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ÁLVARO MACHADO DIAS TENTANDO ENTENDER BAPTISTA

11 de abril de 20262h59min
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Álvaro Machado Dias é neurocientista e hoje vai tentar nos ajudar a entender a mente do nosso amigo Baptista.

Participantes neste episódio2
F

Felipe Moura Brasil

HostJornalista
I

Igor 3K

HostComediante
Assuntos6
  • Saúde MentalExperiências em terapia · Importância do cuidado mental
  • Função Social da ReligiãoImpacto da religião na civilização · Críticas à religiosidade
  • Estresse e saúde do cabeloImpacto do estresse na cor do cabelo · Estudo sobre cabelo e estresse
  • Comparação social versus admiraçãoComparação nas redes sociais · Admiração e sua relação com a comparação
  • Idolatria e AvarezaIdolatria na sociedade moderna · Influência de celebridades
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeCrenças em feitiçaria · Rituais e suas consequências
Transcrição284 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E se uma música pudesse te levar mais longe? Tá perto de novas histórias, misturando sonhos, culturas e pessoas na energia da latinidade. Com a Latam, você garante sua viagem completa e chega onde todo mundo vai se encontrar. O Rio de Janeiro, Latam Airlines. Bem-vindo a ir mais alto, é viajar com o ritmo da música. Companhia Aérea Oficial do Todo Mundo no Rio 2026.

Oi família, bem-vindos a mais um Extra Flow, eu sou o Igor e hoje temos aqui como sempre no Extra Flow, a mesa cheia, do meu lado de Anzão, que tá com o computador aqui, caso você queira mandar um live pixel, fica à vontade, a gente vai ouvi-los ao longo do programa aqui, tem ali também o Jaden Smith, bota casaco. Nevo, seu nevo.

Tá pica essa trancinha É, gostou, né? Hoje temos aqui Álvaro Machado Dias também Que também tá com penteado Penteado style Tu pinta essa porra, não pinta, Álvaro? Não, não pinto não Porra, mas da primeira vez que eu te... Quando tu veio pela primeira vez no Flow, eu acho que tu era mais grisalho, cara

Não era, Diário? Eu também tenho a impressão que era mais grisalho. Eu acho que tu foi ficando com a vida mais suave. É, então, exatamente. O estresse impacta profundamente a cor do seu cabelo. Mas é capaz de fazer... A cor do cabelo volta? Sim, sim. Inclusive tem um... O Hilberman tem um episódio com um cara que estuda cabelo lá da Universidade da Califórnia que usou fios de cabelo pra marcar os momentos de estresse na vida das pessoas.

E aí o que ele fez? Ele foi plotando essas diferenças como árvores que tem aqueles...

Nós que estamos sendo cortados. E depois foi colocando para as pessoas uma linha temporal e perguntando o que aconteceu aqui, o que aconteceu aqui. E essa linha também forma um gráfico. Você junta os dois gráficos, do fio de cabelo e da descrição do estresse na vida das pessoas, e há uma correlação fortíssima entre elas. Ou seja, o cabelo de fato vai ficando branco por questões ligadas ao envelhecimento celular, mas sim o estresse crônico em períodos específicos faz com que ele se torne mais branco pontualmente, e aí a melanina volta.

Quando o estresse se reduz. É. E também... Eu acho que você também já teve o cabelo mais branco. Cara, não. Se isso que você está falando aí tem de fato uma... Se isso é assim, então faz sentido eu ter menos cabelo branco agora. É isso. Você está com menos cabelo branco. Agora está mais tranquilo. Não quer dizer que no longo prazo ele não conveja. Ele fica branco. Mas você de fato tem variações ligadas ao estresse. Estresse não faz cair cabelo. Mas estresse faz o cabelo ficar branco.

Eu queria saber, estresse não faz cair cabelo? Não, não. Não, não, calma aí, calma aí. Eu tô a perguntar isso porque meu pai é calvo e ele nunca se aceitou. Ele sempre falou que é estresse. Não, aí ele ficou, além de careca, estressado. Ah! Mas não, não, em geral não.

Tu tá com medo de ficar careca, cara? Eu tô, meu. Mas teu avô materno era careca? Era o Sansão. Só tem uma foto dele cabeludo. Ah, então tu tem menos chance, vai. Mas realmente depende muito. Eu sou muito estressado. Ah, é? Com o que, cara? A vida. A vida é estressante? É estressante, é estressante. É estressante eu não... O que tu faz da vida, Batista? Ah, faço um storyzinho aí... Nossa, que estresse.

Mais estressa, mental. O pessoal não se preocupa muito com isso, com o mental das pessoas. Inclusive é algo que atualmente tem que ser mais visto assim. Mas tu foi no psiquiatra? Eu fui, desisti. Por quê? Fiquei mal, Riguinho.

Mas tu tá falando psiquiatra ou psicólogo? Os dois, eu fui nos dois. Só piorei, eu acho. O psiquiatra? Não entendi. É porque é o seguinte, quando eu fui, inclusive, qual que é o meu problema? Quando eu fui na terapia... Agora fudeu, agora tu é o... Não, eu tava lá. Quando eu fui na terapia, ela tava lá a tentar me entender. Daí ela voltava sempre no passado. Eu falei... Eu falei...

Porque estar no passado é museu, né? Não quero mais saber do meu passado. E isso fez com que eu ficasse ainda mais triste por lembrar do passado.

Tô errado em quê aí? Não, acho que você não tá errado em nada, mas a psicóloga também não. Não? Não, se você fechou as portas é porque você também não queria entrar em contato com esse passado, né? Não, é que o passado... É, então. Mas talvez aquele passado esteja ecoando ali, trazendo umas coisinhas que de repente te deixam triste. É. E aí você der vazão pra elas, talvez você... Porque uma pergunta... Você já comeu areia? Não, não comeu areia. Então, o passado era triste, Álvaro.

Tu vai se fuder, Batista? Oxi, o que, meu? Tá falando sério. Mori em que momento? A vida era triste. Mas eu não comia essa areia, né? Porque senão a gente morre. A areia é farofa pra mim. Eu olho para a erofilha, é farofa. Mas também, inclusive, eu comecei a entender mas minha cabeça aqui no Brasil. Eu não ia atrás de psicólogo, não ia atrás de pessoas que realmente cuidam do nosso mental, né? E daí quando cheguei aqui, comecei a ir atrás, comecei a...

Tentar entender mais a minha cabeça. Isso piorou. Caramba, tu falou pra caralho e não disse porra nenhuma. Iguinho, você é o psicanalista? Não, eu tô tentando. Eu faço um programa que... Ele tá lá. Ele tá lá. Tá a escrever. Ele vai me dar um laudo hoje. Mas é que ele não é psicanalista. É, neurocientista. Isso. Então, é isso. Que estuda do sistema nervoso. Sim, é. E eu tô nervoso.

Então vai, então vai. Desistiu. Como é que é... Minha mente, jovem, 24 anos. Eu sinto que eu tô a viver... Tô a levar muito peso nas minhas costas. Que papinha é esse? É sério, tô a levar muito peso nas minhas costas, 24 anos. Engolindo muita porra calada, né? É, engolindo muita porra calada. Eu sinto que... Sou alguém de 24 anos...

mas no corpo de... Tipo, só alguém que tá no corpo de 24 anos, mas com uma mentalidade de 50. Como é que eu faço pra resolver esse tipo de problema? A máquina do tempo é a solução, hein, Igor? Fala aí.

Não, não, falando sério, isso é porque você já fez muita coisa na vida. Coisas que foram fáceis, coisas que foram difíceis, mas sobretudo muitas. Se você tivesse ficado em Angola, você teria sentido agora que, poxa, no fundo eu me sinto imaturo, tenho 24 anos, mas minha cabeça é de 20. Só que como você veio para o Brasil, como você já fez muita coisa...

você tem essa sensação de bagagem. Então, assim, quando a gente varia as experiências da vida, a bagagem cresce. Outra coisa diferente é como é que a gente se sente em relação a essa bagagem. Porque ela pode crescer e ter um aspecto positivo. Ela pode crescer e ter um aspecto negativo ou positivo por um lado, negativo por outro.

De fato, a qualidade das experiências que a gente vive, então se uma situação é difícil mesmo na prática, ou fácil, impacta essa bagagem. Mas não é só isso. Outra coisa que impacta é como a gente olha para o nosso passado. Como a gente avalia depois e fala, poxa, isso aqui teve um papel na minha vida de formação. Se a gente olha para uma situação difícil depois e pensa que ela serviu para a gente se transformar.

melhorar como ser humano, aprender alguma coisa, aí a gente tende a ver aquilo de forma mais positiva do que se a gente olha e simplesmente fala, foi uma perda de tempo, que além de tudo foi uma perda de tempo difícil. Então tem muito como a gente se relaciona com o nosso passado. Por isso que é importante voltar no passado. O presente...

é um momento em que o passado ganha sentido. Não existe passado nenhum fora do momento que você está resgatando ele. Por exemplo, o seu passado de quando você tinha 12 anos de idade acontece aos 24 anos de idade, quando você pensa sobre ele. E nessa hora, você pode pensar de uma maneira mais construtiva ou menos construtiva. Entendeu o ponto? Saber construir uma narrativa pessoal em que o passado adiciona alguma coisa à sua representação de si mesmo é o que faz, no final das contas, você sentir orgulho e satisfação com a vida que passou.

E quando você, no passado, você não lia comentários do tipo ah, você é um merda. E hoje você lê isso. Como é que eu posso levar esses comentários? Parando de ser um merda. Não, não. Não, não. Esse é o amigo. Não, é isso. Meus amigos são motivo da minha terapia. Fudeu, cara. Meus amigos são motivo da minha terapia. Porque eu não lia. Não sabia receber críticas, essas coisas.

E agora, pô, você pode só, você tá vivendo a tua vida, pode tá vivendo.

Alguém vai falar, olha lá, seu merda. Mas te incomoda tanto se alguém te falar, seu merda? Eu não sou, me incomoda. Sério? Minha vontade é sair no soco, mas daí não posso sair, né? Senão ele vai me bater, não sei. Daí tenho que me segurar. Daí tenho que me segurar. Mas eu fico preocupado realmente com comentários na internet. Não devia. Olha só, a internet funciona da seguinte maneira.

Se você vê alguma coisa e aquilo lá não te provocou uma reação extrema, você não vai reagir. Porque custa energia reagir. Consequentemente, as reações que você vê ali registradas são todas ou muito positivas ou muito negativas. Existe um extremismo natural porque dá trabalho, entendeu? Alguma vez na tua vida que você estava classificando um filme, você já classificou um filme de três estrelas?

ninguém faz isso, percebe? ou ele é 5, ou ele é 0 ou 1 estrela, né? ou você vê que isso é tão verdade que o YouTube mudou a classificação no comecinho ele tinha estrelas e agora é só thumbs up, thumbs down, por quê? porque as pessoas só reagem aos extremos então você tem que ir relevar porque quando você olha uma reação extrema você tem que pensar assim, milhares de pessoas reagiram de maneira intermediária não gostaram pra um lado, não gostaram pro outro não gostaram

algumas adoraram estar aqui a resposta delas e algumas odiaram estar aqui a resposta delas. Consequentemente, aquilo não é uma amostra que reflete o que todo mundo está pensando, entendeu? E aí tem gosto para tudo. Normal que algumas pessoas não gostem de você, do que você faz. É eu tentar não agradar todo mundo, né?

É, exatamente. Só agradar pai e mãe já tá bom. Nem pai e mãe também tu agradar. Isso que é o problema. Isso que é o problema também, meu. Porque, inclusive, você falou sobre coisas que te deixam mal. Pô, a semana passada eu passei mal. Não comi. Fiquei um dia sem comer. Tava cancelar o menino Neymar. Não é possível. Fiquei triste.

Eu, como alguém que gosta muito do Neymar, já se assumiu, inclusive, publicamente, sendo neysexual. Não sei se você já viu essa nossa comunidade. Dos neysexuais. É, são pessoas que chupam o pau do Neymar. Daí...

Olha, a comunidade. Meu Deus do céu. Mas é sério, existe? Existe, os neissexuais. Não acredito. Existe, existe. A internet é incrível. Existe, Neymar fala aí. É um museu de grandes novidades pra mim. É, é, existe. Acredito, juro por... Daí tava cancelado o Neymar e eu me senti muito na pele dele.

Na pele do Neymar, tipo... Porque é bom, né? É. Tudo de bom acontece na vida do Neymar. Ah, é. Eu não teria nenhum problema de me sentir na pele do Neymar. É mesmo? Pô, só que tem coisa boa na vida do Neymar. Mas ele disse que o trabalho dele é igual ao pedreiro, é igual... Pode até ser o trabalho, mas ele trabalha bem pouquinho, né? O resto do tempo ele tá descansando ou curtindo a balada. Ele trabalha muito, meu. Eu gosto muito do Neymar. Você acha que ele vai pra Copa? Vai nada, filho.

