Episódios de Café Crime e Chocolate

313 - Caso Evelyn Boswell - Parte 1 | EUA

10 de maio de 202643min
0:00 / 43:26

Evelyn Boswell tinha menos de dois anos quando desapareceu no Tennessee, mas o que parecia uma busca urgente por uma criança logo se transformou em uma investigação marcada por mentiras, versões contraditórias e uma pergunta devastadora: o que sua própria mãe estava tentando esconder?

O Café Crime e Chocolate é um podcast brasileiro que conta casos de crimes reais acontecidos no mundo inteiro com pesquisas detalhadas, narrado com respeito e foco nas vítimas.

Produção: CMB Media

Narração: Tatiana Daignault

Fontes principais: WDBJ7, Crimelines e CourtTV

Outras fontes  e fotos sobre o caso você encontra aqui

Não esqueça de se inscrever no podcast pela sua plataforma preferida, assim você não perde nenhum episódio. 

Siga-nos também em nossas redes sociais:

Instagram 

Facebook 

X 

AVISO: A escolha dos casos a serem contados não refletem preferência ou crítica por qualquer posição política, religião, grupo étnico, clube, organização, empresa ou indivíduo.

Assuntos8
  • Fertilidade e GravidezDescoberta da gravidez de quatro meses · Ethan Perry, colega de escola e pai · Dúvidas sobre a paternidade de Evelyn · Nascimento de Evelyn May Boswell
  • Genealogia e Historia FamiliarOrigem cigana romena dos Boswell · Assentamento em Blountville, Tennessee · Danny e Mary Boswell · Casamento de Tommy Jr. e Angela
  • Megan Boswell e a busca por independênciaSegunda separação dos pais de Megan · Convivência com a madrasta Ashley · Afastamento escolar e risco de acolhimento · Moradia temporária com Dona Gail Kite
  • Rompimento FamiliarPrimeira separação de Angela e Tommy · Prisão de Tommy Boswell · Nascimento de filhos gêmeos/irmãos · Problemas de saúde de Eric
  • Juventude e vícios de Angela CaseyVício em álcool e opioides · Histórico de roubos e prisões · Abandono dos filhos
  • O papel das mães e avósMegan como filha de Angela e Tommy Jr. · Relação próxima com os avós maternos · Construção da casa de bonecas
  • Alerta Amber nos EUAFuncionamento do Alerta Amber · Estatísticas de Alertas Amber em 2020
  • Reconciliação familiarFim do programa de acolhimento · Moradia com o pai Tommy Boswell
Transcrição116 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá pessoal, eu sou Tatiana Danon e esse é o Café, Crime e Chocolate. Um podcast para quem gosta de ouvir histórias de crimes reais com um cafezinho na mão, chocolate ao lado e fatos bem apurados. Cada episódio é produzido usando fontes seguras como entrevistas, documentários e arquivos públicos. O objetivo aqui é informar, provocar reflexão e servir de alerta sempre com respeito às vítimas e seus familiares.

O programa a seguir trata de assuntos delicados, violentos e alguns momentos extremos. Nesse episódio em especial, a vítima é uma criança de menos de dois anos. Por isso, se casos envolvendo crianças são difíceis demais para você, recomendo que não escute esse episódio. Aos demais ouvintes, eu vou avisar antes de narrar qualquer passagem mais explícita para que cada um possa decidir até onde consegue acompanhar.

Apesar da tristeza envolvida nessa história, eu escolhi trazê-la ao podcast porque, como sempre, meu objetivo não é explorar a violência, mas entender o contexto, refletir sobre o que aconteceu e levantar questões que muitas vezes ficam escondidas ou são tratadas apenas de forma superficial pela sociedade. Esse é um caso que eu acompanhei de perto desde o primeiro dia, já com a intenção de um dia contá-lo aqui.

Ao longo de cinco anos, estive em contato com familiares e membros da comunidade onde tudo aconteceu e hoje entrego a vocês uma cobertura construída com pesquisa, responsabilidade e coração. Coração partido, mas consciente da importância de olhar para essa história com respeito, profundidade e propósito.

Sempre que um aparelho de celular nos Estados Unidos emite esse som, seu usuário já sente um aperto no peito antes mesmo de olhar para a tela. O som agudo e profundo indica que uma criança ou adolescente menor de 18 anos foi raptado ou sequestrado em sua região. E é preciso estar de olho. O alerta, que se chama Amber, é um sinal de emergência usado para divulgar rapidamente informações que podem ajudar na localização desse menor.

Desde sua criação, esse alerta tem ajudado a recuperar centenas de crianças. No ano de 2020, os Estados Unidos emitiram 200 alertas Amber, envolvendo 229 crianças.

De acordo com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, em 195 desses casos, as crianças foram encontradas e reunidas com suas famílias. Só que, infelizmente, outras 11 não tiveram a mesma sorte e foram encontradas sem vida. O episódio de hoje é sobre uma delas.

