Episódios de Flow Podcast

LEO DIAS ENVOLVIDO COM BANCO MASTER + RAMAGEM PRESO + CPI DO CRIME ORGANIZADO

15 de abril de 20261h33min
0:00 / 1:33:26

Flow News #039

Participantes neste episódio2
I

Igor Coelho

HostJornalista
C

Carlos Tramontina

Co-hostJornalista
Assuntos5
  • Crime OrganizadoAlessandro Vieira · STF · indiciamento de ministros · relatório da CPI · manobras do governo
  • Banco MasterDaniel Vorcar · lavagem de dinheiro · pagamentos a políticos
  • Segurança Operacionalcorrupção · milícias · facções criminosas
  • CorrupçãoGilmar Mendes · André Mendonça · Investigações sobre Davi Alcolumbre
  • Influência da mídia na políticajornalismo investigativo · cobertura da CPI
Transcrição256 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026.

Salve, salve família, bem-vindos a mais um Flow News, eu sou o Igor e aqui comigo temos Carlos Tramontina. Sim, estamos. Olha aí o Tramonta, tem ali o Felipe Moura Brasil também. Salve, salve, sempre um prazer participar com vocês. Tá animado, cara? Hoje dá pra gente falar, tem uns assuntos interessantes aqui pra mim. O mais interessante de hoje tem a ver lá com o Alessandro Vieira, com os caras do STF e tal, esse é o que mais eu queria trocar uma ideia sobre, entendeu?

Você aí que tá assistindo a gente e quiser participar da conversa, manda a tua mensagem pelo LivePix. O QR Code tá aqui, o link tá aí na descrição. E a gente... Vou ter acesso a eles aqui durante o programa. E a gente vai comentando à medida que eles... Bom, se eles fizerem sentido o que a gente tá falando, tá bom? Mas manda aí a tua mensagem aí pra participar da conversa. Cara...

Bom, basicamente a gente teve um movimento do Alessandro Vieira, que é um senador, propondo o indiciamento de ministros do STF lá e uma reação forte do STF seguiu. Quando eu vi eu fiquei assustado, a minha sensação foi de, nossa, isso aqui...

Pesado, é meio sério, é uma sensação de cara, não mexe com a gente, você tá maluco, cara como é que tu mira esse troço pra gente, tá maluco e é uma sensação meio assustadora, assim, pra um cara que tá lendo a notícia, sabe e faz alguma ideia do que pode tá acontecendo, a sensação é eu fico pensando, se eu tô no lugar do Alessandro Vieira, eu tô assim

Ih, caralho, acho que agora eu me passei, hein? Puta, mané, aqui foi longe. Porque a reação e o que tá na mídia é os caras falando, se movimentando pra tornar o cara inelegível esse ano ainda. Sabe? Então é uma coisa meio... Não é assustador? O que vocês acham?

Só posicionando Vamos relembrar o pessoal Que terminou hoje a CPI Do crime organizado E que teve a votação do relatório O relatório não foi aprovado porque o governo Na última hora fez uma manobra Trocou algumas pessoas Isso é permitido dentro do regimento Trocou algumas pessoas E o relatório final do presidente Do senador Alessandro Vieira Foi derrotado por 6 votos a 4

Tem várias leituras. O que seria, só para deixar claro, seria o placar...

Só que é o contrário, a favor do relatório, se não tivessem sido trocados os dois senadores, que foram o Sérgio Moro e o Marcos Duval, que foram trocados por dois petistas, que votaram contra o relatório nessa manobra do governo Lula, em alinhamento ao Supremo Tribunal Federal, embora o Lula, nas últimas semanas, tenha tentado se descolar dos ministros do STF, que estão desgastados, e ele está em ano eleitoral fazendo campanha.

tem umas coisas pra gente olhar CPI do crime organizado bom, voltando um pouquinho o cara pega o relator pega o relatório da CPI e ele encaminha o comando a presidência do Senado

e aí ele sugere o indiciamento de pessoas que estão ali relatadas e acusadas ou suspeitas naquele relatório daquele documento final. Agora isso só anda se o presidente do Senado quiser. E ele não vai querer. Porque ele já está de novo de braços dados com o governo e acabou. A comissão acabou e o resultado acabou. Agora me surpreende muito a cara de pau.

Dos caras falarem do Supremo, não estou discutindo se devia ou se não devia falar. Mas cadê o crime organizado na CPI do crime organizado? Não tem um nome de bandidagem do tráfico de drogas, de contrabando.

de milícia, dos parlamentares que têm um contato com o Vorcari. O Vorcari é acusado de formação de quadrilha, de golpe, de não sei o quê. Então, ficou uma politicagem ali. Houve um interesse... Não podemos lembrar que a comissão foi aprovada em fevereiro e só foi instalada em novembro. Exatamente quando o Banco Master...

Estavam naquele momento fervendo, né? Fervendo. Aí eles abraçaram o negócio do Banco Master e com base na história do Banco Master chegaram até os ministros do Supremo e ao Paulo Gonê, o Procurador-Geral da República. Mas aí eu só quero perguntar assim, cadê os outros? Cadê a turma do crime? A turma da bala? Cadê a turma do tiro? A turma que mata, arrebenta e tal. Cadê essa turma?

Para mim está faltando. Tem uma argumentação em relação a esses pontos. E o Alessandro Vieira teve que passar o dia rebatendo determinadas colocações nessa linha. Porque uma questão é crime de responsabilidade e outra questão é crime comum.

Então quando se fala em milícia, em bicheiro, jogo do bicho ou em narcotraficantes, se fala principalmente em crimes comuns. Assim como eventualmente autoridades e políticos podem ser alvos de processos por crimes comuns e eventualmente serem condenados como tais. Mas o fato é que ninguém foi...

Alvo de pedido de indiciamento ou de qualquer medida em relação a crimes comuns. E ele argumentou que foi muito difícil fazer o avanço necessário das investigações para que, se tivesse um conjunto probatório suficiente para um indiciamento sobre crimes comuns.

que é algo que requer o avanço das investigações e houve impedimentos para que as investigações avançassem por meio de uma série de decisões do Supremo Tribunal Federal que, de fato, atrapalharam as investigações. Anulação de diversas quebras de sigilo, desobrigação de investigados de comparecerem para depor, etc. Então, estava dentro do escopo da CPI do crime organizado.

fazer uma reunião de elementos importantes para se combater o crime organizado no Brasil e se terminar, de fato, com um relatório com propostas de medidas legislativas, que estão no relatório, propostas de medidas para o governo, portanto, para o poder executivo, que também estão no relatório.

E, aliás, o Alessandro Vieira foi questionado na TV, mas o que tem de novo sobre a questão do crime organizado? E ele deu uma resposta que eu considero correta. Ele falou, olha, não é uma questão de novidade. CPI não vai inventar alguma coisa. Quer dizer, não vai inventar uma tecnologia, um foguete, ou qualquer coisa que possa ser usada para o combate ao crime organizado. As ideias para se combater melhor o crime organizado, elas estão no debate público, elas estão na cabeça dos especialistas, nos livros, etc.

O que há, de novo, é justamente uma comissão parlamentar de inquérito para reunir essas informações, para elaborar um relatório, para orientar o poder público a fazer, de um determinado jeito, esse combate ao crime organizado no país. Então, você tem muito conhecimento a respeito disso. Eles tiveram alguns meses para ouvir muita gente e estabelecer ali um relatório. Só que, investigando...

Eu acho importante fazer esse resumo inicial. Se chegou ali a teia financeira da gestora REAG, que tem vários fundos, inclusive o fundo Arlin, operado pelo Fabiano Zettel, que é o cunhado e operador do Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, o fundo Leal também, que estava ali na rede. Você tem alguns fundos dessa teia financeira que são apontados como escoamento.

para a lavagem de dinheiro do PCC, de facção criminosa armada. Então, com o avanço da investigação, você foi conectando as facções criminosas armadas com fundos de uma teia financeira utilizada para a lavagem de dinheiro e que estava sendo utilizado também para, vamos dizer assim, se conseguir boa vontade de autoridades no poder público. E o relator sempre bateu na tecla de que só existe...

avanço e crescimento do crime organizado no sentido das facções criminosas armadas, que não é o único sentido da expressão crime organizado, porque existe a complacência do poder público. Então se chegou aos ministros do STF, aí o que aconteceu? Houve um indiciamento dos ministros do STF por crimes de responsabilidade, isso é a esfera administrativa.

Isso é para perda de cargo, isso não é para prisão, para multa. Indiciamento por crime de responsabilidade é uma coisa, por crime comum é outra. Então, assim, com os elementos que existem na CPI do crime organizado, você não conseguia fazer um indiciamento de crime comum nem contra os ministros do STF.

E ele colocou, assim, de uma forma prudente, claro que você pode contestar o que ele fez, enfim, a discussão está aberta. Mas de que, olha, nós não avançamos para indiciar ministros do STF por crimes de corrupção, por exemplo, justamente porque para isso, para se configurar um crime dessa magnitude, você precisa ter um avanço que não foi permitido a nós.

seja pelo impedimento de prorrogação, seja pela derrubada por manobras no próprio STF da quebra de sigilo, por exemplo, do fundo Arlin, da empresa Marit, que era a do Toffoli, da qual ele era sócio-oculto.

Então, assim, você tem uma medida, mas é uma medida menos gravosa. Mas você não acha que a CPI foi pelo caminho mais fácil? Porque boa parte de tudo isso que aconteceu, relativo à participação de ministros ou não, de proximidade com o Master, com o Vorcar, com tudo isso que está acontecendo,

Uma boa parte foi descoberta pela imprensa. Sim. Foi a imprensa que descobriu que não sei o que voou no jatinho de não sei o que. Foi a imprensa que descobriu que tinha o resort Tayhaya. Foi a imprensa que descobriu a participação do Toffoli no negócio do Tayhaya e que ele encontrava não sei o que. Eu fico com a sensação de que, sem dúvida alguma, com dificuldades, com limitação e com pouco tempo para investigar, a CPI abraçou aquilo que estava mais facilmente na mão.

que era com base em investigações. Uma parte da Polícia Federal e uma boa parte também da imprensa. Eu entendo. Mas a CPI também convocou essas pessoas, também convocou testemunhas, também teve acesso a dados, inclusive...

diversos dos dados que a CPI teve acesso foram parar na imprensa também. As revelações jornalísticas não são, vamos dizer, exclusivamente jornalistas. Tem aquelas que são, de fato, por uma investigação jornalística de bons repórteres investigativos, mas tem muita coisa que vem das apurações policiais e são descobertas pelos repórteres.

Quer dizer, você tem uma confluência ali do avanço da investigação policial, do avanço da investigação parlamentar e daquilo que está sendo noticiado pela imprensa. Em alguns momentos você tem mais mérito de um, mais mérito de outro. E isso tudo foi sendo de fato descoberto. É porque assim, falando assim, Tramontina, esse que é o meu ponto, fica parecendo que a única conclusão da CPI do crime organizado foi de que os ministros do STF estão envolvidos no escândalo macho e precisavam ser indiciados. Só que quando você lê o relatório...

