Literacia Financeira na Universidade: O Diagnóstico que ninguém quer fazer
Dois estudantes da Universidade de Coimbra organizaram um evento de literacia financeira — e fizeram uma sondagem que devia estar nos jornais. Hoje contam tudo: o que descobriram sobre os colegas, o que mudou neles próprios, e onde é que o sistema está a falhar.🎟️ EVENTO EM COIMBRA — 13 de maioInscrição grátis: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScbz3m1RkpwsCCCgx4vPZwSQWpz7sSbZbJvNorIDGPq4TydGA/viewform🔔 Subscreve para não perderes os próximos vídeos📲 Instagram: https://www.instagram.com/conselhos_doconsultor/
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- Literacia Financeira na UniversidadeDiagnóstico da literacia financeira em estudantes · Organização de eventos de literacia financeira · Percepção de estudantes sobre literacia financeira · Falta de interesse e preguiça em aprender · Influência das redes sociais no imediatismo · Comparação com o sistema de ensino · Papel dos professores na literacia financeira · Importância do ambiente familiar · Mudança de mentalidade (mindset) · Investimento a longo prazo vs. curto prazo
- O Evento FIC em CoimbraObjetivo do evento: transmitir conhecimento · Oradores e especialistas presentes · Gratuidade e acesso ao conhecimento · Impacto na vida dos participantes · Organização e desafios · Junior Empresa Genolades
- Investimentos em LCAETFs como opção de investimento · PPRs e certificados de aforro · A importância do tempo no investimento · Diferença entre poupar e investir · Renda extra e empreendedorismo · Livros sobre literacia financeira · Tony Robbins · O Jogo do Dinheiro · Inabalável
- Futuro Humano e TecnologiaImpacto da inteligência artificial nos empregos · Aumento da longevidade e imortalidade · Integração de tecnologia no corpo humano · Mudanças no paradigma de trabalho e rendimento · Preocupações com a reforma e sustentabilidade financeira
- Crise da Reforma e SustentabilidadeRedução do valor das pensões futuras · Crédito de habitação e despesas fixas · Necessidade de poupança e investimento pessoal · O caso de Luís do Mão Libro
Olá! Hoje o nosso podcast vai ser um bocadinho diferente. Estamos aqui com dois jovens universitários que, para além de ter um interesse muito grande sobre a literacia financeira, que não é muito normal nesta malta, são organizadores de um evento que já vai para o segundo ano, que, pronto, eles também têm assim uma ideia esquisita, convidaram-me para os dois anos, vejam lá bem como a coisa está. Vai ser um podcast totalmente diferente. Portanto, fiquem por aí.
Quem é? Quem é? É o podcast do Dizem. Ora, antes de mais, queria-vos agradecer vocês por terem feito aqui este percurso. Também foi Tesla, portanto é sempre agradável. Nós estamos aqui numa conversa antes a falar de Teslas. Eles querem ir dar uma voltinha daqui a um bocado de play. Não sei se vão aumentar as duas cabeças para casa.
Diga-me uma coisa, vocês vão respondendo às perguntas, depois vou pedir que vocês também se apresentem antes de responderem, mas queria perceber se para vocês...
Vocês são um corpo estranho na Universidade, neste caso estamos a falar da Universidade de Coimbra, esta vossa interesse pela literacia financeira? Ou é uma coisa que cada vez mais vocês sentem que está a mexer? Ou é um assim assim? Começar por Romeu.
Muito bem. Pronto, eu sou o Romadias, tenho 20 anos, faço amanhã 20 anos, aliás. Ei, parabéns! Parabéns, não, isso faz. E César? Não, porque isso vai sair depois de vir. Ah, ok! Não sabes nada disto. Mas pronto, aqui, portanto, sou estudante de Engenharia Informática, estudo em Coimbra, na Universidade de Coimbra. E pronto, focando aqui na pergunta, sinto-me, e acho que aqui o meu colega André também, um bocadinho.
um bocadinho outlier do resto da malta. Apesar de que isto também é um percurso um bocado novo para nós, só fizemos ainda a primeira edição, agora estamos na segunda, mas literacia financeira é um mundo, é mesmo um mundo muito grande. Podemos começar aqui a falar de ETFs, PPRs, certificados de desaforro e não sairmos daqui. Sim. Mas pronto, acho que sim, acho que...
Olhando para a sociedade em que nós estamos, a sociedade de estudantes que nós estamos inseridos, é algo que...
ainda não sinto que esteja... Que há mudança. Que há mudança. Não sinto que seja um objetivo deles, olhando, por exemplo, há o FIRE, muita gente não sabe o que é o FIRE, portanto, como é que vão ter esse objetivo, vocês não sabem o que é que é. E por mais que nós tentemos mudar isso, e sinto que cada vez mais anda a ser falado, apesar de não ser ainda aquilo que devia ser falado, na minha opinião, sinto que está a começar a ser mais falado, através também de eventos como o nosso. Sim. Então...
que fazem para isso acontecer, nós mesmo assim ainda temos que quase estar ali a convencer as pessoas para virem, e é de graça, o nosso evento é gratuito, e nós é que temos de estar ali de volta das pessoas, de volta das pessoas para virem ganhar conhecimento. Uma coisa que só lhes vai trazer benefícios, nós é que ainda temos que ir atrás deles. Porquê? Eu sinto que...
muitas das pessoas é por preguiça. Por preguiça. Mera preguiça. Porquê? Porque nós estudantes temos tempo para tudo o que nós quisermos. Nós temos as nossas aulas. Vamos... OK. Também podemos faltar. Também está tudo OK.
A maior parte dos quais não está em cima de nós, para controlar aquilo que nós fazemos. Só querendo saber é que no final o que passa, se não faz a cadeira ou não. Exatamente. Temos que fazer ali as cadeirinhas, ok, também podemos deixar um ano e dizer Ah, sim, correu este ano, correu tudo bem, não sei o quê, e para o ano temos mais uma. Mas pronto, é muito à base disto. Eu sinto que há muita preguiça de aprender nos nossos estudantes hoje em dia.
Eu, antes de passar ao André, uma coisa que aconteceu no evento que eu estive agora, vocês depois fazem lá umas siglas, que era também do emprego, que eu estive agora dois ou três meses com o Afonso, como é que chama? O EREM, XNN. Sim, foi engraçado que eu fui abrir, o nosso espanhol foi abrir o dia.
Então notava-se o sacrifício da malta que lá estava. Não sei se vocês dão pontos ou há qualquer coisa que acontece. Notava-se que a malta tinha que se inscrever e tinha que lá ia bater com o escutado. Isso notava-se. Mas foi engraçado. Estava um guerreiro, que depois até ele chamei a guerreira à minha frente. Que onde ele estava quase vinho. E eu no fim fui ter com ele e dei-lhe um livro.