Plumville, no Tennessee, é como se fosse um cenário de filme. O pequeno município com pouco mais de 3 mil habitantes conserva a essência do velho oeste americano ao mesmo tempo que usufrui da conveniência da região conhecida como Tree Cities.

Foi lá que a grande, porém unida família Boswell, resolveu fincar de vez seus pés, embora fizessem parte de uma comunidade conhecida por não criar vínculos duradouros com ponto geográfico nenhum no mapa. Os Boswells eram ciganos romenos, que por volta dos anos 80, escolheram o estado do Tennessee para estabelecer seus assentamentos.

A escolha de viver em comunidades móveis e com pouca estrutura fixa, em boa parte, se dava pela falta de recursos. Falta de terras próprias, originárias de herança, uma série de questões socioestruturais e não somente a um estilo de vida.

Pensando em mudar essa tendência e construir algo fixo para a família, Danny e Boswell, um agricultor e sua esposa Mary, resolveram comprar um pedaço de terra em Blountville e abrir ali um negócio. Eles tinham quatro filhos jovens e adolescentes, e no terreno que compraram, cada um poderia levantar sua própria casa no futuro, sem pagar aluguel, e prosperar com a força do trabalho.

Blountville, não tinha muito o que fazer. Os Boswells trabalhavam duro a semana toda e aos domingos iam a uma igreja protestante. A primavera era a única época do ano mais agitada quando a cidade organizava festivais gastronômicos e culturais. Foi em um desses festivais que Tommy Jr., de 16 anos, filho mais novo de Mary e Danny, conheceu uma menina chamada Angela, de 15.

Angela também era de família cigana e morava em um assentamento rural. Naquela primavera mesmo, ela ficou grávida. Seguindo as traduções ciganas e protestantes, os dois se casaram, com 15 e 16 anos.

com autorização também dos pais, e foram morar em uma casa móvel dentro da propriedade dos Boswells, que, por sinal, era um pequeno rancho muito bonito, bem localizado, e embora todas as casas ficassem no mesmo terreno, a distribuição era feita de forma bem espaçada, permitindo privacidade.

Só que a paisagem bonita não era o suficiente para que essa nova família prosperasse de forma saudável. Até porque já é difícil para adultos formados, imagina para dois adolescentes. O casamento trouxe a Angela a uma liberdade que ela antes não tinha sob o teto dos pais, mas a forma como ela resolveu usar essa liberdade acabou não sendo a ideal.

Álcool e drogas eram seus passatempos preferidos e logo veio o vício em opioides. Para mantê-lo, Angela roubava. Sua primeira passagem pela polícia foi por ter roubado garrafas de rum de uma loja de conveniência e sua vida logo virou um ciclo.

Ou ela estava trancafiada em casa cumprindo o condicional, ou estava solta na rua de olho na próxima aventura criminal. Enquanto isso, o filhinho dela e de Tommy, Tommy Jr., passava mais tempo na casa da avó paterna do que com a própria mãe, que ficou grávida várias outras vezes. Só não conseguia manter a gestação por conta do vício.

Quando o Junior estava com oito anos, em março de 2001, Angela deu a luz a Megan. Apesar da gravidez ter completado seu curso, Angela não estava no estado físico e psicológico mais desejável para uma mãe. Ela estava no auge de sua descompensação.

Segundo suas próprias palavras, Angela não tinha paciência nem vontade de exercer o papel de mãe e descontava em Megan todas suas frustrações. Logo, Megan passou a ser criada do outro lado do quintal, também pelos avós Mary e Danny. Com seu rostinho angelical, Megan conquistou principalmente o avô que fazia tudo o que ela queria. Megan era boazinha, educada, inteligente e muito obediente.

Ela adorava brincar de bonecas e sua avó passava horas ensinando a costurar vestidinhos para suas filhinhas.

Como presente em seu aniversário de oito anos, seu avô construiu uma casa de bonecas no pomar que eles tinham, que parecia um sonho. A casinha de madeira em formato de chalé tinha uma varanda de verdade, uma porta real mesmo, uma porta como se fosse uma porta de uma casa, janelas e dois andares. Até floreira nessas janelas ele colocou.

Era lá que Meghan passava horas brincando. Ali era seu refúgio. Na pré-adolescência, era na casinha também que ela passava tempo escrevendo poemas, decorando cadernos. E ao que foi crescendo, era ali que ela também escondia os apetrechos proibidos, tipo bebidas, cigarro, etc. Quando estava com 12 anos, seus pais se separaram.

Angela Casey, ponto, já tinha saído e voltado da prisão diversas vezes. Tinha arrumado um namorado, feito as malas e fugido com ele. Em fúria, Tommy e o filho mais velho, Junior, foram atrás dela e armaram um circo na frente do trailer do cara que ela estava morando.

A briga partiu para o âmbito físico e quando a polícia foi chamada, Tommy Boswell foi preso acusado de duas ofensas graves, agressão ao namorado de Angela e sequestro. Porque na briga, ele colocou Angela dentro do carro e a levou de volta para casa sem o consentimento dela. Em virtude disso, ele teria que realmente cumprir pena e não somente pagar fiança e sair.

