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CEO DA CNN BRASIL - João Vitor Xavier

07 de maio de 202654min
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Esse é nosso quadro chamado Executive Talks, focado no Igor conversar com executivos fodas de grandes empresas pra que ele se torne um CEO melhor. Neste episódio, recebemos João Vitor Xavier, CEO da CNN Brasil, para um papo sobre liderança, jornalismo, mídia e os bastidores de comandar uma das maiores empresas de comunicação do país.

Participantes neste episódio6
C

Carlos Tramontina

HostJornalista
F

Felipe Moura Brasil

HostJornalista
G

Ginhasão

HostComediante
I

Igor

HostEstudante
I

Igor 3K

HostComediante
J

João Vitor Xavier

ConvidadoCEO da CNN Brasil e Vice-Presidente da Rádio Itatiaia
Assuntos6
  • Trajetória de João Vitor Xavier na Rádio ItatiaiaInício como office boy e paixão pela Itatiaia · Conquista da vaga de estagiário aos 17 anos · Cobertura do futebol amador e entrevista com Oswaldo Faria · Transformação digital da Itatiaia e crescimento do site e YouTube · Cultura da Itatiaia e o amor dos funcionários pela empresa
  • Liderança e gestão na CNN Brasil e ItatiaiaImportância de ter uma boa equipe · Diferenças entre a Itatiaia (transformação digital) e a CNN (nascida digital) · Cultura organizacional e identificação dos funcionários · Visão de jornalismo popular (Itatiaia) vs. jornalismo qualificado (CNN)
  • A compra da Rádio Itatiaia por Rubens MeninRelação prévia entre João Vitor Xavier e Rubens Menin · O desejo de Emanuel Carneiro de vender a rádio para alguém de Minas · A decisão de Rubens Menin de comprar a Itatiaia e o convite a João Vitor Xavier · O processo de transição e anúncio da venda
  • Propósito Empresarial e LiderançaAcreditar em Deus e na força de vontade · A importância do esforço e da dedicação · O empreendedorismo no Brasil e a valorização do trabalho · A resiliência diante de falhas e perdas financeiras
  • O papel da comunicação e do jornalismo na sociedadeJornalismo como informação que impacta a vida das pessoas · A importância de atender tanto o público popular quanto o de elite · A evolução do consumo de informação (rádio, YouTube, Instagram)
  • Carreira Politica JairinhoExperiência na vida pública e aprendizado · Contribuição em comissões de educação e saúde · Visão sobre política como contribuição e não profissão
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Imagina começar em uma das maiores empresas do Brasil como menos do que um estagiário e virar o vice-presidente, cara. Eu tô falando do João Vitor Xavier, que fez essa trajetória lá na Rádio Itatiaia, hoje ele é vice-presidente da Itatiaia e CEO da CNN, cara. No meio do caminho o cara virou político e tem um monte de história pra contar dessa trajetória e você tem muito pra aprender, então já pega aí teu caderninho e fica pronto que vai começar.

Ô, João, cara, agora tu tá chefe, vou chamar de chefe da CNN, mas a tua história é bem mais extensa que isso, né? Primeiro que tu faz, já tá fazendo, tu faz algo parecido com isso que eu faço há mais tempo, inclusive, né? Tu começa a tua história, se eu não me engano, trabalhando na Itatiaia, não é? Na Itatiaia, minha vida toda lá, cara.

Você que não sabe o que é Itatiaia é porque você não é de Minas, tá? Pra começar. A Itatiaia é uma das maiores mídias do Brasil, tá? Lá em Minas, as pessoas falam que as coisas são verdade porque deu na Itatiaia. Porque deu na Itatiaia. Aliás, esse é o slogan nosso lá, né? Ah, é? É tipo isso. Não, deu na Itatiaia. Cara, tem uma história legal disso. Itatiaia é uma rádio muito forte em esporte, em jornalismo.

Eu me lembro quando o Cruzeiro vendeu o Fred. E foi na hora da voz do Brasil. E não tinha esse negócio de YouTube, de streaming. Não tinha isso. Era o rádio, rádio mesmo. E aí, velho, o telefone começa a tocar na redação.

porque a Globo deu no MGTV, que vendeu o Fred. E aí o telefone da rádio, é verdade, é verdade, é verdade, é verdade. Pô, claro que era verdade, a Globo deu no MGTV. Só que só virou verdade, verdade, quando começou o meu programa às oito da noite, e aí demos na Itatiaia a notícia. Então é mais ou menos isso, ó, deu na Itatiaia, aí é fato.

Mas tu chegou lá já com esse programa? Claro que não, velho. Cheguei na Itatiaia com 17 anos, num sábado de carnaval, 8 horas da manhã, jogavam naquele dia Cruzeiro e Igreja Universal do Reino de Deus. E eu comecei atendendo o telefone, depois de ficar o dia inteiro sentado na porta da Itatiaia.

Na porta da Itatiaia. Eu e minha mãe ficamos sentados na porta da Itatiaia até eu ser atendido e conseguir, abaixo do estágio, eu nem estagiário era, eu era plantão, ficava lá atendendo o telefone na redação e depois disso é que eu consegui a vaga de estagiário. Porra, entendi. Mas, pelo jeito, teu sonho era trabalhar numa rádio? Ou era trabalhar numa rádio? Meu sonho era trabalhar na Itatiaia.

Eu não tinha sonho, com todo respeito, são grandes veículos, empresas com grande contribuição, mas eu nunca tinha tido sonho de trabalhar na Globo, de trabalhar no estado de Minas, que era o maior jornal de lá, na Alterosa. Meu sonho era trabalhar na Itatiaia. Eu sempre fui apaixonado com a Itatiaia. Estava na Itatiaia o dia inteiro e, às vezes, a noite inteira também.

Eu já tinha participado, Igor, de todos os programas da Itatiai pelo telefone. Eu era daqueles moleques chatos que ficavam ligando para lá o dia inteiro para dar palpite em tudo, mandava fax, não tinha e-mail na época, mandava fax, escrevia carta, ligava para lá para poder falar no ar. Eu era apaixonado com a Itatiai. E sou até hoje apaixonado com a Itatiai, continuo minha trajetória lá. Então, eu antes de ser apaixonado pelo jornalismo, eu era apaixonado pela Itatiai.

coisa, cara. Nossa. Bom, então entendi todo o esforço pra trabalhar lá. E aí tu começa, tu vai estagiário, porque que formação que tu tinha, cara? Tu tinha 17 anos no começo. Eu trabalhava, na verdade, num jornal na minha cidade, eu sou de uma cidade próxima a Belo Horizonte, chamada Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte.

E meu pai tinha um escritório de contabilidade e eu era office boy de escritório. Então, todo mês eu ia nos clientes do meu pai, no dia 1º, minha ligação com a minha mãe, como é que é bacana. Ela ia dirigindo a caravan e eu ia lá para bater na porta, levar lá o recibo. Naquela época ainda, muitos anos atrás, as pessoas pagavam em cheque, pagavam em dinheiro, e eu ia lá receber a contabilidade do meu pai.