E disse, guerreiro, porque estiveste aqui até o fim a aguentar, até pá, a malta partiu-se todo. Mas foi engraçado porque percebia que a maior parte da malta estava ali porque tinha que estar e eram poucos os que de facto estavam... Por vontade. Por vontade. Notava-se isso e vai enquadrar um bocadinho o que eu gostaria de dizer. Mas André, eu sei que vocês andaram a fazer alguns vídeos, até a fazer algumas entrevistas com algumas questões sobre literacia financeira. Exatamente. Como é que foi, o que é que tu sentiste nessas perguntas?
Peço também que te apresentem. Pronto, muito bem. Então, o meu nome é André Santiago, assim como o meu, sou um estudante de Engenharia Informática. Bastante interessado também pela área da literacia financeira, já desde muito novo. Comecei um pouco mais pelo mundo da cripto, a explorar esse mundo, e depois também o mundo dos mercados financeiros, PPRs, Fires, um pouco de tudo no que toca à literacia financeira. Se há questão de se sentir um pouco estranho ou não, é o que o senhor pode encontrar aqui no Brasil. E aí
Estranho, acho que é uma palavra forte, mas que me sinto, nem é uma exceção, nem é estranho, mas sinto que infelizmente são poucas as pessoas que olham para a literacia financeira da mesma maneira que nós olhamos. Diria mais assim. E pronto, sobre a questão dos vídeos, nós tivemos mesmo essa iniciativa, ok, não só para promover o evento, mas para percebermos também como é que está a nossa geração.
neste tipo de questões, vamos fazer isto. Não perdemos nada, só ganhamos. E então nós fizemos uns missos, fomos pelas ruas de Coimbra, andar a perguntar a estudantes o que é que vocês hajam sobre este tema. Por exemplo, uma das perguntas, o que é que para vocês é um ETF? O que é que vocês têm como ETF? Também perguntámos...
Como é que foi? Já fizemos perguntas mais simples, como por exemplo, o que é a inflação. Exatamente, o que é a inflação. Também sobre o poder de compra, perguntar mais ou menos. Dar um pouco a ideia que se nós tivermos o dinheiro no banco parado e como a inflação está...
como está, o poder de compra só vai diminuir e dar um pouco a percepção às pessoas, não só a fazer as perguntas, mas depois ficar um pouco a falar com elas também para tentar explicar porque é que as coisas acontecem, mais ou menos. E foi um pouco por aí. E eu sinto que a nossa geração está um pouco assim, como o Ruma disse também, por preguiça e porque nós hoje em dia, com o TikTok, Instagram, todas as redes sociais, não estamos habituados muito ao prazer imediato.
Basta, estamos aqui, por exemplo, não conversa, eu recebo uma notificação, agora pronto, como é óbvio, está aí na única hora, porque não faria sentido, mas se uma pessoa recebe uma notificação, olha logo, é que ela recebe logo aquela dopamina que hoje em dia eu sinto que está a destruir um pouco o nosso cérebro, porque hoje um jovem sente que ver um filme é algo produtivo, porque não está ali no scroll bastantes horas, então ver um filme já é algo que é quase uma mini conquista, então ler um livro...
Ler um livro então é uma coisa do outro mundo. E eu acho que isso reflete-se um pouco nos investimentos, porque olhar para as coisas a longo prazo, quem é que hoje em dia tem paciência para uma coisa a longo prazo? As pessoas querem tudo no imediato, por isso é que nós vemos como é que está a nossa sociedade, não só nesses termos de investimentos, mas também nas apostas esportivas, no casino.
As pessoas querem dinheiro, querem o prazer agora e se é para ganhar, quero ganhar muito e de preferência num menor curto espaço. Exatamente. Exatamente. Sim, mas é um bocado isso, aliás. Isso estás a falar dos filmes e aliás estava com um grupo de amigos e até estávamos com essa reflexão. Nós nascemos do tempo em que, embora ainda há algumas plataformas que fazem isso, é desvio, ainda faz isso, que é só sai um episódio novo na semana seguinte.
Isso era uma coisa, normalmente havia uma série que a gente, ou era o Justiceiro, ou era o MacGyver, mas era no domingo, antes do telejornal. Portanto, aquilo era, a minha mãe sabia que a gente podia estar em qualquer lado, mas era aquilo que eu tinha que estar em casa, ou em casa de alguém para depois ver.
Isso é um bocado aquilo que estás a dizer. E nós, era aquela semana toda à espera de coisas. E isso perdeu-se de uma forma... Definitivamente. Vocês, é engraçado, eu estava a falar desta questão de amigos, vocês quando estão à mesa, a ver uns filmes, o que é que acontece quando vocês puxam este assunto? O que é que os vossos amigos... É uma cena que eles dizem assim, ok, até quero saber, opa, estou outra vez com isso, outra vez com os GTFs, para lá com isso. Qual é a reação? Eu já tive várias conversas. Eu já disse, por exemplo...
Eu jogo futebol e vou sempre de Coimbra até Pombalo, porque eu jogo em Pombalo, e às vezes levo amigos comigo, que vão treinar comigo na minha equipa. E eu, por acaso, tenho um colega meu que ando de volta dele, de volta dele. Ele já se inscreveu no meu evento, o que para mim já é uma conquista. Sim, já é um passo. No nosso evento, o que para mim é uma conquista.
E ando de volta dele sempre assim. Então, tu já investes? Eu faço esta pergunta a muita gente. Para saber se já investes, se tem interesse. E a resposta dele é sempre. Eu tenho interesse, só que não passa dali. Gostava de entender mais. E eu, então, tens de pesquisar. Tipo, se quiseres, eu, pá, do pouco que eu sei, que ainda há muito para aprender. Posso te ajudar, posso te ajudar, posso falar contigo um dia. Digo-te aquilo que eu fiz. Por exemplo, eu também estou a investir em ETFs.
posso ainda explorar por muitos ramos e é isso que eu pretendo fazer mas também aprendi que o nosso maior arma que nós podemos usar e devemos usar a nosso favor é o tempo sim, vocês têm essa vantagem e quanto mais cedo começamos a investir melhor vai ser só que é muito aquilo que o André estava a dizer a nossa sociedade quer muito as coisas no curto prazo e querem o dinheiro de hoje para amanhã
Para quê? Honestamente, eu não sei. Talvez para ir comprar uma mala da Lirintón ou algo assim. Ou um Rolex. Ou um Rolex. Para ser assaltado. Exatamente. Mas pronto, tipo, eu já encarei que as pessoas... Eu, às vezes, acabo por desistir de, por exemplo, estar ali de volta da pessoa a convencer. Como se fosse um trabalho... Tornas-te chato para essas pessoas, não é? Sim. Às vezes acaba por acontecer.
Porque eu também passava por essas coisas. É muito daquilo que estavas a perguntar. Que o pessoal depois até... Cala-te lá com isso. Sim.
