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RepercutA #204- Bateristas e Percussionistas Espanhóis

25 de julho de 202615min
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Prepare-se para conhecer talentos que talvez nunca tenham cruzado seu caminho!

Neste episódio, exploramos a carreira de bateristas e percussionistas Espanhóis, revelando artistas, estilos, influências, tradições e sonoridades que mostram toda a diversidade e riqueza musical da Espanha. 🥁🇪🇸

Músicos dos tambores, peles e baquetas que podem até não aparecer nos holofotes mas que ajudam a contar a história para além dos nomes mais conhecidos.

São eles: José Vázquez, Israel Suárez e Juanjo Guillem.

Participantes neste episódio3
J

José Vázquez

Host
I

Israel Suárez

ConvidadoPercussionista
J

Juanjo Guillem

ConvidadoPercussionista
Assuntos4
  • Bateristas e Percussionistas EspanhóisFlamenco · Música Erudita · Jazz
  • José Vázquez (Hopper)Jazz · Música Contemporânea · Cajón Flamenco · D3
  • Tensão EUA-IrãPercussão Clássica · Música de Vanguarda · Marimba · Orquestra Nacional da Espanha
  • Israel Soares (Piranha)Percussão Flamenca · Cajón · Roberto de Lucena
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
JVJosé Vázquez

A Espanha é mais um país que conta com uma tradição bastante rica na bateria e na percussão no contexto dos tambores. E por lá temos alguns eixos de grandes destaques com bateristas e percussionistas espanhóis. Isso se dá principalmente pela influência do flamenco, obviamente não podia passar ileso, a música erudita, o jazz e também o metal, uma das dissidências mais extremas do rock. E para esse episódio resolvi escolher 3 desses eixos, deixei o rock e o metal para uma próxima oportunidade.

E aí a gente vai conhecer um pouco de vida e obra, um pouco de estilo, musicalidade de bateristas espanhóis focados na música erudita, no jazz e também no flamenco. E a exemplo de outros episódios dessa série, tenho também que fazer algumas menções honrosas aqui a bateristas que não serão foco desse episódio, mas que carregam o nome da Espanha nas peles, tambores e baquetas mundo afora. No rock, no metal, na música mais popular, a gente tem o Carlos Espósito, o Tixuz de Felatio, o José Benítez, e também um dos fenômenos da internet, o Jorge Garrido, mais conhecido como o Leste Pálido Siberiano, um fenômeno mundial do YouTube e das redes sociais.

Já no jazz, na música contemporânea, nós temos nomes como Fran Gaio e Ramon Prats. E já na dissidência dos percussionistas especializados no flamenco, nós temos o Ramon Porrina e o Luque Lousada. Outros nomes de destaque vindo lá da Espanha, na percussão clássica e erudita, é possível destacar o Miquel Bernat. E nas novas gerações, nomes como Hans Callejas e Dário Campos. Mas para esse episódio vamos conhecer um pouco os 3 escolhidos: o José Vázquez, também conhecido como Hopper, ele representa no jazz e a música contemporânea; o Israel Soares, conhecido como Piranha, ele que é especialista na percussão do flamenco; e na percussão clássica erudita, Juan Runguilén.

Eu sou Jale Tavares e esse é o Repercuta Podcast. Repercuta. Nascido em Madrid em 1955, José Vázquez, o Hopper, ele é baterista, percussionista, especializado também em cajón flamenco. Estudou solfejo, percussão e harmonia no Conservatório Real de Música de Madrid e trabalhou entre tantos artistas com a Orquestra La Doctora, a Orquestra Girassol, e também em festivais internacionais de jazz com os grupos Madeira e OCQ. Com esses grupos ele também se apresenta em diversos festivais europeus, em países como Dinamarca, Marrocos, e também no Festival Internacional de Jazz do Porto em Portugal.

