XANDÃO + ALCOLUMBRE O JOGO CONTRA O MASTER - Flow News #044
Flow News #044
Igor
- Banco MasterContrato da esposa de Alexandre de Moraes · Daniel Vorcaro · Fraude financeira · PGR · Delação premiada
- Impunidade e CondenacoesDerrubada do veto de Lula · PL da dosimetria · CPI do Master · Conchavo político · Pressão política
- Ministros do STFArticulação política · Conflito de interesses · Impedimento de magistrados · Sabatina de Alexandre de Moraes · Gilmar Mendes
- Derrota de Jorge MessiasSabatina no Senado · Indicação ao STF · Articulação política · Lulismo · Investigações sobre Davi Alcolumbre
- Discurso antissistema de LulaPopulismo · Elites econômicas · Petrolão · Triplex do Guarujá · Sítio de Atibaia
- Participação políticaFiscalização da política · Indignação social · Sátira política · Liberdade de expressão
- Combate à Desinformação e Fake NewsMúltiplas plataformas · Cobertura jornalística · Malu Gaspar · Vazamento de informações
- Atuação de Lucia na políticaSegundo turno com três candidatos · Voto útil · Polarização política · Representatividade
Salve, salve, família. Bem-vindos a mais um Flow News. Eu sou o Igor e aqui na bancada comigo temos Carlos Tramontina. Sou eu? Bem bonitão, como sempre. E tem o Felipe Moura Brasil também. Salve, salve. Tamo junto, Igor e Tramontina e o grande público do Flow News. E tem uns assuntinhos para a gente falar hoje aqui, cara. Mas eu queria começar logo pelo Messias, cara.
aconteceu na semana passada uma coisa que já não acontecia há muito tempo no Brasil as pessoas dizem que nunca tinha acontecido apesar de ter acontecido numa outra época da história do Brasil mas nunca, de fato nunca tínhamos visto alguém indicado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal ser
recusado, na sabatina no Senado. Essa foi a primeira vez. E estamos falando do Messias, ou Bessias, que é o cara que foi levar lá aquele... O termo de posse. O termo de posse pro Lula. Pô, eu lembro desse dia, cara. Que doideira.
E, bom, cara, tem gente que está dizendo que é isso mesmo, não podia ter mesmo não, não era qualificado para o cargo, e tem gente dizendo que ele foi vítima de uma articulação, foi vítima até de um momento que não aceitaria o Messias, alguém como, mesmo tendo as qualidades que tem, alguém como Messias, para esse cargo por conta do momento político.
Eu queria saber, sei lá, primeiro, Felipe, tu que tá rindo aí, qual que é a tua opinião sobre isso, cara?
que é tudo junto e misturado. Acho que a palavra vítima, obviamente, é muito forte. Ele é um candidato a um cargo. E, obviamente, ele está se submetendo ao Senado Federal. O Senado é constituído de político. No Brasil, até os ministros do Supremo Tribunal Federal fazem articulação política. Obviamente, todos os indicados passam por algum filtro político. E que é uma palavra que, no Brasil, abrange, vamos dizer assim, outros interesses também, muitas vezes imorais.
e de blindagem contra investigações, etc. Então, isso faz parte do jogo, ele já sabia, ao se submeter a esse papel. Houve articulações, então, muita gente acaba votando por motivos errados, mas também tem motivos certos e há argumentos absolutamente legítimos para a rejeição do Jorge Messias. Eu, pessoalmente, como analista...
Concluo que é melhor rejeitar o Jorge Messias, entendo quem analisa pela clave estratégica, porque é bom a gente deixar claro algumas diferenças, que o Jorge Messias não tem um histórico de envolvimento num escândalo de corrupção. Ele tem histórico de pano para aquilo que aconteceu nos governos do PT, porque ele é um militante lulista.
Então, assim, é diferente quando a gente vai analisar outras figuras que já tem um histórico de ter sido citado em delação premiada, de estar aí sendo atingido pelo escândalo Mastro e tal. Ele é alguém ligado ao lulismo, mas não pesa sobre ele uma investigação de corrupção, uma condenação e tal, etc.
Então tinha gente lendo assim, bom, o André Mendonça, que foi indicado pelo Jair Bolsonaro, quer que o Jorge Messias seja aprovado, então talvez o Jorge Messias pudesse ajudar o Mendonça a avançar nas investigações do caso Master, e aí você tem uma outra aula no STF, principalmente ali.
do Alexandre de Moraes, mas que é a mesma ala do Dias Toffoli, do Gilmar Mendes, que não estaria interessado, com receio de que o Messias pudesse reforçar a outra ala, a do André Mendonça. Então essa ala articulou, junto com Davi Alcolumbre, contra a indicação do Jorge Messias. Lula ficou puto. Pois é, mas também não quer dizer, só para deixar claro esse ponto, que o Jorge Messias seria favorável ao avanço de toda a investigação sobre todas as pessoas.
Eu entendo que o critério do Lula, número um, sempre foi a blindagem pessoal, para ele indicar um ministro para o STF. Ele indicou o advogado pessoal dele, quando ele assumiu o mandato, foi o primeiro, o Cristiano Zanin, nesse novo mandato, já tinha indicado outros. O Flávio Dino foi o segundo, é um bajulador do Lula, chamou o Lula de Messias, eu brincava que era o Messias de Atibaia.
em razão da localidade do sítio que ele frequentou mais de 111 vezes pois é eu não frequento 111 vezes sítio de amigo mas enfim, sítio customizado ali por duas empreiteiras do Petrolão uma coincidência muito grande em que o brasileiro é convidado a acreditar assim como o triplex do Guarujá OAS e Odebrecht, as duas as mesmas eu nunca ganhei nada
Eu não tenho esses imóveis, né? Imóvel... Tem uns amigos assim. Caralho, assim, até tem uns amigos assim, com todo respeito. Mas eu não fico encheando a saco deles, né? Tipo, ô Tramonta, vou pra voo 111 vezes no teu sítio aí. Tramonta, desculpa. Deixa eu te interromper uma vez.
de praia aqui para a rapaziada. Uma vez uma grande empresa de telefonia que produz celulares e vende e tal, bababá. A pessoa me ligou no final do ano e falou assim eu queria te mandar um brinde. Me dá o teu endereço? Eu falei, ah é? Eu quero o teu CPF. Eu falei, por que você quer meu CPF?
Não, mas é que eu preciso registrar. Falei, espera aí, explica pra mim. Eu vou te mandar um celular XYZ, ele canta, dança, faz de tudo. Que tá sendo lançado agora, caríssimo. Falei, cara, obrigado, desculpa, não quero. Eu compro o celular. Essa é a diferença. Que exemplo.
É, essa é a diferença, cara, né? Aí eu posso chegar e sentar o porrete no cara porque eu não devo nada pra ver, né? Lógico. Ah, mas tem colegas seus que estão aceitando. Eu falei, ah, deve ter muito. Conheço muitos que aceitam. E aceitam por muito menos. Né?
Aceito por muito mesmo. Desculpa, eu estava te interrompendo. Não, maravilhoso. Isso aí eu tinha falado até no outro programa. No Brasil, muitas autoridades, muitos políticos não têm a capacidade de dizer não. Isso é o básico de uma vida adulta, moralmente correta, é você recusar propostas indecentes.
Bom, aí eu estava dizendo que, olha, eu até entendo quem votou a favor da indicação do mestre. Entender não é legitimar e não é deixar de criticar. Só para deixar claro, é a compreensão de que há uma leitura estratégica de...
eu sou contra o Alexandre de Moraes sou contra o Dilma Amén, sou contra o Dias Toff quero que avance a investigação a respeito deles quero que avance a investigação do caso Master que é o que está mais em voga nesse momento a leitura aqui em Brasília é que o Jorge Messias iria para o lado do André Mendonça tanto que essas pessoas estão articulando contra ele então votaria a favor só que é preciso analisar o todo eu acho que o sarrafo no Brasil está tão baixo que começa-se a naturalizar o mal menor começa-se a naturalizar e o reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc
indicações de pessoas não qualificadas ou pelo menos que não chegam a uma qualificação que deveria ser a base para uma indicação para o Supremo Tribunal Federal. Então, o Jorge Messi tem 46 anos, ele é jovem, ele não tem uma longa carreira na magistratura.
Ele tem carreira com indicações políticas, foi advogado-geral da União, que virou um trampolim para ser ministro do STF, porque o advogado-geral da União defende também o STF, então ele passa a conviver com os ministros, e aí os ministros gostam dele, e aí puxa para a patotinha e tal. Não, já é meu amiguinho, então eu quero...
Aí começa a fazer campanha nos bastidores para que ele seja indicado. Ele fez patrulha virtual recentemente. Diz que estava de férias, mas depois voltou, tentou consertar, piorou mais ainda. Distinguiu jornalista e cidadão comum ao pedir para o X a remoção de diversos conteúdos.
Ele ia levar o termo de posse. Na tese de doutorado dele, ele eximiu a Dilma de responsabilidade sobre a crise econômica, apontando a responsabilidade no ajuste fiscal que o PT tentou fazer em cima da hora com Joaquim Levy. Eu falei naquela época que ele seria usado como bode expiatório e a tese de doutorado do Jorge Messias confirma isso. Então, assim, é um militante partidário daquele grupo político. A confiança de que uma pessoa como essa vai agir realmente com independência, com imparcialidade, é muito baixa, não tem experiência.
E por mais de 25 anos. E por mais de 25 anos que ele ia ficar lá. Ele ia ficar por 29, 46 até 75. É bom, hein? Então, 29 anos aturando uma... Agora, tem um acontecimento da votação até agora, né, Felipe, Igor? É o seguinte, o governo tem a certeza de que vários traíram o governo.
mas principalmente Alexandre de Moraes traga o governo. O governo tem a certeza de que o Alexandre de Moraes trabalhou para derrubar a indicação do Messias. E aí o governo, aliás, o presidente Lula, quando nesses dias tem tratado deste assunto com assessores, ele reage com um dos palavrões mais conhecidos na nossa língua.
Aquele que é composto? Aquele que é composto. De filho, né? Aquele filho, aquele filho. A FDP pode falar, porque é assim que a imprensa se refere. Mas eu posso falar filha da puta, entendeu? Chamamos de filha da puta. O governo tem a certeza absoluta de que o Alexandre de Moraes conspirou contra o Messias e que o Alexandre de Moraes passou a semana ligando para senadores e falando, olha...
vamos ficar na boa, não vota lá não. Exatamente pelos motivos que o Felipe estava contando agora. E aí...
de ontem para cá, o Alexandre de Moraes, segundo consta também com diferentes fontes de informação e esta informação é publicada pelo site e por vários veículos de comunicação, Alexandre passou o dia ligando para pessoas do governo próximas ao presidente, para tentar convencer de que, olha, eu não tive nada a ver com isso, eu não tive nada a ver com isso, eu não fiz nada disso, eu sou bonzinho, eu sou amiguinho, né?
Só que ele ligou também para o Messias e o Messias não atendeu o telefoneu dele, até agora. O Messias não falou com ele e tem tentado falar com o Messias. Tentou falar com o Messias, ou seja, o Messias também tem certeza de que ele trabalhou contra. O Messias sabe muito bem quem trabalhou contra ele. Acho até engraçado que o Moraes ficar plantando isso, de que...
não tem nada a ver, que está falando com o governo e tal, faria, para você ver como o Brasil é uma salada, né? Os bolsonaristas, então, aqueles mais ferrenhos, mais empedernidos, acreditarem nessa declaração do Moraes, né? Naquilo que o Moraes está querendo que o governo Lula acredite.
Os bolsonaristas, quando a gente diz que o Moraes também operou contra o Jorge Messi, isso não quer dizer necessariamente que ele abraçou o Flávio Bolsonaro, que os dois conversaram, olha, vamos fazer isso juntos. Não, tinha um intermediador, que é o Davi Alcolumbre, que é aliado...
De Flávio Bolsonaro, que é aliado... No final da votação, abraçou o Flávio Bolsonaro. Deu a mãozinha, inclusive, quando foi eleito presidente do Senado, com voto favorável, ali com apoio, na verdade, da família Bolsonaro. Mostrei esse vídeo ali do Flávio Bolsonaro, dando a mãozinha para o Davi Alcolumbre e tal, que é uma figura do centrão.
E os bolsonaristas não gostam que diga que o Moraes e o bolsonarismo ficaram do mesmo lado, mesmo que por interesses diferentes. Então, assim, você ler a República dos Campos, como eu chamo o regime brasileiro, por essas claves binárias...
de governo-oposição, esquerda-direita, bolsonarismo-STF, bolsonarismo-lulismo e tal, é insuficiente, mas é só essa leitura que a bolha oferece. Então é preciso sair da bolha, é preciso acompanhar programas assim, com pessoas independentes.
como o Flow News, porque lá os microfones de aluguel, os propagandistas, aqueles que estão fazendo campanha, são cheerleaders, que só estão pensando em quem vai ganhar a eleição para chegar no poder, para eles conseguirem verba de publicidade, para eles conseguirem microfone em veículo que vai receber dinheiro, para eles recuperarem as boquinhas que perderam e tal. Eles só ficam falando nessas claves. Vocês podem reparar.
É sempre esquerda-direita, bolsonarismo, lulismo, bolsonarismo, STF, como se o bolsonarismo fosse contra os ministros da STF todos. É uma coisa ridícula. Eles têm críticas ao Morais. O Gilmar, você tem a declaração do Jair Bolsonaro na mensagem para o Eduardo, esqueça qualquer crítica ao Gilmar. O Toffoli virou praticamente um aliado do Flávio em 2019, quando o Flávio sabotou a CPI da Lava Toga, e o Toffoli paralisou as investigações de Rachadine.