O relatório, não é um negócio de 150, por volta de até 200 páginas. 200 páginas. Mais ou menos isso. E a parte dos ministros do STF, ela começa na página 89, ou seja, praticamente 90, e o último item começa ali na página 110.

Não sei se vai até 111, 112, alguma coisa assim, pouquinho. Quer dizer, são pouco mais de 20 páginas de um documento de quase 200 páginas. 10%. Então você tem 90% ali que diz respeito a uma série de outras coisas. Mas o que acontece?

de importantes. É um pedido inédito de indiciamento de autoridade muito poderosa que já estava no noticiário há bastante tempo. Então, isso tem uma repercussão muito maior do que aqueles assuntos que são mais técnicos, mais profundos, que demandam...

evidentemente toda uma discussão pormenorizada sobre os métodos de combater o crime organizado no país, o que chama mais a atenção da sociedade, e eu acho natural que a imprensa enfoque nisso, é o vínculo de magistrados do Tribunal Superior com esse caso. Então, assim, é só para dar a devida dimensão. Estamos nós de novo falando do STF aqui.

É, mas eu acho fundamental falar. Não para, né, meu irmão? Eu defendo, de fato, que é preciso dar foco a isso. Eu acho importante, acho muito grave esse conduz. As pessoas podem ter suas opiniões sobre os caminhos para se investigar. O fato é que todos os caminhos estão bloqueados.

O que acontece? Eles bloqueiam todos os caminhos, aí se encontra um caminho, aí esse caminho não pode. Tem que ser por esse aqui, porque nesse aqui, o ex-sócio do Gilmar é o Procurador-Geral da República, então tem que ser pela PGR. Só que a PGR foi instrumentalizada por esse mesmo grupo.

Ah, tem que ser pela Polícia Federal. Só que a Polícia Federal chega num ponto que depende da PGR. Até para fechar a colaboração premiada é Polícia Federal e PGR. Ah, depende do presidente do Senado. Só que o presidente do Senado está vendo o conto que tem rabo preso no caso, que indicou o Jocildo Gomes para a presidência da Amprev, Fundo de Previdência do Amapá, que fez a porta de 400 milhões de reais no Master.

Então, assim, é difícil, de fato, e o Vieira falou isso hoje repetidamente, investigar autoridades muito poderosas, fora, e a gente vai abordar isso aqui em mais detalhes, que elas reagem, elas retaliam.

Então, assim, é um problema difícil de resolver no país. Qual é o caminho e tal? As pessoas podem ter suas considerações. Ah, isso aqui não deveria ser assim, isso aqui deveria ser assado. Mas fato é, é grave a conduta dos ministros? Eu considero grave. É preciso haver investigação? Eu considero que é preciso. Eu acho que tem elementos para configurar crime de responsabilidade? Eu acho que tem e que isso deveria ser...

votado no Congresso Nacional e não combatido já na sua raiz. Então, acho que tem elementos para processo de impeachment, sim, e para investigação da esfera criminal. E aí a gente tem uma resposta imediata de ministro, por exemplo, do Gilmar Mendes no Twitter, falando que CPI nem é um instrumento que deveria estar indiciando ministros do Supremo Tribunal Federal. A questão, eu não consigo julgar.

Você vê o que ele falou lá?

Quando vi meu nome inserido nesta tal lista de indiciados, estou falando de Gilmar Mendes, por parte do senador relator deste caso, eu disse, é curioso, ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o STF por ter concedido um habeas corpus. Mas só este fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações. E depois tem aqui a declaração do Toffoli.

A justiça eleitoral não faltará impunir... Aí vem a ameaça, né? A justiça eleitoral não faltará impunir aqueles que abusam do seu poder para obter voto num proselitismo eleitoral. Assim diz... E aí tem o André Mendonça. O André Mendonça falou, é uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, milidores de armas, darim, facções, matadores, pistoleiros e etc. É isso.

É mentira, está tratando de milicianos, de narcotraficantes no relatório, isso foi discutido na comissão, há uma série de propostas para esse combate, coisas que nunca preocuparam os ministros do STF, que posam de salvadores da democracia quando você tem territórios no país dominados.

por esses bandidos que não permitem à população sequer o direito de ir e vir com as suas barricadas por trás das quais moram muitas pessoas inocentes, milhões de pessoas só lá no Rio de Janeiro onde eu nasci.

Em relação a essas colocações, preciso deixar algumas coisas claras. Bom, o Igor já tinha falado sobre uma nota do Gilmar, além desse vídeo aí agora, que foi manifestação dele durante um julgamento, sobre a questão de comissão parlamentar de inquérito, não poder pedir indiciamento. O Gilmar interferindo nas atribuições do Poder Legislativo. O Gilmar tinha dado uma decisão na virada do ano.

para restringir justamente a possibilidade de haver impeachment de ministro do STF. O que ele fez? Ele aumentou, para quórum qualificado, quer dizer, o mínimo de votos dentro da casa legislativa que seria necessário para a aprovação de um processo de impeachment, ele aumentou.

Quer dizer, aumentou o número de parlamentares que precisavam ser a favor daquilo justamente para dificultar que ele próprio e seus coleguinhas fossem empichados. Isso foi uma das medidas. A outra medida foi mudar aquilo que está previsto na legislação, que qualquer cidadão pode pedir um impeachment de ministro supremo, para dizer que só o PGR pode. Por acaso, o PGR é o ex-sócio dele, Paulo Gonê, que chegou ao cargo por indicação do Lula, depois de pressão do Gilmar e campanha nos bastidores para que o Lula indicasse o Paulo Gonê. E o Gilmar, naquela época, estava falando...

de como o STF foi importante para acabar com a Lava Jato, de que pessoas, inclusive o presidente da República, não estariam aqui se não fosse ele, se não fosse o STF. E aí o Lula fez essa retribuição de indicar o ex-sócio para a PGR. Houve uma pressão tão grande, uma crítica tão grande a essas medidas do Gilmar, que ele tirou o bode na sala. Ele fez duas medidas para dificultar. Ele tirou uma, que era mais gritante, que era de exigir que só o PGR possa pedir.

impeachment de ministro do Supremo. Agora, ele quer dizer que a comissão parlamentar de inquérito não pode pedir indiciamento. Não existe vedação na legislação e a lei 1079 de 1950, a lei do impeachment, para que um senador peça pela comissão parlamentar de inquérito o indiciamento de ministro do STF. Pelo contrário, a lei é absolutamente ampla. Diz que qualquer cidadão perante o Senado pode pedir

indiciamento, pode pedir impeachment de ministro do STF. Qualquer cidadão perante o Senado pode, assim como qualquer senador pode, você não pode limitar o caminho. Ah, é na CPI ou é... O fato é que o pedido vai chegar à mesa e aí tem uma parte lá sobre deliberação da mesa, o Tramontino falou, ó, tem que passar pelo Davi Alcolume. A gente sabia que não ia passar. Ainda que fosse aprovado na comissão, caso não houvesse essa manobra do governo...

ia chegar no Davi Alcolumbre e Alcolumbre iria sentar em cima. Que é a decisão dele, né? Exatamente. Então, assim, o Gilmar está interferindo porque não tem uma vedação e ele quer colocar uma vedação onde não tem. Quando ele fala de colegas milicianos, isso é um absurdo.

É um discurso absolutamente autoritário, acusador, de uma pessoa que não tem a atribuição. Ele está num julgamento de outra coisa, ele está na rede social. Em que país supostamente democrático do mundo, um juiz de Suprema Corte vai à rede social para fazer pressão para que o Procurador-Geral da República investigue um político que nas suas atribuições ousou pedir o seu impeachment?

Não existe, ninguém sabe dar um exemplo. Qual é o juiz de Suprema Corte do mundo, Igor? Que está na rede social X, falando assim, olha, inclusive esses excessos devem ser investigados aí pela Procuradoria Geral da República. O Brasil é caricato e as pessoas às vezes não se dão conta. Parece assim, autoritarismo de desenho animado, sabe?

Mas o Gilmar encarna. Aí ele fala que o Alessandro Vieira tem colegas milicianos. Qual é o indício? Isso. Ligação do Vieira com milícia. Se o Alessandro fala isso do Gilmar... Se o Alessandro fala isso que o Gilmar tem uns amigos milicianos, ele vai dar uma merda gigantesca. Claro.

Claro, claro. É um monte de coisa que o Gilmar fala. Se qualquer um fala, daria um monte de problema. Mas ele tem essa onipotência, a caneta mais poderosa da República e sai falando barbaridades contra quem ousa enfrentá-lo, trazer a sujeira do STF à tona. Sempre foi assim. A alegação que ele jogou no ar...

Foi essa, de tem políticos que ficam ligados à milícia e você não foi em cima deles. Mas é isso, o Alessandro Vieira não foi em cima de ninguém por crime comum. E outro ponto importante em relação a isso, aliás, o senador Humberto Costa do PT estava alegando isso na CPI, o Alessandro Vieira rebateu. Olha, é...

Porque eles citaram como exemplo o caso lá do Rodrigo Bacelar. Eu conheço bem que eu sou do Rio, presidente da Alerte, que foi afastado, foi preso, porque estava vazando informação de operação para a turma ligada ao Comando Vermelho. Tem um deputado estadual lá do TH Joias que está preso, que era o braço do Comando Vermelho, na Alerte. Ah, por que não foi para cima dessa turma? E aí, sabe o que aconteceu na CPI do crime organizado?

Eles pediram autorização para ir para cima. E o Alexandre de Moraes nem sequer despachou.

ele deixou em suspenso aquele pedido feito pela CPI e não autorizou que a CPI avançasse. Então você tem esses problemas, e aí são utilizadas essas alegações, enfim.

Agora é incrível como eles não conseguem, eles, ministros do STF, não conseguem ficar no seu lugar quietinho. Uma semaninha. É uma coisa inacreditável. Eles têm que comentar tudo. Eles vão julgar coisas, eles têm manifestações completamente... Quando a gente acha que nós chegamos ao fundo do poço, a gente descobre que o poço ainda dá para cavar mais um pouco.

Cara, uma das coisas mais esquisitas nisso tudo é esse fenômeno que o Felipe estava falando, que você está falando também, do ministro influencer, né? Ministro influencer é bom. São os comentaristas gerais da República. O ministro influencer, cara, ele é muito perigoso, porque ele acaba sendo, fazendo o que eles estão fazendo.

um influencer, sabe? E, a princípio, qual deveria ser o papel político, a princípio, pela regra, qual deveria ser o papel político do STF? No mínimo neutro.

os caras eles jogam pra um lado específico ainda que esse lado seja o deles então é uma coisa que parece eu não conheço todos os países do mundo as redes, o X de todos os países do mundo mas que é muito curioso como os nossos ministros do STF lidam com as redes sociais

Tem algumas pessoas. Uma última pergunta. A gente já sabe o que tem o contrato lá da esposa da Alexandre de Moraes. Já saiu alguma notinha? Ou não sabemos ainda? Depois a gente volta nesse assunto então. Continua aí.

