu não concordo nem em 5 anos.
Lógico, você vai pagar ali, vai ter que pagar o dano causado, vai ter que pagar um serviço comunitário, ir pra lá pintar muro, enfim. Mas é óbvio que eu não quero também que esses alunos paguem uma pena de 10 anos. Eu acho absurdo. Só que eu falo, a lógica que foi aplicada nas pessoas que estavam no 8 de janeiro... Desculpa, mano. Porra, agora então eu vou fazer outro advogado do diabo de novo. Vamos lá, vamos lá. Olha só.
Tu é o sargento Nantes. Tu tá boladão lá na rota. Demorou aquele olho assim, trincadão. Tá bom? Boladão. Vem um amigo. Vem um amigo. Tu viu aqui assim, na real? Tava assim, uma moça com a bolsa. E vem um maluco com uma arma de mentira.
ou com uma faquinha de madeira, sei lá, não ia conseguir matar a pessoa com aquela porra ali, tá ligado? E tomou a bolsa e saiu correndo e não sei o quê, e tu, sei lá, qual que é a atitude? Peraí, eu vi o roubo? Tu viu o roubo? Eu vi ele apontando a arma? Tu viu ele apontando a arma? Eu vou atirar nele. Tá. Mas a arma dele não é de verdade. Vamos lá. Existe um negócio que chama legítima defesa putativa.
Caralho, que nome. Eu entendo que ele está colocando a vida dela em risco. Mesmo que seja a faquinha de pão, está perto do pescoço aqui, eu vou atirar nele. Tá bom. Eu vou atirar nele. Ah, mas a arma dele era de mentira. Eu não tinha tempo para saber. Tá. Mas... Eu vou tentar render. Se ele insistir, ele vai tomar tiro. Agora vamos mudar um pouco, então. Vamos dizer que esse cara era... Eh... Eh... Eh...
Bom, não precisa nem mudar, não. Esse cara nunca ia matar essa pessoa. Porque a arma dele não era possível matar essa pessoa, certo? Crime impossível. Seria um crime impossível. Ele nunca ia dar um tiro nela com uma arma de mentirinha, né? Mas você sabe que o simulacro, quando é julgado, por exemplo, você é roubado hoje com um simulacro.
E esse cara andou duas esquinas e foi preso. Quando ele foi preso, ele estava em posse do simulacre e dos seus pertences, seu celular, aliança, enfim. Quando ele for condenado, ele vai ser condenado como se estivesse fazendo uso de arma de fogo. A mesma pena. Se ele estivesse, ele vai ser acrescentado.
Uma das agravantes do crime, que é o crime utilizando arma de fogo. Mas não é esse o argumento dos caras pegar e dizer que os malucos estavam tentando abolir o Estado Democrático de Direito? Porque, veja, por mais que eu e você olhamos, eu e você, a gente olha e fala assim, porra...
Como esse cara vai abolir o Estado Democrático de Direito com batom? Não tem como. Eu tô entendendo o que você tá perguntando. Mas aí o cara, ele meio que... Ele tava, mesmo na intenção de fazer um bagulho... E eu não tô nem dizendo. Não, não, não, entendi, eu entendi. 17 anos é muito. Mas a gente tá olhando agora depois, tá ligado? Mas quando a gente coloca a arma na cena, a gente tá colocando um potencial... Verdade. Um potencial crime contra a vida.
Se eu... Vamos imaginar que se todos estivessem com um simulacro. Ah, tá invadindo. Enquadrou o policial federal, enquadrou o polícia do DF, enquadrou o cara das Forças Armadas e depois todos foram presos e descobre que era tudo simulacro. Vai responder como se estivesse com uma arma de fogo.
Não tem boi. Porque não era o caso ali. Não fizeram o uso de algo, pelo menos, que desse. Porque o que faz fazer com que o crime atinja a qualificadora ou não? A vítima ter a impressão que ela estava subjugada. Que ela estava sobre... É a vítima. A vítima entender que ela, de fato, poderia morrer se ela não entregasse o pertence.
E aí é onde eu volto a dizer, aonde está o risco que aquelas pessoas, aquelas velhinhas com bíblia na mão, colocaram diante das vítimas, que era o Estado? Aonde que o Estado se sentiu ameaçado com aquelas coitadas lá, aqueles coitados, pipoqueiro, o cara vendedor de sorvete, que jogaram meia dúzia de bomba, ficou todo mundo agachado.