Então, as questões são mais complexas. Mas essa postura que o Tramontino descreveu do Moraes tentando convencer o governo Lula de que não teve nada a ver com isso, quando a gente sabe que ele, pelo menos, avalizou ali a manobra do Davi Alcolumbre, já que ele é o relator, por exemplo.
da questão da trama golpista, do 8 do 1. Então, o Alcolume não ia botar para a votação redução de pena sem ter o aval do Alexandre de Moraes. É assim que funciona Brasília. Mas ele querer ganhar dos dois lados é a postura típica de quê? De centrão. E é por isso também que eu chamo de centrão do STF.
Moraes, Gilmar, Toffoli, agora muitas vezes com a parceria do Flávio Dino, às vezes Cristiano Zanin, às vezes Cássio Nunes Marques, que às vezes está de um lado, às vezes está do outro, dependendo também dos interesses de ocasião. Centrão é isso, Centrão tenta ganhar de todos os lados. Faz uma coisa, fala outra, articula, depois diz para o outro lado, não, eu não participei disso, etc. Esse cinismo é o padrão, essa hipocrisia. E é incrível.
Como os ministros do STF mergulharam nessa campanha que envolvia o nome do Messias. Então você tem o André Mendonça fazendo campanha para o Messias, visitando os senadores, fazendo contato, fazendo reuniões. E você tem, de acordo com as informações, Alexandre Moraes do outro lado, Flávio Dino do outro lado. As pessoas se comportando como se fossem políticos. Não é esquisitíssimo isso aí, cara? É esquisitíssimo, é completamente imoral. Não é ético isso.
É absurdo, tem um elemento que torna isso. É uma coisa inacreditável isso. Como é que eles vão fazer campanha a favor de um ou de outro? Eles não têm nada que se meter nisso. Não, mas se metem, né? Porque tem a história do Banco Master aí e todo mundo quer abafar o Banco Master. Todo mundo quer fazer com que a história do Banco Master reduza e vem lá de cima, do Supremo, e entra no Congresso Nacional com uma violência como se fosse um tsunami. E aí todo mundo se abraça para tentar segurar essa onda.
E é sempre bom lembrar que tem um elemento que torna isso que o Tramantino está descrevendo muito bem um absurdo maior, que os ministros do STF julgam os parlamentares. Então, quando eles fazem campanha, existe uma intimidação natural. Natural.
eles têm uma caneta que pode fazer com que os parlamentares sejam eventualmente prejudicados, principalmente em casos de processo criminal e tal, porque eles têm foro privilegiado no STF.
Então, em 2017, não me lembro a data exata agora, mas já mostrei muitas vezes, o então senador Aécio Neves, do PSDB, telefonou para o Gilmar Mendes. O Aécio Neves estava sendo investigado em um dos desdobramentos da Lava Jato e estava o telefone com escuta telefônica. E aí o Aécio pede para o Gilmar Mendes, e a gravação foi publicada, vocês podem pesquisar, vão encontrar as vozes dos dois.
E ele pede para o Gilmar Mendes para telefonar para um colega senador, o Flecha Ribeiro, para que votasse da maneira como o Aécio queria na lei que eu chamo de suposto abuso de autoridade. Porque essas leis têm nomes lindos. Quem é a favor de abuso de autoridade? Ninguém moralmente decente. Só que o problema é o texto da lei, o que eles colocam lá com esse nome bonito de coibir abuso de autoridade.
Então você tem lá maneiras de cercear a investigação, de retaliar procuradores e tal. Os políticos estavam preocupados com isso. A S estava sendo investigada, estava querendo dificultar as investigações. Então ele liga para o Gilmar. Para o Gilmar ligar para um senador. Porque ele sabe que o Gilmar falar com um senador tem mais força do que ele falar com um senador. Porque o Gilmar tem a caneta de ministro do Supremo.
Então, nem precisa fazer qualquer tipo de ameaça expressamente. É o fato de ser ministro do STF. Olha, eu quero ir, faz isso e tal, vota sim e tal, não sei o quê. O cara, principalmente se ele já tem um rabo preso, porque eles sabem o que eles fizeram nos verões passados. E, eventualmente, eles até sabem se os ministros sabem o que eles fizeram, se já tem algum processo aberto. Então, eles participarem dessas articulações, desses lobbies, dessas campanhas, é absolutamente não republicano.
E você vê que o... Como é que chama o candidato preferido do Lula para Minas Gerais? Rodrigo Pacheco? Isso. Rodrigo Pacheco, senador, que na visão do Alcolumbre, seria o candidato dele, era o candidato dele para o Supremo, o Lula indicou um candidato dele, Lula, da confiança dele. Rodrigo Pacheco votou contra o Messias. Votou contra.
Botou contra, pois é. Botou contra o Racias. Queria que fosse ele próprio. É. Botou contra o Racias. O Lula não está querendo, aparentemente, ele está raciocinando ainda, mas só um parênteses, apoiar o Rodrigo Pacheco para o governo de Minas Gerais, porque a relação ficou... Fraturada. Fraturada, exatamente. O Rodrigo Pacheco votou pelo impeachment da Dilma.
Vamos voltar ao passado. Aliás, eu tenho uma lista de políticos aqui. Quando a gente olha a vida do político brasileiro, a gente acha inacreditável. A lista de caras que votaram pelo impeachment da Dilma. Bom, até Marta Suplicy votou pelo impeachment da Dilma. Rodrigo Pacheco também. Agora, ele era o amigo do Lula. Como o Lula não indicou, ele votou contra o Messias.
e o Lula agora está revendo se vai apoiá-lo e ele está repensando também se ele vai ser candidato a governador de Minas Gerais apoiado pelo presidente da República. Que coisa, cara. É inacreditável como as pessoas mudam de... Você quer ver uma coisa? Tem uma listinha aqui. Agora eu não quero mais. Tem uma listinha aqui de pessoas que votaram pelo impeachment da Dilma. Alguns deles. André Fufuca.
Ministro dos Esportes do Lula. Agora. Centrão total. Cristóvão Buarque, do PT histórico. Davi Alcolumbre. Mas aí tudo bem. Eduardo Braga, que hoje defende o governo Lula.
que foi relator da indicação do Alexandre de Moraes, aliás, vou trazer o vídeo nesse programa, para o STF em 2017, na Sabatina. Olha lá, Elisiane Gama. Também tem Juscelino Filho, ministro das Comunicações, governo Lula.
A grande Juscelino. Acusado de todo tipo de desvio, investigação contra ele e tudo mais, né? O Maraziz. Só para o pessoal lembrar, o Juscelino é aquele que usou a emenda parlamentar para asfaltar a estrada de terra que dava na fazenda dele, da fazenda dele. Maravilhoso, né? O Maraziz.
Omar Aziz é hoje o candidato do Lula na Amazonas. É o cara que o Lula defende. O presidente da CPI e da Covid. Votou pelo impeachment da Dilma. Renan Calheiros. Hoje apoia o governo. Apoia o governo. Vou lá atrás. Simone Tebet.
Simone Tebet. Que depois de uma candidatura que era mais independente, acabou virando ministra, ganhando uma boquinha no governo Lula, e que agora é cotada para ser indicada pelo Lula ao STF.
Porque o Lula está pagando um preço por não ter indicado alguém mais palatável, alguém que fosse mais difícil para o Senado recusar. Ou seja, uma mulher, ou uma mulher preta, como muita gente estava defendendo, uma pessoa com uma trajetória maior.
magistratura, etc. Mas não, o Lula sempre, critério número um é emplacar quem ele sabe que vai blindá-lo pelos próximos 30 anos. Então, ele quis. Um homem próximo dele, militante, etc. E agora, pra passar, ainda mais antes da eleição, o tempo é curto e tal, teria que ser uma jogada assim que fica muito difícil pro Congresso recusar.
E teve uma série de partidos que fazem parte, ou que aparentemente faziam parte, da base de sustentação do governo, o centrão que apoiava o governo, e que votaram contra o Messias nesse momento. Então, o PSD, do Kassab, que tem ministério, o MDB liberaram as bancadas. Ou seja, vocês votem de acordo com a consciência de vocês. Todo mundo foi lá e votou contra o Messias.
o PSB, União Brasil, o Podemos e o PDT
não orientaram as suas bancadas, ou seja, dá na mesma. Não, não dou orientação nenhuma, de acordo com as consciências de vocês, e eles são na base de apoio. O PDT, inclusive, que liberou os seus parlamentares para votar como quisessem, e muitos votaram contra o Messias, e já está falando, três dias depois, que gostaria que uma parlamentar que é do agronegócio, do PDT, fosse candidata a vice do Lula.
Os caras votam contra e no dia seguinte já estão de novo lá articulando para ver se pega outra boquinha. Como é o nome dela? De qual você está falando? De uma parlamentar do Agro, que é do PDT.
Foi muito bem votado. Como é que é o nome dela? O PDT já tá defendendo que ela seja candidata a vice. Eita. É isso. É, bom. E é assim que... Isso tudo escancara como é feita a parada no Brasil. Porque a gente tá... Eu nem acho que isso daqui deveria chocar as pessoas. Mas choca. Por quê?
Porque as pessoas estão olhando para a política com paixão, como se fosse um jogo de futebol. E, na verdade, as pessoas estão lá fazendo o que eles fazem. Que é, sabendo que eu falar contra banheiro unissex dá like...
eu vou falar contra o Beirão Unissex. Quando eu descer, eu dou um abraço no amigo que vai subir lá e falar contra mim, porque dá like, nós dois ganhamos, entendeu? Eu falei uma parada que te deu a oportunidade de falar outra parada, todo mundo ganhou, no fim a gente aperta a mão aqui na emenda parlamentar de sei lá o que. Então, isso que você está falando aqui do cara votou contra e agora está junto, ou o cara está junto e votou contra agora,
Me parece mostrar que isso daí fica cada vez mais... Ideológico, né? Bem ideológico. O cara joga. Fica parecendo um... Todo mundo que critica as bets. O Congresso é uma grande bet, né? Todo mundo joga, cara. É só jogo. Não é política. Política é negociar, discutir, argumentar e votar. E a maioria ganha. Aprova uma proposta, rejeita outra proposta. Tá bom. Agora bet é diferente.
Bet é jogo, aí não é. Isso não é política. Isso não é política, cara. E aí quando você fala pra população tem que votar, tem que votar, tem que votar, as pessoas só ficam ouvindo isso. Só ficam ouvindo isso. Faltam os exemplos, faltam as pessoas que chegam lá e falam nós vamos fazer... Você quer ver uma coisa? Vou dar mais dois exemplos aqui.
O Lula, desde que o Messias caiu, o Lula agora critica o sistema. Presidente Lula critica o sistema. Apelou o discurso antissistema. O Lula. É o discurso antissistema. Uma das encarnações do sistema. Aí ele falou o seguinte, esta semana.
Cada vez que damos um passo adiante na assinatura lá do Desenrola 2, cada vez que nós damos um passo adiante para melhorar a vida do brasileiro, o sistema joga contra. Se dependesse do sistema, a escravidão não teria sido abolida no Brasil. O sistema é um ser onde ele junta todo mundo, menos o PT. Menos o PT e o povo. Então ele se esquece que o problema dele não é o sistema, não é a elite, é a população que está falando para ele que não gosta do governo dele.
Não, mas ele junta tudo e faz críticas ao sistema. Agora, há duas semanas, num evento da esquerda na Espanha, o presidente Lula disse o seguinte, nós nos tornamos o sistema. Por isso, não surpreende que agora o outro lado se apresente como antissistema. Ou seja, tem um discurso lá fora e tem um discurso diferente aqui dentro. A gente tem que ter noção dessas duas coisas. O senhor Flávio, ou Bolsonaro,
Aquele que se apresenta como o Bolsonaro moderado, recentemente nos Estados Unidos, num evento da extrema direita, ele lançou dúvidas sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro. De novo? De novo! O pai dele foi eleito por esse sistema, pela mesma urna. Os irmãos dele foram eleitos pela mesma urna. Ele foi eleito pela mesma urna.
E agora, de novo, vem com essa história. E depois apresenta como... É candidato à presidência da República e vem com essa história de que eu sou o Bolsonaro moderado. Então as pessoas têm que ter muita informação e ficar muito atentas a tudo o que acontece de um lado e do outro para elas poderem enxergar as coisas que estão diante de nós e que, no final de outubro, cada um de nós, individualmente, vai ter que se posicionar.
O Tramontino citou esse discurso do Lula, ele postou um vídeo na rede social, também escreveu ali a respeito disso, o sistema joga contra, e eu chamei de populista ingrato, só que, obviamente, com viés eleitoreiro.
O Lula tem várias pautas em que ele sofre um desgaste, ter ficado muito próximo desse central do STF gera um desgaste para ele, com esses ministros sendo atingidos pelo escândalo máster. O fato de a maior preocupação da população brasileira estar ligada também à insegurança pública e à corrupção gera desgaste para ele, porque o PT está no quinto mandato e nunca resolveu nada de segurança pública no Brasil e em todos os seus governos.
Houve escândalos de corrupção, então o ano eleitoral produz certos milagres.
como o Lula dando um discurso antissistema. Não que o populismo em si já não seja uma certa forma de discurso antissistema, mas é que o Lula não usava essa palavra. O Lula usa elites. O populismo, o que é? O populismo é uma estratégia discursiva, de você criar uma fronteira para dividir a sociedade em dois campos antagônicos. E o populista, que é a liderança daquele grupo político,
ele joga um campo antagônico contra o outro. Então o populista diz representar o povo, e aí cada populista, seja com retórica à direita ou à esquerda, conceitua de alguma forma esse povo. No caso do Lula, é a população de baixa renda, são os nordestinos.
minorias, etc. No caso de Jair Bolsonaro, é a população cristã, católica, evangélica. Enfim, você tem elementos ali que no conceito de povo aparecem com algum aspecto, vamos dizer assim, sobressalente. E o Lula joga, portanto, o povo contra...
