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Matou toda a familia e seu pai o perdoou | Bart Whitaker

25 de maio de 202622min
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A família Whitaker era formada por quatro pessoas: pai, mãe e dois filhos. Eles viviam no Texas e levavam uma vida financeiramente confortável. Mas, em dezembro de 2003, depois de voltarem de um jantar pra comemorar a formatura de um dos filhos, a família foi atacada dentro da própria casa, por um homem encapuzado e armado, que já estava escondido os aguardando há algum tempo.

A mãe e um dos filhos não resistiram aos ferimentos e faleceram, enquanto o pai e o outro filho foram levados pro hospital e sobreviveram.

O crime chocou a todos da região, pois o que inicialmente parecia ser um assalto que havia dado errado, conforme as investigações foram avançando, o caso ía se revelando muito mais profundo do que todos imaginavam. O que parecia ser apenas uma tragédia familiar, na verdade, se tratava de um crime premeditado, arquitetado por um dos próprios membros da família.

Hoje, vocês irão conhecer o caso de Bart Whitaker.

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Participantes neste episódio5
P

Patrícia Pontes Laurindo

Hostmãe
B

Bart Whitaker

ConvidadoEstudante universitário
K

Kent Whitaker

ConvidadoDono de empresa de reforma e construção
K

Kevin Whitaker

ConvidadoAtleta
T

Trisha Whitaker

ConvidadoProfessora recém-aposentada
Assuntos3
  • O caso Bart WhitakerAtaque à família Whitaker · Investigação inicial e teorias · Descoberta do envolvimento de Bart · Adam Heap e o plano de Bart · Christian Brasser e Stephen Champagne · Fuga e prisão de Bart no México · Julgamento e condenação de Bart · Intervenção do pai e perdão · Conversão da pena de morte para prisão perpétua
  • Motivações de Bart WhitakerRessentimento pelo irmão mais novo · Sentimento de rejeição pelos pais · Desejo pela herança familiar · Controle da empresa do pai
  • Eleição de Roberto Cidade· PoliticaCrenças religiosas e perdão · Apelo ao Conselho de Perdão e Liberdade Condicional · Justificativa para poupar Bart da pena de morte
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A família Wittaker era formada por quatro pessoas, pai, mãe e dois filhos. Eles viviam no Texas e levavam uma vida financeiramente confortável. Mas, em dezembro de 2003, depois de voltarem de um jantar para comemorar a formatura de um dos filhos, a família foi atacada dentro da própria casa por um homem encapuzado e armado que já estava escondido, os aguardando há algum tempo.

A mãe e um dos filhos não resistiram aos ferimentos e faleceram, enquanto o pai e o outro filho foram levados para o hospital e sobreviveram. O crime chocou todos da região porque, o que inicialmente parecia ser um assalto que havia dado errado, conforme as investigações foram avançando, o caso ia se revelando muito mais profundo do que todos imaginavam.

O que parecia ser apenas uma tragédia familiar, na verdade, se tratava de um crime premeditado, arquitetado por um dos próprios membros da família. Hoje, vocês irão conhecer o caso de Bart Wittaker.

Em 2003, no Texas, Estados Unidos, vivia a família Whitaker, composta por Kent e Patricia e seus dois filhos, Bart e Kevin. A mãe Patricia, mais conhecida apenas como Trisha, tinha 51 anos e era uma professora recém-aposentada.

Kent, o marido, tinha 54 anos, amava ciclismo e dividia essa paixão com o filho mais novo. Ele era dono de uma empresa de reforma e construção. Thomas Barth, o filho mais velho, mais conhecido apenas como Barth, tinha 23 anos, era estudante universitário e descrito como um bom filho, que sempre se deu bem nos estudos e com os amigos.

Por fim, Kevin, o filho mais novo, tinha 19 anos. Era um rapaz tímido, mas um atleta sensacional. A família era bem unida, aproveitavam muitas coisas juntos, viajavam, faziam passeios.

não tinha quem achasse que algo pudesse estar fora do comum entre eles. Porém, o que praticamente ninguém sabia, era que Barthes tinha ressentimento do irmão mais novo, por ele parecer ser o filho perfeito, se destacar em tudo o que fazia e sentir que ele era o queridinho dos seus pais.