E aí você ia no boteco, você ia na barbearia, você ia na casa de ração, nos estabelecimentos comerciais naturais típicos de uma cidade do interior. Mas tinha um lugar que eu gostava de ir, que era o jornal Opinião, que era o jornal da minha cidade. Eu ficava olhando aquele ambiente de redação e falava, cara, isso aqui é legal, né? Aí um dia eu pedi para o dono do jornal, falei assim, poxa, deixa eu trabalhar aqui. Ele falou, mas você sabe fazer o quê? Eu falei, nada, mas vou aprender alguma coisa.

E aí ele falou, você gosta de quê? Eu falei, eu gosto de futebol. Ah, então vai cobrir o futebol amador. E aí eu fui para os campos de Várzea, cobrir o futebol amador na minha cidade. Devia ter 13, 14 anos. E aí eu comecei a minha trajetória, comecei a me envolver com o jornalismo.

E aí, já ouvindo Itatiaia, gostando da Itatiaia, ligando para Itatiaia o dia inteiro, um dia eu liguei e pedi para fazer uma entrevista para esse jornal com o cara que era um rei no futebol de Belo Horizonte. Era uma mistura de Luciano do Vale com Galvão Bueno, lá de Minas, que era o Oswaldo Faria, que era grande nome do jornalismo esportivo, e fiz uma entrevista com ele.

E aí, no final da entrevista, eu falei, pô, seu Oswaldo, meu sonho é trabalhar aqui na Itatiaia. Deixa eu trabalhar aqui. Ah, pode vir. Vem pra cá. Só que minha mãe não deixou, porque ainda estava estudando lá. Eu tinha 15 anos e fazendo o segundo grau. Ela falou, ó, quando você passar no vestibular, eu deixo você vir pra cá.

E aí eu fui e comecei a tentar, quando eu passei no vestibular, com 17 anos, ir para Itatiaia. Só que eu não conseguia falar de novo com o Oswaldo Faria. Falei, cara, eu tenho que conseguir falar com esse cara. Aí eu falei assim, ó, vai ter uma final de campeonato, final de campeonato. A Itatiaia vai estar e o Oswaldo Faria vai comentar. E aí eu fui assistir esse jogo Cruzeiro e América, final da Copa Sul-Minas de 2000. Mas, cara, sabe aquela quebradeira que você não tem um real no bolso?

Por sorte, eu tinha R$1,00. Era o preço do ingresso de geral. Vocês não sabem o que é ir para uma geral, meu irmão. A R$1,00. A geral. Aí eu fui para a geral, já conhecia, já era Geraldino, velho. Aí eu fiquei esperando lá o final do jogo, quando começam a abrir os portões, para eu ir passando da geral para arquibancada, da arquibancada para cadeira, para chegar na tribuna de imprensa. E aí consegui falar com o Oswaldo Faria.

Levei para ele as fotos da época, de dois anos antes, ele lembrou. E eu dei a maior sorte, porque a mulher dele estava lá presente. Eu acho que esse moleque aí merece uma chance. E aí ele falou, pô, vai lá para Itatiaia amanhã. Aí nesse dia seguinte eu fui para Itatiaia com a minha mãe. Fiquei sentado lá na porta da Itatiaia. O Nivaldo, o porteiro, não deixou nem entrar. E fiquei lá até... Mas quando eu chegar lá, uma hora da tarde, oito horas da manhã, eu estava lá.

Aí, uma hora da tarde, ele me atendeu, falou assim, chamou o Bruk, o Bruk era o plantão da rádio, era o cara que todo mundo começava com ele, um cara espetacular. Aí falou assim, ô Bruk, quanto tá ganhando o plantão aí? Ele falou, 20 reais por semana, senhor Osvaldo. 20 quanto por semana. Pra quem não tinha um real, pai, na geral, já tava bom pra cacete, né?

E aí ele falou, comece amanhã, menino. Aí no dia seguinte fui pra lá, um sábado de carnaval, acho que ele fez isso pra eu testar. Deixa eu ver se esse cara quer mesmo, né? 17 anos, sábado de carnaval, se tiver aqui, tá afim. Eu tava lá firme e tô lá até hoje. Caralho, muito sinistro isso aí, cara. Muita vontade mesmo. Vontade é uma das coisas que mais move mesmo as coisas, né? Cara, eu tenho certeza que é a maior virtude que uma pessoa pode ter.

porque o cara que é talentoso pra caramba, se ele for preguiçoso, dificilmente vai dar certo. E o cara que, às vezes, é limitado, mas que ele tem muita vontade, ele vai se superando. Eu acho que a minha história é muito essa, Igor. Eu nunca fui o cara mais brilhante, eu nunca fui o melhor aluno, eu nunca fui o cara mais inteligente, mais CDF, mais Caxias, mas eu sempre tive muita vontade. Eu sempre acreditei muito e sempre lutei muito, sempre...

abracei as chances que eu tinha, todas elas, todas elas. No quartel, o cara chamava de o poder da querência. É isso, você tem que querer, cara. E esse é um problema, muitas vezes. Você tem muito cara que é talentoso demais, que é muito foda, que é muito bom, e o cara, às vezes, ele é tão bom que ele fala, cara, sou tão bom que do jeito que eu for, vou chegar. E, às vezes, não é isso que te faz dar certo na vida. Cada um chega por um caminho.

Tive um amigo que me falava o seguinte, a vida é igual atravessar um rio. Você pode ir de jet ski, de lancha, de barco, a nado, mergulho, de helicóptero por cima, cada um vai de um jeito e não tem jeito que vale mais do que o outro. Mas tem muito talento desperdiçado e tem muito esforço recompensado.

Tem, tem. O que, no fim das contas, a única... Essa dinâmica, inclusive, está legal. O problema é o cara que não quer se esforçar e que não quer querer. Mas assim, tu também... Aí tem um hiato na tua trajetória aqui. A gente vai chegar na CNN. Mas tem um hiato aqui na tua trajetória que tu virou político. Pois é. Como diria o amigo, se é orgulho eu já tive, se é vergonha eu já passei.

Pois é. E assim, tu... Quero que tu me diga como é que tu foi parar na política e... E aí? Não tem mais não? Como é que é? Cara, brincadeiras à parte, eu sou super grato, aprendi demais. A vida pública te ensina muita coisa. A gente tem muito servidor público, muito bom.

Aquela história, as pessoas às vezes até falam de maneira pejorativa, ah, funcionário público, cara, vai para dentro do serviço público para ver o tanto de gente boa de serviço, competente, capacitada. Aprendi muito. Para quem quer trabalhar, é uma das grandes oportunidades, porque você vai para uma comissão de educação, você vai lidar ali com as pessoas que mais entendem de educação no mundo, que são as pessoas que vivem a educação na prática.

Você vai para uma comissão de saúde, aconteceu isso comigo, eu nunca fui um deputado ali devotado à saúde, dedicado à saúde. E aí chegou a pandemia, o presidente da Assembleia me pediu para assumir a comissão de saúde na pandemia, porque ele sabia desse meu perfil ali, muito dedicado às coisas. E, cara, eu aprendi demais, aprendi muito sobre saúde pública, sobre SUS, sobre...

as dificuldades de quem precisa do serviço público de saúde e do privado também. Os desafios de quem tem que, às vezes, manter um hospital aberto e tem toda a dificuldade burocrática do mundo. Então, a vida pública te ensina muito, eu aprendi muito, sou muito grato. Eu sempre gostei de política, eu acho que a política é um exercício fundamental para a vida de todo mundo.

