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RepercutA #206- Biografia Cleverson Silva

30 de julho de 202625min
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Tive a satisfação de ler a biografia do Cleverson Silva, "O Sonho de um Menino" e não podia deixar passar: neste episódio comento o livro sobre um dos bateristas mais bem posicionados e requisitados no mercado Brasileiro.

Michel Teló, Kuriakos, Iza, Ed Motta, The Voice Brasil, inúmeros projetos, marcas e artistas aos quais ele ja se conectou, a publicação marca seus 40 anos de idade e toda sua trajetória pessoal e profissional.

🥁🎧▶️🇧🇷

Participantes neste episódio1
J

Jairo Tavares

HostApresentador
Assuntos8
  • Biografia Cleverson SilvaInfância e Sonhos de Dança · Trajetória pessoal e profissional · 40 anos de idade · Meio gospel · Coragem e fé
  • Talentos e capacidades pessoaisHabilidades de oratória · Parcerias e exposição · Versatilidade musical · Gravações em estúdio · Ritmos brasileiros · Música gospel e secular
  • Indústria MusicalMichel Teló · Iza · Nova temporada de The Voice Brasil no SBT · Endorsement e lifestyle · Banda Deftones · Yamaha · FDA · Waldman
  • Inspiração e ExecuçãoSonhos de um menino · Fé, caráter, família e trabalho · Relação com Jéssica · Viver o próprio sonho · Poder dos sonhos
  • Rede Globo - Bastidores e Problemas InternosNAMM (feira) · Networking profissional · Turnês solos · Rede Globo - Bastidores e Problemas Internos · Viagem para África · Trabalho no Japão
  • Relacionamentos FamiliaresApoio familiar · Importância de estar preparado · Rede de apoio
  • A Paternidade de São JoséNascimento do filho Davi · Mudança de perspectiva · Ser pai
  • Empreendedorismo na Música e FranquiasEstúdio próprio · Drums SP (evento) · Urban Rhythm (selo) · Música instrumental
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JTJairo Tavares

Chegando com mais um episódio do Repercuta Podcast. Bem-vindo, bem-vinda mais uma vez. Eu sou Jari Tavares e vamos resolver trazer aqui mais uma análise de livro para fazer essa variação de conteúdo aqui no podcast. Já fiz algumas análises de biografias e também pretendo fazer mais alguns episódios voltados também para análise de livros didáticos mesmos, ou que pelo menos tenham essa divisão, né, entre contexto histórico, que é um foco, um dos grandes focos meus aqui no podcast, assim como a parte didática também, é claro, unindo, né, teoria, contexto histórico com prática e técnica.

E aí resolvi fazer esse episódio de opinião, de comentário sobre a biografia do Cléverson Silva, baterista brasileiro, um dos caras que vem construindo uma carreira muito sólida, tanto em técnica quanto em parcerias. Sempre com projetos bem assertivos. Esse livro, sendo uma biografia escrito na terceira pessoa, né, se fosse o caso de ser uma autobiografia, seria o próprio Clevenson falando ali diretamente com a gente. Antes de iniciar propriamente dito, agradecer aqui ao Thiago Henrique, baterista pernambucano, meu conterrâneo, que me emprestou o livro do Clevenson.

Ele esteve aqui em Recife para um de seus workshops em 2025, e aí o Thiago estava por lá, apareci no workshop já no finalzinho, mas o Thiago comprou o livro do Cleverson, me emprestou para fazer essa leitura. Leitura muito leve, devo dizer. E deixa eu entrar um pouco no que eu já conhecia do Cleverson. É mais recente, de 2019 para cá, que venho acompanhando mais o trabalho dele. Inclusive, por conta do, do, da produção do podcast aqui do Repercuta, eu, eu passei a prestar mais atenção em vários bateristas e percussionistas.

