PEDRO PALLOTTA + SALVADOR NOGUEIRA - Flow #596
Tudo sobre a missão Artemis II
Igor 3K
Pedro Pallota
Salvador Nogueira
- Missão ArtemisExperiência na NASA · Foguete SLS · Custo do lançamento · Desenvolvimento de tecnologia espacial · Concorrência com a China
- Exploração EspacialReabastecimento em órbita · Tecnologia de foguetes · Vida extraterrestre
- Tecnologia espacialDesenvolvimento de satélites · Comunicação a laser
This is the floor.
Salve, salve família, bem-vindos a mais um Flow, eu sou o Igor, hoje eu vou conversar sobre Projeto Artemis e outras coisinhas, né, um ZT aqui e ali, um buraco negro, quem sabe, né, com Pedro Palota e Salvador Nogueira, obrigado por virem aí gente, tudo bom? Tamo junto, cara, bom estar aqui de novo. A gente veio da outra vez pra falar também de espaço, né, cara, e hoje tem um assunto bom porque o ser humano passou perto da lua, né, coisa que não acontecia há mais de 50 anos, né, então acho que foi um ponto que chamou muita atenção de todo mundo.
Foi bem legal ver todo mundo enxergando ali. Vocês não estão de saco cheio de ficar falando desse assunto, não? Porque quando acontece essas paradas aí, a gente estava falando aqui antes de começar, começa todo mundo a chamar, bora falar dessas paradas. Cara, é aquela coisa, a gente fica um pouco aflito, porque por um lado é o que a gente estava esperando todos esses anos para falar.
e ao mesmo tempo a gente não consegue atender todo mundo, não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo já tem 24 horas ainda então rola isso mas é uma experiência muito recompensadora, assim, eu costumo falar que eu tenho 47 anos e faz 47 anos que eu estou esperando isso acontecer então pra mim foi muito especial realmente e ainda mais a gente sabendo, como a gente sabe agora que esse é o começo
que as coisas vão avançar muito mais e muito mais coisa vai acontecer. Isso realmente é muito entusiasmante. E aí é gostoso compartilhar, sabe? Maneiro. Pra mim foi maneiro porque eu tava lá dentro da NASA, né? Eu transmiti lá de dentro da NASA. Eu fui no com o brasileiro lá dentro da NASA pra transmitir isso aí, cara. Tu é muito nerd.
Eu consegui a credencial de imprensa, cara, que eu não achei que eu nunca ia conseguir. Animal. E foi sensacional, cara. Foi uma experiência muito louca. Eu estava a 5km de distância do foguete, cara. É o mais perto que dá para chegar. Muito foda. Vamos falar sobre tudo isso. Se você quiser participar do papo aqui, se você quiser mandar uma mensagem para a gente, a gente ouve aqui no final, fica à vontade. É só... Bom, tem esse QR Code aqui, o link aí na descrição para eu mandar a tua mensagem pelo LivePix, tá bom? A gente, como eu disse, ouve aqui no final.
E queria também mandar um salve aí pra CD, que eu vou falar dele já já. E... Bom, é basicamente isso. E, cara, então tá. Tava lá dentro, muito pertinho. Tem aquela história do... Que vem uma onda sinistra de ar.
Um som sinistro? Como é que tu também já esteve pertinho assim? Já vi alguns lançamentos. Vi um lançamento em Kuhu na Goiânia Francesa. Não, vi um tripulado. Vi o do astronauta brasileiro em 2006 no Cazaquistão. Especial ver do mesmo lugar que o Gagarin voou espaço. Vi um lançamento. Vi de lá. E vi também esse lançamento em Kuhu aqui na Goiânia Francesa. De um satélite da Embratel. Mas nada se compara ao que o Pedro viu agora. Porque realmente...
O SLS e a missão Artemis é um troço de outro tamanho. Primeiro de tudo, SLS é isso aí que você trouxe para quem está assistindo a gente por vídeo, consegue ver o que é um SLS. Bom, se me perguntasse, você ia falar, é um foguete. É um foguete, mas ele é o foguete mais poderoso que a NASA já fez.
Ele não é o foguete mais poderoso do mundo. Esse aí é o título do Starship ainda da SpaceX. Eu acho que eu ouvi, acho que foi você, junto com o Lucas na rádio, falando algumas questões da tecnologia desse foguete. Não é, Pedro? Ele tem uma questão de ter que usar uns componentes que não necessariamente são os mais modernos.
Coisas de ônibus espacial de um tempo atrás, não é isso? Ele é um museu de grandes novidades. Se você olhar essa parte central aqui laranja, você vai ver que ela é meio parecida com o do ônibus espacial. Então eles basicamente estenderam esse tanque aqui e fizeram uma adaptação aqui em cima, né? Pra poder caber esse segundo estágio que fica aqui. Que maneiro.
Mas os boosters laterais, que são essas partes brancas aqui, eles são dos ônibus espaciais, assim, eles só pegaram as seções, colocaram uma ou outra nova, principalmente nesse voo, mas tem peça aqui que voou há 20 e poucos anos, tá ligado? E os motores na parte de baixo aqui também, que são esses quatro motores pretos aqui, são dos ônibus espaciais, um deles é novo só, mas os outros três são reutilizados. E, assim, tudo aqui não tem nada de tecnologia basicamente...
Nova, tá? Ou é adaptado ou é reaproveitado. Então, essa é a discussão interessante de por que eles fizeram isso e por que custa tão caro, sendo que foi reaproveitado. Pois é. Então, vamos entrar nessa um pouquinho antes de falar da experiência de estar lá. Isso é uma questão interessante mesmo, porque quanto custa pra fazer um foguete desse daí, um SLS?
O SLS, bom, essas contas são difíceis de fazer porque a NASA tem distribuídos em vários elementos do orçamento dela o custo total. Mas um estudo deles sugere que você lançar um SLS com uma Orion, ou seja, a cápsula e o foguete... Essa aqui, né? Você... Muito maneiro. Você gastaria 4 bilhões de dólares. Isso sem falar... 4,1 bilhões ainda. Isso sem falar...
no desenvolvimento, porque isso é o lançamento. Tipo, você já construiu tudo, você já tem, não sei o quê, pá, 4 bilhões se você pôr um desse na plataforma e fazer voar. Agora, o desenvolvimento foi ao longo de mais de década e consumiu mais de 100 bilhões o projeto todo. Atualmente, a Artemis está com só o SLS e a Orion, que é só a parte, só a parte de lançamento, não está falando de outras coisas da Artemis. São 45 bilhões que foi o gasto.
sem contar esse custo do lançamento exato, e se você juntar todo o processo de desenvolvimento porque esse projeto é um projeto que é uma coisa dos Estados Unidos eles a cada 4 anos mudam o presidente e as vezes mudam as prioridades espaciais então se você pegar lá o Bush filho logo depois do acidente do Columbia 2003 eles fazem uma reformulação do programa espacial e falam vamos voltar pra Lua
O plano era voltar pra Lua, iam pensar em dois foguetes, já com essa ideia de reciclar coisa do ônibus espacial. Só que os dois foguetes... Pra você ver que a malandragem é pesada nesse assunto. Os dois foguetes que eles tinham planejado, um era um grandão que parece esse aqui.
E o outro ia ser um pequenininho que ia usar só esse pedaço aqui, só o propulsor. Os dois são horríveis de feio, mas muito feio. É feio que dói, assim, de bater na mãe, tá ligado? E assim... Briga de foice. Era o projeto Constellation, que era pior do que o projeto desse aqui, que ele era muito mais caro, muito menos reaproveitável, uma série de coisas, e graças a Deus essa porcaria foi cancelada. É, o problema do Constellation, na verdade, é que...
Não adianta o presidente ir lá e falar vamos fazer isso e não colocar o dinheiro. Então, quer dizer, aí chegou o presidente seguinte, Obama. Falou, peraí. Tá, legal. Vamos voltar pra Lua. 2018. Os caras estavam falando.
Ah, legal, tem aqui o Altair, que vai ser o módulo de pouso. Esse aí é outro que, graças a Deus, cancelaram também. É aí que tá. Assim, graças a Deus. A gente vê... Hoje a gente só vê o Artemis II porque esses caras fizeram isso aí. Mas que foi um caminho tortuoso.
e que poderia ter sido muito mais barato e muito mais eficiente, poderia ser. Esse módulo alterado, porque assim, tudo que a gente está falando aqui é para chegar no máximo em órbita da Lua. A única coisa dessa geringonça toda que chega na Lua é só isso aqui que está na ponta aqui, que é a Orion.
É só isso aqui É toda essa 98 metros de foguete pra chegar isso aqui E não pousa na lua Eles precisam de outros veículos pra pousar Esse Altair Que era pra ser um módulo de pouso A estimativa dele era entre 20 e 30 bilhões Desculpa, entre 20 e 30 bilhões de dólares
pra fazer. Caraca, moleque. É, assim, é tudo na casa do bilhão, mas é porque tem muito interesse de muita gente também. É, então, aí entra nesse assunto, porque a NASA se tornou um programa não só de exploração do espaço, mas um programa de empregos também, um programa de financiamento de indústrias. Então, por que essas coisas são todas recicladas dos ônibus espaciais?
porque ia acabar o projeto dos ônibus espaciais, e os congressistas falaram, bom, mas e aí, vai desempregar todo mundo que trabalha nos ônibus espaciais? O que eles vão fazer agora?
Não, então vocês vão fazer um foguete novo, beleza. Mas tem que ser com aquela tecnologia típica. Com aquela estrutura, com aquele ferramental. Os caras que faziam esse booster de quatro segmentos para o ônibus espacial vão fazer o booster de cinco segmentos para o SLS. E assim foi feito. E claro que você remendando dessa maneira, você cria custos muito mais altos. E não tem competição, né?
É o que eles costumam dizer assim, você fazer o troço. Em vez de você mirar o objetivo, tipo, eu quero ir para a Lua, eu quero pousar na Lua. Não, você mira quem você precisa atender. Ah, é o pessoal da Louisiana que faz o booster. Ah, é o pessoal lá de Huntsville, no Alabama, que faz o foguete. Então, assim, a NASA foi gerida durante muito tempo assim. E agora isso só está mudando por duas razões.
Uma é que alguns empresários decidiram que era hora de mudar a regra do jogo e se tornaram disruptivos, porque a indústria até então estava satisfeita. Ah, vocês pagam não sei quantos bilhões para a gente. A gente faz do jeito antigo, está ótimo, está funcionando. Mas teve um cara lá, o Elon Musk, depois o Jeff Bezos, e eles falaram, não, espera aí, e se a gente fizer muito mais barato?
e revolucionou a competição para reduzir o custo de acesso ao espaço. Esse foi um elemento. Como funcionavam esses contratos, era tão absurdo que a NASA basicamente pagava o desenvolvimento da parada, e pagava mais um prêmio, tipo um bônus por desempenho, que era basicamente o lucro dos caras.
Certo? Só que aquela coisa, né? O desenvolvimento está sempre difícil, cara. Está sempre complicado, sempre precisa de reajuste. Sabe, tipo, obra pública no Brasil? É a mesma coisa, cara, nesse ponto. Então, assim, a empresa não tinha nenhum incentivo para entregar a parada rápido, para entregar a parada... Sim, tem vários problemas de entrega com problemas de qualidade sério e que a NASA ainda foi lá e pagou o bônus mesmo assim.
Por sinal, a gente viu isso na Boeing. Tantas histórias da Boeing aí. No espaço com Starliner, na área de aviação com o Max, etc. Então, assim, justamente por falta de supervisão do governo. O governo não supervisionava direito as empresas e deixava, tipo, a Boeing... Ah, a Boeing é a Boeing. Ainda rolou muita propina na parte do backstage. Então, assim... Então, é exclusividade nossa.
Não, não está de jeito nenhum. Nós não inventamos. Só aprimora. Só que ela é muito sofisticada, não é tão escancarada assim, entendeu? É muito sofisticada. Porque a galera dessas empresas, eles têm muito lobby no Congresso. São empresas do ramo militar muito antigas. Então esses caras têm um trânsito muito grande. E aí quem decide o que a NASA vai fazer com o dinheiro, na prática, é o Congresso.
americano-senado. Então, se o senado fala, vai lançar isso aqui 10 vezes por ano e a gente vai, a NASA tem que lançar 10 vezes por ano. Entendeu? Então, isso é uma coisa... Então, o que o cara faz? Ele bate na NASA primeiro? Não, ele bate no Congresso pra falar com o senador, pra meio que já falar, ó, vamos manter esse projeto aqui, pô, vai mandar a galera embora, vai no teu estado, entendeu? Vai complicar...
E é tudo um jogo político. Só que isso mudou muito na hora que conseguiram fazer um negócio muito mais barato. Aí fica difícil de justificar, entendeu? Então, esse é um dos elementos. Agora nós temos algumas tecnologias, reutilização de foguetes e tal, que mostram que há um caminho mais sustentável para isso. O outro motivo, que eu acho que é um motivo muito premente, está todo mundo prestando atenção nisso.
é que pela primeira vez, desde o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos têm um competidor crível. Um país que pode chegar na frente deles nas coisas, que é a China. Então agora, os Estados Unidos, depois de passar décadas nesse vai, não vai, muda, troca, troca o presidente, troca o plano, troca não sei o que, troca o foguete, não sei o que, não sei o que lá. Agora os caras chegaram num momento que ou vai ou racha, porque os chineses estão chegando.
Mas ao mesmo tempo, os americanos ainda assim se travam num monte de burocracia, um monte de burocracia de orçamento. Trump acabou de fazer... fez entrevista ao vivo com os astronautas na Orion, perto da Lua. Fez receber os astronautas no Salão Oval esses dias. Mandou cortar 23% do orçamento da NASA, se não me engano. É, é isso aí. Tipo...
Tá ligado? Qual é o sentido? E foi a Casa Branca, não foi o Senado. Tanto que o republicano nos Estados Unidos não vai deixar passar como não deixou passar no passado. Então, tipo, qual é o sentido? Como é que você incentiva que pessoas valorizem o programa espacial, faça todo esse teatro e depois tu vai lá e me tira, tipo, 6 bilhões de dólares da NASA de orçamento, tá ligado? É, a verdade é que também o Trump falar com os astronautas é protocolar.
Todos os presidentes falaram. O Nixon, que também cancelou o projeto Apolo. Mas o timing, né? Ele também falou... Poucos dias antes da Artemis lançar, eles soltaram o corte do orçamento. Então, tipo, eu estou dizendo o timing horrível. É, mas é como funciona aí. Também é o rito do orçamento deles que eles têm que apresentar. Mas já foi pelo segundo ano seguido. Ele poderia ter evitado essa. Exatamente. Até porque ele sabe que o Congresso não vai deixar.
Mas mesmo assim ele insiste. Tem uma série de interesses. Então, por exemplo, matar a área de pesquisa da Terra. Trump não é muito interessado em mudanças climáticas, essas coisas todas. Então, pega esse pedaço da NASA e joga fora. Não precisamos disso aqui. Missões que já estão há muito tempo no espaço, já não rendem tanta propaganda. Rendem muita ciência, mas não rendem tanta propaganda. Você não vê lá a New Horizons, quando ela voou para o Plutão.
Aquilo foi uma comoção, todo mundo, puta, putão, vimos de perto, não sei quem, não sei o que. Passou 10 anos, os caras continuam operando a New Horizons. Elas vão dar resultado ainda, mas vai demorar muito mais para dar resultado. É, mas não vai ser nada... São missões estendidas, entendeu? Entendeu? Eles vão fazer outros objetivos. Pouco midiático. Aí, então, os caras falam, não, vamos cortar. E aí, tipo, vamos cortar 40 missões que estão em operação. Eles iam cortar 53% do orçamento. É basicamente zerar a NASA, entendeu? E ficar só, não, tá bom, vamos voltar para a Lua e vai ser só isso.
Não dá. Não dá fazer isso. E o Congresso sabe. Então todo ano o Trump vai lá e fala, vamos cortar 20%, 25%, 23%. Até a própria gestão anterior cortou também. Os democratas também cortaram. É, mas bem menos. Bem menos, mas cortaram. Eu quero dizer assim, não interessa o governo, ninguém tá nem aí, tá ligado? Entra numa coisa que a gente vive muito aqui no Brasil também.
déficit público. Nós temos, eles têm, o deles é maior. Mas ao mesmo tempo... Mas eles são um país com economia forte, não sei o que, não sei o que lá. Então tudo bem, pode ter mais. Ao mesmo tempo, o orçamento militar saiu de 800 bilhões para um trilhão e meio de dólares. Exato. Tem área espacial que vai ser contemplada com uma parte até interessante disso. Mas não é ciência de base, aí é outra história.
E aí que eles gastam dinheiro, mas essa é a vocação deles também, né? O complexo industrial bélico e tipo, vamos arrumar uma guerra aqui, vamos arrumar uma guerra ali, vamos levando e mantém essa indústria operando. Mas ao mesmo tempo sim que a NASA fez uma missão dessa, foi, como a Artemis II. Foi uma missão na minha opinião perfeita.
se você botar no papel ali, vai 99,85 de perfeito, entendeu? Sempre tem um detalhezinho ou outro, mas assim, nada que colocasse eles em risco, nada, nada, nada, nada, assim, foi muito bom, muito bem operado. Aliás, até acho, Pedro, não sei se você concorda, acho até surpreendente, porque normalmente no primeiro voo tripulado é a primeira vez que voavam com astronautas nessa cápsula. Você espera alguma coisinha, outra coisinha, mas foi liso, foi realmente... O maior problema foi o banheiro.
É, exato. Que nem chegou a ser um grande problema. Foi mais divertido. Pra você que não tava lá. Porra, durou horas. Os caras não tinham de cagar? Não, eles tinham um banheiro até que bem maneiro. Um banheiro considerado... Uma espaçonave é muito grande, cara. É fantástico. É fantástico. Só que eles tiveram um problema numa bomba.
primeiro na parte de água de sucção e aí o cocô eles tinham uma latinha que eles falavam que você podia cagar na latinha tinha uma proteção pra cheiro cagar na latinha é tipo fazer exame aí depois eles tiveram pulando na bomba e aí teve uma outra coisa que eles tiveram que eles tinham que drenar E aí
desculpa, ejetar o xixi, eles faziam um pré-tratamento lá e ejetavam, só que tipo a bomba ficou ligada, sei lá, duas horas e ejetou tipo 14% só do que tinha porque tava congelando então por exemplo, o cara achou que tinha ali uma condição térmica
para a urina permanecer líquida, ele conseguia ajetar, mas no final não tinha. De novo, são coisas que você só sabe quando você vai ao espaço e testa. Você não consegue. Mas se você parar para pensar que tudo estava submetido a isso, a quantidade de problemas que eles tiveram foi bem pequena. E isso foi surpreendente, até porque era um programa que já vinha demonstrando dificuldades, principalmente com o SLS, o foguete.