Apesar desse sentimento, assim que entrou no ensino superior, Kent e Trisha compraram um apartamento e deram para o Bart, para que ele tivesse mais privacidade nos estudos, mas o local que deveria ser usado como centro de estudos era, muitas vezes, compartilhado com outros colegas para que todos pudessem usar drogas.

No dia 10 de dezembro de 2003, a família se reuniu para comemorar as provas finais do Bart e a sua tão sonhada formatura. Ele ganhou um Rolex de presente, um item que era um sonho dele, e após isso, todos saíram para jantar em comemoração.

Ao voltarem para casa, o pior aconteceu. Um homem com máscara de esqui os aguardava e uma sequência de vários disparos aconteceu dentro da casa. Quatro tiros foram feitos, um em cada membro da família. Após isso, esse homem foi embora com um cúmplice que o aguardava num carro mais afastado do imóvel.

O vizinho, Cliff Stanley, foi o primeiro a chegar no local após ouvir os disparos. Ele se deparou com aquele cenário de massacre e logo retornou para casa e ligou para o 911. Minutos depois, o próprio Bart também fez uma ligação, mas pelo fato do Cliff já ter acionado as autoridades, a polícia acabou chegando no imóvel segundos depois dessa segunda ligação. Kevin, o filho mais novo.

foi o primeiro a ser atingido. Ele foi declarado morto no local. Trisha, atingida logo em seguida, foi socorrida e levada para o hospital por um helicóptero em estado gravíssimo, mas faleceu no caminho. Kent e o filho Bart foram atingidos apenas no ombro.

posteriormente passaram por cirurgia e sobreviveram. A arma do crime, uma pistola Glock 9mm, foi encontrada no chão da cozinha, ao lado da porta dos fundos por onde o criminoso fugiu. Uma luva de couro preta também foi encontrada jogada na calçada ao lado do carro do Bart.

A polícia acreditou que o crime aconteceu após o invasor estar roubando a casa e ter se assustado com a chegada repentina dos moradores. Essa teoria surgiu, pois a casa tinha gavetas abertas e coisas fora do lugar, o que indicava um assalto. Porém, essa tese logo se desfez porque, apesar de tudo estar bagunçado, aquilo parecia meio que uma bagunça organizada.

As gavetas estavam abertas, aparentemente com o mesmo comprimento de abertura. Objetos que estavam jogados no chão pareciam apenas jogados. Não eram como se fossem retirados de algum local para procurarem alguma coisa. Além de que, no final, nada tinha sido roubado. Todos os itens valiosos estavam na casa.

Equipamentos eletrônicos portáteis, como laptops, que valiam muito na época, joias, dinheiro, tudo estava lá. Foi descoberto também que a arma do crime era uma arma da própria casa. Ela foi tirada de um cofre escondido, o que indicava que a pessoa conhecia bem o local. E o que levar para conseguir arrombar o cofre?

Kent estava extremamente abalado com tudo o que aconteceu e queria que a polícia pegasse logo os responsáveis. Bart parecia querer a mesma coisa, contudo, foi a partir dos interrogatórios que a história desse crime começou a tomar um rumo diferente.

Depois que pai e filho passaram por cirurgia e foram liberados do hospital, eles foram para a delegacia para prestar depoimento, o que aconteceu dois dias depois do crime, em 12 de dezembro. Eles contaram em salas separadas sobre tudo o que tinha acontecido naquele dia, a comemoração da chegada da formatura do Bart, o jantar, etc.

mas a polícia já estava munida de informações importantes antes mesmo desses depoimentos. Eles descobriram que Bart não estava matriculado na universidade. Ele chegou a iniciar os estudos, mas trancou a matrícula e não comunicou aos pais. Ao ser confrontado com essa informação, ele disse que estava confuso com a vida, que precisava de uma pausa nos estudos e que não queria decepcionar a família os avisando sobre isso.

E isso já deixava uma pulga atrás da orelha dos policiais. Por que ir tão longe com uma mentira, levando todo mundo para um jantar de celebração de uma formatura que não existia? Outra coisa que a polícia tinha era um registro do Bart na polícia. Aos 17 anos, ele foi considerado suspeito de uma série de assaltos junto com outros rapazes. Mas nada chegou a ser investigado a fundo sobre isso.

Os dois foram liberados da delegacia, mas, por conta da ficha criminal e das mentiras descobertas, a polícia estava bastante desconfiada de que o Bart, de alguma maneira, pudesse estar envolvido no crime.