Uma pessoa perto da vontade. É quase como se tivesse, não é fazer um favor, porque são nossos amigos. Pede que és um padre e eles acham que estás ali a evangelizá-los. Nós fazemos pelo bem deles e queremos que eles tenham uma boa vida e depois às vezes não compreendem que nós estamos mesmo pelo bem deles. Mas pronto, como perguntaste, o que é que diziam quando a gente falava disso? Há sempre um ou outro.
que já ouviu falar e que mostra interesse e que até foi das primeiras pessoas a inscreverem-se no nosso evento. Mas a maioria não faz ideia sequer do que é que se passa. Mas eu acho que isto também não é só culpa da sociedade ou algo do género. Eu acho que também...
vem um pouco da maneira como o sistema de ensino está. Porque no sistema de ensino atual... Queria chegar aí. Parece que o vento está. Não, não, força, força, já está, está lançado. Mas uma pessoa sai da universidade ou sai do 12º e não faz ideia de, ok, como é que eu vou pagar impostos? Ok, quais é que são os benefícios? Por exemplo, os benefícios até aos 35 anos.
não fazem ideia disso porque não lhes é ensinado. E também não há muitas iniciativas, como a que nós temos agora, não há muitas iniciativas dessas no secundário e mesmo na universidade, não há muitas. Então acho que, ok, é um pouco culpa da pessoa por não se querer informar, mas por outro lado, também ninguém está a pôr aquele bichinho e ninguém está a tentar ensinar coisas que são realmente essenciais para a nossa vida futura. Vocês acham que os professores estão preparados?
mais do que uma disciplina para abordar este tema nas disciplinas que vocês têm. Ou seja, eu não sou muito fã da coisa da literacia financeira como uma disciplina, como foi outras disciplinas que foram criadas, se for uma coisa muito estanque. Eu acho que faz muito mais sentido.
Cada professor dentro da sua área conseguir conciliar as coisas e mostrar a prática daquilo do que outra coisa qualquer. E eu tenho a ideia que, infelizmente, isso não está nem vai estar.
com as pessoas que neste momento nós temos. Ou então vai ter que mudar muita coisa. Mas é esta a sensação. Na universidade não tenho muita... Na universidade, então, mas aí eu compreendo muito mais, porque uma pessoa, quando tu queres tirar aquele curso, tu vais... Sim, não é o ensino obrigatório. Exatamente. No secundário é completamente diferente. Eu concordo parcialmente com o que estás a dizer, mas eu sinto também que depois há outras disciplinas que talvez não fizesse muito sentido. Mas, por exemplo, agora vem-me à memória, em História...
Acho que seria bastante interessante ter até um tópico sobre a literacia financeira, a história da literacia financeira, como é que eram as coisas antes, como é que eram os impostos, como é que as coisas funcionavam. Como é que apareceu os impostos. Exatamente. Eu acho que isso seria bastante interessante e não acontece. Isso não acontece. E acho que, por exemplo, a história era um grande exemplo para isso ser abordado. A inflação da obra é a história.
Exatamente. A forma como o dinheiro, de alguma forma, a malta acha que é uma impressora que...
Quer dizer, e é uma impressora. Sim, sim. Essa impressora é... É, não é? Isso é fácil, imprimir-se dinheiro? Sim, sim. O teu que está em casa é que está a desvalorizar porque alguém está a imprimir. Mas eu acho que... Se calhar não tínhamos... Se calhar. Com alguma certeza nós não temos professores preparados para isso. Eu também tenho essa ideia. E um bocadinho por aquilo que ele também diz em relação aos estudantes.
Eu acho que um professor... A mim sempre me fez muita confusão a forma como... Ou seja, tu chegas à vida real, digamos assim, acabas o estudo, seja a universidade, seja acabas o secundário, e não sabes fazer um IRS, que é uma coisa que tu começas a fazer, passavam os meses de começar a trabalhar, e que tens de saber fazer.
Ninguém te ensina isso na escola. Alguma coisa espetacular. Tens que saber os maias, que o irmão andava com a irmã e não sei o quê. Caminho sempre fez muita confusão isso. Mesmo há uma série de teorias que aprendeste em matemática que tu nunca mais usas na vida. Sim, sim. Há uma série de coisas. Não sabes como é que funciona a inflação? Que são coisas básicas. Há uma série de coisas que a mim sempre fez muita confusão e eu cheguei a ter até algumas discussões com alguns professores porque também tive bons professores nessa área.
Professores que incentivavam a discussão e traziam o debate. Exatamente. Ou seja, nós começámos uma aula, eu lembro que tinha um professor de Economia, que era 5 estrelas nisso, ele nem era muito fugir à rotina das aulas.
Mas havia um assunto que ele achava que era interessante e puxar, e éramos capazes de estar ali duas horas a falar sobre aquilo. Mas ele conseguia, de alguma forma, conjugar... A matéria que é dada com... Exatamente. A que ele acha que seria, portanto, aprofundado. E eu acho, e eu não estou a culpar aqui os professores, porque acho que a própria sociedade também levou a que os professores, de alguma forma, se protejam, principalmente nos secundários, que os paizinhos vão lá tirar satisfações e não sei o quê, portanto, e são avaliados por tudo e por alguma coisa, não é isso que está em causa.
Acho que aqueles próprios também podiam fazer um bocadinho um esforço maior de acrescentar. E acho que isso não está a acontecer. Mas também, e tu dizias isso, há uma grande responsabilidade.
Bossa, numa perspetiva, porque hoje em dia, no meu tempo, para eu conseguir um livro de literacia financeira, ou qualquer coisa, era muito complicado. Eu ainda sou um tempo que ainda não havia internet. Imaginem como é que era a coisa. Hoje em dia... Nós temos tudo. A cabeça também pode ser um problema, não é? Nós só aprendemos porque não queremos. Daí vem a preguiça que eu estava a falar há bocado. É muito disto.
ainda agora, estava ali a olhar para aqueles livros, que aqueles livros são uma... captavam bastante atenção porque eu estou a ler o Inabalável, de Tony Robbins Foi o meu primeiro livro! Pois! E ele refere várias vezes para ler o Jogo do Dinheiro, que eu ainda não li e vai ser o próximo que tenho certeza Mas pronto, é muito à base disto, eu sinto que a minha forma de aprender descendo aqui já, vou aqui abrir o livro a minha forma de aprender foi à base de vídeos o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
Fui ouvindo, inicialmente fui ouvindo Acho que foi há um ano e meio que comecei a investir Atrás Comecei a ouvir, até Fs, sei o quê Vamos ver, vamos descobrir Como é que isso funciona Vídeos, tudo mais Depois comecei há um tempo atrás A começar a ler livros E agora estou com uma missão que é Todos os dias, 10, 15 minutinhos De manhã, a primeira coisa que eu faço É ler 10 ou 15 minutinhos de um livro Todos os dias E agora estou com uma missão
Isso é um bom hábito. Pois. É difícil, é como acordar cedo. Sim, sim. Mas é um compromisso que eu tenho que fazer comigo mesmo, porque vou estar a investir dinheiro, não, vou estar a investir tempo no meu conhecimento. Sim, sim. E, mais uma vez, se há a melhor coisa que nós podemos investir, é em nós próprios.
