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Desapareceu de dentro de uma Igreja no Ceará | Alanis Maria Laurindo

13 de abril de 202628min
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Em uma noite de janeiro de 2010, a pequena Alanis, de apenas 5 anos, desapareceu enquanto brincava do lado de fora de uma igreja em Fortaleza, no Ceará. Seus pais participavam da missa, mas, ao final, o que deveria ser um momento de fé e reconexão com Cristo, se transformou em um pesadelo que mobilizou toda a cidade.

O que se seguiu foi uma busca desesperada que terminou da forma mais trágica possível. O corpo da menina foi encontrado em um matagal, com muitos sinais de violência. A comunidade, chocada e revoltada, clamava por justiça.

A investigação apontou pra um suspeito com um histórico sombrio, conhecido como "O Maníaco do Canal". O mistério que se desenrolou não só expôs a frieza de um criminoso, mas também levantou questionamentos sobre falhas no sistema judicial, que por diversas vezes, permitiu que essa pessoa estivesse solta pra atacar novamente.

Hoje, vocês irão conhecer o caso de Alanis Maria Laurindo.

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Participantes neste episódio3
A

Alanis Maria Laurindo

Convidadocriança
A

Antônio Carlos dos Santos Xavier

Convidadosuspeito
P

Patrícia Pontes Laurindo

Convidadomãe
Assuntos3
  • Desaparecimento de AlanisCaso de Alanis Maria Laurindo · Investigações Policiais · Crimes de Antônio Carlos · Reação da comunidade · Falhas no sistema judicial
  • Prisão de KazinConfissão de Antônio Carlos · Motivos do crime · Reação da população
  • Consequências do CrimeIndenização da família · Mudanças na segurança pública · Memória de Alanis
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Vai embora, rumo ali, ela subiu. Chamou a criança para ir até onde? Até no polo. Você disse que ela iria fazer o que lá no polo? Ia passear lá. Você chegou a oferecer mais alguma coisa para ela? Além da pipoca? Não. Você costumava frequentar a igreja? Sempre eu ia lá, às vezes. Não ia com a intenção de pegar alguma criança? Ah, não. Depois eu vi a missa lá e pronto. Você assistiu?

Não frequentemente para assistir quando passava ali. Nesse dia você não foi para assistir a missa? Não. Foi para buscar a criança? Foi.

Em uma noite de janeiro de 2010, a pequena Alanis, de apenas 5 anos, desapareceu enquanto brincava do lado de fora de uma igreja em Fortaleza, no Ceará. Seus pais participavam de uma missa, mas, ao final, o que deveria ser um momento de fé e reconexão com Cristo, se transformou em um pesadelo que mobilizou toda a cidade.

O que se seguiu foi uma busca desesperada que terminou da forma mais trágica possível. O corpo da menina foi encontrado no matagal com muitos sinais de violência. A comunidade, chocada e revoltada, clamava por justiça. A investigação apontou para um suspeito com um histórico sombrio, mais conhecido como o maníaco do canal.

O mistério que se desenrolou não só expôs a frieza desse criminoso, como também levantou questionamentos sobre falhas no sistema judicial, que por diversas vezes permitiu que essa pessoa estivesse solta para atacar novamente. Hoje, vocês irão conhecer o caso de Alanis Maria Laurindo. De Alanis Maria Laurindo.

Alanis Maria Laurindo de Oliveira nasceu no ano de 2004 e tinha apenas 5 anos quando esse caso aconteceu. Ela era filha de Ana Patrícia Pontes Laurindo e Adairton Silvânio de Oliveira e a família morava em Fortaleza, Ceará. Alanis era uma criança feliz, animada, que gostava de brincar de boneca, era muito apegada à mãe e estava sempre junto com ela em todos os lugares.

A família frequentava a igreja local, a igreja Nossa Senhora da Conceição e a região onde a igreja é localizada, apesar de ser bastante movimentada, com escola, agências bancárias, lojas de conveniência e uma delegacia, que, por sinal, teve papel fundamental nesse caso.