E por que tu não usou esse cabelinho aí, Batista? Pra ir pra Copa? Pra fazer o quê? Não sei, porra. É que eu nunca usei esse cabelinho. Inclusive, agora eu ia falar sobre autoestima. Eu sempre fui alguém que me falaram, Ai, seu palito. Ai, seu... Mentira? Tá aí, tá aí. Não, não, não. É que eu achei engraçado, gente. Você falou, ai, seu palito. Ai, seu sumalento. O que é isso? Pessoa da Somália.

Lá em Angola, o pessoal falava muito isso. Nossa! Sempre tem o mais fodido. O que será que os caras falam na Somália? É, então. Daí, sempre cresci com isso. E eu queria muito saber sobre a minha autoestima. Eu comecei a criar cabelo. Eu não tinha essa autoestima de criar cabelo. O que? O teu cabelo era sempre zeradão? Era sempre zeradão. Porque falaram que quem tinha muito cabelo era burro. Ué?

Quem falou isso que era burro, hein? Será? Bom, pensa bem, não tem nenhuma relação Pensa no Einstein com aquele cabelo gigante Mas ele era a direitora da escola

Ah, mas... Ela não era muito inteligente, além de tudo, tinha um cargo importante. Pior, essa coisa mais comum no Brasil, meu amigo. Essa é a regra. Algumas exceções, mas essa é a regra. Só que as falas dele me afetaram. Me afetaram. Aí tu cresceu. Aí comecei a vir aqui do Brasil, né? Vim aqui...

Trancei E tu me sentiu um merda Pelas falas dela Sério mesmo? Sério Eu tô, sério mesmo, sério Sem brincadeira Me afetou o que ela disse Até hoje eu fico afetado

Por que você não liga pra ela? Ela manda uma mensagem e pergunta eu posso te ligar por vídeo? Aí você liga, mostra seu cabelo e fala sabe uma coisa que eu tava pensando? A senhora não sabe nada. E desliga. Não, deixa ela lá falando. Você lembra que você falou que cabelo... Deixa eu te mostrar uma coisa. Você pode mostrar, sei lá, tanta gente inteligente que tinha um cabelão. Você pode mostrar. Artistas, intelectuais. Olha aqui, e a proposta aqui.

Acho que a senhora não sabe nada. Vai tomar no cu, Tia Valquíria. Tá ligado? Lembra disso aí? Talvez uma medida mais extrema assim também seja uma boa. Mas também não pode somar. Ah, vai tomar. Não pode. Não, não.

Que ela não sabe nada. Eu mandaria, mas também... É errado. Tem um fenômeno no Batista e nos caras próximos dele. Eu já conversei com alguns caras. Teve algum momento que a gente estava conversando. Ele ligou para uns amigos dele. Que é uma inocência sobre algumas coisas do mundo que parecem que fazem parte... São meio...

Pô, não vou dizer que é cultural, eu também não quero parecer que eu entendo como é a sociedade angolana. Mas os caras perto do Bajita, eles são tudo meio inocentes. Como assim? Os caras acreditam num estroço? Feitiçaria, você não acredita, Álvaro?

Não, não acredito, mas isso daí que você está falando tem muito a ver com a sociedade angolana, sim. Sabe por quê? A gente tem que olhar da seguinte maneira. Conforme você vai para um lugar que é mais urbano, você é... Eu sou de Benguela. Pronto. É distante da capital, mas também é uma cidade que está... E aí

a ser bem desenvolvida. Eu sei qual é, mas por exemplo, Luanda é uma cidade de nove milhões de pessoas, entendeu? É uma cidade grande. Curiosamente, Luanda já foi a cidade mais cara do mundo. Quatro anos em seguida. Mais cara que Tóquio, entendeu? Mais cara que Los Angeles. É uma loucura. Mas por quê? Eu explico daqui a pouco, mas só pra fechar esse raciocínio.

Quando você está nos ambientes urbanos, é natural que os discursos, as falas individuais das pessoas, circulem muito. Os mitos. E quando as falas circulam, o que acontece? É como se elas entrassem em choque umas com as outras e elas se neutralizam e deixam de influenciar tanto as pessoas. Vou dar um exemplo. Você tem uma religião ou uma prática qualquer. Ela é sua.

Aí você mora numa cidade como São Paulo. Você pode ter a sua prática muito específica, que é uma coisa que só tem 0,01% da população brasileira praticando essa coisa. Mas quando você entra num ambiente como o de uma cidade grande, a vida te obriga a seguir uma pragmática, a fazer coisas que...

tornam essa coisa que é sua, que não deixa de ser sua, muito menor proporcionalmente a todo o resto. Entende o ponto? Música. Você pode achar que determinado tipo de música que ninguém conhece, ninguém gosta, é muito legal. Ainda assim, você vai ser exposto a muitos tipos de música e muitos tipos vão ser dominantes em algumas áreas. Eu tenho o dominante do pop, dominante...

da alta intelectualidade, dominante disso, daquilo. Então, o que acontece? Nos ambientes urbanos, as crenças extremas vão desaparecendo e as pessoas todas vão ficando mais céticas. Tem estudos, por exemplo, que mostram que a religiosidade é muito mais baixa nos ambientes urbanos. Então, essa é a grande diferença.

E aí tem uma outra diferença em cima dessa, que é a seguinte, o Brasil, em particular, é uma terra em que a gente cultua uma espécie de uma inteligência como esperteza. Então, o brasileiro tem essa preocupação, de não ser bobo, por assim dizer. Então, o brasileiro é acostumado a desconfiar.

Então, isso também funciona. Funciona pra mal, tá desconfiado as coisas. É um saco. Por exemplo, eu tava na Islândia três semanas, um mês atrás. As pessoas são ingênuas também. Elas são ingênuas. Então, também tem isso. Você falar uma coisa, elas acreditam em você na hora. Você vai conversar, trocar uma ideia. Não tem a... O Batista acreditou que não existia um pirâmide do Egito. Mas na Islândia... Que era tudo um grande...

É um chroma key que foi lá que filmaram os Vingadores. Nessa altura que eu acreditei. Eu nunca fui alguém de pesquisar muito. Aí eu falei, vai lá ver se tem alguém de camisa verde. Ele falou, vai lá ver. Você vai pesquisar. Fala, hum... Não tem, né? Não tem verde, azul, não tem... Mas ele viu que não é bem prático.

mas só pra fechar isso a ingenuidade ela tá espalhada por todas as partes e quando você vai pra ambientes urbanos ela é menos comum, só que no Brasil em particular, a gente tem uma espécie de sistema imunológico, de defesa contra a ingenuidade, sabe por quê? porque no Brasil, se você é ingenuo, você se ferra então tem esse ponto aí tem aí uma coisa que a gente tem que fazer uma crítica ao Brasil que no Brasil é isso, você não pode sair acreditando nas coisas, senão você...

Toma toco. E tá lá o Batista acreditando em... Nossa, quando ele começa a falar em feitiçaria aqui, tu fica de bobeira mesmo. Eu acredito em feitiçaria. Eu só não acho que funcione. É, tipo isso. Mas existe. Existe. Existem alguns rituais. Eu não sei se é alguma energia que certas pessoas conseguem alcançar do próprio universo.

Mas eu posso falar uma coisa? Sério, agora. A gente está aqui tratando como se feitiçaria fosse sinônimo de placebo. Placebo é tipo aquela coisa assim, você finge que vai dar uma injeção numa pessoa, tá? E você não põe o remédio dentro e ela sente que melhorou e ela efetivamente melhora por uma questão psicológica. Ok.

Acho que é meio por aí. Mas olha só, tem um antropólogo francês muito famoso chamado Claude Lévi-Strauss, que veio para o Brasil num negócio chamado Missão Francesa, que foi quando eles foram construir a principal universidade do país, que é a USP, a Universidade de São Paulo. Fiquei lá até o pós-doutorado. Enfim.

Na USP, o Levi-Strauss organizou um grupo interno e foi fazer pesquisas no chamado Brasil Profundo, que tinha naquela época, na década de 60, um grau de desenvolvimento bem menor que Angola hoje em dia. Na verdade, Angola nos anos 60... Angola tem uma coisa curiosa, porque ao mesmo tempo que foi colônia de exploração...

Angola, ao contrário do que muita gente pensa, foi colônia de povoamento. Muitos portugueses imigrantes. Eles eram imigrantes lá em Angola. Dizer que o português estava... Não, o português está por cima da carne seca em Angola. Mentira! Tinha muito português que mudou para Angola e foi ser imigrante lá. Fortíssimo isso na década de 1950 sobretudo. Dentro do chamado salazarismo. Mas qual é o grande ponto? Quando você vai ver no Brasil central...

Você tem rituais de feitiçaria entre índios em que, a partir do enfeitiçamento, o sujeito morre. Então, placebo ou não placebo, quero ver alguém simular a morte. Feitiçaria leva à morte. Está lá registrado. Não é um caso. São muitos. E o maior antropólogo do mundo registrando. Então, não é que a feitiçaria seja falsa ou inócua. Não. Ela funciona.

Só que ela só funciona porque o sujeito acreditou que ele foi enfeitiçado. Esse é o ponto. Se eu chutar uma macumba, quer dizer, eu nunca faria essa violência, mas sem querer, né? Tropecei, pisei em cima, estava com fome e comi o frango, faria numa boa. Não acontece nada. Mas se uma pessoa que acredita piamente naquilo transgride, com certeza ela vai ter efeitos. Porque os efeitos da nossa mente são absurdos. E eu vou dizer uma coisa.

Eu participei um tempo atrás, nunca contei isso aqui em público, mas eu fui contratado para uma série da Netflix sobre o João de Deus, um cara altamente controverso. E eu vou falar uma coisa assim, eu analisei várias ressonâncias, vários registros, por exemplo, tem um de glioblastoma, de câncer no cérebro, um monte de coisa assim. Eu vou falar, eu vi nos registros

Eu vi melhor a clínica de paciente, etc. Tá lá, entendeu? Assim, eu vou dizer que é por causa do médium e tal. Não vou dizer nada. Eu vou dizer que efetivamente, quando a gente procura essas coisas, a gente encontra. Você vai ver o Chico Xavier. Cara, a quantidade de evidências...

É colossal. Agora, essas evidências significam que o Chico Xavier tinha uma capacidade de trazer algo do além. Isso eu deixo em aberto. Prefiro pensar que não está ao nosso alcance, mas que, independentemente de qualquer coisa, a mente funciona como uma espécie de radar. E aí, mais uma coisa. Por que a gente chamaria...

pejorativamente um ritual africano, um ritual do Brasil Central, de feitiçaria, e não chamaria o que o Chico Xavier fazia quando ele psicografava uma carta de feitiçaria. Desculpa, gente. É feitiçaria igual, ou não é feitiçaria, no sentido que a palavra feitiçaria adquiriu no Brasil meio pejorativo. Então, sem esse papo. O João de Deus, o Arigó, o Chico Xavier, os xamãs do México tomando peiote, o feiticeiro na matribo

qualquer no Brasil Central ou em Angola, fazem parte de uma mesma cadeia de pessoas que prometem ou acreditam na capacidade de captar algo que está fora do mundo da materialidade presente, que envolve o extrasensorial também do ponto de vista perceptivo, eles conseguem converter isso em efeito prático.

Para mim é tudo igual. Aliás, quando você vai numa igreja evangélica e tem uma possessão, um acorrido, também é a mesma coisa. Então, cada um quer chamar de um jeito e dizer que a sua coisa é diferente, mas na verdade são todas formas de supostamente ou efetivamente captar algo que um...

é astra-sensorial, ou seja, não está no domínio dos órgãos dos sentidos. Dois, que conecta um mundo que não é esse da matéria e dos vivos, explicado de maneira einsteiniana e quântica. E três, que tem efeito na prática. Acontece uma coisa aqui no mundo real, você psicografa, você cura, você tira um transe ou qualquer coisa do gênero.

Então, na boa, respeito total. Ou não tenho respeito por nada, que é mais o meu estilo, tá? Porque eu não sei o que eu sou ateu. Ou então respeito igual. A feitiçaria, o do evangélico, o do católico, o de qualquer um. É tudo a mesma coisa. E se for... Desculpa, acho que eu queria falar alguma coisa. É que tem... Já houve inúmeras situações e também já houve casos que já foram comprovados aí. E vídeos, até filmes já foram feitos baseados em fatos reais. Sobre exorcismo, essas coisas aí. Então...

