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DOSIMETRIA STF VS CONGRESSO - Flow News #045

13 de maio de 20261h39min
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Flow News #045

Assuntos6
  • Embate STF versus CongressoDosimetria · Congresso Nacional · Supremo Tribunal Federal · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Paulinho da Força · Michael · Aécio Neves · Gilmar Mendes · Luiz Fux · Walter Braga Neto · Mauro Cid · Saúde de Jair Bolsonaro · Lula · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Jorge Seif · Flávio Bolsonaro · Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) · Execução penal
  • Ministros do STFAtuação do STF · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Gilmar Mendes · Luiz Fux · Cássio Nunes Marques · Ricardo Lewandowski · Luiz Roberto Barroso · Investigação Toffoli · Direito criativo · Imunidade parlamentar · Foro privilegiado
  • Corruption message in politicsBlindagem política · Corrupção · Flávio Bolsonaro · Ciro Nogueira · Arthur Lira · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Saúde de Jair Bolsonaro · Lula · Mensalão · Lava Jato · Petrobras · PP
  • CPI e mandado de segurança do MasterEscândalo Master · CPI do Master · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Jorge Seif · Flávio Bolsonaro · Banco Master
  • Fabiano Zettel InvestigaçãoColaboração premiada · Daniel Vorcaro · Ciro Nogueira · André Mendonça · Oscar Vorcaro · Felipe Vorcaro · Lavagem de dinheiro · Operação policial
  • IA contra desinformaçãoPolarização política · Desinformação · Redes sociais · Bolsonarismo · Lulismo
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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

Salve, salve família, bem-vindos a mais um Flow News, eu sou o Igor e aqui do meu lado tá o Felipe Moura Brasil, cara. Salve, salve Igor Coelho, é uma honra participar mais uma vez do Flow News. E aí, cara, hoje tem um monte de coisa pra gente falar, tem... Um monte. Eu acho que o mais gostosinho de tudo, na minha opinião...

Vai ser a gente falar dos caras brigandinho lá no STF por causa de dosimetria, que é um assunto interessante porque ele foi proposto, ele foi votado, ele foi pra presidência, ele voltou, ele passou a valer, e aí os caras ficaram putos, que uma coisa que tem acontecido comumente aqui no Brasil é o cara ficar puto e ir pro STF.

E pedir ajuda, pedir um tapetão, alguma coisa nesse sentido. Terceiro turno, terceira casa legislativa. Pois é, isso é uma das coisas que tem mais... Tá bom, tem algumas outras coisas para a gente falar, mas começar por aí é uma boa. Bom, eu quero te ouvir sobre isso, mas eu queria dizer que para que você que está assistindo aí quiser participar, você pode também. É só você acessar aqui esse link, o QR Code do LivePix.

Ou então aqui na descrição tem também. Você manda a tua mensagem aí e a gente vai ler a tua mensagem aqui durante o programa. E, sei lá, vai que você tem alguma coisa a acrescentar. Se tem uma informação, você é um agente da ABIN, né? E tá afim de falar alguma coisa pra gente. Mas e aí, Felipe, e esse tapetão, cara? É o que parece quando você bota aqueles áudios com a voz distorcida no programa, né? Parece gente secreta aí.

Você quer brigar também? Que tá todo mundo brigando. Eu não, cara. Ainda bem, cara. Eu acho que uma briga calculada... Por isso que eu gosto de fazer esse programa, cara. Chega aqui com aquela leveza. O Igor tá tranquilão. A gente ri. Se viver... Eu gosto. Os caras na rede social tudo brigando. Ah, não, meu irmão. É, total. Mas o problema...

O problema não é tanto os caras ficarem brigando, é o motivo pelo qual os caras brigam. Pior é isso. Porque se os caras estivessem brigando e no fim a gente andasse para frente, como sociedade, como, sei lá, como seres humanos, como qualquer coisa, mas a gente, no fim, acaba parado no mesmo lugar quando não anda para trás. Isso aí. Então, cara, e aí temos aí o tapetão, né? O STF agora, além de todas as suas funções, ele também serve como... Papai!

Não gostei dessa daqui. É, isso aí. Aí vai tudo lá para o Supremo Tribunal Federal. Incrivelmente, coincidentemente, um monte de casos caem com o Alexandre de Moraes naquele sorteio que boa parte da sociedade não acredita muito que seja um sorteio.

É uma pesquisa com, acho que 70% dos caras estão falando que deveria ter impeachment de ministros do STF. Acho que 20% e pouco disse que não devia e um pedacinho disse que não sabia. É que bom que a maioria da sociedade já entendeu que é importante.

que ministros do STF possam perder o emprego como qualquer outro cidadão se eles não desempenham as suas funções corretamente, com competência. Mas não é simplesmente caso de competência, é caso de má conduta. E má conduta tem de gerar demissão. Isso é óbvio em qualquer lugar.

Qualquer pessoa que tenha sucessivas condutas erradas, inadequadas, fora das suas atribuições e ainda mais envolvidas em grandes escândalos, ela não consegue ficar no emprego, a não ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Então é um privilégio, é uma coisa única no país inteiro. Então que a sociedade, que é composta por cidadãos que sabem muito bem o que é perder um emprego, entenda que ministro do STF também tem que perder um emprego.

faz todas essas manobras e se envolve com o Daniel Vorcário, etc. Que bom, né? Esses 20 e poucos por cento aí realmente estão passando pano. Porque fazem parte talvez dessa patota. Deve ser uma parte do eleitorado lulista mais alexandrista.

que são os adeptos do Alexandre de Moraes. Se é contra os bolsonaristas, eles estão levantando bandeira. Isso, se é contra, está tudo bem, mas na verdade tem muita coisa que não é contra, é coisa como você fala, de dinheiro, de ganância, que não pode acontecer com um servidor público qualquer, ainda mais com aquele que está lá para julgar todos os outros.

Você apontou isso muito bem, quer dizer, a conduta dos ministros do STF no escândalo master, ela é grave não só pelo simples fato de serem ministros do Supremo Tribunal Federal ou servidores que, por meio do resort Tayhaya ou por meio do escritório de advocacia da esposa, etc., tiveram esse envolvimento, mas porque eles julgam todos os outros.

Então, assim, se eles estão comprometidos, se eles de alguma forma têm um interesse...

No caso, se eles são próximos dessas pessoas, está tudo errado, porque pode gerar um efeito dominó, como aconteceu na Lava Jato, que quando ela atingiu o poder judiciário começou a vir uma reação a partir de uma mudança de posicionamento do Gilmar Mendes, que até hoje atua para blindar a classe política e os seus colegas no judiciário contra o avanço de investigações. E eu gosto do jeito que ele fala que as pessoas...

Não é que ele está dizendo que as pessoas fazem as coisas, entendeu? Mas ele... Talvez, assim... São exemplos muito precisos, mas que ele não está dizendo que as pessoas são o que ele está dizendo. É complicado, né? Mas a sua descrição é maravilhosa, porque quando eu vejo aquelas entrevistas, é um sabão, como eu costumo dizer, é uma gelatina.

Não, é importante, não, é verdade, tem que investigar. Eu não sei, mas não pode, mas não pode, mas não pode, mas não pode. Então, como é que tem? Não, mas pode, tem a Procuradoria Geral da República. Mas a Procuradoria Geral da República é comandada pelo ex-sócio do próprio Gilmar. Então, assim, não é simples chegar em pessoas tão poderosas.

Total, total. Mas vamos entrar nesse caso aí, da dosimetria? Então, para começar, Felipe, e se tu ajudasse a nossa audiência e eu mesmo a entender melhor todo o trâmite desse lance da dosimetria, que eu sei que tu acompanha tudo isso de muito perto? Então, assim, para começar, ele é proposto e os deputados votam para rolar, não é isso?

Exato, é uma tramitação no Congresso Nacional. Então, saiu da Câmara dos Deputados esse projeto, relatora o Paulinho da Força, que é um deputado federal do Partido Solidariedade, amigo do Alexandre de Moraes, não precisa acreditar em mim, pode ver as próprias declarações históricas do Paulinho da Força nesse sentido. Aliás, agora na rede social o pessoal está lá até ironizando, porque ele está dizendo que falou com o Moraes, ele está...

mostrando que a tendência, e é bom deixar claro isso, a tendência é quando for julgado pelos 11 ministros no plenário do Supremo Tribunal Federal que seja mantido aquilo que foi aprovado no Congresso Nacional. Mas eu vou chegar nessa parte, porque houve aí o Alexandre de Moraes no meio do caminho. Mas, repito, sai da Câmara dos Deputados, relator Paulinho da Força, tinha um projeto de lei inicial que era de anistia, que era o que o bolsonarismo queria para livrar Jair Bolsonaro de qualquer pena.

e, claro, todos os outros, mas que vem a pretexto para livrar o patriarca da família. E, no entanto, a anistia era combatida ali por ministros do STF, que diziam que não, crime contra o Estado Democrático de Direito não pode ter anistia, etc. Houve uma reunião do Paulinho da Força, que é esse relator do projeto de lei original.

Com o ex-presidente Michel Temer, que foi quem indicou o Alexandre de Moraes e que tem influência sobre ele. Com o Aécio Neves, que é do PSDB, partido do Fernando Henrique Cardoso, que indicou o Gilmar Mendes. Os três, Paulinho da Força, Aécio Neves e Michel Temer, estavam juntos na casa dele, também não precisa acreditar, pode ver as imagens, eles publicaram um vídeo daquela reunião.

e naquela reunião participaram, por telefone, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Eles saíram daquela reunião, saíram não, na verdade ainda estavam lá no espaço físico, gravaram um vídeo, chamando então de pele da dosimetria, não era mais anistia, fizeram uma modulação, não vamos aliviar totalmente as penas, vamos apenas reduzir algumas.

por meio de determinados mecanismos que apareceram depois ali no texto do Paulinho da Força. Mas visivelmente com a consultoria do Alexandre de Moraes e do Gilmar Mendes, o que já é uma coisa completamente inapropriada, uma ingerência de ministro do STF no poder legislativo, é algo que não é comum em qualquer Estado democrático de direitos. Você não vê notícias sobre juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos fazendo isso, se juntando com parlamentares para redigir um projeto de lei.

Mas é tudo errado. Um projeto de lei com essa finalidade específica que tem, que é uma finalidade...

Cara, que tem a ver com um ex-presidente que está preso por um motivo específico. São questões graves, questões importantes, que tiveram uma grande repercussão, que tem a ver com a história recente do país. Pois é, mas existe essa suruba institucional no Brasil, onde todos se metem nas atribuições alheias. Você tem essa casta, as pessoas que são amiguinhas, elas debatem o que fazer nesse, vamos dizer assim, grupinho interinstitucional.

Mas dali saiu um projeto e como o Bolsonaro está querendo o que desce, acabou aceitando o PL da dosimetria, mesmo que não fosse o ideal para eles. E foi avançando no Congresso Nacional, então foi aprovado na Câmara, aprovado no Senado, teve a votação no Congresso Nacional. E aí a lei foi promulgada.