O drama na família foi enorme e não demorou para que Angela terminasse com o namorado e voltasse com o marido mesmo ele estando preso. Quando ele foi solto, os dois tentaram novamente e Angela ficou grávida. Agora, a pesquisa não revelou se eles tiveram filhos gêmeos ou se tiveram um menino e uma menina logo depois um do outro.

Como essas crianças ainda são menores de idade, a minha busca é ilimitada e pelas entrevistas que eu fiz e por tê-los visto, eu não consegui diferenciar a idade. Eles aparentam ter a mesma idade, mas isso eu não sei confirmar de fato para vocês. O fato é que o menino, que aqui nesse episódio eu vou chamar de Eric.

Nasceu com vários problemas de saúde e não desenvolveu-se como uma criança funcional e independente, precisando de muitos cuidados e supervisão, apresentando inclusive convulsões diárias quando fora de medicamentos.

Se Angela não era uma mãe atenciosa antes, agora com quatro filhos era menos ainda e não demorou para que os mesmos problemas de antes voltassem. Drogas, pequenos crimes, outras prisões e mais relacionamentos fora do casamento.

Enquanto isso, Tommy trabalhava longas horas na empresa de pavimento que ele tinha com o pai e os irmãos. Empresa que ele expandiu para o mercado residencial e administrava essa parte com seu filho mais velho, Tommy Jr.

A forma que isso tudo afetava Megan certamente não devia ser positiva, mas ruim mesmo as coisas ficaram quando os pais dela se separaram pela segunda vez e Angela resolveu ir embora deixando para trás Tommy com Megan de 15 e os outros dois filhos menores. Por alguns meses, Megan teve que ser quase uma mãe para os pequenos, enquanto passava ela mesma pelos obstáculos da adolescência e tentava superar o drama todo envolvendo sua mãe.

Eventualmente, Tommy arrumou uma namorada, que tinha também um filho pequeno, e ela se mudou para a casa dele, sendo quem, na maior parte do tempo, cuidava de três crianças pequenas, incluindo Eric, aquele que tinha duas, três convulsões por dia. O estresse na casa devia ser grande, porque Megan e a nova madrasta não se davam bem.

Megan estava naquela fase respondona, saía sem avisar, não ajudava em casa e começou a cabular aula constantemente. Quando ficava de castigo na casa do pai, ela pegava as coisas e ia para a casa dos avós maternos, onde estava morando Angela. Mas, por alguma razão, sempre voltava para a casa do pai, passando também muitas noites, às vezes, na casa da avó.

Logo depois de Megan ter completado 17 anos, a escola chamou seu pai para conversar e disse que se ela faltasse no colégio mais uma única vez, ele perderia a guarda dela e ela seria colocada no sistema de acolhimento. Tommy se abriu com a direção e admitiu que não vinha conseguindo supervisionar a filha.

Ele saía de casa muito cedo para o trabalho e Megan simplesmente ignorava a madrasta quando ela tentava acordar para ir para o colégio. Então, se as assistentes sociais achavam que Megan se daria melhor em uma outra casa com uma outra família, ele não iria se opor. Na cabeça dele, ele achava que seria até uma boa forma dela dar mais valor ao que tinha em casa ou algo assim. A dona da casa onde Megan foi morar se chamava Dona Gail Kite.

Ela era uma idosa com filhas e filhos já casados, com netos, e recebeu Megan muito bem. Segundo Dona Gale, Megan, quando chegou, parecia não estar tomando banho há tempos e estava com o cabelo tão embaraçado e cheio de lêndias que até os salões de cabeleireiro que ela a levou se recusaram a atendê-la.

Dona Gale precisou levá-la de volta para casa e tentar dar uma desembaraçada a ela mesma, uma pré-lavada e aplicar um pré-tratamento antes de poder levá-la novamente a um salão. Depois de apenas uma semana morando nessa casa temporária, Megan descobriu que estava grávida de quatro meses. Na época, ela disse que o pai da criança era um colega de escola chamado Ethan Perry, com quem ela namorou por dois anos.

Ethan tinha se alistado no exército em maio daquele ano, e quando Megan anunciou a gravidez em agosto, ele achou estranho, pois nas contas dele, o cálculo da gravidez não fazia muito sentido, sendo que de abril para frente, eles não tiveram relações íntimas.

Ele desconfiava que o bebê não era dele, principalmente porque ele e Megan brigavam muito e quando isso acontecia, tanto ele quanto ela saiam contra as pessoas. No entanto, ele também não quis desconsiderar totalmente a possibilidade. Os dois discutiram algumas vezes pelo telefone, porque Ethan disse que quando o bebê nascesse ele gostaria de pedir um teste de DNA e Megan se sentiu ofendida cortando comunicação com ele.