Tem algumas pessoas que defendem a ideia de que a criação da TV que transmite as sessões do Supremo foi uma mudança de fase e que tornou esses caras... Eu já ouvi esse argumento. Esses caras que se acham os donos da verdade, como eles se tornaram estrelas?

E aí tivemos uma série de julgamentos importantes, onde eles passaram a ser reconhecidos como estrelas. Talvez eles tenham assumido que realmente eles são estrelas, que eles são o personagem principal. Eu sou o personagem principal na história desse país. Essa alegação não concorda, não.

É claro que democratizou e você passou a ver tudo o que acontece numa sessão do Supremo, mas tem algumas pessoas que defendem e falam assim, pô, mas cara, se não tivesse dado tanto protagonismo para esses caras, visualmente, midiaticamente, talvez eles não estivessem com

o nariz tão arrebitado quanto eles estão hoje. Meu ponto, eu entendo a colocação que você está fazendo, o meu ponto é que... Minha colocação é sempre de mundana. Eu acho melhor a gente ver do que eles fazerem tudo no escurinho, sabe? Pelo menos a gente pode ter a noção daquilo que eles estão fazendo, quais são as alegações, todas as afetações de superioridade, moralidade superior, de onipotência. Eu acho que é melhor ser transmitido do que não ser.

E acho que esse protagonismo não se deu pela transmissão, embora, claro, a exibição, os holofotes possam envaidecer os ministros, etc. Mas pelo excesso de judicialização, pela concentração de poder, por eles terem assumido diversos papéis, por conveniência e por um Congresso Nacional repleto de pessoas de rabo preso, de um nível de moralidade muito baixo, a ter permitido essa expansão.

do próprio poder dos ministros do Supremo Tribunal Federal. E esse que é o problema. Quando você não tem moralidade, o resto se corrói. Quando todo mundo rebaixa o seu padrão ético, a República vai ficando um sistema absolutamente desfuncional. E é isso que existe hoje.

É óbvio que não é o ideal que um indiciamento de ministros do STF, no caso Master, venha por uma CPI que começou investigando o crime organizado, embora haja conexão. É perfeitamente legítimo que se defenda esse argumento, assim como se pode contestar. Qual é o ideal? Qual é o lógico básico? É que se abra uma CPI do Master, é que se abra uma CPI para investigar os ministros do STF.

E nesse escopo eles sejam indiciados. Só que isso não foi possibilitado. Foi impedido. Então, por exemplo, na CPI da pandemia, houve uma decisão do Luiz Roberto Barroso, então ministro do STF, obrigando o Congresso Nacional a abrir a CPI. Agora só há decisões para impedir. Entende? Então você tem esses dois pesos, duas medidas. Essa hipocrisia. E o Davi Alcolumbre está lá.

Feliz da vida de ser o intermediador do governo Lula com o STF, de garantir que ninguém vai ser investigado, porque ele próprio tem os seus esqueletos no armário, e esse que é o problema. Cada um tem o seu, todos se blindam, e o Davi Alcolume tem certeza de que não vai avançar nenhuma investigação sobre ele enquanto ele estiver protegendo pessoas muito poderosas que poderiam fazer essas investigações avançarem. Não é interesse.

de pessoas que poderiam fazer as investigações avançarem, fazer com que o Alcolumbre seja investigado, se ele está ajudando essas pessoas a se blindarem. Então, o rebaixamento ético tem efeitos muito graves para a República. Muitas vezes, você vê o pessoal do mercado só pensa no aspecto econômico. Outra pessoa só pensa no aspecto educacional. Outra só pensa na saúde, etc. Mas sem a ética, o que acontece sem a ética? Não vale o que está escrito, Igor.

Então o país tem leis, tem regras, tem uma decisão anterior, uma jurisprudência, um precedente, não vale. É o que o Gilmar fez. Ah, você está contestando uma decisão judicial do Gilmar Mendes numa concessão de habeas corpus. O Trabantina leu aqui a manifestação do Gilmar. Ah, querem criminalizar uma concessão de habeas corpus. Não é concessão de habeas corpus.

Não é isso que está sendo criminalizado, na verdade, alvo de um pedido de indiciamento que já foi até reprovado lá. O que o Gilmar fez foi ressuscitar uma ação...

para, como diz o Alessandro Vieira, sequestrar uma relatoria, para alegar que ele tinha a prevenção do caso, como se diz no jargão jurídico, que ele era o juiz natural da causa, ressuscitar uma ação que ele próprio enterrou anos atrás. Isso não é uma concessão normal de habeas corpus. A BHC é uma defesa...

de alguém que está sendo investigado, faz um pedido de habeas corpus e aquele pedido eventualmente é concedido. Ninguém nunca pediu indiciamento no Congresso Nacional de Ministros da STP por fazer isso. A questão é outra, completamente diferente. Ele ainda alterou a natureza da própria ação transformando o mandato de segurança em habeas corpus. Quer dizer, ele fez um contorcionismo enorme para blindar o colega de tribunal. Então você tem todos os elementos de uma extrapolação de poder.

Você está falando do rebaixamento da República como um todo. Acho que a gente pode falar isso. Isso, como um todo. Então eu vou ler aqui a lista dos pagamentos feitos pelo Banco Master a pessoas de alta relevância na República. Vamos lá. Isso aqui também foi uma divulgação da CPI do Crime Organizado com base em material da Receita Federal. Aqui são registros feitos no Imposto de Renda do Vocaro.

Para a Receita Federal. Então, para o escritório Barsi de Moraes, na mulher de Alexandre de Moraes, 80 milhões de reais foram pagos. Tá, porque não deu tempo de terminar o contrato. É isso. Não é porque era de 130 e tantos. Não. 300? Era 3 anos? 180, é... 130 milhões de reais. Quase 4 por mês. 3 milhões e 600 e tantos mil por mês e foram pagos...

os R$ 80 milhões e R$ 200 mil até o momento da prisão do Daniel Vorcar em novembro de 2025 e de decretação de liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Quer dizer, se ele não tivesse sido preso e o banco liquidado, os próximos meses seriam de novos pagamentos até chegar a R$ 130 milhões. Mas R$ 80 foram pagos.

Eu adoro o caderninho do Tramontino. A lista está aqui. Tem mais listas hoje. Esse é o verdadeiro pergaminho da República. A segunda grana foi para a família de ratinho. Família massa. 21 milhões.

Um dos motivos pelos quais ele saiu da corrida, eu acho. Terceiro. Iam jogar holofote sobre isso tudo. Henrique Meirelles. Ex-ministro. Ex-presidente do Banco Central. Ex-presidente do Banco Central. Ex-presidente do Bank Boston Mundial. 18 milhões e meio. Vamos registrar logo que todos dizem que foram por serviços prestados ao Banco Master. Ok? Guido Mantega.

Guido Mantega, 14 milhões de reais. Grande prêmio por ter destruído a economia brasileira. Isso. A empresa de Boni Bonilha, Nora de Jax Wagner, líder do governo, no Congresso, no Senado, né? No Senado, exatamente. 12 milhões de reais.

Só um parênteses, que o Humberto Costa ele questionou, questionou não ele estava dizendo, ah, por que não botou aí o fulano que recebeu dinheiro, e aí o relator Alessandro falou, olha, também não coloquei o Jacques Wagner que recebeu, a Nora recebeu etc, é porque isso é na esfera do crime comum, não conseguimos avançar para gerar, então essas pessoas que simplesmente receberam pagamentos, elas não foram alvo de pedidos de indiciamento por crimes comuns

Só ficou crime de responsabilidade que gera só a perda do cargo, não prisão. Michel Temer, ex-presidente da República, 10 milhas. 10 milhões de reais. Antônio Rueda, presidente do União Brasil, um partido muito importante nessa sucessão presidencial. O escritório dele recebeu 6,4 milhões. Só um parênteses, lembrando que o Temer foi quem indicou o Alexandre de Moraes. Alexandre foi secretário. Secretário de Segurança Pública do Temer aqui no estado de São Paulo.

Foi secretário aqui do governo Geraldo Alckmin, do PSDB, e foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Michel Temer. Isso, foi Geraldo Alckmin, verdade. Mas um dos chamarizes para o Michel Temer é justamente ter interlocução direta com o Alexandre de Moraes e aí empresário como o Daniel Vorcaro quer agradar o Michel Temer.

Ricardo Lewandowski, por meio do escritório de filhos, 6 milhões e 100 mil. ACM Neto. Esse é um figuraço. ACM Neto. 5 milhões e meio. Consultoria. Que coisa maravilhosa, né? E aí, Tramontinho, tem aquele acordão... Contrata pós consultoria. Não contrata, não. Mas, assim, se você tiver um banco quente, que não é um master, e é quente mesmo e quer contratar os consultoria aí,

Porra, estamos aí também, né, nós aqui da bancada. Não estamos aí para ganhar uma grande... Eu não sei se vocês não receberam essas ofertas, vocês que são figuras assim tão importantes. Mas o ACM Neto tem esse lado engraçado que você já citou, o Jacques Wagner e o ACM Neto. Isso. E eu falei aqui no programa passado que teve um acordão lá na Bahia.

Pra que ninguém citasse o caso Master na campanha eleitoral, que é o ACM Neto, que foi prefeito de Salvador e concorre agora ao governo do Estado. E o Jacques Wagner que concorre à reeleição como senador. Fez um pacto ali, a União Brasil, que é do ACM Neto e PT, do Jacques Wagner, disse, não vamos falar do caso Master. Fala aí qualquer outra coisa, pode me criticar ideologicamente, mas disso ninguém fala, beleza.

Tem Fábio. Seu Brasil, suco de Brasil. Isso. É porque pegar no ideológico, não pega nada. Já está todo mundo esperando. É mais... Tipo, não muda nada. Não é fato novo, né? Na real, só fortalece a própria base. Não muda... Porque o cara que vota em A não vai votar em B de jeito nenhum, né? Esse cara aqui, ele é petista. Ele não vai votar no bolsonarista e vice-versa. Agora, quando fala de grana...

Tem o Fábio Weingarten, secretário de comunicação de Bolsonaro, 3 milhões e 800 mil. Ele disse que ia receber esse dinheiro porque ele era assessor de imprensa do Banco Master e continua sendo assessor de imprensa do Banco Master. É, e opina lá na rede social e o pessoal não sabe muitas vezes quais são os vínculos financeiros dessas pessoas aí que estão cheios de opiniões no debate público. E é bom que venha à tona.

Depois que veio à tona pela imprensa, ele disse que tinha uma cláusula lá, que não podia revelar e tal, mas agora está revelado. E ele faturava com o fundo partidário do PL, um advogado cuja empresa recebia dinheiro de fundo partidário ligado ao partido Jair Bolsonaro. Naquela época estava defendendo até mais o ex-presidente.

Tem também a empresa Gralha Azul, ligada à família Ratinho, que é a segunda. Duas vezes. Duas vezes. É 3 milhões de reais. E nessa lista termina com o Jacques Vaga, aí sim o próprio, que diz que os 289 mil que ele recebeu foram rendimentos de aplicação como pessoa física.

