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RepercutA #191- Bateria na Gestação

10 de maio de 202613min
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É seguro tocar bateria durante a gravidez?

As transformações impostas pelo período gestacional requerem atenções especiais, cuidados específicos e adaptações no pós parto.

Quando interromper a prática?

Como proteger a saúde física da mãe e do bebê ainda na barriga e nos primeiros meses de vida?

Mães bateristas e percussionistas, vocês estão no centro desse episódio! 🥁📍🤰🏼

Assuntos4
  • Bateria na GestaçãoAdaptações na prática · Cuidados com a saúde física · Impacto no bebê · Retorno à prática pós-parto · Benefícios da bateria como exercício
  • Medicamentos e TratamentosSegurança da prática · Sistema vascular e gravidez · Saúde auditiva do bebê · Exercício físico moderado
  • Cuidado Pessoal e Bem-estarVolume e configuração do set · Problemas de lombar e pedal duplo · Conforto do banco · Disfunção da sínfice pública (DSP) · Bateria eletrônica
  • Depressao e Crise PessoalBateria como auxílio terapêutico · Rede de apoio · Inspiração para os filhos
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Conceber a vida, conceber um filho, uma filha, uma dádiva, que só quem é mãe consegue traduzir, expressar a transformação psicológica, física, na mente e alma de tantas mulheres. E com as bateristas e percussionistas, isso não é diferente. Mas será que dá para conciliar a gestação, as transformações e mudanças que ela apresenta para a vida de todas com a prática dos tambores, da bateria e da percussão? Esse é o tema desse episódio do Repercuta Podcast.

Virou um ótimo artigo, vou deixar na descrição aqui do episódio do Drummell, portal educacional de bateria que volta e meia me serve bastante de fonte de pesquisa, enfim, incrível e todo o conteúdo que eles propõem. Nesse artigo meio que especial do dia das mães, eles primeiro parabenizam as mães de bateristas que deram a luz a tanta gente talentosa, toca tambores e comanda as baquetas e também as mães que são bateristas.

O artigo descreve a conversa e de certa forma uma pesquisa com algumas mães bateristas. E cada uma teve uma abordagem levemente diferente entre elas no tocar bateria durante a gestação. Algumas não largaram a bateria e apenas fizeram algumas mudanças no volume e na configuração dos sets. Mas outras também pararam de tocar completamente. E aí o artigo exemplifica as diferenças. Tiveram mães que acabaram por amenizar o som da bateria.

Então abafaram mais os tambores e com preocupação principalmente de que o bebê ouvisse mais a sua voz, a voz da mãe do que o instrumento. E amenizar principalmente a intensidade da caixa. As que tocavam um pedal duplo passaram a usar o simples por conta do problema na lombar e da exigência maior na lombar. Isso se elas tocavam muito tempo acabavam tendo dores o que poderia acarretar algo para o bebê.

Outra mãe, ela continuou em turnê em até um ou dois dias antes do nascimento da filha. Outra parou de carregar o kit. Uma que tocava na igreja mudou o banco para um banco com encosto, com mais conforto. Já outra percussionista que tocava em bandas de fanfarra manteve a rotina tocando até quando foi possível. Até tem algum problema ciático e aí parou um pouquinho para poder se dedicar integralmente à gestação.

Já a outra mãe parou completamente, pensando na saúde auditiva do filho, inclui também ter parado de fumar e de beber. Já a outra mãe baterista, ela não tinha uma rotina tão grande com sua banda de shows e gravações ou turnês, então ela não se sentia tão obrigada a ensaiar regularmente. Então ela meio que manteve aquela rotina que já não era tão extensa.

só suspendendo a bateria quando ela começou a ter um probleminha na pélvis e desenvolveu um problema chamado DSP, disfunção da sínfice pública. Mas o que os médicos recomendam para bateristas grávidas? O Dr. James Lillia, que é um oncologista ginecológico que atua na California e também é baterista por coincidência, ele que toca na banda Bunco e foi um dos fundadores fr mówou.

Ele garantiu que é absolutamente seguro para as mulheres continuarem tocando bateria durante a gravidez, assim como outros exercícios físicos. E também é uma ótima forma de aumentar a frequência cardíaca. E como qualquer forma de exercício, até porque o cérebro da gente entende bateria enquanto exercício também, né? É importante que você se certifique de que não tem nenhum problema cardíaco antes de fazê-lo. Conversar com seu médico e dar atenção especial ao sistema vascular.

que muda muito durante a gravidez, como aumenta a quantidade de sangue no organismo, até 48%. Às vezes os problemas de saúde são descobertos durante a gravidez, e o risco de coágulos sanguíneos também é maior, então por isso é recomendável que continue se exercitando, a bateria tenha essa importância nesse viés, nesse aspecto. Tocar a bateria é uma ótima forma de exercício de baixo impacto.