Mas é isso que eu falei, nas igrejas evangélicas existe essa prática, algumas, em alguns rituais, rituais de umbanda. Pra mim eles estão no mesmo nível da feitiçaria ou qualquer outro, porque eles estão tratando de uma suposta encarnação de algo que é extrasensorial, ou extramaterial, que seria um espírito, ou qualquer coisa assim, e estão justamente aplicando um tratamento, igual um tratamento médico, só que um tratamento no domínio dessa coisa extrasensorial que é chamada de espírito. Obrigado.

Pra mim isso daí, e você fazer uma macumba, ou você ter uma coisa de feitiçaria com uma reza, búzios, o que quer que seja, só muda o ritual. E muda o preconceito de quem acha que determinado ritual é mais, vamos dizer assim, nobre ou de alguma maneira...

ético, em geral tem uma questão de ético. Como se existisse uma diferença. Que diferença você faz? Você botar uma galinha com vela ou você dançar dentro do maçã? Não, não. Te bater com galinha preta resolve enfeitiçaria. É, mas não tem nada de antiético, né? Qualquer... Você não come frango? Então, que diferença você faz? Você botar um frango... A única coisa antiética é que surge a rua.

Tirando que suja você botar no seu jardim. É que é o seguinte. Eu, eu, eu já tive amigo que foi numa festa próximo do cemitério. Não, não. Foi você que aconteceu com você. Não, não. E é sério. Esse amigo ficou doente, Guinho. É papo dele ficar doente. Acredito, acredito. Ele ficou doente. É o seguinte. Lá tem um bairro chamado Catumbela. Lá tem um cemitério. E esse cemitério é muito conhecido porque as pessoas...

morrem. As pessoas que morrem por alguma razão mesmo mortas aparecem em outros lugares. Já aconteceu isso. Você pode falar... E agora? Teve um dia que esse meu amigo foi pra uma festa próximo desse cemitério e ele deu um buleia. A buleia deu carona numa moça lá. Só que essa moça, depois que ele foi ficar com ela, foi na festa... Não, cara, caralho.

Mas deixa eu lhe contar, se for outra história... Que isso, Guilherme? Calma aí, cai aí. Eles foram pra uma festa... Se ele estiver inventando, tudo bem. Não, não tô inventando, é verdade, é verdade isso. Desculpe. Não, é verdade, eles foram pra uma festa, e daí ele dançou com a moça, e depois levou a moça pra casa dele. Só que depois...

A moça deixou um casaquinho. Depois, ele foi levar o casaco na casa da moça, porque tinha o endereço. Só que quando chegou lá, os pais falavam que ela já morreu há cinco anos. Como é que você me explica isso?

Eu não tenho a menor... Tava usando o casaco roubado. Não, que roubado o quê, meu? Não, não. Ué, se tava com o casaco roubado. Ele falou exatamente como era a filha dele. Eu explico, eu explico, eu explico. A moça sabia que tinha uma outra que era parecida com ela que tinha morrido. Ela não queria seguir num relacionamento com o rapaz. Ela queria só dar uma transadinha. Aquela noite tá tudo bem. Sem compromisso. Então ela foi lá e falou assim, não, eu sou não sei quem.

E foi embora rindo pra casa dela. Não, não, não é possível que casos de família angolano... Não, não.

em Angola as pessoas não transam uma noite só, só no Brasil meu amigo ficou doente ele ficou impressionado ele ficou com saudade com saudade e sentindo que ele tinha transado com os mortos e aí ele ficou doente, psicologicamente e aí naquele papo que não faltava as pernas da moça é verdade também é verdade também

O cara sabe nem contar a porra da história. Não, não, é verdade. É que eu esqueci, porque eu tô no foco aqui, Guinho. Eu tô no foco, porque eu acredito, porque até a minha mãe acredita. Quem? Minha mãe, minha mãe é papo de minha mãe colocar água benta e sal na mesa, assim, pra não vir fantasma, essas coisas. Nós acreditamos.

Você vê que é botar água benta. Sabe por quê? Porque Angola é um país altamente cristão. Altamente. Tipo, mais que o Brasil. Inclusive tem gente que acha que tem candomblé em Angola. Sabe que burrice. Não tem candomblé em Angola. Não tem nada disso. Ah, não. Porque são rituais africanos. Não existe. Mais de 90% da população angolana é cristã católica. No Brasil que tem macumba. É muito louco, né? Esse papo de Angola as pessoas são muito mais tradicionalistas na religião.

E esses rituais que usam coisas externas, tipo um ritual de ayahuasca e tudo mais, isso daí entra na mesma categoria de feitiçaria? O que faz virar feitiçaria no meu ponto? Veja bem, essa categoria aqui eu estou trazendo como uma definição pessoal. Claro que feitiçaria tem um sentido próprio, estudado por quem separa a religião tradicional das religiões alternativas, ali tem a feitiçaria. Mas a minha leitura das substâncias alucinógenas dentro da religião E aí

é a seguinte, elas servem para o mesmo propósito que uma dança por exemplo, os sufis da Índia e de outras regiões que fazem danças circulares você fica rodando, dançando, fica tonto você tem um tipo de barato, que são formas de você se soltar se desprender da consciência do real aqui do momento presente para você se conectar com essa outra força só serve para isso por exemplo, você pegar um xamã qualquerzenia

por exemplo, no México, no Peru, no Brasil também, o xamã não vai ter, vamos dizer assim, uma transmissão de cura, quando é o caso, a partir do ayahuasca ou qualquer outra droga, do peióte, por exemplo, que é muito mais xamã, peióte, mais do que ayahuasca. Ayahuasca é outra coisa. Mas, enfim, não vai ser isso. A cura vem da conexão com o divino, por assim dizer.

O ayahuasca, o peiote, psilocibina, LSD, maconha, dança circular, pinga e tabaco, como é comum no Brasil também. Bastante pinga, bastante tabaco. Tudo isso é para você...

reduzir a barreira de entrada, a fricção para você passar para esse outro estado. É a mesma coisa que uma meditação dentro de uma prática indiana e assim por diante. Ou seja, nenhuma dessas religiões a droga cura. A droga é simplesmente o elemento de transposição de um estado para o outro.

Caralho, meu. Caralho, eu trouxe meu PDF. Manda ver no PDF. Eu vou estudar, eu vou estudar. Alguma dúvida que eu escrevi lá, eu e o chat GPT. O cérebro humano foi feito pra se comparar mais ou pra admirar as pessoas? Eu pergunto isso por conta de...

O ser humano, o nosso cérebro, foi feito mais para admirar ou se comparar com outras pessoas? Eu falo isso por conta do Instagram. Essa pergunta é genial, tá? Essa pergunta é de uma profundidade. Eu sabia que coisa boa. Sabia, sabia, sabia. Essa pergunta é genial, genial. O Álvaro, ele mete essa aí. Às vezes eu faço umas perguntas burronas, que eu sei que é burra. E ele fala, não, genial essa pergunta. Eu não falo nada, mas eu sei que é burra.

O Batista, tenho certeza que nem ele entendeu essa pergunta. Não, eu entendi, eu entendi real. Não, ele entendeu e ele trouxe que é um negócio do Instagram. Isso me trouxe o lado do Instagram, me trouxe o lado das redes sociais. Porque, pô, eu fiquei chateado, eu fico a me comparar muito com quem fecha com o Tigrinho. Eu não fecho. Ninguém me envia proposta. É por isso que eu não fecho. Eu não como maconha e ninguém me dá.

O puto, ninguém me fala toma aí, toma aí. Não aceitaria também, não aceitaria. Isso foi muito bom. Mas a pergunta realmente é séria, é séria. Vai, faz a pergunta aí. Ah, já fiz. Já fiz, já fiz. Cara, admirar e se comparar são a mesma coisa.

Porque quando você se compara, você está primeiramente reconhecendo que existe uma superioridade ou uma inferioridade do sujeito comparado. E quando você encontra essa superioridade, você encontrou alguma coisa no domínio da hierarquia de valor. Tem valor maior e valor menor. E se comparar é, portanto, se posicionar nessa hierarquia. Admirar é o efeito do reconhecimento do ponto superior nessa hierarquia. Então, assim, você olha e fala E aí

Legal. Imediatamente, dependendo da sua situação, se está no mesmo ambiente competitivo que você ou se você tem uma tendência à comparação, à insegurança, o que quer que seja, não importa, pelo bem ou pelo mal, você se compara. Todo mundo acha que se comparar é coisa de gente medíocre.

Mentira, todos os grandes atletas vivem de comparações milimétricas. Todos os grandes artistas, todo mundo que tem um programa. Se você não se compara, você é um trouxa, simplesmente. E não o contrário, porque você não está fazendo o chamado benchmark, ou seja, você não está fazendo análise competitiva. Em todas as áreas importantes, no sentido em que socialmente elas são muito valorizadas, tem muito dinheiro, muita repercussão.

muito impacto, as pessoas e as próprias instituições, por exemplo, uma empresa e outra empresa, se comparam milimetricamente. Não tem nada de errado se comparar. Nada. A comparação adquiriu uma fama negativa porque existe um tipo de comparação que é ruim. Que é a comparação...

sexualmente motivada. Então, por exemplo, você vai lá e fala assim, nossa, aquele cara tá pegando aquela mulher e eu não tô, nossa, eu tô uma porcaria. Não, não, não. Não é assim que funciona e esse tipo de coisa destrói a gente. Ou afetivamente motivada. Não sobra nada pro Betinho. Ou aquela pessoa é querida e eu não sou. Entendeu? Sabe assim? É muito fácil a comparação.

ela degringolar, ou seja, ela decair em valor na inveja e na dor de cotovelo, na dor de corno, todos esses sentimentos que não somam nada pra tua vida. Mas você olhar e falar pô, que legal essa pessoa. E aliás, ela tá me mandando bem melhor que eu.

Não tem nada de errado. É que às vezes tem vídeo hoje. E aí tem tudo a ver, desculpa, só para fechar, colocado dessa maneira, a gente consegue ver que o fenômeno da comparação está diretamente relacionado ao da admiração e também o do rechaço. Você pode olhar e falar, putz, a pessoa aqui está mandando mal. E você imediatamente está vendo que não é desse jeito que você quer se colocar, entende? Portanto, você tem um fenômeno de base que é a relação de valor com o que está em torno de você e aí você compara e admira o rechaço.

É que eu pergunto muito isso porque até me levou a lembrar de certas coisas, tipo, lá na hora H, se você não demorar mais de, sei lá, 30 minutos...

Você é um inútil. O que é o RH? O RH. Lá no... Não vamos ver. No Levanta Ferro. E a... Se você não demora muito, tá errado. Se você não demora muito? É. Tá errado. No Brasil, a cultura é outra. Como é que é? É o contrário. Pelo menos a cultura de... Espera você ter 40 anos. Aí, quanto mais você demorar, melhor.

Mas eu acho que é isso que ele quer dizer. A ideia é demorar mais. É, é. Então não é que você não demora muito. É se você vai muito rápido. Se você gosta rápido, você é um loser. Isso. E aí, o povo, a questão do Batista é se espera-se uma relação de 30 minutos, o que fazer com os outros 28?

Que pérola. Que pérola. Tá muito engraçado. Depois eu vou te falar uma coisa. Sabe qual é o tempo médio em que efetivo... Essas coisas, assim, elas são misteriosas até a pessoa casar. Depois elas deixam de ser. O tempo médio que as pessoas transam é quatro minutos.

4 minutos. É nada. Ixi, Maria, eu tô no mínimo. Não, não. Então tu tá no 50% ali. Se tu melhorar, se tu melhorar. Se você melhorar 100% do teu tempo, tu chega na média. Eu adorei você, é um bom humorista. É que quando isso, tempo é dinheiro, eu não quero demorar.

Não tem pelo dinheiro. Mas você já pagou uma hora cheia, cara. Não, não tem pelo cheiro. Você tem que fazer... Pagou uma hora, porra. Não, tem que, sei lá, tem que... Pô, trabalhar, tá vendo? Tem pelo dinheiro. Mas aí tu pagou uma hora. E é isso? Vai usar dois minutos?

Tempo é dinheiro, Iguinho Não vai ficar lá E depois o que me doi É aquela comparação na internet Depois tem o Você é o goza e dorme Você é o goza fofo Eu sou MC Socafofo Não é à toa O que é o goza fofo?

É assim, eu gozo a fofo Isso é sério o que eu tô falando Nossa, sério Não, mas ele tá trazendo minhas façam Eu tô adorando Olha, fazia tempo que a gente gravava um episódio Tão insólito Meu Deus Vai lá, Batista, olha a tua próxima pergunta Tá, tá, tá, espera aí

É normal se sentir em versões diferentes, quando depende do ambiente, quando nós estamos em certo ambiente, é normal. Com a câmera ligada de um jeito, com a câmera desligada de outro, com a tua mulher de um jeito, com a câmera de outro. É, é, é, é isso. Eu vou passar pro Igor. Cara, isso é normal? É.

