PAULO MUZY + RAMIRES TIBANA - Flow #594
O que é Hyrox?
- O que é HyroxCaracterísticas do Hyrox · Diferenças entre CrossFit e Hyrox · Treinamento funcional
- Capacitação uso da forçaImportância do treinamento de força · Lesões e prevenção · Treinamento concorrente
- Saúde e Bem-estarImpacto do exercício na saúde · Recuperação e nutrição
- Academia e FitnessRelacionamentos conflituosos no fitness · Impacto das Redes Sociais
- Treinamento ProfissionalDificuldades de adaptação · Importância da orientação profissional
Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flor, eu sou o Igor. Tá valendo? Salve, salve, família! Bem-vindos a mais um Flor, eu sou o Igor. E hoje eu vou conversar com o Paulo Muzi. Olá, Igor. E olha, tá ele aí. Tá bonito, cara. Acho que é a barba, te deixou mais bonito. Acho que é o cabelo que cresceu. Pode ser também. Pode ser também. As duas coisas. As duas ajudam. Fica menos pior. É o conceito menos pior. E tem o Ramírez aqui também. Como é que você tá, cara?
Bem demais. E aí, galera? Fala aí, Igor. Bom, com o Muzi, cara, eu já conversei um milhão de vezes, eu sei exatamente qual é a parada que ele gosta de falar. Cara, teve um episódio, foi maneiro demais, que eu troquei ideia com ele e o pai dele. E o que é BTS, hein, Muzi? Porque outro dia eu encontrei um cara e ele estava falando que ele se aconselha com o teu pai sobre assuntos políticos.
Eu fiquei, caralho, o cara não lida com física? Meu pai trabalhou na Secretaria de Ciência e Tecnologia, né? E aí era física. Ele trabalhava em duas partes. Ele trabalhou na Secretaria de Ciência e Tecnologia e ele foi, na época, hoje, extinto o CEPAM, que era a Fundação Prefeito Faria Lima, que fazia desenvolvimento de município. Então, ele percorria o interior de São Paulo, ele parava na cidade, levantava que tinha potencial ali econômico.
Fazia o projeto da cidade e a cidade desenvolvia aquilo que ela tinha potencial pra ganhar dinheiro e assim, a população tem emprego, tem coisa, meu, era um trabalho assim, é foda falar do seu pai, né? Seu pai geralmente é um cara foda, né? Mas isso meu pai fazia, meu pai fez, cara, ele fez muito bem pra muita gente, assim, né? Tanto que ele saiu disso sem um tostão, né? Porque...
A verdade é que se você for trabalhar mesmo no desenvolvimento das pessoas e for trabalhar com política séria, a coisa é essa. E aí ele te consome tempo que você podia estar ganhando dinheiro. Sim, sim, sim. E ele... Eu acho que isso foi uma coisa muito legal que ele fez, essa questão do desenvolvimento do interior de São Paulo, na época do governo Quercia e do governo Fleury.
E depois, ainda nessa época, ele foi para a ciência e tecnologia. Aliás, ele primeiro foi para a ciência e tecnologia e depois ele foi para a Fundação Prefeito Faria Lima. Então, primeiro ele mostrou o que podia crescer ali na Secretaria de Ciência e Tecnologia. E aí depois ele foi aplicar esses conceitos e fazer o São Paulo rodar, funcionar.
Ô, Ramir, eu tento chamar aqui pro Flo os caras que eu acho que os caras são foda, os caras são relevantes, o caralho. Só da família desse cara aí já vieram três. Faltou o Roberto, né? A gente não chama. Tem até mais uma, né? Então pra você ver o nível da família Mose.
Então, eu sei qual que é o ângulo do MUSE quando a gente vai falar de esporte, de saúde, de como fazer tudo isso funcionar junto, né? Ele me ajudou, inclusive, no projeto do ano passado que a gente fez um... Eu saí do zero cardio e fui fazer um evento de 5 quilômetros e o objetivo era correr meia hora. Fiz em 32 minutos.
na margem de erro é meia hora. Deu certo. Tá ótimo. Pra São Paulo, se tá chovendo, inclusive, a margem de erro pula pra 45 minutos. Olha aí. E tava chovendo no dia, inclusive. Então você ganhou, irmão. Você tá além do desvio padrão, você superou as expectativas.
E qual que é o teu ângulo nisso, cara? O que que move o teu ponteiro nesse assunto? O Ramírez, antes dele falar, eu vou falar, porque ele não vai falar dele, o Ramírez é foda. O Ramírez tem um dos livros melhores do que a gente tem, de treino de alta intensidade. Ele sempre foi pioneiro naquilo que ele publicou nessa área de cross-treino, que é o nome do crossfit, e ele é atleta de crossfit e atleta de jiu-jitsu.
Então, você tá falando com um cara que, pra mim, é o papa daquilo que a gente vai conversar hoje, que é exercício concorrente, e ninguém melhor que o Ramirez pra falar isso, e eu sei que você não ia falar, então pronto. Agora você fala o que você ia falar, né? É, eu acho que não é legal falar sobre si, né? Então, ter um grande amigo como um músico pra falar sobre a minha pessoa é algo sensacional.
E agradecer, né? Já são quase 15 anos que eu conheço o Muzi, a gente trabalhou demais em eventos, viajando, palestras, no começo da minha carreira. E acho que ele hoje, num mundo com mais mídia, talvez seja o maior defensor da modalidade do cross e todas as suas vertentes. Toda vez ele fala, tenta defender, não, não é bem por aí. Por que ele tenta defender, Ramírez? Qual é o grande problema que o cross-traino enfrenta, cara?
Bom, o primeiro problema é associado com lesão. A gente vai falar sobre isso, mas trazendo para o Musi, o Musi já treinou, inclusive. Tem vídeos dele fazendo o ring muscle up. Ele é grande demais para isso? Foge um pouco do perfil, mas ele conseguiu. No primeiro treino que ele fez, ele fez um ring muscle up.
Então imagina, uma pessoa com quase 120 quilos quase derrubou a parede de uma academia de crossfit. O dono, pelo amor de Deus, faz só mais uma repetição aí, senão eu fico sem academia. Tá chacoalhando o teto. Mas ele é um grande defensor dentro da mídia do crossfit. Eu pude ajudar ele durante uma preparação, fazendo treinos similares. Então se tem uma pessoa que eu preciso agradecer publicamente, é o Muzi por tudo que ele tem feito. Imagina.
A foto que tá na Zaironberg, que tem eu lá aqui, aquela foto, a preparação, eu fiz com crossfit. Porque o que que acontecia? Eu tava numa época que eu tava trabalhando demais, e assim, eu já tava restringindo o sono, eu tava encaixado o volume de treino que eu podia fazer de musculação, não adiantava fazer mais. E se eu caísse na caloria, eu ia entrar em LEA, que é o Low Energy Availability, ou seja, ia despencar tudo que é hormônio.
Eu falei, cara, eu tenho que arrumar uma modalidade. Na época, eu já era amigo do Ramírez, contei para ele, falou, cara, vamos fazer um treino, vamos fazer um treino. E aí ele fez o complemento com um cross-training. Então eu treinava a minha rotina de musculação e eu tinha num outro horário esse complemento, que era um exercício de altíssima intensidade, mas usando musculação, e não de força, mas combinando capacidades. E aí o meu físico deu aquela enxugada, e é a foto que vocês veem, é uma foto que está na Ironberg, eu nem sei de...
Se tem essa foto na internet ainda. Mas o peso, eu fiz aquela foto e estava com 103 quilos, mais ou menos. E é um dos físicos que eu mais gostei. E é a foto que ficou mais famosa. Nem foi essa ótima preparação que eu estava com 110. Que eu estava com 42 anos. Foi em 2023. É, 2022, 2023. Que estava com eu, Renato e Júlio. E foi o primeiro físico marcante que eu coloquei na minha carreira.
O segundo foi esse em 2022, mas aquele físico, ele não tem restrição calórica. Zero restrição calórica. Eu fiz dieta norma calórica do começo ao fim, cara. Caralho. E o que é a intensidade, então, que tem esse resultado? São as valências, né? É a intensidade, é o volume, é a complexidade, é a densidade do treino. Isso é uma outra coisa que eu aprendi com o Ramírez, né? Isso é uma coisa que ele sempre falou.
nas aulas dele, tanto de palestra quanto de curso, porque na educação física e isso é uma paixão que eu tenho eu gosto muito de estudar a educação física no sentido do exercício geral mas se você for ver de uma forma facilitadora eles vão traduzir tudo em volume e intensidade ah, é volume e intensidade, volume e intensidade aí vão ficar brigando o que é intensidade
Tá certo, Ramírez? Com certeza. O Ramírez, uma das primeiras publicações dele, acho que está no treino de alta intensidade, né? Sim. Ele fala de quatro valências. Tem volume e intensidade? Beleza. Mas tem complexidade?
Você pode fazer exercício mais complexo ou menos complexo. Vou dar um exemplo simples aqui. Você pode fazer um bíceps máquina, que você já tem a máquina te dando o trilho biomecânico, você só precisa fazer a força do bíceps. Você pode fazer um agachamento. Você tem que trabalhar o corpo inteiro e corta, estabilizando o tronco, ou seja, extremamente complexo. Então deixa eu abrir um parênteses aqui. No exemplo do bíceps que você deu de fazer na máquina, que ela tem lá...
Meio que te coloca já no lugar e tudo mais. Tu só precisa mesmo fazer... Puxa. Bicicleta com rodinha. Isso, bicicleta com rodinha. Muda nessa complexidade, nessa valência da complexidade que você está falando. Muda eu pegar um haltero e fazer livre, por exemplo? Muda completamente. Tá, então... Muda completamente. Não precisa ir com um agachamento.
Não precisa, mas se você tiver que fazer, por exemplo, um bíceps unilateral com halter, flexão de cotovelo unilateral com halter, já ganha complexidade. E depois tem a densidade do treino, quantos exercícios, quantos movimentos você faz em um determinado período de tempo.
E aí uma das coisas que ele programou, ele montou esse treino pra mim, era uma densidade muito alta. Porque também, se eu trabalhasse mais intensidade, aí batia no estímulo de musculação. Se eu trabalhasse mais volume, aumentava o meu desgaste. Então, ele montou um treino concorrente, que era... Cara...
Era um crossfit específico para mim naquele momento, para aquela coisa, e extremamente ajustado para ser o que eu precisava para conseguir ganhar condicionamento sem perder o roundness, o arredondamento muscular, sem me custar músculo.
só pra terminar de colar a pele e sem me levar a um overtraining, né? Que é o grande problema. Ah, você não pode treinar quanto você quer, senão você vai pra um overtraining aí você tem um crash hormonal e você arrebenta inteira. Entendi. Ô, Ramires, como é que tu chegou a essa conclusão de que deveríamos prestar atenção nessas duas valências extras aí? Porque todo mundo presta atenção nas duas primeiras. O volume tem cidade, né?
Quando a gente pensa em tipos de treino, por exemplo, quando a gente traz o crossfit, diferente da musculação, o nível de complexidade é muito importante, porque você tem exercícios que para grande parcela da população não são usuais, como os levantamentos olímpicos, como os exercícios de ginástica, então o nível de complexidade pode acabar...
sendo um fator decisivo em relação a você ter uma lesão ou a você continuar praticando uma atividade, porque se você é um iniciante, vai fazer um ring muscle up igual o Muse, você vai fazer um movimento de snatch, você não terá habilidade ou uma coordenação para executar esses movimentos.
Então, consequentemente, é uma valência que você precisa prestar atenção na hora de você prescrever o exercício. Obviamente, seja no ambiente do crossfit, seja no ambiente da musculação, que a escolha do exercício, o nível de complexidade, ele pode impactar no objetivo desejado do praticante, do atleta. Tem uns caras que não conseguem fazer nem polichinelo, cara. Eu não estou nem zoando. Quando eu servir lá em 2004, bota um pão atrás. Quando eu falo isso, cada vez vai ficando mais longe.
tinha os moleques que não conseguiam fazer polichinelo, não conseguia, completamente descoordenado. Dá para um cara desse fazer um cross treino? Com certeza, porque um bom treinador vai entender o nível de complexidade do exercício e vai adaptar o exercício para esse nível do praticante. Então, ao invés de você fazer um movimento completo, você pode parcelar o movimento para que a pessoa consiga executar e aprender a execução do movimento.
Então tudo dentro da modalidade do crossfit e, obviamente, em qualquer prática desportiva, existe a adaptação para o seu nível atlético, para a sua coordenação. Então seja no crossfit, seja na musculação, seja no futebol, existem etapas de aprendizagem para você executar qualquer movimento. Então dentro do cross isso acontece da mesma forma.
Por exemplo, uma senhora que quer pular um caixote. Para o nível atual dela isso é impossível. Então o que eu vou apresentar para ela? Uma anilha, que ela pode fazer um step, não necessariamente pular. Ou ela pode fazer um salto com uma altura mínima. E aí você vai progredindo com o tempo. Então você entender a complexidade do movimento é de suma importância para que você tenha uma prescrição mais assertiva.
E quando você fala sobre moleques que não sabem fazer polichinelo e eu trazendo toda essa complexidade do treino, aqui no Brasil é um problema. Quando você fala de desporto, desempenho atlético, fugindo dessa comparação do cross, da musculação. Mas nós vamos voltar. Mas eu fui preparador físico de um time de basquete em Brasília chamado Cerrado Basquete, que inclusive jogou NBB.
E 100% dos atletas que ali estavam não sabiam fazer um agachamento. Mas assim, é de não saber ou não conseguir, Ramiris? Não sabiam. O moleque que eu tô falando é assim, cara, olha só. A gente tava no quartel. Fica em posição de sentido. A mulher fica em posição de sentido. Agora abre a perna com uma posição de descansar com a mão lá em cima. Agora posição de sentido.
Agora alterna, não adianta. Entendeu? Era uma mistura das duas coisas. Mas por quê? Porque esse tipo de exercício dentro da preparação do esporte brasileiro, ele era pouco difundido. Se você pegasse um jogador de futebol e falasse para ele há 10 anos que ele tinha que fazer um agachamento...
que ele teria uma melhora de performance, ele iria reduzir a incidência de lesões, ele iria chamar você de doido, que iria atrapalhar a performance, ele iria se lesionar. Mas o que os caras faziam, então, Ramírez?
dentro dos grandes clubes existiam profissionais que tinham essa competência mas era usual fazer máquinas, cadeira extensora flexora fugindo de exercícios livres fugindo de movimentos como o LPO mas aí eu vou defender os amigos né cara fazer um leg press combinar o leg press com mais uns dois ou três exercícios não tem o mesmo efeito que um agachamento mas aí machuca machuca colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado colorado
O Ramirez vai falar mais isso daí, mas machuca por quê? Porque se você não sabe fazer o movimento, você faz máquina, você ganha força sem controle. Porque assim, a máquina vai te dar um fortalecimento. Só que, pensa o seguinte, quando você tem um sistema muscular trabalhando, esse sistema muscular para fazer movimentos do dia a dia, você levantar da cadeira, você pegar alguma coisa que está no chão, você agachar para, sei lá, pegar a sua bolsa que está no chão.
Ou então dá um pulinho para pegar uma coisa que está no alto da estante. São movimentos que usam toda a musculatura. Desde musculatura de estabilização, que é o seu corpo, o seu corpo fica rígido e você faz aquele movimento, até as musculaturas, que são os agonistas, os que fazem o movimento, e os antagonistas, que são os que acabam equilibrando o movimento. Então, todo movimento tem agonista, antagonista e tem um sinergista, um cara que ajuda.
quando você faz um movimento livre, você simula a realidade. Você faz cadeira extensora jogando futebol? Não.
Você faz extensão de joelho, mas você faz a extensão de joelho combinado com uma porrada de movimento. Então quanto mais você fica na máquina, isso pra gente, na ortopedia é comum, a gente pega um monte de tendinite, tendinose, de lesão de... até lesão muscular. Por quê? O cara fica tanto na máquina que depois ele vai, por exemplo, uma coisa idiota. O cara escorrega no estacionamento, vai tentar apoiar e pum, rasga um tendão. Por quê? Porque ele não consegue fazer uma coisa chamada coordenação intermuscular.
É uma das lesões mais comuns, por exemplo, de peitoral. Falta de coordenação intermuscular. Tem um pouco de intramuscular também, mas é no exercício livre que você ganha habilidade. Então, máquina, treino só de máquina é confortável, mas não é seguro. Você desenvolve uma força que você não controla.