Premiado, ganhou várias honrarias, incluindo o primeiro prêmio no Madrid Concílio Jazz Showcase com a banda Madeira e o primeiro prêmio com OCQ no mesmo evento. Ele gravou vários álbuns com o grupo Madeira, com a OCQ, e também em outra banda chamada Crónicos, e também chegou a gravar um álbum com o trio Adax chamado Pame Gitana. José Vázquez é um dos melhores bateristas da Espanha, um grande nome por lá. Acompanhou artistas como Pedro Iturraudi, Miguel Ángel Chastengue, Chema Sáez e Perico Sambit, e também é membro do grupo D3, juntamente com nomes como Jorge Pardo e Francis Pozé.

Outro grupo regular ao qual ele faz parte é o trio que forma com o baixista Franz Pozé e a pianista Nianke Salvador. Com esse trio, o José Vázquez grava um álbum intitulado Espacio Abierto. Baterista virtuoso e dinâmico, versátil, bastante admirado por colegas músicos espanhóis que vieram em outras gerações O José Vázquez possui uma extensa carreira no jazz. Ele já tocou em Sevilha, em própria Madrid, em Barcelona, nas principais cidades do país.

E ele compôs também o 5º Festival Universitário de Jazz de Sevilha, se apresentando com o trio Jorge Pardo lá em 2002. Um dos mais notáveis, a banda D3, a qual ele faz parte, bebe de fontes do flamenco, mas que aproxima os ritmos do cante jondo do jazz. Com o D3, ele grava 4 álbuns: o Directo, o Kid Procore, o próprio Espaço Aberto e também o Sobre la Marcha. Baterista e percussionista atuante na união do flamenco, da música latina e do jazz, tendo tocado com grandes nomes da Espanha e fora dele, e sendo respeitadíssimo na comunidade baterística.

Esse é José Vázquez, o Ropé. Israel Soares, o Piranha, é percussionista especializado no ritmo do flamenco, indicado ao Grammy Latino e premiado com o Master of Mediterranean Music por seu domínio principalmente do cajón e da percussão flamenca. Filho do cantor flamenco Ramon El Português, e neto da cantora Porrina de Badarroz. Israel Soares vem de família onde o canto, a dança e o violão flamenco sempre estiveram presentes. Ele que é autodidata e atribui ao seu irmão Ramon Porrina a grande razão pela qual ele entrou no mundo da música.

O Israel começa a se apresentar ainda aos 13 anos com a cantora Nina Pastore e desde então não parou. De lá para cá colaborou com artistas como Sara Baras, Tomatino, Vicente Amigo, Chano Domingues, Bebo Valdez, Diego El Cigala, Jerry Gonzalez, Juan Cortez do Candy, o Potito, o Montes Cortez, Latana, Joaquim Cortez, Alejandro Fernandes, Rosário, Ketama, Antônio Carmona, La Barbearia del Sur, Winton Marsalis, Nino Joseli, Javier Limão, Buica, Lenny Kravitz, e muitos outros artistas.

Ele faz parte da banda que acompanhou o maestro Paco de Lúcia durante a última década da carreira do Paco. Recentemente foi homenageado pelo Instituto de Música do Mediterrâneo da Berklee College of Music. Dispensa apresentações, tradicionalíssima referência mundial. E a grande assinatura do Israel é a revolução que ele encampou na linguagem do cajón dentro do flamenco. Com experimentações e elevando novos paradigmas do instrumento dentro desse ritmo.

Considerado uma figura central na percussão flamenca, ele pertence a uma proeminente geração de artistas, considerado um dos maiores percussionistas de flamenco da história. Fica esse incentivo para que a gente pesquise mais e mais, conheça mais de perto músicos e musicistas fora do grande eixo comercial. Esse é Israel Soares, o Piranha. Juan Roguilien nasce em Catarroja, em Valência, em 65. Percussionista solo, músico de orquestra, professor, compositor e produtor.

Músico multifacetado, é uma figura de destaque na percussão clássica e erudita e na sua inclinação para a música de vanguarda contemporânea e todos os aspectos da percussão moderna. Ele vence o Prêmio de Concurso Espanhol de Jovens Artistas ainda em 84. Como concertista, ele tá especializado em música de vanguarda e já se apresentou em recitais em países da Europa, na Ásia, nas Américas e também no seu país natal, na Espanha. Inúmeros compositores dedicaram obras, composições para sua execução.