Há várias previsões ali, por exemplo, a maioria ali daquelas pessoas, dessa leva que fazia parte do governo Bolsonaro ou que estava envolvida no 8.1 e tal, muitas dessas pessoas foram acusadas de cinco crimes. Os dois principais ali são a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Os dois tipos penais prevêm tentativa. Então a pessoa fala, ah, mas não teve golpe e tal.

mas o tipo é a tentativa de golpe, a tentativa de abolição de Estado Democrático de Direito. Aí a pessoa fala, mas não houve a tentativa. Essa foi justamente a discussão, cada um faz o seu juízo, mas só para deixar claro que o tipo é a tentativa. E houve ali um debate entre os próprios ministros do STF, o próprio Luiz Fux, que deu o voto mais branco para aliviar o Bolsonaro. Aliviar no sentido, não estou fazendo juízo, estou relatando só, aliviar no sentido de não votar pela sua condenação.

ele foi contra essa aplicação da tentativa de golpe, da tentativa de abolição, no caso do Jair Bolsonaro. Mas veja que o Luiz Fux, que deu o voto mais brando, ele votou para condenar o Walter Braga Neto, que era o candidato a vice na chapa do Bolsonaro, derrotado pelo Lula em 2022, e foi ministro do governo Bolsonaro, e o Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

que acabou pego anteriormente e fechou uma colaboração premiada e acabou entregando alguns elementos, com uma série de episódios também, controversos, etc. Mas então, o que fez o Congresso Nacional? Ele previu ali que não fossem cumulativas essas penas. As penas pelos dois tipos penais se transformariam numa pena só, a pena do crime maior acrescentada de uma parcela, etc. Então foram modulando.

de modo que aquelas somas muito grandes, que são as das penas de todos os cinco crimes, elas diminuíram porque dois tipos penais se juntaram, por exemplo. E ainda tem outra previsão para a progressão de regime ser mais rápida. Então, em vez de cumprir um quarto, basta cumprir um sexto da pena para sair do regime fechado para o regime semiaberto, é algo nesse sentido.

Tem vários detalhes ali no texto da lei. Então isso foi aprovado. Aí quando é aprovado, você tem o momento da promulgação. Nesse caso, na verdade, o Lula vetou. Então assim, passa pelo Congresso Nacional, vai para a sanção presidencial. O presidente pode sancionar, que é endossar, dizer ok, beleza, está valendo. Ou ele pode vetar.

E ele fez um veto integral, porque o presidente pode sancionar com vetos para itens específicos do projeto de lei. Ele fez um veto integral e aí teve toda uma novela com articulação de bastidor, porque o Davi Alcolumbo é o presidente do Senado, depende dele pautar o Congresso Nacional para votar se vai manter o veto do Lula ou se vai derrubar o veto do Lula.

Então, depois de muita articulação, e a gente falou disso nos programas passados, o Davi Alcolumbre foi atingido indiretamente pelo escândalo Master, não quer que tenha a CPI do Master, então fez pressão na oposição ao governo Lula, ou suposta oposição, para que não houvesse a CPI do Master. O Jorge Seif, que é um senador bolsonarista de Santa Catarina,

Ele saiu de uma reunião com o Davi Alcolumbre dizendo, ah, o Alcolumbre disse isso, para a oposição não pressionar, e a gente decidiu que seria a pauta única. O que é a pauta única? Um detalhe importante, a sessão conjunta do Congresso Nacional, que ia acontecer, que é a sessão que envolve justamente deputados e senadores.

E aí eles combinaram que essa sessão conjunta seria de pauta única. Portanto, era só para votar o PL da dosimetria e não para ler o requerimento de instalação da CPI do Master, que seria o natural numa sessão conjunta aberta.

A partir do momento que você tem a sessão conjunta, você teria essa leitura. Mas aí houve um acordão para não haver a leitura do requerimento da CPI, para não haver o início do processo de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso Master. Então, esse acordão...

Só um parêntese, isso é um fato objetivo. Esse acordão está confessado. Não só pelo Jorge Seyfe, eu tinha mostrado no dia que ele fez a confissão, mas agora pelo Flávio Bolsonaro. Que numa entrevista, o que ele está negando, veja, não é o acordo. Ele está negando a extensão do acordo. Ele está dizendo, não, nós fizemos uma exceção.

para a sessão conjunta. Então, ele admitiu que para a sessão conjunta, eles toparam não votar a questão da CPI do Master, porque precisavam aprovar o projeto de lei da dosimetria. O que ele está querendo dizer, depois de muita pressão, depois de ser muito criticado, é que, não, agora vai estar trancada a sessão conjunta, se não tiver a leitura da CPI do Master, não vamos fazer, não vamos deixar, quer dizer...

Nós queremos, ele está querendo dizer isso, não fez nenhum esforço até hoje, passou meses de escândalo mais sem fazer qualquer esforço nesse sentido, mas agora está dizendo, não, a gente quer investigar, é ano eleitoral, cada um está sendo pressionado aí, tendo que mostrar um certo desprendimento. Mas repito.

A parte da sessão conjunta foi confessada pelo Jorge Seif e pelo Flávio Bolsonaro, de que eles concordaram com a pauta única sem votar a questão da CPI. Aí o que aconteceu? No Congresso Nacional se derrubou o veto integral do Lula ao projeto de lei da dosimetria, portanto se aprovou.

o projeto de lei da dosimetria. E aí vira lei. Aquilo que é um projeto em tramitação no Congresso vira lei. Lei número tal. Aí ela é promulgada pelo presidente do Senado, nesse caso, que é o caso de derrubada de veto presidencial. Davi Alcolumbre, depois de tantos dias da sessão, ele promulgou. E aí a lei passa a valer. Aí o que acontece em seguida?

Aqueles que já estavam contra a validação dessa lei, vamos dizer assim, eles já estavam preparando a chamada ação direta de inconstitucionalidade, que é a chamada ADI. Você entra no Supremo Tribunal Federal alegando que aquela lei que foi aprovada pelo Congresso é inconstitucional. Então ela vai contra aquilo que está previsto na Constituição brasileira e esse é um mecanismo que existe.

Uma que a gente chama toda hora, né, ultimamente? É, os partidos, eles têm legitimidade para entrar com ADI, há outros grupos, entidades, às vezes questionamentos, quem tem, quem não tem, por exemplo, a Associação Brasileira de Imprensa, ela entrou com ADI também.

Um grupo que tem advogado que não considera que teria essa legitimidade. Mas enfim, a CTEF aceita tudo. E entraram lá vários grupos, partidos, inclusive o PT, principalmente os partidos de esquerda e essas entidades que estão mais à esquerda. E apresentaram ação direta de inconstitucionalidade para considerar essa lei da dosimetria inconstitucional.

E o que as defesas dos réus condenados, também, a partir do momento que a lei é aprovada no Congresso Nacional, o que as defesas fazem? Elas entram com o pedido no juiz competente, entre aspas, porque essas pessoas não têm foro privilegiado, elas não deveriam ter sido julgadas no Supremo Tribunal Federal, mas foram, e então as defesas fazem ali a sua petição para o Supremo Tribunal Federal. Olha, foi aprovada uma lei agora, a lei...

ela precisa ser aplicada no caso do meu cliente, do réu ou da ré que foram condenados há tantos anos, etc. Agora precisa reduzir essa pena aqui conforme a lei que foi aprovada e o magistrado tem que aplicar aquilo.

Então, várias defesas fizeram isso. Aí o Moraes deu essa decisão que se tornou absolutamente polêmica, etc. No âmbito, não da ADI, da Ação Direta de Inconstitucionalidade, mas no âmbito de um pedido...

Dilma Ré, no caso a Nara Faustino de Menezes, ele já deu em várias, mas essa foi a decisão emblemática que repercutiu bastante. Então, uma ré que está ali condenada a 16, 17 anos de prisão.

E a defesa pediu ali o alívio das penas conforme a lei é aprovada. E o que ele fez? Ele suspendeu a aplicação da lei, a lei que foi aprovada no Congresso Nacional, nessa execução penal, como se chama.

Execução penal como o nome diz, você vai executar a pena e você tem essa tramitação. Então assim, ele suspendeu a aplicação de uma lei que está em vigor, dando uma canetada, é um ministro do Supremo Tribunal Federal, suspendendo a aplicação de uma lei que foi aprovada por 513 deputados, é claro que nem todos votaram a favor, mas são 503, teve uma maioria ali, e 81 senadores. Um cara, eu não quero que seja aplicado o que foi aprovado.

E isso é absolutamente fora dos preceitos jurídicos. Você suspender a aplicação de uma lei em execução penal no pedido feito por uma defesa de réu quando a lei está valendo para aquele caso.

Ele talvez pudesse, num caso muito extraordinário, aí você tem uma discussão jurídica a respeito, fazer isso no âmbito da ADI, mas imediatamente remeter para o plenário do Supremo, etc. Ele não fez, então ele não declarou a lei inconstitucional e ao mesmo tempo não aplicou para o réu. Então é uma coisa esquisitíssima, uma coisa completamente fora da...

da realidade, do usual não é do usual, é daquilo que é previsto na legislação brasileira e no entanto de certa forma os caras não construíram juntos essa porra o Paulinho da Força não recebeu umas dicas teria recebido umas dicas de uns ministros

Sim, naquela reunião que eu falei, houve toda essa consultoria e tal, por isso que o Flávio deu entrevista e falou, o Moraes redigiu a lei e tal, porque o Moraes é parceirão do Paulinho da Força. Aliás, esse pessoal do Supremo já blindou o Paulinho da Força. É curioso que essas coisas ficam escancaradas, os caras aliviaram o Paulinho da Força de uma condenação.

A condenação dele ia ser condenado preso. E, no entanto, houve uma blindagem ali, não foi, e são amigos e falam no telefone para redigir projetos de lei. Brasil, né? E todo mundo esquece. Mas, enfim, então o Moraes participou da elaboração dessa lei, participou da articulação para quê?

o veto do Lula fosse derrubado porque ele queria derrubar o Jorge Messias, como foi amplamente enunciado e apurado por uma série de jornalistas e relatado por uma série de parlamentares, porque sempre tem gente que diz, ah, não fez e tal, não sei o que e não é que essa decisão mostra que ele não fez pelo contrário, né é claro que

Tem coisas que a gente não tem a prova cabal. O que está passando na cabeça do Moraes? É que nem você vê. O que está passando na cabeça do Donald Trump? Passa um monte de coisa lá e todo mundo fica tentando entender, etc. Mas, assim, ele foi criticado por participar de todas essas articulações.

E ele é essa figura que utiliza o direito criativo, muitas vezes, para mostrar força, para tentar se impor, às vezes por um aspecto político. Ah, ficou associado a um lado? Peraí, deixa eu me associar ao outro. Deixa eu fazer uma cena para mostrar que não é assim, tentar embaraçar um pouco. Mas, assim, na prática, que é isso que é importante, que não se perca de vista. Tem toda uma discussão necessária, legítima, porque é um absurdo.

o que o Alexandre de Moraes fez. Mas o caso vai ser analisado pelo plenário e a tendência é que os ministros digam tá, ok, aconteceu isso tudo, mas vamos manter a decisão do Congresso Nacional, pelo menos por tudo que está sendo apurado nos bastidores e pelo próprio desgaste do STF, agora vai se meter numa outra briga com o Congresso para derrubar aquilo que eles aprovaram.

Então é isso que está acontecendo, mas é o Moraes com direito criativo que faz com que os professores, eu entrevistei um deles de processo penal, não saibam mais o que ensinar na aula. Direito criativo. É o direito xandônico, cada um chama de um jeito. Você vai numa aula, imagina, você é professor de processo penal, aí você tem a legislação, a jurisprudência, e você tem o que o Moraes faz, que é uma outra coisa.

Então, as pessoas estão precisando passar mais tempo. Olha, isso aqui é a regra, isso aqui é a regra e tal. Ah, professor, mas o Moraes fez isso. Não, veja bem e tal. Essa atual composição do STF, ela...

acaba fazendo esses malabarismos, esses contorcionismos. Mas tu teve alguma dúvida em algum momento que o PT, por exemplo, ia tentar esse tapetão? Não, isso já estava dito, já estava confessado. Eles sempre tentam isso quando não concordam e quando querem fazer política também, querem prestar contas para a sua base eleitoral. Isso todo mundo sabia que ia fazer.

O Moraes obviamente não precisava fazer isso, agora ele fez, por quê? Só para tratar da alegação dele, a alegação, estou falando do motivo que possa ter na cabeça dele, que a gente possa analisar aqui, mas ele alegou que é pela segurança jurídica, por quê?

Porque tem uma DI que vai ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Enquanto ela não é analisada, então não vou aliviar as penas das pessoas, porque pode ser que a lei seja declarada inconstitucional e aí essa decisão aqui vai ter sido tomada à toa. E aí a gente vai precisar desfazer essa decisão. Só que isso da cabeça do Moraes de, quer saber, já tem uma DI e tal, então por que ela existe?