Política está em tudo. O esgoto que está na porta da sua casa é política. A água que está na sua torneira é política. O ônibus que você pega para ir trabalhar é política. Sempre gostei muito. Agora, acho que é uma contribuição que eu já dei. Não sou do tipo que acha que política é profissão, que o cara tem que passar a vida inteira lá, começar a morrer lá. Acho que é importante oxigenar.

Acho que eu dei minha contribuição, ajudei, aprendi, saí e vou tocar minha vida. Não pode ser emprego, cara. Você tem que seguir sua vida. E se você é competente, você vai seguir em outras frentes e vai contribuir com a sociedade também em outras frentes.

Acho que dei minha contribuição. Ah, significa que você nunca mais vai voltar? Nunca mais é tempo demais na vida. Não sei quanto tempo eu vou viver. Talvez algum dia eu tenha vontade de falar, poxa, posso ajudar de outro jeito, de outra forma. Mas hoje a cabeça está 100% voltada para a vida privada, para as empresas que eu dirijo e para colaborar com a sociedade nessa outra frente, que eu acho que é muito importante também e que está sendo super legal também.

E esse jeito de colaborar, até com política mesmo, eu também faço política aqui do meu jeito, mas eu suponho que você estava dizendo que aprendeu um monte de coisa, e como não é um emprego para você, então vem muita coisa depois disso.

mencionou as empresas que tu dirige. O que me chamou a atenção sobre João Vitor Xavier nos últimos dias foi João Vitor Xavier, é o cara da CNN agora. Mas antes tu tava fazendo um papel semelhante na Itatiaia, não tava? Continuo.

Eu já estou acumulando as duas empresas ali. E tem João para isso tudo, cara? Porque o que acontece? O que eu estou falando? Aí a gente chegou no ponto alto aqui, que é o seguinte, você é um cara que precisou ou precisa desenvolver um jeito de dirigir a CNN.

E a Itatiaia, que logo no começo a gente te disse o que era a Itatiaia, né? Então, cara, não é um trabalhinho, não é um pouquinho de estresse. Como é que faz, cara? Cara, primeira coisa, você tem que ter muita gente boa ao seu lado.

Foi o que eu vi aqui. Chegar a rapaziada boa, nova, engajada, afim. Porque agora está aqui o Igor na frente da câmera. Mas tem uma pancada de gente ali atrás. Você tem departamento comercial, você tem financeiro, você tem apoio, você tem cinegrafista, você tem editor. Ninguém faz a parada sozinho. O cara que acha que ele vai conseguir tocar um negócio sozinho, ele está morto, ele está ferrado.

E eu acredito muito nisso. E eu acho que eu consegui montar ao longo desses anos na Itatiaia um time bom, muito bom, com muita gente que é muito melhor do que eu em muita coisa, e numa empresa que já era muito sólida.

Itatiaia já era uma empresa muito sólida, um trabalho muito bem feito pelos antigos donos da Itatiaia, que foram inclusive as pessoas que me formaram profissionalmente para o jornalismo. Então, nós conseguimos dar uma dinâmica diferente para a empresa, acho que modernizamos a Itatiaia.

levamos o Itatia para o YouTube, para o site. Hoje o site da Itatia tem o maior orgulho disso, Igor, porque foi uma coisa que nós pegamos do zero. O site da Itatia tinha 800 mil views por mês. Hoje o site da Itatia tem 60 milhões. O YouTube da Itatia tinha 1 milhão de views por ano. Você sabe o que é isso? Porra. Hoje a gente bate 60, 70, 80 milhões. Já batemos 120 milhões de views por mês.

Então, não existia isso na Itatiaia. Então, virou uma empresa digital. Itatiaia hoje é uma empresa de tecnologia, como o Flow, como o Folha de São Paulo, como o Globo.com, como o CNN.

E porque a gente levou muita gente boa e muita gente que ama Itatiai. Talvez essa seja a maior característica da Itatiai. As pessoas que estão lá amam aquilo ali, gostam daquilo ali demais. E essas pessoas me fazem poder hoje colaborar com a CNN também. E na CNN eu encontrei uma empresa já com uma base muito sólida.

O core da CNN é muito bom. É uma empresa nova. Então, é uma empresa que, diferente da Itatiaia, que teve que passar por uma transformação digital, a CNN é uma empresa que já nasceu digital. É uma empresa que acaba de completar seis anos, que já foi...

pensada e modelada multiplataforma, com as diversas pessoas que passaram por lá e contribuíram cada uma a seu modo e no seu tempo para esse processo. E é uma empresa que tem um core business muito bem feito.

O Virgílio, que é o vice-presidente de jornalismo da CNN, é um cara muito bom. A CNN tem um time ali de jornalismo. Pô, você pensa em William Wacken, Márcio Gomes, Thaís Herédia. Não vou citar aqui todo mundo. Você vai acabar esquecendo. É duro, né? Você comete injustiça. Mas é um time muito foda, muito bom, cara. E isso ajuda muito a fazer dar certo.

Então, o meu papel é de colaborar e tentar ajustar, de dar um pouco a visão dos acionistas para a empresa, dos conselhos das duas empresas, de executar o que o conselho pensa e de botar um pouco em prática daquilo que eu acredito para jornalismo, com dois perfis absolutamente distintos. Uma é uma empresa popular, de jornalismo popular, na tríade de esporte, jornalismo e entretenimento.

E a outra é uma empresa de jornalismo ultra, hiper, mega, maxi, qualificado, que pensa em economia, jornalismo político, jornalismo internacional. Então, no mesmo momento que o meu telefone toca para a gente discutir uma matéria no posto de saúde da Cachoeirinha, em Belo Horizonte, toca para discutir a cobertura da Semana do Brasil em Nova Iorque.

Então é isso, vamos equilibrando os pratinhos ali e está tudo certo, porque no final das contas é tudo a mesma coisa, é jornalismo e tentar entender aquilo que vai impactar a vida das pessoas. E tão importante quanto o banqueiro...

presidente do Senado, o ministro de Estado que estão acompanhando a CNN, é a dona de casa que está acompanhando a Itatiaia e que precisa que funcione ali o trabalho porque a escola do filho dela não serviu merenda naquele dia.

Os dois são importantes, os dois são relevantes e a gente tem que atender os dois. Mas a Itatiaia, você estava me contando que você sonhou em trabalhar na Itatiaia e começou lá aos 17 anos. Isso significa que a Itatiaia está aí há muito tempo, muito tempo. 74 anos.

74 anos. Nossa, eu ia chutar uns quarentinha, mas nossa... 74 anos. Dá bastante tempo das pessoas gostarem, das pessoas se identificarem e de dentro da empresa construir uma cultura sólida também. Uma coisa que você falou que me parece importante é quem está lá no Itatiaia ama Itatiaia. Cara, a maioria das pessoas, eu não sei todos, mas todos os caras que eu tenho contato aqui no Flow também gostam de estar aqui, então acho que estou no caminho certo.