Cara, eu acho que... Bom, eu lido com isso de uma forma... É assim, ó. Eu tento ser o mais próximo do que eu considero justo comigo mesmo. Sim. Tá ligado? E isso é muito próximo de como eu sou quando eu tô sozinho. Claro que quando eu tô sozinho, eu dou umas exageradas e algumas características menos feias. Por exemplo, menos bonitas. Sei lá, eu tô sozinho no meu computador ali, eu vou ficar jogadão. Eu vou arrotar, eu vou coçar meu saco, eu vou fazer um bagulho... Mas é isso que você faz no ar.

só que fica escondido. E aí, mas assim, existem pessoas que elas lidam de forma diferente dependendo do ambiente que elas estão. Eu diria até que, não vou dizer a maioria, mas é a maioria dos que eu conheço. É ter dupla personalidade. Não, não chega a ser dupla personalidade.

Eu acho que, por exemplo, você é um cara que você é o mesmo idiota aqui e com a câmera desligada, entendeu? É que a vida é assim, né? Você não tem que ser uma pessoa que é moldada quando você tá ligado à câmera, você é uma pessoa. E quando tá desligado, você é outra pessoa. Eu acho que são estratégias de sobrevivência também. Ó, imagina que você deu certo na internet.

por conta de uma piada que tu contou e tu viralizou daquele jeito ali e agora tu... É isso que se espera de você, tá ligado? E tu... O rato borrachudo, por exemplo, que ele usava uma máscara. Ele usava a máscara, sim. Tá ligado? Então, o rato, o Douglas, quando bota a máscara, até a voz muda, é estranho, né? Então, eu acho que você acaba entrando nesses personagens.

E o problema é saber a hora de sair, eu acho. É verdade. Eu tenho uns caras que eu fico olhando e fico pensando, pô, será que esse moleque dorme em paz? Porque eu sei que ele não tá falando a verdade. E eu sei que isso que ele tá falando é... Às vezes eu conheço o cara, as pessoas, e eu sei que nem tá conectado com o que o cara pensa mesmo, entendeu? Eu fico pensando, caralho, será que esse cara dorme em paz?

Eu acho que eu durmo em paz. Isso aí não é uma parada que me incomoda, não. É que eu trouxe essa questão porque tem vezes que eu trabalho com vídeo. E daí você começa realmente a se comparar. Aquilo que o Guinho disse sobre você ver pessoas dentro do cenário de vídeo. Câmera ligada são uma pessoa e fora são outra pessoa. E você não tem essa dupla personalidade. Eu vejo mais como dupla personalidade, sabe? Você não... Se você tem... E aí

Se você aqui é um iguinho e fora das câmeras é outro iguinho, pra mim você é um retardado que tá usado... Mas e se é assim que você ganha dinheiro e tu não tem muita escolha, mané? Tipo, se tu tivesse... Se você vira, por exemplo, um... Um...

Com todo respeito. Mas vamos dizer que você vira um puta de um estudioso do caralho. Desses de fumar charuto com monóculo, um relógio de bolsa, uma lareira e uns livros. Tá ligado? Tu virou esse cara. Só que na internet, tu é esse idiota aí. Tu vai ter que ser esse idiota na internet pra tu pagar as contas da tua casa. Tá ligado? Então, nesse caso...

Então, de casa em casa, eu não julgo ninguém, entendeu? Por que eu falo isso? Eu tenho lido os comentários, Batista começou a ler livro, vou parar de lhe seguir, tá assim já. Tu nem começou a ler livro, Batista. Eu comecei, Diz. Não parece? Vixe Maria, pode falar, pode falar. E essa troca, eu tô numa fase já de não impressionar mais ninguém, tá assim. Ah, você que é bom. Tô errado? Não, vou fazer dois contrapontos que eu acho que são legais. Primeiro é o seguinte.

Eu concordo 100% com o que você disse, tá? Mas olha por um outro, o lado completamente contrário. Eu tenho pessoas que têm em si impulsos destrutivos, agressivos, psicopáticos e etc e tal.

O que a gente precisa como sociedade é que elas justamente tenham uma persona controlada. Entendeu? Porque senão o mundo vira uma selvageria. O próprio tem um livro importante do Freud. Já ouviu falar? Já. Então, o Freud tem um livro muito importante. Tanto mais do Freud, então. Não é um cantor, não é um cantor.

Então, o que ele fala, o cantor? Ele diz, nesse livro, que a base da civilização, de o que faz a gente ter uma sociedade, é justamente essa máscara que a gente colocou.

num determinado momento lá no passado, quer dizer, a gente colocou não há uma vez, né? É uma coisa que foi ficando clara. E a tese dele é a seguinte, a gente vive em clãs. Você certamente sabe bem o que eu tô querendo dizer. E aí, nesses clãs, a violência dominava. E aí, num clã, o que era muito comum? O mais fraco...

era morto pelo mais forte. E pensa que o mais fraco, no caso, pode ser o pai. Então, o pai foi morto pelos filhos. E essa morte causa uma culpa. E essa culpa faz o sujeito pensar, opa, peraí, tem algo aqui que transcende, ultrapassa o limite do que é possível, até porque senão o próximo a ser morto sou eu mesmo.

E essa lógica é não, a gente tem que segurar porque senão é selvageria total. Isso nunca aconteceu de verdade, tudo que o Freud falou sobre clãs, tá tudo errado, a antropologia mostra que está 100% errado. Mas o princípio tá totalmente certo. A civilização tem a ver com isso. O cara que sai no trânsito e toma uma fechada e não xinga o outro, não sai do carro pra dar porrada como ele tá com vontade.

ele está usando uma máscara. Só que é uma máscara benéfica para todo mundo, porque se cada um tiver essa vontade de sair, aí não tem trânsito, tem tiroteio. Então tem esse lado. O outro contraponto, que é mais sutil, que esse é meio óbvio até, a gente precisa de uma máscara para poder conviver em ambientes sociais altamente tensos. É o seguinte, a gente tem o artista que é ele mesmo, sempre.

E às vezes ele mesmo é incrível. Eu vou dar um exemplo. Wagner Moura, sabe quem é um... Sei, sei. Muito bom ator. Mas, ou não sei se é mais, a despeito dele ser muito bom ator, o Wagner Moura, na minha opinião, só faz um papel, o de Wagner Moura. Então, assim, você assiste ele no cinema e é o Pablo Escobar.

entendeu? E você assiste ele fazendo o Pablo Escobar e é ele... E é o Capitão Nascimento. Só que falando de espanhol. Por exemplo, tá? Então assim...

Eu não sei se eu concordo, porque eu também não sou um profundo conhecedor da obra do Vânia. Enfim, eu acho que existe uma continuidade intencional. Quem é assim, por exemplo, grande ator? Robert De Niro. Se você assiste um filme do De Niro, é o De Niro. Tanto que tem muita gente que imita. Sabe quem é Robert De Niro? Não. É muito bacana. É um ator ítalo-americano. Ele tem um estilão de italiano, de mafioso italiano. Sim. Porque ele é americano. Muito bom. Então, ele é sempre ele mesmo.

é Charles Bronson tem muitos desses, né? o principal deles, Arnold Schwarzenegger sabe quem é? Ele é sempre ele mesmo tanto que assim o Arnold Schwarzenegger é um grande ator coisa que pouca gente consegue reconhecer mas por exemplo, ele tem filmes, comédias excelentes em que ele justamente na minha leitura, ele tenta não ser ele mesmo e isso fica ridículo porque não tem como ele não ser o o brutamente destruidor, entende? é o Golden Rock, né?

perfeito, perfeito Stallone só sabe ser Stallone ou só quer ser Stallone, eu não acho que o Wagner só saia, é a marca registrada, qual que é o ponto disso aí

Essa é uma persona única. Então essa é uma pessoa que você fala, nossa, existe uma continuidade de representações e tal, que seria essa visão da verdade que você tá falando. É, só que tem atores que conseguem ou querem ser múltiplas personalidades. Então, por exemplo, tem um ator que eu acho que ele é subvalorizado no Brasil, que eu acho maravilhoso, que é o Rodrigo Santoro.

O Rodrigo Santoro em diferentes... Você pega o Rodrigo Santoro de 300 e o Rodrigo Santoro de Bicho de Sete Cabeças, são dois atores com duas energias radicalmente distintas. E assim, os dois são...

animais, assim. Entende? Então, e aí, o que a gente vai dizer do Rodrigo Santoro? Ué, que ele talvez não tenha essa continuidade. Ele não é sempre a mesma pessoa, entende? Então, na verdade, por exemplo, abrindo só mais um parênteses, existem linhas de atuação. Então, existe, por exemplo, uma linha que é famosa, se tornou famosa a partir do teatro inglês.

Nessa linha do teatro inglês, você tem que ser diferentes personalidades. E é muito bom. É uma coisa mais bacana você ver um ator que pode ser perfeitamente o do mal, o que é neutro e o mocinho da história. Entende o ponto? Então, eu não acho que necessariamente você ter diferentes personas também seja ruim. Exato. Até por essa história.

Tem um valor aí na coisa. Do Jim Carrey, eu acho que... Total, Jim Carrey é o cara que é um humorista pleno, mas ele sabe ser um ator dramático, ele mostrou pro mundo isso. Fudido, Jim Carrey é outro gênio total.

sabe ser isso mesmo, ser perfeito. Cara, Jim Carrey tem aquela coisa que você fala, ele só sabe ser o máscara, caras e bocas. Não, muito pelo contrário. Entende? Ele tem essa veia dramática em que ele é outra pessoa. Então isso eu acho que tem muito valor. Essa ideia de que a gente tem que ser sempre o mesmo, no fundo também tem um quê de simplificação. Claro que tem, cara.

Ser sempre o mesmo é... A ideia de ser sempre o mesmo é, com certeza, supervalorizada. É, isso aí. A ideia de que, porra, eu sou o mesmo cara de 10 anos atrás. Porra, que merda, hein? Eu preciso ser sempre o mesmo. O mesmo que eu sou professor, eu sou quando eu sou comunicador, que sou quando eu tô com... Ah, não, que coisa chata. Não precisa necessariamente. Pode ser, pra algumas pessoas, pode ser o grande lance. Mas não precisa ser, né?

agora eu vou trazer só coisas que... E depois eu tenho pergunta pra você também Não, pode perguntar, sem problemas Depois temos LivePix também É que eu tô a trazer realmente essas questões por conta do... Eu sou alguém que atualmente tem estado muito distante das redes sociais por conta de várias coisas Todo o teu trabalho

Não, em rede social. Mas o tal instante que eu tô a me referir... E Guinho, agora também tu vai fazer show, inclusive. Ele não postou nas últimas quatro horas, né? Não, não. Eu sei que é meu trabalho. Eu não quero bater laje, Guinho. Não vou voltar a bater laje. Não vou. Tu já bateu laje? Por quê? Pô, Guinho, eu já fui fotógrafo. Quando eu falo isso, as pessoas não acreditam. Teve um Natal. Tu já foi informático? Já, já, já. Teve um Natal que eu, em vez de ficar com a família, fui tirar foto na família dos outros, filho. Tu chorou? Chorei, fiquei claro.

é claro, tem que chorar, tem que chorar e daí eu queria trazer uma dúvida sincera, minha avô também me falou pra perguntar existe diferença entre idolatria e atração ou é mesmo tudo circuito, ou tudo tá no mesmo circuito do cérebro

Não, não. Para começar, eu não acho que essas coisas se explicam nunca por circuito cerebral, entendeu? Se explicam na ideia. Pensa na ideia. Quando você fala de alguém que tem uma idolatria, tá? A idolatria ela vem como ideia da relação com ídolos. E ídolos, originalmente, não são um ídolo como o Arnold Schwarzenegger, igual a gente mencionou. Ídolo é uma estátua.

ídolo é por exemplo uma representação de Deus entendeu o que eu quero dizer? essa é a origem do conceito e por que essa origem é importante? porque a idolatria faz com que você não veja nesse objeto da adoração

Algo real comparável a você, comparável às outras pessoas. Não. É algo assim. Oh! Essa pessoa ou essa coisa é diferente de todo o resto que existe no mundo. O que não se aplica a nada na realidade. Exemplo. Uma menina pré-adolescente que acha que o cantor, né? Acho que faz uns 20 anos que eram aqueles Hansons, né? Deve ser fazer uns 20 anos. Se bobear faz mais. A última vez que eu parei pra ver crianças olhando pra alguma coisa eram os Hansons.