Não vou aplicar a lei que está valendo, não. Isso não existe. O cara aplica a lei. E, eventualmente, lá na frente, se o plenário do STF declarar inconstitucional, você revê os casos. Existe farta jurisprudência a respeito disso. Mas o ministro do STF...

Ele não tem esse direito de não aplicar a lei porque tem uma ação que está intramitada. Então vamos esperar. Tem que analisar até os casos específicos, porque é muita gente envolvida no 8 do 1, para ver se alguém teria uma mudança imediata de situação.

porque pode ser que a pessoa esteja presa e vai ter que continuar lá, ela só vai reduzir o tamanho, mas pode ser que tem uma pessoa que já está presa há tanto tempo e de repente, com alteração, ela sai da cadeia. Aí, eventualmente, num caso desse, o ministro da STD está impedindo a pessoa de ser solta, quando a lei diz que ela tem que ser solta. Então é isso, cara, tem que aplicar.

gosta ou não, né? Gosta ou não. Você pode discordar, o cidadão comum pode discordar. Fica puto, você pode ficar puto na verdade, mas você tem que valer pra A, tem que valer pra B também, né? Então se a gente tá falando de fazer valer a lei, se a gente tá falando de fazer valer a lei pro cara A...

Ela precisa valer para todos nós, na real. E a lei tem essa presunção de constitucionalidade. Então, quando ela é aprovada pelo Congresso Nacional, ela é presumidamente constitucional. Você não pode inventar, que é o que o Moraes fez, uma presunção de inconstitucionalidade. Então, ela é presumivelmente inconstitucional, logo não vou aplicá-la.

Quer dizer, isso é de um autoritarismo, atroz. Que loucura, cara. É o sujeito sozinho querer mandar mais do que o Congresso Nacional. E manda, pelo visto. Que loucura. E manda, e para, porque ninguém faz nada. Mas isso é culpa também do Congresso Nacional. Bom, deixar claro. Principalmente do Senado Federal. Claro que vários deputados também.

tem a sua parcela de culpa, porque eles integram os mesmos partidos dos senadores, muitos têm esquema de emenda, têm rabo preso, têm esqueleto no armário, não querem mexer nunca com o ministro do STF, fazem até pressão, eventualmente, nos senadores dos seus partidos, dos seus aliados, para que não avance uma CPI, para que não avance um processo de impeachment. Então, o Senado sempre foi acovardado nas últimas décadas, deixou entrar lá um monte de gente desqualificada para o cargo.

Sobre uma série de pontos de vista. E hoje se tem todo esse rebaixamento. E em vez de reconhecer as más condutas, quando a gente vê entrevistas dos ministros do Sobreano, não pode ser só no Poder Judiciário o culpado pelo escândalo mástico, que vocês colocam a culpa, porque tem isso, tem isso. O Gilmar bem está lá na rede social. Na rede social.

Qual é a democracia que tem o Juiz lá na rede social comentando os lances da política, das investigações? E ele está lá para dizer da responsabilidade da CVM, que é a Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de capital, porque ele quer apontar o dedo para o outro lado, entendeu? Ele quer dizer assim, a CVM deixou esse escândalo mais ter crescido. Igual o Flávio Dino, que ele falou assim...

tinha um elefante pintado de azul desfilando na esplanada dos ministérios. Ninguém viu como que ninguém viu. E eu falei aqui, não é que ninguém viu, as pessoas estavam sentadas em cima dele. Estavam brincando com a tromba, agarrado na perna, puxando o rabo.

E aí você não olha para aquilo que os ministros do STF, por exemplo, estavam fazendo? Porra, peraí, né? Para os milhões de reais. A gente olha lá para os caras, a gente olha lá para a Faria Lima, a gente olha para a CVM, a gente olha para todo mundo. Olha para todo mundo. Me fala aí, me conta como é que se dava aí também.

Eu preciso saber o que o escritório da senhora esposa do excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes estava fazendo de tão valioso. Assim como eu quero saber o que os caras da Faria Lima estavam fazendo também. Assim como eu quero saber...

por que a CVM tava dormindo, que tava mesmo. Isso, todo mundo. E por aí vai, meu irmão. Entendeu? Não é porque... Eu não tô pedindo... Eu tô perguntando pro ministro do STF, cadê o... Me fala aí sobre esse bagulho do Itaiaya, ou então me fala aí esse bagulho da esposa do ministro do STF, justamente porque é o ministro do STF. Se eu quiser saber dos caras da Faria Lima...

eu vou perguntar pros caras da Faria Lima. É isso aí. Entendeu? Então, assim, se tiver um repórter perguntando pro senhor, seu ministro, sobre as coisas do Supremo Tribunal Federal, aí eu acho que é de bom tom escolher as palavras com cuidado, assim como eles já fazem, e responder sobre...

O STF, porque é sobre isso que eu suponho que seja o tema. Pelo menos é o que eu quero saber. Quando falando com você, por exemplo, de um suposto crime que você teria cometido, eu quero saber o seu ângulo.

É óbvio, é porque no Brasil existe esse método de um se limpar na sujeira do outro. Então o sujeito fica apontando para o outro lado e me parece que há uma tentativa agora de parte da classe política e de parte do Poder Judiciário que foi atingido de enrolar.

Então você vai tentando jogar todo mundo no meio e tal, aponta para o outro lado, não sei o quê, e o tempo vai passando e a opinião pública vai se distraindo, daqui a pouco tem Copa do Mundo, eleição, e aí se esquece. Esse é o intuito. Às vezes é o que eu falo, por exemplo, sobre candidato em campanha e você é um entrevistador, sabe disso.

O candidato em campanha, muitas vezes político da antiga, que tem um monte de esqueleto no armário, rabo preso e tal, ele passa pelo media training, como que eu vou responder quando perguntarem aquilo, para o que não existe resposta. Às vezes não existe, às vezes a resposta seria uma confissão de crime. O cara não vai fazer isso. Então o cara é treinado por marqueteiro, por estrategista, para enrolar.

Ele vai ocupar aquele tempo de resposta, tem 3 minutos, 5 minutos, ele sabe que você não vai passar duas horas perguntando sobre a mesma questão, senão a entrevista vai ser sobre o mesmo ponto. Então ele só tem que enrolar durante 3 minutos, 5 minutos, às vezes você vai insistir, vai até 10 minutos, 15 minutos e tal. Mas se você não mudar de pauta, as pessoas vão perguntar, pô, por que você não perguntou disso, por que você falou só disso e tal? Tem um limite do entrevistador.

Mas assim, o entrevistador tem que perguntar e tal, o cara vai dar eventualmente uma enrolada, agora é importante que a audiência saque. Que o público entenda. Exatamente, entendeu que o cara enrolou, entendeu que o cara não respondeu, ok. Eu não sou o Estado brasileiro, e ainda que fosse, o Estado tem o seu poder de investigar, de prender, etc, mas não vai torturar o cara para arrancar uma informação de dentro do cara.

Então, se tem prova contra o cara, você prende. O cara é condenado, mesmo que ele fique mentindo lá eternamente, dizendo que é inocente, como muitos deles fazem. Então, os candidatos buscam enrolar tempo suficiente para as pessoas mudarem de assunto. E é o que vários investigados estão fazendo agora. Sim, é. E, cara, aquilo que a gente já falou também num outro programa aqui, que é...

parece que o Banco Master está sendo, todas as ações estão sendo para empurrar esse caso cada vez mais fundo para dentro do tapete, para parar de falar disso, então já se vê menos cobertura mesmo nas grandes mídias já quase não se ouve dos caras falando disso então e de novo

É nosso papel ficar querendo, eu ainda quero saber algumas coisas. Exatamente. Assim, ele ainda está no noticiário. É porque chega uma hora que se tem um limite. A imprensa tem um limite. A imprensa tem um limite do que consegue descobrir.

Eu sempre falo isso, às vezes quando eu falo, por exemplo, sobre a corrida eleitoral de 2018, sobre a própria candidatura a Bolsonaro, o que se sabia dele, o que só se veio a saber depois, etc. E o que eu explico, e é importante que a sua audiência saiba, é que, por exemplo, a imprensa não tem o poder de quebrar sigilo fiscal, telemático, bancário, etc. Não tem esse poder.

Quem faz isso é o órgão de fiscalização e controle, o Ministério Público pede, o Poder Judiciário autoriza e aí vai lá. Mas CPIs ajudam também, não é? A CPI, exatamente. É um poder investigativo, investigatório que o Parlamento tem.

para avançar em investigações, inclusive pedindo quebra de sigilo, etc. Que é uma barreira para você sobrepujar, você precisa ter indícios e você precisa ter um caminho institucional adequado. O jornalista não tem isso. O jornalista apura documentos, apura com fontes, ouve relatos, cruza dados, etc. Às vezes coisas que já apareceram na investigação. Ou às vezes você tem informações de...

de fontes dentro da investigação. Então são policiais, procuradores do Ministério Público, eventualmente juízes, como agora tem muito, ministro do STF mesmo, tem os seus porta-vozes na imprensa, etc. Então, assim, chega uma hora que a imprensa já descobriu, seja por conta própria, seja com servidores, investigadores que estão vazando informação, ou políticos que viram alguma coisa, que ouviram, etc. E sobre aquele elemento específico, aquele episódio específico, por exemplo, Resort de Tayhaya.

de repente você nem tem mais como avançar, porque, olha, tudo que já se sabe, tá bom, já sei. Agora a gente precisa fazer alguma coisa. Exatamente. Aí você precisa ter uma instituição que haja com imparcialidade, com independência, que tenha equipamento, que tenha recursos humanos, que tenha liberdade para atuar, para avançar nessa investigação, quebrando os sigilos, trazendo as provas, os elementos necessários para formar aquela configuração, que já está bastante clara.

mas para você ter um volume de provas suficiente para a condenação na esfera penal. Então, é preciso que a investigação avance. O que acontece para mostrar aqui como as coisas caminham em tempos diferentes? Você tem a cobertura de imprensa que avança até certo ponto, tem um limite. Você tenta descobrir algo mais e tal, mas às vezes já descobriu tudo que dava para descobrir.

Aí você tem a investigação policial que continua. E você tem a perspectiva de colaboração premiada de integrantes do grupo criminoso, que muitas vezes entregam algo que nem a polícia seria capaz de descobrir sozinha. Que é o sujeito que participou, sabe onde está o dinheiro, etc.

Então, às vezes, a imprensa veio até aqui e aí não tem mais onde passar. E a investigação policial avança. Mas aí o que acontece? Essa investigação está avançando ou simplesmente estão enrolando para deixar o tempo passar? E aí você vê, o noticiário começa a esfriar.

E a investigação fica lá pausada, ela fica paralisada, a colaboração premiada não sai. Aí você tem gente que eventualmente está fazendo pressão política lá dentro, é uma PGR eventualmente instrumentalizada que não está aceitando uma colaboração ou que está aceitando algo que é absolutamente insuficiente. Por exemplo, agora você tem...

uma discussão a respeito disso. Que houve a proposta de colaboração premiada do Daniel Vorcar. Aí durou a credibilidade dessa proposta menos de dois dias. Porque veio a operação contra o senador Ciro Nogueira.

E aí houve a menção no relatório policial, citado pelo ministro André Mendonça, que autorizou a busca e a apreensão do pagamento de mesadas do Vorcaro para o Ciro Nogueira. Hoje ele publicou vídeo tentando se defender. É um vídeo absolutamente patético. Depois a gente tem aí até, inclusive, para mostrar. Mas só contextualizando. Ah, fui fazer um parênteses, espera aí. A gente está falando do Ciro Nogueira, que fez um vídeo patético.