Isso aí a gente vai chegar no ponto, que é a cultura que é formada na coisa. Isso daí tem sido uma palavra até recorrente aqui quando eu vou conversar com os executivos, que é o lance da cultura nas empresas. Mas toda vez que eu paro para pensar, eu percebo o quanto ela é importante. Toda vez os relatos de todo mundo mostram o quanto é importante. Então, você me falou que o cara que está na Itatia lá ama a Itatia. A CNN tem seis anos só.

O objetivo é implantar essa mentalidade lá. Dá para ter uma empresa com o nome, o porte, o reconhecimento, estrutura, tamanho da CNN, com o mesmo sentimento das pessoas lá da Itatiaque, que não é pequena, mas é minas, basicamente. A gente está falando de CNN. Cara, eu não só acho que dá para ter como tem que ter e acho que está no caminho de ter.

Eu vejo isso em muita gente na CNN. CNN passou por muitos percalços. Uma empresa que já enfrentou muitos desafios. E acho que isso também serviu para fazer uma peneira...

Da empresa. Sabe aquele negócio, vamos chacoalhar a árvore e o que ficar é o que está valendo? Acho que a CNN teve a oportunidade de passar por isso e cada vez que passou por isso saiu mais forte. Então você tem gente muito boa, você tem gente muito identificada com a empresa e você tem gente que ama muito aquela empresa. Eu tenho na CNN hoje colegas que estão lá que estão desde o dia zero.

E o dia zero numa TV não é o dia que a TV estreia no ar, não. Dois anos antes, os caras estavam ali desenhando projeto, pensando como é que ia ser o estúdio, discutindo como é que ia ser a programação, quem que ia ser a equipe. Então, você tem gente que está ali... A empresa tem seis anos no ar, mas tem gente que está ali naquele projeto há oito anos. E essas pessoas fizeram a cultura que a CNN tem hoje.

que é a cultura de uma empresa muito sólida já, do ponto de vista do jornalismo, e com muita gente, muita gente, que veste a camisa da empresa e que tem muito prazer de estar ali, tem muita gratidão de estar ali. Você pega um cara igual o William Wack, por exemplo, que é um dos maiores jornalistas da história desse país, você chega lá três horas da tarde, o Wack está lá, o programa dele é 11 da noite.

Eu cobri uma Olimpíada, ainda não estava no cargo de executivo da CNN, mas já tinha um programa de esportes lá. Eu cobri uma Olimpíada com o Márcio Gomes.

você vê o Márcio Gomes sentado para estudar, para se dedicar, sabe? Isso é muito bonito, porque são caras consagrados, são caras que têm uma história super vitoriosa, que fizeram muita coisa bacana e que vão ensinando para a molecada mais nova o que é o jornalismo. Porque jornalismo não é só você sentar na frente de uma câmera...

Cara, você tem que estudar, você tem que se preparar, você tem que saber daquele assunto que você está falando, você tem que gostar daquilo ali, você tem que ter coragem, você tem que ter entrega. Então, isso vai criando a cultura da empresa.

E o que que tu acha que te credenciou? Foi isso, foi essa construção que tu acha que te credenciou a alçar, a ser um executivo lá na Itatiai? Porque tu era, como tu falou, tu chega sentado lá, tu era menos do que um estagiário, e olha essa trajetória. O que que dava pra ser menos que tu? Ninguém. Olha que era 20 reais por semana, família. 20 reais por semana.

Ano pra caralho, passou, passou por um monte de etapa dentro da coisa e vira executivo. Só que, pô, não dá pra tu colocar pra ser executivo um cara que tu gosta muito. E se tu for colocar um cara que tu gosta muito, ele tem que saber muito também, manjar pelo menos o que tem ali. Então, uma coisa tu tinha, que era conhecer profundamente a Itatiaia. Eu aposto que quando tu passa a ser executivo, tu já conhecia todo mundo há muitos anos, né? Era a minha casa.

Conhecia, como conheço até hoje, da portaria, a diretoria, todo mundo, pelo nome.

Muitos eram meus ídolos de vida. Pô, cara, eu trabalhei com o Willi Gonzer, com o Alberto Rodrigues, com o Caixa, com o Milton Naves, com o Roberto Abras, com o Carlos César Pinguim. Para quem gosta do futebol, é de BH, sabe que eu estou falando aqui da santa ceia do radialismo esportivo de Minas Gerais. Esses caras eram meus ídolos. Para os caras que eu cresci ouvindo, Eduardo Costa, Zé Lino Souza Barros.

Pô, muito cara, muito, muito bom. Então, eu tive a oportunidade de ser formado por esses caras, por um gênio do rádio chamado Emanuel Carneiro, que foi durante 40 anos presidente da Itatiaia, irmão do fundador, herdou a rádio e fez dela um fenômeno. Eu aprendi com esses caras. Então, o que eu tentei fazer, Igor, foi manter essa tradição e esse legado.

de uma identidade forte com a cultura de Minas, com os laços de Minas, com a identidade das pessoas e trazer um pouco da mentalidade da nossa geração, que é essa geração que sabe a importância do YouTube, do TikTok, do Instagram, do site e de entender que o meu produto não é o rádio.

O rádio é só o equipamento pelo qual o produto vai. Agora, o meu produto é informação. Se o cara quer consumir pelo rádio, pelo YouTube, pelo Facebook, pelo TikTok, cara, que seja. Pô, um dos dias que eu fiquei mais feliz foi quando eu estava em BH descendo a rádio, que é uma...

Avenida Importante de BH, e ouvi uma notícia, a Itatiaia dando um furo de informação ali sobre um crime, e eu desci ouvindo no rádio. Eu parei na Araújo, que é uma drogaria que tem um em cada esquina em BH, e a menina do caixa estava comentando com a colega sobre o fato. Eu falei, pô, será que alguém deu a notícia primeiro que é Itatiaia? Nosso repórtero estava falando agora que ele descobriu...

Eu não aguentei, perguntei para ela. Falei assim, aqui, você ouviu essa informação aí, que acabou o sequestro, que acharam a moça? Ela falou, ah, na Itatiaia. Eu vi, não tinha nenhum rádio ligado ali. Eu falei, mas você está com fone, alguma coisa? Ela falou assim, não, acabei de ver no Instagram. Falei, pô, deu certo. Deu certo. Conseguimos. Porque era uma moça jovem, no caixa ali de uma farmácia, e ela teve o acesso à informação.

Ali eu falei, pô, deu certo o projeto, porque deixamos de ser a rádio Itatiaia, passamos a ser a Itatiaia. E aí esse era o meu objetivo de pensar a longo prazo a empresa. E aí eu vi, pô, estamos falando de Minas, estamos falando de um crime que aconteceu em BH, estamos com a nossa linguagem, mas estamos multiplataforma.

Eu consegui manter o legado, manter a tradição, manter o jeito de fazer, mas implementar um caminho que nos deu muito mais amplitude. E qual que é o segredo, cara? Tu sabia pessoalmente exatamente como fazer isso?

Igor, deixa eu te falar de um negócio aqui que é complexo, porque cada um tem um jeito de ver o mundo e tem sua fé. Mas eu sou uma pessoa de muita fé, eu acredito muito em Deus e acho que Deus nos direciona. E tem umas coisas na minha vida que são muito doidas.

de Deus me inspirar, me intuir, a coisa aí. Eu acho que Deus sempre cuidou muito de mim na minha vida, sempre botou muita gente boa no meu lado, muita gente para me ensinar. A coisa chega aqui, funciona, acontece, a gente erra, a gente acerta. Mas acho que...

