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BANCO MASTER + MC RYAN E MC POZE PRESOS EM AÇÃO DA PF + OPERAÇÃO NO VIDIGAL

22 de abril de 20262h23min
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Flow News #040

Participantes neste episódio3
I

Igor Coelho

HostJornalista
F

Felipe Moura Brasil

Co-hostJornalista
C

Coronel Menezes

ConvidadoEx-secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro
Assuntos4
  • Operação Narcofluxoprisão de MC Ryan e MC Poze · lavagem de dinheiro · influência de organizações criminosas · apostas ilegais · turismo no Vidigal
  • Corrupção no Brasilescândalos de corrupção · Conselhos de Lula · Flávio Bolsonaro
  • Criminalidade no BrasilComando Vermelho · milícias · guerra informacional
  • Regulamentação de Apostasimpostos sobre apostas · apostas ilegais
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Salve, salve família, bem-vindos a mais um Flow News, eu sou o Igor e hoje aqui comigo tem o Felipe Moura Brasil, cara. Salve, salve Igor Coelho, que alegria trabalhar com você no feriário. Olha aí, eu e você, porque o Tramonta provavelmente tá curtindo lá o sítio dele. Alguém tem que curtir por nós. E aí, na ordem dos mais antigos, vai o Tramontina, né? Eu que não vou recusar, né? Acabei de chegar aqui, vou falar assim, na noite não vou trabalhar não e tal, então eu vim. É, eu também.

Bom, mas de fato tem um monte de coisa pra gente falar, cara E como criador de conteúdo Eu ia me sentir mal de deixar passar Assuntos como, por exemplo O narcofluxo, né? A gente ainda não teve oportunidade de falar aqui Sobre a prisão do Rian SP Do Pose, do Rafael Dachokei

É, tudo isso. E a gente tem aqui, pra começar, a gente tem o Coronel Menezes aqui, que é secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, pra gente falar um pouco sobre esse caso, falar um pouco também sobre um caso, sei lá, meio diferentão. Esse daqui acho que foi a primeira vez que eu vi turista ficar alhado lá no Vidigal, cara, durante uma operação policial. E aí a gente tem aqui umas coisas, alguns ângulos pra gente comentar. Tudo bom, Menezes? Como é que você tá?

Como é que está aí, Igor? Tudo bem? Só corrigindo, eu sou ex-secretário, deixei o cargo no mês de março agora, no último dia 24, mas estou aqui preparado para participar do Flow, para colaborar de maneira qualificada para esse bate-papo sobre um assunto tão interessante.

Pois é, cara. Então, para a gente começar, cara, a gente tem aí no Rio, a gente teve a primeira prisão do Oruan. Aí o Oruan, ele consegue ali um habeas corpus ou alguma outra para ele poder usar uma tornozeleira eletrônica. Aí essa tornozeleira eletrônica começa a ter repetidas violações, várias delas por não carregar a tornozeleira. E no fim sumiu o Oruan. Não sabemos onde está o Oruan nesse momento.

A gente tem agora recentemente o caso do Pose do Rodo envolvido no narcofluxo que tem a ver com um esquema enorme de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tráfico de influência, um monte de coisa acontecendo.

E o Pose do Rodo também já havia envolvido numa outra coisa semanas antes que ele tinha sido roubado, né? Então, tem coisas a coisas demais acontecendo na vida do Pose do Rodo aí. Coronel Menezes, cara, me fala um pouco aí sobre... Cara, como é que você enxerga a posição do Pose do Rodo nesse esquema aí que está sendo desvendado pela Operação Narcofluxo?

E esse fato ainda carece de muitas investigações, nós temos ainda diversos desdobramentos a respeito dessa questão, mas acho que a grande reflexão que fica...

e que a população precisa estar atenta, é da influência das organizações criminosas em atividades ditas de rotina da população. A gente percebe que essas organizações hoje movimentam muita grana.

e existe uma necessidade de uma estrutura toda ela montada para promover esse branqueamento de capitais, ou seja, dar um caráter legal a todo esse dinheiro obtido de forma criminosa. Então, a gente percebe esses influencers envolvidos em algo também que é preciso ser discutido, que é essa anarco-cultura.

a gente não pode confundir manifestação cultural com defesa de criminoso, isso a gente realmente tem que ser incisivo e tem que trabalhar de uma forma dura e levando as barras da lei, levando para a cadeia essa galera que defende criminoso, a gente não pode aceitar isso. E, de alguma maneira, buscar realmente a legislação, ela precisa representar a vontade da sociedade.

E a gente precisa avançar a discussão, principalmente no Congresso Nacional, de leis cada vez mais duras que levem a essa questão da lavagem de dinheiro, da inserção das organizações criminosas em atividades ditas regulares, ou seja, atividades de supermercado, de distribuição de combustíveis.

a distribuição e venda de automóveis, ou seja, a gente já tem notícia e dados de inteligência apontam a infiltração do crime organizado em diversas atividades que aparentemente têm um caráter de legalidade.

Coronel, Filipe Moura Brasil aqui. Boa noite, é um prazer falar com o senhor. Sobre essa operação, se falou ali em rifa clandestina e jogos de apostas não regulamentados. O senhor poderia detalhar como é que funciona essa rifa clandestina, esses jogos de apostas não regulamentados? Porque isso faz parte das atividades consideradas ilícitas, que tinham branqueamento de capitais por meio desses mecanismos.

que estão sendo alvo ainda de novas diligências, novas investigações que a gente vai precisar esclarecer. Mas também há a prisão, uma medida gravosa tomada contra o dono do Choque, que é essa conta influenciadora na internet, e há ali uma suspeita de promoção de atividades ilícitas. Seriam essas e como essas funcionam?

discutir a questão do jogo no Brasil, da regulamentação. E eu entendo que quando a gente oferece a possibilidade e a gente oferece espaço, alguém ocupa esse espaço.

Essa questão das apostas ilegais, essa questão do jogo, é preciso que o Estado brasileiro avance nessa discussão, avance na regulamentação. Outros países, e a gente observa isso de uma maneira muito clara, que outros países já estão muito avançados nessa questão.

a possibilidade e há uma janela de oportunidade em que a gente sempre, de uma maneira lenta, estabelece regras claras, o crime se instala e utiliza influência, utiliza pessoas que têm grande notoriedade na mídia, notoriedade nas redes sociais.

Obviamente que essa apuração ainda vai avançar muito no entendimento e no envolvimento de outras.

pessoas que têm notoriedade, que têm um grande apelo publicitário, mas é preciso que a gente realmente busque essa regulamentação, essa questão das apostas ilegais. Elas existem de fato no país, mas carecem de uma regulamentação clara, dura, que não permita que o crime organizado permeie essas atividades.

Coronel, se a gente for falar um pouco do lado que aconteceu lá no Vidigal, e aí depois, se o Felipe quiser voltar nesse assunto aí, tudo bem.

Cara, o que aconteceu lá foi uma operação deflagrada lá na Zona Sul e teve uns turistas que ficaram ilhados ali, né? Isso aí a galera viu bastante nas redes sociais. E aí, cara, eu fiquei pensando no seguinte. Putz, essas atividades de turismo e tudo mais, a gente costuma olhar isso como... Cara, que coisa legal que a gente está trazendo aqui uma nova atividade econômica para o lugar e tudo mais.

mas aí a gente começa a ter ou pelo menos está começando a ter um terceiro ou um outro elemento a ser considerado pela polícia na hora de deflagrar as próprias ações cara, em que medida? você considera isso um problema? a presença de atividades de turismo em lugares como esse?

Igor, eu vejo da seguinte forma. A gente hoje vive uma questão muito séria, que é a guerra informacional. Hoje há uma... Nas redes sociais, na grande mídia, há uma questão de titularização de narrativas. E, obviamente, que a operação no Vidigal, é preciso que as pessoas que estão nos ouvindo, nos assistindo...

competente, houve um detalhamento de uma liderança criminosa extremamente violenta, perigosa, do primeiro comando de Anápolis, que é a situação, tem uma aliança com o comando vermelho aqui do Rio de Janeiro, mas dados de inteligência apontam que eles vêm causando uma série de transtornos, cobrando taxas, reproduzindo práticas já recorrentes aqui no Rio de Janeiro.

no sul da Bahia, como Araíba, que é um lugar paradisíaco. E essa liderança de vulgo dada se evadiu do sistema prisional em 2024, buscou abrigo na Rocinha, que é uma outra comunidade também na zona sul do Rio de Janeiro. É importante dizer que tanto o Vidigal quanto a Rocinha são comunidades que atraem turistas, principalmente turistas estrangeiros.

Há uma grande atividade econômica nessas comunidades, atividades voltadas ao turismo, casas de show, casas de espetáculo, pousadas, hotéis, boutique, restaurantes, inclusive de renome.

nessas comunidades. Isso eu vejo com muito bons olhos, mas é preciso que se diga que foi uma apuração detalhada, conduzendo o Ministério Público da Bahia, que solicitou o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais, que é uma unidade de elite, uma unidade de operações especiais da Polícia Civil, dando conta de que aquele marginal...

de vulgo dada estaria em uma determinada residência no interior da comunidade. Foi desenvolvido um planejamento, essa operação foi realizada, e é preciso que se diga que existem variáveis, e segurança pública não é uma ciência exata, existem variáveis durante a operação que você não controla.

E a partir daí surgem narrativas dando conta de que turistas ficaram ilhados. Não houve qualquer tipo de ameaça à integridade física desses turistas. É preciso que se diga que essa trilha é uma trilha de um parque municipal que margeia a comunidade, Parque Municipal Dois Irmãos, que é muito...

o amanhecer do dia e também o pôr do sol, é uma área bucólica, uma área extremamente marcada por belezas naturais, em que se consegue ver todo o costão da Niemeyer. E, obviamente, que quando há um momento de crise, se estabelece planos de contingência. Então, aqueles turistas permaneceram ali para que não houvesse qualquer risco.

a integridade física daquelas pessoas. Mas isso não desmerece a ação policial. A ação policial foi uma ação policial cirúrgica, faltada na inteligência, e precisa que se diga que quanto maior o...

grande. Então a gente, por que? A gente tem uma grande possibilidade de atingir o objetivo traçado na operação. Então estabelecer uma conexão de que turistas ficaram aliados por conta da operação, eu acho que é uma narrativa que visa desmerecer a ação policial, a ação policial, formação bem-sucedida. Nós tivemos três presos.

essa liderança conseguiu se evadir por uma janela, um fundo falso, uma porta que dava acesso a um outro imóvel, mas foram presas três pessoas, foi apreendido um fuzil, uma pistola. Então a gente entende que a operação teve um caráter extremamente bem sucedido e as pessoas...

mundo, quando se estabelece uma ação terrorista, uma ação em que a polícia precisa agir, planos de contingência são colocados. A ação em que houve, por exemplo, a queima de lixeiras e um ônibus foi atravessado na Avenida Nehemiah, são práticas recorrentes em que essas organizações criminosas, e ali o Comando Vermelho atua naquela comunidade.

eles desenvolvem essas ações para exatamente desfocar a ação policial, desfocar a ação dos policiais. Mas é preciso que se diga que essa ação teve um resultado exitoso à medida que três pessoas foram presas, a esposa, a marginal chamada Nubia, que é a esposa de uma liderança lá de Eunapolis, que é o braço financeiro, foi presa.

Então, isso faz parte de uma guerra informacional visando desmerecer as forças policiais. Não houve nenhum tipo de grande transtorno ou grande impacto nos turistas que estavam fazendo a trilha. O que foi feito foi apenas um plano de contingência para proteger o bem maior, a ser protegido pelas polícias, que é a vida das pessoas.

Coronel, como o senhor falou, o Comando Vermelho atua naquela comunidade. E eu já ia trazer aqui essa informação que o senhor acabou dizendo no final, que um homem foi preso em flagrante com fuzil. E foram encontradas também armas, drogas, etc. Quer dizer, é um sinal de que existe crime organizado.

Dentro do Vidigal. Eu e Igor, nós somos do Rio de Janeiro, nós crescemos conhecendo e até recentemente conhecendo pessoas que moram em favelas, que moram em comunidades. A gente sabe que existe uma maioria trabalhadora, pessoas de bem. No entanto, existe crime organizado em determinadas comunidades na área urbana do Rio de Janeiro.

A minha questão é, essa liderança de uma facção no sul da Bahia que é aliada do Comando Vermelho, ela foi alvo da operação. É porque ela é mais importante? É porque já existe um mandado contra ela? A minha questão é, por que essas pessoas que atuam no crime organizado lá no Vidigal ou como em outras...

Favelas não são alvo de operação. Qual é a dificuldade de se neutralizar isso para deixar simplesmente os moradores viverem em paz? Felipe, é preciso que se diga que há crime organizado em vários locais do país, inclusive do mundo.

É um fenômeno social que a gente e as polícias vêm enfrentando de uma maneira muito incisiva aqui no Rio de Janeiro, utilizando muita tecnologia e muito inteligência. Essa operação faz parte de um trabalho que a gente faz de uma Câmara Técnica de Inteligência, que existe hoje à disposição das polícias do Brasil, em que a gente troca dados e informações.

uma colaboração, uma ação muito colaborativa.

no sentido de desenvolver ações cada vez mais pautadas em dados de inteligência, com objetivos bem claros, e o que a gente preconiza sempre é a proteção às pessoas de bem que moram nessas comunidades. É preciso dizer que as polícias agem na consequência, elas agem...

Na ponta da linha, as comunidades se formaram ao longo de muitos anos, e o Rio de Janeiro não é o único estado da federação em que comunidades estão entranhadas nas zonas urbanas. Há uma desordem urbana muito grande, em que o crime procura se instalar, oprimir essas pessoas.

A gente percebe ao longo dos últimos anos que a ocupação territorial, a dominação territorial, através de cobrança de taxa das diversas atividades econômicas das comunidades, vem sendo o mote...

organizações, isso vem sendo reproduzido por todo o país, mas o que a gente tem feito realmente, o que as polícias têm feito nos últimos anos é pautar o seu trabalho pela integração, pautar a sua ação em dados de inteligência, em mandados judiciais que ensegem a nossa atuação, legitimem a legalidade das nossas atuações.

Mas é preciso que se diga da complexidade que esses homens atuam para que a gente atinja os objetivos. A presença de homens fortemente armados é algo recorrente para que essas organizações mantenham essa dominação territorial. É preciso também que se diga que as polícias estaduais não controlam a entrada de armas no país.

Somente a Polícia Militar no ano passado apreendeu 880 fuzis, num total de 950 armas apreendidas em todo o ano de 2025, com recorde histórico. Isso demonstra um incremento da atuação policial, mas também demonstra a necessidade de uma atuação integrada, principalmente liderada pelo governo federal, que é responsável pelo controle de estradas federais, de portos, de aeroportos.

dessas armas e dos seus componentes. Também tivemos registro de armas que a gente chama de armas Frankenstein, que são montadas por armeiros oriundos de forças policiais, forças armadas, que trabalham a serviço do crime, em que essas armas entram desmontadas e acabam sendo montadas aqui nas comunidades do Rio de Janeiro e houve até uma prisão importante.

de uma fábrica criminosa de fuzis, de componentes no interior de São Paulo. Então o crime hoje assume um caráter nacional, ele não tem mais fronteiras, eu preciso que haja uma ação integrada das forças policiais. Aqui no Rio de Janeiro há uma ação muito incisiva da polícia civil, da polícia militar, mas também é preciso que outros atores se envolvam nesse processo.