Em 21 de novembro de 2018, nasceu Evelyn May Boswell. Uma bebê miudinha, mas muito saudável. Uma vez que tinha bloqueado Ethan e ele estava sob confinamento em uma base militar na Louisiana, Megan, ainda com 17 anos, registrou a filha apenas com o sobrenome dela.

Poucos meses depois, em fevereiro de 2019, quando ela completou 18 anos, ou seja, maturidade, o programa de acolhimento do governo terminou e ela voltou para a casa do pai. Não que Dona Gale tivesse expulsado, nada assim. Elas davam muito bem.

Era que Tommy, que já passava para ver Megan semanalmente antes na casa de Dona Gale, passava agora mais ainda por causa da netinha. E Megan achou por bem voltar a morar na casa do pai e de perto dos avós. Havia também a questão financeira. Sob tutela do Estado, Dona Gale recebia ajuda de custo para sustentar Megan. Mas já com 18 anos, essa ajuda acabaria.

Bom, o plano que Megan fez com o pai dela era o de que ela frequentaria uma faculdade local, uma que ficava bem pertinho da casa deles, e oferecia até serviço gratuito de creche no mesmo campus. Porém, Megan fez a matrícula e nunca compareceu. Não levou muito para que ela e a madrasta Ashley também voltassem a se desentender pelos mesmos motivos. Só que dessa vez, a coisa foi ainda pior.

Cara fechada, relaxo e falta de ajuda na casa era o que, de acordo com Ashley, atrapalhava o convívio das duas. Segundo a madrasta, Megan não arrumava nem o próprio quarto onde dormia sozinha com a filha recém-nascida, tendo descrevido o cômodo como inabitável por conta de tanta sujeira de fraldas sujas, mamadeiras e roupas jogadas pelo chão.

As brigas entre as duas foram ficando tão constantes que Tommy resolveu arrumar um outro lugar para a filha e a neta morar. Ele e o filho mais velho tinham um assentamento de trailers dos quais eles alugavam como fonte de renda. Assim que um dos inquilinos desocupou uma unidade, eles o disponibilizaram para Megan morar com Evelyn completamente de graça. Ela só precisaria pagar a conta de água e luz.

Ashley ainda fez o favor de limpar todo o trailer antes da enteada mudar e se certificar que tudo, chuveiro, fogão, micro-ondas, tudo estava funcionando normalmente. Eles acreditavam que tendo seu próprio cantinho, Megan cuidaria melhor de suas coisas, ao mesmo tempo que teria também mais independência e um espaço onde ela poderia se concentrar na criação da pequena Evelyn.

Nessa mesma época, Tommy ainda deu de presente à filha um carro zero quilômetro, o qual ele pagou 20 mil dólares à vista. Ou seja, Megan ganhou moradia e carro, tudo com apenas o custo de manutenção para que ela pudesse começar a vida diferente de como seus próprios pais começaram no passado.

Tommy fez isso tudo porque não queria que Megan se visse desamparada, só porque o Ethan, pai da bebê, não estava arcando com a responsabilidade que deveria. Ele ainda deu um cartão de crédito para a filha para que ela pudesse comprar fraldas, leite e comida para a pequena Evelyn.

Enquanto isso, Ethan continuava isolado em serviço militar, mas trabalhando na fronteira do Texas. E embora ainda estivesse desconfiado de que Evelyn não era filha dele, ele ligava duas vezes por mês e mandava um cheque de 100 dólares.

Lembrando que ele também tinha apenas 18 anos, ok? Caso Megan aceitasse fazer o teste de DNA, ele assumiria a paternidade da bebê e ela receberia uma pensão. E todos os benefícios que as famílias militares recebem também, o que é muito bom.

O plano de Ethan era ser liberado do serviço militar em dezembro de 2019 e ir direto para Blountville para resolver tudo isso e ver Megan e Evelyn. No entanto, no fim de agosto, enquanto estava num treinamento em El Paso, Ethan recebeu uma ligação de Megan dizendo que ela estava na estrada com Evelyn indo encontrá-lo na base.

A princípio ele não gostou muito porque os soldados não podiam receber visita, mas acabou depois ficando com pena dela já estar na metade do caminho com uma bebê de pouco mais de oito meses e pediu autorização para passar três dias com elas, dizendo inclusive ao seu superior que a bebê era dele.

Os três ficaram hospedados em um hotel e Ethan, embora continuasse sentindo que a bebê não era dele, se apegou bastante a Evelyn. Eles tinham a oportunidade até de ir a uma clínica local e solicitaram o exame ali mesmo, mas Megan se recusou e disse apenas que Evelyn era a cara de Ethan e que ele não deveria ter dúvidas. E cá entre nós ela era a mesma.

Quem estiver ouvindo esse episódio por vídeo, pode conferir. E tem uma outra coisa. Eu não posso colocar aqui uma foto do avô de Ethan, mas se vocês vissem uma foto dele, então... Gente, Evelyn, se parecia a versão do homem, só que em um bebê.