Por isso que deixou o cabelo assim, pra ficar igual o Zach. É, eu nunca nem sei quem é que tá lá. Mas, enfim, nunca parei pra ver. Mas, assim, eu parei no Backstreet Boys. Hoje que sei o cara do BTS. É, é. Não pode ser o Backstreet Boys, porque ele já deve estar com uns 40 anos, né?

É, então, pronto. É isso. Ou então, por exemplo, uma coisa que é muito comum. É sempre na pré-adolescência. Na passagem da infância pra adolescência, a idolatria vem muito forte. Então, meninos, geralmente, tem uma coisa com o jogador de futebol. Ou o Maranhão superou. Não, isso é a infância, né? Idolatria que eu tô falando, nesse caso, é a idolatria de pessoas reais. Olha que interessante. A menina, na pré-adolescência... Só fala do Maranhão, põe o poiguinho.

É que a criança idolatra mesmo o herói. Ela é meu ídolo. Mas era o meu também. Ela não era o ídolo do Batista. Ainda é, né? Incrível, incrível, homem-haranha. Me respeita, Edinho. Qual foi? Mas continua, desculpa aí. Muito legal.

Então, vamos pensar em ídolos físicos que existem. Então, os meninos aos 12, 13 anos... Você pegar uma criança, um moleque, em geral ele vai dizer que ele quer ser policial, bombeiro, ele quer ter alguma coisa que tem protagonismo heróico na sociedade. Por que ele quer ser policial? Por que dá dinheiro? Não, não tem nada a ver.

É porque tem protagonismo heróico. E ele gosta de heróis. Homem-Aranha. Sobretudo desse tipo, tá? O que separa o Homem-Aranha do super-homem? Por que o Homem-Aranha é um herói excelente? Super-homem é uma porcaria. Porque o Homem-Aranha é imperfeito. Muito imperfeito. O super-homem tem uma imperfeição falsa. Inseriram na personagem perfeita de outro planeta e tudo mais.

uma vulnerabilidade química, entendeu? Então tem um elemento químico que é a criptonita, que afeta o super-homem. A história do super-homem ela está baseada num mito grego de um sujeito que só tinha uma vulnerabilidade, que era Aquiles. Aquiles foi imerso numa água

que supostamente gerava superpoderes, no sentido moderno. Só que como ele foi seguro pelo calcanhar, o calcanhar dele era a vulnerabilidade dele. É tipo o super-homem que tem uma única vulnerabilidade. É muito comum. Aliás, a história de Aquiles tem o Louis C.K., o comediante, que deu a melhor definição. Que história estúpida. Quero ver alguém... Imagina você ter um filho e você vai enfiar ele na água pelo calcanhar. Mas quando?

Ah, que ideia idiota. Nunca que você vai fazer. Imagina se afundar a criança. O que é um frango ou é um filho? Mas enfim, é um absurdo. Mas tudo bem, a gente aceita. É ridículo. Mas supostamente a mitologia grega não tem nenhuma falha, não, né? Enfim, é muito louco, porque tipo, o Senhor dos Anéis é muito mais sofisticado do que mitologia grega, você fala e se apanha. Mas enfim, qual que é o ponto?

O super-homem tem essa coisa. É uma falsa falha. Não faz parte do caráter. Ele é perfeito. Agora, o Homem-Aranha não. O Homem-Aranha é falho em tudo, porque ele é falho na personalidade dele. Sim, sim. Então, pronto. Então, a criança tem essa relação, sobretudo, com heróis falhos. Porque são heróis muito mais carismáticos porque muito mais humanos. Só que aí, quando entra a pré-adolescência, que é um momento de preparação pra você já se tornar um...

pequeno homem, aí as figuras do mundo real ganham muita força. E nessa hora os jogadores de futebol se tornam ídolos, nesse sentido. As meninas, curiosamente, têm menos ídolos femininos. Até tem. Hoje em dia tem bem mais, porque a cultura está estimulando isso. Mas em geral, elas...

viram para uma coisa já muito mais ligada a pares sexuais idealizados. Então é nessa hora que as boybands ganham força, bandas de meninos. Então essas idolatrias, que no final das contas é tudo para dizer que elas terminam sempre no masculino, olha que coisa curiosa.

A menina e o menino termina sempre em ídolos masculinos. Por isso tem muito mais ídolo masculino do que feminino. A popularidade da Mulher Maravilha é muito mais baixa do que a do Homem-Aranha, assim como na vida da banda de boys band do que da banda de garotas e etc. Não importa. Mas tudo para dizer que é isso. Quando a gente olha para esse negócio, essa idolatria, o que a gente encontra? A relação com um ser que não pode existir no mundo real.

Porque nem quando ele vai no banheiro aquele ser deixa o ambiente empesteado. Você tem esse ponto? Essa relação...

não é admiração. Ela não é. Ela é uma relação com uma coisa que não existe. Então existe uma diferença fundamental, agora respondendo a sua pergunta, que é se a relação é com algo que existe no mundo real ou se a relação é com uma projeção imaginária.

de algo que é incomparável com o resto. Se alguém fala assim, nossa, eu te idolatro, eu imagino imediatamente que a pessoa tem um problema mental. Está expressando alguma coisa. Você tocou no ponto. É, porque... Como assim, entendeu? Não existe ninguém... Você idolatra uma pessoa, ou um ator, ou uma...

Eu perguntei por conta do influenciador. Não faz sentido, percebe? Por mais que a gente identifique pessoas muito incríveis nos seus campos, não faz sentido. Você vai idolatrar, mesmo que seja assim, tem pessoas que são muito incríveis mesmo, muito, o que elas já fizeram é incrível.

Mas eu entendo que aquela pessoa não é o que ela fez. Ela também pode ser mala pra cacete. Sim, sim. Não é. Então a idolatria, eu acho que ela está num outro patamar, porque ela está no patamar da imaginação, que a idolatra não está em contato com o real.

Quem é idolatra? Eu perguntei isso por conta de... Nós vemos muito atualmente nas redes sociais pessoas comuns terem idolatria por influenciadores como Virginia, Carninhos Maia, supostamente... Quem que tu idolatra? Eu? Caetano, imagina se idolatrar a Virginia. Calma.

Não é que você está... Não é Ramse II, não. É a Virgínia que você idolata. Imagina. Explica pra mim. Tipo, você idolatra um político brasileiro. Um ministro do STF.

Mas como que você idolatra? Que momento da humanidade, né? Essa que é verdade. Que momento da humanidade. O que tá acontecendo com a gente? Mas eu também acho um puta problema a gente entrar nessa. Eu acho também que a gente... Por que que a gente tá nessa? Por que que tu acha que a gente tá dando esse status de ídolo pra uns caras que... Pra seres que talvez, que com certeza não merecem?

A primeira coisa é a seguinte, a gente vive a idolatria como fenômeno muito antes do surgimento das sociedades modernas e tudo isso. Idolatria, se você for lá na base do surgimento das religiões, religiões monoteístas do tipo cristianismo, judaísmo, islamismo,

são ritos de organização social que surgem quando a gente já tem cidades organizadas ou vamos dizer assim, já tem civilizações em que você tem agrupamentos humanos de um milhão de pessoas. Eu sei que as pessoas gostam de dizer que não, o Velho Testamento surge na origem do mundo, mas a verdade é que essas coisas são mapeadas historicamente, as religiões monoteístas são uma invenção da humanidade, o Deus monoteísta, esse Deus único e tal,

relativamente recentes, entende? E antes disso, a gente tem o animismo e uma passagem, ou seja, eu tenho assim a relação com o bode mítico, com a floresta, a cachoeira, etc. E essas relações E aí

Elas são de idolatria. Ou seja, a idolatria precede a religião, o surgimento de Deus. Esse é o negócio, não o contrário. É por isso que a idolatria é combatida dentro de todas as religiões monoteístas, entendeu? Porque ela representa a alternativa que foi substituída por ela.

Só que assim como todas as religiões, Deus, a Bíblia, o Velho Testamento, o Novo, o que você quiser, todas essas são construções humanas que tem históricos, versões, enfim, tem gente que estuda e tal, a idolatria de base animista também. E a gente consegue entender que existe uma passagem, aí vem o grande negócio, que é a da projeção imaginária.

de superpoderes a algo externo. Então, por que tem idolatriantes de mais nada? Porque a gente projeta superpoderes. Superpoderes que primeiramente estão, por exemplo, projetados na natureza. Num segundo momento, eles estão projetados em símbolos que organizam grupos. O símbolo daquele grupo, o bode, o isso, aquilo.

Depois, em grupos maiores, também os símbolos, só que eles já não representam mais um grupo. Eles são abstrações, como crucifixo, etc. Que são símbolos que podem correr o mundo de maneira muito mais eficiente, do ponto de vista expansionista. Eles têm uma capacidade expansionista muito maior. Aliás, curiosamente, as cinco maiores religiões do mundo surgem num único quadrilátero, que é pequenininho, que são o cristianismo, o islamismo...

o hinduísmo, o budismo, não, os quatro maiores. E surge num quadrilátero que vai do Oriente Médio até a Ásia Central, pequeno, que são rotas de circulação de mercadorias de pessoas. E a lógica toda tem a ver com a conversão daquilo que é local, símbolo local idolatrado, em símbolos abstratos que podem percorrer o mundo. Então, é nesse contexto de expansão.

Tal como uma expansão ocupacional mesmo, de impérios, que os símbolos, as religiões, as lógicas, se espalham. E elas se espalham de maneira muito específica. Por exemplo, o hinduísmo não sai da Índia. Ele tem uma expansão muito mais orgânica. Enquanto, por exemplo, o budismo, ainda que a gente ache que o budismo é sempre... Não, o budismo tem uma fase expansiva altamente bélica, sanguinária e tal.

Como, por exemplo, o cristianismo e o islamismo. Então, a expansão é uma luta de civilizações também. Então, o cara é muito importante que fala disso, o Samuel Huntington. Mas qual é o grande ponto aqui? Só para fechar essa história. Então, primeira coisa, isso existe porque é um movimento originário. Você fala, não, Alvaro, você só disse que ele existe há muito tempo. Por que ele é originário? Porque na base de tudo está a percepção de que a nossa vida e a nossa capacidade é um movimento filosófico.

É fugaz, é um sopro perto da natureza. Então, a origem do animismo está na projeção sobrenatural do mundo ao redor, que surge muito antes da civilização, porque a gente já olha ali no começo e fala puta que pariu. Se pular uma onça dali...

ela vai me comer, eu vou morrer e acabou. E quem controla a onça? Ninguém controla. Isso traz um medo, uma ansiedade, uma tensão. Como é que você aplaca a tensão? A natureza é mágica e ela vai me proteger.

Então, quer dizer, o animismo surge como reconhecimento da força da natureza e da pequenez humana, mas também imediatamente como forma de aplacar esse problema. Então, essa é a base. Por que está aí? O mundo é muito maior do que a gente. O cosmos ultrapassa qualquer representação. Consequentemente, a gente é animista.

Agora, por que que hoje em dia a gente tem um animismo aplicado à idolatria representacional, ou seja, de representações de pessoas, influencers e tal, tão forte?

A resposta é simples. Porque você consegue facilmente manipular as pessoas através da idolatria. Então, e não é que forças, entidades, do capitalismo, toda visão assim, pra mim, persecutória, né? Parece que tem alguém tramando. É uma visão idiota das coisas. Não é nada disso. É que se você quer se colocar numa posição de poder, a coisa mais racional que você tem a fazer é criar uma idolatria em torno de ti.

Simples assim, seja ela mais explícita ou menos explícita, um culto em torno da sua pessoa, tipo Pablo Marçal, entendeu? Essa é a forma mais fácil, não é a mais sofisticada, não é a mais poderosa, é simplesmente a mais fácil de capturar poder no mundo quando você não tem.

As mais difíceis são construindo, por exemplo, uma grande empresa ou virando um presidente da república ou qualquer coisa assim. Então, essas são muito mais difíceis. Esse caso aí, desculpa, eu tenho que cortar. Acabou. Então, é porque, na verdade, não é que há uma manipulação. É que você tem milhões de pessoas que, mesmo sem uma formulação explícita, compreendem...

que os outros tratarem ela como um símbolo, e não como elas são de carne e osso, é o grande caminho para elas terem poder ilimitado. Mas essas pessoas que têm idolatria, resumindo tudo o que nós concluímos, têm... As que idolatam outras pessoas. É, têm algum problema neurológico. Não, não acho que elas têm nenhum problema neurológico. Em geral, elas estão... Ótima pergunta. Mas olha só, para pra pensar comigo.

Como eu disse, na infância a gente tem uma idolatria. E na pré-adolescência a gente tem outra. Na infância a idolatria é mais imaginária. Super-heróis, etc. E na pré-adolescência são pessoas do mundo lá fora que a gente acha que são...