Coronel, cara, esse caos político, de certa forma, que está acontecendo aí no Rio de Janeiro, quando a gente vai falar de quem é o governador do Rio de Janeiro e de por que essa figura está lá,

Em que medida isso atrapalha operações como essa? Em que medida esse caos, essa instabilidade no governo do Estado atrapalha a Polícia Militar do Rio de Janeiro?

Igor, eu vejo que a Polícia Militar do Rio de Janeiro é uma instituição que tem 216 anos, é uma instituição, uma corporação de Estado, não é uma corporação a serviço de qualquer tipo de governo, obviamente que a gente tem bem sedimentados questões de hierarquia e disciplina, mas nós também temos protocolos e processos.

formas de trabalhar estratégias muito bem definidas, em que essa questão fica um tanto quanto à parte da nossa atuação. A Polícia Militar já tem ações a serem desenvolvidas, obviamente que no que tange à corporação, nós somos responsáveis pelo policiamento ostensivo, a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Ela é uma corporação voltada a garantir a paz e a ordem de arca através da presença maciça nas ruas dos nossos policiais. Também atuamos em grandes eventos, em operações, ou seja, em apoio a ações.

tanto do Ministério Público, da Polícia Federal, seja da Polícia Civil, mas temos também uma atuação muito bem integrada junto à Polícia Judiciária que encabe essas investigações que sejam ações operacionais. Então, eu não vejo nenhum tipo de contaminação de ações policiais nessas questões que se referem ao trabalho policial no Rio de Janeiro.

E, Coronel, só para aproveitar a sua expertise, eu vejo alguns estudos, levantamentos e muitos especialistas falando na imprensa também sobre as fontes de lucro das facções criminosas armadas, principalmente no Rio de Janeiro. Você citou a cobrança de taxas e muito se diz atualmente que, ao contrário do que acontecia até 20 anos atrás,

A receita, o lucro que vem da venda de drogas, hoje é menor justamente porque as facções atuam em diversas frentes, com extorsão, com bebidas, combustíveis, água, gatonete, etc. Muitas vezes, inclusive, impedindo não só serviços públicos, mas também serviços privados de atuar naquela localidade.

que elas detêm com esse poderio bélico, com esse poderio militar. O Rio de Janeiro vive uma grande disputa territorial entre facções criminosas armadas. O senhor saberia dar um panorama para a gente, mais ou menos, dessa divisão de rentabilidade e lucros? E, afinal, o que difere atualmente a atuação das chamadas milícias e do narcotráfico? Felipe, primeiro, eu vou responder a nossa pergunta.

de qualquer tipo de diferenciação hoje de milícia para narcotráfico. Todas elas não há distinção pelas polícias no que tange ao combate a organizações criminosas desse tipo de organização, seja ela milícia, o terceiro comando puro, o amigo dos amigos ou o comando vermelho. O que a gente percebeu é que da pandemia para cá houve uma mudança significativa.

dessas organizações criminosas no sentido de reproduzir práticas antes já adotadas pelas milícias no que tange a cobrança de taxas. E a gente percebe que há um incremento muito grande no faturamento, o que se quer na prática é aumentar o lucro da atividade criminosa. Quando o traço de drogas passa, e como você bem disse, a ter um protagonismo,

a ter uma função secundária dentro de todo o portfólio de atuação dessas organizações, a gente percebe um protagonismo de outras atividades, quais sejam a cobrança de taxas. E aí eu posso citar aqui um exemplo. Nós tivemos a operação contenção lá no Complexo Alemão da Penha.

E essa área que a gente estudou bem antes de atuar é marcada por 17 comunidades. E há uma estimativa de que existam 300 mil residências nesses complexos. E aí a gente pode fazer aqui uma conta básica de um plano de internet que custe R$100.

eu estou aqui colocando que 100 mil moradores, 100 mil residências têm acesso a esse plano.

A gente parte, fazendo uma conta aqui rápida, de um faturamento de 10 milhões de reais somente com um sinal de internet. Então são números extremamente significativos, são números vultosos, em que essas organizações realmente trabalham sob essa perspectiva de estabelecer ações de invasões e dominações territoriais.

visando realmente incrementar o lucro das suas organizações. E efetivamente, Felipe, esses camaradas fazem uma conta do que aquela comunidade, do que aquela determinada região...

vai trazer numa perspectiva de simulação de lucros advindos dessas cobranças. Ou seja, de tudo aquilo que você falou, distribuição de água, distribuição de internet, cobranças por transporte alternativo, ou seja, diversas ações voltadas, inclusive a gente tem dados de algumas empresas.

e aí a gente pode aqui citar fábricas de pão que não pagam a energia elétrica e elas passam a se instalar dentro de comunidades. Fábricas de gelo que não pagam a concessionária de água e elas passam também a se instalar na comunidade e pagar taxas a essas organizações criminosas e elas, obviamente, acabam tendo produtos e aí

e entregando para o consumidor final o seu produto com custo menor, o que os torna cada vez mais competitivo e isso faz com que haja uma deterioração do mercado legalizado no estado do Rio de Janeiro.

Bom, Coronel Menezes, muito obrigado pela sua participação, pelo teu tempo e por também dizer para a gente entender melhor o que está acontecendo. Felipe, tu quer perguntar mais alguma coisa? Diga, Coronel.

Acho que a gente procurou contribuir com esse tema que é tão importante, que é a segurança pública. Eu quero agradecer, Igor e o Felipe, por ter... Dar essa oportunidade para quem opera realmente a segurança pública, para fornecer para a população não uma narrativa que vai impor às pessoas uma formação de opinião, mas fornecer dados qualificados.

que permitam que as pessoas bebam de outras fontes, e principalmente a opinião de quem opera a segurança pública, de quem fez gestão de segurança pública, de quem está na ponta da linha. E a gente tem muitos especialistas de ar-condicionado, aqueles...

aquelas pessoas que nunca participaram de uma operação, nunca tiveram no front, na linha de frente, estabelecendo narrativas e às vezes direcionam a opinião pública para um lado que realmente não é muito saudável. Então eu quero agradecer, Igor e Felipe, a oportunidade de a gente poder participar desse podcast e, obviamente, trazendo dados qualificados para que as pessoas possam realmente formar suas opiniões. Obrigado, Coronel. Boa noite, bom trabalho.

Valeu. Um abraço. Bom, aí, Felipe. E aí, pra gente voltar aqui, cara, já tem aqui uma mensagem que mandaram pra gente aqui no LivePix, pra gente voltar a falar lá do Narcofluxo. E é uma pergunta aqui, até interessante, e eu... Vamos ver o que a gente já sabe.

O Chinsky mandou uma mensagem pelo Pix. Fala, amigos do Flow, boa noite. Já se sabe como o crime organizado, PCC e CV, usava os artistas para lavar dinheiro? Era por bets? Ou produtoras? Como acontecia? Abraços!

Felipe, o que que tu sabe sobre essa operação na Rofluxo, cara? Isso é uma história longa, não é? É uma história bem longa, vai precisar de desdobramentos e a gente ainda não tem acesso aos autos, né? Então tem esses resumos de notas, de respostas em entrevistas coletivas mais rápidas que as autoridades estão dando, mas a gente vê que você tem influenciadores e você tem cantores de funk, nesse caso específico, que sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua

que estão usando a sua notoriedade para encobrir determinados esquemas ilícitos. Então, as suas empresas e as empresas que muitas vezes eles colocam de acordo com os policiais nas mãos de familiares, como um restaurante, inclusive, no caso do MC Rian ou Rayan, você que entende melhor aí desse mundo. Não, o MC Rian é espírita.

é Rian SP pois é não sou fã, profundo conhecedor das letras e do trabalho dele eu ando com jovens pois é, mas ele está sendo apontado na investigação tem familiar que tinha um restaurante que estaria sendo usado no esquema de lavagem de dinheiro

Inclusive a avó parece que está ligada e foi colocada ali como um entreposto de liquidez pelos investigadores porque o dinheiro vai transitando em várias contas. São as contas dos assessores, desses artistas, das empresas ligadas a eles, fora a promoção feita por influenciadores. Então é um mecanismo de lavagem de dinheiro obtido por meios ilícitos.

Quem assistiu a série Ozark, eu sempre falo dela, quem acompanha o meu trabalho, sabe? Para mim é uma das melhores séries de todos os tempos, porque eu gosto daquelas obras que transcendem o gênero. Não dá para você falar simplesmente que é algo de investigação criminal, ou que é algo de família, ou que é comédia, ou que é ação. É tudo ao mesmo tempo. E é muito bem roteirizado, muito inteligente, com atores absolutamente brilhantes. Eu daria prêmio para todos eles.

Eu acho um negócio incrível o Ozark. E Ozark é justamente um casal em que o marido tem muitas habilidades de contabilidade financeira, inclusive de maquiagens contábeis, e ele é recrutado ali por um cartel mexicano para lavar o dinheiro do narcotráfico e das demais fontes ilícitas de renda do cartel nos Estados Unidos.

E aí o que ele faz? Sobre pesada coerção. Depois, mas ele aceita no começo. Eu estava citando isso essa semana. Ele aceita no começo com arma na cabeça. É porque, na verdade, a série... Mas tudo acontece no primeiro episódio, família. Vale a pena assistir. É, porque a série começa já lá na frente, mas depois tem um flashback para mostrar o momento em que ele aceitou. Tem uma conversa dele com a esposa no sofá, em que ele fala para ela, olha, recebi essa proposta, então o que você acha? Não sei o quê. Eles sabem.

que é criminoso, mas eles ficam tentados a ganhar um dinheiro fácil com uma habilidade que eles já têm. E, obviamente, eles não concebem tudo que eles terão que passar por essa escolha imoral pelo crime. Mas ele vai lavando dinheiro com posada, com restaurante, com boate de striptease, com igreja, cassino depois, se abre o cassino.

E ele tem essas habilidades para ir fazendo isso, sempre sob a coerção dos enviados do cartel e sob as investigações policiais. Aí você tem policial que é corrupto, você tem policial que leva para o lado pessoal, você tem aquele que está fazendo o trabalho certinho, aquele que está tentando convencê-lo a entregar os seus líderes.

Eu acho muito ilustrativo, assim, para quem quer ter um panorama de lavagem de dinheiro para o crime organizado, porque quando eu vejo essas notícias, tudo me remete àquilo que está tão bem ilustrado na série, com todo o seu componente dramático, de entretenimento também. Então, vale a pena ter uma série brasileira sobre esse tipo.

Eu sempre falo que a gente vê um cinema brasileiro muito ideologizado. Eu prefiro, em termos de quantidade e qualidade, o cinema argentino. É óbvio que tem alguns filmes brasileiros bons, mas o cinema argentino é maravilhoso porque ele não é ideologizado. Então você tem uma série de histórias fantásticas que são amparadas na figura humana, no drama humano.

na relação daquelas pessoas, mesmo que às vezes tenha um pano de fundo político, tenha uma questão policial, algum acontecimento histórico da Argentina, mas essas coisas, enfim, ficam mais bem delineadas por lá. Felipe, sobre essa tua analogia com o Azark, uma coisa interessante que acontece na série e me parece acontecer no mundo real também é que...

Dado o tempo suficiente, as peças se moverão. Ou seja, nesse mundo aí, não acontece do cara ser um empresário de fazer uma parada e as peças funcionam de uma forma que eu sou esse pedaço da engrenagem. Nesse mundo...

Quando uma peça da engrenagem falta, outra peça, outros players, porque entra. Porque não é mais a galera que já tá ali jogando esse jogo grande do crime organizado. Formar um outro cara pra chegar ali é mais complicado. O que eu quero dizer? Que na série, o cara começa lavando dinheiro pro crime.

Daqui a pouco falta o cara, aí ele começa a cometer crime, lavar o próprio dinheiro e por aí vai. Será que a gente está tendo semelhança também nesse sentido, nesse caso? As coisas começam de um jeito e elas vão se corrompendo ainda mais e os jogadores acabam fazendo outras coisas? E aqui talvez eu esteja só viajando. Não, mas o que eu acho que existe... É...

de significativo, principalmente no caso do MC do... Rian S.P. Não, o Pose do Roto. Eu ia falar MC do Roto, não é o Pose do Roto. Eu até escrevi a respeito do caso dele quando ele foi preso da última vez, que tinha uma questão de apologia, mas que estava misturada ali uma possibilidade de lavar de dinheiro em shows, etc.

Olha, tem um elemento significativo que é um vínculo dele com integrantes do Comando Vermelho, uma propaganda que faz em músicas e nas suas cantorias, fora até das letras das próprias músicas, quando ele está no palco no show, falando daquela história da Cido, faz o 2, né? Porque o Comando Vermelho é CV. E o V, quando você faz com a mão, são dois dedos.

Então daí você cria uma subgíria dentro dessa linguagem da facção criminosa e isso serve para a identificação. E ele tem vídeos dele lá no palco falando faz o dois e tal, uma propaganda da facção. É claro que isso tem toda uma discussão sobre liberdade de expressão, o que é apologia e as nossas leis, muitas delas são mal escritas.

Então, os parlamentares deveriam estar debruçados nesse tipo de coisa para ver exatamente o que é melhor fazer. E houve toda uma discussão naquela época. E acho que não ficou claro exatamente quais foram os outros elementos agravantes que foram utilizados para além de uma apologia específica. E agora está ficando cada vez mais claro o envolvimento dele.

Então, uma pessoa que faz propaganda de uma facção dessa maneira e tem aqueles vínculos que apareceram em vídeos, junto com pessoas armadas, etc., não é surpreendente que essa pessoa seja presa, de repente, porque está lavando dinheiro. Então, você tem uma figura que tem uma projeção artística.

que tem uma notoriedade, que obviamente tem fãs, que tem seguidores, que tem protetores, você utilizá-las para um esquema criminoso dá uma certa blindagem. Porque qualquer coisa que for feita contra elas parece que está sendo feita contra o artista, contra a arte. É o que muitas vezes acontece na política. O sujeito se identifica muito com aquela pessoa e não entra na cabeça dela que aquela pessoa possa estar envolvida num esquema criminoso.

Porque é a pessoa que defende as bandeiras, que aquela pessoa se identifica bastante e tal.

Então a gente tem que deixar as bandeiras de lado e analisar os fatos específicos. Então nessa investigação, por exemplo, no caso do MC Rian do restaurante, está sendo apontado lá, olha, tem várias contas aqui que davam entre 2 mil e 10 mil reais conta de restaurante. Você come 2 mil a 10 mil reais num restaurante? Não.

Então, aí... Eu sou o Fernando de Noronha. Pois é. O Igor é um cara muito chique, né? De repente, ele tem gastos extras aí. Então, mas o que acontece? Se mistura nessas empresas aqueles ganhos obtidos licitamente com a atividade fim daquela empresa e os ganhos ilícitos. A lavagem de dinheiro, nesses casos, consiste justamente nessa tentativa de você engambelar, de você fazer parecer sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua

E aquela origem é simplesmente das atividades lícitas ligadas àquele negócio. Você bota dinheiro lá. Aí quem viu Ozark vai lembrar do personagem principal do Jason Bateman, extraordinário ator e diretor de várias temporadas, episódios da série. Ele juntando ali na contabilidade da pousada, da boate, todo o dinheiro vivo que ele recebia em caminhões dos emissários do cartel mexicano.

