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Em Pernambuco: O Triste Caso de Beatriz Angélica Mota

02 de março de 202626min
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Beatriz Angélica estava em uma extensão de seu lar: o colégio onde ela estudava desde o início da sua vida estudantil. Era uma conceituada escola particular de Petrolina, interior de Pernambuco, onde, inclusive, o pai era professor, os irmãos também estudavam, e onde ela conhecia cada cantinho do estabelecimento.

Aquele era um local que ela amava estar, e se sentia completamente segura. Então, quem poderia imaginar que, durante uma noite de celebração de graduação do ensino médio, num evento que contava com mais de mil pessoas, essa pequena menina, de apenas 7 anos na época, poderia ser raptada, esfaqueada mais de 40 vezes e deixada em uma das salas do próprio colégio?

Quem tinha feito isso? Qual daquelas pessoas que estavam ali teria cometido tal barbaridade?

Eram muitos suspeitos, e demorou meses até que a polícia conseguisse identificar, através de centenas de horas de gravações (tanto das câmeras de segurança da escola quanto de aparelhos dos próprios convidados), que o responsável pelo crime era uma pessoa de fora do evento. Alguém que entrou sem que ninguém percebesse, cometeu o crime e saiu do mesmo jeito que chegou: sem ser notado.

Hoje, vocês irão conhecer o triste caso de Beatriz Angélica Mota.

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Assuntos10
  • Desaparecimento e Assassinato de Beatriz AngélicaDesaparecimento durante formatura · Localização do corpo · 42 golpes de faca · Morte por hemorragia · Local do crime incerto
  • Segurança OperacionalAnálise de câmeras de segurança · DNA na faca e unhas · Retrato falado do suspeito · Desaparecimento de imagens · Recuperação de arquivos
  • Identificação de Comunicações OficiaisBanco de dados de DNA · Confronto de perfil genético · Confissão inicial · Retratação posterior · Carta de próprio punho
  • Suspeitas sobre Pessoas EspecíficasAbertura normal no dia seguinte · Reforma da sala de balé · Possível limpeza da cena · Proteção da reputação institucional · Falta de preservação de cenas
  • Poder JudiciárioAdiamentos sucessivos · Promessa de julgamento rápido · Seis anos sem sentença · Pressão da família · Manutenção do caso em aberto
  • Esquema CriminosoEntrada sem ser notado · Seleção oportunista da vítima · Abordagem de outra criança · Posse de faca · Saída despercebida
  • Memorialização e ProtestoPerfil no Instagram · 135 mil seguidores · Divulgação de outros casos · Reexumação e translado · Novo jazigo em Petrolina
  • Caminhada Beatriz Angélica700 quilômetros de Petrolina a Recife · 20 e 3 dias de jornada · Ato de resistência · Chamamento de atenção · Participação comunitária
  • Contexto da Criança VítimaNascimento e família · Vida escolar · Ambiente seguro percebido · Planos futuro (veterinária) · Relacionamento com irmãos
  • Atuação de Lucia na políticaEntrada na carreira política · Cargo de suplente · Candidatura a vereadora · Eleição em 2023 · Críticas de promoção pessoal
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Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Beatriz estava em uma extensão do seu lar, o colégio, onde ela estudava desde o início da sua vida estudantil. Era uma conceituada escola particular de Petrolina, interior de Pernambuco, onde, inclusive, o pai era professor, os irmãos também estudavam e onde ela conhecia cada cantinho do estabelecimento.

amava estar e se sentia completamente segura. Então, quem poderia imaginar que durante uma noite de celebração de graduação no ensino médio, num evento que contava com mais de mil pessoas, essa pequena menina de apenas sete anos na época poderia ser raptada, esfaqueada mais de 40 vezes e deixada em uma das salas do próprio colégio. Quem tinha feito isso?

barbaridade. Eram muitos suspeitos e demorou meses até que a polícia conseguisse identificar, através de centenas de horas de gravações, tanto por câmeras de segurança da escola quanto por aparelhos dos próprios convidados, que o responsável pelo crime era uma pessoa de fora do evento. Alguém que entrou sem que ninguém percebesse, cometeu o crime e saiu do mesmo jeito que entrou, sem ser notado.

o triste caso de Beatriz Angélica Mota. Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva nasceu em 11 de fevereiro de 2008 em Juazeiro, no estado de Pernambuco. Seus pais são Sandro Romilton Mota, professor de inglês de uma das mais conceituadas escolas católicas e privadas da região, e Maria Lúcia Mota da Silva, que na época trabalhava como vendedora de câmeras de segurança.