Deus nos conduz na vida da gente, eu acredito muito nisso. Tem muito esforço, tem muito trabalho, tem muita dedicação, mas acima de tudo eu acho que tem muito a mão de Deus na vida da gente. Que é diferente de Deus te dar as coisas de mão beijada, se tu não correr atrás, não sei o quê. A palavra de Deus fala, meu pai trabalha até hoje e eu trabalho também. A palavra de Deus fala, aquele que não quer trabalhar que não tem o pão.

Então, Deus nunca falou sobre preguiça, sobre ficar esperando ele. Ele até nos deu isso lá no Jardim do Éden, né? Mas, pô, depois disso a gente lambuzou tudo, vai se virar e trabalhar. Então, Deus quer que a gente produza com o que ele nos dá, né? Tem a parábola lá dos talentos, né? Que o cara enterrou o talento debaixo do chão, depois tirou e entregou, falou, pô, serve infiel.

Então, você não pode ser um servo infiel. Você tem que fazer algo de bom com aquilo que lhe é dado. Mas eu acredito muito que Deus nos abençoa e nos dá a oportunidade de desenvolver o nosso caminho. E eu acredito, acima de tudo, eu acredito que Deus me abençoa na minha vida. E eu acho que tudo que eu tenho na vida, cara, é da graça, da bênção de Deus.

de me prover, de me proporcionar, e tem um monte de coisa que, do ponto de vista lógico e racional, não tem explicação. Imagina um menino, eu estudei em escola pública, quando eu tinha 10 anos, eu tinha duas vontades, eu queria aprender a falar inglês e eu queria aprender a tocar piano. E eu tive que sair da aula de inglês e da aula do piano, porque minha família não tinha 40 reais para pagar.

E é da vida. E eu sei que meus pais me deram muito mais do que eu mereci, muito mais do que eles tiveram. Extremamente grato a tudo que eles fizeram por mim. Mas naquele momento, não dava.

E, cara, eu saí de uma família simples, de um pai contador, de uma mãe dona de casa e lutadora ali ajudando nas paradas todas a família. Com cinco irmãos, eu sou filho mais novo. Comecei ganhando 20 reais na Rádio Itatiaia.

sentado na porta da empresa para chegar à presidência da empresa e hoje a presidência de uma holding que tem mil profissionais com dois dos dez maiores veículos de comunicação do país. A Itatia é a rádio mais ouvida do Brasil e a CNN é o canal de notícias mais visto do Brasil e é a sucursal no Brasil do canal de notícias mais visto do mundo.

Então, cara, eu não construí minha vida para isso. Eu não... Nem saber que dava, né? Eu nunca imaginei que eu teria uma oportunidade dessa na vida. Aconteceu. Sou grato a Deus por isso e tento honrar todo dia trabalhando, me dedicando.

Mas a minha carreira, Igor, não é aquela coisa, eu vejo muito executivo falando, não, pô, eu planejei, em tal época eu ia fazer tal curso, tal MBA e tal. Cara, meu MBA é a bunda na redação da Itatiaia aprendendo com os caras que sabiam muito mais do que eu. Não estou desvalorizando o MBA. Muito importante.

É muito importante estudar, ler, aprender. Eu busco fazer isso todo dia da minha vida. O que eu estou dizendo aqui, a minha carreira não é um planejamento para sair de onde eu saí e chegar onde cheguei. Para sair de onde eu saí e chegar onde cheguei, eu sempre pensava naquele dia o que eu podia fazer melhor, como é que eu podia trabalhar mais, como é que eu podia dedicar mais, como é que eu podia tratar aquela empresa onde eu trabalhava como se ela fosse minha, fazer o melhor por ela e somar.

e acho que nisso Deus foi abençoando, foi abrindo porta foi me colocando no lugar certo, com a pessoa certa e ajudando a coisa a funcionar eu não consigo enxergar na minha vida

Uma história de alguém que falou assim, pô, tem aqui um planejamento estratégico de vida e de carreira, eu vou sair do ponto A, vou chegar no ponto Z em tal tempo. Não teve nada disso, cara. A minha vida também é esquisita desse jeito aí. Se for parar pra pensar, eu vim parar na internet, porque eu comprei uma caixa de sapato cheia de carta de médica, que eu achei que tinha uma aqui, mas não tem não.

Que é um joguinho de carta. E isso eu fui conhecendo pessoas e aí, anos depois, eu vim parar na internet. Mas, cara, você tá me falando aqui, então, que a principal característica que te credencia a se tornar um executivo da Itatiaia e depois da Houdin é...

Cara, tu conhecia aquilo ali tão intimamente que isso é por si só um MBA, não é não? Eu acho que é. Você conhecer bem do negócio que você opera é muito importante. E eu conheço bem de jornalismo, conheço bem de rádio, conheço bem de tatiaia.

Ponto. Isso foi fundamental. E acho que também, na vida, cada um dá o seu nome, eu acredito em Deus, outros acreditam em destino, outros acreditam em sorte, de você também estar no lugar certo e na hora certa. A Rádio Tatiaia foi vendida na minha frente.

estava na mesa. Eu sempre tive uma relação muito legal com o Rubens Menin, que é um baita empresário, é o dono da CNN, da MRV, da Itatiaia, do Banco Inter, baita empreendedor, uma cabeça privilegiada. Profundamente ligado ao Atlético Mineiro. Exatamente, atleticano apaixonado e dono da SAF do Atlético. Eu sempre tive uma relação muito legal com o Rubens.

sempre tive uma relação muito próxima com ele, de 20 anos antes. Antes da rádio? Antes dele comprar a rádio. 20 anos antes da rádio eu vim nascendo ela. Antes dele comprar a rádio. Antes dele comprar a rádio. Eu tinha uma relação muito legal com ele há 20 anos antes dele comprar a rádio.

Aí um dia, cara... Por causa da rádio? Por causa da rádio. Por causa do futebol. O Rubens fundou uma entidade, não sei se ele foi exatamente o fundador, mas estava entre os fundadores, chamava Amigos do Galo. Tempos piores do Atlético. Não tinha dinheiro pra nada, não tinha CT, não tinha nada. O Atlético... Teve uma época que o Atlético treinava. Cada dia a gente estava lá na cobertura, você tinha que ficar esperando pra saber onde é que o Atlético ia treinar.

E aí treinava em campo de time de futebol amador, disputava com os sócios se ia poder treinar ou não no campo da Vila Olímpica, que é um clube social do Atlético. E aí juntou uma turma lá, vários atleticanos, fundaram os amigos do Galo. Aí os caras se juntavam, vamos fazer hoje um churrasco, arrecadar dinheiro para comprar colchão para o CT. Vamos juntar aqui, fazer uma vaquinha para poder comprar um ônibus novo.

E aí eu fui um dia fazer uma matéria sobre o Amigos do Galo, fiz uma entrevista com ele, ele já era um grande empresário de Belo Horizonte, e estava lá na churrasqueira, virando espeto para fazer um churrasco para o time de futebol dele. Tem que gostar muito. Futebol é um negócio maluco, né, cara?