As elites. O populista joga o povo contra o sistema, o establishment ou as elites. Cada um usa uma palavra. A do Lula sempre foi as elites. E o Lula sempre esteve mancomunado com as elites econômicas. Desde o momento em que ele teve uma ligeira ascensão política, e mesmo antes, porque você tinha ali sempre gente da elite econômica querendo...
explorar aquela imagem do operário e o PT se agarrando nas duas frentes, a postura de representante do povo e as elites que poderiam ajudá-lo a chegar ao poder. O Lula estava ligado aos maiores empreiteiros do Brasil.
bilionárias, Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht, Ike Batista, não só empreiteiros, empresários, irmãos Batista e Wesley, Wesley Batista, o Ricardo Pessoa, o TC, Queiroz Galvão, Camarco Corrê, todos os empreiteiros ali, das empreiteiras envolvidas no Petrolão, eram próximos do Lula, alguns mais do que outros, como o Léo Pinheiro, por exemplo.
E estavam mancomunados ali no poder, vamos dizer assim, para nem entrar na discussão criminal. O Lula foi fotografado visitando o triplex do Guarujá com o Léo Pinheiro. Quem aqui, da audiência do Flow, quando vai visitar um imóvel, porque quer comprar uma casa, um apartamento, etc., é recebido e tem o imóvel apresentado pelo presidente da empreiteira.
Quer dizer, o presidente da empreiteira, a OAS... Não é nem pelo engenheiro-chefe da obra. Quer dizer, não é o engenheiro-chefe, não é o mestre de obra, não é o corretor, não é a corretora. É o presidente da empreiteira que foi mostrar lá o triplex para o Lula. Então, assim, o Lula sempre esteve mancomunado aí nessas últimas décadas com a elite econômica que ele diz combater para a população de baixa renda.
E ele foi solto depois, ele foi preso, condenado em três instâncias, no caso do Triplex do Guarujá, em duas, no caso do Siti Atibaia, antes de varrerem a sujeira para debaixo do tapete, pela sua relação imobiliária com essa elite econômica representada ali nas figuras dos empreiteiros do Petrolão. E ele foi solto por manobras do sistema.
Então, assim, o Lula fazer, que derrubou a prisão após condenação em segunda instância em 2019, tendo aprovado em 2016. O Gilmar Mendes, em 2016, votando a favor da prisão após condenação em segunda instância, em 2019 contra, porque a Lava Jato foi avançando, chegou no PSDB, o partido do Fernando Henrique indicou o Gilmar, o Gilmar é amigo do Aécio, o Aécio foi atingido em maio de 2017, eu tenho um tweet lá de maio de 2017 falando agora o Gilmar muda de posição.
Aí atingiu o Temer, atingiu uma parte do poder judiciário, e o Gilmar foi desempatar e passou a fazer pressão contrária, acabou derrubando, o Lula foi solto, e o Lula foi esse boi de piranha, esse carro a abrir alas, para muita gente, porque tem essa carapaça de popularidade. Então ele serviu para abrir o caminho da impunidade para muita gente que jamais seria defendida.
Ele mexer com o Lula era mexer com um monte de gente, porque a pessoa defendeu a vida inteira aquele projeto de poder, etc. Então, assim, é ridículo, claro, o Lula fazer um discurso antissistema nesses moldes, mas é uma tentativa de descolamento. E é um sinal, Igor Tramontino, de que o discurso petista raiz, o discurso de esquerda...
Não está com tanta atração na sociedade. Ele está precisando buscar os eleitores. Ele sempre tentou buscar os eleitores ao centro. Mas repare que são discursos que ele tem adotado que são mais ligados até à direita. Discursos oportunistas para quem nunca teve as práticas correspondentes.
Agora, a elite, na visão do Lula, é uma coisa bem ampla, né? Porque ele junta aí os empresários, os bilionários, os empreiteiros. Houve uma época... O Lula já usou esse discurso da elite em eleições anteriores e ele incluía imprensa também.
E eu sempre falo para os que criticam a imprensa, até parece que se você extinguisse a imprensa da história do Brasil, os problemas todos estariam resolvidos. Não, porque a imprensa é imprensa. Tudo é imprensa, cara. Mas que imprensa? A imprensa não vota. Aliás, é uma coisa, todas as pesquisas de opinião mostram que a imprensa...
E as pesquisas, a imprensa e as pesquisas, têm um papel informativo importante, mas o primeiro elemento no qual o eleitor se baseia para votar é na família. O segundo são os amigos. Depois tem uma série de coisas e aí nesse pacote entra a pesquisa de opinião e entra a cobertura da imprensa.
Dessa vez vai ser muito mais complicado a cobertura da imprensa, porque você tem a existência de múltiplas plataformas, de múltiplas mídias e você tem as fake news. Todo mundo fabrica todo tipo de informação para criticar, para elogiar, para inventar ou para destruir alguém. E vai ser muito complicado você separar uma coisa da outra. Mas esse conceito de elite que deve ser atacada, ele não é novo no discurso do PT. Não me lembro de não...
Na campanha anterior, num comício, não lembro que cidade, o Lula falou o seguinte, se passar um empresário milionário aqui na frente de vocês e um pobre estiver no meio da rua, ele vai passar de carro por cima desse pobre. Eu nunca me esqueço disso, cara. Ué, o Lulinha faz isso? É.
Eu não estou acusando, estou só pegando aqui o raciocínio do Lula atribuído pelo Tramontinho. Essa história da elite é uma história realmente já bem usada e mostra que o PT está buscando uma alternativa para tentar fazer uma mudança que tem que ocorrer mais proximamente.
Depois da derrota do Messias, alguns analistas chegaram a levantar a possibilidade do Lula desistir. Você acredita, Felipe?
Eu sempre acreditei que o Lula poderia desistir se ele sentisse realmente que vai perder. Não é estar em empate técnico, não é estar no páreo. Ele começar a ficar para trás, eu acredito que ele daria uma cartada, alegação de saúde ou qualquer coisa para fugir a essa mancha da derrota.
Mas a pressão é muito grande para que ele fique, porque justamente por ele ser controlador, autoritário, ele nunca deixou crescer uma liderança à sua sombra. Então a esquerda não tem um representante capaz de ter tração na sociedade nesse momento. Se o Lula sair, essa eleição fica...
para o campo, vamos dizer assim, à direita do PT, embora eu não goste muito dessas nomenclaturas ideológicas, porque como a gente vê, na República não é a ideologia que predomina, é justamente o compadrio, é a ganância individual, é a ambição de poder, a ideologia é algo que é utilizado.
para gerar engajamento na rede social, no carro de som, para gerar votos de determinados segmentos da população. Quando o político está lá no palanque, eles chegam lá e votam juntos de pessoas de suposta ideologia diferente.
em um monte de projetos. Como eu já falei muitas vezes aqui, Lulistas e Bolsonaro votaram no Congresso Nacional, sancionaram uma série de projetos, enfraquecimento da lei de improbidade administrativa, enfraquecimento das leis penais, o aumento do fundo partidário, o aumento do fundo eleitoral, tudo que é blindagem da classe política e mais dinheiro para o sistema partidário, Lulistas e Bolsonaro sempre votaram juntos. Em várias dessas votações, aliás, o Partido Novo, à direita, e o PSOL, à esquerda, votaram contra, porque tem uma bandeira contra privilégios.
Uma bandeira comum, mesmo de partidos de ideologias diferentes. Então, o prisma da ideologia, a clave ideológica, que é a única utilizada por um monte de propagandistas e microfones de aluguel que ficam atacando jornalistas como eu o tempo todo nas redes sociais, ela é insuficiente para compreender os mecanismos da república.
Então é muito importante analisar outros aspectos. E só voltando rapidamente, compadrio, ganância, ambição de poder, tudo isso foram motivações para também derrubada do Jorge Messias. Além das motivações certas, legítimas, que não tem trajetória, patrulhou, é muito ligado ao Lula, etc. Mas você teve as outras. O medo de investigações do caso mais, mesmo que...
Fosse uma dúvida, sabe? Mas só de pensar que o cara pudesse ir ali pro lado do André Mendonça e avançar em investigações sobre determinadas alas, pelo menos, seja da classe política, seja do judiciário, o fato de o Lula ter declarado publicamente que o Moraes deveria se declarar impedido, que magistrado não tem que enriquecer, que é outro desses milagres de ano eleitoral.
isso gerou certamente uma apreensão lá no centrão do STF. Então, assim, eu estava falando que tem gente que leu essa questão como estratégia política, vamos votar a favor do Messias, porque outro pode ser pior.
Também existe essa leitura. Se não for o Messias agora, o Lula vai botar quem? Às vezes, dissimuladamente, vai pegar um aspecto, ah, é mulher, é isso, é aquilo, mas vai botar alguém pior ainda e tal. Ou vai ficar essa indicação para o Flávio Bolsonaro, se ele for eleito, e aí...
ele vai indicar, sei lá, quatro ministros e aí vai se bolsonarizar o Supremo Tribunal Federal. Você tem alegações, porque como eu disse, não era um indicado com um histórico de bandidagem público, etc. Era um militante com uma trajetória muito rasa.
rasa a ponto de chorar chorar mas eu boto o sarrafo mais em cima eu acho que tem que ter mais trajetória tem que ter mais destaque, tem que ter uma obra mais consolidada, tem que ter demonstrações de independência e imparcialidade, senão a gente vai viver esse ciclo que se repete no Brasil, de todos esses escândalos ele juristas ouvidos lembravam que ele tem uma trajetória absolutamente o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
pífia no mundo jurídico. Ele sempre esteve ligado a essas instituições governamentais e ele não tem uma carreira jurídica com a produção de trabalhos importantes, com a produção de publicações ou coisa desse tipo. Agora, no mundo jornalístico, a gente aprende desde o começo o seguinte, quando você tem uma pauta, você recebe da chefia uma pauta para você cobrir na rua, você vai para a rua para fazer tal reportagem,
Nunca trabalhe para derrubar essa pauta, porque a próxima pode ser pior. A próxima... Vamos torcer para não ser o caso. Mas, né, agora tem o fator alcolumbre, que nós não falamos aqui, né? O fator alcolumbre. Mas só uma frase aí, nessa torcida do Igor, vamos torcer para não ser o caso. A gente tem que exercer a vigilância de maneira permanente.
Não tem jeito. O Messias, bom, eu acho que não merecia essa vaga. Pode ser alguém pior? Pode, mas aí eu vou ser contra de novo.
E a sociedade precisa se mobilizar e colocar o sarrafo mais em cima. O sarrafo está muito embaixo, na classe política, no judiciário, no legislativo. Então, é preciso manter uma vigilância e uma pressão contrária a essas indicações rasteiras feitas só por compadrismo. Agora, o Alcolumbre, eu pensava que o Alcolumbre, no passado recente, depois que o governo autorizou as pesquisas para a prospecção de petróleo na Foz do Amazonas,
que, em tese, geraria uma montanha de dinheiro para o estado do Amapá, que é o estado do Alcolumbre, caso a extração do petróleo se efetive na foz do Amazonas.
a nossa famosa ministra do meio ambiente, uma das pessoas mais conhecidas do mundo, foi engolida. Lula atropelou ela para permitir a pesquisa na Foz do Amazonas para a extração de petróleo. Eu, particularmente, achava que o Alcolume tivesse feito as pazes com o Lula diante desta manifestação de boa vontade gigantesca. Mas, na prática, quando surge o caso Master, e o caso Master também pega o estado do Amapá de frente,
Porque o presidente, o superintendente da instituição que administra o fundo previdenciário lá do Amapá botou 400 milhões de reais no Banco Master. Jossildo Gomes. É isso, indicado pelo Columbre.
Aí tudo mudou, o Colombre voltou a dar manifestações de que não iria engolir o Messias, porque não era o indicado por ele, a ponto de, durante a votação, ele falar para o Jacques Wagner, que era o líder do governo, que o governo ia perder por oito votos.
Durante a sessão. Foi flagrado ali porque o microfone captou. O microfone estava aberto. Exatamente. O microfone estava aberto e ele falou, vai perder por oito. Aí depois teve o abracinho do Davi Alcolumbre no Jacques Wagner, que também... Pegou muito mal para o PT. Pegou muito mal para o PT. Os petistas ficaram bravos. Os petistas não gostaram não. Como é que eles estão comemorando? Porque deu essa impressão do Jacques Wagner estar comemorando também. E como...
o Jacques Wagner foi governador da Bahia e o grupo político dele da Bahia tem envolvimento com Augusto Lima, que é sócio Daniel Vorcar, no caso do Crede Sexta, que fez o Banco Máxima virar Banco Master, etc. Ficou parecendo que o Jacques Wagner também estava comemorando porque o Messias seria alguém para avançar em investigações e o Jacques Wagner não quer. Quer dizer, se tornou uma leitura plausível. Não quer dizer que isso aconteceu. Às vezes o Alcolumbre quis abraçar o Wagner.
fala com todo mundo, também foi flagrado ali conversando tempão com o Flávio Bolsonaro, etc. Mas, enfim, são essas alianças de ocasião aí que sempre estão no radar. A gente não pode esquecer que, após teve o evento Messias...
E teve o evento da queda do veto do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de janeiro e também reduz a pena de um monte de gente que está encanado por aí. Mas aí teria havido... O Alcolumbre teria dado sinais para o grupo do Flávio Bolsonaro que, se o grupo do Flávio Bolsonaro apoiar a reeleição dele...
para a presidência do Senado, que acontecerá no começo do ano. Logo no primeiro dia os caras já começam a falar disso. Ele pode pautar algum...
dos muitos projetos que propõem... É fevereiro de 2027, se não me engano. O impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. Você vê que... É, que aí já é uma promessa um pouco mais difícil de acreditar, né? Porque... E é isso que algumas pessoas não entendem, né? Porque, assim, o Alcolumbre, ele... Está articulado ali com o Alexandre de Moraes, ao mesmo tempo está prometendo para a oposição.
que vai pautar impeachment. É difícil de acreditar. É contraditório, né? Mas, o que eu disse, que tem gente que não entende, que é o seguinte, é preciso distinguir a articulação política que o ministro do STF faz nos bastidores, como o Moraes fez agora, como o Gilmar sempre faz, eventualmente outros, e os eventuais efeitos dessas articulações. Porque não necessariamente o cara é um grande enxadrista.
