EP. 118 - A COR DO SOM: O VERDADEIRO "FUSION" BRASILEIRO E A PRESSÃO COMERCIAL
Neste episódio #118 do Sons e Histórias, Daniel Queiroz, Raildo Vasconcelos e Júnior Beatle abrem a roda para reverenciar uma das bandas mais inovadoras e virtuosas da nossa música: A Cor do Som!Antes de mergulhar no tema principal, a bancada ainda faz um rápido adendo sobre o episódio passado, esclarecendo que a mudança de nome de Jorge Ben para Jorge Ben Jor teve motivos puramente financeiros ("vil metal"), e não numerológicos.O papo logo engata nessa banda gigantesca que ficou no limbo entre os anos 70 e 80, ao lado de nomes como 14 Bis e Roupa Nova. A Cor do Som surgiu como banda de apoio dos Novos Baianos, batizada por Galvão, e ganhou vida própria quando Dadi reuniu o núcleo original que chegou a gravar o primeiro e esquecido disco solo de Moraes Moreira.Com uma mistura improvável de rock, jazz fusion e choro, o grupo assinou com a Warner por intermédio de André Midani, que queria reviver a música instrumental no Brasil. Dissecamos histórias incríveis, como a apresentação com guitarras elétricas no Festival de Choro da TV Bandeirantes (onde ficaram em 5º lugar com "Espírito Infantil" e arrancaram elogios até do temido crítico Tinhorão), e o dia em que abriram para o Liverpool Express no Maracanãzinho e assustaram o público adolescente.Também debatemos a transição estética e musical da banda para os anos 80: a pressão de Midani para que eles começassem a cantar e vender discos, a saída do genial Armandinho e a adoção de um visual quase "boy band" com maquiagem e roupas coloridas. E ainda sobrou espaço para relembrar as histórias do livro de Dadi ("Meu caminho é chão e céu"), que inspirou Caetano Veloso a compor o clássico "O Leãozinho"!