Então você tem o dinheiro do cliente do lugar, mas ele é misturado com outros. E é isso que a investigação está apontando no caso do MC Rian. Mas ela aponta toda uma teia financeira, como aponta, por exemplo, a operação contra o Banco Master.

do qual eventualmente a gente vai falar de novo mas é, são esquemas e como isso afeta o público master? são esquemas de lavagem de dinheiro por meio de teia financeira que o dinheiro vai passando passando, passando por várias pessoas, por várias contas, por várias empresas até ficar muito distante da sua origem ilícita e essas pessoas se sentirem à vontade pra sacar aquele dinheiro pra usar nas suas próprias vidas como se fosse um dinheiro obtido legalmente

É nisso, basicamente, que consiste esse branqueamento de capitais. E eles estão apontando esses mecanismos. Então, essas pessoas com notoriedade, sejam cantores, funkeiros, sejam influenciadores, que fazem, por exemplo, porque tem isso, apareceu na investigação, aos poucos eu estou lembrando, que fazem parcerias.

fazer propaganda na sua rede social. Então, quer anunciar um produto aqui, o cara cobra 300 mil. Tem uma troca de mensagens, inclusive, que está falando assim, ah, é 300 mil. É teu amigo? Se for teu amigo, eu cobro 300 mil. Se não for teu amigo, eu cobro 400 mil. Tem uma mensagem que apareceu aí nesse caso. Então, são essas permutas ou essas compras de divulgação.

feita por alguém que o público já tem uma identificação, alguém que tem uma plataforma digital forte. Então o cara já recebe algum dinheiro de uma fonte legítima. E esse dinheiro está sendo misturado. Aí tem um ponto que cabe a investigação esclarecer muito bem para não gerar também margem para defesa ou contestação, etc., que é o caso do choqueio.

Tem uma parte ali de suspeito de promoção de atividades ilícitas em relação à rifa e apostas não regulamentadas. Mas tem uma parte que é a contratação de serviços de publicidade. Então, 340, 370, acho que é 340, aí teve uma parcela de 270 e mais outra. 340 mil recebidos do MC Rian.

Pelo choqueio. Vou chamar assim. Boa. E o que a defesa alega? Contratação de serviço de publicidade. Então, o cara foi contratado para fazer propaganda do artista.

Então, qual vai ser a linha de defesa, provavelmente, e que já é indicada aí nessas notas iniciais? Ah, o cara é um artista, é um cantor. Ele pagou aqui para falar bem dele, está falando bem dele. Tipo, o que há de criminoso nisso? Então, o investigador precisa mostrar qual é o elemento criminoso naquele aspecto. Do nosso lado de comunicador...

Obviamente, existe um fator moral. E é óbvio que o público tem que ficar ligado nisso. Pelo amor de Deus. Você que está assistindo aí, pelo amor de Deus. Exatamente. Que é o que acontece na parte suja do mercado da comunicação. Vou abrir um parênteses aqui rapidão, Felipe. Acho que vai ser uma discussão boa. Eu recebi o Rafael da Choquei no Flow.

em 2020, faz um tempão foi, sei lá, faz um tempão cara, tem um pedaço desse programa tanto que quando ele aparece tem algumas postagens que ele fala sério, é ele no Flow, né? e aí, tem um momento que eu falo pra ele assim, cara, tem um

Puta poder na mão, cara. Se tu for uma pessoa ruim, tu tem como destruir um monte de coisa. E por que eu tô falando isso agora? Porque dali pra cá, o mercado inteiro se transformou e eu vou chamar de se corrompeu e chegou nesse estágio que a gente tá agora. Eu vou devolver a bola pra tu e a gente vai discutir isso já já.

Claro. Vai fazer algum comercial? Não, vou devolver a mão. Não, você estava falando, eu te interrompi. Pensei que ia entrar o Plim Plim. Não, fica à vontade. Mas o... Posso continuar, então? Então vamos lá. Pode, claro. Então. O que é, na minha opinião... O Rafael, da Choquei, é o mais interessante, na minha opinião, disso tudo aqui que a gente está vendo. Por quê?

Como você falou, por um motivo ou por outro, a gente já sabe que o Pose tem algum tipo de envolvimento, com o Comando Vermelho e tudo mais. Agora, o Rafael tem um ângulo interessante nisso aqui, que é o seguinte, cara. Tem uma... Nesse mercado que está se formando de influência digital, ele tem um monte de área cinza. Uma dessas áreas cinzas é a maneira como operam essas páginas de fofoca.

pautando o que você acha que é na verdade, ela está pautando a conversa dentro da sua casa por meio de dinheiro de alguém então o cara lá o MC Rian ele vem com dinheiro paga para o cara falar dele e fala dele de uma forma que parece que ele está só falando de um cara, ou seja, parece que é uma notícia parece que é um fato relevante né

E aqui a gente tá falando da Choquei, mas é todas as páginas de fofoca, tá bom? Eu vi outro dia, numa outra página de fofoca enorme aí, uma notícia que você tá vendo que é comprada, que é, ah, o empresário foi visto com uma Lamborghini Urus azul em São Caetano. Qual que é a relevância disso, inclusive, pra uma página de fofoca, né? Então, pô, aí tu vê umas outras assim, que é conteúdo, obviamente, de marca, mas nessa área cinza que a gente tá operando...

Não fica ali embaixo, não fica claro que é uma publicidade. Exatamente. E aí é que entra a questão... Isso pauta o que você está pensando. Exato. Alguém pagou para você pensar naquele assunto. Olha aí. E aí é que entra a questão da transparência, a questão da moralidade. Então, tem muitas contas aí atuando no meio digital que estão fazendo propaganda deliberada como se fosse jornalismo, como se fosse...

alguma atividade de informação relevante. É página de fofoca, recebe dinheiro pra fazer essa parada aí. Ou existe grande chance, não posso falar senão vou ser processado, né? Se é uma página de fofoca, existe grande chance daquela notícia ali ser comprada, supostamente, tá bom? Só pra tu pensar aí depois.

Exatamente, e é bom que as pessoas saibam e é bom que as pessoas comecem a ver quem é quem, até pelo tempo de trabalho, por justamente não se vender, não fazer propaganda paga, disfarçada.

de jornalismo. Então, essas questões são muito importantes. É claro que, ainda que algo seja imoral, o elemento que vai gerar uma condenação penal, ele precisa ser mais claro, mais específico, estar de acordo com a lei que criminaliza aquela conduta.

Então é isso que a investigação vai ter que mostrar, uma denúncia, e obviamente o processo envolvendo o cara da Choquei vai ter que demonstrar que ele incorreu em atividades criminosas de alguma maneira, que ele cometeu algum ato ilícito.

Mas me parece, pelo que foi revelado até aqui, que a falta de transparência, que essa imoralidade, já estão bastante claras nesse tipo de procedimento. Agora, que isso ocorre com muita gente, seja nas redes sociais, seja até em setores do mercado da comunicação, isso ocorre, gente comprando propaganda e conteúdo sendo...

divulgado sem nem sequer ter escrito que é conteúdo patrocinado, sem sequer ter aquele disclaimer. Fora, evidentemente, os propagandistas de grupos políticos específicos. É perfeitamente possível. Assim como eu posso pagar para aparecer uma notícia aí, sei lá, o político X, o candidato a deputado X pode pagar para falar de alguma coisa do ângulo que ele quiser.

Pois é, e está cheio de propagandista, de gente que não conseguiu se manter pelo talento, muitas vezes que vai adular um político específico, porque vai lucrar de alguma maneira com aquele grupo.

Seja por meio dos seus empresários, que vão lá colocar banners nos seus sites, seja com alguma boquinha quando o político é eleito, seja com um cargo em gabinete de algum membro daquele grupo político, mesmo que seja aliado das lideranças, alguém que muitas vezes as pessoas não conhecem.

Mas o sujeito está lá no gabinete, sendo remunerado com dinheiro público e não é para prestar assessoria legislativa. É para fazer propaganda na rede social. Então, assim, esse tipo de falta de transparência existe muito. E eles ficam revoltados quando a gente morre. Fulano recebe dinheiro daqui, dali, dali. Você tem que dizer. Ah, isso não necessariamente é algo criminoso. Eventualmente pode ter um esquema.

de atividade ilícita. Mas é algo que o cidadão comum, ele precisa saber para ele se guiar no debate público. O debate público, muitas vezes, é manipulado por grupos de interesse. E tem diversos desses propagandistas que afetam uma grande independência. No fundo, eles só estão lutando para resgatar o Brasil contra o outro lado, etc. Mas estão faturando para isso.

E cada um faz o seu juízo sobre as pessoas que agem assim. Eu só estou dizendo que a clareza, a transparência no debate público é fundamental. Eu acho que as pessoas deveriam procurar se informar melhor, mesmo que elas possam acompanhar, porque eu não sou desse tipo, não leia fulano. Eu acho que as pessoas devem ver, mas elas devem estar conscientes dos mecanismos e das condutas que elas devem levar em consideração na hora de se informar.

Então, se tem uma pessoa que você está seguindo, que ela só aponta a sujeira do outro lado, vale a pena você verificar se ela está ganhando dinheiro de alguma maneira com isso. Se há reportagens sobre esses ganhos, o que acontece de diferente na carreira dela quando vem um governo daquela pessoa e tal. Porque muita gente diz que é por amor.

Mas não é. E o Milo Fernandes, que tinha uma ótima frase a respeito disso, que é desconfio de todo idealista que lucra com o seu ideal. Perfeito. É, eu na minha carreira sou um especialista em perder dinheiro. Porque a gente, quando você quer manter os seus princípios, a sua coerência e tal, você fica...

perdendo dinheiro toda hora, você tem que largar um cargo que te dá uma grande projeção, uma grande visibilidade, imediatas evidentemente uma grande audiência um grande salário, evidentemente mas porque aquele veículo já se enviesou completamente, ou o dono ou o presidente do conselho é um aliado de uma autoridade muito poderosa e não está querendo que você dê uma notícia verdadeira

E vai ter um efeito para o país ou para determinadas pessoas que estão sendo alvos, eventualmente, de uma retaliação, de uma perseguição, etc. E você não pode dar aquela notícia. Então, tudo isso precisa ser considerado.

Cara, no fim das contas aqui, sobre esse lance do Rafael e da Choquei de uma forma geral, o que a gente mais precisa prestar atenção aqui é o seguinte, cara. Será que o que está sendo empurrado como notícia é notícia ou é publicidade? Sabe?

Aquilo que você está conversando com a tua família no almoço de domingo ali que você viu na página de fofoca X, é notícia ou é publicidade? Porque é isso que a gente está falando. Como chegou nesse ponto que... Ah, entendemos que se eu puser dinheiro aqui, eu viro o papo de almoço no domingo da galera. Então vou ficar famoso, inclusive artificialmente dessa forma.

Se se corrompeu até aqui, vai se corromper mais um pouco. Vai chegar na política. Vai chegar num assunto religioso. Porque os escrúpulos vão desaparecendo, dado o tempo suficiente. Então, a menos que você fique inteligente e saiba filtrar essas coisas, que é o único jeito de parar isso, no fim das contas. E esse é um trabalho de análise fundamental. Eu faço esse trabalho de análise.

Uma das essências do meu trabalho analítico, existem várias funções no jornalismo e o mercado da comunicação mistura gente de todos os tipos e isso às vezes confunde a cabeça das pessoas. Mas no meu trabalho analítico, como em qualquer trabalho analítico, verdadeiramente analítico sobre a política, por exemplo, uma das coisas que você precisa fazer, mesmo que você não precise fulanizar sempre, é separar propaganda e informação.

Esse é um trabalho primordial. Quem fez isso muito bem, e é bom reconhecer aqueles que vieram de gerações anteriores, foi o Diogo Maynard. Participei outro dia do Manhattan Connection, que voltou aí, e o Maynard fez isso nos governos do PT.

quando ele era colunista da Veja, na fase de maior projeção daquela revista, ainda impressa, com uma coluna semanal, apontando quem é que estava no mercado da comunicação, fazendo propaganda do petismo e não se atendo aos fatos objetivos.

E essa é uma escola fundamental que já vem de muitas décadas, muitos séculos aí, no cenário internacional. A traição dos intelectuais é o título, inclusive, de um livro excelente, altamente recomendável, eu vou falar aqui aportuguesadamente, o Julien Benda. Tem gente que quando vai se referir, não sei exatamente qual é a pronúncia certa, original, se é Julien Benda, tem gente que fala Julien Benda, tem gente que fala Julien Benda.

Mas, enfim, autor de um livro lá, se eu não me engano, é 1920, década de 1920, sobre a traição dos intelectuais. Esse é um dos problemas mais graves da vida intelectual, que interfere no debate público, que interfere na realidade política dos países. E hoje é a regra.

Você tem algumas exceções. Você tem muita gente no mainstream no Brasil e em outros países. No Brasil você tem um caso até de um grau mais alto. Há agora alguma tentativa de resgate por certos setores da imprensa com algumas pessoas muito boas. Mas a traição dos intelectuais, de você trocar a defesa da verdade pela defesa...

de um grupo político, de uma ideologia, uma subordinação, que você tem não aos fatos objetivos daqueles elementos, mas a teses preconcebidas, a defesa de determinadas pessoas.

Tudo isso é muito nocivo para a consciência individual daquelas pessoas cuja mentalidade está sendo formada pelas informações, pelas ideias, pelas frases feitas que elas estão recebendo e, portanto, para a consciência de um país.

Quando a gente vê os rumos. Isso é estudado há muito tempo. Olha, o Benda falou isso na década de 1920. Eu repito, Aristóteles falou isso no ano 350 a.C. Sobre aí 350 com 2026. Você tem aí 2.376 anos, cara. Uma das primeiras páginas de Ética Nicômaco, um livro que Aristóteles escreveu para ensinar a ética ao próprio filho, Nicômaco era o nome do filho dele.

Fala que parece desejável, é aquele sentido de parece de intelectual falando, mas na verdade é desejável. E para um filósofo é obrigatório você sacrificar até os seus laços pessoais mais íntimos em defesa da verdade, que ambos nos são caros, os laços pessoais íntimos e a verdade, mas que se deve preferir a verdade. Então isso era defendido por Aristóteles em 350 a.C. E Aristóteles tem influência até hoje.

No entanto, a traição a esse preceito, a esse princípio, ela é evidente no debate público. E há grupos de pressão atualmente, para refletir um pouco, me aprofundando em tudo aquilo que é a raiz no noticiário, há grupos que fazem pressão justamente para que você não revele a verdade.

Quando vem ano de corrida eleitoral, você tem que dar o histórico do Lula, você tem que dar o histórico do Flávio Bolsonaro, você tem que dar o histórico dos candidatos. E quando começa uma cobertura, os dois que estão em cima e tal, são aqueles que vão ser mais vigiados pela imprensa, que vão ter mais a sua trajetória olhada ali com lupa.

E é preciso dizer aquilo que eles fizeram nos verões passados. Isso não quer dizer que você está obrigando alguém a votar em um, votar em outro, votar num terceiro, etc. Mostrando que, olha, eles fizeram isso.

Ou procuradores do Ministério Público disseram que eles fizeram isso, ou isso, isso, isso. Mas você tem que dar um histórico. Mas essa verdade, se você diz, aí já começa. Não gosta de fulano. Ah, tem raiva de fulano. Tem ranço de Beltrano. Tem isso e daquilo. É sempre uma tentativa de transformar a exposição dos fatos objetivos numa questão sentimental.

Cara, eu vou contar uma historinha que aconteceu esse fim de semana. Eu fui pra Natal, né? E aí eu tava... Eu fui fazer um passeio de bugre nas dunas de Natal, eu e minha família, né? De bugui. E aí, cara, tem um momento que a gente tem que fazer uma travessia numa balsa. E aí tinha um outro bug ali também. Ao longe, tava tocando uma música.

