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RepercutA #199- Bateristas e Percussionistas Japoneses

07 de julho de 202625min
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Prepare-se para conhecer talentos que talvez nunca tenham cruzado seu caminho!

Neste episódio, exploramos a carreira de bateristas e percussionistas Japoneses, revelando artistas, estilos, influências, tradições e sonoridades que mostram toda a diversidade e riqueza musical do Japão. 🇯🇵

Músicos dos tambores, peles e baquetas que podem até não aparecer nos holofotes mas que ajudam a contar a história para além dos nomes mais conhecidos.

São eles: Eitetsu Hayashi, Senri Kawaguchi e Yasuhiro_Yoshigaki.

Participantes neste episódio1
J

Jadi Tavares

Host
Assuntos4
  • Senri Kawaguchi, a princesa das batidasSenri Kawaguchi · Jazz Fusion · Música instrumental · Música de anime e pop
  • Yasuhiro Yoshigaki e a vanguardaYasuhiro Yoshigaki · Música experimental · Música de improvisação · Jazz Fusion · Rovo
  • Paz InteriorEitetsu Hayashi · Taiko · Grupo Kodo · Ondekusa
  • Escola japonesa de bateriaPrecisão técnica · Influência da tradição · Versatilidade · Respeito à prática de conjunto · Educação musical e equipamentos
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JTJadi Tavares

Vamos conhecer um pouco mais uma escola mundial da bateria. E aí, para produzir mais esse episódio dessa série, tem sido muito produtivo para mim fazer essa pesquisa, essa micro pesquisa. E aí serve tanto para fazer esses episódios dessa série como também guardar novos nomes fora do eixo comercial e que tem muita história para contar. Então a cada episódio desse é um sem número de links de álbuns para ouvir, de projetos paralelos, alguns que eu acabo separando para ter um episódio dedicado.

Isso também tá acontecendo aqui no Japão. Devo dizer que foi muito difícil também escolher os nomes para essa lista. E antes de iniciar esse nosso trio, deixa eu passar para você um pouco do panorama da percussão e da bateria japonesa, da escola do Japão, e também alguns nomes que merecem menções honrosas. É a segunda vez que eu passo por esse tema do Japão. Lá atrás pode procurar e ouvir também. E aí é um episódio mais dedicado na história dos tambores japoneses, dos taikos.

No episódio 30, os tamanhos, timbres, nomes e as utilizações desde as épocas milenares até a modernidade. Já aqui nesse episódio são 3 nomes para você conhecer um pouco mais de perto, mais focado nas histórias pessoais e menos nas histórias dos tambores em si. Algumas características da escola japonesa de bateria: a precisão técnica, a execução extremamente limpa e consistente, a influência da tradição. Muitos músicos estudaram taiko e isso se reflete na postura dinâmica e consciência rítmica dos bateristas.

A versatilidade, isso porque é comum encontrar bateristas que transitam entre jazz, rock, pop, música eletrônica e experimental. O respeito à prática de conjunto, isso porque a musicalidade costuma ser priorizada em vez da exibição técnica, mas também tem espaço para o virtuose e a inovação. Isso porque o Japão também é referência em educação musical e no desenvolvimento de equipamentos. É lá onde estão gigantes da indústria como Yamaha, Pearl, Tama e também a Roland.

E eu encontrei 4 eixos no panorama dos tambores japoneses, da percussão, da bateria no Japão. São eles: os mestres tradicionais dos taicos, os percussionistas dos taicos, e os grandes nomes de alguns gêneros. E aí a gente pode dividir entre o rock e o metal, o jazz fusion, e também a música de vanguarda e a música de improvisação. Dentre esses 4 eixos, retirei o rock e o metal para uma próxima oportunidade. E aí representantes aqui dos taicos correspondente à percussão tradicional japonesa, o jazz fusion e também a música de improviso, a música de vanguarda.

E aí, claro, logo de cara alguns nomes que eu quero deixar também as menções honrosas aqui. Não posso deixar passar citar aqui para você figuras como o Toshiho Aoi, o próprio Akira Jimbo, talvez um dos mais conhecidos. Eu lembro de iniciar tocando bateria e o nome do Akira volta e meia a galera falava. Kaori Asano, que aí é mais voltada para percussão, num sincretismo entre o que é milenar e a modernidade, ela sendo percussionista.