Eles não conseguiram fazer, se fosse a intenção mesmo de fazer o enfrentamento ao Estado, eles nunca conseguiram intimidar, nunca conseguiram constranger ou trazer medo pra que aquilo acontecesse. Não, eu também acho que foi um troço... Ele tem um vídeo de quando tá vindo o exército de longe, que é assim, e os caras... Eles estavam comemorando. Eles subiram pro acampamento no entorno do exército acreditando que seriam protegidos.
E na realidade foram cercados, no outro dia entra no ônibus e foram pro... E foram pro ginásio, todo mundo preso, cara. Eles estavam acreditando que seriam protegidos, porque o exército falou, não, ninguém vai pôr a mão neles. Na cabeça deles. Então assim, cara, é triste ver essa situação, igual eu falo, não digo que não...
Tem penas que deveriam ser aplicadas sim. Os caras quebraram do relógio de Dom Pedro. Sei lá, mano. É algo histórico, patrimônio. Tem um crime praquilo. Quebraram janelas, tacaram fogo em poltronas. Enfim. Tudo que foi calculado...
e foi identificado, que aí é mais uma das prerrogativas do direito, que é a individualização da pena, individualização de condutas. Se eu te acusar de roubo, eu tenho que provar em que momento você acusou, que você roubou. Eu não posso entrar simplesmente, que eu imagino que você cometeu roubo, entrar na sala e prender todo mundo aqui. Não, vai prender também, mano. Ali está todo mundo preso. Tá, mas em que momento que ele roubou? Qual foi a participação de cada um?
Entende? Isso é direito básico. Eu entendo mesmo. Eu também acho que... Bom, uma das críticas é que os caras pegaram todo mundo de baldada e condenaram logo de baldada sem... Mas isso não é a primeira vez que acontece no Brasil. Por exemplo...
E aí toda vez que existem pautas ligadas à esquerda, a gente tem que tomar muito cuidado que se mistura a militância com o direito. Você sabia que policiais foram condenados no Carandiru? Alguns policiais, inclusive, boa parte deles da rota.
por conta da entrada no complexo penitenciário na época lá, no pavilhão 9, que morreu 111, foi calculado lá, que morreram. E a grande maioria dos policiais da rota foram condenados sem saber nem a arma que o policial estava usando, só pelo fato de ter entrado.
Não sabia. E foram condenados. Mas com certeza esse julgamento teve muita política. Teve pressão, exatamente. Teve pressão na imprensa. Numa época que tinha menos acesso. Exato. Então, assim, cadê os laudos? Porque já existiam laudos periciais, desde aquela época, para comprovar se o projétil saiu do meu cano.
Existia condições. Então, peraí, esse indivíduo morreu, é o fulano. Vamos lá, numera todo mundo. Numera os caras, identifica. Esse é o fulano. Foi extraído tantos projetos dentro do corpo dele. Vamos pegar, vamos comparar com a arma de todos os policiais que estavam na ação. Essa arma aqui era do Igor. O número dois é o fulano de tal. Tantos projetos dentro do corpo, vamos comparar. Cruzou, essa aqui é da arma do Nantes.
E aí sim, a gente faz uma avaliação técnica. Não, simplesmente policiais que constavam na escala foram condenados. Hoje os caras estão tudo velhinhos. Foram sentenciados recentemente, tiveram uma sentença. E graças a um recurso, na realidade, eles foram condenados em última instância. Quem que absolveu eles, quem deu anistia pra eles foi o Bolsonaro. Na reta final. Os caras tudo velhinhos hoje em dia. Tem maioria 60 e poucos anos.
E é pra cadeia, cara. É cara que defendeu a sociedade a vida inteira, que o conduto é libado. E aí você vai trazer pra um outro lado. Aí fizeram um filme, uma emissora aí fez um filme, mostrou aí, aí os glamourizando o bandido, mostra o bandido fortão, malhando, pá. E aí os polícias fizeram uma chacota lá, os caras não sabiam nem marchar lá, batendo marcha e marcha lá, cara. Zoando, a maior de unida dos polícias, zoada. Enfim, e aí inferioriza o policial.