Ele já interpretou inúmeros concertos para percussão de compositores como Takemitsu Serra, Norgaard, Tandun, Miyoshi, Jesus Torres, Cristóbal Halfner, Olivia Carvajal Arteta, entre outros. E também participou de inúmeros conjuntos importantes no contexto clássico e erudito, como a Orquestra Nacional da Espanha, a Orquestra Sinfônica de Barcelona, a Orquestra Sinfônica de Madrid, a das Ilhas Baleares, a Orquestra de Câmara de São Petersburgo e também a Orquestra de Câmara de Cascais, que fica lá em Portugal.

A Orquestra da Comunidade de Madrid e a Orquestra de Las Palmas de Gran Canária também contaram com a presença dele. Ele já gravou com artistas como Rafa Gálvez, E também tem um conceito de destaque, peça de destaque para dois percussionistas, que ele executa com a orquestra de César Camareiro e a Orquestra Nacional da Espanha. Ele se interessa bastante logo cedo, ainda nos anos 90, pela pedagogia, por dar aula, e cria o Centro de Estudos Neo Percussion, um centro privado dedicado ao ensino e desenvolvimento da percussão, onde durante muitos anos ele concentrou a sua atividade pedagógica e ministrou masterclasses em diferentes centros de estudos na Espanha e por longo da Europa, América e Ásia, a exemplo da Royal Academy of Music lá em Londres e a Manhattan School of Music, além do Conservatório da China e também de Amsterdã.

É a extensão desse trabalho dele a partir da Espanha, a partir do seu instituto, que deu frutos em outros países, expandindo. Desde 2012, ele é professor no Departamento Pedagógico de Percussão do Centro Superior Caterina Gusca e também da Universidade Alfonso el Sábio. Diretor artístico da Neo Percussion, com quem ele se apresenta em todos os tipos de palco, desde festivais de música clássica a eventos de música contemporânea, até apresentações artísticas com artistas como o Quarteto Arditi e o Marcus Stuxen, entre outros.

Ele também é diretor artístico das séries de concertos Madrid Atual e também do Atual Percussion in Ravea, que fica em Alicante. Ele é formado nos Conservatórios Superiores de Valência, Barcelona, Madrid e também em Estrasburgo, na França, e em Manchester, na Inglaterra. Como músico de orquestra, ele integrou vários grupos como a Orquestra do Gran Teatre del Liceu e a Orquestra Sinfônica de Madrid. Desde 99 é professor solista da Orquestra Nacional da Espanha.

Em sua lista de performances e apresentações e concertos lugares como Salzburgo, Pequim, Shenyang, Taiwan, Culiacán, Monterrey, Bogotá, Santo Domingo, Lima, Nova York, Gotemburgo, Paris, Stuttgart, Berlim, Belgrado, Manchester, Leeds, Valência, Pamplona, Alicante e Cáceres, entre outros lugares. Já como concertista solo, apresentações em Málaga, Madrid, Cascais, Pequim, São Petersburgo, Andaluzia, Galícia, Oviedo, Pamplona, entre outros.

Já se apresentou com quarteto de cordas acompanhando trompete, flauta, oboé, órgão, harpa, violino e violoncelo. Ele também encampou o projeto Marimba Líquida, que é uma investigação artística sonora e sensorial sobre as possibilidades musicais da marimba. Um dos maiores percussionistas clássicos da Espanha, solista internacional, professor de conservatório e tendo sua própria escola, especialista em música contemporânea, intimamente ligado à marimba e ao vibrafone.

Ele que tem o apoio da Molitec, patrocinado pela empresa especializada em instrumentos percussivos sinfônicos eruditos, nesse caso a marimba. Esse é Juanjo Guillén, fechando esse episódio sobre bateristas e percussionistas espanhóis aqui no Repercuta.

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