Mais até às vezes do que investir, ou seja... Do que investir, por exemplo, em imobiliário. A pessoa que está top. Não, mas a questão é essa. Eu recomendo muitas vezes. Há malta que às vezes me diz, tem aqui 200 paus para investir, ou 300 paus para investir. E eu pergunto, mas o que é que tu sabes sobre... Sobre o que ele vai investir, não é? Sim. Ah, não sei. Então se calhar é melhor pegar-te nesse dinheiro e investires num curso.
que te vai dar isso, ou então investe-me em tempo para aprenderes isso. Esses 200 paus ou 300 paus, às vezes, devem ser mais prestes investidos nisso, ou até numa renda extra, que é outra coisa que as pessoas, às vezes, a malta diz, ah, eu ganho um horário lá de mim, não dá para poupar. Se, de facto, não, tens que arranjar uma renda extra. Para o muito que diga, ah, tenho que arranjar o segundo emprego que tens.
Tens que procurar fazer qualquer coisa, tens que uns rissois, vender termostos, imprimir... Exatamente. Porque é a única forma. Porque se de facto estamos numa perspetiva de poupar 5 ou 10 euros por mês e estar à espera que isso nos tire, isso não vai acontecer. Portanto, é preferível que haja esse esforço. Agora, o caminho é esse. Eu vou querer esse esforço para mais à frente eu ter essa liberdade financeira.
Ou então não. Chego a casa e sente-me a ver o Manuel ou a fazer qualquer coisa. Exatamente. E depois também vai que é a ambição de cada um. E a decisão, desde que a decisão seja consciente e a pessoa quando chegar aos 70 anos diga... Ou se arrependa. Não, isso, pá, olha, tive uma vida que pronto, me chateia muito e não sei o quê e pronto. Desde que seja consciente do programa...
O problema é que quando chegas a uma ter uma altura e culpa-se o Estado, culpa-se os vizinhos, culpa-se o sei-quê, culpa-se tudo e mais alguma coisa, e não se culpa a eles próprios. Aliás, o Luís do Mão Libro é um bocado esse, o objetivo é um bocado esse, é essa lógica de chegar-te a uma altura em que foste levado pela vida, tomaste decisões erradas...
E chegaste a um ponto que, pronto, agora posso fazer aqui ainda alguma coisa, mas já não é o que eu poderia ter feito antes. Pois, eu li o Abortado da Finanças, também já li, também já li. Também foi lá rápido ler. O objetivo do livro é exatamente esse, seja rápido ler. Exatamente. E a história do Luís, eu...
Por exemplo, eu não me enquadrei muito, mas tenho a certeza que muita gente, se for a ler o livro, vai-se identificar bastante. Até porque tu não passaste pelo que o Luís passou. Pois, ainda não tive aquela vida toda. Sim, exato. Espero ter. Sim, não. Espero que não a tenhas. Espero que não a tenhas, que ele tenha te ensinado. Claro, ter os anos todos, mas como eu disse. Exatamente, exatamente. Não, mas ele chega, se não me lembro, aos 60 e alguns anos, na miséria, assim, em casa.
Sim, sim, está dormindo na cama do neto, o neto está no chão. Exatamente. O objetivo é exatamente esse, é chocar porque aquilo, por incrível que pareça...
ainda não está a acontecer tanto, porque esta questão da reforma ainda não é ainda não se nota esta diferença entre o que tu vais receber de reforma e o teu último ordenado nos próximos anos vai acontecer vai chegar a um ponto, tem a ideia que é daqui a 15 ou 20 anos ou até menos, que já só vais receber 40%, portanto, e muitos deles estão a pagar o crédito de habitação, que era o caso do Luís portanto, tu deixas de receber ou seja, recebes só 40% do que estavas habituado a receber, tens as mesmas despesas o que o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
Percebe? Exatamente. E isso vai acontecer muito, ou seja, esta malta que comprou casa há 20, 30 anos, que fez há 40 ou 50 anos, ou a altura que se conseguia fazer 50 anos, vai chegar daqui a uns anos e isso vai começar a acontecer. E isso vai acontecer mesmo. E quem, de facto, não constituiu poupança...
É só os 40% e ponto. Sim, hoje em dia uma pessoa da nossa idade já não pode estar a fazer planos a contar com a reforma. É imediatamente. Não, não. Eu ontem fiz um vídeo exatamente porque estava a ler sobre o tipo da Google Ray Corswell. Tem assim o nome. Ou é Corswell ou Cozwell. É uma coisa assim qualquer.
Mas é o tipo que sempre que faz profecias, elas quase vão bater certo. Ou seja, ele disse que o smartphone estava a acontecer uns anos antes, disse que os drones iam acontecer uns anos antes e é uma série de coisas que têm acontecido. E isso não poderá ser ele fazer isso sempre. É como a crise de 2008.
Havia um senhor... Há sempre um que acerta com o relógio, sim. Sim, mas há sempre aqueles que estão sempre a estar... Sim, sim, não é o caso dele, é isso que eu estou a dizer. Sim, não é o caso dele. Ou seja, por isso é que eu dei atenção. Por exemplo, o tipo que escreveu o pai pobre, também está sempre a dizer que vai acontecer com qualquer coisa. Há sempre que ele acerta, portanto, e até um relógio parado, dizem que está certo duas vezes.
Mas a questão é, e a questão é não é só o que ele diz, é que basta olhar para o que está a acontecer. Ele diz que com a inteligência artificial e com a tecnologia em 2030, por cada ano que nós vamos viver, vamos conseguir acrescentar mais de um ano à nossa longevidade. Ou seja, vamos quase ser imortais nesta lógica. Ele depois fala de mais coisas, ou seja, ele acha que a inteligência artificial, nós a determinada altura, vamos com os nanos, vamos começar e eles vão integrar o nosso corpo e nós, em vez de...
sermos substituídos por eles, vamos juntar, eles ou nós, e nós vamos nos tornar uma espécie de super-guerreiros como o Dragon Ball. É isso. E eu acho que essa é a versão mais positiva que possa acontecer. Eu aposto nisso. Mas a questão é, mesmo esta questão da reforma,
Isto muda tudo. Pois muda. E não é só. E a questão dos empregos. A inteligência artificial vai limpar com muitos empregos, quer queiramos, quer não queiramos. Vai criar uns, mas vai destruir muitos. Esta questão de termos um rendimento mensal que o Estado há de pagar pelas empresas que vão estar a produzir na mesma com robôs e essas coisas todas.