Hiroyuki Noritake, Hideo Yamaki, Yuusan Ishiwaka. E no rock, nomes como Yoshiki Hayashi, um dos mais influentes da história do rock lá no Japão, o Tomoya Kanki, o Takashi Kashikura, Kiyoshi Ijichi, Yukihiro Awaji. Já na música mais extrema, no metal e no hard rock, Munetaka Iguchi, Shinya Terashi, Nao Kawakita, Tatsuya Amano, entre outros. Já no pop, no soul, nomes que encontrei: o Fuyu, o Tatsuya Yoshida, o Sabu Toyozumi, e Akira Ishikawa.

Entre algumas mulheres de destaque, a Hina Suzuki e também a Hana Sano. Mas para esse trio de bateristas ou percursionistas japoneses, vamos conhecer um pouco a história de Eitetsu Hayashi, Senri Kawaguchi e Yasuhiro Yoshigaki. E depois dessa intro, vamos nessa detalhar um pouco mais vida e obra de 3 músicos e musicistas que podem te inspirar. Chegou a hora de conhecer um pouco alguns bateristas ou percussionistas que são responsáveis por levar o nome do Japão, tambores, peles e baquetas, mundo afora.

Eu sou Jadi Tavares e esse é o Repercuta Podcast. Repercuta. Eitetsu Hayashi é um aclamado percussionista japonês. Ele que nesse episódio aqui tá representando a percussão tradicional japonesa. Ele nasce em 52 e é muito conhecido exatamente pelo seu trabalho solo com taiko, os tambores japoneses. O Hayashi se junta ao grupo Ondekusa ainda muito jovem, um grupo japonês especializado em percussão tradicional, e um pouco depois ele se separa do grupo formando o Kodo, que é um dos grupos de mais sucesso no taiko.

Grupo profissional de tambores japoneses com sede na ilha de Sado, lá no Japão, e que desempenha um papel importante na popularização dos tambores japoneses no Japão e também no exterior, principalmente no exterior. O grupo faz turnês regulares pelo Japão, Europa e Estados Unidos já há bastante tempo. Em japonês, o nome KODO significa batimento cardíaco, que é a fonte primordial de todo ritmo, e um outro significado atribuído a eles também é Filhos do Tambor.

O grupo começou nos anos 80 e segue em atividade, mas o Hayashi não demora também muito tempo no Kodo, também decide deixar o grupo para se lançar como um artista solo. Ele já chegou a se apresentar em lugares do mundo todo praticamente, com destaque para uma apresentação clássica no Carnegie Hall em 84. Lá em Nova York. Ele também foi o primeiro artista de taiko a se apresentar na instituição. O Hayashi também recebe vários prêmios que reconhecem o valor cultural do seu trabalho.

Ele nasce em fevereiro de 52, numa cidade chamada Tojo, na província de Hiroshima, e cresceu, teve sua infância e adolescência num templo budista. Seu pai era monge da seita Shingon. E o Hayashi era o caçula de 8 filhos. Ele já chegou a relatar que na sua juventude ele ouvia muito Beatles e tocava bateria em uma banda de estilo ocidental, no estilo rock mesmo, como a gente já tá acostumado. Também queria ser designer gráfico, mas desistiu dessas aspirações ao não ser aceito na Universidade de Artes de Tóquio.

Com o On The Kusa, ele se junta ainda aos 19 anos, o primeiro grupo que ele faz parte. E algum tempo depois ele ouviu um anúncio de um evento de verão que aconteceria na ilha de Sado. Na época, o grupo On The Coosa estava treinando, porque o taekwondo, se você pesquisar e se você ouviu o episódio do Repercoto, episódio 30, você vai sacar que tem esse lado musical, tribal, vinculado às manifestações de guerra, e também uma dança e um treino.

Então é uma mistura de modalidades, onde a coisa vivia treinando para arrecadar dinheiro para construir uma escola na própria ilha de Sado. E para o Hayashi, o grupo era como uma força da natureza, era uma demonstração de um espírito forte durante as apresentações. Era isso que significava a banda para ele. Como parte de seu treinamento no grupo, o Hayashi passou por treinos constantes e intensos, mesmo em condições de frio extremo.