Eu fiquei muito surpreso, não sei você, lá, que ele voou no primeiro dia que os caras tentaram. É, primeiro dia dessa janela, né? Porque era pra voar em fevereiro, né? E até eu achei muito curioso isso e peculiar, porque assim, normalmente os caras antes de fazer um lançamento
Eles fazem o que eles chamam de ensaio molhado. O que é um ensaio molhado? Você vai simular a contagem regressiva, você vai abastecer o foguete como se você fosse lançar. Mas quando chegar na hora H, não, vamos desligar tudo, esvazia e tal. Basicamente, só faltou apertar o botão, entre elas.
Só que eles, ao longo desse processo todo com a SLS, tanto o primeiro que voou o Artemis I quanto esse segundo, eles tinham uma dificuldade de abastecer. Muitas vezes havia vazamento de hidrogênio. Hidrogênio é uma coisa super difícil de manipular. Tem que ser ultra resfriado. E ele vaza muito fácil. Então, quando você deu fogo de hidrogênio, você está fazendo as coisas ali a menos 250 graus.
Só que no ambiente tá 30, tá ligado? Então assim, você tem muito contraste de temperatura, né? Muita fadiga de material, que fica esquentando e esfriando. Então algumas coisas têm que ser pré-resfriadas, pra você não jogar o hidrogênio muito gelado, em tetrinca e tudo mais. Então tem vazamento de hidrogênio, cara, desde que tem foguete com hidrogênio, entendeu?
E é meio que esperado, só que assim, tem uma certa quantidade que eles permitem, mas que isso fica perigoso. Porque nenhum selo é perfeito, nenhuma selagem de válvula é perfeita. E aí em fevereiro eles fizeram a primeira tentativa e deu umas vazadinhas que eles não gostaram, aí depois tiveram outro problema com o hélio vazando, não sei o que, levaram o foguete de volta para o hangar, para o prédio de montagem, fizeram as correções e levaram de volta para a plataforma e falaram o seguinte, não vamos fazer mais ensaio molhado.
Se a gente conseguir abastecer essa porra, nós vamos voar com ela.
E fizeram assim. Eles fizeram em fevereiro, né? Não, então. Mas aí depois que você volta... Aí eles voltaram, arrumaram, fizeram o outro, acharam o problema. Aí depois não fez mais. Então, mas toda vez que você volta para o VAB, ou seja, para o prédio de montagem, quando você volta para a plataforma, o procedimento zera. Mas eles decidiram, não, não vamos zerar. Você tem uma ideia? Esse veículo aqui é movimentado por um caminhãozinho, um tanquezinho, né?
que chama crawler, né? Então ele entra embaixo do pad, levanta um pouquinho e leva. Cara, aquela parada anda um quilômetro por hora, velho. É tipo muito devagar. E é tipo, sei lá, uns três quilômetros de distância do pad, da onde sai, do VAB desse edifício. Cara, leva dez horas pra transportar o negócio.
E assim, pra tirar ele lá de dentro uma preparação, aí pra movimentar essa demora toda, pra colocar no pé de outra preparação, pra tirar do pé de novo. Então, é um procedimento demorado pra caramba, tá ligado? Mas muito demorado. E aí, essa vez, por exemplo, foi a vez que a NASA tirou e colocou de novo no pé com a maior velocidade que teve. Que dá pra fazer a parada, entendeu? Então, mas aí, Pedro, eu acho o seguinte. Entra na equação a concorrência.
Porque assim, o plano original era voar isso, da última vez que os caras estabeleceram o plano lá da NASA, era voar isso em abril. Aí o Trump chegou e falou, não, vamos adiantar. Queremos adiantar para fevereiro. Aí tentaram correr para fevereiro. Eu sempre falei que ia ser em abril, cara. Exato. Era todo mundo. Eu que acompanho isso muito, eu estou... A surpresa foi que foi em abril mesmo. Porque eu achei que ia demorar mais. É porque da outra vez, era para ser fevereiro e foi em novembro. Exato.
Então, quer dizer, por que eles estão queimando etapas? Porque eles precisam mostrar serviço. Esse talvez tenha sido, essa é uma discussão boa pra nós, esse talvez tenha sido o último passo que os americanos vão dar à frente dos chineses. Porque eu não sei se eles vão pousar antes dos chineses. Os chineses não têm as amarras que... Ou não sei, né? Mas por conta da NASA, esses problemas que tem com lobby, com...
com o jeito de fazer que vocês estavam explicando aí, por que é feito com essa tecnologia antiga. Pô, quanto custa mesmo? Isso aqui, 4 bilhões? O da SpaceX custa quanto? O equivalente dele, vamos falar assim, menos de 500 milhões, se fosse um equivalente. O Starship equivalente, mas iria ser menos. Se você pegar um foguete comercial que tem lá na tabela, você vê, a SpaceX comercializa, o Falcon 9, custa 100 milhões. E assim, o custo 100 milhões é o custo que a SpaceX vende para o mercado.
Porque, afinal de contas, eles têm o lucro deles. E não tem uma concorrência que consiga reutilizar como eles. Então, eles têm uma margem de lucro fantástica. Mas estima-se que o custo real do foguete, para eles, por exemplo, quando eles lançam os satélites do Starlink, que é deles para eles mesmos, então, preço de custo, custa 15 milhões. O dado que eu tenho é por volta dos 30. Mas a NASA, por exemplo, já fechou o Falcon 9 por 50 milhões de dólares. A própria NASA mesmo, entendeu?
Então a China não tem esses entre aspas problemas que a NASA tem por ser muito antiga, pela construção a China provavelmente vai pela eficiência mesmo. Canetada. É assim, o governo mandou, vai fazer. Mas eu não falo que isso é o fator. O governo lá mandou focar, ter o foco no espaço. Eles fazem o planejamento, o planejamento deles é realmente muito bom.
E eles falam assim, a gente vai juntar os melhores caras de tal lugar, nesse centro, nesse centro, nesse centro, nesse centro. E aí, assim, o oriental tem um pensamento muito diferente do ocidental nesse ponto de respeito ao superior. O cara, você pode fazer a maior merda do mundo, cara, mas se o cara mandou, ele vai fazer, entendeu? Então, assim, tipo, os caras são muito empenhados, é um bom programa espacial, mas ir pra Lua também não é fácil. Então, os chineses estão avançando nos pontos.
Eles têm um lander deles lá que é pra pousar na Lua que eles estão testando, fazendo simulação de pouso aqui na Terra. Tem como fazer umas aproximações e tal. É bem maneiro, é um avanço muito importante. O foguete que eles vão fazer ainda pra fazer isso tá em desenvolvimento ainda. É um foguete bem grande também. Mas o programa deles não é tão voltado pra ficar na Lua ainda. Entendeu? Do ponto de vista da propaganda, que se dane isso. Você tá ligado, né? É, chegar primeiro.
Exatamente. Só que o programa americano é mais consistente, vamos dizer assim. Se você tivesse a NASA trabalhando com 30% mais de eficiência do que eles estão fazendo agora, já melhorou bastante. Os caras iam fazer um negócio muito barato e com muita frequência. Mas agora a NASA apresentou, para a minha opinião, o melhor plano até agora para fazer essa estadia na Lua mais frequente que é falar, a gente precisa ganhar memória muscular.
Então esse foguete tem que voar com muito mais frequência, com menos custo e com menos problema. E a gente precisa criar toda uma cadeia de fornecedor para poder mandar missão científica, para poder mandar missão de carga, para poder mandar suprimento que vai precisar para a futura tripulação, módulo de habitat lunar para ser base e por aí vai. Não é só, tipo, eles não querem só pisar lá e falar ô, valeu, obrigado pela foto e embora.
Então esse planejamento que foi apresentado recentemente até pelo administrador da NASA novo, o Jared Eisen, que é um astronauta privado, por sinal, é uma coisa bem interessante. Um astronauta privado de verdade, não é um astronauta só que voa ali, um cara que manja mesmo, assim, na parada. É muito maneiro, assim. O plano que ele apresentou, se cumprirem uma parte dele, só que eu nunca falo, nessa área eu já falo que 100% não vai rolar, cara. Mas se cumprir 50%, já é bom pra caramba. Esse plano dele, ele vem a partir...
do sucesso da Artemis quer dizer, claro que não, mas a apresentação desse plano é antes ou depois? Foi antes do lançamento foi um pouquinho antes, inclusive ele disse vamos lançar isso antes porque vai estimular todo mundo aqui com as ideias e tal, e realmente é um plano muito bom mas é um plano de remendo
De novo, a gente tem esse elefante, eu não vou dizer que é branco, porque ele é meio laranja, que é o SLS, que, por enquanto, é o que temos, é o que dá para voar. E é top down, mandaram fazer, vai ser assim. Mas, em algum momento, ele vai ter que ser aposentado.
Não tem cabimento. Então existe uma expectativa de que, por exemplo, esses novos players, Blue Origin, SpaceX, vão trazer essas possibilidades que vão permitir aposentar o SLS. Sabe o que é o plano do administrador da NASA? É escancarar o problema.
Que é caro pra cacete. Que é caro e tem como fazer mais barato. E assim, como não dá pra ficar fazendo o lobby no nível que os caras fazem, é mais fácil tu jogar pra opinião pública. Faz sentido, porque se a galera tá apaixonada, se a galera... Se quem tá lá, se esse cara que tá liderando a NASA lá, ele é um apaixonado pela coisa, ele quer que o troço voe, né, meu irmão?
Sim, e a China bota uma pressão que eu acho que faz a diferença. Porque assim, eu acho que os outros administradores, não que eu não valorize o Isaac, mas acho que ele é excelente, na verdade. É até uma surpresa positiva de um governo que normalmente não tem surpresas positivas. A comunidade científica do entorno da NASA também era a favor do cara. Isso foi bem interessante. Mesmo sendo muita gente democrata, tá ligado?
Então assim, é uma ótima escolha. Mas os outros também tinham essa vontade de que as coisas acontecessem. Só que não havia pressão. Então aí você tem a pressão do lobby. Mas você não tem a pressão do chinês chegando. Então se atrasar 10 anos, tudo bem. A Boeing adora.
adora. O que aconteceu, que acho que foi uma virada de página muito interessante nesse ponto. Sabe aqueles astronautas que ficaram lá no espaço e depois voltaram, a gente fez programa aqui e tudo, né, tal. Quando teve aquela missão lá e deu todo aquele rebuliço, depois eu e o Sérgio, a gente entrevistou esse astronauta que tava lá.
e a gente falou com ele e ele falou eu não posso falar as coisas porque eu não quero diminuir a NASA nem a Boeing, nem ninguém mas foi complicado, ele falou assim, foi bem complicado e aí, poucos meses atrás, o administrador da NASA, o novo Jared Isaac, que a gente brinca que é um bom ouvinte ele tem umas orelhas gigantes, ele mesmo leva na brincadeira tá ligado? ele fez uma conferência pra falar que o que rolou com a Boeing naquele lançamento foi considerado uma falha
Não é tipo um incidente, é um acidente mesmo. Tipo, aquilo, a NASA vir e falar isso, que foi escondido durante um bom tempo pela administração anterior, da NASA mesmo, que era basicamente liderada por um lobista, que não era o cara que estava na ponta, que era o... Então, foi muito surpreendente, porque a própria agência fazendo o que chama de accountability, né? Falando, ó, fizemos merda, entendeu? Erramos, erramos, exatamente.
Então isso aí foi muito importante pra falar qual era o perfil do cara. Porque ele foi lá e falou a gente fez besteira, os acionautas correram risco sério de ter um acidente grave e a gente vai parar essa espaçonave até resolver o problema e a empresa vai tomar prejuízo. Ela já tá tomando prejuízo. Isso é muito corajoso nessa área. Porque assim, tem muito interesse de muita gente. Muito interesse. E é interesse de gente muito grande.
A Boeing não é uma empresa pequena. E eles foram lá e falaram sim que foi um problema, não citando nomes, não querendo atacar necessariamente a administração anterior, mas falou no sentido de responsabilidade com os próprios astronautas. Mas atacar a administração anterior é parte do serviço. Eu concordo. O surpreendente, eu acho, é o nível de transparência que ele está adotando. Exatamente. E isso é legal. Isso é uma novidade legal, diferente.
e não tem a ver só com o fato dos problemas herdados. Com problemas novos, ele também tem essa atitude transparente. E isso eu acho muito relevante. Eu dou um exemplo de dentro da NASA. Quando eu estava lá nas conferências de imprensa, a primeira conferência de imprensa que a gente teve para a primeira janela de fevereiro, a gente teve pouquíssimo tempo a perguntar na conferência.
E aí o pessoal reclamou da imprensa. O Jared Isaacman respondeu pelo Twitter uma pessoa que falou e ele falou que ia liberar mais espaço para perguntas. Isso realmente aconteceu em todas as outras conferências de imprensa. E houve... Eu sei que pode falar. Eu estava lá. Durante toda a campanha da Artemis, a gente viu um nível de franqueza... Maravilhoso. Que foi surpreendente. Que eu acho que eu nunca vi na NASA.
Eu até me assustei um pouco quando chega o cara lá responsável pelas operações do foguete. Você sabe, foguete novo, a chance é 50%. A gente só vai lançar quando está pronto. Se explicar. Não, espera aí, não é 50%. Essa é a média histórica e tal. Mas teve essa atitude que eu acho que vem de cima, vem do Jared, e que tem uma influência importante. Agora...
isso é um elemento importante para o sucesso, mas ele não vai garantir o sucesso, eu tenho muitas dúvidas aí a gente falando do plano que no papel é maravilhoso se vai acontecer e a gente já vê por exemplo vai ter uma Artemis 3 que vai ser uma 2,5 que virou 3 e aí a 3 virou 4
e vamos fazer no meio do ano que vem. Aí já estão começando... Vai para o final do ano. Final do ano. E normalmente quando chega no final do ano... É só para o outro ano. E você dá mais de um ano, é que vai passar mais um pouco. Aí se a 3 fica para 2028, aí vai dar tempo de fazer a 4 em 2028 também, que seria o pouso na Lua, a coisa mais complicada.
E tem um monte de fornecedor que tem que entregar a coisa, tá ligado? E não é coisa fácil, isso é o ponto. Não é só aquela questão de tipo, ah, os caras estão encostando. Não, é coisa... Os trajes que são usados na estação espacial até hoje, são os trajes dos anos 80 ainda, os mesmos. Não é que tipo, o design é dos anos 80, não. São os mesmos.
E que simplesmente não servem para excursões lunares. Eles foram projetados para o ônibus espacial para você estar em órbita da Terra. E não para você pisar na Lua. Mas você não consegue andar com aquela parada, tá ligado? E assim, os caras estão fazendo remendo há 40 anos, ele enerou nisso. E aí os Estados Unidos parou de fabricar traje e agora eles estão desde 2007 tentando fabricar traje e não conseguiram. Aí eles agora contrataram uma empresa privada que está andando com a parada, mas ainda tem muita coisa para entregar. Está vendo como o...
Pouso na lua, na verdade, não aconteceu, cara. Os caras não conseguem fazer nem o traje, porra. Não falam uma coisa errada, Igor. Tava tão bom, tava indo tão bem. Sabe o que eu falo isso, cara? Sabe o que fizeram? Porque os caras eram muito loucos. Assim, sabe aquela coisa? Esse cara é mágico. Pô, meu irmão, com um cara... Essa briga da União Soviética com os Estados Unidos aí, meu irmão...
os caras tinham que chegar na Lua. E tem uma diferença. A NASA tinha 5% do orçamento americano. Hoje é menos de 0,5%, cara. Era uma diferença de grana e era uma diferença da capacidade de aceitar riscos. Naquela época era altíssimo. É o famoso, os caras eram loucos.
Tanto que o programa foi encerrado, em parte porque era muito caro, e em parte porque uma hora ia dar merda. Porque a Paulo Treze quase perdeu. Ela deu merda, mas deu pra salvar, esse é o ponto. Ela foi uma grande derrota.
Tornou uma grande vitória, porque numa circunstância como aquela, que você tem a perda da funcionalidade da espaçonave na ida pra Lua, e os caras já não tem mais oxigênio, vazou oxigênio, não tem, não sei o que, aí tem que usar o outro modo de bot salvar vidas, não sei o que, não sei o que lá, não sei o que lá. Acabou sendo uma grande vitória, porque salvamos os caras numa situação terrível. Mas o que aconteceu ali, se a gente ficar voando cada seis meses, quatro meses, como faziam...
uma hora vai acontecer e não vamos ter salvação. Porque morreu gente no programa Apolo, né? Na primeira missão do Apolo 1, teve um teste em solo, e eles usavam, estavam fazendo um teste, um ensaio dentro da cápsula, e essa cápsula, ela era puro oxigênio por dentro. Porque aí você não precisa fazer o controle de atmosfera, você não precisa injetar nitrogênio, oxigênio ficar variando isso. Hoje é muito mais fácil fazer isso do que era no passado. Hoje você tem sistema eletrônico, tem válvula solenoide, você consegue fazer essas coisas muito mais tranquilo do que você fazia no passado.
Então lá dentro era oxigênio puro. O que acontece com oxigênio puro? É extremamente fácil de inflamar alguma coisa. E qualquer foguinho, cara, vira um caos. Então pegou fogo numa fiação lá dentro. Mondeu tudo. Essa fiação alastrou muito rápido esse fogo. Aumentou a pressão lá dentro.
E a porta, ela não era fechada. Hoje em dia, a porta, ela é travada dessa forma. Ela abria por dentro, não pra fora. E aí, o que aconteceu? Aumentou a pressão, ela selou. Então, ninguém conseguia abrir a porta. Os caras morreram carbonizados em questão de minutos.
Então, desde então, as portas todas das espaçonaves abrem para fora. Justamente porque aprenderam da pior maneira possível e também não usar ambiente 100% oxigênio puro. Ainda te usa nos trajes de caminhada espacial, mas aí é um ambiente...
Bem menor, né? O lance do oxigênio puro é fácil de entender. Se você tem que levar uma atmosfera que tem 80% de nitrogênio, isso ocupa muito mais espaço na sua espaçonave. Se você usar uma atmosfera de oxigênio puro, você pode fazer com uma pressão bem menor.
e só com oxigênio. Vai ser a mesma quantidade de oxigênio que você respira, só que você joga fora aquilo que é inerte, que é o nitrogênio. Então você consegue colocar, digamos, uma autonomia muito maior pra respiração dos astronautas na nave com o mesmo tamanho. E não tem que gerenciar, que é o difícil também.
Agora, o que aconteceu no Apollo 1 que foi trágico? Os caras estavam testando a cápsula, estavam testando com oxigênio como era o plano deles, mas não estavam testando com a pressão mais baixa. Porque se você parar para pensar, essa coisa da pressão, se você está no espaço...
e você tem uma atmosfera dentro, a pressão é toda de dentro pra fora. Você tem a atmosfera e vácuo do outro lado. Agora, se você vai testar em terra, como eles estavam testando, você tem a pressão da atmosfera fora. Então você tem que botar a pressão maior lá dentro. Então os caras meteram oxigênio puro numa puta pressão. Uma pressão tipo... Aí pega fogo, piora mais ainda.