Uma música aí, um funk, sei lá. E o cara tava curtindo ali. Aí o cara fez um comentário assim, pô, essas músicas aí que idiotizam, não sei o quê e tal. Eu ouvi aquilo e eu falei assim, pô, mas e quando tu tinha 20 anos, cara? Tu ia pra um samba e tu não queria que tocasse um samba? Tu ia ficar prestando atenção na letra? Ou tu ficava olhando mesmo a galera dançar? Qual era? Aí ele ficou meio chateado comigo, não sei o quê. Acabou evoluindo pra um papo.

de política, e o cara começou a defender, a falar, não, mas é isso culpa do governo, que tá aí, não sei o quê, e tal, que não devia estar, porque foi descondenado. E eu, caralho, que papo é esse? E o cara começou a defender o Bolsonaro, porque não começa por causa da música, tá? E aí, por que que conecta com isso que você tá falando? Porque, é...

Concordo contigo, cara, que o papo acaba virando isso. O cara entrou numa de que, porra, o Bolsonaro não cometeu crimes. E o cara, ó, tem fatos objetivos de algumas fraudes pequenas, mas fraudes com gasolina, por exemplo. Não é muito difícil de encontrar, né?

Tem também, objetivamente, uma entrevista que ele dá falando que ele usava o dinheiro da moradia funcional para comer gente. Está ali, na época que ainda não existia inteligência artificial. Auxílio moradia. É, auxílio moradia. Tem o lance lá do Flávio com as rachadinhas que, apesar de que de alguma forma não haja mais um processo ou alguma coisa... O processo não tem nada... Deixa eu só fazer um parênteses. O processo não tem nada a ver com o fato objetivo.

Uma maioria de ocasião de qualquer tribunal, ela pode aliviar uma pessoa que fez uma série de coisas que são previstas na legislação como atividade ilícita. Ainda mais nos tribunais que a gente conhece. Então, existem os fatos objetivos, independentemente da decisão judicial que foi feita. Os fatos objetivos são ser divulgados, são ser sabidos pela população para que ela tome as suas decisões.

continue. Não, então, era basicamente isso. Infelizmente, acaba chegando num ponto que a percepção, ela é muito mais paixão do que factual. Então, o cara ignora isso que você acabou de falar aqui.

O processo... Da mesma forma que você fala que o Lula foi descondenado, você tem que considerar que o Flávio foi, sei lá, diz acusado. As duas coisas ao mesmo tempo não dá, né? Porque você chega num debate eleitoral de TV, aí tem lá um membro da família Bolsonaro, era o Jair, agora é o Flávio, tem o Lula e tal. E um vai ficar acusando o outro de envolvimento em corrupção, ou peculato, ou qualquer coisa. E aí, qual é a alegação que ambos dão, na verdade?

não tem nenhum processo contra mim, eu fui inocentado. Cara, porra, inocentado ainda usa a palavra errada. Ainda usa, exatamente. Aí você tem uma distorção, porque não é exatamente isso que aconteceu. Mas espera aí, se o fato de a pessoa ter um status jurídico de inocente...

O fato de não haver mais um processo criminal contra ela faz com que ela não tenha incorrido em determinadas condutas que as pessoas podem julgar como no mínimo imorais, mas eventualmente criminoso.

Se isso é verdade, quer dizer, a pessoa não pode ficar apontando a corrupção do outro lado, entende? Mas essa é a política, onde você aponta a sujeira do outro, mas você usa uma alegação que o outro também usa, entende? Então, assim, existem os fatos objetivos.

A partir dos fatos objetivos, existem interpretações sobre enquadramentos legais. Aí você tem uma margem de discussão, mas tem alguns pontos que não tem margem de discussão. Não tem. O Lula, por exemplo, visitou o triplex do Guarujá com o Léo Pinheiro. Eu lembrei disso, inclusive, essa semana. Fiz um tweet, o pessoal riu e tal. Isso é um fato objetivo. Tem a foto do Lula no triplex do Guarujá com o Léo Pinheiro, que era o presidente da construtora OS.

que, fato objetivo, estava envolvida no esquema do Petrolão. Tanto que o Léo Pinheiro deu depoimentos falando sobre esquema, etc. Assim como outros empresários, como Marcelo Odebrecht, por exemplo. Então, assim, tem fatos objetivos. E aquele imóvel foi reservado, foi customizado para o Lula, a cozinha foi comprada na mesma loja do interior de São Paulo, junto com a cozinha do sítio de Atibaia.

que também foi reformado, customizado pela OAS e pela Odebrecht, as duas empreiteiras ligadas aos dois imóveis e ligadas ao escândalo do Petrolão, até aqui, olha, só estou falando fatos objetivos. As pessoas podem fazer suas interpretações conforme as suas conveniências políticas, as suas paixões e seus olhos sobre o enquadramento, mas esses são fatos objetivos.

Não tem como falar que não aconteceram. Eles aconteceram. Por que eu lembrei disso nessa semana? É até uma coisa engraçada. O Daniel Vorcaro teve conversas que foram reveladas com o então presidente do BRB, que é o Banco Regional de Brasília, o Paulo Henrique Costa.

que estava querendo comprar o Banco Master e apagar o rastro de sujeira, e o Daniel Alvorcar ainda ia sair mais rico ainda e deixar para trás tudo aquilo. E a polícia pediu a prisão do ex-presidente do BRB, porque ele foi afastado depois do início das investigações, e o ministro do STF, André Mendonça, autorizou, e ele está preso preventivamente, porque se descobriu.

que ele estava obtendo, que ele negociou uma propina de 146 milhões de reais em imóveis de luxo em troca de ajudar o Daniel Vorcaro em outras operações internas do BRB. E aí as trocas de mensagens são tragicômicas, porque são eles falando dos imóveis. Ah, minha esposa vai visitar esse. Ah, eu fui nesse. Esse eu gostei. Você pode não ser o quê.

Os caras falando sobre imóvel e ao mesmo tempo o Vorcário perguntando, tá, e a minha operação? Aí o cara fala, não, operação essa semana, eu tô fazendo isso e tal. É uma conversa cristalina, assim. O cara tá dizendo qual imóvel que ele gostou, qual que não gostou, qual que é pra apresentar, e o Vorcário tá lá dizendo, e a operação e tal, e ele tá dando satisfação pro Vorcário sobre a operação interna.

E aí tem uma frase muito significativa do Vorcaro para a corretora que ele designou para apresentar o imóvel de luxo para o Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, e para sua esposa. E aí ele manda a mensagem para a corretora que teve o nome preservado, aliás, muito corretamente.

nada a ver com a história. Ele fala assim, preciso dele feliz. É maravilhoso, né? É um retrato do Brasil. É um empresário que está comprando favores de um agente público e ele está dizendo à pessoa que está intermediando ali, não ilicitamente, apresentando os imóveis, que são o pagamento de propina, mas a corretora não sabe.

Ele está dizendo que, olha, preciso desse cara feliz, porque essa propina aqui é para que ele consiga uma coisa para mim. E eu estava dizendo, sim, os empreiteiros, e claro, aí é um elemento mais analítico, eles queriam.

que certas autoridades públicas ficassem felizes, certo? Não estou aqui associando a propina, fazendo uma acusação criminal, etc. Mas os empreiteiros que estavam trazendo algum tipo de mordomia para aquelas autoridades, para aqueles agentes públicos, para aqueles agentes políticos, estavam querendo que eles ficassem felizes, para que eles pudessem conseguir algum tipo de vantagem. Aí é preciso ver cada operação, o que tem o enquadramento para ser considerado ilícito. Mas que eles...

a ala podre da elite econômica quer fazer agentes públicos felizes para conseguir vantagens essa é uma tradição no Brasil as pessoas precisam ter noção de como o mecanismo funciona e esse tipo de coisa se repete em episódios diferentes ao longo do tempo e essas coisas precisam ser mostradas assim como funcionários fantasmas

Cadê as evidências de que a Natália Queiroz, por exemplo, que é filha do Fabrício Queiroz, que foi apontado pelo MP do Rio como operador do esquema de rachadinha, que é pecular, no gabinete do Flávio Bolsonaro na Alerj, que ela realmente dava expediente no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. Se várias investigações mostraram naquela época, ela estava dando aula como personal trainer em academia no horário comercial.

Entende? As investigações de rachadinha mostraram que fizeram um mapa de calor com os celulares pra mostrar que aqueles funcionários não estavam lá. Resende, fica horas do Rio, vários que moravam em Resende, que trabalhavam lá, e nunca estavam na Alerj, nem no seu entorno. Então o cara, sei lá, aparecia lá três vezes por ano, no máximo, ou não aparecia nunca. Você tinha o mapa de calor dos celulares mostrando que eles não estavam lá.

Se a pessoa vai ser condenada por isso ou não, é uma outra questão, uma questão judicial, mas que a investigação mostrou, provou, documentou. Todo mundo vendo, assim, tem cheiro de merda. Isso, tem orelha de elefante, tromba de elefante, rabo de elefante. Tá faltando só provar mesmo? É, não.

Tem uma série de condutas que você tem a prova, você não tem a condenação, porque aí alguém diz não, mas aí o dado foi obtido ilícita. Tem até entrevista engraçada do Flávio e tá, mas os dados são verdadeiros. Não, mas não foram obtidos. Tipo assim, os dados que mostram que estava acontecendo isso, eles são verdadeiros, mas a maneira de se chegar a esses dados, então tem que varrer tudo para debaixo do tapete, pronto, tchau.

As pessoas têm que saber o histórico dos políticos e os jornalistas têm que mostrar. Isso aí é básico. Mas aí, voltando, porque a gente fez um mega parêntese aqui, mas é legal esse programa justamente por isso, sobre a traição dos intelectuais. Então, você tinha antes do advento da internet, redes sociais, etc. Isso acontecia...

com escritores, filósofos, depois vem mais a mídia em peso, então esses profissionais de comunicação, mais midiáticos, jornalistas, entre as, dá tudo uma discussão se são ou não são jornalistas, mas essas pessoas eram aquelas que estavam fazendo propaganda.

para algum lado, para obter algum tipo de vantagem. Quando vem a internet, se abre um novo mercado para essas pessoas que estão dispostas a trocar o fato objetivo, a relevância da informação, pela propaganda de alguém que esteja pagando, mesmo sem dizer para o público, quer dizer, agindo com falta de transparência, para dizer o mínimo, se não desonestidade intelectual. Eu considero desonestidade intelectual, se a pessoa está recebendo, não está dizendo, claramente.

É, e aí, de novo, assim, só pra gente... Depois a gente até pode voltar a falar, porque eu acho realmente que esse é um aspecto muito importante, porque pautou, tá tentando pautar, ou o objetivo é pautar no que e como as pessoas pensam e por meio de vantagem financeira, sabe? Então, basicamente, quem tem mais dinheiro define as pautas, né?

Então isso é um problema muito sério mesmo. Agora, cara, pra gente, já que você tava falando de banco master aí, a gente já sabe aí por que a esposa do Alexandre de Moraes ganhava lá o Estrada e tal 3,7 milhões. Já explicaram? Ou ainda não? Ainda não, né? Bom...

Tem a parte de saber, tem a parte de ter liberdade para falar. São duas partes diferentes. Então tá. E assim, cara, teve algum... A gente sabe que teve lá a finalização da CPI do crime organizado que termina com o relatório do Alessandro Vieira lá sugerindo investigar determinados ministros do STF. E a gente viu a resposta...

resposta imediata de alguns deles ali, né? É, aparecendo até, inclusive, é... Pessoas poderiam dizer que parecia, assim, uma resposta do Dom Corleone, né? Alguém poderia dizer isso aí. É... Cara, como é que tu analisa o que vem agora? Porque, assim, essa narcofluxo, ela é uma coisa que tem a ver...

Rotina puxada, né? No meio de tantos compromissos, também é preciso se comprometer com você. Chegou Nestlé Vital, a nova linha de suplementos para o bem-estar adulto, com opções para apoiar o seu dia e a sua noite. Vital é ter foco sustentado ao longo do dia. E também ter uma boa noite de sono, para começar o dia bem. Qual você escolhe? Um ritual matinal ou um ritual noturno? Clique no banner e conheça, porque se cuidar é vital.

Um crime organizado, né? A CPI do Alessandro Vieira...

era a CPI do crime organizado. Como você estava falando aqui no programa passado, 10% do que ele falava no relatório dele tinha a ver com os ministros da STF. E o resto, um crime organizado. Mas ninguém lê o documento original, né? As pessoas veem o noticiário e falam Ah, então não fez nada sobre o crime organizado porque o noticiário está mais voltado às autoridades intocáveis que nunca...

tinham sido alvo sequer de um pedido de indiciamento. Então, se o noticiário está mostrando isso, é porque ele focou nisso. É uma avaliação maluca. Mas aí a gente tem... Aí, beleza, aí não citamos... Quer dizer, não temos agora nenhum tipo de andamento com o trabalho inteiro feito da CPI do crime organizado porque tinha ali um elemento que poderia pôr em algum tipo de risco.

O que é muito interessante. O cara tá com medo de ser investigado? Qual o problema de investigar? Não tá limpo?

Podem investigar, investiga, né? Não, para eles não pode fazer absolutamente nada. Não pode fazer sequer sátira, né? E a gente vai precisar chegar até aí. E todo o trabalho acaba invalidado? É, não é exatamente invalidado. O relatório não é aprovado. No entanto, o relatório existe. Foi um trabalho de estudo e investigação parlamentar sobre o tema que mais aflige os brasileiros, como mostram as pesquisas, que é a insegurança pública.

E o relatório está lá como um estudo feito para orientar determinadas medidas, seja para ter medidas legislativas, seja para ter medidas por parte do poder executivo, seja na esfera federal, estadual ou municipal, seja para outras autoridades por meio dos seus meios de ação, que elas...

tomem determinadas medidas ou pelo menos entendam o diagnóstico da realidade feito por uma comissão parlamentar de inquérito que foi criada para traçar esse panorama. Não é que haja, e aí eu repito, porque isso foi uma resposta inclusive do Alessandro Vieira a uma profissional de TV, não é que haja uma novidade.

nossa, agora vamos propor um foguete aqui para combater o crime organizado não, você tem várias ideias que existem na bibliografia sobre o tema, vários autores vários especialistas, várias pessoas que tiveram uma atividade em forças de segurança a novidade é você ter parlamentares reunidos para o que a gente pode extrair de todos esses dados, de todos esses conhecimentos e transformar em políticas públicas de qualidade para sua

evitar o domínio das facções criminosas armadas e mitigar aqueles que ela já tem. É isso, o relatório de uma CPI é isso, em geral. É que as pessoas ficaram com essa ideia de que a CPI está lá para indiciar um monte de gente, como se esse fosse a única atribuição de uma CPI. Então essa foi criada para isso também.

Só que encontrou uma série de obstáculos nas próprias decisões dos ministros do STF. E aí você tem, obviamente, um certo cinismo que é utilizado contra o senador Alessandro Vieira, porque vários dos ministros impediram que a investigação avançasse, desobrigaram várias pessoas a comparecer à comissão, anularam quebras de sigilo, etc. E depois você cobra, ah, por que que não fez isso? Porque, bom...

não vamos sair acusando as pessoas sem ter conseguido avançar na investigação. A investigação avança justamente para você ter elementos mais concretos, para você poder fazer acusações mais sólidas. É claro que falar isso... Senador Alessandro Vieira, que estará aqui amanhã também, para a gente trocar uma ideia aí. Olha que legal. É claro que falar isso, Igor, e eu preciso descrever também como funciona a cabeça de muita gente, não desce. Não desce para muita gente.