No dia 15 de dezembro, cinco dias após o massacre, uma nova pista apareceu. Um homem chamado Adam Heap foi até a delegacia informar que, alguns anos antes, Bart havia lhe pedido ajuda para matar a família dele. Nesse pedido, ele já tinha todo o plano da execução, incluindo uma tentativa de enganar a polícia, dando um tiro no próprio ombro para parecer que ele também seria uma das vítimas.

Adam foi capaz de desenhar um esboço de como seria o ataque, representando perfeitamente a entrada da casa, por onde ele entraria e onde ele pegaria as vítimas. A princípio, os investigadores até cogitaram que, na verdade, seria ele o responsável por tudo aquilo. Mas, logo depois de verificarem o seu álibi, ele estava trabalhando, ele foi descartado como executor.

Mesmo assim, Adam fez um acordo com a polícia para que ele não fosse acusado de conspiração. Ele permitiu que suas conversas telefônicas com o Bart fossem gravadas com o objetivo de obter uma confissão ou pelo menos captar mais pistas sobre o caso. Em uma dessas conversas, Bart concordou em pagar 20 mil dólares ao Adam para que ele mentisse para a polícia sobre o plano que ele tinha montado antes.

Para realizar o pagamento, foi criada uma caixa postal em nome do Adam. No dia 1º de abril de 2004, um pacote foi entregue nessa caixa postal contendo apenas parte do dinheiro. Apesar das impressões digitais do Bart estarem por toda a correspondência e o endereço anotado ser o do apartamento que ele morava, o remetente estava identificado como K.Sose.

Esse nome faz uma referência peculiar a um dos filmes favoritos dele, Os Suspeitos, cujo vilão, Kaiser Soze, era um gênio do crime que conseguia escapar dos investigadores após cometer assassinatos elaborados. Bart costumava citar para os amigos a frase final do filme. O maior truque que o diabo já pregou foi convencer o mundo de que ele não existia.

Nesse ínterim, a polícia também recebeu o depoimento de um ex-colega do Bart, Justin Peters, que também relatou ter recebido um pedido dele para matar a família. Mas Justin desacreditou no pedido, pelo fato do comentário ter sido feito quando eles estavam sob uso de drogas.

Como a polícia achou estranho o Bart estar fazendo esse pedido para algumas pessoas, eles acharam que seria válido perguntar sobre isso para todas as demais testemunhas. E assim, em julho de 2004, eles chegaram em dois nomes, Christian Brasser e Stephen Champagne.

Vale ressaltar que a polícia estava usando cães farejadores para compararem os cheiros dos suspeitos com a arma e a luva encontrada na área do crime, e nesse caso, Chris teve os cheiros compatíveis. Ele negou qualquer participação no crime, e como as pistas não eram digitais, mas sim apenas cheiro, aquilo não poderia ser usado como uma evidência irrefutável, e ele pôde sair da delegacia, mesmo que sob fortes indícios de ser um suspeito.

Por outro lado, Stephen apresentou bastante medo de toda a situação e assumiu ter participado do crime. Ele disse que quem havia atirado na família foi o Chris, enquanto ele havia sido o motorista da fuga, e Bart o mandante. Além da confissão, Stephen levou os investigadores até o local onde ele e o Chris ocultaram as evidências.

e embaixo de uma ponte sobre um lago, encontraram um cinzel, usado para arrombar o cofre de armas, munição compatível com a arma do crime, dois celulares e garrafas de água com DNA do Chris. Ele foi mantido preso e a polícia estava para emitir um mandado de prisão para o Bart e para o Chris. Sendo assim, Steven e Chris foram presos. Mas, na busca pelo Bart, a polícia não conseguiu encontrá-lo. Ele simplesmente tinha desaparecido.

Foi nessa ocasião que, quando a polícia tentou procurá-lo em seu apartamento e não o encontrou, e que depois foram até a casa do Kent para ver se ele estava lá, a polícia o informou que seu próprio filho estava sendo considerado o suspeito mandante do ataque à família Whittaker.

Bart teve o seu paradeiro desconhecido por pouco mais de um ano e tudo acabou em 14 de setembro de 2005, quando um homem chamado Rudy Hills ligou para a polícia dizendo que sabia onde Bart estava, pois havia sido ele quem o ajudou a chegar até o local que ele agora estava. Rudy era um conhecido do Bart e contou que o suspeito disse que estava sofrendo pressão da polícia e que precisava de ajuda.