Tá vendo? Todo mundo tem explicação. E vocês têm a mania de ficar levantando essas conversas. Quase a explicação do Alexandre de Morar lá. Essa tá faltando. Ô, Tramontina, você que faz os eventos, Tramontina, o Master não se ofereceu, Tramontina, pra você? Ó, vem cá. Sabe que lista eu tenho aqui também? É.

A lista de 2 milhões de reais que o atual presidente Lula acaba de gastar com influenciadores para fazer propaganda para ele. Eu vi isso também, cara. Tu recebeu, né, Felipe? Eu não, tá louco. 2 milhões de influenciadores. Tem a lista completa aqui também. Eu conservo a minha capacidade de dizer não. É uma das coisas que mais faltam na República do Escambo Brasileiro. É você receber uma... Porque eu estava falando a respeito disso outro dia.

Você tem algumas pessoas medíocres aí nessa lista que não tem nenhum histórico de grandes méritos na sua área de atuação. E aí vem um mega empresário e oferece uma fortuna, né? O que o sujeito pensa, né? Peraí, né? Pra mim, um troço desse, cara. Não, não. Meu escritório é pequenininho, cara. Pra eu fazer isso aí, eu vou ter que contratar mais 15 pessoas e subcontratar três escritórios, etc. Isso é estranho aquilo.

fala não, se você tem um nível de decência alto, de moralidade alta, você fala, está querendo alguma coisa de mim e tal. Mas tem muita gente que atua como lobista que vende justamente esse chamariz. O chamariz é o seu poder de influência, é o seu network, são os seus contatos.

Então Guido Mantega é um ex-ministro que gerou a crise econômica que foi plantada nos governos Lula com a filosofia de gasto dele, mas que estourou no colo da Dilma Rousseff, gerando manifestação de rua, processo de impeachment. Claro que com elementos ali que foram utilizados como aspectos jurídicos e tal, mas uma crise econômica que turbinou o processo.

E ele é contratado para ganhar um milhão de reais por mês. Chegou a uns 14, se eu não me engano. Algo nesse sentido. E o que ele fez? Ele abriu a porta do governo Lula para o Daniel Vorcário ter uma reunião secreta com o presidente e os seus ministros. Da qual participou também o presidente do Banco Central.

Então, assim, a existência dessa reunião já mostra um método das pessoas que faturam pela sua proximidade com o poder. O fato de o Lula dizer sim, sim Guido, pode trazer o seu cliente aqui que eu atendo. O Lula, com isso, ele ajuda o Guido Mantega a faturar com o empresário. Claro, claro. Entende? Ele está ganhando um milhão porque ele tem esse acesso e ele entrega o acesso.

Então você tem essas pessoas no entorno do poder que usam isso para ganhar dinheiro. E é grave que um presidente faça isso, uma reunião secreta, fora da agenda. Deixa eu falar uma outra coisa que eu trouxe aqui hoje? Claro, claro. Você está falando de rebaixamento? Você viu isso aqui, né?

Não, falei. Isso aqui é um anúncio na Folha de São Paulo de hoje do fórum do LIDE em Nova Iorque, dia 12 de maio, tá? Dia 12 de maio vai ter um fórum, um grande encontro. Olha os patrocinadores aqui. Olha o Tramontinho. Tá ganhando quanto fazer essa propaganda aí, Tramontinho? Olha aqui a lista dos que vão.

Eu contei, são. São, são. É que quatro governadores, seis senadores, doze deputados federais, mais presidenciáveis. Aí vão pra Nova York participar de um debate, entre eles, que vai durar das oito ao meio-dia. Oxi! Vai durar quatro horas.

Explica para mim se esses senadores e esses deputados pediram licença do trabalho, não vão receber nada da Câmara, do Senado, porque é dia 12, terça-feira. Então, lógico, a gente não vai na segunda.

você pode ir numa cesta chega lá muito cansado chega no sábado de manhã, você descansa sábado, domingo, segunda você se prepara cara, eu vi hoje isso aqui, achei um escândalo os presidenciáveis também estão lá Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado Romeu Zema, Aldo Rebelo lá embaixo tem o Renan o Renan é o único que não tem

Compromisso com isso, que ele não recebe salário da Câmara, do Senado, do sei quem. O Renan é o único que está fora desse pacote. Hugo Mota, presidente da Câmara, dos deputados. Vital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União. O governador do Rio Grande do Sul também. Cara, eu fico olhando aquilo e falo por que você larga o teu trabalho e vai pra Nova York aqui.

para participar de um debate com os mesmos, para falar do Brasil sobre as mesmas coisas durante quatro horas. Ah, mas é um seminário importante, que nós vamos trazer... Você vê a lista de patrocinadores? Eu estava olhando essa lista, moleque. Nós vamos trazer os maiores pensadores, os maiores caras que vão falar da economia mundial para debater com autoridades brasileiras, com presidenciáveis, com não sei o que. Cara, mas isso aqui é conviscote. Quem que paga isso aqui?

Eu vou pagar... O senador Flávio Bolsonaro está ganhando como senador. Aí ele vai para Nova Iorque para ficar lá. Quantos dias? Quantas horas no debate? E os governadores todos? Os senadores e os deputados? Cara, é inacreditável. Não muda nada. A gente fica falando, falando e não muda.

Pois é, Tramontismo. Mas a gente tem que continuar falando mesmo. A gente vai falar, né? Tem que continuar mostrando. Tem três grupos, o Grupo LIDE, o Grupo Esfera e o Grupo Voto, que promovem esses encontros aí, dizem que fazem a ponte entre o setor público e o setor privado. É isso que, em muitas terras, se considera justamente lobby.

são eventos em que há essa promiscuidade, promiscuidade no sentido institucional, claro, não estou fazendo nenhuma acusação aqui de outra esfera, mas entre autoridades que têm poder de decidir, inclusive magistrados de tribunais superiores, e uma elite empresarial ligada ao mercado financeiro, que tem muito dinheiro, muito mais dinheiro do que a média do país.

E o Daniel Vorcário era um elemento podre dessa elite, que tinha muito dinheiro porque estava enganando as pessoas. Enganou 1 milhão e 600 mil investidores, gerou um rombo.

de cerca de 50 bilhões de reais para o fundo garantidor de crédito, que poderia ser até maior se tivesse sido aprovado no Congresso Nacional a emenda master, proposta no Senado pelo Ciro Nogueira, proposta na Câmara dos Deputados pelo Felipe Barros, do PL. É bom lembrar, porque está passando batido aí, né? O pessoal vai conversar sobre outra coisa.

Então, eu vejo vários problemas aí nesses encontros, mas tem muito empresário que quer estar próximo daquelas autoridades que ditam os rumos do país, que patrocinam esses eventos, mas é preciso ter um mínimo de regras, de código de conduta.

para que magistrados não participem. E pior, eles participam muitas vezes ganhando o cachê sigiloso, que foi autorizado, como eu já expliquei aqui, no CNJ, numa sessão presidida pelo Ricardo Lewandowski. Em 2013. Em 2016 foi essa resolução que ampliou o conceito de magistério.

Para a palestra dada em evento patrocinado por banco ou qualquer outra empresa privada. Os governadores que estão aqui são os governadores de São Paulo, do Paraná, do Pará, do Rio Grande do Sul.

São os quatro. É porque nos estados deles está tudo muito sossegado, está tudo muito tranquilo. O cara pode sair daqui, ficar dois dias fora, participar de um faz de conta aqui. Não só isso. Quer ver? É gostoso, né? É gostoso viajar para Nova York, aí dá a declaração, a declaração repercute, eles querem aparecer. Tem uns patrocínios interessantes também. Faz os contatos com os empresários, com o juiz. Governo de Minas patrocina. Todo mundo quer estar dentro.

Governo de Minas é um patrocinador importante. Lídia é um evento do Dória. É, João Dória. E você sabe que patrocínio tem a definição? Vocês sabem que quando os caras vendem patrocínio em eventos, algumas vezes é assim, patrocínio diamante, patrocínio ouro.

Prata e bronze. E tem outros que é patrocínio master. O primeiro patrocínio é patrocínio master. Cuidado. Cuidado. Aqui tá melhor. Aqui tá patrocínio, apoio. Patrocínio, apoio, operador oficial e iniciativa, tá vendo? Apoio institucional, mas isso aqui todo mundo largou uma merrequinha. Todo mundo largou uma merrequinha. Todo mundo deixou sua querelinha. Então, já que nós távamos falando de rebaixamento, cara, eu queria saber isso. Quem que vai pagar pro governador ir lá?

Ficar lá, falar, não sei quanto, 10 minutos, 5 minutos cada um? Aqui tem... Será que dá para os caras... Acho que 6, 8 pessoas. 1, 2, 3, 4, 4, 3, 4, 3, 4, 3, 4. 32 pessoas para falar durante 4 horas. O mais grave é que eles vão lá, participam de tudo isso, com essa promiscuidade institucional toda, e você espreme, espreme, espreme, e não sai uma ideia que se concretize num projeto importante para o país.

Não sai nada desses debates. Você pega tudo o que foi falado em um monte desses eventos nacionais e internacionais, o que surgiu de ideia que foi aplicada, que ajudou a melhorar o país, absolutamente nada. Isso é encontro, painel. Eles falam sobre o próprio governo, a própria administração. Eu fiz isso, eu fiz aquilo, eu fiz aquilo outro. Cascata, ó.

Exatamente, não tem verdadeira produção de conhecimento. Você gostou da minha pesquisa? Não, eu estou impressionado. Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para a CNPJ.

Fala até uma concessionária BYUG, faça um test drive. Consulte condições em byg.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. ...com a existência dessa parada aí, entendeu, cara? Gostei muito da tua pesquisa. Olha, não vamos esquecer que o Banco Master...

Gastou 60 milhões de reais para pagar este tipo de coisa em três grandes eventos em Londres, Nova Iorque e Lisboa. E no caso de Londres teve aquela degustação com whisky Macallan, com a presença de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Procurador-Geral da República, Paulo Goneu, Diretor-Geral da Polícia Federal. Todo mundo lá tomando um whisky. Eu não entendo isso, você entende melhor. E na lista... E na lista...

o orçamento deste evento tinha lá a compra de 30 garrafas desse whisky. Certamente, elas foram distribuídas, presenteadas aos participantes, aos convivas. Que festinha, meu irmão. Que festinha, né, meu irmão? E aí, para conectar com tudo que a gente estava falando antes... Se chamar também. Mas para conectar com tudo que a gente está falando antes...

É bom deixar claro que o que o sistema que se blinda quer é manter tudo isso, é continuar fazendo exatamente as mesmas coisas, é poder participar de todos esses eventos, poder decidir a favor desses empresários que patrocinam esses eventos, que eventualmente pagam um caixê sigiloso para um magistrado de corte superior sem ter que prestar contas para ninguém.