Como semideuses, tá? Os deuses gregos, deuses do mundo real e tal. Tipo Cristiano Ronaldo. É, exato. Cristiano Ronaldo e uma figura do Candomblé brasileiro são muito parecidos, entendeu? É, Cristiano Ronaldo, eu diria assim, por exemplo, sei lá,

Por exemplo, pega uma figura brava, entendeu? A figura brava é Ogum, entendeu? Você tem um semideus, numa certa leitura, de força do fogo e tudo mais. Você entende o ponto? Sim. Então, quando a gente olha por esse ponto de vista, o pré-adolescente faz uma passagem do completamente imaginário para uma coisa que é meio semideus. Sim.

As pessoas, a gente gosta de pensar que elas amadurecem conforme os anos passam. E o amadurecimento quer dizer a superação de uma fase. Mas isso não é verdade. O que acontece é que o seu eu infantil continua lá. E você coloca sobre ele uma segunda camada que é seu eu pré-adolescente.

Sobre essa camada, seu eu adolescente, seu eu adulto jovem, seu eu adulto, seu eu adulto maduro, seu eu homem de meia-idade, seu eu homem de meia-idade em caminho ao envelhecimento e assim vai seu eu velho, seu eu velhinho, seu eu caquético morrendo, seu eu morrendo.

Entende o ponto? Entendi. Então, o que acontece? Algumas pessoas sobrescrevem a sua mente mais jovem de maneira mais profunda. Outras pessoas permanecem muito parecidas. Não é porque elas não se tornaram adultas, mas elas se tornaram adultas de uma forma...

profundamente penetrada por aquilo que elas eram na adolescência, na pré-adolescência. Então, é por isso que a gente vê tanta gente que é chamada de imatura. A pessoa imatura, não é que ela não amadureceu. Hoje em dia já não pode mais falar imatura. É, o que seja. Não é que ela não amadureceu, mas o amadurecimento dela...

não colocou uma camada completa de representação. O amadurecimento dela é cheio de buracos. No meio desses buracos vem à tona as mesmas coisas que dominavam o seu imaginário quando ela era adolescente, pré-adolescente. Então, por que a gente tem tanta gente que idolatra?

Porque essas pessoas já idolatravam antes e elas simplesmente seguiram. Elas não amadureceram de verdade, entende? Elas seguem se relacionando com o mundo como se existissem semideuses. Elas não perceberam com a chegada da vida adulta que não existe. Elas estão lá. Elas perceberam racionalmente.

lá no fundo, na alma entende? Então é por isso a gente pode dizer o seguinte existe um amadurecimento como uma prática você aprende a se portar a falar, sua cara muda, seu cabelo muda e existe um amadurecimento que é a superação mesmo, é deixar pra trás um modelo de você e ser de outro jeito

Esse é bem mais difícil, esse não tá dado Não é passagem do tempo que leva a isso Aliás, em geral a passagem do tempo simplesmente faz com que você tenha uma mistura estranha dessa passagem por fora com essa esse congelamento por dentro Tá aí a razão porque a idolatria permanece Caralho meu, uma explicação exata, exata Eu gosto da exatidão Eu gosto, porque esses dias eu tava vendo no TikTok

E tem pessoa que tá uma idolatrista de negócio de, como é que é? Bananudo, essas coisas aí. Um abacatudo? É, abacatudo. Eu não sabia sobre isso. Já viu isso, Alvaro? É umas novelas que são frutas personificadas que tem umas historinhas assim. Nossa, minha filha gostava disso com dois anos de idade. É tipo isso. E agora com a Iá sendo acessível tá rolando pra caramba disso. Assim, níveis...

tomou um nível absurdo, assim, sabe? Então, basicamente é disso que ele tá falando. Não, mas aí não é bem idolatria, entendeu? Aí é o seguinte, por que as pessoas gostam de um conteúdo que claramente é uma porcaria? Elas não estão idolatrando. É diferente da idolatria que o moleque de 11 anos tem pelo Cristiano Ronaldo, entende? A diferença um argentino pelo Messi. Qualquer coisa assim não tem porque, sei lá, dois, três anos atrás.

É outro papo. Aqui, por que as pessoas gostam de coisas idiotas? Existe um culto à idiotice.

Tem até um filme, tem uma tradição chamada Idiocracy em inglês. O culto à idiotice não é tão bobo assim. O culto à idiotice é a ideia de que o mundo lá fora está muito chato. Então já que o mundo é chato, eu vou ser alienado e vou cultuar a idiotice como uma espécie de protesto.

Tem muita gente que cultua a idiotice e que não é nada idiota. Então, por exemplo, a gente tem grandes seriados, grandes programas, escritos, portanto, grandes textos dramatúrgicos que são baseados na idiotice. O principal é o Family Guy. Então o cara que... Aquilo ali é bem escrito, tem alguma dúvida de que... Altas sacadas boas. Simpsons também. Simpsons é um pouco menos. Simpsons...

Já foi mais, começou mais, depois foi, me tornou menos. Mas a idiotice era uma parte importante de Simpsons. E mesmo em seriados do tipo sitcom. Então, talvez o principal seriado de comédia da história seja Seinfeld. E todo mundo fala que Seinfeld, que é um seriado americano, do Jerry Seinfeld,

que Seinfeld é muito bom, era muito bom, porque é um seriado sobre nada. Oxi. É, não tem assunto. É tipo nada. Tipo, a gente tá aqui trocando uma ideia com o seriado. Mas não é só isso. Ele tem muitas coisas. Então, por exemplo, ele é feito em quadros muito curtos. É muito nada ao mesmo tempo. Então você vê um episódio e aconteceu 40 coisas e elas não estão conectadas tão bem. E o negócio fica jogado. Às vezes se resolve no próximo, às vezes não se resolve.

O drama que tava acontecendo. Tinha uma história. De repente, esse cara nem volta na história e dane-se.

Então, tem uma liberdade assim e tal. Mas tem um outro lado. Seinfeld tem um lado de culto à idiotice mesmo. Tem muita idiotice pura em Seinfeld. E as pessoas gostam de Seinfeld, não simplesmente porque elas acham engraçado, mas porque elas veem naquela idiotice um reflexo do mundo real e vendo aquele reflexo, elas se sentem libertas, entendeu? Elas sentem que aquilo é uma espécie de protesto. Tem um outro que é importante, chama Dilbert, que é um cara... Isso é genial, Dilbert.

É um cara que trabalha no escritório.

E a vida dele é uma vida dominada pela idiotice, entendeu? Que todo mundo ao redor dele é completamente idiota. O que, em geral, tem um que é de verdade, entendeu? Qualquer empresa que você for, se você trabalhar um dia num mundo corporativo, você vai ver que você vai ficar cercado de idiotas. Aqui também é assim. É, lógico. Todo ambiente... Não é porque as pessoas sejam idiotas. Isso que é muito louco. É porque se você tem uma coisa que você faz assim, não sei o quê, depois de um tempo fazendo, repetindo aquela coisa...

o comportamento começa a soar idiota, porque você tem que falar uma coisa que todo mundo já sabe, você tem que fazer uma coisa que parece que é irracional, então é um monte de processinho que qualquer um olhando de fora e mesmo de dentro vai falar, nossa é muito idiotice tem uma inteligenciazinha lá, né? É, desse tamanho mas o resto parece uma grande idiotice entende o ponto? Entendi. Então tá aí o culto à idiotice, é outra história

Mas é que também, você até falou que às vezes é pra pessoa sair um pouquinho do mundo real, né? Oito ouro assistir, babanudo. É, aí não tem sentido. Não faz sentido. Não, aí a idiotice não é mais crítica. A idiotice é diversão pura, sem nenhum tipo de... Quando assim... De gap, né? De intervalo entre você e aquilo. Aí a pessoa realmente acha que é aquilo que é a vida. É a vida dele.

Ainda bem que eu não vivo assim Ainda bem Desculpa ser o chatão Mas eu vou botar um livepix Dá pra dar Vamos ver se vai dar pra ouvir

A Corda mandou uma mensagem pelo Pix. Salve Igor Janzal Baptista Alvaro. Alvaro, minha teoria é que acessamos outras dimensões ou seres através dessas experiências espirituais. Drogas psicodéu como o DMT. 4D Paz N, entendemos. O que VC acha disso?

Eu acho que essa é uma maneira válida de ver as coisas, tá bom? Então você toma psilocibina, chá de cogumelo, ou mesmo você toma um porre de pinga e tabaco no terreiro. Você gosta de uma pinga e um tabaco? Não, não. Nenhuma das duas coisas. Ih, vai se cagar tudo. Não toma, não toma.

Nada dessas coisas. Eu tô mais... Não só não gosto, como eu tô... Assim, eu tento manter um negócio, uma prática de longevidade. Se eu tomar um negócio, eu fico intoxicado mesmo. Mal, mal total. Na verdade, eu tomei esse energético e eu fiquei completamente intoxicado, assim. Sendo sincero, não tomava um negócio desde a última vez que eu vim aqui. Mas, enfim, qual que é o ponto?

Eu acho que a visão dimensional é uma boa visão. Todo mundo acha que é babaquice, mas eu acho que é legal. Porque no fundo, no fundo, as interpretações que a gente faz da realidade, elas não são baseadas só no nosso pensamento, nosso cérebro, esse papo todo, não. Elas são baseadas numa coisa que é fluidamente chamada de energia. Você está num puta de um mau humor, numa tensão, numa coisa assim, um dia de estresse imenso.

você vai responder as coisas, se relacionar com as pessoas, interpretar os fenômenos de uma maneira muito diferente de um outro dia que você está super tranquilo, relaxado, não é verdade? Se isso é verdade, quando você toma uma droga que faz você se sentir de uma maneira completamente diferente e vê a realidade de uma maneira completamente diferente, você está efetivamente acessando uma nova dimensão.

da realidade. Só que só tem um detalhe nessa história, uma pegadinha. As dimensões da realidade não estão lá fora. Porque toda dimensão da realidade, por definição, tem que estar na sua relação com essa realidade. Porque se a gente acessasse, através da psilocibina ou DMT ou qualquer coisa, uma dimensão do real em si, a gente teria que admitir que esse real tem um conjunto de dimensões que podem parentes?

ser definidos definidas em si mesmas e isso é problemático porque tudo bem, então aqui eu vou dizer que o real tem uma dimensão de coisas imaginárias que eu acesso com o DMT tá bom, mas ele também tem as coisas imaginárias que um sujeito lá do outro lado do mundo acessa com sei lá o que, e ele tem as coisas que o sujeito que tomou um pico de heroína

tá vendo? e os cavalos sem cabeça pingando o sangue do sujeito que tomou fentanil, também são partes, você percebe? Piripaque do Chaves também é parte da realidade boa é isso aí é que esse é do fentanil é então esses papos isso aí também é e

pior ainda, 1% da população mundial tem esquizofrenia. Tudo isso? É, é absurdo a quantidade. E as visões alucinógenas de quem tem alucinação visual, que é bem menos que 1%, porque 1% é quase, 80% é esquizofrenia, é paranoide, e é sobretudo alucinação auditiva que você tem.

E as escutas de vozes, essas vozes, entendeu? Você começa a projetar e fala, não, tá bom, então tem tudo na realidade. E se tem tudo, não tem nada. Então eu acho essa abordagem muito ruim de dizer que, não, eu tomei o DMT e eu vi porque existem fantasmas. Não, existem mesmo.

pra você, a sua... Não tô dizendo que é na sua cabeça, no sentido de falar é... Eu tô dizendo assim, não. Na sua relação com o real, essas coisas se manifestam, que nem na feitiçaria se manifesta a capacidade de você morrer. Eu não acredito até agora. Entendeu? Mas dizer que é parte de um real que todo mundo compartilha é forçar uma barra. Então, Álvaro, se existe... Vamos lá.

olhando pra coisa dessa forma não é uma desvantagem sabendo que não é que os anjos existem eles existem pra mim, eles fazem sentido na minha experiência com a realidade né não é então

Uma desvantagem estratégica. Não acessar essa habilidade. Genial o que você está falando. Cara, que foda. Para com isso, cara. É verdade. Não, porque é uma desvantagem. É uma desvantagem estratégica. Pessoas que têm uma relação com o invisível, elas têm uma vida mais enriquecida mesmo. Tem, nesse sentido. Ponto final. Elas têm.

E a gente vê isso, por exemplo, não no dia a dia, porque no dia a dia dane-se. A gente vê isso nas horas mais desesperadoras. Aquela hora que o sujeito foi lá e descobriu um diagnóstico seríssimo com o potencial dele ser terminal de 50%. A gente vê isso.