E a gente tem que pensar também na questão da transferência. Qual a capacidade de transferência de você fazer uma cadeira extensora para o futebol ou para outra modalidade desportiva. Então, toda vez que a gente trabalha pensando em transferência para o desporto, a gente tem que pensar em quais exercícios teriam mais essa capacidade de transferência. Uma outra dúvida. Quanto tempo existe...
essa tua, eu não vou chamar de corrente, mas essa tua jeito de pensar. Há quanto tempo existe o cross-training e tudo isso? Por que eu estou perguntando? Porque você está me dizendo que até outro dia os atletas desse clube estavam treinando do jeito abaixo do ótimo.
E aqui estamos usando palavras brandas Pra galera, ninguém ficar melindrado Mas existe Pelo que o Muzi falou aqui Bem claramente Um jeito melhor De se preparar Não que seja errado Errado é ele não fazer força
Se ele estava fazendo força na cadeira extensora, no leg press, é melhor do que não fazer. Porque ele reduz a possibilidade de lesões, ele tem uma transferência mesmo que seja mínima para o esporte. Mas existem formas mais assertivas. Como, por exemplo, o exemplo que o Musi deu de exercícios livres por conta da coordenação motora e pela capacidade de transferência para o esporte. Mas, óbvio, eu não estou falando que o crossfit não é a solução para eles.
Eu estou falando que um elemento que existe dentro do crossfit é o que existe dentro do crossfit.
mundialmente vendido como muito positivo para o esporte, como os exercícios de levantamento olímpico, que eram poucos conhecidos aqui no Brasil antes da chegada do crossfit, os exercícios de força básico, que já eram difundidos aqui no Brasil pelos powerlifters, que inclusive tem um boom hoje em dia pelo...
o Bitello hoje ele está difundindo ainda mais o esporte, mas existe um propósito que não através da utilização desses exercícios que não fica dentro do weightlifting, não fica dentro do powerlifting, não fica dentro do crossfit
Então, um atleta, que seja do MMA, do futebol, do vôlei, da corrida, a sugestão da literatura científica é que ele deve fazer isso, porque ele vai melhorar o desempenho dele, ele vai ter vários benefícios, incluindo reduzindo a possibilidade de lesões. Então, um atleta mais forte lesiona menos. Um atleta que, inclusive hoje...
Na literatura científica, a proporção hoje para um atleta é que ele tenha um agachamento duas vezes acima do peso corporal dele. Para o mundo desportivo, então um corredor fazendo força. Agora para o powerlifter, aí é o infinito. Quanto mais forte, melhor. Para o crossfit, a mesma coisa. Quanto mais forte, melhor. Mas um jogador de futebol, um atleta de basquete... E um cara de 41 anos.
Aí já está mais atrelado à força para a saúde. Aí a recomendação é que pelo menos o seu peso corporal você esteja fazendo um agachamento. Então se você pesa... É melhor emagrecer. Baixar as minhas, então. Se você pesa quanto?
96 por aí. Então é isso. Você deveria estar agachando com pelo menos 96 quilos. Contando com o peso da barra, te ajudando. É... Tá. Porra. Eu uso uma desculpa que pra mim é boa, tá? O meu joelho esquerdo não deixa eu fazer agachamento. Sério? Mas você pode fazer um movimento mais limitado. Existem várias possibilidades de adaptação pra você. Cara, eu posso te falar que porque você não faz agachamento, você tem problema no joelho?
Olha, eu sei, eu não sei, mas eu não duvido, eu imagino mesmo. Porque em geral, quando tem esse tipo de dor, e aí vai falar com o músico, por exemplo, ele, cara, tem que fortalecer. Então, porra. Pensa que o agachamento é o primeiro movimento que o ser humano faz. É o que torna ele diferente de toda raça humana, é o que torna ele bípede. De todos os animais na terra. Ele é bípede, né? Ele é 100% bípede.
Ele não usa os braços ou os membros superiores para caminhar. E se é justamente isso, não é para doer. Se está doendo, muitas vezes falta alongamento, alongamento de posterior de coxa, alongamento de triceps oral, alongamento de panturrilha. Cara, se você não tem alongamento bom de panturrilha, você não agacha. Se você não agacha, você vai ter dor no joelho, você vai ter dor na lombar, você pode ter dor no quadril.
O que muitas vezes acontece é a gente atender no consultório de ortopedia uma pessoa que tem um problema crônico de joelho e avançando, é aquela, começou uma condromalácia quando eu tinha 20, aí com 26 piorou, agora eu estou com 35 e já está numa condromalácia grau 3 que eu tenho exposição do leito ósseo.
Tá bom. O que você faz de exercício? Não, faço academia. Todo mundo faz academia. Pelo menos todo mundo paga academia e acha que academia se faz sozinha, né? Ah, você é pedreiro. Você faz academia. Você fez. Construiu a academia. Então, mas aí você vai ver o que o cara faz. Máquina, máquina, máquina, máquina.
Aí você vai ver, ele faz a máquina que ele quer, do jeito que ele quer, na amplitude que ele quer, no peso que ele quer, e assim, sem controle de contração, porque isso é uma outra coisa. A máquina é muito útil, tá? Não estou falando mal de máquina. Uma máquina bem feita, bem construída, cara, é um asset, um item excelente para você melhorar o seu condicionamento. Então, é isso. Só que...
tem que saber usar. Do mesmo jeito que você não sabe dirigir um carro, você vai acabar batendo um poste. Se você não sabe usar uma máquina, você vai acabar se machucando. E a característica dessas lesões são lesões crônicas, de pessoas que sentem aquele conforto da máquina e elas querem ampliar esse conforto.
Pensa só o seguinte, quantas vezes você entrou na academia, e eu volto e meio vejo isso, tem alguém sentado numa cadeira extensora, numa cadeira flexora, numa cadeira abdutora, olhando no telefone celular, enquanto faz o exercício. Você consegue fazer isso com agachamento? Não tem como.
Consegue fazer isso com terra? Também não. Consegue fazer isso com stiff? Supino. Também não. Consegue fazer com supino, uma passada. Então assim... Tem que estar completamente presente no exercício. Exatamente. Tudo que você não consegue fazer outra coisa enquanto você estiver fazendo exercício é o que você precisa fazer. Tudo que você consegue fazer fazendo outra coisa é o que você tem que treinar para ter atenção naquilo que você está fazendo, porque senão você pode fazer besteira.
E aí, a gente está conversando sobre o treinamento de força, hoje tem esse boom do treinamento de força voltado para a estética, mas não é algo novo. Existem literaturas que mostram que o treinamento de força já era utilizado nos primórdios dos Jogos Olímpicos.
Tem livro de 1569 falando sobre a importância da prática do treinamento de força, seja para a saúde, seja para o desempenho esportivo. Então, isso não é algo novo. A grande novidade é a qualidade dos artigos científicos publicados, a qualidade dos equipamentos que existem para as pessoas utilizarem, mas dá a importância do treinamento de força, seja para o desporto.
seja para uma boa saúde, isso já é relato de mais de 1500 anos. Para falar, desculpa te cortar, para falar no sentido que o Ramiz está falando, por exemplo, ketobel. Você acha que ketobel é aquele pezinho que é aquela alça. Quanto tempo você acha que tem aquilo lá? Cara, aquilo deve ter sido um dos primeiros jeitos que a gente inventou de levantar peso num balde, sei lá como. Ótimo. Então quanto tempo você acha que tem?
Chuta. Ó, vamos falar. O cara que inventou o fisiculturismo é o Dini Sandow em 1880. Então temos aí 150 anos. Tá. Quanto tempo tem um Quetobel? 150 anos. Tem 5 mil anos. Sabe quem inventou o Quetobel? Quem inventou o Quetobel foi o exército persa. Na época onde a Pérsia era chamada de reino de Hath, dos Ititas, que eram os grandes inimigos do Egito.
Então, o que que acontecia? Os caras... Por que que eles eram... Por que que você assistia 300? Eu não queria soltar 5 mil, mas você foi um filha da puta de me guiar pro cara que... É lógico. Eu tenho que criar alguma tensão. Foi boa, foi boa. Mas eu ia ralar o dia muito mesmo.
Se você assistir o filme 300, você vai ver que o exército persa era extremamente temido. E ele era extremamente temido. Por quê? Porque os caras faziam marcha por dia de 60 quilômetros. E quando eles estabeleciam o acampamento deles, iam brincar. Qual que era a brincadeira deles?
Era pegar bolas que tinham arcos de ferro, alças de ferro, e ver quem jogava mais longe, quem jogava mais alto, quem conseguia erguer as mais pesadas. Então, era um condicionamento que era... O entretenimento dos malucos era justamente pegar o peso mais pesado que tinha e levantar. Como que você não faz o exército mais poderoso do mundo desse jeito? Então, a gente... Se a gente for...
Olhar o que é a atividade física para o ser humano. Cara, a gente vai encontrar indícios em cada fase da história. De formas diferentes. Mas hoje a galera está muito mais aberta a, pelo menos, a ideia do fitness, do wellness, ou alguma palavra em português. Hoje, eu nunca andei grandão que nem tu. Mas eu suponho que hoje seja muito mais aceitável um cara grandão, tipo...
Irrita menos, incomoda menos, chama menos atenção, um cara grandão é mais comum do que era. Então, me parece que tem uma boa vontade para aceitar esse tipo de discurso, hoje muito maior, mas ainda falta...
o agir, não é? E o que vocês acham que segura o cara e esse cara vira o cara que só paga a academia? Ele não vai lá fazer a parada. É o quê? Tá aqui? É preguiça? É uma desculpa que ele inventa pra si mesmo? Por que a gente que é feito pra... Pra ser... A gente é resistente, né? Por que a gente que consegue, conseguia correr longas distâncias, não sei o quê, agora a gente tá tão preguiçoso? É claro que...
Vai lá, fala vocês. Existem várias vertentes, uma delas é do gene econômico, de a gente ter essa tendência de não querer fazer esforço para economizar energia em virtude dos nossos ancestrais, porque os nossos ancestrais, quanto maior o gasto energético, pior.
porque ele não sabia quando teria novamente essa oferta calórica. Então, consequentemente, você está gastando mais caloria, comendo menos, existe a probabilidade de você virar óbito, morrer. Então, uma das vertentes é essa, mas não é altamente aceitável. E hoje, além de tudo, a gente tem um outro problema, que é o celular.
Então, ao invés de eu ir treinar, vou ficar em casa rolando o celular. Mas essa é a desculpa de hoje. De ontem era, sei lá, a TV, era o videogame. Mas que são fugas, a gente chama de sequestros dopaminérgicos. Então, o que é o telefone celular? É o meio de dopamina mais eficiente que a gente inventou até hoje. Novidade, novidade, novidade, novidade.
Você vê que você não consegue concentrar em nada. Você sabe quanto é o tempo médio de atenção que hoje, no mundo, uma pessoa consegue ter? É assustador. Num videozinho desse daí, sei lá, uns três segundos? Dois segundos. São dois segundos.
E aí o pessoal tem dificuldade para estudar, tem dificuldade para... Aí não consegue prestar concurso. Se você for ver, a pessoa vai ter dificuldade de prestar atenção para ler a página de um livro. Esse eu acho que é um teste legal. Para você ver o quanto o celular detonou a sua vida, faz um teste. Tenta ler uma página de um livro sem desviar o seu pensamento. Sem você flanar.
Focando ali, vou ler uma página de livro. Não estou te pedindo para ler um livro. Uma página de livro. Leia. A gente tinha outras formas de fazer sequestro dopaminérgico. Então, o videogame tem o lado de habilidade, sim, mas tem a questão do que é quase um vício, que é o comportamento de você buscar dopamina, buscar dopamina, buscar dopamina. Os jogos, eles mudaram muito. Nossa época era o Atari, então era aquela coisa extremamente repetitiva que chegava uma hora que se saturava e beleza. Só que hoje o jogo não tem fim.
cara, tem jogo que, sei lá, outro dia eu vi minha filha jogando Harry Potter, mundo de Harry Potter, não sei o que, cara, tem tanta missão, tem que crescer jogando aquele jogo pra conseguir zerar ele, é inzerável esse negócio, não dá, cara. Street Fighter?
É 30 segundos, irmão. Porrada, porrada, porrada, porrada. Sim, só que hoje tu joga com os caras online, então é também infinito. Sabe? Pode ser. Porque tu... Eu sei bem como é esse sentimento de não quero sair perdendo e já que eu ganhei vou mais uma. Exatamente. Sabemos como é isso.
A gente, cada época, tem a sua forma de sequestro. Mas, por exemplo, 30 anos atrás, tinha 5 canais de TV. Era Globo, Manchete, SBT, Record e TV Cultura, aqui em São Paulo. E aí a gente tinha o problema da dificuldade da chegada da informação.
Então, não tinha uns caras aqui falando sobre, sei lá, cross-treino, falando sobre saúde, de uma forma até de hormônio. Mas tinha gente que treinava. Pega, por exemplo, vamos pegar um caso famoso, o Nuno Cobra, que era o treinador da Ayrton Senna. Esse foi um dos primeiros treinadores que falou, olha, você tem que ter várias valências.
E se você é um atleta da modalidade que for, você tem que estar bem condicionado. Cara, o Senna era shapeado, velho. Se vocês pegarem cena da época, tem algumas cenas dele correndo, etc. O cara era muito preparado, o físico dele era muito bom. Então, a gente tem essa história. A gente até brincava, escolhendo o professor Ramundo, tinha o Paulo Cintura e aí é. Formar apelido na faculdade, Cintura. Até hoje os caras da faculdade não sabem o meu nome, juro por Deus.
Eu acho que eu já vi uns caras te chamando de cintura. Tem, tem. Meus professores não sabem meu nome. Até hoje eles me encontram nos hospitais. E aí, cintura? Eu acho que pelo menos, cara, pelo menos 70% da minha classe não sabe meu nome. Só me chamam pelo apelido. E hoje foi muito engraçado.
Tem uma menina que foi minha colega na faculdade, só que de uma turma depois da minha. Aí ela está trabalhando no Fleury, e ela já é chefe lá de não sei o que, porque é a idade que a gente está. E aí ela falou, e aí cinturar? Eu falei, puta, mais uma que não sabe meu nome, mas tem meu telefone. Se liga?
tu é quem? não tem um apelidinho maneiro não? é um apelido que o pessoal evita falar próximo a mim que é Canela Fina eu nunca ouvi esse apelido os moleques do time não te chamam tu vai te aporrar neles? não, é eu, pô, fecho a cara eu quero ver que eu não gosto
Então eles falam por trás, mas quando eu tô próximo, eles... Não, fala próximo dele não, que o bicho fica puto. Eu nunca vi os moleques te chamarem. É porque eles também vêm de calça jeans. Entendi, entendi.
Mas aí então, voltando, a gente estava num cenário que tinha lá o Paulo Cintura, não sei o quê, tinha um sequestro dopaminérgico menos eficiente, mas a gente também tinha menos receptividade a isso, ao fitness. Vamos voltar ali para a década de 1940, que foi onde começou a história do treinamento de força que nós conhecemos atualmente.
Então, um pesquisador chamado Thomas Delorme, médico, praticante do treinamento de força. Ortopedista. Ortopedista. Muitas das habilidades que ele desenvolveu nas pesquisas era por conta da prática esportiva dele. Ele começa a trabalhar com pacientes pós Segunda Guerra Mundial com objetivo de reabilitação.
E ele começa a usar o treinamento de força e deu muito resultado. Muitas práticas que ele descobriu com esse treinamento é usada até hoje, como, por exemplo, três séries de dez repetições. É isso que eu ia te perguntar, se foi o Delano ou foi o três de dez. Ele tem toda a cara de coisa de militar mesmo. Ele era um médico militar, ortopedista militar. E aí, três séries de dez, ele começa, então, a demonstrar que o treinamento de força...
não era usado apenas para o objetivo de performance física, mas você poderia usar o treinamento de força com o objetivo de reabilitação. Então, ele comprova isso. Tem vários estudos mostrando sobre o benefício, publicados pelo Delorme até hoje, disponível. E ninguém desbancou esses estudos também.
Não, pelo contrário, os estudos hoje corroboram e mostram essa eficácia. Só que começou a surgir vertentes contrárias ao treinamento de força por conta do crescimento do fisicoturismo. Muitas pessoas que não conheciam os benefícios do treinamento observavam o estereótipo do bodybuilder e começaram a ter conclusões. Isso é perigoso.