Beatriz era a mais nova dos três filhos do casal, sendo Samira Angélica a mais velha e Leandro o do meio. Todos estudavam na mesma escola onde Sandro dava aulas. Segundo os familiares, Beatriz era uma menina muito alegre, inteligente e comunicativa. Estava aprendendo a jogar xadrez, não tinha dificuldades para querer estudar, e como todos moravam numa pequena chácara, e criavam alguns tipos de animais exóticos devido a essa convivência com a natureza,

A menina sempre dizia que, quando adulta, queria se tornar veterinária. No dia 10 de dezembro de 2015, uma quinta-feira, a família acordou animada, pois aquele seria o dia da formatura do ensino médio na escola. Sandro, o pai, seria um dos responsáveis por auxiliar no evento e entregar os diplomas para os formandos, incluindo a filha mais velha do casal, Samira.

com camisas personalizadas em homenagem à conquista da Samira, que já tinha ido mais cedo para o colégio para a aula da saudade, onde os alunos do terceiro ano teriam simbolicamente uma última aula na instituição. À noite, durante a cerimônia, tudo saía como planejado, com muita alegria e animação. A família se encontrou e sentaram juntos na arquibancada.

Pouco depois das nove, Beatriz, na época com sete anos, perguntou à mãe se poderia ir beber água no bebedouro. Lúcia permitiu e assim ela fez. Mas como o bebedouro era muito perto de onde estavam, quando se passaram cerca de cinco a dez minutos que a filha havia saído e não retornado, Lúcia decidiu ir buscá-la. Ela e um sobrinho foram até o bebedouro e não a encontraram. Pensaram que a menina poderia estar brincando no parquinho,

que ficava ao lado dos bebedouros, mas ela também não estava lá. Estranhando o fato dela nem sequer ter avisado que iria para um outro lugar, algo que não era comum, os familiares começaram a avisar aos funcionários e seguranças da instituição, explicando que a menina havia sumido e para que ela pudesse ser facilmente identificada, avisaram também que ela estava com camiseta igual a dos seus parentes.

No momento em que uma banda estava tocando uma música no palco, Sandro pediu espaço para chamar a filha pelo microfone. Apesar da preocupação dos familiares, de alguns alunos e outros adultos presentes, o evento, que contava com a presença de mais de mil pessoas, seguiu normalmente como se nada tivesse acontecido. Perto das 11 da noite, Beatriz foi finalmente localizada pelo pai de um aluno.

era utilizada apenas por funcionários e que ainda estava sendo limpa aos poucos, depois que dias antes, alguns alunos atearam fogo em alguns materiais do local. O problema maior era que a menina não estava escondida ali, ela foi colocada lá e, infelizmente, não havia motivos para comemorar, pois, infelizmente, Beatriz, aos 7 anos, estava sem vida.

Através do grito desesperador da tia da menina Assim que viu o corpo da sobrinha Beatriz estava muito machucada Com diversas marcas de golpes de faca por todo o corpo Principalmente no tórax, braços e pernas Sendo que a faca do crime estava jogada ao lado do corpo A polícia foi chamada para o local Os demais familiares foram impedidos de entrar na sala Para não alterarem a cena do crime

foi fechado até a chegada dos policiais e só assim a cerimônia escolar foi finalmente encerrada. Segundo o laudo do médico legista, Beatriz recebeu 42 golpes pelo corpo, não sofreu qualquer tipo de abuso íntimo e a causa da morte foi dada como hemorragia. DNA no cabo da faca e embaixo das unhas foram identificados como sendo da mesma pessoa, mas até aquele momento ninguém sabia dizer de quem.

foi constatado que no local onde a menina foi encontrada, não havia indícios de que ela havia perdido a vida ali. Quase não tinha uma quantidade significativa de sangue correspondente ao tamanho do ataque. Além disso, na sola dos sapatos dela não tinha sinais de fuligem, lembrando que a sala estava desativada após um incêndio criminoso ocorrido dias antes. Possivelmente, o agressor teria cometido todas aquelas atrocidades em algum outro local

O crime aconteceu na sala de balé, ao lado desse local. Mais pra frente, eu falo um pouco mais sobre isso.

de qualquer pessoa dali.

realmente estava em atitude muito suspeita. Outra testemunha viu essa pessoa próxima ao bebedouro durante muito tempo, sentada ali, próxima ao bebedouro, só para reforçar que a criança, o local onde a criança foi encontrada, é próxima ao bebedouro. Além disso, uma das testemunhas viu o momento em que ele saiu do local onde o corpo da criança foi encontrado.