A pessoa que tem uma fé religiosa leva melhor. Porque não é fácil você encontrar esse diagnóstico. Por mais que em outra pessoa pode doer mais do que em você, uma pessoa que você ama da sua família. Muito mais. Você falou, eu trocaria imediatamente. E eu sei disso. É muito pior. Mas existe uma questão de quando é você do acesso a algo que é impensável. É impossível de ser sentido, que é a finitude. Porque ela entra em contradição com o estar aqui vivo.

E o grande ponto dessa história é que esse contato é abolido, ele é diminuído bastante quando você acredita que tem uma outra vida, que tem uma outra conexão, que tem um outro caminho, que está todo mundo circulando como se fosse um em moto contínuo, como se fosse um ponteiro de relógio. Acreditar ou não é uma escolha? Aí que vem o negócio. Acreditar ou não não é uma escolha, é mais ou menos uma escolha, mas...

Na hora do vamos ver, é uma escolha que tem que ser cultuada bastante para funcionar, se você não tem ela espontaneamente, entendeu? Então, por exemplo, eu não acredito em nada disso, e não adianta eu fazer esse esforço, é tipo fingir, entendeu? É que nem a cura gay, e o oposto da cura gay. Imagina que agora você tem que ser gay. Não, tudo bem, eu posso até transar com homem.

Mas eu não vou ser gay. Não rola o seite bem, entendeu o que eu quero dizer? É a mesma coisa. Pra acreditar em Deus de verdade, eu tenho que nascer de novo. Porque não. Mesmo se o próprio Deus... É, entendeu? É exatamente isso que eu queria saber. Isso. E aí que tá o negócio. Você tá me falando uma parada.

Que você é um homem inteligente. Você é um homem que considera as coisas. Você é um homem que... Eu gosto do jeito que tu pensa. Eu percebi uma coisa que eu achei maneiro pra caralho em tu. Já que tu às vezes me fala que eu sou genial, deixa eu falar então. Tem uma parada que eu gosto em tu. Que os exemplos são feitos...

Na hora. Eu acho isso foda. Não é um exemplo que tu pensou e aí tu tá usando ele toda vez. Eu vi isso. Sabe quando eu vi isso? Uma vez que o flow ficou longo demais e tu tava cansado. E o exemplo veio lento.

Mas enfim, como você é um cara que considera as coisas e você tá me dizendo, cara, sim, um cara religioso, a vida é mais leve pra esse cara dentro de um... Nas horas do vamos ver. Isso, nas horas do vamos ver. Então, é... É adaptativo.

Mas você, como um cara inteligente que considera as coisas, você acabou sendo ateu. E você me disse, para eu acreditar em Deus, eu tenho que nascer de novo. Isso me mostra que existem alguns aspectos do crer que são inatos. Não acho que o aspecto do crer...

tendência ao crer. Tendência. Tendência ao crer. Você acha que alguma coisa mudaria a sua opinião sobre a existência de Deus? Alguma coisa que você visse? Não. Entendi. Nenhum milagre. Não, não. Mas aí quase tudo que a gente vê que parece sobrenatural tem uma experiência, tem uma explicação natural. Não, não, não. Não preciso ter explicação. Como eu tô falando, eu fui lá e vi o João de Deus, eu vi os dados, eu acredito que, ao contrário de todo mundo que diz que ele é isso e aquilo, que aquele cara deixa eu ver?

era capaz de fazer coisas extraordinárias e ponto final. Ele era capaz de fazer a pessoa que está ali acreditar tanto naquele ritual e naquela coisa que o corpo dela manifestava algum tipo de coisa. Não sei. Também não sei. Lindo, Alvaro. Sabe o que é um cientista que se acha inteligente e se acha cientista de verdade, mas no fundo é dogmático e na minha opinião burro?

Com certeza não. Mas que burro, entendeu? É tipo, sabe aquele livro que diz assim, acupuntura, bobagem.

Não. Não é porque a gente não sabe explicar dentro da ciência ocidental que a gente não pode observar um monte de gente melhorando. Você entende o ponto? Ah, não, mas a amostra dos sujeitos que fizeram cura espiritual com arigó, por exemplo, é mínima. É, mas acessa a ressonância, entendeu? O ponto. Você vai lá e você... Tá bom, eu tenho um caso aqui de esclerose, por exemplo, a esclerose lateral amiotrófica de paciente. O paciente...

10 anos depois. Então é o único caso do mundo, entendeu o que eu quero dizer? E tem muitos casos assim, enfileirados. E eu vou dizer que é por causa da crença da pessoa, mas por quê? Não, eu sou cientista de verdade. Eu vou dizer que eu não tenho como dizer. Não tenho como dizer nada. Eu vou dizer que Deus com certeza não existe. Não, eu não sou burro dogmático. Eu vou dizer que a minha intuição...

sobre como pensar a vida não vai nessa direção. Mas aí vem o grande ponto para mim. Olha só, eu concordo imediatamente com todo mundo que tem uma religião. De fato, se você tiver um diagnóstico de um câncer terminal, vai ser muito bom para você encontrar o conforto nessa perspectiva de uma vida após a morte e tudo mais.

Acho lindo e adoraria. Espero encontrar o conforto no dia que eu tiver para morrer. E o conforto de pensar que as pessoas que vão morrer, que eu gosto, elas também estão encontrando elas próprias algo melhor do que simplesmente a finitude. Tudo bem. Mas existe um custo nesses pensamentos todos. Porque o grande problema...

E aí vem o outro lado dessa história. E aí vem a avaliação que a gente tem que fazer séria. É que esse pensamento não é só no dia que você morre. Esse pensamento tem um livro, um conjunto de regras, tem a ideia, que outro dia eu falei essa ideia, algumas pessoas ficaram horrorizadas e achavam que eu estava sendo absolutamente reducionista. A ideia de você ler o mesmo livro toda semana.

Desculpa, mas se essa ideia não é verdade, me mostra por que não é. Filma. Você não vai ver se as pessoas não estão indo ler o mesmo livro. Por anos a fio, você interpreta um pedaço do mesmo livro. Ah, não. Tem dois tomos o livro. Tá bom. Mas tem dois tomos. Entendeu? Tem muitos livros na vida. Não, você pode ler os outros livros. Tudo bem, você pode. Só que a energia de uma vida super ocupada, atarefada, cheia de problemas, você está botando em fazer isso.

E assim vai. Existem regras comportamentais que são oriundas, decorrentes, de um passado onde elas eram muito importantes. Então, por exemplo, as religiões todas estruturam sociedades. Elas servem para manter grupos unidos. Quando você tem um grupo unido, você precisa, por exemplo, acreditar muito em uma autoridade central para manter essa união. Então, consequentemente, você tem um papa que manda como se fosse mais que um rei.

E o Papa fala, por exemplo, que não, casamento homossexual não pode ter. Aí muda o Papa, né? Tipo, você muda, por exemplo, o Ratzinger, que era um tremendo duncareta, ele era completamente contra. Não, homossexual na igreja, um absurdo. Aí vem um Papa, que é o Bento, ele era o Bento XVI, vem um Papa como... E aí

é o Francisco, que era um cara muito mais alinhado ao espírito do nosso tempo, aí subitamente tá tudo bem. Aí vem o John, e aí a coisa é, tudo bem, mas um passinho, ou seja...

Existe um capricho pessoal determinando levemente, não só existem os dogmas e os princípios e as revisões todas, mas existem princípios que estão na personalidade de pessoas comuns como nós, que tem um cargo político como presidente ou ministro, que estão determinando a vida de todo mundo que está participando daquele culto. Existe uma lógica de casamentos intragrupais?

que deve ser seguida. Muitas vezes essa lógica tem coisas que são altamente contrárias a qualquer entendimento do que é ser feliz na vida moderna. Tipo, por exemplo, a lógica em alguns grupos religiosos minoritários hoje em dia de não tomar pílula. Imagina que ideia. Não fazer controle de natalidade no século XXI, onde o grande problema é o custo de manutenção de uma família. Se amarrar a pessoa a esse custo cedo na vida.

Não estou contando aqui o histórico de queimar mulheres chamando de bruxas qualquer bobagem atroz dessas. Guerras. São todas as guerras que existiram ao longo do tempo. Quase todas foram religiosas. Quem é que cria guerra no mundo? Me mostre guerras de estados ateus, laicos, profundamente laicos. Zero religiosos. Cadê? Existem, claro. Tudo bem. E aquela guerra dos gorilas que está rolando lá, a guerra civil.

Você não viu? Tá rolando uma... Nunca viu o documentário dos gorilas? Ah, é verdade. Ah, não, tem, tem, tem. Tudo bem. Existem registros de disputas entre chimpanzés, sobretudo, etc. Mas tudo bem. Vamos olhar pro mundo a partir do surgimento das civilizações. A verdade é que o grande vetor das guerras

Na verdade, o grande vetor é a expansão territorial e imperialista e ponto final. Mas é muito mais fácil você conduzir essa expansão quando você tem uma religião, porque você converte. Então, historicamente, essas coisas estão muito ligadas. Eu não estou falando que a religião é do mal. Mas deixando tudo isso de lado, a gente olha hoje em dia, existem custos. Tem que acessar os custos também. E os custos estão na forma de dogmas. Então, por exemplo, a religião diz...

que na concepção existe um ser vivo. Entende o que eu quero dizer? Então você tem um gameta, você tem um ser vivo. E assim, se você usar camisinha, você não está matando ninguém, supostamente. Se você usar pílula, você não está matando ninguém. Se você fizer inseminação artificial, esse é um ponto que eu escrevi na minha coluna na folha.

Quem é contra o aborto, tá bom, mas quem é contra o aborto, convenientemente, nunca é contra as clínicas de disseminação artificial, mas deveria, por princípio, quebrar todas. Porque o que acontece ali é que você tem que fazer descarte de embriões.

Você faz o tempo todo o descarte de embriões. É isso. Tem que quebrar todas. Porque humanos desprotegidos estão morrendo o tempo todo. Agora, a menina estuprada pelo tio ou pelo pai com 14 anos de idade? Não, essa tem que ter um filho. Vai destruir aquela pessoa. Entende? É um nível de maldade, assim, incomensurável. Então, assim, é uma coisa...

maligna de fato, maligna porque a pessoa, ela acredita que existe uma vida, mas não é a vida dela se ela acredita, parabéns, acredita lá na família dela, na barriga dela não na criança estuprada, você entende o problema que isso traz? então assim, eu acho lindo esse conforto mas eu também reconheço que ele vem com um custo imenso, que é pessoal mas é também civilizatório e você pode ver E aí

Você vai nos países, falando do ocidente, onde a religiosidade é mais fraca e você vê que os princípios civilizatórios são mais fortes. Isso é fato, tá? IDH mais alto, menos religiosidade. Você vê os países escandinavos, baixa religiosidade, alto IDH, altíssimo, maior IDH do mundo, princípios civilizatórios, estado de bem-estar social. Então cadê as pessoas entrarem em guerra, se tornarem brutas porque elas não têm religião? É o contrário.

É o contrário, o que a gente vê é tipo os Estados Unidos hoje em dia fundamentalista, ou Israel, um estado cada vez mais fundamentalista, e guerra com o Irã, que é fundamentalista. Você está entendendo? É isso que a gente vê no mundo real, o fundamentalismo religioso com a pólvora, de todos os lados, a pólvora islâmica.

A pólvora de Israel, que não é um Estado judeu, mas é um Estado em que, efetivamente, a extrema religiosidade é crescente, inclusive dentro do partido do Netanyahu, que é a liderança, que é o Likud. Ou seja, tudo isso, o Irã não precisa nem dizer. Ou seja, você tem um componente claro.

é lógico que não é sempre assim então por exemplo você pega a Rússia é um país que foi comunista de baixa religiosidade mas não tão baixo hoje em dia é um país com um catolicismo ortodoxo crescente e a Ucrânia também tem é um país cristão não são países altamente religiosos e existe uma guerra, mas existe uma guerra expansionista porque o Putin invadiu a Ucrânia de acordo com ele por causa da expansão da OTAN, o que eu acho que é parcialmente verdade, mas não é verdade total nem a pau então assim, mil ressalvas a isso e...

Então é uma exceção clara ao que eu estou dizendo. Existem muitas. O que eu estou falando está longe de ter uma regra. Mas a gente tem que entender que as religiões, do ponto de vista civilizatório, também trazem um custo. Não é só um custo pessoal. É o custo da menina, do médico que nega contra a lei o atendimento a essa menina que tem direito ao aborto legal. Você entende o tamanho da maldade? É isso. Então as maiores maldades são feitas por razões religiosas no mundo real. Esse é o ponto.

Então aí tá aí os prós e os contras do negócio. Boa, boa, boa. Vai dar em outro aí ou o Batista vai dar no PDF dele? Vamos dar no... Que isso, meu, que isso. Como é que tá teu PDF aí, Batista? Você discorda? Você acha que é por aí? Não, é que... Eu, inclusive... Qual que é a tua opinião, Batista? Sobre religião no geral? É. Ó, minha família toda é católica.