É, mas eu tenho que pegar o fio da meada, que é a colaboração premiada. Ah, sim, a proposta de colaboração premiada que não durou dois dias a sua credibilidade. Por quê? Porque veio a operação policial contra o Ciro Nogueira e veio a informação de que ele recebia mesada e essa informação não estava na proposta de colaboração premiada do Daniel Vorcar, apresentada pelos seus advogados, sendo que o Vorcar é que pagava essa mesada.

por meio de uma empresa ligada a ele, para uma empresa ligada ao Ciro, que na verdade o dono era o Oscar Vorcaro, que é pai do primo dele, tio dele, me parece, do Felipe Vorcaro, que acabou preso. E é uma empresa que está no endereço de loja de moto. Então você tem uma suspeita de que você tem uma loja de moto, está sendo usada para lavar de dinheiro e ele está dizendo, o pessoal vem aqui e compra muitas peças. Às vezes é um montante muito grande de dinheiro. Que nem um chocolate, né? É tipo chocolate.

Dá dinheiro, chocolate É normal, vem aqui Pessoal faz comp, tira aquela mochila Super normal hoje Era do cartão de crédito Do Pix Vamos ver o vídeo do Ciro Nogueira O que tu acha? Só terminando rapidamente A proposta de colaboração premiada E aí

Ela perdeu a credibilidade porque não tem informações que já apareceram na investigação. Mas já há plantação de informação de que se o relator do caso, André Mendonça, recusar essa proposta, que visivelmente não está entregando tudo, como geralmente os criminosos não querem entregar.

que a defesa vai recorrer pedindo que a segunda turma do STF julgue. Aí o que acontece? Na segunda turma você tem gente lá do centrão do STF, que foi atingida, que está querendo que esse escândalo passe logo e tal. Então você tem um risco, e até uma certa, entre aspas, não estou fazendo acusação, mas uma ameaça política, vamos dizer assim, no ar.

de que, olha, se o André Mendonça recusar essa proposta chifrinha aqui, vai entrar na segunda turma e a segunda turma eventualmente vai aceitar, dizendo, nossa, nós estamos a favor de investigação. Quer dizer, é investigar um conteúdo pequenininho. Ah, tinha só um políticozinho ali e tal, tá bom, pronto, vamos nessa. A gente finge que a gente está... Não, nós homologamos a colaboração premiada. E se você falar que, ah, não, a colaboração não está sendo...

completa, eles vão dizer, porque também já há plantação de ministro do STF na imprensa nesse sentido, que está havendo uma pressão para que o ministro Alexandre de Moraes seja citado na delação. Então, haveria uma coação, uma coerção, uma tentativa e tal. Você entende que tem todo um discurso...

pra você fazer com que a investigação não atinja muita gente, principalmente muita gente muito poderosa. Eu compro essa do Alexandre de Moraes, se ele me falar que diabo que vale 3,7 milhões por mês. Se eu soubesse daí, eu fico, enfim, convencer, aí eu fico disposto a acreditar que realmente os caras estão... Que estão pegando no pé do cara.

Mas aí vai dizer só que é um ataque ao Supremo Tribunal Federal, essa sua pergunta, Igor Cruê, às instituições, ao Estado Democrático de Direito. Por aí vai. Deixa eu ver aí esse vídeo do Ciro Nogueira. Nossa, não, então só um pedacinho, vai. Bota aí no 2X, vai. Vai.

Por que começar esta operação por um líder da oposição? Em 2018, dez dias antes das eleições, eu fui alvo de uma operação da Polícia Federal igual a que aconteceu na semana passada aqui em Brasília. Na época, me acusaram falsamente de coisas muito graves.

receber malas de dinheiro de um empresário, atuar no Congresso em defesa de uma construtora, receber Caixa 2. Passaram dias repercutindo matérias repetidas sem parar pela imprensa. A investigação correu, quebraram sigilos, buscaram provas e a conclusão do inquérito foi essa. A PGR não viu...

que tu achou desse vídeo aí, cara? Esse vídeo é a sopa de letrinha de político investigado, né? O que que ele alega sempre? Ele é um perseguido político, porque a polícia tá sendo instrumentalizada pelo adversário.

E aí o curioso do Ciro Nogueira é que ele já foi blindado pelo STF pelo menos umas cinco vezes, acusado de envolvimento com propina é o Debrecht, o TC Engenharia, delator de Itajota B.S. apontaram, já foi acusado de comprar silêncio de uma testemunha e de formar o quadrilhão do PP em diretoria na Petrobras.

Então, nessas cinco acusações, ele foi blindado pelo Supremo. Aí, ele usa a blindagem que ele obteve do Supremo Tribunal Federal para dizer assim, já me acusaram de coisas gravíssimas lá atrás, e no entanto, jamais conseguiram provar, e eu fui. Aí usa, eventualmente, essas palavras. No caso, o Lula, que usava isso no sentado, que não é exatamente o que acontece.

Então, está querendo dizer, estão fazendo tudo isso de novo. Eu sou sempre perseguido, porque eu zelo pelos interesses do meu Estado, mas o povo do Piauí sabe, me conhece, etc. Esse é o discurso do Ciro Nogueira. É sopa de letrinha.

É o media training característico ali, escrito por marqueteiros, está lendo a notinha oficial de todo político. Tem, obviamente, muita gente que cai nesse tipo de engodo. Tu tem mais ou menos a minha idade? Tu já deve ter visto já os piores clipes do mundo, o do Marcos Mion na MTV, lembra?

Ele ficava passando um clipe e ele ficava esculachando o clipe. Cara, olha que coisa. Eu achava a maior graça. Eu também. Porque teve o episódio pra mim que é o melhor da carreira do Marcos Pionda. Não sei se eu acompanhei muita coisa, mas que é ele analisando o Fábio Júnior e recebendo como entrevistada a Patrícia de Sabres. De Sabres, não me lembro como é que se pronuncia. Aliás, seguidor. Um abraço pra ela, que é super gente boa.

E o Fábio Júnior... Aí ele para o vídeo e fala... Ele criou um programa de entrevista...

pra chavecar, né? Que é como vocês usam aqui em São Paulo. E aí ele vai analisando o comportamento e depois ele casou com ela. E depois se separou. O Júnior já casou umas oito vezes. Tipo o Vinícius de Moraes. Isso era muito engraçado. E quando ele analisava o videoclipe, era mais ou menos o mesmo tom. Por isso que eu lembrei. Por isso que eu estou dizendo.

que é assim... Para, para tudo. Vamos fazer. A gente tinha que ir fazendo Flow News. A gente tinha que ir fazendo Flow News uma série pegando esses vídeos desses caras aí, meu irmão, que tu tá vendo que ele... Pô, tu olha pra cara... Com todo respeito, entendeu? Mas tu olha pra cara dele e tu sabe o que ele vai falar nos próximos cinco minutos. Exatamente. Tu sabe já. E outra, o cara... Nossa, meu irmão. Dá um pouco de vontade. Dá um pouco de vontade. Porque assim, a sensação que eu tenho é que funciona.

Funciona. O vagabundo vota de novo. Ah, vota. Funciona, porra. É porque... Eu já expliquei isso aqui, mas é importante explicar a luz desse vídeo do Ciro Nogueira. Tem um outro trecho aí que é o que eu tava falando sobre a loja de motos. Tá em nome de familiares.

O que acontece? Esquece os personagens específicos. Vamos raciocinar sobre o esquema de corrupção. Então, em geral, atualmente, principalmente, o cara não vem com a mala de dinheiro e entrega para o político.

Até porque, muitas vezes, o dinheiro é muito grande. O volume é muito grande. Não cabe nas mochilas. Mas ele precisa de um esquema de lavagem de dinheiro. Por isso que tanto se fala em asfixiar a lavagem de dinheiro do crime organizado. Foi pauta hoje. Porque o Lula, em ano eleitoral, resolveu lançar política de segurança pública. Não fez isso em cinco mandatos e tal. Agora, no ano eleitoral, o ano eleitoral faz milagre. Até o PT vai combater a insegurança pública. Então, se fala muito de asfixia financeira.

Porque você tem que seguir o caminho do dinheiro, é outra coisa que se fala muito de investigação. Então, necessariamente, quando o sujeito quer receber propina em troca de algum favor político, de algum favor na administração pública e tal, ele tem um esquema.

Ele tem laranjas, ele tem testa de ferro, ele tem eventualmente familiares que comandam uma empresa pela qual ele vai receber o dinheiro, etc. E por que isso é dessa maneira também? Entre outros motivos. Porque caso venha a ser descoberto, caso alguém suspeite, ele vai alegar o que, Igor? Ele vai alegar, não, essa é uma empresa disso, disso, disso. E simplesmente compraram o serviço, compraram o produto, minha empresa como chocolate. Eu lá vendendo panetone.

Não é? É isso que ele vai alegar quando acontece. E aí é isso, aconteceu, né? E a gente vê políticos fazendo essas alegações. Aí as pessoas têm que acreditar o quê? Elas têm que acreditar que é tudo uma grande coincidência. É uma grande coincidência. Que o Daniel Vorkar é ligado a determinada empresa, essa empresa estava pagando uma empresa ligada aos familiares do Ciro, mas é uma coincidência. O grupo do Vorkar estava simplesmente comprando peça de motocicleta.

Entende? Serviço ali de motor, sei lá que serviço que presta a lojinha lá da família do Ciro Nogueira. Você tem que acreditar nisso. Enquanto que o Ciro Nogueira estava em evento internacional, participando de painel do lado do Ciro, dizendo que o Ciro era meu amigo, como eu mostrei, resgatei o vídeo. Enquanto o Ciro Nogueira estava no Senado apresentando a emenda master para aumentar o valor de cobertura do fundo garantidor de crédito.

E aí o que ele diz agora? Ele diz, não, eu sempre defendi o aumento do valor de cobertura do fundo garantidor de crédito. Inclusive, agora que nem existe mais Banco Master, vou propor de novo. Sem brincadeira, cara. O vídeo dele é assim.

É para afetar, que olha, não tem nada a ver. É para você tentar acreditar que essas conexões são só coincidências e aí vem pessoas muito malvadas, adversários políticos, que tentam colocar tudo no mesmo bolo, entendeu?

trouxa que cai, né? E o que tu pensa, cara? A gente falou aqui um pouco sobre o Davi Alcolumbre e qual foi o papel dele nesse vai e vem da dosimetria, né? Cara, a gente tá falando quanto tempo dura um mandato de presidente do Senado?

de presidente do Senado são dois anos, se eu não me engano. Esses caras não são um poderoso pra cacete? Ser reeleito ainda o Davi Alcolum, porque ele já foi, mas aí deixou de ser e aí foi de novo. Assim, o fato de ser um presidente já o ajuda pra caramba a se manter presidente, né? Sim, claro. E é engraçado como funciona. Eu sei que no primeiro dia, logo no começo do mandato...

Os caras já têm que escolher quem vai ser o presidente. E é interessante que já estão... Ouvi falar que o cara já está em campanha para o próximo mandato. Não, total. Fez parte dessas articulações. Ele estava querendo o voto da oposição. Já teve o apoio. O Flávio Bolsonaro apoiou o Davi Alcolumbo. O Jair Bolsonaro deu entrevista. Dizia, claro, que...

Não, é que a gente não tem chance com outra candidatura, porque o Eduardo Girão, o Marcos Pontes fizeram uma chapa ali para ser presidente do Senado. Mas a gente não tem chance, então a gente tem que apoiar mesmo para ver se a gente consegue pelo menos uma vice. É sempre esse discurso, mas estão sempre juntos lá com o Centrão. O Flávio aparece em vídeo, já mostrei várias vezes, quem acompanha o meu trabalho sabe, dando a mãozinha para comemorar com o Davi Alcolumbre a vitória dele como presidente do Senado.

E o Davi Alcolumbre é essa figura que tenta barrar investigações, que faz esse tipo de escambo, segura CPI, segura processo de impeachment de ministro do STF, obviamente não quer ser investigado, não quer que a investigação sobre ele avance no Supremo Tribunal Federal, não quer que o governo...

deixe avançar investigações pela Polícia Federal. Relatos que foram publicados na imprensa dizem que o Davi Alcolumbre chegou a pedir para o Lula para ele evitar que houvesse injustiça, que é sempre dentro desse código. É sempre dentro desse código que os políticos fazem. Os políticos não falam assim...