Em 72, ele viaja para a cidade de Chichibu, que fica no estado de Saitama, e passa uma semana assistindo às sessões de ensaios dos músicos locais. E aí ele tem um contato mais profundo com a música folclórica tradicional japonesa, e logo ele tem contato com uma peça ou com uma notação musical chamada Cuxixoga. E ele tem logo a ideia de transformar essa peça folclórica numa apresentação do Ondekuza. Ideia essa que deu muito certo, teve muita, muita aceitação por exatamente unir essa coisa de gerações, esse encontro de gerações, de algo folclórico, mais tradicional, mais antigo, com o público mais jovem.

A partir de 75, ele estreia com o Monroi Axios nos Estados Unidos tocando taiko e continua essa tradição mundo afora. Outra paixão dele era correr, então ele participou de várias maratonas, inclusive até como resultado desse treinamento tão extensivo ainda lá no Japão. Em 81, ele passa por algumas divergências criativas musicais que acarretam na divisão do On The Coaster. Inclusive, se montam dois grupos e os dois brigam, disputam a posse do nome.

E aí o Hayashi decide montar o grupo Kodo. Ele lidera o conjunto, mas por volta da estreia do Kodo no Japão, Hayashi decide deixar o grupo e iniciar sua carreira solo como artista colaborador Ele tem um registro, The Road Guide to the Music of Japan, de 99, e segue em atividade com sua carreira solo. Atualmente, o Eitetsu Hayashi é considerado o maior embaixador do taiko moderno. Ele levou o taiko aos grandes palcos internacionais como instrumento solista e também se projetando como percussionista solista, responsável também por transformar o taiko em instrumento de concerto inspirando gerações, o maior nome da história do taiko moderno, ex-integrante do Ondekozu e do Kodo.

Faixas para você iniciar na obra dele: a Furinkazan e a Haitenyou. Grupo Kodo sendo um dos maiores embaixadores do taiko moderno e o Ondekozu um dos pioneiros da revolução do taiko contemporâneo. Dessa forma, Eitetsu Hayashi é uma das lendas da percussão tradicional japonesa. E agora a gente entra no Jazz Fusion, e aí com a representante da novíssima geração Tô falando da Senri Kawaguchi. Ela que é conhecida no Japão como princesa das muitas batidas, virtuosa, jovem e premiada.

Ela nasce no subúrbio de Nagoya, na província de Aichi, em 8 de janeiro de 97, e ainda muito jovem se muda com a família para Iokaichi. E aí ela foi apresentada à bateria ainda aos 5 anos de idade, quando o seu pai, que é médico, levou despretensiosamente uma bateria eletrônica para casa para explorar. No início ela começa brincando, né, enquanto criança, ainda aos 6 anos, e começa a ter aulas de bateria perto de casa. Aos 8, o professor, já vendo que ela tinha bastante interesse mesmo, a indicou a ter aulas com o professor, com o renomado professor japonês Kozo Suganuma.

E aí é uma das habilidades da Senri se manifestam. Logo ela passou a acompanhar músicos profissionais. Em 2009 ela lança seu primeiro DVD, Horóscopo. No mesmo ano ela começa o ensino fundamental, para você ter noção, é prodígio. Ela começa a se apresentar em vários locais pequenos, sempre na pegada do jazz fusion e música instrumental. Ela já tocou com vários nomes do rock e do fusion no Japão, E tem as redes sociais dela, são bem ativas.

Se nenhum vídeo dela passou por você ainda, vale a pena conferir. Eu já tive contato com alguns vídeos dela, principalmente no Instagram e no YouTube. E aí, no caso da Senri, é interessante porque ela já traz a sua própria bagagem com música de anime, com músicas vinculadas à cultura pop, anime e cinema. Em 2010, ela com 13 anos se tornar uma das bateristas mais jovens na época. É a única após o Akira Jimbo a ser adicionada à lista dos 500 melhores bateristas da Drummer World, publicação bastante relevante.

E aí elevando o nome do Japão também na lista dos grandes nomes da bateria mundial. Em 2011, ela continua o seu trabalho enquanto baterista de sessão e faz sua primeira viagem ao exterior com a Yamaha, já endossada pela Yamaha. Ela conta com apoio da Zildjian e da Yamaha. Vale muito a pena sacar a performance dela lá no Drummel, o portal, né, portal de conhecimento, aula e performance. Vale bastante, dá para sacar detalhes da tocabilidade dela.