Não intimidou a ação de um criminoso que, durante a execução de uma missa, foi capaz de sorrateiramente sequestrar a pequena Alanis de dentro do local.

Na noite de 7 de janeiro de 2010, Patrícia, Adairton e Alanis foram à missa como de costume. A igreja é cercada por muros e grades e quando os pais levavam as crianças para lá, elas ficavam do lado de fora, brincando entre elas, para não fazerem barulho lá dentro e não atrapalharem a missa.

Por preocupação, Patrícia sempre pedia para que Alanis ficasse brincando em frente à igreja, e não nas laterais, pois, com a menina ali, de lá de dentro, ela poderia sempre estar de olho na filha. Contudo, apesar de todos acharem que as crianças estavam seguras, elas não estavam, pois o portão que separava a área externa da igreja da rua, apesar de ficar fechado, nunca era trancado.

E foi num determinado momento em que Patrícia se virou para olhar a filha que ela rapidamente notou a ausência. Ela se levantou, foi procurar a menina ao redor da igreja, mas não a encontrou em lugar nenhum. Perguntando para as outras crianças que estavam no local se elas tinham visto a menina, uma delas falou que ela tinha saído com um homem que usava camisa vermelha de time e calça jeans. Bastou essa informação para que Patrícia entrasse em total desespero.

Enquanto a Dairton e os demais procuravam pela menina, Patrícia foi até aquela delegacia do bairro para registrar um boletim de ocorrência e eles prontamente iniciaram suas próprias investigações. Só que infelizmente, durante toda aquela noite e madrugada, Alanis não foi encontrada.

Durante o dia seguinte, 8 de janeiro, a família espalhou cartazes por toda a cidade e continuou com as buscas junto com a polícia, o que acabou levando o caso a ser comentado por praticamente todos os moradores da região.

Em paralelo, a polícia conversou com várias pessoas que estavam na igreja, como também com as crianças que brincavam do lado de fora, que disseram que viram o homem parado ali no portão e que num determinado momento, ele começou a conversar com Alanis e depois os dois saíram juntos. Assim, eles conseguiram uma descrição física do suspeito e confeccionaram um retrato falado.

Eles também conversaram com pessoas da região e foi uma delas que trouxe uma informação fundamental para as investigações. Uma comerciante que tinha uma barraquinha de lanches não muito próxima da igreja, disse que na noite em que Alanis desapareceu, ela tinha visto um homem com aquelas mesmas características do retrato falado e descrições da roupa junto com uma menina entrando num matagal próximo do seu local de trabalho. Ela achou aquilo estranho.

Mas logo depois de 5 ou 10 minutos ele saiu sozinho e foi em direção a ela para comprar um bolo. Ela aproveitou e perguntou despretensiosamente onde estava a menina que ela tinha visto entrando com ele no matagal. Segundo ela, esse homem não demonstrou qualquer nervosismo ou ansiedade ao responder que a menina era apenas uma sobrinha, que ele tinha levado ela até lá para entregar ao pai e que passou por ali apenas para cortar caminho.

Depois disso, ele pegou o bolo, pagou e foi embora. Imediatamente então, a polícia começou buscas por dentro desse matagal e não demorou para que eles encontrassem o corpo da menina.

Foram quase 24 horas de buscas. Fotografias de Alanis Maria nos carros, nas ruas e avenidas do Conjunto Ceará, na esperança de encontrar a menina com vida. Mas por volta de 4 horas da tarde de ontem, Alanis foi achada morta. O corpo de Alanis foi encontrado neste matagal aqui no bairro Antônio Bezerra por uma equipe da DSECA e policiais do 12º DP do Conjunto Ceará. A menina estava de bruços e sem roupa.

No local do crime ainda estavam a sandália e as roupas da criança. Ao lado delas, peças que supostamente seriam do assassino. Alanes tinha apenas cinco anos de idade. Ela desapareceu na noite de quinta-feira, durante uma missa na Igreja Matriz do Conjunto Ceará. A mãe deixou a criança brincando do lado de fora da igreja e, quando voltou, a filha já havia desaparecido.