E aquilo vai ser bom pra ele. O cara tá lendo o cenário imediato, tá achando, não, pô, tem um risco aqui do Messias se juntar com o André Mendonça, não quero isso agora não, depois eu vejo os outros problemas, entendeu? Não quer dizer que vai ser bom para o Moraes em longo prazo.
Isso que ele fez com essa articulação. Não necessariamente os ministros do STF são estrategistas brilhantes. E, aliás, é óbvio que existem vários fatores, existe sempre o imponderável. A sociedade mesmo pode se mobilizar, pode pressionar mais o presidente do Senado, pode ser que Davi Alcolume não consiga ser reeleito, que entre outro presidente do Senado, a partir do momento...
que novos senadores sejam eleitos nesse ano e formem uma bancada mais crítica ao STF e tudo vá por água abaixo. E talvez ele pense lá, talvez fosse melhor ter o Messias, porque agora entrou outro, agora tem outras pressões em jogo, etc. Então é preciso separar.
os fatos, as manobras, etc. e os seus eventuais efeitos. Mas aí o Tramontina está trazendo a segunda etapa desse acordão, que é a derrubada do veto do Lula ao PL da dosimetria. Isso agradava ao bolsonarismo. E o bolsonarismo não parecia tão mobilizado.
Você tem opositores, umas figuras mais independentes. O próprio Flávio, quando foi entrevistado, falou, eu não participei, não articulei, não busquei votos contra o Messias e tal. A militância às vezes acredita no relato sobre o que o Flávio fez, mas não acredita no que o Flávio está dizendo. Ele próprio está dizendo, não, não articulei e tal.
E repare, repito, o André Mendonça, que foi indicado pelo pai do Flávio, era a favor da indicação do Messias. Quer dizer, o bolsonarismo em si, ele tinha até um argumento para aprovar a indicação do Jorge Messias, já que um ministro mais próximo deles, que eles buscam agradar também, queria essa indicação. Só que, me parece que pesou mais, ou pelo menos também, a decisão do Davi Alcolumbre, o interesse do Davi Alcolumbre.
olha, façam isso e me reelejam e tal, porque eu quero, enfim, ele não queria que tivesse CPI do máster, não queria que avançasse as investigações, queria manter a aliança com o Moraes, todos os interesses aí do Alcolumbre, e eu entrego para vocês.
o alívio de pena com o veto com a derrubada do veto do Lula ao PL da dosimetria e aí isso interessava muito ao Bolsonaro então a gente vai precisar ver exatamente se vai realmente ser derrubada qualquer possibilidade de CPI do Master, é a tendência nesse momento
Mas, enfim, as forças eventualmente podem mudar. Mas o acordão que foi articulado e foi confessado por um deputado federal bolsonarista, antes desse episódio, inclusive, o Jorge Seif, ele saiu de uma reunião com a Alcolumbre dizendo, olha, é isso, eu li até as aspas, vocês podem procurar na imprensa, é só botar Jorge Seif, S-E-I-F, falando do Alcolumbre, ele saiu da reunião dizendo que a oposição não mais pressionaria.
pela instalação da CPI do Mastra, o núcleo mais bolsonarista nem pressionou. Quem pressiona mais são outros ali parlamentares. Mas não pressionaria. E o Davi Alcolume pautaria a questão do alívio das penas. E assim foi feito. E você não viu até agora, pelo menos nesse momento, nada mais sobre a CPI do Mastra. Hoje o senador Eduardo Girão estava fazendo um discurso.
cobrando, mas ele é do Partido Novo, ele é mais solto ali, mantém o discurso. Vamos ver como é que o Cássio Nunes Marques vai enrolar, porque você tem, só para terminar, você tem o precedente da CPI da Covid, que o Barroso, naquela época, mandou abrir. Tipo, tem que abrir. Se tem mínimo de assinaturas e tal, tem que abrir a CPI no Senado, inclusive porque o regimento interno do Senado ainda é mais forte nesse sentido do que o da Câmara dos Deputados.
E agora eles vão ter que fazer uma manobra. Estão vendo se o Alcolumbre vai derrubar na raiz para o Cássio Nunes Marques, sei lá, dizer que perdeu o objeto, alguma coisa assim, ou se vai ter algum outro tipo. Mas esse é o acordão que está por trás de tudo. É, parando de falar, né? Ninguém mais fala do máximo. Porra, cara, isso é uma das coisas que tem me deixado... Como assim ninguém mais está falando do máximo? Aliás, Alexandre, o Xandão te explicou. Então, ainda não.
Eu ainda não sei. Você ainda não sabe do contrato? Tu já sabe? Eu não. Ô, Filipe, tu já tá sabendo aí por que diabos a esposa do Alexandre de Moraes recebia quase 4 milhões de reais por mês do contrato com o Banco Master? Tipo, que tipo de serviço que fazia que valia essa grana?
Tu já sabe? Já explicaram? Não, assim, família, olha só. Isso é um assunto que a gente não pode deixar morrer mesmo, tá? Não porque, ah, pegando no pé do Alexandre de Moraes, tá pegando no pé do Gilmar Mendes. Não, não, não. Cara, olha só. Esses caras, a gente tá vendo. Na nossa cara. Eu sei que você aí tá preocupado em pagar o teu aluguel, mané. Em pagar o que você vai almoçar amanhã, tá ligado?
Eu tô ligado que, porra, essas tretas desses caras aqui é tudo historinha, que é meio novela, tá ligado? Porque tem problema maior na tua frente aí pra resolver. Mas, cara, a gente não pode deixar esses malucos passar batido desse jeito. Porque, assim, a gente tá falando de quem deveria estar cuidando pra gente não ser roubado.
E esse cara tá roubando. Esse cara supostamente tá fazendo as movimentações aí, ou permitindo que algumas movimentações, ou se colocando em umas situações, no mínimo, se colocando em umas situações que ele se beneficia financeiramente demais, tá bom?
Aqui eu não estou falando de lado político. O cara foi justo ou não foi justo no julgamento do Bolsonaro ou qualquer um. Estou falando de grana. Isso aqui não tem partido. Isso aqui não tem um... Ah, o cara escolheu um lado, não sei o quê. Aqui o maluco está usando, ou supostamente estariam usando, a posição de ser o ministro do Supremo Tribunal Federal para ter vantagem financeira. A menos que haja uma outra explicação.
para um contrato para a esposa do cara de quase, de mais de 3 milhões em mês, que é 3,7 milhões de reais por mês, que daria quase 140 milhões de reais em três anos, né? Como é que a gente vai deixar isso sumir, família? Não podemos deixar isso desaparecer do debate, né?
Pergunta pro teu amigo aí no grupo do WhatsApp amanhã E se ele já sabe Por que que, assim, se o Alexandre de Moraes já explicou Que serviço era esse Que valia essa grana inteira, né? Porque me parece ser Ah, tô comprando, assim, supostamente É o que fica parecendo, viu? Não tô dizendo que é verdade não, viu, seu ministro Mas se tu não explicar, fica me parecendo Que o cara tá comprando O fato de
de ser a esposa do ministro. Se tu não me explicar, é isso que me parece. E eu não queria pensar isso de vossa excelência, entendeu? É só isso. Data máxima vênia. Data máxima vênia, entendeu? O que significa com todo respeito, tá bom? Com todo respeito. Mas é uma coisa muito...
Muito louca essa. E a gente está vendo aí que não saiu mais nada. Teve uma primeira tentativa de fazer uma delação premiada que foi do presidente que está preso, do presidente do BRB. O Paulo Henrique Costa. Está em negociação, está tudo em negociação. As pessoas que vão fazer a delação premiada, que estão presas, e que se dispõem a fazer a delação premiada, ou seja, elas fazem um acordo com a Procuradoria Geral da República.
E aí ela, ou com a Polícia Federal, tem uma série de mecanismos diferentes para cada tipo de, cada tipificação de crime. Aí elas falam assim, eu conto tudo que eu sei. Só que elas têm que contar coisas acima delas, não são coisas abaixo dela. Aí ela manda para a procuradoria, a procuradoria fala assim, opa, realmente esse cara está contando coisa importante, nós vamos registrar isso aqui, vamos fazer um acordo com ele, vamos reduzir a pena a que ele estaria sujeito se ele realmente contar coisa importante.
A primeira tentativa do ex-presidente do BRB de Brasília, que esteve enfiado até as tampas com o Banco Master, parece que foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República. Falou assim, ó...
Isso aqui não, isso aqui não quero, quero mais. E do Vocar ninguém sabe, né? Mais ou menos, né? Porque a PGR, como acreditar numa PGR comandada pelo Paulo Gonei, sócio e amigo íntimo de Gilmar Mendes? Fica bastante complicado. O cara vai não aceitar qualquer delação que vier.
Esse é o risco. Supostamente. Data vênia, talvez, entendeu? E tá brigando com a Polícia Federal pelo monopólio de fechamento de colaboração premiada. Tem até um caso do outro escândalo, que é o roubo dos aposentados e do INSS, que foi uma colaboração premiada fechada pelo Maurício Camisotti, que é um dos investigados.
E foi fechado com a Polícia Federal e a PGR está recorrendo para dizer que tem que ter ela também. Tem um atrito ali que está sendo resolvido. Dizem que agora chegaram a um acordo e tal, para a PF e a PGR participar. Mas é isso, a PGR tende a ser mais resistente a colaborações premiadas que atinjam.
a cúpula do Poder Judiciário, do que os próprios investigadores da Polícia Federal que fizeram avançar as investigações e que chegaram, pelo menos respingaram ali nos ministros do STF. Em relação ao contrato, Igor, da esposa do Alexandre de Moraes, é bom deixar claro que, do ponto de vista do empresário, existe uma certeza absoluta.
O Daniel Vorcaro, com certeza absoluta, ele pagou milhões e milhões e milhões de reais para a esposa do Moraes, porque é a esposa do Moraes, do ponto de vista dele. Não estou fazendo nenhuma acusação criminal ao ministro, à sua esposa, etc. Se tem uma coisa que é óbvia, pelo que a gente vê de todo o histórico do Daniel Vorcaro, daquilo que foi revelado pelas investigações, é que ele queria ter pontes ali com as pessoas que decidem os rumos do país.
Ele sabia o que ele estava fazendo, ele estava num esquema de fraude, ele é consciente disso. Então, ele contratou os lobistas, os consultores, as pessoas que podem abrir portas do governo, que podem, eventualmente, pelo menos na percepção dele, gerar uma boa vontade na cúpula do judiciário, ele paga uma fortuna completamente fora dos padrões de mercado e tal, o escritório vai lá e aceita, por quê? Porque não é o Tramontina o dono do escritório.
Não é uma pessoa que vai pegar aquele telefonão, Tramontinho, de 130 milhões de reais, quem chegou agora, porque o Tramontinho contou uma história antes. E vai dizer, não, não quero. Porque eu quero a liberdade. Eu não quero ser associado. Não quero que as pessoas pensem que eu agi em conflito de interesse.
Então, assim, do lado do Vorcaro, a gente tem certeza. Qual é o problema? O problema é que no Brasil essa casta dominante vai sabotando o combate à corrupção de uma maneira que se torna quase que impossível, pelo menos para integrantes da casta, você configurar um esquema de corrupção que seja feito de uma maneira indireta.
Então, existe uma suspeita, vamos tirar o fulano, tirar quem é que está envolvido, como é que funciona um eventual esquema. O empresário compra favores no poder judiciário por meio de pagamentos fora do padrão de mercado para escritório de advocacia de cônjuge ou parentes próximos dos magistrados.
Olha, se você tem elementos suficientes para provar isso num determinado grau, isso deveria configurar um tipo penal. Só que para integrante do sistema, esse grau tem que ser o máximo do máximo do máximo. Quer dizer, se você não tiver um filme do sujeito combinando, usando as palavras que são de penal, entendeu? Com dinheiro aparecendo na imagem.
Não vai configurar nunca, vai dizer, não, não tem nada a ver uma coisa com a outra, fechou um contrato lá, era para revisar o manual de ética. E pronto, acabou. Ah, tá, mas o ministro do STF estava trocando mensagem com o banqueiro que fechou o contrato com a esposa dele. Coincidência? Ah, mas no dia da prisão? Coincidência. Ah, mas o banqueiro perguntou, conseguiu bloquear? Ah, eles eram dupla de vôlei de praia, né? Estavam conversando.
sobre o campeonato do dia. Essa explicação eu não conhecia, hein? Conseguiu bloquear. Dupla do bôlei de praia, muito bom. Pois é, Moraes... O outro veio e bloqueou. É, exatamente. A bola não vai passar. É que o Moraes tinha jogado com uma dupla muito forte que o Borcaro conhecia e tal. Não, aquele cara dá umas cortadas e tal. Conseguiu bloquear. Quer dizer, é...
É difícil, né? É muito chamar de otário, né, meu irmão? Exatamente. Então, mas na visão, nessa visão, nesse cenário que você desenhou aí, que é a visão do Vaucaro, a gente não pode esquecer que ele contratou o Guido Mantega, ex-ministro... Um milhão de reais por mês. Ele contratou Michel Temer, presidente da República, dez milhões de reais. Que foi quem indicou o Moraes. E aí ele contratou o ex-ministro da Justiça.