Bom, durante aqueles dias no Texas, os três foram ao zoológico, passearam e Ethan se apegou a bebê, dizendo inclusive para Megan que gostaria de ficar com Evelyn por uma semana no Natal.

Depois dessa visita delas, ele chegou a comentar com os avós dele sobre a semelhança de Evelyn com eles e tanto os avós paternos quanto os maternos compraram presentinhos para entregar a ela no Natal. Importante dizer que Ethan não cresceu com seus pais, a família dele era apenas esses avós. Bom, quanto a Megan...

Pelo que muita gente dizia, apesar de ser nova, ela era uma ótima mãe. Uma de suas amigas dizia que Evan sempre estava com ela e que muito raramente Megan a deixava com alguém. Ela sempre postava fotos da bebê no Facebook e não pulava um mesversário.

As imagens da bebê loirinha de olhos azuis brilhantes e muito sorridente chamavam a atenção de todos. Megan também não deixava nenhuma data comemorativa passar em branco, vestindo Evelyn com roupinhas especiais na Páscoa, no 4 de julho, pro Halloween, ação de graças, tudo. Só que quando chegou a época do Natal, as postagens subitamente pararam.

Tommy Boswell era completamente apaixonado pela neta. Sempre que estava passando perto do assentamento de trailers, ele ligava para a filha pedindo para ela trazer Evelyn até o lado de fora para que ele pudesse vê-la. Ele deixava a pequena brincar um pouquinho no colo dele dentro do caminhão, dava um beijo e voltava para o trabalho.

Entre agosto e outubro, os negócios dele estavam mais puxados, pois os meses que antecedem o inverno e a época de neve são os mais ativos no ramo que ele trabalhava. E por isso, ele estava passando menos tempo em família. No entanto, quando Megan arrumou um novo emprego, ele tentou passar para ver Evelyn algumas vezes e não conseguiu.

a filha sempre dava uma desculpa. Dizia que não estava em casa, que estava trabalhando e Evelyn estaria com uma babá. A última vez que ele viu a bebê pessoalmente foi no jantar de ação de graças no final de novembro de 2019. Daquele dia em diante, todas as vezes que ele telefonava, Megan não atendia dizendo que estava trabalhando e, quando atendia, dizia que Evelyn estava dormindo.

Esse novo emprego de Megan era em um restaurante pequeno, uma espécie de delivery de frango, chamado Hunter Cheese Chicken Shack, o qual uma família de classe média alta conhecida ali da cidade eram os donos. Essa unidade que ela trabalhava em específico era uma unidade que o casal Wood abriu para o filho mais novo deles, chamado Hunter.

Hunter, além de bonito, tinha uma condição financeira melhor do que a família de Megan, embora ele ainda morasse na casa dos pais, uma propriedade grande na beira do lago. Assim que começou a trabalhar no restaurante, Megan e Hunter começaram a ficar.

O princípio era aquela coisa só de dar uns beijos na cozinha mesmo. E dois dias depois, quando ele a convidou para sair com ele ali depois do expediente, tarde já da noite, Megan disse que não podia, pois ela tinha uma filha bebê.

Acontece que, já no dia seguinte, quando ele perguntou se ela não teria alguém para deixar a filha dela, Megan disse que a filha passaria o final de semana inteiro com o pai dela e ela estaria livre. Quando eu digo pai dela, o pai da criança. Os dois, então, saíram na sexta, saíram sábado o dia todo e domingo. Hunter até a apresentou para alguns de seus amigos.

12 e 13 de dezembro, Megan chegou para trabalhar a pé, dizendo que seu carro havia sido guinchado e que o seu pai, Tommy, estava lhe expulsando de casa, ou seja, do trailer que ela estava morando com a filha.

Preocupado com a possibilidade dela não conseguir aparecer para trabalhar no dia seguinte ou até nos outros dias, né, chegando atrasada, pois a caminhada era longa, Hunter perguntou ao pai dele se Megan poderia se hospedar temporariamente com eles na casa deles e ele aceitou. Afinal de contas, estava difícil arrumar funcionários para o restaurante e ele não podia perder uma funcionária naquele momento.

Quanto à bebê, Megan disse que por conta de todo esse contratempo dela estar sendo expulsa de casa, a bebê ficaria temporariamente sob a guarda do pai, Ethan. Só tinha um detalhe. Ethan nem estava ainda na cidade.

Depois de uns dias hospedada na casa dos Woods, dormindo no quarto de Hunter, na cama com ele, Megan pediu uma tarde de folga para ela desocupar o trailer e Hunter deu-lhe um ok.

Naquela tarde, Tommy a viu entrando com o carro dela na propriedade dele, dos pais dele, não lá nos trailers onde ela morava, mas na propriedade onde moravam os avós, ele e a esposa com os irmãos de Megan e os tios também, a propriedade grande da família.

E nessa mesma ocasião, ele a avistou descarregando coisas em um shed, que é um tipo de um depósito de metal, onde eles guardavam muitas coisas que não iam usar, maquinário de jardinagem, todo esse tipo de coisa. Bom, naquele dia, ele estava bem ocupado, então ele apenas a viu de longe e não falou nada, só acenou.