Nos exames da necropsia, apesar de ser identificado que Alanis tinha sofrido abuso e tinha um traumatismo craniano, a causa da morte foi dada como asfixia. Patrícia entrou em desespero quando soube que o corpo da filha tinha sido encontrado. Ela precisou de atendimento médico e medicamentos para se acalmar. Ela alega até hoje que não tem memória nenhuma do que aconteceu depois da notícia. A memória seguinte que ela tem é de já estar no velório da filha.

Tudo o que aconteceu nesse meio tempo é um branco em sua mente. Nas investigações, a polícia apontou um homem que já tinha sido condenado por abuso e que se assemelhava ao retrato falado criado. Esse suspeito era Francisco Charles dos Santos Xavier.

Ao ser abordado, ele obviamente disse que era inocente, mas mesmo assim foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento. Por todo o tempo, ele negou estar envolvido, mas depois de algumas horas, ele revelou que achava saber quem era o real criminoso.

Essa pessoa seria o seu irmão, Antônio Carlos dos Santos Xavier, que também já tinha sido preso por abuso. Pelo fato dos dois serem parecidos, ele achava que essa era a razão pela qual a polícia desconfiou dele através do retrato falado. E, ao mesmo tempo, ele não sabia dizer onde Antônio estava.

Enquanto a polícia procurava pelo novo suspeito, eles o mantiveram em prisão preventiva até que os resultados dos testes de DNA saíssem. No dia 12 de janeiro, cinco dias após o crime, uma mulher estava dentro de um ônibus quando percebeu que lá dentro um homem muito parecido com o retrato falado chamou sua atenção. Ela ligou para o marido, disse o que achava, que estava no mesmo ônibus do assassino da Alanis em direção ao terminal do Siqueira.

O marido então pediu que a esposa discretamente ficasse de olho nele e lhe avisasse se o suspeito descesse em algum ponto, porque ele iria ligar para a polícia imediatamente. Esse marido tinha um amigo policial. Esse policial, por sua vez, entrou em contato com a guarda civil do terminal e, quando o ônibus chegou, a polícia já estava na estação o esperando descer. O suspeito ainda tentou fugir em meio à multidão.

mas logo foi capturado e levado para a delegacia. O homem, de fato, era o Antônio Xavier, de 30 anos, mais conhecido apenas como Kazin. Poucos dias depois do corpo da menina Alanes ter sido encontrado, a polícia prendeu o principal suspeito do crime no dia 12 de janeiro de 2010. A prisão de Antônio Carlos dos Santos Xavier, conhecido como Kazin, foi no terminal do Siqueira. A gente tem aí imagens do momento exato.

A comoção na cidade foi tão grande que antes mesmo da chegada de Antônio Carlos à superintendência da Polícia Civil no centro, a população já se manifestava em frente ao prédio. Policiais do batalhão de choque fizeram um cordão de isolamento para tentar impedir a invasão.

Assim que chegou na delegacia, confessou que tinha sequestrado Alanis, que a retirou da igreja, e a colocou numa moto antes de ir embora, mas negou que tivesse abusado ou matado ela. Ele disse que tinha feito isso a mando de uma outra pessoa, que queria cobrar uma dívida de cerca de 15 mil reais da família.

e que teria sido essa pessoa que provavelmente teria abusado e tirado a vida da menina. Acrescentou que ele receberia o valor de R$ 5 mil e que não podia contar quem o contratou, porque senão sua namorada poderia sofrer as consequências disso. Quando você chegou até ela nisso, o que você falou para ela?

Estava comendo só pipoca mesmo e quando eu retornei, que deu grito a falar com o cara aquela, eu fiquei lá do lado de fora mesmo da igreja, que é cercada ela. A igreja é cercada, eu fiquei lá sentado. Sentado não, fiquei lá esperando. Não é que ela veio para mim, eu vou comer só pipoca. Ela te ofereceu ou você ofereceu? É, a pipoca. Você ofereceu a pipoca a ela? Foi. Aí foi naquela vez, lá que eu estava, lá da avenida. E as outras crianças?