Mas vai haver aqui todo um paradigma que eu acredito que vai mudar. O meu vídeo passava um bocado por lhe dizer que, e neste momento na Assembleia da República estamos a dizer se há de haver um pacote de horas ou se não há de haver um pacote de horas, quando já devemos estar a discutir isto que vai acontecer à frente. Andamos sempre atrás um bocado, um bocado neste caso bastante. E a minha questão um bocado é essa, portanto, qual vai ser a realidade de alguém...
que ainda vai viver muito mais tempo e que vai ter que pagar a sua vida. Pois, vai ter que pagar muito mais tempo também. E esta questão, por isso é que ainda me faz mais confusão, e aquilo que vocês estavam, o que estávamos a falar há um bocado, das vezes eu ter estas conversas à mesa...
Para a maior parte das pessoas que estão à mesa comigo, é desconfortável a conversa. E eu, antigamente ainda insistia, hoje em dia já não tenho muita paciência, que quem está à minha frente acontece muito mais o contrário. A malta, eu gostava de tomar um cafezinho contigo para conversar sobre isso. E é ok, para mim sim gostar de elas. Agora, estar numa conversa onde estão amigos e eu estar a puxar o assunto, eu já não faço isso.
Por muito. Acho que vocês devem fazer, porque a malta que está à vossa volta, acredito que ainda está numa... Às vezes é o clique que pode fazer nessas pessoas.
Eu já não tenho paciência, porque a malta que está na minha idade já deviam estar eles próprios, preocupados com o que está a acontecer, e não deviam ser eu a intervir, deviam ser eles a pedir-me para falar sobre isso. Sim, exatamente, exatamente. Felizmente há pessoas, desde o fim de semana, passei uma tardada a ver finos e a falar sobre isso com alguém que andava a uma chatear há muito tempo, só que eu não tinha conseguido, e conseguimos esta vez.
Mas, infelizmente, eu acho que apesar de nós vermos muito na comunicação social, a questão da literacia, agora há jaulas, não sei quem, não sei quem, Na realidade, no espaço onde os pais...
já deviam ser um exemplo, já deviam de procurar não ser um empecilho na vida dos filhos, porque um pai, que é o que acontece com o Luís, chega a um ponto que é um empecilho para a filha, porque vai viver para a casa da filha, mais um problema para a filha, há uma certa coisa. Exatamente, portanto, e para mim sempre foi uma das coisas que mais me confusão fez, é eu ser um problema para os meus filhos, e se há coisa que eu espero não vir a ser, e tenho feito por isso, é não ser isso, ou seja, eu ter capacidade, eles têm a vida deles e eu tenho a minha.
esteja no estado estimável, esteja no estado em que eu estiver, e eles poderem fazer a vida deles. Deixa-me, desculpa, deixa-me só dizer-te, vou-te dar um exemplo, só para tu veres, ao ponto é que nós já chegámos nós dois, às vezes vamos sair à noite, como é normal, a vida do estudante. Sim, ainda bem. Vou estar a extrair um bocadinho. E nós já chegámos...
a falar com um rapaz, não sei se o que lembras. Não sei, começa a contar, pode ser que sim. Um rapaz... Já foram muitos filhos, não é? Era um há muitos filhos atrás. Com um rapaz, que era amigo de um amigo nosso, que também estava lá, e começámos a convencê-lo, a convencê-los aos dois, para virem ao nosso evento. E eles começaram a perguntar, então, e de que é que é? E nós, vai-se focado em investimentos?
Vamos ter uma parte mais inicial e depois uma parte mais final, mais para abranger ali os dois mundos. E ele começou-me a perguntar a mim, eu já não me lembro, em que é que nós investíamos. Ou algo do género.
E eu acabei por responder, é ETFs. E ele, ah, mas isso é a longo prazo. É, são tudo investimentos a longo prazo. Mas sabes que o melhor investimento é mesmo a longo prazo. E ele começa-me a contar uma história, e eu acredito que isto também seja um dos motivos pelos quais os jovens não veem a vida tão a longo prazo. Ele contou uma história de um colega dele.
e a idade dele, que estava tudo bem, estavam felizes, não sei o quê, e de um dia para o outro teve um acidente e pronto, faleceu, exatamente, e pronto, imaginemos que ele andava a investir em ETFs, a pensar a longo prazo e tudo mais, e de um dia para o outro.
Acabou-se tudo. Sim. Acabou por não aproveitar a vida. Mas a lógica era essa. A lógica que ele estava a falar e que eu entendi foi essa. Acabou por não aproveitar a vida, por estar a pensar que no futuro ia ter um futuro melhor. Sim. E ficou sem os dois. Já. Portanto, a lógica da Lua e dela é nós morremos cedo.
Eu percebo a argumentação, mas tu tens, infelizmente, ou felizmente, nós, ser humano, temos sempre esta coisa. E então o português tem isto enraizado de uma forma ainda mais complicada. É muito mais fácil arranjar uma desculpa para não fazer... Certo, também é verdade.
Certo? Não, não, mas é que é isso, porque eu uso isso constantemente, aliás, nos comentários muitas vezes aparece lá essa coisa do, ai, está bem, a gente tem que viver, mas a vida é dois dias, há sempre muito essa, ou então se falecer alguém conhecido e tal, ah, eu conheço também que coisava e olha, já foi e tal, isso é constante, portanto, e nós somos muito...
o nosso cérebro está muito preparado para isso, a questão de o vizinho até tem uma casa nova, tem um coiso, e eu em vez de perceber como é que ele chegou lá, prefiro muito melhor criticar, deve andar a meter em coisas estranhas, não sei o quê. Isso é o típico português. Sim, sim, é isso. Isso é o típico português. Essa lógica está sempre presente. E isso é das coisas que eu acho que é mais... Às vezes eu costumo dizer que um dos livros que também ainda bem lido, aliás, é a questão da mentalidade, de mudar a mentalidade, não é? Quer dizer... Obrigado.
A forma como tu mudas o mindset, por muito que as pessoas possam achar que é de uma treta. Mas, de facto, vocês próprios, para chegarem à questão de começarem a olhar para o dinheiro de uma forma diferente, foi porque houve um clique qualquer na vossa cabeça que fez isso. Depois desse clique, ou vocês insistem, como tu estavas a dizer lá um bocado, e tentaste perceber mais, ou pronto, foi um clique que deu e já está. Exatamente, mas houve ali qualquer coisa.
E o mais difícil, muitas vezes, é isso acontecer. Quando acontece, as coisas mudam. E, se calhar, o teu amigo, quando fizer o clique... E...
Ele, se calhar, essa história que ele conta, já para ele não vai fazer sentido. Mas isso tem que mudar. E se não mudar, é muito mais fácil para nós. Dizermos, ah, e tal, é por isto, é por aquilo, é o ordenado mínimo, é não sei o quê. Os meus pais viveram toda a vida de ordenado mínimo. E até há muito pouco tempo eles tinham mais dinheiro do que eu tinha poupado. Não é isso que está em causa. E eu acho que depois também tem um bocadinho a ver com isso. Eu até pensei que ias um bocado por aí. O que é?