É isso que está em jogo. Não é só não ser preso, não ser alvo de impeachment, não ser investigado. É manter todo o sistema funcionando como sempre funcionou, pelo menos nessa última década.

desde que eles começaram a participar dessas palestras e tudo mais. Então, o que se confronta em parte da imprensa, em uma parte muito pequenininha do Congresso Nacional, é esse status quo de pessoas muito poderosas que usam o chamariz do cargo para enriquecimento familiar ou enriquecimento pessoal.

sem qualquer tipo de aresta, de restrição, de código de conduta ao qual precisam obedecer. E é muito ruim que seja assim, porque aí você não tem a credibilidade das instituições, você tem uma desconfiança danada, absolutamente legítima e com uma base sólida. De fato, essas pessoas convivem e elas são agradadas pelos empresários e têm interesse nas causas que elas decidem, muitas vezes em favor desses empresários.

Se a gente fizer o cálculo, eu estou fazendo o cálculo aqui, como são? 4 vezes 8, 32 pessoas? Se 30 pessoas falarem durante 5 minutos, 150, cada uma vai falar 10 minutos. Tá bom, né? Tá bom, né? Vai pra Nova Iorque, viaja 8 horas, fica lá, tá lá descansado em Nova Iorque. Dependendo das tuas preferências aí, das substâncias que tu gosta, Nova Iorque é um bom lugar.

dependendo teus amigos gostam de uísque teus amigos gostam de outra coisa e tem um efeito Igor e Tramontina que as pessoas podem isso aí é com você tem um efeito que as pessoas podem pensar qual é o problema disso

O problema é que você vai formando uma casta também na elite econômica, que é aquela que tem proximidade com o poder e tem vantagens em razão disso. Vantagens no seu mercado de atuação, que atuam muitas vezes em concorrência desleal. Fica difícil você empreender no Brasil, e empreender é para todo mundo, inclusive a pessoa pobre que começa a vender bolo, faz uma confeitaria, que cria filiais.

Você fazer crescer um negócio no Brasil se você está concorrendo com empresários que já têm uma rede imensa e que estão mancomunados com o poder. Você sempre perde para eles. É como você querer criar uma empreiteira do zero. Como é que você vai concorrer com as grandes empreiteiras que estão se revezando num clube de empreiteiras com licitações viciadas para que cada uma ganhe uma?

E fature os bilhões de reais de contratos públicos que vão fazer com que essas empresas possam contratar mais pessoas, eventualmente até qualificadas, mais equipamentos, etc. Como é que um empresário que está construindo a sua empresa no ramo de construção civil, etc., ele vai concorrer com o Marcelo Debrecht, com o Ricardo Pessoa, com o Léo Pinheiro, Andrade Gutiérrez, Queiroz Galvão, etc.

Então, assim, são problemas muito graves para o funcionamento do país. Não é uma verdadeira democracia o que funciona assim, não é um verdadeiro capitalismo, é o capitalismo de compadres, é o capitalismo de compadrinho, que não é muito distante do socialismo. Então, você tem ali...

uma parte da elite econômica, junto com o poder político, o poder judicial, com todos esses tentáculos, eles têm tudo, eles têm todos os privilégios, e quem quiser entrar nessa casta vai ter que pagar um preço, um preço muito alto. Fica muito difícil. A gente entra, na verdade, pagando os impostos para que essas pessoas consigam as suas fortunas. Só um registro, acho que é a primeira vez que não tem um ministro.

da área da justiça nesses eventos, porque eles sempre participaram. É resultado da pressão momentânea. Sempre participaram, eu acho que é resultado da pressão. A pressão da imprensa, da opinião pública, a cobrança que é feita. E se parar, eles voltam. Ou seja, temos que encher o saco dos caras passando. Porra.

Vamos reservar pelo menos 20 minutos do programa. E isso não afomento. Enquanto não sai a notinha do amigo lá falando o que valia tanto dinheiro nesse serviço lá que durou, sei lá, poucos meses do escritório. Código de ética. Bar-se e não sei o quê. Código de ética, aquilo tudo. Precisava entender. Enfim, cara, a gente viu o... A gente tá...

Olhando agora um pouco mais pra frente, pensando no cenário que está se formando, que é outro assunto que a gente tem que falar toda vez também, especialmente no Brasil, que as coisas ficam mudando o tempo inteiro, pro cenário eleitoral, quando a gente está chegando no final do ano. A gente teve, por exemplo, hoje um movimento interessante. A gente teve o Aécio Neves falando do Ciro. E é engraçado que no vídeo o Ciro está quietinho que é assim.

Aí daqui a pouco eles entram na sala e o Ciro vai entrar que é assim. Alguém falou alguma coisa, ele dá uma risada, mas continua entrando.

E tem também o Lula falando, dando um conselho sobre o Alexandre de Moraes e tal. Quem eu estou vendo mais quieto nessa história é o Flávio. Está mais quieto mesmo?

Jogando parado, né? É absolutamente omisso, cheio de rabo preso, não só ele, com o fato de o pai dele estar preso, mesmo que tenha ido para a prisão domiciliar, continua ali sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal, do Alexandre de Moraes, que está sendo alvo aí de todas essas...

repercussões do escândalo Master, mas também tem casos ali de cinco parlamentares do PL que dependem de decisões também dos tribunais superiores

Então o Flávio fica caladinho. E o Toffoli é um velho aliado dele, que blindou ele em 2019, e ele ajudou a blindar o Toffoli contra a CPI da Lava Toga. Então não são pessoas que de fato combatem essa casta que predomina no sistema. São pessoas que fazem parte desse jogo, que querem fazer parte desse jogo. Elas têm um problema, essas pessoas do campo bolsonarista, com o Alexandre de Moraes.

especificamente, é um ódio em relação a ele pelo fato de esse grupo político ter sido atingido por decisões dele

E ainda que num inquérito aberto pelo Dias Toffoli, não faz com que eles combatam o Toffoli, porque o Toffoli foi esse grande aliado de blindagem do bolsonarismo. O Gilmar Mendes, que outro dia fez um tributo ao Alexandre de Moraes e exaltou a sua coragem de condenar o ex-presidente da República, também não é alvo.

Bolsonaro indicou um monte de pessoas próximas do Gilmar a cargos, ele fez campanha para o irmão do Gilmar em Diamantino, no Mato Grosso, aliás, foi voltando de Diamantino para Brasília, que o Gilmar voou na Air Vorcar, na empresa ligada ao Daniel Vorcar, pegou uma carona no jatinho, de um empresário, disse que não sabia que era do Vorcar, mas que o empresário tinha um vínculo com a aeronave, mas a aeronave era da empresa da qual o Vorcar é sócio, algo nesse sentido.

Então também não mexe com o Gilmar Mendes. Então essas pessoas muitas vezes falam no seu discurso, na sua retórica, na rede social, no carro de som contra abusos do Supremo Tribunal Federal, mas são exclusivamente decisões, várias de fato abusivas, outras normais que atingiram o seu grupo político. Precisa avaliar casa a casa e tal.

mas assim, de fato, no todo a posição do Supremo é muito ruim porque colocou um monte de pessoas sem jurisdição no próprio STS sem foro privilegiado dentro daquele inquérito então tem legitimidade uma série de críticas que são feitas mas repito, não é um combate à imoralidade

na conduta dos ministros do STF, a concentração de poder como um todo para todos os problemas, que não combateram a concentração de poder lá na raiz em 2019, quando eu estava falando que a escalada autoritária tinha que ser contida ali. Então o Flávio está calado de fora, que é aliado do Ciro Nogueira. O Ciro Nogueira que propôs a emenda master, que está aí bastante enrolado nesse escândalo, mas que também tem costas quentes no Supremo Tribunal Federal. Foi quem indicou o Cássio Nunes Marcos. O Cássio Nunes Marcos falando nele.

Também... Como tu ia esquecendo do caso. Tem o filho que recebeu dinheiro aí, do mais, via uma consultoria com a qual ele também tem ligação.

Então as pessoas acreditam na polarização, embora ela seja uma polarização de fachada em diversos aspectos. Mas o que você faz? Eles estão lá juntos, no linsme bolsonarismo no Congresso Nacional, votando para aumentar fundo partidário, para aumentar fundão eleitoral, para afrouxar a lei de improbidade administrativa para ninguém ser condenado por funcionário fantasma, sabe?

Para afrouxar legislação penal, para aprovar os jabutis do pacote originalmente anticrime, para restringir a delação premiada, para criar a figura do juiz de garantia que divide a primeira instância em duas, já são quatro, fica cinco na prática, para restringir.

também a prisão preventiva. Para isso, tudo bolsonarismo e lulismo votam juntos. Até para a lei que foi usada na primeira instância para condenar o humorista, votaram juntos, orientaram votos juntos no Congresso Nacional. Mas o que você faz no ano eleitoral? Uma candidatura bolsonarista. Fala assim,

Vamos acabar com a maioridade penal. Vamos reduzir a maioridade penal. Aí você vai ver a tramitação legislativa da redução da maioridade penal. Eu acompanho isso há anos, porque eu cobri a discussão na Câmara dos Deputados em 2015, como colunista.

E escrevi um monte de artigos sobre aquilo. Então, em 2015, nós estamos em 2026, tem 11 anos. Tá enchendo o saco dos caras um tempão já, né, Felipe? Tem 11 anos. 11 anos que foi aprovada a redução da maioridade penal para determinados crimes. Você tem uma lista ali, teve toda uma discussão para esse crime sim, para esse crime não. Saiu uma listinha e foi aprovada. Na Câmara dos Deputados.

E o Senado é que precisa votar a redução da maioridade penal. Você viu o governo Bolsonaro fazendo pressão para votar no Senado? Você já viu o Flávio Bolsonaro, que é um senador. Ele atua no Senado, onde está atuando para reduzir a maioridade penal ao longo de todos esses anos.

Não, você não viu porque isso não interessava a eles. Interessava blindar contra a rachadinha, interessava reclamar do efeito do enquete das fake news que eles fizeram vista grossa lá no começo. Era isso. Ah, vamos escolher então um nome supostamente liberal para agradar o mercado financeiro. Vamos juntar mais uma vez, mais um elemento, bota na lista aí, do bolsonarismo com o lulismo. Vamos votar a pauta da esquerda lulista sobre a misoginia.

Vamos equiparar com o crime do racismo. Aí vai lá o Flávio Bolsonaro e vota a favor.

Não vota na prorrogação da CPI do crime organizado. Não bota o nome.

Então você traz alguns elementos para fazer um embate ideológico. Ah, nós somos a favor do endurecimento no combate ao crime organizado. Lá na CPI, é uma nulidade. De quem que a gente está falando hoje? Do relator Alessandro Vieira. Relator, aliás, para fazer uma outra comparação, Bolsonaro, odeia, vai falar no comentário. Ah, o Felipe ia só aqui, mas são fatos objetivos. Eu estou listando. O Alessandro Vieira.

Você pode discordar, mas o fato é, ele está apontando a sujeira dos ministros do STF, não está? Não foi isso que ele fez hoje e tal? Pode discutir se deveria ser pela CPI do crime organizado, mas outro fato objetivo, ele está no Brasil ou nos Estados Unidos, Igor Coelho? Ele está no Brasil, né? E Eduardo Bolsonaro fez o quê? Foi para os Estados Unidos. Isso quando o PT fez um pedido. Quando o PT fez um pedido que nem sequer acabou sendo aprovado, né?