Foi sozinha para você? Foi sozinha. Vim sozinha correndo. Você chamou para oferecer a pipoca, não chegou até ela? Não, ela veio, eu ofereci ela para ela ver. Aí eu ofereci. O que você disse para ela? Pipoca, eu disse que era. Aí bora, arrumar ali ela e subiu. Mas o que você falou para ela para convencer a criança a sair lá do local? Não, eu só falei que essa pipoca é mesmo pronta.

E chamou a criança para ir até onde? Até no polo. Você disse que ela iria fazer o que lá no polo? Ia ir a passear. Você chegou a oferecer mais alguma coisa para ela? Além da pipoca? Não. Como as pessoas viram nesse momento? Só se fossem os pessoas lá no polo, não é que eu subi, né? Pelo banco ali. Você não costumava frequentar a igreja? Sempre eu ia lá, às vezes.

E com a intenção de pegar alguma criança? Ah, não. Depois eu vi a missa lá e pronto. Você assistiu a missa lá? Assistia, assistia. Não frequentemente, não assisti, não passava ali. Nesse dia você não foi para assistir a missa? Não. Foi para buscar a criança? Foi. E quando você saiu de lá com a criança, como é que foi o seu perfil até o local onde você viveu? Ah, o da missa.

Como eu falei, né, já nos autos, que tinha uma pessoa dando o apoio, né, eu passei o sinal ali, vou ver pro lado do posto, vou pro lado da Pago Menos, peguei a moto que estava comigo lá, subi, desci na última parte da igreja, lá da avenida, e peguei uma pop-up. E você foi de moto com quem? Você foi pilotando a moto? E a criança? Na frente. Você colocou ela na sua frente? Sim. E quem é essa moto? Posso ser também, né?

Você estava esperando uma ordem de alguém que disse que se você levasse a criança, eles iriam cobrar esse dinheiro, é isso? É, uma chantagem. Quanto era essa dívida que você disse? Uma dívida de 15 mil. E quem estaria devendo? Os pais da criança? Um relacionado aí, você disse que foi um relacionado à família, né? Agora, você dizem, não é? Você é tio, é parente, é... Quantas pessoas estavam cobrando essa dívida e conversaram com você?

Rapaz, é só um clico que estou, né? Te prometeram quanto para fazer isso? 5 mil. Uma dívida que teriam para receber é de 15 mil. É. Segundo você, a ordem era se não pagasse, aí você mataria a criança, é isso que você está dizendo? É. É. Por que você levou a criança para o Matagal e abusou sexualmente da criança?

O pai não foi não, hein? Quem foi? Pode dizer também não. Estão lá fora. Minha namora está em risco lá fora ainda. E mais alguém matagal dentro de você? Está tratando do coordenado. Era você e outra pessoa que você está dizendo? É. Você diz que não foi você que abusou sexualmente da menina. É essa outra pessoa.

A polícia chegou a encontrar essa namorada, mas a mulher disse que, na verdade, ela já tinha terminado o namoro com ele há algum tempo, porque o Kazin era um homem abusivo e violento com ela. Ele mentiu até o nome dele. No dia que eu conheci ele, ele me disse que o nome dele era Anderson. Eu vim descobrir que o nome dele era Antônio Carlos, porque é uma amiga minha, que hoje também não está mais com um homem, cinco mulheres, que falou que o nome dele era Antônio Carlos porque ela tinha se relacionado com ele no passado.

E vocês tinham tido vários conflitos por causa das mentiras dele. Exatamente. Principalmente no dia que eu descobri que o nome dele não era Anderson, e sim Carlos. Aí eu peguei e quis terminar com ele, mas ele não aceitou. Ele disse que se eu não fosse dele, eu não era de ninguém. Ele puxou meus cabelos, tá entendendo? Ele já puxou meus cabelos uma vez, já me deu um chute uma vez, porque eu disse que não queria ele. Porque eu fui pra igreja e não chamei ele, porque nesse dia ele não tinha vindo aqui.