Isso faz mal pro coração. Isso vai diminuir sua flexibilidade. Mas aí pessoas, não estamos falando... Médicos? Não, cara, mas isso daí até antes de ontem. Você tem uma ideia? Quando eu comecei a treinar musculação em Marília, eu tinha uns 12 anos, 13 anos na academia. Tinha os caras que, por exemplo, a gente não tinha profissional de educação física na academia. Era um trabalho menor.
Os caras queriam ser técnico da seleção de natação, técnico do time de bicicleta. Tinha até um determinado esporte em Marília nessa época, na década de 90, 92, 93, que tinha um cara que era super famoso, que era o técnico, ele proibia os atletas dele de chegar perto de sala de musculação.
proibia. O cara que era mais cabeça aberta nesse sentido, era um time de natação do Zebra, que eram... E ele fazia o treino de musculação. Então a gente via os caras da natação do Yara treinar a musculação na academia do Yara. E como a gente sabia porra nenhuma o que a gente fazia, a gente imitava os caras da natação, porque eu queria ficar com aquele caixa grande, assim, né? Mas eu não queria nadar, eu queria puxar o ferro. Então eu puxava o ferro do jeito que os caras treinavam. E o objetivo era ficar forte, ficar...
Vistoso. Ficar horrível pra minha mãe olhar pra mim e falar Filho, você tá feio, isso era o meu sonho. Toda vez que eu olhava pra mim e falava Ah, você tá tão bonito. Puta, tô frango. Fudeu. É foda, é triste. E aí você comentou sobre questão de preconceito.
E existe uma vertente da medicina que levantava a ideia que se você fosse muito musculoso, você ia gastar muita energia e isso poderia impactar no seu desenvolvimento intelectual. Então daí que surge aquela ideia do bodybuilder, do cara que é forte, ele é burro. Isso é de 1950, 1960. Eu passei isso na faculdade, tá?
A gente, cara, tinha uma matéria na faculdade de medicina que era biomóbil, logia molecular. Todo mundo tomava pau. Eu passei nessa porra dessa prova e a professora era uma baixinha, ela olhou pra mim, caramba, eu achei que você era uma burrão e você passou na minha matéria. Falei, professora, esse magia desse negócio aí fica gigante. Eu só sei por causa disso.
Biomol, você manda biomol, mas já biomol você fica grande. Grande mesmo, pra valer. Complexo MHC, tem uns bagulhos sinistros. Tu não tem inveja não dos caras grandes? Porque tu nunca vai ficar enorme fazendo cross-training, não é? Com certeza não, mas eu também não tenho genética.
Ah, essa é a tua desculpa. É uma questão que o pessoal precisa entender que ser musculoso não é... Se você acha que é só tomar as paradas, você tá errado. Você pode ser musculoso sem tomar absolutamente nada. Você pode tomar e não ficar grande. Eu conheço várias pessoas que tentaram seguir esse caminho e que hoje... Mesmo treinando, Ramiro? Mesmo treinando. É mesmo? É. Acho que essa eu nunca ouvi. Tem, cara. Tem.
Tem, porque a gente recebe até na clínica Ah, já fiz isso, isso, isso Aí o cara tem aquele físico, vai, de despachante de 50 anos Cara, mas É, sinto muito O Cariano falou pra mim que eu tenho físico de Minecraft Porra, que maldade, cara Que sacana, cara Mas porra, falar o que? Fazer o que? É verdade Mas sim, é, mas o que a gente tava falando mesmo?
A gente estava, por exemplo, ontem na parte de bodybuilding do Arnold, o professor Ricardo Panaim me chamou, aí estava eu, Ricardo Panaim, Pacholok e alguns atletas. Então estava Annie Freitas, estava Isa Pessini, estava Eduarda Bezerra, estava... Quem mais que estava?
Bom, a gente estava lá e estava falando justamente sobre genética. E às vezes o pessoal acha que genética é só sua capacidade de ficar grande. Não é, é sua capacidade de tolerar um treino. Uma das capacidades genéticas mais importantes, por exemplo, é o quanto você converte energia em massa muscular. Quando você fala que o Ramon, por exemplo, tem uma baita genética, não é por causa do formato do músculo dele. O Ramon em off, ele não passa de 9% de gordura.
Ele pode comer açaí com açúcar e cookie, lamber, paçoca. Ele não vai engordar. A menos que ele passe do que a gente chama de elasticidade metabólica. Então, um conceito genético importante que o Ramiro começou a falar são duas coisas que a gente trata na medicina esportiva, que é o conceito de elasticidade metabólica e plasticidade metabólica.
Elasticidade metabólica. O quanto eu posso causar de dano no meu organismo antes dele sair daquilo que é a programação dele? Vamos pensar a seguinte coisa. Todo mundo teria que ter um baixo percentual de gordura. O quanto que eu posso jogar de caloria em cima desse meu físico sem eu ganhar uma síndrome metabólica e ficar com sobrepeso e obesidade? Tem gente que pode jogar caloria pra caramba. Não engorda. Tem gente que se espirrar ou se sentir o cheiro de comida engorda.
plasticidade metabólica já é o contrário. O quanto você consegue retornar, depois que você teve uma variação muito grande da sua função metabólica, para aquilo que era a sua função nativa ou melhorar isso. Então, vamos pensar num cara... Você, por exemplo, tem uma boa plasticidade metabólica.
Cara, você tava bem fora do peso e tava com os exames ruins. Tava. Não que seja bom agora, viu, Ramírez? Pra você não ter a ideia errada. Mas tava muito pior. Eu tava meio verde. Tá ligado? Você tava um verde cinza. Tava meio assim pra morrer mesmo. Eu tava preocupado, irmão. Eu gosto de você. Agora eu duro mais um pouquinho. Tá melhor, tá melhor. Então assim, você conseguiu voltar pra utrofia e desempenhar fisicamente.
Então, assim, dadas as condições necessárias, porque a gente pode até cair no engodo de falar assim, dadas as condições ideais, não existem condições ideais, existem condições possíveis. Sim, sim. A gente pode chegar perto do ideal, mas dadas as condições, no seu caso, é dadas as condições necessárias, que não necessariamente são as possíveis, você continuaria tendo uma evolução física progressivamente, pelo menos como você mostrou até agora. Verdade, verdade. Agora, o que a gente estava falando aí, a gente brincou, né?
Tem gente que mesmo dentro das condições possíveis, essa pessoa não consegue ter um ganho de força, uma recuperação adequada, um ajuste que seja eficiente e depois uma modificação física ou de performance que esteja alinhado com o que ela quer. Ela precisaria ter condições impossíveis. Então você fala assim, ah, mas se eu fizesse o que o Ramon faz, você teria que ser quem o Ramon é.
Aí sim, beleza. Ah, se eu fizesse o que determinado fisiculturista faz, se eu tomasse o que ele toma, eu seria... Não, não seria. Você teria que ser quem ele é para fazer o que ele faz e dar certo. E muita gente fica com raiva disso. Porque todo mundo quer esperar o quê? Todo mundo prefere a mentira que adula do que a verdade que doa. Mas é muito mais comum a pessoa que... Falando do ponto de vista estético, somente. Tá bom? Tá bom. É mais comum a pessoa que treina e fica...
mais bonita, pelo que a gente está falando aqui, vamos dizer que eu fosse treinar o tanto que tu treinou, eu não sou você. Tá bom. Dado isso que você falou. Eu não consigo, segundo o Cariani, eu não consigo ficar assim, porque, claro, uma análise muito do Foda-se, mas ele já me viu muitas vezes, então eu acho que ele sabe o que ele está dizendo. Meu corpo não fica assim.
É muito difícil fazer essa análise porque a gente não viu você trabalhando nas questões possíveis. Então essa é a primeira coisa. A segunda coisa, estética é um padrão pessoal.
O que eu acho bonito, não necessariamente o que você acha bonito, não necessariamente o que o Ramirez acha bonito, é que a gente costumou associar a estética um padrão que é um padrão que é de difícil alcance. Então, como ele é raro, é que nem o ouro. Por que o ouro é caro? Por que ele é precioso? Porque ele é raro. Ponto final. Mas vamos falar de estética da história? Vamos falar de estética feminina. Por exemplo, Marilyn Monroe.
Uma mulher linda, tá? Estamos falando de 1960. Ela tinha barriguinha. Ela era mais cheinha.
E ela era famosa, então aquele biotipo, aquela forma física era a forma mais bonita. Só que aí o que começou a acontecer? A gente começou a entrar, entre 60 e 80, a gente começou a entrar na era das supermodelos.
Então 80 e 90 talvez tenha sido o ápice das supermodelos, e aí isso veio culminar anos 2000 com a Gisele Bündchen, mas 80 e 90 a gente tinha, por exemplo, o Twig, que era uma modelo que era muito, muito magra. Magra, magra, mas assim, praticamente num padrão não saudável.
Não, Twig significa graveto, né? Sim, mas era o nome dela. Não deve ser por isso. E aí, cara, o que aconteceu? Aquele estereótipo começou a ser copiado. Por quê? Por conta da fama, isso começou a se tornar um padrão de beleza. De certa forma, hoje a gente tem vários padrões de beleza por, entre aspas, tribos diferentes. O que a rede social fez muito bem?
Ela ajudou a gente a construir o conceito de comunidade. Então, quando você vai na comunidade de cross-treino, você tem um perfil físico, que é o perfil físico reconhecido. Quando você vai na comunidade do fisiculturismo, é outro perfil físico. E outra, Igor, dentro do fisiculturismo, você tem subcomunidades. Você tem a galera que curte o Classic Physique, porque, porra, esse físico é o que eu gosto. Ah, mas os caras da Open são maiores. Beleza. Caminhão de lixo é maior do que Porsche. Eu prefiro andar de Porsche.
Não que seja um lixo o Open, tá? Pelo amor de Deus. Mas, assim, não é um... Música diz que o Open é lixo. Aparece amanhã no Metrópolis. Fala que é um lixo. Mas não é isso. Agora, o cara da Open, você fala, ah, mas o cara tá assim, cara, mas o cara gosta da Open. Então, quando a gente começa a segmentar, e você vai ver que, assim, o padrão de físico, ele muda, por exemplo, o padrão estético, ele muda, por exemplo, daquilo que a pessoa acha quando ela vai procurar um parceiro.
Eu gosto do meu físico, se eu pudesse, eu seria um classe physique. Sem dúvida nenhuma. Se isso tivesse no meu alcance, cara, é o físico que eu acho mais legal. É o que me lembra, sei lá, o Superman, que é o super-herói que eu sou mais fã. Mais até do que o Conan, que o Arno, não sei o quê, cara. Pra mim, sempre o Superman é aquele físico... Aquilo era sensacional, super equilibrado. Agora, o padrão feminino...
É o da minha esposa, que é de bailarina. Eu acho esse o físico mais bonito. De bailarina. Ah, mas ele não tem volume, não tem... Cara, mas é o que eu acho mais bonito.
E se você tem um físico diferente, se você treina pra caramba, se você, sei lá, tem volume de glúteo, de mão, tudo bem, cara, beleza. Mas as pessoas, elas têm o direito de ter os padrões estéticos que elas mais acharem. É que nem cor. Tem gente que gosta de azul, tem gente que gosta de branco. Tem hora que eu gosto de branco também, ué, dependendo da cor que eu vou colocar. Então, o que a gente faz é, ao longo da vida também...
e refinando aquilo que é o nosso perfil estético, ou nossas preferências estéticas, para ter mais certeza daquilo que a gente gosta, daquilo que a gente acha bonito. E o que a gente começa a adicionar, além da estética, é o critério funcional, que é onde a gente começa a alcançar o crossfit, é onde a gente começa a alcançar o hyrox, porque...
São exercícios que além de trazer uma estética, que pode não ser a estética do culturismo, é uma estética muito funcional. É um físico que é útil para você, que você vai subir um lance de escada e você não vai ficar perdendo fôlego. Você vai ser capaz de fazer coisas, como por exemplo, fazer um esporte open door, fazer um esporte na praia. Você vai ser capaz de fazer alguma coisa que dependa de capacidade física, brincar com seus filhos que seja, jogar bola com seus filhos que seja, e que depende de um físico que seja um físico funcional.
e esses valores vão sendo adicionados ao longo da vida e isso vai mudando a complexidade com que você olha a estética. Eu gostaria de ter o físico do Classic Physique, mas eu, por exemplo, não abriria a mão hoje de continuar fazendo meu jiu-jitsu. Se eu tivesse que abrir mão um pouco do Classic Physique para ficar no jiu-jitsu, que eu abri, beleza. Eu não abro mão de conseguir pilotar um carro de corrida.
Eu tenho que fazer muito mais aeróbico para aguentar fazer isso. Então eu tenho que abrir mão um pouquinho desse Classic Fisic e deixar ele um pouquinho mais longe. Eu queria ter o tamanho do Zancanelli, por exemplo. Para mim, é um dos físicos mais bonitos que tem o do Zancanelli.
Cara, eu adoraria ser o tamanho dele, só que eu não ia entrar no carro de corrida. E se eu entrasse, ia ter que me tirar com um saca-rolha de lá de dentro. Porque eu não ia sair, né? E o carro ia ficar penso e talvez não fizesse curva pra direita. É um grande risco disso acontecer também. Pra esquerda ia fazer uma curva do caramba, né? Se eu fosse o Zancanelli. Mas pra direita, mesmo, é um desastre, cara. É, é. Entendi. Mas, assim, aí a gente tá...
Quando a gente fala de cross-treino, que foi o termo que vocês usaram aí pra começar...
cross treino é o outro nome do crossfit ou cross treino tá em cima, embaixo tem crossfit, tem hyrox, tem outras coisas, o que é isso? O que é hyrox? Excelente pergunta, então vamos lá, só pegando essa timeline que a gente tava falando sobre treinamento de força pra gente chegar nesse ponto
Então a gente tem ali em 1940, os artigos bombando, falando sobre a importância do treinamento de força para a saúde. Em contrapartida vem a outra área da medicina criticando, porque estavam preocupados que poderia fazer mal para a saúde, doenças cardiovasculares. Até hoje tem gente falando que faz mal para o coração.
treinamento de força faz mal para o crescimento de crianças, então existiam todas essas vertentes, e que hoje já acabaram todas. Todos os artigos publicados nas principais revistas mostram o contrário. Treinamento de força traz benefícios para a saúde cardiovascular, treinamento de força não prejudica o crescimento, pelo contrário, ajuda a saúde de crianças e adolescentes.
E aí começa a surgir, depois dos anos 2000, o interesse por modalidades com essas características funcionais. O que seria funcional? Você trazer exercícios que mimetizam atividades diárias. Então, por exemplo, você é um senhor e vai fazer compras. Qual a sua capacidade de carregar essas compras?
Então, qual o tipo de treino que eu posso fazer pra trazer essa transferência pro dia a dia dessas pessoas? É treino mesmo, então, né? É. Mas, por exemplo, o Cross, ele... Pelo menos o que eu sei da história, aí você conta a história direito. Ele foi criado num ambiente militar.
Não necessariamente. O Greg Lesman era um personal trainer, que tinha uma familiaridade com exercícios de ginástica, e começou a implementar esses treinos com essas características de circuito metabólico, implementação de alguns exercícios de LPO dentro desse ambiente de personal para a Califórnia.
E aí, dentro do ambiente militar, o pessoal começou a gostar desse formato de treino. E aí, dentro do militarismo americano, foi usual a ideia de você fazer esse circuito criado, então, ali pelo Greg Lesman. LPO é levantamento olímpico.
que a gente usa muito o termo weightlifting, aqui no Brasil é o LPO, o levantamento olímpico. Então surgiu ali nos anos 90, no começo dos anos 2000 surge a marca CrossFit Inc, com essa proposta de treinamento funcional.
realizados em alta intensidade e constantemente variado. Teve o boom com o surgimento da competição do CrossFit, o CrossFit Games, no ano de 2007. Então, primeiro surge a metodologia, depois surge a competição. Então, ele criou todo um formato para você conseguir implementar esses treinos, toda uma didática para que um treinador pudesse fazer essa prescrição de treinamento.
Então começa a surgir, a partir de 2007, um crescimento vertiginoso de academias de crossfit nos Estados Unidos, que começa a chamar a atenção dos órgãos de treinamento dentro dos Estados Unidos, como o NSA, National Student Condition Association, e o American College. E aí começa a ter uma guerra.
do Greg Lesman contra essas entidades. Porque ele falava que o American College era patrocinado pela Coca-Cola. Como assim? Gatorade. Gatorade, uma organização que vai defender o uso do consumo de refrigerantes. Então começa a existir uma guerra entre esses dois órgãos com o CrossFit. E aí vem uma história bizarra, que poucas pessoas conhecem, do porquê que o pessoal aqui no Brasil acha que o CrossFit é lesivo.