Conheci ele dentro do trabalho com a Isa, a cantora Isa, e já em grandes palcos acompanhando os posts, divulgando o curso, masterclass. Um dos caras que pra mim, um dos mais patrocinados assim. Quando você falar de Cleberson Silva pra mim, eu vou lembrar do cara que respira patrocínio assim, em todos os sentidos assim, sabe? Desde produtos a vestuário. Então é um cara que tem essa questão do lifestyle muito bem consolidada junto ao público dele, muito bem posicionado também, e um dos caras que para mim é um exemplo assim de engajamento e de entender o próprio público.

E é um dos motivos aos quais me chamou atenção para ler essa biografia do Cleverson e fazer esse comentário aqui no Repercuta Podcast. Vamos lá! O livro é de 2025. Alguns termos que guardei e que o Cleverson faz questão de ressaltar durante toda a biografia, que é alusiva aos seus 40 anos. Na altura de gravação desse episódio, 2026, o Cleverson já completou 41. Inclusive vi até um post dele agradecendo mais uma vez por toda a trajetória de vida.

E aí, 3 termos que me chamam atenção e que ele sempre ressalta, ele que vem do meio gospel, 2 termos na verdade: coragem e fé. Isso já tá desde o prefácio dele, ele ressalta bastante a questão de não desistir e ter um propósito, ter um porquê tá fazendo aquilo, sempre com muita coragem, muita fé. E aí, a primeira metade da biografia me chama mais atenção exatamente por ser a parte em que eu não conheço e que tem aquelas histórias de início, sabe, desde adolescência, desde a infância.

Muita coisa da segunda metade eu já vim acompanhando em redes sociais e por onde, pelos canais que o Cleverson utiliza. Ele que é de São Paulo, filho de mãe educadora, e teve o primeiro contato com a bateria ainda por intermédio do seu irmão na igreja. A questão do dia a dia dele na infância e na adolescência, isso, isso me pegou bastante. A biografia conta com bastante imagens, fotos da época, então isso ajuda na imersão de como você entender um pouco mais a trajetória dele e o cenário onde ele tava inserido, onde ele tava vivendo ali no início, no convívio com a família, na igreja também e nos primeiros estudos de bateria.

Tem muita foto dele tocando, ensaiando e assim, na verdade é uma afirmação, aquela renovação de afirmação no sentido de que do quanto é importante o acolhimento Isso de família, o apoio da família, dos pais, no seu círculo social, se for na igreja, na escola, no grupo de amigos, isso faz muita diferença numa trajetória de vida e fez muita diferença na trajetória dele. Outra coisa que me chama atenção é a importância de estar preparado, a importância de ter essa rede de apoio e que ajuda inclusive a manter esse sonho vivo.

Quantas pessoas não ficaram no meio do caminho exatamente por conta disso, né? Por conta dessa falta de apoio, muitas vezes moral e simbólico ali, né, para você ter aquela calma para praticar, para estudar. Muitas vezes nem é questão material de equipamento, isso até acontece, mas de início ali você ter esse apoio moral, afetivo, é muito importante. Como eu falei, o Cláiverson respira endorsement, respira media training, isso é muito interessante, ele tem essas habilidades de oratória mesmo, que vem do meio da igreja também, dos testemunhos, do lidar com o público no contexto religioso.

E aí essas habilidades que hoje você vê sólidas e dominadas por ele tá também na biografia, porque você vê lá no início, lá na infância, isso já foi trabalhado com a família, no meio familiar. E aí ele meio que tem essa divisão da trajetória dele na igreja e nos bares na noite. Em São Paulo. E aí algo muito importante, logo a importância de dar valor às parcerias e se jogar e se expor, né? Isso fazer diferença na tua trajetória.

Ele cita vários artistas na biografia, a exemplo do DJ Alpiste, que tem muita importância. E eu fiquei pensando o quanto é importante ser versátil e ter fé no que vem, aparece para você, nos projetos que te vem, que geram oportunidades para você, mesmo que não seja naquele estilo, que é o que faz a tua cabeça. Mas você se jogar aí, uma coisa vai ligando a outra. E eu vou falar disso mais na frente, porque alguns projetos que tava no início de carreira dele se reconectam mais na frente e trazem novos frutos, maiores frutos e maiores saltos na carreira do Cleverson.