Barra investigação aí que descobriu que é minha roubalheira, não sei o que. Tem vários justiços, né? Tem gente que fala, sacanagem com a minha família. Tem gente que fala, né? Cada um fala de um jeito. Mas é sempre o discurso como se eles fossem grandes vítimas e fosse necessário fazer alguma coisa pra, na verdade, retomar a imparcialidade e a independência. Na verdade, é a tentativa de instrumentalizar o órgão pra que a investigação sobre ele não avance. Mas que não teria conseguido isso. Você não fez merda, meu irmão.

Isso, você não precisa de nada disso, né? Porra, você não fez merda de ficar investigar, pô. Pois é. Quer dizer, me parece simples, entendeu? Eu não sei se não é simples, talvez não seja, né? Eu tô falando sério, que vai que chega lá e não é tão simples assim, entendeu? O cara que vai te investigar, sei lá, qual que é? Me parece, no entanto, que se eu não fez nada... Geralmente tem uma margem. Porque a alegação é que, não, a perseguição política é isso. Você não fez nada e a pessoa tá investigando.

Mas, no mínimo, existe alguma margem aí bastante forte. Mas, geralmente, nos casos que avançam mesmo, você tem um esqueleto no armário muito grande. Ciro Nogueira já está aí no décimo esqueleto. Pois é. E esses caras não param de surgir, né, cara? Acho que é uma reflexão para quem está assistindo a gente também, cara.

Esses caras não param, eles não saem de cena, né? Eles estão o tempo inteiro, a gente já fala de como você falou. Ciro Nogueira, essa é a sexta. É, pelo menos. E esse que é o problema, Igor, é que o Brasil não consegue se livrar do ponto de vista político.

das pessoas que se envolvem em grandes escândalos, para a gente dizer assim, porque é tudo supostamente... Mais ou menos, não sei. É que no Brasil você não pode chamar um ladrão de ladrão se ele não foi condenado, mesmo que todo mundo saiba que ele é ladrão. Não estou falando de ninguém especificamente, e esse é um dos problemas. Você fica numa autocensura, você fica meio censurado pela linguagem, principalmente as pessoas como nós, que não têm.

imunidade parlamentar. Parlamentar, ele fala lá, o diabo, às vezes, eventualmente, se tem uma flexibilização e o ministro do STF vem pra tutelar, e aí o parlamentar briga, dizendo, eu tenho imunidade, eu posso falar o que eu quiser, tem todas essas discussões. Então eles, eventualmente, chamam de ladrão. Mas tu não tem imunidade pra cometer crime. Aí o cara fala assim...

Fudeu então, porque tudo é crime, né? Tudo que tu quer é crime, porque é um pouco verdade também. Não tem imunidade. Pô, mas tu tá chamando o cara de ladrão. Isso é crime. Aí tu fica, caralho. Ser ladrão é crime. E aí? Pois é, mas aí, voltando, você não consegue se livrar dessas pessoas. E essas pessoas ficam com muito poder, com muita influência, comanda o partido. O Ciro Nogueira é o presidente nacional do PP, que é um grande partido que é disputado.

na época de corrida eleitoral, porque você se juntar a um partido muito grande, dá mais tempo de TV, dá palanque em diversos estados. O Brasil é um país continental, então o candidato precisa percorrer muitos lugares. E esses partidos têm prefeitos, têm vereadores, tem gente ali para receber, para organizar, para mostrar com quem você tem que falar, para você conseguir mais votos.

os segmentos da população que são mais suscetíveis, etc. Então, é uma estrutura, uma capilaridade muito grande. Esse pessoal comanda tudo isso. Então, eu repito o que Adam Smith falava, pai do liberalismo econômico, se você não pune a infração penal, a sociedade tende ao fracasso.

porque essas pessoas ficam no poder e elas continuam impedindo o país de crescer economicamente, de ter decência. Se você não tiver decência, no Brasil existe essa ilusão de que as pessoas indecentes vão levar o país ao crescimento. Isso é uma coisa maluca.

É uma das coisas mais malucas que existem. E é assim dos dois lados. Ah, mas você quer a esquerda limpinha? Ah, mas você quer a direita limpinha? Eu quero a política limpinha mesmo. Pois é, essa é a ideia. Essa é a meta. Essa é a meta. Política pública de qualidade, feita por pessoas responsáveis que querem...

fazer o bem para o país, com interesse público, etc. Não é um bando de gente que está vendendo medida legislativa para empresário bandido. Total. Tu viu os caras bebendo IP lá, cara? Os bolsonaristas putos porque... Sabe a marca de detergente? Você pode me explicar essa história do detergente, cara? Cara, os caras entraram numa que o detergente IP estava sendo perseguido.

pela Anvisa, porque eu vi que eles tinham sido olha esse cara, meu irmão, o cara tá bebendo assim, com certeza não é detergente, mas ele pôs ele tá dentro de um carro, né? ele tá dentro de um carro o Felipe, ia lá, o cara, ia lá, pra mim esse dedo aí, nossa, meu irmão deixa eu ver isso do parrua essas pautas conversam, né? a gente tá falando aí da péssima qualidade de boa parte da classe política e aí

E aí quando você vai ver que tem gente bebendo detergente, você fala, não tem como dar certo. Esse é o Sargento Faru, esse é o parlamentar.

Ele tava lavando o bigode dele gigantesco com detergente. Pô, tem coisa melhor pra lavar o bigode aí, com todo respeito. Mas o ponto é, os caras pegaram o IP, a marca IP, pra comprar o IP pra cacete, porque estavam dizendo que tava sendo perseguida, porque a IP ajudou a campanha do Bolsonaro lá atrás, entendeu? Então eles estão nessa agora. Até o detergente foi politizado. Cara, os caras tão politizando até o detergente pra valer.

E gerando esse tipo de cena, né? Pois é. Aí eu vi o vídeo do Michael Kist que ele falou, não, eu ia zoar os caras bolsonaristas. Mas, pô, quando eu pensei em fazer um vídeo bebendo IP, os caras já fizeram. Quando eu pensei em fazer um vídeo indo no mercado comprando todos os IP que tem, os caras já fizeram. Então eu não consigo mais zoar os caras.

Você viu na época daqueles atos de rua bolsonarista, o pessoal conversando com o ET, o pessoal carregando caixão na rua na época da pandemia, esse pessoal que chorou ajoelhado quando alguém mentiu, dizendo que o Moraes tinha sido preso. É um nível de cognição muito baixo.

E a gente viu isso ao longo de muito tempo também nas manifestações petistas. É um jeito muito educado de chamar de burro. Pois é. Mas é de propósito, para a gente ser mais irônico. Mas é que o cara não vai entender que chamou ele de burro, pô. Não, mas eu sei que você vai complementar.

E essa é a graça aqui do Flow News, que a gente faz essa tabelinha. Mas é lógico que você tem elementos de burrice, de pessoas que começam a ter um ativismo totalmente estúpido, aloprado. Perfeito. Você tem maneiras melhores de você estabelecer algum tipo de crítica. E quando você vai estabelecer um tipo de crítica, o que a gente faz aqui, você traz elementos de informação também.

Você vê nessas publicações do cara bebendo detergente, você sente seguro que ele realmente entendeu tudo isso que você resumiu aqui para mim? Quer dizer que a Anvisa tomou determinada decisão, que o conteúdo tal, violou a diretriz tal.

Você precisa mostrar que você tem conhecimento sobre aquilo, você faz um juízo, etc. Mas hoje, o que importa na rede social para gerar engajamento, principalmente nesses segmentos que disputam atenção dessa maneira muito leviana e superficial, é uma performance. As pessoas estão todas performáticas. Então elas querem gerar curiosidade, já viu isso, já viu isso e tal, porque o sujeito está fazendo alguma coisa muito imbecil.

E o cara ainda coloca dentro do banco, com todo respeito, irmão. Você aí que tava dentro do carro aí tomando lá o negócio dentro do... Pô, botou um bagulho branco, irmão, com todo respeito. E tu mama na moralzinha, né, cara? Caralho, só no guti-guti, maluco é bravo. Vocês nunca tomaram detergente, você não tomou não, né? Eu nunca experimentei, não. Não sabe se é bom ou se é ruim? Caralho, meu cara podia ter colocado... Já que não era detergente mesmo, era só pra... Porque...

Sou malvado, porra. Olha aqui, eu tomo dentro do bagulho de detergente. Ficou estranho, irmão. Todo respeito. Tu acha que ele bebeu detergente mesmo ou ele trocou o líquido ali? Não, eu espero. Ninguém é tão burro. Olha, não fala isso. Isso aí os caras vão pro hospital. Anvisa meio que a princípio...

Se não foi uma decisão politizada da Anvisa, teria bloqueado por conta de presença de material pesado, metal pesado, se eu não me engano. Uma coisa assim que tu não deveria beber, entendeu? Tu já não deveria beber detergente, né, meu irmão? Então eu espero que tenha sido um whey, porque o maluco é fortinho. Cara, botou um leitinho lá. Não é não, whey. Whey, quentinho. Recém extraído. E o bicho mama direitinho, entendeu? Com todo respeito. É o engraçado, é que era pra parecer mal.

Efeito deu o contrário. Com todo respeito. Quando o Igor me chamou pra fazer esse programa, eu nunca pensei que... Que tu fosse ver um cara mamado. Não, que eu fosse assistir ao Igor comentando as mamadas alheias. Grande momento. Então vamos falar.

Do Bolsonaro lá, a defesa do Bolsonaro, cara. Pedindo uma revisão criminal, tentando anular a condenação. Que é uma parada que está a ser relatada pelo ministro Cássio Nunes Marques no Supremo Tribunal Federal, cara. O Cássio Nunes Marques tem algum tipo de ligação? Com o Silvio Nogueira. Com esses caras?

Quais dedos? Que bebe detergente? O Bolsonaro, o Ciro Nogueira. Total, absoluta. O Cássio Dundes Marques é um indicado pelo Jair Bolsonaro, o primeiro ao Supremo Tribunal Federal, porque Jair Bolsonaro precisava blindar o Flávio Bolsonaro, que era investigado por Rachadinho. Então, o Ciro Nogueira veio. Eu tenho a solução, não estou dizendo que ele falou isso. Estou ironizando, porque ele é o padrinho.

Ele é quem apresentou, quem falou, ó, esse aqui é nosso, é do nosso time. Porque o Cássio Nunes Marques é do Piauí e o Ciro Nogueira também, é conterrâneo dele. Dois anos antes da indicação, tinha uma matéria lá no jornal local, no portal local do Piauí.

mostrando o Ciro Nogueira defendendo a indicação do Cássio Nunes Marques para um tribunal superior. Ele ainda falava em STJ, é óbvio que ele mirava o STF, mas assim, se fosse o STJ já seria bom, ele chamava de nosso Cássio.

Então era um parceirão. Desse que a gente acabou de falar aí, do Ciro Nogueira parceirão do Vorkar, da lojinha de moto, né? Que recebe muito ali. Olha os caras que estão mandando no troço, cara. Pois é. E aí ele foi apadrinhado pelo Ciro Nogueira, o Flávio Bolsonaro conheceu bem e avalizou.

E o Jair Bolsonaro indicou. E aí o Cassino de Marques chegou no Supremo Tribunal Federal, integrou a segunda turma do STF e votou pelo Foro Privilegiado Retroativo do Flávio Bolsonaro.

junto com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que depois se aposentou, porque era parte de todo esse acordão contra a Lava Jato e seus desdobramentos. Então, Gilmar e Lewandowski, Gilmar indicado pelo governo Fernando Henrique, a Lava Jato atingiu o PSDB também, Ricardo Lewandowski indicado pelo Lula, a Lava Jato tinha atingido o PT, e aí um passou a votar com o outro, todos votavam juntos.

blindar ali a classe política. E o Flávio Bolsonaro, ele tinha sido, ele estava sendo investigado por atos cometidos quando ele era deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, e aí ele virou senador, que ele foi eleito senador. E foi justamente...

depois da eleição que veio a lista do COAF, mostrando a movimentação bancária típica do Fabrício Queiroz, daquela pena saiu um galinheiro inteiro, que é o histórico de funcionalismo fantasma da família. Mas ele já era senador eleito quando as investigações avançaram. Então tinha uma discussão de qual era o foro privilegiado do Flávio, porque o foro privilegiado de deputado estadual é no órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio.