No ano de 2013, foi publicado no Journal of Strength Condition Research, que é uma revista da National Strength Condition Association, que um dos editores, o editor-chefe, era o professor William Kramer.
O professor William Kramer é o pai do treinamento de força dos últimos 30 anos. Então, se você tem um artigo ou um livro do Kramer, você fala, pô, esse cara, esse artigo é bom, esse livro é importante. E o que ele faz como editor? Um pesquisador submete um artigo para essa revista.
E o artigo falava bem do crossfit. Crossfit melhora o VO2, melhora a composição corporal, aumenta a sua força. Só que o Kramer, por essa rivalidade, eu não sei qual a outra explicação, ele manda um e-mail para o autor principal do estudo e fala...
O artigo só vai ser aceito se você colocar que entre os desistentes do estudo, que é muito comum, o artigo começa com 50 voluntários. Ele pode ter uma perda de 20 pessoas, 30 pessoas. E o Kramer mandou uma mensagem falando que o artigo só seria aceito se ele falasse que essa desistência foi em virtude de lesão.
Então o autor muda a escrita do artigo e fala que 20% dos praticantes que fizeram parte do estudo não continuaram com o estudo porque sofreram uma lesão.
Então aí o artigo é publicado e surge esse boom. Crossfit alesivo, 20% de quem participou do estudo sofreu uma lesão. A Crossfit foi atrás, entrou em contato com o autor do estudo, entrou em contato com onde o estudo foi realizado e conseguiram juridicamente comprovar que o estudo foi falsificado e o Kramer e a National Strength Condition Association foram condenados a pagar algo próximo de 3 milhões de dólares. Depois da condenação, Kramer sai...
não é mais o editor-chefe, mas fica condenado ali por conta dessa falsificação desse estudo. O estudo é retratado, mas... É estelionato científico, é o que a gente fala, sempre começa um estudo por metodologia, porque senão você está sendo enganado. Você pode ser enganado.
E aí, durante esses anos, de 2013 até 2018, 2019, que sai a condenação, você tem a mídia batendo forte. O crossfit é lesivo. Os profissionais de outras áreas, não faz crossfit não porque ele é lesivo. E por que tu acha que os caras não querem que o crossfit vá para frente?
Lá nos Estados Unidos, o que é o grande problema, diferente do Brasil, aqui para você trabalhar em qualquer área atrelada com a prescrição do treinamento, você precisa ser formado em educação física. Então você precisa fazer a graduação em uma faculdade. Lá nos Estados Unidos, não. Você pode fazer cursos de certificações, como, por exemplo, a própria NSA tem curso de certificação de personal trainer. São três meses lá, né? Ou menos, dependendo do curso.
E aí o crescimento do CrossFit tira o público de fazer a certificação da NSA para fazer o curso de certificação da CrossFit.
Então começa a ter uma briga de quantidade de alunos para fazer curso de certificações. E aí ele vem com essa manobra de começar a querer derrubar a CrossFit através de publicações científicas. Deu certo. Publicações científicas, divulgação em massa dentro da mídia. Qual é, hoje, se você for pegar um Uber e perguntar, ele perguntar, ah, que coisa pode ser faz? CrossFit, o que ele vai falar?
Nossa, você se machuca? Pô, eu até acho legal, mas é muito perigoso, né? Vou te falar, na moral mesmo, vagabundo fala outra coisa aí, entendeu? É! Pô, maior esporte de viadinho, porra! Não tem essa outra questão, que surge porque aqui no Brasil começa a ter o crescimento do crossfit.
Você tem uma divisão de espaço de mídia entre o crossfit e a galera do fisiculturismo. Então, é uma forma deles atacarem o crescimento do crossfit. Pô, olha lá, o cara treinando sem camisa, que viadagem. E aí começa a surgir esse estereótipo. Ah, não, o crossfit é que, pô...
Então vamos lá treinar pra você ver se realmente é esporte de viadinho. E outra, pô, se foi, qual o problema? O cara não pode treinar, né? É porque quando os caras falam que é de viadinho, eles não querem dizer que é de homossexual, eles querem dizer que é de fresco, que é diferente. Fresco é um cara... Ah, brabo mesmo é um maluco que puxa a fé e fica enorme, entendeu? Se o teu bagulho fosse bom, tu ficava enorme, porra.
tudo fica enorme. Aí está o desafio. Brabo mesmo é você ter força, é você ter funcionalidade, é você conseguir fazer movimentos que você possa utilizar no seu dia a dia. Então a gente faz isso diariamente, constantemente e refutando essa ideia que é lesivo.
Hoje a gente tem artigos, dezenas de artigos publicados, revisões sistemáticas com meta-análise provando que é mais seguro você fazer crossfit do que corrida de rua, que está em alta, é menos lesivo. Não que seja super lesivo correr também, né? Ou é? Cara, do ponto de vista de preparo, o que acontece é que muita gente põe um qualquer tênis, tenta fazer uma qualquer quantidade, não tem alimentação adequada.
e acaba se machucando. Há três semanas começa a doer o quadril, começa a doer o joelho, começa a doer... Mas o problema não é a corrida de rua. E de verdade, o problema nunca é o exercício. O problema é o preparo que você tem pra fazer exercício. Esse é o primeiro problema. Você se alimenta pra fazer exercício? Você descansa pra fazer exercício? Eu brinco com meus pacientes e falo, melhor pra treinar e sono. Dorme uma noite bem dormida, vê se você não acorda no outro dia disposto pra treinar. E a terceira coisa é a orientação.
A gente vive num mundo onde as pessoas elas gostam de fazer as coisas por conta própria e sem ninguém responsável por orientar. Não, eu sei, faça você mesmo. Estados Unidos mesmo, do it yourself, faça você mesmo. É essa a palavra de ordem. Aqui no Brasil, todo mundo quer fazer do jeito que quer. E teve um estudo de acho que 2004 de uma...
Acho que ela, se não me engano, Carolina Aca era físio e ela fazia doutorado lá na Escola Paulista, lá na fisiologia, com o professor Antônio Carlos da Silva. E ela fez um estudo sobre índice de lesão quando a pessoa tinha treinador. Era 85% menor.
E os outros 15% remanescentes, as pessoas foram treinar com o treinador porque elas carregavam a lesão de outras épocas. Então, quer dizer, o que te ferra não é o exercício em si. O que te ferra é o mau preparo. Faz um bom preparo pra você ver se você, além de progredir, a coisa não funciona. Pega todo mundo que reclama, ah, não cresce, não cresce. Você já treinou com um treinador? Com um bom treinador?
Se dá esse presente de treinar com o treinador, cara, faz personal um mês. Me fala depois se não foi a melhor experiência com você de treino na sua vida. Mas estou falando com um bom treinador, cara. Um cara top. Eu acho que isso é uma dificuldade que o pessoal tem. E assim, quando você vê a estrutura do crossfit, a sensação é que o treinador é mais próximo do aluno.
Aquela coisa da estrutura da sala de musculação, ela cresceu de uma forma que a pessoa não é acompanhada. Você bota um professor para cuidar dele. Quanto que hoje a legislação é 20 alunos, 30 alunos? Dentro da sala de musculação não existe essa limitação de quantidade de professor por aluno. Existe por ambiente.
O que as academias fazem é querer melhorar a qualidade do serviço. Você colocar mais professores para você, teoricamente, melhorar a qualidade do serviço. Mas você não precisa ter essa proporção. Se tiver um, está bom. Se o ambiente, por exemplo, você não pode ter um professor para dois andares. Você tem que ter um professor em cada andar. Se tem uma sala dividindo o espaço, você tem que ter um professor em cada espaço. Agora, não existe essa regra de...
ter uma proporção de alunos por professor. Então vamos pegar essa coisa, vamos pegar esse raciocínio. Você tem um professor, e nem vamos exagerar, vamos falar que tem 10 alunos trabalhando naquele horário. Então tem 10 alunos treinando, esse cara não fez o treino deles, não prescreveu o treino deles, nunca acompanhou, ele só tá de olho.
Ele já tem uma função limitada. Vamos jogar isso no hospital? Entra 10 pacientes ao mesmo tempo numa sala de emergência, você tem um médico. Como você atende? Não atende, né? Ou todo mundo vai ficar... Ou um vai ser atendido direito ou todos vão ser atendidos meia boca. Então a ideia é o cara tem que saber. Falar, cara, é uma escolha minha não ter professor. Eu não tenho condição financeira para ter um treinador. Então eu vou pelo menos buscar a melhor orientação possível.
Eu vou ler, eu vou buscar orientação, que é orientação robusta. Não vai ser num vídeo de oito minutos de YouTube que o cara faça você mesmo o seu treino de musculação. Não, não vai. Ah, copia o que eu tô fazendo aqui. Não, não copia. A única coisa que você vai garantir copiando o que outra pessoa faz é que vai dar errado.
Porque aquilo funcionou pra aquela pessoa. Lembra aquilo que eu te falei. Ah, se eu fizesse o que o Ramon faz, você tinha que ser o Ramon. Funcionaria. Ah, se eu fizesse o que o Zanca faz, eu tinha que ser o Zanca. Funcionaria. E assim sucessivamente. Então, a ideia é, em algum momento...
orientação especializada. Faz isso com treino. Faz isso com nutrição. Você vai ir com uma rotina sua, muda completamente. Faz uma coisa certa. Porque tá cheio de gente reclamando que não consegue isso, não consegue aquilo. Aí você vai ver a pessoa fez errado a vida inteira. Mas não é surpresa. Você tá contando com a sorte. É a história do cara que quer ganhar na loteria e não joga.
Porra, pelo amor de Deus. E provavelmente essa é a explicação do porquê que a corrida de rua às vezes tem uma alta incidência de lesões quando comparado com musculação, levantamento olímpico, powerlifting, crossfit, porque a corrida de rua a pessoa treina muitas pessoas, treinam sozinhas.
Vai colocar um tênis, vai correr na rua e pronto. Então, consequentemente, não consegue dosar o volume e a intensidade, ou seja, quantos quilômetros ela corre dentro de uma semana, qual a intensidade em relação, por exemplo, à frequência cardíaca que ela está fazendo e faz tudo aleatório. Então, consequentemente, alto volume, alta intensidade constante, vai aparecer uma lesão. Ó, Ramíris, tem uma...
Eu sempre, eu não acho que eu alcancei esse objetivo, tá? Mas eu sempre pensei assim, cara, tem uma parada que eu tenho que ser capaz de fazer pra eu não morrer, tá? Que é, se eu tiver pendurado num lugar e se eu cair eu morro, eu tenho que conseguir me puxar. Tá ligado?
Hoje, se eu estiver pendurado no lugar e se eu cair eu morro, eu vou morrer. Você não pode assistir Missão Impossível, então, porque o cara sempre está pendurado em alguma coisa e sempre vai morrer. Eu ia morrer ali. No 2, que ele fica pulando de uma montanha para outra, não, ali eu ia morrer também. Você sabe o que eu faço conta? Eu faço conta, se eu for me afagar, eu preciso ficar, sabe, conseguir segurar a respiração sem morrer.
Então, no Missão Impossível, tem uma hora que ele cai num negócio de água, eu...
Aí, maluco, meu susto é que eu não aguentei Falei, cara, se fosse eu tinha morrido E ele ainda tá se movimentando A Dani e o cara Mas tudo bem, depois a mulher acorda ele Com desfibrilador, então ele morreu também Teoricamente, né? É verdade
Eu acho que eu vi esse filme aí também. Lógico que viu. Missão Impossível. Esse é o primeiro que acontece isso? Não, esse aí, se não me engano, aí o pessoal da internet pode me convidar, por favor. Mas eu acho que eu vi esse protocolo. Eu acho que é. Que ele pula num negócio que... Não, é o Fallout. Que ele pula num negócio pra roubar um chip que, meu, tem uns dados malucos lá e que não é ligado na internet. E é um lugar cheio de água. E aí o negócio se enche d'água antes da hora e o maluco se lasca lá dentro.
Mais ou menos, né? O cara tá vivo, né? É verdade, tá vivo, tá vivo. Mas o lance de segurar é real. Eu sinto uma... Sabe aquela gastura na mão que você fala assim, se era eu pendurado ali, ia ser ruim, ia ser bem ruim. Você consegue se puxar facinho, né? E você tava dizendo que o crossfit, ele tem... Por exemplo, tem lá o senhor que vai fazer as compras. Então, o treino tem a ver com o cara conseguir carregar algum peso daquela forma, né?
E o Hyrox, ele tem a mesma ideia? Excelente. Então a gente começou com essa vertente do CrossFit, e aí começam a surgir eventos para tentar sanar um problema do CrossFit.
que é a complexidade. Então, os levantamentos olímpicos, os movimentos de ginástica, alguns elementos que, para a grande parte da população, até mesmo os que praticam o crossfit, é muito difícil. É uma barreira de entrada complicada. É uma barreira de entrada complicada, até mesmo para competir. A pessoa até quer participar de uma competição, mas não consegue fazer determinado exercício.
Então surge em 2017, através de dois alemães, a criação do Hyrox, que é um evento competitivo, não é uma modalidade no sentido de como foi o crossfit, de criar uma metodologia de treino, só depois surgiu a competição. O Hyrox foi criado já como uma competição.
Então, para sanar essa dor de você ter exercícios mais fáceis para a grande massa da população, contemplando exercícios funcionais. Então, por exemplo, caminhar com dois kettlebells, para trazer essa ideia de você carregar algum peso. Kettlebell farm carry.
Farm e Carey. Farm e Walk, a mesma coisa. Então, você tem esse elemento. Só que a característica principal do Hyrox é a corrida. Então, você tem 8 quilômetros de corrida distribuído em estações. Então, você corre 1 quilômetro, vai fazer 1 quilômetro de esqui, que é um ergômetro simulando mesmo um movimento do esqui.
Aí depois você corre um quilômetro. Aí você volta para fazer um outro movimento, que é o sled push, você empurrar um carrinho. Então você vai, empurra o carrinho para uma determinada distância, terminou, corre mais um quilômetro. Aí volta, agora está na hora de puxar o carrinho. Corre de novo. Aí depois você vem, faz burps, corre um quilômetro. Volta, faz um quilômetro de remo.
Depois corre mais um quilômetro, faz 80 metros de land, segurando uma mochilinha. Corre mais um quilômetro e termina com 100 arremessos de bola na parede, o que eles chamam de wall balls. Então é uma corrida...
com movimentos funcionais. Então você tem uma grande parcela dos praticantes do crossfit que aderiram à modalidade, por ser mais simplista, de não ter tanta dificuldade quanto o crossfit tradicional. Você consegue atrair pessoas que não eram do crossfit, por exemplo, eram corredores, triatletas, que se interessaram pela modalidade por conta da facilidade de execução desses exercícios. Mas ele é bem desequilibrado para o endurance, né, meu?
totalmente, tem um artigo publicado recente, eu inclusive revisei esse artigo mas quase 60% da prova é o endurance então se você quer ir bem no Hyrox, se você quer competir bem dentro do Hyrox, você tem que virar um corredor, hoje um corredor de atletas da elite do Hyrox
Eles estão correndo em média dentro de uma semana entre 40 e 60 km por semana. Isso, alguns, eu tenho certeza que tem atletas com um volume maior ainda pra corrida. Mas aí, cara... 10k por dia, Igor. Porra! É foda, bicho.
Todo dia, inclusive. Os caras fazem isso numa sessão só? Tipo, todo dia 10k? Não, não, não. Depende. Mas eles fazem, geralmente, um volume menor durante a maior parte da semana. Aí eles escolhem dois dias dentro da semana pra fazer um longão. Ah, é o longão de final de semana. Então pega domingo, vou correr 20km.
Ou pega algum outro dia da semana, vou fazer mais 15 aqui, para ter um volume acumulado de 50 a 60 quilômetros. E aí em sessões mais curtas eles geralmente colocam treinos mais intensos. E aí a parte de resistido ele vai fazer no cross ou não? Existe uma... Aí é um outro ponto interessante. Tem um boom hoje no Brasil e no mundo dessas competições de Hyrox.
Mas não existe esse boom de academias de Hyrux. Então, grande parte hoje de quem treina para o Hyrux, eles acabam utilizando os espaços do próprio CrossFit. Entendi. Seja para fazer os treinos metabólicos do próprio box, ou seja para fazer uma parte complementar dos seus treinos do Hyrux nesse próprio ambiente do CrossFit. Mas não é natural que isso aconteça mesmo, Ramirez?