Então, assim, essas coisas todas, elas são aprendidas com esses erros. E aí a gente entra um pouco na sua provocação, né? Como é que pode? Os caras não conseguem agora e fizeram lá nos anos 60. Beleza, fizeram nos anos 60 com muita loucura, com muito dinheiro. O Neil Armstrong quase morreu. E aí passaram cinco décadas sem fazer, porque era muito caro e muito arriscado. Agora que resolveram fazer, todo mundo que trabalhou lá...
Já aposentou, morreu. Não tem mais esses caras. Não quer ver mais nada, né? Não quer dizer isso. Não está nem aí. A gente está falando de tantos detalhezinhos, tem conhecimentos, que é o cara que apertou o parafuso, que sabe como que aperta o parafuso na cápsula. Tem coisa que você pode fazer o melhor projeto do mundo, mais detalhado, mas vai ter o senhorzinho lá, que sabe qual é o torque daquele parafuso. Para os caras fazerem a Orion, quando eles estavam projetando a Orion, eles pegaram um Apolo de museu.
E desmontaram a Apollo pra ver como os caras montaram. Porque o conhecimento morre, entendeu? Que coisa, cara. Isso é meio esquisito de pensar. É porque eu sou tão noob nisso daí que eu imaginava assim, como assim, cara? Veja, eu tenho certeza que o homem foi pra lua, tá?
Mas não é esse o ponto. O ponto é, é mesmo tão difícil de fazer o troço? Os caras não deixaram o projeto da Apollo? Os caras não sabem como é? Pelo visto, não é bem assim. E não é só a questão do conhecimento da pessoa, mas são coisas que às vezes é pouco falado. É o maquinário que faz aquilo.
Porque é maquinário todo específico. O que é maquinário? Ah, eu quero fabricar uma camiseta. Pô, tu vai pegar uma máquina de... Pegar o tecido, cortar o tecido, vai pegar uma máquina de... Como chama de... Silk screen, sei lá. É, não, a máquina para costurar, né? E aí costura tudo. Tipo, cara, é uma máquina de prateleira. Tu vai lá e compra. Agora pensa que o cara tem... Pô, lá em casa tem duas dessas daí, mano. Você quer uma máquina minha? É uma Singer, né?
Aí você vai lá e tipo... Só que naquele caso é uma máquina que faz uma dobra específica de uma parada específica. E aí você precisa ter o cara que monta, o cara que fabrica, o cara que fez a máquina, o cara que projetou a máquina. Então não tem, cara. Aí você vai fazer uma máquina nova...
O Jeff Bezos tentou fazer um retrofit de um motor F1 do Saturno 5, não conseguiu, cara. Porque é impossível, é uma tecnologia que já morreu. Tem só que projetar outro e pronto. É, você pensa assim, por que se faz submarino? Agora a gente está numa época complicada de guerra e tudo mais. Mas assim, depois do fim da Guerra Fria...
O mundo poderia muito bem ter falado, pô, vamos diminuir a produção aí de submarino, tanque, tá ligado? Essas coisas. Não para, cara, porque esse é um negócio tão difícil de fazer, tão caro de fazer, que é melhor você manter a parada mesmo que num ritmo mais light do que cancelar, porque se você cancelar, você não volta.
a parada, entendeu? E no caso da Lua foi isso, a infraestrutura foi toda desmontada, e um aspecto interessante também, e que a gente não pensa muito, mas que, por exemplo está por trás dessa revolução da SpaceX do barateamento dos foguetes é que o Elon Musk começou a pensar não tanto no projeto do foguete, mas pensar mais na máquina que faz o foguete
Porque você barateando o custo de fabricação do foguete, ele pode nem ser o melhor foguete do mundo, mas se você consegue fazer em grande quantidade, você pode ir aperfeiçoando. Tem uma coisa interessante com relação a essa parte, que é a parte logística. Cara, é um foguete, é grande pra cacete, entendeu? Então, o SLS vem de barco. Os boosters de laterais vêm de trem. Então, eles vão lá pra dentro da NASA. O booster central vem de barco lá do Alabama, se eu não me engano. É isso aí.
E essas outras partes, mas são partes menores. Esse booster aqui, se ele não for de barco, ele não vem, porque ele é muito grande. Qual que é a altura mesmo? 98 metros o total. Aqui deve ter uns 70, 60, 70 metros. Eu não vou lembrar. Como é que é olhar disso assim, Pedro, para isso? Você estava perto, dava para ver. Cara, esse eu não consegui chegar tão perto dessa vez. Perto é o quê? Perto é 5 quilômetros? 5 quilômetros do lançamento, né?
Mas assim, o quilômetro também de campão aberto, né? Tu vê ele legal lá de longe, né? É, vê legal. Na verdade, você vê ele da metade pra cima lá, onde você tá na NASA, entendeu? Tem vegetação, né? Só por isso. Isso que ele tá outeado, né? O pad dele é mais alto. Agora, o Starship da SpaceX, que é o maior do mundo, esse eu já vi de... O Super Heavy, que é o booster dele debaixo, eu já vi ele a 2 metros de mim. Ele tem 70 a média altura.
Cara, tu olha e você acha que vai cair pra trás, porque numa para, tu vai olhando, olhando, olhando, não acaba nunca, você fala, meu Deus, como é que esse negócio anda, tá ligado? E eles levam ele de pé, então, um transporte é rapidão, tá ligado? Mas aí, o que eu quero chegar nesse ponto? O Falcon 9, que é o foguete que mais zoa hoje, da SpaceX, eles projetaram o foguete de um tamanho, cara, que era fácil de transportar, porque ele passa embaixo de todas as pontes que tem no caminho, acho que só não tem uma, aquela que tem que fazer um desvio e tal. Então ele foi feito pra ser fácil de transportar.
Porque não adianta nada você pegar o foguete e é feito na Califórnia, mas é lançado na Flórida. Cara, tu vai ter que tirar o foguete da Califórnia, descer, passar pelo canal do Panamá e depois subir de volta. Cara, isso é demorado pra caramba e é caro demais, entendeu? E de caminhão, não é problema não, mete no caminhão e o cara vai embora. Então assim, tem essa questão logística que vai encarecendo. E era o tipo de preocupação que enquanto as empresas estavam satisfeitas em atender a demanda dos governos,
e você fala assim, ah, o governo vai fazer cinco lançamentos por ano, ou dez lançamentos por ano, e vai custar meio bilhão cada um mesmo, porque tem esse negócio, tem que transportar, tem que não sei o que lá, o governo fala, tá bom, né? É isso, então tá aqui o cheque, vai lá, faz o foguete aí pra mim. Agora, se entra um cara e fala, não, eu quero baratear o foguete, pra ter mais mercado, pra ter mais gente consumindo, pra eu botar uma constelação de satélites que era impensável.
em termos de escala. Ainda é difícil de acreditar. Eu vou precisar desenvolver todas essas tecnologias. Então foi meio que uma aposta, uma aposta arriscada, essas coisas todas. Eu me lembro quando o Falcon 9, pela primeira vez, pousou o primeiro estágio.
Eu achei inacreditável. Inclusive os primeiros testes não deram certo. Explodiu. Ele caía, explodia, batia na balsa, caía no mar, não sei o que. Você fala, isso aqui não vai dar certo, não é possível. E aí começou a dar certo e começou a dar certo consistentemente. Já pousaram 600 vezes. Mas era assim, era impossível até que eles fizeram. E é 600 vezes de verdade, não estou me exagerando. São 600 pousos.
E o interessante é que agora com o Starship, essa coisa de volta à Lua, etc. Tem mais um pacote de coisas impossíveis. Algumas que eles já demonstraram e outras que ainda estão por demonstrar. Duas muito importantes é o seguinte. Uma é você conseguir reabastecer o foguetinho órbita. Que é o que precisa para ir para a Lua. Que vai precisar. E outra é você pegar um segundo estágio que tem 50 metros de altura e pousar ele inteiro na Lua.
que não tem plataforma de pouso, que não tem equipe, que não tem balsa, que não tem nada. Você tem que descer lá no chão duro mesmo. De forma autônoma. Num chão esquisito. Exatamente. Tem um outro ponto sobre isso. O foguete, no caso do SLS, ele não pode chegar lá e ligar esses motores aqui e pousar. Porque o solo da lua, que a gente chama de regolito, ele é um pozão, tá ligado? Regolito. É, chama regolito. É um pó muito, muito, muito fino. Se tu liga o motor aqui, ele abre um buracaço embaixo.
Entendeu? Então você tem que tomar muito cuidado pra fazer essa manobra. Senão tu abre um buraco e tu pousa onde? Ainda mais num foguete gigante de 50 milímetros de altura e 9 metros de diâmetro. Então eles tem que fazer outras formas de pousar, motores mais altos e por aí, tudo isso pra poder pousar no gos desse. Com a diferença é que você manda muita carga, você consegue mandar dezenas de toneladas pra superfície da Lua. E aí entra a fragilidade desse novo plano, que é fantástico, americano, mas que corre o risco de simplesmente uma dessas coisas não funcionar.
Enquanto não for demonstrado, e é por isso que o cronograma não é muito crível, porque ainda tem muita coisa para ser demonstrada antes que você fale assim, vou botar gente lá dentro e vou mandar para a Lua nesse foguete. Enquanto os chineses, de fato, estão menos preparados para montar uma base lunar, mas eles estão seguindo o modelinho que funciona. Eles estão no modelo da Polo.
Então eles pegaram o modelo da Apollo, eles replicaram isso nas sondas robóticas, então já fizeram uma porção de pousos na Lua, inclusive fizeram o primeiro pouso no lado afastado da Lua de forma automatizada. E o módulo que eles usam para essas missões robóticas é basicamente uma versão escalada para menos do módulo que eles vão usar para o pouso na Lua. É, porque a física do pouso é basicamente a mesma. Então eles já têm esse exercício há anos.
de estar pousando na Lua. Enquanto os americanos estão nessa estratégia muito interessante e muito, digamos, envolvente de botar iniciativa privada, mas cada pouso na Lua é um experimento diferente. Então tem a Intuitive Machines, uma empresa lá fez um pousador e tal. A Firefly fez outro pousador. Então você não está gerando... Claro, quando cada uma delas tiver vários pousos...
você está gerando conhecimento para você consolidar aquilo como algo que funciona. Mas o que é legal? Mas enquanto é um de um, outro de outro, outro de outro, você não está traçando esse caminho mais certo para fazer o primeiro pouso. Por isso que eu acho que os chineses vão pousar primeiro. A Firefly, que é uma empresa americana, eles conseguiram pousar o módulo lunar deles de primeira. Eles nunca tinham mandado nada para a Lua.
Isso é difícil pra cacete. É muito difícil. Eles pousaram, teve várias outras empresas ao longo dos meses anteriores que pousaram, tombou, né? Entendi. Deu errado, parou no meio do caminho, né? A Índia tá mandando as paradas também. Sim, sim. Eles conseguiram pousar lá. E, assim, outro exemplo de como tecnologia se perde. Os russos tentaram e não conseguiram.
Quer dizer, décadas sem fazer um negócio. E eles estão paradíssimos. Não tem mais ninguém, não tem dinheiro. Tem muita corrupção lá, mas muita corrupção.
Tentaram e não conseguiram. Um pouso robótico na Lua, que era uma coisa que nos anos 70, eles faziam meio que assim. E eles estão, o programa deles basicamente parado. E aí, assim, vem a Artemis agora, que dá uma renovada no interesse com relação ao espaço, que isso que é um negócio que o Salvador também viu muito, né? Muita gente de tribos diferentes acompanhando, entendeu? Sim. Isso que eu achei muito bacana, porque...
Cara, no espaço tu não vê fronteira, tá ligado? Tu não vê... É mesmo. Você não vê onde é Brasil, onde é Guiana, onde é Colômbia. Mas pode ser que a gente comece a ver. Isso é uma outra discussão interessante também, né? Vai posar lá o... Vamos dizer que o Elon Musk consiga mesmo chegar lá em Marte, por exemplo. De quem é Marte?
Em tese é território internacional. Ah, mas isso em tese aí é quando todo mundo assinou. Ah, ninguém vai mesmo? Existe um tratado. Mas o que eu falo é assim. Ninguém vai mesmo? O problema é quando alguém pisar lá e falar é meu, me tira daqui agora. Porque se fosse assim, a gente estava no tratado de Tordesilhas até hoje, entendeu? Tá ligado? É uma discussão boa.
E infelizmente, a gente sabe que esses tratados eles têm uma longevidade que não é muito grande. E ele é completamente tratado. Muitos tratados muito importantes de não proliferação de armas nucleares, etc. Já foram rescindidos. Sai um país, sai outro país, sai outro país. Ficam só aqueles que não tem medo. A ONU vem perdendo força. Eu falo com o pessoal do direito. Tem um pessoal do direito do espacial. Tem um bom contato com o pessoal aqui. O Ian, que é um cara que manja muito disso, ele é procurador federal lá da Agência Espacial Brasileira.
E aí eu brinco aí, né? Sempre quando tem umas tretas dessas, eu mando mensagem pra ele. Olha, vai dar ruim isso aí, né? Aí tem um negócio que eu falo, gente, uma hora vai ter um direito planetário, tá ligado? Interplanetário. Porque não vai ter como. O direito vai aparecendo ao longo que os problemas vão existindo, né? Então assim, tu vai lá pra Lua e... Hoje, em tese, você não pode... A Lua é tipo Antártida, tá ligado? Mas e se alguém tiver poderio o suficiente pra ficar lá, entendeu? Tipo, o que vai acontecer?
Entendeu? Porque a gente já viu isso acontecer na Terra. Vem até hoje, na verdade, né? Então, assim, hoje é legal, hoje é muito bacana, porque não é todo mundo que tem acesso.
Entendeu? Na prática, só os americanos foram pra Lua. Entendem como seres humanos, né? Então, isso vai... A tendência é que mude e eu espero que mude, né? Porque quanto mais a gente for pra outros lugares do universo, a gente vai aprender mais sobre... Também sobre a tecnologia e tudo mais, mas aprender mais sobre a gente mesmo. Assim, os acionados falaram coisas muito legais durante essa missão.
Teve um momento que eles passaram, eles fizeram, tiveram um eclipse lunar, solar, perdão, que a lua entrou na frente do sol. Só que ninguém nunca tinha visto um eclipse de tão perto, né? Que a gente vê a Terra, a lua e o sol atrás, né? Lá não, eles estavam tipo, sei lá, 7 mil quilômetros de distância da lua, tá ligado? E aí um dos acionautos, que é o Victor Glover, pra começar que eles viram o eclipse mais longo que um ser humano já viu. E foi tipo uns bons minutos ali.
E ele falou, a gente, eu não sei dizer isso exatamente com palavras, ele falou assim, né, qual palavra dizer, mas nós, seres humanos, não fomos evoluídos. Nós não passamos um processo de evolução para ver o que a gente está vendo. Tá ligado? E sim, pode parecer que é uma fala talvez um pouco arrogante, mas ele está falando o seguinte, a gente só está aqui porque nós evoluímos a nossa tecnologia para ver isso. Porque nós naturalmente nunca veremos isso.
E acho que vai um pouco mais longe, porque assim, quando a gente fala evoluímos, nós estamos falando também da fisiologia. E uma grande questão que a gente tem é o seguinte, dá pra você mandar a galera pra ficar na Lua e eles vão ficar bem, gravidade de um sexto vai funcionar tudo direitinho, vai dar um monte de problemas. A gente sabe que a microgravidade, por exemplo, que os astronautas experimentam quando estão em órbita, ela é muito deletéria.
Então os caras têm que se exercitar o tempo inteiro porque perde massa muscular, perde massa óssea. Tem um monte de problemas. Aí tem a questão da radiação. A gente não sabe quanto tempo dá para ficar lá na Lua. Claro, para tudo você pode pensar um problema. Tipo, uma solução. Ah, vai fazer mais exercícios para compensar a falta de gravidade. A radiação, então você vai encobrir o módulo que você vai morar com.
Com regolito. Pega lá o pó, joga tudo por cima e isso vai bloquear a radiação. Dá pra fazer, mas a questão é quão prático é isso e quanto tempo vai levar e quanto é necessário. Enquanto você não leva os caras lá e deixa um tempo lá, você não sabe. Você sabe em teoria, mas você não sabe na prática. Beleza, a gente sabe hoje que dá pra ficar um ano na Estação Espacial Internacional, pelo menos, e o cara volta, no geral, ok, tem que fazer uma reabilitação aqui e tal, que é normal.
Mas o cara não fica sequelado pro resto da vida, nem perto disso. Tanto que já teve cara que foi um ano e voltou e ficou mais seis meses, tá ligado? E tá de boa. Entendeu? Então assim, só que, na Estação Espacial Internacional... Tu iria? Eu iria. Fácil. Eu ia até, tava na campanha pra ir pro espaço, o negócio acabou não rolando. Tu iria, Salvador?
Então, pro espaço, sim. Aliás, acho que o mais facinho que eu toparia mais fácil é o suborbital. Dá um passeinho. Esse não matou o Katy Perry. O máximo dá um enjouzinho, mas já passou. Não matou o Vitor Span. Exatamente. Esse é tranquilinho.
orbital, eu toparia, mas eu ia pensar. Se fosse seis meses na estação espacial... Não, não, aí é foda. É puxado demais, cara. Pra Lua, pra caralho. Nossa, eu iria fácil pra Lua. Pra Marte... Pra Marte, não. Seis meses atrás, se os caras convidam assim Ô Salvador, quer estar na...
Na Orion, aqui dentro do... Ia muito? Ia, ia. Ia, porque assim, de novo, é o que a gente falou. Nos anos 60, quando a NASA foi pra Lua pela primeira vez, os caras tinham uma capacidade de assimilar risco que era imensa. Então ali era temerário. Era mato também, né? Era mato. Os caras não sabiam o nível do problema.
Hoje, os caras têm uma aversão a risco brutal, porque eles já têm os traumas da Apollo 1, que morreu três astronautas, o Challenge morreu sete astronautas. E se morre uma galera agora, acabou o programa. Acabou. Então, assim, os caras são muito aversos ao risco. Então, eu confiaria que não, os caras testaram esse bagulho aí, vai funcionar, eu não vou morrer. Então, eu superiria.
É assim, a segurança de voo hoje é absurdamente maior do que era há 20 anos atrás e na época do Apolo nem se fala. Então, mas peraí, Pedro, só pra gente entender legal aqui, tá?
esse foguete SLS aí, toda essa parte laranja que eu estou vendo é um tanque de combustível. Isso, é um tanque de hidrogênio e oxigênio. Ao lado dela, dos dois lados, tem ali mais dois propulsores que também são basicamente tanques de combustível. Isso aqui a gente está falando de uns 70 metros de tanque de combustível. Mas aqui em cima que tem ainda mais um pouco. Ainda tem mais um pouco de combustível ali, tá bom. Esse combustível é aquele hidrogênio.