Porque muita gente simplesmente não tem a distinção entre a quantidade, o conjunto, a configuração de elementos que é necessário, necessário ou necessário, para embasar uma acusação pertinente, sólida, e aquilo que é simplesmente o ódio que a pessoa tem.

contra determinada pessoa a partir de algumas informações. Ah, você tem uma informação sobre um contrato e tal, não sei o quê. Ah, eu dei essa pessoa, essa pessoa tinha que estar sendo indiciada. Ah, mas você precisa dos outros elementos para você configurar o crime.

crime comum. E aí, ah, mas então por que fez em relação aos ministros do STP? Porque não é crime comum. É justamente crime de responsabilidade. A acusação de crime comum não foi feita. Não foi feita justamente porque não se pôde avançar. Mas na previsão legal dos crimes de responsabilidade, você tem lá dispositivos mais genéricos.

sobre aquele tipo de conduta que gera uma interpretação feita pelos políticos no Congresso Nacional de que aquela autoridade incorreu naquela conduta. Bom, isso é suficiente para que ela perca o seu cargo. Essa pessoa não vai presa. Crime comum é privação de liberdade. Você botar a pessoa numa jaula. Entende? Então, você precisa ter elementos mais sólidos do que para demitir uma pessoa, para exonerar do cargo.

Ele falou, ó, pra impeachment, pra tirar essa pessoa do cargo, é só isso que vai com ela, pode arrumar outro emprego. Ela só vai perder aquele cargo, né? No mundo, isso acontece diariamente com todo mundo. Muitas pessoas, a maioria das pessoas já passou por esse tipo de... Mas ministros do STF, o quê? Perderem o cargo parece uma coisa, assim, de outro mundo. Eles sabem que se abrir uma porteira, pode vir uma boiada inteira, não querem deixar abrir nem a primeira.

É verdade. Porque imagina que um cara desse aí sofre impeachment, depois deve ser mais difícil de tu arrumar um emprego também, como professor de alguma coisa. Tu era ministro do STF. E o vagabundo... É, a história do Brasil... Mas se tu mereceu, cara, eu sou totalmente do time que... E é isso, trabalhou mal. E até porque aquilo que a gente já falou aqui muitas vezes...

de que, porra, não é como se o processo... A coisa é mais fundamental. O processo para a escolha da ocupação da cadeira por um ministro é um processo que já está estranho, porque ele foi corrompido. A gente sabe que a sabatina é esquisita.

A gente sabe que vai uns caras lá que não tem o tal do notório saber, né? Então a gente já, a coisa em si, a gente já tá meio que empregando, de certa forma, pessoas que não deviam estar ali, né?

Sem dúvida. Supostamente. Sem dúvida. Aliás, é só olhar lá no meu canal, fazer o merchan rapidamente. Por favor. youtube.com.br Felipe Moura Brasil. O Felipe Moura Brasil canal, você se inscreve lá na busca do YouTube e clica ver canal. Se você descer lá na aba vídeos, você vai encontrar alguns vídeos que eu publiquei nesse verão aí das sabatinas do Toffoli em 2009.

Quando você assiste aquela figura com aquele histórico só de indicações políticas, sem qualquer obra, sem qualquer conhecimento, com suspeitas pesando sobre ele, inclusive já naquela época, como é que essa pessoa chega ao cargo máximo, mais duradouro da República, a caneta mais forte? É uma coisa absurda.

que o Senado tenha deixado passar esse tipo de indicação. Assim como seria, será, se for absurdo agora deixar o Jorge Messias chegar ao Supremo Tribunal Federal. É aquele que foi levar o termo de posse para o Lula dar uma carteirada e não ser preso. O Messias. O Messias, que a Dilma estava gripada, falou assim o nome dele.

É outro que subiu com indicações políticas e que já demonstrou a sua parcialidade na tese de doutorado. Exime a Dilma Rousseff de responsabilidade sobre a crise econômica. Aliás, só um parênteses, a história do Brasil mostra que não é difícil quem sofre impeachment conseguir emprego.

as pessoas têm muitas conexões políticas. Então a Dilma foi ganhar uma fortuna, uns 200 mil reais por mês, como presidente lá do Banco dos Brics. No caso dela, os caras conseguem vender a narrativa de que foi um golpe, não sei o quê. No caso do ministro, meu irmão. Sai daí, seu ruim, tu não serve.

Sempre tem narrativa política. O Collor foi empichado e voltou como senador da República. Isso é impressionante. Isso aí é impressionante. Mas aí a gente quer... Cara, votaram no cara, meu irmão. De novo. Mas essas pessoas têm muitas conexões com mídia local e conseguem fazer uma narrativa a seu favor.

Mas o que eu tava dizendo antes de fazer esse parênteses? Cara, eu sei lá, mas ó, porra, a gente tá no fim das contas, família. Qual que é a parada aqui, o exercício? Qual é esse dever de casa de hoje, cara? Pensa um pouco. Quando tu for entrar lá numa página de fofoca e ver uma notícia, pensa se aquilo ali não tem nenhuma outra intenção por trás.

Quando tu vê aquele vídeo do teu influencer lá, com um papinho aí, porra, de... prafrentão, não sei o quê. Qual que é o ganho daquilo? Eu tô vendo já gente usando métodos de vender curso pra empurrar a narrativa política. Então...

as coisas vão ficando mais sofisticadas e mais difíceis de identificar mesmo. Então, se tu ficar para trás, burrão, acreditando que, por exemplo, o mesmo discurso que tinha na internet há cinco anos atrás está valendo agora, não, cara. Na internet, a coisa muda muito. Oito anos atrás, quando começou o Flow, nem existia, por exemplo, a profissão de social mídia.

sabe? Eu tô falando de oito anos, as coisas mudam pra cacete, oito anos, duas eleições, né? Então, cuidado, e eu não lembro realmente do qual que era o... Não, eu tava falando do Jorge Messias, lembrando da sabatina do Toffoli, e o Jorge Messias, na sua tese de doutorado, tentou eximir a Dilma de responsabilidade pela crise econômica, botou a crise econômica no ajuste fiscal, que o PT tentou fazer em cima da hora pra ver se isso se salvava, uma coisa que eu apontei na época, outro dia eu mostrei no meu programa,

que na época eu estava apontando que o PT estava chamando lá o Joaquim Levy para ser o bode expiatório. Então, assim, se tudo der errado no ajuste final e tal, vamos botar a culpa no ajuste e não naquilo que o Guido Mantega tinha feito com a economia brasileira, né? Essa figura que ajudou a destruir a economia, apareceu na Lava Jato e agora virou lobista do Daniel Vorcar para abrir as portas do governo Lula, para o Lula ter uma reunião secreta com o Vorcar, ganhando o Mantega um milhão de reais por mês.

E o Jorge Messias agora atuou para censurar uma série de postagens críticas ao PL da misoginia. E depois fez um emendo ali que saiu pior do que o soneto para que as postagens de jornalistas não fossem censuradas. Então, quer dizer, você tem duas categorias, o jornalista e o cidadão comum. E um tem mais liberdade de expressão que outras. Quer dizer, um órgão de governo...

recorrendo ao X para remover postagens críticas a uma medida legislativa, mesmo que eventualmente equivocadas. Isso é uma coisa absurda. Se você tem uma pessoa que foi diretamente atingida por algo que ela considere o crime contra a honra, ela chama um advogado, o advogado entra com um processo contra uma postagem específica de alguém.

Eu já fiz isso uma série de vezes. Somos alvos de ataque, tentativa de assassinar de reputação, linchamento virtual contra um monte de mentira sobre o meu trabalho, minha vida. Você assiciona um advogado, você tem que passar. É uma coisa que demora, você tem que pagar. Muita gente ataca com essa confiança de que você não vai dar bola. Aí alguns têm uma surpresinha. Às vezes você dá e elas acabam sendo condenadas. Porque existe uma regra no Brasil sobre calúnia, injúria, difamação, etc.

Então, em vez de fazer isso, você aciona a Advocacia Geral da União para editar o debate público. Eu vou falar mais disso amanhã no meu canal porque eu vou trazer umas referências históricas aí, inclusive de discursos de ministros do STF contra esse tipo de prática. Mas na hora da conveniência, todos acabam se juntando para incorrer nesse cerceamento da liberdade.

Você está no momento em que o Gilmar Mendes pede para o Alexandre de Moraes para colocar no enquete das fake news, que está aberto há sete anos, nesse regime autoritário, o governador Romeu Zema, porque publicou uma sátira. E aí você vai aprovar a indicação para esse mesmo STF, do Jorge Messias, que está aí censurando postagem na rede social, como se a sociedade não pudesse debater uma medida legislativa que tem um impacto para o país.

É muito ruim que os senadores tenham um rabo preso.

e não possam ser firmes para dizer não. Não, manda alguém melhor aí, escolhe alguém melhor, ok? É prerrogativo do presidente escolher, mas esse aqui não vai passar pelo nosso filtro, não. E justiça que seja feita, o único parlamentar realmente incisivo contra a aprovação do Toffoli na sabatina de 2009, que eu assisti inteira, sete horas e meia, foi o Álvaro Dias. Muito bem, por sinal. E eu botei lá um vídeo especial sobre o embate do Álvaro Dias.

E deixou muito claro, olha, para o STF nós temos que escolher os melhores. Basta ser um advogado. Ele diplomaticamente ainda falou, o senhor é esforçado. Com o tempo, talvez o senhor se torne uma dessas pessoas. Mas não agora. Ele é jovem. Bem de indicações políticas, etc. Só vai construir uma trajetória e eventualmente chega ao Supremo. Por isso que...

É preciso repensar a configuração do Supremo. O Zema está muito com essa bandeira agora para nacionalizar o discurso, para aparecer mais na campanha, mas com toda uma base legítima. É preciso criticar as más condutas. E essas ideias já apareceram. Eu já fui diretor de jornalismo de veículos, a gente fez capa de revista sobre as ideias para mudar o Supremo Tribunal Federal. Então isso faz parte do meu trabalho.

Mas é mandato só, é indicação só de pessoas acima de 60 anos, que já tem uma trajetória mesmo. Claro, isso não filtra completamente, mas são vários pequenos fritos que você vai colocando para evitar que um sujeito de 40 anos que só subiu na vida por indicação política passe lá 35 anos.

Até 75 anos no STF. Ruim de tudo o cara fica 15, né? Aí o Zema tá propondo mandato de até 15 anos. Esse tipo de coisa. São várias regrinhas ali. Cada um tem o seu juízo sobre essas medidas específicas. Mas do jeito que tá, tá muito ruim. Mas aí voltando pra... Você puxou aí o Banco Master nessa perspectiva dessa tensão entre o STF e alguns políticos.

falou do Alessandro Vieira, eu comecei a falar do Zema. Então, o Gilmar pediu para o Zema virar alvo do inquérito das fake news. Então, olha, o Gilmar... É sempre ele. O Gilmar se voltou contra o Alessandro Vieira por meio de uma representação apresentada na Procuradoria-Geral da República que é comandada pelo ex-sócio dele, o Paulo Goni. Contra o Zema...

por meio desse pedido de inclusão no inquérito das fake news, que é um inquérito ilegal que está aberto há sete anos. Ah, mas a maioria do STF legitimou. Continua sendo ilegal. Não tem previsão legal. É uma maioria de ocasião. Pela conveniência, legitimou aquilo. E a gente tem que ter liberdade de expressão para mostrar que ele continua sendo ilegal, apesar.

desse ar de legitimidade que o plenário do STF deu. E eu apontei isso na raiz lá, março de 2019. E teve mais uma, acho que foi a antiga, né? Contra o Sérgio Moro, pela piada que eu mostrei ser uma piada de brincadeira de prisão de festa junina. Eu revelei o vídeo depois de um corte que foi divulgado na rede social por um militante pró-Lula.

Acabou reforçando a própria defesa do Moro no processo, porque fez uma postagem outro dia, semanas atrás, na rede social, confessando que divulgou aquele corte para se vingar do Moro por aquilo que ele decidiu quando era o juiz da Lava Jato contra o Lula. Você vê, era um corte de oito segundos, cara. Não dava nem para parecer que era uma festa junina.

E o Gilmar fez uma representação também na PGR. A PGR era do Augusto Aras, que foi indicado pelo Jair Bolsonaro para brincar o Flávio Bolsonaro. Quando ele estava pendurado, você vê que as coisas vão se somando. Então, você tem várias ações, só para concluir esse comentário, Igor, que deixam os políticos que incomodam ministros do STF com algum tipo, metaforicamente falando, de faca no pescoço.

Quer dizer, o sujeito vira alvo de um processo no STF, então eles fazem isso para constranger essas pessoas a nunca mais criticá-los. Porque, olha, você ficar criticando aqui todos os ministros, são esses ministros que vão votar.

na hora que avançar o seu processo. Então, vamos ver como é que vai se portar o Paulo Gonê, ex-sócio do Dilma, vamos ver como é que vai se portar o Moraes, nos casos respectivamente do Alessandro Vieira e do Romeu Zema, mas o que eles deveriam fazer? Rejeitar de plano esse absurdo dessas ações.

E é um cerceamento, no caso do Alessandro Vieira, a atribuição parlamentar de escrever um relatório com a opinião jurídica dele, que vai ser votado pelos pares e, nesse caso, foi rejeitado. Quer dizer, nem avançou.

e do governador Romeu Zema de satirizar uma autoridade poderosa, as autoridades mais poderosas do país, eles acham que porque eles têm cargo vitalício, eles não podem ser criticados, olha, a pessoa que tem mais poder é aquela que a população precisa ter mais liberdade, se é que, se houvesse uma hierarquia, não deveria haver, né, toda gente público tem que ser passível de crítica.

todo cidadão eu digo porque já tem um histórico tradicional na magistratura de você considerar que as pessoas que tem muita projeção é preciso dar uma margem maior de liberdade de crítico, então se isso é verdade, ministro do STF são aqueles que a gente deveria poder ter mais liberdade de criticar e vai dizer o que? eu estava ironizando ele publicou aqueles fantoches que é teatro de fantoches sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua

E aí é o fantoche que representa o Toffoli, ligando para o fantoche que representa o Gilmar, e falando da dificuldade ali com as investigações avançando sobre o resort e tal, não sei o quê, pedido de quebra de sigilo, aí o fantoche que ironiza, na verdade, né? Bom deixar claro. O Gilmar, ele fala, tá, vou anular e tal, não sei o quê.

E aí ele consegue depois, ah, um fim de semana no resort, que obviamente é a parte satírica, é a parte humorística, é a zoeira que se faz em cima daquela situação. Você está mostrando que eles são intocáveis, mostrando que eles manobram para tomar determinadas decisões e você acrescenta as pitadas de humor.

Senão, não pode fazer animação. Senão, André Guedes não pode fazer animação dele. Isso é basicamente o car... Lógico. A tirinha do jornal, só que 2026. É, então você não pode botar um balãozinho numa fala de uma autoridade, numa charge de jornal, se ela não tiver dito aquilo. Você está fazendo uma síntese daquilo que você vê nas condutas daquelas autoridades para criticar ou para retratar. É a tradição da charge, a tradição da sátira. Mas não, você bota lá.

um fator de constrangimento. Isso é um absurdo, né? Mas, enfim, o Brasil se naturalizou, absurdo. Ó, o Douglas Arrascaeta mandou aqui uma mensagem interessante, olha. Douglas Arrascaeta mandou uma mensagem pelo Pix. Igor, fazer uma equivalência do descondenamento do L, com a retirada da acusação do Flávio, é no mínimo desonesto.