Total. Eu acho que os donos das academias já estão atentos em relação ao crescimento da modalidade, estão se adequando em relação aos equipamentos, o que eu preciso comprar para a minha academia receber, esses atletas de Hyrox ou praticantes.
Então é um mercado que eu acho que vai se misturar entre os praticantes de Hyrox, os praticantes de CrossFit e a galera do Cross participando das competições de Hyrox. Mas eu não vejo, por exemplo, um cara que é atleta de CrossFit tendo um nível competitivo dentro do Hyrox, porque são mundos distintos. Entendi.
O oposto também é verdadeiro. Quem é do Hyrox não tem condição de competir dentro do crossfit. Mesmo os dois surgindo de uma matriz comum, que é o exercício mais a ver com o mundo real. Mas, ó, o Muzi, e você também, Ramírez, é claro que a comparação aqui vai ser um pouco exagerada, mas vamos lá. Todo atleta...
Para o Hirox e para o CrossFit, a máxima de todo atleta de alta performance vai ter algum custo de saúde, também é válido? Para o Hirox e para o CrossFit? Tipo, eu quero ser o campeão do evento de CrossFit. Tem um custo de saúde nisso alto também, como tem para o cara que quer ser o Mr. Olimpia? Quer começar mesmo.
de novo a gente está falando de um atleta quando eu quis usar o exemplo do Maromba não é o cara que vai para a academia, é o Mr. Olímpia está entendendo? Com certeza a comparação aqui seria entre o campeão do Hyrox Mundial, campeão mundial do Hyrox e o campeão mundial do CrossFit Games
Se o custo de ele ter chegado a esse nível, ele poderia sacrificar a sua saúde no longo prazo. O quanto de saúde ele sacrificou com certeza. Porque sacrifica, né? Essa é uma questão que grande parte da população tem esse questionamento.
Se a gente for analisar só em esporte de endurance, a gente tem artigos publicados com atletas sênios com mais de 70 anos que foram campeões dentro da sua modalidade, inclusive que participaram de Jogos Olímpicos, que possuem uma saúde absurda e continuam treinando até hoje. Por mais que durante a sua fase competitiva ele estava em um alto nível. Então, dependendo do esporte, dependendo da forma como você treinou, com quem você treinou...
pelo contrário, pode fazer pode trazer efeitos positivos pra sua saúde, como melhoria do VO2, se você continuar treinando, melhoria da força VO2 é o que vai fazer você aguentar correr mais tempo, não é? Isso, isso é um dos indicativos melhoreia do VO2, manutenção da força, da massa muscular, você tem uma taxa de declínio menor
A grande questão é como eu estou treinando para alcançar esse nível para eu ser o campeão do CrossFit Games. Eu treino de forma aleatória, não tenho uma boa orientação, não tenho um bom suporte médico no sentido de tive uma lesão, no sentido de como eu vou me recuperar dessa lesão, não tive um bom nutricionista, aí você pode ter consequências. Tem doping.
Em doping. Então essa é uma outra questão que é diferente do bodybuilding, que você não tem o controle anti-doping. Graças a Deus. Você tem o bodybuilding natural também, mas é. Mas a gente quer ver os monstros, né? Cara, vai ver um moleque chamado Dufit. Eu conheço, tá ligado. O moleque é... É o próprio Bitello. É, é. O Bitello tem uma coisa ali. Porque ele é... Ele tem uma força... Sei lá.
Não dá pra chamar pra treinar. Ah, vamos treinar, Bitello? Não, não vamos treinar. Então a consequência no bodybuilding dessas mortalidades precoces, de algumas outras consequências, não é o treino.
às vezes é o que essa pessoa está usando. Se usou, teve boa orientação, quem foi que te auxiliou durante esse processo? É o custo de saúde para ser o Mister Olímpico. Tem um custo de saúde. Para esse esporte, com certeza. Para outros esportes, principalmente esportes com mais características de endurance, os artigos não são tão conclusivos nesse sentido de que se você é atleta profissional, você corre risco para a sua saúde. Isso não é consenso.
E eu não acho que o crossfit seja um problema pra você num longo prazo pra um campeão do crossfit games que teve um bom acesso, uma boa orientação de bons profissionais pra que ele tenha consequências em relação ao tanto que ele treinou. A minha opinião vai muito naquilo que a...
a opinião do Ramires, mas com um fator complicador. O fator complicador é o tempo que você quer fazer isso. Então, por exemplo, você ser o campeão dos jogos, do CrossFit Games de 2026. Beleza. Você começa a se complicar se você quiser. 2026, 2027, 2028, 2029, 2030.
Pode ver que o Ramirez, ele falou, a gente não combinou, ele falou que cara que faz o ciclo olímpico, o sujeito ele tá bem, ele tá com mais saúde, ele tá vivendo com qualidade de vida. Um ciclo olímpico de treino, ele é de quatro anos. Então a gente tá falando de um macrociclo que é gigantesco. Então o cara tem tempo pra aquele físico se amadurecer. Quanto mais você vai achatando o tempo de preparo, o que você tá matando? É a recuperação.
Então, o que a gente vê é que quando a gente tem muita competição colada, o que você começa a trabalhar não é no limite daquilo, ou não é na sua necessidade de recuperação, é qual que é o limite que eu consigo voltar a treinar. Não é não que eu faço minha recuperação completa, é qual que é o mínimo de tempo que eu consigo dar de intervalo que eu consigo me recuperar. E se você ficar trabalhando sempre no limite, você vai desgastar antes. Sei lá, vamos de novo. Eu sempre faço comparação com o carro.
Você quer estar a 120 por hora na Castelo Branco. Você tem dois jeitos de fazer isso. Você pode estar em 7ª marcha a 1.500 giros do seu carro. Você pode estar em 2ª marcha a 9.000 giros.
Qual que vai gastar o teu motor primeiro? Do segundo jeito vai acabar rápido. A ideia é que o exercício também é isso. Quando você vai consumindo o que é a tua capacidade física de resposta, porque você vai adentrando o que é o período de recuperação, o que começa a acontecer é que você vai perdendo longevidade atlética.
Ah, mas aí você está falando de Olimpíada, mas é raro quem tem cinco ciclos olímpicos que a gente está falando de 20 anos de competição. Sim, mas é uma das graças da Olimpíada. Você não vê sempre as mesmas pessoas. Você vê o cara tricampeão olímpico, quantos tetracampeão olímpico tem, Ramírez? Acho que dá para contar nos dedos, deve ser meia dúzia de gente. Isso acaba acontecendo.
E para a gente, uma coisa fundamental no dia a dia, por exemplo, no fisiculturismo, é entender tempos de recuperação para fazer a sua periodização, para fazer os seus mesociclos. Como é que você treina as suas semanas ao longo do mês? Como é que você vai fazer isso daí? O músculo demora 48 a 72 horas para recuperar. Só que o tendão demora o dobro do tempo.
Então, e aí? Como é que você vai organizar entre volume, intensidade, densidade e complexidade um jeito que você tenha que você recupere o seu músculo, mas você não estoura o seu tendão? Olha quanto atleta está chegando na reta final de competir, rasga peitoral, rasga quadríceps, rasga bíceps.
Jay Cutler, antes de o Olympia que ele perdeu, ele rompeu um bíceps dois dias antes, porque ele foi pegar um peso pra fazer uma rosque-scotch. Ele pegou de mau jeito, estourou o tendão na cabeça longa do bíceps. Custou o Olympia. Tanto que a gente fala que o atleta que ganhou dele, na verdade, não ganhou dele. Foi ele que perdeu o do atleta. Então, as pessoas, elas...
Eu acho que a gente tem que oferecer para as pessoas a oportunidade de elas olharem a figura grande. Vamos olhar o panorama, vamos olhar o ambiente que a gente está entrando. Então, eu quero ter saúde, beleza. Então, você tem que moderar o que é o seu instinto competitivo. Você não é o cara que vai poder entrar em competição todo final de semana. Não vai dar certo. Não tem como.
Ah, eu quero, sei lá, programar esse ano, duas competições são as minhas principais, eu vou me preparar. Cara, aí é capaz que a coisa dê certo. Agora, eu vou ser o campeão da competição mais difícil do mundo. Esse ano, no próximo, no próximo, você vai pagar uma conta. É muito esforço, muito tempo, muita restrição de recuperação completa.
que vai acumular, aí você vai entrar em desgaste. O corpo humano desgasta também, como qualquer coisa. E diferente do bodybuilding, é uma modalidade recente. Então a gente não sabe, a gente vai descobrir daqui a 10, 15 anos, o que aconteceu com esses campeões do crossfit. Atualmente é só especulação, a gente não sabe.
Mas a gente tem, 2007 começou, né? Mas aí entra naquele campeão esporádico. Um ano, aí aposenta. O que foi, que teve uma maior participação de títulos foi o Hit Froney. Que é o cara que fizeram o da Netflix, o coisa da Netflix, não foi? Tem ele, tem o Fraser, que foram os dois grandes campeões. Os dois têm documentários, inclusive.
que foram, um foi quatro vezes campeão, o outro foi cinco vezes campeão, e hoje, atualmente, continuam treinando firme, inclusive competindo no Hyrux, o Frazer, o Froney é ativo dentro dos treinos, não aparenta ter nenhuma... É coroa? Não, ele tem, sei lá, 38 anos, 39.
Então se for ter alguma consequência mais grave, a gente vai descobrir daqui a 10, 15 anos. Mas como é um esporte relativamente novo, a gente não tem essa informação. Teve um evento de Hyrox aqui ontem, não foi? Foi sábado? Sábado. Um puta de um evento. Foram mais de 4 mil participantes do Brasil todo, até de fora do Brasil. Então isso mostra...
que é um esporte que está crescendo aqui dentro do Brasil, a procura pela modalidade tem crescido. Só que foi o que eu comentei, a gente tem que acompanhar se o número de academias que irão aderir a essa modalidade, ela terá o mesmo comportamento que teve o CrossFit. O que a própria Hyrox divulga dentro do seu site é que hoje ele já possui mais 5 mil academias filiadas no mundo.
Eu não tenho informação de quantas academias filiadas eles possuem aqui no Brasil. Mas é filiadas, não é franquia. Então, por exemplo, um dono de uma academia aqui em São Paulo, de academia tradicional, ele fala, ah, quero colocar o Hyrox aqui dentro da minha academia. Ele vai, paga uma filiação.
e tem o direito de usar o nome do Hyrox. Não é uma rede de academias do Hyrox. É basicamente você pagar para usar o nome Hyrox dentro da sua academia. Agora eu vou te ferrar, Igor. Teoricamente, não é o que todo profissional de educação física faz, sei lá, pelo menos 50 anos, que é treinamento concorrente? Excelente pergunta. É basicamente isso. Eu estava explicando para o Muzi.
que hoje, lá principalmente nos Estados Unidos, tem crescido uma vertente do que eles chamam de treino híbrido. Você já escutou isso? Ah, é o cara que faz musculação e corre. É, basicamente isso. E tem o Nick Bear, lá dos Estados Unidos, que é bem conhecido no Instagram, no YouTube.
que ele é o maior garoto propaganda desse treino híbrido, que é você ser bom nessas duas valências, não necessariamente ser o melhor corredor, você não vai disputar uma corrida para ganhar, mas ter bons índices, seja do seu VO2, seja do tempo de prova, e também no oposto, você conseguir bater 200 kg de agachamento.
300 quilos de terra, 150 quilos de bench press. Então você conseguir transitar nos dois esportes... Qualquer idiota levanta isso aí. Qualquer um. Eu não levanto. Eu tô com a patinha zoada. Eu tô zoando demais. Eu tô brincando, tá? É brabo demais isso aí. Mas isso não é comum. Tem pessoas com essa capacidade, mas a grande parcela desses praticantes não tem essa...
essa capacidade de levantar esse tanto de peso, é que o pessoal começa a falar sobre relativo ao seu peso corporal. Então, você agacha com quantas vezes o seu peso, com quantas vezes você levanta um terra, com quantas vezes você levanta um bench press, relativo à sua massa corporal.
Então aí começa a surgir essa vertente do treino híbrido, que tem uma característica forte em relação ao Hyrox, de ser um esporte de endurance, com características ali de fazer uma força, de ter uma resistência muscular. E não é só o Hyrox, tá, Igor? Tem crescido outras competições com essa mesma vertente, de ter um endurance, de você fazer uma força, de ter baixo nível de complexidade. Então é por isso que eu falo pro pessoal, ó, às vezes...
ficaria meio perigoso você colocar a sua academia só o nome do Hyrox, porque daqui a pouco vai surgir alguma outra competição com essa mesma característica. Então você vai mudar novamente o nome da sua academia para essa nova competição. Então a ideia é abraçar. O que é? Qual é a lógica desse treino? É híbrido? Então beleza. Hoje você faz a modalidade chamada híbrida. Aqui no mundo científico, o que a gente aprendeu há muito tempo é o famoso treino concorrente. Você fazer o trabalho de força e fazer o trabalho de endurance.
Essa é a lógica por trás desse boom de treino híbrido. É você, cara. Você é bom no treinamento de força, mas você também é bom no treino de endurance. E vice-versa. Estamos então dando uns nomes bonitos e modernos para as paradas que já estão estudando há muito tempo.
Que já existe há 5 mil anos. Provavelmente. Da época dos persas que caminhava e jogava a bola pra cima, né, meu? Se for falar que é treino híbrido, é treino híbrido. Se você for ver. Mas é óbvio, é muito mais comercial. É muito mais comercial do que treino concorrente. Então o pessoal tem falado, ah, é treino híbrido. Não, e você também não pode, treino concorrente, você não pode registrar a marca, né? Porque é muito genérico e, meu, você vai fazer o quê?
Crossfit é um trademark. O Crossfit, a academia precisa também pagar para usar o nome Crossfit. Por isso que a gente está falando Cross Treino. A marca é Crossfit. Mas aí já existe. O esporte do Cross evoluiu. Hoje aqui no Brasil tem federações, tem atletas recebendo bolsa-atletas.
Tem Federação Internacional, que o pessoal denomina de Fitness Funcional. Federação Brasileira de Fitness Funcional, Federação Internacional de Fitness Funcional. Nossa, ficou 70 anos mais velho. É, não é comercial. Então a Academia de Fitness Funcional, Deus me livre, vou fazer o que nesse lugar? Então eles preferem utilizar nomes... Cross train não é um passo abatido, né? Comercial.
Então, o que tem surgido não é nada novo. É o que o pessoal já fala há muito tempo. Com uma forma mais comercial, mais fácil de vender. Mas e tu foi entrar nessa daí faz quanto tempo?
No cross-treino. Quando que tu virou pastor do cross-treino? Eu comecei em 2012, já vai fazer 15 anos. Nessa época eu já fazia doutorado na educação física. Eu estudava treinamento de força. Então sempre estudei. 15 anos? Então foi mais ou menos quando tu conheceu o Muse. Foi bem próximo. Bem próximo. Tá. Tu não tirou um sarro dele não, Muse, no começo?
Não, cara, eu não conseguia fazer as coisas que ele fazia. Eu nunca tiro sarro de quem eu não consigo fazer as coisas que o cara faz. Quando eu consigo, aí, nossa. Entendi. Aí eu alugo um triplex. Tá certo. Vocês...
Vocês já trabalharam juntos? A gente deu palestra junto, a gente trabalhou junto na Max Titânio, como criador de conteúdo. A gente fez bastante coisa junto. A gente fazia um congresso legal lá no Rio. O CITREM. O CITREM, que era medicina e educação física junto. Voltado muito para o treinamento de força. Muito que a gente conversou aqui. Que era uma coisa que o nosso grupo, a gente tinha um grupo... Então, se inscreve no canal.
Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal. Então, se inscreve no canal.
Tem mais de 10 anos, né? Tem 2013, né? Tem 13 anos. A gente fez um grupo que era eu, Ramirez, Belmiro, Peterson, Pietro, Claudinho e o Peterson. Peterson eu falei. Faltou alguém? Não, não faltou. Só esse, o Léo que fazia parte. Ah, é verdade, o Léo que fazia. Isso é uma boa, não foi nada briga assim, ele foi fazer doutorado fora, né?