Aí eu peguei, como é que eu ia dizer pra ele? Que eu ia pra igreja se eu não tinha visto ele, né? Aí eu fui pra igreja no outro dia, quando eu vim, ele já ia me buscar, só que ele viu a multidão saindo. Eu ia com um bocado de gente, ele disse, não, vamos por aqui que eu quero conversar contigo em particular. Eu fui, quando chegou lá no Futuro Mestre, ele me agrediu, me puxou meus cabelos, me deu um chute e me chamou de nome.

O homem suspeito de matar a menina Lanes, de 5 anos, cometeu crimes iguais a este há 9 anos. Foi preso, condenado, mas segundo a Justiça, fugiu da cadeia. Vamos ao vivo à superintendência da Polícia Civil no centro de Fortaleza. Sabrina Guiá, boa noite. O homem preso continua aí.

Boa noite, Cíntia. A polícia mantém sigilo sobre o caso e não divulga essa informação. O homem acusado de estuprar e matar Alanis Maria é Antônio Carlos Santos Xavier. Ele tem 30 anos e, segundo a polícia, ele tem antecedentes terminais. A prisão foi hoje de manhã no terminal do Siqueira, um dos lugares mais movimentados de Fortaleza. Por ordem do secretário de Segurança Pública, Roberto Monteiro, o preso não foi apresentado hoje à imprensa.

Vamos ver agora imagens feitas do acusado em janeiro de 2001. Ele foi preso naquele ano porque, segundo a polícia, havia estuprado três crianças, todas na mesma faixa etária de Alânia. Na época, ele confessou os crimes.

Dez anos antes, no dia 31 de dezembro de 2000, aos 20 anos, às 10 da noite, faltando apenas duas horas para a virada do ano, Kazin sequestrou e abusou de uma menina de 5 anos a abandonando num canal, onde posteriormente foi encontrada com vida por locais. Isso acabou levando ele a ser chamado de o maníaco do canal. Em janeiro, ele fez o mesmo com mais duas outras meninas.

todas deixadas abandonadas nos locais dos abusos, mas vivas. Por esses crimes, em janeiro de 2001, ele foi preso, e logo depois condenado a 23 anos de prisão. Contudo, ele ficou na cadeia por apenas 7 anos, pois, em 2008, ele simplesmente fugiu, quando começou a cumprir sua pena em regime semiaberto. Ele saiu e nunca mais voltou.

Pelo fato desses crimes de dezembro de 2000 e janeiro de 2001, e do crime contra Alanis em janeiro de 2010 serem muito semelhantes, ele se tornou realmente um suspeito em potencial. E, pelo fato do Kazin ser um foragido da polícia, foi fácil mantê-lo preso no curso das investigações. Amostras de DNA também foram coletadas e todos aguardaram o resultado sair.

Enquanto isso, uma tia e uma avó da Alanis trouxeram uma informação muito intrigante sobre ele. Kazin tinha se feito presente no velório da menina para dar um último adeus. O velório foi bastante conturbado. Pelo fato do caso ter chamado a atenção da população, centenas de pessoas se fizeram presentes no cemitério.

E durante um momento em específico, um homem chegou próximo ao caixão, pelo menos três vezes, com as mãos na cabeça e parecendo muito desesperado, como se estivesse triste com a perda da menina. Ele realmente agia como se fosse alguém próximo dela, mas ninguém o conhecia.

A primeira vez que ele entrou, ele entrou assim com a mão na cabeça e chamou a atenção da gente, porque ele estava muito desesperado e a gente sabia que ele não era da família. Ele veio, olhou a criança, saiu, voltou de novo, passava assim como se estivesse sofrendo muito, com as duas mãos na cabeça. Aí na terceira vez ele não foi mais para o corpo, ele ficou do lado na cadeira onde a gente estava sentada. Nós três pessoas da família.