Mas no dia seguinte, lá estava ela de novo descarregando mais coisas. E no que ele perguntou o que ela estava fazendo, ela disse que estava guardando algumas coisas pessoais dela ali, pois ela iria se mudar do trailer que ele deu para ela morar para a casa de seu novo namorado, Hunter.

Bom, Tommy estranhou, pois era um relacionamento super novo, eles tinham acabado de se conhecer, não fazia o que, um mês e já iam morar juntos? Mas Megan o tranquilizou dizendo que eles eram de uma família boa e que queriam inclusive conhecê-lo. No meio dessa conversa, Tommy olhou para dentro do carro de Megan, olhou para a cadeirinha e viu que Evelyn não estava nela.

Ele na hora perguntou onde a neta estava e Megan disse que a mãe de Hunter estava cuidando dela. Uma semana se passa e eis que o dia 22 de dezembro chega. Ethan saiu da base e foi direto para Blountville e quando chegou começou a ligar para Megan. Como eles tinham combinado, ele iria ficar com Evelyn. Só que nada de Megan atender o telefone.

Ele ficou bem chateado, pois os avós dele tinham enchido a árvore de presentinhos para ela e estavam entusiasmados com a ideia da estadia. Enquanto isso, cerca de duas horas dali, num parque temático chamado Pigeon Sound, a família de Hunter e o pai de Megan se encontravam para conhecer uns aos outros.

Tommy foi quem chegou primeiro no local e quando viu Megan sair do carro dos Woods sem Evelyn, ele se surpreendeu. Cadê Evelyn? Afinal de contas, o que faz um voo viajar duas horas para encontrar um casal que mora na mesma cidade que ele em um parque temático, né?

Bom, na hora, Megan se desculpou e disse que esqueceu de comentar com ele que Ethan tinha voltado do exército e pedido para que Evelyn passasse uns dias com ele.

Tommy ficou super triste e desanimado, mas compreendeu. Afinal de contas, o que ele mais queria era que o pai da neta dele assumisse a criança e exercesse a paternidade. Ele conhecia Ethan pelo tempo que ele namorou Megan no colégio e não era próximo ao ponto de ter o telefone dele nada assim, mas gostava do rapaz. Queria que, mesmo que eles não ficassem juntos, ele fizesse parte da criação da filha.

Bom, nesse passeio, os Woods não perguntaram para Tommy porque ele havia expulsado a filha do trailer e nem comentaram nada sobre ela estar morando na casa deles. Se o papo tivesse surgido, Megan teria certamente sido pega na mentira.

A verdade é que pelo fato das famílias serem tão diferentes, de culturas e costumes distintos, eles foram cordiais um com o outro, mas mal se falaram durante o passeio. Tommy almoçou com eles e logo voltou para a cidade. Na véspera de Natal, todos atenderam a missa da mesma igreja, a família Boswell, a família Wood e até a dona Gale, ex-mãe acolhedora de Megan.

Megan apresentou a Hunter e Dona Gale ficou muito feliz em ver que Maggie, como ela a chamava, estava toda arrumadinha, limpa e principalmente feliz. Assim como Tommy, ela perguntou de Evelyn, mas recebeu a mesma resposta. Ela está com o pai. Infelizmente, a família de Ethan não frequentava essa igreja e por isso eles não estavam lá.

Pois bem, os dias vão se passando e no dia 1º de janeiro, Tommy ligou para a filha e perguntou se Evelyn já estava de volta com ela. Ele estava com muitas saudades e queria vê-la. Fazia mais de um mês que ele não via a neta e estava sentindo falta da pequena. Megan respondeu meio irritada, dizendo que o combinado era de Ethan trazê-la no dia anterior, mas ele havia pedido para ficar mais tempo.

Tommy se chateou, mas como Megan explicou que havia visto Evelyn por vídeo e que ela estava bem, toda felizinha, e que a família de Ethan estava curtinho muito a bebê, ele achou melhor deixá-los em paz, até porque ele logo teria que retornar para a base na Louisiana e ficaria sem ver a filha. Então, Tommy pensou, eu posso esperar para ver minha neta mais um pouco.

Só que ele continuou a ligar a cada três, quatro dias e cada dia que ele telefonava, Megan dava uma desculpa diferente. Até que, finalmente, ela disse ao pai que Ethan estava, na verdade, se recusando a devolver a Evelyn.

Tommy nessa hora ficou pé da vida, dizendo que ela deveria ligar para a polícia. Mas Megan levantou a voz e disse que era para ele deixar ela cuidar da vida dela sozinha e que Hunter já tinha telefonado e que a polícia havia dito que o caminho certo era contratar um advogado especializado em custódia infantil.