Não, eu acho que ele ficou muito focado ali no trabalho pessoal dele, de personal. Ah, é verdade. Vero, vero, vero, vero. É vero, é vero. Então, e a gente seguiu junto, a gente fazia palestra junto. E assim, sempre que convidavam um de nós, acabavam convidando outro de nós, porque a gente fazia uma página junto no Instagram, que era o arrobatimbonsenso, que tá aí, existe até hoje, ninguém apagou.
E porque a gente apareceu numa época, e é bom contextualizar isso, né? Que, cara, foi muito complicado do ponto de vista de uso da mídia, porque foi a época que o pessoal começou a postar muita coisa inadequada na rede social. Só que aí uma outra galera começou a de um jeito...
muito baixo nível, criticar essas pessoas. E começou a criticar não para corrigir, começou a criticar para pegar fama em cima dessas pessoas. E uma fama muito deselegante, muito... E assim, incorreta, inclusive. E aí a gente trocava ideia junto, a gente palestrava no Arnold, a gente falava, pô, precisamos juntar.
até porque assim, tudo que você tinha de trabalho, científico, falando muito sério, a sensação que eu tenho é que o Brasil tem um protagonismo na educação física, pra mim a melhor formação de educação física no mundo é brasileira, se você for ver, Estados Unidos tem strength and conditioning
Na Europa, o cara tem formação, mas o cara tem uma formação que é para ser, por exemplo, técnico de natação. É quase uma formação técnica, sim. Aqui no Brasil, o cara é um bacharel. O cara tem ciências, tem... E Rússia também. A formação russa do treinador é um negócio... São seis anos lá.
o cara tem aula de lógica num gulag então o cara, tanto que a gente estuda um monte de cara russo Matveev, Verkochansky são todos caras de educação física e que acho que a maioria do que a gente faz de treinamento de força é deriva dos caras, né Ramiz? também, também
Então, assim, acho que tirando a Rússia, mas assim, no mesmo patamar, tá? Vem o Brasil. E aí você tem o bacharelado de educação física e aí tem a licenciatura, que é a licenciatura que você pode dar aula em escola, é isso? É, licenciatura você pode trabalhar apenas em escola, você não tem autorização para trabalhar com prescrição de treinamento. Ah, então é licenciatura e depois bacharelado. É o bacharelado. Tá bom.
E assim, eu te falo isso porque eu vivi isso. A gente gosta de coisa na nossa vida, mas de tudo que a nossa família mais gosta é de estar junta e viver junto. Então o que a gente pode, em vez de comprar coisa de luxo, a gente viaja junto. E, cara...
todo lugar que eu ia treinar, e eu aprendi a treinar com esses caras, né? E não tem jeito, eu vou treinar num lugar fora do Brasil, chama atenção. Porque é um treino extremamente organizado, extremamente focado, extremamente preciso, né? E assim, a galera que tá junto, por exemplo, a gente faz cruzeiro. Meu, dá dois dias, começa a vir uma galera treinar no horário que eu treino pra fazer o que eu faço.
Eu tava num hotel, um baita hotel de Paris, que a gente foi e a gente falou, vamos conhecer Paris, mas vamos conhecer num alto estilo. Ficamos na frente da Torre Eiffel a porra toda. Baneiro. E o hotel tinha uma puta sala legal assim, né? Só que, velho, os caras que treinavam lá...
Era um treino. Era uma bagunça. O cara pulava a corda, fazia supino, aí se pendurava, fazia barra, aí depois ele fazia abdominal. Umas coisas que não faziam sentido nenhum. E assim, eu percebia que era aleatório. Não é que ele fazia um circuito. Ele fazia com voz da cabeça, falando pra ele, agora sei lá, vou ficar de ponta cabeça pra não ter uma bananeira. E o cara ia. E eu ia no mesmo horário. Cara, eu ia no horário. Eu lembro disso até hoje. Tinha um professor.
Aí eu fui num outro horário, no outro dia, tinha um outro professor. No segundo dia, o professor da manhã falou pra mim, você vai vir sempre de manhã? Eu falei assim, não, a priori sim. No terceiro dia, o cara da tarde e o cara da manhã estavam vendo eu treinar.
No quarto dia, os caras não aguentaram o dia de preocupação. Que treino de curiosidade? Que treino é esse? Eu falei, não, é assim, assim, assim. Ah, mas você é atleta profissional? Eu falei, não, mas eu sei treinar. Eu tenho professor, assim, assim, eu sou do Brasil. Não, mas como é que é isso? Eu falei, é isso, é assim, assim, mas quem me ensinou foi meu professor. Mas como o professor sabe assim lá?
Aí que os caras me contaram, a formação deles é de 2 e 3 anos e o cara vai ser técnico de natação, futebol. É pontual. Aqui o cara tem uma puta formação. É que o profissional de educação física, talvez a idade, uma galera que está entre 16 e 22 anos, é uma galera que ainda talvez não tenha tido a experiência de viajar para fora do Brasil, porque a gente vai para fora do Brasil mais velho. Eu, pelo menos, fui mais velho para fora do Brasil.
E aí quando você vê, como profissional, aí quando você vê como é a formação dos caras, cara, dá um puto orgulho de alguma coisa aqui. É muito foda, cara. Não, brasileiro é foda. E quando você vai olhar, por exemplo, obrigação de treino de força, Roberto Simão, Jonato Prestes, é o Ramires, o Belmiro, são todos os primeiros colocados, é tudo brasileiro.
do brasileiro. Hoje em dia já teve uma renovação e continua com o Brasil. Hoje, Simão, Jonato, já estão mais velhos, mas a nova geração elas estão continuando com o sarrafo lá em cima. O Brasil ele é referência em qualidade de artigos dentro da área do treinamento.
E qualidade, que é o que é foda. Você tem, em todos os periódicos científicos da área do treinamento, seja de força, do endurance, sempre tem brasileiro publicano. O Brasil é realmente referência dentro da ciência do esporte. Se a gente for falar sobre qualidade dos atletas, porque em outras modalidades o Brasil não tem destaque, é uma discussão que talvez não seja atrelada à qualidade dos profissionais, mas sim de política, de estrutura.
de incentivar o esporte precocemente. Mas falando de qualidade de profissional, o Brasil, dentro da educação física, ele é muito bem representado. Você pega nos Estados Unidos, se os caras vêem um molecão de 15 anos, 14 anos, dando bobeira na escola, no high school.
O molecão tá dando bobeira, ele tá passando na frente do campo. Se o treinador vê o cara, ele pega ele pelos cabelos na hora e fala, ô, vem cá, moleque. E outra, esse moleque se desempenhar legal, ele vai fazer a faculdade dele com bolsa. É a história de todos os caras, a pica do esporte. Você pega, por exemplo, o Jordan, ele só jogou, aliás, ele só fez faculdade porque ele jogou.
E todos os caras têm formação. E vice-versa. Você pega o CEO foda de toda empresa americana foda, o cara tem um histórico no esporte. Isso se ele ainda não pratica esporte. Então pega, por exemplo, hoje está na moda o jiu-jitsu, né? Que a gente estava falando.
na Zuckerberg, jiu-jitsu uma penca de ator de Hollywood jiu-jitsu, desde o Aquaman até o cara que faz o como é que chama aquele, o Venom os caras são um porradeiro é tudo o cara do jiu-jitsu então assim, é outra cabeça o Brasil a gente tem essa é que o Brasil assim, é uma quantidade muito grande de gente
A gente tem um celeiro gigantesco, mas se tivesse um incentivo adequado, educação física nos Estados Unidos, por exemplo, o treinador tem uma baita moral, porque os moleques querem tudo fazer esporte. Ah, beleza, você quer ser do time? Cadê suas notas? Deixa eu ver.
É outro papo, meu irmão. Pois é, e aí muda, e aí molda a cultura de uma forma diferente do que a gente tem aqui, né? Até o que é interessante, porque a gente tem uma formação melhor que a dos caras numa cultura que valoriza menos.
não é? Então a gente tem menos esportes sendo valorizados, isso quer dizer que a gente tem, vai, a gente gosta muito mesmo de futebol aqui, e tem uns outros trocinhos que a gente curte mais ou menos. É, não é que a cultura valoriza menos, né Igor, é que o cara tem menos incentivo, então por exemplo, se ele vira um jogador, e assim, você falou de futebol, mas se você for ver a realidade do salário de um jogador de futebol profissional médio, o cara não ganha milhão, meu. É verdade.
O dinheiro é apertado. O cara ganha pouco. De time de série B, série C, o salário não é... O sonho dos caras é chegar lá em cima, mas o cara ganha pouco. É que o brasileiro tem uma questão de não premiar o esforço. Ele premia o título.
E isso é uma coisa complicada. E também por quê? Porque com o título ele consegue transformar isso em financeiro para ele ter sucesso. Agora, você vai ver, pega, sei lá, um NFL da vida, um NBA da vida. Os caras que são jogadores que estão nessa condição, todos eles estão muito bem de vida. Eles, treinadores, a equipe inteira.
Você vê que, por exemplo, até descanso em paz, né? O Monsanto, Oscar Schmidt, que a gente perdeu essa semana, numa brigadura contra um câncer, mas que ele negou-se ir para a NBA. Cara, se ele vai para a NBA, ia ser uma história completamente diferente. Ele se negou à NBA por quê? Porque o sonho dele era jogar na Seleção Brasileira de Basquete.
Mas a NBA, os caras até chamaram para premiar ele recentemente, acho que não tão recentemente assim, e ele fala isso. Mas ele está falando de um discurso que repercutiu depois que ele faleceu. Isso, depois que ele faleceu. Ele falou que não, eu não fui porque eu queria, meu sonho era jogar na seleção brasileira de futebol.
Não, de basquete. Então, quer dizer, a gente tem no Brasil alguns heróis do esporte, mas que a gente não faz nem ideia do que esses caras fazem, porque como eles não competiram contra ou dentro desses ambientes, a gente não sabe quanto genial esses caras são.
E isso só resolve, aliás, isso resolve, assim, a gente muda a cultura mudando a premiação. Ó, cara, você vai ser atleta profissional? Beleza, tá aqui, vamos cuidar de você. Até porque o cara não vai ser atleta profissional na modalidade com 50 anos de idade.
Então o que ele ganha também tem que ser suficiente para ele viver depois dos 38, 36. Quanto tempo um atleta profissional, dentro de uma modalidade específica, ele consegue viver daquilo? Se a gente pegar ginástica olímpica, por exemplo, qual é a idade máxima de uma menina que faz ginástica olímpica? Sei lá, 22 anos? Por aí.
E aí? E aí que entra num ponto, Igor, que você comentou lá nos Estados Unidos sobre a educação. Então, a gente sabe que a longevidade no esporte é curta. Lá eles incentivam com que o atleta precise passar pelo ensino médio, a universidade, para depois ele ser draftado. Óbvio, alguns esportes mudaram essa regra, mas você cria essa cultura de você ir para a faculdade, você estudar.
Porque se você não der certo no esporte, você tem outras opções. E você ganhou uma bolsa de uma puta de uma universidade, estudou de graça, então você vai conseguir um emprego. Aqui não, o cara não estuda. Ou se ele consegue virar profissional, a carreira é curta e aí? Você vai fazer o quê? Você não conseguiu ganhar dinheiro, você não tem formação nenhuma. Ou se ele não conseguiu virar jogador, você vai fazer o quê? Você não estudou, você parou na quinta série, você não tem formação nenhuma.
E aí você cria uma comunidade de pessoas que, teoricamente, não têm competência para você conseguir entrar no mercado de trabalho. E quando você tem um atleta que tem competência, ele tem muita... Para ser um atleta profissional naquela condição, você vê que ele carece de fundamentos cognitivos que...
É uma característica do Brasil que é a falta de educação. Então o trabalhador brasileiro ganha pouco, o trabalhador americano também ganha pouco. Só que o trabalhador americano, o filho dele estuda na mesma escola que estuda o filho do político que mora naquele bairro. Porque nos Estados Unidos é setorizado. Então se é uma escola chique, não tem essa.
O filho do prefeito estuda na mesma escola que estuda, cara, o, sei lá, lenhador, pedreiro, motorista de ônibus, cobrador, que é daquele bairro, porque está no mesmo bairro. Eles chegam na escola, o filho do brasileiro, o filho do americano, o filho do brasileiro não tem comida, ele não tem incentivo.
E ele sabe que lá na frente ele vai ser exposto a um exame que ele tem pouca chance de acessar. Por mais que você tenha um monte de medida afirmativa, não é uma realidade. O filho do americano, ele chega na escola, ele tem comida, ele tem incentivo. E se ele for um atleta, ele tem chance de virar uma estrela. O moleque já põe aquilo na cabeça. Putz, daqui é a minha chance, é a chance da minha vida, eu vou fazer. Aqui no Brasil, o esporte ele paga para fazer.
Lá nos Estados Unidos ele ganha, se ele quiser ser, porque os caras apostam nisso. A gente estava falando para você da Rússia até agora. O Brasil briga para ter uma medalha olímpica. As faculdades na Rússia, porque medalha olímpica é coisa de universitário na Rússia. Elas competem para ver quem vai ganhar mais medalha de ouro, cara.
Não é tipo, ai, o Brasil ganhou uma medalha de ouro. A Rússia fala, porra, a universidade não sei o que, ganhou duas não sei o que. É outra. Você entra em universidade americana, você olha, os professores têm tudo Nobel. Não é que o cara é professor, doutor. Aqui tem uma porrada de Nobel. Aqui no Brasil, quando chega uma indicação para Nobel, os caras mesmo se arrebentam e em vez de fortalecer o colega, não. Aí os caras pegam e rechaçam o colega.
Então, o caso do Cesar Lattes, que era pra ter sido um Nobel brasileiro e não foi por causa disso. O caso do Mário Schember, físico, que era pra ter sido um Nobel e não foi por causa disso. Porque a comunidade científica não se suporta, não se apoia. Suportar no sentido de apoiar-se. Ela não se dá suporte. E quando a gente vai ver no esporte, cara, é tudo essa coisa mais ou menos, meio que arranjada. E aí, o que sobra?
Ah, é futebol. Por quê? Porque é o esporte nacional. Só que hoje, meu amigo, nem isso direito, né? Por quê? Dê tempo suficiente a quem leva esse trabalho a sério.
É o que aconteceu no MMA. Começou MMA, os brasileiros rebentavam todo mundo na porrada. Os americanos falaram, ah é? Beleza. Cataram uma porrada de brasileiros e falaram assim, vem ensinar jiu-jitsu pra gente. Vem ensinar, sei lá, vem ensinar outras lutas pra gente. Vai ver quantos brasileiros estão ganhando hoje. Agora com o cinturão não tem nenhum brasileiro. E aí?
Então é aquela coisa, hard work beats talent. Não tem papo. Exceto quando o cara que tem talento trabalha duro. Mas a priori, trabalho duro bate talento. Ah, o talento, o talento, beleza. A hora que você encontrar um cara que trabalha duro na tua frente, ele vai te atropelar.
A ideia é essa. Sim. Mas, cara, tu é médico. Tu treina. Tu pilota. O que mais que tu anda fazendo, Muzi? Escrevendo livro. Escrevendo livro. Fazendo doutorado.
umas palestras por aí. Tu tem ficado em casa no fim de semana, cara? Tu ainda tá dormindo quatro horas por noite, cara? Não, cara, eu ia morrer. Se eu ficasse fazendo isso, eu ia morrer. E aí eu tava falando com o Ramírez, né, desses wearables, né? Que é tudo meio merda, tá? Não tem nada que é bom pra caralho. Ele tem um nível de erro que é razoável. Mas, pelo menos, tem me ajudado a policiar algumas coisas, né? Porque...
Eu passei três anos aí que foram de lascar. Nossa, foi um perrengue atrás do outro, um pior que o outro. E eu fui obrigado a botar um ritmo pra eu conseguir recuperar. Porque pensa que existe uma coisa que a gente chama de reserva fisiológica, né? Se eu e meu avô estivéssemos sentados aqui...
e a gente fosse chegar aqui subindo a escada. Nós dois íamos chegar com uma frequência cardíaca, sei lá, de 100 batimentos por minuto. Só que eu posso atingir 180. Ele poderia atingir 120. A gente chama isso de reserva fisiológica. Entendeu? O quanto do percentual da sua capacidade você consegue acessar?
e essa série de coisas que aconteceram comigo me arrebentaram do ponto de vista da minha reserva fisiológica o que eu estou brigando desde então é para recuperar isso e assim a galera da internet me acompanha, vai ficar
Sei lá, vai ficar impressionada de novo. Eu vou passar por uma cirurgia agora, sexta-feira. Eu fiz uma lesão completa do manguito rotador, da musculatura que segura o ombro no lugar, março do ano passado. Só que como eu estava no meio do campeonato de corrida, de automobilismo, a minha opção foi não operar. Eu vou ficar com dor, eu vou manejar para as corridas, porque eu ia perder o campeonato inteiro. Eu acabei de entrar. Mas tu não aqueceu o manguito, cara?