E dependendo do estilo musical, você provavelmente vai ficar sentado em uma posição fixa e movimentará os braços e as pernas vigorosamente. É similar a estar em uma bicicleta ergométrica. É seguro continuar tocando, até porque a pessoa dificilmente cai da bateria e o seu centro de equilíbrio deve mudar.

Mas a amplitude de movimento das pernas será diferente no terceiro trimestre. As articulações podem apresentar alguns problemas devido às mudanças relacionadas à gravidez e não é tão difícil que o desenvolvimento de dores nas costas ou nos joelhos aconteçam. É importante prestar atenção no que é confortável para você e pedir para que alguém carregue suas coisas após o segundo trimestre de gestação.

Das bateristas entrevistadas para esse artigo, uma das preocupações mais comuns era se tocar bateria em um quisto e acústico em volume máximo, se isso seria prejudicial aos ouvidos do bebê. E aí o doutor compara o útero a 25 centímetros de água, que absorve a maior parte do som do mundo exterior. Até abrindo aspas, ele diz, você poderia literalmente mergulhar a cabeça em um balde d'água e ter alguém tocando bateria ao seu lado.

Mesmo se você apenas enchesse os ouvidos com água, não ouviria muito, porque sua membrana timpânica não vibraria como normalmente. Nossos tímpanos não evoluíram para vibrar dentro da água e muitos sons desviam dos tímpanos para atravessar os ossos. As próprias cidades podem ser barulhentas lá fora, ele acrescentou também, e não há diferença na audição das crianças da cidade, ou seja, vida normal para lá e para cá, principalmente em centros urbanos, o bebê não é afetado da mesma forma.

Já quando as mães param para se dedicar à gestação, quando é interessante voltar a tocar. É outro ponto que é trazido pelo artigo. Um outro recurso é comprar um kit eletrônico, uma bateria eletrônica, já que o som vai diminuir também. E os sons no fone, no headphone, apenas para a mãe ouvir. Bateria eletrônica aqui também é utilizada.

É recomendada após a gestação, após o nascimento, já para quem não acorda o bebê desnecessariamente. Já para o corpo da mulher, o doutor sugere uma rotina de exercícios com seu obstetra, com seu médico, estabelecendo uma meta diária flexível para exercícios, isso até que a bateria entre nessa rotina.

Se tiver um kit eletrônico configurado, você pode usar para tocar uma música bastante energética por cerca de meia hora, entre 30 e 40 minutos. Então você vai queimar entre 200 e 250 calorias se tocar bastante durante esse tempo. É uma forma também da mãe fazer uma coisa para ela, um autocuidado, um autobenefício. Já no pós-cirúrgico não é interessante chegar e já tocar, porque há riscos de lacerações ou episiotomia durante o parto.

Ou seja, inchaços e desconforto para sentar no kit de bateria. Mas se tiver com muita vontade de tocar, você pode considerar colocar uma espuma para aliviar a pressão nas áreas sensíveis. Isso pode levar até semanas para se sentir melhor. No caso de cesárea, o conselho é não levantar peso por cerca de 6 semanas. E o período de recuperação pode variar de mãe para mãe.

Alguns voltaram com 2 semanas, outros com 6 e outros até com mais de 1 ano. Vai depender da especificidade de como foi o parto. E a bateria também ajuda no tratamento da depressão pós-parto. Algumas mães nesse teste, nessa pesquisa, houve mãe que fez terapia enquanto lutava contra depressão e ansiedade. E a bateria ajudou nesse encorajamento para retomar. Então, cerca de 4 meses após o parto.

Essa mãe começou a praticar novamente. E com seis meses ela já estava tocando em banda de novo. E depois do desafio, depois dos filhos um pouco maiores, encontrar tempo para tocar e para ter uma rotina um pouco mais extensa. Então uma rede de apoio é importantíssima nesse sentido. Mais na frente é até interessante praticar com seu filho e quem sabe até manter uma parceria. Isso já depois de alguns anos de idade. Inclusive inspirando os pequenos e as pequenas.

Em linhas gerais, na maioria dos casos, sim, é seguro tocar bateria durante a gestação, mas também, como dito e detalhado no artigo, depende muito da intensidade, das condições da gestação, isso muda de grávida para grávida e adaptação também da prática, algumas readaptações. O ponto central é tratar com uma atividade física moderada, como de fato a bateria é, ótimo o cardio.