E aí, só que quem que teve coragem de entrar lá, meu irmão? Eu conversei já com alguns que participaram da entrada lá. Irmão, os caras eram demônios. Os caras estavam com seringa cheia de sangue contaminado com HIV. Que HIV naquela época, meu, você pegou, você morreu. Os caras com seringa vindo pra cima, ponta de lança. Teve um cômodo lotado que foi retirado de ponta de lança. Quem tem coragem de entrar pra pegar aqueles loucos? Os caras estavam decapitando um ao outro lá dentro.
Então, assim, os caras estavam igual bicho lá dentro, infelizmente. É o que é o crime. E nessa época, que foi antes, inclusive, da reorganização, que aí a gente tem que falar no histórico de presídios, a gente tem que entender que nisso aí a facção criminosa se instalou em São Paulo, que foi criada a partir desse evento, inclusive, aqui. Ela organizou isso.
Mas nessa época aí, o preso um violentava o outro, um matava o outro por nada. Era uma zorra dentro das cadeias, cara. Era uma bagunça. E quem que é o louco? Os loucos que tiveram coragem de entrar lá pra intervir, porque podia ter dado uma merda muito maior, estavam sendo condenados 40 anos depois.
Então é foda. Trinta anos depois. Tudo isso, no fim das contas, eu que não vivi isso, eu li o que é completamente diferente. Fico com a sensação que os caras da polícia se fuderam, foram de bode expiatório, de certa forma. Por quê? Porque não era culpa dos policiais, até onde eu sei,
O clima dentro do presídio. O clima dentro do presídio que culmina na revolta, que os policiais vão pra lá e dá a merda que dá, sei lá, é um outro problema. É outro problema, com certeza. Igual eu falo, muitas vezes na época, ingerência da maneira que era conduzida, enfim.
Os presos... Só ainda não tava na polícia, era garoto. Não, não tava, era moleque. Era moleque, só que eu tive a oportunidade de trabalhar com policiais que estiveram lá. É. E eu gosto muito de entender a história da polícia, igual eu falei, né? Eu gosto de estudar, igual na Câmara lá. Eu peguei lá desde o aumento do Maluf, que foi o melhor para os professores historicamente, acho que nos últimos 30 anos. O Maluf deu 200% de aumento para os professores. Que tinha uma frase famosa, né? A rota na rua.
A rota na rua, a frase dele mais famosa, cara. É. E aí, bom. Mas essa aí também. Essa aí pegou também. Essa aí as pessoas falavam. É. Mas enfim. Não, então, o grande lance que tem a ver com esse ano...
É que eu tava achando que a segurança pública ia ser o assunto principal. Eu tava esperando ver, inclusive, uma ação do PT. Eles chegaram... O The Hit chegou a relatar o PL anti-facção, que era um bagulho do governo... A realidade veio do governo.
Mas ali era um... A gente chama de jabuti, né? Isso. Tinha várias... Tinha, inclusive, amenização de pena pra faccionado. A gente... O Pento... É que foi o PT falando de segurança pública. Trouxe, é, sim. Não é... O PNL é de facção e a PEC da segurança. Foi a iniciativa dos caras. E aí, vocês ficam putos com isso? Não, meu irmão. É o que eu costumo dizer pra você. É óbvio que a gente tem que estar atento. Porque aí eu falo da malandragem. Você tem que estar atento. O que os caras estão tentando inserir ali dentro?
Mas se ele tivesse feito um projeto genuíno para defender o cidadão de bem e não blindar o marginal, ia bater palma e ia vir aqui e falar isso aqui foi muito bom e muito positivo. Destemidamente, o Gols falou, mas aí o público, eu viria honestamente falar aqui. Mas estava cheio de jabuti lá dentro. E aí definiram o Derrit, o Guilherme Derrit como relator.
Eu achei muito bem acertado em indicar ele, porque hoje, falando em combate ao crime organizado, o estado de São Paulo é um dos maiores hoje. E o The Hit é muito estudioso, ele estuda muito sobre também. Além de ter participado na...
Ao longo da carreira, nós trabalhamos juntos na viatura do combate ao crime organizado. Na ponta da linha ele participou, pisou no chão da fábrica e estava na parte administrativa. Então entende muito bem a estrutura. Ele participou de diversos conselhos com outros secretários de segurança dos demais estados, outros convênios. Então assim, ele é estudioso no caso.
E foi a pessoa mais acertada pra estar ali relatando. Então, tinha uma pontinha aqui, outra ali, ele foi limpando. E acabou trazendo penas mais altas, que no final, o governo já não queria nem que fosse aprovado mais. Porque ali, dali surgiram penas duras contra o crime organizado. O criminoso, ele pode ficar... Antes no Brasil era só 30 anos, mas o cara envolvido com o crime organizado, ele pode chegar a ficar 80 anos preso agora.