Não, cara, foi pior que isso, né? Foi um final de semana, eu tinha tido corrida, eu tinha perdido muito peso, eu tinha desidratado, eu perdi 5 quilos no dia, foi embora. E eu tinha tido pneumonia. Então eu tava tomando um antibiótico, derivado de quinolona. E é um antibiótico que ele judia muito do tendão.
O que ele faz com o tendão? Ele detona o colágeno. E aí o tendão praticamente se desfaz. Então você... Sei lá. Cara, eu dou aula disso. Mas porra, sabe quando você nem pensa? Era segunda-feira, era dia de treinar ombro. Eu tenho teoria que vocês que sabem pra caralho... Brinca com o diabo, né? É. Eu acho que vocês brincam com o diabo. Quando tu se rasgou, meu irmão, porra. Tu se rasgou. Porra, caralho, cara, se rasgou.
pegou numa TV? Foi o que que tu pegou? Foi uma bicicleta. Uma bicicleta, mané. Pelo amor de Deus, cara. Não, aquilo foi um azar do cacete. Eu fui pegar a bicicleta, fui levar num domingo de manhã. Aí, cara, ficou pesado, o elevador deu um tranco, assim, e fez um degrauzinho. E aí, quando ele fez o degrauzinho, a bicicleta parou nesse degrauzinho, e aí a minha mão, o meu cotovelo fez um movimento combinado. De supinação com extensão, que é o movimento que rasga o bíceps.
Mesmo assim, não rasgou tudo. Rasgou um pedaço só. Tá aqui, marcas de guerra. Porque tatuagem de homem é cicatriz, né, cara? Ih, rapaz, tô precisando de um, mas então... É que nem piercing de homem é stent. Vou ficar quieto com o meu brinco aqui.
Mas a gente chama o diabo pra dançar. Aí, eu lembro disso tranquilamente. Era uma segunda-feira de treinar ombro, né? Que era o que tava de prioridade naquela época. E o músculo tava bem. O tendão tava arrebentado. Só que eu sempre foco em progressão de carga. Então, o exercício principal que eu ia fazer na segunda era desenvolvimento. E eu tava fazendo desenvolvimento e, cara, tava subindo peso.
30 de cada lado, 40 de cada lado, 50 de cada lado, 60 de cada lado. 70 de cada lado subiu. Foi um, foi dois, foi três. Quando eu cheguei na terceira, eu senti aquele... Falei, hum, deu ruim. Eu escutei rasgar. Parece que tá rasgando um pano dentro do seu ombro. E dói. Você não sente dor. Você sente como se fosse uma cãibra. Porque o músculo, na hora, ele encolhe. Então, senti aquela sensação e falei, puta, você já sabe que deu ruim. Aí...
Botar os panos de bunda no saco, subir pra casa, ligar pro meu amigo Abdala, falar, ô, você tá aí no DASA? Você tá aí no... Você tá aí no DASA, meu? Eu acho que eu rompi o meu manguito. Certeza, né? Não, vem pra cá, vem pra cá. Aí eu fui direto pro laboratório, fiz lá a ressonância, tava lá. E escolheu não operar.
Cara, assim, é o tipo de lesão que ela não ia piorar. Rompeu 90% do meu supraespinal, tá?
Chegar a 100% eu não ia, por quê? Porque eu não ia ter força para fazer os movimentos que levariam a ela 100%. Tá. Eu ia conseguir dirigir, eu ia conseguir pilotar, porque o tipo de movimento dá para pilotar. Eu ia sair com muita dor de cada corrida. Eu sabia que eu não ia conseguir treinar peito. Eu não faço supino, é desde março do ano passado eu não faço um supino. Caralho.
Então treino de peito é pec deck, às vezes dá para fazer um crossover, é muito na manha, muito com cuidado. E deltoide também dá para treinar bem controlando o movimento, trabalhando consistência de contração, trabalhando bem a qualidade do movimento.
dá pra fazer. E aí eu segurei minha onda, porque, assim, o carro tava pago, o patrocínio tava todo em cima. Cara, eu até ganhei salário de piloto. Eu ganhei um salário de piloto. Claro que eu comprei um presente pra uma pessoa que eu amo, mas eu ganhei salário de piloto. Pode se dizer que eu sou um piloto profissional. Sou um piloto profissional. Foi, foi, foi. Aí, cara...
Porra, emendou. Só que aí a temporada passou, eu estava começando a trazer resultado e aí a gente fechou o patrocínio para mais uma temporada. Puta, e agora? Já sei, vou operar em dezembro. Aí os caras soltaram e falaram assim, então, a temporada vai começar em fevereiro.
E de dezembro pra fevereiro são dois meses praticamente, porque se tem férias aí, não ia dar tempo. E aí a gente calculou pra fazer essa cirurgia essa sexta-feira, dia 1º de maio, porque eu vou ter cinco meses certinho até a próxima corrida. Que é o tempo que tu precisa. É o tempo que eu preciso pra cicatrizar bem o ombro e eu voltar a treinar. Só que eu vou ficar quatro meses sem treinar, então a galera vai estranhar demais, porque eu vou virar um palio de dente.
cirurgia de ombro, você perde muita massa muscular, muita massa de tronco. O deltoide vai embora, fica reto, fica um buraco assim. Mas depois, pelo que tu fez ao longo da tua vida, não fica mais... O teu corpo não conhece o caminho de retornar? Do ponto de vista cognitivo, sim. Eu sei o que precisa fazer para voltar. A questão é que... Tudo tem um tempo, Igor. Esse negócio de memória muscular... Então, se você quiser se identificar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para voltar para
Não é que tem memória muscular, o músculo tem organelas, mas você consegue acessar a capacidade desse músculo melhor. Então acertar a dieta, acertar as coisas vai bem. A questão é, eu faço reposição de testosterona desde mais ou menos...
A Clara tinha nascido uns 3 anos depois. Tem uns 10 anos que eu faço reposição de testosterona. E pra manter o nível fisiológico. Porque eu sempre restringi sono. É a história de dormir 4 horas. Eu ganhei um hipotiroidismo por causa disso. Então, todo dia eu tenho que tomar um purão de 150 micogramas. Cara, dormir mal dá essas paradas assim, cara? Rebenta. Rebenta. E aí, eu reponho a testosterona. Pra mim, a testosterona ficar entre 700 e 800 nanogramas por decilitro.
Só que mesmo repondo a testosterona, eu demorei 10 anos para o meu físico chegar onde ele chegou. E a minha média de ganho que eu tenho documentada é mais ou menos 1kg de massa muscular por ano. Tanto que eu tive esses covid, esse dengue, eu perdi 17kg de massa muscular. Ou seja, são 17 anos de trabalho, cara.
E assim, eu não vou fazer uma série com 40, fazer um ciclo com 47 anos de idade, né? Porra, eu tô quase no meio do caminho lá. Não, beleza, eu vou fazer um ciclão aí. Não, não tenho. Cara, meu bom senso não permite isso, não dá. É um risco que não vale a pena correr e pra mostrar pra quem não gosta de mim que eu consigo fazer uma coisa que ele consegue. Besteira isso.
só que eu vou voltar no meu caminho, vamos ver como é que a coisa vai, para mim é uma incógnita, eu não sei. Eu vou entender o quanto é, o quanto a parte cognitiva, intelectual e o suporte real, porque nutricionista eu tenho, treinador eu tenho, vontade eu tenho, disposição eu tenho.
academia, a disposição eu tenho também. Então vamos ver com tudo isso alinhado, eu tô tentando pensar do ponto de vista do desafio. Esse vai ser o maior tempo que tu vai ficar sem treinar, cara? Ou não? Já ficou mais tempo sem treinar? Quando tu fodeu o braço aí, tu não ficou tanto tempo sem treinar? Não, deu duas semanas e eu vou ter treinar. Duas semanas e eu vou ter treinar. Quando eu operei a cervical...
Eu operei a cervical numa terça de manhã. Eu descansei quarta-feira. Quinta-feira eu atendi clínica no meu consultório. Sexta-feira eu tava operando com o Zé Carlos. Segunda-feira eu tava treinando. Tanto que o Vinícius Benítez, que fez a minha cirurgia, ficou louco, né? Tá puto comigo. E hoje ele fica puto com ele. Todo paciente que chega com hernia pra ele, bagunçado assim. É, mas eu vou treinar igual o Musi. Voltou a treinar em quatro dias. Ele, filho da puta, esse Paulo Musi. Me fudeu. Porra a cintura. Porra.
Ele fala, porra, hoje atendi outro, seu filho da puta, que quer treinar igual você. Porra, não, é foda. Quando o Zé operou meu bíceps, a primeira coisa que eu fui fazer foi uma bicicletinha de manhã, né? Aí eu liguei a live, ah, mas meu telefone tocou dali meia hora. Isso, a gente tá lá vendo você, falando você, não vai treinar, não vai fazer isso, não vai fazer aquilo. O que você faz?
Faz a porra da bicicleta. Agora todos os meus pacientes estão me ligando e perguntando não dá pra fazer a bicicleta igual o Paulo Muzi, cara? Porra. Cara, eu tenho que tomar muito cuidado porque eu torno a vida dos meus amigos muito difíceis. E eles não merecem ter um amigo como eu, saca? Ah, cara.
Eles são maneiros também, porque, assim, lembra que eu tava te falando que já veio aqui todos, já veio aqui três musas? Sim, da família. Então, aí vem também os amigos, entendeu? Não é? Pois é. Pois é. Todos esses que eles citam eu conheço também, entendeu?
antes de te contar um bagulho. Em algum momento vai me ajudar com alguma coisa também, porque agora que a gente já se conheceu, os amigos do Muz são meus amigos. Fechou. É verdade, você acabou de tornar a propriedade posse. Já já ele vai mandar mensagem, ó, como que eu faço pra ficar mais tempo pendurado aqui? A gente fala uma parada pra valer mesmo, Ramires. Se eu quiser, vamos lá, um cara que... Olha qual que é a minha história. A minha história é...
Eu comecei a... Nem dá pra considerar antes de 2023. Em 2023 eu tava todo fodido e eu comecei a ir pro CT puxar ferro, tá? E o foco foi puxar ferro e puxar ferro. Puxar ferro fez muita diferença na minha vida mesmo, pra valer. Mas você parou já? Então, aí, o ano passado...
Foi a maluquice da porra, tá? E tá fazendo um ano que eu não puxo o ferro com a mesma consistência. Não tem um ano que eu não vou treinar, tá?
Mas com a consistência, tipo, a dedicação lá dos primeiros dois anos, faz um tempinho, entendeu? E nesse meio tempo, por uns quatro, seis meses, eu treinei corrida. Esse cara que tá meio... engordou de novo, entendeu? Tá...
meio distante de um treino, como é que eu entro nesse mundo do cross treino? É indicado para mim? Para quem não é indicado? É indicado para o meu pai de 82 anos, por exemplo? Excelente. A primeira questão não é eu tentar defender o cross ou qualquer outra modalidade. Eu acho que a melhor modalidade é aquela que você se identifica.
que você tenha vontade de voltar no próximo dia. Então tem muita gente que não faz treinamento porque não conseguiu se identificar. Ah, eu odeio musculação, mas você já tentou fazer outra atividade? Mesmo que não seja levantar peso, fazer treino de força, alguma atividade que trabalhe a sua capacidade cardiovascular. Então a melhor atividade é aquela que você se identifica, que você tenha vontade de praticar. Então o primeiro ponto é esse.
Não adianta eu falar, não, procuro cross, eu continuo na musculação, sendo que você não vai.
O segundo ponto, se você não faz exercício, se você é sedentário, tem algum problema, alguma limitação, seja articular ou alguma doença cardiovascular ou um diabetes, você precisa ter um bom auxílio.
você precisa ter adaptação em relação ao seu treino. E aí, novamente, você precisa ter uma boa orientação dentro desses ambientes do cross, porque é um ambiente coletivo. Existem um professor a cada 10 alunos.
Se ele não conhecer as suas limitações, ele pode, talvez, colocar você para fazer os mesmos exercícios que as pessoas comuns, sem nenhuma limitação, mesmo que são sedentárias, óbvio que ele vai adaptar o treino, ela vai te expor a esses exercícios. Obviamente, o que vai acontecer? Você vai ter dor.
Você não vai se sentir confortável com aquela prática e vai abandonar essa modalidade. Mas falando no sentido de que é para todo mundo, para a maioria das pessoas, você tem essa capacidade de adaptação do treinamento. Não é um modelo rígido. Seja no CrossFit, seja no Hyrox, existe a possibilidade de adaptação. Óbvio que vai depender da qualidade do professor. E isso, quando a gente fala de qualidade do professor, Muzi...
É em todas as áreas, você concorda comigo? Você tem bons médicos? Eu acho. Bons profissionais de educação física e o oposto. Então, é como qualquer outra área, você ter bons profissionais e maus profissionais. Mas respondendo a sua pergunta é que sim, você pode treinar no cross, no hyrox, mesmo sabendo das suas limitações, desde que o treino seja adaptado para a sua realidade.
interessante e Muzi, cara, pra gente Vitão, tem pergunta pra nós? não, é porque eu também não falei a gente já foi direto, porque assim, eu já tô cansado de atrapalhar a tua vida, cara, tu meio que disse que tinha que ir embora às 10 não, já vi aqui, 10 e 51 são 10 e mais 11
Eu vou te ligar amanhã e falar assim, acorda aí, vem assistir minha live das 7 da manhã. Vou te mandar um salve amanhã na tua live, tá, pessoal? Se você não mandar, eu vou pegar meu telefone, eu vou ligar no seu telefone e você vai entrar ao vivo. Eu vou pra caralho, eu vou pra caralho. Pode contar, pode escrever. Tem um monte de gente de... Cara, tem um monte de gente de testemunhas. Tá fudido, Igor.
Mas eu vou, estaria lá. Mas tu falou do teu livro, cara. E tu falou só que escrever um livro. Tu não falou nada do livro. Eu e o André Lopes, a gente fez um livro de hipertrofia. Uma atualização em hipertrofia. O que a gente tem até agora em hipertrofia? A gente fez um livro, fugindo da proposta que são os livros atuais, de...
são mais curtos, mais objetivos, a gente fez um livro um pouco mais amplo, para você ler com mais calma. Ele tem 410 páginas, então é um livro razoavelmente denso, onde a gente fala tudo sobre hipertrofia. E tu tem intenção com esse trabalho de virar, por exemplo, é assim que funciona, de virar material didático numa universidade?
Não é por acaso que acontece, é? Tô dizendo assim no sentido de tu faz um trabalho e daí vira. Em geral, tu não já faz um trabalho pra virar material didático? Eu não sei, tô aqui... Cara, eu acho que pra virar material didático de uma universidade ou de um curso, por exemplo...
Existem algumas condições que são até políticas, que é a forma de você escrever tem que ser um formato, que ele tem que ser uma coisa que esteja dentro da comunidade dos professores universitários. Não pode tratar de uma novidade, eu imagino. A academia protege a academia. E ok, tudo bem.
Imagina se, sei lá, um cara que é um acadêmico, da medicina, por exemplo. Não precisa nem ser um profissional de educação física. Um cara que é professor de cardiologia, ele entra dentro de uma sala de card e começa a querer ensinar. Óbvio, vocês vão fazer assim, assim, assim.
vai tomar um rodo. Então, eu entendo que mutatis mutandi. Então, se a gente vai para o outro lado, existe uma... totalmente injusta, não estou julgando, eu acho que a academia se protege. Então, eu posso fazer um texto para a academia.
Academia que eu digo, Academia de Ciências. Então eu posso fazer um trecho que seja para Academia de Ciências, com uma linguagem para Academia de Ciências, com uma estrutura para Academia de Ciências. Mas eu e o André, a gente preferiu fazer um texto com o objetivo de chegar no público final. Essa galera que assiste a nossa live, que assiste o podcast.
Que faz aquela pergunta, pô, mas será que eu vou ganhar massa muscular se eu fizer isso, se eu fizer aquilo? O que é ganhar massa muscular? Onde a gente começa do muito simples, né? E vai até o muito complexo. E, assim...