Que vaza. O do central, sim. Os laterais é sólido. É tipo um foguete São João. Uma pólvora bem caprichada. Tem um montão ali de coisa que a gente admite que vai vazar, inclusive. Eu sei que vai vazar. Vai vazar. E aí tu vai sentadinho lá na pontinha, em cima dos 70 metros de hidrogênio. Quando ele está totalmente abastecido. Então, mas veja, os caras pensaram nisso.
aquela torrezinha ali em cima, aquele bagulhinho ali, é um outro foguetinho. Ela ejeta. É um foguetinho monstro que se der uma merda lá embaixo, ele leva a cápsula pra fora. O que não deve ser gostoso, porque você vai sofrer forças de tipo 25G por uma fração de segundo. Sem contar de rotação, né? Porque a cápsula nunca sai. Depois que ela libera a torre, ela não sai bonitinha. Mas você vive.
Então, assim, inclusive a gente viu recentemente uma Soyuz russa que teve um problema assim. Os caras tiveram um problema no lançamento com o foguete e o bagulhinho ejetou a cápsula. E o pior que não foi a torre de escape. Isso foi em 2010. Foi uma missão da Soyuz que... Aí eu falo que a astronauta é um cara foda, cara. Os caras são foda pra caralho. Esse acidente da Soyuz que rolou, ninguém se machucou. Foi excelente. Vamos dizer assim que isso aqui fosse a Soyuz.
E aí, depois de um tempo, eles liberam essa torre porque o foguete já tem tanta energia, já tá tão rápido, e ele já tá tão leve, que se você separar, o foguete de trás vai ficar mais leve e ele vai pum, vai dar uma cacetada. Então ela não faz mais sentido. Então eles ejetam essa torre de escape que não tem mais necessidade. Nessa missão que o Salvador falou, eles já tinham ejetado isso.
Só que por sorte, aí é sorte mesmo, eles tiveram um desses boosters laterais na Suison 4, um deles ficou meio emperrado ali pra sair. Eles têm uma... Sabe que nessas laterais aqui, que a gente chama de coifa, né? Nessa coifa, eles têm uns motorezinhos.
E eles separaram, desconectaram a espaçonave e usaram esse motor para poder ejetar para a lateral. Cara, eu não consigo entender como o cara conseguiu fazer isso tão rápido. Porque ele teve que desconectar a espaçonave, teve que acionar o negócio e tudo mais e fazer isso. Isso é muito treinamento, cara. Porque o cara fez isso em uma fração de segundo. E o senador tinha morrido. Aí a sua pergunta poderia ser reformulada da seguinte maneira.
Eu topo e topo. Se for um astronauta, junto. Eu sozinho, melhor não. Não, nem a pau. Mas aí, legal, por exemplo, a SpaceX fez uma missão que foi a Inspiration 4, que foi uma missão com quatro civis. Inclusive, o administrador da NASA atual estava nessa missão.
justamente com os objetivos de mostrar que a espaçonave autônoma ela consegue fazer a missão com segurança é, mas se precisasse o Jared conta, vai mas esse é o ponto o astronauta hoje a carga de trabalho dele com a pilotar a espaçonave é mínimo mas o conhecimento do cara pra operar aquilo, principalmente quando dá merda é monstruoso inclusive você tava mencionando o Starliner o
Foi um ponto em que os astronautas foram fundamentais. Porque aquele negócio, os caras perderam vários propulsores auxiliares na hora de fazer a acoplagem com a estação e quase chegaram a perder o controle do veículo. E o cara teve que pegar ali no controle manual e segurar e não sei o que, e testa aqui, puxa ali, não sei o que.
Por algum momento, ele se viu na situação, por isso que a entrevista que você mencionou, que realmente os caras sentiram que podia ter dado merda. Por um momento, ele cogitou a hipótese de que ele não ia conseguir nem acoplar a estação e nem fazer o retorno para a Terra. Ou pior, perder o controle, que é pior ainda, né? E bater na estação. Ele falou que teve um breve momento que ele não teve o controle total da espaçonave. Aí voltou.
Mas tipo, cara, isso eu chamo de 6 graus de liberdade. É a possibilidade de você ir pra trás, pra cima e pra baixo e girar em todos os eixos. Tipo, a espacionável tem motores em todo o entorno dela pra você poder fazer isso. Porque não é que nem aqui, na Terra, que tu vira o volante, o carro vira com a do atrito, entendeu? Lá não. Se você puxou pro lado, você tem que dar um impulso pro outro lado pra parar. Era a lei de Newton.
Lá até na sala de imprensa da NASA tinha um simulador igualzinho da Orion que eu podia pilotar. E aí eu fui pilotar lá, cara. Tipo, tem que ser muito leve a parada na mão, mas muito leve mesmo. E ela vai tendo vários movimentos esquisitos, assim, de precessão e por aí vai. Exatamente. Porque não é o que você está acostumado a fazer aqui.
Então assim, o cara tem que ser muito bem treinado pra fazer uma parada dessa e recuperar uma espaçonave dessa, que foi o caso da Boeing. E astronauta é tudo maluco, se você falar pra ele que tem 50% de chance de morrer, ele vai. Os caras são loucos. Ah, 50%?
de mapa. Mas se falar 90 é capaz do cara ir também, entendeu? Tipo, o cara da Starliner, que é o astronauta que foi, ele falou, cara. Eu sabia que eu não ia voltar em oito dias.
Foi a primeira vez que ele falou isso, sabia? Foi na entrevista que a gente fez. Ele falou, eu sabia que a gente não ia voltar em oito dias. É a certeza. Porque depois que você passa por uma situação dessa, que você quase perdeu a espaçonave... Mas enquanto isso, a gente... Não, ele falou antes de decolar. Ele falou, ele já sabia. Ah, bom. Ele falou que antes de decolar... Porque o cara conhece aquela espaçonave de cabo a rabo, cara. Ele sabe os problemas, ele sabe onde vai dar zica. Porque ele tá treinando, treinando, treinando, ele tá lá dentro e tudo mais. E aí mandaram subir e subiram. O cara cumpriu a ordem, falou, eu vou e foram.
É isso que eu falo, esse cara é maluco. Maluco, cara. Maluco. Mas, ó, a gente fala em janela pra isso daí ser lançado e tudo mais. Tem bastante física envolvida na forma de disparar e na forma que ele volta também. Eu tô falando aqui de usar a gravidade da Terra, não é? E essas janelas que dá pra disparar um foguete desse daí...
Tem a ver com proximidade, tem a ver com condições. Por que essas janelas são assim? Eu sei que para ele... Eu vi que para rolar essa missão da Artemis, ele é estilingado pela Terra, não é isso?
Vai pra Lua e dá uma volta na Lua pra ser estilingado de volta. E cai de volta. É, o que acontece é o seguinte. Praticamente todo voo espacial é controlado pela gravidade. A gente tem a ilusão, porque a gente tá acostumado, que nem você falou no negócio do atrito, a gente tá acostumado, o carro você acelera, ele vai, anda, você freia, ele para, não sei o que. Na nossa escalinha aqui funciona. No espaço, tudo tá em movimento e o que tá ditando o movimento de tudo é a gravidade.
Então a gravidade do Sol está editando... Quando a Terra está editando o movimento da Terra ao redor do Sol, da Lua com a Terra, etc, etc, etc. Quando você lança uma espaçonave, é mais um objeto nesse sistema, que também vai ser guiado pela gravidade. O que você pode fazer é, com o seu motorzinho, dar um pouquinho mais ou um pouquinho menos de velocidade. E com isso mudar a trajetória que ele ia fazer se fosse só a gravidade. Pensa assim, sabe um ralo? Pensa um ralo de banheira, um ralo...
que está descendo a água e está girando. Se você fala assim, eu estou perto do centro aqui e eu quero ir para a borda, você fala assim, eu vou reto. Só que você não vai reto. Você vai fazer uma curva. É exatamente a mesma coisa. Você não vai reto no espaço, basicamente. Só se você fizer uma trajetória hiperbólica, aí é um auto-operado.
Mas assim, no geral, você está fazendo, saindo de um canto, passando por um caminho que não necessariamente você gostaria de passar. Nesse caso da Artemis, dois especificamente, como a lua está sincronizada com a Terra,
Então eles queriam uma forma de ter um lançamento onde eles tivessem comunicação com a Orion 100% do tempo, exceto passar lá do lado do cúlculo, que aí não tem milagre. Tem como fazer, mas atualmente não tem. Os chineses já fizeram.
Mas, ou seja, você consegue fazer uma trajetória mais fácil. Então eles tinham uma série de requisitos dos painéis solares também, de energia, mas é muito cauteloso. Muitas vezes é excessivamente cauteloso. Mas eu acho que era bom nessa missão, nesse ponto, fazer isso. Então a janela eram seis dias por mês só. E num horário de duas horas por dia, entendeu?
E foi no primeiro dia que era o dia mais legal, porque era durante o dia mesmo, estava claro. E se eles não tivessem lançado no primeiro dia, eles não tinham visto o eclipse, que deu umas imagens espetaculares. Então, assim, cada escolha é uma renúncia, já diria o chorão, entendeu? Mas nesse caso aí foi sorte mesmo. Poderia ter sido no segundo, no terceiro dia. Inclusive, eles não teriam batido o recorde de distância máxima da Terra se tivesse lançado em outro dia também.
É um calhou de ser aquele dia, parabéns pra eles. Tu viu aquela brincadeira que eles fizeram dentro da espaçonave quando eles estavam no ponto mais longe? Que eles estavam se debatendo pra ver quem é mais longe dentro da espaçonave. Qual ser humano que foi mais longe? Acho que um contraste interessante da Artemis 2 com a loucura do programa Apolo lá atrás é contrastar, por exemplo, essa primeira missão de ir da Lua feita agora e a primeira missão de ir da Lua feita lá atrás, Apolo 8.
essa agora, os caras fizeram, a gente falou que a gravidade manda praticamente em tudo, né? Então você usa o foguete, põe o negócio na melhor trajetória, numa trajetória que quando a nave for lá perto da Lua, a Lua puxa ela de volta e ela cai de volta na Terra. E isso se resolve assim, se você não tiver mais propulsão, pifou tudo, o bagulho vai voltar pra Terra. Deixa eu abrir um parênteses aqui. Ela volta, assim, chega lá, a órbita da Lua... Não, não tem a órbita da Lua, só passa pela Lua. Como é que dá a volta, então?
Então, a Lua tem gravidade. Então, a Lua vai estar atraindo. Só que vai atrair com uma velocidade que não vai ser suficiente para ficar capturada aqui. Então, ela vai passar e vai embora de volta. Entendi, entendi. O cálculo certinho. É a trajetória exata para deixar a gravidade fazer o trabalho. Eles têm que perder muita energia para entrar em órbita da Lua. Entendi. Eles passam mais rápido do que isso.
Contraste com 1968 e de novo o poder da competição. Os russos tinham mandado uma cápsula pra dar uma volta ao redor da Lua no estilo Ártemis. Só deu a volta e voltou. Tinha tartarugas dentro da cápsula, tinha rádio transmitindo. Os americanos falaram, caramba, fodeu. Os caras vão mandar os caras. Já tinha mandado o primeiro ser humano. Vão mandar os caras ao redor da Lua e nós vamos perder. O que eles fizeram? Mudaram a ordem das missões.
Então eles primeiro queriam testar o modo lunar na órbita da Terra, antes de mandar qualquer um pra Lua, falaram, não, não, esquece. O modo lunar não tá pronto, vamos mandar os caras na cápsula, sem modo lunar, sem porra nenhuma. Eles inverteram as ordens das missões. Mudaram a ordem pra Polo 8 ser essa e mais. E mais. Aí lançaram os caras, como era todo o projeto de pousar na Lua,
Não foram nessa de, ah, dá uma voltinha lá e volta. Não, vamos já meter em órbita, porque isso os soviéticos não vão conseguir fazer. Então vamos meter em órbita. Aí os caras, no primeiro lançamento que eles mandam gente pra Lua, quando a espaçonave chega ali perto da Lua, em vez dela contornar e voltar pra Terra, que seria o que a gravidade faria, você usa o seu propulsor pra mudar a velocidade, diminui um pouco a velocidade e ela é capturada na órbita da Lua.
bacana. Só que tem um problema. O detalhe. Como você sair lá? Exatamente. O motor tem que funcionar de novo. Se der pau, abraço. Se não funcionar, os caras ficam presos em órbita da lua. Esse foi o tipo de risco que eles compraram em dezembro de 68. Hoje não tinha um centésimo da tecnologia que tinha, não tinha controle de qualidade tão bom quanto tem hoje, eletrônica, simulação de dinâmica de fluido e o caramba 4.
É loucura, os caras eram malucos, cara. É por isso que naquela época eu não iria, mas agora eu... Tipo, lá eles corriam nível de risco. Obsessão dos caras de... O menor tempo possível sem contato. Lá os caras estavam dando volta, era toda hora sem contato. Uma coisa que é muito difícil, quando o Neil Armstrong pousou na Lua, eles passaram do ponto que deveria pousar.
E assim, ele ia ter que pousar na mão, ele pousou na mão, né? Ele pousou na mão com pouco combustível, com pouco propelente. E, cara, você ver a Lua a pousar é um negócio muito difícil, cara, porque a Lua não é uma parada, assim, super... Ela tem uma montanha, aí tem uma floresta e tem um lago, tá ligado? É tipo...
Tudo basicamente cinza. Você não tem uma sensação de profundidade boa. E tem um aspecto fractal na Lua, que é muito interessante quando você vê imagens de sondas robóticas que vão na Lua até as primeiras missões, que batiam na Lua no final. Iam mandando foto, foto, foto, aproximando, bateu, acabou a missão. Você olha essas imagens, é muito legal porque você vê assim.
tem aqui umas crateras, aí você vai descendo aí as crateras vão crescendo no que as crateras vão crescendo, você acaba entrando numa cratera, aí tem várias craterinhas, aí você vai descendo aí você entra numa craterinha, a craterinha fica grande, tem outras craterinhas, então tem esse aspecto fractal na superfície da Lua é muito difícil você identificar os...
Os locais, onde que você está. É tudo muito parecido, sim, na prática. E as missões Apolo eram mais dramáticas, porque assim, o cara tinha que enxergar naquele módulo, pilotando na mão, e tinha que ver, bom, não vou entrar no buraco, não vou entrar no... O cara é muito foda, né? Ou ele operou um milagre. Outro ponto, tu não pode pousar numa encosta. Seis milagres, porque foram seis missões. Se tu pousar na encosta, abraço, porque você pode virar espaçonave.
E aí você não vai conseguir decolar fácil também. E aí os caras escolhiam o seguinte, calculavam o momento do lançamento pra que quando eles chegassem à lua, tivesse na manhã da lua, naquele lugar. Porque aí você tinha a luz, mas você tinha um ângulo de iluminação que favorecia enxergar as sombras. Porque as sombras ficam maiores, com o sol mais baixo as sombras ficam maiores. E não é fácil mesmo assim. E você enxerga melhor. E por fim, mais importante, a questão térmica.
Porque o sol do meio dia na Lua, a temperatura da superfície vai para 140 graus, que era mais difícil de você lidar com a questão térmica. Agora, você pega a manhãzinha lunar, o sol está nascendo ali e tal, aí você pega uma temperatura mais amena para os astronautas operarem.
Então, por isso que eles não podiam lançar a qualquer momento as missões para a Lua. Mesmo agora, teve algumas restrições de data. Se você parar para pensar, a Lua está sempre mais ou menos à mesma distância da Terra. A rigor, você poderia lançar a qualquer dia. Mas essas questões de iluminação, onde você vai pousar, o que você quer enxergar, o sinal, isso acaba influenciando as escolhas. E nesse caso, os caras tinham que fazer escolhas muito específicas para tentar minimizar o risco que era...
gigante. Tanto que assim, eles podem, a Artemis eles podiam lançar todo mês, entendeu? Normalmente no começo do mês, era sempre assim, sempre no começo do mês. Então, tipo, eles tinham essa flexibilidade mensal, mas a janela de lançamento era muito curta. Então, assim, seis dias é pouco. Você pegar uma tempestade, no momento que o foguete tá abastecendo, leva dois dias pra depois desabastecir rápido, mas reciclar todo o propelente, trazer mais propelente, carregar e tudo mais, é 24, 48 horas.
Então isso tudo, nessa já foi três dias, entendeu? Aí tu pega um dia com ventania, vento cruzado, acabou. Isso é difícil. Eu acho que as próximas missões, principalmente a Artemis 4, que vai ser pouso, aí já vai ter uma flexibilidade maior, porque vai entrar em órbita.
Tipo, essa missão era muito mais certinha, tá ligado? Do que o tipo de trajetória que podia ter, né? Então, acabou que eles foram muito cautelosos, acho que de forma correta. Porque não podia dar nada errado. Cara, e assim, foi muito bacana porque a gente pôde ouvir a tripulação o tempo todo.
foi muito legal acompanhar e assim, é muito diferente do programa Apollo e você tinha os snippets, ok se você quiser realmente mergulhar no programa Apollo os caras tem todos os inscritos as transcrições todo o material mas essa foi meio o público vendo online o tempo todo então você podia ligar lá na NASA e ver
O que a cápsula estava vendo da Lua e da Terra nas câmeras externas ali naquele momento e o que os astronautas estavam falando e as comunicações com o solo foi realmente espetacular. E tende a melhorar, porque os caras estão desenvolvendo tecnologias de transmissão de sinal a laser.
pra melhorar a qualidade. A gente viu que as imagens transmitidas, essas ao vivo, elas tinham uma qualidade mais baixa, baixa resolução. Mas com transmissão por laser em vez de rádio, eles vão conseguir transmitir em alta definição. Aí, pô, vem um pouso na lua.
Em alta definição, comparar com o de 1969, aquela mancha cinza e branca na tela. Para dar uma ideia, a transmissão que eles estavam fazendo, na média da NASA ali, era de 3 MB. Então eles soltaram o vídeo hoje, né? Foi hoje que eles soltaram o vídeo ontem. E eles mostraram justamente a diferença entre a comunicação tradicional de rádio e o laser. Então eles saíram de 3 MB para 250 MB. Vem, gente, melhora um pouquinho. É, só que assim...
Ao mesmo tempo que a NASA já devia estar fazendo isso há uns 15 anos, que já existia tecnologia pra esse tipo de coisa, a SpaceX já faz isso há vários anos, já com as transmissões deles, tanto que eles transmitem coisa em 4K, há muito tempo já, há vários anos já transmitem coisa em 4K.
e no caso do Starship que é aquele foguete maiorzão, gigante todo eles conseguiram fazer uma coisa que ninguém tinha feito antes, que era reentrar na atmosfera e transmitir ao vivo em 4K, 60 fps a reentrada na Terra bem na parte de formação de plasma
Que quando você tem essa parte, essa sessão, você embaralha todo sinal, então não sai nada, não entra nada da espaçonave, só o que tiver fora do plasma, que é no sentido do espaço. E aí eles têm as antenas que comunicam com a Starlink e aí conseguem trazer o sinal. Cara, a imagem é inacreditável de da hora.
Você vê o foguete com o brilho do plasma, e é vermelho, e é roxo. A gente começa a ter uma torcida, porque o diacho do foguete está descendo, e você sabe que aquele bagulho lá de mil graus, mil e quinhentos graus, está tentando destruir o foguete, e você começa a ver as aletas destruindo.