Então, assim, foi muito bem acertado de o presidente Hugo Mota ter direcionado pra ele relatar esse PL antifacção. Tu acha que isso daí é um caminho interessante, é um golpe duro no crime? Porque, veja, tem muita coisa que a gente olha e muita lei que a gente pensa no Brasil e ela... Calma aí, cara, não é bem assim. Isso aqui tá escrito assim, mas o meu cliente fez assado.
Só que, tipo, o cara tava com uma bengala. Então, por ele tá com uma bengala, ele entra nesse outro negócio aqui, caralho, não sei o que. Não, eu acredito que tem medidas efetivas muito boas lá dentro do PL Antifacção. É óbvio que os marginais vão começar a sofrer, a sentir a porrada dos que cometeram crimes daqui pra frente. Além do retroage pra prejudicar o réu.
Mas, de certo modo, eu acredito que já foi um grande passo. Mas eu costumo dizer que quando a gente vai falar de segurança pública, não dá para eu pensar só no que está acontecendo agora. Combater o crime imediatamente. Eu tenho que pensar em como eu vou combater o crime preventivamente. Antes dele acontecer. Antes de eu fazer... Antes de surgir o sentimento dentro da criança que ele tem que ser bandido.
E aí são educação, políticas sociais. Eu acredito muito em projetos sociais. Eu acredito que ali a gente já consegue tirar a molecada de perto do criminoso. Aí começa a trazer novas referências para ele. O jovem, a criança, ela tem que ter novas referências. Por exemplo, eu...
CPI dos pancadões. Nós instalamos lá na Câmara Municipal e tivemos uma puta de uma guerra contra os MCs. Eu nunca tive hater na minha rede. Comecei a tomar um monte de porrada. Veio um monte de hater pra minha rede. É que você tá contra o funk. Eu falei, nunca tive contra o funk. Mas eu tô contra os maus exemplos para a juventude.
E aí até esse... O Rinha que saiu hoje aí, que tá agora chorando, falando que tem família, que ele é um bom rapaz. No dia da CPI, eu perguntei pra ele. Eu falei assim, cara...
Comecei a ler algumas letras de músicas dele, incentivando a molecada a dar perdido na polícia, incentivando a fazer enfrentamento da polícia, várias músicas de apologia dele. Comecei a ler e perguntar se era de autoria dele. Aí ele disse assim, não, isso aí era da minha autoria, mas agora eu já não penso mais assim. Eu já... Tá, mas a música tá rodando. Em sete anos, oito anos, sei lá quanto tempo ele já faz sucesso.
Quantos mil, quantas milhares de jovens já foram corrompidos pela ideia da música dele? Então eu sempre combati a apologia dentro da música. A batida é legal. A batida, você começa a tocar aqui, você até acha da hora. Só que é o seguinte, o que está sendo oferecido de conteúdo dentro? O que está sendo, através da música?
tá sendo levado até a mente do jovem, influenciando ele. O que vai conduzir ele a fazer? O que vai servir de exemplo pra ele? Isso é complicado. Eu não falo de censurar música, mas uma música que traz apologia, se você conversar com a molecada, muitas vezes, que tá... Os caras não sabem nem o que é apologia, viu, Nantes? O cara acha que a apologia, tu falou do troço, é apologia. É, exatamente. Mas é que talvez a gente... E é exatamente isso, o cara não sabe.
E talvez, eu costumo dizer, até esses MCs aí que estão envolvidaço, eu vou falar assim, envolvidaço, o que acontece? Muitas vezes eu olho pra eles e eu vejo eles como vítima do crime organizado também. Eles só são mais um utilizado pelo crime organizado.
Pegou o moleque, que tem uma voz boa, que tem uma ascensão na rede, os caras injetam na grana, faz esse moleque explodir. Depois ele fica amarrado. E aí ele fica amarrado e acabam utilizando esse jovem pra corromper os demais jovens, que aí eu consigo atrair mais clientes, ou pra consumir a droga, ou eu consigo militar pra mais soldados, pro crime organizado.