Se eu fosse um professor universitário, eu gostaria de escrever uma coisa para os meus alunos. Até porque não é nem esse propósito de eu estar fazendo doutorado, estar inscrito no doutorado. O objetivo de eu fazer doutorado é descobrir aquilo que eu quero descobrir. É que hoje eu atingi uma maturidade profissional que eu sei que perguntas que valem a pena serem escritas. Eu não estou para pegar um título, eu estou porque eu quero fazer uma pergunta que eu preciso de uma estrutura universitária por trás.
e que vai me deixar e que vai fazer com que essa resposta seja robusta cientificamente. Podia muito bem escrever meu artiguinho, mandar, não sei o que, mas aquilo que eu quero fazer é digno de um título. E eu, Ramires, que é professor universitário, que é doutorado, caramba, quatro, pica das galáxias, ele sabe bem quanta gente faz doutorado só pra pendurar na parede, né, Ramires?
inclusive tem uma legião hoje de doutores que tem dificuldade de entrar no mercado porque fez um doutorado talvez de seguir a lógica do seu orientador que fugia muito, pelo menos dentro da minha área do que o mercado necessitava
você tem uma grande quantidade de universidades que não precisam desses doutores, e aí o cara não tem emprego, né? Ele responde uma pergunta que ninguém quer saber. O mercado não precisa disso. E que muitas vezes é a linha de pesquisa do orientador dele, não é nem a pergunta que ele queria fazer. Então, eu vou fazer uma doutorada hoje com quase 50 anos de idade, mas porque essa pergunta é minha. E eu acho que eu respondo muita coisa para muita gente e que...
Seria muita pretensão falar, ah, vai mudar a medicina, mas ela vai ser mais uma voz para falar, olha, se você está perdido e não sabe o que fazer, também tem isso aqui. Cara, isso para mim está suficiente. Mas o propósito do livro é trazer para o pessoal que assiste a gente nas lives, nos posts, que segue a gente nas redes sociais, responder perguntas simples sobre hipertrofia. E eu acho que vai servir o profissional à medida de como ele tem uma linguagem acessível, que é uma linguagem acessível.
pode ser que seja fácil pra ele entender que é o corolário da lei de Dunning-Kruger a pessoa que sabe muito pouco acha que sabe muito porque ela não tem um vislumbre da linha da ignorância então o corolário da lei de Dunning-Kruger é o contrário o cara que sabe muito pra ele tudo é muito óbvio
Então, sei lá, depende para o médico, para o nutricionista, para o profissional de educação física, seja um livro de uma linguagem muito fácil, que ele acha até meio óbvia, mas às vezes a linguagem fácil é a linguagem que ele vai poder usar com o paciente dele. Então, talvez seja um livro que para os profissionais da área, ele seja um livro que ajude ele como falar.
Enquanto que para o público final, a galera que assiste a gente, que olha o que a gente faz como criador de conteúdo, seja exatamente aquilo que ele gostaria de ler e que vai trazer calma, porque ele vai falar, putz, agora entendi, agora vai. Eu quero causar essa sensação, eu quero que o cara leia o livro e fale assim, agora vai, é aí que está o meu elan, o meu objetivo.
Maneiro. Bom, e tu que tá assistindo a gente aí, cara, você pode, a gente vai deixar aqui no comentário fixado pra tu encontrar esse livro aí molezinha, tá bom? Eu também queria mandar um salve aqui pra Insider, que é quem faz essa camisa que eu tô usando, cara, e tá chegando no final aí do mês de aniversário da Insider, tá? Hoje é dia 27 de abril, e cara, esse mês ainda tá rolando lá um monte de promoção no site, mais cupom Flow pra você ganhar mais um desconto ainda no teu carrinho de compras, então no preço final que você ia pagar.
o cupom FLOW te dá mais um desconto ali que te ajuda, tá bom? Agora, se você não sabe o que é Insider, é aí que você está perdendo tempo para avaliar, cara. Primeiro, todas as roupas da Insider têm um twist tecnológico pensado em ajudar você no seu dia a dia. Por exemplo...
Dá pra você ir treinar a camisa da Insider, dá pra você ir trabalhar a camisa da Insider. A Insider também tem aquelas camisas que usa por baixo, pra quem usa paletó, pra ajudar, inclusive, porque ela tem um conforto térmico diferenciado, cara. Além de, cara, você vai a bermuda lá, que é hidrofóbica, tem um monte de coisa sensacional pra você, tanto pra homem quanto pra mulher, de tudo quanto é cor diferente, lá no site insiderstore.com.br. Aproveita as promoções de aniversário da Insider e usa o cupom FLOW.
Tá bom? Ó, um outro parceiro que tem com a gente aqui é a hashtag treinamentos, cara. Tem uma... Por um tempo aí a gente teve aquela conversa de cara, você precisa ser um programador, essa é a profissão do futuro e tudo mais. E aí vem novas ferramentas como a inteligência artificial e mudam...
Tudo de novo, né? Então, cara, a Hashtag Treinamentos é uma das principais escolas do mercado de trabalho da América Latina e está aqui para te ajudar a lidar, inclusive, com essas ferramentas. Então, se você quiser aprender Python, tem lá também. Power BI, tem lá. Excel, tem lá também. Mas também tem curso para você aprender a lidar com inteligência artificial e não é mandar uma mensagem no chat EPT. É saber qual...
ferramenta a usar para melhor, qual a melhor ferramenta para o trabalho específico e também como usar, tá? Porque não adianta você ter, sei lá, uma máquina de escrever e você quer publicar um site. Não faz sentido, né? Bom.
Dá uma olhada lá na Hashtag Treinamentos, porque a gente tem um, por tempo limitado, a gente fez uma parceria que te dá 500 reais de desconto na comunidade impressionadora, que é o conjunto completo de cursos deles, tá bom? Use o cupom FLOW, tem o QR Code aí, o link na descrição. Vai lá, não perde tempo, tá bom? Para você, sei lá...
Não é que você quer um novo, melhorar, um novo cargo, ou você quer mudar de profissão ou um hobby. A hashtag treinamentos vai te ajudar nisso aí, tá bom? E para finalizar, cara, tem o que me salva nessa correria, cara, que é a Live Up. O que é a Live Up? A Live Up são marmitas, tá? Que você já deve ter ouvido a gente falar dela no ano passado, quando a gente fez o modo atleta, que elas foram o que nos deu a energia para fazer tudo isso. A gente estava usando aquelas marmitas performance.
Mas eu quero, na real, falar para vocês que a Live Up serve para isso e serve também para você que quer fazer uma refeição um pouco mais relaxada. Então, não é o Paulo Muzzi o tempo inteiro e está afim de comer um ravioli? Dá para fazer lá com... Dá para... Tem lá na Live Up também. Além de ter também lá um lanchezinho, tem um zimpadão de frango lá integral, bonitinho. A coxinha, tem um monte de coisa além das comidas que são feitas com ingredientes.
orgânicos, coisa de verdade, comida de verdade que você coloca no micro-ondas e está pronto para resolver a sua vida, tá bom? Cara, tem o QR Code aqui e tem o link na descrição também. Você não vai se arrepender, a Live Up é o que tem. Já tem aqui um freezer inteirinho novo de Live Up aí de novo, que é o que segura a nossa onda aqui com excelência. Não fica ninguém no sufoco, tá bom? Vai lá conhecer, Live Up. Deixa eu ouvir aí, Vitão, a mensagem que o cara tem para nós. Vai, dá ali.
Pedro Souza mandou uma mensagem pelo Pix. Posso fazer um treino, um logo pela manhã, 5 zeros de inferior completo e na parte da noite superior, sendo peito, ombro e etc.
meio difícil de entender, mas vocês entenderam? Sim, entendi. Então vai. Ele perguntou se ele poderia fazer um treino pela manhã de membros inferiores e no final do dia um treino de superiores, foi isso? Foi isso que eu entendi. Na literatura científica não teria nenhum problema em relação a isso.
Só que o grande problema é que ele vai condensar no mesmo dia um treino de inferior e de superior. E no dia seguinte, o que ele vai treinar? Qual vai ser o intervalo de recuperação? Por exemplo, ele treinou na segunda. Quarta-feira ele vai treinar o quê? Ele vai repetir esses grupamentos musculares. Então, acho que o grande problema é você identificar a questão...
da organização da semana do treinamento. Agora, se você vai fazer no mesmo dia um treino de inferior ou superior, isso não tem problema nenhum. Mas é importante cuidar do descanso. Vamos pensar no descanso, vamos pensar que vai ser um treino de superiores, por exemplo, peitoral.
E que de manhã ele vai fazer quadríceps. E o problema é que treino de membro inferior só não consegue separar 100% posterior com o anterior. Correto, correto. É o professor que ensina a gente aqui. Mas a questão é a seguinte, se você mantiver uma rotina de treinos intensos duas vezes por dia,
independente do que você for fazer. Então, seguindo a regra do fisiculturismo, eu não vou repetir treino. Eu treinei perna de manhã, quadríceps de manhã, peitoral de noite. Aí no outro dia eu treinei posterior de coxa de manhã e treinei dorsal à noite. Cara, isso vai te deixar no mesalstão tão grande que o terceiro dia você não vai treinar.
A menos que você esteja esperando descansar nesse terceiro dia, fica uma coisa que fica improdutiva. Até porque, assim, se o teu treino for intenso suficientemente de manhã, à tarde você não vai ter a mesma intensidade. A gente não cansa porque simplesmente acaba a energia. Do ponto de vista de reconstituição de glicogênio, seis horas. Quatro a seis horas você recupera seu glicogênio. Então, sei lá, se você treinasse oito da manhã, meio dia, você poderia treinar? Do ponto de vista de glicogênio, sim. Do ponto de vista de cansaço neural, não.
O cérebro cansa.
exercício, principalmente exercício resistido, é uma concentração muito grande. Você tem que prestar atenção no movimento, você tem que ter o que a gente chama de consistência de contração muscular, ou seja, você tem que saber o que você está fazendo a todo momento, não é chegar lá e balançar um peso. E essa divisão de você colocar um treino pela manhã e um outro treino no período da tarde ou à noite, é justamente de você mesclar as valências.
Então de manhã eu fiz um treino de força, então à noite eu vou fazer um aeróbio. Se eu fiz um treino de força de manhã, ele foi intenso, então à noite eu vou fazer o aeróbio em baixa intensidade. Porque como o Muzi falou, treino de força intenso, você não vai conseguir render num treino aeróbio de alta intensidade. E vice-versa. Então se eu vou fazer dois treinos de força no mesmo dia, aquele treino que vai ficar para a segunda sessão de treino não será um bom treino.
Então é importante, é proibido fazer assim? Não. Mas você precisa entender qual é a lógica. Durante a semana de treino, qual será o seu dia de recuperação? Quando você dará ênfase novamente para esses grupos musculares? Entendi. Dá ele na outra aí, Vitão.
Snacket GTA 6 mandou uma mensagem pelo Pix. Fala Muzi, salve Flo, sei que o Muzi é fã de The Last of Us. Minha pergunta é, como um bom gamer, você está ansioso para jogar o GTA 6? Cara, eu nunca fui fã de GTA, pra te falar a verdade, desculpa te decepcionar nessa, mas a minha vida é um GTA, velho. Não tem...
Cuidado, acabou o meu ministério público aí. Cara, não, mas no lado bom, eu apanho no jiu-jitsu, eu corro com o carro, se você for ver, né, já é. Então, pra mim é sem graça. Eu gosto, o que eu queria ver, imagina se tivesse um... Se tivesse um... Um apocalipse meio igual do The Last of Us. Sim, uma continuação, assim, porque eu achei que terminou meio ruim, assim. Tô achando? Eu não joguei o 2 ainda, sabia? Mas não, eu, sei lá, mas não, eu, sei lá.
Vai chegar a hora certa. Você assistiu o seriado? Ainda não assiste a segunda parte, só a primeira. Então, eu não posso falar nada, senão eu vou te dar um spoiler. Mas, assim, eu já começo o 2 e eu não gostei. Já, putz. Eu achei que já terminou o 1, terminou que num jeito que... E começou o 2, começou o... Falei, porra. Entendi. Mas o jogo é legal pra caralho, né? A real é essa. Tem que jogar o 2 pra ver se ele é.
o 2 é legal, cara só que tem hora que você eu não vou te dar muito spoiler, mas tem uma hora que você vai jogar amarradão, aí tem hora que você vai jogar vou jogar com essa filha da puta que tava fazendo não sei o que lá então dá uma raiva assim né isso eu vou falar pra você, você joga com a heroína e você joga com a inimiga dela tô ligado que é Abigail exatamente não dá pra ficar 100% livre de spoiler, né
Só que aí o que acontece? O que é legal? Porque você já deve ter visto isso daí. Eu sei que o Diogo morre, né? Ah, então você já sabe. Ah, tá bom. Isso daí eu já fiquei... Cagou. Já deu vontade de desligar e falar, ah, não vou mais jogar essa bosta. Ele morre até cedo no jogo, não é? No começo. Você nem joga com ele. Ele vai lá e morre. Você fala, porra, que cretino, né? Não é, o cara fez tudo aquilo. O cara é foda, não sei o quê.
Porra, faz sentido isso. Eu quero que ressuscite ele e faça o 3. Ressuscitaram o Superman, cara. Não vão ressuscitar o Joel. Foda-se, cara. O Superman na escala de foda ele tá no topo da pirâmide. Outra escala.
ordens de grandeza aí. Ramires, muito obrigado pelo teu tempo, cara. Obrigado pela tua moral aí de vir aqui e trocar essa ideia com a gente. Muzi, obrigado por mais um episódio foda, tá? Continua aí sugerindo os teus amigos que eles são maneiros pra caralho, inclusive. Valeu? Trazer eles. Valeu. Ramires, essa daqui é... Bom, o Vitor vai colocar ali. Essa daqui é a tua câmera, ó. Pra tu falar pras pessoas o que que... Primeiro, o que que tem aí? O que que tu produziu? E como é que elas te seguem nas redes sociais? Sei lá.
Agora, primeiro Igor, muito obrigado pelo convite, por abrir o espaço para eu poder falar um pouco sobre o crossfit, o treino do Hyrux, responder todas essas dúvidas que existem em relação à modalidade. Quero agradecer meu amigo Paulo Muzi pela oportunidade também, sempre estar indicando, defendendo o cross. Eu falei, o maior defensor do crossfit é o Paulo Muzi. E eu gostaria agora de agradecer toda a comunidade do crossfit do Brasil, do Hyrux, todos os atletas do Hércules.
E mandar um beijo pra minha filha e minha esposa que com certeza está me assistindo. Maneiro, maneiro. E tu, Muzi, como sempre essa daqui é a tua. Amanhã tem live sete da manhã. O Igor tá rindo, porque, cara, eu vou ligar pra ele. Não vai precisar. Eu vou talar, seu porra. Eu quero que ele esteja com uma cara de sono, assim, tipo porra, Muzi! Com o sotaque dele, assim.
E eu ainda vou estar na esteira ainda, meu irmão. Nossa. Aí vai ser foda. Aí se você estiver na esteira, eu vou chamar na colégia. Eu vou falar assim, ah, é? Deixa eu ver. Vamos ligar.
Agora ele desistiu. Fortalece aí, segue lá no Instagram, arroba paulomuzi, YouTube, arroba paulomuzi, tudo a mesma coisa. Começamos na Twitch agora, porque tem uma galerinha gente boa também que a gente veio trazer pro time. E se você tá lá na rede social, não esquece de curtir e compartilhar, mas principalmente curtir, por quê? Se você gostar desse conteúdo...
O algoritmo do Instagram hoje, ele só devolve pra você se você interagir. Então, não tem essa ah, gostei, vai aparecer pra mim. Não. Se você não interagir, ele nunca mais mostra pra você. Então, segue lá, comenta, curte. Se você achar que vale a pena pra alguém, manda pra alguém. Se você não achar também, tudo de bom pra você e sucesso. É isso.
Gente, muito obrigado pela moral aí, vocês dois. Obrigado mais uma vez. A gente vai deixar todos os links deles aqui no comentário fixado pra você que tá assistindo aqui no YouTube encontrar com facilidade, tá bom? Um beijo aí, a gente se vê depois, tá? Ah, tem aqui o Discord pra você sugerir novos episódios, novos convidados também. E vira membro, cara. A gente tá soltando vídeo aí, o conteúdo exclusivo pros membros aí todo dia, cara. Custa menos de R$8,00, não dá nem pra comprar uma seda, né?
Um beijo para vocês. Até a próxima. Tchau.
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