Um exemplo disso é a banda Curiacos, que é lá de Portugal, uma banda portuguesa, e que ele faz parte da banda e fica aí uma raiz, né, e que dá frutos tanto no momento em que ele entra na banda como lá no futuro também. Massa também de ver as parcerias traduzidas através das marcas de produtos voltados para bateria que seguem com ele ao longo do tempo e as mudanças ao longo do tempo também. Mais recentemente, ele— eu até vi o programa lá do Bateria Playcast, que é o podcast do Ricardo Goedert lá no Bateria Clube, que é um programa mais recente em que ele deixou a Yamaha e tá com a FSA, né?

FSA que tava com os carrões e agora tá começando a entrar no ramo das baterias completas mesmo. E aí você vê nas imagens, né? Antes ele usava Octagon e hoje ele tá com a Waldman. Por aí vai a mudança, né, gradativa das parcerias. E ainda assim, nessa esteira da dinâmica, né, da versatilidade Ele começa a dar aula muito cedo e através disso é que ele consegue se fixar pela primeira vez em Portugal. Isso é massa desse planejamento, sempre com o apoio da Jéssica, que é a esposa dele.

E ao dar aulas, ao ter esse espaço de aulas, ele cria mais um leque de contatos e passa a ser mais requisitado para gravações. E aí ele que tem uma pegada mais no R&B, no funk, no início de carreira, isso faz mais parte da identidade dele. Ele começa a gravar outras coisas de pop, de rock e coisas até fora do meio gospel mesmo. E nesse planejamento me pegou a coisa da distância com a família. Ele fica um tempo lá, a esposa dele fica em São Paulo, mas sempre visando e vendo a importância desse passo para a vida dos dois e para a vida dele enquanto artista.

Ele insiste muito no termo do confiar e perseverar. Isso é importante para todo mundo. E que também me pegou assim, sabe? Eu tive na leitura do livro, eu confesso que eu tive algumas fagulhas de inspiração assim mesmo, sabe? Ou de pelo menos de afirmação do que eu tô fazendo hoje também, tanto enquanto baterista quanto como produtor de podcast mesmo. Outra coisa que eu gosto muito e que tá descrito no livro é importantíssimo, isso a gente vê muito em debates, eu vejo muito isso nas nossas comunidades baterísticas, Nunca é só música, ele tá falando da importância da relação humana com as pessoas mesmo.

E na velocidade que a gente vive hoje, na super conexão, a gente tá conectado com tudo e não tá com nada. Então muitas vezes as conexões, elas são, elas iniciam e já terminam. Perceba até isso aqui, assim, eu sinto que aqui no Repercuta, por exemplo, eu tento manter o mínimo de relação possível com os convidados e convidadas que por aqui passam. E confesso que até poderia produzir bem mais episódios, mas naquele toque de caixa.

Mas para mim é importante ter essa relação com quem passa por aqui e de fato conhecer minimamente humanamente as pessoas que por aqui passam, que eu convido. Isso eu me identifiquei bastante. Ele consegue levar a esposa e a família para lá, para Portugal, e fica nessa parceria de estúdio, e ela trabalhando em TV. Mas eles voltam em 2007. Você vê que Isso é antes dos anos, isso é um mundo que já não existe mais, né, aquele período de pré-auge de redes sociais.

E perceber a coragem e o momento de expandir, né, de voltar, o momento de voltar, momento de expandir os trabalhos aqui. E ele se joga para sair das igrejas, né, dos estúdios de gravação, e se lançar com estúdio próprio. Versatilidade é uma palavra que talvez eu possa mais repetir aqui nesse episódio, porque ele se expõe também à música brasileira. Então, além daquela identidade, daquela carga, daquela bagagem que ele já tinha do gospel, do funk, do soul, da black music, do jazz, do hip-hop, ele começa a incluir ritmos brasileiros, o samba, bossa nova.