A questão do que a vossa realidade em casa com os vossos pais contribuiu para vocês olharem para a literacia financeira de outra forma ou não? No meu caso, sim. A minha mãe tirou licenciatura em Economia, em Coimbra.
e hoje em dia mesmo ela dá algumas aulas de economia numa escola em Pombal e eu mesmo incentivo-a a dar umas aulas de uma forma diferente. E então o método de ensino que ela tem e que eu acho bastante interessante até e por isso vou partilhar-a, que é, ela quase todas as aulas, é uma vez por semana, levam um caso de uma pessoa de sucesso.
e explica como é que a pessoa chegou lá. E muitas vezes até, por exemplo, agora neste fim de semana estava-me a pedir a pasta da Netflix para mostrar um filme que queria mostrar aquele da crise de 2008, mas acho que não ia mostrar esse, ia mostrar outro, que também é ligado a esses temas.
e outras vezes também, por exemplo, sei que já fez com eles deu-lhes no Excel 10 mil euros fez também, por exemplo, um cabajo de produtos para depois comparar passado um tempo e eu acho que este tipo de coisas muda completamente a mentalidade dos alunos e eu sinto que se tivesse uma professora assim ou uma professora, que talvez tivesse sido mais fácil mas pronto, graças a Deus, tivesse a oportunidade aí em casa
e sempre pronto sempre não foi a minha mãe ali a chatear não a chatear não a chatear mas claro que ajudou e sempre para estar pronto com atenção a algumas notícias ainda está a explicar-me quando era mais novo André isto está a acontecer porque isto é assim e assim e assim e pronto também trabalhou no banco muito tempo ou seja sempre tive um ambiente em casa
favorável para esse aspecto, mas claro, muitas das coisas também tiveram de partir da minha curiosidade e sim acho que o ambiente em casa é bastante importante, acho que é mesmo muito importante, mas não é desculpa não pode ser uma desculpa nem uma não é uma solução, mas
Sim, mas acho que podemos dizer que não pode ser uma desculpa para não chegar ao objetivo. Acho que sim. Sim, sim. Já eu, acho que aqui vamos ter um bocado dos dois exemplos contrários. Pronto, isso é bom. Os meus pais, eles são restaurante. E a minha mãe sempre foi muito... Eu costumo ter este termo de agarrada. Sim. Para o dinheiro. Mas pronto, sempre achou muito...
em vez de estar a comprar coisas de marca poupa e eu sempre olho muito para a minha mãe não só por isso, claro mas muito também para essa vertente do poupar, poupar, poupar até porque eu não faço gastos de outro mundo não gosto disso e nunca tive essa vertente em casa do investido era o poupar mas depois não exatamente, poupar como eu estive a ver o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
um podcast do Manilado, amontoar, amontoar, amontoar, mas depois não passava ali. O que resulta, atenção, é melhor que poupar, eu acho que é melhor poupar do que andar aí a esteirar. Sim, isso é um facto. Por muito que ele possa perder valor, tem mais valor do que não ter. Mas pronto, é muito disto. Eu, em casa, nunca tive essa pretende do investido.
mas não foi por isso que eu também não estou a começar a empregado por esse caminho, ou não é esse caminho que me interessa. Por acaso, despertei logo esse interesse, já há um ano e meio que comecei a existir, portanto há um ano e meio antes, porque eu também sou um rapaz que tenho que ter muita certeza para tomar uma decisão, e então tive que fazer uma pesquisa longa, longa, porque eu acho que apanhei essa verdade da minha mãe.
Tens de ter a certeza. Tens de ter a certeza. Avançar. Ainda bem que o mercado está a subir, senão não tinhas a avançar. Exato. Se tivesse a subir, já não tivesse a avançar. Mas eu digo, apanhei logo uma surpresa. Mal comecei a investir, tu me caiu. Ah, só no início do ano. 12% a perder. Mas pronto, agora está tudo ok. Mas pronto, em casa nunca tive essa...
Essa vertente do investir foi mais do poupar. E depois dessa parte foi mais aprendizagem minha. O meu pai sempre gostou mais de viver a vida, mas também sempre a poupar. Não é aquele vagabundo, nada disso.
Não, mas a questão é um bocado essa, é a forma, o ambiente, e é isso que... Sim, eu concordo. O ambiente é importante, mas depois é importante, depois vocês também tenham essa capacidade, porque eu também passei um bocado por isso, embora não havia muito esta lógica de poupar, ou o contrário, havia uma lógica de, ou seja, toda a minha família havia negócios. Portanto, eu...
Eu, se tiver que pensar no meu maior investimento, foi nas minhas empresas. Nem foi em ETFs, nem nada disso. Foi nas empresas. E tinha que ter dinheiro para investir na empresa. Portanto, foi essa a lógica. Exatamente por isto. Mas depois fui descobrindo tudo o resto para pôr o dinheiro a trabalhar. Para mim, sem ter que andar a ser empresário, ou a gerir pessoas, ou fosse lá o que fosse. Mas em minha casa nunca tive a questão de ter uma mesada, ou seja lá o que fosse. Nunca acompanho essa lógica.
Havia toda uma lógica sempre de negócio. A minha mãe, o padre deixa lá ficar o pão e ela ganha uns cêntimos para o pão lá ficar e as pessoas vão buscar. Toda essa lógica, mas foi de facto a determinada altura, a única coisa que eu me arrependo é que eu ia ter que começar com a vossa idade. É a única coisa, por isso é que até para este podcast faz muito sentido. Os pais que estão a ouvir que devem passar o podcast aos filhos e os filhos que estão a ouvir e que até já devem passar aos amigos. Porque a questão aqui, que muque, que...
que para mim muda e que de alguma forma faz sentido até ir ao vosso evento, e estarei sempre disponível, sempre que puder, para estar nos vossos eventos. É exatamente por isso. Aliás, eu comentava com vocês...
partilhei, não sei se foi o do Afonso ou se foi o do Afonso, acho que foi o do Afonso, que eu partilhei que ia estar no evento, recebi logo uma mensagem do organizador, de um dos maiores eventos de literacia financeira em Portugal, ele vai dizer já lixamos, o Tomás já vai já nos vai lixar, e ele mandou uma mensagem a dizer, mas aí sim no meio já o meu e a minha resposta foi fácil, foi
Eu sinto que neste faço mais diferença do que no teu, porque o teu já lá está muita gente a falar. E nesta malta não, exatamente por aquilo que falávamos há pouco. Eu lembro-me do meu primeiro evento.
foi com o Nuno Pimenta, em que nós questionamos, na sala, a sala estava cheia, quem é que sabia o que era o ETF? Na primeira início do vídeo. Sim, e ninguém levantou o braço. Isso já era a segunda, e na segunda... Vai ser dois braços, é os vossos calhar. Se for dois, já é sinal. Não, já estamos em um nível. Já é sinal que alguma coisa está a chegar. Já é um nível, já é um nível. Portanto, e isso, de facto, é daquelas coisas que é importante, e por isso o facto de os convidarem, é para vocês perceberem, que o que vocês estão a fazer...
vai ter um impacto muito grande na vida de alguns dos colegas vossos que lá vão estar. Mais do que... Ou seja, o facto de vocês organizarem isso é espetacular para o vosso currículo, e também esta questão de estarem a lidar com pessoas que conhecem os convidados que lá vão estar, isso também é espetacular, mas provavelmente vocês vão conseguir fazer muito mais a diferença na vida das pessoas, de alguns que lá vão estar, porque alguns só lá vão estar porque sim, mas alguns que vai...