Então ele vira meio que um veículo de propaganda do crime organizado, indiretamente. E esse moleque fica amarrado, aí os caras começam, lava dinheiro em cima de show. E uma porrada de coisa hoje em dia que os caras evoluem cada vez mais pra isso. Então, e assim, num ponto de vista mais distante, tá? Não quero dizer que é coitadinho, mas são vítimas também. Acabam sendo objetos e usados pelo crime organizado também.
Eu imagino que sim. Acho que essa análise que faz sentido, especialmente se a gente tá falando de uma realidade, essa galera tá falando de uns caras que vêm de uma realidade que... Lembra que tu tava falando lá do polícia que mora na favela? Sim, sim. Então, o cara, ele vive essa porra. O moleque lá, por exemplo. Eu tô viajando num cara fictício. Que ele tem o potencial de virar um MC.
No meio que a única... O único caminho de... A única catapulta que ele poderia usar é o crime. É. Então, ele...
E é o crime mesmo que encosta, cara. Nós temos declaração de cara que o cara falou assim, eu fui na biqueira e o meu clipe eu gravei que o cara da biqueira apagou o meu clipe. Eu tenho esses vídeos salvos. De MC, molecadinha que... Não tô citando o nome, mas foi nessa pegada também. Imagina o maluco explode. Catapultou o cara, explodiu.
E aí... Fica amarrado. Ele fica amarrado, óbvio. E aí eu falei, é muito fácil de seduzir esse moleque, muitas vezes talentoso, que tem uma boa voz, enfim. É muito fácil você seduzir, porque aí os caras... Você imagina um moleque que às vezes abre a geladeira e tem uma garrafa de água pela metade ainda, não tá nem cheio. É a única coisa que o cara tem dentro da geladeira, fodido. E de repente você vê esse moleque, você mete uma Lamborghini no peito do moleque e um cordãozão de ouro. Você fala, mano, vai dar um rolê, vai fazer sucesso, moleque.
É óbvio que ele vai se sentir seduzido e o que os caras roteirizar para ele fazer, ele vai fazer, irmão.
Tá comprado, já era. Ele tá comprado, já era. E assim, ele vai, o que for roteirizado, ele vai fazer. E amanhã ou depois, se ele tentar sair fora, os caras falam, vem cá, você não vai sair agora, não. Então, assim, e não adianta as pessoas, igual eu recebi muita retaliação, hater pra caramba, falando a respeito. Não, que você é contra o funk. Você fala, meu irmão, não tem nada contra o funk. Eu tenho contra a metodologia que é usada pra enganar.
o jovem, pra prejudicar o jovem. Infelizmente, quanto mais você deixa esse jovem iludido e ocupado, você consegue fazer o que você quiser lá em cima, do outro lado, enfim. É mesmo. Então, assim, pra mim, hoje, crime organizado. O crime organizado ele saiu das periferias. Ele veio das periferias, em tese, porque é um cara humilde.
Preto, pobre, que foi preso, foi para dentro do presídio e sofria opressões do Estado. Então ele era anti-Estado. O crime organizado surgiu por conta disso. Alegações de que eram oprimidos e eles precisavam se organizar para sofrer menos opressões. E aí o crime começa a se organizar, enfim, se estrutura.
E aí eles falavam que o Estado não deu oportunidade dele estudar, não deu oportunidade dele empreender, não deu oportunidade nenhuma para ele, por isso que ele virou criminoso. Esse era o discurso. Lá atrás, década de 80, 90. E aí é isso que o crime organizado hoje monta uma estrutura que de repente, vou falar daqui de São Paulo, consegue arrecadar 120 bi no ano. Quantas empresas? Pode pesquisar aí. Quantas empresas arrecadam 120 bi? E aí...
Em tese, se um dia você for injustiçado, você quer fazer justiça. Aí eu vejo o crime organizado lavar dinheiro em pôr de gasolina, lavar dinheiro em rede de supermercado, rede de chocolate, rede de cosmético. Nunca vi o crime organizado lavar dinheiro na escola.
Por que não pega aquele moleque que era ele 30, 40 anos atrás e fala, não, moleque, você vai ser médico, você vai ser engenheiro, você vai ter futuro. Não, não. Vai lá. Se o moleque não serve pra ser um aviãozinho na biqueira, se o moleque não serve pra ser um aviãozinho na biqueira, é mais, vamos dizer assim, bobão, é mais repovinho, o que os caras fazem? Transforma ele num nóia. E vira um cliente fidedigno o resto da vida.