Até que isso leva, leva já no ano seguinte, em 2008, de repente a primeira viralização antes da era da viralização. Eu não conheço essa época, vim ver depois, mas muita gente pessoal passou a conhecer o Cláudio é só a partir do trabalho dele com o Michel Teló, ali no auge do Michel em 2008. Tem até vídeo dele no YouTube gravando aquelas músicas que fizeram muito sucesso e que levaram Michel Teló até para fora do país. E talvez aí é onde ele se consolida como um baterista, um músico híbrido, digamos assim, entre o gospel e o secular.

Ele troca também de igreja, ele modifica da Renascer para Assembleia, e passa a atuar com missões e ministérios também. Nesse meio tempo, mudanças pessoais de vida, né? Tem o seu primeiro filho e o seu primeiro disco solo em 2011, num turbilhão de coisas, porque ele também se despede do pai. Ele perde o pai que sempre apoiou tanto o trabalho dele. Trecho que me chama atenção é exatamente esse contato com a música brasileira. Ele diz: os projetos que viveu abriram ainda mais sua mente ampliando sua visão musical e reforçando a necessidade de um trabalho próprio.

Suas referências eram muitas: Danny Chambers, David Eccle, Billy Cobham, Harvey Manson, Sonny Emory e também Gordon Campbell. Essas influências somadas ao contato com a música brasileira e as experiências em estúdio começaram a moldar nele uma identidade ainda mais única. Importante, acho que também a gente ouvir os álbuns solo dele. Aqui o foco é mais a biografia mesmo. Mas vou aproveitar para ouvir também os álbuns solos do Cleberson.

A página 34 também me pega, me pegou bastante durante a leitura, que ele fala sobre a importância da paternidade quando ele teve o filho Davi, o seu primeiro filho. No dia 18 de maio de 2012, minha vida mudou para sempre. Foi nesse momento que meu primogênito Davi chegou ao mundo, e junto com ele nasceu também um novo homem dentro de mim, o pai. Ainda não sou pai na altura de gravação desse episódio, então eu só posso meio que ter uma fagulha assim, né, imaginar.

Mas mesmo sem ser pai ainda, acho que eu consegui sentir, sabe, um pouco disso. Eu acho que depois de velho, de um pouco mais velho, né, isso acabou mudando em mim. Mas na real, essa transformação, né, da paternidade, que tem gente que também não se afeta, né, mas em linhas gerais essa transformação de você não ser o centro do seu mundo mais, já ouvi de amigos. Isso me impacta, me deixa pensando, e também me deixou pensando nesse livro do Cleverson, O Sonho de um Menino, 40 anos.

O Cleverson segue o seu ciclo de workshops, que foi de bastante sucesso, segundo a biografia. E aí vem um trabalho dele que eu também não sabia: ele foi baterista do The Voice ali durante o ano de 2012. Não sabia, é outra parada que dá muita visibilidade. Ele lança o segundo álbum solo chamado Just in Time. E ele destaca a ida dele para a NAMM, que é a feira anual lá nos Estados Unidos, e que é um lugar muito propício para networking, para novos contatos profissionais e pessoais também.

Segundo ele, a ida para a NAMM abriu a mente dele para muitas possibilidades. Ele investe em turnês solos, não sabia disso também, e também participa do especial de 50 anos da Rede Globo. No âmbito pessoal, muito massa ele ter levado a família pra viajar pela primeira vez de avião, inclusive ainda na presença do pai. Ele trabalha com a Ivete Sangalo e também lança o trabalho All My Days, Todos os Meus Dias. Desde o início você vê também o Clayverson com essa veia americanizada assim, né, de ser aquela coisa mais universal, digamos.

Mas por conta das referências dele ser bem americano, né, e os caras da Black Music Até o jeito dele, o estilo dele me remete muito a isso também. E aí é massa ele conseguir misturar isso com as referências brasileiras, né, também, pra não ficar só, pra não ser apenas um reprodutor do que os caras já fazem lá fora e ter essa carga de brasilidade que ele tem naturalmente e que ele demonstra muito bem nos palcos. Não à toa é tão requisitado e tem tanta marca, tem tanta empresa junto com ele.