Qualquer um pode ser desacusado de algo, já descondenado é outra coisa, não?

Bom, é... Vai? Só rapidamente, rapidamente, que essa é uma mania que existe também nas pessoas que têm preferência por um lado e por outro. Você fala a respeito de dois assuntos e elas acusam você de fazer uma equivalência. Como se tudo fosse absolutamente igual. Você diz o que aconteceu nesse lado, você diz o que aconteceu nesse lado. Quem vai fazer o juízo sobre o que é pior, o que é melhor, qual lado que é igual, é o cidadão. Ou em quem a pessoa vai votar é o eleitor.

É que essas pessoas, muitas vezes, não querem que a gente fale sobre a sujeira de um lado. Aí você fala sujeira de um lado, você fala sujeira de um lado. Ah, você está traçando uma equivalência. Você está fazendo uma equiparação. Lógico que não a respeito do todo. Não estou dizendo isso em benefício de qualquer parte. Eu estou dizendo o seguinte. Em casos diferentes, de graus diferentes, de magnitudes diferentes, que envolvem quantias de dinheiros diferentes, existem elementos em comum.

Você proibir as pessoas de apontarem elementos em comum, lógica em comum, método em comum, é uma coisa absurda. E você achar que todo elemento em comum significa uma equiparação total, isso é a tentativa de ganhar o debate sem precisar ter razão. Então, assim, por exemplo, existem elementos em comum sobre a maneira como o Lula foi descondenado e como a denúncia do Flávio Bolsonaro caiu.

Elementos em comum. Qual é o elemento em comum? É a busca de irregularidades na investigação. Isso quer dizer que o caso do Flávio chegou a uma condenação em várias instâncias. Não quer dizer isso, não chegou.

porque se apontou irregularidade, se anulou quebra de sigilo, se tirou o embasamento que foi utilizado na denúncia, logo se derrubou a denúncia e pronto, acabou na raiz, matou na raiz. O caso do Lula não, o caso do Lula avançou, ele foi condenado pelo triplex do Guarujá em primeira instância, em segunda, na terceira, entre as, que é o Superior Tribunal de Justiça, a primeira corte superior.

O próprio STF chegou a recusar o habeas corpus preventivo, autorizando, portanto, que ele fosse preso, porque a jurisprudência da época permitia a condenação após condenação em segunda instância, e no caso do Citi Artibai, ele foi condenado em primeira instância, ele foi condenado em segunda instância.

Aí depois o STF resolveu anular tudo, com todas aquelas teses, enfim, que são bastante questionáveis. Quem que era o advogado do Lula mesmo? Como é que se pode interpretar isso como uma equiparação dos dois filhos? Cada um vai discutir aí se acha igual, melhor, pior, esquema em gabinete ou imóvel. A acusação era de receber imóvel em troca de favores em estatais. Cada um faz o seu juízo.

Mas existe sempre essa tentativa militante, essa tentativa ativista de impedir você de fazer relações históricas sobre episódios diferentes. Até porque muitas dessas pessoas estão acostumadas ou só a ver aquelas pessoas dentro da própria bolha, do próprio grupo político, ou ver um tipo de análise muito superficial. Eu tiro curto, esse episódio aconteceu isso.

qualquer analista realmente que leva história em consideração, que percebe quais são os ciclos pelos quais o país passa, quais são os métodos que se repetem, mesmo envolvendo personagens diferentes, mesmo envolvendo magnitudes diferentes e tal, ele precisa fazer análise histórica.

O que acontece é que você tem determinados magistrados que são muitas vezes complacentes, são lenientes, você tem caminhos de defesa que encontram guarida em tribunais superiores e que precisam ser repensados, enfim, você tem que apontar.

Você tem que estabelecer relações para o brasileiro entender o diagnóstico da realidade, qual é a causa e efeito, o que sempre acaba acontecendo de novo, seja para um lado, seja para o outro. Mas é isso, fica cada lado defendendo o seu sujinho. Não, porque o outro lado é muito pior, não, porque não se pode comparar, não, porque não se pode...

E esses caras ficam dando munição, cara. Porque assim, como você falou, é fato que o Lula tava lá no triplex com o cara. É fato que ele tinha envolvimento com a parada no sítio de Atibaia. É fato que o Flávio Bolsonaro fazia transação com dinheiro vivo.

muito dinheiro vivo, em umas paradas de chocolate. Então... É um caso bastante emblemático de uma loja de chocolate que não tinha os picos de venda nos períodos que mais vendem chocolate, na Páscoa, no Natal. Não estamos inventando, tirando do chapéu, coisas que só para sacanear ele. E aí tu pode ir olhar, aí tu vai lá...

Quem que era o advogado do Lula na época que ele conseguiu que o STF... Não era o Zanin? Cristiano Zanin, advogado na época da Lava Jato. Então, quem que é o Zanin que tá fazendo o que hoje? É ministro do STF. Não é muito interessante como tudo isso vai acontecendo? Quem indicou o Zanin? E quem exaltou o Zanin durante a sua sabatina no Senado Federal? Sabe quem? Flávio Bolsonaro.

Eu peguei o trecho na hora que eu estava assistindo ao vivo, botei na minha rede social, aí a imprensa veio toda atrás fazer manchete em cima do vídeo que eu separei. Ele falou, eu acho que o senhor é garantista, e eu acho isso louvável na sua indicação. O Flávio gosta desse garantismo, entre aspas, que não é garantismo, muitas vezes. Garantismo é o que eu chamo de ideologia da conveniência. Eu escrevi um artigo uma vez sobre esses termos acadêmicos que são utilizados.

conforme a conveniência política, muitas vezes para mascarar a simples blindagem de aliados. Então, é isso, você tem esses elementos em comum. Agora, é óbvio, só rapidamente uma análise do ponto de vista eleitoral, que isso é uma coisa que os brasileiros precisam refletir a respeito. A maioria dos segmentos, muitos segmentos à direita, do segmento do antipetismo, segmentos do antilulismo,

muita gente não é informada a respeito desses detalhes não são pessoas que acompanham programas jornalísticos, programas aqui como esse, são pessoas que de 4 em 4 anos, como aquele pessoal que não gosta de futebol, mas vê a Copa do Mundo, vê o debate eleitoral na TV e 4 anos depois volta

Entende? Elas não acompanham. Eu fui fazer um parênteses, eu já vou me perder. Já está tarde, é feriado. Ah, não, vou lembrar. É corrupção e impunidade. Para eu não esquecer, eu vou falar primeiro. Então é o seguinte. As pessoas têm...

E me parece natural que seja assim, até pela dificuldade de explicar a sabotagem do combate à corrupção, os mecanismos de blindagem geral que promovem a impunidade, as pessoas, naturalmente, dão maior peso e consideram mais graves.

quando pelo menos elas têm esse pilar da ordem na sua matriz moral, para usar uma expressão técnica, elas repudiam muito mais a corrupção do que a sabotagem do combate à corrupção.

Então, assim, a família Bolsonaro participou da sabotagem do combate à corrupção. O mulismo... Acabou a Lava Jato. É tudo documentado também, né? É claro que eu faço uma síntese aqui, mas enfim, tem artigos, vídeos, programas, falas. Não precisa nem... É só ver as falas, as hortas, as indicações, quem é que fez o quê. Repito, não é que o Bolsonaro simplesmente falou, acabei com a Lava Jato. Ele indicou ao PGR Augusto Ares que extinguiu oficialmente...

E aí

A força-tarefa da Lava Jato. Você tem isso documentado. Porque não tinha mais corrupção. É. Que ainda que fosse verdade, ainda que o Brasil chegasse a esse grau de submissão a um presidente que se o presidente diz que não há, não há e nunca haverá. Vamos acreditar nele, né? Não é preciso ter. Por que existe uma corporação independente, teoricamente, né? Não, se temos o presidente para dizer se tem ou não tem. Então vamos confiar.

Já é uma coisa absurda. Mas se a pessoa for aduladora a esse ponto, sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua

ela tem que ter um componente de burrice para não entender tem que falar a verdade para o povo brasileiro para não entender a gravidade de você extinguir um combate à corrupção bem sucedido do ponto de vista da recuperação de dinheiro roubado não entender que a extinção desse modelo ela vai favorecer a corrupção num futuro governo sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua sua

Ainda que ela acredite que aquele governo é totalmente limpo, que o presidente falou que não tem, então não tem corrupção. Tá, mas e se o presidente perder a eleição? Então vai subir no poder um presidente, e aí não vai ter combate à corrupção, não vai ter modelo de força, porque ele enxerguiu, porque no dele não tinha. Então agora todo mundo vai roubar?

E aí vem um outro governo e você tem roubo dos aposentados, você tem escandolo do bar, você tem tudo isso que está acontecendo. Assim, de todos os pontos de vista, aquilo é uma coisa gravíssima que aconteceu no Brasil. Mas as pessoas vão fazer as comparações e principalmente nesse campo.

consideram que os escândalos de corrupção são piores. Até porque, obviamente, o lulismo também participou da sabotagem do combate à corrupção. Mas houve essas alianças, né? Do lulismo com o velho Tucanato, com o Centrão, com o bolsonarismo, a partir do momento que o Flávio passou a ser atingido, e com os ministros do STF, porque também chegou ao Poder Judiciário e chegou aos partidos pelos quais eles chegaram ao cargo. Então, houve esse desmantelamento por um interesse conjunto.

que é o que está se repetindo agora. Olha aí, a CPI do Master não vai acontecer. Fizeram de tudo para bloquear. E o bolsonarismo, mais uma vez, fez um acordão, porque mais uma vez tem rabo preso, porque você tem os presos da trama golpista do 8-1. Não estão entrando no mérito da prisão de cada um. Consideram, de fato, que as penas foram abusivas, você teria que entrar aqui em cada caso específico para fazer uma análise mais detalhada.

Mas o fato de haver essas pessoas com o rabo literalmente presos, estão na cadeia, condenados a...

14, 15, 17, 20, 27 anos, fez com que eles fizessem um acordão com o Davi Alcolumbre para votar o veto do Lula à dosimetria, para derrubar o veto e, portanto, ter o afrouxamento das penas, a redução das penas, em troca de não fazer pressão pela instalação da CPI do Master.

Mais uma vez, é a mesma coisa, entende? De novo. De novo. É um grupo político que tem rabo preso e acaba fazendo acordão com os outros grupos políticos e aí não tem o avanço da investigação e fica tudo por isso mesmo. Porque é do interesse de todo mundo que ninguém fale um pouco mais. Ah!

Aí você fica aí, porra, chato, vocês, só falam de banco mais. É, mané, porque os caras que eram pra estar lá investigando, os caras tão mal comunados lá. Você aí, não, o meu é do bem. Aí tá o outro, não, o meu que é do bem. E tá todo mundo junto pra ninguém falar do mais. Eu acho natural que as pessoas...

Eu acho que muitas não se escandalizam com a corrupção, tá? Muitas relativizam, naturalizam e tal, mas acho ótimo que as pessoas se indignem com a corrupção. Agora, só é difícil de conceber uma indignação com a corrupção

E, ao mesmo tempo, uma falta de indignação com a sabotagem do combate à corrupção. Com aquelas medidas que deixam os corruptos impunes, que deixam os padrões soltos e ocupando cargos públicos, mantendo o poder. Se você olhar bem de perto, dá para chamar isso de corrupção também, né? Claro, isso é, sem dúvida alguma, no mínimo, para a gente não fazer uma acusação criminal, mas é um sintoma de corrupção moral, de uma moralidade corrompida.

Tem uma mensagem aqui do EuNakata. Tem algumas mensagens hoje. O EuNakata mandou uma mensagem pelo Pix. Bom lembrar que já existe regulamentação de bets no Brasil, onde inclusive o Gov pega 16% do faturamento. O que tem que ser tirado fora são as bets chinesas, essas ilegais, e é onde existe a lavagem.

Bom, sobre isso aí eu precisaria me informar um pouco melhor para entender em que pé que está a regulação. Eu sei que há uma regulação desde, se não me engano, desde janeiro do ano passado, pelo menos, já existe alguma regulamentação nesse sentido. Mas eu concordo que existe um problema, hoje ele está até mitigado por conta da regulamentação que a gente tem. E, sei lá, tem gente que considera insuficiente, tem gente que considera abusiva.

Mas o ponto é que essas plataformas chinesas, eu não sei se elas são necessariamente chinesas, mas essas plataformas que são golpes, elas estão surgindo menos e também concordo que elas que são talvez o maior problema disso tudo mesmo. Pelo menos do ponto de vista de enganar a população. Mas o que tu acha, Felipe? É isso?

Tem uma discussão sobre a regulamentação há bastante tempo. Tem, obviamente, isso durante o governo do PT, que é um governo que precisa de caixa porque não faz cortes. Então, taxar a BEDS, assim como taxar outros setores da economia, tem sido uma pauta recorrente desse governo, que, portanto, não corta gastos e quer aumentar a receita, quer aumentar a arrecadação.

E cada um desses temas tem os seus aspectos mais específicos. O que a gente estava falando aqui no começo do programa era de apostas ilegais, não regulamentadas.

pelas quais as facções criminosas estão ganhando dinheiro e lavando por meio dos funkeiros e de influenciadores, etc. E existe uma discussão legítima sobre as bets, sobre o quanto que isso...

deve existir de que maneira se deve haver campanha para que as pessoas não torrem o seu dinheiro elas devem ser proibidas etc, cada um evidentemente tem o seu juízo a respeito disso, mas no quadro político o que se vê agora é o governo principalmente por meio da Glaze Hoffman petista

tentando colocar a culpa do endividamento das famílias, que já está aí em 80%, que é um fator de desgaste para o Lula na sua campanha de reeleição, a culpa está sendo colocada integralmente nas berdes. E o PT sempre precisa de um espantalho, sempre precisa de um bote expiatório, sempre precisa de alguém para colocar a culpa. Nunca é pela falta de dever de casa deles.

Você vê que mesmo o caso das BES, não conseguiram então fazer uma campanha que educasse a população. A população não sabe o que quer, entendeu? A gente não pode educar esses caras. A gente precisa ir lá e fazer por eles. E é, Igor, também um discurso muito paternalista. De, olha, precisamos fazer alguma coisa contra as BES porque o povo não sabe o que faz, está ficando endividado e tal.

Então, tem essa discussão sobre a liberdade de escolha da população, mesmo que seja uma escolha ruim, mesmo que traga problemas, até que ponto vai? Mas fato é, é uma mentira da Glaze, não é exclusivamente por causa de Betis que as famílias estão endividadas.

Aí preços altos, muitas vezes salários baixos, você tem todo o fator... Falta de educação financeira. Falta de educação financeira, essa irresponsabilidade fiscal que vai gerando outros problemas. Então, para conter a inflação, o Banco Central tem que aumentar os juros, aí dificulta o crédito e muitas coisas... Por exemplo, vamos lá, imagina que o governo, como já fez outras vezes, baixa o IPI dos carros, beleza?

Aí o que o cara que quer comprar um carro e não teve educação financeira faz? Vai lá e compra o carro que está mais barato. Ele consegue, nesse momento, cabe ele no orçamento dele. Ele vai ficar na risca.