Sandro passaram a desconfiar que as autoridades estavam sendo negligentes nas investigações e acreditavam que existia uma possível proteção ao nome da escola, a fim de proteger a reputação do colégio de uma maior exposição do caso. No dia seguinte ao crime, uma sexta-feira, dia 11 de dezembro, logo pela manhã, a escola abriu normalmente para as aulas, sob a alegação de que seria um dos dias das provas finais. Logo, os locais não foram,

devidamente preservados. E não houve sequer um dia de luto pela instituição em respeito à memória da vítima. Outro fato que chamou a atenção foi que dias após o crime, a sala de balé foi completamente reformada sem necessidade alguma. A sala era relativamente nova, mas os responsáveis do colégio decidiram trocar os pisos do local por outros praticamente iguais e efetuar uma nova pintura utilizando as mesmas cores.

Com esses fatos, especulou-se a teoria de que aquele era o local do crime e que funcionários do colégio tinham limpado o local e mandado executar a reforma para que futuramente a polícia não encontrasse nada que levasse à comprovação de que o crime tinha acontecido ali. Apesar de, na época, o nome da escola ter sido abafado por alguns meios de comunicação,

O nome da instituição já é encontrado em diversos lugares da internet. Mas, nesse momento, eu não vou citar o nome da escola. No final do episódio, eu explico o motivo, mas basta procurar na internet. Caso Beatriz Angélica 2015, escola de Petrolina, que o nome já aparece. Com a demora da polícia em encontrar as respostas necessárias, muito se foi especulado pelos moradores da cidade.

foi uma vingança contra o Sandro, que supostamente teria um relacionamento extraconjugal, mas isso foi rapidamente desmentido. Poderia também ser algo arquitetado por algum aluno que teria problemas com ele e teria feito algo com Beatriz como retaliação, mas, segundo a família, Sandro não tinha inimigos na escola e ele era querido por muitos dos seus alunos. Mas essas hipóteses eram bem estranhas, porque se alguém quisesse atingir o Sandro através da filha,

O local mais viável para fazer isso seria em um ambiente em que não tivesse ninguém, e não um local lotado com mais de mil pessoas. Contudo, o que eles tinham de fato era a seguinte informação. Uma criança pouco mais velha que Beatriz, entre 10 e 11 anos na época, contou que tinha sido abordada por um homem que a chamou para ajudar a pegar algumas mesas e cadeiras com ele.

em pedir ajuda logo para ela e simplesmente saiu e foi para perto da família. Ou seja, Beatriz parecia não ser um alvo, mas sim uma vítima por questão de oportunidade. Outra hipótese levantada também foi a de que a menina pudesse ter sido usada em sacrifício para algum tipo de ritual devido à ausência de sangue em outras áreas do colégio. Contudo, isso faz voltar à teoria de que o crime pode ter acontecido na sala de balé

e que não foi periciada, e limpa logo nos dias seguintes. Quando as autoridades tiveram acesso às imagens das câmeras de segurança da escola, e vale ressaltar que o local era equipado com mais de 40 câmeras, várias imagens gravadas do dia do crime tinham desaparecido. A escola diz que entregou tudo, e que a equipe da perícia poderia ter manuseado os equipamentos e arquivos de maneira equivocada, fazendo com que eles fossem deletados.

diz que não teria como eles deletarem arquivos dos quais eles estavam simplesmente procurando. Como Lúcia trabalhava naquele ramo de venda de câmeras de segurança, ela conhecia bem o funcionamento dos equipamentos e também sabia que não era possível as imagens terem apenas desaparecido. Elas teriam necessariamente que ter sido deletadas por alguém. Em março de 2016, três meses após o crime,

em resgate de arquivos, e dois meses depois, em maio, eles retornaram com muitas imagens recuperadas. Antes que eles adentrassem nas imagens do suspeito, a polícia informou que, no dia 4 de janeiro de 2016, dias depois da intimação da escola para entregar os equipamentos para a perícia, um funcionário identificado como Alisson Henrique Carvalho, que prestava serviço para a escola na área de tecnologia,

minutos depois, foi levantada a hipótese de que, nesse dia, ele teria apagado os arquivos que a polícia não tinha encontrado antes. Naquele mesmo mês que essas imagens dele saíram, Allison foi acusado de obstrução de informação à justiça, mas a defesa alegou que as imagens usadas contra ele mostravam apenas ele entrando e saindo da sala em que ele mesmo trabalhava, e nada comprovava que ele de fato teria apagado os conteúdos. A defesa alegou ainda que,

Se for assim, supor algo apenas por uma imagem ilustrativa, seria fácil também de suspeitar que a polícia, mesmo que sem intenção, realmente tenha manuseado de forma inadequada os equipamentos e deletado os arquivos. Como nenhuma evidência verídica sobre essa acusação tinha sido de fato apresentada e tudo estava sendo feito apenas com base em suposições, Allison teve o pedido de prisão revogado.