Se associando ao trabalho dele. Mas é inegável a influência, né, dos artistas da black music na bagagem do Cleverson, e que se encaixa muito bem com os artistas brasileiros aos quais ele se associou. Essa relação com a música brasileira vem com o tempo, e se você ver a forma de como ele toca antes para depois dos trabalhos com artistas brasileiros, você vê, é visível a transformação da pegada, estilo, musicalidade do Cleverson.

Em 2017 ele se torna artista solo, exclusivamente solo. O trabalho Todos os Meus Dias, ou All My Days, vira sucesso e ele se muda de novo para Portugal, lança o álbum Just in Time e também um Kadosh, e passa a trabalhar com vários artistas gravando singles e álbuns. Em 2019, essa passagem que eu falei, que passei a conhecer o trabalho dele com a Isa, tá em destaque na biografia também. Participa do The Voice Kids também, que era o derivado lá do The Voice.

E uma coisa vai puxando a outra. E aí na pandemia as circunstâncias fazem ele adentrar no mundo dos cursos online. E aí talvez o repercútero iniciou em 2020 também, mas foi aí onde ele passa a ter um trabalho online nas redes sociais com mais pungência mesmo, até com mais tempo para trabalhar isso. E é com a Isa que ele vai pra África de novo e é reconhecido por artistas de lá, até por conta do trabalho que ele fez lá atrás com a Curiacos.

Como é interessante, uma coisa vai puxando a outra e você tá fazendo uma parada agora sem saber que é uma semente pra algo maior mais na frente. Ele é pai pela segunda vez e aí amplia, a partir do meio gospel, o seu trabalho também no Japão. É outra via de acesso que ele tem. E que entrega muito bem. Os álbuns de ministério do meio gospel é destaque na carreira do Clayverson também. E o espaço dele, acredito que em São Paulo, é construído de estúdio, um espaço de laboratório, como ele mesmo fala.

Ele organiza até o Drums SP, que tá até na minha lista. Encontrei o evento nessa pesquisa de encontros de bateristas. Ele realiza por lá o Drums SP e lança o seu selo próprio, que aí eu achei massa. Vou até pesquisar também. Que é voltado para música instrumental chamado Urban Rhythm. Tô deixando várias indicações aqui de coisas que eu vou atrás e te deixo essa curiosidade para tu também ir atrás dos álbuns solos dele, o selo e os documentários.

Já exemplo do Simbiose, que vai mostrando parte de turnê, de workshop dele, e parte do trabalho mesmo dele, não só em workshop, mas com registros em viagens e com novos parceiros musicais. Como aqui o foco é a biografia em si, eu vou deixar isso para uma outra oportunidade. Desde cedo você percebe que o Cléberson é o tipo de pessoa que vai se expandindo, os trabalhos deles vão dando fruto, e a biografia é um grande resumo para marcar esses 40 anos de idade, mostrando grande parte da trajetória dele, muitas vezes em resumo, mas que te deixa fagulhas ali de você sair procurando e aprofundar a cada tópico apresentado.

E como eu falei, a primeira metade me chama mais atenção, o meio ali dos projetos também, mas o final ele meio que arremata, mas com aquela necessidade, na minha opinião, de mostrar o quanto foi bem-sucedido, algo que já é óbvio mesmo, algo que já tava na cara assim, que você lendo o livro você vai sacando. E mesmo que ele, na minha opinião, mesmo que ele não tivesse alcançado tantos projetos aos quais ele queria, ou tão grandes assim, para mim pessoalmente já é uma história de sucesso ele ter conseguido ser o que ele é, sabe, em si.

Então isso para mim já é uma história de sucesso assim. Eu não sei se foi a minha leitura, e aí é algo bem subjetivo aqui, esse podcast realmente é para expressar uma opinião pessoal mesmo, mas o final eu sinto uma certa tendência para insuflar o livro, levando para o lado um pouco da prosperidade, assim, da consolidação de uma trajetória que muitas vezes tem muito número no fim, sabe? Tem muitos números assim. E eu me pego mais a partir das histórias pessoais mesmo, do que tá ali, do dia a dia.