Muito católica, inclusive. Eu concordo um pouquinho. Isso talvez, pra minha família, é muito mal visto eu ter essa ideia hoje em dia. Que ideia? A ideia de que religiões, realmente, quando você vê fora da caixa, você vê que foram feitas pra moldar uma sociedade.

E a maioria dessas religiões não seguem bastante o que está escrito dentro da Bíblia, mas idolatram mais ídolos, está vendo? Mas por que é a Bíblia que está certa? Hã? Não, não está falando que a Bíblia está certa. É tipo isso.

Na verdade, é um descolamento do livro sagrado em sentido à aplicação de princípios de controle social. É que nem eu como católico, e eu falo mesmo, eu sou católico, e eu como católico, na Bíblia está escrito que você tem que amar todos, mas dificilmente pregam o que está escrito lá.

Na Bíblia está dito também, acho que é importante as mulheres saberem, que mulher não tem vez. Não é para a mulher dar opinião. Está escrito na Bíblia. Também está escrito na Bíblia que escravos são permitidos. É, tipo, tem muita coisa que está escrito. Estão na Bíblia. A violência na Bíblia, ela perpassa...

muitas e muitas páginas pingam sangue, páginas de ataque páginas de fúria, tudo isso é verdade fale-se o que quiser, mas a gente tem que compreender que um, e eu não tô falando isso pra meter o pão na bíblia tá, o papo não virou isso, mas só compreender

que às vezes leituras muito literais, de um livro escrito há certamente mais de 1500 anos, falando do Novo Testamento, o velho mais antigo, são leituras ingênuas e às vezes...

maliciosas, assim, a maldade se lê. Porque é óbvio que não é do espírito religioso ocidental, do cristianismo, do judaísmo, as religiões monoteístas ocidentais, sobretudo o islamismo tomando ele como não uma religião primariamente ocidental.

Então, não é desse princípio calar as mulheres, nada disso. É que leituras ao pé da letra de tudo que está escrito na Bíblia terminam mal. Então, a Bíblia também tem que ser relida aos olhos do século XXI para a gente poder ter um tratamento verdadeiramente generoso, amoroso e mesmo usando essa palavra que eu acho babaca, cristão.

E também você percebe que cada religião tem um modo operante de se comunicar com o seu povo, tá vendo? Eu inclusive, não tô falando ainda, inclusive isso é, acho que é testemunha de Jeová, que você não pode doar sangue. Eu já perdi um amigo meu porque a família dele não doou sangue.

Porque, segundo a família, tá escrito na Bíblia, é isso que você tem que seguir. Mas cadê o amar o próximo como a si mesmo? Não tem esse ponto, muito inteligente. Daí você vem muita discórdia. Mas eu não sou ateu, eu acredito que existe uma força maior, eu acredito que existe um Deus. Que bom. Nós não vemos aqui à toa.

Que bom. Nós vamos ver maquiatou. Que legal, que legal. Não, não, tipo... Acho ótimo. Não, tipo, eu respeito muito quem não é. Quem não é. Pra mim ele é feiticeiro, se ele não é ateu. Eu sou mesmo. É, o gole é assim. Você é cristão ou feiticeiro? Pra mim você é feiticeiro, porque você não acredita. Mas já várias vezes acharam que eu era feiticeiro. É? Na Índia, inclusive. É?

é não sei eu lembro uma vez eu tava nos Estados Unidos no Arizona e aí tinha um xamã lá e o xamã entornou uma coisa comigo que eu era o feiticeiro fomos lá num deserto pra arrancar uma área fazer o digeridu uma coisa de feitiço um xamã batendo o tambor o cara levaram a sério e eu falei pro cara John Dumas eu falei John, mas será que eu não cristo não

porra nenhuma do que vocês estão fazendo, né? Respeitosamente, eu falei, tudo bem, mas saiba que não se iluda, entendeu? Pra mim isso aqui é tipo como se fosse um teatro ou qualquer coisa assim. Não bate lá no fundo. Não tem problema, você não precisa saber o que você é. Então tá bom.

Já que eu não preciso saber, tá ótimo. Isso é uma coisa interessante sobre a maneira de pensar dessas religiões, que é independente do que você acha, as coisas vão continuar acontecendo. É, exato, eu adorei a resposta e entrei na maior onda também de arrancar o agave com a mão. Eu fiz o geridu, tirei a árvore do chão com a mão. Sai o sangue. Não é a física. Tira a árvore do deserto com a mão pra você ver. Não. Subia de lado na árvore, não arrancava. Hoje em dia eu não ia conseguir tirar a poda.

tirei a árvore de um jeito assim você tava possuído pelo poder dos aborígenes exatamente, tava totalmente possuído você só não sabia mas foi isso mesmo, depois fizemos o geridor ali, cortei a árvore com o faco fiz isso aí mesmo, abri a árvore e tal e montou o negócio

É, toquei oito horas É espir, né? Eu já conheço as feitiçarias lá de Angola Que legal Espir é um negócio que o pessoal coloca um pôr branco Hoje em dia eu fico, será que é cocaína? Não, cocaína é caro Ninguém vai fazer negócio com cocaína

Então, eu fico a pensar isso. Zero risco. Zero risco sem cocaína. A realidade sempre é econômica, Batista. A realidade sempre é econômica. Os prix, eles cheiram? Não, eles colocam na veia. Sabe? Eles cortam e colocam na veia. Mas não é cocaína. Eles cortam um pouco na pele e colocam no ferimento. É, aqui no pulso, principalmente. Isso. Provavelmente algum tipo de anfetamina. É muito mais barato.

E aí o Batista fala que os caras ficam muito maiores. O meu amigo vinou o Minotauro. Fica mesmo. Vaso de dilatação. Dava, tipo, cabeçada na parede. Imagina o cérebro depois disso. Ele ficou bom. E os caras que engolem a espada. Isso também, engole espada.

Luiz, pode dar coisa do circo, gente. Não, não, não. Respeita o homens lasgna. E o cara que vira vampiro. Respeita o homens lasgna. E o cara que vira vampiro. É cobra que cospe dinheiro essa. Não, é o lagarto. Essa eu quero ter. Não, é o bandão. É o jacaré bandão. Fica aí com o comedor de engolidor de faca do circo. De Vlad Vostok. Aquele circo de Moscou. Me traz só essa cobra e joga na minha casa. É dólar que ela cospe? É dólar. Ah, bom. Ele só faltava lá. Rúpias, entendeu?

Isso que tu nunca viu o que? O Jacaré Bangão. O cara que vira cobra e o cara que vira vampiro. Jacaré Bangão é uma lenda. É que nem a vossa lenda de Saci Pereireira e essas coisas. E o cara que vira vampiro? O Vavá. Segundo as pessoas, a família dele é feiticeira. E daí vai de pai pra filho. É genial. Se pesquisar Vavá o vampiro, acho. Aparece, aparece. É que ele consegue... Vavá o vampiro. Ah...

Como é que é? Aumentar os dentes dele aqui, esses dois? Fica grandão. Isso é truque de mágica. Não, não, não. Foi desistido. Tá vendo, Batista? Só que o Vavá foi encontrado na rua, assim. Isso. E ele fez. E aí ele tá ganhando uma grana com o truque de mágica. Tá nada. Tá pobre, filho. Tá pobre. Lá você não ganha nada. E o cara que vira cobra? É assim que...

Não. Tá lá o Vavá. Volta, volta, volta. É o Vavá, filho. Tá ali, tá ali. Tá ali? Gente. Tá aqui, tá aqui. Ah, ali, ali, ali. O Vavá ali, ó. Coloca esse daqui, coloca esse daqui. Vixe Maria, meu. Esse é o Vavá. Mas é só uma foto. Não, não é possível. É vídeo no TikTok. É, abre aí no TikTok. Esse vídeo é ali no hospital, Guilherme. Olha onde a conversa...

pousou no cara. Você não acredita em vampiro? Acredito, claro. Tem que acreditar. Qualquer coisa que está representada, ela existe. Você sabe qual é a história dos vampiros? Que chupa um sangue. Isso, mas também tem uma origem essa história. É o seguinte.

tinha um cara na Europa Oriental que no período em que... Houve um momento que o islamismo ganhou muita força no mundo. O islamismo surge mais ou menos no ano 560, alguma coisa assim. E a partir do século 8, anos 700, ele começa a ganhar muita força.

E no século XV, há uma chamada queda de Constantinopla, que é a parte do Império Romano, portanto do cristianismo, que não caiu com as invasões bárbaras no século V, 1454, o Império Romano desapareceu no Ocidente naquela época.

900 anos depois, a parte que não tinha caído, desabou também. E o que acontece é o surgimento de um império, por assim dizer, de uma grande força que já existia, mas que toma força, conta de uma parte relevante do Ocidente de natureza islâmica.

Então, naquele contexto, bem durante o cerco de Constantinopla, ou seja, no momento em que o cristianismo, o catolicismo, no caso, ele está ruindo, o Império Romano do Oriente, existia um príncipe, que basicamente significa um rei local, um cara local, e aí

que entrou em conflito, um conflito muito sério com essa principal autoridade árabe. E nesse momento, o que acontece? O conflito se acirra.

E o sujeito, ele rompe. E aí existe todo um movimento de destruição do seu feudo, da sua região. Estou querendo não botar palavras técnicas na história. Do seu reinadinho. E esse sujeito...

ele reage de uma maneira muito violenta. Então o que ele faz? Ele organiza, uma das coisas que ele faz, ele organiza uma espécie de uma armadilha de guerra, ele faz uma estratégia de guerra. E ele captura esses soldados inimigos.

E ele empala esses soldados. O que é que eles empalam? Ele pega um pau, assim, grande, tipo uma árvore, que é cortada com uma ponta profunda, igual um lápis gigante, e ele espeta pelas costas, entendeu? Rasgando as costas. Quando você espeta uma pessoa pelas costas, ela não morre.

As pessoas ficam vazando sangue. Então, aquilo, mesmo para o período medieval, é considerado muito, muito sanguinário e violento demais. Ele empalou milhares de pessoas. Não foi uma. Milhares. Entendeu?

E ele ficou conhecido como o sujeito sanguinário. Morcegos. Você tem morcegos de frutas, frutíferos, e você tem morcegos que consomem sangue. Seriam carnívoros, mas sobretudo o sangue. Esses morcegos estão muito presentes nessa região.

Da Romênia, especificamente. E o que acontece? Esse príncipe, que era chamado Vlad, ele se torna Vlad, o sanguinário. E o mito do Vlad, o sanguinário, que era um mito que existia, rodou o mundo, quanto esse cara foi sanguinário.

vive até o século XIX, os anos 1800 e alguma coisa, quando ele se torna um romance importante. Muita gente já falava daquilo. Mas aí tem um livro que se torna muito popular. E nesse livro que é contada a história de que ele, na verdade, virava um vampiro. Que ele morava dentro de um caixão, que ele não podia ver...

a luz do dia. E é aí que surge a ideia do vampiro, que é essa metamorfose do ser humano numa ave noturna, na verdade é um mamífero, mamífero de asas, mas enfim, que é a ideia de que no fundo existe um lado, a gente se metamorfoseia, a gente se converte em seres malignos. Essa é a ideia. Então quer dizer,

Talvez vampiros possam, talvez esse mito tenha surgido em outro momento, até tem essa discussão, eu não conheço detalhes dessa daí, mas fato é que para todos os efeitos, para aquilo que chega na gente, vampiro nem sequer é uma figura milenar. Vampiro é uma...

um surgimento narrativo, é uma invenção. Tipo Harry Potter, entendeu? Assim, do século XIX. Alguém criou num livro, é tipo o Frankenstein, entendeu? Então é estranho o sujeito ser vampiro de verdade, porque só se a pessoa que criou o vampiro no século XIX... É tipo sereia, né? Não, mas sereias não, sereias são muito mais antigas. Então, por exemplo, tem na Otisseia, um livro importante dos gregos, tem sereias, porque essa ideia do ser humano que nada é meio... Essa é muito mais antiga, então vampiro não.

É tipo você pensar num ser humano meio homem, meio veado. É o Bambi, entendeu? É uma invenção. E o morto-vivo. O morto-vivo é uma coisa muito mais antiga. Lógico, a base do animismo é essa. O mundo lá fora não está vivo, mas está vivo. A pedra pode rolar e te matar. Consequentemente, a pedra tem intencionalidade e ela está viva. E o ser humano que morreu, de repente, também pode levantar e te matar.

morto vivo é uma coisa antiga mas vampiro não, vampiro é meio que uma invenção moderna, século XIX portanto eu desconfio de quem é vampiro de verdade

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