Com ele ser um ponto adicional na investigação, a recuperação dos arquivos finalmente trouxe as imagens de quem de fato era o suspeito do crime. Na área externa da escola, um homem desconhecido estava andando, olhando para os carros e motos, indo e voltando sem rumo e, num determinado momento, dá para ver ele se abaixando, pegando algum objeto no chão e colocando-o escondido no pé da calça,

colégio. Segundo a investigação, aquilo seria uma faca, a arma do crime. Imagens dele e um retrato falado foram divulgados, mas apesar de tudo isso, ainda demoraria alguns anos para que ele fosse identificado e finalmente preso. Cinco anos depois, em maio de 2021, com a entrada de uma empresa americana especializada em investigação e treinamento de peritos, foi que as imagens do suspeito foram novamente

analisadas e um novo retrato falado, mas agora, de maneira digitalizada, foi feito. No dia 5 de dezembro, quando o caso estava prestes a completar seis anos, familiares da Beatriz, junto com amigos e pessoas da comunidade, fizeram a caminhada Beatriz Angélica, saindo a pé de Petrolina para o Recife, andando cerca de 700 quilômetros, em uma jornada que durou exatos 23 dias.

a memória da menina, a caminhada era também um ato de resistência, com o objetivo de chamar a atenção para que o criminoso fosse encontrado e capturado. Durante todos os anos das investigações, aconteceram oito trocas de delegados responsáveis, foram criadas 24 pastas com arquivos do inquérito, mais de 400 depoimentos foram colhidos e mais de 900 horas de imagens foram salvas, incluindo câmeras de segurança e arquivos pessoais

dos presentes no dia do evento. O caso acabou tendo um desfecho significativo somente no início de 2022, quando amostras do DNA que foram coletadas na cena do crime, no cabo da faca e nas unhas da menina, foram cruzadas com informações de um banco de dados do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, em Pernambuco. Esse banco continha o cadastro de cerca de 125 perfis genéticos de criminosos,

nome. Marcelo da Silva, um homem de então 39 anos, o DNA dele estava armazenado no banco de dados desde 2019. Marcelo da Silva tinha sido preso pela primeira vez em março de 2008 por roubo em flagrante e pegou 4 anos de prisão. Oito meses depois, em novembro, ele teve direito ao regime semiaberto e a liberdade condicional foi concedida logo depois, em janeiro de 2009.

de 2012, ele teve a pena cumprida e se tornou livre. Em 2016, ele foi novamente preso em flagrante por assalto à mão armada. Dez meses depois, em março de 2017, ele teve direito ao regime semiaberto e dois meses depois disso, em maio, teve o direito à prisão domiciliar pelo fato principal de que durante a última vez que ele teve o direito de liberdade condicional, ele respeitou todas as regras até o

da pena, então, pela confiança, ele pôde ir para casa. Contudo, em agosto, três meses depois de começar o cumprimento da pena domiciliar, ele acabou violando as regras da condicional e abusou de uma menina de 14 anos. Ele foi identificado, preso e, por ser um crime hediondo, a polícia pôde coletar material genético para guardar no banco de dados. Mas, como tudo no Brasil demora, as informações dele no sistema só foram cadastradas

dois anos depois, em 2019. Sendo assim, como o DNA dele foi identificado na faca do crime, ficou entendido que Marcelo cometeu o crime entre a liberdade de 2012 e a nova prisão de 2016, já que o crime tinha acontecido em dezembro de 2015. Encontrar Marcelo não foi uma tarefa difícil, tendo em vista que ele já estava preso, cumprindo pena pelo último crime.

movimento no caso. Mas, ao ser confrontado com a evidência do DNA, logo voltou atrás e confessou tudo.