Esses caras são todos doidos. Doidos, doidos, doidos. E lá em Minas, ainda por cima, com Atlético e Cruzeiro, porra, lá é menos doido. São dois doidos. O Pedro e o Rúber são dois doidos. Graças a Deus que nós temos os dois doidos que estão ajudando o futebol mineiro há muito tempo, né? Porque são dois puta caras bem intencionados.

E aí eu entrevistei, fiquei amigo dele, várias vezes, quando ele precisava de alguma coisa para os amigos do Galo, ele me ligava. E aí depois também eu fui fazer política e criamos uma relação. E tinha uma relação com ele. Aí um dia eu estou sentado na mesa com o Emanuel Carneiro. Ele era patrocinador do meu programa, a MRV patrocinava o meu programa. Eu fui para renovar o contrato com o MRV. E aí eu fui conversar com o Emanuel, que era o dono da rádio. E aí o Emanuel falou assim...

o chefe, mas nós chamamos todo mundo de chefe, o chefe, fala para esse amigo seu aí parar de gastar dinheiro com o time de futebol, comprar a rádio Itatiá que está na hora de eu aposentar. Vi aquilo ali, o chefe, o senhor não vende isso aqui nunca, para com isso. Fala, não, aqui, preciso vender Itatiá, está na hora de eu aposentar, e eu não quero vender Itatiá para qualquer pessoa, quero vender Itatiá para alguém de Minas e do bem.

e que dê sequência nisso aqui. Como era o nome dele? Emanuel Carneiro. O Emanuel, ele estava lá há muito tempo, né? O Emanuel praticamente nasceu na Itatiaia. O irmão dele é o fundador da Itatiaia. Só para eu entender o peso do cara, que é uma empresa familiar, mas não necessariamente. Mas tinha estrutura familiar?

Tinha estrutura familiar, ele era o presidente, aquele modelo ali do dono, tocando a empresa com a barriga no balcão, que todos nós funcionários entrávamos na sala dele para falar com ele no dia que quisesse, na hora que quisesse, e atendia todo mundo e recebia todo mundo. Super cara, um cara extraordinário, um cara que nos formou todos.

Legal, e ele tomou esse cuidado de vender para um cara que ele julgasse. Ele queria vender para alguém que ele entendesse conhecer a Itatiaia. Ele já tinha tido várias propostas de venda, muitas igrejas evangélicas tentaram comprar a Itatiaia, e ele nunca quis. Ele queria que fosse alguém com raiz, com identidade, com a mineridade. E aí ele falou isso. Eu não levei a sério, larguei aquilo para lá.

Aí passaram duas semanas, eu encontrei com ele no corredor da rádio e falei assim, aqui, falou lá para o Rubens, se ele não quiser comprar, eu vou procurar outras pessoas, mas eu quero vender para ele. Eu falei, pô, o cara está falando sério. O Emanuel está falando sério. Eu fui atrás do Rubens, falei, Rubens, o Emanuel quer vender Itatiaia, só que ele quer que você compre.

Falei assim, João Vitor, de jeito nenhum, estou fora. O Rubens estava no meio de uma crise na CNN. Foi quando ele desfez a sociedade que iniciou a CNN, estava no meio de uma crise. Falei, João Vitor, estou indo para a Atlanta, resolvi um baita pepino lá na CNN, vou conversar lá com os gringos. Comunicação não é meu negócio, estou com um puta perrengue aqui na CNN, não vou mexer com isso.

Encontrei com o Emanuel de novo. Aí eu falei assim, ó, ele falou que tá indo viajar, mas na volta a gente conversa direito. E o que não era mentira, porque eu falei, pô, Rubens, vamos conversar na sua volta? Ele falou, não, na volta a gente conversa. Mas tipo aquele assim, na volta a gente fala, mas deixa eu ficar livre aqui. Na volta a gente fala. Na volta a gente fala, só pra tu calar a boca e eu poder ir viajar. Aí, cara, na volta, eu falei com ele aqui, deixa eu te falar, pô, ele tá de raia, velho.

Itatiaia precisa de você. O Itatiaia é das coisas mais importantes de Minas Gerais. O Itatiaia não pode ficar na mão de gente errada, cara. O Itatiaia precisa de você. O cara que é dono do Itatiaia te escolheu. Aí falou, tá bom, vou pensar.

E aí, obviamente, ele foi tratar disso da maneira profissional. Meu papel estava cumprido ali. Ele colocou o time dele, os executivos do grupo, advogados, turma de M&A, para tocar o projeto. E, de vez em quando, ele falava comigo. Pô, estou conversando com o Emanuel, não sei, vamos ver. Aquela coisa de empresário, né? Vamos ver se vai dar. Mas estou achando difícil, complicado. Aí, um dia, ele me ligou.

Falei, você pode vir aqui na MRV? Falei, claro. Vem cá que eu preciso falar com você. Eu cheguei para conversar com ele. E aí, como é que estão as coisas? Tudo bem, tudo bem. Pô, tudo legal. Estou indo para a Olimpíada agora, Olimpíada do Japão, 21. Estou indo para a Olimpíada. Eu tinha acabado de perder a prefeitura de Belo Horizonte, tinha tomado um ferro, tinha perdido a eleição.

tô indo pra Olimpíada, fui ontem tirar visto, resolver essas coisas, tá indo pra Olimpíada, tô, pois é, rapaz, deixa eu te falar um negócio, vou comprar rádio. Pô, é, que legal, então você que vai ser meu chefe durante a viagem. Ele falou assim, ó, deixa eu te falar.

Eu estou decidido a comprar Itatiaia, mas eu não consigo tocar o negócio. Não é meu negócio, eu tenho 200 empresas. Eu vou comprar, mas eu queria que você tivesse o compromisso de me ajudar na gestão da Itatiaia. Você topa? Eu topo.

Itatiaia é a vida, estou ali a vida toda. Você estava fazendo o quê? Você estava com o teu programa. Cara, eu tinha um programa à noite na Itatiaia, de 8 às 9 da noite todo dia, e o resto do meu dia eu dedicava à vida pública. Eu trabalhava, meu mandato, e outros pequenos empreendimentos pessoais que eu tenho, de investimentos, mas coisa muito longe, muito distante de Itatiaia e de CNN.

Eu falei, pô, claro, o que você quer? Ele falou, não, eu quero alguém da minha confiança para tocar o negócio. Eu quero que você seja vice-presidente de operações da empresa, o CEO da empresa e toque o negócio. Vou colocar uma pessoa da minha confiança para tocar o comercial e vou contratar alguém para cuidar da parte de back-office da empresa, que vai ser o CEO da empresa. Eu falei, pô, bacana, legal. Perguntei salário, não discuti nada. Eu falei, bacana, estamos dentro, estamos juntos.

E eu falei, a partir de quando? Ele falou assim, a partir de amanhã. Amanhã. Então, amanhã a gente começa a transição, você vai me representar na transição do negócio e a gente vai tocando. E assim foi, isso era mais ou menos dia 10 de maio, e aí no dia 13 de maio foi anunciada a venda da Itatiaia. Foi a primeira vez na vida que eu passei três noites seguidas sem dormir.