Ele precisa chegar, ele precisa chegar, ele precisa chegar. Entendi, ele traz pra ele chegar. É sensacional. Ele tá 26 mil quilômetros por hora, quando ele começa a fazer isso, mais ou menos, 26 mil e 500 e tal. E ele entra num ângulo super específico pra poder aproveitar o máximo do arrasto nesse ponto e também não ter um estresse térmico a ponto de ser muito perigoso. E aí, se desgraçar da SpaceX, eles conseguiram fazer isso um monte de vezes, né? Só que nos dois últimos voos que eles fizeram no Starship,
Eles conseguiram reduzir a velocidade, aí ele entra de barriga, né? Desce de barriga e aí ele faz tipo um cavalo de pau assim e pousa, né? O ponto interessante, as duas últimas lançamentos eles filmaram com um drone. Aí você fala, pô, tá, e daí o drone?
no meio do Oceano Índico. O que significa que eles têm um controle absurdo da precisão para conseguir filmar com o drone, porque o drone tem um alcance que não é gigantesco, não é só 100 quilômetros. O drone, 10 quilômetros, 5 quilômetros, consegue voar de boa e voltar. Então eles conseguiram pousar num ponto muito específico, porque justamente eles querem pousar esse foguete numa torre.
Em vez de pousar ele num pad, numa plataforma no chão ou no mar. Entendeu? Então isso tudo pra quê? Pra você não ter essa parte da logística que a gente tava falando. Cara, pousou na torre? Cara, tira da torre, põe no transporte e leva pra fábrica que é 2km de distância e dali continua. Não tem que atravessar o canal do Panamá, os Estados Unidos inteiros e por aí vai. E o sonho, que de novo, é das coisas impossíveis, vamos ver se vão se tornar possíveis, é você descer...
faz checagem de sistema, reabastece, sobe de novo. Isso eu acho bem mais difícil. Mas é difícil, mas é o objetivo deles. Porque assim, foguete, cara, é um negócio muito caro, muito complexo, e sem ser bombas nucleares, é o que o ser humano mais tem, que trabalha com energia. Tem a energia mais alta de tudo, assim, que tem movimento, óbvio. Então, foguetes são bombas controladas.
ponto. A energia que tem ali dentro é absurda. O SLS pesa, acho que são 3 mil e poucas toneladas. Se eu não me engano, o Gó de Cabeça. Os Starship são 5 mil e poucas agora na versão nova. 5 mil toneladas, cara. De foguete. E de combustível. É, oitenta. 90, 95%. 90% é um número bom. É só propelente. Oxigênio líquido e metanolíquido. Então imagina aquela... Vai tu sentar lá na pontinha.
E assim, teve lançamento muito menos energético do Starship sem ser completo, que é o Starship Super Heavy, que eu uso ele em cima, e voou coisa a 8 km de distância. Quando explodiu.
E aí esses caras... Maneiro. Isso daí vai dar... É meio que o pontapé inicial. Em algum momento a gente vai pousar na Lua, né? Se tudo é certo. Não é isso? E, cara, a gente tá... As empresas como o SpaceX ou a... O Origin. Isso. Elas, em algum momento, vão... Na opinião de vocês, ou existe algum plano pra fazer algo parecido também? Tipo, elas podem pousar na Lua? Elas vão pousar na Lua. Sim, vão.
Elas duas são contratadas para fazer isso. Elas são contratadas. Mas elas vão, posando a Lua, contratadas pela NASA. Isso. Eu estou falando, ela parece um... Parece um outro... Mas pode, em tese pode. Então, Igor, veja o que mudou na NASA e por que isso é relevante.
É meio difícil, nessa corrida com a China, mas num contexto maior, como o Pedro falou, e a longo prazo também. É, se torna uma coisa muito interessante. A NASA parou de contratar naquele modelinho antigo, aquele modelinho do tipo, faz aí o foguete, ó, tá aqui o plano, faz o foguete aí pra mim, Boeing, faz o foguete aí pra mim. Tá aqui uma maleta gigante de dinheiro. É, e daqui a pouco a empresa fala, hum, eu vou precisar de outra maleta, vou precisar de outra maleta em mais três anos.
e não sei o que. Era o modelo que eles chamavam... Cost Plus. Cost Plus. Que é assim, o custo é todo de quem contrata. E aí, a empresa faz, entrega pra NASA, fala, é seu, você opera, você cuida. Só que o risco é todo da NASA também, na prática, né? Porque o cara não tem prejuízo. De tudo. De tudo. Porque o dinheiro vai pra empresa. Se funcionar ou não funcionar. E como não tem concorrência, o cara era o único que fazia.
entendeu? você vai procurar ou você vai gastar o dobro só pra começar o que mudou? e começou a mudar ali na gestão Obama com coisa de transporte de carga pra estação espacial depois transporte de astronautas vamos contratar diferente agora a gente vai contratar a empresa pelo serviço
Você, SpaceX, você não quer levar carga lá para a estação espacial para mim? É sua nave, é seu foguete, é seu problema. Eu te ajudo a desenvolver só com a grana. Você precisa levar duas toneladas de carga em uma cápsula sua, X vezes tal, não sei o quê, eu vou pagar uma grana de desenvolvimento. Preço fechado. E já entra no próprio valor do contrato. Preço fechado. Quanto custa para vocês fazerem isso? Ah, custa X. Ah, beleza. Então tá bom, daqui a cinco anos você me entrega e tá combinado, né?
Paga X, tal, não sei o que. Se a empresa gasta X mais 10, que é o problema da empresa. Se ela atrasar, é o problema dela, entendeu? Então, assim, é, inclusive porque os prazos estão ligados a recebimentos. E todo mundo atrasou, geral atrasou. Se você não cumpre, você não recebe. Então, assim, botou as empresas numa situação em que elas estão competindo entre elas, num mercado, e a ideia é que elas forneçam serviço para a NASA e depois a NASA seja só um cliente de vários outros que ela vai ter.
Então essa coisa da Lua é a mesma coisa. Eles contrataram o pouso na Lua com esse mesmo modelo.
Então, assim, SpaceX, eu vou pagar 2,9 bilhões pra você desenvolver o negócio que vai pousar na Lua. Fazer tantos testes de pouso. Isso. E aí você é que vai operar. Você é que vai levar os astronautas lá. E a espaçonave é tua. Então a tecnologia é deles e tudo mais. Exatamente. É tudo das empresas. E aí se a empresa depois quiser vender pra um terceiro...
Claro que aí tem os tratados. Tem a questão de geopolítica, né? Ah, pra esse não pode, pra aquele não... Mas eles poderiam fazer uma missão particular pra Lua, pra sei lá, que nem a Arábia Saudita, que é parceiro dos Estados Unidos. Poderia fazer. Em tese, poderiam fazer. Isso, como de fato já está acontecendo na parte robótica. Os Emirados, por exemplo, já assim.
E na parte robótica já existe. Ah, quero mandar uma caixa de fósforo pra Lua. Ah, tá bom, você contrata lá da Intuitive Machines, os caras vão levar sua caixa de fósforo. Então, qual que é o pensamento dos caras? É que nessa Firefly que eu te falei, eles pousaram o Lander, se eu não me engano, o Lander deles foi coisa de 100 milhões de dólares. E assim, desenvolvimento mais lançamento. Não é só desenvolvimento, é lançamento, ou seja, tu tem 100 milhões, tu tem que fazer esse Lander pra pousar na Lua e pagar o foguete que vai lançar.
Não é aquela coisa que o Lander é tanto e depois a gente vê a contratação do foguete. Isso aí é problema seu. Se você quer levar no cara mais barato, problema seu que vai correr o risco aí. Então o cara vai ter incentivo pra ir lá negociar com a SpaceX. É uma missão maneira, vai pegar bem pra você também, vai pegar bem pra mim, vamos fazer um preço mais bacana. Existe esse interesse. Porque a SpaceX também quer poder falar que mandou uma missão pra Lua pra poder conseguir contrato depois. E mandar... O que tem lá na Lua de valioso pra caralho?
Água. Nesse momento é o mais valioso, porque a gente estava falando justamente quem está mais preparado para se estabelecer na Lua, não só fazer uma visitinha como foram as Apolos, mas realmente se estabelecer lá. E aí a água é um recurso valiosíssimo, porque com água, você tem água para o consumo dos astronautas, você pode ter oxigênio para a respiração. Para o processo industrial. E você pode separar e também virar combustível de foguete. A água, se você separar, vira o hidrogênio e o oxigênio que estão dentro daquele foguete ali.
Então assim, você tem ingredientes muito valiosos e que em princípio seriam mais acessíveis. Isso é uma discussão ainda, porque estão no fundo de crateras, então ninguém desceu numa cratera para ver, deixa eu ver se dá para pegar esse gelo, se dá para usar, ninguém fez isso. Aliás, os chineses perigam seus primeiros a fazer um teste desse tipo esse ano.
eles vão voar mais uma missão robótica e vai ter um dispositivo saltante que vai saltar para dentro de uma cratera dessas onde a luz do sol nunca bate lá no fundo e é por isso que o gelo se acumula ali e vão ver se detectam esse gelo e ver em que condição que estão.
Pode ser os primeiros a fazer isso. Até agora, as evidências que a gente tem do gelo são orbitais. Então, tem lá uma sonda na órbita da Lua, ela detecta lá pela emissão de partículas, e fala, isso aqui está com jeito que tem hidrogênio ali dentro.
Parece que tem água. Mas ninguém chegou e... Ah, deixa eu ver isso aqui. Ninguém tomou um copo de água da Lua. Então pode ser um cubo de gelo ou podem ser moléculas esparsas, misturadas no solo lunar. Ou pode ser, por exemplo, um gelo com muito regolito. Aí é para você tratar, te infiltrar. É uma baita... Tem que saber o quão difícil é. Entendeu? O que compõe esse regolito? A gente sabe.
Cara, tem muita sílica. Tem muita sílica. Tem outras coisas também. Mas assim, é um pó muito fininho. Ele entra, inclusive, nas roupas dos astronautas. É. Aí queima uns aparelhos, né? Não, não chega a isso. Mas ele vai contaminar, né? Não de passar mal. Mas não é uma coisa boa pra tu respirar, entendeu? Esse é o ponto. Imagina. É, eles acham que é perigoso pra respiração e também pra equipamentos. Porque infiltra no equipamento e aí pode dar todo tipo de problema. Tem muita coisa que é falado sobre a Helio 3. Sim.
Só que eu tenho um pensamento, cara, sobre essa questão do L3 que, assim, se tornou muito público uma parada que é muito, muito, muito distante da nossa realidade.
A Helio 3 é um combustível muito bom para fazer fusão nuclear. A gente tem fusão nuclear na Terra hoje? Só a nível experimental, experimental do ponto de vista científico, ciência de base. Não existe um reator de energia de fusão que gere energia elétrica. Nenhum gera energia elétrica. Todas elas geram energia térmica.
E aí manda essa energia térmica embora. Passa numa turbina ali que vai esquentar a água, o ciclo. Não existe essa tecnologia até hoje. Em suma, a gente está num passo em que a gente está demonstrando que dá para produzir energia desse jeito, mas não usando essa energia, não produzindo para usar. Porque assim, o que você usa de fusão... A gente usa fissão. Fissão sim. Fissão é muito bem... Funciona e...
Tem problemas também. Mas assim, é muito bem conhecido e assim, é muito estável dentro do que a gente... É muito raro você ter problemas de usinas nucleares. Tem muita usina nuclear, mas a gente não vê uma explodindo nem for Sheinobyl. Ou Fukushima. É, Fukushima é mais complicado. Pra lembrar que às vezes... Pela quantidade que tem, tem muito menos. É tipo o avião, sabe? É que quando acontece é um estrago do caralho.
Mas assim, o tempo de fusão que a gente faz hoje é na casa de alguns minutos, de manter a fusão estável. Então, cara, não dá para você gerar energia com isso. Você tem que pegar e falar que esse negócio vai ficar ligado aqui seis meses, sem desligar. Entendeu? Com a possibilidade de ficar dois anos. Seis meses é o tempo do ciclo de manutenção. A gente está muito longe disso. Aí você teria que ir até a Lua.
minerar esse hélio 3 que está no solo, porque esse hélio 3 é liberado pelo Sol, na prática, porque são partículas de radiação alfa, e aí ele fica preso no solo lunar, porque o Sol bombardei não tem hélio, por exemplo, na atmosfera da Terra. Você vai encontrar em outros processos, mas na atmosfera tem muito pouco, na verdade. Tem um pouquinho, mas não muito pouco. E pouquíssimo hélio 3 também.
Ou seja, você não consegue gerar uma quantidade que dá para você estudar aqui na Terra para valer, para fins de fusão, porque não é uma molécula ou outra. Aí você teria que até a Lua capturar isso e aí mandar isso para a Terra.
para fazer a primeira parte de ciência de base com Hélio 3, porque os reatórios de hoje não são feitos para rodar Hélio 3. Entendeu? Ou seja, para desenvolver a tecnologia, para fazer isso e tudo mais, para fins experimentais, porque não compensa tu ir até a Lua, 380 mil quilômetros de distância, para trazer um carregamento de Hélio 3. Não faz o menor sentido. A conta não fecha. Para fazer na Lua, sim.
pra fazer na Lua aí seria do caralho. Mas você teria que ter a capacidade de fazer uma usina de fusão nuclear na Lua, que é muito mais difícil que tudo isso que eu falei. E aí, pra você ter essa capacidade, você já vai ter feito o reator de fissão lá, que é bem mais simples. E que é um problema muito menor, porque lá, tudo bem radiação, porque radiação lá é o feijão com arroz da Lua.
Então ninguém vai falar, nossa, esse reator está gerando radiação. Não. Não tem esse problema. Então assim, o caminho vai ser da fissão e aí faz pouco sentido mesmo, econômico. Científico faz muito. Eu acho que assim, tem esse charme o Hélio 3, porque ele em tese seria o produto que você usaria pra fusão nuclear que não geraria nenhum tipo de dejeto radioativo.
Então, digamos, ele é o santo grau da fusão. É aquela energia limpa, limpa mesmo. Não gera nada de ruim, não tem problema, não tem questão de segurança, não tem nada. Só que os desafios tecnológicos ainda estão muito distantes. Então, realmente, se a gente está falando de um horizonte de duas, três décadas...
A gente não tá falando de Hélio 3. Hélio 3 não vai chegar nesse escopo. Por isso que, às vezes, o pessoal estranha. Não, tipo, água, mas água. É que água na Lua é um troço gigantesco. Teria que ter um salto tecnológico, assim, muito maior do que foi a Revolução Industrial, cara. Pra acontecer um... A gente saiu do arado, né, tá ligado? Pra máquina a vapor. Mas muito maior. Pra fazer o Hélio 3 virar alguma coisa nesse prazo de 30 anos, cara.
A fusão tem até a brincadeira, daqui 20 anos vai dar certo. Aí passa 20 anos, mais 20 anos. Faz 60 anos que a gente está há 20 anos da fusão no lugar. Mas a gente vai chegar lá, faz um troço muito maluco. Eu acho que vai, mas assim, ao ponto de você transformar isso em algo para ser utilizado no espaço, porque você fala na lua, a lua na prática é a mesma dificuldade de ter basicamente no espaço.
Porque você não tem atmosfera, tem radiação, tem gravidade superbaixa e por aí vai. Então, assim, está muito longe. Do ponto de vista científico, é sensacional. Mas o que o cientista precisa, pesquisador, para fazer isso é muito pouco.
entendeu? Não é, o cara um quilo, dá, putz, cara, dá pro mundo inteiro estudar hélio 3 durante décadas com isso mas também não é fácil tirar um quilo da lua porque de novo, são átomos isolados no meio do regolito que você tem que processar, imagina juntar átomo um por um quem lembra da química dos 6 vezes 10 a 23 um mãozinho de hélio
É um bagulho desse. Quem lembra de mol aí, né? Ou seja, você teria que ainda ter... Um molzinho. Ainda você teria que ter a tecnologia de mineração pra fazer isso, que não é igual na Terra. Não é a mesma coisa, porque não tem gravidade. É quase, a gravidade é bem fraca. Então, ou seja, quando você levanta a camada de solo da Lua, os caras demoram um tempão pra cair.
Fica suspenso durante muito tempo. Vai dispersar. Imagina você fazer isso em quantidade industrial. É um negócio de se pensar. É isso mesmo que o Nua quer fazer na Lua. Bota a cápsula do Goku lá. Bota a gravidade mais alta. Facilita. É legal, é bacana. Mas o Hélio 3, na minha opinião, de uso civil, ele está na ficção científica ainda. Até porque na Lua, a gente fala do Hélio 3 porque é o mais sci-fi.
o negócio, né? Resolveria nossos problemas de energia. É, então, mas é uma coisa muito distante. Agora, todas as coisas que a gente procura na mineração aqui na Terra, você vai achar na Lua também. Basicamente é a mesma coisa. Porque são feitas da mesma coisa. A Terra e a Lua são ali, são priminhas, né? Bateu um bagulho na Terra e aí formou a Lua. Os planetas rochosos, o sistema solar, não tem uma composição muito diferente. É, muito variada.
Então, assim, se hoje a gente tem toda essa discussão terras raras, pô, onde é que acha o nióbio, não sei o que, não sei o que lá na Lua tem também. Aí é questão de quem vai achar e quem vai explorar. E ser economicamente viável, né? Sim, e a gente vê essas sondas...
que orbitam a Lua, os chineses, os americanos, etc., que fazem esse mapeamento mineralógico da órbita ainda, mas já observando. Aqui tem água, aqui tem tal elemento, aqui tem tal coisa, aqui tem... Já tem o levantamento. Agora, entra nessa questão que o Pedro levantou.
viabilidade econômica. Compensa você ir até a Lua pra pegar lá o nióbio ou é mais fácil tirar aqui da Terra? Hoje, evidentemente, mais fácil tirar da Terra. Isso, tinha até essa história com relação a asteroide, né? Teve uma época lá do Obama que ele tava louco pra minerar asteroide. Que é outra coisa que até hoje, cara, nunca aconteceu, tá? Existe toda uma série de empresas que estão estudando isso e tal, mas nenhuma fez isso na prática.
E tem até uma falácia, né? Porque eles falam assim, não, esse asteroide... Vale que... Zubilhões... Exatamente. Só que se você trouxer um zubilhão de nióbio... Vai cair o preço do nióbio. O que ajudaria, do ponto de vista, é... Por exemplo, vamos supor que você tem lá o Psyche, que é um asteroide que é basicamente um núcleo de um planeta que não virou nada.
Dizem que ele pode ser muito rico em ouro, platina e outros metais raros. Do ponto de vista industrial, seria sensacional. Porque o que o cara hoje faz com cobre, ele poderia fazer com ouro com um custo muito menor. Então, o ouro é muito utilizado na indústria. Na indústria de eletrônico, na indústria da parte elétrica. É usado porque é um condutor excelente.