Sendo assim, Bart lhe deu 3 mil dólares para que ele o levasse até Cerralvo, uma cidade do México. Rudy deixou o assunto quieto porque mal fazia ideia do que estava acontecendo, mas quando meses depois soube que ele estava sendo considerado suspeito de ter matado membros da família e principalmente que existia uma recompensa de 10 mil dólares por informações que levassem a polícia para o Bart, ele decidiu dar esse depoimento.

Com essas informações, a polícia do México foi acionada e no dia 22 de setembro, Bart foi encontrado e preso. No México, ele tinha recomeçado a vida com uma identidade falsa e como ele sabia um pouco de espanhol, conseguiu um emprego em uma loja de móveis que pertencia à família da sua nova namorada, Cindy Lou.

Sobre a cicatriz do tiro que tomou no ombro, ele dizia a quem perguntava que ele a conseguiu na guerra do Afeganistão, quando serviu ao exército americano. E sobre a sua família e seu passado, ele dizia ser filho único de uma garota de programa e que tinha vivido em orfanatos por um longo tempo.

Dias depois de ser detido no México, ele foi enviado de volta aos Estados Unidos. Kent foi visitar o filho na prisão e, nesse momento, ele confessou o que fez, dizendo que sentia muito por tudo e que estava completamente arrependido. Para a polícia, Bart revelou que a sua real motivação era a raiva por seus pais estarem vivos, por sempre darem tudo de bom e melhor para o irmão mais novo.

e por se sentir frustrado pelo fato deles nunca perceberem que tinha algo de errado com ele e que precisava de ajuda. Esse ponto, onde ele diz que o irmão mais novo era tratado melhor do que ele, nunca foi uma versão que a polícia acreditou.

pois ele sempre recebeu atenção e presentes dos pais de maneira igual ao seu irmão mais novo. Para a polícia, a motivação era o objetivo dele ter apenas para si a herança da família, avaliada em quase um milhão e meio de dólares, além de ficar responsável sozinho pela gestão da empresa do pai.

Mas o atirador errou o tiro no Kent, o acertando apenas no ombro também, fazendo com que todo o plano fosse por água abaixo e ele fugisse para o México para escapar da punição.

Em março de 2007, o julgamento começou, quando na ocasião, Bart se declarou inocente. A promotoria possuía um caso bem montado e já tinham todas as peças do quebra-cabeça para fazerem com que o júri facilmente considerasse o réu como culpado. E, para esse tipo de crime que eles estavam lidando...

a promotoria iria pedir a pena de morte. Kent sabia que o filho era culpado e responsável por toda aquela tragédia, mas ainda assim não achava necessária a condenação por pena capital. Como cristão, ele levava os ensinamentos bíblicos a sério. Para ele, o arrependimento e o perdão são sentimentos importantíssimos e como ele acreditava que o filho estava arrependido, Kent o perdoou.

As audiências foram recheadas de provas forenses, análises de cena do crime e relatos de testemunhas que se encaixavam perfeitamente com os fatos, e tudo só levava a três pessoas. Bart, o mandante, Chris, o atirador, e Steven, o motorista.

Com os relatos, foi possível confirmar que Bart tentou acabar com toda a família pelo menos outras duas vezes, ao recrutar, mesmo que despretensiosamente, pessoas para tal. Quando Bart foi ouvido na corte, seu depoimento surpreendeu a todos.

Ele decidiu assumir toda a responsabilidade pelo crime, o que muitos acreditam que foi uma orientação dos seus advogados para que ele pudesse ao menos fugir da pena de morte. Ele disse que era 100% culpado pelo crime, que organizou toda a ação, que se não fosse por conta dele, nada disso teria acontecido, que estava completamente mergulhado em remorso e chorando, pediu desculpas ao pai, à mãe e ao irmão.

Quando perguntado pela defesa o porquê de ter feito tudo aquilo, ele disse que não sabia responder a pergunta. Ele acreditava que não recebia o amor merecido dos seus pais e irmão, que se sentia o rejeitado, mas que, mesmo ao longo dos últimos anos, ele dando diversas respostas diferentes para essa mesma pergunta, ao final, nada fazia sentido.