E também no seu próprio canal no YouTube, onde tem muito conteúdo. E a sua marca registrada, ela tem tipo uma lagartixa enquanto logo ali no bumbo. Em 2012, ela aparece pela primeira vez na TV japonesa no Tokyo Crossover Night International Jazz, que foi transmitido inclusive na Fuji Television, que é tradicionalíssima, uma gigante das telecomunicações lá no Japão. Aos 16 anos, ela lança seu primeiro álbum solo, À la Mode, e se apresenta em vários eventos de jazz Max Titanium no Japão e fora dele.

Ela também tem uma colaboração com o tecladista da banda Cassiopeia, o Kiyomi Otaka. Em dupla, eles lançam um álbum chamado Chocolate Booster em 2014 e também fizeram uma pequena turnê. No mesmo ano, ela vai para Los Angeles para gravar o seu segundo álbum solo chamado Buena Vista e continua trabalhando. Chegou a ser também uma das juradas internacionais da competição de bateria Hit Like a Girl de 2014 e é jurada desde então. E ela também fez parte da banda de turnê do grupo A-Girls, que esteve ativo no Japão.

É a partir dessa colaboração que ela chega a tocar no lendário Budokan, a casa de shows icônica lá de Tóquio, e de quebra também no Tóquio Jazz Festival. Mas ela não parou de estudar, se forma em Ciências Sociais na Universidade Waseda e continuou o seu trabalho como baterista de estúdio, de sessão. Ela acompanhou o artista Kyocen e também toca no Rock à Château de 2015 lá na França. No mesmo ano, ela se apresenta num show comemorativo do 30º aniversário do Super Mario, o personagem do game da Nintendo, em Tóquio, e segue atividade como uma das bateristas mais requisitadas para trabalhar com outros artistas, tanto que no mesmo ano ela participa da turnê Erotic, que é o primeiro álbum de estúdio do guitarrista Gutty Govan.

Em 2016 ela lança 3 álbuns: o KKK Core, o Trick or Treat e o Side Hard and Sweet, os 3 em colaborações com outros artistas. Em 2017 ela participa do evento especial de 50 anos da Yamaha dividindo um palco com nomes como Steve Gadd, Akira Jimbo e David Wackel, e segue a sua carreira em vários eventos voltados para o jazz fusion, além, claro, de continuar acompanhando outros artistas. E aí em 2019 vem um projeto muito importante, muito interessante, que merece a sua atenção.

Ela montou uma banda que se chama Zaon, que combina música moderna, bateria moderna com instrumentos tradicionais japoneses. Já em 2020, ela compõe a banda do pianista sueco Anders Helmersson, ele que é radicado em Londres e tem no rock progressivo a sua maior veia musical. Em 2021, ela toca no terraço do Andaz Tokyo Toranomon Hills com mais alguns artistas, jovens artistas japonesas, para cerimônia de encerramento do One Young World Munique E desde 2022 ela toca na banda de jazz fusion Nankai Trio.

Eles lançaram inclusive um primeiro álbum chamado Antártica em abril de 2025. Então, na sua discografia, as suas gravações solos, os seus registros solos: À la Mode de 2013, Boa Vista de 2014, Cinderella in the Wind de 2016, que é o álbum de estreia por uma grande gravadora, e em 2020 e outro álbum, o Dynamogenic. E tem também alguns DVDs e Blu-rays lançados, além das colaborações com outros artistas, as quais eu já citei. A Senri Kawaguchi representa um fenômeno da nova geração japonesa conhecida mundialmente pelo virtuosismo, atuando no jazz fusion e na música instrumental.

Um dos grandes nomes da nova geração de bateristas e percussionistas japoneses. Prodígio, tendo começado muito jovem, hoje é uma das bateristas mais respeitadas do mundo. Eu lembro que cheguei a ver um vídeo dela que eu parei para assistir, e aí eu lembro que de cara eu fiquei tão impactado que eu pensei que fosse alguma página de meme que tivesse mostrando ela tocando acelerado, porque a precisão de notas, a clareza nos grooves, enfim, o virtuosismo merece demais.