E o de senador é no Supremo Tribunal Federal. Só que o STF já tinha decidido, só um parênteses muito rápido aqui, que quando os parlamentares federais perdem o mandato, acaba o mandato, acaba ou perde, né? Ou renuncia no meio e tal. Quando acaba o mandato, aquele caso que estava sendo analisado, se ele tem um processo criminal contra si, o cara é deputado federal, está lá um processo criminal no STF, tem uma lentidão, tem uma sessão aqui, ou está lá na frente, não sei o quê.

Acabou o mandato do cara e não acabou o processo ainda, o processo vai para a primeira instância. O STF decidiu isso, nos casos federais. Na época de Luiz Roberto Barroso, etc. Você tinha uma alegação que o STF estava com muito processo, não sei o quê. Depois eles jogaram fora, pegaram tudo de novo, fizeram um monte de bobagem. Mas enfim, aí você tinha essa decisão. Aí o Flávio, não, o Flávio era deputado estadual, então não era federal. E aí virou senador. Então o que ele faz no caso do Flávio?

E aí eles concederam o chamado foro privilegiado retroativo, que foi o cúmulo do malabarismo e do contorcionismo. Quer dizer, por que ele virou senador? Quer dizer, por que ele teve mandatos sucessivos?

Tipo, ele não ficou sem o mandato. Ele era deputado estadual e foi eleição do senador e virou senador. Então, ainda estou com o mandato. Ainda estou de altos. Parece brincadeira. Pique e pega da criança. Ainda estou de altos e tal. Emendei o mandato no outro. Então, porque ele virou senador, então vamos manter o foro privilegiado de deputado estadual.

Cara, então assim, ele ficou no órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio. Para ele, foi ótimo porque estava correndo já na primeira instância, quer dizer, já tinha sido feito por analogia aquilo que o STF tinha decidido. Quando ele acabou mandado deputado estadual, foi para a primeira instância, para o órgão mesmo de primeira instância. Então tinha um juiz, que era o Flávio Itabaiana, chará dele, que estava sendo rigoroso.

E ele estava doido para trocar de juiz. Aquele juiz estava avançando a investigação. Aí, quando veio esse voto do Cássio Nunes Marques, conjumamente com o Ricardo Lewandowski, saiu a investigação do Flávio Itabaiana. Aí foi para o órgão especial, e aí eles fizeram mais um monte de manobras, no STJ também, com o João Otávio...

de Noronha, que o Bolsonaro queria indicar para o STF, buscava agradar ali, dava decisões, anular quebra de sigilo. Então, o STF segurou o foro do Flávio, enquanto em outras frentes eles iam melando a investigação. Então, voltando aqui à questão do Cássio Nunes Marques, depois dessa história de mostrar como o Flávio foi blindado. Foi para isso que ele entrou no Supremo Tribunal Federal e, obviamente, para blindar o Ciro Nogueira também, que era o interesse do Ciro.

vamos botar o cara aqui que é bom para o Ciro mas vai ser bom para vocês também, família Bolsonaro beleza, bota o cara lá aí o que ele fez, ele ajudou a blindar o Flávio e ele votou para arquivar o quadrilhão do PP que era uma das acusações contra o Ciro Nogueira, contra o Arthur Lira do esquema de corrupção na Petrobras e aí tudo foi varrido para debaixo do tapete então esse é o Nunes Mas que é agora, voltando para a pauta

Foi sorteado nesse sorteio, que em geral as pessoas não acreditam, de repente agora os bolsonaristas acreditam. Agora foi sorteio. Cássio Nunes Marques vai decidir monocraticamente, eventualmente, não sei se ele vai remeter plenário, a questão da revisão criminal, para anular toda a condenação do Jair Bolsonaro. Mas aí envolve...

Outros ministros também, é um caso de grande repercussão. Não se acredita muito que sozinho ele vai conseguir derrubar tudo. Vai depender de turma, porque foi na primeira turma, com Alexandre de Moraes, Flávio Dino.

Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux, que fizeram 4x1 no Fux pela condenação do Jair Bolsonaro, entre outros. Mas o que acontece? No voto do Cássio Nunes Marques, em outros casos, envolvendo 8x1, etc., você tem ali uma série de argumentos que são os mesmos da defesa do Jair Bolsonaro.

Então, o Nunes Marques tem uma tendência de votar por aquilo que o Bolsonaro quer, mas ele sozinho não consegue derrubar tudo. Então, vai ter desdobramento, vai ter uma novelinha aí.

É, me parece complicado qualquer ação nesse sentido aí. Assim como a dosimetria precisou de um... Pra passar algo, pros caras decidirem fazer andar o assunto da dosimetria, a gente meio que precisou de um puta escândalo. Foi o escândalo do Master que pôs pra andar essas coisas no fim das contas. Foi meio que a gota d'água, vai? Não é?

Geralmente é assim, né? Porque, assim, tem que pensar que o pé da dosimetria envolve rabos presos, literalmente presos. São pessoas que foram condenadas e presas. Você pode fazer qualquer juízo, justo, injusto, etc., mas são pessoas que estavam incorrendo em atos e que acabaram condenadas. Aí, para elas serem aliviadas, o que é importante? É que haja algo de comprometedor sobre outras forças políticas, judiciais, etc., porque aí esse grupo aqui pode falar, ó, ó.

Me ajuda aí. Ou vou pressionar, a gente vai investigar vocês e tal. Não sei o que. Não, peraí, vamos conversar. Todo mundo dá mole. Quando todo mundo dá mole, para utilizar essa expressão bem generosa até, aí você tem a acomodação geral de interesse, esse grande acerto. Muitas vezes com o Supremo com tudo, que foi a frase do Romero Juca, famosa, então senador do MDB.

na conversa com José Sarney e Renan Calheiros, gravada pelo também participante Sérgio Machado, que era o presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, quando eles estavam falando ali sobre como lidar com o avanço da Lava Jato.

E eles propuseram ali naquela conversa um grande acordo nacional com o Supremo, com tudo. E isso acontece ciclicamente nesse país. E os caras falando naquela época de Supremo já, e a gente, talvez, ou a maioria da população, não vão ainda prestando tanta atenção no Supremo, né? Que é uma coisa que, por mais que eles tenham buscado... E nem da imprensa. Hã? E nem da imprensa.

E por mais que eles tenham buscado esse protagonismo ao longo dos anos para culminar no que a gente está vendo hoje, como eles se portam, como eles falam com os jornalistas, inclusive, ou, sei lá, se portam de uma maneira geral, houve um tempo que eles não eram tão vigiados, mas já estavam.

participando do acordo, do grande acordo nacional com o STF, com todo mundo. Por mim, eram bem vigiados. Tudo que eu apontei está ocorrendo de forma cíclica. E quando eu falo em imprensa, é bom deixar claro que eu não gosto muito dessa generalização.

imprensa, lavajar, cada nome desse envolve um monte de frentes, um monte de pessoas, diversos tipos, etc. Mas você tinha uma maioria de colunistas, de comentaristas, e boa parte continua, mas outra não, que aderiram a todas as narrativas do sistema. E isso é muito grave.

que você caia numa alegação de um sujeito só porque ele é ministro do Supremo Tribunal Federal e aí tem toda aquela reverência, etc. Muitas vezes são pessoas que foram adquirindo uma onipotência, que foram incorrendo, eventualmente, em mais condutas, em manobras, atos de ganância, etc. Você precisa desconfiar, vigiar o poder, principalmente o poder máximo. Esse é o que precisa de máxima vigilância. A pessoa passa 30 anos no cargo de maior poder da República.

Não, se o Supremo falou, às vezes você ouve isso. Hoje na rede social estavam criticando ali, porque o Supremo decidiu uma coisa.

Em relação ao fato objetivo, muitas vezes não quer dizer nada. Então, essa é uma distinção... É uma maluquice isso, né? Pois é, mas é uma distinção que precisa ser feita. Precisa ser feita e precisa ser ensinada. Pais, ensinem aos seus filhos o seguinte. Se você vir, por exemplo... Vamos esquecer personagens, esquecer fulanização. Você, Igor Curreira, estava andando na rua aqui em São Paulo. Você viu um criminoso...

com uma arma na mão, matar uma mulher inocente, indefesa. E ele saiu correndo, etc. Você sabe que ele matou aquela mulher, porque você viu.

Mas, se ele for pego, ele vai ser alvo de um processo, aquilo vai demorar anos, etc. E, eventualmente, alguém vai dizer, ah, não, mas o policial, ele errou quando ele fez o BO, quando ele fez o boletim de ocorrência. Ah, mas o procurador que denunciou estava amarrando o tênis na hora e fez algo errado. Ah, mas o juiz de primeira instância não escovou o dente, etc. E, no final... Caralho, depois a peruquinha.

É, e no final, você tem a última instância, porque vem recurso, não sei o quê, chega na última instância e acabam inocentando o cara. A pior das hipóteses. Às vezes é inocentar mesmo, né? Analisa o mérito e tal, dizem, não matou. O que é isso? Isso é uma decisão de um tribunal, de uma maioria de ocasião, em relação a todo o processo.

Diz que o processo está evado de vícios, então é inconclusivo, etc. Só tem a palavra da testemunha, não tem elemento de corroboração, etc. Mas você, Igor, você sabe. O fato aconteceu na sua frente. Você viu. Então, a decisão judicial não quer dizer que determinados fatos não aconteceram na realidade.

E muitas vezes são fatos que são até reconhecidos ao longo do processo e que não foram jamais refutados no processo. Para que se chegasse aquela decisão de aliviar o réu, etc., não se refutou o fato, se usou outro tipo de alegação.

Então é preciso ter em mente isso. Por que a gente começou a falar sobre isso? Também não lembro, mas a gente estava falando do... Estava falando aqui do Bolsonaro e a defesa do Bolsonaro pedindo para... Chegando lá no Nunes Marques, no Cássio Nunes Marques. E a gente estava falando de, porra, como é que esses caras conseguem se livrar...

Então, o tempo inteiro... Ah, porque a gente estava falando de instrumentalização do judiciário, de você botar um apaniguado lá, etc. O tempo inteiro os caras se livram. O tempo inteiro os caras... Pois é. Dá uma guerra. Precisa ter em mente que uma coisa é a história dos fatos. Aí eu estava falando da imprensa, acho que foi isso. Então, boa parte de colunias, de comentaristas, etc., passou a fingir que os fatos não existiram.

Que a roubalheira do petrolão não existiu, que a Lava Jato não recuperou 15 bilhões de reais, entende? Então, e o dinheiro? Tinha um artigo antigo que era, e a cocaína? Um autor escreveu, tá, o STF decidiu isso, então, assim, teve um crime sem ter o criminoso, sem ter o autor. Mas e a cocaína? Então, você tinha uma tonelada lá de cocaína. Tipo, de onde veio isso? O que faz com isso? Você tem o produto do crime ali, mas o sujeito não é condenado pelo crime.

Então, existe essa esfera da realidade e existe a decisão sobre a responsabilização a partir de um determinado processo. Isso é uma outra coisa. É preciso ter em mente que muitos fatos aconteceram, fatos graves, e a gente precisa, no jornalismo, mostrar isso. Quando se perde de vista para aderir a narrativas, aí é empobrecedor para a experiência mental do...

da população, porque muitas vezes você vai ver tudo aquilo se repetir. Então, era o seu ponto inicial. As condutas dos ministros do STF, por exemplo, de blindagem, já estava lá atrás. Estava. Estava até no Mensalão, antes do Petrolão. É porque no Mensalão houve gente condenada. No entanto, houve uma série de votos, de decisões, de manobra de blindagem.