É, Alexandre Ramaz, fugiu lá e tal. Tá preso. É, mas esse tinha uma condenação, né? Não tô justificando só pra fazer o diferencial, senão vão dizer, ah, não falou isso e tal. Mas o Eduardo não, o Eduardo tinha um pedido do PT, de prisão, desse que o Lindbergh faz todo dia no STF.

Que não tinha mérito nenhum aquele pedido, eu falei, não tinha e tal. E o PGR acabou arquivando, mas só depois que o Eduardo estava lá e deu margem para toda uma discussão. Ele podia ter ficado aqui fazendo o que o Alessandro Vieira está fazendo. Ah, mas é um Bolsonaro, né? Parece que tem uma diferença, assim, né? O Alessandro Vieira, ele pode. Você viu aí, Gilmar ameaçando de...

a PGR investigar, o Toffoli falando que ele tem que ser caçado. O cara está no Brasil, enfrentando. Ele pode ser retaliado, ele pode ser alvo, mas ele está tendo uma atitude corajosa. E o bolsonarismo? Cadê essa virilidade da qual eles tanto falam, que eles tanto usam? Eles são os valentões, etc. Mas ou o Fórum... Aliás, Jair Bolsonaro pegou o voo lá para Orlando, na véspera de acabar o mandato dele, com medo de ser alvo de uma operação.

quando perdesse o foro privilegiado. 30 de dezembro. Pois é. Então, assim, você pergunta, cadê? Você estava perguntando, né? E o Lula e o Flávio Bolsonaro, que são os candidatos, etc., não estão falando sobre o escândalo master. Então, de um lado, você tem a omissão absoluta do bolsonarismo e uma covardia muito grande, que eu estou mostrando aqui com exemplos. E do outro lado, você tem a blindagem do STF com manobras do governo para trocar membros da CPI.

Nessa aliança que se formou entre o Lula e o centrão do STF, que o Lula reforçou com o Flávio Dino, com o Cristiano Zanin, e quer reforçar ainda mais agora com o Jorge Messias, que está sendo disputado lá. O Gilmar, a Dula. Aí do outro lado, o André Mendonça, a Dula. Não, vem para o meu time, não, vem para o outro time. Então, assim, os dois principais candidatos, isso é uma coisa grave do país. A pessoa vota em quem quiser. Tem gente que vai votar no Lula, tem gente que vai votar no Flávio Bolsonaro, tem gente que vai votar em outros candidatos.

Mas eu tenho que mostrar a realidade. E a realidade é grave. São os dois líderes da corrida eleitoral,

que são pessoas que blindam a casta do sistema. Elas têm alguma implicância, às vezes, com uma. Como o lulismo tem com o André Mendonça. O bolsonarismo tem com o Alexandre de Moraes. É uma pessoa. Mas eles querem uma casta para chamar de sua. Vamos viajar um pouquinho aqui no seguinte? Cara, tu falou uma parada... Tu mencionou o sistema, tá? É.

Olha, olhando tudo isso que está acontecendo, cara, eu fico pensando. A tua fala, inclusive, tem a ver com o que eu vou dizer agora. Tem um ali falando, ó, virilidade no bolsonarismo. KKKKK. Não diz que é um embroxável.

Mas se liga A gente tem um A gente tem Uma classe política Que se une Em todas as matérias Que não são ideológicas Quase isso

Tirando as matérias ideológicas, que é o que realmente diferencia os caras, em alguma medida, pelo menos na narrativa, o resto, os caras votam junto no que interessa a eles para se protegerem. Isso a gente sabe, a gente consegue olhar, é um fato. A minha questão é a seguinte, eu não acho que esses caras são tão inteligentes quanto a gente acha que eles são. Eu quero dizer com isso, que parte dessa conduta é...

É assim, é o que me parece ser o sistema. O sistema, ele tá... É o que rege as atitudes das pessoas. O cara que chega lá, ninguém fala pra ele como é que... Por exemplo, o cara que entra... Puta, se eu não vou falar isso, não vou me fuder quando eu chegar lá no Rio. Mas...

O cara que chega lá... Tá com medo da retaliação dos parça. É, não é. Tem uns amigos lá que, né? Dependendo. É, mas... Não vou usar... Deixa aqui. É... É difícil, é difícil. Peraí, peraí, peraí, peraí.

Não, você vai lembrar, acontece comigo o tempo todo. Bom, imagina o seguinte... O cara vai chegar pra enfrentar o sistema... Então, imagina o seguinte, o cara é sangue novo, chegou lá. Ele chegou lá, as regras não ditas da coisa, elas ficam explícitas rápido.

o cara vê os conchavos rápido. Ele consegue ver as... É rápido. Então, o que eu tô propondo chamar de sistema é uma parada que é uma cultura. Manja? A ponto de, do jeito que tá, mudar as peças...

A menos que seja de uma vez, tem pouco efeito ir mudando devagarzinho, porque o sistema vai engolindo esses caras. O sistema é a cultura da coisa. Então imagina que eu chego lá com uma puta pauta, eu quero mesmo defender o meu ponto ideológico e o caralho, não sei o quê. E isso se encaixa perfeitamente no que o sistema espera de você.

Que é, você usa essa narrativa pra você, inclusive, se manter ali, porque isso funciona, né? À medida que toda vez que tem gente que tá lá... Bom, o próprio Jair Bolsonaro foi eleito e reeleito muitas vezes, falando mais ou menos a mesma coisa, né? E...

E é isso que os mantém ali. Agora, quando interessa se proteger, eu acho que intuitivamente, o que eu quero dizer, eu não acho que eles têm a organização necessária para fazer isso de forma coordenada. Me parece, eu chutaria que é muito mais cultural e intuitivo do que necessariamente...

estratégico, pelo menos pros caras que estão chegando aqui eu não tô falando de PT, tá? aqui eu não tô falando de Kassab, que são os caras que já entenderam e são a fonte dessa cultura entendeu? Mas o cara, ele se eu chegar lá, eu imagino que eu vou entender rápido qual é e, porra, fazer uma escolha, quero ficar ali e...

tô no poder, tenho uma parada, ou saio fora. Isso é só uma viagem minha, tá? E quando chega um novato lá, cheio de ideias, cheio de propostas, e romanticamente imaginando que ele finalmente vai contribuir pra melhorar o Brasil... Viva, viva o romântico. Viva o romântico. A hora que ele chega lá...

que ele... Os caras falam assim... O cara não é assim. Na hora que você for apresentar um projeto, você vai ter que ter assinatura de um monte de gente. Já começa a haver dificuldade. Você vai ter que negociar com não sei quem. Vai ter que negociar. Vai ter que concordar com outros grupos para passar determinadas coisas. E aí, em pouco tempo, ele percebe que...

Não vai. E ele vai ter que fazer essa opção. Ou ele vai jogar com o partido, ou ele vai jogar com o grupo, ou ele vai jogar para ele. Porque ele, muito rapidamente, muito rapidamente, ele cai na real. E poucos são os casos em que a gente teve pessoas que chegaram no parlamento aqui no Brasil e depois desistiram. Talvez o Felipe lembre de alguém que ficou um mandato.

E nem tentou de novo. E falou, pô, não dá, isso aqui não dá, isso aqui não dá certo, isso aqui não foi feito pra... Mas não é comum, de fato. Pra andar, isso aqui não... Tem vários, assim, é.

Eu quero fazer propaganda. É uma pena. Tem um ou outro, né? São poucos. Vocês estão mostrando como é difícil você mudar por dentro. E esse é um dos motivos pelos quais a gente precisa apontar a realidade, fazer o diagnóstico por fora também. Para que as pessoas percebam e para que essas coisas vão mudando aos poucos. Cada político num ambiente muito sujo, muito apodrecido, ele tem um grande desafio.

que é você tentar construir alguma coisa, tentar estabelecer consensos sem vender o seu princípio, sem se corromper, sem se deixar corromper. E a gente vê muita gente se corrompendo, muita gente se vendendo, muita gente fazendo alianças muito sujas. Alguns tentam fazer alianças sem renegar aquilo que falaram no passado, aquilo que fizeram, sem ser tão condescendentes assim, mesmo assim acabam fazendo alianças com pessoas que têm um histórico, muitas vezes.

de corrupção, de bandidagem propriamente dita, porque eu não uso essa palavra só para facção criminosa armada. Você tem a bandidagem da velha política, que é esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, etc. E um grande problema, e a gente começou esse programa falando do judiciário,

Um grande problema da impunidade é que essas pessoas corruptas, elas ficam com muito poder. Elas permanecem no poder. Elas são donos de partidos, elas são governadores, são presidentes, são prefeitos, elas estão nas casas legislativas.

E a pessoa que chega sem um histórico de sujeira no seu currículo, na sua trajetória, às vezes pessoas que são até qualificadas na sua área de atuação, elas vão ter que lidar com pessoas corruptas. Elas podem não estar condenadas, não estar presas por um crime de corrupção, mas elas já roubaram, já receberam mala de propina, já passaram por tudo, apenas não foram condenadas, ou foram condenadas, mas já saíram da cadeia antes da hora, por um indulto, por exemplo, como saíram mensalheiros.

Então essas pessoas apodrecem o sistema. E o sistema vai sugando as eventuais qualidades das pessoas que chegam. Não é à toa, e eu estava falando disso outro dia, tanto numa palestra que eu dei em Cuiabá, quanto na minha participação no último domingo no Manhattan Connection, o Adam Smith, que foi o pai do liberalismo econômico,

Ele falava que uma sociedade tende ao fracasso se ela não respeita os três P's, que é pessoa, propriedade e promessas, no sentido de contratos voluntários, etc. Se você não tem esse respeito, se você não tem a punição da infração, ele deixava isso muito claro na análise que fazia desses três P's, eu estou aqui reduzindo, obviamente, se você não tem a punição da infração, a sociedade tende ao fracasso.

Ele, 16 ou 17 anos antes de escrever A Riqueza das Nações, quer dizer, falando como as nações podem ficar ricas, defendendo ali caminhos para prosperidade, ele escreveu Teoria dos Sentimentos Morais. Isso não é à toa, porque a primeira preocupação de um grande filósofo é justamente com a moralidade. Sem isso, sem esse pilar, como é que você vai ter um sistema democrático efetivo?

Na prática, como é que você vai ter um capitalismo pujante em que as pessoas efetivamente podem ascender socialmente? O que a gente estava falando foi ótimo, o Tramontina trazer esse exemplo do evento, etc., é do capitalismo de compadres.

onde o pequeno empreendedor, o pequeno empresário, ele é só taxado. Ele é taxado, taxado, taxado. E ele não consegue abrir uma margem de lucro, de faturamento. Nós mesmo aqui, na área da comunicação, cada um no seu estilo, num ramo dentro da comunicação, vamos dizer assim, enfrentamos uma série de obstáculos para ter autonomia, para ter independência, para empreender.

É muito difícil quando você tem que lutar com aquelas pessoas que fazem o jogo de um poder, mas não é um simples poder, porque na própria democracia se pressupõe que há pessoas que têm poder mais do que as outras, mas é um poder corrompido, é um poder sujo, é um poder que age conforme a conveniência.