Então assim, os caras são egoístas do mesmo jeito. O cara que é da facção hoje, que os caras estão por cima, os caras continuam moendo o preto pobre favelado sofredor. Os caras continuam moendo do mesmo jeito e oprimindo todo dia. Não mudou nada, é discurso vazio e hipócrita também. Só ficou maior do ponto de vista financeiro. Exatamente, ficou maior. O cara movimenta muito mais dinheiro. Melhorou a vida deles sim, dos caras tudo, da família deles.
os filhos dos grandes líderes de facção, a molecada não fala nem gíria, chega nem perto de droga. Mora em condomínio de luxo, virou tudo playboy. E aí os playboy que os caras criticavam antigamente e continua deixando a molecada se fudendo na favela.
Então eu acredito que o combate ao crime, é óbvio que tem que existir hoje, o crime está grande e a gente precisa fazer um enfrentamento, cada vez mais sequestrar bens, sequestro financeiro que a gente fala, esvaziar o crime.
Fazer confronto, tomar armamento, confiscar o confisco de bens, enfim, e armamentos, e drogas. A gente tem que cada vez mais atrapalhar eles e combatê-los. Porém, de nada vai adiantar se a gente não tiver uma política ali, ó, que eu falo hoje. Também acho. Na juventude, pegar... Mas, cara, tem que pegar lá na creche, moleque. É na creche, mano. Não adianta. Até é antes, mano. Falou, moleque, chega aí.
Aquele molequinho que já tá querendo ouvir um funk, já tá olhando uns fuzil pro alto, falou, pivetinho, chega aí, vem aqui, mano. Dá uma olhada aqui, ó. Você vai ser médico, cara. Vamos investir em você, mano. Bom. Porque, cara, e não é difícil você identificar as crianças que tem um QI mais elevado. Eu vou falar pra você, no crime, tem uma pá de cara inteligente pra pô, mano. Você olha pro cara, mano. Diversas vezes eu me deparei, eu prendi o cara e eu falava, mano, esse cara aqui tinha condição de gerir uma multinacional.
E tá no meio do tráfico, gerindo... Enfim, tá ali comandando um braço da facção criminosa. E é cara extremamente inteligente. Se alguém tivesse pegado esse moleque lá na creche e falado, mano, você vai produzir, chega aí, mano. Vamos montar aqui, ó. Vai lá, você vai ser cientista, você vai estudar como que é catalogar todos os diamantes que tem aqui no Brasil. Você vai ser químico. Pô, da semana, vamos.
Aí tava arregaçando. E aí nós não tava vendendo cacau in natura, e tava vendendo as embalagens. Bom, há um longo caminho pela frente aí, meu irmão, pra gente fazer as coisas funcionarem no Brasil da forma que faça sentido, pensando de fato no que vem depois. Porque, infelizmente, a maioria das políticas que a gente implementa hoje tem a ver com o próximo ciclo eleitoral. Infelizmente, me parece que, em geral, os caras tão pensando no próximo...
na próxima vez que alguém vai votar, e dosam quando... Aquilo que a gente estava falando no começo. No começo. Dosam quando vem uma BNES, que é uma obrigação daquele cara prover aquela BNES ali, e ele faz de uma forma com que pareça uma condição pra você viver bem. Vota em mim.
Isso é uma das coisas mais escrotas que a gente tem, porque são práticas, são pessoas que não estão pensando numa sociedade mais forte, num Brasil melhor, mais produtivo, etc. Estão pensando em se manter no poder, que é... Puta, cara, não vou falar que a maioria, mas tem vários caras lá em Brasília nessa vibe. Infelizmente. Em que medida...
o tirocínio policial vai te atrapalhar ou te ajudar, cara, porque você não acha que tu vai... À medida que tu vai galgando, que tu vai chegando em casas maiores, por exemplo, é vereador de São Paulo, né? Dava pra ser vereador na cidade muito menor, tá? Vereador numa puta da cidade, né? É...
Aí tu vai virar um deputado federal, vamos dizer que tu seja eleito. Tu chega lá, meu irmão, é uma outra qualidade de... É uma outra casta, eu vou dizer. É uma outra casta, que nem uma outra casta o Senado. É uma outra casta também. O jogo lá, meu irmão, ele é...