Quando eu vejo a motivação do crime. A motivação que eu digo, motivação é o ato. O senhor sabe o que a gente se embriagar, não sabe o que faz. Aí eu cheguei, eu cheguei. Eu pensei, eu pensei que eu estava entrando numa igreja. Nessa noite eu pensei que eu estava entrando numa igreja. Eu fui barrado. Por alguém, não sei quem sabe, eu acho que vi meu estado de embriagueiro, né? Aí eu voltei para trás. Eu não sei nem o que eu arrumei esse objeto.

Nem ter um objeto cortante que, para não dizer o que é, nem pode ser com ele, parece. O senhor também está ciente que eu posso pagar por um crime, e talvez na televisão eu possa pagar por um crime que eu me cometi. Cometi não, eu sou criminoso que eu cometi aquele crime. Eu nunca cometi um crime na minha vida tão barulho, igual essa consequência criou. Me machuca, não é lembrar daquilo que me machuca, é o tanto de pessoas que estão sofrendo por causa de mim hoje.

aumentar ainda mais a frustração dos pais da menina em relação à polícia, Sandro e Lúcia apenas receberam a notícia de que o assassino tinha sido identificado através da imprensa quando um repórter entrou em contato com eles para pedir uma entrevista sobre o assunto. Eles ficaram chocados ao saberem através desse repórter que no dia seguinte, em Recife, seria feita uma coletiva de imprensa da polícia para falar sobre o caso e eles nem ao menos tinham sido informados sobre isso.

Os dois prontamente viajaram mais de 700 quilômetros de Petrolina para Recife. E no dia da coletiva, eles ainda foram impedidos de entrar no local. Ao final, eles conseguiram entrar e apenas receberam a notícia oficial de quem era o suspeito.

de que o caso iria para julgamento em breve. Só que esse breve vem se protelando há muito tempo, já que a data do julgamento de Marcelo já foi adiada várias vezes. No dia 17 de janeiro de 2022, Marcelo escreveu uma carta de próprio punho alegando ser inocente. Ele entregou o documento para os seus advogados para que o material fosse visto pelo tribunal. No conteúdo, ele diz, abre aspas,

Contudo, essa alegação de inocência parece não ter muito fundamento, já que ele deu detalhes do dia do ocorrido que provavelmente ele

não saberia se não estivesse lá e o seu DNA estava nas unhas da vítima, como também na faca do crime. O caso Beatriz permanece em aberto e esse é o motivo pelo qual eu não citei o nome da escola durante todo esse episódio. O caso ainda está em andamento e não se sabe ainda se a instituição foi conivente ou não com a encoberta de evidências do crime. Lúcia decidiu ingressar na carreira política pelo PSOL, onde conseguiu um cargo de suplente.

Posteriormente, se candidatou à vereadora de Petrolina, tomando posse em 2023. O fato de Lúcia ter entrado para a carreira política divide opiniões. Já que, apesar de ter bastante apoio da população, ainda tem quem a acuse de usar toda a barbárie sofrida pela filha para se promover dentro da política. Beatriz foi sepultada no cemitério Lagoa da Pedra,

em um local simples, sem muita identificação. Contudo, mais de três anos após o enterro, uma empresa presenteou a família com um jazigo para Beatriz em Petrolina. Assim, em abril de 2019, os restos mortais foram exumados e transportados para o novo local, que passaria a ficar muito mais perto da família, facilitando a visita de parentes e conhecidos sempre que quisessem.

e no novo espaço, Lúcia colocou alguns objetos pessoais da filha, além de uma placa com sua foto e as informações sobre ela. Até hoje, todos esperam por justiça. E um perfil no Instagram foi criado para que quem tiver interesse possa seguir e acompanhar o caso. A página já conta com mais de 135 mil seguidores. E além de Lúcia utilizar a rede social para atualizar a todos sobre o andamento do caso,

de crimes contra menores ocorridos no Estado. O link está aqui na descrição. Com 10 anos depois da morte de Beatriz, Marcelo segue preso na penitenciária regional de Salgueiro, no sertão central de Pernambuco, e ainda aguarda julgamento. E esse foi o episódio de hoje, pessoal. Deixe sua opinião aqui nos comentários. Lembrando, agora estamos com Apoia.se. Para aqueles que quiserem e puderem ajudar com que o canal continue e cresça cada vez mais, o link é apoia.se barra arquivo mistério.

o link direto também está aqui na descrição. Para ver as fotos do caso de hoje, basta seguir a gente no Instagram, arroba Arquivo Mistério, e nos vemos então no próximo caso. Até lá!