Bom, lembrem-se que Tommy havia sido preso cinco anos antes, quando tirou a esposa à força da casa do namorado e, nesse período, ele ainda estava incondicional. Então, se Megan dizia que Hunter já tinha ligado para a polícia, ok. Melhor para ele não ter que ser aquele, a ter que falar com o mesmo departamento do xerife que supervisionava ele mesmo.

Então, ao desligar com a filha, Tommy mandou dois mil dólares para ela via transferência bancária e disse, você vai amanhã sem falta num advogado e se vira para pegar a Evelyn de volta.

Ele não achava que Ethan havia sequestrado a menina. Ele acreditava no que Megan estava dizendo. Que Ethan estava querendo ultrapassar os dias combinados e ficar mais tempo com a filha do que era acertado. Então, em momento algum, Tommy achava que a neta estava correndo algum tipo de risco ou que poderia estar em perigo.

Até porque ele perguntava para Meghan, viu, você sabe se ela está bem? E Meghan dizia, sim, claro, eu até fui na porta da casa dos avós do Ethan para buscá-la e ela toda danadinha mal quis vir comigo, ficou pedindo para voltar para o colo do pai. E aí eu deixei.

Bom, uma semana se passou e depois de ligar mais vezes para a filha e ela não atender, Tommy passou no restaurante que Megan estava trabalhando e perguntou, Megan, cadê a Evelyn?

Nessa hora, Megan, em tom envergonhado, disse, Ai, pai, desculpa, eu tô tão corrida que eu esqueci de te avisar. O Ethan a devolveu e minha mãe veio buscar ela pra que eu possa trabalhar. Ela está com a minha mãe, desculpa, minha mãe tá cuidando dela. Tommy ficou aliviado, chamou a atenção de Megan, pois, poxa, avisasse ele, né? Mas ele acabou indo embora. Tranquilo.

Tranquilo, Númas, né? Na visão dele, estar com Angela não era a melhor situação do mundo, porque ele sabia como era a ex-esposa. Sempre sob efeito de drogas, sempre com as companhias erradas, mas pelo menos ele sabia que naquele momento ela estava morando na casa dos pais dela, os avós maternos de Megan, e a supervisão devia estar sendo mais rígida.

No entanto, os dias foram se passando e nada de Megan retornar às ligações dele pedindo para ver Evelyn. E sendo assim, Tommy passou a mão no telefone e ligou direto para a ex-esposa.

Desde que eles se separaram pela segunda vez, o relacionamento deles dois não estava nada bom. Eles não tinham contato nenhum, nem para falar sobre os filhos pequenos, que a esse ponto estavam com seis anos, e de fato, naquelas semanas entre Natal e Réveillon, Eric tinha ido duas vezes para o pronto-socorro com convulsões graves, e Angela nem sequer respondeu as mensagens de Tommy.

Mesmo assim, sabendo que o contato seria no mínimo desconfortável, ele ligou para a ex-mulher. Ele só não sabia que o estresse que aquela ligação lhe causaria seria muito maior que o esperado. E por um motivo assustador. Prepara o grito que Nescau chegou com o feat do ano.

Vem torcer com o novo hit de Ana Castela, Fit e Pedro Sampaio. Essa dupla que combina igual leite com Nescau. Então joga, aumenta o volume e vem junto. Dá o play e ouça já a música agora ou nunca. Nescau, energia que dá jogo.

ligar para Angela, Tommy descobriu que Evelyn não estava com ela e que de fato fazia semanas que ela não falava com Megan. Tommy entrou em desespero e na hora sacou que vinha sendo enganado. Se Megan mentiu sobre Evelyn estar com Angela, provavelmente teria mentido também sobre ter estado com Ethan. Os dois começaram a ligar e mandar mensagens para Megan, mas ela não atendia nem respondia.

Tommy disse a Angela que ligaria para a polícia, mas ela pediu para que ele não ligasse, pois iria se arrepender depois se fizesse isso. E Tommy nessa hora não entendeu nada.

Ela tentou se explicar dizendo que Megan deveria ter perdido a guarda de Evelyn e estaria com vergonha de falar isso para os pais. Por isso, se ele ligasse para a polícia, isso demonstraria mais irresponsabilidade por parte de Megan e ela nunca mais recuperaria a filha.

Tommy, por sua vez, ignorou o que Angela disse e mandou uma mensagem para a filha dizendo Olha, Megan, você tem até amanhã para trazer a Evelyn para eu ver ou me mostrá-la para o vídeo. Caso contrário, eu vou ligar eu mesma para o Serviço de Proteção à Criança e descobrir o que está acontecendo. A mensagem dele foi ignorada.

Na segunda-feira, dia 18 de fevereiro de 2020, Tommy finalmente ligou para o CPS, relatando que não via a neta de 14 meses desde o dia de ação de graças e estava muito preocupado.

Quando o serviço de proteção, a criança visitou o Megan surpresa na casa do namorado, ela disse a eles que a filha estava ainda com o pai Ethan Perry. Acontece que era fácil para as autoridades contatá-lo, pois, sendo um militar ativo, seu contato estava atualizado no sistema da polícia e quando agentes do CPS ligaram direto no quartel, eles confirmaram que Ethan estava lá, em uma base na Louisiana e, obviamente, sem uma bebê com ele.