Ricardo Lewandowski. Lewandowski. Ele contratou Henrique Meirelles, ex-ministro do governo Lula, ex-presidente do Banco Central, ex-presidente do Banco Central, presidente do Banco Central Mundial. Ou seja, ele claramente pagou uma fortuna na contratação de pessoas que iriam representar os seus interesses.
junto a diferentes níveis de decisão, diferentes negócios ou diferentes ações que eventualmente corriam contra ele. Eles foram todos contratados como consultores.
iriam dar ideias, como é que eu faço, mas logicamente eu tenho direito como cidadão com o mínimo de bom senso e o mínimo de informação, eu tenho direito de pensar também que eles iam falar assim, pronto, mas eu vou contratar o Igor porque o Igor conhece todo mundo nesse mundo do podcast. Eu preciso falar com o cara lá do podcast lá de Brasília, mas o Igor conhece o cara. Inclusive todo dia alguém quer mandar um salve aí, todo dia alguém fala comigo de alguma coisa. Porra, cabe a mim fazer o filtro.
né? Pelo amor de Deus, porra. Como é que eu vou fazer? Eu vou fazer um troço... Ó, vamos lá. É... Eu vou fazer um troço que vai colocar em risco porra esse... No meu caso, tudo que eu lutei pra caralho pra pôr em pé até aqui, meu irmão.
Pra ganhar uma merreca? Aí, tá vendo? Mesmo que... Eu tô falando de merreca, mesmo que seja milhões, entendeu? É meio estúpido isso daí, porque isso me diz muito sobre a forma como esses caras pensam, entendeu? Se o cara é capaz de colocar um cargo importante como esse de ministro do Supremo Tribunal Federal à venda, o que mais esse cara não coloca à venda, né? Então, porra... Se...
Estamos falando de um sujeito genérico, indeterminado. Caso fosse num país fictício. Tá bom? Num país fictício. Então, porra, é... Que tá fazendo, às vezes, as coisas pelo motivo errado, por conta, às vezes, também, aqui dando um desconto, do ambiente. Porque, vamos lá, tem gente lá que tá lá, há mó tempão, e ficará lá.
por muito tempo ainda. Esse cara, que incentivo ele tem pra não exagerar ou pra não se entorpecer com o poder? Tem incentivo nenhum. É o contrário. Ele tem incentivo pra chegar, pra imaginar que é ele que manda. Então a gente vê, por exemplo, aqui eu tô falando de um fato, uma entrevista que o Gilmar Mendes deu pra Alopretti, se eu não me engano, pra Renato Alopretti.
Que ele, falando do Zema, ele fala assim, e se o Zema, e se te saísse um videozinho dizendo que o Zema é homossexual, por exemplo, né? E ele faz isso, ele joga uma e fala, não tô dizendo que é, mas e se? Aí tu fica, porra, cara, mas tu não é o ministro do Supremo Tribunal Federal, meu irmão? Segura a onda aí, porra! Quem pode falar assim sou eu! Você é o ministro do Supremo Tribunal Federal, você é o decano, você não é o ministro, né? Ele é o decano, pior ainda. Tá, e aí, porra...
aí no dia seguinte ele fala, não, foi mal, aí não me expressei direito. E tá tranquilo, entendeu? Tudo isso é muito esquisito. E aí é arquivada rapidamente a ação pra apurar se foi homofobia ou não, mas se fosse qualquer outro que só se retratasse... Se fosse eu tava fudido, meu irmão, tava fudido nos 15 minutos seguintes, pô.
Agora vamos fazer justiça que em tudo isso que nós temos ouvido falar de ministros, as críticas que são feitas a ministros do Supremo, alguns passam ao largo de toda a discussão e de todo tipo de comportamento que possa levantar, pelo menos até hoje, não se conhece, que é ministro Camilúcia, ministro Fuchs, ministro Fachin.
tem alguns ministros que, diante de todo esse maranhado, dessa confusão toda, são ministros sobre os quais, jamais alguém falou, ah, mas este ministro fez não sei o quê, este ministro fez não sei o quê, este ministro fez não sei o quê. As críticas são dirigidas a alguns dos ministros em função das decisões e dos comportamentos deles. E de algumas coisas que não são esclarecidas. A propósito, na entrevista não sei o que,
que o ministro Gilmar Mendes concedeu a Renata Lopretti no Jornal da Globo, ela perguntou para ele se não caberia aos ministros, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, esclarecer de uma vez por todas as questões do resort Tayayá no Paraná e do contrato.
do contrato que o escritório da mulher do Alexandre de Moraes fez como banco master. E ele disse que não. Que não precisava não. Que o que eles tinham que fazer, eu esclarecer, eles já tinham feito. Tem coisas que não tem esclarecimento. Do ponto de vista legal, posso falar que ele supostamente é um cara de pau? Ou não? Posso ser processado? Acho que sim, né? Então, supostamente... Tem que perguntar para o ex-sócio dele.
Olha, eu acho que esse é um bom momento do programa para a gente trazer o vídeo que eu trouxe. Posso fazer a introdução? Que eu resgatei trechos da sabatina de 2017 do Alexandre de Moraes. Ele era ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Michel Temer.
Lembrando que o Temer fez aquele mandato tampão depois do impeachment em 2016 de Dilma Rousseff. Naquela época, portanto, os petistas odiavam o Temer e odiavam qualquer indicado dele, inclusive o Alexandre de Moraes. Depois que se formou uma aliança entre Moraes e o governo Lula, etc., até esse último estremecimento aí diante da derrubada da indicação do Jorge Messias. E nessa sabatina, a que eu assisti...
eu encontrei ali trechos do Alexandre de Moraes falando sobre a esposa dele. E o que eu achei muito interessante foi o trecho em que o Moraes prometeu declarar-se impedido, não só em casos envolvendo a figura personalíssima, que é uma expressão que ele usa nesse vídeo que eu vou mostrar, da esposa dele, mas em casos envolvendo o escritório da esposa dele.
E aí é preciso fazer aqui um parênteses para contextualizar. Naquela época, o Código de Processo Civil previa o impedimento de magistrados em casos envolvendo o escritório de cônjuge e ou parentes próximos.
E o Moraes elogiou essa regra, que tinha sido aprovada recentemente, pouco tempo antes daquela sabatina. E ainda disse que ele se declararia impedido, mesmo que não houvesse previsão legal.
E isso é muito importante agora porque o escritório da esposa do Moraes teve esse contrato com o Banco Master. Claro que há uma diferença, mesmo assim, porque não é o escritório Barcid Moraes, da Viviane, esposa do ministro Alexandre, que defende o Daniel Vorcaro na questão criminal, agora pela qual ele está preso. Mas tem um fator anterior que é muito interessante.
Que é o que aconteceu seis anos depois desse vídeo, em 2023. Mas primeiro vamos rodar. Posso botar? Vai, que isso lá ele vai. Alexandre de Moraes, Sabatina, 2017. Solta aí, produção. Uma vedação legal. Todos os casos, não só em que a minha esposa...
tem atuado, mas que o escritório tem atuado, o escritório é o artigo 144, inciso I do novo Código de Processo Civil, e o cônjuge é o artigo 144, inciso III, parágrafo I do mesmo Código de Processo Civil, obviamente, todos os casos em que o escritório eventualmente atue, já existentes ou em.
a existir, todos eles, obviamente, eu me darei por impedido. Então, ou faria mesmo que não houvesse a previsão legal, mas a previsão legal é sábia.
torne isso caso de impedimento. E, obviamente, eu seguirei a risca o que todos, se vossas excelentes aprovarem, o que todos os ministros sempre fazem, se declaram impedidos. E o Código, em boa hora, ampliou isso. Não só a figura personalíssima do advogado, mas o escritório como um todo.
Muito bem. Um momento de silêncio, por favor, porque eu não tinha visto esse vídeo. É. É o baú de Felipe Moura Brasil. Cara, é inacreditável a disfaçatez quando a gente olha a declaração e os acontecimentos. Exatamente. A disfaçatez, ou seja... E esse é o tipo de coisa que tu não muda de opinião, porque assim, não é o... Tu tá numa sabatina pra ser o ministro do Supremo Tribunal Federal. Claro. Tu tá falando de uma parada que a princípio é... Deveria ter uma rigidez.
não a maleabilidade que eles imprimem nas suas interpretações da lei mas aí vamos continuar vamos comentar depois que a gente tiver visto tudo o trecho é importante, há outros trechos saborosos, estão lá no meu canal youtube.com.br o Moraes também disse que seria imparcial ele defendeu a duração razoável do processo e agora ele é relator da enquete das fake news há 7 anos o Moraes
Mas tem um complemento interessante para esse vídeo, Igor. Seis anos depois, em 2023, mesmo tendo falado tudo isso, ele disse que se declararia impedido, mesmo que não houvesse previsão legal, e elogiou a ampliação à vedação.
para o caso dos escritórios, chamando de sábia e disse que chegou em boa hora. Seis anos depois, repito, no julgamento no STF, ele votou para derrubar essa vedação.
Ele votou para que os ministros, todos os magistrados, mas incluindo os ministros do STF, pudessem julgar casos dos escritórios de suas esposas, cônjuges, porque pode ter ministro que tenha marido advogado, e ou parentes próximos.
o STF, por 7 a 4, em 2023, derrubou essa ampliação, quer dizer, o caso envolvendo escritório. Manteve, quer dizer, se a esposa do ministro é advogada e que assina a petição no processo, aí ele não pode atuar.
Mas o que acontece? Isso pode ser dissimulado. Porra. Óbvio. Você é um empresário, está encalacrado com a justiça, você acha que você vai ter a influência no ministro do STF. Se você encher de dinheiro o escritório da sua esposa, você contrata o escritório da sua esposa, ela vai ganhar uma fortuna com aquilo e tal, mas você não bota ela para assinar nada no processo. Mesmo que, eventualmente, nos bastidores, dentro do escritório, elas estejam em reunião discutindo o processo.
isso ainda pode existir, mas se ela não assinar nada, então ele pode julgar então quer dizer quanto mais você afrouxa essas regras mais chamariz o escritório tem pra ganhar dinheiro com o empresário, porque o empresário vai falar, pô você vai contratar o escritório do Zé das Côs? vou contratar o escritório do fulano de tal, porque é parente se eu tenho um problema do tamanho do STF eu tenho a grana pra pagar alguém que o reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc reloc
vai segurar minha onda, não é? Tipo o Vorcaro. Então ele votou contra a vedação que ele tinha elogiado em Sabatina. Ele acompanhou o voto do Gilmar Mendes nesse placar aí de 7 a 4. E agora está aí toda essa questão envolvendo o escritório da esposa e, eventualmente, os casos do Daniel Vorcaro, do Fabiano Zettel, de outro advogado lá.
de pessoas ligadas ao escândalo do mar, vai chegar no STF, e aí? Quem vê o Alexandre de Moraes assim, falando, ah, imagina, mesmo que não houvesse previsão legal, você fala, bom, imagina então, numa hipótese que é mais grave ainda, que é do escritório ter faturado 80 milhões de reais dos 130, porque o contrato foi interrompido com a prisão do Borcário e com a liquidação do mar.
Imagina, nesse caso, quem vê o Alexandre de Moraes falando, imagina se ele fosse questionado nessa batida. E se o seu esposo tivesse um contrato com o empresário que vai ser julgado, você acha que ele diria o quê naquela hora ali? Ele diria, claro que eu me declararia impedido. Aliás, ele fala que outros ministros também se declarariam impedidos nessa fala. Falou? Exato. Olha aí no finzinho aqui. Tenho certeza que outros também irão se... Num caso semelhante, outros também vão se declarar algo assim.
E é bom mostrar porque mostra que a Sabatina é um grande teatro, onde eles fazem ali o papel de falar coisas bonitinhas para os senadores, ou para agradar a eles, etc. Chega lá no STF e ficam onipotentes, porque ficam muito tempo. Aí tem uma discussão necessária sobre o mandato. O cara se sente cada vez mais onipotente, porque ele fica com uma caneta poderosa até três décadas. Porra!
O Messias ficaria 29 anos. O Gilmar já está a mais de 20. Então, o sujeito começa a saber que ele pode se blindar e tal. E aí, essa dúvida que o sujeito pensando em fazer algo que possa remeter a conflito de interesse e tal, ela... Ah, quer saber?
o cara eventualmente acaba incorrendo, para dizer o mínimo, no conflito de interesse. Então, eles em vez de fechar as portas para ganância, eles abrem. É o mesmo caso da palestra, quando ampliaram o conceito de magistério para que os ministros do STF pudessem dar palestra bancada por banqueiro. Basicamente jogar com a regra embaixo do braço. Estou vendo aqui no chat que Alexandre Moraes merece o prêmio óleo de peroba.
Olha, eu vou te falar que essa é uma das coisas que mais incomoda nisso tudo mesmo, que é ver uns caras que deveriam estar cuidando pra gente não estar sendo roubado ou sacaneado, roubando e sacaneando. Aí fica difícil mesmo de ser brasileiro, viu? Assim, supostamente, é óbvio, né? Não sei, na verdade, pode ser que não.
Pode ser que os caras sejam tudo bem. Só não explicaram ainda. Não tiveram oportunidade ainda. Vai rolar. Se Deus quiser, se tudo acontecer da forma que a gente tá. Mas, então, Felipe Moura Brasil e Carlos Tramontina. Carlos Alberto Tramontina. É mesmo? É. Tem o Alberto aí no meio. Todas as vezes que alguém na redação falava assim, o cara tá falando assim, queria falar com o Carlos Alberto Tramontina, eu falava... E aí
Isso aí me conhece de outras épocas. É igual pai e mãe. É melhor eu atender logo. É melhor eu atender logo. O nome é completo. Antes que fique pior a coisa.
Assim, a gente já deu uma pincelada nesse tema aqui. A gente falou sobre as movimentações que estão acontecendo que tendem a dar uma abafada no caso Master, né? E aí a gente chegou à conclusão que a gente deveria continuar falando sobre isso para não deixar morrer, né? Mas os caras vão fazer muita força mesmo para isso acabar.