Porque é nestes eventos que faz o clique, é aquele clique que estamos a falar, e da questão da mentalidade milionária, numa perspectiva de perceber que o dinheiro é o caminho. E quem estiver a olhar ao contrário, dificilmente poderá ter uma boa vida à frente.
E é engraçado que, para mim, faz sentido isso e acredito que o que vocês estão a fazer, de facto, pode fazer diferença. E gostava que fosse replicado em mais universidades, em mais escolas, no secundário já, há uma série de coisas que já se pode fazer. E pronto, mas também isto também está quase a terminar, temos que falar um bocadinho do evento. Começava por ti, Romeu, qual é o vosso objetivo do evento? Quais somos convidados? O nosso objetivo principal do evento é muito simples.
como foi basicamente a conversa de hoje, é focar em transmitir esta mensagem e a importância que realmente tem a literacia financeira, não só nos jovens, apesar deste evento ser mais focado ali para os estudantes, mas não só nos jovens, também para pais, como disseste, mas é muito à base disto. Nós queremos que... o nosso principal objetivo é que as pessoas que lá vão, os participantes que lá vão, saiam lá com mais conhecimento.
do que entrar. Eu, se todas as pessoas que lá estivessem com mais conhecimento, eu ficava super contente. Super contente. Porque eu sei que, apesar de nós vamos lá ter sete oradores, vamos ter o Banco de Portugal e uma empresa também, temos, eu acho que temos, por inscrições gratuitas, acho que temos um enorme leque de escolha, que não vão escolher, mas tem por onde...
Tem muito por onde aprender. Dos sete oradores, vamos ter o José, vamos ter o Nuno Pimenta, vamos ter o Sérgio Rodrigues, vamos ter o Cardas, o André Freitas, do Cash Hunters, vamos ter o António Pedrosa, Luiz Jordão,
e o Luís Verão. Sim, que fez um podcast há pouco tempo. Exatamente. Aliás, está no nosso curso de PPRs que vai sair agora as pessoas em pesquisas. Sete oradores e ainda ao Mundo de Portugal. Sim. O tema principal é essas investimentos, mas só o facto de terem a possibilidade de ter sete especialistas à frente deles, para esclarecer dúvidas, eu acredito que...
Os 7 oradores que lá vão estar, ou neste caso os 6 que lá vão estar, mais o José, estão super abertos para falar em qualquer dúvida. Os que eu conheço estão. Pronto, exatamente. Acho que não vão ter problema nenhum, mas claro, sem qualquer dúvida. Portanto, as pessoas só não aprendem se não quiserem. Têm a possibilidade de irem ao nosso evento. É dia 13 de Maio, vai ser na Casa Municipal da Cultura, lá em Coimbra.
E têm a possibilidade de sair de lá com muito mais conhecimento do que aqueles que chegaram. Por zero euros. Sim, sim.
Não, isso é difícil fazer, aliás, o que estás a dizer, os eventos, normalmente, acabam por ser pagos de uma maneira ou de outra, e depois se centralizaram, seja não em Lisboa, nem no Porto, ou em Coimbra, isso também, eu acho que pode ajudar bastante, embora vocês teriam que sair em Coimbra, como é óbvio, mas o facto de estar a fazer, porque a maior parte da malta acha que estas organizações são coisas fáceis de fazer, e não são, ou seja, concilera agendas desta malta, dos convidados, há uma série de coisas que não é fácil.
Nós já estamos de volta deste evento... Três meses, se calhar. Por aí, três meses. Três, quatro meses, sim. Sim, sim, sim. Não há que contactar, não tem que ser com muita antecedência. Dizer também que, para nós, como já temos uma primeira edição, que tivemos cerca de 30 a 40 participantes, tendo já assim uma base por onde nos guiar.
foi só onde é que vamos melhorar, onde é que vamos buscar extras, onde é que vamos buscar mais participantes, porque nós achamos que aquilo que nós andamos a fazer, este evento, merece muito mais participantes, muito mais atenção.
do que aquilo que teve na primeira edição. Também, atenção, foi um mês e meio para preparar a primeira edição, foi muito pouco tempo. E mesmo assim, acho que conseguimos nos chafar muito bem. Às vezes o melhor é fazer. Exatamente. Na dúvida. Sim, sim. Eu também muito cedo me sei a organizar coisas. E normalmente havia sempre ali alguém que achava que se calhar é melhor adiarmos, se calhar fazemos para o ano, não sei o quê.
Essa normalmente é sempre a tendência. A partir do momento que defines um prazo e as coisas têm que acontecer. Ou há chapada ou há pontapé. Ou se corre bem ou se aprende alguma coisa. Tu ano passado já fazias parte? Não, não, não. Eu busquei agora na segunda edição. Mas conseguiste perceber o crescimento que aconteceu este ano? Sim, sim. Nota-se os convidados. Qual foi a receptividade da malta quando vocês convidam?
Mas os participantes? Os convidados? Os oradores? Acho que alguns não conheciam o evento, porque pode ter uma dimensão um pouco... E o facto de lá ter estado o prêmio maior também pode ter ajudado.
Se é mais ou menos gays, isso é para fechar. Mas acho que muitos abraçaram este evento com uma perspetiva de ok, nós queremos ajudar a comunidade fazer a diferença. Queremos ajudar a comunidade e realmente perceber o que é que está a falhar, entrar um pouco por aí e...
Realmente eu acho que é um pouco de empatia pela comunidade estudantil. Acho que é um pouco por aí que viram essa proposta. E aceitaram quase todos, para ser sincero. Aceitaram quase todos porque pretenderam, e acho que isso é que realmente fez a diferença, entenderam o nosso propósito com o evento. Entenderam que, acima de tudo, nós não queríamos ganhar nada. Eu, André e Romeu não queríamos ganhar nada com o evento. Nós queríamos sim...
O ideal, por exemplo, que eu gostava muito era passar daqui 10 anos, chegaram ao pé de mim ou do Romeu. E agradecer. Olha, graças à primeira vez que fui ao vosso evento, entrei pelo mundo da literacia financeira e hoje em dia estou com uma vida top. Isso vale mais do que ter uma sala cheia, vale mais do que chegarmos ao dia do evento e correr tudo bem, não haver falhas. São estas pequenas coisas...