Quando eles pediram para conversar com Ethan, ele disse que esteve em Blountville, mas que nem chegou a ver Evelyn porque Megan não atendeu suas ligações. Com isso, uma denúncia foi feita ao gabinete do xerife do condado de Sullivan e Evelyn foi oficialmente dada como desaparecida.

conta de sua idade, menos de um ano e meio, o fato de ser inverno, estar nevando no Tennessee e ninguém ter visto-a pessoalmente por mais de dois meses, exceto a mãe, mas provavelmente mentindo.

O departamento de investigação do Tennessee, que é como se fosse um braço estadual do FBI, acabou se envolvendo e foram eles que emitiram um alerta a Amber, acreditando que eles poderiam estar lidando com o possível sequestro. Quando policiais foram até a casa de Hunter conversar com ele, com Megan, ele disse que nunca havia sequer conhecido a bebê.

Os policiais então o apertaram, tipo, peraí, vocês estão namorando desde 12 de dezembro, estamos em 20 de fevereiro e você nunca conheceu a filha da sua namorada? Bom, nessa hora, Hunter se distanciou emocionalmente de Megan, alegando que o relacionamento dos dois era casual e que desde que começou a ficar com Megan, ela tinha dito a ele que a filha morava com o pai, o tal de Ethan.

Bom, além de ter dito isso aos policiais, Hunter deu a mesma resposta a jornalistas que estavam na frente de sua casa. E quando sua entrevista foi ao ar, a população local começou a desconfiar de que algo estava muito errado. A cidade era pequena e, segundo o Boca a Boca, o relacionamento dele com o Megan não era tão casual assim.

Eles tinham sido vistos juntos na missa de Natal com suas famílias, juntos no trabalho. Ela estava praticamente morando na casa dele e havia evidência disso no quarto dele, com roupas dela no closet e produtos de beleza no banheiro.

Os dois também já haviam colocado inúmeras fotos juntos no Facebook. E falando de Facebook, Meghan, que tinha até então três contas diferentes, uma chamada Meghan Boswell, outra Meghan Perry e outra Meghan Cobain, tipo do Kurt Cobain do Nirvana, tinha feito agora uma Meghan Woods, o sobrenome de Hunter.

E esse Facebook estava cheio de foto dos dois. Muita gente sabia que eles estavam juntos e bem mais do que casual. Por isso pegou super mal quando Hunter começou a se esquivar tão rápido de Megan. Como resultado, comentários sugerindo que os dois poderiam ter feito algo com a bebê começaram a surgir nas páginas do restaurante dele, já que o perfil dele no Facebook era fechado.

Enquanto isso, Megan era interrogada na delegacia. Aos policiais, ela apenas disse que não sabia onde a filha estava, insistindo que havia a deixado com Ethan. Isso fez com que agentes revirassem a casa dos avós de Ethan em busca de qualquer vestígio da bebê, mesmo ele estando já no quartel a milhares de quilômetros dali.

Ao descartarem completamente a hipótese de Evelyn ter estado com a família Perry, eles apertaram mais Megan, que mudou de versão, e disse que sabia, sim, quem havia levado sua filha, mas que não podia contar nada porque estava sendo ameaçada.

De acordo com ela, Evelyn tinha sido levada por alguém que ela conhecia e que ela não estava preocupada com o bem-estar da filha porque sabia que essa pessoa amava muito Evelyn e jamais faria mal a ela. Ela só não podia mesmo dizer quem essa pessoa era.

as autoridades não estavam acreditando em uma só palavra que saía da boca de Megan. Ela não demonstrava emoção alguma ao falar da filha. De fato, ela até sorria bastante e se entusiasmava com a presença da imprensa do lado de fora da delegacia. Mesmo assim, ela foi liberada e a técnica secreta da polícia era vigiar seus passos.

Hunter a colocou para fora da casa dele e ela foi para a casa da avó, dentro da propriedade de seu pai, já que não havia mais trailer, né? Ela havia se mudado dele há cerca de dois meses. Bom, na manhã seguinte, investigadores deram uma entrevista coletiva à imprensa e declararam que não estavam naquele momento descartando ninguém ainda como suspeito, incluindo Megan.

Ao assistir a coletiva pela TV, ela então ligou para os investigadores e disse eu preciso contar a verdade. O que Megan contou fez com que a polícia começasse uma intensa busca envolvendo a Polícia Federal e forças policiais dos estados vizinhos. Mas os detalhes do que ela tinha a dizer, eu conto a vocês na parte 2 desse episódio.

Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única e que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos para acompanhar você em toda a jornada da maternidade. Desde o apoio à fertilidade para mulheres que estão planejando a gestação até linhas exclusivas com vitaminas e minerais para cuidados na gestação e no perpério. Nestlé Materna, com você, do seu jeito.