Quem é que está interessado em não deixar isso aí parar? É a Polícia Federal, no máximo, não é? O resto dos atores, eles estão envolvidos em alguma medida, pelo que a gente está vendo. Mesmo que, ainda que não diretamente, ainda que não... Isso é uma característica interessante do Brasil. Vamos lá, eu sou um senador. Por mais que eu não esteja envolvido no caso, eu vou usar do meu poder para...
enterrar o Banco Master pra que você me deva um favor pra eu cobrar depois. É uma possibilidade, né? Sim, é o que acontece. Então, é o que acontece. Que é a República do Escambo, né? Do Escambo, exatamente. Então, cara, tu acha que... Uma mão lava a outra. Tu acha que a Polícia Federal, que, na minha análise estúpida...
parece ser uma das poucas, se não a única parte, interessada em fazer isso andar, vai conseguir fazer andar? Ou os caras vão acabar conseguindo enterrar essa parada? Olha, por tudo que foi descoberto até aqui, é preciso reconhecer que há, e eu sempre falei isso, mesmo sob tentativas de instrumentalização, pessoas muito competentes na Polícia Federal. Não resta dúvida de que há. Eu, na carreira jornalística, 20 anos...
lendo relatórios, etc. Às vezes você pega um processo, você pega um relatório policial e fala isso aqui está bem escrito, está detalhado, os caras realmente investigaram. Isso defasada, tá? Não, tem relatório ruim também, como em toda instituição. Mas nesse caso, eles avançaram na investigação, tem gente competente que foi descobrindo e são esquemas complexos, que envolvem teias financeiras, então tem o pessoal ali especializado. O problema é que a Polícia Federal não é a última instância, né?
Claro que, se a gente pensar no mundo ideal, tudo bem, cada um tem seu lugar, ok? As pessoas poderiam dizer, não, ainda bem também que a Polícia Federal não é, porque senão todo mundo seria acusado. Mas o fato é que você tem uma casta no poder que pode atravancar o trabalho da Polícia Federal.
Então, eu acredito, sim, é uma certeza mesmo, que tem policiais federais dispostos a levar essa investigação até o final. Não sei se eles vão conseguir, porque você tem uma pressão política dentro da instituição, sempre tem. A partir de cima, o diretor-geral da PF é escolhido pelo governo de turno, foi colocado lá o Andrei Rodrigues pelo próprio Flávio Dino, quando era ministro da Justiça e Segurança Pública, se eu não me engano, depois é isso, o Ricardo Lewandowski o manteve.
com o aval do Lula, obviamente. E há interesses dos petistas em relação a investigações, seja no caso do INSS, seja no caso Master. Mas, repito, há policiais. Só que aí você tem a Procuradoria Geral da República, a PGR, comandada pelo Paulo Gonê, ex-sócio do Gilmar, amigo dele, que é aliado dessa ala do Centrão, é próximo do Alexandre de Moraes também.
Então, assim, você perguntou, tem pouca gente, tem alguns parlamentares que querem avançar essa investigação, como tentou o Alessandro Vieira, como tenta o Eduardo Girão, tem alguns ali que querem. O próprio senador Sérgio Moro tem dado discursos nesse sentido, embora esteja mais próximo do bolsonarismo, que topa alguns acordões. Você tem policiais federais, você tem jornalistas.
E você tem parcelas da sociedade. Agora, se cada um desses for desistindo, for amolecendo, denunciar cordões, tudo vai ser varrido para debaixo do tapete. E, assim, eu passei aqui o verão participando aqui eventualmente, antes de ter essa bancada fixa aqui do Flow News, dizendo, olha, esse é o ciclo, vai se repetir, se não houver tudo isso.
havendo tudo isso, quer dizer, uma geração de algumas pessoas no Ministério Público, na PF, na imprensa e no Congresso Nacional, ainda que haja tudo isso, já é difícil. Se não houver, amigo, aí é que não há. Porque isso aconteceu no Petrolão, isso aconteceu em uma série de outros escândalos. E a gente não pode esquecer que a imprensa teve até agora uma participação muito importante. Alguns dos principais, algumas das principais denúncias e alguns dos fatos mais importantes relativos ao Master,
foram dados em primeira mão pela imprensa. Inclusive o contrato do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes foi divulgado pelo jornal O Globo. E aí os petistas caíram de pau em cima da repórter Malu Gaspar, porque os petistas não admitiam. Como é que o ministro que condenou Bolsonaro e os que tentaram dar o golpe de Estado vai ser manchado por uma manchete desse tipo, dessa imprensa?
calunista e maledicente, como dizia Odorico Paraguaçu.
Dorico Paragasso, quem não conhece, era o prefeito de Cicupira há muitos anos numa novela da Globo, novela de Dias Gomes. E ele chamava a imprensa, esta é a imprensa calunista e maledicente. E a Malu Gaspar sofreu uma perseguição brutal porque ela foi quem deu em primeira mão o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, a mulher dele e os filhos.
tinha um contrato com o Banco Master, deu os valores e tudo mais. Que se comprovou. Tudo comprovado. Depois o próprio escritório reconheceu o contrato e tentou explicá-lo. Não convenceu ninguém que tem mais de dois neurônios e um senso de moralidade. Nem conto como uma explicação aquilo ali, meu irmão.
Mas é uma nota longa, hein? Se você começar a ler a nota, você fica dois dias e meio e sai sem ser convencido. Essa que é a ideia, porque a gente sabe que hoje o vagabundo vai ler seis segundos. Se tu tiver que ler três minutos, caralho, tá bom, tá explicado. Pois é, e essas investigações, às vezes você tem descobertas específicas de reportagem investigativa, mas muitas vezes a imprensa publica o que outras autoridades que investigaram estão vazando.
eventualmente porque estão se sentindo que está havendo pressão contrária à investigação e precisam vazar para a sociedade se mobilizar a favor e impedir a pressão política. E é um problema, porque aí a casta diz que está havendo vazamento, vazamento seletivo, aí tenta anular tudo.
Então, é muito difícil avançar em investigação em razão de todos esses fatores. Então, quando se estabelece uma casta que prima pela falta de ética, prima pela ganância, fica muito complicado tirar de lá.
Agora se fala em novo pacto republicano, que é o eufemismo para o acordão da impunidade, é o velho conchavo geral da república, em que toda a sujeira é varrida para debaixo do tapete. E eles tentam fazer um pacto republicano em torno de vamos ajustar alguns procedimentos.
Ah, estamos fiscalizando aqui, a Comissão de Valores Imobiliários, a CBM, deveria ter feito isso aqui e não fez, o Banco Central deveria ter feito. Então vamos ajustar aqui os procedimentos e tal, vamos mudar e pronto, acabou. E a sociedade que aceita isso é uma sociedade anestesiada, porque a questão não é de procedimento, a questão é humana, é falha de caráter, é falta de ética, é a conduta específica.
dessas autoridades, seja político que está fazendo favor no parlamento em troca de patrocínios e outras formas de dissimular um pagamento de propina, seja uma autoridade que está envolvida, ou a sua família está envolvida com aquele empresário. E no Brasil nunca faltou lei.
lei que prevê essa punição. O que faltou é gente disposta a aplicar a lei. Exatamente. E sempre se discute isso. Nós vamos criar agora uma nova forma, vamos aumentar a pena. Mas eu não estava aplicando nem a pena anterior.
Então, quando tem esse tipo de acordão, é sempre assim, né? Não se aplica a lei penalizando e punindo aqueles que merecem ser punidos e aqueles que... Como é que é? Tem uma frase antiga que é... Que produziram malfeitos, né? Algo assim. Os criminosos, né? Tem que punir os criminosos.
Uma coisa interessante sobre isso, cara, é que de fato a gente reclama, eu tô aqui reclamando que o cara vai chegar lá no STF e vai ficar 30 anos, né? Porra.
Se a gente tivesse, se o ser humano médio que popula o planeta Terra fosse, talvez, não sei se é um bom exemplo, mas Madre Teresa de Calcutá, que pensa no próximo e tudo mais, não teria problema o cara ficar lá 30 anos. O problema é que chega lá numa condição que o cara não é punido, o cara decide se vai investigar ou não. Aqui eu tô falando especificamente do Supremo Tribunal Federal.
decide se vai investigar ou não. Caralho, porra, sabe que vai ficar lá, entra governo, sai governo. Não tem nada pra tirar ele dali, ele vai depender de uns caras que tem um monte de rabo preso querer que investigue. Porra, pra começar a investigar. Então, meu irmão, é sedutor, né? E como esses caras não são Madre Teresa de Calcutá...
supostamente dá nisso. Eu peguei, porque volto em meu cito de cabeça e eu faço a formulação errada, eu peguei a frase aqui que eu gosto de citar, que é exatamente o que o Tramontina estava falando, que é do Erasmo de Roterdã, que foi um teólogo holandês. Lá no século XVI, ele disse o seguinte, abro aspas, um número muito pequeno de leis será suficiente em um estado bem ordenado, com um bom príncipe e magistrados honestos. Um hum.
E se as coisas forem diferentes, quer dizer, se não houver honestidade, nenhuma quantidade de leis será suficiente. Fecho aspas. Eu adoro essa frase porque ela descreve o Brasil. Então, assim, você pode ficar alterando lei o tempo todo, criando lei o tempo todo. Se não tem gente disposta a aplicar...
Tem nada. Se a pessoa não tem ética, se a pessoa não tem coerência, se ela não tem o apego à Constituição, à legislação, não vai aplicar. Isso vale do guarda da esquina até o ministro do Supremo Tribunal Federal. A regra existe, mas não tem vontade política, não tem interesse próprio. Então, assim, é bom deixar claro que as decisões são humanas, não é um cipoal de palavras que...
Sabe que a gente tem que enfrentar e tal. No fim, é alguém que decide. E eles, como a gente tem visto ao longo de vários escândalos, eles decidem conforme a conveniência. Dito isso, Banco Master é enterrado. Vamos zelar para que não seja enterrado. Estamos aqui fazendo o papel de esclarecer. E aliás, você falou assim, mas ninguém está mais falando e tal. Na verdade, eles ainda continuam incomodados e eles acabam reagindo às pessoas.
que falam e tal. Hoje, por exemplo, ontem, foi ontem a audiência pública do STF, o Gilmar Mendes mandou recados dizendo que não se pode culpar só o Supremo Tribunal Federal. Ele usou as palavras dele lá, mas foi até engraçada uma construção, que era uma construção mais ou menos assim, só o Supremo Tribunal Federal, que se você interpretar, bom, então quer dizer que tem.
responsabilidade, né? Os ministros tem alguma, se não é só eles, não são só eles, e obviamente que não são só eles os responsáveis pelo escândalo mais, tem gente no mercado financeiro, tem gente no Banco Central, tem gente na política, tem um monte de gente, tudo está no noticiário.
Mas é óbvio que você tem um eventual destaque maior para um ministro do STF que está lá com um contrato de 130 milhões, o outro com aporte milionário no resort. Porra, porque é esse cara que vai, no fim, julgar o outro cara. Não adianta eu pesar no outro cara se esse maluco aqui vai dar em pizza, supostamente, com todo respeito. Então, porra, é claro que a gente vai pesar no cara, no mini. Ah, não, está pesando aí, mas ninguém fala, o problema está na faria ali, mas não.
O problema está no STF, que o cara não me explica o que está fazendo. Que dinheiro é esse? Por quê? Porque é esses caras que vão julgar o cara da Faria Lima. Porra! Com todo respeito. Desculpa. Exatamente. Se eles não se comportarem de acordo com a Constituição, não julgarem de acordo com a Constituição, os outros também são soltos. Você tem mais gente reincidindo nesses escândalos.
Na entrevista a Renata Lopretti, o ministro Gilmar Mendes foi perguntando a você, não preocupa o senhor que nas pesquisas de opinião o Supremo Tribunal Federal esteja ocupando uma posição muito ruim e há uma visão muito crítica da população em relação ao comportamento atual e às decisões do Supremo Tribunal Federal?
Ele falou, é, mas as pesquisas de opinião também mostram que a imprensa não está bem diante da opinião pública. Foi o que ele disse ontem na audiência pública. Ele desvia. Aí a Renata falou assim, não, mas desculpe, nós não estamos aqui discutindo o papel da imprensa ou o que a população pensa na imprensa. Eu quero saber do senhor sobre o Supremo. Em outros momentos, em outro momento ela perguntou, o senhor não acha que deve haver, sim, um código de ética, um novo comportamento dos ministros e tal?
Eu acho que todas as instituições devem passar por reformulações que as tornem mais modernas. Por exemplo, a imprensa também tem que passar. Então, você percebe que é o método, na fala, desviar a atenção daquilo que não interessa que seja discutido com clareza.
então ele bota, por exemplo, a imprensa e as outras instituições nas discussões quando a jornalista ou os jornalistas perguntam pra ele especificamente sobre o Supremo comportamento do Supremo a inexistência de um código de ética um código de comportamento diversionismo imagina um programa com um cara desse que nem o do Pablo Marçal, por exemplo
Vai nós dois sabendo que que porra, que porra, meu irmão, não gosto muito de tu não, vai nós dois sabendo. Vou falar uma coisa assim, sem fulanizar, eu não me lembro se eu, acho que eu já falei em entrevista, não costumo falar em entrevista, mas eu sempre falo nos bastidores, né?
Eu até brinco, eu quase respeito o político que eu sei o que ele faz, eu sei os esquemas dele. Eu quase respeito. Quando ele liga pra uma redação e fala assim, o Felipe Moura Brasil tá aí no microfone falando de mim. Quero entrar no ar aí. Eu quero dar a minha versão do que ele tá falando. Várias vezes aconteceu isso ao longo da minha carreira, tá? E eu falo, bota no ar.