Pronto, é o que se costuma dizer, é o que a gente leva da vida e sentir que realmente temos impacto na vida das pessoas. Acho que sim, acho que é isso. Sim, não, e a mentalidade deve ser um bocado essa. Eu lembro, não pode-me ser fazer os meus primeiros diretos, às vezes tinha três ou quatro pessoas, devia ser a minha mãe e o meu pai. E o gato.
O gato não gás que nem tinha internet na altura. Mas a questão é um bocado essa. Mas para mim sempre foi nessa perspectiva. Ou seja, podia só estar ali uma pessoa, mas se eu tivesse a acrescentar alguma coisa a essa pessoa, de alguma forma, a malta pode achar que às vezes isto é um bocado de lirismo.
mas tem muito a ver com o que pode vir a acontecer se as coisas não mudarem. E a nossa sociedade, se não perceber que tem que mudar, vai ser muito complicado nos próximos anos. Eu tenho essa perceção. E até partindo disso, escrevi o livro da forma que o escrevi exatamente, para mim tinha que chocar, porque eu acredito que vai acontecer, vai acontecer infelizmente isso a muitas pessoas que não mudem.
Mas diga-me uma coisa, e até para terminar, a vossa lógica, a vossa ideia é construir aqui uma marca, que essa marca se torne...
Há algo da liderança financeira na universidade? Ou, por ano, vocês não estiverem lá, depois alguém a fechar a porta e a fazer? Ok, vamos falar um pouco das coisas como elas são. Este evento, acima do FIG, há uma entidade por trás, que é a Genolades, que é a Junior Empresa da Faculdade de Ciência e Tecnologias de Coimbra, que contém apenas estudantes.
Ou seja, neste momento nós, eu e o Romeu, estamos no departamento de inovação e estamos responsáveis pela organização desse evento. Mas, se Deus quiser, nós não vamos continuar na universidade para sempre e vamos, obviamente, deixar de fazer parte desta reunião na empresa. E vão estar outras pessoas no nosso lugar e nós queremos deixar um pouco, porque nós não vamos ficar a organizar o FIC para sempre, queremos deixar um pouco a imagem de que...
realmente é importantíssimo ter pessoas motivadas e o que eu acho que faz realmente diferença é ter gosto no que se está a fazer. Porque eu acho que se fosse um evento sobre outra coisa qualquer, se calhar o trabalho não ia ser tão fácil de fazer. Porque eu, às vezes, quando estou a editar um vídeo ou a fazer outra coisa qualquer, para mim, nem me custa estar a trabalhar. Eu faço aquilo mesmo com gosto. É completamente ir fazer um trabalho na universidade ou estar a editar um vídeo para o FIC. Eu faço aquilo mesmo com gosto. E enquanto houverem pessoas o FIC.
com o mesmo gosto que nós temos neste evento.
acho que tem tudo para se tornar uma marca nas universidades, tanto em Coimbra como a nível mais nacional mas o que realmente é importante é ter pessoas apaixonadas pelo aquilo que fazem e perceberem que o que elas estão a fazer podem realmente mudar a vida de outras pessoas eu acho que isso sim é o propósito principal do FIC e pronto, passar agora um pouco ao comelo atenção que nós quando dizemos que nós queremos transmitir o...
conhecimento das outras pessoas, nós os dois também ganhamos conhecimento com isso. Vamos aprender, porque nós não sabemos tudo. Longe disso, às vezes estamos juntos. Sim, exatamente. Mas sim, é muito à base do que o André disse. Este evento começou porque foi a JEC, que é a Genolades, que atribuiu ao Afonso, ao Afonso Dias, que foi o PM da primeira edição. E depois nós entrámos um mês antes na JEC.
por etapas, nós entrámos, eu na altura fui quem ficou como ajudante do Afonso e realizámos a primeira edição em pouquíssimo tempo. E depois eles acabaram por...
dar agora a possibilidade de ser o PM e eu, conhecendo o André, que me conhece, que ele adora esta vizente do dinheiro, claro que sim, ele já era meu amigo antes e sei que trabalhar com ele ia ser muito fácil, porque somos duas pessoas muito apaixonadas pelo dinheiro, para este mundo gigante e sabia que os dois fazíamos uma boa dupla.
A Malta, nem se podem escrever? Sim, sim. Estou a meter um link aqui no vídeo para a Malta. Pode-se escrever até aqui. Até dia 11, máximo dos máximos 12 de maio. Sem não haver inscrições, porque o espaço é limitado. As vagas são limitadas, portanto apresse-se. Literalmente. Mas sim, quem sabe...
O FIC, dificilmente vamos continuar, talvez fazer mais uma edição, não sabemos. Mas pronto, quando saímos da universidade, iremos acabar por deixar o FIC para outras pessoas, que esperemos que continuem com o projeto. A gente vai fazer um bom trabalho. Sim, sim. Com o projeto. Eu estou. Estamos? Vou, vou. Eu estou. Para não chegarmos.
se nós não saímos da Universidade e quem sabe se nós as dois não queríamos um evento de interesse financeiro. Espetacular, espetacular. Eu acho que faz todo sentido e a lógica deve ser exatamente essa. Ou seja, até numa perspectiva de crescimento. Vocês devem olhar, como é óbvio, numa perspectiva de ajudar as pessoas, mas...
que também vos deve ajudar a vocês próprios. E esta questão de vocês estarem a conhecer pessoas que, se calhar, de outra maneira, não iriam conhecer, dá-vos essa capacidade. Já tenho ali o senhor olhar para mim com cara de mau, portanto, isto deve estar para terminar. Queria agradecer-te, Romeu, e agradecer a André. Não sei se vocês querem acrescentar mais alguma coisa. Eu é que queria agradecer pela oportunidade de estarmos aqui hoje.
perante 100 mil subscritores. Para nós é uma oportunidade bastante importante, não só para promover o nosso evento, mas também para nós, para termos noção de que aquilo que estamos a fazer é importante, porque nós não recebemos muito feedback positivo de muita gente, porque também não é esse o nosso objetivo, não é receber feedback, não é estarmos a valorizar, nem nada disso.
Mas sim, de vez em quando um obrigado ou um padre que está a ir no bom caminho, sabe bem. E pronto, era muito à base isto, agradecer-te, José, por esta oportunidade. Não há nada para agradecer. Eu tenho a agradecer a vocês o trabalho que estão a fazer, porque à partida também estão a ajudar os meus filhos.
quando forem para a universidade, também se isto já acontecer, portanto, será mais um caminho, portanto, e acho que se todos olharmos desta maneira, e até já me fazer de convidado, quando vocês fizerem a marca de literacia financeira, seja a universidade, é tudo o prazer, lá está. Portanto, maldinha, um abraço e até para a semana. Obrigado. Obrigado.