Então, assim, nesse ponto, a gente conseguiria fazer máquinas mais eficientes. Nesse ponto, seria sensacional. Platina, então, nem se fala. Platina é caro pra caramba e tem um monte de aplicação. Então, assim, ponto de disponibilidade, por que o ouro é caro? Porque tem pouco. Seria bonzão, dava uma diminuída no preço geral aqui, né? Exatamente. Mas o interessante é isso. Os mais visionários que olham pra exploração espacial pensam no futuro pós-escassez.
Porque se você realmente tem um acesso sustentável a esse tamanho de recurso, você tem o sistema solar inteiro para você tirar a coisa, é recurso virtualmente infinito. E aí você entra numa era de pós-escassez. Vai virar na... Que ninguém sabe muito bem como seria, como ia funcionar. Já começa a discutir a escala de Kardashev. É. Mas a gente... Vocês gostam dessas piras também? Que a escala de Kardashev, a gente começa aí numa pira mais...
Etervaldo. A escala de Kardashev, vocês compreendam que o ser humano é um bosta no universo, cara. Que a gente não... A gente tem a escala de Kardashev 1, que é quando você consegue aproveitar toda a energia do planeta. Cara, a gente não tá... Falam que é 07 do planeta. Eu acho que ainda é muito otimista 07. A questão é que eu acho assim, a escala de Kardashev, ela me parece meio fantasiosa, porque parece que vai haver um motivo de Kardashev.
para uma civilização usar a energia de uma estrela inteira, ou a energia de uma galáxia inteira. É que são coisas que... Por que alguém faria isso? É meio que o Hélio 3... Para dobrar, fazer a porra da dobra, cara. Não, sim. Eu sou super a favor. É para sequestrar vaca e dobrar milho no outro planeta. Nada contra, sou super a favor. Sou fãzácio de Star Trek. Estou organizando um evento agora, sábado. Sou fã.
Mas não vai ser fácil assim. Salvador, já pensou? Não vai resolver rapidinho. Já pensou se no fim das contas os caras estão fazendo tudo isso só pela zoeira? Entendeu? Desenvolvendo a esfera de Dyson para coletar toda a energia só para pegar outra civilização e começar a sequestrar a vaca e fazer... Entendeu? Empilhar pedra. Só de sacanagem, cara. Pois é.
só de sacanagem faz muito sentido e mesmo que a gente fale assim bom não precisa fazer sentido porque afinal de contas são alienígenas eles não tem a menor obrigação de fazer sentido pra nós ainda assim é difícil imaginar uma motivação tipo que não seja essa só de sacanagem então eu acho que tem uma certa fantasia da gente achar que e acho que é um pouco da nossa vivência como civilização
Se a gente olhar o consumo de energia da civilização, ele vai seguindo essa escalada exponencial. Então, se você projetar pra frente, você fala, bom, então tá, vai ter a civilização que vai querer a galáxia inteira de energia. Ah, tá bom. Mas será que vai ter mesmo? Será que não tem um limite? Tem algumas coisas, por exemplo, que a gente vê essa curva exponencial, mas sabe ao mesmo tempo que tem um limite. Por exemplo, tecnologia da informação.
computação, a gente sabe, está lá a lei de Moore o negócio subindo, tal, exponencial mas a gente sabe que tem um limite físico se chegar num ponto que você está usando partículas subatômicas para codificar informação mais condensado que isso você não consegue fazer você só vai aumentar o tamanho do que você está usando mas não a eficiência tem um limite físico
E aí a gente estava falando da era da pós-escassez. Se a gente puder explorar o sistema solar, os recursos naturais do sistema solar, a gente já entra praticamente numa fase de pós-escassez sem precisar da energia toda do Sol, da energia da galáxia. Então por que uma civilização ia fazer isso? Tem um projeto da Blue Origin, lá do Jeff Bezos, que eu acho que é o melhor projeto que a Blue Origin apresentou até hoje, chama Blue Alchemist. O que eles fazem? Eles fizeram um estudo com a simulação de solo lunar e falaram assim, vamos criar um processo industrial e falaram assim, vamos lá.
pra fazer célula de... célula fotovoltaica, painel solar. Com o que tá na Lua, ou seja, tu pega uma máquina, bota a máquina lá, ele tem que tirar um... sair uma célula do painel solar, não um painel inteiro, mas a célula do painel solar. E eles conseguiram fazer isso.
Cara, isso é do caralho. Porque assim, tipo, você criou um processo industrial, óbvio que vai ser testado e tudo mais, mas o ser humano tem um bom ritmo de acerto nesse ponto, né? Então assim, hoje em dia com a ciência do jeito que é e tudo mais, os caras conseguem fazer uma simulação muito boa do solo lunar e botar lá e descobrir só se a máquina funciona do jeito que tem que funcionar, ajusta e tudo mais. Mas tu pode chegar lá e falar assim, pô, vamos começar a produzir painel solar. Aí tu bota um ser humano pra montar o painel, que é a coisa mais fácil que tem perto de fazer a célula mesmo.
e tu consegue gerar energia lá, sem precisar mandar daqui. Entendeu? Porra. Entendeu? Ou seja, você não precisa mandar painel, tu não precisa mandar água, tu consegue começar a criar uma base industrial ali, a coisa começa a avançar muito rápido. E qual é a principal vantagem de ter uma base na Lua?
Bom, hoje se fala estrategicamente do ponto de vista militar, do controle do espaço cis-lunar. O que é isso? É você ter uma capacidade de operar espaçonaves em qualquer ponto do entorno entre a Lua e a Terra.
digamos, é uma nova arena de operação militar. Então todas as doutrinas militares das superpotências trabalham nessa direção. Precisamos ter autonomia e capacidade de manobra nesse espaço cis-lunar. O estabelecimento de uma base lunar certamente viabiliza isso, porque você pode começar a lançar coisas da Lua para o espaço cis-lunar também, não só da Terra.
Então você amplifica, digamos, a sua capacidade de operar nesse ambiente. Tem essa pegada mais estratégica, mais militar, que pode ser um pouco paranoia de milico, tipo, precisamos de não sei o que, tal. O cara virou muito filme do Dragon Ball, vai chegar o Bills aí. Então, assim, pode ser que seja uma coisa meio exagerada, mas o fato é...
Que a China vai mandar um míssil da Lua pra Terra. O militar pensa que é essa cabelada. Exato. Eu fiz uma matéria uns anos atrás, muito louca, que os americanos fazem simulação de invasão alienígena. Os militares... Não, tem a simulação aqui, vamos ver, chegou a invasão alienígena, Independence Day. E os caras simulam a reação militar. Como é a simulação deles? É assim? Se chegou alienígena aqui, a gente morreu. Não, aí começa... É a minha opinião. Eu também acho.
Mas eles começam a discutir a famosa resposta assimétrica. O que é resposta assimétrica? É o que aconteceu no Vietnã. No Vietnã, os americanos com poderio militar muito maior. O que você pode fazer pra lidar com os americanos com poderio militar muito maior?
guerra de guerrilha, vamos fazer uns ataques aqui e ali e tal, no meio do mato que a gente conhece, os cara não conhece e aí o exercício militar americano da invasão alienígena não é esse, a gente conhece o terreno, os cara não conhece, então a gente vai ter que fazer guerra de guerrilha com os alienígenas se eles invadirem, vamos ter que fazer um ataquezinho aqui, um ataquezinho ali, que é
muito parecido com um ataque terrorista também, né? É aquela coisa de impor pelo medo ali. Você não consegue destruir o inimigo, mas você incomoda. Essa questão da Lua de utilidade, eu vejo muito mais como uma forma de primeiro ser um experimento pra ir pra Marte. Porque as dificuldades de ir pra Lua, elas são muito parecidas com algumas dificuldades de ir pra Marte. Com a diferença é que você tá perto. Se der qualquer problema, tu consegue voltar fácil.
Então, do ponto de vista de tecnologia, a gente avançou muito no programa Apollo. O programa Apollo, eu vou ser na partida da Corrida Espacial. É mais justo falar Corrida Espacial, porque os dois players acabaram acelerando esse desenvolvimento de tecnologia, por mais que seja por fins geopolíticos. Mas houve um salto tecnológico muito grande da humanidade depois do programa espacial. Para você ter uma ideia, entre a criação do avião e o voo para a Lua foram 50 e poucos anos.
e a gente passou mais tempo dentro do nascimento do avião e ir pra Lua do que ir pra Lua e voltar pra Lua. Entendeu? Então, assim, é um nível de desenvolvimento tecnológico que a gente não tinha visto até então. É tão rápido. Ou seja, se a gente consegue desenvolver tecnologia pro ser humano viver com segurança e qualidade de vida mínima na Lua, mesmo que pra fins científicos, que eu não acho que vai ser aquela coisa que vai ter uma cidade e galera que vai morar na Lua.
você tem condição de fazer a vida na Terra ser muito melhor e você tem capacidade de gerar tecnologia pra ir pra outros planetas eu acho muito difícil ter lançamento da Lua pra outros lugares do sistema solar num prazo considerável porque vem toda aquela questão de infraestrutura não só propelente tem toda uma questão ali que é bem complicado aqui na Terra já é complicado mas você já parou pra pensar que o Starship é basicamente isso? os caras vão tentar porque eles tem que descer com aquele foguete de 50 metros e aí
Depois eles têm que subir. Mas o objetivo deles é que eles querem conseguir liberar aquela coisa de reabastecer em órbita justamente pra conseguir não se prender a essa parada de só tem esse foguete aqui, o que tá aqui dentro tá aqui dentro. Então você sobe até a órbita, abastece e você tá com o foguete de zero bala, entendeu? Na prática. Então, vamos dizer assim que... Mas você pode fazer isso na Lua.
Pode fazer, mas pensa em infraestrutura que foi criada aqui na Terra para fazer isso. Isso teria que ser reproduzido na Lua. Tanto que o Elon fala de fazer uma catapulta lá para lançar satélite da Lua. Cara, eu fiz um cálculo para aquilo ali. É tipo... É uma energia inacreditável para lançar um negócio. Força G absurda e tudo mais. Então é muita ficção científica ainda. Seria bacana? Seria bacana. Elon Musk, de 0 a 10.
CNPJ ou CPF? CNPJ. 10. 10. CPF é... É, não. CNPJ é 10. 9, vai. Porque tem alguns problemas. Mas isso que você está falando aí... Por que eu estou perguntando isso? Porque a pira do Neuralink, por exemplo, tá ligado? O Miguel Nicoleles, porra, jogaria direto. Mas é muito foda, cara.
Sim, mas aí o ponto que eu tô perguntando aqui é o seguinte. Ele fala, ele falou em algum momento que chegaria em março até 2030. É, não vai chegar. Pois é, mas é o CNPJ que falou isso daí, ou é o CPF? É o CNPJ. É, na minha opinião é o CNPJ. Eu tenho dúvidas. Eu falo CPF, é o Will no Twitter postejando. É, eu considero o seguinte, eu considero o seguinte.
O que a Gwynne fala, que é a CEO de fato da SpaceX, isso é o CNPJ. O que o Elon fala no Twitter, aí é o CPF. E ele é fortemente aspiracional nesse sentido. Então ele sempre fala, não, sempre esses prazos malucos que não vão se cumprir. O famoso Musk Time. É aspiracional. É pra todo mundo falar, vamos lá, vamos lá, que vai dar.
E durante um tempo ele conseguiu, acho que, mobilizar as pessoas. Agora já menos, porque virou muito controverso. Então, já não cai mais bem. Agora, quem vai falar sério sobre a empresa é a Gwynne. É a coisa dos caras abrirem para investidor e abrirem ações. Quando você abre ações, você vai ter que dar a satisfação da sua empresa. Sua empresa tem que dar lucro.
Ele dizia que não abriria a SpaceX porque o objetivo declarado era colonizar Marte. E colonizar Marte é antieconômico. Então como é que você justifica para os acionistas que você vai colonizar Marte? Exatamente. Mas agora essa conversa já está mudando. Ele já está pensando nos servidores em órbita, para a inteligência artificial. Esse é o CPF. E é o CNPJ. E essa empresa, como...
catalisador de uma revolução no espaço é um negócio sem precedentes. Que foda. Sem precedentes. Assim, existe um antes e depois da SpaceX. E no CPF? Não, o CPF o cara é biruta. Biruta. O que mais que eu vou falar? Ele é biruta. Tem dia que ele parece que está mais ou menos, tem dia que ele está completamente maluco. Mas isso não é coisa de gênio?
Acho que é, acho que é. E é muito difícil, não é ele. Os gênios, em geral, eles têm essa faceta, eles têm essa coisa difícil. O Willem é o cara que você fala assim, pô, cara, e se a gente, sei lá, plantasse bananeira no topo do Burj Khalifa, tá ligado?
Aí ele vai juntar uma equipe de uns caras foda e vai falar assim, pô, mano, vamos montar a banalena no topo do Burj Khalifa? Os caras vão falar, pô, isso aí não dá, cara. Por quê? Aí ele começa a falar assim, por que tu não consegue? Por que tu não consegue? O que você precisa fazer pra conseguir resolver isso? Ah, precisa do bagulho, mas o bagulho é muito absurdo. Pô, vamos fazer?
Eu falei durante muitos anos... Eu tô entendendo. Eu falei durante muitos anos que eu queria muito estar na reunião, que o Elon propôs pousar um foguete numa balsa no meio do oceano e que com certeza riram da cara dele.
Depois de uns dois anos atrás, ele girou e falou que o dia que ele falou isso, as pessoas não acreditaram e riram da cara dele. Porque é tão absurdo, perto daquele contexto, até hoje quando tem 600 pousos, teve lançamento do Falcon ontem com o pouso. Teve dois lançamentos e três pousos ontem. Tá ligado? Segunda-feira, perdão. Já virou segunda-feira, né? Exatamente. Já tá normal. Agora, quando o cara vira e fala que ele vai pousar um foguete de 70 metros numa torre, eu duvidei.
E eu vi essa porra pousar duas vezes. Eu tava lá. É inacreditável. É inacreditável. Não é possível que essa parada fez isso. A loucura da SpaceX é essa. É que a partir de um determinado momento você não consegue mais duvidar dos caras. E é por isso até que eu sugiro alguma cautela.
Porque assim, não é porque é aquela coisa de bolsa de valores, né? Ganhos passados não garantem resultados futuros. Não é porque deu certo em vários momentos improváveis que nos próximos também vai dar certo. Eu ainda quero ver o Starship com seus 50 metros, feito de aço inoxidável, pousar lá na lua bonitinho e depois decolar de novo e voltar. Mas no mínimo tu já vai de boa vontade, né Salvador? Não, sem dúvida. E eu acho o seguinte.
Do jeito que está, vamos supor que a SpaceX não faça mais nada. Ela fica no feijão com arroz dela hoje. Só isso. Ela completamente revolucionou o trabalho de exploração espacial. Porque os custos despencaram e o resto do mercado está todo mundo correndo atrás. Então agora a Blue Origin foi a segunda empresa a conseguir pousar e reutilizar um primeiro estágio de um foguete capacidade orbital. Dez anos depois da SpaceX.
E os chineses também estão correndo atrás, porque os chineses têm o programa, digamos, o programa de Estado deles, que é aquele que segue direitinho, e tem as startups. E as empresas maneiras. E que estão clonando, basicamente. Tem umas porra louca também, mas é da hora. É isso que eles fazem. Nos anos 70 e 80, quando os americanos desenvolveram um ônibus espacial, o que os russos fizeram, os soviéticos? Vamos fazer o nosso ônibus espacial.
espionaram pra caramba. Ah, tem um melhor, não, vamos fazer igual dos caras, é igual dos caras, porque é até uma demonstração de capacidade. Então você começa a ver já na China, startups aparecerem com clones do Falcon 9, com clones do Starship, então assim, a SpaceX, mesmo que ela desapareça amanhã, ela botou em movimento um processo
que não tem mais volta. As empresas tradicionais estão falando puta, nós vamos ter que fazer reutilizável, porque senão a gente não vai vender mais um lançamento que vai acabar o negócio. O que é curioso é que a SpaceX não precisava dar esse passo com o Starship. Do ponto de vista de mercado, ela poderia muito bem ter sentado ali onde ela estava.
Feito um foguete metade do preço, ia ganhar muita grana durante muito tempo. Tipo, 30 anos, esse cara ia continuar ganhando grana com isso, muita grana, entendeu? Só que aí vai a cabeça do cara que não tá completamente fora da casinha. O cara falou, o Falcon é legal, o Falcon é bacana, ele reutiliza parcialmente, mas isso ainda não serve como que eu quero. Eu quero um foguete que tudo que suba, volte.
E aí eles fizeram uma coisa que não tem em nenhum outro lugar no mundo. Lá em Starbase, no Texas, lá no sul do Texas mesmo, é na fronteira com o México, é tipo 2km, 2,3km na fronteira com o México. Eles tem o centro, a fabricação do foguete, eles tem a montagem do foguete, o pad de lançamento e a parte de teste. Tudo num raio assim de 3km. Então o cara, quando fabrica um negócio lá na Califórnia, ele tinha que mandar pro Texas pra depois testar pra depois ir pra Flórida. Agora não, cara. Tá tudo ali.
Entendeu? A fabricação dos motores é no Texas também, então as coisas vão chegando ali e tá muito mais fácil. Ah, deu um problema no foguete lá no pad? O cara em duas horas ele tira o foguete de 70 metros de altura do pad, leva até a parte do edifício que faz a montagem e tudo mais, e todos os ajustes que precisam ser feitos, dois, três dias ele tá de volta.
E assim, aí que tá. E não é semanas, não é meses. Eles não têm medo de experimentar e de, digamos, rejeitar a sabedoria estabelecida da indústria. E a indústria inteira apostou contra os caras. Quando eles começaram a fazer isso, não vai dar certo. Tem uma capa da Aviation Week falando que a pequena SpaceX vai conseguir destronar a poderosa Boeing. Hoje a Boeing... Virou o jogo totalmente. Mas assim, eu me lembro quando estavam falando das cápsulas tripuladas.
E uma pessoa na NASA comentando, porque o manual de instruções do Starliner é um bagulho assim, que a gente está acostumado. SpaceX são 15 folhas. É um negócio tipo... Como isso vai dar certo? A indústria inteira não acreditava que dava para fazer mais simples. E mais barato. E uma coisa leva a outra. O que a SpaceX está mostrando é que sim, dá. Qual é o limite? Onde a gente vai bater no muro? Onde não vai funcionar? Não sabemos. Mas só com o que já foi feito, Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam Adam
você já tem uma transição tecnológica absurda e que não tem mais volta, porque agora todo mundo tá reproduzindo. Você pega o Starship, ele é feito... Esse foguete aqui tem matéria composta, uma série de coisas. Mas você pega o Starship, ele é feito de acinox. O primeiro plano do Starship era fazer de fibra de carbono. Só que assim, o booster, que é a parte de baixo, tem 70 metros de altura. Cara, ia ser o maior forno de cura de fibra de carbono do mundo. E não existe um forno desse. Eles vão ter que desenvolver um forno
pra fazer isso, e assim, pra fazer um booster. E demora pra fazer. Então eles teriam que ter vários fornos desses ali pra poder fazer foguetes em escala. E aí eles falaram, cara, isso não é viável, isso é caro pra caramba, a gente vai ter que desenvolver umas coisas que simplesmente não existem nessa escala.