Teve uma discussão na época, o Lula não entrou e tal, não sei o que. Essa foi uma. Mas aí depois teve discussão sobre José Dirceu, é chefe de quadrilha ou não é? O PGR da época estava apontando como chefe de quadrilha. Mas depois o STF, que inicialmente foi por esse lado, acabou derrubando a condenação por chefe de quadrilha. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, se eu não me engano.

e havia muitas discussões. Então, houve uma blindagem ali em relação a crimes mais graves, mas houve a condenação da cúpula do PT. E na Lava Jato, eles aliviaram para todo mundo, menos para o Collor. Sendo que, no final, quando foi condenado, a prisão em regime fechado, aí rapidinho ganhou uma prisão domiciliar. Collor é brincadeira também, né, cara? Que também é tipo um Ciro Nogueira, tá em todas, né? Puta merda, cara. Como é que pode? E se eu não vejo assim, cara?

Tu não fica com um pouco de tédio, não, Felipe, na moral. Porque olha só, a gente fala de um montão de bad trip aqui, cara. Todo mundo tá ganhando um quinhãozinho, entendeu? Todo mundo desses caras, todo mundo dando seu golpe, todo mundo fazendo seu acordo, todo mundo se dando bem de alguma maneira. E tu não tem a sensação de porra, que não adianta porra nenhuma tu ficar aqui falando, cara? Porque o cara que vai decidir, ele que decide se ele vai ter que pagar.

O Igor, eu tenho certeza absoluta que se a gente não estivesse falando, nós e mais alguns ao longo da história, seria ainda pior. Seria ainda pior. E certamente você não teria uma parcela da população pelo menos consciente de que isso acontece.

pelo menos buscando se diferenciar desse tipo de conduta, ensinando seus filhos sobre o que é certo, sobre o que é errado. Então, a informação verdadeira, a relação entre causa e efeito, o relato sobre a história do país é muito importante em várias frentes.

E muitas vezes a obra que fica sobre aquilo que efetivamente aconteceu, e o raciocínio, a análise em cima, ela serve para iluminar a mente de outras gerações que eventualmente vão lutar também na sua época. Então, assim, eu faço o meu trabalho jornalístico porque...

Vários outros autores ao longo da história lutaram com cenários políticos, civis, sociais, bélicos, bastante complicados, desde lá da Grécia Antiga, da Roma Antiga.

Então, é só uma luta. Você tem a obra de Platão, de Aristóteles, de Sócrates, os estoicos ali, como Sêneca. Você tem esses autores que eu estava citando aqui, Adam Smith, etc. Edmund Burke. Cada um desses contribuiu.

para a minha formação, por exemplo, intelectual, jornalística, etc., para a formação de um monte de gente, que mesmo as pessoas que são parte do público, muitas vezes não imaginam o que tem de background para você falar aquilo que você fala, mas elas deixaram um legado que acende várias luzinhas, ao longo das gerações seguintes.

E isso é importante para que não se perca esse fio, porque se não sobrar pelo menos uma certa resistência, porque a gente olha e parece que é o fim do mundo, porque tem muita gente roubando. Lá no Oriente Médio é guerra, explosão, morte, não sei o que. Aqui é corrupção, tem facção criminosa armada também. E há essa grande desesperança, mas você vê até pelo político ladrão.

pela autoridade que blinda o ladrão e que tem um esqueminha ali, que ainda que ela seja desse jeito, quando ela vai discursar, ela está discursando com base nos valores predominantes na sociedade.

Repare que qualquer investigado, por exemplo, vamos falar assim, né? Ciro Nogueira, investigado. Gilmar Mendes está lá tentando blindar o centrão do STF. Mas quando eles falam, quando eles emitem uma nota, eles falam a partir dos bons valores.

O sujeito sabe que ele tem que falar, então ele fala da defesa do Estado Democrático de Direito, ele fala contra a perseguição política, ele fala em nome da ética, etc. Mesmo que ele, eventualmente, faça o contrário daquilo tudo. Mas você entende que, pelo menos na sociedade, ainda existe uma preocupação em afetar.

E a sociedade precisa ficar mais esperta, precisa elevar a sua cognição para perceber a diferença entre a afetação e a prática. Mas, pelo menos, a gente consegue manter o norte naqueles valores. Então, mesmo o bandido, agora falando sem fulanizar, o bandido, ele não é o bandido. E esse que é um dos problemas da manipulação de massa. É algo que as pessoas precisam ser conscientes, que os pais precisam educar os filhos.

Os bandidos dificilmente, muito raramente, eles falam na linguagem do bandido. Ele é aquele vilão de desenho animado, aquele vilão de filme B da Sessão da Tarde, de que eu sou bandido e eu vou matar toda a sua família, eu sou mal mesmo, eu sou criminoso, corrupto e tal, não sei o que. Dificilmente o cara fala. Mesmo os grandes ditadores da história sempre falaram em nome do bem. O Nicolás Maduro não é ditador em nome do mal.

Ele é ditador em nome da defesa da Venezuela, contra o imperialismo yanque, contra a extrema direita, contra, enfim, coisas assim que teriam um valor terrível.

pelo menos naquele discurso. Então, em primeiro lugar, é manter esses valores sendo predominantes na sociedade. Segundo, é você educar a sociedade para perceber a manipulação das pessoas cínicas, das pessoas maquiavélicas, que em nome daqueles bons valores, fazem atos bastante sujos. E nesse ponto, você tem segmentos bastante atuantes no debate público, de ativistas, de militantes, de pessoas que...

muitas vezes não tem um cargo, não estão nem sendo remuneradas. Eu estou falando das pessoas que aderem àquele grupo com uma paixão. Você tem uma cognição muito baixa. Então, ela se identifica muito com aquele grupo, se identifica com os valores professados por aquele grupo.

mas não praticados por ele. Mas ela não consegue distinguir discurso e prática. Ela se encanta, se intoxica, se apaixona pelo discurso, se apaixona pela tribo. De um lado é Deus, pátria, família e liberdade. Do outro é igualdade, democracia, direitos humanos.

É, porque se um lado quer igualdade, o outro lado obviamente não quer igualdade. Então vamos brigar a ser na porrada, né? Isso, o outro lado é malvado, etc. E o meu lado é bom. E em nome daqueles discursos que geralmente são bonitos, daqueles valores que geralmente são bonitos...

você adere a uma patota que é feita de pessoas de carne e osso, tem outra diferença, são valores e pessoas, e que estão incorrendo numa série de atos imorais, inadequados e muitas vezes criminosos.

Às vezes são ladrões. Então, uma coisa que se perdeu, embora haja os bons valores, uma coisa que se perdeu é uma certa supremacia da decência. Se perdeu completamente. Você vê o lulismo, você vê o bolsonarismo, e você vê pelo comportamento das pessoas mais apaixonadas.

Uma coisa é a pessoa votar em um contra o outro, mas é aquela paixão. É o pano diário para a sujeira, etc. A decência não está acima do grupo. A decência não está acima da ideologia. A ideologia, às vezes, o simulacro da ideologia, que é o...

geralmente o que acontece, né? Nem deu ideário, as pessoas nem sabem o que é direito e o que é esquerdo. O cara acha que é Bolsonaro uma coisa, que é Lula outra, o cara acha que é carne e osso. O cara não entende a tradição de ideias de um Estado menor, de um Estado maior, de uma posição a respeito de igualdade de oportunidades, igualdade de resultados e outras questões divisivas aí do campo de direita e esquerda.

Então o cara, ele se identifica com a direita sendo aquele grupo de pessoas. Entende? E ele não quer saber da decência. Para ele, ele está no grupo dos decentes. Independentemente do fato. E aí ele passa a ignorar o fato. Isso é assim para tudo, cara. Quando a gente vê Israel, discussão sobre flotilha... E tem lá o palmeirense falando que tem mundial, pô.

é, pois é não, é isso aí, cara a paixão, pois é, mas uma coisa é a paixão no universo do futebol quando não gera violência em arquibancada tem a sua graça às vezes é um cinismo e a gente não pode pegar isso que a gente cede com o futebol e levar para o político, é o que tu tá falando no futebol existe o cinismo lúdico na política

É complicado, porque é o destino do país que está em jogo. E mesmo no futebol, eu não acho que haja uma transposição completa, eu acho que é pior na política, porque quando você vê a torcida, a torcida vai ao jogador.

A torcida critica, a torcida vai lá no clube protestar quando o time está mal. Ela quer escalar. Aqui não, aqui é devoção. Aí é devoção. O cara virou uma divindade. Não erra. Não é que ele erra e eu perdoo. Ele não erra. É diferente. E ele vira o norte moral. No bolsonarismo agora, nessas tretas da rede social, aí Ricardo Salles contra Eduardo, você tem alguns propagandistas.

do bolsonarismo, gente que faturou muito com o governo Bolsonaro, com boquins, com emissoras que estavam faturando, com verba de publicidade, que o Bolsonaro finge que acabou com isso. Mentira, só mudou de emissora. Você tem gente ali que quer posar de defensor do direitismo.

E aí está criticando o Eduardo e o Flávio por apoiar o André do Prado, que é do centrão, para o Senado, em vez de apoiar alguém identificado com a direita. São essas pessoas que vivem de uma propaganda ideológica. Não, nós somos direita contra esquerda, direita contra esquerda. A ideologia é o simulacro dela, acima de qualquer decência. O que ela alega? Alega que essas pessoas estão traindo o Jair Bolsonaro, e não só porque o Bolsonaro defendeu outro indicado, não, mas porque estão indicando alguém do centrão.

Cara, isso é algo completamente fora da realidade histórica, empírica. O Jair Bolsonaro é uma figura do Centrão, ele próprio disse em 2021, eu sou do Centrão, ele vem desses partidos do Centrão, e ele apoiou sempre nos últimos anos políticos do Centrão. O próprio Ciro Nogueira foi ministro dele, o Arthur Lira, de gravar vídeo, abraçado, e tamo junto, etc. Veja, não é só uma concessão, porque é necessário. Não, é aliança.

É um umbilical que ele tem. O próprio Davi Alcolume, como eu citei, defendeu, etc. Então, assim, não é uma traição Jair Bolsonaro. Está fazendo a mesma coisa. Os filhos estão fazendo a mesma coisa que o pai fazia. Mas é que o sujeito coloca o Bolsonaro como a divindade da direita.

É o direitismo puro, original, límpido, cristalino, etc. Isso é uma coisa completamente pirada. Então você tem figuras históricas mais ligadas à direita e você tem o ideário da direita, em teoria política, sobre o qual existe uma bibliografia imensa. Assim como tem do liberalismo econômico, do conservadorismo burquiano, de Edmund Burke, que foi ali muito...

vamos dizer assim, embalado pela obra do autor americano conservador também, Russell Kirk. Tudo isso que, em geral, esses ativistas de rede social nem leram. Tem alguns propagandistas que leram, mas que...

muitas vezes atuam de uma maneira maquiavélica porque simplesmente estão disputando poder. Desculpa me alongar, só filosofei, mas eu adoro esse programa justamente por essa liberdade. Pode filosofar, pô. É, só para trazer um apanhado mais conceitual. É, porque, cara, boa parte do que a gente fala aqui, eu fico pensando assim, cara, eu não queria ficar só pegando no pé, eu não queria ficar só apertando o crânio dos caras, eu queria...

ser capaz de propor alguma coisa. Mas as coisas que a gente consegue, tudo que a gente poderia propor, no fim das contas, é meio coisa de criança, porque é o próprio réu que decide, no fim das contas. A gente já falando de um ministro do STF, por exemplo. Então não dá pra gente propor... Ah, cara, eu acho que o próprio jeito como a gente coloca ministros no STF é um problema que gera...

Anos depois dessa situação que a gente está vivendo agora. O cara que decide o jeito que vai ser é o cara que está promovendo o problema. Então eu fico meio... Ai, caralho, que pena. Porque eu queria ser capaz de propor alguma coisa, sabe? Mas eu me sinto meio travado na grande...