O cérebro, inclusive, compreende a bateria enquanto exercício físico. Enquanto a gente pensa que é dividido, que é a arte sendo feita, algo mais romântico, para o corpo fisicamente e biologicamente é exercício físico de baixa intensidade. As diretrizes médicas são bastante claras. A prática de exercício físico é recomendada para gestantes saudáveis.

assim como uma espinsteira, por exemplo, que também é indicada para gestantes. Inclusive, o exercício da esteira se assemelha bastante à prática da bateria. Exercícios leves e moderados são seguros para a mãe e para o bebê, e os benefícios incluem a melhora cardiovascular, diminuição na dor lombar e o menor risco de diabetes gestacional. Em geral, 150 minutos por semana de atividade moderada é o padrão recomendado.

Importante sempre com a liberação médica, é claro, pois há contraindicações, como placenta prévia, a questão da pré-eclâmpsea, entre outros. Onde a bateria e a percussão entra nisso tudo, embora existam alguns poucos estudos diretos sobre bateria na gravidez, dá para analisar por equivalência, por exemplo, aspectos positivos.

Pode ser considerada atividade física de baixo impacto, especialmente porque ela está sentada. Trabalha a coordenação, circulação e condicionamento físico. Pode contribuir para o bem-estar emocional. Há exemplos de qualquer prática musical. Existem alguns relatos métricos também que dizem que não há problema com som ou vibração em níveis normais, acertáveis para o bebê e a exposição a altas frequências sonoras.

E manter a atividade é, na verdade, benéfico para todo mundo. E se vai gerar desconforto para o bebê, com certeza já vai ter gerado desconforto para a mãe muito antes. Então a mãe se torna ali um filtro, um pré-filtro, para que não tenha nenhum problema com o bebê.

Na prática, o ensaio normal é ok para quem tem banda ativa. E nos shows, o PA muito alto, o prolongamento durante muito tempo, durante um show, é melhor cautela nesse caso. Mas aí também é possível reduzir o tempo dos shows também em função da proteção do bebê.

No impacto físico e no esforço, como temos a utilização de bumbo, pedal duplo, grooves intensos, isso tudo acarreta no esforço cardiovascular. A gestação muda com o tempo, existem várias fases, e isso também acarreta em questões de equilíbrio, circulação e também demandas na coluna da mãe. Os riscos, dor lombar e fadiga e também sobrecarga do assoalho pélvico, que é exatamente o tipo de esforço que se recomenda se moderar na gestação.

Postura e ergonomia. Conforme a barriga cresce, a posição da bateria vai mudar um pouco. A compressão abdominal pode incomodar também. E alguns dos ajustes mais comuns é o banco mais alto, o kit um pouco mais espaçado, melhor realocado entre as peças e evitar também inclinar o tronco.

A duração da prática da bateria e exercícios prolongados sem pausa não são recomendados. No caso da percussão, normalmente a percussão se estiver em pé, também é importante a utilização de um banco para que ela possa repousar também. E no geral, o ideal é usar a percussão.

São sessões mais curtas e pautas mais frequentes. Condições individuais contam também, influenciam. Existem casos em que de jeito nenhum não é recomendado. No caso, por exemplo, de gravidez de risco, sangramentos, hipertensão gestacional e dores ou contrações.

O que as bateristas grávidas costumam fazer na prática? Reduzem o volume, usam alguns pés e pratos de borracha, isso para estudar, diminuem a intensidade e param quando aparece o primeiro desconforto. Alguns bateristas hipercotonistas continuam até o final da gestação, praticando o instrumento e outras já paralisam no início da gestação. Ou seja, não existe uma regra única, isso tudo é muito individual e vai dar a anatomia de cada pessoa, do corpo, de cada mulher.

Mas em linhas gerais a prática da bateria e da percussão dos tambores é saudável. Existe uma liberação médica, existe já um padrão que é atestado, que é comprovado que não há problemas, na verdade benefícios. E claro, a prática sendo moderada e adaptada.

Esse foi mais um episódio do repercuta podcast. E aproveitar para parabenizar todas as mamães, bateristas e percussionistas mundo afora. Está registrado um beijo enorme para minha mãe, que me permitiu estar nesse mundo e ser quem eu sou. Dona Milânia, beijo grande, te amo demais. Muito obrigado por tudo, por tudo.

Você mãe, baterista e percussionista, parabéns para vocês por toda a trajetória, luta e significado para todos nós. E você baterista e percussionista, parabenize sua mãe, você que a tem ao lado, valoriza. Você que não a tem mais, na certeza da memória positiva da sua mãe e parabeniza a sua mãe. Se aproxima. A gente se encontra, se vê, se escuta no próximo episódio do Repercuta.

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