Aí ele apertou bem forte o braço, assim, a dor é grande? Aí a gente disse, a dor é muito grande. O braço de quem? O braço da minha sobrinha que estava sentada do meu lado. Ele apertou e falou assim, a dor é grande? A gente, a dor é muito grande. Aí ele ficou lá falando um monte de coisa, a gente não deu muita atenção. Só que ele falava e apertava demais o braço dela. Ela passou, apertou assim minha perna, né? Aí eu chamei o meu outro sobrinho que estava, aí ele falou assim.

Quem é da família aqui que tá... Quem é aqui da família? Aí a gente disse, é aquele rapaz ali que tá resolvendo tudo. Aí o meu sobrinho já veio, já pegou ele, ele saiu com ele. E aí lá fora ele lembrou, ele disse pra ele assim, olha, eu vou fazer um grande show na próxima semana.

aqui atrás, na Cobal, e quero toda a família no palco, porque vai ser um show muito grande. Aí a gente não deu pra ela, pensou que fosse um bêbado que estivesse lá, porque ele estava com cheiro de bebida. Só que quando hoje eu vi na reportagem uma fotozinha de algum repórter que saiu assim num celular, eu falei, olha, a primeira coisa que eu reconheci, não tenho um pingo de dúvida, não tenho medo de estar pecando. Tenho certeza que era ele, aquele mesmo rapaz.

Mesmo com ele, provavelmente podendo ser um bêbado ou algum homem drogado, que poderia mal saber exatamente o que estava fazendo ali, por conta do desconforto que ele estava causando aos familiares, algumas pessoas discretamente o retiraram do local. Só que agora, com a prisão do Kazin, a tia da Alanis e a avó o reconheceram como sendo aquele homem próximo ao caixão.

Quando eu vi, eu disse, meu Deus, esse homem. Aí a minha irmã estava trabalhando, ligou para mim chorando. Tu está vendo quem é que está? E aquele homem que se abaixou perto da gente, que eu disse que não estava me sentindo bem. Não tem dúvida que é ele? Nem eu tenho dúvida, nem a minha irmã tem dúvida, nem a minha sobrinha tem dúvida. O assassino estava no velório? O assassino estava no velório, falou com a gente e com certeza era ele.

É assustador e até bizarro saber que o homem que fez toda essa crueldade com a menina ainda teve a cara de pau de aparecer no velório dela para demonstrar compaixão. Assim que os exames de DNA saíram, foi comprovado que o DNA de Francisco era incompatível, mas o do Kazin positivo.

Agora, não tendo mais como negar a autoria do crime, ele resolveu confessar como tudo aconteceu. Segundo Kazin, ele estava passando em frente à igreja quando viu as crianças brincando e Alanis completamente sozinha. Ele se aproximou dela pelo lado de fora do portão e perguntou se ela não queria ir com ele e comprar pipoca. A menina, com toda a inocência do mundo, disse que sim.

Ele então abriu o portão, pegou na mão dela e os dois saíram juntos. Ele a colocou na moto e para evitar que ela gritasse ou chamasse a atenção dos outros, ele sempre estava conversando com ela, falando sobre o que iria comprar para ela, como pipoca, batata frita e refrigerante. Ao chegarem no matagal, ele a atacou e foi embora, sem saber que ela estava sem vida.

O julgamento aconteceu naquele mesmo ano, em agosto de 2010, e muitos cidadãos compareceram ao tribunal para acompanhar de perto o desenrolar das audiências.

O público que assistia ao julgamento não conseguiu esconder a revolta. Abalado, este idoso teve que ser retirado. Enquanto isso, policiais militares reforçavam a segurança nas dependências do Fórum Clóvis Bevilacqua. A população fica calada. A população fica calada, precisa de uma coisa desse. Pra ser de cortar do pescoço dele.