Divide a tela aí, eu questiono o cara, o cara responde, dá a sua versão. Mas tem algumas autoridades no Brasil...
Tem algumas pessoas, inclusive do universo político, de todos os lados. Tem gente massa de manobra que tem essa ingenuidade. Ela acredita que é só o lado contrário a ela. Então, 20 anos de carreira aqui, o telefone toca e lá do outro lado da linha tem gente de todos os lados. Desse lado aqui, do outro lado e principalmente do lado de cima, né? Que são as pessoas que têm mais poder, entendedores entenderão.
Então, você tem aquele que liga para dividir a tela, para entrar no seu programa e dar a versão dele e tal. O público vai estar assistindo. Tem o cara que liga para mandar um CCD lá. E tem aquele que liga para o patrão, que liga para o dono da empresa.
Olha, está falando de mim aí e tal, não sei o que, entendeu? Se isso aí continuar acontecendo. Liga para mim para reclamar de mim. Liga para mim aí, reclama de mim, vai ser maneiro. Eu vou me mandar embora. Então é bom que as pessoas saibam, que existe até um jargão no mercado da comunicação, Tramontina Experiente sabe disso, que é o telefone toca, o telefone tocou.
Ah, fulano saiu de determinado veículo. Telefone tocou. Telefone tocou, veículo não conseguiu segurar. Isso acontece em países que não são efetivamente regimes democráticos com liberdade de imprensa. A liberdade de imprensa vai até a página 2.
Isso acontece bastante. Mas o que a gente estava falando? Tem político até aqui em São Paulo que liga para o dono do jornal, ou para o editor-chefe, ou para o dono da televisão e pede para que fulano seja demitido porque critica muito ele. Tem governador de Estado...
que prepara o que ele chama de dossiê da má vontade dos jornais ou de determinado telejornal e não noticiar as coisas que ele faz. Aí ele pede uma reunião e vai lá conversar com o diretor, onde ele apresenta... Olha aqui, ó.
Aqui são todos os eventos e as inaugurações que eu fiz, e vocês não deram um minuto, não deram uma linha. Eu vi muita gente que vende 171 puro e depois vai lá falar que... Teve um governador, o ex-governador José Serra, na gestão dele, ele inaugurava, toda vez que ele botava um trem novo no metrô, ele fazia uma cerimônia.
Ele fazia uma cerimônia. O prônibus fez cerimônia. Toda semana tinha ele mostrando um vagão novo do metrô. E ele cobrava que houvesse cobertura. O Serra foi o único cara que inaugurou uma maquete do túnel do Guarujá. Túnel do Guarujá, que não saiu até hoje. O Serra inaugurou uma maquete.
Eu não esqueço, gente, a gente já viveu tanta coisa. E a gente vai colecionando histórias. Tem um trem aqui em São Paulo que foi para a Copa do Mundo, né? E não saiu até hoje, né? Pois é. No Alckmin. O Alckmin criou esse trem aí que era para ele. Ele vai ser inaugurado para a Copa do Mundo de 2014, tá? Então, ele está sendo uns pedacinhos. Doze anos que...
E vai ficar no pedacinho. Se esse cara quiser que a gente fale dele fazendo um troço que ele devia fazer mesmo, quer que a gente fale que tu fez um troço que você já devia estar fazendo mesmo?
É só a gente não ter safadeza de ninguém para falar. Se eu não tiver que falar de Banco Master, eu vou falar do cara que fez um bagulho muito foda de não sei aonde ir, entendeu? Exatamente. Mas o que a gente está vendo, Igor, é justamente toda uma pressão, uma retaliação, uma imposição de medo para que ninguém fale nada, para que tudo possa continuar como está.
No fundo, eles querem continuar tendo só bônus, não querem ter ônus, não querem ser impedidos de fazer nada, muito menos ser responsabilizados e punidos. Eles querem punir quem ousar mexer com eles. Estou falando assim, de uma maneira geral, de autoridades poderosas que são atingidas por determinados escândalos.
e tinha mais alguma coisa assim, o Flávio Dino, nessa audiência pública que eu estava falando aqui do STF que ocorreu ontem, hoje é dia 5, ela foi no dia 4 ele falou uma coisa curiosa, porque ele estava tentando entender ali as atribuições do Banco Central, as atribuições da CVM e o que que poderia ter sido feito, o que não foi feito e tal, e aí ele usou a metáfora do elefante azul e aí
Ele falou assim, não, porque olha, tinha um elefante azul andando aqui na esplanada. Nunca vi...
Isso, ninguém fez nada. Ninguém fez nada. O que ele quis dizer? O elefante é um animal muito grande, azul é uma cor muito chamativa. Então, o Daniel Vorcaro estava aí, bilionário, fazendo um monte de festinha, oferecendo ali CDB a 140% do CDI. E ele citou, inclusive, esse dado, na sua declaração, o Flávio Dino. Sem falar de máster, mas citou todos os elementos do caso máster. Então, tinha um elefante azul aí, ninguém fez nada.
Pois é, mas tinha muita gente sentada nesse elefante. Muita gente pendurada na tromba, agarrada na perna. Sejam políticos, aparentemente sejam autoridades do Poder Judiciário. Sejam governadores de Estado, gestores de fundos de previdência. Parece que foi um esforço muito grande para ninguém ver nada.
Porque o elefante estava garantindo água para a rapaziada, né? Bastante água. A tromba estava espirrando ali bastante. Pois é, estava jorrando, nem espirrando. Parece uma coisa assim. Tudo isso é realmente muito...
Vocês estão muito amargos, tá? Ah, cara, que... Que isso? A gente tenta encontrar um caminho pra falar bem, rapaz. A gente só sente o porrete aqui. Mas vamos fazer o quê, meu irmão? Eu sei disso. Em vez de estar o cara lá falando não, vamos pra cima dos bandidos aí que estão roubando dinheiro no banco. Mas não, os caras estão se juntando.
O Davi Alcolumbre, o que tá parecendo é que tu tá fazendo uns acordos aí, entendeu? Que é pra ir matando essas paradas. Em que medida isso é bom pro Brasil? Em nenhuma medida isso é bom pro Brasil. Todo mundo, se tu perguntar, quer saber como é qual que é a merda que tá dando por trás do Banco Mastro. O cara pode tá pra um lado ou pro outro, mas no fim, a gente quer saber que porra é essa. E os caras, vocês numa de enterrar,
A investigação, ou não vai ter CPI, ou vamos falar de outra coisa, ano de eleição. Em que medida isso defende os interesses da cadeira que você está defendendo, que você está ocupando, que é a princípio para o bem do Brasil?
Não, é ano eleitoral. Toda vez que eu escuto isso, me dá vontade de cuspir. Me dá vontade de cuspir. É ano eleitoral, parou.
É ano eleitoral, parou. Então, peraí. É sempre a mesma desculpa. Porra! Eu ia complementar só. Fica à vontade pra terminar. Mas o... É porque, assim, já fiz esse comentário. Sempre a corrida eleitoral, então, ela vai ser motivo pra suspender investigações e tal, etc. Por quê? Porque tem eleições de dois em dois anos.
Então, assim, se é no ano anterior, já vale como, ah, não, está tentando atrapalhar a corrida eleitoral. Se é no ano posterior, é outra já, corrida eleitoral, é decorrência dessa, do resultado dessa, está insatisfeito. Eu sempre falo, o Lula, porque aí cada um tem que passar a mão na consciência, porque quando é sujeiro do lado que defende e tal, aí usa esse tipo de alegação. Então, o Lula foi condenado em primeira instância na Lava Jato.
Em julho de 2017, há 15 meses, Igor, da eleição, 15 meses, quando você é condenado em primeira instância significa que antes, portanto antes desses 15 meses, houve vários outros meses em que houve investigação policial, investigação do Ministério Público, apresentação de denúncia, recebimento de denúncia.
avaliação e tal, etc. Determinadas medidas que foram tomadas ali ao longo da fase de investigação. Então já tinha, já estava acontecendo muito antes. E como se chegou na Petrobras? Saiu-se de um posto de gasolina lá na região sul do país.
E aí se chegou a doleiro, doleiro que lavava dinheiro para vários esquemas, daqui a pouco alguém entrega alguém de uma diretoria da Petrobras, de uma diretoria você passa para outra, para outra, para outra, o esquema vai avançando, até chegaram um presidente da república, ex-presidente. Então, assim, 15 meses, e a cartada era, foi para tirar o Lula da corrida eleitoral, quer dizer, você não pode, se a pessoa tem a projeção política eleitoral, sempre vai ter o discurso que é para atrapalhar a eleição.
Assim como foi também em casos de rachadinha e em vários outros. Não dá para ter esse tipo de argumento entre aspas. Não, veja bem, ano eleitoral, vamos suspender as investigações para que aquelas pessoas que foram atingidas por elas sejam reeleitas, tenham mais poder e possam abafar as investigações melhor. No fundo é isso que eles estão falando. Só que eles estão fazendo um discurso que é para otário ouvir e acreditar.
e é sempre assim então se você não pode, porque existem eleições você não pode nunca, sempre vai ter alguma
E aí a gente meio que precisa de vocês aí, porque senão não adianta nada a gente ficar falando esse monte de coisa aqui e tu não tá trocando essa ideia também com o cara que tá do teu lado aí, entendeu? Tu não foi lá levantar essa discussão no grupo da família lá. É importante, cara. Eu entendo que tem coisas mais importantes aí batendo na porta, mas tudo isso é importante também que se não for pela vontade de quem tá vivendo no Brasil...
Por esses caras, meu irmão, vai morrer. E vai ter outro. Com os mesmos caras. Há quanto tempo tu escuta falar de... Confesso que não vou saber listar os casos em que Renan Calheiros está envolvido. Chegou a ser alvo de 18 ações no STF. Mas Renan Calheiros, meu irmão, com todo respeito, cara. Alguém aí desconfia que esse cara é envolvido com alguma coisa? Alguém desconfia?
Ah não, um monte de processo 18 Foi ministro do Fernando Henrique Ministro da Justiça, não foi? Foi ministro da Justiça Eu escuto até hoje Senador, líder de não sei o que Eu fico, pô, tamo de sacanagem Tamo brincando, pô A gente não quer essa porra não A gente no mínimo tem que rever legal Como é que funciona Até a distribuição das cadeiras Maricá
A gente faz do jeito justo. A gente não faz do jeito justo, meu irmão. A gente está falando, por exemplo, tem estados no norte que não estou falando das pessoas que vivem lá. Tá bom? Mas é que, pô, a gente sabe que tem, inclusive por conta de cuidados ambientais, a gente tem...
estados enormes com pouca gente vivendo, porra, e que tem uma representatividade que é muito maior do que deveria ter no fim das contas, né? E a gente tem São Paulo, por exemplo, que eu nem sou paulista, né? Eu sou carioca, eu devia querer mais que esse cara se foda. Mas a verdade é que os caras é que os caras estão subrepresentados do ponto de vista lógico da coisa, né? Ou seja, o meu ponto é, vamos dar uma olhada aí em... vamos tentar...
rever algumas coisas, porque a gente está fazendo um monte de coisa do jeito errado na raiz. Não é consertar aqui em cima, o problema é base. Tem um monte de coisa que o problema é base. Já que a gente não tem um ser humano médio, Madre Teresa de Calcutá, a gente tem que começar pela base. Não adianta ficar pintando a parede sem lixar antes.
Exatamente. E uma consciência individual que se eleva, que se conecta com o mundo, que estuda, que aprende, que se especializa em determinada área, seja no jornalismo, seja na área policial, seja no Ministério Público.
seja na própria gestão pública, se tornando um político de qualidade, que é uma coisa rara, essas pessoas conseguem influenciar outras pessoas, essas pessoas conseguem trazer elementos que eventualmente coloquem as autoridades envolvidas em corrupção, numa saia justa, para dizer o mínimo.
E façam o país, pelo menos, enxergar aquilo que está acontecendo. Então, assim, a mudança primeiro começa no indivíduo, Igor. É uma parte aí do que você está falando. Em relação à sua indignação, o que indigna mais ainda é o cerceamento da liberdade de criticar. É o cerceamento da liberdade de satirizar. Cara, se a gente não pode debochar de político, de autoridade poderosa...
Eles querem tirar isso da gente. Estou há 20 anos aqui ironizando um bando de vagabundo que assalta os cofres públicos no país e um monte de gente que não necessariamente assalta os cofres públicos, mas que fala uma coisa e faz outra, que deixou transparecer uma série de elementos que são suspeitos e que parecem não querer esclarecer, que é impedir avanço de investigação.
Essas pessoas precisam ser ironizadas. Ironia é parte da vigilância, seja jornalística, seja da sociedade de uma maneira geral, em qualquer regime democrático. Isso é histórico. A sátira vem da Roma Antiga. Do século II a.C. até o século II d.C., você teve Lucílio, Horácio, Pércio e Juvenal.
que estão ali na raiz, os ícones da sátira. Entende? Então, isso é algo milenar. E querem tirar isso, cara. É uma coisa, assim, realmente para indignar demais.
Eu tenho uma preocupação em relação ao comportamento da população brasileira, é que, à medida que o tempo passa, varia um pouco o nível. Tem algumas subidas e algumas descidas, mas as pessoas vão se irritando, se indignando com essas questões da política e elas vão rejeitando a política.
E fora da política não há alternativa, não há saída. Tudo tem que ser por meio da política, por meio da discussão, por meio da argumentação, por meio do debate e por meio do voto. E as pessoas vão ficando irritadas, vão ficando incomodadas, indignadas, e falam, mas eu não vou entrar nesse jogo, nesse bando de ladrões. Também não é a saída, também não é a saída. Porque tem uma frase antiga assim, como é que é? Onde...
Os ratos, quando os bons deixam os espaços, os ratos entram. É algo assim, os ratos entram e aproveitam e fazem a festa. Então, a gente tem que fiscalizar, a gente tem que se indignar, a gente tem que agir.