E aí eles falam assim, pô, e se a gente mudar Um outro material, por exemplo, o aço inox Que é barato É muito conhecido Você tem um monte de gente que fornece isso Um monte de gente, não é um negócio É o mesmo aço inox basicamente de panela Não é nada diferente não Se você pegar o 406L Que é a liga É a mesma liga E aí você pega isso e consegue E monta ele como uma caixa d'água Exatamente o mesmo processo E aí
Uma caixa d'água não é um negócio que segura líquido com uma certa pressão e não pode vazar? É o conceito mesmo, tá ligado? Então eles conseguiram fazer um processo industrial para usar esse material. Tem umas questões, ele é pesado e por aí vai, comparado com outros foguetes e tal, mas a ideia é superar no ponto de vista do custo, entendeu? É, eu acho interessante isso, porque é um pensamento ousado para a indústria espacial que sempre teve ligada à ideia do mais avançado. É eles começarem a pensar, em vez de fazer o melhor possível,
E se a gente fizer o melhor suficiente? Né? Aquele que, tipo, você vai pro mais barato, ele não é tão bom. A fibra de carbono teria um desempenho melhor, não sei o que, não sei o que lá, não sei o que lá.
Mas, cara, esse aqui é quase de graça. O outro custa um caminhão de dinheiro. E esse faz o que eu preciso que ele faça. A fibra de carbono, por exemplo, não é boa para fazer reentrada nessa velocidade que eles iam fazer com um veículo tão grande. E o Asinox, mesmo se o escudo dá uma falhada lá, porque o escudo dá uma falhada em alguns pontos, isso que eles estão melhorando.
o Asenox segura muito bem. Escudo? É, o escudo para reentrar na Terra. Tá. Eu tenho um pedaço, sempre esquecido, outra vez eu esqueci, eu tenho um pedaço de escudo no Starship. Daqueles exáguas. E aí você pega um maçarico e taca nele, cara. Você pode ficar dois minutos jogando maçarico lá que você não queima a mão atrás. Entendeu? Então assim, eles têm 18 mil daqueles ali no foguete.
Então tem toda uma tecnologia que no ângulo espacial era como? Tinha esse mesmo tipo de material, chama de escudo refratário, né? A Dragon, a Orion e tudo mais, ele tem o que chama de ablativo. Então ele vai meio que se destruindo ali pra conter esse calor gerado pela reentrada. No caso do refratário, ele meio que segura uma parte do calor e começa... Aí... ...
a remitir ele, não deixar ele penetrar mais. E aí, o ônibus espacial era como? Cada voo, tinha que pegar um cara lá que tinha 3 PHD para avaliar o escudo, tirar a peça, montar todo o escudo na mão com peça numerada. Ou seja, posição 1 é aqui, posição 2 é aqui, posição 20 mil é lá. Tem que ser colados todos na posição certinha.
Que inferno. Então, o Starship, ele melhorou muito isso. Ele diminuiu absurdamente a quantidade de tipos de proteção térmica diferente. Tem, ainda tem, mas em vez de ser 20 mil diferente, são, sei lá, 50, tá ligado? Uma parada assim. E ainda é um problema, de novo, é um daqueles problemas que eles ainda precisam resolver inteiramente.
Porque o ônibus espacial a gente viu, fez 125 voos, alguma coisa assim. 135. Pelo menos um teve falha no sistema do escudo térmico com uma colisão no lançamento, na hora que entrou, aquilo penetrou. O grande problema disso aí é justamente que ele é muito vulnerável a qualquer mínima falha.
e eles fazem esses testes, são muito bacanas do Starship, que eles de propósito tiram umas partes do escudo pra ver se o negócio aguenta bota o escudo numa tela diferente, aumenta o escudo metálico pra ver o que acontece então a ideia toda deles é construir redundância suficiente pra que mesmo com falhas ele aguente
Mas é um desafio enorme. Por isso que toda vez que eles filmam a reentrada, eu fico torcendo pra eles sobreviver. Porque eu sei o tamanho do problema, o tamanho da dificuldade que é que eles estão enfrentando. Tu pensa que o Starship, no caso, a Orion é pequenininha, né? A Orion, você vai ver, assim, ela é pequena em relação ao Starship.
Cara, isso aqui, pousar, já é uma coisa muito louca. Ele veio quase 40 mil quilômetros por hora e pousou na Terra. O Sarship, o problema dele é que ele é gigantesco. É o maior objeto que já foi para o espaço. Entendeu? E aí você tem que voltar aquilo ali e pousar num ponto preciso. E aí entra essa parte da tecnologia. E o legal da SpaceX nesse ponto é que eles vão testando mesmo. A NASA não faria 99% do que a SpaceX faz.
Porque ela é uma agência, ela tem um outro objetivo. Ela não pode sair torrando dinheiro do público, dinheiro público ali, falando, pô, vamos ver quantos Orion a gente consegue fazer o ângulo da Orion aqui pra ver se ela entra nesse ângulo, só pra ver se fica bom ou não. Eles não podem fazer isso, entendeu? É um outro objetivo. Por outro lado, com o dinheiro que a NASA entrega lá por contrato pra SpaceX pra fazer as coisas...
Eles têm que conseguir fazer do jeito mais eficiente possível, senão eles estão fodidos também. Sim, mas a loucura é que eles são muito mais eficientes que a NASA. Justamente porque eles podem arriscar. E a NASA não pode arriscar. Eles são mais eficientes do que todo o resto da indústria espacial do mundo. Não estamos falando dos Estados Unidos. Do mundo inteiro. Eles têm um gap de conhecimento e de know-how, de legado de voo que a gente fala.
Que, cara, talvez os russos tenham, mas os russos já não voam há muito tempo nessa frequência que a SpaceX voa. É literalmente assim, a SpaceX faz 150 lançamentos em um ano, cara. É tipo, os caras fazem metade dos lançamentos que acontecem no ano é da SpaceX.
no mundo inteiro. E de carga útil, eu não me lembro. É 90%, 90% é alguma coisa de massa, é deles, entendeu? Então assim, só existe a Starlink nessa constelação que muita gente usa hoje, porque a empresa tem o próprio foguete e pousa e barateou. E agora tem, por exemplo, a Amazon fazendo a sua própria, com outros foguetes e também com o próprio foguete da Blue Origin lá e tal. Ou seja, mesmo assim, o custo deles é mais alto que o da SpaceX pra fazer essa mesma operação.
Os caras fazem 70 satélites em uma semana, cara. O Brasil não fez 10 satélites em toda a história do Brasil. Tá ligado? Os caras fazem 70 em uma semana. Sabe quem mais faz 70? Ninguém. Ninguém faz 10, tá ligado? Tipo, por semana. Nem a Blue Origin deve estar fazendo. Entra naquela coisa. Eu quero lançar um milhão de satélites. Então eu preciso desenvolver uma fábrica de satélites que cuspa satélite.
Ao passo que o Brasil fazendo o satélite fala, não, vamos fazer o Amazônia 1, peraí. Até que o Brasil teve uma ideia, pra gente não ser sacana com o Brasil, porque o Brasil tem boas ideias. Muito antes da SpaceX, o Brasil desenvolveu uma ideia que era a famosa plataforma multimissão. Por sinal, o Amazônia 1 é baseado nessa plataforma multimissão.
O que é isso? É um pouco dessa ideia. Vamos desenvolver um chassi basicão de satélite. Então tem toda aviônica, tem aqui propulsão, tem aqui controle térmico, papapá. A gente faz esse basicão que a gente vai fabricar em série.
E aí as cargas úteis, a câmera, ou não sei o quê, que vai ser específico de cada missão, a gente coloca de acordo. O problema do Brasil... A ideia era fantástica. O problema do Brasil é financiamento. E constância de propósito. Vou investir nisso durante 10 anos. Vou gastar o dinheiro que precisa gastar para o negócio decolar. Então, assim, o Amazônia 1 demorou uma vida.
pra ficar pronto. E foi o primeiro da plataforma multimissão. Que em tese foi pensada pra ser um troço serializado. E acaba virando essa coisa artesanal. Que a indústria espacial em muita escala ela é desse jeito. Esse foguete que nós estamos falando é uma coisa meio artesanal. O SLS.
e a SpaceX vem e fala, não, peraí fazer linha de produção, vamos começar a pensar pessoal, sabe, Henry Ford dos foguetes, vamos fazer linha de montagem, baratear esse foguete no caso dos satélites da Starlink, você pega quando você vê coisa de espaçonave chegando em porto, em avião de avião, aeroporto e tal tu vê que é um container fechado com controle de temperatura filtragem de ar, caralho, é quadro Zul faudra, caralho, é quadro Zul faudra, caralho, é quadro Zul faudra, caralho, é quadro Zul
Eu não tô zoando. Esse P-Sex cata um caminhão de lona, mete o satélite, fecha a lona e vai embora. Eles estavam construindo os protótipos do Starship em umas tendas gigantes que eles fizeram. E assim, o veículo fica lá aberto, lá com os motores embaixo e tudo mais. Tipo, os caras fazem isso. Enquanto os caras estão metendo uma baita de um, sabe, frufru lá, enfeitando o Fusca, que nem a gente fala, e tudo mais, os caras chegaram a um ponto que a tecnologia deles é tão confiável.
que eles podem fazer esse tipo de coisa de tratar um satélite basicamente como um item só de... um item frágil e não um item ultra frágil. Uma coisa tipo um cristal, tá ligado? Isso é muito foda, porque o cara faz o quê? Cata um caminhão e manda embora. Ele não precisa pegar um transporte específico com um tipo de... contêiner específico e tudo mais. Não, cara, cata um caminhão aí que ele dá SpaceX, ele contrata o caminhão, tá ali no motorista, porque o cara não pode também, né, fazer qualquer merda, né?
mas assim, é uma carga de milhões de dólares que está num caminhão que atravessa os Estados Unidos e está voando e assim, ah não, não funciona, cara os caras lançam satélite todas às vezes três vezes por semana, então está funcionando, os caras tem mais de 10 mil satélites em órbita e de novo, é a lógica, ah de vez em quando tem um que pifa, é o preço que você paga pela massificação
Se você está fazendo de mil em mil, vai ter problemas. Exatamente. Mas quando você olha a equação, você fala, isso aqui vale muito mais a pena do que você ter um ultra cuidado para fazer um satélite que você tem 99,9% de probabilidade que ele vai funcionar corretamente, mas você gastou o equivalente a fazer 100 daqueles mais...
subiu um satélite esses dias que foi com o Falcon Heavy na segunda-feira de internet por satélite só que é geostacionário, vai lá 36 mil quilômetros de distância é um serviço legado já não é a tecnologia mesma da Starlink mas funciona, é bom eles lançaram um satélite com uma banda de 1 terabit e esse satélite custa tipo 700 milhões de dólares 700 milhões é muito dinheiro
A SpaceX vai lançar uma próxima versão da Starlink que cada satélite deles vai ter um terabit. A diferença é que ele não está a 36 mil quilômetros, ele está a 480. E com um custo que deve, vou dizer, muito tranquilo, um valor muito tranquilo de 5 milhões de dólares. Provavelmente vai ser menos, isso.
Ou seja, o que os caras gastam 700 milhões, os caras fazem... É muito diferente, ordens de grandeza, né? Em volume. Mas a gente tem que entender também, senão parece que é loucura. Por que o cara está lançando ainda o geostacionário? Tem uma pegadinha. E é verdade, o satélite da SpaceX vai fazer esse serviço mais perto, então a conexão vai ser mais rápida, porque ele está bem mais perto. Só que é assim.
Quanto mais perto um satélite está da Terra, em órbita, mais rápida é a órbita dele. Mais rápido ele avança ao redor da Terra. E a área do Sol é menor também. O segredo do geoestacionário é justamente ele estar na órbita certa, a 36 mil quilômetros, em que ele gira junto com a rotação da Terra.
Então ele fica sempre sobre a mesma posição. Mas se você traz ele um pouco mais pra dentro, ele vai gerar um pouco mais de pressa. Se você traz muito mais pra dentro, como o da SpaceX, ele vai gerar muito de pressa. Aí você precisa de mais satélites. E aí você precisa de muitos satélites. Porque a área que ele cobre na superfície terrestre é bem menor. Tipo, ele passou... Foi embora, você perdeu o sinal. Aí tem que vira outro. Aí tem que vira outro. Então assim, se você comparar um pra um, parece uma...
Uns 700 milhões, outros 5 milhões. Mas ele precisa de uma pancada. Exato, mas ele precisa de uma pancada. Então não é uma coisa tão maluca o geostacionário. É só questão de aplicabilidade. Mas a questão do geostacionário tem um ponto que é... Você que nem a ViaSat lá, eles têm, acho que, seis satélites na constelação atual. Quatro? São quatro. É que é um para cada ponto da Terra que você pega a cobertura máxima menos os polos.
Nesse ponto de avião estacional você não tem internet no polo. A Starlink você tem internet no polo. Mas é porque a terra é plana, né? Porque tem... Não é não? Então, não é... É a forma de um cone. Nunca foi na praia, não? É a forma de cone sorvete. Tem um muro de gelo, né? Isso, é. E aí não dá pra... Tu nunca foi à praia, não? É só você olhar na praia. Chega na praia e olha assim. É real.
rapaz rapaz você fala essas coisas o povo acredita leva a sério aqui ele sabe que a gente está de sacanagem tá tranquilo e aí você tem os satélites que cobrem isso só que tem uma coisa, a banda instalada dos satélites é 4 terabit entendeu?
A SpaceX tem, vai ter nessa próxima versão, um terabit para cada satélite. O que eles conseguem fazer? O que chamam de backbone? Eles conseguem pegar dado de uma porrada de usuário deles e trafegar pela rede no mundo inteiro. Ou seja, a capacidade instalada deles é tipo, pensa um servidor pequeno quanto um servidor gigante, um data center. É basicamente essa a diferença. Então assim, eles vão conseguir transmitir vários dados diferentes para vários locais do planeta com uma latência muito baixa.
Porque o sinal não precisa subir até o satélite e voltar para o solo, subir, voltar, subir, voltar, subir, voltar. Ele passa por todos os satélites e vai numa estação de solo lá do outro lado do planeta. Se você tem todos esses satélites no meio do caminho, você tem banda instalada para isso. E aí você consegue fazer umas coisas muito maneiras que a SpaceX fez, por exemplo, que é a comunicação a laser que eles têm nos satélites da Starlink, aquela que a gente estava falando que a Oran está testando.
Eles simplesmente criaram um produto para ser vendido para outras empresas de satélite que queiram conectar aquilo no deles. Então, eu quero fazer comunicação a laser do meu satélite com a Starlink.
pra poder usar uma banda muito maior do que eles usam atualmente, porque usar conexão de solo é caríssimo pra fazer esse tipo de coisa com satélite. Então o cara faz o quê? Ele compra o equipamento, integra no satélite dele, e ele se comunica com a rede da Starlink. Na prática, SpaceX ganha mais poder de banda com isso, só que o cara tem uma conexão que ele precisa de 20 MB, ele tem 300, tá ligado?
Então, assim, acaba sendo bom até para fazer o que se chama de relay. Por que não tem comunicação lá do lado oculto da Lua? Porque você não tem satélites dos dois lados da Lua que conseguem cruzar o sinal e fazer essa volta com a Terra. Então, assim, você está gerando uma tecnologia que permite que, por exemplo, a Estação Espacial Internacional, se tivesse isso de laser, ela não teria queda de imagem em nenhum momento. Isso acontece direto na Estação Espacial.
Entendi. Ou seja, é ruim pra missão não ter imagem, não ter comunicação só em rádio o tempo todo. Mas assim, uma imagem vale mais que mil palavras.
Se eu falando de comunicação e tudo mais, aqui eu vou dar uma viajadinha só pra gente... Mais do que a gente já viajou, né? Vocês estão falando só de ciência, entendeu? Vamos falar agora de Etevaldos. Não, falando sério. Não, não, não tô falando sério não, na verdade. Mas vamos lá. Tem uma série, cara, na Apple TV, chamada Pluribus. Hum, eu assisti. Que a primeira coisa que acontece é os caras receberem...
uma comunicação extraterrestre e aquela comunicação extraterrestre no fim acaba... Você vai assistir aí. Isso não é spoiler. Isso não é spoiler. É, logo no primeiro episódio. Eles codificam a parada e montam uma bactéria. Acaba virando um troço, uma parada assim, né? A gente tem também lá aquela...
É o Voyager que tem as paradas lá do... Do disco. É, do Carl Sagan, não é? Isso. Pois é. Isso... Existe uma tese, uma teoria, que se tu só consegue falar...
Ondas de rádio, comunicação, né? Comunicação. Se a gente está mandando coisas de rádio por aí, somente civilizações tecnológicas conseguiriam pegar aquilo ali e entender. Infelizmente, a gente não teve nada...
ou felizmente, a gente não teve nada até hoje aí. Então, só para a gente terminar bem aqui com as viagens, vamos lá. Primeiro, vocês sonham com a possibilidade de ter alguma coisa lá? E segundo, vocês conseguem vislumbrar qual seria o impacto da...
de saber que existe algo pra sociedade, pra nós, como civilização? Eu vou falar. Total viagem, viu? Aqui eu não quero saber de professor de porra nenhuma. Entendeu? Não, que eu tenho coluna não sei aonde, que eu faço caralho. Não quero saber, irmão, que é maluquice. Uma coisa que é bom mencionar, que a gente fala essa questão do sinal, né? Afastar.
A gente tem uma coisa que eu vou ter que... Porque acaba com boa parte da graça dessa história, que é uma coisa chamada o inverso do quadrado da distância. Então, todo sinal que você tem, que ele vai sair esférico, ele vai a cada... Quanto mais distante você vai, esse sinal cai pelo inverso do quadrado. Ou seja, o sinal vai ficando muito fraco, muito rápido. Ou seja, pensa como se fosse uma trama, né? Essa trama vai ficando cada vez mais aberta, então a chance de você acertar um alvo é pequena. Mesmo se você acertar esse alvo...
você provavelmente vai pegar o que chama de fótons individuais. É um ponto do sinal, é um ponto do outro sinal, só que você não consegue formar uma imagem, vamos dizer assim. Isso acaba com, mesmo se a gente ter que lançar um sinal a laser extremamente potente, mas muito potente, mais do que a gente mais fez, um lugar muito específico pra daqui a zilhões de anos conseguir uma coisa.
Mas eu acho que assim, do ponto de vista mais da maluquice, eu quero muito que tenha. Sabe? Porque é impossível que o universo seja tão grande, cara, que não teve nenhum lugar nessa porra desse lugar, desse espaço todo, que não teve a mesma convergência. Só se tiver um criador.