Já o promotor Fred Felkman foi incisivo em seus questionamentos e fez todo o possível para deixar o júri ciente de quem ele realmente era. Fred fez perguntas como, você viu seu irmão correndo desesperado logo após o tiro que levou ao seu comando? Você viu ele engasgando com o próprio sangue até a morte?

Novamente, Bart começa a chorar e Fred diz que durante todas as gravações que ele assistiu dos interrogatórios policiais, em nenhuma delas ele estava chorando e queria saber por que só agora esse remorso estava sendo demonstrado. Bart explicou que o promotor estava trazendo memórias horríveis e o questionou se ele não acreditava que pessoas podem se arrepender.

Fred disse que acreditava sim no arrependimento, mas não acreditava que ele pudesse estar de fato arrependido. Acreditava apenas que ele estava desesperado por estar enfrentando a possibilidade da pena de morte.

O julgamento durou seis dias e o júri deliberou por duas horas para chegar ao veredito. Bart foi considerado culpado de homicídio e a sentença deferida foi a pena de morte. Ele ouviu a sentença sem emitir qualquer emoção.

Chris Basser, o atirador, foi condenado à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 30 anos. O fato de acreditarem que ele jamais teria executado o crime sem a influência de Barth foi o fator principal para que ele não recebesse também a pena de morte.

Stephen Champagne, o piloto da fuga, foi condenado a somente 15 anos de prisão por ter colaborado com a investigação desde o início. Como ele já estava preso desde o seu depoimento em 2003, ele seria liberado em 2018. Mas, devido ao bom comportamento prisional, ele recebeu liberdade condicional em 2015 e em 2018 se tornou totalmente livre.

Kent lutou durante uma década para que a sentença do filho fosse mudada para a prisão perpétua, mas a sua execução foi marcada para as 18 horas do dia 22 de fevereiro de 2018.

Na semana anterior à execução, Kent fez um último apelo para o Conselho de Perdão e Liberdade Condicional do Texas, pedindo para que poupassem a vida do último integrante vivo da sua família. Bart, com então 38 anos, fez a sua última refeição e viu seu pai pela última vez. Tudo estava preparado.

Porém, 40 minutos antes da hora da execução, o governador do estado do Texas o poupou da sentença de morte, usando como justificativa o fato do pai, a única vítima sobrevivente, tê-lo perdoado, além do fato de que o assassino de fato, Chris, não foi condenado à pena de morte. A pena do Bart foi convertida para prisão perpétua e ele segue cumprindo sua pena até hoje.

Kent encontrou um novo amor chamado Tânia e se casou novamente. Com a ajuda dela, ele escreveu um livro intitulado Murder by Family, The Incredible True Story of a Son's Treachery and a Father's Forgiveness, que em tradução livre significa Assassinato em Família, a incrível história real da traição de um filho e do perdão de um pai, onde ele relata sua vivência entre o equilíbrio da dor e a da fé.

Para ABC News, após ter a vida do filho poupada, Kent disse o quanto quer ver o Bart crescer e que vê ele se esforçando para descobrir o que está errado na mente dele. Em uma entrevista feita dentro da prisão, Bart foi questionado sobre quando ele começou a pensar e planejar a morte dos pais e, de forma muito calma e concentrada, responde todas as perguntas, sem demonstrar qualquer remorso.

semelhante ao demonstrado em seus depoimentos iniciais. É fácil perceber no rosto dele o alívio que ele sente por não estar mais indo para o corredor da morte. Ele parece não ter arrependimento, não ter culpa, muito menos estar sofrendo por tudo o que organizou.

Ele sabia exatamente o que aconteceria com a sua família e saiu para jantar com todos eles, tirou fotos, se divertiu. E o que para a família era a comemoração de uma formatura, para o Bart era uma celebração fria e calculada, de uma nova vida sem eles. Esse cara é de fato um psicopata.

E esse foi o episódio de hoje, pessoal. Deixe sua opinião aqui nos comentários. Lembrando, agora estamos com Apoia.se. Para aqueles que quiserem e puderem ajudar com que o canal continue e cresça cada vez mais, o link é apoia.se barra arquivo mistério, mas o link direto também está aqui na descrição. Para ver as fotos do caso de hoje, basta seguir a gente no Instagram, arroba arquivo mistério, e nos vemos então no próximo caso. Até lá!