A adrenalina era tão grande que eu não consegui dormir. Eu fiquei tão agitado com aquilo ali que eu não consegui dormir. Passei três noites seguidas sem dormir, organizando o processo de transição. Imagina o que é você chegar numa empresa que teve dois donos.

dois irmãos, durante 70 anos, a empresa tinha 69 anos, e chegar para os seus colegas e falar assim, então, rapaziada, tenho uma novidade para contar aqui. A partir de amanhã, o Emanuel, nosso querido líder, chefe, amigo, ídolo, ele não é mais dono da empresa, ele está vendendo a empresa e eu estou aqui para tocar bagaça com vocês. Foi mais ou menos assim.

Todo mundo já te conhecia. E tinha ali... Eu estou chutando, tá? Estou pensando eu aqui, o mineirinho lá da redação da Itatiaia, ouvindo umas paradas acontecendo aqui, entendeu? Porra, caralho, os caras vão vender. O cara está falando para vender. Não, cara, o pior foi nem assim. Foi do nada. Pum. É? É. Sinou o contrato a cinco horas da tarde do dia.

No dia seguinte, estava marcada a reunião de anúncio. E aí organizamos como seria. A diretora de jornalismo sabia. Um grande jornalista da empresa chamado Eduardo Costa foi informado porque ele ia fazer. O técnico de som que foi fazer, ele não sabia o que ele estava indo fazer. Então, tinham cinco pessoas ou seis que sabiam no máximo.

E aí chamou toda a equipe pro dia seguinte anunciar.

Só que aí nós tomamos um furo jornalístico. Porque o Emanuel comentou com um colega, um amigo do jornalismo, do jornal Estado de Minas, que é um jornal tradicionalíssimo, e aí o Estado de Minas deu a notícia. E aí começou aquela teoria, não, é fake news, isso não é verdade, é, não é, é, não é, não é, não é. Aí no outro dia, às 10 horas da manhã, foi anunciado, teve gente que chegou para trabalhar e ainda não sabia que a empresa tinha mudado de dono.

Não sei se foi o melhor, mas foi o possível. Era o que dava pra fazer naquela circunstância. E precisava ser de uma maneira muito celery.

e muito rápida por causa dos outros negócios do Rubens. O Rubens é dono de empresas também que têm capital aberto. O Banco Inter, a MRV, a Logs, são empresas de capital aberto. Então, você tem que tomar todo um cuidado de governança, de como fazer, tem coisa aí de regulação.

um monte de regra aí, de banco central, desse tipo de coisa. Então, foi o que deu para fazer. Entendi. E tu sentiu que isso abalou a cultura da empresa em alguma medida? E se sim, foi para remendar? O fato de você ser o líder ajudou, eu imagino. Cara, ajudou, mas também não foi simples, né? Porque foi uma...

foi uma distância de onde eu estava para onde eu fui muito grande. Então, pô, tinha gente que eu lidava ali que eram pessoas com 60 anos de empresa.

e da noite para o dia eu tinha que estar sentado na mesa com esse cara, que foi acostumado a vida inteira a lidar com o Januário Carneiro, que era o fundador, e com o Emanuel Carneiro, que foi o sucessor, e falar, cara, olha, até ontem nós éramos só colegas aqui, a partir de hoje eu tenho a responsabilidade de liderar esse processo. Nunca é fácil, nunca é simples, mas eu fui muito bem acolhido.

pelos meus colegas. Eu tive a ajuda de muita gente. Eu nunca tive um colega, principalmente dessa turma da velha guarda, que me desrespeitou, que, sabe, pô, não, a turma me respeitou muito no processo, me ajudou muito e ajudaram muito a empresa porque, acima de tudo, você tinha ali dois sentimentos. Você tinha um sentimento de, poxa, que é um sentimento que a Itatia sempre teve, que é muito importante para toda empresa. Isso aqui é nosso.

o Marcelão, que é nosso colega, que está lá há 20 anos na portaria da Itatiaia, ele tem a Itatiaia como dele.

O Hugo Sérgio, que apresenta o apito final às 11 horas da noite, tem como dele. O Eustáquio Ramos, que apresenta o jornal da Itatiaia às 6h30 da manhã, ele tem o jornal como dele. A Maria Cláudia Santos, que é fodástica, nossa diretora executiva, que hoje é quem toca operação no dia a dia, até aquilo lá com dela. O Bruno, nosso vice-presidente comercial, tem amor por aquilo ali.

citei o Bruno aqui agora, o Bruno virou, hoje é vice-presidente comercial, mas ele é um cara que virou jornalista porque o maior ídolo dele era o Roberto Abras, que era um repórter setorista do Galo. A Maria Cláudia teve um emprego na vida dela, chegou na Itatia com 18 anos, muito igual a minha história, atendendo telefone, hoje é diretora executiva da empresa. Então a turma tinha aquilo ali assim, gente, tem que cuidar disso aqui, porque isso aqui é nosso. Nós amamos isso aqui. E segundo,

pô, o João Vitor tem um monte de defeito, tem um monte de problema, vai ter que passar por uma curva de aprendizado, vai errar pra cacete, mas ele é um cara que ama isso aqui como nós e conhece da operação disso aqui como nós. Então, é melhor a gente estar junto com ele e ajudar do que abrir uma disputa fraticida aqui.

E o Rubens, que era o líder maior do processo, o dono da empresa, é um cara super habilidoso, tem uma habilidade com gente inigualável, nunca conheci ninguém tão capaz para liderar pessoas, para inspirar pessoas. Como a gente gosta de dizer em Minas, ele é jeitoso, no sentido super positivo da palavra, aquele cara que...

Todo mundo se entende. Um dia eu ainda vou encontrar o Rubens pra trocar uma ideia. Pô, cara, você tem que fazer um desse com ele, porque ele é foda.

ele é bom pra cair. O problema é dar, mano. É que assim, como tu falou, o cara lida com uma porrada de coisa. Mas um dia vai rolar. Eu fui, olha isso, eu fui no... Eu acho que eu já te contei. Mas eu fui na inauguração da Arena do Galo lá. E aí eu fui na intenção de eu acho que hoje eu encontro o Rubens.

Tá ligado? Os caras foram gravar uma parada, eu tava participando do vídeo, mas a minha intenção era, eu acho que hoje eu encontro o Rubem. E aí, eu tava lá em cima, olhando aqui assim, o campo, não sei o que, em algum momento ele tava lá embaixo. Aí eu, porra...

Eu vi tanta gente em volta dele que eu falei, da próxima. Eu não quero que ele olhe pra mim e lembre de um cara chato, entendeu? Esse cara foi encher meu saco lá no dia que a gente começou a Arena do Galo. O cara foi encher meu saco. Não, não, não. Você vai adorar, porque ele é um cara muito bacana. Um líder, líder mesmo, sabe? Que é o cara que te inspira. O Rubens acabou de completar 70 anos e...

lidera 14 empresas, conhece de todas as empresas, participa do dia a dia com direcionamento estratégico de todas, gosta de gente, lida bem com gente e é exemplo, sabe?