No grande acordo nacional envolvendo o STF, envolvendo todo mundo, entendeu? Porque é isso que a gente tá falando, os caras tão fazendo... Cara, você aí, tu não quer que ande pra frente a investigação do Banco Master? Os caras tão lá na tua cara...

fazendo movimentação para não ter CPI do Banco Mágico. Segundo eles, não precisa. Não precisa. Mas eu vou te consolar, cara. Quando você está combatendo esses males, essas forças que atuam contra o avanço de investigações, contra a responsabilização que poderia fazer uma faxina que levasse a administração pública a um ambiente...

de preocupação e medidas para o bem público, quando você combate esses males, você está justamente tentando limpar o caminho para arejar, para que venham as medidas corretas. É muito difícil. Qual que é o que você está olhando o Alexandre de Moraes daqui a 10 anos na STF?

O que? Uns 90%? Porra, se ele ficar bem de saúde, se ele ficar bem de saúde, ele fica. Eu não sei se eu estou aqui há 10 anos, porra. Entendeu? Pois é, e isso que é muito preocupante, é que vários escândalos se acumulem em relação a pessoas que ainda têm uma perspectiva de poder muito duradoura.

Olha, quando a gente pensa que o Toffoli, do resort Tayayá, que teve o empréstimo do Bradesco, dois anos depois ele já estava julgando o caso, teve o aporte do grupo do Daniel Vorcar, por meio do fundo controlado pelo Fabiano Zettel, e ele foi tentar ficar na relatoria do caso, travando a investigação, depois teve o caso do advogado da JBS, e o caminho do dinheiro já foi apontado, inclusive em matérias jornalísticas.

E ele que deu a decisão de suspender, de cancelar, de anular a multa de 10 bilhões e 300 milhões de reais do grupo JIF que controla a JBS. 10 bilhões e 300 milhões de reais. E o Wesley e o Wesley Batista estão lá intermediando o encontro de Donald Trump com o Lula. E fechando o negócio à torta e à direita, estão lá no painel internacional, junto com o André Esteves, com essas figuras aí. E...

Então, assim, o Toffoli, que tem tudo isso, ele vai continuar lá por mais anos e anos e anos. E a gente vai estar discutindo decisões do Toffoli nos próximos anos. O Moraes, depois de 130 milhões de motivos para deixar o cargo do Supremo Tribunal Federal, ele vai continuar lá e a gente vai ficar falando dessas manobras, desse direito criativo, dessas invencionices que afetam o poder, que atropelam o Congresso Nacional inteiro. Então, isso é deletério.

é muito preocupante, é por isso que a gente tem que chamar atenção, faz muito bem então, estamos tentando estamos tentando, bom, Felipe cara, muito obrigado por hoje eu sei que tu vai fazer um ah eu faço mesmo bom, acho que a gente cobriu aqui todas as paradas que a gente tinha separado pra falar hoje você não tem uma novidade artística pra me contar aí das suas entrevistas, do mundo pop deixa eu pensar, o que a gente falou que a gente ia falar do vinheteiro sim

Aê! Do vinheteiro. Do vinheteiro, cara. O que que tu acha das pessoas levando o vinheteiro a sério? Cara, o cara pega o vinheteiro e fala assim, eu soube que as pessoas estão recriminando as pessoas que riem do vinheteiro. É isso, tu riu do vinheteiro, pode. É esse o ponto. É, riu do vinheteiro, não pode. Não pode, mas riu do vinheteiro. Não, não.

Porque ele associa determinados artistas ou canções a coisas, vamos dizer assim, catológicas. A indumentária do Ciro Nogueira. Ele estava todo fantasiadinho de deputado. O vinheteiro anda assim agora. Então eu acho que o fato dele andar assim e falar com o senho franzido faz parecer que ele está falando sério. Entendeu? Cara, o vinheteiro é essa figura absolutamente exótica.

Incrível, ele fala um monte de coisa que você pode discordar, mas ele é aquele personagem. Ele é assim, 24 horas. Pode ser que ligando a câmera ele fique ainda mais animado. Mas é um sujeito tão divertido, tão engraçado e tão talentoso.

Ele é um pianista absolutamente brilhante. E não só pianista, um músico, né? Que estava tocando até com as galinhas. Agora teve que parar, infelizmente. Ele forma aquele varal ali. Pois é, patrulhado, essas questões. Acho que direito autônomo, sei lá o que que importa. Mas o Alexandre de Morar lá, a gente tem que falar sério, entendeu? A gente não pode tirar sarro também, não.

Tem que tomar cuidado. Se tirar um sarro do Gilmar Mendes, ele pode te atrapalhar a vida também. É possível. Ou comente antes, tu não pode rir. Pois é. O vinheteiro é um músico comediante, que é uma combinação muito divertida. Porque não é um cheque em branco para qualquer barbaridade. Perfeito.

Qualquer pessoa, não só o vinheteiro, possam falar. Mas que tem umas paradas que são, obviamente, piadas. Mas eu trabalhei com ele, fiz um monte de... Cara, ele fala. Transmissões, entrevistas, conversas, ele com o piano. Ele tem falado que ele foi pra China e foi no restaurante e comeu carne de anão.

E ele elabora sobre esse absurdo Entendeu? Não sei se estou autorizado a rir Estou rindo porque o vinheteiro falou Mas porque assim, por ser um absurdo Do tamanho que é Essa é uma das premissas da piada Isso, é um absurdo Pois é

Mas é um humor politicamente incorreto que nesse estágio da humanidade, na era das redes sociais, gera alguns cancelamentos. Não acompanhei os últimos episódios, estou falando só alguém como... Alguém que sempre riu muito do jeito vinheteiro de ser e que frui a sua criação artística. É muito divertido ver os vídeos dele no Instagram, no YouTube.

E tem aquele vídeo lendário dele fazendo a trilha sonora do Mario Bros. Tem. Um negócio incrível do videogame com o monitor do lado, ele fazendo cada barulhinho que fez parte da nossa infância ali, do Mario Bros. polando, pegando as moedinhas. E o cara é uma jovem de música, além de tudo. O cogumelo passa a voar com o dragãozinho, e o vinheteiro vai fazendo toda a sonoridade.

Sabe muito. Bom, Felipe, muito obrigado pela moral. Como é que as pessoas fazem para te encontrar na internet? Cara, e você de uma generosidade incrível. Muito obrigado.

Meu canal de YouTube, segunda a sexta-feira eu faço um programa lá, análise dos fatos, segundas e sextas ao meio-dia, terça, quarta e quinta às 18h, mas olha, é só entrar no canal, porque fica tudo lá, não precisa pensar no horário da transmissão ao vivo, é legal se estiver lá ao vivo, participa do chat também, mas na aba ao vivo ficam todas as íntegras do programa e na aba vídeos ficam os cortes.

que eu faço sozinho, trabalhando lá, quem puder se tornar membro também me ajuda bastante a manter esse jornalismo independente, consistente e vigilante. youtube.com barra Felipe Moura Brasil, youtube.com barra Felipe Moura Brasil, ou então vocês botam na busca do YouTube Felipe Moura Brasil Canal, e aí clica no botãozinho.

ver canal. E aí sim, você está no meu canal, Dito. Tem que explicar. Tanto que o Filipe já falou na internet, tem uma porrada de vídeo do Filipe. Tem 20 anos de vídeo, um monte de veículo, um monte de participação, entrevista, podcast. É importante você falar no canal. Mas o canal é legal aí, que me ajuda bastante. E...

Tenho essa parceria com o Flow News, faço podcast levante e agora estou no Manhattan Connection também. Então me acompanhe, se você acompanhar meu canal, você vai ficar sabendo de tudo o resto. Boa, então entra lá, a gente vai deixar aqui no comentário fixado como sempre e muito obrigado pela moral aí, não esquece de se inscrever aqui no canal também, cara. Pega esse vídeo aqui e manda para os teus amigos aí do grupo do Bolsonaro, manda para o grupo do Lula, manda no grupo da Igreja, manda no grupo do, manda no grupo do, sei lá.

da escola. Posso fazer um parênteses sobre isso? Vai. A gente está falando tanto dessas bolhas de grupo, de muita paixão e tal, e as pessoas assim que conseguem olhar de fora, elas precisam ser mais atuantes. Porque senão você fica só lamentando. Muita gente deixa comentário nos meus perfis, nas redes sociais.

que análise boa, que não sei o que. Pena que muita gente que precisava ouvir isso não vai ver. Cara, o seu papel, se você considerou que aquilo é importante, é levar para as outras pessoas. É levar esse programa, é levar o corte, é levar, é divulgar. Porque os militantes dos grupos, eventualmente...

que incluem pessoas corruptas, eles fazem isso o tempo todo. Eles levam o discurso, o discurso do carro de som, o discurso da rede social, em nome dos bons valores, etc., para cobertar as práticas suas. Então, tem muita gente disseminando. Então, cabe às pessoas independentes levar a informação, levar a análise de qualidade para o seu entorno, apresentar para os seus pais. Olha, a gente está numa época, com perdão da extensão aqui, em que as pessoas mais velhas...

Muitas vezes são os pais, são as mães, são os avós, são os avós, são os tios, são as tias. Não sabem usar o celular. Elas são manipuladas por propaganda política, muitas vezes comercial, ou eventualmente até de golpe, no celular. Elas estão com um negocinho na mão aqui e estão recebendo.

muita desinformação o dia inteiro. Não quer dizer que pelo celular você não possa acessar a informação de verdade, esse é um programa que mostra isso, você pode acessar no YouTube, o Flow News, etc. Mas eles estão recebendo no WhatsApp, eles estão recebendo de amigo, eles estão recebendo de militância organizada, muitas vezes em gabinete, que está produzindo aquele material, está recebendo dinheiro público para ficar o dia inteiro produzindo arte.

Com sínteses enganosas. E é difícil a gente competir com os caras que estão pondo muito dinheiro, né? Exatamente. É muito difícil. Precisamos de vocês. Então, precisa das pessoas antenadas para explicar para o pai, para explicar para a mãe, na mesa de jantar, no almoço de família, no fim de semana. Olha, acompanha esse programa, acompanha esse canal, vê esse vídeo aqui. Isso aí que você está acreditando está errado, não é bem assim e tal.

Então, esse ativismo aí, no sentido de levar a informação verdadeira e análise que façam refletir.

É importante, é muito melhor do que um ativismo em nome de políticos de estimação. É, é só tu pensar o seguinte, cara. Nós...

Eu, o Felipe, o Tramonto, quando tá aqui, nós que estamos tentando fazer o que a gente tá tentando fazer, respeitamos você no teu jeito de pensar. Não estamos aqui tentando enfiar nada. Você nunca entrou aqui no Flow News e alguém tava tentando enfiar um troço na sua cabeça ou te dizer pra qual lado você deveria tá caminhando ou pensando, né? O que a gente faz, com certeza, é pensa. A gente tá tentando fazer você pensar.

Se a gente está tentando ter alguma influência sobre você, é fazer você pensar. O Felipe fala aqui que ele fala com palavras mais bonitas. Ele fala em elevação cognitiva e tudo mais, entendeu? Mas ele está falando, pensa, meu irmão. Pede ser burro. E esse jeito, vota em quem quiser. Mas é bom saber o que está levando, pelo menos. Vota aí no Bolsonaro ou no Lula ou no Ciro ou no Alcolumbre. Quem você quiser votar. Mas vote sabendo no que diabo você está votando.

e vigia, mesmo que vote vigia, porque é ridículo ainda mais depois de uma certa idade sujeito porque votou em alguém e ficar passando pano, defendendo

duramente, com a família, brigando por causa de político, que está mandando uma coisa pelo WhatsApp, está fazendo outra lá no Congresso Nacional. Então é bom acordar. Claro que tem as suas exceções, etc., que são um pouco mais coerentes, mas é bom ficar de olho em todo mundo. É isso. É isso. Bom, quem tem filho com bigode é gato, a gente se vê depois. Um beijo e até a próxima. Tchau.

DOSIMETRIA STF VS CONGRESSO - Flow News #045 | Castnews Index — Castnews Index