Mas aí o que acontece? O cara assume uma dívida longa, incentivado por algum projeto do governo. Esse é um exemplo de coisas que acontecem. O governo incentivando a economia sem educar o povo. O povo vai lá, toma aquela dívida ali e faz...

e faz merda, porque não tem nenhum tipo de, não vejo nenhum tipo de esforço de nenhum governo dos últimos anos aí, em educar as pessoas no que realmente importa tá, é imagina que antigamente pra cacete, na época do meu pai, ele tinha aula de moral e cívica, é um nome escroto

que pega mal quando tu fala, não é? Mas imagina essa lógica de ensinar sobre sociedade com um nome que caiba em 2026, sendo por aí. As pessoas agora estudam sobre civilidade mesmo, sobre como funciona, para que serve votar, por exemplo, porque a gente até votar, a gente vota errado. Imagina algum tipo de educação financeira nas escolas. Isso seria libertador de verdade para o povo, né? Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad Nad

Mas a gente está pensando em outra coisa. O problema, Igor, é que não consegue nem se ensinar direito português e matemática. Perfeito. E dirá educação financeira. Se você tiver uma boa educação nesse sentido de ensino, porque educação é um termo mais amplo de português e matemática, isso pode fazer com que as pessoas tenham a base necessária.

para refletir sobre o seu orçamento doméstico, etc. Claro que tem outras questões que são do ponto de vista psicológico, dos vícios, de uma noção, inclusive, de que você precisa ter esforço, que você precisa ter renúncia, que você precisa ter sacrifício.

que o dinheiro, o sucesso, muitas vezes precisam ser conquistados, precisam ser consequência de um trabalho duradouro, que você precisa ter persistência. Tem outros elementos que aparecem aí e que precisam ser valorizados. Estou falando dos elementos positivos, de você persistir, de você lutar para conquistar as coisas e não simplesmente querer fazer dinheiro da noite para o dia e acabar perdendo tudo.

Então tem elementos positivos que precisam estar presentes no nosso ambiente cultural. E não estão muitas vezes. Olha só os temas do nosso programa de hoje. São de pessoas gananciosas, pessoas que querem subir na vida rapidamente, pessoas que quando conseguem subir por motivos que não são aqueles que deveriam...

ter feito as pessoas chegarem no cargo que elas ocupam, como elas agarram aquele osso e como elas eventualmente incorrem em crimes, ou pelo menos são acusadas de crimes, ou pelo menos existem suspeitas de que elas incorreram em crime. E aí elas vão se tornando mais autoritárias para não serem pegas, para não perderem o cargo.

Então, tem muitos elementos aí da cultura ambiente do Brasil e da falta de escolaridade das pessoas que geram esse problema de falta de educação financeira como uma das suas grandes consequências. E o problema de você incluir isso num currículo escolar é que, eventualmente, isso também vai ser distorcido e vai servir para uma militância política. Como a moral cívica da qual você estava falando...

foi se transformando numa maneira de você conscientizar as crianças da sua cidadania. E aí não é exatamente a boa cidadania, é toda uma cartilha ideológica de uma agenda de interesse de um grupo político. Então, não é fácil, é difícil. Tudo por tempo suficiente, a gente consegue destruir qualquer tecnologia, nós seres humanos, né? Qualquer coisa que a gente pensa para a nossa própria melhoria.

Eu acho que tem uma educação que também tem que haver em casa, de pais e mães. É óbvio que tem muitas famílias desestruturadas, mas as pessoas precisam ter noção de que, olha, ter filho, ter filha. É uma responsabilidade muito grande. É preciso ensinar essas pessoas de que as coisas importantes, elas não vêm tão facilmente. Precisa haver uma construção. Tentar tirar dessas pessoas esse apego ou...

Essa tendência a cair em tentação o tempo todo para você torrar aquilo que você ganhou, aquilo que a sua família tem, para você querer ficar milionário, bilionário, da noite para o dia, etc. E isso pode ser o chamado voo de galinha. Isso que acontece individualmente acontece com o Brasil inteiro. Aí o Eu Nakata manda uma outra mensagem, mas acho que isso daqui a gente já falou. Eu Nakata mandou uma mensagem pelo Pix.

A regulamentação existe. O Gov cobra 35 milhões pela licença, mais 16% de imposto sobre o faturamento das bets. Precisavam pegar esse dinheiro e investir em tech para tirar as bets ilegais. A gente já falou um pouco sobre isso aqui. Tem uma outra mensagem aqui interessante. Vamos dar play nessa daqui.

Arrasca Calvo mandou uma mensagem pelo Pix. O Monarque foi desacusado pelo crime de incentivar o regime do bigode, como qualquer bípede percebeu no dia, e mesmo assim você não teve culhões de defender em nenhuma entrevista. Equivale a um desconde.

esconde, uma descondenação talvez. Bom, eu vou ignorar o que o amigo tá falando aqui da minha conduta, porque com certeza ele não sabe o que tá falando, né, pra começar. Agora, sobre o Monaco ser desacusado pelo crime de incentivar, eu concordo com ele, inclusive.

E qualquer bípede percebe que ele estava defendendo o ponto da liberdade de expressão e usou de fato, e cara, também é um fato, ele usou o pior exemplo possível. E eu já falei isso um milhão de vezes, lá, lá, lá. Agora, sobre ele ter sido desacusado...

Foi mesmo, eu comecei a ver pipocando várias reportagens sobre o MP ter voltado atrás, mas já voltou atrás de novo. Teve um outro movimento que agora os caras voltaram a pedir os 4 milhões lá, que tinham pedido inicialmente, não sei o quê.

Mas tem uma parada importante aqui nesse caso, que é o seguinte, cara. Usando esse exemplo aqui, a gente tem duas formas de enxergar o que rolou. A gente tem o ponto de vista de uma punição estatal sobre alguma coisa, o que foi dita.

E a gente tem o ponto de vista de uma punição social sobre o que foi dito também, não é? Exatamente. Então, do ponto de vista estatal, concordo 200 milhões por cento e a gente não deveria sair prendendo os outros por uma parada que ele falou, especialmente do jeito que rolou. Fatos também que aconteceram.

no dia 8 de fevereiro de 2022 rola lá um tweet de um cara no Twitter que inicia toda a parada ali, sendo que tem todo um contexto anterior do que o Flow tava fazendo naquela época lá e aí

começa aí um julgamento social sobre o que foi dito aquilo ali, e aqui eu não tô falando se é verdade ou se é mentira, mas houve um julgamento social que chega a uma conclusão que é independente de como o Estado vai olhar pra isso, né?

O Estado, que nem quando a gente pensa aqui, fazendo uma analogia talvez aqui que não... Talvez esteja extrapolando um pouco. Mas, pô, quando a gente vê que tem um político que está lidando com grana pra cacete, não sei o quê, de um esquema, que está todo mundo vendo, a polícia chegou àquela conclusão, não sei o quê, mas há um movimento e o Estado não pune aquele cara...

ainda é possível que haja um julgamento social. No caso do Monarca, o julgamento social não voltou atrás. Agora, do ponto de vista do Estado, eu concordo que isso precisa ser olhado com muito mais cuidado.

Porque eu não acho que houve apologia ao nazismo. Houve uma defesa da liberdade de expressão com o pior exemplo possível. Um vídeo tirado de contexto daquela história que acaba virando meme. Ah, o contexto, né? Acaba virando meme. Mas, de fato, o programa não existe mais. Quer dizer, ele está privado, as pessoas não podem acessá-lo. Por um pedido do Ministério Público de São Paulo, eles pediram para a gente tirar o vídeo do ar.

uma semana depois que a gente já tinha tirado, inclusive. Então, tem um monte, tem várias circunstâncias que dão cor a tudo isso que rola nesse assunto.

Tem uma distinção muito importante que precisa ser feita, embora eu não lembre aqui todos os elementos específicos, mas obviamente é uma fala passível de crítica, eu até escrevi um artigo na época, agora não sobre questão criminal, que é uma distinção básica, não estou com as aspas aqui da fala do Monar, mas uma coisa...

é você defender a liberdade de expressão a tal ponto de dizer que você acha que deveria ser autorizado a existência de um partido nazista.

Quer dizer, a pessoa está fazendo esse ponto que a liberdade de expressão, para mim, tem que abranger, inclusive, a existência de um partido nazista que prega isso e aquilo, tudo o que o nazismo pregou, e obviamente são coisas gravíssimas, são os maiores horrores da história humana. Então, você defender a liberdade de expressão para a criação de um partido nazista é um ponto que é passível de críticas absolutamente legítimas.

Agora, ele é diferente do ponto de vista da análise criminal, do enquadramento criminal, de você defender abertamente o nazismo e as ideias nazistas. Claro que falas truncadas podem fazer uma coisa parecer a outra, e obviamente que enquadramentos podem ser colocados como uma opinião jurídica das pessoas que têm esse cargo de procurador, mas é um tema de debate.

É para que essa fala aqui já seja criminalizada. É um debate que existe, essa fala deve ser criminalizada ou não. Mas é preciso distinguir o que a pessoa realmente fez, ou a intenção da pessoa, naquela fala. Talvez você saiba disso melhor do que eu e tenha mais fresco aí, por ter vivido tão intensamente essas coisas. É óbvio que a defesa do extermínio de judeus, por exemplo,

Foi isso que o nazismo defendeu e acabou fazendo. O extermínio de 6 milhões de judeus. É algo gravíssimo. No entanto, há pessoas que defendem a liberdade de expressão até esse ponto.

Eu não sou delas, no sentido de você fazer apologia de um crime contra um determinado grupo específico e de você não poder ser punido por isso. Uma coisa é uma piada politicamente incorreta envolvendo determinados grupos. Mas você defender o extermínio e o assassinato, eu acho que isso requer punição. Agora, eu entendo que pela...

por aquele raciocínio torto, truncado, errado, para mim, do ponto de vista intelectual, moral, filosófico, histórico, etc. Eu consigo entender que há uma distinção entre você defender a liberdade de expressão, até para que as pessoas falem as maiores barbaridades de todas.

É uma posição da qual eu discordo veementemente, porque eu não consigo aderir. Tem muitos liberais que têm livros, etc., defendendo a liberdade de expressão absoluta. Mas existem coisas, por exemplo, vou dar um exemplo mais absurdo para as pessoas.

ter em mente nessa questão, por exemplo, de apologia. Se o cara chegar na rede social e falar assim, olha aí, vamos lá na casa de fulano, pode ser na sua, pode ser na minha, de um parente, vão lá na casa de fulano e matem o filho dele às oito horas, não sei aonde. Acho que essa pessoa pode falar isso, não pode? Até pergunto para o chat. As pessoas podem fazer uma postagem na rede social defendendo...

Ou conclamando outras pessoas a matarem alguém em determinado local e tal. Você acha que isso deve ser permitido? Não deve? E quando você pensa em liberdade de exparição absoluta, você tem que pensar em todas as hipóteses. Então, tem coisas que podem ter efeitos nocivos. Então, as pessoas precisam raciocinar.

Mas é isso, cara. Muitas vezes, para se criminalizar, às vezes se faz uma forçada de mão, ou às vezes você tem uma previsão legal para criminalizar algo que você, individualmente, acha que não deveria ser criminalizado.

Precisaria analisar aqui o caso específico, qual é o enquadramento legal que o Ministério Público estava querendo ou está querendo dar ainda e tal. De repente, num outro programa, eu posso fazer uma análise mais específica desse episódio. Mas acho que tem algumas distinções que todo mundo precisa considerar em casos semelhantes. Uma coisa é você defender a liberdade para que alguém defenda ideias absurdas. Outra coisa é você, individualmente, defender aquelas ideias absurdas. Você pode considerar que as duas coisas são terríveis.

Mas que elas são graus diferentes de algo ruim, elas são. É. Bom, na minha opinião aí, pra ser sincero, eu tinha que colocar no balaio também o amigo que fez o tweet lá, que eu sei exatamente quem foi, que ele, inclusive, me bloqueou. Porque, é... Se ele fosse honesto intelectualmente, ele ia entender a intenção da parada, no fim das contas. Mas, mudando aqui de assunto...

Tem uma outra mensagem aqui do Diego Lagoas. E essa daqui também é interessante. Fala, galera do Flow. Boa noite aí. Eu só queria tirar uma dúvida. Por que toda vez que tem um caso de corrupção no Brasil, de alguma forma o PT tem alguma ligação? Por exemplo, agora no caso dos MCs aí, tem o dono da Choquei, que tem uma ligação muito grande com o presidente.

INSS, filho e irmão do presidente. No caso do Banco Master, que está à direita e à esquerda, todo mundo envolvido, mas a banca do PT foi contra a CPI. Parte do que tu falou aí, né?

É, essa é uma... É só o PT. Eu vou falar o que eu acho. Eu acho que o PT está envolvido em tudo. Primeiro que o PT é uma instituição que há um tempo interessante, já faz um tempo que ele está aí. É uma instituição, é um partido que ficou no poder muito tempo.

Eles ficaram... Eles tiveram alguns mandatos, inclusive agora tem mais esse. Esse é o Lula 3. E teve o Dilma 1. E teve metade depois do... Então a gente tem um partido que ele...

conhece os meandros do Estado, ele sabe os caminhos, são pessoas e agentes que eles conhecem, eles sabem com quem falar há muito tempo já, lá do início dos anos 2000 os caras já estavam... Eles já estavam...

Pondo em prática a rede que tinha sido construída já. Então eles são, na minha opinião, isso aqui é tudo conjectura, tá? Mas me parece que eles são muito habilidosos e estão presentes em tudo, portanto. E daí que surge, na minha opinião, se tem algum tipo de escândalo, os caras que estão tão...

profundamente enraizados por conta de estar há muito tempo nessa posição no Estado, eles acabam aparecendo o tempo inteiro agora, uma outra reflexão é se eu fosse político, eu não sei se eu sairia dando beijo em todo mundo

porque vira e mexe acaba virando arma pro teu inimigo o cara tá falando aqui da proximidade do Rafael da Showcase com o Lula tem uma foto do Lula dando um beijo na testa dos caras e tal pega leve aí família, quando tu for dar beijo nos amigos, mas quem sou eu pra julgar por que que tu acha que o PT tá no meio de tudo cara? olha cara, eu acho que

esse tipo de impressão existe, obviamente, em razão também de predisposições do indivíduo específico mas do fato de que o PT está no quinto mandato

E em todos os mandatos teve escândalo de corrupção. Mesmo você pegar um mandato que teve menos, mas estourou depois um escândalo e o esquema já estava acontecendo naquele mandato que teve menos. Então, muita gente relativamente jovem cresceu vendo escândalos de corrupção nos governos do PT.

Então, o Lula subiu, venceu a eleição de 2002, entrou no gabinete da presidência da república em 2003, governou ali, foi reeleito em 2006, continuou o mandato de 2007 a 2010, fez a sucessora que subiu, foi eleita em 2010 e reeleita em 2014, ficou até 2016, quando foi empichada, não chegou a concluir o seu mandato, e em 2022 o Lula voltou.