Apesar de Antônio Carlos ser réu confesso, a defesa usou a tese de semi-imputabilidade, onde é alegado que o acusado é psicopata. Se o argumento for aceito, ele pode ter a pena reduzida. O que a defesa acha é que eles tendem para o tratamento é uma prisão perpétua. Porque eles chegando lá no manicômio, só quem pode liberar é os médicos. Ele pode passar 3 anos, 6 anos, 10 anos, 20 anos. Então, se o médico não achar que ele está apto, libera. Se o médico não achar, ele continua lá até o final da vida.

Ao final, Kazin foi considerado culpado de homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver, e foi condenado a 31 anos e 8 meses de prisão.

Como Kazin deveria estar preso no momento em que o crime contra Alanis aconteceu, a família entrou com um processo contra o Estado, alegando que eles foram corresponsáveis pela falta de segurança da menina. No fim, a família conseguiu êxito no processo e recebeu uma indenização. Além disso, uma avenida da lateral esquerda da igreja, de onde a menina foi sequestrada, recebeu oficialmente o nome dela, Avenida Alanis Maria Laurindo de Oliveira.

Em maio de 2016, agentes penitenciários de diversas prisões do Ceará entraram em greve e, por conta disso, as visitas aos detentos, principalmente as visitas íntimas, foram suspensas por tempo indeterminado. Com isso, uma série de rebeliões em vários presídios aconteceram. Foram oito unidades prisionais que se rebelaram, incluindo a prisão onde o casim estava. No final, diversos prisioneiros conseguiram fugir.

Antes de sair a informação oficial se o Kazin tinha conseguido escapar ou não, a população já estava pelas ruas preparados para fazer injustiça com as próprias mãos, e foi nesse período que um homem foi confundido com ele.

Manuel Messias Feitosa era um homem de 36 anos que estava próximo a um shopping quando foi confundido. Alguns agressores começaram a bater nele, mas ele conseguiu ser salvo pela polícia que tinha sido chamada e, ao chegarem no local, eles deixaram claro que aquele homem não era o Kazin.

Horas depois, a polícia foi acionada novamente após denúncias de que uma outra pessoa tinha sido reconhecida como Kazin. A população lixou o homem, que dessa vez não conseguiu sobreviver. Ao chegarem no local, foi constatado que o homem era novamente Manuel Messias Feitosa.

Um fato curioso é que apesar do Manuel não ter qualquer ligação com o caso da Alanis, ele era um ex-detento, que já estava em liberdade após cumprir uma pena por abuso de uma outra menina. No fim das contas, o que de fato aconteceu com o Kazin é incerto. Algumas fontes dizem que ele permanece foragido, outras dizem que ele faleceu durante as rebeliões, e outras apenas dizem que ele permanece encarcerado.

No dia 7 de janeiro de 2020, dez anos depois do crime, foi feita uma missa em memória da menina. Em reportagem ao portal G1, Patrícia, a mãe da Alanis, declarou a seguinte mensagem. Eu tive dois filhos desde a morte dela. E eu pensei que ao ser mãe novamente, o vazio pudesse ser preenchido e que a dor ia passar. Mas não. Eu percebi que cada filho tem um lugar especial em você.

Eu enxergo nos meus dois filhos uma nova forma de encarar a vida. Um motivo pra viver. Mas a falta e o vazio que eu sinto da Alanis será pra sempre. A perda de um filho é algo que nunca superamos. Eu tenho Deus em minha vida e ele me dá forças pra seguir em frente. Mas a saudade que eu sinto dela só vai passar quando eu morrer.

E esse foi o episódio de hoje, pessoal. Deixe sua opinião aqui nos comentários. Lembrando, agora estamos com Apoia.se. Para aqueles que quiserem e puderem ajudar com que o canal continue e cresça cada vez mais, o link é apoia.se barra arquivo mistério, mas o link direto também está aqui na descrição. Para ver as fotos do caso de hoje, basta seguir a gente no Instagram, arroba arquivo mistério, e nos vemos então no próximo caso. Até lá!

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