Então, aí a minha definição de Deus, eu sou agnóstico. Eu não sou ateu, mas eu sou agnóstico. Eu não acredito que, nesse caso, que Deus seja alguém que está como se fosse um terrário, uma fazenda de formiga, tá ligado? Ele está lá observando e fala assim, acho que eu vou ajudar essa formiga aqui, vou jogar um pouquinho mais de terra aqui, tá ligado?
eu sinto que assim, se você vai regredindo na história do universo a única coisa que poderia me fazer que me faz acreditar nesse ponto é o estalo porque dali todo o resto é consequência entendeu? é mais ou menos isso que eu acho também, eu acho que Deus o que eu chamo de Deus é o conjunto de regras, tá? as possibilidades, Deus é a possibilidade como assim? por que que pássaros voam?
Porque existe essa possibilidade. Porque o jeito que as coisas são... A existência da atmosfera, tá ligado? As regras que são possíveis, a gravidade, se é uma parada que se repete, né? Por isso que eu falei, são só consequências, entendeu? Até onde a gente conhece, né? Isso eu posso estar falando merda também, não tenho certeza. Mas é isso aí que eu chamo de Deus. Agora, se existe alguma parada lá fora, eu também gostaria muito.
existir isso. Bom, vamos lá, vocês abriram... O cara é treca. Agora vem uma bula. Eu vou começar pela história de Deus e dar uma temperada. Porque eu acho uma coisa muito interessante e muito contra-intuitiva, que a gente tem uma dificuldade muito grande de entender, mas que num nível fundamental, o universo e seus fenômenos são probabilísticos. Então não é uma coisa causal.
é probabilidade. Então isso a gente vê nas partículas subatômicas. Decaimento radioativo. Você não pode, exato, você não pode prever quando uma partícula vai sofrer decaimento. Você só pode juntar um punhado de partículas e falar, na média, metade delas vai sofrer decaimento depois de tanto tempo.
Mas se você pegar uma, ela pode decair agora ou pode decair daqui a um milhão de anos. Ou trilhões de anos, que nem tem molécula que é quadrilhões de anos. Exato. Então, assim, é probabilístico. E a partir desse universo fundamental probabilístico, surge esse que a gente percebe, que é o do nosso cotidiano, que parece mais causal. Tem causas e consequências.
Como nós evoluímos nessa realidade causal, o nosso cérebro só consegue processar essa realidade. Então, a probabilística não faz sentido nenhum para nós. E aí, claro, a gente tenta preencher essa lacuna. Como é que a gente explica isso? Por que há alguma coisa em vez de nada?
Se você pensar em termos puramente probabilísticos, tudo bem, é probabilidade. Pode ter alguma coisa, pode não ter nada. A gente só está aqui porque tem alguma coisa. Se não tivesse nada, a gente não estava aqui. Então, a coisa meio que se resolve tautologicamente ali, num circo.
mas para muitas pessoas essa é uma resposta insuficiente, é uma resposta frustrante. E aí você vai apelar, bom, então tem alguma causa, e aí você apela para Deus ou para alguma coisa parecida com isso. Eu acho que não é uma ideia testável, logo não está no âmbito da ciência.
Mas, como o Pedro, eu sou agnóstico e eu acho que a gente está aberto à possibilidade. Não tem como você refutar e não tem como você comprovar. Mas não é muito curioso que a gente está... A gente é muito frágil. Se a gente subir um pouquinho, não precisa sair. Se a gente subir um pouco, a gente já sufoca, por exemplo. A gente não foi feito para viver na água, não foi feito para viver no espaço. A gente é muito frágil e a gente vive...
Claro que é um suspiro, é um piscar de olhos na escala universal. Mas a gente está aqui vivendo nas condições que são precisamente adequadas para a gente. Mas aí é o pensamento contrário. É, exatamente. Você só existe porque as coisas se formaram desse jeito, entendeu? Então, então. Você não é especial. É a parada do você não é especial. Eu sei, eu sei, eu sei. Mas veja, o fato das coisas serem como são e a gente surgir...
por conta dessas condições, pra mim já é incrível. Cara, pensa assim. Isso é incrível. A gente tem uma... A distância, as coisas estão no lugar certo. Mas é o que eu tô falando. Você tá pensando ao contrário. Não, eu sei que eu tô pensando ao contrário, cara. Eu tô contigo nessa daí, do lance do causal. Mas não é fascinante mesmo assim? Isso é. Não é fascinante mesmo assim? Tipo, pensa quantas... Eu acho que é o mistério da existência.
E ele nos fascina, porque a gente está o tempo inteiro se perguntando por quê? Por que estamos aqui? Como viemos para aqui? O que significa ter uma consciência? Eu adoro a ideia do Carl Sagan, porque ele parte justamente desse fato de que nós surgimos a partir da poeira das estrelas.
E essa poeira das estrelas se condensou em nós de uma forma tal que nós estamos pensando sobre nós mesmos e sobre o universo. Então, de certa maneira, nós somos o universo pensando sobre ele mesmo. Só que de forma individualizada na gente. Eu acho uma ideia fascinante. Eu não consigo imaginar para onde ela possa nos levar.
no campo da ciência. Então não é uma ideia pra gente explorar cientificamente. É uma ideia filosófica. É uma ideia filosófica. E como uma ideia filosófica, ela é tão válida quanto qualquer outra. Você pode pegar outras ideias que preenchem isso de outra maneira e ainda assim encontrar uma resposta satisfatória. Eu acho que é a angústia de todos nós de tentar entender e cada um tem que buscar a sua resposta.
Mas deixa eu falar um pouquinho sobre vida extraterrestre que a gente tocou nesse assunto também. Só deixa eu complementar uma coisa. Só porque vocês comentaram essa parte de ter a posição correta, e isso é muito maneiro. Pensa quantas planetas que têm capacidade de vida, por exemplo, que foram esterilizados por uma supernova. E tem até estudos que acreditam que na Terra uma das extinções que aconteceu pode ter sido por causa disso.
Então você tem uma vida que está começando a se formar, uma vida complexa, vai lá e explode uma supernova há dezenas de anos-luz dali, e depois quando chega essa energia, ela esteriliza o planeta e acabou.
Às vezes o planeta nunca mais vai ter vida. Entende? Porque não tem mais aquelas condições exatas. Então, mas daí o ser humano, durante o período da última Era do Gelo, o número de indivíduos caiu muito. Teve vida duas vezes no planeta Terra ou uma vez só? Que a gente saiba uma vez só.
provavelmente incontáveis vezes. Mas só restou um ancestral comum de todas essas que a gente encontra hoje. É o estromatólido, que a gente tem de vida um pouco mais... Esse é o grande drama. Na verdade, essa é a pergunta invertida da vida extraterrestre. Como a gente não sabe como começou, e a gente só tem toda a vida com um ancestral comum...
a gente não sabe se ela surgiu múltiplas vezes. Se ela surgiu múltiplas vezes na Terra, o que me parece razoável, não digo provável, mas razoável, é natural que você extrapole que isso vai acontecer em outros planetas também. Perfeito. Então, é uma forma de responder a questão da vida extraterrestre. É assim, estudando a própria Terra e entendendo como a vida surgiu, se a gente descobrir que, de repente, é um fenômeno...
que quando os ingredientes se juntam, ele acontece, a vida deve estar espalhada em todo lugar. Então a gente nem precisa sair daqui para chegar a essa conclusão. O drama é que a gente não sabe ainda. O problema é que isso é um antropoformismo. A gente está considerando que toda a vida, basicamente, é formada da mesma forma que a gente vê a nossa. Isso é uma arrogância do ser humano natural. É, mas eu acho que essa altura já tem uma certa fundamentação. Porque se você pensar, Igor...
A gente poderia pensar assim, a vida é como a conhecemos, então a vida na Terra é desse jeito, mas por que não pode ser de outro jeito? A essa altura já fizemos exploração de Vênus, de Marte, de outros planetas com outros ambientes e não encontramos nada.
pode ser que seja porque a gente não sabe enxergar essa vida, pode ser, mas a essa altura eu acho que é mais provável e mais crível, até pela navalha de Ocam, você escolher a escolha mais simples, é que realmente não tem. No sistema solar é bem difícil. Se o ambiente é desfavorável à vida como nós a conhecemos, a tendência é que não haja vida nenhuma, é isso que a gente observa.
no nosso contexto, digamos, da vizinhança cósmica. E tem alguns outros motivos pelos quais a gente deve acreditar que é provável que a vida seja mais ou menos do jeito que é aqui. Por quê? Porque aqui ela é baseada em carbono.
E o carbono é o átomo mais versátil da tabela periódica. É o que consegue se combinar e formar moléculas mais complexas. O segundo mais versátil seria o silício. Mas o silício toma uma surra do carbono que não dá nem graça. Mas ainda tem a questão de que a gente não sabe se, por exemplo, se o DNA é uma coisa específica da Terra. Não, sim. A vida complexa...
provavelmente vai ser completamente diferente. O que a gente pode dizer é o seguinte, vai ter que ter alguma molécula que codifique a informação genética. Agora, se vai ser um DNA exatamente como tem aqui na Terra, aí é preocupante, inclusive. Inclusive, há experimentos em que você faz, por exemplo, bases nitrogenadas alternativas, que não tem no DNA da Terra.
mas que os cientistas inserem sinteticamente e formam uma molécula de DNA alternativo, por assim dizer. Uma molécula que tem a mesma capacidade de armazenar informação genética, mas que não é feita com as bases que a gente encontra na nossa vida. Então, assim, variações são possíveis, mas a base, os elementos principais, o carbono, o hidrogênio, o oxigênio...
o fósforo, o enxofre. Essa receita deve ser mais ou menos essa. E aí entra um outro ingrediente também muito importante, que é a água. E a água, assim como o carbono é muito versátil, a água tem uma capacidade de solvência.
que é sem igual, além de estar muito presente, ela consegue quebrar moléculas. E como a vida é um processo químico de moléculas que vão se mesclando e se alterando e gerando reações umas nas outras, a água é um componente fundamental. E, de novo, a gente observa, lugares que não têm água, a gente não enxerga a vida.
Fizemos uma busca muito pequena? Fizemos. No que diz respeito à vida inteligente, fizemos uma busca menor ainda, pelas coisas que o Pedro estava falando. É muito difícil detectar a vida extraterrestre. Um sinal vai perdendo a sua capacidade conforme a distância e, ao mesmo tempo, você tem o problema de que o espaço é muito grande. Tudo é muito longe. Então, se nós estamos emitindo ondas de rádio há 120 anos...
Isso significa que podem detectar a gente até 120 anos-luz de distância da Terra. Mais do que isso, não. E nós estamos falando de uma galáxia com mais de 100 mil anos-luz de diâmetro. Então, assim, o espaço é muito vasto e as civilizações, se elas aparecem, elas são difíceis de detectar.
Às vezes elas não chegam nem no ponto de vista tecnológico. Às vezes o pessoal apela para coisas, ah, se fizer uma esfera de Dyson, pegar a energia da estrela, aí a gente vai conseguir ver. Sim, mas a gente já teve essa conversa aqui mais cedo, talvez nem faça sentido isso. Então, assim, encontrar vida fora da Terra, principalmente vida inteligente, é muito difícil. Mas eu estou com o Pedro na questão dos números.
é muita possibilidade. Então, mesmo que seja muito improvável, em algum lugar há de ter acontecido também. Agora, isso significa que nós vamos encontrar? Provavelmente não. O meu pensamento é exatamente isso. A distância é muito grande. Então, assim, do ponto de vista efetivo...
nós provavelmente estamos sozinhos no universo. É como se fosse um oceano, pensa no Oceano Pacífico, que quase não tem ilha pra valer no meião dele. Tivesse várias ilhas separadas, só que elas são incomunicáveis, elas são muito longas e ninguém consegue nadar de uma para outra, tá ligado?
Então assim, a vida vai existir, mas ninguém sabe. Por isso que é tão assustador se a gente olhar pra cima e ver um ETzinho, né, meu irmão? Porque ele conseguiu, se ele conseguiu, morremos. Exatamente. Eu penso que o cara, o extraterrestre que vem a fazer isso, a vida fora da Terra, ele vai ter que cruzar dezenas de anos-luz, pelo menos.
para chegar aqui. E para você ter tecnologia para fazer isso, ou você tem que ter muito tempo, né? E aí demora muito, e até tem toda uma discussão sobre como você fazer viagens espaciais de longa duração geracionais, né? Ou seja, uma série de pessoas que vão nascendo e morrendo dentro dessa post-facionave. Se você tem tecnologia para isso, já é um absurdo. Se você tem algo para chegar mais próximo da velocidade da luz, por exemplo, ainda tem outras questões também, mas seria também uma viagem só de ida.
Agora, só pra... Só pra falar de Star Trek, já pra terminar, eu acho assim, talvez não seja possível viagens interestelares, talvez não vamos encontrar a vida extraterrestre, mas é nosso dever como criaturas curiosas...
e tecnológicas, tentar. Então a gente tem que tentar descobrir a dobra espacial. Podemos não descobrir, mas temos que tentar. E a gente tem que procurar a vida extraterrestre. Podemos não encontrar, mas temos que procurar. Eu acho que a gente se define... Porque nesse processo a gente vai fazer uns bagulho foda. Vai aprender muito, né? E a gente se define muito mais pela busca do que pelo resultado. É a busca do conhecimento, é a busca de avançar, é a busca do próximo horizonte que define o ser humano.
A gente tem o pioneirismo impresso no nosso DNA. Se nós fôssemos uma espécie que não tivesse isso, talvez a gente teria ficado na África desde o início dos hominídeos e estava bom ali. Não, a gente se espalhou por todos os continentes.
A gente conectou o velho mundo com as Américas e transformou isso, começou a globalizar. A gente foi para a Lua, voltou e quer mais, porque a gente não precisava ir para a Lua do ponto de vista evolutivo do corpo do ser humano. Porque, cara, a gente não foi feito para ficar no espaço, a gente não foi feito nem para ficar debaixo d'água, nem para ir alto, nem para ficar em um lugar muito quente, nem muito frio.
Então, o que acontece nessa parte? Tudo tende a ficar no menor estado de energia, certo? Por que tu pede comida no aplicativo? Porque tu não quer levantar para fazer comida, tá ligado? Não quer ir no mercado, então você quer gastar o mínimo de energia possível. Então, do ponto de vista evolutivo, a gente seria tipo o Panda, tá ligado? O Panda é um bicho que deveria existir, do ponto de vista. Ele mora em uma região específica de um...
Numa área da China que come um bambu específico, é ruim de se reproduzir pra caramba, mas tá lá. Por quê? Porque não tem nada pra ele que afete. Então tá tudo certo. A gente nunca teve isso. O ser humano nunca teve isso, cara. Moral da história, seja um panda. Tô brincando. Eu tô quase, eu tô no caminho. Depois de toda essa conversa, essa é a conclusão. Seja um panda, a terra é plana e qual era a outra? Dos alienígenas.
Tu também falou, porra. Tá maluco, cara, de falar essas merdas aí e esqueci. Mas é merda, tá? Não, é verdade. Tem mensagem pra gente aí, Vitão? Ó, deixa eu mandar pra vocês aqui uma mensagem da ACD, cara. Que é o seguinte, a ACD, que você já deve ter ouvido falar que é quem faz o Teleton, por exemplo, na TV já há muitos anos. Tá rolando aí uma nova campanha de doações que é pra você ajudar a ACD a continuar ajudando as pessoas que realmente precisam, tá?
Bom, você me vê aqui falando de vez em quando do Hospital Ortopédico da ACD e a vasta maioria dos atendimentos lá são pelo SUS. Isso quer dizer que eles precisam da sua doação para continuar ajudando a galera que está no sufoco. Então tem o QR Code aqui, tem o link aí na descrição. Vai lá, participa, porque está rolando agora mesmo uma nova campanha de doações para ajudar.
a ACD a continuar ajudando as pessoas. Tem um número aqui, 80% dos atendimentos da ACD são realizados via o SUS. E, obviamente, o repasse da verba pública é insuficiente. Se você já precisou de algum serviço da ACD, sabe do que eu estou falando, da qualidade, do cuidado que eles têm lá. Então, se você puder ajudar, qualquer R$10 aí, tá bom. Tem o QR Code aí, o link aí na descrição. Vai lá saber um pouquinho mais.
Pedro, Salvador, muito obrigado pela moral. Obrigado pelo tempo de vocês. Obrigado por me ajudar a entender melhor não só esse foguetão aí, mas também se tem vida fora da Terra. Isso é terra plana mesmo. Foi um prazer, Igor. É terra plana. Não, não vamos. Não vamos por aí, pessoal.
Foi um prazer, Igor. Muito legal estar aqui com você. Valeu. E tu, Pedrão? Ah, é verdade. Isso daqui é a tua câmera, Pedrão. Fala aí como é que as pessoas gestam na internet. Me encontra no Space Orbit, no YouTube, principalmente, onde a gente transmite os lançamentos. A gente faz muito vídeo sobre o mundo do espaço. Tem muita coisa que acontece. As pessoas acham que o espaço é parado e não é nem um pouco.
Então você encontra também essas miniaturas na loja do Fogueteiro, spaceorbit.com.br, e também o nosso aplicativo Quando Lança, que você baixa nas redes sociais, nas lojas do aplicativo gratuito, pra você acompanhar o Mundo do Espaço. Inclusive, quando tem lançamento, ele avisa, então é bem bacana. É bem legal, porque muita gente, às vezes, não sabe os horários e tudo, então tem lá certinho tudo isso que o Spaceorbit faz. Ó, Salvador, essa daqui é a tua.
Boa, vou falar do meu eventinho. Nesse sábado aí, temos a STXP, um evento em celebração, 60 anos de Star Trek. Estamos trazendo a atriz Robin Curtis. E você pode passar lá em stxp.org e garantir o seu ingresso agora, nesse sábado, dia 2, acontece o evento. Maneiro. E nas minhas redes sociais, você pode me procurar no YouTube e no Instagram como Mensageiro Sideral. Muito nerd. Gosta de um videogame também?
Cara, pior que não. Que isso, cara. Pior que não. Aí falhei. Eu já fui muito do videogame. E do RPG. Quando eu era mais moleque. Do Jason Dracos. RPG, meu filho adora RPG. Louco. Eu ainda tô tentando entender qual é exatamente. Porra, é legal demais. Eu falo que eu sou fã do Salvador há muitos e muitos anos. Foi um prazer. Pô, me chamou de velho assim na lata, né? Não, cara, porque você foi um dos primeiros divulgadores científicos que eu acompanhei, cara. Valeu, Pedro. Gosto muito do seu trabalho, de verdade. Sempre falo. Muito obrigado. Sempre tive muito carinho pra você, cara. Muito obrigado. Valeu.
obrigado mesmo pela moral vocês dois, vocês que assistiram aí também, muito obrigado, segue os caras nas redes sociais, deixou tudo aqui no comentário fixado pra vocês, e vira membro do Flow, cara, custa menos de R$8,00, e a gente traz conteúdo pra vocês, inclusive vai todo dia, quando é aqui no YouTube, é lá no Discord, tá? Então, cara, daria pra comprar uma seda, tá bom? Obrigado pela moral aí, e a gente se vê depois, tá bom? Beijo, tchau.
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