Então você pega aí 2003 a 2016, tem o que, 13 anos, né? E uns quebrados. E depois agora 22, que foi a eleição. Então é 23, 24, 25 e agora 26, mais 4 anos. Você bota aí uns 17 anos de governo do PT. Qual é a idade dessa pessoa que mandou o comentário? Então assim, a pessoa está a vida toda vendo os escândalos nacionais.

serem, de alguma forma, conectados ao PT. Agora, é óbvio que é um exagero retórico você dizer que todos os esquemas de corrupção têm o envolvimento do PT. Isso é um desconhecimento sobre todos os esquemas de corrupção. É porque são desses esquemas de corrupção que são aqueles que viram foco do debate público nacional.

que essa pessoa é informada. Talvez ela não veja os esquemas de corrupção locais que acontecem nos estados, que acontecem nas prefeituras, que envolvem vereadores, que envolve o próprio centrão na República, outras figuras, enfim. Existem esquemas em que não há petistas envolvidos. No entanto, isso não quer dizer, isso não é uma forma de aliviar.

Eles estão envolvidos em um monte de esquemas. E mesmo quando apontam a sujeira do outro lado, já fizeram igual ou pior. Geralmente, é assim. Pode ter alguma exceção, mas de fato é mensalão. E aí foi reeleito mesmo depois do mensalão.

E aí você tem petrolão, você tem roubo dos aposentados durante o governo Lula. Tem um pé aí do petismo no escândalo mais que envolve todo mundo, atinge gente, todo mundo que eu digo, gente de vários campos políticos diferentes e autoridade.

ainda não avançou essa investigação para atingir diretamente um petista no sentido de ele ser alvo de uma medida gravosa, mas você tem pontos a serem elucidados sobre a relação do PT da Bahia com o Crede Sexta, com o Augusto Lima, que é o ex-sócio do Vorcaro, que mostrou para o Vorcaro esse caso, e aí o Banco Máxima virou máster no embalo disso, e outros elementos aí do INSS envolvendo Lulinha, a Polícia Federal avançou, agora convocou a Roberta Lúcia em geral, lobista.

que estava sendo financiado pelo careca do INSS e estava pagando despesas para o Lulinha. Então existe essa suspeita sobre o caminho do dinheiro. A PF, de acordo com o que foi noticiado, quer primeiro ouvir a Roberta Lúcia para ver se traz um elemento que possa comprometer mais o Lulinha para eventualmente pedir uma quebra de sigilo maior ou algo nesse sentido. Não são muitos escândalos, estão há muito tempo aí e absolutamente enrolados. E, obviamente, isso não acontece por acaso.

Então, no mínimo, você tem uma flexibilidade moral da cúpula, vou dizer o mínimo, a cúpula do PT, do partido, ela foi condenada no mesmo salão. Então, isso é um fato objetivo. Mas numa análise moral sobre por que voltam esses governos e voltam escândalos de corrupção, em que pessoas ligadas a esse grupo continuam envolvidas, etc. Bom, no mínimo, você tem uma tolerância com a corrupção.

Corrupção não é algo grave ou é um mecanismo de financiamento e de enriquecimento ilícito considerado ok para muita gente. E é muito ruim que o Brasil seja governado por gente que não tem firmeza para combater, para evitar. E as pessoas roubem, porque o exemplo vem de cima. Então é preciso haver lideranças no Brasil que constranjam as pessoas a roubar.

Lideranças que se imponham e sejam capazes de dizer não, que não aceitem indicar para uma estatal um sujeito que é ligado a um grupo sabidamente corrupto, mesmo que esteja impune, mesmo que esteja... Entende? Tem que ser presidente. Não, essa pessoa não vou botar. Eu não vou. Eu não vou assumir a responsabilidade por uma pessoa que essas pessoas estão querendo botar.

mas então assim ao mesmo tempo é difícil isso está na obra de Adam Smith por exemplo que uma sociedade dê certo a sociedade tende ao fracasso, ele dizia quando você não tem punição de infrações então fica um monte de gente corrupta ainda em cargos de poder cobrando toma lá da cá etc e o petismo continua misturado a essas pessoas

tendo os seus próprios representantes nos esquemas. E tem uma outra coisa também, Felipe, que às vezes a gente não presta muita atenção, que é a graduação do que a gente chama de corrupção. O que eu quero dizer com isso? Outro dia, eu estava vindo para cá e tinha um adesivo no vidro do carro dizendo assim, não votei em ladrão. Aí ladrão estava estilizado no Brasil, do Lula, sabe? Aí embaixo, essa culpa eu não carrego. Aí eu fiquei pensando.

Então tu não votou em ninguém, meu irmão. Porque com todo respeito, assim, o que que tu chama de ladrão? Porque, de fato, existem... Claro que roubar um banco é diferente de roubar um pacote de manteiga no mercado porque tu tá com fome. Dá pra gente discutir isso aqui. Agora, é...

Agora, tu falar que esse cara é honesto porque ele não conseguiu roubar, ou porque ele não foi convidado a roubar, ou porque o que ele roubou é pequeno, ou porque o que ele roubou é só eticamente questionável, ou só é moralmente esquisito, tudo isso é você atribuindo valor ao que é roubar.

Então veja, de novo, aquela papo. A menos que você ache ok usar o dinheiro da moradia, como é que é? Auxílio moradia. Do auxílio moradia para comer gente, isso é ok?

Então a gente tem uma questão moral aqui, né? Porque assim, isso é roubar? Não é roubar? Isso é pequeno? Isso é grande? Você vê que a natureza do debate, isso que você está colocando, ela já é horrível, né? Porque as pessoas, no fundo, elas estão discutindo quem roubou menos. É, cara. E você vê que horror, né? Um país assim. Tem uma frase que, se eu não me engano, né? Eu preciso até verificar, mas é atribuída a Hannah Arendt.

que foi uma judia que fugiu do nazismo, acabou indo para os Estados Unidos, uma grande autora de livros como As Origens do Totalitarismo, etc. E acho que é dela que falava que o problema do mal menor é que as pessoas esquecem que é o mal. Também é um mal. Então, o Brasil fica preso em relação a esses grupos e, no mínimo...

tem uma flexibilidade moral incrível para aceitar, para tolerar corruptos e corrupção, etc. E quando você vê também a comparação dos esquemas individuais, do benefício individual...

Isso fica mais próximo, se você levar em conta as acusações. Eu sei que muitas pessoas não foram condenadas e tal, não estou fazendo uma acusação contra elas, estou equiparando aqui a quantia que foi apontada nas acusações feitas contra elas. O que desgasta mais o PT e o Lula? É a magnitude dos esquemas, o tempo que eles duraram e tal, mesmo que os esquemas não fossem restritos àquelas pessoas.

Então o esquema do Petrolão não era restrito ao PT. Era um esquema que envolvia o PT, o PP, o MDB, diversos partidos, diversos agentes públicos, gerentes da Petrobras, etc. Cada um estava levando uma grande tesoureira do partido.

O João Vacari Neto foi apontado ali nas investigações, foi apontado nos depoimentos dos próprios empreiteiros, como aquele que é dividir ali, porque era de 1 a 3% a propina em cada contrato, 1 a 3% são milhões de reais, porque são contratos bilionários para as empresas. Então elas ganhavam aquela bolada do poder público, em troca elas pagavam uma quantia que para o indivíduo era bastante.

E aí você tem o relato, por exemplo, do Renato Duque, falando sobre a divisão das porcentagens e como essa divisão começou. O melhor relato sobre a origem do petrolão está disponível no YouTube, vocês podem procurar. E aí fala, na minha diretoria ficou tantos porcento para cá e tantos porcento, e aí o Vacari, a gente dividia não sei o que com o Vacari, então o Vacari ficava com 0,5%, outro 0,5% em cada contrato e tal. Você vai somando, é uma fortuna.

Então, assim, tem um desgaste muito grande do PT pelo tamanho do mensalão, mas também o mensalão não envolveu só o PT, era compra de apoio parlamentar com dinheiro sujo, por meio de banco e agência de publicidade, tinha um esquema para fazer chegar a 30 mil reais para cada parlamentar, como a propina inflacionou.

Era uma pobreza. Pois é, e eles reclamavam, e quando reclamaram aumentou para 50 mil e 60 mil reais. Mas era um esquema que comprava apoio de parlamentares de outros partidos, então eram muitos partidos. Mas a magnitude do mensalão, com a magnitude do petrolão, gera um desgaste muito maior. Agora, se você for ver o que o Lula foi acusado, pelo menos as suspeitas em relação a ele, aí você tem quantias que são, vamos dizer assim, mais equiparáveis.

a outras quantias de outros políticos. Então, por exemplo, o triplex do Guarujá, se for olhar, estou me lembrando de cabeça, mas vocês podem conferir, se eu não me engano, era algo ali apontado como 2,2 milhões de reais.

Para você ter uma ideia, a acusação contra o Flávio em relação ao gabinete da Alerj, eu vou chegar a outras quantias sobre o Lula, tá? Não estou dizendo que é só isso que gerou suspeitas a respeito dele ou de que ele foi acusado. Mas o Flávio foi acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, uma denúncia que ele finge que não existiu, mas que existiu, de liderar uma organização criminosa que desviou 6 milhões de reais da Alerj.

6 milhões é maior que 2,2 milhões. Mas o que acontece? No caso do Lula, as acusações não eram só relativas ao triplex. Teve a acusação do CIT de Atibaia. Você bota mais uns milhões aí. Teve suspeitas em relação ao dinheiro do Instituto Lula e da empresa de palestras Lils, que tem as iniciais dele. Luiz Inácio Lula da Silva.

é porque a gente tá fazendo um exercício aqui de abrandar. Porque não foi condenado. O que esse maluco ganhou aí de dinheiro nessas palestras aí? Pois é, com essa alegação de palestras. Mas no Instituto Lula, por exemplo, você tinha 4 milhões da Odebrecht em 4 parcelas de 1 milhão de doação. O que interessa a Odebrecht é doar dinheiro para o Instituto Lula.

Óbvio que a Alta Verst tinha um interesse nisso. A empresa de palestra Lewis, quando foi... Isso é outro fato objetivo que eu estou falando agora sobre os números, tá? Houve quebra de sigilo na época da Lava Jato. Você tem a quebra do sigilo com o dinheiro e a origem. Então, assim, são documentos oficiais. São disponíveis, você pode encontrar. Boa, aparentemente o robô...

cuidado aí com o que você fala pra não gerar supostamente teriam dito que eu chegar a essa conclusão é de maneira independente é, pois é, aí a gente vai pra Lewis, a Lewis quando foi quebra de sigilo eram 27 milhões de reais que ele tinha lá, sendo que cerca de 10 milhões, era 9 e tanto eram de empreiteiras que por coincidência, você é convidado a acreditar nessas coincidências no Brasil eram ligados ao esquema do Petrolão E aí

A acusação foi que um clube de seis empreiteiros fazia um revezamento da vitória das licitações. Cada hora uma ganhava aquelas que estavam ali num... Aquilo sim era um coluio. Aquilo sim é o coluio, né? Pra ganhar e tal. E por uma coincidência incrível, essas pessoas contratavam o Lula.

pra dar palestras, né? Essa era a alegação. E faturava ali uns 400 mil reais por palestra, você tinha milhões e milhões. Então, assim, você tem 10 milhões, mais 4 milhões só da Odebrecht. Tecnicamente legal, né? Mas aí você compara com o Geddel.

51 milhões de reais de mala de dinheiro em equipamento. Era do MDB. Era cheque? Era pix? Era cartão de crédito? Era como, Felipe? É uma longa história. Enfim, eu só estou vendo. Fazendo aqui a comparação, o Geddel é da época de vice-presidente da Caixa Econômica, época que Eduardo Cunha fazia indicação, até o Temer fez indicação pelo MDB e tal. E aí tem uma série de investigações sobre aqueles contratos da Caixa, entre outros.

Mas, enfim, você vê que eu até lembro. Mas, quando você faz a comparação sobre os indivíduos políticos, você tem esses valores. Às vezes um pouco mais, às vezes um pouco mais, nas acusações, mas é tudo na casa dos milhões, dezenas de milhões. Agora, o orçamento secreto, a farra das emendas, acabou inflacionando de uma maneira gigantesca esse mercado sujo. Os caras aceitavam trintão, agora não...

Agora o cara manda 100 milhões, 200 milhões de reais para a prefeitura do pai, que vai fazer a contratação da empresa do primo para fazer a obra. Um monte de coisa superfaturada, um monte de dinheiro que não volta. Ou é a prefeitura de outra pessoa que ele cobra propina para mandar a emenda. Então é tipo o esquema do Petrolão. Você libera o dinheiro em troca de você ficar com uma parte dele.

horrível, né? E as pessoas continuam defendendo a sujeira, defendendo um grupo sujo.

que dificilmente vai combater tudo isso, entende? Porque são pessoas que já têm um histórico sujo, elas já têm rabo preso, e elas já têm uma condescendência natural, porque aquelas pessoas agem exatamente como elas agiam, então é muito difícil que isso seja combatido, e sem isso ser combatido, existe uma ilusão das pessoas, eu volto minha favorita, principalmente quando falo para o mercado financeiro, isso tem uma ilusão.

De que, ah, se botar um cara aí, ministro da Fazenda, economia e tal, com ideias liberais, pronto. Cara, o país não tem solução, crescimento econômico, se ele ficar em ciclos de corrupção o tempo todo.

não tem como você ter uma coisa junto com a outra. Se você tiver uma predominância de gente antiética, que está desviando dinheiro e tal, você não vai conseguir desestatizar, você não vai conseguir tomar uma série de medidas. E essas pessoas vão ficar penduradas, e aí vai haver troca de favores para a blindagem geral, e isso vai parar o país.

e não vai conseguir avançar determinadas agendas, vai gerar uma insegurança jurídica muito grande, várias jurisprudências vão ser alteradas para salvar essas pessoas, aí os investidores não vão botar dinheiro, paralisa o investimento, aí você tem, quando paralisa os investimentos no país, se aumenta a taxa de pobreza, você tem aquele ciclo que aconteceu no caso do governo Dilma.

problemas de emprego enfim, é um ciclo que o Brasil vive o tempo todo e as pessoas estão discutindo quem é o seu ladrão favorito e que momento de estar chegando aí nas eleições de novo com os mesmos atores ou bem próximo bem familiares de certa forma

Bom, Felipe, obrigado por vir aí hoje. Todo dia tu mete esse caô aí, cara. Doido pra ir embora. Obrigado pela moral. Não, cara, eu adoro. A gente falou isso toda a palma, não sobrou mais nada. Não sei, cara. A gente tá falando há tanto tempo aqui, mano. A gente falou dos MCs, que eu nem sei dizer o nome deles direito. Mas eu entendi. Eu entendi o esquema deles. Eu tô muito especializado na cobertura de esquemas.

E do caso dos turistas que ficaram presos, do caso do Banco Master, não faltou nada aí da pauta? Eu acho que não, cara. Acho que a gente falou de tudo. O Igor quer dormir. E de fato, amanhã eu tenho que fazer um monte de coisa. Mas obrigado pela moral aí. Obrigado, Pupo. Obrigado a vocês. Obrigado a vocês que assistiram o episódio hoje, tá bom? Comenta aí o que você pensa disso tudo que a gente falou, tá bom? Mas eu tô perguntando aqui o que você pensa disso tudo que a gente falou, tá bom? Não é o que o cara falou e você tá repetindo, não.

Você parou, pensou, analisou, avaliou o que a gente comentou aqui. E o que você pensa? Comenta aí para a gente saber. Felipe, obrigado aí. Fala aí, cala aí a tua câmera. Muito obrigado a todos vocês. Sempre buscando fazer aqui o meu merchan no final do programa. Meu canal de YouTube, youtube.com.br Felipe Moura Brasil. Ou então coloque na busca Felipe Moura Brasil Canal. Clique lá em ver canal. Já aperta o botãozinho de inscrever-se se você acompanha bastante.

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