Você chega numa reunião de conselho, você teve um dia super apertado, o cara leu da primeira à última página do material e sabe tudo que está ali, conhece tudo que está ali, se dedica ao negócio, se preocupa com o negócio. Então, isso é liderar, sabe? O cara que não lidera... Hoje está cheio de cara aí que quer dar palestra de tudo, quando você vai ver o cara não construiu nada. E você tem cara igual, ele que construiu tudo.

muito, empresas que valem bilhões, e que está ali preocupado, eu te contava uma história, assim, uma das primeiras reuniões que nós tivemos, ele pediu a folha de pagamento da rádio. Ele foi pegando, olhando um por um ali, e falou assim, cara, essa aqui é aquela repórter que eu escuto? Eu falei, é, essa moça não pode ganhar isso aqui não.

Não é isso aqui, não. A gente tem que fazer aqui um plano de adequação salarial para as pessoas terem um salário à altura delas. Sabe? Pessoa que é uma baita profissional, tem que construir isso. Não estou falando que tem que ser da noite para o dia, não estou falando que estava errado, cada empresa tem seu momento, sua condição financeira, mas nós temos que construir uma empresa onde essa pessoa possa receber de acordo com o tamanho que ela tem, possa ser reconhecida profissionalmente.

Isso é liderar, cara. Isso é ser líder. É um cara que... Eu falo com o Rubens hoje no mínimo cinco, seis vezes todo dia.

E na maioria das vezes ele me liga, porque eu também não vou ficar enchendo o saco do cara que tem um monte de empresa para cuidar. E ele liga para saber, pô, nós fizemos tal evento em tal cidade, deu certo, foi bom ou foi ruim, como é que foi, deu lucro. Mas agora ele está ligando para saber como é que está sendo a empresa ou ele está ligando porque está começando a gostar de comunicação? Não, ele sempre gostou de comunicação. Ele achava no primeiro momento que não era um...

ele sofreu também nos negócios, né? Claro, claro. Eu tenho certeza que trocando uma ideia com o Rubens, ele vai me contar um monte de vezes que ele perdeu o dinheiro. Porque para você ganhar, para você saber fazer dinheiro, da mesma forma que você aprendeu a virar um executivo foda, o Rubens aprendeu, suponho, a fazer dinheiro. E o caminho você acertou toda vez? Só que quando a gente está... E que era para caramba.

Só que quando o caminho envolve grana, o cara perde grana. Aí tu fica, caralho, faliu. Não, não, o cara tá sendo mais foda ainda, pô. Ele tem uma história super bacana que ele conta do dia que ele foi lá nos primórdios da MRV tirar um financiamento na Caixa Econômica pra fazer um prédio. E, cara, ele não tinha mais dinheiro pra terminar aquele mês. Ele tirava aquele financiamento e deu ruim.

E que ele foi, na hora que ele chegou, ele cruzou o pé assim, olhou, a sola do sapato estava furada embaixo. Ele teve que cruzar o pé para o outro lado para não passar o sinal de fraqueza para o gerente do banco. É assim. A gente está vivendo um mundo hoje, Igor, que as pessoas acham que ficar rico é fácil, que ser bem-sucedido é fácil, que fazer sucesso é fácil. É difícil para cacete.

A maioria dos caras ralam muito, sofrem muito, tomam tombo, perdem dinheiro, fazem negócio errado, tomam calote, acertam, erram, mas os caras estão ali persistindo, firmes, lutando, trabalhando. Hoje o cara começa uma empresa num dia e acha que no dia seguinte ele é o Steve Jobs. Pô, não é, velho. Steve Jobs também errou.

Também saiu lá da empresa dele, o Bill Gates falhou, o Zuckerberg teve problema. E, pô, não é todo mundo que vai ser o Zuckerberg, não. Às vezes, se você tiver ali o seu negócio, que você vai tocar a sua família de maneira digna, sustentar a sua família, gerar ali dois, três empresas, você é um herói, velho.

Você é um herói, o cara que empreende, ainda mais num país igual o nosso, que é difícil pra caramba pra empreender, esse cara é um herói. Então, você que é dona de uma farmácia, de uma padaria, de um mercadinho, você que é um taxista, um motorista Uber, você tem que ter orgulho pra cacete do que você faz, porque é difícil pra caramba empreender. É foda, velho. Você saber, você acordar e falar assim, pô, cara, eu tenho ali...

Quatro pais e mães de família que, se o negócio aqui der ruim, eu não vou ter dinheiro para pagar o salário daqui, cara, no final do mês. Difícil para cacete. Olha o tamanho da responsabilidade disso. Acordar com o corpo dando choque, seis horas da manhã, com cabeça a milhão. A única coisa que a gente tem no dia primeiro é a certeza da conta que vai chegar. Só. Só.

O resto, cara, é acordar, trabalhar. Pô, vou contar aqui. Sou eu que estou sendo entrevistado, mas vou contar. Na hora que eu cheguei aqui, o cara estava tomando um Red Bull ali no canto porque ele acordou às três horas da manhã para ir para Piracicaba. Pirar Sununga. Pirar Sununga. Pirar Sununga às três horas da manhã. E pior, você acordou às três horas da manhã e deu tudo errado. Deu tudo errado. Acabou não rolando tanto. Tu ouviu os caras falando para ir amanhã. É isso. Hoje eu acordei. Eu fui dormir.

às duas horas da manhã em Brasília, acordei às cinco e meia pra pegar o avião, pra vir aqui pra São Paulo, tive quatro reuniões seguidas, e daqui vou pro aeroporto pra ir pra BH. Mas pelo menos o fim de semana vai ser maneiro, né? Tu vai lá na... Como é que aquele restaurante... Tem clássico, tem Atlético Cruzeiro no final de semana.

Bom demais! Bom demais! Pô, João, obrigado por vir aí, cara. Obrigado pelo teu tempo, pela moral. O restaurante chama Chapuri. Chapuri. Melhor comida mineira. Bom mesmo, tá? Bom demais, né? O cara lá do restaurante me deu um prato desse decorativo de presente, dei pra minha mulher, ela se amarrou também. Agora tem que voltar lá. Então, eu tô combinando com o Rafa, nosso amigo, de eu ir ficar um fim de semana lá na casa dele. Nossa, Cicarine. Cicarine.

leva a família, vamos lá, vamos lá no Chapuri de novo. Como você tá lá nos fins de semana, dá pra encher teu saco lá. Claro que dá, pô. Nós vamos lá. Você nos deu a honra de ir lá na Itatiaia. Você tem que voltar pra CNN também, viu? Calma. Quando é que vai ser? A gente vai conversar isso aí, Jãozão. Obrigado, cara, pela morar. Vai vir coisa boa? Vai, vai vir coisa sensacional aí. A gente tá construindo, que esse ano tá foda, cara.

Política, eu tenho que construir... Ah, eu tenho que construir, fazer um debate. Eu vou fazer um debate. Porra!

Então eu tenho que construir isso aí tudo aí, mas a gente vai... Bom, sem mais spoilers, João, obrigado pela moral. Valeu mesmo. Obrigado. Você aí que quer saber mais, conhecer um pouco mais sobre o João, cara, a gente vai deixar aqui no comentário fixado todas as redes sociais dele, tá bom? Vamos deixar aqui também, vai que você não conhece, a Itatia e a CNN, tá? E se você quiser virar membro do canal, cara, ajuda a gente aí a continuar existindo, custa menos de R$8, tá bom? Dá essa moral pra nós aí.

Mais uma vez, obrigado. Obrigado, velho. E a gente se vê depois. Valeu, valeu, rapaziada.