A gente tem que ter a consciência e tem que participar. Não tem jeito, porque senão os ratos tomam conta. E estamos falando, inclusive, assim, quando tu for votar, meu irmão, você tem de saber em quem caralho tu vai votar pra deputado e pra senador, inclusive, cara. Ah, pra presidente eu sei, mas pra deputado eu vou colocar qualquer parada lá.
Porra, meu irmão. E, independentemente do voto, não tem que adular o cara pro resto da vida. Tem que cobrar do cara que faça a coisa certa. É verdade? Pô. Votou desconfiando, né? É, lógico. Tu já vota puto no cara. Tu já vota assim. Vai lá, então. Vem, então. Vamos ver se tu é brabo mesmo. Vai lá. Encheu o saco, meu irmão.
Encheu o sapo. Que coisa mais ridícula. O sujeito vota no cara e aí é como se ele assinasse um compromisso eterno de defender o cara incondicionalmente a despeito de toda sujeira que apareça a seu respeito. Olha, esse é um nível de massa de manobra, de adulação, de bajulação, de idiotice.
muito grande, mas você tem um monte de gente no Brasil que foi abduzida para esse universo paralelo das boas, que elas se acham no grupo do bem contra o grupo do mal. E todo elemento que seja comprometedor para um integrante do seu grupo significa que é uma mentira produzida pelo lado contrário.
Eu já falei e repito, vocês vão ver, eu já ouvi no rádio, no ano eleitoral. Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa. Ah, lembrou. Boa, boa, obrigado. Então, para ilustrar o que o Tramontina está dizendo com esse ditado, você vai ter Flávio Bolsonaro dizendo que tudo...
que é comprometedor e verdadeiro, claro que eventualmente vão ter mentiras também, mas ele vai dizer aquilo que é mais comprometedor e que é verdadeiro, ele vai dizer que é mentira petista. O Lula, aquilo que é mais comprometedor e verdadeiro, ele vai dizer que é mentira bolsonarista. Então é preciso entender que muitas vezes a verdade vem de outro lugar que não a sua bolha, que não o seu grupo.
E precisa aceitar que isso não é um ataque, que isso é alguém te dizendo algo que você precisa levar em consideração, você precisa ter em mente, você precisa ter no radar. É só você pensar no seu círculo íntimo. O seu amigo é aquele que fica te adulando o tempo todo, etc. É aquele que às vezes te diz uma verdade incômoda, meio chata. E tal, mas você fala...
Não queria admitir isso e tal, etc. Então, assim, é assim na vida íntima, é assim na vida pública. É preciso ficar mais ligado. E a gente está mostrando aqui nesse programa que a gente não perde a capacidade de se indignar. Tem várias formas de se indignar, cada um no seu estilo. E a gente não pode perder isso. Não podem tirar da gente as formas de se indignar, seja pelo humor, pela sátira, pela crítica, pela tentativa de descobrir tudo, de investigar.
É coisa de tirano. Está cheio de tirano na República dos Campos. E aí, para a gente finalizar aqui, eu acho que uma primeira régua para você votar em alguém é o quanto esse cara quer o teu voto, o quanto ele está disposto a te falar, a mudar as próprias convicções ou o que ele vem falando.
pra ganhar teu voto aí. Se quer muito teu voto é porque ele é duvidoso. Se quiser muito teu voto. Mas o político quer voto pra ser eleger, né? Só que ele quer um político interessante, um político... Ele vai tentar te ganhar pelas ideias. Ele não vai mudar de ideia pra você votar nele. Entendeu? Um bom político idealmente... Ô, Felipe, um cara falando numa... Um cara de... Entendeu? De valores.
Um cara, um político que tem uma visão de mundo, né? Tem alguma fibra, né? Que não seja essa gelatina. Isso. Tenta... Faz assim, ó. Vê se é gelatina. Se for, pô, vai pra outro com todo respeito, porque já tá cheião de gelatina. E não pode acreditar em...
Em conversa mole, né? Aí o cara chega, o sujeito mora num bairro que não tem asfalto, o ônibus passa a cada hora e meia, o cara fala, não, eu vou botar o ônibus de 15 em 15 minutos. Você fala, peraí, peraí, peraí.
Como é que você faz isso? Nunca ninguém ligou pra nós e de repente você vai encontrar a chave do céu? Não existe a chave do céu. Então as pessoas têm que desconfiar de promessas que são inviáveis, de coisas que são inaceitáveis e as pessoas não podem acreditar em qualquer coisa que é dito pra elas. E tem que renegar aqueles que nunca apareceram no bairro e que na hora do vamos ver aparece lá como sendo o salvador da pátria. Renega, fala aqui não. Aqui não.
Você não fez nada pra gente, você já estava lá. O que você fez por nós? Fora daqui. Não quero você.
Aliás, mais uma vez, o Tramontina me lembra uma frase com o discurso dele muito apropriado, que é do Thomas Sowell, grande intelectual americano. Eu digo que é o homem preto que essa esquerda que se diz defensora das minorias não lê. E ele diz que quando as pessoas desejam o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las.
É exatamente isso que o Tramontina está apontando aí. Eu faço o discurso e ele bota a frase. Nós estamos fazendo uma dobradinha aqui, tá? Eu acho maneiro quando os caras pegam uma ideia desorganizada e colocam uma frase do filósofo. Ele definiu de uma maneira, diria o outro, lapidar. Ele definiu de forma clara. É isso, cara. Não pode. Não pode.
não cai do céu não cai do céu a picanha a picanha não cai do céu a picanha, a cervejinha todo mundo vai comer picanha não rolou a verdade é que não rolou pra gente acabar de vez aqui tem uma mensagem curiosa de um cara que nem tava assistindo ao vivo pela mensagem dele mas é uma pergunta aqui que vale
Uma reflexão simples.
Isso daqui acho que é ele pensando num jeito de ter um segundo turno mais real. Porque hoje a gente tem um segundo turno não necessariamente alinhado com a forma como as pessoas pensam. É mais um voto, é o que a gente chama de voto útil. Isso daí carrega um monte de significado. Então votar no cara que eu nem acredito só para o outro não ganhar. Vota movido pelo ódio, né?
Exato. Tem discussões históricas sobre se deveria haver três pessoas no segundo turno em vez de duas. Eu acho que é um debate absolutamente legítimo, ele é absolutamente esquecido aqui no Brasil, mas é uma opção interessante. Também é uma opção interessante. Deve ser debatida justamente para você evitar cenários de polarização.
eu acho que seria interessante trazer isso à tona. Parlamentares deveriam ficar o tempo todo provocando esse tipo de debate. E, no fundo, eles só querem emenda parlamentar para mandar milhões de reais para a prefeitura do tio, do pai, do primo, do irmão. Então, os debates sobre os procedimentos que possam fazer com que a administração pública funcione melhor
em geral, eles não são tratados. Quando a gente vê muita repercussão é porque estourou um escândalo, alguém descobriu alguma coisa, e a investigação avança, não avança e tal, aí troca de favor e um se limpa na sujeira do outro, a acomodação geral de interesse, o acordo pela impunidade, que agora se chama Novo Pacto Republicano. Cuidado com esses eufemismos por aí.
Essa afirmação de que no segundo turno as pessoas votam contra alguém, votam para que o outro lado não seja eleito, é uma coisa muito antiga. Eu me lembro que a primeira vez que eu vi isso, quem me falou foi Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, quando ele ainda era governador. Aqui, aqui, ó. É, você que... Olha, no primeiro turno, o eleitor escolhe o seu candidato.
No segundo, ele vota contra o candidato. Agora, eu também acho meio natural, à medida que você vai ter uma parcela da população que não gosta de um nem de outro.
Aliás, nós estamos vendo esta situação nas últimas eleições, que esta parcela acaba decidindo a eleição no final. Ela pendendo mais para lá ou mais para cá, ainda que por um percentual muito pequeno. É o eleitor independente que decide a eleição. Exatamente. Agora, esta ideia de três candidatos, num segundo tudo, cara, eu nunca tinha ouvido isso, mas eu achei muito interessante, porque você reduz essa possibilidade e você só tem isso. Aí eu voto contra aquele.
Isso seria uma outra alternativa ao que o cara está sugerindo, que no fim tem o mesmo efeito, que é como é que a gente faz para ter um debate mais apropriado, mais amplo até. Uma distribuição mais coerente com a realidade nos votos. Porque o cara, por exemplo, vamos dar um exemplo aqui. O cara ia votar no Zema.
Mas porra, Lula nem pensar. Então eu vou votar no Flávio, por exemplo. Isso, isso. Então, por mais que os dois sejam bem parecidos, mas é só um exemplo. Bom, Felipe, muito obrigado pela moral. Muito obrigado. Deixa eu falar uma coisa? Ah, tem uns livros aqui. Exatamente, estou curiosíssimo para saber. Aqui na semana passada eu falei deste livro e falei, cometi um erro e a gente tem que corrigir erro.
Eu falei o nome errado da editora. Eu gravei. O Ecos da Floresta, que é um belíssimo livro que eu falei, que eu sugeri na semana passada. Foi editado pela HarperCollins. Legal. Aliás, da HarperCollins. HarperCollins, aqui no Brasil, edita os livros desse cara aqui.
que são sensacionais. The Calling Wheathead, que já ganhou o prêmio Pulitzer, já ganhou o Mainbrook Prize. As histórias dele são sensacionais sobre os pretos, o sofrimento nos Estados Unidos, a dor, a violência, mas ele é muito criativo. E esse livro aqui, particularmente, Underground Railroad,
que numa tradução muito livre aqui no Brasil, ficou sendo Os Caminhos para a Liberdade, é um livro sensacional, é o melhor livro que eu já li dele, também da HarperCollins. Então eu estou falando isso para fazer justiça, que eu falei o nome errado da editora na semana passada. Gravíssimo. Não ganho nada para fazer isso, antes que comece a falar bobagem na minha orelha.
Eu compro o livro. Maravilha. Ah, Igor, se eu só comentar um trechinho da entrevista do José Dirceu, posso? Por favor. Por favor. O tempo é nosso aqui, meu irmão. Vai lá. Teve um momento que o Igor estava manifestando essa indignação com a conduta dos ministros do STF e tal. E aí falou, ô Toffoli. Eu não me lembro exatamente como ele falou. Depois, de repente, em um outro programa, a gente traz o vídeo.
mas o Toffoli foi colocado lá no STF, não sei o que, e estava falando desse desgaste dos ministros, só que o Igor misturou várias coisas na pergunta, e aí o Dirceu foi meio que concordando com o desgaste do Supremo, não entrou no assunto do Toffoli, o Toffoli é um homem do Dirceu.
no STF, mas ele malandramente saiu pela tangente e nem começou a discutir. O Toffoli foi indicado em 2009, a sabatina do Toffoli foi em 2009, sendo que o escândalo do Mensalão ele estourou com a entrevista do Roberto Jefferson.
para a Renata Lopretti, quando ela estava na Folha de São Paulo. Em 2005, ele já estava acontecendo antes, no primeiro mandato do Lula, e aí começaram investigações, as investigações foram avançando, José Dirceu foi acusado, foi denunciado, etc. José Dirceu já estava na mira das investigações quando o Toffoli foi indicado pela pressão dele ali e, obviamente, pela confiança que o Lula já tinha.
para entrar no STF e blindar o Dirceu. Porque o julgamento do Mensalão foi em 2012.
Então ele foi ali três anos depois, ele estava para acontecer, a data exata ainda não se tinha, mas foi assunto da sabatina do Toffoli, inclusive, porque os parlamentares questionaram, como o senhor vai votar, o senhor tem uma ligação histórica com o PT, mas mesmo assim votaram a favor. O mais incisivo ali contra, eu mostrei no meu canal, foi o senador Álvaro Dias, que efetivamente fez ali um confronto.
Então, o Toffoli é uma responsabilidade do Dirceu, além do Lula, que é o que indica oficialmente que ele não entrou. Então, assim, ano eleitoral é isso aí, você vai desviando de tudo aquilo que é comprometedor. Vocês vão ver os políticos fazerem muito isso na entrevista e o Dirceu quer voltar para o Congresso Nacional, que é um exemplo de como esse país vai...
jogando a sujeira toda para debaixo do tapete e todo mundo continua lá. É muito difícil você tirar alguém da vida pública por excesso de lama na sua trajetória. Caralho, pesado. Terminou em alto nível agora. Eu me nego a falar mais, eu não falo mais nada depois desta frase. De novo, lapidar.
Lama. Comenta aí pra eu saber o que vocês acharam desse episódio. Espero que vocês tenham curtido. Aqui no comentário fixado tá as redes sociais do Felipe, do Tramonta as minhas também. E aqui na descrição tem o Discord pra você entrar lá e cheirar novos convidados, novos temas. E vira membro do Flow, cara. A gente tá fazendo vídeo exclusivo pros membros aí todo dia. E custa menos de oito reais, cara. Não dá nem pra comprar um sanduba aí.
Não dá nem pra comprar um... Se bobear, eu acho que hoje não dá pra comprar um salgado na estação não, dá?
R$8,00? Dá pra comprar um pacote de figurinha. Dá. Dá. Custa R$8,00? R$7,00. Caralho. Eu sou mais virar membro do Flow. Tá bom? Beijo. Vai, fala. Eu tinha visto um pessoal falando de Copa do Mundo ali. A gente tava indignado aqui com todo mundo. Acho que um dos objetivos dessas autoridades é enrolar pra chegar a Copa do Mundo. Depois da Copa do Mundo já é a eleição e tal. E aí todo mundo esquece de Banco Master. Mas a gente vai estar aqui lembrando. Vamos evitar. Brasil 3x0 e tal. Banco Master. É isso.
Valeu família, um beijo pra vocês, até a próxima, tchau.