Eu falo isso porque a jornada, ela me pega mais do que os milhões de views, os likes e plays, que isso a gente compõe até num site, né? O final do livro ele me lembrou um pouco, você transpôr os números que estão no seu site, digamos assim, tá mais vendendo um peixe do que retratando uma história no finzinho mesmo da biografia. Mas claro, isso é só escolha criativa mesmo, o livro tinha que arrematar de alguma forma. Eu só tô aqui emitindo minha opinião, é só um comentário mesmo.

A carreira do Clayderson é irretocável, Só ele sabe o que passou. Agora a gente tá sabendo um pouco mais a partir do livro, da biografia, mas é só, é só, é só uma passagem superficial perto dos dias que ele lutou, né, que ele luta para construir o que ele construiu. E o projeto All My Days deu tão certo que ele lançou uma segunda edição. Também vou assistir, vou atrás para conhecer um pouco mais de perto. De repente esses, esses produtos, eles, eles têm mais aquele microscópio para a gente ver Mas coisas de bastidor e da feitura das coisas.

Curto o trabalho dele, posicionamento dele em redes sociais, sigo acompanhando. Espero, quem sabe no futuro, gravar algo com ele. Era o tipo de cara que eu queria, que eu gostaria de ter um episódio dedicado aqui, um bate-papo com ele. E desejo muito sucesso pro Cleverson. Pra mim, o Cleverson respira música, é um exemplo de case de sucesso dele, da sua esposa. De trabalhar a imagem enquanto artista. E a cada projeto muito bem escolhido, muito bem aceito, muito bem desenvolvido, vai crescendo e o transformando num dos bateristas mais influentes dentro do nicho dele, dentro do estilo dele aqui no Brasil e fora também.

E aí, para encerrar o episódio, apesar de ter feito essas ressalvas no final da bio, tem um trecho muito sincero, muito espontâneo, no final do livro, que me pegou também bastante pela espontaneidade, e que eu quero deixar registrado aqui no podcast. Este livro não é apenas um registro, mas um testemunho de que os sonhos de um menino podem se tornar realidade quando sustentados por fé, caráter, família e trabalho. Essa construção, no entanto, não foi feita sozinha.

Ao seu lado sempre esteve sua esposa, Jéssica Silva. E aí o epílogo do livro me deixou muito impactado assim, com a forma como ele se expressa de forma muito lúcida, sabe? Ele diz: o sonho de um menino nasceu porque sinceramente eu nunca poderia imaginar Nem no meu melhor sonho que tudo isso aconteceria comigo. Foram tantas experiências lindas, tantas conquistas, tantas portas abertas, no Brasil e fora dele, em lugares que um dia eu só ousava sonhar.

Receber prêmios e reconhecimentos em tantas esferas foi algo que me encheu de gratidão, mas acima de tudo me lembrou de onde vim e do quanto ainda posso caminhar. Este livro existe porque eu quis compartilhar essa história com você, não apenas para contar, mas para encorajar, para dizer: continue sonhando, porque hoje eu vivo dentro do meu próprio sonho. Isso me pega demais. O sonho da música, da família e de tantas outras dádivas que a vida me concedeu.

Meu maior desejo é que cada página que você leu seja como um sopro de inspiração para que você também acredite no seu propósito e escolha viver o seu sonho. Que essa leitura te fortaleça, te encoraje e de alguma forma acrescente algo de valor à sua vida. No fim, este livro não é apenas sobre o meu sonho, é sobre o poder dos sonhos. E eu oro para que ao fechar essas páginas você esteja ainda mais decidido a viver os seus. Quando o Cleverson fala, eu acho que a biografia vai lá pra cima, sabe?

É por isso um dos motivos aos quais eu espero um dia, quem sabe, trocar uma ideia com ele, se for possível aqui no Repercuta, pra deixar registrado essas palavras também. Esse foi o episódio em formato de comentário sobre a biografia do Cleverson Silva, baterista brasileiro, O Sonho de um Menino, 40 anos.

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