Você merece conhecer de perto o trabalho dela. E aí, para completar esse trio, eu já falei da percussão tradicional, o jazz fusion, e agora vamos conhecer um pouco o Yasuhiro Yoshigaki. Ele que também tem um pé no jazz fusion, mas acho que se sente muito à vontade na música experimental, música de vanguarda, e a música de improvisação. Yasuhiro nasce em 59. Ele que é baterista e percussionista, notável por seu domínio do ritmo no jazz e também em contextos de improviso e de conjunto.

Ele também é muito respeitado na improvisação livre e colaborou com músicos no Japão e no exterior, sendo um dos bateristas da banda de post-rock Rovo e também líder do grupo Vicente Aticus. E já fica um dos motivos aos quais eu escolhi, já para deixar essa provocação aqui para gente. A banda conta com 2 baterias, 2 violinos, 2 trombones, baixo e uma extensão de percussão, que aí é responsável por misturar polirritmias, texturas densas e compassos não tão comuns.

E o Oshigaki também liderou projetos de longa duração como líder da Orquestra Libre e também a Orquestra Nujenuje. Na década de 70, ele começa a tocar bateria no último ano do seu ensino médio, incentivado por um amigo. E aí ele entra na Universidade Kansai Gakuin, começando a tocar jazz, inspirado por bandas como Weather Report e o Jaco Pastorius. Enquanto estudante, ele se apresenta em casas de shows e clubes de jazz na região de Kansai.

Na década de 80, a partir de 84, principalmente, ele atua como baterista titular no clube de jazz Royal Horse em Osaka, no Japão, e começa a fazer buscas para formar uma banda com músicos locais. Isso logo vem à tona em 85, inicia os trabalhos da First Edition, que é lançada logo em 86, os primeiros trabalhos. E nessa coisa da música de improvisação, a banda combinava material prearranjado com formas livres. Então cada show é diferente um do outro.

Ele também monta o Alternate States, que é um projeto paralelo ali por volta de 1990. Os primeiros shows incluíam números com influências de rock e vocais também, evoluindo para performances totalmente improvisadas a partir do álbum Mosaic de 94. Ele também formou o trio de improvisação chamado Já na década de 90, ele prossegue com outros projetos como o trio acústico Oracuya e se apresentando com muita frequência na capital Tóquio.

E aí em 95, após o grande terremoto de Anshihin-Awaji que aconteceu por lá, ele se muda para Tóquio definitivamente em 97. E é lá que ele lança inclusive a Vincent Aplimpus, já totalmente instalado e adaptado à capital. Entrando nos anos 2000, ele grava e se apresenta em algumas gravações e registros ao vivo e também de estúdio. Segue com a Vicent e com a orquestra Nutnut, que é mais focada em percussão. Nos anos de 2010, ele dá mais atenção à orquestra libre e chega a tocar também no Fuji Rock Festival, um dos tradicionais eventos de rock no país.

E monta o projeto Mogoto Yo-Yo, inclusive tocando no Copenhagen Jazz Festival em 2017, lá na Dinamarca. A partir de 2020, ele segue ativo com a banda Rovo e outros conjuntos, se apresentando aqui e ali no Japão e no exterior. Em seu cartel de estilos, a gente tem o free jazz, a improvisação livre, a música experimental, o rock e o jazz mais puro. Além de baterista e percussionista, em sua discografia a gente tem os álbuns com a Vice Atmicos de 2002, o 1, 2 e 3 que são de 2002, 2004 e 2005.

Com a Orquestra Nudes Nudes, 2 álbuns, o Batuca de 2005 e o Rhythm Chant de 2008. Com Orquestra Libre, 2 registros de 2012, além de uns sem-números de outros registros acompanhando esses outros artistas. Tadahiro Yoshiga, que é um dos maiores nomes do free jazz japonês, atuando também no rock experimental, referência mundial em improvisação. É outro baterista que merece a tua atenção nessa nossa jornada de bateristas e percussionistas mundo afora.

Espero que você tenha curtido esse episódio. É uma forma de te ajudar a construir mais conhecimento, dessa vez algumas das potências mundiais da bateria e da percussão. E também é uma forma de oferecer para vocês um excelente ponto de partida para que as nossas pesquisas e o nosso crescimento musical siga em frente. É isso, a gente se vê, se encontra, se escuta no próximo episódio do Repercuta.