Mais intenso, eu acho. Maior. As coisas são maiores. Sim. Maior, é mais. Eu acredito que tudo é construído no diálogo. Sempre uma boa conversa. Uma coisa que eu garanto, eu não vendo fumaça. Então vamos lá. E aí não tenho nada contra quem faz, mas eu não consigo. Por exemplo, no início do mandato, saiu, parecia uma corrida louca assim.
E é óbvio que o meu time de marketing viu pra onde tava indo o algoritmo e queria que eu fizesse. Lembra que o Gabriel Montreiro, lá atrás, ele invadia os hospitais, pegava o médico dormindo, a guerra. Aquilo lá, isso é da internet, você sabe que dá like pra caramba aquilo lá. E eu poderia estar com uma popularidade muito maior se eu tomasse esse tipo de medidas. Mas o que eu sempre fiz? Quando eu sabia de um problema...
Ah, tem um problema no OBS. Vou lá, mando minha equipe, vai lá na frente, conversa com o diretor da OBS. Vê o que está precisando lá. Porque eu não sei, meu, eu não posso correr o risco de ser injusto, de às vezes sacanear um médico. Peguei o médico dormindo lá. Ah, agora vamos execrar o cara. E você vai ver, o cara é médico. Ele ganha um salário no consultório particular dele, talvez dez vezes maior. Ele não precisava estar lá em parelheiros, atendendo o público. Só que o cara gosta.
Só que às vezes o cara tem dois, três trampos, mano. Então, mesmo assim, ele tá indo lá se dedicar pra atender aquele público. E é permitido, dentro dos horários dele, do turno de 24 horas, ele ter um período de descanso. Só que eu consegui um médico bom, que tá lá atendendo, aí eu vou lá pra eu ganhar um like, eu vou lá e sacaneio esse cara. Aí esse cara fala, sabe o que ele vai fazer? Na moral, vai se fuder, não vou atender mais aqui não. Ele vai embora, irmão. Então, eu sempre...
Primeiro por ir lá conversar, entender o que está faltando. Está faltando insumos. E aí a gente vai, conversa com o governo, que sempre me atendeu muito bem, com o secretário de saúde. Falou, chefe, puta, dê uma olhada lá. Estão precisando de tal coisa lá no hospital tal. Eu faço uma indicação, recomendo. E funciona.
Por que, irmão? Se eu vou lá e só tiro os likes, pra mim dava, sei lá, 10 milhões de views. Puta, estourei, minha imagem tá da hora. Entreguei o... Tem a polícia do pão e circo, né? Entreguei o circo. Entreguei o espetáculo. Daqui meia hora, quando eu fosse embora, esse médico foi embora e o povo lá ia ficar mais fodido ainda.
Eu vou lá, entendo o que está acontecendo, chega uma denúncia, pá, beleza. Eu vou lá, entendo com o diretor, vamos ajudar. Vou lá, costuro onde tem que costurar e trago a solução. Não é para destruir, é para construir. É. E é isso. E muitas vezes eu vou atrás da solução em detrimento.
A minha popularidade. Votos que eu poderia conquistar, vendendo a fuma, mas não vou. Então, assim, essa é... Qual foi a tua votação mesmo nessa última? Não, a minha votação foi muito boa, graças a Deus. Eu tenho que agradecer, de verdade. Eu fui o quarto mais votado de São Paulo, o quinto do país. Com a eleição, meu voto foi o voto mais barato dos vereadores do Brasil.
O voto, ele teve um custo. Minha campanha custou 300 mil reais. Então, assim, porque isso é um cálculo que se faz. É 2,89 custou um voto. Um voto, em média, o gasto pra que seja conseguido um voto, pra você atingir o público, é em média 20 reais. Nossa! 10%! 10%. Foi um voto bem baixo. Só que, cara, mas mesmo se eu diminuir essa votação, cara, é o que eu falei, eu vou estar de cabeça erguida.
Talvez você vai entrar lá na página do vereador. Tem coisa que, às vezes, é uma articulação que eu faço interna que não dá nem para eu publicar. Mas tudo bem. O que importa é que eu estou tranquilo que a dona Maria lá que fez a solicitação que denunciou para mim, que estava ruim o serviço, nós fomos lá e conseguimos ajustar. E está tudo bem, irmão.
E se amanhã eu depois for minguando, mas é o que eu falo, eu jamais vou entrar pra vender fumaça ou pra tentar criar um espetáculo. Se não for pra... Eu posso arrumar uma briga. Aquela briga é sincera. Eu tava semana passada. Porque é sincera mesmo. Não adianta os caras virem com sacanagem e contar mentira. Aquilo é uma briga real, sincera, que a gente discutiu. E quando eu explorei a verdade, os caras vieram pra cima. Não aguentaram a verdade.