Acho que estou tentando traduzir aqui numa análise mais política, cultural e tal, o que você estava falando que é absolutamente legítimo. É muito triste que as pessoas de bens, as pessoas qualificadas, as pessoas que nunca roubaram, elas cheguem lá e falam, cara, para eu conseguir alguma coisa aqui, olha só, vou ter que me juntar com um monte dessas pessoas e elas estão me cobrando e vão me cobrar cada vez mais consentir uma série de coisas horríveis para o país.

você vai consentir com o pano delas que é para a corrupção, que é para o interesse ali muito de patota, de partido, etc. Isso, ao mesmo tempo, inibe a chegada de novos. É um efeito dominó. É um efeito dominó, porque vendo toda esta situação, vendo esses exemplos de quem, porventura, chegou lá disposto a fazer um monte de coisa e a contribuir de uma forma séria, responsável.

para que a sociedade ou para que os grupos de pessoas estivessem em uma condição melhor e vem tudo o que acontece, a pessoa fala cara, eu não vou, eu não vou perder meu tempo, eu não vou me misturar nisso assim, a vida inteira para criar uma estrutura, uma vida

Respeito, credibilidade, seriedade, compromisso, ética. E aí eu vou lá para ter que negociar com essa gente. Exatamente. Gente que foi... Nós vimos nos últimos anos tanta gente que se pega com dinheiro, mas com montanhas de dinheiro que a gente só via em cinema.

Aí nós passamos a ver isso, as pessoas, os políticos, todo tipo de político, empresário, um monte de gente, né? Com malas de dinheiro, você olha aquilo e fala, cara, mas é verdade, isso existe, né? Isso existe. E aí? E aí?

O Geddel, lembra do Geddel? Lembro. Geddel, Vera Lima, e o apartamento com caixas de dinheiro. Exatamente. E tá aí, articulando politicamente, solto. Tá solto. Porque é isso, não dá em nada. Então, impressionando que tipo de desculpa... Assim, que desculpa boa que esses malucudão, né, Mané? Pra ficar... Pra não dar nada. Os caras são muito bons de desenrolo mesmo, né? Impressionante. Porque como é que pode os caras achar aquele... Qual é a desculpa pra ter aquele monto de dinheiro vivo na tua casa?

Pois é. O Sostenes Cavalcante foi encontrado 400 mil com ele. Qual foi a explicação que ele deu? Foi um negócio bem ensaboada. Nem me lembro agora todos os detalhes. Mas analisei. O negócio bizarro que ele disse, cara.

E continuou lá, né? É, imóvel. Sempre algum imóvel. Eu ia fazer isso, a formalização de não sei o que, mas aí não deu tempo. Chegaram na minha casa no dia que chegou o dinheiro. Já ia fazer aquilo. Eu tenho uma pergunta pra vocês. Igor e Tramontinho. Você se sentiria vontade contratando uma pessoa, sabendo que ela já roubou?

E ela não foi punida. Uma coisa a gente poderia até discutir, que é dar emprego para um ex-detento, mas que teve a sua punição, que cumpriu todo o prazo. Isso é uma outra discussão, não estou falando disso. Estou falando de uma pessoa que você sabe que roubou, ela não confessa, pelo contrário, ela ataca e retalia quem diz que ela roubou ou quem ousa investigar.

Você contrata uma pessoa dessa para limpar o seu escritório, a sua casa, para ser o seu motorista, para deixar alguma coisa com essas pessoas? Em geral é uma má escolha, né? É, em geral é uma má escolha. Por que as pessoas são tão dispostas a eleger presidente do país uma pessoa assim?

Então, é sobre essas coisas que eu falo de um lado ou de outro. Tem pessoas que estavam em esquemas de corrupção estatais, tem pessoas que estavam em esquemas de peculato em gabinetes, pessoas que estavam roubando dinheiro público ou se beneficiando de liberação indevida de contratos públicos, etc.

Essas pessoas, talvez, muita gente que escolhe votar nelas, não contrataria para trabalhar na sua própria casa. Mas para o país, que é uma coisa mais distante e tal, aí você tem uma identificação tribal. Não, mas é para derrotar o outro lado. Para derrotar o outro lado, então está valendo.

Acho que as pessoas precisam ter essa reflexão ética. Porque ouvindo tudo isso que a gente está falando, de como o sistema surge, talvez a pessoa fique pensando assim, mas então, então não vai fazer nada e tal, não sei o quê. É tudo horrível, é melhor sair, é melhor sair do Brasil do aeroporto, né? Que as pessoas... Clássico, é. Olha, eu acho que é preciso diagnosticar os problemas do país.

É preciso que haja pessoas na área cultural, na área da informação, mostrando qual é o cenário. O cenário é esse. E há caminhos aqui, por aqui, por aqui, por ali e tal. São pequenas atitudes que no dia a dia podem ir gerando um efeito dominó contrário a tudo isso. Mas se você não tiver noção de que é assim que acontece e de que são essas as pessoas que manipulam o eleitoral, inclusive você que está assistindo aqui, para na hora da eleição ser complacente com a sujeira delas, porque...

O outro lado tem uma sujeira maior. Você não vai entender o que está acontecendo. Esse cenário não vai mudar. Algumas pessoas com qualidades, elas entram na política e elas são repelidas. Eu acho que a gente está num dia que é ilustrativo disso. Olha como o sistema repele o Alessandro Vieira quando o Alessandro Vieira quer simplesmente investigar. Não é uma contestação argumentativa sobre um caminho de investigação.

É uma retaliação com intimidação, com o diabo. Então, assim, é difícil. Mas se a gente não tiver noção, se a gente quiser fechar o olho... Não, peraí, vou fechar o olho para esse lado e tal, vou olhar só para a sujeira daquele outro lado. Bom, aí se todos fazem isso, a sujeira fica em todos os lados.

Aliás, esclarecimento, o deputado Sostenes Cavalcante disse que vendeu o imóvel por 500 mil e os 400 mil encontrados com ele fazem parte do pagamento em dinheiro vivo do negócio baseado na confiança. É normal, é normal. Baseado na confiança. Grande confiança. Dinheiro vivo. Comprar de imóvel com dinheiro vivo é outra coisa muito comum aí, sabe?

toda hora o tempo eu fico impressionado com um parlamentar que compra dois imóveis no Rio de Janeiro com 150 mil reais em dinheiro vivo, como que carregou esse dinheiro? porque eu não saio com 10 reais no bolso para não ser roubado no Rio de Janeiro

150 mil em dinheiro. As pessoas no Brasil têm um comportamento de uma contradição e de uma irresponsabilidade muito grande, porque elas xingam o parlamento o tempo todo. Elas chamam os parlamentares de ladrões, o que muitas vezes é absolutamente justo. Mas na hora de votar, elas não assumem a responsabilidade de que quem vai para lá vai para lá por causa do voto de cada um de nós.

E alguns, escancaradamente, já se envolveram, vão ser bonzinhos, com malfeitos. Se envolvem com malfeitos e são acusados de desvio de todo tipo há muito tempo. E mesmo assim continuam sendo...

recebendo os votos, sendo eleitos e tudo mais. E tem também um problema, porque quando o cara adota um lado da política, ele tende a relevar todos os problemas deste lado e a demonizar todos os problemas do outro lado. E aí ele não muda de posição de jeito nenhum.

Porque ele fica só do lado dele. Debate, inclusive, é muito comum isso, né? O cara fala assim, terminado o debate, você pergunta assim, quem ganhou o debate? O cara fala assim, fulano. É pra quem você vai votar? Eu vou votar no Beltrano. Porque ele, antes do debate, ele já queria votar no Beltrano.

Ah, mas no debate o outro realmente foi melhor. Mas eu vou votar esse aqui. Então ele não consegue mudar em função de uma informação, de algo que ele descobriu. A gente volta pelo motivo errado. De uma conscientização. Parar para pensar e falar, cara, para onde eu vou? O que eu estou querendo?

Uma pessoa que assiste um debate e admite que as ideias do outro cara são mais interessantes, funcionariam melhor, etc. E mesmo assim, tu continua querendo votar no outro cara, é porque tu tá votando por um motivo esquisito. Se tu, olhando e analisando, admite que o outro cara é... Não é que ele foi melhor no debate, mas é que ele apresenta ideias, não sei o quê. E tu ainda vota no outro cara, é porque tu tá votando pelo motivo errado, na minha opinião.

É, pode ser uma identidade tribal. Pode. Que faz com que as pessoas achem que tem que pertencer àquele grupo, votar naquela liderança daquele grupo, etc. Que é um jeito, na minha opinião, esquisitíssimo de votar. Porque anula todas as características que deviam estar sendo... Que a gente devia estar prestando atenção pra pôr alguém no lugar. Não se o cara falou um troço que eu quero ouvir, porra. Com todo respeito.

Pois é, e existe essa ilusão de que um político que recebeu e usufruiu imóveis de empresas que tinham contrato público e participavam de esquemas de corrupção em seu governo, de um político que tem um histórico de funcionários fantasmas em gabinete e uma lojinha de chocolate que era a única do segmento e que não tinha.

maior renda, maior faturamento em períodos de maior venda de chocolate como o Páscoa e Natal que essas pessoas serão corretas no exercício do cargo as pessoas para participarem de algo assim elas já tendem ter uma flexibilidade moral para dizer o mínimo muito grande e elas costumam ser eu sei que é desagrada muita gente ouvir isso né

mentirosas. Porque as pessoas não participam de esquemas que elas próprias não trazem a público, que são revelados depois que comprometem elas, etc. Se elas forem pessoas sinceras. O ladrão, por regra, para falar assim de uma maneira mais clara sobre as pessoas que efetivamente roubam, etc. Ele inerentemente é um mentiroso. E se o sujeito roubar sendo um sujeito sincero, ele depois do crime vai confessar e vai ser preso.

Ou ele vai ser questionado por alguma coisa, ele vai dizer a verdade, ele vai ser pego. Então, assim, é condição inerente para o ladrão a mentira.

E no Brasil existem segmentos da população que tem esse encanto com pessoas que roubam ou com pessoas que estavam em esquemas bastante obscuros, mas que eram convenientes para elas, que davam mordomias, que davam um faturamento maior, etc. Felipe, e tem aquela frase em que muita gente acredita assim, ah, mas ele é rico, ele é milionário, ele não vai roubar, ele não vai roubar mais. Não, mas dizem que ele roubou muito. Ah, não, mas agora ele já ficou rico e ele não rouba mais.

Não rouba mais. Tá bom. Tem muita gente que acredita nisso, que repete isso. Aliás, parente disso é o rouba, mas faz, né? Como se você pudesse admitir que o cara que rouba, mas que aparentemente faz alguma coisa, ele possa ser aceito. O desvio de caráter está lá, né, Tramontina? E uma coisa é você detectar um desvio na fase da infância, da adolescência.

E boa parte da discussão que eu estava falando sobre a redução da maioridade penal, é isso aí, até que ponto vale a pena tolerar? E quais crimes, de fato, são toleráveis quando a pessoa ainda está em formação? O que ela pode ter feito sem ter muita consciência do que estava fazendo, de modo que, ao crescer e se tornar adulta, ela possa não ser aquilo que ela fez. Ela possa ser uma pessoa diferente, uma pessoa boa. Mas, quando você tem um histórico desse na vida adulta...

E em esquemas, em episódios que não são lapsos, não são momentos de passionalidade em que você comete um deslize, do qual depois você se arrepende, vive um remorso, pede desculpas, pede perdão. Não são atitudes reiteradas todos os dias.

você está faturando, você está tendo aquele esquema de uma forma conveniente para você todos os dias. Você sabe que você está fazendo aquilo, você sabe que é errado, você sabe que se alguém descobrir vai dar problema para você, mesmo que você tenha uma convicção de que você vai conseguir reagir, de que você conhece as pessoas certas, que tem autoridade que te dão costas quentes lá em cima, etc. Mas é na vida adulta, é permanente.

É um traço que precisa ser detectado Pelas pessoas Outro dia tive uma conversa interessante Num podcast que eu também Faço semanalmente O Levante A gente começou aquela discussão A gente pode até aprofundar um pouco aqui Que a gente assistiu a pré-estreia do filme Nuremberg

Que é o máximo, né? Eu não tô fazendo nenhuma comparação, tá com os políticos brasileiros, com os nazistas e tal. Eu tô falando de uma lógica que eu vou explicar pra vocês aqui. Que é de que as pessoas que cometem atos malignos ou atos criminosos, muitas vezes elas parecem pessoas normais.

Então a gente assistiu ao filme Nuremberg, assistam, vale a pena, até para reflexão. E é um bom filme. É um bom entretenimento também, apesar de todo o horror do Holocausto. E o Russell Crowe faz o papel do número 2 do Adolf Hitler, do Goren, que é preso ali e ele vai a julgamento. Os famosos julgamentos de Nuremberg pelos crimes que cometeu no nazismo.

E aí estava numa conversa em que o meu colega falou assim, ah, não gostei porque ele parece uma pessoa legal, carismática, etc. E eu acho esse o ponto justamente interessante do filme. Porque nós aqui de longe, já passaram décadas, a gente vê a história, vê os corpos, os campos de concentração, o extermínio, etc. Mas a gente pouco vê, e certamente a nossa geração no Brasil, pouco sabe, pouco tem referência, até cinematográfica mesmo, das lideranças nazistas.

Tive alguns vídeos do Hitler vociferando, etc. Você pensa, é um monstro, exterminou 6 milhões de judeus e tal, etc. Mas é aquela coisa meio ampassando, você não vê o cotidiano do cara. Você fala assim, pô, eu jantaria com esse cara, eu perceberia que ele é um criminoso, que ele é alguém tão cruel, tão perverso, que matou milhões de pessoas. E esse que é o ponto interessante, que as pessoas que têm desvio de caráter, as pessoas que são capazes das maiores barbaridades, ou de pequenos delitos, que são capazes das maiores.

às vezes são pessoas extremamente cativantes e essa que é a arte delas essa que é a lábia a capacidade de manipulação é justamente essa essas pessoas às vezes inclusive tem grandes habilidades elas tem algumas qualidades e elas enganam justamente por isso

Porque a pessoa que é 100% aparentemente malvada, você rechaça logo. Pessoa ruim, parece ruim, ela não te engana em nenhum momento. Esse é fácil. É igual quando falam de relacionamento em rede social. Ah, tem aquela pessoa que não serve para você mesmo. Essa você vê em um dia e tal. O problema é aquela pessoa... Você tem momentos bons, mas você tem outros que são terríveis e você fica um tempão. Pô, fica ou não fica? Termina ou não termina e tal? Não sei o que. E a pessoa passa a vida.

Então, assim, com criminosos e tal, as pessoas também têm que ter essa noção. São figuras carismáticas, altamente sedutoras. É assim a elite política do país. As pessoas, às vezes, vêm eu comentando sobre crime, sobre essas coisas, às vezes, que os políticos falam. Você não gosta de fulano e tal.

Se você for pensar de fora, você tem até uma certa simpatia com determinadas figuras que você fala assim, cara, se esse cara não fosse tudo isso, se ele não fizesse tudo isso que eu sei que ele faz e tal, seria legal, né? Ter uma conversa aqui, conversa de barra. Você entrevista tanta gente que tem esqueleto no armário.

elas parecem pessoas que são legais. E elas podem ter algum ponto em comum com você que seria legal se ela não tivesse aqueles pontos tão graves. Eu vou te falar rapidinho aqui que uma das coisas tem alguns assuntos que as pessoas quando eu chego nos lugares as pessoas em geral tem uns assuntos que são mais frequentes.

Um deles tem a ver com políticos, né? E como eu já recebi aqui os principais, eles me perguntam muito sobre esses caras, né? Por exemplo, se o Bolsonaro é legal, se o Lula é legal, entendeu? E a minha resposta é a seguinte, cara...

Claro que eles são legais. Esse é o trabalho deles. Exatamente. Você acha que qual que é o trabalho de um... Pra um presidente ser presidente, ele tem que vencer um concurso de Miss. Que é carisma. Que é ser legal. Ele precisa te convencer que ele é legal. Porque você... Pra votar nele. Isso. Porque tu que vai votar...

Está votando, nós estamos votando pelas razões erradas há tanto tempo que restou isso. É o carisma. Ninguém sabe quais são as propostas, só sabe que ele é contra ele. É o fulano com quem ele queria tirar foto, com quem ele queria dividir uma mesa de bar e tal. Pô, esse cara é maneiro, vou votar nele. Tá, mas o que ele faz? Qual é o histórico dele? Claro que ele é gente boa, todos são gente boa. Então, a função dele é parecer gente boa. Há tempos, Namã.

numa campanha para a Prefeitura de São Paulo, eu acompanhava Fernando Henrique Cardoso, que foi derrotado por Jânio Quadros. E um dia havia uma passeata, uma caminhada, caminhada pelo bairro da Lapa, aqui em São Paulo, e o Fernando Henrique na frente, aquele bando de cabos eleitorais.

A gente paga, né? Aquilo é tudo pago, aquela claque é toda paga pra aparecer, pra estar na foto, aquela coisa toda, né? A mortadela tucana na época. Sempre foi assim. E aí ele... E eu andando ali ao lado dele, uma hora ele falou assim pra mim.

eu não aguento mais carregar a criancinha no colo. Você não quer carregar umas aqui para mim? Ou seja, ele sempre foi um sedutor sob todos os aspectos. O senador Fernando Henrique era um cara de uma gentiliza, de um grau, um intelectual, autor de livros importantíssimos até hoje.

E sedutor em relação às pessoas, a todas as pessoas. Exatamente. É o que o político faz. Mas também ele tinha os momentos dele que falavam assim, eu não quero carregar criança. Todo mundo chega, dá uma criança para o candidato pegar, aí ele abraça, beija a criança. Eu não quero carregar criança. Que saco carregar criança. E o cara sorrindo e falando para mim assim, eu não aguento mais carregar criança. Você não quer pegar pastel? Pegou, comeu pastel. Puts, tem que comer pastel.

Bolsonaro comeu pastel lá do lado do Chico Mendes o irmão do Gilmar Mendes em diamantinho, tem um vídeo o Dória eu já não sei o Dória tem uma foto famosíssima dele na primeira vez que ele na campanha ele tomou um pingado um pingado num papadaria acho que foi a primeira vez que ele tomou um pingado na vida, eu não sei se ele tomou mas a foto dele, a cara dele ele tá completamente contorcido naquela porque

O que é isso? A que ponto nós chegamos, eu? Com aquela enxapa, aquela enxapa, aquela blusinha, aquele cachimia. Aquele cachimia pendurado aqui, né? E tomando... Eu adoro as histórias do Tramontinha. Com o rosto contorcido, tomando um pingado no boteco.

Alckmin toma pingado no boteco e come pastel. Um. Dois. O pessoal que chegou agora não vai entender, né? É do programa anterior. Outro dia a gente volta. O Flow News já tem inside jokes. Esse é só pra quem acompanha sempre, né? Pra entender o programa.

Você quando fala isso de Bebe Chorô me lembrou um velho samba do Dicró. Dicró era um sambista cômico, praticamente um humorista do samba. As entrevistas dele são históricas, muito engraçadas. Vale a pena procurar nas redes sociais. E o Dicró, que era Carlos Roberto D. Oliveira, e o D, aí pegou as iniciais, CRO, ficou Dicró. Por isso que é Dicró.

E ele tinha um samba que falava assim, eu não posso cantar, primeiro que a audiência vai fugir, segundo que o YouTube vai derrubar. Mas eu vou recitar aqui. Ele falava assim, ele era o candidato, só que não deu certo. Descimento, dei tijolo, dei areia e vergalhão. Submorro, fui favela, carreguei bebê chorão.

Dei pimenta, tira gosto e dinheiro de montão. Mesmo assim, perdi a eleição. Traidor, traidor. Se tem coisa que não presta, é o tal do eleitor. Era o político botando a culpa no eleitor. De Crohn era muito engraçado. E nessa música, na gravação, ainda entra uma voz de uma mulher mais velha. Dizendo... Ele reclamando da mãe, né? Ô mãe, nem você votou em mim, que ele não teve nem o voto da mãe, né?

Aí ela fala assim, se os teus amigos, né? Se os teus amigos, se as pessoas que não te conhecem não votaram em você, o que te conhece é que não voto mesmo. Muito bem. Mas é isso, carregar bebê chorão é um ícone da candidatura, da campanha política. Exatamente. Felipe.

Tramonta, muito obrigado pelo jornal. Sempre fico triste. Semana que vem tem mais listas. Semana que vem vai ter novas páginas do caderninho do Tramonta e mais pesquisas tramontínicas.

Felipe, obrigado pela moral, tu quer falar alguma coisa? Semana que vem estamos aqui de novo. Aliás, o Dick Rowe, um dos apps, a melhor entrevista que ele já deu, a melhor história que ele tem, ele falou numa entrevista pro Jô Soares, está disponível aí, que ele foi cantar no presídio, aí já tinha tomado umas e tal, aí ele conta várias coisas engraçadas que ele falou ao longo do show, e quando terminou, ano que vem, espero ver todo mundo aí de novo!

Semana que vem estaremos aqui presos em cárcere privado no Flow News. Aqui estaremos. Tramota, muito obrigado pela moral também. Traçou. E vocês que assistiram aí, muito obrigado. Não esquece, caso não seja inscrito ainda no canal, se inscreve aqui, muito importante. Pegue esses vídeos aqui ou parte deles que você achou importante para, sei lá, mostrar para os seus amigos ou para a tua galera aí e manda para eles, ajuda a gente a divulgar o Flow News também, tá bom?

No mais, vira membro aí, que tem vídeo pra vocês aí todo dia, tá bom? E custa menos de R$8,00. A gente se vê depois. Beijo, tchau. Conforto pro seu dia-a-dia e atitude pro seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app.

Anunciantes3

BYD

BYD Dolphin Mini
external

Latam Airlines

viagem completa
external

Net Shoes

tênis
external