Mas você não vai ver eu criar um teatro pra querer me aparecer e falar assim, agora tá tudo certo. Eu trabalho todos os dias pensando nas pessoas. Um dia eu vou te convidar pra você ir lá no gabinete, vou ter a honra de te receber lá, você vai ver que eu coloquei uma frase
Bem estampada, logo na entrada. Eu falei que é pra todos os meus assessores olharem todo dia. Quando eu coloquei, eu falei, eu quero que todo dia vocês olhem aqui. Nossa missão é melhorar a vida das pessoas. E é o que eu acredito. Eu quero melhorar a vida das pessoas todo dia. Eu tô lá pra isso, cara. E é por isso que eu deixo estampada. Então eu falei, toda hora vocês têm que olhar pra isso aqui, cara. Porque é real, irmão. É sentimento verdadeiro.
Então... Maneiro. Vamos pra outro front. Se Deus permitir que a gente vá pra Brasília...
eu vou continuar trabalhando da mesma maneira. É trabalhando, de fato, para trazer questões construtivas e que, de fato, vão fazer a diferença na vida das pessoas. E muitas vezes, talvez, as pessoas vão atuar mais... Talvez esses caras vão ver lá na comissão de educação. Tentando ajudar a reorganizar.
Bom, Nantes, cara, muito obrigado pela moral, cara. Obrigado por vir aí, pelo teu tempo, pela tua disposição de trocar essa ideia. E, porra, gostei de trocar uma ideia com o político também. Com o policial eu já troquei ideia várias vezes. Quando tu vai virar, quando tu for deputado federal, caso tu seja eleito, vai ser o deputado federal, sargento Nantes? Deputado federal, sargento Nantes, se Deus abençoar. Entendi, entendi, entendi. Pode continuar sargento, eu gosto.
Agora você não deve gostar muito de sargento, não é certo? Pegar no teu pé lá, não. Não, cara, eu tinha um problema, eu tinha um sargento específico, que eu não lembro o nome dele, mas ele era um sargento velhão. Era desses que... Ele era terceiro sargento, mas velhão. Ele vem de soldar, entendeu? E ele era meio com todo o...
Mas ele era burro pra caralho, cara. Ele dava umas ordens que eu tinha que fazer. Tipo, tinha lá o forte e a gente tinha que... Eu acho que a intenção dele era manter a gente ocupado. Só pode ser. Porque eu falava, ô sargento, pra eu pintar isso aqui e ficar bem feito, eu tenho que lixar. Senão vai ficar merda. Ele pinta assim mesmo aí, soldado. Tô mandando. Aí o soldado tinha que pintar toda semana. Toda semana de cascava. Toda semana. Então, essa era uma das coisas. E aí que eu ficava, caralho.
Mas foi um tempo que eu lembro com carinho. Sim. No quartel, sabe qual é? Sim. Dá pra ver o brilho nos seus olhos. Não, não tosou não. Dá pra ver que você tem carinho pela... Mas eu fui o melhor atirador combatente, meu irmão. É mesmo? Se tu der a mole na minha frente, eu te furo inteiro. É conversa, rapaz.
Nantes, obrigado mesmo pela moral mais uma vez. Você que está assistindo a gente, a gente vai deixar aqui no comentário fixado todas as redes sociais do Sargento Nantes, inclusive a do vereador. Sargento Nantes, para você saber o que está acontecendo lá. A gente vai deixar aqui na descrição tem também o link do Discord para você entrar lá e sugerir novos convidados, novos episódios e virar membro.
Porque a gente faz conteúdo exclusivo para os membros o tempo inteiro. E tu simplesmente não vai se arrepender. Porque custa menos de R$8,00, cara. Sabia que não dá nem para comprar uma seda com R$8,00? Não dá, né, meu? De chamador, então, nem pensar, né? Um beijo, gente. Eu pegava os caras, eu rasgava e tu quebrava tudo a seda. É isso. Bom, obrigado mais uma vez pela moral, cara. Valeu mesmo. Vocês que assistiram aí também, muito obrigado pela moral. E a gente se vê amanhã, tá bom? Um beijo. Tchau.
BYD
Mobilidade elétrica